comerciominho_01081878_818.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes..................
l§600
»
6
......
.
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.........
20
Repetição........................
10
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS,
QtJINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
..........................
2$000
»
6
»
..........................
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$6ô®
Folha avulso
................................
10
N.° 818
BRIGA-yi
lXT.l-FEIR < * DE
AGOSTO DE 1893
Não
se
matem:
perdem
o
tempo.
Não
está
nas
eleições o remedio
para os
ma
les
públicos,
nem
no
governo
do
rei
constitucional,
nem
nas
camaras
alta,
e
baixa.
O
tempo
é
de
castigo,
e
de
ca
pliveiro,
e
a
justiça
divina
ainda
não
está
satisfeita.
O
reinado
de
Napoleão
Bonaparte
foi
de
castigo:
o de
Luiz
Fiiippe
foi
de
casti
go:
o de Napoleão
111
foi
de
castigo:
o
da
republica
franceza
é
de
castigo:
o
de
Hespanha,
e
Portugal
é
de
castigo.
Bonaparte
morreu
no
desterro:
Luiz
Fiiippe
morreu
no
desterro: Napoleão
111
morreu
no desterro:
o
que
succederá
«os
reis
de
Hespanha, e
de
Portugal
só
Deus
o
sabe
!
A
sciencia
tem-se
espalhado
neste
sé
culo,
e enfraquecido
á medida
que
anda
dividida. E
’
esta
uma
das
causas,
e
a
mais
poderosa,
das
successivas
revoluções
políticas
dos
nossos
dias.
O
Ente
Supremo
é
desconhecido,
excluído
no
governo
dos
povos, e
sub
stituído pelas
leis
da
natureza,
pelo
acaso
e
pela
razão
humana
!
Estes
agentes,
sem
poder,
sem
causa,
e
sem
providencia,
andam
em
combate continuo;
e
trazem
o
inundo
moral
e
íisico
em
agitação
per
manente;
e
sem
apoio
de
segurança
e
de
estabilidade
!
A
fé
religiosa
evapora-se;
e o
logar
que occupava
enche-se
do
fumo da
descren
ça,
da
vaidade,
e
dos
vicios!
O
homem
não
confia
em
Deus!
con
fia
em
si! E
o
culto, que
lhe
prestava,
presta-o
agora
ao
dinheiro, ás
honrarias,
e
aos
prazeres,
e
commodos
da
vida,
que
são
o
Numeu
dos
seus
cuidados,
e
adorações !
E’
a
idolatria
do
filosoíismo;
a peior
das
idolatrias,
que
Deus
nunca
deixou
de
castigar
quando
ella
chega
ao
cimo da
pirâmide.
Entre
nós
ainda
tem
muito
que
subir,
e
portanto
o
castigo
muito
que
durar.
Quanto
mais
descer
a
|fé
religiosa,
mais
subirá a
immoralidade,
e
a
corrupção
publica;
e
a
corrupção
e
a
immoralidade
são
o alimento dos
governos electivos.
Em França
o
plebiscito,
que
levou
Luiz
Napoleão
ao
throno,
foi o
que
pre
parou
a
sua
ruina,
que
alargou,
e
está
alargando
cada
vez
mais
o
campo á
cor
rupção
das consciências
e
dos
costumes;
e
que
a
tem
abatido
perante
o
mundo,
em
que
outfora
preponderou
!
Em
Portugal
o
desprezo
para
com
o
clero,
o
odio
para
com
as
ordens
reli
giosas,
e
as
eleições
formam
o
cancro
que
tem
estendido
as
raizes
a todo o
corpo
social,
e
que
lhe
vae
apodrecendo
e
consummindo
as
carnes !
Já
não
ba
interesses
moraes
que
eno
breçam
o
homem
tornando-o
verdadei-
ramente
patriota, e
superior
ás
misérias
humanas:
o
afan,
e
o
empenho
geral
é
°ccumular
riquezas
materiaes,
adquirir
Postos,
e
empregos,
e
titulos
d
’aristocra-
cia!
As
eleições servem para
isto
tudo!
^ào o
pomo
com
que o diabo
enganou
os
nossos
primeiros
paes!
O
effeito
dos
uois
enganos
é
o
mesmo:
Adão
acreditou
^e
ficaria
similhante
a
Deus,
e
perdeu
0
paraizo
e
a
immortalidade!
O
povo
vota
Çom
os
olhos
fechados
confiando
nas
pa-
la
'ras
e
nas
promessas
dos
astutos,
e
de
cada
vez
se
acha
mais
algemado
de
tri
plos,
e
sugeito
a
maior
numero
de
se-
chores, e
cercado
de
mais
algozes!
Lodos
se
queixam,
mas
deixam-se en
fiar
do cântico
das
sereias
!
Sôa-lhes
a
palavra
liberdade,
e
ninguém co-
hece
que
a
causa
de todos
os
males,
que
vêem,
e
que
soffrem,
provém da
má
escolha
que
fazem
para
procuradores
da
causa
commum
!
Que
cegueira
!
Que fa
natismo
!
Que
idolatria
!
Nem
a
experiencia
de
quarenta
annos
de
ruinas
sempre crescentes;
nem o
in-
stincto
da
própria
conservação,
nem
a
analise,
e confrontação
das
épocas
lhe
tem
feito
ver
a
mentira
do
progresso, a
mentira
da
liberdade,
a
mentira
da
igual
dade,
e
a mentira
do
principio
da
men
tirosa
soberania
do
povo,
e
da
falsidade
do
suffragio
!!
Vêem
homens,
que
nasceram
ao
rez
do
chão,
e
que
habitam
palacios,
e
ficam
a
olhar
para
elles!!
Vêem
homens,
que
mendigavam
hon-
tem,
e
que são
hoje
uns
Cresos.
e
ficam
a
olhar para
elles
!
Vêem
homens,
hontem
plebeus,
e
hoje
duques,
marquezes,
condes, viscondes,
ba
rões,
conselheiros,
commendadores, e
tal,
e
ficam a
olhar
para elles!
E
d
’
onde
sairam
estes
todos,
e
todos
estes
?
Das
eleições,
que
são
o
esterco
que
aduba
o
terreno
productor d
’
esta
especie
de
fructos.
E
que fizeram
elles
em
favor
da
causa
publica?
Quaes
foram
os seus
feitos
nas armas
e
nas
leiras?
O que ahi
está,
e o
que
ahi
se
vê!
Uma
coisa,
que
em
política
não
tem
classificação
!
Que em
sciencia
governa
mental,
não
tem
nome
!
E
que
na
vida
dos povos
é um
elemento
de
lethargia,
e
entorpecimento
geral!
E lodos
tem
olhos,
e
não
vêem
!
!
E
todos
tem
ouvidos,
e
não
ouvem!
Todos
tem
bocca
para praguejar,
mas
ninguém
lem
mãos
para
obrar, nem
pés
para
ca
minhar
!
O
peccado
cega-os,
ensurdece-os,
e
aguilhoua-os
!
Eis
ahi
o castigo;
castigo
que
não
cessará
emquanto
não
forem quebrados
os
idolos
d’
esta
Samaria gentílica,
e
per
vertida;
emquanto
não forem
banidos
estes
sacerdotes
da
gentilidade;
emquanto
não
fôr purificada
a
consciência
publica;
e
emquanto a
camisa
de
Nesso, em
que
toda esta
geração
anda envolvida,
não
fôr
reduzida
a
cinzas,
e
as cinzas
lançadas
na
profundeza
dos
profundos
mares.
O
remedio
está
na mão
do
povo;
saiba
elle
escolher
os
seus
procuradores;
não
cure
por
informações
dos
assistentes
inscios
da
enfermidade
que
não
sentem,
nem
conhecem:
desprese
as
promessas
e
as
ameaças;
imponha
condições
aos
seus
mandalarios;
faça
comícios
auctorisados
a
vigiar
a
conducta dos
seus
representantes:
tenha
dó
de
si,
e
tenha
juizo,
que
já
é
tempo;
sustente
a
sua independência
pe
rante
a
urna,
que
ninguém
lh’a
destruirá:
escolha
deputados
para
a
nação,
e
não
lhe
importe
com
o rei,
nem
com
os
mi
nistros,
porque
os
logares
dos
que
mor
rem
são
logo
preenchidos
pelos
que
nascem.
Entrando
neste
caminho,
e preseve-
rando
nelle
ressurgirá
um
Mardoques,
que
livre
o
povo
judaico
do
captiveiro
dos
Assueros.
Lcgile, et inlelligile.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
lORRISfOVDEVCIA
Eisboa
85
de
julho de
1898
Em
1828,
o
partido
da
rainha
D.
Carlola, que
era
exaltado
e
intransigente,
tinha-se apossado
do
poder
por
tal
fórma,
que
mesmo
depois
da
morte
d’
esta
rainha,
o
partido
moderado
não
tinha
podido
es
calar
o
poder,
por
que
o
Snr.
D.
Miguel
era um
joven
inexperiente,
que
dava pou
co
peso
ás
cousas
do
governo,
e deixa
va que se
praticasse
tanto
absurdo,
com
que
ainda
hoje
fazem
peso
os
contrários
para
tornar
odioso
o
seu
nome.
Nunca
quizeram
deixar aproximar
do
Snr.
D.
Miguel
os
homens sérios
e
mo
derados,
o
proprio
dr.
Ribeiro
Saraiva,
que
em
1829
veio
de
Londres
a
Lisboa.
n
’
uma
missão
importante,
nada menos
que
a
proposta
do
reconhecimento
e
auxilio
dlnglaterra
com a condição
da
amnistia
immediata,
e
porisso
não
foi
admiltido,
e
voltou
a
Londres
desgostoso
immensa-
mente.
Em
1830
as
circumslancias
pareciam
querer
melhorar
em
aclos
de
moderação,
e
iraelava-se
de
resolver
a
questão
por-
lugueza
por
inlerferencia
dos
governos
inglez
e
francez,
arredando
um
pouco
a
influencia
do
governo
de
Madrid,
que
pre
dominava
desde
1828,
e
D.
Pedro
man
dava á
Europa
um
diplomata,
seu
confi
dente,
que
o
representasse,
e
deveria
em
seu
nome
reconhecer
a
decisão dos
dois
governos,
que
era
nada
menos
que o reco
nhecimento
do
Snr.
D.
Miguel,
e
passa
va-se isto,
quando
rebentou
a
revolução
de
1830
em
França.
Luiz
Fiiippe
collocado
no
throno
pela
traição,
e
infamia
queria
governar
á sua
imagem
e similhança.
O
governo
inglez
cahiu
para
dar
logar
a
outro
que
apoias
se
os
factos
consumados,
e as revoluções
começaram
a
apparecer
na
Bélgica,
na
Italia,
na
Poloma,
e
a
própria
Allema-
nha
se
viu
ameaçada. A
necessidade
obri
gava
pois
as
tres
potências
do
norte
a
colligarem-se
contra
a
ordem
de
cousas
em
Fraça,
e
o
usurpador
da
corôa
de
Henrique
V
teve
medo, recuou,
e
traclou
de
conservar-se,
illudindo, e
as
nações
ameaçadas
deixaram-se
enganar.
Era-lhe
porém
preciso destruir
o que
estava
na
sua
reclaguarda;
a
Península
foi
logo
o
alvo de
suas
intrigas,
e
as
tenta
tivas
de
Mino
e
de
outros
pela
fronteira
franceza,
e
a
de Torrijos
pela
Andaluzia
foram
infructiferas.
Era
preciso
fazer
al
guma
cousa
em
Portugal,
e
protestos
mais
do
que
miseráveis
deram
occasião
a
re
clamações
e
aggressões
contra
o governo
portuguez.
Uma
esquadra
franceza
come
çou
por
fazer
demonstrações
nos
Açores,
e
os
navios portuguezes
do
bloqueio
que
não
foram
capturados
recolheram
ao
Tejo:
por
ultimo este
foi
forçado
pela
esqua
dra
aggressora,
e
sem
que houvesse guer
ra nem
batalha tomaram
dez
navios
de
guerra,
que
levaram
para
França
com
mais
800
contos
de
contribuição
de
guerra.
Faltava
ainda
a
celebre
revolta
do
re
gimento
d
’
infanteria
n.°
4,
que, apesar
de
estar
nas aguas
do
Tejo
a
esquadra fran
ceza,
que
apoiava
esta
revolução
foi
de
belada
em
duas
horas,
não
sem
um
gran
de
numero de
victimas
mortas
no confli-
cto,
e
depois
nas
execuções
militares
que
as leis
da
ordenança
e
disciplina
impunham
aos
revoltosos
apanhados
com
as
armas
a
combater
contra o
goveruo,
não
n’
uma
campanha
leal
e
regular,
mas
sim
n’
uma
emboscada
e
empreza que
começou
pelo
assassinato
de
seus
chefes
e
outros
indi
víduos.
As
ilhas
dos
Açores abandonadas
da
protecção
da
esquadra
portugueza
do
blo
queio
foram
em seguida
tomadas por
suc
cessivas expedições
da
ilha
Terceira,
e
to
das sabiam
que
a
traição
foi
empregada
para
estas
emprezas.
As
ilhas
dos
Açores
não
tinham
um
governador
da
tempera
de
D.
Álvaro
da
Costa,
que governava
a
Ma
deira,
e
que
era
homem
de
honra
e
va
lentia.
Preparava-se
a
expedição nos
Açores
e
a
defesa
em
Portugal.
Aqui o
governo
ém
conselho
de
generaes
despresou
o
pla
no
de
Povoas
e outros
que
queriam
que
se
fortificasse
Lisboa
e
Porto,
e
que
se
levantasse
um
campo
fortificado
em
Coim
bra,
e
reconcenlrando
assim
as
grandes
massas
do
exercito,
se
esperasse
a agres
são.
Prevaleceu
o
escalonamento do exer
cito
pela costa,
e
que se
abandonasse
o
Porto
até
que
as forças
podessem
reunir
e
cair-lhe
em
cima.
O
que
se
passou
depois,
todos
o
sa
bem.
As
traições ganharam
o
que
não se
podia
obter
pela
força
e
pela
honra;
se
o
Porto
foi
assim
entregue
com
lodos
os
seus
recursos, se
a
esquadra
o
foi
igual
mente,
a
entrega
da
capital
é
de
to
das
a
mais
infame
e vergonhosa.
Aproveitar
e
calar
seria
o
mais
pru
dente, se
houvesse
juiso,
mas
isto
é
influenciado
por
uns
dementes,
velhos,
estúpidos,
e
carunchosos,
que
comem
bem,
bebem
melhor,
e
choram
porque
a
cova
os
espera
breve,
e
lá
vão
fazer
companhia
a
outros
que
taes,
que
foram
ha
pouco,
e
assim
lá
se
vão
as
delicias
da
liberdade.
Os
barbaros
hespanhoes
só festejam
o
seu
2 de
maio,
dia de
gloria
nacional,
como
foi
para
nós
o
1
de
dezembro,
mas
aqui
não
se
pensa
assim.
Os
civili-
sados
portuguezes,
chamados
liberaes,
festejam
o
dia
24
de
julho,
e
choram
por
mais.
Em
França
não
se
deixa
festejar
cousa
que
dê
desgosto
interno,
em
Inglaterra
o
mesmo;
tudo
tem sido
banido.
Aqui,
esta
liberdade
é
mais
fina,
(mais apurada;
é
preciso mostrar ao
mundo
inteiro
o
que
somos,
e
o
que
se
póde
esperar
de
nós.
Continuem,
meus
senhores,
que
vão
muito
bem.
Thucydides
CODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
VII
Das juntas
de
pnrochia
[Continuação]
CAPITULO
III
Da
receita
e despeza
Art.
170.°
As
receitas
da
parochia
são
ordinárias
ou extraordinárias.
As
receitas
ordinárias
compõem-se:
1.
°
Do
rendimento
dos
bens
proprios
da
parochia
que
não
são
do
logradouro
commum
dos
visinhos;
2.
°
Do
rendimento
dos
bens
que
estão
applicados
para
a
fabrica;
3
0
Do
produclo
dos
direitos
que
a
fabrica
por
lei
ou
estylo
estiver
auctori-
sada
a
levar
nos
baptismos,
casamentos
e
obitos;
4.
°
Do
produclo
das
muitas
impostas
por
lei
ou
postura a
beneficio
da
paro
chia;
5. °
Do
rendimento dos
ceileiros
com-
rnuns
parochiaes;
6.
°
Do
produclo
das
contribuições di-
rectas
parochiaes;
E
em
geral
do
produclo
de
toda
a
receita
permanente
que
a
junta
esteja
auctorisada
a
receber
em
virtude
de
al
guma
disposição ou
auctorisação
de
lei.
Art.
171.° As
receitas
extraordinárias
compõem-se:
1.
°
Do
produclo
da alienação
de
bens
parochiaes
devidamente
auctorisada;
2.
°
Do
producto
de
donativos, doações,
heranças,
legados
e
esmolas;
3.
°
Do
produclo
de
empréstimos
devi-
damente
auctorisados;
4
0
Do
rendimento
proveniente
dos
ce
mitérios
parochiaes;
5.
° Do
producto
de
qualquer
outra
re
ceita
accidenlal.
Art.
172.°
As
contribuições
parochiaes
consistem
em uma percentagem
sobre
as
contribuições
geraes,
predial,
pessoal
e
industrial.
§
1.®
A
quota
lançada sobre
os ren
dimentos
isentos
de
alguma
d
’
estas
con
tribuições
será
proporcionada
á quota
dos
que
lhes
estão
sujeitos.
§
2.°
As
irmandades
e
confrarias
que
não
estiverem
sujeitas
a
algumas
d
’
aquellas
contribuições
serão
collecladas
na
proporção
dos
seus
rendimentos.
Art.
173.°
As despezas
parochiaes
são
obrigatórias
ou facultativas.
São
obrigatórias:
1.
°
As
despezas
da
conservação e re
paro
da egreja
parochial
e
suas
dependên
cias;
2.
°
As
despezas
com
a
residência
pa
rochial.
exceptuadas as das
reparações
or
dinárias
que
incumbem
ao
parocho
como
usofrucluario, nos
termos
do
artigo
2228
‘
do
codigo
civil;
3.
» As
despezas
do culto em
para
mentos,
vasos
sagrados,
alfaiates
e guisa-
menlos;
.
_
4.
°
Os vencimentos
do
escrivão
do
regedor
e
dos
empregados
parochiaes;
5.
°
As despezas
da
secretaria
da
junta;
6.
° As
despezas
com
a
cobrança
dos
rendimentos
parochiaes.
7.
°
Os
impostos
a
que
estiverem
su
jeitas
as propriedades e
rendimentos
paro-
cbiaes;
8.
°
O pagamento
das
dividas
exigí
veis;
9.
°
O
cumprimento
dos
legados
a
que
estiverem
sujeitas
as
propriedades
e
rendi
mentos
da
parochia;
10.0
As
despezas
feitas
com
os
litigios
em
que
a
junta
fôr
parle;
1
1.
°
As
despezas
com
a
construcção
e
conservação
dos
cemitérios
parochiaes;
12.
u
As despezas
com
a compra
dos
livros
necessários para
o
-registo paro
chial;
E
em
geral
todas
as
despezas
que es
tiverem
a
cargo
da
junta
de parochia
por
dis
posição
das
leis.
Art.
174.°
São
facultativas
todas
as
outras
despezas
de
utilidade
para
a
paro
chia,
alem
das
mencionadas
no
artigo
ante
cedente
e
que
forem
consequentes
das
at-
tribuições
legaes
da
junta.
CAPITULO
IV
Do
orçamento e
contas
Art.
175.°
Os
orçamentos
das
juntas
de parochia
são approvados
pela
junta
geral
do dislricto.
Art. 176.°
Com
relação
aos
orçamen
tos
e
contabilidade
das
juntas
de
parochia
se
observará,
em
tudo
quanto
fôr
appli-
cavel,
o que
n’
este
codigo
se
dispõe sobre
os
orçamentos
e
contas
municipaes.
CAPITULO
V
Dos
empregados da
junta
de
parochia
Att.
177.°
A
junta
de parochia
tem
um
escrivão,
que
poderá
ser
o
do
respe-
clivo
regedor.
Art.
178
0
A
junta
tem
um
thesourei-
ro.
que
nomeará
d
’enlre
os
seus
vogaes
ou
de
fóra delles.
§
l.°
Nas parochias em
que
houver
thesoureiro ecclesiastico
pertence
a
e
*
te
a
guarda
dos
vasos
sagrados,
ornamentos,
alfaias,
roupas
e
quaesquer
utensílios
da
fabrica, o
que tudo
lhe
será
entregue
pela
junta,
lavrando-se
auto.
§
2.°
Na
*
parochias
em que
não
hou
ver
thesoureiro
ecclesiastico
serão
os
re
feridos
objectos confiados,
pelo
mesmo
mo
do,
á
guarda
do
parocho.
Art.
172.°
A
junta
de
parochia
terá
os
demais
empregados
que
forem
precisos
para o
desempenho
dos
serviços
paro
chiaes.
ORIENTE.
O tratado
de
Berlim.
Por
ser
documento d
’interesse
actual,
começamos
hoje
a
publicar
na
integra
o
texto
do
tratado
de
Berlim:
PREAMBULO
Sua magestade o
imperador da
Alle
manha, o
da Austria-Hangria, o
presidente
da republica franceza,
a
rainha
do
Reino
Unido
da Grã-Bretanha,
imperatriz
das
índias,
o
rei
de
Italia,
o
imperador
das
Russias
e
o
imperador
da
Porta
ottoma-
na,
desejando
fixar,
n
’
um
pensamento
de
ordem
européa,
conforme
com
as
estipu
lações
do
tratado
de
Paris em
30
de
março
de
1856,
as questões
surgidas
no
Oriente,
em
consequeucia
dos
acontecimentos
dos
últimos
annos
e
da
guerra
a
que
poz
ter
mo
o
tratado
de
Santo
Stefano,
resolve
ram
por unanimidade
que
a
reunião
de
um congresso
seria
o
melhor
meio
de
fa
cilitar
o
seu
accordo.
Para
esse
fim
no
mearam
os
plenipotenciários,
cujos
nomes
se
seguem,
os
quaes,
depois de
haverem
trocado
os
seus
poderes,
que
estavam
em
boa
e
devida
fôrma,
estipularam
e
adopla-
ram
os artigos
seguintes:
A
Nova
Bulgaria
Artigo
l.°
Constitue-se
a
Bulgaria
em
principado
aulonomo
e
tributário,
debaixo
da
soberania
de
sua
magestade o
sultão.
Terá
um
governo
christào
e
uma
milicia
nacional.
Art.
2.° O
principado
da
Bulgaria
será
limitado
ao
sul
pela
cordilheira
dos
Balkans.
Art.
3.®
O
príncipe
da
Bulgaria será
eleito
livremente
pelo
povo
e
confirmado
pela
Sublime
Porta,
com
o
assentimento
das potências.
Nenhum
membro
das
dy-
naslias
reinantes
das
grandes
potências
européas
póde
ser
eleito
príncipe
da Bul
garia.
No
caso
de
vagar
o
principado,
a
eleição
do
novo
príncipe
far-se
ha
nas
mesmas
condições
e
na
mesma
fôrma.
Art.®
4.°
Uma
assembléa
de
notáveis
da
Bulgaria,
convocada
em
Tirnowa,
ela
borará
antes
da eleição do
príncipe
o
re
gulamento
orgânico
do
principado.
Nas
lo
calidades
em
que
os
búlgaros estão
mi
sturados
com
turcos,
romanos,
gregos
ou
outros,
ter-se-hào
em
conta
os
direitos
e
os
interesses
d
’aquelles no
que diz
respeito
ás eleições
e
elaboração
do regulamento
orgânico.
Art.
5.°
As
seguintes
disposições
for
marão
a
base
do
direito
publico
da
Bul
garia. A
diversidade
de
crenças
religiosas
e
de
confissões
não
poderá
considerar
se
para
ninguém
como
motivo
de
exclusão
ou
incapacidade
no
que
diz
respeito
ao
gozo dos
direitos
civis
e
políticos, para
admissão
aos empregos
públicos,
funcções
e
honras,
ou
exercício
das
differenles
pro
fissões
e
industrias
em
qualquer
locali
dade
que
seja.
A
liberdade
e
a
pratica
exterior
de
todos
os
cultos
estão
garanti
das
e
asseguradas
a
todos
os
habitantes
da
Bulgaria
e
estrangeiros,
e
não
poderá
pôr-se
estorvo
algum
nem á
organisação
jerarchica
das
differenles
communhões,
nem
ás
suas
relações com
os
seus
chefes
espirituaes.
Art.
6.°
A
administração
provisória
da
Bulgaria
será
dirigida
até
ao
termo
do
regulamento
orgânico
por
um
commissario
imperial
russo.
Um
commissario
impeiial
ottomano,
assim
como os
cônsules
dele
gados
ad
hoc
pelas
outras
potências
si-
gnatarias
do
tratado,
serão
chamados
a
assistir,
com
o
fim
de
verificar
as
func
ções
d
’
este
regimen provisono.
No
caso
de
dissidência
entre
os
cônsules
delegados
decidirá
a
maioria;
e no
caso
de
diver
gência
entre
esta
maioria
e
o
commissario
imperial
turco,
os
representantes das
po
tências
signatarias,
reunidos
em conferencia
em
Constantinopla,
decidirão.
Art.
7
*
O
regimen
provisorio
não
po
derá
prolongar-se
mais
além
d’
um
espaço
de
nove
mezes,
a
partir
da
assignatura
do
presente
tratado.
Quando
se
terminar
o
regulamento
orgânico
proceder-se-ha
immediatamente
á
eleição
do
príncipe
da
Bulgaria;
assim
que
o
príncipe
fôr
insti
tuído,
por-se
ha
em
vigor
a
nova organi
sação,
e
o
principado
entrará
no
pleno
gozo
da
sua autonomia.
Art.
8.°
Os
tratados
de
commercio
e
de
navegação,
assim
como
lodos
os
con
vénios
e
accordos
entre
as
potências
estran
geiras
e
a
Porta,
hoje
em
vigor,
manter-
se-hão
no
principado
da
Bulgaria, sem que
soffram
modificação
alguma
com
respeito
a
outras
potências
antes
d
’
estas
darem
o
seu
consentimento.
Não
se
estabelecerá
direito
de transito
algum na Bulgaria
so
bre
mercadorias
que
atlravessem
o
terri
tório
do
principado.
Os
nacionaes
e
o
com
mercio
de
todas
as potências
serão
alli
tratados
sob
o
pé d
’uma
egualdade
per
feita.
As
immunidades
e
privilégios
dos
súbditos
estrangeiros,
assim
como
os
di
reitos
de
jurisdicção
e
prolecção
consula
res,
taes
como
foram
estabelecidos
pelas
capitulações
e
os
usos,
ficarão
em
pleno
vigor
emquanto
não
forem modificados
com
o
assentimento
das
partes
interessadas.
Art.
9.°
A
totalidade
do
tributo
an-
nuai
que
o
principado
da
Bulgaria paga
rá á
côrte
soberana,
dando
entrada
no
banco
que
a
Sublime
Porta
designará
ul-
leriormente,
determinar-se-ha
por
um
ac
cordo
entre
as
potências
signatarias
do pre
sente
tratado,
ao
fim
dó
primeiro anno
em que tiver
funccionado
a
nova organi
sação.
Este
tributo
estabelecer-se-ha
sobre
o
rendimento
medio
do
tenitorio
do
prin
cipado. Devendo
a
Bulgaria
supporlar
uma
parte da
divida
publica
do
império,
quan
do
as
potências determinarem o
tributo,
estas
tomarão
em
consideração
a
parle
d
’
esta
divida,
que
poderá
ser
altribuida
ao
principado, sob
a
base d’uma
equitati
va
proporção.
Art.
10.®
A
Bulgaria
subslitue
o
go
verno
imperial
ottomano
nos
seus
encar
gos
e
obrigações
junto
da
companhia
de
ferro
de
Rutschuk-Varna,
desde
o
dia
da
assignatura
do
presente
tractado.
O
ajus
te
das
contas
anteriores
far-se-ha de ac
cordo
com
o
governo
da Porta,
o
princi
pado
e
a
companhia.
O
principado
da
Bulgaria
subslitue
lambem
pela sua
par
te
o
governo
ottomano
nos
compromissos
contractados,
tanto
para
com
a
Austria-
Httgria,
como
para
com
a
companhia
pa
ra
a
exploração
dos caminhos
de
ferro
da
Turquia
européa,
coucluindo-se
os con
vénios
necessários
para
fixar
estas
ques
tões
entre
a Austria-Hungria,
a
Porta,
a
Servia
e o
principado
da
Bulgaria,
imme-
dialamente
depois
da
conclusão
da
paz.
(Co
d
nua)
GAZETILHA
Já
está
no
Porto
a
imagem de
N.
Senhora
da
Conceição,
destinada
á
capella
que
se
anda
a
construir
junto
ao
Monumento
do
Sameiro.
Por
telegramma
d’
aquella cidade
enviado,
sabemos
que
chegou
sem
a
minima
avaria,
e
que
é
d
’
uma
perfeição
admiravel.
Festividade.
—
No
proximo
domingo
festeja-se,
no
seu oralorio,
no
logar
do
Bêco, freguezia
de S.
Pedro
de Maximi-
nos,
a
Imagem
do
Senhor
da
Boa
Espe
rança.
No
sabbado
á
noite
haverá
illumina-
ção,
fogo
prezo
e
do
ar,
e
bazar
de
pren
das,
tocando
uma
bindade
musica
durante
o
arraial.
No
domingo
de
tarde
continua
o
ba
zar,
e
locará
a
mesma
banda.
Teixeira
de
VaBconcellog.
—
Te-
iegrammas
de
Paris dão
a
triste
noticia
de
ler fallecido
alli
o snr.
Antonio
Au
gusto
Teixeira
de
Vasconcellos,
deputado
e director
do
«Jornal
da
Noite".
Paz
á
alma
do
grande escriplor.
Referindo-se
ao
illustre
finado diz
um
correspondente:
«Como
jornalista
foi
dos
primeiros que
tem
nascido
em
Portugal
e
na polemica
sabia
sem
descuidar
a
argumentação man
ter-se
sempre
na
maior
elevação
de lin
guagem
e
cortezia.
Como romancista pri
mou
pela amenidade do
estylo
e
formo
sura
das
de-cripções
como
se
vè
do
Pra
to
d
’
arroz
dóce,
da
Ermida
de
Castromi-
no,
e
da
Licção
ao
mestre.
Como escriptor
dramatico,
foi
insigne
no
dialogar,
cmb
>ra
se não
tivesse
dedicado
a
trabalhos
de
grande
tomo.
Finalmente
como
conversador
era
ornais ameno
e
ele
gante, tendo
sempre
um
chiste
ou
uma
anedocta
a
proposito.
Por
diversas
vezes
encarregado
de
representar
Portugal
em
differenles
congressos, deixou boa
memó
ria
da
sua
illustração
e
agudeza
de en
genho.
Até
como
orador,
apesar
de
lha
tardar
algum
tanto
a
voz, era
fluente,
e
discursava
com
grande
correcção.
Era
um
homem
de
lettras
notável, com variada
instrucção
e dotado
principalmente
de
uma
grande
facilidade
de
escrever.
Houve
tempo
em que redigiu
jornaes
completamente
só,
quasi
sem levantar
a
penna
do
papel des
de o
artigo
de
fundo
até os
annuncios.
Como eslylista
ameno
na imprensa
diíli
cilmente
esquecerão
os
seus
notáveis
ar
tigos
em
alguns
períodos
do
«Jornal
da
Noite».
Assassinato.
—
Um
musico d
’
infanle-
ria 13,
de
Chaves,
rapaz
de 17
annos,
casado,
assassinou
o capitão
Antunes,
d
’aquelle
regimento, muito conhecido
nesta
cidade,
onde
serviu
no
corpo
d’infanteria
8.
Crê-se
que
o
ciume
fôra
o
movei
d
’
estê
crime.
Romaria.—
Teve
logar nos
dias 28
e
29
a romaria de
Santa
Marlha,
no
monte
da Falperra. Como previmos,
f
O
i
ella
muito
concorrida
nos
dois
dias.
A
ordem
foi
alterada
na segun
la-f
e
jra
por um
pequeno
distúrbio,
que foi
sulfo-
cado
de
promplo.
Desordem.—
Quando
ha
dias
recolhia
de
Villa Verde
uma força
do
8,
um
dos
soldados
travou-se
de
razões
com
o
tam
bor.
a
quem
deu
uma
forte
coronhada
na
cabeça.
Por
este
motivo
toda
a
força
se
revoltou
contra o soldado, que
depois
de
desarmado
veio
debaixo
de
prisão
até
ao
quartel.
Publieaç&o.
—
Recebemos
um volume
intitulado
Les
colonies
portugaises,
—
Court
exposé
de
leur
silualion
acluelle.
E
’
escripto
peio
snr.
M.
E.
Lobo
de
Bulhões,
escriplor
illuslrado
e
conscien
cioso,
e
auctor
d
’
obras
importantes,
en
tre
as
quaes
as
seguintes:
La
deite
por-
lugaise,
La
reforme
de Tadminislralion
ci-
vil,
Becordações
e vagares,
e
a
recente His
toria
e
historias.
Pela
simples
ennumeração
das
matérias
de
que
consta
este
livro,
se
aquilatará
qual o
seu
interesse, e
o
pensamento
al-
lamente
palriotico
que
presidiu
a este
tra
balho:
—
Descaberias,
conquistas
e
viagens
dos
porluguezes
—
Administração
geral
das
Colonias
porluguezas
—
Província de
Cabo
Verde
—
Província
de
S.
Thomé
e
Príncipe
—
Província
d’Angola--Província
de
Mo
çambique
—
Estado
da
Índia
porlugueza
—
Província
de
Macau
e
Timor.
La
Naturaieza.—
Recebemos
o
n.°
34
d
’esta
esplendida publicação.
Coulém.
Ferros
meteóricos
de
Santa
Catharina.—
Pulsomelro
de
Mr.
Henry
Hall.
—
A
cria
de
abeslruzes
na
America Meridional.
—
Os
en
venenamentos
pelo
arsenico.—
A
cama
Deu-
vai.
—
O
novo
phonographo
de movimen
to
de
relojoaria.
—Povos
prehisloricos
da
Europa
Central.—
Miscellanea.
—
Novo
cir
culo
para
fazer os cálculos. E,
além
d’
isso,
14
lindíssimas
gravuras.
Frupfão
submarina.
—
Diz-se
que
houve
uma
erupção submarina
no
oceano
Pacifico,
e
a
esse
respeito
escrevem de
Panamá
o
seguinte:
«Panamá, 6
de
maio.
—
O
Ttempo,
de
Iquique,
publica
esta
noticia:
«Em
a
noite
de 12
de
abril
cerca
das
oito
e
meia
horas,
começou
se
a
ouvir
um
ruido
subterrâneo.
«Depois
das
onze
horas
ouviu-se
na
direcção
do
sueste,
e
apparentemente a
uma
grande
distancia da
costa,
um
ruido
estra
nho e formidável,
similhante
a
descargas
de
grossa
artilheria.
«O
phenomeno repeliu-se
tres
ou
qua
tro
vezes,
e
o
mar
foriemente
aguado
quebrava-se
com
grande
violência na
praia, sobretudo do
lado
do
sul.
Pelas
duas
horas
da
madrugada
houve
um tremor
de
terra.
«Suppõe-se
que
o
phenomeno provém
da
erupção
de
um volcão
submarino».
Balão
monstro.—
Teve
logar
em
Pa
ris,
no
dia
22
do
corrente,
pelas
5
horas
da
tarde, a
ascenção
do
grande balão ca-
plivo.
A
operação
de enrolar
e
desenrolar
o
çabo
fez-se
com toda
a
regularidade.
Este
ultimo
adapta-se tão
bem
ás
canel-
luras
do
cabrestante,
que
a
tensão
au-
gmenta
12
metros
em
comprimento.
O
indicador
marcou
uma tracção
de
6:30)
kilos, porém
pode
supporlar
a
de
30:000.
A
330 metros
aproximadamenle
foram
os
aureonautas
surprehendidos
por
um
frio
bastante
intenso.
O
balão contém
23
milhões de litros
de
gaz hydrogenio
puro;
a
sua
super
fície
é
de
4:000
metros
quadrados;
e
a
sua
capacidade
de
25:000
metros
cúbicos,
o
diâmetro
de
26
metros
e a
circumle-
rencia
de
113
metros.
A parte
superior,
quando
o
balão
to
cou
em terra,
sobrepujava
o
zimborio
das
Tulherias
mais
de
55
metros; ficava
1*
metros
superior
á
columna
de
Vandome,
e
10 ao
arco
da Estrella.
A
barquinha
dá
logar a
50
pessoas
e
cada
ascensão
deve
durar
um
quarto de
hora.
O
preço da
entrada
na
esplanada
í'
xo8
‘
se
em
um
franco
e o
da
ascensão
em
-o
francos.
«rainbetta.
—
Tem
dado
tanto
T18
fallar
este
celebre,
republico,
assim
em
França
como
fóra
d’
ella, que são
lidos
com
interesse
alguns
traços
da sua
biogra-
pbia.
Este
paroleiro
ôco,
sem
embargo
ua
França
lhe
ter
soffrido a
dicladura
da
incapacidade,
como
lhe
chamou
uma
au-
thoridade
competente;
sem
embargo
da
ne
fasta
influencia,
que
ainda
agora
exerce
nos
seus
tristes
destinos;
sem
embargo
de
ser
elle
o
chefe
da maioria
na
camara
dos deputados,
e
o director
dos
ministros
não
é
Francez!!!
Credite, posteri!
Leão
Gambella
nasceu
em
França,
mas
filho
de pae
de
origem
Dalmata,
e.
se
gundo
o
artigo
9
do
codigo
civil,
e
das
leis
de
22
de março
de
1849
e
22
de
ja
neiro
de
1831,
que
regulam
a
naciona
lidade
dos
estrangeiros
nascidos
em
terri
tório francez,
não
basta
nascer
n
’
este
ter
ritório
para
ser
considerado
natural
d
’
el-
le;
é preciso
que
o
indivíduo,
por
uma
declaração
regular,
(aça conhecer
a
sua
escolha,
ao
tempo
da
sua
maioridade,
e
tal
declaração
não
foi
feita,
nem
apparece.
O
pae
de
Gambelta procurou
primeiro
eslabelecer-se
em
Génova,
e
ahi
viveu
algum
tempo,
d
’onde
vem o
chamarem
ainda
hoje
em Paris a
Leão
Gambella,
o
genovez
Depois,
foi para
Cahors,
onde
abriu
uma
loja
de
especiarias
e
de louça
vi
drada.
Já
se
vê
que
não
são
isto
cousas
que
façam
ninguém
francez,
e
que
o
é
tan
to
como os outros
membros
da
familia;
por exemplo,
um
seu
sobrinho,
que foi
para
Francfort,
onde
se
naturalisou
al-
lemão,
e
entrou como cocheiro
ao
ser
viço
do ministro
da
Suécia
junto
da
Con
federação germanica.
Diz-se
que
ha
no
districto
de
Zol
muitas
pessoas,
que
conhecem
bem
a
ori
gem
da
dynaslia
Gambella,
das
quaes se
estão colhendo
informações
mais
minucio
sas.
O
’
nobre
França,
em
que
mãos
cahiste!
—«E».
Tartaruga
monstro.—
O
jardim da
aclimatação
de
Paris
acaba
de
receber
uma
nas
seguintes
condições:
Pesa
180
kdos,
e
é
originaria
do
ca
bo
de
Boa
Esperança.
E-te
monstro
marítimo
fôra
lançado
no
tanque dos
leões
no
mar
do
Jardim
Zoologico
da
aclimatação;
mas
tiveram
de
a
tirar
d
’
alli
porque
os
amphibios,
apa
vorados com a presença do novo
hospe
de,
nem
sequer
se
atreviam
a
comer!
O
tanque
dos leões
marinhos
é
mui
tíssimo
fundo, e
foi
d
’
uma diííiculdade
ex
trema
apanhar
a
tartaruga,
que
provou
tan
ta
inleiligencia quanto
vigor
na
maneira
como
por
muito
tempo
se
esquivou
á ca
ptura.
Hoje
está
n
’
um
deposito d
’agua
mui
to maior,
onde
chama
a
altenção
do
pu
blico.
Curría
—
De
1866
a 1877
os
caminhos de
ferro
em
França
lem
con
sumido
760:833
tonelladas
de
carris
d’
aço,
o
que
representa
proximamente
23:036
kilometros
d’extensão.
No
íiin
de
1877
o
comprimento
das
vias ferreas
francezas
exploradas
era
de 21
867
kilometros,
sen
do
8:379
de dupla
via,
o
que
dá
para
comprimento
total
dos
carris
60:490 kdo-
metros.
Nova
matéria
fibrosa.
—
Acaba
de
se
descobrir na
America
do
sul, uma
ma
téria
fibrosa
excellenle
para
a
fabricação
do
papel.
E’
por
ora
segredo
a
descober
ta,
mas
suppõe-se
que a
nova
substancia
é
ex
rahida
d
’
uma
planta
que
abunda
mui
to
e
que
cresce
até
á
altura
do
homem
e
ás
vezes
mais.
Dizem.que
é
mais
forte
e
resistente
que
o
canhamo.
Questão do
Oriente.
—
Os
últimos
lelegrammas relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que seguem:
Vienna
27
—
Os
turcos
atacaram
e ma
taram
no
dia
24 vários
antigos
refugia
dos
no
territorio
austríaco
que
regressa
vam
á
Croacia,
e
estão
incendiando as
habitações
da
população refugiada
na
Áu
stria.
Bucharesl
27
—
Atravessaram
Bucharest,
dirigindo-se
para
a
Bosnia,
tres
regimentos
e
duas
baterias
russas.
Londres
28
—N’
um
banquete
dado
no
Carthon
Club,
Beaconsfield
poz
em eviden
cia
que
os
resultados
obtidos
com o con
gresso
foram
vantajosos
para
a
Grécia,
a
Çual
lucrou
mais
em
se
abster
que
as
pro
víncias
turcas
revoltadas.
Disse
que pela convenção
com
a Tur
quia
a
Inglaterra
diminuiu
as
suas
res
ponsabilidades.
Que, se
a
Inglaterra
tivesse
falado
com
mais íirmesa
não
leria
havi
do
a
guerra
da
Crimeia nem
a
ultima
guerra.
Vienna
28
—
Foi
dirigida
uma
procla
mação
aos
bosniacos
e
herzegovinos,
a
qual
diz:
«As
tropas
austríacas
veem
pôr
fim
aos
vossos
malles.
A
Áustria
dar-vos-ha
paz e
bem
estar.
O
Sultão
confiou-vos
á
ptotecção
do
imperador. Serão
mantidas
todas
as instituições
e
mantidos
os
vossos
ritos
e
costumes.
Os
rendimentos
do
paiz
serão
empregados
em
melhorar
as
suas
ne
cessidades».
Constantinopla 28
—
Relativamente
á
Grécia, o
governo
turco
enviará
com
bre
vidade
ás
potências
um
memorandum
em
resposta
ao
que
foi
lido
no
congresso
pelo
ministro
grego
Dilliannes.
Parece
que
a Porta
foi avisada
de que
as tropas
austríacas
entraram
hoje
na
Bos
nia.
Começou
a
evacuação
de
Varna.
Assegurar
de
Syra
que a Inglaterra,
sob
pretexto
de
garantir
a segurança
dos
caminhos
de
ferro
do
Euphrates,
projecla
adquirir
os
direitos
de
administração e
pro-
tecção
da
Mesopotamia.
Caso
tenham
bom resultado
estas
ne
gociações,
crê
se
que
a
convenção
de
4
de
junho
será
modificada
na
essencia.
Foram
enviadas
novas
tropas
para
Volo
e
Macedonia.
Continuam
as prisões dos
partidários
do
sultão
Mourad.
Londres
29
—
Diz
o
«Times»
que a
Porta
acolheu
favoravelmente
as propo
stas
da
Inglaterra
para
as
reformas
na
Asia.
O
«Morning
Post»
annuncia
que
a
Rús
sia
continua
negociando
a compra
de
vapo
res
em
Bremen
e
Hamburgo.
A
Poria
está
resolvida
a
protestar
con
tra
varias
passagens
da
proclamação
au
stríaca
dirigida aos bosniacos.
Londres
29—
Noticias
de
Athenas
di
zem
que
os turcos
continuam
a
devastar
a
Thessalia.
Vienna
29
—
Um
telegramma
de
Tlirod,
na
fronteira da
Bosnia,
diz
que
os
austría
cos
passaram
hoje
a
fronteira
na
melhor
ordem.
reis;
de
2
*
/,
kilos,
3^200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de 12
kilos, 12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e
1^400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
llevaleseière
ehoeolatada
;
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somno, energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
maif
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário
sem esquentar.
Em
pó e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
300
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
dt
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
23
reis
cadí
chavena.
»U
BAKBY
«S!
C.1
LIHITED.
—
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguisias,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus pedidos
ao
deposito
Central ;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de D. Pedro,
31,
32,
Barra!
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Por-
to,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO E
MI
NHO.
=.Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Bareellos,
Anlonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.—
ííraga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A. Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31—Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
do
Caa-
teElo,
Aflonso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Gluimarães,
A.
J.
Pereirjj
Martins,
iharm.
—
Antonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam-
>o
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha, 29
e
33.—
Pcnafiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M. J.
de Sou
sa Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila, 160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
103
a 108;
Anlonio J.
Salgado, Pharmacia
Central,
Rua de
San
to
Antonio,
223 a 227.
—
Ponte
do
Li
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
—
Povo»
«So
Variim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Villa
do
Condo,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVALESdÈBE
DL
BARRY
de
Londres.
30
annoa d
’
invariavel
sueeegBO
6
Combatenlo
as
indigestões
(dispe
psia)
gasliica,
gastralgia,
flegma,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo-
mitos,
irritações
ioteslinaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
bexigas,
falta de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
de<ordens
no
peito,
na
gargan
ta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cetebro
e
do
sangue.
83:00
curas,
cotnprebendendo
n
’ellas
as
da duqueza
de
Castlestuart,
do
duque
de
Pluskow,
da
marqueza
de Brehan, de
Lord
Sluart,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.—Mr.
A. Bruneliére,
cura,
de
uma
dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos médicos lhe
darem só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.°
62:476.
—
Sainte-Romaine-des-
lles
(Saône
et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdilo
seja
Deus!
A
Revalescière
du
Barry
poz
(im
aos meus
18
annos de sotlrimentos
do
estomago
e
dos
nervos,
de
fraquezas
e
de
suores
nocturnos.
—
J.
C
omparet
,
cura.
Certiíicado
n.°
69:719. —
H
ydropsia
,
retenção
.—
Tres
d
’estes
casos
foram
ra
dicalmente curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
resfriamento,
produz
a
sus
pensão
repentinamente;
para
as
retenções
de omina
e
doenças
de
estomago,
pro
duz
o
melhor
efleito
e
dissipa
a melan-
CONVITE
João
de
Oliveira
e
Silva,
convida
os
seus
amigos
para
assistirem
na
quinta-feira
1
de
Agosto,
pelas
10
horas
da
manhã
na
real
egreja
de
Santa Cruz
a
uma missa
resada
por
alma
de
D.
Genoveva
Maria
da
Silva,
esposa do
seu
intimo
amigo
o
snr.
Albino
Joaquim
da
Silva,
abastado
capitalista
da
cidade
do Rio
de
Janeiro,
e
faliecida no dia
4
do
corrente mez
de ju
lho.
Braga 29
de
julho
de
1878.
(1012)'
João
de
Oliveira
e Silva.
Collegio dos Órfãos de S. Caetano
Não
se
tendo
verificado
a arrematação
annunciada,
a
Commissão
administrativa
colia.
—
L
angevin
, cura.
Cura
n.°
48:816.—Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1833.
—A
Revalescière
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
era muitas
doenças,
sobretudo
nas
dia
bethes,
constipações obstinadas
e
habituaes,
assim
como
nas
diarréas
nas
aflecções
dos
rins
e
da
bexiga,
uas
conmcções
e nas
hemorihoidas,
assim como
nas doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tossesre
na
tisici. —
Doutor R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
«cientificas.
E’seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
ecotiomisa
ciucoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
l/
i
kilo,
□00
;
de
*
/
4
kilo
809
rs
;
de
uia
kilo,
1-5100
do
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
faz
publico
que até o
dia
11
do
corrente
mez
ás
onze
horas
da
manhã,
recebe
pro
postas
em
carta fechada,
para
a
adjudi
cação
da
demolição
e
apeamento
da
par
te
de
pedra
dos
ediíicios situados
nas
Car
valheiras, onde
tem
de
ser
erigido
o
novo
edifício
do
Collegio,
em
conformidade
com
as
condições
patentes
na secretaria
do
mesmo
Collegio,
que
pódem
ser
examina
das
todos
os
dias
não
santificados,
-desde
as
9 horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde.
As
propostas
deverão
conter
a
decla
ração
de que
os
proponentes
se
prestam
a
depositar
no
’
cofre
da
administração
a
importância
de
3
por
cento
do
preço
da
adjudicação,
par
quanto
se offerecem
a
fazer
a
demolição
e
apeamento
indicado,
e
o
nome
do
concorrente.
As.
cartas
devem
ser
subscriptas
do
seguinte
modo:—
Proposta
para
a
demoli
ção e
apeamento
da parte
de
pedra
dos
edificios
das
Carvalheiras, pertencentes
ao
Collegio
dos
Órfãos de
S.
Caetano.
No
dia
e
hora
indicada
serão
as
pro
postas
abertas
na
presença
dos proponen
tes,
e
a adjudicação
feita,
se
convierem
os
preços
offerecidos.
Braga
1
de
agosto
de
1878.
(1013)
Instrucção
Primaria e Francez
Na
rua Nova
de Santa
Cruz,
n.° 9,
acha-se
aberto
um
curso
de
Instrucção
Primaria
e
Francez,
que
é
regido
pelo
ordinando
Anlonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimenlel,
e
por
seu
pae,
bacharel
formado
em
direito pela
Universidade
de
Coimbra.
Companhia
Edificadora
e Indu
strial Bracarense.
Sociedade
anonymn
de
responga-
lidade
limitada.
Por
ordem
do
Exc.,no
Presidente
do
Conselho
Fiscal
são
convidados
os
Snrs.
Accionistas d
’
esta
companhia
a
reunirem-
se
em
assembleia
geral
ordinaria
no
dia
8
do
proximo
mez
de
agosto
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
no escriptorio
da compa
nhia
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.os
6
a
12,
para
os
fins
designados
nos
art.
27
e
28
dos
Estatutos.
Braga
e
escriptorio da
companhia
25
de
julho de 1878.
O
secretario
(1009)
José
Pinlo
Barbosa.
OURIVESARIA
DE
LXDLSTiUA NÃCIONIL
DE
ANTONIO CASIMIRO DA COSTA
ENSAIAD0R
VISUAL E
HEAL DO OURO, APPR0VAD0 PELA
CASA
DA MOEDA
3
—
Rua
Nova
de
Sousa
—
3
BRAGA
N
’este
novo
estabelecimento
vendem-
se
e
compram
se
pedras
preciosas e
ob-
jecto
de
ouro
e
prata.
Concerta
e
encar-
rega-se
de
mandar
fazer
toda
a
obra
da
sua arte,
com
a
maior
perfeição
e
gos
tos
mais
recentes.
A
maior
parte
dos
objectos
são
man
dados
manufacturar
com
loque
fixo,
e
ga
rantido
com
marca
especial, particular, e
pelo
ensaio
real.
3, Rua Nova de
Sousa, 3.
(923)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia, d
’esla
cidade,
t-ndo
em
consideração
a
avulladissima despeza
que
está custan
do
o
fornecimento
de pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no Hospital de
S.
Marcos,
empenha
ireste
acto
de caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira Guimarães.
(1002)
VENDA DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
i»
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de casas construídas
de novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
sias
ico idoso. Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no campo
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes Alves,
na
roa
do
Cam
po, d’esta
cidade,
que
está
auctorisada
para este
fim.
(1006)
Muita
altenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante, 2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua
de D.
Pedro
V,
com quintal
ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo-
dos
para numerosa
familia,
e
dos
2.
!s
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
*
tanles
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
todos
os
dias,
das
4
horas
da
tarde
por
diante.
(949-Q)
JUL1O
94,
RUA
DE
D.
PEDRO
V,
94 E
Tem
para
vender
cal
branca, l.
a
qua
lidade
a
600
rs. cada
60
kilos
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de
1.
“
)
a
550;
cal
parda.
l.
a
qualidade, a
480;
dita
de
2
a
,
450.
Para
grandes
encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha 20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’
esta
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dosgeneros,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras,
n’
esta
cidade,
sem
augmenlo
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com
os
n.°
s
11
e
11
A,
e
outia na
rua de
D. Pedro,
com
o
n.°
1;
quem
as
perteuder
procure
o
dono
n
’
esla
todos
os
dias, (exceptuando
os
dias
sanctiíicados),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
AKHIXtltVISE
Desde
o proximo
S.
Miguel,
tres
moradas
de
casas
de
2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e
22.
Trata
se
na
mesma rua
n.°
17.
(943)
w
mm
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade, languidez, palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas enfermidades
reputadas
incuráveis—
Os
meios de
cura que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Cônsul'ações
das
3 ás
5
—
Rue
Monlhebor,
27, perto
Tulherias, Paris.
(40-H-)
PHARMACIA
A. D. ALV1M
Tem
deposito,
das aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
dt
8/0
e
vidros de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
rasoavel.
Pomada
sympathica,
para
destruir
de
prompto
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabel
lo
em grande
quantidade,
sem
causar
damno algum.
AGUA
DE
LA
REINA—
Especifico
por
excellencia
para
tirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno
do
rosto,
seja qual
fôr
a
sua
origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á
barba
a
sua côr
primitiva.
O
vigor
do
Cabello de Ayer.
OLEO
DA
PÉRSIA
para
fazer nascer
e
grescer
o
cabello.
fortificando-lhe
a
raiz
e dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
pharmacia A.
D. Alvim.
AGUAS MINERAES
Vendem-se
na
pharmacia
de Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria—
de
Vidago,
Verim,
d
’Entre-os-Rios, de
Sei-
dlitz, das
Caídas
da
Rainha, do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
LECCIONAÇÀO
EM
BRAGA NA RUA DO POÇO
N.° 15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
o
methodo
de
Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre
as
diffe-
rentes
praças
commerciaes.
Também
se
leccionam
candidatos
ao
magistério
primário
em
todas
as
disciplinas
do
seu
programma.
TYPOGRÀPHIA
Vende-se
a lypographia
UNIÃO,
que
se
compõe
de
prelo
e
tinteiro
de
ferro,
20
caixas
com
typos
de
diflerentes
cor
pos
—
8,
10,
12,
18
e
outros,
alguns
em
muito
bom
uso,
leltras
de
phantasia,
vi
nhetas
e
alguns
emblemas,
finalmente
do
necessário
para poder funccionar.
Tracta-se
no
largo
de
Santo
Agosti
nho,
com
o
seu
dono,
e
alli
póde ser
vista,
desde
as 9
da manhã
ao meio
dia,
e
das 3
da
tarde
á
noite.
JOSE
’
DA SILVA
FUNDÃO
Com
loja
«le
fato
feito
13—Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—
13
t
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
guezes,
ianiod
’
esta
cidade
como
das
províncias
que tem
um
bonilo
e
variado
sortimento
de
falo fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
brauca.
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
Vende-se
uma
morada
de
casas
s
’
la
na
rua
^
a
Cruz
de
Pedra n.°
6
a 6
A,
de 2
andares, aguas
furtadas, lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco Martins
da
Silva Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua áquella.
(862)
CIRURGIÃO DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(801)
Fabrica a vapor d'. fundção de
ferro e
metaes
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para poder
elevar
este
melhoramento
de industria á altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parle
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e qualidades
pelos
preços que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de 5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou de
madeira,
bancos
para jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para copiadores,
fuzos
de
novo
syslema
para lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém concerta
todas
as obras
deste
gene
ro.
—Preços
do
Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário—Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
Oii
i ws
DO ALTO
DOURO
DA CASA DE VJLLA JPOUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
t
>
»
.
190
j
Lagrima....................................
200
> Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
270
»
de
prova
secca.
.
.
a
.
300
» Malvasia
de
2.
a
........................
360
»
» velho.
.
.
.
.
.
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
....................................
700
»
Alvaralhãô
...................................
650
»
Velho
de
1854
.
. .
.
600
»
a
retalho
park meza
50
e
80, o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por meio
de
qualquer
processo
chymico.
(vv^I)
Vende-se
para
pagamento
de dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s
16
e
17,
bem como
tam
bém
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te-
nões,
suburbios
d’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da
Boa-Vista.
ARRENDA-SE
o
2.°
andar da casa n.
a
1
1
em a
rua
das
agoas
d’
esta
cidade.
T
ra
.
ta-se
com
seu
dono
na
mesma. (984)
LJWS
QUE
SE
ACHAM A’
VENDA
No
escriptorio cFeste jornal
4 —
rua
nova
—
4
«UniãoCatholica»,
cada
vol. l$500,
cada
collecçâo
de
7 •
«Atalaia
Catholica»,
cada
collecçâo
de
12
volumes
4$800,
volume
avulso
Breve
Compendio
de
orações e
devo
ções,
approvado
por s. ex.a revm.a
o
snr. arcebispo
Primaz
—
encader
nado.
240,
em
brox.
Breve
Compendio
da
Doutrina
Chris-
lã.
pelo conego
Manuel
Antonio
Pires,
professor
de
Sciencias
Ec-
clesiasticas
no
Seminário
de
Bra
gança
-cada exemplar,
em
brox.
200,
enc.
Os
Últimos
Momentos d
’
um Con-
demnado,
pelo
padre Marchai,
missionário
aposlolico, traduzido
da
19.a
edição
por
J.
B.
S.
Ramos
Biografia
de
Pio
IX
Lei dosello
—
approvada
por
decreto
de 18
de
setembro
de
1873
Discurso
pronunciado
na
L
a
acade
mia da
Associação
Catholica
de
Braga,
em
22
de
junho de
1873,
pelo
padre
J.
J.
de
Senna
Freitas
Discurso do
deputado francez
catho-
lico,
o
conde
Alberto
de Mun. pro
nunciado
no
encerramento
da
as
sembleia
geral
dos
membros
da
Obra
dos
Círculos
Catholicos
de
Operarios, versão
do padre
J.
J.
Senna
Freitas
A
Egreja
Triunfante
no Concilio
do
Vaticano,
por D.
Miguel
Sotto-
Maior
Pareneses
Parochiaes,
para
todas
as
Domingas
do
anno,
por
João
Eduardo
Lopes
de
Moraes,
pa
rocho
de
Fonte-Longa
—
approva
do
por
s ex.
a
revm.
*
o
snr.
arce
bispo
Primaz
—
1
volume
encader-
dernado,
1^050,
brox.
Mez
Novíssimo
do
Coração
de
Jesus,
por
D.
Miguel
Solto-Maior—
1 vol.
brox.
7^006
500-
160
’
300
40
120
60
80
60
600
850
300
Discurso
pronunciado
em
occasião
de
preces
publicas
na
peregrina
ção
ao
Monte
Sameiro,
pelo P.
Carlos
João
Rademaker
100
Os
Pedreiros-Livres,
o
que
são, o
que
fazem,
o que querem—
por
Mgr.
de
Ségur
60
Novena
das
SS. Chagas
de
N.
S.
Jesus
Christo
60
Humberto, ou
Ogil
Braz
500
Os
Jesuítas,
e
algumas
preocupa
ções
lilterarias
a
respeito
do
«Ju
deu
Errante»,
por
Victor
Joly
—
versão
Portugueza
’
240
Algumas
reflexões
sobre
certos
ab
surdos
ontologicos,
que
se
encon
tram
nas
Noções
Eleminares
de
Ontologia,
Psycologia,
Racional
e
Theodicea
ou
Metaphisica de
Ge-
nerense,
reformada por
M.
Pi
nheiro
d
’
Azevedoe
Almeida (Edic-
ção
de
1845),
escriptas
em
pro
da
Religião,
e
para
desengano
da
mocidade,
por
J
F. M.
S.
240
A
Libertina
—
romance
por
Manoel
Pereira
Lobato
300
As
Leis
e
Douctrinas
da Santa
Egre
ja
Catholica
Apostólica
Romana,
sobre
a
Communhão
Frequente,
por
fr.
João
Baptista
de
Jesus,
Egresso
de
Santa
Maria
Magdalena
80
Sonhos
da
Meia
Noite,
com
gravuras
Raphaelilicas
100
Vida
Publica
e
Privada de
Mr.
de
Talleyrand,
3.°
tomo
360
Considerações
sobre
o
porte
e
con-
ducta
dos
differenles
partidos,
por
João
Chrysostomo
C.
Guerreiro
100
Exposição Critica
do
Processo
do
Julgamento
de
J.
Christo,
avalia
do á
luz
da historia
e
da jurispru
dência,
vertido
livremente
de
lin
guagem
vernacula
120
Devoção
das
Dores
da
Virgem
Mãe
de
Deus
por
D.
Fr.
Alexandre
da
Sagrada
Familia,
Bispo
que
foi
de
Malaca,
de
Angola
e
Angra,
3.a
edicção
120
S.
Theolonio
—
sua
vida,
virtudes,
benefícios,
milagres e
culto,
com
approvação
do
Ordinário
1^0
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1878.
(906)
Parte de Comércio do Minho (O)
