comerciominho_26051877_643.xml
- conteúdo
-
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
643
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
FUBMCA-S
BE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annoljgôOO
rs.-=Seinestre
850
rs.*=-7
’rot
’in-
cias,
anno
2&000
rs. e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
1&050
rs.=ffras»i,
anno 3&600
rs.
—
Semestre 1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
Í&500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para os assignantes
20
®/
0
d
’abatimento.
s
BBA6A—SABRADO ?S K>E
MAIO
A
lei
da
extincção
dos
foros
na
vi-
sinha
Hespanha
foi
uni
grande
desacerto,
que
póde
causar
graves
embaraços
á
mar
cha.
.
.
regular dos
negocios
políticos
d
’
a-
quelle
paiz.
Nas
províncias do
norte
continúa a
lavrar
grande
excitação
entre
os
povos,
e
a
resistência
dos
mesmos
áquella
me
dida
parece
estar
piesles
a
laser
explo
são.
E’ o
que
nos
fasem
prever
as
noticias
que
d
’alli
nos
vêem.
O
snr. D.
Carlos
publicou
pela
im
prensa
um
protesto
contra
a
referida
lei,
documento
qne
cansou grande
sensação
em
Madrid, e
em
toda a
Hespanha. Em
virtude
d
’
isto
o governo
que
rege
os
destinos
d’
aquella
nação
tem
feito á poli
cia
amiudadas
recomtnendações
para
que
cbserve
lodos
os
passos
e
manejos
dos
carlistas.
O
protesto
alludido
é
dirigido
em
for
ma
de
carta
ao
marquez
de
Valdespina,
nos
termos
seguintes:
Meu
Caro
Valdespina
Em quanto
a
minha
palavra
poderia
servir
de
pretexto
para
comprometter
as
antigas
liberdades do povo Vasco-Navarro,
conservei
me silencioso
Hoje que
o
governo
usurpador
de Ma
drid
completou a
sua
obra
de
destruição,
Eu,
Rei
e Senhor
destas
nobres provín
cias,
tenho
o dever
de
recordar
que
recebi
o
seu
juramento
solemne,
que
ellas
me
proclamaram
e
que
sob
a
Santa Arvore
de
Guernica,
como
nas Juntas
de
Vdla-
franca
jurei guardar
seus fue>os, bons usos
e
costumes.
Enganam-se
os
que
julgam
que
os
fue-
ros
prejudicam
a
unidade nacional
e
mo-
narchica
d’
Hespanha.
Ninguém
é
mais
hespanhol:
ninguém
mais do que
eu
deseja
a
unidade
e
a força
da
Patria.
Por
isso
mesmo,
como
guarda
dos
di
reitos
de
lodos
os
hespanhoes,
levanto
a
minha
voz,
e
unindo-a á
do
povo
Vascol
opprimido,
e
dos
homens
de
bem
de
to
da
a
Hespanha,
protesto contra
um
de
creto
iníquo,
contra
um
novo
attentado
da
revoiução,
perante
instituições
venerá
veis
consagradas
pela
lei
e
pelos
sécu
los.
O
povo
Vasco
sabe
que
a
tnonarchia
legitima
tem
sempre
sido o seu
baluarte.
/V
historia
dá
testemunho
da
intima
união
que
sempre
existiu
enire
o
povo
Vasco
e
os
monarchas
de Casteba,
seus
legítimos
Reis
e
Senhores.
Nào
se
deixe
abater
este
nobre
povo,
nem
chore a
morte
de
suas
antigas
e ve
neráveis
liberdades.
Ellas
viverão
ao
abri
go
do
estandarte
da
verdadeira
Hespanha.
Eu
sou
o
seu
depositário.
Guarda-o
puro
e
sem
mancha,
para
o
momento
em
que
Deos
marque
a
hora
de
sua
justiça.
Teu
affeiçoado
Carlos.
12,
maio,
77.
JtBoIetitti
<la
peregrinarão acl sa
cra Liniiiii».
De
uma
carta
particular
que
um
jo-
ven
peregrino
dirigiu
a
sua
mãe,
toma
mos
os seguintes
períodos,
(diz
a
«Pala
vra»)
em
que
transparece
a candura
de
um
coração
enthusiasta
e
puro
«Estou
a
escrever
no
restaurante
da
estação
de
Valladolid,
onde
chegamos
ás
8
horas
da
noite,
devendo
partir
ás
onze
e
meia.
Todos
temos
vindo muito
alegres
e
bons
de saude;
sómente
em
Madrid
ti
vemos
muita
massada
com
escrever
e
ar
ranjar
os
bilhetes
para
os peregrinos;
porque
é
escusado
dizer
á
minha
boa
Mamã
que
o
que
se passa
no
nosso
es-
cripiorio
é
unicamente uma sombra
do
que
foi
hontem
em
Madrid
no
nosso
ho
tel;
porque
a
sala
estava
sempre
cheia
de
peregrinos
e
eu
dedei-rae
á 1
e
meia
da
noite
e levantei-me
ás
6
da
manhã
e
ainda
tive
que
andar
antes
da
par
tida.
Hontem
em
Madrid
visitei
sómente
o
Museu
das
pinturas, que contém
a
mais
preciosa
colleção, que
lenho
visto
em
pinturas.
Lá estavam
muitos
curiosos
e
curio
sas
de
talento a
copiar
obras
magnifi
cas.
Nào
tive tempo de
vêr
mais
nada,
pois
partimos
hoje
de
Madrid, ás
8
horas
e
3/4
da
manhã.
Na
passagem
para
a
estação
do
caminho
de ferro de
Madrid,
vi
o
palaeio
dei
Oriente,
que
é
o
do
rei, edilicio
appa-
ratoso
e
imponente.
Partimos
com
muita
felicidade, os
do
Porto e
Braga,
mas
não
snr.
Cardeal
e
os
de
Lisboa,
que
se reservaram
para
o
rxpresso,
que
chega
agora
ás
He
1/4,
no
qual
devemos
seguir a
viagem
e
por
isso
é
que esperamos na
estação
e
no
restaurante;
não
tivemos tempo
de
ir á
cidade
e mesmo
de
noute
não se
via
nada.
Veio
cumprimentar-nos
o
snr.
Arcebispo,
e
quando
fui
beijar-lhe o annel,
disse-me:
«que rapaz
tão
novo
e
parece
um
ame
ricauo
!»
Pelo
caminho
temos
tido
a
maior
ale
gria
possível
e não
lemos feito
mais
que
cantar
e
resar
em
todas as
ciasses;
eu
já
estou
rouco
de
gritar.
Todos
se
riem
muito
comigo
(isto
é
os
peregrinos)
porque
vamos
como
em
familia
e
eu
nào
ialio
senão
em
hespa
nhol,
e
lodos
dizem que
falio
muito
bem;
em
todas
as
estações
me
tenho apeado
e
olferecido
uns
versos
dos
do
Padre
Cos-
gaya
a
todos
os
chefes
das
estações,
como
uma lembrança da
peregrinação
portu-
gueza.
Ein
varias
estações
teem
vindo
alguns
Curas
e
Abbades
cumprimentar-nos.
Ha
muito
enthusiasmo
e
saude,
e
só
se
trata
de
levantar
vivas
ao
Pontífice,
á
peregri
nação
e
á
Hespanha
catholica.
Amanhã,
de
manhã,
chegaremos
á
fron
teira
da
França,
e eu,
logo
que
possa
tra
tarei
de
escrever-lhe
outra
vez».
Eis
aqui
uma
alma
singela e
candida,
que
no
meio
das fadigas,
das
distraeções
e
do
enthusiasmo,
não
se
esquece
de
que
deixou
na
patria uma
mãe
carinhosa,
que
anceia
pelas
noticias
do
seu
querido
pere
grino.
Excellente
filho.
Feliz
mãe
I
Um
nosso amigo recebeu
a seguinte
carta
de
Lourdes,
escripta por
um
(dos
peregrinos
d
’
esta
cidade:
Meu
caro
M.
1.
Lourdes,
19
de
maio,
ás
6
e
meia
da
tarde.—
A novidade
mais
palpitante que
posso
communicar-lhe,
é
que
temos feito
uma
viagem
magnifica,
e
com
a
maior
satisfação,
apesar
das
fadigas
e
incommo-
dos que naluralmeule
acarreta
uma
jor
nada
de
tantas
léguas.
De
Badajoz
a
Madrid viemos
na
2.
a
classe,
que
nos
custou
5^600
reis
Nada
lhe
direi
da
Villa
Coronada
qne pouco
tempo
tivemos
para
a
visitar.
Aqui,
co
mo
em
todas
as estações
que
lemos
per
corrido,
fomos
magnilicameute
recebidos
De
Madrid
sahimos ás
e
45
da
ma
nhã
de
quinta-feira,
17,
e chegamos
a
Lourdes
ás 7
horas
da
tarde
de
hontem.
Logo
que
cheguei,
apesar
de estar
bastante
fatigado,
fui
ver
a
gruta.
A
commoçâo
que
senti
ao
entrar
alli,
é
diílicil
de
explicar
!
o
mais
endurecido
coração
sente-se
commovido
ao
presen-
cear
aquelle
logar
mysterioso
onde
a Rai
nha
das
Virgens
se
dignou
apparecer
tan
tas
vezes
á
innocente
Bernadette.
Neste
ponto
não
sei
como
continuar...
Aqui
estamos
em
uma
boa
hospeda
ria,
quartos
com
luxo a 7
francos
por
dia.
Estamos
divididos
em
grupos
por
differentes
hotéis.
Neste
em
que
estou
que
é
o
de
La
Rome
estamos
14,
e
são
meus
companheiros
de
quarto
o
padre
Manoel
Aguiar,
padre
Francisco,
de
Fros-
sos
e
padre Lopes,
de
Merelim.
Não
faz
ideia
das
innuineraveis barra-
cas
que
aqui
ha
com objectos
de piedade
e
devo.ão,
como
são
contas, medalhas,
estampas,
etc.
etc.
Consomem
os
pere
grinos
a quererem que
lhes
comprem
nas
suas
barracas,
mas
faliam
um
dialecto
mixlo
de
francez
e
hespanhol,
que é dilli-
cil
de
comprehender.
No
entanto
logo
OS
ULTIK0S
MOMENTOS
DUM
CuHDEMHADO
PELO
R.
P.e Marchai
ftliHgionnrio
ttpogtolico
TRADUZIDO
DA
19.a
EDIÇÃO
pon
J.
B.
da
S.
R.
1
A
Religião
Catholica
é
sempre
bella,
boa,
santa
e
divina
em
todos
os
tempos
e
em
todas
as
circumslancias
que
a con
sideremos;
mas aonde
brilha
com
lustre
mais
esplendido,
é
quando
toca
com
mão
delicada
e
poderosa
as
chagas
envenena
das
da
nossa pobre humanidade, quedes-
fallece
sob tantas
misérias
reunidas.
Gos
tamos
consideral-a
no
brilhante
e
impo
nente
esplendor
de
suas
pomposas
solem-
nidades
;
mas
arrebata-nos quando
a
vêmos
apiedar-se
de
nossas fraquezas,
distribuir
o
pão
da
palavra como
um saboroso
leite
ao
tenro
menino,
e
como
uma
brilhante
luz
ao
homem
mais adiantado
na vida e
desgraçadamente
embebido
nos
caminhos
do êrro
e
do
mal.
Quanto é tocante
e
suave
a
religião
do
Divino
Salvador,
que passou
no
mundo
pra
ticando
o
bem,
quando
nos
apparece
em
seus
ministros
e
n
’
estas
angélicas
creatu-
ras
que
o
olham
como
sua unica
heran
ça,
dando
de
comer
aos
que
leem
fome,
vestindo
o pobre,
consolando
o
aíllicto,
aliviando
o
doente,
visitando
o encarcera
do,
esclarecendo
a
cegueira
dos
espíritos,
mitigando
todas
as
dôres,
e mostrando
a
todos,
n
is
suas mesmas
enfermidades,
uma
semente
fecunda
de
gloria
immortal
para
a
eternidade
I
A
historia que
vamos
referir,
e que
po
demos
alTirmar
inleiramente
aulhentica,
vi
rá
confirmar
uma millesima
vez
mais
o
ineífavel
e
maravilhoso
poder
da
Religião
sotire
as
almas.
Ver-se-ba
a
sublime
de
dicação
que
inspira
ao
coração
que
locou
com
sua
viva
chamrna
; a
resignação,
a
coragem
intrépida que
desenvolve
;
a
in-
disivel
felicidade
que
derrama mesmo no
meio
dos
mais
desolautes
infortúnios,
quan
do
faz
sentir
sua
iulluencia
favoravelmen
te
acolhida
;
a
verdadeira
e
gloriosa
vida
que
nos
ensina
a
conquistar,
mesmo
sob
o
cutello
do supplicio
mais infamante.
Oh
!
que
seja
mil
vezes
abençoado o
padre
que
comprehende
sua
nobre
e
santa
missão,
como
a
comprehendeu aquelle de
quem
vamos
narrar
a
gloriosa
conquista!
e
possa
Deus
de
toda
a
bondade
ter
sem
pre
aberto
o
seu
seio
misericordioso
ao
peccador
arrependido,
tão
humildemente
inclinado
sob
a
mão
que
o
fere
no
tempo,
para
o
converter
e
salvar
na
eternidade!
Mas
escutemos
o
proprio
R
P.*
Mar
chai,
a
cuja
narrativa
conservaremos toda
a
sua
candida
simplicidade,
seu
perfume
de
piedade
doce
e
penetrante.
11
Era
o
dia 27 de
junho
de
1852.
Tal
vez
por
uma disposição
particular
da
Pro
videncia, achava-me
no
meu
quarto,
quan
do
de lepeute ouço
grande
barudio
nas
proximidades
da
pnsao,
que
distava
apena»
alguns
passos.
Aproximei-me
da
vidraça
e
vi
um carro
coberto,
escoilado
por
nu
merosos
gendarmes.
Em
seguida
saiu
um
homem
alto
e
robusto,
que
entrou na
pri
são fumando
seu
cachimbo
e
com
a mes
ma
sem
ceremonia,
como
se
entrasse
em
um
botequim.
Este
homem
chamava-se
Julio
Charlet,
condeinnad
>
ú
morte
pela
commissão
de
Lyon, por
homi
c
*dio na
pessoa
d
um guar-
da-d
’aliàndega,
defronte
d
Anglefort,
por
occasião
do golpe d’
estado
do
dous
de
de
zembro.
Ha
cem
dias
que
esperava
a
execução
de
sua
sentença
na
prisão
de
Roaune,
em
Lyon,
e
era
emfim
transferido
a
Belley,
para
receber o
golpe
fatal,
a
29
de
ju
nho,
ás
5
horas
da manhã.
Na
sua
longa
demora
em
Lyon,
havia
tido
algumas
relações
com
o snr.
Esmo
ler,
que
via
com desgosto
seu
ministério
estorvado
pelo
snr.
director
em
chefe da
prisão
;
de
sorte
que este
infeliz
havia
per
severado,
mesmo
em presença
da
morte,
na
religião
protestante,
cujos
princípios
tinha
bebido
com
o
leite
materno,
assim
como
em
suas
ideias
ultra-Lberaes,
de
que
se
linha
imbuido
em
Londres,
Génova
e
Lyon.
Ao
descer
do
carro
em
Belley,
havia
pedido
um
ministro
protestante; e,
como
se
lhe
respondesse
que nem na
cidade
nem
nas
vismhanças
os
havia,
tinha laxado a
auctoridade
de má
lé
;
e
eslava
inlima-
menle
convencido
de
que se
lhe
havia
re
cusado
um
ministro
para
o
obrigar
a
ac-
ceitar
um padre
catholico.
Porisso
tinha
elle
dito
em
voz
alta:
«Recusam-me
um
ministro
;
muito
bem
!
digo-o
publicamente,
o
primeiro
padre
que
peneirar
na
minha prisão,
não
ha
de
sair
vivo.»
Taes
são
as
particularidade que
pude
obter
na
tarde
do
dia
27
com
relação
a
este
infeliz.
Mas
todas
estas noticias
não
faziam
senão
augmentar
a
sympathia
que
eu
tinha
por
este pobre
prezo,
assim
co
mo
o ardente
desejo
de
o
vêr
e
de
me
entreter
com elle.
«Eis
aqui,
dizia comigo
mesmo, um
homem
que
vae
morrer
;
dous
dias
ainda
e tudo
estará
acabado
:
terá
comparecido
diante
de
Deus, e
sua
sorte
será
fixa
da
por
toda
a eternidade
!
E
eu,
j -
ven
sacerdote, eu,
que
não
fiz ouvir
ain
da a nenhum peccador
palavras
de
perdão
e
amor,
quam
feliz seria
se
me
fosse
per-
mittido
começar
meu
ministério,
levando
a
este
desgraçado
algumas
consolações
ca
pazes
de
adoçar
um
pouco
o
amargo
de
seus infortúnios»!...
E
eu sentia
correrem-
me
as
lagrimas.
(Continúa)
sastMn
que
cheguei
tomei
conhecimento
com
um
sugeito,
que
não
me
deixou
em
quanto
lhe
não
promelti
que
lhe
havia de
com
prar
alguma
cousa,
o
que
farei
hoje.
En
tendo-me sofTrivelmente
com
elle
e
tenho
alcançado
fazer-me
comprehender.
O
padre
Veiloso
seguiu
logo
na
quar
ta-feira
de
Madrid
e
creio
que
deve
Che
gar
aqui
hoje
de
madrugada.
Separou-se
de
nós,
e
ainda
não
sei
d’
elle.
Desculpe
o
modo como lhe escrevo,
porque
estou
fallando
tres
idiomas,
e
não
sei
bem
se
me
farei
comprehender.
Seu
velho
amigo
AI.
Loureiro.
Lourdes
20
de maio.
—
Hontem
foi
a
solemnidade
da
nossa
peregrinação.
Pelas
9
horas
da
manhã
celebrou
missa
o
Em.mo
Snr.
Cardeal
Patriarcha
e
deu
a
cotnmu-
nhão
a
lodos
os
peregrinos
seculares,
porque
os
sacerdotes
todos
celebraram
a
santa
missa.
A
’
s
3
horas da
Urde
reunimos-nos
na
gruta
e
alli
se
principiaram
as
ladainhas
lanretanas.
que
depois
do Saneia
Maria
foram
continuadas
pela
montanha
acima
até
á
Basílica
de
Not<e Dame
de
Lour
des,
e
chegando
alli concluiu-se
a
ladai
nha
e cantou-se
a
Magnificai
e Benediclus,
e
em
seguida
o
Em.
1'
10
Patriarcha
tomou
o
pluvial,
e
expondo-se
o SS.
Sacramento
cantou-se
o
Tanlum
ergo
e
concluiu-se
com
a
bênção
do
SS.
Sacramento.
Tive
a
ventura
de acompanhar
a
orgão
todos
estes
cânticos.
A
’s 8
da
noite
houve
outra
reunião
na
gruta
para
-a
procissão
du
cierge,
lo
dos
levavam
uim
veia
aceza,
e
a
dou>
a
dous
fomos
cantando
á
Virgem de
Lour
des
una
poesia do
revd.
0
dr.
Cosgaya,
Tota
pulcra
e
outros
can
icos
em
honra
da
Virgem;
entramos
não
tia
parte
supe
rior
<ia
Baziliea
como
de
tarde,
mas
na
crypta,
ou
parte
inferior do templo,
onde
depois
de se
ter
cantado
a ladainha
dos
missionários
alli
se concluiu
com
o
Sub
tuum
preesidium e
oração
respectiva.
Já
de
tarde
no
íim
da
solemnidade
tinha
prégado
na
Baziliea
o revd.
0
padre
Amado,
que
em
breves, mas
commoven-
tes
palavras,
desenvolveu
aquellas
da
Magnifical^orque o
Senhor
olhou
para
a
sua Serva, por
isso
iodas
as
gerações
me
chamarão
Bemavenlurada.=
A’
noile,
no
íim
da
solemnidade,
orou
na
crypta o
revd.
0
padre
Marnôco,
abbade
de
Souselas
e
arcypreste
de
Barrosas,
to
mando
para
thema=-e</o
diligentes me
di-
ligo
etc... ut
ditem
diligentes me,
et
lhe
sauros
eorum
repleum=*Prov.
8.
--
Tudo
foi
magestoso,
devoto
e
cõmmo-
vente,
porque
aqui
tudo
respira
o
subli
me.
Não
me
esqueceu
orar
pelo
Ex.
‘
“°
e
Revd."
10
Snr.
Arcebispo
da
nossa
que
rida
Braga,
e
por
todo
o
Portugal.
Adeus.
Padre
Aguiar.
IiiBpectisr de
pezog e medidas.
—Chegou
no
dia
19 a esta
cidade,
vindo
da
do Porto,
o
ex.
mo
snr.
Sá
Camello,
inspeclor
geral
de pezos
e
medidas
dos
districtos
do
Norte.
S.
exc.
a
pouco
se
demorou
aqui,
partindo
para
Eafe,
Ce-
lorico
de Basto,
e
regressando
pela
Povoa
de
Lanhozo a esta
cidade afim
de
orga-
nisar
e
regularisar o
aferimento
dos
con
tadores
de
gaz
e
mais
serviço
a
cargo
de
s.
exc.3
Em
seguida
percorrerá
todos
os
con
celhos
do
circulo,
afim
de
proceder
á
inspecção
de
que
é
chefe.
Collegio d»
Espirito Snnto.—
Na
segunda-feira
do Espirito
Santo
tivemos
a
satisfação
de presencear
um lindíssimo
drama,
que
os
alumnos d'este
collegio
re
presentaram
em
honra do
seu
divino
Pa
droeiro.
Foi
pela
primeira
vez
que
estes
jovens
se
estreiaram
perante um
numeroso
pu
blico
composto
de
distinctissimos
cava
lheiros
e
senhoras
da
cidade,
e
outras
terras
do districto.
Mal
cabiam
os
200
espectadores
no
grande
salão
transforma
do pelo
zelo dos
alumnos
e
professores
em
linda
plateia
de
theatro,
adornada
com
muito
gosto
e
aceno.
O
drama
intitulado:
O
Judeu
de
Ve
neza,
era
imitação
original do conhecido
drama
do
poeta
inglez
O
mercador
de
Ve
neza.
O
desempenho
natural
e facil dos
differentes
papeis e
alguns
difliceis,
por
parte
dos
alumnos
encontrou
geral
applau-
so;
particular
simpatia
porém
excitou-nos
o
talento
e
a
graça
que
revelaram
nesta
circumslancia
os alumnos
Alberto
Feio
da
Rocha
Paris,
de
Vianna
do Cas
tello,
Alberto Carvalhaes
Malheiro,
de
Ponte
do
Lima
e
os
filhos
do ex.
in
°
snr.
José
Martins
Queiroz,
de Guimarães.
No
principio
e
nos
intervallos
do
quar
to
acto do
drama executaram
os mesmos
codegiaes
variadas
peças
de
musica
no
piano
com
acompanhamento
de
rehecas
e
flautas;
cantaram
lambem
alguns
hym-
nos
compostos
para
a
occasião,
colhendo
vivíssimos
applausos
da
parte
do distin-
clissimo
auditorio.
Não
menos
agradou o
joven
Carlos
Almeida
Braga
pela muita
graça
com
que
recitou
uma
lindíssima
poesia
sobre
a
festa
do
dia.
Começado
ás
7
e
meia horas
prolon-
gou-se
este acto
festivo
até
sá
11
e
meia
da
noile,
deixando
em
todos
o
maior
de
sejo que
similhante
festa
podesse
repetir-
se
mais
vezes no
anno,
por soa
manifesta
utilidade;
pois não
sómente
ellas
ameni-
sam a
monotonia
da
vida
do
collegio;
mas
ainda
proporcionam
grandes
vantagens
aos
alumnos,
concorrendo
poderosamente
para
o
seu desenvolvimento
intellectual
e
social.
Não
podemos
deixar
de
felicitar
o
dis-
linclo
professor
d
’inglez
e
de desenho
pelo
bom
gosto
e
habilidade
que revellam
as
diíferentes
pinturas
do
theatro,
as
quaes
segunda
nos
consta
são
obra
sua.
D’
este
acreditadissimo
estabelecimento
fizeram este
anuo
exame
dTnslrucção
Pri
maria
quarenta
alumnos:
—
Vinte
e
cinco
internos,
que
ficaram
todos
approvados
e
alguns
distinctos,
e
quinze
externos,
dos
quaes
quatorze
ficaram
approvados.
Koubt>
importante. —
Um
indiví
duo,
caixeiro
d
’
uma
casa
cominercial
do
Porto,
que
ante-hontem
se
achava hos
pedado
no
Trasmontano,
ao
regressar,
d
’
u-
ma
cobrança,
áquelle
hotel encontrou
a
mala arrombada, e
procedendo á
contagem
do dinheiro
deu
pela falta
de
300:5000
reis.
Dando
d
’
isto
parte
ao
dono
da
casa,
iinmediatamente
se
tractou
de
averigua
ções,
que
deram
em
resultado descobrir-
se.
o
criminoso, qne era
um
dos
serviçaes
da
mesma,
e
aprehender
se
a
quantia
rou
bada,
á
excepção
d
’
alguinas libras
que
o
ratoneiro
havia empregado
na
compra
de
uma
corrente
de
oiro.
Foi o
appareci-
mento
d
’esta
corrente que denunciou
o
criminoso.
Este
foi
recolhido
á
cadeia.
Peregrinos.—
O
numero
dos peregri
nos
porluguezes
vae crescendo
dia
a
dia.
Alem
da
grande
caravana
que
partiu
no
dia
14.
seguiram
outros
das
villas
do
Alan-
droal,
Borba,
Lamego,
e de
Bragança.
Ain
da
no
dia
17 partiram
da
Povoa
do
Var-
zim
um
cevalheiro,
nosso
amigo,
e
sua
es
posa
;
outro
de
Villa
do
Conde,
e
outro
que
se
achava
em
Coimbra.
São todos
quatro
do arcebispado
de
Braga.
Os
nomes
de
lodos
os
peregrinos
se
rão
publicados
depois
de
chegarem
a
Roma.
Segundo cartas
particulares
já
a esta
hora
devem estar
na
cidade eterna;
mas
ainda
não
recebemos
telegrammas.
Audiências geraes.—
Foram
julga
dos
em audiência
geral
:
Dia
11—Manoel José da
Silva
Miran-
delia,
da
rua
da
Boa-Visla, accusado
do
cri
me
de labolagem
:
foi
condemnado
em
3
mezes
de
prisão
e
na
multa
correspon
dente
de
200
reis
diários.
—
José Maria
de
Vasconcellos
Leite
Pereira
M
mrão,
accu
sado
pelo
crime
de
ferimentos :
absolvido.
Dia
23.
—Vicente
Pinheiro
Lobo
Ma
chado,
accusado
pelo crime
de
agressão
violenta
: absolvido.
Conferencia
arelieoiogia da Ci-
tania.
—
Está
delinilivamente
fixado
o
dia
deste
congresso,
que é
o
primeiro
do nos
so
paiz,
e
que
será
decerto
o
incentivo
d’
outros
que o
complementarão.
Será
no domingo
9
de
junho.
Depois
de
visitadas
algumas
d
’
aquel-
las
ruinas
memoráveis,
exploradas
desde
a
baze
do
monte
até
o
cimo
d
’
elle,
se
rá servido
um
lunch
aos
illustres
confe
rentes.
Passar-se-ha
depois
a
examinar
o
res
to
das
ruinas
em
descuberto,
abundantes
em
todas
as
vertentes
do
monte,
e que
nessa
occasião decerto hão
de
ser
mais
numerosas;
porisso
que
o
incançavel
ex-.,
plorador
dessas
ruinas
esiá
continuando
com
exeavações
a
que
preside.
No
dia
á
noile
haverá
um
esplendido
baile
nos salões
da
casa
do
Cavallinho,
co
nhecida
usualmente
com
o
nome
de
pala-
cio
do
Conde
d
’
Arrochela.
Este
baile
é
oíferecido
pela
cidade
de
Guimarães
aos
illustres
conferentes,
em
lestimunho
de
consideração
respeitosa
por
esta
visita
com
que
honram
o
berço
da
monarchia,
ao
mesmo
passo
que
honram
um dos seus
filhos
mais
benemeritos,
o
il-
lustrado
e cavalheiroso dr. iMartins Sar
mento.
Jornal
de seieneins niathesn:»-
ticae.
—
Recebemos e
agradecemos
o
n.°
3
do
1.°
volume.
Este
jornal
conimbricense
traz
como
questão proposta
para
solução
a
seguin
te, enviada
áquella
redacção
pelo nosso
antigo
mestre
o
ex
ra0
dr. Pereira-Caldas :
Dadas
as
condições
da
divisibilidade
binomial
;
dedusir
d
’
ellas
as
praxes das
extraeções
dos
9
e
dos
11.
Notícias
da Frimç».—
O novo
ga
binete francez,
presidido
pelo duque
de
Broglie,
tem
sido
recebido
pelo
republi
canismo
com
uma
reluclancia.
que
mui
to
deve
lisongear
os homens
de
bem.
Chamam-lbe
reaccionario,
devoto,
etc.
No
entanto
são
graves
as
noticias que
d
’
aquelle
paiz nos
'ião
os
jornaes.
Para
que
os
leitores
as avaliem va
mos transcrever
d’
um collega liberal
os
seguintes
períodos
:
«No
capitulo
das
relações
com
o ex-
trangeiro, o
«Gaulois»
dá
resenha
da
en
trevista
entre
o
general
Cialdini e o
du
que
Decazes,
na
qual
o
primeiro
d’
estes
personagens ponderou
que
a
Italia
consi
derava como
ameaça
o
advento
d
’
um
ga
binete
francez
reaccionario.
E
como o
du
que respondesse
que
lhes era
impossível
romper
com
a
egreja nacional
do
seu paiz
o
general
relorqum-lhe
que.
sendo
assim,
necessitaria
a
Italia
buscar
defesa n
’
tima
alliança
allemã.
Dando
de
barato
que
não
seja
exacta
esta
versão
do
«Gauloiss,
sem
pre
fica
certo que
a
França
corre o
pe
rigo
seriissimo de
perder
a
estimada
Ita-
lia
Dá
se
por
outro
lado
como
provável
uma alliança
da
França
com
a
Inglaterra,
attribuindo-se
em
grande parte
a este pen
samento
a
mudança do
gabinete
francez.
Certo
é
que
em
abono
d
’
este
asserto
se
poseram
na
bocca
de
B
oglie
as
palavras
de
«neutralidade
acautellada
com
allianças
judiciosas
contra
complicações
que
seria
in
sensato
não
crer
possíveis»
;
mas
também
não
é
menos
verdade
que
ninguém ousou
ainda
confirmal-as.
De
mais
d
’
isso,
suppõe-
se
que
a
base
da
alliança
seria
outra,
effecluada
já,
entre
a
Inglaterra
e
a
Áus
tria, e
esta
vaporisava-se
e
perde-se,
por
ora,
na
almosph^ra
nebulosa
dos
«diz-se.»
Vaticano.—
Segundo
as
ultimas
no
ticias
que temos
do
Vaticano
foram
rece
bidos
no dia
15
d
’este
os
peregrinos
hol-
landezes
em numero
de
50.
A
Hollanda
é
uma nação pequena
e
protestante;
ain
da
assim
tem
em seu
seio muito
e
fer
ventes
catholicos,
os
quaes
lhe
oflerece-
ram
tima
grande
porção
de
dinheiro,
re
sultado
das
subscripções das
dioceses
de
Hollanda,
e
das
offertas
individuaes:
a
quem
S.
Santidade
dirigiu
palavras
d
’
a(1ecto,
como
faz a todos
que
teem
a satisfação
de
o
ouvir.
Um
patrtarelia.—
Refere
o
«Jornal
do
Commercio»,
do
Rio
de
Janeiro,
que
existe
no
Pará,
onde
exerce
o
mister
de
piloto,
Angelo
Marinho,
viuvo de
tres
mu
lheres,
das quaes
houve
43
filhos,
sendo
16
da
primeira,
21
da
segunda,
e
8
da
terceira.
Estes
filhos
estão
todos
vivos
e
casados,
contando
actualmenle
a
familia,
de que
Angelo
Marinho
foi
tronco,
119
netos,
181
bisnetos e
260
lataranetos. Ao
todo 608
pessoas !
E&oubo.
—
Da
-Aurora
do
Cavado»,
jornal
de Barcellos,
extrahimos o
se
guinte:
«No
dia
9
do
corrente,
seriam
duas
horas
da
tarde,
vinha
o
sur.
José
Vieira
de Sonsa
Coulinho,
d
’esta
villa, passando
na
estrada
a macadam,
que
d’esta
villa
segue
para
Villa
Nova
de
Fainalicão,
na
freguezia
de Silveiros,
não
longe
do
po
voado,
logar
de
Izabelinha,
na
freguezia
de
Viatodos,
quando
ao
encontro
lhe
sa-
hiram
tres
homens
ainda
moços,
dois d
’
et-
les
hespanhoes,
de
cara
descoberta,
e
um
com
a
sua
cara
coberta, que
o
snr.
Viei
ra
suppoz
portuguez
e
conhecido,
não
só
por
esse motivo, mas
porque
não
proferiu
palavra
alguma.
Os
dois
hespanhoes
vinham
armados,
um
de
rewolver
e
o outro
de
uma des
sas
longas
navalhas
de
mofa,
e
agarrando
ambos
pelas
lapellas
do
casaco
ao
snr.
Vieira,
que
surprehendido
do
ataque
e
não
avistando
ninguém
por quem
grilar,
não
offereceu,
e
com
rasão, resistência,
arrastaram-o
para
fóra
da
estrada,
e
ahi
lhe rombaram
o
dinheiro
que
comsigo
levava, o
relogio
e
a
corrente
de
ouro,
e
uma pequena
bussula
de
metal
am
-
rello.
Feita
a
expoliaç.ão
conseguiram
os
tres
meliantes
que
o snr. Vieira
voltasse
para
a
estrada
e
seguisse
para
esta
villa, sem
que, felizmente
para
elle,
o
maltratas
sem.
Para
bem se comprehender o arrojo
d
’este
roubo,
devemos
observar
que
no
dia
em
que
elle
foi
feito,
era dia do
mercado
semanal
e
annual
em Famalicão.
é
continua
pois
quasi a
passagem de gen
te
de
pé
e a
cavallo
pela
estrada
!
..
Pou
co
depois
de ter
voltado
a esta o
snr.
Vieira,
chegaram
junto
d
’
elle,
vindas do
lado
de
Villa
Nova
a
cavallo.
diversas
pes
soas
suas
conhecidas,
que
inteiradas
do
succedido
não se
pouparam
esforços
para
descobrir
os
heroes
do feito,
buscando
e
rebuscando
açodados
todos
os
pinheiraes
em
volta,
que
ahi
são
cerrados,
mas
nada
conseguiram».
U«»i
rlainoceronte
a bordo. — O
Alta S.
Francisco
insere
a
descripção
de
uma
scena
coinmovenle
que
se
passou
no
Atlântico
a
bordo
do
Colon.
Este
navio
recebera
em
New-York
além
de
uma
cen
tena
de
passageiros,
muitas
feras
destina
das
á coilecção
Montgomery,
de S.
Fran
cisco.
Havia
entre
ellas
um
granle
rhinoce
ronte
de
Java,
que
sustentavam
com
ar
roz,
feno
e
assucar.
Todas
as
jaulas
fo
ram
colmcadas no
convez.
De
repente,
ao
largo
do
cabo
Hatteras
—
Carolina
do
Norte
—
e
na tarde
de
27
de fevereiro,
sobreveiu
uma
violenta
vaga
e
destruiu
em
parte
cubículo
do
rhinoceronte.
A alimaria,
que
se
portara
com socego
desde
o
principio
da
viagem,
possuiu
se
de
um
accesso
de
furor,
vendo
a
sua
ca
sa
inundada,
e
começou
a
completar,
me
diante
os
chilres,
o
que
tinham iniciado
os
elementos.
Em
breve
fraclurou
dois
ferros,
e
d
’
essa
fórma
conseguiu
passar
a
cabeça
para
fóra
do
seu cárcere.
Os
tripulantes,
reconhecendo
a
crise
da
situação,
tomaram
as
suas
medidas,
ao
passo
que
todos
passageiros
se
apresenta
vam
a
meller-se
nas
camarinhas.
D
’ahi
a
instantes, o rhinoceronte partiu o
der
radeiro
ferro,
e
como
irrompesse
furiosa
mente
no
convez,
de
cabeça
baixa,
olhar
cego
e
berrando com
desespero horrível,
matou
um
cavallo
que defrontou na
car
reira.
Depois,
começou
de
correr
com
uma
velocidade
assombrosa
da
prôa
á
popa e
de
bombordo
a
estibordo,
prejudicando
mais
ou
menos
o
que
se
lhe
deparava
em
frente.
No
entanto,
o
capitão
Griílin
qne
fóra
carregar
a
sua
espingarda
e
armado todos
os marinheiros,
mal
previra
a
fuga
da
alimaria,
deu
as
suas
ordens
e
organisou-
se
incontinente
uma fusdaria
vivíssima;
infelizmenle,
as
balas,
em
vez
de
pene
trarem
na
pelle
do
formidável
quadrúpe
de,
batiam
lá
e
retrocediam
como se
dessem
n
’
um
ferro.
Entretanto,
o
bicho
penetrava
na
camarinha
do
cirurgião
Agnoxv,
onde
esmagou
dois
cães:
logo
em
seguida
afastou-se
sem
qne visse
o
facultativo
que,
menos
vivo que
morto,
se
refugiara
á
pressa
atraz
de
um
canapé.
Durou
cêrca
de
uma
hora
esta
horrí
vel
situação.
O
paquete
navegava
exclusi
vamente
á
mercê
do
vente
e
vagas,
visto
que
marinheiros
e
commandante haviam
desamparado
o
leme,
entrincheirando-se
na
camara
de
ré.
Afinal,
depois
de
muito
esforço
em
vão,
9
vigia
das
téras,
Henrique
Gise,
haven
do
subido
ás
vergas,
poude
envolver
n’
um
potente
laço,
que levára comsigo
e
lá
de
cima
atirou,
o
fugitivo
rhinoceronte,
que
ficou
preso
junta
á
prôa.
Explorafõe» na ESiassss».—
Rece
beram-se
de
Samarkand
algumas
novida
des
sobre
a
missão
scientilica
de
Ujfalvy
na
Asia
central
e
na
Rússia.
O illustre
explorador
sahira
d’
Oren-
bourg
—
Rússia
da Europa
—
no
dia
8
de
fevereiro,
e
a
14
de
março
chegou
a Ta-
chkeud,
cidade
populosa do
Turkestan,
situada
a
uns
200
kilometros
N.
O
de
Khokand,
e
que lerá
cerca
de
80:000
habitantes.
No
decurso
da
viagem, desceu
o
ther-
mometro
a
2<)
graus
líéanmur,
abaixo
de
zero. Succedeu
uma
occorrencia
lamentá
vel
no
espaço
intermediário
de
Saouran
e
Roch-Mirguil:
tombou
uma grande
porção
de
bagagens,
e perdeu-se
inleiramenle
n’
uma ribeira
de
nome
Alchalgan.
‘
Ujfalvy
visitou
as
ruinas
de
Jany-Kour-
gune,
Djanekend,
Sena-Rourgan,
Roche-
Mizguil
e
Saouran,
e
depararam-se-lhe
di
versos
tijolos
cornplicadamente
ornados,
bem
como
numerosas
moedas
antiquíssi
mas.
Alem d’
isso,
poude
effectuar
mensu-
raçõ°s
anlhropometricas na
religião
[dos
Hirghizes,
cujas
habitações
analysou
rei'e-
radas
vezes,
colhendo
assim
algumas
no
ções
elhnographicas
de
summa
importan-
cia.
0
povo
kirghizo
—como
sabem
—
é
de
origem
tartara,
e
divide-se
em
Ires
sec
ções
submettidas
á
Ru
sia,
que
seguem a
se
iia
dos
musulrnanos
sunmlas.
Na
cidade
santa
dos Kassaks inahome-
taiios.
que
lá
se
dirigem
annualmente
em
tuna
descomunal
peregrinagem
—
isto
é,
Turkestan
—Ujfalvy
entrou
na
famosa
mes
quita
d Ilazret,
que
Tamerlan
mandou
construir
em
1404 pelo architecto persa
Khodja-Houssein.
Levou
d
’ahi
tijolos
es
maltados,
mosaicos,
e
íiudmente,
e
craneo
õe
um
embaixador
que se
dirigira, sob
a
iniciativa
do
khan
de
Khokand
e
na
com
panhia
de
vários
collegas,
a
Turkestan.
cujos
habitantes
lhes
deram
cabo
da
pelle.
o
«Serrote».—
Temos
á
vista,
mas
a
conveniente
distancia,
o n.°
1
asu
plementado
do
«Serrote,
o
papelucho
mais
infame
e
nojento que
tem
sujado
os prelos
portuguezes.
Publica-se
no Porto.
Custa
a crer
que
tal se
consinta
n’
uma
cidade
que
se diz
civiiisada,
e
se
presa
de
catholica
!
Logo
á
apparição
do
papelejo
deu-se
um
desgraçado
incidente,
de
que o
«Di
reitos
dá
conta
nas
linhas
que
abaixo
transcreveremos.
Nunca
se
arremessou
ao
nosso
escri-
nlorio
visita
mais
immunda.
Pois
tivemos
a
coragem
de
examinar d
’
a!lo
a
baixo
o
intruso!!!
Traz
na
dextra
um
facho
in-
cendiario.
na
sinistra
uma aljava de.
.
.
pedras:
no pescoço
enrosca-se
um
cordel
d
’
onde pende uma
barrica
de
petroleo,
tendo
na lombada
o
distico=93=.-
da
boc-
ca
vê-se
escorrer
um
pus
gorduroso
e
fé
tido,
que
se
vae
coagulando
entre
o
ser
rote
da
dentuça
d
’
elefaute.
Um
monstro,
um
composto
de
todas
os
horrores
e
de
todas
as
immundicies.
Quer
a
repetição
das
scenas
de
93!
Na
propaganda
das
aberrações
que
a
ellas
nos recondusiriám
não
é
só,
o
aban-
testna;
tem
mais
ura
concorrente
que
se
introduz
sornamente
no
Povo
disendo-se
seu
amigo
para
o
arrastar
aos
mesmos
horrores.
0
«Serrotes, logo
no seu 1.°
n.°,
sur
ge
do
eslerquilineo
das
praças
do
peixe
e
das
fezes
dos
matadouros,
mostrando-
se
tal
qual é:
o
outro
aeocora-se
no
bo
tequim
a
calçar
luva
branca
para
as
ba
julações,
e
a
amolar
o
ferrão ás
occul-
tas
para
as
ferroadas
impotentes.
Árcades
ambo.
Vejamos
o
que
diz
o
«Direito» ácêr-
ca
do
incidente
a
que
acima
alludimos:
<Na
segunda-feira,
pelas
10
horas
da
manhã,
sabia
da
egreja
dos
Congregados
o
snr. João
Correia
Pinto da
Cruz, quando
ao
descer
da
escada
um
garoto
lhe
ofte-
receu,
chegando-lhe quasi
a
cara
o
«Ser
rote»;
o
snr. Correia
disse-lhe
que
o
não
queria,
o
garoto
insistiu
n’um
tom insultanle,
e
o
snr.
Correia
para
se
vêr
livre
d’e|le
desviou-lhe
as
folhas
com
a
ponta
da
bengala,
rasgando
um
bocado
a
doas:
a
garotada
principiou
a
grilar
que
lhe
pagasse
as
folhas
e
a
chamar-lhe
jesuí
ta,
etc.
0 snr.
Correia
dirigiu
se
para
a
livra
ria
catholica,
porém
a
canalha
acompa
nhou-o
fazendo
grande
algazarra
e
diri-
gindo-lhe
palavras
olfensivas;
procurou
um
policia para
fazer
dispersar
a
turva
dos
garotos,
mas
o
policia
não
appareceu
em
toda
a
praça;
e
sentou-se
ao
balcão.
N’
este
tempo
chegou
um sujeito
que
disse
ser
o agente
do
«Serrote»,
e diri
gindo-se
ao
snr.
Correia
increpou-o
por
elle
ter rasgado
as
duas
folhas
ao
rapaz
e
ao
mesmo
tempo
este
excedeu-se
no
seu
palavriado
e o
snr,
Correia
desandou-
lhe
uma
bangalada
n
’
um
hombro,
o
ga
roto
grilou
e
d'ahi
por
algum
tempo
ap
pareceu
um
policia
que
outros
garotos
ti
nham ido
chamar;
convidou o
snr. Cor
reia
a
acompanhal-o
á
estação
da
rua
do
Boinjardim.
O
snr.
Correia
depois
d
’
alguma
hesi
tação
foi
ter
á
estação
da
policia,
não
como
preso,
porque
o
não
tinha
sido
em
llagratiie,
mas
a
pedido
do
mesmo
poli
cia;
muita garotada
o
seguiu
até
alli
fazen
do
a
costumada
algazarra.
Da
estação
do
Boinjardim foi
para
o
commissariado
geral
e
d'alli
para
o tri
bunal
criminal
onde teve
de
prestar
fiança.
O
garoto
que
levou
a
bengalada
no
hom
bro. e
que
lhe
não
fez a menor
ferida
nem
contusão,
insinuado
por
alguém,
dis
se
no
tribunal
que
a
pancada fôra
na
ca
beça,
mostrando
a
costura
de
uma
ferida
C|
calrizada
e
que
teria
sido
feita
ha an
nos.
4
Abstemo-nos
de
narrar
o
mais
que
se
passou
entre
o agente
do «Serrote,
o
snr.
Francisco
José
Carlos
Ainatucci,
seu
pro
prietário
e
o
snr.
Correia.
O
snr.
Correia
foi
provocado
pelo
ven
dedor
do
infame
«Serrote»,
do
contrario
não
se
importaria
com
elle.
Conhecemol
o
ha
muitos
annos
e
não
queremos
dizer
que
não
tenha
defeitos,
porque
não
ha
homem
nenhum
que
os
não
tenha,
porém
em
sentimentos
catholicos
ninguém
o
excede,
não
é
d’
aquelles
que
recuam
nem
tranzi-
ge
quando
se
trata
de
defender
a
religião,
nem
d
’aquelles
que
se
calam
quando
na
sua
presença
ella
é
offendida
ou
menosca
bada,
virtude
esta,
que
hoje
é
infeliz
mente
mui
rara.
O
snr.
Correia
está
meltido
n
’
oma
policia correccional
e
já
gastou algum
di
nheiro;
vae
tentar
uma
querella
contra
o
«Serrote»,
pelas
ofíensas
que n’esse
infa
me
papel
se
dirigem
á
religião na
pessoa
do
Santo
Padre
e
mais
dignidades da
Egreja,
e como
tem
de
fazer
avultadas
despezas
e
a
causa
é
de
todos
os
catho-
licos
vamos
abrir
desde
já
uma
subscri-
pção
para
costear
as
despezas
do
pio-
Cessso.
O snr.
João
Carreia
Pinto
da Cruz,
mora
na
rua
do
Bomjardim
n.°
426
—
3.°
andar.
Os
nomes
das
pessoas
que
subscreve
rem
serão
publicados
n’
este
periodico,
se
não
mandarem
o
comrario».
Aguardamos
a
decisão
dos
tribunaes
do
Porto.
Veremos
se
os
magistrados que
administram
a
justiça
n
’
aquella
cidade
pro
curarão
concorrer
para
a
conservação
do
edifício
social,
ou
apressarão
a
sua ruina.
Exqttigiíic®.—
Uma
correspondência
de
Washington
para o
jornal de
New-York
—
«New-York
Tribune»,
dá
noticia
de
um
incidente
curioso que
teve
logar
na
Ca
sa-Branca.
durante
um
jantar que
foi
of-
ferecido
aos
grão-duques
da
Rússia,
na
sua
visita
á capital
dos Eslados-Unidos.
Notou-se,
entrando
na
sala,
que
não
ha
via
copos
de
vinho
nos
legares
do
presi
dente
da Republica
e
da snr.
3
Hayes,
sua
esposa.
Como esta
circumstancia
despertasse
vivamente
a
curiosidade, soube-se
da
cria
dagem
que
mistress
Hayes,
que
participa
va
da
associação
de
temperança,
se
op-
posera
a
que
no
seu
palacio
servissem
vinho,
mesmo
n’
aquelle
dia.
E
foi
necessário
que
J.
Carey,
coro
nel e
mestre
de
ceremonias,
explicasse
á
snr.
a
Hayes,
que seus
ho-pedes
não
com-
prehendiam
que
lhes apresentassem um
jantar,
sem resquícios do
conf
rtativo
sue
co
da
vinha. No
lira
de
contas,
e
mani
festando
a
maxima
repugnância,
a
mode
rada
presidente
conveio
nas
ciladas
sug-
geslões,
mas
declarou
a
seu
marido
o
que
vae
seguir-se:
—
Ouviu?
olhe
que eu
não consinto
que
nenhum
cidadão dos
Eslados-Unidos
venha
usar
de
similhante
bebida
á
minha
mesa.
..
Guerira
<io
Oriente.—
Os
nltimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são os
que
seguem:
Bucharest,
22
—
Abateu
a
ponte
do
caminho
de
ferro
sobre
o
rio
Aluía,
af-
íluente do
Danúbio,
precipitando-se
no
rio
10
wagons
de
mercadorias.
Por
este
motivo foi
demorada
a marcha
dos
russos
Corre
o
boato
de
que
haverá
entre
vista
com
o
imperador
da
Rússia
e
Áus
tria,
na
occasião
da
presença
ao
czar
em
Poiesti.
Constantinopla
22
—A
esquadra
turca
tem bombardeado diversas
povoações
rus
sas
do
mar
Negro.
Perto
de Soukhoum-
zales
foi balida
uma divisão
do
exercito
russo
que
deixou
no campo
cerca
de
500
mortos.
Os
russos ameaçam
de
perto
Bataum.
Chegou
ao
seu destino
a
esquadra
que
condusiu
o
corpo
expedicionário
para o
Caucaso
Londres
24.
—Um
lelegramma
de
Ber-
lin
recebido
aqui,
diz
que a
Rússia
per-
miltirá
á
Inglaterra
a
piotecção
de
Con
stantinopla
e
do
canal
de
Suez,
se
fôr
permillido
á
Rússia
proteger
a
Roraania,
Bulgiria,
Servia,
Montenegro,
e
o
«vil-
layet»
de
Auned
e
Erzeroum.
O
«Times» diz que
a
Europa
está
em
vesperas
de
grandes
perigos;
que
a lucta
se
vae
deslocalisando
e
que augmenta
no
tavelmente
em
intensidade.
Espera
se
ainda
que
seja
feita pelo
Sultão
a
declaração
de
guerra
santa.
Cotiipitiib.ia Commereial e Vini-
e«5« íía Bairriula,
Convidada
esta
companhia
para
man
car
seus
vinhos
á
exposição
centenária
dos
Estados
Unidos,
não
duvidou
annuir
ao
pedido
da
auctoridade.
Tinha
a
com
panhia
adquirido
alguns excellentes vinhos
d
’esta
região vinicula, linha-os
melhorado
em
seus
armazéns,
e
mandou
quatro qua
lidades
de
vinhos,
duas
tinto de
1873
e
1875,
e
duas
branco, secco,
de
1862,
boal
de
1869.
Os
vinhos da
companhia
são
já
co
nhecidos
com
vantagem
em
alguns
mer
cados
da Europa,
Brazil,
África,
e
agora,
com
o
voto
imparcial
do
jury
interna
cional,
ficam
avaliados como
elles
real
mente
merecem.
A’
apreciação
dos
homens
imparciaes
e
patriotas,
deixamos
a
importância
do
oílicio
dirigido
á
direcção
da
companhia
e
que
em
seguida
se
publica.
Carreira
de
Mello.
Exposição
Internacional
da
Philadelphia,
Commissão
de
Portugal
Ex.
mo
snr.
Tenho
a
honra
de
participar
a
v.
ex.
a
que
por proposta
do
Jury
Internacional
da
Exposição
de Philadelphia,
a
commis-
são
centenária
dos
Estados
Unidos
con
cedeu
prémio
(medalha
e
diploma)
aos
vinhos
expostos
peia
companhia
de
que
v.
ex.
a
é
digno
presidente.
Eis
o
relalorio
do
jury:
Wine
very
and
perfeclly
well
composed.
The while
wine
remarkable—
de
que
a
traducção
é:
Vinho
multo
rico e
perfeitamente
bem
composto.
0
vinho
branco
torna-se
notável.
Conservo-me
ás
ordens
de
v. ex.a
para qualquer outro
esclarecimento
que
deseje
obter.
Deus
guarde
a
v.
ex.
a—
Philadelphia
2o
de março
de
1877.
Ex.'n°
snr.
presidente
da
Companhia
Comraercial
e
Vinícola
da
Bairrada
Jayme
Batalha
Reis,
Commissario
de
Portugal.
VARIEDADES
UVIA
FIWCÇÃO
DESCRIPÇÃO
[A
pedido
do
meu
particular
amigo,
M. J.
d'Oliveira).
Consinta
minha senhora
Que
lh
’
exponha
fraucamenle
Os sentimentos d
’
esta
alma,
Que
exulta
de
contente.
Que
funeção!
que
alegria!
e
que
vida!
Que
momento
sublime
d
’
então!...
Ai!
que
vida!
que
amor!
e
que encantos!
Que
alegria
para
o
meu
coração!
0’
Musa
inspira
este
vate,
Que
está
disposto
a
cantar!
E
não o
deixes,
ó Musa,
Vem-lhe
ao
ouvido
fallar.
Eu
não
poso
narrar
a
viagem
Descrever-lhe
tão
grande
funeção
Por causa
d
’
alegria qne
encerra
0
meu pobre e
infeliz coração.
Deseja
que
eu a
acompanhe?
Pois
bem; disponha
de
mim;
Que
inda
vos
agradeço.
Meu
anjo,
meu
bom serafim.
Vamos!
tocar
a canhotos
Que
o
tempo nos
vae
a
faltar;
E
a
missa sem
nós
irmos
Não
se
começa
a cantar.
Eis
que
vejo
de
Deus
já
o
templo
Já se
vae
dar
começo
á
funeção;
Vamos:
e apeie-se,
senhora
Eis
aqui lhe
offereço
minha mão.
Estou
de
vós
encantado,
Commoveu-me
a
sua
voz;
Vamos
agora
para
a
meza
Fiquemos
ambos
a sós!
Venha
vinho
que
exprima alegria,
Venha vinho
que
faça
cantar;
E
depois
de
beber
sairemos
Par
’
o
campo
ambos
só
passeiar.
E
depois
de
jantar!
ai!
que
dansa!
As
pequenas
que
bem
que
dansaram!
Que
funeção!
que
alegria
eque
vida!
Que
saudades
também
nos
deixaram!
São
horas;
vamos
senhora,
Que
é
noute; loca
a
sair.
Embrulhe-se
no
meu
chaile
Que póde
a
neve
cair.
Ora
bem;
já me
fez
a
vontade
E
não
tema
de
mim
innocente;
Que
eu prometto,
senhora,
prometto.
Que
eu
prometto
não
ser
insolente.
Falle
d
’amor
e não
tema
Castigue
o
tempo
assim;
Ande,
vamos
e
não
córe
Não
se
envergonhe de
mim.
Graças,
que
a
vejo
disposta
A
fallar
franca d’
amor;
Também
lhe
quero,
ora
ouça.
Dizer
o
que
vou expor.
Já
fui
muito
feliz
outr
’
ora
Com
amores
que sempre
adorei;
Mas
agora,
senhora!
ai
agora!
Nem
um
só
cantar
eu
poderei.
Foi
funesta
a
estreila
que
tive!
Mas
então!
que
lhe
hei
de eu
fazer?
Resignar-me
na
minha
tristeza
N
’este
mundo
de
tanto
sofTrer!
E
’
mais
feliz;
eu
bem
vejo,
Quem
déra
podel-a
amar;
A
vida
então qual
seria!
Só
era
para
invejar!
Seminário
de
Coimbra,
abril,
de
1871.
ALBINO
S. D.
C.
AGRADECIMENTOS
Os
viscondes
de
Pindella
e
seu
filho
Vi
cente,
tendo
recebido
na
presente
occasião
as
mais
altas
provas
de
estima
e
conside
ração
de
todas
as pessoas
d’
esta
boa
ci
dade,
significam
desde
já
publicamente
a
todos,
os
seus
respeitos
de
muitíssima
gra
tidão
e
amisade.
Braga
25
de
maio
de
1877.
Venho
por
este
meio,
pelo
motivo
de
o
não
poder
fazer
pessoalmente
como
era
esse
o
meu
dever,
agradecer
do
fundo d’al-
ma a
todas
as
pessoas
que
se
interessaram
pelo
meu
restabelecimento,
e
me
visita
ram
durante
a
minha
doença
(angina;,
quer
d
’
esta
cidade,
quer
da
do
Porto, signifi
cando-lhes
o
maior
reconhecimento
e gra
tidão.
Não
esquecendo n
’
este
momento
de
agradecer
igualmente ao
meu
facultativo
e
assistente
o
exm.°
dr.
José
Joaquim
Lopes Cardoso,
pelo
modo e
carinhos
com
que
me tratou
durante
o
periodo
da
mi
nha
moléstia.
Braga
18
de
maio
de
1877.
(275)
Joaquim
d'Assumpção.
Francisco
Dias
Correia
e
seus
filhos
e
filhas,
da
freguezia
de
Palmeira,
agradecem
a
todas
as
pessoas
tanto
ecclesiasticos co
mo seculares,
que
os
obsequiaram
duran
te
a
enfermidade
e
no
enterro
de
seu
fat-
leci
lo
filho
e
irmão
o
rev.°
João
Dias
Cor
reia. A
todos
protestam
seu reconhecimen
to,
e
gratidão
indelevel.
Anna
Julia
de
Moraes
Pacheco,
julga
ter
agradecido
a
todos
os illra.®
’
e
exm
°
&
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos
otlicios
fúnebres
que,
por
alma
de
sua
infeliz
e
sempre
chorada
irmã,
Maria
Cazimira
de
Moraes Pacheco,
tiveram
logar
no
dia
17
de
março,
bem
como
a
lodos
os
illm.°s
e
exm.0
’
snrs.
e
exm.
a*
snr.
8
que
lhe
fize
ram
a
honra
de
cumprimenlal-a
por
essa
mesma
occasião ;
mas
sendo
possível
dar-
se
alguma
falta
involuntária,
vem
por este
meio
reparal-a, protestando
a
todos
o
seu
maior
reconhecimento
e indelevel grati
dão.
(28Q
AHKEHATAÇÃO
No
dia
27
do corrente
mez
pelas
dez
horas
da
manhã, á
porta
do tribunal
judi
cial,
silo
no
largo
de
Santo Agostinho,
d
’
esta
cidade
de
Braga, se tem
de
arre
matar
e
entregar
a
quem
mais
der
e
lan
çar
as
propriedades
seguintes
:
A
coutada
e
bouça
de
carvalhos,
sita,
na
freguezia
de
Esqueiros,
comarca
de
Vil-
c.tMR
wmnKr
■
y^wujy^t^MXj^vaxcúrs^nWUWatnTJgs&s^r^.'.--.'^^T~r,r
">>-•**>
Ia
Verde, junto
á bouça
da
Bóca
e
Quinta
nova,
que
produz
rnatto
e lenha, avaliada
na
quantia
de
7G$000
rs.
Uma
nascente
d’
agua
chamada
da
Fonte
Arcada,
e
que
vae
para
a
Quinta
Nova,
na mesma fre
guezia
avaliada
na
quantia
de
50$(Ju0
rs.;
e
umas leiras
de terra
lavradia,
situadas
dentro
da
quinta
da
Bóca,
na
sobredita
freguezia
avaliadas
na
quantia
de
50$000
reis
;
cujas
propriedades
foram penhora
das ao
executado
Alexandre
de
Mello
Bar-
ros Araújo
e
Azevedo,
da
mesma
fregue
zia
de
Esqueiros,
na
execução
que contra
elle e
outros
move
n
’
este
juizo,
como
exe-
quente,
Mathias
Dias
da
Fonseca
d
’
esta
ci
dade,
pelo
cartorio
do
escrivão
do 6.°
of-
íicio
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa.
Toda
a
pessoa
que
as
quizer
arrematar
póde com
parecer
no
indicado
dia,
hora
e local.
O
que
assim
se
faz
publico
lambem
para
conhecimento
dos
credores do
dito
exe
cutado.
insertos,
a fim
de
virem requerer
seu
direito
querendo,
sobre
a
dita
execu
ção.
Braga
21
de
maio
de
1877.
O
escrivão
do
processo,
(282)
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
==S
mendado pelos
melhores médicos; tendo um
sabor
escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S«-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
i.
ls
i
Jua
,
B..
ne
t<.,
Lureiv
2«;
uu
beneir»
Sf
Irmão,
Banharia,
77.
MALA OÁL IWtlZA
NOVO
HORÁRIO
Manuel Teixeira, da
rua
da
Sé,
faz
.publico
que
a
sua
diligincia
que
sae
dia
riamente
de
Braga
para
a
Egreja
Nova,
Cruz
de Real e
Penedo
ás
7
horas da
ma
nhã,
principia
a
sair
no
1.°
de
junho
ás
5e
meia
horas da
manhã.
Os
bilhetes
ven
dem-se
no
antigo
escriptorio
do
bem
co
nhecido
Ribeiro
Braga.
Braga 25 de
maio
de
1877.
(286) Pelo
annuncianle=7Jí6eíro
Braga
Vende-se
uma
morada
de
casas
na
rua
de S.
Vicente,
n."
22,
com
quintal
e
poço.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
69
Póde
vèr-se
desde
o
meio
dia
ás
tres
botas
da
tarde
(284)
PARTIDO A
CONCURSO
A
Camara
Municipal
do
concelho
de
Cabeceiras
de
Basto,
faz
publico que,
por
espaço
de
trinta
dias,
a
contar
da
data
d’este, se
acha
aberto
concurso
para
o
provimento do
segundo
partido
medico-
cirurgico,
vago, com
o
ordenado
de
reis
300$000,
e
pulso
livre,
sujei+o
á tabella
«amararia,
e
bem
assim
á
residência
na
villa
de
Arco
de
Baúlhe.
As
condições
es
tão
patentes
na
secretaria da
Camara.
Cabeceiras
de
Basto,
21
de
maio
de
4877.
O
Vice-presidenle
da
Camara,
NOVO HORÁRIO.
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3 classe,
com
trasbordo
no
Bio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA.
RIO
GRANDE DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
V1CTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do
litoral
e interior
do
Brazil,
ao
sul de
Pernambuco
PELO
HESHO
PKEÇO QUÊ P ARA. O RIO DE MOIRO
PAQUETLS
A
S
a
IB
UE
LISBOA
MINHO
.
.
28
de
Maio
NEVA
.
.
.
.
.
13
de
Julho
TAGUS
.
.
.
.
13
de
Junho
MONDEGO.
.
.
28
de Julho
GUADIANA
.
.
.
29 de
Junho
ELBE
.
. .
.
. 13
de
Agosto
PREÇOS
COMMODOS
Cadn paquete d’esta companhia
leva
a
bordo
criados
e
cosinheiros
porttaguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
toiina
ai
ciasses.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
íio
Porto ou
em qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para
Lisboa
ê
por
conta
da
C
>mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
horzio
oa
passaijeires
teem grátis cama, rotipn tSe cama, co
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, vinho eSisas vezes por dia,
assistência medica, serviço
de criados e outrae
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e*
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das suas
malas do
correio, e
por
esie serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também S.
A.
o
Infante
I).
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências estabelecidas
em
todas
as principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do Souto.
José
Antonio
Duarte
Pregoeiro
&
|
r.
mão,
fazem
publico
que
mudam
a
sua
car.
reira
que
saia
d
’
esta
cidade
para
a
Povoi
do
Varzim
ás
6
horas
da
manhã;
fi
ca
saindo
desde o
dia I
de
junho
inelusivèa
sair d’
esta
cidade
ás 4 horas
da
manhã
chegando
a
Barcellos
ás
6
e
meia
horas,
demorando-se
alii
meia
hora tanto
na
id
3
como
na
volta,
saindo da Povoa
ás
4
ho.
ras
e
chegando
a
esta
cidade
ás
10
ho
ras. Preços os
já
annunciados.
Os
bilhetes
vendem-se no
seu antigo
escriplodo
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
2.
Braga
23
de
maio
de
1877.
(280)
O
Gerente,
Antonio
Joaquim
Lourdro.
UOATR
A-ANIX
UXCI
O.
Joaquim
Ferreira Barboza.
tendo
lido
no
«Jornal
do
Minho»
n.°
228,
um
an-
nuncio
que
diz
vrnder-se
um
campo
pe
gado á
Ponte
de
S.
João
e
estrada
de
Guimarães,
com
tres
moradas
de
casas
dentro,
com
todas
as
suas
pertenças
que
é
paul
e
deveza
e dois
leirões
pegados
ao
rio,
vem
com
o
fim
de
esclarecer
<>s
pretendentes á
cmpra
do
dito
campo,
leiras
e
tres
casas
no
sitio
da
Deveza,
e
evitar
duvidas
ou
complicações futuras,
previne
que tem
alii
uma
deveza
de
car
valhos
junto
á
fonte
chamada
da
Rigueira,
da
qual
se
tornou legitimo proprietário
por
compra que
fez,
e
na
qual
tem
plan
tado
utlimamente
carvalhos,
oliveiras e
sobreiros
novos,
além
dos
que
já
alii
existiam
por
occasião
da
compra.
(277)
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedades beneficas, goza este pro-
ducto
de alta
e merecida reputação.
Suaviza e ama
cia
a pello,
allivia as irrilações
causadas pelas mu
danças de clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradareis do vento
ou do calor, etc, etc.
Uma simples
applicaçSo faz desapparecer as ra
chaduras
das mãos e dos beiços.
Preço
650 reis.
PARA
OS CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó Sabàe
latir,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
doFluide.eumaroma
delicadissimo.PreçoSOOr',
23, Boulevart des
Gapucines, Paris,
De
Fronte
da
entrada
do
Grand-i.otel.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto n.°
28
—30
(26
•)
Fabricante de Escova» Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel,
Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
(283)
José
Máximo
de
Carvalho
e
Sousa.
Ou
Ii««pedes no
Porto
que
de
sejarem evitar
o
bulício,
e
mais
incom-
modidades
das
hospedarias,
e
aproveitar
o
alimento
onde
mais
lhes
convier,
acham
a
preço
rasoavel,
quartos
e
camas decen
tes.
sem
obrigação
de
comida,
n
’
uma
ca
sa
honesta,
a
curta
distancia
dos
thea-
tros
e
das
principaes
repartições
publicas.
Indica-se
na
rua
de
Santo
lldefonso,
n.°
259.
(257)
ANTIGO
ARMAZÉM DE
MOVEIS
Largo
de
S.
João
n.°
8
e 8
A,
e
rua
de
Jano
n.°
21
Domingos Ferreira Alves
Participa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
continua
a
vender
por
preços sem
com
petência
e
com
responsabilidade,
moveis
em
todos
os
gostos
de
mogne,
pau oleo
e
nogueira,
ditos
de
palhinha,
alcatifas
feltres
e
bonitos
dunquerques,
consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com
espelho
e
sem
elle,
toileles,
camas
á
ingleza ma
ciças.
á
franceza,
secretarias
para
homem
e
senhora,
ditas da
ér^ble,
guarnições
de
nogueira
para sala
de
jantar,
cadeiras
ame
ricanas,
tageres
e
maradores
de
toda
a
qualidade
de madeira;
bem
assim toda
a
qualidade
de apoveis.
Promplifica-se
a
fazer
todas
as
qualida
des
de
moveis estofados.
^255j
LECCIONAÇÃO
Na
casa
n.°
1
da
rua
das Palhotas,
Jecciona-se
Instrucção
Primaria,
por
pre
ços
rasoaveis.
Antonio <Ioeé Ribeiro
Leva
ao
conhecimento
do
publico
que
conlinúa
com
a
sua
carreira
que tem
montada
entre
Vieira
e
Braga,
saindo
de
Vieira
ás
5
horas
da
manhã, chega a
Braga
ás
10
horas
da
manhã, volta
de Braga
no
mesmo
dia
ás
2
horas
da
tarde,
e che
ga a
Vieira
ás
6
da
tarde.
Freços»
Dentro
........................................
600
Fóra
...........................................
5tl0
Cada passageiro
tem
de
bagagem
10
k.
grátis
e
o excesso
a
20 rs.
por
cada
kilo.
Escriptoriess
Braga, em
casa
de
Domingos
Alves
Pereiia,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
1,
e em
Vieira
na casa
do
correio.
Vieira
19
de
maio
de
1877.
(279)
Anlonio
José
Bibeiro.
VENDA
DE
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7 e
8,
com
quintal, na dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
cs
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
perlender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
NOVO
HORÁRIO
A
aiatfccju Sociedade Viação Bra-
carenae
Leva
ao conhecimento
do
publico
que
os
carros
que d’
esta
cidade
saem para
os
Arcos
ás
6
horas
da
manhã
e
1
da
tarde,
principiam
a
sair
no dia
20
do corrente
ás
5
horas
da
manhã
e
2
da
tarde;
che
gam
aos
Arcos
ás
10
horas da manhã
e
7
da
tarde;
voltam
dos
Arcos
ás
5
horas
da manhã e
2
da
tarde,
chegam
a
Braga
ás
1
I
da
manhã
e
8
da
tarde
;
continuan
do
a
sair
o
carro
para Monsão
depois
da
chegada
do
primeiro
comboio
da
manhã,
chega
a
Monsão
ás 7
horas da
tarde;
volta
de
Monsão para Braga
ás
5
horas
da
manhã,
e
chega
a
Braga
ás
4
da
tarde.
Braga
18 de
maio
de
1877.
(276)
José
Luiz
Ferreira.
LIÇÕES
DA L1XGUA FRAXCEZA
Um professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
oflerece
o
seu
préstimo
para leccio-
nar
grammaticalmeute
em
sua
casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da
lingua
fran
ceza
compiehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa n.°
8.
(278)
Manuel da
Costa
Menezes,
morador
na
rua
do
Forno,
casa
n.°
8
d
’esla cidade,
faz publico
que
tem
aberto
o
seu estabe
lecimento
denominado o
RESTAURANTE
FERU
no
qual
tem
variadas
comidas
as
sim
como
bons
vinhos
verdes,
maduro
de
meza,
e
linos
engarrafados,
bem
como
ge
nebra,
e cana
Paraty,
e
café,
que
vende
tudo
pelos
preços
mais
commodos
possí
veis.
(.274)
akkema
ia
çào
No
dia 27
de
maio,
pelas
10
lioras
da
manhã,
terá
logar á porta
do
Hospital
de
S. Marcos,
d
’esta
cidade,
a
arrematação
de alguns moveis e vários
objectos.
que
per
tenceram a
um
Bemfeitor
do
mesmo
Hos
pital.
(273)
0
30. O-
A.O
Pretende-se
comprar
um
orgão
para
uma
egreja
rural.
Falla-se
n
’esta
adminis
tração.
(262)
COH PERFEIÇÃO A’ HACH1XA
Fazem-se
camizas,
corte
moderno,
e
seroulas
para
homem.
Toda
a
roupa
bran
ca.
para
senhoras
e
meninas.
Casacos
e
vestidos
pelos melhores
figurinos. Preços
commodos.
Campo
de
D.
Luiz
I,
14,
3."
andar.
(265)
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
e
3,
e
no
Porto:
preço 300
rs.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 18’7.
Parte de Comércio do Minho (O)
