comerciominho_04061878_795.xml
- conteúdo
-
FOLHA. COMIIIEKCKAI^,
KIZB.KilOSJL
JE NOTICIOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
j
3
E.
6.° ANNO
PBEÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
.....................
N.
e
795
BRAGA-
TIKÇA-FEIstl
4
DE
JI
VJSO
»K 1898
Eleição
da
IWÍeaa
da Misericórdia.
Como
annunciámos,
teve
logar
no dia
31
do
mez
passado
a
eleição
dos depu
tados
que
deviam nomear
a
nova Mesa
da
R.
C.
Misericórdia,—aclo que se
ve
rificou
em
virtude
da
Portaria
do
gover
no
e
alvará
do
governo
civil
que
tal
or-
denára,
dando
por
lindos
os
trabalhos
da
commissão
nomeada,
por
alvará
do
gover
no
civil,
para
syndicar
os
actos
da Mesa
disolvida,
em
8 d’
outubro de
1877,
com
sete
dias
d
’
exislencia.
Alguém quiz
vêr
nesta
eleição
um
ata
que
directo
á
commissão
administradora,
por
não
se
esperar
até ao
dia
2
de
julho
proximo;
porisso
quizeram
fazer
d
’el a
uma
questão
política.
O
nosso
modo
de
vêr
é
diíferenle.
Se
se
tivesse
mandado
reintegrar
a
Meza
dis
solvida,
poderia
suspeitar-se
que
n’isso
teria
entrado
o
demonio
da
política;
mas,
írancamente
o
disemos, não
nos
parece
que
assim fosse.
O
governo
andou
muito
avisadamente neste
negocio,
dando
cam
po
livre
aos
irmãos
da Misericórdia para
manifestarem
as
suas
opiniões.
Todos
os
irmãos
deveriam comparecer
neste
ado
despidos
de
quaesquer
resen-
timentos
partidários,
e
todos
os
que
ti
vessem
pondonor
e
brio
revindicar
nesta
occasião
as
suas
prerogativas
oflendidas
pela
tal
celebre
Portaria
que
dissolveu
uma
Meza
—
contando
apenas
sete dias
de
vida—
legalmente
eleita por
grande
maio
ria,
e
de
que
faziam
parte
caracteres
res
peitabilíssimos, como os
ex.
moS
snrs.
Hen
rique
Freire d’
Andrade
Coutinho
Bandei
ra,
e Lourenço
de
Magalhães
Araújo
Pi-
mentel,
ha pouco
fallecido,
e
cujos
dias
a
voz
publica teima
em
aílirmar
que
foram
abreviados
por
esta
desconsideração
inau
dita.
A
integridade
d’estes
caracteres,
era
reconhecida
também
pelo
proprio
governa
dor
dissolvente,
que
na mesma
data
em
que
dissolvia
a
Meza
de
que
faziam
par
te,
os
nomeava
ao
mesmo
tempo
para
syn
dicar
os
seus
proprios
actos
!
!!
Como
nestes
casos
não
lemos
políti
ca,
nem
d
’
ella
queremos
fallar.
porque
po
diamos
ser insensivelmente
arrastados a
dizer
verdades
algo
desagradáveis;
passa
remos
por
alto
as
peripécias que
acom
panharam a
eleição, deixando
a
improba
tarefa
aos
outros
jornaes.
D
’esles
já
se
nos
anteciparam
alguns;
e
se
um
tfelles
expõe
bem
claro
a
sua
parcialidade,
ou
tro
causa
dó
e
asco
pelo
modo
como
ira-
cta
o
negocio.
Pressões,
violências,
listas
impostas,
casos
inauditos
de
cartas
auo-
nymas,
etc.,
etc.,
—
eis
o que
o
ultimo
dos
coilegas
a que
alludirnos
descobriu
e
traz
a
terreiro.
Sem
respondermos
a
isto,
que
não
se
entende
comnosco,
sempre
diremos
que
taes
asserções
atrabiliarias
im
portam
uma
oílensa
aos
caracteres
inde
pendentes
dos
irmãos
da
Misericórdia,
que
ficam
reduzidos
á
condição
de
manada
de
cordeiros
muito
dóceis
aos
cabos
de
po
licia.
Pela
nossa parte,
e em
nome
de
nos
sos
irmãos
independentes,
protestamos
con
tra
esta
babel
de
terrores.
Sentimos
que
nesta
questão,
que
era
Wtlosivamente
dos
irmãos
da
Misericór
dia,
se
intromettessem
indivíduos
que
Bão
eram
alli
chamados,
para
fazerem
toda
a
especie
de
pressões
—
aqui
é
que
frisa
€
termo
—
-obrigando
a
absterem-se
áquelles
que
não
podiam
convencer
a
votar
na
•'sta
que
eiles apoiavam,
servindo-se
para
'sso
de
vários
pretextos...
Mas
passemos
adiante.
Cêrca
de
160
irmãos
da
Misericórdia,
quasi
a
totalidade
dos
irmãos,
pois
pouco
excede a 200
o
seu
numero,
comparece
ram n
’
esta
eleição.
Foi
a
mais
numerosa
das
reuniões
que
para
tal fim
alli
tem
havido.
No
dia
1,
depois
de
abertas
as
listas,
que
estiveram
guardadas
com
sentinellas
á
vista,
verificou-se
que
os
nomes
mais
votados foram os
dos
seguintes
cavalhei
ros:
Lista
da
commissão
Conselheiro
dr.
Torres
e
Almeida
63
Conselheiro
Francisco
de Campos
64
Dr.
Nicolau
Barata
61
Sebastião
de
Magalhães
58
Manoel
J.
da
S.
Araújo
e
Cruz
(em
ambas
as listas)
152
Bernardino
José
da
Cruz
62
Anlonio
Maria
62
Jeronymo
Couto
62
Antonio J. Gonçalves
55
Lista
da
Meza
dissolvida
Conego
Manoel Antonio
da
Costa
94
Abbade
de
Nogueira
89
José
Antonio
de
Oliveira
da
Costa
Gonçalves
93
Manoel
J.
da
S.
Araújo
e
Cruz
(em
ambas
as
listas)
152
João
Baptista
Lopes
89
Anlonio
Bernardino
P.
de
Madureira
121
M.
A.
da
Sdva
Pereira
Guimarães
92
José
J.
de
Oliveira
90
Anlonio
J. Moreira
(em
ambas
as
listas)
127
Custodio
J.
da
Silva
85
Em
virtude
d
’
esle
apuramento,
foram
convidados
os
dez
mais
votados,
para
as
sistirem
á
missa
do
Espirito
Santo,
e
prestar
juramento,
seguiudo-se
os
mais
actos
do
costume. Depois,
divididos
em
cinco
turmas os
mesmos
formaram
cinco
pautas,
tendo
na
frente
o
nome
do
Pro
vedor,
como
é
praxe,
e
no
verso
o
dos
restantes
membros.
Tendo
lido o
snr.
presidente
da
com
missão.
em
todas
ellas
o
nome
do ex.m?
snr.
Henrique
Freire
d
’Andrade
Coutinho
Bandeira,
declarou que,
em
virtude
do
§
6
do
c.
V
do
Compromisso,
não
po
dia
acceitar o
nome
d
’
aquelle cavalheiro,
por
ter
servido
o
anno
alraz. Levantou-se
então
acalorada
discussão.
Defendendo
a
sua escolha,
os
eleitores
expozeram
que
servir
7 dias,
não
era
servir
um
anno
ulraz,
e
leram
a
nota
19
do
Compromis
so,
que
diz
o
seguinte:
«Desde o
começo
da
Irmandade,
e
se-
«culo
XVI,
teem
havido
reeleições
de
«Mezas
e
Mezarios,
por
acclamação,
ou
«pautas;
sendo
porém
approvada,
e
dis-
«pensada
a
disposição
do
Compromisso
«em
contrario,
oulr
’
ora
pelo
Desembargo
«do
Paço,
(e
hoje
pelo
tribunal ou
aucto-
«ridade
que
o
substituiu).
Provisões
de
10
«de
Dezembro
de
1791,
11
de Setembro
«de 1795,
e
13
de
Novembro
de
1811,
«e
outras
muitas,
que se
acham
referidas
«em
termos
antigos
e
modernos».
Depois
de
serenado
o
incidente,
e
ten
do-se
dado
parle
da
eleição
ao ex.in
°
novo
Provedor,
que
acceilou
o
encargo,
abriram-se
então as
pautas
e
foi
procla
mada
a
nova
Meza,
que
se
compõe
dos
snrs:
Provedor
-
Henrique
Freire
d
’
Andrade.
Escrivã
-Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Bernardes.
Provedor
do
Hospital
—
José Anlonio
Re-
bello
da
Silva.
*
Vedor
da
Fazenda—
Bacharel
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior.
Ex-vedor
—
Dr.
Felix
Maria
Gomes
d
’Arau-
jo
Alvares.
Mordomo—
João
Luiz
Pipa.
Thesoureiro
da Casa—Bernardino
José
da
Cruz.
Dito
do Hospital,
—João
Fernandes
Valença.
Conselheiros
do
l.°
fôro—
Francisco
Carlos
Dias
Peixoto
»
e
Domingos
José
Fer
reira
Braga.
*
Ditos
do
2.°
foro
—
Anlonio
Joaquim
Lou
reiro,
Antonio
José
da
Silva
Mello
e
João
Ferreira
Monteiro.
Todos
os
membros
da
nova
Meza
são
os
mesmos da dissolvida,
á
excepção
de
3,
por haverem
tres
vagas,
os
quaes
vão
indicados
por
este
signal
».
V (iedacçHO do «Cosaiiiercio do
ninho».
Londres,
25
de
Maio, 187S.
Eis
ahi
um documento de
grandíssimo
interesse,
pela
matéria,
occasião,
pela au-
thenticidade,
e
pela
fonte d
’onde
vem.
Se
tivesse
tido
mais
vagar
para
rever
a
có
pia,
tel-o-hia
remettido
antes.
Eis
ahi o
que
se
chama
falar
e
escrever
com verdadeira
eloquência,
sentimento,
e
dignidade.
Puz
na
traducção
lodo
o
cuidado.
Esse
dis
curso
hade
ficar
sendo um
grande
docu
mento
historico.
A.
R. SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Adresse
muito
importante,
histo
rico
e moralmente,
do Cardeal
Arcebispo
de Weslminister,
ao
seu Clero,
sobre
os
últimos
dias
de
Pio
IX, sobre
seu
cará
cter, mora!
e intellectual, seu
grande
Pon
tificado,
etc.;
e
sobre
a
eleição
de Leão
XIII,
seu
caracter
e
qualidades;
como
o
escolhido
visivelmente
pelo Espirito
San
to,
para
presidir
á
Igreja,
nesta
conjun-
ctura.
II.
—
Reflexões
do
Times
sobre
a dita
Allocução.
I.
—
Bem
que
mal poderei
achar
tempo
de
occupar-me
por
esta
mala
de
outro
assumpto,
não
quero
deixar
de
enviar
sem
mais
tardança
ao
Aposlolo a fiel
e
completa
versão
de
um discurso
que
fi
cará
sendo
documento
historio
de grande
importância,
por
muitas
razões.
O
Times
a
quem
tal
documento
não
podia
certamente
dar
gosto,
e
pelo
con
trario,
muito
estimaria
que
elle
não
ti
vesse
existido;
desde
que
o
mesmo
teve
logar, não
quiz
que
outro
papel lhe
ti
rasse
a
primazia na
publicação
do
mesmo:
n
’isso
mostrando
bem a importância
que
lhe
reconhecia.
E
outro symploma
deixa
ver
a
des
agradável
impressão
que
o
mesmo
papel
produziu
no
grande
oráculo
do
Anglica-
nismo;
que
é
o
dedicar lhe
um
direclivo
seu, onde
trata
de
morder
no
documento
Calholico;
mas
quasi nelle
não
achando
onde
ferrar
o
dente
venenoso
E’
um
discurso
do
nosso Cardeal
Ar
cebispo:
quiz
elle,
não
só
rectilicar
tan
tas
noções,
e
asserções
erradas
(e
em
boa
parle pelo
menos,
de
proposito
inventa
das)
a
respeito
do
que
se
passara
em
Ro
ma
durante
sua
estada
na Cidade
Eterna;
e
dos
importantíssimos
acontecimentos
que
lá
tiveram
logar,
c
de
que
elle
foi
tes-
timunha,
nos
cinco
mezes
que
utlimamente
âli
passou.
A
cousa
fala
por si
mesma,
nem
pre
ciso
mais
que traduzir
exactamenle
o
re
latório
do
Times,
que
até
o
Weekly
Re.
gisler
transcreveu
tal
e
qual.
'
6
Abril,
28,
1878.
—
Eis
aqui
a
traduc
çao
exacta
da relação que
o
dá
do'
discurso
do Cardeal, na folha de
24
do
corrente;
só
tendo
cuidado
de
imprimil-o
no
seu pequeno
typo,
para
convidai
me
nos
o
publico
a
lêlo e
consideral-o-
ao
mesmo
tempo,
todavia,
q<,
e
|f
ie
qèdica
um
de
seus
mais
caracterislicos
directi-
tos de que
lambem
me
proponho
dar
conta.
Diz
o grande
Oráculo
do
Proles-
tant.smo
e
Liberalismo,
os
dois
gemeos
ís
S
doi7eSde°
p
-
r,meir
10
’
tia 300 annos,
è
os
dois,
de
maos dadas,
neste
seenln
o
e“
m
a
dè
a<J°
l
6
C
"
rrompido
a Europa,
com
°estádo círha
nr
r- (Se
podessem
)
com
o
de-
tesiauo
Cainolicismo:
_
«O
C
ardeal
M
anning
.
.
wn
segu
"da
-fe!
ra
<22)
de
tarde,
peito
de
200
membros
do
Clero Calholico
Ro
mano
da
Archidiocese
de
Weslminister,
ten
>o
á
testa
o Exc.
m°
e
Revd
mu
Dr
n™
r
k..Bls.p<
í
de Amyda, reuniram
sé
,
------
cm Kensington, para o
congratularem
Sua
Eminência
o
Manning,
por
seu
regresso
de
O
Muito
Reverendo
Deão
Hum
Cardeal
Ar-
na
Pro-Cathedral,
f
Cardeal
Manning
Roma.
I
apresentou
uma
Adresse
ao
cebispo.
«O
Cardeal Manning,
que
foi
visivel
mente
commovido,
lendo
acceitado
a
adresse
leu
a
seguinte
resposta:-—
«Milord»
(referindo-se
ao
Bispo
de
Amycla)
«e
queridos
Padres:—
Agradeço-
vos
de
todo
o
coração
a
ventura
de
par
ticipar
comvosco
n
’
um
aclo
de
acção
de
graças
nesta
nossa
reunião,
depois
de
tão
longa
ausência. Nós,
e
sobretudo
eu
te
mos
por
que
dar
graças
á
bondade
da
Providencia
Divina,
que
vela
por
cada
um
de
nós,
ou
na
saude
ou
na doença e
guia,
e
guarda
a
Sua
Igreja a
todo
mo
mento,
das
vicissitudes
e
perigos
delia.
«Agradeço-vos
também pelas muitas
oraçoes
que fizestes
por
mim
no
ultimo
Novembro;
e
dou
graças
a
Deos que
por
vossas
orações
posso de novo trabalhar
comvosco
e
para
vós
no
serviço
de
no«so
Amo.
«As
palavras
de
filial
amor
e reveren
cia
de
que
usastes
para
com
o
nosso
Santo
ladre
Pio
IX. levam
me a ponderar
em
sua memória.
«No
fim
de
Novembro
ultimo,
man
dou-me
elle
a
Paris licença
para voltar
a
Inglaterra.
Mas
cartas
particulares
de pes-
sôas
que
estavam mais
próximas
á
Sua
Pessôa
disséram,
com
demasiada
certeza,
que
as
suas
forças
iam
visivelmente
de
clinando.
Apertavam
comigo,
que
fosse
a
Roma
com
a
maior
brevidade
que
po-
desse.
1
«Cheguei
lá
no
Sabhado,
22
de
De
zembro,
e
na
manhã
seguinte
vi
o
Santo
l
adre.
Estava na cama,
donde se
não
er
gueu
mais.
Isso
não
obstante,
a
sua
in-
lelligencia
e
a
sua
mernoria
conservavam-
se tão claras
e
vivas como sempre.
O
seu
semblante
não
tinha mudado;
seus
olhos
brilhantes,
e
toua
sua
expressão
era
benigna,
e
mages'osa
como
em
annos
passados.
Mas
a
debilidade
era
visivel
tanto em seus
movimentos
como
em
sua
voz.
«Desde
aquelle
momento
não
tive
mais
duvida
que
o
fim
não
podia estar
muito
longe;
e
bem
que
depois
a
fraqueza
un
tes
parecia
minorar
do
qae
as
forças
augmentarem,
eu
não
podia
deixar
o
re
ceio.
«Heis
de
perdoar-me,
Revêreudos
e
quer^los Padres,
se
pareço
im.dicar
de-
Imasiado
o
que
me é
pessoal
maqunlo
que
’
vou
accrescenlar.
Agora o
digo,
porque
é
toda
sua
natureza,
e em todas
suas
ac-
ções.
«A
sua
caridade
era
profusa,
minuciosa,
e considerada em
grao
singular.
«Muito
satirismo
jovial
a
respeito
dos
que
o
tinham
trahido
ou
prejudicado
ou
vimos
nós de
seus
lábios;
mas
nunca
uma
só
palavra dura
ou
vingativa.
<0
seu
espirito
de
oração
mostrava-
lhe
todas
as
cousas
e
todos
os
homens
na
luz
da presença
de
Deos.
Nunca
isto
observei
mais
vividamente
que
em
suas
palavras
no
dia
depois
do
em
que
morreu
o
Rei
Victor
Manoel.
«Era
generoso,
perdoador,
esperanço
so,
e
indifferente
a
todas
vicissitudes
ter
renas.
«A
ternura
de
sua
caridade,
e
a
do
çura
de
seu porte
para
com
as
multidões
numerosíssimas
que
ao
pé delle
concor
riam,
inspiravam
lhes
o amor a
um
pastor
e
a
um
Pontífice.
«A
placida
e
natural
magestade
de sua
presença
infundia
a
todas
pessôa», Prín
cipes
e
homens
d
’estado, a
veneração
devida
ao
Primeiro
Soberano
do
Mundo.
«0
que
tile
era
como
pai
e como
amigo
nunca
será
esquecido, mas
não
ha
palavras
que
o
exprimam.
«Agora
porem
referir-me-hei
a
outras
partes
da
vossa
Adre
*
se,
e
aos
pensamentos
que
contem
com relação
ao futuro.
«Ha
seis
annos,
um
incrédulo
e
cy-
nico,
regosijando
se
no
completo
appa-
rente da
conspiração
universal
no mundo
contra
a
Igreja,
dizia:
—
Se a Igreja
Romana
escapa
desta
vez,
heide
crer
que
é
Divina.
—
Então
a
Igreja
era
atacada
em toda
a
parle, e
os poderes
civis
universalinenle
confiavam
em
sua
própria
força delles.
Passáram
já
seis
an
nos,
e
agora,
neste
momento
mesmo,
todo
Poder
civil
na
Europa
se
acha abalado;
e
no
meio
da
guerra
e
rumores
de guerras,
a
Igreja
socegada
e
seguramente passa
por
um dos
mais
perigosos
momentos
de
sua
existência.
«Tinha
a
Igreja
perdido
a sua
Cabeça
visivel,
e
os
seus
inimigos
esperavam
vel-a
em
desordem
e
transtorno.
Em
doze
dias
a
sua Cabeça
viu-se
de
novo
sentada
em
seu
Throno
em
toda
a
plenidãde
de
suas
Divinas
prerogativas,
regendo
como
antes
com
alegre
obediência
de todo o
Mundo
Catholico;
sendo mesmo nossos
adversários
disso
testimunhas
«A
Unidade e
Auctoridade
da
Igreja,
e
Soberania
da
Santa
Sé,
raras
vezes,
se
acaso
em
algum
tempo,
foram
mais
lu
minosamente
manifestadas
do que
na
elei
ção
de
Leão
XIII,
e
na
universal
acla
mação
por
todo
mundo
que
respondeu
ao
primeiro
annuncio
do
seu nome.
Esta
uni
dade de
coração
e
vontade,
como
de
fé
e
de
obediência,
impoz
silencio
a
todos os
contradiclores.
«Quando
o
Conclave
se
reuniu,
pôz-
se
o mundo
de
alcatea
e
prompto
para
um
ataque
em
toda
a linha
contra
a
Santa
Sé.
Os
seus oráculos,
os
seus
críticos,
e
os seus
prophelas
estavam
todos
em
ex
pectação.
«Antes
do
por
do
sol no
segundo dia,
os
Catholicos
de
todas
as
nações
estavam
prestando
homenagem
a Leão
XIII.
«0
Mundo
ficou
silencioso.
Poder
mo
ral
tão
grande
era nenhuma parte
existe
neste
mundo
como
na
Igreja
de Deos.
Não
se
colhe
era
laço,
nem
agora
nem de
outra
vez
qualquer.
E
esta
obra
de
Deos
é
reprehensão
emphatica
a
todos
os
timidos
e
desanimados.
«Muitos
havia
receosos
de que
quando
o
nosso
grande
Pontífice
Pio
IX
fosse
chamado
ao
seu
descanço,
ainda que a
Sé
de
Pedro
poderia tornar
a
ser
preen
chida, nenhum
Successor
comtudo
poderia
assumir
e
exercer
sua
vasta
influencia
sobre
a
Igreja.
«E
apezar
disso,
n’
um
instante,
Deos
collocou
no
Throno
Apostolico
ura Pon
tífice
formado
para
o seu
officio desde me
nino,
e
exercitado
em todas
as
estações
da
vida
por
multiplicados
dons,
e
variada
experiencia, para
não
só
preencher
o
lo
gar,
mas
prepetuar
a
acção
de Pio
IX
sobre
as
nações
do Mundo.
«Durante
1890
annos,
nunca
faltou
ho
mem
preparado
era
segredos
por
Deos
para
subir
á plena
elevação
do
Primado
de
Pe-
iro.
E
a Eleição
do
Espirito
Santo
re-
velou-se
emdevido
tempo
á
Igreja,
quando
a
hora
determinada
chegou.
«Tal é Leão
XIII: Será
para
vós
uma
consolação
de saber,
que
em
muitas, e
essas
das
mais
notáveis,
occasiões,
o
nosso
Santo
Padre
me
manifestou
seu
profundo
interesse
e
cuidado
paternal,
não
só
pela
Igreja
em
Inglaterra,
mas pela Inglaterra
mesma, e
por
nossa
raça
Ingleza.
0
Suc
cessor
de S.
Gregorio
Magno
e
de
Pio
a
primeira,
e
será
talvez
a
ultima
occasião
em
que
assim
possa falar.
«Nos
últimos
vinte
e
cinco
annos,
tive
a
ventura,
e,
como a reputo, a
bênção,
de
ser
admittido
por
Pio
IX
a
uma
intimidade
que
não tinha
causa,
salvo
em
sua
paternal
benignidade.
«Quando,
ha
2a
annos,
fui a Roma,
para
começar
vida
nova»
(allude
o
Car
deal
á
sua
conversão
ao Catholicismo
que
então
havia
lido
logar)
«foi
por
ordem
sua
que
ali
fiquei tres
annos. Durante
esse
tempo
costumava
admittir
me
com
grande
frequência
a
falar
com
elle.
Cada
passo
que
então
dei
foi com
sua
sancção,
e
a
elle
e
a
sua
guia,
devo
as
principaes
decisões
e actos
de minha
vida
depois.
«Permilliume
falar-lhe
com
toda
a
li
berdade,
e
usava
para
comigo
de
uma
franqueza,
que
tornava
a
relação
em
que
me
permitlia
estar
para
com
elle
intima
e filial
de
maneira
não
commum.
Acon
tecimentos,
já
públicos já
particulares,
con-
tinuamente
augmenláram
a estreiteza
desta
relação.
Muitos,
e
grandes,
acontecimentos
por
um
quarto
de
século
acrescentaram
á mes
ma. Nunca
em
tempo
algum,
tal
era
sua
bondade
por mim pouco merecida,
tive
eu
o dissabor
de
ouvir
d
’
elle
uma
palavra
de
desapprovação;
nem
cousa
alguma
de
desprazer
minorou
jamais
ou
assombreou
essa paternal
affeição.
«Durante
esses
longos
annos,
emquanto
a sua
saude
e
vigor
de
vida
se conser
vavam,
tive
algumas
vezes o
privilegio,
e
outras
o dever,
de
falar
com
elle
em
ma-,
terias
de grande
anciedade
Mas,
nas
ul
timas
cinco
semanas
de sua extensa
vida,
nada
se
passou
de
tal
especie.
«Tive a felicidade
de
estar
sentado
ao
lado de
seu
leito
de enfermo
para
con-
solal-o
em
seus
últimos
dias.
Nem
um
só
objecto
de suas muitas
e
grandes ancie-
dades
se
mencionou.
Não se
falou
de
ne
gocio
algum,
ainda
da
mais leve especie.
Entendi,
que
o
leito
de
enfermo
de
Pio
IX
era
sagrado;
que
todos
os
negocios
e
interesses
do
seu grande
cargo tocavam
áquelles
que
tinham
a directa
responsa
bilidade
de
tratai
os;
que
eu
tinha
a
ven
tura
de
conversar
com
elle
sómente sobre
pensamentos
e
cousas
que
eram consolado
ras
e
alegres,
e
livres
de
todo
pensamento
de
anciedade.
«Mais
de
uma vez n
’aquellas
cinco
semanas,
pude,
espero
eu,
causar-lhe
al
gum
alivio momentâneo;
e
dou
graças
a
Deos,
que
fosse ordenada a
minha
sorte
de
maneira,
que
me
achasse ao
lado
do
Pontífice,
que
todos
tanto
veneramos
e
amamos,
nos
últimos
dias,
e
nos
últimos
momentos,
de
sua
grande
e
gloriosa vida.
Todos
vós
participareis
comigo
nesta
sa
tisfação;
porque
eu estava ali,
não
em
mi
nha
própria
pessôa,
mas
em
vosso
logar,
e
por
mim
todos
vós
tendes
parte
em
qualquer
consolação
que
eu
pude
dar
ás
ul
timas
horas
de nosso
Pai
commum.
«E
agora
que
o
seu
Pontificado
con
cluiu, e que podemos
olhal-o
em
seu
to
do, podemos
collocar
Pio IX
ao
lado
de
S.
Leão
1; S.
Leão
III;
Innocencio
III;
e
S.
Gregorio
VII.
Podemos
agora
me
dir,
até
certo
ponto,
o
Pontificado
e
o
Pontífice.
«Foi
a
Vontade
de
Deos,
que
as
re
voluções
dos
últimos 80
annos
cahissem
sobre
elle
em
sua
ultima
e
mais
plena
força,
e
abatessem
por
um
tempo
a
So
berania
Pontifícia.
Mas,
emquanto
isto
es
tava
lendo
logar,
Pio
IX
airahiu
os
Ca-
tholicos
do
mundo
juulo
da
Sé de S.
Pedro,
mais
do
que
outro
algum
Pontífice
antes
o
fez.
«Nunca, na
Historia
da
Igreja,
abran
geu
tão
largamenle
a
sua
Unidade,
tão
compacta,
tão
pura,
tão
independente
do mundo;
e
por
isso
mesmo
tão
pon
derosa.
Isto
me
parece
a
mim
ser
a
obra
especial
de
Pio
IX. Restabeleceu a
uni
dade do
Episcopado, e
renovou
a
fideli
dade
dos
leigos. Nenhum
Pontífice
a
quem
faltassem
os
seus
grandes
dons
podia
ter
effeiluado
tal
obra.
«O
conceito que eu
lenho
feito,
nes
tes
muitos
annos,
de
Pio
IX,
é
exacta-
mente
o
contrario
da
caricatura
que
seus
adversários
delle pintam.
A
sua
intelligen-
'cia
era
clara
e vigorosa. Dois
dos
me
lhores
juizes
dos
homens
me disseram,
que
a
mais
vigorosa
intelligencia que em
Roma
conheciam era a
de
Pio
IX.
«A
sua
vontade
era,
como
a
de to
dos
os
homens prudentes,
obediente
á
ra
zão;
mas,
quando
havia
uma vez
decidido
era
inflexível.
«A
sua
Fé elevava-o
a
uma
altura
on
de
o
seu
cargo
eslava
sempre
ante
seus
olhos,
em
toda
sua
amplitude.
Nada
havia
de
eslreito
ou
pequeno
ou
mesquinho
em
IX
tem
para
comnosco
o
mesmo
coração
pastoral
e
paterno.
Bem podemos,
pois,
unir-nos
em
acção de
graças
pela
eleição,
e
intercessão
por
longa
vida,
do
Summo
Pontífice.
<E
eu
lambem vos
agradecerei
mais
uma
vez por vossas
expressões
de con
fiança e
aífecto
para
comigo
mesmo. A
verdadeira
morada
e
descanço
de
um
Pas
tor
é
no
coração
do
seu
rebanho;
e
no
seu
rebanho
primeiro,
e
sobre
tudo,
nos
corações
do
seu
clero.
«Quizera Deos
eu
fosse
digno
de
dizer
que vos
sois
a
minha alegria
e
a minha
corôa
no
Senhor.
«As
vossas
palavras,
e as dos
leigos
que
ha dias me
foram
receber
á
minha
volta,
chegarám
por
toda
a
parte onde
se
fale a
lingua Ingleza.
Preenchem
tudo
quanto
faltava
para
minha
consolação.
Ou
tros
discursos,
como
dizeis
ham
tido
logar
antes;
mas
não
quero
nem
tenciono
in
sistir
nelles.
A
inimizade
dos
qne
eslam
em
guerra
com
a
Santa
Sé,
e a confiança
de
irmãos,
sam
a
senha
e contrasenha
de
todos
os
que
caminham na
estrada
da
ver
dade.
Si
adhuc
hominibus
placerem,
Christi
servas
non
essem.
«0
mundo
nunca
diz
mal
de
seus
pró
prios
servos,
e
os
que
o
mundo
honra
nunca
teriam
a
vossa confiança.
A
vossas
palavras
crearám
raiz onde
caiam.
Levezas
e
ficções
não
tem
vitalidade.
«Peço a
Deos,
Reverendos
e
caros
Pa
dres,
que
nos
annos
que
me
possam
ser
concedidos,
e
não
podem ser
muitos,
eu
nunca
perca o
affecto
que
sempre
me
ha
veis
mostrado;
e
que
nunca
tenhais
mo
tivo
de
lamentar
o
testimunho
de
vossa
sympathia
e
affecto
que
agora
me
haveis
dado».
Eis
ahi
documento,
em
todo
sentido,
de
valor
mui
subido,
ou
se
encare
de-
aaixo
do
aspecto
religioso
e
moral,
ou,
no
de
seu
mérito
historico
e
authentico,
to
cante
a
dois
acontecimentos
de
tanto mo
mento
como
a morte
de Pio IX
e
a elei
ção
de
Leão
XIII.
Talvez
a
parte
mais
importante,
por
vir
de
tão
competente,
tão
discernente,
tão
imparcial
testimunho,
e
pelas
feições
moraes
tão
caracteristas
que
nos
descreve,
é
a
pintura
do
caracter
verdadeiramente
bom,
amavel,
e
grande
de
Pio
IX;
que
a
revolução,
o
Protes
tantismo,
e
a maçonaria
se
têm
adrede
empenhado
em
desfigurar
e
calumniar.
Não
é
de
menos
valor,
em
contradi
zer e
refutar
as
esperanças
e
predicções
do
Liberanguismo,
o
que
o
Cardeal
diz
d
*
Conclave;
e
principalmente das
quali
dades,
em lodo sentido
tão
deslindas
tão
adaptadas
ás
circumstancias
do
momento,
quaes
se
retinem
na
Sagrada
Pessôa
do
novo Pontífice
Leão
XIII.
(C,o;lt núa)
A.
R SARAIVA.
------- ------------------------------------------
ssaaiia
livros e jornaes.
Promeltemo'
no
numero
precedente
wblicar
as
sapientíssimas
instrucções
que
o
illustre
Bispo
de
falência
dirigiu
aos
seus
diocesanos
para
preraunil
os
contra
os perigos
da
imprensa
anti-catholica;
e
vamos
cumprir
a
nossa
promessa,
conven
cidos
de
que
nada
podemos
fazer
mais
util
e
necessário
nestes
dias
tristíssimos
que
atravessamos,
em
que
uma
aluvião
jeslifera d
’
impressos
corruptores
inunda a
face
da
terra,
sendo
a
causa
principal dos
males
que
affligem a
moderna
sociedade.
Antes
porém
de
transcrevermos
as
bel
as
instrucções
do
illustre
prelado
hespa-
nhol,
vamos
publicar
um
precioso
trecho
d’
inna
admiravel
Pastoral
de Sua
Santi
dade,
a
qual
não
foi
ainda publicada,
e
que
será
comprehendida
no
aureo
livro
que
vae brevemente
sahir
á
luz
da
ty-
jographia
do nosso
jornal.
Pelas
palavras
que
o
Cardeal
Pecci
dirigia
ao
clero
e
povo
de
Perugia, poderão
ver
os
nossos
leitores
quaes
são
os
Sentimentos
de
Leão
XIII
sobre
o
jorna
lismo
irreligioso
e
os
deveres
dos
catholicos.
«Causa
dó
ver
como,
ao
mesmo
tem-
io
que
os
nossos
inimigos
não
se
enver
gonham
de
dar
o
nome
a
seitas
reprova
das,
e
se
mostram
promptos
a
seguiras
suas
ordens
não
justificadas
nem
justificá
veis,
os
filhos
da
Egreja
se
envergonham
pela
sua parte
de
pôr-se
abertamente
ao
seu
lado
e
militar
debaixo
das
suas ban
deiras.
Estes
catholicos
pusilânimes
gemem
talvez
em
segredo
pelas
perseguições
e
ielos
progressos
da
incredulidade, mas em
publico
são
amigos medrosos
da
verdade,
não
negando ás
vezes
um
sorriso
a
mo
tejos
vulgares,
mostrando
boa
cara
a
ga
zetas
corruptoras,
e
fazendo
sempre
bo
M
propositos
insensatos.
«Não
faltam
certamente
no
meio
de
vós
impressos
periódicos
cheios
d
’
espiriio
irreligioso,
nos
quaes
muitas
vezes
se
com
bate
direclamente
a
Egreja
catholica noj
seus
dogmas,
na
sua
moral, na sua
di-
vina
instituição
e
constituição,
e
nos
seus
ritos:
a
impiedade
é
ás
vezes alli espa
lhada
tão
copiosamente
e
com
modos
tão
repugnantes,
que
o animo
de
quem
não
tenha
de
todo perdido
a
Fé, fica profun
damente
afflicto
e
horrorisado.
E
todavia
estas
publicações
periódicas
andam
pelas
mãos
de
todos, e
oxalá
que
até
muitíssi
mos d’aquelles que
são e
querem perma
necer catholicos,
e exercitam
ainda
as
praticas
religiosas,
as
não
lessem
todos
os
dias,
e
não
lhes dessem
entrada livre
e
pacifica morada
nas
suas
casas;
dando
as
sim
occasião
a
que
jovens inexpertos
e
donzellas
innocentes
encontrem
tão
abun
dantemente
preparado
o
mais
perigoso
ve
neno,
que depressa
lhes
corromperá
a
men
te
e
o
coração.
«Uma
bondade negativa,
franca,
casei
ra,
amante
exteriormente
d’
impossiveis
conciliações,
não
é própria
destes
tempos,
em
que
os
nossos
adversários
saliem
a
campo
para
arrebatar-nos tudo,
e
senos
acharem
fracos
estão
dispostos
a
calcar
aos
pés
não
só
os
nossos
direitos
de
catbo-
licos,
mas
até
os princípios
d
’independen-
cia
e
liberdade,
que
proclamam
com
tanta
ostentação».
Eis
a
parte
da
Pastoral
do
Bispo
de
Palencia
que
contém
as
Regras
para
distinguir
os
bons
dos
maus
jornaes.
«Para
ajudar-vos
a proceder
com cau-
tella,
e
para
suscitar
no
vosso
animo
du
vidas
e
suspeitas salutares
sobre
a
pu
reza
da
doutrina
de
certos
impressos,
jul
gamos
opportuno
indicar-vos
algumas
nor
mas
que
devem
immediatamente
inspirar-
vos
a
desconfiança
sobre
os
mesmos.
São
estas
especialmente applicaveis
aos
perió
dicos,
onde
o
perigo
é
maior
e
mais
fre
quente.
«Deveis
suspeitar
de
todo
o impresso
ou periodico
que
se
caracterise
a
si
mes
mo,
chamando-se
liberal.
Condemnado
o
iberalismo
pela Egreja
como
contrario
aos
irincipios
catholicos,
este
simples
titulo
é
já
uma
publica
manifestação de
rebel
dia
ás
suas
decisões,
e
uma
profissão
de
seguir
e
sustentar
doutrinas
contraria
*
ás
que
ella
ensina.
«Ainda
mesmo
que se não declarem
iberaes,
devem
inspirar-vos
desconfiança
todos
aquelles
impressos,
nos
quaes
com
mais
ou menos
habilidade
se
approvam,
sustentam
ou defendem
na
pratica solu
ções
fundadas
no
principio
do
liberalis
mo; e
muito
mais
se
nelles
se
elogiam,
ainda
que
de
passagem,
as
chamadas con-
:
uistas
do progresso
e
civilisação moderna,
e
se
prelende'conci!ial-as
com
o
Catholi
cismo.
«Não
é
isto
senão
a manifestação
das
ideas
d
’essa raça
d
’
homens,
tão
commum
entre
nós,
dos
quaes
tantas
vezes disse
o
mmortal
Pio
IX,
que
são
mais
prejudi-
ciaes
á
Egreja
do
que
os
seus
manifes
tos
e
furiosos
inimigos.
«Merecem
igualmente
ser
olhados
com
receio
aquelles
em
que se
offendem os
catholicos,
chamando-lhes
novos,
ullramon-
tanos,
obscurantistas, fanalicos,
exagera
dos,
intransigentes,
e
dando-lhes
outros
títulos d
’
este
genero. E
’
d’
este
modo que
os
sectários
denominam
os
catholicos
em
geral,
e
assim
também
tracta
certa
gente
não
santa
os
catholicos
de
viva
e arden
te
fé
qne
não
se
contentam
de crer
to
do
quanto a
Egreja propõe
como
revela
do
por
Deus,
de
condemnar
tudo
o
que
ella
condemna,
e
d
’
acatar
com humilde
submissão
as
decisões
dos
legítimos
Pas
tores,
especialmente
as
que
emanam
da
Santa Sé,
sem
hypocritas
interpretações
nem
tergiversações
malignas;
mas
que
tra
balham
com
zelo
na sua
própria
sancti-
ficação, em propagar
conforme
as
suas
circumstancias as
doutrinas
da
Egreja,
em restabelecer
o
reino
de
Jesus
Chris-
to
interiormente
nas
almas,
e
exterior
mente
na
sociedade.
Sem
duvida
o tiso
de taes epithetos mostra-nos
que
os
em
pregam
participação
ou
aos
erros
do
se
ctário
ou
ás
preoccupações
do
catholico
liberal.
«Se
observaes
que
nos
periódicos
o11
impressos d
’outro
genero,
se
julga
e
cen
sura o
modo
de
proceder,
nas
funeções
próprias
do
seu
minisierio, d’aquelles
que
o
Espirito
Santo
pôz
a
reger
a
Egrtja
de
Deus,
como
se
exprime
S.
Paulo;
des-
C
onfiae,
amados
filhos;
porque,
seja
como
fôr
revela-se
a
orgulhosa
intenção
de
en
fraquecer
no
animo
dos fieis
a devida
veneração
para com os seus
Pastores,
e
diminuir
o
respeito,
submissão
e
obedien-
i
cia ás
disposições
que
tomam,
no
uso
do
se
u
direito,
para
o
bem
das
almas
en
tregues
á
sollicitude
pastoral.
<Não
deveis
também
ter
escrupulo
de
suspeitar
d’
aquelles
periódicos que
sem
causa
justa
e
sem
obter
dispensa
da
com
petente
auctoridade,
fazem
nos dias
de
festa
a
tiragem
dos
seus
exemplares.
Quem
despresa
d
’
este
modo
a lei
de
Deus
e
os
preceitos
da
Egreja, dá
a
intender
que
pouco
lhe
imporia
o
que
a
Deus
á
Egre
ja
á se
refere.
«Emfim,
desconfiae
quando
em
[qual
quer
livro,
revista,
ou
periódico
se
en
contrar
ao
lado
de
um
artigo
de
são
dou
trina
outro e
outrcs
de
que não
possa
dizer-se
o
mesmo;
temei
essas
folhas
que
publicam escriptos
d
’
excellentes auctores
catholicos,
e
ao
mesmo
tempo
os
dos
impios
scepticos
...............
e
alfiliados
ás
seitas
oppostas
á
verdade.
A
indifferença
com
que
se
olha
nestas
publicações
a
ver
dade
e
o
erro,
e
se
propagam
indislin-
ctamente,
como
se
não
se
tractasse
senão
■d
’um
negocio
mercantil,
apresentando
a
cada
um
alimento
proporcionado
ao
seu
gosto,
de
ve
obrigar-vos
a
deixar
a
sua
leitura
por
que
se
o
não
fizerdes,
vos
succederá
o
que
o
Senhor predizia
aos
israelitas
que
se
unissem
em matrimonio
com
as
mu
lheres
infiéis:
ser
pervertidos
por
ellas.
Os
artigos
de
má
doutrina
vos
causarão
mais
escandalo
do
que
vos
edificarão os
bons
que
com
elles
estiverem
unidos.
°E
não
só
deveis
procurar de
não
perverter-vos:
considerae
que
correm o
mesmo
perigo
os
vossos
irmãos;
e
a
ca
ridade e
até
algumas
vezes
a
justiça,
obri
ga
a
trabalhar
para
apartal-os
d
’
elle,
e
a
soccorrel-os n’esta
necessidade
espiritual.
Todos
nós
estamos
no caso
de cumprir
este dever:
advertindo
do perigo os
nos
sos
companheiros,
visinhos e amigos;
ou
rogando
lhes
com
doçura
que
deixem
de
ler
e
de
cooperar
com
as
suas
assigna-
luras
para
sustentar
empresas
propaga
doras
de
más
ou de suspeitas
doutrinas;
ou
instruindo-os,
se
podermos
fazel-o, re
futando
os
sophismas
com
que
querem
jus-
tificar
a sua
conducta, subtrahmdo
das
suas
mãos
os
maus
livros
e
periódicos,
e
dando-lhes
com o
nosso
modo
de
pro
ceder o
exemplo
do que
elles
devem
pra
ticar,
E
se
não podermos fazer
mais,
ro
guemos
ao
menos
ao
Senhor
qne illumi-
ne
os
que cegamente
se collocam
no
pe
rigo
de
perder-se,
e
lhes
inspire
o
dese
jo
d
’
evital-0,
renunciando
ás
leituras
que
os
escandalizam.
Se
sois
paes de familia,
amos
ou
superio
res,
estaes
obrigados
por dever
particular
do
vosso estado
a vigiar
cuidadosamente,
para
que
vossos
filhos,
criados
e
inferiores,
não
leiam
nem
ouçam
lér
livros,
folhe
tos ou
periódicos
.............
nenhum
impresso
que
ponha
em
perigo
a
sua
fé
ou
a
sua
innocencia. Afugentae parabém
longe
dos
vossos
filhos
e subalternos
esses
compa
nheiros
e
amigos
perversos
que se
levam
facilmente
na algibeira,
que
se
occuitam
em
qualquer
sitio,
e
que
falam
todas
as
vezes
que
se
quizer
ouvil-os,
e
repetem
sem cançar
se
jámais
a
lição
irnpia
e
im-
moral,
e
com
o
mesmo
artificio,
e
com
a
mesma
malicia
e
perversidade
dos
seus
auctores. Se
n’
isto
ha
descuido,
se
o
pe
rigo
não
se
evita a tempo,
mais tarde
diíficilmente
poderá
remediar-se
o
mal,
e
com
rasão
poderá
dirigir-se
aos paes,
aos
cimos, e
aos
superiores
descuidados
aquel-
la
severa
sentença
do
Apostolo:
Quem não
cuida
dos seus
domésticos, negou
a
fé
e é
peor
do
que
um
infiel.
(I.
Tim.
V.
8
).
«fibve
a instrucção primaria.
D.
Luiz,
etc.
CAPITULO
1
Do
ensino
primário
Artigo
l.°
A
inslrueção
primaria pa
ra
o
sexo
masculino
e
feminino
divide-
se
em
dois
graus
—
elementar
e
comple
mentar.
Art.
2.°
O
ensino
primário
elementar
Para
o
sexo
masculino
comprehende:
lei
tora,
escripta,
quatro
operações
sobre
nu
meros
inteiros
e
fraccionarios,
elementos
de
Sranimatica
porlugueza,
princípios
de
sy-
stema melrico-decimal,
princípios
de
de
senho, moral
e doutrina christã.
.
O
ensino
elementar
para
o
sexo
femi-
a,Q
o
comprehende
as
matérias
menciona
das
n’
este artigo,
e
os
trabalhos
de
agu
lha
necessários
ás
classes
menos
abasta
das.
§
unico.
São
dispensados
dos
exercí
cios
da
doutrina
christã
aquelles
alumnos
que pertençam
a
differente
religião.
Art.
3.
*
O
ensino
primário
complemen
tar
para o sexo masculino comprehende
:
1.
°
Leitura
e
recitação
de
prosa
e
verso;
2.
°
Calligraphia
e
exercícios
de
escri
pta;
3.
°
Arithmetica e
geometria
elementar
e
suas
applicações
mais
usuaes;
4.
°
Grammatica
e
exercícios
da
lingua
porlugueza;
5.
°
Systema
legal
de
pezos
e
medidas;
6. °
Elementos
de chronologia, geogra-
phia
e
historia
porlugueza;
7.
°
desenho
linear
e
suas
applicações
mais
communs;
8
0
Moral
e
historia
sagrada;
9.
°
Noções
elementares
de
hygiene;
10.
°
Noções
elementares
de
agricultura;
11.
°
Gymnastica;
12
0
Canto
chorai;
13.
’
Direitos
e
deveres do
cidadão.
§
unico.
O
ensino
complementar
para
o
sexo feminino
comprehende
as
matérias
designadas nos
n.
os
1.°a
9.°
d
’este artigo,
e
além
d
’
isso
os
deveres
de
mãe
de
fa
milia,
e
as
prendas
de
bordar a
cores,
tomar
medidas,
tirar
moldes
e
fazer
ren
das e
ílôres.
Art.
4.°
Passados
tres
annos
depois
do
estabelecimento
das
escolas
normaes
para
habilitação
dos
professores
e professoras
de
ensino
primário,
e
conforme
as
con
dições
especiaes
das
localidades, poderá
ser
ampliado:
1
O
primeiro
grau
de instrucção
pri
maria
para
o
sexo
masculino
com
as
se
guintes
disciplinas:
Gymnastica;
Canto
chorai;
Noções
elementares
de
agricultura.
II
O
segundo
grau
com:
Escripturação;
Princípios
de
economia
rural,
indu
strial
ou
commercial,
confórme
as
condições
especiaes
das
localida
des;
Rudimentos
de
physica,
chimica e
historia natural.
III.
O
primeiro
grau
para
o
sexo
fe
minino
com:
Gymnastica;
Canto
chorai.
IV. O segundo
grau
com:
Economia
domestica;
Desenho
de
ornato
applicado
ás obras
próprias do sexo;
Escripturação;
Rudimentos
de
sciencias
physicas
e
naluraes.
§
Unico.
Ao
governo
compete,
ouvidos
os
inspectores
das
circmnscripções
esco
lares,
regular o
quadro
das
matérias
de
cada
grau,
segundo
o
disposto no
presen
te
artigo.
CAPITULO
II
Do
ensino
obrigalorio, matriculas
e fre
quência
Art.
5.°
A
instrucção
primaria
elemen
tar
é
obrigatória
desde
a edade
de
seis
até
doze
annos para todas
as
creanças
de
um e
outro
sexo,
cujos
paes,
tutores
ou
outras
pessoas
encarregadas
da
sua susten
tação
e
educação não provarem
legal
mente
qualquer
das
circumstancias
seguin
tes:
l.
a
Que
dão
ás
creanças
a
seu
cargo
ensino
na própria
casa,
ou em
escola
par
ticular;
2
a
Que
residem
a
mais
de
2
kilome-
tros
de
distancia
de alguma
escola
gra
tuita,
publica
ou
particular, permanente
ou
temporária;
3.
a
Que
seus
filhos
ou
ptipillos
foram
declarados
incapazes
de receber o
ensino
em
tres
exames
successivos
perante
os
jurys
de
que trata o §
l.°
do
artigo
42;
4. a
Os
que
não
poderem
mandal-os
por
motivo
de
extrema pobreza, e
que
não
tenham
recebido
o
beneficio
constante
nas
disposições
do
§
unico
do
artigo
7.®
Art. 6.
0-
A
obrigação
do ensino
começa
na
primeira
epoca
de
matriculas
posterior
áquella
em
que
as
creanças
forem
in-
scriplas
no
recenseamento
a
que
se
re
fere
o
artigo 8
°,
e
cessa
logo
que as
creanças
hajam
sido
approvadas
nos exames
estabelecidos
no
artigo 42.
§
unico.
A
obrigação do
ensino
abran
ge o dever de
apresentar as
creanças
aos
professores
de
ensino
primário
na
compe
tente
epoca
de
matriculas,
e
o dever
de
as
compellir
á
frequência
regular
da escola
em
que
forem
matriculadas.
Art.
7.°
São responsáveis pela
obriga
ção do
ensino
os
paes,
tutores
ou
pessoas
encarregadas
da
educação das creanças,
e
bem
assim
os
donos
das fabricas,
ofiicinas
ou
emprezas
agrícolas
ou
industriaes,
em
cujos
serviços
as
creanças
estejam
em
pregadas,
que
lhes
não
dispensem o
tem
po
necessário
para
a
frequência
da
es
cola.
§
unico.
Aos
orfãos,
filhos
de
viuvas
pobres
ou de
paes
indigentes,
impossibili
tados
de
trabalhar,
as
juntas
de
parochias
e
commissões
promotoras
ministrarão o
vestuário,
livros
e
outros
meios
indispen
sáveis
para
poderem
frequentar
as
esco
las.
Art.
8.°
As
juntas
de
parochia
fazem
annualmente, na
epoca
fixada
pelas
ca-
maras
municipaes,
o
recenseamento de
to
das
as
creanças
de
seis
a
doze
annos,
de
clarando
—
os
paes,
tutores
ou pessoas
a
cujo
cargo
estejam;
as
ofiicinas
e
lavores
agrícolas
ou
industriaes
em
que
forem em
pregados;
as
distancias
a
que
residem
do
local da
escola
publica
ou
particular;
e
se
recebem
o
ensino em
familia
ou
em
escola
livre.
§
l.°
este
recenseamento
será
aflixado
na
porta
da
egreja
por
oito
dias,
dentro
dos
quaes
os que,
segundo o artigo
an
tecedente.
são
responsáveis
pela
obriga
ção
do
ensino,
e bem
assim
o
delegado
parochial,
poderão
reclamar,
com
recur
so
para
a
camara
municipal.
[j
2.°
D
’
este
recenseamento
serão
tira
das
copias
authenticas
para
serem
remel-
lidas
aos
professores
da
freguezia,
á
ca
mara
municipal,
e
á
junta-escolar do con
celho,
no praso
de
quinze
dias
depois
de
concluído
o
recenseamento.
Art.
9.°
As
camaras
municipaes
assi-
gnam
as
épocas e
prasos
de
matriculas,
podendo
haver
até
tres
épocas
de
matri
culas
em
cada
anno.
§
unico.
A
matricula
é
gratuita, e
fei
ta
pelo
professor
em
livro
especial
na
pre
sença
do
delegado
parochial.
Art.
10.
Os
paes,
tutores
ou responsá
veis
pela
educação
das
creanças,
que
não
as
apresentem
aos
professores
na
com
petente
epoca
da
matricula,
são
admoes
tados
pelo
delegado
parochial,
o
qual além
d
’isso
os
intimará
para
no
praso
de
dez
dias
cumprirem
aquelia
obrigação, decla
rando-lhes as
penas
em que
incorrem
quando
desobedeçam.
§
l.° A
intimação
deve
ser
feita
den
tro
de
10
dias
a contar
d'aqtielle
em
que
a
creança
devia
ser matriculada
na es
cola.
§
2.°
Os
nomes
dos
paes,
tutores
ou
pessoas
responsáveis
pela educação
das
creanças,
qne não
obedecerem á
intima
ção
do delegado
da
parochia,
serão
afit-
xados
á
porta
da
egreja
parochial.
Art. II.
Os
paes,
tutores,
donos de
fabricas,
ofiicinas
ou
emprezas
agrícolas
e
industriaes,
que
depois
das
penas
impos
tas
pelo
artigo
antecedente não
satisfizerem
ao
preceito
da
lei
dentro
de
quinze
dias,
pagam
de multa um dia de
trabalho ou
o
equivalente
a
dinheiro nos termos
do
artigo
18
da
lei
de
6
de junho
de
1864.
No
caso
de reincidência
esta
multa
po
derá
elevar-se progressivamente
até
o qua
druplo.
§
unico.
São
isentos
do
pagamento des
tas
multas
aquelles
a
cujos
filhos se
pos
sa
applicar
alguma
das excepções
do
ar
tigo 5 °,
ou
que não
tenham
sido
intima
dos
nos
termos
do
artigo
10.
Art
12.
Ficam
sujeitos
ás
mesmas
pe
nas
e
multas
de
que
tratam
os
artigos
an
tecedentes,
e
nos
termos
do
artigo
7.°,
os
paes,
tutores,
donos
de
fabricas,
ofii
cinas
ou
emprezas
agrícolas
e
industriaes,
a
cujo
cargo
estejam
as
creanças,
que
derem mais
de
vinte
faltas
á
escola
em
cada trimestre,,
sem
motivo justificado.
§
1.°
A frequência dos
alumnos
é
pro
vada
pelas
declarações
dos
professores,
que
iodos
os
mezes
até
o dia 8
remetlem á
camara
municipal
a
relação
das
próprias
faltas
e
das
dos
alumnos
no
mez
ante
rior,
por
intermédio
do
delegado
paro
chial,
que
lhe
accrescentará
as
notas
qne
julgar
convenientes.
§ 2.°
a
falta
de
frequência aos
exer
cícios
escolares
só
póde
justificar-se por
certidão
de
facultativo,
ou
declaração
es-
cripla
do
parocho,
dispensa
do delegado
parochial
nos
termos do
artigo
17
§
3.°,
interrupção
das
communicaçõss
ou
outro
motivo
que
se
mostre
igualmente
justifi
cado e
attendivel.
§
3.®
A repetição
da
falta de frequên
cia
em
mais
de
um
trimestre
do
anno
escolar
repula-se
reincidência para o
effei
to
do pagamento
da
multa.
§
4.®
Compele
ao
delegado
parochial
to
mar
conhecimento
das
faltas,
e
julgar
da
validade
da
sua
justificação,
sem
obstar
este
conhecimento
e julgamento
ao pos
terior
conhecimento
e
julgamento
pela
jun
ta
escolar,
quando
se
der
o
recurso
do
artigo
13.
[Contináa]
GAZETILHA
Festividade.—
No
domingo celebrou-
se
no
templo
de
N.
Senhora
Branca
uma
missa cantada,
antecedida
de Tertia,
como
conclusão
dos
santos
e
sublimes exercí
cios
do
Mez
de
Maria,
que
todos
os
an
nos
se
costumam
fazer
alli
com grande
esplendor
e
piedade.
A
egreja
achava-se decorada
brilhan-
temente,
destacando-se
o
altar
de
N. Se
nhora
das
Graças,
que estava
enfeitado
com
muita
riqueza
e
bom
gosto.
Aquelia
devota
Imagem
estava
adornada
com
a
crux
de
commen
lador,
que
lhe
offertou
o exc.ra
*
snr.
commendador
Fulgencio
José
da
Costa
Guimarães,
um dos
mais
sinceros
e
fer
vorosos
devotos
da
mesma Senhora.
A capella
foi
a
da
Sé,
da
qual
são
directores
os
snrs.
Luiz
Baptista
da
Silva,
e
Esmerizes.
Orou o
revd.m®
dr.
Constantino
Fer
reira
d
’
Almeida,
que deixou todo
o
audi
tório
encantado
pela
sua
palavra
mimosa
e
fluente.
Não
podemos
deixar
de
louvar
muito
especialmente
o
digníssimo
capellão
d
’a-
quella
egreja,
o
revd.
0
snr.
padre
Am-
brosio Fernandes
d’
Araujo,
que
tem em
pregado
todos os esforços para
que
o
culto
que
deve
prestar-se
á
Virgem,
alli
progrida
e
se
perpetue.
Theatro.
—
Sobe
hoje
á scena
a co
media
em
3
actos
As
nossas
alliaãas,
e
a
zarzuella
em
1
acto Boas
noites,
snr.
D.
Simão.
Proeissõo.
—
Ia
muito linda
a
pro
cissão
com
que
finalisou
a
festividade
do
Santíssimo
Rosto
do Senhor, da
rua
de
Traz
da
Sé,
que
no
domingo
teve
logar
na
capella
da
Misericórdia,
segundo
o
pro-
gramma
que
publicámos.
Era
formada
pela irmandade das
Al
mas,
da Sé,
com
grande
numero
d
*
ir-
mãos,
no
centro
de
cujas
alas
iam
muitos
anginhos.
A
devota
Efiigie era
levada
pelo
revd.
*
cura
da
Sé,
depois
do
qual
seguia
uma
banda
de
musica,
e
uma
pequena força
d
’infanteria
8.
Os
devotos
que
promovem
esta
festi
vidade
são
dignos
de
louvor
pelos
traba
lhos
a
que
não
se
teem
poupado
para
a
tornarem
cada
anno
mais
pomposa.
Correspondência «le
Raniu.—
Com
este titulo
começou
a
publicar-se
era
Roma
um periodico,
escripto
em
portu-
gtiez
e
destinado
a
promover
os
interesses
catholicos
em Portugal
e
no
Brazil.
E
excellenteraente
redigido.
Apenas
recebemos,
e
tardiamente,
os
n.
os 5
e
6,
do
primeiro
dos
quaes
é
o
artigo
que
sobre
os
maus
livros
e
jornaes
inserimos
boje
n'oulro
logar.
Dando
as
boas-vindas
ao
novo
collega,
fazemos
votos
pela
sua
existência
prolon
gada
e
prospera.
Audiências
{jet-nes.—
No
dia
1
do
corrente
foram
julgados
os
seguintes
in
divíduos:
José
Fernandes
Lanhoso,
e
José
Fer
nandes,
o
Chato,
da
freguezia
de
Pal
meira,
accusados
pelo crime
d
’offensas
corporaes:
absolvidos:—Domigos
Ferreira.
Marques,
da freguezia
de Priscos,
pelo
crime
de
fogo
posto
em
sua
habitação:
absolvido.
N
’
este
mesmo
dia
terminaram as au
diências
geraes
n
’
esle
semestre.
Fadre
Sentia
Freitas.—
Já
chegou
a
Lisboa,
de
volta
da
Madeira,
o
nosso
bom
amigo
e
primoroso
escriptor
calholico,
>adre
Senna
Freitas.
Para
se
avaliar
a
extraordinária
acti-
vidade
d
’este
incançavel
obreiro
evangéli
co,
basta
dizer-se
que, não
obstante a
sua
deteriorada
saude,
elle
prégára
na
cidade
do
Funchal,
em
pouco
menos
de
mez
e
meio,
vinte
e
duas
vezes!
Damos
ao
nosso
amigo
cordeaes parabeus
pelo seu
regresso.
Coneursas
ecelesinsticoa.
—
O
«Diário
do
Governo»
de
1
publica
aviso
de que estão a
concurso
as
seguintes
eg
rejas:
Airão
(Santa
Maria),
concelho
de
Gui
marães,
diocese
de
Braga.
Amora
e
Corroios (Nossa
Senhora
do
Monte
Sião),
concelho
do
Seixal,
diocese
de
Lisboa.
Amoreiras
(S.
Martinho),
concelho
de
Odemira,
diocese
de
Beja.
Guimarei
(S.
Paio),
concelho
de
Santo
Thyrso,
diocese
do
Porto.
Malpica
(S.
Domingos),
concelho
de
Castello
Branco,
diocese
de
Castello
Branco.
Manique
do
Independente
(S.
Pedro
de
Arrifana).
concelho
de Azambuja,
dio
cese
de
Lisboa.
Oriollas
(Nossa
Senhora
de
Assumpção),
concelho
de
Portei,
diocese
de
Beja.
Paços (S.
Miguel), concelho
de
Gou
veia,
diocese
de
Coimbra.
Pindello
(Nossa
Senhora
dos
Milagres),
concelho
de
S.
Pedro
do
Sul,
diocese de
Vizeu.
Reriz
(S.
Martinho),
concelho
de
Cas
tro
Daire,
diocese
de
Vizeu.
S.
Gens
(S.
Gens)
concelho
de
Mon-
lemór o
Novo,
diocese
de
Évora.
Ternache
(Nossa
Senhora
de
Assum-
Íção),
concelho
de
Coimbra,
diocese
de
oimbra.
Urguezes
(Santo
Estevão)
concelho
de
Guimarães,
diocese
de
Braga.
Villar
de
Maçada
(Nossa
Senhora
de
Assumpção),
concelho
de Alijó,
diocese
de
Braga.
QuegtSo do Oriente.—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á questão do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna
29
—0 conde de
Andrassy
leu
na
delegação
húngara
o
preambulo
justi
ficativo
do
credito
supplementar.
Declara
que
a
Austria-Hungria
deve conservar
a
sua
posição
de
potência
preponderante.
0
governo,
como
prevenção
para
quaesquer
complicações
evenluaes,
quer
fortificar
a
Dalmacia
e
a Transylvania.
No
congresso
o
governo
esforçar-se-ba
para a
manu
tenção
da
paz,
afim
de
salvaguardar
os
in
teresses
da
monarchia.
Constanslinopla
29
—
Um
«hatt»
impe
rial
convida
o
novo
gran-vizir,
Ruchid-
Pachá,
a
pôr
em execução
as
reformas.
Londres 31—
0
«Globo»
em
edição
es
pecial
diz
que ha
boas
razões
para
acre
ditar
definitivamente na
decidida
reunião
do
congresso
e
feito
o
accordo
entre
a
Inglaterra
e
a
Rússia
ácêrca
da
questão
da
Bulgaria.
A
Inglaterra não
se opporá
á
cessão
da
Bessarabia
e Bataum.
A
Rús
sia
promette
não
ultrapassar
a
fronteira
da
Ásia.
Não
exigirá indenanisação
de
ter
ritório
nem
prejudicará
os
credores
ingle-
zes.
A passagem
do
Bosphoro
e Darda-
nellos
permanece
no
«statu
quo».
A
In
glaterra
reservou-se
para
discutir
no
con
gresso
as
questões
relativas
ao
Danúbio
e
ao
pagamento da
indemnisação,
á
reor-
ganisação
do Epiro,
Thesalia
e
outras
pro
víncias
gregas,
assim
como
o
accordo de
finitivo
á
questão
dos
estreitos.
Vienna
1
—
0
conde
Andrassy,
em uma
reunião
da
commissão
financeira,
disse
que
era
exacto
o
despacho
publicado
pelo
«Glo
bo»,
e
declarou que as
negociações
teem
por
fim
unicamente assegurar
a
reunião
do
congresso,
mas não
prejudicam,
pois
que
o
accordo
sobre
lodos
os
pontos
ainda
não
é
um
facto.
Londres
1
—
0
«Standart»,
Daily
News»
e
o
«Morning
Adverliser», julgam
que o
parlamento
será
informado, segunda
ou
terça-feira
do accordo
com
referencia á
reunião
do
congresso.
0 «Times» crê
po
rem
que esta
noticia
é
muito
oplimista.
Poríufiueasís
fwllecidos.
—
Desde
7
a
11
de
maio
falleceram
no Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
João
dos
Santos
Oliveira,
37
annos,
casado;
Anlonio
Barbosa
de
Azevedo,
40
a.,
c.;
Domingos
da
Silva
Ribeiro
Guer
ra,
39
a.,
c.;
Joaquim
Antono
Fernandes
Pereira,
29
a.; Luiz
Raphael
da
Silva Gos
ta,
40
a.,
c.;
Joaquim
Fernandes,
38
a.,
c.;
Joaquim
Pires,
23
a.,
solteiro; João
Rodrigues,
22
a.,
c.;
Anlonio
Gomes
da
Cosia,
16
a.,
s.;
Anlonio
Rebello, 50a.,
s.;
Maria
Luiza
da
Conceição Madureira,
42
a.,
viuva;
Luiz
Gonçalves
Carneiro,
25
a.,
c.;
José
Maria
Rodrigues
Braga,
42
a.,
s
;
Francisco
Ferreira
de
Castro,
27
a., s,;
Francisco
Martins
de
Oliveira,
30
a.,
v.;
Manoel
Pereira
Tavares,
13a.,
s.;
Faustino
José
Pereira,
37
a., c.;
Ma
ria
Francisca,
70
a.,
v.;
Anlonio
Pinto
da
Silva
Basto,
54
a.,
s.;
Manoel
Roiz
Pinto,
31 a.,
s.; José
Garcia
Luiz. 32 a.,
s.;
Victorino
de
Oliveira,
40 a
,
c.;
José
de
’
Oliveira
Torres,
42 a.,
c.;
José
Mar
tins
dos
Santos,
40
a.,
c.;
José
Joaquim
da
Silva,
15
a
,
s,;
José
Marcellino
da
Rocha,
46
a.,
solteiro.
a
rua maáa
rica
«Io
musulo.
—
A
rua
mais rica
do
mundo
é
sem
contra-
dicção
a
5.a
avenida
de
New-
York. N’
es-
ta
rua
vivem
16
famílias que
só
ellas
leem
uma
renda
de
1:200
milhões
de
francos,
e
são:
Rhinlader,
15
milhões; Robertes,
25
milhões;
Taylor,
25
milhões;
Belmont,
40
milhões;
R.
Sluar
t
25
milhões;
Stevens,
10
milhões;
Ens,
25 milhões;
Aslor ir
mãos,
300
milhões;
St
wart,
250
milhões;
Pedro
Lorillard, 15 milhões;
Kernecban,
10
milhões;
Gordon
Benneste,
20
milhões;
Vanderbit,
375
milhões;
Calvert,
10
mi
lhões;
Stevens,
50 milhões;
Lorillard,
5
milhões.
Trenior
«ie
terra.
—
Em
VeilUZliela
na
sexta-feira
12 d
’
abril,
pelas
8
horas
da
manhã,
um violento
tremor
de
terra
foi
seguido,
no
dia
seguinte,
de
um se
gundo,
lambem
forte.
A
população,
ater
rada
deixava
Caracas.
Cua,
pequena
villa
situada
a
cinco
lé
guas
de Caracas,
foi
complelamente
des
truída.
Sobre
8:000
habitantes sómenle
2:000
poderam
escapar,
e
a maior
parte
d
’estes
estão
doidos.
A
desolação
não
se
póde
descrever.
Caracas
soffreu
muito,
muitas
casas
arruinadas
ameaçam
cahir;
as
egrejas
es
tão
fechadas.
Os
prejuizos
são
enormes;
estão
cal
culados
n
’
um milhão
de
piastras.
Trecho de
usiia
eartii
a pro-
pnaito do
«Chryaostomo 1’ortu-
guezo
—
«...
Conheço
o
Compilador,
des
de que
por
aqui passou,
vindo
do Bra
zil
haverá
dous
annos
pouco mais
ou
menos.
E’
homem
de
virtude e
de
enge
nho
fóra
do
commum.
Não
me
admira
que
os
matutos
con
cebessem
por
elle
tanto
, enlbusiasmo, a
ponto
de
dizerem os
beleguins
do
Gram
mestre
Rio
Branco que
«o
adoravam».
Mas
o
que
é
sobretudo,
é
emprehen-
dedor
—
atrevido
no
bom
sentido
da pala
vra.
A
empreza
a
que
metteu hombros
—
elle
estrangeiro,
italiano!—
haveria
assus
tado a
mais
de
sete
nacionaes,
—
portu-
guezes
de
lei.
E
todavia
parece-me
certo
ter
forças
de sobra
para
a
levar
a
cabo.
O
ponto
está
em
que
seja
auxiliado
quanto
merece...
E
’
incontestável
que
nos
fez
um grande
serviço.
Pelo
meu
voto,
merecia
carta
de
ci
dadão
portuguez e
algo
mais...
Pergunta-me
V.
se
li
<o
prologo
in
teiro:
pois como
é
um
pouco
extenso...»,
e
conhece
a
minha
perguiça
—
diga tudo—
teme
que
«o
percorresse
per
summa
ca
pilar.
Esteja
descançado que
li
desde
a
l.
a
até
á
28
pagina
em
que finalisa;
e
reli
alguns
pontos
para
melhor
os sabo
rear;
e
não
me
cancei
De
accordo
com
o
Camillo
e
com
V.!
O
prologo
é
ma
gnifico ..
Agora
perguntarei a V.
por
mi
nha
vez:
Não
leu
mais
que
o
prologo?...
Se
leu, reparou
bem
nas
palavras
do
Com
pilador
collocadas
enlre aspas no
corrrer
dos
Sermões
7
Achou
grande
diíferença
de
eslylo? Eu até
aqui —
e
a
leitura
vae adean-
lada—
nenhuma!
Pois Vieira
não
é
para
ser
imitado
pelo
primeiro
que
appareça.
Já
dei
alguns
passos
para apertar
a
mão ao Compilador
Honorati
e
dizer-lhe:
—
Parabéns!
Tenho
pena
que
não
seja
portuguez
ou
que portuguez
se
não
fa
ça:
pelo
menos
fique
entre
nós emquan-
to
a
llalia
não
torna
juizo».
Mas
dizem-
me
que
saiu
de
Lisboa
por algum
tem
po.
O
certo
é
que
n
’
esles
dias o não
te
nho
encontrado...»
—
E.
Aiplmbetoa.—
O
alphabeto
mais
cur
to
que se
conhece
é
o
do
idioma
falla-
do
nas
ihas
de Sandwch:
só
tem
12 let-
tras.
O
irlandez
tem
17, e o
do
império
Birman
19.
O
italiano,
o
latim,
syria-
co,
hebraico,
calcaico,
samaritano
e
ben-
galez,
tem
21;
o
francez
23;
o
grego
24;
o
allemão,
inglez,
hollandez
e
portuguez
25;
o
hespanhol e
slavo
27; o
arabe
28;
o
persa
e
o
cofta
32;
o
giorgiano
35; o
arménio
38;
o
russo
41;
o
tnoscoviia
45;
o
sanscriplo
e
o
japonez
50;
o
ethiope
e
o
tartaro
101.
Penhoradissimos
agradecemos por
este
meio,
na impossibilidade
de
o
fazer
pes
soalmente,
a
todas
as exc.mas senhoras
e
cavalheiros
que
se
dignaram
tomar
parte
no
penoso
sentimento que
nos
causou
a
mcrle
de
nosso
marido,
filho,
genro
e so
brinho,
o
doutor Gonçalo
Antão
de
Ma
cedo
Sá
e
Abreu. A
todos
protestamos
gratidão
inalterável.
Francisca
Thereza
de
Sousa
Torres
e
Al
meida de Macedo
Maria
Angelina
de
Paiva
Pereira
Brandão
Francisco
Xavier de
Sousa
Torres
e
Al
meida
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Al
meida.
AUKE.MMMEXTO
Quem
perlemler
arrendar
a Quinta
dos
Aposlolos,
sita
na
freguezia
de
Ferrei
ros,
póde
dirigir-se
a
seu
dono,
morador
na
mesma quinta.
(914)
DIUUmiAS
UIARIM
Manoel Santa Marinha,
Anlonio
do
Couto
e Torqualo, fazem
publico, que
continuam
com
as
suas diligencias
que
tem
diariamente
para Guimarães,
Caídas
de
Visella,
Fafe,
Gandarella,
Arco
e
Ama-
rante,
a
sahir
de
Braga
da
casa do
bem
conhecido Ribeiro
Braga
ás 4
ei
e
meia
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
e
da
casa
do
Arranjadinho
o
carro
que
sahia ás
4
e
meia
horas
da
manhã,
fica
sahindo
des
de
o dia 4 em
diante
ás
5
e
conlintía
a
sahir
da
mesma
casa
o
carro ao
meio
dia.
Preço
para
Visella
400
reis
e
o
das
mais
carreiras
acima
indicadas
os
mesmos
já
publicados.
(915)
VENDA DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S. Marcos, o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade com
creada,
ou
eccle-
siasúco
idoso.
Póde
ver-se
a qualquer
hora.
(916)
Pelo
juizo
de
direito
da comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
no
dia
dezeseis
de
junho
proximo
seguin
te,
por dez
horas
da
manhã,
á
portado
tribunal
da
justiça
da mesma
comarca,
si
to
no largo
de
Santo
Agostinho,
da
ci
dade
de
Braga,
tem
de
arrematar-se
em
basta
publica, o
praso
de
Agueda,
silo
no
logar
do Outeiro, freguesia
de
Lama-
çaes,
da
mesma
comarca,
que
se
com
põe das
propriedades
seguintes a
saber:
o
campo
do
Sardoal
debaixo,
avaliado
na
quantia
de
duzentos
e doze
mil
réis;
o
campo
do
Sardoal
de
cima,
avaliado
na
quantia
de duzentos
e oitenta e oito
mil
réis.
Seis
leiras
juntas
umas
ás outras,
que
se
chamam
das
Cachadas,
avaliadas
na
quantia
de cento
e
oitenta
mil
réis, cu
jo
praso
é
foreiro
á fazenda
Nacional
com
o
loro
annual
de
cento
e vinte
litros
e
oito
centos
e
noventa
e
seis
e
meio
me
lilitros
de milho
alvo
e
centeio,
uma
ga
linha
e
tres
quartos
de
outra,
tres
quar
tos
de
um
frango,
cicoenta
réis
em
di
nheiro,
e
laudemio
da
quarentena;
no
va
lor
as
ditas
propriedades,
abatido
o
so
bredito
foro e laudemio,
na
quantia
de
quinhentos
setenta
e
nove
mil
nove
cen
tos
cincoenta
e
cinco
réis, penhorado
por
execução
de
José
Anlonio
Ferreira
e
mu
lher
Maria Josefa, contra
José
Antonio
da
Cunha
Moreira,
da
mesma
cidade.
E
são
citados
todos
os credores
incertos
para
os
fins
designados
na
lei.
Braga
vinte
e
sete
de
maio de
mil
oito
centos
e
seten
ta
e
oito.
Verificado
A.
Carneiro
de Sampaio
O
escrivão
(913)
Antonio
José
Gonçalves.
Não tendo
mais
de metade
dos
contri
buintes da
derrama
directa
municipal
lan
çada
a
este
concelho
pelo
anno
de
1877-
1878
satisfeito
suas
coiiectas no
praso
que
expirou
em
22
do
corrente,
são
os mes
mos
prevenidos
de que
quando
as
não
satisfaçam
immediatamente,
serão
logo
re
laxados,
o
que
a
Camara
deseja
evitar.
Braga
2$
de
Maio
de
18781
D
’
ordem
da
Camara—
O
Escrivão
(909;
Anlonio
Manoel
Alves
Costa.
ABUHUATAÇA
o
.
No
dia
23
de junho
proximo
f
u
t
Urft
pelas
onze
horas
da
manhã
no
Col|eoj0
dos
Orphã
>s
de
S.
Caetano
e
perante
”
a
Commissão
Administradora ou
seu
dele-
gado
se
tem
de
pôr
em
hasta
publica
e
entregar
a
quem
mais
dér,
os
arrenda,
mentos
das
quintas
e
azenhas,
que
o
di.
cto
Collegio
possue
nas
freguezias
de
San.
la
Christina
de
Longos,
concelho
de
Gnj.
marães,
sendo
esta
denominada
quinta
da
Loureiro,
azenhas
em
Carrazedo,
concelhn
de
Amares,
e
quintas
de
Dadim,
Nogueira
e
campos
de
Lomar, concelho
de
Braga,
As condições
serão
patentes no acto
dà
arrematação.
Braga
e
Collegio
dos
Órfãos de S.
Caetano,
29 de
maio
de
1878.
O
secretario
Anlonio Francisco
Pereira
de Almeida
Coulinho.
(910)
Fallencia
da Caixa Economica
Penhorista
Sociedade
anony ma
de
responsabilidade
limitada
Filial
i'in itruija
Continua
até
o
dia
6
do
proximo
mez
de
junho,
a
entregar-se
os
penhores
exis
tentes n
’esta
Filial,
nos
dias não santifi
cados,
desde
as
9
e
meia horas
da
ma
nhã
até
ás
2
da
tarde,
mediante
o
pa
gamento
do debito,
e
apresentação
das
cédulas.
O representante
da
curadoria
fiscal,
(904)
Antonio
José
Gomes
Martins.
Antonio
José
de
Figueredo,
tendo
per
dido
todos
os
seus
livros
e
papeis
no
in
cêndio
que
infelizmente
lhe
devorou
a
casa
na
noite
de
25
para 26 do
p.
p., e
com
elles
a relação
dos
senhores que
desde
o
dia
15
a
20 do
dito
mez
lhe
tinham
remelti-
do a
importância das
suas
assignaturas
do
«Ecco
de
Roma,»
pede
áquelles
mesmos
se
nhores
que
se
sirvam
declarar-lhe
os
seus
nomes
e
as
quantias
enviadas,
para
lhes
mandar
os
competentes
recibos,
dirigindo
as
cartas
para
a
Estrada
de
Campolide d
Cruz
das
Almas
n.°
33,
Lisboa.
O
mesmo
pede
aos
que
no
dito
prazo de tempo
lhe
enviaram
o
preço
das
suas
assignaturas,
para
o
novo jornal o
Universo», aíitn
de
lhes
enviar
o
recibo
ou
restituir
o
dinheiro
segundo
a
dita
folha
se
publicar
ou
não.
Parte de Comércio do Minho (O)
