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-
5.° ANNO
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes..........................
))
.
Z»
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
..............................
•
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS, QUINTÃS
E
SÃBBÃDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
.
2&000
'6
».........................
U050
sendo
duas
assignaturas
3^600
Províncias,
12
mezes.
»
»
_ ___ __ _
—,,
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha avulso
...............................
N.°
719
10
BRua
yiivrw*1''* «»
NOVE3KBKO
»E
187 3
DE
do
A
’
Re«S»cçAo
«*o aConsmereio
Jlinho».
Londres,
Í4
de
Novembro, 4877.
8UMMARI0.
II,—
o
caso
deplorável
do
Padre Curei
segundo
o
papel
de
Bruxellas
[La
Gacela
Internacional).
IH.
—
A
Maçonaria Irlandeza
rompendo
relações
e
fraternidade
com
a
de França,
por
esta
admiltir
gente
que não
crê
na
existência
de
Deos.—Bom
Collegio,
e
Es
tabelecimento
de
Educação
Catholica
para
Meninas.
IL
—
Publica-se
em
Bruxellas,
ha
vários
annos,
uma
folha
semanal,
cuja
principal
parte
é
escripta
em
Hispanhol
—
porque
se
destina
principaltnenle
ás
Américas
Hispanholas
—
,
e
que
é
escripta
n
’
um
ex-
cellente
espirito
Catholico;
o seu titulo
é,
em
Castelhano,
Gazeta
Internacional.
No
seu
primeiro artigo,
em
data de
hontem,
trata
lambem
do
assumpto
con
cernente
ao
Padre
Curei; e
como o
i
berahsmo
tolo
e
o
Proteslant smo
superfi
cial,
julgáram
logo
poder
bater
as
pal
mas,
e
adquirir
um apóstata
do
Cathoh-
cismo,
i,
Fr.
Jacinto,
se
Igreja
a
que
antes
que
este
assumpto
isso,
vou
extraclar
__
.
.
Bruxellas
parte de
seu
artigo a
respeito 1
do
illustre
Padre,
escriplor
e
prégador;
para
que
se
veja,
que, se
errou,
n um
<
ponto
que
verdadeiramente
não
e religiosp,
bem
que
toque
muito
aos interesses
da
i
Igreja,
está
muito
longe
sua
conducta
de
i
corresponder
ás
anli-catholicas
esperanças
e
desejos da
Liberangada
Maçónica
e
ro-
testanle.
Diz
a
mencionada
Gazeta,
logo
em
seu
principal
artigo:
«O
Padre
Curei,
Jesuíta,
um dos
fun
dadores
da
Civillà
Catholica,
apresentou
as
Papa,
em
Fevereiro,
uma
Memória
confidencial,
em
que
lhe
expunha
um
pro-
gramma
político,
tet
minando
com
sustentar
a
conveniência
de
prescindir
do poder
tem
poral,
«para
saude
da Igreja».
O
Santo
Padre
enviou
o escripto
ao
Geral da
Ordem
de
Jesus
com este
auto-
grapho:
«E’
uma
vera
impertinenza»
Permitla-se-me
reflexionar
aqui
por
minha
própria
conta,
antes
de
passar
avan- 1
le
que
esta
reflexão
do
Pontífice
(a qual '
mais
de
um
ledor-superticial
poderá
talvez
condenar),
mostra,
em
sua
promplidão
e
laconismo,
quasi
uma inspiração;
mostrando
como
o Santo
Padre
nem
precisou
refle-
ctir,
na
grandíssima
incongruência
que
a
suggestão
implicava.
Nada
menos,
que
ir
o
Papa
submelter-se
e compor-se
amiga
velmente,
com
um
poder
infame
e
usur
pador,
que
sem
a
menor
consideração
ou
respeito
pelc-s
direitos
e
sentimentos
de
mais
de
duzentos
milhões
de
Catholicos;
de
uma
posse
e
prescripção de mais de
dez
séculos;
em
desprezo
de
suas
próprias
promessas
e
solemnes estipulações
recen
tes
(na
Convenção
de
Florença),
vem
á
força roubar
o
que
não
era
seu, e
sim
do
lodo
o
Mundo
Catholico.
Se
o
Pontífice
houvesse (por impossí
vel)
adoptado
tal
conselho, começariam
logo
as
nzadas,
os
apupos,
os
esearneos
Protestantes
e
maçomeos;
logo
apregoa
riam
os
inimigos da
Igreja:
—«Vejam
como
o
Homem
da
Inlallibilidade
espiritual
abran
dou
logo,
assim
que
se tratou
de
interes
ses
e vantagens mundanas!
Vejam
como
cernenle
ao
Padre
Curei; e
como o
logo
poder
bater
as
pal-
que
á
moda
de
Gravazzi,
onde
tornasse
antagonista
da
pertenceram;
convém
se
illucide
bem.
Por
do
sobredito
papel
de
se
errou,
n’
um
o
Non possumus,
como
a
regidez
do
Syl-
labus,
se
abranda
em
presença
das
van
tagens
e
interesses
temporaes
!
etc.,
etc.»
Não
se
pense,
todavia,
que
nestas
mi
nhas
observações tenciono
de
maneira
al
guma
lançar
odioso sobre
o
bom Padre
Curei; de quem
lodos
os
que
o
conhece
ram e
trataram,
que
participaram
até
de
sua direcção
espiritual,
falam com
res
peito
merecido
e
affecto,
com
Sir
Jeorge
tíowyer;
aqui tive
hoje
mesmo,
ha
bem
poucas
horas,
um
amigo
confessado,
e
di
rigido
espiritualmcnte,
do
Padre
Curei;
e,
com
lodos
os
que
o
conheceram
a
elle
e aos
seus
escriptos,
lhe
faz,
como
es-
criptor,
como
sacerdote
exemplar,
como
prégador
eloquentíssimo,
os
maiores
elo
gios.
Mas aliquando
bonus
dormitai
Homerus;
e
uma
pessoa
que.
mesmo
com
a*
melhores
intenções, é tentada
a
meller
foice
em
ceara
alheia,
não
admira
que
,
se
engane,
e
commelta
erro,
involuntário,
,
e
bem
intencionado
—
mas
erro,
todayia
•
Continua
i
do:
—
«Não
rarchico;
eis
que
a
Memória
confidencial <
apparece
impressa
ua Revista
Europea,
que
se
publica
em Florença.
E
que
diz?~
«Estabe
ece
como
cousa
indiscutível,
que
a
existência
da
unidade
Italiana
é
já
um
facto
perpetuo;
indica
as
consequên
cias
das
aspirações
do
partido
clerical,
que
sonha
com uma
complicação
geral
Europea,
sob
os
auspícios
da
França
ul-
tra-calholica
para
o
restabelecimento
do
Puder
Temporal.
«Acrescenta,
que
a
altitude
do
partido
Catholico
afasia
a
llaha
da
França,
e
a
lança nos braços
da
Germania,
associan-
do-as a
um
interesse
commum, atacando
a
França
Catholica
para
enfraquecer
a
l«reia.
Que
o
desmembramento
da
França
deve
desde
logo ser
considerado
pelos li-
i
beraes
Italianos
como o
só
meio
de
im
pedir o
sonho
da restauração do
1
oder
Temporal.
E
se
o
partido Catholico
Ita
liano se
unisse
ao
partido
Francez,
para
preparar
uma
alliança
sobre
a
base dos
tactos
consummados,
uma alliança
Franco-
italiana,
ha
na
Europa
um
milhão
de
La
tinos
e
Catholicos,
para
oppor
aos
Alle-
màes
Protestantes,
e
aos Slavos
bcisma-
licos».
«A
isto,
diz um
Não acha
_
7-Í--
uue
oppor
as
raças
e
as
religiões
ás
outras
pa<a
assegurar
a
nossa ventu
ra.
A
tal preço,
e
por
meio
de
mutuas
concessões,
em
cujo
detalhe
é
escusado
entrar,
poderá
transformar-se
de
tal
soite
a
situação
de Roma,
que
o
Papa
S°berano
, ahi
possa dignamente
residir
ao
lado
do
liei
Soberano».
A.
R. SARAIVA.
a
Gazela
internacional
dizen-
se
sabe porem
o
que
se
passou
Padre
Curei
e
seu
Superior
je-
collega
de
Paris:
—
o
Padre
Curei
nada melhor
umas
detalhe
é
escusado
(Continua)
Enterros
civis.
Carla-de Pancracio da
Lourinhan,
a
Hermenigildo
Batota.
Examinarei
agora
a
segunda
accusação,
o
amor do
ganho.
Se
ha
parochos
d
esse
jaez
foram
nomeados
por
serem
^
era
^
e
d’
enlre
estes
os
mais
hberaes
!
Das
oois
em
li,
e
nos
teus quando
isto
di
zes
se é
verdade;
e se nao
é
calumnias.
Em
lodo
póde
ser
dres
que
nenhuma
CaU
3ejamòs
justos.
Quanto
pagas
tu,
e
o
caso o
Ern.
m
°
Patriarcha
não
criminado
pelo
que
lazem
pa-
não
nomeia,
e
sobre
os
quaes
ilia
acção
ellecliva
póde
ter
por
do
chamado
Recurso
a
Coroa..
todos os
mais
habitantes
d
’
esta
cidade
para
i
as
côngruas dos parochos
da
capital? 1
nada.
Quanto
paga
o
thesouro aos paro-
<
chos
de
Lisboa
por
côngrua?
nada.
Quanto
pagam
elles ao
Estado
pelos
direitos
de
mercê!
a
importância
dos
seus
rendimen
tos
de
perto
de
11
mezes
de um
anno
por
uma
lotação,
na
qual
se
incluem
as
oífertas
pelos
enterramentos
decretadas
pe
lo
mesmo
Estado.
Os
parochos
carecem
de
comer,
vestir,
pagar
casa,
e
a
um
cura
que
os
coadjuva
em suas
obrigações
ecclesiaslicas,
e nas
civis
e
políticas
que
o
Estado
lhes impõe.
Queres
que
vivam
de
ar,
vistam
e
calcem
nuvens,
e
morem
sob
as
folhas,
ou
nas
tocas
das
arvores?
E tu porque
lhes
não
provas
pelo
leu
exemplo
que
se póde
viver
assim?
Rece
bem 6$U00
reis
por
uma
sege,
16$000
reis
por
uma berlinda, 32$000 reis
por
um
coche?
Ainda
que
tudo
seja
para
el
les,
não vês que as
duas
ultimas
verbas
são
pagas
pelo
luxo,
raríssimas,
e que
a
maior
parte
dos
parochos
só
as
conhece
pelo
que está
escripto
na
labella
?
E
quan
to
exiges
tu
pelo
aluguer
dos
teus
tra-
i
pos
negros
e
galões
falsos,
e
pelo
leu
trabalho
?
Olha
que nunca
o
invejoso
me
drou,
nem
quem
ao
pé
d
’
elle
morou.
Allribues
a
estas exigências
os
enter
ros
civis.
Ailegas
que
«uma
parte
dos
habitantes
de
Lisboa
.. entendeu que o
ceretnonial
religioso
era
apenas
um
meio
de
ganho, e
não
um
proveito
espiritual,
e
resolveu
prescindir
d
elle,
confiando
á
justiça
divina
directamente
a alma
dos
seus
parentes
sem
intervenção
da
Egreja».
Devias
rir
a
bandeiras
despregadas
quando
escrevias
estas
palavras.
Cuidas
que
«a
justiça
divina»
ficaria
muito
obri
gada
a
esses
habitantes
por lhe
confia
rem
directamente
estas
almas
prescindindo
do
ultimum
vale
da
Egreja
?
Cuidas
que
esta
perde alguma
cousa
com
essa
reso
lução
de
homens
que
já
não
são
calholi-
cos
senão
de
nome?
E
’
impossível:
comtudo
o desejo
de
rir
fez-le
esquecer
■
de
que
davas
uma
prova
da
falta
de
in-
•
telligencia
d
’
elles,
ou
da
falta
de
verdade
i
de
quem
te
dispoz
nas
vários.
A
ausência
dos
miterios
nos
enterros
a
isto
é
10 annos antes
de
maio
de 1844,
que
pratica
já
antiga,
e
que
mais de
40
annos; como
é
que
só
agora
essa
parte
tios
habitantes
adquiriu
este
conhecimento?
Não
poderias responder se
te
restringisses
ao leu
presupposto.
Elles
só
entenderam
isso, quando
de
França
veio esta
pratica
dos
solidários;
como
alli
promovem
estes
enterros,
e
até
compram
os
cadaveres
que
nelles
teem
de figurar,
quizéram
fazer
aqui
o
mesmo
uma
ne
gociação
blasphema. São
macacos
que
imitam
o
que
vêem
fazer.
Dizes
ler
muita
pena
dos pobresinhos.
Ser-me-ia
muito
agradavel
dar-le
sinceros
agradecimentos
por
isso;
mas
não
posso
crer-le.
Como
póde
ser
isso,
quando
tu
convives
com os que festejam
o
roubo
e
venda
dos bens
da
Egreja,
que
serviam
para
sustentar milhares
e
milhares
de
po
bres;
danças com
os
que
dançam
sobre
a
sepultura
dos
frades,
que
protegiam os
desvalidos;
e
repetes as
calumnias
dos
que compraram
esses
bens,
e
despreza
ram
as
obrigações
de
caridade
que
lhes
estavam
annexas?
Não,
não
creio
que-
rem-se
obras,
e
tu
só
repetes
palavras.
Creio
piamenle
que
te
deixaste
illudir,
parte
pela
lua
demasiada
boa-fé,
parte
para te fazeres
agradavel
aos
teus
novos
freguezes.
Se
o
motivo
fosse
o que
tu
di
zes,
não faltaria
nos taes
civis o
symbolo
da
Redempção,
nem
se
excluiria d
elles
>
todo
o
decoro e
decencia,
como
todos
te-
orelhas
estes
des-
parochos
dos
ce-
pé
data
de
1834,
do
decreto
de
8
veio
homologar a
conta
aclualmente
mos
visto.
E
tu,
coitado!
choras
que
nem
uma
videira
por
não se
benzer
a
cova dos pobres, que
ficam
privados
«d
’
esse
bem
espiritual»;
talvez
por
cuida
res
que
essa
falta
os
priva
do
céo!
Con
sente
pois que
le
tranquillise
o
espirito
atlribulado
'
por essa
ideia;
a
falta d
’
esta
bênção,
não
sendo
efleito
de resolução
própria
e
reílectida
dos
sepultados,
não
os
priva
da bem-aventurança,
se
a
me
receram
em
vida
pelos seus actos.
0
que
ha
suas famílias,
que
os
seus
terra
sagrada;
renderem
os
lunebres
aos
seus
parochianos,
é a
força
das
cousas;
e
o
de
não
se
benzerem as
covas
dos
pobres
é
a
camara
municipal
que
não
tratou,
como
era
de
seu
dever,
de
nomear
dois
capellãe»
para
cada
ce
mitério,
e
obter
do
Em.
mu
Prelado
(que
a
daria
com
a
melhor
vontade)
a
juris-
dicção
para
benzerem
em
cada
um
d
’
elles
as
covas
dos
pobres,
e
dar
lhes
o
ultimum
vale,
quando
não
fossem
acompanhados
do
seu
parocho.
Por
este
modo recebe
rias
allivio
á lua
tristeza, e
dariam
con
solo a
milhares
de
famílias.
Ainda
sob
este
ponto,
e
sempre
em
detrimento
dos padres, tentas pôr
um
parallelo
«os
amigos
do
fallecido
que
vão
(
acompanhal-o
á
ultima morada e dar-lhe
,
o
derradeiro
adeus,
[emquanto
que)
o
seu
pae
espiritual,
o
seu
director
de
consciên
cia
[ou
será,
ou não), o
abandona
no
caminho
do
cemiterio,
se lhe não
pagam
as
passadas».
Estas
ultimas
palavras
são
uma
calumnia
em
que
a
tua
irreflexão
te
fez
recahir.
0
parocho
não
vae
por
ser
malerialmente impraticável
ir,
como
já
deixei
dito mais
de
uma
vez.
Além
d
’
islu
o
parallelo não
é sério.
Esses
amigos
vão
uma
vez
na
vida, como
se
diz
vulgarmen-
te,
e
o
padre
póde
ser
logo
obrigado
a
acompanhar
outro
cadaver
e
mais dois
ou
tres
no mesmo
dia.
Contas
que
<ha
poucos
annos ainda
entrava
em
casa
de
um
amigo leu
o
an-
dador
e
o
cura
da
freguezia
de S.
Ma-
mede»,
que
loram
encontrados
«rindo
jun
to
do
cadaver»
da
innocente
creança.
sua
filha,
que
tinham
ido
encommendar:
e
conclues d
’islo
que
o
padre ria-se
por
«ganhar
dinheiro»;
quando
a
explicação
está
em
elle
ser
«borracho»,
como
tu
dizes,
se
o
facto é verdadeiro, do que
i
duvido.
Por muito avultada
que fosse
a
■
oiferta,
o
cura não
receberia
por
ella
mais
que
se
o
pae
da
creança
fosse
po
bre,
que
não tivesse
nada
que
dar.
Me
lhor
seria
elle
se
não fosse,
porque
ga
nhava
mais.
0
prior
de
S.
Mamede,
o
snr
Neto,
que
morreu
«ha
poucos
annos
ainda», era
e instruído,
liberal.
Era
Espada.
Fizeste
pequeninas
Temes
deveras
que
Deus
não
preces
que sobre
o
cadaver
o
padre
re
pele,
por
lhes
responder
um
«sacrista
analphabeto»?
Devias
lembrar-ie
da missa
a
que
ajudou
uma
pessoa, muito intima
tua,
que respondendo
ao
Inlroito
e
ao
Orale, fralres etc.
disse desconchavos
taes
que
me
custou
muito
a
suster
o
riso.
Ficariam
sem ouvil-a por
isso
os
fieis?
, Pois
assim
devia
ser
a
não
serem
nega-
,
torios
os receios
por
ti
expremidos.
Depois
d’
islo
alcunhas
de absurdo
a
portaria
do
snr.
ministro
do
reino
orde
nando
que
os
emolumentos
parochiaes
sejam
pagos
pelos
cofres
do
Estado;
mas
creio
que
o
termo é
improprio.
Só
quem
não saiba
o
que
seja
absurdo
é
que
póde
é
uma
privação para
as
a
desconsolação
de verem
finados
não
descançam
em
mas
o culpado de
não
parochos
todas
as honras
um
padre,
grave,
caritativo,
que
só
linha
o
deleito
de
set
condecorado
com a
Torre
e
reparo n
’
algumas
que não
sei
como
coisas
tão
explicai
0.
entenda
as
qualificar
de
tal
aquella
portaria.
Seria
ra
cional
qne o governo
arrecadasse
os
di
reitos
de
mercê
pela
remuneração
de
uns
certos
serviços,
e
depois despojasse d’essa
remuneração
quem
os
tinha
prestado?
Neste
caso
não
chamarias
absurdo á
por
taria,
mas
deixaria de ser uma
burla
essa
pratica,
bem
pouco
honrosa para
quem
a
insinúa.
Segue-se
a isto
uma
saraivada
de
does
tos, não
contra os
desgraçados
que
ven
dem,
e
os
miseráveis
que
compram
desde
uma
libra
até
quinze,
cadaveres de
al
guns
mortos
para
fazel-os
figurar
nestas
demonstrações
contra a
liberdade
de
con
sciência
dos
calholicos,
e
contra
o
clero.
Aquelles
em
nome
de
quem
falias,
que
«por
economia»
compram
defuntos,
quan
do só
são
economistas
aquelles que
os
roubam (diz-se
que também
ha d
’
isso);
e
condecoras
essa
gente
com a
qualidade
de
zeladores
da
moral
e
da
piedade,
sen
do
como
são
a
negação de
tudo
isto,
po
dem
merecer
as
tuas
predilecções,
tnas
que
se
contentem
com ellas,
pois os
acom
panha
o
asco
de
suas
obras.
Não
ha
crime que
não
imputes
aos
padres.
Se
até
os
accusas
de
«herdeiros
dos
sollicitantes»,
quando
centenares
de
vezes
leem
accusado
os
teus
inspirado-
res,
e a
folha
que
te
serve
de
tribuna,
a
inquisição
que
punia
severissimamente
este
hediondo
crime.
Aconselho-te
que
calles
neste
particular.
E pelo
que
res
peita
aos
«sigilhstas»,
farias
também
acto
de
grande
prudência
se
não
faltasses
nisso
muito,
que
se
póde
igualmente
voltar
o
feitiço
contra
o
feiticeiro.
Assim,
é junto
a
li
e
comiigo que
estão
os herdeiros
dos
sollicitantes e
si-
gillislas,
ou
peio
menos de
seus
proteclo-
res
e
cúmplices.
Em
todo
este
longo, enfadonho
e
inepto
libello
de
accusação
não
se
me
deparam
senão
insinuações
cavillosas
do
calumuiador,
que
teme
ter
de
ser
obri
gado
a
provar
crimes
por
elle
inventa
dos,
ou
ser
forçado
a
ver
que
por
via
de
represálias
se
exponha
ás
vistas
de
todos
o
negro
quadro
dos
crimes
com-
mettidos
por
aquelles
de
quem
te
fizeste
por
própria
deliberação
ou
por medo,
in
terprete
deplorável.
Mas
eu
levo
a
condescendência
até
ao
ponto
de
tomar
por
exaclo
quanto
dizes
de
mal
contra
o
clero;
e
até
a
convir
que
são
raras,
mui
raras
as «excepções
honrosissimas»
que
te
levam
a
dizer
non
hirundo
non
facil
ver
(uina
andorinha
não
faz
primavera);
concessão
gratuita
que
me
auclorisa
a
fazer-le
algumas
observações.
Esta
grande
maioria
de
palres
maus
e
indignos,
já
eram
viciosos
antes
de
terem
entrado
no
estado
ecclesiastico
;
ou
tor
naram-se
taes
logo
que n
’elle
entraram
?
No
primeiro
caso,
vê-se
que a
deprava
ção
da
sociedade
civil
chegou
a tamanho
auge,
que
já
apodrecia
a
classe
popular,
que
é
a
que
em
toda
a
parte
se
conser
va
por
mais tempo intacta. Ora,
é
quasi
exclusivamente
esta
classe que
ha
muitos
annos
olferece indivíduos para
o
estado
ecclesiastico.
E no segundo
caso,
não po
dendo
sem
insensatez
dizer
se
que
é
este
mesmo
estado
que
lecciona a
prevarica
ção,
leremos
forçosamente
de
concluir
que
ha
uma
causa
estranha
que
os
faz
pre-
varkar.
E
isto que
digo não
é
uma
insinuação
encapotada,
é
uma
accusação formal,
que
se
manifesta
por
factos
irrecusáveis.
Lisboa,
17
de
novembro
de
1877.
Teu
mt.
8
amigo
Pancracio
da
Lourinhan.
(CnotinúaJ
------
—------
Coimbra,
36
de
novembro.
fDo
nosso correspondente».
Escrevo-lhe
ainda
sob
a
impressão
desagradabilíssima
que
me causaram
as
scenas
eleiloraes do
dia
d'hontem.
Não
se
imagina o
que durante
uma
grande
par
te
da
noite
se passou
nos
egrejas de
San
ta Cruz,
e
Sé
Cathedral,
onde
funcciona-
vam
as
assembleias
eleiloraes! Era
um
pandemonium
do
Inferno do Dante.
Na Sé eslava
tudo
ás
escuras;
apenas
a
tibia
luz
d
’
alampada
banhava o
pallido
rosto
da
Virgem!
Encontravam-se
os
grupos
dos
ruacei-
ros,
que
iam
e
vinham
de
visita
á
urna,
que
estava
na sachnstia, illuminada
por
uma
vela de
cera.
Aquillo
já
não
era
o
templo
do
Se
nhor;
era um
vasto
corredor
do
Coliseu
romano, utn
pagode
do
antigo
paganismo!
Pof
alli
andavam
blasfemando,
prague
jando, aos encontrões
do
acaso
na
casa
do
Deus
Vivo,
abandonado
á
turba
infrene,
sem
ideia
política,
sem
crença religiosa!
Que
negrura
a
d
’
aquelle
templo,
e
a
d
’
aquelles
espíritos
obsecados!
Como tudo
aquillo infundia
horror, desalento
e ma
goa no
espirito
de
qualquer
alma
chris-
lã,
que
presenceasse
aquelle quadro
ba
bylonico!
Quando
as eleições camararias de
Coim
bra
no
anno
da graça,
da
civilização
e
da
liberdade
de
1877
não
ficassem
tristemen
te
celebres
por
muitos
episodios
vergo
nhosos,
nunca
ellas
esqueceriam
por
estas
scenas
escandalosas
no
templo
christão
a
deshoras
da
noite!
Na
egreja
de
Santa
C»uz,
ao
menos
ac-
cenderam-se
os
lustres. Havia
mais
e
me
lhor
do
que
o
bruxulear
da
solitaria
alam-
pada
da
Sé
Nova.
Havia todas
as
scinlil-
iações
do
festim
de
Balthazar.
Alli
a
or
gia
era
mais.esplendida
e
ruidosa.
Via-
se uma
população
immensa
gritando,
ges
ticulando.
dando
vivas e morras, agitan
do
bengalas,
sobre
a
pia baptism.il
,
sobre
as
grades
da
egreja
e
de
todos
os
logares
ifonde se
podesse
vêr
melhor
aquella
sce-
na
de
possessos.
Ninguém se
entendia,
não
se
advinhava
o
que
queriam,
o
que
faziam,
e
o
que
d
’alli
resultaria.
Era
o
cahos,
a confusão
indiscriptiveí.
O
povo
gritava
no
largo
d
’
Oito
de
Maio
que
des
pejassem
o templo,
que
se
fechasse
a
porta;
mas
saía
uma
onda
popular,
gira
va lentamente o pesado portão,
mas
logo
entrava
outra
onda arreraettendo
contra
elle, como
as
vagas d
’
um
mar
encapella-
do
que
investe
incessantemenle
com a
praia.
«Não ha
auctoridades n
’esta
terra,
não
ha
nada,
isto
é
impossível,
inaudito,
vergonhoso...» eram
os
gritos
contínuos
dos
grupos
que
estacionavam
no
largo
da
egreja.
A
tremenda responsabilidade
d'estes fa
ctos
cabe
innegavelmente
ao snr. gover
nador
civil e
a
alguns
dos
seus
collegas
da
Universidade,
que
metteram
a
academia
na
eleição.
Vê-’se
que
o
snr.
Fernandes
Vaz
ac-
cêitou
a
proposta
de dois
dos
seus
cor
religionários
do centro eleitoral
para
ven
cer
a
eleição á
força.
Ahi
tem
o
resultado.
Os
rapazes
foram,
e
fizeram
de
mais
do
que
lhe
pediram.
Era
d
’
esperar.
Parece que
o snr.
governador
civil
queria
fechar a
porta,
mas
linha
mêdo;
queria, suppomos
nós.
accornmodar
os
exaltados
académicos,
que
convidaram
pa
ra
a
lista,
mas já
não
podia;
era
tarde;
os
espíritos
tinham
attingido
o zenith
da
exaltação
parlidaria, da
loucura.
Finalmente, extenuados
de
berrar,
de
iripudear,
foram saindo,
pouco
a
pouco,
e
depois das 10
horas
da
noite
fechou-se
finalmenle* a
porta
e
sellou-se,
depois
do
snr.
governador
civil
aílirmar
á
sua
gente,
que
era
impossível roubar
a
urna,
que
elle
respondia
por
ella;
e para
garantir me
lhor
a
sua segurança
mandou
vir
a
for
ça
armada, que
foi
postada
em
torno
da
urna,
á
porta
principal
-da egreja,
e
de
todas
aquellas
que
mesmo
indirectamente
podiam
dar
accesso
para
ella.
Não
sabemos
quem
vencerá,
porque
a
esta
hora
(10
da
manhã)
está
o
apura
mento
a
principiar;
mas
se a
auctoridade
não
vencer,
caber-lhe ha,
além
da
vergo
nha
d
’
uma
derrota monumental
(porque
o
será
sempre,
embora
perca
por pouco),
o
opprobrio,
o
remorso,
de
muita
traição,
de
muita
coacção,
e
a
responsabilidade
de
muitas
transgressões
políticas
e
mo-
raes.
Foi
escarnecida
a
liberdade
da
ur
na,
o
respeilo ás
instituições
e
á religião
do
paiz,
e
a
independencia
dos
eleitores.
E
’
assim
que
respeilaes a
liberdade'
do
suffragio
popular?
é
assim
que
respeitaes
as
leis
do
paiz,
que
nos
explicaes
nas
au
las?
Que
bons
ensinamentos
para
a
gera
ção
nova, para
esta
mocidade
académica,
que
vos
escuta
nas
aulas,
e
vos
observa
na
pratica! Via-se
um lente
do 1.° anno
de
Direito
capitaneando
uma
ala
de
cam-
ponezes,
ladeada
d’
estudanles
de
capas ao
hombro,
marchando outros
na
frente
com
ares
de
triunfadores!
Via-se
outro
meller-
Ihe
a lista
na
mão,
depois
de
ser
chama
do
a
votar,
ali
junto do
chefe
do
distri
cto,
que
auctorisava
tudo
isto!
Se
vencer,
não
lhe
caberá
honra,
nem
gloria;
a
sua
vicloria não
significará
o
triunfo
da
liberdade,
da
honestidade,
da
competência,
da
seriedade e das
sympa-
thias
publicas.
Será
o triunfo
da força,
da
corrupção,
das
artimanhas
traiçoeiras
e
do
crime
praticado publicamente
mes
mo
nos
templos
d'uma
cidade
catholica,
da
nação
fidelíssima.
Declaramos
mais
uma
vez
que
não
temos
política,
nem
a
Exequias.
—
Na
capella
do
Paço
ar-
chiepiscopal
veriíicaram-se
ante-hontem
as
exequias
commemorativas do
1.°
anniver-
sario
do
fallecimento
do
snr.
D.
José
Joa
quim
d’Azevedo
e
Moura,
arcebispo
que
foi d
’
esta archidiocese.
Foram
cantadas as
matinas, a
.canto-
chão,
pelos
seminaristas
de
S.
Pedro,
e
a
missa
a
musica
pelos
collegiaes
de
S.
Caetano
e
alguns
seminaristas,
bem
como
o ultimo responsorio.
Orou o
ex.mo
snr.
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes, vice reitor do Se
minário,
que
n
’
um
eloquente
discurso
fez
ver
que
o tributo
de
saudade
e
gratidão
significado
por
aquella sollemnidade,
era
devido
pelas
duas
communiiades
—do
col
legio
dos
orfãos,
e
Seminário
Conciliar,
á
memória
do
finado
arcebispo,
por d’
elle
terem
recebido
grandes
favores
e
protec-
Ção.
Findo
o sermão
procedeu-se
ás cinco
absolvições
ao
sarcofago,
por
serem
exe
quias
d
’
um
prelado,—
consoante
o Ponti
fical
Romano.
Os
officios
divinos
eram
cantados
por
uns
trezentos
ordinandos,
vestidos
eccle-
siasticameute,
—
o que era
d
’um
effeito
imponente.
O
templo
achava-se
adornado
singela
mente,
mas
com
aquella
magestade
pró
pria
do
acto.
Cituiara
de
Ijisboa.
—
Procedeu-se
no
domingo
passado,
na
capital,
á
elei
ção
da
camara,
que
ficou
composta
dos
snrs:
Visconde
de
Alemquer
—
Victoriano
Es-
trella
Braga—
José
Carlos
Nunes
—
Dr.
Joa
quim
José
Alves—
Zofimo
Pedroso
Gomes
da
Silva
—
José
Tedeschi
—
José
Gregorio
da
Rosa
Araújo
—Rodrigo Affonso
Pequito
—
Antonio
José
Pereira
Serzedello
Júnior
—Dr.
José
Maria Alves
Branco
Júnior
—
José
Elias
Garcia
—
Francisco
Romano
d
’
Al-
meida
Camara Manoel.
Audiências
geraes.
—
Foram
julga
dos
os
seguintes
indivíduos,
nos dias
lam
bem
em seguida designados;
Dia
23.
Victorino
Pereira,
casado,
ta-
manqueiro,
da
freguesia
de Figueiredo,
accusado
do
crime de
offensas
corporaes.
Condemnado
a
2
mezes
de prisão e
custas
do
processo.
—
José
da
Costa
Guimarães,
lambem conhecido
por
José
Ferreira,
ca
sado,
calceteiro,
do
logar
de
Santa
Tecla,
freguesia
de
S. Victor,
accusado
do
crime
de
ferimento.
Absolvido.
Dia
24.
Cesar
Augusto,
solteiro,
co
cheiro,
da
freguesia da
Sé,
accusado
do
crime
de ferimento.
Condemnado
a
8
dias
de
prisão
e
custas
do processo.
Tlientro.
—
Não
se
realisou
ante-hon
tem
a
recita
que
annunciamos,
e
que se
ria
dada
pela actriz
Pezzana.
Anniveraario
natalício.
—
Perfez
hontem
15
annos
a
Sereníssima
Senhora
D. Maria
Antonia,
6.
a irmã
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
Noticias
de
Roma.—
Continuam
a
ser
satisfatórias
as
noticias
de
Roma:
d’
um nosso
collega transcrevemos
o
se
guinte:
O
Santo
Padre,
vae
bem.
Todos
os
dias
ao
meio
dia,
apparece
na
sala
do
consislorio
levado
em
cadeira,
e
falia
aos
fieis, o
mais
das
vezes
em
francez.
O
Papa
recebeu
no
dia
21
os
peregri
podíamos
ter
aqui,
onde
não
temos
domi
cilio;
mas
não
podemos
ficar
silencioso
dian
te de
tanto
descaramento,
de
tanto
cy-
nismo,
de
tanta
hypocrisia
revoltante,
de
tanta
falta
de
caracter
e
de
consciência.
Não
podemos
deixar
de
protestar
com
todas as
forças,
de
que somos
capaz,
contra estes desregramentos
e
falta
de
respeito
á lei,
partissem
d
’
onde
partis
sem.
—
Esquecia-me
dizer-lhe
que
tem
aqui
estado
a eminente
atriz Pezzana,
mas qua
si
ninguém
lá
tem
ido
porque
a
eleição
absorveu todas
as
attenções,
e
a nonte
de
domingo
passou-se
desordeiratnenle
nos
templos.
O
thealro
foi
na
Sé
Nova
e
em
Santa
Cruz.
A’
ultima
hora.
—
Terminou
o
escrutí
nio
em algumas
assembleias.
O
resultado
de
todas
tem
sido
favorá
vel
á
lista
da
opposição
(dr. Lourenço).
Nas
assembleias
da
cidade
só
acabará
para
o
fim
da
tarde.
Todavia
a
opposição
conta
vencer
por
grande
maioria.
O
vencimento
é certo.
Um
académico,
bacharel.
nos
de Carcassona
e
lhe?
dirigiu
um
dis
curso
em
francez.
Felicitando-os por
terem
vindo
a Roma
n
’
este
momento
em
que
a
França
aíOicla
atravessa
vicissitudes
inte
riores
mui
graves:
Viesteis
aqui, disse elle,
onde
os
homens
que se
dizem
amigos
de
sua
palria e que
o
não
são,
na
realidade,
senão
amigos
de
sua
barriga,
ameaçam
a
Santa Sé,
que
é
o
centro
do
catholicis
mo:
Exclamemos
Domine
salva
nos
peri~
mus.
A
vossa cathedral
é
dedicada
a
S.
Na-
zaire,
que
converteu
o
pagão
Celso.
Es
peramos
da
sua
in
ercessão,
que
aquelles
que
perturbam
a
sociedade
se
convertam
igualmente.
-Pedi peio
successor
de
Pe
dro.
Eleições
nns
Egtniloa
PontiA-
cíoh
.
—
«O
«Times»
diz,
por um
lelegram-
ma
de
Roma,
saber
que
uma
grande
consternação
se
apoderou
dos liberaes,
(digo antes
dos
libertinos),
em
consequência
do
resultado
das
eleições
para
o conselho
geral
da
província
de
Roma. Esta
conster
nação,
provem,
diz o
«Times»,
de
que
os
candidatos
<>catholicos»
venceram
quasi
por
toda
a parte.
Na
mesma
Roma, sobre
dezese.is
eleições,
nove
foram
favoráveis
aos
candidatos
clericaes.
Entre
os
elegi
dos,
notam-se
personagens
conhecidos
por
suas
convicções
cathoíicas,
taes
como
o
príncipe
de
Borghese,
o
principe Buon-
compagni, o
conde
Campello,
o
duque
Cesarine,
o
conde
Philippani,
etc.
O
«Ti
mes»
accreseenta
que
alem
destes
nomes
tão
conhecidos,
ha
os
d
’
outros
príncipes
romanos
e
outros
calholicos
notáveis.
«0
«Standard»,
publica
pela
sua
parte,
o
seguinte
telegramma:
As
eleições
para
o
conselho
geral
da
cidade
e
da
província
de Roma
foram
hontem
de
grande
vicloria para
os
cleri-
caes:
a cidade
elegeu
9
clericaes,
6
mo
derados
e 1 radical;
a
província elegeu
12
moderados,
9
clericaes, 4
radicaes
e
1
duvidoso».
Bom
é
que
o
povo
se vá
desenganando
de que lado
estão
o
seus
verdadeiros
in-
tei esses.
Despachos.—
O
«Diário»
publica
os
seguintes
despachos:
O
presbytero
Armindo
Augusto
Leal
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Beire,
diocese
do
Porto.
O
presbytero
Manuel
da
Silva
Carva
lho
—apresentado
na egreja
parochial
de
Santa
Eulalia
de
Lameilas,
diocese
do
Porto.
O
presbytero
Miguel
Anlonio
da Fon
seca
e
Sousa, parocho
collado
na
egreja
de
S.
Bento,
de
Aldeia Nova,
diocese
de
Beja—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Martinho
das
Amoreiras
da
mesma
diocese.
O
presbytero
João
José
Pinto
—
apre
sentado
na
egreja
de
Nossa
senhora
das
Neves,
de
Brinxes,
diocese
de
Beja.
O
presbytero
José
Pedro Semedo
Di-
niz,
parocho
collado na egieja
de S.
João
Baplista
de
Cazevel,
diocese
de
Beja
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
do
Bom
Successo
do
1’
orrão, da
mesma
diocese.
O
presbytero
Carlos
Augusto
Botelho
Palma,
parocho
cofiado
na
egreja
de
S.
Sebastião de
Gomes
Ayres,
diocese
de
Beja
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Visitaçâo
de Vilh’
Alva,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Manuel
Pereira
do
Valle
—
apresentado na
egreja
parochial
de
Santo
André
de
Barcellinhos,
dio
ese
de
Braga.
O
presbytero
Manuel José Alves
de
Pina, parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Maria
de
Nine, diocese
de
Braga
—
apre
sentado na
egreja
parochial
do
Salvador
de
Delães, da
mesma
diocese.
O
presbytero
Domingos
de
Magalhães
Silva
e Barros,
parocho collado
na
egreja
de
S.
Paio
de
Guimarães,
diocese
de
Braga
— apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
fhiago
do
Gavião,
da
mesma
dio
cese.
O
presbytero
José
Antonio
Mendes
—
apresentado
na egreja
parochial
de
S. Pe
dro
da
Queimadella,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
José
Joaquim
Alvares
Guedes,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Gonçalo
de
Villas
Boas,
diocese
de
Braga
—
apresentado
na
egreja parochial
de
Santa
Iria
de
Valoura,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Thomaz Joaquim
de
Al
meida,
bacharel formado
em
theologia,
e
parocho collado
na
egreja
de
Nossa
Se
nhora
de
Entre as
Vinhas,
da
Villa
de
Mertolla,
diocese
de
Beja
—
apresentado na
egreja
parochial
de Santo
André
de Mafra,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero
Manuel
dos
Santos
Lou
reiro,
parocho
collado
na egreja
de
S.
João
de
Ver,
diocese do
Porto
—apresen-
lado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
da
Cova,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Manuel
Ribeiro
Carneiro
e
Mello, parodio
collado
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Collos,
diocese
de
Beja
—
apresentado
na
egreja
parochial
do
Salvador
de
Valladares, dio
cese
do
Porto.
A
’
s
pessoas
caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S Pedro
de Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
enlrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum allivio,
soccorrendo-a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’s
almas
caridosas.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
app!icar-se
a qualquer
trabalho,
lucta
com a miséria
extrema.
Appeío á
caridade.
—
A
entrevada
Maria Anlonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem agora
os
seus
padecimentos
mais aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra poder
tratar-se
no pouco
tempo
que
lhe resta
de
vida. Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da
rua.
VARIEDADES
Afira
de
não
ir parar
ao
limbo
do
esquecimento
—
com
grandíssimo
prejuízo
das lettras
portuguezas
—uma
preciosidade
maravilhosa;
transcrevemos
do
finado
pe
riódico
«O
Independente»
o seguinte
fo-
Melún-perola
do
snr.
Manoel
Bernardino
da
Cunha
e
Silva.
(Não
vai
gargalhar);
Braga,
a
linda
Cintra do
nosso
Minho,
está
dando
para
o
Gerez,
Taipas
e
Vi-
zella
grandes
destacamentos familiares;
muita
gente
por
esta
occasião
se
vae
ba
nhar
nas
«piscinas»
sulphureas
para
mo
dificar
certos
e
determinados
males
phi-
sicos.
As
reacções religiosas
vão
excitando a
piedade
entre
os
fieis,
assim como
as
procissões
vão
sendo
reguladas
por
essa
portaria
do
nosso
intelligente
governo
que
serve
de
thermometro
com
a Biblia
aberta
para
marcar
as
leis
da
deceucia;
veremos
se
estas
cousas tam
melindrosas
entrão
no
regu
lamento
da
ordem
publica.
Também
é
um
facto
saliente
entrar
nas columnas
da
revista
de
Braga
a
fes
tividade
consagrada
ao
grande
patriarcha
do
Occidente,
a
esse
sancto abbade
in
stituidor da
ordem
benediclina.
As
frei
rinhas
do
convento do
Salvador
felicitaram
o
seu
sancto
monge
monástico
em
um
dos
seus dias
de
commemoração
que
a
Saneia
Egreja
destinou
para a
sagrada
ceremoma.
Era
um
ceu
aberto
ouvir
estas
vozes angélicas
cantar
louvores
ao Senhor
em honra
d’
esle
Bento
Sancto
a
quem
a
Europa
civiltsada
tanto
deve.
Também
é
digno
de
contar-se
que
se
poseram
tréguas
á
guerra;
as
armas
alha
das
devem
estar
ensarilhadas
no centro
do
seu
arraial,
olhando
os
soldados
valen
tes
de
braços
crusados
para
a
bandeira
decisiva
que
breve se
deve
arvorar
nas
austríacas
fronteiras
de Francisco José.
Deus
queira
que
esta gente
que
ainda
se
acha
a
postos
nas
suas
fortificações apa
guem
as
morracas que
ainda apontam
para
as
suas
arlilherias,
e que
o
pendão
da
independência
e liberdade
seja
levan
tado
nos
dous
campos
inimigos
com
o
brado
esperançoso
da
paz
geral.
Domingo
é a
procissão
da
Virgem
Mãe
de
Deus, prolectora
da
exlincta
ordem
Carmelita.
Dizem
que
estão
dadjs
as
pro
videncias
por
mezanos
tam
illuslres
como
intelligentes
para
que
este
préstito reli
gioso
seja
com
toda a
deceucia
e
mages-
tade.
Não
sei
dizer
a
quegraos tem
chegado
o
calorico,
leitores,
porque
não
lenho
a
«sonda»
competente,
o
que
sei
é
que
só
ás noites nos paredões
da
Senhora
a
Branca
é
que
a
brisa
suave
refresca
o
hydraulico
do
«phisico»
de muita
gente
que
por
alli
se
reune.
Quizera
fazer uma descripção
dos
mais
encantadores divertimentos
da
nossa
ler-
ra,
mas
por
hoje
nada
me
vem
«a
pello,»
porque
estou
sem
«muza»;
só
digo
que ás
noites
em
que toca a
muzica
á
porta do
commandante
do corpo
aqui
estacionado,
é
um
passatempo
muito
recreativo
não
só
para
as
damas
bracarenses,
mas
lam
bem
para os
seus
amanleticos
admiradores,
assim como
para
muita gente
de toda
a
ordem
social
que
toma
parte
n’
este
tam
deleitante
divertimento.
Direi
mais
por ultimo que a
nossa
Braga
olha
ufana
e
risonha
para
todo
o
seu
dislricto
porque
tem
ao
seu
lado
um
chefe
tam
illuslre
como
sabio,
que
por
sua bondade
sabe
grangear
a
estima
e
sympathia
de
lodos
os
seus administra
dos.
Adeus,
leitores,
resae
o
vosso rozario
para
que
o
Altíssimo
olhe
com
olhos
pro
pícios para as nossas
searas,
e
que
af-
faste
este
mal
terrível
que
ameaça
as
nossas
vinhas.
Até
á
volta.
M.
Bernardino
da
C.
e
S.
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V. Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna do
Caa-
teSlo,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Anlonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J.
da
Silva, drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaflel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
)
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225
a
227.—
Ponte
do Li
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
do
Varzisn,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.—
Villa
do Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
SAU3E
Á TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVALESCIÈRE
DL'
BARRY
de
Londres.
80
annos
d
’
i«avariKvei iraeeeMO
5
Combatendo as
indigestões (dispe
psia)
gastrica.
gastralgia,
flegma,
arrotos,
ílatos,
amargor
na bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos, irritações
intestinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asihina,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal dos
nervos,
diabelhes,
debilidade,
to
das as desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
muco
sa, do cerebro
e
do
sangue.
83
000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
exm.
a
snr.a
marqueza
de
Bre-
han,
de
Lord
Sluart
de Decies,
par
d
’
ln-
glaterra,
do
doutor e
professor
Wurzer,
etc., etc.
Cura
n.°
63:476.—Mr.
Comparei,
cu
ra,
de dezoito
annos
de
gastralgia,
de
sof-
frimentos
d
’
estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74.422.
—
Prostração.
—
Bald-
vvin, da mais
completa
decadência
de
saú
de,
de
paialysia
dos
membros
por
eíleito
e excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.
—
Verdum,
16
de
ja
neiro
de
1872.—
Havia
cinco
annos que
soflria
graves iucommodos
no
lado
direito
e
na
cavidade do
'estomago,
más diges
tões
etc.
Não
hesito
em
certificar
que
a
sua
Revalescière
me
salvou a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do 63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'
e
Martin,
de
amenorrhea.
Suppressão
de
menstruação
e
dança de
São
Gtiido,
declarada
incurá
vel.
perfeitameote
curada
pela
Revales
cière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe-
ninsula
:
Em caixas
de
folha
de lata,
de
*/
4
kilo.
300
; de1/í
kilo 800
rs
;
d#
um kilo,
l$4O0
res;
de
2
*/
s
kilos,
3$200
reis;
de 6
ki
los,
6$400; e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
HevaleBesère
cSioeclaíaiíwi
ella
res-
titue
o
appéttite,
digestão,
somao,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas, e
sustenta dez
vezes
mait
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chaveoa.
DD
BARBY
A
C.
a
LIMITED.
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streel,
Londres.
Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Central ;
snr.
Serzedello &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Bauharia,
77.
DEPOSITOS ENTRE DOURO
E
MI-
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Espectaculo
de
gala,
em
commemora
ção
ao dia
l.°
de
Dezembro
de
1640.
Em
beneficio,
o
drama
em
2
actos
e
3
quadros
OPPRESSÃO
E
LIBERDADE.
A
comedia
do
snr.
Pinheiro
Chagas,
em
1
acto
QUEM
DESDENHA.
N.
B.
Os bilhetes
achar-se-hão
á venda
na
casinha
do
lheatro
desde
o
dia
20
do
corrente
em
diante.
Despedida
e
agradecimento.
Joaquim Maria
Alves,
ex-chefe
da
es
tação
do
caminho
de
ferro
d
’
esta cidade,
tendo
sido nomeado
para
idêntico
logar
na
de
Campanhã
(Porto),
para onde
teve
de partir
immediatamente;
por
este
meio
se despede
de todas
as
pessoas
que
o
honraram
com
a
sua
amisade,
assim
como
agradece
todas
as
attenções
que
durante
a sua
estada
aqui
lhe dispensaram. A
todos
os
seus
amigos
offerece
o
seu limi
tado
préstimo
na
localidade
referida,
ou
onde
se
achar.
(628)
CONVITE
Os abaixo
assignados
mandam
hoje,
quinta-feira,
27
do
corrente,
por
11
ho
ras
da
manhã
rezar
uma
missa
na
real
egreja
de
Santa
Cruz
por
alma de
seu
estimado
irmão
o
exm.0
snr.
Jacome
Bor
ges
Brandão.
Porisso
pedem
aos
seus pa
rentes
e amigos,
e aos
do
finado, o
obsé
quio
de
assistir
a este
acto
religioso.
Braga,
28
de
novembro
de
1877.
Maria
Ignacia
da
Conceição de Faria
Ma
chado
Pinto
Roby de
Miranda
Pereira
José
Borges
Pacheco
Pereira
de Faria.
DINHEIRO A JURO
Na
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz, ha
para
dar
a
juro
de
5
0(0 reis
630^000.
A
pessoa
que
os
pretenda,
dan
do
boa
hypolheca,
póde
fallar
com
o
se
cretario
da
mesma no
Seminário
de
S.
Pedro,
d’
esla
cidade.
(631)
Reunião
de
credores
Pelo
juiz
commissario
da
massa
fallida
de
Oliveira
&
Filho, d’
esta
cidade,
foi
designado
o
dia
7
do
proximo
mez
de
dezembro
para
ter logar
a
reunião
dos
credores do da
fallencia
afim
de
delibera
_
rem
sobre
o projeeto da
concordata
apre
sentada;
o que se
faz publico
para com-
parecimento
dos
mesmos,
por
si,
ou
por
seus
procuradores,
que em
tal
caso de
verão
vir
munidos
de
procuração
com
po
deres
bastantes
e
especiaes
para
esse
fim,
e
ter
em
vista
a
disposição
do
art. 1204
do
Cod.
Commercial.
O
curador
fiscal
(630)
José
Antonio da
Silva
Gomes.
Fallencia
de
José
Custodio Ribei
ro,
a’esta
cidade
São
convidados
pelo
presente
annuncio
todos
os
credores d’
esla
fallencia
afim de
se
reunirem
no tribunal
do commercio
d
’
esta
cidade
no dia
5
de
dezembro
pro-
ximo futuro,
pelss
10
horas
da
manhã,
no
largo
de Santo
Agostinho,
para
se
pro
ceder
á
verificação
dos
créditos
e
mais
diligencias
legaes.
Os
documentos
devem
vir
sellados,
e
ninguém
poderá
ser
pro
curador
de
dous
credores,
on
procuração
feita
a
credor
do
Ia!lido: art.
1204
do
Cod.
Commercial.
Braga
26 de
novembro
de
1877.
O
curador
fiscal
(629)
Mandei
João
de
Faria.
O
COUPON PRIMA
|
A
IMMACULADA
CONCEIÇÃO
=
í
o
?
Exemplares.
„
o»
l'niuo Parisiense «le
Relias
-a
—
Artes
■ÇR
-U
BOULEVARD
DE LA MADELEINE,
17,
“
«
PARIZ
g
B
®
2
Representante
em Madrid
=.
Dlivar,
ffl—«.°
®
Tendo
desapparecido,
por
occasião
do
incencio
no
mosteiro
de
Rendufe
a
pro
missória
n.°
15438,
da
quantia de
715$750
reis,
passada
pala
Gerencia
do
Banco
do
Minho,
em 17
de
julho
de
1877
a praso
de
6
mezes,
com
vencimento
para
17
de
janeiro
de
1878,
a
favor
de
João
Martins
uage,
ou
Domingos
Martins,
reitor
da
freguezia
de Rendufe,
previne-se
a
quem
a
achasse
de
que
com ella
não
póde
fa
zer transaeção
alguma;
pois
que
a
referi
da
promissória
não
póde
ser
paga
senão
a
qualquer
dos
abaixo
assignados,
para
o
que já
se
preveniu
no
mesmo
Banco
do
Minho.
João
Martins
Lage.
(627) O
reitor
Domingos
Martins.
PROFESSOR
DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar a
esta
cidade
um
arofessor
com
muitos
annos de pratica
de
ensino
do
curso
completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das
dis
ciplinas,
como:
escripluração
mercantil
ge
ral
ou
especial, contabilidade commercial,
systema
monetário
e cambial,
metrologia
universal;
geographia,
historia
e
direito
commercial;
algebra,
economia
política,
dezenho,
callygraphia,
lingua»,
etc.
Está aberta
a
matricula
até ao
1.° de
dezembro,
dia em
que
se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe
—2^300
(Curso
diurno
Particularmente
—4$3OO|
e
nocturno.
Rua
do
Conselheiro
Januario,
31.
(622)
ibwíbo
O
bacharel
Constamino Ferreira de
Al
meida
abriu o
seu
escriptorio
de
advocacia
no
Campo
de
Santa Anna
n.°
28,
lado
de
cima.
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
|fóõ|Í
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
fibA
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a,
pretender
falle
com
seu dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
CREADA
Para casa
de
pouca
familia
precisa-se
de uma
creada,
já
de
edade
adiantada,
e
de
bom
comportamento.
Falle
á
rua
do Alcaide n.°
4,
das
3
ás
5
da
tarde.
BiPiim
®,
Rua doa
Capellista«=Campo
de D.
Luiz I.
Dá
parte
ás
suas
ex.ra3s
freguezas
e
freguezes
que
acaba
de
receber
um
lindo
e
variado sortimento
de fazendas
próprias
para
a
presente
estação
de
inverno.
Fazendas
de
lã de <20,
140,
200,
240
o
covado
e
mais
elevados
preços.
Ditas
em serguilhas
e
matallassés
de
120,
140,
210
e
500
reis o
covado.
Pannos
para
casacos
de
senhora.
Capas
de
casimira, duas
faces
desde
80000
a
120000
reis.
Ditas
de
uma
face
desde 40500
a
70000
reis.
Saias guarda-lamas
desde
10800
a
50000 reis.
Fichus de
merino,
bordados
a
seda,
desde
30500
a
tifiOOO
reis.
Regallos
de
pelle desde
20500
até
50000.
Pelatinas
ao
metro
a
10200
reis.
Cuias
modernas.
Tranças
de
cabello.
Sapatos
de
feltro
para
homem
•
se
nhora
desde
800
até
20000
reis.
Ditos
de
liga
para
homem
a
550
reis.
Ditos para
senhora
a
480
reis.
Ditos para creança
a
300,
320
e
360.
Cm
grande
lote
de
chitas
a
80 reis
o
covado.
Um
dito
a
90,
100
e
110
o
covado.
Casacos
e
capas
de
malha
para creança.
Lenços
de
malha.
Mantas
e
gravatas para
homem
e
se
nhora.
Meias
de
lã
de
côr
e branca
para
se
nhora
e creança.
Ditas
d
’
algodão, desde
100
até
400.
Coturnos
de
lã
de
côr
e
branca para
homem.
Guarda-chuvas
para homem
desde
20000
até
40500
reis.
Ditos para
senhora, de
10200,
10500,
10800,
200(0,
30000
e
40500.
Mantas
d’
agasalho
para
homem
desde
10200
a 20000.
Chanças
para homem
e
creança.
Coletes
de
malha
em
cores,
para
ho
mem
e senhora.
Camisolas
d
’
algodão
para
homem,
se
nhora
e creança.
Ditas
de
merino.
Ditas
de
laia,
linas e encorpadas.
Agoas
de
colonias,
soboneies,
cosmé-
tiques
e
pomadas
para
o
cabello.
Grande
deposito
de lunetas
e
oculos,
vista
curta
e
cançada.
Faz-se
recommen-
mendação
das
lunetas,
por
serem
muito
leves,
bca commodidade
e
aparato que
apresentam.
Saccas
de viagem
para
homem
e
se
nhora.
Casimiras para
fatos
de
homem.
Côrtes
de casimira para
calça.
Galões
modernos
para guarnecer casa
cos.
Guarnições
de sergaria,
com
vidrilhos
e
sem
elles.
Sapatos
de
borracha
para
homem,
se
nhora
e
creança.
Além
d’eslas, ha
muitas outras
fazen
das
da
estação
passada,
que soífrerão
grandes
abatimentos. E
’
só
na
antiga
e
acreditada
loja
de
João Baptista
Gomes
Ferreira,
á
rua dos
Capellislas
n
0 9
e
Campo
de
D.
I,
que
se
encontram
estas
pechinchas.
(625)
LOTEBIAIE
LISBOA
LOUREBÍÇ3 2XAHQ0ES IFAMEEiDA
Com
eatnbeleeimentc»
especial de loterins,
nfftauç:id«i
no
governo
civil
do
Porto.
RUA DAS
FLORES,
112
a
114,
PORTO.
N
’
este
feliz
e
muito
conhecido
estabelecimento,
continua
a
encontrar-se sempre
á venda,
os
bilhetes
e
mais
fracções,
os
quaes
se
vendem
pelos
preços
mais
mo-
dicos
possivel.
Satisfazem-se
promptamente
para
as
províncias,
quaesquer
encommendas
que
se
jam
feitas,
vindo
acompanhadas
da
sua
respecliva
importância,
em
vales
do
correio,
ou
estampilhas
do
mesmo,
ou
ainda,
em
quaesquer
bilhetes
que
n
’
outras
exlracções
hajam
sido
premiados,
mesmo
que
não
tenham
sido
comprados
n
’
este
estabelecimen
to; e
depois
de
cada
uma extracção,
remelte-se
(gratuitamente)
a lista
geral
dos
prémios a
todos
os
freguezes.
Igualmenle
se
satisfazem
encommendas
para
o
Brazil,
em pequena
ou grande
quan
tidade.
Em
quaesquer
terras
do
reino, onde
este
estabelecimento
não tenha
correspon
dentes
priviligiados,
se
aceitam correspondentes
mediante
as condições
usuaes.
Este
estabelecimento,
que
bem
pode dizer-se
um dos
mais
felizes
do
Porto,
tem
sempre
vendido
grande
numero
de
prémios,
pelo
que
se torna
recommendavel.
Lista
dos
prémios
maiores
vendidos
n'este
estabelecimento
desde
o
principio
do
corrente
anno,
até
fim
de
setembro
ultimot
Na
22.
a
extracção,
em
1
de
fevereiro
n.°
4018
com
1000000
»
23.»
9
9
9
>
»
1866
9
10-0000
»
28.®
J9
>
27
de
março
>
1207
»
1000000
9
9
»
»
>
»
»
1860
9
1000000
9
3O.a
9
9
14
de
abril
»
1228
9
1000000
»
31.
a
9
9
24
»
»
2253
9
1000000
»
n
9
9
9
»
2258
9
1000000
9
32.
a
9
9
2
de
maio
» 2012
9
5:0000000
9
9
>
»
9
»
1179
»
4000000
» 33.
a
9
9
11
»
»
2289
>
1.0000000
9
>
>
>
»
»
172
9
1000000
9
34
»
>
0
19
»
»
1932
9
1000000
>
35.
a
»
>
29
>
> 4014
y
5:0000000
>
36.
4
9
»
5
de junho
»
1871
9
1000000
9
38
a
>
0
23
»
>
177
9
1000000
D
2.
a
9
>
12
de
julho
»
2032
>
6:0000000
>.
3.
a
>
»
21
»
»
2004
9
1000000
>
4.
a
»
>
1
de
agosto
»
2299
9
2000000
»
9
9
9
9
»
1347
9
1000000
9
6.
a
9
>
21
»
»
1248
u
1000000
»
7.
a
9
9
30
»
»
1735
9
1000000
9
>
>
9
»
9
»
3761
»
1000000
9
10.a
9
»
29
de
setembro
»
2341
9
2000000
>
9
>
9
9
>
»
1076
9
1000000
(614)
OOLUCIO K
Ã>.
II
W®
RUA DA ESPERANÇA,
N.° 224
DIRECÇÃOt
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello,
proprietário
e
direclor
geral
João
Raptista
Ferreira,
director
gerente.
O Collegio
está
estabelecido
n
’
um
edifício vasto,
bem
situado,
com
bom
recreio,
e
quartos
separados
para
os
alumnos.
A
recommendação
d
’
esta
casa de
educação
faz-se
pela sua
exislencia de
qua
renta annos,
com créditos
hem
estabelecidos.
E
’
um
estabelecimento
completo.
A
sua
direcção
continuará
sempre
zelosa,
e
o
seu
corpo
docente é
o
mais
sé
rio
e
instruído.
Os
estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
Collegio.
Lisboa
28
de
Outubro
de
1877.
O
Director
Geral,
(44-n-)
Joaquim
Lopes
Carreira de
Mello.
CIRURGIÃO WEM1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
fíua
de
S.
Marcos n.°
49.
braga
.
Faz
tudo quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e,
continua
operando grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
Solicitador—
A.
Lopes
da
Gama
Eseriptcrio—Taypaas
n.°
*
—
Porto
(613)
FILIAL
Dâ CAIXA
ECONOHICA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
âOO:UOO0O0O
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra
so
ou
á ordem
abonando
juros
conven
cionáveis.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreiriniia.
modos
decentes, e
com quintal
ou
quin
talejo.
Faliar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
5.
(624)
CBHIJESGÍî
DENTISTA
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda
a
hora, tanto de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
Linimento
BOYER-MICHEL para
caval-
los, fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ichbl
, pharm a-
ceutico em
Aix (na
Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa
o snr. Barreto, Loreto, n.° 28 —30.(25)
Precisa-se
de
um
homem para
assen
tar
praça
por
um recruta.
Para tractar
na
jua
do Alcaide
n.°
11
(608)
Pretende-se
alugar
uma
casa n
’
es-
ta
cidade
ou
arrabaldes (preferindo-se
na
freguezia
de
S.
Pedro),
com
alguns com-
DINHEIRO
A
JURO
Na
confraria
do
Santissimo sacramento
de
S.
João
do
Souto,
d’
esta
cidade,
ha
para
mutuar
a
quantia
de
6000000
reis.
O secretario
(626
Antonio
Alexandre
Pereira Maya.
ímoiua
I
^RUÁ
DE
S.
MARCOS,
N.õ.|
||
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
g
|
Vende
olio,
tintas
e
J
g
vernizes
para
pinturas
de
|
dade.e
preços
muito
resu-
g
midos.
®
&
no
para
vedar
aguas,
ges-
á
§
so
para
estuques de
ca-
5
2
sas,
tudo de primeira
qua-
|
W
lidade.
LIÇE3Õ
DA
LINGUA
FRANCE2A
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
offerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar
grammaticalmente
em
sua
casa
e
ca
sas particulares,
elementos
da
lingua fran-
ceza
comprehendendo
lêr,
escrever,
tra
duzir e
faliar
a
dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
Acções
e
promissórias
de
baneoi
e
companhia*
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
ie
Sousa
n.°
9.
(510)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
