comerciominho_03091878_832.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.° 4.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.G
ANNO
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
».......................... 85(1
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
RepetUão.................................... 10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QIOTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes..........................
2§GCõ
»
6
»
..........................
1§05©
»
sendo
duas
assignaturas
3^'600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso
...
/
.
. .
.
d0
N.° 832
BKAGA
—TEHÇA-EEIWA
3
®E
SETEJEBKC»
EÍÍS
í§88
A
nova
política
O
nosso
Portugal,
enfermo,
tem
se
guido
sempre
um
systema
opposto
ao
do
indivíduo
enfermo.
Este,
quando
o
medico
não
atina
com a
moléstia,
muda
de
faculta
tivo;
e
o
paiz
enfermo
chama
os
que
abando
nou
na
vespera
e
que
o deixaram
mais
doente.
Sempre
os mesmos!
Pois
se
até
no
theatro
se
gosta
de
mudança
de comicos;
porque
não
será o
mesmo
no
grande
theatro
político, quando
estes representam mal e
foram patea-
dos?
Fallemos serio.
O
estado
do
paiz
é
grave,
é
gravíssimo.
A
representação
na
cional
representa
os
litros
de
vinho
e
as
meias
libras,
e
isto
seja
qual
fôr
a
frac-
ção
do
liberalismo
que
esteja
no
poder,
e
a
prova
é
vêr
a
primeira
camara
do
reino
representada
por
um
cavalheiro,
que
saberá
lazer
muito
bem
doces,
mas
não
estava
á
altura
do
logar
que
occupa
na
capital
do
reino.
E
se
na
mesma
capital
acode
á urna
apenas
uma
terça
parte
dos
eleitores, e
o
mesmo
acontece
em
todo
0 reino,
pcrque é,
senão
porque
já
nin
guém
acredita
n
’
estas
patranhas
do
libe
ralismo?
A
eleição
de
Belem
mostrou
todas
as
ulceras
d’
estes
pugilatos
liberaes.
Por
um
lado,
o
homem
que
era
palaciano
a
ponto
de
fazer
pesar,
principalmente
sobre
a
parte
rural
do
concelho,
um empreslimo
de
160
contos
de reis, sendo
o
rendimento
do
mesmo
de
40
contos, para o
barro
das
creches
da
Bainha
para
adular o
pa
ço,
insurgido
contra
o
mesmo;
do
outro
lado,
o
paço,
em
hostilidade vergonhosa.
De
um
lado
e
outro
empregando-se
meios
torpes;--a
par
de
uma
taverna
do governo
abria-se
aos
appetitosos
uma
outra
da op-
posição;
ás
libras do
governo
respondia
se
com
as
libras
da
opposiçào!
Oh!
e
a
isto
chama-se
uma
eleição!
E
a
victoria da
opposição
de
alguma
maneira
foi
justificada;
porque
respondia
ás
violências
e
aos
meios
indecentes,
postos
em
pratica
pelo
governo,
e
porque
é ne
cessário
hostilisar
o
mais odioso
dos
tri
butos, que
acaba
por
escravisar
de
todo
a
aitribulada agricultura.
Ninguém se
illuda:
isto
está
muito
gra
ve,
está
gravíssimo,
e
é
o
resultado
dos
grandes
esbanjamentos de
todos
os
gover
nos,
que
desgraçadamente
leem
presidido
aos
destinos
d
’
esta
outr’ora
opulenta
nação,
a
quem
leem eslolado.
Nenhuma
fracção
liberal póde
lançar
a
pedra
á
outra.
O
limão
esta
espremido,
a
vacca mugida, a
nascente
esgotada,
a
nora
já
não
dá
agua;
nós,—
partido
iegiti-
mista,
lavamos
as
nossas
mãos
pois
que
não
lhe
deixámos
um
só
encargo,
nem
ura
só
tributo.
O
snr.
Foqtes
foi
franco,
quando
pro
clamou,
a
nação
póde e
ha de pagar
mais;
os governos
que o precederam e
os
que
s
e
lhe
seguiram
todos
glosaram
o
motte
mais
ou
menos:
alliviar
a
carga,
isso
ne
nhum.
Ninguém
se
illuda,
repetimo!-o:
isto
está
gravíssimo.
A
bancarrota,
este
espectro
medonho
e
sinistro,
avança
com
passos
accelerã-
dos,
e
ameaça
abalar
este
edifício
de
pa
Pelào,
que
se architeclou
em
Portugal
no
anuo
de
1833
sobre
as
rumas
de
um
pas
sado
glorioso,
de
riquezas
seculares,
e
de
u
jna
prosperidade real,
que
teem
conver
tido
em
uma
divida
fabulosa
a
qual
nos
cultivada
com tantos
contra-tempos
e
fa
digas,
e
a
comer ^do
nosso
pão
grosseiro,
amassado
com
o
suor
do
nosso
rosto!
E’
preciso,
finalmente, que
se orga
nise
um
partido
novo,
nacional,
onde
lo
dos
sejam
cidadãos,
com
os
mesmos
di
reitos;
e
onde
a
liberdade
não
seja
uma
mentira; a
religião de
nossos
paes
não
seja atacada
officialmenle,
e
não
sabemos
se
dynasiicamente;
em
que lodos,
sem
ex
clusão
de opinião, tenham
accesso
aos
empregos,
como
diz
essa
mentira
a
que
chamam
a
lei
do estado;
onde
não
seja
escandaiisada a maxima
parle
dos
cidadãos
com
festas
nauseantes,
que
nem já
estão
em
inoda
no
ceulro
da cafraria,
e
em
que,
finalmente,
a
economia
não
seja
o
esbanjamento,
e
o
amor
pátrio
a irrisão.
O
núcleo
ifeste partido
não póde
ser
senão
o nosso;
porque
sempre
hasteá
mos
i
bandeira
da religião,
da
economia,
da
liberdade
e
do
patriotismo.
Temos
a
certeza
de
que se
hasteásse
mos
bandeira, trocadas
explicações,
leria-
m
s ao nosso
lado
muitos
liberaes
hon
rados,
cançados
já
destas
fabulas
liberaes,
e
que
vêem
imminente
com
a
ruina
publica
a
sua
própria
ruina.
Não
poderá
ser
senão o nosso
partido;
por
que
apresentamos—
o
que
nenhuma
fracção
do
partido
liberal póde
apresentar
—
o
desinteresse.
Sacrificámos
vida,
fazenda e aspirações
para sustentar
a
pureza do
principio
na
cional.
Se podemos ser taxados, como
todos
os
partidos,
de
ter
errado
politicamente,
nunca
aberrámos,
todavia,
um
só
momento
das
regras
de
economia,
e
entregámos
aos
luso
brazileiros este
paiz
opulentissimo,
e
hoje
pobrissirno;
nunca
aberrámos
do
amor
da
patria e
da
sua
mdependencia.
O
núcleo
d
’
esle
partido nunca
poderá
ser
senão o
nosso;
porque
só
elle
póde!
apresentar
o
desinteresse,
quer
no
passado,}
quer
no
futuro.
Não
podemos ser
governo;
não
o
atn-1
bicionamos,
nem o
podíamos
ser
com hon
ra;
por
que
prezamos
esta
mais
do
que
tudo.
Epoca
houve
em
que
se
offereeeu
uma
j
pasta
a
um
dos
mais
respeitáveis
nomes
do
nosso
partido,
ao
snr.
conde
de
Bar-
bacena;
é
escusado dizer
que
o illustre
fidalgo não
lhe
locou
com
o
dedo.
Mas
se
não
podemos,
nem queremos
ser
poder,
podemos
coiatudo
pela
nossa
força
numérica
e
inteliigenle,
porque
o
nosso
partido
rejuvenesce
com
mancebos
distinctos,—
sem
revoltas,
que
seriam
estú
pidas
e
extemporâneas,
mas
com
a
re
volta
mansa
e
legal,
coagir
ao
menos
o
governo
a
entrar
ern
caminho mais di
reito.
A
mocidade
inteliigenle,
que sabe o
legado
que
lhe
deixara
com
a
divida
pu
blica
e
a
transmissão,
possuída
do
hor
ror
coHocar-se-ia
certamente
ao
no^so
lado
para
lhe
aligeirarmos
o
onus.
Um
novo
duelo
vae
ferir-se
na
arena
da
patria. De
um
lado
o
despolimo
de
um
homem,
que,
apoiado
pelo
paço,
pela
força
e
pelo
dinheiro,
cospe
nas
faces
do
paiz,
e
o
ameaça
com
o
látego;
da
ou
tra
a
exageração
da
opinião
que
se
manifesta
desordeira.
O
que convinha
ao
poder
moderador,
era
metter-se
.de
permeio
entre
ambos
e
arredál-os
do
combale; se
uma
parciali
dade
interesseira
o
não
prendesse
para
um
dos
lados
dos
combatentes.
Um
ministério
mixto
ou
estranho a
es
tas
parcialidades
é
o
que
convinha;
dei
xando
o
paiz
livremeote
e
sem
a
coacção
ministerial,
manifestar
menos mentirosa a
opinião
pelas
eleições.
O
que
é
verdade
é
que
este
relogio
faz
escravos
dos
estrangeiros.
Os
sympto-
mas
do
terremoto
surgem
n
’
esta
aimos-
phera
sulfurea,
podre
e carregada
de
mias
mas,
que
nos
esmaga.
Viram-se
já
n'esle
ultimo
semestre,
em
parte,
as casas
(e
de
uma maneira
que
dava
nas vistas)
abandonadas.
E
que
si
gnifica
isto?—
é
que
falta
o
numerário
para
as pagar:
o
senhorio
matou
o
irujuilino,
mas
cremos
que
ha
de
morrer
com
o
mesmo
ferro.
Vemos
as
lojas
descentrali-
sar-se para
os
bairros
mais apertados
de
cidade:
—
e
o
que
significa
isto?
—
é
que
o
commercio
não
dá
lucros
para
todos
estes
luxos.
Os
bancos
sem
descontarem,
ou
limi
tando-se
a
pequenas
operações,
—
uma
ane
mia
geral
no
commercio,
que
em
grande
parle
vive, do
credito;
isto
na
verdade
são
maus
prenúncios!
A
agricultura,
essa
escravatura
bran
ca,
esta
já
qtiasi
que
fez
bancarrôla,
é
é
ella
ainda
a
forja
governamental
do tri
buto;
por
que
está
á
vista,
e
o
agricultor
de
todos
os
cidadãos,
é
o
mais
facil
a
dei
xar-se
tosquiar
e
a
largar
a
peile
sem
tugir
nem
mugir.
Annos
consecutivos
de
esterilidades;
moléstias
nos
vegetaes;
augmeulo
do
sa-
lario
e
de
generos
de
subsistência;
carga
de
tributos
vexatórios;
os
capitaes
diver
gidos
da
agricultura
pelas
agioticas
ope
rações
do
lhesouro,
e
para
remate
o
phy-
loxera.
Eis aqui
o
colchão
de
rosas
em
que
se
deita
o
miserável
agricultor;
eis
o bene
ficio
que
deve
ao
liberalismo
de
1833.
Sobre
o
pobre
lavrador
é
que
pesa
todo
o
onus
do imposto
como
lavrador
e
como
consumidor,
na
proporção
de
80
por
cento
do
resto
da
população.
A
industria
não
paga, porque
rateia
o
onus
pelo consumidor, em
que
o
lavrador
representa
na
proporção
acima
indicada.
E
’
preciso,
pois,
que
o
lavrador se
agremie
como
as
outras
classes
da
socie
dade,
e
discuta
os
seus
interesses,
e,
desprezando
essa falsa
representação par
lamentar,
use
do
direito
que ninguém
lhe;
póde negar
—
o
de
petição;
use d’elle
em
larga
escala,
para
fazer pressão
nos
seus
falsos
representantes,
que
só
leem servido
até
boje
para
o
esfolar.
Se
isto
continua,
sem
uma opposição.
grave
e séria,
a
vida
do lavrador é
im
possível:
em
logar
de uma bancarrôla
le-
temos
duas,
completas,
inevitavelmente:
—a
dos
fundos
públicos
e a
da
terra.
E’
preciso
sair
d
’este
indiilerenlistno,
e
fazer
desapparecer
este
systema
incompre-
heusivel,
que
entrega
Portugal
ás
mãos
de
um
grupo
de
senhores
feudaes,
que
em
ura circulo
vistoso
je
rotação invariável
o
torturam.
Quem
é
que
doou
Portugal
a
estes
se
nhores?
Acaso
Portugal
é
exclusivaraente
parti
lha
da
maçonaria?
Portugal
é
de
todos
sem
exclusão
de
nenhum
portuguez.
E'
preciso
que se organise no
paiz
um
partido nacional,
que
sem
negar
ac-
cesso
a
essas
mesmas
seitas
e
partidos,
desloque
a
acção
umca
e
exclusiva
de uma
seita
solipsa
e
tão
intolerante,
que,
com
uma
lyrannia
inaudita,
para
o
addito
dos
empregos, Lz passar
os
proprios
padres,
quando
pretendentes,
pelas forcas
caudi-
nas;
porque
a
sua
missão
é
derrubar
a
religião
de
nossos
paes
e fazer
desapparecer
a
nossa autonomia.
Que estes mui
altos
senhores
do
feu
dalismo
liberalengo-maçonico
de
baraço
e
cutelos
se
resignem
a
largar
essas
mesas
opíparas
de
lautos
banquetes,
preparados
pelo
tributo
vexalorio,
extorquido;
e
se
contentem
cora beber
da
nossa zurrapa
político montado
por
taes
relojoeiros
não
póde
andar
por
muito
tempo,
e se
marcar
as
horas
será
a
da
morte!
Deus
salve
Portugal.
COKKESPOXnEXCIA
liisbon 88
d
’
ag«st<>
de
1878
Chovem
os
elogios
aos
professores,
aos
directores,
e
aos
meninos,
que
tive
ram
a
gloria
da
approvação.
Era
poucos
dias
começarão
a
apparecer as
lisias
dos
approvados,
para
o
complemento
do
elo
gio, preciso
para
a
concorrência
aos col-
legios
e
aos
professores
elogiados
O
que
elles
porém
occultam,
é
que
para
con
seguirem
essas
apprqvações
pozeram
mais
empenho
na
occasião
dos
exames
para
com os
examinadores, do
que
durante
o
anuo
leclivo
com
os
examinandos,
para
que
estes podessem
concorrer
ao
exame
sem
empenho.
Os
paes que
se
lisongeam
com
estes
elogios
muluos,
são
os
primei
ros
a
soílrer
depois
os
desgostos
que
es
ses
elogios
lhes hão
de
trazer,
porque
o
menino
vendo
que
foi
approvado
nos
pri
meiros
exames
sem
estudar,
ou
estudando
pouco,
e
que
depois
os
ernpenhos
fizeram
do
mestre
um sabio e
do
discípulo
uma
inlelligencia
esperançosa,
continuam
no
mesmo
systema,
e
como
os exames
pa
ram.
como
os que ?e seguem
são
mais
;
diflficeis,
está
tudo
perdido,
porque
che
garam
ao
ponto
de
que
nada
lhes
poderá
valer.
Mas
emquanlo
em
Lisboa
se
cantam
tantas
victorias, ficando
comtudo as
der
rotas no
silencio,
a
«Gazela
da
Beira»
diz,
com
respeito
aos
exames
em
Coim
bra,
onde
era
sabido
que
se
absolvia
tudo,
com
o
fim
de
chamar
alli
a
concorrência:
«Vae
grande
indignação
em
Coimbra
por
causa
das
itiju-diças
lenas
nos exames.
l
’
em sido
reprovados
estudantes
de
ópti
ma frequência,
habilitadíssimos,
e
appro
vados
outros
que duraóle
o
anno
troca
ram
o estudo
pela
libertinagem
!
«A
caria cTempenho é
alli
a
suprema
sciencia.
Parece que
o
pessoal
dos
exames
não
é
também
dos
mais
habilitados,
ha
vendo professores
a
examinar
sciencias
que
nunca
professaram.
«Completa
e cabal reforma
é
o
que
se
precisa».
Este
artigo
da
«Gazela»
causou
sur-
preza
a
quem
conhece
os
segredos
dos
exames
em
Coimbra,
bem
como
conhece
os
de
Lisboa,
e
nos
parece
que
a
mole
lia
epidemica
tem
chegado
a
outros
pontos,
nao
faltando
nos
escandalosos
arranjos
do
ministro
Aviia, a
favor
dos
seus
patrícios
açorianos,
facto,
que
muito prova
a
mo
ralidade
no
poder
d
’
este
notável
homem
d’
estado,
quando
está
nelle.
Diz
a
«Gazeta»
que
a
carta
d’
empe-
niio
é
alli
a
suprema
sciencia
Ora
essa
!
Pois
não
sabe
que
até
empregos
se
tem
dado
desde
muito
tempo,
e
quem
tem
examinado
os
filhos
presentes,
pretéritos
e
luluros;
porque
quem
uão
se
arranja
é
tolo,
e
a consciência
sem
dinheiro
nao
vale
nada
no
miserável
"corpo,
e
quando
se
não
receba
dinheiro,
recebe
se
o
em
prego
rendoso,
e
pouco
trabaihoso,
e
que
tica
até
ao
final da
vida?
Isto
é
ir
ao
positivo,
e
este
mundo
é lodo
positivista.
Djz mais
a
«Gazeta»
qne
o
pessval
dos
exames
não
é
também
dos
mais
ha
bilitados,
etc
etc.
Ora isso
é injustiça,
porque
a
secretaria
d
’
esiado
tem
olho
de
imee para
a
escolha e
aprupar,
e
d:
ma
s
é preciso
que
a
lenda
corresponda
ao
lendeiro.
Se
os
rapazes
nao
sjbani,
raas
lera
de
ser
approvados,
é
precito
que
os
examinadores
se
façam
tolos,
ou
que
«'■sejam
na
realidade
para
que
a cousa
corra bem,
e
não
ser tão
escandalosa.
Que
ha
professores
a
examinar scien-
cias que nunca professaram.
Tanto
me
lhor
para o
caso,
porque
se
encolhem,
e
o
examinando
faz
nm
figurão,
e
vem de-I
pois
dizer para
fóra:—
«que
grande
asno;)
eu
era
capaz
de
o
estender,
que
grande)
typo»,
e
assim
ditos,
como já tivemos)
occasião
de ouvir
com
o
maior
descara-)
mento.
E
termina a
«Gazeta»,
que
todo
pre-j
cisa
uma
grande reforma, e
quem
o
du
vida.
Vão
acabar
vários
collegios,
sendo
um
d
’
elles
estrangeiro
E
’
bom
que
se des
bastem,
porque
estão
como
o
milho
basto
no
Minho,
e
é
isso
que
também
faz
mal
ao ensino,
porque
querendo
todos
elles
ler alumnos,
procuram empregar
os
meios
para
os
ter,
não
faltando
a
intriga,
’
con
cedendo
mesmo liberdades
que
quebram
a
disciplina.
Neste
ponto
ha pouco
por
onde
escolher,
e ha alguns
collegios
que
são
mais
uma
hospedaria do
que
uma
casa
de
educação
e
instrucção.
Este
estado
de
indisciplina
deu
causa
por
certo
a
que o
snr.
Moraes
d
’
Almeid,
se
despedisse
dos collegios
onde
ensinava,
porque
tem
o
desgosto
de
se ver
metido
n’um
processo
por
causa
d
’
utn
desforço
que
teve
com
um atrevido
alumno
n’
um
grande
coliegio
nesta capital,
onde
a
disci
plina
parece
que
está notavelmente
que
brada.
Não
.admira
isto,
porque
os
paes
são
os
primeiros
a
fazer
com
que seus
filhos
faltem
ao
respeito
a
seus
mestres,
e
des
tes
também ha
alguns
que
á
força
de
querer
fazer
vontades
inadmissíveis,
dão
em
resultado final
a reacção
á
ordem,
e
vem
logo
a
anarchia
que
é
preciso
enlã"
rebater
com força. Ora
neste
ponto é
que
deve
ver-se
que
qualidade
de força.
Em geral
dão hoje
òs
rapazes
que
escolhem
os
collegios,
e
não os paes
ou
superiores.
Os correspondentes, esses tra
tam
geralmenle
a
collocação
d
’
um
rapaz
que
lhe
mandam
consignado
para coliegio,
como
se
fosse
uma
cousa
de
commercio,
e
por
este
systema
se
póde
ver
o
que
ha
a
esperar
do
resultado
finai.
A
ignorância,
a
má
educação,
e
reco
lher
á
familia
como
veio
ou
peior
ainda.
.
Ocservador.
i
CODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
X
Diss
etfeiçõ»»
dos
corpos
strulivá»
[Conlinutiçiu]
CAPITULO
IV
Volação
uas
assembléas
primarias
Art. 278
°
No
domingo
destinado
pa
ra
se
proceder
á
eleição,
pelas
nove
ho
ras
da
manhã,
reunidos
os
eleitores
no
íocal
designado,
lhes
proporá
o
presiden
te
dois
de
entre-
elles
para
escrutinado-
res.
dois
para secretários
e
quatro
para
os
revezarem,
convidando
os
eleitores
que
approvarem
a
proposta
a passarem
para
o lado
direito
d
’
elle,
e
para o
esquerdo
os
que
a
rejeitarem.
§
l.° Para
a
approvação
da
propos
ta
são
necessárias
tres
quartas
partes
dos
eleitores
presentes.
§
2.°
Se
a proposta
não
tiver
obtido,
a
approvação
do
numero
fixado
no
§
1.°,
será
a
mesa
composta
a
aprazimento
as
sim
dos
eleitores
que a
approvaram.
co
mo
dos
que
a
rejeitaram.
§
3
0
Por
parle
dos
que
a
approva
ram ter-se-hão
como
escolhidos
de
entre
os
propostos
pelo
presidente
para
escru-
linadores,
secretários
e
dois
revezadores
os
primeiros
indicados
para estes
logares
na
ordem
da
proposta.
§
4°
Por
parte
dos
que a
rejeitaram
serão
os
restantes
membros
da
meza
ap-
provaios
por acclamação.
sob
proposta
de
qualquer
eleitor
de
entre
elles.
Não
sendo esta
proposta
approvada
pela maio
ria
d
’
esta
secção,
serão
immediatamente
eleitos
por
maioria
realliva
e
escrutínio
secreto,
em que ella
só
votará. Servi
rão
de
vogaes,
da
mesa
d
’
esta
eleição os
mencionados
no
§ antecedente.
§
5.°
Se
a
eleição
fôr
parochial, a
ursa
será
composta sómente
de
dois
se
cretários
e
dois
escrutinadores.
Art.
279.°
Da formação
da mesa
se
lavrará
a
acla,
e
o
secretario
que
a
la
vrar
a
lerá
immediatamente
á
assembléa.,
çarão
o
acto da
eleição
sem que
os
pa-
§
unico.
Uma
relação
dos
nomes
dos
j
rochos
e
os
regedores,
ou
quem
ossub-
approvados
ou
eleitos
para
comporem
a
stituir,
estejam
presentes.
mesa,
assignada
pelo
presidente
e
por um
§
3.°
O
parocho
ou
quem
suas
vezes
dos
secretários,
será
logo aflixada
nas
I
fizer
terá
logar
na
mesa
ao
lado
direito
portas
do
edifício
onde
a
assembléa
estiver do
presidente,
emquanlo se estiver
pro-
reuuida.
cedendo
á
chamada
da respectiva
fregue-
Art.
280.°
A eleição
da mesa
feita
antes
da
hora
designada
no
artigo
278.°
é
nulla.
Art.
281.°
Se uma
hora
depois
da
fi
xada
pira a
reunião
da
assembléa
o
pre
sidente
ainda
não
tiver
apparecido,
ou
se
apparecer
e
se
ausentar,
tomará
a
presidência
o
eleitor
que
para isto
fôr
escolhido
pelo maior
numero
de
eleitores
presentes.
Art.
282.°
Se á
mesma
hora
se
não
tiverem
recebido
na
casa
da
assembléa,
nem
os
cadernos
do
recenseamento
dos
eleitores
e
elegíveis,
nem os
cadernos
pa
ra
se
lavrarem
as
actas,
que
a
commis-
são
recenseadora
do
concelho
ou
bairro
devia ter
remettido
ao
respectivo
presidente,
a
eleição
poderá
fazer-se
por
quaesquer
copias
authenticas
do
respectivo
recensea
mento,
que houverem
sido
extrahidas
do
livro
competente
e
que qualquer
eleitor
apresentar,
e
as
actas
poderão
lavrar-se
em
cadernos
com
termos
de
abertura
e
rubrica
da
mesa
que
a
assembléa
esco
lher.
Art.
283.°
Se
em
alguma
assembléa
eleitoral
se
não
apresentar,
duas
horas
de
pois
da
marcada
para
a
eleição,
numero
sufliciente
de
eleitores
para
compôr a
me
sa,
o
presidente -fará
auto,
em
que
se
declarem todas
as
circumstancias
do
fa
cto. O
auçlo
será assignado
pelo
presi
dente,
pelo
parocho
ou
por
quem soas
vezes
fizer.
§
unico.
Se o
caso
se
dér n’
um
con
celho
de
urna
só
assembléa ou
nas
elei
ções
paroehiaes,
o
auto
será
enviado
pe-
o
presidente
ao governador
civil.
Se
acon
tecer
n
’
um
concelho
de
mais
de
uma as
sembléa,
será
o
auto
remettido
ao
pre
sidente
da
comtnissão
de
recenseamento,
para
o
apresentar
na
assembléa
geral
do
apuramento.
Art.
284.°
Não
haverá
eleição
nos con
celhos
de
uma só assembléa eleitoral
em
que,
pela
contagem
das listas da
eleição,
se
verificar não
haverem
concorrido
elei
tores
em
numero
dobrado
pelo
menos
d
’aquelle
que
é
necessário
para
formar
a mesa.
§
l.°
O
presidente
fará lavrar
auto,
que será assignado
por
todos
os
vogaes
da
mesa, do
qual conste
o
numero
dos
eleitores,
o numero
dos
votantes,
e
o
nu
mero
de listas
que
se
exlrahiram
de
Ca
da urna,
eo
haverem-se
cumprido
as
forma
lidades
marcadas
na
presente
secção
até
a
contagem
das
listas.
)j
2.
Este
auto
será
enviado
pelo
pre
sidente
da
commissão
do
recenseamento
ao
governador civil.
Art.
285.®
Quando
no
concelho
hou
ver
mais
de
uma
assembléa
eleitoral,
se
rá procedente a
eleição
em cada uma d’el-
las,
ainda
que
não
hajam concorrido
elei
tores
em
numero
dobrado
d
’
aquelle
que
é
necessário
para
se
formar
a
mesa.
§
l.° As
actas
d’
eslas
assembléas
se
rão
remettidas
á
assembléa
geral
do
apu
ramento.
§
2.°
Se
na assembléa
do
apuramen
to
se
verificar
que
o numero
de
volantes
nas
diversas
assembléas
não
foi
igual
ao
dobro,
pelo
menos,
do
numero total
dos
vogaes
que
compozerem
as
mesas
em
to
das
as
assembléas,
a
mesa do
apuramen
to
formará
auto d
’
eslas
circumstancias,
e
o entregará ao
presidente
da
commis
são
do
recenseamento para
ser
remettido
ao governador
civil.
Art.
286.°
No
caso
de
não
haver elei
ção
por
falta
de
concorrência
de
eleitores,
seeão novamente
convocadas
as
assembléas
eleitoraes
dentro do
praso
de
trinta
dias
e
consecutivamente dentro
de iguaes
pra-
sos.
até
que haja
eleição
nos
termos
d
’es-
te
codigo.
Art.
287.° A
mesa
da
eleição
será
collocada
no
corpo
do
edifício,
de manei
ra
que
todos
os
eleitores
possam
por
todos
os
lados
ter
livre
accesso
a
ella,
e
observar
todos
os
actos
eleitoraes.
Art.
288.°
Constituída
a
mesa,
são
va
lidos
todos
os
actos
eleitoraes
que
legal
mente
forem
praticados,
estando
presen
tes
pelo
menos
tres
vogaes
d
’
ella.
Art.
289.°
Os
parochos
e
os
regedo
res
das
parochias
que
constituem
a
assem
bléa
eleitoral,
assistirão á
eleição
para
in
formar
sobre
a
identidade
dos
votantes.
§
l.°
Faltando
o
parocho ou
o
re
gedor,
a
mesa
nomeará
pessoas
idóneas
que
façam as suas
vezes.
§
2.°
As
mesas
eleitoraes
não come-
zia
§
4.°
Se
a
eleição
fôr
de
cargo
dis-
trictal
ou
municipal,
e
houver
uma
só
assembléa
no concelho
ou
bairro,
assisti
rá
ahi
a
eleição o administrador
respecti-
vo;
se
houver duas
assistirá
a uma
o
ad
ministrador,
e
á
outra
o
seu
substituto;
se
houver
mais
de duas,
oú
algum
del-
les
impedido,
escolherá o
administrador
em
exercício
pessoa
ou
pessoas
que
o
representem,
e
em
quem
delegue
as
at-
tribuições
conferidas
por
esta lei.
Art.
299.°
As
mesas
decidirão
provi-
soriamente
as
duvidas
que se suscitarem
ácerca das
operações
eleitoraes.
§ 1.®
Todas
as
decisões
da
mesa
so-
bre
quaesquer
duvidas
ou
reclamações
se
rão
motivadas
§
2.®
As
decisões
serão
tomadas
á
pluralidade
de votos; no caso
de
empa
te
o
presidente
tem
voto de
qualidade.
GAZETILHA
Dtfeaf».
—
Acha-se
gravemente
enfer
mo
o snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
edi
tor
e
proprietário d’
este
jornal.
Pedimos aos
nossos
leitores
que nas
suas
orações
roguem ao
Senhor que con
ceda
a
restituição
da
saude
a este
ca
valheiro
prestantíssimo,
cuja
exislencia é
tão
querida
de
toda
a
cidade.
Festividades.
—
No
domingo
tiveram
logar
as
seguintes
festividades:
N.
Senhora
da
Consolação,
-no
Populo,
com
missa
solemne,
Exposição
do
SS.'
to
do
o dia, sermão pelo
snr.
dr.
padre
Constantmo
Ferreira
d
’
Almeida,
e
Te-Deum:
Sagrado
Coração de
Maria, nos
Remé
dios,
com
missa
solemne, Exposição, ser
mão pelo
snr.
padre João
Velloso,
e
La
dainha:
N.
Senhor
da Boa-Morte, da
rua
do
Pae
Amante,
na Ponte, com
missa
so
lemne,
Exposição
e
sermão
pelo
revd.
0
reitor
de
Ferreiros:
S.
Marçal,
na capella
de
Guadelupe,
com
Exposição, mis^a
solemne
e
sermão.
Assistiram
as
duãs companhias
de
bom
beiros,
voluntários
e
municipaes.
Angínho.
—
Foi
sepultado,
na tarde
de
sabbado,
depois do
Laudate
a instru
mental,
.
uma
tilhinha
do
nosso
amigo
o
snr.
Leonardo
Pinto
d
’
Oliveira,
dislin
cio
empregado
na
typographia
d’
este
jor
nal.
Os
nossos
sentimentos.
CoBflegão
dó
Fspirit»
Sivntw.
—
Os
alumnos d’este
acreditado
coliegio
coulinuaram
a
ver
ainda
este
anno
os
seus
trabalhos
escolares
coroados
pelo
mais
bello
resultado
nos
exames d
’instruc-
ção primaria
e
secundaria.
Nos
primeiros
tomaram parte 35 alum
nos,
ficando
distincto o
collegial
Joaquim
Marcellino
Fontoura,
e
todos
os
mais
ap-
provados,
bastantes
com
13
e
14
valores.
Para
os
exames d
’
inslrucção
secundaria
apresentou
o
coliegio
72
alumnos, ficando
ao
todo 8
dislinctos
e
56
approvados
pela
seguinte
ordem
de
disciplinas:
Portuguez
—
10
exames,
2
dislinctos
e
7
approvados.
Francez -10
exames,
1
distincto
e
9
approvados.
Imglez,
o
exames,
2
approvados.
Latim,
curso
completo
—>2
exames,
1 distincto
e
iO
approvados.
Mithematica,
i.a
parte
—
9
exames,
2
dislinctos
e
6
approvados.
Geographia
e
Historia
—7
exames
—
1
distincto
e 6
approvados.
Phdosophia—
5
exames,
1
distincto
e
3
approvados.
Desenho,
l.
ae
2.
a
parte
—
14
exames,
13
approvados.
Este
resultado,
em que por
cada
9
exames
d
’instrucção
secundaria
os
alumnos
colheram
uma distincção
e
7
approvações,
é
tanto
mais lisongeno,
quanto
sabemos,
que
no
geral
a
proporção
media
das
ap
provações
tem
sitio
muito
pouco
favoravel.
Consta-nos
que
a
primeira
parle
do
edifício
que
os
dignos directores do
col
iegio estão construindo
na
sua
proprieda
de
de
S.
Vicente,
está
quasi
concluída.
Este
malhoramento
não
deixará
de con
tribuir
poderosamenle
para
o
desenvolvi
mento
progressivo
d
’este tão
profícuo
esta
belecimento.
Elaines
no
Eyeeu do
Porto.
—
Das
noticias
publicadas
pelos jornaes
do
Porto,
com
relação
aos
exames
dTnstruc-
ção
secundaria
no
lyceu d
’aquella
cidade
*
resulta
a
seguinte
interessante
estatística
*
Requereram
para
exame n’
esta 3.a
c
jr
-
cumscripção 2149
alumnos;
ficaram
appr
0.
vados
1032,
adiados
761
e
não
compare-
ceram
336.
Vê-se
pois,
que nem sequer
a
metade
das matriculas
se
aproveitaram,
e
por
termo
medio
em
cada
7
exames
houve
3
re.
provações
para 4
approvações.
Por
ordem
de
disciplinas
obtemos
o
re
sultado
seguinte:
Portuguez
—
230
matriculados,
102 ap.
provados,
76
adiados,
faltaram
62;
Francez
—-423
matriculados,
216
appro-
vados,
167
adiados, faltaram
40;
Inglez
—
157
matriculados,
78
approva
dos,
55
adiados,
faltaram
24;
Latim
—
182
matriculados.
91
approva
dos,
54 adiados,
faltaram
37;
Geographia
e
Historia
—199
matricula
dos, 92
approvados,
79
adiados,
falta
ram
28;
Mathemalica,
1.a
parte
—
142
matricu
lados, 63
approvados,
59 adiados,
falta
ram
20;
Mathemalica, 2.a parte
—
133
matricu-
lados.
33
approvados.
62
adiados,
falta
ram
38;
Philosophia
—
160
matriculados,
54
ap.
provados,
50
adiados,
faltaram
56;
Introducção
—
153
maticulados,
93
ap.
provados,
39
adiados,
faltarem
21;
Desenho
—368
matriculados, 208
appro
vados,
120
adiados,
faltaram
40.
Na
verdade
se
accrescentarmos a
este
quadro
desanimador
de
reprovações
e
de
abstenções
as
avultadissimas
despesas,
que
resultam
para
os
paes
de
familia,
da de
mora
mais
ou
menos
prolongada
na
séde
da
circumscripção
e
das
repetidas
viagens,
não
nos
move admiração
nenhuma,
que
por este
vexalorio
systema
d
’exames,
longe
de
promover-se
a difusão
de
sciencia e
instrucção,
esta
antes
pelo
contrario
cada
vez
mais
se
esterelise
e
desaccredite.
K'rívileg
tos
cJos
CidadAua
de
sffiragi
*
.
—
Acabamos
de receber
esta obra
curiosa,
precedida
d’
um
preambulo
noti
cioso
do
nosso
antigo
mestre
e
amigo
dr.
Pereira-Caldas,
em
um
volume
em
4.
’,
com
esmerada
impressão,
pelo
modico
preço
de
400
reis.
Só
nos
resta
espaço
para
recommen-
dal-a,
desde
já,
promettendo
fallar
d
’ella
opportunamenle
em
o numero
seguinte.
Srnisêrsiicçãii»
primaria.—
Por
decre
to
de 27 do
corrente
mez
foram
feitos
os
seguintes
despachos:
Antonio
de
Vasconeellos
Proença,
pro
fessor
temporário
da
escola
de
Caslainço,
concelho
de
Penedono,
e
habilitado
com
o
curso
da escola
norma!
de
Marvilla,
provido vitaliciamente
na
cadeira
da
villa
e copcelho
de Sernancelhe.
Manoel
Moniz
Ferreira,
exonerado,
pe
lo
requerer,
da cadeira
da
freguezia
ma-
triz
de
S.
Sebastião
da
cidade
de
Ponta
Delgada,
para
que
fôra
nomeado
por
des
pacho
de
23
de
abril
ultimo.
JLivs-ets-os
e
íyjn»gpap!!»ias
—
0
nu-
!
mero
de livreiros em
toda a
França
era
em
1877,
6:874,
o
de typographos
19:000,
e
o
de
estabelecimentos
typographicos
1:824.
Oa-ieiaíe.
—
Ultitnos
telegrammas:
Ragusa
30—
Os
austríacos
occuparam
Lavina.
Asscgura-se
que
a
guarnição
de
Trebigue
está disposta
a
render-se
aos
austríacos.
Paris
31—
Em
consequência
de
não
haver
retirado
a
esquadra
ingleza,
e gene
ral
Tolleban
recebeu
ordem
para cessar
o
embarque
das
tropas
russas.
Partiu
para
Ancora
um
corpo
de vo
luntários
italianos,
para
se
juntar
aos
in-
surgentes
da Bosnia. A resistência
dos
bosuios
diminue.
Os
turcos,
sómente
em
20
de
setem
bro
evacuarão
Podgbrilza.
Cóa-óctea-
istglez
e
f«-4»«acea.
—
N
’
iun
artigo
sobre
as
memórias
de
lord
Shel-
burne
e
o
parlamentarismo
inglez
no
sé
culo
XVill,
mr. Fontanés
cila
a
theoria
assás
curiosa
d
’
um inglez
que
passára
em
Pariz
o outono
de
181)2 e
que
via
na
temperatura
a
diflerença
de
caracter
entre
inglezes
e
francezes.
«Quando
o
ar
é
pesado
e
conslrangente.
melte-nos
na
cabeça
uma
boa
doze
de
chumbo,
e
nós,
os
inglezes.
devemos
uma
grande
parte
do
nosso
bom
senso,
do
nosso
respeito
para
com Deus,
para
com
sua
inagestade,
nossa
soberapa,
e
por
as
leis
do
paiz,
á
acção
calmante
do
nosso
clima, em
quanto
este
ar
vivo
e
leve,
este
céo
brilhante
sobreexita
o
espirito
dos
francezes
como
se
estivessem
sob
o
regímen
constante
do Champagoe.
«E’ um
alimento
que
não
tem corpo,
nem
substancia,
e
que
os
predispõe
a
das
as
especies
de
loucura.
Cora
o
tempo
elles
acabam
por
serem
atacados
d
’
uma
especie
de
delirium tremens,
que
os tor
na
selvagens.
Deitam
.então
tudo
abaixo:
palacios
e
egrejas,
reis
e nobres, tudo
o
que
encontram
no caminho
até
lhes pas
sar
o
accesso. N
’este
momento
se
encon
tram
um
homem que
tenha
conservado
o
seu
sangue
frio,
e
não
tenha
perdido a
cabeça,
mettem-se-lhe
debaixo
dos
pés».
Talleyrand
tinha
outra
theoria.
«Eu
vou
explicar,
dizia
elle
a
um
in-
glez,
o
vigor,
a
virilidade do
caracter
in-
glez,
e
essa
dissipação
essa
frivolidade
que
nos
tiram
a
nossa
energia,
tornando
o
francez
leviano
e
inconstante:
isso
tem
origem
simplesmente
no
vosso
costume
de
separar
os
sexos
depois
de
jantar».
—
(R.
de
Setembro
J.
Arvoreis
eoinnieiiiorativa».
—
A
Inglaterra
tem
ainda
a
amoreira
de
Shaks-
peare.
Sobre
o
tumulo
de
Virgílio
cresce
ainda
o
louro centenário.
Os buababs
de
Cabo
Verde,
as
welling-
tonias
da Califórnia
recordam
os primeiros
séculos
da
creação.
Os
cedros
do
Libano,
os
teixos
de For-
tingais
e
de
Braburn,
no
condado
de
Kent,
remontam
aos
templos
bíblicos.
As
oliveiras
sob
as
quaes
Jesus
Christo
descançou
ainda
existem,
a
acreditar
na
tradição.
O
carva-capella
de
Allonville,
perto
de
Yvelot,
nasceu
de unia
lande
que
germinou
pelo
anno
1000.
No
bosque
de
Vincennes
admirou-se
por
muito
tempo
o
carvalho
famoso
debaixo
do
qual
S.
Luiz
distribuía
justiça.
Ainda
ha
pouco
se
via
em
Roma
uma
laranjeira
plantada
por
S.
Domingos
em
1200, no convento de
Santa
Sabina;
e uma
outra
implantada
em
1278 por S.
Thomaz
de
Aquino,
no
mosteiro
de Fondi.
Conserva-se
lambem
em
Versailles
uma
laranjeira
chamada
o
Grande
Bourbon,
e
que
foi
plantada
em
1411
por
uma
das
avós
de
Joanna
de
Albret.
Os
antigos
persas
tinham
a
respeito
da
cultura
das
arvores
a
seguinte
ma-
lima:
«Ter
um
filho,
lavrar
um campo e plantar
uma
arvore,
são
os
ires
aclos
mais agrada-
veis
a
Deus».
UniversiiiMile
«Se
Coimbra.
—
Por
edital
do
vice-reitor
da
Universidade
de
Coimbra
foi
declarado que
no
dia
l.°
de
outubro
proximo
futuro
se
ha
de
abrir a
Universidade
com
o
juramento
dos
lentes;
que
nos
dias
2,
3
e
4
do
mesmo
mez
se
ha
de
proceder na
sala
dos
actos
gran
des
á
matricula
gerai
na
fórma
dos esta
tutos,
e que
no
dia
16
tem
logar
a
ora
ção
de
tapienlia e
a
distribuição
dos
pré
mios
e
no
dia
17
a
abertura
de
todas
as
aulas.
Ituque
de
Cadaiul.-
-O
snr.
mar-
quez
de
Tenlogal
e
futuro
duque
de
Ca
daval,
actualmenie
residente
na
sua
casa
próxima
de
Pó, em
França
está
justo
para
casar
com uma
herdeira
millionaria.
filha
de
uma
das
famílias
francezas
mais
anti
gas
e
nobres.
Calcula-se
a
fortuna
da
nova
duqueza
em
alguns milhares
de
contos. A
snr/
duqueza
de
Cadaval,
viuva, mandou
prepárrfr
o
seu palacio de
Cintra
para
os
noivos
virem
passar
algum
tempo.
O
futuro
duqué
chama se
D.
Nuno
Al
vares
Pereira
de
Mello
e
tem
34
annos.
Tern
um
unico irmão
gemeo,
e
também
riquíssimo.
A
casa
de Cadaval
é
boje
a
mais
rica
de
Portugal.
O seu
valor
é
de
7
a
8
mil
contos.
Só
o
rendimento
da
casa
de
Lisboa
excede
a
cem
contos
por
anuo.
Parte
da
fortuna
d
’
esta
casa
colos
sal,
é
em
propriedades
em
França
e
ca
pitães
e
fundos
estrangeiros.
E
note-se
que
a
casa
de
Lisboa
podia
render
hoje
uma
somma
consideravelmente
maior,
visto
que
em
todos os,
arrendamentos
existen
tes
vigoram
ainda
as
rendas que
a actual
duqueza
encontrou
estabelecidas
quando
casou
(1843).
A
vinda
dos
novos
duques
de
Cadaval
a
Portugal
é
um
acontecimento
de grande
satifação para
a
nobreza
de origem
anti
ga.
O
titulo
de
duque
de
Cadaval
foi
creado
POr
D.
João
IV
em 1618,
e
antes
havia
já
na
mesma
casa os
litulos
de
marquez
de
Ferreira
(1335)
e
de
conde
de
Ten-
lugal
(1504).
Todos
estes
títulos
teera
as
honras
de
parente.
E
’
muito
para
estimar
que
famílias
tão
Poderosas
e
tão
portuguezas
como
é
a
fa
mília
Cadaval,
façam
a
sua
residência
ha-
hilual
no
reino.
—
/
C.
de
P.)
A
b
abram
«ilx»
imnariilaiS®
«Se
a
Senltora
«5
a
ILapi
*
.
A
Meza
da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa
Senhora
da Lapa,
d
’esla mesma
ci
dade,
constituída
na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e
faltando-lhe
os
meios
pecuniários
para
as
poder con
tinuar
e
concluir,
appella
para
a
piedade
dos
fieis,
e
especialmente
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de que
não
deixarão
de
concorrer
para
o
indicado fim
com suas
esmolas,
as
quaes
serão entregues
ao
respeclivo
thesoureiro
o muito
revd.0 snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga
19
de
agosto
de
1878.
O
secretario
da
irmandade
Padre
João
Luiz
Affonso
da
Mouteira.
SECÇÃO
DE C0MMU1ÍICAD0S
Snr.
redaclor
do
jornal
o
«Commercio do
Minho
d
.
Havendo-se o
jornal
«A
Opinião Publi
ca»
dirigido
em
seu
n.°
23,
aos
illustres
snrs.
redactores
do
«Amigo
do
Povo»
com um
pedido, qual
o
de
que
declaras
se
eu, se
recebera
uma
carta,
que por
o
presidente
do
centro
legitimista me
fô-
ra
dirigida
em
21
de
julho
ultimo,
con
tendo
instrucções
a
respeiio da
eleição
camararia;
não
devo
recusar-me
a
satisfa
zer
a
esl.e pedido;
ao
qual
respondo
aífir-
mativamenle.
com
a verdade que sempre
presei,
e
á
qual
a
mesma
«Opinião
Publi
ca»
(fazendo
justiça
a
austeridades
e
di
gnidades
do
meu
caracter)
diz:
que eu
não
seria
capaz
de
faltar.
Agradeço-lhe
este
insuspeito
rasgo,
se
não
de
fineza, ao
menos de justiça, que
n
’
esta
parte
me
faz, de
certo
em
hora
de melhor
humor;
e
faço
sinceros
votos
para
que
a
boa
dita
a
favoreça
com
a
continuação
de mais
horas
de bom humor,
e
de
placidez,
para
que d’
este
modo
fi
que
livre
de
proferir
impropérios
e
desa-
fogos,
proprios
de
quem
está
dominado
das
mais ruins paixões.
Satisfeito,
como
fica,
aquelle
pedido
tn-
directo,
resta-me
dar
conta
da
segunda
parte
do acontecido,
isto
é
do
que
se
passou
e
se
seguiu
depois
da
recepção
da
referida
carta:
vou
fazel-o em
breves e
simples
palavras
—Tão
depressa
me
che
gou
á
mão
a
dita
carta,
dei
logo conhe
cimento
do
seu
conteúdo
ao digno secre
tario
da commissão
legitimista
d
’
esta
ci
dade,
o
snr.
Anlonio
Bernardino
Pinto
de
Madureira,
enviando
em
seguida
a
própria
carta,
a
seu
pedido,
por
ser
elle a
quem
competia dar
cumprimento
ás
instrucções
n’
ella
contidas,
na
impossibilidade
em
qoe
eu,
bera
como
o
vice-presidenté
da
com
missão,
o exc.
ino snr.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos,
nos
achavamos
por
motivos
de
graves
padeci
mentos
de
saude,
como
é notorio
e
por
todos
sabido.
Esta
missão
não
podia, pois,
ser
confiada
á
pessoa
mais
competente e
capaz
de
a desempenhar
pontualmente,
tanto
pelo
zelo
e
dedicação,
com
que o
dito
snr.
Madureira
se
houve sempre
nos
trabalhos
do
partido
legitimista,
como
na
presente conjunclura
da
eleição
cainara-
ria,
em
que
tornou
todo o
empenho
na
reeleição
da
mesma,
de que era
um
dos
dignos
membros.
Para
este fim
conservou
o
snr.
Madureira
em
seu
poder
a
carta
a mim
dirigida
pela
presidência
do
cen
tro
legitimista,
até
lia
poucos
dias
que,
por
eu
o exigir,
m’
a
restituiu; havendo
dado a maior
publicidade
do seu
conteú
do,
(até
mesmo
da
copia
da
minha res
posta
a ella,
qoe
eu lhe havia
confiado)
em
as
diversas
reuniões,
a
que
assistiu,
dos
partidos
co-ligados,
e
a
outros
par
ticulares
por elle convocados.
Eis,
pois,
o
que
se
passou;
e
visível
fica
a
má
lé, com
que
na «Opinião
Pu
blica»
tem
apparecido
escripta
a infamis-
sima
accusação,
de
que
eu
havia
occulla-
do,
e
em
mim
retirado
a
carta,
de
que
me
oecupo.
E
se
é
para
notar
a
insidia
e
falsa
fé
dos
conhecidos
escriptores
do
citado
jornal;
muito
mais
é
para
admirar
o
estranho
silencio,
em
que
se
tem
con
servado
o
snr.
Madureira
até
hoje,
deixan
do correr
com
assentimento
seu,
quantas
falsidades,
injurias
e
insultos
se
tem
que
rido
arremessar-me; quando,
pelo
conta
cto
era que
o
dito
snr.
se
acha
com os
directores
d
’
aque!ie
jornal,
pedia a
sua
honra,
que,
ao
menos,
os informasse
da
verdade.
Rogo
a
v.,
snr.
redaclor,
tenha mais
esta
vez
a bondade
de
mandar
inserir
no
seu
mui
acreditado
jornal,
esta
minha
singela
exposição,
que
me obrigam a pu
blicar;
pelo
que
muito me
obzeqniará,
como
quem
sou
Seu
amigo
e
constante
assignante
Braga
1
de
setembro
de
1878.
Domingos Manoel
de
Mello
Freire
Barata.
AgaWliHSTOS
0
abaixo
assignado,
julga
ter
agrade
cido
pessoalmente
a
todas
as pessoas
d
’
esta
cidade
e
fóra
da mesma,
que
por
elle,
directa
e
indirectamente,
se interessaram
e
o
vezitaram
varias
e
repetidas
vezes,
por
occasião da
gravíssima
e
longa
enfermi
dade
que
o
prostrou
no
leito
da
dôr,
e
da
qual, pela
sumiria bondade de
Deus,
se
encontra ainda
em
convalencencia;
mas
podendo
acontecer
que
involuntariamente
deixasse
de
cumprir
esse
dever
para
com
alguns,
lhes
agradece
por
este-meio,
ma
nifestando
a
uns
e outros
indelevel
re
conhecimento,
e
protestando
que
jámais
esquecerá
tão
distinclos
obséquios,
e
tão
geraes
demonstrações
de
interesse,
que
lhe
dispensaram.
Braga
30
—
8
—
78.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos.
(1057)
Fu
2»-
José Anacieto
de
Figueiredo
e
sua
mu
lher
agradecem
por
esta
fórma
a
todas
as pessoas
de
sua
amizade
e
relações
que
os
cumprimentaram
e
lhe
prestaram
ser
viços
por
occasião
do
fallecimento
do seu
innocente
filho
Eugênio;
não
deixando
de
especialisar
o
muito
rev.°
director
do
Col-
legio
dos
Órfãos,
pela fineza
que
se
dignou
dispensar-lhes.
A
lodos
se
confessam
sum-
mamenle
gratos.
(1054)
H
iíiâ
H
H
ta
M
WMauawwyjcwK
■'
raprwamw
i
ki
i
w
i
ARRENDA-SE
Uma
casa
com
bastantes
commodida-
des,
quintal
e
agua,
na
rua
dos
Chãos
n.°
29.
Trata-se
na mesma
casa. (1060)
APROVEITEM-SE
Venle-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na rua
de
S.
Marcos n.°
53,
bem
como
os moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão de
seu dono se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p.
c.
com
hypotheca
na
mesma casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das 4-
ás
6
—
podendo
tratar-
se com
o snr. Francisco José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriptnra
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com-
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu marido Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os negocios
que
achar
convenientes;
e
delira
mais
que
já
abriu
o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e mais
ar
tigos
concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
Monte-pio de S.
José.
O
abaixo
assignado
tendo
de
retirar-
se
d
’
esta
cidade
para banhos
de
mar,
previne
por
esta
fórma
os
snrs.
socios
do Monte-pio
de
S.
José,
que
fica
en
carregado
de
substituil-o
nos
trabalhos
clínicos
d
’
esta
associação
o exc.
m°
snr.
dr.
Vieira
da
Cruz, desde
o
dia
2
de
se
tembro até
o dia
24
do
mesmo
mez.
Braga
29
d
’
agosto
de
1878.
João
Baptista da Silva
Ramos.
Banco Commercial
de Braga em
liquidação.
Socíedftd®
aitnnyma
—
responsabi
lidade
limitada
Por
ordem
do
exc.m°
snr. vice-
presidente,
e
a
requerimento
da
commis
são
liquidataria
do
Banco
Comraercial
de
Braga,
são convidados
todos
os
accio-
nistas
d’
este
estabelecimento
a
compare
cerem
no
dia
11
do proximo
setembro,
na
casa
do
Banco,
pelas
11
horas
da ma
nhã,
afim
de
ser
discutido um
projecto
de
regulamento
para
a
continuação
da
li
quidação,
e
tratar-se
de
outros
assumptos
concernentes
á
mesma
liquidação
do
Ban
co,
conforme as
circulares
d
’
esta
data
dirigida
aos mesmos
snrs.
accionistas.
Braga 23
d
’
agosto
de
1878.
O
secretario
Manoel
Duarte
Goja.
S.
Torquato
de Guimarães.
. A
pessoa
que
por
occasião
da
festi
vidade
de
S.
Torquato
no
corrente
anno,
perdesse um
anel
d’
ouro,
dando
os
si-
gnaes
certos
e
pagando
o
importe
d’
estes
annuncios,
pode
procuralo
no capellão
do
mesmo
Sanctuario,
ou
em
casa
de
José
Teixeira, lugar
de
Peilimão
em
Celorico
de Basto.
(1048)
CARNE
SEGCA DO ERAZIL
Chegada
recentemente do
Rio
Grande
e
muito
superior.
Vende-se
na praça
do
Anjo
n
°
*
49
e
50
Porto.
(1051)
Acções
dos
Bancos
de
Villa
Real, Douro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de
Braga
e
do
Minho,
rua
de
S.
Viclor
n.°
64.
(1047)
VENDA
DE CASAS
â
No largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas; trata-se na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua de
S. Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,- em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou eccle-
siastico
idoso.
Pó
le
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial
de Braga.
Compram-se
em casa
de
Valença.
Fi
lho
&
C.
a
,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
Dinheiro
a
juro
de
5 °/0
com
hvpoteca
de
um a
dois
contos
de
reis,
Vicente
Francisco
da
Silva
Braga,
rua
de S. Vi
clor
n.°
40,
diz
quem
o dá.
(1045)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
6
a
6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas, lojas,
sotlo,
quintal
e agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Quem
qnizer
arrendar
a
casa
n.° 7,
no
campo das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po, d’
esta
cidade,
que
está
atictorisado
para
este
fim.
(1006)
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da casa n.°
11
em a
rua
das agoas
d
’
esta
ci
ade.
Tra-
ta
se
com seu
dono
na
mesma.
(984)
DINHEIRO
k
JURO.
A
irmandade
do
Mariyr S. Vicente,
tem
em
ser a
quantia
de
800$'J00
rei&
oara
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
Aluga-se
a
casa
n.°
17
da
rua
dos
Sapateiros
trata-se na
rua
Nova
n.°
5
E.
KEWOLVeE»
Vende-se
um
par
de
bons
rewolvers,
grandes
e
baratos nas
Palhotas
n.°
83.
(1053)
Vendem-se
Ires
acções
do
Banco
do
Minho, no
campo
de
SanfAnna n.°
41.
(1052)
DINHEIRO A JURO
Até
á quantia
de
230:000
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na
confraria
de
Santo Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se,
com
o
secretario
da
mesma,
padre
Francisco
Lobo, na
rua
do
Poço
d
’esta
cidade.
1014
JOSÉ ANTONIO
FERREIRA
GOMES
—
5
Bua
Nova
de
Souza 5
—
Com estabelecimento
de
mercearia,
pregagens e objectos
para
flores
e
de
es-
criplorio.
Vende pregos
de
arame
de todas
as
dimenções.
x
(843)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
•
da
Boa-Vista.
(906)
PH
AR.VI
AGIA
A.
D.
ALV1M
Tem
deposito,
das aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros
de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
asòavel.
Pomada
sympathica,
para destruir de
prompto
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabel
lo
em
grande
quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA—
Especifico
por
excellencia
para
tirar toda
a
qualidade
de
sardas e
panno
do
rosto, seja
qual
fôr
a
sua
origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos cabellos
e
á
barba
a
sua
côr
primitiva.
O
vigor
do
Cabello
de
Ayer.
OLEO DA
PÉRSIA
para
fazer'
nascer
e
crescer
o
cabello,
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
Pharmacia
A.
D.
AI
vim.
AGUAS MINERAES
Vendem-se na
'
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria
—
de
Vidago,
Verim,
d’Entre-os-Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de Cabeço de
Vide.
Al
calinos
de Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
ALUGAM-SE
a
começar
do
S.
Mi
guel
em
diante, as
casas
n.°
16 e
17,
na
rua
de Santo
Antonio
das Travessas,
com
boas
accommodações,
construídas
de
novo; tem
saida
para
a
nova
rua
das
Carvalheiras. Trata-se
com
João
da
Costa
Palmeira.
(1017-T)
Os
Bebwçado»
is»ytilices,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e ex-
pectorante, são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
.
(994)
ClJKUKSilÃO
OEMTISTA
À.PPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
B1UGA.
Faz
tudo
quanto diz respeito á
sua
arte
e
continúa operando grátis,
pobres e
soldados.
(801)
ARREMATAÇÃO
PERANTE
O MÍMSTERIO DA FAZENDA
SIA
íe
O-E
SETEMBWtO
ÍSISS, .4
0
MEIO
BI
A.
LISTA
N.°
1669.
DISTRICTO
DE
BRAGA
Concelho
de
Wwsmnrães.
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
1013
Fôro
pertencente
ao
cabido
da
insigne
e
real
collegiada de
Nossa
Senhora
da
Oliveira
de
Guimarães
Fôro
annual
de
650
reis, 4 gallinhas,
388,36
de
trigo,
970.9
de
meiado,
29,376
de
marrã,
2
carros
de
lenha,
2
carros
de
palha
painça
e
1
carneiro,
imposto no
Casal
do
Assento, na
fréguezia
de
Santo
Estevão
de
Urgezes;
com
laudemio
da
terça
parte.—Emphyteula, Francisco
José
Ribeiro
de
Abreu
—2:0055840 reis
1:6045672,
Segunda Repartição
da
Direcção Geral dos
Proprios
Nacionaes,
7 de
Junho
de
1878.
^-Marcelino
Augusto
Leite.
(1058)
DA
COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
—
Vendeu
no
anuo
de
1877
a
enorme
quantidade
de
282:812
ma-
china
’
s
de
coser!!!
mais
20:496
que
em
1876.
—
E
’
a
machina
que
todo
o
mundo
reconhece
como
superior
a
quan
tas
invenções tem
apparecido.
SMGE-B
—
E’
a
unica
machina
de
costura
que
tem
obtido
em
todas
as
ex
posições
os
primeiros
prémios
e
medalhas,
não
só
pela
sua
boa
c<nstrucção
e
duração
como
também
pelo
seu
bellissimo
trabalho.
—
E
’
a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em todas
as
partes do
mundo
e
a
que
offerece
maiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
dinheiro.
SiBIVCirMilX—E
’
a
que
se garante por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando difliculdades.
E
’
a
unica
machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes, sem
prestação de
entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
SSHIWeHEilSÍE.
—
Tão
boa
tem
sido
que
mais de 60
imitadores,
vendo
o
bom
resultado
d’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas SINGER,
illudindo
assim
a
boa
fé
do
publico.
SIIKGEIÊE.-Finalmente
é a
machina
que
mais
acceitação
tem
tido,
devido
sempre
á
sua boa
costura;
tanto
nas fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as invenções
modernas,
que
jámais
poderão
competir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
ilIuJam
com
essas
novas
rnachinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços
na
94, RUA DE D. PEDRO
V, 94 E
BHAGA.
Tem
para
vender cal
branca,
l.
3
»qua-
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilus
a corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de
1.
a)
a
550;
cal
parda.
l.
a
qualidade,
a
480;
dita
de
2
a
,
450.
Para
grandes
encommendas é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esla cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preçcs,
como
na
esco
lha
dosgeneros,
por
ser
seu
dotnno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras,
n
’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
EM BRAGA NA RUA DO
POÇO
N.° 15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
uartidas
simples
e
dobradas,
segundo
o
methodo
de.
Deplanque.
Câmbios
de dinheiros
entre
as
diffe-
rentes
praças
commerciaes.
Também
se
leccionam
candidatos
ao
magistério
primário
em
todas
as
disciplinas
do seu programma.
PEDIDO
.
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a
aveltadissima
despeza
que está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital de
S.
Marcos,
empenha
meste acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
$
£
KÍS
US
.4L .Z ."fl.
sX
(f,
X«)
Vende
papeis
pinta-®
dos
para
guarnecer
sallas,
§
lindíssimos
gostos,
a prin
cipiar
em
80
reis
a
peça
e,
a
í
*4
Vende
olio,
tintas
e.
j
vernizes
para
pinturas
de
í
casas,
tudo
de
boa quali-
í
dade.e
preços
muito
resu-
/
midos.
L
—
w
Vende cimento
roma-
no
para vedar
aguas, ges-
A
so
para
estuques
de
ca-
sas,
tudo
de
primeira
qua-
lidade.
1
TYPOGRAPHIA
Vende-se
a
typographia UNIÃO,
que
se
compõe
de
prelo
e
tinteiro
de
ferro,
20
caixas
com
lypos de
diflerentes
cor
pos
—
8. 10, 12,
18
e
outros,
alguns
em
muito
bom
uso, lettras
de
phantasia,
vi
nhetas
e
alguns
emblemas,
finalmente
do
necessário
para
poder
funccionar.
Tracta-se
no
largo
de
Santo Agosti
nho,
com
o seu
dono,
e
alli
póde
ser
vista,
desde
as
9
da manhã
ao
meio
dia,
e
das
3
da
tarde
á
noite.
_________ ___ _
58
—
Rua
do
Carvalhal—
58
Fazem-se
chapéus
de palha, seda
e
vel-
ludo,
para
senhora,
e
vestidos
á tnoda.
Preços rasoaveis.
Instrucçâo Primaria e Franceí
Na
rua
Nova
de Santa
Cruz,
n.°
acha-se
aberto
um
curso
de
Instrucçâo
Primaria
e
Francez, que
é
regido
pelo
ordinando
Antonio
Joaquim
de
MesquiU
Pimenlel,
e por
seu
pae,
bacharel
formado
em
direito
pela
Universidade
de
Goirabra
*
Parte de Comércio do Minho (O)
