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-
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
t
NUMERO 620
5."
ANNO 1877
a
o
nn
pscrintorio
do
editor
e
proprietário
Assigna-see
yende-se
no
escnp n
•
3
E
onde
deve
José
Mana
Dias
da
Costa,
rua
,
norte
=As
assi-
wr
dirigida toda
a
cor
^P°
“
dde
s
.
ass
-
m Co
rao
as
corresponden-
gnaturas são
paga
*
tadas
’
^polhaavulso 10
rs?
cias
de
Interesse
particular.
_____________
s
o
poder;
que
a
soberania
de direito
só
a
1
Deus
pertence
iPor
mim
reinam os
reis,
!
diz
o
auctor
doa
Provérbios
—»
Não
ha
poder
que
não
venha
de
Deus,
repete
S.
Paulo
—
E
n
’
esta
conformidade
os
andores
mais
orthodoxos
sempre
ensinaram
tam
bém,
que
o
poder, a
soberania,
debaixo
de
qualquer
fórma
que se
manifeste sobre
a
terra,
não póde
provir
senão
do
Omni
potente,
do
unico
essencialmente
soberano
e
independente,
isto
é,
de Deus.
Um
publicista
dos
mais
famosos
dos
tempos
modernos,
mr.
Guizol,
chega
mes
mo a
sustentar
que
é
na
ideia
sobre
a
origem
e
a
extenção
do
poder
supremo
que
consiste
a
essencia
de
qualquer
sys
tema
de
governo.
—
«E
’
um
raelhodo
(diz
elle)
superficial e
falso
esse,
que
classi
fica
os governos
consoante
os
seus
caracte
res
exteriores:
munarchia,
governo
de
um
só;
aristocracia,
governo
de
muitos;
de
mocracia, soberania
do
povo,
governo
de
todos.
Esta
classificação,
que
se
funda
sómente
sobre
um
facio
especial
e
sobre
uma
certa
fórma
material
de
poder, não
penetra
no
fundo
das
questões,
ou,
para
,
melhor
dizer,
da
questão,
cuja
solução
decide
da
natureza
e das tendências
dos
governos.
Esta
questão é
a
que
se
segue:
«Qual
é
a
origem,
e
quaes
os
limites
do
poder
soberano?
D’onde
vem
elle, e
aon
de pára?»
Na
resposta
a
esta
questão
é
que
reside
o
principio dos
governos, por
que
é
esse
principio
aquelle,
cuja
influen
cia
directa
ou
indirecla,
visivel
ou occul-
la,
faz
a
tendencia
e
a
sorte
das socie-
ades.
Ninguém
ignora
que
o
systema
de go
verno
introduzido
pela
revolução
em
quasi
todos
os paizes repousa
sobre
o
principio
da
soberania do
povo,
tal
como
se
acha
consignado
na
celebre
declaração dos di
reitos
do
homem, que
Mgr.
de
Ségur
com
toda
a exaclidão
denomina
a
suppressão
dos
direitos de Deus.
Esse
principio
é
que
—
toda
a
soberania
reside
essencialmente
BRASA-^VI^A-FEIRA
S»
'
MARÇO
A
Egreja é
realmente ándifferente ,
a todas as
fôrmas de governo?
Accommoda-se
ella a
todos oa
regimes, sem prescrever ou ado-
ptar algum
de
preferencia?
Aos
quisitos,
que
servem
de
epigrafe
a
este
artigo,
respondeu
como
se
segue
o
«Univers»,
acreditada revista
religiosa
franceza:
«Toda
a
fórma
de
governo,
que
nao
fere
em
nada
os
direitos
da
justiça
e
da
religião,
não
póde
ser
reprovada
pela
Egre-
já. Mas
entre
as
diversas
fôrmas
de
go
verno
ha
algumas
que, sem
serem
em
si
mesmas
de
nenhuma
sorte
reprehensiveis,
podem
introduzir-se
injuslamente em um
povo,
e
então
a
Egreja,
sem
censurar
essas
fôrmas
em
si
mesmas,
condemna e
reprova
a
sua
introducção,
ainda
que
possa
acceitar
ou subjeitar-se
a
essas
fôrmas,
uma
vez
que
existam,
para
evitar
maiores
males.
Ha outras fôrmas
de
governo
que,
sem
serem
rigorosamente
ordenadas
ou
prohibidas
a
um
povo
pela justiça,
pode
riam
convir
melhor aos seus
interesses
espiriluaes e
lemporaes,
e
então
teria
di
reito de
preferir
essas
fôrmas
mais
con
venientes.
«Mgr.
o
bispo
de
Gap,
cuja
auctori-
dade
alguém queria
allegar
em
sentido
contrario,
declarou
na sua
carta
de
20
de
setembro
ao
«Monde», que
a
Egreja
não
póde ficar indifferente
ao
governo,
qualquer
que
seja
a
sua
fôrmas.
O
douto
respondente
admitte
pois,
co
mo
não
podia
deixar de
admitlir
que ha
certas
fôrmas
de
governo,
que
ferem os
direitos da
justiça
e
da
religião;
e
já
se
vê
que
estas
não
póde
a
Egreja
deixar
de
reprova!-as.
Ora
a
Egreja
Deus é
a origem,
a
fonte unica
de
todo
ensinou
sempre
—
que
<2
A.-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS
p
KE
ços
:
Braga, anno 1^600
rs.
—Semestre
850
rs.^Provm-
cias,
anno
2&000
rs.
e
sendo
duas
3&600
rs.«-Semestre
1S050
rs
^Brazil,
anno
‘
3^600
rs.-=-Semcstre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.-=Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20 ®/0 d’
abatimento.
na
nação,
e
nenhum
corpo,
nenhum
indi-
«
viduo póde
exercer
aucloridade,
que
d’
ella
1
não
dimane
expressamenle.
As bases
da
constituição
portugueza
chamada de
20,
lá
reproduziram
o
mesmo
principio
no
artigo
vigésimo,
que
dizia
assim: A
soberania
reside
essencialmente
na
nação.
—
Ninguém
ousará
contestar
que
é
este
um
dos
fundamentos
do systema
liberal,
e
que,
traduzindo
o
na
pratica,
os
governos
modernos
teem
levantado
o
poder
do
Estado
acima
do
da
Egreja,
sus
tentando
que
a
Egreja
não póde
ser
uma
sociedade-
independente,
mas
é
uma
parle
constiluitiva
do
Estado,
e
por
conseguinte
subordinada
a
elle.
E
effectivamente—se
a
soberania
resi
de
essencialrnenle oa
nação,
e
se
póde
só
exercer
aucloridade
quem
da
nação
ex
pressamenle
a
recebe, o
poder
da
Egreja
deverá
necessariamente
ser
subordinado
, áquella
soberania
nacional
absoluta,
e a
aucloridade
da
Egreja,
que
não
dimana
,
expressamenle
da
nação,
é uma
auctorida-
,
de nulla.
;
Ora
poderá
a
Egreja
conformar-se
com
(
similhante
theoria ?
Ou
por
outra,
poderá
esta
theoria,
hoje
quasi
universaimenle
posta
em
pratica
pelos
governos
liberaes,
ser
olhada
indifferentemente
pela
Egreja?
Não
será
licito
suppor
que,
se
a
Egreja
não
tem expressamente
condemnado
sitni-
Ihantes
fôrmas de
governo,
antes
appa-
rentemenle se
subjeita
a ellas, é
só
no
prudentíssimo
intuito
de
evitar
maiores
males
?
Aguardamos
a resposta de algum
padre
theologo
liberal,
ou
de
algum
caridoso jor
nal,
que
nos
laça
a
luz
no
meio
d’estas
trevas,
em
que
talvez
andamos
perdidos.
E
maior
lavor deveremos
ainda
a
quem
quer
que
se
proponha
ilucidar-nos
sobre
o assumpto,
se
lambem
se
dignar
expli
car-nos
a
rasão
por
que
o
constituciona
lismo,
em
toda
a
parle
onde se
tem
es
tabelecido,
tem
sempre trazido apoz
si,
como
consequência
invariável,
o
desprezo
da
religião,
a
negação
dos
seus
dogtnas,
a
oppressão
da
Egreja,
o
roubo
da pro
priedade
ecclesiastica, o
desregramento,
òu
antes
desbragamento
da
imprensa,
a
civilisação
material
elevada
acima
da
ci-
vilisação
christã,
o ensino
oflicial
e leigo
prevertendo
a
mocidade,
e
semeando
ás
mãos
cheias
no
meio
<i
*
ella
o
materialismo
e
o
indifferenlimo
religioso,
o
matrimonio
arrojado
das
alturas
de
um
sacramento
ás
baixas
proporções
de
um contracto
ci
vil,
de
um
concubinato
legal,
as
associa
ções
religiosas
prohibidas
ou
subordinadas
unicamente
aos
poderes
seculares;
emfim
—
como
diz
urn
escriplor
distincto—
todos
os
princípios
falseados,
lodos
os
poderes
aviltados,
a
fé cada
vez
mais
debilitada,
o
protestantismo
restiscilado
e
protegido,
populações
inteiras
vivendo
sem
Deus
e
sem
religião
alguma,
a
indifferença
per
dendo
progressivamente
as
almas
etc.,
e
tudo
isto
em
nome
da
Lei,
em
nome
dos
princípios
modernos.
Digam-nos
por
Deus,
se
quem
adhere
a similhante
systema
político, quem
o
sus
tenta,
quem
o
defende
e
quem
serve
com
elle
póde
reputar-se
completamente
irres
ponsável
pelas
suas
damnosas
consequên
cias;
se
não
deverá
ser
legitimamente ta
xado
de
incoherente
todo
o
catholico
que,
dizendo-se
sinceramente
devotado
á
causa
da
Egreja,
se
acolhe
todavia
debaixo
da
arvore,
cuja
sombra
funesta
está
prejudi-
candj sempre
e
por toda
a
parte
o
Ca
lholicismo?
Respoedam-nos,
porque temos
o
maior
interesse
em
ser
esclarecidos
sobre
este
mulo,
que
julgamos
de
summa
transcen
dência.
D.
M. S.
27 FOLHETIM
UR. J. 11. UR .1UCED0.
©S BOIS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XIII
O
anniversario.
—Todos
os
dias agradeço
a
Deus
a
fe
licidade
de
me
ter
feito
lua
mãe,
por
que
tu
és
a
consolação
e
amparo
da
mi
nha
velhice.
—
Obrigado,
senhora.
•
—
Porque tu me
amas
como
eu
te
amo.
—
E’
certo.
—
Porque
tu
me
fazes
ditosa,
e
has
de
ser
ditoso também.
—
Ah!
quem
sabe?!
—
Has
de
sêl-o
;
a
Senhora
das
Dôres
presidiu
á
hora
feliz
em
que
eu
te
ado-
piei;
tu
és
seu
filho
também...
confia
n
’
Ella.
—
E
minha
mãe!...
exclamou
o
man
cebo.
—
E que
outra
melhor
mãe
do
que
Ella?...
—
Oh
!
nenhuma
;
mas
aquella
que
me
concebeu
tem
direito
?o
amor
do
meu
co
ração
1...
oh
!
minha
mãe
!...
minha
mãe
!..
para
que
eu
enxugue
suas
lagrimas
se
ella
chora...
I
—
Prefere
conversar
aqui
mesmo,
ou
quer
ames
subirão
meu
quarto
?...
—
Pretiro
o logar
onde
mais
livremente
puder
fallar-lhe.
A
voz
da
desconhecida
estava
trému
la: Cândido
pretendia
debalde
lembrar-se
em
que
occasião
e
onde
tinha
já
ouvido
uma
voz,
que
se
parecia com
aquella:
sentia
ao mesmo tempo
uma
curiosidede
immensa
de
conhecer
essa
mulher,
que
a
taes horas
e
por
tal
modo
o
viera
procurar.
—
Minha
mãe:
disse elle
voltando-se
para
Irias;
a
senhora
quer fallar-me
sem
teslimunhas
;
eu
vos
peço
licença
para
su
bir
com
ella
ao
solao.
—
Meu
filho,
respondeu
a velha;
a
casa
é
lua,
dá
a
mão
á
senhora.
Cândido
oflereceu
a
mão
á
desconhe
cida,
e
a
guiou
pelo
corredor
á
escadinha
do
solão.
A
velha
acompanhou
a ambos
com
um
olhar
curioso,
que
se
podia
traduzir
as
sim
:
que
mulher
será
esta?...
que
rela
ção
haverá
entre
ella
e Cândido?...
Uma
unica
e
fraca luz
estava
acceza
no
sotão do
Purgatorio-trigueiro;
e
logo
que
ahi
entraram
os
dous,
Cândido
ia accen-
der
outra
velia
; mas
a
desconhecida o
sus
teve
e
disse:
—
Basta
essa.
O
mancebo
comprehendeu
que
aquelia
mulher
contrafazia
a
voz
:
pretenderia
ella
não
se
dar
a
conhecer?
—Perdoae, senhora,
a desordem d’este
quarto,
disse
Cândido.
A
desconhecida
sem
responder
á
des
culpa,
que
lhe
dava o
moço,
tomou
uma
de
suas
mãos
entre
as
d
’ella,
e
apertan
do-a
forlemente
perguntou
:
—
O
snr.
é sensível?
—
Prézo-me
de
o ser, senhora.
—
Oh
!
sim
;
eu
o sabia
;
mas ha
na
—
Espera.
—
Tanto
tempo!!!
—
Espera;
confia
na
Santa
Virgem,
a
quem
te
recommendei
quando
te
recebi
em
meus braços
;
a
Santa Virgem te
mos
trará
tua
mãe...
—Oh
!
que
eu
a
veja
!...
Bateram
á
porta.
—
Batem...
disse
a velha.
—
Quando
eu pedia minha mãe!...
Bateram
de
novo.
—
E’
talvez
elle...
—
Quem?...
—
O
desconhecido.
Cândido
lançou
se
para
a porta,
que
se
abriu
immediatamente.
Entrou
um
vulto
prelo.
—
E’
elle! exclamou
a
velha.
—
Não, respondeu
Cândido
;
é
uma
se
nhora
de
mantilha.
XIV
A
mulher de mantilha.
A
mulher
de
mantilha
que
tinha
acaba
do de entrar
ficára
em
pé, e silenciosa
jnnto
da
porta.
Trazia
tão
fechada
a
mantilha
que
ape
nas
se
lhe
podia
descobrir
os
olhos,
que
eram negros
e
brilhantes.
—Minha
senhora,
disse
Cândido;
aqui
está
uma
cadeira.
A
desconhecida
estendeu
fóra
da
man
tinha
um
braço
perfeitamente
torneado
pe
la
natureza,
e com
uma mão delicada
e
fina
tomando
a
de
Cândido,
pouchou
para
si o mancebo,
e
com
voz
muito
baixa
disse
:
—Eu
preciso
fallar
a
sós
com o
snr.
—
Comigo?
a
sós?...
—
Sim.
natureza
humana
horas
de inexplicáveis
inconsequências;
horas
em
que
um
cora
ção
de
malvado
se
dobra
como
a
cêra
;
e
em
que
também
um
coração
cheio
de
pie
dade se
mostra
duro
como
a
rocha.
—
E o que
pretende
significar
então
com
o que
acaba
de
dizer’’
—
Quero
saber
que
hora
é
esta
para
o
seu
coração;
porque
eu
preciso
de
to
da
a caridade
de
uma
alma
christã...
—Senhora...
uma
palavra
diz
tudo:
eu
chorava
quando
a
ouvi
bater
á
porta.
—Chorava
?
—
Oh!
chorava
lagrimas
de
amor.
—
Senhor,
seria
uma
indiscrição
per
guntar-lhe
porque?
—
Não,
não;
antes
eu
quereria dizel-o
a
todos;
eu
chorava
por
minha
mãe.
—
Pois...
eu pensava...
o
snr....
—
E
’
certo
exclamou
Cândido;
é ver
dade!
eu
sou um misero
engeitado!
—
Mas
então...
—
Oh
!
é que apezar
de
ser
engeitado,
houve
forçosamente
um
homem,
que
foi
meu
pae,
e
uma
mulher
me
concebeu!
esse
homem,
senhora,
é
já
morto... disse
ram
m
’o
:
eu
sou
orfão
de
pae;
mas
rai
nha
mãe!...
essa
diz-me
o
coração
que
ainda
vive...
e
eu
amo-a
com todo este
fogo
de
amor,
que
Deus
accendeu na
minh
’al-
ma
!...
—
Sem
conhecel-a
!...
—
Que
imporia?
este
amor
não
se
gas-
la, não
se
esgota;
este
amor
é como
o
fogo
do
sol,
sempre o
mesmo,
ou
cada
vez
mais ardente;
quando
eu
encontrar
minha
mãe...
oh!
que
amar
esse
de
en
tão!!!
—
E
’
assim...
é
assim...
tem razão
;
murmurou
com
voz
commovida
a
senhora
de
mantilha.
(Contixúa)
A’
Siedacçií» do a Ipostolo».
Londres,
8 de Março,
1877.
SUMMARIO.
III.
—
Tristíssimo
contraste
do
progresso
admiravel
do
Calholicismo
na
Inglaterra,
com
a
vergonhosa
e
escandalosa
impie
dade
maçónica
e
anti-christã
em
Portu
gal.
(CoDclusãoJ
III.—
Se
eu
não
tivesse
mais que
fa
zer,
e
a
tarefa não
fosse
tão vasta,
bem
poderia
encher, sem
difficuldade,
um cen
to
de
paginas,
com
relatar
mesmo
só
em
sustancia,
os
signaes
da
progressiva
re-
surreição
do
Catholicismo
na
Inglaterra;
dando
conta
do
modo
porque
aqui
mesmo
em
Londres
debaixo dos
auspícios
do nos
so
illustre
Cardeal
e
pelos
outros
dioce
ses
Inglezes Catholicas,
se
attende
nos
objectos
e
deveres
deste
santo tempo, pe
lo
zelo
dos
Prelados
e
do
Clero.
Aqui
mesmo
em Londres,
o nosso
Eminentíssimo Pastor
(eminente
em
mais
de
om sentido),
está
dando,
cada
Domin
go,
na
Pro-Calhedral,
profundas,
eloquen
tes,
e pias
instrucções,
de
que
se
pode
fazer
alguma
idéia pelos
objectos
das
duas
prtmeiras.
De
ambas
o
objecto
geral
é
O
Mundo
'Na primeira,
pronunciada,
ou
prégada,
no
Domingo,
18
de
Fevereiro,
o
assumpto
era:
«O
Mundo
fora
da
Igrejas.
Na seguinte,
prégada
no Domingo
2o
do
mesmo
mez,
foi
o
objecto:
«0
Mundo
den
tro
da
Igreja».
A
erudição
sagrada,
a
unção,
a
serie
dade,
a
lógica,
a
eloquência
sóbria,
quão
vigorosa
e
persuasiva,
resumbram
das pa
lavras
de
Sua
Eminência,
com o
effeito
o
mais
impressivo
e persuasivo.
Quem
poderia
prever
ou
predizer,
faz
agora
mesmo
quarenta
e
oito
annos,
que
eu
cheguei
a
este
paiz,
o
que
hoje
estamos
vendo como
cousa
inteiramente
natural
e
ordinárias,
culto Calholico
o
mais desa
fogado
e
seriamente praticado,
em
presen
ça
de
congregações
que
enche.m
os
tem
plos,
escutando,
attendendo,
e
orando
com
a
mais
exemplar
e
genuína
devoção
?
E
não
é
só
no
serviço
(missa
e
ora
ções)
da
manhã;
mas
á
noite, todos
os
dias
da
semana,
estam
as igrejas
Catho
licas
atulhadas
de
gente
devota,
sem ex
cepção,
com
a
maior
attenção
ás
predi-
ces,
o
respeito
e
mais
profunda
venera
ção
ao
Santíssimo,
o
mais
edificante
de
coro
em
todo
sentido
1
Tinha
começado
agora
a escrever
es
tas
observações tão
consoladoras
a
res
peito
dos
progressos
Providenciaes
—mila
grosos
—
da
Religião
Catholica nestas
Ilhas;
eis
que
me
chegam
uns
numeros
do
Com
mercio
do Minho.
Era
um,
o
n.°
610,
do
dia
3
do
corrente, e
ahi
encontro
a se
guinte carta
do
seu
Correspondente
de
Coimbra,
com
data
de
2o de
Fevereiro,
que
aqui
vou
copiar;
para que
se
veja
quaes
tem
sido
os
resultados,
para
o
ari
tigamente
nobre
Portugal,
da
revolução
maçónica,
trasida do
Brazil,
com a
mal
dita
Carta,
que
o
Imperador
D
Pedro
1,
por
inspiração
Protestante
Ingeza,
atirou
por
cima
do
Atlântico,
á
sua
antiga
Pa-
tria,
para
arruinal-a
e
perdel-a.
(Segue
a
carta
que
no referido
n.° pu
blicamos
e
que
julgamos inútil
reprodu-
sir).
Eis
ahi
a
edificante
pintura
de
uma
Universidade
maçonizada, onde se
permit-
tem—
se
encorajam
—
as
lojas
maçónicas,
e
as
doutrinas,
ao
mesmo
tempo,
as mais
impias,
absurdas
e
ridículas
!
As
taes
autoridades
de
longa
cauda
—
(Governador
Civil,
Administrador
de
Con
selho,
etc.;,
não
se
atreviam,
provavel
mente,
nem
a
abrir
bico,
diante
dos in
fames,
ímpios
desordeiros,
que
talvez
eram
dignidades
maçónicas
superiores
na
loja
ou
chaíarica
pedreira;
em
quanto
as
mes
mas
«autoridades»,
não
seriam,
quiçá,
mais
que
simples
«aprendizes»
da
girigon
ça
humildemente
limitados
ainda
a obe
decer
e servir
sem
replica,
esperando
por
saber
por
fim
o mistério
sublime,
que
a
letr.
G
significa
Geometria
!
;
Quem
poderá
ter
mostrado
em
al
gum
espelho
mágico,
ao
celebre
0
’
Con-
nell,
e
a outros
Catholicos,
que tanto
concorreram
para
fazer triumphar em
Por
tugal
a
revolução
ha 43
annos,
qual
havia
de
ser,
para
a
Moral e
para a
Religião
em
Portugal,
o
effeito do apoio
que
der.m
aos
Whigs
Inglezes,
para
estes
fazerem
triumphar no
Reino
Fidelíssimo
a
revolu
ção
maçónica
e
anti-çhristã
!— que
sem
0'
Conuell
e
sua
cauda Irlandeza, não
se
tinha
opprimido
o
nosso
pobre
Portugal !
A.
R.
SARAIVA.
Allocução
dirigida
por
nonso San-
tissinio Padre o Papa
Pio IX aos
eardeaes da Santa Egreja roma
na
a 1
*
de marf» de
IS9I, no
palacio do Vatieano.
[Continuação]
Além
d
’
isso
subtrahiram-se
ao
Nosso
poder
e
á
guarda
dos
ministros
sagrados
muitas
obras
pias
e institutos
consagrados
á caridade
e
ao
exercício
da
benificencia,
dos
quaes muitos, destinados
ao
allivio
da
pobreza
e
das
outras
misérias,
tinham
sido
fundados
pelos
mesmos
Pontífices
roma
nos,
Nossos
predecessores,
e
pela
piedo
sa
liberalidade
de
nações
estrangeiras;
e
se
algumas
d'estas
obras
de
caridade
pu
blica
ainda restam
sob
a
vigilância
da
Egre
ja,
assegura-se
que
uma
lei
que
não
tar
dará
deve
sublrahil-as
ou
abolil-as
intei
ramente;
é
pelo
menos
o que
annunciam
com
segurança
e
sem
disfarce
os
docu
mentos
públicos.
Vimos,
além
d
’isto,
e
o
recordamos,
cora
a
alma
cheia
da
mais
profunda
dôr,
o
ensino
publico
e
particu
lar
das
lellras
e
das
artes
subtrahido
á
auctoridade
e
direcção
da
Egreja,
e
a
mis
são
de
ensinar
confiada
a
homens
de
uma
fé
suspeita
ou
a
inimigos
declarados
da
Egreja,
que
não
receiam
fazer
profissão
publica
de
atheismo.
Mas
para
os
filhos
desertores
da
Egreja, não
é
bastante
o
te
rem
assim
invadido
ou
destruído
tantas
instruções
e de tão
grande
importância,
em
quanto
ainda
não
tinham
posto
obstá
culos
ao
livre
exercício
da
missão
espiri
tual
dos
ministros
do
sancluario.
Elles
também
chegaram a esie
fim
criminoso
pela
lei
recentemente
approvada
pela
ca
mara
dos
deputados,
a
que
elles
chamam
Lei
sobre
o
abuso
do
clero,
em
virtude
da
qual se
imputa
de crime
e
de
delicio,
tanto
aos
bispos
como
aos
padres,
e
se
castigam
com
penas
sevéras
estes actos
que
os
auctores
da
dita
lei
comprehendem
sob
o
nome
insidioso
de
perturbação
da
consciência
que
elles chamam
publica,
ou
de
perturbação da
paz
das
famílias.
Em
virtude
ainda
d’
esta
mesma
lei,
as
palavras
e
escriplos
de
qualquer
ge
nero
pelos
quaes
os
ministros
da
religião
julgarem,
em
rasão
do
seu
cargo,
dever
assignalar
e
desapprovar
as
leis,
os
de
cretos
ou
outro
qualquer
acto
da
auclori-
daie
civil
como
contrários,
seja
aos
direi
tos
da religião,
seja
ás
leis
de
Deus
e
da
Egreja,
serão
igualmente
sujeitos
ao
castigo e
a
penas,
como
lambem
a
obra
d’
aquelles
que
tiverem
publicado
ou
espa
lhado
estes
mesmos escriplos,
qualquer
que
seja
a
ordem
da auctoridade
eccle-
siaslica
e
qualquer
que
seja
o
lugar
d’
onde
elles
emanem.
Uma
vez
votada
e
promul
gada esta
lei,
será
permitlido
a
um
tri
bunal
leigo
definir
se,
na
administração
dos
sacramentos
e
na
predica
da palavra
de
Deus,
o
padre
perturbou
e
da
manei
ra
como
elle
perturbou
a
consciência
pu
blica
e
a
tranquillidade
das
famílias;
e
a
condição
do
bispo
e
do
padre
será
tal
que
se
comprimirá
e
abafará
a
sua
voz,
não
menos
que
a
voz
do
Vigário
de
Je
sus
Christo,
que, posto
que
declarado
es
teja
por
motivos
políticos,
livre
de
toda
a
especie
de
castigo, não
é
menos
con
siderado
dever
ser
castigado
na
pessoa
d’
aquelles
que
tiverem sido cúmplices
da
sua
falta;
é
isto
na verdade, o
que
não
receou
declarar
abertamente,
na
camara
dos
deputados, um
ministro
do
reino
quan
do.
fadando
a
Nosso respeito, confessava
altamente que nem era
novo,
nem
insoli
to
nas
leis,
nem
contrario
ás
regras,
á
sciencia
e
á
pratica
do
direito
criminal,
punir
os
cúmplices
d'um
crime quando
o
auctor
principal
não
póde
ser
alcançado.
D
’
onde
é
claro
que,
na
intenção
d
’
aquel-
les
que
governam,
é
contra
Nós
também
que
se
dirige
o
golpe
da lei,
por
tal
sor
te
que
quando
Nossas
palavras
ou
Nossos
actos
offenderem
esta
lei,
os
bispos
ou
os
padres
que
tiverem
ou
reproduzido
Nossos
discursos
ou
cumprido
Nossas
or
dens.
deverão
soffrer
a
pena
d
’
este
pre
tendido
crime,
do
qual
Nós,
como
auctor
principal,
Seremos
condemnado
a
soffrer
a
accusação
e
a
falta.
Eis
ahi
pois,
Veneráveis
Irmãos,
co
mo,
não
sómente
tantos
asylos
e
institu
tos
que
os
séculos
tinham
edificado,
que
as commoções
não
tinham
podido destruir
e
que
são
tão
necessários
á
administração
da
Egreja,
foram
destruídos
entre
nós
pela
violência
e
espirito
de
destruição de
Nossos
inimigos,
mas
como
também
se
chegou
por
um
modo
criminoso
a
tornar
impossível
á
Egreja
esta
sublime
missão
de
ensinar
e
de
vigiar
pela
salvação
das
almas
que
ella recebeu
do
seu
divino
Fundador, decretando-se
penas
mui
sevé
ras
para
fechar
a
bocca
a
seus
ministros,
que,
e
quanto
ensinam
aos
povos a
ob
servar
tudo o
que
Jesus
Christo
ordenou,
e que
insistem a
tempo
e contra
tem
po,
proseguindo,
supplicando
e
reprehen-
dendo
com toda
a paciência
e
doutrina,
não
fazem outra cousa senão
o
que
lhes
é
ordenado
por
auctoridade
divina
eccle-
siastíca.
Passamos
em
silencio
outras
ina-
cbinações
tenebrosas dos
assaltantes
da
Egreja,
ás
quaes,
SabemoLo,
alguns
mes
mos
dos
ministros públicos
não
recusara
conselhos,
nem
animações; machinações
que
tendem
a
preparar á
Egreja
dias ain
da
de
mais dura
tribulação,
ou a
susci
tar
occasiões
de
scisma
no dia
em
que
tiver
lugar
a
eleição
do
novo
Pontífice,
ou
a tolher o
exercício
da
auctoridade
espiritual
dos
bispos
que
dirigem
a
egrejas
de
llalia.
E
’
por
isso
que
temos
sido
conduzidos
a
declarar
ultimamente
que
podia
ser
to
lerado
exhibir
ao
poder leigo
os
actos 'le
instituição
canónica
destes
mesmos
bispos,
afim
de remediar,
tanto
quanto
está
em
Nós,
um
mui funesto
estado
de
cousas
no
qual
se
não
tratava
da
posse dos
bens
teraporaes,
mas
antes
do
grave
e
manifesto
perigo
a
que
era
exposto
o
que
constitue
a
Nossa
suprema
lei, isto
é,
as
mesmas
consciências
dos
fieis,
sua
paz e
a
direcção
e
salvação
das
almas.
Mas
obrando
assim para
affastar
tão
graves
pe
rigos,
que
seja
pubhcamente
de
novo
bem
conhecido
que
desapprovamos
e
que
de
testamos
completamente
esta
injusta
lei
que
se
chama
Placet
regio,
declarando
abertamente
que
ella
offende
a divina
au
ctoridade
da
Egreja
e
que
viola
a
sua
liberdade.
Agora,
depois
de
tudo
que
le
mos
exposto
alé
aqui,
e
ainda
omiltindo
muitos
outros
altentados,
sobre
os
quaes
poderíamos
levantar
a
voz
para
os
deplo
rar,
perguntamos
isto:
Como
é
possivel
que
possamos
governar
a
Egreja
em
quan
to
estamos
sob
a
dominação
d
’esta
sor
te
de
poder
que
Nos
tira
conlinuamente
todos
os
soccorros
e
todos
os
meios de
exercer
o
Nosso
Apostolado,
que
nos
fe
cha
lodo
o
caminho,
que
levanta todos
os
dias
novos
obstáculos
e chega
até
a
ar
mar novos
laços
e
novos
embustes?
Na
verdade, não podemos
cançar-Nos
de
ad
mirar
que
hajam
homens,
dos
quaes
não
sabemos
qual
seja
maior,
se a ligeiresa
se
a
maldade
e
que,
ou
seja
nos
jornaes
públicos,
nos
escriplos
particulares,
ou
nos
impudentes
discursos pronunciados
por
occasião
de
muitas
reuniões, se
esforçam
por
fazer acreditar
e
de
persuadir
aos po-
voá
que
a
presente
condição
do
sobera
no Pontífice em
Roma
é
tal
que, ainda
que collocado
sob
a
dominação
do
poder
d
’
oulro,
gosa
de
uma
inteira
liberdade
e
póde
tranquilla
e
plenamenle
cumprir os
deveres
do
seu
supremo
primado
espiri
tual. Ora,
estes
homens
não
deixam
es
capar nenhuma
occasião
de
confirmar
publicamenle
esta
opinião;
seja
quando
os
bispos
e
os
fieis
véem
de
paizes
estran
geiros
para
Nos
vêr,
seja
quando
admit-
limos
na Nossa
presença suas
piedosas
assembleias,
seja
ainda
quando
nos
dis
cursos
que
lhes
dirigimos, deploramos
as
empresas
dos
impios
contra
a
Egreja
N
’estas
circumstancias,
elles
se
esforçam
de
proposito,
e
com
astúcia
por
insinuar
áquelles
que
não
estão prevenidos,
que
Nós,
por
esse
mesmo
facto,
gosamos
de
um
amplo
poder
e
de inteira
liberdade,
se
ja
de
fallar,
seja
de
receber
os
fieis,
seja
de
governar
toda
a
Egreja.
Na
verdade,
estamos
admirados
que
se
possam
susten
tar
impudentemente
taes
asserções,
como
se
o
exercício
d’
esles
actos
que
se
pas
sam
em
revista
estivesse
imeiramente
em
Nosso
poder,
como
se
toda
a
summa
do
governo
da Egreja
que
pertence
a
Nosso
cargo
estivesse
contida
n
’
estes
actos.
Quem
não
sabe,
com
effeito,
que
os actos
d’esta
liberdade
que
elles
gabam
tanto,
não
estão
sob
o
Nosso
poder,
mas
sob
o
poder
d
’
aquelles
que
dominam,
por
tal
sorte
que
não
podemos cumprir estes
actos senão
em
quanto
elles
Nos
não
im
pedirem
?
Quer-se
saber,
na
verdade,
qual
é
a
liberdade
de
Nossos
actos
em
quanto
ella
está
em
seu poder?
A
’
falta
d’uutras
provas,
a
recente
lei,
que
ha
pouco
de
ploramos,
o indica e o ensina
de
sobe
jo;
esta
lei
pela
qual
o
livre
exercício do
Nosso
poder
espiritual
como
o
do
minis
tério e
da
ordem
ecclesiastica está
sujei
to
a uma
nova
e
intolerável
oppressão.
Que
se
áquelles
que
dominam,
Nos
leem
permitlido
o
cumprir
alguns
actos,
por
que
elles
comprehendem
quanto é
de
seu
interesse
que
Nós
sejamos
acreditados
li
vre
sob
a
sua dominação;
que
de
cousas,
comtudo,
numerosas,
mui
graves são ne
cessárias
e d
’
uma
alta
importância
que
pertencem
aos
formidáveis
deveres
do
Nos.
so ministério,
para
o
perfeito
cumprimen-
to
das
quaes
temos falta
de
todo
o
poder
e
de
toda
a
liberdade
necessária,
em
quanto estamos
sob
o
jugo dos
domina
dores
!
Quereriamos,
na
verdade,
que
áquelles
que
escrevem
ou
sustentam de
viva
voz
as
asserções
que
temos
recorda-
do,
olhassem
para
o que
nos
acontece,
e
julgassem
com
um
espirito
um
pouco
imparcial
se
se
póde
verdadeiramente
di
zer
que
o
poder
de
governar
a
Egreja
que
Nos
foi
confiado
por
Deus, póde
ac-
commodar-se
com
o estado,
ao
qual
nos
tem
reduzido
a
dominação
dos
invasores.
Quereriamos
que
elles
conhecessem
os
gritos
injuriosos,
os insultos
e
os
ultrages
que
conlinuamente
são
proferidos
contra
a
nossa
humildade,
mesmo
na
camara
dos
oradores
do
povo.
Estas
injurias,
Nós
as
perdoamos
aos
desgraçados
que
as
profe
rem,
mas
ellas
não
deixam
de
ser
uma
grave
offensa
feita
aos
fieis,
de
que
o
Pai
commum
é
insultado
d
’
esla
sorte,
e
não
tendem
menos
a
diminuir
entre
elles a
estima,
a
auctoridade
e
a
veneração
que
exigem
a
suprema
dignidade
e
a
santida
de
do
cargo do
Vigário
de
Jesus
Christo
que
occupamos,
apesar
da
Nossa
indigni
dade.
Quereriamos
que
elles
fossem
testemu
nhas
das
vergonhas
e
das calumnias
de
que
a
vossa
mui
illustre ordem
e
os
magistrados
sagrados
da
Egreja
são
a
ca
da
instante
accusados
com grande
detri
mento
da
sua
administração;
das
zomba
rias
e
irrisões
com
as
quaes
se
ultrajam
os
ritos
augustos
e
as
instituições
da
Egre
ja
catholica;
da
audacia
com
que
se
pro
fanam
os
santíssimos
mysterios
áa
religião,
e que
vissem a
impiedade
e
os
homens
alheos
tornados
objectos
de
pompas
e
de
publicas
demonstrações
d’honra,
quando
pelo
contrario
se
prohibem
as
ceremonias
religiosas
e
as
procissões que
a
antiga
piedade
dos
italianos
tem
sempre
lido
o
costume
de
celebrar
livremente
nos
dias
solemnes.
Também
quereriamos
que
elles
soubes
sem
das
blasfémias
que
são
impunemen
te
proferidas
contra
a
Egreja, que
a au
ctoridade
finge
não
ouvir,
na
camara
dos
deputados
onde
se
apresentou
o
projecto
criminoso
de
abater
e
atacar
a
Egreja;
onde se
chamou
á
sua liberdade
um
prin
cipio
abominável e
fatal;
onde
se
susten
tou
que
as
suas
doutrinas
eram
perversas
e
contrarias
á
sociedade
e
aos
costumes;
onde
finalmenle
se
declarou
que
a
sua
força
e
a
sua
auctoridade
são
perniciosas
para
com
a
sociedade
civil. Estes
mes
mos
arautos
da nossa
pretendida
liberda
de
não
poderiam
negar
todas estas
occa
siões múltiplas,
continuas,
graves,
reuni
das
com o
fim
de
corromper
a
impru
dente
mocidade,
inlhmmando
as
Suas
pai
xões
e
de
extirpar
alé
á
raiz
a
fé
calho-
lica de
seu
coração.
Se
elles
corressem
emtim
as ruas
da
cidade
—
d
’
esta
cidade
que
deve
á
Cadeira
de
Pedro
ser
a
sede
e
a
cabeça
da
religião, poderiam
jul
gar
facilmente
se
os
templos
levantados
n
’esles
últimos tempos
aos
cultos
dissi
dentes,
se
as
escolas
de
corrupção
espa
lhadas
por
toda
a parte,
e
se
tantas
ca
sas
de
perdição
estabelecidas
aqui
e
alli,
se
emfim
os
especlaculos
vergonhosos
e
obscenos
offerecidos á
vista do
povo,
cons
tituem
um
tal
estado
de
cousas
que
seja
tolerável
para
aquelle,
que
em
razão do
cargo
do
seu
apostolado,
deve
e
quereria
certamente
evitar
tantos
males,
mas
que
pelo
contrario
está
privado
de
todos
os
soccorros,
como
também
de
todo
o
exer
cício do
poder
que
lhe perimlte
empregar
os
remedios
necessários,
mesmo
para
um
unico
d
’
estes
males tão
numerosos,
e
de
prestar
soccorro
ás almas
que
correm
para
sua
ruina.
Tal
é
Veneráveis
Irmãos,
o
estado
das
cousas que
somos
obrigados
a soffrer
pelo
facto
d
’
aquelles
que
governam
n
’esla
ci
dade
santa;
tal
é
a
liberdade
de
exercer
o
nosso
ministério,
liberdade
mentirosa
que
se
explora
contra
Nós
e
de
que
se
aííir-
ma
impudentemente
que Nos gosamos.
(Cofitviúa)
t
ttamMKKtnKMira
i
mMn
m
líosningu
Pelas
h)
horas
da
manhã
sua
exc.
a
revd.11,3
acom
panhado
do
Cruciferario e
da
sua
faniilia,
será
recebido
á
porta
da
Cathedral
pelo
ill.mo e
revd.
1110 cabido,
e,
feita
a pro
cissão
do
costume,
celebrará
missa
de
Pontifical,
e
no
tim d’ella dará
a
Bênção
Apostólica
aos
fieis
que
se
acharem
pre-
sentes,
não
sendo
todavia
excluídas
d
’esta
graça
as
pessoas
enfermas,
clausuradas e
encarceradas.
Para
estas
saberem
o
mo
mento
em
que
o
prelado
deita
a
bênção
e
se
disporem
para
a
receber,
dar-se-ha
signal
logo
depois
do toque
da elevação
da°
Hóstia
e
Calix,
dobrando
o
sino
maior
por
algum
espaço,
e
no
fim
um
repique
solemne.
Cnininho
«le
ferro americano.
—Já começaram
os
trabalhos para
a
con
strucção
do caminho de
ferro
americano
nesta cidade.
Portuga!
antigo e moderno.—
Recebemos
o
fascículo
113.°
d
’este
dic-
cionario,
que
jamais
nos cançaremos
de
elogiar
e
recommendar.
Corre
este
fascículo
de
paginas, 289
a
320
do
volume
septimo
e continúa
uma
minuciosissima
e curiosa-
noticia
sobre
a
cidade
do
Porto.
As
Forpax.
—
Recebemos o tomo
oi
tavo
das
Farpas,
chronica
mensal da
po
lítica,
das
lettras
e
dos
costumes,
por
Eça
de
Queiroz
e
Ramalho
Ortigão, dois
dos
nossos
mais
notáveis
escriptores.
E’
um volume
curiosissimo.
Hiatraria
Vni
versaI
«1»
—
Está
distribuído
o
fascículo
3.°
da
His
toria
Universal
da
Egreja,
pelo
dr. João
Alzog,
professor
da
Universidade
de
Fri-
burgo
em
Brisgau,
posta
em
linguagem
por
José
Autoaio
de
Freitas.
E’
edição
esmerada
da
Bibliotheca
Ca
tholica
estabelecida
na
rua Formosa
n.°
17,
em
Lisboa.
Esta
obra
de
relevante
mérito,
é
re-
commendada pelo
em.
mo
cardeal
patriar-
cha
de
Lisboa,
e,
entre
outros
prelados,
pelos
snrs.
bispo
do
Porto,
arcebispo
de
Goa,
arcebispo
d
’Evora,
bispo
de
Bragan
ça,
bispo
do
Funchal,
etc.,
etc.
Concurso» ecclesinsticoN.
—
Pe
rante
o
snr.
arcebispo
de
Evora
foram
postas
a
concurso
as egrejas
de
S.
Vi
cente
da
Pigeira,
do
concelho
de Evora,
e
de
S.
Bento
de
Aldeia
do
Cortiço,
do
concelho
de
Estremoz.
Pltiloxer».
—
A
Suissa
convidou
a
Allemanha,
França,
Áustria,
Italia,
Por
tugal,
Hispanha
e
os
Principados
Danu-
bianos
para
um
congresso
em que
se
deve
deliberar
sobre
as
medidas
a
tomar
para
prevenir
os
estragos do
philoxera
nos
paizes
vinícolas.
A
íiSira
«Se
«Bersey.—A
ilha
de
Jer-
sey
tem
leis
e
uma
constituição
especias,
que
a
topnaram
por muito tempo
quasi
independente
da corôa
britanica.
Também
tem
tido
até
hoje
moeda particular
e
gran
de
variedade
de
papel-moeda.
O
governo
inglez,
de
accordo
com
os
Estados
da
ilha,
acaba
de decretar a
as-
similhação
completa
com
o dinheiro
que
tem curso
no
Reino
Unido.
As
moedas
de
13
pence
e de
26
meios
pence,
que
valiam
um
schilling,
serão
retiradas
da
circulação.
As
novas
moedas
lerão
d
’
um
lado
a
eíligie
da
rainha
Vito
ria
e
do
outro
as
armas
da
ilha
de
Jersey.
Documento
curioso.—O
nosso
col
lega
do
«Diário
da Manhã» dá
aos
seus
leitores
um
documento
curioso:
é
modelo
de
synlaxe
e
d
orlhographia
e
digno
de
se
archivar:
lll
mo
Ex
‘
“
a Snr.
0
Ademiistrador
Dis
João
Manoel Vellozo,
á
perto
de
30
annos
que
pago
coninvicão
nuca
re-
querir
porque
me
a
xava
con
sircostan-
cias.
de
puder
conpir.
mais
agora
por
me
axar
ipularavis
sircoslancias
en
razão
da
minha
duencia
perto
de 3
annos
enpar-
gado
i
oiro
motivo
não
me
é
irozo
me
ispehcar
decalaro
con
toda
a
verdade
que
tenho
a
caza
inpinhada
in
3
iscerluras
na
quantia
de
um
conto
i
dozentos
i
tantos
mires,
fora
mais
sento
i
tantos mires
que
devo
inpaselas
a
varias
pessoas,
por
ter
pena
de
mim
me
deixo
disfurlra na
caza
porque
senper
conhecero
i
mim
de coopir
con
urades
que
me
era
permitida
mais
hoje con
me
axo
muito
i
muito
deneficado
i
meios
não
tenho
sortimentos
na loje
por
sircutancias
a
sim
u
permitir,
i
se
nesaririo.
for posso
gutilicar
a
verdade
que
a
qui
decelaro.
Perriso
pede
a
v
ssa
Ex:
s
®.
u
favor
de
dar
alecão a
tudo
isto
que
decaloro.
E.
R.
M.s°
Caminho
«I®
ferro
do
.Ylinho,—
Dizem de
Vianna:
No
segundo
pilar
da
ponte
sobre
o
Li
ma,
para
o caminho
de
ferro,
já
está
montada
a
competente
carnara
de
ar,
pa
ra
se
proceder
á
extracção
do
lòdo e
areias
alé
leito
firme.
No
primeiro
pilar
a
carnara
de
ar,
com
o
respectivo
machinis-
mo,
já
tem
descido
mais
de
3'
n
pelo
lei
to
do
rio
dentro.
No
pilar-encontro
está
se procedendo
com grande
actividade
á
construcção
dos
fundamentos
empregando-
se
para
isso
belon.
O
resto
dos trabalhos,
quer
no
gran
de
aterro
que entra
pelo
rio
dentro,
na
outra
margem
do
rio,
quer
no
viaducto
em
S.
Bento,
segue
com
bastante
desen
volvimento,
achando-se
n
este
ultimo
pon
to
muito
adiantada
a
construcção
das
es
cadas
que
devem
dar
serviço
ao
tabuleiro
superior
da ponte.
Exrameo d
instracção primaria.
—
Começam
no 1.®
de
maio
os exames
d
’
instrucção
primaria
no
lyceu
d
’
esta
ci
dade.
Os
requerimentos
respectivos
devem
ser
lançados até ao
dia
20
do
proximo mez
d
’abril.
Portuguezea falleciilos. —
Fallece-
ram
em
Pernambuco
desde
28
de
feverei
ro,
a 7
de março
os
seguintes
portugue-
zes:
Manoel
da
Costa
Teixeira,
31 annos,
solteiro;
Francisco
Pereira
de
Azevedo,
54
a.,
casado;
Francisco
José
Lopes
Fer
reira,
51
a.,
s.;
João
Boavenlura,
23
a.,
s.;
Pedro
José
de
Mello Costa, 45
a.,
c.
Bístratisti®»,
—
Um
peridico
de
New-
York
publica
uma
estatistica,
em que
se
vê que
no
mundo
faliam
o inglez
87
mi
lhões
de
habitantes,
o
espanhol 63,
o
alie
mão 53,
e
o
francez 43.
Expedição ao polo norte. —
A
carnara
dos
deputados
dos Estados-Uni-
dos pronunciou-se
a
favor
da
projectada
expedição
ao polo
norte, e
do
estabe
lecimento
n
’aquellas
paragens
de
uma
co-
lonia
ou
estação
d
’
onde
partam
os
explo
radores.
O
logar
indicado
para
este
fim
é
a bahia
de
Lady Franklin.
Justo pediiio.—
Rogamos
aos
snrs.
assignantes
a
quem
temos
dirigido cartas
particulares,
a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço
de tempo,
a
fim
de
sabermos
a
resolução
que
a tal
respeito
devamos
tomar.
A
’ caridade publica.—
Recomnoen-
damos
ás
almas
berafazejas
uma
pobre
mulher
de
80
annos
de idade,
que
se
acha
doente
e
sem
meios
de
subsistência,
para que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
AGBÀDECiraiOS
Henrique
Freire
d
’
Andrade
Coutinho
Bandeira
e
seus
filhos,
julgam ter
agra
decido
a
lodos
os
illm.
cs
e
exm.
os
snrs.
que
lhes
fizeram
a
honra
de
tão
signi
ficativos
obséquios
por
occasião do
falle-
cimento
de
sua
cunhada
e
tia,
a exm.
a
snr.
a
D.
Maria
Isabel
Perei-a
Lago
e
No
ronha;
mas
receando
que
alguns
bilhetes
e
relações
se
extraviaram,
justificam d’
es-
le
modo
a
sua
involuntária
falta,
da
qual
pedem
desculpa,
protestando
a todos a
sua
cordeal
e
eterna gratidão.
(184)
ANNUNCÍúb
A
junta dos repartidores da con
tribuição industrial
do Conce
lho de
Braga etc.
Faz
saber,
que
tendo
feito
a
reparti
ção dos
contingentes
designados
nas
lis
tas
dos
grémios
que
se
não reuniram
no
prazo
legal,
bem
como
d
’aquellas
que por
serem
em
numero
inferior
a
sete não
com
pareceram
perante
o escrivão
de
fazenda,
pelo
presente
convida
os
contribuintes
a
examinarem
na
repartição
de
fazenda
d
’
es-
le
concelho
as
collectas
que lhe
foram
lançadas,
e
a
reclamarem
perante
a
mes
ma
junta
o
que
tiverem
a bem de
seus
interesses,
isto
no
praso
de
cinco
dias a
contar d
’
hoje em
diante.
Para
constar se
passou
o
presente
e
outros
para
serem
aílixados
nos
logares
do
costume.
Braga,
sala das
sessões
da
junta,
28
de
março
de
1877.
O Presidente,
(186) José
Joaquim
d’Araújo
Correia.
Vende-se
uma morada
de
casas
com
quintal
e
poço,
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22. Trata-se na
mesma
rua,
n.°
69.
(185)
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense.
Sociedade anonynia de responsa
bilidade
limitada
Capital
500:0005000
l.a
emissão 100:0005000
São
convidados
os
senhores
accionis-
tas
a
entrar
com
a
12.a
e
13.a
presta
ções ou
10
°|
0
de
suas
acções.
de
5
a
10
do
proximo
mez
de Abril,
das
10
horas
da manhã
ás 2
da tarde,
no
escriptorio
da
companhia, rua
da
Cruz
da Pedra
n.®
6
a
12.
Braga
24 de
Março de 1877.
Os
directores,
Francisco da Silva
Araújo.
José
Alves
de
Moura.
João Carlos,
Pereira
Lobato.
(18
1)
Arrematação
volmitaria
dn»
bens
imanobiliarios
do falleeido
vis
conde
de
S. JLnzraro.
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta
comarca,
e
cartorio
do
3.°
oííicio,
de que
é
escrivão
Moita,
no
dia
15 do
proximo
futuro
mez
d
’
abril,
pelas
9
horas
da manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
sito
no
largo
de
San
to
Agostinho,
se
tem
d’
arrematar,
e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens
seguintes
:
A
casa
nobre,
com seus
respectivos
jardins,
e
quintal
junto,
tudo
circuitado
por
muro, de natureza
alludial,
no
valor
de
25:0005000
rs.
A
propriedade
rústica conligua
aos
di
tos
jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de
cazeiros,
eira,
coberto,,
aguas e
mais
pertenças,
que
se compõe
de vários
prasos
foreiros
ao
revm.
0
cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d
’
Estevão
Falcão
Cot-
ta
de
Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz.
Hospital
de
S.
João
Marcos,
á
Mi
tra Primaz,
e
á
coraria
da Sé.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de S.
Lazaro
e
quinlaes
das
casas
da
rua
da
Ponte,
e
com terra
de
D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o
quintal
da dita
casa
nobre,
no
va
lor
de
12:0005000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da
referida
casa
no
bre
com
toda
a pedraria
aparelhada
e
por
apparelhar, que
se
acha
depositada
no
cam
po dos
Remedios,
no
valor
de
3:0005000
reis—
e
finalmente
uma outra
morada
de
casas
com
seu
eido,
denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no
valor
de
reis
4005000;
porisso
toda
a
pessoa que
qui
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia
e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
li
quidatária,
O
solicitador=/oão
Ferreira
Torres.
(147)
Em
conformidade com
o
art.
n.°
8
dos
estatutos do
lheatro
de
S.
Geraldo,
são
convidados
os snrs.
accionistas para
com
parecerem
no
salão
do
mesmo
theatro,
no
dia
2
d
’
abril
pelas
11 horas
da
manhã
a
fim
de deliberarem
sobre
assumptos
de
in
teresse
para
esta associação.
Braga
20
de março
de
1877.
O
presidente,
(179)
Jeronymoda Cunha
Pimenlel.
VENDA
DE
CASA
Vende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
go
de
S. Lazaro
n.° 13.
Trata-se
â
com
João
Evangelista
de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
ARTE DE TAGHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua Nova,
n.
c
3,
e
no
Porto
:
preço
300
rs.
VENDA
DE
QUINTA
(Praça voluntária)
Quinta-feira
5
d’
abril
do
corrente anno,
vender-se-ha
em
praça
particular,
ao meio
dia,
na
Villa
de
Felgueiras, a
grande
e
mimosa
quinta
do
convento
de
Pombeiro,
proximo
á
estrada
de
Rodagem
que
segue
da referida
villla
para
a
cidade
de
Gui
marães.
a
qual
pertenceu
ao
falleeido
An
tonio Pereira
Leite
Guimarães.
E
’
toda
fe
chada
pela
circulação
d
’
um muro,
e
é
de
natureza
allodial.
Compõe-se
de
diversos
campos,
gran
de
sorte
de
mato,
e
tapada
de Santa
Cruz,
contendo
bravios
com abundancia
para
a
mesma
quinta,
casas
de
vivenda,
grande
parte
das
casas
do
convento
e
outras
diversas para
commodidade
dos
ca
seiros,
grande
encanamento
d
’aguas
das
quaes
é
muito
abundante, grande
e
ma
gnifico
chafariz,
alpendre,
espigueiro
e
ei
ra
ladrilhada
;—estes
quatro
objectos
riva-
sam
pela
sua
elegante
e
segura
construc
ção com
os da
mais
famosa
quinta
que
haja
na redondeza d
’
esta
vilia,
—
moinho,
madeiras
serradas
e por
serrar,
produz
grande
quantidade
de
vinhos
e
fructas,
10
carros
de
pão
annuaes,
grandes
tu-
Ihas,
pipas
e
outras
vazilbas
para
guardar
os
líquidos.
Pensa
tres
a
quatro
juntas
de bois.
A
ven
la
terá
logar na
dita
villa,
em
frente
da
casa
da
carnara.
Esta
quinta
é
toda
livre
e
desemba
raçada
;
não
paga
foros nem
tem
compro
missos
de
especie
alguma.
No
aclo
da
praça
estarão
patentes todos
os
documen
tos
necessários
para
segurança
do
com
prador.
(172)
Arrematação
simultânea
na
He-
partição
de
Fazenda
do
distri-
cto
de
Braga, e
na Administra
ção
do
Concelho
de Braga,
no
dia
13
de
abril
de
1877,
de
propriedades
pertencentes
á
Santa Casa da Misericórdia do
Porto.
Dislrseto e
coiseelhra de SSraga
Freguezia
de
Vimieiro
Um
campo
de
terra
lavradia
com
ar
vores
de
vinho
e
agua
de
rega
e
lima,
chamado
o Campo
da
Fonlella,
situado
ao
poente
da
estrada
do
Porto
a
Braga, no
logar
de
Maçada,
confrontando
do
nascen-
cente
com
a
referida
estrada,
do
poente
com
Estevão
da
Costa
Ribeiro,
norte
com
prédio
do
padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz,
sol com
propriedade
de
José
Antonio
Go
mes.
Louvação
1305000
rs.
Ties
leiras
de
matto
com
carvalhos
e
pinheiros,
sitas
no
monte
chamado
da
An
dorinha,
no
logar
da
Maçada,
e
se
deno
minam
leira
da
Esperança,
Bouça
e
leira
dos
Castanheiros.
Formam
todas
uma
pro
priedade
que
desce
do
nascente
para
o
poenie,
apresentando
li
linhas
que
con
frontam
da fórma
seguinte:
tres
que
fi
cam
do
lado
do
norte
confrontam
com
João Ferreira
e
José
Cerqueira;
tres
qne
ficam do
lado
do
poenie
confrontam
com
o
mesmo
Cerqueira e
Estevão
da
Costa
Ribeiro
Cruz;
duas
do
lado
do
sul
con
frontam
com
o
dr. Daniel
José
Fernand s
e
Manuel
José
Ferreira
Hilário;
tres
do
lado
do
nascente
confrontam
com
José
Joa
quim
de
Carvalho
e
Joio
Ferreira
Estas
leiras
com
a
que
se
segue
constituem
um
prazo
foreiro
á Carnara
Municipal
de
Bra
ga
em
460 reis annuaes
e
landemio
de
quarentena,
pagando
estas
leiras
ao
cabe
ça de
praso
50
reis
annuaes,
a
que
o
ar
rematante fica
obrigado.
Uma
leira
de
ter
ra
de
monte,
chamada
a
leira
da
«Fonte
de
Ouro»,
sita
na
logar
do
Marco,
no
monte
da
«Andorinha»,
confronta
do
nor
te
e
nascente
com
terra
dos
herdeiros
de
Manuel Ferreira, sul
com
José
Gonçalves
e
do
poente
com
o
padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz.
E
’
sujeita
ao
praso
acima
refe
rido,
pagando
ao
cabeça
de praso
10
reis
annuaes.
Louvação
695038
rs.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
17
de
março
de 1877.
O
Oílicial-Maior,
Manuel
Gonçalves
da
Cosia
Lima.
(175)
_____________
____
Dinheiro
a juro
N
’
esta
Rcdacção
se
diz
quem
dá
a
ju
ro
a
quantia
de
quatrocentos
mil
r<
is
so
bre
hypotheca, e
com
fiadores
idoneos.
(164)
MUITA
ATTENÇÂO.
Rua
de
S.
Marcos
n.°
15
de vinhos
do Douro.
Acaba
de
chegar um
lindo
sortimento
de
amêndoas
francezas
e
de
Lisboa,
e
va
riado
sortido
de
caixinhas
e
cartonagem
de
lindíssimos
gostos
de lodos
os
tamanhos
para
amêndoas, e
,
também
vende pão
de
ló
enfeitado,
e
queques.
Doce
fino
e
do
chá,
queijo
londiino,
papel,
flamengo,
da
Serra,
e
Sueco,
e toma
qualquer
encom-
menda,
tudo
com
a
maior
perfeição.
Pre
ços
modicos.
(182)
Rua de S. João n.°
9
Joaquim
Antonio
Pereira
(vulgo
o
Ma
duro)
com
estabelecimento
de
mercearia
na
rua
de
S.
João
n.°
9
A
—a
9
E,
faz
publico,
que
junto
do
seu
ramo
de
nego
cio,
tem
uma
doçaria
e
confeitaria,
onde
se faz
toda
a qualidade
de
doce
o
melhor
possível,
e
bem
assim
se
encarrega
de
qualquer
encommenda,
que
será
feita
com
a
maior
promptidão
;
porisso, conta
com
a concorrência
do
illuslre
publico,
pois que
tanto
em
preço
como
em
qualidade
do
doce,
o
póde
servir
melhor
do
que
nin
guém.
(167;
A ~BÊLLÃ
PINGA
17-EUA
DE
S. VICEIÍTE-17
BISAGA
WÉBs
A
MACHINAS
LEGITIMAS
DÁ
MfflBIl
MIL «ft
Os
únicos
fabricantes
de machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
! I
GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS ! !
Para
adquirir as
melhores machinas conhecidas
UM ANNO
DE PRASO
Sem
augmento
algum nos preçoH, ou dez por eento de abatimento
por
prompto pagamento
ENSINO
GRÁTIS EM CASA DO COMPRADOR
No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de
San
to André
n.°
20,
encontra-se
um
variado
sortimento,
das
principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de
Val-de-Vez,
de
Basto
e
do
concelho
de
Braga.
Vende-se
por
pipas
e
barris.
Quem
per-
tender
dirija-se
a Cerqueira
da
Silva
&
Gonçalves,
largo
da
Lapa n.°
1
ou
com
Francisco
Manoel
Xavier,
rua
dos
Chãos
n.°
25.
(148)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de
Maria
Virgem
Immaeulada
PEÇAM CATALOGOS ILLUSTRADOS
Com listas de
preços e
as condições de vendas a prasos
ba
iMhmmsÀí
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
INJECÇiO
HIGIÉNICA
ItlLSt
MIC»
PKOIMI1T AT1C0
Esta
injecção
é a unica
e
eflicaz
q
a(
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
quali(j
a
,
de de
purgações
tanto
antigas
como
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-j,
em
Braga
na
pharmacia Alvim,
á
POrt
.
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Dj.
niz,
rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal no Porto
na
ph
ati
macia Madureira,
rua
do Triunfo
n
0
149
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco—
400 rs.
(414J.
D.
Margarida
Heunessy,
desejando an-
nuir
aos
pedidos
que as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como das
localidades
adjacentes,
ha cin
co
annos
se leem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internas e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy, tendo obtido
para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.a
D.
Maria
Erigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao Rev.°João
Pe
dro
Ferreira
Airoza, e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
MUITA ATTENÇÂO
Deposito
«le biscoitos
de
Valongo
1
—
LARGO DA LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das farinhas, per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
>
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
>
190
(63)
ESCOLA
AMERICANA
Consullorio
a toda a hora,
tanto
de
dia
como
de noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22. (43)
NA
SUA
SUCCUKSAL
POBTO
COMPANHIA
LLOYD DE BREMEN
NORDDEUTSCHER LLOYD
HOHENZOLLERN
de 3100
ton.
SALIER. .
. .de
3100
ton.
HABSBURG .
.de
3100
ton.
HOHENSTAUFEN
de3100ton.
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande lotação, tendo
Iogares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
750 de
terceira.
São de grande velocidade,
e
o serviço
faz-se
com
toda
a
regularidade,
pelo
que
tem
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se póde
verificar
pela
tabeL
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo passagens pagas no
Porto ou nas sub-ageneias da pro-
vineia,
o
transporte do passageiro a Lisboa
pelo eaminho de ferro
è
por conta da
Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Aos passageiros de terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de mesa,
e além
de
ser
a comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia. Os
creados
e
cosinheiros
são
porluguezes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente
aos snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Bawe» «fc
C.3,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4, Porto
—
e em
Braga
Ricardo
Ma-
Iheiro Dias, no
largo do Barão
de S.
Marlinho
n.°
27.
.
(42)
«LM .
Na
Caixa
Economica
Penhorista,
rua
Nova,
no
dia
3
do
corrente,
haverá
leilão,
e
em
todas
as
terças-feiras
e
domingos.
Consta
de
roupas brancas
e de
côr,
no
vas
e
usadas, de
homem
e
de
mulher,
objectos
d
’ouro
e
prata, relogios
de
prata
e ouro,
rewolvers,
e
muitos
outros
obje
(135)
ctos
que
tudo
se
venderá
logo que obte
nha
dois lanços.
Toda
a
pessoa
que
na
mesma
tiver
objectos
empenhados
que
deva 3
mezes
de
juros,
é
avisada
que
serão
considera
dos
abandonados,
e
porisso
vendidos
por
todo
o
dinheiro.
Também
se
vendem
objectos
fóra do
leilão.
O
gerente,
A.
G.
Ferreirinha.
LIVRARIA
D
’EUGENIO
CHARDROJ
A
HISTORIA ECCLESIATICA
PELO
Padre
ISivavix
Depois
de concluída
custará
3$600
rs.
Ainda
se
póde
assignar
até
ao
fimd
’
e»
te
mez
pelo
preço
primitivo,
recebe»
em
brinde
0
retraio
gravado
em aço
DE
SUA
SANTIDADE
O
PAPA
PIO
IX.
Esta
obra
que
comprehende
a historii
geral da
egreja
desde
0
seu
começo
atí
1876,
custa
apenas
3$000
reis
aos
snrs
assigantes
e
ficará
concuida
no
fim
d’
es-
te
mez.
E’
uma
obra
indispensável
ao
clerot
utilíssima
a
todos
os
bons
christãos.
FILIAL DA CAIXA
l UDVliniCA PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidade
li
mitada
Capital
..................
SOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rna
do
Campo
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prali.
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas
moveis,
ferramentas,
e
sobre
lodo
e
qual;
quer
objecto
do
valor não
inferior
a
lOÍ
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando juros
a®
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
deã'
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noitt
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
al
*
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha
CASA PARA ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
JiiilL
guel
uma
morada
de
casas,
sita»1
rua
A
nj
0
n
.o
24.
Trata-se
»>
livraria,
em
frente
da
mesma casa,
e”1
escriptorio
d
’esla redacção.
BBAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
Parte de Comércio do Minho (O)
