comerciominho_04051878_782.xml
- conteúdo
-
EOLSIA
COMMKKCIAI',
333 NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3 E.
PBEÇO
DA
ASS1GNATUBA
PBEÇO
DA
ASSIGNATUBA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes...............................
1^600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Bepelição
.
.
...................... 10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUIETAS
E
SABBADOS
Províncias,
12
mezes..........................2&000
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
.......
10
N.° 782
BRASA-SABBABO
â
OE
MAMO
M9K
18'M’S
3,
a
e wltiítia
«essã» «Io congresso
cotliolieo,
em ISrngra.
No
dia
2 do
corrente,
por
8
horas da
noite,
s.
exc.
a
revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Primaz
entrou
na sala
do
congresso,
acom
panhado pelos
membros
do mesmo e pes
soas
gradas
que
se
achavam
presentes
Feito
o invitatorio
e
oração própria,
s.
exc.a
deu
por
aberta
a
sessão.
O
secretario,
o ex.
m<)
snr. D.
Anlonio
d
’Alrneida,
leu
as
cartas
de adhesão
ao
congresso,
todas
d’escriptores
e
oradores
calhoiicos,
que
tinham
sido
recebidas
de
pois da ultima
sessão.
Este
cavalheiro
disse
depois
: que
teria
a
relatar
já
os
trabalhos
leitos
em
sessões
de
membros
nos
inlervallos
das sessões
publicas;
mas
por estreiteza
de tempo
pa
ra
satisfazer
ás
necessidades
espirituaes
da
sessão
do
encerramento,
o
apresentaria
mais
tarde, e
então
impresso, dando-lhe
Deus
vida.
Que
para
a
parle
que
lhe
cabia
co
mo
orador, satisfeito
o
encargo
de
secre
tario,
seguiria
hoje
o
syslema
homeopathi-
co
que
lambem
se
póde
applicar
na
thera-
ptulica
moral;
assim
o
seu
discurso
se
conteria
em tres
telegrammas:
Telegram-
ma
= oração!
Telegramma
=•
estimulação!
Telegramma=repulsão!
1.
° A S.
Pedro!
Telegramma=-oração!
«Glorioso
Príncipe
dos
Apostolos! O con
gresso
dos
oradores
e
escriplores catho-
licos
de
Portugal,
debaixo
da
obediência
do
que é
Pedro,
como
Fós
moralmente;
ora-
Vos,
para
que
obtenhais
de Deus
Todo-
Poderoso
o
abrirdes
as portas do
céo
a
todes
os reunidos
n
’
esta
obra catholica,
dirigida pelo
Successor
dos
Apostolos,
que
a
hospedou
no
seu
coração!
2. °
Acs
portuguezes
de
boa
vontade!
Telegramma=estimuiação! «Altendei
bem
ao
que nos diz
o
Apostolo
das
Gentes
lempus
preteritum
nunquam
reverlitur;
os
que
estaes
acordados
não
vos
deixeis
ren
der
em
senlinella!
os
que
repousaes
«no
que
os outros
fazem»
não
vos
faz
quites
de
vossa
responsabilidade; nossa
Mãe
a
Santa
Egreja
espera
de
todos
os
seus
fi
lhos
espirito
e
acção
christã!.
3. °
A
Salanaz
!
Telegramma
repulsão!
«Não
te
fazemos
figas,
porque
te
não
met-
tem
medo,
fazemos-te
cruzes
bem
feitas,
que
te
vencem
!
Contra li
e
nos corações
nossos
renovamos
nossas
promessas
do
baptismo.
Por a
parte
do
«ridículo»
que
mereces
e
depois
de
protesto maior,
fa
zemos-te
uma surriada
porque
não
p:-
zeste
cá
o pé,
pois tínhamos comnosco
Quem
te
o
sobrepoz
Vencedora! e
um
Prelado,
que
tinha
a chave
contra
a
men
tira
clara
e
de
contrabando.
De
aqui
nem
o
papel
do
telegramma.
pois
que
para
o
Conheceres
não
te
é
isso
mister.
O
vale
não
é
para li,
mas
sim
o
vade retro!
Taes
foram
as
expressões
textuaes
do
orador.
Seguiram-se
a
orar
o revd.
m
*
snr.
An
tónio
J.
d
’
Azevedo
Couto, o
desembarga
dor
da
curia
patriarchal
padre
José
de
Sousa
Amado,
e
o
desembargador
da
Relação
primacial
e abbade
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
o
padre
Manoel
José
d
’
01iveira
Guimarães.
O
venerando
Prelado
encerrou
este
con
gresso
com
um
breve
mas
eloquente
dis
curso, no
principio
do
qual
agradeceu
ao
exc.
m°
governador
civil
a sua
permamente
assistência
ás
sessões,
e
louvou os
orado-
fes,
terminando
por
abençoar
a
assem
bleia.
Eram
11
horas.
Quando o
sabio
Prelado
acabou
de
fal-
lar, o
snr.
D.
Anlonio
d
’
Almeida
ergueu
Per
ires
vezes
um viva
o
snr.
arcebispo
Primaz,
sendo
todas
estas
vezes
corres
pondido
com
grande enthusiasmo
pela
nu
merosa
assembleia.
Tanto
á
entrada
como
á
saida, a
or-
chestia
tocou
o
hyrano
de
s.
exc.
a
revd.ma,
composto
por
occasião
da
sua
posse
so
lem
ne.
Por
falta de
tempo
não
damos
noticia
mais
circumstanciada,—o
que
faremos
n
’um
dos
proximos
n.°
s
d
’
esle jornal.
----------4-^?,
-----------
convencionados
li Fvorn-ííante
Finda
mais
uma
legislatura,
sem
que
se
attendesse
a
um preceito
d
’honra
na
cional,
sem que se
cumprisse
um
dever,
—
um
dever impreterivel, se
o
pondunor
e
a
justiça
tivesse
a
verdadeira
significa
ção
no
vocabulário
d
’
esse
nefasto
sistema
que
felizmente
nos
rege.
Referimos-nos
ao
desprezo
crudelíssi
mo
a
que ha
quarenta
e
quatro
annos
estão
votados
os
ofliciaes
do
antigo
exer
cito
porluguez,
a quem
uma convenção
solemne
garantira
a
subsistência,
e
cuja
maior parte
dos
poucos
existentes
lucta
com
a
miséria
extrema.
Diíficilmente
acreditarão
as
gerações
por
vir
na
crueza
d
’
esta
verdade,
que
pesará
como uma
maldição
sobre
aquelles
que
fazem
com
que
ella
subsista.
A camara
dos
deputados
votou
pen
sões
e despachou
pretensões
injustificáveis
aos milhares,
que
significam
onerosissimos
encargos
para o
nosso
engoiado
thesouro;
mas cerrou
os
ouvidos
á
voz
d’
esses
in
felizes
que
vãmente pediram
e
esperaram
que
justiça
lhes
fosse feita, e pendurou
os
dictaraes do
brio e
da
honra
á porta
d
’
esse
barracão
faustuoso,
onde
se
repre
sentam
as
ridiculissimas
e
nojosas
farças
do
parlamentarismo.
Alentado
com
as
palavras
que
o
snr.
deputado
J.
J.
Alves
proferira
na
camara,
no dia
21
de
janeiro, ácêrca
dos
infelizes
convencionados,
e
confiado
na
justiça da
nossa
causa,
dirigimos
ao
snr.
Fontes
Pe
reira
de
Mello, presidente
do
gabinete
actual,
uma
memória
expondo
a
injustiça
sem
nome
de que
leem
sido victimas
os
infelizes
convencionados,
e
pedindo
que
se
lhes
melhorasse
a
sua
penosa
situação.
Bradámos
no
deserto: nem
uma só voz
se
ergueu em
nosso
auxilio:
as
nossas
pa
lavras
foram abaladas
com
o
silencio
es
magador
da
mais
criminosa
indifferença.
Também,
francamente,
a
esperança
que
tínhamos
de
ser
attendidos,
era
bem
pou
ca,
se
na
realidade
alguma tivemos.
As
nossas
cans
e
os
quarenta
e
quatro
an
nos
de amargas
desillusões
já
não
nos dão
margem
a
suspeitar
a
realidade
das
mira
gens.
Ficamos
contentes
com
a
nossa
cons
ciência,
e
isso nos ser
e
de
consolação.
Resignar-nos-hemos
com
a
barbara in
justiça
de
que
somos
victimas,
porque
pa
ra
o
liberalismo
nada significa
a
honra,
nada
significa
a
justiça,
nada significa o
brio,
nada
significa ainda
a
caridade.
Damos
em
seguida uma
carta
do
snr.
Manoel
Vaz
Guerreiro
d’
Alboim, sobre
es
te
assumpto.
«Venho
perante
o
respeitável
publico
provar
cora
a
luminosa
verdade
a
asser
ção
que
avancei
no
meu
communicado
publicado
na
«Nação»
n,° 9:814 de
16
de fevereiro ultimo com
relação
ao
dis
curso
que
o
snr.
deputado
J.
J.
Alves
pronunciou
na
camara
no
dia
21
de
ja
neiro
do
corrente
anno,
no
qual
o
nobre
deputado mostrou
com a
lei
na
mão,
e
com
expressões
claras
e
genuínas
a
cruel
e
barbara
injustiça
de
que
teem
sido
vi
ctimas
ha
44
annos
os
dignos
ofliciaes
do
antigo
exercito
portuguez,
que
depoz
as
armas
em Evora-Monte
em
virtude
de
uma
convenção
militar.
No
meu
alludido
communicado
disse
que
se o
partido
político
a
que
o illuslre
deputado
pertencia
estivesse
no
poder
no
citado
dia
21
de
janeiro,
talvez
com
muita
dilliculdade
s.
exc.
a
trataria
do
assumpto
em
questão,
porque
o
seu
chefe político
lhe
embargaria
a
voz.
Não me enganei,
pois
que
passados
poucos
dias
deixou o
poder
o
ministério
Bolarna,
sendo
substi
tuído
pelo
partido
chamado
regenerador,
ao
qual o
snr.
deputado
pertence.
Não
ouso
duvidar
das benevolas
intenções
de
s.
exc.
a
quando
levantou
na
camara a
sua
eloquente
voz
a
favor
de
um
punhado
de bravos
militares,
typo
da
honra
e
da
fidelidade portugueza, que
preferiram
a
honra
ao
dinheiro;
mas
o
que
me
mara
vilha é
que
sendo
o
nobre
deputado op-
posição
ao
ministério Bolarna,
tivesse
a
precisa
força
e
vontade
para
o
inlerpellar,
pugnando pela
justiça
devida aos
ditos
ofliciaes,
e que
emmudecesse
completamen
te
sobre
este
assumpto
desde
que
o
par
tido
regenerador
subiu
ao
poder;
pois
que
a
boa
lógica
aconselhava
e
exigia
que
tendo
s.
exc.a
interpellado
o
ministério
Bo-
lama
sobre
a matéria
sugeita,
com
mais
razão
deveria
ler
lambem
interpellado o
ministério regenerador;
o que não fez.
Deve-se
pois
concluir d
’este
dilemma
que
o
nobre
deputado
como político
não
tem
vontade
sua,
dependendo
do
assentimento
do
seu chefe,
que
lhe
impõe
o
mandai,o
pela
magica
varinha
de
condão; ou
então
é
de
crer
que
o
fim
da
interpellação
feita
pelo
illuslre
deputado
ao
ministério Bo-
lama
é
mysterioso,
que
só
s.
exc.a
o
sabe.
No
dia 13
de
fevereiro
ultimo,
um
nobre
e
illustrado convencionado
de
Evora-
Monte
dirigiu
uma
memória
ao
snr.
Fon
tes
Pereira
de Mello,
actual
presidente
do
conselho
de ministros,
pedindo
a
s.
exc.
a
em
nome
de
todos
os seus
compa
nheiros
de
armas
um acto
de
justiça
que
melhore
a
situação
d’
este
punhado
de
victimas
da
sua
honra
e
brio
militar,
que
ainda
existem:
pedindo
lambem
a
toda
a
imprensa
periódica
do
nosso
paiz emiltisse
a
sua
opinião
imparcial,
advogando
tão
justa
causa.
E
qual
foi
o
resultado?
o
que
era
de
esperar de
ura
ministério
o
mais
impopular e
nefando
que
Portugal
nunca
leve. A
sua
imprensa
também
em
mudeceu
a
tão
justo
e
humanitário
pe
dido;
provavelmente foi
obediente
ao
aceno
da cilada
varinha
de condão;
pois
que
apenas
tres
jornaes
da
opposição
se
pro
nunciaram
pela
justiça
a
que
teem
direito
os
alludidos
ofliciaes,
no
que
muito
se
distinguiu
o
«Campeão
das
Províncias»,
usando
dos
termos
e
expressões
de
reco
nhecida
tolerância,
imparcialidade
e
recta
justiça.
Honra
lhe
seja.
Ferragudo
(Algarve)
10
—4
—
78.
Manoel
Vaz
Guerreiro
d
’Aboim».
A isaheraMáa
legitima.
A
soberania
legitima
sobre
a
terra, não
é
mais
que
uma
representação
ou
delega
ção
da
soberania
do
Creador,
—
assim
o
diz o
Livro da
Sapiência
—
6—
2—4
—
Au-
dite
Reges,
data
est
a
Domino
potestas
vo-
bis.
As
longas meditações
dos
sábios,
os
constantes exemplos da
experiencia,
e
mais
que
tudo
os
oráculos
divinos
tem
decidido
pelo governo
legítimo.
A natureza
o
inspira,
a
religião
o con
sagra,
e
quanto
ha
pelo
universo apresen
ta
d
’
elle
imagens
e
symboios claríssimos.
Um
Deus governa
o
mundo;
um
sol
rege
os
planetas;
cada
família
tem
um
chefe
d
’
onde
dimana
toda a
legitimidade
dos
deveres;
e
as nações
outra
coisa
não
são
mais
do
que
famílias espalhadas
do
genero
humano.
A
’
sombra
do
throno
legitimo
tem
flo
rescido -os
maiores impérios,
durado a
maior
paz,
feito
maiores
progressos
a
ci-
vilisação.
Depois
d
’estas
ideias,
em
tão
puras
fon
tes
bebidas,
fica
axioma
inquestionável
ser
o
lustre,
a
mageslade
e
a
soberania,
qua
lidades
inactas
ao
sabio,
inauferiveis
da
realeza.
O
homem
que
ousa
tirar
ao
throno
todo
o
seu
prestigio
e
poder,
desnatura
as
cousas
e
reproduz o cabos.
Diminuei
ao
sol
o
seu
esplendor,
to
lhei
os
seus
movimentos;
e
vereis
como
logo,
sem
esse
fogo que
anima,
sem
essa
luz
que
esclarece,
perde-se
a
belleza
e
harmonia
da
natureza.
Já
um
propheta
disse
que,
em as
na
ções se
illudindo,
a
decadência
dos
reinos
é
infallivel.
Eu
podia,
em
abono d
’esta
verdade,
fazer
agora
longos
arrasoados
políticos,
mas
não
cabendo
isso
nos
acanhadíssimos
limites
d
’
um
artigo,
deixo
os
publicistas,
e recorro á
historia,
que
é
a
mestra
da
vida e a mãe dos
desenganos.
Alíi
se
me
depara
a
malfadada
época
de
1789,
ein
que
rebentou o
medonho
volcão
revolucionário
em
França,
cujas
la
vas
ardentes,
desejosas de
queimar
e
fa
zer cinzas a
todos
os
thronos
e
sceptros,
tem
assolado
os tempos
modernos.
Vêde
a
França
de
S.
Luiz,
a
ílôr
dos
impérios,
a
filha
mais
velha do
Christia-
nismo
se
apresenta
ao mundo
tão
pros
pera
em
uma monarchia
de 14
séculos,
e
como
ao
depois,
voltadas
as
scenas, ap-
parece
tão
infeliz
e
humilhada
no
ferreo
jugo
de
quasi
30
annos
facciosos.
Por
um
lado os
furores
demagógicos, por
outro
o
delirio
republicano, e
por
fim
a
tyrannia
d
’
um usurpador,
iam conduzindo
esse
rei
no
a
um
tão
pavoroso
abysmo,
que d’um
momento
para
o
outro
se"
temia
que
elle
fosse riscado
da
lista
das
nações
indepen
dentes.
Porém,
quereis
saber
quem
o
salvou?
Foi
a
legitimidade.
Foi
no
seio
dos
Bourbons
que elle
encontrou
a
unica
laboa
de refugio.
Prova
evidente
que
só
o
governo le
gitimo
é
o
verdadeiro
norte
da
invidua-
iidade.
Porém,
para
que
citar
exemplos
estra
nhos,
se
lemos
que
aprender
nos pró
prios.
Duas
tem
sido
as grandes
fontes
de
gloria
e
ventura
para
a
nossa palria
—
fé
a
Deus—
amor
ao
íei.
Para
levar
isto
ao
maior
ponto
de
luz,
basta
consultarmos
o
passado.
Quem
lançou
os alicerces da
nossa
na
cionalidade?
Foi a legitimidade.
Quem
descobriu
mares nunca
dantes
navegados,
e
climas
nunca
até
então
co
nhecidos?
Quem
fez
que
o
Occeano
fosse
nosso
dominio,
os
povos
do
Oriente nossos tri
butários,
e
todas
as
parles
do
mundo
lhealro
de
nossas
glorias?
Foi
o
throno
na
legitimidade
de
seu
rei
e austeridade
de
seus
princípios.
Quem fomentou
as
artes,
immortali-
sando-as,
nas
grandiosas
fundações
de San
ta
Maria
da
Vicloria
da
Batalha,
Santa
Ma
ria
de Belcm,
Mafra
e
out
as
muitas?
Foi
a
legitimidade
de seu mona
cha,
e
a
plenitude
de
seus
poderes.
Quem
fez com que
os
nossos
exerci-
tos triunfantes
além
dos
Pyreneos,
e
cam
peando
victoriosos
além
das
margens
do
Garona
e
planicies do
Languedoc, quebras
sem
ao
tyranno
o
seeptro
dentro
de
sua
própria
casa,
n
’
essa
tão
calamitosa
época,
vulgarmente
conhecida
por
invasão
dos
francezes?
Foi
ainda
a
legitimidade.
Porém
quereis
vêr o
que
é
um
gover
no
faccioso?
Desde
a
infausta
revolução
franceza,
quasi
se
não vê
na
Europa
throno,
que
não
fosse
victima
de
cornmoções
terrí
veis.
Luiz
XVI
acaba
os
seus
dias
na
fatal
guilhotina.
Este
bom
rei,
que
durante
to
da
a
sua
vida
não
fizera
outra
cousa
se
não
proteger
e
engrandecer
os
francezes,
foi
por
elles
recompensado
com
a
mais feia
das
ingratidões.
O
Delphim,
herdeiro
das
Gothas,
expi
ra joven
em
um
calaboiço
Os
reis
de
Polonia,
de
Nápoles,
de
Serdenha,
de
Hetruria
e
da
Hollanda,
vão
comer
o parco pão
do
exilio
longe
de seus
estados.
Na
antiga
Scandinavia
Gustavo
III
mor
re
crivado
de
balas,
mesmo
nos
regosijos
d
’
um
festim
publico.
Os
Moscovitas
assassinam
Paulo
I,
o
czar
de todas
as
Russias.
O
proprio
Vigário
de
Jesus
Christo,
Pio
VI,
é
arrancado
do
seu
leito, conduzido
prezo
a
Florença,
e
vae ainda
mais
longe
terminar
os
seus gemidos
e
a
sua
existên
cia
n
’
uma
torre
do Delphinado.
O
seeptro
das
Hespanhas
foge
das
mãos
a
Carlos
IV,
que
vê
findar
no
desterro
e
na
indigência
os
seus
dias
inquietos
E
em
nossos
dias,
Portugal
teve
lam
bem
o
seu
quinhão.
O
Rei
mais
amado
do
povo,
o
Rei
que
antes
quiz
ser
martyr
do
dever
do
que
trahil-o,
lá
foi
também
para
as
terras
do
exilio
acabar
os
seus
últimos
dias.
S.
Magestade
Fidelíssima
o
Snr.
D.
Mi
guel
I,
teve
a
grande
dôr
de
vêr
a
ne
gra
ingratidão
enluctar
seu
brilhante
rei
nado
Um
irmão
ambicioso,
espirito
rebelde,
que tinha
sido
mau
filho,
mau
rei
e
mau
esposo,
tornou-se
o seu mais
encarniçado
inimigo,
e Portugal
presenceou
dentro
de
seus
muros
uma
das
mais horríveis
lu-
ctas
de
que
ha
noticia.
O
poder
das
trai
ções
e
dos
sophisraas
triunfára,
o
throno
legitimo
baqueou,
e
em
seu
logar appare-
ceu
o throno
faccioso.
E
quaes
os
resulta
dos?
A
moralidade
logo
se resenliu.
a,
de
vassidão
e
a
desmoralisação
começaram
a
erguer
o
seu
collo,
a
prostituição
abriu
de
par
em
par
mil
lupanares,
as
ordens
religiosas
extinctas
e
roubadas,
os
seus
membros,
os
frades,
uns
assassinados,
ou
tros,
vergonha
é
dizei
o,
por
ahi
morre
ram
de
fome,
os cofres
do
Esta
lo,
fo
ram
roubados,
e
a
sua
riqueza
repartida
por
meia
duzia
de
ambiciosos
e
canalhas,
dignes
de
irem
povoar
os
sertões
d’
Afri-
ca;
finalmente, não
ha
mal,
calamidade
e
desgraça
que não
tenha
acontecido
a
Por
tugal,
desde
a
infausta
época
de
1834
até
hoje.
Eis
os
fructos
dos governos
facciosos.
Vêde
como
usurpada
a
soberania,
pa
ra
logo
o
bem
cessa,
e
o
mal
surge
a
montes
As
solidas bases
da
nossa
ventura
hr-
mavain-se
n
’
esse
pacto
original
e
primi
tivo
da
monarchia
independente,
a
que
a
vontade do
povo e
a
veneração
do
pas
sado
havia
da
lo,
além
de
uma
saneção
au
gusta,
já
mesmo
uma
especie
de
culto;
mas,
logo
que
falsos
políticos
e
entes
des-
presiveis,
calcando
leis
patrias
e
votos
na-
cionaes,
levantam
o
grito
de
rebellião,
desthramam
o
representante
legitimo
de
se
te
séculos
de
monarchia,
e
collocam
no
throno
um fantasma,
ou
melhor
ainda
um
homem,
a
quem
por
escarneo
chamavam
rei,
foi
um violento tufão
que
arrancou
as
raízes
á
velha
arvore
que produzia
no
Estado
fructos
de
vida
Em
vão
deixam
elles
a essa
sombra
do
rei,
o
nome
e
o
diadema;
são
inúteis
flores
com
que ornam a
victima,
que já
tinham
meio
degollada.
Servem-se
d’elle
como
d
’
uina
boi
la
de
jogar;
é
a
capa
pa
ra
com
ella
se
cobrirem
os
sybaritas
e
as
sanguesugas
dos
dinheiros
públicos.
Porém basta,
que
a
longa
discussão
augmenlaria
a
nossa
magna
de
vêr
ludibria
do
e
escarnecido
o
throno
que,
até
á
mal
fadada
épocha
de
34,
tão
legitimo
e
res
peitado
foi
sempre.
Resta-nos
a
esperança
de
que
a
jus
tiça
e
a
verdade
por
fim
triunfam.
Esses
mesmos
povos
que
delirantes
fi
zeram
as
revoluções,
choram
logo
amarga
mente,
e vão,
arrependidos,
juntar
com
mãos
trémulas
os
fragmentos
dispersos,
e
construir novamente
o
edifício
que
na
sua
demencia
abateram;
seja
prova
d
’
esta
mi
nha
asserção,
Carlos
II,
o
filho
da
victi
ma
reinando
pacificamenle
em
Londres,
e
Luiz XVIIí, o
irmão
do
martyr,
occupando
com
gloria
o
throno
de
seus
maiores.
Deus
que tem
em
suas
mãos
os
desti
nos
das
nações,
e
que
por
altos
desígnios
de
sua
Providencia,
permitte,
de
vez
em
quando,
estes
tempos
de
crise
e
de
casti
go,
faz
também
que,
quando
menos
se
espere,
surja
brilhante e
radioso
o
dia
da
rehabilitação
das
nações,
escravisadas
pelo
despotismo
dos governos
facciosos.
Que
esse
dia
desperte
o mais
breve
pos
sível
para
a
Europa,
porque
é
diflicil
e
me
lindroso
o
estado
a
que
a
tem
conduzido
o
liberalismo,
causa unica
dos
males que
a
afUigem.
J.
M.
R.
Valente.
KedaefAo do «Comniereio do
Nlinho».
Londres, 22
de
Abril,
1878.
(Conclusão,)
SUMMARIO.
II.
—Incertezas da Questão
Oriental
e
do
proposto Congresso.
III.
—
A
mui
opporlnna
compra
do
cou
raçado Brazileiro
pela
Inglaterra.
IV.
—
Grandes
probabilidades
de
guerra
Anglo-Russa;
e
pequenas
da reunião
do
Congresso,
segundo
as apparencias.
V.
—Mentiras
liberangas
a
respeito
de
Sua
Santidade
Leão
XIII.
—
Contradictas
cabalmente
pelo honrado
Correspondente
do
VVeekly
Regisler.
II.
—
Março,
23.
—
Mal
se
pode
calcular
que
eventualidades,
de importância, tal
vez
de
transcendência
maior,
poderám
vir
a
resultar da
questão
aetual
no
Oriental;
onde
verdadeiramente
se
degladiam
em
rancorosa,
bem
que
ainda
semi-pacifica,
maneira,
as
duas
grandes
rivaes,
que
as
piram,
uma
a
conservar,
e
outra
a
ga
nhar
a preponderância
principal
no
mundo
político.
A
irritação
contra
a
Rússia
cresce
aqui
mais
e
mais
cada
dia
no
povo;
manifes
tando
se
na
imprensa
popular,
escripta
e
graphica;
apparecendo
todas
as semanas
nos
papeis
satíricos
severas
caricaturas,
onde
a
Rússia
faz constantemente
papel
mais
ou
menos
odioso
Este
Governo
insiste
em que
a
Rús
sia submetia
ao
proposto
Congresso
abso-
lutamente
todas
as
estipulações
do tratado
e
mais
ajustes
de paz e
concórdia
com
a
Turquia.
A
Rússia
enviou copias
do
tra
tado
formal feito
em Santo
Slephano, a
todas
as cinco
Grandes
Potências
que
originalmente
se
entendeu
deverem
fazer
parte
do
Congresso
com
ella
Rússia. Mas
a
Inglaterra
desconfiou,
que,
alem do
mesmo
tratado, ha
mais
algumas intelli-
gencias
secretas
entre
a
Rússia
e
a
Porta,
que
se
negam
ao
conhecimento
do
mes
mo
Congresso.
Em vista,
com efleito,
das
apparencias,
crê-se até
diflicil
que
o
Con
gresso chegue
a
reunir-se.
A
Inglaterra,
para
ganhar
algum
apoio
no
Levante
e
com
vistas (como creio
já
mencionei)
de
substituir,
de
alguma
sor
te,
o
Império
Oltoinano
por
um
Bysanlino
moderno,
ou
resuscitado
por
ella,
propoz
a
admissão
da
pequena
Grécia
ao
conselho
e
Congresso das
grandes
Potências.
Uma
engraçada
caricatura
appareceu
logo
no
Fun,
onde
Lord
Derby figura
com
a Grécia,
representada
n’
uma
criança,
que
elle
tem
no
collo
n’
um
dos
braços;
e
com
o
outro
sustenta
e
agita pendente
de
um
fio
um
destes
balões
transparentes
com
que
se
divertem
os
meninos;
tendo es-
cripto
em
cima
a
palavra
«Congresso»;
e
a
criancinha
com
a
cara
o
mais
con
tente
e
risonha
mirando
o
presente
—
tudo,
na
verdade,
muito
engraçado
e
chistoso.
E
com
elfeito
o
caricaturista
acertou,
pois
consta
que
a
Grécia
está
doida de
contente,
e
enthusiasmada
cora a
honra
de
ser
proposta para
entrar na
reunião
dos
Grandes
Bichos; e
por
tanto,
namo
rada
neste
momento
de
Albião, e
de
Derby.
Para
ter
também
a França
socegada,
diz-se,
que
a Inglaterra
lhe
promettera
de
não
occupar
o Egypto (por
agora,
creio
eu.
que
inenlahnente
deve
acrescen
tar-se
á
promessa).
Áustria
prepara-se
e
arma-se;
mas
não
parece
disposta
a
se
ligar
com a Ingla
terra,
e
por
ahi
incorrer
a
hostilidade
da
sua
poderosa visinha
de
Nordeste.
Da
mesma sorte
que, em 1834 e 55, se não
deixou demover
pelas
instantes
solicitações
da
Inglaterra
e
da
França,
para
sahir
da
neutralidade,
e
tomar
parte
activa
com
ellas,
e
com
a
Turquia
e
o
Piemonte, na
guerra da
Crimea.
A
Italia,
alem
de
não ser
em
sua
condição
actual,
de
mui
grande
préstimo
n
’
uma
guerra
com a Rússia,
havia,
creio
eu,
custar-lhe
a
resolver-se
de
encostar
com a Inglaterra;
principalmente,
porque
não
creio que
seu
Tutor,
Bismark,
lhe
desse
licença
para
isso
nesta occasião.
Março
24.—
A
Prussia,
em
sua
con
dição
de
neutralidade
armada
e
forçada
(por
medo de que
a
França
intente
acção
para
recobrar
Alsacia
e
Lorena,
que suas
loucuras revolucionarias lhe fizeram per
der), conserva-se»
1'arme
au
bras;
mas
guardando
se
de
activamente
complicar-se
no
barulho
Oriental.
E
se
fosse
verlade,
como
já
se rosnou,
que
o
Prussiano
Prín
cipe
Carlos
da Romania
d
’alli
fazia
abla
tivo
de
viagem,
mais
isso
daria
a
prova
real
da
verdade,
lambem
na
Germania
Bismarkada,
do
caseiro
provérbio
Porlu-
guez
—
«O
medo
guarda
a
vinha».
Nem
por
isso
deixa,
com
tudo,
a Prus
sia,
ou
Bismark,
de
estar,
na
actualida-
de,
representando um
papel
muito
impor
tante;
havendo
ella—-na
pessoa de Bismark
—
sido
escolhida
como
arbitra
nas
questões
do
Congresso
—caso
este
ainda
se
não
gore.
Quando
o
publico
aqui,
e
o
de
toda
a
Europa mesmo,
parecem
ainda
estar
em
duvida, sobre
se
o
tal Congresso
lerá
logar
ou
não;
seria di
minha
parte
te
meridade
o
adiantar
eu
opinião
minha
so
bre
o
caso.
E
como
o Brazil,
felizmente
para
elle,
e
menos
o
Apostolo,
não
tem
no
caso
maior
interesse directo;
não
me
occuparei
a
raciocinar
mais
a
respeito
deste
grande
drama
que se
continua
ur
dindo,
e cujo
desfecho
só Deos
por ora
sabe
qual
será
—
Deus super
omnia.
III.
—
Para
o
Brazil
no
meu
conceito,
já
teve
esta questão
Oriental,
uma
vanta
gem,
que
foi,
o
remediar
uma
asneira,
que
“tinha
feito,
á
imitação
do
infatuado
e
tolo
Portugal,
de
vir,
sem
necessidade,
e só
por
uma
vaidade
pueril
(é
talvez,
por
ahi
metter
algum
dinheiro
do
Estado
em
balso
particular
dos
que
armam
essas
tran-
quibernias
impostoras), encommendar
á
In
glaterra,
navios,
armamentos,
etc.
Quero falar
da compra
que
a
Ingla
terra
fez
do
couraçado
que o
Governo
do
Rio
de
Janeiro
aqui mandou
construir;
e
que
a
boa
sorte
do
novo Império fez
que
agora
a
Inglaterra
achasse
de
seu
interesse
tirar-lhe, das
mãos
aquelle escusado
e
dispendioso dixe.
Oxalá
que
o Governo
Imperial
aprece
devidamente
esta Provi
dencial
fortuna
e
se
guarde,
d
’
ora
em
diante,
mais,
de
metter
o
seu
dinheiro
—
isto
he
o
dinheiro
da
nação
—no
bolso
d
’
avidos
mercadores
de
tudo
—
que,
depois
de
lerem
destruído
(que
foram
elles
e a
Maçonaria
que
o
fizeram)
o
grandioso
Im
pério
de
Portugal,
Brazil
e
Algarves,
e
seus
vastos
Domínios;
tratam
a
sua
crea-
tura,
como
já,
mais
de
uma
vez,
temos
visto,
com o
desdetn
e altivez
os
mais
exemplares.
Não preciso
citar,
em
confir
mação
do
meu
asserto,
mais
que
o
cele
bre
BUI
Aberdeen,
e
o
desprezo que
Lord
John
Russel
fez,
até
da
decisão
arbitrai
do
Rei
Coburgo
Leopoldo
da
Bélgica,
na
ultima
quebra das relações
diplomáticas
e
amigaveis
entre
os
dois
Paizes.
Já
que
os
Brazileiros
lá
têm
lambem
Palratorio
á
Ingleza
(como
a
Inglaterra
para
seu
interesse,
e
por
instrumento
da
Maçonaria,
sua
criada,
o
tem
embutido
em
todas as
nações
da
Raça
Latina
—
em
vez
do
syslema
razoavel,
nacional
e
ver
dadeiro
dessas
commumdades), tratem,
ao
menos,
de pôr
cobro
a
imposturas
e
desperdícios,
como
este
do
couraçado
mon
slro,
e
semelhantes.
Deixem
essas
proe
zas
aos
devorantes
Governos
e
partidos
impostores
de
Portugal;
empenhado
só
em
enriquecer agiotas e
aflilhados;
ao
mesmo
tempo
que
esmaga
cada
vez
mais
o
povo
com
tributos
e
impostos,
e transformando
em
papel
o
ouro
e
a
prata
da
nação;
as
propriedades,
da
Igreja,
dos hospitaes,
das
Misericórdias;
sem
lhe
escaparem
até
os
proprios
passaes
dos parochos
ou
fre-
guezias.
No
interesse
do
Brazil,
por
quem
o
sinto
verdadeiro
e
fraternal,
muito
deseja
ria
que elle
se
precavesse
bem
contra
duas
pragas
inherenles
aos
laes
Governos pseu
do-representativos,
e
pseudo-conslitucionaes
,
introduzido
maçonicamente
pela
Inglaterra,
scilicel:
a
Impostura
e
o
AfíUhadismo.
IV.
—
Segundo
informações
que
me
deram
esta
tarde, parece
inevitável
uma
guerra
deste
paiz
com
a
Rússia.
Os
preparati
vos para
ella
sara
enormes,
em
lodos
os
portos
militares e arsenaes.
Preparara-se
aqui
mais
e
mais todos
os
aprestos
mi
litares
e
navaes, mantimentos,
petrechos,
immen-ia
artilharia,
cavallos,
munições,
forragens.
Mandáram-se
ter
prestes
na
índia, não
me
lembra
se
40
ou
50
mil
homens
a
embarcarem para
o
Occidente
quando se
lhes
dê
ordem.
Da
Canadá,
dizem,
qu
e
se
offerece
para
a
guerra um contigente
de
30,0
’
10
homens.
Crê-se que em
Galipoli
e
vismhan-
ças
começará
provavelmente
o
conflicto.
Parece
que
ha
tenção de entrar a Mari-
nha
Britanica
no
Mar
Negro,
e
ahi
fazer
aos
Russos
todo o
mal
e
destruição
pos
sível;
romper
sobre
tudo
as pontes
no
Danúbio,
interromper
as
communicações
dos
Russos,
destruir
quanto
possível
a
sua
marinha,
etc.
Já
se
sabe, não
dou
estas
cousas
como
noticias
ofliciaes
e
de que
tenha
eu
proprio
certeza
absoluta
(menos
dos
grandes prepa.
ros
e
armamentos);
tudo
porem
parece
indicar aqui
a
guerra.
A
irritação
contra
a
Rússia é
intensissima,
e
geral,
não
sei
como
possa
tal
agitação
serenar-se
sem
borrasca;
e
se
uma
guerra
se
atea
no
Oriente,
Deos
sabe
se o incêndio se
não
estenderá
para
outras
partes.
Em
vista deste
estado
de
cousas
pa
recem-me
escassas
as
probabilidades
do
Congresso; pelo
menos,
que
a
Inglaterra
tome
pane
nelle.
V.
—
A
imprensa maçónica
e
revolu
cionaria,
continúa
desejando
inculcar,
que
o
Santo
Padre
Leão
XIII.
propende para
ser
um
«Papa
Liberal»,
scilicel
Liberatiga,
Logo no
primeiro
annuucio
que o amigo
Gallenga
enviou
ao
Times,
da eleição
de
Sua
Santidade,
nos
quiz inculcar
esse
tão
appelecido
liberanguismo
do
Pontífice;
quando
nos
disse,
que
apenas,
contados
os
votos,
o
Con
lave
declarou
Papa
o
Cardeal Pecci,
este
chrisman
lo-se
(como
o
fez)
immediatamente
de
Leão
XIII,
ia
partir,
sem
a minima
tardança para
a
grande
loggih,
ou
tribuna
exterior,
da Basílica
do
Vaticano
para d
’
ali
lançar
a
Bênção
Urbi et
Orbi;
contradizendo,
com
isso,
logo,
acintemente,
o
Pontífice
seu
imrae-
diato Antecessor,
e
amigo;
escandalizando
com
isso
as cinzas
deste,
e
todo
Mundo
Catholico!
Foi,
segundo
Gallenga,
o
Car
deal
Franchi,
que
impediu
a Sua
Santi
dade
de ir
assim
logo
«quebrar
o
vidro»
(expressão
Gallenguista,
que
separava
ainda
o Vaticano
do
Quirinal
!
Com
igual boa
fé,
pertinácia
exemplar,
tem
continuado, e
continuam,
os
conscien
ciosos
correspondentes
e
papeis
liberangas,
emprestando
liberanguismos
a
Leão
XIII,
Logo
no
dia
seguinte
á sua
eleição,
o
fi-
zéram
sahir
disfarçado,
e n’
uma carrua
gem particular,
para
ir
a
sua
casa
buscar
certos papeis
que
lá
tinha
deixado.
Con
tradizendo
também
assim
a
Pio
IX,
seu
amigo, e
que,
logo
que
fallecen
Antonelli,
mandara
vir para
Camerlengo,
para
seu
Iraço
direito,
o
Arcebispo
de
Perng-
gia,
que
agora
lhe
succedeu
no
Pontifi
cado
!
Varias
outras
cousas e
factos
(inven
tados)
no
mesmo
sentido
e
gosto,
têm
os
papeis
e
correspondências
liberangas
con
tinuado
a
escrever
de
Roma,
todavia
tem
tido
para com
estes
olliciosos
amigos
a
ingratidão,
de
fazer
absolulamente
o con
trario
do
que
lhe altribuem,
ou
imputam
(que
é
expressão
mais própria).
O
excel-
lenle
e
bem informado Correspondente do
honrado
Weekly
Regisler,
em o n.° de
hontem,
tem a crueldade
de seriatim
e
nomenalim, refutar
e
contradizer
todas
essas
«virtudes
liberaes»,
de Sua
Santidade
Leão
XIII.
A.
R. SARAIVA.
PARAPHRASE
AO PSALJIO
(
*
)
(*)
Accommodamos
esta
paraphrase í
lucla,
que contra
a impiedade
sustenta
acluaimente
a
Egreja.
SONETO
Qual
o
monte
Sião,
firme
se
altêa
O que
põe
no
Senhor sua esperança;
Na
cidade
de
Deus
não
ha
mudança,
Nem
de qualquer
abalo
se
arrecèa.
Cinge-a
uma
muralha
giganlêa,.
E
Deus
de
atalaial-a
não
deseança;
Nem
subjeita
dos
impios
á
pujança
Os
justos,
cuja
fé
não
titubêa.
Senhor, fazei
que
sejam
venturosos
Os que,
fieis
á
Lei
por
Vós
dictada,
D
j
coração
vos
amam
fervorosos
E
aos
que
seguem
da
maldade
a
errada
Senda,
frustrae-lhe
os
planos
criminosos,
E
dêsça
a
nós
a
paz Ião
desejada.
D. M.
SOTTO-M
á
YOH.
AVE
GRUX.
Viva Jesus!
Viva
a
Cruz!
Quanto
deve
ser
amado,
Pois
que,
morrendo
por
nós,
Foi
n’
Ella
crucificado
!
Christãos,
levantae
a
voz:
Viva
Jesus!
Viva
a
Cruz!
Viva Jesus!
Viva
a
Cruz!
Esposado-a o
Senhor,
Deixou
de
ser
para nós
Objecto
de immenso
horror.
Christãos,
etc.
Viva
Jesus
!
Viva
a
Cruz
!
Bandeira
de sua
victoria,
(Vicloria também para
nós),
Com
a
qual
entrou
na
Gloria.
Christãos,
etc.
Viva
Jesus! Viva
a Cruz!
Mar
de bens
o
mais
fecundo
!
N
’ella,
morrendo
por
nós,
Lavou
a
mancha
do
mundo.
Christãos,
etc.
Viva
Jesus!
Viva
a
Cruz!
Cadeira
de
sã
doutrina,
Na
qual
do
silencio
a
voz
Tudo
o
que
creio
me
ensina.
Christãos,
ect.
Viva
Jesus! Viva a
Cruz!
Não
é
o
pau
que
eu
adoro,
Mas
Christo morto
por
nós,
A
quem
reverente imploro.
Christãos, etc.
Viva
Jesus!
Viva a
Cruz!
Amae-a
com
confiança,
Pois
contra
Satan
feroz
Na
terra
nos
dá
pujança.
Christãos,
etc.
Viva
Jesus!
Viva
a Cruz!
Seja
ella o
nosso
estandarte,
Pois,
seguindo-a
sempre
nós,
Teremos na
Gloria
parte.
Christãos,
levantae
a
voz:
Viva
Jesus!
Viva
a
Cruz!
Trad.
de
J.
B.
S.
R.
O
aOeeidente».—
Recebemos
0
n.°
9
do primeiro
volume
d
’
esta
interessante
revista
illustrada.
Este
n.°
contém
vários
artigos
em
prosa
e
verso,
e as
seguintes
gravuras:
Os
commissionados portnguezes
na
expo
sição
de
Paris
de
1878
—Magens
da
ribeira
Agua
—
Izé,
na
província
de
S.
Thomé
e
Príncipe
—Miss
Leona
Daré,
e
os
seus
exercícios
acrobáticos—
Asylo
dos
inválidos
militares
em
Runa.
Audiências
geraes.—
No
dia
1
de
maio
foram
julgados
os
seguintes
reus:
Antonio
José Pereira,
sombreireiro, da
freguezia
de S. Victor,
pelo
crime de
furto:
condemnado
em
6
raezes de
prisão
e
nas
custas.--Maria Rosa
de
Oliveira,
da
treguezia
de
S. João
da
Ponte,
comarca
de
Guimarães,
pelo crime
de
furto:
absol
vida.
Retrato».
—
Acabam de
chegar
á
ves-
timenteria
Rocha,
retratos
com
cartão,
de
Leão
XII! muitos
proprios
para
salla,
tendo
d
’
alto 68
centimetros
e
de largo
54.
Custam
a
600,
900
e
i$600
reis.
Candidato.
—
Passa por
certo
que o
snr.
dr.
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna,
dis-
tricto
advogado
n’
esta
comarca,
é
o
can
didato
opposicionista
pelo
circulo
d’
esta
cidade.
Conselh» de distrieto.—
Na
ultima
sessão
do
conselho
de districto, foram
tomadas,
entre
outras,
as
seguintes
reso
luções:
Foi
de
parecer
que
estava
nos
termos
de
ser
approvado
o
estatuto
da
confraria
do
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de
Parada
de
Galim, do
concelho
de
Villa
Verde.
Foi
mais
de
parecer
que
estavam
nos
termos
de
ser
approvados
os
orçamentos
das seguintes
corporações
respeitantes
a
1877-1878:
—No
Concelho de
Barcellos,
da
Senhora
das
Neves;
da
freguezia
de Viatodos.
—
No
concelho
de Celorico
de
Basto,
do
Santíssimo
Sacramento
das
freguezias
de
Gemeos
e
Fervença.
—No
concelho
d
’
Espozende,
do
hospi
tal
e
Misericórdia; Santa
Cruz, da fre
guezia
das Marinhas,
e Santíssimo
Sacra
mento,
da
freguezia
de
S.
Bartholomeu
do
Mar.
—
No
concelho
de
Guimarães,
do
San
tíssimo
Sacramento,
da freguezia
de
S.
Romão
de
Mezão-frio:
Senhora
do
Rosário,
das
freguezias
de
S. Miguel
de
Paraizo,
S.
Maninho
de
Candoso,
S.
João
de
Brito,
Polvoreira,
e
S.
Lourenço
de
Calvos;
Se
nhora
das
Candeias, da
freguezia
de
Vi
zella;
S.
Gualtar,
erecta
na
egreja
de
S.
F
rancisco.
—
No
concelho
de
Terras
de
B>uro,
das
Almas, da
freguezia
de
Covide.
—
No concelho
de
Famalicão, do
Se
nhor
das
Chagas, da
freguezia
de
Lan
dim.
—
No
concelho
de
Villa
Verde,
do
Stn-
tissimo
Sacramento,
das
freguezias
de
Rio-
mau e
Arcuzello.
CanstieiEio de
fers-o do "SI
ísb
I
io
.
—
O caminho
de
ferro
do
Minho
rendeu
na
semana
finda
em
8
de
março
4:015^720
réis,
mais a
somroa
de
1:627^080
réis
do
que
na
semana
correspondente
do
anuo
anterior.
Sinigtro
marilinio.—
Desencadeou-
se
no
dia
24
uma
violentíssima
tempes
tade
no
mar
Negro. Ha
noticias de
vá
rios
sinistros
marítimos.
Uma
corveta
de
guerra
turca
foi a
pique,
perecendo
90
ho
mens
de
sua
tripulação.
Aitxia ® temporal.—
Umielegram-
ma
de
Hendaya
para
um
jornal
madrile
no
participa
que
no
dia
23 appareceram
no
porto
de
Arraguery
duas
embarcações
sem
tripulantes,
e
que
mais
de quinze
lanchas
se perderam
no
sabbado
ultimo
du
rante
a
tempestade,
perecendo
seus
tri
pulantes.
Veja-se
como
desgraçadamente
não
poderam
evitar
os
sinistros
maríti
mos
na
costa
franceza,
apezar
da
aclivi
dade
do
observalorio
de
Paris
em com-
inunicar
os
presagios
do
ultimo temporal.
—
De
Bilbao
dizem
em
25 que se
repro
duziu
no
dia
24
a
lormenta
de
trovões,
ventos
e
chuvas.
Em
alguns
collegios
d’en-
sino
se
lixaram
cartazes
com
esta
ins-
cripção:
As
victimas
de Biscaya vos
pe
dem
uma
esmola
da profundidade
do
mar
para seus
velhos
paes, mulheres
e
filhos
que
deixam
na
orphandade
!
Esta
esmola
vos
será
meritória
se
por
uns
dias
sacri-
ficaes por
ellas
os
pasteis
e
os brinque
dos.
Exportação
de
gado.—
Le
se
na
«Revolução
de
Setembro»:
A
exportação
do
gado
bovino
de
Por
tugal
para
Inglaterra
no
anno
de
1874
foi
de 548
cabeças
no
valor
de
17:500^000,
e
em
1875
exportaram-se
21:941
cabeças,
IÀZITILB
à
valendo
1:657
contos.
Em
1876
a
ex
portação
diminuiu
a 15:000
e
tantas
ca
beças
no
valor
de
1:153
contos:
e
em
1877
ainda
diminuiu a
13:000
cabeças
no
valor
de
1:140
contos.
Em
Inglaterra
tra-
ctam
de
obstar
á
importação
por
meio
de
leis
impeditivas,
por
isso
que
os
pro
prietários
inglezes
e
os
grandes
senhores
das terras
não vêem
com
bons
olhos
a
importância do
gado.
Na
província
do Minho
eslava-se
fazen
do
um
grande
commercio
com
a
engor
da
do
gado,
que depois
era
levado
para
os
portos
inglezes;
mas
esse commercio
ten
de
agora
a
diminuir,
e
isso
ha
de
fazer
com
que
baixe
entre
nós
o
preço
das
car
nes
para
consumo. O
que
é
verdade
é que
devido
á
falta
de
pastos
ou
á
grande
ex
portação
do
gado,
as
carnes
verdes
che
garam
a
um
preço em
Portugal que
uma
muito
grande
parte
da
população
não
pô
de
fazer uso
de
tão
sadia
e
nutriente
ali
mentação.
Questão
do Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que seguem:
Constantinopla
30
—
Embarcou
hoje pa
ra
Odessa
o gran-duque Nicolau, depois
de
ter
apresentado o
general
Totleben
ás
tropas
russas de
S.
Stefanio
o
ao sultão.
A
opinião
geral
nos
acampamentos rus
sos
é
que
a substituição
do
gran-duque
pelo
general
indica
que
a
política
é
mais
energica.
O
gran-duque
tinha
dado
a
palavra
ao
chefe
dos
turcos
em
como
não
occu-
paria
Constantinopla.
Paris
30
—
Os
preparativos bellicos da
Inglaterra
e
o
mallogro
de
todas
as
ten
tativas
do
empréstimo russo
fazem
grande
impressão.
Em
S.
Petersburgo
julga-se
que
o
go
verno
russo está
disposto
a
fazer
conces
sões
positivas,
toda
a
vez que
não
seja
ferido
o
amor
proprio nacional.
Em
Londres acredita-se
no
boato
de
que
o
primeiro
corpo
do
exercito
britâ
nico
partirá
para
o
Oriente ainda
esta
se
mana.
As
negociações para
as
primeiras
ba
ses
do
accordo não
foram
interrompidas,
mas
seguem
muito
lentamenle.
Ha
mesmo quem creia
ainda
nas
pro
babilidades
da
nova fórma
da
tentativa
pa
ra
a
conciliação.
Londres
1
—Um
telegramma
de
S.
Ste
fanio
para
o «Times»,
diz
que
a
nomea
ção de
Totleben
produsiu
no
exercito
rus
so
a
impressão
d
’
um presagio
de
lucta.
O
general
Totleben
considera
inevitável
a
guerra.
Houve
em
Manchester
uma
reunião
de
1:500
delegados
de
commercio, afim
de
pro
testar
contra
a
política
do
governo. O
de
putado
Brigt
pronunciou
um
discurso
con
tra
Beaconstield.
A
agencia
russa
censu
ra
os
preparativos que
fez
a
Inglaterra
para
enviar
uma esquadra
ao
Balttco,
ape
sar
das negociações
que
indicam
sinceros
desejos
da
Rússia chegar
a
um
accordo.
Noticias
de
New-Yoik
annunciam
ter
chegado
a Harbourgo
o
navio
Cuirbrick
de
Hamburgo
com fins
mysteriosos.
Crê-
se
que
está
encarregado
de
uma
missão
russa.
Londres
1
—
O
cônsul
inglez
em
Tre-
bisonda
recebeu
uma
deputação
dos
habi
tantes
de
Baloum, a
qual
declarou
estar
decidida
a
resistir
aos russos
e
pede
pro-
tecção
á
Inglaterra.
Tem
havido
conílictos
fóra
das
fortifi
cações
de Constantinopla
entre
os
solda
dos
russos
e
turcos,
ficando
feridos cen
tenares.
A
Rússia
faz
grandes
compras
de
for
ragens
e provisões.
O
governo allemão
concluiu
um
accor
do
com os
caminhos
de
ferro
da
Prussia
para
transportar
cereaes,
em
caso
de
se
rem
bloqueados
os
mares
Negro
e
Bál
tico.
Um
telegramma
de
Berlim
diz
que
a
Ilalia
occupará
a Albania
se a
Áustria
oc-
cupar
a
Bosnia
e
a
Herzegovina.
Constantinopla
1
—
Assegura-se
que
o
general
Totleben
declarou
á Porta
que
a
evacuação
immediata
de
Shumla,
Varna
e
Baloum
daria
em
resultado
a
retirada
dos
russos até
Tchmepi,
Tchataldja
e
Berkes.
Bucharest
2
—
Os
periódicos da
Rou-
mania
certificaram
que
entraram
50:000
russos
e
que
ainda
são
esperadas
novas
tropas.
Londres
2
—Cross,
ministro
do
interior
na
Inglaterra,
assistindo
á
inauguração do
Club
Conservador
de
Prestin declarou
que
o tinico
fim da Inglaterra
é a manuten
ção
dos
direitos
estipulados
nos
tractados.
Qualquer
modificação
que
deva
resultar da
conferencia, accrescentou o ministro,
tra-
ctal-a-hemos
lealmente.
Admittimos
as mu
danças
sobrevindas,
mas
queremos
ter
o
direito
de
as
discutir
em
face
dos
tracta
dos.
S.
Petersburgo
2
—
Reataram-se
as
ne
gociações entre
Londres
e
S.
Petersbur
go
por
intermédio
de
Berlim,
mas
não
transpira
cousa
alguma
ácerca
do
progres
so
que
hajam
tido.
New-York.—O
vapor
«Crinbriack»
traz
como
passageiros
60 oíficiaes
e
600
ma
rujos
da
marinha
russa
Anccrou
em Harbourgo,
esperando
or
dens
de S.
Petersburgo.
Exposição
d® EDs»s-i«.—
As despesas
feitas
com
a
exposição universal,
de
Pa
ris,
importou
em
44.195:000 francos
(réis
8.063.1000000).
Tesíamento. —
Falleceu
no dia
3
no
Rio
de
Janeiro,
José
Joaquim
da Costa
Pereira
Braga,
natural
de
Portugal,
nasci
do
e
baplisado
na freguesia
de
S. José
de
S.
Lazaro,
da
cidade
de Braga,
ti lho
de
Fran
cisco Joaquim
da
Costa
Pereira
Calheiros
e
de
D.
Joaquina
Rita
|da
Costa,
já
falle-
cidos.
Era
viuvo
de
D.
Delfina
Candida
Teixei
ra
Braga, de
quem
houve
um
filho,
que
falleceu.
;
Contrahiu
segundas
núpcias
com
D.
Carolina
Maria
do
Carmo
Braga, e d
’este
consorcio
leve
tres
filhos,
que
são
José,
Carolina
e Henrique, todos
menores.
Por
fallccimento de
sua
primeira
mu
lher,
que
não
deixou
filhos,
declarou
ter
feito
entrega
a
sua
sogra
de uma
somma,
com
a qual
ella
se deu
por
satisfeita
como
herdeira
de
sua
filha,
o
que
consta
de
uma
escriptura
passada
em
notas
do
tabellião
Fialho.
Declarou
ser
casado
em
segundas
nú
pcias
por
contrato
anti-nupcial
e
dote,
ce
lebrado
nas notas do
já
referido tabellião,
e
garantido
com
o
prédio
n.°
15
da
rua
dos
Voluntários
da
Patria.
Era
de
sua
vontade
que
fique
sem
effeito
tal
escriptura,
para
que
sua
mu
lher
e
filhos
sejam
seus
únicos
herdeiros.
Deixou
a
suas
irmãs D.
Maria
Rita
e
D
Rosa,
a
cada
uma
2000000
moeda
bra-
zileira;
a
sua comadre D. Maria
Candida
Baplista,
5000000;
a
cada
um
de
seus
afi
lhados
exitentes,
1000000;
á
ordem
de
Nossa Senhora
da
Conceição
e
Boa
Mor
te
1000000; ao
Senhor
Bom
Jesus
do
Mon
te,
de
Braga,
1000000
moeda
forte.
Todos
estes
legados
são
livres
de
di
reitos.
Era
estabelecido
á
rua
Nova
do
Ouvi
dor,
nas
casas
n.
os
24,
25
e
26,
com
ly-
thographia,
typographia
e
deposito
de
pa
pel.
Os
seus
bens
em
taes
negocios acham-
se
especificados
na
respectiva
escriptura-
ção.
N
’
essas casas
deu
interesse
a
seu
ir
mão
Bento
Joaquim
da
Costa Pereira
Bra
ga
e
a
Manoel
de
Almeida
Marques,
con
forme
consta.
Possuía,
além
dos
fundos das
já
re
feridas casas, 5
prédios
na
rua
dos
Vo
luntários
da
Patria.
arranjos
de
casa,
etc.
Libertou
seus escravos
Homero, Felis-
mina
e Joaquma.
Nomeou
testamenteiros: l.°,
sua
mu-
her,
2.°,
o
commendador
José
Maria
dos
Reis
e
3.°,
Manoel
Dias
Amedrado.
Sua
mulher
será
tutora
de
seus
filhos.
Exereito
riisso.
—
0
exercito
russo
que
se
encontra
ao
sul
dos
Balkans
com
põe-se
aclualmente
de
quatro
corpos
de
exercito,
duas
divisões
de
granadeiros
e
quatro
divisões
independentes
de
infante-
ria.
D
’
essas
forças
o
corpo
da
guarda,
o
oitavo
do
exercito
e
as
divisões
de
gra
nadeiros
acham-se
estacionadas
em
frente
e
nas
immediações
de
Constantinopla
e
Andrinopolis,
a
24.
B
entre
Yanbolo
e
Andrinopolis,
a
terceira
em
Lulele-Burgas
e
a
segunda
em
Philipolis,
cujas
forças
sommam
ao
total
150
mil
homens.
Segundo
as
noticias
de
um
membro
da
Cruz
roxa
que
visitou
os
hospitaes
da
Bulgaria,
havia ifellas, além
dos
feridos,
4:<>00
soldados
enfermos.
Começava
lam
bem
a
propagar-se
o
typho
epidemico,
e
era
especialmenle
de
mau
caracter
o
que
se
manifestava
em
Philippolis,
Tirnosa,
Trulosa
e
Nicopolis.
Os
oíficiaes
russos
aos
quaes
se
ti
nham
concedido
curtas
licenças
foram
chamados
pelo
lelegrapho
aos seus
pos
tos.
Xovas fomiiiuuieacões.
—
Está-se
traclando
de
estabelecer
novas communi-
cações
por
sleamers
entre
a
França
e a
Inglaterra.
A
municipalidade
de
Weymoulh,
porto
situado
na
Mancha,
no
condado
de
Dorset,
acaba
de
decidir
que
este
porto
e
seu
caes
sejam
augmentados
a
fim
de
per-
mitlir
a organisabão
dum
serviço
regu
lar
de paquetes
a
vapor
entre
Weymouth
e
Cherbourg.
Cuiloia
ÍHi«ção
de fs-, .João <! %»-
■cesigã®
Jtfeiva,—
Chegou
de
Roma
uma
procuração
do
poslulador
das
causas
da
beatificação
e
canonisação
dos
servos
de
Deus
da
ordem
dos
carmelitas
descaisos
para
o
revd.
mo
padre João
Rebello
Car
doso
de
Menezes,
vice-reitor
do
Seminá
rio,
a
fim
de
se tratar
da
causa
da
cano-
nisação do
servo
de Deus,
padre
Fr.
João
d’
Ascensão
Neiva,
que morreu
em
cheiro
de
santidade
e
está
sepultado
na
egreja
do
Carmo
d
’ésta cidade.
Tem
de
se
formar
un
processo,
para
o qual
se
procederá
a
averiguações
ácerca
da
vida,
fama
de
santidade
e milagres
do
dito
servo de Deus.
Roga-se
a
todas
as
pessoas
que
possam dar
esclarecimentos
se
dirijam
oa
revd.
0
p.
e
João
Rebello.
A
’
®xe.raa
«amara.—A’
exc.
ma
ca-
tnara
lembramos
a
necessidade
de
vigiar
o
modo
como
o
arrematante
da limpeza
publica
da
cidade
se
desempenha
do
seu
compromisso.
Hontem
não
se
podia
passar
pelo
lado
sul
do
jardim
publico,
pois
ac-
cumularam
dois
grandes
montes
d
’
im-
tounlicie
defronte
da
Nova
Casa
Hivaneza,
cera
tal o fétido que
d’
eiles se
exhala-
que
os
empregados
da referida
casa
se
^ram
na
precisão
de
fecharem
as
portas
oaquelle
estabelecimento
Este
espectaculo
conservou-se
alli
durante
o
dia.
Não
está
roá
limpeza.
E
’
incrível que
isto
aconteça
especial-
Mente
no
local
principal
da
cidade.
Pedimos
providencias.
Votnea^jo.
—
Foi namrado
alminis-
trador
substituto
de
Cabeceiras
de
Bislo,
Sl)r.
Manoel
Pereira
de Ctslro.
Tentativa
cie assassínio contra
o
Prineipe
de
Turn
e T^xis.—
N|
q
descançam
os
revolucionários,
e
quando
não
podem
empregar
o
veneno
ou
o
pu
nhal,
recorrem
ao
rewolver!
Sangue
!
sempre
sangue
!
por
muito
que
seja,
nunca
os
sacia
!
Um
despacho
de Vienna.
refere a
«Es
perança»,
dá
noticia
de
uma
tentativa de
assassínio
contra
o
Prineipe
de
Turn
e
Taxis;
foram
disparados
dois
tiros
contra
Sua
Alteza;
mas
Deus
protege-o:
os
tiros
não o
offenderaro
e o
assassino
está nas
mãos da
justiça.
Damos
muitas
graças
a
Deus
por
ter
livrado
o
joven
Prineipe
do
perigo
em
que
esteve, e
a Sua
Alteza
os
nossos
para
béns.
Movimento
do
Hospital
de 8.
Marcos.—
Doentes
existentes
em 21
de
abril:
88
homens
e
99
mulheres.
Entraram
durante
a
semana linda:
22
homens
e
22
mulheres.
Sahiram:
20
homens
e
19
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
27
de abril
90
homens
e
102
mulheres.
Fortuguezcs
falleeitlos.
—
Desde
5
a
9
de abril
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
porlugue
zes:
Carlos
Silva,
39
annos,
Maria
Gladia
de
Sampaio,
30,
José
Ribeiro
de
Maga
lhães,
34,
José
Joaquim
da
Costa
Perei
ra
Braga,
52,
José
Antunes,
34,
Joaquim
da
Rocha, 60,
Antonio
dos
Santos Prata,
45, Joaquim
José,
64,
Antonio
Francisco
Bium.
42,
Antonio
Borges
de
Lacerda,
66,
Francisco
Pinto,
42,
Luiza
dos
Santos
A
vila,
Victorino José da
Fonseca, 22,
Au
gusto
Aleixo,
34,
Manoel Mendes Martins,
29,
Manoel
Gomes,
46,
Manoel
Luiz
Gui
marães,
35,
Guilherme
da
Silva
Pereira
Magalhães,
19,
João Alexandre
de
Sousa
Pinto,
13,
Luiz
Manoel
de
Sousa,
24,
Tho-
maz Valentim.
30.
Jacintho
de
Medeiros
João Gamboa, 21, Francisco
Lonrenço,
40,
e
Antonio Joaquim
Saleiro,
45.
Durante
o
mez
de
fevereiro
do
cor
rente
anuo
falleceram
na
cidade
de
Santa
Maria
de
Belem,
no
Pará,
os seguintes:
Francisco
Antonio
da
Silva Figueiredo,
53
annos,
Francisco Luiz
Pereira
34,
Ja
cinto
Alves
Coelho
31,
João
Antonio,
47,
José
Teixeira
da
Silva,
29,
Manoel,
35,
Manoel Alves dos
Beis,
22,
Manoel
da Sil
va
Gazena
Brazão,
50,
Maria
Augusta
Bar
roso,
29,
Miguel
José Soares,
37.
Sermã».
—
O
prégado
nas
exequias
de Pio
IX,
no
dia
23
de
março, na
egreja parochial
de
S
Julião
de
Lisboa
pelo
eminente orador catholico
padre
Sea-
bra,
vende-se
no
escriptoiio
da
adminis
tração d
’este
jornal
pelo
preço
de
100
reis.
ANNUNCIOS
Os abaixo assignados,
profundamente
penhorados
com
os
illm.
Os
e
exm.
08
snrs.
que
se
associaram
á
sua
dôr
e
se digna
ram
acompanhar
ao
cemiterio,
na
occasião
da
morte
de
seu
muito
presadissimo
fihli-
nho,
sobrinho
e
neto,
José Maria
de
Faria
Guimarães,
de edade
de
4
annos
e
meio,
que teve
logar
no
dia
29
(Fabril;
a
lodos
protestam
o
seu reconhecinu
nto
e
grati
dão.
Braga
2
de maio
de
1878.
Francisco
José de
Faria
Guimarães
Maria
de
Jesus
Natividade Guimarães
Margarida
Francisca
Custodia
Maria
de
Faria
Guimarães.
(870)
w
«w
*
to
Pelo Tribunal
do
Commercio
de
l.
a
in
stancia
d
’
esta
cidade
de
Braga,
e carlorio
do
respectivo
escrivão Freitas, no
dia
26
do proximo seguinte mez
de maio, pelas
10
horas
da
manhã,
na
praça
publica
do
Tribunal
Judicial,
collocado no
largo
de
Santo
Agostinho, se
tem de
proceder
á
arrematação
dos
seguintes
bens
de
raiz,
e
foros
pertencentes
á
massa
fallida
de
Joaquim
José
Gonçalves
Loureiro,
d’
esta
cidade,
e
são
os
seguintes:
A
quinta
denominada
a
Cerca
do
Po-
pulo,
que
produz
pão
vinho
e fructa,
de
natureza
alludial,
que
se
acha
avaliada,
com
todas
as
suas
pertenças,
e
pelo
seu
rendimento, na
quantia de
3:5
‘
)0$000
rs.
A quinta
denominada
do
Bacello,
sita
na
freguezia
de
Ferreiros,
d
’
esta
comarca,
que
se
compõe
de
casas,
terra
lavradia,
vido-
nho,
matto,
lenha
de pinho e
carvalho,
e
algum
azeite,
de natureza
de
praso,
fo-
reira
á
Gamara
Municipal
d
’
esla
cidade,
a
quem
se
paga de
fôro
annual
a
quantia
de
300
reis,
e laudemio
da
quarentena,
avaliada,
livre
de
lodos
os encargos,
na
quantia
de
2:256^000
rs. Uma
morada
de
casas,
sita
no
campo
do
Salvador,
com
seu
quintal
e
poço,
de natureza alludial,
avaliada
pelo
seu
rendimento, livre
de
to
dos
os
encargos,
na
quantia
de
1:6004000
reis.
Duas
moradas
de
casas
terreas,
si
tuadas
no
caminho
que
vae
para a
cerca
do
Populo,
com
seu
quintal,
de
nature
za
alludial,
avaliadas
ambas
pelo
seu
ren
dimento
na quantia de 3204000 rs.
Umas
moradas
de
casas
nobres,
sobradadas,
d’
um
andar
e
aguas
furtadas,
com
suas lojas
e
e baranda,
e
escadas
de pedra,
com
seu
quintal
e
poço,
e
com
todas
as
suas per
tenças,
que é
outra
morada
de casas
no
fundo
do
quintal,
de
natureza
de
praso,
foreiras
á
exm.
a Mitra
Primaz,
com
o
fôro
annual
de
100
rs.
e
designadas
pelo
n.°
29,
avaliadas
pelo
seu
rendimento
na
quan
tia
de
7:8634050
rs. A
quinta
chamada
de
Maciel,
toda
circuitada
por
muros,
sita
proximo
do
monte
de
Crasto, que
produz
pão,
vinho
e
fructa,
compõe-se
de casas
de
habitação,
cortes,
lojas,
terreiro
e
ser
vidões,
de
natureza
de
praso,
foreira
ao
Santíssimo
Sacramento
da
freguezia
de
S.
João
do
Souto
d
’
esta
cidade,
a
quem
se
paga
de
fôro
annual
a
quantia
de
300
reis,
avaliada
pelo
seu
rendimento
na
quantia
de
2:3924650
rs.
Um
montado
solto,
sito
no
monte
de
Crasto,
da
freguezia
de
S.
Marlinho
de
Dome,
que
produz
matto
e
lenha
de sobreiro, de
natureza
de
praso.
a
quem
se
paga
de
fôro annual, á
casa
de
Berliandos, a
quantia
de 2^100
reis,
avaliada
pelo
seu
rendimento
na
quantia
de
73342OO
rs.
O
fôro
annual
de
193,399
de milho
alvo e
centeio
e 24140
reis
em
dinheiro,
que
annualmente
pagam
diver
sos
caseiros
da
freguezia
de
Adaufe,
ava
liado
tudo
na quantia
de
1624800
rs.
O
escrivão
do
commercio,
(871)
José
Firmino
da Cosia
Freitas.
PlÃXtó ÍJE
MEíKA
Vende-se
um
de
7
oitavas,
em
muito
bom
uso.
Trala-se
na
rua
Nova
n.°
55,
em
Braga.
(872)
t
Vendem-se
tres moradas
de ca-
sas,
contíguas
umas
ás
outras,
na
-
“
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra.com
os
n.os
22,
23 e
23
A.,
lendo
um
bom
e
grande
quintal,
poço
e outras
casas
no
fundo
do
referido
quintal
com
frentes
pa
ra
0
Beco.
Quem
pertender
dirija se
ao
vendedor,
nas
casas
n.°
23 A.
(867)
>
Gran
êxito en
Paris
VELOUTINE GHles FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON BISMUT
INVISIBLE
Y ADHERENTE, dá
a/
cútis
frescura
y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en las Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tiendas de quincalla.
->
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente, curada
com-
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad. Lachapelle.
Consultas
das 3
ás
5.27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-^-)
IALA
RUAL
INGMZA
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL)
UNHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
GHANJ5E
«EDIJCÇî 33E
PREÇOS NA S.a
CEASSE.
Pai’a
S. Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
3
classe, com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORÍA,
MACEIÓ,
e
outros
I
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PEU»
MESTI® PREÇO «JUE
PARA ® RIO BE
JANEIRO
PAQUETES A SAIR DE LISBOA
ELBE
.....................
13
de
Maio
I
TAGUS
.........................
14
de
Junho
MINHO.
.
.
.
28 de
Maio
|
GUADIANA
.... 28 de
Junho
PREÇOS
COMMODOS
patjuete
«l
’esta
©©mpssníaia
leva
a bordo
eriados
e eoainheiro
*
.
portuguezes
para
commodidade dos passageiros
de
todas
as
elasses.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A Isordo
os passageiros teem
grátis
eama,
roupa «Se
©ama,
eo-
mi«ia
festa por
cosinheiros
portuguezes, vinlio cltiaa vezes
por
dia,
assistência
medica, serviço de
criados
e
outras despezas,
A
EXPER1ENC1A
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
;
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene como para a
commodidade
‘
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
leem
de
passageiros
e
pelos
innu-
)
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
;
ma'as
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas Magestades
0
Imperador
e
Iinpe-
ratriz
do
Brazd,
como
também
S.
A.
0
Infante
D.
Augusto.
I
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes de
passagem
podem ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TA1T.
Para
esclarecimentos
em
Braga
0
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do Souto.
T—
«
mmi
an-r--»vii.
IT
—
—
B——
—
M
—H———
Rosa
de Lima
do
Sacramento
Esmeriz,
e
João
Maria
Araújo
Esmeriz,
agradecem
em
extremo
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
p
r
occasião
do
falleci-
mento
de
seu
presado irmão
e
cunhado
Antonio Pereira
Cardoso
Portugal,
e
as
sistiram
aos oííicios
fúnebres
que
tiveram
logar
no
dia
23
na
capeila
de
S.
Miguel-o-
Anjo,
e
acompanharam
o
seu
cada
ver
ao
cemiterio,
bem
como
aos
amigos
e
colle-
gas
do
finado, que
da
cidade
do
Porto
vieram
expressamente
assistir
ao
enterro,
e
á
Real
Associação
Ilumanitaria
Bombei
ros Voluntários
da
mesma
cidade
do
Por
to,
protestando
a todos
indelevel
gratidão.
Aproveitam
também
esta
occasião
pa
ra
agradecerem
a todas
as
pessoas que
assistiram
ás
duas
missas
de
requiem
que
se
celebraram
na
Sé
Primacial
de
Bra
ga
no
dia
30
d
’
abril
pelo
eterno
descan-
ço
do
mesmo
finado.
(869)'
MOBÍLIA
antiga
Vende-se,
na
rua
do
Souto
n.°
39,
duas
mezas
de
jogo,
de pau
preto
com
embu
tidos,
um
sofá
e
oito
cadeiras
com
braços
e
assento
de
estofo,
e
onze cadeiras de
pau
preto
com
assento
de
palhinha.
(866)
Quem
quizer
arrendar
a
casa n.°
7,
no
campo
das
Carvaihheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d
’
esla
cidade,
que
está
anctorisado
para
este
fim.
(713)
Vende-se
uma
morada
de casas
sita na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a 6
A,
de 2
andares, aguas
furtadas,
lojas, solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo, morador
na
mesma rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
DINHEIRO A JURO.
A
Innandade
de Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra, tem
para
dar
a
juro
1:3504000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gemes
da
Silva.
(735)
Real Sanctuario do Bom
Jesus
do
Monte
A
Commissão
Administrativa
faz
publi
co
que
acceita
propostas em
carta
fecha
da
para
0
arrendamen
’
o
do
Hotel
dos
Arcos,
com
seu terreiro
do lado do
nas
cente,
sito
no
local
do
mesmo
Sanclua
rio,
por tempo de
um
armo,
que
ha
de
começar
no
dia
29
de setembro
do
cor
rente
atino,
e
terminar
em
igual
dia
e
mez
do
anno
de
1879.
As
condições
do
arrendamento
estão
patentes
a
quem
as quizer vêr, ou
d
’
el-
las
tirar
copia
todos
os
dias
não
santifi
cados
em casa
do illm.0
snr.
João
Augus
to
da
Cunha
morador
no
largo do
Barão
de
S.
Marlinho.
As
propostas
devem
ser
assignadas
e
entregues
até
á
uma
hora
da
tarde
do
dia
25
do proximo
mez
de
maio,
ao signa
tário
d
’
este
annuncio,
devendo
trazer
na
parte
exterior
a
seguinte
declaração:=PrO"
posta
para
0
arrendamento
do
Hotel dos
Arcos=.
No
referido
dia e
hora
serão
as
mes
mas
propostas
abertas
em
sessão
publica
da
Commissão
Administrativa,
que
se reú
ne
em
uma
sala
do
segundo
andar
do
Tribuna!
Judicial,
sito
no largo
de
San
to
Agostinho.
Braga
29
de
abril
de
1878.
O
presidente
(868) José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
■
.!!■
-nj-wtjuui
1.111
Í1J--
—
—
—
ÕSD
PIIATO E UBIMATOL
DA
Segundo
o plano «1« p^ofeHSor
POR
ALBINO
A. COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no
escriptoiio
d
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este
jornal,
e
nas
principaes
livrarias
re>no.
Preço......................
500
rs.
Parte de Comércio do Minho (O)
