comerciominho_27011877_596.xml
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-
5:
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
596
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1JJ600
rs.~=Semestre
850
rs.=Prom-
cias,
anno
25000
rs.
e
sendo
duas 35600
rs.—Semestre
15030
rs.=.Srax»/,
anno
35600
rs.«=Semestre
15909
rs.
moeda
forte,
ou
85000
reis
e
45500
reis
moeda fraca.—
Aununcios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
®/8
d
’
abatimentô.
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Joii
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E, para onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As assi-
guaturas são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Foiha
avulso
10
rs.
BRAGA-
—S
ABBA DO
87 DE
JANEIRO
A propostii do snr. ministro da
fazenda relativa
ao Baneo de
Portugal.
IV
Temos
procurado
demonstrar
nos
ar
tigos
anteriores, que
a
proposta
do
snr.
Antonio
de
Serpa
será, quando
convertida
em
lei, altamenle
prejudicial
aos
interes
ses
públicos, e
um
verdadeiro
retrocesso
economico,
tamanho,
como
se
tornásse
mos
a
estabelecer
o
monopolio
do
tabaco,
ou
a
velha
legislação
do
paiz
vinhateiro.
Mas
o
que
é
ainda
deplorável,
é
que
essa
proposta,
mesmo
antes
de
convertida
em
simples
projecto
de
lei
pela
commis-
são
da
camara
dos
deputados,
vá
actuan-
do
desde
já
desfavoravelmente
sobre
os
estabelecimentos
bancarios,
porque,
ape
nas
annunciada.
íigurou-se
a
toda a gente
uma
ameaça
fatal,
e um proposito
cal
culado,
para
afugentar
os compradores do
papel,
que
ainda
não
está
definitivamente
collocado.
Ninguém
ignora,
que
muitos bancos
ha
no
paiz,
com
boas
condições de
exis
tência,
que
poucos
ou
nenhuns prejuízos
soffreram,
e
a quem
sómente
faltam
ac-
cionistas,
os
quaes
é
necessário
aitrahir
para
proveito
do
seu
proprio
credito,
e
allivio
das
gavetas
de
outros
estabeleci
mentos.
Reíerimo-nos
a
alguns
bancos
novos,
creados,
é
verdade,
tumultuariamente
e
por
mera
especulação,
mas
situados
em
terras,
onde
realmente
eram
e
são
pre
cisos,
e
onde
podem
fazer
e
fazem
bons
lucros.
Todavia
a maior parte
das
suas
acções
estão
caucionadas
ou
de
conta
própria
em
outros
bancos,
porque,
apenas
nas
cidos
os
novos
estabelecimentos, tiveram
de
soffrer
as
consequências
da
descon
fiança
geral,
que se
apoderou dos espí
ritos,
e afastou
os
tomadores
d
’
essas
ac
ções.
Esperavam
os
entendidos,
que,
chega
do
o
mez
actual,
apresentados os
relato-
rios
e
balanços,
e
pagos
por
quasi
todos
os
bancos,
maiores
ou
menores
dividen
dos,
começasse
o
publico
a
fazer
juizo
claro
ácerca
do
estado
e
do
futuro
de
lodos
aquelles
estabelecimentos, distinguin
do
o
bom
do
mau
e
do
soffrivel.
Emfirn
era de
esperar,
que
terminada
esta
verdadeira
doença
nervosa
do mundo
economico,
chamada
—
o
Pânico,
subissem
gradualmente
as
cotações dos
diíTerentes
títulos, alcançando-se
assim
applicar
aos
bancos
o
unico
remedío,
que
lhes
póde
ser
ulil,
que
é
desembaraçal-os
da
grande
quantidade
de
papeis
de
credito,
que
teem
ein
seu
poder.
Pois
bem,
íoi
exactamente
esta
occa-
sião,
que
o
snr.
ministro
da fazenda
es
colheu
para
apresentar
a
sua
proposta,
tolhendo
completamenle
aquelle movimen
to
salutar;
a
sua
proposta,
que
veio
pro
duzir
no
publico
um
novo
pânico,
e
um
verdadeiro
receio
pelo futuro
das
casas
bancarias.
E
se
a
desconfiança ainda
não
assume
proporções
maiores,
é porque
muita
gente
está
convencida,
de
que
a
proposta
nunca
será lei
do paiz.
N
’este mez
de
janeiro
podiam
os
ban
cos
dizer
aos
capitalistas
ainda
desconfia
dos:
Vêde,
senhores, a
crise
não
foi
tão
assustadora,
como
imagináveis.
Tivemos,
é
verdade,
prejuízos,
mas apesar
d
’isso
quasi
todos
nós
lemos dividendos para
repartir,
e
mostramos,
que
em
breve
po
derá
ser
prospera
a
nossa
situação.
Ver
dadeiramente
só o
vosso exagerado
receio,
é
que
nos
cretw
difliculdades,
mas
apren
dei
d
’
esta
vez, e
ficae
sabendo,
que o
nosso
organismo
ainda
foi
bastante
ro
busto
para
resistir
aos
embates
da tem
pestade.
Julgastes
o
naufragio
certo,
e
todavia
nós,
salvo
raras
excepções,
conti
nuamos
viagem,
apesar
d’algumas
avarias
facilmente
reparáveis.
Apressae-vos
por
tanto a
tomar
as
nossas
acções porque
em
breve
ellas
subirão
de
preço.
Assim
poderiam
fallar
os
bancos;
em
presença
porém
do
terrível
espectro
do
Banco
de
Portugal,
os
capitalistas
de
novo
retrahidos,
poderão
responder:
é
verdade,
o que
dizeis;
o
vosso
porte
mostrou, quan
to
póde
a
boa
vontade e o
bom
juizo
depois
do
êrro,
mas
não
queremos
as
vossas
acções,
porque
um
grande
com
petidor
cheio
de
privilégios
vos
fará
ar
rastar
vida
miserável;
porque
o
vosso
credito
não
dependerá,
como
até
aqui,
da
vossa prudência, mas
sim
do supremo
dispensador,
que
arbitrariamente
vos
po
derá
favorecer,
ou
levar
ao
abismo;
por
que
a
política
começará
a
metter-se
de
permeio nas transacções
com
sua
nefasta
influencia;
e nein
mesmo
vos
confiaremos
depositos,
porque
receiamos,
que
mais
tarde venha
o
papel-moeda
e todas
as
me
didas
dictaloriaes,
que
os
governos
teem
sempre
empregado,
para
saharem
os
ban
cos
privilegiados
da
ruina,
a
que
os mes
mos
governos
deram causa.
E
’
isto,
o
que
nos
aílirma
a
historia
bancaria
dou
tros paizcs.
Peuse
o publico nas
verdades
que
encontrar
n’
este
imaginado
dialogo,
e
re
presente
com
energia
contra
o infeliz pen
samento
do snr. ministro da
fazenda.
Vae
n
’
isso
o
seu
ligitimo
interesse
e
o
futuro
de
muiias
famdias.
Mas
não
basta dizer, que
a
proposta
é
má,
convém
a
um
povo,
que
se diz
civilisado,
estudar
o melhor
modo de re
solver
a
questão
sugeila,
e
illucidar
os
governantes
sobre
o
caminho,
que
devem
seguir
n
’este importantíssimo assumpto.
Pela
nossa parte
não
hesitamos,
ainda
que humildes
soldados
da
imprensa,
em
apresentar
o
nosso
alvitre,
propondo
a
resolução
do problema
fiduciário,
pelo
mo
do,
que
se
nos
afigura mais
conveniente
ao
paiz.
As
nossas
sympathias
são
pelo
syste-
ma
seguido
nos
Estados
Unidos.
Resumi
remos
em
poucas
palavras,
porque
dispo
mos de
limitado
espaço,
qual
a
applica
ção
que
d
’
esse
sistema
devemos
fazer.
Desejáramos,
que a
Junta
de
Credito
Publico fosse
encarregada
da
confecção
de
notas
de
diíTerentes
valores,
até
quan
tias
bastante
diminutas;
que
a
mesma
Junta
distribuísse essas
notas,
a
todo
o
banco,
que
as
requeresse,
mediante
cau
ção
de
inscripções
de valor
eguai,
ao que
representassem
as notas concedidas.
Cada
banco,
que
obtivesse
essa
concessão,
que
nunca
poderia
exceder
a
importância
do
seu
fundo,
rubricaria as
notas,
que
lhe
tocassem,
obrigando-se
por
todo
o
seu
activo
a
pagal-as
nos
termos
da
legislação
vigente, e subsidiariamente,
em
caso
de
liquidação,
garantiria
o
seu pagamento
pela
caução
em
poder
da Junta.
As
vantagens
d
’
esle
sistema
são
palpá
veis,
tanto para
o
estado
como para os
bancos.
Por
um
lado,
segurança
absoluta
para
o
portador
da
nota,
cujo
valor
se
achará
duplicadamente
garantido
;
por
ou
tro
lado
grande lucro
para
os
estabeleci
mentos
bancarios, por
quanto
além
do
juro das
inscripções caucionadas, terão o
ga
nho
proveniente
do
giro
das notas;
e
finalmente
o
máximo
interesse para
o
es
tado, porque obrigando-se os
bancos
a
caucionarem as inscripções
necessárias,
le
rá
a certesa
de
immobilisar
uma parte
im
portante
da
divida
publica,
do
que
deverá
necessariamente
resultar
melhoria
de
cota-
FOLHETIM
lílt.
J.
Jl.
DE
iinCEDO.
6S
MK AK0BS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
l
Henrique.
No
fim
de
meia
hora,
Carlos
chegou-
se
para
junto
do amigo,
e
tocando-lhe no
hombro,
disse
:
—
Sê
homem.
Henrique levantou
a
cabeça.
—Tenho pensado
bem,
continuou
aquel
le
;
não
vejo
razão
para
tão
grande
dôr.
—
Corno?...
perguntou Henrique.
—
A
bella
viuva te
ama.
O
mancebo
suspirou,
e
disse:
—
E
aquelle
homem?..»
—
E
’
um
vil...
despreza-o.
—
E
’
só isso
o
que
linhas
para
me
di-
—
Não.
—
Que
mais
então
?..,
Lumpre
que
tudo
isto
tenha um
ter
mo;
e,
quanto
mais
cedo,
melhor.
—
Que
devo fazer?...
eu
não
sei
na
da...
desvairo
e
choro.
—
Pois
bem
; irás
ao
Ceo-côr-de-rosa.
—
Quando
?...
—
Hoje não
;
estás
agitado
demais
:
irás
ao
primeiro
serão.
—
E
depois?...
—
Terás
uma
conferencia
com
a
tua
amada,
e
positivamenle
offerecer-lhe
has
a
tua
mão.
—
E
finalmenle ?...
exclamou
Henri
que.
—Pedil-a-has
em
casamento
ao
velho
Anacleio.
—
Tu
m’o
aconselhas
?.,.
bradou
o
aman
te
Henrique
abraçando
com
força
a
Carlos;
tu
m
’o
aconselhas
?...
—
Sim!
Sim!
respondeu este.
E
depois
continuou
fallando
comsigo
mesmo.
—
Dos
males
o
menor.
U
Um serão sem
elle.
Se
o
olhar
do observador
pudesse
che
gar ao
fundo
do
coração
humano,
esqua
drinhar
lodos
os
seus escaninhos, arrazar
seus segredos
mais
occullos,
lêr
n
’elle
co
mo em
um
livro,
teria,
é
verdade,
mui
to
de
que horrorizar-se,
muito
de
que es-
pantar-se
com a
hipocrisia
e
malvadesa
da
humanidade;
em
compensação
porém
acharia
um
encanto
indizível
examinando
o coração
de
uma
moça,
que
começa
a
amar pela
primeira
vez.
Porque
se doçura
immensa
se
gosa
já
n
’
essas
rapidas
e
passageiras
traiçõesinhas,
que
fazem
ao pudor de uma virgem
os
suspiros
que
por
entre
os
lábios
escapam,
e os
olhares que com
mal
comprimido
fogo
dardejam
os
olhos;
em
que
mar
de
innccencia,
de
amor
angélico,
de
candura
e
de
graças
se
não
banharia
o
pensamen
to
do
observador,
penetrando
no
coração
da
virgem
chrislã?!!
Uma
vida
nova
começa
com
o
primei
ro
dia
de
amor
;
a aurora
d
’
esse
dia,
ru
bra
como
o
pejo
da
moça,
revela
um
mis
tério,
que ainda
se
não
comprehendia
a
noite
passada.
esconde
em
seu
quarto para
chorar sem
motivo, e
depois
no
jardim
fica
uma
ho
ra
parada
defronte
de
uma
flôr
..
Isso,
e
ainda
muito mais
que
não se
rá
possivel
descrever
completamente,
nun
ca
é
a
historia
da madrugada
do
amor,
que
todas
as
que
foram
moças
gozaram,
e
que
as
que
o
não
são,
devem
gosar
ainda.
Celina
começava
a
experimentar
todos
esses
fenomenos:
a
noite
de
seus
annos
rasgára
emfim
o
veo
da
duvida...
no
fim
do
canto
do
mancebo
pobre,
ella
linha
comprehendido
que
já
o
amava
muito;
que
dentro
de
seu
coração
esse
amor
bro-
tára,
e
crescera
sem
que fosse sentido...
Cândido
era
amado.
Mas
porque se
tinha
elle
retirado
an
tes
da
terminação
do
baile?
porque
não
apparecêra
desde então
no Ceo-côr-de-
rosa
?...
O
amor
de
Celina
começava
com
tor
mentos
: porque também
é
regra
que
no
amor
uma
duvida é um
tormento,
uma
suspeita
é
veneno
Com
anciedade
esperou
a
Bella-Orfã
pela
primeira
noite
de serão...
devia
vèl
o...
Cândido,
se
a
amava, não
podia
fallar...
havia
de
vir
por
força...
Gastou
o
dobro
do
tempo
que costu
mava,
emt
seu
toucador
:
tinha
vontade
de
parecer
ao
homem
que
amava
a
mais
bel
la
de
todas as
mulheres.
Chegou
a
hora
do
serão:
vierarn pou
co a
pouco
chegando
todos
aquelles
que
costumavam
frequentar
o
Ceo-côr-de-rosa.
Celina
não
podia arrancar
os
olhos
da
porta
da
entrada
; por
tres
vezes
tinha
já
ido
á
janella
sob
diíTerentes pretextos.
Apresentou-se
Henrique...
Algum
tempo
depois
appareceu
Salustiano.
(Continua)
De
então
por
diante lodos
os
pensa
mentos,
todos
os
desejos,
os
brilhantes
arabescos
da
imaginação,
os
sonhos,
que
a
alma
sonha
acordada,
o
futuro,
os
ri-
zos,
o
pranto,
e
a
vida
da
virgem
estão
prezos
por
correntes
de
flores
ao
mistério
que
se
revelou.
Foi o
grilo
da
natureza
que
soou,
e
que
repercutiu
no
coração
da
donzella.
Mas
a
virgem
chrislã
leve
a
educação
da
pureza,
e
tem
o
pudor
da
mulher
:
desde
que
concebeu
a ideia
do
amor,
des
de
que
a
sentiu, ouvindo
o
grilo
da
na
tureza,
córou de
si
mesma.
Porque
córa?,..
porque
esconde
um
sentimento,
que
a natureza inspira?...
por
que
córa?...
perguntae-lhe
:
ella
respon
derá
com
voz quasi sumida
—
não
sei
—
,
e
ha
de
córar
mil
vezes
mais,
respondendo.
E
a
virgem
que
não
córasse,
por
mais
formosa
que fosse,
seria
como
uma
flôr
sem
perfumes, ou
uma
alma
sem pensa
mentos.
Mas
a
virgem
pretende
em
vão
escon
der
o
amor
que
amanheceu
no
seio
de
seu
coração
: ella
o
esconde,
e
elle
se
re
vela, como
ainda
o perfume
que
escapa
da
flôr, e
ainda o
pensamento
que
transpira
da
alma.
Observae
a
moça
que começa
a
amar:
tudo
é
novo
n
’ella:
uma
revolução
se
ope
rou
em
seu
caracter,
e
em
suas
acções
;
o'seu
fisico
mesmo
se
resente
;
ella
se
tor
na mais
encantadora.
Estudie
a
expressão
de
seus
olhos;
seus
olhares
são
vagos,
rápidos,
ás
vezes
langorosos... é bello
vèl-a
olhar
assim...
Melancólica
e destraida
seus
antigos
prazeres
a fadigam
;
esqueceu-se
d
’
elles...
tem na mente
um
desejo
novo
..
Louquinha
que
amava
as
festas
com
seu
ruido, e
bulicio
;
que
corria
pelos
pra
dos
;
que
brincava
com
as
companheiras
saltando,
gritando,
zombando;
agora
se]
ção,
e
portanto
augmento
de credito,
den
tro
e
fóra
do
paiz.
Terminamos
este
rápido
estudo
ácer-
ca
da
proposta
do
snr.
Antonio
de
Ser
pa,
fazendo
votos porque
toda
a
im
prensa,
as
associações
commerciaes
e
in-
dustriaes
e
em
geral
todo
o
publico
en
tendido,
se dediquem
especialmente
ao es
tudo
d
’
esta
questão,
illucidando
os
pode
res
do
estado
e
fortalecendo
a
opinião
com
o
ensinamento
dos
bons
princípios.
« Pallio.
Será
conveniente
que
digamos
alguma
coisa
ácerca d
’
este ornamento,
proprio
dos
Arcebispos
e
Palriarchas,
agora
que o
Ex.
me
Snr.
Arcebispo
d
’
esla
Archidiocese
está
para
receber o
Pallio.
O
Pallio
quer
dizer capa,
porque
an
tigamente
era
uma
capa,
mas
hoje
é
uma
especie
de
collar
formado
por
duas
fitas
de
iã
branca
da largura de
dous
ou
tres
dedos,
que
pendem
sobre o
peito
e
cos
tas,
e
semeado
de
cruzes
pretas.
E
’
da
mais
remota
antiguidade,
pois
se attribue
a
sua
origem
a
S.
Lino,
suc-
cessor
de
S.
Pedro.
Lembra
elle
o
Ephod
do
Sommo Sacerdote
da antiga lei.
Este
ornamento
é
só
proprio
dos Pa-
triarchas
e
Arcebispos,
e
se
algum sim
ples
Bispo
o
usa
é
por
um
privilegio
es
pecial
da Santa
Sé.
Os
Metropolitanos
o
usam
como
signal
de
jurisdicção
sobre
as
Egrejas
de
sua
província,
porque
o
Pallio designa
a
ple
nitude
da
aucloridade
pastoral
concedida
aos
mesmos pela Santa
Sé.
Só
o
Summo Pontífice
traz
sempre
e
em
toda
a
parte
o
Pallio,
porisso
que
es
tá investido
do
supremo
poder,
e
da
ju
risdicção
universal
sobre
todas
as
Egre
jas.
Não
pódem
os
Prelados
que
tem
Pal
lio
usar
d
’
elle
sempre, é
em
todo
o
lo
gar;
só
pódem
usal-o
nas
Egrejas
de
sua
respectiva
Diocese
ou
Província,
mas
nun
ca
fóra
da
Egreja
e
da missa, e
só
em
certos
dias
que
são:
Natal,
S. Estevão,
S.
João Ev.,
Circumcisão,
Epiphania,
Do
mingo
de
Ramos,
Quinta-feira
Santa,
Sab-
bado
Santo,
os
tres
dias
de
Paschoa,
As-
cenção,
os
tres
dias
do
Pentecostes,
S.
João
Baptisla,
todos
os
Apostolos,
Corpo
de
Deus,
Purificação,
Annunciação,
As
sumpção,
Natividade
de
N.
Senhora,
To
dos
os
Santos, Dedicações das
Egrejas,
fes
tividades
principaes da
sua
Egreja,
Orde
nações
dos
Clérigos,
Consagrações
dos
Bis
pos
e
das
Virgens, Anniversario da
Dedi
cação
da
Egreja
e
de
sua
consagração,
e
a
dominga
in
albis.
Antes da
recepção
do
Pallio não
póde
o
Bispo
chamar
se
Arcebispo,
levantar
cruz
diante
de
si,
nem
exercer
actos
de
maior
jurisdicção,
nem
convocar
Concilio,
sa
grar
o
Chrisma,
ordenar CleTgos,
e
con
sagrar
Bispos.
Deve
aquelle Prelado
a
quem
compete
o
uso
do Pallio,
pedil-o
dentro
de
tres
mezes
á
Santa
Sé.
Se
um Prelado
que
use
Pallio
for
tran
sferido
para
outra
Archidiocese,
deve
pe
dir
outro
Pallio,
mas
não
póde
o
primei
ro
ser
dado
a
outro.
O
Pallio
é
pessoal,
e assim o Arcebispo que
tiver
tido
dous
Pallios,
porisso
que
foi
transferido
dou
tra
Archidiocese,
deve ser
enterrado quan
do
morrer
com
os dous
Pallios,
levando
o
ultimo
ao pescoço,
e
o
primeiro
debai
xo
da cabeça
(vide
Ferraris,
Craisson
etc.)
O
Pallio
é
feito
de
lã
de
cordeiros
completamente
brancos.
Em
dia
de
Santa
Ignez
e
na
sua
Egre
ja
em
Roma,
abençoam-se
todos
os
annos
alguns
cordeiros
brancos,
cuja
lã deve
ser
vir
para
fazer
os
Pallios
; guardam-se
de
pois
em
alguma
cotnmunidade
de
religio
sos
até
o tempo da
tosquia.
Os
Pallios,
feitos
d
’
esla
lã,
são
collocados sobre
o
se
pulcro
de
S.
Pedro
na
noite
da
sua
vi
gília,
e
no
dia
seguinte
são benzidos no
altar
da
mesma Egreja.
Um
Bispo
deve lançar
o
Pallio
ao
que
tem
de
o receber.
Celebra
o
Prelado
que
tem
de
dar
o
Pallio o
Santo
Sacrifício
da
MiSsa,
e
de
pois
da Communhão colloca-se
o
Pallio
no meio
do
altar,
e
concluida
a
Missa,
revestido
o
celebrante
e
sentado
no
fal-
dislorio
ouve
o
juramento
de fidelidade
que
o
outro
Prelado,
revestido
de
Ponti
fical,
pronuncia
de
joelhos
aos
seus pés,
na
fórma
do
Pontifical,
e
postas
as
mãos
sobre o livro
dos
Evangelhos,
e
recitada
pelo
celebrante
a
oração
respectiva,
le
vanta-se o
Prelado,
a
que
foi
imposto
o
Pallio,
e
tendo-se
retirado o
celebrante
para
o
lado,
vae
ao
meio
do
altar,
e
arvorada
a cruz, dá
a
bênção
solemne.
O
Pallio
significa
a
humildade,
porisso
que
é feito
de
lã;
a innocencia,
porisso
que
é
de
lã
do
cordeiro
;
e
como
o
deve
trazer
aos
hombros,
recorda ao
Prelado
o
cuidado
que
deve
ter
de
suas
ovelhas,
como
Pastor,
que
é,
devendo
imitar
o
bom
Pas
tor, que,
quando
se
desgarra
a
ovelha
do
seu
aprisco
deve
procura!-a
e
trazel-a
aos
hombros
para
o
redil d
’onde
se
apartára.
Está
cheio
de
cruzes
para
lembrar
ao Pre
lado o
continuo
sacrifício,
em
que
deve
andar
em
beneficio
de
suas
ovelhas,
e
sal
vação
d
’ellas.
Braga,
Seminário
Conciliar,
18
de
ja
neiro
de
1877.
O
Vice-Reitor,
P.
e João
Rébello
Cardoso
de Menezes.
TJE
A.TT
CJMB.
A.
A
SIWETA E O CATO.
(
do
hespaniiol
)
Uma sinêta
ladina
Da
alta
torre,
onde
morava,
Com voz
limpa
e
argentina
A
’
doce
oração
divina
Assim
ao
povo
chamava:
—
«Gente
vã
!
Má
christã
!
Vem
á
missa,
E
submissa
Ouve
agora,
Pois
é
hora.
Minha voz
de
serafim
!
Tin
!
tin
!
tin
!
Não
te
pasma,
Enthusiasma
O desvelo
E
o
zêlo,
Com
que
chamo,
Qual
reclâmo.
Cá
d
’
esta
altura
sem fim?!
Tin !
tin!
tin!»
Ouviu
o
sermão
um
gato
(O
ruivo
e
lindo
Moscou),
Do telhado
immediato;
E
sem
sombra
de
recato,
A
’
tôla
assim
replicou:
—
«Que
caipira
!...
Eu
me
admira
Que,
com
tanto
Zêlo
santo,
Nunca
ao
templo,
Dando
exemplo.
Desça a lua
beatilude!...
Miáu
!
Miáu
!
Assim,
digo
Que
comigo
Já
não
péga
Cégarréga
D
’
essa
malta,
Pois
lhe
falta
O
que
dá
peso
á
virtude
!...
Miáu
!
Miáu
!
Quem
virtudes
apregôa,
Sem
que
dê
lambem
exemplo,
Nunca falle
muito
á
tôa.
Para
que
nunca se
dôa,
Como
a
sinêta
do
templo!
J.
B.
R
ossa
.
6AZSTILHA
Banco Commercial de Braga.
—
Effectuou-se
ante-hontem
a
reunião da
assembleia
geral
deste Banco,
que
foi
pre
sidida
pelo ex.
1110
snr.
Francisco
de
Cam
pos.
Depois
de
verificada
a
comparência
de
numero
legal,
foi
apresentado
o
res-
pectivo
relatorio
e
parecer
do
conselho
fiscal,
sendo um
e
outro
unanimenle ap-
provados.
Destes
documentos
se vê
que
o
sal
do
existente
é
de
29:686^235
reis;
de
lu
cros
suspensos
ha
mais
a
quantia
de
reis
10:700^000; que
passam
a
fundo
de
re
serva
para
fazer
face
aos
prejuízos
even-
tuaes.
A
’
vista
do
balanço,
parece-nos
que
não
é
desaminador
o
estado
d
’este
Banco,
e que
pelo contrario,
n
’
um futuro
proxi
mo,
estará
em
circumstancias
mui
lison-
geiras.
Sobre
a neccessidade
de
se
represen
tar
ás
camaras
legislativas
ácerca
do pro-
jecto
de
lei
apresentado
pelo
snr.
minis
tro
da
fazenda,
falaram
os
snrs.
drs. Tor
res
e
Almeida
e
Antonio
Brandão
Perei
ra,
que
pronunciaram
bellissimos
discur
sos.
Ficou
a
direcção
e
conselho
fiscal
au-
thorisados
para
elaborarem, e
fazerem
se
guir
o
seu
destino,
a
representação
allu-
dida.
Tendo-se
escusado
o
conselho
fiscal
a
continuar
funccionando,
foi
marcado
o
dia
5
do
proximo
fevereiro
para
se
proceder
a
nova
eleição.
Companhia Ciei-al Bracarenae.
—
Foi
hontem
apresentado
á assembleia
da Companhia
Geral
Bracarense,
presidida
pelo
snr.
conselheiro
Francisco
de
Cam
pos d
’Azevedo
Soares, o
relatorio
da
di
recção
da
mesma,
por
onde
se
vê que
o
saldo
é
de
7:226$050
reis;
O
dividendo
é
de
5
O
jq
,
ou
1$250
por
acção
;
Que o
fundo
de
reserva—
que
ficará em
6:000^000
reis
—
será
augmento
com
reis
2001000:
Que
se separam
700$000
reis
para
con
tribuições:
200$000
reis
para
reparação
de
telhados;
72$0(k<
reis
para
remunera
ção
de
serviços
extraordinários;
e
o
res
tante,
1:166$55O
reis
passará
para
conta
nova de
ganhos
e
perdas.
Tendo
de
se
proceder
este
anno
ao
no
vo contracto
com a
camara
municipal,
para
a
illuminação,
contracto
de que
de
pende
o
futuro
d
esta
companhia,
a
direc
ção
pediu
que
se
nomeasse
uma comtnis-
são
para
estabelecer
as
condições
com
que
a
mesma
tem de
celebrar
o
novo
contra
cto.
Para
este
fim
ficaram
eleitos
os
snrs:
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo
Soa
res.
Domingos
Manuel
de
Mello
Freire
Ba
rata.
Manuel
Luiz.
Ferreira
Braga.
Domingos
José
Soares.
João
Luiz
Pipa.
Procedeu-se
depois
á
nomeação
do
con
selho
fiscal
para
o
presente
anno,
e
sairam
eleitos
os
snrs:
Domingos
José
Rodrigues
Costa.
Migue!
Gomes
da
Cunha
Braga
João
da
Costa
Palmeira.
Aeçfto louvável
—
Os empregados
da
repartição
da
fazenda
neste
districto,
offereceram
ao
snr.
delegado
do
Thosouro
um
dia dos seus
vencimentos,
que
será
applicado
para soccorro ás
victimas
da
inundação.
tâibliotheea
do Cura de Aldeia.
—
Por
muitas
vezes
temos
recommendado
esta
Bibliolheca,
cujo
escriptorio
é
na
rua
do
Almada,
n.°
266,
Porto.
Das
obras
românticas
que
ella
tem
d^do
á
estampa,
nenhuma
ha
que
não
seja
atinente
a
preen
cher
o
fim
d’aquella
excellente
empreza:
—
«dar o gosto
das
sãs
leituras,
aliar
o
ulil
ao agradavel, instruir
finalmente».
Temos
hoje
a
agradecer-lhe
a
remessa
do
ultimo
fascículo
do
Anjo
da
Guarda,
bello
romance
de
Henrique
Perez
Escrich,
um
dos
escriptores
mais queridos dos
nossos
amadores de
leituras
proveitosas.
A
Empreza
vae
agora
editar o
roman
ce
Os
Desgraçados,
prcducção
do
mesmo
fecundo
romancista.
As
obras
de
Escrich
constituem
uma
collecção
das
mais formosas
de que
temos
conhecimento.
Não hesitamos
em
alíirmar
que
esta
Empreza
editora
é
uma
das
tnais justa
mente
dignas
de
coadjuvação,
d’
entre
as
muitas
que temos
no
paiz.
Theatro.—
A companhia, de
que
é
emprezario
o snr.
Alves
Rente,
e
que
ha
dias
regressou
ao
Porto, volta
hoje,
e dará
especlaculo
com
a opera-comica,
em
3
actos,
Pedro
e
Catharina,
extrahida
da
zarzuella
Catahna,
pelo
snr.
Silva
Júnior,
—
musica
de
Castambide.
Cedeneía.
—
Sua
Santidade
o
Sobera
no
Pontífice
Pio
IX
cedeu
do
producto
do
bazar que a
Associação
Calholica
do
Porto
promovia
para
o
dinheiro
de
S.
Pedro,
a favor
dos
pobres
que
mais
sof-
freram
cora a
inundação.
O
Soberano
Pontífice
é
sempre
o pri
meiro
em acudir
ás
necessidades
dos
in
felizes.
Bieeionario
Popular. —
Recebe
mos
a
caderneta n.°
40 do
Diccionario
Popular.
Comprehende
as
folhas
29
e
30
do
volume segundo, e
corre
de
leltras
AND
a
ANN.
E
’
publicado
com toda a
regularidade.
A navegação
doa
Eatadoa-Uni-
doa.—
A
navegação
interior
dos
Eslados-
Unidos tem alcançado
um
desenvolvimento
considerável, graças
á
abundancia
de seus
canaes.
O
movimento
ascende
aproximada-
mente
cada
anno a
seis
milhões
de
to
neladas,
e
a
extensão
que
occupam
a
1460
kilometros.
Aasaasinato.
—
Lê-se
no «Campeão
das
Províncias»,
de
Aveiro:
Na
noite
de
á7
do
corrente
foi
assas
sinado,
na
sua
própria
cama,
a golpes
de
machado
Manoel
da
Crnz
e
Silva,
do
lo
gar
de
Boeiro,
freguezia
das
Febres.
Já
no
dia
10
havia
sido
espancado
violenta
mente,
e
ao
desleixo
das
auctoridades
lo-
caes—
do juiz
ordinário
e
do administrador
de
Cantanhede,
se
deve
a
consummação
do
crime—
porque
o
criminoso,
vendo que
a
impunidade
o
acobertava,
concluiu
a
sua
nefanda
obra.
O
digno
juiz
de di
reito
da comarca,
porém,
indo
ao
local
do
crime
prendeu
o
criminoso,
que
con
fessou
logo
o
delicto,
sendo cúmplices
n
’elle
a
própria
mulher
e
sogro
do
assas
sinado
!
Pasma
a
gente
com
o
que
vae
por
esse
mundo.
Be^eohertn
eurionn.—
Os
Annaes
religiosos
de
Orleães
referem
que
um
Iran-
ciscano descobriu
um
manuscriplo
do
an
no
de
1585,
existente
na
bibliotheca
do
arsenal
de
Paris,
em
que
se
refutam
sa
tisfatoriamente,
sob
o
ponto
de
vista theo-
logico, as
20
accusações
avançadas
pelos
inglezes
contra
Joanna
d
’
Arc.
Este
documento
de
400
paginas,
é
obra
de um
franciscano,
Elias
Bourdulle,
bispo
de
Perpignam,
depois
arcebispo
de
Tours
e
posteriormente
cardeal,
uma
das
glorias
da
Egreja.
BeeordaçSes
do eercn de Parig.
—A
19
de
janeiro
de
1871,
a ração
dia-
ria
do pão
limitava-se
em Paris a
300
grammas
para
os
adultos
e
150 para
os
menores
de
5
annos.
O
preço
das
batatas
regulava a 25 francos
o
alqueire.
O
pre
sunto
custava
nas casas
Potel e
Ciiabot
a
20
francos
a
libra.
A
manteiga, de
20
a
25
francos.
Alface,
1
franco
e 75
cên
timos.
Peixe
do
Sena,
a
10 francos
a
libra
Um pequeno
lucio,
25 francos.
Uma
carpa,
40
francos.
Um frango,
idem.
Um
coelho,
55
francos.
Um
perú,
180
fran
cos.
Um
pato,
140
francos.
Uma
cebola,
30
cêntimos.
Um
alho,
idem.
O
carvão,
2
francos
e
80 cêntimos
a
3
francos
o
alqueire.
Cem
kilogrammas
de
lenha
cus
tavam
15
francos.
A
carne
de
cão
regu
lava
a
3
francos
e
meio
a
libra.
Um gato
vivo, 12
francos.
Em
muitas
ruas
da
ci
dade
lia-se
em
laboletas
o
seguinte:
X.,
Açougue
felino
e
canino.
Bella
intiuvaçilo.—
Os
caminhos
de
ferro
belgas
acabam
de
conceder
o
direi
to
de
collocar
nos
seus
trens
um
guia
de
viagantes,
uma
especie
d
’album
que,
se
fôr
bem
comprehendido,
poderá
bem
depressa
juntar
o
util
ao
agradavel.
Este guia,
collocado
no
interior,
de
uma
maneira
ostensiva,
e
que
cada
um
pode
commodamente
consultar,
encerra
as
matérias mais variados,
á
excepção
todavia
do
que se
refere
a
assumptos
políticos
e
religiosos.
N
’
elle
se
encontram
informações
com
pletas
sobre as
tarifas
e
sobre
tudo
o
que
diz
respeito
ao
tráficos,
mormente
o
que
é
relativo
ao
commercio
e
á
indus
tria;
a
descripção
geográfica
das
localida
des
atravessadas;
noções
acompanhadas
de
gravuras,
sobre
as
cidades
principaes;
os
seus
monumentos
e
os
estabelecimentos
industriaes
a
visitar;
informações concer-
neles
ás
administrações
publicas,
ás
moedas,
aos
theatros, aos carros,
á
es
tatística;
emtim,
uma
multidão
d
’
indicações
interessantes
e
de
natureza
a
distrahir e a
recrear
os
viajantes.
Um
eonihnyo d'ovoa.—
Um
singu
lar
comboyo
acaba
de
atravessar
Paris:
um comboyo
de
ovos
de
bichos
de
sê-
da.
Os
caixotes eram
de
tal
sorte
nume
rosos
que
um sleamer
especial
fôra freta
do para
a
travessia
da
Mancha.
Estes
ovos
veem
directamente
do
Japão,
por
S. Fran
cisco,
caminho
de ferro
transcontinental,
New-York
e
Londres, e
são
dirigidos
aos
cultivadores
italianos.
Calcula-se
que
o
valor
d
’
esla
remessa
excede
a
dois
milhões
de francos.
Quanto
aos
ovos
contam-se
por
cente
nas
de
milhares.
Eitndoa
eontra
a phylloxera —
Chegou
de
França
o
snr.
Antonio
Batalha
Reis,
que
fóra
alli
por
ordem
do
governo
para
estudar
os diversos
syslemas
adopta-
dos
para
combater
a
phylloxera
vaslalrix,
que
tantos
estragos
tem
causado
nas
vi
nhas d’
aquelle
paiz
e
que
tanto
tem
pre
judicado
os
nossos
vinhedos e
especial
mente
os
da
zona
vinícola
do
Douro.
O
snr.
Batalha
Reis
vem
satisfeito
da
sua
viagem
e
espera
poder
contribuir
pa
ra
que
o
mal
das
vinhas
se
não
propa-
gue,
crendo
até que
o
poderá
extinguir
complelamente.
O snr. Batalha Reis
vae ao
Douro
expôr
em
conferencias
publicas
o
resul
tado
dos
seus
estudos
e
os
meios
que
na
sua
opinião
devem
extinguir
a
praga
da
phylloxera.
Lè-se
na
correspondência
de
Lisboa
pa
ra
o
«Commercio
do
Porto»:
«Deve
ser
publicado
brevemente
um
relalorio resumido
do
snr.
Antonio Bata
lha
Reis
dando
conta
do
que
viu,
estudou
e
observou
na
sua
viagem a
França,
a
pro-
posilo
do
phylloxera
vaslatrix.
Mais
tarde
será
publicado um
relatorio
mais
desen
volvido
ácerca
do
mesmo
assumpto.
O
snr.
Batalha
Reis
trouxe
uma
va
riada
collecção
de mostras
de
vinhos
pro
duzidos,
uns por'
cepas americanas
resis
tentes
ao phylloxera, outros por
cepas
ame
ricanas enxertadas
em cepas
francezas,
e
juntamente
vinhos
francezes para
servirem
de
comparação.
Sua
ex.
a
esteve na
Borgonha,
Mont-
pellier,
Bouche
du
Rhône, Marsey,
Bor-
deos,
Carcassone,
etc.,
e
foi também
a
Genebra
em
procura de
mr.
Risler
sabio
agronomo
que
salvou
a
Suissa
do
phllo-
xera.
O
snr.
Batalha
recebeu
na
sua
passa
gem
por
Paris
a medalha
da
Sociedade
Central
de
Agricultura
Francezeza
como
homenagem
aos
seus
talentos
e
aos
ser
viços
prestados
á
sciencia
agrícola».
Assassínio.
—
Na
fregtiezia
de
S.
Mi
guel
de
Vilella,
do
concelho
da Povoa
de
Lanhoso,
foi
assassinado,
no dia
1
do
corrente,
com
uma
estocada
de
grande
choupa
na cabeça,
partindo-lhe
depois
o
craneo
á
pancada,
um
desgraçado
pedreiro,
por
nome
Francisco
Martins.
Este
crime
foi
commettido
na
occa-
sião
em
que
o
assassinado
vinha
com
alguns
indivíduos
da
feira
de
Quinlel-
la.
Anedoetas.
—
O
«Diário da
Manhã»
publica as
duas
seguintes:
Um
grande amador
de
bebidas
álcool
i-
cas foi obrigado
pela
doença
a
não
beber
vinho
algum
sem
metade
de
agua.
Ha
dias,
na
occasião
de
realisar
o
en
lace
das
duas
bebidas,
o
pobre
enfermo
exclama
com desoladora
tristeza:
—
E
ainda ha
quem
diga
que
a
união
faz a força.
«=-Uma
dama
ajustava
uma
criada:
—
Você
é
esperta
? .. pergunta
lhe
ella
íarta
de
aturar
monas.
—
Sou
sim,
minha
senhora.
Na ultima
casa
que
servi
quebrei
a
cara
á
patroa.
scena passa-se entre
pae e
filho,
dignos
successores
de
Harpagão.
O
pae
doente
requer
um
medico.
— Um
medico?
—
diz-lhe
o
filho,
voce-
mecê
sabe
quanto
custam
visitas
do
me
dico
?
—
Sei,
sei.
meu
filho,
mas
mandando-o
'Chamar
obedeço
ainda
a
uma
regra
de
eco
nomia;
tu
sabes
lá
quanto
custa
um
en
terro
?!
...
Explorando importante.—
O
co
ronel
Gordon, que explora
ha cinco
an
nos
a Afrjca
equatorial,
sobe
de
novo
n
’esle
momento
o
Nilo
superior.
Desco
briu
ha
dois
mezes
nm
braço
do
rio
que
se
separa do
Nilo branco,
a
100
milhas
ao
sul
de
Dullle,
e
cuja
largura
é de
200
melros.
O
coronel
Gordon
crê
que
é
d
’uma
extrema
importância
reconhecer
o
curso
d’
este
ramo
do
Nilo.
Os naluraes
atlirmam
que
a
corren
te
é
boa,
que
corre sem
nenhum
obstá
culo
até
ao
ponto
em
que
toma
a
entrar
no
Nilo.
A
ser
assim,
a
communicação
direcla
por
agua
poderia ser
estabelecida
entre
o lago
Alberto
Nyianza
e Khar-
toum.
Sabe-se
que
as
rapidas
correntes
de
Tola
oppõem
uma
barreira
insuperável
á
navegação
do
Nilo
superior
e
obrigam
a
fazer
um
circuito
de
150 milhas
atravez
tima
região
montanhosa
a oeste
de
Duf-
fle:
este obstáculo
desapparecerá
de
vez
se
o
novo
braço
do
Nilo
é
reconhecido
inteiramenle navegavel.
O
coronel
Gordon descobriu
também
um
vasto
lago
de
50
milhas
de
compri
mento
entre
Urondogam
e
Mrooli, um
pouco
ao
norte
do
Victoria
Nyianza,
a
um
gráu
de
latitude
norte;
d
’
este
lago
sae
o
braço
principal
do
Nilo,
chamado
Nilo
Victoria,
que
corre
do
lago
Victoria
ao
lago
Alberto
assim
como
um
braço
de
ribeira
que
deve
reunir-se,
quer
á
ribeira
de
Sobat,
quer
á
de Asua
Admiltindo
a
primeira
hypothese,
poder-se-hia
abrir
uma
communicação
por
agua do
lago
Victoria
Nyianza
a Kartoum.
Noticias de D. Carlos.—
O
«C.
da
Tarde»
transcreve da «Union»
o
seguinte:
«Os
nossos
correspondentes
dos
diver
sos
paizes
que
D.
Carlos actualmente
visita
dam-nos
noticias
das
provas
de
res
peito e
sympathia,
que
este
nobre
Prín
cipe
da
Casa
de
Bourbon
recebe
por
to
da
a
parte.
«Esteve
ha
pouco
em
Roma,
onde
quiz
ir depor
aos
pés
do
Saneio
Pontífi
ce
a
homenagem
piedosa
e filial
da
fé
que
elle
professa,
e
no
serviço
da
qual
va
lorosamente
se
tem
empenhado
como
Prínci
pe
hispanhol,
legitimo
e
christão.
«O
Vaticano
e
a
Porta
Pia,
onde
seu
illustre
Irmão tão bravamente
combateu
nas
fileiras
dos
Zuavos
Pontifícios,
eram
os
pontos
onde
D.
Carlos
se
destinava
indo
a Roma.
O rigoroso
incognilo
que el
le era
obrigado
a
guardar
na
cidade
san
eia,
hoje
profanada,
não
pôde
evitar
que
os
corações
fieis
lhe
fossem
apresentar
o
testemunho
da
sua
dedicação.
«Durante
a
audiência
que
lhe
conce
deu
Sua Sanctidade Pio
IX, D. Carlos
recebeu
com alegria,
verdadeiramente
chris-
tã,
as provas d’essa
benevolencia,
e
d
essa
aífeição,
em
que
ao
mesmo
tempo
se
co
nhece
a
inão
do
Pai que
abençoa
e
a
mão
do
Pontífice
Rei,
que
defende
os
princí
pios
da
justiça
ultrajada
e
do direito
per
seguido.
«Depois
de
ler visitado
Nápoles,
D.
Carlos dirigiu-se
para
a
Grécia. As
anti
guidades
e
as bellezas
artísticas
d
’Athe-
nas
o attraiam
a
esta
cidade.
Foi
alli
bri
lhantemente
recebido
por toda
a
povoação.
Mons.
Marengo, Bispo de
Athenas,
accom-
panhou
Carlos
VII
em
todas
as
suas
ex
cursões.
«Na côrte
foi
D.
Carlos
tractado
co
mo
Rei:
As
mais
delicadas
attenções
lhe
foram
prodigalisadas,
e
o
Rei
deu
em
honra
do
seu
real
hospede
uma grande
recepção».
«Saindo de
Athenas,
D.
Carlos
diri
giu-se
a
Smyrna,
e
nós
temos
rasões
para
crer
que
elle
não
termina
alli
a
sua
via
gem».
O
mesmo
collega
accrescenta:
E
já
que
falíamos
do
Senhor
D.
Car
los,
vem
a
proposito fallar
também
de
Hispanha.
O periodico
«La
Paz»,
respondendo
ao
«Imparcial»,
que apresenta
a
hypothese
de
poderem
voltar
os
carlistas,
diz
com
gra
ça:
«Para
que alguma
coisa
volte
seria
necessário
que
se
tivesse
ido».
«La
Paz»,
accrescenta
que
no paiz
vasco não
ha
já
divisões políticas
de ge-
nero
algum,
e que é
perfeita
a
união
de
lodos
os
vascongados
para
salvarem as
suas
venerandas
instituições.
O
correspondente
da
«Palavra», que
não
é
suspeito,
prevê
que não
está
lon
ge
o
dia em
que nas
províncias
vascas
appareça
um novo
conflicto
talvez
mais
serio
do que
o
que
findou ha
poucos
mezes,
isto por
causa,
da
questão
dos
fo
ros, e
accrescenta;
«Os
carlistas teem
esperanças
n’
esta
próxima
insurreição;
ainda
que
ha
quem
assevere
que
se ella
rebentar
não
levan
tará
senão
a
bandeira
dos
foros,
tendo
principalmente
em
vista
o
interesse
lo
cal.»
Depois
diz
saber
que
o
governo
tenta
con
jurar
este
perigo
oflerecendo
as
patentes
aos
ofiiciaes
do
exercito
carlista,
mas
que
não
julga
que
o
consiga;
e
termina.
«Fundo-me
para
julgar
assim,
entre
outras
rasões,
nas
negativas
que
já
disse
tinham
dado
alguns
chefes
importantes
re
sidentes
no
estrangeiro, muitos dos
quaes
estão
em difficil
situação
economica,
e
em
que
não
poucos
dos
que
regressaram,
continuam
proclamando-se
a
quem
os
quer
ouvir
tão
carlistas
como
no
dia
em
que
pelejavam,
e
em
que
seus
amigos
do
estrangeiro
continuam
muito
esperançados
em
que
hão
de
tornar a
encontrar-se so
bre
os
campos
de
batalha,
e
confiam no
exito
das viagens.de
D.
Carlos
a
algumas
côrtes
europeias.»
A eonfereneia
de Oonstinopo-
la
e
os sete
peceados mortaes.
—
O
Figaro
apresenta
a
seguinte
comparação
entre
a conferencia
de
Constantinopola
e
uma
reunião
dos
sele
peccados
mortaes.
Distribue
os papeis da
maneira
se
guinte:
A
*
Italia,
pequenina
a
par
das
outras,
a
Inveja;
A
’
Turquia, que não
paga a
ninguém,
a
Avareza
—
é
preciso
ser
polido;
A’
Rússia,
dos
grandes
appetites,
a
Gula;
A
’
Áustria,
muito
tempo
abandonada
á
incúria, a
Preguiça;
A
’
Alemanha, sempre
insaciável,
a
Lu
xuria;
A’
Inglaterra,
irritada,
a
Ira;
A
’
França,
que
sabe
sustentar digna
mente
o
papel
minguado
que
os
aconteci
mentos
lhe
impõem,
a
Soberba.
Parlamento
ailemão.—
G
resulta
do
conhecido,
em
Berlim,
das
ultimas
eleições
geraes
para
a
carnara
é
o
seguin
te:
20
conservadores,
105
liberaes
nacio-
naes,
28
membros
do
partido
do
império
da
Allemanha,
11
polacos,
19
progressis
tas,
93
catholicos, 10
socialistas,
5
al-
sacianos
autonomistas, 3
alsacianos
parti
dários
do
protesto, 8
deputados
que
não
pertencem
a
nenhum
dos
grupos conheci
dos,
e
entre
elles ha 4
dos
chamados
particularistas.
Deve
haver
segundo
es
crutínio
para
63
candidatos,
e n
’
este
nu
mero
entram 48
nacionaes liberaes,
24
socialistas,
15
conservadores,
14 progres
sistas,
14
catholicos, 9
do
partido
da
Al
lemanha,
e
alguns
polacos
e
particularis-
tas.
Portuguezea falleeidos.
—
Desde
28
de
dezembro
a
2
de
janeiro
fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes
por-
tuguezes.
José
Antonio
Gomes, 40
annos,
casa
do;
Anna
de Jesus,
25
a.
c.;
Antonio
Alberto
Barcellos,
46
a.
c.;
Maria
da
En
carnação
Cordeiro,
30
a.
:
c.;
João
Anto
nio Rodrigues,
45
a.
c.;
José
Ferreira
de
Mattos
Valverde,
34
a.
solteiro;
Quirino
Xavier
de
Castro,
49 a.
c.;
Maria
do
Carmo
S.
José, 102
a.
viuva;
Antonio
da
Silva
Gomes,
52
a.
v.;
Thereza de
Jesus,
25
a.
s
;
Luiz
José dos
Santos,
22
a.
c.;
Pedro
José
Alves,
90
a. c.;
Honorato
Miguel de Oliveira,
25
a.
c.;
Manoel Pereira de
Avilla, 33
a.
s.;
Ma
noel Gonçalves
Leonardo, 48
a.
s.;
José
Antonio
da
Costa,
18
a.
s.; Antonio
Jo
sé
Ferreira
Feiix,
28
a.
s.;
Manoel
Bento
da
Cruz,
70
a.
c.;
Antonio
da
Silva
Fi
gueira,
70
a.
v.;
João
Manoel
Rodrigues,
46
a.
c.;
Alexandre
José da
Costa;
40
a.
s.;
João
Gonçalves
Torres,
44
a.
s.
Descoberta interessante. —•
Um
periodico
de
Bombaim
publica
uma
rela
ção
muito
importante
sobre
o
emprego
do
azeite
para
acalmar
o
furor
das
ondas
e
poder
soccorrer
uma
embarcação
duran
te
a
tempestade.
O
«Hing
Cenrtc»,
navio
de
1.490
to
neladas,
sahiu
de
Liverpool
para
Bombaim
no
mez
de
julho
ultimo.
Depois
de
ter
dobrado
o
Cabo
de
Boa-Esperança,
expe
rimentou
um
forte
vento
do Noroeste,
que
durou
bastante
tempo. Ondas immensas,
precipilando-se sobre o
navio
invadiram
as
escotilhas; arrastaram
quanto
encontra
ram
sobre
a
ponte
e
romperam
os
ca
marotes
destruindo
os
do
capitão
e
dos
ofiiciaes.
Um
joven
grumete
foi
arrebatado
da
ponte,
sem
que
fosse
possivel
salval-o.
A
tempestade
durou
perlo
de
cinco
dias,
e
ainda
que
o
navio
se
defendia
bem,
era
impossível
reparar
os
damnos
occasio-
nados
pois
as
vagas
não deixaram
um só
instante
de
varrer
a
ponte.
Um
dos
ofiiciaes
Mr. Brower
teve
a
feliz
inspiração
de lançar
ao
mar
certa
quantidade
de
azeite.
Tomaram-se
dois
saccos
de
lona e
en
cheram-se com
dois galões
(cerca
de
9
litros)
d
’
azeite
fino
cada
um.
Em
cada
sacco
se
fizeram
alguns
pe
quenos buracos e se arrojaram
d
’
ambos
os
costados
do
navio.
O
resultado foi
magico;
as vagas
dei
xaram
de
precipitar-se
contra
a
popa
e
os
costados
do
navio,
e
a
alguns
metros
de
distancia;
n’
aquelles
pontos
em que
se
havia
estendido
o
azeite
se
encontrava
dm
vasto
circulo
de
mar
tranquillo.
A
tripulação
pôde
fazer
então commo?
damenle
os
reparos
necessários.
Os dois
saccos
d
’azeite duraram
dois
dias,
e tendo-se
acalmado
inteiramente
o
mar,
já
não
foi necessário gastar
mais
azeite.
VLTIJIOS
THJEGR4nnAS
DA
AOEKCIA HAVA»
LONDRES,
25
—
0
«Times» insere
um
telegramma
de
Constantinopla
dizendo
que
Mídht-Padiá
annunciou
e
Ignatieff
que
entrará
em
negociações
directas
com
a
Rússia.
Houve
desordem
em
Alp-mersin-tarse
na Asia
menor.
Em
um
meeting
em
Liverpool
o
mi
nistro
Cross
disse
que
as
prespeclivas
de
paz
são
agora
melhores do
que
nos
mezes
decorridos.
S.
PETRESBURGO,
24
—
O
«Nouveaux
Temps»
diz
que
a
Turquia
sollicitou
a
mediação
da
Áustria
para
concluir
a
paz
com
a
Servia
e o
Montenegro.
Os
periódicos
russos
são
unanimes
em
considerar
que
a
Turquia
está
excluida
d
conceito
europeu.
CONSTANTINOPLA,
24
—
0
plenipo
tenciário
russo,
o
general
Ignatieff,
ain
da não
partiu
em
consequência
do
mau
tempo.
Está
fixada
para
amanhã
a
sua
par
tida.
Os
outros plenipotenciários
partem
sexta
feira.
A
Porta
prepara
uma
circular expli
cando
a
sua
altitude.
O
Sultão
está
doente.
Os
periódicos
turcos
pedem
que
as
tropas
ollomanas
entrem
na Servia
e
Her-
zegovina.
ROMA
24.—
A
carnara dos
deputados
approvou
o
projecto
de
lei
contra
os
abu
sos
do
clero e
bem
assim
a
participação
da
Italia
na
exposição
universal de 1878.
LONDRES
24.—
Os
commerciantes
in
gleses
queixaram-se
a
lord
Derby
do
ban
doleirismo
existente
na Cecilia.
NEW-YORK
24
—
O governo
intentou
o
processo
contra Tilden, candidato
de
mocrata
á
presidência
republicana,
por
não haver
pagado
o
importe
sobre
o
ren
dimento.
MÉXICO
16.
—
Diaz
occupa
todo
o
paiz
á
excepção
de 2
estados. Iglesias
fugia
para
Maraelam,
no
estado
Sonora, e
Lerdo
partiu
para
S.
Francisco.
AGRlDECIlflOTOS
Joaquim
José
da
Silva
Pipa,
Emilia
Candida
Pereira,
Thios e
Thias summa-
mente
penhorados
para
com
todas as
pes
soas
de
sua
amisade
e
relações
que por
occasião
do
fallecimenlo
de
sua
sempre
chorada
filhinha
e
sobrinha
Cbnstina
Au
gusta
Pipa
os
cumprimentaram, e
asistiram
no
cemiterio
ao
responso
de
sepultura
em
21
do
corrente,
por
este
meio
lhes
agra
decem
tantos
obséquios
e dedicação.
(55)
Antonio
Polycarpo
Cardoso
Cruz
e Fran-
cisca Amalia
de
Magalhães
Cruz,
julgam
ter
agradecido
a
todos
os
illm.
os
e
exm.
os
snrs.
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimenlo
de
seu
mui
to
amado
tilho Emilio
Juvenal
Cardoso
Cruz;
mas
para
que
não
haja
alguma
fal
ta,
usam
d
’
esle
meio para
protestarem
a
todos
a
sua
indelevel gratidão,
e
especial
mente
aos
exm.
os
snrs.
que
lançaram
á
sepultura
o
corpo
do
finado.
José
Joaquim da
Silva
Braga
e
Manuel
Ignacio
da
Silva
Braga, agradecem
por
este
meio
a todas
as
pessoas
que
se
di
gnaram
cumprimental-os
por
occasião
da
morte
de
sua
irmã
e
thia,
Maria
Joaquins
da Silva,
e
a
todos
protestam
sua
gratidão
e
estima.
(70)
José
Antonio
dos
Santos
Coelho,
José
Joaquim
Coelho
dos
Santos,
e Francisco
José
dos
Santos
Coelho,
negociantes
d
’
es-
ta
cidade,
agradecem
por este
meio,
pelo
não
poder
fazer
pessoalmente
como
deze-
jam,
a
todas
as pessoas
que
os cumpri
mentaram
pelo
fallecimenlo
de
seu
sempre
chorado
pae,
Manuel
Coelho,
morador
que
foi
na
freguezia
de
Mire
de
Tibáes,
pro
testando
a
todas
sua
eterna
gratidão.
(68)
a
O
uncios
FESTIVIDADE
Os devotos
da
Imagem
de
S.
Vicente
Ferrer,
que
se
venera
na
egreja
da Ordem
Terceira
d
’
esta
cidade,
fazem
publico
por
este
meio,
que
a
festa
do mesmo
Santo
que
estava
annunciada
para
o
dia
28
do
corrente,
fica
transferida
para
o
dia
8
de
abril proximo, como
se
fará
constar
por
annuncios,
deliberação
que
lomaram
por
motivos
justificados.
Braga
25
de
janeiro
de
1877.
(67)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
fiMPM
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n
*
76. 77,
85 e
86.
Tracta-sq
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(®5)'
A
Camara
Municipal
do Concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão.
Faz
publico
que,
por
espaço
de
20
dias,
a contar
desde
3
de
fevereiro
proximo
até
22
do
mesmo,
andarão
em
pregão
publico,
no
Paço do
Concelho,
os
foros
arbitrados
aos
cinco
terrenos
abaixo
mencionados,
e
que
no
dito
dia
22, pelas
1í
horas
da
manhã
nos referidos
Paços
do Concelho
e
em
sessão
publica serão arrematados
os
mesmos
foros
arbitra
dos
áquelies
terrenos,
cujas
medições
e
confrontações,
são as
seguintes
:
i.° Um
terreno
baldio
municipal, no
logar
de
Fonte-Cova,
da
freguezia
de
Nine,
requerido
de
aforamento
á
Camara,
para
tapar
e
cultivar,
por Antonio
Baplisla,
da
mesma,
o
qual medido
pe
lo
Norte
97
m,80,
e
confronta
com o
caminho,
pelo Nascente
IO5
“(6'>,
e
confronta
com
o
caminho,
pelo
Sul
76
“
,40,
e
confronta
com o
caminho
e
propriedade
do
re
querente,
pelo Poente
tem
59“
,30
e
confronta
com
o
caminho
publico,
avaliado,
co
mo
livre
em
7$200,
e
semeadura
de centeio
8è
’
,0,
foro
ànnual
360
reis.
2.°
Um
ter
reno
baldio
municipal,
no mesmo
logar
acima,
da
referida
freguezia,
requerido
de
aforamento
á
mesma
Camara,
para
tapar,
por
Bento
Guieira
da
mesma freguezia,
o
qual
medido
pelo Norte
tem
79,30
e
confronta
com
o
monte
e caminho,
pelo
Nas
cente
tem
t
19,60,
confronta
com
terras
de
Bento
Goteira,
requerente,
e
monte,
pe
lo
Poente
tem
28
“
,
e
confronta
com
o
caminho
e
monte,
pelo
Sul
tem
35,20 e
con
fronta
com
o
caminho;
avaliado
como livre,
em
4$'OO
reis, semeadura
de
centeio
18,0,
foro
annual
200
rs.
3.°
Um
terreno
baldio
municipal,
no
logar
das
Corgas
da
mesma
freguezia
de
Nine,
requerido
de
aforamento
por
Pedro José
de
Azevedo,
da
freguezia
do
Mosteiro
de
Arnoso
para
tapar,
o qual
medido
pelo
Poente
tem
118,0,
confronta
com o
monte.
Norte
51,0,
confronta
o monte,
Nascente
99,0,
confronta
com
terra
solta de Antonio da
Costa,
e
Sul
tem
28,0,
e
confronta
com
terra
solta
«ligo
com o
monte,
avaliado
como
livre,
em
6^000,
semeadura
de
centeio
51,0,
foro annual
300
rs.
4.°
Um terreno
baldio
municipal,
no
logar
de
Fonte
Cova
da
dita
freguezia
de
Nine,
requerido
de
aforamento,
para
tapar,
por
Joaquim
Pinto
da
Costa
Moreira,
também
da
mesma
freguezia,
o
qual
medido
pelo
Nascente
tem
83,10,
confronta
com
o
monte'e
caminho
da
Fonte,
Poente 75'",
confronta
com a
bouça
do
requerente.
Norte
28
“
,
confronta
com
um
caminho
e
monte,
e
Sul
tem
31,0,
e
confronta
com
o
monte
e
regueirão
;
avaliado,
como
livre,
em
6$000
reis,
semea
dura
<ie
centeio
45.0.
foro
amuai
300
rs.
5.°
Um
terreno
baldio
municipal
no
lo
gar
do
rio
d
’Agra
da
freguezia
de
Gondifelios,
requerido
de
aforamento
por
Antonio
Domirgues,
da
freguezia
de Balasar, para
tapar,
o qual
medido
pelo
Sul
tem
19i
“
,
e
confronta
com
o
Padre
Bernardo,
pelo
Poente
tem
141.20,
confronta
com
Joaquim
da
Silva
Pereira,
pelo
Norte
tem
96'
“
.
confronta
com
a
bouça
de
matto,
de
Bala
sar,
pelo
Nascente
tem
182,
4<>,
e
confronta
com José
Joaquim
da
Silva
e
João
Do-
mingues
Catharino,
avaliado,
como
livre,
em
224000
reis,
semeadura
de
centeio
119',
foro
annual
14100
rs.
Estes
terrenos
serão
entregues
a
quem
maior
foro oíferecer.
As
condições
acham-se
desde
já
patentes,
na
secretaria
da
Camara,
para
quem
as
quizer
examinar.
E
para
constar
mancou
affixar
o
jresente
nos
logares
competen
tes
e
publicar
pela
imprensa. Famalicão 23
de
janeiro
de
1877.
Eu
Silverio
Ferrei
ra de
Macedo,
escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O
Vice-presidente=An/onio
José
Cor-
Teia
de
Sousa.
(58)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco,
Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceilando também
passageiros
de
3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A SAIR
DE
LISBOA
ELBE ....
MINHO....................
TAGUS
....................
13
de
Fevereiro
28
de Fevereiro
13
de
Marco
PREÇOS
GUADIANA
.
NEVA
.
.
.
MONDEGO.
.
aOMMODOS
.
.
28
de
Março
.
.
13
de
Abril
.
.
28
de Abril
Cada
paquete
d’esta companhia
leva
a
bordo
criados
e cozinheiros
portuguezea
para
commodidade
dos
passageiros
de
todos as
classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
protincial,
a
conducçào para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros temi grátis
enmn, roupa de
cama, co
mida
feita por cosinfiaeiros portuguezes,
vinho
duas vezes por
dia,
assistência medica,
serviço de
criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a bygienc
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’entre
eiles
feitos por
escripta
como
consta
de
docu-
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Ingfez
para
a
conducçào das
suas
malas do
correio, e por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES PAQUETES a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Castiglione,
Paris (.Unico proprietário').
HIGADOS^FRESCOSi
DB
,
BAGALAO
de
0
OLEO
HOGG
Prescripto
por todos os médicos e empregado
com o mayor succeso
jpl
contra :
as
enfermidades do
peito, afleieôes escrofu-
losas, tosses
elironicas, rheninatismos, «jyssry»
magreza
crianças
,
das inipigemes, 4rrj
r
•
«SI fluxo# brancos, debilidade
geral, ctc.,etc. íf Hogg
Agradável
e facil
de tomar.—Desconfiar das falsificações.
3
zk
B
Exigir-se-ha
a
marca da Fabrica
juntó que encobro
a capsulo
de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG e Cia, que devera achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas
principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas casas
de
B
arreto
,
rua
do Loreto, 28
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arbai
,
e I
rmão
;
em
Porto,
nas
*
casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e I
rmão
, J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
______________________________________
|
MMM
MS
fflUCTIB
Já
proveniente
de
algum
defeito de
constituição,
já
de
accidente,
curada com
pletamente
pel<>
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor.
perto
Tolherias,
Paris.
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
«s
mandado pelos melhores
médicos; tendo
um sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r. duMarché-S«-Honoré. Preços 540
e 810 reis. Em
i.1S
b
Ua, blureio, Lu.em z.>;
n-, r..nu ferreira
4
Irn.So,
Bn.iu.ri»,
77,
yggj
BtVIO .VlESACANíTIL IIE BKinA
SOCIEDADE
AN0NYMA
BE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Está
aberto o
pagamento
do
dividen
do
relativo
ao segundo
semestre
de
1876,
durante
todos
os
dias
uteis,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
horas
da
tarde,
<le
2
1|2
O|0
ou 14-50
rs.
por
acção,
em
Braga
na
thesouraria
do
Banco,
e
no
Por
to
na
sua
agencia,
Praça de
D.
Pedro, I
n.°
22.
Braga
25
àe
janeiro
de
1877.
Mana
Adelaide
e>
Maria
de
Jesus
mo
radoras
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
35,
en
carregam
se
de
ensinar
meninas
que
de
sejem
aprender
todos
rçs
núsjerps concer
nentes
ao.seu
sexo,
como
são:
meia,
cro-
chets,
costura
e.
bordados.
Preços
muilo
limitados.
(66;
ít
.ELOGIOS
A
1^500 SEIS!
CJiavvH
será
o estabelecimento qne
não
liade
ter nm reiogio por
IÁ5JMI reiM?
Vendem-se
na Praça
d’
Alegria
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
regu
lando
PíKFiiirAUExri:,
PRADO imiÂES
Quem
pretender
tomar
d
’
arrendamen-
to
o
prado
d
’
Urjães,
pertencente
á
casa
de
Sinde,
e
que
consta
de
lavradio,
vi-
donho,
e
arvores
de
fructo,
póde
dirigir-
sè
n
’
esta
cidade
á
rua
de S.
Geraldo,
n.°
17,
1
(44)
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
; e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua do Souto.
Venda de
casa
Vende-se
a
casa
da
rua
do
An-
j°
n,
°
’
Para
lraclar
na mes
*
ma
,
desde
0
me
j
0
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
Banco Commercial de Biaga
Soeiedade
anonyma de
responsa
bilidade
limitada.
São
convidados
os snrs.
accionistas a
comparecerem
na
casa
do
Banco
no
dia
5
do proximo mez
de
fevereiro,
pelas
11
horas
da
manhã,
afim
de se
proceder
á
eleição
do conselho fiscal,
ern
consequên
cia
da recusa
dos
membros
eleitos
em
as
sembleia
geral
do
dia
10
do
corrente.
Braga
25
de janeiro de
1877.
O
secretario,
Antonio
Luiz
da Costa Pereira
de
Vilhena.
Companhia
Carris de Ferro
de
Braga
Não
se
tendo
reunido numero
legal
de
accionistas d’esta
companhia
para
a
As
sembleia
geral,
convocada
para
o
dia
21
proximo
passado, são
novamente
convida
dos
os
accionistas
para
o
dia
31
do
cor
rente,
pelas
11
horas
3a manhã,
na casa
n.°
7 do
campo
de
SanUAnna
;
constituin
do-se
então
a
Assembleia
geral
com
o
numero
que se
reunir,
na
conformidade
do
estatuto.
Pela
Companhia Carris
de
Ferro
de
Braga.
O
Gerente,
(69)
Nuno
José
Vdlaça.
BANCO
»A COVILHÃ
Sociedade
anónima
de
responsabiledade
limitada.
São
convidados
todos
os
snrs.
accio
nistas
d
’
este
Banco,
a
reunirem-se
no
dia
28
do
corrente
por
4
horas
da
tarde,
no
edifício
onde
está installado
o
mesmo
Ban
co
n
’
esta
cidade, a
fim
de se
cumprirem
as
disposições
do
§
1.®
do
artigo
18
dos
estatutos,
e
para a
eleição
dos
cargos
de
Presidente
da
assembleia
geral e-
de
dois
vogaes
substitutos
do
conselho
íiscal,
que
falleçeiam.
Covilhã,
5
de
janeiro
de
1877.
O
secretario
da,assembleia
geral,
Francisco
Rodrigues
Antunes
Caslanhinha.
(51)
GRANDE NOVIDADE
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade
e
se
acha
com
grande
exposição
de
fructas
na
rua
de
S.
Marcos n.°
14,
1BRAYGO,
natural
de
Tanje
;
convida
pois
o publico
a
visitar
esta
exposição,
onde
encon
trará
um
grande
sortimento
de
Tamaras
de
varias
qualidades,
Fructas
da
terra
de
Nossa
Senhora,
que
as pessoas
que
de
sejem
comprar
poderão
provar,
para
exami
nar o
que
compram.
Também
tem
um
grande
sortido
de
Passas
de
Malaga,
de
1.a
qualidade,
e
que
tudo
vende
por
pre
ços os
mais baratos
possíveis.
Lenda
:
Quando
a
Virgem
andava
a
passeiar
pe
las palmeiras
exclamou
: O'
que
bella
fru-
cta
!
E
para
logo
ficou
a
letra
O no
inte
rior
da
Tamara,
o
que
os
concorrentes
pódem
verificar
no
caroço
da mesma.
Demorar
se-ha
a
exposição
até
á
pró
xima
segunda-feira.
(59)
BANCO
DE GUIMARÃES
Paga-se
n
’
esta
cidade
na
agencia
do
Banco
de
Guimarães
aos
accionistas
do
mesmo
Banco
o dividendo
do 2.°
semes
tre
de
1876,
na razão
de
4
O|o
ou
34200
por
acção;
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas-ferras
não
sanctifícados, desde
as
10
horas
da
manhã
até á 1 da
tarde.
Braga
25
de
janeiro
de
1876.
(61)
BRAGA, 1YP0GRAPHIA
LUSITÁNA — 1?T6..
Parte de Comércio do Minho (O)
