comerciominho_05101878_845.xml
- conteúdo
-
REDACTORES—
D.
Miguel Sollo-Mayor c Dr. Custodio Velloso.
—
DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pinientel.
PBEÇO
DA
ASS1GNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes
...............................
1&000
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annqncios
cada
linha.....................
20
Repetrio
.....................................
10
BBÀ6A
—
SABKABW
5
HE
OUTUBRO UE
k»ÍS
.
A
maré
erenc«.
Assim é
costume
exprimir-se
o
nosso
povo,
quando quer
indicar
o
atigmento
de
indignação
que
vae
sentindo.
A
maré
cresce; dizemol-o nós
lambem
ao
vêr
a
exasperação
que começa
a
apo
derar-se
dos
espíritos.
E
não
se
diga,
que
as
queixas,
hoje
unanimes
nos
quatro
ângulos
do
paiz,
ca
recem
de motivo
que
as
justifique.
O
povo
soflre;
e
se
até
hoje
tem
sido
paciente;
quem
póde
assegurar,
que
o
se
ja
amanhã,
quando
lhe
redobrem
os
vexa
mes
que
o
opprimem?
Sim,
o
povosoflre.
Quarenta e quatro
annos
de
tyràn-
nia
liberal
tem
sido
para
elle
um
pesa
do
capliveiro,
um
supplicio
constante
e
sempre
crescendo,
porque
de
dia
para
dia,
como
d
’anno
para
anuo,
se
lhe
tem
ido
aggravando
mais
e
mais
os
males
que
o
atormentam.
Kão
vimos
fazer
coro
com
os
que,
pa
ra
lograrem
seus
intentos,
procuram
lison-
gear
as
paixões
populares.
A
nos«a
linguagem
é
franca,
porque
as
nossa *
aspirações
estão
definidas,
e
não
procuramos
nunca
o
descrédito
dos
outros,
para
fazel-as
vingar.
•
Embora
em
arraiaes
contrários,
ama
mos a lealdade,
que
sempre
conlrapoze-
mos
á
perfídia,
com
que
por
vezes
lemos
si
do
hostilisados.
Mas
este
sentimento
qne
em
nós
prepondera,
não
nos
inhibe
de
dizer
a
verdade,
quando
seja
de
ne
cessidade
dizer-se.
Cansam-nos
verdadeiro tedio
todos
es
ses
escândalos
que
a
imprensa
liberal
dia
riamente
vem
assoalhando.
Não
hos
surprehendem,
porque não
são novos, e
porque
elles formaram
o
património
unico
com
que
a
revolução
se
dota,
todas
as
vezes
que
consegue
al-
liar
se
com
um
paiz
qualquer:
mas
para
que
o
pretender
desviai
os
da
causa
que
os
produz?
Não
conhecemos
um
só
partido
libe
ral,
que
não
tenha
sido
accusado
pela
mesma
fórma
e
dos
mesmos
crimes
que
agora
pesam sobre
o que
está
no
po
der.
Nós
ahi
os
temos
visto
em
luctas
constantes,
descobrindo
se
muluarnente
as
mesmas
pustulas.
Logo
para
que
attri-
buir
exclusivamente
a
uma
parcialidade
o
que
é
commum
a
todos?
Que
o
vicio
é
do
systema,
temol-o
repetido
centenares
de
vezes;
e
se
pre
cisássemos
de
provas,
de
sobejo
as
en
contraríamos
na historia
de
lodos
os
go
vernos, que desde
a
época
nelasla
do
constitucionalismo
leem gerido
os
negocios
públicos entre
nós.
Não
se
queira pois
desviar
a corren
te
que
os
factos
vão
naturalmente
impri
mindo
ás
ideas.
Deixe-se
ao
bom
senso
do
povo
o
jul
gar
das
coisas
pelo
que
ellas
são e
pelos
efleitos que
lhe
tem
produzido.
A
maré
cresce,
porque
a
crise
so
cial
que
começamos
a
experimentar mais
aggiava
a
crise
política,
que ha
muitos
annos
estamos
soflrendo.
Mas
ninguém se persuada,
que
a que
da
do
snr.
Fontes ha
de
tudo reme
diar.
O
mal
provém
de
mais
longe,
que
d
’
ahi
só
facil
seria o
dar-se-lhe
reme-
dio.
Não
se
illuda
o
povo,
prestando
se
a
servir
uma
vez
mais de
degrao
a quem
tantas
o
tem atraiçoado.
Pense
bem na
gravidade dos males
que
o
aífligem, para
que,
em
occisião op-
portuna,
acerte
em
lhes
dar
cura
radical.
Tal
é
o nosso desejo,
para
que
ex
travasando
a
exasperaçao,
não
venha
a
produzir,
por
falta
de acerto, uma
inun
dação
de
desgraças
ainda
maior,
do
que
a
que
estamos
soflrendo.
M.
MARINHO
ÍÍÍÍC&AKAÇî.
Fui
com
a
maior
surpreza
que
li
em
um
annuncio d
’
um
novo
collegio d
’
esta
cidade,
o
meu nome
e
do
revd.
0
padre
Meli.
como
directores
espirituaes
do
Col
legio
de
S.
Carlos;
apresso-me pois
a
declarar que
eu
não
sou.
nem
promelli
ser
director
espiritual
do
tal
collegio,
nem
também,
segundo
julgo,
o
revd.
0
padre
Meli
que
nem
mesmo
aclualmente está
n’
esta
cidade.
Padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
Braga
1 d’outubro
de 1878.
Toda
a corrsspondancia
para
a
radacção, administração
ou
outra qualquor que tenha de ha
ver
com
o
«Commercio
do Mi
nho», será enviada ao seu di
rector Antonio Joaquim de Mes-
quista Pinientel, rua Nova n 0 4
—Braga.
S. Francisco
«5
’
Aasia.
—
Fesleiou-se
hontem
nos
templos
dos
Remedios.
Ter
ceiros
e
Conceição
o
glorioso
Patriarcha
S. Francisco
d
’
Assis,
fundador
dos
Reli
giosos
Menores.
Nos
Remedios,
antes
de
começar
a
missa
solemne.
s. exc.®
revd.tna
o
snr.
arcebispo
Primaz
foi
alli
celebrar
missa.
assistidos
pelos revd,
08
Deão
e
vice-reitor
do Seminário
Conciliar.
De
tarde prégou
o
sermão
o
fevd.
0
abbade
de
Sabariz,
Gaspar
Victor
de
Sousa
e Castro.
Comó
de
costume,
s.
s.®
mos-
trou-se
um
orador
distinctissimo,
pois
que
é
amplamente
dotado
das
mais
excellentes
qualidades
oralorias.
O
snr.
Sousa
e
Castro
honra
a nobi
líssima
classe
a
que
pertence.
ttovena.-Começa
ámanhã
no
con
vento
vulgarmente denominado
das
The-
rezinhas, a
novena
de Santa Thereza
de
Jesus,
cuja
fesla
tem
logar
no
dia
15,
n’aquelle
templo
e
no
do
Carmo.
S&elntorio.
—
Foi-nos
enviado
um
exemplar
do
relatorio da
commissão
liqui-
dataria
do
Banco
Commercial d’
esla
ci
dade.
Agradecemos.
Senhor
do Homflnt.—
Com
missa
cantada.
Exposição,
sermão
e TeDeum,
festeja-se
ámanhã
na
capella
de
S. João
da
Ponte,
o Senhor
do
Bointim,
venera
do
no
oratorio da rua da
Deveza.
Hoje á
noite
ha
n
’
aquelle
local
vis
tosa
illuminação,
leilão de
prendas
e fo
gos
d
’
artiíicio.
Hegreno.
—
Já
regressou
a
esta
ci
dade
o meritissimo
juiz
de
direito d
’esta
comarca
o
snr.
dr.
Adriano
Carneiro
Sam
paio.
JAota.
—
No nosso
ultimo
n.®
de
quin
ta-feira
transcrevemos
do
«Conimbricen-
se»,
juntamente
com
uma
carta
do
snr.
Saraiva
sobre
as
nossas colonias
portu-
PliEÇO
DA
ASSIGNATUBA
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
..........................
2$00G
»
6
»
.........................
1&056
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes, moeda
forte.
.
3&6í)f
Folha
avulso................................ 1©
N.° 845
guezas,
uma
nota
do
snr.
Joaquim
Mar
tins
de Carvalho,
em
que
dá
a
razão
porque
no
texto
da
mesma
carta
suppri
me
uma
palavra
que
qualifica
de
alta
mente
aflrontosa
para
D.
Pedro
IV.
Respeitando
as
ideias
do
redaclor do
«Conimbricense»,
que
temos
na conta
do
mais
honesto,
sensato
e
independente
dos
jornalistas
Hberaes,
não
era
nossa
inten
ção
transcrever
essa
nota,
pois
bastava
conservar
no
texto
a
reticência que
sub
stituía
a
palavra supprimida.
Somos
acatadores,
como
nos
cumpre,
da
legitima
manifestação
do
pensamento
de cada
um,
e porisso
lambem
espera
mos
se
nos
não
levem
a
mal as
refle-
Xões
que
sobre
isto
fazemos.
Nós
abrigamos
um
modo
muito
diver
so
de
pensar
sobre
a
maneira
de
tratar
aquelles
que
figuraram
na implantação
do
liberalismo
em
Portugal.
Entendemos
que
o
respeito
devido
aos
mortos
se
não
deve
estender
tão
longe,
que
nos
impeça
de
dizer as
verdades,
quando
as
circumstancias mostram
a
sua
conveniência
e
possam
servir
de
salutar
exemplo
aos
que vivem.
Aquelles
a
quem
a
historia imparcial
e
a
posteridade desapaixonada
não
pode
rem
deixar
de insculpir
o
ferrete
do op-
probrio
e
da
ignominia,
devem
mostrar-
se
laes
quaes
foram,
para
que
os
que
vivem
os
não
imitem,
do mesmo
modo
que
os
que
viveram
virtuosa
e
saotamen-
le
devem
apontar-se sempre
á
sociedade,
laes
quaes
foram,
para
que
sejam
imita
dos
Não
tem
para
nós
valor
algum
o
di
zer
se.
que
assim
como
se não
empregou
para
com
tal
rei
este
ou
aquelle epithe-
to,
lambem
se
não
emprega
para
um
ou
tro. Esse
modo de
raciocinar
levaria
a
consequências
falsas
e deploráveis,
o
que
agora
não
lemos
tempo
de
desenvolver
Basta
dizer, o que
ninguém
poderá
con
testar,
que,
emquanto
o
que
se
diz
d
’um
indivíduo
póde constituir
um
gravíssimo
insulto,
e uma flagrante injustiça, appli-
cado
a
um
outro
é
uma
grande
verdade,
e
verdade que
muitas
vezes
se
torna
ju
sta
e
conveniente,
senão
mesmo
necessá
ria.
Assim,
emquanto
ninguém
de
senso
commum
poderá
incrustar
na
corôa
de
D.
Miguel,
Rei
de
Portugal,
os Ires glo
riosos
florões,
de
mação,
usurpador
e
la-,
drão,
póde.
com
toda
a verdade
e
justiça
fazel-o
para
com
......
outro.
Basta.
Exame»
u»
íyeesx
Parta,
—
Os
que
no
dia
2
se
verificaram
no
iy-
ceu
nacional d
’
aquella
cidade
deram
o
se
guinte
resultado:
Porluguez
—
Entraram
a
exame 4
in
divíduos,
ficando 1
approvado
e
3
repro
vados.
Malhematica, prova
escripta
—
Foram
adraittidos
á
prova
oral
24
e
excluído
1.
Malhematica, prova oral
— Entraram
a
exame
6,
íicando 3
approvados
e
3
re
provados.
Em
geographia
e
inlroducção
ficaram
todos
approvados.
Alienação
mental.
—
No
dia
1,
deu-
se
no
Chiado,
em
Lisboa,
um
tristíssimo
caso
que
alvoroçou
toda a
gente do
si
tio, e
produziu
profunda
sensação na
capital.
No
meio
de
um
grande
circulo
de
po
vo,
que
cada
vez
augmenlava
mais,
es
tava
uma
carruagem
parada,
e
um
ho
mem
já
velho,
de
cabellos
brancos,
gri
tando
e
gesticulando
entre
dois
criados
de
libré
oleada
de branco,
que
forcejavam
por
tranquilisal-o.
I
O
homem
no meio dos sbus grilos
dizia
que «Portugal era um paiz perdido;
que
havia
uma
conspiração
contra
o
rei,
e
que
elle
era o
chefe
d
’
essa
conspira
ção
e
queria
ir
salvar
o
rei,
a
rainha
e
o
snr.
Fontes
»
O
homem
que
dava
este
desgraçado
espectaculo era
um
homem
muito
conhe
cido
e
estimado
em
Lisboa,
o
snr.
José
Caetano
Campos,
juiz
do supremo
tribu
nal
de justiça,
antigo
deputado
por
Lis
boa
e
ex-presidente
da
camara elecliva,
rico
proprietário morador
ri
’
um
bom
pa-
lacio
do
largo
do
Conde
Barão,
irmão
do
snr. dr.
Campos
Henriques
e
sobrinho
do
snr.
visconde
de
Villa
Nova
de
Fozcôa.
Ainda <sa lieasarrilaiuentog.
—
Dizem
que
vae
ser
publicado
um
folheto
intitulado
«O
descarriiamento em
Matto
de
Mirandas,
que
sera
disiribuido
gra
tuitamente
em
Lisboa
e
nas
principaes
cidades
e povoações
do
norte.
A
discus
são
ácerca
do
descarriiamento
ainda
con
tinua
na
imprensa.
Ao
mérito.
—
O
snr.
José
da
Cunha
Alves
de
Smsa,
distincto
artista
desta
cidade,
foi premiado
com a
medalha
de
bronze,
na
exposição
de
Paris.
OespaeEiofs
eecJeasaa t sc®s. — Por
decreto
de
2,
foram
feitos
os
seguintes:
Declarando sera
efleito
o
decreto
de
3
setembro
e
carta
regia
de
14
de
ou
tubro
de
1874,
que
apresentou
Antonio
Manoel
Barreiros
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Barcarena,
do concelho
de
Oeiras,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero
Francisco
Mendes
Bara
ta,
parocho
collado na
egreja
de S.
João
Baptista
de
Cambas, diocese
da
Guarda—
apresentado na
egreja
parochial
de S.
Ma-
theus
de Unhaes Velho,
no
concelho
da
Pampilhosa, da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Agostinho
Moreira,
parocho
collado
na
egreja
parochial
do
Divino
Salvador
de
Victorino
das Donas
diocese
de
Braga
—
apresentado
na egreja
parochial
de
S.
Thiago de
Castello
de
Neive,
no
concelho
de Vianna
do
Castel
lo,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
João
Luiz
Affonso—apre
sentado,
precedendo
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Santa Eulalia
de
Villar
de
Mouros,
no
concelho de
Cami
nha.
diocese
de Braga.
O
presbytero
Sebastião
Pires
Dias
de
Freitas,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
João
Evangelista
da
Balança,
diocese
de
Braga
—apresentado na
egreja parochial
de
S.
Thiago
de
Chamoim,
concelho
de.
Terras
de Bouro,
da
mesma
diocese.
vi.
Penn.
—
Falleceu
em
Lon
dres,
M.
John
Penn, celebre
engenheiro
naval,
nascido
eru
1804.
Debaixo
da sua
direcção
se
construíram
os
navios
coura
çados
da
marinha
britannica
«Warnara,
«Black
Prince»,
«Achille», .Hercule»
e
«Snllan».
As
grandes
potências
estrangeiras
Rús
sia,
Áustria,
Egypto,
Turquia,
recorreram
ao
talento
d
’
este
habil
constructor.
John
Penn
era um
dos
fundadores
do
instituto
dos
engenheiros
civis
e
mecha-
nicos,
membro
da
sociedade
real
de
Lon
dres
e
chefe
da
casa John
Penn &
Filho,
de
Greenvich,
onde
trabalham
2000
ope
rários.
Calculam-se en>
740
o
numero
das
ma-
chinas
com
o
seu
nome,
que
se
eirontram
a
bordo
de
vapores
inglezes.
Tratnmento
bexigas.—
Uma
revista
estrangeira
aconselha
e
recommenda
o
processo
usado
pelo
doutor
Pioch
para
combater
as bexigas,
cujo
tratamento
foi
praticado
com
bons
resultados
durante
uma das
ultimas
epidemias
da
dita
enfer
midade
que
reinou
em
Lyon.
As
épocas
mais
perigosas pira
o
enfermo
são:
du
rante
os
tres
primeiros
dias,
no
caso
de
que
não
possa
declarar-se
a
erupção,
e
durante
a febre
para
a supuração,
quando
as
pustulas
se
inflamam,
e
n
’
este
estado
critico
para o enfermo, é quando
tem
ap
plicação
o
tratamento
do
doutor
Pioch,
que
modifica
a
rapidez
da
supuração,
e
ainda
a
natureza do
puz
varraloso.
Consiste
o
inethodo
curativo
em co
brir
todos
os
grãos,
desde o
sétimo
d
a
a
partir
da apparição
da
enfermidade
com
uma
mescula
de
tres
partes
de
glicerina
e
uma
de
tintura
de
iodo,
operação
que
se
pratica
facilmente
por
meio
de
um
pin-
celzinho,
repetindo-se
cala
quatro
horas
durante
quatro
dias,
isto
é,
até
o
dia
12
a
partir
da origem da
enfermidade.-
Seeção
portug
itez.ii n» exposi
ção
<!•-
Parts.—
Um telegramma
de
Pa
ris,
diz
qne as
recompensas
apuradas
na
secção
portugueza
são
as
seguintes: 4
prémios
grandes.
45
medalhas
de
ouro,
96
de prata,
251
de
bronze, 317
men
ções
honrosas, 1 diploma de
honra.
Falta
apurar
emquanto
aos
expositores
de
ta
bacos,
chocolates,
e
talvez
de
outros,
cu
jos
productos
estão em revisão
nos
jurys
respeclivos.
Eaiueação
catholõea
em M«ng-
komg.
—
A
’
«índia Catholica»
escrevem
de
Hongkong:
«Sua
exc.
a revd.
ma
o
snr.
bispo
Rai-
mondi
publicou
o
seu
relatorio
sobre
a
educação
catholica
em
Hongkong.
Resumiu-o
do
modo
seguinte:
Conta
a
missão
em
Hongkong
quatro
escholas
elementares,
uma
eschoia
com-
mercial.
um
seminário,
um
reformatorio
ou
eschoia
industrial
para
o
sexo
mas-
culolino,
e
tres
escholas
para
o
sexo
fe
minino.
Das
quatro
aulas d
’ensino
elementar
para
meninos,
duas
são dirigidas
pelas
illustres
irmãs de
caridade
italianas
e
ou
tras
duas por missionários.
O
numero
de
creanças que
frequentam
as
escholas
das
irmãs
são
20,
e
dos
missionários
40.
A
eschoia
commercial
denominada
de
S.
José
é
leccionada
por
Irmãos
das
es
cholas
Christãs
(Chrislian
Brothers).
Con
tam-se
aproximadamente
198
estudantes
que
frequentam
esta
aula,
sendo
a
mór
parte
porluguezes
(1).
O
pequeno
seminário
da
missão
tem
feito
muito
progresso,
11
chins
estam
estudando
ahi
a
theologia
e
lodos
faliam
já
o
seu
latim e brevemente
serão
orde
nados.
Eschoia
Industrial.—
Esta
eschoia
so
bre
a
direcção
dos Chrislian
Brothers
tem
feito
admiravel
progresso.
Os orpbãos
aprendem n
’este
estabelecimento
com
fa
cilidade
as artes de fazer
calçados,
de
typographia,
de
encadernação
de
livros
etc., ect.
Conta 72
orpbãos este estabele
cimento.
dos
qnaes
60
são
chins.
Escholas
para
o
sexo feminino:—As
tres
escholas
para meninos,
situadas
em
diversas
partes
da
Colonia,
são
dirigidas
pelas
illustres
irmãs
francezas
e
italianas:
a
que
se
acha
em
Caine
Uoad
conta
22
alumnas
internas
e
115
externas;
na de
Wanchi
o numero
de
meninas
que
fre
quentam
diariamente
a
aula
é
42,
e
na
de
irmãs
francezas
no
Asile
de
la
St.
En-
fance,
12.
Esta
ultima
eschoia
é
destinada
pelo
bispo
Raimondi exclusivamente
ás
creanças
inglezas.
Ensinam
n
’
estas
escho
las
as linguas
portugueza
e ingleza,
afóra
costura,
bordado,
musica,
etc.
O
bispo
termina
o
seu relatorio
te
cendo
os
devidos
elogios
aos hábeis
pro
fessores
pelo
oplimo
resultado
que
tem
lido
o
ultimo
exame.
(I)
Graças
ao
governo
portuguez
que
jem
feito
quanto
póde
para
os
escorraçar
de
Macau expulsando-lhes os
mestres
do
seminário.
«wvol--O
Lyceu
governalivo,
isto
é
oíficial,
de
Florença,
tem, ao
todo, 49
alumnos;
o
lyceu
e
o
gymnasio
dos
pa
dres
escolapios
da
mesma
cidade
conta
1,680. Querem
saber
o
que
fez o
governo
liberal
italianissimo
n
’
estes
apuros?
Sup-
prime
as
escholas
dos
padres
quando
está,
da
sua
parte,
retirando-lhes a
parca
sub
venção
que
se
lhes
dava,
e
ordenando-lhes
que
abandonassem
os seus
dois
grandio
sos
estabelecimentos
(ao
qne
se
oppoz
a
cidade
em pezo
—honra
lhe
seja). Bravo!
Fez como certos
municípios
de
França
que
retiram
das
escholas
primarias
os
Irmãos
das
Escholas
Christãs,
para
as
en
tregar
a
livres
pensadores
seculares,
visto
os
discípulos
dos ditos
Irmãos
terem ai
cançado
muilo^
mais
prémios que os
dos
seus
rivaes!
O
pliylloxer».
—
Em data de 12
de
setembro
o
snr.
Thomaz
S Leacock,
im
portante
viticultor
madeirense,
escreve a
um
collega
communicando
o
seguinte
resultado
das
suas
experiencias
notrata-
menlo da
vinha
atacada
pelo
phylloxera.
«Quando
a
attenção
de todos os
que
mais ou
menos
se
interessam
pela
cultura
da
vinha
se
dirige
para
a
questão
do
phylloxera,
pode
ser
que
interesse
alguns
dos
seus
leitores
o
saber
qual
foi
exito
que
tiveram
os
meus humildes
esforços
para
resolver
o
problema apresentado aos
vinhateiros.
Parece-me
que
pode de
uma
vez
por
todas
ficar
assentado
que
diffi-
cilmente
se
poderá
esperar
uma
cura
ra
dical.
Muito
satisfeitos
ficaremos
se por
um
preço
moderado
conseguirmos
com
bater
o
mal
de
fórma
que
habilitemos
a
vinha
a
um
crescimento
são, e
a
pro
duzir
uma
uva
perfeita.
«A
principal
difficnldade
tem
sido
des
cobrir
um agente
forte
bastante
pará
des
truir
a
peste
subierranea
sem
ao
mesmo
tempo prejudicar
a
vinha.
Depois
de ex
perimentar
debalde vários
remedtos
acon
selhados. fui
levado,
em
consequência
de
observar
o
effeito
produzido
pelo
balsa-
mo
do
Canadá
e
pela
terebenthina,
a
preparar
especimens
de
phylloxera
para o
microscopio,
a
tratar
com
um preparado
um
tanto
semelhante
as
minhas
vinhas
doentes
O
resultado
não
pode
deixar
de
ser
considerado
satisfaclorio,
pois
que
em
vez
de ter
n
’
esles
últimos
dois
annos,
uma
vindima sempre
decrescente,
houve
um
augmento
considerável
na
somma
do
vinho
produzido
por
estas
vinhas.
«O meu
tratamento
é
simplesmente
o
seguinte:
No
outono
e
no
inverno faço
com
que
as
principaes
raizes
das
vinhas
que
teem
de
ser
tratadas,
sejam
despi
das
de
terra tanto
quanto
possa ser
com
segurança
e
conveniência,
removendo
e
queimando
ou
immergindo
em
agua
a
ferver
a
casca solta,
que
está
em
geral
cheia
de
insectos. Applico
então com
uma
sscova uma camada de
terebenthina
com
bastante
resina
dissolvida A
solucção
de
ve
ser
auxiliada
pelo calor As
raizes
depois
de
estarem
bastante
seccas
são
co
bertas
de
terra
A
mistura
mata
tudo
o
que
está
em contacto
com ella,
e
ainda
que
actue
de
qualquer
outro
modo,
con
tinua
a
apresentar
em
consequência
de
não
ser
aflectada
pela
agua,
uma
bar
reira
invencível
á
passagem
do insecto
para
o mundo
superior.
Uns
poucos
de
milhares
de
sepas
foram tratadas por
mim
d
’
esta
maneira
no
decurso
dos
últimos
dois
ou
tres
annos,
e,
apezar
de
estarem
ao
tempo
do
traiamento
cheias
de
phyl
loxera,
deram
bacellos
fortes,
produziram
boas
vindimas,
e
conservaram
a
cor
ver
de
e<cura
da
folhagem.
O
custo
da
mis
tura
é
insignificante,
e,
pelo
que
vi,
pa
rece-me
que
a operação
não
precisa
de
ser
repetida senão uma
ou
duas
vezes
em
cada
tres
annos.
Sou
etc.
Thomaz
S.
Leacock».
®
rei
da
Birsntvnia
—
Falleceu
O
rei
da
Birmania,
Murg-loug
I.
Este
monarCha,
que
passava
entre
os
seus
súbditos
por
um ente
superior,
di-
rectamente
eleito
pelo
deus Budha
mor
reu
de
febre
amarella
no
seu palacio
de
A
va.
Linha
ferre»
do
Winiao.
—
Con
sta
que
no
dia 15
do
corrente
será
aber
to
ao
publico
o
caminho de
ferro
de
Caminha
a
S.
Pedro
da
Torre,
seis
ki-
lometros
de
distancia
de
Valença.
A
odminiHtraçd»
de
jsasêi^s»
na
China.—
N
um
periodico
estrangeiro
en
contramos
a
seguinte descripção
sobre
a
administração
de
justiça na
China:
Um
juiz,
para
desoccupar
um
cárce
re,
ordenou
a
decapitação
de
25
presos.
Os
condemnados
foram
conduzidos
a
um
pateo
estreito.
Toda
a
gente
eslava
disposta
para
executar
á
excepção
do verdugo:
o
exe
cutor
da
justiça (?)
chineza
estava
ausen
te.
Averiguou-se
qne
n
’
aquella
manhã
se
enlevara
cora
o
seu
cachimbo
d
’
opio,
a
ponto
de não
estar
disposto
para
exercer
o
seu
elevado
ministério.
Que
fazer?
O juiz
está
alli
e
não
cos
tuma
demorar
a
execução
das
suas
ordens
sagradas.
Então occorre-lhe
uma
ideia:—
pergun
ta
a um
dos
presos
se
quer
encarregar-
se
elle
proprio
de
despachar
os
seus
com
panheiros.
Consente.
Tratando-se
de
decapitar,
os
chins
es
tão
sempre
dispostos.
O
preso
executa quatro indivíduos
com
uma
destreza
encantadora.
A
gloria,
po
rém,
é
passageira! toca-lhe
a
elle
a
vez
de
ser «expedido»
era
quinto logar.
O
juiz
é
melhodico
e
quer
continuar.
Outro
prisioneiro acceita.
Corta
a ca
beça
a
seis,
mas
chega
também
a
sua
hora
e
outro
o
substitue
como
elle
sub
stituiu
o
primeiro companheiro.
Este
novo
verdugo
mata
sete e en
trega
por
seu
turno
a
arma a
um
quar
to
condemnado,
o
qual
despacha
os
res
tantes.
O
ultimo
empunha
o
terrível
ferro.
O
juiz,
porém,
que
comprehende
aquella
situação
delicada,
tira-lhe
o sabre
das
mãos
e
—zás—
cabeça
fóra.
No
dia
seguinte
o
integro
magistrado
mandou
jr
á
sua
presença
o
executor
e
disse-lhe.
—Ficas
multado
pela quantia
que
de
verias
ganhar
hontem se
cumprisses
as
tuas
funeções.
A
multa será
distribuída
pelos
companheiros
que
te
substituíram
e
eu
reservarei
para
mim
uma
parte
porque
lambem
trabalhei.
D
’este
modo
alambazou-se
com
toda
a
multa.
E
’
preciso
ser
justo
em
tudo.
Xovo
aeroatnto.
—
A
’
primeira
vista
parece
titulo
de
algum
livro de Julio
Verne;
mas
não
é.
Trata-se
unicamente
do
projecto
de um
belga,
Emile
Pagan,
exposto
n
’
oma
conferencia
feita
ultima-
mente
em
Bruxellas,
projecto
audacioso,
concernente
a
dar
um
passeio
em
balão
até
o
polo
do
norte.
O
balão
imaginado
por
Pagan,
de
uma
fórma
mteiramente
nova,
poderá
servir-
lhe
para
navegar
até
o paralleio 84
Ao
chegar
á
referida
latitude enche
rá
o
balão
com
2:500
melros
de
gaz
pu
ro,
que
fabricará
nas
regiões
polares
com
14:000
metros cúbicos
de
acido
sulphuri-
co
e
5:000
de
ferro,
que
levará
de
Bru
xellas.
Irá
provisto
de
latas
de
conserva,
gar
rafas
de
aguardente,
álcool,
e
outras
pro
visões.
Para
precaver-se
contra os
ursos
re
correrá
ao
processo
do
dr.
Hayes,
que
consiste
em
collocar
sobre as
latas
e
gar
rafas,
bexigas
cheias
d’ar.
KSntallaçAo
«I® um «ligitomatn
por
e»usa
d® um você.
—
Lemos
na
«Esperança»:
Estava
em
Roma
o
Senhor
D.
Miguel,
e
mandou
chamar
o dr
Joaquim
Sanches
Semedo,
ultimo
Juiz
de
Fóra
d
’
Elvas,
pa
ra
desempenhar
uma
missão
importante
em
Paris,
para
onde
logo
partiu.
Cumpriu
o
encargo
com
a
illustração
e
zelo,
que
se
esperava
Embargou-lhe,
porém,
o
regresso
a
Roma
a
embaixada
portugueza com
injustificáveis
delongas
na
expedição
do passaporte.
Era
energico
e
resoluto
o
dr.
Semedo.
Dirigiu-se
ao
ministro
dos
negocios
es
trangeiros
de
França,
queixou-se
do
pro
cedimento
do
embaixador
portuguez, que,
em
menoscabo
da
protecção.
qne
lhe de
via
prestar
o
governo
francez,
como es
trangeiro
e
emigrado,
o
eslava
affrontan-
do
e
vexando
sem motivo.
Requeria,
qne,
ou
lhe
mandasse
expedir
passapor
te
pelo
seu ministério,
ou
o
sullicitasse
directamenle do ministro
portuguez,
ao
qual não
repeliria
tal pedido..
Ouviu-o
o
ministro
com
a
proverbial
cortezia
franceza,
e
insinuou-lhe
que vol
tasse
á
embaixada,
onde
logo
se
lhe
ex
pediria
o
passaporte
sem a minima
con
trariedade.
Representava
então
Poalugal
em
Pa
ris,
.Luiz
Anlonio
de
Abreu
e
Lima,
que
falleceu
conde
da
Carreira.
Havia
já
ser
vido
na
diplomacia
tanto
na
Inglaterra
como
na
Bélgica,
e
era
lido
na
conta
de
cavalheiro
delicado
e
atlencioso.
L"go
que
o dr.
Semedo
se annunciou
na
embaixada,
4
appareceu
Abreu
e
Lima
dizendo
com sobrecetiho
de
irritado:
—
Estes
senhores
emigrados
trazem o
rei na
barriga.—
Que
quer
você?
—
—
Primeiro
que
tudo
quero
o
trata
mento
que
me compete por
lei.
Como
antigo
membro
da
magistratura
portugue
za
tenho
uma vossa
mercê
e
não
um
você.
..
—
Ficou
surprehendido
o
embaixador
cora
a
resposta
proferida
com
voz
firme
e gra
ve.
Depôz
a
continência
aggressiva
e
in
solente,
desculpon-se
da grosseria,
e man
dou
expedir
logo
o
passaporte.
Contando-nos
esta anedocta
o
nosso
fallecido
e
saudoso
amigo,
muitos
annos
depois do
successo,
ainda se
maravilhava
da estranha
impressão,
que
causara
no
diplomata
este
lance
inesperado.
lAbersiIismo
easi
aeção.
—
O
go
verno
italianissimo,
quando
foi
abolindo
a
personalidade civil das
ordens
religiosas
e
incamerando
ou
desamortisando
os
bens
da
Egreja,
formou
uma
Administração
do
fundo
do
Culto,
por
onde se
pagavam
as
prestações
aos
frades
espoliados
e
mais
ministros
do
Culto,
ás
freiras,
prestações
ás
egrejas
pobres
etc.
Esta
administração
tem
uma
direcção
de
3
membros.
Agora
acaba
de
ser
nomeado
um,
i|
signor
Merzario,
que
tomou
o
cargo
a
serio
e quiz
elle
mesmo
rever
toda
a
con
tabilidade.
Ora
querem
saber
o
que
encontrou?
Um
correspondente
do
Messagere
diz
que
em
uma
ultima
reunião
da
Direcção
declarara
o snr.
Merzario
ter
encontrado
um
de/icit
de
mais
de
30
milhões
de
fran
cos
(5:490
contos)
e
além disto verifica
do.
que
uma
grande
parle
dos
subsídios
tomavam
um
caminho
inteiramenle
contrario
ao
qne
ca
de
dever.
Nem
frades,
nem freiras, nem sacer
dotes
enfermos,
nem
egrejas
era
ruinas-
eram
republicanos
mascarados
e
até
mu
lheres,
cuja
denominação
repugna
dizer,
os
prestacionados
pelo
fundo
do
Culto!
«Um
ministro
se
queria
favorecer
qual
quer
pessoa;
sem
mais,
mandava-a
para
o
Fundo
do Culto»
!
Achamos
tudo
isto
coherenle. Exter
minam-se
as
freiras, cumpre
engordar
as
generosas,
segundo
a
terminologia italia-
nissima.
Por
cá,
servatis
servandis.
é
a
mesma
coisa.
As freiras
vão
acabando,
o
libera
lismo
vae-se
apoderando,
desamorlisando
os seus
bens,
que
tinham,
mesmo
nlti-
mamenle
bastante
vida
para
alimentar
muita
juventude
desamparada;
em
vez
de
conventos,
multiplicam-se
os
collegios
de
generosas
e assim
se
completa
a
civilisação
liberal
!
Bravíssima
liberdade!
E
qnaes
goelas
!
como absorveram
fa
cilmente aquelles
5:400
contos
e as
mais
quantias
indeterminadas,
que
corriam
não
para
a necessidade,
mas
para
a
corrupção
e
para
a
infamia
!
Quando
se escrever
a historia
impar
cial,
qne
nojenta
que seria
a
d
’esta
no
jentíssima
e immoralissima liberdade?!
Por
Balia
prestações
ás generosas
pelo
Fundo
do
Culto;
por
cá
penitenciarias,
generosidades
pela
secretaria
das
justiças,
escandalosas
escamotagens no
recrutamento
et
reliqua.
Confessemos
todos
que
se
senão
póde
dizer
que
a
liberdade
seja um
ceu
aberto,
com
certeza
póde
dizer-se
que
não
é
ura
inferno
fechado.
Vá
lá
este euphemismo.—
(«Esperan
ça»).
ExgíedíçAo
«cientifica.
—-
Está-se
organisando
em
Londres,
uma
nova
ex-
pedtção
scienlitica
ao
centro
da
África,
sob
os
auspícios
da sociedade
real
de
geo
graphia.
Esta
expedição
será dirigida
por
mr.
Keith
Johnslon
e
partirá
para
Zanzibar
nos
primeiros
dias do mez de
novembro.
De
Zanzibar,
dirigir-se
ha
ao interior
do continente
africano
pelo
caminho
de
Dar
es
Sahara,
á extremidade
seplen-
trional
do
Lago
Nyassa
e
d
’
ahi a Tan-
ganyia.
Movimenta
do
3Iog3»ital
de
S.
Marco».
—
Doentes
existentes
em
22
de
setembro:
76
homens
e
107
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
16
homens
e
16
mulheres.
Sahiram:
23
homens
e
19
mulheres.
Falleceram:
1 homem
e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
28
de
setem
bro
68
homens
e
192
mulheres.
SECÇÃO
9S COfflHJWCiDOS
Snr.
redador.
A
força
da
verdade
me
impelle
a
fa
zer um
additamento
ao meu
communica-
do,
inserto
em
o
n
0
819
do
seu
muito
lido
e
acreditado
jornal,
ácerca da
celeu
ma,
levantada na
«Democracia»
pelo
snr.
Antonio
Augusto
dos
Santos,
de
Avela-
noso,
conlra
o snr.
governador
do
bis
pado
de
Bragança,
por
haver
recondu
zido o
seu encommendado—Francisco Mei
rinhos,
a
despeito
d
’
uma
delação,
feita
conlra
elle.
Carecia
eu
então
de
noções
especiaes
sobre
o
caso
em
questão,
e im
pugnei
aquella
nefanda
calilinaria,
que de
nenhuma
maneira
se
compadecia com a
louvável
atlilude
e
systema
governalivo do
exc.®
0
snr.
dr.
Anlonio
Augusto
Rodri
gues,
como
theologo
consummado,
e
ca-
tholico
convicto.
A
evidencia,
porém,
dos
factos preencheu
a
expectação;
e
eis
que
em rápido
esboço
passo
a
narrar
todo
o
occorrido
sobre
a
hypolhese
dada:—
Recebida
que
foi
a
delação,
assignada
por
dois
habitantes
de
Avelanoso
(e
não
pelos
habitantes,
como
dizia o snr.
San
tos),
conlra
o
mencionado
parocho,
ac-
cusando-o
de concubinario etc., não
ob
stante
o vir
ella
destituída
do
reconheci
mento das
assignaturas,
e
declaração
de
responsabilidade
pelo
futuro
processo,
co
mo
é
de
eslylo.
e
de
tal
sorte recheada
(Tanimosidade,
que
bem
discriminava
o
rancor
e
zelo
pharisaico
do
espirito
que
a
diclára;
comiudo
o
exc.
md governador,
em
conformidade
com
o
que dispõe
a
ul
tima parte
do cap.
ii
da
sessão
25.
3
do
concilio
Tridentino,
procedeu
logo
a
in
formações
oííiciaes
e
extra-officiaes, das
quaes
as
primeiras
abonavam
plenamente
o
bom comportamento
moral
do
delatado
parocho,
assim
como
o
exacto
cumpri
mento
de
seus
deveres
parochiaes;
as
2.’
s,
por
diversas
vias,
convergiam
quasi
no
mesmo
ponto.
Em
acto
seguido
ou
si
multâneo
sobrevêm
duas
cartas,
e
uma
d
’ellas
era
d
’uma
testemunha
ou
signa
tário,
consignado na
mesma
delação,
al-
legando
ambas
que
as accusações
eram
infundadas
na
sua
maior
parte,
pelo
que
pediam
ao
exc.
iao
governador
que
não
fizesse
obra
por
ellas,
e
declaravam
fazer
isto para
socego
de
suas
consciências
os
auctores
das
mesmas
cartas.
A
’
vista
de
tão
espontânea
e
ingénua
confissão,
snr.
redactor.
e
depois
de ve
rificado
o preludio exposto,
ousaria
ainda
o
mais
obsecado
cynico
a criminar
o exc.
m
°
.governador por
reiterar
a
carta
d’encom-
mendação
ao
presbytero
Meirinhos?!...
Optaria
melhor
a
auctoridade
ecclesiasti-
ca,
tornando-se
instrumento
de mesqui
nhas
paixões?...
Que
deplorável
con
traste
entre
a verdade expendida,
e
a
ca-
lumnia
assacada
!
...
Dizia
o
snr.
Santos
nos licenciosos
estos
da
sua
vaniloquencia:
«Que
o exc.‘
ni)
governador
olhava
pouco
para
os seus
deveres
em
matéria
de
religião...,
que,
em
vez
de
punir
o
crime, mandára
met-
ter.a
sogra
em
casa...»
e
outras que
jandas
pequices,
que
se
acham
plagiadas
no
meu
ultimo communicado.
Snr.
Santos,
senão
renunciou
ainda
os
princípios
de
pundonor
que todo
o
ho
mem
deve
presar,
e
lhe
resta
alguma
es
tima
pela
sua
dignidade,
venha ao
campo
da
mesma
imprensa
cicatrizar
a
chaga,
aberta
na
própria
face
pelo
reverbero
do
seu
alcive,
para
não
ser
indigitado
como
um
abjecto
impostor,
ou
uma
velleidade
rachitica.
Snr.
redactor,
este
flagicioso
rabisca-
dor,
tentando
enlamear
as
candidas
vestes
do
exc.m°
governador,
parodiou
o
apologo
da
mortífera víbora que,
insinuando-se
desapercebida
na
officina do
serralheiro,
accommette
raivosa
a
dura
lima
que
illesa
sorri
de
seu
frustrado
impeto;
pois
que
com
o
látego
da
calumnia
sacodiu-lhes
o
leve
pó,
e
irradiou
de
mais
nitidez
a
re
putação
illibada
do
snr.
dr.
Rodrigues.
Deus
se
amerceie
d'elle,
e
queira insuf-
flar-lhe
os
salutores
impulsos
da
sua
om
nipotente graça !
. ..
Pela
inserção
d
’
estas
linhas
no
seu
muito
lido
jornal
desde
já se
confessa
sum-
mamente
grato
este
que
é
De
v.
etc.
Beinposta
do
Mogadouro
28
de setembro
de
1878.
I
Padre
Joié
Antonio
Marcos
Cordeiro.
(1061)
__________
Snr.
redactor.
Dignando
se
admittir
no
seu
mui
acre
ditado
perio
lico a
publicação
desse
otli-
cio,
a que
dei o
competente destino,
muito
obsequiará
o
De
v.
etc.
Joaquim
Leal
Exc.
m
°
Snr.
Sciente
de que
um digno
membro
da
commissão
alludida
no meu
communicado
inserto
no
«Gommercio do
Minho»
de
1
do
corrente,
aílirraou
que
não
compare
ceria
a
mais
reunião
alguma,
e
devendo
eu presumir
que
muito
concorrerá
para
essa
sensível deliberação a
repugnância
que
lhe
causa
o
ver
que
eu,
humilde
membro
da
Associação Commercial,
pra
tico
aclos
moraes
ridicularisados
por elle
de
risíveis,
fanaticos
e
ineptos,
defeitos
que,
mau
grado
seu,
eu
não posso
corri
gir;
e
não
me
soífrenlo
a
alma
que
a
minha
perniciosa opacidade
obste
á
pro-
jecção
de
qualquer
luminosa
ideia
d
’
esse
digno membro,
resta-me
pedir
a
V.
Exc.a
que
se
digne
considerar
me
eliminado
da
Associação.
Deus
Guarde
a
V.
Exc.
a
Braga,
3
d
’
Outubro
de
1878.
Evc.
,n
’ Snr.
Presidente
da
Direcção
da
Associação
Commercial.
(2022)
Joaquim
Leal.
TELEGRAMMAS.
Peslh,
I.
—
Em
consequência
de
se
ha
ver
demiltido
o ministro
das
finanças
to
do
o
ministério
húngaro
pediu
a
sua
de
missão.
Assegura-se
que
a
demissão
é
moti
vada
pela impossibilidade
em
que
se
acha
o governo húngaro
de
occorrer
a novas
despezas
para operações militares na
Bos-
nia.
Madrid,
1.—
Os
periódicos
faliam
de.
3
casos
de
febre
amarella
diagnosticados
no
hospital
de
Madrid.
Crê-se
que
a
enfermidade
não
se
des
envolverá
em consequência
da
altitude
de
Madrid.
Constantinopla,
20.
—
Continua
a
reti
rada
dos
russos.
Estes
ameaçam
com
lei
marcial
os territórios
que
occupam.
Os
turcos
preparam
medidas
analogas
para
os
pontos do
paiz
evacuados
pelos
russos.
Berlim,
1.—
O
governo
acceitou
a
re-
dacção
dada
pela
commissão
ao
projeclo
de
lei
anti
socialista,
excepluando
algumas
modificações
emre
ellas
a
que
se
refere
a
ter
a lei
duração determinada.
Roma,
1.—
O
Vaticano
está
negocian
do
para
que
venha
a
Roma
um
enviado
da
Rússia
para
iractar
a
questão
da Egreja
polaca.
Londres, 2.
—
\
Porta
enviou
ás
potên
cias
uma
circular
protestando
energica
mente
contra
as
imputações
da
Grécia,
accusando
a Porta
de
excitar
os
albane-
zes.
Um
despacho
de Sinta
diz
que será
dado ensejo
ao emir
do
Afghanistan
pa
ra
reparar
a
affronla
feita
ao
enviado
inglez.
A
China reclama
da
Rússia
a
resti
tuição
de Knldja.
Londres,
2.
—
O
«Times»
publica
uma
carta
de
sir
Laurence,
antigo
governador
das
índias,
despersuadindo
a
Inglaterra
da
invasão
do
Afghanistan.
a
qual
ar
rumaria
as
finanças
das
Índias,
e
convi
dando
o
governo
inglez
a
uma
compo
sição
com
o
mir.
Berlim,
3.
—
Foi
approvado
em
segun
da
leitura
pela
commissão
o
projecto
an
ti
socialista.
A
commissão
manteve
apesar
da
opposição
do
ministro
do
interior,
que
seja
limitada
a
2
e
meio
annos
a
dura
ção
da
lei.
A
«Correspondência
Provincial»
con
sidera
que
a carta
dirigida
pelo
Papa
ao
cardeal Nina,
como
uma
nova
prova si
gnifica
a intenção
do Papa
de
restabele
cer
a paz
na
Egreja.
Diz
uma
carta
de S.
Petersburgo
pu
blicada
pela
«Gazela da
Àllemanha
do Nor
te»
que
a
Rússia segue
unicamente
a
po
lítica defensiva
e
conchie
assim:
•
Queremos
a
tranquilidade
interna
e
externa
sobre
as
bases
do
tratado
de
Ber
lim.»
Os
habitantes
de
Srebernk
(Bosnia)
pe
diram
uma
guarnição
austríaca.
Continuam
a
refugiar
se
na
Servia
as
mulheres
dos
insurgentes
bosniacos.
Madrid,
2.
—
A
«Gazeta»
deve
publi
car
ámanhã
um relatório
do
conselho
de
saude
publica, declarando que a
febre
amarella não existe
em
Madrid,
senão
só
unicamente
biliosa.
Londres,
3.
—
Dizem
os
periódicos
in-
glezes
que
uma
parte
da
esquadra
ingle-
za
das
índias
foi
enviada
para
o
golpho
pérsico.
A
marcha
das
tropas
contra
o
Afgha
nistan
principiará
era
novembro.
Já
foram
enviados
alguns
utensílios
para
as
tropas
na
previsào
d
’uma
cam
panha
de
inverno.
Dizem
de Constantinopla
ao
«Daily
Te-
legraph»
que desappareceram todas
as
probabilidades
de
ser acceite a
convenção
proposta
pela
Áustria.
AfiumMSSTos
Os
abaixo
assignados,
extremamente
re
conhecidos
para
com
todos
os
ili.mos
e
exc.
mos
snrs.
e
snr.
?s
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
falleci
mento
de
sua
muito
presada
esposa
e
nora
D.
Narcisa
de
Lima
Pimenta, assistir
ao seu funeral e
acompanhamento,
bem
como
a
uma
missa
resada
que,
dias
de
pois,
foi celebrada
por
alma
da
finada,
veem
por
este
meio
agradecer tão destin-
ctos
obséquios,
e
manifestar-lhes
a
sua
mnita
gratidão.
Igualmente
dirigem
seus
agradecimen
tos
e
gratidão
a
todos
os
ill.
rn°s
e
revd.m°s
snrs.
ecclesiaslicos
que
lhes
prestaram
a
finesa
de
celebrar
missa
e
assistir
aos
ofiicios
fúnebres
graluitamente.
Braga
21
de
setembro
de
1878.
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves.
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior.
(1092)
0.^8
o
u U
vlvb
VINHOS
DA
BAIRRADA
Manoel
Martins
Canellas, proprietário
da
Bairrada,
acaba
de abrir um
armazém
nos
baixos
do tribunal judicial,
no
largo
de
Santo
Agostinho n.°
3,
defronte da
egreja
do
Populo
d
’esla
cidade,
onde
os
snrs-
negociantes
de
vinhos
encontrarão
d
’
estes
generosos
vinhos
em
cascos
ou
pi
pas,
assim
como
para
os
snrs.
particu
lares
a
retalho
de
meio
almude
para
cima.
O
armazém acha
se
aberto
todos
os
dias
das
6
horas da
manhã
até
ás
8da
tarde,
aonde
se
espera
a
concorrência
dos
respeitáveis
snrs.
consumidores.
(2021)
Éditos de
39
dias
Pelo
juizo
de
direito
d
’esla
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
do
2.°
oílicio
João
Marcos d
’
Araujo
Ribeiro,
cor
rem
éditos
de
30
dias
a
citar
todos
os
credores
incertos
e
legatários
desconheci
dos
ou
residentes
fóra
da comarca,
que
porventura
tenham
algum
direito
á
he-
herança
e
espolio
do
fallecido
Paulo
Fran
cisco,
morador que
foi
no
logar
d
’
Agra-
fonte,
freguezia
de
Mire
de
Tibães,
d
’
es-
ta
comarca,
para
que no
predicto
praso
o
venham
allegar
e
deduzir
no
inventario
a
que
por
fallecimento
do
mesmo se
an
da
procedendo
por
este
nosso
juizo
e
cartorio
do
predicto escrivão,
sob
pena
de
se
seguirem
todos
os
termos
á
sua
re
velia,
e ser
afinal
julgado
por
sentença.
Braga
21
de agosto de
1878
O
escrivão
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exaclidão.
(2017)
A. C.
de
Sampaio.
NOVA CASA
HAVANEZA
CXMPO
015
SANTANNA
(ESQUINA
DA
IlUA
DAS AGUAS)
BRAGA.
GRANDE DEPOSITO
DE TABACOS
JÍACIÍSSTAES
E
ESTHAMGEISOS
Grande
reducção de preços nos
rapés
de
XABREGAS
Meio
grosso
em
250
grm.
.
350
reis
Cruz
de
Malta
»
»
•
.
380 »
Rezerva
»
»
.
.
410
»
Princeza
»
»
.
.
420
»
Pacotinhos
de
25
grm.
.
.
35
»
Da
Kiealdnde
Meio
grosso
em
250
gram.
.
280
reis
Vinagrinho
»
»
.
.
280
»
Pacotinhos
de 25
grm.
.
.
30
»
Grandes
descontos
aos
snrs.
ESTAN-
QUEIRÓS.
(2018)
No
proximo
domingo
6
de
outubro
teem
de
ser
festejadas
na
sua capella
na
congosta
do Populo
as
venferaveis
imagens
de
N. Senhora
das
Necessidades
e
S.
Lourenço
da
Ordem,
havendo
pela
ma
nhã
duas
missas cantadas
a
instrumental
e
sermão.
De
tarde
terá
logar
um visto
so
arraial
com
a
musica
Philarmonica
Bra-
carense,
e
sermão,
por
um distincto
ora
dor.
(2021)
COMPRAM-SE
Acções
dos
Bancos
de
Villa
Real,
Dou
ro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de Braga, e do
Minho.
Rua
de S.
Victor
n.°
6-1.
(1087)
Banca Commercial de Braga em
liquidação.
Soeiednde
aiionytM
—
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs. accionistas
e
credores
d’
este
Banco
que
não
tiverem
re
latório
aprezentado
pela
commissão
liqui
datária
em assembleia
geral
do
dia
11 do
corrente,
por
se
ignorarem
as
suas
re-
zidencias,
a mandai
o receber
na
caza
de
este
Banco, e
no
Porto
na
rua
das
Flo
res na
caza
onde
funcciena
a
Caixa
Filial
do
referido
Banco.
Braga
28
de setembro
de 1878.
(2014)
A
Commissão
d’
obras
do
Monumento
de
N.
Senhora
da
Conceição
do
Monte
Sameiro,
faz
publico
que
até
o
dia
6
in-
cluzive
do
proximo raez
de
outubro
re
cebe
em
carta
fixada
propostas
respeito
á
conclusão
da
obra
de
pedraria
da
capella
mór
da egreja em
construção
n
’
aquella
localidade.
Annuncia
mais
que
pelas
10
horas
da
manhã
do dito
dia 6
serão
aber
tas
as
propostas
e
a
obra
adejudicada
a
quem
por
menor
preço
se
preposer
ía-
zel-a,
e
der
melhores
garantias
do
seu
comprimento.
Na
caza do
snr.
Vieira
Machado,
na
praça
Municipal
acham
se
os
desenhos
e
condições da
sobre
dita
obra,
para
serem
examinados
pelas pessoas a
quem
inte
ressar.
(2015)
_________________________________________________ -—
.—_
____
:
—_
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade
de
Braga,
vendem-se
as
casas
n.
05
34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com
sa
bida
para
a
rua
da Escoura.
(2ãiG)
MUDANÇA
o
José
da
Silva
Pereira
Lima,
declara
aos
seus
amigos
e
freguezes que
mudou
o
seu
estabelecimento
de
couro
e
sola
do
largo
dos
Penedos
para
a
rua
dos
Chãos
n.°
17.
(2007)
MJIK BOAVEIÍTCBA EMTEVES
4
—
Rua
do Castello
—4
BRAGA
Além
do
seu
estabelecimento
de mer-
ciaria
que
já
tem,
addicionou
lhe
mais
vinhos
engarrafados
e
aquartiihados,
e
doce
de diversas
qualidades,
que tudo
vende
por
preços
muitíssimo resumidos.
(2009)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de seu
dono
se
ausentar para Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p.
c.
com
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
mu anuo.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das 4
ás
6—podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma rua,
que se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
Declaração
D.
Maria
Julia da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d’esta
cidade,
passou procuração
com
lodos os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que achar
convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu
o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes
ao mesmo negocio,
o
que
tudo vende pelos
preços mais
resu
mido
possível.
(1026)
Aluga-se
a
casa n.°
88
da
rua
da Boa-Vista.
(906)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do Martyr S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de 800^000
reis,
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
ARREMATAÇÃO PERANTE O GOVERNADOR CIVIL DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
Jio
dia
1® de
Outubro
de
ISÍ8
LISTA
N.° 1754
2.
a
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
1604
I9ISTKEBCTO
2>E
<
CONCELHO DE
GUIMARÃES
Foros,
censos
e
pensões pertencentes
á
confraria
do hospital
e
capella
do
Anjo
da
Guarda
Numero
*
1
Censo
annual
de
80
reis,
imposto
em
umas
casas da
parte
de
dentro
da
porta
da
Villa
ou
Nossa
Senhora
da Piedade,
na
freguezia de
S.
Payo.
—
Censoario.
Anlonio
Gomes
—
10600
reis
2
Censo
annual
de
120
reis,
imposto
em
umas
casas
e
quintal,
sitas
na
rua
do
Castello,
da
freguezia
de
S. Miguel.—
Censoario,
João
Chrysostomo
da
Silva
Basto
—
20400
reis
3
Fôro
annual
de
440
reis, imposto
em
umas
casas,
sitas
na
rua
dos
Mercadores,
da
freguezia de
Oliveira;
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta,
José
Joaquim
da Rocha
—
130580
reis
4
Fôro
annual
de
25
reis,
imposto
em
uma morada
de
casas,
sitas
na
rua
do
Anjo
do
Açougue,
da
freguezia
de
S
Payo;
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta,
Anlonio
Peixoto
—
reis
50487
i/i
5
Fôro
annual
de
20
reis,
imposto
em
um
pelame,
que
está
além
da
rua
de Couros, da
freguezia de
S. Sebastião,
da
cidade
de
Guimarães;
com
laudemio
de quarentena.
—
Emphyteuta, Antonio
Joaquim
Torquato
—10390
reis
6
Fôro
annual
de
65
reis,
imposto
em uma
morada
de
casas
sitas
na
rua
de
Couros,
da
freguezia
de
S.
Sebastião;
com
laude
mio
de
quarentena.—
Emphyteuta,
Luiz Antonio
Gonçalves—
50792
*
/j
reis
7
Fôro
annual
de
60 reis, imposto
em
uma
casa
de
Aloques, com
o
n.°
23,
sita
na
rua
de
Couros,
da
freguezia
de S.
Sebastião;
com laudemio
de
quarentena
^Emphyteuta,
Jacinto
de
Oliveira
—
70170
reis
8
Fôro
annual
de
475
reis,
imposto
em
terrenos
em
que
se
acham
edificados
seis
lagares
de
cortumes,
um
pelame
e
uma
lagareta,
que estão
na
fabrica
de
Manoel
da
Silva,
situada
na
rua
de
S
Francisco,
da
freguezia
de
S. Sebastião;
com
laudemio de
quarentena.
—
Emphyteuta, Maria
Maxima
do
Belleza—
200262
9
Fôro
annual
de
10125
reis,
imposto
em
uma
fabrica
de cortu
mes.
situada
no
fundo
da
rua
de
S
Francisco,
da freguezia
de
S.
Sebastião,
cuja
fabrica
se
compõe
de
quinze
lagares,
dois
pelames
e
nove
lagaretas;
com laudemio
de
quarentena.
—
Em-
phyleuta,
Manoel
Francisco
da
Silva
—
490500
reis
10
Fôro
annual
de
265
reis,
imposto
em uma leira
que
serve
de
lameiro,
ao
fundo
da
rua
de Couros,
ao
ir
para
a
rua
de
Relhe,
da
freguezia
de
S.
Sebastião;
com laudemio
de
quaren
tena.
—
Emphyteuta,
D.
Delfina
Luiza
Leite
de
Andrade
—
reis
140167
</
s
11
Fôro
annual
de
405
reis,
imposto
em uma
morada de
casas,
sitas
á
esquina
da
Viella,
que
confrontam com
a
capella
do
Anjo
da
Guarda;
com
laudemio
de
quarentena.
—Emphyteuta,
José
Mendes
Ribeiro—160897 l
/
t
reis
12
Fôro
annual
de
500
reis,
imposto
em
uma
morada
de
casas,
que
estão
por
detraz
do
hospital,
viradas
para
a
tulha
da
fre
guezia
de Oliveira; com
laudemio
de quarentena.—Emphyteuta,
José
Mendes
Ribeiro—
180750
reis
Avaliações
com
abatimento
de
10
por
cento
10440
20I6O
120222
40939
10251
50213
60453
180236
440550
120751
150208
160875
Soretna
reis.
.
.
.
1410298
Segunda
Repartição da
Direcção
Geral
dos
Proprios Nacionaes,
9
de
de
1878.=Marcelino
Augusto Leite.
Setembro
(2023)
C4LLE61O
ͻE
IV.
SESHORA
BA
C«IV€'EIÇÃO
Lisboa,
rua
da Esperança,
224
Este
collegio
está estabelecido
n
’
um
vasto
edifício,
bem
situado,
com
bom
re
creio,
e
quartos
separados para
os
alum
nos.
A
recommendação
d’
esta
casa
de
edu
cação
faz-se
pela
sua
existência
de
qua
renta
annos,
com
créditos
bem reconhe
cidos.
E
’
um
estabelecimento completo.
Os
exames
d
este
anno
fôram, como
sempre,
bem
succedidos.
A
direcção
con
tinuará
zelosa,
no
cuidado
dos
seus
alum
nos
e
na
admissão
dos seus professores
e
empregados.
Os
Estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
collegio.
No
dia
1
de
outubro
abrem-se as
aulas
para
o
novo
anno
le-
ctivo.
O
Direclor
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
Dinheiro a juro
Para
mutuar
por hypotheca
de
raiz,
tem
1:0000060
rs.
a
irmandade
de
Nossa
Senhora Branca d’
esta
cidade.
(2020)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo do Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na casa
imme-
diata
n.° 22.
(981)
1RBOOA-SE.
Quem
quizer arrendar
uma
morada
de
casas
reedificadas
de
novo
com
grandes
e
decentes
accommodaçôis
para
uma famí
lia,
com
agua
e
excellentes
vistas,
sita
na
rua
das
Aguas n.°
73.
Trata-se na
mesma.
(1099)
VENDA DE CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na rua do
Paemante (la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siasiico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es-
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA
DE S.
VIGENTE,
17
BRAGA
—
Vendeu no
anno
de 1877
a
enorme
quantidade
de
282:812
ma-
chinas
de
coser!!!
mais 20:496
que
em
1876.
SINGBM —
E
’
a
machina
que
todo
o
mundo
reconhece
como
superior
a quan
tas
invenções
tem
apparecido.
SIWGEB—
E
’
a unica
machina
de
costura
que
posições
os primeiros
prémios
e
boa
construcção
e
duração
como
trabalho.
tem
obtido
em todas
as
ex-
medalhas,
não
só
também
pelo
seu
pela
sua
bellissimo
as
partes
do
economia
de
SIBGEB—
E
’
a
machina
que
está
mais
conhecida
e introduzida em
todas
mundo
e
a
que
offerece
maiores
vantagens
em
tempo
e
dinheiro.
SHWG-EIK
—
E
’
a que
se
garante
por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
diíliculdades.
SJirWCÍiEa.a.
—
E
’
a unica
machina
que
se vende
a prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
Tão
boa
tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resultado
d
’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim
a
btra
fé
do
publico.
SôarVHflM-SilIK
—
Finalmente
é
a
machina
que
mais
acceitação
tem
lido,
devido
sempre
á
sua
boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas, á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a sua
immensa
duração,
supplantando
assim todas
as
invenções modernas,
que
jámais
poderão
competir
com a machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com listas
de
preços
na
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
f
ta
-
í
r»
r-
/r
s
n
£)
ií
tszjs
/«A
1043
PARA
ESTUDANTES
Na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
68, ha
uma
sala
que
póde accommodar
tres
ou
quatro estudantes.
Preço
rasoavel.
Para
tratar
na
mesma
casa.
(2004)
TOUnA
Perdeu-se
uma
em
Famalicão
Quem
souber
d
’
ella, roga-se o
favor
avisar
em
Braga José
Anlonio
Ferreira
Gomes,
e
em
Famalicão,
Joaquim
Fernandes
de
Souza.
(1078)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesnqa
rua.
ca
sa
n.°7,
contigua
áquella.
(862)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n'este aclo
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
CIRIRGIÃO
BBNTISTA
KPPROVADO
pela
escola
medico
-
cirurgi
*
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA
.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte e
conlinúa
operando
grátis,
pobres e
soldados.
(801)
RESPONSÁVEL-Luiz
Baplisia da Silva.
BRAGA, TYPOGRÀPHIA
LUSITANA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
