comerciominho_26061877_655.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E HOTICIOSA
NUMERO
€55
Assigna-see
vende-se no escriptorio
do
editor
e
proprietário
Jsií
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E, para
onde
deve
jer
dirigida
toda a correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBLICA-S
E
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.•«Semestre
850
rs.-=-Prows-
cias,
anno
2&000
rs. e sendo
duas
3&600
rs.—
Semestre
l&OiíO
rs.=#razj/,
anno 3&600 rs.
—
Semestre
1&0OO
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
8
/0
d
’
abatimento.
BaA&A—TEKÇ4-FEIRAÍ ato
BE
JIXHB
Serão
ou
dogmas do eatholiciamo
um obstáculo
ao desenvolvimen
to do espirito humano?
O
dogma
é
immutavel,
a
lei
da
hu
manidade
é
progredir.
Poderá,
todavia,
dizer-se
—
cela
tue
ceci
?
Sem duvida
ha
um
ponto em
que
con
corda
hoje
a maior
parte
dos
espíritos,
mesmo
sensatos
e
meditativos,
é
no
prin
cipio
do
desenvolvimento
progressivo
do
espirito
humano.
Uns
exaltam
esta pro
gressão
até
ao
infinito ; outros
limitam-
na
a
um
grau
de
perfeição
relativa.
A
consequência
para
ambos
é
que
uma
fór
ma
positiva,
por
muito
satisfatória
que
seja
no
que
toca
ao
presente,
contem
uma
opposição
radical
com
os
progressos
do
futuro,
recusando-se
a
acompanhar
a
in-
telligencia
nas
suas descobertas
«e
a
al
ma
nas
suas
commoções
que
cada
dia tor
na
mais
puras
e
delicadas.
(Benjamin
Cou-
stant.)»
Admittindo
um
desenvolvimento
pro
gressivo, em
que
seria
este incompatí
vel
com
um
certo
conjuncto
de
verda
des
im mu
laveis
?
Examinemos
primeiro
que
tudo,
os
con-
seclarios da
opinião
que
julga
que
toda
a
lórma
ha
de
ser
necessariamente
tempo
rária,
e
que
começa
por
estabelecer
que
o
que
quadra
a
um tempo
é
ineíficaz
ou
mesmo
nocivo
em outro.
N
’
esta
hypothese,
seria
por
tanto
mis
ter
que
a fórma
religiosa
fosse
obstinada
mente
circumscripta
a
tal
ou
tal
paiz, e
a tal
ou
tal
momento
dado
;
que
a
ver
dade
da vespera estivesse
sempre
pres
tes
a
tornar-se
o
erro
do
dia
seguinte,
que
a
cada
instante
da
sua existência
a
fórma
religiosa
fosse
posta
em
questão,
quer
para a
introducção
de
uma
sciencia
nova,
quer
para
se
conquistarem
mais
al
guns raios de
verdade.
Ainda
não
bastaria
isto;
depois
de
haver
seguido
o
movimento
das
massas
para
evitar
o
achar-se
a
cima
ou
a
bai
xo
de
um
certo
numero
de
inlelligencias.
fôra
necessário
que
a
fórma
religiosa
se
proporcionasse rigorosamente
a
cada uma
d’
ellas.
e
resultaria d’
aqui que
seria
por
algo
accidental
que
surtiria
convir
a
al
guns
;
e
que
não
só
seriam precisas
tan
tas
fôrmas
quantos
os
povos
e
os
graus
de civilisação,
mas
quantos
os
indivíduos
;
ou
antes
por
este
simples
facto
se
pro
nunciaria
já
a
anniquilação
de
toda
a
fór
ma, que
de
facto
e
de
direito,
havia
de
desapparecer
sob
similhante
divisibilidade.
Sóbe
de
ponto
a
estranheza
ou a
sur-
preza
causada
por
tal systema,
quando
se
vê que
aquelles
que
o
professam,
são
for
çados
a
admittir
que, a
despeito
d
’este ele
vado
poder
de perfectibilidade humana,
ha
questões
que
permanecerão
sempre
e
sem
pre
insolúveis,
e
por
certo
são
estas
as
que
interessam
mais
de
perto
os
nossos ver
dadeiros
destinos.
Assim,
não
poderia
o
espirito
humano achar
em parte
alguma
nem repouso,
nem
progresso
real
ou
pos
sível.
Como
é,
pois,
que
se
poderia tor
nar
incompatível
com certos dogmas
im-
mutaveis
um
estado
de
cousas
em
que
se
reconhece
que
haverá
sempre
questões
in
solúveis ? Se
os
dogmas
christãos
cortam
a
difficuldade
sem
vencel-a
(como
preten
dem
os
espíritos
livres),
ao
menos
não
se
rá
isso
á
custa
das
verdades,
cuja
desco
berta
deve,
con
soante
os
antagonistas
da
revelação,
permanecer
eternamente
defe-
za
ás
meras
luzes
naturaes.
Quanto
não
seria
mais
racional con
cluir
que,
não
podendo
o
homem
conhe
cer
tudo,
deve abraçar a
crença,
submet
ter-se
a
ella
;
e
que
se
o mundo
está
su-
geito
a
mil
vicissitudes,
a
religião
que
não
ê
d
’
este
mundo
hade,
por
isso
mesmo,
ser
votada á immutabilidade
?
Oppõem
ao
calholicismo
as suas
resis
tências
a
descobertas
que
a
experiencia
dos
séculos não linha
ainda
justificado.
Para
reconhecel-as,
a
Egreja
esperou,
é
verdade,
porque
a
prudência
é
uma
das
caracteristicas
da
sua economia ; esperou
porque
a
verdade,
de
que
o
tempo
é
liei
auxiliar,
está
sempre
prestes
a
solfrer pro
fícuas
lentidões,
e
porque
está
na
essên
cia
de
um
poder
conservador
adiar
a
sau
sancção.
Mas
admittiu
todas
essas
desco-
berlas,
desde
que
a sciencia
as justificou
suíficientemente,
e a experiencia constan
te as
comprovou.
Posto
isto,
a
resposta
ao
nosso
que
sito
é
facil.
A
Egreja
é
immutavel,
sem
duvida, na
sua
parle,
dogmalica,
porque
o
dogma
é
a
verdade
revelada,
por
tanto
infallivel,
e
o
que
é infallivelmente
verda
de
não
carece
de
reforma, nem
está
su-
geito
ao
progresso,
que
suppõe
a
imper
feição.
As theorias humanas
variam,
por
que
á
medida
que
se
amplia
a
hiz
do
espirito
humano,
se
vão percebendo
os
defeitos
d
’essas
theorias,
e
successivamen
te
se
vão
aperfeiçoando,
melhorando,
com
pletando.
A
verdade
divina
não
está n’
este
caso
evidentemente.
Na
sua
parte
disciplinar,
porém,
a
Egreja
é mutável,
e
por
diíferentes
ve
zes
tem
de
facto
mudado a sua
discipli
na.
Dirigindo-se
ao
espirito,
a
verdade
é
irreformavel
;
dirigindo-se
á
vontade
e
aos
costumes,
a
disciplina
é
reformavel.
Todavia,
negamos
que
de
qualquer
modo a Egreja contravenha ao impulso
util,
e
á
fecundade
legitima
do
genio
do
homem.
O que
é
dogmático
é
o
que
ultrapas
sa
todo
o esforço
possível
da
intelligencia
creada,
sendo
por
isso
mesmo
um terre
no
que
se
não
presta
por
fórma
alguma
ao
progresso
da mesma intelligencia; o
que
é
humano,
o
que é
opiniativo,
o
que
é
méramenle
temporal,
o
que tem
por
objecto
a
matéria,
o
creado,
o
mundo,
a
Egreja
abandona-o
ás
opiniões
ás
luctas,
e
aos
esforços
e
ao desenvolvimento do
es
pirito
humano.
D
’
esl
’
arle
se
harmonisa
a
mutabilidade
do
movimento
social
com
a
immutabilidade
do
catholicismo.
Digamol-o
sem
receio
:
não
só
todos
os
graus
da
vida
animica,
todos
os
graus
da
cultura
intellectual
acham,
no
systema
catholico,
o
esteio
ea balisa
que
lhes
são
necessários,
mas a
mais
vasta
erudição,
as
especulações
mais
abstractas,
a
mais
pura
philosophia,
a
moral
mais
elevada
e
consequente
encontram
n
’
ella
protecção
e
appoio
; n
’
ella
igualmen
te
a
imaginação
se
reveste
das
mais
vivas
cores,
a
poesia
bebe
as
suas
mais
remontadas
inspirações,
as
artes
deparam
os
seus
mais
esplendi
dos
prodígios.
E será
esta
religião
com
que
o
genio
viveu
por
tanto
tempo
em
relações
tão
intimas
e
amigas, a
que
não
apresentarão
como
sufíocando
em seus
aper
tados
limites
o
proprio
germen
do
talento
!
Padre
Senna
Freitas.
A
felicitação
lida
pelo
ern.m°
cardeal
palriarcha
de
Lisboa
na
recepção
da
pe
regrinação
portugueza
é
a
seguinte:
B
eatíssimo
P
adre
!
«Nós,
portuguezes, vindos da
extrema
zona
Occidental
da
Europa,
nes
apresen
tamos
hoje
perante Vossa
Santidade, sa
tisfeitos
e contentes,
roas
não. alegres nem
jubilosos.
«Estamos
satisfeitos, Beatíssimo Padre,
como
satisfeitos
estão
os
filhos,
a
quem sè
permitlem
momentos
de assistência
a
seu
innocente
Pae, em
reclusão;
estamos
con
tentes,
porque
também contentes
estão es
tes
por
dirigirem
algumas
palavras
ao
mais
sincero
de
seus
amigos
ao
seu
maior
bem-
feitor,
a
seu
Pae,
e
por
ouvirem
d’
elle
con
selhos
e
regras
de
bem
viver.
«Longe
pois
de
nós,
Beatíssimo
Padre,
a
alegria,
e
ainda
mais
o
jubilo,
porque
es
tas
disposições
não
dizem com
loto,
não
se
amoldam
as
amarguras,
nem
se
conformam
com
sacrifícios
sem
numero,
a que
Vos
tem
levado \ossos
inimigos, e
que
Vós
tenles
supporlado
com
tanto
valor, cora
gem
e
perseverança.
«Com
o
maior contentamento
pois,
e
com a
mais
viva
satisfação
damos
a
Vossa
Santidade
sinceros
e
affectuosos
emboras
pela
commemoração
solemne
do
fausto
dia
tres
de
junho
de
1827,
que
em
muito
breve
será
celebrada, como
até
ao
pre
sente
nenhuma
o
foi,
desde
o
berço da
Religião
Catholica.
«Sim,
Beatlissimo
Padre,
vimos hoje,
também
nós
portuguezes
soemnisar
o
Vos
so
annivcrsario
episcopal,
para
demons
trar,
que
em
respeito
para
com a
Cadeira
11
FOLHETIM
OS
ÚLTIMOS MOMENTOS
DUM
CONDEMNADO
PELO
R.
P.e
Marchai
MisHionas-io
apostolieo
TRADUZIDO
DA
19.a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da
S.
R.
XII
IConlinuȍS<>]
No
relogio
soaram
tres
horas
c
meia.
«Com
que
rapidez
as
horas
correm,
disse
o
prezo;
mas
não
estou
aterrado.
Ba
cem
dias
que
estou
condemnado á
morte
;
é
um
famoso
periodo
!...
tão
lon
go
como
o
de
Napoleão
quando
voltou
da
ilha
d
’Elba.
—Sim,
lhe
respondi
eu,
m
s
os cem
dias
do
Imperador
acabaram
por
um
ter
rível
desastre,
e
os vossos
vão
ser
coroa
dos
por
uma bem
gloriosa
victoria.
—Oh!
sim,
sem
duvida,
foi
muito
ter
rível
batalha
a
do
Monte
de
S.
João,
bem
desastrosa
para
o
Imperador...
Os
cruéis!...
fizeram-o
morrer
pouco
a
pouco
sobre
um
rochedo
!...
—E
’
verdade,
mas
sabeis como
mor
reu
o
grande
Imperador?
Muito bem
!
mor
reu
catholico,
como
ides
morrer.
—
Fez
bem,
porque
é
o
meio
de
mor
rer
sem
saudades.
Mas,
a
proposito,
que
dia
é
hoje?
—E
’
o
dia
29,
dia
de
S.
Pedro e
S.
Paulo,
que
morreram
d
’
uma
morte
de
san
gue,
como
ides
morrer,
e
que
dentro
d
’
uma
hora
vos receberão
no
paraizo.
—
Peço-vos
ajunteis
esta
circumstan-
cia
á
carta
do
snr.
Cognet.»
Emquanto
escrevia,
elle
poz-se
a
tra
çar
sobre
um
farrapo
de
papel
as
seguin
tes
linhas:
«Diulro
d
’
hora
e meia, serei
como
uma
arvore
cortada
pela
raiz...
Que
é
a
vida?
um
sopro.
Que é
o mundo?
uma
chimera!...
Apesar
d
’
isto
é
preciso
passar
n
’elle
um
dia
ou
outro...
Demais,
mor
rendo
aos
29 annos,
está
visto
que
fiz
bastante durante
o
pouco
tempo
que
vi
vi.»
Quando
acabou
:
«Tacae,
me diz
elle, esta
mão;
vêde
co
mo
está
quente;
dentro d
’
uma hora
es-
tará fria
como
o
gêlo...»
Tres
horas
e
tres
quartos.
«Sim,
mas
vossa
alma
gosará
da
feli
cidade
dos
anjos.
—
Oh
!
eu
farei
bem
algum
tempo
de
penitencia.
—
D3US
é
bom,
meu
caro amigo,
e
se
lhe
souberdes
offi
recer
com
resignação
o
sacrifício inteiro
de vossa
vida,
toda
fio
rescente
de
juventude,
sem duvida
ficará
satisfeita
a
sua
justiça.
Não
disse
o
doce
Salvador
ao
bom
ladrão:
«hoje
—
e não
ámanhã
—
sereis
comigo no paraiso?»
—
Que a
vontade
de
Deus
seja
feita.
XIII
Depois
d
’isto
disse eu
ao
condemnado
:
«Agora,
meu bom
amigo,
ides
repou
sar
um
pouco,
não
é
assim?
—
Repousarei,
me
respondeu,
depois
do
negocio,
no
seio
de
Deus
Em
tanto
que
tenho
pernas
quero dar-lhe
uso;
ellas
tem
muito
tempo
a
descançar,»
Elle passeia
a
passos
largos. Dão
4
horas.
«Oh!
diz
elle, as
estrellas
desappare-
ceram
do
firmamento...»
Ouve
locar
á
chamada;
o
prezo
conti-
núa
:
«Parece
que
a
festa ha
de
ser
boa, por
que
já
se
ouve
a
musica.
—
Seguramente.
lhe
respondi,
será a
festa
muito
belta
para
o
ceo,
que
conta
rá
mais
um
cidadão.
Os primeiros
raios
do
sol
começaram
a
dourar
o
palacio
da
justiça.
«Sol!
beilo
sol
!
exclamou
o
preso
;
bem
se
vê
que
é
um
dia
de
festa;
tu
te
ador-
naste
com todo
o
esplendor
;
mas
não
te
verei
recolher
!
—
Quando
se.recolher
o
sol
na
terra,
meu
caro
amigo,
estareis
no
ceo
aonde
nunca
se
recolhe.
.
—Ah!
no
ceo,
lá
não
ha
sol;
é
o
bom
Deus
que
tudo
allumia.
—
E
’
assim
;
é
por
esse
motivo
que
nunca se
põe.
Mas
nós
não
temos
mais
que
meia
hora
;
meu querido,
ponhamo-
nos
de
joelhos, se
quereis,
e
recommen-
demos
a
Deus
a
vossa alma.
—Tendes
rasão,
o
momento
aproxima-
se,
recommendemos
ao
bom
Deus
minha
pobre
alma.
Nós
fizemos
as
orações
d
’uso
em
si-
milhantes
circumstancias...
Quatro horas
e
meia.
Ouve-se
a
caval
gada.
.
—
Eis
ahi
a
minha
guarda
d
’
honra,
me
diz
;
toca
a
preparar
Toma
o
pente,
arranja
os
cabellos,
e
m
’
o
apresenta
depois
dizendo
:
—
Tomae,
meu
Padre,
penteae-vos
lam
bem,
afim de
que
estejamos
aceados
para
marchar
ao cadafalso.
Eu
penteei-me
um
pouco
para não
lhe
recusar
cousa
alguma.
—
Guardae
este
instrumento,
me
diz,
porque
d
’
hoje
eia
diante
não
terei neces
sidade
d
’
elle.
Depois
abateu
os
coliarinhos
da
camisa,
e
medindo
com
os
dedos
o
espaço
descli
berto,
.disse
;
—
Penso
que
a
senhora
guilhotina,
se
contentará
com
isto;
não
foi
necessário
tanto
a
Guilherme Tcll
!
Eu
não
podia
tirar-me
de
i mi-
ração,
á
vista
d’
um
sangue-frio
que
pare
cia
crescer
á
maneira
que
se
aproximava
o
momento
fatal.
Eile
apalpava
& morte
com
uma
coragem
de
que
se
vèem
poucos
exemplos.
Dir-se
hia
que
seprepaiava
pa
ra-as
bodas
em
logar de
m^rch.i
juia
o
supplicio.
(Conlinúa)
de
S.
Pedro não degeneramos
d
’
aquelles
de
nossos
antepassados,
que
implantaram
a
Religião
Catholica
na
África,
Ásia,
Aus
trália
e
America
meridional
pela
maior
parte.
<Rio
de
Janeiro
no
Occidente,
e
Go?
no
Oriente,
são, Beatíssimo
Padre,
os
prin-
cipaes
padrões
vivos,
que
testificam a
de
dicação
dos
nossos
maiores,
coroada
de tão
felizes
resultados.
«Desculpae,
Beatíssimo
Padre,
que
nós
os
filhos
de
tão
nobre
mãe
nos
expres
semos
assim:
mas
acceitae
também
a
con
fissão
publica,
sincera
e
verdadeira,
de
que
nunca
os
nossos
maiores
teriam
des
coberto oceanos,
avassallado
ilhas,
conquis
tado continentes
em
tres
partes
do
mun
do,
se
não
concorressem,
em
grande
par
te,
os
conselhos,
as
bênçãos
e
a
protecção
mais
empenhada
de
Vossos
Antecessores,
durante
o
periodo
de
tanta gloria.
«Foram,
Beatíssimo
Padre,
estas
bên
çãos, que
affervoraram
os
nossos
missio
nários,
que
inflammaram
os
nossos
Bis
pos,
que excitaram
osnossos
generaes
á
frente
dos
exercitos
em terra,
e os
nossos
almirantes
a
bordo de
esquadras
que
do
minavam
oceanos.
«Beatíssimo
Padre,
a
tantos milagres,
se
assim
se
póde
dizer,
a
tanta
vida, a tan
ta
actividade,
energia
e
coragem,
succedeu,
a
não longa
distancia,
em
Portugal,
um es
tado
deplorável
: quasi
esteve
perdida
a inde
pendência
«Como
foi
então
que
os
portugue
zes
surgiram,
como
foi
que
se
levanta
ram
;
como
foi
que
de
Ceuta
poderam
avançar
até
ao
centro
do
grande
Archipe-
iago
oceânico
?
«Beatíssimo
Padre,
o
genio
de
um
grande rei,
e
o
zelo
de um
grande
prín
cipe,
poderam
muito. Mas
como
não,
se
elles
acatavam
as
vozes
de Vossos
Ante-
ceàsores,
e
humildes
cumpriam
os
seus
mandatos?
Como
não,
se
um
de
Vossos
Antecessores,
convidava todas
as
nações
catholicas
a
fim
de
auxiliarem
ós
portugue-
zes
na
grande
cruzada
africana?
«Beatíssimo
Padre,
nem
uma
só
pres
tou
attenção
a
convite tão
moral,
religioso,
político
de
Martinho
V;
mas
deve
confes
sar-se,
que
foi
disposição
providencial
de
Deus,
que
quiz
mostrar
a todas
ellas
que
aos
portuguezes,
para
irem
de Ceuta
ás
Molucas, ou
para
desfraldarem
as
suas
ban
deiras
triunfantes
no
extremo
Oriente,
bas
ti
va
só
o
seu braço
e
as
bênçãos
dos
Successores
de
S.
Pedro.
«Por
tudo
isto
aconteceu,
Beatíssimo
Padre,
como
bem
diz o
nosso
Poeta
que
:
Os
humanos
Se
esquecessem
d
’Assirios,
Persas,
Gregos
e
Romanos.
Assim
foi
Portugal,
Beatíssimo
Padre,
sob
a obediência sincera
e eflicaz
aos Suc
cessores
de
S. Pedro,
e
até magnífica,
se
n-.-s
n
portarmos
á
solemne
embaixada
de
D.
Manoel
a
um
de
Vossos
Antecessores,
Leão
X.
«Presente
riquíssimo,
e
mais mimoso
ainda,
offereceu
efe,
primícias
da
índia:
hoje
porém,
passados
muito
mais
de
tres
séculos
durante
os
quaes
tantos
abalos
sociaes
se
têem
reahsado, não
o
podemos
hombrear.
«Pois
estes
motivos,
se nos
não
é
pos
sível
pôr
aos
pés
de
Vossa Santidade,
sub
sidio
tão
precioso, dignae-Vos
acc.eilar
o
pouco
que
oflerecemos,
expressão da nossa
boa
vontade, acompanhada
do
sentimento
bem
vivo,
de
não
podermos
só nós
os
Portuguezes
occorrer
a
tamanhas
preci
sões
como aquellas
em
que
Vos
encontraes.
«Se
não
podemos,
porém,
Beatíssimo
Padre,
imitar
nossos
antepassados,
apre
sentando
riquezas
de preciosas
pedrarias,
e
outros
objectos
de mimo especial,
per-
mitli-nos
dizer,
que
lhes
não
somos
in
feriores
em
veneração
e
respeito
para
com
Vossa Santidade.
Aquella
embaixada,
tão
illustre
e
magestosa, foi mandada;
nós
po
rém
os
portuguezes,
que
agora
aqui
vedes
presentes,
não
o
fomos ;
viemos
todos
es
pontaneamente,
e
sem
algum
outro
fim,
que
mostrar
a
nossa dedicação a
Vossa
Santidade,
como
Successor
de
S.
Pedro,
e
Vigário
de
Jesus
Christo Nosso
Senhor.
’
<E
ponderadas
bem
as
diversas
cir-
cumstancias,
ro Vosso
Coração Paternal
agradará
mais
esta
romagem,
que
a
Leão
X
a
grande
embaixada,
muito
menos
nume
rosa,
com quanto
mais
opulenta.
«Vêies
pois
agora,
Beatíssimo
Padre,
como
a
Religião
Catholica implantada
em
Portugal
nos
dias
do
proprio
São Pedro,
perseguida
cruelmente
pelos Imperadores,
pelos
Barbaros
do
Norte,
pelos
Mouros,
nunca
pôde
ser
vencida.
Aclualinente
ata
cada está
ella
sendo
por
tantos,
que
po
dem
ter-se
na
conta
de
peiores que
todos
os
outros
; mas
esperamos
em
Deus, que
lhe
resplendecerão
dias
mais alegres,
trium-
phando
de
todos
os
erros,
e
cantando
vic-
toria,
como
já
cantou
de
quantos
os
pre
cederam
no
espaço
de
tão
numerosos
sé
culos.
«Finalmente,
Beatíssimo
Padre,
possuí
dos
de
todos
os
bons
sentimentos
de
que
somos
capazes,
declaramos
sincera,
eflicaz
e
solemnemente
que
: Queremos
quanto
Vossa
-Santidade quer:
Rejeitamos
quan
to
Vossa
Santidade
rejeita
: Protestamos
contra
o
que
Vossa Santidade
protesta.
«Por
este
modo
ficará
sempre
mereci
da
a graça
concedida
em tempos
passados
á
Nação
portugueza
de
poder
usar
do
ti
tulo
glorioso
de
Fidelíssima.»
A
hora da triunfo aviainlici-s?.
Os
pessimistas
soltam
gritos
desola
dores,
e,
com
a
alma
a
trasbordar
de
an
gustias,
o espirito
povoado
de
negras
vi
sões,
dizem,
que
o
mundo
s
’
esfacela;
que
a
sociedade
se
desmorona
e
está
prestes
a
sumir-se
n
’uma voragem,
que
causa
horror
!
Ouçamos
os threnos
d
’
estes
modernos
jeremias:
quem
não
palpa,
dizem
elles, as
ulceras
gangrenosas
da
aclualidade?
Quem
não
vê
uma
imprensa
impia
e
devassa
blasfemando
de
Deus
e
dos
seus
santos,
negando
os dogmas
mais
augustos
da
nossa
religião,
cobrindo
d
’
opprobrios
o
Chefe
da
christandade
e
levando o insulto
villão
até
ás
portas
do
Vaticano?!
Quem
pode
assistir
impassível
á
re
presentação
d
’
esses dramas
torpes,
immo
ralissimos,
pobres
de
linguagem,
despro
vidos
d
’
inleresse,
riquíssimos,
porém,
de
propaganda
anti-religiosa
e
anti
social?
Quem pode ouvir,
sem
espanto,
jus
tificar
o adultério,
o
suicídio,
o
duello
e
toda
a
especie
de
crimes?!
O
mundo
cae
em
ruinas!
Eis
as
ul
timas
palavras
dos
profetas
de máu
agou
ro:
porém
o
homem
pensador
só
vê
n
’esta
dissolução
geral
um
principio
de salva
ção.
O
sol
com
todo
o
seu fulgor irradiou
do
seio
das
trevas,
e
a redempção
da
so
ciedade
hade
surgir
do
cahos
da
socie
dade
!
O
peccado, que
poz uma
espada
ílam-
mejante
nas mãos
do
anjo exlerminador,
mereceu
ser
considerado,
pelo
primeiro
homem
da
christandade,
como
uma
culpa
feliz
!
Felix
culpa,
exclamava
Santo
Agosti
nho,
que trouxeste
ao
mundo
um
redem-
ptor
!
Quando
ao
governo
nefasto
d
’
um
rei
efleminado succedia
a-
regencia da
mulher
de
João
Lourenço
da
Cunha,
esposa
duas
vezes
infiel;
quando
os
desvarios
de
D.
Leonor,
cego
instrumento
nas
mãos
do
conde
Andeiro,
irritavam
os
ânimos
por
tuguezes;
quando,
em
tempos
de
fé
tão
viva,
nem
o
Bispo
de
Lisboa
escapava
ao
furor
das
multidões
,
só
porque
era
addi-
clo
á
custa
de
Leonor
Telles,
.
.
é
então
que
nós
vemos
surgir nas
paginas
da
his
toria
uma
trindade
gloriosa
e re-lemplora I
D.
João,
Mestre
d’
Aviz,
João
das
Regras
e
Nuno
Alves
Pereira,
taes
são
os
liberta
dores
do
pobre
Portugal
!
Quando
os
de
Castella
dilaceravam
com
suas
garras
o seio
da
nossa
patria;
quando
os
soldados
portuguezes eram forçados
a
militar
nos
exercitos
d
Italia,
d'Al!emanha
e
de
Flandres;
quando
as
nossas conquis
tas
iam
passando
a
mãos
estranhas;
quando
o
governo
oppressor da
duqueza
de
Man
tua
e
de
Miguel de
Vasconcellos
recebia
do
conde-duque
d'Olivares as
ordens
mais
despóticas
para
tyrrannisar Portugal...
é
então
que
apparecem,
como
por
encanto,
um
João
Pinto Ribeiro, um I).
Antão
d’
Almada,
um
D.
Rodrigo
da
Cunha
e tan
tos
outros
vultos
gloriosos,
que
veem
re
dimir
a terra
d’
Aflonso
Henriques!
Creiam
os
homens
de
pouca
fé
que
a
hora
do
triunfo
está
próxima.
Os
extremos
tocam
se:
após
o
vendavel
a
meiga bonança
!
Quem
não vê
n
’
esse
furor
insano
da
maçonaria
contra
a
religião o
sterlor
do
agonisante
!
?
Quem
não
conhece,
atravez
d
’
essas
de-
clamações
villãs
contra
a
peregrinação,
ifesses
insultos
gratuitos
ao
bons
catho-
licos
a
hydrofobia
que
mata
em
meio do
maior
exaspero
!
?
Insultam
o Pontífice?
Também
Herodes
insultou
Jesus,
man
dando-o
vestir
de branco
por
escarneo;
também
Pilatos
o
collocou ao
nivel
de
Barrabás;
mas
o
resgate
do
homem
foi
feito
e
o
Salvador
venceu
a
própria
morte!
O
governo
portuguez
não
encontrou
uma
palavra
de
consolação
para
dirigir
ao
Vigário
de
Christo?
Também
o
governo da
Turquia
não
felicitou
Pio
IX
e
o nosso
não
devia
ser
menos
liberal,
nem
mais
civilisado;
mas
lá
appareceram
m
Vaticano
as
felicitações
e
as
dadivas d’
uina
rainha protestante, da
Rainha
Victoria, que
não
preside
aos
des
tinos d
um povo
catholico,
nem
está li
gada
com
vínculos
espirituaes
ao
Succes
sor
de
Pedro
!
A
imprensa
luso-liberal, desde
o
«Ser
rote» do Porto
até
ao
«Jornal
do
Com-
mercio»
de
Lisboa,
que
o
mesmo
vale,
ataca
rudemenle
o
Chefe
do
Catholicis-
mo
?
Que importa
?
E
’
tão
rachitica,
que
faz
dó
e
por
mais
que
brade,
por
mais
que
insulte
os
seus
insultos,
não
merecem,
sequer,
a
gargalhada
com
que
se
acholhe
o
insulto
da
embriaguez!
Em compensão,
porém,
e
para
oppro-
brio
eterno
d
’
esses
Serrotes
de todo
o
ge-
nero,
a própria imprensa
protestante
ad
voga
a causa
do opprimido contra
o
op-
prossor e
um
jornal
d
’
ideias
avançadas,
«The
Speclaclor»,
não
se envergonha
de
dizer—a razão
cio Papa
é
evidentissima !...
Quando
elle
faz
o
seu
appello á
Europa
contra
o
governo
usurpador...
a
sua
causa
é
mil
vezes melhor... etc.,
etc.
A
hora
do
triunfo não
vem
longe:
o
exercito
dos
peregrinos
hade
vencer,
assim
o
disse
o
Pontífice
da Immaculada.
A causa
da
legitimidade
não
está per
dida
!
«A
condição da
Europa
na
actualida-
«de,
(diz
um
jornal
protestante,
também
«defensor
do
Pontífice,
a
«Pall
Mall
Ga-
«zette»)
é
tal
que
dá
origem
e
atlenlos
a
«
ideias
e
ambições,
que,
em
epochas
me-
<tnos revoltas, pareceriam
umachimera».
Quaes
sejam
estas ideias
é
bem
facil
de
adivinhar;
e
tão
assustadoras
ellas
são
para
governos
liberaes,
que
a
demora
do
Duque
de
Madrid
no
terrilorio
francez deu
margem
a graves apprehensões
!
A
causa
da
legitimidade,
longe
d'estar
perdida,
está
quasi
ganha:
que
significam
esses
enlacçs
vantajossimos
das
nossas
Princezas
e
Be
seu
Augusto
Irmão
!
Que significam
os
offerecimentos
dos
seus palacios
feitos
pelos
grandes
Senhores
da
Inglaterra
a
D.
Carlos
de
Bourbon?!
A
sociedade
reconstruir
se-ha
em
bre
ve
e os
desvarios
do
liberalismo
hão-de
apressar
o dia
da
victoria:
por
isso
não
nos
cançamos
de
bradar
I
’
iwi
a
Liverdade
!
—
(«Correio da
Tar
de»).
Lisboa,
8 3
de junlw de 18J7.
(Do
.nosso correspondente).
Até
que
Alexandre
brandiu
o gladium
e
cortou
o nó
gordio.
A
dissolução da
camara
municipal é
um
facto.
Por
fim
sempre
t.ouve
força
para derrubar
a
es
tatua
de
Pasquino
que
assim
estava pro
vocando
a
desordem
e a
anarchia.
O
conflicto—cemitérios
—já era
motivo
para
a
deposição; mas
o
governo
que
lhe
convinha
ter
acezo
um
cirio
ao
santo
e
outro
ao
diabo,
eslava
coado
e
indeciso
até que
a
anarchia
e
a
desordem
vieram
ao
olho
da
rua
com o
cortejo
de
atro-
pellamentos
e
espadeiradas.
Então
já
não
é a
reacção
só
que
se
queixa,
e
por
isso
surde
a
medida
rasgada.
Historiemos:
A
camara
tinha
posto
a
concurso
a
illuminação
do
passeio
do
Rocio
e
apre
sentaram-se
duas
propostas,
uma
de
D.
Juin
Molina
e
outra
de
José
Monteiro
Torres.
A
camara tomou
a d
’
este,
adju
dicando-lhe
a
illuminação.
Posteriormente
apparece
em
vereação
um
protesto de
Molina
dizendo,
que
se
soubesse
que
era
admissível uma
entrada
de
dinheiro
como
a
que
fizera
Torres,
elle
Molina
faria
essa
entrada
de
maior
quantia.
Este
protesto
foi pela
camara despre-
sado.
entendendo-se pois
que
a proposta
Torres
era
mantida como
o
foi
por
um
termo
que
se
lavrou
ao
tempo
d’
ella
se
acceilar.
Estavam
as
coisas
nestes
lermos,
quan
do
mais tarde
a camara
resolve
pôr
o
contracto
da
illuminação
novamente
a
concurso rescindindo
assim o contracto
Torres.
Annuncia-se
o
concurso
para
48 horas
de
praso,
incluindo
o
dia 13 do
corrente
que
era
santificado.
Torres
protesta,
faz
intimar
judicialmente
a
camara
para
se
lhe
manter
o
contracto,
e
a
camara
ao
mesmo
temno
delibera
não
abrir
o
passeio.
Por
fim
camara
e
Torres
conseguem
respectivamente
despachos
jtidiciaes,
a
este
mantendo
a
posse
nos
materiaes
e
obje
ctos
de
illuminação,
e
aquella
mantendo-a
na posse
do passeio.
Esta
lucta
acompanhada de peripécias
que
não
honram
muito a
fórma
como
se
procedeu
judicialmente
nesta
pendência,
durou
até
domingo,
17,
em que
se
an-
nunciava
illuminação:
o
passeio
continha
bastante
povo
certamenle
estranho
ás
ques
tões
mencionadas.
A
’
noite intima-se
o
povo
para
que
sáia
do
passeio,
e
fóra
das
portas
esperava-o,
com
requisição
da
camara,
numerosa
policia
de
cavallaria
e
infanteria
municipal,
que
começa
por
dar
para
baixo
em cidadãos
inermes
e
pací
ficos, em
senhoras
e
creanças,
que
outro
delicio
não
haviam
praticado
mais
que
correrem
ao
convite
feito
por
cartazes
visados
pela
auctoridade
para
frequentarem
o
passeio
e
illuminação.
Com
mentem
os
leitores
estes factos
de
gradantes,
estas
scenas
de
canibalismo ver-
melho
em
plena
capital de
um reino
que
o
liberalismo
se
ufana
de
ter
feito
atlin-
gir
ao
grao
mais
elevado
de
civilisação.
E
a
origem,
a
causa
d
’estas
vergonhosas
sce
nas?
—
Primo, a
sórdida
e
mesquinha
inépcia
do
município,
os
instinclos
revolucionários
e
anarchicos, d’esle;
secundo,
o
amalga
me e desordem
nas
decisões
judiciaes
que
queremos
acreditar,
por
honra
da
classe
respeitável judicial,
foi ludibriada
e
illudi-
da
pelos
alicantinos da
camara,
ao
ponto
de,
com
uma
tal
confusão
de
despachos,
concluir
a
obra
anarchica
e
desordeira
dos
vereadores
ineptos.
—
Não
podemos
deixar
de
enviar
d
’a-
qui
ao
laureado
escriptor,
o revm.0
padre
Senna
Freitas,
um voto
da
nossa
admira
ção
e
elogio
pelo
seu
magestral
artigo,
do
«Commercio»
de
19
do
corrente,
sob
a
epígrafe—
A
religião
catholica
em
face
das
seitas
dissidentes
e
dos
systemas
philoso-
phicos
modernos. Lêmos
sempre
com
vivo
interesse
os
escriptos
de
sua
exc.
a
que,
com penna d
’
oiro,
põe
em
relevo
primo
roso
e
explendido
as inconcussas
verdades
que
a
falsa
plnlosophia
não
póde
con
testar.
Um bravo
!
ao
valoroso
defensor
do
direito
e
da
justiça.
Não
canse
s.
exc.
’
na
gloriosa
lucta,
de
que
por
certo
ha
de
continuar
a
auferir
os
loiros
que
tão
bem
as
sentam
já
em
sua
fronte
justamente
lau
reada.
M.
GAZETILHA
Regresso.
—
Chegou
no
sabbado
a
esta
cidade,
vindo
de
Lisboa,
o
ex.
mo
snr.
marquez
de Vallada,
digníssimo
go
vernador
civil
d
’
este
districto.
Na
gare
foi
s.
exc.a
esperado
por
gran
de
numero
de
cavalheiros
dos
mais
quali
ficados,
que
ern 7 carros
o
acompanha
ram
até
ao
seu
palacete
nas
Carvalheiras.
Ao
descer do
comboio
o
nobre
mar
quez
uma
banda
de
musica
desempenhou
um
hymno dedicado
a
s.
exc.a
,
e
foram
lançados
muitos
foguetes,
—o
que
lambem
se
repetiu
ao
chegar
a
comitiva
ao
largo
de
S.
Sebastião.
Exame
real
e distiiacto
—
O
snr.
Antonio
Cazimiro
da Costa,
notável
artista
d
’
ourivesaria d’esta
cidade,
foi
ha
dias
a
Lisboa
fazer
exame
para
ensaiador
de
oiro,
na casa
da
Moeda,
o qual
teve
logar
no
dia
21
do mez
corrente.
O
seu exame
foi
magistral,
sendo solemne
e
unânime
mente
approvado,
como
vimos pelo
docu
mento
authentico
passado
pela repartição
respecliva
em
22 do
corrente
junho.
Damos
os
parabéns
ao
nosso
amigo,
e
mais cordealmente
como
nosso
patrício
que
pelo
seu
mérito
pessoal
e
assiduo
trabalho
mereceu
tão
honrosa
distineção.
N.
Senhora dan Angustias. —
Aflirmam-nos
que
no
dia
1
de julho
far-
se-ha
este
anno
a
procissão de
N.
Senho
ra
das
Angustias,
que
sae
da
egreja
de
S.
Victor.
Costuma
ser
muito
pomposa.
Além
do
rico,
andor
onde
é
conduzida
uma
formosíssima
Imagem
da
Virgem,
vae uma outra
Imagem
n
’uma
jumenti-
nha,
representando
a
Fugida
para
o
Egy-
pio.
Esta
é
uma
das
obras
d’
esculptura
mais
primorosas
da
cidade.
Asylo
de I>.
Pedro
V.—
No
dia
29
estará
aberto
ao
publico
este
asylo,
desde
a
1
hora
da
tarde
até
á
noite.
Mez Euelaarintico.—
No
dia
30 do
corrente
celebra-se
no
templo
do
Salva
dor
a
conclusão
do
Mez
de
junho,
o«
Mez
Euchanslico,
havendo
depois
das
<
horas
da
manhã
Communhão
geral.
No
domingo
haverá
missa
solemne
com
exposição
do
SS.,
e
de
tarde
sermão
e
Te-Dezim.
IisipoMo
dos carros.—
Os
snrs.
Julio
de
Mattos
e
Joaquim
de
Mattos
ar
remataram,
no
sabbado,
o imposto
dos
carros
pela
quantia
de 2:700$000
reis.
Fuileeimento.—
Falleceu
ha dias
em
Guimarães,
ao
fim
de
acerbos
padecimen
tos
e
desgostos,
a
exc.
raa
snr.a D.
Maria
Emiiia
Correia
Leite
de Sousa Aguiar.
Con
tava cerca
de 38
annos
d
’
edade,
e
era
senhora
d
’
uma caridade
exemplar.
Por
este
acontecimento prematuro,
po
de
dizer-se
que
vae
extinguir-se n’
aquella
cidade
uma
antiga
casa,
na
qual
ha
mais
de
40
annos
recebemos
sempre provas
de
cordeal
affeição.
Em
publico
testimunho
da
nossa
gra
tidão
enviamos
á nobre
familia
anojada
os
mais
sentidos
e
sinceros
pesarnes.
Aos
leitores
pedimos
um
P.
N.
pela
alma da illustre
finada.
Visitantes.
-
Por
occasião
dos
fes
tejos
de
S.
João
estiveram
nesta cidade
os
snrs. Sousa
Moreira,
Firmino Pereira
e
.
Teixeira
de
Carvalho,
talentosos escri
ptores
portuenses.
,
Santa
Felicidade.—
No
dia 29
fesle-
ja-se
na
capella
de S.
João
da
Ponte
a
Imagem
de
Santa
Felicidade. Haverá
um
vistoso
arraial.
Grandes festividades.—
Nos
dias
28
e
29
do
corrente
fesleja-se
na
capella
de
S.
Sebastião
das
Carvalheiras
a
Imagem
de
N. Senhor
dos
Aftlictos, festividade
feita
á
custa
d
’
alguns
devotos;
e nos
dias
30
e
1 de julho
ha
alli
também
uma
fes
ta
no
glorioso
Marlyr
S.
Sebastião,
a
ex-
peusas
do
snr.
João
Rebello da
Silva
Bra
ga,
em
cumprimento
de
promessa.
Nos
dias
das
duas
festividades haverá
missa
solemne, com exposição
do
SS.,
e
á
tarde
sermões por
um
distincto
orador
d
’esta
cidade.
Nas
vesperas
haverá
uma
esplendida
illuminação na
al:
ineda,
em
cujo
centro
tocará
uma
banda
de
musica.
Na
tarde
de
29
será
levantado
um
elevado
mastro,
tendo
no
cimo
um
prémio,
que
será
dado
a
quem
alli
o
for
tirar.
Besgraça.
—
Deu
ante-hontem
entra
da
no
hospital
de
S.
Marcos
uma pobre
mulher
que
fôra
escouceada no
peito
por
um
dos
cavallos
do
piquete
de
cavallaria
que
abria
a
procissão
de
S. Jpão.
Festejos «le S. «João.-—
Estiveram
pomposissimos
os
festejos
que
nos
dias
23
e
21
se fizeram
nesta
cidade
ao
Santo
Precursor.
A
concorrência ao
arraial
de
S. João
da
Ponte
foi
extraordinária,
havendo
sem
pre
boa ordem.
A
illuminação
tanto
do
templo,
em
frente do
qual
tocaram
alter
nadamente
duas
bandas
de musica, como
no
jardim,
avenidas
e
arruado
era
d
’um
lindíssimo
efleito.
Na
manhã
de
domingo,
depois
da mis
sa
solemne
na
egreja
de
S.
João do
Sou
to,
saiu
a
dança
dos pastores,
e
o
rei
David
com
a sua
côrte,—o
que
faz
as
delicias
do
nosso
povo.
De
tarde
saiu
da
mesma egreja
uma
linda
procissão,
na
qual
se
cumpriu
fiel-
menle
o
programma
que
publicamos
em
o
n.®
antecedente.
As
ruas
do
transito
da
procissão acha
vam-se
adornadas
com
bandeiras
e colchas
de
damasco.
A
concorrência
de
romeiros
foi
mais
numerosa
do que
em
nenhum
dos
annos
anteriores, para
o
que influiu
o
bello
tempo
que
esteve
no
dia
e
vesperas.
Festividade eosn
nrraiAl,—
No
dia
29
do
corrente
mez de
junho
na
fregue
sia
de
Linhas,
proximo
ao
Pico
de Re
galados
e
Villa
Verde,
tem
de
haver a
fes
tividade
e
romagem
do
costume,
mas
este
anno
com
mais
pompa
e
magnificência,
havendo,
na
tarde
e
noute
da
vespera,
fo
go
variado
de
artificio
tocando,
variadas
e
lindas
peças,
cinco
bandas
marciaes.
Na
egreja
haverá
missa
solemne a gran
de
Instrumental.
De
Villa
Verde para
aquelle
local
ha
verá
trens
que sahirão
da
casa
do
snr.
Garcia.
Toda
a
despeza
da
grande
funeção
é
feita
pelos
devotos
Antonio
José
de
Oliveira
Vel-
loso
e
irmão João
José
de Oliveira
Velloso,
da
freguezia
de
S.
Vicente
da
Ponte
de
Caldellas, ha
pouco
chegados
do império
do
Brazil.
Louvores
merecem
estes
cavalheiros
por
tão
generosa como
pia
iniciativa.
Be«]iaehoti
ecelesiaatieog.
—
O
«Diário»
publica
os
despachos
seguintes:
O
presbytero
José
Luiz
de
Magalhães,
parocho
collado
na
egreja
de
Nossa
Se
nhora
da
Conceição
de
Paio
de Pelle,
no
patriarchado
—
apresentado
na
egreja
paro-
O
emprego
d’
esta
machina
economisou
ao
lhesouro
inglez
no
primeiro
anno 20
mil
lib.
Igual
quantia
foi
oílerecida
a
Brunel
pelo
almirantado
a
titulo
de
recompensa.
Em
1841
Brunel
recebeu
o
titulo
de
barão.
Amadores de musica.—
Um
es
trangeiro
apresenta
as
seguintes
opiniões
sobre
os
amadores de
musica:
O
francez
ouve
a
musica:
o
allemão
<
entende-a:
o
italiano sente-a:
o inglez
as
siste
a ella:
a
allemã
vae ouvil-a
porque
i
lhe
agrada:
a
italiana
para ver
o
namo-
i
rado:
a franceza para
fazer
brilhar
o seu
decote:
a
ingleza
pelo
seu
dinheiro.
Na
opera,
a
franceza
abre
os
olhos,
i
a allemã
os
ouvidos, a
italiana
os
lábios
e
a
ingleza
imperliga-se.
,
Audiência doa peregrinos
por- ;
tuguezea.—
Lémos
na
«Palavra»:
A
Voce
delia
Verità»
de
30
maio
des
creve
a
audiência concedida
pelo
Santo
Padre
aos
nossos
romeiros
no
dia
antece
dente,
da
maneira
seguinte:
«A
primeira
Romaria
porlugueza, sym-
bolo bem
agourado
e feliz
do
despertar
do
catholicismo
n
’
aquelle
remoto
paiz,
eslava
hoje
reunida na
sala
do
Consistorio
no
Vaticano,
presidida por
sua em.nia
Revd.
raa
o
snr.
Cardeal
Ignacio
do
Nascimento Mo-
raes Cardoso,
Patriarcha
de
Lisboa.
«Mais
-de
duzentos
era
o
numero
des
tes
piedesos
e
fervorossisimos
romeiros,
entre
os
quaes
haviam
personagens
res
peitabilíssimos,
e
da
primeira nobreza
por-
tugueza, o
marquez
de
Monfalim,
par
do
reino
com
a
sua
senhora,
D.
Maria
José
de
Mello,
primeira
promotora da
romaria,
a
condessa
de
Rio
Maior
com
sua
filha
D.
Theresa,
o
visconde
da Bella Vista,
fidalgo da
casa
real,
a
condessa
de
Bei
monte, o conde
e condessa d
’Azambuja
da
casa
dos
Loulés
com sua
familia,
o
snr.
Agostinho
d'Ornellas
par
do
reino,
primeiro
secretario
da
commissão
da
ro
maria
com sua
senhora
D.
Joàquina
de
Saldanha
da
Gama,
a
condessa
da
Redi-
nha,
D.
Antonio
d
’
Almeida,
o
conde
de
S.
Martinho,
D.
Theresa
de
Saldanha
e
Castro,
o
Padre
João
Maria Pinto
da
Gama,
segundo
secretario
da
commissão
da
ro
maria,
e
muitos outros
cujos
nomes
illustres
sentimos
não
ter
podido
apontar.
«O
Santo
Padre
entrou
depois
do
meio
dia
na
sala,
acompanhado
pela
sua côrte
e
rodeado
dos
em.11105
Cardeaes
Asquini,
Berardi, Borromeu,
Di
Pietro,
Franzelin,
Ledochowski,
Nina,
Oreglia de
Santo
Sle-
fano,
Schwarzenberg
e
Sbarretti.
«Um brado
altíssimo
de
viva
Pio 7X
levantou-se
logo
na
sala,,
seguido
por
ou
tros
vivíssimos signaes
de
jubilo
e de
af-
fecto
para
cora o Vigário
de
Jesus
Chris
to.
Feito
silencio
pouco
depois,
o
em.1110
Cardeal
Patriarcha
de
Lisboa
leu
em
lín
gua
porlugueza
uma
fervorosíssima
mensa
gem
cheia
de
elevados
e
nobres
sentimentos
de
dedicação
e
firme
adhesão á
Egreja,
que
o Santo
Padre
repétidamente se
dignava
de
approvar
e applaudir».
Valente refestaçã».—
Um tal snr.
Draper,
de
Nova-York,
publicou
ha
pouco
ura
livro,
que
os
materialistas
e
macaquei
ros
hão
de
ter
naturalmente
em
grande
apreço,
pretendendo
n
’
elle provar
que
a
Egreja
Catholica
está
em
aberta
contra-
dicção
com
a
sciencia,—
isto,
é,
com
a
cos
mogonia, a
geologia,
etc.
Ora
bem,
a
«Civiltà Caltolica»,
em uma
serie
de
artigos
que
agora
mesmo
está
pu
blicando,
com
o
titulo:
— Exame
Critico
delia
Sloria
del
conflitto fra
la
Religione
e
la
Scienza,
—
apresenta uma refutação
completa
e
admiravel
da
obra
do
tal
Dra
per,
provando
até
á
evidencia,
que
elle
e
lodos os
demais
sábios
da
sua
escola
são
uns
chapados
ignoranlaços
ou
charlatães
de
marca
G.
Já
temos
a
Maçonaria
desmascarada; o
Liberalismo
desmascarado, dizem-nos
que
•
apparecerá
dentro
de
poucas
semanas.
Não
• seria
mau
que lhe
seguisse
a
Sciencia
desmascarada.
Nenhum
d
’
esses
hvros
lerá
refutação.
Quando
muito, conspirar-se-ha
contra
elles
com
o
silencio
1
Pudera
1
E
depois:
viva
a
discussão!
que
d
’ella
sahe
a
verdade!—
(«C
da
T.»)
Um monstro feminino.—
Evadiu-
se
da
penitenciaria
de New-Haven,
dos
Eslados-Uuidos,
uma mulher
condemnada
a
prisão
perpetua
por
ter
envenenado
seu
marido
e
sele
filhos
!
Concurso.—
Mandou-se
abrir
concur
so
para utn logar de
aspirante
de
segun
da
classe
da
repartição
de íazenda
do
dis-
triclo
de
Vianna
do
Caslello
Anedoets».
—
Certa
mãi
foi
fazer
uma
visita
a
uma
amiga
e levou em
sua
com
panhia
uma filha. Eslava incommodada
•Os
ha-
ó
chiai
de
Santa
Maria
de
Pombeiro,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
José
Antonio
Alves
Bar
reiros,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Veríssimo
de
Luzio,
diocese
de
Braga
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
João
Baptista
de
Rio
Frio,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Bernardino
de
Sousa
Pon
tes, parocho
collado
na
egreja
de
S.
Thia-
go
de
Poiares, diocese
de
Braga—apre
sentado
na
egreja
parochial de Santa Eu-
lalia
de
Rio
de
Moinhos,
da mesma
dio
cese.
O
presbytero José
Manso da
Cruz,
pa
rocho
collado
na
egreja
de Santa
Maria
de
Acheie,
no
patriarchado
—
apresentado
na egreja
parochial
de
Santo
André
de
To-
bões.
diocese
de Braga.
Festejos
a
S. Santidade.
bitantes
das
freguezias
de S.
Thiago
de
Cossourado.
Monditn,
Balugães,
Durães,
Aguiar,
Quintiães
e Aborim,
do concelho
de
Barcellos,
festejaram
enthusiasticamen-
te
o
31.®
anniversario
da coroação
de
Pio
IX,
queimando
innumeras
dúzias
de
fo
guetes
e
illuminando
as
suas
casas.
Na
freguezia
de
Cossourado,
celebrou-
se
uma
missa
solemne
e
houve commu-
nhões
applicadas
pelas
necessidades
da San
ta
Egreja
e do
Pontifice.
—
Na freguezia
de
Guisande
houve
lam
bem
pomposos
festejos
por
aquelle
mesmo
fausto
motivo,
os
quaes
foram
promovidos
pelo revd.°
parocho.
Depois
da
communhão
geral,
á
qual
concorreram
umas
100 pessoas,
por
inten
ção
de
S.
Santidade,
seguiu-se
missa
so
lemne,
com
exposição do
SS.,
e sermão.
No
fim
saiu
uma
apparalosa
procissão,
na
qual
iam
29
ecclesiaslicos
e
umas
30
cru
zes,
e
recolhida
esta
cantou-se
o
Te-
Deitm.
O
referido
parocho
offereceti
um
jan
tar
a
cerca
de
90
pessoas^
e
depois
um
outro
a
uns
70
pobres,
tudo
para
com-
memorar
aquelle
feliz
anniversario.
A
’
noite
illuminaram-se
todas
as
casas
da
freguezia, queimando-se
muito
fogo
do
ar
e
prezo,
e
locando
durante
muito
tem
po
uma
banda
de musica.
Em
todo o
dia
reinou
sempre
o
maior
enlhusiasmo
e
ju
bilo.
Todo
o
povo
da
freguezia,
sem
exce-
pção
d’
uma
só
pessoa, não se poupou a
nenhuns
exforços
para
tornar
brilhante
es
ta
festividade
O
Fontiíiee da paaiba.—O
Cardeal
Mastai,
(hoje
Pio IX), saindo de Imola
pas
ra o
conclave,
parou
n
’
uina
cidade
da-
Marcas,
onde
grande
multidão
de
povo
concorreu
a vêl-o.
N’esle tempo uma
pom-
ba
branca
atravèssando
o
ar
parou
de
re
pente,
e
pousou
sobre
a
carruagem.
A
’
vista
d
’
este
acontecimento todo
o
povo
bateu
as
palmas,
as
demonstrações
de
en-
thusiasmo
foram
geraes, e
todos
gritavam:
Viva!
Viva!
Elle será
Papa!
Pouco
depois
alguns
diligenciaram
espantar
de sobre
a
carruagem
a
pomba;
mas
sem
resultado,
ella
ficou
iramovel.
Restava-lhes
recorrer
á
violência,
e
assim
aconteceu:
lançam
mão
d’
um
junco
dTtalia,
e
com
elle
co
meçaram
a
enxotar
a
pomba.
Ella
porém,
voando
por
aigum tempo,
tornou
a
pousar
sobre
a
carruagem.
Então o
enlhusiasmo
do
povo
chegou
ao
maior
excesso
repe
lindo
em
altas
vozes:
Viva!
Viva! Elle
será
Papa.
Entretanto
os
cavallos
estavam
jungi-
.
dos.
os postilhões
promptos.
A
carruagem
parle;
e
entre
as
acclamações do
povo,
o
estrondo
das
rodas,
o
rinchar
dos
cavallos,
e
o estalar
do
chicote,
a
pomba
perma
nece
immovel e
dá mostras
de
acompa
nhar
para
Roma
o
novo
Papa.
Assim acon
teceu.
O
povo
seguiu
a
carruagem
até
as
portas
de
Roma,
e aqui,
á vista
de
todos,
e
entre
applausos
excessivos,
a pomba
vôa
e
vae
pousar
sobre
a
porta da
prisão,
on
de
estavam
delidos
alguns
prezos
p diti-
cos.
Poucos
dias
dep<is
a
eleição
do
Car
deal
Mastai,
e a amnistia
mostraram
a
to
dos
os
espectadores
d’
esta
scena, que
Pio
IX
era na
realidade
o
Pontifice
da
pomba.
Isamberí Brunel. — A
Inglaterra
vae
erigir
uma
estatua
a
Isambert
Brunel,
que
perfurou
o
lunel
no
rio
lamisa.
E
’
em
Londres
á
borda
do
grande
rio,
debaixo
do
qual
elle
fez
esta
obra
gigan
tesca,
que
se
vae
coilocar
a
efligie
do
celebre
engenheiro.
Brunel
nasceu
em
Hac-
queville
no
departamento
de
L
’Eure
em
1769.
Emigrou
durante a
revolução,
fez-se
engenheiro
na
America e
lez
e
canal
de
Albany
e
construiu
o
lheatro
de
Nova-
York.
Veio
a
Londres
em
1797
e
ahi
se ficou.
Era
um
espirito
extraordinariamente
fe
cundo
e
atrevido.
Entre
outras
invenções
imaginou
uma
machina
para
fabricar
as
roldanas
em
madeira
para
a marinha.
dos dentes
a
senhora
para
quem
era
a
visita.
Na
sahida,
dirige-se
a
menina
á
su
mãi
e
diz-lhe
assim;
—
Quem
está
bem
é a mamã!
—
Porque,
minha
filha?
—
Porque?
porque
se
lhe
doerem,
ti
ra-os
logo,
até
passar
a
dôr.
Eram
postiços.
Bi«p
O de
iVantes.—
Morreu
na
ma
nhã
do
dia
9
Mgr
Felix
Fournier,
nas
cido
em
Nantes
em
2
de
maio
de
1803;
fôra
cura
d
’
uma
das
parochias
d
’
esta ci
dade
cuja
séde
episcopal
occupava
desde
10
de maio
de
1870.
Acompanhara
a Roma
um grupo
de
peregrinos
bretões.
i*
oníe
gigantese»,
—
Acaba
de
se
construir
perto
de
Dundee
(Escossia) uma
será
a
mais
que
existem
Lançada
so-
ponte
gigantesca,
que
comprida
de
tolas
as
aclualmente
na
Europa,
bre
o
rio
Tay,
na sua
embocadura,
é
des
tinada
a
ligar
Tay-Port
a
Broughty-Ferry.
Sabe-se
que
os
trens
indo
d
’
Edimbourg a
Aberdeen
param
em
Tay-Port;
os
viajan
tes
são
obrigados
a
atravessar
n’
uma
barca
o
golfo de
Tay para
retomar
a
railway
em
Broughly.
O
Dundee
Aduirtiser
antiun-
cia
que
os emprenhendores
se
obrigaram
a
terminar
seu
trabalho
e
a
entregal-o
á
Companhia
do Norte
no
dia 15
de
setem
bro
proximo.
N
’
esta
data
os
trens
do
ca
minho
de
ferro
atravessarão
o
largo gol
fo
que
separa
os condados
de
Forfar
e
de Fiíe.
ÃfiBÃDECIMElfTOS
Os abaixo
assignados
profun
lamente
reconhecidos
para
com
lodos
os
illrn.
03
e
exm.°s
snrs.
e
snr.as
que
não
só
se
di
gnaram
cumprimental-os
em
sua
casa,
como
lhes
fizeram
a
honra
de assistir
aos
ofíicios
de corpo
presente,
que tiveram
logar
na
capella
de
Nossa
Senhora
Bran
ca,
no
dia
18
do
corrente,
por
alim
de
sua sempre
chorada
esposa
e
cunhada,
D.
Rosa Esteves
da
Silva,
e
assim
acom
panharam
os
seus restos
raortaes ao ce
mitério,
veem
por
este meio, emquanto
o
não
pódem
fazer
pessoalmente,
protestar
a
todos
a
sua
eterna
gratidão,
mui
par
ticularmente
aos
dignos
presidente
e
ve
readores,
secretario,
e
empregados
da ca
mara
municipal
d
’
esta
formosa
cidale,
e
aos
membros
da
imprensa
periódica
que
tantas
provas
de
consideração lhes
dis—
jensaram.
Braga,
S.
Victor,
21
de
junho
de
1877.
Custodio José
Rodrigues
Bahia
(341;
Antonio
José
Rodrigues Bahia.
ANNUNCIOS
Asylo de D.
Pedro V.
Para
cumprimento
do artigo 53.°
dos
Estatutos
do
Asylo dTnfancia
Desvalida;
de
D.
Pedro V,
se
faz
publico
que
no
dia
29
do
corrente,
desde
a
1 hora
da
tar
de.
se
achará aberto
ao publico
o
mesmo
Asylo.
Braga
23
de
junho de
1877.
O
secretario,
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(340)
Vendem-se
doas
moradas
de
casas
sitas
uma
na
rua
de
S.
Victor
desi
gnada
com
o
n.°
1
ei
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com o n.®
11
e
11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na.
rua
de S.
Sebastião,
na
casa
n.®
25.
(324)
rua
da
Sé,
entre
n.®
na
de
Santo
Antonio
das
15
e
17,
com
frente!
rua
n.°
Alugam-se
as
seguintes
moradas
de
casas,
parle
promplas
e
parte
para
o
pro
ximo S.
Miguel
:
Uma
morada
;
15
e
18.
Uma
dita
na
i
Traveças,
entre
i
para
a
nova
rua
que
sae para
as
Carva
lheiras,
designado por
Couto
do
Arvoredo.,
Uma
dita
contígua
entre
n.°
16
e
18.
também
com frente
para
a
mesma
Rui
Nova,
antigo
Couto
do
Arvoredo.
Uma
dita
na
Rua
Nova
do
mesma
Couto
do
Arvoredo;
a
construcção a
Ana
lisar.
Podem
ser
vistas
a
qualquer
hora,
e
trata-se
com João
da
Costa
Palmeira.
Vende-se
uma porção
de
traves,
que
se
acham
depositadas
junto
ao passal
de
S. Pedro de
Maximinos.
Trata-se
com
José
A.
Soares
d
’
Araujo,
rua
da
Boa-Vista,
n.°
24.
(33i)
O
LIVRO
DE
S.
GYPRIANO
Com
uma
gravura
representando
um
grande
milagre
feito
pelo mesmo
Santo.
Remelte-se
pelo
correio
a quem
enviar
COO
rs.
em
estampilhas;
carta
a
A. M.
Fonseca.—
Bomjardim,
585,
Porto.
(321)
ÉDITOS
DE
IO DIAS
Pelo juiso
de
direito d
’esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
de
Pessa,
correm
éditos
de
10
dias
a
citar
e
chamar
todos
os cre
dores,
herdeiros,
ou
representantes
da
executada
Maria
das
Angustias,
da
rua
do
Farto
d
’
esta
mesma, para
que
no
praso
de
10
dias,
a
contar
do
findamenlo
dos
edi
tes
e
annuncios,
venham
deduzir
seu
di
reito
á
quantia
de
58$155
rs.,
resto
do
acções
á exe-
penho-
o
exe-
da
rua
producto
de
dividendos
de
quatro
do Banco
do
Minho,
pertencentes
cutada,
dividendos
que se
acham
rados,
na
execução
que
lhe
move
quente
Plácido
José
dos
Santos,
dos
Capellistas
d
’esta
cidade,
sob
pena de
se
passar
mandado
de
levantamento a
fa
tor
do
exequente,
quando
não
compare
çam
dentro
do dito
praso.
Braga
21
de
junho
de
1877.
O
Escrivão,
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
<337)
Verifiquei
a
exactidão,
Correia
Leal.
CAIXEIRO
OÍTerece-se
um
com
4
annos
de
pra
tica
de
mercearia
n
’
esta
cidade;
achan
do-se
desarrumado
pertende
achar
arru
mação,
e
dá
garantia
pela
sua
conducta.
No
escriplorio
da
administração
d
’
este
jornal
se
dão
informações.
(334)
Rua
dos Capellistas, n.°
22
e
22
A
Grande
saldo
de
chitas largas
francezas,
a
90
e
100
reis
o
covado,
e
em
precal
120
rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã
e
seda
a
200
rs.
o
covado.
Riscados
de linho
e
algodão
e
fazendas
de
lã
para
vestidos,
de
130
a 200
rs. o
covado.
Um
variado
sortimento de
lençaria
de
seda admascados
modernos,
de
750
a 1$200,
e
outras
fazendas,
que
vende
pelo
preço
mais
barato,
sem
competidor.
(336)
Noções de civilidade
Cu
regras
e
preceitos
indispensáveis
aos
me
ninos
e
adultos
que
desejarem
ser
educa
dos
moral,
civil
erehgiosamente
e
bemquis-
tos
na
sociedade—
\wv
A.
A.
L.
1.
volume,
preço
200
rs.
Vende-se
no
Porto,
na
livraria
de
João
E.
da
Cruz Cou
tinho,
editor,
rua
do
Almada,
15
e
17.
Banco Commercial
de Braga
Soeietlude
anonyiua de responsa
bilidade
limitada
São convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
Commercial
de
Braga
para
se
reu
nirem
em
assembleia
geral no
dia
1
1
Me
julho
proximo,
pelas
11
horas
da
manhã,
afim
de procederem
á
eleição
do
Vice-pre-
sidente
da
meza, por
ter
resignado
este
cargo
o
que
ultimamente
foi
eleito
em
as
sembleia
geral
de
10
de
janeiro
d’
este
an
no
;
e
para deliberarem
ao
mesmo
tempo
se
convém
que
a
Direcção
do
banco
en
tre
em
concordata
com
aquelles
de
seus
devedores,
cujas
circomstaucias
lhes
não
permillem
solver
integralmente
os
seus
de
litos.
Braga
11
de
junho
de 1877.
O
Presidente
da
meza
de
assembleia
geral,
Francisco
de
Campes
d
’
Azevedo
Soares.
A
Junta
de
Parochia
de
S. Cláudio
de
Curvos,
concelho
d
’Espozende,
tendo
de
collocar
dous
altares
novos
na
sua
Egre
ja,
vende
os
velhos. Quem
os pertender
j)óde
dirigir
se
á
mesma.
(338)
A
SCIENCI.A
Dl
CTVIIA9AÇÍ®
POR
D.
João
Maria
Pereira d'Amaral
e Pimentel
bispo
d
’
angra
.
Um
grosso
volume
—
1$000
rs.
A
’ venda
na Livraria
Chardron,
Porto
e
Braga.
M
m
o
o
CC
cc
a>
tN
MMMM
E
G
a
«crs
S
8 g
t»
ac.
AS1XO »L D. PEDDO V
cZ
S
2
G
tt
O
Secretario,
Sa3
8
£
s
8
o
ICO
a
»
a
s
a
9
&
R
9
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h
«
O
i
(333)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
fe “-s-r
L
****
g
V,
---
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2
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s
a
3
P3
a>
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e
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a
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CL 8
§
e
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’
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«
PQ
o
o
s
23
s
CC
a
E
o
&
®
*»
a
o
só
ÇJ
§
5
DINHEIRO
A
JURO
No
Deposito
Geral,
no
campo
de
SanfAn-
na,
ha
para
mutuar
a
juro,
mediante
hy-
polheca, quantia
próxima
a
400$"00
reis,
e
mais
100^000
reis
em
separado.
Dirigir-se
a
Bernardino
d
’
Araujo
Car
valho
Reis,
rua
de
S.
Victor.
(332)
©
THESOURO ARTISTA
Ou
collecção
de Receitas
para
preparar
Untas
a
oleo,
verniz
e
tempera,
etc.
Compilado
de
vários
aulhores,
por
«Sneé
Alves Corrêa
Teixeira
Sant’ Anna.
1
volume
—
Preço
300
rs.
Vende-se
.
na
livraria
de
João
E.
da
Cruz
Coutinho,
editor,
rua
do
Almada,
15 e
17,
Porto.
de
com
com
VENDA
R3 CASAS
Uma
na
rua do
Çharqueiro
àndar
e
quintal,
n,°
4.
Duas
terreas,
n."
s
7
e
8,
quintal, na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo
Quem
as
pertender
traia
se
com
a
Ge
rencia
do
Banco
do
Minho. (263)
Loja de
Barbeiro
Passa
se
uma
com
todas
as
pertenças
e
commodidades,
e
quem
a
pretender
di
rija-se
á
rua
do
Carvalhal, n.®
51.
(339)
I
*
reeig»-se
cie
um
easeiro
para
uma
quinta,
5
kilometros
distante
d
’esta
cidade,
que tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima; ou então,
dous caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um. para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio. Quem
estiver
nes
tas
circumstancias
falle com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
ARTE D AGKADAR
Estudos
de
hygiene,
de
gosto
e
toucador,
dedicados
ás
mulheres
bonitas
de
todos
os
paizes do
mundo,
por
Ernesto
Eey-
dean
—
Vertida
do
francez
e
acrescen
tada
com
um
appendice,
por
A.
A.
Leal.
1
volume—Preço
250. Vende-se
no
Por
to,
na
livraria
de
João
E. da
Cruz
Coutinho,
editor,
rua
do
Almada,
15
e
17.
A
Direcção
do
Asylo
de
D.
Pedro
V
faz publico
que
no
1.®
de
julho
proximo,
pelas
12 huras da manhã,
se
ha
de
pro
ceder
n
’
uma
das
salas
do
mesmo
asylo, ao
arrendamento
a quem
mais
der,
da
cerca
do
extincto
convento
da
Penha,
devendo
os
pretendentes
apresentar
no
acto
(iador
idoneo,
que
se
responsabilise
pela
pontua
lidade
dos
pagamentos.
Braga,
Secretaria
do
Asylo
d
’
Iufancia
Desvalida
de
D.
Pedro V, 20
de
junho
de
1877.
COLLEGIO
INGLEZ
,
DO
Sagrado
Coração <Ie Yluria Virgem
Immaeulnda
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação, tanto de
Braga
como
das
localidades adjacentes,
ha cin
co annos
se
leem
dignado fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas internas,
semi-internas
e
exter
nas
sob
a direcção
de sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou o
ex.
mo
snr. Juiz
de
Direito, o qual
já
funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos podem
derigir-se
a
Braga
a
snr/1 D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.®
João
Re-
bello
Cardozo de
Menezes,
ao Rev.®
João
Pe
dro
Ferreira Airoza,
e
a
José
Maria
Dias da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
Aluga-se
desde
já.
a uina
familia
de
cente,
com
commodos
para
8
pessoas,
o
casa
reconstruída
de
novo
Pedro V,
n.°
27.
Do
dito
o
que
ha
de
mais
bcllo
e
2.°
andar
da
na
rua
de
D.
andar
gosa-se
pittoresco
em
volta
de Braga. Tem
entra
da independente
do
resto
*
do
edilicio,
e
agoa
de
bica.
A
tratar
a toda
a
hora
na
dita
casa.
(3G6)
MUITA ATTENÇÁO
Deposito.
de biscoitos de Valoiiyc
1
—
LARGO
DA
LAPA
—1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas, per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
D
340
Tosta
azeda
D
190
(2H)
Corògraphia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio da
administra
ção
d
’este jornal e
na
rua
Nova
n.®
5.
Preço,
3
volumes. ....
1$500.
fiSCQLA
AM
EItíCANA.
Consultorio
a
toda a
hora, tanto de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
GRANDE
DEPeSITO
DE
MACHINAS DE
COSTURA
No
campo de D. Euiz I, n.® 1
A. R.
RIBEIRO
BRAGA
!!
Grande
facilidade
de pagamentos!!
Vendas
em
prestações
de
400 rs.
UM
ANNO
DE PRASO
Sem
augmenlo
algum
nos
preços,
ou
10
por
cento
de
abatimento
de prompto
pagamento
Ensino
grátis
(ainda
que
seja
desviado
d
’esta
cidade
6
léguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para,
famílias cos
tureiras,
alfaiates e
sapateiros.
Do
seu
estabelecimento
não
sae
machina
nenhu
ma
sem
que
seja
examinada;
podendo
as
sim
afiançar
ao
respeitável
publico
o
ex
cedente
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
acima
fica
dito
aasta
dizer-se
que
ha
3
annos
tem
depo
sito, e
ainda
não
lhe
veio
nenhuma
ma
china
regeitada,
devido
isto
á
boa
esco-
ha como
póde
confirmar
grande
numero
de familias
e
induslriaes.
No
mesmo
deposito
se
vendem
algo
dões,
retroz,
agulhas
e
oleo,
etc.
IVlHcbiitas
silenciosas.
CIHIJKCIIû
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz tudo
quanto diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
EIÇÔES
DA
E.INSKJ.A
ER&NCEZA
Um
professor
com longa
pratica
de en
sino,
oflerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar
grammalicalmenle
em
sua
casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da
lingua
fran-
ceza
comprehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
I.ECCIONAÇÃO
Nas
Palhotas,
n.°
1,
lecciona-se
In-
strucção Primaria e
Francez,
por
preços
rasoaveis.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
-18
’7.
Parte de Comércio do Minho (O)
