comerciominho_31051877_645.xml
- conteúdo
-
5.°
ANNO
1877
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
645
Issigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
*«r
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gaaturas
são
pagas
adiantadas;
assim como
as
corresponden-
cm
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
POBI
j
ICA-S
SS
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre
850
rs.=»jProt»s-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—
-Semestre
1&050
rs.=-ffrai»/,
anno 3&600 rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000 reis
e
4&500 reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes 20
®/
B
d
’
abatimento.
BHV.A-QUIiVTA-FEIH
I 31 Í>E
MAIO
O
materialismo,
a
heresia
hodierna,
é
a
feição mais
caracteristica
do
nosso
sé
culo
Consectario
da indiílerença
religiosa,
elle
se
manifesta
d
’um modo
assustador,
e
vae
ganhando todas as
classes
da
so
ciedade.
Desfilando
das
theorias
abstrusas
e
ex
cêntricas,
o
materialismo
tem
hoje um
culto
mais afervorado
que
nas
épocas
de
nebulosa
barbárie.
Afundando
a
vista
para
o
lodo
que
pisa,
o
homem parece
ler-se
convencido
de
que
a
peregrinação
por
este
mundo
é
uin
meio,
e
não
um fim.
Esquecido,
pois,
do
seu
alto
destino,
elle circumscreve
as
suas
vistas
ao
mes
quinho
horisonte
da vida
terrena.
Deixa
emmudecer
a
voz
da
crença,
despresa
os
ensinamentos
da
rasão,
e
ca
minha
direito
a
um
unico
escopo:—
o
goso
material.
E
’
este
o quadro
tristíssimo
que
nos
apresenta a sociedade
do
século
XIX.
Se
isto
é
a
tão
preconisada
civilisação
que
por
ahi
apregoam;
quanto não suspi
raremos
nós pelos
tempos
do
obscurantis
mo
em
que
a
fé
não
era
uma
palavra
vasia
de
sentido
?!
E
que
grandes
remedios
opporemos
a
tão
grandes
males
?
Os
apostolos
do
êrro
cada
dia
augmen-
tam
em numero, e
redobram
d
’exforços
para
o
propagarem:
não
cruzemos
os
bra
ços,
nós
os
que
ainda
nos presamos
de
verdadeiros
crentes.
Um
dos
meios
mais
poderosos
de
que
os
nossos
adversários
se
servem
para
a
diffusão
dos
seus
princípios
dissolventes,
é
a imprensa.
Pois
bem;
opponhamos
livro a
livro
e
jornal
a jornal.
Para
isto,
porem,
é
neccessario
que
forcejemos
para
sustentar
a
lucta,
e
para
que,
com o
auxilio
de
todos,
ella
seja
di
gna
quanto
possível
da
causa
que
defen
demos.
Auxiliem,
pois,
os
catholicos aquelles
que
teem
propugnado
e
estão
propugnan
do
por
aquillo
que
teem
de mais santo:
—
a
crença
religiosa.
Se
dos
nossos
—
repetimos
mais
uma
vez
—
não
vier
o
auxilio,
seria
loucura
es-
peral-o
dos
contrários.
------------
v---------------------------------------■
ttejiresenínção
<1
oh
catholicos par-
tuguezea.
A
norma
da
representação
que
os
ca
tholicos
vão dirigir a Ll-rei.
e
á
qual
nos
referimos
em o
n.°
antecedente,
é
a
que
segue:
Senhor.
Os
abaixo
assignados
que
se
presam
do
glorioso
nome
de
portuguezes
e
do
mais
glorioso
de
catholicos,
veem
respei
tosamente
perante
Vossa
Masestade
repre
sentar-lhe
a
funesta
situação
em
que
se
vê
o
Pae
commum
dos
lieis,
em
conse
quência
da
occupação
dos
Estados
da
Egreja
pelo governo
do
reino
de
Italia.
Esta
situação
não
póde
continuar
sem
perigo
para o catholicismo, porque a
li
berdade
e
independencia
do
Santo
Padre,
tão
necessária
para
o
exercício
de
suas
sagradas
funcções,
é
cada vez
mais
op-
primida;
e assim
é de
summo interesse
para
a
christandade
de
que
faz
parte
o
reino
de
Portugal,
desembaraçar
a
augusta
pessoa
de
Sua
Santidade
do
estado anor
mal
em
gue se acha.
.
A
allocução
que pronunciou o Santís
simo
Padre
Pio
IX,
no
Consistorio
de
12
de
março, revela
um
estado
de cousas,
cuja
extrema
gravidade
não
lerá
escapado
a
Vossa
Magestade.
Como
Chefe
do
poder
em
Portugal,
deve
Vossa
Magestade
fazer
que
os
inte
resses
sagrados
da
consciência,
superiores
a
todos
os
interesses,
sejam
respeitados
entre
todos
os
vossos
súbditos,
para que
elles
possam
livremenle
receber
as ordens
d
’Aquelle
a
quem
foi
confiado
por
Nosso
Senhor
Jesus
Christo
o
poder
de
ligar
e
desligar.
Portugal
foi
sempre
um
reino
que
tim
brou
em
conservar
puras
as
crenças
ca-
tholicas,
unica herança
que
lhe
não
teem
podido
tirar
o tempo e
as
revoluções;
e
o
titulo
de Fidelíssimo
foi
dado
por
um
Pontífice
a
um
predecessor
de
Vossa
Ma
gestade,
e
transiniitido
aos
seus
succes-
sores,
sendo
o
maior
brasão
da
sua
coroa.
Profundamente
commovidos
pela
lin
guagem
do
venerando
Ancião
do
Vaticano,
os
catholicos
abaixo
assignados
recorrem
a
Vossa
Magestade
e
lhe
pedem
que,
por
todos
os
meios
que
a
prudência
e
sabe
doria
lhe
suggerir, chame a
altenção
do
seu governo sobre
a
perturbação
que
a
situação
creada
ao
Pastor
dos
pastores
espalha
em
todo
o
universo
christão.
A
usurpação
de
Roma, como
mostram
os
factos e
o
declara
Pio
IX, não
tem
tanto
por
fim
opprimir
o
poder
temporal,
como
destruir
mais
facilmente
as
institui
ções
da
Egreja,
transtornar
a
auctoridade
da
Santa Sé, anniquillar inteiramente
o
poder
espiritual
do Vigário
de
Jesus Chris-
lo.
Assim
a
liberdade
da
Egreja
está
cada
vez
mais
ameaçada
na falta de liberdade
do
Santo
Padre.
Os
abaixo
assignados
sentem
que
é
do
seu
dever,
como
catholicos
e
portuguezes,
pedir
a
Vossa
Magestade
de
tomar
em
consideração
a
situação do Papa,
de
que
depende
a
situação
da
Egreja
e
a
de
to
dos
os
catholicos,
e
ainda
a
da
mesma
sociedade.
Elles
contam tanto
com
a
effi-
cacia
d
’
esla
intervenção
quanto
nunca
houve
causa
mais
justa
que
reclamasse
o apoio
dos
poderes
da
terra.
Elles
cha
mam
a
altenção
de
Vossa
Magestade
para
o
estado
assustador
em
que
está
collocada
a
Santa
Sé,
e
que
se
póde
tornar
mais
sério
pelas
invasões
successivas
e
sempre
progressivas
do
governo
italiano.
O
dever
d’
um Príncipe
calholico
é
não
só
reger
temporalmente
os
povos,
mas
fambem,
e
sobretudo,
proteger
a
Egreja,
sustentando
os
interesses
religiosos
tão
intiinamente
ligados
com a
liberdade
do
Soberano
Pontitice.
Vossa
Magestade
e
juntamente Sua
Ma
gestade
a
Rainha,
de
quem
o
Santo
Pa
dre
é
padrinho,
podem
protestar
contra
essa
situação, declarando
abertamente
que
não
acceitam
a
solidariedade com
a re
volução italiana,
e
tomando
todas as
me
didas
para
que
o
Santo
Padre
seja
res
tabelecido
na
sua
plena
liberdade.
Póde
encarregar
o
seu governo
a
representar
ou a
usar
de
lodos
os
meios
para
asse
gurar
os
direitos
e
os
interesses
de to
dos
os catholicos.
E'
o
que,
em
cumprimento
do
seu
dever,
'
supplicam
a
Vossa
Magestade
os
abaixo
assignados.
1
FOLHETIM
0S
ÚLTIMOS
MOMENTOS
D
UM
CONDEMNADO
PELO
R.
P.e Marchai
Missionário
ap»stolico
TRADUZIDO
DA
19.a
EDIÇÃO
POR
J. B.
da
S.
R.
IV
[Conlintiaçào]
«Em
1849,
fui
accusado
falsamente
de
ter
em casa
um
deposito
d
’
armas,
e
con-
demnado
a
dous
annos
de
detenção.
Eu
percorri
todas
as
prisões
de Lyon.
Mas
emíim,
passados
quatro
mezes,
pude es-
capar-rne.
Era
duríssimo
realmente
estar
por
tanto
tempo
privado
da
santa
liberda
de,
e
salvei-me
em
Génova.
«A
3
de
dezembro
de 1851,
fui
ao
café
dos
Estados-Unidos,
onde
se
me
disse
que
Napoleão,
depois
do
seu
golpe
d
’
eslado,
linha
concedido
uma
amnistia. N’esle
meio
tempo
puz-me
a
beber
de
café
em
café,
e
em
toda
a
parte
se dizia
o
mesmo.
Não
ha
mais
que
nove
horas,
ajuntavam, que
se
leu
uma
carta
de
Baudain,
escreven
do
que deixa
as barricadas,
e
que
volta
á
França
dizendo-nos:
Adeus
I»
«A
estas
palavras, estando
ébrio,
aper
tei
a
mão
a
meus
amigos,
e
perguntei:
«Quem
quer
seguir-me?»
«A
’s
dez
horas
partimos
de
Génova,
e
chegamos
a Seyssel,
em
numero
de
vinte
e
dous
ou
vinte
e
tres. Lá,
depois
de ter
mos
comido
e
bebido
bem,
deitei-me
so-
bre
uma
meza
e
adormeci...
Mas
logo
em
seguida
veio
Veuillace
dizer-me:
«E’
preciso
partir,
não
ha
remedio.»
t
—
Muito
bem
I
ordinário,
marche
1»
«Chegamos
defronte
d
’Anglefort, era-
mos só
cinco.
Foi
alli
que
principiou
a
minha
desgraça.
Encontramos
muitos
ci
dadãos,
guardas
d
’
alfandega
disfarçados,
que quizerain
embaraçar-nos
a
passagem,
e
que
nos
disseram
:
«Aonde
ides?»
«Respondi-lhes
:
«Nós
nem
somos
má
gente
nem la
drões
;
vamos
a
Lyon,
nada
vos
pedimos.
Retira-te!
deixa-me
passar!...
«Então,
por
unica
resposta,
vem
um
para
mim
de
bayoneta na
mão.
Arranquei-
lh
’
a
com
a
esquerda,
e,
com a
direita,
ad
ministrei
lhe
uma
boa
cacetada,
para
lhe
ensinar
a respeitar
os passageiros.
E
de
pois,
como
vi
que
queria
usar
da cara
bina,
dei-lhe
duas
pequenas
pancadas
com
a bayoneta
na cabeça, e fugi,
depois
de
lançar
fóra
as
armas.
Mas
não
fui
eu
que
lhe
dei
o
golpe
mortal.
Foi
Veuillace e
Champin
que
o
acabaram
;
e
eis
aqui que
sou
eu o condemnado
á
morte ..»
V
Terminou
aqui
a
narração,
que o
con
demnado
esperava
acabar,
mas
julguei
ne
cessário
advertil-o
de
que
tinha
talvez
ne
gócios
mais
urgentes
a
tratar.
Perguntei-
lhe
se
queria
escrever
a
sua
boa
mãe,
as
sim
como
a
seus
antigos
amigos
:
que
n
’esle
caso
lhe
prestaria
o
soccorro
da
minha
mão
para escrever
a
correspondência. Ao
mes
mo
tempo tirei
do bolso
tudo
o
que
era
preciso
para
escrever.
«Oh
I
senhor,
sois
muito
bom,
me
diz
elle
apertando-me
a
mão.
Vèdes
que
na
da
tenho
mais que
estas
calças
e
esta
ca
misa,
não
sei
como
pagar-vos
este
ser
viço.»
Deus
que
confessaes,
tel-o-heis
honrado
da
maneira
que
elle
o
quereria
ter
sido
!
Não dissesteis,
se
bem
me
recordo,
que
não
ereis
calholico?
Não
pedisleis
um
mi
nistro
protestante7
—
Sim,
senhor,
disse
e
repilo;
sou
pro
testante
como
meu pae
e
minha mãe,
que
tanto
lenho
amado,
e
quero
morrer
como
meu
pae
morreu,
e
como
minha
mãe
mor
rerá
de
certo
..
Meu
pae,
meu
bom
pae,
que
me
disse
na
hora
„
extrema
:
«Vem
meu
querido
Julio,
vem
que
quero
abra
çar-te;
imita
teu
pae,
e
Deus
te
aben
çoará...»
O
prezo
entrou a
passear
a
largos
passos.
Depois,
parando
rapidamente,
e
voltando-se
para
mim
:
«Não
é
porque
de
seje
mal
a ninguém
e
que
odeie
a
religião
catholica.
Eu,
amo
todas
as
religiões,
me
nos
a dos
Judeus,
porque
crucificaram
o
Christo^
que
foi
o
primeiro
republicano
do
mundo...
Foram
os
aristocratas
que
o
ma
taram,
e
não
tardarão
a
fazer
outro
lau
to
de
mim.»
Depois
accendeu
o
cachimbo.
«A
proposito,
reunir-se-ha
muita gen
te
em
volta
do
cadafalso.
Tanto
melhor,
eu quero
grilar
do
alto
d
’elle
:
«Viva
Chris
to!
Viva
a
Republica!
Abaixo
os
tyran-
nos
!...»
Ao
pronunciar
esta
ultima
palavra
ati
rou
com
o
phosphoro
ao
ladrilho
da
pri
são.
«Elles
verão
que
não
sou
um
cobarde.
Quanto
a vós,
não
vos quero
mal,
senhor.
Conheço
M.
Cognet,
o
esmoler
da
prisão
de Roanne,
em
Lyon;
respeito-o,
amo-o;
é
um
excellente
homem.
Vós
lambem,
se
nhor,
lambem
vos amo;
quereria
ter
a
for
tuna
do
meu
Augusto
para
vos
recompen
sar
de
tanta bondade;
mas
abandonar
a
religião
de minha
mãe
para
me
fazer
pa-
pista, não,
é
impossível
;
não
me
falíeis
mais
n
’
isso...»
E
passeia
de
novo.
(Continua)
Depois
bebeu um
copo
de
vinho,
dan-
do-m
’o
antes
a
cheirar
e
dizendo:
«Eis
aqui
um
famoso
vinho
que
elles
me
tem
servido!
Na
verdade,
é
mais
ca
paz
de
produzir
cólicas
do que
embebe
dar
!...»
Depois
d
’isto
dispuz-me
a assentar-me
no
seu
banco, apresentando-lhe a
cadeira
que
o
guarda
me tinha trasido.
Eu
come
çava a
naturalisar-me,
e
desejava já fazer
as
honras da
casa.
«Nunca
o
consentirei,
me
diz,
obrigan
do-me
a
acceitar
a cadeira.»
Dispuz-me
para
lhe
escrever
a
primei
ra
carta
que
elle
dictou
assim:
«Meu
querido
Augusto : eu
vou
talvez
deixar
este
mundo,
e
escrevo-le
pela
ul
tima
vezl...»
Minhas
lagrimas
correm
com
tal
abun-
dancia
que
inundam
o
papel.
Atirei
com
a
penna
para
longe de
mim,
e
saltei
ao
pescoço
d
’
aquelle
que,
passadas
duas
ho
ras
de
conhecimento,
eu
amava
do cora
ção.
Por
alguns
instantes
confundimos
nos
sas
lagrimas
e
soluços... Emíim,
passada
a
força
da
commoçâo,
tomei
a
palavra
e
lhe
disse:
—
«Meu
muito
amado,
dizeis
que
ides
talvez
deixar
este
mundo
;
mas
de
certo
esperaes
um
mundo
melhor
?
—
Sem
duvida
que
espero;
e
por
que
não?
Não
está
lá
em
cima
Deus
que não
é
como
os
homens?
Elle
sabe
muito
bem,
elle,
que
não
fui
eu
que
o
matei.
Foi
Veu-
iliace
e
Champin,
que
lhe
deram
o
golpe
mortal.
—
Então
credes
em
Deus?
—
Se
creio
em
Deus!
Mas, meu senhor,
póde
alguém
não
crer
em
Deus?
Não foi
elle
que
fez
o
sol
que
alumia
os
muros
d
’
esta
prisão?
Não
foi
elle
que
tez
esta
cabeça,
que
talvez
bem
cedo
vá
cair
no
cadafalso ?
—
Tendes
muita
razão,
querido
amigo,
é
preciso ser
insensato
para
não
acreditar
na
exislencia
de
Deus.
Mas,
dizei-me, este
24
tinham-se
apanhado
1:319
kilogram-
mas,
que
o
mesmo
governador
civil
pa
gou a
40
reis por
kilogramma.
A
apanha
é
por
emquanto
bastante
facil,
visto
que
o
terrível
insecto
não
tem
ainda
o
desen
volvimento necessário
para
tomar
o
vôo.
Noticias
de fflaeou.—
No
paiz ha
via
tranquillidade
e
era
satisfatório
o
estado
sanitario.
Disia-se
que
reinava
o
cholera
morbus
em
Saigon,
mas
ollicialmente
parece
que
não
está
declarado.
No
Japão
continuava
a
insurreição,
achando-se os
imperiaes
bloqueados
no
castello
Rumamolo
pelos
revoltosos, e es
tes
acossados pelas tropas
do
governo.
Mais
quatro portos
se
abriram
ao
com-
mercio
exlraogeiro
na
China,
no
princi
pio
do
corrente
mez.
Aos
emigrantes
asiaticos
que
desejarem
ir
para
a
ilha
do
Soolow
offerece-lhes
o
governo
das
ilhas
Philippinas
os
necessá
rios
auxílios
para
alli
se
estabelecerem,
o
que
não
deixarão
de
acceitar
os
asiaticos,
porque
Soolow
é
uma
das boas
ilhas
do
archipelago.
Partiram
na barra
«Trio
para
Timor
os
missionários
destinados
á
missão,
le
vando
as
allayas
e mais
paramentos
para
a
nova
egreja
de
Dilly.
Guerra
«lo
Orieaite.—
Os
últimos
lelegrammas relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Constantinopla
27—O ministro
persa
acreditado
junto
da
sublime Porta noticiou
a
Safret-pachá
a
manutenção
das
relações
amigaveis
entre
a
Pérsia
e
a
Turquia.
Os
turcos
destruíram
o
forte
Erdille
ao norte
de
Sookhoum
Kaleh;
derrotaram
os
russos,
matando
200.
Bucharest,
27
—
As
baterias
russas
pos
tadas
em
Guirgeno
estão
bombardeando
Roustchouk,
cidade
e
praça
forte
turca
situada
na
margem
direita
do
Danúbio.
As
tropas
românicas bombardeam Ni-
kopoli.
Os
turcos
estabeleceram
um
cordão
ao
longo
da margem
direita
do
Danúbio
afim
de impedirem
que
os russos
executem
de
surpreza
a
passagem.
Os rios
Aluta
e
Sereth, na
Romania
trasbordam
em
resultado
das muitas
chu
vas.
Bucharest,
26
—
Os
russos, por meio
de
torpedos,
destruíram
o maior dos
mo
nitores
turcos
que
se
acham
no
canal
de
Mitschin,
na
margem
direita
do
Danúbio
em
frente
da
Braila.
Londres
28—Diz
o
«Times»,
que
Mouh-
ktar-Pachá
telegraphou
para
Constantino
pla
participando ter-se
visto
obrigado
a
recuar
para
rectaguardar
de
Erzerum
com
o
exercito
do
seu
commando, afim
de
evi
tar
que
fosse cortado
pelos
russos,
cuja
cavallaria
lhe
apparecera
pelos
flancos.
S.
Pelersbtirgo
28
—
Assegura
se que
o
imperador
Alexandre
sómente
no
dia 16
de
junho
partirá
de
S. Petersburgo.
Não é
provável
que
a passagem
do
Danúbio
pelas
tropas
russas
tentada antes
d
’
essa
epoca.
A
proiliieçíío vinícola.—
Segundo
os
dados
ultimamente
publicados,
a pro-
ducção
annual
do
vinho
na
Europa
é
cal
culada
em
147.000:060
de
hectolitros,
dis
tribuídos
do
seguinte
modo:
França,
60.000:000;
Italia,
30
300:000;
Áustria
Hungria,
23.000:000;
Hespanha,
20.000:000;
Portugal,
5.000:000;
Allema-
nha,
4.440:000;
Suissa,
1.155:000;
Grécia,
1.155:000;
Roumania,
1.000:000; Rússia,
614:000
hectolitros.
Segundo
a
opinião
do
dr.
Lunier,
o
consummo
do
vinho que
corresponde
a
cada
indivíduo
e
a
cada
paiz,
divide-se
assim:
Em Italia,
120
litros;
França
105;
Portugal
80;
Áustria,
53;
Suissa,
49;
Hespanha, 30;
Wurtemberg,
19;
Prussia,
2,30;
Inglaterra,
2,20;
Dinamarca,
0,90;
Noruega,
0,66;
Suécia,
0,36; Rússia,
0,33;
Bélgica,
0,30.
Sinistros marítimos.—
A
direcção
do
«Veritas» acaba
de
publicar a
seguin
te
estatística
dos
sinistros marítimos
oc-
corrtdos
durante
o
mez
de
março
de
1877,
de navios de todas
as
nacionalida
des:
Navios
de
véla considerados
perdidos:
inglezes
53,
americanos
17,
írancezes
13,
allemães 12,
hollandezes 10,
norueguezes
9,
italianos
8,
austríacos
7,
gregos
4,
suecos
4,
dinamarquezes
2,
belga
1,
turco
1,
desconhecidhos
10.—
Total, 152.
São comprehendidos
n
’
este
numero
34
navios
supposios
perdidos
em
consequên
cia
da
falta
de
noticias.
Navios
a vapor
perdidos:
inglezes 3,
belga
1,
francês
1.
—
Total,
5.
Uma
nova
serpente «lo
mar.
—
O
jornal
«The
Glasgow
News», publica
Ooletim da perrgrinaçfto ad sa
cra Uimiua.
Marselha
23
de maio.—
Aqui
chegamos
hontem
ás
5
horas
da
larde, graças a
Deus
todos
sem
novidade,
e
só
cheios
de
saudosas
recordações
da
Santa Gruta
de
Lourdes,
que
jámais
esquecerei. Estamos
no
hotel
Noailles,
que
é
uma
babylonia,
e
tomamos
quartel
no
4° andar
(ainda
tem
5.°
e
6.°),
tem
50
criados,
e
commo-
dos
para
mais
de
mil
hospedes.
A’s
7
horas
e
meia
fomos jantar,
e
também
almoçar,
porque todos
nós
só
ti
nharnos cotnido
um pão
e
um
pau
de
cho
colate.
A
cidade
de Marselha
é
grandiosa,
e
conta
perto
de 350:000
habitantes,
as
ruas
são bellas e
espaçosas, e
tudo
gran
dioso:
depois
de
jantar
fomos
ver
a
bahia,
e
fiquei
admirado
de
ver
tanta quantidade
de
navios.
Não
tem
nenhuma
comparação
com
Lisboa.
A
nossa
ceia
foi
na
cidade
de
Tolouse
ás
10
e
meia
da
noute.
E
’
uma cidade
também
importantíssima,
maior
que o
Porto,
e
com
150:000
almas;
ahi
descan-
çamos
na
estação
do caminho
de
ferro
seis
horas,
e
partimos
para aqui ás 3
e
meia da
madrugada,
que
já
era
muito
claro.
N’
este
hotel
ficou
o
snr.
Patriarcha
e
sua
comitiva,
nós,
visconde
da
Bella
Vista,
condes
da
Redtnha e
S.
Martinho,
Mon-
talins,
Rezendes,
sms. Abreu
e
Limas,
Garrett,
e
bastantes
eclesiásticos,
etnlim,
póde-se
dizer
que
ficou
aqui
a maior par
te
dos
peregrinos.
Um
peregrino,
GAmiLHA
Sermões na Sé.—
Hoje
préga na
Sé
o
revil.1110
padre
Luiz
Vianna;
átnanhã
o
revd.
mo
dr. Oliveira
Guimarães,
abbadede
S.
Pedro
de
Maximinos,
no
sabbado
o
revd.
“
‘
° padre
Luiz
Gomes
da
Silva,
e
no
domingo,
á
missa,
o
revd.ino conego Fi
gueiredo.
Representado.
—
A
camara d’esta
cidade
dirigiu
ao
ex.
ni
° snr. governador
civil
do
districlo
uma
representação
pe
dindo
a
realisação
da proposta
d
’
este
ca
valheiro para
a
creação
d
’
um corpo
de
policia
civil.
Trezena.—
Começa
ámanhã
na
ca-
pella
da
Praça
Municipal
a
trezena
de
Santo
Antonio.
«Julgamento.—
Foi
no
dia
26
julga
do
em
Lisboa
o
editor da «Nação»,
por
ter
este
jornal
publicado
uin
artigo
aproposi-
to
dos
enterros
civis,
no
qual
incidente
mente
se
alludia
ao
finado
Ayres
Maia,
que
fôra
enterrado civilmente.
Foi advogado
do
auctor,
o
snr.
Eduar
do
Maia,
o snr.
Manuel
da
Assumpção;
e
do
reu
o snr.
dr.
Pinto
Coelho,
um
dos
mais
notáveis
jurisconsultos
do
paiz.
O
accusado
foi
condemnado
em
30
dias
de
prisão,
remíveis
a
500
reis
por
dia.
Cubrera.
—
Refere
um
nosso
collega
que
no
dia
24 do
corrente
morreu
em
Londres D.
Ramon
Gabrera.
Parce
sepultis..,
CasAinentn
t!<>
Snr. IJ, Miguel
de
dJragnnç».
—
Lê-se
no
«Univers»:
«Sabemos
que
D.
Miguel
II,
de
Por
tugal.
está
ajustado
a
cazar
com
a
Prin-
ceza
Isabel
Maria
de
la
Thurn
Taxis, filha
da
Princeza
donataria
Helena
Carolina,
ir
mã
de Sua Magestade
a Imperatriz
d
’
Aus-
tria.
O
casamento
terá
logar
em
Ratisbon-
ne.»
•
Curso triennnl tlzeologico.—
Poz-
se
ante-hontem ponto nas
aulas
do
curso
triennal do
Seminário
Conciliar de
S.
Pe
dro.
Os
exames começam
no
dia
6
do
mez
que
principia
ámanhã.
A
nova fabrica de
papel de
Jiiities.—
Este
grandioso
estabelecimento
de
papel,
talvez
o
primeiro
do
paiz
no
seu
genero,
tem
continuado
a
funccionar
re
gularmente.
O
nosso
jornal
é
impresso
em
papel
d
’
aquella
fabrica,
da
qual lemos
gasto
já
cerca
de
vinte
resmas.
E
’
d
’optima
qualidade, como
se
vê.
Espera-se
que
dentro
em
pouco
o
esta
belecimento
esteja habilitado
a
satisfazer
todas as
encommendas
que
lhe
são
feitas.
"SSez
Ntovissimo do Sagado Cora
ção de Jeoua.—
Recomtnendamos
ainda
este
anno
este
devoto
livrinho,
pelo
qual
se
podem fazer
os
exercícios
do
proximo
mez
de
junho,
dedicado
ao
SS.
Coração
de
Jesus,
com
grande
aproveitamento
dos
fieis,
os
quaes, comprando-o,
concorrem
também
para
uma
obra
pia,
para
a
qual
é
destinado
o
producto
liquido
da
edição
do
mesmo
livrinho
O
seu
preço
foi
reduzido
a
300
reis
cada
exemplar.
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova
n.°
3,
e
na
rua
do
Souto,
nas livrarias
Catholi-
ca,
e
do snr.
Germano.
No
Porto,
na
li
vraria
de
Magalhães
e
Moniz,
aos Loyos,
n.° 12
a
14.
Reforma da nrthograpliia.—
En
contramos
na
«Correspondência
de
Portu
gal»
uma
noticia,
que passamos
a
tran
screver
sem
coinmentarios
:
O snr. Antonio
Moniz Barreto Corte
Real,
reitor
do
lyceu
e
commissario
dos
estudos
em
Angra
do
Heroísmo, pretende
reformar
a
orlhographia
nacional. Como
amostra
apresentamos
a
seguinte
estrophe
dos
«Lusíadas»,
já
reduzida
á
projectada
orttiographia
:
<Ó
tu
ke
tens
de
humanu
u
jestu
e
u
peitu
«(Ce
de
humanu
é matar
uma
donzela
«Fraka
e
cem
forças
çó
pur
ter
çujeitu
«U
kuraçãu
a
kem
çoube
vencei
a)
«A
estas
kriancinhas
tem
respeitu
;
•
Pois
u
nãu
tens
á
mórte
éskura
déla
:
«Móva-te
a
piedade,
çua
i
minha;
«Pois
te
nãu
move
a
kulpa
ke
nãu
tinha!»
Negocias
ecclesiasticos.
—
O
«Dia-
rio»
publica
os
seguintes
despachos refe
rentes á
direcção
dos negocios
ecclesiasli-
cos
do
ministério
da
justiça:
O
presbytero
Manuel
Joaquim
da
Cos
ta
Machado
Villela
—
apresentado,
preceden
do
concurso por provas
publicas,
na
egra-
ja
parochial
de
S
Miguel de Carreiras,
diocese
de Braga.
O
presbytero
José
Manuel
de
Sousa
Ferreira,
parodio
collado
na
egreja
do
Salvador
do
Campo,
diocese
de
Braga—
apresentado na egreja
de
Santa
Maria
de
Freiriz,
da mesma
diocese.
O
presbytero
Antonio José
Cerqueira,
parocho
collado
na
egreja de
Santo
An
dré
de
Palme,
diocese
de
Braga—apre
sentado
na
egreja parochial de
S.
Miguel
de Gemezes, da
mesma
diocese.
O presbytero
José Fernandes
—
apresen
tado,
precedendo
concurso
por
provas
pu
blicas,
na
egreja parochial
de
S.
Mamede
de Gomide,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
Manuel
Custodio
Rodri
gues
Saraiva
da
Cruz,
parocho
collado
na egreja
de
S. Thiago
da
Carreira,
dio
cese
de
Braga—
apresentado
na
egreja
pa
rochial
de
S.
Juiião
de
Parada do
Bouro,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Maria
Vieira de
Carvalho
Machado,
parocho
collado
na
egreja
do
Salvador
de
Donino,
diocese
de
Braga—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Eufemia
de
Prazins,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Joaquim
José
de
Abreu,
parocho
collado
na
egreji
de
Santa Maria
de
Souto,
diocese
de
Braga
—
apresentado
na
egreja
parochial
de S.
Thiago
de
Ronfe,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Cândido
Gomes
de
Oliveira
Vidal
—
apresentado
na
egreja
pa
rochial
de Nossa
Senhora
da Gloria, da
cidade
de Aveiro.
O
presbytero
José
Antonio
Marques—
apresentado,
precedendo
concurso
por
pro
vas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Alçaria
Ruiva,
diocese
de
Beja.
O
presbytero
José
Mendes
Lima
—
apre
sentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na egreja
parochial
de
Santa
Ca-
tharina
de
Selmes.
diocese
de
Beja.
O
presbytero
Antonio
Maria
de
Mello
Nápoles,
parocho
collado
na egreja
de
Nos
sa
Senhora
das
Neves,
do
Cadafaz,
dio
cese
de
Coimbra
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
da
Varzea
de
Goes,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Gonçalves
da
Silva
Carvalho
—apresentado na
egreja
parochial
de
S.
João Baptista
de
S.
Joaniuho,
dio
cese
de
Lamego.
Declarando
sem
eífeito,
a
requerimento
do
interessado,
o decreto
de
8
de
feverei
ro ultimo, pelo qual
se
fizera
mercê
ao
presbytero
Antonio
Nunes
de
Moraes,
pa
rocho
collado
na
egreja
de S. Matheus
da
Urzella,
na
ilha
de Jorge,
da
apresen
tação
na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
dos
Milagres
do
concelho
e
ilha do
Corvo,
diocese
de
Angra.
A
apanha «los gafanhotos.— Q
governador
civil do
districto de Castello
Branco
tomou
as
providencias para
se
principiar
no
dia
23
a
apanha
dos
gafa
nhotos
nos
concelhos
do
districto,
em
que
reappareceu
aquella
praga.
O
concur
so
do
povo
foi
grande
e
por
isso
excel-
iente
foi lambem
o
resultado. Até
o
dia
uma
narração que
encherá
de
curiosida
de
os
leitores
do
«Constitutionel»,
de
monstrando-lhes
que
a
famosa
serpente
do
mar,
noticiada
por esta
ultima
folha
e
tão obslinadamenle
tractada
de
canard.
é
uma
realidade.
Um
seu
correspondente
de
Oban
(E-cossia), escreveu-lhe
em
data
de
27
de
abril
o
seguinte:
Hontem, perto
das
quatro horas
da
larde,
foi
visto
nadando
na
bahia,
perlo
de
Heather,
Isiand,
um
animal,
especie
de
peixe gigantesco.
A
sua
apparição,
apenas
sabida,
altrahiu
aos
caes grande numero
de
espectadores,
e
bem
depressa
estavam
assestados
sobre
elle
centenares
de
ocu-
los.
Examinando
o
com
attenção
reconhe-
mos
que
pertence
á
família
das serpentes
e
trazia
erguida
a
cabeça
25
pés
acima
do
nivel
da
agua.
Não
tardou
muito
que
uma
grande
quantidade
de
barcos
coalhasse
a
bahia,
achando-se
os
que
os
tripulavam
armados
de
quanto
haviam
encontrado
á
mão.
Guiados
por MMcoIm
Nicholson,
diri
giram-se
para
o
monstro,
e
algumas
das
embarcações
aproximaram-se
3
metros
do
lugar
onde
elle
se
achava,
quando
este
er
gueu
fóra
da
agua
metade
do
corpo
e
pa
receu
fazer-se
ao largo.
Não
produziu
nenhum
elfeito
sobre
o
animal
um
tiroteio de
carabinas
bem
sus
tentado.
Segundo
as
ordens do
snr.
Ni
cholson,
os barcos
collocaram-se
em
linha,
fechando
a
entrada
da
bahia,
e
os
gritos
e
detonações
dos
que
os tripulavam
as
sustaram
o
monstro
que
se
dirigiu
em
linha
recta
para
o
«Great
Western
Hotel».
O
bote
tripulado
pelo
snr.
Campbell,
fis
cal,
lendo sido sacudido violentamenle
pe
lo
monstro,
virou-se.
O
snr.
Campbell
e
seu
irmão
saltaram
á agua,
de
onde
fo
ram
tirados
pelo snr.
John
Hardie,
que
os
recolheu
a
bordo
do
seu
pequeno
yacht
«Flying Scud».
O
animal
dava
signaes
de
grande
susto, se
bem
que
os
homens
não
podesse
fazer
fogo
por
causa
da
multidão
que
se
linha
agglomerado
no
porto.
Um
pouco
depois
das
10
horas,
encalhou
em
frente
do
Caledonian
Hotel,
e
então
é
que
se
poderam
vêr
as
suas
proporções.
Os
seus
movimentos
convulsivos
impediram
por
muito
tempo
que
pessoa
alguma se
aproximasse
d
’
elle.
A
cauda
batia
com
uma força
enorme
na
agua
e
as
pedras
voavam
em
todas
as
direcções.
Uma
del
ias
feriu
gravemente
Baldy
Barrow
e
outra
foi
quebrar
os
vidros
de
uma janella do
Banco
Commercial.
Um
destacamento
de
voluntários,
com-
mandado
pelo
tenente
David
Mouzies, reu
niu-se
na
praia
e
principiou
a
fazer
fogo
sem
interrupção
dirigido
ao
pescoço,
ten
do-lhe
antes
recommendado
o
doutor
Cam
pbell
que,
no
interresse
da
sciencia, não
queria
que
se
desfigurasse
a
cabeça
do
animal.
Como
fazia
um
luar
magnifico,
este
tiroteio
continuou
até
ás
10
horas.
Então,
o
snr.
Stevens,
do Banco
Com
mercial,
entrando
na
agua,
foi
passar
uma
corda
em
volta
da
cabeça
da
serpente e
ajudado
por
50
homens
puxaram-a
para
a
terra,
fóra
dos
limites
da
maré
cheia,
onde
podesse
ser examinada á vontade.
O
seu
comprimento
total
é
de
101
pés
e
a
parte
mais
volumosa
do
corpo
está
a
25 pés
da
cabeça,
que
tem
11
pés
de
circumferencia.
N
’esta
parte
de
tronco
estão
collocadas
duas
barbatanas
de
4
pés
de
comprido,
e
perto
de 7
pés
de
pro-
jecção
cobre
as
costas.
Mas
pela
parte
de
traz
tem
uma
-barbatana
dorsal
de
12
a
13
pés
de
comprido
e
de
5
pés
de
al
tura,
diminuindo
até
1
pé.
A
cauda
é
mais
o
achatamento
do
corpo
na
extremi
dade,
do
que
outra
cousa.
Os olhos
não
muito
puros,
proporcio-
naes,
de
fórma
ailongada,
e
os
ouvidos
téem
um
comprimento
de
2
pés
e
meio.
Não tem
orelhas, e
como
o
doutor
Jonh-
slon
prohibiu
o tocar-se-lhe
antes de
chegarem
alguns
sábios,
a quem
elle
communicou
este
facto,
não
podemos
ave
riguar se tinha
dentes.
Este
accidente
causou
aqui
uma grande
agitação
e
correm
de
todas
as
partes para
vêr
o
animal.
Esta manhã M.
Duncan
Clerk tomou ollicialmente
posse
d
’
elle
em
nome
da
corôa.
Portugnezes falleeidos. —
Desde
29
do
passado
até
6
do
corrente
fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes
por-
luguezes:
José
Pereira,
52
annos,
solteiro;
José
Antonio
Pereira
dos
Santos,
13
a.;
Gre-
gorio
Teixeira
Martins,
39
a.,
casado;
Francisco
da
Silva
Lomba,
54
a.,
presu
míveis;
João
José
da
Silva,
47
a.,
s.;
Manoel
Ferreira
Campanhã,
36
a ,
c.;
Joaquim Pereira da Malta,
42 a.,
c.;
Her-
culano
Gaspar,
23
a.,
s.;
Antonio
José
de
Souza
Moncorvo,
30
a.,
c.;
Anna
Joa-
quina
Moncorvo,
20
a.,
s.; Maria
de Je
sus
Rebello;
Antonio
Bento
Domingues
Vallença, 45
a.,
s.;
Maria
José,
40
a.;
José Ferraz,
25
a,,
s
;
Pedro
Ribeiro do
Nascimento,
37
a.,
s.;
Joaquim
Ferreira
Guimarães,
56
a.,
c.;
Narciso
de
Campos
Lima,
25
a.,
s.;
Domingos
Ferreira
de
Andrade,
23
a.,
s.:
ígnacio
José
da Mol-
ta,
50
a.,
c.;
Joaquim
Maria
Bittencourt,
35
a.,
s.;
João Joaquim
Ribeiro, 60 a.,
q,;
Sebastião
da
Silva
Cunha,
32
a.,
s.;
Manoel
José
Martins,
40
a.,
s.;
João
An-
louio
Caetano
Fraga,
30 a.;
Manoel
Da-
mião,
40
a.,
c.;
Antonio
Duarte
Caixeiro,
q,-
Manoel
da Silva Fontes,
23
a.,
s.;
Manoel
Nunes
da
Silva,
30
a.,
s.;
Joa
quim
D<as,
29
a.,
s.;
Joaquim
José
Pe
reira
Valeta
Bastos,
61
a.,
c.;
Alfredo
da
Silva
Pires, 30
a.,
c.;
Emilia
Guilher-
mina de
Medeiros,
19 a
;
Manoel
Luiz
Pereira,
43
a.,
s.;
Emilia
Rosa
de
Jesus,
30
a.,
c.
—
Em Pernambuco falleceram
de
27
do
passado
a 1
1
do
corrente, Francisco
Ferreira
Maia, de
36
annos,
casado;
e
João
Evangelista
Pereira,
de
17
annos,
solteiro. _
_________
lobosi
de Paria».—
A
bibliothe-
ca
Serões
Românticos
vae
encetar
a
pu
blicação
do
excellenle
romance Os lobos
de
Paris,
de Julio
Lermina,
vertido
em
linguagem
pelo
snr.
Julio
de
Magalhães.
Será esta
obra
ornada
com
15
estam
pas,
desenhos de
Manoel
de
Macedo,
e
gravuras
de
Caetano
Alberto.
A
empreza
editora
oíferece
aos
snrs.
assignantes,
como
brinde
um
mappa
geo-
graphico da
África,
lithografado
a
côres
e das
dimensões
dos
que
já
tem
distri
buído.
Os
assignantes
teem
direito
a
escolher
este
mappa
ou algum
dos
de
Portugal,
Europa,
ou
Azia.
Quem
desejar
assignar
esta
obra
deverá
dirigir-se
a
Luiz
Pinto
Martins,
na
typo-
graphia
Luzitana,
rua
Nova,
ou
largo da
Porta
Nova n.°
13.
A’
earidaile pubtica.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
a
infeliz
Anna
Joaquina
de
Passos,
moradora
na
rua
de
S.
Gonçalo, n.°
11, a qual, na
avançada
edade
de
80
annos,
se
acha
entrevada,
e
redusida
a
penúria extrema.
AGHIDECIWfOS
Anna
Julia de
Moraes Pacheco,
julga
ler
agradecido
a
todos
os
illm.0? e
exm.os
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos
officios
fúnebres
que.
por
alma
de sua
infeliz
e
sempre
chorada irmã,
Maria
Cazimira
de
•Moraes
Pacheco,
tiveram
logar
no dia
17
de
março,
bem
como
a
todos os
illm.
os
e
exm.
oS
snrs.
e
exm.as
snr. s que
lhe fize
ram
a
honra
de
cumprimenlal-a
por essa
mesma
occasião ;
mas
sendo
possível
dar-
se
alguma
falta
involuntária,
vem
por
este
meio
reparal-a,
protestando
a
lodos
o
seu
maior reconhecimento
e
indelevel
grati
dão.
(285)
0
visconde
de
Negrellos
e
o
conego
Manuel Antonio
da
Costa
agradecem
ás
pessoas
de
suas
relações
as
provas
de es
tima
e
consideração
que
lhes
deram
por
occasião
do
passamento
de
seu
pae,
e
ir
mão, o
visconde
de Montariol.
A
todas
se
mostram
altamente
reco
nhecidos.
ÃNNUN0I0S
Por
justificados
motivos
sou
obrigado
a
declarar que
não posso
continuar
a
fa-
*er
parte
dos
promotores
da festividade
do
Uosto
do
Senhor,
venerado
na
capella
de
S.
Miguel-o-Anjo,
d
’esta
cidade.
Braga
30
de
maio
de
1877.
(294)
Manuel
Ígnacio
da
Silva
Braga.
Dinheiro
sobre liyputliccci
Quem
o
pretender
a
juro
de
5
O
jq
,
di-
r,
ja
se
ao
rev.°
secretario
da
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé,
no
Seminário
de
S.
l>
edro.
(293)
ARTE DE TACHYGRAPHIA
Vende
se
em
Braga,
rua Nova, n.®
3,
e no Porto:
preço
300
rs.
CERTIDÃO.
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
escrivão
do
Tribunal
do
commercio
de primeira
instancia
n
’esta
cidade
de
Draga
e seu
Districlo,
por
Sua
Mageslade
El-Rei
o
Senhor
Dom
Luiz
que
Deus
Guarde
etc.
Certifico que
no
processo
de
fallencia
de Domingos José
Alves
Braga,
nego
ciante
que
foi
n
’esta cidade,
proferiu
o
Tribunal a
seguinte
SENTENÇA
O
Tribunal
do
Commercio
d’
esla
cida
de,
deferindo
ao
requerimento
de
Anto
nio
Mendes
Ribeiro,
declara aberta a
fal
lencia
do
commerciante
Domingos José
Alves
Braga,
d
’
esta cidade,
a contar
de
dezeseis
d
’
Abril
passado,
visto
que
o
dito
commerciante
cessou pagamentos.
Manda
que
se publique, e remelta copia
ao
Juiz
de
Paz
respeclivo
para
proceder
ás
dili
gencias
legaes,
nos
lermos
dos artigos
1123,
1126,
1130,
1131,
1155, 1150 e
1161
do
Codigo
Commercial.
Nomeia
para
Juiz commissario
da
quebra
o
Jurado
Do
mingos
José
Soares,
e
para
curador
fiscal
provisorio
ao credor
requerente.
Braga
25
de
Maio
de 1877.—
Joaquim
d’
Almei-
da
Correia
Leal,
José
Ferreira
de
Maga
lhães.
Bento
Gonçalves
Santos,
Antonio
Joaquim
Loureiro,
José
Anlonio da
Silva
Lomar.
Está
conforme
o
original.
Braga 25 de
Maio
de 1877.
O
escrivão
do commercio
(287)
José
Firmino da
Costa
Freitas
VENDA
DE
CASAS
»
Vende-se
4 moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.®
76,
77,
85 e
86. Tracta-se
no
largo
dos
Penedos, n.°
1.
(65)
17-RUA
DE
S.
VICENTE-17
raw
&
mstmíss
»1E
-4100
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
®h
’WII
1 MijlL
M
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas em
Portugal
para
fornecer
direclamente
ao
publico
e
as que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
I
I GRANDES FACILIDADES DE PAGAMENTOS I !
Para
adquirir as
melhores
machinas conhecidas
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
atigniento itlgum nc.s preçns, ou dtz
por cento de abatimento
por
prompto |ingainento
E.VSI.VO
CRATH EM CASA DO CO.UPEBADOR
PEÇAM CATALOGOS 1LLUSTRADOS
Com
listas
de preços e
as condições de vendas a prasos
li
DA
COMPANHIA
FABRIL
SiNGER
17,
RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
'
oslastoàl
‘
‘
‘
SSÍ5SS
—
JEBJOzSL
FOSS1SIOSA.-
j
POW
j
TO
(212)
INJSCÇÃO
HYGIENICA
BAESAMtICO
PROPBIITATIC®
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim, á Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs. (4449)
E.IÇÕES
i»4 LIVGIJA Franceza
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
oflérece
o
seu préstimo para
leccio-
nar
grammalicalmenle
em
sua
casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da
lingua
fran-
ceza
comprehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir e
fallar a
dita
lingua.
A quem convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa n.°
8.
(278)
ARREMATAÇÃO
No
dia
27
de
maio,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
á
porta
do
Hospital
de
S.
Marcos,
d
’
esta cidade,
a
arrematação
de alguns moveis
e
vários
objectos,
que per
tenceram
a
um Bemfeitor
do
mesmo
Hos
pital.
(273)
O
Pretende-se
comprar
um
orgão
para
uma
egreja
rural.
Falla-se
n
’
esta
adminis
tração.
(262)
COAI
PERFEIÇÃO A’ MtACBIIWA
Fazem-se
camizas,
corte
moderno,
e
seroulas para homem.
Toda
a roupa
bran
ca,
para
senhoras
e
meninas.
Casacos
e
vestidos
pelos
melhores
figurinos.
Preços
commodos.
Campo
de
D.
Luiz
I,
14,
3.®
andar.
(265)
ATTENÇÃO
Narciso
de
Ramos
Barros
Pereira,
ne
gociante da
rua
de
S.
Vicente,
tendo
ar
rematado
os
créditos
aclivos
da
massa
fallida
de
Manuel
José
Pereira
Braga,
morador
que
foi
na
rua da
Misericórdia
d
’
esla
ci
dade,
pede
a
lodos
os
snrs.
devedores
que
venham
pagar
seu
debito
para
com a mes
ma
no
praso
mais
curto,
isto
em
casa
do
annnnciante
e
arrematante.
(282)
TRASPASSA-SE
A
Doçaria
Lisbonense
da
rua
do Sou
to,
n.°
21.
(292)
ROA
NOTICIA
Todo
e
qualquer
indivíduo,
que
seja
credor
de
Estanislau
Antonio
Vieira
Car
doso,
do
logar
de
Macieira,
freguezia
de
Anissó,
comarca
de
Vieira,
que
tenha
seus
documentos
legaes,
e
queira
receber
o
seu
dinheiro,
póde
apresentar-se ao
snr.
José
Antonio
de
Mattos
Vieira,
do
mesmo
lo
gar
freguezia
e
comarca,
que
paga
qual
quer
quantia,
passando-lhe
o
direito
e
ac-
ção
da
mesma
quantia.
(289)
ANTIGO
ARMAZÉM DE MOVEIS
Largo
de
S.
João
n.°
8
e
8
A,
e rua
de
Jano
n.u
21
Domingos
Ferreira
Alves
Participa
aos seus
amigos
e
freguezes
que
continua
a
vender
por
preços
sem com
petência
e
com
responsabilidade,
moveis
em
lodos
os
gostos de
mogne,
pau oleo
e
nogueira,
ditos
de
palhinha,
alcatifas
feltros
e
bonitjos
dunquerques,
consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com espelho e
sem
elle,
toiletes,
camas á
ingleza
ma
ciças,
á
franceza,
secretarias
para
homem
e
senhora,
ditas
da
érible,
guarnições
de
nogueira
para
sala
de
jantar,
cadeiras
ame
ricanas, tageres
e
maradores
de toda
a
qualidade
de madeira;
bem
assim
toda
a
qualidade
de
apoveis.
Promptifica-se
a
fazer
todas
as
qualida
des
de
moveis
estofados.
<255
1
PARTIDO A(OVCIKSO
A
Camara
Municipal
do
concelho
de
Cabeceiras
de
Basto,
faz
publico
que,
por
espaço
de
trinta
dias,
a
contar
da
data
d
’
este,
se
acha
aberto
concurso
para
o
provimento
do
segundo
partido medico-
cirurgico,
vago,
com
o
ordenado
de
reis
300$000,
e pulso
livre,
sujeito
á tabella
camararia,
e
bem
assim
á
residência
na
viila
de
Arco
de Baúlhe.
As
condições
es
tão
patentes
na
secretaria
da Camara.
Cabeceiras
de
Basto, 21
de
maio de
1877.
O
Vice-presidente
da
Camara,
(283)
José
Máximo
de
Carvalho e
Sousa.
O
Vende-se
uma
morada
de
casas
na
rua
de S.
Vicente,
n.°
22,
com
quintal
e
poço.
Trala-se
na
mesma
rua
n.°
69
Póde
vêr-se
desde
o
meio
dia
ás
ires
horas
da
tarde.
(284)
MGR.
DE
SEGUH
íonsellios Práticos sobre a
PRI
MEIRA coMMUJirMAo
A
’
venda
na
Livraria
Catholica,
por
50
rs.
JOSE’ DA SILVA
FUKDÃO
Com
loja
de fato
feito
68,
Campo
de SanVAnna
[lado
de
baixoj,
68
t
Participa
aos seus
amigos
e fre-
goezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
proviociasque
tem uno
bonito
e
vaiiado
sortimento de
fato
fei
to,
casimiras
para
faio
muito
baratas,
cortes
de
calça a
l$500,
2^000
e
2$500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda pós
de
casimita
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima, ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda e
de
casimira
de
todas
as
qualidides,
de
500
rs.
até
809
;
manias
de seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
(iqua
á
vontade do
freguez.
(1
*
J
Consultorio
a
toda
a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
CASA
para
arrendar
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
g
ue
'
utna
mora(
l
a
do
casas,
sita
na
ífefcsM rua
d
0
Anjo n.°
24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
«scriplorio
d
’
esla
redacção.
VENDA DE CASA
Vende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
'J“;Ê_g°
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
4teâãE»com
João
Evangelista
de
Sousa
Tor-
xes
e
Almeida.
IN
JECTION BROU
GR&OE
EX1T® E.V5 P.1FJZ!!!
(43
^)
VELOUTINA
CH
LES
FÀY
PÓ
ESPECIAL
DE ARROZ PREPARADO COM BISMUTO
Impnlp»vel,
invisível e nrftiereníe
Dá
á
pelle
frescura
e
transparência.—
Caixa
com
borla
1$200
reis, sem
borla
800 rs.
Inventor CBIAKEES FAY, perfumistu,
rua da Pnz n.° O, Pariz
veloutine
—
Cada
caixa
contém
uma
receita
que
indica
a
maneira
de
se
usar
—
a
.
veloutl
RUA DA ESPERANÇA,
N.° 224
3CIS 33
O
A-
director
geral
=/.
L. Carreira
de
Mello
director
gerente
=J
Baptisla
Ferreira.
Este
collegio,
que
tantos
créditos tem
merecido,
e
conservado,
conlinúa
com
in
cessantes
melhoramentos
na
sua
administração
economica
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi
convento,
e não
tem
na
capital
outro
igual,
ap-
plicado
ao
ensino
particular.
Na
sua restauração,
e
nova
applicação,
lemos
gasto
avultadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos,
está
a
cargo
de
um
professor
allemão,
auctorisado
pe
lo
bom
serviço
nos
collegios estrangeiros.
Os
professores
estão
na
altura do credito
do
estabelecimento
;
sérios,
instruí
dos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para
os
estudos
superios;
mas
um curso
completo
de
commercio
e
linguas,
tem
os
alumnos
n’
este
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
naturaes,
é
auxiliado
com
gabinetes de
phy-
sica
e
chimica
muito
desenvolvidos, e
com
excellenle
museu
de
historia
natural.
As
aulas
de
geographia,
mathematica
e
desenho,
devidamente
montadas.
A
gymnastica completa.
E
tinalmente,
o
collegio possue
todos
os estabelecimentos parciaes
auxiliares
do
ensino,
que
devem
fazer
parte
integrante
d
’
um
estabelecimento d’
esla
ordem.
Os
estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
Os
alumnos
teem
quartos
separados.
Só
se
recebem
até
um
numero
certo.
Tratamento
excellente.
O
Director
proprietário,
(44-^-)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
GRANDE
DEPOSITO
DE
MACHINAS
DE
COSTURA
No
campo
de
D.
I
jiiíz
I,
n.° 1
A. R. RIBEIRO
braga
!!
Grande
facilidade
de
pagamentos
!!
Vendas em prestações
de
400
rs.
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
augmenlo
algum
nos
preços, ou
10
por
cento
de
abatimento
de prompto
pagamento
Ensino
grátis
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esta
cidade
6
léguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para
famílias
cos
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros. Do
seu
estabelecimento
não
sae
machina
nenhu
ma
sem
que
seja
examinada;
podendo
as
sim
afiançar ao
respeitável
publico
o
ex
cellenle
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
acima fica
dito
basta
dizer-se
que
ha
3
annos
tem
depo
sito,
e
ainda
não
lhe
veio
nenhuma
ma
china
regeilada,
devido
isto
á
boa
esco
lha
como póde
confirmar
grande
numero
de
famílias e
industriaes.
No
mesmo
deposito
se
vendem
algo
dões,
relroz,
agulhas
e
oleo,
etc.
IHuchinaz silenciosas.
MUITA
ATTENÇÁO
Deposito «Se
biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição porque
são
feitas,
como
pelo seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
D
280
Biscoito macarrão
>
280
Bolacha
doce
>
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha de
araruta
340
Tosta
azeda
(211)
>
190
Hygknlea
lnfa!Hv«I ypreterratíTa; absolutamente 5?
a
unicaqae cura «em lhe
juntar
mais nada. Vendo-õl
se
nas principaas
pharmacias do mundo. Exigir a j
instrucçào
do uso.
(3© afio» de canto.)Plris, casa do e,
i
inv°r
Magenta, /5£. Uiboa» S
r Barreto Loreto 28 Q 30»
Xarope
peitoral
de
Rei
Empregado
com
os
melhores resultados
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
antigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chroni-
cas,
broncorrhea,
catarrho
pulmonar,
seja
qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
risia, tisica,
catarrho
suffocanle.
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de san
gue,
etc.,
etc.
Os
effeitos
d
’
este
verda
deiro
especifico
são
seguros
e
rápidos,
e
é
considerado
na
opinião
publica
o melhor
medicamento para
laes
padecimentos.
A
’
venda
em
todas
as
pharmacias
e
drogarias.
Deposito
principal
em Braga,
na
pharma-
cia
dos
snrs.
Pipa
&
lamão,
assim
como,
Xarope
d
’ostras
e
flôr
da mocidade
pelo
mesmo
auctor
;
e
deposito
geral
na
phar-
macia
Lisbonense,
largo
do
Corpo
Santo,
29 e
30,
Lisboa.
(215)
I
mouba
I
|
rua
de
s
.
MARCOS,
N. õ.|
Vende
papeis
pinta-
fc
dos
para
guarnecer
salías, ||
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em 80
reis
a peça.
íg
Vende olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
<3
1»
Vende cimento roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques de
ca
sas, tudo
de
primeira
qua
lidade.
FILIAL DA ÇAIXK ■
KCÔJVOMICA
PEWMDS4ÍSTA.
Sociedade
anónima
de responsabilidada li.
milada
Capital
................
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela rua
do
Camp
o
j
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata
joias,
papeis
de credito,
cereaes,
roupas’
moveis,
ferramentas,
e
sob'e
todo
e
qual
’
,
quer
objecto
do
valor
não
ioferior
a
100
réis.
Recebe pequenas
quantias
em
depósito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des-
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
fíílí
RGSÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-C4RURGI-
CA
DO PORTO
Largo do Barão de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito á
sua
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres e
soldados.
(186)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado Corado de
Harta Virgem
Itniiiaciilada
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir aos
pedidos
que
as
famílias e
clero
mais dedicados á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto de
Braga
como
das localidades adjacentes,
ha cin
co
annos
se teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para levantar
o seu estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo, onde morou
o
ex.ma
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o
dia 2
de
Fevereiro.
Para esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga a snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira, ao
Rev.° João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Rev.° João
Pe
dro
Ferreira
Airoza, e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
LIVKAKÍA
DEIMIU
CHUIBRON
BRAGA
Ultimas
publicações
(
obras
completas
)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida da
6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra, 3.
vol
..................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Beligião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do padre
Mesquita
Pimentel
1
vol.................................................
l$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Cat/iolicismo
nas
suas
relações
com
a civilisação europea,
4
vol.
2$400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br. 500
cart
...............................................
$600
Ancora de Salvação, 1
vol.
br.
500
cart
...............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de lendas
baseadas
nos
preceitos do
Decálo
go,
1
vol
....................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
C/iristo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
20°
rs.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA —-1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
