comerciominho_26071877_667.xml
- conteúdo
-
RELIGIOSA
BS
NOTICIOSA.
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.°
ANNO
Braga,
12
mczes
..............................
1&600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
.........................
2&000
»
6
»
.........................
I$0o0
»
sendo duas
assignaturas
3&600
Rrazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...............................
10
N.» 667
-QUIIVTA-FEIKA86 DE
JULHO
DE
Í89 9
A
*
KedaeçSo do
aCoininerrio do
Minho».
Londres,
18
de
Julho,
1877.
Ahi
vai
a
continuação da
interessante
e
mui
notável
relação
dada
no
Times
por
seu
habil
correspondente
em
Roma,
das
diversas
peregrinações.
A
ausência
tem
porária do meu
copista,
e
a
longura
da
relação,
fazem
que
vá
esta
copia
um
pou
co
tarde;
mas o
valor
destes
tactos
é
per
manente,
e
por
isso
não
perde
com
essa
tardança.
Ainda fica
para
amanhã
ou
depois
o
resto
desta
longa
carta
para
o
Apostolo,
e
ainda
terei
de
mandar
outra
ou
duas,
hem
que não
tão
longas,
para
concluir
a
relação
das peregrinações
até
o
dia
3 do
Jubileu
Episcopal
do Pontilice;
que
de
certo ninguém ao
principio
imaginou
ha
via
de
vir
a
excitar
um tal
interesse
e
movimento
no
mundo
Catholico,
e
mesmo
não
Catholico.
Não deixam de
ser
b-m
notáveis
as
palavras
do
Pontilice
a
Lord Deubigh,
onde
diz,
que
a
Inglaterra,
paiz
protes
tante,
é
onde
os
Calholicos
gosam
de
mais
liberdade—
na
Europa
assim
é,
pelo
menos
é
onde
hoje
mais
prosperam.
Vejo
nos
papeis
Portuguezes
a
grande
Lulha
que
fazem
com
a
expedição
explo
radora
á
África.
^Quando lornarám
os
Por
tuguezes
a
ser
Portuguezes,
e
deixaram
de
ser
macacos
e
plagiários
dos
estran
geiros—menos
no
qne
é sensato
e
ver
dadeiramente
util
?
No
meu
entender a
tal exploração
d
’
Africa,
hade
vir
a
se
achar
muito
parenta da
tola
encommenda
aqui
dos
couraçados inuléis—
salvo
para
os con-
slructores
Inglezes,
e
mais
alguém que
nisso
ganhou
á
custa
de
Portugal.
Se
D.
Pedro
e
seus flibusteiros
não
tivessem
barbaramente
destruído
a
ohra
que
eu
ti
nha
iniciado,
e
promovido para
a
civilisa-
ção
da
nossa
África,
desta
estivéramos
hoje
senhores
na
melhor
parte.
Não
quiz
a snr.
a
Maçonaria.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Documento
commemorativo
da
Pe
regrinação
a
Roma,
dado
a
cada
pere
grino
por
determinação
do
Santo
Padre.
II.
—
Liberdade
religiosa
na
Turquia
para
os
Christãos.
III.
—
Interessante
e significativa
entre
vista
de
Lord
Derbygh
com
o
Papa.
IV.
—
Documento importante,
mostrando
os
progressos
e
desafogo
do Calholicismo
na
Inglaterra,
com relação
ás
Ordens Reli
giosas
sobre
tudo.
V.
—
S.
M.
L
Brazileira
esperado
á
missa do
S.
João (Domingo)
na
Capella
Franceza.
VI.
—
Recepção
interessante
por
Sua
Santidade,
da
Peregrinação
dos
Zoa
vos
Pon
tifícios.--Ditas
de
Peregrinações
Austríaca,
e Snissa.
ML—Presente
e
Carta
de Mac
Mahon
a
Sua
Santidade.
VIII.
—Nova
ameaça
Prussiana
aos
Bis
pos
Allemães.—
O
Governo
de
Madrid que
rendo
que
o
Papa
dicte
política
ao Clero
de
Hispanha.
IX.
—
O
Vaticano
e
a
Rússia,
a
res
peito
da
Polonia.—A
Peregrinação
Porlu-
gueza.
X.
—
Carta
de
Victor
Manoel
ao
Papa,
e
resposta
de
Sua
Santidade.
L—
O
Weekly
Begister
recebeu
e
pu
blica
no
dia
1G
do corrente
a
seguinte
muito
interessante discripção
e
noticia
de
um
documento
commemorativo
das
pere
grinações
a Roma,
officialmente
expediJo
na
forma
de
diploma
ou
cerliíieado,
en
tregue
na
sacristia
da
Basiiica
do
Vaticano
a
cada
peregrino
pelos
chefes
das
diversas
companhias.
-Foi
suggerida
pelo
Santo
Padre
mesmo
a
ideia
de
ser
este
documento
gratuita
mente
distribuído
aos
peregrinos
como
recordação
duradoura
de
sua
visita
ao
tu
mulo
dos
Apostoles.
E
o
Arcipreste
da
Basílica
Vaticana, o
Cardeal
Borromeo.
fez
desenhar
o
documento
do
modo
seguinte:
—
«Nos
4
cantos
as 4
Basílicas de
Roma.
No
alto
é
representado o
Espirlo
Santo
no symbolo de
uma
pomba. e
abaixo
uma
faxa
sustentando
de
um
lado
o
calix e
as
espigas
de
trigo,
imagem
da
Adorável Eu
charistia,
e também o
monogramtna.
«P.»
com
a
palma e
louro;
e
do
outro
lado
um
missal e
a eslola,
como
symbolo
do
sacerdócio,
assim como uma
corôa
de
rosas
e
lirios
symbolicos
das
virgens
e
confes
sores.
«Ao
longo
da
faxa
ou
feita
está
in-
scripto
o
segundo
verso
do
segundo
capi
tulo
dTsaias: Mores
domus
Domini
in
ver-
lice
monlium
fluent
ad
eum
omnes
gentes
Ao
lado esquerdo do
diploma
está
em
um
nicho
a
efligie
de
S.
Pedro, e á
direita
a de
S.
Paulo.
Abaixo
vè
se
a
Cadeira
de
S.
Pedro, Calhedra
verilatis
cenlrum
unilalis.
Do
lado
esquerdo disto,
atados
com
uma
fita,
estam
o
bordão
de
pere
grino,
a
sácula,
a
cabacinha,
assim
como
a
cruz
e
o
báculo
pastoral.
«A’
direita
vê-se
o bordão
de
pere
grino
levado
por
uma
mulher,
e
adornado
com
o
Coração
de Jesus
e
uma
cruz
de
Santo
André.
Esta
fita
inferior
leva
a
inscripção:
—
Teslimonialis
peregr
inai
unis
ad
sepulcram
Aposlulorum.
«Abaixo
da
Pomba
está
a tiara
com
as
chaves
e
a
devisa:
Non
deficiul
fides
lua.
Eis
aqui agora a
traducção
de
um
destes
diplomas em
seu
texto:
—
«Eduardo,
diácono,
com
o
titulo
de
S.
Victor
e Modesto
da
Santa
Igreja
Romana, Cardeal
Borromeo,
Arcipreste
da
santíssima
e
patriarchal
Basílica
do
Vaticano.
No
trigésimo
primeiro
anno
do
Pontificado do
Nosso
Santíssimo Padre
Pio
IX.
e
no
quinquagésimo
anniversario
do
seu episcopado,
a
todos
os
que
leiam
as
presentes
letras
fazemos
saber
e
altesta-
mos
que
[Fulano,
ou
Fula
na]
para
cor
roborar
sua
fé
calholica
e
devoção
para
com
a
Santa Sé,
fez
a peregrinação
ao
Sepulchro
dos
Apostolos,
e
que recebeu
devolamente
o
Santíssimo
Sacramento
para
ganhar
a
indulgência:
e
para
que
sempre
se recorde desta
peregrinação,
lhe
damos
a
presente
com o
nosso sello.—
Roma,
na
Sacristia
da
Basílica
do
Vati
cano».
A.
R SARAIVA.
(Conlinúa)
bastão
que
lhe
servia
de
apoio,
para
des
envencilhar-se
da
turba
faminta
e
já
es
peculadora.
Temos
agora
também
um titular
não
alquebrado
e
trôpego,
antes
mui
lêzo
e
empavesado,
que
se
vê
nas
mesmas
có
licas
de perseguição por famintos
e
es
faimados.
Antes
que
o
não
queira
dizer,
os
leitores
já
estão
advinhando
que
este
titular
é
o
mr.
marquez
u’Avila
e
Bola-
ma,
chefe
do
actual
governo.
Os
famintos
do
snr.
de Bolama
são
de outra
especie;
mas
não
menos
impor
tunos,
arrojados
e
especuladores, porque,
começaram
po-
zombaias
bajuladoras
e
salamaleks
á vistosa
pessoa
do
snr.
mar
quez,
e
vão
acabando
por
o descompor,
visto
como
o
snr.
marquez
ainda
que
des
pejasse
os
bolsos,
as burras
do
estado
e
de
lodos os
estabelecimentos
de
que
é
presidente
ou
direclor,
e
mesmo
que
des-
aiivellasse
e
pozesse
em
almoeda
o
seu
famoso medalheiro
e
o
celebre
cache-nez,
não
havia
meio
de
fartar
tão
grande
car
dume
de
esfaimados,
dos
quaes
se
oão
verá
livre,
a
menos
que,
á semelhança
d
aquelle
outro
titular,
não
tome
o
expe-
diante
do
bastão,
ou
outro qualquer.
Ora,
este
especlaculo
que
ahi
vemos
tem
uma
simples
vantagem;
que
é
mos
trar
aos
que
não redemoinham
em
torno
da
impavida
figura
do
snr.
marquez,
quaes
são
as
bellezas
do
sistema,
e
que
bem
andam
em
tanto
azafamar
pelo
lustre
dos
festejos para
commemorar
a
data
do
seu
inicio.
Não sei
que
cegueira
é
esta
dos
chamados
independentes
que não
sentem
o
crepitar
d’
esles
fogos
fátuos,
o mephi-
lismo
d
’este
estado
de
coisas,
para o re-
geitareiu
em
vez
de
o appiaudirem,
e
cooperarem
para
o
maior
brilho
das
fes
tanças
desastradas,
que vão
augmentando
o
proselitismo
pela asnei
a
e
miséria.
—
Já
sabem
os nossos
leitores,
que
por
uma
maioria
considerável
foi
vencida
na
eleição
camararia
d
’esta capital
a
lista
dos
enlerra-cães;
não
foi
que
estes
e
os
ami-
goles
deixassem
de empregar
as
tricas
e
a
veniaga, que
o
bom
systema
soe
empre
gar
nestas
luclas
de
desdouro;
porém
o
aovo
d’
esta
vez
soube
responder,
que
ain
da
não
está
disposto
para
o democralismo
vermelho,
que
os
especuladores
ignóbeis
lhe
querem
insuflar;
para
que,
erguidos
pelo
poder
dos
princípios
nefastos
que
apregoam,
cheguem
á
penumbra
do
que
ha de
mais
dissolvente
e
anarchico.
Se
a
camara
eleita não
está
ainda
á
altura
do
que
deva
ser
o município
da
capital
d’
um
reino
catholico,
que
a isso
se
oppõem
os
princípios
de liberalismo
de
seus
mem
bros;
todavia
a
moderação d
’
esles
faz
crer
que
não
larão
as
tropelias
e
iilegalidades,
que
praticaram
os
vereadores
transados,
com
manifesto ataque
á
moral
e
ás
cren
ças
religiosas
dos
munícipes.
—
Vae
grande
azaiama
nos
arraiaes
li-
berangas
para
lestejar o 44.°
anniversario
ua
entrada
nesta
capital,
do
exercito cha
mado
liberal;
—
é
lesta
baltiiasarina
e
pir
raceira
que
os
liberorios
fazem
para
en
cobrir
as
mazelas
do
systema
de governo
que
veio
implantar
o
tal
exercito,
que
de
liberal
só linha
ler
a
liberdade
de
praticar
as
patifarias,
pelas
quaes
—
ou
foram
expul
sos
de seus
paizes,
ou
prolugos
de
pre
sigangas
e
grilhetas.
Ora
pois,
festejem,
festejem,
—
que
nem
isso
lhe
valerá quan
do
chegar
a
hora
da
expiação.
M.
Í4»b«a,
8® de
julho de
189 9.
(Do nosso correspondente!.
Morreu ha
tempos nesta
capital
uma
bondosa
creatura
—
velho
titular,
homem
caridoso
e
esmoler,
que,
ao
caminhar
por
as
ruas
alquebrado
e
trôpego
pela
doença
e
velhice,
era
assaltado
por
uma
infini
dade
de
pobres
c famintos,
por
quem
dis
tribuía
de boa
mente
o
seu
dinheiro;
e
quando despejava
os
bolsos,
o
que
fre
quentes
vezes acontecia,
levava
ás
taver
nas,
e
abonava
mantimentos,
áquelles
para
quem
não
chegava
o dinheiro;
por
fim
ainda
assaltado
e
perseguido,
encolerisa-
va-se
e
grilava,
valendo-se muita vez do
Egreja»,
do
dr.
J.
Alzog.
Com
este
fascí
culo
dá-se
principio
ao
2
°
volume,
na fren
te
do
qual
lèmos
a
seguinte
Provisão
do
exem.
9
e
revm.°
snr.
bispo
de
Bragança
e
Miranda:
Acha-se
concluído
o
1.°
volume
da
«Historia
Universal
da
Egreja».
escripta
pelo
dr. João
Alzog, professor
da
Univer
sidade
de
Fnburgo,
posta
em
linguagem
pelo
snr.
José
Antonio
de
Freitas,
revis
ta
pelo muito
reverendo
dr. snr.
José
Fer
reira
Garcia
Diniz,
e
editada
pela
empre-
za
«Bibliolheca Luso-Brasileira».
Havíamos sido
consultado
previamente,
por
benevolencia
do snr.
editor,
ácerca
da
empreza
a
que
se
propunha
;
e na
serie
de
obras
de
sciencias
ecclesiasticas,
es
colhidas
para
editarem
linguagem
verná
cula,
avultou
quanto
a
Nós
em
mérito,
tanto
pela
matéria
como
pe
lo
escriptor,
aquella,
que
foi
preferida
para
estreia.
A
sciencia religiosa
catholica,
buseada
na
Doutrina
da
Revelação
Positiva,
estri
ba-se,
em
ordem
aos
nossos
conhecimen
tos,
na
historia;
e
domina
a
convicção
pe
lo
caracter
scienliíico
e
critico,
de
que
a
encontramos revestida,
sempre
que,
me
diante
estes
dois elementos, seja
ella
es
tudada.
Nas
Sagradas
Escripluras
avultam
os
livros
puramenle
históricos;
e
dão
elles
os
fundamentos
a
lodos os
outros
:
n
’
el-
les
prendem os legaes
;
a
elles alludem
os
sapienciaes,
e
os
prophelicos: e
em mui
tos
traços
d’elles
é
a
histoiia
o
seu obje-
cio
immediato.
O
Exodo
e
o
Deuterono-
mio
são
igualmente
legaes
e
históricos
:
os
Psalmos.
nos elevados
transportis
da
alma
com
o
Senhor
Deus
de
Isiael,
en
leiam
no
metro extático
a
resenha
mais
copiosa
de
factos
:
Isaias
até
o
começo
do
capitulo
L
é
uma
fonte
de
historia,
t
em
como
de
previsões inspiradas; e
mesmo
d
’aquelle
capitulo
em
diante,
assumindo
o
Propheta
em
toda
a
força
da inspiração o
caracter
anlicipado
de
Evangelista,
não
perde
de
vista
entre
as
suas alegorias
as
referencias
á
historia.
Hieremias
foi
o
historiador
de Judá
nos
dias
das
luclas
tinaes,
e
nas
lagri
mas
de
Jerusalem
captiva
:
Baruch
seguiu
Hieremias,
seu
mestre
: Ezechiel,
todo apo-
calyplico,
não
é menos
hisiorico
nas
suas
referencias,
e
até
na
transmissão
de
fa
ctos.
O
Livro
de Daniel
é
litteralmente
a
historia
de
importantes episodios
dos
reinados
de
Nabuchodonosor, Balthasar e
Darío.
Nos
prophetas,
chamados
menores,
nar
rações
e
referencias
históricas
avultam.
Os
livros
sapienciaes
á
hisloria
se re
portam.
A
Sapiência
e
o
Ecclesiastico te
cem
narrativas
do passado, tanto como
dão
os
documentos
moraes
e
scientificos
ao
espirito.
A
hisloria
evangélica
faz
o
núcleo
do
Antigo
e do A’
ot>o
Testamento:
são
os
qua
tro
Evangelhos
os
livros
mais
importantes
da
Sagrada
Escriptura:
e
nas
Epistolas
dos
Apostolos
os
traços
históricos
tomam im
portantíssima
parle. Até
o
Apocalipse,
essencialmente
alegorico,
encerrra
vários
dados,
que
elucidam
os
primitivos
dias
da
Egreja.
Está
firmada
a
Egreja
sobre
a
aiicto-
rida
le
da
sua
hisloria
;
e
da historia,
que
vae
decorrendo
d
’ella,
resulta-lhe
ioda
a
força
para
suslentar-se,
a despeito
da ca-
viliaçào,
ou da
ignorância,
de
seus
detra-
ctores.
Logo
que
em
seu seio
alguma
dissen-
ção
occorre.
a
historia
é
sempre
o
mais
vantajoso
meio,
empregregado
para conci
liar
as
opiniões
por modo
terminante.
Se
doutrinas
estranhas
pretendi,
m
in-
Historia SJoiversai
da Egreja, pelo
«ir.
Aiieojj.
Da
Bibliolhcca
Calholica
recebemos
o
fascículo
6.°
da
«Historia
Universal
da
troduzir-se,
é
pela
historia
que
a
Egreja
lhes oppõe
o
Ni/til innovetur.
Quando
os
estudos
ecclesiasticos,
mais
applicados á
jurisprudência,
e
á
dialeclica,
por
assim
o
pedirem
as
condições da
so
ciedade,
que alliciavam então
todas
as
at-
tenções,
e
descuidado
foi o estudo
da
his
toria;
esta
íalta
lastimosamente
se
fez
sentir,
porque
as
innovações
do
século
XVI
acharam
como
que
desmantelado
o
reducto
mais
forte
da
sciencia
ecclesias-
lica,
e
da historia,
cujos
golpes leriam
sido
os
mais
decisivos.
A
coberto
d’
esta
lacuna
tomou
grossas
forças
a
pretendida
Reforma,
as
quaes
só tem
ido
perdendo
pelas
conquistas,
que
o
estudo
critico da
verdade
histórica
cada
dia
vae
fazendo.
—
Aquelle funesto
rebate
foi um
aviso
pa
ra
reparar
a
falta; e
reparada
desde
lo
go
f<«i.
A
’s Centúrias
de Magdburgo
res
ponderam
os
Annaes.
A-escola
critica
se-
gmu-se
a
comprovar
os
factos; a
Diplo
mática
sustentou
a audhenticidade
dos
do
cumentos
:
ramos
importantes
e
congéni
tos do
mesmo
tronco
scientiíico.
A violência
dos
combates
fez
appare-
cer
organisados
estes
auxiliadores
da
his
toria
;
e
tão
forte
a
constituiu
esta liga
ção,
que
ficou
sendo
um cerrado
muro
de bronze,
para
rebater
ataques, e
vedar
inlruzões.
D
’
este
conjuncto
procede
o
que
propria
mente
se
diz
sciencia
histórica, e
na
par
te mais
transcendente
toma
o
caracter
pu
ro
de
philosophia
da
historia.
A
sciencia,
que o
estudo
da
historia
com
a
critica applicada
produz,
e
as
lu
zes
que
dimanam
d
’
ella,
e passam,
sem
invasão
de
direitos,
a
uma
outra
esfera
contígua,
formam
o
critério
da
certeza
;
e
levam as
expansões
da
ideia,
até
onde
ella
póde
livremente,
e com
segurança
di
latar-se.
Assim
não só
o
certame
positivo
sobre
o
encontro
d’
opiniões contrarias,
mas
o
enlevo
do
espirito,
encontram seu
campo
apropriado
;
aquelle
para
estabelecer,
e tor
nar
vicloriosa,
a
verdade;
este
para
pro
duzir o
alento,
e
dar
refrigério,
quando
d
’
elle
se
ha
mister.
Quer
appareçatn
adversários a
contes
tar;
quer
o
quadro
das
adversidades op-
prima,
o
estudo
da
historia
critica
da Egre
ja fornece
os
elementos
seguros
para
re
futar
todas as
impugnações;
e
a
philoso-
phia
d
’ella
eleva
a
intelligencia,
e
alarga o
coração
:
acha-se este
maior,
do
que
to
das
as oppressões,
que o queiram
asso
berbar
;
levanta-se
aquella
acima
das
preoc-
cupações,
por mais
que
os
artifícios
pre
tendam
guindal-as.
Na sciencia
ecclesiastica
é
este
o
mais
tico
deposito:
inesgotável,
porque
as
ex
plorações
o augmentam
;
e
a
condição
dos
tempos
nunca
tem
permittido,
e
menos
em
nossos
dias
permilte,
que
ellas
sejam
descuradas.
E
posto
que
em
nossa
apreciação
(tal
vez
por
pouco
pensada,
e
falta de
luzes
e
estudo),
o
quadro,
que nos
presentes
dias se vae
desdobrando, não
nos
pareça
carregado
de
sombras,
que
seja
sobrema
neira
assustador
(pelo
menos
no
nosso
paiz
que
a
parte
iioslilisadara,
nem
pela
força,
nem
pela
tactica,
é
de
lote
para
alemorisar
;
e as
perdas.
por
defecções
iso
ladas,
uma
ou outra
vez
havidas,
quasi
não são
para
sentir
senão
pela
caridade);
entendo
comtudo
ser
da
mais importante
utilidade,
e
até
ainda
de
urgência
na
pre
sente
época,
aprofundar
entre
os
estudos
das
matérias
religiosas;
e
entre
elles
com
preferencia o
da
historia
da
Egreja,
acom
panhada de sabia
critica,
e
seguida
da
sã
philosophia,
que
d
’
este
estudo
dimana.
D’
e>ta'sorte,
na empreza de
editarem
linguagem
vernacula
as
obras
de
melhor
nota
entre
as
de
sciencias
ecclesiasticas,
muito
acertada
Nos tem parecido
a
esco
lha
de
começar
pela
«Historia
Universal
da
Egreja»,
escripta
em
lingua alleinã pe
lo
sabio
doutor,
que
professa
consmnma-
damente
o
magistério
da Universidade
de
Fribourg
en Breseau.
E’
tão
elevada a
opinião,
que
o
es
tudo
d
’esta obra
Nos
tem
feito
conceber
d
’
ella,
que não
hesitamos
confessar quan
to
a
julgamos
digna
de
ler
a
preferen
cia
a
todas
as
outras,
de
que lemos
co
nhecimento,
que sobre
esta matéria
ha
jam
etn
iguaes
dimensões
sahido
á
im
prensa.
Não é
a
obra,
a
que Nos
estamos
re
ferindo,
uma
simples
narração
acurada
dos
factos,
como
algumas
outras
são
:
é
sim
uma
scienlilica
exposição
do
estudo
com
pleto, e
da
reflectida
meditação
d’
esses
factos,
coordenados,
comparados,
aprecia
dos
desde
a sua
origem
e
razão de
ser,
c
acompanhados
com
vasto
golpe
de
vista
em
todas
as
suas
relaçJes
e consequên
cias;
e
disposta
a
sua ordem
com tanta
precisão
na pragmatica
e
chronologia,
que
revela
no
audor
elevada
transcendência
de
erudição ;
e
oíTerece
ao
estudioso
os
mais
lúcidos
elementos,
e seguros
recursos,
pa
ra
adquiririr
a
sciencia
da
historia
O pensamento
fixo,
e
uniforme,
de
de
duzir
a
razão d
’
ordem,
e
a indole
progres
siva
dos
successos
derivados
d
’
um
igual
e
unico
fundamento,
e
tendentes
a
des
dobrar
na
serie
successiva
das
occorren-
cias
a revelação da
marcha
para um
fim
accorde
com
os
princípios,
é
o
pensamen
to
que,
parando sobre
o
todo
da
obra,
baixa
a
cada
uma das
narrações
n
’
ella
des-
criptas.
Assim encontram-se
com
fiel
indica
ção ciladas
as
fontes;
e
não
só
citadas,
mas transcripto o texto
na
parte
respe-
ctivamente
fundamental:
e
as
notas, tan
to remissivas como
de
comprovação,
en
riquecem
tão
abastadamente, que
por
umas
e
outras
o leitor
estudioso
acha-?e
de
posse
das primeiras
fontes,
dos
logares
parallelos,
e das
opiniões
dos
mais
críticos
commentadores.
para
assim
poder empre
gar
a
consulta
e
a
confrontação, e
ao
mesmo
tempo
colher em
luminosos
e
in
cisivos
traços
a
doutrina
dos
Santos
Pa
dres,
a
aoctoridade
de
concílios
e
mais
legislação
ecclesiastica,
e
as
opiniões
ejui-
sos
dos
mais
celebres
escripiores,
que
a
sciencia
classifica
de
irrecusáveis.
Na
gravidade da narração não póde
ser
excedido
o
snr.
dr.
João
Alzog
:
muito
ga
nharia
a
boa
causa, se todos
o imitassem.
Não
se
encontra
em
todo
o
decurso
da
leitura
nem
um
epithelo,
nem uma
de
clamação, que
revele
preconceito:
exces
so
que
em
alguns
outros
se
encontra,
e
é
iara
censurar.
A
imparcialidade,
e
o
methodo
de
apre
ciação fria,
são
n
’
esta
obra
garantia
dos
conceitos.
A
orthodoxia
é
illibada
;
a
critica
segu
ra
;
a
fidelidade
indefeclivel
;
a
abundan-
cia
é
S: lecta
e
copiosa.
—
Em
Nosso
limi
tado
entender, não
hesitamos asseverar,
que.
se
alguém desejar
adquirir
a
sciencia
da religião,
e
da
historia
da
Egreja
Catho
lica,
por
fórma
que
o satisfaça,
nas
con
dições
correlativas
ás
necessidades
e
ten
dências estudiosas
da época
actual,
leia
e
estude
a
«Historia
Universal
da
Egreja»,
pelo snr.
dr.
João
Alzog.
A
traducção
portugueza,
que
está
sen
do
editada
é,
por
fiel
e
acurada,
digna
da
empreza, que
lhe
coube.
Em
conformidade
com
o
juiso,
que
te
mos
exposto
ácerca
da
referida
obra,
re-
commendamos
a
sua
reflectida
leitura
a
to
dos
os
Nossos
Diocesanos;
e
mui
especial
mente
ao
reverendo
Clero,
e
dignos
profes
sores
das
escolas:
e
aos
alumnos
do
Nosso
Seminário a
Propomos,
como resumido
commentario
para
o
estudo
ecclesiaslico
,
e
deter
minadamenle
para
o
da
historia.
M.
B.
—Achando
no Prefacio
dos
Edi
tores
da
traducção,
a
que
assim acabamos
de
dar
Nossa
gostosa
approvação,
refe
rencia
feita
ao
dr. Doeellingcr
juntamente
com
outros
distinctos
escriptores,
aos
quaes
ustamente cabe
o
encomio,
que lhes
é
feito,
de
serem
consolação
da
Egreja
nos
dias
difficeis
que
está
atravessando,
en
tendemos
não
ler
sido
assim
feita
aquella
referencia,
senão
a
respeito
d'algumas
pro-
ducções
scientificas do
mesmo
doutor
an
tes
da
sua
defecção,
pela
qual
elle
foi
o
latitor e
chefe
dos
dissidentes,
que
de
pois
do
Concilio
do
Vaticano
tomaram
o
irelendido
nome
de
Velhos
Cathoiicos;
não
por
fórma alguma
querendo
com-
irebender
as
opiniões
e escriptos
d
’elle de-
iois
da sua
dissidência
: é
assim
que
mui
to
anteriormente
a
ella
o
dr.
Alzog
lhe
fez
uma
igual
referencia,
como
se
lê
no
seu
prefacio
á
primeira
edição
da
«Histo
ria
Universal da
Egreja»,
onde diz
:
«Gran
demente
me
auxiliaram
lambem
as obras
mais recentes
sobre
esta matéria
;
as
sub
stanciosas publicações
de
Doellinger,
de
Rultenstock,
etc.,
etc.
Bem
certos
Nos achamos
de não
ha
verem
sido
outras
as
intenções
dos illus-
tres
editores.
Lisboa,
aos
quatro
dias
do
mez
de
maio
de
1877.
f
José
liaria,
Bispo de
Bragança
e
Mi
randa.
SAZETILHA
Para a
«Historia Universal-da
Egreja»
assigna-se
nas
livrarias
catholicas
do Por
to
e
Braga,
e
no
escriptorio
da
empreza,
rua
Formosa,
17,
1.°—
Lisboa.
B
*
rneis8<io.
—
Domingo,
29
do corren
te,
pelas
5
e meia
horas
da
tarde,
sairá
da
parochial
egreja
de
S. Lazaro
a
pro
cissão
de
Corpus
Christi,
seguindo
pela
rua
das
Aguas,
campo
de
Sanl
’Anna,
em
volta
do
cruzeiro,
largos
de
S.
Francisco,
do Castello
e
do
Barão
de
S.
Marlinho,
rua
de
8.
Marcos,
campo
dos
Bemedios
e
rua
de S.
Lazaro.
Homaria.
—
No
sahbado
e
domingo
tem
logar
a
romaria
de
Santa
Mirtha,
no
monte
da
Falperra,
d
’
onde
se
gosa
um
panorama
formosíssimo.
Costuma
ser mui
to
concorrida.
SanfAnnn.—
Festeja-se no
proximo
domingo,
em
Santa
Cruz, a
Imagem
de
Sant'Anna.
Tem
de
manhã
missa
solemne
com
Exposição, sermão,
e
procissão
de
tarde
em
volta
do
campo
dos Bemedios.
Colia^-Ao.
—
Foi
collado
na
freguezia
de
Lousado,
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
o
revd.®
dr.
Manoel
Pinto
da
Nobrega
Damos os parabéns
aos
habitadores
de
Lousado.
O
revd.0
dr.
Nobrega
é
um
ecclesias-
tico
respeitabilíssimo
pelas
suas qualidades
e
pelo
seu
irreprehensivel
theor
de
vida.
Bella escolha.
Tomem
nota os
reverendos pa-
rachou.
—
Escrevem-nos de Coura:
«Ha
em
Coura
um
clérigo que
está
tanto nas
vistas dos empregados de
S.
M.,
que tendo
cortado
algumas
arvores
em
uma
deveza
legalaria ao
mesmo
paro
cho
para concertar
a
sua
egreja
parochial,
fazendo
toda
a
despeza
á sua
custa,
aquel
les
tomaram
tres
auctos contra
elle,
os
quaes,
não
havendo
lei que
os
sanccionas-
se,
foram
mandados
archivar
no
cartorio
de Alves
da
Guerra.
Tratando-se
da
sub-
rogação
dos
passaes,
tornaram ainda a
tomar
novo
inquérito,
allegando
que o
parocho
lallára
contra
a
mesma; como
po
rém não
houvesse
pessoa
verdadeira
que
tal
podesse
jurar,
continuaram
a
ficar
de
bocca
aberta,
bem
que
a muitíssimo
seu
pesar d
’
elles.
Estes
factos
devem
ser
um aviso
aos
reverendos
parochos».
Companhia
Edificadora. —
Rece
bemos
os
Estatutos,
e
o
Relatorio
da
di
recção da Companhia
Edificadora e
In
dustiial
Bracarense,
e
parecer
do
conselho
íiscal
da
mesma.
E
promettedor
o
estado
d
’
esta
com
panhia,
que
a
esta cidade
póde
prestar
grandes
serviços
Diz-se
no
relatorio
que
no
Bairro
da
Companhia
ha
já
28
casas
edificadas,
das
quaes
só
uma
está sem inquilinos.
A fabrica
de
moagem
de
cereaes,
ser
ragem
e
carpinteria, e
fabricação
de
prego
de
arame,
está
a
concluir
a
sua
construc-
ção, achando-se já
aberta
ao
publico
a
primeira
d
’
estas
secções.
Thentro.—
'Amanhã repete-se
o
es
plendido
drama
O
Saltimbanco,
e
no
sab-
bado
Os
engeitados,
em
beneficio
dos
bombeiros
voluntários.
Revista litterarin do B
*
orto.
—
Recebemos
o
n.°
1
d’
este hebdomadario
de
litleratura,
de que
é
proprietário
o
snr.
Guerreiro
Lima,
rua
dos
Inglezes,
n.®
60,
Porto.
E’
bem redigido.
Oa
Dois Mundos.—
Com
este
titulo
vae
apparecer
brevemente
um
jornal
il-
luslrado,
para
Portugal
e
Brazil.
Por
um
prospeclo-specimen
que
temos
presente
podemos
aíliançar
que
é
a
publi
cação
periódica
iliustrada
mais
importante
que^
se
tem
emprehendido
no
nosso
paiz.
Toda a
correspondência
deve
ser
di
rigida
á
Empreza
Horas
Românticas, rua
da Atalaia,
42,
1.®
andar,
—
Lisboa.
JFalieeimento.
—
Falleceu ha
dias
em
Lisboa
o
snr.
José
Antonio
de
Sá
Pereira,
l.°
sargento
do
5
d
’
infanteria,
e filho
do
aetivo e
honrado
entregador
do
nosso
jor
nal.
Inauguração.
—
Passa
como
certo
que
se
verificou
hontem
a
inauguração
da
fabrica
de
moagem,
que
a
Companhia
Edificadora
e
Industrial
Bracarense
man
dou
montar
na
rua
da
Cruz
de Pedra.
E
’ o que
nos
contaram.
®e»graça.—
Ante-hontem
ao
anoite
cer
foi
colhido
por
um
carro
.americano
que
ia a entrar
para
a
estação, no largo
dos Terceiros,
um filho
do
snr.
Fernandes
Pereira,
o
qual
está
em perigo
de
vida.
BSissões
em
iV. SesaSaora
dn ’“e-
neds».
—
Pedem-nos
a
publicação d
’uma
carta
de
que
e.xlraclamos
os
paragrafos
seguintes:
«Lourdes
em
França tão celebrada
por
toda
a imprensa religiosa
de
todo
o
mun
do;
ea
Lourdes
portugueza,
ou
Nossa
Se
nhora
da
Peneda,
na
diocese
Primaz das
Hespanhas,
tão
esquecida,
que
até
parece
ser
ignorada
na
maior parte
mesmo
do
nosso
paiz
!
Em
Lotirdes,
missionários
permanentes
logo
desde
a
fundação do
templo;
e
na
Peneda,
tendo
já
decorrido
séculos
desle
que alli
appareceu
N.
Senhora,
nsm
se
quer
um
missionaHo,
nem
mesmo
nas épo
cas
da
maior
concorrência
de
povo
I
Cau
sa
lastima
consideral-o
a quem
sabe
o
que
aquillo
é.
Porisso
seria
utilissimo
que
viesse
já
n
’
este
verão
ao
menos
um
missionário
só
que
seja, nas
occasiões
de
maior concurso
lazer
missão
ao
povo
na
Senhora
da
Pe
neda:
que
estou profundamente
persuadi
do
de que
um
bom
missionário
na
Pene
da,
mormente
se
vier
authorizado
pelo
exc.
In°
e
revd."
10
snr.
Arcebispo
para
obri
gar
os sacerdotes
que
alli
se
juntam
a
en
tregarem-se
ao
confessionário,
e
ajudarem
a
fazer oração
mental
com
o
povo,
etc.,
um
missionário,
digo,
u
’
estas
condições,
e
demais a ruais,
para
certos
fins,
combi
nado
com os
mezarios, ha
de
colher
fruclos
incalculáveis.
Alli
ha
mu
tos
e
bons
qu<rteis
para
acommodar
os
mís-ionarios.
As esmolas
que
a
>enhora
recebe,
sobem
annuaimente
a contos
de
reis».
Segundo
a
tradição,
o
apparecimento
da Virgem
n
’
aque!las
paragens tem
a
nar
ração
seguinte,
que
exlractamos
do
Esboço
hislorico
do
venerável
sancluario
de
N.
Senhora
da
Peneda, recentemente publica
do
pelo
snr.
M. José
Pires:
Corria
o
anno
de
1220 (1).
Raiou
bello
e
sereno
o
dia
a
de
Agosto.
Parece
que
n
’
aquelle dia
a
natureza
toda
estava
alegre,
lodo
trajava galas. Apascentava
por
tão
alcantiladas
serras
seu
pingue
rebanho
uma
joven
pastora,
a
qual
vm
uma
meiga
pombinha
branca
esvoaçando
em
redor
d’
ella...
De
prompto
se
transformou
na
imagem
da
Virgem,
a
qual
lhe
disse,
para
que
o
fizesse
constar
aos
da
sua
freguezia,
que
lhe edificassem
n'aquelle
logar
uma
capellinha. Referiu
a pobre
creança
o
que
havia
visto
e
ouvido, porém
não
foi
acreditada.
Em
outro
dia
voltando
a
joven
lastora
com o
seu
rebanho
por
aquella
nesma
paragem,
lhe
tornou
a
apparecer
a
Virgem
em cima
de
uma
lapa,
nao
como
da
primeira vez,
em
figura
de
pomba,
(co
mo
ella
referia)
mas
da mesma
forma
que
hoje
se
vé;
e lhe
disse:
«Filha,
já
que
não
querem dar
credito
ao
que
eu
te
digo
e
mando,
vae ao
lugar
de
Rouças (que'fica
na
mesma
freguezia da
Gavieira)
onde
está
uma
mulher
entrevada ha
dezoito
annos,
e
diz
aos
moradores
do
logar
que
a
tragam
á minha
presença,
para
que
ella
obtenha
jerfeila
saude,
e
assim
darão
credito
ao
ue
eu te
ordeno».
Fèl-o
assim a
ventu
rosa
pastorinha,
e
trouxeram
a mulher,
que se chamava
Domingas
Gregoria.
Logo
(
ue
esta
chegou
á
presença
da
Sagrada
magem,
alcançou
perfeita saude,
e
ficou
ivre
e
sã
de
lodos
os
achaques
de que
padecia; louvando
a Senhora
pelo
singular
beneficio
que
lhe
havia
feito.
A
’
vista
d
’
esle
grandioso
milagre,
se
commoveram
todos,
e
accesos na
devoção
pela Virgem, deram
começo
ao
edifício,
como
a
Senhora pedia.
Mas
como
o sitio
da lapa
não
era
capaz,
ao que
lhes
pa
recia,
resolveram
fundal-o
em
um
outro,
que
appareceu,
mais
accommodado,
junto
do rio,
e
que
se
confunde
com
o
Lima.
Mas
a
Senhora,
que
havia
escolhido
a(|tiella
lapa,
para
lheatro
das
suas
maravilhas,
quiz que
junto
á
me<ma
lapa
se
lhe
erigisse
a
sua
Egreja;
por
não
querer
lermanecer
n
’
aquella
que
lhe
começavam
a
edificar
junto
á ribeira.
E
como
por
varias
vezes
desapparecesse,
e
fosse achada
sempre
no
primeiro
lugar da
sua mani
festação,
resolveram-se
a desistir
de
tal
oira
junto
da ribeira,
edificando
o
templo
onde
a
Senhora mostrava
indicar;
pois
ella
era
a
que
havia
de vencer
as
diíficuida-
des,
que surgiam
de
todos
os
lados.
E
assim,
em pouca
distancia
da
lapa,
se
tornou
o
sitio capaz
para
a
edificação
de
uma
formosa
Egreja,
com
todos
os
seus
accessorios,
e
que,
álem
de
boas archite-
cluras,
contivesse
o
âmbito
suílicienle
para
receber
mais
de-quinhentas
pessoas.
Con
cluído
o templo,
fez-se
um
excellente retá
bulo,
para
ser
adorada
e
venerada
a
Ima
gem,
com
toda
a
decencia;
e para
tudo
accudiu
a
Divina
Providencia,
porque
com
as
muitas
esmolas,
que
os
fieis
davam
para
a
obra
da
Senhora, se
construiu
a
(I)
Sanctuar
io
Mariano,
titulo
XIII,
paginas 79.
Egreja,
de
sorte que
estava
com
muito
aceio
e
perfeição.
Outra
tradição
(refere
o
Padre
Antonio
de Carvalho da
Costa,
na
sua
Corographia),
diz
que
a
descobrira
um
criminoso,
natu
ral
de
Ponte
do
Lima,
que.
accusado
pela
justiça,
passava
miserável
vida
entre
aquel
les
solitários
bosques
e
rochedos,
servin
do-lhe
as
féras
de
companhia.
E
n
’estes
termos,
bem
se
pode
presumir,
que
pas
saria
a
sua
vida
muito triste
e
desconso
lado;
como
a
vexação
abre
o
entendimen
to,
reconhecido
a
sua
culpa,
recorrera
a
Deos,
pedindo-lhe
perdão,
interpondo
o
fa-
vôr
e
patrocin
o d’
aquella Senhora, que
nunca
desampara
os
peccadores,
que
sem
pre
roga
e
intercede
por
elles;
faria
estas
supplicas
com
tanta
dôr,
e
lagrimas
d
’
ar-
rependiinento,
que
mereceria
com
ellas
que
a
Senhora
lhe
apparecesse,
e o
reanimasse:
tile
seria o
primeiro
que
a viu,
depois
dos
muitos
annos,
que
alli
a
teriam
occultado
os
christàos;
se
não
é
que
os
mesmos
Anjos
a
formaram,
dispondo-o assim
Deos,
para
consolação
e
remedio
d’aquellas
gen
tes.
A
lapa
onde a
Senhora
appareceu
já
não
existe,
porque
era
no
sitio onde
se
construiu
o
escadorio que
vae
do
terreiro
para
o
novo
templo;
cuja
lapa,
em que
a
Imagem
da
Senhora
appareceu, do
penedo
de
cima
se
via
estarem
cahindo
umas
gôlas
de
agoa,
como
lagrimas, que
todos
tinham
por
maravilha
da Senhora,
por
serem
con
tinuas e
permanentes,
mormente
ficando
tam levantada
e affastada
da
terra.
Estas
gôlas de
agoa
que
aquella
pedra dislillava,
as
envolviam
nos
lenços
os
romeiros,
e
com
ellas
urgiam
as
partes
aífectadas
pelos
seus
padecimentos.
Em
sete
de
Setembro
de
mil
oito
centos
e
cincoenta
e
sete,
foi
trasladada para
o
novo
templo, onde
hoje
existe.
As
maravilhas
que
esta
Senhora
con-
tinuamente
está
obrando
para
com
os
pec
cadores,
são
immensas,
tam graudes que
não
é
possível
humanamente
descrevel-as.
Com
esta
Santíssima
Imagem linha
gran
de
devoção
o
Glorioso
Sam
Frei
Pedro
Gonçalves,
de
Tuy,
(que morreu
pelos
an
nos
de
1246);
onde
assistia,
se
ia
o
Santo,
para
descançar
do
continuo
trabalho
de
prégar,
e
encaminhar
as almas
ao
ceo,
alhviar
com
a
presença
da
Virgem,
(ha
memórias
de
que
existira
lá
pelos
annos
de
1240):
alli, n
’aquede
solilauo
retiro
se
dava
todo
á
contemplação
das
cousas
do
ceo.
Refere-se
em
sua
vida,
que morden
do-o
um
bicho
peçonhento,
amaldiçoara
a
arvore
d
’
onde
sahira,
que
se
chamava
AI-
brosca,
a
qual
(d
’
entâo
para
ca)
nunca
mais
cresceu
em
altura,
como
muitas
ou
tras arvores que
ha
por
aquelle
sitio,
e
tam
sómente estende
seus
ramos,
por
castigo,
sobre
a
face
da
terra.
AneJoeu.
—
A
seguinte
anedocta
é
referida
por Ernesto
Legouvé,
escreve a
«Palavra»:
«Esta
manhã,
a
proposito
de
um diver
timento
que lhe
falhou, disse
eu,
rindo,
a
meu
filho;
—Vejo que
precisas
que
te
dê
uma
liçàozinha.
—
E
a respeito
de
que,
meu
pae?
—
A
respeito
de
uma predisposição
que
herdaste
de mim,
com
pezar
o
digo,
e
da
qual
desejo
curar-te.
—
E
qual
é?
—
A
narração
de
uma
aventura
da
minha
vida
escolástica
l
’
o
dirá.
Tinha
eu
dez
annos;
estava
no
collegio:
todas
as
segundas-feiras
davam-me
meus paes
a
gorda
quantia
de
quinze
soldos, para pa
gar
os
almoços,
porque o collegio
apenas
nos fornecia
para
tal
refeição um
pedaço
de
pão
secco.
Uma
segunda-fera,
ao
entrar,
encon
trei
um
dos nossos
companheiros
(lembro-
me
ainda
de
seu
nome,
chamava-se
Cou-
t«re)
armado
de um soberbo
pé
de
perú;
^'go
pé
e
não
coxa,
porque
o
objecto
lodo
compunha-se no
que na
minha
igno-
rancia
chamarei
uma
tíbia,
e
do
pé
com
os
seus
quatro
dedos,
tudo
coberto
d
’
essa
pelle
preta,
luzida e
rugosa, que
faz
com
que
o perú
pareça
andar
com
borzeguins
de
couro.
Apenas o
meu
companheiro
me
viu,
msse-me:
«Vem
ver!
vem
ver!» Corri;
apertava
elle
a
extremidade
superior
do
P
e
do
perú
nas doas
mãos,
e,
com
um
pe-
tjueno
movimento
da
direita,
os
quatro de
dos
da
ave
abriam-se
e
fechavam-se como
Os
da
mão
humana.
Estava
eu
estupefacto
e
maravilhado
!
Como
é
que
elle
fazia
aquillo
? Um
ra-
P
az
de
dezoito
annos
que
vae ao
theatro,
segue
o
desenvolvimento
do mais
mara-
hoso
drama
não
tem
os
olhos
mais
ar-
'-‘
galados,
o
olhar
mais
ardente,
e
a
ca
beça
mais fixamente inclinada
para
a
frente
do
que
eu
diante
d
’aquelle
pé de
perú.
Cada vez que
os
quatro dedos
se
abriam
e
fechavam,
passava-me
por diante dos
olhos
uma
especie
de
fascinação.
Acreditava
as
sistir
a
um
prodigio.
Quando
o
meu
com
panheiro,
que
era
mais
velho e
roais
mali
cioso
do
que
eu,
viu
o
meu
enlhusiasmo
chegar
ao
seu
auge,
metteu
a
maravilha
no
bolso
e
afaslou-se.
Dirigi-me
para
outro lado, mas
pen
sando
e
vendo
sempre
o
famoso
pé agi-
lar-se
diante
dos meus
olhos
como
uma
visão...
«Se
eu
o
possuisse,
d^zia
commigo,
saberia
bem descobrir o meio de
fazel-o
mover-se.
Couture
não
é feiticeiro.
E
en
tão... como
me
havia
de divertir!»...
Não
pude
mais
conter-me,
corri
ao
meu
camarada
..
—
Dá-me
o
teu
pé
de
perú!...
disse-lhe
com
irresistível
voz
supphcante. Por
quem
és
!...
—
O
meu pé!...
Dar
te
o meu pé!...
Ora
vai-te
embora
!..
A
sua
recusa
excitou
ainda
mais
o
roeu
desejo.
—
Não
m
’o
queres
dar?...
— Não!
—
Pois
então...
vende-m
’o
!
—
Vender-l
’
o? Por
quanto
7
Puz-me
a
contar
no
fundo
da algibeira
o
dinheiro
da minha
semana...
—
Dou-te
cinco soldos!
-Cinco
soldos?...
um
pé
como
este?
Estás
zombando commigo?
E
tir
ndo
o
precioso
objecto
recome
çou
diante
de
mim
aquelle
movimento
deslumbrante
de
um lado
para outro,
e
cada
vez
a minha
paixão crescia de vio
lência.
—Pois bem,
offereço-te
dez
soldos.
—
Dez
soldos!..
Dez soldos!...
repli
cou
elle
com despreso
!
Mas
olha
para
isto
!
..
E
os
quatro
dedos
abriam-se
e
fecha-
vam-se
sempre
!
—Mas
em
summa,
disse
lhe eu tremen
do...
quanto
queres
tu?
—
Quarenta
soldos, ou
nada
feito.
—
Quarenta
soldos
!...
exclamei
eu;
qua
renta
soldos
!
Quasi tres
semanas de
almo
ços!
Não
faltava
mais
nada.
—
Pois
sim
!
faze
o
que
qnizeres
!
O
pé
desappareceu
no
bolso
e
o
dono
afastou-se de
mim.
Corri
outra vez
para
elle.
—Quinze
soldos
!
—
Quarenta
!
—
Vinte soldos!
—Quarenta
!
—
Vinte
e
cinco
soldos
!
—Quarenta
!
Oh!
maldito
Couture!
Como
não
terá
elle
feito
carreira
n
’
este mundo
I
Como
conhecia
já
o
coração
humano!
Cada
vez
que
esta
terrível
palavra
quarenta
me soava
ao
ouvido,
quebrava-se
um
pouco
a minha
resistência.
Ao
cabo
de
dois
minutos
não
tinha
mais
consciência
de
mim
!
—Pois sim,
quarenta!...
exclamei
eu
Dam’o
I
—
Venha
primeiro
o
dinheiro,
replicou
ellé.
Entreguei-lhe
os
15
soldos
da
minha
semana,
e
fez-me
escrever
um
vale
de
25
soldos
pelo que faltava...
Oh!
scele:
rado
!
já
era
negociante
aos
treze
annos!.
.
E
tirando afinal
do
bolso
o
objecto
para
mim
tão desejado: «Toma,
disse-me,
aqui
o
tens!»
Precipitei-me sobre
o
ta!
pé
de perú!...
Ao
dabo
de
alguns segundos,
como
havia
previsto,
conhecia
eu
o
segredo
e
pueba-
va
o
tendão,
que
servia de
motor,
tão
bem
como
Couture. Durante dous
minu
tos
divertiu-me
isto
loucamente;
passados
dous
minutos
entretive-me
menos;
passa
dos
ires,
quasi
que
não me entretinha;
passados
quatro,
já
não
me
entretinha
nada
!
Puxava
sempre
porque
queria
tirar
os
juros
do
meu
dinheiro!...
Mas
o
desencanto
apossava-se
de mim...
Em
seguida,
veiu-me
a
tristeza,
de
pois
o
pezar,
depois
a
perspecúva
de
ires
semanas
de
pão
secco
!
depois
a
consciên
cia
da
asneira
que
fizera
..
e
tudo
isto
mudava-se
pouco
a
pouco
em
azedume,
misturado
com
cólera...
e
ao
cabo
de
dez
minutos,
agarrando
com
verdadeiro
odio
o
objecto
do
meu
amor,
atirei-o
por
cima
do
muro,
para
ficar
bem
convencido
de
que
não
o tornaria
mais
a
ver!...
Veiu-me
muitas
vezes
ao
espirito
esta
recoidação
depois
que
deixei
de ter
dez
annos,
e
muitas
vezes lambem
tornei
a
encontrar
em
mim
a
crença do
pé
de
perú.
Essa
impetuosidade
de
desejo,
essa
impaciência
de
todos os
obstáculos
que
me
separavam
da
posse
desejada,
essa
lou
ca
imprevidência,
essa
força
de
illusão
egual
sómenle,
ai
de
mim
!
á
minha
for
ça de
desengano;
todos
esses traços
de
caracler
se
tem
mil vezes
despertado...
0
que
digo?
despertam-se
ainda
em
mim
assim
que qualquer
paixão me
assalta.
Oh
!
não
se
estuda
como
se
deveria
as
crianças!
Aos
seus
sentimentos
chamam-
se
puerilidades.
Nada
é
pueril
na
alma
humana.
A
creança
nunca
morre
inteiramenle
no
homem,
e o
que
é
pueril
hoje
pode
ser
terrível
ou
criminoso
ámanhã!
As
paixões são
differentes,
mas
o
co
ração
em
que
elles germinam
é
o
mes
mo,
e
o
melhor
meio
de bem
dirigir
um
mancebo
é
observar
muito o menino de
dez
annos.
Assim,
aquelle
pé
de
perú
serviu-me
de
muito.
Vinte
vezes
na
minha
vida, quan
do
no
momento
de
fazer
uma
asneira, acu
dia
me
esta recordação...
«Queres ser então
sempre
o
mesmo?»
dizia
com
os
meus
botões,
e
punha-me
a
rir,
o
que
me
fazia
parar
immediala-
mente.
Nada
mais util
do
que,
de
vez
em quan
do
rir-se
a gente
de
si
mesmo.
Voltei-me
então
para
meu filho
e
disse-
lhe:
Esta
fabula
mostra...
que
os
filhos
se
parecem ás
vezes
com
os
paes».
Acontece
pois
que,
de
se
não
sabe
rem
reprimir
os
estultos
desejos
da in
fância,
resultam
depois graves
inconve
nientes
e
talvez
a
desgraça
de toda a exis
tência.
E
comtudo pouca
altenção
se presta
a
este
assumpto.
Salisfazem-se
com
a
maior
promplidão
os
mais
insignificantes
caprichos
das
crian
ças,
atido
a
que
se trata
de
bagatellas;
mas
as
exigências
vão
crescendo
com
a
edade
e
mais
tarde,
quando
exigem
coisas
que
não
devem
conceder-se-ihes,
já
não
é
possível
recusaram
se-lhes,
ou elles
procuram
ha-
vel-as,
custe
o que
custar,
e
da
sua
não
obtensão
resultam
ás vezes
sérios
desgostos
e
grandes
soffrimentos.
Meditem
n
’
isto
os
chefes
de
familia
e
habituam
cedo
os
seus
filhos
ás
contrarie
dades
da
vida.
Tenham
sempre
á
vista
o
pé
de
perú.
«ia
Oriente.
—
Os
ul
timos
telegrammas
relativos á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
21—
Informações
recebidas
de
Londres
desmentem
a
noticia
publicada
pelo
«Daily-Telegraph»
ácêrca
dos
pro-
jectos
de
occupação
de Galipoli
e do
em
barque
de
iropas inglezas.
Os
telegram
mas
de Constantinopla
noticiam
haver
alli
grande
consternação
nos
círculos
diplomá
ticos,
onde
consideram
desesperada
a
causa
dos
turcos,
e
julgam
próxima
a
entrada
dos
russos
em
Andrinopla.
Bucharest
21—
Assegura se que
no
dia
18
os
turcos
atacaram
os
russos
nos
Bal-
kans,
mas
que
foram repellidos
com
gran
des
perdas.
Os
russos
estão
a tres
horas
de
Philippopolis.
Londres
21
—
0
«Globo»
insere
um
des
pacho
de
Constantinopla,
datado
de
hoje,
dizendo
correr
alli
o
boato
de que
o
gran-
vizir
Edhem-Pachá
vae
ser
demittido.
Ha
grande
agitação
em
Constantinopla.
Corria
em
Andrinopla
o
boato
de
que
os russos
tinham
sido
repellidos
nos
Biikans,
mas
que
o
combale
continuava, batendo-se
os
russos
com
grande
tenacidade.
Paris
22
—A
vanguarda
do exercito
russo
dos
Balkans
foi
reforçada
por
Yeni-
Saghra
com
duas divisões,
occupando
em
seguida
o
acampamento
turco depois
de
brilhante
combale.. 0 exercito
turco de
Tirnova
recebeu
reforços.
Houve
um
com
bate
entre
a cavallaria
nos
arredores
de
Sayezid.
Os russos
foram
batidos,
perdendo
250
homens.
Coníirtua-se
a
victoria
de
Osman-Pachá
em
Plevna.
Constantinopla
22—
Um corpo
do exer
cito
russo
que
se
dirigia
para Philippopoli
foi
atacado
por
12:000
turcos
em
Kalo-
per,
nas
proximidades
de
Kesumlik.
Os
russos,
sendo
repellidos,
retiraram
se
para
Eski
Saghra.
Foi
repellida
a
tentativa
dos
russos
passarem
o
Danúbio
em
Lom Pa-
lanka.
As
forças
russas
de
Dobrondja
avan
çam
para
Siiislria.
Mehemet-Ali
Pachá
par
tiu
para
Choumla.
Londres
21
—Está
reunido
o
conselho
de
ministros. Crê-se
que
tomará
delibera
ções
importantes;
comtudo
são
pacíficos
os
boatos
que
correm.
O
«Daily-Telegraph»
diz que
os
russos
foram
completamente
batidos
em
Plevna
por
Osman-Pachá. Um
telegraminc
pubhcado
pelo
«Times»
noti
cia
a
demissão
do
ministério
egypcio.
O
kediva
nomeou
Slaphá
Menesmail
l.°
ministro
e
Kin-Snader
ministro
dos
estrangeiros.
Constantinopla
22
—
Suleyman
Pachát
tomou
posse
do
commando
em
chefe
do
exercito
turco
do
Balkans.
New-York
22
—
A
milícia
Pitti,
em
Pit-
lisburg,
foi
balida
e
dispersada
pelos
amo
tinados que
demoliram
com
tiros
de
ca
nhão
as
oHicinas
dos caminhos de
ferro.
As
perdas
são
avaliadas
em
2
milhões
de
dollars.
As
Iropas
regulares
concentra
ram-se
em
Baltimore.
Londres
23
—
Ordenou--
e
o
embarque
de
vários
regimentos
inglezes
com
destino
ao
Mediterrâneo.
Os
periódicos
faliam
na
occupação
de
Gallipoli
e
dos
Dardanellos.
Bucharest 23—A
primeira
divisão
das
tropas
roumanicas passou
o
Abio
acima
do Opoli,
operando
um
reconhecimento
para
os
lados
da
Rahopra.
S.
Petersburgo
23—Um
periodico
diz
que
a occupação
de
Gallipoli
pela
Inglaterra
libertaria
a Rússia
da
promessa
de
respei
tar
os
interesses inglezes.
Paris
23
—
Noticias particulares de
Con
stantinopla
asseguram
que
Aarifi-Pachá.
aconselhou
o
sultão
a
enviar
a
Namik-Pa-
chá,
actualmente
em
Schoutnla,
encarre
gado
de
uma
missão
junto
do
czar.
Todas
as
potências
que
tomaram
parte na
con
ferencia
em
Constjntinopla
teriam
sido
informadas
da
missão
pacifica
de Namik-
Pachá.
Londres
23
—
Foram
apenas
alguns
des
tacamentos
de
iropas
roumanicas
que
tran-
spozeram
o
Danúbio.
Os
regimentos
in
glezes
foram
enviados
para
reforçar
as
guarnições
de
Malta.
Gibraltar
tem
um
elfectivo
de cerca
de
3:000
homens.
Não
é
provável
que
vão
a
Gallipoli.
Constantinopla
24
—
Os
russos
foram
desalojados
no sabbado
de
Gaila,
entre
Shochumla
e
Osman
Bazar.
Foram
igual
mente
batidos em
Kalarin,
nas
proximidades
de
Roustchouk.
HMposta.
—
Pedem-nos
a
publicação
do
seguinte:
Ao
Irmão
da
R.
confraria
do
Senhor
do
Monte, que
no
passado
numero
d
’
est
jornal
pergunta
se
podem
fazer
parle
da
commissão
administradora
indivíduos,
que
não
são
Irmãos
d
’ella
e
que
á mesma
são
devedores,
responderemos
simplesmente»
—
que
em
relação
ao
primeiro
ponto
nenhu
ma
lei
do
paiz
inhibe o
snr.
governador
civil
de escolher
indivíduos
estranhos
á
confraria.
E
pelo que
respeita
aos
deve
dores,
dir-lhe-hemos
para
tranquilidade
sua, que dos
cavalheiros
nomeados
para
a
commissão,
sómente
um
era devedor
ao Sanctuario
da
quantia
de
400^000
reis
por
escriptura
registrada,
mas
esse
mesmo,
logo
que
se
dignou
acceilar
o cargo,
de
clarou
aos
seus collegas,
não entrar
em
exercício
sem
primeiro satisfazer
a
sua
divida,
e
esse
pagamento
lerá
logar
na
primeira
reunião
da
nova
commissão.
Parece-nos
que
com estas
explicações
ficará
em socego
o
animo
do
zeloso irmão
a
quem respondemos.
♦ * *
Costumeg polttcog. —
Os
polacos
creem
que
cada
mez
do
anno
está
sob
a
influencia
d
’uma
pedra
preciosa
que
exer
ce
o
seu
poder
sobre
o
destino
de
lo
la
a
pessoa
nascida
durante
o periodo
do
seu
domi
nio.
D
’
essa crença
nasceu o
costume
de se
fazerem,
entre
pessoas
que
se
estimam,
presentes
de
joias
enriquecidas
com
a
pe
dra
que
preside
ao
mez
em
que nasce
ram
Eis
alista
das
pedias
allribuidas
a
ca
da
mez,
e a
sua
significação
:
Janeiro—
Granada
—
Conslancia.
Fevereiro
—Amethysla—
Sinceridade.
Março
—Sanguínea
—
Coragem
e
presen
ça
de espirito.
Abril
—
Brilhante
—
Innocencia.
Maio
—
Esmeralda—
Feliz
em amor.
Junho—
Agalha—
Saude
e
longa vida.
Julho
—Cornalina—Contentamento.
Agosto
—
Sardonia
—
Felicidade
conju
gal-
,
Setembro—
Chrysolilha—
Antídoto
con
tra
a
loucura.
Outubro
—
Opala—
Esperança.
Novembro
—Topázio
—
Fidelidade.
Dezembro
—
Turqueza
—
Prosperidade.
Venda
de
—Nos
salões do
palacio
Oppenheim
em
Paris
houve
ha
j poucas semanas
uma
importantissima
v
da
de
quadros.
Uma
tela
de
Trogon
v
e
n-
deu-se
por
62:000
francos,
outra
de Ge-
rome
por
30:500,
dois
quadros
de
Mey-
sonnier
por
40:000
francos
cada
um.
Um
quadro
do
mesmo
auctor,
intitulado
ln-
nocenles
e
maliciosos,
vendeu-se
por
82
000
francos
;
Os
dois
Foscari,
de
E.
Delacroix,
por
70
000.
O
quadro
que
maior
preço
obteve
foi
o
Retraio
do
sargento.
Vendeu-
se
prr 100 mil
francos.
A
totalidade
das
vendas
elevou-se
a
9ò2:04o
francos,
isto
é
171:368^000
da
nossa
moeda.
Devemos
achar
insignificantes
estas
quantias,
se
nos
lembrarmos
de
que
a
celebre
Galalhéa
da
Ticiano
foi
vendida
á
imperatriz
da
Rússia por
dois
milhões
de
francos.
AGBADECIMmOS
Os abaixo assignados
agradecem
a
to
dos
os illm.
08
e
exm.
08
snrs.
e
snr.as
que
os
visitaram
por
occasião
do
fallecimenlo
de
seu
muito
presado
e
querido
marido,
filho,
sobrinho, genro
e
cunhado,
Pedro
Victor
Arantes d
’
Azevedo,
e
bem
assim
aos
illm.08 e
exm.
08
snrs.
que lhes
fize
ram
a
honra
e
obséquio
d
’
assistirem
ao
officio de
corpo
presente
que
se
fez
na
egreja
dos
Congregados,
no dia 16 do
corrente
mez
de
julho,
e
aos
que
igual
mente
assistiram
ao responso
de
sepultura
no
Cemiterio
e
no
mesmo
dia;
e
em
par
ticular
ao
exm.
0
snr.
Commendador,
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga,
que se
dignou
fechar
o
caixão
do
fallecido.
Não
lhes
sendo
possível
agradecer
pes-
soalmente
tão
dislinclo
obséquio,
o
fazem
por
este
meio,
e
a
todos
protestam
pro
fundíssima
e
eterna
gratidão.
Braga
21
de
julho
de
1877.
Maria
José
Moreira
d’
Azevedo
Josefa
Maria Arantes
d
’
Azevedo
José
Joaquim
de Sousa Azevedo
Engracia
Luisa
Arantes
Maria
da
Graça
Arantes
Braga
Rosa
Candida
Arantes
de
Mello
José
da
Rocha
Veiga
Miguel
Gomes
da
Cunha
Braga
José
Maria
Gomes
Bello.
(392)
Joaquim
Gomes
Duarte
e
Antonia
Pei
xoto
de
Macedo,
servem-se
d
’
este
meio
para
agradecerem
a todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações
que
lhe
prestaram
seus
serviços
e
os
cumprimentaram
por
occasião
do passamento
de
sua
irmã
e
cu
nhada
Maria Rosa
Peixoto
de
Macedo;
oulrosim
agradecem
a todos os
que
se
dignaram
acompanhar
á
ultima
morada
o
cadaver
da
finada;
a
lodos
protestam
seu
reconhecimento.
(385)
Precisa-se
de
pessoa
habilitada
em
es-
cripluração
commercial
;
quem
se
achar
n’
essas
condições,
póde
dirigir-se
a João
da
Costa
Palmeira,
n
’
esta
cidade.
No
largo
dos
Penedos
n.°
13,
precisa
se d
’
uma creada para
cosinha
que esteja
bem
habilitada e
que
seja
de
boa
condu
cta
;
não
ha
duvida
em
ser
bem
remune
rada
de
seus serviços.
(393)
AGUA
D
o
GEREZ
Na
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Mar
cos
ha
deposito
de
agua do
Gerez,
em
garrafas
de
1/4
de
litro
(250 grammas),
colhida
pelo
respectivo
pharmaceulico
Preço
da
agua e
garrafa
100
rs.
Só
a
agua
60
rs.
De
duzia
para cima, para
pharmaceu-
licos, abatimento
de
10
0/0.
Para
encommendas
em grande, só o
lempo
preciso para
ir
colher.
(39
4)
PROGRESSO
EM
BRAGA
Achando-se
estabelecidas
na
cadeia
ci
vil
d
’esta
cidade
oflicinas de pregueiro,
carpinteiro
e
vassonreiro,
roga-se
aos ne
gociantes
e
particulares
que,
a
beneficio
dos
encarcerados,
vão
surtir
se,
n
’aquel-
le
estabelecimento
publico,
dos
artefactos
d
’
aquella
q^pecie
alli
manufacturados,
e
que dentro
de pouco
poderão
compelir
com
os mais
perfeitos.
Se
o
publico
auxiliar
esta
tentativa,
cujos
benelicos
resultados,
quer-me
pare
cer,
são
de
primeira
intuição,
continuarão
a
estabelecer-se
dentro
da
cadeia
outras
oflicinas.
Braga
20
de
julho
de
1877.
O
delegado,
(388)
Rodrigo
Lobo d
’
Ávila.
Companhia Viação.
do Minho
Serviço
«Se
diligencias.
A Companhia
Viação
do
Minho
faz
pu
blico
que
a
contar
da
presente
data ficam
estabelecidos
para
as
carreiras
para Vian
na
por
Braga
os
preços
abaixo
mencio
nados.
A
partida
dos
carros
de Vianna
é
ás
8
1/2
horas da
noute
e
de Braga
para
Vi-
sella
ás
6
da
manhã.
Preços
t
De
Vianna
a Braga,
dentro,
l$000
rs.,
fóra
800
rs.
Oe
Vianna
a
Viseila, geral,
táaOO
rs.
E
’ concedido
ao
passageiro
—
12
kilos
de
bagagem
e
o excedente
pagará 20 rs
por
kilo para
Braga
e
30 reis para
Vi-
sella.
Vianna
12
de
julho
de
1877.
(384)
João
da
Silva
Neves.
PKEVEXÇÃO
O
abaixo
assignado
previne,
para
não
haver
ignorância, que
ninguém
compre
nem
arrende
ao snr.
ígnacio
José
Fernandes
Braga,
e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na
rua
de
D.
Pedro
V.
n.°
19,
d
’
esta
cidade;
porque se
acha esta mes
ma
em
questão
perante
o
tribunal
judi
cial
;
e
para melhor satisfação
do
publico
se
declara
que
a
questão
corre
pelo car
tório
do
escrivão
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
; apesar da
casa
ter
escriptos,
nada
será
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
ou
annuncio
que
appareça
con
tra
a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da mesmo
snr. ígnacio.
Braga
6
de
julho
de
1877.
Anlonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
José
Rodrigues
Gomes
da
freguezia
de
Padroso
do
concelho
dos
Arcos
de
Valle-
de-Vez,
havendo-lho
furtado
uma
egoa
no
dia
17
do
corrente
com os
signaes
se
guintes:
altura
regular, côr
preta
clara,
calçada
dos
pés
ao
pé
do
casco,
cheios
os
cascos
das mãos
por
dentro,
compri
da
do
mcntadouro,
com
uma
silva
da
tes
ta
ao
focinho; quem
a
aprisionar
terá
umas
alviçaras,
e
sendo
com
o pioprio
ladrão ainda serão maiores.
(391)
VlWA DE CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e quintal,
n.°
4.
Duas
terreas, n.08 7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal, n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de novo.
Quem
as
pertender trata
se
com
a
Ge-
rencia
do Banco do
Minho.
(263)
Precisa-se
«le
um caseiro
para
uma
quinta, 5 kilometros distante d
’
esta
cidade,
que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para cima;
ou então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumslancias
falle
com Antonio Joa
quim Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
JPUESEMaA
PEKDIDA
Qnem
perdesse
uma
pulseira
na noite
do
dia
8
do
corrente,
póde procural-a
na
rua
do
Carvalhal,
n.°
35,
e
dando
os si
gnaes
certos será entregue.
(387)
CtlKUIieSÃO
DESTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de S.
Marlinho
n.°
5
braga
.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
JOSE
’
DA
SILVA FUNDÃO
Com ioja de fato
feito
68,
Campo
de SanCAnna [lado
de
baixo],
68
®
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias que tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$50Ó
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim como
camisas de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis até 800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades, de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eocommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
cem
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(i«)
riwi-
iwir
—
inra-,—
ri
n
-rriiwn-jii—rTiwiirxn
i»u<»n
Corographia
de
Carvalho
Vende-se no
escriptorio
da administra
ção d’
este
jorna!
e
na
rua
Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes
...............
l$500.
I
FILIAL Dl Câ/Xâ
KCOXD1I1IOA. PEJ
í
HORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li.
milaila
Capital................
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada pela rna
do Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre ouro, prata,
joias,
papeis de
credito, cereaes, roupas,
moveis
ferrament s, e sob e todo e qual-
quer objecto
do valor não iofei icr a 10j
réis.
Recebe pequenas
quantias em
deposito
a praso ou
á ordem
abonando juros aos
depositantes
A
caixa está
aberta todos os dias des
de a'
9 hora da manhã até ás
7 da
noite,
e
nos dias santificados e-lará aberta
só até
ao
meio
dia.
O
gerente
-A.
G.
Ferreirinha.
Consultorio
a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do Campo
(antiga.
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(343)
OS
ÚLTIMOS
MOMENTOS
PELO
R.
P.e MARCHAL
MISSIONÁRIO
AP0ST0LIC0
Traduzido da
19.a
edição
POR
João
Baplisla
da
Silva
Ramos.
Vende-se
em
Braga nas
livrarias
Ca-
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
MUITA ALTENÇÀl)
Deposito de biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis tanto pela qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense, kilogramma 280
Tosta
doce
B
280
Biscoito macarrão
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
33
*1
Bolachinha
de
araruta
D
340
Tosta
azeda
(211)
D
190
Casa para alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88.
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na
casa
n.°
85, da
mes
ma
rua.
(352)
z
Vendem-se
doas
moradas
de
casas
sitas
uma
na
rna
de
D
Pedro
V
desi-
a
g
nac|
a
c
,,
m
0
n
.°
|
e
1
A,
e ou
tra na
rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.°
11 e 11
A.
Para tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
na
casa
n.
0,
25.
(324)
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los,
fazendo
as vezes
de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
iguel
, pharma-
ceutico em
Aix
(na
Provença) França. —
Preço 1,000
reis. —Em
Lisboa
o
snr Barreto,
Loreto, n
°
28—30/25)
BRAGA, TYP0GRAPHIA
LUSITADÍÀ — 18.7.
Parte de Comércio do Minho (O)
