comerciominho_28041877_632.xml
- conteúdo
-
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
632
Assigna-see venda-se no
escriptorio
do
kditor
8
proprietário
j
ioti
Maria
flias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
«®r
dirigida toda
a
correspondewia
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas.; assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—Semestre 850
rs.^Provtn-
I
cias,
anno 2&000 rs.
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
•Semestre
1&050
I
K.^Braztl,
anno
3&G00
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
í»o£0
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha.
§0
rs.,
repetição
lOrs.
Para
os
assignantes
20
°/
0
d’
abatimenta.
BRAGA
—SÁSIBABO
DE
ABRIL
Raivam
enfurecidos
os
orgãos
da
im
piedade
na
nossa imprensa
revolucionaria.
A
peregrinação
portugueza
á
cidade das
sete
collinas
tem-
’os
estonteado
deplora-
veimente.
Quando
outros
não
houvera,
seria
este
um
motivo
de
consolação
para
os
catho
licos,
e
um
incitamento
poderoso
a
en
corajar
aquelles
que
se
propõem
tomar
parte
nessa
manifestação
d’
amor
filial
ao
Grande
Pontiíice.
E
’
necessário
que
se
vão
delimitando
bem
os
campos,
para
que
nenhuma
das
falanges
se
illuda;
se
porventura
ainda
póde
haver
illusão
dalgum dos lados.
O
berreiro
tumultuario que
levantam
os
esculcas
do
revolucionarismo,
—
sempre
que
os
catholicos
por
qualquer
manifesta-,
ção
alíirmam
as
suas
crenças;
a negação
d
’
um
direito incontestável
feita
aos que
não
acceitam, que
repulsam
com toda
a
energia,
as
doctrinas
dissolventes
da
épo
ca;
—
devem ler
desvanecido
no
animo
dos
simplices
as
ultimas
hesitações.
Entre
a
verdade
e
o
èrro
não
ha
meio
termo.
Ou abraçamos aquella,
ou
accei-
lamos e»te.
Se
amamos
a luz,
odiemos
as
trevas.
Os
rumos
não
podem
ser
iguaes.
E’
porisso
que
nds
não
cessamos
de
bradar
ao
povo,—
que
se
não
deixe
em
bair
dos
erros
que
diariamente
lhe
pro-
oina
uma
certa
imprensa,
na
qual
vae
ncluido
um
ou outro
jornal,
que, embora
ie
boa-fé,
ou
por
causa
dos
malditos
•espeitos
humanos,
não
tem
a
coragem
le
dizer
a
verdade
nua
e
crua.
As
vociferações
d'alguns
commercieiros
i
democratas
contra a
peregrinação,
não
lassam
de
desabafos
risíveis,
que
só
nos
irovocam
a
commiseração.
Bradam
no
deserto,
os
pobres
hidro-
jbos
1
Como
nos
regosija o
immenso
ferro
;ue
vae
nas
fileiras
iiberangas
!
---
--------------------------
Os jornaes de
Londres receberam
de
eus correspondentes
de
Dublin
alguns
detalhes
sobre
a
sessão
da
corporação
de
Dublin,
convocada
para
deliberar
sobre
as
medidas
a
tomar
pelos
catholicos
para
responder
ao
appello
do
Soberano
Pontí
fice.
O
snr.
Mac
Swiney,
alderman,
pronun
ciou
um discurso
mui
applaudido.
«Elle,
diz
o
Pall
Mall,
fallou da
allo-
cução
do
Papa
como
d
’
um
documento
ma
gnifico,
e
censurou
vigorosamente
os
se
mi-catholicos
que
não tinham
ousado
pa
gar
por
sua
pessoa».
Depois
os
respeitá
veis
snrs.
Mac
Swiney,
Kennedy
e
Daw-
son,
conselheiros,
reivindicaram,
com
ap-
plauso
do
conselho,
os
direitos
e
liberda
des
do
calholicismo
calcado
aos
pés
pelos
revolucionários
italianos.
O
alderman
Fry,
protestante,
declarou
que se
associava
ás
generosas
palavras
de
seus
collegas
catholicos
e
que
elle
se
jul
gava
feliz de
ver
protestantes unidos aos
catholicos
n
’
esta
questão. •
Finalmenle,
o
snr.
Dweyer
Gray,
con
selheiro,
também
protestante,
propoz
man
dar
uma
copia
de
petição
lida
pelo respei
tável
snr.
Mac
Swiney
a
todas
as
muni
cipalidades,
e
a
todas
as
corporações
elei
tas
em
todo o
paiz,
para
obter
a sua
coo
peração
diante
do
governo.
A
proposição
foi
adoptada
por
unani
midade.
Eis
aqui
o texto
da
petição
da
corpo
ração
municipal
de
Dublin dirigida
ao
pri
meiro
ministro
de
Sua
Magestade
a
rainha
Victoria:
Nós abaixo assignados,
lord
maire,
os
«aldermans»
e
os
conselheiros
da
cidade
de
Dublin,
reunidos
em
assembleia,
pe
dimos
respeitosa
mente
a
Vossa
Senhoria,
como
primeiro
ministro
da
corôa,
de cha
mar
a
attenção
do governo
de
Sua
Ma
gestade
para
a
situação
deplorável
e
sem
precedente
que
crearam
os
legisladores
de
Itaiia
á Santa
Sé
e
ao
Papa
Pio
IX.
Não
carecemos
de
recordar
a
Vossa
Senhoria
e
a
vossos respeitáveis
collegas
as
circumstancias
que
teem
conduzido
este
deplorável
estado
de
cousas:
como
elle
co
meçou
immediatamente
depois
da retirada
dos
alliados
francezes
de
Roma
em
1870;
como
elle
foi
continuamente
aggravado
depois pela
adopção
-de
diversos
projectos,
sobre
tudo
de
projectos dirigidos
contra a
educação
religiosa
da
mocidade
e
contra
as
-mesmas congregações
religiosas
exi
gindo
a sua dissolução,
confiscando
as
suas
rendas
e
os
seus
bens,
—emfim como
este
estado
de
cousas
apoia
o
seu
ponto
culminante
n
’
esta
tentativa
de
fazer
ado-
ptar
pelo
Parlamento
italiano
uma
serie
de
decretos
intitulados:
«projecto
de
lei
contra
os
abusos
do
clero»
decretos que
queriam
reprimir,
apoiados
por
penalidades,
o
exercício
das
mais
ordinárias funeções,
como
lambem
as mais esseuciaes
da
ge-
rarchia
catholica
romana,
do
episcopado
e
do
clero.
São
estes
factos
por
tal
maneira
no-
torios,
que
não ha
necessidade
de
insistir.
Mas
nós
devemòs
submetter
com
instancia
á consideração
de
Vossa
Senhoria,
que
na
verdade
estas
disposições não
sómente
se
dirigem e
opprimem
a
Egreja
catholica
romana,
seu
chefe
e
seu
clero
no
reino
de
Itaiia,
mas
lambem
que
molestam
e
quereriam
fazer
paralisar
completamente
o
pleno
exercício,
a
jurisdicção
e
a
liber
dade
de
communicação
absolutamente
ne
cessários
e
até
aqui
sempre
sustentados
entre
a
Santa
Sé
e
as
centenas
de
milhões
de
homens
que
obedecem
ao
seu
poder
espiritual,
e cujos
mais
sagrados
interes
ses
são
dirigidos e
protegidos
por
Elle
I
Por
isso,
é
como
membros
d
’
uma
cor
poração
que
o
não
cede
senão
a
uma
cor
poração
no
império
ingiez
e
que
é
a
pri
meira
n
’
este
paiz,
onde
sobre
uma
popu
lação
de
seis
milhões
de
habitantes,
perto
de
cinco
professam
a
fé
catholica;
é
co
mo
primeiro
magistrado e representantes
municipaes
da metropole
de
Irlanda,
esta
inetropole
que,
por
a
immensa
maioria
de
seus
eleitores
e
de
seus
habitantes
é
ca
tholica,
é,
dissemos
nós,
n
’
estas
qualida
des, que
registamos
o
nosso
protesto
so
iemne
conta
as
leis
já
adoptadas,
e
sobre
tudo
contra
esta ultima
de
subversão
e
de
destruição
das
relações que
unem
a
ca
beça
com
os
membros
da
Egreja
catholica
em
todo
o
mundo.
Por
isso
sollicitamos
de
Vossa
Senho
ria
e
dos
mais membros do governo
de
Sua
Magestade
de
empregar
a
poderosa
'
--
------
influencia
de
Inglaterra
para
obter
do
go
verno
italiano
a
sábia e
justa
medida
de.
retirar
tal
lei—
que
chamam
lei
contra
os
abusos
do
clero
—que
nos
seus
effeitos
se
ria
a mais odiosa
e
a
mais faligadora
de
todas
as
suas
leis.
N
’
isto,
no
nosso
urgente
appello,
que
appoiamos não
sobre
razões
locaes ou
po
líticas,
mas
sobre
motivos
os
mais
eleva
dos,
os
mais sagrados,
e
tão
caros,
pa
ra
tantos
vassallos
de
Sua
Magestade,.
não
pedimos
nada
de
novo,
nada d’
ex-
treino;
não
pedimos
immunidades nem
ex-
cepções,
mas simplesmente o respeito
e
a
execução
de
obrigações
tão
solemnes
e
pomposamente
consentidas
pelo governo
italiano.
O que
são
precisamente
estas
obrigações
póde
vêr-se n
’um
memorandum
datado
a
29
d
’agosto
de 1870,
dirigido
aos
diversos
agentes
de
Itaiia,
junto
das
cortes
da
Europa,
por
o
snr.
visconde
Venosta,
ministro
dos
negocios
estrangeiros
de
Viclor
Manoel.
N
’este memorandum
o
governo se
obri
ga
a conservar,
pelos
usos
a
que
tinham
sido consagrados
desde
tão
longo
tempo,
todos
os
«estabelecimentos,
instituições
e
congregações
ecclesiasticas
existentes
em
Roma,
assim
como
aquelles
que al
i
são
empregados»,
e
de
conservar
intacta
«a
disciplina
interior
das
corporações eccle
siasticas
de
Roma».
Sentimos
pois
que
nada
pedimos
de
novo, nada
que
não
seja
rasoavel,
pedin
do-vos
o
empregar
a
vossa
influencia
em
reclamar
do
governo
italiano
a
execução
leal
de suas
obrigações—
pedindo-vos
de
adoptar
as
medidas
que
julgardes
conve
nientes para assegurar
a
acção
livre
e
in
dependente
(em
tudo
o
que
seja
do
do
mínio
espiritual)
de
aquelle
que
lodos
os
vassallos
catholicos
da
corôa de
Inglaterra
consideram
como
seu
Chefe espiritual
so
bre
a
terra».
A
leitura
d
’
esta
petição
ao
concelho
foi
recebida
por
applausos
geraes.
Foi
adoplado
por
unanimidade.
------- __
19
FOLHETIM
BB.
J.
II.
BE
MCEB0.
es
BOIS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XXII
Os remorsos.
O
que
é
a
forca
ou
a guilhotina?...
ma
hora
de
terror
e
um momento
de
àr.
O
que
é
a
prisão
com
trabalhos?...
jrguntae
aos
galés
se no
fim
de
um
an-
o
lhe
pc
am
os
ferros
como
no
primei-
»
dia;
se
no
(im
de
dez
annos
os
seus
iffrimentos
são
os
do
primeiro
anno?..
E
depois
contra
a
policia e
vigilância
is
homens
tem
o
crime
os
ermos,
e
as
rntes
;
’
tem
mil
vezes,
para
vergonha
.
humanidade,
uma
protecção
escandalo-
,
que
o
torna
impune;
embora
em
ca-
s
lacs
essa
protecção
deva
ser
conside-
da
um
outro
crime...
igual talvez
ao
imeiro.
Mas
graças
a
Deus
ahi
está
sobre
os
mens,
vigilante
sempre,
o
olhar
lumi-
so
da
Providencia.
Não
ha
ermos
para
esse
olhar:
os
bos
ques sombrios,
as
cavernas,
as
altas
pe
nedias
apparecem
diante
d
’elle lisos
todos
como
a
superfície
de
um
quieto
lago.
Não ha
noite, não
ha
trevas,
não
ha
mistério:
esse
olhar é
o
sol.
Não ha
protecção
possível
;
perante
o
alto
juizo
quem
protege
um delinquente
é
o
delinquente mesmo
com
o
arrependi
mento
sincero
e
profundo
;
com
a
pratica
de
nobres
e
puras
acções.
E esse
juiz severo e
justo
castiga
duas
vezes;
cá...
e
lá:
e
os
tormentos
não
são
destinados
ao
corpo
:
o
pó
fica
despreza
do
:
quem
soffre
é
a alma.
O
juiz
severo,
justo e omnipotente
cas
tiga
lá...
em
sua
infinita
sabedoria—
elle
sabe como—
;
nós,
miseros
inseclos
dian
te
d
’elle,
não
podemos
comprehender
esse
castigar
da
omnipotência.
E
cá
elle
creou
na
alma
do
homem
a
consciência.
A
consciência
é
terrível!...
a
sabedoria
de Deus
fez
cada
homem
juiz
de si
mesmo,
e
cada
criminoso
algoz
de
si
proprio.
A
consciência
castiga
com
os
remor
sos.
O
corpo
continua
sempre
despreza
do
:
os
tormentos
são
ainda
e
sempre
vo
tados
ao principio,
que
pecca.
O
ladrão
não
dorme
o
sommo,
que
regenera
as
forças;
dorme um
somno
que
castiga;
porque
elle desperta
cem
vezes
ouvindo
o
tinir,
do
ouro,
que
roubou;
e
outras
tantas
vezes
vendo diante
de
si
a
imagem
do carrasco.
()
assassino
inda
mais
:
esse
homem
Ella
tinha
remorsos.
Como
havia
essa
mulher
sido
levada
á
perpetração
de
um
crime
horroroso?...
ella,
filha
de
um
homem
bom,
irmã
de
um
homem
virtuoso,
lendo
diante
dos
olhos
constantes
exemplos
de
piedade
e
religião?...
como?...
oh!
não
precisaes
ir
pedir
uma
resposta
ao
péssimo
da
natu
reza
humana,
com
que
erradamente
pre
tendeis
explicar
os
effeitos
das
paixões,
que
não
foram
combatidas
desde o
berço.
Quereis
saber
porque
Marianna ousou
tanto?... perguntae á
vaidade.
A
filha
de
Anacleto,
lindo
anginho
na
infancia,
encantadora
moça
depois,
bella
senhora
inda
enião, cheia
de
graças
e
de
espirito,
havia
sido
creada
sempre
no
meio
de
uma
atmosfera
de
fataes lison
jas:
respirou um ar
de
mentiras
desde
o
principio
:
com
esse
ar
habituaram-se
os
seus
pulmões;
a
verdade
que fosse
um
pouco
menos
lisor.geira
seria
capaz
de
suf-
iocal a:
objecto
de
um
amor
extremoso
e
cego
da
parle
de
seus
parentes
:
obje-
i
cto
de
culto e
de
adoração
dos
estra
nhos,
Marianna
julgou-se
a princeza
da
formosura,
empunhou
orgulhosa o
sceptro
da
belleza
;
eigueu
a
cabeça
acima
de
todas
as
suas
contemporâneas,
e cheia
de
■
vaidade
quer
fitos
em
si
lodos
os
olhos,
absortos
diante
d
’
el!a
iodos
os
homens,
e
curvos
a
seus
pés todos
os
arm
res.
Perder
essa
posição
seria
morrer.
Mas
ella arpou
:
amou
e
foi fraca:
amou,
e um
dia
viu que
o
seu
throno
ia
ser
des
pedaçado,
que
o
sceptro
ia
escapar
de
que,
mercê da
noite
e
da
solidão,
matou
impunemente
o
seu
similhante,
que
en
terrou seu
cadaver
ás
escondidas
no
de
serto,
e
que
vos parece
viver socegado
e
impune;
porque
a
justiça
humana
igno
ra
o
seu
crime;
esse
homem...
soffre
mais
do
que
soffreu
sua
victima
no
momento
terrível,
em
que
viu
erguido sobre
o
seu
peito
o
punhal
mortífero:
esse
homem
vé-
la
sempre...
de
dia
e de
noite
um
fan
tasma
o
persegue e maldiz;
sua
sombra
tornou-se
um
espectro:
elle
vê
a
cada
passo
a
sepultura
que
abriu;
vê
o
cadaver
que
enterrou
;
escuta
o
som
do
soquete
com
que calcou
a
terra...
e
vê
erguendo-
se
da
cova
vingativo
e
formidável
o
es
queleto
do morto.
Sabes
quem
é
o
pintor
que
prepara
esse
quadro
formidável
?...
é
a
imagina
ção
escravisada
pelos
remorsos. Os
re
morsos
não
são outra
coisa mais
do
que
o
castigo,
que
Deus impõe
ao
crime
cá
na terra.
A
infinita
sabedoria
de
Deus
quiz
que
o
homem
se
punisse
a
si
mesmo;
e
o
ho
mem,
com
effeito,
a
si
proprio
se
ator
menta
com
esse
apparelho
de horríveis
torturas,
a
que
se
dá
o
nome
de
re
morsos.
A
desgraçada
filha
de
Anacleto
estava
sendo
a
prova viva
d’
esta
verdade
eterna.
Marianna
era
uma
mulher
enormemen-
te
criminosa
:
não
tinha
ainda
compareci
do
cimo
ré
diante
de
nenhum tribunal;
mas
o
castigo
de
Deus
torturava
a
mí
sera.
SAZETILHl
Mez de Maria.—
No
dia
30
do
cor
rente,
ás
5
horas
da
tarde,
tem
de
prin
cipiar
na
capella
de
Nossa
Senhora
A
Branca,
o
exercício
do
Mez
de
Maria,
prégahdo
nesta
occasião
o
muito
intelli-
gente
revd.
0
Manoel Ferreira
Marnoco
e
Souza.
Durante
o
mez
será
o
exercicio
ás
5
e
meia
horas
da manhã,
e
nos
domingos
haverá
pratica.
Antes
da selemne
abertura
do Mez
será
benzida e
exposta
á
veneração
dos
fieis
uma
formosa
e
bem
acabada
hnagem
de
Nossa
Senhora
da
Graça,
offertada pelo
habil
esculptor, o
snr.
José Alves
Loroto,
e
gratuitamente
pintada
e
encarnada
pelo
também
mui
habil
pintor,
o
snr.
João
Firmino
Soares,
artistas
de
elevado
e
in
contestável
mento.
Endereçamos
um
voto de
louvor
e
gratidão
a
tão
hábeis,
quão
benemeritos
artistas,
confiando
que
a
Virgem
da
Graça
lhes
dará
a
bem
merecida
recompensa.
Trovoada.—
Dizem-nos
que
na terça-
feira
á
noite
a
trovoada
fizera
grandes
estragos
na
freguezia
de
S.
João
de
Brito,
caindo
nesta localidade
um
raio
que
in
cendiou
um
prédio,
havendo
por
este
mo
tivo
toques
de
rebate.
Síoesaç».
—
Tem
estado gravemente
doente
o
snr.
Narcizo
Antonio
Ferreira
d’
Araújo,
respeitável
cavalheiro
d
’
esta
ci
dade,
e
sogro
do
ex.
mo
Amaro
d’
Azevedo
d’
Araujo
e
Gama,
muito
estimável
cava
lheiro
e
proprietário do concelho
de
Villa
Verde.
Desejamos o
restabelecimento
do
snr.
Ferreira
d’
Araujo.
^«MivíiSade.—
Se o
tempo
o
per-
mittir,
festeja-se
ámanhã,
no
monte
de
S.
Gregorio,
a
Imagem
de
N.
Senhora da
Batalha.
Tem
de
manhã
missa
cantada,
e
de
tarde
sermão
prégada
pelo
revd.
0
abbade
de
S l
’
e
!
ro
de
Maximinos.
Antes
e
depois
do
sermão
haverá
leilão
de
pren
das,
locando
durante
a
sua
duração
uma
banda
de
musica.
Hoje á noite
queimar-se-ha
alli
grande
quantidade
de fogo de
artificio.
Knstrweção geswadaría.—
Consta
que
o
governo
tenciona
attender em
parte
ás
reclamações
dos estudantes
e
profes
sores
dos
lycens,
ordenando
que
só
sejam
obrigados
a
fazer
exames
no
Porto,
Coim
bra
e Lisboa
os
alumnos
que
se
destina
rem
a
cursos superiores.
Corre
também
que
os
seminaristas
po
derão
fazer
exames
nas
terras
onde
esti
verem
situados
os seminários.
S?abriea de
R6u«es. —
No
dia
25,
por
1
1
horas
da
manhã,
effectuou-se,
co
mo
annunciáramos,
a
inauguração
da
sum
ptuosa
fabrica
de
papel
de Ruães,
situada
nas
margens
do
Cavado,
pouco
abaixo
da
ponte
de
Prado.
Depois da bênção
religiosa
do
Ritual,
feita
pelo
revd.
0
abbade
de Tibães,
subiu
ao
ar
grande
numero
de
foguetes,
a
cu
jo
estalejar
se
misturaram
os
accordes
de
uma
banda
de
musica.
Começou então
a
funccionar
o machi-
nismo
da
fabrica,
o
motor
do
qual
é
da
força
de
cem
cavallos,
tendo
de
se
addi-
cionar mais
a turbina, que
a
corrente
do
rio
move,
a
qual
é
da
força
de
50.
O
trabalho do
machinismo
apresentava
um
espectaculo
imponente.
O
sistema
do
fabrico
de
papel
é
real
mente
maravilhoso.
Lançado
o trapo
nas
tinas
da
moagem,
apparece
para
logo
o
papel já prompto
e
secco
n
’
um
tamborete
de
madeira, que
o recebe
d
’
uns
cylindros
metálicos
aquecidos,
os
quaes
secam
as
camadas recebidas
d
’outros
cylindros
na
temperatura
ordinaria.
O
papel
que alli
se
fabricou
á
vista
dos
espectadores
é
bem
assetinado
e
d
’
ex-
cellente
qualidade,
podendo
rivalisar,
se
não
exceder,
o
melhor
importado
do
es
trangeiro.
Todo
o
machinismo,
que
trabalha
opti-
mamente,
foi
assentado
pelo
snr.
Thomaz
Schmit.
E
’ eílectivamente
esta
uma
das
primei
ras
fabricas
do
paiz,
e
o
maior
e
mais
importante
estabelecimento
fabril
do
dis-
triclo
e
de
toda
a
província.
A
fabrica
funccionou
cêrca
de 3
ho
ras,
findas
as
quaes
os
directores,
os
exc.
mos
snrs.
visconde
de Fragozella e
Eduardo
Ferreira
Carmo
mandaram
sus
pender
os
trabalhos.
Serviu-se
então
um
abundante
jantar
a
todos os
operários,
e
aos
convidados
para
aquella
festa,
n’
um
grande
salão,
n
’uraa
das
mezas
do
qual
se
achavam
uns
cem
operários,
e
n’outra
cêrca
de cincoenta
convidados.
Entre
estes
últimos
vimos,
alem
dos
dos
dois referidos
directores,
vários
dos
jrincipaes
accionisias
do
Porto, os
snrs.
conselheiro
Marques
Murta,
servindo
de
governador civil,
dr.
Penha
Fortuna,
vice-
residente
da
camara representando
o
mu
nicípio,
Fernando
Castiço,
os
proprietários
e redactores
de
jornaes de
Braga,
corres
pondentes
d’esta
cidade
para
os
jornaes
de
fóra, representantes
do
«Jornal
do
Porto»,
«Commercio
Portiiguez». «Com-
mereio
do Porto»,
«Primeiro
de
Janeiro»,
e
«
Actualidade»,
e
outros
cavalheiros
tan
to d
’
esta
cidade como
da
do
Porto.
Houve
repelidos
brindes e
vivas,
es-
jecialmente
da
parte
dos
operários.
Re
citaram-se
lambem
alguns
discursos,
sen
do o
primeiro
do
snr.
dr.
Penha
Fortu
na,
que
felicitou
Braga
por
possuir um
estabelecimento
de tal
ordem,
e
em
nome
do município
louvou
os
cavalheiros
que
iniciaram
e,
superando
immensas
difllcul-
dades,
levaram
a
cabo
tão
ulil
emprehen-
dimento.
Seguiram-se
outros
cavalheiros
entre
os quaes
o
snr.
Fernando
Castiço, que
discorreu
breve
mas
eleganlemente
ácêrca
da
importância
d
’
aquelle
melhoramento
para
esta
província
e
para
o
paiz.
Negocias ecelesáastieoa*—O
«Dia-
rio
do
Governo»
de
20
do
corrente
pu
blica os
seguintes
despachos:
O
presbylero
José
da
Cunha
Gouveia,
apresentado,
precedendo
concurso por
pro
vas
publicas,
na
egreja
parochial
de
S
elles
representandp
o
valor
total
de
réis
32:734^905.
Oleoaotre.—A
pequena
povoação
(
|e
Vidago,
celebre
pelas
suas
famosas
agu
Js
alcalinas,
teve
um
d
’estes
dias
uma
triste
amostra
das scenas
sangrentas
que o
sus.
to
produz
nas
grandes
accumulações
de
povo,
refere
o
«Oiario
de
Noticias».
Havia
uma
representação
cómica
de
canto
e
de.
clamação,
por
uma
companhia
ambulante,
n
’
um
theatro
improvisado
n
’
uma
casa
so.
bre
um
palheiro
de
feno,
onde
estavam
cêrca
de
400
pessoas.
No
meio
do
espe.
ctaculo
enlornou-se
um
candeeiro
de
pe.
troleo
e
pegou
fogo
no
panno
de
bôca,
Buscaram
apagal-o,
mas
na
atrapalhação
o lume
caiu
para
o palheiro
e
incendiou-o.
A
multidão
procurou
sair
precipitadanaeo.
te,
e no
impulso
cego
do
seu
terror
atro,
pellaram-se
uns
aos outros, ficando
onze
pessoas
feridas
e
contusas,
e
morrendo
no
conílicto
uma
senhora
e
um
ho.
mem
!
GraniSe
incêndio.
—
Na
povoação
da
Taipa,
em
Macau,
houve
um
pavoroso
in.
cendio
que
reduziu
a
cinzas 61
lojas,
sendo
os
prejuízos
calculados
em
51
a
20:000
patacas.
O
governador
geral
man.
dou
recolher
no
hospital
os
pobres
que
perderam
as
suas
barracas,
fazendo
con
struir
outras
para
elles,
e
deixou
ao
Ti.
pu
da
povoação
uma
avultada esmola
pa.
ra
os
neccessitados.
Examinando o
local
do
incêndio,
resolveu
s. exc.a
que
se
traçasse
uma
larga
rua
em
logar
dá
es
treita
que
havia,
dispondo-se
as
cousas
de
modo
que, em
sinistro
egual,
se
possa
trabalhar
com
as
bombas
e
mais
soccor-
ros,
o
que
agora não
se
podia
fazer
por
falta
de
espaço.
Questno «lo
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
a
questão
do
Orien.
te,
são
os
que
seguem:.
Bucharest,
20
—
Grê-se geralmente,
que,
para
evitar
a
passagem
do
Seret,
pela
ponte
do Barhoche, e
uma
surpresa
da
flotilha
turca,
o
grosso
do
exercito
russo
se
transportará
pelo
caminho
de
ferro,
em
quinze
ou
vinte
trens
por
dia de
Ugheni
a
Marasestie.
.
De
Marasestie,
o
exercito
turco
irá
a
pé
pela
grande
estrada
perfeitamente
viá
vel,
que
desce
pelo
valle
do
Seret,
passan
do
por
Foscani,
Bemnie
e
Bouzeo.
Em
seguida
os
russos
tomarão
differentes
ru
mos,
que
se
cruzam
em
Bouzeo.
dirigiu-
do-se
sobre
Kalafat,
Flamonda,
Magourelle,
Giurgevo e
Galarassie,
cidades
situadas
so
bre o Danúbio.
Pensa se
que
o
quartel
general
será
estabelecido
em
Bouzeo,
como
em
1854,
ou
em
Floesti.
Nesta
hypothese,
os
rus
sos
tentariam
passar
o
Danúbio
cerca
de
Kalafat.
Bucharest.
20
—
Um
outro
plano
de
campanha,
altribuido
aos
russos,
consisti
rá,
contrariamente
ao
qne
foi
executado
nas
campanhas
precedentes,
em
enviar
o
grosso
do
exercito
por
Galatz
e
ponte
de
Barboche
em
Ibraida,
tentando
a
passa
gem
do Danúbio
cerca
d
’
Hiroiva
ou
de
Tchernavoda,
peneirando
na
Turquia
pela
Miguel
dos
Carregueiros,
diocese
de
Lis
boa.
O
presbytero
Manuel
Pereira Pinto
da
Nobrega, apresentado
na
egreja
parochial
de Santa
Marinha
de Louzada,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
Antonio
Tavares
de
Oli
veira,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Segadães,
diocese
de
Aveiro.
O
presbytero
Adriano Joaquim
Borges,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Sil
vestre
de
Unhos,
diocese
de Lisboa.
A vêda
das arvores.—
Sobre
a
vida
das
arvores
publicou-se
uma
estatística
cu
riosa,
qne
apresenta
os
seguites
dados:
A
palmeira
vive
de
200
a
300 annos;
o cypreste
388;
a
hera 448;
o
carvalho
576; o
castanheiro
626;
o
platano 820;
o
cedro
800;
a nogueira
900; a
tília
1:400;
a
oliveira
2:000;
a
rnamek
da
Ca
lifórnia
5:000;
o
olmo
355.
Preparativas
para a exposição
de
s®ariz. —
Principiam
a
tomar-se
já
medidas
com
o
fim
de
facilitar
meios
de
locomoção ao
milhão
de
exlrangeiros que
Pariz
conta
albergar
em seu seio
durante
a
próxima
exposição.
As
carruagens
de
praça
augmentar-se-
bão
de
12000
que
são
hoje,
a 22o00.
A
companhia
dos
omnibus
porá
em
circula
ção
1200
omnibus
em
vez
de 750
com
que
hoje conta.
Os
Iramwias
terão
500
carros
em
vez
dos
300
que
existem
na
actuali
dade.
Emfim,
as
companhias
de
caminhos
de
ferro dobrarão
o numero
d
’
omnibus
que
hoje põem
á
disposição
dos
particula
res
nas
estações
de
chegada.
EisíatiaíSea.—
Na
officina
do
sêllo
da
casa
da
moeda
e
papel
sellado,
desde
o
dia
1 de janeiro até
o
dia
28
de
feve
reiro
do
presente anno,
foram
fabricados
2,809:800
sêllos
de franquia,
para
o
con
tinente
do
reino, das taxas
de
2
1/2,
5, 25.
50, 80
e
100
réis,
no
valor
nominal
de
68:047^000
réis.
Pelo
fabrico
d
’
esta
soturna
pagou a di-
recção
geral
dos
correios
e
postas
do
rei
no
á
administração
geral
da
casa
da
moe
da
e
papel
sellado,
680^517
réis.
Esta
ultima
repartição
enviou
para
a
do
coreio
geral,
nos
dois
mezes
acima
in
dicados
as seguintes
quantidades
de
sellos
postaes do continente:
980:000
de
2
e
meio
168:000
réis,
de
5
réis,
1,344:00
de
25
réis,
225:400
de
50
réis
123:200
de,
80
réis,
e
113:400
de 100
réis:
total
2,954:400
sellos
de
franquia
no
valor
representativo
de
réis
69:356^000.
No
dia
28
de fevereiro
ultimo
exis
tiam
em deposito,
no armazém
de
valo
res
em
papel
da
casa
da moeda
975:009
sellos
postaes,
sendo
645:396,
para
o
continente do
reino,
das
taxas
de
2
1/2,
5,
10,
15,
20,
25, 50,
80,
100, 150
e
300
réis,
no
valor
de 11:575^705,
réis,
e
329
613
para
o
ultramar,
das
taxas
de
5.
10,
20, 25,
40,
50, 100,
20)
e
300
réis, no
valor
de
21:159^200
réis,
todos
suas
mãos;
que
os
cultos
e
as
adorações
tinham
de
desaparecer
para
ella
;
que
ao
muito ella
seria d
’ahi
por
diante
objecto
de
commiseração
e
piedade;,
porque
em
fim
ella
tinha
amado
e
sido fraca;
tinha
murchado
em
seu
rosto
a
mais
bella
das
flòres,
a
flôr
da
innocencia,
e
a nature
za
faltava
em voz
alta
dentro
de
seu
seio...
A
misera
lembrou-se
então
d
’
esse
mun
do
encantador,
que
a
adorava
como
rai
nha,
e
que
bem
depressa
se
ergueria
re-
bellado
e
furioso
para
arrancar-lhe
o
sce-
plro
de
flòres...
Que
partido
havia
a
tomar?...
Um
meio
lhe
suggeria
o
espirito;
um
meio
que
a
livrava
das
humiliações
:
era
um
meio
extremo...
e
desesperado;
era
o
suicídio;
mas
o
mundo se
mostrava
a
seus olhos
tão
bello...
tão
feiticeiro!...
e
ella tinha
apenas
quinze
annos
de eda
de
!
..
qual
é a
moça
de
qnirize
annos,
qne
não ama
loucamente
um mundo,
que
se
sorri de
joelhos
a seus pés?
morrer,
não:
aos
quinze
annos
Marianna
não
se
achou
com
bastante
força
para
matar-se.
Qne
outro partido
restava?...
a
resi
gnação
Ainda
ha
pouco
tinha
fallado o
amor
do
mundo
para
rep
llir
a
ideia
da
morte:
agora
contra
a
ideia
da
resignação
er
gueu
se
o
amor de si
mesma
levado
a
excesso;
ergueu-se
a
vaidade.
Resignar-se
a
que?...
a passar
de
rainha
a
vassa
la?...
não
ganhar
mais nunca
um só
des
ses
olhaTes
ardentes
e
puros,
que
cora
ções
anhelantes
dardejam sobre
o
rosto
da
innocencia?...
resignar-se-ia.
quando
passasse
pallida
e
dolorosa,
ouvir
dizer
—
coitada
!—
quando
ella
estava
acostuma
da
a
escutar
—
formosa!...
—oh!
era
mui
to para
Marianna.
A
mulher
vaidosa
es
colheria
antes
a
morte
que
a
resignação.
E
com
effeito, a
filha
de
Anaclelo
não
se
quiz
resignar
ao
triste
papel,
que
lhe
marcavam
as
consequência
do
seu
êr-
ro.
Primeiro
esperou
que
o
homem
que
a
illudira
a
salvasse;
quando
não
poude
mais
esperar
nada d
’
esse
homem,
esperou
do
tempo... ella
mesma
não
sabia
o
que;
mas
esperava
sempre.
Quando
porém
o tempo
correu
tanto
que
tinha
já
corrido assás...
Marianna
des
pertou assombrada
ante
o
aspecto
sinistro
de
uma
desgraça
eminente...
Fallou
outra vez
a
morte.
.
fallou ou
tra
vez
a
vaidade...
a resignação
ficou
sempre
vencida:
as
paixões
triunfavam
sempre.
A
misera
teve um
dia
de
desespero,
de
febre...
um dos
mais fataes
demonios,
que
tentam
e
perdem
o
coração
humano,
a
vaidade
soprou
um
pensamento
horro
roso...
abominável
na
alma
da desgraçada
mulher;
esse
pensamento
era
uma infâ
mia...
um crime...
mas
realisou-se.
Foi
um
infanticídio.
Marianna
era
sempre
rainha.
O
segredo
de sua honra
tinha
escapa
do
aos
olhos
do
mundo.
Os
homens não
podiam julgal-a
criminosa...
Mas
o
olhar
de
Deus
estava
sobre
ella
terrível
e
severo...
Mas
a
lei
eterna
da
Omnipotência
se
estava
cumprindo
á risca:
a
delinquente
se
punia
a
si
mesma;
a
mãe desnatura
da era
o
algoz
de
si
própria.
Marianna
tinha
remorsos.
No
momento
bello,
encantado, estre
pitoso
de
um baile,
quando tudo
era
pra
zer,
perfumes
e flòres;
ao
som
dos
in
strumentos,
que
executavam
a
musica
vi
va de uma
walsa;
ao
som
das doces
li
sonjas
que
dez
cavalheiros
murmuravam
a
seus
ouvidos,
Marianna
via a
imagem
de uma
creança
recemnascida,
que
jazia
morta no
meio
da
saia
:
ouvia a
natureza
exhalando
um
gemido
pungente... e
ouvia
maldições
e
pragas,
que
mil
boccas
in
visíveis
estavam
proferindo
contra
ella...
Depois
vinha um
menino
loiro,
tra
vesso
e
bello
brincar a seu
lado
..
então
elle
se
lembrava!...
e essa
lembrança
era
terrivel;
era um
punhal
de
lamina
en
venenada..
era
o
castigo
de
Deus.
A
sua
vida
foi
sempre
assim,
sempre
triste
e
feia
dentro
do coração,
embora
os
lábios
se
sorrissem obedecendo ainda
á
vaidade,
que
os
mandava
sorrir.
Era
uma
vida
partida
em
duas
bem
dislinctas
uma
da
outra
:
uma
a
vida
exterior,
que
era
a mentira,
qiie
lhe brincava
no
ros
to
:
outra
a
vida
interior,
que
era
a
v
r-
dade,
que
lhe
roía
o
coração.
Resumidas
e combinadas
ambas
essas
vidas,
davam
em
resultado
a
peior
de
todas:—
A
vida
de
desgosto
de
si
mesmo.
Ao
menos,
porém,
estava
no
meio
de
tudo
isso,
triunfando
a
sua
vaidade.
Ella era
sempre
rainha.
Mas
uma
noite...
em
uma
d
’
essas
noi
tes
de festa,
de
ardor,
de
prazeres
fu
gitivos,
um
mancebo se
apresentou
junto
d’ella,
deu-lhe
o
braço,
e
aproveitando um
passeio,
pronunciou
a
seus ouvidos
duas
palavras
sómente.
O
terrivel
mancebo
sabia tudo!...
A rainha
caía
de
seu
throno...
uma
palavra
só
d
’aquelle mancebo a
podia
tor
nar
objecto
de sarcasmos
e de
maldi
ções...
E
a
vaidade
ainda
triunfou:
Marian
na
ainda
se
não
quiz
resignar:
e
para
continuar
a
ser
incensada n
’
aqtialle
mon
do,
que
era
tudo para
ella,
sujeitou-se
a
representar
d
’ahi
por
diante
o
triste
pa
pel
de esciava
de
Salustiano.
O
resultado
de tudo
isso
já
não
se
ignora.
Marianna
estava
soffrendo
também
o
castigo
de
seu
crime
imposto
pelo
p°'
der
de
um
homem.
E
o
seu
destino
tocava
um
terrivel ev
tremo
:
a
hora
fatal
balia.
(Continua}
Dobrouja
e
occupando
fortemente
o
porto
de
Kustendji
para
impedir
os
turcos,
ao
desembarcar,
de
os
tomar
em
flanco.
De
pois,
os
russos,
por
Trajau, atravessariam
a
Dobroudja,
onde
são
boas
as
estradas,
e
avançariam
na
Bulgaria
até
Bazard-
vich.
Depois,
ou terá
ahi
lugar
uma
batalha
decisiva,
ou
os
russos
começarão
as
ope
rações contra
as
praças fortes
que
formam
o
quadrilátero turco.
O
theatro
das
operações
seria
assim
tão
aílastado
da
Áustria
que
ella
não
seria
de
nenhum
modo ameaçada.
As
difficuldades,
que se oppoem
á
pas
sagem
do
Danúbio,
seriam d
’
este
modo
evitadas,
e
um
grande
go'pe
seria
imme-
diatamente
descarregado.
Poderia
n
’
este
meio tempo
intervir
a
Europa
antes
da
batalha
decisiva ou
antes
das
operações contra o
quadrilátero.
Hermanstadt,
20-0s
turcos parece
que
não virão
a
Bucharest.
Certamente
procurarão
occupar Kalaf,
talvez
lambem
Giurgevo e
Magourelle, e
destruir
a
pon
te
de
Barboche.
Limitar-sehão
a
pôr-se
na
defensiva,
não
abandonando as posi
ções
admiravelmente
fortificadas
que
teem
sobre
o Danúbio.
Ragusa
22—
0
cônsul
russo
n
’
esta
lo
calidade
partiu
para
Cettinge
afim
de com-
municar
ao
príncipe
Nicoiau
varias
instruc-
ções
para
a
guerra.
Pariz
23—
A
Porta
invoca
o
tractado
de
Pariz
de
1856
e convida
a
Roumania
afim
de
entender-se
com
ella
para
o território
roumano
não
ser
ameaçado
da
invasão
da
Rússia.
Constantinopla 23
—
0
pessoal
da
em
baixada
russa
embarcou
hontem
á
noite
no yatch
«Henricbk»,
partindo
em
segui
da
para Odessa.
Assegura-se
que
o
suhão irá tomar
o
commando
das
tropas
do
Danúbio.
Ragusa
2!
-
Os insurgentes
da
Bosnia
e
He.rzegovina
operando
de
accor
ló
com
os
monienegrinos
iniciaram
um
movimen
to
aggressivo
contra
os
turcos
alim
de
se
opporem
ao
reabastecimento
de
Niksich.
Kichenef21
—
0 czar
passará
segunda-
feira
revista
geral
ás
tropas
da
planície
de Unguein.
0
estado
maior
do
exercito
do
sul
já
saiu
de
Kichenef
para
Umgheim
e
Shulp.
Athenas
22
—
0
governo
hellenico
dese
joso
de
manter
estricta
a
neutralidade
aconselhou
socego
e
paciência
ás populações
limitrophes
da
Grécia.
Constantinopla
22
—0
embaixador
in-
glez
Mr.
Layard
censurou
a
circular da
Porta
a
respeito
do
protocolo.
Em
Londres
declarou que
em
conse
quência
dos
morticínios
praticados
pelos
turcos
na
Bulgaria
a
Inglaterra
não
póde
apoiar
a
Turquia.
siasticos
a
ir
a
Roma
a
expensas
suas,
o
revd.
0
Sebastião
Pires
de
Freitas,
de
Covide,
e
o revd.
0
João
Manoel
Gonçal
ves,
de Santa
Izabel.
Factos d’
estes
nobilitam
o clero, e
confundem
os
impios.
Honra ao
nosso
digníssimo
Arcypreste,
que
tanto
tem
ganhado
a
simpatia
de
todo
o
clero.
Honra
a
lodo o
clero,
e
honra
aos
dois
peregrinos,
que
sem
receio
de
des
pezas
e
trabalhos,
sem
mêdo
de
fadigas,
teem
a gloria
de
ir
receber
a
bênção
do
Vigário
de
Christo,
em uma occasião
tão
solemne.
No
dia
19
convocou
uma
outra
reunião
de
todo o
clero
do
concelho
d’
Amares
para
a
casa
da
escola,
situada na
cabeça
do
concelho,
e
ahi
appareceram
os
eccle-
siaslicos,
que
de muito
boa
vontade
se
protnptificaram
a
prehencher
o necessário
para
as
despezas
do
escolhido
para
ir
á
Cidade Eterna,
receber
a bênção
do
Vi
gário
de
Christo
na terra,
o SS.
Padre
Pio
IX.
0
escolhido
pelo
snr. Arcypreste
foi
o
revd.0
Manoel Martins
Capella,
abbade
de
Carvalheira, e
em
ambas
as
reuniões
foi
acceile
por
todo
o clero
com
gran
de
enlhosiasmo, porque
o
snr.
Martins
Capella
é
um
ecclesiastico
a
toda
a
pro
va,
por
suas
virtudes
e
sciencia.
A
Roma,
a
Roma,
meus
amigos
e
collegas!
Despresae
as
chufas
impotentes
dos
ímpios.
Mostrae
ao
mundo
que
o
rei
no
de
Portugal
póde
ainda
illustrar-se
com
o
cognome
de
fidelíssimo.
Amares,
25
d
’
abril
de
1877.
*
«
*
Cabeceiras.—
Albino
Marques
d
’
Olivei-
ra,
até
30
de
abril
de
1877.
Fafe.—
Revd."
parocho
de
Gontim,
até
30
de
novembro de 1877.
Famalicão.
—
Revd.
0
Joaquim
José
_de
Azevedo,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Moncorvo.
—
Revd.0
Manoel
Antonio
Carneiro
de
Magalhães,
até
.30
de
junho
de 1877.
Os
nossos
assignantes das
Ilhas
Adja
centes, podem
pagar
suas assignaluras
ao
nosso
correspondente
em S.
Miguel,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o
snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã,
o snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porlo,
o
snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
A’ enridnde publica. —
Recommen-
damos
á
caridade publica o
desgraçado
Manoel
Antonio
Ferreira.
vendedor
que
foi em
Lisboa,
por
espaço
de
17
annos,
de
diversos
jornaes
da
capital,
e
agora
morador nesta
cidade na
rua
de
S.
João,
n.°
6
—
A.
E’
conhecidissimo
pelo
nome
de
Furibundo.
Sahiu
do
Hospital
de
S. Marcos
onde
esteve
em tratamento, e
tem
uma
tísica
de laringe. Está
absoiulamente
desprovido
de
meios
para
se
transportar
para
a terra
da
sua
naturalidade,
na
distancia
de 30
e tantas
léguas,
e impossibilitado
de
tra
balhar.
E
’
por
estejjmotivo
digno
de
toda
a
ciinrniseraçào.
Skcçlo
de
coiaumiros
Primeiro
de
tudo
confesso
ser
a pri
meira vez
que
escrevo
para
a imprensa,
e
não
ser
dotado
de
sciencia
para
is>o;
porém
sinto
em
mim
grande
desejo
de
fazer
ver
ao
publico
o
que
neste
Arcy-
prestado
se
passou
com
relação
a
man
dar-se
a
Roma
um •
representante
de todo
o
clero
do
Arcyprestado,
motivo
porque
lhe
peço
um
cantinho
do
seu
jorna1.
0
nosso
digno
Arcypreste
realisou
esta
religiosa ideia,
e
para
conseguir
o
fim
convocou
no
dia
17
d
’este mez,
para
a
residência
da
freguezia
de
Chamoim,
uma
reunião
de
lodo
o
clero
do
concelho
de
Terras
de
Bouro.
ÍNo
dia
marcado
compareceu
o
snr.
Arcypreste,
que
encontrou
reunido
todo
o
clero. E
depois
de
s.
s.a
dizer
qual
o
fim
da
reunião,
e
os
desejos
que tinha
de
o
conseguir,
sentiu-se
em
todo
o
clero
uma
satisfação
e
alegria,
que
se diria
apostados
a
ver
qual
era
o
primeiro
a
apresentar
o
seu obulo.
Ahi
mesmo
se
resolveram
dois
eccle-
CONVITE
A
lembrança
dos
serviços
que
meus
antepassados
fizeram
ás
letlras,
já
doutri
nando,
já
concorrendo
para
a
creação
de
estabelecimentos
de
instrucção,
o desejo
que
tenho
de ser
util ao
meu
paiz,
e
prin
cipalmente
á
classe
estudiosa,
da
qual
te
nho
sempre
e
os meus antepassados vivi
do,
e
sobre
tudo
a
boa
acceitação
e
es
tima
que
me
tem
injustamenle
dispensado
a
classe escholar
bracarense,
no
meio
da
qual
conto
numerosos
discípulos, tudo
isto
me anima, a
endereçar-lhe
o seguinte con
vite,
a
fim
de
se
crear
n
’
esta
cidade
um
estabelecimento
denominado
=
Sociedade
Philantropica Escholastica Bracarense
=■
a
qual terá
por
fim
principal
soccorrer
os
estudantes
pobres,
ajudar
os que
ella
jul
gar
com
particular
vocação
para
qualquer
carreira,
e
que
pela
falta
de
meios
a
não
possam
seguir;
e
em
segundo
logar pro
porcionar
uma
casa,
onde além dos
di
vertimentos
licitos
e permittidos,
encon
trem
também
o
pão do
espirito,
rezer-
vando-se
certos
dias
para
serões
littera-
rios, onde
poderá
todo
o
socio
fallar
so
bre
os
diversos
ramos
d
’inst,rucção.
evitan
do
aos
estudantes
a
convivência
nos
bo
tequins,
cafés,
e
bilhares
com
pessoas de
inferior
esphera
social.
Esperando
que
todos
os
estudantes
ac-
ceitarão
de
bom
grado
a
minha
proposta,
convido-os
para
que
se reúnam em dia
des
tinado
e
annunciado
nosjornaes
em
minha
casa,
pará se
combinar
o melhor
meio
de
levar
a
eíTeito
tim
projecto,
do
qual
espero
que
tirarão
grandes
resultados
;
na
certeza
de que farei os maiores
esforços
para
coadju
var
esta
instituição,
só
com
a
esperança
de
um
dia
me
ver
retribuído
com
o
pra
zer
que
terei
de
ter
concorrido
para
bem
d
’
uma
classe
de
quem
me
aasigno
com o
maior
reconhecimento,
estima
e
affeição.
Am.°
obrigd.
0
e
cr.°
José
Valerio
Capella.
GRANDE
NOVIDADE
Campo
de
SanCAnna,
n.°
4S,
—
l.° andar.
Expesiçffi®
s£e vistas stereas-
copicas em elirystaI=xISyp»-
dromo
meehanleo e aiatitio-
matieo='B'iB’®
mectianiíco e«ra
pantEaes-a
e lesío rugiáor.
Mr.
Boix
Jovani,
chegado
ha pouco a
esta
cidade,
offerece
aos
amadores
esta
bella
exposição
que
tem
alrahido
a
attenção
da Europa,
e que
ultimamenle
tanto
agra
dou
em
Lisboa,
onde
o
expositor
esteve
dois annos.
Está
aberta,
das 11
horas
da
manhã
ás
11 da
noite.
Entrada
geral,
80
reis.
ÀOBiBCIMÍOOS
Arrematação
de
casas
Pelo
juizo
de
direito
e
comarca
da
Braga,
e
carlorio do escrivão
interino
Gon
çalves,
por
força
de
execução promovida
por
Antonio
Joaquim
Vieira,
d’esta
cida
de
contra
Antonio
Martins
da
Costa,
e
mulher,
do
logar
das
Quintans,
freguezia
de
S.
Bartholomeu
de
Tadim,
d
’
esla
co
marca,
se
tem
de
arrematar
e
entregar
a
quem
mais der
e
lançar
no
dia
20
do
proximo
mez
<le
maio,
pelas
10
horas
da
manhã,
á porta
do
tribunal
judicial
d
’
esla
cidade
e
comarca
de
Braga,
cito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
uma
morada
de
ca
sas
sobradadas,
d’
um
andar,
com
varan
da,
um
pequeno
terreno
de
hoita, cito no
mesmo
logar
e
freguezia,
e
da sobredita
execução
consta,
assim
como
dos
respe-
ctivos
editaes que
se
acham
afiliados
na.
porta
do
tribunal,
e
na
casa
dos
executa
dos, sua
conirontação
e valor.
Ponsso
quem
perténder
póde
compa
recer
no
indicado
dia
e
hora,
que
será
entregue a
quem
mais
der
e
lançar.
Braga
25
de
abril
de
1877.
(232)
Pelo
juizo
de
direito d
’esta
comarca
e cartorio
de
Motta,
se annuncia
que
a
praça
que
estava
annunciada
para
o
dia
29
do
corrente,
na execução
que
D. Anto
nio
de Queirós
Vasconcellos
Sousa
Coim
bra
e Lencastre, promove
contra
Antonio
Luiz
de
Abreu,
da
freguezia
de
Cubel-
las,
comarca
da
Povoa
de
Lanhoso,
das
propriedades
seguintes: uma
morada
de
casas
com
seu
quinteiro
e
suas
perten
ças,
um
campo
culto
e
inculto
e
uma
horta,
tudo
junto
ás
mesmas
casas,
si
tuadas
no
logar
de
Révorido
e
Richan,
da
freguezia
de
Moure,
da
comarca
da
Povoa
de
Lanhoso,
as
quaes
proprieda-
dades
se
acham louvadas
na
quantia
de
42G$000
reis
;
tem
de
.
ser
a
dita arre
matação
no dia 6,
do
proximo
futuro
mez
de
maio,
pelas
9
horas
da
manhã
no
tri
bunal
d
’
esla
mesma
comarca.
(234)
D.
Luiza
Simões
Villaça,
e seu
filho
e
cunhados
summamente
penhorados
para
com
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
obsequial-os
por
accasião
da
enfermidade
e
fallecimento
de
sua
sempre
chorada
fi
lha,
irmã
e
sobrinha, D.
Maria
Ruíina
Si
mões
Villaça,
a
lodos protestam
o
seu
profundo
reconhecimento
e
eterna
grati
dão.
-
(228)
r->
ARREMATAÇÃO
Compra-as
do Theatro de
S.
Geraldo, Antonio Manuel Ay-
res
d’Oliveira, rua
dos Chãos
de
Baixo.
(235)
LYGEU NACIONAL
DE
BRAGA
São
prevenidos
os
candidatos
ao
ma
gistério
primário
de
que
as
prtms
escri-
ptas
terão
logar
no dia
30
do
corrente,
,ás
9
horas.
Lyceu
Nacional
de
Braga,
27
de
abril
de
1877.
O secretario
do
jury.
tã®
Dl
DA
a
BMaxisTEa
ação
.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes
d
’
a-
quelles
nossos
assignantes
que tão
cava-
llieirosamente
nos teem
coadjuvado,
dignan
do-se enviar-nos
o
importe
das
suas as-
signaluras.
A
iodos
os
nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se
acham
em
debito
o favor de saldarem
contas
com
a
administração
d
’
este
jornal;
e
aos que
não
queiram
cumprir
esse
dever,-
rogamos,
que
ao
menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
aquelle
pro
posito.
•
Eis-aqui
os nomes
dcs
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Celorico.
—Fr.
Fernando
Pinto,
até
3
de
maio
de
1878.
No
dia
13
de
maio,
proximo
futuro
pelas
10
horas
da
manha,
á
porta
do
tri
bunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agos
tinho
d’
esta
cidade,
se
tem
d’arrematar
os
bens
penhorados
a
Francisco
da
Cunha
Almeida,
viuvo,
do
logar
do
Carmo,
fre
guezia
de S.
Paio
de Merelim,
na
execu
ção que
o
Banco
do Minho
lhe
move
pelo
cartorio
d’Esmeriz,
cujos bens
são
os
seguintes
:
Uma
meza
de
castanho,
louvada
em
2$000
reis;
um
banco
em
500;
um
pipo
arcado
de
ferro,
em
800;
outro
dito
em
l$200;
um
outro em
3$500;
uma
vazilha
arcada
de
ferro
em
6$000;
uma
caixa
de
castanho
com
fechaduras,
em
2$000,
uma
commoda
de
castanho
em 4$500; duas
cadeiras
de
castanho com
assento
de
pa
lhinha
em
800.
Uma
morada
de
casas
torres, com
quin
tal,
coberto,
forno
de
telha
e
mais
per
tenças,
que
confronta
do
nascente
com
João
Ribéiro,
do
poente
com
a
estrada,
do
norte
com o
executado,
e
do
sol
com
Ballhassr
da
Silva
Braga,
louvada
em
reis
800^000;
um talho
de
terra lavradia
que
produz
pão,
vinho
e
matto,
no
mesmo
lo
gar
e
freguezia,
louvado
em
18$5()0;
cin
co
moradas
de
casas
terreas,
todas
con
tíguas,
e
com
seus
respeclivos
quinlaes,
no
mesmo
logar
e
freguezia,
louvadas
em
410(5900
is.
Pelo
que
são
convidadas
todas
as
pessoas
que
quizerem
lançar,
a
compa
recer
no
dito
local no
dia
e
hora
desie-
>
o
nada.
Braga 24
de
abril
de
1877.
O
solicitador,
(229)
João
Ferreira
Torres.
(236)
Jasé Maria
Rodrigues.
Companhia
Carris
de Ferro de
Braga
São
convidados os snrs.
accionistas
d
’
es-
ta
Companhia
a
mandarem
fizer
a
entra
da da
5.a e
ultima
prestação de
15
0[Q
de
suas
acções,
até
o
dia
15
de
maio
pro
ximo
futuro.
Em
Braga
:
Campo
de
Sant
’
Anna
n.°
7.
No Porto:
Em
casa
dos
snrs.
Marques
Guimarães
&
Monteiro
—S.
João
n.°
68.
Braga,
15 de abril
de
1877.
O
gerente
substituto,
(233)
Manuel
Joaquim
Gomes.
Casa de
commissões, rua do
Príncipe,
128,
Lisboa
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade
um
grande
e
variado
sortido
de
objectos
de
metal,
alfenido
ou cristofle,
para
serviço
de
meza.
Bijouterias
plaqué,
lenços
de
se
da,
gravatas
para
senhora
e
homem, ocu-
los.
lonetas,
binoculos
de
theatro,
campa
nha
e
marinha.
Também
se fazem
concertos,
ao
ramo
pertencente
ao
optico.
Grande
sortimento
de
luvas
de
toda
a
qualidade
e a
prova.
A
todas
as
fazendas
garante-se
a
boa
qualidade.
Campo
da
feira
de
S.
Marcos.
(227)
17-EUA
DE
S.
VICEETTE-17
BRAGA
BHSâS & PSmMKS
js
»
e -^oo sc.s_ sEiME^.r^J^.^sass
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
IMjffllI
ffllll
Míl
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com casas estabelecidas em
Portugal
para fornecer directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
!
I GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS
1 1
Para
adquirir as
melhores
machinas conhecidas
UM
ANNO
DE PRASO
Sena augmrnto algum nos preços, ou dez por eente de abatimento
por
prompto pagamento
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a classe
para
SANTOS
e RIO GRANDE DO SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
ELBE
.
. .
MINHO.
.
.
.
.
13
de
Maio
.
28
de
Maio
1
GUADIANA
.
.
NEVA ....
.
29
deJunho
.
13
de
Julho
TAGUS
.
. .
.
.
.
13
de
Junho
^MONDEGO.
. .
.
28
de
Julho
PREÇOS COMMODOS
E.VNI.VO
6BATIS EM CA8* I>® COMPR
ABOU
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com
listas
de preços e as condiçõos de vendas a prasos
ia
DA
COMPANHIA FABRIL
SLNGER
17, RUA DE S.
VICENTE, 17
BRAGA
ou
U
SUA SLWSAL
Cada paquete d’ewta companhia
leva
a bordo
criados
e
cozinheiros
portugisezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas na
Agencia
Central
no Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial, a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros teem grátis Cítísaa,
rougin de eama, eo-
uiida
feita por cosinheiros
poráiiguezes, vinho dua» vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’
isso
pela
limpesa, boa
ordem, bom
tratamento e
accomodações
a bordo, e pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para a
commodidade
dos
passageiros.
*
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre
elles
feitos por escripta
como
consta
de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna dós
Inglezes,
23,
do
agente GUILHERME C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr. João
Manoel da
Silva Guimarães,
rua
do
Souto.
SBÍ5Í2-
M
l
UA.
FORMOS^-3»?
(212)
XAROPE
de
BLAYN
de
um
godk> agradavel, adaptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhoresTnedicos
de Paris;
curão os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar, irritações
do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 «
810
reis.
Pasta 260 reis,
Em Lisboa :
Barreto, e em touas Pharmacias. etc.
1NJECTI0N
BROU
Venda
de
propriedades
Vende-se
'arias
propriedades situadas
e
todas
reunidas
na
freguezia
de
S.
Paio
de
Pouzada,
d’
esla
comarca
de
Braga,
as
quaes
se
compõem
de
prados
de
erva,
matlos,
lenha.
azeite
e
vinho,
com
casas
de
lavouras
e
outras
próprias
para
nego
cio,
tudo
proximo
á
estrada
real,
e
situa
das
á
margem
do
rio
Cavada.
Quem
pretender
tratal-as
póde
fazel-o
em
carta
fechada
a
esta
administração
com
as
iniciaes
L.
M.
Araújo
Tinoco.
(220)
Venancio
José
da
Silva
Rego,
faz publico
aos
seus
amigos
e
frcgiiezes
que
abriu
o
seu
estabelecimento
d
’
ourivesana
no
largo
do
Paço
n.°
4,
e
possue
um
lindo
e
va
riado
sortido
de
objectos
d
’ouro
e
prata
nos
gostos
mais
modernos,
que
vende
por
preços
os
mais
commodos.
Outro
sim
se encarrega
de
quaesquer
obras
que
digam
respeito
á
sua arte,
e
troca
objectos
d'curo,
prata,
ou
pedras
preciosas.
(224)
VEADA »E CASAS
Vende-se
2.
na
rua
das
Palhotas,
Jjqíj
n.
1’
8
90
e 91. Trala-se
com
José
Luiz
de
Freitas,
rua
de
S.
Vicen
te
n.°
8o.
(222)
| Hygtenle» infallivel y praerrativa; absolutamente . i.
a unieaqae
cura
sem
Úie
juntar mais nada.Vende-
* *
se nas principaes
pharmacias do mundo. Exigir a
|
instruócio do uso. (3fi afio» de
exito.) Paris, casa do
inv"B^Afapenta,/st. Liítoa,S
r
B»netoLoreto28e30.
oo
FÍUÃL Dá
CAíXâ
ECOirviniCA
PENHORISTA
Sociedade anónima
de responsabilidada
li
mitada
Capital
................
&OOt®O®^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
enfrada
pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sebre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito, cereaes,
roupas,
moveis
ferramentas,
e
sob<e
lodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
■
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de-
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—A.
G.
Ferreirinha.
VENÇA
DE
CASAS
Vende-se
i
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
Í
s
M
í
M
sí
Í
í
;
rua
de
D»
Pedro V,
sendo
n.°
76,
77,
83
e
86. Tracla-te
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
A
segunda
edição
da
Corographia
Por-
tugueza
do padre
Carvalho,
ampliada
com
um
index
alphabelico
das freguezias
com
a
designação
dos nomes
e
Oragos
que
actualmente
tem,
numero
de
íogos,
dio
ceses
e
concelhos
a
que
pertencem,
e
cor
reios respectivos,
coordenado
pelo fallecido
padre
Martinho
Antonio
Pereira
da
Silva.
Vende-se
em Braga,
na
rua
Nova,
n.°4
e
B—
iio
Porto,
rua
dos
Caldeireiros,
n„°
39
—em
Vianna
em
casa
de
Baganha
&
Vieira, rua
8
de
Maio.
Preço (3
volumes)
1^500
rs.
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO PROP1IITAT1CO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito principal
no Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
9
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs. (4449)
CIRURGIî
OENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-GIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
‘
(186)
MGR.
DE
SEGUB
Conselhos Práticos sobre a PRI
MEIRA
CUMMUNHî
A
’
venda
na
Livraria Catholica,
por
50
rs.
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
JijtB
8ue
'
uma
morada
de
casas,
sita
na
c.
rua
(jo
A
n
jo
n
.o 24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa, e
no
escriptorio
d
’esla
redacção.
VEADE-MU
A propriedade
de
casas
n.0
52,
jÔíqu
Pa
rtia
de
S.
Marcos;
é
alodial
íSEÊiâ
isenta
de
compromissos.
Para
tra
tar
na
mesma.
(223)
BRAGA,
TYPOGKAPHIA LUSITÁSA —1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
