comerciominho_29091877_694.xml
- conteúdo
-
FOI.IIV
COMMEUCIAU
b
MEMGIOSA
E
NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
........................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS, QUINTAS E SÃBBÃDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
».....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso................................
-t
N.°
694
10
BRAGA-SAOOa
S9 OE
SETEnimO
DE
ASS»
Meza
da
Misericórdia.
Temos
sido arguidos,—
-por
alguns
ami
gos,
e
assignantes
d
’esle jornal—de
não
sermos
hoje
coherentes
com
o
que
n
’
outro
tempo
dissemos,
neste
logar,
respeitante
ao
ex.
m
°
snr.
marquez
de
Vallada, actual
governador
civil
d
’
este districto.
Nenhum
fundamento
tem
similhante
arguiçã".
O
nosso
ptocedimcnlo
d
’
hoje,
é
o
mesmo
de
hontem.
Ha
doze
annos
que
conhecemos
pes-
soalmenle o
ex.
ino
marquez de
Vallada,
e
desde
então
até
hoje
s.
exc.
a
nos
tem
honrado
com
a
sua
amisade,
—
dislineção
que
nem pública, nem particularmente
julgamos
haver
desmerecido.
Como
homem,
o
ex.
mo
marquez
de
Vallada
é
um
perfeito
cavalheiro,
e
pos-
sue
as
qualidades
mais
inestimáveis;
como
governador
civil,
porém,
—
dizemol-o
com
profunda
mágoa
—
tem, quiçá
por
mal
aconselhado,
commetlido
faltas
que
não
podemos
deixar
de
censurar.
Não
falíamos
da
marcha
polilica
que
s.
exc.
a
tem
seguido,
pela
qual
nem o
louvamos,
nem o
vituperamos:=«é
questão
inteiramente alheia aos
nossos
prmeipios
e
sentimentos.
Nós
sómente
nos
referi
mos
aos
actos
administrativos de
s.
exc
a
os
quaes
tenham
relação
com
o
interesse
publico.
Porisso,
não
tem
sido
a
inspira
ção
da
lisonja,
a
que
não
sabemos
sacri
ficar;
mas
o
sentimento
da
justiça,
ver
dadeira
estima
e
consideração,
o
movei
que
nos
ha
impulsado
a
louvar
alguns
d
’
esses actos.
Entre
as
resoluções impensadas
do
snr.
governador
civil, avulta aquella
ultima-
mente
praticada
com
a
Meza
da
Santa
e
Real
Casa
da
Misericórdia
d
’
esla
cidi-
de.
D
’
alli
somos
irmão
ha
quarenta
an
nos,
e
temos
a honra
de
ser
contado
entre
os
sessenta
que
concorreram
com
o
seu
voto
para
a
eleição
da
Meza
recentemente
dissolvida,
e
pela
stricla
legalidade
da
qual
eleição
pugnaremos
sempre, cumprin
do
as
imposições
da
nossa
consciência.
Porisso,—
além
de
franquearmos
as co-
lumnas
d
’
esta
folha
aos
que,
satisfazendo
á
lei,
quizerem
tractar
d
’
esta
questão,
—
daremos
publicidade
a todos os
documen
tos
a ella
referentes,
principiando
pela
representação
que
a
Meza
dissolvida
(e
sem
ter
íunccionado
!) dirigiu
ao governo.
Segue
a
representação.
a
meza
eleita
e
creava
uma
commissão
i
administradora,
que ainda
até
haje,
que
são
decorridos
mais
de
doze
dias, não
entrou
em
exercício.
São prova de
tudo
isto
os
documen
tos,
que sobem
á presença de
V.
Mages
tade
com
esta
petição.
Se
V.
Magestade
tivesse
noticia
circum-
stanciada
dos
motivos,
que
determinaram
este
Magistrado
administrativo
a
formular
o
Alvará
da
dissolução
da
meza,
eleita
em
conformidade
com o
seu compromisso,
con
vencer-se-hia
da
razão
e
justiça
com
que
não só
os
supplicantes
mas todos
os
Ir
mãos
da
Santa
e
Real
Casa
da
Misericór
dia,
em
numero
de
trezentos,
aproxima-
dainenle.
e
em
geral
os
povos
do
distri
clo
de
Braga,
lamentam
que
um indivíduo
qoe
foi
repellido tantas vezes
quantas
pre
tendeu
governar
este
districto,
que
tivesse
por
fim
ensejo
de
lograr
sua
pretenção;
e
convencer-se-hia
ao
mesmo
tempo
de
que
leem
n
’
este
districto
um
seu
Delegado,
que profana
e
annulla
o prestigio
da
au
thoridade,
desgosta
os
mais
respeitáveis
súbditos
de
V.
Magestade,
e corre
o
immi-
nente
risco
de
ser
algum
dia
desacatado,
porque
a
submissão
e
a
paciência
tem
seus
limites.
Bem
longe
estão
os supplicantes
de
pretender
irrogar
censura
ao
Exm.
0
Mi
nistro
do
Reino
por
ter
feito
a
escolha
d
’
es-
te
seu
Delegado;
são
bem
conhecidas de
todo
este
paiz
e
até
no
estrangeiro
as
no
bres
qualidades
que
exornam
este
elevado
ciracler,
e bem
conhecido
é
o
galardão
que
seus
distinctos
feitos
lhe
tem
merecido;
a
escolha
foi desastrosa,
mas
as
intenções
foram,
por
certo,
puras
e
rectas,
e
já
ho
je
estará
d’
isto convencido
o Exm.°
Mi
nistro
do Reino,
pelo
conhecimento que
deve
ler
dos
actos
aqui
praticados,
prin
cipalmente
pela
leitura
da
carta que
lhe
foi
dirigida
por
um deputado
da nação,
e
publicada
no
«Jornal
da
Manhã»
n.°
11:527,
del5d
’
este
corrente
mez,
carta que
expri
me
com
a
maior fidelidade e
nos
termos
mais
expressivos
o
bom
senso,
a
cordura,
a
prudência
e
dignidade
que
preside
aos
dedinos
do districlo
de
Braga!
No
alvará junto estranha
o
Governador
Civil
o
modo
porque
se
fez
a
eleição
da
meza
supplicante,
accusa
a
meza
do anno
findo
por
ler
acceilado
uma escriptura
de
reconhecimento
e
garantia
de
divida
do
ex-thesoureiro,
sómente
por
parte
de
seus
membros,
e
dissolve
a
nova
meza,
porque,
fazendo
parle
d
’ella alguns
dos membros
da
anterior,
que
assignaram
a dita
escri
ptura,
e
podendo
mover-se questão
sobre
a
validade
e
conveniência d
’
esta, vê na
possibilidade
d
’
este
facto
um
prejuiso
gra
ve
para
a
Misericórdia,
que,
diz,
querer
evi
tar
usando
da sua
authoridade.
Não
tem
este alvará
por fundamento
qualquer
irregularidade
que houvesse
na
eleição da
meza dissolvida,
porque,
como
se
vê
da
leitura
do
mesmo
alvará,
não
foi
esta
circumslancia
que deu
origem
a
esta
peça
ofiicial,
nem
podia
o
Governa
dor
Civil
lomar
similhante
facto por
pre
texto
para
exercer
sua
authoridade,
pois
que,
conhecer
da
validade
ou
nullidade
da eleição
é
attribnição
exclusiva
do
Con
selho
do
Districto,
como
Tribunal
Conten
cioso,
como
dispõe
o
n.°
4."
art. 280
do
Cod.
Administrativo
e
é
confirmado
pelas
Portarias
do
Ministério
do Reino
dirigidas
aos
Governadores
Civis
dos
districlos de
Evôra
e Vianna
do
Casiello
com
datas
de
27
e 30
de
dezembro
de
1871;
não
póde
ser
fundamentado
no
facto
de
ser
a
escriptu
ra
do
ex-thesoureiro
acceita
só
por alguns
dos
membros
da
meza
anterior, não só
porque,
qualquer
que
fosse o
numero
dos
que
acceitaram
a
escriptura
é
legal,
vali
da
e firme;
mas
também porque
se
o não
SENHOR!
Os
abaixo
assignados,
Provedor e
Me-
zarios
ha
pouco
eleitos
para
administra
rem
a
Santa
e
Real
Casa
da
Misericórdia
e
Hospital
de
S.
Marcos
da
cidade
de
Braga,
veem,
perante
Vossa
Magestade,
submissos
e
respeitosos
como
convém
a
cidadãos
que
respeitam
as
aulhoridades
constituídas,
mas
convictos
do
seu
direito
e
cheios
de
confiança
n
’
esle
e
na
recti-
dão
com
que
V.
Mageslade faz
justiça,
protestar e
reclamar
contra
a
violência,
que
lhes pretendeu
fazer
o
Governador
Ci
vil
do
seu
districlo.
Os
supplicantes
foram
eleitos
para
ge
rirem
a
administração
da
Santa
e
Real
Ca
sa
da
Misericórdia,
e
do Hospital
de
S.
Marcos,
da
cidade
de
Braga,
no
anno
cor
rente
de
1877
a
1878,
e
tomando
posse
da
sua
administração
em
o
l.°
do
corren
te
mez de setembro,
e
tendo decoriiJo
apenas
oito
dias,
foram
desagradavelmen
te
surpreheudidos,
sendo-lhes
administra
tivamente
communicado
um
alvará
do Go
vernador
Civil
do
districto,
que
dissolvia
fôra,
sobre
essa
meza
recairia
toda
a res
ponsabilidade.
da qual
não
póde
partilhar
a
meza
dissolvida;
e
não
póde
íinaimente
basear-se
o
referido
alvará
no
prejuiso
pre
visto
pelo
Governador
Civil
de poder-se
mover
questão
sobre
a
validade
da
escri
ptura,
e
ser
inconveniente
que
os indivíduos
que
a
assignaram,
como
parles
da
meza
transada,
fossem
de
novo
eleitos
para
a
que
foi
dissolvida,
porque
é visivel
que.
se
o
caso
imaginado
se
verificasse,
estes
indivíduos
por
um
duplicado
motivo
se
esforçariam
para
sustentar
a
validade
da
obrigação
contrahida,
vislo
que
n
’isso
não
só
interessa
a
boa
administração
da
San
ta
Casa
da
Misericórdia,
a
seu
cargo
pe
la
ultima
eleição,
mas
até a
responsabili
dade
que
lhe
caberia
como membros
da
pe
núltima
meza.
Senhor
!
fica
bem
claro
e
patente
que
não
foTam
os interesses
da
Misericórdia
o
alvo
a
que
mirou
o
Governador
Civil,
ex
pedindo
o
alvará
de
dissolução;
esta
peça
ofiicial
não tem motivo
que
a
justifique;
a
nova
meza
foi
dissolvida
oito
dias
de
pois
que
tomára posse,
e
sem
que
tives
se
praticado
ainda
alguma
de
suas func-
ções;
e
o
que
é
mais
notável,
talvez,
é
que
o
Governador
Civil, dissolvendo
a
me
za,
escolheu
para
presidente da
commis
são,
que nomeou,
dois indivíduos
que,
pe
la
ultima
eleição,
presidiam
á
administra
ção
tanto
da Misericórdia
como
do
Hos
pital.
e
taes
são
os
supplicantes
Henri
que
Freire
d’
Audrade
Coutinho
Bandeira,
e
Lourenço
de
Magalhães
Araújo
Pimen-
tel,
como
V.
Magestade
póde
verificar
con
frontando
a
acta
da
eleição
com
o
alvará
que
dissolveu
a
meza.
Os
supplicantes, reputando
o
referido
alvará
uma medida
despótica,
arbitraria,
absurda e
contraditória,
e
summamente
offensiva
dos
direitos
<jue
teem
os
irmãos
da
Misericórdia
a
escolher
o
pessoal
qne
a
deve
administrar,
e
dos
direitos
que
com
petem
á
meza
eleita
de
gerir
durante
o
tempo
da
sua
administração
os
interesses
da
sua
corporação,
acatando
profundamen-
te
as
ordens
da authoridade,
abstiveram-
se
das
foneções
a
seu
cargo
e
deram
co
nhecimento d’
esta
sua
resolução
ao Go
vernador
Civil,
mas
não
poderarr.
abafar
em
seus
peitos
o
desgosto
que
lhes
deu,
e
como
a
elles,
a toda
esta
cidade, esta
medida
governativa,
que
sob
o
pretexto
de
interesses
d
’uma
corporação,
tem
uni
camente
por fim saciar
pequeninas
pai
xões,
que
nunca
deviam
pesar
no
animo
do magistrado,
e
que
não
produz
outro
eíTeito
mais
que
não
seja
o
de
desacre
ditar
o syslema
que
nos
rege.
Senhor!
uma
nação
em
que
as autho-
ridades
se
elevam
acima
das
leis,
para
lerem
como
regra
dos
seus actos,
a
sua
vontade, quer caprichosa
e
mal
esclareci
da,
quer
aconselhada
por
pessoas
da mais
baixa
classe,
que
especulam
com a intri
ga
e sordido
interesse,
se
não está
ás
bordas
do
precipício,
caminha
para
elle
a
passos
largos.
Por
estes
motivos
os
sup-
plicantes
requerem
e
Pedem
a
V.
Magestade
se
di
gne
ordenar
que,
consideran
do-se
nullo
e
de
nenhum
ef
feito
ç
alvará
do
Governador
Civil,
que
dissolveu
a
meza
da Misericórdia,
eleita
para
o
anno
de
1877
a
1878,
entre
esta
em
exercício
das
suas
funeções,
como é de
toda
a
razão
e
justiça
E.
R.
M.
Braga,
24
de
setembro
de 1877.
Henrique
Freire
d'Andrade
Coutinho
Ban
deira
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber~
nardes
Lourenço
de
Magalhães
d
’
Araújo
Pimentel
José
Joaquim
d'Araújo
Corrêa
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior
João
Luiz
Pipa
Bernardino
José
da
Cruz
João
Fernandos
Valença
Antonio
Joaquim
Loureiro
Antonio
José da
Silva
Mello
João
Ferreira
Monteiro.
-----
w*
-«mxacw ....
A*
EAedaeçiio
do
aCoitimereio
do
Minho».
Londres,
21
de
Setembro,
1877,
Em
relação
ao
fallecimento
de
Thiers,
facto,
por
muitas
razões,
importante,
mas
especiaímente
pela
occasião
em
que
teve
logar;
e referindo-me ao
que
digo
na
car
ta ao
Apostolo,
das
duvidas que havia so
bre
se Thiers
era
com efleito
Christão
e
Catholico;
com
prazer tenho
que
acres
centar
um
facto
positivo,
consolador
pa
ra
os
Catholicos,
como
honroso
para
elle
Thiers.
Uma
pessôa
importante,
Catholica,
ec-
clesiaslica,
digna
de toda fé, agitaodo-se
em
sua
presença
a
questão,
se
Thiers
era
ou
não
religioso
e Catholico; citando-se
o
que
o
Weckly
Begisler
diz
a
esse
respei
to,
mas
ainda
dubitativamenle
um tanto;
a pessoa
mencionada
presente,
o
decidiu
peremptoriamente.
Afiirmou
ler
ella pró
pria
ouvido
a
Thiers
essas declarações
honrosas
e
Calholicas.
Não nomeio a
pessoa
mui digna
e
hon
rada,
de
cuja seriedade e capacidade res
pondo,
que d
’esta
sorte
fixou
a
questão,
em
sentido
que
deve
dar
gosto
a
todo
Catholico. porque
não
sei
se
desejaria
se
citasse
o
seu
nome,
e
seria
indiscrição
usal-o
sem
sua
permissão.
Espero
que
os leitores
do
Commercio
do
Minho
acredttarám
na
minha
palavra.
Como porém
todas
as
cousas
neste
mundo,
ainda
as
mais
satisfactorias
por
um
lado,
apresentam,
por
algum outro,
sua
mistura
de
fel—
aliquid
amari;
tam
bém
no
caso
presente,
me
resta
o
despra
zer,
de ir
assim,
de
alguma
sorte,
deitar
agoa
na
fervura
do
enthusiasmo
com
que
certos
philosoplws
e
espiritos
«fortes» de
Lisboa,
telegrapharain
a
Madama
Thiers
sua
grande satisfação d’
elles,
pela
heroi
ca
impiedade
com
que
julgaram
o
Mari
do
d
’ella
tinha
expirado.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Morte
de Thiers,
e
circumstancias
d’
ella.
II.
—i
Era,
ou
não,
homem
que
tinha
religião, e
Catholico?
Hl
—
Tenção
de
fazer-lhe
um,enterro
solernnissimo
á custa
do
Estado,
abando
nado
por
louca
perlenção
de Madama
Thiers.
IV.
—
Alteração
total
hoje
do
senti
mento
Inglez
a respeito
da
guerra
Turco-
Russa,
comparado
com
o
de
ha
um
anno.
Direcção
Ingleza
na guerra,
e
dinheiro
ln-
glez, provavelmente. —
Esperança
de
que
os
resultados
sejam
favoráveis
á Reli
gião.
V.
—A
Buzzwrrada
Italiana
pedindo
in-
strucções
a
Bismaik,
para
perseguir
a
Igreja
Catholica
de
mãos-dadas
com
a
Prus
sia.
I.
—O
ullimo
facto
que
recentemente
aqui
tem
causado
considerável
sensação e
interesse,
é
a
morte de
Thiers,
que
a
Providencia
quiz,
talvez,
impedir
de
vir
augmentar
ainda
os
males
que tanto
con
tribuiu
em
causar
á França
e
á
Europa.
Consistiram
primeiro
suas
culpas
em
aju
dar,
no
Constitucional,
onde
co.Ilaborou.
a
produzir
a
perniciosa
revolução Fran-
ceza
de
1830,
que
tanto
influiu
nas
se
guintes
da
Europa,
e
mesmo fora
d
’
eiia;
e
depois
a
sustental-as
e
desenvolvel-as,
de
mãos-dadas
com
os
Whigs
inglezes.
Além
d
’isso,
sem
elle,
as
probabilida
des
sam,
que,
em
1871,
a
França se
vol
veria
a
constituir
em
monarchia —
que.
di
gam
o
que
disserem,
é
a
fórma
de
Go
verno
accommodada
á
França e ao
ca
rácter
Francez;
a
que
póde
coinmunicar
áquella
nação
unidade,
de proposilos
e
de
acção,
que
é
d’
onde
procede
a
força e
a
grandeza
dos
Estados.
Ainda
na
vespera
da
sua
morte,
o
Dommgo, 2
do
corrente,
parece
esteve
oc-
cupado
em
compor
um Manifesto
que
in
tentava
dirigir
á
nação
Franceza
antes
das
eleições;
e
tinha
resolvido
voltar
a
Paris
de
Saint
Germain-em-Laye, onde se
acha
va.
no
mesmo
dia,
3,
em
que
faileceu.
Segundo
seu
costume
tinha-se
levan
tado
muito cedo,
e
passeado
no
terraço
em
frente
do
Hotel
du
Pavillon
d
’Henri
IV.
Almoçou
depois
mui
contente
e pa
recendo
em
óptima disposição. No
lim
do
almoço,
com
tudo, manifestou
symptomas
que
assustaram.
Mandou-se
vir
o
Medico,
este
mandou
vir
o
Cirurgião,
consultaram
ambos,
poseram
sanguixugas
ao
doente
atraz
das
orelhas,
mas
sem nenhum
ef
feito
curativo,
e
pouco
depois
expirou.
Parece
que
as
umcas
palavras
que
pro
nunciou
depois
do
ataque,
foram
em res
posta
a
Madama
Thiers;
perguntando-lhe
esta
^que
soflrimentos
padecia?
e
respon
dendo
elle:
—
«Não
é
nada;
isto
passará
lo
go».
Ainda
que
nada
mais
disse
depois
par
ceu
conscio
até
ao
fim
e
resignado,
expirando
mm
socegadamente.
No
mes
mo
dia
de
tarde
tencionava
conferir
com
vários
de
seus
amigos
políticos
e
pessoaes,
entre
outros
M.
Gambetta. O
incidente
e
desapontamento
devia
fazer
meditar
no
ca
so
os
que
com
elle
contavam,
para
com
seu
credito
e
auctoridade
apoiarem talvez
interesses
e
projectos
partidários.
O
fallecimento
do
ex-Presidente
póde
quiçá
contribuir,
na critica
occasião
aclual,
para
fazer
inclinar
mais
ou
menos
para
a
direita
ou
para
a
esquerda
a
balança
das
probabilidades
políticas.
No
meu entender,
on
antes
conjecturar,
parece-me
que
o
effeito
hade
ser
um
tanto
favoravel
á
causa
da
ordem;
quando
mais
não
fôsse,
por
diminuir
o
pezo e
influencia
de
Gam
betla
e
seu
partido,
que derivava
consi
derável
importância
da
opinião
que
vo
gava,
de
se
acharem
deaccordo
em vistas
e
cooperação
os
dois
personagens.
Eu
não
creio,
todavia,
que
a
alliança
on
accordo
entre
os
dois
fosse
tão
com
pleta
e
sincera
ou
cordial
como
alguns
imaginam
A
minha
razão
para
pensar
assim,
é
que
Thiers
fôra
sempre
antes
uma
das
columnas
e
notabilidades
do
Ur-
leanismo,
o
systema
favorito
da
bourgeoi-
sie,
que
não
era
no
meu
pensar,
bas
tante
republicano
para
contestar
a
Gam-
betla.
Greio,
portanto,
que
a
alliança al-
legada
dos dois,
era,
no
fundo,
mais es
peciosa
que
cordial.
Ambos
tinham
por
um
objecto
commum
deslocar,
se possi
vel,
Mac
Mahon
da
Presidência;
mas
creio
que
no
caso
d’
este
a deixar,
aspirariam
a
ella
os
dois
outros, cada
um por
seu
lado-
—
salva
a possibilidade,
que
Gambetta
por
ora
trabalhasse
para
o
outro,
que
ido
so,
não
poderia
occupar
por
muito
tempo
o
logar
em
que
o
grande
demagogo
espe
rasse
de
succeder
lhe.
Se
havia
cálculos
ou
combinações de
natureza
semelhante,
a
Providencia
Divi
na,
quiz
embargal-os.
e
tem
outras
ten
ções
em relação á
França;
de quem
tal
vez,
quer
apiedar-se,
e
dar-lhe
governo
e
condição
mais
firmes,
estáveis
e
accom-
,
rnodados
á
índole
nacional. Sempre
fui de
opinião,
que a
França,
a quem
se
não
pode
negar
um caracter
militar
soldades
co,
hade
prosperar
sempre
e
florescer
me
lhor
sob
um
governo
mais
analogo
e ac-
commodado
a
esse
caracter.
A.
R. SARAIVA.
{Continúa)
Isnheí
PSarton e Henrique
VIII.
Dedicou
o
Diccionario
Popular
Histó
rico
um
artigo
a Harlon
(Isabel)
no
fas
cículo
n.°
65; mas
infelizmenle
para
a
publicação
e
para os
seus
leitores,
aquillo
em
que
menos cuidou
foi
no
que
deve
ser
o
cuidado
unico
de
quem
quer
ensinar
ao
povo.
Esta
Isabel
Barton
era
uma
campo-
neza
de
Aldington,
(que
devia
ser
uma
aldeola
do
condado
de
Kent,
na
Inglater
ra).
que
nunca
foi
creada
de servir,
como
affirma
o
Diccionario,
até
porque
não
ha
via
a
quem servisse,
e que
nasceu
ca-
tholica,
ahi
por
1500
quando
toda
a
In
glaterra
era
catholica;
mas
teve
a des
graça
de
se
topar
coin
Henrique
VIII,
o
Nero
e Barba-Azul
do
XVI
século,
que
se
constituiu
a si
e
aos
seus
descenden
tes,
machos
e femeas.
Papas
da
egreja
protestante
da
Inglaterra:
com
aequies-
cencia
dos
inimigos do
Papa-Rei
Outros
tantos
motivos
para
que
o Diccionario,
não
só
tratasse
a
mulher
com
despreso,
mas
também
lhe desse
as
provas
de
aver
são,
dando-lhe
calumniosamente
por
amante
o
doutor
Brocking, ou
Bocking.
Não
duvidamos
suppor
que
esta
ca-
lumnia
do
«dr.
Bocking
amante
da
inspi
rada»,
a
lesse
o
articulista
n
’alguma
h-
vreco
torpe
dos
que
se
produzem
nos
tempos
revoltos,
e
ainda tnais
nestes
nos
sos.
e sem
reflexão
a
copiasse;
mas
esta
mesma
desculpa
desvirtua
muito
a
publi
cação.
que, por
isso
mesmo
que
se
de
nomina
histórica,
tem
rigorosa
obrigação
de
não
consignar
senão
factos
exclusiva
mente
históricos.
Isabel
Barton
era
co
nhecida
e
respeitada
na
sua
aldea,
e
de
pois
no
convento
do
Santo
Sepulcro
em
-Cantorberge
(Cantuaria),
pela
pureza an
gélica
dos
seus
costumes,
como
affirma
lord
Campbell
/
V
Rev.
indèp. Sett. 1847,
pag.
11),
e que
parece
confirmar
o
fa
nático
Hume
(Hist. of
Engl.J,
que
não
se
atreveu
a
machucar
a
açucena
virginal
da mísera
donzella,
apesar
de
ser
protes
tante,
e
de
nella
vêr
nm
inimigo
do
Crea-
dor
da
sua
seita: achou
que
a
abonavam
suflicientemente
a
estima
de Warham,
arcebispo
de
Cantuaria,
e
de Fisher,
bispo
de
Rochestcr,
e
a
consideração
de
Thomás
Morus;
mas
o
Diccionario
não
lhes
deu importância
alguma.
Sena
porque
Barton
era
camponeza,
e
pobre
1
Tal
vez.
Reconhece
que
ella
era
«affectada
de
fenomenos
histéricos
caracterisados
por
frequentes
convulsões»
(epilepsia),
e
não
viu
que
não
podia
aproveitar
«o
ensejo
para
se
fingir
(sic)
inspirada
e
sujeita
a
extasis
proplielicos»
.
porque
este
fingi
mento
é
incompatível
com a
intelligen
cia
do
epiléptico.
A
critica
também
não
póde
desatlender
a que
«não
só
entre
o
vulgo
mas
inclusivamente
entre
as
mais
dislinclas
notabilidades,
em
breve
chegou
a
adquirir
incontestável
reputação
de santa»,
como
confessa
o
articulista
Cuida
talvez evitar
a
nota
de
falta
de
critica,
allegando
que
«Masters,
cura
da
parochia,
tratou
de a
explorar
apies-
trando-a
nas
imposturas
e
pantomimas»
que
lhe
adquiriram
aquella
«incontestável
reputação»;
mas
não consegue
evital-a.
Em
primeiro
logar,
se
póde
admiltir-se
que
homens
eminentes
creiam
na
inspi
ração
de
uma
mulher
pura
como os
an
jos, é indispensável que
nada
nesses
ex-
tasis
denuncie
o
artiíicio;
e
este
por
mais
perfeito
que
seja
nunca
poderá esconder-
se
aos
olhares
de
um
observador
sagaz,
como
devia
ser,
e
era
com
effeito
o
ma
gistrado
Thomás
Morus Nisto,
sttn
o
sa
ber,
destruiu
o Diccionario
as suas
ca
lumnias contra
a pureza
e
a
sinceridade
de
Barton.
Mais.
Se
Masters
a
tivesse ensinado
a
fingir
extasis
teria
sido certamente
para
tirar
algum
proveito;
rnas
então
como
ex
plica
o
Diccionario
ter
elle
sido
o
pri
meiro
que
lhe inspirou
o
desejo
de
se
fazer
freira
n
’
um
mosteiro
de Cantuaria?
Com a
sua
entrada
no
mosteiro
perdia
elle
todo o fructo
do
seu
trabalho,
que
redundaria
em
proveito da
communidade.
Masters
perdeu
até
a
menor
direcção
sobre
,eila,
que passou
para
o
dr.
Brocking,
com go da
Sé
Arctiiepiscopal.
e
talvez
di
rector
espiritual
do mosteiro; de
modo
que
o
seu
cura
ou
era
o
mais
simpló
rio,
ou
o
mais
desinteressado
dos
ho
mens.
Não
pudemos
saber
o
anno
em
que
entrou
no
mosteiro,
mas
ha
fortes
pre-
sumpções
de
que
em
1524-25,
ella
fez
predicções
ácerca
do
cardeal Wolsey,
de
que este
teve conhecimento,
e
que
vieram
a reahsar-se
cousa
de
sette
annos depois.
Será
porque
já
então
de
tal
modo
ames
trada,
que
podesse
affrontar
o
poder do
cardeal,
primeiro
ministro
do
rei?
Que
intelligente
discipula
era
a
epiléptica
!
E
o
que diremos
da
pericia do
dr.
Brocking
que,
seguindo
o
curso
do
cura
Masters,
preparava
com
tamanha
antecedencia
a
freira,
que
podesse
conhecer
o que
nin
guém
suspeitava
então,
nem
o
proprio
Hen
rique
VIII,
o
que
havia
de surgir ahi
por
1527,
e
desenvolver-se
até
1533?!
Erra
o
Diccionario quando
pertende
que
Barton
«coinmetteu
ou
lhe
fizeram
commetter
a
imprudência
de
censurar
nos
improvisados
extasis
a
pessoa
de
Henrique
VIII
pelo
seu
casamento
com
a
formosa
Anna
Bolena»; e
todavia
este
erro des
mancha
toda
a
armadilha
da
impostura.
Ou
ella
não
conheceu
o
perigo
pela
de
pressão
das
faculdades
mentaes,
on
co
nheceu
o
e
arrostou
com
elle:
n
’
ambas
as hypotheses a
impostura
é
impossível.
Quando
se
presume
terem sido feitas es
tas
predições
(1528-29?)
ainda
não existia
o
repudio
nem
muito
menos
o casamento
incestuoso,
que
só
se realisou
clandestina
mente,
e
mediante
uma
mentira
formal
do
rei,
a
25 de
janeiro
de
1533;
e
não
obstante
nellas dizia
a
freira
que
o
rei
«se
repudiasse
Catharina
morreria
em me
nos
de
um
mez,
da
morte
dos
malvados,
e subiria
ao
ihrono
soa
tila
Maria»,
es
creve
o
protestante
Hume.
Delias
deu
conh-cimento
ao
bispo
Fisher
o
proprio
Henrique
VIII,
e
não
como
quem
estava
agastado
por
ellas.
Como é
que
só
depois alguns
mezes
de
feito
o
casamento,
Barton
foi
arran
cada
do
mosteiro,
presa,
elevada
á
Ca-
mara
estreitada,
que
era
já
e
continuou
a
ser
a
inquisição
dos
anglicanos,
e
alli
condemnada
com
os
padres
que
foram
chamados
seus
cúmplices
(nov.°
de
1533)
á
palinodia
da
sua
impostura,
e
por
fim
enforcados
em
Tyburn
por
um
bill
do
par
lamento
como
traidores
á
vida
e
segurança
do
rei
(21
d’
abril
de
1534?)
Não
pode
mos
conciliar
o
rigor
da
sentença,
nem
a
gravidade
da
accusação
ante
o
parlamento
com
a
lentidão
nas
perseguições
e
a
indif-
ferença
com
que
o
rei
recebeu
as
predic
ções
tão
criminosas
!
Também
não
fez
reparo
o
Diccionario
em
que
Barton,
e seus
suppostos cumpli
ces
não
entrou
em processo; apenas
passou
por
um
interrogatório
na Gamara
eslrellada,
a
portas
fechadas,
e
com
os
instrumentos de
tortura
á
vista.
Parece-
nos
affectada
esta
indifferença. Quem sabe
se
seria
calculada
para não ter de
deixar
cahir
alguma frase
que
podesse
advertir
o
leitor
de
que o rei
Henrique
obedecera
a
inslinctos
brutaes,
quisera
beber
san
gue,
e
não
fazer
punir
um
crime?!
N
’
uma
palavra, que
Barton
e
seus
companheiros
eram
innocentes ?
!
E
todavia
o
articulista
chama-lhes
im
postores
e
prodigali-sa
lhes
os epilhetos
injuriosos.
Supponhamos
que
havia
aqui
impostura;
que
Barton
pertencia
ao
grande
numero
d’
éspertalhonas,
que
tem
explorado
por
si
e
por
conta
de
outrem
a credu
lidade
dos
fanalicos;
onde
está
o
paiz
em
cuja
legislação
se punia com
a
morte
um
delicio
que
sempre p
rtenceu
á
po
lítica
?
Se
a impostura
fosse
punida,
já
não
dizemos
com
a
morte,
mas
apenas
com
degredo,
aqui
em
Portugal a
impos
tura,
não
receia
o
articulista
que
o
jor
nalismo
liberal,
e
até
escriptos
que
se
re
pulam
de maior
vulto,
deixassem
de
pu
blicar-se
por
falta
d’
escriptores?
O
crime de Barton
não
foi
a
impos
tura.
Ella
e
seus
cúmplices
começaram
a
declamar,
diz
ingenuamente
Hume,
con
tra a
nova doutrina,
a
que
chamavam
heresia
(e
era-o
com
effeito)
,
e
contra
as
innovações no
governo
ecclesiastico.
Aqui
está
a
explicação
não
só
de
tudo o que
fez o
rei,
mas
até
de
muito
do que
se
está
escrevendo
para
justificar
as
novas
doutinas,
e
as
inimvaçòes
de
agora.
N
’
a-
quelle
tempo
matavam-se
como
traidores
áquelles
que
tinham
bastante
perspicácia
para
aventar
os
planos
hipócritas, e
ad
vertir
os
impostores,
hoje
talvez
para
abrir
caminho chamam-se
calumniadores
porque
previnem
o
povo
para
que
se
pre
cate
dos males
e
desgraças
que
se
pre
param.
Quando Henrique
VIII ouviu
da
pró
pria
bocca da
freira
de
Kent
estas
pre
dicções,
de que
elle
mesmo
deu
noticia,
como já
advertimos, ao
bispo
Fisher,
ainda
não
tinha
perdido a
esperança de obter
da
Santa
Sé
o
repudio de
sua
esposa
Ca-
tharina,
e
auctorisação
para contrahir
novo
matrimonio,
e
não
deu
por
isso
impor
tância
ás
advertências
da
infeliz, nem
fez
attenção
nos castigos
de
Deus
com
que
era
ameaçado; mas
quando
viu
essas
es
peranças
perdidas,
e
o
desgosto
e
aversão
do povo
por
esta
serie de torpezas,
quiz
recorrer
aos
grandes
golpes,
que
espalhas
sem
o
terror,
e
contivessem
a
opposição;
e
seguindo
os conselhos
de
Comwell em
pregou
este
meio
comesinho
da
impostura
levantada
a traição.
E
não
era
uma nem
outra
cousa.
E
pode
suppor-se
também
sem
offensa
da
caridade e
da
justiça
critica
outro
in
centivo
a
este
tardio
procedimento
do
rei.
Queria
vingar-se
da
opposição
que ao
seu
papado
anglicano,
ao
seu
divorcio
escan
daloso.
e á
sua
bigamia
incestuosa tinham
feito
Morus,
e
o
bispo
Fisher,
a
respei'o
do
qual
convinha
lhe
imitar
os
exemplos
de Nero
cem
Borrhus (o
articulista
não
devia
ignorar
que
Fisher
foi
escolhido
pela
duqneza
de
Richmond,
avó
do
rei,
pouco antes
de
morrer,
para
protector,
aio,
e
mestre
de
seu
pequeno
neto);
e
o
meio
mais
facil
e
seguro
era
o
de
fa
zer
declarar
as
predicções
como
conspi
ração
contra
a
sua
vida,
por
isso
que
Fisher
as
conhecia,
e
não
lh
’
as
denun
ciou,
o que era
crime aos
olhos
da
lei
ingleza.
O
sangue
de
Barton
e
dos
padres,
seus
companheiros,
não
era
o castigo
d’
uma
impostura
que,
se
o
fosse,
seria
inno-
cente,
mas
uma
iniquidade
e
injustiça
clamorosas
para
assentar
uma
impostura
libidinosa,
sacrílega
e
sanguinaria.
Não
o
saberia
o
articulista
do
Diccionario
Po
pular
que
bota
artigos
de
historia
para
o
publico
’*
Provavelmente
por
obediência á
«sen
tença»
da
inquisição
protestante
chama
impostora
o
articulista
do
Diccionario
a
Isabel
Barton.
E
’
muito
significativa
esta
obediência,
e
tanto
mais
por
ser
irfefle-
ctida;
do
contrario
teria
notado: l.°
que,
tendo
sido
o
interrogatório
feito
a
portas
fechadas,
ha
vehementes
e
mui
justifica
das
suspeitas de
que
ella
nem
os
setis
companheiros
fizessem ta!
confissão;
2.
!>
que
a
palinodia
feita
publicatnente
junto
á
Cruz
de
S.
Paulo
(4.°
acto
d
’
esta
tra
gédia),
á
qual
foram
obrigados
a
assistir
não
a
escreveram
elles;
3.°
que
Henrique
V
Hl
e
todos
os
seu-
mais
intimos,
nenhuma
duvida
punham
em
mentir.
Abundam
as
provas
da
mentira,
que
ficou
sendo
até
hoje
a
doença hereditária
do
protestantismo,
de
que
exporemos
al
gumas
se
o
desejar.
A
mesma duvida
temos
a
respeito
do
que
se
chama
a
sua
confissão
junto
ao
cadafalço.
E’
verdade
que
os
seus
inimi
gos
disem
que
ella
confessára
ter
sido
impostora;
mas
as palavras
que
lhe
altri-
buem
contradisem
a
supposta
confissão.
Com
effeito
escreveu
se
que
ella
se
tinha
declarado
«victima
de
sua
própria
credu
lidade;
que
não
passava
de
ser
uma
po
bre
mudier,
a
quem
devia
servir
d
’
excusa
a
sua
ignorância,
quando
os
outros
eram
homens
letrados
que
em
vez de
a
ani
marem,
deveriam
descubrir-lhe,
e
explicar-
Ihe
a
sua
illusão».
Ora
esta
é
incompatível
cotn
a
impostura.
E
agora
que
áquelles
tempos
estão
longamente
distanciados
de
nós,
quem
pode
diser
que
a
predicção
a Henrique
VIII
sé
não
realisou
de todo
o
ponto?
Este
morreu
como se
fosse
abandonado
por
Deus,
e
portanto
da
morte
dos
malvados.
Ninguém
se
atreveu
a
diser-ihe
que
a
sua
morte
estava
próxima,
com receio
de
ser
enforcado
pelo crime
que
levou
Barton
ao
supplicio;
e
quando
por
fim
alguém
mais
piedoso
o
advertiu,
dahi
a
pouco
perdeu
a
falia,
e
não
pôde
confessar-se.
Allega-
se
unicamente
para
depreciar
a
revelação
que
Henrique
VIH
viveu
desas>eis
annos
depois
do
divrocio
e
da
sua
união
inces
tuosa
com
Anna
Bolena,
e
mais
a
pre
dicção
o
advertia
de
que
morreria
em
menos
de um
mez.
E
’
assim;
mas
pertende
alguem
que
aquelle
mez
deveria
entender-se
de
annos.
Ora
um
mez
assim
não
chegou
elle
a
completal-o.
De
qualquer
modo,
não se
prova
a
impostura
de
Isabel Barton.
e
mette-se
pelos olhos
a
de
Henrique
VIII;
assim
co
mo a
calumnia
do
Diccionario
á
infeliz
assasinada,
ultrajando
a
sua
virtude.
S.
M.
ndanini^trailorn
da
MsBwricarjíia.
—
Por
5
horas
da
tarde
do
dia
25,
teve
logar a
entrega
aos
novos
encarregados
de
gerir
os
negocios
da
S.
e
R.
Casa
da
Misericórdia
e Hospital
de
S.
Marcos,
d'esla
cidade,
os
quaes
são
os
snrs:
Dr. Manoel
José
d
’
Oliveira
Guimarães,
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
os
bacharéis
Domingos
José
dos
Santos Dage,
João
Manoel
Correia,
Francisco
Barata
de
Mello Marinho
Falcão,
e
o
neg
ociante
Anlonio
Joaquim Correia
d
’Araujo.
A
este
acto,
que se
prolongou
até
as
11
horas
da
noite,
assistiu
o
exc.‘
n
°
g°
’
vernador
civil,
administrador
do
concelho,
e
official
maior
do governo
civil,
o
exc.mo
Lourenço
de
Magalhães
Araújo
Pimentel,
ex-provedor
do
Hospital, e
os
ex-Clavi-
cularios
da
Arca,
em a
qual
se
acharam
os
títulos,
valores e
dinheiro
existente,
assim como
alguns
contos
de
reis
per
tencentes
a
terceiro:
de
que
tudo
toma
ram
conta
os
cavalheiros
referidos.
Assistiu
também
o
snr.
conego
dr.
Antonio
Lopes
de Figueiredo,
unico
dos
treze
nomeados
pelo
alvará
de
8
do
cor
rente,
e
o
qual
prestou
alli
valiosos
ser
viços
pelas
suas
indicações
e
muita
pra
tica.
Como este
cavalheiro
se
retirou
na
manhã
seguinte, e
não
assignou
a
acta,
ainda
se
não
sabe se
s.
exc.
a
fará,
ou
não,
parte
da
nova
gerencia.
Consta-nos
que
os
snrs.
José
Anto
nio
dos
Santos
Coelho
e
João
d
’
Oliveira
e
Silva
annuirarn
ao
pedido
para
fazerem
parte
da
nova
Meza,
encarregando-se
dos
thesourados
da
Misericórdia,
e
Hospital.
Nada
temos
a
dizer
sobre
a
capacida
de
e
probidade
dos
novos
gerentes.
Ape
nas
observaremos:
Os Compromissos
por
que se rege
a
Misericórdia
são
ainda
os
antigos,
e
porisso
o
numero
dos
Irmãos
compõe-se
de dois
foros:—
ao primeiro
pertence
a
totalidade
dos
cavalheiros
da terra;
e
do
segundo,
—
para
cujas
vacaturas
ha
sempre
muitos
pretendentes
e
empenhes—
é
composto
de
proprb
larios,
negociantes
e
artistas
esta
belecidos,=que
tenham
tal
ou
qual
pro
priedade.
Portanto
pode dizer-se
com
fran
queza
que
a
maioria
dos Irmãos
da
Mi
sericórdia,
é
a
flor da burguesia
da
ci
dade.
Encontramos
entre
os
treze
nomes
dos
escolhidos pelo
alvará
de
8
do
corrente,
onze Irmãos,
e
só
dois que
não
o
são;
e
entre
os
que
ultimamenle
tomaram
conta
da
gerencia,
apenas
se
encontram
dois
que
o
são.
Alguém
nos
pergunta—
se entre
os,
aproximadaraente,
300
Irmãos que
actual
mente
existem,
não
haverá
nenhuns
que
estejam
nos
casos
de
entrar
para
a
com
missão,
e
qual
o
motivo porque
se
não
prestam
a
isso!
Aviso
a»s
enllegiaes.
—Os
colle
giaes
que
teem de
entrar
no
Seminário
de
S.
Pedro
devem
apresentar
atlestado
do
seu revd.0
parodio
do
seu
bom
com
portamento,
etc.
conforme
a
portaria de
s.-
exc.
a
revd.
ma
de 31 de maio
de
1875.
sem
o
que
não
serão
admitlidos
ou readmit-
tidos
neste
Seminário.
Devem
todos
trazer
batina,
murç.a
para
coi
ocar
sobre
a
batina,
cabeção,
sapatos,
meias
pretas,
um
par
de
fivellas,
garna-
cho. barrete,
chapéo,
segundo o
modelo
adoptado
no
Seminário,
beca
roxa,
roupa
branca
sufficiente
para
sua
limpeza,
quatro
lençoes,
dous
travesseiros,
duas
toalhas
de
mãos
e
uma para
os
pés,
uma
escova
para
a roupa,
uma
dita
para
o
calçado,
outra
para
os
dentes,
um
pente
de
limpar
e
outro
(Talisar,
tinteiro,
etc.,
baú
ou
caixa,
dous
cobertores,
uma
coberta
de
chita,
um escarrador, uma
vassoura
e
um
espelho.
FuIleeiEnento.
—
Acaba
de
fallecer
em
Barccllos,
em
casa
de
seu
irmão
o
ex.
m0
Anlonio
de
Mendanha
Arriscado,
a
ex.'"
a
snr
a
D.
Anua
Ricardina
de
Men
danha,
mãe
do
ex.
mo
Antonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado.
Teve
pomposos
olficios
fúnebres
na
Collegiada, aonde
foi
sepultada.
Damos
os
nossos
sentidos
pazatnes
a
seu
(ilho
e
familia.
Preço
eereaeg.
—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Tt-'go
................................................
800
Milho
alvo
.......................................
510
Centeio
........................................
440
Milho
branco
................................
410
»
amarello
...............................
400
Painço.
........................................
360
Cevada
.............................................
480
Balata.......................................
,
•
500
Feijão vermelho
.............................
900
»
amarello
....
700
»
branco
................................
700
v
rajado.................................
600
»
fradinho................................ 480
Azeite..................................
.
5$200
Proplteeia.
—
Lêmo
no
«C.
do
Porto»:
Por
occasião
da
morte
do
eminente
estadista
Mr.
Thiers,
houve
na
Aliemanha
quem
recordasse
uma
prophecia singular,
feita
alli
por
occasião
de
terminar
a
guerra
franco-prussiana.
Esta
prophecia
reduzia-se
a
isto:
que
a
morte
de um
octogenário, grande
per
sonagem
político
francez, precederia
a
do
snr.
Bismark,
em
tres
vezes
trinta
dias.
O
tempo
nos
demonstrará
a
veracidade
d
’
este
estravagante prognostico.
CurioMo.
—
Na
legislatura
de 1837
ha
via
13
deputados
lentes
da
Universidade
de
Coimbra.
O
«Nacional»,
do
Porto,
re
ferindo-se
ao
caso
escreveu:
—Se a
camara não
encarar
bem
as
questões
não
tem
desculpa
nenhuma.
Então
é
cega
de
todo,
E
as
rasões
estão
patentes:
Nada
vê
quem
não
vê
bem
Aunado
de treze
lentes.
Anedoeta.—
O
marquez
de Pombal,
o ministro
de
D.
José 1,
foi
um
dia
pro
curado
por
um
fidalgo,
que
estava
inter-
dicto,
por
se
ler
provado que
não
estava
no
pleno
goso
das
suas
faculdades
men-
taes.
O
fidalgo
queixou-se
de
que era
victi-
ma
d
’uma inaudita prepotência,
e
tão
lu
cidamente
defendeu
a
sua
causa,
que
o
marquez
convencido
de
que
elle
dizia
a
verdade,
promelteu
fazer-lhe
justiça.
Mas
ao despedir-se,
o
desgraçado
des
fez
quanto
conseguira,
porque
ao
apertar
a
mão
do
ministro,
gritou
esganiçado:
—Qui-qui-ri qiii
!
—
Sim,
senhor, cantou
a
tempo, res
pondeu
o
marquez.
Guerra
t!o
íírtente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Bucharest
25—
Os
generaes
russos
'<
n-
cionam
fazer um movimento
combinado
sobre
Plevna
e
Tchipka,
mas ha
dois
dias
que
as
chuvas diflicultam
as communica-
ções.
Constantinopla
25—Chcokel-Pachá
ten
do
reabastecido
Plevna.
vae
estabelecer
acampamentos,
intrincheirado
em Orkamé.
A
estrada
entre
Plevna
e
Orkamé
está
desempedida
dos
roumanios
que
a
oecu-
pavam,
e
retiram
para
os
lados
do
Danú
bio,
e
os russos retiram tamhern
em
di
recção
a
Loftch.
Os
turcos retomaram
hoje a
offensiva.
Peslh
25—
Algumas
centenas
de
turcos,
protegidos
pela
arlilheria
de
Siiistria,
atra
vessaram
o
Danúbio
e
desembarcaram
em
território
roumanio,
com
a
intenção
de
cortar
o
caminho
de
ferro
de
Galalz
a
Bucharest.
Bucharest
26
—As
trincheiras
rouma-
nias
em
frente
de
Plevna
estão
a
80
me
tros,
segundo
o
reducto turco
de
Grivitz.
Está imminente
o
assalto.
Londres
26 —Diz o
«Standart»,
que
as
tropas que estão
em Arkanie
comprehen-
dem
entre
o
numero
dos circassianos
vá
rios
batalhões
irregulares Albaneres
e;
ou
tros,
que
se
preparam
para
ir
a
Plevna
com outro
comboio,
cuji
partida
está
imminente.
—
As
provisões
e
munições
enviadas
segunda-feira
a
Plevna,
iam
escoltadas
ape
nas
por uma
divisão.
SECÇÃO
COUUIIC
à
W
que
fiz
publicar
uns
bombásticos
e
inchados
annuncios!!
!
Agora,
porém, reconhecendo
com
tão
excellentes
auctoridades
a
antiguidade
do
ensaio
real,
não obstante
praticar-se
actual
mente
na
moeda,
corrijo
a
minha
doce
illusão,
e
estou
em
dizer
que
o
mais
mo
derno
deverá
ser
o
da
burilada.
Mas
o
que
está
mais
em
uso
nas
con
trastarias,
é
o
visual,
pela
sua certeza,
etc....
Mais
outra
decepção.
Também ap-
provado
no
ensaio
visual,
por
ignorância
o
desprezei, e
por
orgulho balofo
fui
apro
veitar o
mais
antigo
e
mais vulgar, jul
gando
ficar
superior
aos
outros!!!
Foi
uma fatalidade,
foi;
mas já agora não
retrocedo.
Ora,
se
o
ensaio
visual está
em
uso
em
todas
as
contrastarias,
por
modo
ne
nhum
deve
ser
substituído
pelo
real,
peia
sua
antiguidade.
Um
exemplo:
Um
negociante,
ou
feitor manda tocar
uma
barra
a
um,
dois,
ou mais ensaiado-
res
visuaes:
tanto;
ensaiadores,
quantos
loques
differentes,
isto no
mesmo
dia;
mas
no
dia
seguinte,
se
voltar
para o
mesmo
fim,
tantos
toques
differentes,
co
mo
ensaiadores.
Para
ligar
um ouro,
o
ensaiador
põe-no
em qualquer
loque,
con
soante
a
sua
opinião:
não
estando
na
lei,
o
interessado
sabe,
pouco
mais
ou
menos,
a
moeda
que
tem
a deitar-lhe
para
o
pôr
na
lei
Acontece
a maior
parte
das
vezes
que
uns,
nada
lhe
deitando,
e
lornando-a
a
derreter,
voltando
ao
ensaiador
fica
na
lei,
e
outros
deitando-lhe
só
utna parte
da
moeda
que
ella
tinha
a
levar
acontece
ou
ficar
lhe
no
mesmo
toque,
ou já
ua
lei.
Para
vender
ou
comprar
uma
barra
de
ouro,
o
vendedor,—
se
na
terra
ha
dois
ensaiadores,
não
vende
sem
que
seja
en
saiado
por
ambos;
porém
como
uin
d
’
el-
les
é
que
tem
de
pôr
a
marca,
se
este
lh
’
a
põe
mais
alto,
vende-a,
se
mais
bai
xa
tem
de
esperar
a
opportunidade
em
que
o
baomelro
suba.
Mas
se
o
vende
dor
a
quer
vender
pelo
toque
mais
alto,
é
claro
que
o
comprador
não
está
pelos
auclos,
e
só
a
quer
pelo
toque
mais
baixo.
Este
inconveniente,
ou
conveniente,
—
á
escolha
—
remedeia-se
ás
vezes
partindo
a
duvida
ao
meio...
Logo
o
ensaio
visual,
é
u<n grande
bem.
Agora
emquanto
ás
obras:
E
’
para
estas
que
o
ensaio
visual
é
magnifico.
O
feitor,
confiado
na
barra
que
recebera
com
a
firma
do
contraste,
faz
d
’
ella
a
obra;
mas
quando
elle
volta
com
esta
ao
contraste,
o
que
succede
fre
quentemente?
Um
beneficio:=o
contraste
não
lh’
a
marca,
dizendo-lhe
que
ella
não
está
na
lei.
Alguma
vez
o
contraste
po
derá
ler
razão,
segundo
a
boa
<>u
má
fé
dos
feitores:
outras
vezes, se
o
feitor
tem
a
certeza de ler feito
a
obra
do
mesmo
ouro
firmado
por
elle,
e
ponde
dispensar
a
parte
da
barra
onde
está
a
firma
res-
pectiva,
e
lh
’
a
apresenta,
n
’
esse
cazo
o
contraste
já
muda
de
opinião
! Mas
se
o feitor
já
não
lera
essa
parte,
vae
a
qualquer
outra
contrastaria,
e a
obra
é
marcada
!
1
Tudo
excellencias.
E
’
muito
bom
que
se
use
do ensaio
visual,
para
não
se
redusir
agrãos
as
peças
que
os
feitores
precisem
marcar;
porque
uma peça
òc.ca,
aberta
com
uma
tliesoira
ou
serrada,
não
se
inutilisa;
e
as
que
não
são
ôccas
então
são
levadas ao
fogo
e
pos
tas
em granito,
em
vez
de grãos, para
não
serem
inulilisadas.
Depois
de feita
esta
operação,
tocado
visualmente
o
gra
nito
apresenta
de
cada
lado
um
toque
de
bastantes
milésimas
de
differença.
Ainda
excellenle
!
Diz-se
que o
ensaio real
não
está
em
uso
nas
contrastarias. Effeclivamente o
ensaio
real
já
desde
1688
deixou
de
se
usar, por
se
conhecer
que
o
visual
era
o
mais
facil,
o
fitais
preciso e
mais
baraio,
e
por
apresentar maiores
vantagens
pela
sua
va
riedade.
E’
assim,
é.
Coniludo
ainda
hoje
existe
geração
dos
antigos
ensaiadores
reaes,
mas
que
não
legaram
a
sua
sciencia
aos
seus
successores,
por
se
lembrarem
que
estes
caminhavam
para
o
século
das
luzes.
E
está
dito
então.
Agora
intercalarei
uma observação
áquelle
que d
’ella
precise:
Para
se
proceder
a
uraa
apartação
de
qualquer
ouro,
não
sei
se
muitos
dos
meus
collegas
ignoram
que
para
isso
se
procede
primeiro
ao
ensaio
visual
para
se
apro
ximar
do
seu
toque,
e
que
feita a
aparla-
ção
se
sabe
se
o
ensaio
visual
se
aproxi
mou
do
real.
(Ignoro
se os
antigos
assim
praticavam).
Ora
como
eu
não
passo d
’
um
ignorante
e
d um
charlatão,
e
não
lenho
pratica
d
’isto,
eis
a
razão
porque
não
laço
o ensaio
visual.
Ainda
o
eomniunicado
<1«
«
inaijjo
do
S*ovo».
II.
—
Sabendo
muito
bera que,
além
do
indivíduo que
firma
o
com luuicado
do
«Amigo
do
Povo»,'
ha
outros
que
me
teem
tal
ou qual
má
vontade,
—sem que
para
isso
eu
tenha
dado
causa—
e
suspei
tando mesmo, com boas
razões,
quç
al
guns
d
’
esses
foram
os
in<piradores
do
mesmo,
addno
ao
meu
communicado
an
terior,
o seguinte:
Assevera
elle,
ou
asseveram
elles,—
como
quizerem
—que=o
ensaio
real
do
ouro
para
nada
serve,
já
por
se
praticar
ha
mais d
’
um
século;
já
porque
é
preju
dicial
para
o
feitor
e
para
as
obras,
que
reduz
a
grãos;
ainda,
porque
não
está
em
uso
n<s
contrastarias,
e sobretudo
pela
elevação
do
seu
preço.
=
Quando
eu
annunciei,
que
só
faria
os
ensaios
reaes,
íil-o
persuadido
que
isso
importaria
alguma utilidade
para
a classe,
por evitar
aos
interessados
o
incómtpodo
de
terem
de
recorrer
á Casa
da
Moeda
afim de
saberem
o verdadeiro
toque
de
qualquer
objecto de
metal
precioso.
Igno
rava,—
digo-o
com
toda
a
ingenuidade
—
que
o
uso
do
ensaio
real
era
tão
antigo
e
tão
vulgar,
como
alguns
meus
collegas
affirmam.
Foi
uma
illusão,
que
realmenle
......
Emfiin,
lá
me
custava
a
acreditar que
n
’
uma
repartição
do
Estado
não
brincas
sem
com
um
pobre
mortal...
Pois
não
me
disseram
alli
que
o ensaio
real
é
o
ver
dadeiro
e
mais moderno,
e
que
se
pratica
nos
melaes
preciosos para
a
moeda,
fi
cando
eu
porisso de
tal
modo
engodado
Ainda
mais
algumas
palavras
com
vista,
ao
communicado
do
«Amigo do Povo».
Dizem
que
precisam
d
’
um
ensaiador
visual,
e
de
ensaios
a
pataco;
para
isso
leem
os
actuaes contrastes. Emquanto
ao
dizerem
que
o
ensaio
real
não
serve
para,
os
particulares, limito
me
a
responder
que
a
qualquer
pessoa,
—se
a
obra
não
está
marcada—,
não
é
preciso
ser
oriunda
do
seiimo
ceo
para
saber
o
que
em
tal
caso
tem
a
fazer.
Respeitante
ao Regulamento, é
prová
vel
que
nunca
o
lêssem
como
deviam»
porque
não
o
executam: pois,
senhores,
elle
não está
de
todo
mau;
só
não
manda
faz
r
o
ensaio
real
quando
haja
descon
fiança.
Os
meus
collegas
mais
antigos
não
se
esqueçam
de
descubrir
a
pedra
philoso-
phal;
porque
eu,
não
obstante
a
minha
vista
de lynce,
sou
ainda
novo
para
tal
empreza.
Termino
declarando,
com toda
a
se
riedade
que
o
caso
pede, que,
quando
novamente
seja
provocado,
espero
sel-o
sómente
por
um
ensaiador
examinado;
e
sendo
assim leremos occasião
de
discorrer
sobe muita
cousa
para
bem
de
toda
a
classe.
Braga,
26
de
setembro
de
1877.
Antonio
Cazimiro
da
Costa.
ÍS
XL
H3 O
S
B3
J3E
DA
ASJMBJtfaSTnAÇÃO.
Vão
abaixo
publicados os nomes
d
’a-
quelles
nossos
assignantes
que tão
cava-
Iheirosamente
nos
teem
coadjuvado,
dignan
do-se
enviar-nos o
importe
das
suas
as-
signaluras.
A
todos
os nossos
cordeàes
agradecimentos.
Pedimos
aos que
ainda se
acham
em
debito,
aqeum
nos lemos
dirigido
por
cartas
particulares,
o
favor
de saldarem
contas
com
a
administração
d
’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao
menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
aquelle pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a assignatura:
Vianna.
—
Padre
José
Antonio
Martins
Seixas, até
31
de dezembro
de
1876.
—Padre
José Alves
Teixeira, até
31
de dezembro de
1876.
—
Paáre
José Anlonio
Pereira
de
Mat
tos,
até
30
de junho
de 1877.
—
Padre
Manoel dos
Santos
Barbosa
Souza,
até
31
d
’
agoslo de 1875.
—
111.
“
luS
snrs.
Daniel
Baptista
Cama
cho,
até
19
de março
de
1877.
—
José
da
Cunha
Barreto
Alpoim
e
Neves,
até 19
de março
de
1877.
—
Miguel
Manoel da
Silva,
até
19
de
março
de
1877.
—
José da
Cunha
Leitão
Sotto-Maior,
até
30
de
Junho
de
1877.
.
Penedo
—Padre
Antonio
Joaquim Mar
tins
Antunes, até
30
de junho de 1878.
Monção.
—
Padre
Manoel Antonio
Ro
drigues, até
30
de
junho
de 1878.
Chaves.
—
Padre
Luiz
Alves,
até
30
de
junho
de
1878.
Melgaço.
—
Padre
Manoel
Anlonio Mel-
leiro, até 31
de
dezembro de
1877.
Porto.—
D.
Antonio
da
Natividade,
até
30
de
setembro
de 1878.
Porlella
de
Peoella.
—
Rodrigues
&
Fi
lho,
até
31
de dezembro de
1877.
Thoinar.—
Padre
José
Anlonio
Falcão»
até 30
de
junho
de
1878.
Freixo d
’Espada-á-Cinta.
—Padre
José
A.
Marcos
Cordeiro,
até
30
de
Janeiro
de
1878.
Os
nossos
assignantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar
suas
assignaturas
ao
nosso
correspondente em S.
Miguel,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisb>a.
o
snr.
Alfredo
Valladim
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr.
Carlos
das Neves
&
So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello, o
snr.
Francisco
José d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Anlonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
internacional,
a.
S.
Damaso.
Agradecimento
e convite.
Álvaro Maria
da
Costa
e
Manuel
Au
gusto
da Costa, penhorados pelos obsé
quios
gue
receberam
de
toJas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
por
occasião
do
íallecimento
de
sua
sempre
chorada
mãe,
Quiteria
de
Jesus
Maria
da
Costa,
servem-se
d
’
esle
meio
para
a
todos agra
decerem
os
obséquios
que lhe
dispensaram;
e
convidam
para
se
dignarem
assistir
a
uma
missa,
que
por
alma
da
finada
será
celebrada na
quarta-feira,
por
9
horas
da
manhã, no
altar
de S.
Pedro
de Rates,
da
Sé
Primaz.
Por
tudo
se
confessam
gratos
e
reconhecidos.
(514)
iSJUDECIMITOS
Os
abaixo
assignados,
veem
por
este
meio
agradecer
ás
pessoas
que se digna
ram
cumprimentai
os. e lhe
prestaram
ser
viços
por
occasião
do
íallecimento
de
seu
presado
marido
e
irmão,
Antonio
Caeta
no
Pereira
Veiga;
a
todos
protestam
seu
reconhecimento
e
gratidão.
Braga,
27
de
setembro
de
1877.
Antonia
Narcisa
d
’Araujo
Veiga
José
Antonio
Pereira
Veiga.
O bacharel
José
Joaquim
Gomes
d
’
Arau-
jo
Alvares
faz
publico
que,
não
respon
de,
nem
jámais
responderá
por
divida
ou
obrigação
alguma
contrahida
por
seu
filho,
José
Gomes
d
’
Araujo
Alvares,
e
protesta
contra
a
nullidade
de
qualquer
acto
ou
contracto,
a
que pessoas mal
intenciona
das
o
tenham
levado
ou
possam
levar.
NOVO
HORÁRIO
Teixeira,
Mesquita
&
C.
a
,
fazem
pu
blico
que
as
suas
diligencias
que
diaria
mente
tem
para
a
Povoa
de Lanhoso
e
Senhora
do Porto,
ás
6
horas
da
manhã
e
2
e
tres
da
tarde,
desde
o
dia
1
d’
ou-
tubro
principiam
a sair
ás
seis
e
meia da
manhã,
e
de
tarde
á
uma
hora
para
a
Senhora
do
Porto
e
2
para
a
Povoa
de
Lanhoso.
Annuncia
mais
Manuel
Teixeira
que
a
sua
diligencia
que
diariamente
tem
para
o
Penedo
a sair de
Braga
ás 5
e
meia
ho
ras
da manhã, desde
o
dia 10
de
outubro
cm
diante,
principia
a
sair
ás
7
horas
da
manhã,
em
direitura
a
Salamonde.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga,
na
tabacaria
do
bem conhecido
Ribeiro
Braga,
na praça
do
Barão
de
S. Martinho
n.°
29.
Braga
28
de
setembro
de
1877.
(513)
Pelos
annunciantes=Ribeiro Braga.
FESTIVIDADE NO
LOGAR DA
NAIA
Os
devotos
da
milagrosa
Imagem
de
N.
Senhor
das
Aíllicções,
que
se
venera
na
sua
capella
da
Naia,
freguezia
de
Ferreiros,
teem
destinado
fazer
a
solemne
festivida
de
ao
mesmo Senhor no
dia
7
d’
outubro
proximo,
havendo
na
manhã
do
dito
dia
confessores
na
capella,
para
os
fieis
que
d’elles se
queiram
ulilisar,
sendo
lhes
con
cedidas
peio
Exm.°
e
Revm.
0
Snr.
Arce
bispo
Primaz
60
dias
de
indulgência.
Ha
verá
lambem
de tarde
sermão,
e
no
fim
leilão
de
prendas,
durante
o
qual
tocará
uma
banda
de
muzica
escolhidas
peças.
Os
mesmos
devotos
fazem
publico
que,
até
á
festividade
do
anno
passado,
tinham
sido
ditas
na
capella
e na
parochial
egre
ja
de
Ferreiros, 215 missas
pelas
Almas
de
todos
os bemleitores
vivos
e
defun-
ctos, e
desde
então
até
agora
leem
sido
ditas
mais
71,
na
mesma
capella,
e
pela
mesma
intenção, nos
domingos
e
dias
san
tos.
(5'5)
»
(43
-Ho
Rsta-asatE
exito
e
«
a»t-
nrs!!!
VELOUH
A
ÍHLES
F
á
Y
PÓ
ESPECIAL
DE
ARROZ PREPARADO COM
BISMUTO
Ecnp-atpwvri,
í
«
x
.
víkív
*
’
S
e
svíSíses-etate
Dá
á
pelle
frescura
e
transparenc
a.
—
Caixa
com
borla
1$200
reis,
sem borla
800
rs.
Inventor
CSÍASiB.IES
pes-fsisjíigíía,
rua
<3a
I
’
isz
w».c
9P»rli
veloutine
—
Cada
caixa
contém
uma
receita
que indica
a
maneira
de
se
usar —
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
mendado pelos
melhores médicos; tendo um sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLA.YN,
7,
r.
du Marché-Sr-Honoré. Preços 540
e 810 reis. Em
Lisboa,
Barreio, Loieto
si«; uo p„rio ferreira
^-"Irniào,
Banharia,
77.
(38j
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Bio de
Janeiro
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE DO
SUL
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORÍA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do litoral e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PELO
MESMO
PSiíSÇO
l
”
'«l
O
8350
OE
J4AIIRO
NEVA
.
. .
MONDEGO.
.
ELBE
. .
.
PAQUETES
A
.
13
de Outubro
.
28
de
Outubro
.
13 de Novembro
PREÇGS
GOM
l
MODOS
Cada
paquete
«!
’
«•«&*»
eosupanSvia
leva
a
bordo
criados
e
cosi
ta
he
irou
portuguezes
par»
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as
elasscs.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto ou
em
qualquer Agencia
protincial,
a
conducçào
para
Lisboa
é
por
conta
da
C
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
bordo
os
pa«»ugeir<*«
tevaz»
grátis
cama,
roup»
de eama, e®-
midn
feita par eosiseheiro» portugnezeti,
vieslao
diia»
vezes
por
dia,
assistência
medica,
serviço
de
eriadog
e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela iimpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e'
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene
como
para
a
commodid
’ade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para a
conducçào
das
suas
malas
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no
PORTO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências estabelecidas
em
todas
as principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
Arrímataçãu
A
Commissão
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’
esla
cidade, faz
publico,
que
no
dia 15
do
proximo mez
d
’oulubro,
pelas
10
horas
da
manhã,
teià
logar
na
ante-sala
das
sassões
a
arremata
ção
do
fornecimento
de
carne
de
boi
e
de
vitella,
de
pão
trigo
e
de
mistura
para
os
doentes
do
Hospital
de S.
Marcos,
assim
como
a
de
cera
precisa
para
as
egrejas
da
Misericórdia
e
do
Hospital.
As
condições
acham-se
patentes
na
se
cretaria
do
referido
Hospital.
Braga 28
de
setembro
de
1877.
0
Secretario
da
Commissão
(516)
João
Manuel
Corrêa.
DINHEIRO
A
JURO
Quem
quizer
dar
4
a 5
contos
de
reis
a
juro,
sobre
hypotheca
e
fia
dor,
falle
n
’
esta
redacção
que se di
rá
quem
o
pretende.
(517)
S
á
IR
i<E LISBOA
MINHO
.
.
.
.
28
de
Novembro
TAGUS
.........................
13 de
Dezembro
GUADIANA
...
28
de Dezembro
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração
de
Maria,
Virgem
Kmmaculada
RUA
DE
S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no
dia
1
do
pro
ximo
outubro.
Este
collegio
contimía
a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro-
gramma,
que
se enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d
’esta casa
de
educa
ção para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Thereza
Hennessy.
(508)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’
Alegria,
construída de
novo e
SLíâ
com
elegancia.
Esta casa
tem
uma
boa
ioja
para
qualquer
negocio,
e póde-
se alugar
junta
ou
em
separado.
Quem a
pretender
falle
com
seu dono
na
rua
No
va
de Sousa n.°
56.
(474)
IIOA
OBWTi
Vende-se
a quinta
do Bar
rai,
sita na togar
do mesmo
nome,
na
freguezia
de Semelhe,
a limitar com a de
S. Jerony-
mo
de
Real, junto
a Braga, com
todas
as
suas pe lenç.is, jtuilas
ou separa'las,
e os bens das
Pêgas, na
freguezi.i de
S. Je-
ronymo,
a limitar com aquelles.
Os
bens e montados a
limitar
em
parte com os da quinta.de
Real.
Para tractar,
rua ((os.
Capellistas
C-
Braga.
(495)
FLUIDE IATIF
de
JONES
Por
auas propriedades bene/tcae, goza este
pro-
ducto
de alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
cia a pelle, allivia as irritações causadas
pelas mu
danças
dt clima, pelos banhos do mar, impressfies
desagradareis
do vento ou do calor,
etc, etc.
Uma
simples
applicaçSo faz desapparacer
as ra
chaduras
das mXos
e
dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É muito
digno
de
ser recommandado ó Sabãe
■atif, que
possue todas
as propriedades
suavlzan-
tes
do
Fluide, e um ar
oma delicadíssimo. PreçoBOO r'_
23, Boulevart
des Capucines, Paris,
De Fronte
da entrada do Grand-notel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel,
Objetos de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa, snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—30
(26
*)
ARRENDA-SE
Uma morada de casas de
dous
andares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
Venda
de
prédios
Quem
perlender
comprar,
duas
mora
das
de casas e
dois
terrenos,
na
praia
de
banhos
d’
Apulia,
falle
com
Antonio
dos
Santos
d’
Azevedo
Magalhães.
O
producto
da
venda,
convido,
póde ficar
na
mão
do
comprador a juro
de 5
O,o
ao
anno
me
diante
a
respectiva
hypotheca.
(509)
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
Arções
e
pemaziíssorins
de
b;meas
e
COEI>|ta»llÍllH
Os
Rebuçados
naytilieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
pectorante,
são o melhor
dos
remédios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
VEXO
A.
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
p
uas
t
erreaSi
n-
os
7
e g,
conl
quintal,
na
dita rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho. (263)
aSElSTISTA
APPROVAOO
PELA ESCOLA MEDICO-CIHURG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
conlintía
operando
grátis,
pobres e
soldados.
(580)
ALUGA-SE
a casa
apalaçada
con
struída
de
novo,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da
Ponte
n.°
58
C.
Para
tracta'
no n.°
acima.
(448)
Parte de Comércio do Minho (O)
