comerciominho_04071878_806.xml
- conteúdo
-
5'OIIIH
RELIGIOSA
®<2
NOTICIOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes..............................
1^600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QLISTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes............
2$000
»
6
»
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso................... 10
N.
e
806
BRAGA-QUIJSTA-FEES5A
4
DE
JULHO
DK
1898
A
’
Rctlacçiío
do
aCommereio «lo
Minho».
Londres, 20
de
Junho,
1878.
SUMMARIO.
[Continuação]
IV.
—
As
varias
noticias
do
attentado,
e
ferimento
do
Rei
na
Prussia;
procedi
mentos
e medidas
em
consequência.
V.
—
Saudavei
advertência
á
Suissa.
VI.
—
Victor
Hugo,
Voltaire,
e
o
Bispo
d’0rleans.
VII.
—
O
Congresso
depois
d
’amanhã
em
Berlim.
VIII.
—
Mina de
Ardozia em
Portugal
aproveitada
por
Inglezes.—
IV.
—
As
medidas
que
o
Governo
Prus-
siano
linha
proposto recenlemente
ao
seu
Parlamento
para
reprimir
em
parle
e
pre
venir
os
excessos
da
acção
anti-social"
democrática,
foram
rejeitados
mui
recen
lemente,
inlimine,
se
pode
dizer,
por
ambas
as
Camaras
em
Berlim.
Votaram
contra essas
medidas
perem
ptoriamente
todos
os «Liberaes»
e Pro
gressistas;
e
assim,
teve
o
Governo
de
abandonal-as.
Tinham sido
rejeitadas,
não
obstante
haverem
sido propostas
depois
da
tentativa
precedente
contra
o
Impera
dor
pelo precedente
criminoso
Hódel.
Agora
escreve-se
de
Berlim
ao
papél
ministerial
aqui,
o
Telegrapho, com data
de
ante-
hontem:
—
«Muitos
d
’
aquelles
Liberaes
Progres
sistas,
Membros
da
Camara,
que
faláram
e
votaram contra o
Biil
proposto
irnine-
dialamente depois
do
attentado
de
Hódel,
sustentaram agora sem
reserva
o
Gover
no
em
sua
tentativa
tencionada
de
fazer
por
lutar
contra
os terríveis
males
sociaes
que
os
acontecimentos
recentes
tem
agora
revelado,
fazendo,
todavia, responsável
á
nação
o
Governo,
por
qualquer
infracção
dos
direitos
e
liberdades
populares.
A
mudança
total
na actitude
dos
Li-
beraes
Allemães
em
relação
aos
projectos
da
legislação reaccionaria,
deve-se
attri-
buir,
tanto, senão mais,
aos
revoltantes
phenomenos
que sé
têm
feito
manifestos
depois da
tentativa
de
assassinato
por
Nobiling,
como
ao
horror e
consternação
excitados
pelo
crime
em
si
mesmo.
Cada
dia
que
successivamente tem
ido
passando
ha
trazido
ao
conhecimento
publico
novas
noticias
de
expressões
traiçoeiras,
tanto
nas
províncias como na
capital
mesmo,
e
de
indícios
significantes
de
que o
acto
de
Nobiling
lôra
commeltido
por
elle á
or
dem
da
poderosa associação cuja
rede
se
estende
hoje
sobre
toda
a
Europa
«Não
só
em
cidades
de Allemanha
dis
tantes
de Berlim, mas em
Bruxellas
e
Londres
se
sabia
no
sabbado,
se
podemos
acreditar
entenderes
ofliciaes
aqui dados,
Que
o
Imperador
ia
a
ser
assassinado
no
domingo;
e
perto
de
100
súbditos
Alie-
Daães
tem
sido
presos
esta
semana,
por
abertamenle
mostrarem
pena de
que
a
tentativa
não
houvesse
tido
seu
pleno
eí
feito.
A
gente
séria
na
sociedade
achava-
se
tomada
de
pânico,
pelo
especlaculo
da
Moral
corrupção
que
assim
subitamente
se
lhe
revelou.
«Nas carruagens
e
diligencias
publicas,
a
gente
se
observa
uma
a outra, escutando
avidamente qualquer
casual
reflexão que
indique
o
mais
leve
cheiro
de
sedição.
A
policia
secreta
está
por
toda
a
parle,
ou
pelo menos
assim
se
crê.
«Ouvem-se
na
sociedade
homens
bem
conhecidos
por
suas
idéias
liberaes,
advo
garem
apaixonadamenle
por
um estado
de
sitio,
com
lodos
seus
intoleráveis
incon
venientes
para o
commercio, divertimen
tos
públicos e
liberdade
individual,
como
preferíveis
ao
estado
de
abominável
incer
teza
e
recreio
em
que
vive
todo
cidadão
leal
e
respeitável
actualmente.
«Chovem
cartas
anonymas
ameaçado
ras,
a
toda especie
de
aoctoridades;
che
gam
aos
montes,
annunciando
uma
serie
de assassínios em
perspectivas,
que têm
de
executar-se
nas
personagens
mais
im
portantes
do
Reino,
caso
que
o
Governo
se
atreva
a
intentar perseguição
systematica
contra
a
Democracia
Social.
«Uma
destas
epistolas
merece particu
lar
menção,
porque
contem
a
declaração
formal,
de
que
12
delegados da
Associa
ção
Regicida
se
reuniram
nos
quartos
de
Nobiling,
e
ahi
decidiram
o
assassínio
do
Imperador;
escolheram
a
Nobiling
para
executal-o;
queimaram
todos
os seus
pa
péis,
e
separaram-se
depois
de
terem ajus
tado
tudo; os
outros
11
sahindo
de
Ber
lim
no dia seguinte
por
diflerentes
cami
nhos.
Isto
pode
ser
apenas uma
invenção
engenhosa,
mas
não
é olhado
como
tal
aqui
em
círculos
administrativos.
«Um
dos irmãos
de
Nobiling,
grangei-
ro,
foi
preso,
por
suspeitas
de.
ser
aflilia-
do
ás associações
democratico-Sociaes,
e
dois
outros
—ofliciaes
no
exercito
—
vieram
a Berlim,
com
licença,
de
suas
guarnições,
pôr
as
suas
patentes
aos
pés
do
Impera
dor;
o
qual,
todavia,
sempre
bondoso
e
justo,
recusou
acceitar
lhes
as
demissões.
«Sua
Magestade
vai
progredindo
muito
bem
para
o restabelecimento.
Decidiu-se
não extrahir
o
chumbo
miúdo
que
lhe
não
hade
fazer
incommodo;
mas
os
grãos
maio
res.
5
ou
6,
do
chumbo
dos
cabritos bra
vos,
tem
de
ser
extrahidos
mais
tarde
quando
as
forças
do Imperador
estiverem
suflicientemente
restabelecidas,
para
se
fa
zer
a
operação
sem
perigo
algum
de
atra-
zar-lhe
a
cura.
E’
conservado
ainda
em
grande
socego,
e
momo
o
Principe
da
Corôa
não
se
demora
com o pai
senão
poucos
minutos
de
cada
vez.
«Berlim,
7
de
Maio
á
meia
noite.
Oiço
que
em
vez
de
convocar
o
presente
Rei-
chslag
(ou
Parlamento)
para
uma sessão
especial d
’Estio,
como
se
tencionava,
resol
veu-se,
apesar
das declarações das facções
liberaes
e Progressistas,
de
que
seriam
dó
ceis,
o dissolver
o
Parlamento
e
appellar
assim
á
nação
para sustentar
o
Governo
nas
medidas
repressivas
que
se
propõe.
«Por
esse
meio,
lambem
o
Governo
se
assegura
tres
mezes
de
exercício de
auctoridade
absolulamente
discricionária,
sem
nenhum
embaraço
da
parte
do maqui-
nismo
constitucional.
«O
Post
desta
tarde
publica
uma
re
quisição
do
Gabinete
ao
Conselho
Federal,
assignado
pelo
Príncipe
Bismaik.
e sanc-
cionada
pelo
Principe
da
Corôa, funccio-
nando
temporariamente
em
nome
do
Im
perador
para
dissolução
do
Parlamento.
Esta
medida
causou profunda
sensação,
e
os
orgãos
Liberaes
mostram por
ella grande
depressão
e
mortificação.
«Acaba
de.
ser
preso
um
companheiro
de
Nobiling».
A
importância
do
ataque
ao
Imperador
em
taes
circumstancias,
e
com taes cara
cteres,
me
induziu
a
registar
todos
os
par
ticulares
que
refiro.
Extractos
de
noticias
de Paris
confirmando
em
suslancia
as
aci
ma
dadas,
acrescentam,
que
se prende
ram
quatro estudantes,
no dia
6,
accu-
sados de
relações
políticas
com o
crimi
noso
Nobiling;
e
no
dia
6,
o
Conselho
Ministerial
decidira
sobre
os lermos
de
um
projecto de lei
para
a
repressão
do
Socialismo.
Também
annunciam
a
prohi-
bição
de varias reuniões
Socialistas
qne
estavam
para
ler logar,
em
Hanover,
em
Frankenburgo,
e
em
Gotha.
V.
—
O
seguinte
paragrapho
de
noticias
lambem
possue
soa
importância,
conside
rando-se
como
a
Suissa
Protestante
abu
sando
da
tolerância
da
Europa,
tem.
desde
a
oppressão
do Cantão Catholico
de
Lu-
cerna,
ido
cada
vez
mais
manifestando
hostilidade
aos
catholicos,
desterrando
os
padres
e
os
Bispos;
tomando
posse
das
igrejas
e
estabelecimentos
Catholicos,
etc.
Pode
ser
que
os atlentados
de Berlim,
fazendo
abrir
os
olhos a certos Governos
e
Estadistas,
venham
também a
impor
al
guma pouca
de moderação á
republicazi-
nha,
que
tem
querido
ultimamente
deitar
as mãozinhas de
fora,
e
fazer-se
o
valha
couto
dos
inquietos
e
anarquistas. Encon
tro
este
paragrapho
com
data
de Paris de
ante-hontem
á
noite:
—
«Diz
um
papél
da
tarde,
que
as
au-
ctoridades
Suissas se
acham
n
’um estado
de
considerável
agitação.
Em
consequência
do
attentado
contra
a
vida
do
Imperador
Guilherme,
alguns
dos
Diplomáticos
acre
ditados
junto
da
Confederação
faláram
de
maneira
muito
séria
ao
Presidente
chaman
do
a
sua
attenção
á
responsabilidade
em
que
a
Suissa
incorria,
com dar
hospitali
dade
aos
internacionalistas
de todas
as
ca
tegorias.
Deram-lhe
finalmente
a
entender,
que
em
qualquer
momenlo
dado,
esta
ex
trema tolerância
poderia dar
occasião
a
sé
rias
difliculdades
inlernacionaes».
VI.
—Não
me lembro agora
de
quem
é
a
seguinte
sentença:
—
Nullum
magnum ingeninium absque
aliqua mistura
demenlice
que
traduzirei para
beneficio
de
algum
leitor
do
Apostolo
que
não
tenha
estudado
Latim:
—
«Não
ha
talento
grande
sem
mistura
Sempre
d’
alguma
doze
de
loucura».
E
’ sentença
perfeitamente
applicavel
a
Victor
Hugo,
que
respondendo
á
sova
que
lhe
pespegou
o
illustre
Bispo
d’
Orleans,
pela
inconsistência
de ter
o
grande
Poeta
e
Romancista,
em melhor
tempo,
censu
rado
e
condemnado
a
Voltaire,
e
agora
fazer,
como
fez, ha
dez dias,
a
apotheose
do mesmo
de
maneira
até blasphema,
pondo-o
a
par
do
SALVADOR
DO
MUN
DO
!?
!
(Veja-se no
Times
a
relação dada
pelo
Correspondente
em
Paris,
do
discurso
de
Victor
Hugo,
na
celebração
do
cente
nário
do
mesmo
Voltaire,
no
theatro da
Gaité,
em 30
do
passado).
Com
o
talento
prompto
e
satírico
que
ninguém
lhe nega,
responde
o
poeta
ao
Bispo,
accusando
a este
e
ao clero
Fran
cez
ide
quê?...
de não
emigrarem
como
elle
Victor
Hugo, depois
do
coup
d
’
elat
de
Luiz Bonaparle.
Mas
não
toma
em
conta
a
mui
diversa
posição,
e
responsabilidades
do
Bispo
e do
Clero,
que
não
podiam,
como
elle
Victor
Hugo,
partir
para
Jersey,
e
abandonar
sem guia
ou
conselho,
o
re
banho
de
que
eram
pastores
e
responsá
veis.
A
resposta
mais
miserável
porem,
e
de
que
elle
devia
envergonhar-se
o
mais
pro
fundamente,
é
a
confissão,
qué
até
á
idade
de quarenta
annos
fora religioso, christão,
e devoto;
e
que
foi
depois
disso que
se
perverteu
!
Se,
tanto
essa
conducla,
como
a
defensa
delia
agora,
não
é
a
mistura de
menlice
da
sentença
referida
acima, não
sei
o
que lhe
haja
de
chamar
!
VIL
—Hontem,
depois
do
meio dia,
partiu
Lord
Beaconsfield,
com
seu
Secre
tario
particular,
para
Berlim,
e
foi
applau-
dido
e
victoriado
ao chegar
á estação
fer-
rovial,
e
ao
partir,
em
Charing
Cross.
O
Ministro
dos
Negocios
Estrangeiros,
Lord
Salisbury,
parte
ámanhã
para
o
mesmo
destino,
o
Congresso.
As circumstancias que,
nos
últimos
dios
podemos dizer,
ao
reunir-se
o
Con
gresso,
inhabilitáram
de attender
a
elle
umas
das
grandes
Personagens (o Impera
dor
Guilherme)
debaixo
de
cujos
auspícios,
em
grande
parte,
elle lêve
logar,
e
ha-
bilitáram
a
vir assistir
ao mesmo
outro
importante
actor
Gorlchakoff,
que
se
jul
gava
não
podia
estar presente, dam
ao
negocio, alem
de
sua
importância
intrín
seca,
uma
especie
de interesse
dramatico.
O
estado
da
Allemanha,
e
da
Prussia
prin
cipalmente,
como
antes
o
descrevi,
não
deixa
lambem
de
acrescentar
á
singula
ridade
das
circumstancias
do negocio.
A.
R. SARAIVA.
C
ODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
III
Sliapusições eommung
:í orgmiiga-
çío
e
modo de ftiiaecionar do«
eorpns
administrativos.
CAPITULO
I
Da
organização dos corpos
administrativos
(.Continuação
do
n.°
804)
Art.
la. Antes
de
entrarem
em
exercí
cio,
os
membros
dos
corpos
administra
tivos
prestam,
nas
mãos
do
presidente
ou
de
quem
suas
vezes
fizer, juramento
de fidelidade
ao
rei
e
de
obediência
á
carta
constitucional,
ao
acto
addicional
e
ás
leis
do
reino.
1;
l.°
Se não
comparecer
o
presidente
ou
quem
o deva
substituir,
o
juramento
poderá
ser
deferido
pelo respeclivo ma
gistrado
administrativo.
§
2."
Os
vogaes
substitutos,
quando
fo
rem
chamados
a
servir prestam
jura men
to
nas
mãos
do
presidente
em
exercí
cio.
Art.
16.
Os corpos
administrativos
po
dem
ser
dissolvidos
pelo
governo
com
audiência
do procurador geral
da
corôa
em
conferencia,
e
quando
o
aconselharem
motivos
ponderosos de conveniência
du
-
blica.
Art.
17.
Sempre
que
fôr
dissolvido
qualquer
corpo
administrativo,
se
procederá
a
nova
eleição
dentro
de
um
praso não
excedente
a
quarenta dias
Art. 18.
Nos
casos
de
falta
e
impedi
mento
dos
vogaes dos
corpos
administra
tivos, ou da
dissolução
dos
mesmos
cor
pos,
serão
chamados
a
servir
os
respecli-
vos
substitutos; e
quando
estes não
bas
tem para
completar
o
quadro
da
corpo
ração,
serão
chamados
os
necessários
vo
gaes
efleclivos
ou
substitutos
dos
annos
anteriores, sendo
preferidos
os
efleclivos
aos
substitutos,
os
mais
votados
aos
me
nos
votados,
e
os
do
anno
mais
proximo
aos
do
anno
mais
remoto.
Art.
19. A
condemnação em
processo
criminal
de
qualquer
vogal de um
corpo
administrativo,
por
motivo
de
abusos
pra
ticados
no
exercício
das
suas
íuncçôes,
priva
o
condemnado
do
seu
cargo durante
todo
o
tempo
por
que
teria
de
servir.
Art.
20.
Os
vogaes
dos
corpos
admi
nistrativos
funccionam,
ainda
além
do
tem
po para
que
foram
eleitos,
emquanto
não
estiverem
legalmente
substituídos.
Art.
21.
Os
vogaes
dos
corpos
admi
nistrativos
eleitos
fóra
da
epocha
ordinaria,
lunccionam
sómente
até
ao tim
do
bien-
nio
ou do
quadriennio
porque
leriam
de
.servir,
se
tivessem
sido
eleitos
na
epocha
ordinaria immediatamenle
anterior.
CAPITULO
II
Das
reuniões
e
deliberações
Art.
22.
Os
corpos
administrativos
não
podem
funccionar
validamente
sem
que
esteja
reunida
em
sessão
a
maioria
dos
seus
vogaes.
Art.
23.
Na
falta e
impedimento
per
manente
ou temporário
dos vogaes
effecli-
vos,
são
chamados
a
servir
os
vogaes
substitutos
pela
ordem
da
maior
votação,
preferindo
os
mais
velhos
no
caso
de
igualdade
de
votos.
Art.
24.
E’ da
competência
dos
corpos
administrativos
conceder
licenças
aos
seus
vogaes
e
conhecer da
legitimidade
das
suas
faltas
e
impedimentos.
Art.
25.
As
sessões
dos
corpos
admi
nistrativos
são publicas.
Art.
26.
As
deliberações
dos
corpos
administrativos
são tomadas
á pluralidade
de
votos
dos
vogaes
presentes.
§
unico.
Nos
casos
de
empate o
pre
sidente
tem
voto
de
qualidade.
Art
27
Os
negocios
são
resolvidos
por
votação
nominal.
§
1.°
Serão
feitas
por
escrutínio
se
creto
todas
as
votações
que envolverem
apreciação
do mérito
ou
demerito
de qual
quer
pessoa.
§ 2.°
Quando
haja
empate
na
votação
por
escrutínio
secreto,
ficará
o negocio
adiado
para a
sessão ou
sessões
imme-
diatas
até
se
obter
vencimento.
Art.
28.
Os
vogaes dos
corpos
admi
nistrativos
não
podem
assistir
ás
sessões
ou á
parte
d
’
ellas
em
que se tratar de
negocios
que
lhes
digam
respeito,
ou
a
pessoa
a
quem
representem,
ou
com
quem
tenham
parentesco,
por
consanguinidade
ou
aflinidade,
dentro
do terceiro
grau
por
direito
civil.
Art.
29.
Nenhum
vogal
póde
escusar-
se
de
votar
e
deliberar
em
qualquer
ne
gocio
que se tratar
em
sessão,
e
em
que
não
esteja
inhibido
de
intervir
pela
dis
posição
do
artigo
antecedente.
Art.
30.
Aos
presidentes
dos
corpos
administrativos
pertence
dirigir
as
discus
sões,
regular
a ordem
dos
trabalhos
das
sessões
a
que
presidirem,
e
tomar
as pro
videncias necessárias
para
que
se
não
per
turbe a
corporação
no
exercício
das
suas
funeções.
Art.
31.
As
sessões
dos
corpos
admi
nistrativos
são
ordinárias
ou
extraordiná
rias.
Art.
32.
Os corpos administrativos,
que
funccionam
permanentemente,
celebram
as
suas sessões
ordinárias
nos
dias
que
de
signarem
na primeira sessão
de
cada
anno.
Art.
33.
Os
corpos
administrativos,
a
que
se
refere o
artigo
antecedente,
reu
nir-se-hão
em
sessão
extraordinária
todas
as
vezes
que
o
interesse
publico
assim
o
exigir.
§
1.°
Aos presidentes
pertence
fazer
as
convocações,
sempre
que
o
julguem
necessário,
ou
lhes
fôr
requisitado
pela
auctoridade
administrativa
ou
por
dois
vo
gaes
da
respectiva
corporação.
§
2.
a
Na
convocação
deve
deciarar-se
o
negocio ou
negocios que
leem
de
ser
tratados
na
sessão
extraordinária.
Art.
34.
Nas
sessões
extraordinárias
dos
corpos
administrativos,
a
que
se
re
ferem
os
dois artigos
antecedentes,
não
é
permittido
tratar de
assumptos estranhos
áquelles
para
que
tiver
sido
feita
a
con
vocação.
Art. 35.
São
nnllas
as deliberações dos
cerpos
administrativos:
1.
“
Quando
forem
tomadas
sobre
obje
ctos
estranhos
á
sua
competência
e
attri-
buições;
2.
°
Quando
forem
tomadas
em sessões
ordinárias
celebradas
fóra dos dias
para
ellas
designados;
3.
° Quando
forem
tomadas
em
sessões
extraordinárias
sobre
assumptos
nao
de
clarados
na
convocação;
4.
°
Quando
forem tomadas
antes
da
abertura
ou
depois
do
encerramento
da
sessão,
ou
fóra
do
local
para
ella desti
nado;
5.
u
E
em
geral
quando
forem oppõstas
ás
leis
e
regulamentos
de
administração
publica.jj
Art.
36.
De
tudo
o
que
occorrer
nas
sessões se
lavrará
acta
em
livro especial,
com
termo
de
abertura
e
encerramento,
numerado
e
rubricado
pelo
presidente
da
corporação.
Art. 37.
As
aclas
das sessões
serão
escriptas
pelos
secretários
ou
escrivães,
e
assignadàs
pelos
vogaes
que
forem
pre
sentes.
§
f
0
Se
algum
vogal
deixar de
assi-
gnar,
deciarar-se-ha
a
falta
e
o
motivo
delia.
&ÀZETIL2A
Meza da Misericórdia- —
Procedeu-
se
hontem
á
eleição
da
nova
Meza
da
Misericórdia,
que
deve
servir
no
anno de
1878-1879,
sendo
reeleita
a
mesma
que
ha
30
dias
se
achava
funccionando.
O
escrivão,
o
snr.
Lourenço
da
Costa
Gon
çalves
Pereira
Bernardes
não
anuiu
aos
desejos
dos
seus
companheiros
para
con
tinuar
a
servir,
e
porisso
foi
substituído
pelo snr.
dr.
Domingos
Moreira
Guima
rães.
Na
eleição
para
deputados,
que
foram
eleitos
por 70 irmãos,
não
houve
oppo-
sição.
Parabéns.
—
Fez
exame
do
3.°
anno
de
Theologia,
no
Seminário
Diocesano
do
Porto,
e
ficou
plenamenle
approvado,
o
nosso
amigo
Domingos José da
Silva
Gra
ça,
moço
intelligentissiino
e
muito
estimado.
Parabéns.
Comiuissnrio de
policia. —
Foi de
finitivamente
nomeado
commissario
do
cor
po de
policia
civil
d’
esta
cidade,
logar
que
interinamente
exerceu
por
alguns
dias,
o snr.
dr. José
Borges
Pacheco
de Faria.
Eleição.
—
Procedendo-se
no
domingo
á
eleição
da
Meza
da
SS.
Trindade,
erecta
no
templo
do
Populo, deu
em
resultado
a
escolha
dos seguintes
snrs:
Juiz
—
Anlonio
dos
Sanlos
Azevedo
Ma
galhães.
Secretario—
José
Maria
Araújo Esme-
riz.
Thesoureiros—
José
Carlos
d’
Araujo
e
Manoel Lourenço
d’A
ranjo
Braga.
Vedor
das
missas
—
Fr.
Carlos
d
’Araujo
Magalhães.
Vedor
da fazenda
—
Francisco
Marques
Soares
Azevedo.
Mordomos
—
Antonio
José
Pinto
Bar
bosa
e
Manoel
Joaquim
de
Castro
Lou
reiro.
Zeladores—
José
Bento
de
Barros
e
Faustino
José de Souza.
CumnmicKdo,
—
Vae
no
logar
pro-
prio
um
communicado,
que
subscrevem
alguns bombeiros
municipaes,
onde
se
pre
tende
corrigir
inexatidões,
que
disem
te
rem
saido
n
’
uma nossa local
noticiando
o
incêndio
que
ha
dias
houve
para
os
lados
de
S.
Vicente.
Não
assistimos
ao
incêndio,
nem po-
dêmos
assistir
a
todos
os
factos
que
noti
ciamos,
pois
não
possuímos
o domdaubi-
quidade:
fazemos
obra
pelas
informações
que
nos
dão. O
mesmo
acontece
a
lodos
os
jornalistas
do mundo.
Nunca
tivemos repugnância
em
acei
tar
aquellas
racliíicações
necessárias
ao
modo
como,
unicamente
por
mal
informa
dos,
tenhamos
narrado
qualquer
facto;
mas
queremos,
mas
exigimos
que ellas
sejam
feitas
com
a
delicadeza
própria
de
pes
soas
bem
educadas.
Fiquem-no
assim
entendendo
d
’
uma
vez
para
sempre.
Gostamos que
os
snrs bombeiros
si
gnatários
do
communicado
acudam
pelos
seus
brios,
que
erradamente
viram
melin
drados;
e
bom
é
que
esses
brios
jamais
se
desmandem
em prejuízo
da
benemerita
instituição
a
que
pertencem. Entre
os bom
beiros
'municipaes
e
os
voluntários
só
de
ve
haver
essa
justíssima
e
honrosa emu
lação que
faz
heroes,
e nunca,
e
por
mo
do
nenhum,
a
animadversão
que
obseca
e
avilta.
Creiam
os signatários
do
commu
nicado
que
da
nossa parte
não
ha,
nem
admittimos
que
haja,
escolha
entre
as
duas
companhias
de
bombeiros:—
ambas
nos merecem a devida
consideração
e
lou
vor
—
quando unica e
integralmente
cum
pram
os seus
deveres.
—O
«Diário
do
Governo»
publica
os
seguintes
despachos
eflecluados
pelo
ministério
dos
negocios
ecelesiasti-
cos:
O
presbytero
Manoel
Mendes
Belmon
te,
provido
na
serventia
vitalícia
da
the-
souraria
parochial de
Santa Justa e
Rufi-
na,
de
Lisboa.
O
presbytero
João
Theotonio
Louro,
parocho
collado
na egreja
de
S. Gregorio
de
Reguengo,
diocese
de
Portalegre,
apre
sentado
na
egreja
parochial
de Nossa
Se
nhora
da Assumpção
da
Sé
de
Portalegre.
O
presbytero
José
Joaquim Domingues
do
Amaral, provido
na
serventia
vitalícia
de Vianna
e
á
esquerda o
do
Porto.
Os
outros
convivas
tomaram
assento
sem
distincção
de
lugares.
Duas
foram
as
bandas
que
tocuram
durante
o
lunch,
servido
com
magnificên
cia
e
esplendor.
Osnr.
presidente
do
con
selho
levantou
o
primeiro
brinde
a
el-rei
e
á
familia
real.
Depois o presidente
da
camara
de
Ca
minha
brindou
o snr.
Fontes,
sendo
mui
to applaudido.
O
snr.
Fontes
agradecendo,
disse
en
tre
outras
coisas
que
se
ufanava
de
que
os
esbanjamentos,
de
que
o
accusavam,
tivessem
tido
a
applicação
que
alli
se
es
tava festejando,
e
que
os
povos
estimavam;
e terminou
desejando
a
properidade do
paiz.
Immensamente correspondido.
O
snr.
governador
civil
de
Vianna
brin
dou pelo snr. Lourenço
de
Carvalho,
cu
ja
actividade
e
exforços
tanto tinham
con
tribuído
para
aquelle
melhoramento.
O
snr.
Lourenço
de
Carvalho
respondendo,
fez
a
apologia
do caracter
do snr.
Fontes,
e
lembrou
também
os
serviços
que,
como
ministros,
tinham
prestado
ao
paiz
os
snrs.
Avelino
e
Andrade
Corvo,
cavalheiros
que
pedia
licença
de
nomear,
embora
ausen-
ies.
Escusado
será
dizer
que
todos
os
con
vivas
applaudiram
com
grande enthusias
mo.
Discursaram
lambem
os snrs.
Coelho.
Ferreira
de
Mesquita,
Lopo
Vaz,
João
Chrysoslomo
MacOnelt
e
outros
cujos
no
mes
não
podémos
apurar.
Cerca
das 7
horas
terminou
o
lunch,
em
que reinou
a
maior
alegria
e cordia
lidade.
O
comboyo
que
largou
de
Caminha
ás
7
horas
e
meia,
só
depois
da meia noite
chegou
ao
Porto,
em
virtude
da
demora
que
teve
em
varias
estações.
A
ponte
do
Lima
produzia um
effeito
encantador
com
o
embandeiramenlo
que
tinha.
Os
snrs.
ministros
da
guerra
e
das
obras
publicas
ficaram
em
Vianna
hospe
dados
em
casa
do
governador
civil d’aquella
cidade.
Verdades.
—
Transcrevendo
a
decla
ração
de voto,
por
nós
publicada, do
revd.®
Bento
Joaquim
de >ousa Mello Pinto,
ab-
bade de
S. Lazqro
d’
esla
cidade,
o
nosso
excellente
collega da
«Familia»
accrescenta
as
seguintes
palavras,
a
que inteiramente
subscrevemos:
Esta
declaração
de
voto
espontânea,
arrojada
e
decisiva
é
de tão grande
al
cance,
que
a
ser
sustentada
e
seguida
pode
estabeécer
epoca
na
historia
das
elei
ções
em
Portugal.
Até
aqui
o
clero
tem
abandonado
a
urna, ou
votado indifferenlemente n’este
ou
n
’
aquelle,
sem
mira
nos
interesses
da Religião
e
da
Palria.
Se
para satis
fazer
houve
promessas,
foram
logo es
quecidas;
por
quanto
das
sessões
das
ca
maras apenas
consta
de
um cu outro
facto
sem
companheiros,
que
inculquem
boa
vontade,
ou
cumprimento
de deve
res.
D
’
aqui
em
deante
não
será
assim 0
clero
mormento
o parochial
tomará
posi
ções,
e
concorrerá
á
urna
com os
seus
conhecidos
e
amigos,
votando
no
que
jul
gar
mais
digno
de
defender a
Religião,
e
com
ella
a
palria,
porque
patria sem
Religião
é
horda
de
selvagens
bravios e
nocivos.
A
grande
decadência,
que
se
observa
em Portugal sobre
pontos
de
Fé,
Reli
gião
e
moral
tem
diversas
causas;
uma
po
rém
das
principaes
é
o
abandono
das
elei
ções
pelos
parochos
e catholicos
sinceros
e
verdadeiros.
Em todas,
ou
quasi
todas
as
eleições
os
inimigos, ou adversários da
Egreja
tem-
se
visto
desassombrados;
não
admira
pois
a
victoria,
e
muito
menos
o
papel,
que
representam
na
camara,
sendo
indifTeren-
tes
ás
cousas da
Religião, ou
cães mu
dos,
que não
tem
palavra
que
emittam
a
favor
d
’ella,
quando
se
dá
algum
incidente
relativo.
Concorrer
pois
á
urna
é
um
dever
de
consciência,
e
de
Religião.
Assim o
pro
va
o
Senhor
Bispo
de Liege
na
pastoral
que
dirigiu
aos
seus
Diocesanos
em
29
de
maio
proximo
passado.
Depois
de
ter
mostrado
os
gravíssi
mos males,
imminentes
sobre
a
Bélgica,
vendo-se
os
liberaes
elevados
ao poder
diz:
«Em presença de
uma
situação
tão
grave,
para
prevenir estas sinistras
even
tualidades,
o
que
é
que
deve
fazer
o
ca-
tholico,
digno
d’
este
nome,
que
tem
a
peito
a
honra
e
os
direitos da
Egreja,
de
que
é
tilho,
dos
da
patria, que
é
sua
mãe,
e
também
peio
que
loca
á
sua
responsabi-
§ 2.° O
vogal
que não
se
conformar
com
alguma
deliberação
póde
assignar
ven
cido,
mas
não
póde fundamentar o
seu
voto nem
recorrer
da
deliberação.
Art.
38.
As
deliberações
dos
corpos
administrativos
só
podem
provar-se
pelas
respectivas
actas.
(Continua)
da
thesouraria
parochial
da
egreja
de
Nos
sa
Senhora
da
Consolação
de
Cezimbra,
diocese
de
Lisboa.
InauyurHfão
dn linha do Mi
nho.—
Verificou-se
no
domingo,
escreve
o
«Commercio
Portuguez».
a
inauguração
solemne
da
secção
da
linha
férrea do
Minho,
comprehendida
entre
a
estação
de
Darque
e
a
de
Caminha.
N
’
esta
festa achava-se
representado o
governo
pelos
snrs.
presidente
do
conse
lho
e
ministro
das obras
publicas
Pelas 8
horas
da
manhã largou da
estação
do
Pinheiro,
em
Campanhã,
o
comboyo
dos
convidados
pela
direcção
de
construcção d
’aquella
linha,
que
era
for
mado
por
20
carruagens e
conduzia
cer
ca
de
100 indivíduos.
Duas horas e
um
quatro
depois,
se
guia
o
comboyo
conduzindo
os
dons
mem
bros
do
gabinete,
auctoridades
superiores
do
districto
e
da divisão
militar,
coinman-
dantes
dos
corpos
de
guarnição
e
guarda
municipal,
diversos
funccionarios
públicos,
os representantes
da
imprensa
periódica
d
’
esta
cidade
e
muitos
cavalheiros
que
ha
viam
recebido convite
do
snr.
Rego,
pre
sidente da
camara
municipal
de
Caminha,
para
assistirem
ao
lunch
oílerecido
por
aquelle
cavalheiro
aos dous membros
do
gabinete.
Este
comboyo
era
composto
de tres
carruagens-salões
que
conduziam
os
snrs.
ministros
e
auctoridades
superiores,
e tres
carruagens de
1/
classe
em
que
toma
ram
logar
os
restantes
convidados.
Nas
estações
da
Trofa,
Famalicão,
Bar
cellos
e
Vianna
esperavam
ocombovo dos
snrs.
ministros
as
camaras
municipaes
e
auctoridades
administrativas
dos
respecli-
vos
concelhos.
Em
algumas
destas
estações
houve
verdadeiro
enthusiasmo
entre
o povo
que
se
aglomerava
junto
ás
gares
na che
gada
do
comboyo,
subindo ao
ar
grande
numero
de
foguetes,
levantando-se
diver
sos
vivas
e
tocando
algumas
bandas
de
musica.
A
estação
de
Barcellos
e
a
de
Anco
ra
foram
as
do
percurso
da
linha
as
que
ruais se
distinguiram
n’
esta
manifestação
de
alegria,
pelo
avançar do
progresso
no
nosso
paiz.
Vianna,
uma
das
terras
que
mais
van
tagem
poderá
auferir
no
futuro
do
im
portante
melhoramento,
que
vae
ligar
os
nossos
centros
productores
com o
reino
ue
Hespanha,
pela fértil
e
populosa
pro
víncia
da
Galliza,
recebeu
com
muito
me
nos
enthusiasmo a
passagem
da
locomo
tiva
pelo
flanco
da
serra
que serve
de es
paldar
á
gentil
cidade.
Uma
especie
de
obsecação
política não
permittiu
que
os
adversários
da
actual
si
tuação n
’
aquella
cidade
vissem
n
’aquelle
facto
apenas
a
festa
civica,
o
enthusias
mo
popular
e
expontâneo
pela
prospe
ridade
e
desenvolvimento
.material
do
jaiz.
De
Vianna
até
Caminha,
nas proximi
dades
das
estações,
a
linha
estava
emban
deirada,
e alguns
arcos
de
murta
levanta
vam-se
sobre
a
via.
Em
Caminha, sobre
tudo
era
surpre-
tendente
o
aspecto
festivo
da estação
pro
ximo
do
pavilhão
destinado
ao
lunch, em
frente
da
qual se
levantava
um
elegan
te
arco
de murta
com o
seguinte
dísti
co
em
letras
recortadas
nos
verdes:
Inaugu
ração
30
de
Junho
de
1878.
O
enthusiasmo
foi
grande,
á
chegada
do
primeiro
comboyo
que teve
logar
pe-
a
meia hora
depois
do
meio
dia,
mas
ex
cedeu
tudo
quanto
possa imaginar-se
quan
do
assomou
á gare
o
comboyo
dos
snrs.
ministros.
A
multidão
proximo
da
estação
era
numerosa
e
compacta,
e
parecia
realmen-
le
tomada
de
delirio na
sua
expansiva
manifestação.
A
povoação
enfeitara-se toda com
ban
deiras
e
galhardetes
e
os
seus
habitantes
trajavam
de
festa.
Muitos
indivíduos
da
visinha
povoação
hespanhola,
a Guardia,
esperavam
lambem
alli
os
comboyos,
em
lerfeila confraternisação
com
os
portugu
-
zes e
manifestando
com egual
enthusias
mo
o
seu contentamento.
Os
snrs.
ministros
foram muito
victo-
riados
pela
multidão.
O
comboyo chegou
alli
pelas
3
horas
e meia.
No
lunch
em
numero
de
170
talhe
res
occupou
o
centro
da
mesa
o
snr.
Fon
tes
Pereira
de
Mello,
tendo
á
sua
direi
ta o
snr.
conde
de Torres
Novas
e
á
esquerda
o
snr.
João
Maria
Rego,
presi
dente da
camara
de
Caminha,
seguindo-
o
general
de
brigada.
Em
frente
do
snr.
?òntes sentou-se
o snr.
Lourenço
de
Car
valho, tendo
á direita
o
governador
civil
idade
perante Deus,
que
um
dia
será
seu
Juiz?
0
dever
é
tão
claro, como
é
grave
e
ponderoso.
Ninguém
pode
dispensar-se
d
elle
nem
mo
catholico,
nem com
cidadão:
como
tlholico
está
obrigado
a defender
por to-
c
.
‘
os
meios
de
que
possa
dispôr
a
causa
j/peus
e
da
Egreja,
e
os
interesses
vi-
es
da
patria,
no
que
lhe
vae
a
sua
pro-
rja
causa,
interesses
e
direitos
os
mais
Lrados
e
caros. Ora
póde
o
catholico
defendel-os,
se
é
eleitor,
usando
a
favor
elles
do
seu
direito
de
cidadão.
Deve
i5
exercer
este
direito,
e
exercel-o
como
ealhohco.
Nenhum
se
illuda:
é
impossível
separar
no
homem
o
cidadão e o
christão:
um
é
solidário
de
outro,
e
perante
a
consciên
cia
que
ô
11
ma
e
nao
dividir-se.
A
consciência
não
admilte
de
modo
algum,
ene
o
que
é prohibido
ao
christão,
seja
permittido
ao
cidadão.
Não
é
pois
per-
Hjitlido
a
um
eleitor,
como
catholico
fa
vorecer
o
liberalismo
em
seus
princípios,
e
em
seus
adherentes,
isto
também
lhe
não
é
permittido
como
cidadão.
Por
con
seguinte
nenhum
pode votar
como
cida
dão
em
um
candidato
liberal,
cuja
con-
ducta
política
de»approva,
e
deve
desappro-
var
como
catholico
Tolerar
e auxiliar
a eleição
de
um
can
didato
liberal,
obrigado
por este
titulo
a
votar
tudo e
sempre
segundo
a vontade
do
liberalismo,
é
participar
das
votações,
que
houver
na
camara contra
os
interesses
da
Egreja».
E
’
bem
clara
e expressiva
a
doutrina
do
zeloso
Bispo
de Liege
sobre
ponto
de
eleições.
Os
catholicos
não
podem
allegar
pnorancia,
e
deixando
a
urna
á
disposi
ção
dos
inimigos
da
egreja
são
em
parle
responsáveis
dos
males
que
de
más
votações
possam
resultar.
Cumpre
pois
que
os
catholicos
portu-
guezes
não
desamparem
a
urna;
e
lam
bem
que
não
desçam
a
questões
de
par
tidos,
determinando-se
unicamente
pelo
bem
da
Egreja e da Patria,
que
devem
propôr
na
camara
os
candidatos
que
ele
gerem.
Mas
como
segurança
não
faz mal,
se
o
candidato
não
for plenamente
co
nhecido,
bom
será que
declare
por
es-
criplo
em
foi
*
ma
que
se
responsabilisa
na
camara
pelos artigos
de
defeza
da
Egre
ja,
que
lhe
forem
propostos
pelos
eleito
res.
Questão do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas relativos
á questão do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
29
—
Diz
o
«Daily
Telegraph»
que
os
turcos
protestarão
se
fôr
deter
minada
a
occupação
da
Bosnia
e
Herze-
govina,
mas
que
o
congresso deixará
esta
questão
pendente.
A
Rússia
proporá
provalinente
como
príncipe
para
a
Bulgaria
o
príncipe
Aleixo,
ex-embaixador russo
junto
da
Porta
e
de
Vienna.
0
«Times»
diz que
o
congresso
en
cerrará
os
seus
trabalhos
dentro
de
dez
dias.
Vienna
29
—
Trabalha-se
activamente
pa
ra
atenuar
o
facto
da occupação
das
pro
víncias,
dizendo-se que
é
medida
tempo
rária e
protectora
da
volta
dos
refugia
dos.
Aqui
lambem
se
affirma
que
a
Porta
protesta contra
a
occupação.
Berlim
29—Hontem
a
sessão
do
con
gresso
durou
das
2
horas
até
ás
5.
0
príncipe
de
Gortschakoff
assegurou
ao
congresso
que
tractará
da
questão
dos
limites
do
Montenegro.
Diz-se
que
na
sessão
de
quarta-fei
ra
o
chanceder
russo
declarou
que as
concessões
feitas
pela
Rússia
já
passaram
muito
alem
das
que
primitivamente
queria
fazer,
mas
que
a
Rússia
as
fazia pelo
de
sejo
que
tem
da
paz.
Lord
Beaconstield
exprimiu
a
sua
admi
ração
pela
declaração
do
príncipe
de
Gor-
tschakoff.
Berlim
29
—
0 congresso
resolveu
hoje
Por
proposta
da
Inglaterra
encarregar
a
Áustria
de
occnpar
a
Bosnia
e
a
Herze-
govina para
interesse e
paz
da
Europa.
0
tempo
da
occupação
não
foi
fixado edei-
Xa-se
á
Áustria
a liberdade
de
organisar
aquellas
províncias.
Crê-se
que
a
Áustria
aproveitará
para
isso
o
projecto
elaborado
Pela
conferencia
de Constantinopla.
0
congresso
approvou
por
unanimidade
a
pro
posta
da França
para
que
fossem
reco
nhecidos
os
direitos
civis
políticos
e
a
li
berdade
do
culto
dos israelitas
da Servia.
e
a
Servia
não
acceitar
esta
resolução,
a
‘Vuropa
não
reconhecerá
a sua inde-
Pendencia.
0
congresso
não tomou reso-
ução
alguma
relativa
ao
engrandecitnen-
0
territorial
da
Servia,
encarregando
uma
commissão
de
estudar
o assumpto;
tam
bém
não
encetou
a
questão
do
Montene
gro,
que
provavelmente
será
da
mesma
fórma
incumbida
a
uma
commissão.
0
congresso
ouvirá
amanhã
os
delegados
da
Grécia.
Londres
30—
No congresso
o
delega
do
grego
Delyannis
leu
uma
memória
ex
pondo
as
vantagens
para
a
Europa
se
fa
vorecer
o
desenvolvimento
da
raça
he
lénica, pedindo
a annexação
á
Grécia
da
ilha
de Creta, Epiro
e
Thessalia,
sem
fi
xar
limite
algum.
0
congresso
resolveu ouvir
na segun
da-feira
os
delegados
românicos.
Crê-se
que
no
mesmo
dia
decidirá
ácerca
das
fronteiras
da Servia,
sobre
as
quaes
a
commissão
especial
fez
questão
em
parte.
0
conde
Schouwaloffe
o
marquez de
Salisbury
preparam
a
solução
de
algumas
divergências que
existem
a
este
respeito,
mas
que não
teem
nada
de
inquietado
ras.
Julga-se
que
a mesma
commissão
se
rá
encarregada
de
estudar
a
questão
das
fronteiras do
Montenegro.
Paris
1
—
A
Porta considerando
o pro
jecto
da
occupação
da
Bosnia
e
da
Her-
zegovina
pela
Áustria
como um
acto
ag-
gressivo
enviou
aos
seus
delegados
no
con
gresso
inslrucções
n
’
este
sentido.
Ainda
assim
informações
de
Berlim
não
acredi
tam
que
a
Porta
esteja
resolvida
a op-
por-se
pela
força
á
occupação.
Londres
1
—
Dizem
de
Constantinopla
ao
«Times»
que
a
Porta
está
descontente
com Caratheodons
e
que
Savfet
Pachá par
tirá
para Berlim com
instrucções
definitivas
e
irrevogáveis.
Um
despacho
de
Vienna
para
o
mes
mo periodico
diz
que
noticia
de
Serajevo
annuncia
que
os turcos
marcham
para
Cheste.
Entraram
na
Herzegovina
5
batalhões
idos
de Novi-Bazar.
A
Áustria
concentra
forças
importan
tes
na
fronteira
da
Bosnia.
Os
austríacos transpõem
já
a fronteira.
Paris
2
—
Na
sessão
de
sabbado,
do congresso,
o
príncipe
de
Bismirk,
respondendo aos
protestos
do
delegado
turco,
disse
que a
Turquia,
vencida,
deve
respeitar
as
decisões
do
congresso,
que
lhe
restituiu
a
Roumelia.
Berlim
1
—A
’
cerca
das
concessões
da
Roumania,
o congresso
ouviu
os
delega
dos
roumanicos
á
frente
dos
quaes
está
o
ministro
dos
negocios
estrangeiros.
Depois
de
se
retirarem
os
delegados
roumanicos
o
congresso
decidiu
que a
cessão
á
Rússia da
parte
da
Bessarabia
que
foi
separada do
dominio
russo
pelo
traclado
de
1836
limitada
a
Este
pelo
Pruth
e
ao Meio
dia
por
Thalwig, Gras-
kilia
e
Doubrudsch
será
adida
á
Rouma
nia,
cuja
fronteira ao
S.
0.
estender
se-
ba
desde
Silistra,
que
não
é
comprehen-
dida,
até
á
cidade
e
porto
de
Mangalia
no mar
Negro.
A
Roumania ganha
assim
uma
porção
de
terrilorio
íerlil
e estabelece-se sobre
duas
margens
e
uma
parte
importante
do
Danúbio.
0 congresso
reconheceu
a
independên
cia
da
Roumania
e
do
Montenegro.
Na
sessão
de
ámanhã
será
discutida
a
questão
da
navegação
e
embocaduras
do
Danúbio.
0
conde
Andrassy
e
Schouwalofl
che
garam
a
um
accordo
ácerca das
fronteiras
do
Montenegro.
Londres
2
—
Sir
Stford
de
Northcote
disse
na
camara
dos
deputados
que
o
em
baixador
inglez
Layard
recommendou
á
Porta
que
empregue
grande moderação
para
reprimir
os
tumultos
de
Creta.
0
Pachá,
governador
de Creta,
foi
substituído
por
queixa
do snr.
Layard.
Portiiyuezea falleehlos. —
Desde
30
de
maio
a
9
de
junho,
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
por-
luguezes:
Domingos
José
Gonçalves, 28
annos,
solteiro;
Luiz
Antonio
da
Cunha
Ama-
ranle,
46
a.,
s.;
José
Maria
da
Fonseca,
41
a.,
s.; Manoel
Pinto
da
Silva,
33
a.,
casado;
Maria
Leopoldina
de Azevedo,
32
a.,
c.;
Raymundo Ferreira
Martins
40
a.,
s.;
Agostinho
dos
Santos,
33
a
, s.;
José
Anlonio
Ferreira
da
Costa,
26
a.,
s.;
Ro
berto
Ferreira
da
Cunha,
60
a.,
viuvo;
José
da
Moita,
34
a., s.;
Anlonio
Lopes
Guimarães,
47
a.,
c.;
José Lourenço
da
Silva, 34
a.,
s.; Antonio
Marques
Dias,
60 a.,
c.;
Anlonio
do
Couto,
29 a.,
viuvo;
'Albino
Fernandes
da Costa
29
a.,
s.;
Joaquim Abbade,
38
a.,
c.;
José
Fran
cisco,
33
a.,
c.;
Juliana
Fraga
de
Figuei
redo,
74
a.,
v.;
Manoel
Martins Trovão,
24 a.,
c.;
João
José
Rodrigues, 41
a.,
s
;
Luiz
da
Cunha,
43
a.,
s.;
José
Francisco
da
Silva,
24
a.,
c.;
José
Caetano
Martins,
33
a.;
André
Vaz,
40
a.,
s.;
José
Igna-
cio
da
Silva,
33
a.,
s.;
Joaquim
Pinto
Vieira,
44
a.,
s.;
Amaro
Ferreira
da
Cos
ta,
34
a.,
c.;
Maria
Joaquina
Borges,
60
a
,
c.;
Eduardo
Augusto Diniz,
18
a.,
s.;
Joaquim
Pereira
dos
Santos, 34
a.,
c.;
Sebastiana
Martins
dos
Santos,
33 a.,
c.;
Francisco
Guedes
da
Costa, 43
a.,
c.;
José
de
Oliveira,
c.;
Maria Lessa,
38
a.,
c.;
Luiza
Augusta
da
Trindade,
40
a.,
s.;
Joaquim José
Ribeiro,
46
a.,
c.;
Francis
co
Ribeiro,
76
a.,
c.; Maria da
Silva
Pinto,
28
annos,
casada;
Agostinho
José
Vaz, 34
a.,
solteiro; Antonio
Marques
Pinto,
50
a.,
s.; José
Francisco
Gomes,
38
a.,
s.
A
morte,
a ceifeira
implacável,
acaba
de
cortar o
fio
d’
uma
exislencia
que
a
tantas
pessoas
era
cara,
enlutando assim
uma
das famílias
mais
bemquistas,
mais
respeitadas
de
Braga
!!!...
Na
tarde do
dia
28 do
mez
passado
voou
para
o
céo
a
habitar
a
sua
patria
a
ex.'na
senhora
D.
Carolina
Candida
Vieira
Gomes
!!!...
Contava
apenas
trinta
e
duas primaveras
esse
anjo
que
estava
exilado
n
’
este
mun
do!
!
!
Cruel destino, que
assim
diminuiu
o
numero
da
familia
que
mais
tem prati
cado
a caridade, sem
a
mínima
osten
tação,
só
com
aquella
bondade
evangéli
ca
que
o Martyr
do
Golgotha
aconse
lha
!!!.,.
Deus
chamou
esse
anjo
para
juncto
a
si no
dia em
que
se
festejava
no mundo
o
seu
Sagrado
Coração
!!!...
Que
coincidência,
que
a
todos
que a
conheciam
assevera
que essa
virgem
vai
receber
no
céo
a
recompensa do
seu
edi
ficante viver
na
terra
l
!!
Sirva
esta
lem
brança
de
lenitivo
á
pungente
dôr
da
con
sternada
familia
Vieira
Gomes
que
tem
no
céo
mais
um
anjo
para
intreceder
por
ella
como
por
lodos que
mereceram
a
sua
amisade
e estima
!!!...
NECROLOGIA,
Nós,
snr.
edictor,
não
pretendemos elo
gios.
O nosso
melhor
elogio
eslá
na
sa
tisfação
da
nossa consciência,
quando
ella
nos attesta
que cumprimos
religiosamente
o
nosso
dever.
Mas
lambem
não podemos
consentir
que
se
falte
á
verdade
d
’
uma
maneira
tão
escandalosa,
dizendo
o
seu
jornal
que
ao
regularíssimo
serviço
dos
bombeiros
voluntários
se
deve
a
extineção
do
fogo,
quando
é
certo que
ao
serviço
das
duas
companhias
se
deve
a
extineção
do
incêndio,
sendo
igualmenle certo
que
as
bombas
que primeiro
compareceram
foram
as
da
2
a
,
4.a
e
5.
a
esquadras
dos
bombeiros municipaes,
recebendo
a
dos
voluntários
ordem
do
nosso
inspeclor
para
não
trabalhar
por assim não
ser
preciso,
o
que
elles
não
fizeram.
Ficamos
por
aqui,
e
sobre
esie
assum
pto
nada
mais
diremos,
para
que se não
julgue
que
nutrimos
a
mais
leve
ani-
madversão
para
com
os
nossos
collegas
bombeiros
voluntários.
Não;
o
que pre
tendemos
e
exigimos
como
homens de
brios,
é
que
se
faça sempre
justiça
a
todos,
para que
de futuro
se
não
venham
a
dar
as
tristes
consequências da
cidade
do
Porlo,
e
lodos
vamos
assignar
Custodio
Fernandes
Palha
Francisco
José
da
Silva
José
Joaquim
da Costa
Manoel
José
Couto
Miguel
da
Silva Pereira
Vasconcellos
Manoel
de
Lemos
Sebastião José
Pereira
Gonçalves
José
Joaquim
da
Silva
Braga
Feliciano
José
da
Silva
Francisco
José
de
Carvalho.
(Segue-se
o
reconhecimento)
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde,
BEVALESCIEmS
DL BARRY de
Londres.
Braga 1 de
julho
de
1878.
Mario
Cândido.
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
Snr.
edictor
do
«
Commercio do
Minho».
Os
abaixo
assignados,
chefes
e
sub
chefes
da
companhia
dos
bombeiros
mu
nicipaes
bracarenses,
veem
por este
meio
protestar
contra
o
que
se lê
no
seu
jor
nal
n.°
804
n
’
uma
local
que
tem
por
epi-
graphe
—
Incêndio —
Se
o
seu
localista
tractasse
de averi
guar
a
verdade
dos
factos,
não
escreveria
de
certo
o
que
se
lê na
referida
local Ião
cheia
de
inexactidões.
Confronte
o
publico
o
que
diz
o
«Commercio
do
Minho»,
com
o
que
sob
o
mesmo
assumpto
se lê
na
«Opinião
Publica»
n
0
7
e
verá se
temos
ou
não
razão
de
nos
queixarmos.
Diz
o
«Commercio
do
Minho»:
—«In-
«cendio.
—
Na
madrugada
de hontem
pegou
«togo
tftiin prédio
á
entrada
da
Travessa
«das
Therezas. O
incêndio
começou n
’
uma
«saia
do
segundo
andar,
que
ardeu
in-
«teiramenle,
assim
como
quasi
todo
o
«lèlbado.
Ao regularíssimo
serviço dos
«bombeiros
voluntários
se
deve
a
extineção
ido
fogo.
Os
prejuízos
calculam-se
em
«200^000
reis».
Ouçamos
agora
o
que
diz
a
«Opinião
Publica»:
«Incêndio.
—
Pelas cinco
horas da
ma-
«nhã do
dia
27
ouviu-se
signal
de
incen-
«dio,
que
se
manifestou na
casa
n.°
49
«da
rua
de
S.
Vicente.
Compareceram
as
«duas
companhias
de
bombeiros,
munici-
«paes
e
voluntários
e
ambas
se
empenha-
«ram
em
debellar
e
vencer
o
terrível
ele-
«mento,
o
que
conseguiram
depois de
quasi
«7
hora
de
bom
trabalho.
Ás
primeiras
«bombas
que
compareceram
foram
as
da
«2.
a
,
4.
a
e
5.a
esquadras
dos
municipaes
«e
carro
de
aprestes e
em seguida a
da
«companhia
dos
voluntários.
O prédio es-
«tava
no
seguro».
A
’
vista
do
que
fica
exposto,
todos
nos
hão
de
desculpar
uma
certa
indigna
ção
que
sentimos,
ao lermos o
«Commer
cio
<io
Minho». Quem lesse
este
jorna
sómenle,
havia
de
licar
crendo,
que
os
bombeiros municipaes
ficaram no doce
repouso
da
cama,
em
quanto
que
os
vo
luntários
trabalhavam
denodadamente
na
extineção
do
incêndio.
O
seu
a
seu
dono.
30
anno» d'invariavel Huteecsao
5
Combatendo
as indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgia, ílegma,
ai
rotos.
Halos,
amargor
na
bocca,
piluitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
iutestinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
losse,
asthma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
debilidade,
to
das as
desordens no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
dos bronchios,
da
bexiga,
da
fí
gado,
dos rios,
dos
intestinos
da
muco
sa,
do
cerebro e
do
sangue. 83
090
curas
enlre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow, da
exm.
a
snr.a
marqueza
de
Bre-
han,
de
Lord
Stuari
de
Decies,
par
d
’
Io-
glalerra,
do doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
63:476.
—Mr.
Comparet,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia, de
sof-
frimeulos
d’
esiomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74.422.—Prostração.
—
Bald-
win, da
mais
completa
decadência
de
saú
de,
de
patalysia
dos
membros
por
efleilo
e
excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.—
Verdum,
16
de
ja
neiro
de
1872.
—
Havia cinco
annos
que
soflria
graves
incommodos
no
lado
direilo
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não
hesito
em
certificar
que
a
sua
Revateseière
me salvou
a
vida,__
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'
e
Martin,
de
amenorrhea.
Suppressão
de menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada incurá
vel.
perfeitameoie
curada
pela
Hevaies-
cière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
‘
/
4
kilo,
500
; de1
/,
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
l$400
res;
de
2
kilos,
3^200
reis; de
6
ki-
los,
6^400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Pevalesciére
que se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
íSevaíescière
eHoeolatada«
ella
res-
titue
o
appetlite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas, e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus, em
caixas
de folha de
lata de 12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave-
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400
; de
120
chavenas, 3$200
reis,
on
25 reis
cada
chavena.
1>U BABRY
C.’ LIIIITR».-
Place
Vendòme, 26, Paris. 77
Regenl-
Street,
Londres.
Valverde, 1.
Madrid.
Os
pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
deveio
diri
gir
os seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
iLisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&.
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da
Baoharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E ML
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e Costa,
pharm. —
Bareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
óc
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna do Can
tei
lo,
Aflouso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—CuimarSc»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Anlonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha, 29
e
33.—
Penatlel.
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Anlonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.—
Ponte
do
IA-
m«.
A.
.1.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—Povoo do Varziitt,
P.
Machado
de
Oliveira, pharma.
—
Vaiença do
Minho,
Francisco
José de Sousa,
pharm.
—
Villa
de
Conde, A. L.
Maia Torres,
pharm.
UiSPiniDAI
AGKAHKIHIMO
Joaquim
Maria
Alves,
chefe
da
estação
do caminho
de
ferro
em
Braga,
tendo
sido
transferido
para idêntico logar
em
Vianna
do
Castello,
para onde marcha
sem
demora,
e
não
podendo,
como
desejára,
despedir-se
de
todas
aquellas pessoas
a
quem
deve
altenções
e
gratidão,
vem
por
este
meio
cumprir
aquelle
dever,
agrade
cendo
tantas
e
repetidas dislincçôes,
e
oflerecer-lhes
os
s«us
insignificantes
servi
ços
n'aquella
cidade.
(963)
à
&
badecibotos
D.
Calharina
Thereza
de
Faria,
e
seus
filhos,
filhas
e genro.
Antonio
José
Fer
nandes
Braga,
José
Fernandes
Braga,
Joan-
na
Fernandes
Braga,
Anna Fernandes
Braga,
e
Antonio
Joaquim
Vieira,
da fre
guezia
de
Prado,
veem
por
este
meio,
por
lhe não
ser
possível
fazel-o pessoal
mente.
agradecer
a todos os
ill.
mos e
revd.
mos
snrs. ecclesiasticos,
e leigos,
e
com
especialidade
ao ex.rao
snr.
Arcipres
te,
abbade
de
Cabanellas,
pela
fineza
que
fizeram em
assistir
ao
officio
e
responsos
de
sepultura
de
seu
chorado
filho,
irmão
e
cunhado Francisco José
Fernandes
Bra
ga,
que
tiveram
logar
na
capella do
Bom
Successo,
na
freguezia
de
Prado,
no
dia
27
de
junho
passado,
protestando
a
todos
a
sua eterna
gratidão,
e
reconhecimento.
Calharina
Thereza
de
Faria.
Anlonio
José
Fernandes
Braga.
José
Fernandes
Braga.
Joanna
Fernandes
Braga.
Maria
da Trindade Braga.
Anna Fernandes
Braga.
Antonio Joaquim
Vieira.
(964)
ANNUN0Í0S
.
LECCIONACÀO
o
EM BRAGA NA
RUA DO POÇO
N.° 15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
partidas
simples
e dobradas,
segundo
o
methodo
de Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre
as
diffe
rentes
praças
commerciaes.
Também
se
leccionam
candidatos
ao
magistério
primário
em
todas
as disciplinas
«lo
seu
programma.
MS JMRW
TRATAMENTO
(sem
necessidade de repoiso
nem
regímen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os meios
de
cura que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis.
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Cônsul
ações
das
3 ás
5
—
Rue
Monthebor,
27, perto
Tulherias,
Paris. (40-^-)
ARRENDA-SE
Quem
pretender
arrendar
uma
morada
de casas
apalaçadas,
sitas
no
campo
de
S.
Sebastião, d’
esla
cidade,
que
se acha
dividida
para
dois
inquilinos, falle
com
Manoel
Ferreira
d
’Azevedo
e
Castro,
mo
rador
no
campo
das
Carvalheiras,
que
se
acha
habilitado
para
arrendal-a
no
todo
ou
em parte,
com
as
condições que
no
acto
apresentará.
(934)
Quem
pretender
uma
casa,
junto
do
Poço
forte,
no
Gerez dirija-se
ao
padre
Antonio
Joaquim
da
Ro
cha,
capellão
do
Gerez
que
tem
ordem
para
a alugar com
as
camas
e
mais
moveis
que
n
’
ella
estão.
(961)
AGUA DO GEREZ
Vende-se
na Drogaria de
Domingos
José
Vieira
Machado,
praça
Municipal
n.°
17
—
a
60
reis—
com
garrafa
100
reis.
Quem
comprar de 20
garras
para
sima
tem
o
disconto
de
10
por
cento,
garante-se
a
qualidade.
(962)
Banco Commercial
de Braga, em
liquidação
Por despacho
do
exc.
mo
vice-presidente
da
assembleia
geral
do
Banco
Commercial
de
Braga
a requerimento dos
accionistas,
com
voto,
na
conformidade
dos estatutos,
são convocados
todos
os
accionistas
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
extraor
dinária
no
edifício
do
mesmo
Banco
pe
las
11
horas
da
manhã
do
dia
12 do
pro
ximo
mez
de
julho, afim
de
nomear
uma
commissão
de
syndicancia
aos aclos
da
transada
gerencia.
Braga
26
de junho
de
1878.
O secretario
Manoel Duarte
Goja.
OITíâ TOSSiL
Os
KKehtiçatioM
niytiiicns,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça Municipal.
(844)
AVISO
São
convidados
todos
os
snrs.
socios
da
Associação
Commercial,
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
eslraordinari
>,
no dia
4
de
Julho,
ás
6
boras
da
tarde,
para
se
delibe
rar
conforme
o
requerimento
assignado
por
10
socios,
e
bem
a
ser para
se
representar
aos poderes competentes para
que
seja
al
terado
e
rigolarisado
o
serviço
do
caminho
de
ferro, entre
esta cidade
e
a
do
Porto,
assim
como
para
que
os
mesmos poderes
nomeiem
um
escrivão
privativo
do
com
mercio
nesta
cidade,
e
sendo
de
utilidade,
não
só
commercial
com
do
publico,
pede-se
a
concorrência
de
todos
os
socios.
Braga
30
de Junho
de
1878.
O
secretario
da
assembiia
geral,
José
Antonio
Ilodrigues
Braga.
(956)
MUITA ATTENÇÃO
Alluga-se
do
S.
Miguel
por diante,
2
prédios
recentemente
reconstruidos
de
novo,
com
os n.°s
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V com
quintal
ajardinado
todo
murado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.
0S
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de Braga.
Passa
ao
pé
da porta
o
americano.
A
tratar
com o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos onde
po
dem ser
vistas
todos
os
dias,
das 4
horas
da
tarde
por
diante.
(949)
ARREMATAÇÃO
Por
se
não
ter
verificado
a
arrematação,
annunciada
para
o
dia
23
do
corrente,
vão
de
novo
á
praça,
pelas
11 horas
da
manhã
do
dia
7
de
julho
no
edifício
d
’
este
collegio,
os
arrendamentos
das quintas,
sitas
nas
fre-
guezias
de
Dadim,
Nogueiró
e
Nogueira.
d
’
este concelho, e
da
do
Loureiro,
da
fre
guezia
de
Santa
Christina
de
Longos,
con
celho
de Guimarães,
todas
pertencentes
a
este
collegio.
As
condições
serão
patentes
no
acto
da
arrematação.
Braga
e
Collegio dos
Órfãos
de
S.
Caeta
no,
28
de
junho
de
1878-
O
secretario,
Antonio
Francisco
Pereira
de
A.
Coutinho.
(957)
VENDA
DE PROPRIEDADES
Vende-se
uma
morada
de
casas,
situa
das
no
logar
da
Cavalgada.
Outra,
no
logar
da Ponte
Nova do
Bico.,
ambas,
sobradadas
de
novo e
com
bons
commodos,
Uma
propriedade
de
terra
lavradia,
que
t
dá
pão,
vinho
e
fruta
e
tem casa
para
cazei-
ro, situada
no
logar da Bouça, esta
avalua-
da
em
1:401
*
^000
réis; tudo
na
freguezia
de
Palmeira.
Trata-se na
mesma, com
João
Dias
Corrêa
Braga.
(955)
AO PUBLICO BRACARENSE
Uma
senhora
pertencente
a
uma
fa
milia
dislincta e
bem
conhecida
no paiz.
obrigada
pela
falta
de
saude
de
seu
pae
a
retirar
da
capital,
acaba de
abrir
n’es-
ta
cidade
o
seu
allelier
de
costura
no
largo
da
Sé,
(esquina
da
rua
de
D.
Gual-
dirn),
n.°
1,
aonde
se
encontram
toillels
completos,
para
senhoras
e
meninas,
as
sim
como
se
encarrega d’
enxovaes
para
noivas,
e creanças
recemnascidas;
também
se
fazem
casacos,
capas,
chapéus, e
tudo
pelos
últimos
figurinos.
A
casa
acha-se
decentemente
mobilada
para
receber
as
senhoras
da mais
elevada
sociedade,
e
to
das
que
se
lembrarem
d
’
esta
casa,
en
contrarão n
’
ella
promptidão
na
execução
das
obras,
bom
gosto,
elegancia,
e
econo
mia
nos preços.
(953)
Narciso
José
Marques,
annuncia
ao
publico
que
continua
com
suas
carreiras
diarias
entre
Braga,
Guimarães e Caídas
de
Vizella,
e
vice-versa.
Horário:
Sae
de
Braga
ás
4
e
4
1/2
horas
da
manhã
e 2
da tarde,
em
direitura
a Vizella,
e
volta
de
Vizella
ás
3
horas
da
manhã
e
ao
meio
dia,
e
de
Guimarães
para Braga
ás
5
horas
da manhã
e ao
meio
dia
e 2
da
tarde.
Preço
para
Guimarães
240
reis
e
em direitura
a
Vizella
400
reis. Escriptorio
em
Braga
em
caza
de
José
Anlonio
Mar
ques
&
C.
a, largo do
Barão
de S.
Mar-
linho
n.°
5.
em
Guimarães
em
caza
do
snr.
João
de
Mello,
no
Toural
e
em
Vi
zella
em
caza
do
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva
Guimarães.
Braga 6
de
Junho
de
1878.
(921)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da Ponte
de
S.
João
íájjfe,
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
«asw
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou separadas;
trata-se na rua
de
S.
Marcos
com
Anlonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S. Marcos,
o
andar
superior da
casa
que habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva, em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
OURIVESARIA
DE
INDUSTRIA
NA€IO\^
DE
ANTONIO
GASIMIRO
DA
[GOSTAR
ENSAIAD0R VISUAL E
BEAL
DO
OURO,
APPROVADO
PELA
CASA
DA
MOEDA
3
—
Rua
Nova
de
Sousa
—
3
BRAGA
N
’
esle
novo
estabelecimento
vendem»
se
e
compram
se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro
e prata.
Concérla
e
encar-
rega-se
de
mandar
fazer toda
a
obra
da
sua
arte,
com
a maior
perfeição
e gos
tos
mais
recentes.
A
maior
parte
dos
objectos
são man
dados manufacturar
com
loque
fixo,
e
ga-
ranlido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo
ensaio
real.
3, Rua
Nova de Sousa,
3.
(923)
Quem
quizer
arrendar
uma
morada
de
casas,
com
o
n.°
2,
sitas
na
esquina
das
Pa
lhotas,
falle
com
Joaquim
da
Gosta
Murta,
morador
no
Largo
do
Espadanido,
n.°
34.
(958)
ALVIÇARAS
Quem
achasse
uma
corrente
de
oiro,
com
medalha
do
mesmo
metal,
que
se
per
deu
no
dia
29, desde
esta
cidade
até ao
Bom
Jesus
do
Monte,
e
a
queira
entregar
no
escriptorio
d
’
esta
redação
;
receberá
al-
viças.
.
(959)
ARREX
BAflSE
Desde
o
proximo
S.
Miguel,
tres
moradas
de
casas
de 2 andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal
e agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20 e
22
Trata
se
na
mesma rua
n.°
17.
(943)
Aluga-se
a
casa
n.°
88 da
rua
• _
da
Boa-Vista.
(906)
Quem
quizer
arrendar
a
casa n.“
7,
no
campo
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auclorisado
para
este fim.
(713)
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
