comerciominho_30011877_597.xml
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-
5.°
ANNO 1877
FOLHA
COMMERCIAL ^ELÍGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
-.597
Assígna-see
vende-se
no
escrip'orio
do
editor
b
proprietário
J
osí
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=■
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
PUBLICA-S
IS
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
2E®H525EEEEEEHHESE“
SSEESSEESSESH5HEEESSHE5SSE22S2S22EER^^2£5^3
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.~=>Semestre
850
rs.-=-Pr<wir-
I
cias,
anno
2&0Ó0
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.—
Semestre
l$050
i
rs.=Braz»/,
anno 3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
í
oti
8&000
reis
e
4&500 reis
moeda fraca.
—
Annuncios
por
linha
j
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
20 °/
0
d
’
abatimento.
BRAGA
—TERÇA-FEIRA 3»
BE
JANEIRO
O
raeionalisnio falso e o
verda
deiro.
Todas
as
impias escolas modernas,
—
de
materialistas,
de
positivistas, de
pan-
theislas,
e
de
macaqueiros
ou macaquis-
tas, se
chamam
racionalistas,
isto
é
sectá
rios
da
rasão
A
verdade
é
que
nada
mais
contrario á
rasão
do
que
o.
tal
chamado
racionalismo
em
nossos dias;
pelo
que,
mais
propriamente
se
deveria
chamar an-
li-racionalismo.
Por
outra
parte
é
certo
que
o nome
de
verdadeiro
racionalismo,
ou
de
racionalisla,
só
convém
á
theologia
catholica,
pois
que
só
esta,
apoiada nos
evidentes
princípios
da rasão,
e
confir
mada
por
divinos,
e
por conseguinte
in-
falliveis teslimunhos,
não
só
é
sciencia,
mas
a
rainha
das
sciencias,
que
a
todas
as
outras
vivifica e
dirige.
Mas
que!
se
andam
trocados os
no
mes
ás
coisas,
se
ao
prelo
se
chama
bran
co
e
ao
branco
preto,
graças
ao
progresso
e
ao
liberalismo
de que
o
mundo
adoece
!
A
these
que
apontamos
foi
ainda
ha
pouco
defendida
admiravelmente
em
Tu-
rin,
inaugurando-se os
estudos
no
semi
nário
d’
aquella
cidade,
pelo
revd.
0
padre
Francisco
Marengo, provando-a (além
de
outras
subidíssimas
rasões)
com
uma
lon
ga
serie
de
testimunhos
dos
proprios
fi-
losofanles
chamados
racionalistas,
o
que
mais
nos
agradou,
por não
se
contentar
o
revd.® ecclesiastico,
que
bem
conhece
as necessidades
do tempo
em
que
vivemos,
de
citar
a
Bíblia,
a
Tradição
e
os
Santos
Padres,
mas
por
haver
trazido a
campo
e
exposto
á
luz
as
mesmas
confissões
dos
adversários,
—
o
que
torna
seus
argumentos
perfeitamente irrespondiveis
(Vej.
«Unitá
caltolica»
de
23
de dezembro
de 1876).
Por
exemplo,
entre
estes adversários,
na
Italia,
ha
dois,
—
os
mais
formidáveis
e
os
mais
acreditados
entre
a
gente
da
seita—
,
Ausonio
Franco,
director
da
re
vista intitulada
<La
Razione»
(a
razão),
e
José Ferrari,
auclor
da tão
cacarejada
co
mo impia e
absurda
Filoso/ia
delia
flivo-
luzione.
Estes
dois
escriptores são
duas
possantes
columnas
do
racionalismo
n
’
a-
quella
península,
como
dissemos.
Pois
bem,
o
primeiro
não
teve
a
me
nor
duvida
de
allirmar
«que
a
esfera
dos
conhecimentos reaes está
circumscripta
dentro
dos
limites
dos
fenomenos»;
e
exclue
por
isso,
«como
vãs
hipotheses
ou
analíticas
abstracções
todas as
theoiiis
melaíisicas
sobre
a
substancia, a
causa,
o
espirito»
(Vej.
«La
Razione»,
do
anno
de
1874,
n.°
9,
pag.
134).
Ora
pode-se
dizer
coisa
peor
ou
mais
offensiva
á
rasão?
Não
é
destruil-a
por
completo
reslringil-a
aos
objectos
sensí
veis,
despojandu-a
do
seu
mais
nobre
of-
ticio?
E
não
menos
inimigo
da
razão
se
mostra
o
racionalisla
José
Ferrari
em
seu
livro
A
Philosophia
da Devolução
(vol.
l.°,
pag.
I.
a
e
2.
a;
vol.
2.°,
pag.
18,
19,
131):
«O
êrro, diz
elle,
é
sempre
imma-
nente
ao
nosso
pensamento. Submeltendo
nossos
conhecimentos
ao
império
da
ló
gica,
logo
se
descobre
que
todos
são
con-
tradictonos
e
paradoxaes;
longe
de
che
garmos
á
verdade,
somos
conduzidos
ao
absurdo;
a
rasão
não
tem
fim
determina
do; a
intelligencia não
reina...
sobre
a
vida; a
rasão deve ser escrava
do
instin-
cto;
não é
a
rasão
que
distingue
o
ho
mem
do
animal;
o
interesse
é
a
medida
da
verdade».
E
eis como
raciocinam estes
preten
didos amigos
da
rasão,
estes
homens
que
fazem
timbre de
racionalistas!
Se
admiltem
uma
intelligencia
é
como
aquella
de
que
a
15 de
dezembro
de
1876
fatiava
na
camara
dos deputados italianis-
simos, Mussi,
o
correligionário
dos nossos
liberaes
macaqueiros,
quando
dizia
dos
brutos
animaes:
«podem
ter uma iutelli-
gencia
da natureza
da
minha»
(Alli
Ufficiali
delia
Camera,
pag.
340).
De modo
que
«a rasão dos
raciona
listas
é
a
rasão
dos
animaes»,
reflexiona
com
rasão
(humana)
o
insigne
Margotti.
A
these
do
revd.
0
Marengo
é
confir
mada
com
muitas
outras
confissões
dos
adversários,
e
mostra
elle
com
o
facto
como
deva
hoje
estudar-se
a theologia
fazendo-a
servir
para
rebater
èrros,
os
quaes,
ainda
que antigos,
se manifestam
por
novas
fôrmas,
sendo
preciso
rebater
os
hereges
contemporâneos
como
pratica
vam
em
seu tempo
os
Santos
Padres
e
os
apologistas
da Egreja.
Foi
por
isso
certamenle
que
o
revd.
0
padre
Van
Aken,
da
Companhia
de
Jesus,
abriu
ha
pouco
em
Bruxellas
um
curso
de
theologia para
os
seculares,
cujo
ma
gnifico
discurso
inaugural
foi
traduzido
do
«Bien
Public»
de
Gand
e
publicado
no
«Echo
de
Roma»,
excedente
revista
de
Lisboa,
em seu
n.°
93,
do
l.°
de
janeiro
deste
anno. Recommendamol-o
a nossos
leitores.
Prouvera
a
Deus
que o
procedi
mento
do
revd.0
padre
Aken
encontrasse
imitadores,
pelo
menos
em
todas
as
prin-
cipaes
cidades
da
Europa!
Ah!
que
se
a
theologia
catholica
fosse
mais
conhecida
e
melhor estudada,
mes
mo
por
aquelles
que
se
presam
de
ca-
tholicos,
não
assistiríamos
tão
amiúdo a
tristíssimos
espectacnlos
e
a
impiedade
não
tomaria
tão
fáceis
incrementos como
com
tristeza
profunda estamos
vendo!
gazitiim
Ao
snr.
administrador do con
celho.—A
febre das
caçadas
e dos
tiri-
nhos
vae
lavrando,
n
’esta
cidade,
n’
um
crescendo
espantoso,
especialmente
pela
ra
paziada.
Só
por
uma
das
ruas
que
diz
para
um dos
arrabaldes,
contamos
nós
ante-hon-
tem
10
rapazelhos,
que
iam
desafogar a
sua
trabalhada
vida
na distração
da
caça.
Ora
para
esta
doença,
que
se
vae
tor
nando
bastante pertinaz e perigosa,
ha
um
excellenle
remedio.
E
’ a
lei.
E’
para
el
la
e
para
o
zêlo
provadissimo
do
snr.
administrador
do
concelho
que nós
apel-
larnos.
Chegada.
—
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade,
de
passagem
para
a sua
casa
de
Santa
Quiteria,
para onde
partiu
hontem,
o
exm.°
snr.
padre
José
Joaquim
de
Senna
Freitas,
distinclissimo
escriptor,
e
orador
sagrado,
e
nosso
mui
respeitável
e
presado
amigo.
FOLHETIM
Uit.II. UB
UCEDI).
BOIS
ROMANCE
BRAZ1LEIRO
VOLUME
II
II
Um serão
sem
elle.
Os
sinos
tocaram
nove horas
da noite.
Cândido
não
havia chegado.
Celina
não
poude
conter
um
forte
mo
vimento
de
impaciência,
e
desagrado.
—
Meu
Deus
I
D. Celina,
exclamou
Fe-
licia,
o
que
é
que
hoje
você
tem...
—
Parece
que
esperava
por
alguém,
que
não
chegou
;
disse
Mariquinhas
; ella
não
tem
tirado
os
olhos
da
porta
da
sala.
—
Oh!
não!
respondeu
a
Bella
Orfã;
é
que
hoje
não
estou
boa...
sinto
um
ca
lor,
que
parece
febre
;
preciso
respirar
ar
puro
e livre.
E
dirigiu-se
de
novo
á
janella...
Nin
guém
vinha:
esperou
cerca
de
dez
minu
tos
;
mas
sempre
debalde.
A
pobre
moça
sentiu
então
uma
dôr
nova para
ella ;
apertou-se-lhe
o
coração,
como
se
uma mão
de
ferro
o
estivesse
comprimindo
com
os
dedos
;e
não
poden
do
supportar
o
ruido
que
na
sala reina
va
;
parecendo-lhe
as
risadas
que
ouvia,
os
gracejos
que
se
diziam,
as
musicas
que
se
cantavam, e
os
olhares
que
lhe
lançava
Salustiano,
um
insulto
feito
á
sua
dôr,
aproveitou
um momento
de
distracção
ge
ral,
e
saindo
da
sala
sem
ser
sentida,
subiu
para
o
seu
quarto, e
atirando-se
ao
leito,
começou
a
chorar.
No emtanto,
Henrique havia
offerecido
o
braço a
Marianna,
e
passeiavam
conver
sando.
Chegaram-se
ambos
para
uma
janella,
e
vendo-se
a
sós,
Henrique
fallou
á
bella
viuva.
—
Minha
senhora,
eu precisava
fallar-
Ihe
a
sós
sobre
um
objeclo
de
grande
im
portância
para
nós ambos:
julgará
oppor-
luno
este
momento?...
—
Posso
eu
dar
sentença
sobre
causa
que não
conheço?
perguntou
gracejando
Marianna.
—
Não
haverá
gracejo,
nem
puerilidade,
no
que
eu devo
dizer,
tornou
Henrique
com
tom
sério.
—
Mas
é
que
eu
não
sei
sobre
o
que
devemos
tratar.
—
Oh
!... senhora
!
..
será possivel,
que
não
adivinhe
qual será o
objeclo
de
que
lhe
quero
fallair
?...
não
lh
’o diz
o
coração
ha
seis
annos
?...
—
Para
aquelles
que
se
amam,
disse
Marianna abaixando
a cabeça
e
a
voz,
to
dos
os
logares
são opporlunos e
propí
cios.
—
Então
eu fallo
;
e
depois
que
eu
fallar
é
que
realmenle ouvirei
uma
sen
tença.
Marianna
levantou
os
olhos e
viu a
ex
pressão
apaixonada
e
séria
do
semblante
de
Henrique.
—
Eu
não lembrarei
o
passado,
disse
o
mancebo;
é
a
historia
de
urna
lucta
de
sesperada
entre
o
dever
e
o amor,
que
eu
não
quero
recordar,
porque
ainda
me
causa
lerriveis
angustias...
—
Oh!
lembremol-o
sempre?...
a
sua
memória
é
doce
porque
não
desdoira...
foi
um
amor
do
espirito...
—
Embora...
mas
se
quizer,
eu
o lem
brarei
sómente
para
dizer,
que
esse
amor
que
resistiu
ao
dever,
que
não
morreu
na
ausência, é
um
amor
que
deve
ser
bem
caro,
senhora!...
—E
tem
elle
sido
mal pago, senhor?...
n
’
essa lucta
entre o
dever
e
o
amor,
sof-
freria
menos
a
mulher,
para
quem
o
amor
é
sempre
mais
ardente,
e
o
dever
era
dobradamente
maior?...
j
—
E
agora,
senhora?...
agora,
que
não
ha
mais
barreiras levantadas
diante
d
’
es-
se
terno
sentimento
?...
—
Agora
?...
—
Sim
;
agora
?
..
—Acceilecomo
resposta,
senhor,
a
mes
ma
pergunta
que
acaba
de
fazer-me.
—Oh
!
pois bem
;
mas
o
que
vèmos
ua
sociedade?...
quem
é
que
se
apressa a
desejar
prender-me
por
laços sagrados?...
é
porventura
o
homem,
que
póde
esperar
dez
annos
sem
perder
na
opinião
dos ou
tros
homens?...
—
Que
quer
dizer,
senhor
?...
—
Quero
dizer,
minha
senhora,
que
acreditando
em
suas
palavras,
julgando-me
feliz
e
amado,
eu
me
espanto,
de
que
a
mulher
que
me
ama,
e
que
tem
a
certe
za
de
ser
por
mim idolatrada,
livre,
tão
senhora
de sua mão
como
de
seus
pen
samentos,
não se
lembrasse
uma só
vez
ainda
de
me
estender
essa
mão
ha
Untos
annos
desejada, dizendo-me:—
eil-a
aqui!
—
Ah
!
senhor
!.,.
—Quero
dizer
que
tenho
pensado
com
migo
mesmo
sobre
a causa
provável
d’
es-
sa
frieza,
e
seguramente
ha
êrro
em
lo
dos os
meus
juisos: pensei,
eu
o
confes
so,
senhora,
que
eu
poderia
ter
sido
o
objeclo
de
uma
zombaria
de
seis
annos...
que o amor,
em
que
acreditava, era
fin
gido...
—
E
teve
duas
vezes esse
mesmo
pen
samento?...
perguntou
Marianna,
deixando
cair
duas
grossas
lagrimas.
Henrique
não
viu
felizmente
a
lagrimas
da
viuva.
—
Não...
não...
esse
pensamento
duas
vezes
concebido
seria
capaz
de
matar-me :
esse
pensamento
foi
certamente
uma lou
cura
;
mas
como
essa
mil
outras
loucuras
me
vieram
á
cabeça,
e
íinalmenle
pára
n’
uma,
que
foi
a
peior
de
todas, que é
horrível
!...
—
Mas
por
felicidade
nossa,
senhor,
não
passará
também
de
uma
loucura.
—
Pensei,
disse
Henrique
voltando
os
olhos
para
a
sala,
que
havia
no
mundo
um
homem
que
se
oppdnha
á
minha
di
ta... e
que
a
mulher
que
eu
adoro,
obe
decia
á sua
voz,
e
tremia
debaixo
de
seus
olhos
!
Henrique
encarou
Marianna
como
que
rendo
apanhar-lhe
no
rosto, no
tremer
convulsivo
de
um
musculo,
ou
no
espan
to do
olhar
um
segredo
que
ella
guardas
se
;
mas,
apenas
viu
raiar
nos
labias
da
interessante
viuva
o
mais
feiticeiro
dos
sor
risos.
Com
serenidade,
sangue
frio
e
graça
respondeu
Marianna
em
tom
alegre:
—
Quando
eu
dizia que era
ainda
uma
oucura
I
..
—
Uma
loucura
sómente?... uma
qui-
méra,
e
mais
nada?...
—
Sim...
sim;
sómente
uma
loucura;
mas
uma
doce
loucura,
que
me
agrada,
porque
a
sua
origem
me
é
grata.
—
Deus
permitia
que
eu
fosse
realmen-
te
um
louco
!
Apezar
da
serenidade que
afleclava,
a
viuva
sentia-se
terrivelmente
combatida
in-
tenormente
pelas
suspeitas
de
Henrique;
a
todo
trance quiz
saber
até
onde
tinham
ellas
chegado.
—
Porém,
disse ella
;
para
que
ficar
assim
apenas
conhecido por
metade
o
juiso
que fez
a
meu respeito?... arrependo-me
de
o
haver
interrompido.
—
Ao
contrario,
senhora,
fez
bem
em
dar
apressada
um
copo
d
’agua
ao
homem
morto
de
sede:
tanto
mais
que
o
meu
juiso
parou
ahi ...
não
pensei
mais
nada...
—Falia
seriamente?...
não
procurou
co
nhecer
esse
homem,
que
podia
tanto
em
mim,
nem descobrir
a causa
de
sua
admi
rável
influencia?...
—
Não
pensei
além
do
que disse.
—Oh!
exclamou
Marianna,
Deus
per
mitia
que
os
seus
votos de
amor
sejam
mais
verdadeiros
do
que
as
suas
ultimas
palavras...
—
Porque,
minha,
senhora?...
—Porque
agora
não
disse
a
verdade:
o
homem
do
qudl
quer
fallar,
está
na sa
la...
seus
olhos
o
procuraram
ainda
ha
pouco.
—
E
’
verdade;
murmurou
Henrique.
(Continua)
TEaeatro.
—
Com
a
opera-comica Pe
dro
e
Calharina,
extraída,
pelo
actor
Sil
va
Júnior,
da
Calalina,
tivemos
no
sab-
bado
e
no
domingo
especlaculos
dados
pela
companhia
do
theatro
das
Varieda
des.
Agradou-nos
o
desempenho
de
Maria
da
Luz
[Calharina],
Santos
(Miguel),
T.
Velioso
(Berlha)
e José
Cardoso
[Kal-
mouf).
Silva
Júnior
é
bom
actor;
porém
co
mo
cantor
........
A
segunda
representação
pareceu-nos
menos
regular
do
que
a
primeira,
o
que
deve
atribuir-se,
em
boa
parte, ao
achar-
se
incommodada
a
inteiligente
e
formosa
actriz
Maria
da
Luz.
Os
coros andaram
sempre
irregularís
simos.
Deixando
em
paz
a
companhia:—ora
a respeito
de
coisinhas,
frizaria aqui
di
zer
duas
palavras;
se
o
sacerdócio
da
imprensa
pudesse,
ainda
por
sonhos
ruins,
baixar
a
logares
onde o
oxigénio
corre
em
diminulissima
porção.
É-nos,
pois, im
possível.
E
está
escripto
d’
uma vez para sem
pre.
Providencias.—
Etn
nome
da
mora
lidade,
pedimos
á
policia
que
procure co-
hibir
as
escandalosas
altercações,
que
con-
tinuamente
se presenceiam
em
vários
pon
tos da cidade,
e
nomeadamente
no
cam
po
de
S.
Thiago.
Ainda
no
sabbado
pas
sado
fomos
forçados
a
ouvir
as
palavras
mais
indignas
e
obscenas
que
é
licito
ima
ginar-se, alli
pronunciadas
em voz
de
Slentor
por
uma mulher
que
é
useira
e
veseira
de
taes
scenas.
Pedimos
providencias.
*
•
Asylo de S. «Sosé.—A
snr.a
Del-
fina
Roza
da
Costa entregou
ha
dias
á
direcção
do
Asylo
de
S.
José
"a
quantia
de 428$000
reis,
liquidos
da
contribuição
do
registro
da
quantia
de
a()0$
!)00
reis,
que
seu
irmão
o snr.
Alexandre Anacle-
to
da
Costa,
failecido
a
8
de
setembro
de
1874,
na
freguezia
de
Rio
Caldo,
conce
lho
de
Terras
de Bouro,
deixara
áquelle
estabelecimento
Declarou
que
só
agora o
podéra
fazer
por
andar
na respectiva
li
quidação.
—
O
snr.
Fulgencio
José da
Costa
Guimarães,
além
dos
serviços
que
ao asy
lo
prestara
como
director
no
semestre
tindo,
acaba
de
fazer
ao mesmo
a
esmo
la
d
’
uma
grade
de
ferro,
forrada
de
bae
ta
encarnada,
e
uma
aiampada,
tudo
para
o
altar
de
S.
José,
no mesmo
asylo.
—
O snr.
Antonio
Luiz
Rodrigues,
pin
tor
e
artista
de
mérito
do
campo
dos Re
médios,
pintou
gratuitamente o
altar
a
que
acima
nos
referimos.
Todos
estes
actos
são
merilorios
pe
rante
Deus
e
perante
os
homens.
Arte
ilc tu.-ísVjjrs«pliir».
—
Vae
no
logar
competente
um
annuncio
respeitan
te
a
esta
obra,
de
utilidade
reconhecida.
Recommendamol-a
aos leitores.
Universo
íIlustrado. —
Recebemos
o
n.°
3 do
Universo illustrado.
Traz
duas
magnificas
gravuras,
e
excedentes
artigos
era
proza
e verso.
Variedades.
—
Vae hoje
na
secção
de
Variedades
um
escripto
que
um nos
so
amigo
nos
enviou,
e
que,
por
falta
d’
espaço
não
temos
podido
publicar
mais
cedo.
Poesia
forniosissiina.
—
Alguns
dos nossos
collegas
de
Lisboa
publicam
a
seguinte
poesia
formosíssima,
que
per
tence
a
um
livrinho
que
o
peregrino ta
lento
de
João
de
Deus
dedica
aos
peque
ninos,
e
que
brevemente
sairá
do
prelo.
Não
são
versos, são
pérolas, como
o
leitor
vae
ver:
Andava
um
dia,
Em pequenino,
Nos arredores
De
Nazaré,
Em
companhia
De
S.
José
O
Deus
Menino
O
Bom-Jesus.
Eis
senão
quando
Vê
n
’
um
silvado
Andar
piando
Arripiado
E
esvoaçando
Um rouxinol.
Que
uma
serpente
De
olhar
de
luz
Resplandecente
Como
a
do
sol,
E
penetrante
Como
diamante.
Tinha
attrahido,
Tinha
encantado.
Jesus,
doído
Do
desgraçado
Do
passarinho;
Sae
do
caminho,
Corre
apressado,
Quebra
o
encanto;
Foge
a
serpente;
E
de repente
O
pobresinho,
Salvo
e
contente,
.Rompe
n
’
um canto
Tão
requebrado,
Ou
antes
pranto
Tão
soluçado.
Tão
repassado
De
gratidão,
D
’uma
alegria,
Uma
vehemencia,
Uma
expansão,
Uma
cadencia,
Uma
expressão,
Que
commovia
O
coração
!
Jesus
caminha,
No seu
passeio;
E
a
avesinha
Continuando
No
seu
gorgeio
Em
quanto
o
via;
De
vez
em
quando
Lá
lhe
passava
A
’
dianteira,
E
mal
pousava
Não
afrouxava
Nem
repelia.
Que
redobrava
De
melodia
!
Assim
foi indo
E o
foi
seguindo.
De
tal
maneira
Que
dia
e
noite
N
’
uma
palmeira,
Que
havia
perto
D’
onde
morava
Nosso
Senhor
Ein
pequenino
(Era
já
certo;
Ella
lá
estava
A
pobre
ave
Cantando
o
hymno
Terno
e
suave
Do
seu
amor
Ao
Salvador!
Casa
de
Milton,—
Acaba
de
se
de
molir
ha
pouco,
em
Londres, a
casa
de
Milton,
no
bairro
Westminster,
rua
Yor-
kstreel,
n.°
19.
Foi
n
’esta
casa
que
Milton
morou
al
guns
annos
quando
era
empregado
no
Protectorado.
Vêem-se
ainda
as
traves
do
seu
quarto,
sem
teto,
onde
Cromwell
sem
duvida
discutiu
com
elle
os
negocios
do
estado.
Foi
ifaquella casa
que
Milton
cegou;
que
pela
segunda vez
contrahiu
o
matri
monio, com
Calharina Woodwik,
e
onde
esta
morreu.
Aquella
casa
onde
elle
principiou
a
escrever
o
grande poema
Paraiso
perdi
do,
pertenceu
mais
tarde
a
Jeremie
Ben-
tham,
onde
lhe
mandou
collocar
uma
ins-
cripção
em
honra
do
poeta.
Era
uma
das
ultimas
que
Milton
habitou
em
Londres.
A banqueiro
Bnliloniera.
—
Do
«Mercalil
Valenciano»,
jornal
que
se
pu
blica
em
Valência, transcreve um
collega
os
seguintes
esclarecimentos,
que
dizem
respeito
á prisão
do secretario
da
celebre
banqueira,
que
tão
tiste
memória
e
mais
triste desengano
deixou
no
espirito
dos
seus credores:
«Parece
que
o
secretario
de
Baldome-
ra se achava, desde
algum
tempo
entre
nós,
demonstrando
no
seu
soberbo
porte,
na
magnificência
de sua
casa
e
no
luxuoso
de
seus
trens,
o desafogo
da
posição
em
que
vivia.
Esta
noticia
chegára
cerlamen-
te
ao
conhecimento
das
victimas
da
ce
lebre
financeira, porque
havia
quatro
dias
que,
por
aqui,
o
procuravam
anciosas
e
com
afinco
ires
famílias
de
Madrid. Fi
nalmente
deram
com o
paradouro
do
opu
lento
secretario,
e
apresentaram-se-lhe
em
casa,
reclamando
créditos
no
valor
de
3:000
duros.
Aquelle,
porém,
negou-se a
isso,
e então
os
reclamantes,
deixando-lhe
de
guarda
á
porta
uma
mulher,
precisa
mente
a
ex-criada
de
D.
Baldomera,
tam
bém
roubada,
dirigiram-se
immediatamente
ao
chefe
da
ordem
publica.
«Acto
continuo,
apresentou-se
este
em
casa
do
dito secretario,
a
quem
encontrou
no
leito,
e
conduziu-o
ao
governo
civil,
seguido
das
pobres
victimas.
«O
funccionario superior,
depois
de
in
formado
do
assumpto,
ordenou
que
o
cúm
plice
de
D. Baldomera
fosse
entregue
ao
juiz
decano
de
l.a
instancia,
e
para
alli
foi
toda
a
comitiva.
«Este
magistrado,
porém,
declarou
que
só
podia
ministrar
justiça
na sala
de
au
diência
e
não em
sua casa,
e
mandou
conduzir
ao
tribunal
os
credores
e o
se
cretario.
Que se
passou
alli?
Não
o
sabe
mos nós.
A
ajuizar,
porém,
pelo rumor
publico,
crê-se
que
se
conseguiu formu
lar
um
arranjo
meio
satisfaclorio,
que
deu
em
resultado
obterem
as
victimas
recursos
para
regressar
a
Madrid
e uma
leve
com
pensação.
.
.»
Via
ferret» nubterratie» em S"n-
riz.—
Falla-se
em
construir-se
em
Pariz
um
caminho
metropolitano,
no eslylo
do
que
ha
em
Londres,
caminho
que
havia
de
ser
subterrâneo.
O
município
encarre
gou uma
commissão
de
ir
estudar
o
ca
minho
de ferro
da
capital
de
Inglaterra;
e
á
volta
os
engenheiros municipaes
tra
çaram
para
Pariz
um
projecto,
que
está
submettido
actualmente
á
dita
corpora
ção.
A
estação
central
será
situada
no
Pa-
lais
Royal,
debaixo
dos
jardins,
a
6
me
tros
e
80
centímetros
da
suaperficie.
Des-
cer-se-ha
pela
galeria d
’
t)rleans.
cujo
edi
fício
no
seu
lado
norte será
destinado
a
oílicinas
e salas
de
espera.
Para obviar
aos
inconvenientes
do
vapor
e
do
gaz,
nos largos túneis,
levanlar-se-hão
chaminés
em
cada
encruzilhada.
Duas
grandes
linhas que partirão
do
Este
de
Pariz,
se
dirigirão
para
o
Oeste.
A
primeira
ligar-se-ha
com a
estação
de
Lyon,
subirá
ao
largo do
canal e
se
di
rigirá
á
estação
d’
Orleans,
e
seguirá
pela
margem
esquerda
do
Sena.
Haverá
outro
ponto
d'enlace
em fren
te
do
Louvre;
uma
linha
procedente
do
Sul
e
que
se
dirigirá
ao
Norte,
passará
por
um tunel
aberto
debaixo
do
Sena;
no
eixo
da entrada
principal
do
Carrousel
atravessará o
Louvre
e
debaixo
do
Palais
Royal
irá
I gar-se
com
a
primeira
linha.
A
despeza total
do
tunel,
calcula-se
que
ascenderá
a
159
milhões
de
francos
e
os
seus
productos
em
1.370:000.
Curioao animal.
—
Um
antigo
mari
nheiro
francez
que
vivia
n
’
America,
per
to
das
fronteiras
do
Peru
e
do
Brazil,
passeando
um dia
por
sua
casa,
distin
guiu
n
’um
bosque
proximo
um
movimen
to de
folhas
e
ramos
que
denunciavam
uma
lucta.
Pegou
n
’
uma espingarda
e
n
’
um
revvolver,
aproximou-se
d
’
aquelle
si
tio,
e
viu
uma
formosa
macaca,
de
uma
especie
ainda
não
descripta
por
nenhum
naturalista,
luctando
com
um
tigre.
A
po
bre,
apesar
da
sua agilidade,
não
podia
vêr-se
livre do
feroz
inimigo,
tanto mais,
que
trazia
um
filho
nos
braços.
O
fran
cez
inalou
o
tigre,
e
a macaca morreu
em
resultado
das
feridas
recebidas
na
lu
cta.
O
marinheiro
pegou
no
macaquinho,
levou-o
para
casa,
fez-lhe
um
berço,
e
deu-o
a
uma
negra
para
que
traclasse
d
’
elle.
Passados
poucos
mezes
o
macaco
era
o
idolo
de
todos
os
da
casa.
A
negra
ti-
ha
o costume
de
dizer
amiúde
caray,
iminutivo
de
caramba, e
um
dia
o
fran
cez
notou
que o
macaco
balbuciava
al
guma
coisa;
poz-se
de atalaya,
e
conven
ceu-se
que
repetia caray
Esta
descoberta
fez-lhe
pensar
em
en
sinar
a
falar
o
macaco, e
com
essa
ob
stinação
e
força
de
vontade,
própria
dos
marinheiros,
conseguiu
fazel-o
dizer
papá
e
mamá,
e
outras muitas
palavras
que
o
animal
pronuncia
fazendo
as
-contorsões
mais
cómicas.
Este
curioso
animal
vae
ser
exposto
na
próxima
exposição
de
1878.
Não
será
isto
um
simples
canard,
lei
tor
querido?
V.AKCSI2EJAE9ES
COISAS
E
LOISAS.
O
mau
tempo
não
quer
deixar-nos.
Romperam-se,
ha
uns
poucos
de
mezes,
as
cataractas
do
ceo,
e
parece
que
não
ha
raeio de concerlal-as.
Se
amanhece
um
dia
mais leve e
enxuto,
logo
no
se
guinte
temos
de
resignarmos-nos
a ver
cahir durante um
só
dia
agua
suíficiente
para um
mez.
O
sol,
o
formoso
sol
de
que
andamos
tão
saudozos,
ensaia
a
medo
e
de
longe
em
longe
uma
tentativa
em
nosso
favor;
a
chuva
porém,
ganha
sempre
a
partida.
Tão
prolongada
invernia, sobre
trazer-
nos
a todos
mofados
por
dentro
e
por
fo
ra,
tomou
ha
muito
já
proporções
de
uma
verdadeira
calamidade,
cujas
tristes
con
sequências
hão
de
sentir-se
por
longo
tempo.
O
anno prelerilo,
tão fértil
em
suc-
cessos
desastrozos,
parece
ter
legado In
tacta
ao novo
anno
a
sua
bem
triste
he
rança
de
penúrias.
Depois
da
crise
ban
caria
que
reduziu
á
pobreza
muita
gente,
temos
a crise
alimentícia
em
perspectiva.
Os
generos
de
maior
consumo
e
primei
ra necessidade
entre
os pobres, taes co
mo
o azeite,
o
unto,
o
bacalhau
e
o ar
roz,
tem
encarecido,
e
tendem
constante
mente
para
a
alta.
O
trabalho
escaceia,
o
commercio
pa-
raliza.
As
sementeiras
temporãos,
se
não
estão
de
todo
o
ponto
comprometlidas,
estão
pelo menos
muito prejudicadas.
O
artista,
rodeado
de
mulher
e
filhos
dos
quaes
era
o
unico
esteio,
cruza
os
braços
n
’
uma ociosidade
forçada,
e
lança
um
olhar
sombrio
ao
unico
objecto
que
escapou
até
alli
ao
prego
fatal,
e
que
é
a
ultima
garantia
de
pão para
mais algum
dia,
para
detraz
da
qual
espreita
o
espe
ctro
esquálido
se
é
um
sonho
da
fome.
Muitas
famílias
recolhidas e
honestas
que
tiravam
do
trabalho
(costura
ou
bor
dados)
os
meios de
acudir
ás
necessida
des
da vida,
nada
tem
que
fazer
nesta
epoca,
e
escondem
debaixo
dos
tectos
das
suas
habitações
o
segredo
de
muitas
ago
nias
ignoradas
e
obscuras.
Quanta
miséria
e quanta
fome!
Entretanto,
que
fizemos
nós
em
favor
das
infelizes,
a
quem
a
falta
do
trabalho
trouxe
a
falta
do
pão?
Quem se
lembrou
já
de
organisar
os
meios
de
soccorrer
tan
ta
pobreza ?
Dir-se
hia que
o
egoismo,
o
frio
e
terrível
egoismo,
que
tantas
vezes
se
acoberta
com
a
capa
de prudência, inva-
dio e
enregelou
lodos
os
corações.
E
’
escorado
com
essa
capa
de
prudência
e
sensatez,
que
o
proprietário
abastado
des
pede
das
suas obras o
operário
alé
aos
dias
grandes.
Cada
um
cuide
de
si!
diz
o
egois
mo.
E
quem
sabe
se
o
ricasso
assustado
pela pendor
que
as coisas
tomam,
não
diminuirá
o
numero
das
esmollas
que
costumava dar,—
á
semelhança
d
’
aquelle
avarento
de
quem
se conta
<jue,
tendo
as
lulhas cheias
de
milho,
n
’
um
anno
de
carestia
e
de
fome,
prohibira
as
creadas
de
darem
as
esmollas
costumadas
pois
que
edava
o
pão
caro !
Não
será
isto uma
bem
avessa
caridade?
Annuncia-se o
carnaval
ruidoso
e fo-
ião
n
’
esla
nossa
Augusta
Brochara.
Abn-
ram-se
duas
cazas
destinadas
a
bailes
pu
dicos
de
mascaras,
situadas
uma
nas
Tra
vessas,
outra
na
congosta
da
Pa'ha;
fal-
a-se
em
que
haverá baile
costume
na
As-
semblêa;
projecta
a
rapasiada
fina
para
a
rua
uma
cavalhada
semelhante
á
do
anno
passado,
(segundo
ouvi
dizer),
e Deus
sabe
quantos
outros
projectos
não
formi
garão
a
estas
horas
nas
cabecinhas
da
gente moça.
Não
podemos
levar
a mal á
mocidade
<
ue
procure
e
divertimento
e
o
praser.
Associe-se
ella
muito
embora,
para
promo
ver
jeslejos
e cuidar
de
folguedos.
Se o
coração
e
a
bolça
lh’
o
permittem,
folgue.
Mas
para
que
as
suas
f-stas
não
venham
a
ser,
em
certo
modo, um
como
insulto
atirado
ás
faces
das
que
choram,
associem-
se
também
para
acudir
á
immensa
po
breza
que
nos
rodeia.
Dêem-nos
uma
prova
da generosidade
dos
seus
corações,
estendendo
carinhosa
mente a
mão
aos
tristes
a
quem
tudo
salta.
Cotisem-se
ou promovam
uma
festa
qualquer
em
favor
d
’elles,
e
depositem
de
pois
o
producto
nas mãos dos
parochos
iara
que a
distribuam pelos
mais
neces
sitados,
a exemplo
do
que
estão
pratican
do
em
lodo
o
paiz
muitas
corporações
civis
e
militares.
E
terão
no
fim
a
conso-
ação
delicadíssima
e
pura
de
ter
obrado
aem,
que
é
o
maior
godo
que
pode
lison-
gear
o
paladar
das
almas
bem
formadas,
como
diz
o
nosso
p.
e
Theodoro
d’
Almei-
da.
Estamos
em plena epoca
de
frescuras
theatraes. Das
frescuras da
Grã-duqueza
vieram
as
de
Madame
Angol;
apoz
estas
o
brilhante
e
explendido
cortejo
da
magica
de
appartes
mais
ou
menos
apimentadas
Les
briganls,
La
limbale
d'argent,
la
Perichole,
la Pelile
mariée
etc.
etc.
Pela
nossa
parte
es
tamos-nos
ddiciando
com
as
frescuras
da
Filhado
ar,
magica
de
grande
apparato,
que
apesar
do
seu valor
negativo
cahiu nas
bòas
graças
do
publico. E’
o
gosto
pre
dominante
da
epoca.
Os paladares
embo
tados
precisam
do
acepipe
para
lhes
desa
fiar
o appetite.
Soberba
eschola
de
costu
mes
para
a
juventude! O
estudanlinho
imberbe,
que
comprou
á
custa
de
algu
mas privações futuras
um
bilhete
de
ad
missão
na
sala
onde
podia
e
devia
en
contrar
uma
recreação
honesta
e
moralisa-
dora,
sae
de
lá
com
o
veneno
na alma,
porque
a
alma
envenena-se
pelo
ouvido;
e
na
seguinte
noite,
se
não
tem
outros
meios
de
obter
o
dinheiro
preciso
para
assis
tir
á repetição
da
peça,
põe
de
parte
os
es
crúpulos
e
vae
levar ao
prego
o
casaco,
a
batina
ou
os
livros
que
estão
custando
ainda
a
seus
paes
o
sacri/icio
quotidiano.
E’
muito
que
os
rapazes d
’
hoje
dêern
grandes
esperanças
para
amanhã,
se
em
tal
eschola
os
ensinamos
a
serem
ho
mens
?
I
A
filha
do
ar,
annunciada
magica
de
grande
apparalo,
foi
á
scêoa
quarta-feira
passada,
pela
primeira
vez-,
no
theatro
de
S.
Geraldo. Do
desempenho
diremos
que
correu
regularmente;
supposto
aquelle
apparalo
pomposamente
annunciado
no
cartaz
se
fizesse
notável..........
pela
au
sência
apenas.
Em
quanto
á
magica
em
si,
não
passa
de
uma
entremesada sem
chiste
e
sem
originalidade
e
sem
graça.
Filha
bastarda
do
velho
entremez,
herdou
d
’
e|le
a
chocarrice e
o
dislate,
mas
não
lhe
herdou
—e
foi pena !
—
a moralidade
e
o
conceito.
E’ verdadeiramente
uma
ma
gica
de
feira,
bem
collocada
talvez
num
theatro-barracão;
mas
completamente
des
locada
n’
um
theatro de
certa
ordem,
e
in
digna
de
ser
representada
perante
espe
ctadores
sensatos
e
illustrados.
Preside
a
toda a
peça
o
espirito
grosseirão
e
tolo
!
A
laracha,
o
trocadilho
chulo,
o
equivo
co
torpe,
o
calemburg
estafado
e
ridícu
lo,
substituem
o
epigramma
acerado,
a
satira
espirituoza,
a
graça
fina
e
picante
que
caracterisa
outras
obras
d
’
este
gene-
ro.
Pondo
já
de
parte
os
ultrajes
á
mo
ral;
quantos
ultrages
ao
bom
gosto
não
temos
a
notar
nesta
magica
de
grande
ap
paralo
!
Não
obstante
o
merecimento
negativo
da
peça,
a
maioria da
plateia
de
S.
Ge
raldo
esteve
em
permanente
gargalhada,
e
acolhia
com
repelidas
salvas
de
palmas
to
dos
as
palhaçadas
que
saiam
da
boca
dos
actores.
A
parle
sensata
e
illustrada,
que
nesta,
como
em
todas
as
plateias,
é
o
menor
numero,
limitou-se
a ouvir
com
si-
gnaes de desagrado
tantas
chocarrices.
Não
é nosso
enleuto
fallar
do
mere
cimento
dos
actores, mas
sómente
da
ma
gica.
Todavia
diremos
que
o
Boreas (o
nosso
velho
amigo
Abel)
teve
momentos
fe
lizes,
e,
como
para
nos
provar
que
o
espirito
não
envelhece
foi
espirituoso
em
alguns
ápartes
que poz
da
sua
casa.
E
Maria
da
Luz
foi
um formoso,
travesso,
e
gentil
Zephiro
côr
de
roza.
Dize-me
tu,
leitor,—tu
que
viste
como
eu
vi
—
se
aquellas
mulheres
da
Filha
do
ar,
(excepção
feita
das
tres
aclrizes
Vel-
loso,
e
nomeadamenle
de
Maria
da
Luz)
dize-me
tu
se
aquellas
mulheres
não
te
pareceram
uns
canhotos
ambulantes!..
Um jornalista
da
capital disse
já,
se
não
me
engano,
que
se
tornava
necessá
rio
distribuir
compêndios
de
civilidade
pe
los
frequentadores
dos
theatros.
EfTecti-
vamenle
a
maioria
das
plateias
precisa
ser
educada.
A
platea
inferior
do
nosso
thea-
tro,
por
exemplo,
desenvolve
ás
vezes
umas
criancices
apenas
desculpáveis
pelo
nenhum
uso
da
boa
sociedade, e
comple
ta
ingnorancia das regras
do
savoir
vivre.
Uma
das
creancices
d
’esta
platea
é
de
nunca
estar
quieta
nem
calada,
e
de
não
saber
rir
como
a
outra gente.
Não
riem
sómenle
com
bocca,
riem
com
as
mãos,
com
os
braços,
com
as
pernas
e
com
os
pés
!
Tres minutos
depois
de
caido
o
pan-
no,
entra
logo
em ebulição a
impaciência
pueril
d
’
estes
pandigos,
o
que
se
conhe
ce
pelo bater
do
tacão,
n
’uma
cadeira
de
tambor,
e
no
horrível
piú
piú
que
sol
tam
em
vozeria
atroz.
Isto
é
simplesmen-
indelicado.
E
era
bem
bom
que
a
rapa-
siada
folgasã
reílectisse
que,
pelo
facto
de
ter
pago
com
o
seu
dinheiro
um
bilhete
de
entrada,
não
lhe
assiste
o
direito
de
arreliar o
resto
dos
espectadores,
nem
de
usar
de
tanta
semcerimonia,
como
se
es
tivessem
nos
seus
respectivos
quartéis.
O
theatro
de
S.
Geraldo
parece ás
ve
zes
um
circo
de
cavallinhos.
Em a
noite
da
l.a
representação
da
Filha
do
ar
um
maganão
que
eslava
n’
um
camarote
da
3.’
disse
para
outro
maga
não
das
galerias:
—O
’
Zé, rompa
a
beziga!
Reparem,
meus
senhores,
que
isto
é
feio
!
Braga,
20,
Janeiro
1877.
Ernesto.
AGaiBEcnrasTos
Joaquim
José
da
Silva
Pipa,
Emilia
Candida
Pereira,
Thios
e
Thias summa-
mente
penhorados
para
com
todas as
pes
soas
de
sua
amisade
e
relações
que
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre
chorada íilhinha
e
sobrinha
Christina
Au
gusta
Pipa
os
cumprimentaram,
e
asistiram
no
cemiterio
ao
responso
de
sepultura
em
21
do
corrente,
por
este
meio
lhes
agra
decem
tantos
obséquios
e
dedicação.
(55)
Antonio
Polycarpo
Cardoso
Cruze
Fran-
cisca
Amalia
de
Magalhães
Cruz,
julgam
ter
agradecido
a
todos
os
illrn.os
e
exm.
os
snrs
que se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
mui
to
amado
(ilho
Emilio
Juvenal Cardoso
Cruz;
mas
para
que não
haja
alguma
fal
ta,
usam
d
’
esle
meio
para
protestarem
a
todos
a
sua
in
lelevel
gratidão, e
especial
mente
aos
exm.
os
snrs.
que
lançaram
á
sepultura
o
corpo
do
finado.
José
Joaquim
da
Silva
Braga
e
Manuel
Ignacio
da
Silva
Braga,
agradecem por
este
meio a
todas
as
pessoas
que
se
di
gnaram
cumprimental-os
por
occasião
da
morte
de
sua irmã
e
thia,
Maria Joaquina
da
Silva,
e
a
todos
protestam
sua
gratidão
e
estima.
(70)
José
Antonio
dos
Santos
Coelho,
José
Joaquim Coelho
dos
Santos,
e
Francisco
José
dos
Santos Coelho,
negociantes
d’
es-
ta
cidade,
agradecem
por
este
meio,
pelo
não
poder
fazer
pessoalmente
como
deze-
jam,
a
todas
as
pessoas
que
os
cumpri
mentaram
pelo
fallecimento
de
seu
sempre
chorado
pae,
Manuel
Coelho,
morador
que
foi
na
freguezia
de
Mire
de
Tibães,
pro
testando
a
todas
sua
eterna
gratidão.
(68)
Edilos
de
30
dias
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
cidade
e
comarca
de
Braga,
correm
éditos
de trin
ta
dias,
a
contar
de 25
do
corrente,
ci
tando e
chamando
os
credores
elegalarios
desconhecidos,
incertos
ou
residentes
fóra
d’
esta
comarca,
que
se
julguem
com
di
reito
ao
casal
do
finado
Antonio
José
Vil-
laça,
do logar
d
’
Esle,
freguezia
de
Rui-
lhe
d
’
esta
comarca,
para
que
o
venham
deduzir
e
allegar
assistindo
aos
termos
do
inventario,
sob
pena de
revelia
e
lança
mento.
O
Escrivão
do
processo,
(72)
Simão
d'Araújo
Esmeriz.
ÉDITOS
l>E
1» DIAS
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga
e cartorio
de
Moita
correm
éditos
de
10
dias
a
contar
de
22
do
corrente
mez,
citando
todos
os credores
incertos
de
Francisco
Antuues,
da
freguezia
de
Smía
Eulalia
de
Tenões
da
dita
comarca,
para
que
compareçam
com
suas
preferen
cias
á
quantia de
350$000
reis, a
elle
penhorada
na
execução que
lhe
move
Ma
nuel
Custodio
Fernandes
d
’esta
cidade,
sob
pena
de
que
quando
não
compa
reçam,
de
se
passar
mandado
de levan
tamento
a
favor
do
exequenle
pelo
que
li
quidado
fôr.
(71)
VIDES
DE BASTO
Em
mistura
de castas
muito
ferieis
e
vigorosas, próprias
para
a producção
do
aífamado
vinho
verde
de
Baslo.
Preço
da dú
zia
de
pés
360, postos
na
Gandarella.
Di
rigir
os
pedidos
com
o
importe
em
vales
do
correio a
A.
Moniz
Coelho
da
Silva,
Casa da
Veiga—Celorico
de
Basto.
(73)
MADEIRA
DE
PINHO
Vende-se
de
14
a
25
palmos
de
com
prido
e de
vilola,
por
junto
ou
a
retalho,
em
Guadelupe
n.°
3.
Tracla-se
com
Bernardo José
Pereira
Franqueira.
(76)
ALVIÇ4RAS
Dão-se
a quem
entregar
na
rua
do
Souto
n.°
16,
um cabeção
de
uma capa
de
pano
preto,
que
se
perdeu
desde
a
mesma
rua
até
á
Praça
Municipal.
(74)
ARTE
DE TAGHYGRAPHIA
O
conhecimento
d
’esta
arte,
quasi
des
conhecida entre nós,
é
de
tal
importân
cia,
que
não ha
indivíduo,
qualquer
que
seja
a
sua
profissão,
que
não
lenho
sen
tido
uma
vez
e
sua
falta,
e
a necessida
de de
a
saber.
O
auctor
pondo
de parte
considera
ções
theoricas,
que
alongariam
o
compen
dio
em
prejuízo
da
clareza
necessária,
tra
tou
de
consubstanciar
de
maneira
clara
e
concisa
todos
os
preceitos
da
arte
e
con
stituir
assim
um methodo
facil
e
breve
pelo
qual
com
mediana
applicação
qual
quer
indivíduo
em
muito pouco
tempo
es
teja
apto
para
escrever
tão
depressa
co
mo
se
falia.
O
compendio
apresenta
treze
estampas
que
teem
por
fim
elucidar o
texto
e
guiar
o
principiante
ajudando-o
a
traçar
conve
nientemente
as
lettras
e
signaes
tachygra-
phicos.
Vende-se
em
Braga
e
no
Porto:
preço
300
rs.
Eclitos
de
1
j dias
Pelo juiso
do Tribunal
do
commercio
d
’
esta
cidade
correm
edilos
de 10 dias,
a
contar
desde
o
dia
27
do corrente
mez
de janeiro
em
diante,
citando
e
chaman
do o fallido
Manuel
José
Pereira
Braga
Jú
nior,
negociante
de
panos
que
foi
na
rua
da
Misericórdia
desia
mesma,
afim
de
comparecer
n
’esle
mesmo
juiso
no
dia
que
fôr
assignado
pelo
respectivo
Juiz
Commissario
da
fallencia,
para
nova
reu
nião
de
credores
do
dito fallido, e
isto
com
a
pena
de
revelia
e
lançamento,
quan
do
não
compareça.
(75)
Vendem-se
dois, um
de
pau
setim,
de
auctor
inglez,
de seis
oitavas,
e
outro
ver
tical,
também
de
seis
oitavas,
em
muito
bom
estado,
e
afinado.
As
pessoas
que
desejarem
compral-os,
podem
vêr-se
o l.°
em
casa
do
snr.
Plácido
José
dos Santos
Braga,
rua dos
Capellistas,
a
qualquer
hora, e
o
2.°
em
casa
do snr.
Filippede
Araújo
e
Silva
Figueiredo, rua
da
Ponte
desde
as
9
horas
da
manhã.
Trata
se
para
a
venda
com
o snr.
José
Rodrigues,
rua
da
Ponte,
98.
(60)
MUITA
ATTENÇÃO
Deposito
de
biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo seu
>aixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
>
280
Biscoito macarrão
>
280
Bolacha
doce
>
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
>
190
(63)
ATTENÇÁO
Vende-se
a
grande
e
mimosa
quinta
do
convento
em
Pombeiro,
que
foi
do
falle
—
eido
Antonio
Pereira
Leite
Guimarães;
é
de natureza
alludial,
toda
fechada
pela cir
culação
de
um
muro;
é
de
grande
rendi
mento
em
pão,
vinho,
fructas
etc.,
aguas
em
grande
quantidade.
Fica
distante
da
cidade
de
Guimarães
uma
legoa.
Para tra
tar,
na
referida
cidade,
rua
das
Oliveiras
n
0
52,
com
o
snr.
João
Marinho
da
Cu
nha
ou
em
Santo
Estevão
de Regados
com
o
herdeiro
José
Joaquim
Lobo,
e
procu
rador o
snr.
Manuel
Pinto
Durães.
(53)
VENDA DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua, sitas
na
rua
de
D.
Pedro V,
sendo
n.
9
76,
77,
85 e
86.
Tracta
*
se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
FLUIDE
IATIF
»
E
JONES
Por
sua« propriedadet benefictu,
goza este
pro-
ducto de alta e
merecida
reputação.
Suaviza e ama
cia
a pelle, allivia
as irritaçõei causadas pelas mu
dança» d»
clima, pelos
banhos do mar, impressíes
desagradaveis
do vento ou
do
calor, etc, etc.
Uma simples
applieaçao faz
desapparecer
as
ra
chaduras
das mios e dos
beiços. Preço
650 reis.
PARA
0S
CUIDADOS
D0
TOUCADOR
E
muito
digno
de ser recommandado <5
Sabão
latif,
que possue
todas
as
propriedades suavizan-
tes
do Fluide, e um aroma delicadíssimo. Preço
500 r".
23,
Boulevart des Capucines, Paris.
De
Fronte da
entrada do
Grand-Hotél.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
í
de
papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto, Lorêto
n.®
28
—
30
(26
Banco Commercial
de Biaga
Sociedade
anonyiun de responsa
bilidade limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
comparecerem
na
casa
do
Banco
no
dia
5
do
proximo mez
de
fevereiro,
pelas
11
horas
da
manhã,
afim
de
se
proceder
á
eleição
do
conselho
fiscal,
em
consequên
cia
da
recusa
dos
membros
eleitos
em
as
sembleia
geral
do
dia
19
do
corrente.
Braga
25
de
janeiro
de
1877.
O
secretario,
Antonio
Luiz
da
Costa
Pereira
de
Vilhena^
DE
■"AVC
w
A
l;^.-
I
LU
I
.AS
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua
de
Castiglione, Pariz, unico preparador.
DE
3H0GG
0
SACROWÍO E ECUMENICO
BM tMMBt
B
POBTOGOEZ
NOVA
EDIGÇÃO
REVISTA
Será
publicada
em
fascículos
de
96
paginas,
formato
e papel
do
Thesouro
po
Sacerdote,
Apologia,
Historia
ecclesiastica.
Debaixo desta fornia especial a pepsina
he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira este
precioso medicamento nem
se altera
nem perde as suas proprie
dades,
e a sua efficacia he
então certa.
As Pílulas
de Iloog
são de trez preparações differentes:
1»
PÍLULAS
DE HOGG oom pepsina pura, contra as znáes digestões, as azias,
os
vomitos
e outras affecções especiaes do estomago.
2o
PÍLULAS DE HOGG
com pepsina unida ao ferro reduzido pelo hydrogenio,
para as affecções do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de
sangue, etc., etc.:
são egualinente
muito fortiticantes.
3» PÍLULAS
DE HOGG com pepsina unida ao iodureto de ferro inalterável,
para as doenças escrofulosas, lymphaticas
e syphiliticqs, na phthisica, etc.
A Pepsina
pela
sua união ao ferro
e
ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes preciosos
tinham de muito excitante sobre o
estomago das pessoas nervosas
ov
irritáveis.
As
Pilulas de Hogg vendem-se somente,em frasco» triangulares,
nas principaes pharmacias.
Deposito
em
l.is|1(ia.
„ snr C. <».
Barreto
— n
“
28
e 30
—
I.oieto.
<34
Preço
de
cada
um...............................................
200 réis
»
pelo
correio...................................................
215
»
A
obra
completa
terá
6
fascículos,
o
1.®
sahirá no
dia
15 de
Fevereiro.
A BÍBLIA E A NATUREZA
FESTIVIDADE
Os
devotos
da
Imagem
de
S. Vicente
Ferrer,
que
se venera na egreja
da Ordem
Terceira
d
’
esta
cidade,
fazem
publico
por
este
meio,
que
a
festa
do mesmo
Santo
que eslava annunciada
para
o
dia
28
do
corrente,
fica
transferida
para
o dia
8
de
abril
proximo,
como
se
fará
constar
por
annuncios,
deliberação
que
tomaram
por
motivos
justificados.
Draga
25
de
janeiro
de 1877.
(67)
PELO DR. JOÃO MANOEL CORRÊA
digníssimo
professor
do seminário de
S. Pedro e do
lyceu nacional de Braga
BANCO MERCANTIE BE BRAGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
i
>
i
Venda de
casa
Vende-se
a
casa da rua
do An-
jo
n.° 11
;
para
tractar
na
mes-
ma
,
desde
o
meio
dia
até ás
2
horas
da
tarde.
(64)
BANCO
DE
GUIMARÃES
Paga
-se
n
’
esla
cidade
na
agencia
do
Banco
de
Guimarães
aos accionistas do
mesmo
Banco o dividendo
do
2
°
semes
tre
de
1876, na
razão
de
4
0|o
ou
30200
por
acção,
em todas as
segundas,
quartas
e
sextas-feiras
não
sanctilicados, desde
as
10 horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde.
Começará
a
publicação
regular
d’
esla
obra
no
(im
de
Março
em
fascículos
de
200
réis.
Recebem-se desde já assignaturas para estas duas publi
cações.
(30)
lOLLEtll)
liE
N.
«OIU
D
a
WEillll
.■
*
Está
aberto o
pagamento
do
dividen
do
relativo ao segundo
semestre
de 1876,
durante
todos
os
dias
uteis,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
horas
da
tarde,
de
2
1
12
0|0
ou
10250
rs.
por
acção,
em
Braga
na
thesouraria
do
Banco,
e
no
Por
to
na
sua agencia,
Praça
de
D.
Pedro,
n.° 22.
Braga
25
de
janeiro
de
1876.
(61)
RUA DA ESPERANÇA
N.° 224, LISBOA
director
GERAL
J.
L. Carreira
de
Mello
director
gerente j.
Baplisla
Ferreira
Este
collegio,
que
tantos
créditos
tem merecido
e
conservado,
conlinúa
com
incessantes
melhoramentos
na sua administração
economica
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi
convento,
e não
tem
na
capital
outro
igual
appli-
cado
ao
ensino
particular. Na sua restauração
e
nova
applicação
temos
gasto
avul
tadas
som
mas.
A
regencia
dos
estudos
está
a
cargo
d
’
um professor
allemão,
auctorisado
pe
lo
bem
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
hão
de
estar
sempre
na
altura do
credito
do
estabelecimento,
sérios,
instruídos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para
os
estudos
superiores
mas
um
curso
completo
de
commercio
e
linguas
tem
os alumnos
n
’este
estabelecimento.
O
ensino pratico
das
sciencias
naturaes,
é
auxiliado
com
gabinete
de
physica
e
chimica,
muito
desenvolvidos,
e
com
excellenle
museu
de
historia
natural.
As
aulas
de
geographia,
malhemalicas
e
desenho
devidamente
montadas.
A
gymnastica
completa.
E lialmente,
o
collegio possue
lodos
os estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino
que
deve
fazer
parte integrante
d
’
um
estabelecimento
d’esta
ordem.
Os
alumnos
tem
quarto separado.
Os
Estatutos
indicam
lodo
o
seu desenvolvimento.
(32«)
O
Director
proprietário,
Joaquim Lopes
Carreira
de
Mello.
BR
1M&
WW
ESTACELECIMENTO
DE LOTERIAS
AFIANÇADA NO GOVERNO CIVIL DO PORTO
DE
usiwo ffiãíoois
m
aubíba
112,
RUA
DAS
FLORES
114,-PORTO
N
’
este
estabelecimento
satisfaz-se
com
pontualidade
todas
e
quaesquer
encom-
mendas
que
sejam
feitas,
de
bilhetes
ou
fraeções
para
quaesquer
loterias,
vindo
acompanhadas
do
respectivo
importe
em
valles
ou
estampilhas
do
correio.
Remette-se
no
fim
das
extraeções
as
respectivas
listas
dos
prémios;
e
fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias, proporcionando-se
vantajosas commissões.
Além dos
bilhetes
inteiros, meios,
quartos, oitavos
e
décimos,
ha
um
variadís
simo
sortido
de
vigésimos,
quadragésimos,
cautelas
de
10200,
600,
500,
300,
250, 130,
100
e
40
réis;
e bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de
400,
10000.
30000.
60000
e
120000;
«
collecçoes
especiaes
de
50
numeros
differentes,
de
20000,
50000,
150000
e 300000
rs.
r
Aeeeitnm-iie desde
já eneoinmendas
pura a Cirande Eoteria que
na forma
dos mais annos deve extrair-se no proximo futuro mez de
Dezembro e cujo
capital dos prémios que
se distribuem é de dois mil
cento
e dois
contos e quatro centos mil réis!!!
(4277)
Braga 25
de
janeiro
de
1877.
Maria Adelaide
e
Maria de
Jesus
mo
radoras
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
35, en
carregam
se
de
ensinar
meninas
que
de
sejem
aprender
todos
os
misteres
concer
nentes
ao
seu
sexo,
como
são
:
meia,
cro-
chets,
costura
e
bordados. Preços
muito
limitados.
(66;
GRANDE
REDUCÇÃO
NOS PREÇOS
DAS
MMS1SIIEI®
tíua <le g. Vioente,
n.° 17.
Continua
por
mais
15
dias,
a
contar
da
data,
a venda
de
machinas
de
cozer
com
abatimento
de
30
por
cento.
Francisco
Xavier
Peixoto,
proprietário
do
deposito de
machinas
de
cozer
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
17,
convida
por este
meio
todos
os
devedores
a liquidar
suas
contas
com
a
maior
urgência;
bem
como
as
prestamistas
a pagar
suas
prestações
atrazadas,
tudo
a
fim
de
evitar
expedien
tes
pouco
airosos
para os
remissos.
—
Braga
5
de
janeiro
de
1877.
(6)
AVISO
1MPURTANTE
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que
desejarem
obter
o diploma
de
doutor
ou
de bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e
saudaveis
d’esta
cidade,
acha-se
para
alugar
uma
casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a mobília
e piano
existente
na mesma
e
compleiamente
nova,
para
melhores esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do Barão
de S.
Martinho,
casa
Almeida
à
Pereira.
(24)
BANCO 00
MINHO
A
10500
REIS!
Qual
será
o
estabelecimento que
não
linde ter um relogio por
10300 reis?
Vendem-se
na
Praça
d
’
Alegria
em
casa
de
Manoel
ignacio
da
Silva
Braga,
regu
lando
PERFEITAMENTE.
MS
HIIDILMMS
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com-
jletamente
pelo tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
PIADO D'URJÃES
Quem pretender
tomar
d
’
arrendamen-
to
o
prado
d
’
Urjães,
pertencente
á
casa
de
Sinde,
e
que
consta
de
lavradio, vi-
donho,
e
arvores de
fructo, póde
dirigir-
se
n
’
esta
cidade
á
rua
de
S.
Geraldo,
n.°
17.
(44)
Dividendo
do
S.°
semestre
de 4876.
A
gerencia
d
’
esle
Banco
anntincia
que
o dividendo do
2.°
semestre de
1876
ap-
provado
em
assembleia
geral
de
hoje
é
de
3
0|0
ou
30000 reis
por
acção,
e
que
será
pago
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas-feiras desde
as
10 horas
da
ma
nhã até
á
1
hora
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
do Porto podem
recebel-o
na
sua
Caixa
Filial,
e
os
<ie
Lis
boa
e
Guimarães
nas
respectivas
agencias-
Braga
20
de
Janeiro de
1877.
Pelo
Banco
do Minho
Os
GERENTES.
Francisco
Casimira
da Cruz Teixeira.
Manoel
Simões
Braga.
(51)
INJECÇÃO HYGIENICA
BALS
iniCG PROP1K1TAT1CB
Esta injecção
é
a
unica
e
efTicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vehde-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
irasco
—
400
rs. (4449)
•-.
-;w
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio
a toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(43)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—18
’6.
Parte de Comércio do Minho (O)
