comerciominho_27031877_619.xml
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-
5."
ANNO 1877
FOLHA COMMERCiAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 619
'SJKv.mn
—
-
-
—
.-W ■
■
I
—
I
■
I
!
.
I...
..>!■■
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre 850 rs.^Prown-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—
Semestre
1^050
rs.
**
-Brazil,
anno 3&600 rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8§000
reis
e 4&500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/
8
d
’
abatimento.
Assígna-see
vende-se
no
escripwrio do
editor
e
proprietário
/wtf
Maria
Dias da
Costa,
rua Novan.
’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda a
correspondência
franca
deporte,
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assina
como as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
folha
avulso
10
rs.
D.
JOÃO
CIHiYSOSTOMO
DE
A
MORIM
Pessoa,
por
mercê
de
Deus, etc.
Ao
clero
e
fieis
d
’esla Nossa Archidioce^e de
Braga,
Primaz
das
Ilespanhas, saude,
paz
e
bênção
em
Jesus Christo, nosso
Salvador.
As
grandes
solemnidades
annuaes
do
culto
da
Religião Catholica
vão em
breve
ser
celebradas
no
santo
e
magestoso tem
plo
da
Nossa
Sé
Primacial
com
a
pompa
e
esplendor
que
ellas
pedem,
e
Nós,
em
as
condições
em
que
Nos
achamos,
lhes
podemos
dar.
A
grande
Semana
do culto
christão,
a
Semana
Maior, segundo
a
sagrada lithur-
gia,
a
Semana
por
antonomasia
chamada
Santa,
por
que
a
Egreja
christã
recorda
n
’eila
os
grandes
mysterios
da
paixão,
da
morte
e
da
resurreição
de Jesus
Christo,
seu
divino
fundador,
está
próxima
;
e
todo
o
homem,
que
se
acolhe
á
sombra
da
Cruz,
e
que
a considera
como
signal
da
sua
salvação
eterna,
não
póde
ficar
es
tranho
á
celebração
de
tão
augustos
mys
terios, nem
deve
mostrar-se
indiíferente
ao
chamamento
que
lhe
é
feito
por
esta
occasião.
O
negocio
da
Nossa
salvação
é
impor
tantíssimo,
e
o
maior
que
podemos
ter
;
é o unico
que
se
póde
chamar
propria
mente
Nosso,
como
dizia o
Apostolo
S.
Paulo
—
Ul
vestrum
negotium
agalis.
Para
entrar
no
reino
de
Deus
é
necessário
fazer
violência
á
vossa
tibieza,
é
indispensável
uma
certa
força
para
vencerdes
todos
os
obstáculos,
que
se oppõem á
vossa
posse
da
felicidade
eterna
:
Regnum coelorum
vim
palitur,
et
violenli
rapiunt
illud,
como
diz
Jesus
Christo
em S. Matheus
XI-12.
Nós,
porém, estamos
muito
certo,
que
os
sentimentos
de
piedade,
que
vos ani
mam
e
tanlo
ennobrecem,
meus
filhos
em
Jesus
Christo,
não
deixarão
perder
esta
occasião
tão
própria
para
se manifestarem
pela
vossa
assistência
aos
actos
religiosos
d’
esta
grande
Semana,
e
pelo
respeitoso
acatamento com
que
assistireis
a
elies,
como
é
do
dever
do
homem
christão,
e
como
Nós
esperamos
que
aconteça,
para
que
em
todos
os
ângulos
d
’este
fidelíssimo
reino
de
Portugal
o
vosso
modo
de
pro
ceder
seja
louvado
e
apontado como
ex
emplo
digno de ser imitado.
Deveis
todavia
advertir,
que
os
vossos
actos
de
piedade
para serem
meritórios
e
agradaveis a Deus,
não basta|simplesmente
pratical-os,
é
necessário
que
elies
sejam
praticados
em
espirito
e
verdade,
inten
cionalmente
com
o
fim
de
dar
gloria
a
Deus,
que
tantos e
tão
grandes beneficios
Nos
tem
feito,
não
só
pelo
acto da
sua
omnipotência,
creando
o
homem
á
sua
imagem
e
similhança,
mas
ainda
mais
pelo
acto da
sua
misericórdia infinita,
remindo
o
peccador
do capliveiro do
de-
monio,
á
custa
da
paixão e
morte
afron
tosa
de
seu
Filho
Jesus
Christo.
O
povo
da
Judêa,
que
linha
presen-
ceado
os
milagres
mais
famosos,
feitos
em
seu
favor,
e
recebido
a lei
e
os
be
neficios
do
Todo-Poderoso,
o povo
da
Ju
dêa
lambem
concorria
ás
festividades
do
templo
de
Jerusalém ;
mas
por
que
a
sua
intenção
não
era
pura
e santa,
por
que
o
culto,
que
elle
prestava,
era
só
exte
rior,
o
Propheta
Isaias
o
arguiu
severa
mente,
e
Jesus
Christo não
duvidou
ser
vir-se
das
palavras
do
Propheta,
quando
disse
aos
pharizeus
que
elies
louvavam
a Deus
com
as
suas
palavras,
mas
não
acompanhavam estes louvores
com
os
afle-
ctos
do seu
coração
:
Populus
hic
labiis
me
honorat, cor
aulern
eorum
longe
esl
a
me.
A
fé
esclarecida,
porém,
dos
homens
illuslres
e
illustrados
d’esta
nova
Roma
portugueza,
e os
sentimentos
verdadeira
mente
piedosos
do
religioso
povo de
Braga
Nos
dão
a
doce
e
consoladora
esperança,
que as
solemnidades
da
próxima
Semana
Santa
serão
não
só concorridas, mas
iam-
bem
respeitosa,
e
devotamente
celebradas.
E
como
na quinta feira
d
’esta
grande
Semana terá
logar,
ajudando-Nos
Deus,
a
celebração
da
Nossa
primeira
missa de
Pontifical
em
a Nossa
cathedral.
e
o SS.
Padre
Pio
IX
tenha
concedido
indulgên
cia
plenaria
a
todos
os
fieis,
que,
tendo-
se confessado
e
cominungado,
assistirem
a
esta
missa
de Pontifical, ou
visitarem
a
Nossa
cathedral
durante
aquelle
dia,
pe
dindo
e
rogando
a
Deus
Nosso
Senhor
pela
exaltação
da
fé
catholica,
pela
extir
pação
dos
erros
e
herezias,
pela
paz
e
concordia
entre
os
príncipes
christãos,
prl>
Pontífice Romano
e
jerarchia
ecclesiastica,
Nós,
desejando
que
este
grande
beneficio
na
ordem
da
salvação
eterna
aproveite
a
muitos,
daremos
pela
Nossa
mão
na missa
de
Pontifical
a Sagrada Gommunhão
a
to
dos
os
fieis,
que,
devidamenle
dispostos,
quizerem
recebel-a
;
e
a
todos
os sacer
dotes
d
’esta cidade de
Braga,
que
se
acham
habilitados
para
confessores,
con
cedemos
todos
os
poderes
e
faculdades
especiaes,
que
por
direito
podemos
dele
gar,
desde
o
dia
de
sabbado,
24
do
cor
rente
até
ao dia
de
Paschoa
inclusivè;
por
ser
este
dia
um
dos
escolhidos
para
darmos
a
Bênção
Apostólica
depois
da
missa
de
Pontifical,
que,
se
Deus não
dispozer
o
contrario,
havemos
de
celebrar
na
mesma
Sé
Cathedral.
As
graças
e indulgências concedidas
aos
fieis
por
esta
bênção,
também
poderão
ser
lucradas
pelas
pessoas
que
vivem
dentro
da
clausura, ou encarceradas,
ou
que
p
r
doença
não
pódern
ír
recebel-as,
sendo
ne
cessário
que
para
este
fim
não
só
estejam
devidamente preparados
e
dispostos
com
os
Sacramentos
da confissão
e
communhão,
mas
também
que
attendam
aos
signaes
que
na
fórma
do
costume
hão de
ser
da
dos
nas torres
da
Cathedral,
para
aunun-
ciarem
o
principio
e
o
fim d
’este
aclo
reli
gioso.
E
para
que
seja
mais
certo
e
seguro
o
aproveitamento
d
’
este
grande
beneficio,
concedido
benignamente
pela
Sé Apostóli
ca,
Ordenamos
que
as pessoas
que
vivem
em
clausura
ecclesiastica,
se
reúnam
no
coro
das
suas
respectivas
egrejas,
logo
que
na
Cathedral
se
dê
o
costumado
signal
da elevação durante a
missa
de Pontifi
cal,
e
alli
se
conservem
em
oração
men
tal
ou
vocal,
como
melhor parecer,
até
ser
dada
a Bênção
Apostólica.
—
Dada
e
passada
sob
Nosso
signal
e
sei
lo
das
Nos
sas
Armas,
n
’
este
Paço
Arch
episcopal de
Braga,
aos
20
de
Março de
1877.
Logar
gg
do
Sello.
João,
Arcebispo
de Braga.
—
TERÇA-FEIRA 8» fiSE
março
---------
-
A’ ISeííaeçSo do
sCommertio
«ío
Tlinlio».
Londres,
15
de
Março,
1877.
Ahi
vai a
minha ultima
carta para
o
Apostolo,
onde
copiei
a
que
o
Commercio
do
Minho
recebeu
de
Coimbra,
relatando
as façanhas
d’
aquella
canalha
escolastico-
maçonica,
por
quem
o
povo
da
cidade,
as
Auctoridades,
e
a
Universidade
se
dei
xaram
estupidamente
insultar
e
deshonrar.
Sam
isso
proezas
de
tempos
«consti-
tucionaes»,
isto
é,
pedreiraes;
e
já
n'ou
tro
tempo._
também
constitucional,
bem
que
não
tão
tolo
e
desbragado
como o
actual;
por occasião
d
’
essa
mesma
Pro
cissão
dos
Passos,
o
celebre
José
Pinto
Bebello
de
Carvalho,
encontrando-a,
em
buçou a
capa
batina!
por
cima
da cabe
ça,
da
maneira
a
mais
conspícua,
para
mostrar seu philozophico
desprezo e
abor
recimento
por
semelhante
«superstição»,
que
offendia
seus
desempoados
sentimen
tos
!
FOLHETIM
lilf.
J.
II. I»E
11M».
6S
BOIS
1WSS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XIII
O anniversario.
A
velha
continuou
:
—
Era
noite; mas
não
como
esta,
que
vae
indo
fresca e
bella com
seu
mages
toso
e
claro
luar:
era
uma
noite
de
tem
pestade;
a
chuva
cahia
a
cantaros...
os
fuzis
accendiam
com
intermittencia
cheia
de
temores
um
fogo infernal,
que
cegava;
os
trovões
faziam estremecer
os
moveis, e
as
casas...
—
Má
noite
I... murmurou
pensativo
o
mancebo;
má
noite!...
que presagiol...
—
Que
é
isso?
disse Irias; fazes-te
melancólico?
—
Não é nada, continuae.
—
Eu
estava
de
joelhos
diante
da Ima
gem
de
Nossa
Senhora
das
Dôres..»
re
zava
tremendo
pelos
navegantes...
e
por
mim
.
nossa escrava respondia
ás
minhas
orações...
a tempestade... a
trovoada
con
tinuava
cada
vez mais
horrivel;
quando
ás
onze
horas...
—
A’
s
onze
horas...
—
Uma
mão
pesada
e
forte bateu
á
porta
de
nossa
velha casa... corremos
am
bas,
eu
e
a
escrava.
Quem
é?...
pergun
tei.
—Abra
pelo amor
de
Deus;
disseram
da
rua.
Abri.
Recuei
espantada
diante de um vulto
que
entrou
: era
um
homem alto e
envol
vido
em
longa
capa
negra.
—
Nada receie,
disse
elle
sem se
desem-
buçar.
—
Quem é
o snr.
?
e
o
que
quer
de
mim?...
perguntei.
Em
vez
de responder-me,
o
homem
fechou
a
porta
por
onde acabava
de
en
trar,
e
ao
som
dos trovões...
perguntou-
me
:
—
A
snr.
a
é
christã ?
—Eu rezava
quando
o
snr. bateu, res
pondi.
—
Póde-se
rezar
e
não
crer,
tornou-
me;
pergunto
se
é
christã.
se
sabe
sel-o.
Por
unica
resposta
mostrei-lhe
a
ima
gem
de
Nossa
Senhora das
Dôres,
a
cu
jos
pés
linfia
eu
estado
ha
pouco.
—
Nossa
Senhora
das Dôres!
exclamou
o
homem
desconhecido
; o
simbolo
da
ma
ternidade!
a
mãe
de
todos
os
homens!...
de
joelhos
pois,
senhora.
Eu
me
ajoelhei
de
novo
diante
da
Ima
gem ;
e
o
desconhecido
proseguiu:
—
Em
nome
da mãe
de
Deus,
que
é
também,
e
principalmente,
a
mãe
dos
or-
fãos
e
dos
pobres,
acceita
mulher,
como
teu
filho
esta
infeliz creança
recem-nasci-
da,
que
não
tem
por
si
no
mundo
se
não
o
olhar piedoso,
que
do
alto
do
ceo
está
sem
duvida
lançando
sobre
ella a
Virgem...
—
E
tem
tudo
portanto!
accrescentei
eu
com
o
coração
cheio
de
lé.
O
desconhecido
lançou
para
traz
a
ca
pa,
e
entregou-me
uma
innecente
crean-
cinha
recem-nascida,
que
acabava
de
fa
zer
o
seu
passeio
no
mundo
ao
clarão
dos
relâmpagos,
e
ao
som
dos
trovões.
Recebi-a
de
joelhos
como
estava;
era
tão
galante essa
creança
!
jurei
amal-a
co
mo
se
tivesse
saido
de minhas
entra
nhas;
jurei
pela
Santa
Virgem,
que
seria
sua
mãe.
A
creança
dormia
tão
socegada
!
Olhei
para
a imagem
da
Senhora...
pa
receu-me
que
se
sorria...
que
me
estava
animando
com
um
olhar
protector...
A
chuva
tinha
parado... os trovões
não
se
ouviam
mais :
era
sem
duvida um
milagre
de
Nossa
Senhora.
Examinei
a
creança...
era
um
me
nino.
—
Como
se
chama
este
menino?
per
guntei.
—
Ainda
não
tem nome.
—
Que
nome
lhe
darei?
—
O
que
quizer.
—
Sua
famila
?
—
Pois
não
está
vendo
que
é
um
en-
geitado
?
—Bem,
eu o
adopto
;
é meu
filho.
—Deus
lh
’
o
ha
de
pagar,
disse
o des
conhecido
:
mas
a
snr.a
é
pobre...
eis
aqui
com
que
pagar-lhe a
ama;
depois...
se
elle
viver,
uma
mão
misteriosa
cuida
rá
em
sua
educação,
como
um
amigo
in
cógnito
velará
por
elle.
E
deixando
sobre
a
meza
uma
bolsa
cheia
de
oiro,
o
desconhecido
envolveu-
se
de
novo
em
sua
capa,
abriu
a
porta
e
desappareceu.
A
noite
já
estava
bella e
clara
;
bella
e
clara
como
o
dia.
Fiquei
só com
o
menino.
— E
esse
menino,
disse
tristemente
Cândido,
esse menino
era
eu.
-Examinei-o
todo,
continuou
a
velha
;
e
nem
uma
lettra
em
suas
roupinhas
para
designar
sua
familia. e
nem
um
signal em
seu
corpo
para
fazel-o
conhecido
de
seus
paes
—
Oh!... e
minha
mãe,
senhora
?.
.
per
guntou
Cândido.
—Abençoada
seja
essa
noite,
exclamou
a
velha
sem
altender
a
seu
filho
adopti-
vo:
tu,
Cândido,
foste
crescendo
ao pé
de
mim
sempre
bello,
feliz
e
engraçado:
de
anno
em
anno...
á mesma noite...
ás
mesmas
horas
o
homem
desconhecido
em
buçado
em
sua capa
negra vinha
agrade-
cer-me
os
cuidados
que
o meu
amor
gas
tava
comtigo,
e
deixar-me
ora
uma
bolsa
repleta
de
oiro, ora
uma
carteira
conten
do
somma
considerável
em
relação
ás
pe
quenas
despezas,
que
me obrigavas
a
fa
zer.
—
E
esse
homem
nunca
fallou?...
nun
ca
disse
nada
a
respeito
de
meus
paes?...
—
Nunca
:
e
tu
eras
tão
pequeno,
que
jámais
me
veio
á
lembrança
contar-te
a
historia
d’essa
noite
:
depois, quando
che
gaste
aos treze
annos
de
edade,
esse
ho
mem
te
veio
arrancar
dos
meus
braços...
e
sabes
quanto
tempo
estivemos
separa
dos
!
r
—
Oh
!
eu
o
vi
então!
e
esse
homem
de vestidos
negros...
eu
me
hei
de
lembrar
sempre...
—Voltaste, continuou
Irias;
e
é
esta
a
primeira noite
de teus annos, que
pas
samos
juntos
depois da tua
volta.
Quiz
re
ferir-te
o que
se passou
n
’
essa
noite,
que
começando
em
tempestade,
acabou
tão
bo
nançosa:
oh!
foi
uma
bella noite!
bem
feliz!...
bem
ditosa
para
mim.
—
A
noite
em
que
me
engeitaram
!!!
.
balbuciou
o mancebo.
ÇCoatinúaJ
mesmo General
veio
primeiro
a
Berlim,
conferiu
com
Bismark,
foi
recebido
pelo
Imperador
ou
Rei;
de
lá veio
a Paris,
onde
eslava
hontem,
e aqui
o
teremos
tam
bém brevemente.
A
minha
opinião
é,
que
as
cousa
se
comporám
sem
guerra por agora;
o
que
poderá
vir
a
resultar
da revolução verda
deira
que
se
está
iniciando
na
Turquia;
onde
necessariamente
semelhante
revolu
ção
tem
de
produzir
efleitos
e
mudanças
muito
mais
extraordinários que
em
ne
nhum
dos
outros
paizes
onde
se
tem
ap-
plicado
a receita; é
cousa
que
se
não
po
de
prever,
e
que
convém
deixar ao
tempo
o
illucidar-nos
sobre
isso.
II.
—
O
Weekly
Register
de
3
do
cor
rente,
copiando
da
carta
do
seu
Corres
pondente
em
Roma,
escreve
o
segumte,
que
não
pode
deixar de interessar
os
lei
tores
Brazileiros
do
Apostolo
—
e
lambem
outros:
—
«O
I
mperador
do
B
razil
.
—Este
So
berano
parece
tomado de
um
grande
de
sejo
de
adquirir
instrucção
em
suas via
gens.
Visitou
o
illustre
astronomo,
o
Pa
dre Sechi,
no
observatorio
do
Collegio
Ro
mano»,
(donde
a
flibusteirada
ladroa
Ita
liana
expulsou
os
donos,
os Jesuítas,
apos
sando-se,
sem
a
minima
cereinonia ou
vergonha,
do
edifício
e de
tudo
que
nelle
lavia.
Por
muito favor permiltiu
que
o
dislinctissimo
Astronomo
Jesuila
conser
vasse
a
faculdade
de
continuar
estudan
do
os
Céos
e
a
Sciencia
no
observato
rio, por
elle
tão
illustrado.
—
;
Como
é
ge
nerosa
a
canalha
dos
laes
ladrões!).
"Te
ve
S. M.
uma
interessante
conversação
com o
Jesuíta,
sobre
a
sciencia
de
que
este
é
tão
brilhante ornamento.
«Visitou
o
Imperador
ao Professor
Volpicelli,
que
tem
uma
collecção
de
ins
trumentos
para
illustração
da
sciencia
phy-
sica,
e
maquinas
do
melhor
estilo
mo
derno.
«Na
terça-feira assitiu
elle
a
uma
grande
recepção
dada
em
honra
sua
pela
Marqueza
del
Grillo
—
a
celebre
actriz
—
me
lhor conhecida
como
Adelaide
Ristori.
Durante
o
giro
professional
desta
Senhora
pelo
mundo,
recebeu ella
varias valiosas
dadivas da
Familia
Imperial
do
Brazil.
«Visitou D.
Pedro
11
também
os
Es
túdios
dos
mais
afamados
pintores
em
Roma.
Partiu
agora para
o
Convento
de
Monte
Cassino,
a fazer
uma visna
ao bem
conhecido
Padre
Tosti,
ao
Abbade
Pap-
paleliere.
Fará
uma
excursão
nos
Montes
Albanos,
a
Frascali,
Tivoli,
Subiaco,
e
Cornelio
Tarquinia,
para
estudar,
nesta
última
cidade,
os
restos
dos
tumulos
Etruscos,
e
as
obras
d
’
arte
que
ahi
se
encontram,
e
partirá
depois
para
Flo
rença».
(('uut
tua)
À.
R.
SARAIVA.
----- -------------------------------
4$
progresso... liberal.
Archivemos
o
seguinte
quadro,
que
nos
offerece
o
insuspeito
«Conimbricen-
se»,
um
dos jornaes
mais
sisudos
do
paiz:
«Temos
mais
progresso
em
Coimbra !
Como
se
ainda fossem
poucos
os
templos
que
n
’
esta
cidade
cessaram
de
estar
en
tregues
ao
culto
divino,
achamo
nos
em
vesperas
de
se
fechar
mais
um e
dos
me
lhores
d
’esta
terra
!
A
irmandade do
Senhor
dos
Passos
esteve
sempre
na
egreja
da
Graça,
perten
cente
aos
religiosos
eremitas
calçados
de
Santo
Agostinho,
na
rua
da
Sophia.
Pela extincção das
ordens
religiosas
em
1834
foi concedido
á mesma
irman
dade
o permanecer na
referida
egreja,
sendo o
editicio
do
collegio entregue á
carnara
municipal
para quartel
militar.
Ha
8
annos
passou
a
administração
do
mesmo
quartel
para
o
governo.
Junto
á
egreja
ha
o
claustro,
que
sem
pre
desde
1834,
e
sem
nenhuma
interru
pção,
esteve
na
posse
e
uso
da
irmanda
de;
e
para
se
ver
o
quanto
isso
é
abso-
lutamente
indispensável
basta
dizer-se,
que
é
pelo
dito
claustro
que
ha a
unica ser
ventia
para
a
torre
da
'egreja;
e
egual-
menle
é
pelo
mesmo
claustro
que
ha
a
unica
serventia
para
o
côro,
onde
está
o
orgão.
Agora
no
sabbado
ultimo,
o
snr.
go
vernador militar,
allegando
que
a
irman
dade
não
tem
titulo que
lhe
conceda
o
referido
claustro,
como
se
fosse
pouco
uma
posse
de
43 annos,
mandou trancar
todas
as
portas
que
communicam
com
elle
!
Em
consequência
d
’isso
deixou
já
no
domingo
de
se
celebrar
missa
na
egreja
Não
pouco
isso
aborreceu,
por
signal,
ao
seu
então
companheiro
(e hoje
Desem
bargador;
ou
Juiz
ou
o que
quer
que
seja,
lá
da
geringonça
liberangal
—
e de mais
a
mais
Visconde
nominal
)
Antonio Luiz
de
Seabra.
Este
linha
senso
bastante,
bem
que
companheiro
e
amigo do
outro,
para
apreciar
devidamenle
a
philozophica lou
cura,
e
affectada
impiedade
do
outro.
A.
R.
SARAIVA.
A
’
Eledaejío «lo «ApoMtoio».
Londres,
8
de
Março,
1877.
SUMMARIO.
1.
—
A
Nota
Russa
de
Gortchahoff,
e
a
visita
de
IngnatiefT
a
Berlim,
a
Paris,
etc.—
Como
se
julga
que
responderam
as
outras
Grandes
Potências
á
mesma Nota.
—
Esperar-se-ha
de
ver
o
que
sahe
da
Constituição
improvisada na
Turquia.
— II.
—S.
M.
o
Imperador
do
Brazil
em Ro
ma,
e
oulros
logares
interessantes
dos
contornos;
sua
visita
ao
Padre
Sechi,
etc.
—
111.
-Tristíssimo
contraste
do
progresso
admiravel
do
Calholicismo na Inglaterra,
com
a
vergonhosa
e
escandalosa
impie
dade
maçónica
e
anti-christã
em
Portu
gal.
1
—
A
Nota
Russa
de
que
já
falei,
e
parecia
tão innocenlinha,
fez,
todavia,
com
que
os
diversos
Gabinetes
tiveram
de
consultar
e
combinar-se
para
responderem
á mesma
nota
de
maneira
concorde
e
uniforme
na
sustancia,
se
não
nas
pala
vras.
Segundo escreve
ao
Times
o
seu
Cor
respondente
em
Vienna,
que
se
tem
visto
sty-,
de
ordinário
bem
informado nestas
relações;
vê
se,
que
os
diversos
Gabine
tes
das
outras
Grandes
Potências,
se
en
tenderam
e
concertaram; sobre o modo
porque
haviam
de
olhar
a
Nota, e
res
ponder
a
ella,
de
sorte
que
por
ahi
pren
dessem,
por
assim
dizer,
a
Rússia
a não
proceder
na
questão
Turca
senão
de
con
certo
com
os
outros
5 Gabinetes—
no
que
o
Inglez
e o
Austríaco
tinham
o
princi
pal
empenho
e
interesse.
E’
pois
a
sustancia
da
resposta,
se
gundo
o
dito
Correspondente
annuncia,
af-
tírmarem
os
Gabinetes
o
seu
contenta
mento,
de que
a
Rússia
queira
assim
ver
a
questão
Oriental
resolvida
no
interesse
de
toda
a Europa
dirigente;
e
nisto,
mos
trar
se
que
a
Conferencia
de
Constanti
nopla,
ainda
que
na
forma
pareceu
dissol
ver-se,
continúa
realmente
trabalhando
nos
mesmos
objectos
para
que se
reunira
em
Stamboul.
A
Rússia
não
terá
diíliculdade
em ad-
mitlir
este
concerto;
tanto
mais,
que
ella,
e
as outras,
liam
de necessariamenie
de
sejar
(alé
por
simples curiosidade não-di-
plomatica)
de
ver
o que sahe
do
drama
Turco-constitucional,
e
verse,
afinal
de
contas,
vem
a
dar
em tragédia,
comedia,
ou
tragi-comedia—
pois,
em
meu
proprio
pensar,
imagino prossivel
que
tome
uma
ou
outra
dessas formas.
De
comedia,
na
verdade
já
o
drama
lêve
bastante:
a con
stituição
improvisada
no
tablado
onde
nin
guem
podia
suspeitar
que
ella
se
apre
sentasse
com
aquelle
desembaraço e
pres
teza, já ttm alguma
cousa
do
genero
dos
espectaculos usados
aqui, desde
o
Natal
até
o
Entrudo,
por algumas
semanas,
e
onde
o
inesperado,
o
maravilhoso—
assim
como
o
ridículo—
fazem a
principal
parte
do
espectaculo
e
do
interesse
do
pu
blico.
Para
o Natal
que
vem
nada
me
admi
rará,
se
nas
pántominas
do
tempo
aqui
virmos
Pantalon,
apparecer
no
tablado
exhibindo
uma
immensa tesoura,
como
fac-simile
daquella com
que
Abdul
Asiz
foi
suicidado;
que
logo
venha o
mesmo
có
mico
com
uma
enorme
Constituição,
aca
bada
de cozinhar,
ainda
quente,
e
fume
gando,
apresentando-a
a
uma
conferencia
de
histriões,
como
um
primor
d
’
arle
polili-
co-culinaria;
e
pouco
depois,
o
mesmo
ador
midhatado
para o
Yzidin,
e
posto
a
andar
pelos Dardanellos, fora. A
Nota
Russa
e
suas consequências,
supprirám,
provavelmente,
o
resto
dos
incidentes da
notável
pantomina.
A
viagem
do
celebre
General
diplomá
tico
IgnalieíT,
que
presidiu á
Conferencia
em
Constantinopla,
e
que
agora
vem
vi
sitar
as
diversas,
ou
as
principaes
Ca
pitães
das
Potências
que
fizéram,
por
seus
Representantes,
parte
da
famosa
Conferencia,
excita
uma
variedade
de
con-
jecturas
que
seria
tempo
perdido
relatar;
e
que
para
o
Brazil
têm
muito pouco
interesse.
Por
isso direi
sómente,
que
o
da
Graça;
e
tem
de cessar
alli
todos
os
mais
actos
religiosos,
entre
os
quaes
se
inclue
a
costumada
exposição
do
Senhor
dos
Passos,
que
altrahia
uma concor
rência
extraordinária
de
lieis
áquella
egreja
!
Viva
o
progresso
em
Coimbra
1
Os
factos
praticados
pelo
snr. gover
nador
militar
d’
esta
cidade,
com relação
á egreja
da
Graça,
a
cargo
da
irmandade
do
Senhor
dos
Passos,
tem
produzido
n
’esta
cidade
a
sensação
que
era
de
es
perar.
Felizmente
o
sentimento religioso
ain
da
não
está
tão
amortecido,
que
se
pre-
senceem
estes
actos
com
indiflerença.
Pelo que
vemos
o
snr.
governador
mi
litar
quer
deixar
vinculado
n
’
esla
cidade
o
seu
nome
a
semelhante
pendencia.
Não
lhe
invejamos
o
desejo,
nem
a gloria
que
com
isso
ha
de
obter.
Na
quarta-feira
reuniu-se
em
grande
numero
a
junta
geral
da
irmandade
do
Senhor
dos
Passos,
para
se
deliberar o
que
convinha,
em
vista
da
violência
pra
ticada
pelo snr.
governador militar,
a
qual
collocava
a
irmandade,
no
caso
de
não
ser
repeliida,
nas
circumstancias
de
ter
de cessar
com o
culto
divino
na
gran
diosa
egreja
da
Graça.
Resoiveu-se
que,
antes
de
se
represen
tar
ao
governo,
como
o
snr.
bispo
comle
é
o
juiz
nato
da
irmandade,
se
nomeasse
uma
commissão,
para
lhe
ir
expôr
os
factos
occorridos,
e
ouvir
o
seu pare
cer.
Eífeclivamente
nomeou-se
a
commis
são
composta
dos
snrs.
José
Julio
Cesar,
Antonio
José
Lopes Guimarães, Francisco
Maria
de Sousa
Nazareth,
Domingos
An
tonio
de
Freitas,
ignacio
Raymundo
Al
ves
Sobral e
Antonio
José
d
’Õliveira,
que
todos
já
foram mesarios;
e
dos
membros
da mesa aclual,
o
snr.
padre Ricardo
da
Silva,
escrivão; Augusto
José
Gonçalves
Fino, procurador; e
Antonio
Dias
Themi-
do,
thesoureiro.
Esta
commissão
dirigiu-se
no
dia
se
guinte
ao paço
episcopal,
e
ahi
foi rece
bida
com
toda
a
deferencia
e
consideração
pelo
exc.m0
snr.
bispo
conde.
S.
exc.
a
ouvindo
a
exposição
que
lhe
foi
feita,
prometteu
prestar
todos
os
seus
bons
oílicios
na
representação
que
a
ir
mandade
vae
dirigir
ao
governo,
bons
oílicios
que
de
certo
hão
de
ser
valio
sos,
não
só
pela
manifesta
justiça
da
causa,
como
pela auctoridade
de
s.
exc.a,
já
na
qualidade
de
digno
prelado
da
diocese,
já
como
respeitável juiz nato
da
irman
dade
do Senhor
dos
Passos
da
Graça,
agora
afirontada
pelo
snr.
governador
mi
litar.
be
não
ha,
parece
haver o
proposilo
de
ir
pouco a
pouco acabando
com
as
egrejas em
Coimbra.
Tem
deixado
nos
últimos
43
annos
de
se
celebrar
o
culto
divino
nas
seguintes
egrejas
e
capellas:
A
egreja
do
collegio
de
S.
Francisco
da
Terceira
Ordem (os
Barros)
na
So
phia,
reduzida
a
uma
medonha
espe
lunca.
A
capella
do
collegio
do
Espirito
San
to,
da
ordem
de
Cisler,
na
mesma
rua.
A
egreja
do
collegio
de
S.
Boaventura
(os Pimentas)
na
mesma
rua.
A
capella do
hospital dos Lazaros, fôra
de
portas
da
cidade.
A
egreja
parochial
de S.
João
de
San
ta
Cruz,
junto ao
templo
dos
conegos
re-
grantes
de
Santo
Agostinho.
A antiga egreja
parochial
de
S.
Chris-
tovão
(hoje
lheatro
de
D. Luiz).
A
egreja
dos
eremitas
descalços
de
Santo
Agostinho
(os Grillos).
A
egreja
da
Ordem
da
Santíssima
Trin
dade
da
Redempçào
dos
Captivos.
A
egreja
do
Collegio
dos
monges
de
S.
Jeronimo.
A capella
de
Santo
Ignacio,
fundada
pelos
jesuítas
no
Collegio
das
Artes.
A
capella
do
Collegio
de
S.
Pedro,
na
rua
do
Infante
D.
Augusto.
A
egreja
do
Collegio
de
S.
Boaventu
ra
(os
Venturas)
na mesma
rua.
A
capella
do
Collegio
de
S.
Paulo,
apostolo,
na
mesma
rua
(hoje
theatro
Aca
démico).
A
capella
do
Collegio
de S.
Paulo,
primeiro
eremita
(da
serra
d
’Ossa),
na
mes
ma
rua.
A
capella
dos
conegos
seculares de S
João
Evangelista (os Loyos), na mesma
rua.
A
magestosa
egreja
do
Collegio
dos
monges
de
S.
Bento.
A
egreja
não
menos
magestosa
do
Collegio
da
Ordem
de
Christo
de
Tho-
mar,
arrasada
com
todo
o
Collegio
at(
aos
fundamentos.
A
capella de
S.
Martinho,
proxitnj
dos
arcos
de S.
Sebastião,
a
qual
foi
todo
demolida.
E
a
egreja de
S.
Francisco,
dos
fra»
des
menores
da
observância,
além
da
ponte
do
Mondego.
Por
este
modo,
durante
o
espaço
de
43
annos
deixaram
de
haver
em
Coimbra
nada
menos
de
19
egrejas
e
capel
las
!
Ainda,
felizmente,
se salvaram
de
ter
a
mesma
sorte,
a
egreja
do
Carmo,
per.
lencente
aos
carmelitas
calçados,
na
rua
da bophia, por ter
sido
entregue
á
Ve-
neravel
Ordem
Terceira
da
Penitencia,
que
para
isso deixou a
sua
capella
além
da
ponte,
junto é egreja
de
S.
Francisco;
e
a
grandiosa egreja
da
Graça, na
mesma
rua,
pertencente
aos
eremitas calçados
de
Santo
Agostinho,
por
haver
sido
entregue
á irmandade
do
Senhor
dos
Passos,
que
n'ella
sempre
esteve.
Agora
esta ultima,
graças
aos
actos
praticados
pelo
snr. governador militar,
lerá
lambem
de se
fechar,
se
por
acaso
não
houver
quem
ponha
cobro
a
essas
violências.
Cousas
de
Coimbra
!
J
oaquim
M
artins
de
C
arvalho
.
AlSoctição dirigida
por nosso San.
tiMsiEiio Patlre
o
Pio
SX
aoa
cardeaes
da
Santa Egreja roma
na
a
18 de março de HM7 7, no
palacio do
Vaticano.
VENERÁVEIS
IRMÃOS
Por muitas
vezes
já, durante os
tris
tes
tempos
do Nosso
pontificado
tão
agi
tado,
temos convocado
n
’
esle
palacio
a
vossa
muito
illustre ordem
pira
deplorar
na
vossa
presença
os
grandes
males
com
que
a
Egreja
é
injustamente
aflligida,
e
para
vos
fazer
ouvir
os
nossos
protestos
contra
os
actos
consummados
em
detri
mento
da
Egreja
e
da
Sé
Aposlolica,
seja
na
Italia
ou
em oulros
paizes.
N’estes últimos
annos,
todavia,
temos
sido
teslimunhas
de
novos
e cada vez
mais
violentos ataques,
e
das
injurias
que
a
Egreja
de
Deus tem solfrido
nas
dilfe-
rentes
partes
do
mundo
calholico,
da
par
te
de
inimigos
encarniçados
que
leem
olha
do
como
uma
occasião
mui opporiuna
pa
ra
assaltar
a
Egreja
de
Jesus
Christo,
Nos
sa
triste
situação
e
este
abandono
em
que
Nos
achamos,
privados
como
estamos de
lodo
o
soccorro
humano.
Teríamos
pois
na
verdade
desejado
ho
je,
Veneráveis Irmãos, submeller
á
vossa
sabedoria e
ás
vossas
reflexões
esta
cruel
e tão
vasta
perseguição
que
recrudesce
contra
a
Egreja
em
muitos
paizes
da Eu
ropa,
mas
ainda
que
fosse Nossa
intenção
apresentar-vos em
outro
tempo
esta
do
lorosa
pintura,
não
podemos
deixar,
n
’
es-
ta
occasião,
de
vos recordar
os
soffrimen-
los
e
vexações
cada
vez mais duras
de
que
a
Egreja
é
preza n
’esia
Italia
e
fa
zer-vos
conhecer
os
perigos,
cada
vez
maio
res, de que
nos
vêmos
ameaçados,
Nóse
esta
Santa Sé.
E
’
já
o
setitno
anno
que corre
depois
que
os
invasores
do
Nosso
principado
civil,
calcando
aos pés todo
o direito
di
vino
e
humano,
violando
a
fé
dos
pactos
solemnes
e
aproveitando-se
das
desgraças
d
’
uma
illustre
nação
catholica,
occuparam
pela
violência
e
pelas
armas
as
províncias
que
estavam
ainda
em
Nosso
poder,
apo
derando-se
d
’esia
cidade
santa,
e,
por
es
ta
obra
de
uma
tão
grande
iniquidade,
en
cheram
de luto
e
de
dôr
toda
a
Egreja.
As
fingidas
e
pouco
leaes
promessas
que
n'estes
dias
funestos,
elles
fizeram
aos
governos
estrangeiros
sobre
Nossos
mais
caros
interesses,
declarando
que
queriam
prestar
homenagem
e
honra
á
liberdade
da
Egreja
e
que
era
sua intenção que
o
poder
do
Pontífice
romano
fosse
livre
e
completo,
estas
promessas
não
consegui
ram
seduzir-nos
por vãs
esperanças,
e
não
Nos
impediram
de
comprehender
desde
lo
go
inteiramente
tudo
o
que
nos
estava
re
servado
de triste
e
doloroso
sob
a
sua
do
minação.
Dando-Nos
pelo
contrario
perfei
ta
conta
os desígnios
impios
que
são
o
propiio
dos
homens
que
o
amor
das
cou
sas modernas
e
um juramento
criminoso
unem
juntamente,
annunciamos logo
alta
mente
que
esta
sacrílega
invasão
não
U-
nha
tanto
por
fim
o opprimir
o
Nosso
principado
civil
como
destruir
mais
facil
mente,
pela
oppressão
do Nosso
poder
temporal,
todas as
instituições
da
Egreja,
transtornar
a
auctoridade
da
Santa Sé e
anniqoilar inteiramente
o
poder
do
Vigário
de
Jesus Christo,
que
por
mais indigno
que
sejamos,
exercemos
sobre
a
terra.
Na
verdade
póde d<zer-se
que
esia obra
de
demolição
e
destruição
de
tudo o
que
perleu
e
ao
edifício e
á
ordem
ecclesias-
tica
esiá quasi
consummada,
senão quanto
aos
desejos
e
ao
odio
dos
perseguidores,
pelo
menos
quanto
ás
ruinas
funestissimas
que
elles
até
hoje
teem
accuinulado.
Basta olhar para
as
leis
e
decretos
promulgados
desde
o principio
da
nova
do
minação
até
hoje,
para
se
vêr
claramente
que
se
Nos
tiraram
um a
um,
pouco
a
pouco, dia
por
dia
e
uns
a traz
d
’oulros,
os
meios
e
os recursos
de
que
temos
ab-
absolulamente
necessidade
para
dirigir
e
governar,
como
convém,
a
Egreja
Catho
lica.
_
Foi
assim
que
a
iniqua
suppressao
das
ordens
religiosas.
Nos
privou
desgraçada
mente
dos
valentes
e
uleis soccorros, cu-
j<i
obra
Nos
é
obsolutarncntc nccessaria
para
a
expedição
dos negocios
das
con
gregações
eccclesiasticas
e
para
o
exercí
cio
de
muitos
outros
deveres do
Nosso
mi
nistério.
Esta
iniqua
suppressio
destruiu
ao
mes
mo
tempo
aqui n'esta cidade
santa
um
nu
mero
de
casas onde
eram
recebidos
os
reli
giosos
das nações
esirangeiras
que
tinham
o
costume de
se
dirigirem
a
esta metró
pole em
determinadas
épocas
para
n
’
ella
retemperar o
seu
espirito
e
dar
conta
do
seu
ministério,
e
ella
arrancou cruelmen
te
até
ás
raizes
um
numero
de
plantas
salutares
e
ferieis
que
davam
fructos
de
bênção
e de paz em
todos
os
paizes
da
terra.
Esta
mesma
funesta
suppressão,
que
feriu
os
collegios
fundados
em
Roma
pa
ra
as
Missões
sagradas
afim
d
’alli formar
digos
obreiros
promptos
a
levar
valorosa
mente
a
luz
do
Evangelho
mesmo
aos
pai
zes
longínquos
e
barbaros,
tirou desgra-
çadamenle
por
esse
facto
a
tantos
povos
o
soccorro
tão
saudavel
da
piedade,
com
grande
detrimento
da mesma
humanidade
e
da
civilisação. que
derivam
ambas
a
sua
origem
da
santidade,
da
doutrina
e
da
virtude
da Nossa
Religião.
Mas
estas
leis
já
tão
cruéis por
si
mesmas,
e
tão
profundamente
oppostas
aos
interesses
não
sómente
da
religião,
mas
mesmo
da
sociedade humana,
ainda
aggra-
vadas
pela
adjuncção que
lhe
fizeram
os
ministros
do governo
de
novos
regula
mentos
que
prohibem,
sob penas
mui
se
veras,
a
vida
em
coinmum
e
sob
um
mes
mo
teclo
das
famílias
religiosas,
toda
a
admissão
de noviços,
e
toda
a
prolissão
entre
os
Regulares
d
’
uin ou
d
’
outro
sexo
Uma
vez
dispersas
as
ordens religiosas,
o
trabalho
e
projeclos
de
destruição
vol
taram-se
para o clero
secular,
e
então
foi
votada
a
lei
pela
qual,
Nós e
os
pastores
do
povo
italiano,
lemos
visto
com
a
maior
tristeza
os
jovens clérigos,
a
esperança
da
Egreja,
impiamente
arrancados
do san-
jctuario
e
forçados,
na
mesma
cidade,
em
que
se
deveriam
consagrar
sojemnemente
a
Deus,
a
receber o
boldrié
da
milícia
se
cular
e
a
levar um genero
de
vida
que
djtTere tão
çompjetam
nte
da
sua
educa
ção
e
do.
espirito
da
sua
vocação.
.
Que
mais
OutresJeis
injustas
vieram
depois,
pelas
quaes
todo
o
património
que
a
Egreja
pos
suía
por
titqlos
sagrados, invioláveis,
de
longa
dãta,
lhe
foi.
em
grande
parte
ti
rado,
para
substituir
ern
seu
logar,
e
em
parte só.mente,
escassos
rendimentos,
que
estão
inteiramente
sujeitos
ás
vicissitudes
incertas
dos
tempos,
á
vontade
ç
capricho
do
poder
publico.
Fomos
igualmente
obrigados
a
deplo
rar
a
occupação
e
transformação
em
usos
profanos,
depois
que
os
legítimos
possui
dores
tinham
sido expulsos, sem
nenhuma
distincção,
d
’um grande número
de
edifí
cios
que a piedade
dos
Heis tinha
levan
tado
á
custa
dos
mais
pesados sacrifícios,
que
eram
dignos
dos
tempos
ctiiislàos
de
Roma
e
que
offereciam
um
pacifico
asy-
lo
ás
virgens
consagradas
a
Deus e ás
famí
lias
dos
Regulares.
(Caa/íwúa)
CORRESPONDÊNCIA
Vtsella, 83
de innrçu.
Em
correspondências
d
’esla
localidade
para
o
«Imparcial»,
de
Guimarães,
temos
lido
varias
coisas
em
que
um tal
Verilas,
que
as
subscreve,
pretende
depreciar
o
snr.
Barros,
professor
em
S.
João,
e um
dos
mais
illuslrados
e
zelosos
membros
do
magistério
primário
n
’
esta
província.
Não
são
desconhecidos
os
motivos
d
’
este
tiroteio
de
guerrilhagem,
desta
inaudível
explosão
de
polvora
sêcca.
Toda
Visella
os
conhece,
e
ri
da
impotente
má
vonta
de
com
que
o
correspondente
distingue
o
snr.
Barros.
Antes
de
entrar
na
analyse
das insi
nuações tão
somsamenle
formuladas
pelo
snr.
Verilas.
e mesmo
comp
base
das
mi
nhas
reflexões
ulteriores,
emprazo
o
cor
respondente
a
que
me
responda sem ter
giversações,. sem
evasivas
pueris,
e
com
a
seriedade
de
que
não podem
prescindir
cavalheiros:
Não
é
verdade
que
é
exemplar
o
pro
cedimento
do
snr. Barros,
—
tanto
moral,
como
civil, e
religioso?
Não é
verdade
que
seria
grave
injus
tiça
duvidar
um
momento
do
exacto
cum
primento
dos
deveres
que
lhe impõe o
seu
ministério?
Cambiando
fineza com
fineza, assigno-
rne
Um
visellense.
I.anHjieretine,—
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
da
Conceição,
e
termina
com
pro
cissão
da
Resurreição,
na
Sé.
F
cu ta
das Dôres.—
Foi
poniposissi
ma
a
festividade
de.
N.
Senhora
das Dô
res, que
teve
logar
nos
dias
22
e
23
do
corrente,
no
níagesloso
templo
dos
Con
gregados.
A
egreja achava-se
adornada
com a
maior
pompa
e
gosto,
alli
não
visto
ainda.
Não
obstante
o
tempestuoso
da tarde
de
23,
o
templo
encheu-se
I
tteralmeute
de
fieis,
atraídos
pelo nome
prestigioso
do
orador,
o
snr.
conego
Alves
Matheus,
que
pronunciou
uma
oração
brilhantíssima.
As
vesperas,
missa
e solemne
Te-Deunv
foram
a
grande
instrumental
da
capella
dos
snrs.
Paivas,
que se houve magis-
tralmente.
ESombeiro»
voluntário».
—
Está
organisada
nesta
cidade
uma
companhia
de
bombeiros
voluntários,
a
qual
é
com
posta
d’
alguns cavalheiros
da
nossa
pri
meira
sociedade.
Honra
lhes
seja.
Negocio» ecelesiaNtico».—
O
«Dia
rio
do
Governo»
publica
os
decretos
de
apresentação:
O
presbytero
Manoel
José
Coelho,
apre
sentado na
egreja
parochial
de Santa
Ma
rinha
da
Alheira,
diocese
de Braga.
O
presbytero
Justino
Antonio
Pereira
de
Paço, apresentado
na
egreja
parochial
de
N.
Senhora do
Reclamador
de
Castello
Rodrigo, diocese de
Pinhel.
O
presbytero
Anacleto
do
Nascimento
Pereira, apresentado
na
egreja
parochial
do
Menino Jesus
do
Pereiro,
diocese
de
Pinhel.
O
presbytero
José
d
’Almeida
Barreiros,
apresentado na
egreja
parochial
de
Santo
Izidro
de
Cavernães,
diocese
de
Vizeu.
O
presbytero
Joaquim
Cardoso,
apre
sentado
na egreja
parochial
de
S.
Cypriano,
diocese
de
Lamego.
laberdotle
allenifi.
—
Em Berlim
fo
ram
condemnados
a
um
anno
de
prisão,
o
barão
Von
Loe,
secretario
da
legação
allernã
em
Paris,
por
ter
escripto
no
«Reichsglocke»
tres
artigos
a
respeito
da
sentença
do
conde
de Arnim;
o dr.
Ge-
hlsen,
editor do
jornal,
a
5
annos
de
pri
são por
ter
publicado
os
artigos, e
o
con
de
Hermann
Arnim,
a
tres mezes
de pri
são
por
estar
implicado
no
negocio.
E«go. —
O
correspondente
do
«New
York
Harald»,
o
explorador
Stanley,
que
anda
pela África, acaba
de
descobrir
na
extremidade do
lago
Tangauipka
outro
lago
espaçoso,
que denominou
com
o
nome
do
capitão
Burton.
Caminho
<Se ferro
<lo Minho.
—
Espera-se
que ainda no
presente
anno
seja
franca á
exploração
a
parte
do
ca
minho
de
ferro
do
Minho
entre
a
esta
ção
de
S. Bento,
e a
margem
esquerda
do
Cávado,
e
a
estação
de
Darque,
em
frente
de
Vianna.
Os
trabalhos
proseguem
com
actividade.
Apologia
do
Ciiristianigino,—
Está
no
prelo
o
volume
3.°
da
Apologia
do
Chrislianismo
por
Francisco
Ilellinger,
vertida
pelo
snr.
conde
Samodães,
e
edi
tada
pela
livraria
Chradron.
A
demora
que houve
no
apparecimen-
lo
deste
terceiro
volume
proveio,
como
nelle
se
declara,
de
se
esperar
a
conti
nuação
da
quinta
edição,
que
serviu
de
base
ao
trabalho
emprehendido
nos
dois
primeiros
volumes.
Contra a hydropliobia.—
Mr.
Gos-
selin appiicou
o
seguinte
tratamento
a
uma
rapariga
mordida
por
um
cão,
diz
o
«Constitutionnel»
de
Pariz
á
cauterisação
da
ferida
já
fechada;
dois
banhos
de
va
por
por
dia
de manhã
e
á
noite,
de
trin
ta
a
quarenta
minutos
cada
um;
passeios
prolongados
e
forçados,
por
espaço
de
tres
horas;
purgativos
todas
as manhãs,
alimentação
abundante,
somno
durante o
tempo
ordinário.
Este
tratamento
durou
35
dias,
ao
fim
dos
quaes
a
doente
não
tomou
mais
que
um
banho
de
vapor
por
dia,
e
tim pur
gante
de
quatro
em
quatro dias.
A
hydrophobia
não
se
manifestou.
Este
tratamento
merece
ser
imitado,
antes
de
esperar
a
apparição
dos
aciden
tes.
época
em
que a
intervenção
do
me
dico
se torna de
todo
inútil.
Um
livrinho
tnnito recnmmen-
davel.
—
A
livraria
Chardron
acaba
de
dar
á estampa
um
livro,
que
muito
recom-
mendamos
ás pessoas
piedosas.
Intitula-se-
«Ancora
de
Salvação, ou
copiosos
e
efficazes
meios
para
caminhar
á perfeição
christã»
E
’
seu
auclor
o
nosso
antigo
collega
e
particular
amigo
o
revd.
n
'°
snr.
padre
Manoel
Ferreira
Marnoco
e
Sousa.
Contem
lições
espirituaes,
exercícios
de
piedade,
praticas
de
devoção
e orações
extrahidas
dos
mais insignes mestres da
vida
espiritual -
Santo
Affonso
Maria de
Ligorio,
S.
Leonardo, Porto Maurício,
Granada,
Afíonso
Rodiigues,
Quadrupani,
José
Mach
e
outros.
Tem
esta obra
a
approvação de
s. exc.a
revd.
ina o snr.
arcebispo
Primaz,
a
quem
é
oíferecida.
Éamara
doa deputado» italia
no».
—
Por
uma
estatística
publicada
ulti
mamente,
vê-se
que
a
camara
dos
depu
tados
italianos
conta:
Tres
príncipes,
4
duques,
19
tnarque-
zes,
31
condes,
10
barões
e
7
simples
nobres,
167 advogados,
16
advogados e
professores,
28 doutores
em
direito,
26
engenheiros
e
archileclos,
23
médicos,
1
farmacêutico
e
7
advogados
ou tabelliães.
Possue
além
d
’isso: 16
militares
em
inaclividade,
7
militares
reformados,
8
funccionarios
da
administração
da mari
nha, 1 armador
de
navio,
1
pintor,
5
agri
cultores
ou
agronoinos,
6
iridustriaes
e
coinmercianles,
4
banqueiros,
3
directo-
res
ou
administradores
de caminhos
de
ferro
e
98
deputados
sem
indicação
de
profissão.
Só
dois
deputados
foram
constante
mente
eleitos
em
todas
as
treze
legisla
turas
que
leem
havido;
são
os
snrs.
Ban
za
e
Depretis.
Ha
depois
os
snrs.
Cor-
renli
e
Ferracciú,
que
contam
11 legisla
turas;
Chiaves
e
Berti
Domenico.
que
con
tam
9;
Biancheri, Negrotto
e Sulis,
que
contam 8
Ha
mais
22
deputados
com
7
legislaturas,
31
com
6,
90
com
3,
103
com
2
e
1
12
eleitos
pela
primeira
vez.
Novo inethodu daprriitier a
ler.
-Escreve
um
collega
do
Porto:
O
snr. Cândido
José
Ayres
de
Madu-
reira,
abbade
de
Arcozello,
apresentou no
dia
22,
perante
um
publico numeroso,
composto
de
professores,
jornalistas
e
al
gumas
senhoras,
para
esse
fim
convocados
por
s.
s.
a
para
o
salão
do theatro
Ba
quet,
os
resultados
obtidos
pelos
seus
alumnos,
ensinados
pelo
melhodo
d’
apren-
der
a
ler
do
insigne
poeta
João
de
Deus
Sem querermos
entrar
na
apreciação
d
’
es-
se
melhodo, contido
na
Cartilha
malher-
nal
de
que
já
aqui
falíamos,
diremos
que
os
resultados
foram
altamenle
lisongeiros
para o professor
e para
os
alumnos,
que
se
deve
altribuir
em
grande
parle
aos es
forços
e
decidida
aptidão
do
snr.
abbade,
dadas
as quaes
circumstancias
não
ha
in-
telligencia
bastante
sáfara
que
não se
ex
panda
á
luz
do
ensino.
O
snr.
Cândido
José
Ayres
de
Madureira
recebeu
since
ras
felicitações
dos
circumstantes,
e.
com
maior
copia
de
rasões,
dos
paes
de
fa
milia
que
alli
se
encontravam
e
cujos
co
rações
deviam palpitar
de
jubilo
ao
ver
os
progressos
feitos
por
seus
filhos
em
tão
tenra
edade.
D'aqui
nos
congratulamos
com
todos,
sem
olvidarmos
o audor
do
melhodo, que,
depois
de
haver
cultivado
as
musas
com
grande
distincção,
dedica
a sua
edade
ma
dura
a
tornar
menos
aridas
as
veredas
que
conduzem
á
primeira
e
mais
essencial
instrucção.
João
de
Deus
é
pae,
e
isso
basta
para
comprehendermos
a
afeição que
dedica
aos
pequeninos.
A’ caridade publica.—
Recommen-
damos
ás
almas
bemfazejas
uma
pobre
mulher
de
80
annos
de
idade,
que se
acha
doente
e
sem
meios
de
subsistência,
para
que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino amor
de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
A6LUECMBIT0S
Henrique
Freire
d
’Aandrade
Coutinho
Bandeira
e
seus filhos, julgam
ter
agra
decido
a todos
os
illrn.
05
e
exm.os
que
lhes
fizeram
a
honra
de
tão
ficativos
obséquios
por
occasião
do
cimento
de
sua cunhada
e
tia,
a
snr.
a
D.
Maria
Isabel
Pereba
Lago
ronhas;
mas receando
que
alguns
snrs..
signi-
falle-
extn.
1
e
No-
hilhe-
e
relações
se
extraviaram,
justificam
d’es-
te
modo
a
sua
involuntária
falta,
da
qual
pedem
desculpa, protestando
a
todos
a sua
cordeal
e
eterna
gratidão.
(181)
~
AOWÕÍOS
Companhia Edificadora
e Indus
trial
Bracarense.
Sociedade
annnymtt
de
responsa
bilidade
limitada
Capital 500:000^000
l.
a
emissão 100:000^000
São
convidados
os senhores
accionis
tas
a
entrar
com
a
12.a
e
13.
a
presta
ções
ou
10
°[
0
de suas acções de
5
a
10
do proximo
mez
de
Abril,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde, no
escriptori»
da
companhia,
rua
da
Cruz
da Pedia
n.®
6
a
12.
Braga 24
de
Março
de
1877.
Os
directores,
Francisco
da Silva
Araújo.
José
Alves de
Moura.
João
Carlos
Pereira
Lobato.
(181)
'
muítã
'ÃTTÊNÇ
ã
Õ.
Rua
de
S.
Marcos n.°
15
Eoja
de vinhos
do Douro.
Acaba
de
chegar
um
lindo
sortimento
de
amêndoas
francezas
e
de
Lisboa, e
va
riado sortido
de
caixinhas
e
cartonagem
de
lindíssimos
gostos
de
todos
os
tamanhos
para
amêndoas,
e
.também
vende
pão
de
ló
enfeitado,
e
queques.
Doce
fino
e
do
chá,
queijo
londiino,
papel,
flamengo,
da-
Serra,
e
Sueco,
e
toma
qualquer
encom-
menda,
tudo
com
a
maior
perfeição.
Pre
ços
modicos.
(182)
EDUOS
DE
30
DIAS
Pelo juiso
de direito
d
’esta
comarca
ed
Braga,
e
cartorio
do
2.®
ofiicio,
de
que
é
escrivão
João
Marcos
d’Araujo
Ribeiro,
correm éditos
de
30
dias,
a
citar
todos
os
credores
e
legalarios
incertos,
ou
resi
dentes
fóra
da
comarca,
da
fallecida
Pre-
cina
Rosa,
moradora que
foi
no
Campo
da
Feira,
do
gado,
freguezia
de
S.
João
do
Souto,
d
’esta
cidade,
para
que
venham
requerer o
que
lhes
convier
dentro
do
dito
praso,
e
assistir
querendo,
aos
termos
do
inventario
orfanologico
a que,
por
seu
fallecimento,
se
procede
pelo
dito
carto
rio.
(183)
VENDA
DE
CASA
Vende-se
as
casas,
sitas
uo
Lar-
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Tiata-se
joã
o
Evangelista de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
Rua
de
S.
João n.°
9
Joaquim
Antonio
Pereira
(vulgo
o
Ma
duro)
com
estabelecimento
de mercearia
na
rua
de S.
João n.®
9 A
—
a
9
E,
faz
publico,
que
junto
do
seu
ramo
de
nego
cio,
tem
uma
doçaria
e
confeitaria,
onde
se
faz
toda
a
qualidade
de
doce
o
melhor
possível,
e
bem
assim
se
encarrega
de
qualquer
encominenda,
que
será
feita
com
a
maior
promplidão
; porisso,
conta
com
a
concorrência
do illuslre
publico,
pois que
tanto
em
preço
como
em
qualidade
do
doce,
o
póde
servir
melhor
do
que
nin
guém.
(167)
Venda de casa
/■TTsik.
Vende-se
a
casa
da
rua
do
An-
JÍ
b
IL
j°
n,°
H >
P
ara lra
ctar
na
mes-
ma,
desde
o
meio dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
Arrematação
simultânea
no
Mi
nistério «la Fazenda e na Re
partição <le
Fazenda
«Io Diatri-
eto de !!3raga, no dia 98 de mar
ço
de 18JS, de uma propriedade
pertencente á Santa Casa
da .Vli-
Bericordia do Porto.
Uma
propriedade
sita
no
logar
de
Ma
çada,
freguezia
de Santa
Anna
de
Vimiei
ro,
que
se
compõe
de
casas
de
habita
ção,
um
andar e
lojas,
terra lavradia com
arvores
de
vinho
e
fructo,
tudo
em
so
calcos,
descendo
do
nascente
para
o
poen
te
até
chegar á
estrada
real,
que
vae
do
Porto
para
Braga.
Tem
agua
de
rega
e
lima
de
duas
prezas
e
confronta
em
toda
a
linha
do
poente
com
a
referida
estra
da
real,
sul
com
a
propriedade
de
Luiz
Antonio Dias,
nascente
com
Maria
José
Ferreira
Hilário,
com
Manuel
Pereira
Mar
tins
e
com
Manuel
José
da
Cosia,
norte
com
prédio
de
Manuel
José
Ferreira
Hi
lário.
Parte
dos
dous
primeiros
socalcos,
comprehendendo
a
parte
urbana,
é
terreno
de
dous
prazos,
foreiroá
Camara
Municipal
de
Braga
em
110
reis
e laudemio
de
qua
rentena.
O
resto
da
propriedade
é
one
rado
também
ao
dominio
de querentcna
para
a
fazenda
nacional
por
dois
prazos
pertencemes aos
extinctos
mosteiros
de
Santo
Agostinho
de
Lisboa,
e
extinctos
religiosos
do
Colleginho da
cidade
de
Lisboa,
aos
quaes
o
arrematante
fica
obri
gado.
Louvação 1:557$855.
Porto,
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos
os princípios balsâmicos e aromáticos de
Alcatrão
de Noruega.
Noz
fortes calores e nas
mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida
hygla-
nioa
e
preservadora de
moléstias
epidemicas.
—
Dóse :
uma
colherzinha
n’
um
copo
dr
agua
accrescentada a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de
cal.
Consumpção,
moléstias do peito,
tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstia
*
dos
ossos,
das mulheres e das
crianças. —
Preço :
500
reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
chlorhydrophosphato
de
ferro. —
Recon
stituo
o sangue
sem
causar o estomago. Muito sgradavel,
digestivo e
tonico.—
Preço
:
800
f.
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
CAVALLOS.
substitue o ferro candente
cem
destruir
o pello.
Exito
infallivel
e
facil applicação. —
Preço
:
950
reis.
Depositos
:
BARBERON &
Cia,
en
Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em Lisboa,
o
snr.
Barreio, rua
do
Loréto.
n.°
28
—30.
(23
-H-)
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle. Consultas
das 3
ás
5.
27,
rue
Mon-
lhabor,
perto
Tolherias,
Paris.
—
-
—
-----
-------------- --- —
—
-
—
---------------
—
- Son
muitas as enfer-
midas
contagiosas cu
radas
pelo
Xarope
■
—
oasu
w
—
wmMi-v
mw
-
w
w
—
«
j
Blayn, muito reco
mendado
pelos melhores médicos; tendo
um sabor escellente, agradavel ao
paladar. Paris, BLAYN,
7,
r. du Marché-S‘-Honoré. Preços 540
e 810 réis. Em
..ísu.m, u.-neio,
Luiet->
na; no
i-trreir»
$ irmão,
Banharia, 77.
(38)
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
IN
JECTION BROU
Hygionlea
infallivel
y
precervativa; abselutamente; |;
a
unieaqae cura sem lhe
juntar mais nada.Vende-
se
nas principaes
pharmacias do mundo. Exigir a
|
instruccio do
uso, (5® atios de exito.) Ptris, casa de _
inv"
Magenta,
i58. Liibe
*
.
S
r Barreto Loreto 28 e 30. %
7
de
março
de 1877.
Manuel
(153)
0
official
maior,
Gonçalves
da
Costa
Lima.
Arrenmiação voluntária den
bens
imiuobiliario
*
do falleeido
vis
conde
de
S.
Lazuro,
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca, e
cartorio
do
3.°
oflicio,
de que
é
escrivão
Moita,
no
dia
lo
do
proximo
futuro
mez
d
’
abril,
pelas
9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
sito
no
largo
de
San
to
Agostinho,
se
tem
d
’
arrematar,
e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha—
os
bens
seguintes
:
A
casa
nobre,
com
seus
respeclivos
jardins,
e
quintal
junto,
todo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de 25:0905000
rs.
A propriedade
rústica
contígua
aos
di
tos
jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de
cazeiros,
eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que se compõe
de
vários
prasos foreiros ao
revm.
0
cabido
da Sé
Primaz,
aos
herdeiros
iFEstevão
Falcão
Cot-
ta
de
Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz.
Hospital
de S.
João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com a
rua
de
S.
Lazaro
e
quinlaes
das
casas
da
ru>
da
Ponte,
e
com
terra
de
D.
Adelaide
Raio
de Paiva;
do
sul
com
a mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o
quintal
da
dita
casa
nobre, no
va
lor
de
12:000^000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da
referida
casa
no
bre
com
toda
a
pedraria
aparelhada
e
por
apparelbar,
que
se
acha
depositada
no
cam
po
dos
Remedios,
no
valor
de
3:0005000
reis
—
e
íinalmente
uma
outra
morada
de
casas
com
seu
eido,
denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no
valor
de
reis
4005000;
porisso
toda
a
pessoa
que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia
e ho
ra
indicado.
Braga 5
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora e
li
quidatária,
O solicitador==
João
Ferreira
Torres.
(147)
THEATHO
DE
Em
conformidade
com o
art.
n.°
8 dos
estatutos
do
theatro
de
S.
Geraldo,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
para
com
parecerem no
salão
do
mesmo
theatro, no
dia
2
d’abril
pelas
11
horas
da manhã
a
íim
de
deliberarem
sobre assumptos
de
in
teresse
para
esta
associação.
Braga 20
de março
de
1877.
0
presidente,
(179)
Jeromjmoda Cunha
Pimenlel.
VENDA
DE
QUINTA
(Praça
volutttarin)
Quinta-feira
5
d
’abriI
do
corrente
anno,
vender-se-ha
em
praça
particular,
ao
meio
dia,
na
Vilia
de
Felgueiras,
a
grande
e
mimosa
quinta
do
convento
de
Pombeiro,
proximo
á
estrada
de
Rodagem
que
segue
*!a
referida
villla
para a
cidade
de
Gui
marães,
a
qual
pertenceu
ao
falleeido
An
tonio
Pereira
Leite
Guimarães.
E
’
toda
fe
chada
peia circulação
d
’um
muro,
e
é
de
natureza
allodial.
Compõe-se
de diversos
campos,
gran
de
sorte
de
mato,
e
tapada
de
Santa
Cruz,
contendo
bravios
com
abundancia
para
a
mesma
quinta,
casas
de
vivenda,
grande
parte
das
casas
do
convento
e
outras diversas
para
commodidade
dos
ca
seiros,
grande
encanamento
d
’
agnas
das
quaes
é muito
abundante, grande
e
ma
gnilico
chafariz,
alpendre,
espigueiro
e
ei
ra
ladrilhada
;
—
estes
quatro
objectos
riva
sam
pela
sua
elegante
e
séptica
constriic-
ção
cora
os
da
mais
famosa
quinta que
baja
na
redondeza
d
’
esta
vida,
—
moinho,
madeiras
serradas
e
per
serrar,
produz
grande
quantidade
de
vinhos
e fruclas,
10
carros
de
pão
annuaes,
grandes
to
lhas,
pipas
e
outras
vazilhas
para
guardar
os
líquidos.
Pensa
tres
a
quatro
juntas
de
bois.
A
venda
terá
logar
na
dita
vilia,
em
frente
da
casa
da
camara.
Esta
quinta
é
toda
livre
e
desemba
raçada
;
não
paga
foros nem
tem
compro
missos
de
especie
alguma.
Ao acto
da
praça
estarão patentes todos
os
documen
tos
necessários
para
segurança
do
com
prador.
(172)
NOVO
HORÁRIO
Manuel
Rodrigues
Santa Marinha
<$c
C
a
Antonio
do
Couto
Vinagreiro,
da
cidade
de
Guimarães,
fazem
publico
que
a
sua
diligencia «liaria de
Braga
a
Guimarães fi
ca
saindo
desde
o
dia
1
d
’obril
ás 5
ho
ras
da manhã.
N.
B.
Os
snrs.
passageiros
que
quize-
rem
seguir
nos seus
carros
para
Amaran-
te,
Fafe,
Gandarella,
Arco
e
Cavez
tem
de
seguir n
’
esta
mesma
diligencia.
Os
bilhetes
vendem-se
no
mesmo
es-
criplorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
15
de
março
de
1877.
Pelos
annunciantes=/?iõezro
Braqa
065)
Vinho
do Alio
Douro
No
Campo de
D.
Luiz
1.°,
casa n.°
9,
e
morada
do
Bacharel
Antonio
Joaquim
dá
Silva
Cerqueira,
vende-se
vinho
superior
do
Douro,
da
melhor
localidade
d’
aquelia
região,
e
de sua própria
casa.
(174)
Arrematação
simultânea
na
Re
partição
de
Fazenda
do distri-
cto de Braga e
na
Administra
ção
do Concelho de Braga,
no
dia
13
de
abril
de
1877,
de propriedades pertencentes
á
Santa Casa da Misericórdia do
Porto.
Miati-ieto
e
eencellio
de
Ilraya
Freguezia
de
Vimieiro
Um
campo
de terra
lavradia
com
ar
vores
de vinho
e
agua
de
rega
e
lima,
chamado
o
Campo
da
Fonlella,
situado
ao
poente
da
estrada
do
Porto
a
Braga,
no
logar
de Maçada,
confrontando
do nascen-
cente
com
a
referida
estrada,
do
poente
com
Estevão
da
f osta
Ribeiro,
norte
com
prédio
do
padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz,
sul com propriedade
de José
Antonio
Go
mes.
Louvação
rs.
Ties
leiras
de
inatio com
carvalhos
e
pinheiros,
sitas
no
monte
chamado
da
An
dorinha,
no
logar da
Maçada,
e se
deno
minam
leira
da
Esperança,
Bouça
e
leira
dos
Castanheiros,
Formam
todas
uma
pro
priedade
que
desce
do
nascente para
o
poenie,
apresentando 11
linhas
que
con
frontam
da
fótma
seguinte:
tres
que
fi
cam
do
lado
do
norte
confrontam
com
João
Ferreira
e
José
Cerqueira
;
tres
que
ficam
do
lado
do
poente
confrontam
com
o
mesmo Cerqueira
e
Estevão
da Costa
Ribeiro
Lruz
;
duas do
lado
do
sul
con
frontam
com
o
dr.
Daniel
José Fernandes
e
Manuel
José
Ferreira
Hilário; tres
do.
lado
do
nascente
confrontam
com
José
Joa
quim
de
Carvalho
e
João
Ferreira.
Estas
leiras
com
a
que
se
segue
constituem
um
prazo foreiro á Camara
Municipal
de
Bra
ga em
400 reis
annuaes
e
landemio
de
quarentena,
pagando
estas
leiras
ao
cabe
ça
de
praso 50
reis
annuaes,
a que
o
ar
rematante
fica
obrigado.
Uma
leira
de
ter
ra
de
monte,
chamada
a leira
da
«Fonte
de
Ouro»,
sita
na
logar
do Marco,
no
monte
da
«Andoiinha»,
confronta
do
nor
te
e
nascente
com
terra
dos
herdeiros
de
Manuel
Ferreira,
sul
com
José
Gonçalves
e do
poente
com
o
padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz. E’
sujeita
ao
praso
acima
refe
rido.
pagando
ao
cabeça
de praso
10
reis
annuaes.
Louvação
695038 rs.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
17
de
março
de
1877.
O
Oflicial-Maior,
Manuel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
(175)
___________________
PÃO
DE
LO’
Na
rua
das
Aguas
n.° 70, recebem-se
encommendas
de
roscas
de
pão
de
ló de
todos
os tamanhos
e
da
mais
superior
qualidade
;
e
tem
bem enfeitadas,
á
von
tade
do
freguez.
(177)
A BídLLA PINGA
No
armazém de vinhos da Rua de San
to
Andié n.° 20, encontra-se um variado
sortimento,
das principaes qualidades de
vinho de
Monsão,
Arcos ‘de Val-deVez, de
Basto e
do
concelho
de Braga.
Vende-se
por
pipas e barris. Quem per-
tender
dirija-se a
Cerqueira da Silva
&
Gonçalves,
largo da Lapa n.° 1 ou com
Francisco
Manoel Xavier, rua
dos C.l.ãos
n.°
25
(148) \
AOS
AM
\DORES
DE
Quem
quizer aprender
a
tocar guitar
ra,
dirija-se
á rua das Aguas n.°
6*.
Preco
por
cada
lição.
.
. 60
rs.
(168)
PÍLULAS
de Proto
carbonato de ferro inalterável
DO
D
1
?BLAUD
Empregadas
com
o
mais grão successo,
depois
mais
de
40 annos
por a
maior parte
dos
médicos por curar a chlorosis
(fluxo
branco)
doança das mancebas
filhas
e to
das
as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião dos
mais
eminentes médicos
que as
tem
experimentado :
« Depois 35 annos que exerço a medicina,
«
tenho
reconhecido a
este
medicamento
« (Pilulas de
Blaud) vantagems
incontesta-
« veis
sobre
todos os outros
ferreos e eu
«
o
miro
como o melhor anti-chlorótico. »
D» DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de
Medicina.
I
«
De todas
as preparações ferreas que
i
« nos hão
dado bons resultados no trata-
s
«
mento
das
affeições chloróticas, as pilu-
« las
de Blaud parece-nos
devem estar na
« primeira
fila.
» — Diccionario univ. de
Medicina, t. n,
page 99.
Como
prova da authenlicidade, o,
nome
do
inventor está gravado
sobrei
cada
pílula como aqui junto I
Depositos
: Paris, 8,
r.Payenne. __
Em
Lisboa, snr. Barreto, Loréto
u."
_<■>—
30
(27
*)
r
i
ç>tAl/o
k
ã
FLUIDE
IATIF»«JONES
Por
suas propriedades beneficae, goza este pro-
ducto de alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a
pelle,
allivia
as
irritaçõee
causadas
pelas
mu
dança»
de
clima, pelos banhos do mar, Impressões
desagradaveis
do
vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaç9o faz desapparacer as ra
chaduras
das
maos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
multo
digno de
ser
recommandado ó Hnbno
latif,
que
possue
todas as propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma delicadissimo.PreçoBOOr'.
23,
Boulevart
des Capucines,
Paris,
De
Fronte
da entrada do
Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escavas Inglesas Perfumeria, Lojo
de
papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa, snr. Barreto, I.orèto »•’
28-30
(26
*)
ARTE DE TAGHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.e
3,
e
no
Porto
:
preço
3b0
rs.
BKAGA,
1YPOGKAPHIA
LUSITANA7.
Parte de Comércio do Minho (O)
