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-
5.’
ANNO 1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
(56
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
J
oíí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ur
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse particular.
Folha avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-«Semestre
850
rs.^-Proiui»-
cias,
anno
2&000 rs
e
sendo
duas 3&600
rs.—
Semestre 1&050
rs.
^Branl,
anno 3&600 rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes 20
»/
0
d
’
abatimento.
BBAUA-QUINTA-FEIRA
«8 RE
JUNHO
.TIeia
justiça.
A
camara
municipal
de
Lisboa
estava
sendo
um
escandalo
para
o
paiz.
Julgando-se
investida
de
poderes
abso
lutos
e
independentes,
chegava
a
olhar
com
sobranceria
e
até
a desprezar
as
ordens
do
governo.
Mancommúnada
com
os
gatos-pingados
dos
—
enterramentos
ci
vis
—
favorecia
descaradamente
a
violação
dos
cemitérios
cathoiicos
á
face
de
um
povo cathohco;
e
se
o
governo
ordenava
uma
medida
geral
para
obviar
a tamanho
escandalo,
a
camara
municipal
de
Lisboa
dava
ao paiz o
exemplo
da desobediencia
mais
flagrante,
recusando-se
a
cumprir
essa
medida!
Foi
necessário
que aquella
corporação,
roais
própria
d
’uma
cidade
de
Marrocos
do
que
da
capital
de
um
povo
civihsado,
se arvorasse em
promotora
de arruaças
e
de
confliclos,
que
fizesse verter
o sangue
de
cidadãos
inermes
e
pacíficos em
um
dos
logares
mais
públicos
da
capital,
para
que
o
governo
se
resolvesse
emfim
a
pu
nir
os seus
excessos,
expulsando
das
ca
deiras
curues
do
município
lisbonense
os
vereadores,
que
as
deshonravam,
e
que,
parecendo
só zelosos
das
prerogativas
dos
mortos,
faziam
acutilar
os vivos,
como
quem
linha
o
maior
empenho
em
fazel-os
passar
depressa para
o
numero
dos
seus
predilectos
protegidos.
O
governo resolveu
pois
a
dissolução
da
camara
municipal
de
Lisboa; medida
um
pouco
tardia, mas
que
não
deixa
de
ser
simpatica
aos
cathoiicos
de
todo
este
paiz,
aos
quaes
o
procedimento
d
’aquella
corporação
na
questão
dos
cemitérios
ha
via
escandalisado
ao
ultimo
ponto.
E
a
dissolução
da
camara
é
acompanhada
da
demissão
do
commissario
geral
de
policia,
porque
este
empregado
não
soube
cum
prir, ou
cumpriu
mal
o
seu
dever
no
conflicto
do
Passeio Publico
de Lisboa.
Também
applaudimos
esta
medida,
pois
que
o
funccionario,
que
se
mostra
inapto
para
o
desempenho
do
seu cargo, não
de
ve
ser
conservado
n’
elle.
Mas
a
cidade
do Porto foi
ainda
ha
poucos dias testimunha
de factos de
sel-
vageria
incrível,
sendo
cruelmente insul
tados
e
espancados
cidadãos
pacíficos,
que
voltavam do
templo,
onde
se
haviam
reu
nido
ao
seu
prelado
para
orarem a
Deus
pelo
Chefe da
Religião
Catholica
Apostó
lica Romana,
que
a
Carta
Constitucional
reconhece
como
Religião
do
Estado.
No
Porto,
como
em Lisboa,
foram
também
aggredidas
pessoas
do
sexo
fraco,
que
em
toda
a parte
merece
considera
ção
e
respeito,
menos
aos
janizaros
da
camara
de
Lisboa
e
aos
maltrapilhos
do
baluarte da liberdade. E o
commissario
geral
da
policia
do
Porto
mostrou-se
alli
remisso
no
cumprimento
dos
seus
deveres,
deixando
espancar
impunemente
aquelles.
por cuja
segurança
lhe
cumpria
velar,
e
descurando
completamente
o
dever
que
lhe
corria, de
conter
o
tumulto
e
assua-
da,
e
de entregar
nas
mãos
da
justiça
os
promotores
da
desordem.
Por
conseguinte
o
governo
devia
tam
bém
demillir
este
funccionario
incapaz,
muito
mais
havendo
elle já
antecedente
mente
dado
sobejas
provas
de
que
não
está
á
altura
do
importante
cargo
que
exerce,
e
no
desempenho
do
qual
o
seu
illustrado
e
activissimo
antecessor lhe ha
via
deixado
nobres
e
imitáveis
exemplos.
Quererá
o
governo
fazer
só
meia
jus
tiça?
Ou terão os
habitantes
de
Lisboa
mais
direito
á
sua
segurança
e
liberdade
individual,
do
que
os
do Porto?
Se
é
punível
o
excesso
nos
policias
e
munici-
paes
da
capital,
que aculilaram
o
povo;
porque
o
não
será
também
a
ferocidade
e
desbragamento
da
canalha
portuense,
que
cospe
injurias
sobre
damas
illustres,
e
racha
a
cabeça
a
cidadãos
inermes?
Snr.
presidente do
conselho
de
minis
tros!
Nada
de
justiça
de
funil.
Punam-
se as
desordens
de
Lisboa;
mas
não
fiquem
inultas
as
do
Porto, que
não
foram
me
nos
escandalosas. Gaia sobre
todos os
culpados
igualmente
a
acção
da
lei,
e
seja
também
demittido
o commiseario
geral de
policia
do
Porto,
que
só
mostra
aclividade
quando
se
trata
de
dar
satisfação
ás
de
nuncias de
algum
visconde
canalha,
mas
que,
de
resto,
é
um
funcionário
desleixa
do,
que
tolera,
ou
não
sabe
reprimir
ex
cessos
e
crimes
como
os que
se
pratica
ram
no
dia
3 do
corrente
á
porta
do
templo
principal
da
segunda
capital do
reino.
d
.
m
.
s.
GAZETILHA
AVISO
O
snr. Harquez de Vallada, <«o-
vernador
Civil
d’
eg
*
e
Districto,
continua
»
dar audiência ás pes-
soas de todas
as
classes, ás ter
ças-feiras,
no
palacio do
Governo
Civil, desde
as II lioras da ma-
nliA
até ás 3 da
tarde.
Noticias do Vaticano. — A
«Voce
delia
Veritá»
de
7
de junho
publicava nas
noticias
do
Vaticano
a
seguinte
nota :
Uma
deputação
dos
peregrinos
portu-
guezes
da
archidiocese
de
Braga,
foi
hon
tem
recebida
em particular
por
Sua
San
tidade,
e
apresentava-a
sua
eminencia
o
cardeal
Di Pietro.
O
dr.
Silva
Vianna,
desembargador
da
relação
ecclesiaslica,
presidente
da
pere
grinação
bracarense,
em
nome
e
por
ex
pressa
commissão
do
Arcebispo
Primaz,
apresentou
a
Sua
Santidade uma
carta
au-
tographa
do
mesmo
Arcebispo,
uma
no
bre
e affectuosa exposição
dos
peregrinos
bracarenses,
uma prenda
d’
admiravel
tra
balho em filigrana,
e
uma
considerável
somma
para
o
oLulo
de
S.
Pedro.
O
Santo
Padre
acolheu
com
a
costu
mada
benevolencia todos
estes
testimunhos
d
’
amor e
devoção,
e
pronunciou
palavras
de
louvor
para
com a
religiosíssima
cida
de
de
Braga,
recordando
as
demonstrações
de
dedicação
que
a
mesma
cidade
tantas
vezes lhe
tem
dado.
Os outros
peregrinos
da
archidiocese
de
Braga,
sendo
em
grande
numere
poderam
ser recebidos
em
particular,
esperavam
o
Soberano Pontífice
na
sala
’do
consistorio
para
receber a
Bênção
Apostó
lica,
que
Sua
Santidade
deu
a
todos
atra
vessando
a
immensa
multidão
dos
seus
amados
filhos
que
alli
anciosamente
o
es
peravam.
Os peregrinos
da
archidiocese
de
Bra
ga,
tendo recebido esta consolação,
deixa
ram
Roma
na
tarde
do mesu
o
dia,
se
guindo
a
sua
peregrinação
á
santa
casa
do
Loreto.
Exames
no
Seminário
Conciliar
«le
S. Pedro
-Requereram
para exames
no
Seminário
Conciliar
d
’
esla
cidade 364
estudantes,
—
para
518
exames, que
come
çaram
na
segunda-feira.
Teem
corrido
na
melhor
ordem
e
com
a maxima
regularidade.
Todos
os
estudan
tes se
teem
portado
dignamente,
e
com
o
maior
respeito,
sem
para
isso
ser
ne
cessário
o
concurso
da
força
armada,
co
mo nos
annos anteriores, no
lyceu
;
_
o
que
piova a
excellencia
da
resolução
de
serem
os
exames
feitos
nos
seminários.
D
’
essa
excellente
medida
resulta
. gran
de
economia
para
o Estado,
incalculável
vantagem
para a Egreja,
muito proveito
para
a
disciplina
escolar, e
grande
eco
nomia para os proprios estudantes.
Concurso de bois
gordos. __
Na
conformidade
do decreto
de
17
de maio
de
1865,
realisou-se
no
dia
24,
dia
de
S.
João,
o 13." concurso
de
bois
gordos.
Foi
grande
a
affluencia
de
juntas
a
este
certamen
da
industria
pecuaria.
Con
correram
16
singeis.
Os
premiados
foram
:
80$000
reis
o
singel
n.°
15-,
de
raça
barrosã,
pertencente
a Antonio José
Fer
nandes,
da
freguezia
de
S.
Paio
de
Me-
relim,
concelho
de
Braga
:
pesou
este
sin-
gel 1:650
kilos.
40$000
reis
o singel
n.°
11
da
mes
ma
raça,
pertencente
a
Antonio
Sequei
ra Lopes,
da
freguezia
de
Sequeira,
con
celho
de
Braga:
pesou este
singel
1.620
kilos.
u
FOLHETIM
0S
ÚLTIMOS MOMENTOS
DUM
CONDEMNADO
PELO
R. P.e
Marchai
XliMNionario
apostolico
TRADUZIDO DA
19.a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da
S.
R.
XIII
[Continuação]
Ouve-se
bater
á
porta,
e
elle
diz
logo:
«Eis
aqui o frater, amigo;
eis
ahi o
grande
momento.
Marchemos,
nós
esta-
®aos
promptos!»
Depois
examinou
todos
os
cantos
em vol
ta
como
um
homem
que,
devendo
partir
para
uma
longa
jornada,
repara lhe
não
esqueça
cousa
alguma...
De
repente
abre-se
a
porta!!...
E’
o
guarda
que,
cuberto
de
lagrimas,
lhe
aperta
a
mão em
silencio.
•Muito
bem,
guarda,
lhe diz
o
condem-
nado,
comprehendo;
estou
á
vossa dispo
sição.
j
Eu cubro a
sobrepeliz.
«Vamos, meu
caro,
lhe
disse
eu,
é
esta
a
hora
!...
Em
vinte minutos,
o vosso
coração
cessará
de
bater;
consagrae
ao
nosso bom
Salvador
as
ultimas
palpitações
d
’
elle.
—
Oh!
sim,
de
boa
vontade;
mas
é
precisa
que
seja
muito
complacente
para
acceitar
os
restos
d
’
este pobre
coração
que
tanto
o
tem
oífendido
I...
No
entanto
não
penseis,
meu
Padre,
que palpita
mais
for
te
do
que do
costume;
expeiimentae.»
Abriu
a
camisa,
e
eu
appliquei
a mi
nha
mão
ao
peito
d
’elle:
meu coração ba
lia doas
vezes
mais
apressado que
o
d
’
elle!
«E
’
comico
!
continuou,
que
isto
me
não
choque
!...»
O guarda
fez
um
signal,
e
descemos
as
escadas
de braço-dado.
Chegado
ao
pavimento
terreo,
dirige-
se
ao
commissario
que
eslava
ahi:
«Bons dias, snr.
Commissario;
como
passaes?
Permitli
que
vos
dê
um
abraço;
peço-vos
perdão
das
palavras
pouco
cor-
tezes que
vos
dirigi
ante hontem.»
Depois
voltando-se
para
o
executor
em
chefe
:
—
E
vós, meu
senhor,
permilti
tam
bém, eu
vos
rogo;
sois
vós o
encarrega
do
de...»
Fizeram-o
assentar
e
elle
disse:
«Começae
por
cortar
uma
madeixa
des
tes
cabellos,
e
dae-a
ao meu Padre
que
está
alli.»
Ao mesmo tempo,
com
ambas
as
mãos
levantou
o
seu
lindo
topete,
para
facilitar
a
operação.
Quando
o
segundo
algoz
lhe
pegou
nas
mãos
para
lh
’as
ligar
atraz
das
costas,
elle
exclamou
:
«Que quereis
fazer
ás
minhas mãos?
—
Deixae o,
meu
amigo,
lhe
disse
eu,
o
nosso
Salvador
também
se
deixou
li
gar.»
Seguraram-lhe
também
os pés,
o
que
o
levou
a
dizer
:
«Vós
quereis
fazer de
mim
um
fardo!
O
snr.
Commissario
não
permillirá
que
eu
faça
o
trajeclo
a
pé?»
Este fez-lhe um
signal
aflirmativo,
e
o
condemnado respondeu
:
«Muito
obrigado!»
Relaxa-se-lhe
um
pouco
a corda; de
pois o
executor
corta
o
cordão
da
meda
lha
que
eu
linha
dado
ao
prezo.
Este
beija-a
devotamente,
pronunciando
estas
palavras
:
«Boa
Virgem,
bem
quereria
guardar
a
vossa Imagem
para
marchar ao
cadafal
so.»
As
desapiedadas
thesouras
veem
depois
cortar
o
collarinho
de
sua
camisa
e pôr
a
descoberto
parte
das
espaduas.
Esta
opera
ção lhe
fez
fazer
esta
nota
:
«Parece
me
que
se
poderia
deixar
de
estragar
esta
camisa inleiramente
nova
:
poderia
cobrir
qualquer
infeliz.»
Querem
pôr-lhe
um barrete; elle
ex
clama
:
«Não,
não,
a
occasião
é muito
solem-
ne
;
caminharei
com
a cabeça
descoberta.
iMarchemos
!»
Apresento
então
ao
condemnado
o
Cru
cifixo,
que
elle
beija
com
respeito
:
e
o
cortejo
põe-se
em
marcha.
XIV
Emquanto
caminhamos
para
o
logar
fa
tal,
o
condemnado
notando
um
piquete
d’
infanteria
e
numerosos
gendarmes
a
ca-
vallo,
diz
:
«Pobre
gente!
se
soubessem
quanto
desejo
largar
este
mundo,
de certo
não
tomariam
tantas
precauções;
mas
é
sem
duvida
para
tributar-me
honras!
o
Mais
adiante,
lançando
os
olhos
á mul
tidão
immensa
que
se
acotovelava
na pas
sagem, elle
exclama
:
«Povo
insensato!
que
vens
vêr
com
laxidão
um homem
morrendo
com
cora
gem
!»
—
Não,
meu
amigo,
lhe
disse
eu,
este
povo
vem
para edificar-se
;
também
quando
Nosso
Senhor
caminhava
para
o
supplicio,
uma
muito
maior
multidão
marginava as
ruas
de Jesusalem.»
Beija
o
Crucifixo
e
fica
silencioso.
Elle
caminha
com
passo
firme.
Seu
rosto
estava
calmo
e
resoluto;
mas
não
era
a
jactancia d’um
Girondino
;
era
a
resignação
d
’
uma
alma
chrislã
inleira
mente
desapegada
do
mundo
e
marchan
do para
uma patria melhor.
A
multidão
estava admiradíssima,
e
mui
tas pessoas
derramavam
lagrimas d’admira-
ção
e
de
piedade.
No
meio
do
caminho
dirigiu-me
estas
palavras
:
«Meu
Padre,
rogo-vos
me
façaes
um
ultimo
serviço
;
levantae
estes
cabedosque
caem,
para
que possa vêr o
céo
:
está
tão
puro
!...»
(Continua)
ram
colhidos
pelas
chammas;
dizem-nos
que
um
ex-bombeiro
voluntário chamado
F.
Pereira
Monteiro
fóra
envolvido
pelas
chammas,
quando
saltava uma
poça de
álcool
inflaminado:
foi conduzido
ao
hos
pital.
Ficou
ferido
no
braço
e
no
pé
esquer
do,
e
ainda
ligeiramente no
braço
direito.
A
bomba dos
voluntários
teve
de
rodar
presto
para uma
rampa
que
fica
junto
do
convento,
para
não
ser
lambida
pela
aguar
dente
incendiada.
Dep
is
penetrou
nos
armazéns
dos
snrs.
Gassiol
Martmez
&c
C.a
para
atalhar
o
fogo.
No
armazém
queimado
dormiam
alguns
trabalhadores,
que foram
acordados pela
patrulha
de
cavallaria,
que mandou
dar
os
signaes.
Alguns
bombeiros
municipaes
ficaram
ligeiramente
feridos,
entre
os quaes
o
n.°
54
que ha
tempos
fracturou
as
pernas.
Policia
civil,
guardas
municipaes,
com-
missario
geral,
Christiano
Vanzeler,
ve
reador
do
pelouro,
e
outras
auctondades
compareceram
no
logar
do
sinistro.
Taes
são as
pequenas
informações
que
temos,
mas
que
não
damos como
authen-
ticas.
O
espectaculo
que
produzia
o
incêndio
era
surprebendente;
era
para
se
ver,
e
superior
a
toda
a
descripção.
O
liquido inflammado
descendo
pela
Calçada
das
Freiras
e
alongando-se
pela
estrada
até
ao
Douro,
parecia
uma
enor
me
serpente luminosa
que viesse beber
ao
rio.
Em baixo
na
estrada
juntava-se
um
largo
lençol
de álcool
que
ardia,
figurando
um
grande
punch.
O
calor
era
immenso;
o
arco
das
Freiras
parecia
um
forno,
vomitando
lava
encandecida.
Biecionurio
Popular, —
Recebemos
os
íasciculos
57
e
58
do
Diccionario
Po
pular,
dirigido
pelo
snr.
M.
Pinheiro
Cha
gas.
A
publicação
continúa
com
toda
a
re
gularidade.
Osisadag
de
D. Frei Bartlaolo-
meu
d»»
Martyres.—
Lê-se
na «Au
rora
do
Lima»,
de
Vianna
do
Castello:
Por
ordem
de
s.
exc.
a
revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Primaz,
com
todas
as
solemni-
dades,
assistindo
ao
acto
o
revd.0
parocho
e
clero
da
freguesia
de
Monserrate,
o snr.
administrador
do
concelho
e varias
pes
soas.
que
serviam
de
testemunhas,
pro
cedeu-se,
na
egreja
de
S.
Domingos,
á
abertura
do
tumulo
que
encerra
as
ossa
das
do
venerando arcebispo
D.
Frei
Bar-
tholomeu
dos
Martyres,
que
se
acham
depositadas
em
um
jazigo,
proximo
ao altar
mór
d
’
aquella
egreja,
as
quaes
foram
en
contradas em
perfeita
conformidade
e
exa-
cta
identidade, encerradas
em um
cofre
de
cedro,
com outro
exterior
de
diversa
madeira.
Logo
qne
foram
descobertas as
precio
sas
relíquias
d
’
aquelle
varão
sabio,
justo
e
virtuoso,
o
clero
da
freguezia,
que
se
achava
presente,
resou
um
responso,
que
foi
acompanhado
pelos
assistentes.
Hoje,
20,
o
prelado bracarense,
pelas
7
horas
da
manhã,
antes
de
partir
para
Braga,
foi
á
egreja
de
S.
Domingos,
examinou
minuciosamente
as
relíquias,
junto
das
quaes
resou
um
respondo,
mandando
em
seguida
encerrar o
tumulo,
e prometteu
impetrar
de Roma a
necessirria
auctb-
risação
para
serem
expostas
ao
publico
De
tudo o occorrido
se
lavrou
um
minucioso auto,
que
por
lodos
foi
assi-
gnado.
Universo
Hlustrailo.—
Temos
pre
sente
o
n.°
58 d
’
esle
interessante
sema
nário.
Traz
duas
excellenles
gravuras e vá
rios
artigos,
em prosa
e
verso,
de
nomes
laureados
s.
Fetiro.—
Faz-se
ánaanhã
a
festivi
dade
de
S.
Pedro
na
capella
da
Lapa.
«Invoenfãoá
Virgem».—
São
tran-
scriplos
d
’
um
magnifico
jornal
que
ence
tou
ha dias
a
sua
publicação
em
Lisboa
os
versos
mimosíssimos
que
n
’
outro logar
publicamos
com
esta
epígrafe.
Intitula-se
«Revista
de
Lisboa»
o novo
collega,
para
quem
está
reservado
um lo
gar
d
’
honra
no
jornalismo.
Felicitamos
os nossos
illuslrados
colle-
gas
que
compõem
aquella
redacção.
O
summario
d
’
este
primeiro
n.°
é
o
seguinte:
O
novo
jornal—
por
P.
L.
Secção
l.a
—
Revista
do
extrangeiro
—
(Turquia
e
Rússia), por
Cândido
de Fi
gueiredo
Exterior
por
Pereira
Lima.
Secção
2
a—
Revista
da
semana.
Secção
3?
—
Noticias
diversas.
Secção
í.
a—
Esboços
de
critica
—(Come
dia do
campo),
por
Lucius
Martins.
Com
os
4
prémios
restantes
de
20^000
reis
cada
um
foram attendidos
os
sin-
geis
:
’
N.°
6
de
raça
barrosã com
o
pezo de
1
600
kilos,
pertencente
a
Joaquim
José
Ribeiro
d
’
Abreu,
da
freguezia
de Santa
Eu-
lalia
de
Fermentões,
concelho
de
Guima-
râ6s
*
N.°
7
da
mesma
raça, com
o pezo
de
1:390
kilos,
pertencente
a Antonio
José
Nogueira,
da
freguezia
de
Ruivães,
con
celho
de
Villa
Nova
de
Famalicão;
N.° 10
da
mesma
raça
e
pezo.
perten
cente
a
Manuel
José
Ribeiro,
da
freguezia
de
Cabreiros,
concelho
de
Braga
;
E
tinalmenle
o
singel
n.°
9
da dita
ra
ça
barrosã,
que pesou 1:530
kilos, per
tencente
a Carlos
Augusto
d
’
Almeida,
da
freguezia
de
Caires, concelho
de
Ama-
res
.
Era
uma
hora
da
tarde
quando
findou
este
concurso.
A
elle
presidiu o
exm.°
snr.
governa
dor
civil,
e
assistiram muitos
convidados,
entre
os
quaes
o snr.
secretario
geral,
conselheiros
de
districto,
presidente da ca-
mara
como
vogal
do jury,
alguns camaris
tas,
professores,
ofliciaes
do
regimento
8,
<
alguns
proprietários.
Tocou
a
banda
d
infanteria
8.
lufawieris»
s.
—
Deve
chegar no
pro-
ximo
sabbado
o
novo coinmandante
d
’
in-
fanteria
8,
o
snr.
Henrique
José
Alves,
que messe mesmo
dia
tomará
posse.
Ijivrarin
Mattos Moreira «fc C.a
_
São
numerosíssimos
os bons
livros
que
a
respeitável
casa
editora de
Mitlos
Mo
reira
Jf C.
a
tem publicado,
no
qne
está
fazendo
um
grande
serviço
ao
paiz
Ha
entre
elles, porém,
dois
qne
me
recem
menção
e-pecial
—
o
diccionario
Por
tugal
antigo
e
moderno e
o
Diccionario
de
Geographia
Universal.
Estão
ainda
em
via
de publicação
es
tas
duas obras monumentaes;
mas
ambas
vão
muito adiantadas,
e
nenhum
receio
ha
que
ellas
se
não
concluam.
Continua
mos
a recommendal-as com
empenho.
Evtradn
«Usírtetal «le Amares a
IZefojoa
de Basto.
—
Foi dirigida
ao
ex.'Ul governador
civil
d
’
este
districto
a
seguinte
portaria:
Ministério
das
Obras
Publicas,
Commer-
cio
e Industria -
Repartição
de
Obras Pu
blicas.—
Sua Mageslade
El-Rei,
ueferindo
a
representação
datada
de
vinte
e
nove
de
maio
ultimo
da
Junta
Geral
do Districto
de
Braga;
ha
por
bem,
nos
termos
da
lei
de
quinze
de
Julho
de
mil
oitocentos
sessenta
e
dois,
conceder-lhe
o
subsidio
de
quatro contos
cento trinta
e
nove
mil
trezentos
quarenta
e
tres
reis
para a
construcçao
do
lanço
da
estrada
districtal
numero
seis
de
Amares
a
Refojos de
Basto
comprehendido
entre
a
Ponte
do Porto
e
a leira de
Monsul.
—
Paço,
vinte
e
dois
de
Junho
de
mil
oitocentos setenta
e
sete.
—
J
âo
Gaalbtrlo
de
Barros
e
Cunha.
—
Para
o
Governador
Civil
do
Districto
de
Braga.
Sermões
vario»
—
Recebemos
dois
bellos sermões,
um
do
mysterio
da SS.
Trindade
e
outro de
S.
João
Baplista,
pertencentes
á
collecção
dos
Sermões
vá
rios,
publicação
dirigida
pelo
illustrado
padre
Luiz
Pacheco,
redaclor
das Leitu
ras
Populares.
Incêndio em Villa ®ova de
fcaya.-
Do
«Commercio
Porluguez»,
de
Irnntem,
transcrevemos
a noticia
seguinte:
Ante-honlem
depois
da
meia
noite
re
bentou
um pavoroso incêndio em
\
illa
Nova
de
Gaya,
na
Calçada
das Freitas,
no armazém
do
snr.
Niepoort,
propriedade
do
snr.
Antonio francisco
Alves
Guima
rães.
_
O
armazém que, pela
configuração
do
telhado
se
subdividia
em
tres,
ficava
do
lado esquerdo, acima
do
Convento
das
Fieiras
de Corpus
Christi.
Diz-se
que
se
perderam
1
:500
pipas
de
vinho,
aguardente,
geropiga,
etc., no
valor de
250:000^000
reis,
parle
dos
quaes,
50
contos,
estavam
seguros.
O prédio
também
estava
seguro.
Acudiu
primeiro
ao
local
do sinistro
a
bomba
de
Villa
Nova, depois a da
4.
a
secção
da
cidade
e
logo
depois
a
dos
Vo
luntários.
As
duas
primeiras
começaram
a
ata
lhar
o
fogo
do
lado
sul,
sobranceiro ao
Douro,
e
a outra
do
lado
poente.
As
pipas
de aguardente principiaram
a
estalar
com
ruido medonho,
como
um
vulcão
quando
rebenta; o liquido iuflam-
mado
subiu
aos
ares em espiraes
temíveis
e
redemoinhou
para
fóra e
para
as
ruas
alastrando
e
envolvendo
tudo quanto
en
controu.
Os commandantes
mandaram
tocar
a
retirar;
mas
uma
bomba
e
um carro
fo
Secção
5.
a
—Folhas
litterarias,
—
Lides
jornalísticas,
por
C.
de
Figueiredo.
—
As
creanças
(poesia),
por
Cândido de
Figuei
redo.
—
Invocação
á
Virgem,
por
João
de
Deus.—Perfis
femininos, I,
Aurelia,
por
M.
Pereira
Lobato.
Secção
6.
a
—
Gabinete
de
estudos.
—
O
livro
do snr.
Fernandes
de
los Rios,
por
Julio
de
Vilhena.
—O
commercio
e
os
ca-
naes
antigos
e
modernos,
1.
—
Na
antigui
dade,—
por
Pereira
de Lima.
Secção
7.a—
Varias.
—
O
kaleidoscopo
social,
por
P.
Lima.
Secção
8.
a
—^Movimento
official
(«Dia-
rio
do
Governo»
de
18
a
22
de
junho).
Secção
9.
a
—
Noticias
commerciaes.
—
Fundos.
Secção
10.
a—Ao
entrar
no
prelo.
—
Te
legrammas
da
ultima
hora.
Tr»n«fereneia.—A
procissão
de
N.
Senhora
das
Angusiias,
que
devia ter
lo
gar,
como
dissemos,
no
proximo
domingo,
ficou
transferida
para
o
dia 15,
3.°
do
mingo
do
mez
de
julho.
obíto.
—
Na
manhã
de
25
falleceu
no
Porto
o
exc.m
’ snr.
Joaquim
da
Rocha
Sousa
e
Vasconcellos,
2.°
secretario
da
Associação
calholica
do
Porto.
Deus
tenha
a
sua
alma
na
Bemaven-
turança.
fitissoi tiçõo
«la
camara franeeza.
—
Paris
23—
A
camara
dos
deputados
ad-
diou
para segunda-feira
a
questão
relativa
á
votação
das contribuições
directas.
Muitos
republicanos
moderados
esfor
çam-se
para
que
a
camara
vote
aquellas
contribuições
antes
da
dissolução,
que
é
provável
se
realise
na
segunda-feira.
O
senado
approvou
diversos
projectos
já
votados
pela
camara
dos
deputados,
e
fixou
para
segunda-feira
a
seguinte
sessão.
Versalhes
25
—
Ultima
sessão
da
camara
dos
deputados.
O
presidente
Grevy
agradece
á
camara
a
benevolencia
que
sempre
lhe
demonstrou.
Accrescenta
que
o
paiz
vae
ser
chamado
a
julgar
a
camara.
«O
paiz
saberá
reco
nhecer que ella
na
sua
curtíssima
carreira
bemmereceu
da
França».
(Applausos
da
esquerda).
Grevy
leu
em
seguida
o
decreto
da
dissolução,
o
qual estatue
qne
os
elei
tores
serão convocados
no
praso
de
3
mezes.
Gritos
da
esquerda:
«Viva
a
repu
blica».
Alguns
gritos:
«Viva
a paz».
Gritos
da
direita:
«Viva
a
França!»
E
’
levantada
a sessão.
Tarinentas em Hespanha.—
São
tristíssimos
os detalhes dos
estragos
cau
sados
em
vários
pontos
da
província
de
Burgos
pelas
tormenlas.
No
dia
13,
uma
nu
vem
que
se
formou
em
S
n
Martin,
descarre
gou
grande
quantidade
de
granizo, arra
sando todo o
campo
em
Valienqtiera.
Em
Villa
Verde
de
Mogino
assolou
toda
a
Vega
de
baixo
e
o
vinhedo,
sem
deixar
sequer
uma
haste.
Nos
Balbosos também
apanhou
o
vinhedo
de
San
Andrés,
estendendo-se
a
Castrogeriz,
Villasilos,
Vdlasandino,
e
So-
somon. No
dia
20 formou-se
outra
nuvem,
c
depois
outra,
que
arrojaram
agua
em
tal
abundancia
que
se
temeu
uma
verda
deira
inundação, levando
em
Virmalo
to
dos’
os
quintaes.
Em Revilla
cahiu
bas
tante
pedra,
algumas
de grande
pezo.
Em
Castro
cahiu um
exhalação
que
matou
um
lavrador
e
ao
mesmo
tempo
um
par
de
mu
las
com
que
aquelle
estava
lavrando.
Outra
faisca eleclrica
cahiu
n
’
uma
casa,
deixando
meio
asphyxiadas
varias mulheres
que
alli
havia.
N
’
uma palavra,
a
situação
d
’aquelles
povos
é
angustiosissima,
e
sel-o-ha
muito
mais
para
o
futuro
se
o
governo
não
os
auxilia
por
algum
meio.
Terrível
intendia.—
No
dia
20
re
bentou
ura
lerrivel incêndio
em
S.
Jobns,
Nova
Brusvick. O fogo
durou
até
ás
trez
da
madrugada
do
dia
21,
destruindo
os
edifícios
públicos
e
particulares n
’
uma ex
tensão
de 200 hectares. O
vento
propa
gou
o
voraz
elemento,
convertendo
em
cinzas quasi
lodo
o
barro commercial.
As
perdas
calculam-se
em
15
milhões
de
pe-
zos
fortes.
Aístteia»
«la inilía.
—
Receiava-se
novamenle
na
índia
as
proezas
dos
saltea
dores
que
ainda
ha
pouco
tanto inquieta
vam
as
povoações
indígenas.
O
Simbá
Des-
sai
de
Carambolim
de
Satary
revoltou
se
e
metteu-se
nos
matlos,
levando
em
sua
companhia
40
homens
armados
e
tres
che
fes
Dessais.
Marchára
em
sua
perseguição
uma
força
do
corpo
de policia.
—
Falleceu
em
Pondá o
Francisco
Xavier
Henriques,
tenente
coronel,
promotor
do
conselho
su
premo
militar.
Ia
alli
publicar-se
mais
um
jornal
maralha.
Chegou
no
dia
16
do
mez
passado
a
Gôa
a
barca
«Delmira»,
proce
dente
de
Lisboa.
Seguirá d
’
alli
para
Mo
çambique
com
um contingente de
tropa.
A
credulidade do século
XIX.
—
Em quanto
n
’esle século
das luzes,
tan
tos
e
tantos,
não
querem acreditar
no
que
lhe
ensina
a
infallivel
authoridade
da
Egreja
Catholica,
e rejeitam
tudo
o
que
é
superior
ao
limitado
alcance
de sua fraca
razão,
acreditam
depois
com
summi
faci
lidade
no
que
lhe
ensinam
hom-ns
de
ne
nhuma authoridade,
e que
não
apresentam
caracter
algum
para
merecerem
fé
no
que
ensinam.
Prova
d
’
esta
credulidade
ridícula
e
ab
surda
é
a docilidade mais que
pueril,
com
que se
recebem
como
oráculos tantas
his
torias
apócrifas, que
se
contam
cada
dia
nos
jornaes,
se
representam
nos
theatros,
se
narram
nos
clubs e
nos
cafés.
Mas deixando estes
e
outros
factos,
que demonstrariam
com
sobeja
evidencia
o
meu
asssumpto,
quero
só
allegar
um
que
desde
muitos
annos
é recebido
por
muitíssimos
como
uma
verdade,
e
não
é
com
tudo
senão
uma
solemne
impostura.
Quem
ha
hoje em
dia,
que
não
tenha
lido
nos
jornaes
os
milagres
da
revales-
ciere,
e
as
grandes
curas
que
se
tem
obrado
por este
remedio taumathurgo?
Pois
bem,
eis
o
que
a respeito
da
Re-
valesciere diz
um acreditadissimo
doutor
em medicina,
no
seu Formulário
e
Guia
Medico,
impresso
pela
nona
vez
em
Paris,
no
anno
de
1874.
A
pag.
664,
o
celebre
dr. Pedro
Luiz
Napoleão
Chernoviz,
auclor
também
do
Diccionario
de
medicina
popular,
em
2
volumes,
e
da
Historia
natural
para
me
ninos
e meninas
de
sele
a
quinze annos,
em
um
volume,
assim
escreve:
«
Revalenta,
Ervalenla,
Revatesciere.
Substancia
alimentaria
pomposamente
an-
nunciada
por
charlatão
inglez,
que
a inven
tou'
sob
o nome
de deliciosa
farinha
res
tauradora.
Eis
aqui
suas
formulas.
Revalenta
ou
Revalesciere
du
Barry
Farinha
de
lentilhas
rubras
1009
gram.
Farinha
de cevada
500 gram.
Sal marinho 100 gram.
Outra
formula
Farinha
de
feijão
ln
00
gram.
Farinha
de milho
grosso
500
gram.
Sal marinho
100
gram.
Ervalenta
Warton
A
ervalenla
compõe-se
também
de
fa
rinha
de lentilhas,
misturada
com
a
de
favas,
e
um
pouco
de
assucar:
além
d
’
islo,
a composição
d
’
estas
diíferentes
farinhas
tem
variado
em
diversas
épocas.
Segundo
o
prospecto
a
revalenta
du
Barry
dá
a
saude
e
força,
cura
a
prisão
do
ventre,
as
hcmorrhoidas.
as
ventosida
des,
as
moléstias
de
fígado,
de
pulmões,
os
rheumatismos,
a
gota,
o
enjôo,
a para-
lysia, a
epilepsia,
a
perda
de
memória,
etc.
<E
’
triste
dizel-o,
(concilie
o
dr.
Cher
noviz
este
cru
artigo
desenganador),
mas
ha
certa
gente
que
acredita
em
semelhan
tes
annuncios».
E
depois
d
’
este
documento
não sus
peito, e
de
tanta
authoridade
se
poderá
esperar
que
ninguém
mais acredite na
im
postura
do
Revalesciere?
Haverá
ainda
tolos,
que
digam
não va
ler
de
nada
a
authoridade
de
um doutor
em
medicina tão
benemerilo,
e
continua
rão
a
dar
cegamente
credito
ao
charlatão
inglez,
porque
leram
nos
jornaes
as mil
maravilhas
que
se
lhe
attribuem?
E viva
a
credulidade
do
incrédulo
século
XIX!
!!-(«C. da
T.»)
Musica
saerit.—
Era Milão,
cidade
onde se
cultivam
com grande amor
os
estudos
mtisicaes,
iniciou-se
a
seguinte pu
blicação
Musica
sacra;
reportorio
economi-
co,
revista
musical.
E’
dirigida
por
professores
de
muita
reputação.
O
fim d
’esta publicação
é
favorecer
e
promover
a
diffusão
da boa musica de
Egreja.
Custa
5
francos
annuaes;
ajuntando-
se-lhe
para
o
estrangeiro
o
gasto do
cor
reio.
Sae uma
vez
cada
mez
em
cardernetas
de
4
pag.
de
texto
e
16
de
musica.
O
Episcopado italiano
apoia
esta pu*
blicação.
Dois
illustres
Cardeaes,
os
Eminentís
simos
Bartoline
e
Ce-Luca,
teem
escripto
preciosas
cartas
de
animação
aos redactores
d
’esta
importante
publicação.
Todos
os
que
qnizerem assignar,
pa
ra
concorrer
á restauração
em Portugal
da
musica
sacra, qne
está
quasi
toda
tran
sformada
em
musica
de
lheatro,
dirijam-
se
a
Milão,
Roa
de Santa
Sophia,
n.° L
ao ill
mo
e
revd.
rnu
snr.
Abbade
Guerrino,
director
da
Musica
Sacra.
—
(Da
«Unita
Catholica»).
junctura
tão
floreada
de promessas
e
re-
l
verdecida
d
’esperanças.
1
Seja
porém
como
fôr,
nem
por
isso
1
é
menos
certo que
a
passagem
do Danú
bio,
nos
pontos
em que
a
estão
executan-
.
do
os
russos,
dissipou
a
grande
nuvem
negra
que
enoitecia
o
coração
dos
auslro-
hungaros
e deixou
prejudicadas
as hypo-
theses
dos
jornaes
de Vienna,
que
toma
vam
a
peito
a
eventualidade
da
excursão
russa
pela
Servia,
e
aconselhavam
que
a
Áustria
devia,
ao
primeiro
indicio
de um
movimento
n
’
este
sentido,
occupar
a
Her-
zegovina
e
a
Bosnia.
(Jiietva
«lo Oriente.—
Os
últimos
telegraminas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Braila
22
—Os russos,
em
numero
de
6:000,
passaram
o
Danúbio
defronte
de
Galatz
Está
concluída
a
ponte de
Brada.
As
forças
turcas
da
guarnição
de
Matschiu
estão
reconcentrando-se.
•
Braila
23
—Os russos,
em seguida
a
terem
passado
o
Danúbio, apo
leraram-se
honlem mesmo,
depois
de
um
combate
encarniçado,
das alturas
que
dominam
Ma-
tschin.
A
posse
d
’
esla
cidade pelos
russos
está
imminente.
Braila
24—
As
tropas russas
entraram
,
honlem
em
Matschin,
cidade
turca
na
.
margem
do
Danúbio,
em
frente
de
Braila;
.
está
imminente
uma grande
batalha.
Reina
muito
enthusiasmo
no
exercito
russo.
,
Raguza
23
—Tendo
recomeçado
a
ba-
,
talha
no
Monlenegro
operaram
a
sua
junc-
pm
Aveiro
I
ção
o
exercito turco da Herzegovina
e
o
”
í
está
refugiado
no
território
cuja^sub-1
austríaco
grande
numero
de
montenegri-
*
nos.
(
Paris
24
—
0
jornal
«Les
Debats»
in-
■
sere
um
despacho
de
Vienna,
dizendo
que
1
o
governo
austríaco
communicou
á
Rússia
1
e
á
Turquia
a
sua
intenção
de
enviar
tro-
pas
para
a Croacia
e
Dalmacia.
Vienna 25
—
Continuam
o
passar
as
for
ças russas
para
Dobrudscha.
Os
turcos
evacuaram
Fuldscha
e
Eisa-
koscha,
mas
parece
quererem construir
uma
ponte
ao
longo
de
Palanko.
Os
russos
continuam
levantando
baterias
ao
redor
de
Kars
para
bombardearem
os
fortes
do
norte.
Os
turcos
fizeram
uma
sortida,
mas
foram
repellidos.
Confirma-se
estar
cercada
a
guarnição
russa
de
Bayasid.
Parece
que D.
Carlos
de
Bourbon
pro
cura
organisar
uma
legião para
combater
a
favor
dos
russos.
1
Londres
25-Derby
confirmou
na
ca
mara
dos
lords
a
noticia
de
ter o
gran-
duque
Nicolau
recebido
pouco
cortezmente
o
capitão
Wellesley,
addido
militar
inglez
junto
do exercito
russo
do
Danúbio.
Derby
declarou
que approvára
o proce-
dimento
de
Wellesley
esperando
que
o
in
cidente
não
tenha
consequências.
Mallogi
aram-se
dous
ataques
successivos
dos
russos contra
Batoum.
Preço de substituições.
—
Por
de
creto
de 15
de
junho,
foi
fixado
na
quan
tia
de
246$000
reis
o
preço
das
subslitui-
, ções
dos recrutas
no
anno
de
1877, e
em
>
640-3000
reis
o
preço
das
substituições
'ovavel,
havia
uma
rasão
de
força
para
os
reíractar
•
’
1
Doeumento importante.—AO
JJia-
rio do
Governo de
honlem
foi
publico
o
seguinte
decreto
:
Sendo
necessário
fazer
uso
da aucto-
risação
concedida
ao
governo
pela
carta
de
lei
de
7
de abril
do
corrente anno,
afim
de
habilitar
o
thesouro ao
pagamento da
divida fluctuanle
e
da
divida
a
diversos
bancos
em
virtude
do
contrato
de
22
de
junho
de 1877:
hei por
bem
determinar
o
seguinte:
Artigo
1."
A
junta
do
credito
publico
fará
crear
e
emiltir,
pela agencia
finan-
v
;„
‘
.
„..i
Londres,
conforme as ordens
que
!
para
esse
fim
lhe
forem
dirigidas em vir
tude
da
cilada
lei,
bonds
com
juro
an-
,radecimentos|fins
,«=
a
snuacao
uu
unu-1
houverem
de
ser
emillidos.
na
conlormi-
atravessade presente dade
do
presente decreto nao
poderá
ex-
atravessa
ue
pie
i
de
sejs (I)1|
hoes
e
quin
|
ie
n-
.
tas
mil
libras,
sterlinas,
devendo
os
mes-
.|mos
bonds
ter
annexos
os
competentes
coupons,
sendo o
primeiro
relativo
ao
se
gundo
semestre
de 1877
pagavel
no
pri
meiro
de
janeiro
de
1878.
Art.
2.°
Na
occasião
em
que
fôr
orde
nada
a
emissão
dos
bonds
de
que
trata
o
presente
decreto,
o
governo
dotará
a
jun
ta
do
credito publico
com
as
sommas ne
cessárias
para
o
pagamento
dos
respecli-
vos
juros.
.
..
Art.
3.°
Os
bonds
que
forem
emillidos
poderão
ser
divididos
em
ires
series
a sa
ber: Serie
A,
bonds
de
vinte
libras sler-
Esmola.-
O
snr.
João
Evangelista
da
J
Silva
e
Mattos,
commercianle
do
Porto,
deram
ao
hospital
civil de
Valença
a
es
mola
de
10:900
réis
para
ser
dividida
pe-
1
|os
enfermos
do
hospital
tocando
400
réis
a
cada
um.
Hiupenafto
do aBem
Publieoa.
—
Diz
o
correspondente
de Lisboa
para
a
«Palavra
*
:
A
unica
noticia
importante
e
séria que
tenho
a transmittir e
essa
mesma
já a
esta
hora
deve
ser
ahi
sabida,
é a
da
suspensão,
do
«Bem
Publico».
E
’
uma
noticia
triste,
e
mais
triste
se
a
suspensão
é
definitiva;
espero que
não.
O
snr.
José
Maria
de
Sousa
Monteiro
é
um
escriptor
notável, que
tem
prestado
■excellentes
serviços
á
Egreja,
e
cuja
penna
cada
vez
se
torna
mais
necessário
que
não
canse.
Ha
tanto
quem
escreva
conira,
que
se
torna
urgente
que
se
multipliquem
os
que
escrevem
a
favor.
Ainda
não
chegou
a
hora
de
ensarilhar
as
armas;
pelo
contrario.
Fazemos pois votos,
porque
seja
prom-
ptamente
resolvida
a
dilliculdade, que
sup-
pomos
passageira,
e que
volte
brevemente
á
arena
o
denodado
campeão
do
Calholi-
cismo
a
castigar
os
picoenses de
lá
e
de
cá, que infelizmente
abundam,
mulli-
p!icando-se
com
a
facilidade
dos
gafa
nhotos.
A|ipureeinieiito
notável.
—
Diz
O
«Campeão
das
Províncias»
que
o
chefe
do
posto
fiscal
de
S.
Jacinto, tm
n.cnv, >»
—
-
-
enconlrou
na borda do
mar
uma
garrafa]
d»
Albania;
rolhada
comendo
duas
cartas,
<
scriplos
se
divisam
bem,
vendo-se
que
são
escriptos
em
inglez.
A
garrafa
ia
ser
enviada
á
alfândega
do
Porto
para
ser aberta
com
as
respectivas
solemmdades.
O
que conterão
essas
cartas?
Talvez
a
narração
de uma
catástrofe
no mar,
ou
intima
communicação
de
algum
des
graçado
á
beira
do
abysmo
á
sua
fami
lia
!
1‘
uHsiigeni do Klanubio.—
Escreve
o
«Primeiro
de
Janeiro»:
Allea
jacta
esl
!
Hão-de
hoje
nos
o
latim
para
disermos
na
dos
deuses
da
liliada
que
foi
afinai
o
Danúbio
por
um
troço
invasoras
do
autocrata.
A
operação,
julgar
pela
concisão
dos despachos
tele
gráficos,
fez-se
de
maneira
a
confirmar
o
sabido
aforismo
—que a
fortuna
ajuda
audases;
e
visto
que
o
exercito russo
abriu duas passagens,
uma
defronte
Galatz,
por
onie
já
seguiram
jornada
primeiros
seis
mil
homens,
e outra
Braila,
lançando
a
ponte
que
deve
talvez]
servir
de
vehiculo
ao
grosso
das
(orças
que
demoravam
além
do
rio,
é
de
crer
que
a
estas
horas
se
tenha
recobrado
tanto
tempo
que
se
perdera,
medindo
russos
e
turcos
o
alcance
das
suas
espingardas
d'a-
gulha e o
esforço
dos
seus
braçps
valo
rosos.
Era
tempo.
Segundo
lemos em corres
pondências
e
artigos
de
jornaes
estrangei
ros,
o
tyfo
e
a
desinlheria
desimayam
as
fi
leiras
moscovilas,
e sendo
isto
assim,
comol
parece
p'v»««ci,
ua..«
maior
a
impellir
o
exercito
para
a
frente,
que
mais
vai
morrer
pela
patria
matando,
que
não
quedar-se para
ahi
a
apodrecer,
ingloriosamente,
estupidamente,
nas
ribeiras
pestíferas
do
Danúbio.
Demais
d
’
isso,
a
Áustria, começava
de
sentir
vertigens
e
uma
como
fascinação
irresistível
do abysmo,
ao
considerar
no
mobil
secreto
que
levaria
o
príncipe Mi-
lano
a
Pioiesli,
embora
tivesse
por
inve
rosímil
que a
Servia
entrasse
em
campa
nha.
Os
promenores
que
o
«Fremdenblatt»
inseria
relalivamenle á
entrevista
do
csar
com
o
príncipe
servio,
posto
a
tranquil-
]
ciai
cm
lisassem
mediocremenle,
não
avultavam
to
davia
o
fantasma
pavoroso
das
suas
vagas
inquietações
.
ao
imperador Alexandre os
agi
da
Servia
pelo
apoio
que
sempre
a
Rússia
lhe
dera
e
expoi-lhe
a
situação
do
prin
cipado
na
fase por
que
a questão
oriental.
A
questão
política,
segundo
o
informa-1
dor
do
jornal
de
Vienna, tralou-a o
prin-
>
cipe
reinante
de Servia
com
o
chanceller
do
império
russo,
o
qual
lhe demonstrou
|
que
os
verdadeiros
interesses
do
principa
do
reclamavam
que
se
não
metesse
em
al
tas
cavallarias.
Alnrma-se
no séquito do
príncipe
Milano
que
o
chanceller
mosco-
vita lhe
dissera
que
a
Europa
não
esque
ceria
a
Servia,
na
hora
de
regular
defi-
nitivamente
a
questão, se
ella
Servia
se
mostrasse
«prudente
e
leal».
Outras
in
formações
pretendem
que
a
linguagem
do
príncipe
Gortschakoff
não
fora n’essa con-
desculpar-
linguagem
transposto
das
hostes
a
os
se
<le
os
em
linas cada
um.
Serie
C,
bonds
de quinhen
tas
libras
sterlinas cada um,
com
a
designa
ção
do
equivalente
em
moeda
franceza
pe
lo
cambio
adoptado
para
o
pagamento
dos
juros.
Conterão
de
chancella
a
minha
real
assignatura e
do
ministro
secretario dis
tado
dos
negocios
da
fazenda,
e
bem
assim
assignatura
do
meu
enviado
extraordinário
e
ministro
plenipotenciário
junto
da
côr-
te
de
Londres
e
a
do
agente
(inanceiro do
governo
na
mesma
cidade
e
serão
em
tu
do
e
mais
similhantes
aos
bonds
porlu-'
guezes
dos
empréstimos
de
1862, e 1863,
e
1867
e
1869.
Art. 4.®
Os
ditos
bonds
poderão
ser
representados
por
cautellas,
se
assim
fôr
conveniente
O
ministro
e
secretario d’estado
dos
negocios
da
fazenda
assim
o
tenha
enten
dido
e
faça
executar,
expedindo n’
essa
conformidade
os
diplomas
e
despachos
ne
cessários
Paço
em
12
de junho de
1877.
—
Rei.
—
Carlos
Bento da Silva.
Distribuição «le recrutas.
—
Por
decreto
datado
de
15
de
junho
foi
deter
minado
que
o
contingente
de
6:000
recru
tas
por
conta
do
anno
de
1877,
seja
im-
medialamenle
distribuído
pelos
concelhos,
procedendo
a
tal
distribuição
os
conce
lhos de
dislriclo
onde
as
juntas
geraes
se
não
acharem
reunidas
para
algum
outro
objecto de
serviço
publico,
segundo
o
que
determina
a
lei
de
27
de
julho
de
1855,
.
verificando as
camaras
municipaes
a
subdi-
i
visão
pelas
freguezias.
i
A
distribuição
pelos
districtos é
assim
. feita
:
Aveiro
351
recrutas,
Beja
189,
Bra
ga
446,
Bragança 225,
Caslello
Branco
228,
Coimbra
393,
Evora
141,
Faro
249.
Guarda
303,
Leiria
251,
Lisboa
618,
Por
talegre
137,
Porto 586,
Santarém
278,
Vianna
Angra
101,
Funchal
155,
Horta
91,
e
Pon-
ta
Delgada
155.
Festividade eoua
arraial.—
No
dia
29
do
corrente
mez de
junho
na
fregue
sia
de
Linhas,
proximo ao
Pico
de Re
galados
e
Villa Verde,
tem
de
haver
a
fes
tividade
e
romagem
do
costume,
mas
este
anno
com
mais
pompa
e
magnificência,
havendo,
na
tarde
,e
noute
da
vespera,
fo
go
variado
de
artificio
tocando,
variadas
e
lindas
peças,
cinco
bandas
marciaes.
Na
egreja
haverá
missa
solemne
a
gran
de instrumental.
De
Villa
Verde
para
aquelle
local ha
verá
trens
que
sahirão
da
casa
do
snr.
Garcia.
Toda
a despeza
da
grande
funeção
é
feita
pelos
devotos
Antonio
José
de
Oliveira
Vel-
loso
e irmão
João
José
de
Oliveira
Velloso,
da
freguezia
de
S.
Vicente
da
Ponte
de
Caldellas,
ha
pouco chegados
do
império
do
Brazil.
Louvores
merecem
estes
cavalheiros
por
tão
generosa
como
pia
iniciativa.
285,
Villa
Real 303, Vizeu
513,
WJITFTT Sí IBL
»J
SS.A.
INVOCAÇÃO Á VISIGETI
Oh
joia
primorosa
Da
corôa
do
Senhor
!
Oh
sempre fresca rosa
De puro
e
casto
amor
!
corôa
do Senhor!
puro
e
casto
amor
I
A quem a
flor
envia
O
delicado
aroma
Logo
ao
romper
do dia,
Mal
a
aurora
assoma.
Oh
immortal
aurora,
Que ceo
e
terra
encanta
!
Por
quem
a
rosa
Por
quem
a
ave
canta
!
chora,
A quem
por
toda
a
terra,
A
quem
por
lodo
o
mundo,
No
pincaro
da
serra
No
valle
o
mais profundo,
Foi
levantada
egreja,
Foi
levantado
altar,
Que
ao
longe nos
alveja
Como
um
baixel
no
mar!
Alli
se
abriga
a esp
’
rança
Na
grande
desventura,
Alli auxílio
alcança
O
triste
que
o
procura
I
Alli
se
quebra
o
encanto
De
mal
fundado
amor
!
Alli se
enxuga
o
pranto
De
irreparável
dor
!
Maria
!
Maria
!...
Celeste
harmonia
!
Nos
lábios doçura
!
Na
alma
alegria.
João
de
Deus.
NECROLOGIA
Putredini
dixi
mater
mea et
soror
mea
vermibus.
—
(Job),
Era
o
dia
4
de
junho,
quando
já o
sol espalhava seus
raios brilhantes
por
entre
o
copado
arvoredo
que fica proxi
mo
da
povoação
do
Felgar;
era
um
d
’
a-
quelles
dias
de
primavera
revestida
cora
todas
as
suas
galas;
em que
*
a
natureza
jarece
convidar
á
contemplação
de
sua
maravilhosa
obra
em
que
o
homem fica
em
comnleto
extasi, esquecido
do
mundo
e
absorto
n
’
um
pensamento
sublime
que
eníhe
de
satisfação
o
coração
do
homem
que
experimenta
um
bello
quadro
opre-
sentado
pela
natureza.
Mas
o
dia
4
de junho
em
breve
tro
cou
as
vestes
de
gala
pelas
fúnebres,
a
alegria
pelo pranto,
e
assim
desappareceti
aquelle
delicioso
e
agradavel
quadro,
e
substituído
por
outro
o
mais
horrível
e
que
em
sua
fronte
trazia
marcado
o
signaF
da
tristeza
e
do
luto;
porque
a
voz
lúgu
bre
dos
sinos
repercutindo
nos
ouvidos
dos
habitantes
d
’esta
povoação
apresentou
a
mudança
do
quadro.
Alli o
esquecido
era
bello
gria.
Aqui,
milia
debulhada
em
lagrimas,
chorando
a
perda
d
’
uma
mãe
querida
a
quem
a
morte,
çortando-lhe
os
fios
da
existência,
havia
roubado
de
seus braços:—
-uma
familia
que
ainda
no
rosto
linha
gravado
o
signal
dis-
■
tinctivo
do
fatal
golpe
que
havia
recebido
alguns
dias
antes
pela
infausta
morte
da
■
ex.
ma
snr.
a
D.
Clara
Sanches,
esposado
!
meu
presado
amigo
Serafim
José
Pinto
i
Salgado,
e
cunhada
do ex.
“19
sur.
dr.
Carlos
Pinto,
um
dos
bons
membros da
magistratura,
e
sobrinha
da
ex.
ma
snr.
a
D.
Maria
do
Carmo
Salgado,
senhora de
qualidades
nobres
e
elevadas, mãe extre
mosa
e
esmerada
para
com
seus
filhos,
■
e refugio
da
pobreza,
a quem
sempre
soccorria.
Era esta
senhora
dotada
das
qualidades
que
constituem
um
justo, e
por
isso
Deus
a
chamou
á
patria
dos
bemaven-
turados
ne
malitia
matarei
inlellectum
ejus
aul
deciperet
animam
illius.
Cumpriu-se, pois,
a
vontade
do
Al
tíssimo,
que assim
o
havia
determinado
nos
seus
sapientíssimos
decretos
chamando
para Si
esta
mãe carinhosa
que
na terra
sempre
trilhou
a
senda
do
justo
com
toda
a
rectidão.
Depois
que
o anjo
da
morte
bateu
as
azas
e
riscou
do
livro
dos
vivos
mais
este
ente
querido,
resta
apenas
a
consolação
de
que ella
está
no
paraizo
das
delicias.
E
que
restará
a
mim
lambem
que
me
acho
ligado por
intimas
relações
a
uma
familia
hoje
coberta
de
luto?
Resta-me
aco
npanbal-a
no
pranto
e
saudades
inex
tinguíveis.
Queira
pois a familia
dos
snrs. salga
dos
acceitar
os
cordeaes
pezames
d
’
este
I
modo,
emquanto
a
longínqua distancia
que
I
nos
separa
me
não
permute
i
izel-o
pes-
Isoalmente,
e
ir
ás campas
das
finadas
lorar
a
Deus
pelo
seu eterno descanço.
Meirinhos,
12
—
6
—
77.
B.
Mendes.
homem
comprazia-se por
tempo
nas
bellezas
da
natureza:
tudo
e
lindo,
e
tudo respirava
ale-
pelo
contrario,
vê-se
uma fa-
AGRADECIMENTOS
Os abaixo
assignados
profundamente
reconhecidos
para
com
lodos
os
illm.°s
e
exm.°s
snrs. e
snr.
as que
não
só
se
di
gnaram
cumprimental-os
em
sua
casa,
como
lhes
fizeram
a honra
de
assistir
aos
oflicios
de
corpo
presente,
que
tiveram
i logar
na
capella
de
Nossa
Senhora
Bran
ca,
no
dia
18
do
corrente,
por alma
de
sua
sempre
chorada
esposa
e
cunhada,
j
D.
Rosa
Esteves
da
Silva,
e
assim
acom-
í
panharam
os seus
restos
mortaes
ao
ce
mitério,
veem
por
este
meio,
emquanto
o
não
pódem
fazer
pessoalmente,
protestar
a
todos
a
sua
eterna
gratidão,
mui par
ticularmente
aos
dignos
presidente
e
ve
readores,
secretario,
e
empregados
da
ca
mara
municipal
d
’esta
formosa
cidade,
e
aos
membros
da
imprensa
periódica
qua
tantas
provas
de
'
consideração
lhes
dis
pensaram.
Braga,
S.
Victor,
21
de
junho
de 1877»
Custodio
José
Rodrigues
Bahia
(341;
Antonio
José
Rodrigues
Bahia.
OWNCIOS
■
Casa nu Gerez
Aluga-se
a
casa
das Larangeiras,
sita
n
’
um
dos
melhores sitios
e
junto
ao poço
forte,
nas
Caídas
do
Gerez,
'mobilada
cotn
duas
camas
e
colchão,
cadeiras
e
mezas de
mogno,
etc.
O
pretendente
dirija-se
a
Antonio
Jo
sé
Ribeiro,
proprietário
na
mesma
locali
dade.
(342)
Vende-se
uma
morada
de ca
sas,
com
quintal
e
poço,
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
22.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
69.
(344)
dSgsk
Vende-se
uma morada de
casas
gRj
no campo
de
D.
Luiz
I
n.°
27,
junto
ao
quartel
de
cavallaria,
com
grande
quintal
e
agua.
Póde
vêr-se
desde
as
3
horas da
tarde
em
diante.
(346)
Aluga-se
para
o
proximo
S.
Miguel a
casa n.°
22
com
bom quintal
e
agua,
no
largo
de
N.
Senhora
Branca.
Para
tratar
nacasan.°2l.
(345)
Bua
dos
Capellistas, n." 22 e
22
A
Grande
saldo
de chitas
largas
francezas,
a
90
e
100 reis
o
covado, e
enl
precal
120 rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã
e
seda
a
200
rs.
o covado.
Riscados
de
linho e
algodão
e
fazendas
de
lã
para
vestidos,
de
1
30
a
200
rs.
o
covado.
Um
variado
sortimento de
lençaria
de
seda
admascados
modernos,
de
750
a
1$200,
«
outras
fazendas,
que
vende
pelo
preço
,
mais
jbarato,
sem
competidor. (336)
Banco
Commercial de Braga
Sociedade
nnoiiyiua de responsa
bilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas do
Banco
Commercial
de Braga
para
se reu
nirem
em
assembleia geral
no
dia
11
de
julho
proximo,
pelas 11 horas
da manhã,
afim
de
procederem
á
eleição
do
Vice-pre-
sidente
da
meza,
por
ter
resignado
este
cargo
o
que
ultimamente
foi
eleito
em
as
sembleia
geral
de
10 de
janeiro
d
’
este
an
no;
e
para
deliberarem ao
mesmo
tempo
se
convém
que
a
Direcção
do
banco
en
tre
em
concordata
com
aquelles
de
seus
devedores,
cujas
circumstancias
lhes
não
permillem
solver
integralmente
os seus
dé
bitos.
Braga
11
de
junho
de
1877.
O
Presidente
da
meza de
assembleia
geraL
Francisco de
Campos
d
’
Azevedo
Soares.
wi
m
mw
Vende-se
uma porção
de
traves,
que
se
acham
depositadas
junto
ao passal
de
S.
Pedro
de
Maximinos.
Trala-se
com
José A. Soares d
’Araujo,
rua
da Boa-Vista,
n.°
24.
(331)
CAIXEIRO
Oíferece-se
um
com 5
annos
de
pra
tica
de
mercearia
n’
esta
cidade;
achan
do
se
desarrumado
perlende
achar
arru
mação,
e
dá
garantia
pela
sua
conducla.
No
escriptorio
da
administração
d
’
esle
jornal
se dão
informações.
(334)
VEVBA
I»E
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
j;lI
W
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas, n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas de Guadelupe,
com
quintal,
n.os
16
e 17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata
se
com
a
Ge
rência do Banco
do
Minho.
(263)
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(343)
IN
JECTION
BROU
Hygtenle
*
InfalRval yprwMrrxtlTa; absolutament
*
a
unicaqae
eura aem lhe jantar
mais nada. Vende- - |-
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
|
instrncelo
do use.
(34 aflot
de eanto.jPiril, casa do
f<)
inv-
1
Uagenta,
46». Uita.
S' Barreto Loreto 28 e 30. x
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
mendado
pelos melhores
médicos
; tendo um sabor escellente, agradarei
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-St-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
bisboa,
Barreto, Lu.ei., sn;
no f*..ri<» Ferreira
4"
Irmão,
Banharia,
77.
(38)
gRUA
DE
S.
MARCOS,
M
õ.|
Vende
papeis
pinta-
fe
dos
para
guarnecer
sa
lias,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
£
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no para
vedar
aguas, ges
so para
estuques de
ca
sas,
tudo de primeira
qua
lidade.
FILIAL DÃ CAIXA
FCOVOnil
A PEIVHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................ âOO<OOO$OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela r»a
do Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito, cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e qual
quer
objecto
do valor
não
ioferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só até
ao
meio
dia.
O
gerente—
4.
G.
Ferreirinha.
CIRIJK6Iû
UENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo quanto
diz respeito á
sua
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186
A
Junta
de Parochia de
S.
Cláudio
de
Curvos,
concelho
d’Espozende,
tendo
de
collocar
dous
altares
novos
na
sua
Egre
ja,
vende os
velhos.
Quem
os
pertender
póde
dirigir-se á
mesma.
(338)
KSaOLA AM
EM1GAHA
Precisa-se de um
easeiro
para
uma quinta,
5
kilometros
distante
d
’
esta
cidade, que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
n
’
es-
las
circumslancias
falle
com
Antonio Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
arte
de
tachygraphia
Vende-se
em
Braga, rua
Nova,
n.ç>
3,
e
no
Porto
:
preço 300
rs.
I1YRARIA
D
EímiO
CIIÁOM
n
B
RAGA
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publicações
(OBRAS
COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6
a
edição
,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
1»™,
3
vol
.
... ............................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião christão,
traduc
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
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BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
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MACH
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Sacerdote,
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br.
500
cart
...............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
........................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade de
Nosso
Se
nhor
Je^us
Chrislo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
Àllllffill
III)
ViMIOS
DO
ALTO
DOUSO
».<
CASA
»E
VIMA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—
Braga.
N
’este
armazém
se
encontram a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto de
meza.
(sem garrafa)
150
»
»
»
» .
19(>
»
Lagrima
........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova secca. ....
300
o
Malvasia
de
2/
.............................
360
»
»
velho
....................................
400
>
Malvasia,
Bastardo
e Moscatel
a
500
»
Roncão........................................
700
í
Alvaralhão
........................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
par
*
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man.
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
JOSE
’
DA S1L VA FUNDÃO
Com loja de
fato
feito
68,
Campo
de
Sanl
’
Anna (lado de
baixo
),
68
Participa
aos
seus amigos
e
fre-
guezes,
tanto d esta
cidade
como
tllrV
das
províncias
que
tem um bonito
lil
I
e
var*
a(l°
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles, bonets de
gorgurão
de
seda
e
de casimira de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
tica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade do freguez.
(1
*
)
DIÇÕES »A
LIW6UA FRAXCEZA
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
oflerece
o seu préstimo para
leccio-
nar
grammalicalmente em
sua
casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da
lingua
fran-
ceza
comprehendendo lêr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
■m
u
—
■!«
u
»
«nmatrapaaaeaaBmtMtw
J.j
p
wimww"»
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
