comerciominho_27021877_608.xml
- conteúdo
-
Âssitma-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
<U.
3
J. s
2
*
«er
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
poi
As
a.
.
gE&turas
são pagas
adiantadas
;
assimi
como
as
corresponden-
ciTts
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
]£■
HJEE
£S
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
rkços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.~=°Provm-
cias,
anno
25000
rs
e
sendo
duas 35600
rs.<—
Semestre
15050
I
n^Braul,
anno
35600
rs.=Semestre
15900
rs.
moeda
forte,.
I
ou
85000
reis
e
45500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10 rs.
Para os
assignantes
29 s/
8
d
’abatimento.
B H A<
*
A
—
T
ERÇ
A-FEIR A
jFr;
%'
tillEIKO
ST
OE
0
iin|)3»to «.So (piiiiío ás
liadM.
irman-
ás
irman-
Sobre
o
imposto
do
quinto
Jades
e
confrarias
lavra,
d
’
ha
muito,
urna
i
anomaba
espantosa a
que
urge providen-
<
ciar
eíficazmente.
I
Este
assumpto tem
sido
por
muitas
:
vezes
tractado,
havendo
reuniões extraordi-
1
na
*
ias
dos membros
d
’
essas corporações
re
ligiosas, sempre
que
os
empregados
fis-
caes
leem
querido
levar
a
effeito
rigo
rosa
e
strictamente
a
imposição.
Da
parte
das
irmandades
teem
subido
aos poderes
públicos
varias
representa
ções,
ás
quaes
se
tem
atlendido mandan
do
suslar
os
re.-pectivos
lançamentos;
po
rém
alé
boje
ainda não appareceu
uma
lei
clara
e
posiliva
que
regule a
matéria,
continuando
esta
ao
arbítrio
dos
empre
gados
tiscaes,
D’ahi a
origem
d’
essa
irre
gularidade
que
estamos
presenciando.
E
’
doutrina
corrente,—e
até
1834 foi
sempre
observada—
,
que
o
quinto
ás
ir
mandades
é lançado
ao
liquido
dos
seus
redditos,
depois
de
deduzidas
as
despezas
obrigadas das
mesmas.
E
’
o
que
ha
mais
de
cem
annos
se
ba
praticado.
Sobre o
abatimento
respectivo
tem
havido
pou
co,
ou
demasiado,
zelo
por
parte
dos
empregados,
que
se
devem
conformar
com
as
contas
e
orçamentos que
tiverem
sido
já
approvadas
pelo
conselho
de
dislrict'
.
D
’
aqui
tem
resultado
o
haverem-se
accumulado
dois
e
mais
annos sem se
veiificarem
os
lançamentos.
Desde
que
está
em
vigor
e Codigo
Civil,
como
este
faculta
o
augmento
de
juros, é
praxe
sabida o declarar
se
nas
escripturas
de
mutuo
que o
juro
liquido
de
5
0|j
pertence
á
irmandade;
ficando
o
devedor-
obrigado
a
pagar
a
decima
ou
qualquer
contribuição
respectiva.
Algumas
corporações
leem
rateado
a
decima
ou
quiuto,
que
pagam
pelos
de
vedores
á
mesma.
Outras
ha,
que,
em
logar
de manifestar,
por
nota,
todas
as
suas
escripturas
na
cabeça
do
districto
i
onde
estão
erectas,
as
mandam
para
os
círculos
onde
são
situados
os
bens
dos
devedores:
ora
ahi exigem
as
conserva
tórias
que
de
novo
sejam registad
s
nes
sas
localidades;
d
’
onde
resulta
que mui
tas
corporações
estão
pagando
as deci
mas
ou
quinto,
emquanto
que
os
deve
dores
são
obrigados
pela sua
parte
a
pa
garem
também
outra
decima
de
quinto
e
adicionaes,
licando
por
conseguinte inu
tilmente
lesados
tanto
estes
como
aquellas.
Para
comprovar
o que
deixamos dito,
poderíamos
apresentar
muitos factos;
li-
milar-nos-hemos
a
um,
do
qual
possnimos
os
documentos.
Eil-o:
Domingos
Antonio
Gonçalves,
da
fre
guezia
de
S.
Gens
de
Calvos,
concelho
da
Povoa
de
Lanhozo,
é
devedor
á
confraria
de
N.
Senhora
do
Rozario
da
Sé
Primaz
da
quantia
de
300$000
reis,
por
escriptura
de 10
de
janeiro
de
1874.
Foram-lhe
lançados
de
decima, d
’a-
quella
data
até
31
de
dezembro
de
1876,
12$043
reis.
Achando,
porém,
excessiva
tal
quantia,
requreu
ao escrivão
de
fa
zenda
de
Braga,
para
este lhe
certificar
se
os
capitaes
d’
aquella
confraria
se
acham
ou não
manifestados e
se
sobre
elles
está
lançada
a
respectiva
decima.
Foi
certificado
alfirmativamente,
em
10
de
novembro
de
1876, dizendo-se—
«que
a
referida
confraria
tem
diversas
escriptu
ras
manifestadas,
a
cujo
capital
já
havia
sido
liquidada
a
respectiva
decima
de ju
ros».
Em
presença
d
’isto,
o
queixoso
re
quereu em
seguida
ao
snr.
delegado
do
jthesouro,
e
este,
em
seu despacho
de
!
13
de
fevereiro
de
1877,
responde
que
—
i
«das
informações
obtidas
dos
escrivães
de
fazenda
dos
concelhos
da
Povoa
de
La-
’
nhozo
e
de Braga
se
vê
que
es.le
capital
nào
está
manifestado
nos
dois
concellns,
mas
só
no
da
Povoa,
e
que
não
ha
ex
cesso
na
còllecla
lançada».
Nào
nos
compete
averiguar, se a
ir
regularidade
do
manifesto
se
deve
altri-
huir:
ou á
confraria
que
o mandou
reali-
sar
na
Povoa
de Lanhozo,
sem
primeiro
o haver
feito
em
Braga,
onde,
depois
de
abatidas
as
despezas
obrigatórias,
é
que
o
imposto
deve
ser
pago
em
globo;
se
ao zêlo
excessivo
do
funccionario da
Po
voa
de
Lanhozo,
onde
o
quinto
é
lançado
com
todo o
rigor
aos
devedores das
cor
porações
religioas,
do
que
possuímos
do
cumentos;
assim
como
os
possuímos
com
provantes
de
se
praticar
o
mesmo no
con
celho
de
Barcellos.
sobre
corporações
de
Braga,
o
que
outros
o
não
fazem.
O
que
nos
cumpre
dizer,
é
que
as
corporações
devem
manifestar,
parcialmen
te
ou
em
globo,
na
cabeça do districto
onde
eslào
erectas, as
suas
escripturas
de
mutuo,
e
envial-as
com os
compe
tentes
registros
ás
conservatórias:
e
quan
do
estas recusem
afazer
o
registro,
re
quererem
a
quem
competir.
Gamamos
para
isto
r
__
__ a
attenção
de
todjfs^s
corporações,
no
que
vae o
má
ximo
interesse
temporal
de
muitas. A
todas
lembramos
a
necessidade
de repre
sentarem
aos
poderes
públicos
para
que
desappareça este
cahos,
cuja
existência
não
póde
nem
deve
continuar.
Vejamos
a
quanto
monta
o
imposto
do qumlo,
quando
o lançamento
seja
com
rigor:
O
quinto
é
na
rasão
de.
.
Addicionaes e
impostos
.
.
Sello
e
aviso
.............................
Contribuições
municipaes
au-
ctorisalas alé ao
seplimo
d
a-
quella decima..................................
20
8
1
4
fei
t
o
p. c.
»
»
»
15
g
rTí ?
DR.
J. 1ÍL
DE MACEDO.
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
VII
Confissão
de
amor.
sen-
isso
A
’
vista
do
exposto,
perguntamos:
Se,
como
alguns
zeladpres
do
íisco en
tendem,
fôr
laçnado
o
quinto
aos
ca
pitães
das
corporações
sem
o
abatimento
das
despezas
obrigatórias,
como
poderão
essas
corporações
conservar abertas
as
porcas
dos
seus
templos,
durante
muitos
annos?
Por certo
que
não
é
possivel.
As
corporações,
além de
terem
a con
servar e
reparar
os
seus
templos,
manter
o
culto
e
a
fazer
celebrar
as
festivida
des,
umas
a
expensas
suas, outras
a
ex-
pensas
dos
confrades
e
esmollas
dos
fieis;
teem
vários
legados
a
cumprir,
ao
que
se
obrigaram
por
contracto,
muitos
dos
quaes
são
mandados para
o
hospital,
vis
to
que
a
esmola
para elles orçada
não
é
sufliciente
para
serem
cumpridos!
Como
este artigo
já
vae
longo,
limi
tamos-nos
a
insistir
com
as
corporações
para
que
representem
competenlemente
contra
esta
anomalia,
aproveitando
a
es
tada
em
Lisboa,
dos
deputados
das
loca
lidades,
alguns
dos
quaes,
e
nomeadameu-
le
o
de
Braga, são
juízes
de
irmandades,
e
que
por
certo
se
prestarão
gostosamente
a este serviço.
As columnas
d’
este jornal
ficam
fran
queadas
aos cavalheiros
que
desejarem
tractar
esta matéria
importante.
Total
.
33
p.
c.
Temos,
pois,
para
o
Estado
e cama-
ras
municipaes
o terço
d»s
rendimentos
das
corporações—
Isto
auctorisado
pelo
go
verno.
Accresce
agora
o
auctorisado
e
man
dado
pel
s
governadores
civis:
Dei
rama
para
os
eítabelecimenlos
pios;
Derrama
das
jornas
de
parochia,
even-|de
luaes
e
para
obras
na
egreja,
quando
pre
cisas;
Derrama
para
as
escolas,
alé
o
de
cimo do seu
rendimento,
etc.
etc.
' •■• <■ -.v
. !
A<- .. •
\ A
sá
Dá-nos
a
«Nação»
a dolorosa noticia
;
ter
fallecido
no
dia
17,
no
seu
pa
lacio
junto
a
Pau, o
ex."10-
snr
D.
Jayme
Caetano
Alvares
Pereba
de
Mello,
duque
de
Cadaval,
marquez
de
Ferreira,
minis
tro honorário,
com
honras
de
parente
da
D.
Mariquinhas,
sem
querer,
sem
sentir,
no
meio
d
’esse
sonho
de
vigília, sem
sof-
frer
dôr
alguma,
não
sei
porque
mesmo
lagrimas
caem em
rios
de
meus
olbos...
—
E
choras?
—
Pranto
bem
doce!
é
bom
quando
chora
assim!..
—
Meu
Deus!
—
Tu
nào
choras nunca assim, D. Ma
riquinhas
?
—
Nunca.
—
Infeliz!...
disse
a
Bella
Orfã
olhan
do
com piedade
para
a amiga
que
a
es
cutava admirada.
—
Eu
infeliz?
por
não
chorar?
—
Oh!
sim!...
porque
ha certas
lagri
mas
que
dão
um prazer
que
está
acima
de
todos
os
—Então
—Mas
essa
tristeza
?
—
E
’
a
um
tempo muito amarga
e
i
muito
doce
;
se
me
dessem
a
escolher
uma
I
lesta,
um
baile,
um
bello
passeio, uma
:
noite
de
theatro,
ou
uma
hora
de
solidão,
de isolamento
com
a
minha
querida
tris
teza, eu
te
juro,
D.
Mariquinhas,
que
pre
feriria
essa
h
ra
de pranto
a
essas
noites
de
prazer.
—
Eu
comprehendo
.
—Oh
!
pensar n
’
elle,
exclamou
Celina,
que
se
ia
exaltando
pouco
a
pouco;
pen
sar
n
’
eile
!
.
ler
sua
imagem
dentro
do
coraçào,
e
ao mesmo
tempo
diante
dos
olhos!., estar
elle
ausente,
e
eu_vêl-o
ao
meu
lado...
ouvir
a
sua
voz
ião
doce!
tão meiga
!
tão
melancólica
!
sentir
o
lo
que
de
sua
mão que
me
causa
um
abalo
indisivel;
o
roçar
de
seu
vestido
cornos
meus
em uma
curta
passagem,
que
me
faz
estremecer
vivamenle...
vê!-o
andan
do
garboso
e
engraçado,
ouvii-o
a
cantar
um
himno de amor
tão
terno...
não
exis
tir
nada
d
’
isso,
e
estarmos
vendo
e
ou
vindo
tudo
isso.,
oh!
é
muito
L..
(az com
que
inslinciivamenle
ergamos
mãos
aoceo,
e
clamemos
:
«bemdido
seja
Deus
que
nos
deu
a
imaginação
para
na
ausência
vêr-
mos
e
ouvirmos
aquelle
a
quem
tanto
ama
mos !...»
—
Tens razão,
D.
Celina!
—
Oh!
é
sublime!
proseguiu
a
moça;
isso
é
tão
bello,
tão
encatiladot,
tão
ma-
'
iico,
que
çu
iico
ás vezes
uma
hora
em
contemplação
enleva
ía
n
’
essas
delicias,
n
es
sas
imagens,
entre
o
ceo
e
a
terra,
por-
que
esse
estar
assim,
esse
goso
lem
por
'força
alguma
cousa
de
celeste
;
e
por
fim,
—
Eu?
—
Sim;
tu
choraste
lambem
muito?
—
Eu
não,
D. Celina.
—
.Mas
porque?
1
—
Por
duas
tazões:
primeira,
porque
desejava
amar.
—
E’
possivel?!!
—
Eu
fazia
uma ideia
muito
engraçada
I
amor;
ha
porém
muitas
moças
que
pensam
como
eu:
pensava
que
o
amor
era
para
uma
moça
o
mesmo
que
a
bone-
ca
para
uma
menina, um
passatempo
in
nocenlc,
um
brinquedo, que
se
deixa
quan
do
nos
aborrece,
e
nada
mais;
porisso
eu
desejava
amar.
—
Que
louca!
—
Depois,
eu
não
devia
lambem
cho
rar;
não
linha
de
que; o
homem
que
eu
amei
era,
é
digno
de
mim.
—
Certarnenle
nào
foi
por pensar
o
con
trario d’
isso
que
eu
chorei,
respondeu
Ce
lina
córando.
—
Então porque
íoi?
—
Também
nào
sei:
ficava
só
n
’
este
quarto
pensando... fantaziando
tantas
cou
sas...
tantas
cousas
..
depois
ia
sem sa
ber
porque
tornando-me
triste
.,
triste...
alé
que
desatava
a
chorar.
—
E
depois?
—
Depois
que
chorava eu
me
sentia
um
pouco
mais
aliiviada
de
uma
dòr,
que
nao
se
póde
dizer
como
é;
continuava
a
pensai...
a
lanlaziar
outra
vez...
de
novo
me
entristecia
e
de
novo
chorava.
—
Pobre
D.
Celina
!
..
—
Olhe; e
nem
uma
só
vez
me
tenho
rido...
eu
—
Eu
penso
que
amo...
—
Sim...
comprehendo... desconfias
que
amas.
—Mas
olha,
D. Mariquinhas, eu
não
amei
por
minha
vontade...
foi
sem
tir...
—
Sim.
..
succede
a
todas
nós
mesmo.
—
Foi
pouco
a
pouco que esse
senti
mento
entrou
no
meu
coração...
eu
nào
desconfiava
d
’isso,
aliás
saberia
comba-
lel-o...
—
Debalde!
—
Quando
me veio
ao
pensamento
que
eu
poderia
estar
amando...
qnando
cahi
em
mim., oh!.,
ludo
foi
em vão... era
já
muito
tarde.
—
Tal
qual
succedeu
commigo.
—
Chorei
muito,
D.
Mariquinhas,
cho
rei
muito...
uma noite
inteira...
e
tu?
as
se
—Como
prazeres!
tu és
bem
ditosa?
pois,
esse
prazer
?
—Ah
!
não
me
sacia
nunca.
—
E
então...
—Eu
sou
como aquelle
que eslá
de
vorado
por
ardente
febre
:
com
fervor
leva
aos
lábios
um
copo
d
’
agoa... esgota-o
..
e
de
novo
mata-o
a sede. Amor
é lam
bem
uma
febre... não
é?
—
Eu
já
não
digo
palavra; respon
deu
Mariquinhas; estás
mais adiantada
do
que
eu.
—
E
porque
tu não amas.
—
Mas
nota
que
lenho
observado
muito.
•
—
Engano
!
amor
não
se
observa
..
sen-
—
Todavia
tu
és
contradictoria,
D.
Ce-
li
na.
Real
Casa,
e
filho
dos
quintos
duques
de
Cada
vai.
Tinha
nascido
a
6
de
fevereiro
de 1803,
e
casára
a
29
d’agoslo
de
1843
com
sua
sobrinha
a ex.
ma
snr.
a
D.
Maria da
Pie
dade Csetana
Alvares
Pereira
de
Mello,
sétima
duqueza
de
Cádaval
e
decima
quin
ta
condessa
de
Tenlugal.
Era
um
dos soldados
mais
distinctos
e
respeitáveis
da
Legitimidade;
porisso
é
grande
a
perda
que
temos a
lamentar
com
o
passamento
d
’
aquelle
cavalheiro,
que
era
hoje
o representante
da
primeira
no
breza
de
Portugal,
e
o
mais proximo pa
rente
da
Casa
Real.
Sentimos
profundamente
esta
perda
irreparável,
e
aos
leitores
pedimos
um
P.
N.
para
snffragar
a
alma
do
nobre
finado.
--------
-
kw
,
í
«S> -KÓS
---------------
Aviso
««
b
os-eSintssaíios.
No
dia 5
de
'março
deverão
começar
os
exercícios dados
aos
ordinandos,
que
teem
d’entrar
a
ordens
no
dia
17
do mes
mo
mez.
Todos
os
que
vão
á
Sagrada
Ordem
de
Presbytero
entrarão para
o
Seminário
Conciliar
e
ahi
estarão
iodos
os
dez
dias
d’exercicios
Os
não
que
vão
a
Presbytero
assistirão
aos
exercícios
na
capella
do
Paço,
mas
esta
rão
fóra do
Seminário.
Maxinu:
para
todos meditarem nos exer
cícios
Apprehende
arma
et
scutum
;
Evagari
non
est
tutum;
Oliari
grande
vitium
:
Operando vince tae lium
:
Orando
qusere
remediuin
!
K
empis
.
TRADUCÇÃO
Toma
as
armas,
toma
o 'scudo
O
ocio
é
sempre
ruinoso;
Ou
fallando
ou
'stando
mudo,
Quer quieto, quer
andando
Perde
as horas
o
ocioso
;
Trabalha, que
trabalhando
O
trabalho
vence
o
ledio;
Ora,
acharás o
remedio
Ao
teu
viver
miserando.
Observar-se-ha
o
seguinte
horário
:
De
manhã
[só
aos
internos
do
Seminário
e
na
capella
do
Seminário]
7
h.
Oração.
7
'/o
Prima
eterlia.
8
Missa.
8
Sexta
e
nôa.
9
Tempo
livre.
10
Pratica
10
Vesperas
(não sendo
domingo).
I
mmaculada
a
manifestação
de
seus
sen
timentos
de
adhesão,
em
seu
nome
e
em no
me
de seus
concidadãos
e
ao
mesmo
tempo
depôrem
aos
pés
augustos
do
immortal
P
on
tífice
importantes
donativos
para
o
di
nheiro
de
S.
Pedro, unico
recurso
que
resta
á
Santa
Sé
para acudir
ás neces
sidades
tempòraes
da
Santa Egreja
Catho-
hca,
hoje
iniquamente
despojada
de
suas
legitimas
possessões.
Alé
hoje
porém
o
Brazil
não
tem
ap-
parecido
ao
lado
d
’
aquelles
romeiros,
nem
tem
sido representado n
’aquellas
manifes
tações
de
fé
e
de amor.
E
’
chegado
o
tempo
de
reparar
esta
falta
!
No
dia
3
de Junho
de
1877
o
nosso
S
anto
P
adre
P
io
IX
completará
o
quin
quagésimo
anniversario
de
sua
Sagração
Episcopal;
e para esse
dia
lhe preparam
os
catholicos da
Europa
uma explendida
manifestação.
E
’
preciso
que
a
elles
se
associem
os
catholicos
do
Brazil, não só
mente
com
suas
pessoas
(os que pude
rem) concorrendo a Roma,
como
também
subscrevendo
(o
que
todos
pódern
fazer)
para
o
obulo
de
S.
Pedro, que
deverá
ser
entregue
ao
A
ugusto
V
igário
de
C
hristo
por
áquelles catholicos do
Brazil. que
con
correrem
á grande
e
piedosa
festa
do
dia
3
de Junho
em
Roma,
unidos
á
Gommis-
são
que
em
tal
dia
tem
de representar
o
Brazil
janto
ao
Vaticano,
e
depositar
aos
augustos
pés
do
Santo
Padre
o
obulo
de
S.
Pedro,
mandado
do
Braz
I,
cujo
valor
já
monta
a
cerca
de
DOUS
CONTOS
DE
REIS.
Para
animal-os
a
esta pia
romaria
é
que
publicamos
o
presente roteiro, pelo
qual
se
verá
quanto
é
lacil
e
economica
a
viagem.
II.
—
Este
roteiro tem
por
ponto
de
partida
o porlo
do
Rio
Janeiro
e
por
pon
to
terminal
o
Vaticano, na
cidade
de
Roma.
Muitos
pontos
intermediários
se
pódern
tomar
ou
deixar
á
vontade.
O
roteiro
que
aqui
expômos
é
o
mais directo e
por
is
so
mais
curto
e economico.
N
’
eHe
são
calculadas
as
despezas
ESTRICT
a
MENTE
necessárias: —
l.°
de
passagens
na l.
a
classe,
quer
de
paquetes
transatlânticos,
quer
de
wagons
de
estradas
de
ferro;
2.°
de
boteis
decentes,
mas sem
luxo,
forne
cendo
cama
e
mesa confolaveis.
E
por
este
calculo
feito
com
toda
a
exactidão
possi
*
el
sobre
os
melhores
ro
teiros
ultimamente
publicados
na
Europa
com
todas
as minudencias,
ver-se-ha
que
a
despeza
acima
apontada monta apenas
a
2.178
francos,
que
ao
cambio o mais
des
favorável
de 400
reis
corresponde
a
reU.
87l$200,
moeda
brazileira
e
destribuida
do
seguinte
modo:
De
tarde
(para
todos
e
na capella do
Paço).
3
'h Leitura
espiritual.
4
Pratica.
5
Completa.
Braga,
Seminário
Conciliar,
26
de
fe
vereiro
de
1877.
O
vice-reitor
do
Seminário,
P.
e
João
fíebello
Cardoso de
Menezes.
—
------ -------------------------------
SSoteiro.
Da
primeira
peregrinação
catholica
do
Bra
zil
a
Roma,
por
occasião
do
Jubileu
Pontifical
de
Pio
IX
o
Grande,
a
3
de
junho
de
1877,
iniciada
sob
os
aus
picias
dos
Sagrados
Corações
de
Jesus
e Maria,
na
diocese
de
S.
Sebastião
do
Rio
de
Janeiro,
sob
o episcopado
e
protecção
do
exm.u
e
revm.°
snr.
D.
Pedro
Maria
de
Lacerda.
. .As peregrinações
são
fei
tas
por
devotos
armados,
não com ferro
e
espada,
mas
com
a
cinta enfeitada
com
o santo
rosário....
lodos
os bons
catholicos
se
unem
estreitamente
a
esta
cadeira
da verdade,
e
vós mesmos
dais
d
’isso
um
exemplo
lu-
minosissimo;
abandonando
a
vossa patria viestes com
in-
commodo
visitar-me, fazer-
me
iiln
ire circulo
n
’
este
canto
da
capital
do
mundo
catholico....
Aqui
vos
rece
bo,
aqui
oro por
vós,
aqui
vos abençôo....
(Pio
IX,
aos
romeiros
da
F
rança
).
Aos
nossos
Diocesanos,
que
de
qualquer
modo
promove
rem
esta piedosa
peregrina
ção cujo
fim
é
venerar
e
consolar
o
Vigário
de Je
sus
Christo.
Nós
concedemos
40
dias
de
indulgência.
O
mesmo
no
dia
em
que
al
gum
fôr
inscripto
na
lista
dos
romeiros Palacio
Epis
copal da
Conceição,
1
de
Janeiro
de 1877.
f P
edro
,
B
ispo
de
S.
S
e
bastião
do
Rio
de
J
a
neiro
.
l.-
Um
grande
impulso
de
fé
e
de
amor
filial
leva
os
povos
catholicos
á
pre
sença
de
seu
Pai
Commum.
o
G
rande
P
io
IX.
De
todos
os
pontos
do
globo
tem
partido
multidões
de
peregrinos
cheios
de
piedade
para levarem
ao
P
ontífice
da
Pa“
sagens
—
Primeira
classe.
Do
Rio de
Janeiro
a
Bordéos,
ida e
volta
1120 francos.
De
Bordéos
a
Maselha
108
francos.
De
Marselha
a
Ventimiglia
32
fratu
cos.
Bilhete
circular
na
Ilha
n.°
5
(entrada
por
Ventimiglia
e
sahida
por
Modana)
francos.
De
Modana
a
Paris
90
francos.
De
Paris
a
Bordéos
73
francos.
Hotéis
decentes,
cama
e
mesa
confor.
taveis,
por
2
mezes, conta
redonda
600
francos.
Somma
2,178 francos
ou
871^200
reis.
E’
evidente que
o
romeiro
que
tomar
o
paquete
transatlântico
na
Bahia
ou
Per.
nambuco
terá
reducção
no preço
da
pas
sagem,
segundo
a
tabella
da Companhia,
visto que
o ponto
de
Partida d
’este
ro-
teiro
é
o
porlo
do
Rio
de Janeiro
III.
—Entretanto,
força
é
confessar,
que
muitas
outras
despezas
ha, taes
como
com
ducções
de
bagagens,
lavagem
de
roupa
e
outras
despezas
eventuaes,
impossíveis
de
reduzir
a
calculo
exacto;
e
por
isso
diremos
que
os
nosso
romeiros embolsa
dos
de 2.590
francos
oti
1:1)09-^000,
moe-
da
brazileira,
ficarão
garantidos
para
lo-
das
as
despezas
inclusivé
as
eventuaes,
vigiadas
por
uma
salutar
economia.
IV.
—
Mas
occorrem
ainda algumas
pon
derações
dignas de
grande
reparo.
Um
catholico,
se
é
piedoso,
uma
vez
na
Europa,
Roma com
todas
as
suas
glo
rias
cliristãs
e
bellesas
artísticas,
o
Vali,
cano
com
todo
o
fulgor
de
seus
irnmor.
taes
Pontífices,
Pio
“
IX
mesmo
com
toda
o
esplendor
de
sua gloria
embora
lhe
en
cham
o
coração
de
fé
e
amor
celestial,
não
lhe
saciam
comuido a piedade.
Percorrendo
o
trajecto
de
Bordéos
a
Roma,
se
o peregrino
é
membro
da
So
ciedade
de
S.
Vicente
de
Paulo,
fazendo
um
pequeno
desvio
chega
á
estação
de
Dax,
onde
sem
duvida
é
impellido
a
apear-se
afim de
visitar nos
arredores
da
cidade
(em
Buglose)
o
berço
de
seu
glo
rioso
Patrono
S.
Vicente
de
Paulo
—
o
Apostolo
da
caridade,
e
orar
um
pouco
por lodos os
seus
confrades
vivos
e
de
funtos.
Se
o
romeiro
é
devoto
de
Maria
(e
qual
d
’
elles
o
não
será?)
de
Dax
lá
lhe
fica
em
caminho
Lourdes
com
a
sua
me
morável
gruta
d
’Apparição,
coroada
de
magestosa
basílica,
a
fazer-lhe
negaças
ao
espirito,
e
obrigando-o
a
descer
do
wa-
gon,
afim
de
satisfazer
a
sua
piedade
e
amor
filial.
Se o
roteiro
é
amigo
das iettras
e
sciencias,
lá
está,
além
de
Lourdes.
a
ci
dade
de
Tolosa,
onde
o bamdito
craneo
de S.
Thomaz
d
’Aquino, o
Anjo
da
Esco
la, desafia
a
sua
piedade
e
enthusiasma
o
seu
espirito.
E
uma
vez lá
apeado,
de
certo,
não
voltará
ao
vvagon
sem
satisfa
zer
ainda
a
sua
piedade
junto
do
berço
de
Santa
Germana
ultimamente
canonisada
por
Pio
IX.
Se
o
romeiro
é
artista,
amigo
do
bello,
depois
de
Tolosa,
lá
di isa
em
Marselha
o
celebre
e
famoso
Sanctuario
de
Nossa
Como
?
—
Começaste
queixando
te
de
tuas
la
grimas,
e
acabaste,
abençoando-as.
—
E
’
porquq
nem
todas
são
da
mes
ma
natureza:
a
imaginação
que
não
é
nossa escrava,
a
imaginação
livre,
inde
pendente.
como
as aves
da
floresta
virgem,
se
ás
vezes me offerece
um
quadro
de
esperança,
de
amor
e
de
saudade,
outras
vezes,
D.
Mariquinhas,
cria
fantasmas
que
atemorisam,
fantasmas
horríveis que
bra
dam
a
meus
ouvidos...
entoam
o
himno
infernal,
o
himno
do
desespero resumido
em
uma
palavra
fatal...
—Qual?
—
Impossível I...
O
som
com
que
a
Bella
Orfã prenun
ciou
essa
palavra
foi
tal,
que
tanto
ella
como
Mariquinhas, se
deixaram
ficar
ca
ladas
durante
algum
tempo
tristes
e
pen
sativas.
No
entanto
serenou
o
ardor,
que
fi
zera
Celina
exprimir-se
com
tanta
vive
za,
de modo
que
quando
Mariquinhas
quiz
continuar
a conversação
já
a achou
pertur
bada
e
commovida
como
no
principio.
—Mas,
D.
Celina.
ainda
me
não
dis
seste
o
que
eu
desejo
principalmente
sa
ber.
—O
que?
—
Quem
é
o
venturoso
mancebo
que
tanto
merece de
ti.
A
Bella
Orfã
hesitou.
—
Se
eu
não
quizesse
saber
também
tudo,
quanto
se
tem
passado
entre
elle
e
ti,
continuou
Mariquinhas;
abster-me-ia
de
fazer-le
esta pergunta.
—
Porque
?
—
Porque
não
acho muita
diílieuldade
em
adivinhar
o nome
d
’
aquelle
que
amas.
—Já
o
adivinhaste,
D.
Mariquinhas?
—
Ora
!...
—
Desde
quando?
—
Desde
antes
de teus
annos.
—
Foi
na
verdade
bem
cedo,
respon
deu
Celina
;
porque
então
eu
mesma ape
nas
o
suspeitava.
—
Não
duvido;
isso
acontece;
mas
en
tão
não
queres
dizer-m’
o?
—
Para
que,
se
tu
já
sabes ?
—
Seria
possível
que
eu
estivesse
em
êrro.
—
E
’s
muito
viva
para
se
enganares,
D.
Mariquinhas.
—
Pois
bem:
dir-te-hei
eu
o
nome,
com
uma
condição
porém.
—
Qual
?
—
Se
eu acertar
has
de
confessal-o.
—
Sim.
—
Chama-se...
Celina
olhou
para
Mariquinhas.
—
Cândido.
A
Bella
Orfã abaixou
a
cabeça.
—
Adivinhei
?
—
Adivinhaste;
murmurou
a
moça.
—Levanta
a
cabeça
;
conta-me
o
que
tem
havido
; não
foi
para
isso
que
nos
reunimos
hoje?
Celina
pensou
um
momento
e
disse:
—
Sou
uma
louca.
—
Tu?...
—
Sim
;
mas
ao
menos
a
minha
lou
cura
poderá
agora
ser-me
ulil.
—
Como?
...
—
Escrevi
o
que
se
tem
passado
com-
migo...
—
A
historia
do
teu
amor?..
—
Sim
...
—Um
romance?!!
—
Não...
uma
verdade.
—
Como
não
’
...
pensas
que os
roman
ces
são
mentiras?...
—Tenho
certeza
d'isso.
—N
’
este
ponto
estás
muito
atrazada,
D. Celina ;
os
romances tem
sempre
uma
verdade
por
base:
o
maior
trabalho
dos
romancistas
consiste
em
desfigurar
essa
verdade
de
tal
modo,
que
os
contempo
râneos
não
cheguem a
dar os
verdadei
ros
nomes
de
baptismo
ás
personagens
que
ahi
figuram,
—
Pelo
que
ouço,
D.
Mariquinhas,
tu
já
escreveste
!
—
Não,
mas conversei
já
com
um
mo
ço
que
escreve.
Vamos
porém
ao
nosso
caso,
deixa
vèr
o
teu
romance.
—
A
minha
historia;
tornou
Celina,
que
abrindo
a
gavêta
da meza
tirou
al
gumas
folhas
de papel,
e
entregou-as
com
mão
tremula
a
Mariquinhas.
■—
«Historia
do
meu
amor», disse
es
ta
lendo;
ah!
eu
linha
adivinhado
o
ti
tulo.
—
Peço-te
que
leias
para li
só
:
eu
me
envergonharia
muito se
te ouvisse
lêr
alto.
Mariquinhas
começou
a
leitura
da
his
toria
do
amor
de Celina.
A
Bella
Orfã
acompanhava
com
os olhos
lodos os
movimentos,
todas as expressões
que
aquella leitura produzia
em
sua
ami
ga,
córando
se
esta
se
sorria;
animando-
se, tremendo,
e
confondindo-se
segundo
as
expressões
fisionómicas
da
leitora.
Quan
lo
Celina
viu
que
os
olhos
de
Ma
riquinhas
se
volviam
correndo
pelas
ulti
mas
linhas
da
derradeira
pagina,
abaixou
de
novo
a
cabeça
envergonhada
e
con
fusa.
—Bravo,
D.
Celina!
estás
em
bom
ca
minho
para
romancista;
mas
repara
que
não
pódes
aproveitar
muito
no
nosso
paiz.
—
Não
zombes.
— Fallo
séria
;
porém, dize,
que
desti
no
pretendes que
tenham estes
papeis?...
—
Que
destino?...
o
fogo.
—
O
fogo
’
!!
—
Sim;
queimal-os-ei
;
respondeu
sol
tando
um suspiro
a
Bella Oríã.
—
Não;
não
commelterás
um
parricí
dio:
quando
lua
mão
se
erguer
para
lan-
çal-os ás
chammas
lua
alma,
eu
o
juro,
cantará
os
versos
de
Torquato.
<Ah!-no
saria
possibile.»
—
Pois
enlão
que
poderia
eu
fazer
d’el-
les?...
—
Quem
sabe?...
esses
papeis
guardam-
se
:
é
possível
que cheguem
um
dia
ás
mãos
do
feliz
mancebo,
que
te
moveu
a
escrevel-os.
—Oh!
Deus
me
livre!...
As
duas
moças
calaram-se
de repente,
sentindo
que
alguém
subia
a escada: Ce
lina
guardou
os
papeis
na
gavêta
d’onde
os
tinha
tirado.
(Conti»úaJ
Senhora
da Guarda, com
sua
estatua
co
lossal.
Emíim,
penetrando
na Italia
raro
sera
o
logar
em
que
o
seu
piedoso
coração
não
seja
atlrahido
ou
por
um
sancluario
celebre ou
relíquias
importantes.
Ora,
a
parada
(demorada)
n
’estes
pon
tos intermediários
acarreta
sem duvida
mais
despezas,
as
quaes
obrigam
o
romei
ro
economico
a
enJier
mais
a
sua
bolsa;
mas
em
todo o
caso,
apoiados
sobre
os
modernos
roteiros
da
Europa,
podemos
allirmar
com
segurança,
que
um
romeiro
lendo
no
seu
bolsinho 3,730 francos
ou
1:500$000,
em moeda
brazileira,
poderi
visitar
sem
constrangimento
todos
os
lo-
gares
abaixo
indicados
com
tanto
que,
da
sahida
de
Borléos
á
sua volta á
mesmi
cidade,
se
demore
dois
mezes
apenas.
DE
BORDÉOS
A
ROMA.
Passando
por
Dix,
Pau
Lourdes,
To-
losa.
Cetle,
Montpeilier,
Nimes.
Tarras-
con,
Marselha,
Toulon,
Nice,
Ventimiglia,
Génova.
Alexandria,
Placencia,
Parma.
Mo-
dena, Bolonha,
Florença,
Pisa,
Livorno,
Civita
Veechia.
DE
ROMA
A
BORDÉOS.
Passando
por
Foglino,
Florença,
Bolo
nha,
Padua,
Veneza, Verona, Milão,
Tu
rim,
Tunnel
dos
Alpes,
Mo
lena,
Cham-
bery,
Macon
Dijon,
Paris.
Orleans,
Blois,
Tours.
Angoulème,
Libourne.
N
B.
—
O
bilhete
circular
n.°
5,
dá
en
trada
facultativa
na
Italia
por Ventimiglia
e sahida
por
Modena,
ou
vice-versa:
Este
roteiro stippõe,
como
mais
directa,
a en
trada
por Ventimiglia.
O calculo
das
despezas
é
feito
consi
derando
um
só
romeiro.
As
despezas
de
hotel
diminuirão
muito
quando
mais de
um
romeiro
se
congregue
pira
fazel-as
em
commum
Este
calculo
é
feito
para os
paquetes
francezes.
Para
que
estejam
em
Roma
a 3
de
Junho
convêm
que
os
romeiros
partam
do
Rio
a
5
de
Abril,
ou
a
25
o
mais tar
dar.
£3.
U
íse
-J
oib
VII.
Sr.
Director
da
«Nação».
Estimado
amigo.
Para
pôr
a V.
ao
corrente
da
via
gem
de
S.
Magestade
Carlos
VII,
apro
veito
os
abrigados
e
confortáveis
comino-
dos
dos
trens russos,
para
lhe
dirigir
estas
linhas.
A
despedida
em
Bukarest íoi
tão
ama-
vel
como
V.
pode
imaginar depois
da
nar
ração
que
lhe
fiz
d
’
aquella
esplendida
re
cepção.
Carlos
l.°
da
Roumania,
príncipe
immi
nentemente
militar,
mostrou
com
a
soa
conducta
o apreço
em
que na
Eutopa é
ti
do
o
valor,
a
conslancia
e
o
inllexivel
sentimento
dos
princípios.
Carlos
VH
f
ai
honrado na sua
despe
dida
com
a
presença
da còrte e
do
po
vo,
saindo da
capital
da
Roumania
n
’um
trem,
expresso,
real.
Em
Yassy,
ultima
povoação
da
Rou
mania,
foi
recebido
pelo
cônsul
russo
e
por
este
acompanhado
até
á
fronteira
do
império.
Aqui
esperava-o
uma
commissão
com
posta
de
dois
generaes
e
diversos olli-
ciaes,
que
o
grã-duque
Nicolan
mandou
ao seu
encontro.
A
trepa
eslava
formada
e
fez-lhe
as
honras
reaes.
S.
Magestade
subiu
ao
trem
imperial
que
lhe
linha
sido destinado,
e
ao
anoi-
te cr
do
dia
3,
chegou
a
Kischinew,
acam
pamento
de
S.
A. I.
o
grã-duque
Nico-
laievitch, irmão
do imperador.
Por
motivo
da
doença
do
príncipe,
o
snr.
D. Carlos
foi
esperado
na estação
pelo grã-duque Nicolau, íilho, generaes e
altos
dignitários,
que
o acompanharam
até
ao
alojamento
que
lhe
linha
sido
pre
parado,
e diante
do
qual
novamente
lhe
fez
as
honras
reaes
uma companhia
com
bandeiras
e
musica,
que
foi
destinada
para
sua
guarda
de
honra.
No
dia
4
depois
de
S.
M.
ter
visitado
o
augusto
irmão
do
Imperador
e
jantado
cm
sua
casa
com
todo
o
estado
maior
general, percorreu
os principaes
estabele
cimentos
militares
do
acampamento;
ar-
mazães,
hospitaes,
fornos
de
pão
e
bola
cha, as
cavallariças
pertencentes
ao
grã-
duque
e
viu ultimamenle
manobrar
um
esquadrão
de
cosacos
do
Don.
Permitta-me
V.
que me
occupe
um
pou
co deste
assumpto.
Deve
já
conhecer
a
organisação,
os
ty-
pos
e
os
uniformes
dos
cossacos;
todavia
não
póde fazer
a
mais
pequena idéa
dos
exercícios
especialissiraos
que
fazem: um
delles
é, por
exemplo,
fazer
deitar
os
cavallos
e
atirando
se
ao
chão
se.
virem-
se
do
corpo
do
animal
como
parapeito,
porém
o
dia
5
foi
o grande
dia
para
o
príncipe
soldado.
D.
Carlos VII.
Sua
Alteza Imperial tinha-lhe
prepa
rado
uma
parada
com
toda-»
as
forças
do
acampamento.
Foi
magnifica,
e o
Rei
de
Hespanha
acompanhado
do
grã
duque
Nicolan,
íilho,
do
general
em chefe
de E.
M.
G.
e
de
todo
o
quartel
general
russo,
passou
re
vista
a cavallo áquellas
forças,
que
em
se
guida
deslillaram
marcialmente
em
sua
pre
sença
desfillando
algumas
a
marche-mar-
che.
Carlos
VII então,
recordando-se dos
seus
bravos
voluntários,
fez
o
elogio
en-
thusiasta
do
soldado
hispanhol
em
presen
ça
dos
generaes russos, que
lhe
fariam
corte,
deuois.
de haver feito os
cncomios
tão
merecidos
por
aquellas
tropas,
a
que
acabava
de
passar
minuciosa
revista.
A
’
noite
o
general
governador
da
Be-
sarabia
russa
deu
em
honra
de
Carlos
VII
um
esplendido
baile, em
que
lhe
apre
sentou
a
aristoc
acia
do
paiz.
O
dia 5
passou
D. Carlos
conferencian
do
com os
grã-duques,
em
cujo
palacio
comeu,
e
visitando o que ainda havi
.
pa
ra
vêr
do
exercito
imperial
russo da
Be-
sarabia.
A
’
noite
melteu-se no
trem
donde
lhe
escrevo.
Ha
dois
dias
que
andamos
em
cami
nho
de
ferro
atravessando
iinmensas
pla
nícies
nevadas,
que surprehendem
o
filho
dos
paizes
meredionaes.
Ahnanhã,
ao
noitecer,
chegaremos,
querendo Deus,
a
Moskovv
donde
conti
nuarei
a
escrever.
Moskow,
9.
Chegámos
a este ponto, em
que
foi
feita
a
Carlos VII
uma
brilhante
rece
pção
Visitou-
o soberbo
e
original
Kemlin,
vários
templos
e
palacios,
e
ámanhã
vi
sitará
as
escolas
e inst
lutos
militares
A
sua
demora
aqui
será
breve,
porque
tem
que
ir
a
S.
Pelersburg.
Seu,
etc.
J.
E.
SAZETILHi
Sjnugfierenae.—
Expõe-se
ámanhã na
egreja
do
Populo.
Oratir»
«Be»
Sapientia.
—
O
exm.
0
e
revm.°snr.
arcebispo
d
’
e.-ta
diocese, tendo
sempre
em
vista
a
illustração
do
clero,
tão
necessária
na
época
que
vamos
atra
vessando,
procura
por
todos
os
meios
le
vantar
o
estudo
das
sciencias
ecclesiasticas;
—
nem
de
prelado
tão
illustre era
de
espe
rar
proceder
contrario.
No
dia
da
abertura
das
aulas
do
Se
minário
Archidiocesano,
para
o
acto
se
tor
nar
mais
solemne,
foi
recitada
em
latim
a
oração
chamada
De
sapienlia
pelo
dr.
João
Manuel
Correia,
em
presença
do
exm
0
prelado,
corpo
docente
do
Seminá
rio
e
numeroso
auditorio.
N
’
este
trabalho,
que
foi
dado agora ao
prelo e
de
que
recebemos
um
exemplar,
o
seu
auctor
apresenta
pensamentos
eleva
dos
e
frase
primorosa;
demonstra
intelli
gencia
esclarecida,
robusta,
e
perfeito
co
nhecimento
da
lingua
latina.
O
snr.
dr.
Correia, sendo
novo
no
cultivo
das
lettras,
—
pelos
variados
conhe
cimentos,
pelas
palavras
tão
escolhidas,
e
apropriadas na
manifestação
dos
mesmos,
dá a
conhecer
estudo
profundo,
genio
per
spicaz
e assídua
leitura
nos
clássicos
la
tinos.
Felicitamos
o
Seminário
Archidiocesa-
no
Bracarense
por
possuir
tão
distincto
professar.
O
maior
enitanheiro «5 o mundo.
—
Encontra-se
no
monte
Etna
o
castanhei
ro
mais
completo
que
se
conhece.
Chama-
se
o
castanheiro
dos
cem
cavallos,
nome
que
lhe
vem
de
uma
princeza
hispanho-
la,
a
infanla
I).
Joanna
de
Aragão.
Esta
dama,
visitando
Nápoles,
subiu
ao
monte
Etna,
e
surprehendida
por
uma
trovoada,
abrigou-se
debaixo
do collossal
castanhei
ro
com
a sua
escolta,
composta
de
uns
cem
cavalleiros. A circumferencia do
cas
tanheiro
mede
50
metros
e
17
o
seu
dia-
metro.
Esta
curiosidade
da
Sicilia
tem
a
par
ticularidade
de
ser
occa
no
centro.
Os
le
nhadores
da
localidade
construíram
no
tron
co
da
famosa
arvore
uma
choça
onde ha
um
forno
de
seccar
castanhas,
forno
que
se
alimenta
com
os
ramos
do
proprio
castanheiro.
Por
debaixo
da
choça
ha
uma
abertura,
graças
á
qual
dois
carros
pódem
perfeitamente
passar
por
meio do
tronco,
de frente.
Estas
cavidades
não
impedem
que
o
castanheiro
se
cubra todos
os
an
nos
de
flôr
e
de
fructo
Já
que
failamos
de castanhas,
diremos
que
a estatística qne mette
a
foice
em
tudo,
descobriu
que
Paris
consome
an
nualmente
650:000
kilos
de
castanhas,
is
to
é, que
cada
parisiense
devora,
termo
médio,
cada
anno
617
grammas
d
’este
nu
tritivo
fructo.
FoUeeitnnnto.
—
Deu-se
hontem
á
sepultura
o
rev.°
Marcos
Antonio
de
Fa
ria
Rebello,
abbade de
S.
Gens
de
Cal
vos,
do concelho
da
Povoa
de Lanhoso.
O
finado
tinha
sido
familiar
do
arce
bispo
D
Fr.
M
guef
da Madre
de
Deus,
e
era
um
dos
poucos
que
ainda
vivem
do
tempo
d
’
aquel|e
prelado.
Conservou
sempre
puras as
crenças
da
Legitimidade.
Pedimos
por sua
alma
um
P. N
83 ccitsmtvio
Popular.—
Recebemos
o
fascículo
n.°
ll
do
Diccionario
Popu
lar,
de que
é
director
o
notável
escriptor
*i.
Pinheiro Chagas.
Agradecemos.
(Jomponhia
Kiloyd de
Bremen.
—
OíTereceu-nos
o
snr.
Ricardo
Malheiro
Dias,
digno
agente
da
companhia
Lloyd
de
Bremen,
um exemplar do
cartaz
almanack
da
mesma
companhia para
1877.
E
’
um
trabalho
magistralmente
desem
penhado.
Agradecemos
áquelle
cavalheiro
a
fine
za
com que
nos
destingniu.
CÍrco eqtBesSre.
—
Houve
ante-hon-
tem
funeção
n
’
esle
circo,
sendo
a
concor
rência
regular.
Os
trabalhos
dos
artistas
agradaram.
Pertugal
antigo e moderno. —
Recebemos
os
fascículos ultimamenle
pu
blicados
do
diccionario
Portugal
antigo
e
moderno.
A
publicação
d
’
esta
obra
notável
es
teve
algum
tempo
interrompida
por
mo
tivo
da
enfermidade
que
tem
sotfrido
o
seu
illustre
auctor.
Parece-nos
que
a
remessa
d
’
estes
fas
cículos
nos
dão
a
boa
nova
de
se
achar
já
restabelecido
aquelle
prestamlissimo
ca
valheiro,
—
o que
do
coração
estimamos,
e
pelo
que
lhe
enviamos os
nossos
para
béns.
AJegoeíoa
eceleMinstieo
*
.
—
O
«Dia-
rio
do
Governo»
de
23
do
corrente
pu
blica:
Portaria
mandando
abrir
concurso
por
provas
publicas
para provimento
da
egre
ja
de
N.
S.
dos
Remedios
de
Samão,
do
conselho
de
Cabeceiras
de Bastos,
diocese
de Braga.
Aviso
de
se
achar
aberto
concuso
pelo
praso
de
20
dias,
a contar de
19
do
corrente,
para
provimento
da
egreja
de
S
Pedro
de
Mahouce,
do
concelho
de
S.
Pedro
do
Sul.
Pcrtiiíiiiez-s f*
»iSeetdns.
—
Fallece
ram
no
Rio de
Janeiro desde
21
de
ja
neiro
até I
do
corrente,
os
seguintes:
Em 21
—
Domingos da
silva
Raphael,
52
annos;
Maria Jacinlha
de
Lima,
26;
José
Alves
de
Carvalho,
41.
Em
22—
Manoel
d
’
Azevedo
Faria,
24;
Antonio
Vicente
de
Souza,
43;
José
Mo
reira.
Rabo, 18.
,
Em
23
—
Joaquim
Manol
Ferreira
de
Souza,
40;
Jacome
José
Machado,
39;
Ma
noel
Joaquim
Carneiro,
21;
Maria
da
Conceição,
28;
Antonio
Joaquim
de Avi
ai
Manuel
José
Rodrigues,
30;
João
Gon
çalves
Motta,
60;
Antonio
José
da
Costa
e
Sá.
30.
Em
24
—
Emerenciana
Perpetua de
Me
deiros,
38;
Maria
Thomazia,
28;
José
da
Cunha
Lima,
40;
Manoel
dos
Santos
Fa
ria,
3.
Em
23—Catharina
Margarida, 40; Fir-
mino Luiz de Souza
Lima,
24; Rita
Candida
Madruga,
34;
Bento
Fernandes
d
’
Almeida,
61.
Em
26
—
Commendador,
José
Peixoto
de
Faria
Azevedo, 58;
Maria
José de
Valle,
26;
Florentina
Rosa
de
Moraes,
18.
Era
27
—
Francisco
Ledo,
43;
José
de
Souza,
54;
Severino Correia,
19.
Em
28
—
Manoel Joaquim de
Sou-a,
60; Maria
Theodora,
21;
Manoel
Fidalgo,
56.
•
Em
29
-Antonio
Augusto
de
Carvalho,
55;
João
Lourenço,
45;
Antonio
Rodrigues
de
Sá,
97: Antonio Coetano
Ferreira,
24;
Francisco Fernandes, 43.
Em
30—Serafim
José
Abreu,
58;
Se
verino
de
Amõrim,
58;
Manoel
Luiz
Gon
çalves,
40..
Em 31
—
Constança
Amélia
de
Oliveira,
38
Em
1
de
fevereiro
—
Manoel
José de
Andrade,
28;
Francisco José
Vellozo.
30;
Anna J
ilia,
55;
Bernardiuo
Rodrigues
dos
Santos, 30;
Anna
Bastos,
2);
Francisco
José
Ferreira,
70.
ASBâisenfôsm
José
Francisco
da Silva,
e
sua
família,
agradece
ás
pessoas
que
o
cumprimenta
ram
e
prestaram
serviços
por
occasião
do
fallecimento e
enterro
de
sua
chorada
es
posa
Francisca
Rosa
de
Mello.
A
todas protesta gratidão
immorre-
doira.
(129)
/
.
T
-
:
'
'
■ '
f
ei'
.■
<
:
'■
..;
?.
u I
■ )
Abre-se
amanhã,
quarta-feira,
na
rua
da Misericórdia,
um panorama
onde,
en
tre
varias
vistas d
effeito lindíssimo, se
apresentará,
pela
primeira
vez
n
’esta
cida
de,
as
seguintes:
Revista
dada
em
honra
de
D.
Carlos
pelo
príncipe
herdeiro
da
Rússia:
Batalha,
e
incêndio
das
aldeias
russas
pelos
servios:
Cerco
e
batalha
de
Alixinaz
pelos
mes
mos:
O
deus
Vichou, e
as
deusas
Silva
e
Kali
(divindades
indianas).
Exbibir-se-ha
uma
parodia
á
machina
fallanle,
de
Mr.
Fuber.
As
vistas
serão mudadas
de oito
em
oito
dias.
A
entrada
é
de
80
reis.
Militares
sem
graduação,
40
reis.
Principia
ás 6
da
tarde,
e
termina
ás
11
da
noite.
(134)
Companhia Edificadora
e Indus
trial
Bracaronsa
Sociedade
anenyma
de
responsabilidade
limitada
■
Os
snrs.
accionistas
que
estão
em
atra
so
de
prestações
chamadas
ale
a
11 a
in
clusive,
são
convidados
pela
ultima
vez,
a
realisal-as.
com
o
juro
de
6
OjQ
ao
an
no.
até
ao
dia lOde
março
p
f.
ficando
en
tendido
que
aquelles
que
se
não
aprovei
tarem
d’
esta
dilação
perdem
em
beneficio
da
Companhia
as entradas realisadas
e os
direitos d
’accionista,
confóruie o
artigo
17
dos
Estatutos.
Braga
22 de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura
(125)
Joàc
Carlos
Perèira
Lobato.
BANCO
C0M.W3C1AL BE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de responsabilidade
limitada.
Por
ordem
do exm.
0
snr.
Presidente
da
Assembleia
Geral
é
convocada
a
mes
ma
para
a
sua
reunião ordinaria
no
dia
28
do
corrente, pelas 7
horas
da noite em
conformidade
com
os
artigos
38
e
39
dos
Estatutos
d
’
este Banco.
Coimbra,
13 de fevereiro
de
1877.
O
secretario,
(127)
Arthur
Eugênio d’Almeida
e
Silva.
Venda
de casa
Vende-se
a casa
da
rua
do
An
jo
n.°
11
;
para
tractar
na
mes
ma,
desde
o
meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
ARTE
DE
TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga, rua
Nova,
n.
c
3
e
no
Porto: preço
3U0
rs.
COMPANHIA
GERAL
BRA-
CARENSE
O
dividendo
de 1$250
reis
por
acção,
relativo
ao
anno
(indo,
começa
a
pagar-
se
no
dia
26
do
corrente,
e
continúa
em
todos
os
dias
não
sanctiíicados,
no
escri-
ptorio
da
Companhia,
campo
de
D.
Luiz
l.°,
desde
as
10
horas
da
manhã
á
1
da
tarde.
Fôra
d
’
estas
horas
não
se
fazem
pa
gamentos.
Braga,
15 de
fevereiro
de 1877.
Os
Directores,
José
Ferreira
de
Magalhães
(122)
Antonio
José
Pereira
Veiga.
17-EUA
DE
S. VICEHTE-17
BRAGA
Btóís
A
Pimâ$JS
>S«»<® SEM.
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
o
o
íns.-.D
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
!!
GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS ! !
Para
adquirir
as melhores machinas conhecidas
UM
DE PRASO
Sem augiiiento
algum nos preços, ou dez por
cento de abatimento
por prompto pagamento
ENSINO
GKlTi^
Eli
CAS4
»»
COMPRADOR
PEÇAM
CATALOGOS
1LLUSTRADOS
Com listas de
preços e as condições de vendas a
prasos
DA
COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA
DE
S. VICENTE, 17
3RAGA
ou
MÃOTRSAL
5SSiZS5—
E?ES.®ZlCBS».z?h.
—
>
O
2
1,
CAMPO DE D.
LUIZ I, 1
A. E. EIBEIE0
VENDE-SE
O
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S.
Thiago,
com seus
jardins,—
quin-
laes,
pomares,
e
quinta
anexa
e
todas
as mais
pertenças
;
para
informações
em
casa
de
Francisco
Martins
da
Silva Araújo, Cruz
de
Pedra
n.°
7.
’
(98)
VENDA
DE
CASAS
a
.-
j5
, Vende-se
4
moradas
de
casas
j
com
quintal e
agua, sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.°
76,
77,
86
e
86.
Tracla-se no'
largo
dos
Penedos,
n.®
1.
(65)
11 GAANDES
FACILIDADES DE
PAGAMENTOS I!
Vendas
em
prestações
semanaes
de
400
rs.
UJiií -idlíO ;Dí
Sem auymentu
aigum nos pi-eçow, tiu IO por
cesítw de abatimento
de
prutnpt»
pagamento
EHSI^
TW
<SSi.4TJS
,ainda
que seja
desviado
d
’
esla
cidade
6
Fguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para
famílias,
costureiras,
allaiates
e
sapateiros.
Do
s
:u
eslabelecimei
to
não
sahe
machina
nin-
humas
sem
que
seja exam
nada ;
podendo
assim
afiançar
ao respeitável publico o
excellenle
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
assima
liei
dito
basta
dizer-se
que
ha
3
annos tem
deposito,
e ainda
nao
lhe
vem
nitiliuma
machina
regeitada,
devido
isto
á
boa
es
colha
como
pode
confirmar
grande
numero
de
famiáas
e
industriaes.
No
mesmo
deposito se
vendam algo
ões,
retros,
agulhas
e
oleo
etc.
’
Filial no
Largo
da
Sé
n°
13 tm casa de Paulo'Dias
da
Moita
Braga.
MACHINAS
SILENCIOSAS.
“
v
S
,J31
"
a
1F
‘"
ua.’
B1
-
“
uoprauos
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
“
?!
hoJ
’
es
m!
!dlC0S
de
Paris: curào
os
deflussos,
gripe,
tosse,
dores
de
garganta
rr
vvv
0
P!,lnlona
F’
irritações
do
peito,
vias
urinarias
e
da
bexiga.
Paris
’
linAlí’
ni
\
a
.
rn
à
a
oc
Àen-à
E
ansT
’
A
rue
du
Marché
Saint-Honoré. Preços
540
«
810
reis, Pasta
-60
reis,
Em
Lisboa;
Barreto,
*e
em
todas
Pharmacias.
etc.
Vende
se
uma
linda
caixa
de
musica
tocando
lindissim
s peças,
eiilre
as
quae»
a
linda
marcha
de
D.
Carlos,
a
Traviatj
e
a
Eliza
d
’
amor.
Bua
do
Carvalhal
n.°
51,
casa
de
An.
tonio
de
Lemos
Amorim.
(133)
Nío»
arrabaldes d»
Braga, ven,
de-ge
uma boa
quinta
com
boa casa
i]
(
moradia,
e
lambem
para
caseiro,
com
ac.
commodações
para
gado
e
ulencilios
pa
ri
lavoura,
bastante
arvoredo
de
fructas,
urj
bom
prado
e
algumas
terras
avulsas,
pj,
rém
muito
perto da
casa,
tudo
silo
no
I®
gar
do
Outeiral,
da
freguezia
de
Adaufe,
Paga
de
fòro setenta
reis
á
Fazenda
cional.
Trata-se
de seu
ajuste
na
rua
d
(
S.
Marcos,
n.°
52
em
Braga.
03|l
An
ematação
No
dia
4
do
proximo
mez
de
marçi
pelas
9
horas
da
manhã,
terá
logar
m
hospital
da
real
irmandade
de
Santa
Cr®
a
arrematação
d
’alguma
roupa,
e
de
v»
rios
objectos
que estarão presentes noaci
da
praça.
¥ES1».-S>:
Um portico
de
pedra
com
cunhaes
quem
o
pertender
dirija-se
á
secretaria
d
hospital
de
S. Marcos.
(132)
attama
CHAPELARIA BRAGARENSE
DE
Rua
do
Souto
n.°
44.
Acaba
de receber
um
variado
sortimen
to
de chapeos
de
seda
e
feltro,
dos mai
modernos,
directamente
da
casa
dos
snrs
Maia
e
Silva,
Filho
&
Gonçalves, assim e»
mo
de todas
as melhores
fabricas
do
pai
Participa
que
tem
em
sua
casa
ot
grande
sortimento
de
chapeos
da
not
fabrica
de
Henrique
ã’
Felgueiras,
os
qu»
vende
pelo
pieço
da
fabrica,
por ser|
unico
consummidor
Os
preços
são
mais
baratos
do
quejj
qualquer
outro
estabelecimento,
tanto
wi
junto
como
a
retalho.
(112)
CASA
PARA
ARRENDA
R
Alluga-se
alé
ao
proximo
S.
ili-
guel
uma
morada
decaias,
sitas.
-
rua
do
Anjo
n.®
24.
Trata-se
»
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
eb
escriplorio
d’
esla
redacção.
COLLEGIO
1NGLEZ
DO
SwgcftíSn»
Coração
«1«- TSoria Virgen
Ininiacnlnda
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
as
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e
clen
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadéi
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Bra;
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos se
teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir uma
casa
<le educação
pari
meninas
internas, semi
internas
e
exter
nas
sob
a
dirêcçào
de
sua
irmã
Miss.
Thb
resa Heunessy,
tendo
obtido
para
levantai
o
seu
estabelecimento,
a
bella casa
da
riu
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex."
1
snr.
Juiz
de
Direito,
o qual já
funccium
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-st
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersanf
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.®
João
Rfr
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Bev.°
João
Pfr
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
di
Costa,
Rua
Nova.
(17)
C'Ii€I
KttaÃíP
WEHÍTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRUBGl'
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
s°
‘
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
«
soldados.
(
36-rr
Í.BRAGA,
TYPOGRAPIHA
LUSÍTAi-A
—18
-6>
Parte de Comércio do Minho (O)
