comerciominho_01061878_794.xml
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-
stobl
-
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b
<?
i
^
íbticioh
^
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
i
3
E.
«íí»
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1&600
850
40
20
10
Braga,
12 mezes
..........................
»
6
»............................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
Folha
avulso
.....................
2&000
ÚOSO
3^600
3&600
10
N.°
794
Já»
h'jar~raKriii
lTrnHy
BRAGA
—
SABBADO fl
BE
JUSHí)
BK
1»®»
ptar
as
maximas,
e
os
conhecimentos
ne
cessárias
ao
seu
novo
estado,
e
cumprir
os
seus
deveres,
etc.
Passemos
agora,
depois
das
considera
ções
que
temos
feito
n
’
este,
e
nos
arti
gos
precedentes,
ao
objecto
das
finanças
publicas.
Se o
povo
se
governasse
por
si
mes
mo, e
nada
houvesse
de permeio
entre
elle,
e a administração
do
Estado,
não
teria
mais
do
que
quotisar-se
quando
fos
se
necessário,
em
proporção
das necessi
dades
publicas,
e
das
circumsiancias
de
cada
indivíduo.
N
’
este caso ninguém
per
deria
de
vista
o
emprego
do dinheiro,
cuja
applicação
seria
feita sempre sem
fraudes,
e
sem
abusos;
e
o Estado
nun
ca
se veria
individado,
nem
o
povo
car
regado
de
impostos;
e
quanio
menos,
o
contribuinte ficarii contente de
vêr
a
boa
applicação
do
seu
dinheiro.
E porém
a
marcha
não
póde
ser
esta;
porque
por
mais
limitado
que seja
um
paiz,
a
sociedade
civil
é
em
lodos
assaz
numerosa
para
que
possa
ser
governada
por
todos
os
membros,
que
a
compõem;
e
d
’
aqui
vem a
necessidade
de fazer
pas
sar
os
dinheiros
públicos
pelas
mãos
de
chefes que
ao
interesse
do
Estado
jun
tam o seu
proprio
interesse,
que
não
é
o
menos
atlendido.
O
povo,
que
conhece
mais
depressa
a
avidez
dos
chefes,
e.
as
suas
loucas
des
pezas,
do
que
as
necessidades
publicas,
murmura
por
se
vêr privado
do
que
lhe
é
preciso,
para
o
supérfluo
de outrem;
e
quando
estas
manobras
o
tem feito
aze
dar,
não
ha
administração
por mais ín
tegra
que
seja,
que
possa
restabelecer
a
confiança
perdida.
NVste
caso,
se
a
con
tribuição
é
voluntária,
deixa
de
existir;
e
se
é
forçada,
é
illigitima;
e
n
’
esta alter
nativa
cruel,
ou
o
Estado
será
destruído,
ou
o
direito
sagrado
da
propriedade,
de
que
elle deve
ser
o
sustentáculo,
não pas
sará
de
um
palavrão
sem
sentido.
Temos
visto,
e
estamos
vendo
o
fisco,
e
o
exercito
fiscal
da nossa terra
avassal-
lar
tudo,
e
esteuder-se
sobre
todas
as coi
sas!
Cobre
toda
a terra!
Escravisa
o pro
prietário,
o
colono,
o
commercio, as
ar
tes,
os
oíficios, as industrias^, o
pão,
a
agua,
os
alimentos,
e
introduz-se
no
lar
das
famílias!!
Temos
visto,
e
estamos
vendo legiões
de
empregados
fiscaes
alimentarem-se
do
sangue
dos
contribuintes,
e
enriquecerem
desmedidamente,
sem
outro trabalho,
nem
outro
mérito
mais
do
que
escreverem
ci
fras!!
Vimos
consumir
o
grande
patrimó
nio
da
Coroa,
do
Infantado,
das
Ordens
Militares,
e
Religiosas,
das Irmandades,
das
Egrejas,
das
Misericórdias,
e
dos
Hos-
pitaes
e
albergarias,
trocando
lodos
estes
valores
por
uns
papeis
chamadas
inscri-
pçôes,
que
mais
dia,
menos
dia,
hão
de
ler
o
mesmo
fim,
que
tiveram
os assi-
gnados
da
revolução
franceza!
E
o
que
nos
deram
em
troco
d
’isto?
A obrigação
de
pagarmo;
lodos
o
que
poucos
comeram,
e
estão
comendo,
além
do
contrapezo
das
enormes
dividas
con
traídas
no estrangeiro!
Faz
horror
olhar
para
esle
quadro!
Nós...
que
com os
nos
sos
dízimos,
com os nossos
oitavos,
com
as nossas
cisas,
com
o
nosso
real d'agua,
com o
nosso
subsidio
litterario,
e
comas
nossas
decimas
rasoadas,
e
rasoaveis,
tí
nhamos,
e sustentávamos uma
esquadra
composta de
doze naus,
de
mais
de
ou~
tras
tantas
fragatas,
e
de
mais
de sessenta
navios
d
guerra!
Nós.
.
que
tivemos,
e
sustentamos
durante
a guerra
de
Napoleão,
um
exercito
de 40
mil
homens!
Nós...
que
tínhamos,
e
sustentávamos
os
Tribunaes
do
Desembargo
do
Paço, do
Conselho
da
Fa
zenda,
das
Relações
de
Lisboa
e Porto,
Para
formar
a
grandeza
de
uma
na
ção
não
é bastante que
ella
contenha
grande
numero
de
indivíduos, e
que
se
lhes
dê
a
prolecção
devida;
primeiro,
e
sobretudo,
é
necessário
pensar, e
tratar
dos
modos,
e
nos
meios
da
sua
subsistên
cia.
Provêr
ás
necessidades
publicas
deve
ser
uma
das consequências
da vontade ge
ral,
e
consequentemente
um
dos
deveres
essenciaes
do
governo
do
Estado:
mas
este
dever
não
está
em
encher
de
grão
os
celeiros
particulares
dispensando-os
de
trabalhar;
está
sim
em
manter
a
abun-
dancia
por
via
das condições
do
trabalho
sempre
necessário,
e
nunca
inútil,
nem
infructifero.
Este
trabalho
é
um
dos
ob
jeclos
para
regular as
operações
do
fis
co,
e
as
despezas
da
administração
pu
blica.
E
’ para
este
lado
da
economia po
lítica
que
devemos
voltar
toda
a
nossa
attenção, apesar
das
diíliculdades,
e
das
condições
com
que
necessariamente
lu-
clam
os
que
n
’
elle se
meltem.
E
’
uma
verdade
geralmente recebida
que
o
direito
de
propriedade
é
o
mais
sagra
do
dos
direitos,
e
em
muitos respeitos,
mais
importante
do
que
a liberdade,
não
só
porque
toca
mais
de
perto
com
a con
servação
da
vida; mas
também
porque
exige
ma.ores
esforços
para
ser
defendi
do,
e porque
é
elle o
fundamento
da
so
ciedade
civil,
e
o
verdadeiro
abono
das
obrigações
dos
cidadãos,
pois
se
assim
não
fosse,
nada
seria
mais
facil,
do
que
illu-
dir
as
convenções,
e
zombar
das
leis
Não
é
menos
certo
que
a
manutenção
do
Estado,
e
do
governo,
exige
gastos,
e
despezas;
e
como
aquelle,
que
quer
o
fim,
não
póde
deixar
de
querer
os
meios,
de
que
esse
fim
depende,
segue-se
que
os
membros
da
sociedade
devem
contri
buir
com
os seus
bens
para
aquella
ma
nutenção.
Demais,
é
assaz
diíficil
sustentar
por
uma parte,
a
propriedade
dos
indivíduos
sem
atacal-a
por
outro
lado;
e não é
Possível
que
os
regulamentos
respeitantes
ás
successões,
aos testamentos,
e aos
con
tratos,
deixem
de
obrigar
os
indivíduos,
em
certas
hypotheses,
a
dispor
da
sua
propriedade, e portanto
a
regular
o
exer
cício d
’
este
direito.
Apesar
porém
do
accordo
que
deve
haver
entre
a
auctoridade
da
lei,
e
a
li
berdade
do
indivíduo,
existe,
pelo
que
to
ca
á
disposição
dos
seus
bens,
uma
obser-
vação
a que
attender,
e
que
levanta
suas
diíliculdades.
Esta
observação,
levantada
Por
um
J.
C.°
celebre,
esta
em
que o
direito
da
propriedade
morre
com
o
pro
prietário,
e
portanto
impor-lhe
prescri-
PÇões,
para
restringir-lhe
o
direito
de
dis-
P°r
dos
seus
bens, parecerá
repugnante
a
esse
direito
de
propriedade
emquan-
to
que
ellas
pelo
contrario a
estendem.
Geralmente,
ainda
que
a
instituição
“
as
leis, que
regulam
o
direito
que
o
in-
di
v
iduo
tem de
dispor
dos
seus
bens,
per-
le°ça
ao
poder
do
Soberano;
deve
com-
ludo
o
espirito
d
’ellas
attender
na
applica-
í
a°,
aos
paes
para
com
os
filhos,
e
aos
Pírentes para
com
os
parentes,
em
ordem
a
que
os bens
da
familia
se
conservem
na
maior
união,
e
integridade
que fôr
Possível.
A
experiencia
de
todos
os lem-
Pos
tem
provado
que
nada
ha
de
mais
fu
nesto
aos
costumes
públicos,
e
ao Esta-
do
que as
mudanças continuas
de
es-
^aj
o,
e
de
fortuna
nos in
lividuos;
mudari-
ças
que
dão
causa
a
infinitas
desordens,
JJoe
transtornam,
e
confundem
tudo, que
aze|
fi
com
que
os
educados para
uma
coisa,
Se
destinem
para outra,
e
com
que
nem
decadentes,
nem
descendentes
possam
ada
do
Sen
ado.
os
Ministros
da
Corôa,
os
Magistrados
Civis,
e
Administrativos, tan
tos
Provedores, Corregedores,
Juizes
de
fóra
do
civel.
Crime,
e
Órfãos;
tan
tos
Almoxarifes...
Nós
.
que
não
devia-
mos
um real aos
estrangeiros,
que
via-
mos em
todos
os
annos
sair do
arsenal
novos
vasos de
guerra,
que
tínhamos
um
poder
judicial
barato,
honesto,
e
justicei'
ro,
e
que
vimos
as
obras
de
Mafra,
o
Aqueducto das Aguas Livres,
a recon-
strucção
da Cidade
Baixa,
o
convento
da
Estrella,
e
outras
mais obras,
todas
fei
tas
em
50 annos;
e
por
fim
um
accresci-
mo
de 80
milhões
de
crusados
nos
cofres
do
Erário
á
morie
de
D. José...
Nós!
que
lemos
hoje, e
o
que
valemos?
Desviemos
porém
os
olhos
d
’
este
qua
dro
pungente.
A
primeira
coisa,
que
deve
fazer o
in
stituidor
de
um governo,
depois
das
leis,
é
procurar,
cachar
os
fundos
necessários
para sustentar
os
magistrados,
e
oíliciaes,
para todas as
despezas publicas.
A
este
fundo dá-se o nome de
Erário,
ou
Fisco,
se
consiste
em dinheiro:
chama-se
The-
souro,
ou dominio
publico,
se
consiste
em
terras;
e
é
preferível
aquelle
por
muitas
razões
fáceis
de
saber.
O economista
que
reflectir n
’
es a
matéria
ha
de convencer-
se
de que
o
dominio
publico
é o mais
honesto,
e
o
mais
seguro
meio
de
pro
vêr
ás necessidades do
Estado
Romulo,
dividindo
as
terras,
applicou
a
terça
par
le para
as
despezas
publicas;
e
mal dirá
quem
disser,
que
esse
fundo
nada pro
duzirá.
se
fôr
mal
administrado,
porque
esta
ideia nunca
deve
occorrer
ao
Le
gislador
senão
para
estabelecer
os
meios
necessários
para
a
boa
administração.
Antes,
e
primeiro que
tudo,
esse fun
do
deve
ser
assignado, e acceito
pelos
Procuradores
do
Povo,
ou
pelos
Estados
do
paiz,
que
em
seguida
lhe
devem
de
terminar
o emprego;
e
praticada
esta
so-
lemnidade,
que
torna
os
fundos
votados
em
inalienáveis,
estes
fundos
mudam
de
natureza,
e
o
rendimento deve
tornar-se
de
tal
maneira
como
sagrado,
que
deve
ser
tido pelo
mais infame de
todos
os crimes,
e
como
de
lesa
mageslade
o
roubo, ou
qualquer
desvio
d
’
esse
rendimento
dos fins
para que
loi
applicado.
Entre
nós
não
ha
Galbas,
nem
Catões;
aquelles
para
pagarem
do
seu
bolso
aos
cantores;
e
estes
para os
reprehenderem
das
demasias!
Ura
quando
o
vicio
não
fôr
tido
como
deshonra,
quaes
serão
os
che
fes,
a
quem
o
escrupulo
embarace
de
apro-
veilar-se
das
rendas
publicas
abandonadas,
ou
entregues
á
sua disposição?
(Continua'}
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
íkmt
BIBLIOGRAPHIA.
MANUAL
BIBLIOGRAPHICO PORTUGUEZ,
POR
RICARDO
PINTO DE
MATTOS.
O livro
que
sob
esle
titulo
acaba
de
ser
editado
no
Porto
pelo snr.
Manoel
M
lheiro,
dono
da
Livraria
Portuense,
é
um
dos
que,
pela
sua
ulilidade
e
impor
tância,
se
destacam
d
’
essa
alluvião
de
obras
frívolas
ou
mesmo
prejudiciaes,
mal
escriptas
umas,
pessimamente
traduzidas
outras,
e
que ha
annos
a esta
parte
são
como
que o
produclo
exclusivo
da im
prensa
portugueza.
Dão-se
rfesle
livro
preciosas
indica
ções
sobre
as
nossas
riquezas
litter
rias,
sobre
os
nossos
clássicos
e
outras
obras
raras
e
de
reconhecido
préstimo,
sendo
os
auctores
catalogados
alphabeticamente
segundo
os
appellidos, por
que
são
mais
conhecidos
(methodo
muito preferível
ao
que adoptou
o
fallecido
Innocencio Fran
cisco
da
Silva,
no
sen
Diccionario fíi-
bliographico),
e
apontando
escrupulosa
mente
os
preços
que
cada
uma
das
obras
ha
obtido
nos
leilões
mais
recentes,
ou
em
que
anda
colada
nos
catalogos
dos
livreiros;
o
que
é
de
grande
auxilio
aos
curiosos
e
colleccionadores
de
bibliolhecas.
Serve
ainda
o
Manual
Bibliographico
de
guia
seguro
ao
escriptor,
que
haja
de
tratar
assumptos
de
historia
política,
ec-
clesiastica
ou
lilteraria
do
nosso
paiz,
pois
lhe
dá
noticia
dos
auctores
que
teem
tratado
das
diflerenles
especies
concernen
tes
aquelles
assumptos,
forrando-o,
até
certa parle, ao trabalho
de
investigações
demoradas,
e
muitas vezes
infructiferas,
no
labyrmtho
das
bibliolhecas
e por
en
tre
a confusão de
milhares
de
pulveru
lentos
volumes.
Parabéns,
pois,
ao
snr. Pinto
de Mat
tos pelo
seu
consciencioso
e utilíssima
trabalho;
e
parabéns
lambem ao
beneme-
rito
editor
d
’este
livro,
a
que
não
pode
mos deixar
de
augurar
uma
rápida
extrac-
ção,
pois
que não
podemos
crer
que
haja
um
só
estudioso ou
curioso
apreciador
de
livros
raros,
que deixe
de
prover-se
de
tão
seguro
como
indispensável
indiculo,
cuja
falta
em
qualquer gabinete
de
estudo
seria
absolutamente
indesculpável.
E
’
relativamente
modico
o preço
do
Manual
Bibliographico
portuguez.
Um
vo
lume
de
582
paginas,
em
bom
papel
e
excellente
typo,
custa
apenas
2-5000
reis.
Abençoada
quantia,
que
nos
proporciona
um
abundantíssimo
pecúlio
de noticias,
para
colligir as quaes
despendeu
o
snr.
Pinto
de
Mattos
muitos
annos
de
fadi
gosas investigações.
Anime
o
publico
com
o
seu
favor
tentativas
d
’
esta
ordem,
e
irão
surgindo
mais alguns
d
’
estes
modés-
tos
mas
proficientissimcs
obreiros,
que
possam
remir
a
nossa
lilleralura
contem
porânea
da
mácula
d
’
essa
fastidiosa
nu-
gacidade,
com que anda
presentemente
desvirtuada
e
deprimida.
D.
M.
SOTTO-MAYOR.
S
'
M/MT
3J
as ÁA.
Stí.VEH)
El
quasi
refulgens,
sic
ille
effulsil
in
templo
Dei.
Ec-
cies.
cap.
50
«As
afilicções da
terra
são
espinhos
da
flôr que
lá
no
Céo
se desabrocha
»
Assim diz Pio
IX
e
como
rocha
resiste
aos
furibundos
torvelinhos.
Já
prostra
o
furacão soberbos
pinhos;
o
inferno
todo
ao
Vaticano
aproxa,
(I)
mas
não
póde
apagar
divina
tocha
que
nos
mostra
do
Céo
justos
caminhos.
Como
sol,
Pio
IX
resplandece
no
templo
do
Senhor—Pelo
orbe
inteiro
vôa
seu
nome.
Sátan
estremece
!
A
Pio
já
succede
outro
Luzeiro,
E
o
bello
astro
que
occaso
não
conhece,
Grande
será
qual
foi Leão
Primeiro
!
Aureliano
Pimenlel
11
de
Abril,
(dia
de S.
Leão
Magno).
(1) Aproxar
é
termo
clássico
e
muito
expressivo,
pois
significa
e»:■
pregar
os
es
forços que
fazem os
siliadores
da
p
aça
para achegarem a
combale-ia.
jggggEtgaxi
m
iimhmmj
i
mw
w
—
a—
aem
jjm
ui»
—
ji
wct
i
GAZETILHA
Ateensão.—
Bem desconsolada
roma
ria
tiveram
os
qne
na
quinta-feira
affltii-
ram
ao
Bom
Jesus
do
Monte.
Quasi toda a
manhã
chuveu,
comquanto
brandamente;
mas a
tarde
tornou-se
de
todo
invernosa.
Ainda
assim
foi
muito
numerosa
a
concorrência
de
romeiros.
Santo
Antonio.—
Começou
hontem
a trezena de Santo Anlonio,
na
sua
capella
da
Praça
Municipal.
Livro.—
Do
Porto
recebemos
um
vo
lume
intitulado
Jesuítas
!
por
Paulo
Féval,
traducção
portugueza.
Vamos
lêr.
Incêndio.
—
Por
10
e
meia
horas
da
noite
de
quarta-feira
pegou
fogo
nas
a-
guas
furtadas
da
casa
n.u
118
da
rua
das
Agoas,
á
bocca da
mesma rua,
pertencen
te
á
snr.a
viuva
Salgado.
Dados
nas
torres
os
signaes
proprios,
accudiram
as
doas
companhias
de
bom
beiros,
aucloridades
e muito
povo,
sen
do a bomba
dos
voluntários
a
primeira
que
alli
chegou.
O
incêndio
devorou
as aguas
furtadas
e
o
telhado,
e
communicou-se
rapidamen
te
ao
andar
immediato
onde
foi
atalha
do
pelos
exlorços
dos
bombeiros,
especial
mente
pelos
voluntários,
que
trabalham
com
a
maior ordem
e
coragem.
E
’
necessário
providenciar
para
que
os
signaes
d
’algumas
torres
sejam
dados
com
mais
regularidade,
pois que
varias
ve
zes
não
acertam
com
o
numero
exacto,
como
aconteceu n
’este
incêndio.
E’
ur
gentíssimo
que
se
evitem
estes
inconve
nientes.
Awdtiesíças gerise»
—
No
dia
29
de
maio
foi
julgado
Joaquim
Peixoto,
soltei
ro,
da
freguesia
de
S.
Paio
de
Merelim
accusado
pelo
crime de ferimentos
e
es
pancamento:
foi
absoEido.
Prova de gravura.—
O
nosso ami
go,
o snr. dr.
Pereira-Caldas,
offereceu-
nos
uma
magnifica
estampa, representan
do
o
sacerdote
orando
no
cimo
da
mon
tanha,
no
meio
das
florestas
virgens,
pro
va
das
gravuras
que
adornam
a
nova
edi
ção
que
do
Atata,
de
Chateaubriand,
está
fazen
lo
a
Empreza
de obras clássi
cas
e
illustradas,
do
P
rio.
Os
desenhos,
são
de
Gustavo
Doré,
e
as
gravuras
de Ifedroso,
de Lisboa.
Esta
nova
edição, é
precedida
d
’
uma
noticia
biogriphica
do
traductor,
Guilher
me
Braga,
escripla
pelo
snr.
Pedro
de Li
ma,
amigo
intimo
d
’
aquelle
finado
escriplor.
Agradecemos ao
snr.
dr.
Pereira-Cal
das,
um dos
erudictos
directores
fiscaes
d
’aquella
empreza, a
sua
mimosa
ofTerta.
Tempo.
—
Voltou
a
chuva
e
o frio,
que
nos
tinham
deixado
apenas
por
alguns
dias.
Se
Deus
se
não
amercea
de
nós,
te
remos
bremediavelmente
um
anno
de
grande
carestia.
As
vinhas estão
muito damnificadas,
e
da fructa
grande
parte perdida.
Pio,
o
CrAnde,
gtor iflcndo. —
N
’tim
hospício
de
Roma, dirigido
por
um
piissimo
instituto
religioso
de
Irmãs,
acha-
se uma
menina
de
20
annos,
a
qual
des
de
a primeira
edade
tinha
ficado
lesa
d
’um
braço
em
seguida a
uma
grave
doença.
O
braço
tinha-lhe
ficado dobrado
na
di
recção
do
peito,
e
nem o
braço
nem
a
mão
linha desde
então
podido
mover.
Es
te
infeliz
estado
não
só
durava
ha
mui
tos
annos,
mas
não
havia
esperança
algu
ma
de
remedial-o,
como
tinham
confirmado
todos
os
médicos.
A
pobre
menina
não
podia
mover
senão
o
braço
direito,
e,
obiigada
pela
necessidade,
com este
fa
zia tudo, lendo
até
aprendido
a
bordar
maravilhosamente.
Em
uma
d
’
estas
ultimas
semanas
uma
das
religiosas
que
dirigem
o
hospício
teve
a
feliz
lembrança
de
fa
zer
uma
novena
em
favor
da
pobre
me
nina,
invocando
a
intercessão
da
Santo
Pontífice
Pio
IX.
A
ideia
foi
geralmenle
applaudida,
e
deu-se
principio
ao
devoto
exercício.
E
’
inútil
dizer
com
quanto
fer
vor
e
fé a
infeliz
joven
assistia
á
nove
na,
em
que
tomava
parte
toda
a com-
munidade.
N
’
um
dos
dias d
’
este
piedoso
exercício
a
joven
sentiu uma
grande
dôr
no
braço,
e
esta
dôr
augmentou-lhe
a
es
perança
de
tjue
conseguiria
o
milagre
desejado,
e
cheia
de
confiança
quiz que
lhe
fosse collocado
sobre
o
braço
um
re
trato
do
grande
Pontífice
da
Immaculada.
A
confiança
de toda
aquella
religiosa
fa-
milia
foi
coroada
do
mais
estupendo
pro
dígio,
e
no
ultimo
dia
da
novena
a me
nina
poude
mover
livremente
a
mão e
o
braço
em
todas
as direcções, como
se
nunca
o
tivesse
tido
impedido.
Este
fa
cto
encheu
d’
admiração
e d
’
a!egria não
só
todas
as
pessoas d
’
aqoella
casa,
mas
os
mesmos
médicos
que
alteslaram
com
au-
thenticos
documentos
ser
este
um
ver
dadeiro
milagre.
—
«Correspondência
de
Roma».
Preceitos
hygienieos
da alant
*
.
—
A alma
é a
maior
maravilha
do
univer
so.
(Clemente
XIV).
A
ira
é
de
tal
con
dição,
que
depressa
se
aviva
e
com
o
tem
po
se
apaga.
(Cervantes).
E
’
necessário
que
a
alma
se
espraia e como
as
arvo
res,
se
queremos
que
reverdeça
e
dê
flo
res.
(Clemente
XIV). Os
desejos
susten
tam-se
com
esperanças.
(Cervantes).
Quan
do
os
homens
querem
deixar
o
mal,
parece
que
o
mal os
persegue
por
lar
go
tempo,
porque
lhes
ficam
os maus
hábitos
(Telemaco).
As
riquezas fizeram-
se
para
servir
o
homem,
e
não
o
homem
para
ser
escravo
dfellas.
(Almeida).
O
me
lhor
cordeal
que
a
natureza
tem
prepara
do
ao
homem
é
o
sotnno. (Loke).
Os
trabalhos
são
mestres
da
vida,
e
o
que
na sua escola
não
escarmenta,
é
enfer
mo
incurável.
(Codornia).
Nunca se
sa
cia
a
sêde
do
desejo
(Cícero).
O
que
se
deseja faz
perder
a
memória
do
que
se
possue.
(Navarra).
Os
deleites
chegam a
causar
ledio,
e nada
ha
mais
contíguo
ao
prazer
que o
pezar.
(Tesaur).
O
costu
me
é
um
lyranno formidável.
(Caraciol).
A
riquezs
que
se
ganha
ha
de
servir,
ou
para
socego
do
animo,
ou
pira
a
saude
do corpo. (C.
Cormelio).
ff!ers»jos de conserva.—
Escolham-
as
das
chamadas
soldares
que
são maio
res
e
de
um
roseo
bonito,
a
algumas
dei
xem
ficar
parte
do
pendunculo,
cerca de
dois
centímetros,
porque
a
infusão
d
’elle
é tida
na
conta
de diurético;
metam-as
nos
frascos
e cubram
as
de
álcool
não
muito graduado, com
a
quantidade de
assucar
candi
ou
areado,
suíficiente
para
as
adoçar;
introduzam
no
frasco
uma
pe
quena
casca
de
canella,
arrolhem
e
sirvam
a seu
tempo.
Conservam-se
muito
assim,
e
são ex-
cellenles.
Aproveitar
bem
os
créscimos
das co
midas,
constitue
na
arte culinaria
e para
a
boa
governanta
a
chamada
sciencia
dos
restos.
Conewrsos.—
Por
decreto
de 27 do
passado
foi
mandado
abrir
concurso,
por
provas
publicas,
pelo
praso
de 30
dias,
para
provimento
das egrejas
parochiaes
de
S.
Pedro
e
de
S.
Paulo de
Amar,
S.
Lourenço
de
Carvide e
Santíssimo
Salva
dor
do
Souto da Carpalhosa, todas
do
concelho
de
Leiria.
JHezart.-
Volfgang
Amadeu
Mozart,
um
dos
mais
eximios
e
transcendentes
compositores músicos,
nasceu
em
Salzbur-
go a
27
de
janeiro
de
1756.
Iniciado des
de
tenra
idade
na
musica
começou
logo
aos
6
annos
a
compor
peças
que
elle
executava
perfeitamente
Seu
pae.
aproveilando-se
do
seu
genio,
levou-o
a
diiferentes cortes
da
Europa,
rendo
em
1762
apresentado
na
corte de
Vienna
ao
imperador
Francisco
I,
e
em
Versalhes a
Luiz XV
em
1763.
Depois,
quando
o
seu
nome era já
bastante co
nhecido
e
as suas
composições muito
ap-
plaudidas,
foi
levado
á
Inglaterra,
onde
reinava
Jorge
III,
aos
Paizes
Baixos
e
á
Hollania,
resultando
das
suas viagens um
vivo
enthusiasmo
e
admiração
era
todas
as
cidades
e
paizes
por
que
passava.
Regressando
á
sua patria,
entregou-se
cora
ardor
ao
estudo
da
composição.
Em
1768,
tendo
epenas
12 annos,
escreveu
a
«Simples
fingida»,
opera jocosa qne teve
grande
acceilação,
e
2
annos
depo'S,
para
o
thealro
de
Milão,
a
opera
«Milridates»,
que
teve
muitas
recitas
successivas.
Cha
mado
á
Italia
para
a
execução
das
suas
composições,
recebeu
ahi
grandes
honras,
tanto
dos
príncipes
como
das academias.
Levado
a
Roma
pelo
desejo
de
assistir
ás
magnificas
ceremonias
da
Semana
San
ta
que
se celebravam
na
basílica de
S
Pedro, recebeu
grandes
favores do
Papa
Clemente
XIV,
e travou amisade
com
os
dous mais
celebres
compositores
músicos
do seu
tempo
—
Haydn
e
Glurk.
Voltando
para
a
Allemanha, ligon-se
para
sempre
a
José
II,
e
em
1786
com-
poz
o
«Casamento
de Figaro»,
opera
que
obteve
muito
voga,
principalraenle
em
Pa
ris;
onde
foi
applaudida
phreneticamenle,
e
em
1787
o
«Dom
João»,
primor
de
to
das
as
suas
composições.
A
sua
ultima
obra
foi a
famosa
missa
de
requiem.
Em
consequência
de
um
estudo
atu
rado
e
successivo,
a sua
saude,
um
pou
co
debii, foi
por
tal
modo abreviada,
que
suceumbiu
a
5
de
dezembro de
1791
com
36
annos
de
idade, pedindo,
poucas
horas
antes
de
expirar,
que
fosse
canta
da
no
seu funeral
a
sua
missa,
a
que
el
le
chamou
o
—
Canto do
cysne.
Conselho de
distrieto de
Vian
na.—
Foram
nomeados
vogaes
eflectivos
do
conselho
de
districto
de Vianna
os
snrs.
Alfredo
Felgueiras
da
Rocha
Peixo
to,
dr.
Manuel
da
Silva Vianna,
dr.
Fer
nando
Antonio
Zamilh,
dr.
Manuel
Tho-
maz
Pereira
Pimenta
de
Castro;
e
para
vogaes substitutos do
mesmo
conselho
os
snrs.
Manuel
Pedro Rosa,
Thomaz
Anto
nio
d’
Azevedo
Meira,
Antonio
Pinto de
Araújo
Correia
e abbade
Antonio da
Costa
Torres.
Víetimos
das
feras.—
Os
jornaes
estrangeiros publicam
uma
estatística en
viada
de
Calcutá, que
indubitavelmente
é
muito
curiosa.
Refere-se
aos
prejuízos
cansados
du
rante
o
anno
de
1876
pelos
animaes
fe-
rozos
e
serpentes
venenosas.
São estas ul
timas
as
mais
funestas
e produziram
no
mencionado
periodo
a
morte
de 15:916
pessoas.
Devem juntar-se
a
este
numero
3:436
indivíduos
mortos
por
alguns quadrúpedes.
Contam-se
917
mortes
produzidas por
ti
gres,
887
por ursos
e
523
por
lobos.
O
<estante é
attribuido
a
elephantes,
leo
pardos
e
hyenas.
O
governo
da
colonia
emprega
os
ma
ximos
esforços
para
a
destruição
dfestes
inimigos
da
raça
humana,
e
com
esse
fira
estabeleceu
prémios
para
quem
exterminar
essas
feras.
Subiu a
56
3505000
reis
a
quantia
gasta durante
o
anno de
1876
com esses
prémios.
Aquelle
que
matar
um
tigre
recebe
reis
2
í
>5520,
e
que
não
é
exagerado
se
atien-
derinos
aos
perigos
que
apresenta
a
caça
d
’
estes animaes.
Mataram-se
em 1876:
1:693 tigres,
1:362
ursos,
5:979
lobos, 1:584
hyenas
e
212.000
serpentes.
Comtudo
este
numero
nada
representa,
sabida,
como
é,
a
grande
quantidade
dfellas
que
andam
espalhadas
por
aquellas
paragens
indianas.'
fifavios
de
guerra construídos
em
ISV».—
O Almanach
naval austríaco
ha
pouco publicado
traz
uma comparação
dos
navios
de
guerra
construídos
em
1876
e
em
1877.
Ao
passo
que
em
1876 se
construíram
18
couraçados
com
um
total
de
113:494 toneladas
de
deslocamento,
para
as
marinhas
de
guerra
da
Europa,
em
1877
apenas
se
lançaram
ao
mar
6
navios
couraçados
com uma
tonelagem
de
25:826.
Durante
o
anno a
Allemanha
con
struiu 4, a
saber,
a
«Buren»
e
a
«Sa-
chsen»,
corvetas
couraçadas
de
ferro,
ca
da
uma com
7:399
toneladas
de
desloca
mento,
ambas
de
torres
para
canhões
em
barbela
e uma
bateria
acasamatada
pro
tegida por
laminas
de
ferro de
15
’
/
2
po
legadas,
que
montam
um
canhão Krupp
de
30
i
/
2
centímetros
e
quatro
de
26
idem;
além d
’
estas
duas
canhoneiras
blindadas,
a
«Mucke» e
a «Scorpion»,
cada
uma
de
1:000
toneladas
de
deslocamento,
protegi
das
fóra da linha
de
íluctuação
com la
minas
de
ferro
de 8
polegadas
de
espes
sura,
da
velocidade
de
9
nós
por li
ra,
armadas
de
um
só
canhão
Krupp
de 30
centímetros.
A
França
em
1877
lançou
á
agua
o
«Triumphant»), navio acasamatado
de
se
gunda
classe,
com
3:450 toneladas
de
deslo
camento,
armado
de
4
canhões
de
27 cen
tímetros,
4
de
24
e
quatro
de
12, cuja
bateria
e
linha
de
Íluctuação protege
uma
couraça
de
seis
polegadas de
espessura;
o
«Furieux»,
navio
de
torres,
destinado
para
a
defesa
das
costas,
com
5:580
toneladas
de
deslocamento,
protegido
por
laminas
de
ferro de
12
polegadas
de espessura e
armado
de
2
canhões
de
32
centímetros
e
quatro
de
12.
Durante
o
mesmo
anno
o
almirantado
inglez
i
ão
lançou
á agua
nenhum
coura
çado.
Dos
18
blindados
construídos
em
1876,
cinco,
a
saber:
o
«
hiílexible»
,
o
«Temeraire»,
o
«Shanon»,
o
«Nelson»
e
o
«Norlhamplon»,
loram
para
a
marinha
de
guerra
dfessa
nação;
oito,
a
saber,
o
«Redoutable»,
o «Foudroyant»,
o «Devas-
lalion»,
«Fulminant»,
o «Tonnerre»,
o
«Tonnanl»,
o
«Tridenl»
e
o
«Vengeur»,
para
a
marinha
franceza;
um,
o
«
Duilins»,
para
a Italia;
ura o
«Prinz
Eugenz»,
para
a
marinha
austríaca;
e
tres
canhoneiras,
a
«Wospe»,
a
«Biene»
e
a
«Viper», para
a
allemã.
Questão do
Oriente.
—Os
últimos
telegrammas
relativos
á questão do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna
28—
Não
ha nada
resolvido
ácerca
da
data
e
local
da
reunião do
con
gresso.
Constantinopla
28—
Foi
desliluido
o
primeiro
ministro
Sadick-Pachá,
sendo
snb.
stituido
por
Radich-Pachá,
com
o
titulo
gran
vizir.
Londres
27—
0
conselho
do
gabinete
qne ha
de
reunir-se
hoje
resolverá
ácerca
das
instruções
que
serão
dadas
ao
repre.
sentante
inglez
no
congresso.
O
«Daily
Telegraph»
crê
saber
que
pela
discussão
preliminar
havida
entre
Londres
e
S.
Petersburgo a
nova
Bulga
r
j
a
ficará
reduzida a
mellade
das
proporções
que
lhe
dava
o
tractado
de
S.
Stefanio
e
que
a
Rússia admitte
também
a
grande
dimi
nuição
da
parte
da
Asia
Menor,
que pre
tende
anexar-se.
IVova
moléstia
das visihws.—Q
q
.
mo
se
ainda
fossem
de
pouco
effeilo des
truidor
para
os
vinhedos
o
oidium
e
o
phi.
torcera,
annuncia-se
ainda
uma
nova
mo-
leslia,
que
ataca
e
destroe
completamente
as
vinhas.
Manifestou-se
ella
nos
concelhos
de
Lei.
ria
e
Batalha,
diz
o
«Campeão
das
Pro
víncias».
Os
novos
lançamentos
dos
vinhedos
ap.
parecem
subitamente
manchados
de
pintas
escuras,
que
ao
terceiro
dia
se
convertem
em
caria
profunda, que
abrange toda
a
casca.
As
folhas
reduzem-se
a
pó
negro. 0
mal
deixa
porem
livre
na
mesma
linha
al
guns
lançamentos.
Fazem se
estudos
sobre
as
causas
do
mal,
para
serem
apresentados
ao
go-
verno.
E
’
terrível
a
calamidade
que
pesa
sobre
os
nossos
vinhedos;
diiferentes
moléstias
ou
ares
pestíferos
os
affectam,
ameaçando des
truir
este
grande
elemento
das nossas
ri-
qnezas
publicas.
Deus affasle os miasmas
perniciosos,
ou
destrua
os
parasitas
que
assolam
os
vinhe
dos,
porque aliás, desenvolvendo-se
os
ma-
les,
tanto
maiores
serão
as
nossas
desven-
luras.
Parece que
um
grande
castigo
divino
peza
sempre a
humanidade.
Causa
dolorosa
saudade
e
tristeza
real
mente
a
recordação
do
que
eram outr’
ora
bellos
e
formosos
os
nossos
vinhedos,
vi
gorosos
e
frondentes,
ornados
de
magní
ficos
fructos,
e
imprime
nos
ânimos
pun
gente
pezar
vel-os
agora
como
que
cres
tados
pela
acção
do fogo, ou
votados
á
maldição
de
Deus
!
Altos
juizos
da
Providencia!
Meyerbeer—A
morte
d
’
este
grande
homem
foi
um dos
acontencimentos fu
nestos
do
anno de 1864.
Nasceu
eu Ber
lim
a
23
de
setembro
de 1791.
A
sua
familia
era
hebraica
enriquecida pelo
com-
mercio.
Recebeu,
da
mesma
forma
que
seus
irmãos,
uma
educação
distmcta.
Seu
irmão
Vilheim
é
outro
nome
notável;
seu
irmão
Miguel, poeta
primoroso
Aos
4
annos
começou
a
experimentar
as
suas
forças
no
piano,
interpretanlo
sem
auxilio de
mestre
as
arias
que
aprendia
de
cór.
Aos
9
annos
mostrou-se
nos
concertos,
em que
foi
muito
applaudido.
Todos
prognosticavam um grandíssimo
pianista,
mas
elle
tinha
maiores
e
justifica
das
aspirações.
A
aguia
do
«Propheta»
sen
tia
crescer
as
azas.
O celebre
mestre
Clementi,
passando
por
Berlim,
quiz
leccional
o;
foi
também,
e prin
cipalmente,
discípulo
de Voyler,
que
já
fóra
mestre
de
Weber.
Foi em
collaboração
com
o author
de
«Freischutz»
que
Meyerbeer
compoz
a
sua
primeira
opera
«Abou
Hassan».
Em
1813
passou
á
Italia,
onde
modificou
multo
a
sua
maneira,
demasiadamente
scientifica,
e
onde
escreveu
operas
que
foram
muito
applauli-
das.
Em
1822
foi
chamado
a
Paris
para
di
rigir
os
ensaios
da
sua
opera
«II
Crocialo»,
que
obteve
um
grande
successo.
Em
1831
representou-se
o
«Roberto
do
Diabo»
e
des
de
então
até
1851 escreveu
successivamente
os «Huguenotes»,
a «Estrella
do Norte»,
e
o
«Perdão
de
Ploermel».
Escusamos
de di
zer
que
cada
nova
opera
foi
um
no
v0
triu
mpho.
Morreu
a
8
de
maio
de
1864,
quan
do
se
preparava
a
dirigir
os
ensaios
da
sua
ultima
opera
a
«Africana»,
cujo
b
*
bretto
tem
por
lhema
ura
assumpto
por
*
tuguez, e
em que
se
estropiam
sem
dó
nem
piedade,
a
nossa
historia
e
o
senso
commum.
Foi
um
dos
primeiros
compositores
d»
seo
século.
A
maneira
ampla,
grandiosa,
e
a
sua
correcção,
grangearam-lhe os
ap
*
plausos
dos
eruditos;
o
seu
profundo
sen
timento, e
melancolia
que perfuma
aS
suas
operas,
a
magestade que
lhes
dá
real
ce, conquistaram-lhe.
o
coração
dos
i|
lie
só
avaliam
a
arte
pelo enthusiasmo
esta
lhes
sabe
inspirar.
SECÇÃO
D£
COMMUlfflCÀDOS
Alfandega ita
Fé
Como
é
divino,
poético
e sublime
o
es
pirito
da
religião
christã
!
Como
enche a
alma
de
saneia
consolação quando
mais
punge a agonia
e mais amargo
é
o fel
do
soffrer
!
Ainda
ha
pouco,
o
vulto
angélico
e
ve
nerando
do
immortal
Pio
IX
era objecto
das
mais
solemnes,
espontâneas
e
estraor-
dinarias
manifestações
e
entranhado
affecto
filial
;
agora,
depois
do
seu
glorioso
passa
mento,
quando
baqueou
no tumulo
esse
gigante
na
sciencia e
virtude,
esse
heroe
da
resignação
e
constância,
espanto
e ma
ravilha
de
nossa
edade
;
depois d’entregar
o
seu
immenso,
o
seu
grande
nome
á im-
morredoura
lembrança
da
posteridade,
e
a
sua
alma a
Deus,
seus numerosos, seus
queridos
filhos,
a
quem Elle
tanto
amava
e
de quem
tanto
era
amado, em
todos
os
pontos
da
terra,
Lhe
pagam
o
tributo
de
christãos
e
de
íilhos, pesarosos de
não
mais
poderem
fazer!
Oração
e
lagrimas
!
Oh
!
só
a
nossa
santíssima
religião
possue
um
tal tbesouso
1
E’
que
a
intensidade
do
amor
consa
grado
na
vida
se
proporciona
á amargura
da
saudade
depois
da
morte
!
E’
que
a
effusão
do
coração abrasado
em
dedicação
filial
se converte
nas
pun
gentes
e
sentidas lagrimas da
irreparável
perda
!
Também,
pois, este
districto
ecclesias
tico d
’Alfandega
da Fé
precisava
dar
um
bem
publico
e
solemne
testimunho
de
seus
profundos
e
arraigados
sentimentos
chris-
íãos. Também
precisava
mostrar
quanto
amava
o
grande
Pontífice.
Assim
o
fez
e
realisou
no dia
de
maio,
na matriz
de
Sambade,
cujo
abbade
é
o
revd.0
arcipreste.
Popular
e
simpathi-
co,
illuslre
e
digno,
s.
s.
a rev.ma é
res
peitado
de
todos
e
amado
do
seu
clero,
a
quem
nunca
recorreu
debalde,
pois
que
sempre
lhe
tem respondido
ao
appelo
de
sua
sempre
louvável
iniciativa,
caracteris-
tico
inconirastavel
da
nobreza
de
seus
pen
samentos,
sua
caridade
e
de
seu
bom co
ração.
Foi
mesmos.
s.
a rev.
ma
quem
oíliciou.
acolitado
pelos
revd.03
reitor
de
Valperino
e
Gebelin.
Tiveram
logar
as
absolvições
do
estilo,
sendo
a
ultima
dada
pelo
digno
reitor
d
’AI-
fandega
da
Fé.
Entre outros
cavalheiros,
via-se
o
exm.°
snr.
Camillo
de
Mendonça,
da
illustre
casa
de
Villarelhos.
Orou o revd.
0
Antonio
Manoel
de
Sei-
xas,
que
satisfez
plenamente,
tecendo
um
brilhante
elogio
ás grandes
virtudes
do
im-
morlal
Pontilice.
Revelou
estudo
e excel-
lentes
dotes oratorios.
No
meio
do
espaçoso
templo
levantava-
se
um
soberbo
catafalco,
encimado por
uma
elegante
cupula,
suspensa
sobre
quatro co-
lumnas,
que
se
elevavam
da base
geral,
da
qual partiam
tres
degraus lateraes.
Na
fren-
fe
da
eça
lia-se
em
grandes
caracteres
o
nome
de
Pio
IX,
o
Grande,
com.o
seu
re
trato
e
insiguias
pontifícias.
Foi
devido
á
pericia
e
zelo
incansável
do
ilirn.0
snr.
Pe
dro
dos Santos
da
Fonseca.
Honra
e louvor
ao
snr.
arcipreste
e
mais
clero
d
’
esle
dislriclo,
que
bem
rae-
recidameate
lues
cabe.
Alfândega da
Fé,
22
de
maio
de
1878.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
OompanSkit» dramatiea «lo
Baquet
Segunda-feira,
3
de
Junho
O
drama
em
5
actos
O OBSTÁCULO
Terça-feira, 4
de
Junho
A
comedia
em
3
actos
AS 3VOSSAS ALLIABAS
A
opereta
em
1
acto
o
peítio
luse
Penhoradissimos
agradecemos
por
este
®eio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pes-
soalmente,
a
todas
as
exc.
mas
senhoras
e
cavalheiros
que
se
dignaram
tomar
parte
no
penoso
sentimento
que
nos
causou
a
morte
de
nosso
marido,
filho, genro
e
so
brinho,
o doutor
Gonçalo
Antão
de Ma
cedo
Sá
e
Abreu.
A
todos
protestamos
gratidão
inalterável.
Francisca
Thereza
de
Sousa
Torres
e
Al
meida de Macedo
Maria
Angelina
de
Paiva
Pereira
Brandão
Francisco
Xavier de
Sousa
Torres
e
Al
meida
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Al
meida
.
Pelo
juízo
de
direito
da comarca
de
Braga,
e carlorio
do
escrivão
Gonçalves,
no
dia dezeseis
de
junho
proximo
seguin
te,
por
dez horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
da
justiça
da
mesma
comarca,
si
to
no
largo
de
Santo
Agostinho,
da
ci
dade
de
Braga,
tem
de
arrematar
se
em
basta
publica,
o praso de
Agueda,
silo
no
logar
do
Outeiro,
freguesia de
Lama-
çaes, da
mesma
comarca,
que se
com
põe
das
propriedades
seguintes
a
saber:
o campo
do
Sardoal
debaixo,
avaliado
na
quantia
de
duzentos
e
doze
mil
réis;
o
campo do
Sardoal
de
cima,
avaliado
na
quantia
de
duzentos
e
oitenta
e
oito
mil réis.
Seis
leiras
juntas
umas
ás
outras,
que
se
chamam
das
Cachadas,
avaliadas
na
quantia
de
cento
e oitenta
mil
réis,
cu
jo
praso
é
foreiro
á
fazenda
Nacional
com
o
foro
annual de
cento
e
vinte
litros
e
oito
centos
e
noventa
e
seis
e
meio
me-
iilitros
de milho
alvo e
centeio,
uma
ga
linha
e
tres
quartos
de
outra,
tres
quar
tos
de
um
frango,
cicoenta
réis
em
di
nheiro,
e
laudemio
da
quarentena;
no
va
lor
as
ditas
propriedades,
abatido
o so
bredito
foro
e
laudemio, na
quantia
de
quinhentos
setenta
e
nove
mil
nove
cen
tos cincoenta
e cinco
réis,
penhorado
por
execução
de
José
Antonio
Ferreira
e
mu
lher
Maria
Josefa,
.contra
José
Antonio
da
Cunha
iMoreira,
da
mesma
cidade. E
são
citados
todos
os credores incertos
para
os
fins
designados
na
lei.
Braga
vinte
e
sete
de
maio
de
mil
oito
centos e
seten
ta
e
oito.
Verificado
A.
Carneiro
de
Sampaio
O
escrivão
(913)
Antonio
José
Gonçalves.
WISO
Antonio
José
de
Figueredo, tendo
per
dido
todos
os
seus
livros
e
papeis
no
in
cêndio
que
infelizmente
lhe
devorou
a
casa
na
noite
de
25
para
26
do
p.
p.,
e
com
elles a relação
dos senhores que
desde
o
dia
15 a
20
do
dito
mez lhe
tinham
remetti-
do
a
importância
das
suas
assignaluras
do
«Ecco de Roma,» pede
áquelles
mesmos
se
nhores
que
se
sirvam declarar-lhe
os
seus
nomes
e
as
quantias enviadas,
para
lhes
mandar
os competentes
recibos,
dirigindo
as
cartas
para
a
Estrada
de
Campolide
á
Cruz
das Almas n.° 33,
Lisboa. O
mesmo
pede
aos
que
no
dito prazo
de
tempo lhe
enviaram
o
preço
das
suas
assignaturas,
para
o
novo
jornal
o
«Universo»,
afim
de
lhes
enviar o recibo
ou
restituir
o
dinheiro
segundo
a
dita
folha
se
publicar
ou
não.
Declaraçao,
prevenção
e protesto
No
n.°
133
do
«Amigo do
Povo»,
lê-
se
o
seguinte
Contra
Annuncio:
No
n.°
139
d
’
esle
jornal
de
16
do
corrente maio,
apparece
um annuncio
de
uma
arrematrção
que pelo
carlorio
de
Pes-
sa
se
tem
de fazer
no
dia 2
do
proxi
mo
mez
de
junho,
de
duas m
iradas de
casas
terreas
situadas no
lugar do
Mon
te,
freguezia
de
Santa Eulalia
de
Tenões
—
por
execução
que
promove
Manoel
Fer-
nandes
Familiar,
contra
Domingos
d
’Araujo
Carvalho
Reis
—auzente
no
império
do
Brazil.
Previne
se
o
publico
para
que
não
arremate
taes
propriedades,
porque
ellas
não
são
nem nunca
foram
do
executado
nem
de
seus
paes.
Estas
propriedades
foram
sempre
do
revd.
0
Domingos
Vieira
de
Sousa,
reitor
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha,
An
tonio
do
Coutlo
e
Torquato,
da cidade
de Guimarães,
veem
de novamente
an-
nunciar
ao publico
que
continuam
com
as
suas
carreiras
que
tem
diariamente
já
annunciadas
e
augmentam
mais
uma
car
reira
diaria
a
principiar
no
dia
primeiro
de
Junho
do
corrente
anno
a
sahir
de
Braga
em direitura
a
Visella
ás 4
horas
da
manhã.
da
freguezia
de Lordello,
concelho
de
Guimarães,
e
pelo
testamento
com
que
o
mesmo
falleceu
aos
15
de
agosto
de
1872,
deixou
o
uso
fructo’ d
’esta
e
mais'pro
priedades,
a
Maria
da
Conceição,
ea
raiz
a
suas
primas
Anlonia
e Marianna,
e
sen
do estas
fallecidas,
antes
do
testador,
a
seus
filhos
e
descendentes
das
casas
de
nominadas
da
Venda,
sitas
no
sobredito
lo
gar
do
Monte,
freguezia de Tenões, que
são
justamente
as
mesmas
que
se preten
dem arrematar.
O
pae
do
executado
Bernardino d
’Arau-
jo
Carvalho Reis,
aproveitando-se
da con
juntura
do
fallecimento
de
sua
mulher
e
de
sua
sogra
Maria, casada
que
foi
com
José
de
Carvalho,
a
quem
o
mesmo tes-
íador
deixa
outra
morada
de
casas
cha
madas
do
Monte,
foi
metter
no
inven
tario
de
sua
mulher,
não
as casas
cuja
raiz
por
morte
da
sobredita
Maria
da
Con
ceição
devem
passar
para
seu sogro
e
seus
herdeiros,
mas sim
estas que
nun
ca
lhe
pertenceram,
nem
lera
de
vir
a
pertencer; e
sendo
aformuladas
a seu
fi
lho
Domingos,
e em
nome
d
’
esle
foram
hypolhecadas
ao
exequenle
Familiar,
e
por
este corre
a
execução.
Por
parle
da
uzofructuaria Maria
da
Conceição,
já
veio com embargos
que
lhe
foram aceites,
e
por parte
dos
herdeiros
da
raiz,
que
são,
Maria
Josefa
de
Oli
veira,
solteira, moradora
na
rua
Nova
de
Sousa
em casa de
José
Maria
Dias da
Costa,
aonde
se
podem
ver
os documen
tos,
e seus
sobrinhos,
alguns
orfaos
e
todos
como representantes
de Marianna,
e
outros primos,
filhos
de
Anlonia,
já
se
requereu
termo
de
protesto,
e tempo
para
se
habilitarem,
como
herdeiros
de
sua mãe
e
thias
a quem
pertencem
es
tas
casas que
fraudulosamente
lhes
que
rem
roubar.
Pelo
presente
annuncio
se
faz
isto
pu
blico para
não
allegar
ignorância, e será
até
ratificado
no
acto
da praça.
Recommendamos
ao snr. dr.
Delegado
o
heroe
d
’
esle roubo,
que
se intenta
fa
zer
a
umas pobres
mulheres
e
a
desgra
çados
orfãos.
Um
ladrão
traficante
sabe
que
ha
umas
propriedades
de
que
um
terceiro
é
usu-
fructuario,
e
que
por
morte
d’este
teem
de
passar aos
herdeiros
a
quem
foram
deixadas.
Mas
como
as
herdeiras
são
po
bres
mulheres
que
nada
sabem
de
justiça
e
orfãos que
ignoram
até
o
que lhes po
derá
vir
a
tocar,
e
o
quando,
que
póde
ser
d
’aqui
a
15
ou
20
annos,
e
como
não
teem
meios de
se
habilitar;
o
astu-
ciosio
ladrão
lembra-se
de
descrever
n
’um
inventario esses
bens
que
a
outrem
per
tencem,
tira
formal
e
regista-o,
porque
no
registo
—
falíamos
só
do
formal—
não
se
importam
(nem
mesmo
querem
saber,
julgamos)
se
os
bens
são
d
’
elle,
ou
co
mo
lhe advieram.
E
o
ladrão
fica-se
a
rir
á espera
que
prescreva,
e
passa
in
cólume
este
roubo
de
nova
especie,
aco
bertado
com as
fôrmas
jurídicas.
Seguiremos
de
perto
esta
questão,
e
estamparemos
os
nomes
dos
astuciosos
e
o
d
’
aquelles
que
os
apoiam,
—
quando
não
seja
feita
a
justiça devida.
AVISO
Não
tendo
mais
de
metade
dos
contri
buintes
da
derrama
direcla
municipal
lan
çada
a
este
concelho
pelo
anno
de
1877-
1878
satisfeito
suas
colleclas
no
praso
que
expirou
em
22 do
corrente,
são
os
mes
mos
prevenidos
de que quando
as
não
satisfaçam
immedialamente, serão
logo
re
laxados,
o
que
a Camara
deseja evitar.
Braga
28
de
Maio
de
1878.
D
’
ordem
da
Camara
—
O
Escrivão
(909)
Antonio Manoel
Alves
Costa.
CARBEIIC AS «SABIAS.
Horário
o
seguinte:
Sae
de
Braga
para
Guimarães,
Caídas
de
Visella,
Fafe,
Gandarella
e
Arco
ás
4
e
meia
horas
da
manhã
em direitura
a
Visella
e
aos
mais pontos
acima
indica
dos,
e
2
da
tarde
em
direitura
ás
Caídas
de Visella
e
volta
de
Visella
ás
10
horas
da
manhã
e 2
da
tarde.
Preços
em
di
reitura
a
Visella
400
reis, e
os preços
das
mais
carreiras
acima mencionadas
os
mesmos
já
annunciados.
Os
bilhetes
vendetn-se
em Braga
na
casa
do
muito bem
conhecido
Ribeira
Braga.
Braga
28
de
Maio
de
1878.
Pelos
annunciantes
—
Ribeiro
Braga.
(912)
A BB E 71
AT AÇÃO.
No
dia
23
de
junho
proximo
futuro
pelas
onze
horas
da
manhã no
Collegio
dos
Orphãos
de
S.
Caetano
e
perante a
Commissão Administradora
ou
seu
dele
gado
se
tem
de
pôr
em
hasta publica
e
entregar
a
quem
mais dér,
os
arrenda
mentos
das
quintas e
azenhas,
que
o
di-
cio
Collegio
possue
nas
freguezias
de
San
ta
Christina de
Longos,
concelho
de Gui
marães,
sendo esta
denominada
quinta
do
Loureiro,
azenhas
em
Carrazedo, concelho
de
Amares,
e
quintas
de
Dadim,
Nogueira
e
campos
de
Lomar,
concelho
de
Braga.
As
condições
serão
patentes
no
acto
da
arrematação.
Braga
e
Collegio
dos
Oifãos
de
S.
Caetano,
29
de
maio
de
1878.
O secretario
Antonio
Francisco
Pereira
de
Almeida
Coutinho.
(910)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da
Boa-Vista.
(906)
Fallencia
da Caixa Economica
Penhorista
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Filial
em SSraga
Continúa
até
o
dia
6
do proximo mex
de
junho, a entregar-se
os
penhores
exis
tentes
n
’esla
Filial,
nos
dias
não
santifi
cados, desde
as
9
e
meia
horas
da
ma
nhã até
ás
2
da
tarde,
mediante o pa
gamento
do
debito,
e
apresentação
das
cédulas.
O representante
da
curadoria
fiscal,
(901)
Antonio
José Gomes
Martins.
u
.
a
-
•mrr-
*
-.
—
r,
nwwiia
—
■
—
HMn—
—
i
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
ca.npo
das Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
Vende-se
uma
morada
de casas
sita
na
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
ÊaJ&M
6
a 6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Vende-se
a
casa n.°
5
da
rua
da
Sé.
tí&sÈt
para
t
rat
ar
na
rua
d
os
Cap
e|.
listas,
n.°
15.
(901)
INJECÇÃO
HTGIEIÍICi
BALSAMIGO
PROPHITATIGO
Esta
injecção é
a
unica
e
eflficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Chrislal.
Preço
de
cada frasco
—
490 rs.
(861)
LÍNGUA
frangeza
.
Ensina-se
na
rua
de
S.
Victor
n.°
em
Braga.
(828)
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
DA COMPANHIA
FABIUL SiNGER
17,
RUA
DE
S. VIGENTE, 17
BRAGA
Cirande
redueçõo !e preços em todas ns nisehinas t!e costurada
COMPANHIA
FABRIL SENGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal, para
fornecer
directamentea
ao
publico,
e
as
que
obtiveram maiores
prémios na
exposição
universal
de Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE DE PAGAMENTOS
PARA
ADQUIRIR
AS MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAIS
D".
UM
ANNO
DE
PB
*
Z0
Em
prestações de àJÇJÍI SB.!
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todas »s
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IVSIAO
6RAT18
EM
CASA DO COUPilADOR
Peçam
catalogas illuslrados
Com listas dos
preços e condições na
SUB-SUCCURSAL
DÁ
COMPANHIA.
AS.
17,
RUA
DE S.
VICENTE,
17
BRAfá.l
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GRAVÍSli KEDVCÇÃO
«E PRFÇ418
IÍA 3.a CEASSE.
Para
S.
Vicente,
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
<3.a classe,
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos do
litoral
e interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
1
*
ELO
MESMO
PBEÇO
QUE P.âKA O £810 !>E
JANEIRO
LIVROS
QUE SE ACHAM A’ VENDA
No escriptorio d’este jornal
4 —
RUA
NOVA — 4
«União
Calholica»,
cada
vol. 1$500,
cada
collecção
de
7
»
7$000
«Atalaia
Calholica»,
cada
collecção
de
12
volumes 4$800,
volume
avulso
500
Breve Compendio
de
orações
e
devo
ções,
approvado
por s. ex.
a
revm,
a
o
snr.
arcebispo
Primaz
—
encader
nado,
240,
em
brox.
160
Breve
Compendio
da
Doutrina
Chris-
tã,
pelo conego Manuel
Antonio
Pires,
professor
de
Sciencias
Ec-
clesiaslicas
no
Seminário
de
Bra
gança—
cada
exemplar,
em
brox.
200,
enc.
300
Os
Últimos
Momentos
d
’
um
Con-
demnado,
pelo
padre
Marchai,
missionário
apostolico,
traduzido
da
19.
a
edição
por
J.
B.
S.
Ramos
40
Biografia
de
Pio
IX
120
Lei
dosello
—
approvada
por
decreto
de
18
de
setembro
de
1873
60
Discurso
pronunciado
na
1,
a
acade
mia
da
Associação
Calholica
de
Braga, em
22
de
junho
de 1873,
pelo
padreJ.
J.
de Senna
Freitas
80
Discurso
do
deputado
francez
calho-
lico,
o conde
Alberto
de
Mun.
pro
nunciado
no
encerramento
da
as
sembleia
geral
dos
membros
da
Obra
dos
Circulos
Catholicos
de
Operários,
versão
do
padre
J.
J,
Senna
Freitas
60
A
Egreja
Triunfante
no
Concilio do
Vaticano,
por
D.
Miguel
Sotto-
Maior
600
Pareneses
Parochiaes,
para
todas as
Domingas
do
anno,
por
João
Eduardo
Lopes
de
Moraes,
pa
rodio
de
Fonte
Longa
—
approva
do
por
s
ex.
a
revm.
a
o
snr.
arce
bispo
Primaz—
1
volume
eneader-
dernado,
1$050,
brox.
850
Mez
Novíssimo
do
Coração
de
Jesus,
por
D.
Miguel
Solto-Maior
—
1
vol.
brox.
Discurso
pronunciado
em occasião
de
preces
publicas
na
peregrina
ção
ao
Monte
Sameiro,
pelo
P.
Carlos
João
Rademaker
Os
Pedreiros-Livres,
o
que
são,
o
que
fazem,
o
que
querem
—
por
Mgr.
de
Ségnr
Novena
das
SS.
Chagas
de N.
S.
Jesus Christo
Humberto,
ou
Ogil
Braz
Os
Jesuilas,
e
algumas
preocupa
ções
litterarias
a
respeito
do
«Ju
deu
Errante»,
por
Victor
Joly
—
versão Portugueza
Algumas
rellexões
sobre
certos ab
surdos
outologicos,
que
se
encon
tram
nas Noções
Eleminares
de
Ontologia,
Psycologia,
Racional
e
Lheodicea
ou
Melaphisica
de
Ge-
nerense,
reformada
por
M.
Pi
nheiro
d
’
Azevedoe
Almeida
(Edic-
ção
de
1845),
escriplas
em pro
da
Religião,
e
para
desengano
da
mocidade,
por
J
F. M.
S.
A
Libertina
—
romance
por
Manoel
Pereira
Lobato
As
Leis
e Douctrinas
da Santa
Egre
ja
Calholica
Aposlolica
Romana,
sobre
a
Communhão
Frequente,
por
fr.
João
Baplista
de
Jesus,
Egresso de
Santa
Maria
Magdalena
Sonhos
da
Meia
Noite,
com
gravuras
Raphaelilicas
Vida
Publica
e
Privada
de
Mr.
de
Talleyrand,
3
o
tomo
Considerações
sobre
o porte
e
con-
ducta
dos
differenles
partidos,
por
João
Chrysostomo
C.
Guerreiro
Exposição Critica
do
Processo
do
Julgamento
de
J.
Christo,
avalia
do á
luz
da
historia
e
da
jurispru
dência,
vertido
livremente
de
lin
guagem
vernacula
Devoção
das
Dores
da
Virgem
Mãe
de
Deus por
D.
Fr.
Alexandre
da
Sagrada
Familia,
Bispo
que
foi
de
Malaca,
de
Angola
e
Angra,
3.a
edicção
S.
Theolonio
—
sua
vida,
virtudes,
benefícios,
milagres
e
culto,
com
approvação
do Ordinário
300
100
60
60
500
240
240
300
80
100
360
100
120
120
100
PAQUETES
A SAIR DE LISBOA
ELBE..........................13
de
Maio
I
TAGUS
.....................
14
de
Junho
MINHO.
.
.
.
28
de Maio
|
GUADIANA
....
28
de Junho
PREÇOS
COMMODOS
Cada
paquete d
’esta
eorapanliia
leva
a
bordo
criadas
e eosinheirns
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
»» elasse».
Sendo
as
passagens
pagas
ha
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
proiincíal,
a
conducção
para Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
borii»
oh
pnsiayeirog
teem grátis cama, roupa de eama, co
mida
feita por cosiuSeeiros pertuguezes,
vinho
duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço
de criados e outras despezas.
A
EXPER1ENC1A
de
mais de um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a bordo, e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene
como
para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das suas
ma'as
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
Ã.
o
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no PORTO
ria
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para esclarecimentos
em
Braga
o
snr. João
Manoel da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
Fabrica
a
vapor
d
’,
funJção
de
ferro
e
metaes
Traveum de
8. Jeãa
—Brag
*
.
Nesta
fabrica, unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário da
mesrna
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de industria á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o tem
conseguido,
pois
que no seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para jardins, bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou jardins, columnas
e
consolas
para
larapeões,
prensas para
copiadores,
fuzos
de
novo
syslema
para
lagares,
ferres
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossura^. Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O Proprietário—Anlonio
Germano
Ferrei-
rinha.
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua Nova
de Souza
5—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de todas
as
dimenções.
(813)
Mfflil
IIE MM
D0
ALTO DOURO
EPA
CASA S5IK
VILIA
PCICA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades de
vinhos
enga
rrafados:
Vinho
tinto de
ineza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
’
>
í
190
»
Lagrima.........................................
200
»
Branco de
meza
.............................
210
»
tinto de
meza
fino.
...
270
»
de prova
secca.
.
...
300
d
Malvasia
de
2.
a
.
....
360
»
»
velho....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
........................................
700
»
Alvaralhão....................................... 650
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
par&
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,,
e
branco
120.
Responde-se e garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(
t
?4
‘
)
CODIGO ADMINISTRATIVO
APPROVADO
POR
CtirtH
de
lei de O de itsaio de 1858
Seguido
do
parecer
da
commissão
de
administração
publica
ácêrca
do projecto
d
’
esle
Codigo,
com
um
desenvolvido
re-
psrtorto aiphabetieo,
e
accrescenta-
do
com a
lei eleitoral,
contendo
o
asaagipu
dos
respectivos circulos
do
con
tinente
do
reino,
ilhas
adjacentes
e
pro
víncias
ultramarin
s,
a
sobre
»
íniitrueção ps-ienaria
e
as
alterações
á
£.ei do
Sêiio.
1
volume
500
reis;
pelo
correio
530«
A
’
venda
na
Livraria
Portuense,
edito
ra,
rua
do
Almada,
123,-
Porto.
Parte de Comércio do Minho (O)
