comerciominho_27091877_693.xml
- conteúdo
-
FOILISA COMMISnCIAI», REMGIOSA
'BS IW C» rJE'S
E
O SB A..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA NOVA
N.°
3
E
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
AO
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS, QL1NTAS E SÀBBÀDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
.........................
»
sendo
duas
assignaturas
3|600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3£>600
Folha
avulso...............................
N.°
693
B56AGA
—
ÇUI
l
¥TA-FEIÍK
®? »E
«ETKUBRO
»E
3
A
verdade.
Não
será
por certo
para
estranhar que
o
«Commercio do Minho»,
como
jornal
religioso,
venha
lambem emittir a
sua
opinião
franca
e
sincera
sobre
uma
ques
tão,
que
ahi
lem
recentemente
occupado
alguns
dos
nossos
collegas.
Entendemos
pois
que
todo
o
liei
está
obrigado
a
respeitar
prolundamente aquel
les
—
a
quem
o
Espirito
Santo
estabeleceu
Bispos
ou
Vigários,
para
governarem
a
Egreja
de Deus, adquirida
com Seu
San
gue.
Mas
tal
submissão,
tal
respeito
não
podem
impor
absoluto
silencio
ao
reba
nho
deante
da
prevaricação,
do
êrro,
ou
mesmo
da negligencia
dos
pastores.
A
queixa,
a advertência,
mesmo a
repre-
hensão
respeitosa
do
inferior
para
com
o
superior
jámais
foi
tida
como
um cri
me;
antes
muitas
vezes,
se
é o
zèlo
pelo
bem
commum
que
a
inspira,
póde
ser
considerada
como
uma
virtude.
S.
Vicente
Ferrer não
passava
de um
simples frade;
e
todavia,
condoído
dos
escândalos,
que
via
no
seu tempo
na
alta
jerarchia
da
Egreja,
não
duvidou
dirigir
aos
prelados
estas
severas
palavras,
com
as
quaes
de
certo
não
cuidou
transgredir
os
deveres
de
súbdito,
e
os preceitos
da
disciplina ecclesiastica.
«São
altivos
—
dizia
elle,
desenhando o
quadro
dos prelados
do
seu
tempo
—
,
são
cortezãos vaidosos,
amigos
do
luxo,
e
onzeneiros;
medem
a
fé
peia bitola
das
cousas
terrestres,
e
accommodam-na
ás
suas
rendas.
Cuidam
pouco
das
suas
egre-
ias;
raras
vezes
apparecem
entre
os
que
dão pouco;
não leem
amor
de
Deus
nem
castidade;
a
missa e
a
predica
é
aquillo
de
que
menos
se
occupam.
Sua
vida
in
teira
não
passa
de
um
escândalo».
Ora
se nós hoje
dizemos
muito
menos
aos
nossos
pastores
(porque
em
verdade
seria
calumnial-os
se lhes
disséssemos
tanto
•
se
nos
limitamos
apenas
a
estra
nhar
o
seu
silencio
e
a
sua
fraqueza
diante
dos
repetidos abusos,
invasões
e
infraeções
dos
direitos
da Egreja
pelos
poderes
mundanos,
quem
poderá
arguir-
nos
por
isso, e
alcunhar-nos
de
menos
respeitosos
para
com
os
nossos
superio
res?
Resta
apenas
saber
se
são
infundadas
as
nossas
queixas;
se
somos
injustos
nas
nossas
censuras.
A
resposta
deixamol-a
á
consciência
intima
dos
nossos
accusadores,
e
alé á
dos
proprios
prelados,
a
quem
havemos
respeitosamente
censurado.
Ha
poucos
dias
dizia
um
correspondente
extrangeiro
de
um
jornal,
que
mais
ha
estranhado
as
censuras
dirigidas
ao epis
copado
portuguez
por
alguns
jornaes
ca-
tholicos:
«Os
prelados
inglezes
nao
reluzem
o
seu
ministério
ao
inglorio
expediente
de
despachar
petições
e ordenai
cousas
miú
das;
elies trabalham assiduamente,
pré-
gam,
escrevem,
doutrinam,
imploram,
e
(iualmeute
elevam-se
á
altura
do
seu
sa
cerdócio
e
missão,
que
é
grandiosa,
mas
dillicil
e
repleta
de
liscos
e
dissabores».
O/a,
em
verdade,
poderemos
nós
di
zer
outro
tanto
dos
bispos
portuguezes,
salvas
sempre
algumas
honrosas,
mas
m-
feiizmeute,
raras
excepçôes?
E
quando
vemos
na
Inglaterra,
na
França,
na
Hespanha,
na Ítalia,
na
Al-
lemanha.
por
toda
a
parte,
um episcopa
do
digníssimo,
pugnando inueUsso
pelos
interesses
da
Egreja
—
que
são
os interes
ses
da
humanidade
—
arrostando
com
as
doente,
sabemos
que
este
se
acha
livre
de
perigo,
mas
ainda
impossibilitado,
por
algumas
semanas,
para
dar-se
aos
traba
lhos
de
que
está
incumbido.
Fazemos
votos
ao
céo
para
que
o
nosso
anngo
e
compralriota
se
restabeleça
em
breve, e
que
brevemente
lambem tenha
mos
o
gosto
de
o
ver
e
abraçar.
AMH«*ltu.—
Ha
dias
alguns
ratoneiros
tentaram
assaltar
a
casa
do
snr.
Paulo
Alão, á
entrada
da
rua
da
Cruz
de
Pedra.
Ao
peneirarem
no
jardim
foram
presen-
tidos,
—o
que
lhes
foi
aimunciado
por
um
tiro,
—e
porisso
largaram
terra precipi
ladamenle.
Aviso
a
policia.
Crime horroroso.
—
Foram
prezas
duas
mulheres
da
freguezia
de
Figueiredo,
a
pouca
distancia
d
’
esta
cidade,
que
lan
çaram
deuiro d
’
uma nora
uma
creança
recem-nascida,
a qu
d
ainda
foi
tirada
viva
e
deu
entrada
no
Hospital.
Falleeiiuento.
—
Contando
já
a
avan
çada
edade
de
80
annos,
finou
se
anle-
honlem
o
revd.0
fr.
Francisco
de Freitas,
egresso
do Carmo.
Hospede
illustre.
—
Esteve
ha
dias
nesta
cidade
com
sua
exc.
nia
familia
o
snr.
Duarte
de
Alarcão,
da
quinta
das
Lagrimas,
de
Coimbra,
e
um
dos
redaclo-
res
do
Archivo
bibliographico.
l*rit»õcn.
—
Na
segunda-feira
deram en
trada
nas
cadeias
d
’
esta
cidade
Maria
José,
por
crime
de
furto,
e
um
creado
da
Com
panhia
Viação do
Minho,
por desordem.
Eadrõeis.
—
Na
tarde
de
21,
e
com
alto
sol,
foi
roubado
no
valor
excedente
a
40^000
reis,
em
objectos
de
oiro
e
di
nheiro,
o
lavrador
Francisco
Pinto,
do
logar
da
Gandra
na
freguesia
de Ferrei
ros.
que
com
sua
mulher
e
creado
an
davam
trabalhando
no campo
a
pequena
distancia
da
casa.
Os
ladrões
entraram
por
uma
janella sobranceira
a
uma
latada,
e
preparavam
uma
limpesa
geral,
para
o
que
tinham
estendido
no pavimento
o
capote
da
roubada,
no
qual já
haviam
ajuntado
doze
lençoes
novos
de
linho, muitos guar
danapos,
e
mais
roupa
branca
e
de
cor,
quando
alguns
visinhos
se aproximaram
da
casa
para
amimarem
um
filhinho
dos
roubados
que
vagia
no
terreiro
da
mesma.
Com
a
chegada
d’
estes,
os
ladrões
evadi
ram-se, deixando aquelles
objectos,
e
fi
cando
o
roubo
limitado
a
um
cordão
de
oiro,
uns
brincos
lambem
de
oiro e
algum
dinheiro,
tudo
no
valor
acima
adudido.
—
No
dia
seguinte
o
snr.
Diogo,
la
vrador
proprietário
da
mesma
freguesia,
que
andava
desconfiado
de
que
lhe
fur
tavam
de
casa
dos
inícios
que
ia
colhendo,
chamou um
rapaz,
seu
serviçal,
e
deante
d
’
um
cabo de
policia e
do regedor
sub
stituto
o
interrogou
ácerca
dos
objectos
que
o
mesmo
rapaz
lhe
tinha
sublrahido.
Vendo
que
tudo
estava
descubérto,
o
ra
paz declarou
que=só
havia
tirado
cinco
molhos
de
feijão
e
dons
cestos
d
’espigas
de
milho,
e
que
tudo
entregara
ao
visi-
nfio
Cláudio,
o
qual
lhe
havia
diclo
que
tirasse
ao
amo
tudo
o
que
podesse,
e
Ih
o
entregasse ás
occultas,
que
depois lhe
paga
ria bem.=
O
rapaz
foi
preso
depois
d
esta
decla
ração; mas
foi
logo
solto,
porque o
amo
lhe
perdoou,
despedindo-o
do
seu
ser
viço.
Pedimos
ao
exc.mo
administrador
do
concelho
que
haja por bem
proceder,
como
é
de
justiça,
contra
o
tal Cláudio, pois,
segundo
informações
que
lemos
por
n-
dedignas,
não
é
esta
a
unica das
gentile-
sas
d
’
aquelle
indivíduo.
Bwas»p<s»os«».
—
O
custo
do
novo
palacio
da
justiça
em
Melbourne
(A
ustralia)
está orçado
em
1.
12o.0U0$'Ju.
E’ construído
no eslylo
italiano.
iras
dos
poderes da
terra em
defeza
dos
princípios
e
dos direitos
da sociedade
ca
lholica,
guardando
firmes o
nobilíssimo,
mas arriscadíssimo
posto,
que
lhes
con
fiou
o
Espirito
Santo,
como
sentinellas
vigilantes
da
casa
dTsrael;—quando
vemos
tudo
isto
lá
por
fóra,
e
olhando
depois
para
a
nossa terra,
só
aqui
vemos
debi
lidades,
silencio,
contemporisações
e
con
descendências
com
um
governo
manifes-
tamente
hostil
ao
calholicismo,
poderemos
conservar-nos
calados,
impassíveis,
sem
que
do
coração
nos
saia
um
suspiro
de
dôr,
e
nos
escape
dos lábios
um
brado
de
desgosto,
de
queixa,
e
alé
de
indigna
ção
e
de
amarga
censura?
Respondam-nos
a
isto,
se
podem.
Mal
digam
o
nosso
zêlo,
se
se
airevem
a
tan
to;
mas
hão
de
concordar
que
lemos
so
beja
razão.
Ainda
não
ha
muitos
annos
que
um
diplomata
extrangeiro,
pintando,
em
con
fidencia intima, ao
seu governo
o
estado
religioso
de
Portugal, dizia
entre
outras
cousas
o
seguinte:
«Um
clero,
que
faz
vergonha,
pobre,
ignorante,
sem
acção,
sem prestigio,
sem
aucloridade....
um
episcopado nullo,
sem
a
predica
da
palavra
nem
do exemplo...
tal
é
o
paiz
(Portugal)
salvas
sempre,
como
é
natural,
algumas
excepçôes
nas
classes
elevadas,
ou
nas
inferiores....»
Coram
nos as
faces
de
pejo
de
que
isto
se
possa
dizer
embora
com
alguma
exaggeração)
da
terra,
que
produzira
ou-
lr
’ora
os
Bartholomeu
dos
Marlyres,
os
Gaspar
do
Cazal.
os
Vieiras,
os
Foreiros,
os
Paivas
d’
Andrade,
e
tantos
outros
mem
bros
illustres
do
aho
e
baixo clero,
que
encheram
a
Europa
com
o
brado
do
seu
saber,
do
seu
zêlo
pastoral
e
das
suas
virtudes.
E
se
nós
com
as
nossas
advertências,
com
as
nossas
queixas,
com
as
nossas
censuras
mesmo,
conseguirmos
acordar
os
que
dormem,
instigar
os
tibios, animar
os fracos,
e arrancar
o
episcopado
por
tuguez
d’
este
estado
de
apathia,
diremos
quasi
que
de
imhfferença,
que alé
hoje
lem
mostrado
no
meio
da
lucta
gerai,
que
a
Egreja é
hoje
forçada
a
sustentar
por toda
a parte
contra
os
seus
adver
sários
mais
encarniçados, entrincheirados
nas
mais
alias regiões
do poder,
na tri
buna
e
na
imprensa;
se
tão
satisfaclorio
resultado
podér
ser
concedido ao
nosso
zêlo,
embora
um
pouco excessivo; mas
não por
certo
inopportuno
^quem se
atre
verá
a reprehender-nos
por
isso,
a
lan
çar-nos
em
rosto
e
a
maldizer
a
nossa
ousadia,
a
não
serem
aquelles,
que
lu
cram
com
a
geral
indifferença,
ou
que,
comprehendidos
na censura, aborrecem
por
isso
mesmo
os
censores,
que
os ful
minam
7
A
obediência
e
o
respeito
aos
supe
riores
não
podem
fazer
calar
absulu
a-
mente
nos
súbditos
o zêlo
pelo bem
pu
blico;
e
se
este
ás
vezes
se
excede,
pro
vocado
pela
negligencia
tio
cumprimento
de
deveres
sagrados,
é
desculpável
nos
seus
extremos,
quando
estes
não
degene
ram
em desconsideração
e
insulto.
D. M.
S.
UZITHÍA
iioençét.
—
O
nosso
amigo
o
snr.
An-
tenio
Braz,
lem,
desde
o
principio d’
este
mez, estado
doente
com
um
tumor,
peio
que
soíireu
uma
operação
no
dia
14,
a
qual
deu
o
melhor
resmtado.
1
Dor
carta
que
recebemos
de
Roma,
escripta
em
16
por
um
amigo do
illustre
iffiuvimento
do 22
capital
de
S.
jSarcoa.
—
Doentes
ex
istenles
em
16
de
setembro:
82
homens
e
87
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
18
homens
e
16
mulheres.
Sahiram:
21
homens
e
17
mulheres.
Falleceram:
1
homem
e
4
mulheres.
Ficaram
em tratam
ento
em
22
de
setem
bro:
78
homens
e
82
mulheres.
Leão
de
pedra.
—
Está-se
construin
do
na
barreira
da
Gileppe
(Bélgica)
um
leão de pedra,
cujas
dimensões
collossaes
são
as
seguintes:
o
leão
será
formado de
203
pedras
enormes,
que pesarão
termo
médio
dois
a tres
mil
kilogrammas
cada
uma
Terá
de
altura 12'“
,50
e
de
com
primento
16
melros
proximamente.
Collocado
sobre
um
pedestal
de
gra
nito
de
8
melros
de elevação no alto
da
barreira,
este
leão monumental dominará
o
valle
de
Gileppe.
As
palas
do
leão
medirão
l
m
,40
de
largo,
e
os
olhos
0'
“
,40
de diâmetro.
Em-
tim,
delraz
de
cada
garra
póde occuhar-
se
perfeitamente
um
homem
Ponte
destruída.-A
grande
ponte
de
Omaha,
no
Nebraska (Eslados-Unidos),
que
media
2:800
pés de extensão, acaba
de
ser
destruída
por
um cyclone.
Na
manhã
do
succeSso.
ouvira-se
um
ruido
surdo que pai tia do
lado
do
norte.
Cessára
uma
brisa
intensa
que
soprava
durante
a
noite,
mas
pouco
a
pouco
o
ruido
foi
atigmenlando,
obscurecendo-se
o
céo.
De
repente
ouviu
se
um
espantoso
estalido.
O
cyclone,
encontrando no
seu
curso
furioso
a
ponte
de
Omaha,
demo
liu-a
em
um
segundo
Ascolumnas
de ferro macisso que
for
mavam
os pilares ficaram
torcidas
como
se
tossem
tenues
palhas.
ConeureioB.
—
O -Diário»
de
21
pu
blica
aviso
declarando
aberto
concurso
para
provimento
das seguinte
egreja
‘
s:
Santo
Aleixo
(Santo
Aleixo),
concelho
de
Moura,
diocese
de
Beja
Daião
(S. Pedro),
concelho
de Vianna
do
Castello,
diocese de
Braga.
Leoml
(S.
Thiago),
concelho
de
Moi-
menta
da Beira, diocese
de
Lamego.
Parada
(S.
Pedro Fins),
concelho
de
Coura,
diocese
de
Braga.
Pera
do
Moço
(S.
João
Baplista),
concelho
da
Guarda,
diocese
da
Guarda.
Torrão
(Nossa
Senhora
do
Bom
Suc-
cesso;,
conceiho
de
Alcácer
do
Sal,
dio
cese
de
Beja.
Villar
de
Ossos
(S.
Cyprião)
concelho
de
Vinhaes,
diocese
de
Bragança.
Também
declara
aberto
concurso
pelo
praso
de
sessenta
dias,
para
provimento
das egrejas
parochiaes
dos
Santos
Beis
Magos
dos
Fenaes
da
Vera
Cruz,
do
con
celho
da
Ribeira
Grande
(ilha
de
S.
Mi
guel),
diocese
de
Angra,
e
Nossa
Senho
ra
da Assumpção
da
Villa
do
Porto,
con
celho
da
Villa
do
Porto
(ilha
de
Santa
Maria),
diose
de
Angra.
Conversão.
—
O
íilho do
príncipe
Odescaichi, que
foi
o
primeiro
a
plantar
a
bandeira
das
tres
cores
na
parle
dos
Estados Pontifícios,
invadidos
em
1870;
aquelle,
então,
degenerado
filho
dos
seus
respeitáveis
paes, ainda
vivos,
obtere
a
graça
da
sua
conversão
e
depois,
para
desaggràvar
a
Divindade, entrou
na
ordem
dos
religiosos
Trapi-tas,
o
que
valeu
aos
revolucionários
o
dizerem,
que este
con
vertido
tinha
perdido
a
razão.
89®BgH-<»çta.
—Dizem
de Gonlinhães:
No
caminho de
f< rro.
ifurna
pedreira,
no
sitio
de
Modello,
deu-se
mais outra
desgraça.
Uma
pedia
grande
rolou por
cirna
d
uma
muiher
nova
d aquella fre
guesia,
matando
a quasi
instantanea
mente.
Aquelle
sitio
fica
bem
assigualado
pelas
desgraças
que
alli
teem
occorrido.
Parece
sitio
amaldiçoado,
e a
gente
supersticiosa
quer
dizer
que
<> é
eífecti
vatnente
pelas
blasphemias d
’
a!guem
por
alli
proferi
das
Autliencin
Bolemii*.
—
Pelo
«Osser-
valore
romano»
lereis
visto
os
detalhes
da
audiência
solemne
concedida,
no
dia
da
Natividade
da Virgem,
aos
Angevinos,
e
a
«Voce
delia
Veritá»
vos
daria
esta
manhã
uma traducção
da
resposta
do
Papa,
resposta
sublime,
onde
brilha
em
traços
cominevedores
a
ternura
de
Pio IX
pela
França.
Depois
da
audiência
solemne,
os
pere
grinos
são
recebidos
por
grupos
todos
os
(lias
ao
meio
dia.
Elles
podem
contemplar
o
hanto
Padre,
ouvir
suas
palavras
bené
volas,
e
beijar
suas mãos.
Esta
tarde, M.
Maurício
de
Montergon,
organisador
e
pre
sidente
leigo da peregrinação,
acompa
nhará,
M.
o
cura de
Baugé. director
ec-
clesiastico,
ao
Vaticano,
onde
Sua Santi
dade
lhes concederá
alguns
momentos
de
conversação.
Uma
piedosa
obreira
de
Lannion.
da
qual
os
anjos
sabem
o
nome, veio de
Brel-nha
a
Roma
a
pé. Tendo
chegado
por
alt
t
noite
extenuada
pela
fadiga,
não
sabia
para
onde
ir Dous
soldados italia
nos,
tendo
pena
delia con
luziram-na
ao
hotel
dos
peregrinos
de
Santa
Chiara,
junto
ao
seminário
francez. Um
dos
soldados
quiz
até
carregar
com
o
saco
da
pobre pere
grina...
ha
valentes
e
generosos
rapazes
n’
este
pobre
e
desgraçado
exercito ita
liano
Mas o
hotel
estava
cheio;
não
ha
via
mais
nenhum
quarto.
A
obreira
quiz
fallar
ao
dono
da
casa,
excellenle
chris-
tão
e a mais
d
’
isso
Breton.
Como
havia
elle
de
fechar
a porta
a
uma
Bretona,
que
lhe
pedia
a
hospitalidade
em
breton.
Fizeram-lhe
uma
boa
cama n
’
uma
sala,
e
no
dia
seguinte
a
pobre
peregrina
eslava
na
presença
do
Papa.
Os
seus compatriotas
prestaram
lhe
to
dos os
cuidados.
M.
e
Madame
Montergon
honraram-se
com
a
sua
companhia
e
dis
seram lhe: só
nos
deixareis
de
volta
a
Anjou.
Ella
jantou
e
visitou
a cidade
e
seus
sanctuarios
com elles.
Kspaniess
—
Escrevem
de
Berne,
em
18:
Acaba de
se
produzir
um
espantoso
desastre
em
Airolo
(Tessin).
Esta
pequena
cidade,
quasi
ignorada
(estação
do
Gothard)
conta
3
ou
4000
habitantes
a
maior
parte
empregados
nos
trabalhos
de
perfuração.
Hontem,
pelas
tres
horas
da
tarde,
o
fogo
rebentava
n
’
uma
casa d
’operarios; um
vento
violento
soprava
do
norte,
e.
pouco
depois,
a
cidade
estava
abrazada.
As
bom-
bas
acudiram
de
todos
os
lados.
Durante
toda
a
tarde,
trabalhou-se,
mas
o
fogo
ganhava
sempre
terreno.
A
’
s
oito
horas
a
cidade
estava
em
chammas;
um
immenso
clarão
esclarecia
as montanhas circumvisi-
nhas;
2000
pesoas
acampam
nos
campos.
0
conselho
federal
estabelen
uma
compa
nhia
de sapadores
que
partirá
immedia-
mente
para
ajudar
a
desobstruir
a
cidade
e
a
construir
barracas.
E
’
uma
dupla ca
lamidade,
aítendendo
a
que os
trabalhos
do
Gothard
serão forçosamente
interrom
pidos.
Um
outro
incêndio
que
rebentou
em
Marchissy,
ao
pé
do
Jura,
destruiu 22
casas.
Naufragio.—
De
Diu
dão ao
d),
de
Noticias»
conta
do
naufrágio
da
galera
«Feronis»,
procedente
de Bombaim,
a
qual
encalhou
nos
bancos da outra
banda
do
castello.
O
respectivo
governador
en
viou
algumas
lanchas
para
virem
em
au
xilio
do navio,
mas
estas
não
puderam
aproximar-se
em
consequência
da
fúria
das
ondas.
N
’este
sinistro
falleceram
um
irmão
do
capitão
e
dois
marinheiros;
o
resto
da
tripulação
salvou-se,
achando-se
no
hospital
em tratamento dois
marinhei
ros.
Attribue-se
este
sinistro
a
um
tufão
que
sobreveio
n
’
aquellas
paragens
e
qne
não
foi
sentido
na
praça.
Guerra
do Oriente.—
Os
últimos
telegrarnmas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Constantinopla 22
—Mehemet-Alli-Pachá
bateu
hontem
os
russos,
que
perderam
4:000
mortos
e
outros
tantos
feridos.
Paris
23
—
Noticias
de
Berlim
dizem
que
a
conferencia
em
Salzburgo
confirma
o
aceordo
dos
tres
imperadores
e
negam
os
boatos
de mediação.
Paris
24
—
Osman-Pachá
lelegraphou
a
Chefken-Pachá,
annunciando
a
sua
che
gada
a
Plewna
com
um
comboyo
de
munições.
Bucharesl
23
—
Não
é verdadeira
a
no
ticia
de
terem
os turcos
obtido
uma
vi-
ctoria nas
cercanias
de
Biela.
Houve
di
versos
combates
em Czernavoda, mas
os
turcos
foram
repellidos.
Espera-se
um
novo combate. Chevetret-Pachá
chegou
ás
2
horas
a
Plewna;
encontrara-se
com um
destacamento
de
13
batalhões
russos,
que
recuaram.
Paris
24
—
O
«Times»
e a
«Gaseta
da
Colonia»,
referem
a
entrevista do
embai
xador
da
Áustria
com
o
sultão
Abdul
Hamel,
que
mostrou
disposições pacifi
cas.
O
conde
Kichy
aconselhou
modera
ção.
afim
de
dispor
a
Rússia
e Allema-
nha.
Fadou
lambem
na probabilidade
da
mediação
da
Áustria.
Bucharest
23
—
Os
turcos
foram
repel
lidos
em
Czernavoda. perdendo
md
ho
mens.
Um
destacamento
de
cavallaria
russa,
enviado
pela
estrada
de
Sofia
con
tra
os
reforços
turcos,
foi obrigado
a
re
tirar
deante
da
inlanteria
inimiga.
Outro
reconhecimento
dos
russos,
qne
foi
en
viado
em
direcção
de
Pelitch,
encontrou
intrincheirados
dez batalhões
turcos
com
artilheria.
Constantinopla
24
—
Um
telegramma
de
Cheoket
P.achá
annuncia
que
20
bata
lhões
de
infanteria,
e
um
regimento
de
cavallaria
e
duas
baterias,
escoltando
um
comboio
de
viveres
e
munições,
entraram
hontem
em
Plewna depois
de t-rem
batido
as
forças
russas
que pretendiam
impedir-
lhes
a passagem.
Bucharesl
24—Doas
divisões
da
guarda
imperial
russa
acabam?
de
chegar
a
Plewna
em
caminho
para
Bie^a
aliin
de
reforçar
o
exercito
do
czarowilz.
ítlwsísfesss».
—
O «Journel
Ciliciei»
de 19
publica
o
seguinte:
O
marechal
Mac
Mahon,
presidente da
re
publica,
ao
povo francez.
Sois
chamados
a
nomear
os
vossos
representantes
na
camara
dos
deputados.
Não
pretendo
exercer
pressão
alguma
sobre
a
vossa
escolha;
mas
devo
esclarecer
todos
os
equívocos.
Deveis
saber
o que
eu
fiz,
o
que
ten
ciono
fazer,
e
quaes
serão
as
consequências
do
que
vós
mesmos
ides
fazer.
Eis
aqui
o
que eu
fiz:
Tenho
mantido
a
paz
ha
quatro
annos.
e
a
confiança
pessoal,
com que me
hon
ram
os soberanos
estrangeiros,
me
tem
permiltido
tornar
cada
dia
mais
cordeaes
nossas
relações
com
todas
as
potências.
No
interior
não
tem
a ordem
sido
perturba
da,
nem
por
nm
instante.
Graças
a
uma
política
de
concordia
que
chamava
em
torno
de
mim
todos
os
homens que
sobretudo
eram
dedicados
ao
paiz.
a
prosperidade
publica,
um
instante
sustida
pelas
nossas
desgraças,
seguiu no
vamente
o seu
curso. A
riqueza
geral,
apesar
de
nossos
pesados encargos,
tem
augmenlado.
O credito
publico
tein-se
fir
mado.
A
França,
pacifica e
cheia
de confiança,
tem
visto
o
seu
exercito
sempre
digno
d
’
ella,
reconstituído
sobre
novas bazes.
Mas
tudo
isto
estava
ameaçrdo,
tudo
estava
a ponto
de
ser
compromeltido.
A
camara
dos
deputados,
subtraindo-
se
cada
vez
mais
á
direcção
dos
homens
moderados,
e
dominada
cada
vez
mais
pelos
chefes
reconhecidos do radicalismo,
tinha
chegado
a
ponto
de
desconhecer
a
parte
da
anctoridade
que
me pertence,
e
que
en
não
podia
deixar
cercear sem
com-
prometter
ante
vós e
ante
a historia
a
honra
do meu nome
Contestando ao
mes
mo
tempo
a
influencia
legitima
do
Sena
do,
ella
tendia
a
nada
menos
que
a sub
stituir
ao
equilíbrio dos
poderes
estabele
cidos
pela
constituição,
o
despotismo
de
uma
nova
Convenção.
Não
podia
pois
hesitai
’
Usando
do
meu
direito constitucional,
e
conformando-me
com
o
parecer
do
Se
nado,
dissolvi
a
camara
dos
deputados
Agora
compete-vos fallar.
Dizem-vos
que
eu quero
destruir
a
republica.
Não
os
acrediteis.
A’
Constituição
está
confiada á minha
guarda.
Eu
a
farei
respeitar.
O
que
eu
espero
de
vós,
é
a
eleição
de uma
camara
que,
elevando-se
acima
dos
interesses
partidários,
se
preoccupe
sobretudo
dos interesses
do
paiz
Nas
ultimas
eleições
abusou-se
do
meu
nome.
D
’
aquelles
que se
diziam meus
amigos,
muitos
jamais cessaram
de
me
combater.
Ainda
hoje
não
falta
quem
vos
falle
de
dedicação
á
minha
pessoa,
dizen
do
que
atacam
apenas
os
meus
minis
tros.
Não
vos
deixeis
illudir
por
este
arti
ficio.
Para o
destruir,
o
meu governo
vos
designará
quaes
são
aquelles
dos
candida
tos
que se pódem
auclorisar
com
o
meu
nome.
Vós
pezareis
maduramente
o
alcance
dos vossos
votos-.
As
eleições
favoráveis
á
minha política
facilitarão
a
marcha
regular
do
governo
existente;
firmarão
o
principio
da
ancto
ridade,
minado
pela
demagogia;
assegurarão
a
ordem
e
a
paz.
Umas
eleições
hostis aggravariam
o
conflicto
entre os poderes públicos;
crea-
riam
obstáculos
ao
andamento
dos
ne
gócios;
entreteriam
a
agitação,
e
a
Fran
ça,
no
meio d’
estas
novas
complicações,
seria para
a Europa
um
objecto
de
des
confiança.
Emqnanlo
a
mim,
estae
certos,
qne
não
hesitarei,
os
meus
deveres
augmenta-
riam
na
proporção
do
perigo:
nem
obe
deceria
ás intimações
da
demagogia;
nem
poderia
tornar-me
instrumento
do
radica
lismo, ou
abandonar
o
posto
em
que a
constituição
me
collocou.
Conservar-me-hei
para
defender,
com
o apoio
do
Senado,
os
interesses
conser
vadores
e
para
proteger energicamente
os
funccionarios
fieis
qne, em
um
mo
mento
diflicil,
se
não
tenham
deixado in
timidar
por
vãs
ameaças.
Francezes
!
Espero
com
plena
confiança
a
manifes
tação
dos
vossos
sentimentos.
Depois
de
tantas
provas,
a
França
quer
a estabilidade,
a ordem,
a
paz.
Com
a
ajuda
de
Deus,
nós
lhe
asse
guraremos
estes
bens.
Vós
attendereis
á
palavra
de
um
soldado qtie
não
serve
ne
nhum
partido,
nenhuma
paixão
revolucio
naria
ou
.retrograda,
e
que
só
é
guiado
pelo
amor
da
palria.
Feita
em
Paris aos
19
de
setembro
de
1877.
O presidente
da republica
marechal
de
Mac
Mahon,
duque
de
Magenta.
O
ministro
do
interior
De Fourton.
K
>
rofu;edida(ie
do Oeeano
At
lantic».
—A
maior
profundidade do
Ocea
no Atlântico,
que
se
tem reconhecido
até
hoje,
é
de
36° e 60
de
longitude
de
Gre-
enwich.
A
sonda
gastou
nove
horas
e
13
mi
nutos.
em
descer
e
deu
uma profundida
de
13:000
metros.
Até
aqui
a
maior
pro
fundidade
conhecida
era
de
7:500
me
tros.
Flwnomrno
curiono.
—
O
«Cour-
rier
du
Havre»
falia
d
’
um
phenomeno que
se
produziu
n’
aquella
cidade
no dia
8
á
noute.
Destacou-se
d
’um floco
de
nuvens
uma
certa
quantidade
de vapor
que
pou
co a
ponco
se
foi
estendendo
e
formou
um
circulo perfeito.
A
’
medida
que este
phenome
celeste
augmenlava,
tornava-se
cada
vez mais
transparente
e
luminoso.
A
primeira
fórma figurava
uma
corôa de
neve;
a
segunda a
uma
corôa
de
flores
brancas;
finalmente
a
ultima
representava
uma
aureola
perfeita.
Este
phenomeno
passou
do
sud-oeste
ao
nord-este
e
desap-
pareceu
no
espaço.
Na mesma
noute,
pelas
dez
horas,
uma
aurora
boreal
se
produziu.
Um
grande
numero
de
pessoas
julgavam qne um incêndio'acabava
de
re
bentar
na
parte
norte,
tanto
o ceu
pare
cia
em
fogo.
Ktndos
inte.rrissantes.
—
Na 5.
a
edição
do
seu
livro
sobre
a
política
da
Inglaterra no
Oriente,
o
barão Henrique
de
Worms
fornece
alguns
dados
interes
santes.
Um d
’
elles,
por exemplo, é
a
esta
tística
da
população
do
império
ottoma
no
que,
mellendo
em
linha
de
conta
os
estados
tributários,
se
eleva
a 13
milhões
de
turcos,
milhão
e
meio
de
arabes,
600:000
turcomanos,
zíngaros
e tartaros,
5
milhões
e
123:000
romanios, dois
mi
lhões
de
gregos,
3
milhões
de
servios
e
4
milhões
e
800:000
búlgaros.
700:000
servios
e
800:000
búlgaros
professam
a
religião
mahometana.
Exis
tem
na
servia
450:000
calhohcos
roma
nos;
além
<J
’
elles,
são
lambem
catholicos
100:000
albanezes.
Com
os
estados
tributários,
o
total
da
população
attinge
53:092:060
almas;
to
davia
é
preciso
notarmos
que
n
’esse
nu
mero
se
contam
quasi
11
milhões
de
nu-
bianos,
5
milhões
de
egypcios,
e mais
de
8
miihões
de
servios
e
romanios.
Caldos
<!e
Viseíla.
—
A direcção
da
companhia
das
caídas
de
Visella
já
tem
em
seu
poder
o
resultado
dos estudos
do
distincto
chimico,
o
snr.
Agostinho
Vi
cente
Lonrenço
ácerca
da
composição
das
aguas
d
’
aquellas
notáveis
thermas.
A
lei
natural
deduzida da
côr
doa
ovo«.
—
Nâ
classe
dos
passarinhos,
diz
Chateaubnand,
os
ovos
são
de ordi
nário
pintados
d
’uma
das
dôres
dominan
tes
do
macho.
O
pisco
aninha
nos
espinheiros,
grose-
Iheiros,
e
moutas
de
nossos
jardins;
seus
ovos
são
de
azul
de
lousa
ou
ardósia, co
mo
a
fita
de
seu
dorso. Lembra-nos
ter
achado
um d’
estes
ninhos
n
’
um
rosal;
parecia
uma
madrepérola
4:om
quatro pé
rolas
azuladas;
pendia por
cima
uma
ro
sa,
toda rociada;
o
pisco
pae
mantinha
se
immovel
n
’
iitn
proximo
arbusto,
como
uma
ílôr
de
purpura
azul;
estes
objectos
refle-
cliam-se na
agua
d
’um
pégo,
sombreado
por
uma
nogueira
annosa,
que
era o
pan-
no
de fundo da
scena,
no
momento
em
que
para
além
d
’
ella
surgia
a
aurora.
Deus
uos apresentou
n
’
e.ste
pequeno
quadro
uma
ideia
das graças
de
que
adornou
a
natu
reza.
Entre
os
voláteis
de maior
corpo,
va
ria
a
lei
da
côr
dos
ovos;
tem
harmonias
mais
graves
em
rasão
do indivíduo
mais
vigoroso
a
que
se
refere.
Suspeitamos
que,
em
geral,
é
branco
o
ovo
das
aves,
que
não
acasalam
par
a
par,
e
d
’aqoellas que
não
tem
côr
de
plumagem
fixa
nara
a
especie
:
nas
clas
ses
aquateis
e
floreslaes,
que
fazem
seus
ninhos,
umas
nos
mares,
outras
nos
ci
mos das
arvores
altas,
o
ovo
é
pelo
coin-
mnm
de
côr
verde
tirante
a
azul,
e
para
assim
dizer tinto dos
elementos que
o
rodeiam.
Certas
que
se aquerlellam
nas ruinas
de
torres elevadas,
ou
em
campanarios
abandonados,
põem
os
ovos
verdes
como
as
heras,
ou
ruivos
como
as
alvenarias
velhas
em
que
habitam.
Portanto
é lei
que
póde
passar
por
constante,
que o
passaro
ostenta
nos
ovos
a
libré
da
época
de
seus
amores e
o
symbolo
de
seus
costumes
e
destinos.
Póde-se,
ao
simples
aspecto
d
’
esse
mo
numento frágil,
declarar,
o
povo
a que
pertenceu,
o
como
vestia,
e
quaes
seus
hábitos
e
inclinações:
se
passava
os
dias
em
perigo
sobre
o
oceano, ou
se
mais
feliz,
desfrutava
a vida
campesina, se
era
civilisado
ou
selvagem,
habitantes das
ser
ras, ou
dos
valles.
O
antiquário
dos
bosques
progride com
menos equivoca
sciencia
que
o
antiquá
rio
das
cidades:
o
carvalho
desfolhado,
com
todos
os
seus
musgos, declara
mui
to
melhor
quem
o
fez
crescer
do
que
uma
columna
arruinada
indica
o
archiiecto
que
a inaugurou.
Os
túmidos,
entre os homens, são as
folhas
da
sua
historia;
a
natureza,
ao
con
trario,
só
imprime
sobre
paginas da
vida;
não
ha mister
granito,
nem
mármore,
pa
ra
elernisar
o
qne
escreve:
o
tempo
roeu
os
fastos
dos
reis
de Memphins
em
uma
das
suas
pyramides fúnebres;
mas quem
apagará
uma
só lettra da
historia
que
a
ibis
(1)
egypciaca
traz estampada
na
cas
ca
de
seus
ovos?...
(1)
A
ibis
é
pouco
menor
que
a
ce
gonha;
tanto
a
veneravam
os
egypcios,
pela
destruição
que
fazia
nos
reptis,
que
lhe
embalsamavam
o
cadaver,
e
a
sua iuía-
gem nos jerogliphicos
designava
o
Egypto:
ainda
hoje lhe
chamam
a ave de
Pha-
raó.
6’
eíxe
|»hen«stenal
—Urna
das
em
barcações
de
Fecampo,
destinadas
á
pes
ca
d
’
oslras,
conseguiu
apoderar-se,
não
ha
muitos
dias,
d
’
um
peixe
phenomenal
que
tem
chamado
a
attenção d’
aquelle
povo.
U
peixe
foi
exposto
ao publico
pelos ma
rinheiros mediante
cinco
cêntimos
de
en
trada.
E
’
verdadeiramente notável
por
sua
fórma
extranha
e
original.
Os
naturalistas
chamam-lhe
trelodon
luna;
por
seu con
junto
póde
comparar-se
a
um
disco,
e
sua
superfície,
quasi
circular, despede
uma
luz
esbranquiçada,
muito parecida
á
da
lua.
Encontra-se
com
frequência
no Mediter
râneo
e
habita
também
no
Oceano,
em
cujas
latitudes
se
pesca desde o
Cabo
da
Boa
Esperança
asé
á
extremidade
septen-
trional
do
mar
do
Norte.
A
especie
é
muito
phosphorescente. Lacepede,
referin
do-se
ao
trelodon
luna,
diz
que
os
qne
se
aproximam
em
meio
das
trevas
das bor
das do
mar,
em
cujas
aguas
nada
este
animai,
cheios
de
surpreza
dirigem
seus
olhos
ao
dia
luminoso,
e
equivocadamente
o
tomam
como
a
imagem
da
lua, que
em
vão
buscam no
céo.
Itlovimento
pastai
«n»
Ingla-
tcrra.—
No
ultimo
anno
circularam
no
correio
de Inglaterra
4.0»8.935:200
car
tas,
cartas-poslaes
92.935:700,
e
jornaes
115.065:800.
Média das
cartas
por
cada
habitiiite
no
anno
31.
O
correio
emprega
45:024
indivíduos,
dos quaes
5:500 na
ad
ministração
central
de
Londres.
Sinistros
niaritimos.
—
Ahi vae a
estatística
dos
naulragios
occorridos
em
ju
lho
de
1877:
Navios
de
vela:
—
23
inglezes,
10
norue-
guezes,
9
allemães,
8
americanos, 6 fran
cezes,
4
hollandezes,
3
italianos,
2
hispa-
nhoes,
2
russos,
1
brazileiro,
1
sueco,
1
grego
e
7
pavilhões
desconhecidos;
lo
tai:
77.
N
’
este
numero
comprehendem-se
8
na
vios
considerados perdidos,
em
consequên
cia
de
não
haver
noticia
dos mesmos.
Vapores:
—
-6
inglezes,
1
allemão,
um
francez
e
outro sueco.
Viagem
n«» ÍE>teg-ior
tln
—
O
«Daily
Telegraph»,
publica
a seguin
te
carta
de
Henrique
Stanley,
em
que
se
dão
curiosos promenores
ácerca
da
sua
viagem
no
interior
da
África:
«Embotna,
no
rio
Congo
(costa
Occi
dental
da
África)
10
de
agosto
de
1877.
—
Cheguei
aqui,
vindo
de Zanzibar
a
8
do
corrente
com
115
homens
em lastimável
estado.
Saimos
de
Nyadgwe,
no
paiz
de
Manynema,
a
5
de
novembro
de
1876,
fa
zendo
o
trajecto
por
terra,
pelo
Ureggu.
Não
podendo avançar,
por
cansa da
espes
sura
das
florestas,
decidimo-nos
a atra
vessar
o Lualaba,
e continuamos
o
cami
nho,
pe'a
margem
esquerda,
ao
nordeste
de
Uktisu.
Osindigenas
interceptaram-nos
a
passagem,
perseguindo-nos
noite
e
dia;
mataram-nos
e
feriram-nos
muitas
pessoas
com
as
suas
flechas
envenenadas.
Os
combates
no
meio
d
’
eslas
regiões
habitadas
por
canibaes
foram
quasi
deses
perados. Tentamos
serenar
esses selvagens
por
meio de
brindes
e
com
actos
de
be
nevolência;
mas
elles
repelliram-nos, con
siderando
as
nossas
instancias
como
prova
de
cobardia
Para
cumulo
de desgraça,
a
escolta
de
140
homens,
que
tinha
con
tratado
em
Nyangwe,
negou-se
a
passar
d
’
aquelle
ponto. No
entretanto, os
indíge
nas
faziam o
derradeiro esforço
para
in
teiramente nos
anniquilar.
Defendemo
nos
com
o
maior
vigor,
porém
só nos
resta
va, para
sair da
terrível
posição
em
que
nos
achavamos,
ou
acceitar
a
alternativa
de
retrogradar
e
abandonar
a nossa
empre-
za,'ou
servirmo
nos
das nossas
canoas.
Embora tivéssemos
vantagem
sobre
os
selvagens
em
um
combate
naval,
cada
dia
da
viagem era
a
repetição
das luctas
do
dia anterior.
Era,
efhctwamenle,
um
com
bate
continuo
e
desesperado.
Depois
de
termos
conseguido
pouco
a
pouco
abrir caminho
descendo
o
rio,
acha
mo-nos
de
novo
em
frente de
uma
serie
de
cataratas,
não menos
de
cinco!
situa
das
a pequena
distancia
umas
das
outras,
ao
sul e
ao
norte
do
Equador.
Para
as
atravessar,
tivemos
que
abrir passagem
através
13
milhas
de
espessas
florestas,
arrastar
as
nossas
18
barquinhas,
assim
como
o
nosso
barco
de
exploração,
por
terra,
trocando
muitas
vezes
o
machado
pela
espingaada,
para
repellir
os ataques
dos
indígenas.
Depois
de
termos
passado
essas
cata
ratas,
descançamos
alguns
minutos.
Está
vamos
exhaustos
de
forças.
Pelo
2
o
de
latitude
norte,
o grande
Lualaba
deixa
de
correr
para
o
norte
e
toma
a
direcção
de
noroeste,
depois de
oeste
e
enifim
de
sudoeste,
com
um cur
so
de
2
a
10
milhas
de
largura
e
nume
rosas
i
has.
Para
evitar
os combates
que
nos
en
fraqueciam.
navegamos
pelo centro
do
no
até
que,
martyrisados
pela
fome
tres
dias
seguidos,
resolvemos
arrostar
com os ca
nibaes
e
desembarcamos
na
margem
es
querda
do
Luilaba.
Felizmente
a
trihu que
occupa
aquella
margem
entrega-se
ao
commercio.
Os
ha-
■bitantes
possuíam
apenas
quatro
espin
gardas,
vindas
da costa
Occidental.
Elles
nos
disseram
que
o rio
pelo
qual
nave
gávamos era
o
Ikutuva-Congo.
Depois
de
termos
naluralmente demon
strado
que
desejávamos
conservar-nos
em
boas
relações,
compramos
mantimentos
com
abundancia
e
tentamos
proseguir
a
nossa
viagem
na margem
esquerda
do
Lualaba.
Passados
tres
dias,
chegamos
ao ter
ritorio
de
uma
poderosa
tribu,
cujos ha
bitantes,
sem excepção,
vimos
armados
com
espingardas. Logo
que
nos
avisrnha-
mos
d
elles,
lançaram
á
agua
50
pirogas
e
atacaram-nos.
Oíferecemos-lhes
baldada-
menle
pannos
e
gritamos-lhes
que
éramos
amigos
e
alliados.
Responderam-nos
com
uma
descarga
e
mataram-nos
tres homens.
Replicamos
então
com
energia.
O
combate
durou
encarniçado
emquan-
to
percorremos
umas
12
milhas do
rio
Foi
o
penúltimo
dos
32
combales
que
sustentamos
no
Lualaba.
Este
rio,
mudando
de
nome
muitas
vezes,
toma
o
de
Kwango,
ou
Zaire,
apro-
ximando-se
do
Atlântico.
Atravessa
a
gran
de
bacia
que se
estende
entre
o
26”
de
longitude
leste
e
o
17°
de
latitude
leste,
e
percorrer
1:400
milhas
serr.
interrupção
de
especie
alguma,
recebendo
copiosos af-
fluentes,
principalmente
do
sul.
Depois,
passando
atravez a
ampla
cinta de
mon
tanhas
que
separa
aquella
grande
bacia
do
oceano
Atlântico,
desce
por
meio
de
30
cataratas,
na
maior
parte
rapidas
e
pe
rigosas,
até
o curso
principal
entre
as ca
taratas
de
Yellala
e
o
Atlântico.
As
nossas
perdas foram
mui
doloro
sas,
e
choro
principalmente
a
morte
do
meu ultimo
companheiro
branco,
o valen
te
inglez
Francis
Pocok,
arrastado
pela
cor
rente
nas
cataratas
de
Massassa,
aos
3
de
junho
ultimo.
N
’
aquelle
dia,
ia
sendo lambem
victi-
ma
com
sele
dos
da
minha
escolta
no
tur
bilhão
das
cataratas
de
Mowa.
Seis
semanas
depois,
os
tripulantes
da
«Lady Alice»
eram
levados
pela
força
da
catarata
de Albele,
onde
nos
salvamos
da
morte,
pelo
assim
dizer, milagrosamente.
O
meu fiel
companheiro
Kaluiu,
lambem
morreu.
De
Roma
levarei
a
expedição
por
mar
até
Cabinda; d
’
alli
seguirei
para
S.
Pau
lo
de
Loanda,
na
costa
Occidental da
África.
O
snr.
Price,
da
casa Hation &
Cook-
son,
de
Liverpool,
encarregou-se
de
le
var
as
minhas
cartas,
via
de
Angola.
—
Henrique
Stanley.»
t*oeite
de
ferro
sobre
o
íSosiro.
—
Refere
o
«Commercio
Porluguez»
que
no
domingo, pelas
6
horas
da
tarde,
li
garam-se
as
ultimas
a
luellas
de
ferro que
fecham
o
extra-dorso do
arco
da
notável
ponte
sobre
o
Douro,
na
5.
a
secção
.ia
linha
ferrea
do
norte.
Está
pois em via de
próxima
conclu
são esta
importante
obra,
a
unica
no
seu
genero
no
nosso
paiz e
uma
das
primei
ras,
senão
a
primeira
da
Europa.
Brevemente
devem
correr-se
as
duas
extremidades
do tabuleiro
a
ligar
no
cen
tro quando
sejam
concluídos
os
pilares
de
ferro
que
assentam sobre
o dorso
do
arco.
Póde dizer-se
que
a
parte
mais
im
portante
do
trabalho
está
já
completa
e
que
o
qne
resta
a
fazer
é
relativamente
de
somenos
importância
e
não
demanda
um
grande emprego
de tempo.
E
’
de esperar
portanto
que a
inaugu
ração
se
possa
realisar
no
dia l.°
do
pro
ximo
mez
para
que
está
projeclada.
F.xeevitriíBãdnde
ingleza.
—
Lêmos
uo
«Times» o
seguinte annuncio:
PHILLOXERA
A
’
qnelles
que defendem
a
lheoria
de
que todo o
sêr
vivo
foi
creado
para
uso
do
homem,
pede-se o
obséquio
de
dize
rem
para
que
serve
a
philloxera.
Carta
pelo correio ao investigador
scien-
tifico
Torbay-house,
supper
Parkstone.
SíispoH
e
earilea*».
—
No
consisto-
rio
celebrado
no
dia
21,
conferiu
Sua San
tidade
o
barrete
cardinalício
a
Garcia
Gd,
arcebispo
de
Saragoça,
preconisou
bispos
para
as
dioceses
de Cuyabá
(Matto
Gros
so)
e
S.
Luiz
(Maranhão),
no
Brazil,
e
de
Carthageha,
em
Hispanha
e
nomeou
ca-
merlengo
o
cardeal
Joaquim
Pecci,
arce
bispo
bispo
de
Perugia.
Sansh.rito.-~
Foi
estabelecido
provi
soriamente,
junto
do
curso
superior
de
letlras. um curso
de
lingua
e litteratura
sanskrita,
redirá
e
classica.
O
vencimento
do
professor
d
’este
curso,
logar
para
que
foi
nomeado
o
snr.
Guilherme
Augusto
de
Vasconcelios
Abreu,
é
de
6000000
rs.
nas
6
decigrammas,
cujo máximo
valor
póde
ser
de
364
reis.
Pouco
depois
vieram
a
minha
casa
exigir
o ouro
do
ensaio,
—
exigência
que
me
foi
feita
pela
primeira
vez
—
:
logo
o
entreguei levando
porisso
a quantia
de
400
reis,
pois
não
é possivel
fazer
en
saios reaes
por 200
reis
apenas.
Por
isto
se
vè
que o
ouro do
ensaio não
se
eva
pora,
como
se
diz
—
(querendo-se
falsa
mente
attribuir
a
mim
tal
expressão) no
communicado
a
que lenho
alludido.
Eu
deveria convidar
o signatário
do mesmo
a
que
me
provasse
perante
os
tribunaes
o
quando
lhe
disse
que
o
ouro
se
evapo
rava:
no
entanto
os
meus
collegas
que
conhecem
a
ambos
saberão decidir
de
que
lado
está
a
verdade.
O
ouro
que
me
foi
enviado
para
exami
nar, tinha sido
tocado pelo
contraste
de
Guimarães,
e
pelo
d
’
esta
cidade; ora
se
eu
o
tocasse
lambem visualmenle,
como
me
foi
pedido,
a
qual
dos
tres
leria
sido
concedida
a
exactidão?—
ao
que
deu
o
loque
mais
alto,
ou
mais
baixo?
Da
resposta
a
esla
pergunta,
se
póde
deprehender
o
motivo
porque
não
quero
fazer
uso
do
ensaio
visual,
ao
qual
não
sou
obrigado
porque não
annunciei,
nem
lenho
caracter
olficial:
—
o
que
não
me
acontece
como
ensaiador
real,
pois esses
direitos
são-me
concedidos
pelo
Regimento
de 10
de
março de
1693.
Embora,
porém,
não
seja
obrigado
a
lazer o
ensaio
visual,
não
me
nego
a
fazel-o,
se
para
isso
me convidar
algum
ensaiador
examinado,
e
com
as
condições
seguintes:
—Será
uma barra
partida
no
meio,
—cada
um
tocará
una das partes,
e
depois
de
ambas
firmadas
serão
remet-
tidas
para
a
Casa
da
Moeda,
afim
de
alli
se decidir.
Se
porventura
eu
ticar
mal
nesse
exame
de
comparação, então
man
darei
borretear
os
dizeres
da
minha
tabo-
leta respeitantes
á
approvação que
obtive
como
ensaiador visual.
A
’s
observações
que
d
’
um
modo
gros
seiro e
tolo
me
foram
feitas
no
commu
nicado,
nada
tenho a
responder,
porque
não
leem resposla
séria.
Só
lamento que
tanlo
se rebaixe
o
tribunal
da
imprensa,
que
não
é
o
tablado
de
histriões, e deve
conservar-se
sempre
á
altura
da
sua
mis
são
grandiosa.
Continuarei
no
proximo
numero.
Braga 26
de setembro
de
1877.
Antonio
Cazimiro
da
Costa.
SEÍÇÀO
DE
SOMDSKáDOi
Não
ao
signalario
do
communicado
inserto
no
«Amigo
do Povo»
de
23
do
corrente,
mas
aos
meus
collegas
da
ou
rivesaria,
como
juizes
nesta
causa,
con
signo
as seguintes
linhas:
NTnn
annuncio,
que ha
tempos
publi
quei,
declarava
ter
eu sido
approvado
como ensaiador visual
e
real do
ouro
pela Casa
da
Moeda
e
Papel Sellado; e
tanto
nesse
annuncio,
como
nos
convites
particulares,
levei
ao
conhecimento
dos
meus
collegas
que
eu
faria
sómente o
ensaio
real,
e
não
também
o
visual, como
insidiosa
e
mentirosamente se
affirma
no
alludido
communicado.
E
declarei
fazer
sómente
o ensaio
real,
em
razão
de
ter
mos
o
actual
contraste
para
o
visual.
Tendo
sido
mandada
a
minha casa
uma
barra
de ouro
para
ser
tocada
vi
sualmente,
a
isso me
escusei,
accrescen-
lando
que
só
faria
ensaios
reaes,
expondo
também
o
motivo
acima
referido.
Pedi
ram-me
então
para
que
procedesse
ao
ensaio
real,
—
o
que
logo
(iz,
firmando
com a
minha
marca
a
barra,
que entre
guei.
Por
este ensaio
levei
a
quantia
de
200
reis,
ficando,
por
ser
este
o
costu
me,
com
o
ouro do
ensaio,
que
são
ape
NECROLOGIA
...
Constituisti
términos
ejus,
qui
proeloriri non
polerunt.
(Job
c.
14
v.
5).
Lá attinge
o
derradeiro
termo
da
vida
humana,
que
a
Providencia
lhe
marcára
em
seus
insondáveis
arcanos,
lá
se
some
para
sempre
aos
olhos
dos
mortaes
ora
objeclo
tão
caro
e
idolatrado
por
todos!...
Esse
ente,
a
quem
a Parca
implacável
que
tudo
nivela
não
quiz
perdoar
,
era o il-
lustre
cavalheiro»
João
Martins
Manso, ir
mão
do
nobre
ancião
snr.
bispo
da
Guarda,
e
pae
do
conspicuo
dr.
Francisco
Manoel
Martins
Manso,
que,
no
inpedimento
do
exc.ino
thio,
ora
preside
ao
governo
d
’
a-
queila diocese,
bem
como
do
habil
ba
charel
João
Manoel
Martins
Manso, pro
fessor
de
philosophia e
mathematica
no
lyceu
da
mesma cidade, e distiacto
ad
vogado d
’
aquella
comarca.
Ainda
cheio
de robustez e
vida,
apesar
da sua
edade
octogenária,
no dia
14
de
setembro
uma
violenta
paralysia o
ataca,
e
em
breves
horas
lhe
ceifa
o
fio
da
exis
tência.
Longo foi
o
espaço
de
provação
n
’esla
lena
peregrina,
longo
e immor-
redouro
hade
ser o
repouso
na
patria
ver
dadeira
e
immortal.
Não
descurando
os
talentos
que
o Creador
lhe
confiára,
sou
bera
fazer
uso
dos
caducos e
fementidos
bens
da
terra
para edificar
sobre
os
só
lidos
e inabalaveis
alicerces da eternida
de.
Bemposla
arrasta
hoje os
lucluosos
crepes,
carpindo
a
lacuna
d
’um
presti
moso
cidadão; o
socio lamenta
o
passa
mento
do leal
e
sincero
amigo;
o
desva
lido
orphão,
a
desolada
viuva choram á
porfia
a
irreparável
perda
do
seu
válido
bemfeitor.
A
este
desvelado
pae,
que
tanto
pre-
sára
a educação
da
familia, coube
ainda
em
prémio
de
sua
solicitude
paternal
o
vêr
terminado
o
curso
académico
de seus
dois
estremecidos
filhos: este
extremoso
marido
foi por
Deus
agraciado com
a
lon.
gevidade
do
seu
hymeneo,
sobrevivendo-
lhe
a
cara
esposa
D.
Maria
José
de
Car
valho,
que
ha
50
annos
dèsposára
O
Eterno,
a
quem
só
integralmenle perten
cem
os
encomios,
remunera
mesmo
cá
na
terra
a
virtude,
unica
equipagem que
não perece
no
naufrágio
do procelloso
mar
do
mundo,
e garantia
firme
que
nos
as
segura
a
venturosa
presença
do
finado
nos
eternos
tabernáculos.
E
’
,
pois,
este o bal-
samo
suavisador que
adoça a
amargura
do
coração
contristado,
quando
contempla
sem o
auxilio
da
fé
um
tão
medonho
e
sombrio
espectro.
Embora
o incrédulo,
abafando
o
im
pulso
do
intimo
senso,
recuse
confessar
a
immortaiidade
do
seu espirito; e,
para
dar
expansão aos estultos
anhelos
de
seu
coração
desvairado, file
a
campa
com
mór
bida
indiflerença,
julgando
vêr
só
n
’
ella
o
lugar
exclusivo
de
sua dissolução
cabal;
o
crente,
mais
fiel
á
voz
da
consciência,
não
paira
sobre
a
terra,
ergue
o
vôo
ás
regiões
celestes,
e
ahi
fixa
a
sua
eurna
morada.
O
impio
que
não
escuta
o
seu
mesmo instinclo,
divisa
no
tumulo
o
in
fausto
acabamento
do
seu
lodo
matéria,
ao
passo
que
o
christão
o
sauda
como a
entrada
d
’uma
nova
e
auspiciosa
vida.
E*
por
isso
que a
religiosa
familia
d
’
esle
nunca
assás
chorado
pae, nimiamente
af-
flicta
por
tão
enórme
perda,
desafoga
a
vehemencia
da
dôr com
o
salutar
alento
das
suas
crenças,
e a
bafeja
a
lembrança
de
que
o
virtuoso defuncto
está
no
ceo
dirigindo
supplicas
por
aquelles
que
na
terra
lhe
furam
caros.
Bemposta
do
Mbgadouro 18
de
setembro
de
1877.
José
Antonio
Marcos
Cordeiro
(presbytero).
SAffiBE
A
TODOS
sem
medicina
. pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
HByAIiESCIÈaB
DO BARRY
de
Londres.
ISO
tinnos
«i’
invMriavei
stieeeuíi»
1
Combatendo
as iudegesiões
(dispepsias^
gaslrica,
gastralgia,
flegma
,
arroios,
amargôr na
bocca,
piluitas.
oauseas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas, diarrea,
disenteria,
collicas,
tosse,
asthma,
falta
de»
respiração,
oppressão,
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes, debilidade,
todas
as
des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahlo, dos
bronchites,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
uo
cerebro
e
do
sangue. 85:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do duque
de
Pluskow
das
ex.
11185
snr.as marqueza
de
B>éhan,
duqueza
de
Castlestuart,
dos
exm.
us
sois.
Lord
Siuart
de Decies,
par
Tltigl.ilerra,
o
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N
0
49.842:
M.
nie Marie
Jurie
Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insomnias,
asthma,
tosse,
flatos,
espasmos
e
nauseas.
—
N.°
46:270:
M.
Roberls,
d
’uiua
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomitos,
constipação
e
stiriez
de
25
annos.
-
N.° 46:210: O
doutor
em
medicina
Martin,
d’
uma
gastralgia
e
irrita
ção
de
estomago,
que
o
faziam
vomitar
15
a
18
vezes
por
dia, durante
oito
anuis.
-N.°
46.218:
o
coronel
Watson,
de
got
ta.
nevralgia
e
constipação
ubuinad,».
--N.°
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
d
uma
hydropi-ia e
constipação. —
N.°
49:522: M.
Baldwin,
completa prestação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe-
ninsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
'|
4
kilo,
500
;
de
*/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo.
l$4O!)
reis; de
2
!
/
3
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
ios,
6^400;
e
de
12 kilos,
12^)00
rs.
Os
biscoitos
da
Hevalesciére
que
se
po-
lem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Stei*-aleai®ièK
,<B
els.®e«Swaítda
|
ella
res
titua
o
appettite,
digestão,
somno, energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinariò,
•em
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
de
lata de 12
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chaveua.
MM
»U
BABI5Y
&
C.
’
II.WITED.
-
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Streel,
Londres.
Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguisias,
naér-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Hnsboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32,
Barrai
&
irtnãos,
rua
Aurea, 12
—
Por
te,
J
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia, 77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E MI-
NHO.
=
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharrn.
—
Bareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos J.
V.
Machado,
drog..
praça Municipal, 17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
do
Cas
tello,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
€iiiimar&ea,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d
’
Aranjo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J. da
bilva, drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Penaflel,
Miranda,
pharrn.—
Porto
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedoleila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drog-
’
.,
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de San
to
Antonio,
225 a 227.
—
Ponte
do
JLi-
naa.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
Povo»
«fio
Varztm,
P. Machado
de
Oliveira, phartna.—
V
h
I
siiç
»
do.TIinlio,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Vifila
dt>
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
ANNUNCIOS
DECLAKAÇÃO
José,
filho
de
Domingos
de
Oliveira,
tendo-se
assignado
em
vários
documentos
com
o
nome
de
José da
Rosa,
e
outros
com
o de
José
de
Oliveira,
declara
que
o
seu
nome
é
José
da
Rosa
Oliveira,
e
assim
se
assignará
d
’
ora
em
diante.
Br^ga
21
de
setembro
de
1877.
(511)
José
da
Rosa
Oliveira.
jgsfex
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
|E[Íg|
d
’
Alegria,
construída
de novo
e
S
bm
S
i
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
COLLEGIO
DE
S.
LUIZ
Rua Mova
de
Santa
Cruz.
n.°
9
A Direcção
do Collegio
de
S.
Luiz
annuncia
que
e
ete
estabelecimento
liltera-
rio
e
de
educação,
o
qual tem
funcciona
<lo
na
quinta
da
Armada,
mudou
para
a
Tua Nova
de
Santa
Cruz,
n.°
9.
N
’
este
collegio
admiite-se
alumnos
se-
mi-internos
e
externos,
sendo
a
pensão
mensal
dCquelles,
5$000
reis,
e
a
dos
ex
ternos,
1^060
reis
per
cada
disciplina.
No
anno lectivo
de
1877-1878
leccio-
tiam-se
alli
as
aulas seguintes:
Jnslrucçào Primaria.
Curso
completo
de
Porluguez.
Francez.
Inglez.
Latim
e
Lalinidade.
Geographia,
chronologia
e
historia.
Mathemaiica
elementar.
(512)
COLLEGIO INGLEZ
DO
Sagrado
Coração
de
VIaria,
Virgem
Immaeulada
RUA
DE
S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no dia
1
do pro
ximo
outubro.
Este
collegio
continua a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro-
gramma,
que se
enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d’
esta
casa
de
educa
rão
para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Thereza Hennessy.
(42
de um gosto
agradavel, adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores
médicos
de
Paris-, curâo os deílussos, gripe,
tosse, dores de garganta,
catarrho pulmonar,
irritações do peito, vias
urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN, Pharmacien
à Paris, 7, rue du Marché
Saint-Honoré. Preços 540 «
810 reis. Pasta 260 reis.
Em Lisboa : Barreto,
e em todas Pharmacias. etc.
G0TIA E
RHEU
BATISMO
Licor
e
pílulas
do
dr.
Laville
Esta
medicina anti-gottosa
e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos,
coutra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eílicacia
é tão
grande,
que
duas
ou
tres pequenas
colheradas
são
bastante para
curar
as
dores
mais
agudas.
E’
a
unica
scientifica
e
oflicialmenle
reconhecida
e
que
cfferece todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evilar-se
os
graves perigos
da
falsificação,
de>'e-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris: pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
deJouy.
IUECTIO
Na
rua
da
Boa-Vista.
n.°
24,
ha quar
tel
para
estudantes,
o
qual
ofierece
ópti
mas
commo
Jidades,
como
o
podem
infor
mar
os
que
d
’
elle
se
teem
utilisado.
Dirigir-se
á casa
referida.
Grande
obra
de
pedreiro
Quem
qnizer
fazer,
em
Rossas,
co
marca
de
Vieira,
duas torres,
orçadas
em
12:800^000 reis,
póde
dirigir-se.
em
Bra
ga,
rua Nova
n.° 3,
ao
escriptorio
d’
este
periodico, onde
está
exposta
á
concorrên
cia
a
planta, com
todas
as condições, que
se
hão
de
estipular
na
escriptura
do
con
tracto;
e,
querendo
vêr
a
pedreira
etc
.
dirigir-se-ha,
em
Rossas,
ao
revm.0
ab
bade,
que
lhe
mandará
mostrar
tudo,
e
lhe
dará
as
explicações
precisas
Cada um
dos
concorrentes
ha
de fa
zer
com
toda
a
clareza
uma proposta
por
escripto
e
assignada,
declarando
o
menos
tempo
possível,
em que
faz
a mencionad*’
obra,
porque
se
faz
questão
da maior
brevidade,
e
o
preço
porque
a
faz se
gundo
a planta, sujeitando-se
ás
condi
ções
appresentadas,
que
ha
de
assignar,
quando
entregar
a
proposta,
que
será
ac-
ceita
no
dia
10
d
’
outnbro
desde
as
9
ho
ras
da
manhã
até
ás
12,
para
logo
serem
todas
remettidas
ao
exm.°
snr.
Commen-
dador
F.
J.
G.
Agra,
afim
de
escolher a
que mais
lhe
convier.
O mestre,
coja
proposta fôr
por
elle
escolhida,
é
o
que
faz
a
obra,
depois
de
feita
a
escriptura.
(504)
No dia
7
ou
8
do corrente,
foi
acha
da
proximo
da
egreja de
Maximinos,
em
Braga,
uma
capa
de
senhora.
Acha-se na
rua
do
Souto
n.°
46.
A
’
pessoa a
quem
pertencer,
dando
os
signaes
certos,
e
pa
gando
o importe
d
’este
annuncio,
lhe
será
entregue.
(503)
nm
DE
QUHTÂ
Vende-se
a quinta
do Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Se.nelhe,
a
limiiar
com
a
de
S.
Jerony-
nio
de Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pet
tenças,
juntas
ou
separadas, e
os
bens das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronymo,
a
limitar
com
aquelles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os da quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capellistas
^0
C
—
Braga.
(495)
ARRENDA-SE
Uma
reorada
de
casas
de
dous andares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18. Trata-se
na
mesma.
(482)
Hygieni«« muHlrel
y preservativa; absolutamente
a
unicaqne cura w® Ine juntar mais nada. Vendo-
se
nas principaos pharmacias do mundo. Exigir a
instruoçào
do use. (50
de extlo.jPiris,
casa do
invw ffri Magento, /5Í.
Liibai, S
r Barreto Loreto 23 e 3(k
A
ROA!.,,
A KOVIAI...
Valsa
para
piano
Alta percentagem
do prodnclo
da ven
da reverterá
em
beneficencia.
Vende-se
no
Porto,
livraria
Chardron;
em
Coimbra,
Mesquita;
em
Braga, Catholica;
em
Lis
boa,
escriptorio
d’
este
jornal;
Lavado,
rua
Augusta;
Catholica
e
de
Mattos
Moreira &
C.
a
,
Praça
de
D.
Pedro; e
em
Vizeu,
Aca
démica
de
José
Maria
d
’Almeida
e
redac
ção
da
«Atalaya».
Preço
300
reis.
Quem comprar 55 exemplares
tem
o
abatimento
de
1/3 sobre
a
importância,
saindo
cada
um
a
200
rs.
Venda
de
prédios
Quem
pertender
comprar, duas
mora
das
de
casas
e
dois terrenos, na
praia
de
banhos
d’
Apiilia,
falle
com
Antonio
dos
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães.
O
producto
da
venda,
convido,
póde
ficar
na
mão
do
comprador
a
juro
de
5
0|Q
ao
anno
me
diante
a
cespecliva
hypotheca.
(509)
AeçõsH
e
prnsniisgoriag
de
bnneos
e
companhias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa n.°
9.
(510)
Êuíi/là
TOSSIS»
Os
Bebuçado»
mytilicos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
peclorante,
são o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito: PHARMACIA
CEN
TRAL, rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em Braga: PHARMACIA DOS
OR-
PHÃOS,
praça Municipal.
(451)
DISCURSO
<So
deputado
franeez
catliolieo
O
CONDE
ALBERTO
DE
MUN
Pronunciado no
encerramento
da
assembleia
geral doa
nienbros
da
obra
doa
círculos
catholieas
de
operários
TRADCZIDO
PELO
PADRE
SENNA FREITAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esta
redacção
por
60
rs.
PADRE
SENNA
FREITAS
WIIDM liWffl
Preço ....
ãOtb
reis
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D.
Pedro.
131.
Vendem-se
duas
moradas
da
casas
,C
sitas
uma
na
rua
de
D
Pedro
V
desi-
—
gnada
com
o
n.°
1
e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designaria cem
o
n.°
11
e 11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S. Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
VENDA
DE
QUINTA.
Na
freguezia
de
S.
Mamede d
’
Ésle,
vende-se
uma quinta
no valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem
a
quizer comprar,
póde
tractar
do
seu
ajuste
com o snr.
Manoel
da
Silva
Bocha,
morador
na
antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal,
d
’
esta cidade.
(497)
VESBA
DE
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
andar
e
quintal,
n.°
4.
teAiuâ [)
u
as terreas,
n.
os
7
e
8,
quintal,
na
dita
roa.
de
1
com
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as pertender traia
se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
CIBlBeiÁO
DENTISTA
APPROVADO PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
braga
.
Faz tudo
quanto diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580
MUITA
ATTEi\ÇÀU
Deposito
de
biscoitos
de Vntongo
1
—
LABGO
DA
LAPA —
1
Estes
biscoitos são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
280
Biscoito macarrão
í
280
Bolacha
doce
))
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
D
190
(581)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con
struida
de
novo,
com quintal e
poço,
na
rua
da
Ponte
n.°
58
C.
Para
tractar
no
n.°
acima,
(448)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSÍTÁ1U—-18)7.
(598)
Parte de Comércio do Minho (O)
