comerciominho_03101878_844.xml
- conteúdo
-
SE.8S^I
ím
HOS.%,
D’
Off.ITE(IL1L
Eí
TVOTMCMOSA..
REDÁCTORES—D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................
1&600
»
6
»
......
Correspondências
parlic.
cada linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repeti;
5o
....................................
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QIOTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
».......................
»
sendo duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha avulso
................................
2&G00
1&050
3&600
3&600
10
N.°
844
HRA«A-CJUS.WTA-FâíBRA
3
BE
OUTUBRO BE
l
*
J»
O
Rociai
I
Quando
se
lança
uma
vista
pela
Eu
ropa,
e se
allenla
nos
progressos, que
está
fazendo por
toda
a
parte essa terrí
vel
peste,
chamada
o Socialismo,
o
espi
rito
menos
meticuloso não póde
deixar
de
sobresaltar-se,
nem
de
confranger-se
de
terror
o coração
mais
alentado.
Bem sabemos
que
ha
espíritos
tão
frívolos,
ou
tão
interessados
no
bom
exi
lo
da
infernal
maquinação
contra
a
socie
dade,
que
apparentam
uma
grande
tran-
quillidade
no
meio
da
procella,
que ruge
de
todos
os
lados,
e
se
exforçam
por
fa
zer
acreditar que
o
socialismo
não
passa
de
um phantasma
vão,
de
uma
sombra
sem
realidade.
Lembraremos porém,
que
já
assim
se
falia
va
oulr
’
ora
ácerca
da
maçonaria
e
do
liberalismo,
quando
estes dous
monstros,
paes
do
socialismo
contemporâneo,
conser
vando-se
ainda
em
estado
latente,
faziam
uma
propaganda
subterrânea, que
os
po
vos
não
percebiam,
e
que
os
governos
despresavam
e
tingiam
não
vêr.
E
todavia
o
liberalismo
ctesceu,
desenvolveu-se
e
alíim
avassallou
o
mundo.
Hoje
o
socialismo
segue
exaclamente
a
mesma
traça
do
liberalismo,
de
que
é
a
ultima
expressão
—
o
verbo—como
dizia
ha
pouco
uma
auctoridade
insuspeita.
Tem
os
mesmos
meios de
propaganda,
talvez
mais aperfeiçoados;
e
acha,
de
mais a
mais.
desbravado
o terreno
e
aplanado o
caminho
pelos trabalhos,
já
mais
que
se
culares, da
maçonaria.
Alem d’
isso, contra
os
factos
não
va
lem
argumentos. E
os
factos
mostram-
nos
na
Allemanha
os
socialistas
cousiitu--
dos
já
em
partido
político,
e
enviando
os
seus deputados
ao
parlamento,
vencen
do
estes
contra os
proprios
candidatos
do
governo,
como'recentemente
aconteceu
na
4.
*
assembleia
eleitoral
de
Berlim,
onde
o
communista
Friízsche
obteve
um
com
pleto
triumpho
sobre
o
seu
rival
Zelle,
protegido
pela auctoridade.
.Mostram-nos os
mesmos
factos
na
Rús
sia
o
nihdismo
(que
vem a ser
o
socia
lismo
com outro
nome)
ganhando
adeptos
em
todas
as
classes
sociaes.
até
mesmo
entre
os
empregados públicos
de
alta ge-
rarchia,
e
exercendo
terríveis e
publicas
vinganças
sobre
os
que
tentam
embargar-
lhe
o
passo
Na
França
ainda
faliam
bem
alto
os
odiosos
excessos
da
Communa
de
Paris;
e
se
estes
poderam,
no
momento,
encher
de
horror
a
grande
maioria
do
povo
fran
cez,
nem
por
isso
a
seita,
depois
de ven
cida,
ficou
anniqnilada;
antes
progride
sempre,
até
que
o
definitivo
estabeleci
mento
da
republica gambetlista lhe
per
mitia
arrojar-se
a novos, e quiçá
mais
horríveis emprehendimentos.
Na
lialia
a
associação
internacional
a-
cha-se
perfeitamente
organisada;
e
não
receia
mesmo
sahir
á
luz
com
proclama
ções
e
manisfestos,
em
que,
depois
de
aflirmar
ousadamente
a sua
infernal
dou
trina,
segundo
a
qual
a
anarchia
deve
ser
substituída
á
auctoridade,
os
contratos
ás leis,
a
propriedade
collectiva
á
proprie
dade
individual,
o
amor
livre
ao
matri
monio,
e
o
homem
a
Deus,
appella
para
a força,
para
a
revolta, e
annuncia
es
tar-se
preparando
e
ordenando
para
a
lu-
cta, que deve
iniciar
a revolução
social
e
universal!
(Proclamação
recentissima
da
Federasione
delle Roniagne.
Vid.
o Obser
vador
Romano
de
13
de
agosto
p.
p.)
Que o
socialismo
tem
lambem
lançado
em Hespanha profundas raizes,
sabem-no
lodos aquelles, de
cuja
memória
ainda
se
não
riscaram
as
scenas
de
sangue,
de
roubo
e
de
extermínio,
que
alli
acom
panharam,
não
ha ainda
muitos
annos,
a
acclamação da republica
democratica-
social.
A
revolução,
irrequieta
sempre,
con
tinua
a
agitar
surdameute
o paiz
visinho,
e
na
coallisào
dos
partidos
mais avança
dos
contra
a
ordem
de
cousas
actualmen-
te
estabelecida
em
Hespanha, avultam
os
mesmos
elementos,
que
preludiaram
em
Alcoy
e
Cartaghena
a serie
de
espanto
sos
excessos,
a
que
talvez
ainda
esteja
condemiuda
a
patria’ de
S
Fernando;
justo
castigo
de
haver
preferido
o
facto
ao direito,
D Affonso
a
D.
Carlos,
a re
volução
á
legitimidade.
Em
Portugtal
as
doutrinas
socialistas,
semeadas
e
cultivadas
pela imprensa,
pe
la
palavra,
e
até
pelo ensino
ollicial,
teem,
todavia,
encontrado
até
agora
um
pode
roso
contraste
no
bom
senso
do
nosso
povo,
e
sobre
tudo
na
prolecção
bem
vi
sível.
que
a
Providencia
ainda
não
reti
rou
aos
descendentes
dos
vencedores
de
Ourique.
Se porém a
tempestade
se de
sencadear
sobre
as
outras
regiões
da
Eu
ropa,
quem
nos
assegura
de
que
nós es
caparemos
incólumes?
Aqui trabalha-se
lambem,
e
trabalba-
se
sem
descanço.
Uma
imprensa
desbra
gada
e libertina lança
ás
mãos
cheias,
e
diariamente,
o
veneno
dos
mais
pernicio
sos
princípios
por entre as
massas
po
pulares. O epigramma
acerado,
o
insulto
altrevido,
a
accusação
infamanle,
arro
jados
sem cessar ás taces
do
proprio Che
fe
do
Estado,
desprestigiam
cada
vez
mais
o principio
d
’
auctoridade,
contra
o
qual
o
socialismo
principalmente
se
insurge/
Assim
dispostos
e
corrompidos
os
âni
mos, a
infernal
propaganda
não
achará
mais
quem
a
contenha,
e
a
semente
do
internacionalismo
se
desinvolverá
livremen
te
até
que
venha
a
fruclificar
um
dia.
Nós
sabemos
pela
triste
experiencia
de
mais
de
um
século
como
a
onda
das más
doutrinas
cresce
e
se
derrama
nos
po
vos,
e
quanto
a
lógica da
revolução é
inexorável!
Seria
pois
necessário
fechar
completa
mente
os
olhos
aos
clarões
sinistros,
que
teem
crusado
a
atmosphera,
desde
os in
cêndios
da communa
de Paris
até
ao
fu
zilar das
escopetas
de
Hodel
e
de
Nobi-
hng,
para
não
nos
apercebermos
da
im-
minente
e
perigosissima
tormenla,
que
já
de tão
perlo
nos
ameaça.
E
será
ainda
possível
conjural-a?
Cre
mos
que
sim;
e
no seguinte
artigo
es
tudaremos
esta
questão.
D.
m
.
s.
Coloniaa
portuguezas.
Publicamns
hoje uma
carta,
que
de
Londres
nos
enviou
o
snr.
Anlonio
Ri
beiro
Saraiva.
E
’ motivada
pelo
que
lera no
«Times»
de
10
do
corrente
—
que
corre o
boato
de
estarem
concluídas
negociações
para
ce
der
Portugal a bahia de
Lourenço
Mar
ques
á Inglaterra.
Julgamos
absolutamente
falsa
a
noticia
do
jornal
inglez.
O
que, porém,
denota
é
a
boa
vontade
que
a
Inglaterra
tem
á
mencionada
possessão,
e que
não
de
siste
das
diligencias
para se
apoderar
de
ella.
Já
em
1873
e
1874 se
publicaram
duas
memórias
para
refutar
as
preten
sões
da
Inglaterra
áquella
possessão
por-
tugueza; sendo
a
nosso
lavor
decidida
a
questão
em França por
Mac-Mahon.
Se,
porém,
não
acreditamos
na
ce
dência
em
qne agora
se
falia
no
«Ti
mes»;
vemos
que
a
má
administração
das
nossas
colonias
nos póde
levar
a
per-
del-as.
Quando
junto
a
ellas
estão
estabeleci
dos
os
inglezes,
qne procuram todos
os
meios
de
se
apoderar
do
que
nos
per
tence,
ha
justificados
motivos
de leceiar
que,
mais
cedo,
ou
mais
tarde,
venhamos
a
ficar
sem
aquelles
territórios,
que
os
nossos
antepassados
adquiriam
e
mantiveram
á
força
de
inauditos
esforços.
Emquanto
nós
desprezamos
a
adminis
tração
’das
colonias
portuguezas,
os ingle
zes
estão
attentos,
e
tratam
de
fazer
pros
perar
as
suas,
diligenciando
augmental-as
com
as
nossas.
Este
assumpto
é
grave,
e
por
assim
o
considerarmos
é que publicamos
a carta
do
snr.
Ribeiro
Saraiva,
sem
commen-
tarios
á
parle
política
d’
ella
(apenas
com
uma observação
em
uma
nota),
porque
não
vemos
com
respeito
ás
nossas
pos
sessões
— miguelistas,
ou
liberaes
—
mas
simplesmente
portugtiezes,
que
todos
de
vem
ter
interesse em
manter
a indepen
dência
nacional
e
a
conservação
dos
ter
ritórios
que,
apesar
de
estarem
afastados
de
nós,
fazem
parte
integrante
da
mo-
narchia.
Um
dos principaes
erros
commettidos
pelos
diversos
governos
é
mandarem
em
regra
maus
governadores
e
empregados
para
as
nossas
colonias.
Como alli
se
acham
longe
da
íiscalisação
do
poder
cen
trai,
praticam
impunemente
tudo
quanto
lhes
convêm.
Além
das
pretensões
da
Inglaterra
á
bahia de
Lourenço
Marques,
é
bem
sabido
que
a America
do norte
não poupa
dili
gencias
para
se
apoderar
de
algumas
das
nossas
ilhas
dos
Açores, e
que
em
algu
mas delias
|á
ha
bastantes
indivíduos
que
não
vêm
com
desagrado
esse
in
tento.
Queixam-se
do
desamparo
em
que os
deixa
a
metrópole,
e
assim
procuram justi
ficar
o
seu
desejo.
A
missão
dos
governos
não
é
de
pra
ticarem
toda
a
qualidade
de
tropellias
e
attentado
nas
eleições;
mas
sim
de
curar
dos
interesses
da
nação.
Ao
mesmo
tempo
que
os
homens
pu
blicos
em
Portugal
dormem
sobre
a
sorte
que
nos
espera;
os
estrangeiros estão
vi
gilantes
e
tramando
com
insistência
para
lançar
mão
do
que
nos
pertence.
Tempo
virá
em
que
se
lhe
queira
dar
remedio,
e
já
o
não
possa ter.
J
oaquim
M
artins
de
C
arvalho
.
Londres,
11
de
setembro
de 1878.
——
Snr.
Joaquim
Martins
de Carvalho.—
No
fundo
da
ultima columna
da
terceira
pa
gina
do
«Times»
de
hontem,
apparece,
como
envergonhado,
na letra
a
mais
miú
da,
o
seguinte
paragraphilo;
muito
inte
ressante
e
gostoso, sem
duvida,
para
os
espatifadores
de
Portugal,
que
ha
quarenta
e
tantos
annos,
o
mar
despejou
nas
praias
do
Mindelio.
«DELAGOA
B
à
Y».
(E
’
o
nome in
glez
da
nossa
bahia de
Lourenço
Marques
—que
a
Inglaterra
cubiça
ha
muito,
e
que
os
Mindelleiros
lhe
vão muito
breve
entre
gar):
—
«Rosna-se
que
estão
concluídas
ne
«gociações para
ceder
Portuga)
a
bahia
«de
Lourenço
Marques
á
Inglaterra,
e
qne
«muito
breve
a
mesma
será proprie
fade
«Britanica.
Se
isto
for
verdade,
dar-se-ha
«inteiramente
nova face
aos
negociantes
«d
’
Africa-Sueste».
Quanto
a
mim,
são isso
ha
muito
fa-
vas
contadas.
Quando,
em
1857,
aqui veiu
Augusto
Ferreira
Pinto
Basto,
com
com
missão
e
negocio,
suggerido
antes,
dese
jado,
e preparado em
parte
pelo
meu
condiscípulo
Almeida
Garrett,
para
o
apro
veitamento
da
nossa África
(por
onde po
díamos,
deviamos,
e havíamos
de
ser
gran
des,
a
não
ler
vindo
a
praga
do Mindelio
matar-nos),
já elle trazia,
entre
outros
documentos,
o
folheio
de
um «missioná
rio»
protestante inglez
de
Natal,
o
qual
dizia claramente,
qne
a
bahia
«muito
breve
seria
ingleza,
e
na
verdade,
quasi
o era
já».
A maçonaria,
1820
estragado
por
ella,
o......
.
(1)
D.
Pedro, 16
de
maio
de
1828,
e
este,
ajudado
pela
incapacidade
do
governo
legitimo,
especialmente
dos
fins
de
1829
por
diante,—mataram Por
tugal;
e
peiur
que
isso,
ajudaram
a
In
glaterra
a
destruir
o
estado
no
mundo
que,
prosperamenle
por
suas
proporções
naluraes,
immulaveis, mais
sombra,
sendo
governado
com
juizo
e
capacidade,
podia,
já
hoje
mesmo, vir
a
fazer á
Grã-Bre
tanha.
A
tolissima
e
infamissima
separação
do
Brazil,
de
que
Fernandes
Thomaz
se
mostrou
tão
satisfeito
(2),
destruiu,
é
ver
dade,
essa
magnifica
perspectiva,
que
só
póde desconhecer
quem
nunca
olhasse
para
um
mappa
mundi,
e
ahi
não
visse
o
que
era
o
reino
unido
de
Portugal, Brazil
e
Algarves,
com
outras
possessões
na
África
e na
Asia,
e
suas
ilhas
no
Oceano.
Que
os
brazileiros—pueris
creanças.
a
maior
parte
d
’
elles,
como historicamente
o
seu
império—
não
sejam
capazes
de
ver
e
apreciar
a
grandeza
de
uma
tal con
cepção;
prefiram
deixar-se
desfrutar
por
inglezes,
francezes,
etc.,
a
compor
um
estado
tão
respeitável
e
magnifico
qual
o
que
era
representado
pelas
quinas
abra
çadas
com
a
esphera,
entende-se;
porque
os filhos
de
um
império
infante,
hão
de
levar,
como
elle, tempo
a
ser
homens. Mas
que
os
descobridores,
os
povoadores,
os
colonisadores,
os
edificadores,
os
paes de
esse
mesmo
império,
fizessem
por des
cartar-se
d
’
elle—cheira
a
Rilhafolles.
*
Immenso
campo
eu
aqui
teria
para
discorrer;
mas,
em vez
d
’
isso,
transcre
verei
sómente,
do
meu
escriplo
sobre
o
Tratado
de
commercio com
a
Inglaterra,
de
1832,
o
seguinte paragrapho,
que
me
parece
vir
um
tanto
a proposilo,
em
re
lação
ao
ponto
de
que
tratamos.
«i
Poderão
acaso»
(dizia
eu)
«ser
bem
zelados
os
interesses
de Portugal,
debaixo
das
relações
que
acabo
de
apontar,
e de
outras
por
um
partido
anti-nacional
a
governar,
que
só
na
prolecção
ingleza
confia para
se
sustentar,
e
que,
por
isso
mesmo, se
acha
na
dependencia
d’
esta
complelamente
?
(1) Supprimimos
aqui
um
epitheto
al
tamente affiontoso
para
D
Pedro.
Não
é
por
estarmos
resolvidos
a
que
brar
lanças
por todos
os
actos
que
elle
praticou;
mas
porque não
lendo
nós
usado
nunca
de
taes
lermos
para
com
D.
Mi
guel,
apezar
de
combatermos
fortemente
a
sua
administração
pohtica,
julgamos
que
não devemos admillil-os contra
D.
Pedro.
J
oaquim
M
artins
de
C
arvalho
.
(2)
O
snr.
Joaquim
Martins
triumphan-
temente
me
contradisse,
quando
eu,
ha
tempos,
escrevi,
que
meu
pae
voltára
in
dignado
das
Necessidades,
no
dia
da
tal
despedida
ao
Brazil. Eu
eslava
em
Coim
bra;
meu
pae
depois
referiu-me o
facto,
indignado
l)
erro
foi meu.
O
escandalo
não
é
por
isso
menos certo, nem
menos
grave
o crime.
O
asserto
de
qne
ganha
mos com a separação do
Brazil, não
merece
resposta.
jgaMBuayjjec
n
ca
r.
i
rm
«^
Poderão
apreciar
e
promover
devida
mente
as
vantagens
que
póde sacar
o com
mercio
portuguez <io
trafico
e
relações
com
as
colonias
britânicas,
os que
dese
jam
vender
as
nossas
para
pagar aos
usu
rários
de
Londres
seus
unerosissimos
cré
ditos
?
«Não
é
só
o
snr.
Silva
Carvalho
que,
segundo
a
«Revolução
de
Setembro»,
ex
clamava:
—
«Portugal
ainda
tem
que
ven
der»
(!)
«Aqui
mesmo
em
Londres,
me
recordo
ter
eu
proprio
ouvido,
mais
de
uma
vez.
e
a
mais
de
um
partidários
e
empregados
do
governo
aclual
de
Lisboa,
eguaes
ex
clamações, verbigralia:
«^De
que
servem
«as colonias?
Só de
despeza
e
de ineom-
«modo,
e
de
cómpromettimentos
com
os
«inglezes» (alludindo
aos
procedimentos
dos
cruzeiros
britannicos
para
com
os
nossos
navios
por
causa
da escravatura);
«o
que
se
devia
fazer
eia
trocar
aquill»
«a dinheiro, e livrar-se
o
reino
d
’aquelle
«peso,
diminuindo
ao
mesmo tempo a di-
«vida,
etc.,
etc.»
—
Abençoados
patriotas!
honrados,
dignos
porluguezes,
os
que nu
trem
taes
sentimentos
e
proferem
taes
sen
tenças
!
...
«Qualquer
destes
meus senhores,
Por um
prato
de
lentilhas,
Dera
a
Madeira,
os
Açores.
Cabo-Verde,
e
as
demais
ilhas.
«E
quando
se haja vendido
Micai», Damão, Din,
e
Goa,
Angola e
tu
lo
gualdido,
Venda-se
o
Porto
e
Lisboa;
«Estremadura,
Alemt
jo,
As
tres
do
norte
primeiro;
Mesmo
o
Algarve
é
de
sobejo:
Troque
se
tudo
a
dinheiro.
«Co-
a Carta,
suas
«liberdades»,
Seus
palramentos
e
arengas,
Terão
as
Necessidades
('3,
Reino
de mais
nas
Berlengas».
0
funccionario
patriota
qne
proferiu
as
bellas
sentenças
copiadas
acima (bom
homem,
mas
que não
inventára
a
polvo-
ra);
respondendo-me
a
mim,
em
casa
do
dr. Francisco
Gomes
da
Silva,
alli
em
North-Audey
Street,
e
em
presença
de
outro
oráculo
grande
carlista
(lenho
al
guma
ideia
fosse
um
snr. Gomes
de
Cas
tro).
e
que
representou
papel
importante
no
partido;
achava
então
já
qne
convinha
vender
as
colonias,
alli
viar-se
Portugal des
sas
albardas,
para
se
livrar
das
dividas
que
a
senhora revolução
já
então
linha
feito
(em
1835
era,
se
bem
me
lembro
,
sufficientemenle
respeitáveis;
^que diria
elle
hoje,
e
que proporia
para
se pagar
a
«fundada» ou
fundida
e
a «flucluante»
sem
limites,
etc.?!
Mas
por
fim
de
contas,
^que
importa
que
se perca
Lourenço
Marques
e tudo
o
mais?
com
tanto
que
se
salve
a «Liber
dade»
do
Mindello
?
I
A R. SARAIVA.
(3)
No palacio
d
’
esse
apropriado
no
me
vivia
então
a
côrle
Coburgo-Brazi-
leira.
61ZXTIL1A
EXPEDIENTE
Toda a correspondência para
a
redacção, administração
ou
outra
qualquer
que tenha de ha
ver com
o «Commercio
do Mi
nho»,
será
enviada ao seu di
rector Antonio Joaquim de Mes-
quista
Pimentel, rua Nova n
0 4
—
Braga.
A
Virgem liiunaeulnda
do
Sa-
meiio
—Tem
sido
visitada
e
admirada
por
innumeras
pessoas
esta
devotíssima
Imagem,
que
continua
exposta
na
egreja
do
Populo,
ao
culto
publico
Ha pessoas
que
não
deixam
passar
um
dia
que
não
a
visitem.
Ella
é,
em
verdade,
como
lhe
chamou
um
Santo
Padre
—a Dominadora
dos
corações.
—
Indo se rezar
alli
uma vez
promelte
se
logo
voltar
em
breve. Sente-
se
sêde
de
orar
ao
pé
d
’
aquella formo
síssima
Estatua
Fallecíiuento.
—
Em
Lisboa
falleceu
na
manhã
de
30,
em
consequência
de
pa
decimentos
pulmonares
o
snr. marquez
de
Sousa
Holstein,
par
do
reino,
socio
da
Academia Real
das
Sciencias
e
presidente
da
Academia
de
Bellas
Artes.
M
íhm
».
—
A
Junta
Direciora
da
Asso
ciação
Catholica.
na
sua ultima sessão
vo
tou
unanime
que
na
acta d
’
essa
sessão
se
exprimisse o
profundo
sentimento
da
Junta
como
representante
de toda a
As
sociação,
pela morte
do
snr.
José
Maria
'
Dias da
Costa,
membro
que era da aclual
!
Junta,
e
um
dos
socios fundadores
da
;
mesma
Associação.
Deliberou mais
que no
dia
trigésimo
do
seu
enterro
se
celebrasse
na
egreja
do
Populo,
as
10
horas
da
manhã,
uma
missa
resada,
por
alma
do
mesmo.
Ab^rtsira da»
s»wSat»
st
«a
lyceu.
-Ante
hontem
pelas
11
horas da
manhã
teve
logar
a
soiemne
abertura
das
aulas
no
lyceu
nacional
d
’
esta
cidade.
O
discurso
de
abertura foi
pronunciado
pelo
reitor,
o
snr.
dr.
Domingos
Moreira
Guimarães,
lendo
assistido
a
este
acto
o
corpo
docente
do
mesmo
lyceu.
Festividade.
—
No
proximo
domingo
festejar-se-ha
a Imagem
do
Senhor
do
Bomiim, venerada
n
’
um
oratorio
da
rua
das
Palhotas,
Haverá
no
sabbado uma
vistosa
illu
minação,
fogo
prezo
e
do
ar,
bazar
de
prendas,
locando
n’
essa
occasião
as
ban
das
de
infanteria 8
e
a
«Philarmonica
Bracarense».
Melhora
*
.
—
Tem
sentido
algumas
me
lhoras
o snr.
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
lente
na
Universidade de
Coimbra.
giotetíií
«ficias
dei
Ara«hiapado
de s8an«>aga.
—
Temos sobre
a banca
o
ultimo
numerb
d
’
este
Boletim,
periódico
ollicial
do
arcebispado de Santiago de
Coinpostella.
Vae
já
no
torno
decimo
sé
timo,
e
ha
também
dezesele annos
que
se
publica.
Troca
com
a
«Semana
Religiosa
Bra
carense»,
orgào
ollicial
d
’este
arcebispado
de
Braga,
do
mesmo
.modo que
o
«Bo
letim»
do
bispado
d
’Angra
e dos
Açores,
de
cujo ultimo
numero
dêmos
ha
dias
pleno
conhecimento
aos
nossos
leitores.
O
mesmo
vamos
dizer
com
respeito
a este.
São
estes
os
tres
jornaes oílieiaes
de
bispados
de
que
porora
temos
conheci
mento,
e
não
podemos
deixar
passar
des
apercebido
o
do
arcebispado de
Santiago
de
Compostella,
pela
importância
do
as
sumpto
de
que
se
occupa,
e
que
bem
merece
algumas
reflexões,
ainda
que
ao
correr
da
penna.
Começa
este
ultimo
numero
por
dar
conta da visita
de
sua
exc.a revd.ma á
sua
archidiocese. D
’
alh
se infere
que ten
do
a
archidiocese
de
Santiago
para
cima
de
mil
e cem
parochias,
sua
exc.a
revd.
ma
tem
já
percorrido,
uma
a
uma,
mais
de
quinhentas
e
cincoenta.
não
obstante as
continuas
e
longas
viagens
que
tem
feito
a
Roma
e
a
Madrid,
em
cumprimento
de
altos
e
indeclináveis
deveres.
No
presente
mez
intenta
proseguir
a
visita
pastoral
em
direcção
aos
arcypres-
tados
de
Barcala,
Céltigos
e
Dubra,
até
terminar
a
visita
geral
do
vastíssimo
ar
cebispado,
cuja
guarda
o
Senhor
lhe
con
fiou.
Em
seguida
o
«Boletim»
publica
uma
numerosa
serie de
protestos
de
intima
adhesão,
de
profundo
reconhecimento
e
gratidão,
dirigida
ao
em.
m
°
e
revd.
1
'10
ar
cebispo cardeal
de
Compostella,
pelos
ex-
forços
tão
eflicazes
e
proveitosos
que
com
ardente
zelo
e
paternal
amor
tem
em
pregado
em
beneficio
d’aquella santa
Egre
ja,
fulminando
os
dois
jornaes,
a
«Refor
ma»
e
o
«Diário»,
cuja
revoltante
auda-
cia
e
cynismo
chegava
a
ponto
de
mal
dizer d
aquelle
sabio
e
zelosissimo
prelado.
0
primeiro
protesto
é
do
cabido Me
tropolitano
de
Santiago;
o
segundo, do
parocho
de
S. Nicolau,
da
cidade
da
Co
runa,
e
arcipreste
de
Faro;
o terceiro,
do
cabido
d’
uma
collegiada;
o quarto,
de
13
parochos
e
7
presbyleros,
quasi
todos
Ja
cidade;
o quinto,
de
mais
9
paro
chos;
o
sexto,
altamente
honroso
e
bri
lhante
pela
linguagem
e
pela
doutrina,
é
do
parocho
gallego de
Santo
Estevão
de
Tremoedo;
o sétimo,
dos
parochos
da
cidade
da
Corunha;
o
oitavo,
finalmenle,
é
dirigido
pelos
cathedraticos
e
mais
su
periores
do
Seminário
Conciliar.
Os
protestos
proseguem.
Que
pureza
de doutrina
n’aquellas
eloquentes mensa
gens!
Que
energia
de crenças!
Que
unc-
ção
verdadeiramente
apostólica!
Que de
sassombro
tão
completo
para confusão
dos
jurados
inimigos
da
sociedade
e da
Egre
ja!
Que zelo
tão
ardente
e
expansivo!
Que
submissão
tão
perfeita
ao
inclyto
Pastor
!
Mas sobretudo
que
união!
Alli patentea-se d
’
um lado em toda
a
sua
sublimidade
aquelle
zelo
que
ani
mava os
Apostolos
e
que
lhes
inspiravam
as
doutrinas
do
Divino
Mestre;
d’
ontro
lado
aquella
união
ao zeloso e
incançavel
Pastor,
aquella
união tão
conslantemente
preceituada por
Jesus
Christo aos
seus
discípulos.
A
fé
abatida
do crente
reanima-se
e
a
alma
oppressa
e
desgostosa
sente
alen
tar-se
com a
leitura
d
’
estes
actos
aposto-
licos,
como
que
vivificada
por
um
celeste
orvalho
!
Hydrophoba.
—
Falleceu
no
hospital
de
S.
Marcos
no
dia
29
do mez
proximo
passado,
Maria
do
Carmo
Ferreira
Antu
nes,
natural
d’
esta
cidade,
de
edade de
15
annos.
Segundo
nos
informam,
esta
infeliz
fóra,
cêrca
de
dois
mezes,
mordi
da
<i’
um
cão
na
occasião
em
que
vendia
pão
na
praça.
Ignorando,
porém,
que
elle
estava atacado
da
hydrophobia,
não
procu
rou
curar
convenientemente
a
mordedora,
do
que
resultou
serem
já
baldados
todos
os
exforços
da
sciencia
para
a
salvar.
Falleceu,
porisso
no
mesmo
dia
29
pelas
10
horas
da
noite,
apresentando
todos
os
signaes
da
terrível
moléstia
de
que
estava
dominada.
fiolanios
portuguesas.
—
Por
falta
d
’
espaço
só
hoje
podemos
realisar
o
dese
jo
que
tínhamos
de transcrever com
a
devida
venia do nosso
estimável-collega
o
«Conimbricense»,
uma
importante
carta
do
nosso
amigo
o snr.
Saraiva,
residente
em
Londres, sobre
as
nossas
possessões.
Acompanhamol-a
das p>trioticas
e
judi
ciosas
considerações
do
snr.
Joaquim Mar
tins de
Carvalho.
«Não accrescentamos por
hoje
algumas
reflexões
nossas,
não só por
falta
de tem
po
e
de
espaço.
.como
também
porque
estamos
resolvidos
a
não
levantar
mão
de
tão
momentoso
assumpto,
que
é
uma
questão
de
vida
ou
de
morte
para
a
au
tonomia
da
nação
portugueza.
Ao
menos,
hemos
de
cumprir
com
o
nosso
dever
de catholicos,
de
legitimistas
e
de
verdadeiros
patriotas.
Se
por
desgraça
(o
que
Deus
não
permitia)
houver
um
portuguez
(um
por-
tuguez
não),
um monstro
que tenha
a
audacia,
o cynismo,
a
perfídia
inqualifi
cável de
referendar um
decreto
no
sen
tido
de
vender
ao
estrangeiro
alguma
das
nossas possessões,
a
posteridade
que
mil
vezes
amaldiçoar
a
execranda me
mória
d
’
esse
traidor
infame
e que lhe
insculpir
na
fronte o
ferrete
do
opprobrio, da
ignominia
e
da
traição,
não
poderá
dizer
que
não
houve
porluguezes
que
‘
protes
tassem
solemnemente,
desassombradamen-
te,
aeerrimamente,
patrioticamente
contra
tão
nefando
crime.
Tripudiae
sobre
a
patria,
monstros
do
liberalismo,
mas lembrae-vos
de
que
nem
tudo
esiá
degenerado
ainda,
e
bom
será
que
não
queiraes
experimentar,
se
em
Portugal
ainda
ha
porluguezes.
Assassinato.
-
—Dizem
de
Thomar
que
ha
dias,
na
freguezia
da
Serra,
d
’
aquel-
le
concelho,
recolhendo-^e
a
sua casa,
de
uma
festividade, ura
pobre
homem
de
mais
de
cincoenta
annos
encontrou
dois
rapazes
comendo
e
destroçando
uvas
n’
u-
nia
propriedade
alheia.
Perguntaram
lhe
por
escarneo
se
também
queria,
e o
bom
velho
reprehendeu-os.
Apparecem
lhe
mais adiante,
provocan
do-o,
e
querendo
o
homem
defender-se,
espancaram
o
de
fórma
que
o deixaram
morto,
e
completamente
disforme.
Ura
dos
malvados
já foi
prezo.
A’
au-
ctoridade
competente cumpre
empregar
os
meios
para
agarrar
o
segundo.
—
(Virialo).
Outro.
—
Lê-se
n
’
uma
folha
da
Ba
hia:
«Acaba
de
chegar
aqui
a
noticia
de
haver
sido assassinado
por
estrangulação,
o
snr.
dr.
Alexandre
Argollo,
filho
do
finado
barão
da
Cajahyba.
Conta-se
assim
o facto:
O
dr.
Argollo
demorara-se
quasi
toda
a tarde
do
dia
22
a examinar o
estado
dos
cannaviaes
do seu engenho
Taitingui.
Ao
escurecer,
acompanhado
de
alguns
dos
escravos,
recolheu-se ao
mesmo
en
genho,
onde
conversou
com
o
feitor
so
bre
a
nova
safira
e
outros
negocios
ten
dentes
áquelle
engenho
e ao df- Caja
hyba.
—
Vou
deilar-me,
porque
estou
muito
fatigado,
disse
por
fim,
e
recolheu-se ao
quarto.
Na
madrugada
de
3,
por
volta
de
4
horas,
quatro
dos
seus
escravos
peuetra,-
ram no
quarto
onde
repousava
o dr.
Ar
gollo,
e
outro
fazia
fóra
sentinella,
para
prevenir
que
alguém
se
approximasse.
Os
quatro
assassinos
atiraram-se ao
desgraçado
moço
que
dormia
tranquilla-
mente,
e
emquanlo tres o
seguravam
um
apertava-lhe
as
guellas
acabando
por
suf-
focal-o.
Este crime
horroroso
foi
praticado
sem
que
no
engenho
se
ouvisse o
menor
ru
mor.
Pela
manhã, demorando-se
o
dr.
Ar
gollo
no
quarto
mais
tempo
do
que
tinha
por
costume,
começaram
a
fazer-se
con-
jecturas
e
resolveu-se
chamal-o.
Assim
se
fez.
Da
voz
baixa
passou-se
aos
gritos,
e
nada.
Arrombou-se
então
a
porta
e
o
es-
pectaculo que então
se viu
alterrou
a
quantos
o
presencearam.
A
cama
toda
revolvida e o cadaver
com
as
feições
contraídas,
provando
a
horrorosa
lucla
travada
pelo
infeliz
com
os
seus
assassinos.
Diz-se
que
uma
escrava
fizera
decla
rações
importantes
e
que
além
dos
cinco
escravos
que
já
devem
estar
prezos,
apon
tam-se
muitos outros
cúmplices
do
nefan
do
crime.»
O
pais «3o
SJouro.
—
De
um
dos
pro
prietários
mais
ricos
e
mui illustrados do
Alto
Douro,
recebemos
a
carta
seguinte,
que
muito
interessa
no
momento,
por
ser
a
expressão
fiel
do
estado
lastimoso
em
que
se
acha
uma
das
regiões
mais
importantes
do nosso paiz;
eil-a:
■ A
minha vida
aqui
é
tristíssima.
Re
sume-se
em
presencear
como
as
vinhas
seccam,
sem
possibilidade
de
remedio,
e
a
contemplar como vae
desapparecendo
uma
boa
parte
da
minha
casa,
sem
por
emquanlo
imaginar
que
rumo
tome
em
presença
d’
esta
grande calamidade
publi
ca,
que
mais
dia
menos
dia,
ha de
coin-
promelter
o
futuro
do
nosso
paiz
e
ar
ruinar
o
thesouro
—
se nã»
forem
ainda
mais
graves
as
suas
consequências!
Emquanlo
aos
lavradores
de
vinhas,
a
ruina
aqui
é
já
um
facto,
que
em
mui
tos
pontos
se
apresenta
com
todo
o
as
pecto de
uma
grande
calamidade
publica.
Couvas,
Gouvinhas
e
mais
ou
menos
todas
as
quintas
marginaes do
Alto Dou
ro,
estão
destruídas,
ou vão
tocando
o
seu
termo!
Aqui
tem
o
que
por
aqui
se
passa,
emquanto
o
governo
projecta
obras
gi
gantescas,
como
se
nadássemos
em
dinheiro!
Em
breve
reconhecerá
o
êrro,
mas
po
bre
do
nosso
Portuga!!...
Em
se
abrindo a
linha
até
ao
Pinhão
espero
ahi
ir,
e
então
lerei
occasião
de
o
abraçar,
e
(aliarmos.
Esta
linha,
que
devia
ser
uma
das
mais
importantes
da
península,
vae
ser
mais
uma
causa
de ruina
para o thesouro, por
que,
faltando
o
vinho,
os
wagons
farão
as
viagens
quasi
sem
carga.
Isto
é questão
de
o
até
10
annos,
quando
muito,
e
oxalá
que
eu
me
en
gane.
A
commissão
creada
para
o
phyloxera
é um desabafo
de
consciência,
e
nada
mais.
Ella nada
póde,
e,
se
algum
re
medio
póde
haver (o
que
não
creio),
só
os
esforços
reunidos
de
todos
os
gover
nos
poderiam
retardar
o desenlace
fatal
d
’
esta
grande
calamidade europea. 0
fu
turo se
encarregará
de
mostrar
a
certe
za
das
minhas apprehehsões.
»
—
/Jornal
do
Porto).
I^epra.
—
Telegrapham
de
Madrid,
em
21
de
setembro,
que
a
lepra
invadiu
as
aldeias
de
Parcent,
de Pedreguer e
mui
tas
outras
localidades
da
província
de
Alicanle.
As
auctoridades
preoccupadas
do
numero
dos
casos
e
dos
obitos,
teem
a
intenção
de estabelecer
um
lazareto
es
pecial.
temporal
em KSespanha.—
Gran
des
destroços
e
lamentáveis
desgraças
cau
sou
a
torraenta
que ha
poucos
dias
des
carregou sobre
alguns povos
da
província
de Córdova.
A
chuva
e uma corrente
transbordada
innundaram
até
a
altura
duas
ou
mais diversas
casas
de
Castro
do
Rio»
derribando
grande
numero
de
tabiques
e
produzindo,
emfim,
o
desmoronamento
dos
edifícios.
Dois
meninos
foram
arrebatados
pela corrente, e
tanto aquelles
como
sua
mãe,
que
se
lançou
a salval
os,
parece
ram.
Outra
mãe,
agarrando
sua
filha
me
nor,
procurou
pegar
em seus
dois
peque
nitos,
mas inutilmente;
a
agua
sepultou-os
em
seu
fundo.
Outra
mulher
qne
se sal
vou
ao
principio,
morreu
pouco
depois.
Um
rapaz
de
15
annos
e
uma
velha
fo
ram tirados
do
lodo,
ficando outras
duas
pessoas
sem
se
encontrar.
Na
Estação
de
Fernan-Nunez
destroçou
a tempestade
a
via íerrea, que
ficou em
poucas
horas
ex
pedita;
nos
termos
de
Nova
Carteva
e
Epejo
arrastaram as
aguas
muitos
fructos,
perecendo
algumas
pessoas.
A
agulha
de
Cleópatra.
—
A
ce
lebre
agulha
de
Cleópatra
foi
erigida
so
bre
um
pedestal,
no
caes
de
Westsinin-
ster
de
Londres.
Com
tal
motivo
diz
una
periodico:
«Quatro
annos
de
tempo,
em
que
se
gastaram
dois
milhões
de
francos,
foram
precisos
para
que
os parizienses
vissem
levantando
na praça
da
Concórdia
o
obelisco
de
Luxor:
pois
bem,
em
de
zoilo
mezes,
e
com
pequena
despesa,
dada
a
importância
da
obra,
de
40000
fran
cos,
ficou
installado
o
monolito
egypcio
que
hoje
se
descobre
no
caes
de
West-
niinster.
A» obras
«ta irmandade
de
JVossa
Stnhem
dn
Lapa.
A
Meza
da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa Senhora
da
Lapa,
d
’esta
mesma
ci
dade,
constituída
na urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e
faltando-lhe
os
meios
pecuniários
para
as
poder
con
tinuar
e
concluir,
appella
para a piedade
dos
fieis,
e espectalmente
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de que
não
deixarão de
concorrer
para o
indicado
fim
com
suas
esmolas, as
quaes
serão
entregues
ao
respectivo
thesoureiro
o
muito
revd.° snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga
19
de
agosto de
1878.
O
secretario
da
irmandade
Padre
João
Luiz Aflvnso
da
Mouteira.
CODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
XIV
RUisposíçwcH
gernes
(Conclusãoj
Art.
367.°
O
districlo,
o
concelho
e
a
parochia
são
havidos
por
pessoas
mo-
raes
para
tolos
os
efleilos
declarados
nas
leis.
Art.
368.° O mirtisterio publico
é
com
petente
para, como parle principal,
pro
por
as
acções necessárias a
fazer valer
quaesquer
direitos do
districto, município
ou
parochia,
nos
casos
em
que
todos
ou
a
maior
parte
dos gerentes em exercício
devam
ser
demandados.
Art. 369."
E
’
permittido
a qualquer
cidadão
eleitor,
intentar
em
nome
do
in
teresse do
districto,
município
ou
paro
chia,
em
que
for
domiciliado,
as
acções
judiciaes
competentes
para
reivindicar
e
rehaver
para
as
respectivas
administrações
quaesquer
bens
ou
direitos
que
lhes
te
nham
sido
usurpados,
ou
estejam
inde
vidamente
possuídos
por terceiros.
§
1.®
As acções
permittidas
por
es
te artigo
não
podem
ser
intentadas
se
não
quando
a
respectiva
administração
se
recusar
a propol-as,
depois
de
lhe
ter
si
do apresentada
uma
exposição
circum-
stanciada
ácerca do direito
que
se
pre
tende
fazer
valer, e
dos
meios
de
que
se
dispõe
para
o
tornar
effectivo,
deven
do
alem
d’isso preceder
auctorisação
da
junta
geral
do
districto,
se
se
tratar
de
direitos
do município
ou
parochia,
e
do
governo
se
se
tratar
dos
direitos
da
jun
ta
geral.
§
2.°
Os
indivíduos que
obtiverem
vencimento,
no
lodo
ou
em
parte,
nas
ac
ções de
que
se
trata,
teem
direito
a
ser
indemnisados
das
despezas
que
fizerem
com
os
pleitos.
Arl.
370.° Serão
feitos em
hasla
pu
blica,
precedendo
éditos,
pelo
menos
de
vinte-dias,
os
contratos
de alienação, ar
rematação
de rendimentos,
empreitadas
e
fornecimentos,
em
que
forem
interessadas
a
junta
geral
do
districto,
a
camara
mu
nicipal
ou
a
junta
de
parochia.
Art.
37!.°
Os magistrados
e
os
vogaes
dos
corpos
administrativos
e
os
empre
gados
na administração
não
podem de
fôr
ma
alguma
ter
parle
ou
tomar
interesse
em
qualquer
contrato,
que
for
estipulado
sob
a administração
ou inspecção dos
mesmos
magistrados,
corpos
e
emprega
dos.
Art.
372.°
Os
gerentes
dos rendimen
tos e
dinheiros
pertencentes
aos
corpos
administrativos
são
solidariamenle
respon
sáveis
pelos
prejuisos
a
que
derem
cau
sa,
em
virtudè
de
resoluções tomadas
em
desaccordo
com
as
deliberações
respecti
vas
ou
com
o
disposto nas
leis e
regu.
lamentos
da
administração
publica.
Art.
373.°
Não
ha
nenhuma
outra
in
compatibilidade para o
serviço
dos
cargos
administrativos
alem
das
que
se
acham
expressamenle
marcadas
na lei.
Art.
374.°
Em
toda
a
jerarchia
admi
nistrativa, singular
e
collectivamente
con
siderada,
as
auctoridades
inferiores
são
subordinadas
ás
superiores
e obrigadas a
cumprir
todas
as
suas
decisões
e
ordens
legaes,
salvo
o
direito
de
respeitosa
re
presentação.
ás
mesmas
auctoridades.
Art.
357.®
Nenhum
magistrado
ou
func-
cionario
administrativo
póde
ser perturba
do
no
exercício
das
suas
funcções
pela
auctoridade
judicial,
nem
por
qualquer
ou
tra
Art.
376.®
Os
magistrados
ou
funccio-
narios
administrativos
podem
ser
deman
dados
civil
ou
criminalmente
por
factos
relativos
ás
suas funcções,
sem
auctorisa
ção
do
governo.
§
unico.
Os
magistrados
ou
funccio-
narios
administrativos,
pronunciados
por
despacho passado
em
julgado,
ficam
por
esse
facto
suspensos
do
exercício
das
suas
funcções.
Arl.
377.°
Os
magistrados
administra
tivos
ou
seus
delegados,
que
no
exercí
cio
de
suas
funcções
forem ameaçados
ou
insultados,
devem
immedialamente fazer
prender
o culpado,
formando
auto,
que
remetterão
no
termo
de
vinte
e
quatro
horas ao
agente
do
ministério
publico
Art.
378.°
Os
magistrados
administra
tivos
teem o
primeiro
logar
em
lodos os
actos
e
solemnidades
publicas,
segundo
a
sua
jerarchia,
e na
conformidade
das leis
e
regulamento
do
governo.
Art.
379.°
São
applicaveis
á eleição
dos
juiz.es
electivos
as
disposições
d
’este
codigo
relativas
á
eleição
dos
corpos
ad
ministrativos,
observando-se
os
mais
pre
ceitos
da
legislação
respectiva.
Arl.
380
0
As
contribuições
directas
lançadas
pelos
corpos
administrativos,
se
rão
cobradas
peias
repartições
de
fazen
da,
cumulativamente
com
a«
contribuições
do
estado,
a
que
forem
addicionaes.
Art.
381
0
E'
o
governo
auctorisado
a
fazer
os
regulamentos
necessários
para
a
execução d
’
este codigo
Disposições
tr
ateai
torias
Arl.
382
“
Não são obrigados a nova
nomeação
os
actuaes
magistrados
e
em
pregados
que
estiverem
servindo
logares
para
cujo
provimento
este
codigo
altera
a
legislação
anterior.
§
unico.
Os
actuaes
empregados
das
secretarias
dos
governos
civis
são
dispen
sados
de
novo encarte,
e
considerados
pa
ra
todos
os
efleilos
como
nomeados
pelo
governo,
úa conformidade d
’
este
codigo.
Art.
383.®
Os
actuaes
empregados
das
secretarias
dos
governos
civis que
tive
rem d.ois
annos ou
mais
de
bom
e
ef-
feclivo
serviço
nas
mesmas
secretarias,
poderão
ser
promovidos
independenlemen-
le
de
concurso.
Art.
384.°
Podem
continuar
a
servir
os
empregos
que
actualmente exercem,
os
empregados
que
não
reúnam
todas as
condições
exigidas
por
este
codigo
para
se
obter
a nomeação
para
os
mesmos
empregos.
Art.
385.°
Ficam
pertencendo ás
jun
tas
geraes
de
districto,
nos
termos
d’
es-
te
codigo, todas
as
attribuições dadas
pe
las
leis
aos
conselhos
de
districto e
que
não
sejam
consultivas
ou
contenciosas.
Arl.
386.°
Os empregados
das
repar
tições
administrativas,
que
forem
exlinctas.
serão
prefeiidos,
quando
tenham
a
neces
sária
aplidão,
para
os
empregos
analogos
das
repartições
em
cujas
circumscripções
ficam
comprehendidas
as
circumscripções
das
repartições
a
que pertenciam.
§
unico.
Os
empregados,
a
qne
se re
fere
este artigo, podem
ser
addidos
ás
repartições
subsistentes,
se
as
respecti
vas
administrações
d
’
elles
carecerem
e
os
julgarem
para
esse
íiin
com
a
necessária
aptidão.
Art.
387.°
São
comprehendidas
na
dis
posição
do
artigo
353.®,
os
empregados
actualmente
addidos
aos
governos
civis.
Ari 388.®
Depois
da
publicação
d
’es
ta
lei,
o
governo
mandará
proceder
á
elei
ção
de
todos
os
corpos
administrativos.
Art. 389.®
Somente
depois
de
inslallados
os
corpos
administrativos
eleitos
na
con
formidade d’esta
lei,
começará
esta
a
ler
plena
execução.
Arl.
390.° O corrente
anno
civil con-
sider.a-se o
primeiro
do quadriennio
para
os
eífeitos d
’esta
lei.
Art.
391.°
As actuaes
juntas geraes
designarão
o numero
de
procuradores
que
cada
concelho
tem
de
eleger
na
eleição
geral
ordenada
pelo
artigo
388.®
Arl.
392.° Emquanto o
governo
não
decretar a
nova
tabella
dos
emolumentos
a
que
se
refere
o
artigo
356.°,
appli-
car-se-ha
a
que
está
em
vigor.
Paço
em
6
de
maio
de
1878.=.4n-
lonto
Rodrigues
Sampaio.
COMMUITICADO.
Por
falta
de
espaço
não
nos
foi
pos
sível
publicar
um communicado
do revd.luu
snr.
padre Rocha,
porisso que
nos
foi
entregue
pouco
antes
do
jornal
entrar
na
machina.
Será
publicado
no
proximo
nu
mero.
TELEGRAMMAS.
S.
Petersburgo
28
—O
«Noveau
Temps»
annuncia
que
o
marquez de Sdisbury
pe
diu
á
Rússia ijue
o
informe
de qual
é
o
fim
da
missão
russa
em
Caboul,
e
ácêrca
do procedimento
futuro
da Rússia
no
Afghanistan.
A
Rússia
regeila
a
responsabilidade
do
procedimento
do
emir
do
Afghanistan.
Durante
a
guerra
do
Oriente,
em con
sequência
da
noticia
de
que
a Inglaterra
procurava
crear-lhe
difíiculdades
na
Asia
central, a
Rússia
fez
alguns
preparativos;
mas
depois
do
resultado
pacifico
do
con
gresso
de
Berlim,
foram
revogadas
todas
as
resoluções
que tomára.
Paris
28
—
Ó
«Nalionel»
denuncia que
se
fazem
tentativas
de alistamento
carhsta
ou
revolucionário
na
fronteira hespanhola,
e
accrescenta
que
a
vigilância da
admi
nistração
franceza
saberá
pôr
fim
a
laes
agitações.
Madrid
28
—
Desmentem-se
os
boatos
de
tentativas
carlistas nas
fronteiras
dos
Pyreneos.
New-York
28—
A
febre
amarella
con-
linúa
a
flagellar
os districtos
ruraes
de
Nova-Orleans,
mas
diminue
na
cidade. O
numero
dos
casos
em
Nova-Orleans,
até
ao
presente,
é
de
8:862
Paris
30—
Na
eleição
de
um
deputado
realisada
hontem
em Lyon (Rone) foi eleito
Chavone,
candidato
da
junta
central con
tra
o snr.
Mabench, .
radical
dissidente.
Em
Moulens
Allier
houve
empate entre
3
candidatos
republicanos.
Houve
hontem
um
grande
meeling
em
Pesth
contra
a
occupação da
Bosma;
pe
diu
que
sejam
retiradas
as
tropas
austría
cas
que estão
na
Herzegovina, e
sollici-
tou
do parlamento um
voto
de
descon
fiança
contra
o
ministério.
Londres
30
—Diz
o
«Daily-News» que
não
ha
probabilidade
nenhuma
de
que o
sultão
acceite
a
nota
ingleza
das
reformas
para
a
Asia
(Menor).
Londres
30
—
A
Rússia respondeu á
nota
ingleza
que
pede
explicações ácerca
da
missão
russa
em
Caboul,
que
foi
de
terminada
por
circumstancias
que
já
não
existem.
A permanência
actual da
missão
russa
em
Caboul
é
um
acto
de
simples
cortezia
para
com o
emir.
O
«Times
-
diz
que
o
governo
das
índias
estabelecerá
o
seu
quartel
general
em
La-
hore.
Foi
determinada
a
formação
de
um
acam
pamento
em
Labore.
O
vice-rei
não
conserva
esperança
al
guma
de manutenção.
Londres
1
—
Receberam
ordem
de em
barcar
para as
índias,
um
batalhão
de
in
fanteria
e
5
baterias
de
artilheria.
O
snr.
Sfesstard,
commandante
da
reserva
da
ex
pedição,
já
partiu.
ámibbcimskos
Os
abaixo
assignados, extremamenle
re
conhecidos
para com
todos
os
ill.
inos
e
exc.
nios
snrs.
e
snr.as
que
se
dignaram
cumprimental-os por
occasiào do
falleci-
mento
de
sua
muito
presada
esposa
e
nora
D.
Narcisa
de
Lima
Pimenta,
assistir
ao seu
funeral
e
acompanhamento,
bem
como
a
uma
missa
resada
que,
dias
de
pois,
foi
celebrada
por
alma da
finada,
veem por este
meio
agradecer
tão
destin-
clos
obséquios,
e
manifestar-lhes
a
sua
muita
gratidão.
Igualmente dirigem seus agradecimen
tos
e
gratidão
a
todos
os
ill.m®
s
e
revd.
ni
°
s
snrs. ecclesiasticos
que
lhes
prestaram
a
finesa
de
celebrar
missa
e
assistir
aos
ofTicios
fúnebres
grainilamente.
Braga
21
de
setembro
de 1878.
Antonio
José Pimenta Gonçalves.
Anlonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior.
(1092)
UiU2>
Portugal restaurado
Com
este
titulo
acaba
o
snr.
Luiz
Ferreira
de
Castro
Soromenlio
de
publi
car
mais
um drama
baseado
na
restau
ração
de
Portugal
de
1610.
Este
patriótico
drama
veio prehencher
uma
lacuna
entre
as
producções
dramati-
cas,
não
pelo
assumpto,
mis
sim por
ser
uma
peça
simplesmente n
’
um
acto,
<le
bellissimo
effeito scenico
e com
a
van
tagem
de
poder
ser
representada sem
dif-
ficuldade
em
qualquer
theatro, ainda
mes
mo
que
seja theatro
de
sala.
Será
re-
mettida
franca
de
porte
a
quem
enviar
120
reis
em estampilhas
ao
editor
Jú
lio dos
Santos
—
Calçada
do
Agostinho
Car
valho,
n.°
7.
2.®, Lisboa.
Recommendamos
este
drama
para
os
festejos do
1.®
de
dezembro.
Éditos
de
30
dias
Pelo
juízo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
do 2.°
otticio
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
cor
rem
éditos de 30
dias®
a
citar
todos os
credores
incertos
e
legatários
desconheci
dos
ou
residentes
fóra
da
comarca,
que
porventura tenham
algum
direito
á
lie-
herança
e espolio
do
fallecido Paulo
Fran
cisco,
morador
qne
foi no
logar
d
’
Agra-
fonle,
freguezia
de
Mire
de
Tibães,
d'es-
ta comarca,
para que no predicto
praso
o
venham
allegar
e
deduzir
no
inventario
a
que
por
fallecimento
do
mesmo
se
an
da
procedendo
por
este
nosso
juizo
e
cartorio
do
predicto escrivão,
sob
pena
d&
se
seguirem
todos
os
termos á
sua
re
velia,
e
ser
afinal
julgado
por
sentença.
Braga
21
de
agosto de
1878
O
escrivão
João
Marcos d
’
Araújo Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(2017)
A. C.de
Sampaio.
NOUÃ
CASft HftWIEZÃ
C
VMPO
DE
SA.NTANNA
(
esquina
da
kua
das
aguas
)
BRAGA
GRAXDE DEPOSITO
DE TAB1C0S
NACISm»
K
KMTKM
IROS
Grande
reducção de preços
nos
rapés
de
XABREGAS
Grandes descontos
aos
snrs.
ESTAN
QUEIROS.
(2018)
Meio
grosso
em
259
grm.
.
350
reis
Cruz
de
Malta
»
>
.
.
380
»
Rezerva
»
»
.
.
440
»
Princeza
»
»
.
.
420
»
Pacolinhos
de
25
grm.
.
.
Da
Lealdade
35 »•
Meio
grosso
em
250
gram.
.
280
reis
Vinagrinho
»
»
.
.
280
»
Pacotinhos
de
25
grm.
.
.
30
»
Arrematação
O
conselho
administrativo
do
regimento
de
infanteria
8
faz
publico,
que
no
dia
17
do
corrente
pelas
onze
horas
da ma
nhã
e nà
salla
das
sessões
do
mesmo
conselho,
tem
de proceder á arrematação
da
carne
de
vacca
para
consumo
no ran
cho
do
regimento
e
diétas
dos
doentes
em
tratamento
no
hospital
regimental.
Gonvida
pois
as
pessoas que
deseja
rem
concorrer
á
referida
arrematação,
a
comparecerem
no
dia,
local
e
horas
acima
indicadas.
Quartel
em
Braga
1
0 de
outubro
de
1878.
O
secretario
do conselho,
Rernardo
Osorio,
(2019)
alferes
d
’
infanleria
8
Dinheiro
a juro
Para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz,
tem 1;000$UCO
rs.
a
irmandade
de
Nossa.
Senhora Branca
d
’
esta cidade.
(2020)
No
proximo
domingo
6
de
outubro
eem
de
ser
festejadas
na
sua
capella na
cngosta
do
Populo
as
veneráveis
imagens
de
N.
Senhora das
Necessidades
e
S.
Lourenço da
Ordem,
havendo pela
ma
nhã
duas
missas
cantadas
a
instrumental
e
sermão. De
tarde
terá
logar
um
visto
so
arraial
com
a musica
Philarraonica
Bra
carense,
e
sermão, por
um
dislincto
ora
dor.
(2021)
MUDANÇA
José
da
Silva
Pereira
Lima,
declara
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
mudou
o
seu estabelecimento
de
couro
e
sola
do
largo
dos
Penedos para
a
rua
dos
Chãos
n.°
17.
(2007)
1.1'12
BOAVEXTURA
esteves
4
—Rua
do
Castello
—
4
.BRAGA
Além
do
seu
estabelecimento
de
mer-
ciaria
que
já
tem,
addicionou
lhe
mais
vinhos engarrafados
e
aquartilhados,
e
dóce
de
diversas
qualidades,
que
tudo
vende
por
preços
muitíssimo
resumidos.
(2000)
Bancu
Commercial de Braga em
liquidação.
Sociedade
anonyma
—
responsabi
lidade
limitada
São convidados
os
snrs.
accionislas
e
credores d
’
este
Banco
que
não
tiverem
re
latório
aprezentado
pela
commissão
liqui
datária
em
assembleia geral
do
dia
11
do
corrente,
por
se
ignorarem
as
suas
re-
zidencias,
a
mandal-o
receber
na
caza
de
este
Banco,
e
no
Porto
na
rua
das
Flo
res
na
caza
onde
funcciona
a
Caixa Filial
do
referido
Banco.
Braga
28
de
setembro
de
1878.
(2014)
A
Commissão
d’obras do
Monumento
de
N.
Senhora da
Conceição
do
Monte
Sameiro,
faz
publico
que até o dia
6
in-
cluzive
do
proximo
mez
de
outubro
re
cebe
em
carta
lixada
propostas
respeito
á
conclusão
da
obra
de
pedraria da
capella
mór
da
egreja
em
construção n’
aquella
localidade.
Annuncia
mais que
pelas
10
horas
da
manhã
do
dito
dia
6
serão
aber
tas
as
propostas
e
a
obra
adejudicada
a
quem
por
menor
preço
se
preposer
fa-
zel-a,
e
àer
melhores garantias
do
seu
comprimento.
Na
caza
do
snr.
Vieira
Machado,
na
praça
Municipal
acham-se
os
desenhos
e
condições
da
sobre
dita
obra,
para serem
examinados
pelas
pessoas
a
quem
inte
Tessar.
(2015)
Na
rua
de
S.
Vicente
(Testa
cidade
de
Draga,
vendem-se
as
casas
n.
uS
34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35.,
com
seu
quintal,
com
sa-
hida
para
a
rua
da
Escoura.
(2016)__________________
COMPRAM-SE
Acções
dos
Bancos
de Villa
Real,
Dou
ro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de
Braga, e
do
Minho.
Rua
de
S.
Victor
n.°
64.
(1087)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em ra
zão
de
seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
licar
com
a
amêtade
do
preço
a
juro
de 4
p. c.
com
hypotheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das 9 ás
11
—
e
de
tarde,
das
4
ás
6—podendo
tratar-
se
com o
snr.
Francisco José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua, que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
ALUG\M-SE as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa
imme-
«liata
n.°
22.
(981)
■RITA.
B©S
AS,
M.°
A
BRAGA
Joaquim
Lino
Augusto
dos
Santos.
Participa
a
todos
os
seus
amigos
e fre
guezes
que
mudou
o
seu estabelecimento
de
socos,
que
tinha
na
rua
de
S.
João,
para
a
rua
dos
Capellistas
n.°
4,
e
que
vende
por
junto
e
a
retalho.
Também
tem
amostra
de gostos
mo
dernos, e
se encarrega
de
qualquer
obra
de
sócos
que
lhe
encommendem.
O
annuncianle
garante
o
trabalho
da
sua
arte,
como
o
garantia
o
seu
mestre
o
fallecido
Villa
Real.
(2008-T)
Muita
attenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante, 2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
os 27 e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V,
com quintal
ajardinado
todo morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa
familia,
e
dos 2.
!S
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem ser vistas a toda
a
hora
do
dia
e
podem
ser
occupadas
desde
já.
(919-Q)
t
lill
ílGié
BEISTISTA
XPPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(801)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeilos,
que
achando-se
habilitada
para negociar, por
escriptura
que
se
acha
registada
no Tribunal Com
mercial
d
’esla cidade,
passou
procuração
com todos
os poderes
a
seu marido
Do
mingos
José
Alves Braga, que
também
se
acha
registada
para
a
representar
era
to
dos
os negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu
o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes ao
raesmo
negocio, o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais resu
mido
possível.
(1026)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
’
—5 Rua Nova
de
Souza
5—
Com
estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores,
e
de
es-
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de todas
as
dimenções.
(843)
AKBENJBA-SE.
Quem
qtiizer
arrendar
uma
morada
de
casas
reedificadas
de
novo
com grandes
e
decentes
accommodaçõ^s
para
uma
fami
lia,
com
agua e
excedentes
vistas,
sita
na
rua
das Aguas
n.°
73.
Trata-se
na
mesma.
(1099)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da
Boa-Visla.
(906)
DINHEIRO
A
JURU.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
800$000
reis
para
mutuar por hypotheca
de raiz.
(1056)
VENDA
DE CASAS
No
largo
da Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo) vendem-se as duas
moradas
de
casas
construídas
de novo,
juntas
ou
separadas; trata-se na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a qualquer
hora.
(916)
PARA
ESTUDANTES
Na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.®
68,
ha
uma
sala
que
póde
accommodar
tres
ou
quatro estudantes. Preço
rasoavel.
Para
tratar
na
mesma
casa.
(2004)
Vende-se
uma
morada
de
casas
::í‘
^
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma rua.
ca
sa
n.°7,
contigua
áquella.
(862)
TOUHA
Perdeu-se
uma
em
Famalicão
Quem
souber
d
’
ella,
roga-se
o
favor avisar
em
Braga
José
Antonio
Ferreira
Gomes,
e
em
Famalicão, Joaquim
Fernandes
de
Souza.
(1078)
BB TOBSiSe
Os
Bebuçados
niytilicos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ÓRPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
Rua
de Santa
Margarida
(JUNTO
AO
CAMÍ’0 DE N. SENHORA BRANCA)
BSiAGA
Vende
cal branca,
l.a
qualidade;
dita
de
2.
a
;
gesso
para
estuque,
cimento
PoA-
land, l.a
qualidade;
dito
de
2.
a
;
telha
de
l.a
,
2.
a
e
3.a qualidade;
tijolos,
tubos
pa
ra
fumo
e encanamentos
d
’agua,
e
mais
generos
proprios
d
’
este
negocio.
Este
deposito,
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’
esta
cidade
quem
possa
competir
com
elle, tanto
nos
preços,
como
na
escolha
dos
generos,
por
ser
seu
dono estucador
com
a
pratica
precisa.
Para
grandes encommendas
é
necessa
’
rio
que
os
snrs.
consumidores
façam
as
suas
requisições
com
8
dias
de
anticipa-
ção,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Declara-se
que não
negoceia
em
sal
por
ser
este
prejudicial
estar
junto
á
cal;
declaração
que
se
faz,
para
que
não
ha
ja
confusão
com
outro
qualquer
estabe
lecimento.
itua
«I
oh
Capellistaa,
flS
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguiu-
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno,
a
80, 90,
100
e 110
o
covado;
ha linda
len-
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora; casliçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crtís;
lenços
de
cambraeta
de linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
differentes
tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello; gravatas de
seda,
ou
gorgotão.
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d’
oulras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos; livros
de
missa; peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’arroz
em
caixinhas de
vidro.
N’
esle
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato.
(858)
.
;
g
I
^5
Vende
papeis
pinta-
-R:
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
J
cipiar
em
80
reis
a
peça. ®
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa quali-
§
dade.e
preços muito
resu-
midos.
i
$
Vende cimento roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
JOSE’ DA SIL VA
FUNDÃO
Com
loja
de
fato
feito
13
—Largo do
Barão
de
S.
Martinho
—
13
t
Participa
aos seus
amigos
e
fre
guezes.
tanto
d’
esta
cidade
coroo
das
proviociasque
tem
ura
bonito
e
variado
sortimento
de fato fei
to,
casimiras
para
fato moito
baratas,
cortes
de
calça
a l$500,
2$000
e
2:5500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas de 600
reis
para cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
d.e
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
&
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
tica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fiq
ue
á
vontade do
freguez.
RESPONSÁVEL—
Luiz Baplisía da
Silva
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1878
Parte de Comércio do Minho (O)
