comerciominho_02071878_805.xml
- conteúdo
-
FOL0IA IdOMMEIlCKAJL,
RELIOIOSJk NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes..............................
l§600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes..........................2&000
»
6
»
.........................
l§050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
................................
10
N.° 805
BRAGA-TERÇt-FEIKA? I>E
JULHO »E A838
ria,
sem
isso,
tain liquida,
e
circumstan-
ciadamenle
como
elle
no! a
conta,
pois ain
da
quando
elle
recorresse
á
tradicção,
es
ta
lh
’
a
não
ministrára
em
todos os
seus
detalhes
pela
alteração,
que o
correr
dos
séculos,
e
a
variedade
na linguagem
dos
narradores
tem
produzido
em
todas
as
tra
dições
humanas
!...
Mest.
Mas
Moyses
foi
um
escriptor
ins
pirado,
e
não
carecia da
tradicção,
nem
dos
escriplos.
Discip.
O
ser
inspirado
não
exclue
a
ideia
de
ter-se
servido
simulianeamente
das
tradições,
e
de
qualquer
documento
es-
cripto.
Inspirados
foram
os
profetas
no
tempo
da
Lei
escripta,
e
nem
porisso
dei
xaram
de
soccorrer-se,
nas
suas
profecias,
de
muitas
palavras,
e
passagens
do
Velho
Testamento.
Mest. Tem
respondido
perfeitamente
bem.
Agora
desejava
que
me
dissesse
como
é
que
coraprehende, ou
como
é
que
nós podemos
comprebender
a
existên
cia
de
um Ser Creador,
omnipotente,
e
omnisciente,
que
nunca
leve
principio,
e
que
nunca
ha
de
ter
fim
?
!
Discip. A
essa
pergunta
só
Elle sabe
responder.
Nós, pobres
bichinhos,
que
ras
tejamos
na
terra,
o
que
podemos
dizer
é:
que o
Deus do
Christianismo é
um
Ser
soberanamente
perfeito,
livre
de
todas as
imperfeições
das
creaturas,
gozando da
plenitude
das perfeições:
Eterno,
e
exis
tindo
por
si
mesmo,
possue
uma
sobera
na
independencia
em
seu
Ser,
e
na
sua
vi
da:
nada
o
pode
limitar
na
sua
immensidade:
é
um
Ser
pessoal
dotado
de
inteligência,
e vontade:
a
sua
intelligencia
é
infinita,
e
a
sua
vontade
está
sempre
em
harmonia
com a
sua
intelligencia;
só
quer
o
que
convém á
sua
própria
perfeição,
e tem
um
poder,
a
que
nada
resiste.
Só
Elle é
necessário
desde
toda
a
eternidade;
fóra
d
’Elle nada
existe
necessariamente.
Tendo
em
si
mesmo
a
felicidade
per
feita,
não
necessita
d
’
algum outro
ser
pa
ra gosar
da
beatitude
completa.
Se
ha
seres
fóra
d
’
Elle,
derivam
a existência
da
sua
vontade.
Nada
podia
tornar
a
creação
necessária,
porque
fóra
d
’
Elle
tudo
existe
pelo
seu
poder:
gosa
de
liberdade
a
todos
os
respeitos:
podia não crear, crear
de
outro
modo,
e
crear
um
mundo
differenle:
todas
as suas obras
são
monumentos
do
seu
poder,
da
sua
sabedoria
e
da
sua bon
dade:
por
toda
a
paile,
o
nada respondeu
á
sua voz; tudo
fot
creado
como
Elle
quiz;
os astros,
e
os
planetas
começaram
a
existir
como
Elle
decretára
em
sua
sabedoria:
é tão
facil
ao
seu
poder
pro
duzir
um
mundo
de soes,
como
dar
exis
tencia
á
humilde
herva
dos
campos:
podia
de
um
só
jacto
crear
o
mundo
no
seu
estado actual,
ou,
tendo
produzido
os
elementos
simplices do
universo,
deixal-os
desenvolver
pelas forças,
que
lhes
tivesse
dado:
ambas
estas
coisas eram
igualmente
fáceis
ao
seu
poder;
a escolha
dependia
simplesmente
da sua sabedoria,
e
da
sua
vontade:
Elle
estabeleceu
as
leis
que
go
vernam
o
mundo
phisico;
podia, se
qui-
zesse, estabelecer
outras;
e
todas
estas
leis
estão sempre
debaixo
da
sua
depen
dência;
e
em
sua
sabedoria
póde mudal-as,
suspendel-as,
e
modiíical-as
á
sua
vontade.
Vê
tudo;
governa
tudo;
e
a
sua
providen
cia
abraça
a
universalidade
dos
seres: a
sua
sabedoria,
e
o
seu
poder
sustentam
os astros em
suas
orbitas,
revestem
os
lyrios
dos
campos,
alimentam
as
aves
do
céo,
e
nem
um
passaio
cae
do
telhado,
nem
um
cabello
da
cabeça,
sem
sua
or
dem
e
permissão.
Eis
aqui
o
que póde
dizer-se
d’
esse
Ente,
que
é
o
que
é !
! Haverá
homem
que
se
não
honre de glorificar,
e
de
servir,
e de
amar
Esse
Ser,
fonte
de
O
mestre
e o discípulo
DIALOGO
Mestre.
Quem
ensinou
o
primeiro
ho
mem a
faDar?
Discípulo.
Foi
Deus
que
o
creou.
Mesl.
E
qual
foi
à
primeira
linguagem
’
Discip.
Dizem
que
foi
a
hebraica.
Mest.
Como
se
prova que
assim fosse?
Discip.
Dizem
que
sempre
foi
esta
a
tradicção
constante
entre
os
povos
anti
gos,
e
que
a
melhor prova
estava
n’
aquel-
las
palavras, Eli!
Eli!
luma
sabaclani,
que
o
Filho
de
Deus
dirigiu
ao
Eterno Padre
proximo
da
ultima
hora.
Mesl.
Mas se
assim
é,
porque
mo
tivo ha
hoje
tantas
lingua-,
e
tão
diver
sas
entre
os
povos
da
terra?
Discip.
Dizem
que
isso
procedeu de
castigo.
Depois
do
diluvio,
os
descenden
tes
<ie
Noé
pozeram-se
a
fazer
uma
torre,
em
que
escapassem
d’
algum
novo
diluvio;
e
que
o Senhor
se escandalisára
d
’este
signal
de
descooliança,
porque
Elle
tinha
prometlido
que
nunca
jámais
haveria
ou
tro
diluvio,
e
os
castigara
mudando
lhes
a
linguagem
de
maneira,
que
se
não
en
tendessem
uns
aos outros.
Mest.
Não me parece
que
essa
fosse
a
razão
:
é
mais
natural
que,
vivendo
aquel
les povos
juntos
em
um
mesmo
logar,
e
tendo
todos
os
dias
necessidade
de
se
se
pararem para
diílerenles
pontos,
a
fim
de
procurar alimentos, e
de
prover
a
outras
necessidades,
se
lembrassem de
fazer
a tor
re
para
a
verem
de
longe,
e
lhes
servir de
signal
de
reunião,
e se
não
perderem
nas
suas
excursões.
Discip.
Hoje
podia
discorrer
se
d
’
esse
modo,
mas
a
Bíblia não dá
essa
razão,
nem
ella
poderia explicar a variedade
das
lín
guas.
Mest.
Concedo:
mas
os
homens,
não
podiam accomular-se
no
mesmo
local; e á
medida
que
foram
augmentando,
forain-se
dividindo
para
diílerenles
pontos
do
globo;
cada
familia
e
cada
iribu
foi
descobrindo
nos
logares
da
nova
habitação
animaes
que
não
conheciam;
arvoredos,
frucios,
e
ou
tros
objectos
a
que deram
nomes
especiaes
e
d
’
aqui
devia
resultar
a
variedade das
lín
guas.
Discip.
O
que
d
’
ahi
podia
resultar
era
um
acrescentamento
ao
vocabulário
primi
tivo,
e
não
a mudança
completa
da
lingua
gem,
como
completa
é
das
linguas
existen
tes.
A
Bíblia
satisfaz
melhor
a
esta
ques
tão,
do
que
toda
a
philosophia.
Mest.
Muito
bem.
Diga-me agora: quem
foi
o
inventor
da
escripla?
Discip.
A
Historia Sagrada
nada nos
diz:
e
na
profana
só
se
sabe
que
a
arte
é an
tiquíssima,
mas
a respeito
do
auctor d
’
ella
reina
a inceiteza.
Não
falta
porem
quem
tenha
dito,
e
sustentado
com
boas
razões
que
o
primeiro
Mestre
foi
Deus,
e
que o
primeiro
discípulo
foi
Adão.
Comtudo
eu
não posso
dizer-lhe
com certeza,
e
só
que
d
uma
arte
tão
admiravel,
e
ao
mesmo
tem
po
tão simples,
que
só
poderia
ser
obra
inspirada
por
Deus.
Mesl.
Mas
para
que
servitia
ella
a
Adão?
Com quem
teria
elle
de
se
corresponder,
ou
sobre
que
leria
de
escrever
diuante
a
sua
vida
?
Discip.
Podem dar-se muitas
respostas
a
essa
pergunta:
parece-me
porém
que
bas
tará
esta:
Adão
não
sabia
a
historia
da
crea-
Ção
anterior
a elle,
e porque
esta
historia
devia ficar
constatada,
o
Senhor
ensinou
Adão
a
escrever
para
a
deixar
escripla,
assim
como
os
successos
do
seu
tempo
nar
rados
depois
por
Moyses,
que
a
não
sabe-|
graças,
perfeição
por
essencia,
e
Pae
ex
tremoso
de
seus filhos?!!
Soberano
Senhor
nosso
!
dirigi
os
nos
sos
trabalhos
neste
mundo
para
a
vossa
honra,
e
gloria:
Salvae
o
mundo.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
V ilediieção «lo aComniereio do
ninho».
Londres, 20
de
Junho,
1878.
[Continu<<çào|
SUMMARIO.
HL—
O assassino,
instrumento
Socia
lista.
Os
progressos do
Socialismo
e
seus
effeitos,
devidos
muito
á
expulsão
do
ele
mento
Catholico
na educação
e
doutrinação
Allemã.
IV.
—
As
varias
noticias
do
attentado,
e
ferimento
do
Rei
na
Prussia;
procedi
mentos
e
medidas
em
consequência.
V.
—
Saudavel
advertência
á Suissa.
VI.
—
Victor
Hugo,
Voltaire,
e
o
Bispo
d
’Orleans.
VII.
—
O
Congresso
depois
d’
amanhã
em
Berlim.
VIII.
—
Mina
de
Ardozia
em
Portugal
aproveitada
por
Inglezes.
—
III.
—
Junho 9.
—
Em
menos
de
uin
minuto
depois
dos
tiros
um
trôço
de pes
soas
que
os
testimunháram,
entrava
furio
so
na
casa,
arrombava
a porta
do
apo
sento,
donde Nobiling, o assassino,
tinha
atirado,
e
elle
descarregava
tiros
de
um
rewolver
sobre
os
que
entravam,
e
em
sua
própria
calça,
com
que
ficou
gravis-
sitnamenle
ferido.
O
dono
da
casa
onde
elle tinha
alu
gado
alojamento,
sendo
o
primeiro,
ou
dos
primeiros,
a
entrar
foi
mortal
ou
quasi
mortalmente
ferido.
A
policia,
que
acu
diu,
leve
diíliculdade
em
salvar
o
crimi
noso
da
faria
do
povo,
que
o
queria
massacrar
sem
ceremonia.
Isto
porem
ani
quilaria
a
esperança
de
poder-se,
talvez,
por
suas
confissões, vir
a
descobrir
as
raizes
do
crime,
sua
verdadeira
natureza
e
alcance,
cumplicidade
de outras
pessoas
ou
associação, etc.
O
estado
porem do
criminoso
era
tão
grave que
senão
podia
tirar
do
homem
depoimento
em
condição
tal.
A
mãi delle
(que
deve
ser
de certa
idade,
pois
elle
proprio
tem
trinta
annos),
casada,
em
segundas
núpcias,
com um
oflicial
do
exercito,
veio
logo
ver
o
de
linquente
filho,
que
ainda
pôde reconhe-
cel-a;
e
se diz, que
perguntando-lhe
ella.
Se elle
tinha
commettido
o
attentado
por
lhe
ler
cahido
a
sorte
de
ser
elle
o
exe
cutor
da
determinação
Socialista? respon
dera
só
acenando
á
cabeça
aífirmaliva-
mente—não se achando
em
condicção
de
poder
falar.
Eis
ahi
as
primeiras
infor
mações
que
aqui
chegaram
logo
lelegra-
phicas.
O
facto
material
e
crime em
si,
desde
que
a vida
do
Rei
é
salva,
perde
muilo
de
sua gravidade;
mas
como
symploma
e
resultado
de
organisações
e
combinações
revolucionarias,
adquire
uma
importância
mui
transcendente.
Denuncia
um
estado
de
contagião
moral,
uma
corrupção,
uma
peste,
que
hade
se
difficil
—
senão
impos
sível
—
curar
por
meios
simplesmente
re
pressivos
e
penaes.
Uma
condição
tal
da
sociedade
Alle
mã, senão
é,
de
lodo,
origmada pelas
per
seguições
religiosas
de
Bismark
e
Faik,
foi
sem
duvida
por
ellas evidenlemente
favorecida,
e
grandemente
aggravada.
Fos
eslis
sal
lerrce
el
si
sal
evanueril
in
quo
salielur?
—
Q
truculento
Chancel-
ler
julgou
que
lhe
era
tão
facil
comman-
dar
e
amoldar os
sentimentos
e
idéias
moraes
do
povo
Allemão.
como
o
submet
ter
á
disciplina militar
os
exercitos do
novo
Império.
Com
a guerra
implacável,
maçónica
e
caprichosa,
que
fez
á
Igreja
e
ás
institui
ções
Catholicas.
de educação,
de instruc-
ção.
de
piedade,
de caridade,
de
mora
lidade,
não
só
deixou,
mas
induziu, o
povo
ignorante
o
deixar-se,
d'ora
em
diante,
guiar
e conduzir —
isto
é,
seduzir
— por
toda casta de
solistas,
de
charlatães
polí
ticos
e
moraes,
de
intrigantes,
e
apostolos
d
’
anarc.hia.
Estou
com
curiosidade de
ver
agora
as
medidas
e remedios
com
que
se
sahirá
para
emendar a
sua
asneira
!
Sahir-se-ha,
provavelmente,
com outra alguma
ainda
maior,
porque
abyssus
abyssum
invocai.
Veremos.
Sendo
este
objecto
(da
condicção da
Allemanha,
que
lem
consideravelmente
in
fluído
na
da
Europa)
de maior
importân
cia,
neste
momento,
do
que
mesmo
a
grande
questão
Oriental
e
do Congresso;
vou
extractar
especialmente
as noticias de
Berlim,
chegadas
até
hontem
—
hoje,
do
mingo
não
havendo
aqui
correio.
A.
R. SARAIVA.
Coimbra
«4 de
junho de 1838.
(Do
nosso
correspondente).
[Continuado
do
n.°
803)
Sim,
é
mister
que
a
nossa
Univer
sidade
se
não
deixe
ficar
assim
inerte,
como
triste negação
do
progresso,
em
extatica
admiração deante
d
’
um
passado
mais
ou
menos
glorioso, mas
que
já
não
póde
representar
o
estado
aclual
dos
co
nhecimentos
humanos.
E’
mister
que
se
não deixe illudir ácêrca
das
suas
precarias
circumstancias
acluaes
e
existentes,
sem
procurar
saber
o
que se
passa
nos paizes
circumvisinhos,
sem
imitar
os
lentes
es
trangeiros
produzindo
alguma
cousa,
por
que não
ha
compêndios
para
muitas
dis
ciplinas
professadas
na
Universidade.
Os
nossos
doutores
não
escrevem
um
livro;
parece
terem horror
á
publicidade.
Incapazes
de
criar
alguma
cousa,
faça
mos
ao
menos
nossos
os
trabalhos,
que
se
realisam
no
estrangeiro.
Sigamos de
perto
a reforma que a
Fiança vae
ern-
prehender,
porque
todos
os
povos
ahi
acharão
indicações que possam
accommo-
dar
a
si
mesmos.
Assim
deve
ser
lhema
a
nosso
objeclivo
esse
que
preside
a
projectada
reforma
da
Universidade
pari
siense, isto
é,
uma organisação,
que
dei
xando
a
cada
professor
a sua liberdade
d
’acção,
forneça
a
todos numerosos
pontos
de contacto, de
geito
a
concentrarem-se
n
’
um foco,
d
’
onde irradie
uma
luz
esplen
dorosa.
Deve
fazer-se
de
modo que
o
ensino
d
’
um
lente
seja
constantemente
corroborado
pelo
dos
outros.
Que
mais
era
preciso
para
elevar
o
ensino
e
tornal-o
profícuo,
do
que
apro
ximar,
combinando-as, as
dífferentes
ideias
e
systemas,
os
diílerenles
focos
de
luz,
que
se
produzem
n
’
ntna universidade?
E
’
esta
combinação
que
é
preciso
encontrar.
E
isto
sem
;>erda
de
tempo,
se querem
tornar
o
ensino uniforme,
progres-ivo
e
ulil,
em
vez
de
fluctuante,
como
ahi
»
vemos.
Não
ha
harmonia
entre
os
professo
res
da
mesma
faculdade.
O
estudante apren
de
n’
uma
cadeira
uma
lheoria,
que
vae
ser
negada n
’
oulra, e
anda
assim
á mercê
das
mais
encontradas opiniões, não
con
seguindo
a
verdade,
mas
sim
o
scepti-
cismo
—
Ha
dias
esteve
nesta
cidade
o
snr.
Márlens
Ferrão, que
veio
convidar,
se
gundo
se
diz,
o
snr.
Alves
de Sousa,
distincto
latinista e
litteralo,
professor
do
lyceu
de
Coimbra, para preceptor dos
príncipes.
A
escolha
é
acertada,
pois
que
o
snr
Alves
de,
Sonsa
allia a
um
grande
fundo
scientifico,
muita
honradez,
e
um
caracler
grave
e
da
maior
dignidade e
respeito.
—
Passaram
as
.festas
de
S.
João
sem
incidente
notável.
Muita
gente
d
’aqui
foi
passal-o
á Figueira
da
Foz,
onde
estas
festas
são
estrondosas
e
originaes,
exhi-
bindo-se
neste
dia
todas
as folias e
masca
radas
do
carnaval.
—
Em
breves
dias
temos
aqui
um cor
po de
policia
civil,
cuja
necessidade
era
urgentemente
reclamada.
Já
não
vem
sem
tempo.
Não
ha,
talvez,
terra
no paiz,
em
que
ella
mais se
precise.
E
’
tempo de
acabar
com
as
loucuras
e
despotismos
d
’
uns
certos
díscolos
da
academia,
que a
desacreditam
e tornam
odiosa.
O
dia
em
que
a
policia
começar
a
funcciouar,
será
da
maior
satisfação
e jubilo
para
os
filhos
d
’esta
cidade.
Começará
uma
epocha
de
descanço,
um
viver tranquillo
e
polido.
Não
mais
veremos
em
pleno
dia
o despejo
de
todas
as
immundicies
materiaes
e
mo-
raes.
O
cidadão
não
será espancado
em
sua
casa,
depois de
lhe
arrombarem
as
portas
e
insultar
a
familia,
como
ainda
ha
bem pouco
tempo
succe
leu.
Em
summa,
Coimbra
deixará
de
ser
Marrocos,
para
ser
uma cidade
policiada
e
habilavel.
Assim o
esperamos.
E
depois
será
esle
um
dos
maiores
favores, um
dos
mais
importantes
melhoramentos
com
que
o
governo
regenerador
terá
dotado a
bella
rainha
do Mondego.
—
Morreu
hontem
afogado
no
Mondego
o
2.°
sargento
do
12 d
’
infanteria
,
estu
dante
de
Malhematica
Os
estudantes
militares
fizeram-lhe
hoje
o
enterro.
Pobre
moço 1
—
Está nesta
cidade
a companhia
ita
liana
de
Maria
Frigerio,
UOTILHA
Santa Tfiinríi»
itlngdnlena. —
Foi
no
domingoconduzido
procissionalmente,
acom
panhada
por
muitas irmandades
e
pela
da
Misericórdia,
para a
capella
de
S.
João
da
Ponte,
a
devota imagem
de santa
Maria
Magdalena,
que
ha
tempo
se
achava
ex
posta
á
veneração
dos
heis
no
templo
da
Misericórdia.
Deve
ser
hoje
levada
para
a
sua
capella
da
Falperra.
Fesiívidaiíes.—
Nos
tres
dias
san-
ctificados
que
fecharam
a
semana
passa
da
houve
n
’
esta cidade
varias
festividades:
—
No
dia
28
feslejou-se
no
Collegio
o SS.
Coração
de
Jesus,
com Exposição
e
um
behissimo
sermão
prégado
pelo
snr.
cone-
go
Figueiredo,
tendo
de manhã
havido
communhào
geral
á
qual
orou
o
snr.
pa
dre
João
Rebello.
—
No
dia
29 o
S.
Pe
dro
na
sua
capella
da
Lapa,
com
Exposi
ção,
e
sermão
prégado
pelo
snr.
padre
João
Pimenta.
—
No
dia
30
a
mui antiga
e
devora
Imagem
de Nosso Senhor
da
Agonia
com
Exposição,
que ha
tres
annos
é
feita
só
a
expensas
de
tres
devotos.
—
Nas
Carvalheiras
houve Exposição
e
sermão
prégado
pelo
snr.
padre
Joaquim
A.
de
Barros.— No
Salvador,
a conclusão
do
Mez
Eucharistico,
durante
o qual
fez sempre
formosas
praticas
em
logar
das
meditações,
o
snr.
padre
João
Antonio Velloso.Tanto
de
manhã á
communhão
geral,
como
de
tarde,
prégou
o
snr.
padre
João
Rebello.
—
Nas
Therezas
leve
logar
a
conclusão
da
mesma
devoção,
sendo
orador
o
snr.
dr.
Luiz
Maria
da
Silva Ramos, lente
da
Uni
versidade,
e
findo
o
sermão
cantou-se
o
Te-Deum
a
grande instrumental.
O
tem
plo
achava-se
adornado
com esmero.
No
principio
e
no
fim
de
todos
os
aclos
fo
ram
lançadas
girandolas
de
fogueies.
<rr
*
inl.
—
Esteve
esplendido
o
triduo
que
os
devotos
de
N.
Senhor da Saude
festejaram
em
honra
d
’
aquella
devotíssima
Imagem,
venerada
no campo
das
Carva
lheiras
Armação
deslumbrante,
ricas
illu-
minções
e
muitos
e
variados
fogos
d
’
ar-
liticio.
atraíram
aquelle
bonito
local
gran
de
concorrência
de povo, em
todas
as
tres
noites.
Foi
inquestionavelmente
a
me
lhor
das
festas
ao ar
livre
que
Braga
tem
presenciado.
Honra
seja
aos
seus
incançaveis
pro
motores.
.>mr,-Teni
continuado
e
continua-
lá,
pois
ha
ainda
para
arrematar
nume
rosas
prendas,
o
bazar
em
favor
do
Col
legio
de
Regeneração. D’
elle
nos
occupa-
remos
quando
concluído.
Falleeimentos
—
No
dia
30
teve
pbmposos
officios
fúnebres
no
templo
dos
Terceiros
a
exc.
raa
D.
Carolina
Candida
Vieira
Gomes,
de
S.
Jeronymo
de Real,
que
no
dia
28
Deus
chamára
á
sua
pre
sença,
e
cujo
cadaver
tinha sido
d
’
aquella
casa para
alli
condusido
com
numeroso
acompanhamento.
Foi
depois
sepultada
no
jazigo
de
familia, no
cemiterio publico.
Eslava
ainda
em
todo
o
viço
da
juven
tude
esta
pobre
menina !
Damos a todos os
seus
parentes
os
mais sinceros
pezames.
Outro.
—
Falleceu na madrugada
de
hontem,
victima d
’
um
insulto
apoplético,
o
snr.
Francisco
José
de
Sousa
Braga
(o
Franqueira),
no
Hotel
da Boa-Vista
no
Bom
Jesus
do
Monte,
do
qual
era dono
Teria
cêrca
de
60
annos,
e
mostrava
ainda
grande
robustez.
Acompanhamos
os
filhos
do finado
na
dor
que
os punge.
Asylo
da KnfáneiM desvalida de
B.
Pedr»
V.
—
No dia
de S.
Pedro
es-
ieve
aberto
ao
publico,
que alli concorreu
numerosíssimo,
o
piedoso
estabelecimento
assim
denominado. Todo
o
edifício acha
va-se embandeirado e adornado
com
muito
gosto
e
primor.
O
desenvolvimento
laborioso
e
intelle-
ctual
que
se
tem
noiado nas asyladas,
devido
á
direcção
intelligentissima
e
zelosa
da
directa.
a
exc.
ma
snr.
a
D
Maria
José
Soares Pinto,
é realmente
maravilhoso.
Vimos alli
differentes
artefactos,
exercí
cios
calligraphicos e
desenhos
feitos
pelas
asyladas,
os
quaes
muito
honram
as
di
gnas
mestras
e
as
discipulas
E
’
exemplar
o
aceio
e
limpeza
que
se
vê
n
’aquella
casa
de
caridade.
IVovo
horário
dos
eomboyos.—
Deste
hontem
em
diante
começou
a
vi
gorar
um
novo
horário
provisorio
nos
ca
minhos de
ferro
do Minho
e
Douro.
Assim,
o
primeiro
cotnboyo
do
Porto
para
o
Minho
sahirá
ás
6
horas
e
50
mi
nutos
da
manhã,
chegando
a
Caminha
ás
10
h.
e
41
m.; o
segundo
parte
d’
esta
cidade
ás
8
h.
e
45
m.
e
chega
a
Ca
minha
ás
12
horas
e
14
m.;
e
o
terceiro
segue
ás
4
h
e
20
m.
da
tarde,
chegando
a
Caminha
ás 8
h. e
35
m.
De
Caminha
sahe
o
primeiro
cotnboyo
ás
3
horas
e 50 minutos
da
manhã
e
chega
ao
Perto
ás 7
h.
e
30
m.;
o
se
gundo
parle
d’
alli
á
1
hora
da
tarde
e
chega
a esta
cidade
ás
4
h.
e
40
ra.;
e
o
terceiro
segue
de
Caminha
ás 3
h.
e
46
m.
da
tarde
e
chega ao Porto
ás 7
h.
e
50
in.
Os
preços são:
em
l.
a
classe,
1$990
reis;
em
2
a
l$350;
e
em
3.a
1-3I10.
No
ramal de Braga—
De
Nine
sahe
um
comboyo
ás
6
h.
e
12
minutos
da
manhã
e
chega
a Braga
ás
6
h.
e
46
m.;
ás
8
h.
e
24 m.
sahe
outro e
chega
a
Braga
ás
8
h.
e
58
m.;
ás
10
h. e 20
m.
ha
outro
que
chega
a
Braga
ás
10
h.
e
54
m.;
ás
3
h.
e
20
m.
da
tarde
ha um
outro
que chega
a
Braga
ás
3
h. e
54
m.;
finalmente,
ás 6 h.
e 12
m.
sahe
outro
comboyo,
chegando
a
Braga
ás
6
h.
e
46
m.
De
Braga
o
primeiro comboyo
sahe
ás
5
horas
e
22
minutos
e
chega
a
Nine
ás
5
h.
e
56
m.;
o
segundo
parte
d
’
esla
cidade
ás
7
h.
e
40
m.;
chega
a
Nine
ás
8
h.
e
14 m.;
o
terceiro
segue
de
Braga
ás 9
e
30
m.
e
chega
a
Nine
ás
10
h.
e
40 m.
o
quirto
sahe
ás
2
h.
e
36
m.
e
chega
a
Nine
ás
3
h. e
10
m.; o
quinto
parte
ás
5
h.
e
22
m.
e
chega
a
Nine
ás 5
h.
e
56 m
Do
Porto
sahe
o
primeiro
comboyo
da
linha
do
Douro
ás
8
horas
e
45
minutos
da
manhã
e
chega
a Cahide ás
10
h
e
48
m.; o
segundo parte d’
esta
cidade
ás
4
h.
e
20
m.
da tarde e
chega
a Cahide
ás
6
h.
e
26
m.
D’
esla
ultima
localidade
sahe
o
primeiro
comboyo
ás
5
horas
e
28
m.
da manhã
e
chega
ao
Porto
ás
7 horas
e
30
m
;
o
segundo
comboyo
parle
de
Cahide
ás
2
h.
e
38
in.
da
tarde
e
chega
ao
Porto
ás
4
h
.
e
40
m
.
Os
preços
são
em
l.
a
classe,
870
reis;
em
2.a
680;
e
em
3.
a
480.
Por
este
horário
ficam
supprimidos
os
comboyos
especiaes de
recreio,
que
se
ef-
fectuivam
aos
domingos
e
dias
santificados,
bem como
lica
supprimida
a
estação
cen
tra!
de
Vianna.
Carro
escasigailiado. —
A’s
6
horas
da
tarde
de
sexta-feira
os
cavallos
que
tiravam
um
carro
que
conduzia
o
snr.
Vieira,
ourives,
e
sua familia,
do
Bom
Jesus
do
Monte,‘
espantaram se
na
descida
das
capellas,
e
foram
esbarrar
na
esquina
do
principio
do
passeio
em
frente
do
por-
iico,
onde
ficou
escangalhado,
sendo
ahi
o
cocheiro
e
passageiros
cuspidos
a
uma
grande
distancia.
Todos
os
passageiros
ficaram
maltra-
ctados, especial mente
o
cocheiro,
o snr.
Vieira,
e uma
filhinha
Tlieatro.—
Vem
ámaiihã
dar
uma
unica
recita
ao nosso
lheatro
a celebre
cantora M.
me
Luigini.
O grande
renome
que
acompanha
esta
notabilíssima
artista,
os
contínuos
e
enthusiasticos
louvores
que
toda a
imprensa
lhe
tem
tecido, fazem-nos
crer
que
nem um
só
iogar
ficará
devoluto
no theatro,
e
que
os
bracarenses
lhe
fa
rão
o
acolhimento
condigno.
Verdadeira
celebridade
europeia,
M.
ine
Luigini
honra
altamente
esta
cidade
com
a
sua
visita.
Remettemos
os
leitores
para
o
annun-
cio
do
espectaculo.
glbito.
—
Em
Guimarães
tallecu
um
cunhado
do
snr.
Augusto
dos
Santos
Gui
marães.
proprietário do «Imparcial».
Com
primentamos
o nosso collega e
velho
amigo.
zooiogiea.
—
Se
ainda
lá
não
foi,
leitor
visinho,
—
o
que
nos
custa
ria
a
crer
—
não
se
guarde para
tarde.
Os
diabólicos
exercícios
da
familia
quadrumana
são
capazes
de
atraírem
alli
o
Minho
em
pezo.
São
algumas
horas
agradabilíssimas.
Vssãta.
—
Oinfante
D.
Affonsode
Bour
bon
e
sua
esposa
a
senhora
D.
Maria
das Neves,
na
sua volta
da
Terra
Santa,
foram
recebidos
por
sua
santidade
Leão
XIII.
Suas
Altezas
visitaram
egualmente
o
cardeal
secretario
de
Estado
e
partiram
para
a
Áustria.
<8e
Borabaim.
—
Escrevem
de Mazagão (Bombaim)
ao
excellente pe
riódico
A
«Cruz»,
de
Nova
Goa:
Tenho por
vezes
lido,
no
seu
jornal
religioso
a
«Cruz» a
consoladora
nova
dal
gumas conversões
singulares,
a
que
os
nossos
missionários
assiduamente
se
dedi
cam
nas
vastas
e longiquas
missões
do
Padroado
A
seara
ê
na
verdade
vasta,
os
tem
pos
são
os
dos
semeadores
do joio,
—
é
por
tanto
louvável
o
zello
que
acalora, e
o
amor
que
alenta
e
inspira
os cora
ções
dos
nossos
padres,
a
quem
de
cer
to,
o
Senhor
da seara bem
retribuirá,
a
vista
da
patria,
do lar
domestico,
de tudo
que
abandonam
para crear
no
seu
seio
novas famílias
ao
lar
catholico,
e novos
guerreiros
á
patria
dos justos
—E
tudo is
to
só
com
a
vista n’
aquillo,
para
que
to
do
sacrifício
é
pouco
ou nada
—o céo.
Por.
curioso,
revi
o
livro
dos
assentos
de
Egreja,
e
se
apraz
a
publicar,
para
maior
gloria
de
Deus,
o
que
tfelle
achei
durante
o
curto
tempo
do
nosso
conhe
cido
padre
Athaide;
muito
acreditará,
creio
eu,
o
titulo
que
leva o
seu
bom
jornal.
Conversões.
1.
°
Aos
23
de
Janeiro
de
1876 foi
baptisado
um
negro
adulto
de
Abissínia,
com
o
nome
de
F.
Xavier.
2.
°
Aos 8
de
Dezembro
de 1876 uma
mulher
com
o
nome
de
Conceição
Maria.
3.
°
Aos
23
de
Janeiro
de 1877
mn
chim
com
o
nome
de F.
Xavier.,
4.
Aos
24
de
Fevereiro
de 1877
uma
menina de
6
annos
com
o
nome
de Ma
ria
da
Piedade.
*
5.
°
Aos
25
de
Fevereiro
de
1877
um
adulto
com
o nome
de
Pedro
Vicente.
6.
° Aos
6
de
Maio
de 1877 outro com
o
nome
de Mariano
F.
Xavier.
7.
°
Aos
2
de Julho
de 1877
um
me
nino
de
22
dias,
filho natural
de
mãe
gen
tia,
com
o
nome
de
Caetano.
8.
°
Aos
24
de
Agosto
de
1877,
nm
adulto
com
o
nome
de
Barlholomeu.
9.
°
Aos
28
de
Agosto
de
1877,
outro
com
o
nome
de
Agostinho.
10.
° Aos
5
de
Setembro
de
1877,
um
protestante
com
o
nome
de João.
11. °
Aos
6
de
Outubro
de
1877
uma
mulher
com o
nome
de
Especiosa.
12.0
Ai
s
3
de
Dezembro
de
1877
um
adulto
com o nome
de
F.
Xavier.
13.°
Aos 9
de
Fevereiro
de
1878
outro
com
o
nome
de
Antonio
Maria
Xavier.
Não
publico
isto para
exaltar
o
revd.®
parocho,
não,
—
estas
honras
para
elle
são
caducas, essas
glorias, vanglorias
—
E’
só
por
amor
de
Deus.
Se
nós
livessemos
um
collegio
de
mis
sionários
e o
clero
nm certo
regímen,
en
tão
os
soldados
de
Christo
seriam
mais
fortes,
as
victorias
mais
assignaladas
e
dignas
dos
descendentes
daqnelms
missio
nários
Porluguezes
que
plantaram do
Occi-
dente
ao Oriente, a
Cruz,
nossa
espe-
esperança,
nosso
abrigo,
e
tu
lo.
QuestSo
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á questão do
Oriente
são
os que seguem;
Londres 26
—
Partiu para
Madrid
o
en
viado
inglez
Wors.
Durou
3
horas
a
sessão
de
hontem
do
congresso
das
potências.
Não
assistiu
Gorlschakoíl.
Ficou
decidido
que
os
russos
evacua
rão
a
Roumelia
no
praso
de
6
mezes
e
a
Bulgaria
em
9.
Depois
da
sua
reliradase-
rá
organisado
n
’aquellas províncias
tem
porariamente
um
corpo
europeu
de
milí
cias.
Crê-se
que
o
congresso
terminará
em
15
de
julho.
;Em seguida
reunirá
em
Ber
lim
uma
conferencia
para
regular
os
pre-
liminares.
Depois,
em
setembro
voltará a
reunir
o
congresso
afim
de
ratificar
o
tractado
final.
Corre
o
boato
de que a
Inglaterra
ten
ciona
occupar
a
ilha
de
Chipre,
afim
de
exercer
eflicazmente
o
seu
protectorado
na
Asia.
Berlim
26
—
Na
sessão
de
hontem
no
congresso
os delegados
turcos
declararam
que
o
seu
governo
consentia
em
evacuar
Varna
se
for
resolvida
a
fórraa
da
eleição
do
príncipe
que
regerá a Bulgaria.
Ús
delegados
francezes,
que
haviam
si
do
encarregados
de
modificar
as emendas
propostas
pelos
plenipotenciários russos'e
que
a
Inglaterra
regeitára,
apresentaram
estas
medidas
sob
uma
fórma
unanimemen-
te
aprovada.
A
Porta fica
com o
direito absoluto
de
occupar
as
fronteiras
dos
Balkans.
O numero
de tropas
seria
illimitado,
mas
estabeleceu-se
previa
condição
dos
christãos
da
Bulgaria
e
Roumelia
gozarem
completa
liberdade
civil e
religiosa.
Berlim
56
—
0
congresso
terminou
a
questão
da
Bulgaria.
Accentuam-se
as
disposições
e
espe
ranças
de progredir
o
accordo
sobre
os
outros
pontos.
O
plenipotenciário
hellenico
foi infor
mado
oflicialmente
da
sua
admissão
no
congresso
Constaminopla
26
—
Os
russos
fazem
um
importante
movimento
de
concentração
e
organisam
um
exercito
de
50
mil
homens
na
Bulgaria.
As
impressões
russas
são bellicosas.
Londres
27
—Segundo
consta
ao
«Mor-
ning
Post»,
o
príncipe
da
Bulgaria
não
será
eleito
pelo
suflragio
universal,
mas
sim
pelos delegados
do
congresso,
com
ratificação
das
potências.
O
«Times»
diz
que
os
turcos recusam
entregar
Schumla
sem
que
os
russos
sáiam
de Andrinopla, e ameaçam
retirar-se
do
congresso se
este
discutir
a cessão
do
ter
ritório
da
Grécia.
O «Daily-News»
assegura
que o prín
cipe
Gorlschakoíl
annunciou
que
deixava
de
tomar parte
no
congresso,
ficando
pri
meiro delegado
da
Rússia,
o
conde
Scliou-
waloff.
Berlim
27—
O
congresso
admilliu
hon
tem
em principio que a
Bulgaria
pagará
utu
tributo á
Porta como
participante
da
divida
ottomana.
Não
obstante as adver
tências do
príncipe
Bismark,
a
altitude
dos
turcos póde
comproraelter
seriamente
o
exito
pacifico
do
congresso.
Todas
as
potências,
com
excepção
da
Turquia,
es
tão
de
accordo
sobre
a
necessidade
da
in
tervenção
austriaca.
Parece,
pois,
estarini-
minenle
a acção
da Áustria.
Paris
27
—O
«Jornal
des
Debats»
cri
tica
lortemenie
a
obra
do
congresso
como
sendo
inteiramente
favoravel á
Rússia
e
preparando
graves
consequências
para
0
futuro.
Dizem
noticiam
de Constantinopla
que
os turcos,
em vista
da
feição
que
vae
to
mando
o
congresso,
desçam
prorogar o
conflicto.
THEA1RO
DE
S. GER1LDO
Quarta-feira
3
de
julho
de
1878.
Beneficio
e
despedida
da
primeira
caidorti
franceia
Mlle
Paulini
Luigini.
A opereta em
I
aclo,
musica
de
Victor
Massé
JíSA.S.VETTU
PERSONAGENS
Jeannettè........................................
Luigini
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.—
Vianna «S®
€?»
h
-
tello,
Aflonso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—Gnimarífe
*
,
A,
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva, drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Pemtfiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R, de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedoíeita,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105 a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.—
d® 5A-
m»,
A.
j.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Prrvwa
<Eo
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vairnta <lo
ASiniio,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.—
ViSIa
ds Conde,
a
.
L. Maia Torres,
pharm.
Jean
.........................................
André
Jhomaz........................................
David
Ptílit
Pierre
.............................
Leon
Aria
da
opera
LES
DRAGON
DE
WIL-
L
ã
RS,
musica
de
Maillari,
por
Mlle.
Lui-
ol
Aria
di
opera
IL
TROVATTORE,
mu
sica
de
Verdi,
pelo
barítono
Mr.
David.
GVLATHEA, musica
do
maestro
Victor
LES
CENT
VIERGES,
musica
de
Le-
cocq,
cantadas
por
Mlle.
Luigini.
A
representação
da
opereta
em
I acto
I4A
CHAWTEITSE
PAH AMOIIR.
Principia
ás
8
horas
e 3
quartos.
■■
*
!!!
Jl'......... «■nmninwnnni.mnnrniH iiiniwij iii n. i
iiíi
«
■■■■■i u
i.
JillDÊ
Ã
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
iTWliliWaiÈaiS
DU
BARRY de
Londres.
30
annos «5’invariavel nueeessc
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia) gastrica,
gastralgias,
flegmas,
arro
ios,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pi-
tuilas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intesti
nal.
bexigas,
diarréa, desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma.
falta
de respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do alito, dos
bronchios,
da be
xiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do sangue.
85:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
do du
que de
Pluskow
e
da
exm.
a
snr.a
mar
queza
de
Brehan, da
snr.
’
duqueza
de
Cas-
llestoard,
do Lord
Sitiard de Decies,
par
dltiglaterra,
do doutor
e
professor Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—
\ snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de
sete
annos
de
doença
do
ligado,
d
’
estomago, emmagreeimento,
pal
pitações
nervo-as
em
todo
o
corpo, agita
ção
nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
W
e
Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeitamente
curada
peia
Elev«lei»cière.
Cura
n.°
65:112.—
E.
Payard, de
gas-
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
eslomago
inlutnecida.
Cura n.°
62:845.
—
M. Boillel,
cura,
de
36
annos
de asthma com
suflocações du
rante
a
noite.
Cura
n."
70:421.-
—1M
A.
Spadaro,
de
uma constipação
obstinada
de
no\e
annos.
Era
terrível,
e
distioctos
médicos
tinham
declarado que
não
havia meio
de
cu-
ral-a.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoeula
vezes
o
seu
preço
e:n remedios.
—
Preços
fixos da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe-
niusula
:
Era
caixas
de folha de
lata,
de l/t
kilo,
500
;
de
kilo
800
rs ;
de
ura
kilo,
104OÓ
res;
de
2
*
/,
kilos,
30200
reis;
de
6
ki-
los,
60100;
e
de
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Rfvaieaoière
;
ella
res
tituo
o
appeitite,
digestão,
sotnoo,
energia
e
carnes
duras ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
mais
Que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
S6m
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
teta
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400;
df
120
chavenas,
3$2O0
reis,
ou
25 reis
cada
ebaveua.
BJJ
IJARKA
«6
C.
a
LIJHTED.
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
t,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceutieos,
droguistas,
mer-
■cteiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri-
gh
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
SQr-
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Salisíaoi»,
(por
grosso
e
miúdo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
Barrai &
Irmãos,
rua
Áurea,
12
—
-S
*
®r-
*®»
<1.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
“
a!)
‘
.iria,
77.
DEPOSITOS-
ENTRE
DOURO
E
Ml-
mlO.=
iveíro.
F.
E.
da Luz
e
Costa,
fharm.
__
a
avcj
,nM)
Antonio
João
de
^h>sa
Ramos,
pharm.?
Largo
da
Ponte.
—
Domingos
í.
V.
Machado,
drog.,
Pf-aça Municipil,
17
—
Antonio
A.
Pereira
VENDA DE PKOPRIEDADES
Vende-se
uma
morada
de
casas, situa
das
no
logar
da
Cavalgada.
Outra,
no
logar
da
Ponte
Nova
do
Bico,
ambas,
sobradadas
de
novo
e
cora bons
commodos,
Uma propriedade
de
terra
lavradia,
que
dá
pão, vinho e fruta e
tem
casa para
cazei-
ro,
situada
no
logar
da Bouça,
esta
avalua-
da
em
1:4O"0OOO
réis;
tudo
na
freguezia
de
Palmeira.
Trata-se
na mesma,
com
João
Dias
Corrêa
Braga.
(955)
AVISO
São
convidados
todos
os
snrs. socios
da
Associação
Commercial,
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
estraordinarii,
no dia
4
de
Julho,
ás 6
horas da
tarde,
para
se
delibe
rar
conforme
o
requerimento assignado
por
10
socios,
e
bem a
ser
para
se
representar
aos
poderes competentes
para
que
seja
al
terado
e rigolarisado o
serviço
do
caminho
de ferro,
entre
esta
cidade
e
a
do
Porto,
assim como
para que
os
mesmos
poderes
nomeiem
um
escrivão
privativo do com-
mercio
nesta
cidade,
e
sendo
de
utilidade,
não só commercial
com do
publico,
pede-se
a
concorrência
de todos os
socios.
Braga
30
de
Junho
de
1878.
O
secretario
da
assemblia geral,
José
Anlonio
Rodrigues
Braga.
(956)
ARREMATAÇÃO
Por
se
não
ler
verificado
a
arrematação,
annunciada
para
o
dia
23
do corrente,
vão
de
novo á
praça,
pelas
11
horas
da
manhã
do
dia 7
de
julho
no
edifício
d
’este
collegio,
os
arrendamentos
das
quintas,
sitas
nas
fre-
guezias
de
Dadim,
Nogueiró
e
Nogueira,
d
’
esle
concelho,
e
da
do
Loureiro,
da
fre
guezia
de
Santa
Christina
de
Longos,
con
celho
de
Guimarães,
todas
pertencentes
a
este
collegio.
As
condições
serão
patentes
no acto
da
arrematação.
Braga
e
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caeta
no,
28
de junho
de
1878-
O
secretario,
Anlonio
Francisco
Pereira
de
A.
Coulinho.
(957)
CONVITE
Os
filhos e
genros
de
Francisco
José
de
Sousa
Braga, (o
Franqueira),
que
Deus
aca
ba de
chamar
á
sua
divina
presença,
con
vidam
as
pessoas
de
suas
relações
a
assis
tirem
aos
olficios
que
por
alma
do finado
terão
logar
hoje, 2
de
julho, na
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Tenões.
As pessoas
que
se
dignarem
aceitar este
convite
lerão ás
10
horas
da
manhã
carros
no
Largo
da
La
pa. Desde
já
agradecem
esta
prova
de
con
sideração.
(960)
Quem
quizer
arrendar
uma
morada
de
casas,
cora o
n.°
2,
sitas
na esquina
das
Pa
lhotas,
falle
com
Joaquim
da Costa
Murta,
morador
no
Largo
do
Espadanido,
n.®
34.
(958)
ALVIÇARAS
Quem
achasse
uma
corrente
de
oiro,
com
medalha
dq
mesmo
metal,
que
se
per
deu no
dia
29,
desde
esta
cidade
até
ao
Bom
Jesus
do
Monte,
e
a queira
entregar
no
escriptorio
d
’
esta
redação
;
receberá al-
viças.
(959)
as
.<_<»
Em
vista
de
se ter
trespassado
o
nego
cio
da
Nova
Casa Havaneza,
desta
cidade,
declara
o
abaixo
assignado
que
deixou
de
fazer parte
no
pessoal
da
mesma.
Braga l.°
de
Julho
de
1878.
Anlonio
M. da
S Ramos.
AO PUBLICO
BRACARENSE
Uma
senhora pertencente
a uma
fa
milia
distincla
e
bem
conhecida
no
paiz,
obrigada
pela falia
de
saúde
de
seu
pae
a
retirar
da
capital,
acaba
de abrir
n
’es-
ta
cidade o
seu
attelier
de
costura
no
largo
da
Sé,
(esquina
da
rua
de
D.
Gual-
dim),
n.°
1,
aonde
se
encontram
toillets
completos,
para senhoras
e
meninas, as
sim
como
se
encarrega
d
’enxovaes
para
noivas,
e creanças
recemnascidas;
também
se
fazem
casacos,
capas,
chapéus,
e
tudo
pelos
ultiraos
figurinos.
A
casa
acha-se
decentemenle
mobilada para
receber
as
senhoras
da
mais elevada
sociedade,
e to
das
que se
lembrarem
d
’
esta
casa,
en
contrarão
n
’ella
promptidão
na
execução
das
obras,
bom
gosto,
elegancia,
e
econo
mia
nos
preços.
(953)
94, RUA DE D.
PEDRO V,
94 E
Tem
para
vender cal
branca, l.a
qua-
idade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.a
qualidade
(a
que alguém chama
de
1.a
)
a
550;
cal
parda.
l.a
qualidade,
a
480;
dita
de
2
a,
450.
Para
grandes encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas requisições
com
8
dias
de
antici-
lação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esla
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto nos
preços,
como
na
esco-
la
dos generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras, n
’esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gaslera
mais
de
600
kilos.
(954)
Asylo
de 1). Pedro
V.
Em
conformidade
com o disposto
no
artigo
53
dos
estatutos
do
Asylo
de
D.
Pedro
V,
no
dia
29 do
corrente,
desde
a
1
hora
da
tarde
estará
aberto
ao
pu-
alico
o mesmo
asylo.
A
’
s
11
horas
da
manhã
celebrar-se-ha
uma missa pelas
almas
dos
bemfeitores
e
mais
associados
fallecidos,
com
assis
tência
da
Direcção,
procedendo-se
imme-
dialamenle
á
distribuição
dos prémios
ás
asyladas
que este
anno
fizeram
exame
d
’
in-
strucção
primaria.
Braga 24 de
junho
de
1878.
O
secretario,
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua
da
Sé.
■
Para
tratar
na
rua
dos
Capel-
listas,
n.°
15.
(901)
Wíí.VS»!
BE CASAS
No
logar
da
Cavalgada,
e
no
logar
da
Ponte
Nova
do
Bico,
estrada
e
freguezia
de
Palmeira,
vendem
se
duas
moradas
de
casas
sobradadas,
com
muito
bons
com
modos
e
feitas
de novo.
.
Trata-se
com
João
Dias Correia
Braga,
no
mesmo
logar.
(95!)
OURIVESARIA DE
IÃDLSTRIA
NACIONAL
DE
ANTONIO
CASIMIRO
DA
COSTA
ENSAIADOIl
VISUAL
E
REAL
DO
OURO,
APPR0VAD0
PELA
CASA
DA
MOEDA
5
—
Rua Nova
ile
Sousa
—
5
BRAGA.
N
’
este
novo
estabelecimento
vendem-
se
e
compram
se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro e
prata.
Concérta
e encar
rega-se
de
mandar
fazer
toda a
obra
da
sua arte,
com
a
maior perfeição
e
gos
tos mais recentes.
A
maior
parte
dos objectos
são
man
dados manufacturar
com
toque
fixo,
e
ga
rantido
com
marca
especial, particular,
e
pelo
ensaio
real.
3,
Rua
Nova de Sousa, 3.
(923)
Narciso
José
Marques,
annuncia
ao
publico
que
continua
com suas carreiras
diarias
entre
Braga,
Guimarães
e
Caídas
de
Vizella, e vice-versa.
Horário:
Sae
de
Braga
ás
4
e
4
1/2
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
em
direitura
a
Vizella, e
volta
de
Vizella
ás
3
horas
da manhã
e
ao
meio
dia,
e
de
Guimarães
para
Braga
ás
5
horas
da
manhã
e
ao
meio dia
e
2
da
tarde.
Preço para
Guimarães
240 reis
e
em direitura a
Vizella
400
reis.
Escriptorio
em
Braga
em
caza
de
José
Anlonio
Mar
ques
&
C.a
,
largo
do
Barão
de S.
Mar-
linho
n.° 5,
em
Guimarães
em
caza
do
snr.
João
de
Mello,
no
Toural
e
em
Vi
zella
em
caza
do
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva
Guimarães.
Braga
6
de
Junho
de
1878.
(921)
MUITA
ATTENÇÃO
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
novo,
com
os
n.
os
27
e 28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V
com
quintal ajardinado
todo
murado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para numerosa
familia,
e
dos
2.
*
18
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
todos
os dias,
das
4
horas
da
tarde
por
diante.
(949)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S. João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
Mzio
do esquerdo)
vendem-se
as duas
moradas
de casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anlo
nio
Silverio
de Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
SELLOS
PARA
COLLECÇÕES.
Faiixtinn Antonio VlartiiiH
52—
Rua
do
Lorelo
—
52
LISBOA.
N
’
este
estabelecimento,
o
primeiro
na
sua
especialidade
em
Portugal,
encontram
os
snrs.
colleccionadores
grande
sortimen
to
de
sellos
antigos
e
modernos
de
todos
os
paizes do
mundo,
a
prrços
muito
con
vidativos
e
sem
competência.
Pacotes
para
os
principiantes,
com
30, 40, 50,
60,
70,
100
e
150
sellos
diíTerentes
a
100,
200,
300,
400,
500,
10000
e
20900
reis,
de
muita
conveniência
e
novidade.
Recebem
se
encommendas
de
todos
os
pontos,
sendo acompanhadas
de
sua
correio.
(929)
Q
liem õver
uma
casa
que
queira
imprasar,
«uiuuncíe
pelo
«Diário
do
Minho».
;92t;
INJECÇÃO
HYGIENIGA
BALSAMICO
PROPHIT
ATIÇO
Esla
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata Di-
niz,
rua
de
8.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.° 142,
proximo
ao
Palacio
de Cbristal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(861)
DO
ALTO BOUltO
»A
«ASA
I»E
VllM FOU(4
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—
Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
|gQ
A61IA
DO
GBBEZ
Na pharmacia
do
Hospital
de
S.
Mar
cos
ha
deposito
d
’aquellas
aguas,
das
quaes,
se
garante
a genuidade
e
pureza,
por
se
rem
colhidas
na
presente
estação
pelo pro-
prio
pharmaceutico.
Preço
de
cada
garrafa
(com
garrafa),
100 rs.
Sómente
a
agua,
60
rs.
De
6
dúzias
para
cima,
desconto
de
10
1/0.
Além
d
’estas
se
encontram
á
venda,
na
mesma
pharmacia.
as seguintes
aguas
mi-
meraes
todas chegadas recentemente,
e
co
lhidas,
n
’
esta
quadra, por
emprezas aucto-
rios-das
—
de
Vidago,
Verim,
Pedras
Sal
gadas,
Entre-os-rios,
e
outras.
(028)
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17,
RUA
DE
S. VIGENTE, 17
BRAGA
—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme quantidade
de
282:812
chinas
de
coser!!!
mais
20:496
que
em
1876.
SIN&EK
—
E’
a
machina
que
todo
o
mundo reconhece
como
superior
a
quan
tas
invenções
tem
apparecido.
—
E
’
a
unica machina
de
costura
que
ma-
» > »
» .
> Lagrima
....................................
»
Branco
de
meza
........................
»
tinto
de
meza
fino.
»
de
prova
seeca.
.
.
.
.
»
Malvasia
de
2.
a
........................
»
»
velho................................
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
»
Roncão ....................................
»
Alvaralhão
...................................
»
Velho
de
1854
. .
.
.
»
a
retalho
part
meza
50
e
quartilho
tinto,
e
branco
120.
190
200
210
270
300
360
400
500
700
650
600
80,
c
Os
ttfbufndoH
mytilíeoa,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de Santo Antonio, 227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça Municipal.
(814)
CIKI
RGiifl DEÂTfST A
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
conlinúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
Bua
dos Capellistas, £3
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas, tinas
em
côr,
e
bom
pantio,
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de colonia; collarinhos
e punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crtís;
lenços
de
cambraeta
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
differenles
tamanhos;
adere
ços
e brincos; sapatos de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
otirello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgoião.
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas de
grau
e
cculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
esle
estabelecimento ha
um sortido
completo
de
tudo e barato. (858)
Para
uma
casa
de
bastante
familia
pre
cisa-se
d
’
utn
que
seja
diligente
e
activo.
No
escriptorio
d’
este
jornal
se
indica
rá
quem
é
o
pretendente.
(93o)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.?
7,
no
campo
das Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para este
lim.
(713)
tem
obtido
em
todas
as
ex
posições
os
primeiros
prémios
e medalhas,
não
só
também
pelo
seu
pela
sua
bellissimo
boa
construcção
e
duração
como
trabalho.
SIWGEB
—E
’
a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em
todas
as
partes
do
mundo
e
a que
offerece
maiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
dinheiro.
—
E’
a
que
se
garante
por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
difficuldades.
SIIWOEESL-E
’
a unica
machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes,
sem prestação
de
entrada,
para
assim favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
SSNGEB.—
Tão
boa tem
sido que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resultado
d
’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim a
boa fé
do
publico.
SiEr%'&iE.SS.-Finalmente
é
a
machina
que
mais
acceitação
tem
lido,
devido
sempre
á
sua
boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a sua
immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as invenções
modernas,
que
jamais
poderão
competir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
illudam
com essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços na
COMPANHIA
aK^JEBEC.S
■., SHWGKR.
17,
RUA DE
S.
VICENTE,
17
841
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
p
0.
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
m
an
.
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(
vt
41)
Linimento
BOYEK-M1CHEL para cavai-
lo... lazenilo as
vezes
,le topo
e não
deixando
VPU-.1»
.<■•!,
emprego M
ichkl
,
jjharrn i-
ceuii.-o
em Aiv (na Provença)
França.
-
r
re ço
I j
h
>» •
i‘ *
-
í
, — p;
m
Lisboa
o snr
Barreto,
Lorelo,
n
0
28
—30. f25)
FalPica
a
vapor de
fundição de
ferro
e metaes
Travessa
de
S. JoSa—Braga.
nões,
suburbios
d’esta
cidade, uma pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
Vende
papeis pinta- g
dos
para guarnecer
sallas,
$ lindíssimos gostos,
a prin- |
cipiar em
80
reis a peça. |
Vende
olio,
tintas e
.
vernizes
para pinturas
de
casas,
tudo
de boa
quali-
dade.e
preços muito
resu-
B midos.
Vende
cimento roma
no
para vedar aguas, ges
so
para estuques
de ca
sas,
tudo de
primeira qua
lidade.
•í
&
8
(
í
.\
Vende-se
para
pagamento
de dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s
’
16
e
17,
bem
como
lam
bem
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te
AIATIÇARAS
Tendo-se
no
dia
24
do
corrente
desen
caminhado
uma
jumenta,
côr
castanha,
com
um
jumentinho
d’
um
anno,
a
pes
soa
que
a
entregar
na
rua
Nova
n.°
49,
receberá
alviçaras.
Nesta
fabrica,
unica na
província
do
Minho,
fabrica-se toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder elevar este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em parle o
tem conseguido,
pois que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me-
zas
de
mármore
ou de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systema para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas as
grossuras.
Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços do
Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O Proprietário
—Antonio
Germano
Ferrei
*
rinha.
Vende-se
uma morada
de
casas
jiiiáL
sita
na rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A.
de
2
andares,
aguas
furtadas, lojas,
sotlo,
quintal
e
agua.
Trala-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador na mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
aquella.
(862)
ABRENDAitlSE
Desde
o proximo
S.
Miguel,
tres
moradas
de
casas
de
2
andares, construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na rua
de
S.
Geraldo
n
0 18,
20
e 22
Trata
se
na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
THESOURO
MYST1CO
PELO
MISSIONÁRIO APOSTOLICO
Padre
João
Manuel
de
Sousa
Teixeira
Segunda
edição
mais
correcta
e augmentada
A
’
venda
na
vestimentaria
Rocha,
Em
brox.
por
240,
e
encadernado
360.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
