comerciominho_25121877_730.xml
- conteúdo
-
■TOWL.JHLA.
XI IcLIIÍlOSA >í T1OTICIOSA.
EDITOR
E PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
[DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
.......
10
N.»
730
tzzaati
D. JOÃO
CHRYSOSTOMO
DE
AMORIM
Pessoa,
por
mercê
de
Deus,
ele.
Ao clero
e
Fieis
d
’
este
Nosso
Arce
bispado
de
Braga,
saude
e
paz
em
Jesus
Christo,
nosso
Divino
Salvador.
O
Santíssimo
Padre
Pio
IX,
ora
fe-
lizmenle
reinante
na
Egreja
de
Deus,
con
cedeu-Nos
muito
benignamente
a faculdade
de
dar
duas
vezes
em
cada
anno
solemne-
menle
a Bênção
Papal,
para
que
os
lieis
d’
esla
Archidiocese,
Primaz
das
Hespa-
nhas, podessem
lucrar
as
muitas graças
e
indulgências,
que
em
virtude
da mes
ma
Bênção lhes
são
concedidas.
E
tendo
Nós
deliberado
celebrar
de
Pontifical,
com
a
ajuda
de
Deus,
em
a
Nossa
Sé
Calhedral, no
dia
25
do
cor
rente
mez
de
Dezembro,
na
festa
natalí
cia
do
Verbo Divino, que
se
fizera
Ho
mem,
e
viera
habitar
entre
nós
para
nos
remir
e
salvar,
usaremos da
concessão
apostólica,
dando
no
fim
da
missa solemne,
que
ha
de
começar
pelas
dez horas
da
manhã,
a
Bênção
Papal
pelo
modo
e
fôr
ma
costumada.
E
como
as
graças
e
indulgências,
con
cedidas
aos
fieis,
que, devidamente
dispos
tos e
preparados,
fôrem
receber
a
Bênção
Papal,
lambem pódem
ser
lucradas
pelas
pessoas,
que
vivem em
clausura,
encar
ceradas,
ou
que
por
doença
não
possam
ir
recebel-a
á
Nossa
Cathedral,
devem
ellas
estar
attentas
aos signaes,
que
serão
dados
nas
torres
da
mesma calhedral,
para indicarem
precisamente
o
começo
das
ceremonias,
que
precedem
a
Bênção
e
o momento em
que
ella
é
dada.
Vinde,
pois. Meus Filhos
em
Jesus
Chrislo,
vinde
ao
Templo
do
Senhor
re
ceber
a
Bênção
Papal,
devidamente
pre
parados
com
os Sacramentos da
Peniten
cia
e da Eucharistia,
para
que
possaes
lu
crar
as
muitas
graças
e
indulgências,
que
pela
mesma
Bençao
Papal
vos
são
conce
didas.
Não
desprezeis
esta
occasião,
tão
propicia
para
mais
e
melhor
assegurar
a
vossa salvação
eterna,
que
deve
ser de lo
dos
os
verdadeiros
christãos
o seu
princi
pal
empenho.
Que imporia ao
homem,
diz
o
Saneio
Evangelho,
lucrar
lodo
o
mundo
com
a
perda
da sua
alma
?
quid
enim pro/icil
homo,
si
lucrelur
univenum
mundum,
se
autem
ipsum
peidai,
el
delrimenlum
sui
facial
?
—
(S.
Luc.
,
9,
25.)
Deus
não
manda
que
desprezeis
o
cumprimento
das vossas
obrigações
so-
ciaes,
nem
prohibe
que
honestamente
pro
cureis
os
meios
necessários
para a
vossa
decente
sustentação
;
mas
quer
e
recom
menda,
que
não
vos
esqueçaes
de que este
mundo
é
para
nós
apenas
um
logar
de
passagem
para
a
eternidade,
e
que
o
fim
principal
para
que fomos
creados,
é a
nos
sa
salvação
eterna,
como
diz
o
Apostolo.
Ul
veslrum
negatium
agatis.
—
(1
Thes.
4,
11.)
Vinde,
meus
filhos
em
Jesus
Christo,
vinde
ao
templo
do
òenhor
implorar
a
Sua
misericórdia
sobre
as
vossas culpas
e
defeitos,
orar pelos
vossos irmãos
des-
ganados
e perdidos
nos
caminhos
tortuo
sos
da
malícia
e do
peccado.
Vinde
pedir
pela
exaltação
da
fé
ca-
tholica,
que
Ião
dura
e
incessantemenle
está
sendo combatida
em
toda
a
parle,
e
ainda
mesmo
n’
este
reino,
que
se
nobi
lita
com o
titulo de
fidelíssimo.
Vinde
rogar
pela
saude
e
conservação
da
preciosa
vida
do SS.
Padre
Pio IX.
para
que
Deus
Nosso
Senhor continue
o
prodigio, nunca
até
agora
visto sobre
a
cadeira
de
S.
Pedro,
da
sua
longa
exis
tência
e
singular
duração,
como
Pouliíiee
romano.
Vinde
receber
por
meu
intermédio
a
sua
Bênção
Papal
e
as
graças
e
indul
gências
que
a
Sé Aposlolica
tem
conce
dido
a todos
os
fieis
que
dignamente
qui-
zerem
lucral-as.
Vinde,
nobres
e
piedosos
bracarenses,
vinde
altestar
com
a
.vossa
piedade
e
com
a
vossa
fervorosa
devoção
que
esta
cida
de
bem
merece
da
Egreja
Catholiea,
do
Pontífice
romano
e
do
Prelado,
que,
com
ioda
a
effusão
do
seu
coração,
imploran
do o auxilio
da
graça
divina,
vos dá
lam
bem
a sua bençáo
pastoral
em
nome
do
Padre,
do
Filho
e
do
Espirito
Santo.
Os
revd.
os parochos
lerão
na
fórma
do
estylo
esta
Nossa
Provizão
aos
seus
fre
guezes,
no
domingo
23
do corrente
mez
de
Dezembro,
Da
la e
passada
sob
o
Nosso signa!
e
sello
das
Nossas
armas, era
a
Nossa
resi
dência
do Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
aos
15
de
Dezembro de
1877.
Logar
do
gg
sello.
joão.
Arcebispo
Primaz.
BKMíA TERÇCFEIHl SS DE
BEXE.WBKO
DE
1M3
<»laria in
excelaig
Íleo
I
Era
chegado
o
tempo
de
se
cumprirem
as
prophecias
I
O
anno
de
752
do
império romano,
e
42
de
Oclavio
Augusto
eslava
no
seu
ocaso.
O
Lezar,
querendo
saber a população
que
tinha
nos paizes conquistados
com
o
poder
de
seus
formidáveis
exércitos,
pu
blicou um
edilo,
no
qual
ordenava
que
todos
os
hebreus
da
baixa
Gallilea
corres
sem
ás
cidades
de seus
maiores,
afim
d’
al-
li
inscreverem
os seus
nomes.
Cruel
noticia
!
Ao
recebel-a,
todos
os
corações
se
en
tristeciam
e
os
semblantes
se demudavam.
Comludo,
era
necessário
obedecer.
Lá vão caminho
da cidade
de
David
um
ancião
venerando
e uma
virgem,
toda
pudibunda,
Maria
a
Sanla
Virgem
de
Naza-
relh,
cavalgava
n
’
uma bella
jumenlinha,
Jo
sé, caminhava
ao
seu
lado, com
passos
va
garosos,
apoiado
n
’utn
nodoso
cajado.
Aqui e
alli.
mil
precipícios se
lhes
an
tolham,
mas
Jehoval
protegia aquella
Bem-
díla
Familia
porisso
re.-olutos,
passam
alem.
Chega
a
noutel
Em
logar
das
amorosas
brisas,
rugia
irado
o
luracão nas
antigas
seivas, o
as-
pero ranger
das
(roncadas
azinharas,
o
ui
var
prolongado
dos
carnívoros
cães,
a
sus
surrante
corrente
dos
ruidosos
rios,
lo
dos
estes
ruidos
misturados
em
estrepito
sa
confusão
sibilavam,
rangiam
e
suspira
vam,
já
distantes
e apagados
como
vozes
mysteriosas
de
regiões
desconhecidas,
já
soantes
e
atroadores
como
espumosas
ca
taratas
de
immensa
profundidade.
E
a
es
te
discordante
ruido
da
terra
respondia
no
céo
a furiosa tempestade
com seus
bra
midos de
trovão.
Súbitos
e
pallidos
relâm
pagos
fendiam
o espaço,
despedindo
a
suf-
ficienle
Inz
para
que
pudesse
contemplar-
se
lodo o
horror
das
trevas.
José
e
Maria,
dominados
não
tanto
pe
lo
cançasso,
mas
lambem
pelo
susto,
re
solveram
abrigarem-se
n
’
um desmantela
do
presepio,
qíb
servia
de
refugio
ás
can-
çadas
caravanas
da Samaria.
Alli
passaram o
resto da noite,
sujei
tos
a
toda
a
sorte
de
inclemências,
alten-
dendo ao estado
melindroso
em
que se
acha
va
a
Santíssima
Virgem.
li
Ouvi um eminente
escriptor,
do
nosso
tempo
:
Belem,
pérola
de
Judá,
tu,
qual
a
can-
çada rola
da
Palestina,
pousas nos cu
mes
dos
montes,
a
respirar
o
perfume
de
teus
campos.
Prefiilecta
cidade,
presada
joia
que
Deus
contempla
com
entranhado
amor,
tu
fos
te
patria
de
um
pastor
que
levou
o
es
tandarte
d
’
Israel
triumphante
até ás
mar
gens
do
Euphrates.
Tu
serás
o
berço
d
um
Deus
que
vem
ser
o
humilde
Pastor
das
almas.
Belem,
povo
immortal,
sanctilicada
ci
dade,
desperta
do teu
sornno,
porque
o
dia
amanhece,
e
uma immensa
multidão
de
camellos
trepam
peia lua
suave
enc<
sta.
Innocentes
bolemitas,
assomáe
as
vos
sas
janellas,
porque
os
viajantes
se
acer
cam
aos
vossos
pacíficos
lares.
Vede
as
ricas
herdeiras
da
Palestina
montadas
nas
suas
galhardas
jumentas
brancas
como
a
neve.
Os
mantos
de pur
pura
de
Tyrso
íluctuam
ao vento
como
as
bandeiras
de
Sião.
Os
seus veos
de
trans
parente
venda
lhe
envolvem
as
cabeças.
Também
se
veem
velhos venerandos,
com
as
pernas
encruzadas sobre
o
giboso
dorso
dos
seus
camellos,
e
humildes
cami
nhantes,
sem
outro
apoio
que
o
nodoso
ca
jado
que
apertam
suas
calosas
mãos. To
dos
caminham
para
Belem, porque
o
Ce-
zar
ordena.
Pelas suas
estreitas
ruas
se
remexe,
co
mo
um
formigueiro,
a multidão
que a
in
vadio.
Nunca
esteve
tão
concorrida
Belem,
como
no
dia
24
de
Dezembro
do
anno
de
5099
do mundo.
José
e
Maria
chegaram
n
’
esle
dia,
de
pois
de
seis
jornadas de
penosa
viagem
para
inscrevei
em
seus
nomes
na
cidade
de
David.
Por
toda
a
parte
pedem
hospedagem,
mas
todos
lh
’
a
negam,
em
consequência
de
estarem as
hopedarias todas
tomadas
O
nobre
artista,
o
paciente
José,
reves
tindo-se
de santa
resignação
diz
para
sua
santa
Esposa,
—
«Chegamos
tarde
•>
!
Assim
discorrendo
pelas
ruas
da
cida
de,
a
noite
surprehendeu
os
santos
Via-
geiros
n
’
um
extremo
da
cidade.
O
silencio
da noute
os
rodeava
A
lua
com
seus
melancólicos
raios
allumiou
o
santo
grupo
que,
immovel
e
silencioso se
achava
ign rando
para
onde
se
encaiuinha-
tia.
O
uivo
do
lobo
e
o estridente
ladrido
dos
chacáes
começou a
ouvir-se
nas
visi-
nhas
espessuras,
annunciando
com
seus
grilos
selvagens
que
a
hora
de
abandona
rem
os
seus
covis
se
aproximava.
Os
santos
esposos
achavam
se
na
mais
cruel
situação, quando
um
raio
da
lua
cahiu
do ceo
sobre
uma
rocha
que
se
achava a
pouca
distancia
do
sino que
occupavam
José,
approximou-se
para
reconhecer
o
sino
que
o rodeava.
O
afllicto esposo
deu
um
grito
d’
ale-
gria.
Aquella
mancha
escura
de
pedra
era
a
entraua
d
’
uma caverna,
bastante
espaçosa
que
servia
de
abrigo
aos
pastores.
Os
dois
esposos,
bem-disserara
o
Se
nhor
Deus
dTsiael,
e
Maria,
ap
nando-se
ao
braço
de
José,
foi
sentar-se
sobre
uma ro
cha
nua
que
formava uma
especie
de
assento.
Um
boi
manso
e
tranquillo,
deitado ao
pé
d
’uma manjedoura,
ruminava
os
últimos
restos
do
seu penso.
José
collocou
a
jumentinha
ao
pé
do
boi,
e
depois estendeu
o
seu
manto
de pel-
les
aos
pés
da
Virgem,
e sentou-se
sem
despregar
os
lábios.
Alli,
a
Immaculada
Nazarena,
a
Filha
de
David,
a
Imperatriz
dos
ceos
e
da terra,
deu
á
luz,
sem
auxilio,
nem
dôres,
o Bei
dos
Reis,
o
Filho
de
Deus.
A
terna Mãe
collocou
o
divino
Menino,
sobre
a
palha da
manjedoura,
e
ajoelhando-
se
a
seus
pés
o
adorou
como
Enviado
do
ceo,
seu
Deus,
e
seu
Creador. José
imitou
sua
esposa.
A
noute era
fria,
a
caverna
húmida e
desabrigada; accender lume,
impossível;
mas
o
manso
boi
e
a
inofensiva
jumenti
nha
prestaram
ao
Divino Infante,
para o
abrigarem
o
suave
e
temperado
calor
de
seus
bafos.
A
Santa
Virgem,
contemplava
o
tenro
Menino
que
lhe
enviava
um
temo
sorriso.
«Como
le
heide
honrar
!
Devo
acercar-
ume
a
ti
como
incenso
ou
oiferecer-le
o
meu
leito
?
nE
’
preciso
quele prodigalise
os
tcuida-
idos
de
mãe.
ou
que
te sirva como escrava,
com
a
fronte
no
chão
?
(S. Basilio.)
A
lua
desfeita
em
mil
raios de
prata,
cabia
sobre
tão
enternecedor
quadro,
es
maltando-o
com
sua
formosa
e
suave
loz.
E
na
verdade
como
não
havia
de ale
grar-se
a
natureza,
se
Deus
tinha
nascido?
A
humanidade
ia
brotar
d
’
ao
pé de
seu
berço.
Os
deuses
do
paganismo
breve
cahi-
rão
dos
seus
impuros
altares.
Os sacri
ficadores
de
Boina
não
encontrarão
as
suas
victiinas,
e
á
sociedade
dos
circos
e
am-
phitealros
succederá
a
da
luz
benefica
do
christianismo.
Uma
estreita
appareceu
no
Oriente!
Ga
briel annuncia
aos
pastores
o
nascimento
do
Messias,
immensas
caravanas
d
’elles
en
tram
no
humilde estábulo
e
alli
adoram
o
Celestial
Menino.
Os Magos vem
já
cami
nho
de
Belem,
um
scinldlante
meteoro
os
guia.
—
Eis
que
chegam,
e tirando
as
regias
coroas,
de joelhos
adoram
o
Deus
Men?no,
e
dão
testemunho
das
suas
crenças
ofer
tando-lhe
incenso,
myrrha
e ouro.
Salve,
pois,
aurora
do
melhor
dia
que
tem
despontado
para
a
pobre
humanidade
pois
com
elle nasceu
o
Sol
da
Bedempção.
’
A
humanidade
afUicta
te
sauda,
com
os
trnsportes
da
mais pura
e
santa
alegria,
porque
comtigo
nasceu
O
que te
veio liber
tar
do
horrível
capliveiro
em
que
jazia.
Noute
de
24
de
Dezembro,
tu serás
sem
pre
a
noute das
santas
alegrias,
quer
no
campo,
quer
na
cidade.
Tuas
horas
serão
passadas
ao
som
dos
instrumentos
pastoris,
e
na
assistência do
incruento
Sacrifício.
Desde
a humilde
choupana
de
colmo
até
ao
mais
sumptuoso
palacio,
sempre
haverão
dois
brandões
para
accender
ante
a
imagem
d’
aquelle,
que
em
li
nasceu.
Bemdita,
mil
vezes
sejas,
pois nos dés-
tes
o
nosso
Libertador
e
nosso
Salvador
O
Divino
Menino
permitia
que
trilhan
do sempre
as
santas
veredas
da
virtude
possamos
um
dia
na sua
divinal
presença
’
exclamar:
Gloria
in
excelsis
Deo.
J.
M.
R.
Valente
.
Caminho
de
ferro
de
Braga.
Para
Braga
prosperar
e
progredir,
de
pois
de
ler
ficado
na
extremidade
d
’
uma
via
ferrea,
limitada
ao
presente
a
esta
cidade
apenas,
ha
um
meio
dt
fácil
con-
seguimenlo,
e
para que
chamamos
as
attenções
d-s
poderes públicos,
assim
co
mo
as
iniciativas
emprehendedoras
dos
particulares
Este
meio,
que
lembramos
como uti
líssimo a
Braga,
é
um
caminho
de
ferro
pela
margem
do
Cávado,
sahindo
d’
esla
capital do
Minho
a ligar-se
na Galliza
com
a
via
ferrea
d
’
Orense,
e
por
este
modo
com
as
vias
ferreas
principaes
da
Hespanha,
e
da Europa
com
estas.
Nas
cercanias
d
’esta
via
ferrea
que
lembramos,
fica
o
estabelecimento
lhermal
do
Gerez,
rico
na
sua especie.
Eica a
exploração
de ferro
oligisto
da
freguezia
de
Salto,
assim
como
ficam
os
veios abastados
de
quartzo
para vidro, e
os
bancos
de kaolino
para
porcelana,
em
mais
que um sitio das
serranias
das
re
■giões,
que
a
via
ferrea
lembrada
tem
de
atravessar.
Fica
o
apoveilamento dos
medronhos
do Gerez
para
aguardente,
assim
como
as
florestas
riquíssimas
de
madeiras
para
conslrucção.
Ficam n
’
urna
palavra
os
ricos
centros
de
producção e
consumo,
a
que
esta
via
ferrea
lembrada
vae
dar
vida
e
prospe
ridade.
O
assumpto
no
entanto
é
importan
tíssimo,
e
não
póde
ser
iractado
de
cor
rida
Occupar-nos-hemos
d
’elle
opportnna-
mente, e
com
o
desenvolvimento
que o
mesmo
assumpto
exige.
-------------------------
E
’
digna
de
dó
a
situação
da França.
Quem
póde
avaliar devidamenle
os
males
que
sobre
ella
pesam?
A
guerra
declarada
com
uma leviandade
imperdoá
vel
a
inimigos
mais
numerosos,
e
melhor
disciplinados
sem
contestação,
enchem
a
patria
de
S.
Luiz
e
de
Santa
Clotilde,
de
ruinas,
a
queda
do
império
loi
acompa-
da d’um cerco
que não ha
memória
de
outro
tão
horrível.
O
que
no
entanto
é
mais
lamentável
e
horrível,
é
que
os
cul
pados
em
vez
de
imitar
os
Ninivistas,
que
á
voz
de
.lonas
se
humilhavam
na
cinza
e
no
cilicio,
revoltam-se
contra
o
céo,
e
accumulam
as
suas
blasphemias.
Foi
por
este
modo
que
no
dia
imrne-
diato
ao da
batalha
que
em
Lião
ceifou
tantas
victimas,
no fim de
se
libertarem
dos
terrores
da
vespera,
os
burgiiezes
com
pactos
se
atiraram
para
o
theatro
onde
se
representavam
comedias
contra
Pio
IX
e
os
padres,
que na
maioria
encar
cerados
esperavam
a
hora do
fusilamento
Ha
tempos,
um
viajante
estrangeiro,
dizia em
Paris a
numerosa
assembleia:
Um
povo
que,
como
uma
creança,
se
di
verte
á
hora
em
que a
justiça
de
Deus
troveja
sobre elle, está
morto, e
o
resultado
será
a
loucura
e
ruina
Um
escriptor
contemporâneo
commcn-
lando
estas
palavras
diz:
«Se
nas
crises
das
respectivas
nações,
os
proprios
hereges
teem
intercedido
a
Deus,
qual
não
é
a
obrigação
da
filha
mais
velha
do
Christianismo»
?
Mas,
triste
é
dizei
o, como
é
diverso
o
viver
d
’
um
grande
parte do
povo
fran
cez
!
!
Paris,
em
vez
de
se
humilhar
e
emen
dar,
de
novo
se
diverte,
abriu
os
thea-
tros,
e
o
trabalho
ao
domingo
cada
vez
é
mais
escandalosa.
A
revolução
pretende conduzil-a a
uma
posição
tão
melindrosa
e
arriscada,
que
se uma
faisca
incendeia
um ponto,
póde
bem
ser
que
a
conflagração
seja
geral,
—
o
cataclismo
horrível,
medmho
o
cahos
para
onde
caminha
a
passos
agigantados.
E
deverá
Mac-Mahon,
—a
quem
estão
confiados
os
destinos da
patria
transigir
com
a
revolução!
Não
o
esperamos
!
Deus
velará
pela
França.
No
céo
tenebroso
d
’
esta
infeliz
nação,
desponta
uma
estrella precursora
de
me
lhores dias.
Sim,
numerosas peregrinações
vindas
de
todos
os
cantos
da
França
correm
presurosas ás grutas de
M<ssabiélle, a
im
piorar
o
valioso
auxilio
de Notre
Dame
de
Lourdes.
Entre
elles
vêem
se
as
primeirae
no
tabilidades
de
suas
cidades
e
dapartamen
los.
Se
uma
philosophia
insensata,
procla
mando
a
duvida,
tem
alistado
uma
co-
horte
de
incrédulos,
por
garanti.»
de
seus
crimes,
o
Christianismo
vae
alcançando
assignalados
triumphos,
e
acabará
por
esmagar
a
hydra da
revolução,
origem
de
todos
os
males
que
pesam
sobre
a
infeliz
França.
Para
debellar a
impiedade
que
grassa
assustadora
n
’
aquelle
outr
’
ora
tão
chrisiia-
uissimo reino,
leem os
calholicos
france
zes
entre
outros
dois
invencíveis
baluar
tes,
d
’onde
poderão
fazer
vivo
tiroteio
so
bre
o campo inimigo La Sallete
e
Lonr-
des,
eis os
dois
fortíssimos
baluartes
da
oração,
—
a
Virgem
Santa
que
se
dignou
honrar
com a
sua
presença
aquelles
bem-
ditos
logares,
hade
ouvir
compassiva as
supphcas
de
seus
filhos,
e
quando
tal
O
h
antigod e
oh
moilernoai
litterotoa
pov-tuguezen.
A
educação
publica,
em
tempos anti
gos,
fazia
germinar
nos
corações
dos
ho
mens
de
lettras
o
mais
nobre
desinteres
se,
o
mais puro e
fino
patriotismo.
A
’
conta
d
’
estes
sentimentos
cultivavam
e
propagavam
as
sciencias, logrando
exal
tar
com
o
proprio
nome
o d’
esla
boa
terra,
tendo
por
mira,
principalmenle,
hon-
ral-a
e
engrandecei
a.
Inspirando
se
d
’estes generosos
aflectos
legaram-nos
os magnifico» monumentos
de
historia
patria,
de qoe tão
juslarnente
nos
pavoneamos.
As
Décadas
de
Barros
e
de
Conto,
a
Historia do
Descobrimento
e
Conquista
da
índia
de
Castanheda,
as
Chronicas
d
-
Fernão Lopes,
Buy
de
Pina,
Azurára, Da-
mião
de
Góes,
e
Andrada,
a
Monarchia
Lusitana,
a
Historia
Genealógica,
todas
es
tas
obras,
e
outras muitas, que
omitlimos,
para
não
ostentar
erudição facil,
não
só
altestam
a
vigorosa
intelligencia
de tão
insignes
escriptores.
mas
o
seu
grande
desinteresse
e
acrisolado
patriotismo.
Foram muitos
d
’esles
famosos monu
mentos
jí
publicados
no
principio
do
cor
rente
século.
Dirigiu
a
edição
dos
Inédi
tos de
Historia
Porlugueza
o
inclito
abbaie
Correia
di
Serra.
Não
recebeu,
porém,
recompensa ou estipendio
por
tamanho
trabalho.
Contentou-se
com
a
estima
dos
homens
(Ilustrados,
com
o
testimunho
da
própria
consciência,—
de
que prestava dis-
lincto
serviço
ás
lettras
e
ao paiz, desem
penhando-se
por
este
modo dos
deveres
de socio
da
Academia
Beal
das
Scien
cias.
Publicaram-se ha
poucos
annos
outros
Inéditos;
possuímos,
felizmente,
as
inte
ressantes
Lendas
da
Índia
de
Gaspar
Cor
reia;
mas
o
litleralo,
que
entendeu
sobre
a
publicação
(Rodrigo
José
de
Lima
Fel-
ner,
falieeido
no dia
vinte
de
novembro),
foi
remunerado
pelo
seu
trabalho,
sem
embargo
de
ser,
lambem,
socio
da Acade
mia
Beal
das
Sciencias.
Fernão
Lopes
de
Castanheda, quando
terminou a
sua
Historia
da
Índia,
achou-
se
tão
pobre
pelas
despezas que
fizera
visitando
os logares,
onde
se
haviam
obra
do
as
proezas,
que intenlára
descrever,
que,
por nao
ter
outro
remedio,
com
que
se
mantivesse,
se
viu
obrigado
a
accei-
tar
e
a
servir
uns
oflicios
na
Universidade
de
Coimbra
Mais
feliz
que
Lopes
de
Castanheda
o
andor
da
Historia
da
guerra
civil
e
do
estabelecimento
do
governo
parlamentar
em
Portugal,
Simão
José
da
Luz
Soriano,
achou
nos
cofres
do
estado
larga
recom
pensa
aos
seus
trabalhos,
aliás
menos
ru
des
e
diíiiceis,
se
bem
que
mais
ingratos
e
inglórios
que
os que
tivera
Fernão
Lo
pes,
durante
vinte
annos, que foi
o
me
lhor
tempo
de
sua
edade.
Escreveram
Brito
e
os
Brandões
a
Mo
narchia
Lusitana,
alimentando-se
e ves-
lindo-se
como
qualquer
dos
mais
obscuros
monges
de Alcobaça. Não custou á
nação
um
ceitil unico
este corpo
magnifico
de
historia,
esta
obra
grandiosa.
O
andor
da
Hi.sloria
de
Portugal
nos
séculos
XVII
e
XV111,
Luiz
Augusto
Re
bello
da
Silva,
além
de
haver
sido
con
decorado
com
as
mais conspícuas
distinc-
ções
honorificas,
e
elevado
á
suprema
ma
gistratura
do
estado,
recebeu
muitos
an
nos
avultados
subsídios
por
estas lucubra-
ções
lilterarias.
Grossas quantias
custou,
igualmenle,
o
tomo
primeiro
da
Historia
Política
e
Mi
litar de Portugal
desde
os
fins
do
século
XVHl
até
1814;
longos annos
ha
que
pa
ga
o
estado
a
seu
auctor
José
Maria
La
tino
Coelho
uma
subvenção
para
escre
ver
esta
Historia,
que
porora
não
passa
do
tomo
primeiro
publicado
em
1874.
Os
audores
do
Diccionario
da
Lingua
Portugneza
publicado
pela
Academia Beal
das
Sciencias,
obra
de
inestimável
preço
e
extraórdinano
trabalho,
receberam
em
galardão
um
unico
exemplar,
como
qual
quer
socio.
Vendeu
ha
annos,
a
esta
corporação
um
de
seus
membros,
Alexandre
Hercuia-
no,
um
Diccionario
Porluguez incompleto,
por
alguns contos
de reis!
O
nosso
eximio
Botânico
Felix
de
Avel-
lar
Brotero
consumia
os
poucos
mezes de
descanso, que os
Estatutos
Universitários
concedem
aos
mestres
e
discípulos
para
refocillar
o
espirito
apoquentado pela ap-
plicação
prolongada,
em peregrinações
pe
las
províncias
do
reino
a
investigar
todas
as
raridades
bolanicas,
ou
ainda
não
co
nhecidas,
ou
mal observadas,
regressando
depois
á
regencia
de
sua
cadeira.
E
estas peregrinações
emprehendeu á
própria
custa,
sendo
felizes
resultados
de
tamanhas
fadigas
os
dois
soberbos
pa
drões,
que
erigiu
á
Botanica,
a
Flora
e
a
Phytographia
Lusilaniai
Encarregou-se
Carlos
Maria
Gomes
Ma
chado
de organisar novamente a
nossa
Flora;
foi,
porém,
dispensado
das
obriga
ções
do
magistério,
conservando
se
lhe
o
ordenado,
e
recebeu ainda
subsídios
dos
cofres
do
estado.
E
de
tamanhas despezas
resultou apenas
um
Calhalogo
melhodico
das
plantas
observadas
em
Portugal,
parle
do
qual loi
publicado
em
um
jornal
scien-
tifico
de Lisboa.
Não
censuramos estes factos,
boas
ra
zões os
podem
justificar;
cilamol-os
uni
camente
pelo
contraste,
que
offerecem
á
meditação
do
homem
refleclivo.
Certo
que
entre nós
se
cultivaram
an
tigamente
as
sciencias
e
as
lettras,
sem
que
em geral os
engenhos
portuguezes
fos
sem impellidos
a
essa
cultura
pelo
esti
mulo
do
lucro;
parece até
que se
meno>-
presavatn
os
subsídios
pecuniários
como
recompensas
de
taes
labores.
Bastavam,
porventura,
a
esses
varões
generosos,
para
os
recompensar
de tra
balhos indefessos,
para
os
indemnisar
do
dispen
lio
do
grossos
cabedaes
em
soas
em
presas
lilterarias.
a
honrada nomeada,
qíte
lhes
ellas
grangeavarn,
e
a
convicção
in
tima
de
que
serviam
e
illustravam
a pa
ina
com
suas
obras
immortaes.
Mui
outros
correm
os
tempos
na
pre
sente
época.
Sobrelevam,
dominam
tudo
os
interesses maleriaes.
São
mais
imperiosas,
e
impreteriveis
as
exigências
das
modernas
sociedades.
Do
que
se
trata,
éxcludvamente,
é
de
gran-
gear
meios
de
satisfazer
gòsos,
de lhes
multiplicar
o
numero,
e
augmentar
a
in
tensidade.
F.
A-
Rodrigues de
Cusinão.
» nr
wnrní
‘1
itirwiVM
»Bin
ir
n mrwwmiKTWTMwiawririW wmmtMrMMWBBmMOMMMMMB
aconteça
será
salva,
e
a
ordem,
a
mora
lidade
e a
religião
serão
as
bases
sobre
qve
se
assente
o
solido
edifício
da
so
berania
do
povo
francez.
Que
a aurora d
’
esse
dia
surja
breve.
S.l"JT
H'K/3CT
ttJ
3S
A
ÊÀZBTILÍÀ
«»
NITAL.
Bemdigamos
o
Omnipotente!
Realisou-
se
o
prodígio
dos
prodígios!
Nasceu
o
Salvador do
mundo!
MARIA,
a
escolhida
ab
eterno para
co-redeinptora
da
humanidade
deçahida,
deu
hoje
á
luz
AQUELLE
que
'era
destruir
o
reino
do
peccado,
e*
reatar-nos
os lia
mes
da
gr^ça
partidos
na
queda.
Bemdigamos
ao Omnipotente!
Não
mais
o
homem
viverá
irnmerso
em a
noite d
’
eterna
desolação,
que se
enegrecêra
em
tôrno de
st;
não
mais
soífrerá
o
maior dos tormentos incompen-
saveis,
porque
d
’
oravante
lhe
estão
aber
tas
de
par
em
par
as
portas
da
Bemaven-
turança.
A
sua escravidão
acabou,
porque
JESUS
vem
trazer-lhe
a
carta
d’
aíforiia
!
Gloria
a
Deus
nas alturas,
e
na
terra
paz
aos homens de
boa
vontade.
Desejamos
as
mais
felizes
festas aos
nossos
leitores.
Partida.—
Ante-hontem
partiu
para
Lisboa
ó
snr. marquez
de
Vallada,
onde
vae tomar
assento
na
camara
dos
pares.
Foi
acompanhado
alé
á
estação
por
um
crescido
numero
dos seus
mais
dedi
cados amigos.
Exames.—
Nos
dias
2'1,
21,
e
22
do
corrente
houve
no
tribunal
da
Relação
Ecclesiastica
exames
geraes
para
a
próxi
ma
ordenação,
que
terá
logar
em
março
do
anno
que
vae
entrar.
Para
os
graus
de
menores
foram
examinados
cêrca
de
90,
e
para
diácono
e presbytero,
35.
?
oram
todos
approvados,
á
excepção
de
2.
Asylo
de
rt»eM«iiei«lí»<le.—
Para
le
var
a
éffèito
este
utilíssimo
estabeleci
mento,
foi
alugada
uma
casa,
até
ao
S.
Miguel,
na
rua do
Anjo,
na
qual
poderá
asylar
25
pobres;
e
consta
que
brevemente
durão
alli entrada
uns
doze
ou
quinze.
Irinis
HotipitaleirrH.
—
Acabam
de
ser
approvados
os estatutos
regulamenta
res
para
poder
funccionar
legalmente,
nesta
cidade,
a
casa
filiai
das *rmãs
Hos-
aitaleiras,
ou Ho>picio
de
Santa
Marga
rida,
aqui^estabelecido.
Keiatòrâo.—
Começa
agora a
distri
buir-se
o Relatorio
que
o
ex.
mo
marqu°z
de
Vallada
apresentou
á
Junta
geral
deste
districto
em
19
da
maio
do
corrente aun».
E
’
bastante
extenso,
e
contém,
alé
1»
do
seu
relatorio,
quatro
propostas,
oito
documentos
comprovativos
da
receita
e
despeza,
orçamento
e
mappas
estatísticos
dos expostos,
irmandades,
população, etc
.
um
officio
do
snr.
engenheiro
districtal,
A.
P.
de V.
Peixoto,
com
relação
ás
estradas
districlaes
e
municipaes
acom
panhado
de
sele
mappas
respectivos.
ReuniSo.
—
Teve
logar
ante
hontem,
nos
Paços
do
Concelho,
uma imponente
reunião
convocada
pela
camara
d
’esla ci
dade
para
representar
ao
governo
a
fim
de
se
sobieestar
na
preterição
da
com
panhia
do
caminho
de
ferro do
Porlo
á
Povoa,
que
pedira
concessão
para
con
tinuar
com aquelle
caminho
até
Chaves,
seguindo
de
Villa
Nova
de Famalicão,
Guimarães,
Fafe,
Arco
de
Baulhe
e
Vi-
dago.
Não
se
achando
em
exercício
os
snrs.
presidente
e
vice
presidente,
occupou
o
lo
gar da
presidência
o
snr.
Fernando
Cas
tiço,
vereador do
pelouro
das
obras,
o
qual
expoz
em
breves
palavras
o
fim
d
’a-
quella
reunião,
e
resumiu
os
motivos
pe
los
quaes
a
camara
havia tomado
a
reso
lução de
representar
no
sentido
acima
dito.
Em seguida usaram
da
palavra
os
snrs.
J.
Borges Pacheco Pereira, Adolpho Pi
menlel.
M.
J.
Gomes,
Vianna,
Jeronyino
Pimenlel,
e um outro
cavalheiro
cujo
no
me
ignoramos.
Todos
fizeram sentir
energicamente
a
necessidade da
representação,
altentos os
incaico
laveis
prejuisos que
a concessão
d
’aqnelle
caminho
de
ferro
feita
á
com
panhia
nas
circumslancias
indicadas, tra
ria
inevitavelmente
a
esta
populosa
e
fio-
rescentissima
cidade.
Depois
de
vários
alvitres,
mais ou me
nos
acceitaveis,
apresentados
por alguns
oradores,
resolveu-se
que
todos
os
cava
lheiros
presentes
assignassem
a.
represen
tação
da
camara;
que
ella
fosse
exposta
nos
logares
mais
públicos
para
poder
ser
subscripta
por
lodos os
que
quizessem;
que
o
povo
fizesse
uma
outra
representação
denominadamenle popular,
e que
se cili
ciasse
a
todas
as
camaras
d
’
esle
concelho
afim
de
representarem
também
no
mesmo
sentido.
O
snr. Manoel
Joaquim
Gomes
alvitrou
que
seria
da
maior
conveniência que
a
camara se
entendesse
com a
Companhia
para, de
commum
accordo,
mais
facilmen
te
se
resolver
este
negocio.
Depois
de
lida
pelo
snr.
presidente
a
representação,
que foi
unanimemente
ap-
piovada,
o
mesmo
snr.
presidente
encer
rou a
sessão,
agradecendo
o
acolhimento
que
tivera
a
patriótica iniciativa
da
ca
mara.
Nos annuncios
vão
designados
os
lo
gares
onde
a
representação
se
acha
pa
tente.
Roenf».—
N
’
estas
quadras
teem
gras
sado
n
’
esla cidade
e
suas
immediações
umas
febres,
que
ás
vezes
degeneram
em
typhos,
e
tem
bavido casos
falaes.
Em
alguns
collegios,
e
no
Seminário
também,
tem
adoecido
alguns collegiaes,
e por este
motivo
julgou-se
necessário
no
Seminário
de
S.
Pedro
adiantar
as
ferias,
licencian
do
os
collegiaes
para irem
até
suas
casas
um
pouco mais
ceio
do
que
era
cos
tume.
Adoecetam
no
Seminário
de S.
Pedro
seis
collegiaes,
quairo
dos
quaes
no
prin
cipio
da
doença
foram
para
suas
casas,
e
dous,
a
quem
deu
com
mais
força,
teem
sido (ralados no
Seminário
com
todo
o
carinho
e
caridade,
velando
junto
do
lei
to
dos
doentes
noite
e
dia dous collegiaes
e
um superior.
Parece
que,
felizmente,
estão ambos
livres
do
maior
perigo.
(jueiTií
<i»
«Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
19.—O
«Times» desapprova
a
convocação
antecipada
uo parlamento, pois
que
a
Inglaterra
não
soflrerá
perigo
al
gum.
O
«Globe»
afiirma
que
a
Inglaterra
seguirá
d'aqui
em
diante
a
política
de
Cross.
Lord
Derby
disse
que as
compensações
exigidas
pelos
sacrifícios
da
Rússia
não
devem
ferir
os
interesses
da
Inglaterra.
A política
do governo
é
sanccionada
pela
nação
e
que
o pariammto aprovará
a
paz,
sendo
possível,
mas
que
em todo
o
caso
manterá
livre o
caminho das
ín
dias.
O
general
Gourko
avança
sobre
So
fia.
Assegura-se
que
o
corpo
do
exercito
serviu
sob
o
commando
de
Hervatowilch
operou
juncção
com
os
russos.
Os
turcos
evacuaram
Berkowatz.
Concursos
—
Está
aberto
o
concurso
para
o
provimento
das seguintes
egrejas
parocbiaes:
Aguas
Santas
(S.
Martinho),
concelho
da
Povoa
de Lanhoso,
diocese
de
Braga.
Bravães (Salvador),
concelho
da
Ponte
da
Barca,
diocese
de
Braga.
Caldellas
(S
Thomé),
concelho
de Gui
marães,
diocese
de Braga.
Eira
Vedra
(S.
Paio;,
concelho
de
Viei
ra, dio.cese
de
Braga.
Figueiró
(S.
Thiago),
concelho de
Ama-
rante,
diocese
de
Braga.
Monte
Negro
(S.
Julião),
concelho
de
Chaves,
diocese
de
Braga.
Tragosa
(Santa
Maria),
concelho
de
Barcellos, diocese
de
Braga.
Odeseixe
(Nossa
Senhora
da
Piedade),
concelho
dos
Olivaes.
diocese
de
Lisboa.
Aveiras
de
Cima
iNossa
Senhora
da
Pu
rificação),
concelho
da
Azambuja,
diocese
de
Lisboa.
Arcozello
das
Maias
(S.
Pedro),
con
celho
de
Oliveira
de
Frades,
diocese
de
Vizeu.
Cever
(Nossa
Senhora
da Conceição),
concelho
de
Moimenta
da
Beira,
diocese
de
Larnego.
Salvador
(Nossa
Senhora
da
Oliveira),
concelho
de
Penamacor,
diocese
de
Castel
lo
Branco.
Santa
Suzana
(Santa
Suzana),
conce
lho
de
Redondo
diocese
de Evora.
Maçainhas
(Nossa
Senhora
da
Concei
ção),
concelho
de
Belmonte,
diocese
da
Guarda.
Despachos «eclesiástico».
—
Aca
bam de
ser
despachados
os seguintes
pres-
byieros
:
Antonio Luiz
Jorge
de
Saraiva
e
Bri
to
—
apresentado
na
egreja
parochial
do
Sal
vador
dos
Arcos de
Valle
de
Vez,
diocese
de
Braga.
Joaquim
José
Gonçalves
da
Silva,
pa
rocho
collado
na egreja de
S.
Pedro
de
Goães,
diocese
de
Braga
—apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
João da Ribeira,
da
mesma
diocese.
Antonio
Gomes
Pinheiro,
parocho
col
lado
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Con
ceição
de Caria,
diocese
da
Guarda
—apre
sentado
na
egreja
parochial
de
S. João
Baptista
de
Pera
do
Moço,
da
mesma
diocese.
pessoas
caritativa».
—
Na
rua
Direita,
da
freguezia de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18, existe
uma
entrevadinha,
de 16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
soífre dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
aliuusi
caridosas.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva, moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(sotão). Tendo 80 annos
d
’edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
rabalho,
iucta
com
a
miséria
extrema.
SAGD£
À TODOS
seqj
medicina, pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEVALESCIÈ^E
DU BARRY
de
Londres.
3»
i>nci»i
(Pinvariavei Btaeeese®
2
Combatendo
as indigestões
(despepsia)
gasttica,
gastralgia,
íleg<na,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas.
nauseas,
vomitos,
irrita-
•ções
intestinaes,
bexigas,
duenteria,
cólicas,
o->e, athsma,
falta
de
respiração,
oppressâo,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade, todos
as desordens no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
‘
nâ
snr.
a
marqueza
de
Biehan,
Lord
Stuart
de
Dicies,
par
d
’lo-
glaterra,
o
doutor
e professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311
.—Vervant,
28
de mar
ço,
1866
—
Senhor.
—
Bemdilo
seja
Deus!
A
sua
Devalescière
salvou
me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naluralmenie
fraco,
estava arruinado
em
consequência
de
uma
horrível dispepsia
qua
durava
In
oito
an
nos,
t.atado
sem
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
que declaravam que
al
guns
mezes
de
vida
me
restariam, quan
do
a eminente
virtude
da
sua
Revalea-
eière
me
restituiu a
saude.
—
A.
B
rune
-
lière
,
cura.
Cura
n.« 78:364.—
Mr. e
m.
rae
Leger,
de
doença
do
íigado,
diarrhea,
tumor
e
vo
mitos.
Cura n.°
68:471.—
Mr.
Pierre
Castel-
li,
abbade,
de
prostração
completa
na
edade
de
85
annos
;
a
Revalescière
re
moçou-o. «Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou
grandes
passeios
a
pé,
e
sioto
o
espirito
lúcido
e
a
memória
f
esca.»
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne, sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da venda
por miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de l
/
i
kilo
500
;
de
kilo 800
rs
;
de um
kilo.
l$40€
res;
de 2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos, 12$00Ó
rs.
Os
biscoitos da
Revatesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
SâcvaSescière
ehocolotada;
ella
res-
litue
o
appettite, digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creançat
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de 12
chavenas,
500
reis;
de
2-1
chile
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cads
chavena.
DU ItVHRT
«fe
c.
a
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streef,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer
cieiros,
etc.,
das
províncias
devém
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.a Largo
do
Cqrpc
Santo
16,
ttiisboa,
(por
grosso
e
miudo):
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rna
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
JSareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.. Largo
da
Ponte.
—
Draga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A. Pereira
Maia,
Pharm., rua dos
Chãos
31
— Pipa
Óc
Irmão,
ru
i
do
Souto.—
Vianna
do
C
m
-
tello,
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande
140.
—
Cuimariea,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da Feira,
1;
José, J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da Rainha,
29
e
33.
—
Pena
fiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Veimellia;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rna
de
Cedofeita,
160;
Fontes
& C.
a
,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Phaimacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte
do
Ui-
m».
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
d©
Vnrtim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pliarma.—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.
—
Villa
da
Conde,
A.
L.
Maia
Torres pharm.
ÃaiDiaMMTOs
Os abaixo
assignados,
immensamente
penhorados
para
com
lodos
os exm
os
srs.
e
senhoras
e reverendos
ecclesiaslicos
que
se
dignaram
visital-os,
cumprimentar
e
as
sistiram
á
missa
de
gloria
que
se mandou
celebrar
na
Ordem
Terceira
d’
esta
cidade,
por
occasião do
passamento
de
sua
sem
pre
saudosa
e innocente
íilhinha
e
nela
Ca-
rolina, protestam
a
lodos
seu
eterno
re
conhecimento, pedindo
desculpa
de
o
não
manifestar
pessoalmenle.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira
R
sa
da
Conceição
Guimarães
Nogueira
José
Fernandes
Guimarães.
(659)
D.
Oiivia
da
Costa
Soares,
D.
Caro-
lina
Soares
Lacueva, José
Maciel
Soares
e
João
Luiz Thomaz
Lacueva,
em extremo
penhorados
para
com
todas as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
dispensaram
to
das
as
allenções
por
occasião do
falleci-
menlo
de
seu
presado
marido,
irmão
e
cu
nhado
Daniel
da
Costa
Soares,
e
bem
assim
ás
pessoas
de*differentes
irmandades
que
o
acompanharam até
ao
cemiterio;
a
todos
protestam
a
sua
eterna
gratidão.
(670)
ANNUN0IOS
REPRESENTAÇÃO
DA
CAMARA
MUNICIPAL
A
assignatura
dos
cidadãos
que
adherem
á
representação
que a ca
mara
municipal
dirije
a
S. Magesta
de,
para
sobreestar
na
pertenção da
Companhia
do caminho de
ferro
do
Porto
á Povoa
do
Varzim
e
Villa
No
va
de
Famalicão,
de
seguir
com
a
mesma estrada
até Chaves,
acha-se
nas
casas
dos
snrs.
Manoel
Bento de
Carvalho,
ao
cruzeiro
da
Senhora
Brancas—Mathias
Dias
da
Fonseca,
largo
do
Barão de
S.
Martinho,
e
Manoel Ignacio
da
Silva
Braga,
ao
arco
da Porta Nova.
COXVITB.
A
Meza
e Dirtcção
da
Associação
Commercial
d
’esta
cidade,
convida
aos
lll.
n,os
Snrs.
Socios,
a comparecerem
na
salla
da
mesma,
no
dia
26 de
Dezembro
do
corrente anuo
ás 4
horas
da
tarde
para
se
dar
cumprimento
aos
artigos 11
e
20
do
nosso
Estatuto.
Braga
23
de Dezembro
de
1877.
O
Sacretario
da
Meza,
(673)
Antonio
Joaquim
Moreira.
Pelo
juizo de
direito d
’esta
comarca
de
Braga
e
cartono
do
escrivão Antonio
José
Gonçalves,
no
dia vinte
e
sete do
mez
de
janeiro
proximo
seguinte,
por
dez
horas da
manhã,
á
porta do
tribunal
da
justiça,
d’
e»ta
comarca,
sito
no
largo de
Santo
Agostinho
d
’
esta
cidade,
tem
de
pro
ceder-se
á
venda em
hasta
publica
os
bens
immobiliarios
descriptos
no inventario
por
fallecimentode
Estevão Ferreira
Felix,
viu
vo,
morador
que foi
na
freguezia
de
Santa
Anna
de Venreiro,
d’
esta
mesma
comar
ca,
pertencentes
ao
co-herdeiro
Antonio
Joaquim
Ferreira Felix,
solteiro,
negocian
te,
ausente no império do
Brazil,
e
que
taes
são:
Uma
morada
de
casas
sobra
dadas
com
lojas,
cortes, baranda,
lagar,
coberto, espigueiro
e
quintal
junto,
no
va
lor de
trezentos
e
dez mil
reis.
Campo
denominado
campo
da
Vinha,
no
valor
de
quatro
centos
e
sessenta
mil
reis.
Leira
denominada da
ílerva,
no
valor
de
cento
e
quatro
mil
e oito
centos
reis.
Campo
denominado
do
Prado,
sendo
parle
de
pra
so
e
parte
alludial,
no
valor
de
trezen
tos oitenta
e tres
mil
e duzentos
reis.
Um
pequeno
bocado
de
terreno
que
mede
a
superfície
de
trezentos
e sessenta me
tros
quadrados,
de
natureza
de
praso,
fo-
reiro a
José
da
Costa,
da
dita
fregue
zia,
com
a
pensão
annual
dos
litros
cor
respondentes
a meia
rasa de
centeio,
no
valor
de nove
mil
quatro
centos
trinta
e
um
reis.
Tres
leiras
denominadas
leiras
dos Gortelhos,
no
valor
de
duzentos
trin
ta
e
seis
mil
reis.
Campo
e leiras
deno
minado
campo
da
Lage,
tem
uma
eira
de
pedra
no
meio,
e
na
ponta
do
norte
uma
casa
sem
cobertura,
no
valor de
trezentos
e
trinta
mil
reis.
Um
pequeno
bocado
de
terra
com tres carvalhos,
no
valor
de tres
mil
e
quinhentos
reis. Bouça
de
nominada Deveza do
Maio, no
valor
de
noventa
e
quatro
mil
reis. Bouça
deno
minada
da
fornada,
de
praso
foreira
á
camara
municipal
d
’
este
concelho,
com
o
foro
annual
de oitenta
reis
e
laudemio
da
quarentena
parte,
no valor
de
sessen
ta
e
seis mil
seiscentos
e
noVenta
reis,
e
todas
as sobreditas
propriedades
são
no
valor
de
um
conto
nove
centos
noventa
e
sele mil
seiscentos
e
vinte
e
um
reis,
e
situadas
na
referida
freguezia
de
Santa
Anna
de Vimieiro.
E
por este
mesmo an-
núncio
são
citados
os
credores
incertos
para
os
fins
designados
na
Lei.
Braga
18
de
dezembro
de
1877.
O
escrivão
do
5.°
oíficio,
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei.
(666)
Adriano
Carneiro
Sampaio.
Vende-se
uma
morada
de
casas,
construída de novo,
na
rua
de
San-
t0
Antonio
das
Travessas
n.
“
13;
tem frente
e
sabida
para a
nova
rua
que
vae
da
rua
da
Sé
ás Carvalheiras.
Quem
pertender
falle
na
mesma.
(638)
COLLEGIO
DE
S. LUIZ
EM
BRAGA
As
simpathias
que
este
Instituto
re
ligioso
e
scientitico
ha
merecido
a
mui
tas
famílias
do
nosso
paiz
leem
sido su
periores
á
espectativa que
seu
director
abrigava
ao
lançar
hombros
a tão
bené
fica,
quanto espinhosa
empreza.
A
prova
está
em
que,
sendo
decorri
do
pouco
mais
d’urn
anno
da
sua
funda
ção,
a
casa
em
que
actualmenle
se
en
contra,
não póde
comportar
os
trinta
e
tantos
alumnos
internos
que
já
possuecom
aquella
harmonia
e regulariiade
que
deve
existir
debaixo
de
todos
os
pontos
de
vista.
Mas
tendo
presistido
á
fundação
d
’
es-
te
estabelecimento
o
ardente
desejo
de
promover,
nos
tempos
actuaes,
os
sagra
dos
e
ponderosos
interesses
da
Egreja
e
da
sociedade,
e
desejando
portanto
o seu
director
corresponder
á benevolencia e con
fiança
que
tem recebido dos
chefes
de
familia,
jolgou
dever
proporcionar
aos
jo
vens
educandos
uma
casa
que
reunisse
todas
as
condições
e elementos
necessá
rios
debaixo
do
ponto
de
*isla
material,
disciplinar,
religioso,
e
lillerario.
E na
verdade,
depois
de
dados não
poucos
passos
e
vencidas
algumas
dilli-
culdades
nada
deixa
a
desejar
por
qual
quer
lado
que
se
considere
Ao
passo
que
é
situado
na
cidade,
é como
se
o
fora
em
plena
aldeia
da
luxuriante
e
sau
favel
pro
víncia
do
Minho.
Além
de
grandes
e
apra-
siveis
recreios
no
campo
e
interiormente
para
dias
chuvosos,
possue
vastos
salões
para
dormitorios, aulas, e
quartos
de
pre
feitos e professores, de
fórma
a
poder
comportar
para cima
de
100
alumnos.
Por
dentro
e
por
fóra
é
construída,
com
mais
que
aceio,
com
luxo,
pois é, quando
não
mais,
um
dos melhores
palacios da
Roma
Portugueza.
N
’
este
Collegia
se
ensinam,
(como
con
sta
do
seu
progratnma,
que
será
enviado
a
quem
o
requisitar),
pelo que
respeita
á
parte
lilteraria,
todo
o curso
dos
prepa
ratórios; e
pelo
que
diz
respeito
á
parte
religiosa, além
do
máximo
escrupulo
na
escolha
dos
compêndios
adoplados e
nas
pessoas
que
fazem
parte
do professorado
e
corpo
disciplinar, ha também
uma
aula
de
curso
elementar
de
Religião
(catechese)
nos
dias
feriados;
e
em breve haverá
uma
outra
aula
de
curso
superior
de
Religião,
na
qual
serão
matriculados
todos
os
alum
nos
de
instrucção
secundaria:
isto,
além
do
Director
Espiritual,
que
assistirá
aos
alumnos
com
paternal
solicitude.
A mudança
da
casa
estará
eífectuada
nos
princípios
do proximo
mez
de
janei
ro,
precisamente
no
fim
das
ferias
do
Na
tal.
(667)
Grande
«Sep«>git«»
«le
bolacha
e
biscouto»
da
íttbriea
Nacional
m
.
vapor,
*••>«
I<í»boí»
DE
Eduardo
Conceição
Silva
8c Irmão
Deposito-no
Porto,
rua
dos
Inglezes,
38
—
12
N
’
esle
grande
deposito
se vendem
as
bem conhecidas
qualidades
de
bolacha e
biscoutos,
qualidades
estas
que
rivalisam
com
as
inglezas,
e
teem a
vantagem
de
serem
sempre
frescas
e
muito
mais
bara
tas,
tanto
em
caixas
como
avulso;
porLso
chamamos a
altenção
dos
snrs.
consum
iu
idores.
N’
esle
mesmo
deposito
se
vendem
fa
rinhas
das principaes
fabricas
de
Lisboa:
de
Bento
Antonio,
João
de
Brito Caramujo,
Manoel
José
Gomes,
&
Filhos,
e
da
NACIONAL,
EM
SANTO
AMARO.
(664)
DECLARAÇÃO
José
Antonio Alves,
com
estabeleci
mento
d
’ourivesaria
na antiga
casa
do
contraste
do
ouro,
junto
ao
Paço
Archie-
piscopal,
participa
aos seus amigos
e
fre-
gnezes,
que.
desde
o proximo
domingo em
diante,
continúa
a
ter
aberto
o
seu
estabe
lecimento
em
lodos
os
dias
santificados;
pois
não tendo
o
annunciante assignado a
escriplura
que
enire
si
haviam
outorgado
todos
os seus
collegas, para se
não
ven
der
ao
domingo
e
mais
dias
sanctiíicados,
foi tal
escriplura
proscripla por
a
maior
parte
d
’
aqnelles
que
a
assignaram,
em
vista
do que,
e
para
retirar
de
si
qualquer
censura,
faz
o
presente
annuntio
e decla
ração.
Braga
19
de
dezembro de
1877.
('665)
No
Weposito «le
Vinhos
do
IIJovi
ro
—
rua
de S.
Marcos
n.°
15
—ha as
seguintes
qualidades
de
vinhos
:
Palhete,
— Meza
n.°
1.
Estes
vinhos
teem,
augmento
de
10
reis
e
garrafa.
Nem
uuymento
de preço :
—
F.
n.®
1
;
F.
n.®
2
;
F.
n.®
3;
F.
n.° 5.
=
V.
n.°
1 ;
V.
n.°
2
;
V.
n.«
3
;
V.
n.°
4
«=»Baslardo
de
1863
=
Vinho
branco n.®
1;
=
Vinho
branco n.®
2.
Vinho
branco
de
1863. =
Moscatel n.°
1
;
Moscatel
n.u
2
;
Moscatel
secco
=
Malvasia
adamada
n.°
2=
Malvasia
secca.
=
Geropiga
loira
;
Ge-
ropiga
branca.
=
Lagrima
branca n.°
1
;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES
Vinho
de
1840
=
Alvaralhão de
1840
—
Roncão
de 1820==
Lacrima-chrisli
VinhoM
de
diíTerentea
proeeden-
eian
:
Collares
;
Madeira
de
diversos
pre
ços
e
muito
baratos
;
Xerez;
Moscatel
de
iSetubal
;
vinho
de Valdepena ;
Bordéus
;
Cbampagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA
:
Doce
de
toda
a
qualidade
de frucla,
tanto
em
sêcco
como
em
calda ; licores
francezes
; massas
para
sopa
; farinha
de
diversos
legumes
;
conservas ;
mostarda
;
peixe
d’
escabeche
; sardinhas
de
Nantes;
ostras
frescas
em
latas
; amêndoas
de di
versas
qualidades,
com
caixas
de
cartão
muito
bonitas
para
as
mesmas;
chocolate
bispanhol
;
chá
Hysson
e
preto
; bolacha
ingleza
de
diversas
qualidades
;
biscoito
vallongense,
o
melhor
que
se
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel, llamengo
e
suiço.
E
muitas
outras
coisas
próprias
para
o
Natal.
NO
ME^MO
ESTABELECI
MENTO
Ha
um
excellente
restaurante,
e
se
apromptam
consoadas
de
qnalquer
comi
da,
tanto
em
carne,
como
em
doce.
=
Tem
sempre
fiambre,
e
aos
domingos
fazem-se
alli
pastelinhos
de
massa
á franceza,
tanto
de
carne
como
de diversos
doces
=
Mor-
cellas
de
lombo
de
porco e
de
doce:
aprom-
lando-se
lambem
caixas
enfeitadas.
15
—BUA
DE
S. MARCOS
—
15
(643)
Solicitador
—
A.
Lopes da
Gama
Escriptorio—
Taypas
n.°
S
—
Porto
(613)
tOTEKIA BE
LISBOA
IiOURSESÇO BIABQOES VALMEUa
Com
rutabrletiniento
enpecial
de
loteriaH,
afílan^ndo
no
jj
»vemo
eivil
do
Porto.
BUA
DAS FLORES,
112
a
114.
PORTO.
N
’este
feliz
e muito
conhecido
estabelecimento,
continua
a
encontrar-se
sempre
á
venda,
os
bilhetes
e
mais fracçòes.
os
quaes
se
vendem
pelos
preços
mais
mo-
dicos possivel.
Satisfazem-se
promptamcnte
para
as
províncias,
quaesquer encommendas
que
se
jam
feitas,
vindo
acompanhadas
da
sua respecliva
importância,
em
vales
do
correio,
ou
estampilhas
do
mesmo,
cu
ainda,
em
quaesquer
bilhetes
que
n
’
outras
extracçôes
hajam
sido
premiados,
mesmo
que não tenham
sido
comprados
n
’
este
estabelecimen
to;
e
depois
de
cada
uma
extracção.
remetle-se
(gratuilamente)
a
lista
geral
dos
prémios
a
todos
os
Ireguezes.
Igualmenle se
satisfazem encommendas
para
o
Brazil,
em
pequena
ou
grande
quan
tidade.
Em quaesquer
terras
do
reino,
onde
este
estabelecimento
não
tenha
correspon
dentes
priviligiados,
se
aceiiam
correspondentes
mediante as
condições
usuaes.
Este
estabelecimento,
que
bem
pode
dizer-se
um
dos
mais
felizes do
Porto,
tem
sempre
vendido grande
numero
de
prémios,
pelo
que
se
torna
recommendavel.
<I
om
prémios
miviot-es
vendidos
estabelecimento
tlesile
o
principio
<lo
eorrente
itnuo,
até
fim
de
setembro
ultimo:
Na 22/
extracção,
em
1
de
fevereiro
> 23.*
9
9
9
d
»
28/
>
27
de
março
>
»
»
>
»
30/
9
9
14
de
abril
9
31/
>
9
24
»
9
i>
n
9
>
»
>
32/
9
9
2
de
maio
>
»
9
9
J»
»
33/
9
9
11
*
9
»
9
>
»
»
9
34
•
>
0
19
>
35/
9
>
29
>
36/
9
9
5
de
junho
9
38
a
9
23
»
2/
9
>
12
de julho
•
3/
>
>
21
»
9
4/
>
9
1
de agosto
9
í
0
9
»
9
6/
9
>
21
»
7/
9
9
30
9
>
9
D
9
9
10/
D
>
29
de setembro
9
»
9
»
>
«MM
Ru»
dos
Capei
listas,
fiS
Defronte
da
Alfandega.
Tem
nb-^eu
estabelecimento
os seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possivel,
a
saber,
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panuo.
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha linda
len
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro; jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia; collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crtis;
lenços
de
cambraela
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
leadas,
em
differentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelii-
ca;
trança,
oureiio;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão.
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
melim,
e
d’
oulras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas brancas, para
cama;
pôs
d
’arroz
em caixinhas de
vidro.
N’esle
estabelecimento
ha
um
sorlido
complelo
de
tudo
e baralo.
(606)
CIRURCIIÃO
DENTISTA
DA
Escola Americana
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.° 22.
COADJUTOR
Quem
quizer
ser
coadjutor
em
S.
La-
zaro,
falle
com o
parocho.
n.°
4018
com
100.5000
»
1866
>
10
5000
»
1207
>
1005000
»
1860
1005000
»
1228
10<-
15000
»
2233
9
1005000
>
2258
9
1005000
»
2012
>
5:0005000
>
1179
4005000
■
»
2289
>
1.0005000
.
172
>
1005000
»
1932
1005000
» 4014
5:0005000
»
1871
1005000
»
177
9
1005
’!
00
»
2032
>
6:0005000
» 2004
9
10050u0
»
2299
9
2005000
»
1347
9
1005000
»
1248
»
1005000
»
1735
»
I005OOO
»
3761
»)
1005000
» 2341
9
2005(>(i0
»
1076
>
1005000
(614)
Os
BSebuçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pecloranle,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje conhecidos
nas
doenças
lossicolosas.
Caixa
200
reis.
—Meia
caixa
100 reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
MUITA
ATTEWÇÁU
Deposito <Ie
biscoitos
«le
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis
tanto
pela qualidade
das
farinhas,
per
feição porque
são
feitas, como
pelo seu
baixo
preço em
relação
a qualidades.
Preços porque são
vendidos
:
Biscoito
yalonguense, kilogramtna 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
ue
araruta
340
Tosta
azeda
190
(581)
NOVO RETÁBULO
Tendo
de
se
mandar
fazer
de
madeira
o
retábulo
do
altar
da
capella-mór
da
Sé
Primacial
de
Braga, convidam-se
todas
as
pessoas
habilitadas
para executar
esta
obra
e
que
queiram
encarregar-se
d
’
ella,
a
man
dar
suas
propostas
ao
fabriqueiro
da
mes
ma
Sé até
ao dia
31
do
corrente
mez.
A
planta
e
condições
da
obra
^tarão
pa
tentes
na
casa
da
fabrica
da
dita Sé
no
dia
10
do corrente
e
seguintes
desde
as
9
horas
até
ao
meio
dia.
Braga 4
de
dezembro
de
1877.
gRUA
DES.
MARCOS,
N
5.t
vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer sallas,
lindíssimos gostos,
a prin- &
cipiar
em
80 reis
a
peça.
®
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
midos.
ÍS
$
Vende
cimento
roma-
cg
no
para
vedar
aguas,
ges-
á
so
para
estuques
de ca- &
sas,
tudo de
primeira qua-.
lidade.
lí
PROFESSOR DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar
a
esta cidade
um
professor
com muitos annos
de
pratica
de
ensino
do
curso
completo, etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das
dis
ciplinas,
como: escripturação
mercantil
ge
ral
ou especial,
contabilidade
commercial,
systema
monetário
e
cambial,
metrologia
universal;
geographia,
historia
e
direito
commercial;
algebra, economia política,
dezenho,
callygraphia,
linguas,
etc.
Eslá
aberta
a
matricula
até
ao 1.° de
dezembro,
dia
em
que
se
inaugurará o
curso.
Preço
em
classe
—
25500
(Curso diurno
Particularmenie
—
4$5OO)
e
nocturno.
Rua
do
Conselheiro
Januario, 31.
(622)
.111
Ml
K
ÍIW .
DO
ALTO
DOURO
0.4
CASA
m: VILLA POVCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho-
as
seguintes qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
159
9
9
9
>
.
190
>
Lagrima
....
.
200
>
Branco
de
meza.
.
.
210
tinto
de
meza
fino.
.
270
>
de
prova
secca.
.
300
1)
Malvasia
de
2/.
.
360
9
s
velho.
.
400
9
Malvasia,
Bastardo
e Moscatel a
500
9
Roncão
....
.
700
9
Alvaralhão.
. .
.
.
560
9
Velho
de
1854
.
A
£
.
600
»
a
retalho
parx
meza
quartilho
tinto,
e
branco
50
e
120.
80,
0
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
("H4I)
CIKUSAGIÃO
REVriSTA
APPROVADO PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
