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-
CÒMSIEatCTAML,
>5
XOTSCHOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
|
PREÇO
DA ASSIGNATURA
j
Braga,
12 mezes................................
l$600
5.°
ANNO
’
»
6
»
..........................
850
i
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
I
Annuncios cada
linha.....................
20
1
Repetição....................................
10
lyL<iã^iiii^.£ca>^iÍMMuõíaZikÃÍ3ããSii5Swi^ro*«íSi5^^™íiSSjS»S™»j;
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SAGRADOS.
EETO ■■ ~ ■V<-aa^a3!l^3fSK»t3V^I
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
SK!32^SSE^SS£SíSSSE2íàS^'---*S35-
N.°
707
Províncias,
12
mezes............
2&000
»
6
»
............
l£>050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso
..................
10
BKAKA
—TERÇA-FE8RA
3» BE
©UTU1BBC»
I>E
fiSSU
A’
Kedaeçilo ví«» «Commereio
do
.fSStlSllJD.
Londres,
19
de
Outubro,
1877.
SUMMARIO.
IV.
—
\
mais
transcendente
crise
aclual-
menle
na Europa,
e
até
no
mundo,
é
a
luta
actual
em
França,
entre os partidos
Christão
e
anti-Christão.
V.
—
A crise
eleitoral, e lula
dos
Partidos
em
França.
IV.
—
Outubro 8.
—
O
mais importante
e
momentoso
assumpto,
no
meu
entender,
que
actnalmente
oscilla
na
balança
polí
tica
Europea,
e
direi
mesmo
universal
—
por isso
que,
indirecta,
mas
muito
impor
tantemente
concerne
os
interesses
do
Ge-
nero
Humano,
ou
do
Catholicismo,—
é
a
crise
política
em
França.
E
’
de
maior
transcendência
esse negocio
do.que
mesmo
a flagiciosa guerra
no
Oriente;
.por
isso
que,
nesta,
se
disputam
e
proseguem
sim
ples interesses
materiaes
e
políticos
das
nações; na questão
Franceza,
está,
de
um
lado,
a
manutenção
dos
princípios sãos,
moraes
e conservadores da
Sociedade;
do
outro,
as
perniciosas aspirações
da
incre
dulidade,
do
anli-christianismo, da
licença
dese
>freada,
das paixões
ignorantes de uma
plebe
illudida
e
fascinada por
solistas
e
intrigantes,
que
delia
fazem instrumento
de
suas
próprias
vistas
e ambições
—da
Ma
çonaria,
em
um palavra.
Não
querendo, ou
antes,
não
ousando,
ainda
os
directores
verdadeiros,
inimigos
da
Sociedade Christã, pôr
á
cousa
sen
verdadeiro
nome;
fingem
por ora, bata
lhar,
sómente
sobre
o
campo
da
Repu
blica;
mas esse
campo
é
fingido; o
ver
dadeiro
em
que
combatem
e
militam,
é
o
da
demolição, do
aniquilamento,
da
Sociedade
Christã;
o
empenho
de
substi-
luil-a
pelo
império
e
doutrinas
de
Maço
naria,
da
impiedade;
a
abolição do
Chrislia-
nismo
em uma
palavra.
Só
pacovios, ou simplórios, é que
não
vêem
isto,
atravez
da
linguagem
disso
que chamam iliberalismo»
.
«Liberdades,
«progressos,
«sociedade
moderna»,
«illus-
traçãos,
etc.; tudo
isso,
na
bocca dos
re
volucionários
e
da
pedreirada,
só
signi
fica,
proferido
pelos
altos e
finórios,
poeira
lançada
nos
olhos da
ignorância;
para
delia
se servirem
como
de um
instrumento
cego,
nas
mãos
de quem
o
desfruta
e
delle
tira
partido:
apregoado
por
essa
mesma
plebe
illudida
pelos
primeiros,
só
significa,
ignorância
e
simplicidade;
mas.
ao
mesmo
tempo,
illusão
e presumpção,
tão
ridículas
como
prejudiciaes
á
sociedade, e
aos
pró
prios
indivíduos,
que da illusão
vêm
a
ser,
a
um
tempo,
instrumentos
e viclimas.
Citarei
só
dois
.exemplos,
do
meu
pro
prio
conhecimento,
um
de
iia muitos
ân
uos,
outro
recente;
onde
claramente
se
reconheciam
os
eíTeilos
deste
abuso
da
levesa e
simplicidade
dos jovens
ignoran
tes,
lisonjeando-lhes
sua
vaidade
e
pai
xões,
para
assim
os
ter
promplos
a
ser
vir
de
instrumentos,
em
occasiões
como
a
dos
dias
de
julho
de
1830,
e
do
tempo
da
Communa
cm
Paris,
ha
7
annos.
O
primeiro
caso,
foi
o
de
um
joven
mercador
de
plumas,
que
linha
vindo
de
Paris
para
I isboa,
em
1824;
e
que,
apre
sentado
a
mim
por
um
condiscípulo
meu,
do
Geral
de
S.
José,
por
nome
Manoel
Venancio
Moreira
de
Carvalho,
se
bem
me
lembra,
eu
me
aproveitei
da
sua
so
ciedade,
para
me
aperfeiçoar
na pronun-
ciação
da
lingua
Franceza, que então
eu
só
sabia
traduzir,
mas
não pronun
ciar.
Era
o
mais
perfeito
modelo
de
la
lé-
gérelê
française; passava
de
um
assumpto
a
outro
dos
mais disparatados; no
meio
de uma
conversão, até
com
pessôas
sé
rias
e
de
respeito; punha-se
de
repente
a
assobiar
uma
qualquer
das canções
po
pulares
trancezas.
Indo
commigo
em
um
bole
do
Caes
das
Columnas
em Lisboa,
dar
um giro
por
entre
os
navios,
para
ver
não
me
lembra
que embarcação
no
tável;
de
repente,
dizendo:
—
«oh
eu
sei
nadar
bem,
e
vou
tomar
um banho».—
Dito
e
feito; despiu-se
n'um momento
e
atirou-se
ao
mar,
onde
corria
fortemente
a
maré
vazante,
e
com
a
maior
agilidade
foi nadando
rio
abaixo;
e eu
seguindo-o
no
bote,
até
que,
tendo
nadado
talvez
mais
de
milha,
voltou
ao
bole,
com
a
maior
frescura,
em
sentido
moral
e
phy-
sico,
como
se
em
todo
aquillo
nada
hou
vesse
senão
de
mais
ordinário
e
corri
queiro.
Tinha
grande presumpção
e se
gabava
de
ser maçon, como
de uma
grande
cousa
e
dignidade;
e perguntando-lhe
eu, porque
era
que
tanto
se
lisoogeava
da
dignidade,
respondeu-me
com
grande vaidade:
—
«£
Pois
não
é
bella
causa
encontrar
â gente
na
rua
um
personagem,
até dos
mais altos,
que
passa,
ser
delle
saudado
e
reconhecido
por
irmão
?i>
Ora
eis
ahi
o
caso
de
uma
grande
multidão
de
papalvos
semelhantes,
que
a
preço
de taes e
semelhantes
insignificân
cias,
com
que
lhes
lisongeiam
a
vaidade,
os
que delles
fazem
instrumentos
de
in
teresses
proprios,
ou
de
seita,
os
trazem
embaucados e
idudidos,
para
formarem
barriadas,
e
motins,
barulhos,
e
revolu
ções, como
as
que
temos
testemunhado
em
Paris, e
n
’
outras
parles.
O
outro
exemplo
é
lambem
de
um
rapaz
Francez
do
mesmo
cunho
que
o
Monsieur
Acbille
de
ha
tantos
annos;
agra-
davel
como
elle,
um
tanto
élourdi,
e
ao
mesmo
tempo,
cheio
da sua
dignidade
phi-
lozophicos,
isto
é
ignorância
ensinada
por
outros,
e
aprendida
po?
elle.
Este
era
musico,
tocava
piano,
e
não
sei
que
mais.
Viemos de
Paris
por
acaso
juntos
na fer
rovia,
e
no
barco
de
vapor.
Era
a
pri
meira
vez
que
vinha
a
Londres;
pergun
tou-me
onde
eu
morava,
e
quiz
o
meu
endereço,
que
lhe
dei.
Foi
alojar-se
era
algum
logar
que
lhe
tinham
recommendado
em Paris; mas
dois
ou
tres
dias
depois
veio
tomar
alojamento
no
andar inferior
da
casa
onde
eu moro.
Vinha
falar
comigo,
e
consultar-me,
e
até
pedir-me
algum
favor,
que
lhe
fiz.
Alugou
um
piano,
,e tocava
e exercitava-
se
muito,
e
desejava
fosse eu
gozar da
musica;
para
o
que
nunca
tive
o
requerido
vagar.
No
Domingo,
as sahir para
a
missa,
entrei no
quarto
delle,
passando
diante
da porta,
que
eslava
aberta,
saudei-o,
e
saudou-me
com toda
a
polidez
e
affabili-
dade,
e
ao
dizer-lhe
eu
para
onde
ia. res
pondeu,
em
um tom
como
de
triumpho
liberal
e
philozophico
(com
z): tJe
ne vais
jamais à
l
’égliset>
—
«Eu
não
vou
jaraais
á
igreja».
Não
posso
dizer
á
vista
de
qualquer
destes
exemplos,
ex
une
disce
ornnes
—
«Julgue-se
por
estes
de
todos
os
outros»,
—
porque
lodos
os
maçons
sam
as
sim; estes,
fazem
a
grande
e
numerosa
plebe,
embaucada,
e
trazida
á
pratica,
pelos
que
aproveitam
da
sua
simplicidade
e
ignorância,
para
delles
fazerem
escada
por
onde
subirem aos
logares,
aos
empregos,
ao
Palralorio,
ás
vantagens,
que
procurara
Ipela
revolução.
—
Estes meros
instrumentos
sam
comparáveis,
em
sentido
político, ao
que
o primeiro
Napoleão
chamava
la
chair
a
cannon,
em
sentido
militar
(«carne,
pasto,
para
a
artilharia»).
E’
com
a
multidão
grandíssima
assim
convertida
á
impiedade
systematica,
em
França
—em
Paris,
Marselha,
Leão, Bor-
deos,
etc.,
—que
os
Gambelas e
semelhan
tes
contam,
para,
por
fas
ou
nefas,
vir
a
dar
o
triumpho
á
revolução
E
aqui,
á
excepção
dos
Catholicos,
e
talvez
de
al
guns
membros
da
Alta
Aristocracia
Pro
testante,
que,
por
instincto
verdadeiro
e
razoavel,
teme
a
contagião
da
Republica
atravez
do
Canal
da Mancha,
sympalbi-
za-se
geralmente
com
a Republica
em
França.
Isto
tem
duas
cousas
ou
antes
uma,
debaixo de dois
aspectos.
A Inglaterra,
por
instincto
nacional,
sabe
que
a
França
foi
sempre,
e
hade
ser, mais oti
menos,
sua
rival
e
antagonista
política, e
ao
mesmo
tempo
religiosa.
Em
ambos
os
sentidos,
naturalmente,
a
deseja
abatida,
não
intei
ramente,
no
sentido
político,
mas
de
sorte
que
o
Governo
Francez
não
possa,
como
Luiz XIV
e
o
Napoleão
I,
ajudar-se.
por
assim
dizer,
da
grande
força
e maioria
immensa,
compacta, e
solida, do povo
Francez
—
isto
tanto
em
sentido
político
como
religioso.
Entendendo
se
aqui,
por
tanto,
que
a
Republica
é
o
syslema
que
mais
pode
manter
divididas
e
divergentes
as
ideias
e
sympathias
em
França;
que
mais
pode
destruir
a
unidade,
em
que
principalmenle
consiste
a
força
das
nações;
concorda-se
com
Bismark,
que.
como
é sabido
au-
thenticaroente,
accusava
ao Embaixador
Prussiano,
Arnim,
em
Paris,
de
seu
favor
por uma
Restauração
monarchica
em
Fran
ça;
quando
o
que
á Prussia
convinha
era
o
systema
que
mais
enfraquecesse
a
sua
rival=o
republicano.
Semelhante
declara
ção,
e
vindo
de
oráculo
tal,
devia,
pare
ce,
impellir
todo
Francez
que
possuísse
dois
dedos
de
patriotismo,
para
ambicio
nar
a
mais
prompta
restauração
da
mo-
nirchia,
em
seu
paiz.
Porem,
o
libera
lismo de
moderna
data
é
demasiado
phi
lozophico
(cora
z]
para
fazer
caso
de
taes
bagatelas
como a
grandeza,
poder,
e
con
sideração
da
patria;
por
isso
prefere
o
systema
que
mais a
possa
abater,
deshon-
rar,
enfraquecer.
Também
lemos
em
Por
tugal
—
nem
faltam,
igualmente,
no
Brazil,
—
patriotas,
desta
laya; e
d’
ahi vem
o
ter-se
feito
dos
dois
paizes,
em
grandís
sima
parte,
o logradouro
e
a mina
fecunda
ide
immensos lucros
para
a Inglaterra;
depois
que
esta,
por
instrumentalidade
do
Liberalismo,
divorciou
os
nobres
membros
do
noblissimo
e
magnifico
Império
de
«Portugal,
Brazil,
Algarves,
cFAquem
e
d
’Alem-Mar,
em
África,
Senhor
de
Guiné,
etc.,
etc.»
O principio
a
respeito
da
França
é
o
raesmo
que
actuou
a
respeito
de
Brazil
e
Portugal.
A. R.
SARAIVA.
(Contínua)
-------------- -----------------------------------------------------------------------
CaSKiwentto
«S®
anr.
iVSiguel
Arespeilo
do casamento
do
snr.
D.
Miguel;
das
correspondências
para
a
«Na
ção»
e
lelegraminas do
«Univers»
exlrata-
moá
o
seguinte:
Ratisbonne,
17
de
outubro.
—
«Che
gámos
a
esta
cidade
honlem,
pouco de
pois
da
uma hora
da tarde,
e
immedia-
tamente
fomos
procurados
pelo
veador
de
Sua
Alteza
Real, a
Piinceza
da Torre
Taxis,
o
Barão de
Reichelin-Meldegg,
que
nos
vinha
cumprimentar
da
parle
de
S.
A.
e
offerecer
hospedagem.
E
’
escusado
accrescentar
quanto
fomos
bem
recebidos
e
obsequiados.
A
’
noite
houve
no
theatrinho
do
pala
cio
uma
linda
representação,
no
fim
da
qual
appareceu
uma
figura
allegorica,
o
Genio
de
Lysia,
que
depois
de
fallar do
estado
de
Portugal
e das
esperanças
de
ura
melhor futuro,
fez,
a
um
gesto
seu,
apparecer
as
armas
de
Portugal,
ador
nadas
de
differentes
emblemas
e
illumi-
nadas
por
fogos
de Bengalla,
cantando-se
dentro
dos bastidores o
hymno
real
POR
VÓS
E
PELA
PATRIA,
em
bom
portu
guez.
Podeis
imaginar
o
enlhusiasmo
com
que
ouviríamos
aquelle
hymno tão
portu
guez
e
que
tantas
glorias
representa;
aquelle
hymno
que
a
revolução
fez
calar,
mas
que
não tem
podido
fazer
esquecer,
como
ainda
nos
não esquecemos,
nem
esquece
remos
de
quanto
havia
bom em
Portu
gal.
Acabado
o theatro
fomos
para
as
sa
las, onde
foi
servida
uma
magnifica
e
de
licadíssima
cêa,
durante
a
qual
locou
em
frente
do
palacio
lindas
peças
de
musica
a
banda
do
regimento
que
fazia
a
guarda
de honra,
estando
a praça
illuminada
por
profusão
de
brandões
de
cera,
que
traziam
os
soldados
do
regimento, todos
em
grande
uniforme.
Hoje
ásduas
horas
da
madrugada
chegou
o
Duque
de
Cadaval.
Ao
meio
dia
celebrou
se o casamento,
sendo
as
bênçãos
dadas
pelo
exc.‘no
bispo
d
’
esta
diocese.
O
acto
foi
esplendido.
A
Real
Noiva,
a
sur.
a
Dona
Izabel
Maria
de
Bragança
estava
deslumbrante.
Assi
tiram
muitos
Príncipes
e
Princezas,
e
Portugal
estava
representado
por
nome
dos
seus
leaes
fi
lhos»
Idem
19—
«O jantar
do
dia
do
casa
mento
foi
magnifico;
éramos
á
mesa mais
de
setenta
pessoas.
Esta
eslava
preparada
com a
mais
esquisita
elegancia,
e
com
grande
ri
queza.
O
plaleau era
lindíssimo,
de
prata
e
cristaes
ricamente
trabalhados,
lendo
to
dos
os
pratos,
fructeiras
e
serpentinas na
base
as
armas
de
Tarn
e Taxis.
A
baixella
de
grande
riqueza
e
gosto
linha
lambem em cada
uma de
suas
peças
as
mesmas
armas.
Os
outros
serviços
eram de
louça
de
Sèvres
tão
rica
que podia
disputar
prima-
sias
com
a
prata.
Os
talheres
estavam
em harmonia com
o mais:
ricos
e
lindíssimos;
mas cs
da
sobretneza
são
inexcediveis,
na
matéria
por serem de
ouro,
e
na
forma
pela
de
licadeza
do
trabalho
Do
jantar
nem
fallo,
deixo
aos
vossos
leitores imaginar
o que
seria.
A illuminação
não contribuía
pouco
para
abrilhantar
a
casa:
sete
lustres,
sendo
o
do
centro
de
grande
quantidade
de
luzes,
e
sobre
a
meza
nove
serpentinas,
tendo
as
mais pequenas sete
luzes.
A
’
s
8
horas
abriram-se
as
salas;
utna
excellente
orchestra
começou
a tccar
bo
nitas
vvalsas e
contradanças,
ás
quaes
toda
a
mocidade
fez as
devidas
honras,
aca
bando
o cotillon
depois
das
duas
horas
da
noite,
o
que para
aqui é
extraordi
nário.
O
jantar
do
dia
18
f.i egualmente
magnifico;
findo
elle
fomos todos
para o
theatro
assistir a
uma
recita
dada
em
honra
dos
Reaes
Noivos.
Quando
os
snrs.
chegaram
á
praça
que
está
em
frente
do
theatro,
subio
ao
ar
grande
quantidade
de
fogo,
e
a
agua
de
um
repuxo
que
está
no
centro
da
praça,
e ^ue subia
tres
ou quatro
metros
mais alta
que
as
casas,
quando
caía
por entre
fogos
Ide
Bengalla fazia
o
mais surprôheadente
leffeito.
Antes de
principiar
a
peça,
que
tinha
muito
bonita
musica,
appareceu no palco
um
ioven elegantemente
vestido,
que
re
citou
”
uma
poesia
em nome
da
cidade
e
em
honra
dos
Reaes
Esposos.
Estes,
a
snr.
a
Dona
Adelaide
de Bra
gança,
a
Princeza
de
Taxis,
e Archiduques
estavam
na tribuna real,
mageslosamente
armada.
Todos
os
corredores
estavam
adornados
de
verdura
e
flores.
O
theatro
acabou
pelas
10
horas
pouco
mais
ou
menos
voltámos
todos
para o
paiacio
e
serviu-se
a
ceia
e
o
cha.
Os escudeiros
que
faziam
o
serviço
da
meza
e
das
salas
vestiam
casacas
sérias
de
veludo
e
colletes
de
selim
branco,
uma
e
outra
coisa avivada
com
cordão
d
’ouro,
calção
de
veludo,
meia
de
seda
e
espa
dim,
e
traziam
o
cabello
empoado.
Os
creados
de
farda
da
Princeza são
mais
de
trinta,
vestidos
todos
de
ricos
far
damentos
encarnados,
agaloados
d
’
ouro.
Os
fardamentos
são
do
feitio
de
um
casaco
largo
até ao
joelho,
calção
lambem
encarnado
e agaloado
d
ouro
e
meia
de
seda.
Finda
a
ceia
a
snr.
a
Dona
Adelaide
de
Bragança disse-nos
que,
a pedido
de
Sua
Fdha
a
Duqueza
<ie
Baviera,
ainda
se
demorava
em Ratisbonne
no
dia
19,
pai
lindo
d
’
alli
só
no
dia
20,
e
que por
isso
nos
pedia
para
nos
demorarmos
alli
mais
um
dia,
accrescenlado
que
a
Prin
ceza
de
Taxis
a
encarrçgára
de nos
dizer
que linha
nisso
o maior
gosto;
tolos
os
portuguezes
responderam
que taes
desejos
eram
para
nós
ordens
muito agradaveis
de
cumprir.
Só
o
Duq
ue
de
Cadaval
sae
hoje
ás
cinco horas
da
tarde,
por
ter
negocios
de
impiríancia a
traciar
cm
Paris.
E
failando do Duque não
devo
deixar
de
vos
dizer
que:
lanlo
nas cerimonias
do
casamento, como
na
meza
lhe
foi sempre
dado
logar
de
Principe».
Do
«Univers» e
do
«Regensburger
Norgenblatt», extractamos mais
o
seguinte:
No
imponente
corte ia
na
frente
o Real
Noivo
acompanhado
por
SS.
AA.
os
Prín
cipes
de
Loevvenstein
e
Maximiliano
de
Turn
Taxis.
Seguiam-se
logo
8.
A.
1.
e
R.
o
Ar-
chiduqne
Carlos
Luiz
e
S
A.
R.
o
[Duque
Carlos
Theodoro
da
Baviera,
S.
A.
R.
o
Conde
de
Bardi
e
S.
A.
o
Principe
de
Isemburg.
A
Augusta
Noiva
era.
acompanhada
pela
Duqueza
de
Bragança
e
por
S. A R.
a
Princeza
Hereditária
Helena (Mãe da
snr.'
1 Dona
Isabel
Maria
de
Bragança).
Seguiam-se
SS.
AA.
RR.
as
snr.
as
Infan-
Dona Maria
Anna
de
Bragança e Dona
Maria
Anlonia
de
Bragança,
SS.
AA.
RR
a Princeza
Luiza
de
Turn
Taxis,
a Prin
ceza
Maria
de
Loevvenstein
e
a
Princeza
Maria
de
Turn
Taxis,
S.
A.
L
R. a Ar-
chiduqueza
Maria
Thereza,
S.
A.
a
Princeza
Mathiide
de
Turn
Taxis.
S.
A.
a
Princeza
de Isemburg,
S.
A.
R.
a
Duqueza Maria
.ksé
da
Baviera, S.
A.
a Princeza
de
Loevvenstein
e
S.
A.
R.
a
Duqueza
Amalia
da
Baviera.
Seguiam-se
muitos
outros
Príncipes
e
entre estes o
Duque
de
Cadaval,
e
com
elle
os outros membros da
commissão
por-
lugueza
que
veiu assistir
a
este aclo,
(com
posta
pelos
seguintes
snrs
: Angelo
de
Sousa
Prado,
Conde
da
Redmlia,
Elisiario
de
Mello
Dias,
Francisco
de
Abreu Pereira
Coutinho,
Jorge
de
Cabedo
e
Vasconcel-
los, José
Corrêa
de
Sá,
Sebastião
Pereira
da
Cunha,
Ventura
Malheiro Reimão
Telles
de
Menezes).
Na
nave
da
Egreja
achavam-se
nume
rosas
deputações;
entre
estas sobresaia
uma
dos
oHiciaes
do
regimento
de
Dragões
de
Windischgralz,
a
que
pertence o
snr.
D.
Miguel,
as
anctoridades
civis,
a
oífi-
cialidade pertencente
á
guarnição
da
ci
dade
e os empregados
da
Casa
do Prin
cipe
Turn
e
Taxis.
Quando
Mons. o
Bispo
começou
a
ce
rimonia,
o
coro
entoou
o
Veni
Saneie
Spiritus.
Depois
o
respeitável
Prelado di
rigiu
um commovenle
discurso
aos
Au
gustos
Noivos,
e
terminou
lançando-lhes
a
Bênção.
Seguiu-se
a
Missa
e
a
funeção
religiosa
terminou
com
um
solemne
Te-
Deum.
0
conde
d
’
Avintes
teve
a
honra
de
apresentar
á
joven
princeza, sua filha
D.
Maria Rita,
que fica
a
occupar
o
logar
de
açafata
da
augusta
companheira
do
Senhor
D.
Miguel.
Depois
do
jantar
os novos
esposos se
guiram
uara
uma
casa
de
campo,
que
a
familia
de
Turn
e
Taxis possue
ás
por
tas
da
cidade.
D
’
ahi
partirão
depois
para
a
Áustria,
Allemanha
e
meio dia
da
França.
--------- -------------------------------------
A
crise
Não
ha
nada
mais
ridículo
do
que
a
chamada
crise
que
se
está
vendo no
nosso
paiz,
e'principalmente
na
sua
capital.
Quem
viu
as facilidades
de
187o
e
vê
os
re
traimentos
e
cautelas
de
1877
!
E
de
mais,
não
ha
motivo
para
tanto.
Viu-se
em
Lisboa,
que
no
anno
de
1875
o
Banco
Luzitano
fez
vários
adiamen
tos
de
assembleia
geral,
porque não
se
reunia
numero,
e
dizia-se
que
era
o
pri
meiro
Banco
do paiz,
e
a
sua gerencia
era
tão
orgulhosa,
que queria
alargar
a
sua
thesouraria
até
ao
Terreiro
do
Paço,
expulsando
os visinhos.
Como
o
dividendo
era
bom,
convidava,
as
acções
bem co
tadas,
não
havia
mais
que
ver.
Era
a
fé
dos devotos,
a
esperança
dos
ambiciosos,
e
a
caridade
dos
espertos
que
decidia
e
quanto
bastava.
Agora
lem casa de mais.
A
crise
de 1876,
que
elles arranja
ram,
os
lusitanos
por
exemplo
com
outros
da
sua
clientela
ou
da sua
seita,
porque
no
commercio
também ha
uma
maçonaria
especial, que
é
mais
temivel
do
que
a
dos
encarnados
ou
dos
negros,
abriu
os
olhos
até
mais
não
a
estes
directores
de
alta
capacidade.
Porque
em Londres,
onde
o
cambio
estava
a
2
1/2
subiu
a
3, e
depois
a
4,
e
porque
de Londres
se
retirava
ou
to
mava
dinheiro
de
Paris
onde
havia
maiores
depositos;
estes
senhores,
cá
dç
Portugal,
em
vez
de subirem
a
6, 7
ou
8,
porque
a
5,
6
e 7
sempre
elles
lem
estado;
para
evitarem
que
nos
levantassem
as
libras,
não
senhor,
não
só
fizeram
isto,
mas
fi
zeram
peior porque
se
retraíram e
recon-
centraram
fazendo
um
mal
immenso
ao
commercio g.eral,
isto
é,
tomaram
a me
dida
mais
perigosa e
mais
funesta
que
se
podia
tomar,
porque
não
prestando
ser
viço
da
occasião
aggravam
a
situação com
as
suas
exigências
de
retraeção
e
recon
centração.
Em
Lisboa,
uma
caixa, que
era
uma
verdadeira
casa
de
prego
suspende
seus
pagamentos,
isto
basta
para
abrir
crise
tremenda.
Glorias
de
Portugal
!
Em
1876
teve
a
gloria
no
Porto
o
snr.
Roriz,
em
1877
é
lieroe
o
snr.
Gomes da
Silva
em
Lisboa.
Este
snr.
teve
a honra
de
fazer
fechar
tudo.
E
’
preciso
que
para
o
anno
venha
um
mais
possante
ainda-
que
dê
com
Portugal
e
todas
as
suas
possessões
ultramarinas
em
vasa-barris.
E’
uma
,
vergonha,
que
os
Bancos
que
se
crearam
com
o
fim,
ou debaixo
da
apparencia
de proteger o
commercio,
a
industria, e
a
agricultura,
se
prestem
a
um ridículo
desta ordem,
salvo
se
estão
vasios de
dinheiro
e
de
sciencia, ou
então
seguram-se
a
si
e aos
seus
intimos
e
deixam
gemer
os
mais.
Tem-se
visto
casas
muito
sérias
em
grandes
apuros
e outras
lem
suspendido,
e
não
serão
só
estas
duas
ou
Ires;
màis
virão
se
as
cousas
assim
continuam. Ha
até
quem
diga que em
tudo
isto
ha
um
proposito
’
de
fazer cair
outros
estabeleci
mentos
e
mesmo
algumas
casas,
e
tudo
póde
ser, porque
a
tal
maçonaria
da
rua
dos
Capellislas
é
temivel.
Quem
os
desco
se
bem
é
o
snr.
dr.
Arthur
da Silveira,
no
«Commercio
Portuguez».
Os
Bancos não
tem
direcções
compe
tentes.
Ha
n’
elles
um
ou
outro
indivíduo
de
merecimento,
mas
no
geral,
é
uma
mi
séria,
e
não
só
isso,
vão
para
alli
satis
fazer
caprichos
e
vinganças
particulares,
e
arranjar
os seus
negocios
e
os
dos
seus
parentes
e
amigos,
segundo
é a
voz
do
publico.
0
snr.
Luciano
Cordeiro
publicou
um
livro
—
dos
Bancos
Portuguezes.
N
’
esta
obra,
aliás
boa,
e muito
boa,
ainda
não
toca em
tudo;
é
preciso
que
outra
appa-
reça
e que
se
mostre
ao
publico
o que
são
os
Hancos
cá
no
nosso Portugal.
E'
provável
que esta obra appareça,
porque
ha
motivos
fortes
e
razões
de
alta
conveniência publica
para
que se
escreva,
e
estamos
bem
convencidos
que lambem
ainda
ha
caracteres
austeros
que
rompam
por
todas
as considerações
para
o
fazer.
Os
Bancos
não
se
qmzeram
fundir;
mas
é
provável
que
se
venham
a fundir.
•
*
*
A
peregrinação
portugueza
a
Uoma.
XV
DE
MARSEILLE A ROMA
Só
os
jque
tem
viajado
em
caminho
de
ferro
é
que
podem calcular,
quanto
um
percurso
ininterrompido
de
mais
de vinte
e
quatro
horas
nos
devia
ser
pesado.
A
viação
acelerada
lambem
tem
seus'
inconvenientes.
E
o
primeiro,
na minha
opinião,
é
o
furtar-nos
á
poesia
das antigas
cavalgatas,
para nos
atturdir
em
troca
com
o ruido
monotono
da
locomotiva.
Não
é
que
eu me
revolte
contra
as
incontestáveis
vantagens
do
vapor
na
via
ferrea.
Mas
quando
nos
vemos
atravessan
do,
com a
velocidade
do
relampago, um
valle
formossimo,
sem
que
seja
dado
go
zar
das
graças
que
encerra;
quando
ao
descobrir
ao
longe os
requebros
de
uma
còllma,
nos
vemos
repentinamente
affas-
tados
d
’ella;
como
que sentimos saudades
do clássico
animal,
que
depois
de
nos tra
zer
errantes
um
dia
inteiro,
pelo
descam
pado
de
um
deserto,
ia
dar
cornnosco,
alta
noite,
á porta
de desconhecida
chou
pana
onde
uma
pessoa
caridosa
nos
aga
salhava
com
carinho,
refazendo-nos as
forças
a
frugalidade
que
é própria
da
nossa
boa
gente
do
campo.
Tínhamos
chegado
a
Marseille
verda
deiramente
fatigados
do
corpo
e
do
espi
rito.
Esta
circumslancia,
junta
ao
pouco
tempo
de
que
podíamos
dispor, foi-nos
impedimento a
que
víssemos
a
cidade,
como
o
pediam
os
seus
magníficos
edifí
cios
e
a sua
população
de
trezentos
e
cin-
coenta
mil
habitantes.
Nem
a Santa
Maria
Magdalena,
qué,
pela
sua
situação, é
o
attraclivo
dos
via
jantes,
podémos
fazer
uma
visita.
Ainda
assim
comtudo,
podémos
fazer
de
Marseille
uma
idea,
talvez
exacla.
0
que
principalmenle
nos
chamou
a
attenção, foi
a
doka
immensa
do
seu
porto,
com
capacidade
de
dar
abrigo
á
maior
marinha
do
mundo.
De
commercio
ílorescentissimo,
não
se
viam
alli
senão
barcos
de todas as
lota
ções,
que
juncavam
o
mar
em
grande
es
paço,
o que
até
certo
ponto
não nos ad
mirou,
por
sabermos
que
é
este
o pri
meiro porto
da
França
no
Mediterrâneo.
Como
estavamos
cansados
da
viagem
por
terra,
accordamos
alguns
peregrinos
em
continuar
a
jornada
por
mar.
E
levamos
a
eífeito
esta
nossa
resolu
ção,
embarcando
no
vapor
Senipiero
que
no
dia
seguinte
áquelle
em
que
chegamos,
seguia
para
Nápoles
com
escala por
Civita-
Vecchia.
A bordo
reconhecemos,
que
não
éramos
sós
em
nossa
peregrinação,
a
Roma,
pois
logo
á subida
para
o
vapor,
fomos
recebidos
com
verdadeiro
carinho
por
alguns
eccle-
siasticos
francezes
que
levavam
o
mesmo
destino.
Eu
nunca
esquecerei
os
dois
primeiros
dias
que na
minha
vida passei
no
mar
em
feliz
companhia
com áquelles
bons
pa
dres.
Que
delicadeza,
que
doçura,
que
uneção
na
sua
conversa!
Que
bem
nos
fazia
o
sol
que
irradiava
d
’aquellas
intelligeucias
tão
claras,
d
’aquelles
corações
tão
formosos
!
E
isto
quando
navegavamos
serenos
por
um
mar
de
rosas,
sob
o
risonho
céo
de
Italia
!
Alegres
foram para
nós
essas
horas,
que
decorreram
rapidas
como
o
pensa
mento,
mas
cuja
lembrança
guardo
como
uma
doce
recordação
em
minha
alma.
Ao
segundo
dia
davamos
entrada
no
porto
de
Génova,
tão
coalhado
d’embarca-
ções,
que
pelo
grande
numero
de
mastros
que
elevavam,
se
assimilhava
a
um
ver
dadeiro pinhal.
Como
o
vapor
alli
se
demorasse,
po
démos
ver
a
cidade,
que,
situada
em am-
phitheatro,
offerece
uma
vista agradabilíssi
ma,
a
quem
a
observa
do
mar.
Os
seus
numerosos
jardins,
malisando
a
alvura
de seus
edifícios,
dão-lhe
uma gra-
çatal,
que
a
tornam
formosa
e
encanta
dora.
Tem
óptimas edificações,
e
magestosa
cathedral,
e
nas
ruas
é
tal o movimento,
que
só
o
podemos
comparar
ao
de
Ma
drid
quando
lá
passamos.
Chamou-nos a
attenção
a
estatua
do
cardeal
Palaviscini,
em
attide
de
quem
está
orando,
mas
já
decapitada
pela revolução.
Na
praça
de
Colombo
vimos o
monu
mento
ao
descobridor
do Novo Mundo;
e
pela
parte
superior
á
cidade as
numerosas
boccas
de
fogo
que
lhe
guardam
a en
trada.
Pela
meia
noite
emfim
o
vapor
levan
tou
ferro para
continuar
a
sua
derrota ;
porém
o
mar,
até
então
tranquillo
e
so-
cegado,
embraveceu-se
depressa,
do
que
resultou para
nós
uma
noite
de
soffri-
mentos.
Ao
meio
dia
entravamos
em
Livorno,
porto
mais
pequeno
e de
menor
com
mercio.
A
cidade
abunda
em
estatuas que
le-
vantára
aos
duques
de
Modena
que
a
go
vernavas'1
dedicando-lhes
corao
outros
tan
tos
testimunhos
da
sua
gratidão
pelas
muitas e
importantes
obras
com
que
a
en
riqueceram
e aformosearam.
No
meio
d
’estas
vê-se
a de
Cavour,
sam
cabisbaixo
e
de
forma,
que
segundo
o
dito
espirituoso
de
um
nosso
companheiro
de
peregrinação,
parece
envergonhado.
A
cathedral
afigurou-se-nos pequena,
pois
a
não
podemos ver
no
interior,
po-
risso
que
a
policia
apenas
consente,
que
esteja
aberta
em
certas
horas
do
dia.
Pelas
ruas
a
vadiagem
é
sem
conta.
0
caracter
indolente
e§
preguiçoso
dos
italianos
revela-se
alli
bem
no
grande
nu
meros
de curiosos
que
se
acercam
do
estrangeiro,
apenas
o
descobrem.
Os
pobres também
avultam
considera
velmente;
e
em
tal quantidade
que
não
foi
necessário
desembarcarmos,
para
que
nos
víssemos
instantaneamente
rodeados
de
muitos,
que entraram
no
vapor
a
pedir
esmola.
Ao
cair
da
tarde
partimos
de
Livorno
para
entrarmos
no
dia
seguinte
em
Civita-
Veccbia,
pela
uma
hora
depois
do
meio
dia.
Nunca,
em
povoação
nenhuma,
expe
rimentei
uma
sensação
tão
desagravei
como
aqui. Pobre,
triste,
arruinada
e
quasi
de
serta,
fez-me
sair
dos
lábios
esta
phrase;
—
chora
por
seu
dono
—
Se
não
fossem
alguns
barqueiros,
um
dos
quaes
queria
por força, que
lhe
en-
chessemos
a
mão
de
liras,
tendo-lhe
nós
jago
o
ajuste,
por
nos
transportar para
terra,
dois
ou
tres
guardas
d
’
alfaadega.
e
outros
tantos
empregados do
caminho
de
ferro,
passávamos era
Civita-Vecchia
sem
ver
ninguém.
Pouco
depois
estavamos em
caminho
de
Roma,
o
qual
pela
sua
monotonia
até
ás
proximidades
da
Cidade
eterna,
muito
contribuiu
para
mais
nos
abater
o espi
rito.
M,
MARINHO.
AeS®
edsíleassiSe.
—
Na manhã
de
sexta-feira
próxima,
2
de
novembro,
por
volta
das
7
horas,
tem
de se
inaugurar
na
egreja
dos
Congregados
a
religiosa
ceremonia
de
ser
beijado
pelos
fieis
o
sa
grado
escapulário
da
Virgem Santíssima
das
Dôres.
Convidamos
os
fieis
catholicos
a con
correrem
a
este
religioso
acto,
rendendo
assim
homenagem
á
Virgem
Mãe
de
Deus
e
dos
homens.
0
escapulário
de
Nossa
Senhora
das
Dôres
estará
sobre
o
altar
patente,
para
ser
beijado
pelos
devotos,
em
todas
as
sexlas-feiias
do
anno.
0
venerandissimo
prelado
d’
esta
dio
cese
dignou-se
conceder 40 dias
d
’
indul-
géneias
a
todo
aquelle
ehrislão,
que
dean-
te
da
piedosa
Imagem
da
Virgem
Dolorosa
rezar
uma
Salve
Rainha em
honra
da
exaltação
da
Egreja
de
Christo,
conversão
dos peccadores
e
da
paz
e concordia
entre
os
príncipes
e
fieis
christãos.
FaSleeimento.
—
No
dia
25
do
cor
rente
falieceu
em
Lisboa
o
snr.
dr.
José
Ribeiro
Guimarães,
um
dos
illuslrados
re-
dadores
do
«Jornal
do
Commercio».
Este
collega,
commemorando
o
passa
mento
do seu
antigo
redactor,
não
per
deu
o
ensejo
de
aggredir
os,
por
elle
denominados, reaccionarios=que
são os
catholicos
romanos,
e
os
monarchicos,—
em
o
numero
dos
quaes,
segundo
as
re
velações
do
articulista
respectivo,
se
con
tava
o
pae
do
illuslre
finado.
Nós
procederemos
d
’
oulro
modo;
e.
cumprimentando
os
collegas
da
redacção
do
«Jornal
do
Commercio»,
fazemos
nos
sas
as
seguintes
linhas
com
que
a
«Nação»
noticia,
a
morte
do
snr.
dr.
José
Ribeiro
Guimarães:
Succumbiu
ao
peso
da
morte
um
dos
nossos
collegas
na
imprensa,
o
snr.
dr.
José
Ribeiro
Guimarães,
redactor
do
«Jor
nal
do
Commercio».
Sempre divergentes
em
política
degja-
diámo-nos
mutuamente;
no
calor
da
dis-
cussão trocámos,
por
vezes,
frazes
menos
amaveis;
mas
nem
por
isso
deixávamos
de
ter
na devida
conta
o
mérito litterario
do
illtislre
escriptor.
Filiado
na
escola
ultra-liberal
foi
uma
das
suas
columnas mais
firmes,
um
dos
homens
mais
prestimosos
á
causa
que
de
fendia.
Agora
que
a morte
o
velou
com
seu
negro
manto
e
poz
termo
a
todas
as
dis
cussões,
resta-nos
orar
pelo
seu
eterno
descanço.
Outro.
—
Falleceu
ha
dias,
na
sua
casa,
proximo
de Chaves a
exc.ma
D.
Luiza
Joaquina
da
Cunha
Monteiro
de
Carvalho
Azevedo,
mãe
do ex.
1110
snr.
Miguel
Máximo
da Cunha
Monteiro, cirur
gião
mór
d’
infanteria
8,
e
deputado
pelo
circulo
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
a
quem
cumprimentamos.
A
(inada
era
viuva
do
dístincto
ofíi-
cial
do
exercito,
Manoel
Monteiro
de
Car
valho
e
Azevedo,
que
fez a guerra penin
sular, foi
tenente-coronel
no
exercito
le-
gitimista,
e
falleceu
no
corpo
de
vetera
nos.
Outro,
—
Ante-hontem
falleceu
na
quin
ta
junto
á
capella
de
S l.ourenço
da
Ordem,
na
casa
de
seu
filho
e
neto,
o
snr.
barão da
Retorta.
O
seu
cadaver
tem
haje
oíTicios
fúne
bres na
egreja
do
extincto
convento de
S. Francisco.
Damos
os
pezames
a
toda
a
familia
anojada.
CiacninSio d®
ferro
«!o
MssiSsa
e
Douro.
—
Por
occasião
da
inauguração
solemne
da
nova
ponte
sobre
o
Douro,
a
qual
se
verificará
no
dia
4
(domingo)
do
proximo
novembro,
haverá
bilhetes
de
ida
e
volta,
a
preços
reduzidos, sen
lo
de ida
nos dias
3
e
4,
e
de
volta
nos
dias
5
e
6.
Além
dos
comboios
ordiná
rios,
haverá
especiaes
nos
dias
4
e
5.
Já
appareceu
o
novo
horário,
—
que
pu
blicaremos
opportunamente,
—
que
tem
de
regular a exploração,
em
seguida
áquelle
acto,
dos caminhos de
ferro
do
Minho
e
Douro.
Veremos
se
ha,
ou
não,
alteração
no
de
Lisboa.
Ags-iemlínr
ilo
Norte
<S®
Por
tugal».
—
Recebemos
o
n.°
1
do
Agri
cultor
do
Norte
de Portugal,
jornal
editado
pda
Casa
Chardron,
Porto e
Braga,
e
de
cuja
publicação
já
falíamos.
Este
n.°,
que
consta
de
32
paginas,
contém
além
das
tres
estampas:
—
Planta
da
quinta
dislrictal,
Typo
ideal
do
boi
de
ceba
visto
de
lado,
e
Um prado
de
mar-
cila
na
Lomfardia,
o
seguinte:
introducção,
por
A.
C.
Le
Cocq.
—
A
quinta
dislrictal
de
agricultura,
por A.
C.
Le
Cocq.—
Raças
bovinas,
por
D.
J
Sal
gado.
—Os
prados
ordinários
e
os
de
mar-
cita
no
Piemonte
e
Lombardia,
por
A.
C.
Le
Cocq.
—
Veterinária
para
lavradores,
por
D.
J. Salgado.—Noticia ácerca
de
algu
mas
plantas
hortenses
pouco
conhecidas
em
Portugal
e
que
se
podem
vulgarisar
com
vantagem,
por
J.
T.
de Carvalho.—
Communicado,
por A.
Allen.
—
Chronica,
por
A.
C. Le
Cocq
—
Preços
correntes
dos
productos agrícolas
nos
mercados
porlu-
guezes
e
estrangeiros.
E
’
muito
interessante
para
a
agricul
tura;
porisso
não
podemos
deixar
de
o
cocommendar
aos
nossos
lavradores
e
pro
prietários
de
bens
ruraes.
£>uerra
<1®
Wriese
te.
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna
2a
—Os
turcos
recomeçaram
a
bombardear
vigorosamente
o
forte
de
S.
Nicolau
no
desfiladeiro
de Chipka.
Se
gundo
um
despacho
da
Terapiu,
as
bate
rias
russas
teriam
sido
reduzidas ao
si
lencio.
Paris
25—
0
príncipe
Sérgio
Maximi-
liano Wilch, duque
de Leuchtenbergue e
segundo
sobrinho
do
imperador
da
Rússia,
foi
morto
no
ultimo
reconhecimento operado
pelas
tropas
do
csarowitch.
Constantinopla
23.
—
Um
lelegramma
de
Rasgrad,
de
24,
annuncia
que
os
rus
sos
perderam
800
homens no
combale
de
Jovantchifik
e
no
de
hontem
nas
proxi
midades
de
Zelic
outros
tantos.
—
Os
russos,
com
36
batalhões de
ar-
tilheria
e
cavallaria,
atacaram
hontem
os
ottomanos
nos
arredores
de Jovantchifik.
Os
turcos
recuaram
ao
principio,
mas,
tendo
sido
reforçados,
repelliram
os
rus
sos.
0
ataque
dos
russos
contra
Falisch,
na
estrada
de
Sotia,
foi
igualmente
repel-
lido,
mas
os
cossacos
conseguiram cortar
o
telegrafo.
Uns
100
turcos
atravessaram
o
Danúbio
e
mataram 50
inimigos
na
margem
roumania.
Bucharest
23.
—
Hontem
o
general
Gourko
apoderou-se
de
uma
posição
entre
Gorny e
Falisch,
na estrada
de
Sofia.
Ficaram
prisioneiros
Ahemet-Pachá,
um
chefe
do seu estado-maior, grande
nu
mero
de
oíficiaes,
3:000
soldados, um
re
gimento
completo
de
cavallaria
e
4
ca
nhões.
As
perdas
dos
russos
são
por
emquan-
tos
ignoradas,
mas
suppõe-se
que
são
sensíveis.
Gourko
já
fortificou
as
posições
con
quistadas.
Vienna
26.
—
»Depois
de ter
examinado
as posições
do
exercito do seu
cotnmando,
o
czarowilch
ficou
convencibo
que
será
impossível
uma
campanha
de
inverno
com
o
actual
systema
de
transportes.
Constantinopla
26.
—
Kars
está
sendo
bombardeada
pela
direita.
A
praça
contém
provisões,
ainda
que incompletas,
para
4
mezes,
segundo
um
telegramma
de
Mou-
khtar-Pachá.
Os
russos
teriam
sido
ba
tidos
em
24
do
corrente,
nas
proximida
des
de Kranrghan
entre Bardes
e
Zewin.
—
Ismail-Pachá
eflectuou
a
sua
juneção
com
Moukhtar-Pachá
sem
ler
encontrado
os
russos.
—
Moukhtar-Pachá perdeu
40
canhões
nos últimos combates;
os
ânimos
estão
abatidos
e
inclinados
á
paz.
Londres
26.
—
O
«Daily-News»
publica
um
telegramma
de
Bucharest
datado
de
hoje,
dizendo
que
desde
que
o
general
russo
Gurko
tomou
o commanfo
da
ca
vallaria,
mais
nenhum
comboio
turco
con
seguiu
entrar
em
Plevna.
O
mesmo
des
pacho
accrescenla
que
os
reforços de
in-
fanteria
russa
e roumania
completarão bre
vemente
o investimento
áquella
praça.
A
’«
almas
enridonas.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua de
S.
Bernahé,
n.°
13,
(sotão). Tendo
80
annos
d
’edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
Appelo
á
carjdade.
—
A
enlrevada
Maria
Anlonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
ilospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resla
de
vida.
Imploramos,
pois, a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma esmola.
A
sua
residência
é
na rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da
rua.
(A
pedido)
SAVBADES.
A
Maria.
Brizas
que
passaes,
quando
brincardes
Com
os
louros cabellos
de
Maria
Dizei-lhe,
mas
baixinho,
a
ella
sómente
Que
a
não
esquecerei,
nem um
só
dia.
Dizei-lhe
que
este
amor
tam
saneio
e
puro
Que
me
soube inspirar
com a
ternura
De
seus
amigos e
pudicos
olhares
Me
ha-de acompanhar
á sepultura.
E
que
tam
longe
d’
ella
eu
vivo
triste
Sempre
fiel
ao nosso amor
jurado
Que
me anima
a
esp
’rança
do
futuro
Que
penso
sempre
no
feliz
passado.
Pedi-lhe
vós
que
acceite
como
prova
D
’
este
sincero
amor
tam
innocente,
E
dai-lhe
lá
por
mim
na
face
bella
Com
delirio
e
paixão
um
beijo
ardente.
Aveiro
5
d
’
outubro
de
1877.
Alfredo
Vieira.
SALVAE
AS
CREANÇAS
p
eia
doce
Revalescière
du
Barry
de
Londres
—
Por
toda
a
parte
se
deplora que a
creança
—a
alegria
da
familia
e
a
esperança
da
na
ção—
é
muito
mal
tratada.
Sómenle
devi
do
á
ignorância
das
mães e
das
araas,
mor
rem
ellas
no
primeiro
anuo, 60:000
etn
França
e
40:000
em
Inglaterra
I
Esta
mi
séria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
de
leite
muito
frequente,
ou antes
ao
uso
do
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma
irritação
da
mucosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou a
4
larr
éa,
os
vomitos
contí
nuos, a
atrophia,
as caimbras, os
espas
mos,
a morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma
creança,
uma vez
com-
promeltida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
uão
leem
poder
de reparar
o
mal
!
E’
um
flagello para a
familia
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha
comtudo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o conse
guir,
e
que
tem
sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos; é
sustentar
as
creanças
de
peito
e
as
creanças
doentes
e
fracas de
qualquer
edadecom
a
K»vale«t?8ère
Du
Barry,
tres
vezes ao
dia, simplesmente
cosida
com agua
e
sal.
!<■
’,
flaiilsnsnte,
n
auatento
por
exeelleneia
<!
’
•«,
elle
b
«>
consegue
evitar
todas
os
aecidenteg
«8a
íki
-
faneia.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes
da
soa influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados
Cura
nP
80:446.
—O
snr.
doutor
F.
W.
Beneke,
professor
de medicina
na
Uni
versidade
da
Marboirg,
refere-se da
se
guinte
maneira á
clinica
de
Berlin,
em
8
de
abnl
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
filtros
á
Kevaleaciés*®
Sisa
35a
rry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro
an
nos,
soífria
sem
causa
apparente,
uma
atrophia
completa,
com
couliouos
vomitos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
todos
os
tratamentos da
sciencia
medica A
Revatesciére
fez
parar
immediatamenle
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a
saude
em
seis
semanas.
De
todas
as
minhas
expe
riências
feitas
posteriormente
com
a
K.®-
valeaeió?®
obtive os
mesmos
resultados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
Cura
nP
70:410.
—
Fabrica
de
Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.
—
Considero-me
feliz
por
poder
di-
z<
r-lhe
que
o
meu
primeiro filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
an-
no
pela sua
Wevaícsoiéi-®,
e
qoe
a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não
ha na
aldeia
cteança
tão forte
como
o meu
fi
lho
em
relação
á
sua
edade.
—
•
M
ercier
.
Cura
nP
87:421.
—
Bruxellas,
23
de
junho
de
1874.
—O
meu
filho
mais
novo,
abandonado
na
edade
de quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria
to
mar
nem
digeria
alimento
algum,
e
acha-
va-se,
por
consequência, n
’um
estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo
a
sua
exi
stência;
foi
então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo de
Revalesciére
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que
continuou
a
ali-
raentir-se
exclusivamente
durante
alguns
mezes.
H
je,
que
lera
onze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saude.
—
D
eswert
.
E
’
seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o sen
preço
era
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
n»iudo‘em
toda
a
pe
nínsula
:
Eia
caixas de
folha
de
lata,
de
kilo,
■500
; de lji
kiio
800
rs
;
de
ura kilo,
LS40ÍÍ
res;
de
2
*/,
kilos, 3$200 reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e 1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
8A»vaí©s«>ièr®
eíweaSatada
5
ella
res-
titue o
appetlite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó e
em paus, em
caixas
de
folha
df
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
dc
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
S>U
JSs
CP
LIHITBO.
■
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
s*®r-
to,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia, 77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveire,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
Siarceílos, Antonio
João de
Sousa
Raraos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Hraga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vitmras»
«lo
C»g-
íe88»,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande, 140.
—
6utnuu>i(M,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da Rainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes &
C.
a,
drogs., Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio, 223
a
227.
—
Ponte
<fo
JA-
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pbariu»
—
Pevot»
«S®
Varxi.u,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
do
itínho,
Fiancisco
José de
Sousa,
pharm.—
Villa
de
Cond®,
a
.
L. Maia Torres
phjrca.
ASUBSCÍMBiTOS
Os
abaixo
assignados
agradece
u
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pess'almente,
a
todos
os
cavalheiros
e
e
X
.mas
snr.
a»,
Je
quem
receberam
tantas
provas d’
amisade.
estima,
e consideração,
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
sua
muito
querida, presada
e nunca
es
quecida
filha, sobrinha,
irmã e
cunhada,
Maria
Clolilde
d
’
Araujo
Braga.
Egualmenle
agradecem
a
todas
as
pes
soas
que
no
oitavo
dia
do seu
íallecimen-
to,
assistiram
á missa
de
requiem,
na
egreja
do Carmo, pela
alma
da
finada.
J>aqui>n
José
d
’
Araujo.
Anna
Emiha
de
Jesus
Vieira.
Anna
Emilia
d
’Araújo
Praga.
Adelaide
d
1
Araújo
Gomes.
Amélia
Olivia
d
’Araújo
Braga.
Manoel
Augusto
d
’Araújo Braga.
Joaquim
Vieira d’
Araujo
Braga.
José Gomes
d'Araújo
Ateares.
(570)
Manoel
José de
Miranda,
proprietário,
da freguezia de Roriz,
concelho
de
Bar
cellos,
abaixo assignado, declara
e
faz pu
blico
por
este
meio,
que
nada deve
a
pes
soa
alguma,
nem por
titulo
publico
ou
particular,
nem
por letra
contrahida por
si
nem
mesmo
firmada
ou
endossada
a
pessoa
alguma,
nem
por acto ou contra
cto
algum
verbal;
e
governando-se
co
n
u
rendimento
de
seus
bens,
não
pr<
cisa,
nem
tenciona
contrahir
d’ora
em
diante
divida
ou
obrigação
alguma; e
por
isso
se
al
guma
apparecer
anterior
ou
posterior
a
este
annuncio
é
falsa,
e
como
tal
protesta
contra a sua
nullidade.
e falsidade,
para
usar
dos
meios
e
acções
civis
e
crimes
que
por
direito
lhe
competirem.
Briga,
29
de
Outubro
de 1877.
(571)
Manoel
José
de
Miranda.
DECLARAÇÃO
Manuel
Joaquim da Cunha
Vieira
de
Carvalho, proprietá
rio.
e morador n’esta cidade, de
clara
perante
o
publico
desta
cidade e fóra d’ella, que a
di
vida
posta em
juiso
pela direa-
ção
do Banco Commercial d’es-
ta
cidade, é o seu total a quan
tia de 5O?5OOO
cincoenta mil reis,
de cuja
quantia
ficou
como fia
dor
de Antonio Moria Gomes da
Silva
Ramos, d’
esta cidade, cuja
quantia vae satisfazer.
Faz
apresente declaração por
dous
motivos—l.u pela incúria
da
direcção
do Banco
Commer
cial. n esse
annuncio
que man
dou
publicar n’
este mesmo jor
nal, o não declarar a quantia
por
quanto ia ser executado e
de
que era proveniente tal divi
da—
2.° e o principal,
é para que
o
publico suspenda maus juizos
por
quanto a divida não foi con
traída
por elle; e mesmo par a
quem
esta
declaração interessa r
fique
inteiramente sciente qu e
tal divida não é de contos ds
reis.
Depois
de
concluída esta fian
ça
e satisfeita
a supradita quan
tia, tratará muito de
perto este
negocio, dizendo
mais detida-
mente
alguma cousa com rela
ção a
esta questão desde o prin
cipio
d elia, até fim. (363/
S.
Vic
ente,
Pernambuco,
Bahia
,
Rio
de
Janei
ro,
Montevideo
e
Buenos-A
yres
Acei
tando
també
m
passa
geiro
s
de
3.
3
cla
sse
pelo
mes
mo
pre
ço
que
para
o
Rio
de
Jane
iro
para
SAN
TOS,
PA
RA
NAGU
Á
’
,'
SANTA
CATHA
RINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL.
PORTO
ALEGRE
,
CAM
PINA
S,
S.
PAU
LO,
CAMP
OS,
V1CTORIA,
MACEIÓ'
e
outros
pontos
do
lit
lor
al
e
inter
ior
do
Braz
il,
ao
sul
de
Per
nambuc
o,
com
tras
bordo
no
Rio
de
Janeir
o
e
incluindo
hosped
aria
e
sude
nto
grat
uito
dura
nte
a
demora
preci
sa
para
obter
tra
sbo
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Parte de Comércio do Minho (O)
