comerciominho_02051878_781.xml
- conteúdo
-
).
I,
Í1
1-
la
■TO UMA.
AU,
MUUMSBOSA
U IVOTICIOS<.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
PREÇO DA ASSIGNATURA
<
Braga,
12
mezes.....................
,
.
1&600
6.°
ANNO
-
»
6
»
........................
830
|
Correspondências
partic.
cada
linha
40
f
Annuncios
cada
linha
.....................
20
!
Repetição
.....................................
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.............2&000
»
6
».............
1§050
»
sendo
duas
assignaturas
3$600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso...................
10
N.e 781
BRAGA-
quusta
-
feira
.
«
DK
MAIO Í>E
ÍMO
A*
Heilaeção rfn «Coiumereio <1 o
Minho».
Londres,
22
de
Abril,
1878.
Eis
ahi
urna
de
minhas
ultimas
mis
sivas
ao
Apostolo,
e
que
me
parece
nào
é
das menos curiosas,
interessantes
e
im
portantes
ao
mesmo
tempo,
para
se
ver
até
que
ponto
a
Impiedade,
o Liberanguis-
mo,
o
Parlamentarismo, o
Cliarlalanismo,
tem
levado
o
Papalvisrno
da
gente
por
toda
a
parte
!
Emquanto
os especuladores
da
revolução
fazem
crer
a
pobres
homens
ignorantes
(a
quem lisongeatn
para
os
tornarem
dóceis
instrumentos
seus),
que
sam
os
proletários
quem
deve
dar a
lei,
quem deve
governar
e
dirigir
a
sociedade;
o
que
só
realmente
procuram
é
fazer
da
multidão
illudida
escala para elles
proprios
subirem.
Isto
é
em
relação
a
indivíduos
e
íac-
ções;
mas depois
das
revelações
de Lord
Carnarvon
no
fim
do
anno
passado, con-
clue-se
que
a
Maçonaria tem
sido
instru
mento
de
muito
maior
transcendência
nas
mãos
da Inglaterra.
Se
tiver
vagar
e
pa
chorra,
algum
dia desenvolverei
esta
im
portantíssima
these.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—Carta
importantíssima
do dislincto
e
bem
informado
Correspondente
do Ti
mes
em
Berlim,
manifestando
até que
ponto
de
corrupção,
e
de
perigo
para
a
Sociedade
Civil, o
Socialismo,
filho
da
Maçonaria
e
do
Protestantismo,
tem
con
duzido
a
Europa.
II.
—Incertezas da
Questão
Oriental e
do
proposto
Congresso.
III.
—
A
mui
opportuna
compra
do
cou
raçado
Brazileiro
pela
Inglaterra.
IV.
—
Grandes
probabilidades
de
guerra
Anglo-Russa;
e
pequenas
da
reunião
do
Congresso, segundo
as
apparencias.
V.
—Mentiras
liberangas
a
respeito
de
Sua
Santidade
Leão
XIII.
—Conlradictas
cabalmente
pelo honrado Correspondente do
Weekly
Regi
st
er.
L
—
«E
ella
a medrar»
—
Costumavam
dizer
algumas
pessoas
de
vista
clara,
al-
ludindo
á
revolnção,
quando
em
Portugal
durante
o
reinado
do
Senhor
D.
Miguel
se
viam
fazer
despropositos,
que
concluí
ram
por arruinar
a
sua
causa
legitima
e
nacional.
Pois
o
mesmo
digo
eu
lambem
boje,
em
relação
á
cansa
revolucionaria
ou
da
revolução
e
do
atheismo;
que,
debaixo
do
nome
enganoso
de
«Liberalismo»
(mas
que
eu
chrismei
de
liberanguismo,
por
que
a cousa é
sui generis,
e
nada
tem
com
a
verdadeira
e honrada
liberdade),
ha
posto
a Europa,
ou
antes,
quasi
todo
o
mundo
social,
no
estado
o
mais
de
plorável;
e
o
vai
tornando
uma
verdadeira
casa
de
orates.
Encontro,
agora
mesmo,
ao
abrir
o
Times
de
hoje,
uma
carta,
que
enche
uma
columna
inteira
do
papel,
e
um
pouco mais, de
que
vou já
espremer
a
principal
sustancia,
e
recolher
os
bocadi
nhos
d
’ouro
que
em
abundancia
contem.
Começa:
—
Berlim,
13
de
Março.—
Domingo
pas
sado
testemunhou
uma
demonstração
sem
precedente
nesta
cidade.
Dez
mil
Socia
listas
accompanháram
os
restos
de um de
seus
cabeças
ao
logar
do
ultimo
descanço.
O
defunto,
Augusto
Keinsch,
era
capataz
n
’uma imprensa
semi-socialista.
estabele
cida
por
seus
amigos políticos;
e
tinha
servido
alguma vez de
Secretario
n
’um
club
eleitoral
socialista.
Era
um
prégador
infatigável
de
socialismo,
e
no
dia
7
mor
reu
de
repente na
oíficina,
esfalfado
pelos
esforços
e
exaltação
na
causa
que
tão
calorosamente
adoplava.
No
dia
10 do
corrente
o seu
funeral
veio
manifestar
a
Berlim
o
immenso progresso feito
por
este
portentoso
movimento».
Março
22.—
Pelo
que precede,
e
anle-
honlem
copiei
do
habilíssimo
e
bem
in
formado Correspondente ordinário
do
Ti
mes
em
Berlim,
já
se
pode
fazer
alguma
ideia
dos
progressos
e
princípios
socia
listas
na
Allemanha.
Continuarei porem
a
extractar
da
mesma
carta
lielmente,
pela
importância
dos
factos,
e
da
aucto
ridade,
o
mais insuspeita,
do
narrador;
que
de certo
não
adoece
nem
de
devo
ção
religiosa,
nem
de
amor
a
princípios
legilimislas.
Diz elle
mais:
—
«Entre
os
10,000
Socialistas
que
se
guiram
o
ataúde
até
á
cova,
nem
um só
deixou
de
levar
a
divisa
revolucionaria.
Muitos
delles
levaram
filas
vermelhas
e
llores
da
mesma côr
nas
casas
dos
bo
tões.
As
mulheres,
que
se
apresenláram
em
grande
força,
levavam
bandas
verme
lhas,
e eram
capitaneadas
por
bem
co
nhecidas
viragos, levando
coroas
de louro
em
almofadas
vermelhas.
Os
meninos mos
travam
igualmente,
em
suas
pequenas
pessoas, a
fatal
côr,
que
fôra
emblema
da
Communa
de
Paris,
e
agora é
sym
bolo
adoptado
pelos
reformadores
de
Ber
lim. Os seis
membros
do
Parlamento
que
capitaneavam
o
cortejo
trajavam
lambem
seu
vermelho.
Um
grande
concurso de
espectadores
mirava
este
vasto
coriejo
que ia
atravessando
pelas
ruas,
admiran
do,
e
perguntando:
i que
quer isto di
zer
?
«Os
homens,
e
mais
ainda
as
mulhe
res,
iam
em
seu
melhor
trajo
domin
gueiro,
parecendo
o funeral
decente
e
respeitável
quanto
a
vestuário. Porem
os
cigarros
que
se
iam fumando, e
a
falta
de
ordem
que
se
notava,
trahiam
o
in
tento
deliberado
de privar
a
ceremonia
do
caracter
solemne
que
lhe
compelia.
Os Socialistas
na
Allemanha
são
atheos,
determinados
a
gozar,
com
tudo
e
por
tudo,
as
boas
cousas
deste
mundo,
pois
que não
ha
outro
(para
elles].
«Ao
en
terrarem
um
homem,
qurem,
de
propo-
sito,
ostentar
que
não acreditam
em
vida
futura.
Keinsch
era
morto
e
aniquilado,
e
não
seria
tolice
deixarem
os
outros
de
íumar
por
elle
já
não
poder fazel-o?
Cada
vez
que
a procissão
parava,
cor
riam
os
do
acompanhamento
ás
taber
nas
e
lojas de
tabaco,
a
beber
e
encher
de
novo
os
cachimbos
e
bolsas
de
cigar
ros,
ou
tabaco.
«Um
passeio
de
duas
horas
conduziu
a
procissão
ao
Cemiterio
da
Congregação
Livre
—nome
adoptado
por
uma
das
So
ciedades
atheas da
cidade.
Por
uma
por
ta.
sobre
que
se
lê a
repulsiva
inscripção:
iNão
ha outra
vida nem
ver-se
mais»,
entraram
aquelles
milhares
no
recinto
do
uão-consagrado
terreno.
_
«U
porta-bandeira,
com
o pao
negro
sómente
—
sendo
por
ora
illegaes
ainda
no
paiz as
bandeiras
vermelhas
—
postou-se
á
testa
da sepultura.
As
mulheres,
umas
mil
em
numero,
as
mais
delias
maduras
e
forte
espiritadas,
dispozéram-se
em
or
dem
atraz do
estandarte,
sem
bandeira,
mas
todavia
bem
significativo.
«Os
homens,
tanto quanto
o
limitado
espaço
permittia,
apinhárara-se
em
roda,
para
ver
os
ritos últimos
que foram
con
cisos
e
dignos
da occasião O
Snr.
Eri-
tsebe,
fabricante
de
cigarros,
e
Membro
Socialista
do Parlamento,
iniciou
a
ce
remonia
louvando
os
gloriosos
feitos do
defunto
Keinsch:
Disse elle,
«está
agora
ante
o
seu juizo;
o
juiz ó
o
povo
aqui
presente,
não
a divindade
absoluta
do
passado».
—
(Aqui
cabe
perfeitamente
a
sentença
da
Escriptura:
Diail
insipiens
in
corde
suo,
non
est
deus
).
—«Trabalhou
para
beneficio
de
seus
irmãos,
e
os
agradecimentos
dos pobres
e
dos
miserá
veis
são
a
sua recompensa.
Todos
os
Socialistas
deviam
aprender
delle a bem
odiar
!»
—
A
esta
caritativa
proposição
as
sentiu a
assemblea
em
altos
gritos:
;
«As
sim
o
juramos!
assim
o
juramos!»
«Houve
outros discurses
ainda
no
mesmo
tom,
e uma
mulher da classe
trabalhadora,
e
prominente
nas
reuniões
Socialistas,
terminou
a
solemnidade
com
uma
togosa
allocução.
Disse
Frau
Hans
que
o
proletariado
linha
os
destinos
do
universo
em
suas
mãos,
se
quizesse
to
mar
o
conselho
delia,
e
unir-se
p
ra
um
objecto
commum».
Paia
tudo
ser
bem ridículo
e
incohe-
rente
nesta
exhib
ção
de
bêbados
e
orates,
faltava
ainda
uma
circumstancia
que
ó
correspondente
menciona
e
é,
que
a
banda
de
musica,
ao
baixar-se
o
cadaver
á
cova,
tocou
um
velho
liymno
Lulherano
—já
sè
ENSINAR
OS IGNORANTES.
I.
—
Vinde,
vinde,
queridos
leitores;
o
meu
amigo Arthur,
o inlelligente
filho
do
doutor Lopes,
está
completamente
entre
tido
n
’
uma
occupação,
segundo
parece
agra-
davel.
Podeis
dislrahir-vos,
sim.
Trata elle
de
ver
se
ensina
um
lindo
cão
a
fazer
habili
dades.
A
occupação
é
séria;
a
tarefa
é
ardua.
O
meu
amigo
Arlhur
parece
qne
quer
ser
tim
mestre
célebre.
E
os
princípios
da
sua
carreira
são
notáveis:
ensinar
um
cão
!
Podeis
vel-o,
podeis
distinguil-o,
alli
na
sua
própria
habitação. O
cão
deve ser
um
tanto desastrado,
não quer aprender
o
exer
cício
militar.
Porque,
é
preciso
que
se
diga,
o
bom
menino
quer
fazer
do seu
cãosinho
um
soldado, e
por
isso,
fazendo
de um pau
Uma
terrível
espingarda,
incommóda,
con
traria
sempre
o
podre
e docil
animal.
Talvez
haja
quem
se
persuada
que o
Ken
amiguinho
é
um
d
’esses
meninos,
Rne
só
gostam de
brincar
e
que
leem
os
s
«us
livros em
completo
abandono.
Pois
não
é
assim.
Porquanto
nada
ha
que esteja mais
longe
da
verdade do
que
isso.
Arlhur
é
tão
bom
como
estudioso,
nunca
falta
aos
seus
deveres;
nunca
recebeu
castigo
al
gum
no
collegio
por
faltar
ás
suas
lições.
Por
isso
é
que
este
meu
amigo é o
dis
cípulo
mais
querido
e
dislincto,
merecendo
os
louvores
e
os
elogios
de
todos.
Porque
o
vemos
entretido
em
occupa
ção
tão
singular?
Ahi
se
está
vendo:
nos
momentos
de
descanço,
emprega-se
em
ensinar
o seu
cão
a
mditar,
ba
de
conseguil-o,
se
per
sistir
na
sua
obra.
Mas
reparem;
casualmente
chega
o
pro
fessor,
que
vem
fazer
uma
visita
ao
pae
de
Arlhur;
este
de
nada
sabe;
ao
levantar
os
olhos,
depara
com os
dois
cavalheiros
que
estão
diante
d
’elle.
A surpreza
é
grande;
o menino
faz-se
vermelho;
suas
faces estão
da
formosa
côr
do
carmim.
Daria
quanto possuía
para
que o seu
professor
o
não tivesse
encontrado
occu-
pando-se
de tão ridícula obra,
a
elle
que
era
o
melhor
de
seus
discípulos, o
mais
dislincto
dos
seus
alumnos.
■
—
Bravo,
bravo,
Arthur
!
então
isso
são
maneiras
de
estudar
as
lições,
de
tra
balhar
?
O
menino
não
sabe
o
que
ha
de
res
ponder
a
estas
palavras
de
seu
respeitável
professor;
por
isso
tica
suspenso
e
mudo
sem poder
proferir
palavra.
Seu
bom pae
comprehende
sua
situa
ção;
sabe
muito
bem
qual
é
a
confusão
que
Arthur
experimentou.
—
Não
te
envergonhes,
diz-lhe
o pae;
o
menino
que
sempre
cumpre
os
seus
de
veres,
póde
empregar
as
horas
do
recreio
em
qualquer
honesto
entretenimento;
mas
isso mesmo
que
fazes,
esse
mesmo
traba
lho,
que
não
te
produz
resultados
de
uti
lidade
alguma,
poderia
sim
produzil-os
e
grandes,
se,
em vez
de
gastares o
teinpo
com
um ser
irracional,
o empregasses
em
proveito
de teus
similhantes,
dos
teus
pro
prios
companheiros:
pois
talvez tenhas al
gum
companheiro
leu
amigo,
que
não
pos
sa
receber a
instrucção
que
tu,
felizmenle,
podes
obter.
—
E
’
verdade,
disse
o
professor,
é
ver
dade
tudo
quanto
acabas
de
ouvir
a
teu
bom
pae;
dedica
essa
tua
diligencia
a
al
gum
menino
pobre,
pois
que
assim
podes
merecer
e
receber
algum
prémio
por
esse
leu
cuidado
e
caritativos
desvelos.
Arthur não
pôde
responder
a
tão
judi
ciosas
advertências;
submerso
no
mais
profundo
silencio,
acompanhou
o
seu ca
rinhoso
professor,
e meditava;
parecia
em
completa
abstraeção,
como
se fosse
viva
mente
preocupado
por
algum
pensamento.
Ides
saber,
amigos
leitores,
queridos
meninos, o
que n’isto
havia;
o
ponto
é
que
continueis
dispensando
a
vossa
alten-
ção
infantil ao
mais
que
vae
seguir-se.
II.
—Alguns
dias
decorreram depois
d
’aquelle
em
que
Arthur
fôra
surprehen-
dido
querendo
ensinar
o
exercício
militar
ao
seu
cão.
O
intelligente
menino
passeia
no jar
dim
da
sua
formosa
casa,
acompanhado
de
seus
queridos
paes.
Passeando,
chegam
a
um
sitio,
onde
o
jardineiio
anda
trabalhando com
o
seu
fi
lho
ainda
rapazinho,
que
está
fazendo
Ires
ramos
de llores n
’
aquelle
momento;
quasi
que
os
lem
acabados,
quando
alli
chegam
o
meu amiguinho Arthur e
seus paes.
Bonitos
ramilheles estás
fazendo,
Rafael,
diz
a
boa
senhora
com
terno ac-
cenlo
e meigas
palavras.
São
para
os senhores;
são
os
primei
ros
que
laço,
e
devo
dedicai
os
aos
meus
bons
protectores, disse
o
rapazinho.
—
Então
são
os
primeiros?
—
Sim,
minha
senhora;
ha
poucos
dias
que
aprendi
a
fazel-os.
—
Mas
como
são
bonitos!
—
Faça
favor de
escolher
um, minha
senhora.
—
Sim,
meu
filho;
e
os
outros
para
quem
os
destinas?
—
Um
para
o
senhor,
e
outro
paia
o
menino Arlhur
—
Obrigada;
tens
muito
boa lem!,'rança,
não
podias
proceder
melhor.
sabe,
no
sentido
da
immortalidade
e
de
vida
fuiura;
ao qual
a
fumadora
comitiva
sem
o
minimo
reparo
applaudiu.
Para
se
ajuizar porem até
onde
o
Pro
testantismo
e
a
maçonaria
tem
corrom
pido
as pobres
populações
ignorantes
e
embrutecidas,
veja-se
a
explicação
que
o
mesmo
Correspondente do
Times:
dá;
e
que
mostra
até
que
ponto
de
brutalismo
as
lições maçónicas
e
anti-catholicas
têm
abaixalo
o
povo ignorante
e
superfi
cial.
Diz.
o mesmo
Correspondente: que
certos
clérigos
Protestantes,
capellães
do
Rei,
e outros
destinados
a
missões
es
trangeiras,
quizeram
pôr
côhro
a
esta
al-
luviào
do atheismo;
prégando
e
persua
dindo,
a
ver
se podiam
resuscitar
no
es
pirito
dos
Socialistas
á
crença
em
Deos
e
na
immortalidade.
Que
a
primeira
reunião
para
isto,
e
desse
partido,
tivera logar
no
fim de Ja
neiro,
juntando-se
uns
mui
poucos
de
Socialistas que
acreditavam
na
immorta
lidade
e
chamando-se
«Socialistas
Chris
tãos»,
para
discutir
o
seu
programma,
e
ver
se era
possível
recrutar
entre
o
auditorio
anti-christão.
E
diz.
o
Corres
pondente:
—
«A
tentativa
falhou
complelamenle
a
lodo
respeito.
Apenas
qualquer
dos
Ca
pellães
começava a
falar,
era
logo
inter
rompido por
cantigas
bréjeiras
e
obser
vações
blasphemas
demasiado
negras
para
poderem
repetir-se.
O
pequeno
bando
dos
«Socialistas
Christãos»
presentes,
achando
impossível
o
debate,
entoaram
finalmenle
um
liymno
Lulheiano,
a
que
o
outro
partido
respondeu
entoando
can
ções
obscenas.
E então
levantou-se
o
orador
Socialista,
tratou
todos
os
Chris
tãos
de hypocritas,
e
protestou,
que
ha
via
de
arrancar
a
máscara
da
cara
a
todo
o mentiroso
clero.
«Disse,
que
o
Céo
era umi fabula an
tiquada,
e
que
não
havia
para
homens
de senso
outra cousa a
fazer,
senão
tirar
deste
mundo
todo
o
partido
que
podes-
sem. Que,
se
os
Socialistas
Christãos
procuravam
disseminar
os
seus
estúpidos
ensinos entre
os
operários verdadeiros
Socialistas, que
eram
todos
anti-Christãos,
responderiam
á
provocação,
deixando
uma
Igreja
em
que
por
um
acaso tinham
nas
cido,
mas
em
que
não
criam.
Que
o
Christianismo
era
bastante bom para
os
Holtentoles,
e outros
fuscos
objectos
do
zelo
missionário;
mas
era
um
mytbo
e
uma
mentira
na
Allemanha
moderna».
Continua
ainda
o
mesmo
Correspon
dente
dizendo,
que
todas
as
tentativas
que
os taes
missionari
s
fizeram,
só
re
sultaram
em maiores insultos,
maior
de
cisão
do Christianismo.
«Foi deplorado
por
todos», d z
elle,
«que uma
experien-
cia
inconsiderada,
emprehendida
por
ho
mens
.pios
e
orthodoxos, conduzisse á
derisão
do
Christianismo,
mais
grosseira
e
mais
sacrílega
do
que
tudo
quanto an
tes
se proferira
n
’uma
reunião
publica
Allemã.
Entre
este
chuveiro
de crilicis-
mos adversos,
os
originadores do
projecto
deixáram
de
proseguil-o.
Conclue
o
Correspondente
a
longa
carta
dizendo
ainda:
—
«Uma
das
conse-
quencias
da
abortiva
campanha
é
dema
siado
manifesta.
Em
Berlim,
como
em
algumas
cidades,
os
operários
Socialistas
declaram
todos
os
dias
a sua
determina
ção
de
abandonarem
a
Igreja.
E
’
possí
vel
que
os
papeis
Socialistas
não
deixem
de
ler razão
quando
nos
dizem,
que,
a
não
ser
pelos
tres
xelins
de
pagamento
que
têm
de
fazer
as
pessoas
que dese
jam
apresentar essa
declaração
perante
as
competentes
aucloridades,
o
movi
mento
se
estenderia
a
uma
porção
muito
mais
longa
dos
operários.
Outra
consequência
que
resultou
da
brava
campanha
dos capellães
foram
as
demonstrações
de
atheismo
no
enterro
de
Herr
Keinscb.
«Eis
ahi
alguns
dos
mais
notáveis
syraptomas
de
um
movimento
que
parece
approximar se
de
uma crise em
algumas
das
cidades
maiores.
Da
aclitude
assu
mida
pelo
Governo
e pelas
classes
edu
cadas
em
vista
desta
contingência,
me
proponho
falar
n'uma
fuiura
carta».
Pareceu
me
que
os
factos
assim
apre
sentados,
e
de
tal
aticloridade.
merecem
de ser
meditados
mui
sériamente.
A. R.
SARAIVA.
fCant
'
làa)
_ _ _
uzmm
Invenção
d»
Crsiz.
—
Fes-
leja-se
ámanhã
a
Invenção
da
Santa
Cruz
em
vários
pontos
da
cidade,
na
Senhora
Branca
e
em
Santa Cruz
N’
este
ultimo
templo,
onde
tem
logar
a
festa do
Bom
Jesus
dos
Passos,
ha
hoje
vesperas,
e
ám>nhã
missa
solemne,
Exposição,
sermão
e procissão
de
tarde
em
volta
do
campo
dos
Remedios.
Sagrado
Viatteo
aos pregou.—
Sae,
no
domingo,
da
Sé,
procissionalmente
o
Senhor
aos
presos
das
cadeias
d’
esta
cidade.
Já
ha
dias
começaram
as
praticas
aos
mesmos
presos,
feitas
pelo
snr. padre
João
Re
bei
lo.
Dizem-nos
que este
acto
será
feito
com
pompa
e
brilhantismo
extraordinários.
«1
Fosiiilia».
—
E
’
este
o
titulo
d’
um
novo
periodico
moral,
religioso
e
liitera-
rio,
que
em
Lisboa
acaba de emprehen-
der
o
snr.
padre
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis.
Este zeloso
sacerdote
dedica inteira
mente
o
novo
jornal
aos
verdadeiros
in
teresses
moraes
da
família,
base
da
so
ciedade,
sem
comtudo
abanionar
os
ma-
teriaes,
quando venha
a
proposito
e
os
veja
offendidos ou ameaçados.
A
«Família»
publica-se
todos
os
sab-
bados,
e
o
seu
preço
é
de
650
reis
por
anno.
Damos
as
boas-vindas
ao
collega.
Curso
gratnmat
iei»l
de
lingua
franceza,
!»«*<■
A.
CoelSto.
—
Já
che
gou
uma
porção
d
’
exemp!ares
d
’
este
cur
so,
cujo
annuncio
vae
no
logar
compe
tente,
e
que
se vende
no
escriptorio
da
administração
d
’
esle
jornal.
N.
Senhora da Tarre,
—
Festeja-se
no
domingo,
no
templo do
Collegio,
a
devota
Imagem
de
N.
Senhora
da
Torre,
havendo
missa
cantada,
sermão
e
procis
são
em
volta
do
campo
de
S.
Thiago.
Congresso
ea*holieo.—
E
’
hoje
a
terceira
e
ultima
sessão
do
congresso
ca
tholico.
E
’
de crer
que
elle
será
encer
rado pelo
mesmo
modo
brilhante
como
foi
aberto,
porisso
se
espera
que
a
con
corrência
d
’espectadores seja grande e
qualificada.
ExposiçAo
«te quadros, eliry-
staes, etc.—
No
campo
de SanUAnna,
n.°
59.
acha-se
estabelecida uma
grande
exposição
de quadros,
chrystaes,
procelanas,
bordados,
objectos
da
China
e
suas
imi
tações,
etc.
Os preços
são
baratíssimos
e
convi
dativos.
Audiência»
«jeraen.—
Ante-hontem
abriram-se
as audiências
geraes
nesta
co
marca,
sendo
julgada
nesse
dia
a
ré
Ro
saria
Maria,
a
Fogueteira,
casada,
mora
dora
em
Santa
Tecla,
freguezia
de
S.
Viclor,
pelo
crime
de
furto:
absolvida.
(libertador
«la» Alma»
do
Pur-
gatorío.
—
Recebemos
os
n.
os
publicados
d
’
esta
utilíssima
revista
mensal
das
boas
obras
da
Egreja
militante
e dos
meios
de
alliviar
a
Egreja
padecente.
Toda
a
correspondência
deve
ser
di
rigida
a
Francisco
Pereira
d’
Azevedo,
rua
da
Alegria
n.°
62,
2.°
andar,
Porto.
KreiamaçSe».—
Desde
hontem
até
ao
dia
10
do
corrente
estão
patentes
na
repartição
de
fazenda as
matrizes,
onde
se
acham
inscriptos
por addicionamento
alguns prédios urbanos
que
foram
reedi
ficados
e
outros
novamente
edificados,
e
porisso
sugeilos
ás respeciiias
contribui
ções,
para
que
os
possuidores
dos
mesmos
prédios
reclamem
contra
o
rendimento
col-
leclavel
ou sobre
qualquer
motivo
de
que
trata o
regulamento.
As
reclamações
devem
ser
individuaes,
escriptas
em
papel
sellado
e
documentadas.
Aànginbo. —
Depois
dos
responsos
de
gloria,
na
capella
do
cemiterio
publico,
deu-se ante-hontem
á
sepultura
o cadaver
d
’
um
filhinho
do
ex.
mo
snr. Jacinlho
de
Magalhães
Barros
Araújo
Queiroz,
a
quem
comprimentamos.
Hospede».
—
Estiveram
ha
dias nesta
cidade
o
snr. José
Barbosa
da
Costa
Le
mos,
advogado
em GJinarães,
e
antigo
governador
civil
d’
este
iiistricto. e
o
snr.
Gaspar
Lobo,
lambem
d
’aquella
cidade.
Novo livro.—
O
nosso esclarecido
conierraneo
e
illustre
litleralo,
o
snr.
Fer
nando
Castiço,
vae
publicar um
livro
in
titulado
Viagem...
a
vapor.
Deve
ser
magnifico,
a
julgarmos
pelos
notáveis
talentos
do
auclor,
e por
um
delicioso
caplulo
que
do
mesmo
livro
foi
publicado
no
«Commercio
Portuguez».
Ingtrucçfto primário. —
Por
des
pacho
de
23
do
passado
foram
providos
no
districlo
de
Braga:
Beruardo
José
Fernandes
Moreira,
pro
fessor
vitalício
da
cadeira
da
cidade
de
Pi-
nhel
—
iranferido
em concurso
para
a da
freguezia
de
S.
Victor
da cidade
de
Braga.
Domingos
Gonçalves
Pinheiro—
provido
por
mais
tres
annos,
na
cadeira
de S.
Bartholomeu
da
Esperança,
concelho
de
Povoa
de
Lanhoso.
Francisco
José
Luiz
Vieira—
provido,
por
mais tres
annos,
na
cadeira
de
San
ta
Maria
dos
Anjos,
concelho
de
Vieira.
José
Martins
Vieira—
provido,
por
mais
tres
annos,
na
cadeira
de
Sobreposta,
con.
celho
de
Braga.
Manoel
(padre)
José
Rodrigues
—
-provi,
do,
por
tres
annos,
na
cadeira
de
Va|.
dreu,
concelho
de
Villa
Verde
Noticia» «Ia Italia.—
Diz
a
«Esptj,
rança
que
na
Ilalia
italianissima
vai
grau,
de
borborinho pela
fallençia
do
municipio
de
Florença,
e
pelo
estado
periclitanle
do
de
Nápoles
e
de
outras
cidades.
E
para
se
ver
quão
avantajada
sciencia
economi-
ca
teem
desenvolvido
os
edis
da
revolu-
ção
italiana,
tiramos
do
«Citadino» di Brej.
cia
uma
notada divida
dos
principaes
mm
nicipios
da Ilalia.
Contos
O
municipio
de Florença
tem
uma divida
de..........................
23,335
O
de
Nápoles.............................. 16,311
O
de
Milão................................... 10,935
O
de
Roma..................................
8,722
O
de
Geuova...............................
6,611
O
de
Turin.................................
3,126
O
de
Pisa
....................................
3
5-)3
O
de
Leorne................................
2,116
O
de
Venesa................................
1,870
O
de
Bolonha
.............................
1,128
A
divida de
lodos
os
municípios
da
lia-
lia
excede,
conta
redonda,
contos
108:000!
Eis
aqui
um
progresso
esplendido
da
civihsação
moderna
!
Também
quererão,
que
o
Papa se
con
cilie
com
este
syslema
de depredação,
que
entra
no
que
se
chama
civilisação
mo
derna
?
A
ilha
«Ie
He!igoland.
—
Do
mes
mo
modo
que
Gibraltar,
é
a
ilha
de
Heli-
goland
uma
possessão
ingleza
de
grande
valor
estratégico.
Situada
no
mar
do
norte,
proximo
das
costas
da
Allemanha,
na
embocadura
do
Elba,
oflerece
aos navios um
abrigo
se
guro,
graças aos
escolhos
e
dunas,
que
o protegem dos temporaes
do
Nordeste.
Estes escolhos
que
formam
uma meia
lua
prolongada
e
recebem o
nome
de Brom-
men,
palavra
queemallemão
significa
es
cudo, são
muito
perigosos
para
os
ma
rítimos
que
não
conhecem
o littoral
e
contornam
ligando-se
com
a
rocha
situa
da
a
Oeste,
dois ancoradouros abertos um
ao
noroeste
e
outro a sudoeste.
Teem
circulado
narrações
muito
exag-
geradas
sobre
a demolição
rapida
de
He-
ligoland;
é
não
obstante
certo
que
no
fi
nal
do
século
XVII
um islhmo unia
a
ilha
principal
aos recifes
orientaes,
e
so
bre
estes havia
massas
de
terra
de
mais
de
60
metros d
’
allura;
hoje
essas
massas
desappareceram,
ficando
reduzida
a
uma
rocha,
porém
formosa
e
soberba,
cujas
estratificações
quasi horizontaes
e
esculpi
das pelas
chuvas
e infiltrações
salinas,
bri
lham
com
explendidas
côres.
No
extremo
Occidental da
ilha ha
uma
pequena
aldêa
de
pescador
s
que
ptucoa
pouco
se
despovoa.
Os
navios
que
tomam
a
via
marítima
de
Brema
e
Hamburgo tocam
no
porto.
A
população
da
ilha,
não
contando
a
guarnição
ingleza,
é
de
pouco
mais
de
300
habitantes,
dedicados á
pesca,
á
ca
botagem
e sobretudo
ao contrabando.
Heligoland
é
um
ponto
militar
muito
—
E’ pequenina
offerta,
merecimento
nenhum
pode
ter.
—
Vale muito,
meu
filho;
as
miiores
offerlas
são
as
do
coração.
Depois
d
’
esta
conversa,
todos
se
apar
tam
do
pobre
jardineirinho.
Arthur
pare
ce
contente,
e
contempla as
suas
flores
com
uma notável
satisfação.
Em
que
pensará
elle?
Quem sabe,
queridos meninos;
tal
vez
que
alguma
agradavel
idéa
lhe
absorva o
pensamento
e
lhe
affague
a
mente.
III.—Desde
a
tarde,
em
que o
jardi
neirinho
fizera
presente
.ao
meu
amigo
Arthur
e
a
seus queridos
paes
dos
lindos
ramos
de flores,
que
elle linha
arranja
do,
Arthur
vae
indispensavelmente
depois
de
jantar,
na
sua
hora
de
recreio,
a
ca
sa do
agradecido
rapazinho,
que
lhe oíle-
recêra
aquelle
presente
tão agradavel.
Que
vae
elle alli fazer?
Quer
parecer-me
que
não
devia
dizer-
vol-o;
mas
é
certo
que
o
meu
amigo não
falta
nem
uma só
tarde,
e
que,
portanto,
grave
occupação
deve
atrahil-o
e
detel-o
alli.
O
que
será ?
E’
que
o
intelligente
menino
soube
que
Rafael
não
recebeu
inslrucção
alguma;
re
cordou-se da
surpreza
do
seu
professor:
dar se-ha
caso
que
seguisse
os
conselhos
que
este
e
seu
bom
e querido
pae lhe
deram
?
Pode
muito
bem ser.
O
cãojí
não
re
cebe
a
inslrucção
militar,
e
certamente
com
grande
alegria
para
elle;
agora acom
panha
seu
dono,
Iodas as
tardes,
e
com
elle entra e
permanece
na casinha,
que,
no
extenso
jardim,
o
pae
de
Rafael
habita,
vivendo ahi
modestamente
com a
sua
fa-
milia.
Se
penetrássemos
na
casinhi, talvez
que
lulo
ficasse
averiguado.
Porém,
como conseguil-o ?
Não
podendo
ir
ver o
que
ahi
se
passa,
precisamos
comtudo que o
mysterio
des-
appareça
por uma vez.
IV.
—
Já
decorreram
alguns
mezes, e fes
teja-se
em
casa
de Arthur
o
anniversario
natalício
de
seu
querido
pae.
E
’
o
dia
dos
seus
annos: o
filho
prepa
ra
ao
pae
um
presente magnifico.
Presente
magnifico
!
E’
verdade
que não
o parece
á
pri
meira
vista;
é
uma
simples
carta, que
Ar-
thur
colloca
n’
uma
salva
e manda
por
um
criado
apresentar
ao
auclor
de
seus
dias.
Segue o
criado
que
leva a carta,
mas
não
vae
só,
é
acompanhado
pelo jardineirinho
Rafael.
Mas
estes dois não entram
no
ga
binete
do
doutor.
Ficam
á
porta
como
quem
tem
receio
de
entrar.
Entregou o
criado
a
carta; já
o
sobres-
cripto
está
rasgado,
começou a
leitura,
que
é
agradavel sem duvida;
a
satisfação
e
ale
gria
transluzem
no
semblante
do
pae
de
Arthur.
—
Meu
filho!
exclama;
onde
está Ar-
thur
?
—
Aqui
estou,
meu
pae;
não
despre
zei nem
esqueci
o
seu
conselho;
aqui
es
tá
Rafael,
que
já
sabe
ler
e
escrever,
que
lhe
ensinei
eu.
—
Oh
!
vem,
caro
filho,
vem
a
meus
araços
que
é
onde
tu
deves
receber
o
pré
mio
da
tua
obra,
a
qual
necessita
do
fi
nal
que
tu
não
podes dar-lhe.
Rafael se
guirá
os
estudos na
tua
companhia,
a
lua
carreira
será
também
a
sua
carreira.
Com-
prehendesle
perfeilamente
que
cada
qual
tem
obrigação
de
cumprir
as obras
de
mi
sericórdia
quando
nos
mandam
ensinar
os
ignorantes.
Abendiçoado sejas,
pois que
soubeste
seguir
o seu
preceito.
Depois
de.
ouvirem
estas
palavras,
Ar
thur
e
Rafael
foram
conduzidos
pelo dou
tor
á
presença de
sua
esposa,
a virtuosa
mãe
do
meu
bom
amigo.
Não
posso
bera
descrever
qual
a
alegria
e
quanta
foi
a
satisfação
de
todas
aquellas almas,
que,
tfaquelle
momento,
estavam
unidas
pelo
grande
sentimento
da
caridade.
Aquella
noite,
na
reunião
com
que
se
festejaram
os
annos
do pae
de
Arthur,
um
bonito
relogio
prezo
a unia cadêa
de
ou
ro
lhe
foi
dado de
presente
para
celebrar
a
sua
obra
meritória.
Quando
esta
foi,
antes
do
chá, manifestada aos convidados,
deram
estes
ao
bom
menino,
com
os
pa
rabéns
do
natal
de
seu
pae,
os
louvores,
que
elle
soubera
merecer,
praticando
a
obra
de
misericórdia que
manda
ensinar
os igno
rantes.
Dir-me-heis
talvez, queridos
leitores,
que
não
sabeis
o
que
dizia
a carta
que
o
pae
de
Arthur
recebeu
e
leu.
Ides,
pois,
sabel-o:
era
a
primeira
car
ta
que
Rafael
escrevia;
n
’ella
dizia
este
como
era
que
Arthur
se
linha
encarrega
do
da
sua
inslrucção,
e
como
já
sabia
ler
e
escrever
correctamente.
A
obra do
meu
amigo
deu
optimos
fru-
clos;
Rafael
é
ura
advogado
muito
notá
vel,
e
deve
a
sua
posição
ao ensino de
Arthur
e
á
prolecção
do
pae
d
’este,
que
é
um
medico distinclo,
esperança da
scien
cia,
honra
da
classe
a
que
pertence
e
um
bom
christão,
como
era
seu
pae,
o
res
peitável
doutor
Lopes.
Deus
é
misericordioso
e
liberal
com
aquelles
que
amam
e
cumprem seus
pre
ceitos.
Quem ensina
os
ignorantes
pode
con
tar
como
certas
as
bênçãos
do
céo:
pois
que
o
ensino
é
o
pão
do
espirito.
O
espirito instruído
na
sciencia
da
vir
tude
e
versado
na
prática
d’
esta,
tem
em
si
a
unica
verdadeira
riqueza.
importante,
tanto
por
sua
posição
como
pelas
fortificações que
o
defendem.
Em
caso
de
guerra
com a Rússia e
Allemanha,
póde
a
Inglaterra,
valendo-se
da
posição
da
Heligoland,
bloquear
estrei-
tainente
lodos
os
pontos
do
mar
do
Nor
te, fechar com os
navios
de
guerra
o
El-
ba
e
o
Wester,
e
aniquilar
o
comraercio
-Je
Hamburgo
e
de Brema.
Quegtno
«i<»
Oriente.—
Os
últimos
telegraramas relativos
á
questão
do Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
27—
Correm
boatos assustadores.
Vários
jornaes annunciam que fundearam
em
Corne-d
’
Or, jumo
a
Constantinopla,
3
corvetas
inglezas
e
que
a
Inglaterra
expe
dirá
um
corpo
do exercito na
semana
pró
xima.
Londres
27
—
Os russos
prohibiram
a
exportação
de cereaes
pelo
porte
de
Bour-
gas.
Mallograram-se
as
negociações
para
uma
suspensão
d’
armas
entre
os
turcos
e
os
insurgentes
da
Thessalia.
8.
Pelersburgo
28
—A
mediação
da
Al
lemanha
continua
facilitando
a
troca
das
negociações
entre
os
gabinetes das
potên
cias.
O general TropufI
foi
substituído
nas
funcções
de
prefeito
de
policia.
Constantinopla
28
—Savfet-Pachá
deve
conferenciar hoje
em
S. Slefanio
com
o
gran-duque
Nicolau,
relativamente
á
eva
cuação
de Schumla, Varna e Baloum.
O
gran-duque Nicolau
apresentará
ao
sultão
o
general
Totleben
e
partirá
em
segui
da.
Paris
28
—
Um
telegramma
de
Londres
enviado
ao
«Temps»
pelo
seu
correspon
dente,
diz que
co
r
ria
alli
o
boato
de
que
o
lim
da
viagem
de
Mollke a Copenha-
gen,
é obter
o accordo da
Dinamarca
com
a
Allemanha
e Rússia,
para declarar
o
Báltico mar
fechado.
Vienna
28
—
Diz
um
telegramma
de
Cons
tantinopla
para
a «Nova
Imprensa
Livre»,
que
em
resultado da intervenção
da
Por
ta,
os
russos
consentiriam
retirar
a
An-
drinopta,
e
a
esquadra
ingleza
aos
Darda-
nellos;
porém
esta
noticia
ainda
não
foi
confirmada.
Londres
29
—
Um
despacho
de
S.
Pe-
tersburgo
para
o
«Times»
repete
os
boa
tos
do
que
Bismark
abandonou a
medea-
ção,
pensando
que
é
melhor
traclar
dire-
ctamente
das
negociações
ácerca
dos
pro-
meoores
da
retirada
simultânea
das
for
ças
russas
e
da esquadra
ingleza.
A
Rússia
está
complelamente disposta
a
continuar
as
negociações
directas, dese
jando
sinceramente
a
solução
pacifica, bem
como
está
promplaja
acceitar
qualquer
ac
cordo,
uma
vez
que
lhe
sqam tomados
em
conta
os
sacrifícios
feitos.
O
governo
ita
liano
desmentiu
que
tivesse
convidado
a
Inglaterra
a
formular
o
seu
programma.
Uma
parte
do
exercito
russo
transportou-
se
para
a
Roumania.
Uma
divisão
já
em
barcou
em Poti.
Sublevaram
se em Tha-
ce
25:000
mussulmanos.
Paris
29
—
0
«Daily Telegraph»
publi
cou
uma
noticia
que o
governo
austría
co
linha
definitivamente
decidido
fazer
oc-
cupar
militarmente
a
Bosnia
e
Herzego-
vina.
Esta
noticia
foi desmentida
em Vien
na.
Corre
hoje
o
boato
de
que
se
a
Rús
sia
persistir
na
altitude
o
governo
inglez
tenciona
convocar
em
Londres
a
conferen
cia
da
Europa.
S.
Pelersburgo
29
—
O
príncipe
de
Gor-
tscliakoíf
continua doente do ataque
de
guita
que
o impede
de
trabalhar.
Londres 30
—
Na
inauguração
do
Club
de
Bradford,
Hardy
declarou
que
o
tra-
ciado
de
S. Stefanio
não
contém
nenhum
demento
de
paz
duradoura.
As
medidas
tomadas
pelo gabinete
não
são
propria
mente
bellicosas,
mas
simplesmente
de
pre
caução.
O
governo
está
energicamente
re
solvido
a
defender
os princípios
mantidos
até
hoje.
Dizem
de
S.
Petersburgo
ao
«Times#
Qoe as negociações
não
tiveram progresso
algum
sensível
nas ultimas
21
horas.
Um
despacho
de*Berlim
para
o
«Dai-
■y
Telegraph»
annuncia
que
os
russos con
sentiriam
em
retirar-se
a Andrinopla.
importante.
—
Dizem
do
Paris,
em
25,
que
acaba
de
receber-
L
e
alli
telegrammas
muito
importantes
de
oerlim, manifestando
que
o
imperador Gui
lherme
declarou,
a proposito
das
difBcul-
ades
com
que
se
lucta
para chegar
a
rc
accordo
na
questão
do Oriente,
que
apoiará
a
Rússia
em
lodos
os terrenos.
Ciilivle
<1®
tontlres.
—
\
«Flandre
'berale#
dá os seguintes
esclarecimentos
eall
’arnente á
cidade
de
Lmdres:
a.
superfície
é
de
109
léguas
qua-
j
“ as
inglezas.
Te
n ma s
de
4
milhões
hibitantes.
Loa Ires
passue mais
ca-
tholicos
do
que
Roma,
mais
allemães
do
que
Dresde,
mais
francezes
do
que
Calais,
mais
judeus
do
que
a
Palestina,
mais
ir
landezes
do
que
Dublin,
mais
escossezes
do
que
Edimburgo
e
mais
naturaes
de GaL
les
do
que
Cardifl.
«Todos
os
cinco
minutos
se
nota
um
nascimento,
e todos os
oito
minutos
um
fallecimento.
«Dá
se na população
um
augmento
de
123 pessoas
por
dia».
Publiei&rSeg. —
Temos
recebido
as
seguintes
que
muito agradecemos:
—
As
Obras
de
misericórdia,
ou a
Ca
ridade,
por
L.
P.
Pertence
este formosíssimo volume á
Bibliotheca
das «Leituras
Populares»,
e
é
escripto
peto
snr.
padre Luiz
Pacheco,
redactor
d
’
aquelle
bello
jornal.
E
’ uma
collecção
de
lendas
appropriadas
a
cada
uma
das
obras
de
misericórdia,
das
quaes
rereproduzimos
hoje
uma
em folhetim,
p
ira
que
os
leitores
aquilatem o
merecimen
to
d’
esla
obtinha.
Os
grandes
serviços
que
este
esclare
cido
ecclesiastico
está prestando
á
reli
gião
unica
verdadeira,
serão
condigna
mente
compensados
por
Aquelle
á
cau
sa do
qual
votou
os
seus
alevantados
ta
lentos
e
incançavel
aclividade.
Esta
certeza
dará
ao
snr.
padre
Luiz
Pacheco
ineffaveis
consolações
no
meio
das
agruras
d
’
esta
vida.
—
Leão XIII—Sua
biographia,
retrato
e
brazão,
por
L.
P.
E
’
mais
outro
livrinho
devido
ao mes
mo
distincto escriptor
catholico.
D
’
elle
copiamos
a
seguinte
descripção
do
brazão
de
S.
Santidade
Leão
Xlll:
«O
escudo
do
seu
brazão
de familia é
atravessado
verticalmente
por
um
choupo
quasi
em
toda
a
altura do
escudo,
e
horisonlalmente
por
uma facha
de
prata,
algum
tanto
acima
do
tronco,
para
indi
car
que
o
povo,
de
que
é
emblema
esta
arvore,
necessita
ser
sustido
pelos
laços
da
religião
e
das
leis.
Em
baixo
tem
duas
flores
de
liz,
uma a cada
lado
do
tronco.
O
que
porém
se
faz
mais
notável é
vêr-se
quasi ao nivel
do
cimo
do
chou
po,
á
esquerda do
leitor
(este
artigo
é pre
cedido
da
estampa
do
brazão]
um
cometa
em
ceo azul,
irradiando
para
o
angulo for
mado
entre
a
extremidade
da
facha
e
a
orla
do
escudo.
A
mesma
prophecia
de
S.
Malachias,
que
predisse
que
Pio
IX seria
cruz
da
cruz
—crux
de
ciuce—
,
porque
lhe
foi
cruz bem
pezada
a
casa
de
Saboia,
cujo
brazão é
uma
cruz,
lambem
predisse
que
o
seu
successor
seria
luz
no
ceo
—
lumen
in
coe-
lo—
,
cujo
verificação começa
a
vèr-se
no
brazão
mobliarchico
da
casa
do
conde
de
Pecci.
O
cometa
é
a
luz
da
fé
alumian
do
os
pows
do
alio
do
ceo, e
as ílôres
de
liz
são
emblema
das
leis,
reinan
do
sobre
a
terra.
O
mais,
o
tempo
se
encarregará
de
o
demonstrar
a
quem
viver.»
O
retraio
em
miniatura
que
acompa
nha
este
livrinho
é bellissimo.
—
A
Aucloridade
e
a
Liberdade
—
por
Mgr.
Landriot,
arcebispo
de
Reims—
Tra-
ducção
de
M.
de
C.
Acaba
de sair dos
prelos
da
typogra-
phia
d
’
este
jornal
o
precioso
volume,
cujo
titulo damos aqui.
Para
avaliar-se
esta
obra
transcreve
mos os
seguintes
períodos
da
apreciação
de
Mr.
J.
Chantrel,
publicada
nos
«An-
nales
Catholiques»,
e
a
qual
serve
de
pre
facio á
edição:
«Não
é
intento
nosso realçar
aqui
a
eloquência
de
Mgr.
Landriot,
mas
apenas
notar,
a
proposito
d
’
esles
discursos
so
bre
a
Aucloridade
e
a
Liberdade,
a
mara
vilhosa
facilidade
com
que o
illustre
ar
cebispo,
versado
no
estudo da
Escriplu-
ra
e
dos Santos
Padres,
desentranha
ca-
bedaes
de
erudição
nas
mais opportunas
e
frisantes
citações
da
antiguidade
profa
na
e
da
litteratura
contemporânea
Quasi
até
se
lhe
podia
fazer
uma exprobração,
perguntando-lhe
se
não
teria
faltado
á
cir-
cumspecção
devida
ao
púlpito
christão;
mas,
para
logo,
se desvanece
esta
primeira
im
pressão,
vendo
com
que
felicidade
o
elo
quente
prelado
soube
subordinar
aos
en
sinamentos divinos
a
razão humana,
e
arrastar,
para
assim
dizer,
os
indifferenles
e
até
os
inimigos,
apoz o
carro
triumphal
da
verdade
clíristã.
A
estes discursos accrescenlou
ainda
Mgr.
Landriot,
em
fórma
de
appetidice,
algumas paginas,
que
podem
esclarecer
duvidas
e
levar
muita
luz
aos
espíritos
de
boa
fé.»
A
traducção
é
fidelíssima,
elegante
e
vernacula.
Bom
serviço
prestaram
traductor
e
edi
tor
emprehenden
lo
a
publicação
d'este
bom
livro.
—O
Emigrado—Paginas
dos
vinte
an-
nos,
por
M.
Avidio Leite.
Recebemos
um
exemplar
d’um volume
assim
intitulado,
impresso
no
Rio
de
Ja
neiro.
E
’
um
conto
escripto
com
lodos
os
senões
de
quem
começa,
apenas
aju
dado
pela
boa-vontade,
nem
sempre
bem
dirigida.
Se o aoctor
quizesse
do
outro
hemis-
pherio
ouvir
um
humilde
conselho, dir-
Ihe-iainos;
Estude
mais,
e escreva
me
nos.
—
Jornal
das Damas
—
Proprietário
e
editor
—Joaquim
José Bordalo.
Publicou-se
o n.° 136
d’
esta
interes
sante
revista
de
modas,
unica
no
genero
que
existe
em
Portugal, contendo
a
des
cripção
das
mais
elegantes
toilelles
para
passeio,
visita, baile, theatro, noiva;
para
meninas
etc.,
etc., com
o
detalhe
dos
mais modernos
chapéus, paletols,
túnicas,
flchus,
e
todas
as
indicações
tendentes
a
modas;
artigos
de
litteratura,
poesias,
etc.
Acompanham
cada
numero d
’este jor
nal
dois
bellos
figurinos
gravados
e
illu-
minados
em
Paris,
e alternadamente
uma
folha
de
debuxos
e
moldes para cortar
fato
de senhora.
—
A
Formosa
Lusitauia
por
Calharina
Carlota
Lady
Jackson
—
Versão
de Camillo
Castello
Branco.
Está
em
distribuição
a
caderneta
n.°
7
d
’
este
magnifico
livro,
editado
pela
Li
vraria
Portuense
do
snr.
Manoel
Malheiro,
do Porto.
A
obra
completa
será
adornada
com
20 bellas
gravuras
representando
vistas
e
monumentos
de Portugal.
A
sua
publicação
tem
sido
o
mais regular
possível.
A
ponte sobre
o Iiima.
—
A
ponte
de
ferro
sobre
o
Lima,
em
frente
de Vian-
na
do
Castello,
mede
de
comprimento
562
melros;
assenta
sobre
9
pilares
e
2
en
contros ou
estribos
de
cantaria.
Tem
cada pilar
de altura,
acima
da
vasante da
maré,
6m
,50.
A distancia,
ou
vão,
entre
cada
um
dos
pilares
é
de
58™,4;
do
primeiro
e ultimo
para
os
en
contros
é
de
47
m
,74.
Tem
dois
tabuleiros,
ou
passagens,
formados
de
duas
grades
de
ferro
de
7m,50
de
altura.
A
passagem
inferior
é
para
o
caminho
de ferro,
e
a
superior
para
a
viação
ge
ral,
que lerá o
centro
macadamisado,
e
aos
lados
passeios
para a
gente
a
pé.'
A altura
do
laboleiro
superior
acima
da
baixamar
é
de
lo
m
,50
O
tabuleiro
que
dá
passagem
ao
com-
boyo
é
soalhado
de
grossos
pranchões de
carvalho.
Na
margem
direita
do
rio
ha
dois via-
ductos:
um
dá
passagem
ao
caminho
de
ferro
e
outro
á
estrada
geral,
mas
de
fór
ma
que
fica
livre
o
caes
á
circulação;
cada
um mede
de comprimento
8O'n
,
e
são
sustentados
por
fortes
columnas
de
ferro fundido.
O
viaducto
da
passagem
superior
é em
rampa.
Na
margem
esquerda
ha
um
só,
tam
bém
em
rampa,
visto
o
caminho
de
fer
ro
ligar
do
aterro
logo
para
o
interior
da
ponte;
tem
de
comprimento
90
m
,
é
igual-
te
formado
por
columnas
de
ferro,
que
conservam
de
distancia
umas
ás
outras
10
metros.
lonveMÒM.—
Escrevem
de
Londres
ao
«Univers»:
Acabam
de
se
converter
á
Egreja
Ca-
tholica
uma boa
parte
dos
parochianos
protestantes
de
S.
Bartholomeu,
em
Brig-
hton.
Mais:
—
Sele
estudantes
da
universidade
de
Oxford.
Mais:
—
Lord Jorge
Gordon
Lennox,
ir
mão do
duque
de Richemond.»
Bem
se
vê
que
está
moribundo
o
Ca-
tholicísmo,
como
dizem os
commercieiros,
os
macaqueiros e
os
positiveiros!
...
O que
dirão
eiles ás
noticias
que
ha
vemos
publicado
sobre
as
escolas
catho
licas
de
Hong
kong
(colonia
dominada
por
um
governo
protestante),
com centenares
de
alumnos
portuguezes,
muitos d
’
elles
idos
de Macau;
ás
da índia
ingleza,
da Aus
trália,
dos
Eslados-Unidos, etc.,—
tolas
el-
las
florescentes
mais
que
nenhumas
ou
tras,
dirigidas
por
membros
de
Ordens
religiosas,
protegidas
por
governos
protes
tantes
e
até
por
..
pagãos!?
Haverá
nada
mais
estúpido
que
o
li
beralismo d
’esta
Occidental
praia
lusitana?
Respondam
pelo
menos,
os
nossos
ca-
tholicos-liberaes.
F.atatiMtica «la
navegaçfto de to
do
o
mundo.
—
O
«Bureau Veritas»
pu
blicou uma
curiosissima
estatística
da na
vegação
de todo o
mundo.
Segundo
elle
37:282
quilhas
sulcam
os
mares,
que circundam
o
globo,
sendo
32:809
pertencentes
a navios
de
vela
e
as
5:471
restantes
a
vapores
de
differentes
tamanhos.
Imagine-se
que a
sua
capacidade é
avaliada
em
20.306:829
toneladas,
e
cal-
cule-se.
se
é
possível,
o
valor
das
rique
zas,
que
estas
embarcações
transportam
em
suas
multiplicadas
viagens
á
roda
do
mundo.
A
Inglaterra
figura com
20:898
navios,
ou
sejam
8.810:810
toneladas
de
capaci
dade,
divididas
por
17:765
embarcações
de
vela
e
3:133
a
vapor.
Portugal
occupa
o
decimo
quinto
lo-
gar
na escalla
dos
navios
de
vella
e é
a
penúltima
na
dos
vapores.
Para
bem
cresce,
diz
o
proloquio.
Serões
Ronimntieos. —
Esta Empre-
za editora
vae
emprehender
a
publicação
do
romance
de
George
Sand
intitulado
O
/tomem
de
gêlo—versão
de Julio
de
Ma
galhães,
adornado
d
’
estampas
desenhadas
por
Columbano
Bordallo
Pinheiro
e grava
das
por
Coelho.
A
Empreza
offerece
aos
snrs.
assignan-
tes
sem
excepção,
como
brinde
no
fim
de cada
dois
volumes,
um
lindíssimo
album
portátil
com
seis
photographias
dos
prin-
cipaes
monumentos
de
todos
os
paizes,
formando
assim
uma
collecção
de
vistas
da
Allemanha,
Brazil,
França, Hespanha,
Italia,
Portugal,
Suissa.
etc.
A
quem
prescindir
da
commissão—
Uma
excellente
estampa
colorida,
própria
para
quadro
de
sala,
representando
uma
bonita
paizagem
em
superior cartão
bristo). me
dindo
72
por
54
centímetros,
a
todas
as
pessoas que
angariarem
dez
assignaturas
realisaveis
no
fim
dos
primeiros
dois
vo
lumes,
além
de
um
album
e
um exemplar
da
obra.
Por
cada
bito
assignaturas
a
mais
a
Empreza
oíTerece
uma
estampa
diversa
de
igual
qualidade
e
formato.
Recebem-se
assignaturas
na
Casa
Ha-
vaneza,
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
e
na
typographia d
’
este
jornal.
Sermão.
—
O
prégado
nas
exequias
de
Pio
IX,
no
dia
23
de
março,
na
egreja
parochial
de
S
Julião de
Lisboa
pelo
eminente orador
catholico
padre
Sea-
bra,
vende-se
no
escriptorio
da
adminis
tração
d
’
esle
jornal
pelo
preço
de
100
reis.
•j
BSjnsagxx.xeiKaww i n
ftii
i
XM
—
mb
—
SECÇÃO
Dâ
COWUlfICÀDOS
AG 84
Ao
distincto
e
illustrado
facultativo
d
’
esta
cidade,
o
exc.nw
snr.
João
Baptis-
ta
da
Silva
Ramos,
venho
agradecer,
do
íntimo
d
’
alma,
o
inestimável
carinho,
sol-
licitude
e
desinteresse
com
que
me
tra
tou
na
grave enfermidade,
de que feliz
mente
vou
convalescendo.
Em
que peze
á
modéstia
de
s.
exc.
a
,
apraz-me
con
fessar
bem alto
que
o
snr.
dr.
Ramos
é
o
typo
do
verdadeiro
medico;
e
n
’
esta
affirmativa
me
acompanha
toda
a
cidade,
onde
aquelle
prestantíssimo
cavalheiro
go
za dos
mais
alevantados
e
justos
crédi
tos
Cumprindo
este
gratíssimo
dever,
aper
to
affecluosamente
a
mão
do
snr.
dr.
Ra
mos,
com
cuja
amisade
muito
me
honro
e
desvanesço,
e
a
quem sempre
votarei
reconhecimento
o
tnais
profundo.
Braga, 26
d
’
abril.
Dias
Freitas.
Snr.
redactor.
Apesar das
minhas
aflirmativas
parti
culares,
em
conlratio,
vejo
medrar,
e
ro
bustecer-se
o
boato infundado de
que
eu
tenciono
propor-me
candidato
ao
futuro
despacho
para
parocho
da
freguezia
de
S.
Viclor
d
’
essa
cidade,
ora
orfã
de
pastor.
E,
porque
me
não
convenha
o
rnedrameo-
lo
e
progressivo
augmento
de
tão fa'so
boato,
que,
em
tempo,
póde redondar
em
menoscabo
meu;
ouso
rogar
a
v.
me con-
sinta,
que
pelo seu
muito
lido
jornal,
dê
(
o
mais
formal
e
publico
desmentido
á
men
tirosa
asserção,
que anda, mercê
de
no-
^elleiro,
correndo
mundo.
Considerado
e
respeitado
pelos
meus
parochianos,
nenhum
motivo
me
impelle
a
requerer
transferen
cia
de
beneficio; e,
usando
da
franqueza,
que
me
é própria,
não
duvido
declarar,
que,
permittindo
Deus,
que
eu falleça
parocho,
por
sem
duvida
o
serei
dos
meus
actuaes parochianos.
Sirva
esta
minha
de
claração
para
socego
de muitos,
e
desvane
cimento
de
poucos.
Adaufe
—
1-5-78.
O
abbade
Antonio
J.
Ribeiro
da
Cunha Me
nezes.
ACUDECIMEBTOS
Os
devotos
promotores
da
festividade
que
em
honra
de S. Theotonio
fizeram
ce
lebrar
no
dia
22
de
abril
no
templo
dos
Congregados,
agradecem
de
novamente
por
esta
fórma,
ao exm.° juiz
e
mais
mezarios
da
Irmandade
de
N.
Senhora
das
Dòres,
que se
dignaram
conceder-lhe
licença
e
prestar-lhe
todas
as
alfaias
para
a dita
fes
tividade;
a
lodos
protestam
sua
reconhecida
gratidão.
H
íds
.H
&&
àâ
U
H
âà
H
-Ut
W
Os
abaixo
assignados,
prolundamenle
penhorados
com
os
illrn.0”
e
exra.
os
snrs.
que se
associaram
ã
sua
dôr
e
se
digna
ram acompanhar
ao
cemilerio,
na occasião
da
morte
de seu
muito
presadissimo
fihli-
nho,
sobrinho
e neto,
José
Maria
de
Faria
Guimarães,
de
edade
de
4
annos
e
meio,
que teve
logar
no
dia
29 d
’
abril;
a
todos
protestam o seu
reconhecimento
e
grati
dão.
to
da
Cunha
morador
no
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho.
As propostas
devem
ser
assignadas
e
entregues
até
á
uma
hora
da
tarde
do
dia
23 do
proximo
mez
de
maio,
ao
signa
tário
d
’
este
annnncio,
devendo
trazer
na
parle
exterior
a
seguinte
declaração:=»Pro-
posta
para
o
arrendamento
do Hotel
dos
Arcos™.
No referido
dia
e
hora
serão
as
mes
mas propostas
abertas
em
sessão publica
da
Commissão
Administrativa,
que
se
reú
ne
em
uma
sala do
segundo
andar
do
Tribunal
Judicial,
sito
no
largo
de
San
to
Agostinho.
Braga
29
de
abril
de
1878.
•
O presidente
(868)
José
Maria
Rodrigues de
Carvalho.
,
Vendem-se
tres
moradas
de
ca-
-'il®.
sas
'
conl
'guas umas
ás
outras,
na
'--
se
A
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra.com
os
n.
os
22,
23
e 23
A., tendo
um
bom
e
grande
quintal,
poço
e
outras
casas
no
fundo
do
referido
quintal
com
frentes
pa
ra
o
Beco.
Quem
pertender
dirija
se
ao
vendedor,
nas
casas
n.°
23 A. (867)
Vende-se
uma
morada
de
casas
•
'•■â
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
(j
a
6
a
,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador
na mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contigua
áquella.
(862)
A PEREGRINAÇÃO
P0R1TGLEZA
A ROMA
liupreasõe» de
viagem
POR
MANOEL
MARINHO
OFFERECIDO
E
DEDICADO PELO
AUCTOR
A
S.
Exe.‘
Revm.a
0
Snr.
Arcebispo
Primaz.
Vende-se em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
4
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
Preço.....................
100
rs.
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de Souza
5
—
Braga
2
de
maio
de
1878.
Francisco
José
de
Faria
Guimarães
Maria
de
Jesus
Natividade
Guimarães
Margarida
Francisca
Custodia
Maria
de
Faria
Guimarães.
(870)
Rosa
de
Lima
do
Sacramento
Esmeriz,
e
João
Maria
Araújo
Esmeriz,
agradecem
em
extremo
a
todas as
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
falleci
mento
de
seu
presado
irmão
e
cunhado
Antonio
Pereira
Cardoso Portugal,
e
as
sistiram
aos
oílicios
fúnebres
que
tiveram
logar
no
dia
23
na
capella
de
S. Miguel-o-
Anjo,
e acompanharam
o
seu
cadaver
ao
cemilerio,
bem
como
aos
amigos
e
colle-
gas
do
finado,
que
da cidade
do
Porto
vieram
expressamente assistir
ao
enterro,
e
á
Real Associação
Humanitaria
Bombei
ros
Voluntários
da
mesma
cidade
do Por
to,
protestando
a
todos
indelevel
gratidão.
Aproveitam
também
esta
occasião
pa
ra
agradecerem
a
todas
as
pessoas
que
assistiram ás
duas
missas
de
requiem
que
se
celebraram
na
Sé
Primacial de
Bra
ga
no
dia
30
d
’abril
pelo
eterno
descan-
ço
do
mesmo
finado.
(869)
Maria
das
Maravilhas
Maia,
Francisco
José
Maia
e
Thereza
Maria Dias,
agrade
cem
a
todas
as
pessoas
tanto
ecclesiasli-
cas
como
seculares
que
lhes
prestaram
ser
viços
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
chorado
esposo
e
genro,
José
Francisco
da
Costa
Oliveira.
A todos
protestam
sua
gratidão
indelevel.
—
Braga
27
—
4
—78
(863)
A
AUTORIDADE
E
A LIBERDADE
POR
Mgr.
Landriot
Traducção
de
M.
de
C.
Acha-se
á
venda
este
livro
no escri
ptorio d’
este
jornal
e
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
6.
Preço......................
300
rs.
o
o
•vM
>
Real
Sanctuario do
Bom Jesus
do
Monte
A
Commissão
Administrativa
faz
publi
co que
acceila
propostas
em
carta
fecha
da
para
o
arrendamen'0 do
Hotel
dos
Arcos,
com
seu
terreiro
do
lado
do nas
cente,
sito
no
local
do
mesmo
Sanctua-
rio,
por tempo
de
um
anno,
que
ha
de
começar
no
dia
29
de
setembro
do
cor
rente
anno, e terminar
em
igual
dia e
mez
do
anno
de
1879.
As condições
do
arrendamento
estão
patentes
a
quem
as
quizer
vêr,
ou d’
el-
las
tirar
copia
todos
os
dias
não
santifi
cados
em
casando illm.0
snr.
João Augus
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes. Vende-se
em
Braga,
na pharraacia
Alvim,
á Porta
Nova.
Etn
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua de
S.
Barthdomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de Christal.
Preço
de
cada frasco
—
400
rs.
(861)
MOBÍLIA
ANTIGA
Vende-se, na
rua
do
Souto
n.°
39,
duas
mezas
de
jogo, de pau
preto
com
embu
tidos,
um
sofá
e oito
cadeiras
com
braços
e assento
de
estofo,
e
onze cadeiras de
páu
prelo
com
assento
de
palhinha.
(866)
TE»
I
o
I3RA.CLA
f
RUA
DE S.
MARCOS,
N.°
5.f
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sailas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
^3
s
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
■&
S
Com estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores e
de
es
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(813)
Vende
cimento roma
no
para vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira qua
lidade.
5
Cí SSl Btl-IÃW OEBiTISTA
DA
Escola Americana
Consultono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco) n.°
22.
(845)
Os
RrbuçadoH
mytilicos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA DOS
0R-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(814)
CURSO
PRATICO E GRAMATICAL
Sryundo
o plano <lo profesnor Alin
POR
ALBINO
A. COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
d
’
este
jornal,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
Preço
......................
500
rs.
Fabrica
a
vapor de
(and'ção de
ferro
e
metaes
Travessa
de
S. Joâo—IJrnga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma não se tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria á altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e outras
loca
lidades,
e
em parle
o
tem
conseguido,
pois
que no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para me
zas
de
mármore
ou de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapeies
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas as
grossuras.
Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do
Porto.
Braga, Fundição
do
Minho.
O
Proprietário—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
AiSWClôa
Kua
dos CapellÍHÍRM, 8 3
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
finas
em
côr,
e bom panno,
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e selim, tanto
para
senho
ra,
como outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda, para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana; agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crus; lenços
de
cambraeta
de
linho
para bolso;
jarras
pra
teadas,
em
differentes
tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão,
largas,
para
homem, modernas;
lençaria
de
côres
em algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
berlanha de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós d’
arroz
em
caixinhas de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um sortido
completo de
tudo
e
barato.
(606)
DINHEIRO A JURO.
A Iimandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para
dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
*
(706)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes Alves,
na
ma
do Cam
po, d’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
RETRxVTOS DE PIO IX.
Na
administração d’este
jornal
ven
dem-se
bellos
retratos oleograficos,
ent
ponto
grande,
do fallecido Pontífice
Pio
IX.
Com caixilho
em
preto
com
friso
doi
rado
—
700
reis.
Só
o
retrato—
200
reis.
LÍNGUA FRANCEZA.
Ensina-se
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
L
em
Braga.
(828)
Parte de Comércio do Minho (O)
