comerciominho_04111878_857.xml
- conteúdo
-
REILIGIOSA,
POLÍTICA
Hí IVOT1CIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sollo-Mayor e Dn Custodio Velloso.—D1RECT0R—
Aulouio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes
..........................
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
1&000
850
40
20
10
PUBLICA-SE
AS TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes..........................2&000
»
6
»
..........................
;§050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. . 3$600
Folha
avulso................................
10
N.° 857
BBAGA
—
TEHÇA.FEIK4
<&
fi»E
NOVEHBHO
S>E
18)8
Instrueção
Pastoral «obre
o
p
rB
.
teatantiHsno.
Um
acto
do
mais
illustrado
e since
ro
zelo
pastoral
acaba
de realisar-se na
capital
d’
uma
diocese
do
nosso
paiz.
Temos
presente
uma
extensa
Instruc-
ção
Pastoral
do exm.®
e
revm.®
snr.
Bis
po
do
Porto,
D.
Américo,
onde o ve
nerando
Anlistele
fulmina a peste
do
protestantismo
que
vae
grassando,
mór
mente na
capital
da
sua diocese,
e
pre
cate os
seus
amados
diocesanos
contra
as
falsas doutrinas
e
meios corruptos
e
inlames
d
’esse monstro,
que,
no
estertor
da
agonia,
«procura
indemnisar
se
á
custa
dos
(íeis
portugueses,
das
perdas
que
aos
milhares
está
soflrendo
em
cada anno
na
Inglaterra,
na
Allemanha
e
nos
Eslados-
Unidos»,
forcejando
por conservar
uma
vida
que
no
mun
lo produz
a
desgraça,
e
além
tumulo
a
morte
eterna.
Só
Deus
poderá
comprehender
a
do
ce
commoção
d
’
a!egria que no
íntimo
d
’
al
ma
sentimos,
ao recebermos
ha
pouco
esse
notável documento,
que,
nobifitando
o
seu
sabio
auctor,
sobredoirou
todos os
actos do
seu
governo
episcopal
e
arran
cou
transportes
de santo
jubilo
do cora
ção
de muitos
que
tinham
os
olhares
fi
tos na excelsa
pessoa
do
seu
Prelado.
Ha
muitos
annos
que
o
hediondo mon
stro
satanico
—
designado
pelo
nome
de
Protestantismo
—
viera anichar
se
insidiosa
e
traiçoeiramente
na
cidade
da
Virgem,
no
intuito
de
ahi
encetar
e
proseguir sua
obra
de
iniquidade,
corrupção
e
diabó
lica
perfídia.
Entre
muitas
circumstancias
que
poderosamente
inlluiram
para
que
el-
le
concebesse
a
execução
de
audazes
e
insolentes
projectos,
devem
apontar-se
lam
bem
o
auxilio
pérfido
que
encontrou na
abjuração d
’um
sacerdote,
pelo
menos,
e
na negligencia
criminosa
de
muitos
ou
tros,
que
menos
curavam
do
cumprimen
to
das
suas
obrigações
e
do
pastoreio
do
seu
rebanho
que
do- interesses
e
pro
ventos
que
d
’
outra
sorte
lhe advinham.
Podemos dizer,
porque
o
sabemos,
que
a
Associação
Cathoiica
do
Porto,
a
sua
escola
e
o
grande
movimento
religioso
que
ha annos
allt
se iniciou,
e
que tem
ir
radiado
em
muitas
maneiras,
deve
a
sua
origem,
em
grande
parte,
a
esses primei
ros
e
tímidos
tentames
da
praga protes
tante.
Os
7:500 do
Mindello
não
foram
mais
que
os
precursores de muitos outros
ban
dos
de
7:500
que tem aportado
ás praias
de
Portugal:
e
o
Porto
é,
d
’
ordinario,
o
theatro
escolhido
para
as
proezas
dos
sal
teadores
da
Heligiào
e
da
Puiria.
Aos
primeiros
gritos
d’alarma
contra
o
lobo
voraz
que
tentava
ingerir-se
no
rebanho,
a
fera
arredou-se,
encolheu,
e
recuou
um
pouco;
mas sem
desertar
to
davia dos
esconderijos, foi-se
acalentan
do
á
sombra
da
gélida indiffereuça
das
aucloridades
e
da
negligencia
dos
catho-
licos,
espreitando
a
occasião
madura
e
opportuna
para
entrar
no
rebanho
con-
tiado
á
guarda
e
vigilância d’
um
pastor,
com cuja
indiíferença
também
parecia
con
tar
De
dia
para
dia
foi
assim medrando
na
sombra,
até
que
ultimamente
não
tre
pidou
em
fundar escolas,
levantar
templos.
publicar
um
jornal,
e
ostentar
á luz
do
dia
toda
a
hediondez
e
perversidade
que
a
conslitue.
Os
dramas
e
scenas
infames
e degra
dantes
no
mais
alto
ponto
que
o
Pro
testantismo tem
representado
no
Porto,
uns
de telhas abaixo,
outros
cora o
mais
cynico
desassombro,
são
numerosos
e
in
qualificáveis.
São os
mesmos
que
a
histo
ria
nos
ensina
terem-se
dado
por
onde
quer
que
esse
símoum
infernal
tem
per
passado.
Satanaz
não
podia ter
confiado
me
lhor
a sua
missão,
nem
elle
proprio
a
leria
desempenhado
com
mais
requintes
de
perversidade,
iofamia
e
astúcia,
que
os
seus
emissários.
Sobre
isto
sabemos
de
mui
tos
factos
que
a
penna
repugna
registrar
e, que,
demais,
nos
desviariam
do
nosso
proposito.
Como
dissemos,
a besta
protestante
não
dissimulava iá
seus
nefandos
propo-
sitos e
a
custo
reprimia
as
manifestações
de
regosijo
feroz
que traduziam
suas es
peranças
em
mais
dilatada
conquista.
Dir-
se-ia
que
timbrava mesmo
em escarnecer
e
mofar
do
príncipe
reinante
na
Egreja
portuense;
e
que
lhe
arrojava
ás
faces
cartel
de
desafio, como
quem
lhe
intimava
a
fuga,
ou
o
silencio.
Emquanto
a
fera
eslransinhava
o
re
banho,
e este
tinha
ha
muito
os
olhos
estacados
no
seu
Pastor,
um
punhado
de
valentes
campeões
corajosos,
firmes
e
re
solutos,
como
sempre
Deus suscita
em
occasiõcS
taes,
entre
elles,
famílias
e
al
gumas
damas,
verdadeiras
heroinas
force
javam
por
arcar
com
ella.
augmentando
o
esplendor
do
culto,
chamando
á
cidade
uma
missão
que,
abençoada
por
Deus,
deixou
excellenies
fructos,
creando
escho-
las,
estabelecendo
cathecheses,
desenvol
vendo
as
obras
de
caridade,
espalhando
obras
piedosas
e
neuiralisando
assim
por
estes e
por
outros
meios
os
eíleitos
do
vírus proleslunle.
Entretanto
o
pastor
nãô
podia
ficar
de
braços
cruzados,
presenceando
com
indifferentismo
culpável
uma
scena
de
desvastação,
com
resultados
verdadeira
mente
lastimosos
para
o
indivíduo,
para
a
palria
e para
a
Egreja.
E
com
eífeito,
além
dos
meios
e
al
vitres
que
a
sua
sollicilude
pastoral
ha
via
de
ler
posto
em
execução
até ao
dia
d
hoje,
adestrava-se,
no
seu
profundo
cri
tério,
para
vibrar
ao
monstro
um
golpe,
que,
se
não
fôr
mortal,
deve
abater-lhe
a
audacia,
e
o
furor;
além de
que
a
mão
que
descarrega
o primeiro,
não
fica
ina
pta
para
o
segundar
e
reiterar
as
vezes
que
precisas
forem.
Surge
pois
uma
Instrucção
Pastoral
de
sua
exc.a
revd."‘
a
sobre
o
prolestan-
A
GUERRA
D0 ORIENTE
>
»-y
EB
Não
era. serio
semelhante
compromisso.
Taes
reformas
não
topavam
na
situação
especial
das
províncias
insurreclas.
Appli-
cavam-se
a
todo
o
império,
muito
vaga
mente;
e,
a
final,
nada
manifestava
a
sua
realsação,
ao
passo
que tantas
promessas
antecedentes
jaziam
sepultadas
nos
copio
sos
archivos
do
governo turco.
Um
ar
tigo
do
«Jornal
oílicial»
de
S.
Pétersburgo
revelava, d’
este
modo,
o sentir
das
po
tências:
«Os
decretos
anteriores
do
sultão, pro
ntulgados
em aialogas circumstancias,
e
sob
as
obrigantes
instancias
das
potências
garantes,
não
tiveram
nunca elleito
per
durável;
e, consequentemente,
não
exis
tindo
já
a
confiança
na
eflficacia
de
taes
decretos,
é
mister
que
os gabinetes tra
balhem
para
fazer
reviver
a
confiança,
sem
a
qual
a
Turquia
não
sabe
levar
a
cabo
uma
reforma
seriamente
delineada.
Em
lodo o caso,
é preciso
acabar
a
triste
situação
das
populações
chrislãs da Tur
quia».
O
firman,
de 12
de
dezembro
não
era. pois,
razão
bastante
para
estancar
a
eifusào
de
sangue
na
Herzegovina; e as
negociações,
enlaçadas
entre
as
tres po
tências
do
Norte,
e
encetadas
sob
inicia
tiva
da
Rússia,
fiel
á
pretensão
de
exer
cer
um
proteclorado
sobre
os
chrislãos
da
Turquia,
remataram
pela
adopção
de
tun documento diplomático,
conhecido
por
-—
nota
Andrassy,
—
derivado
d<>
nome
do
chanceller
austríaco.
A
nota
referida
con
vidava
a
Turquia
a
conceder,
aos
insur-
gentes,
estas
regalias: liberdade religiosa;
abolição
das
arrematações
de
impostos;!
garantia
da
applicação
das
contribuições
directas,
percebidas,
nas
províncias in-
surreccionadas,
para melhorar
a
sua
sor
te;
nomeação
de
uma
commissão
mixta
de
verificação,
para
assegurar
a
execução
das
reformas
decretadas
no
iradeh
de
12
de
dezembro
de
1875;
e
finaimente
mudança
da
situação
agraria.
Apoz
longuíssimas
moratórias, o sul
tão
acceilou a
nota
de
12
de
fevereiro
de 1876; e
decidiu-se
a
nomeação
da
commissão
mixta;
mas
não
leve
esta
para
que
reunir-se.
Os
insurgentes
não
qui-
zeram tratar
cousa
alguma,
emquanto
os
quarenta
batalhões
de
occupaçào
turca
não
fossem retirados.
A
Porta
recusou;
inter
romperam-se
as
negociações;
e
já
se
não
questionou
a
nota
Andrassy.
Transcorreu
o resto
do
inverno
em
preparativos
bellicosos.
Um
emissário
da
Herzegovina
vindo
do
occidente
para
sol-
licilar
a
prolecção
das
potências, deu
cu
riosas
noticias
acerca da
organisação dos
revoltosos:
«Bem
longe
de estarem
desanimados
e
carentes
de
recursos—
disse
elle
a
um
redactor
da
«Gazeta de
Lausanne»
—
os
insurreccionados
da
Bosnia e
da
Herzego
vina
preparam-se,
com
absoluia
confiança
na
sua causa,
para
a
campanha da
pri
mavera.
Os
raias
elegeram
um
governo
nacional
provisorio constituído
de
dez
membros,
tendo
sua
séde
em
Slaro-Sla-
no,
em
um alto
valle, defendido
por
inac-
cessiveis
desfiladeiros,
e
guardado
por tro-
pas
selectas.
A
commissão
secreta,
de
que
fazem
parte
muitos
dos
actuaes
chefes,
dirigem
a
iusurreicção
interna
e
externa.
No
interior,
recruta
voluntário-,
arma,
equipa,
sustenta, organisa
os
bandos
já
formados,
e
adquire
e
ajunta
enormes
mu
niçôes
de bocca
e
de
guerra.
No
exterior,
compra
considerável
armamento
em
Bru-
xellas
e
em
Birmingham,
e
enviou,
junto
das potências
da
Europa
Occidental,
um
delegado
encarregado
de
fazer
valer,
pe
rante
os
governos,
os
direitos
á
autono
mia
das
províncias
slavas
da
Turquia».
Por
sua
banda,
a
Serbia,
instigada
pela
sociedade
secreta
da
Omladina,
dei
xava-se,
pouco
a pouco,
ganhar
pelas
ideias
bellicosas, e
completava,
secreta-I
mente,
os
seus
armamentos.
Uma
ordem
do
governo
de Praga,
daciada
de
25
dei
março,
revelou,
subitamente, o
perigo,
|
exhorando
as
auctoridades
da
Bohemia
a
I
opporem-se
á
passagem
de
sessenta
mi!
i
espingardas
chassepols,
e respeclivas
mu
'
nições,
tudo
comprado, a
credito,
em
Ber
lim,
pelo
governo
serbio.
Interessado
mais
directamente,
do que
as
outras
potências,
no
que
se
passava
I
nas
suas fronteiras,
o
governo
austríaco
|
fez,
isoladamenle,
novos
exforços
nara
obter
o
desarmamento dos
insurrectos.
o!
barão
de
Rodtsch,
governador
da
Daltna-
cia,
teve
uma intervista com
os
seus
chefes,
em
Suttorina,
mas
nada
pôde
ob
ter.
«Foi
a
oppressão
turca
que
nos
im-
pelliu
á
insurreicção,—
disseram
elles,
—
já
não
lemos confiança
n
’elles.
Euganaram-
hos
cem
vezes. Antes
preferimos
morrer,
do
que
voltar
ao
dominio
dos
turcos,
sem
direitos,
e
sem
prolecção.
Se
a
Europa
não
quiser
reconhecer
as
nossas
ex
gen-
cias,
também não
poderá
afogar-nos
no
niar
a
todos».
Um
agente russo,
Ves-
seiitsky
Bogdanowitch, não
foi
mais
fe
liz.
As
hostilidades
recomeçaram,
com
maior
vigor, no
meado
de abril.
Os
vo
luntários da
Serbia
e
do
Monlenegro
che
gavam,
todos
os
dias,
a
engrossar
as
fi
leiras
dos
insurgentes;
e
rapidamente
se
julgaram
fortes
e
suíficientes
para
se
op-
porem,
em
numero
de
14:000,
a
uma
len
lativa
feita
por
Mouklar-Pachá
para
abas
tecer
Nickisicli,
e
derrotarem
este
ge
neral.
Um
deplorável
acontecimento
se
veio
accumuiar
a
todas
as
diílieuldades
cotn
que
luclava
a
Turquia,
mostrando,
á Eu
ropa,
quanto
era
precaria
a
situação
dos
chrislãos,
quando
os
proprios
represen
tantes
das grandes
potências
não
estavam,
ahi,
seguros.
A
6
de
maio,
a
populaça
de
Salonica
mutilou
os
cônsules
da
Fran
ça
e
da
Allemanha. A
II,
o
imperador
da
Rússia
veio
a
Berlim,
acompanhado
de
Gortschikoif.
Andrassy
chegou
no
mesmo
dia;
e
os
chancelleres
dos
tres
impérios
do
Norte,
como
ordinariamente
são no
meados.
accordaram
immediatamente
em
a
necessidade
de
novo
tenlamen
coucilia-
torio
junto
da
Porta.
Redigiram o
memo
randum
de Berlim,
no
qual,
depois
de
terem condemnado
o
atlentado
de
Salo
nica,
e
demonstrado
quanto
era
urgente,
ás
potências,
tomar
as
necessárias
medi
das
para
preservar
a
segurança
dos
seus
nacionaes,
declararam
que
o
restabeleci
mento
da
ordem
na
Turquia,
exigia
a
immediata
pacificação
da
Bosnia
e
da
Her
zegovina.
O memorandum
attestava
que
o
sultão,
acceitando
a
nota
Andrassy,
ti
nha-se
compromelliio,
perante
a
Europa,
e
as
gran
íes potências
tinham
o
direito
moral
e
a
obrigação
de
coagir
á
execu
ção d
’
esse
compromisso,
da
qual
depen
da
a
manutenção da
paz.
Exprobava,
de
pois,
ao
governo turco
o
não
ter
prati
cado cousa
alguma
no
desempenho
de
suas
promessas,
e acrescentava
que
a
sua hesitação
tinha
sido
a
causa
prima
ria
do
funesto
incidente de
Salonica.
Pro
punha,
finalmente,
um
armistício
de
dois
mezes,
para,
durante
elles,
os
dois
par
tidos
contendores
chegarem
a
um
accor-
do,
cujas
bases
seriam
os cinco
pontos
da
nota
Andrassy,
e
cinco
novos pon os
exlractados
de
uma
memória
apresentada
pelos
insurrectos.
A
Inglaterra foi
de
parecer
que
seme
lhante
documento continha
uma
especie
de
acoroçoamenlo
conferido
á
insurreic
ção,
e
recusou
associar-se-lhe.
O
sultão,
animado
pela
atlilude
da
Inglaterra,
re-
geitou-o;
e
ao
memorandum
de
Beriím
aconteceu
o
mesmo
que á
nota
uidrassv.
Eia
pela
quarta
vez
que
a
diplomacia se
manifestava
impotente
para
p:
iieur
a
Turquia.
i.( cntiiiúa)
tism
>,
Instrucção
Pastoral,
que,
pela op-
portunidade
das
circumstancias,
pelo
seu
objecto
e
pelos
admiráveis
predicados
que
a
exornam
na
matéria
e
na
fórma,
deve
por
certo
de
ter
sido acolhida
por todos
entre
transportes
do
mais
vivo
e
sincero
alvoroço,
embora recebida
dos
contrários
com
aquelle tom
cynico.
arrogante
e
tor
pe
que
os
caracterisa,
ma«
que
betn
dei
xa
entrever
o
descontentamento,
o
odio
e
a
raiva
que
os devora.
Verdadeiros
precitos
sobre
a
terra,
deve
alimental-os
no
'empo
o
que
hade'^alimental-os
na
eternidade.
Esse
verdadeiro
monumento
de
escla
recido
zelo
pastoral
do
inclyto
prelado
do
Porto
não
foi.
portanto,
para
nós,
e
crê-
mos
que
para
os
mais
catholicos,
umsoc-
cesso,
fatiando
rigorosamente,
inesperado,
não
podendo
porisso
d’
ahi
sóinente
provir
nem
a grata
e
pathelica
impressão
que
n
’
uns infundiu,
nem
o
od>o
e
o
rancor
que
outros
por consequência lliè
tribu
taram.
Motivos
mais
nobres,
razões
mais
gra
ves
e considerações
mais
ponderosas
nos
demiveram
a
fallar
sobre
este
assumpto,
e
cremos
que
o
m'smo
deverão
sentir
os
catholicos,
mórmente
os
diocesanos,
ao escutarem
a
palavra
da
vida
e
da
sa
níssima
doutrina
que
lhes
envia
o
vene
rando
Anlisthe.
Eará
isso
objeeto
do mais
que
sobre
esta
matéria
houvermos
de
dizer no
pró
xima
numero.
A. M.
V
ç?e«Saeçs»o
«8o
<C
*
m«ierei«
«In
M
bwísob
.
Londres, 24
de
Outubro,
1878.
Ao
lêr,
ante
hontem,
no
Times
o
ses
guinte
paragraphilo,
em
pagina
meno,
conspícua,
e
no
rabo
de
uma
columna-
onde
se
collocam
cousitas
de
menos
mon
ta,
em lettra minda,
como
de
menor
in
teresse para
o
publico
Britânico,
mas
que
ás
vezes o tem
considerável
para
outrem;
tiz
logo
tenção
de
o
não
deixar
sem
re
pa-o
da
nossa parte
—a
quem
elle
inte
ressa,
ou
devia interessar,
mais
do
que
parece
á
primeira
vista: —
«
N
omes
para
geographia
».
—Note-se
logo
esta epigraphe,
que
as
sim parece
apresentar
se
modestamente
sem
perlenção
alguma,
e
todavia
involve
uma
injustiça
e um
egoísmo
que
nada
honra
uma
-
nação c«mo
a
Inglaterra;
a
qual
tem bastante
com
que
legitirnamen-
te se
illustrar,
sem
procurar
escurecer
e
apagar
a
memória
do
que
não
é
obra
sua.
-Numes,
para
geographia»
,
—
veja-se:
não
se
notam
os
nomes
verdadeiros
e
existentes
dos
togares,
e
regiões,
e
rios,
e
lagos,
etc.;
mas
chrisma
se
tudo
logo
de
nomes
Inglezes,
mesmo
insignificantes,
que,
muitas vezes,
nada
mais
significam,
senão,
que
um
tal
João
Fernandes
Inglez,
a
Ui
chegou
primeiro
—
ou
pertendeu
ter
chegado.
Appliquemos
o
conto
ao
caso
actual,
sobre
que escrevi
ante-honlem
o
que
logo
seguirá.
Copiarei
agora
primei
ro o
dito paragraphinho:
—
«N
omes
para
geographia
— 0
Mercu-
«rio
de
Natal
(The
Natal.
Mercury)
diz
que
«na
visita
do
General
Thesiger
e seu esla-
«do-maior
ao
Rio
de
S.
João,
para
issar
«a
bandeira
Britânica,
em
21
de Agos-
«to,
a
sua
partida
remontou
pelo rio
a
«considerável
distancia,
e
passando
entre
«dos
altos
precipícios
(As
Porias
de
S.
«hão
,
decidiu
se
dar-lhe
os
noines
de
«.Monte
Thesiger,
e
Monte
Sullivan;
o
pri-
«meiro
sendo
ao
Sul,
e
o
outro ao tNorte
«do
rio.
Foi
esta
a
primeira occasião
em
«que
um vapório (o
Samsten)
passou
a
«barra
e
entrou no
Rio
de
S. João.
Des-
«creve-se
a
vista
do
paiz
como
sendo
bel-
«lissima.
e
a
terra
excessivamente
fértil.
«Dizem,
que
aves
e caça sam excessiva-
«
mente
abundantes.
0
Commodoro
Sulli-
«van,
e
o
navio
de
Sua
Magestade
Acti-
nve.
tinham
alugado
o
vapório
Samsten
«como
transporte.»
Veja-se,
pois; não
se
procurou
saber
se
aquellas
notáveis
montanhas tinham
nome ou designação
porque fossem
co
nhecidas;
mas impingiram-se-lhes logo
os
nomes
de
dois Inglezes,
que
operaram
a
façanha
de ir pelo
rio
acima
n
’um
pe
queno
vapório!
Isto
porém
não é mais
que
seguir
o
exemplo
do
celebre
Living-
stone,
que
também
ia
chrismando
á
ln-
gleza
rasteira
rios,
lagos,
cascatas,
etc
Assim
poz
logo
o
nome
de
Vicloria
Falis
ás
cataractas
de Zimbezí,
perto
dos
nossos
limites,
e
que,
sem
duvida,
ti
nham,
havia
muitíssimo
tempo,
seu
no
me
conhecido!
Assim
ebrismou
logo
tam
bém
(ou
chrismáram
outros,
pois
não
me
recordo agora
se
foi
elle
o
padrinho
da
chrisma)
os
lagos
Nianza,
e
o
outro
cujo
nome
antigo
não
sei,
de
«
Vicloria» um.
de
«Alberto»
outro;
e
pertendendo
tel-os
descoberto
pela
primeira
vez, quando os
mesmos
estám
já
marcados
em mappas
Portuguezes
antigos,
e
até
Gamito,
no
Mu
la Cazembe, os
menciona,
bastantes
an-
nos
antes
que
Livingstone
andasse
por
lá.
Quando
eu
vi,
porém,
ha
20
e tantos
annos,
o
sôgro
de
Livingstone, com
sua
familii
de
«missionários»
e
«missionarias»,
a
escreverem
dos
paizes
entre
o
Cabo
c
o
Zarnbezi,
apregoando
suas
vantagens,
e
suas
diligencias
por
convertel-os
ao
Protestantismo
(isto
é,
ao
domínio
Inglez);
não
duvidei logo
de
que,
antes
de
mui
tos
annos,
tudo
aquillo
ia
a
ser
tragado
pelo
Leopardo Protestante
—qtie
brevemen
te
engolirá
também o que
por
lá
se
cha
ma
ainda
nosso,
mas vai
caminho
do
domínio
Britânico—
que
para
isso
se
in
troduziu
em
Portugal
a
tola
mania
do
fd.so
constitucionalismo,
a
maçonaria,
e
o
Mindello,
com
a
Carta
Canningo
—
Palmel-
lo
-
Sluardo
—
Lacerdo—Garrado
—Petro
—
Chalaça
—itão
bem
recebida,
alem
d
’
isso.
em
Lisboa,
sob
os
auspícios
da
Senho
ra
D.
Isabel
Maria,
e
do
Medico
Abran
tes.
Para
isso
se
maniganciou
entre
o
mes
mo
Palmella
e
Canníng,
em
1826,
a
ce
lebre
expedição
de
Clinlon;
sem a
qual,
o
Governo
Legitimo
seria
proclamado
e
restabelecido
em
Lisboa,
como
por
todo
o
lUino,
antes
do fim
do mez
de
Fe
vereiro
de 1827.
Tomara saber
o
que
tem
para
oppor
a
isto
o
muito
prezado
amigo
meu,
Snr.
Joaquim
Martins
de
Carvalho,
o
honrado
D
Quixote
do Liberalismo,
que
adora
como
se
fosse
a
Liberdade,
da
mesma
sorte
que o
seu
honrado
protótypo
ca-
valleiresco
tomava
a
cavallaria andante
dos
romances,
por
cousa
séria
e
real!...
Peguei
agora
na penna com
tenção
de
só
copiar
o paragraphito
do Times,
que
me
fez
escrever
anle-hontem
as
observa
ções
que acompanham,
e
que
peço
pu
blique
o
Commercio
do
Minho
em
segui
da
a
estas escapadelas
da
minha
rebelde
penna;
que, muitas
vezes,
como
hoje,
parte
a
correr
e
saltar
por
trancos
e
barrancos
á doida,
sem
que
eu
lhe
pos
sa
ter
mão.
A
culpa
é
d
’ella,
não
é
mi
nha.
A.
R. SARAIVA.
B.iwhíia,
#8
doutabra
-.5®
1878.
te
a
êsta
tragi-comedia
do governo
par
lamentar,
fecunda
á
maravilha
em peri
pécias
de
revoltante
immoralidade,
e
de
não
menos
impiedade.
0
povo
applaude
com
o
tacão
os
far-
çantes,
e
os
saltimbancos,
que
ahi
es
tão
no
palco a engordar
á custa
do
suor
nacional;
elles,
porém,
são
surdos
ás
de
monstrações
de desaggrado
do
publico,
e
vão
continuando
a
sua obra
de
destrui
ção.
A
dynastia
toma
banhos,
caça,
vae
aos
espectaculos,
banquetea-se,
os
minis
tros
fazem
deputados a
seu
bei prazer,
e
preparam-se
para
ir
ao
parlamento
pe
dir
novos
tributos,
que os
habilitem
a
tirar
do
thesonro
muito
maiores
quantias
ainda
para
que
nada
falte
ás
orgias
do
poder.
—
Hoje
espalhou se aqui
a
nova
de
que el
nino
de
Castella
fôra
alvo
de um
tiro,
dirigido
por
um dos muitos
amigos
da restauração da
dynastia
liberal
do
rei
no
visinho.
A
nova
é
certa, como
já
ahi
se
de
ve
saber.
E
’
mau systema de
hoslilisar
a
causa,
com
que
se
não
sympathisa.
0 assassínio não
endeusa,
de
certo,
qualquer
partido,
que
aspira
ao
poder
por
tal
meio.
E’
supérfluo
dizer
que
o
tiro
não
partiu
do
campo
legilimisla
hespanhol.
Lá,
como
cá.
não
se
pensa
em
subir
por
uma
escada tão
vil,
e tão
anlipa-
thica.
—
A
lufa-lufa
eleitoral
no
circulo
73
é
cada vez
mais
acceza.
Dizem
me
que
o
obstáculo, que
privou
da
vicloria
o
candidato Barros
e
Cunha na
ultima
elei
ção,
desistiu
agora.
Teremos,
portanto,
em
campo
apenas dons
aspirantes:
o
go
vernamental.
e
o
progressista, ou
o quer
que é.
o
snr. Barros e
Cunha.
Qual dos
dous
sairá
victorioso?
E
’
diflicil
prevêl-o.
0
governo
dispõe
de
muitos
meios.
Tem
o
exercito
dos
dependentes
d
’elle;
tem
os
dinheiros
do
povo
á
disposição
dos
galopins;
tem
a
arma
da
promessa,
e
da
ameaça,
contra
os
parvos,
e
con
tra
os
medrosos; e
porisso
seria
temeri
dade
estulta
profetisar
o
exito
da
pugna,
que
se
prepara
para o
dia
3
de
novem
bro.
Todavia,
a
opposição
venceu
em
qua
tro
círculos,
e
empatou
em
um,
na
ca
pital;
venceu
no
Porto
em
todos,
e
em
mais alguns
círculos
provincianos.
Não
se
póde,
pois, asseverar
nem
que
vença,
nem que
seja vencido.
0
paiz
nada
porém
lucrará
com
a
victoria
de
um,
ou
de
outro.
Não
porque
no campo
liberal haja
min
gua
de
caracteres
muito
aproveitáveis,
senão
porque
a
obra de
34
lhes
não
per-
mitte
servirem
a
causa
do
paiz
com
van
tagem
d
’elle.
A
origem do
ma!
não
está
tanto
nos
homens
como
no
systema,
e
em
tudo,
que
com
elle
tem
relação.
Não póde,
pois,
haver esperança
de
melhorar
este
estado
de gravíssimo
risco
para
a
existência
da nação,
emqnanto
o
povo,
aguçado
pelo
extincto
da
própria
conservação,
não
acordar
do
torpor
para
a
vida
das
nações,
que
teem
sabido
li
bertar-se.
E
o receio,
bem fundado
certamente,
de que
o
paiz
pense
em
quebrar
as al
gemas,
(az com
que
o
snr. Fontes
se
esforce no
empenho
de obter o
máximo
desenvolvimento
possível
do
exercito.
Ago
ra
os
exercícios
dos
diversos corpos
de
infanteria,
que
aprendem a
nova
tactica
succedem-se
quasi
sem
interrupção. To
dos,
aclualmente,
são
galuchos;
desde
o
general ao simples soldado.
E
tanta
azafama
para
que
o
exercito
possa
melhor
bater
o
unico
inimigo,
contra
o
qual
a
liberdade
obrigará
a
força
na
cional
a
combater
—
o
povo!
Mas, o exercito
é
filho
do
povo,
e
não
se
prestaria,
de
certo, porisso,
a obe
decer
aos
que
o
mandassem
combater
a
nação,
no
momento
em
que
arvorasse
a
bandeira da
sua
liberdade.
Depois,
é
porventura
tão
prospera
a
situação
do
exercito,
mórmente
a
da
be-
nemerita
classe
dos
olliciaes
inferiores,
que
o
traga
satisfeito?
Como
o
póde
estar
o
sargento,
quan
do
sabe
que só
depois
de
10, 12,
e
13
annos
de bom
serviço
póde
ser
alferes?
Ralhavam
da
monarchia,
porque
havia
os
cadetes;
estes,
porém,
eram,
relalivamen-
te,
raros
nos
corpos
de
infanteria.
Leiam-
se
as
ordens
do
dia do tempo
em
que
rei
nou
o
Snr.
D.
Miguel, e
vêr-se-ha
que o
n.°
dos
ofliciaes sabidos da
classe
dos
sar
gentos
era
immensamente
superior.
(Do
nosso correspondente).
Estamos
em
plena
época
theatral
Está
aberto o
theatro de
S.
Carlos
á
concorrência
dos
que
lá
pódem
entrar,
e gosar,
qm-
é
uma
diminutissima
parte
dos
habitantes
d
’
esla
cidade,
attenta
a
exorbitância
do
preço,
de
que
a
empre-
za
póde
prescindir,
embora os
23
con
tos
de
reis
de
subvenção,
que
recebe
do
thesonro,
quando
o nosso
theatro normal
vive
apenas
do
favor
publico.
E
não
admira
isto n
’
estes
tempos
de
rasgado predomínio
liberal,
em
que
tudo,
quanto
é
estrangeiro, tem
auxilio,
e
blan
dícias
dos
poderes
públicos.
E
todavia,
o
subsidio
ao
theatro
ly-
rico
é
um verdadeiro
escandalo,
uma
pun
gente
affronta
á
nimia
pobreza
do
erário,
e
mais
uma violência
ao
povo,
que
con-
tribue
para
que
só
os
alfacinhas ricos,
ou
remediados,
frequentem
o
1.°
theatro
do
paiz.
Durante
o
governo
do
Snr. D.
Mi
guel
aquelle
theatro
esteve
fechado,
por
que
o
honrado conde
da
Louzã,
ministro
então
da
fazenda,
dizia
que
diante
das
diffieuldades, que trabalhavam o erário ré
gio,
seria
inqualificável
que
se
gastasse
com
o
theatro
lyrico
o
que
se
devia
de
applicar
a
parte
do
muito,
a
que
era
mis
ter
atlender para
aliviar
o
Estado
do
enor
me
pezo
de contrariedades, que o ve
xavam,
creadas, e
sopradas
pelos
impla
cáveis
inimigos
do
Rei, e
do
paiz,
em
bora
portuguezes, mas
degenerados.
Comtudo,
concedeu-se
n
’
essa
época
ao
theatro
portnguez,
porque era
portuguez,
um
subsidio
annual,
compatível
com
as
forças
pecuniárias
da
nação.
E'
a
differença
que
vae
da
liberdade,
que
nos veio
em
1831,
ao
governo
ge
nuinamente
nacional,
vencido ha
quaren
ta
e
quatro
annos.
Mas,
se,
era
geral,
o
povo
não
póde
ouvir
a Biancoline,
e
a
Aldighieri,
assis
E
sel-o-hia,
incontestavelmente,
logo
que
a
restauração
se
realisasse.
—
Quando
acima
vos
dei
a
noticia do
recente altentado
contra
D.
AfTonso,
logo
vos
disse
que
o
auclor
não
era legitimis-
ta.
E
não
vos
enganei.
0 assassino
cur
sou
os
bancos
da
escola
liberal.
E
’
inter-
nacionalista,
uma
das seitas,
que
o
libe
ralismo
tem
produzido.
A alludida
tentativa
de
homicídio
con
tra
o
intruso
de
Hispanha
não
foi .senão
o
prenuncio
de
temerosas
tempestades,
que
pairam
sobre
o
infeliz
reino
visinho.
Mas,
depois
da
tormenta,
a
bonança.
Deus
se
lembre
da
Hispanha,
e
dos
ou
tros
povos,
a
quem
a revolução
está
do
minando!
A.
SU3SIDI0 PARX
O SOBERANO
PONTÍFICE
A
Sé
Apostólica
acha
se
cada
vez em
maior
apuro
de
meios,
para
satisfizer
ás
necessidades
religiosas
do
Orbe Calholico,
e
para
prover
ao
decoro
do
Supremo
Je-
rarcha
da
Egreja, o
SS.
Padre
Leão XIII.
A
bem
conhecida
piedade
dos
fieis
d
’esta
grande
Archidiocese
de
Braga
não
consentirá,
cerlamente,
que
se
aggrave
es
ta falta
de
meios,
tão
sensível
e
lastimo
sa.
Para
este
fim
se
acha
constituída
uma
commissão
n
’
esla
cidade,
composta
dos
reverendos
padres
João
Rebello
Car
doso
de Menezes, João
Pedro
Ferreira
Airosa,
e
Manoel
Martins
d
’Aguiar,
e
en
carregada
de
receber
quaesquer
esmolas,
por
diminutas
que
sejam,
que
os
fieis,
dire-
ctamente
por si
mesmos,
ou
indirecla-
mente pelos
reverendos
parochos, lhes
en
treguem
ou
enviem,
para
serem
offerecidas
ao
Soberano
Pontífice.
Na
«Semana Religiosa
Bracarense»
se
rá
aberta
uma
secção
onde serão
publi
cadas as
quantias
recebidas, declarando-
se
os nomes
dos ofierentes,
que assim
expressamente
o
desejarem.
Lista
dos
subscriptores
e
respectivas
quan
tias
para
o
fim
supradito:
Um
anonymo
4$300
reis
Padre
João
Rebello Cardoso
de
Menezes
3£000 »
J
adre
João
Pedro
Ferreira
Airosa
3$000
»
J
adre
Manoel
Martins d
’Aguiar
»
Jm
anonymo
430
»
IJm
anonymo
63000
»
—
—
-
.
—
—
Som
ma
19$930
reis.
fiÃZSTILBÀ
catSusIJcos.—
A
vergonhosa
seita dos
chamados
velhos
catholicos
vae-se.
Esta
aberração
monstruosa
de
alguns
espíritos orgulhosos
e
rebeldes
ao
ensino
da
Egreja
está
condemnada
a
uma
morte
iroxima,
que
será
mais
um triumpho
para
o
Catholicisrao.
Cada
vez.se tornam
mais pronunciados
os
symptomas
da
gan
grena,
que
a
vae
corroendo,
e
não
vem
já
longe
o
dia
em
que havemos
de
vèl-a
finar-se,
coberta
ainda
mais
de ridículo
do
que
de
execração.
Eis
ahi
o
que se lê na correspondência
da
Prussia
para
a
«Civiltà
Cattolica»:
«0
snr.
Reusch,
vigário
geral
do
bis
po
Beinkens,
fez
saber
a
este
ultimo
que
não
mais
o
contasse
entre
os
padres
da
sua
jurisdicção.
0
motivo d
’esta
sua
re
solução
foi
a medida,
que
perm
ite
o
ma
trimonio ao clero
chamado
velho
calho
lico.
Mais
alguns
poucos
padres
se
achara
nas
mesmas
disposições
do
snr.
Reusch,
ao
passo
que
a
mor
parte
dos
neo heré
ticos ostentam
a
sua infidelidade
alé
ao
ponto
de conlrabirem matrimonio,
alguns
d
’
elles
com
mulheres
protestantes.
0 ul
timo
estudante
de
lheologia
de
entre
os
sequazes
de
Reinkens
retirou-se
ha
pouco
de
Bonn
depois
de
haver
pedido
empres
tados
a um
professor
da
seita
alguns
cen
tos
de
marcos,
e
deixado um
grande nu
mero
de dividas.
A faculdade
sedaria
acha-se
pois, n
’
este
momento,
completa
mente
em sêco».
«Correio
«la
Xotici»3». —
E
’
0
ti"
tulo
d
’
um novo
jornal,
cujo
primeiro
n.
*
acabamos
de receber.
Subinlitula-se
folha
especialmente
dedi
cada
ao
clero
e
ás
famílias
catholicas.
Agradecemos
a
visita
do
collega, e
desejamos-lhe
todas
as
prosperidades.
«Jeaiiitas
!n
—por
Paulo
Fé
vai.
—
Gomo
já noticiámos, a
opulenta
casa
editora
Chardron acaba
de
pôr
á
venda
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
BRÂ
GA
—
Vendeu
no
anuo
de 4877
a
enorme
quantidade
chinas
de
coser!!!
mais
20:496
que
em 1876.
—
E
’
a
machina
que
todo
o
mundo
reconhece
como
las
invenções tem
apparecido.
de 282:812
ma-
superior
a quan-
SI&OB
—
E
’
a
unica
machina
de costura
que
posições
os
primeiros
prémios e
boa
construcção
e duração
como
trabalho.
tem
obtido
em
todas
as ex-
medalhas,
não
só
pela
sua
também
pelo
seu
bellissimo
SITCBB
—
E
’
a
machina que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em
todas
mundo
e
a
que
offerece
maiores
vantagens
em
tempo
e
dinheiro.
garante
por
7
annos, fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
difficuldades.
E
’
a unica
machina
que se
vende
a
prestações
de
300
reis
setnanaes,
sem
prestação
de entrada, para
assim
favorecer
mais as
classes
menos
abastadas.
Tão
bua
tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo o
bom
resultado
d
’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim
a
boa
fé
do
publico.
S
31^1S2- UHí Finalmenle
é
a
machina
-que
mais acceitação
tem
tido,
devido
sempre
á
sua
boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as
invenções
modernas,
jámais
poderão
compelir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
ilJudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços
na
as
partes
do
economia
de
SBIWflSJEJNSL—
E
’
a que
se
que
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE, 17
.âll
ã
i
Jà.
-UÍ
.
.4
1043
MAGASIN
DES DEMO1SELLES
I
f
Publica-se
a
40
e
25
década
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de
moelas
e
modelos
de
tapeçaria
coloridos;
a
agua;
gravados
w
preto;
novidades
para
piano
e
canto;
álbuns
de
lavores;
folhas
de
confeeções;
croehet
e
rendas;
riscos,
etc.
O
IHagasin
de»
Eiemoíselles,
graças
ás
importantes reformas
que
introduziu
na sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico que
dá
mensalmente
um
trecho
de
musica, e
reune
o
duplo
attractivo
de
um
periódico litterario interessante
e
um
periodico
de
modas
completo, inteiramente
independentes
um
do
outro.
JFreço
para
Portugal
(as assignaturas fazem-se
por
um
anno
principiando
no
í.°
de janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de cada
edição:
edição
do
dia
40,
—
2^800
reis;
edição
do
dia
25,
—
í$700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
£
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GROIIE
KESKUCÇÃÍ»
»K
PREÇOS
S.
a
CI
j
ASSE.
Para S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.
3
classe, com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos do
litoral
e interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PEEO
MESHO
PREÇO P1KA O RIO ME JANEIRO
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
ELBE..............................13 de
Novembro
1
TAGUS............................
MINHO
..............................
29
de
Novembro
|
GUADIANA
.....................
PREÇOS COMMODOS
13
de Dezembro
28
de
broDezem
Cada paquete
d
’
eata
companhia
leva
a bordo
eriados
e
eoninheiros
portuguezea
para
cornmodidade
dos
passageiros
de
todas
a«s classe».
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para obter trasbordo.
A
bordo
os
passageiros
tecm
grátis
camn,
roupa tSe
co
mida
feita
por
cosinheiros
portuguezes,
vinho
duna
vezes
por
«ls«,
assistência
medica,
serviço
de
eriadss
e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto de
século
tem
feito
com que os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
«
segurança excepcionaí; além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos tanto
para
a
hygiene
como
para a
cornmodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,
e
por este serviço
recebe
a
companhia um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para
esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães,
rua
do
Souto.
60TTA
E
SHBUIATISIfl
Licor
e
pílulas
do dr.
Laville
Esta
medicina
anti-gottasa
e
anti-rheumalica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efiicacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
Ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
gs
dores
mais
agudas
’
E’
a
unica
scienliftca
e
officialmente
reconhecida
e
que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-
se
o livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
quxl,
em
vista
da
alta
repu
tação
de
nossos
productos
augmenla
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville
e
o sello
de
garantia
(estampado
em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.-
—
NenãÂ
por maior,
F.
GOMAR.
28
rue
St. Claude—
Deposito
no
Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da Banharia 77
e 79.
iw
xla
HOGG
|
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris
{Unico
proprietário).
8
hit
«ucumit
ir.lawMJ—
w.n
wwj
—
w
DE
________________________________ _____
@
JflIGADOS,
FRESCOS
BACALAO de
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do peito, afíciçôes
escrofu
losas,
tosses
citronlcas, rheuinatisinos,
magreza
crianças
,
das
inipigcmes
.
HIGIEW
Y
SALUD
DEL^
BOCA
í
Elixir
y Polvos Dentrificos
PARIZ
Preparacion
dei
5ir.
1375
JO
HN
EVA
NS
NADA
mais
delicado
do que
estas
especialidades
destinadas
a
conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
em
perfeito
estado. O nome
do
doutor,
graças
á
sua
uni
versal
reputação,
offerece
uma
segurança
indisculivel.
4gun,
frasco
gr.
600
reis;
frasco
peq.
300.
pós
,
caixa
gr.
600
reis;
caixa peq. 300.
No
Porto,
Ferreira
irmão,
Banharia,
77 e
79--Depositários
da
agencia
franco-hispano-portugueza.
íluxosbrancos,debilidadegers»3,etc.,etc.
«f HOCjCJ
Agradável
efacil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
5
z-»
’
ím
Exigir-se-ha
a marca da Fabricajuntó que encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera
achar-se sobre
o rotulo.
Depositos nas principaes
Pharmacias e em
Idsboa,
nas
casas
de B
abreto
,
rua
do
I.oreto,
518
e
30.
A
zevedo
e
Filhos, B
arral
e I
rmão
; em
Porto,
nas®casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
TOBIMWM
MS MIMO
Já
proveniente
de
algum
defeito de constituição,
já
te
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
MS
WD
í
MMS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inflammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes e ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade, languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples e infalliveis,
são
0
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações pra
ticas.
Consuliações
das
3
ás
5
—Rue
Monlhebor,
27,
perto
Tulherias,
Paris. (40-Hj
MEDALHA
d
’
ouko
DOENÇA
DOLHOS
No
palacete
da
rua
do
Cabo,
n.°
25,
a
Santa
Izabel,
em
Lisboa,
recebem-se
doentes
para
se
trataVem
da
moléstia
de
olhos,
com
o
especialista
o
exm.°
snr
dr. Wander
Laon.
Torna-se
de
vantagem
este
estabelecimento,
por
ser commodo
no
preço
e
estar
ao
lado do
mesmo o
snr.
dr.,
o
qual
póde
ver
seus
doentes
a
qualquer
momento.
(2069)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
800^000
reis
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
coinmodos.
1
rata-se
na
casa
imme-
diala
n.°
22.
(981)
Companhia
de
Fiação
e
Tecidos
de
Coimbra
Sociedade
annnynm
de
responsa
bilidade limitada
A
Commissão
nomeada
em
assembleia
geral
de
6
do
corrente,
para
dar
cumpri
mento
aos
artigos
9, 10.
41 e 12
e
seus
§
§
do
estatuto,
convida
todos
os
snrs.
accionístas
que
não
tinham
liberado
as
suas
acções, a
realizarem
o
pagamento
até
ao dia
30
de novembro
proximo.
apro
veitando-se
da
concessão
feita
pela
mes
ma
assembleia
geral,
de
que
do
total
dos
seus
débitos,
serão
recebidos
cincoenta
p.
c.
em dinheiro
e
cincoenta
em
papel
da
mesma
Companhia
e
os respectivos
juros
na
forma
determinada
nos
estatutos,
pre
venindo
ao
mesmo tempo aos
snrs.
accio-
nistas
ou cessionários
d
’
acções
de que não
as liberando no prazo
marcado,
a
Com-
mtssão
as
fará
vender
em
leilão
publico
com audiência
do
Tribunal
do
Commer-
cio
d
’
esta
cidade,
por
qualquer
preço
que
fôr
oíferecido,
e
considerará
desligados
da
Companhia
para
todos
os
effeitos
os
snrs.
accionístas ou
possuidores
de ações
que,
findo
o
referido
prazo,
continuarem
em
divida.
Coimbra,
20
de
outubro
de
1878.
A
Commissão
Manoel
Caetano
da
Silva.
José
Marques
Manso.
Joaquim José
Rodrigues
de
Souza.
João
Lopes
de Moraes
Silvano.
Bazilio Augusto
Xavier
d’
Andrade.
(2061)
ÍDLLEGIO
BE X. SEWHOBA
CONCEIÇÃO
Lisboa,
rua
da
Esperança,
224
Abriu suas aulas no dia
1
do
corren
te,
e
continda
a
receber
alumnos
para
todas
as
disciplinas.
Tem
quartos separa
dos
e
com
as melhores
condições
hygieni-
cas.
Tratamento
exceilente;
ensino
bem
regulado;
ordem
e
disciplina,
como
con
vém
á
boa
educação e
instrucção
dos
alumnos.
Lisboa
6
de outubro de 1878.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes Carreira de
Mello.
Ki
t DOS CAPELLISTAS, N.°
4
BRAGA
Joaquim
Lino
Aziguslo
dos
Santos.
Participa
a todos
os
seus
amigos
e
fre-
guezes
que
mudou
o
seu
estabelecimento
de
sócos,
que
tinha na
rua
de
S.
João,
para
a
rua
dos
Capellistas
n.°
4,
e
que
vende
por
junto
P
a
retalho.
Também
tem
amostra
de
gostos
mo
dernos,
e
se
encarrega
de
qualquer
obra
de
sócos que
lhe
encommendem.
O
annunciante garante
o
trabalho
da
sua arte,
como
o garantia
o
seu
mestre o
fallecido Viila
Real.
(2008
—
T)
Muita
at tenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante, 2
prédios
recenlemente reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
us
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V, com
quintal
ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
cornmo-
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.'s
andares
gosam-se
os
pontos mais impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
a
toda a
hora
do
dia
e
podem
ser
occupadas
desde
já.
(949-Q)
CURSO
PRATICO
e
GRAMMATICAL
DA LÍNGUA
FRANGEZA.
poa
Albino
Coelho.
Esta
nova
grammatica
franceza,
que
ha
pouco
saiu
á
luz, está
approvada pelo go
verno
para
uso
dos
lyceus
e
escolas
do
reino,
e
vende-se
por
500
reis
em todas
as
livrarias, em
casa
do auctor,
rua
da
Boa-Visla,
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
da
administração
d
’este jornal.
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500$0(j0
reis,
(2065)
BWSIYÕ
JÚLIO
Rua de Santa
Margarida
(
junto
ao
campo
de
n
.
senhora
branca
)
BEAGA
Vende
cal
branca,
1.
a
qualidade;
dita
de
2.
a
;
gesso
para
estuque,
cimento Port-
land,
1.
“
qualidade;
dito
de
2.
3
;
telha
de
l.
a
,
2.
a
e
3.
a
qualidade;
tijolos, tubos
pa
ra
fumo
e
encanamentos
d
’
agua,
e
mais
generos
proprios
d
’
este
negocio.
Este
deposito,
estabelecido
ha
20
an-
nos,
acha-se
nas
condições de
não
ter
n
’esta
cidade
quem
possa
competir
com
elle, tanto
nos preços,
como
na
escolha
dos
generos,
por
ser
seu
dono
estucador
com a pratica precisa.
Para
grandes
encommendas
é
necessá
rio
que
os
snrs.
consumidores
façam
as
suas
requisições
com
8
dias
de
anlicipa-
ção,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Declara-se
que
não negoceia
em sal
por
ser
este
prejudicial
estar
junto
á
cal;
declaração
que
se
faz,
para
que não
ha
ja
confusão
com
outro
qualquer
estabe
lecimento.
liJHMII
OU
ALMANAC1I ECCLESIASTICO
PARA
1879
PELO PRESBYTERO
JULIO GELISTINO
DA SILVA
Calendnrieta
da Diocese
COM
APPROVAÇÃO DE
S. EXa REV.ma
O SNR.
ARCEBISPO
PRIMAZ
Já
se
acha á
venda
em
Braga, na
rua
Nova
n.°
4,
e
em
todas
as
lojas
e
loca
lidades
do
costume.
—
Em
Viila
Pouca
d
’
Aguiar,
encontra-se
em
casa
do
snr.
padre Silvino
de
Sousa
e
Costa
Júnior.
Preço
................................
140
reis.
ÂiiWCM
ICua
dos
Capellistas,
18
Defronte
da
Alfandega.
Tem no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
finas
em
côr,
e
bom panno.
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha linda len-
çaria
de
seda e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos brancos;
pannos
crtís;
lenços
de
cambraeta
de linho para
bolso;
jarras
pra
teadas, em differentes
tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão,
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
cores
em
algoção,
cassa,
sarja,
melim,
e
d’
oulras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas, para
cama;
pós
d’
arroz
em caixinhas de
vidro.
N
’este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato.
(858)
coim
tcí
®.
Os
ebuçadoa
mytiiieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e ex-
pectorante, são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
VENDA
DE
QUINTA
Vende-se
a
quinta
de
Cima,
na
fre-
guezia
de
Caires,
concelho
de
Amares.
Tem
montados
sufficientes,
e agua
abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trala-se
em Braga
no
Campo
Novo
n.°
1.
(2063)
iMOTBal
$ ■
t
Vt
#
WUA
Di£
S.
MARCOS,
N.°
5.1
g
Vende
papeis
pinta-
g dos
para
guarnecer
sallas,
jg
lindíssimos
gostos,
a prin-
g
cipiar
em
89
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
É'
tfj
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
§
$
dade.e
preços
muito
resu-
g
midos.
>
Vende
cimento roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
im
hE
Mis
DO ALTO DOURO
DA CASA DE
VILLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga:
N
’este
armazém se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto de
meza. (sem
garrafa)
150
>
»
»
>
.
190
>
Lagrima.............................. 200
»
Branco
de meza..................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca
..............................
300
<
Malvasia
de
2.a
............................
360
s
>
velho....................................
400
8
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
........................................
700
»
Alvaralhão....................................... 650
>
Velho
de
1854
....
600
» a
retalho
para
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(-H-41)
IIKI
HGIÃD
DENTISTA
A.PPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
JOSE
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja
de
fato
feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinko—13
®
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d
esta cidade
como
iias provinciasque
tem um bonito
e
variado
sortimento
de
falo
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a l$500,
2$000
e
2$500
reis; tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
809
;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
tica-se
a
ficar
com
ella
quando não
fique
á
vontade
do
freguez.
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los,
fazendo
as vezes
de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ichbl
,
pharma-
ceutico ern Ai* (na
Provença) França. —
Preço 1,000
reis. —Em
Lisboa
o snr Barreto, Lorelo, n 0 28—30. (25j
2
® @ @
® @ ©
a ® ® ® @ ® © ©
As Verdadeiras
j
çlLULA$
I
SAO
AS ÚNICAS
©APPROVADAS
PELA ACADEMIA DE
MEDICINA®
A
UE PAUIS
@
Por
sua Pureza
e inalterabilidade
Q
©
CURAM as escrófulas, a insufflciencia do @
gi
sangue, a anemia
paludosa,
q
e
5*
FORTIFICAM as constituições
fracas
ou
arruinadas,
© AJUDAM
a formação das jovens, etc., etc. ®
@
©
Exigir
nossa
firma, Slf
ÇL
@
aqui
juncta, posta na
ta
parte
inferior
de um ——
©
rotulo verde.
v
5
@
Pharmacisn, 4Ô,r.Bonaparte, Paris @
Fabrica
a
vapor de fundição
de
ferro
e
metaes
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
Nesta
fabrica,’
unica
na província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
0
jroprietario
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder elevar
este
melhoramento
de industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero do
Porto
e outras loca-
idades,
e
em
parle
o tem conseguido,
joís
que no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para moer
tintas,
pés
para
rae-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
iara
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou jardins,
columnas
e
consolas
para
ampeões,
prensas
para copiadores,
ftizos
de
novo
systema
para lagares, ferros
para
alfaiates
e chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas as
grossuras.
Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do
Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário—
Anlonio
Germano Ferrei-
rinha.
H Empregadas
com
o mais grão
successo,
depois
mais
de 40 annos por“a maior parle
dos médicos
por curar a chlorosis
f/luxo
branco)
doança das mancebas
filhas e to
das as
moléstias
chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem experimentado:
«
Depois 35
annos que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de Blaud) vantagems incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o
miro como o melhor anti-chlorótico. »
D>-
DOUBLE, ex-présidente da
Academia
de
Medicina.
«
De todas as preparações ferreas que
«
nos hão dado bons resultados no trata-
«
mento
das affeições chloróticas,
as pilu-
«
las
de Blaud parece-nos devem estar na
«
primeira fila. » — Diccionario unir, de
Medicina,
t. II, page 99.
Como prova
da authenticidado, oJJBRn
nome
do inventor está gravado sobrePTWJ/TJi
cada pílula como aqui junto
Depositos:
Paris,
8,
r.Payenne.^Q/P
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
n.°
28
—
30
(27
*)
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade
de
Eraga,
vendem-se
as
casas
n.08 34
—34
A,
e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com
sa-
hida
para
a
rua
da
Escoura.
<2016)
<
i
i
i
<
<
<
I
i
<
I
t
t
f.-^r
c. :
mc
-
<r.;:<r»gaaMBn
o
primeiro
volume
da
magnifica
obra
de,
Paulo
Féval,
J
esuítas
!
A
traducção
é
da
penna
brilhantíssi
ma
do
snr.
padre Senna Freitas,
ura
dos
nossos
raais notáveis
escriplores
e
oradores,
—
iutelligenciã
privilegiada,
co
ração
de
oiro,
caracler
immaculado.
Isto
só
basta
para
que
os leitores
saibam que
é
um
livro
d
’
esplendida
linguagem
e
de
saníssima
doutrina,
aquelle
de
que
vimos
escrevendo.
Mas
ha
mais.
Quem
ha
’
hi
um
pouco
dado
ás
lettras
que
não
conheça
Paulo
Féval,
o
romancista
laureado,
o
escriptor
opulenussimo
e fecundo
que
toda
a
França
estremece
e
admira?
Pois
é esse
o
auctor
d
’
esle livro,
é
Paulo
Feval,
Ires
vezes
grande
pela
sua
gloriosa
conversão
ao
catholicismo.
Mas
ha
mais
ainda.
O
assumpto
que
n'esta
bellissima
pu
blicação
é
tractado,
deve
despertar
viva-
menle
a
attenção dos catholicos,
e
ainda
dos
nío
catholicos.
Historia-se alli
a
fun
dação
da
inclyta Companhia
de
Jesus,
que
foi em
todos os tempos
o
batalhão
sa
grado de
L)eus
e
da sua
Egreja.
E
essa
historia
é
feita
por
um
espirito
alevanta-
do
e
por
um
coração magnanimo
e
re-
clo.
Leiam-n
’a, pois,
os
que
crêem,
e
leiam-n
’
a
os
que
não
creem.
Em
todos
os tempos
e
em
todas
as
partes,
a
Companhia
de Jesus
foi
sempie
de
preferencia
asseteada
mais
vigorosa
mente,
mais
fartaiuenle
caiumniada,
pela
impiedade.
0
porquê
d
’esta
guerra
crude
líssima
e
nunca
descontinuada
cobre
de
benemerencia
e
glória
a altíssima
insti
tuição
de
Santo
Ignacio
de
Loyola.
E'
porque
ella
foi
e
é a
crusada
mais
aguer
rida,
mais
valente, mais invencível,
con
tra
o
anli-chíislianismo,
contra
a obra
minaz
da
destruição
e
do
erro.
A
causa,
pois,
que
Paulo
Féval
tão
galhardamente
defende,
era
digna
d’
um
tal
defensor,
e
tal
defensor d
’
um
ta!
in
terprete.
Este primeiro
volume,
annotado
pelo
snr.
padre
Senna
Freitas,
é adornado com
um
excellente
retrato
de
Paulo
Féval,
e
precedido
d
’uma
carta
do
auctor e outra
do
tradiiclor.
A
traducção
portugueza
é
expressa
mente
auctorisada
pelo auctor.
Ao
snr.
Chardron
agradecemos
a
of-
ferla
d
’
um exemplar
deste
livro, que
re-
commendamos
encarecidamente.
Concurso.
—
A
camara
de
Fafe
man
dou
abrir
concurso
para
o
provimento
da
escola
de Monlenegro, iuslrucção
prima
ria para
o
sexo
masculino,
freguezia
de
Travassós,
com
ordenado
annual
de
200$
00
reis,
casa
para
a
aula
e
habitação
de
professor.
Queda
fatal.
—
Na
freguezia de S.
Tlr.ago
de
Carreiras,
concelho
de
Villa
Verde,
um lavrador
cahiu
d
’
um
castanhei
ro
abaixo, e
poucas
horas
depois
era
ca
daver.
A.
moralidtade
a
ereiseer...
—
No
dia
31
do
passado
foi
encontrada
uma
crean-
ça
recemnascida
do
sexo
femenino,
aban
donada
dentro
do
paleo da
casa
do
snr
Francisco
Pizarro,
na
rua
do
Couto
do
Arvoredo.
Fftllecimento.
—
Ha
dias falleceu em
Villa
Verde
o
snr.
Conslantino
Lobo
de
Sousa
Machado
Couros
Souto-Maior.
Cutro
—
Falleceu
na
semana
passada,
n
’
esia cidade,
a
snr.
3
D.
Auna
Augusta
de
Faria,
tilha
do
snr.
Antonio
Leonardo
de
Faria.
Contava
apenas
16
annos
!
IrniAs
Houpitaleirí
*
».
—
As
Irmãs
Hospileiras, depois
do
fallecimento
do
seu
zeloso
dieeclor,
o
reverendo
Beirão, teem
continuado
no
seu
caritativo
mister
de as
sistir
aos
enfermos
coma
mesma
coragem,
desvelo
e
resignação, que
tanto as
destin-
gue
e
as
torna
respeitadas
de
ricos
e
de
pobres.
Faltou-lhes
porém
a
protecção
d
’aquelle
piedoso sacerdote,
que
tinha
também
a
seu
cuidado
prover
á
sua
sus
tentação,
e por
isso
agora
mais do que
nunca
ellas carecem
das
esmolas
das pes
soas
caritativas.
Não
se
esqueçam
as
al
mas
bemfazejas
d
’aquel!as
virtuosas
e
de
dicadas
senhoras,
que
tantos
e
tão
rele
vantes
serviços
teem prestado
e
continuam
prestando
principalmente
aos pobresinhos
enfermos.
Otnseiho
de
diatrícto.
—
Em ses
são
de
19
do
passado
o
conselho
de
dis-
tricto
resolveu
os
negocios
seguintes:
Foi
de
parecer
que
estavam
nos ler
mos de
ser
approvados
os
esialutos
do
Santíssimo
Sacramento, da freguesia
da
Egreja
Nova,
do
concelho
de Barcellos,
e das Almas,
da
freguezia
de
Rioiouro,
do
concelho
de
Cabeceiras
de
Basto.—
Deu
parecer favoravel
ás
petições
de
Manuel
Ferreira
Pimenta
e
Manoel
José
Teixeira
de
Carvalho,
para
estabelecer
duas
fabri
cas de
cortição
de
couros
nos
suburbios
de
Guimarães.
—
Foi
mais
de parecer
que
estavam
nos
termos
de
ser approvados
os
orçamentos
das
seguintes
corporações
respeitantes
a
1878-1879:
—no
concelho
de
Barcellos,
do
Santíssimo Sacramento, da
freguezia
de
Fragoso
e
Martim:
—
no
con
celho
de
Cabeceiras
de
Basto, do
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de Santa
Senho
rinha;—
no
concelho
de
Guimarães,
da
freguezia
do
Mosteiro
do
Souto;
—
no
con
celho
de
Terras,
do Santíssimo
Sacramen
to,
da
freguezia
da
Carvalheira;—
n
>
con
celho
de
Famalicào,
do
Santíssimo
Sacra
mento
e
Legado
dos
Pobres,
da
fregue
zia
de
Telhado,
e
Almas,
da
freguezia
de
S. Martinho do
Valle.
Approvou
as contas
da
confraria
do
Santíssimo Sacramento,
da
freguezia
de
S
Salvador
do concelho
de
Barcellos.
respeitantes
aos
annos de
1846-1847
até
1876-1877.—
Approvou
as
contas
das
Al
mas,
da
freguezia
de
Gemezes,
do
conce
lho
de
Espozende, respeitantes
aos
annos
de
1872
1873
até
1876
1877.
ExpSoeão.
—
Por
effeilo
de
explosão
de polvora voou em
estilhaços
o
telhado
da
sacristia
de
uma'
egreja
dos
arredores
de
Fafe.
O
rei
<Jk»
Unhomey.—A
agencia
Havas
participou
quinta
feira,
escreve
um
collega, que o governador
e
a
guarnição
do
forte
de
S. João
Baptista
de
Ajudá
tinham
sido
aprisionados
pelo
rei
de
Da-
homey.
Diz-se
que o
governo
ainda
não
tinha
recebido
participação
Ha
porém
quem
aílirme
o
contrario
e
diga
que a
noticia
oííicial
já tinha chegado
ao
governo
ha
tres
dias
e
que
por
esse
motivo
fòra
mandada
retirar
do Algarve
a
conhonei-
ra Rio Lima, que
partiria
para
Ajudá.
Nada
sabemos.
Se
porém,
os
infelizes
foram
levados para
o
interior,
difiicilmen-
le
serão
resgatados.
Os
dahotneys
são
os
povos
mais
ferozes
e
fanalicos
da
costa
d’
Africa.
de
soeíedade.
—
Dissol
veram
de commum accordo
a
sociedade
que
haviam
constituído
sob
a
firma
Pa
checo
&
Barbosa,
os
proprietários
da
Li
vraria
Calholica
de
Lisboa,
ficando
o
acti-
vo
e
passivo
a
cargo
do
çx
socio Joaquim
Anaslacio
Pacheco.
sfilhetea
jD-astaea.
—
Querem
saber
quantas
cartas
e
bilhetes
poslaes
se
ex
pedem annualmenle
pelos
correios
da
Eu
ropa?
Nada
menos
que 3:96o
milhões!
Coneurm
eccinHiasticai
*
.
—
Foi
novamente
posto
a
concurso,
por
provas
públicas,
o provimento
da
egreja
parochial
de
Santa Ghristina
de
Mansores, no
con
celho de
Arouca,
e
todas
as
mais con
stantes
da
relação
seguinte:
Achete
(Santa
Maria),
concelho
de
San
tarém,
diocese de
Lisboa.
Baleizão
(Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho
de
Beja,
diocese
de Beja.
Barcarena
t
S. Pedro),
concelho
de
Oei-
ras, diocese
de Lisboa.
Barcellos
(Santa
Maria
Maior),
con
celho
de
Barcellos,
diocese
de
Braga.
Belmonte
(S.
Thiagoi,
concelho
de
Belmonte,
diocese
da
Guarda.
Caropia
(S.
Miguel),
concelho
de
Oli
veira
de
Frades,
diocese
de Viseu.
Cazevel
(S.
João
Baptista;,
concelho
de
Castro
Verde,
diocese
de
Beja.
Callos
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
de
Odemira,
diocese
de
Bep
Constância
k
S.
Julião),
concelho
de
Con
stância,
diocese
de
Castello
Branco.
Gaffete
(S.
João
Baptista),
concelho
do
Crato,
diocese
de
Lisboa.
Gonçalo
(Nossa
Senhora
de
Assumpção),
concelho
da
Guarda,
diocese
da
Guarda.
Guimarães
(S.
Paio),
concelho
de
Gui
marães,
diocese de
Braga.
Mesquitella
(Nossa
Senhora da Rosário),
concelho
de
Celorico da Beira,
diocese
da Guarda.
Mões
(S.
Pedro), concelho
de
Castro
Daire.
diocese
de
Viseu.
Mogadouro
(S.
Ma
mede),
concelho
de
Mogadouro,
diocese
de
Braga.
Palme (Santo
André),
concelho
de
Barcellos,
diocese
de
Braga.
Peso
da
Regua
(S.
Fauslino),
concelho
de Peso
da
Regua,
diocese
do
Porto.
Poço
do
Canto
(Nossa
Senhora
do
Pranto),
concelho
de
Meda,
diocese
de
Lamego.
Santa
Eufemia
(Santa
Eufemia), con
celho
de
Pinhel,
diocese
de Pinhel.
Santa Iria
(Santa
Iria),
concelho
de
Serpa,
diocese
de
Beja.
Santarém
(Nossa
Senhora
de
Marvilla),
concelho
de Santarém, diocese
de
Lisboa.
S.
Vicente
(S.
Vicente), concelho
de
Oliveira
de
Frades,
diocese
de
Viseu.
Santo
Quintino (Nossa Senhora
da
Pie
dade),
concelho
da Arruda, diocese
de
Lisboa.
Torres
Vedras
(Santa
Maria
do Cas
tello),
concelho de
Torres Vedras,
dioce
se
de Lisboa.
Vallada (Mossa Senhora
da
Expectação),
concelho
do
Cartaxo,
diocese
de
Lisboa.
Villa
Viçosa
qS.
Bartholomeu),
concelho
de Villa
Viçosa,
diocese
de
Evora.
Ler
lasz.
—
Um dontor
d’
uma
universidade
da
Alleraanha
inventou
o
pa
pel
com um
preparado
luminoso
e
um
editor
vae
mandar
imprimir
algumas obras
que
cada
um pódejer na cama,
sem auxilio
de
luz.
Notteías
da índia.—
O
«Ultramar»,
de
26
de
setembro,
publica
o
seguinte:
«
epidemia
E
fome
.—
Estes
dois
fiagel-
los
continuam
a
afli gir
as
povoações
pobres
d’
este
estado,
e,
ao
que
se
diz,
teem
originado em
alguns pontos,
scenas
verdadeiramente
horrorosas.
O
bairro
Cupangadde,
da freguezia
da
Raia,
um dos
primeiros
visitados pela
choiera, fui
completamente abandonado,
conservando-se
abertas
as portas
das
ha
bitações,
e
indo
os
habitantes
refugiar-se
na
aba
de
uma
das
visinhas montanhas.
Entretanto,
o
reverendo parocho d
’a-
quella
freguezia
recebeu
aviso, de
que
no
mesmo
bairro achavam-se
expostos
cadaveres
de
dois
cholericos,
já em es
tado
de
pulrefacção,
o
que
obrigou
aquel
le
ecclesiastico
a
transportar-se
ao
sitio,
e benzer
ahi
uma
porção
de terreno,
on
de
mandou
dar
sepultura
aos
referidos
cadaveres.
Desconfia-se
que
os refugiados
de
Cu
pangadde,
apenas
se manifeste
o mal
em
qualquer
de
seus
membros,
para evitar
o
contagio,
vão
leval-o
ao
local
abandona
do,
onde,
desamparado,
tica o
accomme-
tído
votado
a
uma
morte
certa!
Isto
é
horrível!
Parece
que
o
snr.
regedor
da
parochia
tratou
de indagar
o
caso,
e
verificou
que
os refugiados de
Cupangadde,
haviam
ut
limamente
abandonado
lambem
a
aba
da
montanha,
escolhida
para
fixar
a sua
re
sidência
provisória,
e
ninguém
sabe
o
destino
que
tomaram.
A superstição
e
os
prejuízos
que
rei
nam na
gente
da
plebe, ignorante
e bru
ta,
não
concorrem pouco
para
engrossar,
em
algumas
partes,
a
cifra
da
mortalida
de;
pois
ha
entre
ella
indivíduos,
que, não
obstante
haver
o respectivo parocho an-
ntinciado
da
cadeira
da
verdade,
que
exis
te
na
aldeia
um
facultativo nomea
lo
pa
ra
acudir
aos
cholericos.
e
que
não
tem
de
ser
por elles
pago,
bem
assim,
que
aos pobres
serão
os
medicamentos
forne
cidos
grátis,
nem
por
isso recorrem
á me
dicina,
e preferem
ir
invocar
o
auxilio
d’
uma
divindade
gentílica,
em
quem
con
fiam!!!
A
par
d
’
estes
factos
lamentáveis,
vê
mos
desenvolvido
por
toda
a
parte
o
es
pirito
da
caridade.
Em
artiguinho
especial
damos
hoje
noticia
da
commissão
de
soccoros,
nomea
da
pela
iilustre
junta
da
parochia
d
’esta
villa.
O
reverendo
parocho
de
Rachol
não
se
tem
limitado
a
prover
de
sustento
os
seus freguezes pobres,
mas
mandou
for-
necer-lhes
lambem
medicamentos
gratui
tos.
As
fontes
d
’
onde
sae
o numerário pa
ra
fazer
face
a
estas
despezas, não é
unicamente
a
magra
algibeira
do
parocho;
ha
outras,
lembradas
pelo mesmo
eccle
siastico;
assim
como
os 11
fardos
de
ar
roz,
distribuídos
pelo
reverendo
padre
An
tonio
João
de Miranda,
aos necessitados
que se
lembraram
de
lhe
recorrer
na
sua
penúria,
foram
em
parle
pagos
pelos
di
nheiros
remetlidos
ao
snr.
padre
Miran
da,
com
applicação
á
caridade
publica.
A
associação de
caridade
de
Loutulin
tem
egualmente
prestado
bons
serviços
na
presente
crise.
Fome,
miséria,
febre
e
cholera-morbus
foram
as
quatro
visitas
importunas,
que
penetraram
incessantemente nos
tugurios
situados
n
’
aquella
aldeia.
A
associação
poz
em
movimento
a
sua
policia,
proveu
de
sustento
e
de
vestuá
rio
mais
de
30
velhos
septuagenários
que
tiritavam
de
frio;
indo
ella
própria
men
digar
para
elles
pannos
ás
habitações
dos
favorecidos
da
fortuna;
distribuiu
quinino
e
outros medicamentos,
gratuitos,
pelos
que
soffriam
febres;
estabeleceu,
para
acu
dir
aos
cholericos,
uma ambulancia, pro
vida,
tanto
de
medicamentos
aconselhados
pela
medicina
racional,
como
dos que
com
bom
resultado
tem
empregado
o
empiris
mo;
criou
emfermeiros
bem
pagos;
e
continua
agora
a
auxiliar
a
acção
oíficial,
que
labuta
no
mesmo instuilo.
Uma
carta
d
’aquella
freguezia
louva
também
o
zelo
do
facultativo
nomeado
pelo
snr.
administrador
do concelho
para
tratar
dos cho
’
ericos
d
’
ahi,
snr.
José
Li-
gorio
Sobrinho,
que
coadjuvou
a
associa
ção,
forneceu
egualmente
alguns
medica
mentos
gratuitos aos
pobres,
foi
de
pro-
posito
collocar
a
sua
ambulancia
em
si
tuação
mais commoda
aos accommetlidos
de
febres,
etc.
Vários
dos
principaes habitantes,
tra
tando,
por
si,
dos
cholericos,
teem,
com
o
seu
exemplo,
animado as
famílias
dos
pobres,
muitas
d’ellas
dispostas a desam
parar
os
seus
membros,
que
ficarem
ata
cados
do terrível mal».
O
jogo.
—A
«Correspondência
de
Coim
bra»
na
sua
revista
local,
fulminando
a
maldita
paixão
pelo
jogo,
escreve o
se
guinte:
«Estão
já
em
exercício
as
casas de
jogo.
Teem
já
os seus
portaes
illuminados,
como
a
entrada
de
um
templo.
E
diante
do
altar
de
panno
verde
sacrificam
os
ociosos,
os
exploradores,
a
turba multa
da
gente
sem
eira nem
beira,
que
é
quem
ganha
no
oíficio. que
é
quem
tira
sala-
rio
d
’
aquelle
vicio.
A
mocidade
vae
alli
attrahida
por
de
sejos
phantasticos,
por
appetites
capricho
sos,
por ambições
de
fal-o
góso.
Vae, e
perde
o nome, a
probidade,
a
dignida
de,
o
socego
de espirito,
a quietação
de
animo.
A engrenagem
toma-lhe
primeiro
o
dinheiro,
e
depois arrasta-lhe
a
virtude.
N
’
aquelle
abysmo
sem
fundo,
embora
ale
gre,
sorridente, appetiloso,
de grandes
commoções,
está
muitas
vezes,
qtiasi
sem
pre,
um
futuro
perdido,
uma
vocação
des
acreditada.
A
policia
não
póde
malar
o
mal pe
la
raiz
Não o
póde
extirpar
de
todo,
por
que
a letra
da lei
lhe lolhe a
acção
e
lhe
difiiculta a
vigdancia.
Mas
póde
mui
tíssimo».
Via
st ajuste
«ie
contsi
*
—
Em
Ma
nuel,
povoação de Valência,
Hespanha,
ha
via
um
homem
chamado,
por
alcunha,
Carbonero, que emprestava dinheiro,
e
como
era
dotado
de tanta
consciência
e
caridade
que
parece
emprestava
a
99,9(10
por 0|0
de
juro
ao
anno,
deram
lhe
um
tiro
por
brincadeira
e,
suppõe
se,
que
em
saldo
de
contas.
Acautelem
se
os usurários:
não
lhes
queiram
pagar
pela mesma
fórma.
tIesp«nl>R
afeliz.».
—
Na Calulu-
nha
e
em
Valência
não
se
passa
um
sá
dia
em
que
se
não
feche
alguma
nova
fa
brica:
em Huesca continua
en
larga
es
cala a
emigração
para
França;
em
Car-
ihagena
estão
sem
trabalho
grande
numero
de
operários.
Etn
Andaluzia
augmentam,
por
tal
arte, as
quadrilhas
de
salteadores, que
formam
um
quasi
exercito.
0«
*
ve»ito
—A
machina
Mi
chela,
do
nome
de
seu
auctor,
depois de
ter
produzido
tanta
sensação
na
exposi
ção
de
Pariz,
está
chamando
a
allenção
dos
railanezes.
Trinta
annos d’
esl'>do, de
meditação
e
de
despezas
produziram
um
mechanistno
magnifico,
parecido
com
um
pequeno
harmonium
composto
de vinte
teclas,
e
que
reproduz
com
uma
veloci
dade,
que
nenhum
tachigrapho
póde
al
cançar,
todas
as palavras
do mais
rapid»
discurso,
pronunciadas
em
qualquer
des
tas
linguas,
francez,
hespanhol, allemão,
inglez,
latim,
grego,
hebreu
O
mecha-
nism.o
é
d
’
uma
simplicidade
maravilhosa:
á
medida
que
o
orador
falia,
as
snrs.
as
'
Luiza
Gigli,
ou
Anna
Violelia,
parenias
do
auctor
d
’este
invento,
põem
o
dedo
sobre
tal
ou
qual
tecla,
e
cada
phrase
é
instantaneamente
reproduzida por
signaes
convencionaes
sobre
uma
tira de
papel.
Exposiçã»
iuternamn
<i»
!•»»-
ris.
—
Na
exposição
internacional
de
Pa
ris, entre
lodos
os
expositores,
foram
concedidos
unicamente
4
grandes
prémios
em
pholographia,
equivalentes
a
grandes
medalhas
de
oiro.
Os
paizes
que
os
receberam
foram
a
Áustria,
a
França,
a
Rússia
e
Portugal.
Especificando
os
estabelecimentos,
cou
beram aquellas
recompensas
excepcionaes
á
secção
photographica
(Portugal), a
fa
brica
de
papeis
do
Estado,
(Rússia),
á
sociedade
franceza
da
pholographia
(Fran
ça),
e á
sociedade
photographica
de
Vienna
(Áustria).
E
’
portanto
bom
que
se
registre mais
uma
vez,
que ha
em
Portugal
um
esta
belecimento
photographico
de l.
a
ordem»
que
é
reputado
um
dos
mais notáveis
entre
os
mais importantes da Europa ft
America.
Tormenta.—
Dizem
de
Philadelphia
,
em
21
do
corrente, que
uma
lormenta
violentíssima,
desencadeada
nas costas
da
Florida,
no
domingo,
20,
saltou
quarta-
feira
paia
as
costa
zs
do
Atlântico,
carre
gando a
sua
maior força
nos
estados
de
Nova
Jersey
e
Pensylvania.
Em
Philadelphia,
das o
ás
8
horas
da
manhã,
a
velocidade
do vento
era
de
50
a
70
milhas
por hora
Cerca
de
400
ca
sas foram
destelhadas,
e
118
parcialmen
te
desmoronadas;
22 egrejas,
79
moinhos
e
feitorias,
armazéns, escolas,
e
diversas
estações
de
vias ferreaes
foram
damnifi-
cadas;
duas
pontes
abateram;
e
17
navios
foram
a
pique
ou
soífreram
avarias
no
rio. Morreram
5
pessoas
e
40
ou
50
fica
ram
maltratadas.
Contra
na
bexigas.
—
Um
jorna
inglez indica
o
seguinte
remedio contra
as bexigas:
—
Sulphalo de
zinco,
1
grão;
—
Digitalis
1
grão;
-Assucar,
meia
colher
de
chá.
Depois
de
bem misturado em
duas
colheres
de agua,
ajunta-se-lhe
mais
4
onças
de
agua.
As
crianças
tomarão
de
hora
em
hora
uma
colher
de chá. as
pessoas
adultas
podem
tomar
o
dobro
ou
mais
d
’aquella
dóse,
segundo
as
edades
Exposição
de
Sidney
e«n 1S99.
—
Está
annunciado
oííicialmenle
que
lerá
logar
em
Sidney
uma
exposição
universal
no
anno
proximo futuro.
O programma
d
’
esta
exposição
acaba
de
ser
transmilti-
do
pelo governo
britânico
a
todos
os
go
vernos
extrangeiros
acreditados
junto
da
exposição
franceza, para
convidar
os
in-
duslriaes
dos
paizes
que
alli
se
represen
tam
a
tomar
parte
n
’
ella.
Os
commissa-
rios
que
representam
a
Nova
Galles
do
Sul
em
Paris
são
encarregados
de
dar
todos
os
dados
necessários.
A
quarentena
-ton
peregrines
heepanhoee.—
Transcrevemos
da
corres
pondência
de
Madrid
para
a
«Palavra»
os
seguintes
paragraphos:
A
’
hora
em
que
escrevo
não
ha
to
davia
noticias
da
chegada a
Roma dos
peregrinos
hespanhoes
saídos
de
Barcelo
na
no
dia 9
do
corrente.
Como
disse
na
minha
ultima,
as
au-
ctoridades
italianas
tiveram
por
conve
niente
submeltel-os
a
Ires
dias
de
quaren
tena
em
Civitá-Vecchia,
sem
lhes
permit-
tir
que
desembarcassem, sob
o
especioso
pretexto
de
que
procediam
de
Hespanha,
onde,
segundo
alguns
jornaes
haviam
dito,
se
deram casos
de febre
amarella;
pre
texto
futil
a
mais não
poder
ser, pois
que
o
navio
que
os conduzia levava
pa
tente
limpa,
era
procedente
n
um
porto
em
que
ninguém
havia
dito
que
tal
moléstia
grassava,
e
os
passageiros
não pertenciam
a
nenhum
paiz
que
as
enganosas noticias
tivessem
dado
como
invadido
da
contagiosa
doença.
Uma
violação
tão
flagrante
das
boas
praticas
estabelecidas
para
a
conservação
e
regularidade
das
relações
entre
todos
os
paizes
cultos, segundo as quaes
costumam
os
respectivos
governos
ser
os
primeiros
a
declarar
a
existência
das
epidemias
em
seus
territórios
para
prevenir
os
demais,
declaração
que
Hespanha
não
fez,
nem
tinha
felizmente
motivos
para
a
fazer,
não
podia
passar
desaperbida;
e
o
cônsul
que
temos
n’
aquelle
poito
reclamou
immedia-
lamente
e
com
a
energia
que
era
de
es
perar,
obtendo
que
antes
de
48
horas
se
annulasse
a
.prchibição
de
entrada
aos
peregrinos
hespanhoes,
decretada
pelas
au-
ctoridades
italianissimas
de
Civitá-Vecchia.
Mas
se
com a
satisfação d
’
esta recla
mação
podem
dar-se
por
terminadas
as
nossas
exigências
como paiz,
ha
outra,
que
já
se
fez
lambem
e
que
decerto
não
ficará
em
simples
explicações,
senão
que
terá
de
ser
resolvida
á
custa
do
thesou-
ro do
governo
ilalianissimo;
é
a
dos
ar
madores
do
vapor
que conduziu
os
pere
grinos,
os
quaes
pedem
indemnisação
dos
damuos
e
prejuízos
que
a
detenção
lhes
occasionou,
e
bem
assim
os
mantimentos
de
dois
dias
a
mais a
bordo
das
nove
centas pessoas
approximadamente que
ti
veram
de
sustentar, reclamação
esta
que
sem
duvida
será
apoiada
pelos
nossos
agentes
t ííiciaes
n
’
aquelle
paiz,
porisso
qu
:
foi
uma
detenção
arbitraria,
sem
ra
zão
de
ser.
Vê-se
que aos
revolucionários
que
ho
je
dominam
aquella
formosa
península
lhes
desagradam sobae
maneira
essas
ma
nifestações do espirito catholico
mais fir
me
na
Europa
do que elles
desejam;
mas
é necessário
que se
vão
resignando
por
que.
querendo
Deus, hão
de
presencial-as
muito
maiores,
mais
significativas
e
mais
ellicazes,
ou a
lógica dos
successos
falta
rá
por
esta
vez
ás previsões
mais
racio-
uaes.
CONVITE
Sociedade
Democrática
Recreativa
A
direcção
da
Sociedade
Democrática
Recreativa
convida
a
famiiia, parentes
e
amigos
do
nosso
finado
socio
José
Jorge
Ribeiro,
para
assistirem
á
missa,
que
por
alma
do finado
esta sociedade
manda
ce
lebrar
quarta-feira,
6
do
corrente,
ás
10
horas
da
manhã,
na
egreja
dos Terceiros.
Braga, 5
de novembro
de
1878.
O
secretario
(2082)
Luiz
Barbosa
de
Mendonça.
f
O
í
abaixo
assignados
agradecem,
muito
penhorados,
a
todos
os
cavalheiros
que
no
dia
21
do mez
corrente
assistiram
ao
en
terro
de
sua
innocente
filhinha e neta
Ade
laide,
o
qual
teve
logar
no
mosteiro
do
Bom
Jesus
da
Cruz,
em
Barcellos.
Especialisam
aos
revd.
mos ecclesiasticos
que
n
’
aquelle
acto
prestaram
os
seus
ser
viços
gratuitamente.
A
todos protestam
gratidão
indelevel.
Joaquim
Gomes
de
Figueiredo.
Anna
de
Jesus
Leite
de
Figueiredo.
Francisco
José
Leite.
(2077)
Os abaixo assignados,
na
mais
abso
luta
impossibilidade
de
pessoalmente
agra
decerem
a
todas as
pessoas
que
lhes
fi
zeram
a honra
de
os cumprimentar,
por
occasião
do
fallecimento
de sua
sempre
chorada
filha,
irmã
e
sobrinha Anna
Au
gusta
de
Faria,
assim
como
aos cavalhei
ros
que
acompanharam seu
cadaver
ao
Cemilerio
Publico,
o
fazem
por este
meio,
protestando
a
lodos
o
seu eterno
reco
nhecimento
e
gratidão.
Anlonio
Leonardo
de
Faria
Faviana
da
Conceição
Vasques
Julia
Henriqueta
de
Faria
Francisco
Leonardo
de Faria
Augusto
Emilio
dos
Santos
Faria
João
José
da
Silva
Lar
ia.
(2084)
_ _
AN
NUNC
10£
_ _
Companhia
dos
Banhos
de
Vi-
zella
Sociedade
svnnniyssan
de
s-eagíona;»-
bilidtsde
iimit
:
k
I«
i
São
convidados os
snrs.
accionislas
apagarem
n
’
esla
cidade
ao
l.°
ou
2.°
si
gnatário, ou
em
Vizella
ao
3.°,
até
o
fim
do
corrente
mez,
a
quinta
prestação
de
10$000
reis
por
acção.
Guimarães
1
de
novembro
de
1878.
Os
directores
Anlonio
José
Ferreira
Caídas
Anlonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves
Joaquim
Ribeiro
da
Costa.
(2079)
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da
casa
n.°
32
do
campo
de
D.
Luiz
I, o
qual
se
compõe
de
quatro
boas
salas
na
frente,
e
um bom
gabinete
nas trazeiras.
Quem
o
pertender
pôde
dirigir-se
á commissão
liquidataria
do
Banco
Commercial
de
Braga.
(2083)
Vende-se
uma morada
de
casas
s'
,a
na
rua c
'
a
C
ruz
c
'
e
P
ec
*
ra
n,°
«
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
cunligua
áquella.
(862)
’
ARREMATAÇÃO.
Pelo
juizo
de
direito da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
no dia
dez
de
novembro
proximo
seguin
te,
por
dez horas
da
manhã,
á
porta da
casa
de
Jacorae
José
do
Nascimento,
mo
rador
na
rua
das
Palhotas,
da
dita
cida
de,
em
que
morava
a
finada
Thereza
Ma
ria,
adeleira.
tem
de
arrematar-se
os
objectos
pertencentes
ao
espolio
da
dita
finada,
seguintes:
Um
capote
de
panno
azul,
usado, no
valor de
mil
e
quinhentos
reis. Sete
saias
de
chila,
usadas,
no
va
lor
de
mil
oito
centos
reis.
Seis
lençoes
de
estopa,
de
dois
pannos,
em
dois mil
e quatro
centos
reis.
Uma
travesseira
de
linho,
em
cento
e
sessenta
reis
Um
guar
da
pé
de
linho
»com
folhos,
em
duzentos
reis.
Um
chaile
de
algodão, no
valor
de
quinhentos
reis.
Oito
lenços
de
chila,
em
seis
centos
e
quarenta
reis.
Duas
camizase
já
rôtas,
no
valor
de
duzentos
reis.
Uma
saia
branca,
em
40
reis.
Um
capote
côr
de
garrafa,
mirto velho,
em duzentos reis.
Uma
caixa
de
pinho
com
chave,
em tre
zentos
reis.
Uma
cama
de
bancos,
em
cem
reis.
Uma
cadeira
velha,
em
quaren
ta
reis
Um
enxergão
muito
velho,
em
oitenta
reis.
Um
travesseiro,
em
noventa
reis.
Um
fio
de
contas
de
ouro,
contendo
vinte
contas, que
no
acto
da
arrematação
se
indicará
o
seu
valor.—
Braga 25
de
outubro
de
1878.
Verifiquei.
A.
Carneiro
de Sampaio.
O
Escrivão
(2074)
Anlonio José
Gonçalves.
Precisa-se ,de
um
homem
que
tenha
40
a
50 annos,
mais
ou
menos,
para
seguir
para
o
Pará.
Deseja-se
atliançada
a
sua
conducla,
e
que entenda
de
lavoura.
Quem
pretender
terá todas
as
despezas
para
o
seu
transporte,
grátis.
N
’
esta
redacção se
diz quem
é
o
pre
cisado.
(2078)
Banco
Commercial
de
Braga
em
liquidação
Em
virtude
da
resolução
tomada hoje
pela
maioria
da
commissão
liquidataria,
e
approvada
pela
commissão
consultiva,
são
convidados
todos
os
snrs.
credores
d’
este
Banco
a
virem
liquidar
os
seus
créditos,
recebendo
10°/
0
em
metal
e
90
°/
e
em
pa
peis
de
credito,
pelos
preços
que
nova
mente
se
estabeleceram.
Braga 23
d
’outubro
de
1878.
(2070)
AlTlOVIÍiTEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
hem
coma
os
moveis que a
adornam,
em
ra
zão
de seu dono
se
ausentar
para
Boe-
noff-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar com
a
amelade
do
preço a juro
de
4
p. c.
com
hypotheca
na mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de manhã,
das 9 ás 11
—
e de larde,
das 4
ás
6
—podendo tratar-
se com o
snr.
Francisco
José Ferreira
Torres,
na
mesma
rua, que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
1PPAKICI0
27,
Praça
do
Barão
de
S. Mar-
tinho,
27
C.
Recebeu
de
Paris:
grande
variedade
de
flôres,
plumas,
fivellas e formas
para
cha
péus. Tudo proprio
para
a estação de
inverno.
Preços nrni earopetidor.
CHAPEIS
MOBELLOS E
CASACOS
Apparicio,
previne
as
suas
exm as
fre-
guezas
que
nos primeiros
dias
do
mez
de
novembro
recebe
de
Paris
grande
sor
timento
de
chapéus
modellos
para
senho
ra
e
creanças,
casacos, e
muitos
objectos
de
novidade.
Coroas
e
ramos para
Cemiterio
Na
loja
de
Apparicio,
ha grande
va
riedade
de
coroas, ramos e medalhões
para
ornar
mausoleos.
Preços
de 300
a
4$500
cada
um.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
21
C.
(2053)
Vende-se
uma
vaca
ingleza
raça
tou-
rina
com
a
primeira
cria,
que
dá muito
leite. Informações
Cruz
de
Pedra
n.°
93 A.
(2075)
Antonio
Manoel
Nunes
Lopes,
acaba
de
estabelecer-se
na
rua
dos Chãos n.°
34,
com
objectos
de
ouro
e
prata,
e
lambem
faz
toda
e
qualquer
obra
que
se
lhe
encommende.
com
a
maior
perfeição
e
por preços
muito
economicos.
(2073)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeilos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriplura
que
se
acha
registada
no Tribunal
Com
mercial
d
’
esla
cidade,
passou
procuração
com
lodos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos José
Alves
Braga,
que
também
se
acha
registada
para
a representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais que
já
abriu
o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em consideração
a
avultadissima
despeza que
está
cus
an
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha ireste
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo
Continuam
a
ter
logar
as
suas
ses»ôes,
todos
os
domingos,
ás
6
horas
e meia
precisas
da
tarde,
na
casa
do
Passadiço
da
rua
de S.
João
d esta cidade.
VENDA
DE
QUINTA
Vende-se
a
quinta
de Cima,
na
fre-
guezia
de
Caires,
concelho
de
Amares.
Tem
montados
sufficientes, e
agua abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trata-se
em
Braga
no
Campo
Novo
n.»
1.
(2063)
RESPONSÁVEL—Luiz
Baplista da Silva.
BHAGA,
TYPOGílAPKIA LUSITÀKA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
