comerciominho_28081877_680.xml
- conteúdo
-
FOLIIA
l
COIMMKXCBAF-.,
E
j
^OTICGOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
MKPót^jaaa
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..........................
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
1&600
830
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
................
2&000
»
6
»................
1^030
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil, 12
mezes,
moeda forte. . 3&600
Folha avulso
........................
10
N.° 680
BRAGA
—
TERÇA-EEIKA
88
DE
AGOSTO
DE
Í871
A
peregrinação
portugueza
a
Koiua.
VII
CHEGADA A
LOURDES—
A GRUTA
—
Lá
esta
!
lá
está !
Não
sei
quem
primeiro
soltou o
grito;
de
que
me
recordo
é,
que,
n
’
um
momen
to,
foi
elle
repetido
em
tantas
lingnas,
quantas
eram
as
nacionalidades
dos
indi
víduos,
que
iam
no
comboio.
Francezes,
hispanhoes,
e
portuguezes,
todos,
á
uma,
bradaram,
cada
um
no
seu
idioma,
—
IA
está
!
Um
francez exclamou
:-
—
la
grole!
E,
no
mesmo
instante,
todos
os
passa
geiros,
levantando-se
de
súbito
nos
seus
logares,
apinharam-se
por
tal
forma
ás ja-
nellas
do comboio,
para
alli
viradas,
que,
se
o
peso
podesse
fazer
desiquilibrar
os
wagons,
necessariamente tombariam todos
para
aquelle
lado.
Qual
era
o motivo inesperado
para este
repentino
alvoroço
?
Que
força
prodigiosa
haveria
n
’
aque!las
palavras.—lá
está—
para
que
num
só
mo
mento
incendiassem
tantos peitos
no
fogo
de
um
tão
vivo
enthusiasmo?
Vae
sabel-o
o
leitor.
Desde
Pau,
que
a
nossa vista procurava
com
anciedade
um
sitio,
ou
um
objecto,
ardenlemente
desejado.
Esse
objecto
era a gruta
de
Lourdes,
que,
nos tinham
dicto,
veríamos
já
da
li
nha
ferrea.
Oh
!
como
os momentos
nos
pareciam
longos
!
Que impaciência,
que
inquietação
1
Até
que
por
fim,
ao
tornearmos
o
mon
te,
e
quando
o
comboio principiava
a correr
parallelo
a
um rio, sentimos
produzir-se
esse
alvoroço,
que
intinclivamente
se
mani
festa
sempre
que
se
nos
defronta
a
reali
dade,
vehementemcnte
appetecida.
Com
os
olhos
cravados no sitio
que
nos
apontaram,
procurando
já conhecer
de
longe
o
que
nem
ao
perlo
se
póde
com-
prehender,
e
saudando
com
os
nossos
cha-
péos
aquelle
logar,
de
tantas
maravilhas,
demos
entrada
na
estação.
A
anciedade,
porém,
que
sentimos
re
dobrar-se
com
a
aproximação
do
primei
ro
objecto
da
nossa
romaria,
não
tolerava
demora;
e
nós,
apenas
acomodadas as
nossas
m
das, tomamos logo
o caminho
da
gruta.
Quando,
tão
sómente
pelo
grande
nu
mero
d
’
estabelecimentos
religiosos,
que
la
deara
a
estrada-rua
por
ambas
as
parles,
chagamos finalmente
ao ponto em
que
ella
se
divide
em
dois
ramos.
O
numero
de
indivíduos
que
seguiam,
quer
por
um,
quer
por outro,
era
grande.
Pelo
primeiro
sobe-se
o
monte para
a
basílica;
pelo
segundo
llanquêa-se
o
mes
mo
para
a gruta.
Nós
tomamos
como
que
inslincliva-
mente,
este
ultimo,
que
corre
á
margem
do
rio,
e que
assombrado pelas
frondosas
arvores
que
o
guarnecem,
parece
convidar
o
viajor
a
seguil-o
de
preferencia.
Chegamos
á
gruta, e
que
espectaculo!
Uma
cavidade,
aberta
naturalmente
»
’
uma penhasca
arida,
é
o
local
sanctiti-
cado
peia apparição
da
Santíssima
Virgem
a Bernardetle,
humilde
pastorinha.
Outras
cavidades,
mJs
pequenas
no
in
terior d’
esla,
e
na
sua
parte
mais
alta,
parece,
que
eram
destinadas
pela
natureza,
?m
seus
rnysteriosos
trabalhos,
para
dar
ingresso
no
interior
do
monte.
•N’
uma d
’
estas
aberturas,
mais
peque
nas
e
mais
elevadas,
está uma
estatua
da
Virgem,
cuja
alvura
de
neve
mais
realça
a
cór
amiga
de
azul, que
lhe
aperta
a
cin
tura.
A
estatua
tem
na mão
um
rosário,
e
as
palavras,
—Je
suis
1’
lmmaculée
Conce-
pcion,
—
em
caracteres
grandes,
e de um
brilho
extraordinario,
formam-lhe
o
diade
ma
de
gloria.
E
’
aquelle
o
sitio,
onde
a
pobre
e
innocenle
filha
do moleiro
de
Lourdes
declarou,
ter
visto
por algmas
vezes
a
Rai
nha
dos Anjos.
Aos
pés
da
estatua
vê-se
ainda
a
ro
seira
de
que
falia
Mr.
Lassere.
E
na
parte
inferior
á
mesma
rebenta
a
maravilhosa
fonte,
que,
brotando
abundante
do
meio
da arida penedia,
vae
sair
por
tres
gran
des
bicas
que
lhe ficam
ao
lado.
A
gruta,
que
vae
decrescendo
d
’
altura,
ao
passo
que
mais
se
penetra
no
seu
in
terior,
conserva
se no
estado
primitivo,
á
excepção
do solo onde
se fizeram
as
neces
sárias
obras
de
terraplanagem,
para
o
ladri
lho
de pedra.
Algumas
pedras
negras,
que
n
’
este
grande
pavimento
de
pedra,
sobresahem
dentre as
outras,
indicam
os
differenles
sitios
onde
Bernardetle
esteve
ajoelhada,
quando,
em
extasis,
contemplava
a
formosa
Apparição.
No
interior da
gruta,
apenas
vedada
por
uma
grade de ferro,
ardem
constan
temente,
noite
e
dia
um
sem
numero
de
vélas,
de
todas
as
dimensões
;
e
em
tal
quantidade
que,
vistas
de
noite
e
a
certa
distancia,
figuram uma grande
pyra,
con
servando
sempre a |mesma intensidade
na
chamma.
Dependurados
na
parte
superior
da
gruta,
cajados,
muletas,
bengalas,
alem
de
mil
outros
objectos,
indicam
as
muitíssi
mas
curas,
alli
operadas
por
effeito
d’
aquella
agoa,
verdadeira
confusão
para
a
sciencia.
Uma
formosa
alameda, que
se estende
em
frente
da
gruta
para a
direita
e
esquer
da
da
mesma,
e
toda
a margem
do
Ga
re,
vem
contribuir
para
a
doçura
e
poesia
d
’
este
local,
onde
todas
as
graças,
todas
as
bellezas
juntas
parecem
harmonisar
se,
para
elevarem
o
espirito
nos
sublimes
ar
roubos
da
mais
christã
inspiração.
Foi aqui
n’
este
aprasivel logar,
do
qual
ainda
conservo
saudosissiiuas
recordações,
que
dêmos
começo
aos
primeiros
actos
da
nossa
romaria.
E
se
as
lagrimas,
na
oração,
podem
substituir
os
balbuciar
das
palavras,
creio,
que
a
misericorcia
divina
nol-a
receberia
com
agrado, porque pela
minha
parte,
nun
ca
na
vida
as
senti
correr
tão
docemente.
M. MARINHO.
HJE
EB.SJ SS.
PÁHAPHRASE
DO
SALMO XIV
DEDAVID.
Dominus
qui
liabitavit
etc.
Quem
no
vosso
tabernáculo
Será
digno
de
habitar
?
Quem no
vosso
monte
santo
Irá,
Senhor,
repousar?
Aquelle,
que
da
innocencia
Não
macula
o
alvo
arminho;
Que do
dever
o
caminho
Jámais
deixou de
trilhar.
O
que
tem
coração
recto,
Sem
dobrez,
sem
impostura;
Que dos
outros
não
murmura,
Que
só
obra
o
que
é
bem:
O
que
detesta
a
impiedade,
Honra
a
virtude
e
a
verdade,
E
só
vive em socidade
Com
os
que a
Deus
temem
também.
O que a
palavra,
que
déra,
Jámais
deixou
de
cumprir;
Nem
pactuou
co
’a
usura
Para
o misero
opprimir,
Este
sim, que irá
um
dia
Por
prémio
de tal
victoria
A
corôa d
’
eterna
gloria
Eternamenle
cingir.
D.
M. SOTTO-MAYOR.
S.
João
da
Foz,
21 d
’
Agoslo
de 1877.
Collegio
de
Sunta Margarida.
No
meio
d
’esta cerração,
que
de to
dos os
lidos
nos
cerca,
vemos
apenas
uma
eslrella,
que
fagueira
nos
aponta
um
mais
risonho
porvir
—
é
o
desejo
com
que
todos
procuram
a
educação
religiosa
da
juventude.
Levado também
d’
este
santo
desejo
é
que
hoje
venho lembrar
aos
illuslres
bra-
carenses
um estabelecimento
onde
a
edu
cação mais solida
e
esmerada
é
ministra
da
ás
creanças do sexo
feminino.
Fallo
do
collegio
de Santa
Margarida das irmãs
hospitaleiras.
Não
é
o
interesse
material
que
nesta
casa
se
procura,
—
é sim
o
exercer
a
ca
ridade
de
todos
os modos;
e
não
fallando
agora,
pois não
é
esse
o
nosso
fim,
das
enfermeiras,
que
ahi
se
encontram
e
cu
jos
benefícios
tem
sido
applaudidos
pelas
pessoas
que
d
’elles se
tem aproveitado;
como
collegio, esta
casa
tem
prestado
e
continúa
a
prestar
á
religião
e
á
sociedade
benefícios,
que
estão
acima
de toda
a
prova
e
de todo
o
encomio.
As
famílias,
pois,
que amam
dar a
suas
filhas
uma
educação
ao
mesmo
tem
po
religiosa
e
lileraria,
que
desejam
ver
esses
tenros
corações
adornados
de
todas
as
virtudes
e
prendas,
que
são o
apana-
gio
mais
rico,
mais
encantador
da
mu
lher,
jámais
deverão
esquecer tão bene
fico
estabelecimento,
que
igualmente
está
aberto
para todas
as
classes;
para
os ri
cos
como
para
os
pobres.
Prestando
uma
educação
completa,
este
collegio
admilte
alumnas
internas
pela
módica
quantia
de
240
reis diários que
apenas
parece
pagar
a
sustentação
de
cada
uma
das
creanças.
Admilte
lambem
semi-inlernas
por metade
do preço,
e
ha
ainda
para
outras
os log.res
de
externas
por
mensalidades
diminulissimas.
Finalmente,
para as
absolulamente
po
bres
ha
o
ensino
gratuito,
que,
attcndendo
ao
fim,
unicamente caritativo
das
boas
irmãs,
em
nada
é
inferior
ao
das pensio
nistas.
Se além
d
’isto
se
considerar
que
de
40
creanças
que
frequentavam
esta ultima
classe
o
anno
prelerito,
doze
que
eram
dos
logares
mais
distantes
da
cidade,
eram
sustentadas
pelas
boas
irmãs,
e
algumas
que
alli
foram
admittidas
cobertas
de
an
drajos, foram
por
ellas
vestidas
consoante
as
suas posses;
não
sabemos que mais
se
possa dizer para
realçar
este
estabe
lecimento,
tão altamenle
humanitário.
Póde
dizer-se
que
as pequnas mensa
lidades
passam
apenas pelas
mãos
das ir
mãs para
coinmunicarem-se
em
beneficio
á
pobreza, e
em
brindes
ás
suas
disci-
pulas.
Deus
inspire
pois a
todas
as famílias
o
desejo
de
concorrerem
para
a
prospe
ridade
e
augmento
d
’este
estabelecimento.
P.
AI.
SVBSCHIPÇÃO.
Na
redacção
do
tCommercio do
Minhot
fica
aberta
uma
subscripção
para
soccorrer
os
infelizes
habitantes
do Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
flagello
da
fome.
Estamos
certos
que
as
almas
caridosas
não
desattenderão
o
nosso
appello;
porisso
lhes
.pedimos
que
nos
enviem
quaesquer
esmollas
em auxilio
d
’
aquelles
nossos
des~
venlurados
irmãos,
as quaes
serão remetli-
das
á
commissão
organisada
para
esse
fim
na
cidade
da Fortaleza.
GAZETILHA
Honiaria
mo
laonte
Sameiro.
__
Verificou-se,
como
estava
annunciado,
no
domingo
26
a
peregrinação
á
devota
Ima-
>
gem
de
N.
Senhora
da
Conceição
no
monte
Sameiro.
A
procissão saiu
do ma-
gestoso
templo
do
Bom
Jesus
do
Monte
depois
das
orações
e
oíferecimento, con
forme
prescreve
o Ritual,
por
8 e
meia
horas da
manhã
cantando-se
a
ladainha
dos
santos.
Na
platafórma
que
serve
de
base
ao
monumento,
prégou
um
btllo
discurso,
narrando
as
prerogativas
da
SS.
Virgem
e
da
sua
protecção
para
com
Portugal,
o rev.°
snr.
dr.
Domingos Moreira
Gui
marães.
No
templo
do Bom Jesus,
depois
do
SS.
exposto
cantou-se
Terlia
antes
da
missa
solemne,
finalisando com
o Tanlum
Ergo
e
bênção
do
SS.
Socramento,
por
2
horas
da tarde.
Siinía
Maria
Magdalenu.__
Esta
devota
Imagem
veio no doiuingo
de tarde
em
procissão
de
preces
da
capella
de
S.
João
da
Ponte
para
a da
Misericórdia
on
de
se
acha
exposta
á
devoção
dos
fieis.
Antonio Kibeiro
Suruiva.__
Do
«Conimbricense»;
Recebemos
de
Londres
uma
carta
do
snr.
Antonio
Ribeiro Saraiva.
Inseril-a-hemos
n
’
este
jornal,
com a
brevidade
que
nos
permiltirem
algumas
publicações,
a que
estamos
comprometli-
dos.
Antecipamo-nos,
porém,
a
transcrever
da carta
do
snr. Ribeiro
Saraiva
os
seguintes
períodos:
Agora
tenho
que
agradecer
á
infati
gável
industria
do
snr. J M
de
Carvalho,
informações
que
não
tinha
senão
imperfei
tas
a
meu proprio
respeito,
como
por
exemplo os
nomes
de
meus
padrinho
e
madrinha,
que
só
sabia
serem
marqnez
e
marqueza
de
Castello
Melhor.
Creio,
po
rém,
que
ha
inexaclidão n
’
uma cousa:
isto
é,
que
o dia
10 de
Junho
de
1800,
deve
ser
provavelmente
o
do
meu
ba-
ptismo.
«A
minha razão
para
pensar
assim
é,
que
sempre
na
familia
foi
lido
o ultimo
dia
do
mez
de
Maio
por
ser
o
do
meu
nascimento;
e
creio
que
a
minha
familia
não
se
enganava».
Pois
eslava
enganada.
O
snr.
Antonio
Ribeiro
Saraiva
nasceu,
não
em
31
de
Maio,
como
suppõe, mas
sim,
como dissemos,
em
10
de
Junho
de
1800.
Ahi vae
o
seu
assento
de baptismo:
«Aos
18
dias
do
mez
de
Junho
de
1800,
baptizou
de
minha
licença o
re
verendo
abbade
da
villa
da
Ponte,
Anto
nio
José Saraiva
de Lucena, Anlonio,
que
nasceu
em
os
10
do
sobredito
mez
e
anno,
filho
legitimo
do
doutor
desem
bargador
José Ribeiro Saraiva, natural da
freguesia
de
S. Miguel
de
Paços,
bispado
de
Coimbra,
e
de D.
Francisca Xavier
Constantina
de
Moraes
e
Macedo,
natural
d
’
esla
villa,
bein
que
nascida,
e baplizada
Testamentos.—
Nos
dias abaixo
de
signados
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
e
deixaram
testamentos
os
seguintes
indiví
duos,
todos
naluraes
de Portugal:
No
dia
23
de
julho
—
José
Alves
do
Couto,
natural
da
villa
de
Lordello,
termo
de
Villa
Real, íilho
de Antonio
Alves
do
Couto
e
D.
Joanna
de
tal,
já
fallecidos
Era
viuvo
de
D.
Rosalia
Margarida
de
Sou
za
Mello, de
quem houve
dous
filhos
que
falleceram
de
menor
edade.
Nomeou testamenteiros:
l.°
José
No-
vaes
Mazinho
e
2.°
José
Antonio
Machado
Júnior.
Fez
as
seguintes
disposições:
dei
xou
a
D.
Gliceria
Maria
da
Gloria, filha
de
D.
Fortunata
Maria Rosa
da
Conceição,
2:0005090;
a
D.
Thereza Maria
da
Con
ceição,
filha
da
mesma,
5:000-5000;
a D.
Laura
Maria da
Conceição,
idem.
5:001)5000;
á
sua
afilhada Joanna,
filha
D.
Fortunata,
10:0005000;
a seu afilhado
José,
idem,
3:0005000;
a
D.
Hortencia
Novaes
Mari
nho,
filha
do
seu
1.°
testamenteiro,
réis
5:0005'<00;
a
D.
Emiliana
Marinho,
mãe
de
D.
Hortencia,
2:0005000.
Instituiu
her
deiros
dos remanescentes de
seus
bens
to
dos
os
legatários mencionados. Marcou o
praso
de
6
mezes
para
conclusão
d
’
este
testamento,
feito
a
26
de
janeiro do
cor
rente
anno.
No
dia
25
—
Luiz
Pinto
de
Oliveira,
fi
lho
de
Antonio
Pinto
e de
D.
Josepha
Feia,
esta
já
fallecida.
Era
casado
com
D
Maria
Monteiro, de
quem
houve
um
íilho
de
nome
Francisco,
menor,
sendo
este
e
aquella
seus
legítimos herdeiros.
Nomeou
testamenteiros:
l.°
Francisco Alves
de
Cana ho;
2
°,
Manoel
Joaquim
Teixeira.
Deixou
a
seu
compadre
Francisco
Alves
Carvalho,
1:0005000.
Marcou praso
de
um
anno
para
conclusão
d
’
este
testemento,
feito
a 23
do
corrente.
No
mesmo
dia—
Manoel
Martins
Areias,
natural
da
Ilha
Terceira,
filho
de
José
Mar
tins
Areias
e
de
D.
Maria
dos
Anjos,
ainda
vivos
e
residentes
na dita Ilha. Era
solteiro
e
não
linha
filhos.
Momeou
testamenteiros:
l.°
José
Del-
fino de
Faria;
2.°
seu
tio
Theodoro
Mar-
lins"Areias
e
3.°
Manoel
Ignacio
Pimen-
tel.
Era
estabelecido
com
açougue
á
rua
do
General
Camara, o
qual
por
seu
falleci-
menlo
ficará
pertencendo
a
seu
caixeiro
Antonio
Borges,
que
embolsará
seus
her
deiros
da
quantia
de
2005000,
valor
dos
utensílios do
dito
negocio;
ser-lhes-hão
le
vados
em
conta
seus
ordenados
a
contar
de
1
de maio
ultimo
á
razão
de 505000
reis
mensaes,
e
no
caso
de
não
querer
elle
os
utensílios, serão estes
vendidos
a
quem
seu
testamenteiro
determinar.
Declarou ter
em
seu poder
a
quantia
de
reis
4005000,
qne
lhe
dêra
para
guar
dar
0
preto
Joaquim;
ler
mais
a
de
5:0005000
no
Banco
Ruial
e
Hypothecario;
ter
dentro
de
um
baliu
9005000
em
dinheiro
e
no
giro
de
seu
negocio
cerca
de 4005000
reis;
que
lhe
deviam
por
uma lettra
a
quantia
de
2:00(>5000,
a
qual
já
está
vencida;
que
seu
cunhado e
compadre
lhe
é
deve
dor
de
2005000, os
quaes
deixou
para
a
filha d
’este,
de nome
Julia.
Deixou a
sua
irmã
Maria
José
2005000,
á
sua irmã
Maria
dos
Anjos
4005000,
e á
sua
afilhada Leopoldina
2005000;
á
sua
cosinheira Maria das Dòres Carvalho todo
0
trem
de
cosinha e trastes,
á excepção
dos
que
pertencerem
ao negocio.
Declarou
mais dever
a F.
Coelho; a
quantia
de
6O5OOO;
que
todos
os
legados
que deixou
são isentos
de impostos, os
quaes
serão
pagos
pela
sua
terça.
Deixou
mais
2005000
á
sua cosinheira
Maria das
Dôres
Carvalho.
São
seus
herdeiros
uni-
versaes,
na
fórma
da
lei,
seus pais José
Martins Areias
e
D.
Maria dos
Anjos.
Marcou
0
praso
de
seis
mezes
para
conta
d
’
este
testamento.
No
dia
28
—
Jeronymo
José
de
Oliveira
Cunha,
natural
de
Lisboa
e baptisado
na
freguesia
de
S.
Paulo.
Era filho
de
Dio-
nysio
de
Oliveira
Gomes
e
de
D.
Theieza
Maria
de
Jesus,
já
fallecidos;
era solteiro
e
sem
filhos.
Nomeou
testamenteiros:
l.°
sua
irmã
D.
Maria
Thereza
da Cunha;
2.°
sua
irmã
D.
Gertrudes
Magna
de
Jesus;
3.°
João
Liberaíli,
e
4
°
José
Antonio de
Souza.
Libertou
sua
escrava
Henriqueta,
e
0 fi
lho
d’
esta,
de
nome
Eduardo.
Instituiu
suas
irmãs
Maria
Thereza
e
Gertrudes
Magna
universaes
herdeiras
de
seus
bens
em
parles
iguaes;
se,
porém,
alguma
del
ias
fallecesse
antes
do
lestador,
será
a
que
sobreviver
a
unica
herdeira.
Marcou
0
praso
de
dous
annos
para conta
d
’
este
testamento.
No
dia 2
de
agosto José
Pacheco
da
Costa,
natural
de
Portugal
e
baptisado na
freguesia
de
Santo
Estevão
de
Barrosas,
na
villa
do
Mogadouro,
arcebispo
de
Bra
ga,
nelo
pela parle
paterna
de
José
Ri
beiro
Saraiva,
e
de
Josepha
Maria,
natu-
raes
da
sobredita
freguesia
de
S.
Miguel
de
Paços, e
do
bispado
de
Coimbra,
neto
pela
parle materna
do
doutor
Francisco
Xavier
de
Moraes
e
Figueiredo,
natural
desta
villa, e
de
D.
Anna
Joaquina de
Moura
e
Macedo,
natural
da
villa do
Mo
gadouro,
arcebispo
de
Braga,
Foram
padrinhos
oexc.‘
uosnr. Antonio
José
de
Vasconcellos
e
Sousa
Camara Ca
minha
Faro e Veiga, marquez
de
Castello
Melhor,
e
por,
seu
procurardor
o
doutor
Francisco
Xavier
de
Moraes
e
Figueiredo,
e madrinha
a
exc.tna
snr.
a
D.
Maria
José
de Assis
Mascarenhas,
marqueza
de Cas
tello
Melho,
e condessa
de
Calheta,
e
por
seu
procurador
o
doutor Sebastião
José
Rebello
de
Gouveia
Osorio, da villa
da
Ponte.
Foram
testemunhas
José
da Cunha
de
Almeida,
e
Antonio
Rebello
Telles,
d
’
esta
villa.
E
para
constar
íiz
este
que
assi-
gnei.
—O
vigário Antonio
de Almeia
—An
tonio
Telles—
José
da
Cunha
de
Almei
das.
<?>
preso
maia
aittig»
das ca
deias
do
reino.—
Do
«Jornal do
Por
to» do dia 18
transcrevemos
a
seguinte
curiosa
noticia.
«Em
10
de
dezembro de 1850,
foi
preso
em
Cabarnães,
districto
de
Vizeu,
Jacinto
Lopes,
de
edade
então
de
32
an
nos,
natural
da
Povoa
d
’
Elrei e
morador
em
Viliar de
Dtlus,
do
mesmo
districto,
íilho
de
Angélica
Maria
e
de Antonio
Cai
xeiro,
já
fallecidos;
casado
em
primeiras
núpcias
com
Maria
da
Piedade, já
falleci-
da
e
irmã
de
João
de
Mello,
e
em
segun
das
núpcias
com
Maria
do
Carmo,
ainda
viva.
Foi
então
arguido
de haver
morto
a
tiro
em
15
d
’agosto
de 1850,
um
seu
cunhado,
de
nome
José
de
Mello, do
mes
mo
logar
acima
apontado,
casado
em
pri
meiras
núpcias
com
D.
Rosa
Peregrina
de
Mello, já
fallecida
e
mãe
do
dr.
José
de
Mello Ferrari.
Depois da
captura
foi
enviado
para
as
cadeias
de
de
Vizeu,
onde
esteve
quasi
4
annos, sendo
julgado
e
condemnado
á
pena
ultima
em
18
de
março
de
1851.
O
preso
recorreu
para
o
tribunal
da
relação
do
Porto,
e
foi
annuliado
o
pro
cesso,
aguardando
a decisão
nas
cadeias
do
Porto, onde entrou
em
1854
em
12
de
setembro.
Procedeu-se a
novo julgamnto em
Vi
zeu
e
de
novo
foi
condemnado como
o
fôra
da
primeira
vez
e recorrendo
para
a relação do
Porto
foi
confirmada
a
sen
tença
em
7
de
fevereiro
de
1855; recor
rendo
então
para
o
supremo
tribunal de
justiça,
alli
foi
confirmada
a
sentença
em
1
de
agosto
de
1855.
Do
Porto
foi
enviado
para
as
cadeias
do
Limoeiro
em
Lisboa;
e
como
não
pu
desse,
pelo seu
estado
de
saude,
pois
pa
dece
de
uma
hepalhite
chronica,
attesta-
da
pelos
facultativos,
seguir
viagem
para
a
África
e
lhe
houvesse
sido
commutada
a
pena
pelo
poder
moderador,
então ex
ercido
pelo
chorado
monarcha
o
snr.
D.
Pedro
V, um
mez
depois
da
sua
visita
ás
cadeias
da
relação
do
Porto,
licou
expiando
a
culpa
no
continente.
Veiu
de
novo
de
Lisboa
para
as
cadeias
da
relação
do
Porto
em
7
de março
de
1870
e
alli
existe:
O
preso
é juiz
da
prisão
de
S. José e
o
seu
comportamento
até
ao
presente,
aifiança-nos
pessoa
competente
que
é
irre-
prehensivel.
Os
seus
companheiros
da
prisão
obede
cem
ao
seu
mandado
e
respeitam-o.
Gosa
a
estima
do
director
da
cadeia
e
já
foi
juiz
numa
das
prisões
do
Limoeiro,
onde
se
comportou bem.
A
finada
D.
Rosa
Peregrina de
Mello,
de
que
acima falíamos,
viuva do
assassi
nado
e
fallecida
ha 4
annos;
n
’
um docu
mento
em
papel
sellado
e
por
ella
assi-
gnado em
data
de 23
de
fevereiro
de
1866,
reconhecido
pelo
tabellião
Francisco
Salles
de
Mendonça,
de
Vizeu,
no
dia
seguinte,
desistiu
de
ser
parte
ao
preso
e
perdodu-
Ihe
o
crime
se
elle fôra o
que
o
commetera,
recommendando-o
á
clemencia do
poder
moderador.
Este
documento
foi
feito
na
sua
casa
de
Villa
r
da
Ordem.
Jacintho
Lopes
é
o
encarcerado
mais
antigo
das
cadeias
do
reino.
Tem
boa
apparencia,
altura regular,
cabello
e
barbas grisalhas
e
a
tez
clara.
Na
cadeia dirige
e trabalha
de
sua
conta,
na
feitura
de
capachos,
etc.,
no
que
empre
ga
alguns
dos
seus
companheiros
de
in
fortúnio
dando-lhe
tal
mister
o
pecúlio
pre
ciso
para
a
sua
subsistência».
filho
de
Joaquim
Pacheco
e
D.
Rosa
Pe
reira,
esta
já
fallecida.
Era
casado com
D.
Justa Maria
da
Silva
Costa
e
não
tinha
filhos.
Nomeou
testamenteira
sua
mulher
e na
falta
d
’ella
0
commendador
Francisco
José
da
Silva.
Instituiu
herdeira
dos remanescentes
de
sua terça sua
mulher
e,
se
seu
pai já
tiver
fallecido,
reverterá
em beneficio
da
mesma
0
que
a elle
couber.
—Falleceu
também
José
da Silva
Gama,
natural
do
Minho
e
baptisado
na
matriz
de
S.
Salvador
de
Roças,
filho
de
Antonio
da
Silva
e D.
Maria
da
Silva, esta
já
fallecida.
Era
solteiro
e
sem
filhos.
Nomeou
testamenteiros:
l.°
Antonio
Fernandes
da Torre,
2.°
Domingos
de
Barros
Lima
e
3.°
José
de
Mattos
Car
valho.
Declarou
ser
dono
do
negocio
de
seccos
e
molhados
á
rua
do Trem
n.°
14,
que
deverá
ser
liquidado
para
pagamento
de
seus
credores
e empregados Bernardo
Mon
teiro
Leite
e
Antonio
Francisco
Lameiras,
estando
0
primeiro
pago
até
Junho,
e
0
outro
é
credor
de
um
anno
de
ordenados
á
razão
de
125000
mensaes.
Seus credo
res
apresentarão
suas
contas
ao
1.°
tes
tamenteiro,
competentemente
legalisadas.
Declarou
mais dever
a
Araújo
Souza
&
C.
a
305009,
á
Viuva
Alfredo
Pires
&
Li-
1355009,
a C.
a
Schuman
&
C.a 485500,
e
a
Carvalho
Almeida
A
C.a
2285100,
os
quaes
serão
pagos
depois
de liquidado
0
dito
negocio;
e
serem
seus
devedores as
pessoas
que
constar
dos
livros
onde se
acham
lançados
os
nomes
e
quantias.
Instituiu
seu
pai
herdeiro
de
seus
bens
e
na
falta
d
’
elle
suas
irmãs Clemencia
e
Florinda,
ambas
maiores,
e
se
ellas
já
fo
rem
lambem
fallecidas,
reverterão
em
favor
de seus
filhos,
inclusivé
os
bens
que
pos
suía
em
Portugal.
Os
remanescentes
de
sua
terça
serão
para
seu
1.°
testamenteiro,
sómente
relativo
ao
que
se
liquidar
no
negocio.
BíoSícias
de
tíe:nn,
—
Acaba de
pu
blicar-se
em
Roma
0 decreto
de
Urbis
et
Orbis da sagrada
Congregação
dos
ritos,
em
que
0
Santo
Padre
proclama
a
S.
Francisco
de
Salles
doutor
da Egreja.
O Sauto
Padre
continua
de
excellente
estado
de
saude
e
trabalhando
sempre in
cansavelmente
na
Vinha
do
Senhor.
Tem
feito
a distribuição,
pelas
egrejas
pobres,
dos
magníficos
objectos
de
culto
que
abrilhantaram
a
exposição
do
Vatica
no.
Os
proprios
jornaes,
que
em
Roma
lhe
são hostis,
não podem
deixar
de
men
cionar
essa
abnegação
do
grande
Pontífice
que
nada guarda
para
si,
procurando
apenas
disvirtuar
0
aclo
com
a
pouca
inlelligenle
escolha
dos
contemplados, visto
que se
tem
dado
objectos
de grande
valor
a
egrejas
ricas.
Isto
porém
é
complelamente
falso.
Se
alguma
egreja
rica tem
sido
contemplada
é
com
objectos
que
lá
podem
ler
appii-
cação,
ao passo
que
nas
egrejas
pobres
seriam
complelamente
inúteis,
a
não
ser
para
serem vendidos
e
applicados
em
cousas
mais
necessárias;
mas
0
Santo
Padre
não
quer
isso:
aquelles
objectos foram
dados
á
Egreja
para
seu
uso,
quer portanto
que
sejam
utilisados
no
serviço do
culto
e
não
vendidos.
Que
brilhante
espectaculo
I
Não
se
nos
figura
ver 0
grande
Antistile,
distribuindo
os
thesouros
da
Egreja
a
seus
filhos
po
bres?
Não é facil
de
representar
na
ideia,
como
alli,
a
quatro
passos,
estão
os
fa
mintos
d
’
outra
ordem
olhando
com
a
an-
cia
da
cobiça
para
aquellas joias,
que
voam
aos
quatro
ventos
da
terra,
como
se
tives
sem
azas,
lançando-lhes
de
passagem
um
reflexo
deslumbrante,
parecendo uma
gar
galhada
zombeteira, como
quem
diz:
arre
galai
lhes
0
olho,
que
ainda
d
’esta
vez
não
são
para
vó
?
I
Caridade
sublime!
Supplicio
infernal.
—
(«Palavra»).
Mais
outro
flagelio.
—
Que mais
apparecerá
para
a
perseguição da
huma
nidade?
No
litloral
do
mar
Negro
nota-se
aetualmente
a
multiplicação
de
aranhas
negras
muito
venenosas,
cuja
mordedura
produz
cruéis soflnmentos, causando
a in-
ílammação
do
corpo,
principalmente
do
ventre.
Geralmente
não
produzem
a
morte,
e
aos
tres
dias
desapparece
a
dôr;
crê-se
que
a
multiplicação
d
’insectos
é
devida
á
diminuição
dos
animaes
e
passaros
que
lhes
faziam
guerra.
»aia
fon«menon
notáveis.—Em
Palma
(Canarias)
ha
um
poinbo
qne
tem
quatro
patas
e uma
só cabeça,
e
um
gato
com
oito
patas,
cinco
orelhas,
dois rabos
e
dois
narizes.
Este
fenomeno
foi
victima
da
voracidade da
mãe,
e
um
pharmaceu-
tico
da
referida
cidade
conserva-o
em
álcool
ICeal
Irmandade
de
Santa
Cruz,
—
Na fórma
do antigo
costume
esta
Ir
mandade
não
acompanhou
d
’
esta
vez
a
procissão
de
Santa
Maria
Magdalena,
dando
por
desculpa
0
não
ser
convidada
com
tempo
suíficiente.
Ora
se
com
todas
as
outras
se
não
deu
0
mesmo
caso,
d
’
onde
partiria
a
falta
?
Eclipse da
lua.
—
Os
jornaes
exlran-
geiros
annunciam
um
eclipse
total
da
lua
visivel
para
0 dia
27
do
corrente.
Eis
a
sua
descripção:
Principio
do
eclipse,
ás
9
h. 22
m.
da
noute.
Principio do
eclipse
total,
ás
10
h.
28
m.
da
noite.
Meio
do
eclipse,
ás 11
h.
20
m.
da
noite.
Fim
do eclipse, á
1
h.
18 m.
da
noite.
O
prin
cipio
d
’
este
eclipse
será
visivel em toda
a
Europa
e
África, em
grande
parle
da
Asia
e
da Australia,
em
parte
da
America
do
Sul,
em
grande
parte
do
Oceano
Atlântico,
no
Indico,
n’
uma
pequena
parte
do
Paci
fico,
etn
parte
do
mar
polar. Ártico
e
em
grande
parte
do
Antártico.
O
fim
do
ecli
pse
será
visivel
em
toda
a
Europa
e Áfri
ca,
em
parte da Asia, na
America
do
Sul
e
em
parte
da
do
Norte,
nas
Antilhas,
no
Oceano
Atlântico,
em
grande
parte
do
In
dico
e
Pacifico,
em parte do
mar
polar
Ártico
e
em
grande
parle
do
Antártico.
O
primeiro
contacto da
sombra
com
a
lua
verificar
se
ha
n
’
om
ponto
do
limbo d
’
esta,
que
dista
59.°
de
seu
verlificc boreal
para
o Oriente
(visão
directa).
O
ultimo
conta
cto
da
sombra
com
a
lua
verificar-se-ha
n
’
um
ponto
de
limbo
d
’
esta, que
lista
68.°
de
seu
vertice
boreal
para
0
Occidente
(visão
directa).
Guerra
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os que
seguem:
Paris
23—Despachos oíTiciaes
russos
annunciam
que
0 ataque
dos
turcos
con
tra
Thcipka
começou
no
dia
21
pela
ma
nhã
e
durou
até
á
noite,
continuando
no
dia
22.
Os
turcos,
repellidos, recomeçaram
continuadamente
0
ataque
com tropas
fres
cas.
Athenas
23
—
Estalou
a
insurreição na
ilha
da
Creta.
As
famílias
dos
turcos
pro
curam
refugio
nas
fortalesas
e
nas
mon
tanhas.
Já
houve
2
combates,
um
no
de
partamento
La
Canea
e
outro
na
província
do Retuno.
Houve
47
mortos:
30
turcos
e
17
christãos.
Constanopla
23
—
Abdul-Kerin
compare
ceu
ante
0
conselho
de
guerra.
Os
russos
soflreram
uma
grande
derrota
nos
arredores
de
Djouma.
Continua
0
combate
em
Schypka.
As
forças
turcas
não
diminuem.
Os
reforços
dos russos
chegam
lhes
em
marchas
forçadas.
Os russos
tem
perdido
muitos
oíTi
ciaes.
As
perdas
dos
turcos
são
enormes.
Londres
24
—
O
«Daily Telegraph»
pu
blica
um despacho
de
Constantinopla
de
23,
dizendo
que
em
consequência
dos
úl
timos
movimentos
turcos
a
situação
dos
russos
tornou-se
muito
difficil.
Osman-Pachá
fortemente
reforçado
pre
para-se
para
retomar
a
offensiva.
Mehemet-Alli
está
diante
de Djouma.
Parte
das
ttopas
de
Suleyman
occupa
Bebrewo
e
lodos
os
desfiladeiros
dos
Bal-
kans.
A
ala
direita
de
Mehemet-Alli-Pachá
executa
um
movimento
involvente
e
cerca
na
actualidade
a
esquerda
russa
em
Papas-
Keni.
Londres
24
—Um
despacho
do «Times»,
de
Therapia,
datado
de
23,
diz que a
Por
ta
informou
ofiicialmente
a
Layard
da
grande
victoria
de
Mehemet-Alli-Pachá
em
Djouma.
Foram
tomados
vários
ca
nhões aos
russos
que
tiveram
grandes
perdas.
Bucharesl
24
—
Os
russos
fortificados em
Schipka
repelliram
0
assalto
dos
turcos
no
dia
21.
Os
turcos
no
dia 22
estabeleceram
as
baterias
e
sustentam
0 fogo até
0
norte,
atacando
de
novo
na
manhã
de
23.
O primeiro
ataque
foi
repellido
mas
a
lucta
continua.
Paris
25—
Um
despacho
official
russo
diz
que
0
combate
contra
0
desfiladeiro
de
Schipka
continuou
com
encarniçamento
todo
0
dia 23.
Depois
de
vários
assaltos,
sempre
repel
lidos
os turcos
estabeleceram
2
baterias
e
levantaram
paralelas.
Tudo
tranquillo
para
os
lados
de
Osman,
Barar,
Lonatz
e
Plewna.
Outro
despacho
official
russo
posterior,
aífirma
que
a lucta
continua
em
Schipka
e
que
0
primeiro
ataque
dos
turcos,
hontem
24
pela manhã
foi
repellido.
O
fogo
alrou-
xou
ao
'meio
dia.
O
despacho
confessa
serem
grandes
as
perdas
dos russos,
mas
que
se
aproximam
reforços.
Aypelo
tí
caridade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios de
subsistência pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das almas piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’um
quarto
á
porta
da
rua.
—
CtuimarSea,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho, Cam
po
da Feira, 1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R.
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drog<., Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponie
do
3A-
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoo
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valen^a
do
ninho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
ViSla
da
Conde,
A.
L. Maia
Torres,
pharm.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa farinha
de
saúde,
BEVAI.ESCIÈSE
DE
BARRY
de
Londres.
30
annoa
d’
invariavel
aueeesiso
Keal Siineiuario
do
Bom
Jesua
do
Monte.
A
commissão
administrativa
d
’
este
Real
Sanctuario,
faz
saber
que
no
dia
primeiro
de
setembro
proximo,
pelas
dez
horas
--da
manhã,
e
na
sala
das
sessões
da
mesma
commissão'
hade
ser
posta em
praça
a
obra
do
prolongamento
do muro
de
sup-
porte
do
Passeio
novo, ao
sul
do
Templo,
conforme
as
condições
que
se acham
pa
tentes
no
Largo do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
16
e
que
podem
ser
examinadas
a
qualquer
hora
do
dia.
O
total
dos
metros
cúbicos
do
muro
são
435,60
—
,
sendo
a
base
da
licitação
650$000
reis.
Braga,
sala
das
sessões
da
commissão,
no edifício do Tribunal Judicial—2.°
an
dar
—23
de
Agosto
de
1877.
O
Vice-presidenle
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres
e
Almeida.
(465)
Companhia
dos
Banhos
de
Visella.
Sociedade
anonyiu»
de
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’
esta
companhia
a pagarem
n
’esta
cidade,
no
campo
do Tourai
n.°
38,
desde
15
a
22
do
proximo mez de setembro,
a
3.®
prestação
de
10
por
cento
ou
16$000
reis
por
acção.
Guimarães
22
d
’
agosto
de
1877.
Os
directores
Antonio
José
Ferreira
Caídas.
Joaquim
Ribeiro
da
Costa.
Antonio
Peixoto de
Mattos
Chaves.
(466)
Pelo
juizo
de direito desta
cidade
e
comarca
de
Braga, e pelo
cartorio
do
es
crivão
do i.°
oíficio,
José
birmino
da
Costa
Freitas,
corre
uma
acção
de
sepa
ração
de
pessoa
e
bens
em
que
é
auctora
Rosa
Alves,
do
logar
da Boavista,
fre
guezia
de
Crespos,
desta
comarca,
e réo
o
marido
desta,
Manoel
da Costa,
do
dito
logar
e
freguezia
de
Crespos,
o
que
se
faz
publico
em
vista
do
artigo 448
para-
grapho
unico
do Cod.
do
Proc.
Civ.
Braga
27 d’
agoslo
de
1877.
Verifiquei.
Sampaio.
O escrivão ajudante
(467)
Casimiro
Ju
stino
Amado.
AUenção
Narcisa
Candida
Mendes,
da
rua
de
S. Geraldo
n.°
23,
ensina
a
bordar
a
bran
co,
matiz,
ouro,
e
a
fazer flores.
(399)
VEYDA
DE CASAS
I
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
j!
ií;K andar
e
quintal,
n.°
4.
&O»
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas de
Guadelupe,
com
quintal,
n.os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Baaco
do
Minho.
(263)
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgia, flegma,
arrotos,
flatos, amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes,
bexigas,
diar-
téa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asihtna, fal
ta
de respiração, oppressão.
congestões,
mal
dós
nervos,
diabelhes, debilidade,
to
das
as
desordens
no
peito,
na garganta,
do
alito, dos
bronchios,
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas
entre as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow, da
exm.
a
snr.
a
marqueza
de Bre-
han,
de
Lord
Sluart
de
Decies,
par
d
’
Io-
glaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzcr,
etc.,
etc.
Cura
n.° 63:476.—
Mr.
Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de gastralgia,
de
sof-
frimeutos
d’
estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
noclurnos.
Cura
n.°
74:422.
—
Prostração.—Bald-
win,
da
mais
completa
decadência
de
saú
de,
de
paralysia
dos
membros
por
efleito
e excessos
da mocidade.
Cura
n.°
76:448.—Verdum,
16
de
ja
neiro
de
1872.
—Havia cinco
annos que
soflria
graves
incomrnodos
no
lado direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más diges
tões
etc.
Não hesito
em
certificar
que
a
sua
Í8evale»eière
me
salvou a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'e
Martin,
de
amenorrhea.
Suppressão
de
menstruação
e
dança
de
São
Guido, declarada incurá
vel,
perfeitamenle
curada
pela
Hevales
eière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
ninsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4 kilo.
500
;
de
1/
1
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
reis;
de
2
kilos,
3$200
reis;
de 6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$008
rs.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendera-se
em
caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor chocolate para
a
saúde
é
a
S&evalescière
ehoeolntada
$
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
enérgia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12 chavenas, 500 reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48 chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
ÈJU
BARRY
C.
a LIMITED. —
Place
Vendòme, 26,
Paris. 77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
Húsbo®,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J,
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Av®ir®,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Ktaa-eeiíoe,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos, pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianda
Ú
sb
-
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
graade,
140.
PilODUCTO
PHAR1UCEUTIC0
E
C11YMIC0
Agua florida,
o
mais
exquisito
e suave
perfume-=Tonico
oriental,
conservador
e
aformoseador
dos
cabellos=Pilulas
depura
tivas,
e
salsa
parrilha
de
Bryslol=Reva-
lescière
du
Barry,
simples e
chocolatado=
Magnesia
calcinada,
de Henry,
em
frasqui-
nhos=Medicamentos
dosimelriques
do
dr.
Borggraeve
=
Agua
circassiana=
Vigor
do
cabello,
de
Ayer=Leite
Divino=O!co
da
Persia=Perfume
oriental=Aguas
de
Colo
nia,
de
differentes
auclores=
“
Ingecção
cal
mante
de
B«irnit=>Xarope peitoral de Rey=
Xarope
peitoral de
James
=
Dito peitoral
balsamico,
de
Vieira,
e
outros
muitos,
de
diversos
auctores=Essencia
de
café,
de
Moka=Pós
d
’arroz=Saboneles
melicinaes
=Ditos
d
’
alcalrão,
e
ditos
de
pó d’
arroz
■=Pó
insecticido, e
apparelhos
proprios
para
a
sua
applicação=»Pós
para
pratear,
e
outros
muitos
preparados
modernos.
Vendem-se
na pharmacia
Alvim,
Praça
d
’
Alegria.
.
(413)
Aguas
mineraes
De
Vidago,
de
Veritn,
d’
Enlre-os-Rios,
de
Seidlitz, das
Caídas
da
Rainha, do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Alcalinas
de
Moura, e
de
Vi-
chy.
Vendem-se
na
pharmacia
Alvim,
Praça
d’
Alegria.
(412)
Vendem-se
duas
moradas
de casas
sitas
uma
na
rua
de
D.
Pedro
V
desi-
gna
da
Cora
o
n.°
1
e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.°
11
e
11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
________________
(324)
EIÇESÕ
DA LH6IIA
FRAQUEZA
Um
professor
com longa pratica
de
en
sino,
oflerece
o seu préstimo
para
leccio-
nar grammaticalmenle
em
sua
casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da
língua
fran-
ceza
comprehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
língua.
A
quem
convier
póde dirigir-se á
rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
GRANDE
DEPOSITO
DE
FABINHAS
E
BOLACHAS
38,
RUA
DOS
INGLEZES,
42
FILIAL
DA
FABRICA
NACIONAL
A
VAPOR
EM
LISBOA
DE
EDUARDO
COSTCEIÇÃO
E
SIUVA
N’
este
deposito
vendem-se
as
bem
co
nhecidas
especiaes
qualidades
de
bolachas,
biscoutos,
e
biscoutaria
de
fantasia,
qua
lidades
estas
eguaes
ás
inglezas,
fazendo
grande
differença
os
preços,
lendo
noventa
variados
feitios
e
gostos, desde
o
preço
de
100 a
300
reis
equivalente
ao
arratel.
Para
revender
tem
abatimento,
e
se
for
necem
preços
correntes
quando sejam
pe
didos.
No
mesmo
deposito
vendem-se
farinhas
das
principaes
fabricas
de Lisboa,
Beato
Antonio,
Caramujo,
União
e
W«-
eionul,
pelos
mesmos
preços
das
fabri
cas,
SEM
COMPETÊNCIA.
(452)
DILIGENCIAS
IHARIAS.
Teixeira
&
Mesquita, da rua
da
Sé,
d
’
esta
cidade,
fazem
publico
que
a sua
diligencia
que
diariamente
tem
de
Braga
á
Povoa
do
Varzim a
sahir
de
Braga
ás
5,
horas
da
manhã
fica
sahindo
desde
o
dia
27
do
corrente
ás
9
e
meia
da manhã
para
as
commodidades
dos
snrs.
passagei
ros
que
chegam
nas
diligencias
da
Povoa
de
Lanhozo,
Senhora
do
Porto,
Pico,
Villa
Verde
e
Ponte
do
Porto.
Os
annunciantes
continuam
com
a
car
reira
para
a
Povoa
do
Varzim
ás
10
ho
ras
da
noite.
Os bilhetes
vendem-se
em
Braga
no
mesmo
escriptorio do
bem
conhecido
Ri
beiro
Braga.
Braga
22
de
Agosto
de
1877.
Pelos
annunciantes,
Ribeiro
Braga.
(458)
Duas
moradas
de
casas
quasi concluídas
na
sua
construcção,
sendo
:
uma
na rua
da
Sé
entre os n.08
15
a
18
—
outra
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas
en
tre
os
n,
os
16
a
18,
e
com
frente
para
a
nova rua
(antigo
Couto
do
Arvoredo).
Podem
ser
vistas
a
qualquer
hora,
pa
ra
tratar de seu
ajuste,
com
seu
proprie
tário
João
da
Costa
Palmeira.
(434)
CRIADA.
Na
rua
do
Carmo,
n.°
3,
d
’
esta
ci
dade,
preciza-se,
para
casa
d’
uma
família,
de uma
criada
bem
habilitada no
serviço
domestico,
que
seja
aceiada
e
de maior
idade,
que
saiba
cosinhar
perfeilamente,
e
que
dê
abono á sua capacidade.
Tendo
todas
estas
condições,
jnão
ha
duvida
al
guma
em
ser
remunerada
por
tudo.
(461)
VENDA
DE
QUINTA.
Na
freguezia
de
S. Mamede
d
’Éste,
vende-se
uma
quinta
no
valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem
a quizer
comprar,
póde
tractar
do
seu
ajuste
com
o
snr.
Manoel
da
Silva
Rocha,
morador
na antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal,
d
’esla cidade.
(462)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con-
‘
‘
JBs.
struida
de novo,
com
quintal
e
poç
Oi
na
rua da
Ponte
n.°
58
C.
Para
traclar
no
n.°
acima.
(448)
CADELLA
PERDIDA
Perdeu-se
uma
cadellasinha
pequena,
os signaes
são
:
branca
com
as
orelhas
escuras
e
com
uma
pinta
preta
no lombo.
Quem
a
achar
e
a
queira
restituir
pode
a- entregar
no
Café
Águia
<i
’Ouro,
pelo
que
receberá
alviçaras.
A
cadellasinha perdeu-se
sexta-feira.
(454)
MM
TOSB1S.
Os
Rebuçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças tossicolosas.
Caixa 200
reis.—Meia
caixa
100 reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça Municipal. (451)
A
QUEM uONVIER
Quem
precizar
d
’
um
homem,
de
50
an
nos
d
’
idade,
com boa
pratica
de
vender
tabacos,
para
caixeiro
ou
para
tomar
con
ta
d
’alguma
loja,
dirija-se
ao
escriptorio
d
’
este jornal e se
lhe
imformará
a pessoa
que
perlende.
(441)
CIRURGIÃO
DENJTISTT
A
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGl-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
Ma
rua
da
Ponte
casa
n.°
6S
arrenda-se
o
segundo
andar, que se com
põe
de
duas salas e
quatro quartos.
Tem
agua
de
um
poço
no
quintal.
(420)
RAPAZ
PARA
NE6OC1O
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica em
negocio de ferragens,
e
que
não
tenha
menos
de
14
a
15 annos.
Carta
ao
escriptoiio d
’este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F. S.
(433)
Casa
para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua da
Boar
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma rua.
(352)
FILIAL
Dâ
CAIXA
FCOXOY1ICA PENHORISTA
Sociedade
anónima
de responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
5OOi»OO$OOO
RUA NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e
sobre todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—
A.
G.
Ferreirinna.
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
DISCURSO
do
deputado
ffrnneez
catliolieo
O CONDE ALBERTO DE
MUN
Pronunciado
no
encerramento
da
assembleia
geral
dos
nienbros
da obra
dos> círculos
eatholieon
de operários
TRADUZIDO PELO
PADHE BENNA
FREITAS
Dedicado
ás Associações Catholicas do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n’
esta
redacção
por
60
rs.
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da administra
ção
d
’este jornal
e
na
rua Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes
..............
l$500.
:t3:s:BO..a>
Dl RECTO II
GERAL=/.
L.
Carreira
de
Mello
dikector
gerente
-=</
Baplisla
Ferreira.
Este
collegio,
que tantos
créditos
tem
merecido,
e
conservado, contintía
com
in
cessantes
melhoramentos
na
sua
administração economica
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi
convento,
e
não
tem
na
capital
outro
igual,
ap-
plicado ao ensino
particular.
Na
sua restauração,
e
nova
applicação,
temos
gasto
avultadas sommas.
A
regencia
dos
estudos,
está
a
cargo
de
um professor
allemão, auctorisado pe
lo
bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
estão
na
altura
do
credito
do
estabelecimento;
sérios,
instruí
dos
e
dedicados.
Não
só
os preparatórios
para
os estudos
superios;
mas
um
curso
completo
de
commercio e
linguas,
tem
osalumnos
n
’
este
estabelecimento.
O
ensino
pratico das
sciencias
naturaes,
é
auxiliado
com
gabinetes de
phy-
sica
e
chimica
muito desenvolvidos, e
com
excellente
museu
de
historia
natural.
As aulas
de
geographia,
mathematica
e
desenho, devidamente
montadas
A
gymnastica
completa.
E
finalmenie,
o
collegio
possue
todos
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino,
que
devem
fazer parle
integrante
d
’
um
estabelecimento
d
’
esla
ordem.
Os
estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
Os
alumnos teem
quartos
separados. Só
se
recebem
até
um
numero
certo.
Tratamento
excellente.
O
Direclor proprietário.
(44-H-)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
XÂROPE
de
BLAYN
de um gosto
agradivel,
adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores
médicos de Paris; curão os deflussos, gripe,
tosse, dores de garganta
catarrho
pulmonar, irritações do peito, vias urinarias
e da bexiga. Paris’
BLAYN,
Pharmacien h
Paris, 7, rue du Marché
Saint-Honoré. Preços 540 «
810
reis.
Pasta 260 reis.
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias.
etc.
INJECTIO
MUITA
ATTSNÇÁC
Deposito
de
biscoitos de
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
— 1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
peio
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosla
doce
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
d
340
Tosta
azeda
»
190
(581)
0S ÚLTIMOS MOMENTOS
íruí
COHDEMNADO
PELO
R.
P.e MARGHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Traduzido da
19.a
edição
POR
João
Baplisla
da
Silva
Ramos.
Vende-se em
Braga
nas
livrarias
Ca-
tholica
e
Germano, rua
do
Souto.
Preço ....
40
rs.
JOSE
DA
SILVA.
FUNDÃO
Com
loja
ate
fato
feito
68,
Campo de SanCAnna
(lado de
baixo),
68
t
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
gnezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias que
tem
um bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato muito
Uaratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panoo
familiar,
e
meotes,
booets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até 800
;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lha
seja
eucoaimendada,
e prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade do
freguez.
(583)
abaolutemente
-y-.
a
unieaqee eur* eem íhe jwiter
mais nada.Vende- 51
se nas principaos pharmacias do mundo. Exigir a
I
iustruccio
dons».
(34 afios de e*tío.)Plrtj,casad.. !
iav
”
S^ifagcnta.
/5S.
LUbu,
S'BarretoLoreto28 1 30.
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedades bene/tcat,
goza este pro-
ducto
de
alta
e merecida reputaçio. Suaviza e ama
cia a pelle, allivia as irritaçSes
causadas
pelas mu
danças
d» clima, pelos banhos do mar, ImpressSes
deaagradavels
do vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples appllcaçto faz
desapparocer as ra
chaduras
das mSos
e dos beiço
s. Preço
650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado 6 Sabão
latif, que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
doFluide, e um
aroma delicadissimo.PreçoSOO r’.
23, Boulevart
des Capucines, Paris,
De
Fronte da entrada do Grand-Hotel.
Fabricante
de Escova» Inglesas Perfumeria, Loja
i
de
papel.
Objetos de Fantasia,
Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo,
Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto, Lorêto n.°
28
—
30
(26
*)
D0
ALTO
D0UE0
CA8A
VILLA
PDÍJCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—Braga.
N
’
este
armazém se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
D
J>
PD.
190
»
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza........................
210
n
tinto
de meza
fino.
270
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2/
.........................
360
»
j
velho...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
»
Roncão
....................................
700
d
Alvaralhão....................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
50
e
80
,
o
quartilho
luilo,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(
tt
4
s
)
Precisa-ee
de
um caseiro
para
uma
quinta, 5
kilomelros
distante
(Festa
cidade,
que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dons
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
n
’
es-
las
circumstancias
falle coro
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
N.5.
iRUA
DUS.
MARCOS,
;
\
ende
papeis
pinta-
S,
t
dos
para
guarnecer
sallas,
:
lindíssimos
gostos,
a
prin-
&
>
cipiar
em
80
reis
a peça.
Vende
olio,
tintas
e
<
vernizes
para
pinturas
de
i
casas, tudo de
boa
quali-
.
g
dade.e
preços
muito
resu-
(í
midos.
'
•jg
Vende
cimento
roma-
g
$
no
para
vedar
aguas,
ges-
J
fâ
so
para
estuques
de
ca-
í
h
sas,
tudo
de
primeira
qua-
|
&
L1VÍRRIA D tLí.EMO
CHUIDRON
BRAGA
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publicações
(OPRAS
COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Hisloria
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da 6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.
vol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
iraduc-
ção
do padre
Mesquita
Pimentel
1
vol..................................................... 1$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
2$
100
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol. br.
500
cart................................................... ,$600
Ancora
de
Salvação,
1
vol.
br.
500
cart...............................................
^600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
........................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
Ca
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios do
seu
emprego
M
ichbl
, pharma-
ceutico
em Aix (na
Provença) França. —
Preço
1,000
reis.—Em
Lisboa
o snr Barreto,
Lcreto,
n 0 28 — 30.(25)
SEBIÕ1S
Em
manuscripto
e
sobre qualquer
as
sumpto 1$300
reis
por
cada
uin.
Por
cada
collecção
de
doze
13$500
reis.
Quem
pretender
dirija se
a
Ayres
Pa
checo,
no
Seminário
de
Lamego.
Precisa-se
de
pessoa
habilitada
em
es-
cripluração
commercial
;
quem
se
achar
n
’
essas condições,
póde dirigir-se
a
João
da Costa
Palmeira,
n
’
esta
cidade.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
