comerciominho_29051877_644.xml
- conteúdo
-
ÀssigBa-see
vende-se
no
escriptorio
do
éditos
e
proprietário
Josi Morria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.“
3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As assi-
gnaturas são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
eiis
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
tíraga,
ar.no
1^600
rs.«^Semestre
350
rs.^Protri»
cias,
anno
ââOOO
rs e
sendo
duas
3&600
rs.*-Semestre
IãOSlA
rs.^iíraztl,
anuo 3^600 rs.=-Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&90í>
reise
4^300
reis
moeda
fraca.—
Annuncios
por
iinhfe
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
ássignantes
uj
6
d
’
abatimento
D.
JOÃO CDHYSOSTOMO
DE
AMOfílW
Pessoa,
por
mercê
de
Deus,
etc.
Tendo
a
cam.ra
municipal
de Villa
Nova
de
Cerveira
feito
subir
ao
Nosso
conhecimento,
que
em
algumas das
paro-
clnas
d
’aquelle
concelho
se
faziam
«o
dia
em
que a
Egreja
celebra
a
solemne
fes
tividade
do
Corpo
de
Deus,
outras
fes
tividades,
que
impediam
os
revd.08
paro
chos de
poderem
assistir,
como
são
obri
gados,
á
procissão
publica
e
nacional, que
em
tal
dia
as
leis
da
Egreja e
d’
este
Ar-
cebispadassim
como
lambem
as
leis do
reino
mandam
fazer
com toda
a
pompa
e
esplendor
possível,
por
ser
uma
procis
são
de
triumpho
em
honra
e
gloria
doi
augusto mysterio
do
Sacramento
da
Eu-
chariít
a
;
e
querendo,
como
é
Nosso
de
ver,
zelar
o
cumprimento
das
leis
da
Egreja
e
da
nação
poríugueza, que
por
justo
tiluo se
appeliida Fidelíssima,
e
auxiliar
os muito
louváveis
desejos
da
ca-
maia
municipal
de
Vi|la
Nova de
Ger-
veira,
assim
como
os de
(
das
as
outras
camaras
municipaes
d
’
este
Nosso
Arce
bispado
;
Havemos
por
bem
Ordenar,
que
na
área
de
8
kilomelros,
tomando
por
cen
tro
d
’ella
a
egreja
matriz
de
Villa
Nova
de
Cerveira,
assim como
as
egrejas
ma
trizes
das
povoações,
que
são
cabeças
de
concelho,
exceplo
no
concelho
de
Bra
ga,
se
não
façam festividades
algumas
re
ligiosas no
mencionado
dia
do Corpo
de
Deus,
que
possam
impedir
a
assistência
dos
revd."
8
parochos,
do seu
clero
e
dos
mordomos
com
suas
respeclivas
cruzes
á
solemne
procissão
do
Corpo
de
Deus,
co
mo
se
acha
determinado
nas
Constituições
Synodaes
d
’
esle
Nosso
Arcebispado.
(Til.
XXI. Consl.
11.)
E
declaramos,
que
esta
Nossa
Porta
ria
será
de
execução
permanente
;
e que
tornamos
os revd.os
parochos
responsáveis
pelo
mais
exaclo
cumprimento d’
ella.
Paço
Ahchiepiscopal
de
Braga,
23
de
maio
de 1877.
João,
Arcebispo
Primaz.
fi «A€»A—TEHÇA-FEIRA 89 DF.
171
AI
O
Diz-se no
artigo
6.°
da Carta
consti
tucional
que
a Religião catholica,
apos
tólica,
romana,
é a
religião
do
estado.
Logo
aquelle
que
atacar
essa
religião
commette
um
crime,
que
a
lei
deve
pu
nir.
E
é
assim
que
se
tem
praticado,
e
está
praticando?
Nào,
mil
vezes-não!
Todos os
dias
a
escoria
da
nossa
im
prensa
apupa,
ataca
e
insulta,
á
luz
me
ridiana,
o calholicismo
na
pessoa
dos
seus
ministros,
não poupando
ainda
o
que
ha
de
mais
santo e sagrado.
A
caldmuia,
o
aleive,
as
bambochatas
mais
vergonhosas,
são
empregadas
pelos
livres-pensadores
contra
a
religião
tlv
es
tado;
sem
que
da
parte
das
auctoridádes
haja
a
menor
provi
.eacia
dada
contra
es-
■es
abusos,
contra
esses
crimes
revoltan
tes
E’
verdade
que
nós
vivemos n'uni
tem
po
e
n
’
um
meio
em
que
a
liberdade
se
respira
a
plenos
pulmões;
mas irão é
essa
liberdade,
que
significa
uma
altíssima
prerogaliva
do
homem,—é
liberdade do
mal,
é
o desmandamento,
é
a
licença.
Dizem
por
ahi,
que
uma
das excel-
lencias
do
revolucionarismo
é
a
tolerân
cia,
e
que
em
virtude
d
’
esta
teem
foros
de
cidade
esses
abusos
que
estamos
pre-
senceando.
Tolerância
para
com
o
crime 1? Sin
gular
sistema
é
este
que
felizmente
nos
rege.
Embora
brademos
no deserto,
não
cessaremos
de
pedir
que:
ou
se
elimine
o
artigo
que
institue
religião
do
estado
a
rel
gião catholica;
ou
se
dê
cumpri
mento
á
lei,
punindo
aquelies
que
a
ul-
ul
trajam.
E
’
já
tempo
de
rasgarem
a
mascara,
para
que
o
povo
portuguez
os
veja
taes
quaes
sao.
Entre
os
numerosos
livros,
panfletos
e jornaes
que diariamente
apparecem
col-
meados
<ie
insultos
e
ullrages
ao
catho-
licismo,
avulta
essa
immunda
pasquinada
a
que
nos
referimos
em
o
n.°
antece
dente,
e
que
com
o
titulo
de
«Serrote»
se
publica no
Porto.
A
caiicatura
infame,
os
dichotes
vi
líssimos,
os
insultos
mais
soezes,
—
são
as
armas que
se
manejam
iraquelle
escoadou
ro. repugnante.
E
nau
nos
consta que
a
auctoridade
competente
haja
t miado
as
providencias
meessarias;
bem peio
contrario,
—
é
fiber
rima
a
circulação
r:
’
aquelle papelejo he
diondo.
Consentem
que
o
veneno
extravase,
e
em;,
mhe
as
artérias
do
corpo
social,
e
nãa
quere
.i
que este
adoeça,
e
se
cor
ri;
m
pa
.
Agora
mais
uma
vez
exigiremos
aquillo
que
estamos'
uo
direito
de
exigir:
que
se
cumpra
a
lei,
sustando
a
publicação d
’
a-
queila
infamia,
e
punindo seus
auclor.es
.
KUITAIi.
Manoel
da
Conceição
da
Cosia
e
Silva,
Vigário
Geral
do
Arcebispado de Braga,
ele.
Faço
saber,
que
na
tarde
do
dia
31
do
corrente
mez
de
maio,
ha
de
sair
da
sé
caíhedral
de
Braga
a
procissão
do
Corpo
de
Deus
Sacramentado,
e
que
em
virtude
dos Sagrados
Cânones,
concilio
Tridentino, Constituições
Synodaes
d
’este
Arcebispado
e
leis
civis,
são
obrigados
to
dos
os
ecclesiasticos
d
’esta
cidade
e
seus
arrabaldes
a
tomarem
parte
na
mesma
procissão,
para
o
que
S.
Exc.
a
Rev.Ilia o
Snr.
Arcebispo
Primaz
determina
:
1.
°
Que
os
muito,
revd.PS
desembarga
dores
da
Relação
Metropolila
se
encorpo-
rem
na procissão
pela
fôrma
e
maneira
determinada
na
Const.
2.
a
,
tit.
2.° § 2.°
2.
°
Que
a
obrigação
de
tomar
parte
na procissão
em
quanio
aos
revd.
08
paro
chos
de
fóra
da cidade
fique
limitada ás
egrejas
do
arcyprestado
de Bríga,
e
são
as
seguintes;
8.
liiiago
de
Fraião, Santa Maria
de
Laiqaçaes,
Dadim
e Nogueiró.
Santa
Enta
lia
de Tenões,
S
Maninho
dTNpintar,
Santa
Maria
de Sobreposta,
S.
Mamede
d
’Este, S. Pedro
d’
Esle,
S.
Miguel
de
Guallar,
S. Puo
de
Parada,
Santa '
Eulalia
ite
Crespos,
S.
Lourenço
de
Navarra, S.
Tíiiago
de
Santa
Lucrecia,
bania
Maia
d
Adaufe,
Santa
Maria
de
Pa'me*ira,
S.
ãiailinho
de
Dume,
S.
Jeronymo de
Real,
S.
Miguel
de
Frossos,
S.
João
Baptistà
de Semelhe,
S.
Paio
de
Merelim,
S.
Pe
dro
de
Merelim.
Santa
Maria
de
Panoias,
libães
e
Mire, Padim
da
Graça,
S.
Miguel
de
Cabieiros,
S.
Juhão
de
Passos,
Santa
Alaria
de Sequeira,
Santa
Maria
d
’
Ave
le
da.
Santa
Cecilia
de Viilaça,
Santa Maria
de Ferreiros,
S.
Pedro
de
Lojnar,
S.
João
Baptista
de
Nogueira,
S. Thiago
d’
Espo-
rões,
Salvador
de
Trandeiras,
S.
Miguel
de
Villa
Cova
da
Morreira,
Santo
Estevão
de
Penso,
S.
Pedro
d
’
Escodeiros,
S.
Vi
cente
de
Penso,
S.
Miguel
de
Guizande,
Santa Maria
de
Lamas,
Salvador
de
Fi-
guiredo,
S.
Lourenço
de
Celeirós,
Santa
Anna
de
Vimieiro,
S.
Pedro
d
’
Oliveira,
Salvador
delebosa, S.
Thiago
de
Priscos,
S.
Bartholomeu
de Tadim,
S.
Paio
de
Rui-
lhe,
Salvador
d
’Arenlim
e
S.
Miguel de
Cunha.
3.
°
Que os
revd.
os
parochos
e a
sua
clerezia deverão
ir
na procissão
com
as
cruzes
das
suas
respectivas
egrejas,
como
* FOLH
E
mi
GS
iLTIMOS .
OENTRu
D’
Um
CO.
í
DEMN
á
DO
PELO
li.
P.
c
Marchai
mtiMHionario
apostólico
TRADUZIDO
DA
19.a
EDIÇÃO
POP.
J.
B.
da
S.
D.
II
[Continuação]
Tarnbcm
quando
'.-m
.,
m.trc-
abri
de
m
vi.
n
minha
j-inel*"'
pa<'
olhar
ainda
uma idlirna
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iqoella
p<rla
fatal
que
o
prezo
tinha
transposto
ha |
i
lpo
.
«Lá
está,
dizi"
çe
çmiiigo,
>á,
(
le-
traz
d
’aquelíe
mr>r
■■
r
dtaqiicll
•
?r
'd
s,
a
algum
pa.
<
■
dtaqri.
Que
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<IT
.
Em
que
pensará !
(Y
*m u
Deus!
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<
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.
:
"
ra
a salvaçã-
d’
est?
alma
!
Ai
'
"ou
bem
pobre,
bem
,
-em
drvid
’
.,
e
q<
-
pos
so
eu
ÍTerccer-v<>
f--I'ffij-eço-Nos
Senho",
as
oraçõe-
de
tod
;
?.s
dma
■;
oiedusm
,
as
fadigas
e
>
ia.,r.-
'e
poss- «rnrôes
da
Oceania,
o
to?
cãe
de
tod< -■
«vo,(S
confrades a
í.
«
’
■
n<
dó
jue
n.
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('h
”
ão! ■mu
J?çr ’
y;
não
mxirei'
rer para
semptf
'
Sta
<>'Hha
de-^aT
d?
!...»
E
já
sentia
‘<ta
Rcer
a
espefança
mf.
Dna alma
;
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me
queria
junto
do p; z
,
®aquelle
que
clrnava
meu
caro
J
“
,io;
eu
c
apertava
em meus braços,
com
hc-
gava-o
ao
coração;
falia.a-lhe
de
Deus
e
da
eternidod"!...
Antes
de
p
.
p
d-
itar, recitei
por
elle
d
M'mor".re.
■>
recommend?i
cem
lod
‘
>
o
fervor
Pafugio
cos peccadores.
Ted
a
noite
pnosei
n;
.
. ri$ãç,
<■
a meditaçà
<
’
o
dia
seguinte
foi
h
sl -nl
''slraida.
Fmlim,
ás
■)
'iqi^s,
obtive .-'o
R.
Superior
o
qec
desejava
com
tanto
ardor,
e
pelas
10
entrei
na
tri
lr
mora ia
d-
Charlet.
III
E’
inútil
dizer
qtiamo
meu
coração
Ir.-
tia apressado,
quando m
vi
micc-rrado co
n
este
homem,
jov-
ti d
vigorç^o,
do
qual
me
tinham dild tanta.-
cousas!...
O
prezo estava
ulào
awntado
junto
d’
uma
pequena
mez
,
n
exlremulaile
da
prisão,
tomando
café.
Logo
qne
me
viu,
levantou
se,
cruson
es Irraçoc-,
iudlccan-
do-s-'
n?
'ititedo d
uió
nome
»
que
es
pera
seu
iniwiigo
a
pé
íirme.
Charlei
linha
29
annos
êe edade,
Era
alto
e rohesti
;
tjnha
i>úr
vsti.ie
apenas
uma boa
qalç,;
e
ui..a
çamiea
eeva.
Uo».
b^llo
<
farto l
iqod
d'v
á
ua
pí
ysio-
nornia,
aliás
i
nito tranquiirá, um
ar
mar
cial,
que
rogme*
tav ■
.>nd
'
mais
seus
for
mosos
cabelto
prelos,
inti
pouco
descu
radas.
Depois de <>
;ei
medido todo
com
um
repido
golpe
dc
visia, dirigi-me
a
elle
com
a
lagrimas
nós
olh-:.,
o,
altando-lhc ao
pescoço,
lhe
isse
l
.do
commuvidú.;
«Meti
muite
querid
>
"inig<
’
*ão
venho
qui
cõm
viu-
m;
são
omciá
:
.e-dio
sim
plesmente
Visitar-
s
■
conversa
■
s
oinvos-
co
-migave!
ne.pe.
U
b.
,
u'vez
terc'
a
felicidade
de
partir
par
,
Uc
aniu,
e
pa
rece
me
q<
c
..iravessa.
e'
n Oceano
com
menos
pena,
<<epjs
dc
ler
tido
a
satisfa
ção
de me
entreter
.
m
instante
comvos-
co,
e
de
vos
ler
fallado
m*
pouco
de
Deus.»
Resp<
ndeq-me
;
«Ides,
dizeis
vós,
paríir
para
a
Ucea-
nia?
oh!
e pudesse
acompanhar-vos
r
sair
d’
e-les
moro.
!
Malditos-muro; !-.
vál...
Quando
penso
que
'
s
mais
dc
cem
dias
elles
m<
tem preso! Oh!
quamlo
me
sol
tarão
pó.
una
vez!
ou
então
porque
não
acabam
cvm
isto?»
Elle
ignorava
ainda
o
orieeto fatal
;
e
como
a
sentença
i.i"ha
sido
pronuncia
da
ha
muito
tempo,
nutria
ainda
alguma
esperanças.
Porisso
Ur;
disse
logo
:
<Nade
,
ha
para
desemerar,
men
que
rido
amigo
;u
misericórdia
d
Deus
<•
gran
de,
e
talvez
que,
não
ceja
inexorável
a
jus
tiça
dos
homens.
.
—
Acreditae-
isso?.
.
Ah!
s-
eu
podes-
se
êr
o
Presidente,
ou
então sc
pudesse
escrever,
minnã
n
ã
r
;
ella
iria
»
Paris
com
o
snr
Barão
de
Roçhemond,
que
em
obstáculo
póde
andai po.
onde
quizer.
Minha
>aa>
diria
a.
Príncipe
dua»
palavras
em
inglez,
II-? sabe
o
que. isto
significa,
lambem
abe
que
o
vi
em
Gencia...
e
<>
negocio ficaria
(eito.
Quando
jogava
a
pél-
la
nas m-egens
do
lago,
era
eu então,eu
commiesiouario,
'cais
tarde...
quando
pen
so
n
’isso !...»
Elh
ape.lava
os
punhos
dc cólera, e
balia
com
os
pe; no
pavimento.
«Muito
bem,
meu
b’
in
ami
to,
muita
coragem.
Infom.-r-me-hei
co
a
auclori-
dade
civil
para -aber
se
ha aind.»
tempo
bastante
r
dar-to^
hei
resposta.
Farei
lodo
o
possível,
correrei
eu
mesmo
j
Paris.
Monsenhor
<>
Aicehispo
ama
on
infelizes
como
seus filims
;
e
muitas
vezes
vblem
algumas
graças
do
Príncipe
Presidente.
Muita
coragem.»
—
Oh
’
meu
senhor,
se
podesseic-
obier
alguma
graça!...
Esperas
;
quereis
saber
alguma
cousa
da
vida
de
Julio
Charlet?
Tomou
um
pedaço
de
papel
de
cima
da
meza,
t
leu
as
seguintes
linhas, es-
criplas
na
vespera
de
<ua
própria
mão.
IV
«Nasci
em
Londres
em
1822.
Meu
avô
era
guarda-roupa
do
ministro Necker.
Meu
pae
nasceu na Suissa,
deixou-me
orfão
com
minha
mãe,
contand<
eu
onze
annos
in
completos
e
sem
saber
nem
uma
palavra
só
da
lingua
franceza.
Aos
treze
pòz-me
minha mãe
ao
oíficio
do
marceneiro
; mas
o
mestre era
muito
tyranno,
e
eu
fugi
para
Lancey.
Aos
deztseis
eslava
em
Gé
nova.
Em
1841,
precorri
a
Suissa
e
a
Al-
sacic,
depois
voltei
.<
Génova,
e
depois
a
Lyon,
aonde
me sahi com honra
d
’
um
grande
combale
com
os
ferreiros
retvddos
em
corpo
de
policia.
«Em
consequência d
’
este
facto,
salvei-
me ein
Gex,
onde
certa
pessoa
me
con
tratou
por
400
francos-
para
lhe
substi
tuir
um filho
nu
serviço
militar,
quer
fosse
ou
não
isento.
Este
foi
livre
e
o
pae
con-
tratou-me
com
um outro
por
700
francos.
Ora
eu
é
que
não
cclive
pelo
contraio.
Voltei a
Lyon
em
1843,
e
puz-me
a
tra
balhar
nos
barcos
a
vapor até
1846.
«Nos
dous
últimosmos,
como
o
pão
era
caro, metti-me
por
creado
em
uma
péssima
casa.
Nu
começo
da
republica,
o
snr.
Mairc
de Lyon
nitregou
me
uma
ar
ma para
guardar
a
prefeitura.
Depois
d’
is-
to, fui da
guarda
nacional da Guillotièn
,
e
Venillact
conseguiu
meller-me
na
com
panhia
de
que era
capitão.
(Cotlll/lúu)
s
e
acha
determinado
na
citada
Constitui
ção,
§
3.°
4.
° Que
os
revd.
os
parochos
que
não
tiverem
cruz
alçada
na
procissão
não
po
derão
usar
n
’
ella
de
estola,
porque
n
’
este
caso,
só
representam
a
sua
pessoa
como
ecclesiasiico
e
não
como parocho
d
’
uma
íre-
guezia.
5.
°
Que
todas
as
confrarias
e
irman
dades
assistam
também
á
procissão
com
suas
cruzes,
na
forma
qoe
ordenam
as
Constituições
Synodaes
d
’esta
Archidiocese
Primacial.
6.
°
Que
nas
cidades
e
villas
d’
este
Arcebispado,
onde
houver
camaras muni
cipaes,
os
muito
revd."s
vigários
geraes
e
arcyprestes
ordenem
a dita procissão
na
fórina
das
Constituições
Synodaes.
7.
°
Que se
algum
ecclesiastico,
por
doença
ou
outra
causa
grave,
não poder
tomar
parte
na
procissão,
requeira
para
ser
dispensado,
provando
o
impedimento
que
tem
para
o
cumprimento
exacto
d
’
esta
obrigação
rigorosa.
8. °
Que
os
revd.
os
parochos,
irmanda
des
e confrarias
terão
na
procissão
o
logar
que
lhe
compete,
tendo
a
precedencia
en-
tre
as
irmaudaues
e
confrarias do
SS.
Sa
cramento, exceptuando
a
irmandade
cha
mada
de
S.
Tbomaz;
porque,
sendo com
posta
de
ecclesiaslicos, tomará
logar
logo
adiante
do
clero
parochial.
e a
Ordem
Terceira
<ia
Penitencia
que
seguirá
logo
adiante da corporação do Seminário
Dio
cesano
—
a
qual
por
ser
considerada em
Direito
Canonico
a
familia
dos
prelados
—quer
S. Exc.
a
Rev."
la
que
ella
preceda
todas
as
confrarias
e
irmandades
secula
res.
E
’
intenção
do
mesmo
Ex.'no
e
Rev.'
no
Snr.
Arcebispo
Primaz,
que
os ecclesias
ticos
d
’
ordens
sacras,
que
no
dia
da pro
cissão
do Corpo
de
Deus
Sacramentado
estiverem
n’
esta
cidade
e
nas
fregue/ias
já
mencionadas
e
não tomarem
parte
na
procissão,
incorram
na
pena
d’
excominu-
nhão
ipso
facto.
Braga 23
de
maio
de
1877.
Manoel
da Conceição
da
Cosia
e
Silva.
N.
B.
Estamos
auclorisados
a
decla
rar,
que, não
obstante
ser
este
edital
a
repetição
de outro
com
data
de
3
de
ju
nho
de
1876,
fica
sendo
de
eíleito
perma
nente,
tanto
para
Braga
como
para
as
mais
cidades
e
villas,
onde houver
cama
ras
municipaes, no
que
diz
respeito
ao
§
6.
°,
que
os snrs.
vigários
geraes
e
arcy
prestes
deverão
fazer executar.
-----------------------------------------
m
de niiiio de
(Do
uosso
correspondente!.
Inicio
a
minha
primeira
correspondên
cia
para
este
jornal
sob
as
impressões
da
maior
indignação
que
nu
animo
verdadei
ramente
catholico não
póde
deixar
de
pro
duzir
a fresca deliberação
tomada
pelo mu
nicípio
d’esta
capital
do
Reino
Fidelís
simo.
E’
sabido
que
a
propaganda
das en-
terrações
não
tem
durmido
no
intento
da
secularisação
dos
cemilerios. Levantaram-
se
ha
tempo,
a
proposito
dos
chamados
enterramentos
civis,
feitos
nos
cemilerios
catholicos
e
á
sombra
da
Cruz,
que
para
os
propagandistas
não
deixou
de
ser
um
patíbulo,—acalorada
discussão
e
conflitos,
que
o
ministro
do
reino
de
então
(1872)
cuidou
de
sanar,
fazendo
baixar
aos
mu
nicípios
uma
portaria
mandando f»zer,
e
fez-se,
nos
cemilerios,
uma
separação
pa
ra
os
enterramentos
dos
indivíduos
faile
eidos
fóra do grémio
da
Egreja. Assim
se
calou
a
celeuma,
embora a
medida
não
fosse
salutar
como
convinha
ao
Estado
em
cujo codigo
fundamental se
diz
que
a
sua
religião
oIficial
é
a
Calholica
Apostólica
Ro
mana.
O snr. Cardeal Patriarcha
a
seu
tur
no,
e
não
vendo melhor
meio
de
obstar
ás
profanações,
determinou
aos
parochos
que
benzessem
as
sepulturas
na
occasião
dos
enterramentos
catholicos.
Estavam
as
cousas
n
’
estes termos,
quando
o
municí
pio
de Lisboa, cujo
presidente
é proprie
tário
do
mais
revolucionário
jornal
do
paiz,
dej,xando
esquecer
o
caso,
trata
de
á
sorrelfa
demolir
a
vedação
e
determinar
a promiscuidade
nos
enterramentos.
Então
o
snr.
governador
civil
pergunta
á
cama
ra
pelo
cumprimento
d
’
aquella
portaria,
e
a
camara
tocando
a
capitulo
reune, discu
te
o
caso
e
nomeia
uma commissão
para
deliberar, e
o
resultado
foi
responderem
que
os
cemilerios
são
propriedade
muni
cipal
e qoe os
enterramentos
devem
ser
feitos
aonde
e
como
o
sabio
senado qui-
zer,
misturando
catholicos
com
hereges
etc.
etc.
Digam-nos
se
sabem,
quem
mais
man
da
n
’
esta
terra de
liberdades?
O
que
fará
agora
o
governo?
Parece
que
mandar
cumprir
as
suas
determinações,
visto
como
o
município
é
um
corpo
subordinado
do
mesmo governo,
e
no
caso
negativo
demittil-o,
que
para
isso
tem
direito.
Mas
não;
consultam-se
as
altas
potestades
da nação,
proseguem
as
tergiversações,
e
veremos
o desfecho
d
’
es-
ta
pendencia
que
para
já
está
provando
á
saciedade
o
rancôr
e má
vontade
da hydra
revolucionaria
—Estamos
aqui
na época
do
anno
a-
mais
afllictiva
para
as
classes
menos
abas
tadas.
E
’
occasião
de
alugueres
de
casas,
e
a crueldade dos senhorios
excede
os
li
mites
augmentando
despropositadamente
os
preços
dos alugueres.
A população augmen-
ta
n
’uma
progressão
elevada
;
carecem as
habitações
não só
pela
progressiva
aífluen-
cia
da
população,
mas
pela demolição
de
casas
pequenas
—
d
’
ahi
a
especulação
sór
dida
dos
senhorios.
Era
para
remediar
esta
calamidade
que
está
assolando o
po
vo,
que
conGnha
o
município
trabalhas
se,
que
cuidasse
dos
viv.
s,
e
não
tratas
se
apenas
de
fazer
propaganda revolucio
naria
e
alheia,
mechendo
com
os
mortos.
—
Enquanto
que
a revolução
esbrave
ja,
turrando
para a
direita
e
para
a es
querda,
exulta
e
rejubila o vêr
como
se
lhe
faz
frente do
lado
catholico. A
pere
grinação
a
Roma
é
a manifestação
mais
imponente
que
os
catholicos
d
’
esie
paiz
tem
feito,
e
coma
qual
se damonstia
que,
a
despeito
das
bravatas
dos
phariseus.
a
Egreja
está
em
ves.eras
do
seu
triunfo.
—
Já
ao
concluir
esta
correspondência,
sube
que
o
snr
ministro
do
reino
fez
baixar
ás auctoridades
administrativas
as
seguintes
inslrticções
com
respeito
á
ques
tão
dos
enterramentos
:
Que
os
regedores
busquem
evitar os
enterramentos
civis
das pessoas
fallecidas
em
suas
parochias;
e
que se
por
falta
de
meios
das
respectivas
famílias estas
ado
ptatn
tal
sistema
de
enterros.
n’
este
ca
so
que
se
faça
o
enterro
catholico
pago
pelo
governo
civil;
e
que quando
a
fami
lia
por
qualquer
motivo
insista
no
enter
ramento
civil,
que
ainda
assim
o
mesmo
governo
civil
forneça
um
trem
ao
parocho
para
acompanhar
o corpo.
Esta
medida,
que tem
o
seu
tanto
de
louvável,
está
demonstando
que
a
propa
ganda
dos
enlerra-cães,
especulava
com
a
pobreza dos
fallecidos
e dos
doridos
para
fazer os
enterros
á
sua moda, e
assim
ir
fazendo
propagar
a
luminosa
ideia. Que
bons
maráos
I
Bem
haja
o
snr. ministro
do
reino,
que
ao
menos
n’
esta
pane
corta
as
azas
aos
macaqueiros.
Até
á
semana
M.
Boletim «la peregrinação a<l sa
cra l.iminn.
Por
telsgramma de Roma,
de
25,
participa-nos o nosso amigo
Antonio Braz que
ás 8
1/2 da
manhã
haviam chegado áquella
cidade
todos
os peregrinos por
tuguezes e o snr. patriarcha,
havendo grande
satisfação e en-
thusiasmo.
Recebemos
já
segundo
tele-
gramma.
de
27, do revd.11;0 snr.
desembargador Silva Vianna,
participando-nos
que todos
che
garam
bons e estão optima-
mente.
N
’um outro
telegramma diz-
se que os peregrinos eram es
perados
na
estação por Monse
nhor
Mattera,
principe Máximo,
da casa pontifícia, o ministro e
o
cônsul
de Portugal,
membros
do Girculo de S. Pedro, e
muitas
outras pessoas.
Carla
do
revd.
0
padre
José
Lopes
d'Araújo
e
Silva
a
um
seu
amigo
d
’esla
cidade.
Lourdes,
29
de
maio
de
1877.
—
Ide;
dizei
ao
Santo
Padre
o
que
vistes
e
o
que
fizemos (disse
o
nosso
Prelado
ao
despedir-se
de
nós).
Estas
palavras
foram
um
discurso
perfeito;
porque
não
só
mos
tram
a
grandeza
do
acto,
mas
também
a
com
moção
de
que
o
nosso
Prelado
esla
va
possuído.
Agora
digo
eu
aos
meus
amigos:
quem
quizer
saber
o
que
é Lourdes,
venha
a
Lourdes;
pois a
minha
lingua
não
póde
dizer
o
que
meus
olhos
vêem.
Tudo
é
grande!
tudo
é
rico! tudo
é
progresso!
mas
verdadeiro
progresso.
Em uma
pa
lavra:
é
q
efràilo
d’
um milagre,
d
’
um
privilegio
da
Virgem.
Basta.
A
peregrinação
portugueza
está satis
feitíssima;
mas
para
chegar a
este
goso
foi
necessário
passar
por
entre espinhos.
Hocve-os
en-
Braga,
houve-os
no
Porto,
houví-os
r.o nosso
Portugal,
que
se
diz
fidehssimo!!
Mas
lego
que
pisamos
terra
estranha,
logo
que
entramos na
catholica
Hespanha,
esses
espinhos
converteram-se
em
rosas as
mais
formosas
e
as
mais
odoríferas:
basta
dizer
que
o
preço
da
viação
foi reduzido
(para
os
peregrinos
portuguezes)
a
30
p. c.,
e
que
o
snr.
Arcebispo
de Valhadolid
nos
veio
esperar
á
saida
do
comboio,
e
concedeu
aos
pe
regrinos
portuguezes
80
dias
de
indulgên
cia,
todas
as
vezes
que
durante
a
pere
grinação rezarem
uma
salve.
—O
restante
da carta
narra
os
factos
de
que
já
demos
noticia
na
carta
do
revd.0
pidre
Aguiar.
Não
obstante
ser
em
pa.te
repetição
do
que
temos
dado
conhecimento
aos
nossos
leitores, não
podemos
deixar
de
transcrever da
«Palavra» a seguinte carta:
(Chegamos
no
dia
18
a
Lourdes
ás
7
horas
da tarde
a
esta
memorável
terra,
cheia
de
tantas
recordações
para
os chris-
íàos.
Não
fazem
ideia
a
sensação
que
sentiram
todos
os
portugueZ.es quando
o
comboio
passou
em
frente
da
Santa
Gruta
em
que constantemenle
arde
uma
quan
tidade
enorme
de
velas
d<
cera
e
steari-
na,
todos se
ajuelharam;
abundantes lagri
mas
de
consoiaçao e
alegrn.
Lourdes
é
uma
bella
cidade
mas o que
é
bello,
sur-
I
rehendeole,
admiravel
é a rici
Basiiica
dedicada
a
Nossa
Senhora
edificada
como
por
encanto,
a
rica
Cripta
e
a
gruta,
é
tudo
feito
no
estylo
golico, e
quando
uma
pessoa vae entrar na
Egreja
quasi lhe
escapa
um
ah
!
pela
sensação que
sente
ao
ver
e
admirar
tanta beileza
e
gran
deza;
parece
a
poria
que dá
entrada
para
o
ceu,’
emlim
só
vendo
se
é
que
se
póde
fazer
uma
completa
ideia,
porque
por
mais
que
se
queira
explicar,
fica
tudo
por dizer.
Desde o
Escurial
até
entrar
em
França
(Hendaya)
passamos
46
túneis
e
alguns
de 6
1/2
minutos.
Em
Hespanha
fomos
sempre
bem
recebidos
em
todas as
estações
e em algumas
chegaram
a
dar
vivas ao Pontífice
e
á
religião
e
fomos
sempre
distribuindo
os
versos
da
peregri
nação
a
Roma
sendo o
primeiro
entregue
ao
chefe
da estação;
são. lodos catholicos
de
convicções.
Em
Madrid
fomos muito
obsequiados
pelo marquez
de Valle Ame
no,
catholico
verdadeiro
que
sempre
nos
cercou,
e
conseguiu
da
companhia
do
ca
minho de
ferro. 30
0/0
de
abatimento
nos bilhetes até
a
primeira
estação
de
França
(Hend-ya)
e
nos
foi
acompanhar
de
manhã
á
estação
a
despedir-se
dos
pe
regrinos
portuguezes!
O
snr.
Patriarcha
disse
missa
na
cripta
e
todos
os
sacerdotes
e
depois
deu
a
communhão
geral;
ama
nhã
lambem
a haverá,
mas
é
na
Basiiica.
Nós
todo
o
teinpo
que podemos dispôr
corremos
para
a
gruta
e
Basiiica,
e nin
guém
nos
pôde
tirar
d'alli;
é
um
iman
que
nos
alirahe
e
tem
sido
uma
conso
lação,
porque
estamos no
estrangeiro,
mas
sempre
encontrando
na
rua
caras
conhe
cidas,
para
quem
dirigirmos
a
palavra.
A
’
tarde
haverá
Te-Deum
pelo
Palriar-
cha
e
sermão,
e
á
noite
procissão
dos
peregrinos
e
sermão
á
entrada,
cujas
ve
las
serão
depositadas
aos
da Virgem.
A
cidade
tem
crescido
muito
depois
que
se
edificou
a
Basílica
e
já se
edifi
caram
uns poucos
de
conventos
de
freiras
de
diversas ordens,
tudo
defronte
da
Santa
Basiiica.
sen
io um de
Carmelitas
e
outro
de
Beneditinas;
outra
ordem
de
freiras de
Nossa
Senhora das
Dores
está
edificando
um
gran
fe
hospital
para
os
po
bres
doentes e
asylo
para
se
recolherem
andando
sempre
duas
irmãs
a
pedir,
já
aqui
vieram
e
todos
deram sua
esmola
para
as
obras.
São
quatro
horas;
vou
para
o
Te-Deum
e
só
voltarei
depois
de
concluí
da a
procissão
São
11
horas
da noite;
o
Te-Deum
foi
muito
concorrido
de
gente
do
paiz,
prégando
o
reverendo
Padre Amado,
de
Lisboa,
que
fez
um
rico
discurso.
Perlo
das
8
horas
da
noite,
saiu
da
gruta
a
procissão
dos
peregrinos, presi
dida
pelo
snr.
Patriarcha
e subimos a
montanha
cantando
os
versos
que
se
en
toaram
em
Leça,
o terço
e
a
laidanha
e
depois
de entrarmos
na
cripta,
lodos
fo
ram
deixir
a
sua
vela
a
Nossa
Senhora
e
em
seguida
prégou
u reverendo
Padre
José Ferreia
Marnoco
e Sousa,
de
Braga,
abbade
de
Souzellas,
proximo
a
Louzada,
sobre
a
nossa ida
a
Roma,
que enthu-
siasmou’
a
todos.
Findo
o
sermão
a
maior
parle
dos
portuguezes
ainda
foram
fazer
nova
visita
á
gruta
e bebermos
mais da
santa
agua.
No
dia
do
Espirito
Santo
fomos lodos
á
missa
do
snr. Patriarcha, e
no
fim
com-
mnngamos;
hoje
a
missa
e
communhão
foi
aa
Baziiica,
acompanhada
a
orgão
e
cantores.
Mas
que
riquíssimo
orgão
!
Também
ouvi
a
missa
conventual dos
frades
da
Baziiica
f
Sacré
Cceur)
missa
cantada
com
tal respeito
e
tmção
religio
sa como
nunca
tinha
assistido;
emlim.,
para mim
é de
uma
admiração
inexplicá
vel
tudo
quanto
vejo.
Pois
a
alegria
que
sinto ao
vêr
pelas
ruas
tantos
frades
e
de
tantas
ordens
differentes, assim
como
freiras
e irmãs
da
caridade,
é
um
nunca
acabar
!
Um
peregrino.
Lêmos
na
«Ancoras,
de Bolonha:
«Na
grande reunião de
todos
os
po
vos catholicos,
cerca do sepulcro
do
prin
cipe
dos
Aposlolos,
na
fausta cccasião
do
Jubileu
Pontifical
do
amadissiino
Pontífice
Pio
IX, não
podiam
faltar
os
filhos
da
generosa
nação luznana,
que
já
deu
ao
mundo
exemplos
immensos
de
vivíssima
fé
e
singular
udhesão
á
Cathedral
de
Pe
dro.
Dentro
de
poucos dias
estarão
em
Ro
ma
numerosos
portugezes,
que
veem
tes
temunhar
solernnemente
a
sua
fé, e
pro
testar
perante o
thruno
do
Vigirio
de
Christo,
que
no
coração
dos
concidadãos
do
grande lhaumalurgo
de
Padua
está
’
nda
viva
a
piedade
dos
seus
avós,
e
o
brio
dos
antigos
cruzados,
e
que
aquella
nobre
nação
*é,
e
será
sempie
digna
do
seu
titulo
de
nação
fidelíssima.
Os
peregrinos
portuguezes
que
já
par
tiram
de
Lisboa, tencionam estar
lodos
em
Roma,
no
dia
23
do
corrente
dignm-
do-se
o
Santo
Padre recebei
os
em audiên
cia
no dia
29.
O
Eminentíssimo
Cardeal
Patriarcha
é
o
presidente,
que,
conjunctamente
com
conspícuas
persouagnes,
vera
á
frente
da
grande
peregrinação
portugueza,
que
se
póde
dizer
uma representação
do
paiz
em
pezo».
GAZETILHA
Corpus
Ciiriaii.—
Depois
d
’ámanhã
tem
logar
a
solemne
procissão
do
Corpus
Christi,
para
cuja pompa e
brilhantismo
a
ex.
ma
camara
fará
todos
os
exforços.
O
SS.
Sacramento
é
levado
por
s.
exc.
a revd.
ma
o
snr.
arcebispo.
Atraz
do
palio
irá
o ex.
m
*
marquez
de
Vallada,
que
se
fará
conduzir
para
a
Sé
no
seu
coche
de
galla,
que
para
esse
fim
man
dou
vir
de
Lisboa.
No
mesmo dia
começa
o triduo solem
ne
da
confraria
do
SS.
da
Sé,
—
com
exposi
ção ás
10
horas
da
manhã
e
sermão
de
tarde:
continua
nos
dias
1
e 2,
havendo
n’
um
e
n
’outro
missa
cantada
a
instru
mental,
e
no
sabbado
vesperas
solemnes.
No
domingo
haverá
a
festividade do
SS.,
com
sermão
de
manhã.
Por
coincidir
a
festa d
’
este
dia
com
o
quinquagésimo
anniversario
episcopal de
Pio
IX,
a
couimissão
dos
festejos
,
do
Pa
pa,
d
’harmonia
cotn a
confraria, mandará
cantar
um solemne
Te-Deum,
o
qual
se
rá entoado pelo
venerando
arcebispo.
A
este acto
são
convidadas
a
assistir
todas
as
auctoridades,
que
se
não recu
sarão
a
comparecer
alli.
Podemos
asseve
rar
que o
ex.'"J
snr.
marquez
de
Vallada
a
elle
assistirá
da
melhor
vontade.
Findo
o
Te-Deum sairá
a
procissão
do
Santíssimo,
que
percorrerá
o
mesmo
iti
nerário.
da
do
Corpus
Christi.
O
SS.
será
lambem
conduzido
pelo snr.
arcebispo,
por
esta
vez
sómente, e pela
circumstan-
cia
de
s. exc.*
revd.
ma
se
achar
na
Sé,
assistindo
ao Te-Deum.
A
procissão
da
confraria
será
este
an
no
feita
com
desusado
explendor
e
ap-
paralo.
—
para
o
que
os
actuaes mesarios
a
nada
se poupam.
Festividade.—
A
expensas
d’
alguns
devotos festeja-se
no
dia
8
de
junho,
na
capella
de
S.
Miguel-o-Anjo,
o
Sagrado
Rosto
do Senhor.
No
dia
7,
ao
romper
d
’
alva
subirão
ao
ar
alguns
foguetes,
percorrendo
então
as
ruas
uma
banda
de
musica,
—o
que
se
repetirá
ao
meio
dia.
A
’
noite
será illuminada
a
fachada
do
templo
e
um
extenso
arruado
áté
ao local
do
bazar
de
prendas,
que
ser/í
junto
ao
cruzeiro
da
Praça da
Alegria.
No
fim
do
bazar
queimar-se-ha
um
vistoso
fogo
d’
ar-
tilicio,
tanto
prezo
como
do ar.
No
dia
8
haverá
de
manhã
missa
so-
lemne
a
instrumental,
da
capella
do snr.
Luiz
Baptista,
exposição
do SS.
todó
o
dia,
e
de
tarde
sermão
prégado
pelo
no
tável
orador, o
revd.
mo
dr.
Oliveira
Gui
marães,
um
dos
mais
esclarecidos
eccle-
siasticos
d
’
esla
cidade,
e
digníssimo abbade
de S.
Pedro
de
Maximinos. Findo o ser
mão
caniar-se-ha
um
solemne
Te-Deum.
O b>sar
continuará
n’essa
tarde,
lo
cando.
em
quanto
elle durar,
a
banda
dos
íArtislas».
itoiiiitivog. —
Foram
muitos
os
do
nativos
que
por
occasião
da romaria
do
Espirito Santo
foram
feitos
ao
íinado
Fr.
João
Neiva,
que
repousa
na
egreja
do
Carmo.
(Jm
dos
romeiros deixou
lhe
uma
es
mola
de
48$000
reis.
SS. Trindade.
— Feslejou-se
ante
hontem
o
augusto
mysterio da
Santíssima
Trindade,
na
egreja
do
Populo.
Esta
festividade
íoi
feita
com
o explen
dor
costumado,
havendo
de
lerde,
pela
primeira
vez,
procissão
com
o SS.
Sacra
mento em voTt do
campo
de
D.
Luiz
I.
IV.
Senhora
da
Bjia®.
—
Fesleja-se
na
próxima
quinta-feira,
no
templo
de
S.
Vicente,
a
Imagem
de
N.
Senhora
da
Luz,
em
conclusão
do
Mez
de
Maria.
Haverá
missa
cantada
a
iusti
umenld,
e
de
tarde sermão
prégado
pelo
rvvd.
0
ab
bade
de
Sabariz,
finaltsando
con
Te-D^um
também
a
instrumental.
M
m
Eueitnriatic».—
Na
sexta
feira,
t.°
de
junho, começa
a
celebrar-se o me«
Eucharislico
ou
do
Sacramento,
nos
con
ventos
de
Santa
Thereza,
ás
5 horas
da
manhã;
no
Salvador,
ás
6
da
tarde;
na
Penha,
e nos
Remedios ás
6
horas
da
tarde.
Fnlleeínient».—
Na
tarde
de
domin
go
falleceu
o
exc.
,n’ snr.
João
Ferro
de
Lima,
distinclo
cavalheiro
da cidade
do
Porto, e
que
lia
muitos
residia
n
’
esta
cidade.
Fez
testamento
no
qual
deixou
4
con
tos
de
reis
ao
Bom
Jesus do
Monte,
2
contos
a
N.
Senhora
das
Dores,
que
se
venera
nos
Congregados,
800^000
reis
ao
seu
creado
particular,
e
outros
legados
e
deixas
de pequenas
quantias. Instituiu
por
sua herdeira
a
exc.
nia
snr.
a
D.
Maria
Dias
Peixoto.
O
íinado tem
hoje
olíicios
fúnebres
no
templo
dos
Congregados,
ás
11
horas
da
manhã,
como se
vê
do
convite
que
noutro
logar
publicamos.
Outro
—
Dá-se
hoje á
sepultura
o
ca-
daver
do
snr.
Francisco
José
Vieira
de
Araújo,
honrado
negociante
que
foi
no
largo
dos
Terceiros.
Deuautre.—
No
domingo
á
noite,
indo
a
passar o
exc.
mo snr.
conselheiro
Fran
cisco
Xavier
de
Sousa
Torres
e
Almeida
por
defronte
da
casa da Companhia
Via
ção
do
Minho, foi
este
atirado
ao chão
por
um
golpe
da lança
d
’um
carro
que
da
mesma
casa
vinha
a
sair.
S.
exc.a
soííreii
na
queda
uma
pequena
contusão,
que
felizmenle,
segundo
asse
veração
dos
facultativos,
não
é
de
gra
vidade.
0
cocheiro
ainda
poude reprimir
os
cavallos,
evitando
assim
que
áquelle
ca
valheiro
íicasse
esmagado.
Fazemos
votos
para que
este
nosso
amigo
de
prompto
se
restabeleça.
Lembramos
com
instancia,
aíim
de
evitar
idênticos
desastres,
que
seria
mui
conveniente
que
á
porta
d
’
aquella
estação
um
creado
avisasse
os
transeuntes
da
saida
dos
carros,
pois
que
sendo
a porta
transversal
é
facil
que
elles
se
deem
com
quem
vae pelo
passeio.
Outrolanto
lembraremos
aos
particula
res.
Ainda
ha
pouco
um
cavalheiro
nosso
amigo
saindo
de
sua
casa
com
o
carro
ia
atropellando
uma
senhora
também do
nos
so
conhecimento,
a
qual
por causa
da
sua
surdez,
e
não
suspeitando
a
saida
do
car
ro,
ia
d’
elle
sendo
victima
Faeadaa
—
Ante
hontem
á
noite,
ten
do-se
dois
indivíduos
travado
de
rasões
proximo
da
egreja
de
S.
Pedro
de
Maxi
minos,
um
d
’elles
deu
tres
facadas
no
ou
tro,
que
ficou estado
laslimavel.
que
deu
as
laçadas
foi
recolhido
á
cadeia.
UeprMentafio.
—
Vae
ser
dirigida
ao
Chefe do
estado
uma representação
de
todos
os
catholicos, expondo
a funesta
situação
em
que se vê
o Pae
commum
<ios
fieis,
em
consequência
da
occupação
dos Estados
da
Egreja
pelo
governo
de
Italia, e
pedindo
que
S. M.
proteste
con
tra
essa
situação,
declarando
aberta
mente
<jue
não
acceita
a
solidariedade
com
a
revolUçã
o
italiana,
e
tome
todas
as
me
adas
para
que
o
Santo
Padre
seja
resta
belecido
na sua
plena liberdade.
Esta
representação
assigna-se
no es-
da
Madeira
a
cultura e
commercio
do
assucar,
industria
que
se
póde
diser
na
infancia
n
’
aquella
fertilíssima
insula,
e
que
lhe
promeile
mais
um
elemento
poderoso
de
riquesa
entre
os
muitos
que
abundam
no
seu
invejado
solo.
O
anno
passado
a
exportação,
só
a
exportação,
elevou-se á
importante
quantidade
de
526:572
kilo-
grammas,
no valor
de*
121:126^009
reis,
que
foram
enriquecer
a
industria
madei
rense,
da
qual
tantos
e
tão
apreciados
e
originaes
productos
se
espalham
hoje
pela
iuropa e
pela
America.
Calcule-se
que
na
ilha
não
se
consurrfiria
menos
de
ou
tro
tanto,
e
ahi estão acrescentados
em
aproximadamente
300
contos
de
reis
os
aremios
da
actividade
da
industria
insu-
ar, que
bem
,,óde
tomar-se
para
mode
lo
e estimulo em presença dos
enerva-
mentos
do
loisser aller
de
alguns
ramos
de"
trabalho
na
metropole.
—
O tempo
tem
corrido
muito
fivo-
ravel
á
agricultura.
Após
alguns
dias
chu
vosos
tem
succedido
outros
de
uma
beni
gnidade
muito
própria
para beneficiar
to
das
as
culturas.
Os
trigos
acham-se
muito
desenvolvi
dos e
promettem
uma
bot
colheita.
E’
geral
o
contentamento «te
todos
os
lavra
dores
que
veem
no
presente
anno
agrí
cola
boa
remuneração
aos
seus trabalhos
e
fadigas
Os
linhos
que
se acham
agora
er.
flôr exhibein
optimo
aspecto
e
é
de
sup-
pôr
que haja
egualmente
uma
boa
co
lheita
d
’
este
excellente
producto
agrí
cola.
as
vinhas,
que
ainda
não
foram
ata
cadas
de
phyloxera
rebentaram
bem,
no
entretanto
pouco
devemos
esperar
d
’eslas,
quando
tem
na
frente
um inimigo
tão
hor
rível
como
o parasita
ji
citado.
E’
regular
o
estado
das
arvores
fru-
ctiferas.
A
doença
tem
atacado
em
alguns
pon
tos
os castanheiros
e
laranjas.
Os ensaios
a
que
se
tem
procedido
em
relação
á
cultura
da beterraba, mostram
que
esta
planta
póde
produzir
aqui
excel-
lentemente
e
dar
grandes
resultados
aos
agricultores.
Uns
cafeseiros
que
ultimamente foram
semeados
pelos
snrs.
João
Fortunato d
’Oli-
veira
e
<»oão
de
Salles Caldeira
apresen
tam
nonilo
aspecto
e
estão
ahamenle
pro-
mettecores.
Grande
sinistro.
—
A
maior fabri
ca
de
fiação
do
linho
da
Irlanda
foi
in
cendiada
ultimamenle
e reduzida
a
cinzas.
Um
milhar
d’
operarios
encontram-se
sem
trabalho
em
consequência
d
’
este
sinistro
cuja
causa
é
desconhecida.
Grande exposição
de
Paris.—
Entre
as
muitas
curiosidades que
de
vem
figurar
na
exposição
universal
de
Paris
em
1878, eucontrar-se-ha
na
sec
ção
de marinha
um
barco
feito de um
só
pau,
um
tronco
de
cajueiro,
que
pe
sava cerca
de
15
mil
kilogrammas.
O
barco
mede
sele
melros
de
compri
mento, um
melro
e cincoenta
centímetros
de
largo
e
noventa
cenlimelros
de
profun
didade.
E
’
feito
segundo
os
planos e sob
a
direcção
do
chefe
de
um córte
de
madei
ras
em
Guatemala,
e
trabalhado
unica
mente
a machado
e
enxó
pelos
indíge
nas,
genero
de
trabalho
em
que
elles
são
insignes.
O
merecimento
do
barco
está
porven
tura
no
seu
tamanho,
perfeição
com
que
seja feito, e
como
exemplar do
genero
de
barcos
de
um
só madeiro,
que
aliás
é
bem
conhecido
e
vulgar
na Alrica,
America,
e
em
outros
pontos.
Guerra
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
24
—Um
lelegramma
de Erzerum
diz
que
o
exercito
russo
vae-se
estendendo
pelo
sul.
Os persas estão
formando
no
campo
de
observação
proximo
á
fronteira.
Os
russos
operara grandes
movimentos
para
os
lados de
Kars e Batum.
Chegou a Pirou
a
esquadra
ingleza
afim
de
obrigar
a
Grécia
a
conservar-se
neutral.
Londres
25
—
Diz
o
«Times»
que
todo
o
exercito
russo
vae
ser
mobilisado
gra-
dualmente
afim
de
esmagar
a
Turquia.
Diz
um despacho
de Constantinopla que
os russos
marcham sobre Erzerum
por
diversos
pontos.
Constantinopla
24
—
Os
softas
fizeram
manifestação
na
camara,
pedindo
provi
dencias
que
obstem
a repetição
de
desastres
como
o
de
Ardaham.
Em
consequência
d
’
esla
manifestação
foi
proclamado
o
estado
de
sitio
em
Con
stantinopla e
seu
termo com
todo
o
rigor
criplorio
da
administração
d
’
este
jornal.
Dia
3 <le Junho. —
O
dia
3
do
proximo
mez
de
Junho,
anniversario
do
Episcopado
de
Pio
IX, é
uma
festa
de
todos
os
catholicos
;
pois
que
os
bons
fi
lhos devem
tomar parte
nas
alegrias
e
tristezas
dos
paes.
A
Devoção
do
Sagrado
Coração
Ago
nizante de
Jesus
deliberou
fazer
n’
esse
dia,
na
egreja
do
Collegio,
pelas
8
horas
da
manhã,
uma
comtnunhão geral
offe-
recida
pelas
intenções
do
Summo
Pontífice,
o
qual
concedeu
por
um
Breve
de
18
de
Março
ultimo
indulgência
plenaria
a
to
dos
os fieis,
que
confessados
e
coinmun-
gandos
visitarem
alguma
egr<ja ou
orato-
rio
publico
ou
particular,
oran
lo
segundo
suas
intenções.
Haverá
no
referido
templo
confessores
para
os
aggregados.
Festividade do IVEez d»
.fiaria
nos
Hemedios.
—
Para coroar
os
santos
exercícios
que
durante
todo
o
maio
se
hão
qnotidianamente
celebrado
na
egr
ja
do
convento
dos
Remedios,
com
admiravel
concorrência
de
fieis—
celebrar-se-ha
no dia
31
uma
apparatosa
e
explendida
solemni-
dade.
No
dia
30,
ás
6
horas
da
tarde
canlar-
se-lião
vesperas solemrus
a
grande
instru
mental
da
capella
do
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva,
tendo
precedido
a
exposição
do
SS.
Sacramento.
No
dia
31,
terminado
o
exercício
e
consagraçao
dos
fieis á SS. Virgem,
pro
ceder-se
ha
á
communhão geral.
A
’s
10
horas
e
meia,
exposto
o
SS.
Sacramento,
dar-se-ha
começo
á
missa so-
lemne,
pregando
ao
evangelho
o
rev.°
Luiz Gomes da
Silva.
Apoz
a
celebração
do
divino
sacriticio,
e
acto
continuado,
cantar-se-ha
um
solemne
Te-Deum
e
Geni-
lori,
terminando tudo
com a bênção
do
SS. Sacramento.
Este
anno
por coincidir
o
dia
31
com
a
solemnidade
do
Corpus
Ghrisli,
não
era
possível,
prolongar-se
a
festa até
ao
fim
da
tarde,
como
era
de costume
nos
an
nos
anteriores.
E
’
o
motivo
de
seomittir
a
Tertia
e
ser
a
festa
só
de
meio
dia.
No
dia
30,
de
tarde, e
31
pela
ma
nhã
achar-se-hão
na
egreja
do
Hospital
de
S. João
Marcos confessores para
escutar
a
confissão dos
fieis que
d
’elles
se
quei
ram
aproveitar.
Tingem
de
recreio. —
D
’ora em
diante
aos
domingos
e
djas.
samlificados
haverá
comboyos
a
preços
reduzidos
en
tre
as
estações
do
Porto,
Ermezinde,
Trofa,
Famalicão,
S Benta
e
Braga,
na
linha
ferrea
do
Minho.
^ncrilegioe.—
Teem
havido
ulliraa-
mente
em
Roma
vários
sacrilégios.
Foram
roubados
dois
nichos
da SS.
Virgem
dos
objectos
de
valor
que
continham,
e
a
po
licia
prendeu ultimamenle
um
indivíduo
que
estava
roubando
outro
nicho.
Excellente noticia.
— O
Centro
Te-
legraphico
Universal
segunda
afiirma
a
tUniià
Catholica»
de
22
de
abril,
dá
no
ticia
de
que o snr,
Dacbraeden,
persona
gem
importante
da côrte
do
Imperador
Guilherme,
e
Grão
Mestre
da
loja
nacional
da
Prussia,
acaba
de
se
converter
ao
ca-
tholicismo.
Em
pouco
tempo
tres
Grão-Mestres
con
vertidos
—
Lord
Ripou
na
Inglaterra,
Ma-
reca
na
Italia,
e
agora
Dachraeden
na
Allemanha
1
O
que
dirão
os
nossos
livres
pensa
dores
a
esta
noticia?
Provavelmente que
Pio
IX
lambem
é mação,
apesar
de
bem
saber
todo
o
mundo
que
nunca
o
foi,
nem
por
sombras
!
Tres
morte»
notáveis.—
Temos
a
noticiar
tres
mortes
notáveis:
a
do
bispo
de
Versailles, que
foi
com os
peregrinos
francezes
a Roma,
e
leve
o
presentimento
do
seu fim: a do
velho
general
Minasse-
ro,
a
cujos
funeraes
assistiram
o
princi
pe
Humberto;
e
a
do
principe
o
Chigi
Albani,
principe
de
Farnesio,
aparentado
com uma
das
primeiras
famílias
de
Ita-
lia
e
da
Europa,
nascido
em
1792,
ir
mão
do
cardeal
núncio
que foi
em Pa
ris,
e
que
occupa
o
n.°
23
como
mare
chal
perpetuo
da
Santa Egreja
romana,
e
guarda
do
conclave.
Este
encargo
foi
conferido
aos
prínci
pes de
Chigi em
1712,
e
consistia em
garantir
a
tranquillidade
do
conclave
duran
te
a eleição
do
pontífice.
Occupando
o
local da
conclave,
cujas
chaves
possuia,
cuidava
de
inspecionar
os engenhos
por
onde
se
subia
e
descia
a
comida
para os
cardeaes
encerrados
alli,
afim de
que
não
podessem
ler
communicação
com
o
in
terior
do
edifício
emquanto
dutasse
o
con
clave.
Totieian da Madeira.—
Vae
toman
do
considerável
desenvolvimento
na
ilha
auctorisando
mesmo exilio
sem
processo
a
indivíduos
suspeitos.
Constantinopla
25
—
Os
russos
bombar
dearam
os
fortes
de
Kars
na
America,
os
quaes
responderam
vigorosamente. Fo
ram
reduzidas
a
silencio
as
baterias
posta
das
na
margem
esquerda do
Danúbio
em
frente
de
Kisova.
A
Porta reclamou
o
contingente
ao
bey
de
Tunis.
Londres 23—
Diz
o
«Times»
que
parle
da
esquadra
russa
sabida
da
America
re
gressa
a
Constadt
e
a
outra
parte vae
para
as aguas
de Gibraltar,
apresar
os
navios
qne
tragam
armas
para
a
Turquia.
Constantinopla
25
—
Os
russos
aparta
ram
os seus
ataques contft
Kars.
Conti
nuam
avançando
sobre
Erzerum. Está
imrai-
nenle
uma
batalha.
Foram
repellidas
com
nerdas
as
forças russas
que
tentaram
lançar
ama
ponte
sobre
Batu.n.
VARIEDADES
08 MEUS AWORE8
Aqui de noute
ao luar
Cantarei
os meus
amores
Tão
formosrs
e
tão
lindos
Todos
elles
encantadores.
São
ht
nitos;
na
verdade
Ninguém tem
que
lhe
dizer;
Hei
de
amal-os
sempre,
sempre ■
Muito
firme
até
morrer.
Nunca
lhes
hei
de
ser
traidora
Ai
!
meo Deos
isso
é
qne não;
Nem
pensar
em
tal
eu
devo
Que nã«
era
boa
acção.
Esta
paixão,
que
em
meu
peito
Se
mostra
mui
fortemente.
São
indicio
de
que
os
amo
Para
sempre
elernamente.
Seminário
de
Coimbra, maio
de
1871.
albino
s.
d
.
c.
CQIUVITK
Tendo Deus chamado á Sua
Divina presença, no
dia
27 do
mez
corrente,
o exm.0 snr. João
Ferro
de
Lima, o abaixo assigna
do,
como amigo e testamenteiro
do
fallecido, convida
as pessoas:
das suas relações bem como das
do
finado para assistirem aos
officios
fúnebres, que teem lo
gar
na egreja dos Congregados
no
dia
29 do corrente, pelas 11
horas
da
manhã.
Braga,
28 de maio de 1877.
Padre
Francisco
Carlos
Dias
Peixoto.
AGRADECIMENTOS
.............
.
...................... ....................
■
.....
—
Os
viscondes
de
Pindella
e
seu
filho
Vi
cente,
lendo
recebido
na
presente
occasião
as
mais
altas
provas
de
estima
e
conside
ração
de
todas
as
pessoas
d
’
esta bua ci
dade,
significam desde
já
pubhcamenle
a
todos,
os seus
respeitos
de
muitíssima
gra
tidão
e
amisade.
Braga 25
de
maio
de
1877.
Anna
Julia
de
Moraes
Pacheco,
julga
ter
agradecido
a
todos
os
illm.*
‘
e
exm.
os
snrs.
que
se dignaram
assistir
aos
olíicios
unebres
que,
por
alma
de
sua
infeliz
e
sempre
chorada
irmã,
Maria
Cazimira
de
Moraes
Pacheco,
tiveram
logar
no
dia
17
de
março,
bem
como
a todos
os
illtn.
0’
e
exm.
0’
snrs.
e
exm.” snr.
8
que
lhe
fize-
.
ram
a
honra
de
cumprimental-a
por
essa
mesma
occasião
;
mas
sendo possível dar-
se
alguma
falta
involuntária,
vem
por
este
meio
reparal-a,
protestando
a
lodos
o
seu.,
maior
reconhecimento
e
indelevel
grati
dão.
(285)
âNWNOIOS
ÇEBT1VÃO.
José
Fir
mino
da
Costa
Freitas,
escrivão
do
Tribunal
do
commercio de primeira
instancia
n’
esla
cidade
de
Braga
e
seu
Districto,
por
Sua
Magcslade
El-Rei
o
Senhor
Dom
Luiz
que
Deus
Guarde etc.
Certifico
que
no
processo
de
fallencia
de
Domingos
José
Alves
Braga, nego
ciante que
foi
rFesla
cidade,
proferiu o
Tribunal
a
«seguinte
SENTENÇA
O
Tribunal
do
Commercio
d
’
esta
cida
de,
deferindo
ao
requerimento
de
Anto
nio
Mendes
Ribeiro,
declara
aberta
a
fal
lencia do
commerciante
Domingos
José
Alves
Braga,
d’esta
cidade,
a
contar
de
dezeseis
d’
Abril passado, visto
que
o dito
commerciante
cessou
pagamentos.
Manda
que
se
publique,
e
remetia
copia
ao
Juiz
de
Paz
respectivo
para
proceder
ás
dili
gencias
iegaes, nos termos dos
artigos
4123,
1126,
1130, 1131,
1153,
1156
e
1161
do
Codigo
Commerchl.
Nomeia
para
Juiz
commissario
da
quebra
o
Jurado
Do
mingos
José
Soares,
e
para
curador fiscal
provisorio
ao
credor
requerente.
Braga
25.
de
Maio
de
1877.
—
Joaquim
d
’
.\lmei-
da
Correia
Leal,
José
Ferreira
de
Maga
lhães. Bento
Gonçalves
Santos,
Anlonio
Joaquim
Loureiro,
José
Anlonio da
Silva
Lomar.
Está
conforme
o
original.
Braga
25
de
Maio
de
1877.
O
escrivão
do
commercio
(287)
José
F
ir
mino da
Costa
Freitas
d
Camara
Municipal
da
cidade
e
concelho
de
fíraga:
Faz saber,
que
no
dia
31
do
corren-
le
ha de
ter
logar
a
procissão
de
Corpus
Chrisli,
a
qual
sairá
da Calhedral
ás 5
1/2
horas
da
tarde pelas
ruas
do
costume;
e
porisso
Convida
Iodas
as
auctoridades, Titula
res,
Gram-Cruzes,
e Commendadores
das
differentes
ordens
do
reino,
que
se
acha
rem
n
’
esta
cidade,
para
fazerem parte
da
mesma
procissão,
devendo
comparecer
n
’a-
quelle
templo
antes
da
hora
annunciada.
Braga
25
de
maio
de
1877.
0 Vice-Presidenle,
-Ol
H190Í l’JJp .83'
SOÍOfill
Manuel
Joaquim
Penha
Fortuna.
0
Escrivão
da
Camara,
(290)
Anlonio
Manuel
Alves
Costa.
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada
Em
harmonia com
os
artigos
33
(§
6.°)
52
e
53
dos
estatutos
são
convidados
os
snrs.
accionislas
a
reunirem-se
pelas 10
horas
da manhã
do
dia
1
do
proximo
mez,
em
assembleia geral extraojdinaria;
que
terá
por
fim
o
discutir-se
a
refórma
d
’
alguns
artigos
dos
mesmos
estatutos,
confórme
o
projeclo
apresentado
pelo
Conselho
Fis
cal.
•
G
Na
mesma
occasião
designar-se-ha
o
dia
para
a inauguração
da
fabrica,
(secção
de
moagem
de
cereaes).
Braga,
e
Escriptorio
da
Companhia
Edi
ficadora
e
Industrial
Bracarense,
28
de
maio.dq
;J8íi7*
t«b
mi
0
Presidente d’
Assembleia
Geral,
(291)
José
Maria Rodrigues
de
Carvalho.
''
■
UM
ATTENÇÃO
Narciso
de
Ramos
Barros
Pereira,
ne
gociante
da rtu
de
45.
Vicente,
tendo
ar
rematado os
créditos
activos da
mas^a
fallida
■de
Manuel
José
Pereira
Braga,
moradòr
«jue
foi
na
rua
da
Misericórdia
d
’
esla
ci-
tlade,
pede
a
lodos
os
snrs.
devedores
que
'venham
pagar
seu
debito
para
com a
mes
ma
no
praso
mais corto,
isto em
casa
do
annuncianle e
arrematante.
(282)
17-RUA
DE
S.
VICWTE-17
“
ÍW*»»
\.r-
-ú*.
■ i Ky
J
‘
vi» &
MACHINAS
LEGITIMAS
,
£ d,
cq
§ S
M
» <»
17,
RUA DE
S. VICENTE, 17
BRÂGÀ
ou
àà
SI
l
SUCURSAL
kiia
formosa
.-
ms-y
POBTO
1212)
•
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
direclamepte
ao
publico
t
‘i
e
as que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
I I GRANDES FACILIDADES DE
PAGAMENTOS I 1
Para
adquirir as melhores machinas conhecidas
UM
ANJIO
DE
PRASO
Sem
augmento
aljjiini nm preços, ou
itez grou- cento «Se
ubatizsceng»
por prossipto pngastitnto
ENSlND GRtTJM
F..VI CAS1
Bô
CííIHPaA»®!»
PEÇA
’’
CAT
LOGrS
JLLUSTliAUOS
Com listas
de preços e os con iiçõos de vendas a prasos
DA
COMPANHIA FABRIL
S1NGER
TRASPASSA-SE
A
Doçaria
Lisbonense
da
rua
do
Sou
to, n.°
21.
(292)
BOA
X0TIC1A
Todo
e
qualquer
individuo,
que
seja
credo?
de
Eslanislau
Antonio
Vieira
Car
doso,
do
logar
de
Macieira,
freguezia
de
Anissó,
comarca
de Vieiia,
que
tenha
seus
documentos
Iegaes,
e
queira
receber
o
seu
dinheiro,
póde
apresentar-se
ao
snr.
José
Anlonio
de
Mattos
Vieira,
do
mesmo lo
gar
freguezia
e
comarca,
que
paga
qual
quer
quantia,
passando-lhe
o
direito
e
ac-
ção
da
mesma
quantia.
(289)
JUMENTA
DE
LEITE
Desappareceu
de
Gualtar,
no
dia
26
de
maio,
uma
jumenta
preta,
de
leite,
com
seu
jumenlinho.
Quem
a
entregar,
ou
d
’el-
la
der noticias
certas,
receberá
boas
al-
viçaras
na
quinta
do
snr.
Alves
Passos,
em
Gualtar.
ANTIGO ARMAZÉM DE MOVEIS
Largo
de
S.
João
n.°
8 e
8
A,
e
rua
de
Jano
n.°
21
Doiningow
Ferreira
Alve»
Participa
aos
seus
atòigos
e freguezes
que
continua
a
vendei*
por
preços
sem
com
petência
e
com
responsabilidade,
moveis
em
lodos
os
gostos
de
mogne,
pau oleo
e nogueira,
ditos
de palhinha,
alcatifas
feltrou
e bonitos
dunquerques, consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com
espelho
e
sem
elle,
toiletes,
camas
á
ingleza
ma
ciças,
á
franceza.
secretarias
para
homem
e senhora,
ditas
da
érahle,
guarnições de
nogueira
para
sala de
jantar,
cadeiras
ame
ricanas,
tageres
e
matadores
de
toda
a
qualidade
de madeira; bem
assim
toda
a
qualidade
de
apeveis.
Promptifica-se
a
fazer
todas
as
qualida
des
de
moveis estofados. (255/
NOVO
HOrtARIO.
José
Anlonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão,
fazem
publico
que mudam
a
sua
car
reira que
saia
d’
esta
cidade
para
a
Povoa
do
Varzim
ás 6
horas
da
manhã
;
fica
saindo
desde o
dia
1
de
junho
inclusivè
a
sair
d
’
esta
cidade
ás 4
horas
da
manhã,
chegando
a Barcellos
ás
6
e
meia
horas,
demorando-se
alli
meia
hora tanto
na
ida
como
na
volta,
saindo
da
Povoa
ás
4
ho
ras
e
chegando
a esta
cidade
ás
10
ho
ras.
Preços
os já
annunciados.
Os
bilhetes
vendem-se
no
seu antigo
escriptorio
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
2.
Braga
23
de
maio de 1877.
0
Gerente,
Antonio
Joaquim
Loureiro.
NOVO
HORÁRIO
Manuel
Teixeira,
da
rua da Sé,
faz
publico
qne
a
sua
diligincia
que sae
dia
riamente
de
Braga
para
a
Egreja
Nova,
Cruz
de
P«eal
e
Penedo
ás
7
horas da
ma
nhã,
principia
a
sair
no
1.°
de
junho
ás
5
e
meia
horas
da
manhã.
Os
bilhetes
ven
dem-se no
antigo
escriptorio
do
bem
co
nhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
25
de
maio
de
1877.
(286)
Pelo
annunciante=iRiòeiro
Braga
LECCIONAÇÃO
Na
casa
n.°
1
da
rua
das
Palhotas,
lecciona-se Instrucção
Primaria,
por
pre
ços
rasoaveis.
PARTIDO
A
CONCURSO
A Camara
Municipal
do
concelho de
Cabeceiras
de
Basto,
faz
publico
que,
por
espaço
de
trinta
dias,
a
contar
da
data
d
’
este,
se acha
aberto
concurso
para
o
provimento
do
segundo
partido
medico-
cirurgico,
vago,
com
o
ordenado
de reis
300$000, e
pulso
livre, sujeito
á
tabella
camararia,
e
bem
assim
á
residência
na
villa
de
Arco
de
Baúlhe.
As
condições
es
tão
patentes na
secretaria
da
Camara.
Cabeceiras
de
Basto,
21
de
maio
de
U7^
b,j,
0
Vice-presidente
da Camara,
(283)
José Máximo
de
Carvalho
e
Sousa.
Vende
se
uma
morada
de
casas
na
rua
de
S. Vicente,
n.°
22,
com
quintal
e poço.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
69.
Póde
vêr-se
desde
o
meio
dia
ás
tres
horas
da
tarde
(284)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
