comerciominho_27101877_706.xml
- conteúdo
-
EDITOR E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.
.
.
.
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUITAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
2$000
»
6
»
.........................
1$050
»
sendo
duas
assignaturas 3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...............................
10
rrgi
hkmw
JiiiMi
cwo—
tM
—
HawuKfowaaaMMM
N.°
706
?8v-w?
"
*
■
___
■
**-»
, —.—----------- ----------
B.5AGA-SACHADO
«9
DE
IHTlilRe
DE
18?»
E’
hoje
moda
fallar-se
muito
em
li
herdade;
e
comtudo
muitos
d
’
aquelles
que
enchem
a
bocca
com
esta
palavra,
não
lhe
sabem
a significação,
nem
lhe com-
prehendem
o sentido.
Não
lia
desvario, não
ha
crime
nem
ambição
que
não
julgue
poder
actualmente
ligitimar se
com
este
titulo.
Rebenta
uma
revolução?
viva
a
liber
dade.
Rouba-se a
Egreja?
é em
nome
da
liberdade.
Perseguem-se
os
bispos,
confisca-se-
Ihes
os bens, deporlam-se os
padres
e
os
sacerdotes?
é
ainda
a
liberdade
que
tudo
perrnitte,
tudo
santifica.
Os
maiores
altentados,
as
aventuras
mais
audaciosas,
que
o
direito
e
a
jus
tiça
não
.toleram,
ficam
impunes, porque
a
bandeira
da liberdade os
cobre.
E
ninguém
ouse
estranhar
que
tal
suc-
ceda,
porque
aliás
será
castigado
como
um
reaccionario.
Tudo
auctorisa
esta
senhora,
que
não
córa
de
rubor
ao
ver
prostituído
em
seu
nome
o
santuario
da
familia,
corrompida
e
desvirtuada
a
sociedade
inteira.
Se
a
liberdade
fosse
o
que
muita
gente
quer
que
seja, diríamos
que
ella
se
ali
menta
de
sangue,
e não
póde
viver
sem
que
os
cárceres
e
as
masmorras
lhe
sir
vam
de apoio.
Mas
ainda
bem
que
não
podemos
im
putar-lhe
o
que
é
simples
património
dos
espíritos""
frívolos
e
apaixonados.
A
verdadeira
liberdade
é
inculpada
nestes
desvios
da
razão,
da
justiça
e
do
bom
senso.
Se
homens
perdidos
abusam
do
seu
nome,
ella conserva-se
pura,
como
Deus
quiz
que
fosse, quando
a
doou
ao
homem,
como o
mais
grato
penhor
da sua felici
dade.
Accusam-nos
de
sermos
inimigos
da
liberdade?
Engano, injustiça.
Ninguém
mais
que
nós
ama
esta
filha
dos
céos.
Queremol-a,
desejamcl
a
tanto
çomo
o
ar
que
nos
sustenta
a
vida.
Mas
este
amor
que
lhe
tributamos
não
se
mancha
com
torpezas,
nem
se
enodôa
com
escândalos.
Queremos
a
liberdade,
sim,
mas
como
um
principio
de
ordem,
que não
como
um
motivo
de
anarchia.
Queremos
a
liberdade
tal qual Deus
a
quer
e
não
como
alguns
desvairados
a
pretendem
fazer.
Da
pretendida
liberdade,
que, renegan
do
de
Deus,
procura
fazer
do
homem
uma
fera,
não
nos
envergonhamos
de
o
dizer,
somos
não
só
advetsarios, mas até impla
cáveis inimigos.
Amamos
a liberdade
que
se
veste
com
as
candidas
roupagens
da
innocencia;
mas
detestamos
a que
se
atavia
com
os
or
natos da
communa.
Idolatramos
a
liberdade
que
desce
de
Deus
até
nós,
mas
repellimos
a
liberdade
que
pretende
insurgir-se
d
’
entre
nós
con
tra Deus.
-------
—--
A’
Kedneçãt»
do «Conamercio
do
MinEioo.
Londres,
19
de
Outubro,
1877.
Ahi
vae
essa
missiva,
que
foi para
o
Apostolo,
e
como
é
grandila,
levou
tempo
a
copiar,
e
além
d
’
isso,
bem
que
já
po
derá
tel-a
mandado,
se
não
fosse
o
ter
escripto
outra,
bontern
mesmo,
quasi
tão
grande,
pela mala
de
Liverpool
e Fran-
ceza para o
Rio
de
Janeiro.
Entre
outras
noticias
quiz
apressar-me
a
transcrever
para
alli
umas
poucas linhas
que
o
Times
publicou,
mandadas
telegra-
phicamente
por
seu
correspondente
em
Paris dizendo,
que o
Senhor
D.
Miguel
linha
casado
no
dia
precedente
era
Ratis-
bouna,
com
a
Princeza
da
Torre e
Taxis,
etc.
E
’
d
’
esperar
que
a
Nação
do
Bemfor-
rnoso
desta
vez
descreva
esta importante
ceremonia
com todas
as
circumstancias,
e
não
se
occupe
só
com
descrever
a dro
ga,
a
côr,
e
feitios
e
todos
os
arrebi
ques
das
senhoras
e
cavalheiros
que
as
sistiram
á
gostosa
solemnidade,
como
nos
descreveu
o
baile
dado
por occasião
do
quarto casamento
da
Irmã
do
Senhor
D.
Miguel.
Esperamos
que não
esqueça
dizer-
nos
que
todos
os
Archiduques,
Príncipes
e
cavalheiros
foram
de
gravata
branca.
A. R. SARAIVA.
SUMMAR1O.
I.
—
Proximo,
e
quasi
certo,
estabele
cimento
regular
da
Hierarchia
Catholiea
na
Escossia.
II. —Terrível
fome
na
índia
Ingleza—
Grande
e
crescente
importância
do
elemento
Catholico
na
Inglaterra.
111
—
Calumitosa
condição
dos
feridos
Russos
—
Terrível
anciedade
do
czar na
Rússia,
soffrendo
por
sua
errada
política,
em
relação
á
llalia prin:'ipalmente
—
Diffe-
rença
de
conducta e
política
Russa
em
tempo
de
Nicolau
e
Nesselrode;
factos que
a
evidenciam.
IV.
—
A
mais
transcendente
crise actual-
menle
na
Europa,
e
até
no mundo,
é
a
luta
actual
em França,
entre
os partidos
Christão
e
anti-Christão.
V.
—
A crise
eleitoral,
e
luta
dos
Partidos
em
França.
I.
—
Terei, parece,
ainda
o
prazer,
de
contemplar
mais
um
progresso
(este,
sim,
que é progresso
intelligivel
e
verdadeiro,
diverso
dessa baboseira
que
a
Liberangada
de
Porluual
e
do Brazil
apregoa,
sem
sa
ber
o
que
diz)—
sim,
terei
como
espero,
de
ver
outro
passo
agigantado
neste
Reino
Unido,
para o
seu regresso, no
tempo
marcado
pela
Providencia,
ao
seio
do
ver
dadeiro
Christianismo—
da
Igreja
Catholiea
Aposlolica
Romana.
Precisamente,
desde
a minha
primeira
chegada
a
este
paiz,
ha
48
annos
(como
creio
haver
já
men
cionado
antes
nesta
correspondência),
te
nho
tido
o
goslo
de
ir
vendo
crescer
e
desinvolver-se
de novo
o
Calholicisino
nestas
Ilhas;
que
em
tempo
foram
desi
gnadas no
mundo
Catholico,
pela
honrosa
qualificação
de
«Ilhas,
ou
terra
de
San
tos».
Hontem
ainda
se
léu
no
Times,
por
communicação
do seu
Correspondente
em
Roma,
com
data
de
anle-hontem, o
teie-
gramma
seguinte:—
«Diz-se
que
o
Cardeal
Manning
se
espera
brevemente
visite Roma,
a
pedido
do Vaticano».
;
Quem
se
atreveria
a
predizer,
ainda
até
quando
a
Emancipação
Catholiea
então
mesmo
se
efleituava,
que
menos
de
meio
século
depois,
um
clérigo
então
Protes
tante,
havia de
achar-se,
como
Cardeal
Catholico,
á
testa
do
Episcopado
inteiro
e
regular
de
toda
a Inglaterra—e talvez,
como
bastante
me
inclino
a
crer,
não
longe
de ser
chefe
da
Igreja
Universal?
A
’
vista
do
que
acabo
de
ponderar,
enlendtr-se-ha facilmente
o
porque
me
não
fez
estranhesa,
se
agoure
e
annuncie
para
a Escossia usultado
analogo,
pelo
estabelecimento
nella
da Hierarchia
cano
nicamente.
A
relação
que
dei
ha
tempos,
da
inauguração
ali
do grande
cenobio
Be-
nedictino,
tornará
muito
mais
crivei
ainda
o
annuncio
tocante
ao
regular
estabeleci
mento
proximo
da
mencionada Hierarchia
Catholiea
no
antigo
Reino
da
infeliz
Maria
Stuart.
II.
—
Ainda
agora
mesmo,
haverá
duas
horas,
assisti
a
outra
prova
bem
evidente
de
como aqui
o
Cathohcismo
se torna
cada
dia
elemento
mais
importante
e
con
siderado;
e
como
por
isso
mesmo,
o
Go
verno
e
o Parlamento,
que
aqui
não
é
composto
de palhaços
ignorantes
e
super-
ficiaes
—
com
poucas
excepções
—
como
em
Portugal
principalmente
(e
creio
que tam
bém
o
Brazil
adoece
bastante
da
mesma
queixa),
nos
trata,
a
nós
Catholicos,
com
todo
respeito
e
deferencia;
e
recorre
a
nós
para
o
ajundarmos
nas difficuldades
oc-
currenles.
Leu-se
hoje
a todas
as
missas
nas
Igrejas
e
Capellas
Caiholicas,
uma
breve
Pastoral
do
nosso
Cardeal
Arcebispo,
ex
pondo
a
terrível
calamidade
que
ha
deso
lado,
e
continha
dosolando, uma
grande
porção
do
Império
Inglez
na
índia,
por
causa
da
terrível
secca; pois
que
os
ef-
feitos
desta
vam
muitíssimo
alem
dos
que
lama
miséria
infligiram
no
Ceará.
Na
dita
Índia
tem
morrido,
e
estam
morrendo,
de
pura
miséria
e
fome,
centos
de
mi
lhares
(talvez até
milhões)
de
crealuras
humanas,
por falta absoluta
de
todo
ali
mento;
ou
porque
o pouquíssimo
que
pode
obter-se
é
por
tão
elevado
preço, que
não
pode
valer
senão
a
poucos,
dos
muitos
ricos.
Pediu-se
pois,
hoje
mesmo, esmola
em
todas
nossas
Igrejas,
para
ajudar
a
acudir
a
semelhante
desgraça.
Isto
porem
se
faz,
não
só
pelo
dever
christão
de
caridade, mas
a pedido
do
Governo
(que ainda
ante-hontem
de
tar
de,
deliberou,
lodo
inteiro,
por
mais
de
duas
horas,
principalmente
sobre
o
assum
pto
de
r<
mediar do
modo
possível
ao
ter
rível
infortúnio
da
índia).—E
só
depois
dessa
consulta,
é
que
os
Ministros
lodos
partiram,
cada
um
para
seu lado,
disper
sando-se
por
toda
essa
Inglaterra
e
Escossia,
a
gozar
um
pouco
das
feiias.
III.
—
Os
horrores da
guerra
no
Oriente,
a
horrível
mortandade
que
está
lendo
lo
gar,
sobre
tudo
no
exercito
Russo,
evi-
denlemente
muito
mal provido
de
todos
os
indispensáveis
que
forçosatuente se exigem
n’
uma
campanha
bem
regulada, sobem
de
ponto;
e continuam
vingando
(no
meu
con
ceito)
os
outros
horrores praticados
na
Polonia
pelos
Russos.
O
peior
é
porem,
que
também
aqui
se verifica
bem
ao
pé
da
letra o
—
Quidquid
deliranl
Ueges
plecluntur
Achivi;
pois
sam
os
pobres
soldados,
os
que
ne
nhum
interesse
pessoal
e
proprio
tem na
contenda,
que
sam victimas, aos
milhares
no
terrível confliclo.
Sobre
tudo,
faz doer o
coração o
que
se
refere
dos
soiliimentos
dos
tristes
fe
ridos,
lendo
de
ser
transportados,
a<is
cen
tos,
do
campo
de
batalha,
em
carros
tos
cos
e
vagarosos,
a
hospitaes
mal
servi
dos,
e
a
grandes distancias;
de
maneira,
que
só
no
segundo, terceiro,
ou
quarto
dia,
depois
do ferimento,
e
depois
dos
tormentos
horríveis
da
condução,
se
pode
altender,
e
attende'
mal
á
sua
condição!
Não
é
pois,
de
admirar,
que
metade,
e
mais, do
numero
de
taes feridos,
pereça,
como
se
noticia,
antes
de
chegarem
ao mal-
provido
hospital
1
E
’
,
por
tanto,
assás
natural
o que
se
refere
de
que o
Imperador
da
Rússia
soí-
fre
a
maior
anciedade, e
que
os
cabellos
muito
se
lhe
tem
tornado
russos
desde
que
veio
observar
de
perto
(mas
fora
do
alcance
do
fogo) as
operações
da
guerra.
Era
tempo,
me parece,
de
que
as
outras
Potências
Europeas
mediassem
a pôr termo
a
tão
desastroso
estado
de
cousas.
Mas
não
se
tratará
disso tão prompto,
prova
velmente,
porque
as
Potências
que
mais
o
podiam
fazer—
Inglaterra,
Áustria,
Prussia
—
têm,
por
vários
motivos
de
seu
inte
resse,
mais
ou menos
egoista,
razões
para
deixarem
antes
abater
na Rússia
o
pres
tigio do seu
poder.
Soffre ella
o
castigo
não
só
da
sua
conducta
na
Polonia,
mas de
não intimar
á
Piussia,
em
1866,
um
vdo,
na
pérfida
aggressão
contra
a
Áustria,
e
contra
os
outros
Estados
menores
d’
Allemanba.
Soffre,
igual
e
justamente,
as
conse
quências,
de
não
ter
aproveitado,
qujndo
o
podia
fazer
e
dar-se,
ao
mesmo
tempo
o credito
de
arbitrador
Europeo,
cm
pró
da
mais
claríssima
causa
da
justiça
em
1870,
intimando
ao
infame
e
mentiroso
Piemonte
que]IIie
não
consentiria
ludibriar
a um
tempo
a prostrada
França,
a
Eu
ropa,
o
Mundo
Catholico,
pela
descarada
aggressão
e
occupação
de
Roma.
O
Imperador
Alexandre
e
o
Príncipe
Gortschakoff,
desprezáram
a
sensata
polí
tica
do
Imperador
Nicolau,
em
sua
estreita
ailiança
e
amizade
com
o
Rei
de Nápo
les; que prestava
á
Rússia
um formidável
ponto
de
apoio
no
Mediterrâneo.
Esse
ponto
de
apoio,
essa
amizade
e
ailiança
de
Nápoles,
o
Imperador
Nicolau,
e
seu
habil
e
experimentado
Ministro
então,
o
Conde de
Nesselrode,
sabiam
aprecial-os,
e
cullival-os;
e
do
valor que
elles
na
verdade
tinham
sei
eu (authentica
bem
que
particularmente)
um
exemplo:
mostran
do
como,
nada
menos
que
Lord
Palmerston
—
pouco
escrupuloso em
fazer
justiça,
quando
não
havia
perigo
em
transgre-
dil-a,
—tève
de
encolher
á
pressa
os
comi
nhos
Britânicos.
Quando
d’
aqui
foi
ordem,
se
bem
me
lembro,
ao
Almirante
Parker
(o
mesmo
que
esteve
em
Lisboa
tanto
tempo
com
sua
esquadra,
de guarda
aos Coburgos),
para
ir,
como
foi,
a
Grécia
pedir
satis
fação,
e
lorle
indemnisação,
por
não
me
lembrar
já que
prejuízos
que ali
tivera,
da
parte
da
Gregagem,
o
Maltez
...........
(não
me
occorre
agora
o
nome)
que
havia
antes
estado,
e
era
bem
conhecido
em
Portugal,
levou
também
instrucções
á
es
quadra,
para
na
volta,
vir
a
Nápoles,
exigir
igualmente
á
força,
satisfação
e
in
demnisação
para
outro
vassallo
Britânico,
a
quem
se
allegava
que
as
Auctoridades
Napolitanas
tinham, não
sei
como,
preju
dicado.
Chegou
isso,
por
algum
modo,
ao
co
nhecimento
de
El-Rei
de
Nápoles,
e
por
elle ao
do
Imperador
Nicolau,
que
promet-
teu
intervir
no
caso,
e
fazer
por
que
não
fosse,
como o
da
Grécia,
levado
á
valen-
tona.
Assim
que
isso
aqui
constou
a
Lord
Palmerston, foi
ordem
logo,
muito
á
pres
sa
a
Parker
para
que
ouimittisse
o
vir
tdeixar
o
seu
bilhete
de visita» a
El-Rei
de
Nápoles
na
volta
para
Inglaterra,
—
foi
a
mesmíssima
expressão,
com
que
um
amigo
meu
então
confidenlissimo
de
Lord
Palmerston,
me
deu
conhecimento
do ne
gocio
n’
aquella
occasião.
D’
aquella
intimidade
do
Imperador
Ni
colau
com
EI
Rei
de
Nápoles
(e
estes au-
thenlicos particulares
devem
ter
algum
interesse
para os Brazileiros
cuja
Impe
ratriz
é
Irmã
do
dito Soberano
das
Duas
Sicilias),
tive
eu
conhecimento
muito
exa-
do
quando,
em
1854
e
55,
fui
e
estive
n
’aquella
Capital;
e
do
amavel
Príncipe,
o
Conde
de
Montemolin,
ou
CarJos
VI
de
Hispanba
recebi
mui
genuínas
e
ex-
actas
informações
disso.
Lá
estam,
a
uma
das
entradas
do
Palacio,
dois
notáveis do
cumentos
da
amizade
de
Nicolau
por
Fer
nando
II.
Dois cavallos,
etc.,
semelhantes
aos
de
Phidias
no
Monte Citorio,
em
Ro
ma,
que foram
presente
do
Imperador
ao
dito
Rei
Fernando.
E
já
que
vem a
talho
de
foice,
direi
também,
que
aqui
tenho
eu
proprio
um
singular
documento
das
mesmas
amisades
e
relações
dos
dois
Soberanos.
Não
será
desaceitavel,
creio,
que
eu
registe
a
se
guinte
anedocta,
relativa
ao
mesmo
docu
mento
aulhentissimo;
até
por
ser
cara-
cteristica do
caracter
excellente
e
arnavel
de
uma
Senhora
Irmã
de
Sua
Magestade
a
Imperatriz
do
Brazil.
O
documento
é
uma
lindíssima
estatua
equestre
de 10
ou 12 polegadas
de
altura,
desde
o
estrado
á
cabeça
da
cavalleira,
que
é,
a
celebre
Imperatriz
Catherina,
montando,
de
sella
e
estribos,
como
um
homem,
o
lindo
ginete,
em
actitude
de
passo
ou
trote. Não
sei
se
o
presente
fora
dado
pelo
Imperador
Nicolau
directamenle
á
Princeza,
creio
que
seria
esse
o
caso;
é
porem
(e
d
’
aqui
por diante
é
mais cu
rioso),
que
Ella
não
podia
sotfrer
a
vista
de
tal
objecto
no
seu quarto;
e
disse a
Manoel
(0
criado
confidente
e
honrado
e
intelligenle,
até
mesmo
com
sua
instruc
ção) de D.
Carlos:
—
«Tira-me
d'ali
aquella
figura;
guardaa
tu,
ou faz
delia
o
que
quizeres;
o
que
eu
não
quero
é
vêl-a
mais;
aborece-me
tel-a
diante
dos
olhos».
Manoel
(o
homem
mais
comedido
e
obediente),
sem
replicar,
pegou
na
esta
tueta,
e íevou-a
para
o
seu
quarto.
Suc-
cedendo
entrar
eu
nelle
um
dia, por oo
casião
de uma
de
minhas
visitas
quotidia
nas
ao
Cohde
de
Monlemolin;
reparando
na
estatueta (que
julguei
pertencia ao
Palacio),
e
notando
como
era
bonita,
eis
me
diz
o
amigo
Manoel
—
<E
’
minha
^Quel-a
V.
?
Está
ás
suas
ordens;
dou-
lh’a
com
muito
gosto».
—
E
co
ntou-me
então
toda
a
historia,
de
como
fora
um
dos
presentes
do
Imperador
Nicolau,
n
’
uma
das
visitas
a
El-Rei,
etc.,
segundo
deixo
referido.
E
’
supérfluo
acrecenlar,
que
acei
tei
o
presente,
e
que
aqui
o
tenho,
na
própria
caixa
em
que
veio
de
Nápoles,
ha
22
annos.
Estou
persuadido,
que
se
vivesse
o
Im
perador
Nicolau.
não
estaria
hoje
o
Mono
de
Turin,
o
Rei
Ladrão,
senhor
dos
pre
sentes
que
o
Autócrata
fizera ao
seu
Real
e
tão
calumniado
Amigo.
Nem
pro
vavelmente,
In-uvera
sido
escandalosamente
despojado
o
Pontífice;
não
obstante as
se
veras
censuras
que o
dito
Czar
presencial
e
pessoalmente
recebera
de
Gregorio
XVI,
sobre
a
Polonia.
A. R. SARAIVA.
(Continua')
€'®ssB3br®,
83
«Se
©satwbr».
(Do
nosso correspondente!.
Celebrou-se esta tarde
uo
theatro
aca
démico
uma
reunião
afim
de
assentar
nos
meios
de
elevar
um
monumento
a
Herculano.
E,
cousa
notável,
sendo a
reunião
hoje de
tarde,
já
um
jornal
de
Lisboa,
recebido
aqui á
mesma
hora,
dava
esta
noticia,
enumerando
os
académicos
que
discursaram, o
que
disseram,
como
disseram,
etc.
etc.!!
E’
pasmoso!
Pois
a
verdade é
que
os
rapazes não
estão
lá
muito dispostos
a
dar
uma
libra,
que
é
o
qucmtum
da subscripção,
e
que
a
maior
parte
d
’
elles
preferiu
o
passeio
da
estrada da Beira
ao
theatro
académico.
Oo
que
se
fôr
passando
darei
conta.
O
corpo
docente
da
Universidade
é
que
vae mandar
celebrar,
na
capella
da
mesma,
uma
missa
por
alma do
grande
escriptor.
—Recebeu-se
hoje aqui a
noticia hor
renda d
’
um
parricídio,
na
Carapinheira,
povoação
a
cousa
de
Ires
léguas d
’
esla
cidade,
e
pertencente
ao
concelho
de
Monte-Mór-o-Velho.
Um
filho
fusilou
seu
pae
de
70
e
tan
tos
annos
! Horror
!
—
Ha
dias
publicava um
jornal
d
’esta
cidade
um notável
artigo
sobre
o
mise
rando
estado
da
nossa
instrucção, cujas
ideias
calam
no
espirito
de
todos, porque
é
a
verdade, que
alli
se diz. E
’
verdade
que
não
lemos
um lyceu.
O
que
temos
é
uma
cousa em
que
o
governo
gasta
uma
enorme
somma,
que
só
aproveita
aos
in
divíduos, que
a
recebem
sem
trabalhar.
No
lyceu
não
estuda
ninguém,
quasi
nin
guém
!
E
ao
passo
que
isto
acontece,
enchem-
se
as
aulas
do seminário, regorgilam
de
alumnos
as
casas
dos
leccionistas
particu
lares
!
No
seminário
ha
disciplinas
divididas
em tres cursos,
com tres
professores,
tão
numerosa
é a
frequência
!
Alguns
leccio
nistas
particulares
já
dão
tres
aulas
por
dia
1
Não
nos lembra
de tão
grande
fre
quência
no
seminário
e
institutos
parti
culares,
logo
no
principio
do
anno.
E
ao
passo
que se
enchem
os
grandes
sa
lões
do
seminário
e dos
leccionistas
par
ticulares,
estão
desertos
os
do lyceu
!
Por
aquelles
longos
corredores
não
transitam
os
grupos
d
’
estudantes,
numerosos
como
os d
’
outr
’
ora! Muitas
cadeiras
não
tem
alumnos,
outras
tem
dous
ou
tres!
E
o
povo
a pagar
uma
cousa
inútil,
prejudi
cial,
assim
como
esta
!
E
os pae,
a
pagar
a
sustentação
dos
lyceus,
e ao
mesmo
tempo
aos
mestres
particulares,
porque
aquelles
não
convém nem
á
educação
nem
á
instrucção
de
seus
filhos!
Não
convém,
porque
o
nosso
lyceu não
póde
interior
mente
ser visto
por
innocentes
creanças,
por
mancebos,
que conservaram
no
seio
da
família
toda
a
candura,
e
que
trazem
ainda
toda
a
belleza
dos
bons
costumes.
Não,
que
aquillo
não
é
casa
de
educação,
é uma casa
impossível,
carregada
de to
das
as
immundicies,
cujas
paredes
negras
e
cheias
de caricaturas
indecentes,
de
pa
lavras
obscenas;
cujo
soalho
roto
e
sujo,
visitado
apenas
pela
vassoura
uma vez
por
anno,
e
os
bancos
partidos,
esfaquea
dos
e
escriplos,
olferecem
uma
vista,
que
entristece,
que
indigna
!
No
corredor
da
entrada
vêem-se
dese
nhadas
nas
paredes
monstruosidades,
que
horrorisam,
que
mostram
a
maior
degra
dação
moral
e
irreverencia
pela família!
E
’
certo
que
a
maioria
dos
professo
res
não
vê
estas
cousas
porque
tem
ou
tra
entrada,
mas
a
devassidão
até
mesmo
dentro das
aulas tem
levado
as
suas
ma
nifestações
lorpemente asquerosas.
E
es
sas,
é
impossível
que
as
não
vejam,
por
que
o
lapis é
bem
visivel
na alvura
das
paredes,
e
os traços
do
carvão
são bem
salientes e
cheios.
No
primeiro
dia
d’
exames
d
’este
anno
a primeira
cousa
que impressionava
era
a
obscenidade,
que
n
’uma
parede
das
sa
las
em
que
funccionava
um
jury,
se
via
claramenle
escripta
em
frente
dos
espe
ctadores,
e
examinandos. Fomos no segun
do
dia,
pensando não
encontrar
mais
aquel-
la prova da
corrupção
de quem
a
escre
vera,
mas
qual
não
foi o
nosso
espanto
vendo-a
correcta,
e
outras
augmentadas?
!
Devemos
accrescentar
para
mostrar
o
pou
co
zelo
e
desleixo da
pessoa encarregada
da
vigilância
e bom arranjo do
lyceu,
que
esses
torpes
desenhos
e
palavrões,
lá
estiveram
até
ao
fim
dos
exames,
sem
que
houvesse
mão
caridosa,
espirito
bem
formado,
amigo
da
innocencia
e
pureza
dos
costumes,
que expungisse d
’alli
aquel-
las
torpezas infames,
aquellas monstruosi
dades
pagãs!
Que
espelho
para
creanças
d’
ambos
os
sexos, e
para
senhoras, que
hoje
teem entrada
no
lyceu,
e
que
o
fre
quentam
!
Nos
encostos
dos
bancos,
e
nas
por
tas
das
janeflás
vêem-se
gravados
a
cani
vete
os
mesmos
desenhos,
as
mesmas
pa
lavras indecentes, impudicas,
que se
vêem
nas
paredes,
em
grande corpo,
bem
sa
lientes,
a
impressionar,
a
envenenar
as
imaginações
juvenis!
Não
os
verão
os
professores,
e o guarda
das
aulas?
Para
que
servem
esses
archeiros,
que
bocejam
pelos
corredores,
a
policia
e
empregados
da
casa,
a
quem
compete
vigiar
por
estas
cousas
?
Snr.
reitor
da Universidade, em nome
do
que
uo
homem
ha
mais sagrado,
do
que
no
infante
constitue
o
principal
en
canto,
em
nome
da
innocencia
d
’
essas
louras
creanças,
que
lodos
os
annos
são
admittidas
nos lyceus,
digne-se
volver,
de
quando
em
quando,
um
olhar
compassivo
para
a limpeza
e purificação
d’
aquellas
impurezas
do
lyceu.
Ao
menos
nas
vés
peras
d
’exames,
a brocha
do
caiador
para
encobrir
urn
pouco
aquelles partos hedion
dos
dos
espíritos
corruptos
e
corruptores,
e
sobretudo,
a
virga
ferrea
sobre
quem
deve
prevenir
estes
desacatos,
sobre
quem
deve
vigiar,
e
não
faz
caso.
Saindo
do
lyceu
para
a
cidade
o
es-
peclaculo
não
é
mais edificante
Nas
paredes
dos
edifícios
das
ruas
mais
concorridas
se
vêem
escriptas
as
mesmas
torpezas.
Desde
ha
muito que
nos
contrista,
aborrece,
e
escandalisa
esta
ostentação
d
’immoralidade, que
só
se
vê
nesta
nossa
terra,
porque
é
notável
que
nas
diíferen-
tes
cidades,
que
lemos
visitado
não
se
vêem d’estas
immundicies
!
Com
mágoa
o
repelimos:
«Coimbra
é
um
monte
de
lixo
n
’uma
salva
de
prata»;
aqui
só
se
vê
e
se
respira
uma
cousa
impura
a
que
não
podemos
dar
nome.
Isto
no
sentido material
e
moral.
O
cidadão
antes
de
sair
á
rua
tem
de
levar
o
lenço
bem
impregnado
de
Jockey-Club,
e
de
mandar
primeiro
saber
quaes
são
as
ruas
menos
indecentes.
Protestamos
contra
tudo
isso.
Snr.
presidente
da
camara,
digne-se
volver
olhos
compassivos
para
estas
misé
rias.
Faça
reapparecer o zelo
d’
esses
ze
ladores,
que passeiam
por essas
ruas,
sem
occupação conhecida,
e
que
bem
podiam
vigiar
esses
grupos de
vadios,
e
esses
ra
pazolas
sem
educação,
varredores
das
ruas,
que
talvez
sejam os
taes
desenhistas
dos
muros
caiados,
e
rabiscadores das pare
des
e
portas.
Não
admira
que
elles
entre
guem
ás
lisas
superfícies
dos
edifícios as
palavras
que
nos
escandalisam
os ouvidos.
Pois
bem,
os
zeladores
que
tem
a
seu
cargo
tratar
da
limpeza
das
ruas,
tratem
também
da
limpeza
d’
aquellas
palavras,
que
escandalisam
os transeuntes,
e
os
forasteiros
que
nos
visitam.
A
moralidade
publica vai
bem
as
at-
lenções
dos
snrs. zeladores.
A
policia
deve exercerce-se
mesmo
de preferencia
sobre
a morai.
O policia
que
traz
no
bolso
o
codígo
das posturas
municipaes.
deve ter
na
cabeça
a
regra
do
bem-viver,
o
codigo
da
civilidade
e
da
moral;
só
es
tes
devem
ser
escolhidos.
Chamamos
para
este
assumpto
as
at-
teoções da iilustrada
imprensa
d
’
esta
terra.
Estranhamos mesmo»
que
aquellas
que
com tanta
humbridade
tem
tratado
d
’
as-
sumplos
d
’
ordem
e
moral
publica,
não
tenham
combatido
estes
symplomas
de
funda
degradação
moral.
—No
dia
31
do
corrente
dá
o
grande
artista
Cazella
um
concerto no
theatro
académico,
sendo acompanhado
no
mesmo
pelo insigne cantor
D.
Ramon
Mónas,
o
filho
do
snr.
Alen,
do
Porto.
Hoje
é
a
primeira
representação
da
companhia
do
Baquet.
Bacharel
—
José.
&ÀZSTHÍ1
festividade.—
Festeja-se
ámanhã,
na
capella
de
S. Domingos
da
Tamanca,
a
Imagem
de
N. Senhora
das
Dôres,
ha
vendo
de
manhã
missa
cantada,
a
inslru
mental, e
de
tarde
sermão,
sendo orador
o revd.
0
padre
João
Rebello,
findo o
qual
se
entoará
um Te-Deum.
Sleeimas e
eonts-íEmsçõeg.—
An-
nuncia-se
hoje
no
logar
competente,
que
desde
o dia
2
de
novembro
até
1
de
de
zembro se
acha
aberta
a
cobrança
para
pagamento voluntário de todas
as
decimas
e
contribuições
do corrente
anno
de
1877
=
que
são:
predial,
industrial,
renda
de
casas sumptuaria e
decima
de
juros.
Desde
o dia 2
de
dezembro até 1
de
janeiro
de
1878, os
contribuintes
pagarão
mais
o
juro
de
3
p.
c.,
e.
sendo
quantias minimas,
40 reis
por
addição:
desde o
1.°
de
ja
neiro
em diante,
a
razão
de
6
p.
c.
Na
totalidade
dos
districtos
do
reino,
a
decima
é
paga
aos
semestres;
de
fórma
que
no Porto ainda
em
agosto passado
se
abriu
a
cobrança
respectiva
correspondente
ao
1.°
semestre:
só
em
Braga,
e
Vianna
—
que
nós
saibamos
—
é
que
se
paga
o
anno
por
inteiro.
A
camara
municipal
é
consultada
em
tempo
proprio
sobre
a
vantagem
ou
des
vantagem
de
ser
feito
semestral
ou
an-
nualmente
o
pagamento
das
decimas;
e
consta
nos
que
a
camara
actual,
seguindo
a
rotineira, respondera
por
essa occasião
que
convinha que tal
pagamento
fosse
do
anno
por
inteiro.
A
razão
que
os
representantes
do
mu
nicipio flveram
para
assim
resolverem,
sabem-n
’a elles:
aquella
porem
que ouvi
mos
a
um
camarista,
não
nos
satisfaz.
Allega-se
que=sendo
costume os proprie
tários
da
província
receberem por
anno
os
seus
rendimentos
de alugueis,
e pen
sões
—
desde
29
de
setembro
em
diante
—
,
é
melhor
fazer-se o
pagamento em
ques
tão,
em
novembro.
Mas devemos
não
es
quecer,
que, se ao
senhorio
convém
que
assim
seja;
ao
caseiro
não
acontece
o
’
mesmo;
—
pois tendo
pago
o
arrendamento
no
dia
29
de
setembro,
passados
trinta
e
dois
dias
apenas,
se
vê
forçado
a
pagar
uma outra
contribuição.
Seja,
porem,
como
quiserem.
Só ob
servaremos:
Sendo
certo
que
as contribuições
se
vencem
a
31
de
dezembro;
com
que
di
reito
se
obriga
a
multa
ou
juros
desde
o
dia
1
d
’
esse
mez,
quando
ainda
não estão
vencidas
?
Como
não
é
possivel
effectuar-se
em
dois
ou
tres
dias,
—por
causa
da
agglo-
meração
dos
contribuintes—
a
respectiva
cobrança, é
de justiça
que
essa,
isenta
de
multa
ou
juros,
se
realise
no
mez
de
ja
neiro.
Parece-nos
que
só
depois
do
1.°
de
fevereiro,
a
primeira,
e
a
segunda do
1.*
de
março, é
que
devem
ser
contados
os
juros.
SuipenaSo «lo
snr.
administra-
dor
do
enneelt»».
—
Como
não
perten
cemos
a
nenhum
dos
dois partidos
que
se
degladiam
para obterem
o poder; na
da
temos dito
respeitante
aoi
escândalos,
e
scenas
picarescas
que
n
’
estes
últimos
dias
se
leem
dado
na
Braga
política.
N
’
esse
proposito
de
«deixar
correr
o
marfim»,
também
nenhuma
impressão
nos
leem
feito
as
correspondências
d
’
esta
ci
dade
para
alguns
periódicos,
allusivas
ao
snr.
marquez
de
Vallada,
assim
como
os
podres
elogios d’
outras,
e
d
’
alguns jornaes
cá
da
terra.
Porisso
nada
dissemos
ácerca
da
pri
são
d
’uns monos de
papelão
e
chita;
nem
dos
arrufos
entre
o snr.
marquez e
os
che
fes
do
partido-progressisfa;
nem
das
pro
messas
feitas
a
este
e
áquelie
para
ad
ministradores,
etc.,
etc.
Sobre
a
suspensão
do
snr.
dr.
João
de
Paiva
Leite
Brandão,
diremos
só
duas
pa
lavras.
E
’
publico
que
este
cavalheiro
fòra
suspenso
das
funcções
de
administrador
do
concelho,
por
alvará
do
snr.
marquez
de
Vallada,
em
23
do
corrente.
Não
vi
mos esse
documento;
porém
corre
que
n
’
elle
se
allegam,
para
a
suspensão
pre-
dicta,
motivos
que
não
acreditamos,
por
que conhecemos
perfeitamente
o
snr.
dr.
João
de Paiva.
Os
alludidos
motivos
são
mais que
infundados,
como,
segundo
se
diz, o declararam os
snrs
dr.
José
Bran
dão,
e
Bento
Miguel
Leite
Pereira,
a
que
no
mesmo
alvará
se
faz
referencia.
O
tes-
timunho
d
’estes
dois
cavalheiros
merece-
nos
inteiro credito.
O
snr.
dr.
João
de
Paiva
é
franco, e
d
’
uma
lealdade
incontestável;'como o
pro
vou
na
occasião
em
que, ha
tres
annos,
quando
administrador
do concelho, conhe
cendo
a
repugnância
dos bracarenses
para
elegerem
um
deputado
que
não
fosse
da
localidade,
e
vendo
que as
suas
reflexões
e
as
dos
snrs.
Antonio
Gaspar
e
Antonio
Maria
Pinheiro
não
eram
attendidas;
pre
feriu
pedir
a
sua
exoneração
a
trahir
os
seus chefes.
Este
acto
foi
louvado
por
toda
a
gen
te
honesta.
O
tempo
esclarecerá
esta
curiosa
his
toria
da
demissão
do
snr.
dr. João
de
Paiva.
Obra
importante.—
Está
distribuído
o
fascículo
3.°
da
obra
de Viilefranche—
Pio
IX
—
Sua
vida,
sua
historia
e
seu
sé
culo
—
Versão
portugueza
prefaciada
por
C.
Castello-Branco.
Esta
publicação
é
editada pela
cisa
Mat
tos
Moreira
&
L
’.a
,
de
Lisboã.
Meiboras.
—
Por
carta
de
Roma,
da
tada
de
14
do
corrente,
soubemos
com
satisfação
que o
snr.
Antonio
Braz,
nosso
amigo,e
patrício,
está
já
em
adiantada
con
valescença,
e que espera,
segundo
o
dizer
dos
facultativos,
achar-se
no
fim
d
’
este
mez
em
estado
de
se
desembaraçar
dos
immensos
negocios
que
se
lhe
accumu-
laram
durante
a
sua prolongada
doença.
<1
Mariposa».
—Recebemos
o
n.°
2
d
’
este
semanario
quinzenal
de
littcratura,
dirigido
pelos
snrs.
Malheiros
Pinto,
e
R.
M.
Corte
Real.
Contém
artigos
em
prosa,
e
em
verso,
de
leitura agradavel
e instrucliva.
Chegada.
—
Vae
no
logar
proprio
um
annuncio
participando
a
exposição
de
vá
rios
objeclos
de devoção,
trazidos
por
dois
indivíduos
oriundos
da
Terra
Santa,
ha
dias
chegados
a
esta
cidade
vindo
do
Por
to,
onde
se
demoraram
um
mez
na
feira
de
S.
Miguel.
Em
vista
dos
documentos
legaes
que
provam
a sua
naturalidade,
e
peias
re-
commendações
que d
’
dles
nos
fazêm
pes
soas
de
inteira
probidade,
não
duvidamos
recommendar
ás
pessoas
devotas
aquella
exposição,—
que
se acha
aberta
na
rua
de
S. Marcos,
n.°
II.
O
Inberladar
das
z%íma.«
do
F»»?-
gatori®.
—
Recebemos
os
n
08
8
e
9
cor
respondentes
aos
mezes
d’
agosto
e
setem
bro
d
’
esla
revista
que
recommendarnos
ás
pessoas
piedosas.
Dieeiotsnrio
PopaiSar.
—
Recebemos
as
ultimas
cadernetas d
’
este
diccionario.
cujo
escriplorio
é
na rua
do
Carvalho,
n.
19.
Lisboa.
Agradecemos.
fallecimeaito.—
No
dia
23
iaheceu
o
snr.
José
Maria
Cunha
d
’Almei la, viuvo
Entraram
durante a
semana
finda:
16
homens
e 20 mulheres.
Sahiram:
14
homens
e
15
mulheres.
Falleceram:
1
homem.
Ficaram
em
tratamento
em
20
de
outu
bro:
77
homens
e
77
mulheres.
Preço
dos
eereaea.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo
.............................
900
Milho
alvo
....................
540
Centeio
.
.
..
.
.
.
500
Milho
branco
.....
410
j
amarello.
.
.
.
.
400
Painço
..........................
440
Cevada..........................
560
Batata...........................
480
Feijão
vermelho.............................
900
8
amarello
....
700
8
branco
................................
900
8
rajado.................................
600
”
fradinho................................
500
Azeite
..................................
.
5$
400
de
D. Joaquina
Maria
Fragozo d’
Almeida,
e
sem
filhos.
Era
natnral
da freguesia de
Santa
Luzia
do Amieiro, concelho d’
Alijó.
Falleceu
com
testamento
cerrado,
no
qual
dispoz
o
seguinte:
Deixa
a
seu irmão
Antonio
da
Cunha
Almeida, reitor
do
Pombal, duas
inscri-
pções
da
junta
de
credito
publico,
no
va
lor
nominal
de
um
conto
de
reis
para
usofruir
o
juro
emquanto
vivo,
e
por
mor
te
d
’
este
passarão para
os
seus
herdeiros
ou
descendentes;
deixa
ao
hospital
de
S.
Marcos
outra
inscripção
de
um
conto
de
reis
nominal,
ao Asylo
de S.
José
outra
inscripção
de
um
conto de
reis
nominal
ao
Asylo de
D.
Pedro V d’esta
cidade
ou
tra
inscripção
de
um
conto
de
reis
no
minal;
deixa
1000$()00
reis
ao Asylo de
Mendicidade
quando
se
effectue
tal
esta
belecimento,
e
quando não
se
effectue
será
aquella
quantia
applicada
para dote
de
uma
menina
do
Asylo
de D.
Pedro
V,
e
deixa
á
sua creada
Maria
5010000
reis.
Instituiu
por
seu
herdeiro
a
sua
irmã
D.
Carlota
de
Almeida
Freitas,
.
casada com
Manoel
José
de
Moraes
Freitas,
da
fregue
sia
de
Parambos
concelho
de
Carrezada
de
Anciães:
nomeia
seus
testamenteiros
em
primeiro
logar
Joaquim
Manoel
Lopes
de
Almeida, residente
em
Lisboa, rua
de
S.
Pedro d
’Alcantara
n.°
97,
em
segundo
Antonio
José
Gonçalves
Braga, d’
esta
ci
dade,
em
terceiro
ao
dito
seu
irmão
reitor
do
Pombal.
Deixa
que
seu
enterro
seja
feito
á
von
tade
de
seus
testamenteiros,
mas
sem
pom
pa
e
antes
o
mais simples possível,
o
que
se
effectuou
no
dia
24
no
cemiterio
d
’
esta
cidade,
dirigido
pelo
2.®
testamenteiro.
CSwers-ss
do
©ríente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Bucharesl
22
—
Está
travado
um
combate
proximo
do
rio
Lom.
Ignoram-se
por
em
quanto
os
resultados.
Constantinopla
22
—
Depois
de
dous
no
vos
combaies
foi
hontem
repellido
o
ataque
dos
russos
contra
Jovanchifik.
S.
Petersburgo
22
—
As
tropas
russas
que
operam
na
Asia
continuam
fazendo pri
sioneiros
dos
troços
dispersos
do
exercito
de
Moukhtar-Pachá;
Poradim
23
—
Os
russos marcham con
tra
Rasgrad e
para
os
lados
de
Gablonitza,
afim
de
cortarem as
communicações
de
Plewna.
Na
Asia estão
sériamenle
ameaça
das
a
retirada
de
Ismail-Pachá
e
a
sua
juncção
com
Moukhtar.
Àlexandrpol
23
—
Em
consequência
de
grande
quantidade
de
viveres
apprehend'dos
aos turcos
depois
da
victoria
alcançada
contra elles
em
Aladja
Dagh,
foram
sus
pensas
provisoriamente
as
provisões para
o
exercito
russo
na
Asia.
Constantinopla
24
—
Ismail-Pachá,
tende
reunido
os
troços
dispersos do
exercito
de
Moukhtar-Pachá, chegou
a
Kaghysman,
na margem
do
rio
Arax.
A juncção
des
tes
2
generaes está
imminente,
pois
Mouk
htar
occnpa
Zenrn
pata
onde
avança
Is
to
ai
I.
Os russos
continuam
bombardeando
os
fortes
de
Kars, que respondem ao
fogo
do
inimigo.
Vienna
24
—Asseguram
que
a
Porta
não
acceilará
condição
alguma
de armis
tício.
Os
russos
invernarão
na
Bulgaria.
Chegou
a
Constantinopla
o
general
Grant.
ex-presidente
da
republica
dos
Es-
tados-Unidos.
Ragusa
24
—
O
exercito
turco
da
Al-
bania
está
concentrado
em
Podgorelza,
onde
prepara
novo
ataque
contra
os
mon-
tenegrinos.
Os
turcas
reúnem
30:000 homens
em
Kossow
para
marcharem
contra
a
Servia
ou
Grécia.
Erzeroum
24
—
Ismail-Pachá
chegou
hontem
com
o
seu
exercito
a
Quchindi-
kan.
Fará
amanhã
juncção
com
Moukhtar
em
Zewin.
Dizem
de
Kars
com
data
de
19
que
cs
russos
deram
um serio
ata
que
contra
Thumar
mas
foram
repeili-
dos.
Tergoukassofl'
persegue
Ismail a
dis
tancia.
Berlim
24
—
Gortschakoff
escreveu
uma
carta
ao
embaixador
russo
em
Berlim,
na
qual
acentua
a
determinação
do czar
pro-
seguir
a
guerra
até
que
a
sorte
dos chris-
tàos do Oriente
fique
deíinitivamente
re
gulada.
Assegura-se
que
Chukel-Pachá
foi
re
pellido
na
entrada
de
Orkanie
com
grandes
perdas.
O
bombardeamento
de
Plewna
loi
hoje
formidável.
Movimento
do
Hospital
d®
S.
Marcos.
—
Doentes
existentes em
14
de
outubro:
76
homens
e
72
mulheres.
almas
earidosns.
—
Recommetl-
darnos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva, moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13.
(sotão).
Tendo 80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com a
miséria extrema.
Appelo
á
caridade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma
esmola.
A
sua residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da
rua.
SECÇÃO
D£ COJSMUHICADOS
Snr.
redaclor.
Não devem as folhas
publicadas
ser
sómente
francas,
e
dispostas
a
acusar
le
ves faltas dos
ecclesiasticos,
e
muito
mais
dos parochos
com os
fins
sinistros
de
des-
pertigial-os e desacatal-ss, é
preciso
que
nas
Suas folhas lambem
appareçam
os fa
ctos
escandalosos
que
contra
os
mesmos
Parochos se
dão,
aqoe muitas
vezes,
os
obrigam
a
praticar
essas
faltas.
O
facto
que
vou
narrar
demanda pro
videncias,
e
obriga até
mesmo
a
que
as
auctoridades
providenceem
para
que
o
parocho
possa
ter
força
e
prestigio, e não
seja
sim
objecto
de
riso.
Falleceu
na
minha
freguezia
de
Sil-
veiros,
concelho
de
Barcellos,
arcebispa
do de
Braga Primaz,
um
menor
d
’
idade
d
’
oito
annos,
filho legitimo
de
Francisco
José
Gomes
dos
Santos,
homem
sem
for
tuna,
e
sendo
do
meu dever curar
de
lhe
dar
sepultura,
e
acompanhal-o
a
ella,
mandei-lhe
previamente,
na
falta
de
cemi
tério,
abrir
sepultura na
egreja,
e
quan
do
ésta
abertura
se praticava
foi
obs
tado
e
embaraçado
por
João
Antonio
da
Silva,
casado,
carpinteiro,
e
morador
no
lugar do
Talho,
meu
parochiano,
o
qual
obrigou
os coveiros
José da
Silva Garcias,
e
Joaquim
Ferreira
d
’
Araujo
a
que não
abrissem
tal
sepultura,
e
que
se
abrissem
desde
já
os
testemunhava
para
procedi
mento—
sem que
fosse
pre
yiamente
a
junta
de
parochia para
determinar
os
di
reitos
a
pagar
—
Usei d
’
amoestal-o,
mas
não
fiz
caso,
dizendo-me,
que não
mandava,
nem
tão
pouco governava ali
na
egreja
mais
do
que
elle,
tenlo eu
de
retirar-
me
para
me
queixar
á
aucloridade
admi
nistrativa,
mas
o resultado
foi,
por
em
quanto
nenhum.
Eisaqni
snr.
redactor
o
facto
que
se
deu na
minha
freguezia
de Silvemos,
no
dia
12
do
corrente
mez,
e
faço
d’el!e
nar
ração
para
que
o
publico
saiba
o estado
em que um
desgraçado
parocho
se
acha
exposto
e
sujeito
a qualquer
beleguim
a
dar-lhe
ordens
dentro
da
sua
egreja,
e
de
mais
a
mais
a prohibir
os
enterra
mentos.
Pela
insersão
d
’
estas
linhas
no
seu
acreditado
jornal,
lhe
ficará
muito
agra
decido
o
de
v.
etc.
Silveiros,
S.
Salvador e
S. João
Bap-
tista,
15
d
’
outubro
de
1877.
O
reitor João
Pereira
do
Lago
Oliveira.
Padre
João
Rebello
G.
de Menezes.
Bento
Gonçalves
Santos,
negociante
d’esta
cidade,
profundamente
reconhecido
pelas
muitas
provas
de
consideração
que
recebeu
de
todas
as
pessoas,
que
o
cum
primentaram
por
occasião
da
grave
mo
léstia
que
soffreu
ultimamente,
vem
agra
decer lhes
por
este
modo,
pedindo
des
culpa
de
o
não
fazer
pessoalmente,
por
o
não permiltir ainda o seu
estado de
saude.
(578)
Os
abaixo assignados agradecem por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pessoalmente,
a
todos os
cavalheiros
e
ex.
mas
snr.
8s
,
de
quem
receberam
tantas
provas
d'amisade.
estima,
e
consideração,
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
sua
muito
querida,
presada
e
nunca
es
quecida
filha,
sobrinha,
irmã
e
cunhada,
Maria
Clolilde d
’Araujo
Braga.
Egualmenle
agradecem
a todas
as pes
soas
que
no
oitavo
dia
do
seu
fallecimen
to,
assistiram
á missa
de
requiem.
na
egreja
do
Carmo,
pela
alma
da
finada.
Joaquim
José
d
’
Araujo.
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira.
Anna
Emilia
d
’
Araújo
Braga.
Adelaide
d
’
Araújo
Gomes.
Amélia
Olivia
d
’
Araújo
Braga.
Manoel
Augusto
d’Araújo
Braga.
Joaquim
Vieira
d
’Araujo
Braga.
José
Gomes
d’
Araújo Alvares.
(570)
Joaquina
Rosa
e
seus
filhos
agradecem
por
esta
fórma
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
prestar-lhes serviços,
e
os
cumprimentaram
por
occasião do falleci
mento
e
enterro
de seu
chorado
marido
e
pae Antonio
José
Pereira, musico
refor
mado
d
’
infanteria
8.
A
todas
protestam
seu
reconhecimento
e
gratidão.
(561)
Os
abaixo assignados,
naturaes
da
Pa-
estina,
nascidos
e
moradores
em
Bethlem,
catholicos
aposlolicos
romanos,
educados
pelos
padres
missionários
d
aquella
Terra
Santa,
e recemchegados
a
este
paiz,
pre
vinem
e
declaram
que
os
rosários,
e
me
alhas
que
expõem
á
venda são bentos,
teem
o
mérito
de
serem
locados
no
Pre
sépio
e
no
Sepulchro
do
Senhor,
e
o
de
serem
feitos
no
seu
paiz
com
madeiras,
arbustos
e
conchas
procedentes do Monte
Oliveie.
do
Tabor,
do
Rio
J
rifão,
lagos
da Galiléa,
Mar
'Morto
e
Jericó, e
de
outros
vários
pontos
da
Palestina,
o
que
aqui
declaram
para
que
ninguém
possa
dizer
que
surprehendem
a
boa
fé
dos
compradores,
Cópia
do
Santo
Sepulchro,
como
está
em
Jerusalem,
feita
de
nacar
e
ébano,
conchas
de
nacar,
medalhas, cruzes,
pul
seiras.
alfinetes,
brincos,
boquilhas,
rosa-
rios
de
nacar,
rosários
de
ossos,
de
fru-
clas,
pedras
do Rio
Jordão, onde
foi
aaptisado
o
Senhor,
copos
e
candelabros
de
pedras
do
Mar
Morto, escapulários,
rosários de osso,
de
oliveira
do
Monte
das
Oliveiras,
pholographias
dos
Logares
Santos,
registos
de
flores
naturaes da
Terra
Santa,
feitas
por
desenhos das
re-
igiosas
de
Bethlem,
rosas
de
Jericó,
as
quaes
teem
um
mérito
especial,
como
póde
vêr-se
no
livro intitulado:
(J
devoto
Peregrino,
por
frei
Antonio
del
Castillo,
procurador
da
Terra Santa;
e
pastilhas
da
cova
onde
se escondera
a
Virgem
com
o
menino, quando
Herodes
o procurava
para
o
malar,
e
enjo
merecimento
é
ex
plicado
no
citado
livro.
Todos
estes
objeclos
se
vendem
por
preços
modicissimos.
Rua
de
S.
Marcos
n.°
II
—
por 8
dias.
N
B.
Nos
domingos
e
dias
santifica
dos
não
estará
aberta
a exposição.
Carlos
Eues.
Santiago
Jaime
Abularach.
Aluga-se
uma
boa
casa
de
um
'■■■'
andar,
construida
de
novo, com
bastantes
cornmodos,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da Ponte n.°
58.
Para
vêr-se
e
tratar,
no n.°
58
C.
(542)
COtVTHIBLIÇftESI.
O
cofçe
da
recebedoria
d
’esta
comar
ca
estará
aberto
desde
o
dia
2
de
no
vembro
até 1
de
dezembro
proximo
para
a
cobrança
das
contribuições
predial,
in
dustrial,
de
renda
de
casas
e
sumptuaria
e
da
decima
de
juros
do
corrente anno.
(569)
I
rmazem
de
bíõõãs
”
DE
Campo
de
D.
Luiz
I
BRAGA
Participam
ás suas
elegantes
freguezas
que
acabam
de
receber directamente de
Paris
e
Londres
o
sortido
para
a
estação
de
inverno.
Em
fazendas
de
novidade
apresentam
o
—«MelikoíT».
Em
casacos
de
<mantalassé>,
modellos
chies
e
inteiramente
novos.
Tambein
apresentam
uma
grande
col-
lecção de chapéos
para
senhora
e
criança.
Estes
artigos
e
outros
muitos
de
alta
novidade,
requerem
a
visita
das suas
ex.
mas
freguezas
ao
seu
estabelecimento.
(567)
0VMA
MHBÁBS
NOVO ESTABELEGIMETO DE
FATO
FEITO
E
1*
O
K
M
E
E» I »
%
GANDARISLLA
&
C.
a
Campo
de
SiÈiit
lnni»
Ha
n’
este
estabelecimento
um
lindíssi
mo
e
variado
sortimento
de
fazendas da
ultima
moda,
chegadas
directamente
do
estrangeiro,
bem como
das
nossas
mais
acreditadas
fabricas.
Apromptam-se
fatos
completos
ou
qual
quer
peça
d
’obra com
a
maior brevidade
e perfeição,
por
preços os
mais
modi-
cos.
Também
se
recebem
fazendas
aos
fre-
guezes
que
desejarem
mandar
fazer
qual
quer fato.
enilSARU
DO
ffl.W
Grande
sortimento
de
camisas
de
bre
tanha
de
linho,
percal,
chita,
etc.,
perfei
tamente
acaba
las.
e
de
apura
lissimo
gos
to;
variedade
de
punhos
e
colarinhos,
ce
roulas,
camisollas
e
coturnos.
(562;
DECLAR1ÇA0
Manuel
Joaquim
da Cunha
Vieira
de
Carvalho,
proprietá
rio,
e morador n’esta cidade, de
clara
perante o publico d’esta
cidade
e
fóra
d elia,
que a di-<
vida
posta em juiso pela direc-
ção
do Banco Commercial des
ta cidade, é o seu total a quan
tia de 500000
cincoenta mil reis,
de
cuja
quantia
ficou como fia
dor de Antonio Moria
Gomes da
Silva Ramos, d’esta cidade, cuja
quantia
vae
satisfazer.
Faz a presente declaração por
dous
motivos— 1."
pela
incúria
da direcção do Banco Gommer-
cial, n’esse annuncia que man
dou
publicar n’este mesmo jor
nal,
o
não declarar a quantia
por
quanto
ia ser executado e
de
que era
proveniente tal divi
da
—2° e o principal,
é para que
o publico suspenda
maus
juizos
por quanto a
divida
não foi con
traída por elle;
e
mesmo para
quem
esta declaração interessar
fique
inteiramente sciente qua
tal divida
não
é de
contos
da
reis.
Depois de concluida esta fian
ça
e satisfeita a supradita quan
tia, tratará muito de perto
este
negocio,
dizendo mais detida-
mente alguma
cousa com rela
ção
a
esta questão desde o prin
cipio
d’ella,
até fim. (at?3)
ÃcçõeM
e
pramísaorlas
de
baneos
e
com
puxa
Ei
iiia
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
’
:^S® r**£àS?SS^fiSK^^!
ALCATRÃO
BARBERON
TJnico
que contém todos os princípios balsamlcos e aromáticos de
Aleatrão
de
Noruega.
Noi
fortes
calores
e nas
mudanças ae estação, impede que
a agua se corrompa: é uma bebida hygie-
jdca
e preservadora de
moléstias
epidemicas. —
Dóse
:
uma coiherzinha n’um copo dngua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço
400
reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias do peito, tísica, anemia, dyspepsia, raohitismo,
moléstias dos
ossos, das
mulheres
e das crianças. —
Preço
:
500
reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de ferro. —
Recon*
stitue
o sangue
sem causar o
estomago. Muito
sgradavel,
digestivo e tonioo.—
Preço
:
800
r».
FOGO
BARBERON PARA
OS
CAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente
ssm destruir
O
pello.
Exito
infallivel e facil applicação. —
Preço
:
950
reis.
Depositas:
BARBERON
&
C'»,
en Châtillon-sur-Loire (Loiret),
França.
Em
Lis
no?,
snr.
Barreio,
rua
do
Lorêto,
n.° 28
—30.
(:|:—
28)
17
-
BUA
DE
8. VICENTE
-
17
JEME
>8 00 XS.
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
Os
únicos fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
quaes
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
univr
/
adelphia
1
I GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS ! I
Para adquirir
as
melhores machinas conhecidas
UM
ANNO
DE
PRAZO
Sem
nugiiirnto
algum
noa
preços,
ou
dez
por
cento
de
aJsr.tiísaeMt»
por
prompto
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ENSIxVO
GKATIS
K.n
CAS.4
DO
COMPRADOR
eçam
catalogos
illustrados
Com
listas de preços
e
as condiçõos de vendas a prasos
at
sus-saccuasii
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
"
17,
RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
II
SI
I
SilfflMl
POUTO
(586)
«g»>
(INCORPORADA POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PELO
MESMO
PREÇO
«jVE
»'
H4
«5
MIC
RE
JANEIRO
PAQUETES"
Ã~SÃI
r
”
í.E
LISBOA
ELBE...................13
de
Novembro
TAGDS..........................
li
de
Dezembro
MINHO ...
.
28
de
Novembro
GUADIANA
...
28
de
Dezembro
PREÇOS
COMMODOS
Ca«la
psqnete
d
’
esta
cotsapnBsIsia
leva
a
bordo
criadas
e
easinheiroa
portugueses
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as elasaes.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
£
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
Isorilo os
pasBageirvs
teem
gratís
eama,
roupa
de
eama,
co
mida
feita
por cosinifeeiros
porttigwezes,
vinho
duas
vezes
por
dia,
OBSiateiieia
medica,
serviço
de
criados
e
outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA
dc
mais
de
um quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
(
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
boin
tratamento
e accomodações
a
bordo,
e pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygieno
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que leem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez para
a
conducção
das
suas
raa'as do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S. Ã.
o
Infante
D.
Augusto.
I
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
NOVO
•
ESTABELECIMENTO
DE
CARVALHO & SILVA
56
—
Rua
do
Souto
—
56
—
BI5AC.4-
Acabam
de
receber
um va
riado
sortimento
de
fazendas
próprias
para
a
presente
esta
ção,
taes
como
cazemiras pretas
e
de côr
es,
panos
sedãos,
ditos
Biagonaes,
montenhaks,
ratinas,
guarda-chuvas
e
outros
muitos
artigos,
tudo
da
ultima
novida
de,
que
vendem por
preços
os
mais
rascaveis,
sem competi
dor.
(365)
A
3 VI,
O
Í5E
25.
PEDRO
V.
Por
se
não
ler
verificado
a
reunião
d
’
assembleia geral dos snrs.
associados
e
bemfeilores
annunciada
para
o
dia 21
d
’
este mez,
por
falta
de
numero
legal,
são
por
isso
de
novamente
convocados
a
reunirem-se no dia
28
do
corrente,
para
os
fins
que
determina
o
artigo
16.p
dos
estatutos.
Braga,
Secretaria
do
Asylo
24
de
Ou
tubro
de
1877.
0
Secretario
TENDA
.0.1 QUIWA
Vende-se a
quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Semelhe,
a
limitar
com
a
de
S. Jerony-
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas pertenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronyrno,
a
limitar com
aqueíles
Gs
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os
da
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capellistas
20
C-
Braga.
ClHt
HGIÃO
DEKTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDIC0-CIRURG1-
CA DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
coatinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
CIRURGIé
«ENTISTA
DA
Escola
Americana
DINHEIRO
A
JURO.
Sobre
boa
hypotheca dão-se
a
juro
de
5
p.
c. 373^980
reis,
na
irmandade
de
S.
João
da
Ponte, d’
esta
cidade.
Trata-se
com
o
vedor da irmandade,
Luiz
Boaventura
Esteves,
rua
de
S.
Mar
cos.
(564;
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo (antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
SECCIONAMENTO.
No
largo
de S.
Miguel-o-Anjo,
7,
lec-
ciona-se
Francez,
Rhetorica,
e
Philoso-
phia,
—
habilitando-se
para
exame
em
to
das
estas disciplinas.
COLLEGIO
INGLEZ
•
DO
Sagrado CcraçSo
de
Maria,
Virgem
Iittiimeulaiia
RUA
DE
S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se as
aulas no
dia 1
do
pro-
ximo
outubro.
Este
collegio continua
a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro-
gramrna,
que
se
enviará
a
quem deseje
ter
esclarecimentos d’
esta
casa
de
educa
ção
para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Miss
Thereza Hennessy.
(508)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado. Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
FíLIÂL
Dâ CAiXâ
í
.A
«.
.1511'
A
I»
E
N
M
O
RIS
T
A
Sociedade
anónima
de responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
£00:000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
roa
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferrament
is,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a 100
réis.
Recebe-se dinheiro
em
deposito
a pra
so
ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias des
de
as 9 hora da manhã até
ás
7
da noite,
e
tios
dias
santificados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente—
A. G.
Ferreirinãa.
I&UA
NOVA,
N.°
5
Ha
para
vender
um
tranqueiro
e uma
sacada
de
pedra do
monte
das Caídas.
Trata
se
na
mesma rua
e n.°
(543)
BRAGA,
TYPOGKAPHIA LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
