comerciominho_26041877_631.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
631
Assigna-see.
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
J
oíí
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.*
3
E,
para onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
^«MíM®iMgS2ESE^^ESEK3ESE3EEHKE®ES£í!SSHEE5íSS^22ÊfS^£±SS^^ES
P
reços
:
Braga, anno 1^600
rs.-=SeBiestre
850
rs.-^Prooí»-
1
cias,
anno
2$000
rs.
e
sendo
duas
3&600
rs.«
—
Semestre 1-S050
^.=Brattl,
anno
3&600
rs.^Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
.
ou 8-âO00
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’
abatimenío.
BRAS..1- ^tHXT.a-FEíKA
®®
EJJE
abril
Instrucção
secunâarí®.
Tem
produzido
geral
sensação
o
de
creto
do
governo
sobre
os
exames
de
instrucção
secundaria.
Annunciam-se
meetings,
preparam-se
representações,
e
a imprensa
em
geral
manifesta-se
em opposição a tal
decreto
Ha quem pretenda,
que
a política an
de,
até
certo ponto,
envolvida
n
’
estas
ma
nifestações
de
geral descontentamento.
Não
sabemos
se
assim
é.
Parece-nos
desacertado,
que
o
seja.
A
causa
da
instrucção
respeita
a
to
dos,
e por
isso
é
justo
que todos se
occupem
com
o
que lhe
diz
respeito,
—
mas
despidos
de
preoccupações
e
com
sincero
cuidado.
Pela
nossa
parte,
emittindo
a
nossa
opinião,
que
por
íórma
alguma
póde
ser
favoravel
ao
monopolio
que
se
pretende
estabelecer,
declaramo-nos
franca
e
aber-
tamente
superiores
a
todas
e
quaesquer
considerações,
que
não
sejam
as
que
nos
deve
o
interesse
geral.
O
decreto
do
governo
é
insustentável,
qualquer que
seja
o
lado
por
que
se en
care
Que
significa o
exclusivismo
que
se
pretende
fazer
em favor
de
tres
lyceus,
para
que
só
estes
possam
conferir
titulos
de competência
a
qualquer
que
se
dedi
que
a
seguir a
carreira
das lettras
?
São
por
ventura
inferiores
a
elles
os
demais
lyceus
do
reino?
Se
o
são, a
culpa
é
unicamente
do
governo,
que
em
vez
de abatel-os ainda
mais,
só
devia
empenhar-se
em
eleval-os.
Mas
nós
não
cremos
que assim seja.
Não ha
razões
de preferencia
para
qualquer dos
lyceus
do
reino,
porque
to
dos
elles
se
encontram
constituídos
pela
mesma
fórma, e
com
um
pessoal
que
o
governo
sem
distineções julgou
igualmente
habilitado.
Braga
possue
um
lyceu
de
primeira
ordem,
não
só
pela
classificação
olficial
que
lhe
deram,
mas
lambem
pela
con
corrência
extraordinária de mancebos
que
o
frequentam,
o
que
o
torna
um
dos
ly
ceus
mais
importantes
do
reino.
O
ultimo
decreto
significaria
pois,
não
uma
redução,
mas
o
aniquilamento
d
’esle
importantíssimo
estabelecimento
de
instruc
ção
publica.
Diz-se,
que
o
modo
como ultimamente
se faziam os
exames,
se
tornava
dispen
dioso
para
o
thesouro.
Assim
é;
mas
não
haveria
outro
meio
de cortar
em
taes
despezas?
Para
quê
essa
ambulancia
de
exami
nadores
?
Seriam
por
ventura-
mais
competentes
pela
importância
dos
contos
de
reis
que
recebiam
?
Mas o
governo
que entendeu,
e
a
nos
so
ver,
entendeu
bem,
que essa
despeza
era
um
esbanjamento,
julgou,
que
em
vez
de
eliminaí-a,
era
melhor
transferil-a
para
os
particulares,
e
assim é,
que
á contra
dança
dos
examinadores
vem
a
seguir-se
agora
a contradança dos
examinandos,
e
que
a
instrucção,
jà
carissima,
hade
lor-
nar-se
d’
hoje para
o
futuro
muitíssimo
mais
dispendiosa para
os
que
pretende
rem
recebel-a
!
Será
isto
amar a-
instrucção
e
procu
rar
que
ella
se
difunda?
Quem
póde
custear
as
avultadissimas
despezas
que
imporia
hoje
qualquer curso
litlerario
?
Os
que
vivem
na
opulência
não ima
ginam
os
grandes
e
penosissimos
sacri
fícios,
que
a
frequência
d
’esludos
custa
já
a
muitas
famílias.
A
verdade porém
é,
que
esses
sacrifí
cios
dão-se,
e
que
para
muitos
já
é
im
possível
augmental-os
com
novas
despezas.
D’esta
fórma
só
os
opulentos
poderão,
dentro em
breve,
acercar-se
da
meza
da
instrucção.
Mas
como estas
classes
nem
são
as
mais
numerosas,
nem
geralmente
as
que
mais
se
distinguem
na
republica
das
le
tras,
teremos
a
ignorância,
que
já
não
é
pequena,
crescendo...
crescendo...
sem
limites.
Eis
o
resultado
e
as
consequências
mais
próximas
do malfadado
decreto.
Temos
esperança
de
que
o
governo,
reconhecendo
ter
sido
illudido,
emendará
o
êrro, em que caira,
por
certo,
na me
lhor
boa
fé.
Oxalá
que
assim succeda,
pois
com
isso
lodos
lucrarão.
Já
falíamos,
diz
o
«Univers»,
das
car
tas
pastoraes
de
S.
Em.
o
cardeal
Re-
gnier
e
de
Mgr.
o
bispo
de
Arraz, espe
cificando
aos
fieis
a
dolorosa situação
que
denuncia
a ultima
allocução
pontifícia.
Hoje recebemos a
carta
pela qual
Mgr.
o
bispo
de
Nevers,
communicando
aos
fieis
a
allocução
de
Pio
IX,
expõe
a
causa
e
detalhes
da perseguição, contra
a
qual
elle
convida
os
fieis
a protestar
junto
do
go
verno.
Mas
em
primeiro
qual
é,
pergunta
Mgr. de
Ladoue,
a
causa dos
males que
soffre
a
Egreja?
Elle
mesmo
responde:
«A
causa
principal
dos
males
que
sof
fre n
’este momento
a
Egreja
de
Jesus
Christo,
é
a
falta
de
submissão,
a
insu
bordinação
dos
catholicos
em
face
das
ad
vertências
que
lhes
teem,
sido
dadas
pelas
sentineilas de Israel;
collocadas
sobre
o
alto
da
fortaleza,
eilas
descobriam
ao
lon
ge
perigos
que
ameaçavam
a
cidade
san
ta,
mas
foi
debalde
que
grilavam
no
meio
das
trevas
e
davam signa! d’alarma.
Não
vos enganeis,
diziam
os pontífices
aos
fieis,
não
se
trata n
’este
momento
de
uma
guerra
contra
a
soberania
temporal
do
Papa,
mas
sim
da
própria
liberdade
da
Egreja;
não
ha
outro
meio.
Ou
o
Papa
será
soberano
em
Roma,
ou
será
es
cravo.
Então
accusavam-nos
de
desfigurar
as
cousas;—
que
éramos
facciosos, temerários,
—
confundindo
uma
questão
política
com
os
interesses
sagrados
da
religião;
não
se
tratava
de
despojar
o Papa:
a
questão era,
pelo
contrario,
de
o
libertar,
de
o
tomar
mais livre. Por mais
que
protestássemos,
por
mais
que
aílirmassemos
que
éramos
os
verdadeiros guardas da
auctoridade
sa
grada
concedida
por
Jesus
Christo
ao
seu
vigário;
não
sómente não
acreditavam
em
nossos
protestos,
mas
pervertiam
a
opi-
niãlo
publica
a
tal
ponto
que ficou
nos
espirito
como
um
sedimento de
prejuízos
que
é
mui diíficil
fazer
desapparecer,
e
é
isto
incontestavelmente
que
faz
n
’
esle
momento
o
grande obstáculo
ás
reclama
ções
as
mais
legitimas
e
mais
auctori-
sadas.
Ninguém
duvida, por
exemplo, que
a
palavra
tão
solemne
e tão
auciorisada
do
Soberano
Pontifice
encontre na
consciên
cia dos
chrislãos
obstáculos
provenientes
d
’
estes
velhos
prejuízos
entretidos
e
ali
mentados
pela
polemica
ignorante
e
apai
xonada
da imprensa.
A
experiencia
é
com-
ludo
bem
concludente.»
Tendo
assim
refuiado as
mentiras
por
meio
das quaes
a
imprensa
deshonesta con
tinua
a
falsificar
a
opinião, Mgr.
o
bispo
de
Nevers
annuncia
um triduum
de
ora
ções
e procissões
que será
celebrado
pe
las
intenções
do
Soberano
Pontifice. Elle
accrescenta,
por causa
da
acção
dos
fieis
para com
o
governo:
«A
este dever
da
oração,
imperiosa
mente
exigido
pelo
Soberano Pontifice,
ajuntaremos
outro
que
igualmente
nos
é
imposto.
«No
penoso estado
de
cousas
em
que
«nos
achamos,
o
Papa declara-nos
que
«nada
vê
de
mais
opporluno,
e
que
elle
«deseja
cora
o
maior
ardor
que
o
vêr
os
«pastores
das
almas,
que
nos
teem,
diz
«elle,
dado tantas
provas
de
sua
admira-
«vel união
na
defeza dos
direitos
da
Egre-
«ja,
exhorlar
os
fieis
que
lhes
estão
con-
«liados
a servir-se
de
todos
os
meios,
«que
as
leis
de
cada
paiz
lhes
permitlem
«para obrar com urgência,
junto
d
’aquelles
«que
governam,
para que
estes
considerem
«com a
maior
attenção
a
penosa situação
«feita
ao chefe
da
Egreja,
e
tomem reso-
«luções
eílicazes
para
desviar
os
obstacu-
«los que
se
oppõem
a esta
verdadeira
e
«plena independencia.»
Cumpriremos
o
melhor que
pudermos,
N.
C.
I., esta
diíficil
e
delicada
missão
que
nos
está
confiada;
poremos
sob
os
olhos
d’
aquelle
que está
á
frente
do
nos
so
governo
as
supplicas
e
sol
licitações
do
Chefe
da
nossa
Egréja;
exporemos-lhe
a
oppressão
e
o
constrangimento
que
elle
soffre
para
cumprir
as
funeções
do seu
38
FOLUETfâ
BB.
1.
11. K
MfiBO#.
OS
SOIS
âMOKS
’
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XXI
Marianna.
Marianna
ficou petrificada,
pallida
e
im-
movel
como
um
cadaver
ao
principio,
de
pois
com
o
rosto
contraído,
os
olhos
es
pantados
e o
corpo
convulso,
causaria
pie
dade
ao
coração
mais
duro.
Era
a
sentença final
que
a
misera
aca
bava
de
lêr... o
que
lhe
restava?...
o
que
lhe
cumpria
fazer?...
Mas
passada
uma
hora
a
graciosa
ca
beça
d aquella
encantadora
mulher
ergueu-
se
bella
e
orgulhosa;
brilháram
seus
olhos
com
ardor
immenso,
suas
faces
se
anima
ram
côm
o
rubor da
vida,
e
um
sorriso
que
se
não
podia bem traduzir,
que
ti
nha
alguma
coisa
do
rir
terrível do
deses
pero,
e
do
rir
socegado
de um
mártir
chrislão,
raiou
em
seus
lábios grossos
e
voluptuosos,
deixando
alvejar
seus
lindís
simos
dentes.
Animava-a a
ideia
de
um
novo
crime:
ella
se
exaltava
com
um
pensamento
si
nistro.
—
Vencerei...
a
meu
modo!...
murmu
rou
ella.
E
depois
por
entre
uma
risada
nervo
sa,
e
como
filha
da
loucura
acrescen
tou
:
—
E’
um
tigre!...
é
um tigre
que
pre
tende
devorar-me!...
livrarei
a
minh’alma
de
suas
garras...
deixar-lhe-hei
o
meu
cor
po...
ah!
sim!...
o
tigre
que
se
farte
no
meu
cadaver
!...
A
infanlicidia
meditava
no
suicídio
!...
Porém
eila
sentiu rumor
;
ouviu
os
passos
compassados
de
alguém que
vinha
subindo
a
escada;
éramos
passos
de
um
velho.
Marianna
correu
a
receber seu
pae.
—
Meu
pae!...
exclamou
ella.
O
velho
recuou
dois
passos,
como
so-
bresallado,
depois
cruzou
as
mãos
e
disse
:
—
Graças
a
Deus
I
—
Porque,
senhor?...
—
Porque emtim
te
vejo
alegre,
Ma
rianna.
Foi
com
tão
viva
expressão
de
prazer
que
a
aquelle
bom
velho
agradeceu
ao
ceo
a
alegria,
que
estava
brilhando no
rosto
de
sua
filha,
que
ella
mesma
não
poude
resistir
á
dòr,
que
lhe
causava
a
mentira
que
iliudia
seu
pae.
Os
olhos de
Marianna
arrasaram-se
de
agua:
a misera começou
a
soluçar
desa
bridamente,
de
joelhos,
abraçada
com
as
pernas
do sensível
velho.
—
Minha
filha! minha
querida
filha!...
que
é
isto?...
bradou então elle;
por
acaso
enganei-me
eu?...
és
sempre
incom-
prehensivelmente
desgraçada
?...
Marianna
chorava
mais
ainda.
—
Filha
da
minh
’alma,
continuou
Ana
cleto
chorando
também: falia!
derrama
no
meu
coração
os
teus
pezares...
falia
pelo
amor
de
Deus
!
se
tens
um
segredo,
on
de
acharás
para
esse arcano mais
bem
cerrado
tumulo,
do
que
o
coração
de leu
pae?...
oh!
falia!...
a
alma
de
um
pae
se
abre
piedosa
ás
penas
que
te dilace
ram;
falia!
se
utn
tal
silencio
continiía,
e
continuarão
essas
lagrimas
e esse
constante
soffrer,
cuja
causa
me
escondes,
eu
não
posso
resistir
mais...
eu
morro,
de certo!
—
Senhor...
balbuciou
a
misera.
—
Ah!
é
porque
tu
não
s«bes
o
que
é
ser
pae,
Marianna;
é
porque
ignoras
que
não
ha
punhal, que
rasgue
mais
do
lorosamente
as
entranhas
de
um
pae, do
que
as
lagrimas
de
uma
querida
filha!...
falia, meu
anjo,
falia,
meu
amor,
falia,
minha
filha
!...
porque
choras?...
tens
por
ventura
commettido
uma
falta?...
a
alma
de
teu
pae
é
grande
para
t
’
a
perdoar!,.,
offenderam-te?...
falia,
e
meu
trémulo
bra
ço readquirirá
as
perdidas
forças
para
vin
gar-te..
o
que tens?
vê
que
o teu
silen
cio faz
mal
a
ti
mesma...
lembra-te
que
esse
mistério, em que
envolves
a
tua
dôr,
póde
dar logar
a
que alguém
sus
peite...
Com
a
rapidez do
relampago
desappa-
receram
todos
os
signaes
de
dôr
ou
de
jenternecimenlo,
que
em
Marianna
acaba
vam de
mostrar-se.
Tinha despertado
a
vaidade...
a
mentira.
A
viuva
ergueu-se.
—
Então,
minha
filha?
—
Nada
soffro,
meu
pae.
—
Mas
que
conlradicção
é
essa?...
che
go
e
acho-te
risonha;
dou
graças
a Deus
pelo teu
contentamento,
e
caes
a meus
pés
desfazendo-te
em
pranto
;
chorando
lambem
por minha
vez
peço-te
que
fal-
les, e
tu
te
ergues
altiva
com
os
olhos
enxutos
e
me
dizes
que
nada
soffres?!!
como
se
explica isto
?...
A
viuva
pensou
um
momento,
e depois
respondeu
tão
socegadamente
como
se
fô-
ra
a
própria
verdade,
que nos seus
lábios
aliasse.
—
Meu
pae,
disse
ella,
tenho
lhe
cau
sado
immensos
pezaros...
—
Não
nos
lembremos
das dôres
pas
sadas
:
o
que
eu
quero
saber
é
simples:
o que
te
atormenta
hoje
?
—
Remorsos.
—Remorsos?!!
exclamou
Anacleto.
—
Sim,
meu pae;
remorsos
dos
des
gostos, que
lhe
tenho causado.
O
velho
fitou
por
alguns instantes os
olhos
no
rosto
de sua
filha,
e
depois,
sa
cudindo
tristemente
a
cabeça,
disse:
—
Não
é
isso.
—
Oh
!
é
isso,
meu
pae,
é
isso
mesmo.
Foi
desde
creança
uma
louca,
cheia
de
presumpção
e
de
vaidade,
a
mais
peque
na
contrariedade
oífendia meu
orgulho,
um
homem,
que
deixasse
de
queimar
in
censo
a
meus
pés
me
levava
ao
desespe
ro
;
e
depois
envergonhada
de meus
sem
divino
cargo; e
conjuramol-o
de
sevir-se
da
sua a
!
ta
influencia,
para
que
0
Soberano
Pontífice
seja
respeitado
nos
seus direitos
esseuciaes
e
que
a
liberdade
de
seu
san
to
ministério
não
seja
estorvada. A
nossa
reclamação
será
tanto
mais
eflicaz,
quanto
ella
fôr
sustentada
e
apoiada
por
vossas
legitimas
reclamações.
Não
ha
nenhum
de
vós,
N. C.
I., que
não
seja
parlicuiarmente
interessado
pela
liberdade,
e
independencia
do
Soberano
Pontífice.
Deveis
desejar
que
a
sua
pala
vra, que é
a
palavra
de Deus,
vos
chegue
sem
nenhum
embaraço,
e
que
a
sua mis
são
sobrenatural
possa
exercer-se
livre
mente.
Fazei
conhecer
as
vossas
intenções
bem
determinadas;
que
aquelies
qne
es
tão
encarregados
dos
vossos
interesses
sai
bam
que
leem
uma
grave
responsabilidade
para
comvosco;
que
elles
possam
fallar
com
auctoridade
e
com
poder;
que
fallem
cora
a
auctoridade e poder
que
dá a
voz
d
’
um
grande
povo.
Na
carta
pastoral
que
acima
citamos,
o
snr
bispo
de
Nevers
annuncia
que,
para corresponder
ás
intenções
do
Sobe
rano
Pontífice,
exporá
ao
chefe
do gover
no
a
situação
feita á
igreja.
Eis
aqui
0
texto da
carta dirigida
por
Mgr.
de La-
doue
ao
marechal
Mac-Mahon:
Nevers,
7
de
abril.
S
enhor
M
arechal
:
Já
deveis
ter
conhecimento
do
supre
mo
appello
dirigido
pelo
Soberano Ponti-
ce
a
todos os
lieis catholicos,
para
a
de
fesa
dos
interesses
sagrados
ameaçados
pelas
invasões successivas
e
sempre
pro
gressivas
do
governo
italiano.
Como
bispo
d
’
uma população
em
que
os
sentimentos
catholicos
conservam
ain
da
a honra,
cumpro
um
dever
do
meu
cargo
pastoral
chamando
a
vossa
attenção
inteiramente
especial
para
uma
situação
já
assustadora,
e
que
se
poderia
tornar
a
causa
de
equívocos
muito mais penosos.
A
vossa auctoridade
é
n
’este
momento
sol-
iicitada
em
favor
dos
interesses
industrhes
e
commerciaes
da
França
por occasião
dos
trabalhos
destinados
a assegurar
a
re
novação
do
tratado
commercial
com a
In
glaterra.
Live-me
Deus
de desconhecer 0
alto
alcance
d
’
esles
trabalhos,
d
’
onde
de
pende
em
grande
parte
a
prosperidade
material
da
Fiança.
Mas
que
são
elles,
comparados
com
os
interesses
religiosos
tão
sériamente
ligados
com
a
liberdade
religiosa
do
Soberano
Pontífice
?
Purgunlar-nos-heis
sem duvida,
snr.
marechal,
que influencia
podereis
exercer
n
’
uma
questão que não cahe
directamente,
sob
vosso alto
poder,
e
em
que
sentido
podereis
utilmente obrar.
Com toda
a liberdade
do
meu minis
tério.
vos
responderia
com
segurança:
A
situação
de
que
nos
queixamos
é,
desgra-
çadanienle,
—a
historia
0
attesta
—a obra
do
governo
imperial;
ora,
os
meios
de
des
atar
os
fios
d’esta
complicação,
é
0
se
guir
uma
marcha
inteiramente
opposta
áquella que
tinha
sido
adoptada
n
’este
momento
pelo
império.
As
diíferentes
fa
ses
que
assignalou
a
marcha
invasora
do
governo
italiano
foram
marcadas
por
des-
approvações
ofliciaes
de
medidas
que
se
sabia
não
deverem
ser
executadas.
O chefe
do
governo
imperial
tinha-se
obrigado
á
face
da
revolução
italiana
por
um
juramento
fatal,
prestado
na
sua mo
cidade,
e
que
senão
deixou
de
lhe
recor
dar
machiavelicamente
sempre
que
elle
parecia
querer esquecel-o.
Recorrendo
sempre
a
estes
meios
illicitos,
não
se
deixava
de
se
prevalecer
das
promessas
feitas,
e foi
assim
que
successivamente
se
chegou a
confiscar
lodo
0
território
Pon
tifício, e
em
fim, no
mesmo
momento
em
que
derramáveis
0
vosso
sangue
generoso
pela
França,
por
abrir
ás
suas
legiões,
triunfando
das
nossas fraquezas, a
porta
da
cidade
elerna.
Perguntar-me-eis.
senhor
marechal,
co
mo
é
possível
0
fazer
parar
as
irregula
ridades
cada
dia
mais
pronunciadas
d
’
este
poder
sempre
invasor.
A
melhor
medida
a
tomar é
declarar
abertamente,
desde
es
te
momento,
que
não
aceitaes
.nenhuma
solidariedade
com
a
revolução italiana,
e
que
desobrigaes, tanto
quanto
depende
de
vós a
França
de
Carlos-Magno
e
de
S.
Luiz
de ioda
a
connivencia
com
esta
re
volução
que
elles
não
reconhecem
por
fi
lha.
Esta
declaração,
sinceramente
formu-
ada
e
(irmemente
sustentada,
terá
nos
conselhos
de
Italia,
um poder
bem
mais
efficaz
que
todos
os
jamais
pronunciados
por um
dos
mais
altos
representantes
do
regimen
imperial.
Vós
lereis
pelo
menos
assim
desempe
nhado
a
vossa
responsabilidade
e
procu
rado
tanto
quanto
depender
de
vós
a
li
berdade
de
vossos
concidadãos catholicos,
que
vos
serão
profundamente
reconheci
dos.
Independentemente
deste perfeito
dever
tereis
reunido
ao
redor
de vós tudo
0
que
0
mundo
catholico
conta
ainda
de
fieis
dispersos;
tereis
reatado a
cadeia das
antigas
tradições
da
nossa França,
e
oc-
cupado
0
vosso
lugar
de
filho
mais velho
da
Egreja.
Taes são
os
pensamentos,
senhor
ma
rechal,
que
me
inspiraram
a
carta
que
te
nho
a
honra
de vos
dirigir,
e na
qual
tereis
a
bondade
de
ver
um
acto
de
dedicação
ao
soberano
Pontífice
e de
submissão
á
vossa
alta
auctoridade.
Recebei,
senhor
marechal,
a homenagem
do profundo
respeito
com
que sou
vos
so
muito
humilde
e
mui
dedicado
servo.
O
bispo
de
Nevers,
@
Tliomas-Casimira.
--------
GAZETILHA
Subscripção
pari* n
offerti» ao SS.
futlre,
Pio IX.
Transporte
107^730
111.
11103
e
ex.
mos
snrs.
Antonio
Bernardino
Pinto
de
Madureira
4$300
Revd.
0
Antonio
José
Cerqueira,
abbade
de
Palme
l$000
Som
ma 1I3$23O
Testamento.
—
A
snr.
a
D.
Maria
Ru-
íina
Simões
Viilaça,
fallecida
no dia
17,
como
noticiamos,
dispoz
do seu
terço
da
fórma
seguinte:
Nomeia
testamenteiros
os snrs.
padre
José
Luciano
Gomes
da Costa,
e
D.
Luiz
d
’
Azevedo
Sá
Coutinho.
Deixa
a
seu
thio
Francisco
Carlos
de
Sequeira
Viilaça
0
usufructo
do
praso
de
Rigaufe,
na
freguezia de
Alheira,
repar
tindo
do
rendimento
do
mesmo
com
sua
thia
D.
Maria do
Carmo,
com
seu
thio
Jacintho
Fernando
e
seu
thio
João
Joa
quim, aos
quaes
deixa
0
usufructo
por
igual
até
ao
ultimo
que
falleça,
e
aos
mesmos
deixa
0
usufructo das
suas
casas
da
rua
Nova
e Praça
Municipal,
em
con
tinuação
do
usufructo
que gosa
0
seu
pri
meiro
thio
Francisco
Carlos.
Deixa a
sua
prima
D. Amélia,
filha
de
seu
thio
João
Joaquim,
2
acções
do
Banco
Portuguez;
ao seu
afilhado
Victo-
rino,
filho de
José
Lourenço
Viilaça, da
freguezia
de
Cabreiros,
1
acção
do
mesmo
Banco;
a
seu
afilhado
Eduardo,
filho de
José
Pires
Gonçalves,
da
freguezia
de
Bel-
linho,
e
actualtnenle
residente
em
Barcel
los,
1
acção
do
mesmo
Banco; a
sua
crea-
da
Thereza
Maria,
2
acções
do
mesmo
mo Banco;
a
D.
Anua, (ilha
de
Pedro
Ferreira,
4
tiiulos
do
caminho
de
ferro,
do
valor
nominal
de
9l)$'J0O
reis; ao
pa
dre
José
Maria
de
Moura
de
Vilías Boas,
em
attenção
aos
muito
bons
serviços
que
lhe
prestára,
outros
4
titulos.
Estes
tí
tulos
ou
valores
não
podem
pagar divi
das
em
que
se
tenham envolvidos, pois
em
tal
caso
passarão para
0
asylo
de
S.
José.
Deixa a
este
asylo,
2
acções
do
Ban
co
Portuguez;
ao
collegio
da Regenera
ção,
l:200$)0()
reis,
com
faculdade
de
se
poderem
applicar
na
alimentação
e
ves
tuário
das
recolhidas,
objectos
e
obras
precisas
ao
estabelecimento,
com
a
obri
gação de
ouvirem
todas uma
missa
an-
nualmente,
no
anniversario
do
seu
falle-
cimento ou
n
’
um
dos
seguintes
lo
dias.
(A
finada
foi uma
das
primeiras
fun
dadoras
e
directores
d
’
aquelle
estabeleci
mento
humanitário,
e
já
na
occasião
da
sua
fundação
promellera
dar-lhe
avultada
esmolla).
Deixa á
Devoção
do
SS.
Coração
de
Maria,
do convento
dos Remedios,
reis
200^000;
para
N.
Senhora
do
Saijj
100$fi'i0
reis;
para
S.
Pedro
do
B
ai
onde
foi
baptisada,
100^000
reis
í
serem
empregados
em
alfaias
da
de
que
houver
mais
necessidade,
á
L
lha
do
revd.
0
parocho;
para
0
freguezia
de
Cabreiros,
50$000
reis
J
serem
empregados
em
objectos de
|'h
i
para
0
culto
divino, ao
cuidado
e
e
s
J
do
revd 0
parocho; a
D.
Maria
Bri«
Bersane
Perry,
|(>0$000 reis;
á crèjj
Violante, 23$000
reis;
a
Serafina,
ú
de
Luiza,
de
Cabreiros,
5$000
reis; (
padre
que
lhe
assistir
a
bem
3()$000
reis.
Todas
estas
deixas
e
legados
seràoj
tisfeilos
livres
de
direitos
de
transmiss
Declarou
que
tinha
muitos
mais.
rentes
e
pessoas
amigas
a
quem desejj
contemplar,—
o que
não
faz,
a
unias
;
não
precisarem,
e
a
outras
por oj
terço
lhe
não
dar
logar
para
mais,
JLelião
«le livro».—
Começa
na
Livraria
Bracarense
do snr.
Joaq^
Januario
da
Silva,
na
rua
do
Souto,
vender-se
em
leilão
os livros
restantes
mesma.
O
leilão
principia
lodos
os
dias jf
horas
da tarde.
tr.xposição <Ie vÍMÍas tatereosi
piesss
em
ebrystal.—
Acha-se
ei;
nós
Mr. Boi-x
Jovani,
que
hoje
come;i
expor
ao
publico
uma
collecção
magnij
de
vistas
stereoscopicas
em
chryslal,
«
stando
de
cem
vistas
das
principaes
dades
da
Europa.
Além
d
’isto
offerece
também
0
Hypoi
mo
mechanico,
e 0
Tiro
mechanico. j
A exposição
é
no
campo
de
SanfAi
n.°
48,
—como se
vê
do
annuncio ,
vae
no
logar
respectivo.
Não dizemos
hoje
mais
d
’
espaço
ác?
do
merecimento
d esta
diversão;
reporli
do-nos
porém
ao
que
a
imprensa
|
dicto
a
respeito
da
mesma,
afliançii
que
é
digna
de
ver-se.
Avisamos
0
publico
que
a demon
expositor
nesta
cidade
é
pouca;
porisi
aproveitar
a occasião.
|{xi*mes
d’in»trucção priuniv:
—
Chamamos
a
attenção
dos
interess»
para
0
edital
que
ácêrca
dos
exames
inslrucção
primaria
vae
na secção i
núncios
do nosso n.°
d
’hoje.
0
Kãberttsilor
«las
Almas tSo P
gatorío.
—
Recebemos 0
n.°
4
corres;
dente
ao mez
d
’
abril,
d’
esla
benenr
publicação,
que
muito
recommendamos
Senlior ara
entrevsídos.—Sít
proximo
domingo
da
egreja
parochiil
8.
Victor
0
Sagrado
Viactico
aos
enr
vados
d'aquella
freguesia.
Pedem-nos
para
que roguemos
ás
;
soas
que
teem
a
devoção
de
lançar
Bi
ao
passar
da
procissão, 0 não façami
cima
do
palio,
que é novo,
para
eti
a
deterioração do
mesmo.
Governador civil.
—O
exc.
m9H
quez- de
Vallada.
novo governador
d
d
’
este
districto,
é
esperado
n’
esta
ciili
no dia
1.°
de
maio,
no comboio-con
timentos,
de
minhas
puerilidades,
eu
es
condia
a
causa
de
minhas
penas
a
meu
pae,
que chorava
julgando-me
desgraçada,
quando
eu era somente
uma
pobre
louca.
—
E mais nada?
perguntou
Anaclelo.
—
Muito
mais,
meu
pae,
muito
mais;
porém
tudo
se
reduz
pouco
mais
ou
menos
a
isso.
—E
utlimamente?
—
Ullimaroenie
eu
era,
eu
sou louca
como
d
’anles:
eu sou creança
ainda
hoje,
meu
pae.
E
com
um
sorrir
gracioso
Marianna
continuou
:
—
Como confessal-o?... pois
bem;
eu
sou
ciumenla,
sim, perdidamente
ciumen-
la
: eslou
para
casar-me:
se
Henrique
olha
duas
vezes para uma
senhora,
faz-me
es
tar
triste
um
dia
inleiro; se
conver
sa
com outra
sou
capaz
de
chorar duas
horas.
Eu
não
disse
já, que
era
louca?...
—
E
mais.
nada?
perguntou
Anacleto
de
novo.
—
Pois
0
que
mais,
meu
pae?
—
Minha
filha,
tu
não
queres
ainda
con-
fiar-me
os teus pezares
;
não
tens
pieda
de
d
’
este
pobre
velho,
que
tanto
te
ama!...
paciência
!
Outra vez
se
encheram
de
lagrimas
os
olhos
de
Marianna.
—
Choras
ainda?
eis
ahi...
—
Meu
pae
!
eu
lhe
lenho
feito
soffrer
muito;
ainda
hoje,
ainda
agora
acaba
de
chorar
por
minha
causa;
pois bem;
eu
lhe
prometlo
que
ámanhã,
e
que
mais
nun
ca
me
lia
de
ver
pezarosa.
Anacleto
estremeceu
todo
e
disse
:
—
Marianna
!...
—
O
que
tem,
meu
pae?
—
O
que
acabas
de dizer
póde-se
en
tender
de
dois
modos
:
é
um pensamento
que
pertence
tanto
á
vida
como
á
mor
te,
e
talvez que
ainda
mais a
esta
ul
tima.
—Morte!...
disse
a
viuva
rindo-se;
pensar
em morte uma
moça,
que
está
em
vesperas
de
casar-se
?
—
Ah
!
Marianna,
quem
te poderá
com-
prehender
suflicienlemenle
?!!
A
viuva
apertou a
mão
de seu
pae
en
tre
as
suas
e
perguntou
:
—
Meu
pae, encominendou
as
flores?
—
Encommendei, respondeu
o
velho
suspirando.
—
Eu
quero
que
0
meu
vestido
de
ca
samento
esteja
promplo
ámanhã.
—
Está bem.
—
Meu
adereço
de
brilhantes?
—
Também
ámanhã
0
lerás.
—
Como
meu
pae
me
ama!!!
exclamou
Marianna
abraçando 0
velho.
Anaclelo
apertou
sua
filha
contra
0 co
ração
sem
dizer
palavra.
O
velho
sofiria
muito
; apezar
de
todos
os
esforços, que
fazia a viuva,
0
olhar
penetrante
de
seu
pae lia-lhe
a
mentira
no
rosto.
Ah!...
se
elle
pudesse
lèr
também
0
pensamento
sinistro
e
infernal,
que
paira
va
no
animo de
Marianna;
se
elle adi
vinhasse que
debaixo
d
’aquelle
rosto
tão
beílo
e
tão
risonho,
d
’
aquelles
olhos
tão
ardentes,
e
dentro
d
’aquella
cabeça
tão
graciosa
estava
a
ideia
da
morte
...
0 sui
cídio
!...
—
Mas,
disse
Marianna,
agora
é
que
eu
reparo...
meu
pae
está
vestido
para
sair.
—
Sim
;
lembrei-me
apenas
ha
uma
ho
ra
que
faz hoje
annos
um
de meus ve
lhos
amigos,
e
vou
jantar
com
elle
;
vi
nha
por
isso
dizer-te
adeus.
—
Não
preienife
voltar
cedo
?
—
De
ordinário
a
gente
se
demora
mais
n
’
estes
dias...
—
Então
a
que
horas?
—
A
’s
dez
da
noite, pouco
mais ou menos.
A
pesar
seu
Marianna sentiu
que
lhe
iam
faltar
as
forças...
tornou-se
pallida.
e
segurou-se
a uma
cadeira.
Infelizmente
escapou
isso
aos
olhos
de
Anaclelo,
que
se
dispunha
já a
sair.
—Meu
pae,
disse
a
viuva
com
voz
mui
to
commovida
e suspendendo
0 velho,
que
já
se
achava
á
parta;
meu
pae. prometti
lhe
que nunca
mais
me
ha
de
vêr
pezaro
sa...
pois
bem ;
abençoe
de
coração
a
sua
filha.
—
Anaclelo voltou-se
com
os
olhos hú
midos
e
abençoou
Marianna.
Depois
saiu.
—
Abençoou-me
pela
ultima
vez!...
mur
murou
surdamente
a
viuva.
E
ficou
estalica...
pasma...
aterrada.
Tinha
a
morte
n
’
alma.
Os remorsos.
O
crime
mesmo, quando
parece
triun
far
ou poder
fugir
ao
castigo
dos
homens,
envolto
nas
sombras
dos
mistérios, ét
da
assim
mil vezes
mais
desgraçado
que
a
innocencia,
que
succumbe.
A
innocencia
é
sempre
bella,
sem;
pura,
sempre
anjo
aos
olhos
de
Deus,í
vê
tudo,
que
vê
o
bem
e
o
mal.
A
nocencia
espesinhada
pelos
homens
oud
nobreza
os
despreza,
ou
chora
doida'
suas
injustiças; mas
seu coração
se
para
o
ceo,
e
suas esperanças
vnantf
ra
a
eternidade: lá
em
cima
0
juiio *
homens
é
nada.
A
innocencia
é
a
virgem
encantada
amada
por Deus:
Elle
lhe
paga
cadaI
grima
com
um triunfo:
a
gloria
(]
o!
espera
é tanto
mais
subida,
quanto
®
doloroso foi o
seu
martírio
cá
debais®
E
0 crime ?...
O
crime
é
sempre duas
vezes
W
davelmente
castigado,
sem
contar
com
penas
e loi
mentos
a que
0
pódem
c*
demnar
os homens.
E
’
castigado
uma vez
cá
em
b»'
1
’1
outra
lá
em cima;
a
séntença não t
1
appellação
nem
na
terra
nem
na etei*
de,
porque
quem
sentencea
é
0
juizo
se'
ro,
justo e
severo
de
Deus.
Os
castigos
inventados
pelos
bo®'
são
nada.
A
que
se
reduzem esses®,
tigos?...
aos
tormentos
físicos, á
dôr:
1
nam-se
inefficazes
ou
por
momento
ou
porque
0 habito
de
os
soffier
os
11
li
fica.
(Conlhí'
das
11
1/2
horas
da
manhã.
S.
exc.
a
ten
ciona,
segundo
corre,
dirigir-se,
da estação
ao
governador
civil,
tomar
posse,—acto
que
se
effecluará
com
lodo
o
aparato.
Consta-nos
que
a
entrada
do
novo
governador
civil
será
soletnnisada
com
o
explendor
possível, e
que
esperarão
a s.
exc.
a
,
alem
dos empregados
das
reparti
ções
publicas,
grande numero de
cavalhei
ros.
E’
d
’esperar
que
os
moradores
das ruas
do
transito
darão ao
exc.
mo
marquez
as
demonstrações
de
consideração
de
que
s
exc.
a
é
digníssimo.
Nós
e
toda
a
cidade
confiamos
que
o
novo
governador
civil
não
desmerecerá do
conceito
em
que
é
lido,
conservando
e
augmentando
o
nome
glorioso
dos
seus
maio-
F6S*
niecionario
PopwSar.—
Recebemos
os fascículos n.«s
50
e
51
do
Diccionario
Popular.
Agradecemos.
Fesís» <!«*»
Crtues, em 23ai*eellos.
__
F
az-se no
dia
3
de
maio
proximo
a no
tável
festa
das
Cruzes,
na
villa
de Bar-
cellos,
havendo
no
dia
2
fogo d
’
artificio
e grande
arraial.
Por
esta
occasião ha
comboios
a
pre
ços
rcdusidos,
entre
Braga,
Porto
e
a es
tação
de
S. Bulo,
sendo
os bilhetes
ven-‘
didos
desde
o
dia
1
até
ao
dia
7.
Os
preços
de ida
e
volta são:
entre
esta
cidade
e
S.
Bento,
— I
a
classe,
769;
2.
a
,
690;
3.a
400:
entre
Porto
e
S. Ben
to,-1.
a
classe,
1^570;
2.
a,
1^230;
3.a
,
890.
Universo
SEiaiatrmlo.—
Temos
re
cebido
os
n.®3
publicados
do
Universo
il-
lustrado,
publicação
periódica
de
Lisboa,
muito
digna
de
ser
archivada.
Traz
excellentes gravuras
e
artigos
de
merecimento.
O
n.®
15
traz
uma
gravura
lindíssima
da
ponte
velha
do
Vizella, um
dos
loga
res
mais
pitlorescos
da
nossa província,
do
qual
se
descobrem
panoramas
encan
tadores.
íjorhiíiei»». —
Tem
continuado
regularíssima
a
publicação d
’este
excellen
te
folha,
cuja
duração
pode
diser-se um
verdadeiro
acontecimento lillerario
n
’
esta
província.
Collaborada
por
muitos
dos nossos
pri
meiros
escriplores,
é
justo que
lhe
não
falte
a
prolecção
dõs
amadores
da leitura
amena
e
instructiva.
O
ultimo
n.®
publicado
ó
o 6.®
do vo
lume
III.
Vem,
como
os
anteriores,
inte
ressantíssimo.
Heeniniiiendanios, —
Aos
paes
de
familia
recommendamos
os
Conselhos
prá
ticos
sobre
a
Primeira
Communhão,
livri-
nho
oílerecido
aos
meninos
por
Mgr.
da
Ségur. Vende-se
na
Livraria
Calholica,
rua
do
Souto,
por 50
reis.
3«epa-esesití»ção.
— A
camira
d
’
esta
cidade
dirigiu
ao
governo
uma
represen
tação
pedindo
que
seja revogado
o
de
creto
relativo
aos
exames
do
lyceu.
Xliustre
eaferma. —
Acha-se
muito
doente
a
exc.ma
snr.
a
D.
Anna de
Men
danha
Arriscado,
mãe
do
snr.
Antonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado.
Fazemos
votos
ao
ceo pelas
suas
me
lhoras.
Substitutos «Io juiz de
direito.
—Os
substitutos
do
juiz
de
direito
n
’
esta
co
marca
são
os
snrs:
Antonio
Roberto
d
’
Araujo
Queiroz,
An
tonio
Brandão
Pereira,
João
Carlos
Perei
ra
Lobato,
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
Circo
equestre. —
Ha
hoje função
n
’
esle
circo,
na
Cèrca
dos
Congregados.
Concursos.—
O «Diário
do
Governo»,
n.°
86,
de 18 do
corrente
publica
aviso
declarando
aberto
concurso para
provimen
to
das seguintes
egrejas:
Almeirim (S. João
Baplista),
concelho
de
Almeirim,
diocese
de
Lisboa.
Alvões
da
Serra
/Nossa
Senora
do
Ro
sário),
concelho
de
Ceia,
diocese
de Coim
bra.
Eirol
(Santa
Eulalia),
concelho
de
Avei
ro, diocese
de
Aveiro.
Frossos
(S.
Paio),
concelho
de
Alber
garia,
diocese
de
Aveiro.
Portimão
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
de Villa
Nova
de
Portimão,
dio
cese
de
Algarve.
Sardoura (Santa Maria),
concelho
de
Sinfães
diocese
de
Lamego.
KeEo
pastoral.—
Lêmos na
«Cruz»,
de
Nova
Goa:
ila
14
annos,
suspenso
por não
que
rer
partir
para
missão
a
que
era nomea
do,
um
sacerdote
natural
da
freguezia
de
S.
Lourenço,
alias
intelligente
e
de
bons
costumes,
perdido
por ser-lhe prohibido
usar
a
sobrepeliz e
entrar
na
clerezia,
abandonara os
deveres
de sacerdote e
de
chrislão,
condemnando-se
a
ocio,
sem
nun
ca
se
importar
de
tratar
do
levantamen
to
da supensão,
apezar d’
esforços
do
Vi
gário
da
freguezia
e
d’
outros
amigos
a
trazel-o
ao
dever.
Informado
o
snr.
Arcebispo,
do
lasti
moso
estado
e
renitência
do
sacerdote,
significara a
sua
intenção
de fallar-lhe
e
de
chegar
mesmo
pessoalmenle
a
sua
ca
sa,
sendo preciso,
na
occasião
da
visita
pastoral
d’
aquella
freguezia.
No
dia
16
de
janeiro
ultimo
estando
de
visita
pastoral
em
S.
Lourenço,
o
pri
meiro
acto que
s.
exc.a
praticou
logo
que
subiu
a
casa parochial,
foi
procurar
pelo
sacerdote,
e
vindo
a
saber
que elle
estava
desanimado
a comparecer a
sua
presença
resolveu-se
eíTectivamente
a
ir
até
a
sua
casa,
o que
sabido
pelo revd.0
Mestre das
ceremonias
que
era
pessoa
da
confiança
e
familiaridade
do sacerdote,
correu
a
este e
lhe
pediu
com
instancia,
que
encontrasse a
s.
exc.
a,
fazendo-lhe
vêr
a
extrema
bondade
do snr. Arcebispo,
que
ancioso
desejava
encontra!-o.
O
sacerdote
recusou-se,
observando
que
a
sua
situação
não
era
tão lisongeira
para
se
poder
comparecer
na
presença
de
s.
exc.
a
e
respondendo
que
logo
não
po
dia
chegar a
egreja,
mas
depois
de
algum
tempo,
na
casa
parochial
ou
no
convento
de
Pilar
e
que
estava
summamente
capti-
vado
por
ter
s.
exc.
a
tomado
tanto
inte
resse
por
elle.
Apezar
da promessa
não
apparecera
na
egreja
até
a
hora da
partida
de
s.
exc.a
Em quanto
o
snr.
Arcebispo
com
a
sua-
illuslre
comitiva
e
o
revd.
0
Vigário
da
freguezia
fossem
visitar
a
capella
de
Dandiin,
o revd.®
Mestre
das
ceremonias
dirijiu-se
a
casa
do
sacerdote
e
disse-lhe
que
s.
exc.
a
chegaria
a
casa
dentro
em
poucos
minutos
e
animou-o
a
sahir ao
encontro
delle,
postando-se
na
estrada
por
onde
havia
de passar.
Esta
noticia impressionou-o
tanto
qoe
logo pôz-se
de
caminho
e
entrou
na
ca
pella
de
N.
S.
do Rozario,
esperando
an-
ctoso
em poucos
minutos vêr
a
s.
exc.a
,
qtre
apenas
chegado
ao
pé da capella e
informado da
vinda
da
estremosa
ovelha,
lodo
commovido e transportado
de rego-
sijo,
recommendou
a
todos
os
presentes,
a
se
retirarem,
e
fallou em segredo
ao
Sacerdote
pouco
tempo
e
saiu ainda
mais
alegre,
porque
eslava
elle
resolvido
a
to
mar
recolhimento.
O
sacerdote
não
contente
de ter
a
dita
de
conservar
com
o
snr.
Arcebispo
e
encontrar
nelle
tanta
bondade
e
aíTabi-
lidade,
seguiu-o
até
a
sua
residência
do
convento
de
Pilar,
acompanhado
do
revd.0
Mestre
das
ceremonias
e
otlereceu-se
des
de
já
começar
o
recolhimento
no
conven
to
e
de facto
tomou-o
por
tempo
d’
um
mez
regular
e
ediíicanternenle.
Assim
preparado
celebrou
a
sua
rnissa
no dia 17 de
fevereiro
ultimo.
Immenso
povo assistiu
a missa. como
se
fôra
a
primeira
missa
de novo
sacer
dote,
dando
graças
ao
Altíssimo por
tão
feliz succeso
e por ter
coroado os
trabalhos
de
s. exc.
a e
dos
mais que
cooperaram
a
tão
santa
obra.
Tocante
scena
que
accorda
no
peito
tanta
admiração
1
Quentão <lo ©riesite.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
a
questão
do
Orien
te,
são os
que
seguem:
Londres,
21
—O
5
por cento
turco
baixou
hoje
a
8
3/4
em consequência
dos
boatos
que
corrido
acerca
de
haverem rom
pido
as
hostilidades
entre
os
turcos
mon
tenegrinos.
Constantinopla
23
—
0 cônsul
da
Rússia
em
Fars
(Arménia),
que foi
atacado
por
um
bando de
soldajos
turcos, defendeu-se
a
tiros
de
espingarda,
matando
e
ferindo
alguns
aggressores.
Berlim
23—
O
príncipe
de
Reufs, em
baixador
da
Allemanha
em
S. Petersburgo
foi
nomeado
embaixador
em
Constantino
pla.
Os
primeiros
destacamentos
russos
passearão
a
Prut
hoje
ou
amanhã.
Roma
23
—Os
ministros,
respondendo
a
uma
inlerpellação,
nas camaras, aílir-
maram,
que
a
lialia
resolveu
permanecer
neutral
a
toda
a
lucta
entre
as
potências
estrangeiras.
Kichenelf
23—O
Czar passou
revista
ao
exercito.
N’
uma
aliocução
que pronun
ciou,
disse
que
sentia
verter
o
sangue
dos soldados,
mas
qoe
a
honra
da
Rús
sia
está
cdlendida e
por
isso
espera que
todos
a
defenderão
até
ao
fim.
O
prim
i-
ro
destacamento
do
exercito,
embarcado
em
40 vapores
transportes
passou
hontem
o rio
e
a
fronteira
em
Bestmack.
Hoje
deverão
segu
r-se-lhe
outros
destacamen
tos.
O governo
da
Roumania
declara
que
retira
as
tropas,
concedendo
á
força.
NECBOLOGIA
No
dia
19
do
corrente
falleceu em
S.
Marlinho
de
Gallegos
o
revd.
0
João Ba-
ptista
de
Miranda,
parodio
d’
aquella fre
guezia.
Ainda o
tempo
não
tinha
desfolhado
as
flores
da
sua
juventude,
ainda
as
suas
aspirações
não
tinham
attingido
o
apogeu
brilhante,
mas
já
a
virtude,
o
alvo
subli
me
de
suas
acções
lhe
preparára
a
corôa
que
agora
lhe
cinge
a
fronte.
O
seu
conviver tam generoso,
o seu
zêlo
tam
afervorado,
a
sua
virtude
sem
prestigio,
a
sua
profunda
illustração
ele
varam-no
á
alta
reputação
em
que
era
tido,
grangearam-lhe
os
méritos que
tanto
o
ennobreciam.
A
saudade
mais
profunda
domina
hoje
uma,
familia
que
o estremecia,
um
povo
que
o
idolatrava,
mas consolação,
só uma
coisa
resta: orar ao
Senhor
pelo
eterno
descanço
de sua
alma.
Brag^.
A.
J.
M.
3»
i3
EÍI^'TTJE32
DA
AIJMIMISTKAÇÃO.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes
d
’
a-
quelles
nossos
assignantes
que
tão
cava-
Iheirosamente
nos teem
coadjuvado,
dignan
do-se
enviar-nos
o
importe
das
suas
as-
signaluras.
A
todos os nossos
cordeaes
agradeci
mentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se
acham
em
debito
o
favor
de
saldarem
contas com
a
administração
d
’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao menos nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Monção.
—Revd.
0
Manoel
A.
AfTonso
Pinheiro, até 31
de
dezembro
de
1876.
Vianna.
—
Revd.0
Antonio
José
Lopes,
até
26
de
junho
de
1878.
Amares.
—José Cândido de
Magalhães
Menezes,
até
30
de junho de
1877.
Alvações
do
Tanha.—
Antonio
Carlos
Vaz
Pereira,
até
30
de
junho
de
1877.
Carrazedo de
Montenegro. —
Rev.®
Anas
tácio
M.
M.
Saraiva, até
30
de
junho
de
1877.
Setúbal.
—
M.
G.
da Silva
Costa,
até
3
de
junho
de
1877.
Castro
Daire.
—
Revd.® José
Esteves
Salgueiro,
até
30
de
março
de
1878.
Boticas.
—
Domingos
José
Fernandes,
até
30
de
março
de
1877.
Villa
Flor.—
-Revd.
0
Arcypreste,
até
30
de
dezembro
de
1876.
Cerveira.
—
Antonio
José Ferreira,
até
30
de
março
de 1877.
Mogadouro.—
Revd.
0
Hjginio
Rodri
gues
Patrício,
até 15
de
abril
de
1876.
Ponte
do
Lima.
—
Francisco
de Mello
Barreio
Pereira,
até
31 de
dezembro
de
1877.
—
José
Pereira Pimenta
de
Castro,
até
19
de
março
de 1878.
Os
nossos assignantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar suas
assignaturas
ao
nosso
correspondente
em
S.
Miguel,
o snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o
snr.
Alfredo
Valiadim.
Covilhã,
o snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr. Carlos das
Neves &
So
brinhos
—rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José
d’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
GRANDE
NOVIDADE
Campo
de
SanCAnna, n.° 48,
—
d.°
andar.
Exposição <!e vistas stereos-
eopicas
esti el»ryatí*l=x8Jypo-
deoino bueelsaraieo
e auilio-
i»atseu=Tiro nsiecluentco
eon»
pantliera
e
leão ruyidor.
Mr.
Boix
Jovani,
chegado
ha
pouco
a
esta cidade, oílerece aos amadores
esta
bella
exposição
que tem
alrahido
a
allenção
da
Europa,
e
que
ultimamente
tanto
agra-
dou
em
Lisboa,
onde
ò
expositor
eslevô
dois
annos.
Está aberta,
das
11
horas
da
manhã
ás
11
da
noite.
Entrada
geral,
80 reis.
ANNUNCIOS
Em
abôno
da
verdade,
e
como
satis
fação
ao
pedido,
que
em
o
n.®
630 d’
este
jornal
nos
faz o
snr.
José
Pereira
da
Cu
nha,
declaramos,
que
não
é
exacto
que
o
mesmo
snr.
nos
exigisse
um
conto
de
reis
por
qualquer
dos dois
enterros
de
que
foi
encarregado
por
occasião
do
fal-
lecimento
de
nossos presados paes
e so
gros
Antonio
Ignacio
Marques
e D.
Anna
Candida
Vieira
Marques;
outro
sim
decla
ramos
que
nenhuma
exhorbitancia reco
nhecemos
na
conta
apresentada
pelo
mes
mo
snr.
Cunha.
José
Antonio
Vieira
Marques.
Manoel Gomes
da
Silva
Mattos.
Antonio
d’Araújo
Vasconcellos
Feio.
Antonio Santos
d'Azevedo
Magalhães.
(226)
Domingos
Moreira
.Guimarães,
Bacharel
for
mado
em Theologia.
Commissario
dos
Es
tudos
do
Dislricto
e
Reitor do
Lyceu Na
cional
de
Braga,
por
S.
Magestade
El-
Rei,
etc.
Faz
saber que
:
1.
°
As provas
escriptas
dos
exames
de
admissão
aos
lyceus
terão
logar
nos
dias
1,
2,
4
e
5
de
maio
ás
9
horas,
sendo
examinados 50 candidatos
em
cada
dia
;
2.
°
As
provas
oraes serão
dadas
nos
dias
7
e
seguintes
do
mesmo mez
e
á
mes
ma hora,
sendo
examinados
21
candida
tos
em
cada dia;
3.
®
A
composição
dos
jurys
será
a
se
guinte
:
1.
®
jury
Bacharel
José
Joaquim
da
Silva
Pereira-
Caldas, presidente
João
Manuel
Moreira
Bacharel
Joaquim
José
Maíheiro
da
Silva.
2.
®
jury
Manuel
Joaquim
Alves
Passos,
presidente
Bacharel
Manuel Messias
Mendes
Fragoso
José
Joaquim Lopes
Cardoso.
3.
° jury
Bacharel
Manuel
Joaquim Penha
Fortu
na,
presidente
Joaquim
Maria Lamego
da
Maya
Bacharel
João
Maria
Corrêa.
4.
°
jury
Julio
Celestino
da
Silva,
presidente
Bacharel
José Alves
de
Moura
Manuel
Alves
de
Castro.
4.
°
Faltando
um
ou
mais
candidatos
no
dia que
lhes
fòr
designado,
são chama
dos pela
ordem da
inscripção os
que
se
seguirem
até
perfazer
o
numero
dos
que
devem
ser
examinados
em
cada
dia
pe
rante
o
mesmo jury.
Os
que
faltarem
devem
apresentar
na
secretaria
do
lyceu
documento
justificativo
da
falta
sob
pena
de
não
poderem
ser
mais
admiltidos
a
exame
n
’esta
época.
Secretaria do
Lyceu
Nacional
de
Braga*
21
de
abril
de
1877.
O
Reitor,
(230)
Domingos
Moreira
Guimarães.
JOAQUIM
JANUARIO
Faz
saber
aos
seus
amigos
e
freguezes
que,
desde
hoje, 26
do
corrente,
desde:
as
6
horas
da
tarde
até
ás
10, principia
rá
o
leilão do
resto
da
livraria.
Braga
23
de
abril
de
1877.
O
Gerente,
(231)
Joquim
Januario.
A
segunda
edição
da
Corographia
Por-
tugueza
do
padre
Carvalho,
ampliada
com
um index
alphabetico
das
freguezias
com
a
designação dos
nomes
e
Oragos
que
actualmente
tem, numero
de
fogos,
dio
ceses
e
concelhos
a
que
pertencem,
e
cor
reios
respectivos,
coordenado pelo
fallecido
padre
Martinho Antonio
Pereira
da
Silva.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova,
n°4
e
5
—no
Porto,
rua
dos
Caldeireiros,
n.°
39
—
em Vianna em casa
de
Baganha
&
Vieira,
rua
8
de
Maio.
Preço
(3
volumes)
l$500
rs.
Venda
de propriedades
Vende-se
varias
propriedades
situadas
e
todas
reunidas na freguezia
de
S.
Paio
de
Pouzada,
d
’esta
comarca
de
Braga,
as
quaes
se
compõem
de
prados
de
erva,
matlos, lenha,
azeite
e
vinho,
com casas
■de
lavouras
e
outras
próprias
para
nego
cio,
tudo
proximo
á
estrada
real,
e
situa
das
á
margem
do
rio
Cavada.
Quem
pretender
tratal-as
póde
fazel-o
em
carta
fechada
a
esta
administração
com
as
iniciaes
L. M.
Araújo
Tmoco.
(220)
Los Higos
del
Monte
25
reis
La
Flor del
Chiado
»
»
La
Barcarola
»
»
La
Flôr
de Creta
Legitima
30
»
La
Sophia
40 »
La
Romana
>
»
Cigarros
de
8,
Fidelidade.
Chegaram
á
Tabacaria
Braearense.
(219)
Muita
attenção
ien
Jtoné
rte Barrog,
mora
dor
no
largo
dos
Penedos, d’esta
cidade,
tmnuncia
aos
seus
amigos
conhecidos
e
freguezes
que.
além
dos
carros
que já
tinha
mandou
fazer
mais
um
bonito
caleche
que arma
em
diversas
fôrmas
assim
como
também
uma
bonita
parelha
que
alluga
por
preços
muito
commodos, tanto
para
a ci
dade
como
para
fóra
d’
ella.
Braga
15 (Pabril
de 1877.
(210)
Joaquim José,
de
Barros.
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua Nova,
n.e
3,
e
no
Porto
: preço
300
rs.
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
ComçAva XEaría Virgem
laiaiBiMejctad»
D.
Margarida Heunessy, desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de Braga
como
das
localidades adjacentes,
ha cin
co
annos
se
teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma casa
de educação
para
meninas internas, semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã Miss.
The-
resa
Heunessy. tendo obtido
para
levantar
o seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito, o qual
já
funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Rev.°
João Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa.
Rua
Nova.
(17)
ISCOLâ
ÃMERiCANA
Consullorio
’
a
toda
a
hora,
tanto de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
Venancio
José
da
Silva
Rego,
faz
publico
aos
seus
amigos
e
freguezes
que
abriu
o
seu
estabelecimento
d’
ourivesaria
no
largo
do
Paço
n.°
4,
e
possue
um
lindo
e
va
riado
sortido de
objectos
d
’ouro
e
prata
nos
gostos mais
modernos, que
vende
por
preços
os
mais
commodos.
Outro
sim
se
encarrega
de
quaesquer
obras
que
digam
respeito
á
sua arte,
e
troca
objectos
d
ouro,
prata,
ou
pedras
preciosas.
(224)
MGR.
DE
SEGim
ConsellaoH
Práticos sobre a PE&l-
MEIRA conuuvnÃo
A
’
venda
na
Livraria Catholica,
por
50
rs.
CASA
PARA
ARRENDAR
-
Alluga-se até
ao
proximo
S.
Mi-
Jijía»
guel
uma
morada
de casas,
sita
na
rua
(
j
0
A
n
j
0
n.®
24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e no
escriptorio
d’
esta
redacção.
O
gerente
do
Deposito
de
Tabacos
da
Casa
Havafteza.de
Lisboa,
declara,
para
os
devidos
eífeitos, que
desde
hoje
em
dian
te
deixa de
ser
caixeiro
do
mesmo
esta
belecimento
Antonio.
Maria
da
Silva
Ra
mos,
e
previne
que
nada
tratem
com
o
mesmo,
pois por nada
se
responsabilisa.
(218)
t
'
•
f -
•' A I
5
Ã5
■^RUA
DE
S.
MARCOS,
N.
5
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
fe
lindíssimos
gostos,
a prin-
g
cipiar
em
80
reis
a
peça.
s
1
—
Vende
olio,
tintas
e
$
vernizes
para
pinturas
de
W
&
casas,
tudo
de
boa
quali-
3|
$
dade.e
preços
muito
resu-
g
§
midos.
M
&
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas, ges-
‘
á
so
para
estuques
de
ca-
y sas,
tudo
de primeira
qua-
Is
V
lidade.
UVBAiil.4
D
’
EUfiEMi)
CIIA11DR0N
BRAGA
Ultimas publicações
(
obras
completas
)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876, traduzida
da 6.a
edição,
por Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3. vol
...................................
3^000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol..................................................
l$200
BALMES
O
Protestantismo comparado
com
o
Calholicismo
nas
suas
relações
com
a civilisação
europea,
4
vol.
2$i00
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br. 500
cart....................................................$600
Ancora
de
Salvação,
I
vol.
br.
500
cart...............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
.........................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Chrislo,
recitado
na
Sé
Ca-
lliedral
de
Coimbra.
Preço..................
200
rs.
TEXS9.A
»E CASAS
Vende-se
2,
na
rua
das
Palhotas,
n.
os
90
e
91.
Trata-se
com
José
Luiz de Freitas, rua
de
S.
Vicen
te
n.°
85.
(222)
VE.VBE-SE
a
A
propriedade
de
casas
n.° 52,
na
rua
de
S. Marcos;
é
alodial
isenta
de
compromissos.
Para
tra
tar na
mesma.
(223)
VENDA
DE CASA
/■
>
Vende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
i.
go
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
■ -
“
com
João
Evangelista
de Sousa
Tor
res
e
Almeida.
Éditos de
30
dias
Pelo
presente
annuncio
e
na
ordenada
no
artigo 2048 do
Codigo
Civil
}
citados
e
chamados
os
credores inceriò
s
’
os
legatários
e
domiciliados
fóra <pe
’
comarca
de
Braga,
para que
no
prasod
30
dias
contados
do
dia
19
do
correJ
mez
de
abril,
comparecerem
e
assistjJ
querendo
aos
lermos
do
inventario
a?
pelo juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
cJt
torio
do
sexto
ofiicio de
que
é
escrivj'.
Pessa,
se
procede
por
interdicção
do
|Jr
digo
Francisco
José
Lopes
Teixeira, c
JS)
do
com
Joaqtiina Fernandes,
do
logar
dj
Verdasca,
freguezia
de Palmeira,
mesma
comarca,
no
qual
é
invenlariante.
mulher
do
dito prodigo.
Casa
de commissões, rua do
Principe,
128,
Lisboa
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade
m
grande
e
variado
sortido
de
objectos
t.
metal, alfenido ou
cristofle,
para serviu
de
meza.
Bijouterias
plaqué,
lenços
de
st
da, gravatas
para
senhora
e
homem,
ces
los,
lonetas, binoculos
de
lheatro,
campi
nha
e
marinha.
Também
se
fazem
concertos,
ao
rau
pertencente
ao
optico.
Grande sortimento
de
luvas
de
todai
qualidade
e
a
prova.
A todas
as
fazendas garante-se
a
L
qualidade.
Campo
da feira de
S.
Marcos.
ioj
INJECÇÃC
HYGIENICA
BAlSAniCO PROPIKKTATICe 4
Esta injecção
é
a
unica
e eflicaz
qi.
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualidj
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo.
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-»
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porti
Nova.
Em
Coimbra, pharmacia BarataDi
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
p|«.
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo n
9
142,
proximo ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco—
400
rs.
(4W
e
•c
s
t
l;
<
i)
P
ir
d
r<
d
(IH181GIÃS
RENTHSTA *
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGb
pi
CA
DO PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
0
BRAGA.
qt
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sbí
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobrest
soldados.
(186
se
FILIAL
Dà
CAIXâ J
UCOJVOIHICA PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidade
li-
mitada
Capital.................
A00i000$000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer objecto
do
valor
não
inferior
a
1%
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está aberta
todos
os
dias des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
un
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
alédo
ao
meio
dia.
P
e
O
gerente—
A.
G.
Ferreirinhi^
---------- -
—----------------------------------- -sof
VENDA
DE
CASAS do.
Vende-se
4
moradas
de
casai
]
a'
Com
(
l
U
'nta'
e
anua
>
s
*
las
"ísa,
rua
de
D.
Pedro V, sendo
í- ,
0
’
76,
77,
85 e
86.
Tracta-se
no
largo
d^rad
Penedos,
n.®
1.
(6a)
pri
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITAKA—18/'-
Parte de Comércio do Minho (O)
