comerciominho_31031877_621.xml
- conteúdo
-
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
621
5.°
ANNO
1877
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Pias
da
Costa,
rua Nova
n.
’
3
E, para
onde
deve
t^r
dirigida toda
a
correspondência franca
da
porte.=As
assi-
gitóturas
são
pagas
adiantadas
;
assina
como
as correspondên
cias
de Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÍÍKSÍÍll**~*fi»
BRASA-S A BB.I ISO 31 DE
ALLEI
u
UIA
I
triunfante
ÃS
TERÇAS, QUINTAS
E
SA8BAD0S.
Peregrinnção t*
líomrs.
O
em,"
”
cardeal
patriarcha
de
Lisboa
dirigiu
ao episcopado
a
circular
que
segue,
respeitante
á
peregrinação
a
Roma,
que
terá
logar
por
occasião
do
jubileu
epis
copal
de
S.
Santidade Pio
IX:
I
CIRCULAR
cânticos
de
sorrisos
de
Já
não
reboam
pela
abobada
do
tem
plo
do
Senhor as
vozes
magoadas
do
lucto
e
da
tristeza:
já
a
côr pesada
do
crepe não cobre as
suas
paredes.
J
esus
-C
hristo
resuscilou,
da
morte
e do
peccado.
A
filha
de
Sião
muda
em
alegria
os
gemidos
de
dôr;
em
contentamento
os
prantos
da desolação;
e
quebra,
para
jamais
soldarem-se, os
gri
lhões
de
captiva.
Eis
consummada
a
redempção
da
hu
manidade
inteira;
eis
a
ella
reabertas
as
portas
do
céo!
■
Não
mais
o
homem
errará
nas
sinno-
sidades
da
escravidão, reatados
agora
os
liames
da graça.
J
esus
-C
hristo
resuscilou,
como E
lle
,
durante
a prégação
da
sua
doutrina,
por
quatorze
vezes
predissera.
E’ hoje,
pois,
o
dia
do
verdadeiro
jubilo
para
a
humanidade redimida.
Exultando
no
S
enhor
,
entoemos-LHE
fervorosos
hymnos
de
louvores,
e
bemdi-
gamos
a
Sua
Bondade
e
Clemencia.
Ex.
mo
e
Bevd.
mo
Snr.
E
’
sem
duvida
do
conhecimento
de
V.
Exc.
a
Revd.
ma
que
em
toda
a
Europa,
em
lodo
o
Orbe
Catholico,
'se
prepara
uma
grandiosa
manifestação,
para
solemnisar
condignamente o
faustíssimo
successo
de
completar
cincoenla
annos
de
Episcopado
o
Summo
Pontífice
Pio
IX,
hoje
Chefe
da
I
greja
Universal.
De
todas
as
Diocezes
do
mundo,
das
mais
remotas
parles
do
globo,
se
dispõem
a
partir deputações
que
vão
levar
aos
pés
do
Vigário
de
Chrislo
na
terra
a
expres
são
dos
sentimentos
de
obediência,
amor
filial
e
admiração,
que
todos
os
Catholi
cos
Lhe
devem
e
de
que
o
tornam
cre
dor
as
suas
incomparáveis
virtudes,
e
a
inquebrantável
energia
com
que,
nos
cala
mitosos
tempos
que
atravessamos,
tem
sa
bido
defender,
no
meio
dos
maiores
pe
rigos
o
sagrado
deposito
da
doutrina
da
Egreja,
e
as
suas
liberdades
e
direitos,
que
são
c
—
0
ma
j
s prec
j
oso
património
de
toda
a
humanidade.
Não
póde,
não
deve
a
nação portu
gueza,
que
mais
que
nenhuma
propagou
no mundo
a
Religião
Catholica,
que
evan-
gelisou
o
os indios <
nos,
ficar
religiosa,
olhos
do
Teem
elevado
a
varem
ao
Japão
e
a
China,
que
converteu
da America
e
os
negros
africa-
extranha
a
tão
grande
unidade
que
agora
vae
alfirmar-se
aos
Universo
inteiro.
os
prelados
de
lodos
os
paizes
voz
para
chamar
os
fieis
a le-
i
seu
Pae
commum
as
consola
ções
e os recursos
de
que
tanto
ao
pre
sente
carece;
confiando
qne
a
V.
Exc.
a
Revd.
ma
animam
os
mesmos
sentimentos,
tomamos
a
liberdade
de
oíTerecer-lhe
o
nosso
auxilio, se
por
acaso d
’eíle
carecer,
,
para
que
aquelles
que,
respondendo
ao
28
FOLHETIM
Ml.
J. M.
DE
MCEDO.
es
BOIS
«MS
ROMANCE
ERAZILEIRO
VOLUME
II
XIV
A mulher
de mantilha.
—Uma
mãe!...
disse
Cândido
terna
mente;
uma
mãe!...
um
ventre
de
mulher
abençoado
por
Deus!...
oh!
senhora,
a
maternidade
é
tão
sublime,
é
tão
sagrada,
que
foi
por
ella
que
Jesus
Chrislo
se
pôz
em
contacto
com homens
;
foi
pela
ma
ternidade que
Deus
nos
salvou!...
amal
diçoado
seja
aquelle,
que
não
ama
a
sua
mãe.
—
E
chora?... perguntou
a
desconhe
cida
chorando
lambem.
—
Oh!
sim!
eu
choro...
sempre,
e
muito.
—
Porque,
senhor
?...
—Porque
eu me
lembro
que
minha
mãe
póde
ser
desgraçada...
porque
talvez
ella
precise
de
um
braço,
a
que
se
arri
me
para
fazer
a
perigosa
viagem
d’
este
mundo,
e
eu
não a
conheço,
não
lhe
pos
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.—
Semestre 850
rs.=Proei»v-
cias,
anuo
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
l<g.030
rs.«=SraztZ,
anno
3&600
rs.^Semestre
1^900
rs.
moeda
forte,
ou
8-5000
reis
e
Í&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’
abalimento.
chamamento
de
V.
Exc.a
Revd.
ma
quize-
rem
ir
em
pessoa
a
Roma,
ou
não
o
po-
I
dendo fazer,
offerecerem esmolas
para
as
1
necessidades da
Egreja,
reúnam
as
suas
adhesões
e
as
suas
dadivas,
quer
em
di
nheiro,
quer
em
objectos
de
valor,
ás
que
das
outras
Dioceses
portuguezas
nos
forem
dirigidas,
e
assim
appareça
a
nação
porlugueza
unida
perante
o
Chele
Espi
ritual da
Christandade.
Embora
os
romeiros
tomem
o
caminho
que
as
suas
inclinações
e
recursos
lhes
indicarem, parecia-nos
conveniente
que
lo
dos
se
reunissem
em
Roma
sob
uma
só
direcção e
n
’uma
mesma
epoca.
para
que
a
manifestação,
que
projectamos,
reves
tisse
em
caracter
mais
imponente
e
gran
dioso. As
esmolas
oflerecidas
conviria
tam-
ireunil-as,
para que
a exemplo
das
outras
nações,
a
nossa
oíferla
e
as
nossas
feli
citações
fossem
a
expressão
dos
semimen-j
tos
catholicos
de
todo
o
povo
porluguez.
Dignaudo-se
V. Exc.
a
Revd.ula
acceder
ao
nosso
convite, poderá communicar
os
nomes
das
pessoas
que
quizereir.
ir
a
Ro
ma,
aos
secretários
d’
esta
commissão,
Agostinho
d
’
Ornellas,
palacio
do
conde
da
Ribeira,
á
Junqueira
e
o
revd.0
padre
João
M.
P.
da
Gama,
convento
da
Esperança,
Lisboa,
e
dirigir
as
esmolas
ao
thesoureiro
d
’
ella,
Anlonio
dé
Carvalho
Daun
e
Lore
na,
rua
de
S. Vicente
de
Fóra
n.°
2.
Devem
os
romeiros
chegar
a
Roma
antes
do
dia
21
de
maio,
data
fixada
para
a
recepção
das
deputações
estrangeiras;
em
3
de junho
terminam as
f
bdeu
com a
solemmdade religiosa que
tem
logar
na
Basílica
de
Pedro
ad
Vincula.
Quinze
dias
de
demora
em
Roma
bas
tarão
para
satisfazer os fins
da
Romaria;
ias despezas
d
’esses
15
dias
podem
aliin-
gir,
quando
muito,
a
somma
de
200 fran
cos,
ou
36$000 reis
da
nossa
moeda.
As
despezas
de
ida
e
volta
variam
muito,
c»_._._._
,
___
não
excedem
820
francos,
ou
154^000
reis,
l.
a
classe,
no que
póde
ainda
obter-
se
reducção; tomando
a via
do
mar
de
Lisboa
a
Liorne,
72^000 reis
ida
e volta.
Os
paquetes
saem
duas
vezes por
mez,
dias
1
e
13.
Os
secretários
da commissão
uirerecem-
se
para dar
a
todos
os
que
se
lhes diri
girem
quaesquer
esclarecimentos
de
que
careçam.
Deus
guarde
a
V.
Exc.a
Revd.
ma
—Lis
boa,
sala das
sessões
da
commissão
cen
tral
da
Romaria
Portugueza
a
Roma,
em
de março
de
1877.
15
O presidente da
commissão
central,
hjnacio,
Cardeal
Palriarcha.
Thesoureiro
Anlonio
de
Carvalho
Daun
e
Lorena.
Secretários,
Padre
João
Maria
Pinto
da
Gama.
Agostinho
d
’
Ornellas.
A
’
cerca
desta
romaria
brevemente
da
remos
algumas
explicações
mais
cir-
cumstanciadas
sobre
os
preços
e
comnio-
didades
de
viagem:
desde
já
diremos,
po
rem,
que
sendo
a
viagem
em
commum,
feita
por
mar—de
Lisboa
a
Civita-Vecchia,
e
com
demora
de
8
a
W dias
em
Ro
ma,
não
excederá
a
despesa
de
133^30'J
a
150^01)0
reis,
conforme
o
seguinte
AVISO.
A
commissão
central
da
romaria
por-
tugueza
a
Roma,
por
occasião
do
jubileu
CÔ 11 CÃ
ÍÍ
q
C'1
1
UO)
V»
V»
V
J MWIJVK*
festas
do
Ju-
episcopal
do santo
Padre
Pio
IX,
faz
pu-
'iosa que
tem
blico
que se
obliver,
pelo
menos,
cem
concorrentes,
contratará
um
vapor
que
vá
direclamenle
de
Lisboa
a Civita-Vecchia,
pagando
cada
passageiro 40^000
réis,
pre
ço
máximo, pela
passagem
e
comedorias
a
bordo,
e
caminho de ferro
até
Roma.
As
pessoas
que
desejem
concorrer
de-
|
vem
mandar
os seus
pedidos
em
carta
conforme
o
caminho
escolhido.
Por
terra
j
Iranqueada
ao
secretario
da commissão,
Agostinho
de
Ornellas,
Junqueira,
Lisboa,
e
acompanhados
de uma
ordem
pela
im
portância
de
passagem,
ou do
dobro se
quizerem
voltar
pela
mesma
via,
pagavel
ao
thesoureiro
da
commissão,
Anlonio
de
Carvalho Daun
e
Lorena,
rua
da
S.
Vicen
te
de
Fóra,
2,
Lisboa.
so
estender
meu
braço...
enxugar-lhe
as
lagrimas...
ou
chorar
com
ella!..
—
E
’ assim!!..
—
Quando,
senhora,
eu
encontro
por
essas
ruas
uma
pobre
mulher doente
..
mendicante...
exposta
aos
insultos
da
gen
te
desmoralisada...
sendo
talvez o
objecto
do
desprezo
de
muitos...
quando
de
noi
te,
aproveitando
as trevas, eu
vejo
pas
sar
junto
de
mim
uma
mulher
envolta,
como
a
senhora,
em
negra
mantilha,
es
tendendo,
vergonhosa,
uma
mão
emma-
grecida
e trémula
para
receber
a mais
cho
rada
esmola...
e
eu me
lembro
que
tenho
no
mundo
uma
mãe,
que
é
por
força uma
mulher,
que
não
é
impossível
que
seja
uma
d
’
essas, que
eu encontro;
senhora!...
eu
não
sei
n
’
esses
momentos
o
que dese-
o...
eu
toco
quasi
ao desespero...
desejo
morrer.,
e
não
me
mato
sómenle
porque
sou
christão.
Ficáram
ambos
em
silencio
por
alguns
instantes;
ambos
chorando;
até que
Cân
dido
levantou
a
cabeça, e
enxugando
as
lagrimas
disse:
—
Desculpe-me;
era
a
senhora
quem
devia
fallar. e
eu a
tenho
occupado
fal-
lando-lhe
de
mim
:
eu
escuto.
—
Não
; respondeu
a
desconhecida
;
cu
precisava
ouvil-o
para
animar-me.
—Pois
bem
;
agora
cabe-lhe
dizer
em
que
lhe
posso
ser
util.
—
Senhor,
disse
a
desconhecida
:
o amor
de
sua
mãe
é
o
unico
que
existe
em
seu
coração
?...
—
O
unico,
não
:
eu
amo
a
minha
mãe
adoptiva;
devo
gratidão
a algumas
pessoas;
e
mesmo...
amo
mais
alguém.
—
Mas
qual
de lodos
esses
amores
se
rá
o
maior,
o
mais
poderoso?
O
mancebo
hesitou; mas
depois
res
pondeu
com
força
:
—
O
de
minha mãe.
—Seria
capaz de
sacrificar
tudo
por
esse
?
...
—
Tudo.
—
E
se
alguém
lhe
viesse
pedir
um
obséquio
tão
grande,
que
importasse
um
sacrifício,
pèlo
menos,
temporário,
e
lh’
o
pedisse
em
nome
de
sua
mãe
?
—
Senhora...
—Se
esse
serviço,
que.
lhe viessem pe
dir
não o
pudesse o
snr.
fazer
sem
ferir-
se
no
coração, sem sentir
doer-lhe
a cor
da
mais
sensível
d
’elle;
mas
se
apezar
d
’
isso
lh
’o pedissem
em
nome de
sua
mãe
?
—
Eu não
cornprehendo...
—
Mas
se
no
cumprimento
de
tal
favor
estivesse
a
salvação
de
uma
mulher, que
tem
talvez
edade de
ser
sua
mãe...
—
Senhora
! falle...
—Oh
!
é
o
snr.
quem
deve
fallar
ago
ra
:
o
que
faria
?
—
Eu não
sei
de
que
se
trata.
—E
’
um
favor
immenso,
que
lhe
ve
nho
pedir
em
nome
de
sua
mãe...
—
Eu
o
farei
;
se
a
minha
honra,
s
a
delicadeza
não...
—
Nada
de
condições.
— E
’
impossível
obrigar-me de outi
modo.
—
Em nome
de
sua
mãe...
—
Por
minha
mãe
já
eu
jurei ser
hon
rado,
e
ser
honesto...
—
O
que
eu
peço,
senhor,
não
se
op-
põe
á
sua honra.
—
Servil-a-hei.
—
Basta por
alguns
dias
enganar
um
coração
martirisando
o
seu...
eis-aqui
o
sacrifício.
Cândido
sentiu
um
calafrio
terrível
coar-
lhe
por
todo
o
corpo
:
pareceu
adivinhar
o
que
d
’
elle
queriam,
e
exclamou
:
—
Mentir ?!!!
—Por
breves dias...
mas
d’essa
men-
!
,:-a depende
a
vida
de
uma
infeliz
mu-
er.
—
Mentir!!!
isso
não,
senhora.
—
A
desconhecida
abafou
um
grito
do-
roso,
que lhe
saia
do
peito.
—
De
que
se
trata,
senhora?
pergun-
iu
o
mancebo
com
voz
alterada.
A
desconhecida,
mostrando
tomar
uma
esolução,
ergueu-se
e
perguntou
;
—
Senhor,
já
aborreceu
alguém
em
sua
ida
?...
Alloeução dirigida
por nosso San-
tissimo
Padre o
Papa Pio IX aos
eardeaes da Santa Egreja roma
na
a 1? de
março de 1S7 T, no
palaeio
do Vaticano.
[Conclusão]
E
’
a
liberdade
de
vêr
a
demolição
progressiva
da
ordem
e
do
governo
das
cousas
ecclesiasticas;
de
vêr
a
perda
das
almas
sem
Nos
poder
empregar e
traba
lhar
em
reparar
eílicazmente
tantos
estra
gos.
N
’
um
tal
estado
de
cousas,
não
de
vemos
Nós considerar
como
uma
amarga
ironia
e
uma
nova
irrisão
o
que
se
re
pete
tantas
vezes,
a
saber
que
devería
mos
encetar
projectos
de
conciliação
e
de
concordia
com
os
novos
senhores, quando
mesmo
da
Nossa
parte
não
restasse
ou
tro
motivo
de
conciliação
que
o
de
en
tregar
inteiramente,
não
só os
soberanos
direitos
d
’
esta
Santa
Sé,
que
recebemos
como
um
deposito sagrado e
inviolável
pa
ra
os
proteger
e
defender
no
momento
da
Nossa elevação
a
esta
cadeira
supre
ma,
mas
de
entregar também
e
sobretudo
o
divino
ministério
que
Nos
foi
confiado
para
a
salvação das almas
e
de abando
nar
a
herança
de
Jexis Christo
nas
mãos
d
’
uma
auctoridade
d
’
esta
sorte,
cujos
es
forços tendem
a
destruir, se fosse
possí
vel, o
mesmo nome da
religião
catholica
?
Agora,
lodo
o
mundo
póde
seguramente
vêr
em
toda
a
sua
evidencia
e
sob
todos
os
seus
lados
a força,
o
vigor e
a
boa
fé
d
’estas
pretendidas
garantias,
por meio
d
<s
quaes,
para
illudir
os
lieis,
Nossos
ini
migos
se
leem
gabado
de
quererem
asse
gurar
a
liberdade
e
a
dignidade
do
Pon-
titice
Romano,
e
que
não
repousam
se
não no capricho
e
vontade
hostil
dos
go
vernos
de
que depende, segundo seus
pro
jectos,
suas
vistas
e
o
grau
de
suas
phan-
tasias,
de
as
applicar,
de
as
conservar,
de
as
interpretar
e
de
as
pôr
em
exe
cução.
Nunca
certamente,
nunca
o
Ponliíice
Romano
está
e
estará
plenamenle
senhor
da
sua
liberdade
e
do
seu
poder,
emquan-
to
estiver
sujeito
a
dominadores
na
sua
capital.
Para
elle
não
ha
outro
destino
possível era
Roma
senão
o
de
ser
ou
ver
dadeiro
soberano
ou captivo;
e nunca
ahi
poderá
haver
paz,
segurança
e
tranquili
dade
para
toda
a
Egreja
catholica,
em-
quanto
o
exercício
do
supremo
ministé
rio
ecclesiastico
estiver
sujeito
ás
paixões
dos
partidos,
ao
capricho
dos
governos,
ás
vicissitudes
das
eleições
políticas,
aos
projectos e
actos
de
homens,
astuciosos
que
não
hesitarão
em
sacrificar
a
justiça
ao
seu
proprio
interesse.
Mas
não
acrediteis.
Veneráveis
Irmãos,
que
no meio
de
tantos
males
que
nos
af-
lligem
e
Nos
opprimem,
Nossa
alma
es
teja
abatida,
ou
que
esta
confiança
com
que
esperamos
os
decretos
de
Deus
Todo-
Poderoso
e eterno
chegue
a
desfallecer
em
Nós.
Na
verdade,
desde
o
dia
em
que
de
pois
da
usurpação
do
Nosso Estado,
to-
mamos
a
resolução
de
Nos conservar em
Roma,
antes
de ir
procurar
uma
hospita
lidade
tranquilla
nos
paizes
estrangeiros,
e
isto
com
a
intenção
de
montar
uma
guarda
vigilante
ao
pé
do
tumulo
de
S.
Pedro,
para
a
defesa dos interesses
ca-
tholicos,
nunca
cessamos,
com
o
soccor-
ro
de Deus,
de
combater
pelo
triumpho
da
sua
causa,
e
Nós
combatemos
todos
os
dias
não
cedendo
parte
alguma
ao
ini
migo se
não impellido pela
força,
afim
de
preservar
o
pouco
que
ainda
resta
da ir
rupção
d
’estes
homens
que
pilham
tudo
e
se
esforçam
por
destruir
tudo.
A'
falta
de
outros
soccorros
para
de
fender
os
direitos
da
Egreja e
da reli
gião,
havemo-Nos
servido
da
Nossa
voz
e
das
Nossas
reclamações. Vós mesmos
sois
testemunhas,
vós,
que
tendes
parti
lhado
os
mesmos
perigos
e
as
mesmas
dô-
res
que
Nós.
Tendes,
com
effeilo,
por
muitas
vezes
ouvido
as
palavras que publicamenle te
mos
pronunciado,
seja para
reprovar
no
vos
attentados
e
protestar
contra
a
vio
lência
sempre crescente
de
Nossos
inimi
gos,
seja
para
instruir
os
fieis
por
sábias
advertências,
com
medo
de
que
sejam
en
ganados
pelos
embustes
dos
maus,
e
por
uma
especie
de
tingida
religião,
se
dei
xem
cahir
nas
doutrinas
perversas
de
fal
sos
irmãos.
Praza
a
Deus
que
ouçam
Nossos
vo
zes
e voltem para
Nós as
suas
vistas,
os que
tem
o dever,
e
para
quem
é
do
maior
interesse
sustentar
a Nossa
aucto
ridade
e
defender
com
energia a
Nossa
causa,
a
mais justa e
mais
santa
de
to
das
!
Pois
é
possível
que
escape
á
sua
sabedoria
que
se
conta
em
vão
sobre
a
solida
e
verdadeira
prosperidade
das na
ções,
sobre
a
tranquillidade e
orlem
en
tre
os
povos
e
sobre
a
estabilidade
do
poder
nas mãos
d
’
aquelles
que
empunham
o
sceptro,
se
a
auctoridade
da
Egreja,
que
conserva
pelos
vínculos
da
Religião
todas
as
sociedades
justamente
constituí
das,
é impunemente
despresada
e
violada,
e
se
o
seu
chefe
supremo não pó
Je
usar
d
’
uma
plena
liberdade
no
exercício
do
seu
ministério
e
fica
sujeito
ao
bello-prazer
d’
outra
aulhoridade?
Na
verdade, regosijamos-Nos
com
este
felicíssimo
facto,
de
que
a
Nossa
lingua
gem lera
sido recebida
de
mui
boa
vontade
e com
grande fructo
por
todo o
povo
ca-
tholico
unido
com
Nosco
pelos
vínculos
da
piedade
filial.
As
continuas
e
reiteradas
provas
que
lemos recebido
do
seu
amor
são
taes,
que
conferem
uma
grande
gloria
a
elles
mesmos e
á
Egreja,
e
Nos
dão
mo
tivo
para esperar
que
dias
mais
felizes
se
levantarão
para
esta mesma
Egreja
e
para
esta Sé
Apostólica.
E
na
verdade, e
com
difficuldade
en
contramos
palavras
suíficienles
para
expri
mir
a alegria
e
a
consolação
que
lemos
experimentado,
ainda
que
privado
de todo
o
soecorro
real,
admirando
os
bellos
mo
vimentos
dos espíritos
e
os
valentes
es
forços que,
nascidos expontaneamente,
se
propagam
cada
vez
mais
todos
os
dias,
mesmo
entre
as
nações
mais
remotas,
e
que
teem
por
fim
o
tomar
pela
mão
a
causa
da
defesa
da
dignidade
do
Pontifica
do romano
e
de
Nossa
humildade.
Os subsidios
generosos
que
nos
che
gam
de
todas
as
partes
da terra
para
que
possamos
prover
ás
urgenles
necessidades
d’
esta
Santa Sé,
e
as
frequentes
peregri
nações
de
Nossos
filhos,
que correm
de
todos
os
paizes
para
este
palaeio
do
Vati
cano
para
dar
testemunho
da
sua
dedica
ção
ao
chefe
visivel
da
Egreja,
são
taes
penhores
da fidelidade
dos
corações,
que
Nos
é
inteiramente
impossível
dar
á
divi
na
bontade
dignas acções
de
graças.
Quereríamos,
comtudo,
que
todos
com-
prehendêssem e
considerassem
como
uma
instrucção
salutar
a torça
intima
e
a
ver
dadeira
significação
d
’estas
peregrinações,
que
vemos
renovarem-se
tão
frequentemen
te,
precisamente
n’
esle momento
em
que
o
Pontificado
romano
está
exposto
aos
ti
ros
d’
uma
guerra
tão
encarniçada.
Porque,
na
verdade,
estas
peregrinações,
não
teem
sómenle
por
fim
o manifestarem o amor
e
a
piedade
dos
fieis para com
Nosco,
mas
fornecem sobretudo
uma
prova
ma
nifesta
das
preoccupações
e
das angustias
que
perturbam
os
corações
de
Nossos
fi
lhos,
porque
seu
Pai
commum
se
acha
n
’uma
situação
inteiramente
anormal
e
summamente
inconveniente.
E
esta
ancie-
dade
e
esta
inquietação,
bem
longe
de
socegarem não
deixarão
de
augmentar
até
ao
dia
em
que
o Pastor
da Egreja
univer
sal
será
afinal
posto
na
posse
de
sua
ple
na
e
verdadeira liberdade.
Com
tudo,
nada desejamos tanto,
Ve
neráveis
Irmãos,
como
o
vêr
as
nossas
palavras
espalharem-se
do
recinto
d
’esta
sala
até
aos últimos
limites
da terra,
pa
ra
que
ellas
deem
testemunho
dos senti
mentos
de
Nossa
alma
para
cora
todos
os
fieis
de
todo
o mundo,
em reconhe
cimento
das
admiráveis
provas de
amor
e
dedicação
filial que
não
cessam
de
Nos
dar.
Desejamos,
com
effeilo, agradecer-lhes
a
piedosa
liberalidade
com
que
esquecen
do mesmo muitas
vezes
suas
próprias
dif-
ficuldades,
veem
em
Nosso
soecorro,
per
suadidos
que
tudo o
que
se
offerece
á
Egreja
é
dado
a
Deus.
Desejamos
também
felicital-os
pela
magnanimidade
e
animo
com
que
desprezam
as
cóleras,
as
zomba
rias dos
impios,
declarar-lhes
que
lhe
so
mos
profundamente reconhecido
pelo
en-
thusiamo
com
que
procuram
offerecer-nos
os
testemunhos
do
seu
amor,
afim
de
fes
tejarem
a
lembrança
anniversaria
d
’
este
dia;
em
que,
cincoenla
annos antes, re
cebemos,
ainda
que
indigno,
a
graça
da
consagração episcopal.
O
que
não
desejamos
menos
vivamen
te,
é
que
todos
os
pastores
das
egrejas
que
estão
espalhadas
ao longe
sobre
a ter
ra,
recebendo
Nossas
palavras,
tenham
animo
para
fazer
conhecer
a
seus
fieis
os
perigos,
os
ataques
e
os
prejuízos
a
que
estamos
exposto,
e
para
os
convencer
cada vez
mais
que,
cerlamente,
não
ces
saremos
nunca,
qualquer
que
deva
ser
a
consequência
d
’
esta
situação,
de
condem,
nar
as
iniquidades
que
se
commettem
con.
ira
Nós;
também é
preciso
que
elles
sai.
bam
que
poderá
chegar
tempo
um dij
em que
a nossa
palavra lhes
não
chegue
senão
raras
vezes
e
muito
diílicultosamen.
te,
pelos
obstáculos,
que poderão
sobrevir,
seja
por
causa
das
leis
acima
citadas,
sejà
por
causa
d’
ouiras
ainda mais
cruéis,
cuja
apresentação
se
annuncia.
Exhortamos
comtudo
os
pastores
a
prevenir
os
seus
rebanhos
de
não
se dei.
xarem cahir
nos
artifícios
pérfidos,
pelos
quaes
homens
enganadores
se
esforçam
com
suas palavras
era desnaturar
e
des^
figurar
o
verdadeiro estado
de
cousas
em
que
Nos
achamos,
seja occultando a
sua
dureza,
seja exaltando
a
Nossa
liberdade
e
aflirmando
que
o
Nosso
poder
não
es,
tá
sujeito
a ninguém,
em
quanto
podemos
definir
em
poucas
palavras
a
Nossa
situação,
dizendo
que
a
Egreja
de Deus
soílre
vio-
lencia
e
perseguição
na
Ilalia,
que
o
Vi.
gario
de
Jesus
Christo
não
gosa
nem
de
liberdade,
nem
do
pleno
e
inteiro
uso
de
sua
independencia.
N
’
esle
estado
de
cousas,
nada julga,
mos mais opporluno,
e nada
desejamos
com maior
ardor
que
vêr
estes
mesmos
pastores,
que
nos
tem
dado tantas pro
vas
de
sua
união na
defesa
dos
direitos
da
Egreja
e
de
sua
boa
vontade
a
respei.
to
da Sé
Aposlilica,
exhortar
os
fieis
que
lhes
estão
confiados
a
servirem-se
de
to.
dos
os
meios
que
as
leis
de
cada
paiz
poem
a
sua
disposição
para
trabalhar
com
desvelo
para com
aquelies
que
governam,
aíim
que
estes
considerem
com
mais at-
tenção
a
penosa
situação feita
ao
Chefe
da
Egreja
e
tomem resoluções
efficazes
para
desviar
os obstáculos que
se
oppoem
á
sua
plena
independencia
.
Mas,
como
é
ao
Todo
Poderoso
que
pertence
fazer penetrar
a
luz nos
espiri.
tos
e
mover
os
corações
dos
homens,
Nós
vos
pedimos não
sómente
a
vós,
Ve
neráveis
Irmãos,
de
elevar
para
Elle
vos.
sas
ferventes
orações,
sobretudo
n
’esle
tempo
de
propiciação,
mas
também
exhor.
íamos
vivamente
os
pastores
de
lodos
os
povos
catholicos
a
reunir
nos
templos sa
grados
os
fieis
que
lhe
estão
confiados
para
ahi
espalhar
do
intimo de
sua
alma
humildes
orações
pela
salvação
de
Nossi
Mãe
a
Egreja,
pela conversão
de
Nossos
inimigos
e
pelo
fim
de
Nossos
tão
graves
e
extensos
males.
Deus,
que
ama
aquelies
que
o
temem
e
que
confiam
na
sua mi
sericórdia,
dignar-se,ha,
temos
d’
isso
a
firme
confiança,
acolher
a
oração
do
povo
que
crê
n’
Elle.
De
resto,
Veneráveis Irmãos,
animemo-
nos
no
Senhor
e
no poder
de
sua
virtu
de,
e,
revestidos
da
armadura
de Deus,
com
a couraça
da
sua
justiça e
com
o
escudo
da fé, combatamos
corajosamente
e com
força
contra
o
poder
das
trevase
a iniquidade
d
’
este
mundo.
Já,
na
verdade,
o cuidado
que
se tem posto em
misturar
e
perturbar
tudo
chegou a
ponto
que,
si-
milhante
a
uma
torrente,
o
seu movi
mento
ameaça
arrastar
tudo
para
o
pre-
—
Em
uma
palavra,
senhor;
tem
pie
dade
de
uma
mulher
infeliz?
—
Senhora...
senhora...
sou
filho,
filho
amante,
e
não
conheço
minha
mãe.
—
Basta.
A
desconhecida tomou
o
braço do
mancebo,
aproximou-o da
meza
onde es
tava
a
luz,
e
arrancando
de
sobre
si
a
mantilha,
caiu
de
joelhos.
Cândido
soltou
um
grito
de
espanto
:
acabava
de
reconhecer
a
filha de
Ana-
clelo.
—
Senhora!
erga-se...
—
Não
!
não
!
pelo
amor
de
Deus
dei
xe-me
ticar
de
joelhos.
—
E
’ impossível...
eu
não
devo...
—
Mas
eu
quero...
eu
não
direi
nada...
e
vêr-me-ha
sair
como uma
miserável
con-
demnada,
se
quizer
obrigar-me
a levan
tar-me.
—
Senhora...
--Não!
não!...
em
nome
de
sua
mãe,
por
lodos
os
seus
amores juntos,
outra
vez
pelo
amor
de
Deus
dese-me
fallar
de
joe
lhos.
O
mancebo cruzou
os
braços,
e
ficou
alli em
pé com
a cabeça
caida
para
bai
xo,
olhando para
aquella
mulher,
que
de
joelhos,
coin
os
braços
apertados
em
cruz
contra
o
peito
e
com
os
olhos
cravados
no
chão, começou
a fallar.
—
Senhor,
senhor,
o
que
eu
lhe
venho
dizer
e
pedir não se
diz,
não
se
pede
senão a
um
homem
de
honra,
de
piedade
e
de
religião.
—
Faíie,
senhora.
—
Eu
devo
parecer-lhe
uma
mulher
má
e
intrigante;
e
todavia
eu
sou
apenas
muito desgraçada;
ouça-me
como
um
pa
dre
ouve
no
coníissionario.
—
Falle
sem
receio,
minha
senhora.
—
Senhor,
ia
dizendo
Marianna.
—
Espere,
disse
Cândido
interrompen
do-a.
A
viuva
levantou
a
cabeça, e
por
entre
suas
lagrimas
viu
o
mancebo
dirigir-se
á
escada,
e
examinar
se
alguém
os
escu
tava;
abaixou
de novo
a
cabeça
quando
Cândido
voltava
para
ouvil-a.
—Eamos sós; póde
fallar.
Marianna
principiou
então
a dizer
com
voz
tremula
:
—
Na
primavera
de
minha
vida,
senhor,
eu
fui
lida
por
formosa
e
conhecia-me
por
sensível:
amei...
a
historia
do
meu
amor
começa
como
todas
as
do
mesmo
genero
;
mas
acaba
como
as
mais
des
graçadas
; seduziram-me,
senhor...
e
aban-
donaram-me
!!!
oh!
mas
o
meu
infornio
se
tornou
mais
doloroso hoje;
porque
sei
que
uma
de
minhas cartas,
exaclamente
uma,
em que
eu
lançava
em
rosto
ao
meu
seduclor
o
estado,
em
que
me dei
xava,
caiu
nas mãos
de
um
homem sem
generosidade
e sem
nobreza,
que
com
eíla
joga
contra
mim.
—
Oh! esse miserável...
—
O snr.
o
conhece;
é
um
mancebo
que frequenta
nossa
casa,
é...
—
Salusliano...
•—
Esse mesmo:
oh
senhor!
que
pro
cedimento
abominável o
d’
esse
presumido
joven
!
..
eu
esqueço
tudo
quanto
se
tem
passado
entre
nós
dous,
para
dizer
só
mente
o
que
tem
relação
com
o
snr.,
e
que
veio
completar
a
minha desgraça.
—Relação
comigo? exclamou
Cândido.
—
Salusliano
desde
muito
tempo,
que
ama
minha
sobrinha,
e
debalde
trabalha
por
se
fazer
amado:
ullimamenle,
com
seus olhos
de
amante
zeloso,
descobriu,
que
Celina
já
amava...
oh! adivinhou
a
verdade;
o
snr.
sabe
a quem
minha
so
brinha
amava.
—
Ah!
senhora...
—Não
o
increpo
: ella
e
o snr. são di
gnos
um
do
outro;
mas
o
amante
infeliz
jurou
levantar
uma
barreira
entre
os dous...
e
essa
barreira...
a
pezar
meu...
a
despei
to
de
lodos
os
meus
esforços,
essa
barrei
ra
sou
eu.
—
E
’
possível!...
—
Com
a
carta
em
que
eu
confesso
meu
crime
elle
me
governa
como
senhor;
com
o poder
que
lhe
dá
essa
carta,
elle
me
disse
uma
noite
:
«eu
quero
que
as
portas d
’esta
casa se
fechem
ao
snr.
Cân
dido!»
e
eu fui
pedir-lhe
que
me
levas
se
ao
jardim, e
lá
menti,
senhor, ca-
lumniei
minha
sobrinha,
calemniei meu
proprio
coração...
ousei
significar-lhe
que
a
sua
presença
nos
incommodaval,.
des
pedi-o
de
nossa
casa,
e
depois
fui
cho
rar atraz
de
uma
porta
como
uma
lou
ca!...
oh
senhor!
perdão
!
perdão!
em no
me
de
sua
mãe
!...
—A
senhora não
é
criminosa,
disse
Candido
trislemente;
é
infeliz...
muito
in
feliz.
—
Mas
o
plano
do
monstro
falhou:
ape
sar
da sua
ausência
Celina
o
aborrecia
como
dantes
;
quando
hoje...
—Hoje...
repeliu
Cândido.
—
E
’
preciso
que
eu
diga
tudo; eu
caso-me,
senhor,
ou
pelo
menos
deverei
casar-me
antes
de
oito dias
;
pois
hoje
Salusliano
se
apresenta
em
minha
casa,
e
diz-me:
«o
meu
casamento com sua
so
brinha
seguirá
de
perto
ao
seu
:
eu
o
exijo!.., se
não:»
oh!
com
estas
palavras
é
que
elle
termina
sempre.
—E
’
incrível
!...
exclamou
Cândido.
—
Minhas
observações,
minhas
suppíi-
cas,
minhas
lagrimas
o
não commove-
ram
;
e
formalmente
me
ordenou
que
eu
viesse
aqui
pôr-me
de
joelhos
a
seus
pés,
e
pedir-lhe,
senhor,
como lhe
peço,
que
salve
a
meu
pae,
e
que
me
salve!
—
Salval-a ? e
como?...
—
Oh
!
é
preciso ter
muita
coragem
para
pedir
o que
eu
peço!
é
um
sacri
fício...
mas
estou de
joelhos...
—
Diga,
senhora.
—O
seu
amor
é que
me
mata!
ex
clamou
Marianna;
Celina
e o
snr.
me per
dem...
—
Ah
!
meu
Deus
!!
bradou
Cândido
apertando
a
cabeça
com
as
mãos,
porque
acabava
de
adivinhar
o
que
se
lhe
ia
pe
dir.
(Continua)
e muitos
d
’
aquelles
que
foram os
[correspondidos
cipicio,
t
.
.
.
auctores
e
cúmplices
d
este
novo
estado
de
cousas olham,
espantados,
para
traz,
temendo
elles
mesmos
os effeilos
da
sua
obra.
Mas
Deus está
com
Nosco,
e
esta
rá
até á
consummação dos séculos.
Só
aquelles
devem
temer
o
que
está
escripto:
«Vi
que
aquelles
que
commet-
tem
a
iniquidade
e
semeam
dôres
e
as
colhem
tinham
morrido
pelo
sopro
de
Deus,
e tinham
sido
consumidos
pelo
fo
go
de sua
cólera».
Mas
aquelles
que te
mem
o
Senhor,
qoe
combalem
em seu
nome,
e
que
esperam
no
seu
poder,
para
estes
está
reservado
o
soccorro
de
sua
misericórdia,
e
não
ha
duvida,
pois
que
se
trata
da
sua
causa
e
do
seu
combate.
Elle
sustentará
seus
combates,
até
á
hora
-da victoria.
Alijo, 84 d® março de 187 9.
(Du nosso
correspondente).
0
silencio
tem
sido
bastante
prolon
gado;
porém,
se
a
bondosa
redacção
o
não
desculpa,
justifica-nos
a
falta
de
saude.
Hoje ainda
a
custo
escrevemos,
mas,
não
querendo
mostrar
pouca vontade,
pomos
de
parte
o
sacrifício
para
vos
endereçar
algumas
noticias, que,
nào obstante
um
pouco
atrasadas
não
deixam
de
ter
tal
ou
qual interesse.
No
dia
2
de
fevereiro proximo
passa
do
um
nefando
crime
deixou
esta
villa
em
grande consternação.
Um
pobre
pastor,
bem
visto
dos
vi-
sinhos,
o
que
não acontece
a
lodos,
por
alcunha
o
Canhé,
octogenário, retirando
ao entardecer do
monte,
onde
pastorea
va
o seu
rebanho,
foi
esperado
por
um
perverso,
que
o
assassinou
ás fooçadas.
O
infeliz
velho,
que
no
ultimo
quartel
da
vida
teve
uma morte
tão
desgraçada,
era
casado
e
tinha
dois
olhos
menores.
Quando
esta
terrível
noticia
se
espalhou
por esta
villa,
a
indignação
foi
geral.
Mui
ta
gente
correu
a
vêr
o
estado
lastimoso
em
que se
achava
o
cadaver
do
pobre
velho
e
retirava
horrorisada.
Tinha
o
cra-
neo
crivado
de golpes,
e
as
mãos
todas
dilaceradas,
pelas
quaes
deixa
suppor
que
o
desgraçado ao
receber
os
golpes levava
as
mãos
á cabeça
para
livral-a
das
fouça-
das
e
como quem pedia
compaixão
para
a
senectude
indefeza.
Não
podemos
indigitar
o
criminoso
por
que
não
vimos,
mas
o
que
vamos
referir
é
fundado
na
voz
publica.
A
mulher
da
infeliz
victima
tinha re-
lações
illicitas
com
o
Trancas.
um pastor por
alcunha
O
velho
marido
servia,
por
conseguin
te,
de
estorvo a
qualquer
acto
que
ella
e
seu amante quizessem
praticar.
Entende
ram
pois,
que
a
morte
do
velho
se
tor
nava
necessária,
e
do
projecto
á
pratica
pouco mediou.
No
dia
em
que
teve
logar
a
perpelração
do crime
a
mulher prohibiu
que
um
filho,
que
sempre
costumava
acom
panhar
o
pae
para
o
monte
com
o
reba
nho,
o
não acompanhasse
n’esse
dia.
Cer
rou-se a
noite
e
o velho
sem
appare-
cer.
A
mulher chamou
então, para
disfar
ce,
por
um
visiníio
e
pediu-lhe
fosse
com
ella
procurar
o
marido,
pois
que
até
áquel-
las
horas
ainda
não
linha
vindo
para
casa.
A
noite
estava
muito
escura.
O
visinho
an-
nuiu ao
pedido: muniram-se
d
’
um
lam-
peão
e puzeram-se
a
caminho.
Não
tinham
ainda
percorrido
nm kilo-
metro
em
direcção
ao
monte,
onde
o
ve
lho
costumava pastorear
o
rebanho,
quan
do
a
mulher exclama,
dirigindo-se
a
um
recanto
da
estrada,
onde
hca
um
poço
:
«Infeliz!
onde
vieste
acabar!»
Effecliva-
mente
alli
permanecia
o
cadaver
do
velho
pastor
E’
,
pois,
voz
publica, que nos
parece
não
errará,
que
a
mulher foi connivente
no
crime,
já
pela
prohibição que
fez
ao
filho,
já
por
saber
onde
se
achava
o
ca
daver
do
marido.
Todavia
nós
nada
dire
mos
sobie
isso,
porque
não
gostamos
de
aventar
supposições,
mui
principalmente
quando ellas
são de
tanta
responsabili
dade.
A’
auctoridade
compete
averiguar
a
ver
dade
do
que
por
aqui
corre
e proceder
energicamente.
O
auctor
de
tão
grande
crime evadiu-
se, não
lendo
sido
possível
até
hoje
ser
capturado.
—Haverá
um
mez
pouco
mais
ou
me
nos
que
neste
concelho
os viajantes
leem
sido
cumprimentados
por
alguns
indiví
duos,
que
pedem
esmola
de
chapéo
na
cabeça.
Os cumprimentos teem
sido
sempre
”
‘
!
com a
bolsa
e
seus
com
petentes
cobres
pelos cumprimentados,
que
seguem
seu
caminho
dando graças
á
Providencia
em
lhes
deixarem
a
vida.
A.
estação
telegrafica
do
Pinhão
foi
assaltada
duas
vezes
a altas
horas
da
noi
te. No
primeiro assalto conseguiram rou
bar
o
dinheiro
existente
em
cofre,
cuja
quantia
não
sabemos
a
quanto
montava;
no
segundo
foram
infructiferos os
planos,
deixando
todavia
o
chefe
da
mesma
em
grande
sobresalto.
Neste
concelho
andam
vagabundando
alguns
assassinos,
que
se
teem
escapado
á justiça,
não
obstante
a
auctoridade
ter
feito
esforços
para
os
capturar.
Cremos,
por
conseguinte,
que
nas
hordas
dos taes
pedintes
de
estrada
andarão
encorporados
esses
sugeitos.
Bom
será, pois, que
a
auctoridade
continue
a
esforçar-se
pela
captura
dos
laes
amigos,
livrando-nos
assim
d
’algum
incommodo
e
evitando
que
façamos
es
molas
tão
filantrópicas.
—No
dia
13
do
corrente,
pelas
3
ho-
ras
da
tarde,
foi
dado
á
sepultura
o
ca
daver
do revd.
0
Padre
Manoel
Teixeira
de
S.
Paio.
Se
a escassez de
noticias
não
nos
fornecesse
outro
assumpto
mais
do
que
o
fallar
do
revd.0
S.
Paio,
já tinha
mos
bastante
para
uma
correspondência
extensissima.
Era
natural de
Prezendâes,
povoação
d
’
este
concelho.
Contava
aproximadamente
noventa
an
nos,
e
no
longo decurso
da
sua
vida
não
se
aponta
um
facto,
pelo
qual
desmere
cesse
da
missão
sublime,
a que
se
entre
gara
por
convicção.
Não era
homem
de
conhecimentos
scientiticos,
mas
era
homem
de
muitas
virtudes; e
que
é
a
sciencia
ao
pé
da
virtude?
Pensar
que
só
a
scien
cia engrandece
o
homem,
é
erro:
o
que
faz
o
homem
grande é
conhecer
Deus,
dizia
Aimé
Martin.
O
falleciemento
do
revd.0
S. Paio
foi uma
perda
para
a
Religião,
pois
que era
um
exemplo
vivo
de
acry
soladas virtudes;
e
exemplos d
’esles
são
sempre
necessários
e
mui
principalmente
n
’
este
miserável
século
que
atravessamos.
Noventa
annos de peregrinação
n
’este val-
le
de
lagrimas
já
bastavam
para
quem
nunca
se linha
afastado
do
caminho
do
bem.
Deixou,
pois,
o
mundo,
mas,
é
pa
ra nós
de
fé,
foi
gosar da
mansão celes
te
que
Deus tem
preparada
para
os
seus
escolhidos.
Requiescat
in
pace.
Até
breve.
C.
M.
GAZETILHA
do» Senhor
«SJcee IKu-
sm>»
—Saiu
ante-hontem
á
noite,
do
tem
plo
da
Misericórdia,
a
procissão
do
Se
nhor
«Ecce
Homo»,
a
qual
foi
feita
com
o
esplendor
possível.
O
préstito
era
formado
pela R.
Ir
mandade
da Misericórdia, que
levava
mui
tos irmãos, pela
communidade
dos orfàos
de S.
Caetano,
e por
numeroso
clero.
Antes
e
depois
do andor
iam anginhos
ricamente vestidos,
conduzindo
emblemas
allusivos
á
Paixão.
Depois
do
pallio
seguia-se
uma
guarda
d
’honra
do
regimento
d’
infanteria
8,
pre
cedida
da
banda
respectiva.
iKoniaria.
—
E
’
na segunda-feira
a
ro
maria
de
Santo
Adrião,
nos
aros
da
ci
dade.
Costuma
ser
muito concorrida.
ISistoria d® Portugnl.
—
Temos
recebido
os
últimos
fascículos
da
Historia
de
Portugal,
em
publicação
por
uma
acre
ditada
empreza
editora
de
Lisboa.
Continua
ainda
o
l.°
volume,
que
é
escripto
pelo
snr.
Antonio
Ennes.
Erratum
<le
uotieia.—
Com summa
satisfação
corrigimos
a
triste
noticia
qoe,
no
penúltimo
numero
da
nossa
folha,
dé
ramos
sobre
o
estado
da
saude
do
eximio
escriplor,
o
snr.
Caraillo
Castello
Branco.
Informados
por
pessoa
fidedigna,
que
com
elle
esteve
já
depois
de
darmos
a
referida
noticia,
podemos
alfiançar
que
o
padeci
mento
que
soílrèra
o
snr.
Camillo
Cas-
lelio
Branco
não
era
grave,
e
que
d'elle
está,
já
ha
15
dias,
restabelecido.
ÍJ
Usiiverso Xllustrndo.
—
Recebe
mos
os
n.
os
11
e
12
do Universo Illus-
Irado, periodico
de litleratura que
por
vezes
temos
com
sobejos
motivos
recom-
mendado.
As
formosas
gravuras
d
’
estes
n.°
s
são:
Valle
de
Arequipa,
Um
desfiladeiro
na
I
Corunha,
Uma
vista
do
salgueiral
de
Coim
bra,
e
Vista em
perespecliva
de
E
’
rivan
(Rússia
Asialica).
Grande
concerto no
tlieatro de
8.
Geraldo.
—
Está n
’
esta cidade
a
ce
lebre
violinista
Julia
Blechschmidl, dire-
clora
da
grande orchestra
de
damas
vien-
nenses,
de
quem
tanto
tem
fallado
os
jornaes
estrangeiros
e
do
paiz.
Esta
dislincla
artista
dará
um
só
con
certo
ámanhã,
domingo
de
Paschoa,
no
theatro
de
S.
Geraldo.
Os
amadores da
boa
musica devem
aproveitar
a
occasião
de
apreciar
por
si
mesmo
o
raro
mérito d’esla
celebridade
europeia.
Arsenal de Berlim.—
As
camaras
allemãs
votaram
a
somma
indispensável
para
fundar
em
Berlim
um
museu
mili
tar,
á
similhança
do
da
Torre
de
Lon
dres, do
museu
de arlilheria de
Paris,
do
arsenal
de
Vienna,
do
museu de
arlilheria
de S.
Petersburgo
e
da
armaria
de
Ma
drid.
Não
faltam
na
Allemanha
estabeleci
mentos
d
’
esta
especie.
O
museu nacional
de
Munich
distingue-se
pela
sua
distribui
ção
scientifica
e
technica;
a
collecção
dur
mas
de
Dresde pela
sua
riqueza.
Em
Darmstadt,
Coburgo,
no castello
de Wartburgo,
perto
de
Eisenach,
em
Altenburgo
e em Greiz, existem
reunidas
pequenas
collecções.
Na
Prussia,
exceptuando-se
a
pequena,
ainda
que
preciosa
collecção
de armas
que
contém
actualmente
o
arsenal,
os
objectos
d
’esta especie,
adqnados para
a
consti
tuição
de
um
grande
museu,
estão
dis
persos
por
todo
o
paiz e
pertencem
tanto
a particulares
como a algumas
corpora
ções.
municipalidades
e
templos.
O
governo
allemão
emprehendeu a
ta
refa
de
reunir
todas
estas
considerações
históricas,
assegurando
a
sua
conservação
e
classificando-as
devidamente.
A
collecção
será
depositada
em
Berlim
no
novo arsenal,
que
está
destinado
a
conter
um
verdadeiro
museu
de
glorias
do
exercito
allemão.
Objectos
arclaeoloyicoa.—
Nas
es
cavações
a
que
se
anda
procedendo
nos
paços
do
concelho
de
Beja,
a
grande pro
fundidade,
encontrou-se
uma
bilha
de
barro,
um
alguidar,
dedaes,
thesouras,
etc.,
etc.
Descobriu-se
também
um
poço
profundíssimo
e muitos
alicerces,
os
quaes
correm
todos
de
poente
a
nascente.
Nos
entulhos
foram
achadas
bastantes
medalhas,
mas
de
nenhum
valor
archeo-
logico.
Viagesn á roda <3 o mundo.—
Em
França
formou-se
uma sociedade,
que tem
por
tiin
reunir todos
os
elementos
pro-
prios
para
uma
viagem
á roda do
mun
do,
que
seja
ao
mesmo tempo
instructiva
1
e
agradavel.
D’aqui
a
dois
mezes
princi
piará
a
navegar
a embarcação
destinada
a
essa viagem, que durará
320
dias.
Os
preços são
de
16
a
25
mil
francos,
com-
prehendendo
não
só
a passagem,
mas
também
as
excursões
organisadas
á
custa
da
sociedade;
cerca
de
seis
mezes
são
destmados
á
visita
dos
mais notáveis
pai-
zes
do
globo.
Depois,
mesmo
a
bordo,
não
se
trata
unicamente
da
alimentação
e
do
conforto
ordinário;
ha
lambem
uma bibliolheca
es
colhida,
mappas
geográficos,
instrumentos,
e
até
lições
de
homens
notáveis
pelo
sa
ber.
Uma
cotnmissão
da
sociedade
fará
es
tudos
especiaes,
quer
mercantis
e
indus-
triaes,
quer
puramente
scienlilicos.
Entre
os
nomes
dos
membros
d
’
essa
cotnmissão
encontram-se
os
de
Schoraeblá,
director
da
notável
Escola
Superior
do
Commercio
de Paris,
GeofTroy-Saint-IIilai-
re, que estudará a
zoologia,
Lionvelle
e
hjgieue,
Jaussey
a meleorogia,
a
Duchar-
tor
a
botamca.
Cura de aneurisma.—
No excellen-
le
periodico—
Revista
Medica
do
Rio
de
Ja
neiro—
vem
um
artigo
do
snr.
dr.
José
Pereira Guimarães,
em
que
este
distincto
facultativo
noticia
uma
cura
por
elle
ef-
fectuada
de
uma
aneurisma
da
carolida
primitiva
esquerda
com
a
applicação
da
electricidade
sobre
a
superfície
externa
do
tumor,
primeiro
e
unico caso
conhe
cido
do
emprego
d
’
esse
processo.
O
doente,
que
é
um
pardo
de
nome
Casimiro,
de
40
annos
de
edade,
e
de
constituição
sanguínea,
acha-se
perfeita
mente
bom,
não
obstante
entregar-se
ao
abuso
de
bebidas
alcoólicas
e
ser
carrega
dor
de
profissão
na
cidade
do
Rio
de
Ja
neiro.
Biiímero «8e
carros
e carruagens
em 5*aris.—
Segundo
as
ultimas
estatís
ticas
existem
em
Paris
9:051
carruagens
de
aluguer;
8:000
pertencentes
a parti
culares;
723
omnibus
da
companhia
geral;
220
omnibus
destinados
ao
serviço
de
ca-
iminhos
de
ferro;
25:000 carros
de
trans
porte,
e
cêrca
de
8:000
carreias
movidas
á
mão.
Não
é
possível calcular
o
numero
de
pessoas
que
em
um
determinado
tempo
transitam
em
carruagens;
mas
sabe-se
que
nos
omnibus,
pertencentes
a uma
só
com
panhia
ou
empresa,
no
anno
de
1873,
transitaram,
termo
médio,
113.303:483
in
divíduos
por anno,
ou
310:421
por
dia.
Em 1869
o
numero
total
dos
passa
geiros
chegou
a
122
milhões.
O
numero
de
cavallos
destinados ao
serviço
dos
omnibus
n
’
esle
ultimo
anno
chegou
a 10:199.
Este
grande movimento
de
carruagens
tem
sido
causa
de frequentes e numerosos
accidentes.
Com
eífeito,
desde
1869
teem
sido
registrados
por
anno termo
médio,
133
casos
de
morte e 1:200
de
ferimentos.
A
conservação
das
calçadas
custa
por
anno
a
município
de
Paris
fr.
7.110:740;
a
limpeza
e
rega
das
ruas
4556:609.
Boa notícia.—
O
correspondente
do
«Times»,
de
Roma,
diz,
que sendo
per
guntado
o
Papa
sobre
a
razão
porque
dava
o
barrete
cardinalício
a Monsignor
Howard,
mostrando
tanta predilecção pelos
inglezes,
S.
Sanctidade
respondera:
«Apesar
de
ser
protestante
aquelle
paiz, encontra-se
nelle
mais respeito
pelo
calholicismo
do
que
etn
muitos outros paizes
que
se
diz.em catho-
iicos».
Os
padres
Redemptoristas
de
Lon
dres
escreveram
para
Roma,
dizendo
que
ultimamente
receberam
na
Egreja,
ca-
tholica
800
protestantes.
!Eí»qwí»«8ri!3»t» do
Danúbio.
—
A es
quadrilha
do
Danúbio
tem
17
navios
de
guerra,
que
montam
sessenta
canhões.
Estes
navios
destinam-se
á
deíeza
do
Baixo Danúbio,
e
bastam
para
defender
as
margens
turcas.
Segundo
uma
commu-
nicação vinda de
Routschout,
esta
esquadri
lha
será
deslribuida
assim:
Estacionarão
em
Sulina
duas corvetas
couraçadas,
cada
uma
com
seis
canhões;
para
Matschin será mandada
uma
canho
neira,
com
seis
canhões;
Silistrea
terá
utn
monitor,
uma
canhoneira
e
um navio
blin
dado. Cruzará
uma
canhoneira
entre esta
cidade
e
Sourtoukoir,
e
o
espaço
compra-
hendido
entre
esta
praça
e
Lom-Palanka
será
vigiado por outra
canhoneira.
Em
frente
de
Wedden
estacionará
um
barco
não couraçado.
O decano
dos medica*
de
Pa
ris.
—
Morreu
o
decano
dos
médicos
de
Paris,
Mr.
Herdez
de
Chegoin.
Tinha
87
annos.
Era
membro
da
academia
de
me
dicina,
e
exerceu durante 40
annos
o
car
go de
chefe
dos
médicos
dos
hospitaes
pa
risienses.
Portutjueze*
falleeidos.
—Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro,
desde
28
de
fe
vereiro
a
7
de março
os
seguintes
por-
tuguezes:
José
Antonio
da
Silva,
47
annos,
ca
sado;
Francisco
Antonio
da
Silva,
41 a.,
viuvo;
Isabel
Maria Neves,
37
a.,
c.;
João
da Silva,
60
a.,
solteiro;
Anna
Joaqtiina
Ferreira,
40
a.,
s.;
Maria
Bernarda
de
Coração
de
Jesus,
87
a , v.;
Estevão
Ignacio,
28
a
,
s.;
Antonio
de Souza,
60
a.,
s.;
José
Pereira
de Almeida, 43
annos,
solteiro;
Forlunato
José
Pereira,
57
annos,
solteiro;
Antonio
Gouçalves
da
Silva,
36
annos,
casado;
Anna
Angélica
Duarte.
30
a.,
s.;
Manoel
Ferreira
da
Silva,
60 annos,
s.;
João
Baptista,
35
a.,
c,;
José
Dias
.Marques,
60
a.,
s.;
José
Manoel
da
Cunha, 70
a.,
c
;
Maria
The-
reza
Freitas Braga.
19 a.,
c.; Antonio
Oriunda
Ferreira,
29
a.,
s.;
José
Rodri
gues
Teixeira
de
Carvalho, 23
a.,
s.;
Jo
sé
Teixeira
Bastos Silva,
67
a.,
s
;
Gn-
Iberihe
da
Costa,
50
annos.
solteiro;
Se
rafim
de
Fatia
Cardoso,
28 annos,
soltei-
to;
Ayres
José
da
Costa,
40
a.,
v.;
Francisco
Bento
Gonçalves,
24
a.,
s.;
Marianna Paula
de
Menezes
Mendonça,
40
a.,
c.;
Ignacia
Maria
da
Conceição,
c.;
Manoel
Pereira Porto,
75 a., c.;
José
da
Silva,
32
a.,
s.;
Manoel
Vieira
de
Souza,
61
a.,
s.;
José
Joaquim
de
Oliveira,
20
a.,
s.;
Joaquim
de
Oliveira
Monteiro,
14
a.;
Joaquim
Antonio
Branco,
50
a.,
c.;
José
de
SanCAnna
Gomes,
34
a
,
s.~
Maria
da
Conceição Vargas
de
Oliveira,
33
a., c.
Justa
pesliilo.—
Rogamos
aos
snrs.
assignantes
a
quem
temos
dirigi
lo
cartas
particulares,
a fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço
de
tempo,
a
fim
de
sabermos
a resolução que
a
tal
respeito
devamos tomar.
A* caridade
publica».—
Recommen-
damos
ás
almas
bemfazejas uma
pobre
mulher
de
80
annos
de
idade,
que se
acha
doente
e
sem
meios
de
subsistência,
para
que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
AGWICICTTOS
Henrique
Freire d’
Andrade
Coulinho
Bandeira e
seus
filhos,
julgam
ter agra
decido
a
todos
os
illm.
09
e
exm.
os
snrs.
que
lhes
fizeram
a
honra
de tão signi
ficativos
ohsequios por
occasião
do
falle-
cimento
de
sua
cunhada
e
tia,
a
exm.
a
snr.a
D.
Maria
Isabel
Pereira
Lago
e
No
ronha;
mas
receando
que
alguns
bilhetes
e
relações
se
extraviaram,
justificam d
’
es-
te
modo
a
sua
involuntária
falta,
da
qual
pedem
desculpa,
protestando
a
todos
a
sua
cordeal
e
eterna gratidão.
(181)
ANNUNCIÔS
NOVO
HORÁRIO
Teixeira
e
Mesquita,
levam
ao
conhe
cimento do
publico,
que
as
suas
diligen
cias
estabelecidas
de
Braga
á
Povoa
de
Lanhoso,
Senhora
do
Porto
e Penedo,
que
até
aqui
partiam
d
’esta
cidade
ás 6
e
meia
e
oito
da
manhã,
fica partindo
desde
o
dia
5
de
abril,
para
a
Povoa
de
Lanhoso,
e
Senhora do Porto
ás
6
horas
da
manhã,
e
para
o
Penedo
ás
7.
N.
B.
A
carreira
da
tarde
continúa
ás
mesmas
horas.
Os
bilhetes
vendem-se
no
mesmo
escriptorio
do
bem
conhecido
Ri
beiro
Braga.
Braga
2
de abril
de
1877.
(187)
Pelos
annuncianles=Rrierro
Braga.
Arrematação
voluntária clow
bens
imtnoltiliariog «Io
falleeido
vis
conde de S. I.aíaro,
Pelo
juiso de
direito
d
’
esta
comarca,
e
carlorio
do
3.°
oíficio, de
que
é
escrivão
Moita,
no
dia
15
do
proximo
futuro
mez
d’abnl,
pelas
9
horas
da manhã, á
porta
do
tribunal
judicial
sito
no
largo
de
San
to
Agostinho,
se
tem
d’
arremalar,
e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—os
bens seguintes:
A
casa
nobre,
com seus
respeclivos
jardins,
e
quintal
junto,
todo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de
25:0005000
rs.
A
propriedade
rústica
conligua
aos
di
tos jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de cazeiros,
eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que
se
compõe
de
vários
prasos
foreiros
ao
revm.
0
cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d
’
Eslevão
Falcão Cot
ia
de Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz. Hospital
de
S. João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz, e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de
S.
Lazaro
e
quintaes
das
casas
da
rua
da
Ponte,
e
com
terra
de
D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o
quintal
da
dita
casa
nobre,
no
va
lor
de
12:0005000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio de
construcção,
defronte
da referida
casa
no
bre
com toda
a
pedraria
aparelhada
e por
apparelhar,
que
se
acha
depositada no
cam
po
dos Remedios,
no
valor
de
3:0005000
reis—
e
finalmente
uma
outra
morada
de
casas
com
seu eido,
denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
'Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no
valor
de
reis
400-5000;
porisso
toda
a pessoa
que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia
e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora e
li
quidatária,
O
solicitador=João
Ferreira
Torres.
(147)
____________________________
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao proximo
S. Mi
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
rua
do
Anjo
n.°
24.
Trata-se na
livraria,
em frente
da mesma
casa,
e no
escriptorio
d’esta
redacção.
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
Para S. Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe
para S
a
N
IOS e RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
liio
de
Janeiro
PAQUI7TES A
NEVA.........................
13
de
Abril
MONDEGO.
...
28
de
Abril
ELBE
.........................
13
de Maio
PREÇOS
COMMODOS
Cada paquete íl’esSa eompanbia
leva
a
bordo
ertados e eoainlaeãro»
portuyuezeo
commodidade
dos
passageiros
de
todu»
a« elasses.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para Lisboa
é
por
conta
da
C mpanhia.
A
bordo »s passageiros
teetn grátis emui», roupa de
eania, ta-
mida
feita por cossnl«eiros portugueses,
viatlao duas vezes por dia,
assisteneia medieis, serviço de
criados e outras deepezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esla
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e*
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene como para a
commodidade
dos
passageiros.
.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos agrade
cimentos
de
mais de
mil
e
cem passageiros
d
’entre
eiles
feitos
por
escripta como
consta
de
docu
mentos
archivados
em varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES PAQUETES a honra
de
conduzir Suas Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes cidades e villas.
Agente
em
Braga
o
snr. João
Manoel
da Silva Guimarães,
rua
do
Souto.
MUITA
ATTENÇAO.
Bua
de
S.
Marcos
n.°
15
.
Jjoja de
vinhos «Io Bnnro.
Acaba
de
chegar
um lindo
sortimento
de
amêndoas
francezas
e
de
Lisboa,
e
va
riado sortido
de caixinhas
e
cartonagem
de
lindíssimos gostos
de
todos
os
tamanhos
para
amêndoas,
e
também
vende
pão
de
ló
enfeitado,
e
queques.
Doce
fino
e
do
chá,
queijo londiino,
papel,
flamengo,
da
Serra,
e
Sueco,
e
toma
qualquer encotn-
menda,
tudo
com
a maior
perfeição. Pre
ços
modicos.
(182)
LIVRARIA
D
’EUGENIO
CHARDRON
A
HISTORí A ECC1LESZ1TICA
PELO
Padre
Bivaux
Depois
de
concluída
custará 3$600
rs.
Ainda
se
póde assignar até
ao
fim
d’
es-
le
mez
pelo
preço
primitivo,
recebendo
em
brinde
o retrato gravado
em aço
DE
SUA
SANTIDADE
O
PAPA
PIO
IX.
Esta
obra
que comprehende
a historia
geral
da
egreja
desde
o
seu
começo
até
1876,
custa
apenas
35000
reis
aos snrs.
assigantes
e ticará
concuida
no
fim
d
’
es-
te
mez.
E
’
uma
obra indispensável
ao
clero
e
utilíssima
a
todos
os
bons
christãos.
IIÍJECÇ10
HYGIEMCA
BAUJAMICO PHOP1K1TAX1CO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim, á Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
phar
macia Madureira, rua do
Triunfo n 0
142,
proximo
ao Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
irasco—
400
rs.
(4449)
S
a
IR
DE
LISBO/X
MINHO..................
28
de
Maio
TAGUS..................
13
de
Junho
GUADIANA
. .
.
28
de
Junho
Companhia
Edificadora e indus
trial
Bracarense.
S»csed:sde
ivaostyma
de respaMsa-
bilidade
limitada
Capital 500:0005000
l.a emissão 100:0005000
São
convidados
os
senhores
accionis-
tas
a
ehtrar
com
a
12.a
e
13.a
presta
ções
ou
(0
°|
0
de
suas
acções,
de
5
a
10
do
proximo
mez
de Abrd,
das
10
heras
da
manhã
ás
2
da
tarde,
no escriptorio
da
companhia,
rua
da Cruz
da
Pedra
n.°
6
a
12.
Braga
24
de
Março
de 1877.
Os
directores,
Francisco
da Silva
Araújo.
José
Alves de
Moura.
João
Carlos,
Pereira
Lobato.
(181)
A
BELLA PINGA
No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de
San
to
André
n.°
20,
encontra-se
um
variado
sortimento,
das
principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de
Val-de-Vez, de
Basto
e
do
concelho de
Braga.
Vende-se
por
pipas
e barris.
Quem per-
lender
dirija-se
a
Cerqueira
da
Silva
&
Gonçalves, largo
da
Lapa
n.°
1
ou
com
Francisco
Manoel Xavier,
rua
dos
Chãos
n.°
25.
(148)
CIRIJR6IÃO
1ÍE.VTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
-f
Faz
tudo
quanto diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
Arrematação simultânea na Be,
partição de Fazenda do
distri,
do
de
Braga
e na
Administra,
ção
do
Concelho de Braga,
dia
13
de
abril de
1877,
de
propriedades pertencentes
q
Santa
Casa da Misericórdia
(
/
q
Porto.
Districto
e concelSio de IJrag»
Freguezia de
Vimieiro
Um
campo
de terra
lavradia
com
ar.
vores
de
vinho
e
agua
de
rega e
lima
chamado
o Campo
da
Fonteila,
situado
a#
poente
da
estrada
do
Porto
a Braga,
n6
logar
de
Maçada,
confrontando
do
nasceu,
cente
com
a
referida
estrada,
do
poente
com
Estevão
da
Costa
Bibeiro,
norte
com
prédio
do
padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz,
sul
com
propriedade de
José
Anlonio
Go.
mes.
Louvação
1305600
rs.
Ties
leiras
de matto
com
carvalhos
e
pinheiros,
sitas
no
monte
chamado
da
An-
dorinha,
no
logar
da
Maçada,
e
se
deno.
minam
leira
da
Esperança, Bouça
e
leira
dos
Castanheiros.
Formam
todas
uma
pro.
priedade
que desce do
nascente
para
o
poente,
apresentando
11
linhas
que con.
ironlam
da
fórma
seguinte:
tres
que
fi.
cam
do lado
do
norte confrontam
com
João
Ferreira
e
José
Cerqueira
; tres
que
(icatn do lado do
poente
confrontam
com
o
mesmo
Cerqueira
e
Estevão
da
Costa
Ribeiro
Cruz;
duas
do
lado do
sul
con-
frontam
com
o
dr.
Daniel
José
Fcrnandes
e
Manuel
José
Ferreira
Hilário
;
tres
do
lado
do nascente
confrontam
com
José
Joa
quim
de
Carvalho
e
João
Ferreira.
Estas
leiras
com
a
que
se
segue
constituem
um
prazo
foreiro
á
Camara
Municipal
de Bra
ga
em
400
reis
annuaes
e
landemio
de
quarentena,
pagando
estas
leiras
ao
cabe
ça
de
praso
50
reis
annuaes,
a
que
o
ar-
rematante
fica
obrigado.
Uma
leira
de
ter
ra
de
monte,
chamada
a
leira
da
«Fonte
de
Ouro»,
sita
na
logar
do
Marco,
do
monte
da
«Andorinha»,
confronta
do
nor
te
e
nascente
com
terra
dos
herdeiros
de
Manuel
Ferreira,
sul
com
José
Gonçalves
e
do
poente
com
o
padre
Ignacio
Ribeiro
da Cruz. E
’
sujeita
ao
praso
acima
refe
rido,
pagando
ao
cabeça
de
praso
10
rei»
annuaes.
Louvação 695038
rs.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
17
de
março
de
1877.
O
Official-Maior,
Manuel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
(173)
DO
ALTO
D0UE0
O
A
CASA
S5E VlfclsA FOI C A
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades de
vinfios
enga
rrafados
:
Vinho tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
» .
19(1
» Lagrima.................................
200
»
Branco
de
meza
....................
210
»
tinto
de
meza
fino.
...
270
»
de
prova
secca.
.
...
300
»
Malvasia
de
2.a
.............................
360
»
»
velho....................................400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão........................................
700
»
Alvaralhão........................................
560
»
Velho de
1854
.
...
600
»
a
retalho
para
meza
50
e
80, o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
pO-
dendo
todo e qualquer
consumidor
tnan-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(41
vr)
Vende-se
uma
morada
de casas
l
com
fluintal
e
poço,
na
rua
de
Vicente
n.°
22.
Trata-se
na
mesma
rua,
n.°
69.
(183)
VENDA DE CASA
Vende-se
as casas,
sitas
no
Lar-
£°
d
e
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
'-■-^com
j
o
ão
Evangelista
de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITAMA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
