comerciominho_28071877_668.xml
- conteúdo
-
FOL«L% COMMEIICIAI', RELICIOSA.
XOTBCSOS^l
EDITOR E
PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA
DIAS DA
COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes.
»
6
»
.
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
.
1&600
830
40
20
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.........................
2<S000
»
6
»......................... 1&050
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
10
N.°
668
gaaafWitep
BRAGA—A4BBADO S» ÍÍE
J6JEHÍ#
»E
IS?®
Do nosso
primeiro polemista
calholico,
o
snr.
José
Alaria
de
Sonsa
Monteiro,
il-
luslradissimo
redactor
do «Bem
Publico»,
recebemos
o
seguinte
artigo,
que
com
o
maior
gosto
publicamos.
Cumpre-nos
agradecer
cordealmenle
ao
snr.
Sousa
Monteiro o
ler-se
dignado
hon
rar
as
columnas
do
mais
humilde
—
mas
não
do
menos
fervoroso
—
dos jornaes
ca-
tholicos
portuguezes.
Esperamos
confiada
mente
que
não
será
esta
a
ultima
vez
que
lograremos
tão dislincta e
sempre
bem
vinda
visita.
Segue
o artigo:
Snr.
redactor.
Recentemente
fui informado
de
que
o snr.
Pinheiro
Chagas
tinha-me
honrado
com
uma
allusão
mui
pouco
amavel,
com
o
pretexto
de
qtieas minhas doutrinas
histo-
rieo-christãs, tão
oppostas
ás
da
sua
escola,
prevaleceram
no
espirito
d
’
um
seu
impu-
gnador.
Não
quiz
acreditar
nesta
aggressão.
Pareca-me
impossível
que
tão
a
sangue
frio
me
accommettesse
o
escriptor
que
dizia
a lodos
que
nunca
havia
de
respon
der
a
quaesquer
impugnações,
que
eu
fi
zesse.
Isto
importava
obrigar-me
ao silen
cio
se
não
gostasse
de soliloquios,
e
de
certo
não
gosto;
e
privar-me
do
prazer
de
ler
as
suas
composições.
Mas
a
minha
incredulidade
teve
de
ceder
á
evidencia,
quando
li
no
«Diário
da
Manhã»
de
16
do
actual, que
s.
exc.
a
é
digno
redactor,
as
seguintes
palavras:
«Podíamos....
ser
levados
a
desatar
os
cordões
da
mascara
de
Ignolus,
que
nos
deixaria
ver
talvez
o
rosto
de
um
man
cebo
inlelhgentissimo,
mas
filiado,
subli
nhamos
de
proposito
a
palavra—
na
escola
histórica
do
«Bem
Publico».
Isto
foi
dito
a
um
Ignolus
que
parece
ter
feito
reparos
a
algumas
das suas
aílir-
mações
na
segunda
Conferencia
da
Acade
mia;
e
digo
parece,
porque não
quiz
ler
a
contestação
(quando
soube que
se
fizera)
como
me recuzara a
ler a
conferencia.
Conheço
a
escola
do
fecundo
escriptor.
desde o
seu
romance
elogioso
do
padre
Diogo
Antonio
Feijó,
ex-capebão
das
frei
ras
de
Itú,
ex-deputado,
ex-ministro
da
justiça,
ex-regente,
e
ex-bispo
recusado
de
Marianna
(Brazil);
e assim mesmo
vi
alguns capítulos
da
sua
Historia
de
Por-
hu)al
por
uma
sociedade
de homens
de
letiras.
Estav», pois,
bem
edificado.
Como
quer
que
seja,
Ignolus
contes
tou
lhe, não
sei
com
que
fundamento,
uns
quatro
pontos,
e
foram
elles,
segundo
deduzi
da
defeza
que
dos
mesmos
fez
o
snr.
Pinheiro
Chagas,
os
seguintes:
L
—
Michelet
«é
o
historiador que tinha
mais
fundamente
arreigado
no
peito
o
sen
timento
innalo
da
justiça».
Não
impugna
rei
esta
attestação
por
me
considerar
sus
peito: limitar-me-hei
a
perguntar
se
se
crê
possível
alliar-se
com
o
sentimento
da
justiça
o
fanatismo
cego
e
odiento
que
enche
os
livros de
Michelet,
e
trasboida
de
suas
paginas?
Não
me
parece
que a
superabundância
de fanatismo anti-catholico
das suas
pelecções
lh
’a
auclorisasse.
Mas
então
a
que
attribeil-a?
II
.
—
«Foi
sempre
de
proposito
que
os
estrangeiros
apagaram
nas
cartas
os
nornes
•mpostos
pelos
descobridores portuguezes».
Tenho
por
demasiadamenle
absoluto
e
so
beranamente
injusto
este
juizo
A
justiça,
‘
jue
se
não
póde
recusar
nem
mesmo
aos
estrangeiros,
deveria
lel-o
aífaslado
de o
pronunciar,
como
a
mim
me
iuhibe
de
acceital-o.
III.
—
«A
’
influencia
nefasta
dos
jesuítas
deve attribuir-se
a
decadência
da Italia.
de
Hespanha
e
de
Portugal».
Esie
debd
ecco
das declamações
de Michelet
não
se
justifica,
por
mais
tratos
que
se
dêem á
historia,
e á
chronologia.
IV.
—
«Os
cruzados
iam
levar
á
Azia
o
extermínio
e
a devastação,
e
os
mis
sionários
da
civilisação
(?)
cruzados
tam
bém,
vão
levar
á
África
a
redempção».
Refere-se
ás
modernas
expedições chama
das scienlificas,
entre
as
quaes se
inclue
a
que
acaba
de
sair
do
porto
de
Lisboa.
Deixo
de
parte
os
dous
primeiros
pon
tos
que
reputo
de
somenos
importância,
para sómente me
occupar dos
últimos,
que
a
tem
bastante
grande.
O
illustre
conferente,
querendo
auclorisar a
sua
aver
são aos
jesuítas
expõe
umas
considerações
philo-ophico-historicas
tão
donosas
que
seria
pena
privar
d’
ellas
o
publico;
e
por
isso,
apesar
de
sua
extensão,
vou
transcre-
vel-as:
«Pcrmitta-me
Ignolus
(escreve
elb
)
que
lhe
digamos
que
o
nosso systema
não
é
commodo
porque
resulta
do
estudo
(?),
nem
simples
porque
resulta
da
combinação
(?),
de um
grande
numero
(I)
de
factos.
Ora,
quando
vemos na
Europa
decaírem
os
povos
dominados por
um
calholicismo es
treito
—
Italia,
Hespanha
e
Portugal;
e pro
gredirem
as
protestantes, ou
aquellas em
que
o
calholicismo
vive n’uma
espheia
mais
larga,
na
que resulta das
condições
de
lucta
em
que
se
acha
a—
Hollanda,
Inglaterra,
Allemanha
e
França,
é
claro
que
todo
o
e-pirito
logico deduz destes
factos
a
certeza
(?)
de
que
entre as
cau
sas
complexas
da
decadência
de
certos
po
vos,
e
entre
as
causas complexas
do
pro
gresso
de
outros,
ha
uma
que
é
quanti
dade
constante
nos
que
decaem,
ha
ou
tra
que
é
quantidade
constante
nos
que
progridem.
Procura-se
quaes
são
essas
quantidades
constantes, e encontra
se
na
Italia, na
Hespanha
e
em
Portugal
o ca
lholicismo
intolerante
e
despotico,
e
na
Inglaterra, Hollanda,
Allemanha
e
França
o
livre exame
em
matéria
religiosa
ou
a
tolerância
(?) estabelecida
pela
extslencia
de
reLgiões
diversas.
Logo
não
podemos
deixar
de
allribuir
a
essa
quantidade
uma
influencia
importante
em
resultados idên
ticos.
Logo
é
impossível
deixarmos
de
allribuir
ao
calholicismo estreito,
a
que
acima
alludimos,
a decadência
das
Ires
nações
tneridionaes, visto
que
demais
a
mais
lemos
a
prova
e
a
contra prova,
a
decadência
nas
que
o
teem e o
progresso
nas que
o
não
leem.
E
qual
é
a
tnsti
luição
qne representa
complelamente
um
calholicismo
estreito, implacável,
domina
dor
das
almas?
A
Companhia
de
Jesus
Logo é
a Companhia
de
Jesus
a causadora
principal
da
decadência
das
tres
nações,
onde impera
um
obstáculo,
quid
erat
de-
monstrandamí
Espontaneamente
reconhece
que
ainda
não
estão
demonstrados
os
princípios
que
estabelecera,
e
as
c nsequencias
que
de
duzira,
como
se
atreveu,
pois,
a
formular
o
terceiro
ponto,
e a corroboralo
com
allegações
que reconhece
não
poderem
ter
força
para fazei
o
?
Os
jesuítas
representam,
na
sua
opi
nião,
complelamente
o
calholicismo
estrei
to
e implacável
(como
se
houvesse
dous
calhoiicismos).
Será
assim,
mas
então
não
sei como
o
snr.
Pinheiro
Chagas
e
a escola
histórica
onde
nasceu
e
se
creou
teem
sempre
accusado
estes
religiosos
de pro
fessarem
e
ensinarem
um
calholicismo
(neo lhe
chamam)
relaxado
e
latitudina-
rio,
nem
mais
nem
menos
que
a
sua
mo
rai? Ou
é
verdadeira
e
justa
aquella
ac-
cusação,
ou
é
esta
que merece estes
epi-
i
thetos.
Ainda
mais,
eu
vejo
que
Zwinglio,
Calvino
e Luthero,
quando
levantaram
o
estandarte
da
sua
rebellião, e
mais ain la
não
havia
jesuítas,
adegavam
tel-o
feito
para
restituírem
o
calholicismo
á
primitiva
ri
gidez
e
estreiteza,
de
que
se
linha
aflaslado
pelo
seu
amollecimento
e
degeneração.
Parecem-me
tolalmente
incompatíveis e
cootradictorias
estas
duas
accusações,
e
muito estimaria
que
o
eximio
esc
iplor
me
ensinasse
a
concilial-as.
A
llilia, Hespanha
e
Portugal
são
tres
nações
decahidas:
é
verdade.
Mas
serão
ellas
sós
que
se
achem
em
decadência!
Não,
ha
outras
mais que o não
estão
me
nos.
Será
por
serem,
ou
chamarem-se
calholicas?
Assim
o
allima
o snr. Pinheiro
Chagas;
mas
então
porque o
estarão
a
Hollanda,
a
Suécia,
a
Dinamarca,
a No
ruega,
e
a
Saxonia,
que
são
protestantes?
Não
o
diz,
ou
porque
o
não
auxiliaram
o
seu
estudo
e comparação
dos
factos,
ou
porque
não
lhe
fazia
conta
dizel-o.
Todas
ellas.
apesar de
protestantes,
e
de
não
terem
jesuítas,
estão
decadentes:
logo
a
causa
da decadência
não
são
estes
dois
elementos.
Os seus
estudos
enganaram-n
’
o
redondamente.
Assevera
igualmente
que
o
progresso
da
Hollanda
e
da
Inglaterra
provêm-lhe
do
protestantismo,
e
que
o
da
Allemanha
e
da
França
provêm
da
tolerância;
mas
permitta-me
que
lhe
pergunte: l.°
se
es
tas
quatro
nações
estavam,
todas
ellas,
decadentes
na
occasião
em
que surgiu
o
protestantismo,
que
foram
pela
força
obri
gadas
a
seguir;
2.°
se
o
inculcado
pro
gresso
póde
provar-se
ter
sido
o
fructo
natural
da
mudança
de
religião;
3.°
se
coincidiu
cora
esta
a
tolerância
effeito
do
livre
exame;
4.°
quando,
em
que,
e
quanto
tempo
durou o progresso na
Hollanda,
em
que
epoca,
e
ás
mãos
de
quem
abriu
as
portas
á
decadência;
3.°
quando,
e
por
força
de
que causa
appareceu
a tolerância
na
Allemanha,
e em
França.
Se
eu
não
receasse
a
taxa
de
impor
tuno
e
ihdicrelo
perguntar-lhe-ia
mais
co
mo
explica
a constante
e
successiva de
cadência
da
Hollanda,
dos
Cantões
suissos,
da
Suécia,
Dinamarca,
Noruega
e
Suissa,
estados
exclusivamente
protestantes,
sendo
o
protestantismo,
como
aílirma,
uma
cau
sa
indubitável
de
ptogresso;
e
porque
a
tolerância
levou,
na
protestante
Inglaterra,
tres
séculos
a
apparecer.
(»)
Além
d'esles factos, que
são
lambem
dignos
de
comparar-se, não
me
faltam
outros
de
não
menor
importância
para
não consentir,
sem protesto,
que
appli-
que ao
Calholicismo
os epilhétos
de
des
pótico
e
intolerante,
como
se
fossem iuhe-
rentes
á
sua exislencia. O
protestantismo
é
mais intolerante e
despotico;
está
isso
na
sua
indole:
assim
este
apresenta
Pol-
trol,
armado
e
pago
pelo protestantismo
para assassinar
o
duque
Francisco
de
Gui-
za;
o
mesmo
protestantismo
mandou
as
sassinar
o
marido
de
Maria
Stuart,
rai
nha
d
’
Escocia,
e
fazer
voar
a
casa
onde
etla
habitava
para
poder
imputar
esse cri
me
á
infeliz
soberana;
e
por
íim
fazel-a
prender
á
traição,
e
leval-a
ao
cadafalço;
e
annos depois
decapitar
Carlos 1
e
ex
pulsar
Jacques
II.
Ninguém
dirá,
e
talvez
nem
o
snr.
Pinheiro
Chagas,
que
estes
factos
deixem
de
mostrar
mais
intoleran-
(*)
(*)
E
’
sabido
que
na Inglaterra
data
a
tolerância
do
anno
de
1«29;
na
Hol
landa,
do
reinado
de
Luiz
Napoleão,
no
primeiro
uecennio
d’
esle
século;
e
na
Sué
cia,
apenas
um
alvor
de
tolerância
que
data
de
1863.
Neste
mesmo
anno,
ou
no
antecedente,
foram
expulsos
alguns
suecos
por se terem feito
catholicos,
os
seus
bens
confiscados, e
a
um
alé
se
lhe
tirou
a mulher
que
foi
casada
a
outro homem.
cia
e
despotismo,
que
lodos
quantos,
com
verdade
ou
sem
ella,
é moda
imputar
aos
catholicos
Debalde me
cancei
a
procurar as na
ções
onde
o
Calholicismo
vive
n
’uma
es-
phera mais
larga,
resultante
das
condições
de
lucta,
em que se
encontra
por
effeito
do
livre
exame
e
coexistência
de
religiões
diversas;
não
pude
achar
nenhuma.
Aquillo
que
o
simples
raciocínio
me
dizia
à
priori
que
não
podia
ser,
pois
repugnava á ra
zão,
veio o
estudo
corroborar
à posteriori.
Muito obrigado
ficarei
ao
snr.
Pinheiro
Chagas,
se
me ensinar,a procurar
melhor,
mostrando-me que
realmente
existe
no
dom
nio dos factos
uma
cousa
que
a
ra
zão
declara
impossível
no
dominio
das
ideias.
A
tolerância
da
Allemanha,
que
o
snr.
Pinheiro
Chagas
festeja,
de
certo
que
não quereria vel-a
applicar
aos
ho
mens
das
suas
opiniões;
a
da
França
é
um
mytho
para
lodos
os
que
se
não
dei
xam engodar com
paijv.ões.
Passo
adiante.
Já
me
demorei
bastante
com
a
par
e
de
philosophia da
historia
que
respeita
ao
engrandecimento
das
nações
protestantes,
e causas
do
mesmo;
e
creio
que
a
não
acceilará
ninguém
que
compare
os factos,
e
os
estude,
apesar
da
aflirmação
do il-
luslre
académico.
Agora
vou
examinar
aquella
que
se
refere ás
nações
em de
cadência—
Italia,
Hespanha,
e
Portugal,
altribuindo-a
ao
Calholicismo,
arbitraria
mente
qualificado
por
s.
exc.a
de inio'e-
rante
e
despotico.
Bem poderia
negar
esta
decadência,
e
aquelle
engrandecimento,
ou
inverter
os
numes
dos
paizes
onde
se
suppõe,
ou
ac-
ceilar
as
suas
asserções.
E’
o
que
farei
sem
sahir
dos limites
da
historia, e
seguin
do idênticos
processos
de
synthese,
só
com a
resolução
de
não
me aflaslar
da
verdade.
Sim,
a
Italia
está
decadente,
e,
o
que
mais é,
nunca
mais
do
que
depois
de 1830.
anuo
em
que
deu
os
primeiros
passos
para
o
seu
engrandecimento
(estilo
moderno)
completado
em 1870;
mas
não
deve
es
quecer-se
que
esta
decadência
é
obra
dos
inimigos
declarados
dos jesuítas, e impla
cáveis
adversários
rio
Calholicismo.
E
se
o illustre jornalista
me
disser
que
não
se
refere
á
de
hoje,
mas
á
que
a
prece
deu,
e
que
er
a
contemporânea
dos
jesuítas,
hade
permitlir
que
lhe
faça
umas
pergun
tas,
e
espere
a
resposta
a
ellas:
Qual
se
ria a
razão
porque
o
marquez
de Pombal
foi
buscar
â
Italia os
seus
professores,
quando
quiz reform
r
(cu
diformar
?) a
Úniveisidaúe
de
Coimbra?
Não
creio
que
fasse
por
estar
decadente
neste
particular.
Mais: qual
seria
o
século,
já
anterior,
já
posterior
ao estabelecimento
da Compa
nhia
de Jesus, em que
a
lialia
não
ti
vesse
a
padecer
os
males
das
invasões
estrangeiras,
ou
de
ser
o campo
de
ba
talha
dambições
externas ou
intestinas?
E
finalmente, se
um paiz
em iaes con
dições
póde engrandecer-se
e
prosperar;
ou
se
ha direito a
exigir-lh’
o.
ou
ao
me
nos
para
com
justiça
imputar
a
sua
de
cadência
ao
Calholicismo,
e
ao
jesuilas?
Eu
digo
que
não,
e
hei
de
continuar
a
dizel-o
em
quanto
não
vir
as
suas
res
postas,
que
denunciem
simultaneamente
o
êrro
d
’
es(a minha
synthese
histórica.
Igualmente
não
póde
negar
se
a
decadên
cia
da
Hespanha;
mas
diz-me
o
estudo
que,
bem
longe
de poder
a
mesma
altri-
huir-se
ao
Calholicismo
e
aos
jesuítas,
ella
accenluou-se,
e
alé
se
precipitou
contra
elles;
e
desde
a
expulsão
dos
mesmos
abriu
de
par
em
par
as
portas
ao
phi
losophismo,
este
precursor
do
maçonismo
e
da
revolução,
aos
quaes
manda
a
jus
tiça
que
nao
se
negue
o
mérito
da
si
tuação
que
vemos.
E
se
se
disser
que
jKa
saacPVUfe
*
.
esta
decadência
começou
alguns
annos
an
tes
da
epoca
acima indicada, não
lh’
o
con
testarei,
pois
não
só
não deslroe
o
que
deixei
dito da
sua
accentuação, como
até
iudireclamente
o
corrobora.
Limito-me
a
notar
que
ainda
não
era tal
a
decadência,
nos
fins
do
século
XVII,
que
Luiz
XIV
não
julgasse
digna
a corôa
hispana
de
adornar
a
fronte
de
seu
neto
que
foi
de
pois
Filippe V.
Ao
Calholicismo deve
a
Hespanha
a
existência
e o
engrandecimento;
seria
pois
grandemente
illogico
attribuir
a
decadência
ao
que
lhe
fôra
causa
de vi
da,
e
força
de
poder.
A
historia, que
marca
a data da
decadência,
designa
lam
bem
os
motores e
agentes
d
’
ella; e
no
numero
d
’
elles
não
se
encontram
os
je
suítas.
E
’
desgraçadamente
innegavel
também
a
decadência
de
Portugal,
ims
attrihuil-a
ao
Catholicismo
e
aos
jesuítas,
parece-me
que
é
levar
muito
longe o
preconceito,
aversão,
e
abusar
das
liberdades do
ro
mance,
que se
não
pódem
combinar
com
os
deveres
da historia.
O
snr.
Pinheiro
Chagas
esqueceu-se
do
desastre
de
Alca-
cer-Quibir,
e
não
calculou
as
consequên
cias
de
ter
Portugal
perdido
o
seu
ainda
sem
successão,
e
suas
forças
vilães
em gente
e
em
recursos
de
o
genero;
e
comludo
não
lhe
era
cil
fazel-o,
tendo
diante
dos
olhos
a
rota
de
Sedan
e
os
seus
resultados,
n’um
paiz
muito
maior
e
mais
vigoroso e
opu
lento
qne Portugal; da
usurpação
de
Cas-
tella
durante
60
annos; da
guerra
da
in
dependência,
e-da successão d
Hespanha,
qne duraram
com
curtos
intervallos
desde
1640
a
até
1713;
do
terremoto
de
1755
e
feroz tyrannia
do
marquez
de
Pompal;
além
d’
oulras
mais
guerras
e
snccessos in
felizes,
que
precederam
a
invasão
fnmce-
za,
e
consequências d’
estes
acontecimen
tos
até
á
funesta
revolução
de
1820.
Depois
d
’
isto, se
alguma
cousa
ha
que
possa considerar-se
notável,
não
é
a
nos
sa
decadência,
mas
a
tamanha
vitalidade
d
’esta pequena
nação,
que resistiu
sem
sucumbir a
tantos
e
tão
suecessivos
desas
tres.
E
quem
lhe
deu
essa
vitalidade? O
Calholicismo
que,
mais
ou
menos
desde
o
marquez
de Pombal,
ficára
sendo
o
obje-
ctivo
dos
seus
inimigos,
educados pelas
sociedades
secretas;
e que
á
força
de
iné
pcia
por
um
lado,
e
audacia
do
outro,
aju
dados
pelas
circumslancias
extremas,
garam
ao
cumulo
dos
seus
desejos
ricidas.
E
segue
o
quarto
ponto,
que
é
maldição
ás
Cruzadas
catholicas.
e
bênção
ás
racionalistas;
imputando
ás
pri
meiras
todos
os
males
que
resultam
do
emprego
da
força
contra
a
força,
e
va
ticinando
ás
segundas
lodos
os
bens.
Fe
lizmente
falta-lhe
o
poder
sacerdotal,
e
o
dom
da
prophecia:
nem
as
suas bênçãos
ás
novas
cruzadas serão
uteis á
civilisa-
çào,
nem
as
suas maldições
obstarão
a
que
os
homens
de
reclo sentir
confessem
<
s muitos
bens que
a
Europa,
e
especial
mente
Portugal, devem áquellas
cruzadas.
Não
entendo
pôr-me
de
permeio,
e
deitar enguiço
ás
suas
bênçãos,
mas
devo
dizer-lhe
que
não
creio
em
civilisação
pe
io
racionalismo,
e
que não
será
por
ella
que
os escravos
d’
Africa
hão
de
conseguir
a
redempção
do
captiveiro;
nem
tinalmen-
te
que
Portugal
recolha
outra
cousa
que
decepções
e
graves
damnos
d
’
estas
actuaes
cruzadas
sem
cruz,
expedidas
á
custa
de
grandes
dispêndios.
Não exlranho
que
o
snr.
Pinheiro
Cha
gas
ignorando
o
pensamento
gerador
das
primitivas
cruzadas,
fôra
libertar
o
Santo
Sepulcro
das
mãos
dos
infiéis, e
os
chris
tãos
gregos
da
feroz
edura
escravidão
dos
mesmos
—
pensamento
santo,
generoso
e
nobilíssimo
que
não
póde
ser
empanado
pelos
crimes
dos
que,
levados
por
outros
pensamentos
se
reuniram
a
este
pendão
para
lhes
servir
de
pretexto,
nem
ao
me
nos
guardasse
as
mal-cabidas
ironias
com
que cuidou
desprestigiar
os
resultados
so-
ciaes
que
das
mesmas resultaram. Pois
este
snr.,
que
louva o
regimento
que
af-
fronla
impávido
a
morte
para
recuperar
a
sua
bandeira
perdida,
não
acha
uma
palavra
de
louvor
para
os
cruzados
que,
não
com
outros
fieis,
se lançaram
para
à
Palestina
ao
grito
de Dieuleveul?
E
’
do
lorosamente
pasmoso!
Elle
que
tão
sympathico
se
mostrou
por
vezes
para com
os
christãos
vassallos
«o
Sultão,
que
já não
são
os
escravos
do
século
XI, não encontra,
já
não
digo
uma
palavra
de
louvor,
mas de
justiça
para
aquelles
que
correram
gratuitamente
em
sua
defeza,
e
só achou
destemperadas
iro
nias
e
injuriosos
sarcasmos
que
lançar-
<
lhes?!
E
’
triste,
para não
dizer
mais.
<
Eu
podia pôr
em
parallelo
a
sua
ple-
<
Rei,
mais
todo
diííi-
der-
che-
par-
uma
uma
|na
acquiescencia
á
cruzada,
que
vinha
da
Ilha
Terceira
para
o
Porto
em
1832,
para
plantar
o
estandarte
da
liberdade
no
meio
de
um
povo que o
não
queria, e que
foi
obrigado
a
solfrel-o.
a
ferro
e fogo,
isto
é,
foi
escravisado
á
liberdade;
e per
guntar-lhe se
as
mulheres
de Portugal,
quando eram
açoutadas
pelos
liberaes,
se
as
de
Lisboa
a
24
de
julho
de
1813,
quan
do
viam
os
cadaveres
de
seus
maridos
e
filhos,
e
os
seus
haveres roubados
ou
quei-_________
„„
v..v
mados
por
mãos
liberaes
(façanha que se tinha
conhecimento,
se
de
tempos
a
tem
está
festejando),
podiam
consolar-se
com
pos
havia
alguns
casos
isolados
de
op-
o
vaticínio
de
que
s.
ex." havia
de
ser
pressão,
era
invariavelmente
devido
isso
a
deputado, e
uma
das
columnas
da
liber-
alguma
explosão
de
fanatismo
particular
de
alguma
autoridade
individual,
e de
ne-
Não
o
faço,
porque
deveria
lembrar-
nhuma
sorte
auctorisada
ou
sustentada
pelo
lhe
também
a
cruzada
de
Garibaldi
(cu-
Governo da
Porta. Houve,
por
um
certo
|O
emblema
era o
facho
e
o
punhal),
e[espaço,
«acrecentou
o
nobre
Lord»,
uma
perguntar-lhe
se
as
mulheres
de
Nápoles,
perseguição de
Catholicos
Arménios, mas
queimadas
ou
fusiladas
com
seus
filhos,
foi
induzida
por
pressão
estrangeira
em
joderiam consolar-se
com
a
idea
de
que
circunstancias
peculiares».
S.
M.
Victor
Manuel
se
chamaria
rei
da
Este
facto
assim substanciado
por
Lord
taliaj
não
obstante
o
que
o
snr.
Pmhei-1
Denbigh
e pelo
Cardeal
Franchi,
é
cogna-
ção só
^as
tem
de louvor
para
esta
cru-1
terra
Protestante;
onde
o
Calholicismo^flo-
,
mas
|com edificante
piedade
e
devoção;
que
deviam
envergonhar
paizes
nominalmente
Catholicos
como
o
nosso,
e
o
Brazil,
por
exemplo
t
Em
que
ig
eja
de Lisboa,
per
gunto,
se
venam
commungar,
com
a
mais
exemplar
devoção
e
reconhecimento,
lodos os
dias
muitas
pessôas?
Domingo,
17
á primeira missa,
commungarain na
pequena Capella
Franceza
39
pessôas.
111.
—
(23
de
Junho]
Não
é menos
in
teressante
para
nós
Cathuhcos,
e
para lodo
indivíduo
com algum
senso
coinmum,
que não
esteja
eivado
pela
peste
maçóni
ca
Porluçjueza e
Brazileira
(e
faço
dis-
lincção, porque
em
nossos
dois paizes
tem
a tal
peste
a
honra de
ser
mais
tola,
mais
superficial
e
ridícula
que
tfoutro
qualquer),
a
seguinte
fala
do
mesmo
nobre
Lord
Den
bigh,
em
dia
do
nosso
Santo
Antonio
(13
do
corrente).
Nesse
dia,
em
Liverpool,
e
n’um
ajun
tamento
celebrado
para promover
a
col-
SUMMARID.
|
lecção
do
fundo
necessário
á
edificação
da
Igreja
de Santa
Anna,
em
Rock
Ferry,
II.
—
Liberdade
religiosa na Turquia para
Lord
Denbigh,
em
seu
discurso
para
o
di-
Christãos.
to
eífeilo,
aproveitou
a
occasião
em
pre-
III.
—
Interessante
e
significativa
entre-
sença
do
Bispo
de Shrewsbury,
que
pre
vista
de
Lord
Derbygh
com
o
Papa.
sidia
ao
ajuntamento,
para falar com
ai-
IV.
—
Documento
importante, mostrando
guma
extensão
a
respeito
de Sua
Santidade,
os
progressos
e
desafogo
do
Catholicismo
|disse:—
na
Inglaterra,
com
relação ás Ordens
Reli
giosas sobre
tudo.
V. —
S.
M.
I.
missa do
S.
João
Franceza.
VI.
—
Recepção
Santidade,
da
Peregrinação
dos Zoavos
Pon-
mui
recentemenl)
a
honra dé
uma
hora
tificios.—
Ditas
de
Peregrinações
Austríaca,
conservação
particular
com
o
Pap>.
Du-
e Snissa.
rante
a audiência,
o Summo
Pontífice
fa-
«N
’
uma
entrevista
particular
que
tive
com
elle,
pedi-lhe
me
dissesse,
que
ver
dade
havia
no
que se
allegava
a
tal
res
peito.
A
sua
resposta
foi a
mais explici
ta,
e
autorizou-me
a
fazer
delia
qual uso
eu
quizesse;
foi
esta:
—
Tão
longe
estavam
de
ser
perseguidos
os Christãos,
que
não
tinha
elle
senão
que
louvar
no
Governo
Turco
pela
franqueza
e
liberdade
geral
que
dava
a
todas
as
communidades
Christãs
de
que
elle
Cardeal
stão,
quando
sentiu
que grande
cousa
era
achar-se
unido ao
povo
de todas
as
partes
do
Globo
num
acto
de
homenagem
ao
Vigário de
Jesus
Christo».
Em
conclusão
disse
o
nobre
Lord,
que
«apezar de
o Papa
estar
soflrendo
de
rheu-
malismo,
de sorte
que
tinha
sido
levado
á
Sala de
Recepção,
ou
Presença,
de
resto
estava tão
vigoroso
com
um homem
de
60
annos, e
ante uma assemblea de
perto
de
800
pessóas,
falou
com
voz tão
forte
e
gestos
tão animados como de
um
homem
de 3u
annos.
linha
Sua
Santidade
agora,.
86
annos,
parecia
ser
conservada
a
sua
vida
para
algum
grande
objecto;
pode
ser
que
para presencur
o triumpho
da
gran
de
causa
que
tão
nobremente
havia
sus
tentado».
(
Continua)
A. R. SARAIVA.
Este
facto
assim substanciado
por
Lord
ro Chagas,
em
vez
de
palavras d’
execra-
lo
do
que
observamos
aqui
nesta
Ingla-
r»
zx
4^----
1-1
.
I.
•
v
.
,
.«••••
»—
~~
—
v.v»
ivu
«
vi
uaia
cota vi
ti"
t
ici
i
a
t
i
uitoiauiCjUuuc v
Gduiuiivotli
1
zada. Mas
eu
não
quero fazer
nenhumas
rece
com
perfeita
liberdade
não só,
reconvenções.
1
"
...
Eu
só
quiz
mostrar
qne
a
escola
his
tórica
do
«Bem
Publico»
é
a da
verdade,
e da
justiça,
o que
me
pirece
ter
con-
seguido.
Agradeço
lhe
de antemão,
snr.
reda-
ctor,
a
sua
benevolencia
para
comigo;
e
assigno-me
com
tola
a
consideração
e
ver
dadeira
estima,
seu
Publico»
é
a da
verdade,
Mt.°
Vn.
or
e
Coll.a
aflectz.
0,
ãsboa,
24
de
julho
de
1877."
J
M.
de
Sousa
Monteiro.
A
’
EtedtieçAo do «Comniereio do
TEinlio».
Londres, 18
de Julho,
1877.
os
a
&1ZSTIL1À
«Seria
uma
consolação,
para
todos
os
Catholicos
e
não
Calholicos
presentes,
es-
Brazileira
esperado
á
Icutar
repetição
de
algumas
palavras
que
(Domingo)
na
Capella
Ielle
linha
ouvido
pronunciar
ha
poucos
dias
pelo
Santo
Padre.
interessante
por
Sna
|
«Tinha
lido
em
Roma
(donde
regressou
Suissa.
Irante
a audiência,
o Summo
Pontífice
ía-
VII.
—
Presente
e
Carta
de
Mac
Mahon
lou de
Inglaterra
com
grande
interesse
Sua
Santidade.
«disse
Milorde»,
e expressou
seu
grande
VIII.
-Nova
ameaça
Prussiana
aos Bis-
apreço
do
sentimento
tolerante
que
actual-
menle
se
manifestava
e
desenvolvia
neste
paiz
para
com
os
Calholicos.
A
Inglaterra,
acrecentou
o
Papa,
vai-se
tornando
talvez
o
só
paiz
no
mundo
onde
os
Calholicos
podem
usar
o
livre
exercício
de
sua
reli
gião.
Expressou,
de
mais,
a
sua
gratidão
para
com
o
presente
Governo
pelas
faci
lidades
que dava
aos
Calholicos
para
o
livre
exercício
do
seu
culto.
A
todos
deve
dar grande
satisfação
o
sentir
«disse
Lord
Denbigh», que,
sejam
quaes
forem
as
con
vicções
religiosas
das
pessoas,
aqui se
apre
ciava
a disposição
de
estender
a
todas
a
caridade
geral
e
liberdade
religiosa
que
os
Calholicos
pediam
para
si, e
que
ti
nham
obrigação
de conceder a
toda
outra
gente.
(Applauso).
«Que
poderia,
talvez,
permittir-se-lhe
expressar
o
sentimento
intenso
que
ex
perimentara
em
Roma,
do
poder
da
força
moral
sobre
a força
bruta.
Era
cousa
que
maravilhava
o
achar-se
agente
no
que
fóra
pos
Allemães.—O
Governo de
Madrid que
rendo
que
o
Papa
dicte
política'ao
Clero
de
Hispanha.
IX.
—O
Vaticano
e
a
Rússia,
a
res
peito
da
Polonia.
—
A
Peregrinação Porlu-
gueza.
X.
—
Carta
de
Victor
Manoel
ao
Papa,
e
resposta
de
Sua Santidade.
;
II.—
Londres,
22
de
Junho.—
O
Conde
i
de
Denbigh,
um
dos
mais devotos
e
ze
losos
Catholicos
na
alta
Aristocracia
In-
gleza,
e que
se
converteu
ao
Catholicis
mo
quasi
ao
mesmo
tempo
que
o
nosso
Cardeal
Arcebispo,
e
o
mesmo
a
quem
eu
ouvi,
no grande
ajuntamento Catholi
co,
por
occasião
da
pérfida
entrada
era
Roma dos
ladrões
Piemontezes,
dizer
alta
mente na
assemblea,
que
o
applaudiu
com
o maior
enthusiasmo:
que
«era
Inglez
da
gema,
porem
Catholico
primeiro»,
foi
tam
bém
na grande
Peregrinação
Ingleza
a
Roma
Escreve
ao
Daily
TeLegraph
(e
copia
o
realmente de facto
—
e
confiava
tornaria
a
Weekly
Regisler
de
16
do corrente)
a
se-
seG como
o
era
tnoralmenie
ainda
hoje
guinte
carta
de
muito interesse na
occa-
-
■
.
sião
actual,
e
que
por
isso
merece
no
Apostolo
seu
logar;
para
que
os
Calholi
cos
leitores
façam
ao
Governo
Turco
a
justiça
que
é
devida
no
assumpto
de
que
se
trata. Diz
elle.
«Os
oppostos
ao
Turco
tem
affirmado
tão persistentemente
que
os
vassalos
Christãos
da
Porta
sam
perseguidos
e
em
baraçados
no
exercício
da
sua
religião,
que
julguei
conveniente
quando estive
em
Roma
ha
uma
semana
ou
duas,
dirigir-
me á
mais
alta
autoridade sobre o
ponto
a
quem
se
podia
recorrer
—
o
Cardeal
Fran-
chi,
que
se
acha
á
testa
da
Propaganda,
e
tem
a
seu
cargo
as
missões
estrangeiras
de
todo
o
mundo.
Lembrança
magnifica.—
Por ini
ciativa
do
exc.
,n
"
snr.
dr.
R.
Lobo
de
Avila,
muito
digno delegado d
’
esta
comar
ca,
acabam
de estabelecer-se
nas
cadeias
d’
esta
cidade oílicinas
de
pregueiio,
car
pinteiro
e
vassoureiro.
O
alcance
moral
d
esta
medida
dispen
sa-nos
de
significar
aqui
os
louvores
que
pela
sua
realisação
cabem
ao
snr.
dr.
Lobo
de
Avila.
A’ 8>ti
*
eeção
«i<»
Cu
*
3i|i>n!ila
dos
Hinerienno».
—
Lembramos
á
Direcção
da Companhia
dos
americanos
que
é
de
necessidade imprescindível
ter
a zorra
per
tencente
á
mesma
em
logar
inaccessivel
ás
travessuras
da
garotada,
afim de
se
evitarem muitas
desgraças.
Ainda
na
tarde
de
quarta-feira
os
brin
quedos
do
rapasio
iam
causando
inevitá
veis
desastres,
que
só
por
milagre
se não
deram
Destravaram
a
zorra,
proximo
á
esta
ção,
e
foi
tal
o
impeto
que
ella
adquiriu
pelo
campo
de D.
Luiz
e Biscainhos que
descarrilou
violentissimamente
na
curva
«Festa rua,
indo
esbarrar-se
do
passeio da
Praça
da
Alegria.
Quantas
victimas
teriainos
hoje
a
la
mentar,
se
acontece
passar
algum carro,
ou
se
o
transito
fôra
então
maior?
IKosgiede
illuMre.—
Acha-se
n
’
esta
cidade
o
exc.‘
“
»
snr.
Carlos
José
Caldeira,
de
Lisboa.
Obãío.—
-Falleceu
em
Goa
o
snr
João
Tavares
d
’
Almeida,
governador
geral
do
es
tado
da
índia.
Publicação.
—
De
Viseu
recebemos
i
um
prospecto
d
’uma
publicação
que
o
snr.
pad
r
e
Moura
vae
faser.
Intilular-se-ha
O
calholicismo em
face
1
das
evoluções
successivas
do
espirito
mo-
|
demo,
ou
A
sciencia
e
a
critica.
Diz-se
no prospecto
que
«o
auctor,
i
padre
liberal,
não
vem
a
defender abusos,
I
mas
a
desfazer
erros
e calumnias;
não
a
con
spirar
contra
a
liberdade, mas
a
defen-
I
del-a
dentro
de
seus
justos
distr
etos;
nãoa
levantar
zizanias—que
isso
falsearia a
missão
de
todo o
escriptor
—mas
a
proclamar a
paz, firmando os
princípios
da
fé
estre-
memente
catholica».
Veremos.
Festns
retigioang.—
Amanhã
temos
seguintes:
Festividade
do
SS.
Sacramento, na
egreja
parochial
de S.
Lazaro:
de
Sanl’
Auna
em
Santa
Cruz:
de Sant’
Auna
nos
Con
gregados:
de
Santa
Maria
Magdalena
e
Santa
Martha,
na sua
capella
da
Falperra.
«3íoR-na
stonuntieag»,—
Recebemos
d
’esta
respeitável
casa
editora
mais
um
volume das
Aventuras
de
terra
e
mar,
pelo
capitão
Mayne-Reid.
Intitula-se
Os
plantadores
da
Jumaice.
A edição
é
luxuosíssima.
Companhia
de Zarzuella.
—
De
buta
amanhã no nosso
theatro
urna
com
panhia
hispanhola
de
Zarzuella,
que
tem
funccionado no
theatro
Mendes
Leal
Barcellos.
Segundo
as
apreciações
que d
’ella
tem
leito
o
nosso
iliustrado
collega
da
«au
rora
do
Cavado»,
a
companhia
é
digna
d»
favor
publico,
e
obteve
n’
aquella
villa
»
melhor
acolhimento.
Debuta
com
as
Zarzuellas
La
Galli^
Cieija,
em
2
actos,
e
La
Soirée
de o«-
chupin,
em
1
acto.
Está
aberta
assignatura
para
3
reci
tas.
PoBge.—
Já
tomou
posse
do
logar
e
administrador
deste
concelho
o
exc.
“ll)s,ir
’
dr.
João
de
Paiva.
fiSenelleio
dos bombeiros
aaráoss.
—
O
espectacuio
que
hoje
<>a
.
companhia
do
Gymnasios,
em beneíic10 0
as
o
centro
da Christandade;
e ver
aquelle
velho,
para
quem
se
tinha
apontado
o
dedo
do escarneo
como
se
fosse
mantido
só
mente
por
bayonelas
estrangeiras,
conti
nuar
sendo
o
centro
da
attenção
do mundo
inteiro.
.Em
quanto
os
Membros
da
Familia
Real
em
Roma
eram,
podia
dizer-se
igno
rados,
não havendo
para
elles
applauso
nas
ruas,
e
poucas
pessoas
apenas
tiran
do
o
chapéu em
honra
delles;
de
outra
parle,
e
do
outro
lado
da
Cidade, se
viam
as
ruas
atulhadas
de
povo
indo
em
mul
tidão
para
o
Vaticano
a honrar o
Vigário de
Christo.
«Orgulhoso
como
era
de
ser
Catholico,
nunca
o
fóra
tanto
como naquella
occa-
aj&vs««
*
sr-s
■
/fiKTAFTgwao
bombeiros,
consta
da
representação
da
co
media
em
4
actos
A
torre
de Babel,
e
n
ão
do
drama
Os
engeilados,
como
disse
mos.
Folheto.
—
Da
pharmacia
do
snr.
H.
j
pinto
& C.a
,
largo
dos
Loyos
36,
Porto,
recebemos
um
opusculo
intitulado
A doen
ça
e
doentes—Medicina
domestica,
por
A.
Bonnefon.
Agradecemos.
IHovimente d» SSoHpittil de S.
Marco».
—
Doentes
existentes
em
15
de
julho:
88
homens
e
108
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
25
homens
e
30
mulheres.
Sahiram:
24
homens
e
25 mulheres.
Falleceram:
5
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
24
de
ju:
lho:
89
homens
e
108
mulheres.
Preço dos
cereaes. —Na
terça-feira
ultima, n’
esta
cidade,
o
preço
dos
cerea.es
foi
:
Trgo................................................
850
Milho alvo
.......................................
600
Centeio........................................ 420
Milho
branco
.................................
450
»
amarello
................................
430
Painço
..............................................
500
Cevada
.............................................
480
Batata
..............................................
600
Feijão
vermelho.......................................
l$000
»
amarello ....
900
»
branco
..........................................
l$000
»
rajado................................. 750
»
fradinho
................................
560
’
Azeite...................................................... 4^900
Festas
«*<»
Chili.—
0
povo
calholi
co
do
Chili
celebrou
o
quinquagésimo an-
niversario
episcopal
de Pio
IX.
Dizem
os
jornaes
do
Chili
que
as
maiores
festas
nacionaes
não
podim nem sequer
compa
rar-se
com
as
do
dia
3
de
julho.
Reuniões
publicas, ceromonias
nas
egrejas,
procissões
ás
quaes assistiram
milhares
de
pessoas,
discursos,
poesias, illuminações,
fogos
d’
ar-
tificio,
vivas
a
Pio
IX,
e
enlhusiaslicas
orações
pelo
soberano
Pontífice
e
pela
Egre
ja.
O
que
deixamos
escripto
é
um
peque
no
resumo
d’
estas festas explendidas,
con
soladora
manifestação da
fé
das
popula
ções.
Jiaiio
Vercee
siipplantado.
— A
realidade
está
excedendo
as
mais arrojadas
concepções
da fantasia.
Julio
Verne,
com toda
a
sua
imagina
ção,
ideiou
uma
viagem
á
roda
do mundo
em
oitenta
dias.
Pois,
senhores,
o
cônsul
americano
em Jerusalem
realisou
essa
mesma
viagem
em
68
dias!
Sahiu
de
Alexandria
para
Brindisi,
Pa
ris,
Londres,
Nova-York
e
8. Francisco,
e
esse trajeclo
levou-lhe
20
dias;
em
outros
20
encaminhou-se
de
S.
Francisco
a
Yo-
kohaina,
no
Japão,
e
de
Yokohama
á
China
gastou
seis
dias.
De
Cantão—
China
—foi
em
10
á
ilha
de
Ceylão,
de
Ceylão a
Suez
gastou íf,
e
afi
nal,
de
Suez
a
Allexandria
apenas
algumas
horas
Total,
68 djas.
EJescofoerta.—
Um
oflicial
do
exercito
austrjaco
açaba de
inventar
um
apparelho
que
pennitte
atravessar
a
cavallo
os
rios
mais
largos.
O cavallo,
leva
o
corpo
co
berto,
e
uma
quantidade suílicienle
de
ar
contido
no
apparelho
o
mantém á
tona
d
agua.
Explosão.
—
Em
Pont-á-Mousson
(França),
teve
logar
uma explosão
que
consternou
os
habitantes
d
’aquella
locali-
d
de.
Uma
machina
de
vapor
de
40
ca
vallos
rebentou
na
fabrica
do
cartão-pe
dra
d
’
A,nil.
O
teclo
do
atelier
foi
pelos
ares.
Trez
operários
falleceram
logo,
re
sultando
gravemente
feridos outros
nove.
O
corpo
do
fogueiro
foi
encontrado entre
os
escombros.
A
fabrica
contava
agora
400
operários.
As
perdas
ascendem a
600:000
francos.
OÍTerit
*
a Pio MX.
—
Segundo
diz
um
jornal
de França, dois
hespanhoes,
irmãos
e
proprietários
de uma
mina
de
prata
na
provincia
de
Almeria,
oflerece-
ram
a
Pio IX
dois
grossos
pães
de
prata
massiça
e
dois
troços
de
mineral
de
pr
ta
em
bruto,
tudo em
uma
salva
do
mesmo
metal.
Pr«vft.-0s
missionários
portuguezes,
segundo
a
nossa
humilde
opinião,
contra
ria
á d
’alguns
collegas
na
imprensa,
pre
staram
grandes
serviços
aos povos
que
missionaram,
merecendo-lhes
a
quasi
todos
estima
e veneração e deram
gloria
ao
nome
porluguez.
E
tanto
isto
é
verdade
que
ainda
agora
um
correspondente
inglez
narrando
a ter
minação
da
guerra
do Dahomey, diz
que
o
rei
d
’
este
paiz
escreveu
ao
commandan
te
da
esquadra
ingleza
uma
carta
em
por-
tugiiez
!
Digam
o
que
disserem;
façam
o
que
fizerem,
porque
são
livres
em
sua
palavra,
e
acção,
o
que
não
podem
é
escurecer
esta
e
outras
provas
do
nosso
predomínio
moral
n
’
aquelles
e
outros
muitos
pomos
d’
Africa.
A
respeito
do
Dahomey já
uma
vez
es
crevemos que
os
missionários,
que alli
querem
conseguir
algum
resultado,
tratam,
antes
de tudo, de
aprenderem
os
cinco
ou
sete
dialectos,
que
se
faliam
n
’aquelles
paizes,
e cuja
chave,
dizem
os
missioná
rios
francezes,
é
o
idioma
porluguez,
que
é
indispensável
estudar
para
manejar
e
comprehender
tolos
aquelles
dialectos.
Acresce
a
isto
a
circumstancia
de
ser
venerado
por
aquelles
povos o
nome
por-
tuguez:
á
vista
de
tão
poderosa
prova
não
potje
dqvidar-se
de
que
as
Ordens
religio
sas
prestajam
alli
grandes
serviços,
e
tel-os-
hiam
continuado
a
prestar
e
ainda estariam
prestando,
livçámLo-nos
da
mágoa
de
es
tarmos
vendo desfolhar
folha por folha o
livro
das glorias
palrias.
Notem
isto
os
leitores.
—
«C.
da Tar
de».
VersiHdeira
earitlatle.—
O
Arcebis
po
de Cambrai
informou
ha
dias
o
reitor
da
universidade
catholica de Lille,
de
que
uma
pessoa
que
queria
permanecer
des
conhecida
linha posto
á
sua
disposição
a
somma
de
cem
mil
francos,
para
o
fim
de
se
fundar
uma
escola,
que
será
posta
debaixo
da
invocação
e patronato
de
S.
Vicente
de
Paulo,
cujo
nome
deverá
ter.
Lá
pelas
cidades
de
França usam
as
sim,
cá m
nossa
Lisboa
fez-se
muita
bu
lha
com
a
creação das
escolas,
das
creches
e
dos
presépios
São
coisas,
e
são fins....
Guerirn
do
Oriente.—
Os últimos
telegramraas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres 24
—
Apesar
das
declarações
dos ministros
continúa
a
fallar-se
nos
pre
parativos
militares.
Os
periódicos
«Stan-
dart»
e
«Daily-Telegraph»
censuram
o
go
verno
por
não
ter
linguagem
mais enér
gica.
O
«Times
espera
que
a
Inglaterra
não
vá com
precipitação
intervir
militarmente.
Bucharest
24—
Os roumanicos
acceita-
rara occupar
Nikopolis
em
substituição
das
forças
russas
que
foram
reforçar
o
corpo
do
exercito que
opéra
em
Plewna.
Londres
25
—Corre
o boato
de
que
os
turcos
foram
balidos
em
Eski
Saghra,
ao
sul
dos
Balkans,
e
em
Plewna
e
na
Bul
gária.
A
imprensa
conservadora
ingleza
con
tinua
a
recommendar
a occupação
de
Gal-
lipoli.
O
«Times»
diz
que
a
esquadra
ingleza
que
está
em
Besika
recebeu
ordem
de
par
tir
para
Galiipoli.
S.
Pelersburgo
25
—
0
periodico
«Go
los»
deixa
entrever
a
possibilidade
das
próximas
negociações para
a
paz. e
ac-
crescenta
que,
entaboladas
taes
negocia
ções,
a
Rússia
não
seria
muito
exigente
Constantinopla
25
—
Em consequência
dos
progressos
dos
russos
nos
Balkans,
a
situação
aqui
torna-se
muito
perigosa.
Co
meçou
em
Kavarna
o massacre
dos
chris-
tãos,
aíim
de
protegel-os.
Partiu
para
aquelle
porto
do
mar
negro
um
navio in
glez.
O
relatorio
de
Nabnk-Pachá,
con
fessa
que
o
exercito
turco
tem
perdido
40:000
homens
em
digrssões
e
enfermi
dades.
Paris
23
—
Um
lelegramma
de
S. Pe
lersburgo
diz
que
as
demonstrações
da
In
glaterra
não
causaram
alli
moção
alguma.
Ò desembarque
em
Galipoli
condusiria
á
mesma
coilisão,
que se
as tropas inglesas
se
juntassem
ao
exercito
turco.
Constantinopla
25
—
Os
turcos
ficaram
vencedores
em
Rasgrad.
Os
russos
tam
bém
foram batidos
em Soumla
por
Eyoub-
Pachá.
Concentram-se
em Jamboli
grandes
forças
turcas.
Os russos
abandonaram
compleiamente
o districto
de Bayazid.
Londres
26
—
Houve
um meeting
em
Brudpord.
Johm-Birght
pronunciou
um
dis
curso
no
qual declarou
receiar
que
as
exi
gências
da Inglaterra
provocassem
contra
ella
uma
coalhsão
europeia,
affirmando que
a
verdadeira
política
deve
ser
a
neutra
lidade.
rortuguezes
fallceiílos.
—
Por
in
formação
do
consulado
de
Portugal
na
Bahia
consta
haverem
fallecido
n
’
aqtielle
districto
consular,
durante
o
mez
de
abril
findo,
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Antonio
Ferreira
Lameira,
25
annos,
solteiro;
João
Ferreira
Parreco,
casado;
João
Pedro
Luizello,
c.;
José
Martins
da
Silva Caldeira,
57
a.,
s.;
Manoel
Joaquim
Velloso,
73
a.,
s.;
Torquato
Martins
Car
doso, 47
a.,
viuvo.
O segundo/1
’
estes
portuguezes,
natu
ral de
Manhouce,
S.
Pedro
do
Sul,
fal-
leceu ab
inteslato
a
bordo
do
vapor
inglez
«Minho»,
entregando
o
commandante
d
’es-
te
ao
consulado
a
bagagem,
inclusivé
5
libras.
O
quarto
dos
mesmos
súbditos,
natural
de
Villarinho,
falleceu
com
tes
tamento,
legando
uma
propriedade,
por
morte
dos
usofrucluarios,
a
um
seu
sobri
nho.
—No
Rio
de Janeiro
falleceram
de 25
a
27
de
junho
os
seguintes:
Manoel
Teixeira
da
Silva
59
annos,
Rosaria
Francisca
44, Manoel
Cardoso
20
annos, Joaquim
d
’
Araujo
18,
Gertrudes
Margarida
de
Figueiredo
67,
João
da
Silva
Lessa
52, Antonio
de
Sousa,
55,
José
Ri
beiro
41,
Antonio
Pacheco
48
Manoel
Luiz
da
Silva
62,
Anna
Maria
Cardoso
da
Fon
seca
27,
Isabel
Maria
Edolo
Botelho
44,
Christina
Rosa
30,
Rosa
Maria
de
Jesus
55,
Domingos
Agostinho
da
Rocha
25,
Joaquim
Gomes
da Silva
35.
Estatiatiea curiosa,—
Um
dos
in
glezes organisadores
de
estalislica,
com
pilou,
segundo
algarismos
olficiaes
de ca
da
uma
das
nações
interessadas,
a
se
guinte
medonha tabella
das
vidas sacri
ficadas
e
do
dinheiro
gasto
nas
guerras
dos
25
annos,
comprehendidos
entre
1852
a 1877.
I
—
Vidas
perdidas,
1852
a
1877.—
Mor
tos,
em
combate,
de
ferimentos
ou de
mo
léstias
:
Guerra
da Criméa
»
da
Italia
(1859)
»
do
Schleswig-Holstein
»
civil,
America
do Norte
»
America
do
Sul
»
entre
a
Prussia,
Áustria
e
Italia
Expedição
do
México,
da
Cochin-
china, Marrocos,
Paraguay,
etc
Guerra
franco-allemã,
França
»
idem,
Allemanha
Matanças, turcas
de
christãos
na
Bulgaria,
na
America,
de
1876
a 1877
Pessoas
750.000
45:000
3:000
280:000
520:000
45
000
65:000
155$000
60:000
25:000
Total
1.918:000
Milhões
de
libras
Guerra
da
Criméa
249
»
da
Italia,
1839
60
»
civil,
America
do
Norte
940
»
idem,
Sul
460
»
do
Schleswig-Holstein
7
»
austro-prussiana,
1866
66
Expedição
do
México,
da Co-
chinchina,
Marrocos,
Para
guay, etc.
500
Total
2:282
X
•'
-
—
—
■
-
O
numero
de
vidas
perdidas
é
igual
a
cerca
de
metade da
população
de
Lon
dres.
e
a
perda
de 2:282
milhões
de
li
bras
esterlinas
de
capital,
é igual
a
cer
ca
de
8
ou
10
annos
de
receita
de
todos
os
governos
da Europa
e
America
do
Norte
reunidos.
A
receita
publica,
porém,
é
applicada
ao
pagamento
de
serviços
do
estado
e
á
promoção
de
obras
publicas,
pela
maior
parte
uteis.
Os
2:282
milhões
destruídos
com a guer
ra,
desappareceram
absolutamente.
Ainda
mais:
as
fortalezas,
os
navios,
a
arlilheria,
etc.,
perdidos
na
guerra,
teem
de
ser
substituídos
por
capital
retirado,
durante
uma
serie
de
annos, de
empre
gos productivos.
O
mesmo se
póde
dizer
das
pensões
e
recompensas
concedidas a
soldados e marinheiros
mutilados
e
inuti-
íisados.
O
cardeal
ííe
AngeJis.
—
Falleceu
em
Alcoli,
na sua terra
natal,
o
cardeal
De
Angelis,
que
era o
membro
mais
an
tigo
do sacro
coilegio.
Nascido
em
16
de
abril
de
1792, tinha mais
um
mezdeedac
de do
que
o aciual
pontilice.
Diz
um
jor
nal,
que,
com
a
morte
do
cardeal
De An-
gelis
falta
uin
dos candidatos
mais
próxi
mos
para
substituir
o
Papa
Pio
IX.
Terremoto
subiuarino.—
O
vapor
inglez
«John
Elder»
na
sua
ultima
via
gem
aos
portos
das
republicas
de Chili
e
Peru
ia
sendo
viclima
d
’um
horroroso
ter
remoto
submarino.
Seriam
6 horas
da
tarde
quando
o
vapor
sulcava
as
aguas
do
Pacifico
com
uma
velocidade
de doze
milhas
por
hora.
O
mar
eslava
tranquillo
e
a
temperatura
muito
elevada.
O
capitão conheceu
que
taes
signaes
eram
percursores
d’
uma
gran
de
revolução
atmospherica,
e
deu
as
or
dens
convenientes
para
que
ninguém,
a
bordo,
abandonasse
o
seu
posto e
man
dou
apparelhar
os
escalleres
para
deitar
á
agua no
caso
necessário.
Ao
anoitecer
sentiu-se
um
ruido
si-
milhante
á
detonação
d
’
uma
bateria,
cu
jos
canhões
se
tivessem
disparado
ao
mes
mo
tempo.
O
«John
Elder»
foi
violentamente
sa
cudido
e
diminuiu
a
marcha.
O
mar
que
estava
sereno,
encapellou-se
n
’
um momen
to emquanto
que
o céo
estava
limpido,
não
corria
a
mais
leve
aragem.
O vapor
esteve
quasi
a
naufragar.
No
dia
seguinte
entrou
no
porto mais
proximo
onde
apenas
encontrou
dois bar
cos,
os
únicos
que
escaparam
ao
terre
moto
da
vespera;
os
demais internaram-
se
até
3
milhas
pela
terra impellidos p
la
força
das
ondas.
O Santo
Padre no Coilegio de
S.
Salvador. —
Os
jornaes
de
Buenos-
Ayres dão-nos conta
com
muito
enlhusias-
nio
de
um
magn
fico
dom
enviado
pelo
Santo
Padre
Pio
IX
á
egreja
do Coliegio
de
S.
Salvador
d
’
aquella
capital,
(o
mes
mo
que
foi
queimado
haverá
2
annos
pelos
franc-mações).
Consiste n’
um
calix
de
ouro
macisso,
ricamente
trabalhado
com
baixos relevos
e
bellas
inscripções
; e n
’
n-
ma
caixa,
também
de
ouro,
adornada
com
muitas
pedras
preciosas
e
já usada
por
Sua.
Santidade.
D
’
esta
se
fará
uma
rifa
que
se
espera
cobrirá as
despezas
da
conclusão
do
templo.
De
tudo
foi
portador
o
ar-
chitecto
snr.
José Pedro
Luzzetti.
E
’
sabido
que
tanto
o
coliegio como
o templo
foram
levantados
de
suas
ru
nas
por
uma
subscripção
publica,
que
montou
a
260
contos
de
reis.
O
coliegio
ji
está
aberto
e
é
frequentado
por
400
alumnos.
A
maior
parle
dos
incendiarios
e
as
sassinos
fugiram
para o
Brazil,
onde
leem
dado
que
fazer
entregando-se
ao
roubo,
etc.
Escola
superior de jiliarmacin.
—
Sob
esta
epigraphe
dá
um
co
lega
a
no
ticia
seguinte:
Em
Paris,
descem
todas
as
manhãs
numerosos
operários ás catacumbas.
Em
pregam
se
na
construcção
de enormes sus
tentáculos
de
granito,
por
baixo
dos
ter
renos
incultos
que
se vêem
no
Luxem
burgo.
E
de
facio,
as edificações
que
vão
eífectuar-se
n’
aquelle
ponto
são
incompa
tíveis
com
os
diversos
trabalhos
realisa-
dos
pela
camara
em
diíTerentes épocas,
para
evitarem
os
desabamentos.
E
’
n
’
esse
vasto
sitio que
vae
con
struir
se a
escola
superior
de
pharma
cia.
As
edificações
e
jardins preencherão
uma
área
de
dezesete
mil
metros
qua
drados,
isto
é, uma
superfieie
puco
mais
ou
menos
igual
á
meia
praça
da
Concór
dia.
O
grande pateo,
que terá
57
metros
de
comprimento
e
varias
figuras
de relva
em
cujos
centros
se erguerão as
estatuas
de
Parmantier,
Vatiquelin,
etc.,
precederá
o
edificio
principal.
A
’
direita
e
esquer
da,
será
flanqueado
por
dois pavilhões,
onde
os
professores
terão
os seus labora
tórios.
O
edificio principal,
dividido
a
meia
em
consequência
de um
vestíbulo
central,
constará
da
sala
dos
actos,
á direita,
e,
contíguo,
um
amphithealro
de
physica
;
á
esquerda
haverá
os
escriptorios
da
admi
nistração,
e
seguidamente
á
similhança
da
secção
direita,
um amphithealro
de
chi-
mica.
Os dois
amphilheatros
medirão
cada
um
400
metros
quadrados,
e
poderão
con
ter
600 alumnos,
tanto
um
como
ou
tro.
Os
jardina,
estufas,
e
mais accessorios
encontrar-se-hão
na
recta-guarda,
e
serão
limitados
na
direcção do Luxemburgo por
meio
de
uma grande
construcção
de 90
metros
de
comprimento
e
uma
altura
de
3
andares,
onde
haverá
laboratorios de ma
nipulação
proporcionaes
a
600 alumnos.
Esta
obra
monumental,
que
será
toda
granítica,
alicerçar-se-ha
nas
catacumbas,
e
como
preservativo
de
qualquer
desastre,
já se
abriram
300
poços.
A
nova
escola
de
pharmacia
não
fi
cará
Analisada
senão
em
1880;
porém,
como
os trabalhos vão
principiar
com
afan,
espera-se
que
já
no
proximo
anno
—
época
da
grande
exposição
universal
—
se
dê.
por
meio
d
’
elles,
uma
ideia
bastante
precisa
do
aspecto
geral
da
obra.
Cheiioiurna.—
Um jornal
americano
diz
que no
eslado
da
Alabama,
nasceu
ha
tempos
um
menino
de
paes
negros,
cujo
corpo é
metade
branco e metade
preto.
Uma
metade
tem a
brancura do
alabas
tro,
a
outra
metade a
negrura
do
azevi
che.
Grafai
a EJews.—
Já
deve
estar
aber
to
na
Nova
Gôa
um
coilegio,
denomina
do— Coliegio
dos SS.
Corações
de
Jesus &
Mar
ia.
0
hm
do
estabelecimento
é
a
instruc-
ção e
educação
catbolica
da
mocidade.
Leccionar-se-ha
n
’
este
anno
a
pliiloso-
phia, o
latim
e
o
portuguez,
sendo
estes
últimos
divididos
em
classes,
dirigidas
ca
da
uma
por
um
professor:
haverá
todos
os
dias
lições
dos
deveres
da
religião.
Terá
o
collegio
alumnos internos
e ex
ternos.
As
aulas
do
collegio
deviam
começar
na
primeira
quinzena
d
’
esle
mez.
Ultrnmnr.
—
Vão
brevemente
come
çar
a
ter
curso,
no
ultramar,
diz
um
collega,
cédulas,
das taxas
de 1^000,
2$000,
5$000,
10^000, e
20^000
rs.
A
casa
da
moeda
já
remetteu
para
alli,
por
intervenção
da
direcção geral
do
ul
tramar,
62:200^000
rs.
em
cédulas.
Morte do snr. D. Isidoro de Ko-
ronh»
—
Diz
o
«Diário
da
Manhã», que
falleceu
no
dia
12
de
junho,
em
Ucassaim,
na
Índia
porlugueza,
monsenhor
D.
Isi
doro
de
Noronha,
arcediago
da Sé prima
cial.
O
illustre
finado
nascera
em
1815.
Em
1840
partiu
para
Roma
onde
se
formou
pela Universidade
Gregoriana;
recebeu
o
titulo
de
monsenhor e
foi
nomeado
ca
mareiro
do
Papa.
Intrépido
navegador. —
A
«Pall
Mall
Cazelle»
conta
as
proezas d
’
um
in
trépido
navegador,
M.
Cavill, qne
rivalisa
com
Werbsler
e o
capitão
Boyton.
M.
Cavill
tem
o
projecto
de
atravessar
a
Mancha
de
Doucres
a
Calais,
a
nado,
sem
nenhum
apparelho.
Ha
tres
dias,
exerci
tou-se
durante
sete
horas
consecutivas,
de
Southampton
a
Gilkricker
Point.
Che
gado
a
este
ultimo
logar,
as
forças
fal
taram-lhe
e
não
ponde
alcançar
Southsea,
-que
era
o termo
de
sua
corrida.
Reco-
lheram-n
’o
a bordo
d
’
uin
vapor.
AMtt
rm
iiwira
aw^miriri—
—
w—
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
em
seu poder
a
chave
de
um
dos
ga
vetões
do mesmo,
aonde
guarda
os pa
ramentos
com
que
celebra
missa
?
3.a
que
privilegio
tem
v.
s.a
para ce
lebrar
missa
na
referida
egreja
diariamen
te
com os paramentos
pertencentes ao
estabelecimento
do
SS.
Sacramento,
pró
prios
para
as festividades,
e guardal-os
com
lodo
o
descaro,
na presença
do
res-
pectivo
parocho,
no
gavetão
existente
na
sachristia,
e
guardar
a
chave,
emquanto
que
o
parocho
e» á
celebrando
com pa
ramentos
usados,
e
alguns
rotos?
Ancioso
espero
resposta,
porque
muito
desejo
tenho
de
cumprir
um
voto
que
hz,
de
dar
uma esmola para
a
celebração de
uma
missa
pelas
almas
do
Purgatório,
a
qual
o
snr. padre poderia
celebrar,
no
que
muito
me
obsequiava.
Snr.
redactor:
desde
já
lhe
peço
um
outro
cantinho
do
seu
jornal,
porque
bre
ve
voltarei
ao
assumpto.
Um
seu
assignante
—
Z.
áÊRiDECIMM
José Maria
Ribeiro
Retina,
phartnaceu-
tico,
summamenle
penhorado
para
com
todos
os
illrn.°s
e
exm.08
snrs.
e
snr.as
que
tiveram
a
delicadeza
de
o
visitar na
occasião
da dolorosa
enfermidade
de
qne
já
se
acha
restabelecido,
o
que
muito
agra
dece
ao
exm.0
snr.
Manuel Joaquim
Ro
drigues
Valle, seu
assistente
(que
tanto
para
isso
se
esmerou),
e
não
podendo,
como desejava,
agradecer-lhes
pessoalmen
te, o
faz
por
este
meio,
protestando a
lodos seu
reconhecimento.
(395)
13 de
Agosto
28
de Agosto
13
de
Setembro
PREÇOS
Os
abaixo
assignados
agradecem
a to
dos
os
illm.
os
e
exm.°s
snrs.
e
snr.as
que
os
visitaram
por
occasião
do
falleciinento
de
seu
muito
presado
e
querido
marido,
filho, sobrinho,
genro
e cunhado,
Pedro
Victor
Arantes
d
’
Azevedo,
e
bem
assim
I
aos
illm.os
e
exra.
(S
snrs.
que
lhes
tize-
ram
a
honra
e
obséquio
d
’
assistirem ao
officio
de
corpo
presente que
se fez na
egreja
dos
Congregados,
no dia 16
do
corrente mez
de
julho, e
aos
que
igual
mente
assistiram
ao
responso
de
sepultura
no
Cemilerio
e
no
mesmo
dia;
e
em
par
ticular ao
exm.
0
snr.
Commendador,
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga,
que
se
dignou
fechar
o caixão
do
fallecido.
Não
lhes
sendo
possivel
agradecer
pes
soalmente
tão
distincto
obséquio,
o
fazem
'
por
este meio,
e a
todos
protestam
pro
fundíssima
e
eterna
gratidão.
Braga
21
de
julho
de
1877
Maria
José
Moreira
d
’
Azevedo
Josefa
Maria Arantes
d’
Azevedo
José
Joaquim
de
Sousa
Azevedo
Engracia
Luisa
Arantes
Maria
da
Graça
Arantes
Braga
Rosa
Candida
Arantes
de
Mello
José da Rocha
Veiga
Miguel
Gomes
da
Cunha
Braga
José
Maria
Gomes Bello.
(392)
Companhia
Edificado/
a e Indus
trial
Bracarense.
Sociedade anonyma de
responsa-
bilidade limitada.
Esta companhia
acaba
de
inaugurar
a
sua
fabrica
de
moagem
de cereaes movi
dos
a
vapor,
com
todos
os
aparelhos
de
limpeza
mais
aperfeiçoados,
p>r meio
dos
quaes
limpa os
cereaes
de toda
a
matéria
extranha,
fornecendo
ao
publico
farinha
de
puro grão,
expurgado
de
terra,
pedras
e
outras
sementes,
que
dão
mau
gosto
á
farinha
e prejudica a
saude
do
consumi
dor.
N
’
esta
fabrica, aberta
todos
os
dias
não
santificados, desde
manhã
até
á
noite
:
recebe-se
em
deposito livre de
armazena
gem, qualquer porção
de
cereaes,
para
serem
moidos por
conta
do
depositante.
Estes
cereaes
serão seguros
por
conta
da
Companhia
contra
o risco
de
fogo.
O
publico
encontra
n
’
este
estabeleci
mento
abondancia
de
farinha
para
comprar
e
trocar
por
cereaes,
quando
estes
sejam
de
superior qualidade
e a
par
da
mais
es
crupulosa limpeza
e
aceio,
rigorosa
exati
dão
no pezo, e
tratamento
benévolo
e
at-
tencioso.
(396;
Companhia
Uthíicadora
e
In ius-
trial Bracarense.
Sociedade anoBiyma de responsa
bilidade
limitada
Os
snrs.
accionistas
são
convidados
a
fazer
as
14.
a e
15.a
entradas
ou
10
°l
0
de
suas acções.
de 6
a
10
do proximo mez
de
Agosto,
das 10
horas da manhã
ás
2
da
tarde,
no
escriptoiio
da
Companhia,
rua
da Cruz
de
Pedra
n.° 6
a
12.
Braga
27
de
Julho
de 1877.
Os
direclores,
Francisco
da
Silva
Araújo.
Francisco
Baplisla
da
Silva.
(397)
Na
rua
de
S.
Marcos
n.°
50,
se
ven
de um alambique
completo,
para
a
estilação.
(398)
No largo
dos
Penedos
n.°
13,
precisa-
se
d
’uma
creada
para
cosinha
que
esteja
bem
habilitada
e
que
seja
de
boa
condu-
cta
;
não
ha
duvida
em
ser
bem
remune
rada
de seus
serviços.
(393)
Casa para
alugar
.
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
('352)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se no
escriptorio
da
administra
ção
d
’este
jornal
e
na
rua
Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes..............
l$500.
I
Rygionte»
infainvrfy nre
*
«rvatira;
absolutamente
a unicaqae cara
sem me juntar mais nada. Vende-
qq
se
nas principaas pharmacias do mundo. Exigir a I
instrucçlo
do
use. (34) afloe de
exito.) Paris, casa do
.
inv^
Afugenta, 459. Uibei«
Sr Barreto Loreto 28 e 3(k • I*
Snr.
redactor.
Villa
Mova
de
Fanialieão, 23.
Abusando
de
sua
paciência,
peço-lhe
o
favor
de
me
dispensar
um
cantinho
de
seu
jornal,
para
no mesmo inserir
umas
pergunlasinhas
innocentes,
e
fáceis
de
res
posta, aos snrs. M.
J.
de
O.,
da
freguezia
de
S.
Simão
de
Novaes,
mestre
de Ins-
trucção
piiraaria,
e
filho,
o
snr.
L
J.
de
O.
N.
Confiado
em
sua
annuencia
passo
a
ex-
pol-as
Ao
snr.
mestre.
1.
a
Em
que
lyceu,
e em que
épora,
fez
seu
exame
para
mestre
de
Instrucção
Pri
maria
?
3.
a
Sendo
mestre
ha
mais
de 30
an
nos (segundo
diz),
já
saiu
de
sua
aula
algum
discipulo
instruído
em
lêr,
escre
ver
e
contar,
sem
que
seja
necessário
aos
paes dos
mesmos
pedir
ou
pagar
a
pes
soas
particulares,
ou
a
outros
mestres
pa
ra
os instruir,
depois
de
lerem
frequen
tado
a
sua
aula
3,
4
ou
mais
annos?
3.
a
De
todos
os
discípulos
que
fre
quentam
a
sua
aula
estará
algnm
no
ca
so.
ou
habilitado
para
reger a
mesma,
emquanto
o snr.
mestre, de
barrete
ceben-
to
na
cabeça,
assentado
na
sua
cadeira
presidencial
que
faz
inveja
ás
decanlad
s
cadeiras
á Vollaire,
com a
cabeça pousa-
sada
no pedaço
de
mostrador,
que lhe
serve
de
meza,
dorme a
sesta?
4.*
3 4 S.
Com
que
direito,
e por
quem
au-
ctorisado. conserva
em seu
poder,
ha
muitos
annos
e
em
sua
casa,
paramen
tos,
vasos
sagrados,
e
mais
objectos,
per
tencentes
ao
culto
Divino
—
uns
pertencen
tes á parochia,
outros
ao estabelecimento
da
SS.
da
dita
freguezia,
dispondo
dos
mesmos
como
se fosse
propriedade
sua?
Ao
snr.
presbylero.
I
a Tendo
v.
s.
a
,
no
dia
10
do
cor
rente
anno, requerido
ao
exm.°
Prelado,
para
se
inscrever
freguez
da freguezia
de
S.
Miguel das
Aves,
allegando
que era
n
’
essa
freguezia
capellão
das
missas
das
Almas,
e
que
n'eHa
passava
a
maior
parle
do
anno
para
coadjuvar
o rev.°
parocho,
e
sendo
certo
que,
se
até
essa
data pas
sava
na
referida
freguezia
a
maior
parte
do
anno,
é
lambem
certo
que,
desde
es
sa
data
alé
ao
presente,
reside
na
fre
guezia
de
sua
naturalidade.
S.
Simão,
na
egreja da
qual
diariamente
celebra
missa:
<le
qual
das
duas
freguezias
é
freguez?
2. a
Existindo na
sachristia,
da
egreja
de
sua
naturalidade,
um
caixão
com
4
gavetões,
que
servem
para n
’
elles
se
guar
darem
os
paramentos
e
mais alfaias
per
tencentes
ao
culto
Divino;
com
que
di
reito,
e
com
que
auclorisação,
conserva
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
lambem passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasborda
no
Rio
de
Janeiro
vara
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORH,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de Pernambuco
PELO MI.SMO
PKEÇO QUE P«K< O 31S !» DE JiAEIBD
PAQUETES
A
SAIR
1
)E
LISHOA
ELBE
.
MINHO
.
TAGUS
.
GUADIANA
.
NEVA
.
.
.
MONDEGO.
.
GOMMODOS
2>
de
Setembro
13
de
Outubro
28
de
Outubro
Cada
paquete
d’esta companhia
leva
a
bordo
ei-iadus
e ctusinEieirog
portuguezes
para
commodidade
dos passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial, a conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
C
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem sustento
e
hospedaria
°ratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo os passageiros
teem grátis cama, roupa de cama, co
mida
feita por eosinheiros portuguezes, vinho duas vezes por
din,
assistência medica, serviço
de
criados e outras despezas.
A EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do Brazil) sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodacões
a bordo,
e
pelos melhoramentos mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas do correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil, como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFOiiMAÇÕES
c
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências estabelecidas cm
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
FLUIDE
IATIF
de
JONES
í
Por suas propriedadet b
ene ficai, goza este pro-
ducto
de alta
e merecida reputação.
Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas pelas mu
dança»
de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou
do
calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçSo faz desapparecer as ra
chaduras
das m3os e dos beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser
recommandado ó
Sabão
latir,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
do Fluide, e um a
roma delicadissimo. Preço
600 r’,
23,
Boulevart des Capucines, Paris,
De Fronte da entrada do Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escovas
Inglesas
Perfumeria, Loja
de papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr. Barreto,
Lorêto
n.°
28—
30
(26
PRíjf.RESsO
u.vl
brag
\
Achando-se
estabelecidas
na
cadeia
ci
vil
d’
esta
cidade
ollicinas
de
pregueiro,
carpinteiro
e
vassoureiro,
roga-se aos
ne
gociantes
e particulares
que,
a
beneficio
dos encarcerados, vão
surtir
se,
n
’aquel-
le
estabelecimento
publico,
des
artefactos
d
’
aquella especie alli
manufacturados, e
que
dentro
de
pouco poderão
competir
com os mais
perfeitos
Se
o
publico
auxiliar esta
tentativa,
cujos
benéficos resultados,
quer-me
pare
cer,
são
de
primeira
intuição,
continuarão
a esiabelecer-se
dentro
da
cadeia
outras
ollicinas.
Braga
20
de
julho
de
1877.
O
delegado,
(3'8)
Rodrigo
Lobo
d
’Ávila.
BRAGA,
'i YI'0GJ.
a
PH1A
i
— 18
7.
Parte de Comércio do Minho (O)
