comerciominho_25101877_705.xml
- conteúdo
-
FOI
j
IIA.
«FÍ.IÍilOSA
>5 T%OTICI<>Sz%.
3
5.° ANNO
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
850
40
20
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
»
............
l$050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil, 12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso
..................
10
N.°
705
BRAGA-QUINTA
-FEIRA
35
»E
OUTUBRO
AS
3
7
caregael-a
de leis,
que
a encobrem,
e
a
restringem,
e
lhe
paralisam
os
movimen
tos,
e a
liberdade fica
como
o
bezerro
do
deserto
privando
as
mulheres
das
arreca
das,
que
traziam
nas orelhas,
e
dos
aneis
que
tinham
nos
dedos!!
E
’
assim
a
vossa liberdade
da
Egreja
no
estado
livre!
Quereis
o bezerro
d
’
ouro,
e
prata, e
exturquistes
á
Egreja
a
sua
riqueza
para
fundir
o
novo
idolo,
e
que
reis
ainda
em
cima
prescrever-lhe
um
novo culto!!!
Não
heis
de
conseguil-o
!
Não...
Nun
ca.
A
religião
de
Christo
é,
e
hade ser
para
coravosco
o
que
foi a
hydra
da
fa
bula nos
tempos
fabulosos:
por
cada ca
beça
que lhe
cortardes
hão de
nascer-
lhe
mais
cem!
Não vêdes
o
que
se
está
passando
no
mundo
dos
incrédulos,
e
da
genlilidade,
e
neste
mesmo
paiz?!
Qual
pensaes
vós
que
seja
a
causa
principal
do
descrédito
das
Instituições,
e
do
vosso
descrédito?
Lêde a historia do
passado,
e confrontae-a
com
a
do
presente!
Estu-
dae
na
vida,
e
nas
acções
dos
heroes
portuguezes,
que
já
lá
vão,
e
vêde
se err-
tre
os
presentes
achaes
um só
igual!
Fi-
losofae
depois,
se
é
que
vos
ensinaram
esta
arte,
e
ireis
dar
com
a
causa das
differenças.
Não
heis
de
conseguir
o que
quereis.
Não,
porque primeiro
passará
o
céo
e
a
terra,
do que
falhe
a
palavra
de
Deus;
e
por
que Deus
disse,
que
as
portas
do
inferno
nunca
prevalecerão
contra
as
do
céo!
Apesar
da
doutrina,
e
dos
exforços
das
seitas,
que
toleraes
com
o damnado
proposito
de
deschristianisar
o paiz, ainda
ha
nelle
campeões
valentes, e
soldados
invencíveis,
e
incorruptíveis
para
vos
com
bater
e
vencer; soldados
e
campeões
uni
dos,
e
dominados
por
um
só
espirito,
e
por um
só
interesse;—
o summo
de todos os
interesses,
que
é
a
gloria
de
Deus
nos
céos,
e
a paz
dos
homens
na
terra;
e
estes
campeões,
e
estes
soldados,
a
quem
o
soberano
dos
soberanos assiste
e
ajuda,
contam
com
a
certeza
do
triunfo,
porque
são
dotados
de
fé
viva,
e
de
força
capaz
de
fazer
mudar
as montanhas
de
uns
logares
para
os
outros,
e
de
sepultar
na
queda
os
gigantes-pigmeus, que intentam
escallar
o
céo:
gigantes
na
ousadia
dos
pensamentos;
pigmeus
na
execução
d
’
elles.
Ha
quasi
vinte
séculos,
que
as legiões
do
inferno
commandadas
por
Lucifer,
li
dam
e
batalham
incessantemente,
acompa
nhadas
de
milhões
de
aliados,
para
ani
quilar
a
Esposa
de Christo,
e
a
Esposa
ressurge
do
centro
das
ruinas cada
vez
mais
robusta,
e
resplandecente!
Tem
cor
rido muitas
epochas
de provação,
e
o
inferno
nunca
venceu,
nem jámais vence
rá
!
A
epocha presente é
talvez
o
princi
pio
da
ultima,
mas mais
temerosa,
porque
o
enganador
do
mundo,
o
vosso
enganador
serve-se
do
pômo
vedado
para
vos
per
suadir, não
que
sereis
iguaes a
Deus, e
sim que
os vossos deuses
são
os
gosos,
e
os prazeres,
e
que
depois
tudo
se
re
duzirá
a
pó,,
a
terra,
a
cinza,
e
a
nada
Mudou de
taclica,
e ataca pelo
mais
fra
co!!!
Mas
Aquella
que
se
chama
—a
Imma-
culada
Conceição,
ahi
tem estado
na
Alle
manha
para
esmagar
o
dragão
Bismarki-
no,
e
hade
esmagal-o ainda
primeiro,
que
baqueie
(e
de
certo
baqueará)
o
império
da
meia
lua. Provae,
se
podeis,
a
falsi
dade
d
’
essas
apparições presenceadas
por
centos
de
milhares
de
pessoas
de
todas
as
classes,
de
todas
as
idades,
de
todas
as
jerarchias,
e
de tantas nações;
ou
en
tão
explicae
pela
sciencia
de
Renan,
e
pela
das
voltas
d
’
hocus-pocus
dos
futri-
queiros, e improvisados chimicos,
aquelle
A
Religião
livre
no
Estado
livre,—disse
o
racionalista
Cavour,
ministro
de
Victor
Manoel,
e repetem hoje
os
reformadores
do
velho
para
construírem
o
novo
mundo!
E
’
um dicto
assaz
concreto,
e
melhafisico,
que se
não
tem
explicado,
e
que
os
mais
entendidos
não
sabem
explicar.
Que
quer
dizer
esse
brocardio,
ou
essa
advinhação;
e
a que
proposito
vem
ella
neste
tempo
de tantas e
tão
multiplicadas
luzes,
e
de
tão
sublimada civilisação?
«A
Egreja
livre
no
Estado
livres!
Pelo
que
vemos,
e temos
visto,
o que
isso
quer
dizer
é:
que
nos
paizes,
em
que,
como
no
nosso,
se
proclamou
a liberdade
da
imprensa pela do
pensamento,
e
a
dos
actos
pelo
silencio
das leis,
póde,
e
deve
dar-se
o
pagode
para
a
religião,
e
culto
de
Mafoma,
e
dos
idolos; póde
construir-
se
o
templo,
e
a
sinagoga
para
o
culto
da
religião
judaica;
póde
editicar-se
a egreja
para o
dos
christãos
!
Tudo
isto
é
reli
gião,
e
Egreja livre
no
Estado
livre.
No
tempo
dos
frades
diziam
os
pseu-
do-politicos, (que
já
então
os havia):
«Isto
não
póde,
nem
deve
ser,
porque
a
política não
admitte
dois
Estados
metidos
um
no
outro»;
e
foi
esta
uma
das
razões
de
que
se
serviram
os
iiberdadeiros
para
dar
com
elles
em
terra
!
Mas
isto
dizia-se
então,
porque
os
fra
des
eram
uma
das mais
fortes columnas
catholicas, combatida
por
lutheranos
jan-
senislas,
e
pelos
discípulos
do mestre
d’
obra
do
templo
das
luzes
de cebo,
por
que
ainda
não
havia
petroleo
nem
gaz
!
Hoje
vê-se
a
coisa
com
outros
olhos.
Sim:
haja
muitos
estados
no
Estado,
com
tanto
qne
todos
sejam
livres
!
Pois
porque
não
?!
Quando
o
pescador
deita
no
mar
as
redes,
não
escolhe
o
peixe
que
hade
pes
car:
pesca
todos
quantos
nellas
encalham,
e
depois
vende em
lotes
de getiero,
e
especie
distinctas.
E
é
assim
mesmo que
fazem
os
chefes da
companha
liberdadeira:
haja
peixe
com
fartura,
que
a distribuição
e
a classificação
elles lha
farão.
Mas
agora
perguntamos
nós:
Então
se
quereis
a Egreja
livre
uo
Estado
livre,
para
que
cada um
viva
á
sua
vontade
na
religião
que
quizer;
quem
vos deu, e
d
’
onde
vos veio
competência
e
auclorida-
de
para
a
sugeitardes
ao
poder
temporal,
ou
ao
vosso
poder?!
Pois
é
livre,
in
absohclutn,
aquillo
que
está
sugeito
á
von
tade,
e
alvedrio
d
’oulrem ?!
Não
dizeis
vós
«Egreja
livre no
estado
livre»’
Fos
tes,
ou
sois
os
fundadores
da
Egreja,
e
os seus legisladores?!
Não a
achastes
co
mo dia
era
desde
a
sua
origem,
e não
a
reconhecestes
como
a
achastes,
toman
do-a,
e
escrevendo-lhe o
nome
no
alto
do
rotulo
da
vossa
fazenda=A
Religião
Catholica
Apostólica
Romana
continuará
a
ser
a
religião
do
reino?!
E
na
vossa
legislação
penal,
não
a
cercastes
do
res
peito,
que
se
lhe
deve,
ordenando
a
pu
nição
dos
que
a
desacatarem?!
Qual
é
a
missão da
Egreja?
Não
é
ensinar
ao
homem
os
deveres
que tem
para
comsigo,
para
com
a
familia,
para
com
o
seu
similhante,
para
com
a
patria,
a
que
pertence,
.
e
para
com
Deus,
e
guial-o com
luz
e
segurança
neste
cami
nho
tão
cheio
de
calhaus,
e
de
abrolhos,
e
de
espinhos?!
E
a
vossa
missão,
qual
é?! Querereis
porventura
assumir
as
partes
de
tspirito
Santo
para
a
inspirar,
e
es
clarece",
e
para
que
ella
saiba,
e
apren
da,
como
hade
ser
livre
no
estado
livre?!
Livre
com
peias
nos
pés,
e
algemas
nos
pulsos?!!
Quanto
sois
inconsequentes!!
Procla-
maes
a
liberdade
como
vosso
numen;
mas
íenomeno,
o
de
la
Salete,
e
o
de
Lour
des, e o
das
chagas
de Luiza
Lateau
em
todas
as
sextas-feiras; facto
que
tem
dado
que fazer,
e
que
barafustar
aos
grandes
sábios
da
nalura
!
Nós,
os
christãos
de
fé
firme
e
illus-
trada,
não precisávamos,
nem
precisamos
de
milagres
para
nos
gerar
ou
fortalecer
a
crença,
porque
nós
vemos Deus
nos
astros,
que
rolam
por
cima
das
nossas
cabeças,
na
terra,
que
se
revolve
debaixo
dos
nossos
pés,
nas
ondas,
que se
agitam
no
abysmo
dos
mares,
na immensa fa
milia das
aves,
dos
peixes,
dos
quadrú
pedes,
e dos
reptis,
no
cedro do
monte,
e
na
herva
humilde
do campo;
e
vemol-o
em
nós
mesmos;
não
carecemos
de
mais
milagres,
porque
tudo
no universo
é
mi
lagre.
Conta-se
que
Alexandre
Magno,
tendo
noticia
da existência de
Diogenes,
lhe
mandára dizer
por
um
dos
seus
ajudantes
de
campo
(como
lhes
chamariam
boje),
que
lhe
fosse
fallar,
porque
queria
coahe-
cel-o;
e
que
Diogenes
respondera:
que
nada
queria
com
o
liranno
da
sua
patria,
e do
mundo:
e
que,
advertido
pelo
emis
sário
da
inconveniência
da
resposta,
o
intimidára
para
que
obedecesse
ao
grande
poder
d
’
aquella
magestade.
D
«genes
abai
xou-se
então,
apanhou
uma
ílorinha da
terra,
e
dando-a
ao emissário,
disse-lhe:
leva
esta
ílorinha a
teu
amo,
e
pede-lhe
da
minha
parte
que
faça
elle
uma
igual
a
esta,
porque
se
a
fuer,
acreditarei
no
seu poder,
e
obedecerei
ás
suas
ordens.
De
maneira
que
um
dos
sete
sábios
gregos,
cujos
nomes
tem
chegado
até
nós
atravessando
trinta séculos,
reconheceu
a
existência
de
Deus
e
da
sua omnipotên
cia,
e
sabedoria
só
por
ver
uma
humilde
ílor
de
herva
humilde;
e
neste
século
de
luzes,
de
sciencia,
de
descobertas,
nunca
dantes
pensadas,
nem
por
sentidos,
nega-
se
a
existência d
’
esse
Ente,
attribuem-se
lodos
os
fenomenos da
natureza
ao
con
curso
de
circumstancias
fortuitas,
e
o
homem
não
se
envergonha
de
se
comparar
com
o
bruto,
de attribuir
a
sua
origem
ao
macaco,
e
de
collocar
na
terra
o seu
céo, e
o
seu
inferno!!
Oh!
Quanto
é
certo que
Deus
cega
áquelles
que
Elle
quer
perder
!!
E
porém
o
génio do
christianismo
vive
pelo
amor de
Deus,
e do
pvoximo:
está
nisto a
caridade,
cunho
dos
eleitos;
e
o
nosso
proximo
é
todo
aquelle,
chislão,
ou
judeu;
mouro, ou
tartaro,
selvagem,
ou
idolatra, que
precisa
dos
seus
soccorros.
Conduzidos
pela
mão
desta
mensageira
do
céo
e nascida
no
coração
do
Redem-
ptor
divino irão
os
christãos d
.
fé
viva
pedindo
a
Deus
(áquelles
que não
tem
outra
cousa
que dar) palavras
de
salva
ção
eterna,
para
que
o
povo
do
reino
de
Affonso
Henriques
forme
uma
só
familia,
e
para
que
no
dia
do
julgamento
final
tenha
o
seu logar
á direita
do
Supremo
Juiz
dos
vivos
e
dos mortos.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
------
— ------
A
peregrinação
porítagnea»
a
ItOIilB.
XIV
DE
LOURDES
A
MARSEILLE
Deixemos
Lourdes.
Deus
sabe,
que
pesar sentimos
ao
sair
d
’
alli, onde
passamos
dois
dias,
como
se
fossem dois momentos de
verdadeira
feli
cidade
na
vida.
Mas
porque
um
dever
sagrado
nos
cha
mava
a outro
logar,
forçoso
se
nos
tornou
obedecer.
Lourdes !
o
nosso
—
adeus
—
de
despe
dida
foi
um
hymno
de
saudade
que
te
dedicamos.
Não
será
o
ultimo,
assim
o
espero.
Mas
se
nos
imprescrutaveis
desígnios
da
Providencia
estiver
decretado
o
não
tor
nar
a
ver-te,
que
ao
menos
tique
bem
con
signado
um
testemunho ainda
que humilde
do
muito
amor
que
me
inspiraste.
Era
na
segunda
feira do
Pentecostes.
A
ordem
para
seguir
viagem
tinha-se
dado.
E
os
peregrinos
que
nem
um
instante
desamparavam
o
santuario
e
a
gruta,
vi
ram
cora
dôr,
que
a
hora
de
partir
estava
a
bater
Tomamos
pois
nossas
bagagens
para
nos
dirigirmos
á
estação
do
caminho
de
ferro.
No hotel,
onde
eu
estava
com mais
quinze
companheiros, havia
logo
no pri
meiro
pavimento
um piano.
Alli
o
snr.
padre
João
Velloso
execu
tou
os
hymnos
de
Pio
IX
e
do
Concilio
do
Vaticano
com a
sua
conhecida
maestria,
o
que
attrahiu
ás janellas do
hotel
uma
grande
multidão
de
francezes
de
j]todos
os
sexos
e
condições,
mostrando
assim,
que
partilhavam
do
nosso
enlhusiasmo.
Instantes depois,
duas carruagens nos
esperavam
para
nos
conduzirem
á linha
ferrea.
Quando
partimos,
era já
um
povo
de
amigos
que
deixamos.
Uma
multidão
de
gente
nos
cercava,
e
na
eílusão
com
que
nos
dirigia
suas
saudações,
nos provava,
que
a mesma
fé
e os
mesmos
sentimentos
a
todos
consti
tuirá
irmãos.
Pouco
depois
todo
este
pequeno
con
tingente,
do
grande
exercito
calholico,
descançava,
acampando
na gare.
Um
pequeno inlervallo
que
ainda
tive
mos
nas
salas
d
’
espera
serviu-nos
para
uma exposição
completa
dos
differentes
objeclos
religiosos
que
cada
um
obtivera
em
Lourdes.
Rosários,
medalhas,
photographias,
es
tampas,—
tudo
era
patente,
como
que
pe
dindo
um
voto
de
louvor,
que
augmen-
tasse
o
santo
orgulho
com
que
estas
pie-
’
dosas
recordações
eram
individualmente
possuídas.
A
sineta
da
estação
veio
a
final
pôr
termo
a
todas
as
disputas
de
primasia,
fazendo
recolher
tudo
repentinamente.
Eram
duas
heras
da
tarde,
e
a
caravana
estava
já
de
novo
em
marcha.
Algum
tempo depois,
passavaraos
em
Tharbes,
capital
da
diocese, e
á
noite
paravamos
em
Tolouse.
Como
alli
nos
demoramos
até
á
ma
drugada
do dia
seguinte,
podémos
ver,
ainda quede
noite,
parte
da
cidade,
muito
populosa
que
é,
pois
conta
approximada-
mente
cento
e
cincoenla
mil
habitantes,
com
magníficos
ornamentos,
mas
falha,
ao
que
nos
pareceu,
de
edifícios
notáveis.
Uma
circumslancia
que
nos
chamou
a
atlenção, foi
o
pequeno
movimento
de
gen
te
pelas
ruas,
apesar
de
não
ser
a
des-
horas
que
as
percorríamos.
Fez-nos
isto
crer,
que
a
vadiagem
alli
avulta
pouco.
De
manhã
cedo
continuamos
até
Mar-
seille,
onde
chegamos ao
cair
da
tarde
depois
de
havermos
andado
sele
heras
por
terrenos
quasi
que
exclusivamente
vinha
teiros,
e
nos
quaes
se
descobriam
os
ter
ríveis
eíleitos
da
phyloxera.
Como
de
Lourdes
unhamos
saido
to
dos
com
o
nosso
emblema
de
peregrinos,
ao
peito,
a
írtea
n>
m«»ada
de
que
gusa a
cidade
qu>
empresto:;
o
Seu
nome
ao
canto
favorito
d
> Revolução,
fez
com que
alguns
julgassem
prudente
occullar
a
sua
ciuz
de
romeiros.
votos
e
os
conservadores
3.160:000.
Os
republicanos
ganharam, pois, 283:000
vo
tos,
e os
conservadores
476:000.
Trepa iiltramur-nti.
—
Saiu
no
do
mingo,
de
Lisboa
o
transporte
«África»,
levando a seu bordo
o 3.°
batalhão
de
caçadores
que
vae
fazer serviço
em Ma
cau.
O batalhão
leva
228
praças,
devendo
em
Macau
receber
parle
das
que
alli
estão
e
não regressam
ainda
á metropole.
teadas.—
Os
operários
que
trabalha
vam
n’
umas
escavações
em
Paris,
desco
briram
n’uin
fosso
uma
grande
quanti
dade
de
ossadas,
que
parecem
remontar
a
orna epocha
antiquíssima.
No
sitio
das
exeavações
existiu
oulr
’
orà
ura
cemiterio
pertencente
ao
convento
dos
Mínimos,
fundado
por Anna
de
Bretanha,
rainha
de
França.
Entre
os personagens
celebres
que
alli
haviam
sido
enterrados,
contavam-se
Fran
cisco
de
Veyni
d
’Arbou
se,
presidente
do
parlamento
de
Paris,
chauceller
de França,
cardeal
e
representante
da
Santa
Sé;
Jo-
nas,
marechal;
Olivier
Lefevre,
conselheiro
do
rei,
etc.,
etc.
As
ossadas
que
se
encontraram
foram
recolhidas devidamente.
39espae5sos
erclesiastíeaa.
—
Por
decretos
de
18
do
corrente
effectuaram-se
os
seguintes despachos:
O
presbytero
José
Custodio do
Nasci
mento,
parocho
collado
na
egreja
de Nossa
Senhora
do
Pranto
do
Panascoso,
dioceSe
de
Castello
Branco
—apresentado
na egreja
parochial
de
Santo André
de
Cella,
diocese
de
Lisboa.
O
presbyto
José
Marques
da
Silva
Ne
ves,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Mar-
linho
de
Chavães,
diocese
de
Latnego
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Gens,
diocese
de
Evora.
O presbytero
João
Cbrysostomo
Barbas
da
Torre
Ramos,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Pedro
de
Erada. diocese
da
Guarda
—apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Aldeia
do
Carva
lho
da mesma
diocese.
O
presbytero
Diogo
de
Sousa
Mocho
—
apresentado
na egreja
parochial
de Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Avelãs de
Ambon
da
Guarda.
Aoa
Invradoreg,-
Um
lavrador dos
Estados-Unidos, indica
a
seguinte
receita,
para
destruir
o
insecto
denominado
colo
rado
ou
dorifora,
que
destroe
as
bata
tas.
Misturar
cinco kilos
de
cal
e
um
de
oxido
de
cobre
(verde
de
Paris),
mistura
que
é
inoffensiva
para
as
balatas,
e
pol
vilhar
com
ellas
as
plantas
durante
dois
dias,
de
madrugada, extenuando
assim
de
um
modo
seguro
os
insectos
e
as
larvas.
A
experiencia
é
facil.
í
weiíi
notável,
—
Escreve
um
col-
iega:
Um
jornal
allemão,
o «
Wolsksblalt»
de
Dusséldort
publica
uma
correspondên
cia
de
Kaiseywerth.
que
diz
o
seguinte:
«O
nosso
hospital
catholico
pode
or
gulhar-se
da
honra
de
ter
recebido
a
visita
da
Imperatriz.
Na
passada
terça-feira
S.
Magestade
entrava
no
convento,
proferindo
esia
saudação:
Louvado
seja
Jesus
Christo
A
commnnidade
foi
apresentada
pelo
parocho
local
á
Imperatriz
que,
em tom
interrogativo, exclamou:
Estão
portanto
aqui
as
filhas
de
nossa
boa
Madre
Fran-
cisca
?!
Quiz-lhe
tanto
do
coração,
que
nunca
poderei
consolar-me
da
sua
morte.
Muito
me
alegro
de
poder
entrar
r/este
convento
e
tenho
grande contentamento
de me
achar
agora».
A
Madre
Francisca
era
a
superiora
da
Congregação,
que
falleceu
no
anno
passado
na
casa
mãe
de
Aquis-
gram.
Depois,
o
parocho,
condescendendo
com
o
desejo
manifestado
pela
Imperatriz
con
duziu
S.
Magestade
á
capella
do convento,
onde
a
Imperatriz
ajoelhou
e orou
por
alguns
momentos. Visitou
depois
o
con
vento,
dizendo: «Como
felizes
são
estas
boas
filhas»
1
Até
aqui
o
trecho
do
jornal
que
en
contramos
em uma
revista hespanhola.
A
alma
catholica
espairece
com estas
provas
de
respeito,
dadas
á
Religião
Ver
dadeira
por
uma grande
alma
que
arrosta
os
furores
do
homem
de
ferro
e
que
lhe
é
continua
ameaça.
E
quem
não
entrevê
em
taes
actos,
tão
simplesmente praticados,
o
trabalho
da
graça?
Quem não
esperará
que
a
Religião
Verdadeira
conte
mais
um
grande
triunfo?
O
snr.
Tissot
na
sua
famosa
obra,
Voyage
au
pays
des
milliards
descrevendo
os
aposentos
de
toda a
Familia Imperial
Allernã,
diz ter
visto
o
departimento da
Outros
porem
foram
de
opinião
con
traria,
e
não
se
enganaram,
porque
nem
um
dicto,
nem
uma palavra ouvimos
se
quer
que
nos
fosse
offensiva.
Visitamos
a
calhedral,
monumento
gran
dioso,
onde
se
faziam
obras,
e
onde
en
contramos
muitas
pessoas
piedosàs,
entre
gues
ás
sins d
Entramos
por
necessidade
n
’
urn
esta
belecimento
de
tabacos,
cujo
dono,
no
in
teresse
de
saber
donde
éramos,
nos
pergun
tou
para
onde
iamos;
e
ao
sabel-o,
nos
mostrou
um
jornal
da
localidade
em
que
se
noticiava
a
offerta
de
um
throno
d
’
ouro
a
Pio
IX
pelos
marselheses
;—
é
para
que
vejam,
dizia-nos
elle
com legitimo
orgulho,
o
que
Marseille
acaba
de
fazer
pelo
Santo
Padre.
De
mais,
para
que
saiba,
que
a
ter
ceira
cidade
de
Fiança
não
está em
reli
gião
como
muita
gente
pensa,
direi,
que
éã
unica
terra que
conheço
com
uma
estatua
levantada
a
um
bispo.
Esta
circumstancia
junta
á
veneração
e
respeito
que
consagram
ao
monumento,
fez-me
crer,
que
Marseille
não
é ainda
o
que
por
cá
se
imagina.
M.
MARINHO.
ux&niri
ffiiJses-a?Sanai»
ilr^masctirnilo,
por
um jesuita, ®e®.
—
Acabamos
de
rece-
btr
o
l.°
vol.
d
’esta
obra
(editada
pelo
snr.
Teixeira
de
Freitas,
de
Guimarães),
que é
sem
duvida
a
obra
mais
contun
dente
e
mais
completa
que
no
seu
genero
se
tem
publicado
entre
nós.
Fazemos
vo
tos
para
que
nem
um
só
liberal
e
nem
um
só
1'gitimista
deixem
de
a
ler.
—
Também
os
legitimistas precisam;
e
por
mais
de
uma razão.
Do
Liberalismo
desmascarado
havemos
de fallar
delidamente
logo
que
recebamos
o
2.°
e
ultimo
volume. Praza
a
Deus
que
seja
breve,
por
que
o
esperamos
com
ver
dadeira
anceadade,
como
acontecerá
cer-
tamente
a
quem
haja
tido a
fortuna
de
ler
o primeiro. Resta-nos
dizer
por
hoje
que
este
livro,
apezar
das suas
SIO
pa
ginas e
da
seriedade
dos
assumptos
gra
víssimos
que
trata,
é
um
d
’aquelles
que
temos
lido—não
dizemos bera
—devorado,
eia
menos
tempo.
Parabéns
ao snr.
Teixeira
de
Freitas,
ao
qual
agouramos
ainda
mais
fortuna
com
esta
obra,
do
que
aquella
que,
já
lhe sor
riu
com
a
Maçonaria
desmascarada,
de
que
o
Liberalismo
desmascarado
é,
para
assim,
dizer,
a
continuação,
e
o
necessário,
e
o
bellissimo
complemento.
Oh!
que
se
os
liberaes
compulsassem
livros
como
este,
e
os
estudassem
de boa
fé...
acabariam
todas
as
nossas
divergên
cias
por
nos
darmos
um
estreito
abraço
no
campo
da
pulilica
christã.
Pelo
menos
os
calholicos
liberaes
es
peramos
que
se
desenganem
por
uma
vez.
E’
tempo
!
Não deixarão esses
por
certo
de
ler o
Liberalismo, especialmente
a
2.
a
parte
do
vol.
i.°
que
lhes
loca
mui
de
perto
e
lhes
entra
por
casa.
SHuatre
enfermo, —
Está
gravemen
te
enfermo
o
snr.
conego
dr.
Alves
Ma-
theus,
orador
sagrado
de
grandes
e
mere
eidos
créditos.
Fazemos
votos
ao
ceo
pelas
suas
me
lhoras.
Cuwap«zí
’
aia
«ía
fêiftirradt*.
—
Ape
sar
de
todas
as
circumstancias
desfavorá
veis
monerarias
dos nossos
papeis
de
cre
dito,
vemos
que
as
acções
da
Companhia
Vinícola
da
Bairrada
tem
tido
acceitação
quando
apparecem
no
mercado
ou
em
vendas
particulares,
e
que suas
vendas
se
tem
realisado
ao
par,
ou
com
peque
níssimo
desconto.
Principio
«Tincendio.
—
Por 6
ho-
da
manhã
d
’
anle-hontem
deram
as
torres
signal
d
’
incendio,
que
pegára
n
’
uma
cha
miné
da
casa
n.°
20
da
rua do
Anjo,
e
depois se
communicára
a
um
tapamento
d’
estuque
Foi
o
incêndio
extincto
de
prompto;
no
entanto
os
prejuízos
calculam-se
em
100$000
reis.
No
logar
do
sinistro
compareceram
varias
aucloridades
A
bomba
dos
volun
tários
foi
a que
lá
chegou
primeiro.
Eleições
na
França.
—
Umtelegram-
ma
da
A. Havas
datado
de
Paris,
em
20, refere
que
os
resultados
officiaes
da
ultima
votação
em toda a
França,
excepto
as
colonias,
são
os
seguintes:
Total
dos
votos
republicanos, 4.313:000,
dos
conservadores,
3.636:000.
Diíferença
em favor
dos
republicanos.
677:000.
Em
1876
os
republicanos
obtiveram
4.030:000
Imperatriz
arranjado
de
modo,
que
bem
se
podia
dizer
ser
a
habitação
de
uma
grande
christã.
Roguemos
a
Deus
de
Graça
e
Miseri
córdia;
para
que
envie
um
raio
illumina-
dor
áquella
alma
candida,
que
quanto
a
nós,
só
formalmente
está
fora
Egreja,
á qual
pertence
essencialmente
pelo
amor
de
Deus,
pela
pratica
de
todas
as
virtudes
e
pela
declarada
sympathia
que
vota
ás
victimas
da
perseguição
Bismarkista.
ílSacrobia.
—
Falleceu
em Bordéus
uma
senhora
na
idade
de
117 annos.
Appnrecisnento
cl®
redes. —
Diz
um
jornal
de Vianna
que
se
encontraram
no dia
10
na
praia
de
Esposende 19 re
des
de
pesca,
que
foram
arrastadas
áquella
praia
pelo
mar.
As
redes
estavam
marcadas
com
tres
*
* ».
TeUgranima.—
O
«Univers»,
rece
beu
e publicou
o seguinte
lelegramma:
Ratisbonna
17
d
’
outubro,
12
h.
e 40
m.
O
casamento
do
snr.
D.
Miguel II,
de
Portugal,
com a
prineeza
de la
Tour
e
Taxis
foi
solemnemente
celebrado
hoje
pelo
meio
dia
por
Mgr. de Senestrey,
bispo
de
Ratisbonna. A
snr.a
duqneza
de
Bra
gança,
as
infantas
Maria
Anna
do
Carmo
e
Maria
Antonia
Adelaide,
o
snr.
arclii-
duque
Carlos Luiz,
irmão
do
imperador,
a
snr.
a
archiduqueza
Maria
Theresa,
a
snr.8
archiduqueza
Maria
Luiza
de Toscana,
prineeza
de Iscmbourg,
o
snr.
duque
Car
los
Theodoro,
e
a
snr.
a
duqueza Maria
José de
Baviera,
o
snr.
conde
de
Bardi.
irmão
do
snr.
duque
de
Parma,
o
snr.
príncipe
e
prineeza
de Loevvensteint,
a
prineeza
Maria
de Locwensteinl,
o
snr
príncipe
d’
lsembourg,
os
príncipes
e
prin-
cézas
de
la
Tour
e
Taxis
assistiram
á
ce-
renionia.
Uma
deputação
de legitimislas
porlu-
guezes,
tendo
chegado
para
assi-lir
ao
casamento
do
rei
legitimo,
foi
recebida
pelo
príncipe
e
por
sua
augusta
Mãe:
en
tre
esta
deputação
notam-se
os maiores
no
mes
da
nobresa
porlugueza.
Alguns
servos
íieis
de D.
Miguel
II,
de
Portugal,
mandaram dizer
esta
manhã
uma
missa
na
capella provisória
do
Sa
grado
Coração,
em
Montmarlre,
por
occa-
sião
do
matrimonio
d
’este
príncipe.
As
sistiram
a
esta
missa
um
certo
numero
de
antigos
discípulos
do
collegio
de
S
Clemente
de
Metz, collegio
onde
D.
Mi
guel
II
fez
tuna
parte
de
seus
estudos.
Clieia
«3:»
Tnmiza.
—
Uma
grande
maré
fez
trasbordar
no dia
12
as
aguas
do
Tarniza.
Perto
da
ponte
de Blackfriars,
as
ruas
d
’Emerson
mais
abaixo
os
caes
Queeu,
Royal-George,
Holland
e
Newton,
foram
inundados.
Em
Kew,
Morllake.
a
margem
direita
do
rio
ficou
quasi
toda
submersa.
Sttsrrivel
dessrsíre.
—
Unia
verda
deira
tromba d
’agua
cahiu
na
aldeia de
disserghin-Vieux, Oraii,
na
noite
do
l.°
para
2
do
corrente.
As
perdas
são
enor
mes,
e
numerosas
famílias
se
encontram
na
miséria
mais
completa.
Em
Be.l-Abbés,
no
mesmo
dia,
rebentou
uma
tempestade
tão
violenta, que
n’
um
instante
aquelle
lerrilorio
foi
transformado
n
’
um
vasto
lago.
Os
granisos
cahiam
direiios
e serrados
com
um pezo medio
de 7
grammas,
produzindo
numerosos
accidentes
e
perdas materiaes
bastante
sensíveis.
Muitas
pessoas,
surpre
hendidas
fóra
de casa
pela
tempestade,
foram
transportadas sem
conhecimento
e
gravemente
feridas
Portuguezes
falleeidos.—
Nos dias
27
e
28
de setembro
findo falleceram
no
Rio
de
Janeiro os
seguintes
portugue-
zes:
Padre
Pedro
Anlonio de
Andrade,
66
annos;
José
Antonio
da
Silva,
60
a.,
sol
teiro;
Joaquim Rodrigues
de
Oliveira
Maia,
37
a.,
casado;
Quintino
de
Almeida,
36
a.,
c.;
Cesar
Augusto
Gomes,
34
a.,
s.;
Manoel
José
Gonçalves,
40
a.,
c.;
Maria
Victorina Vaz,
4o
a.,
c.
Cnnvírsõfs
em
Paris.
—
Lê-se
no
«Tablet»
de
29
de
setembro:
A
18 do
corrente,
na
egreja
de
S.
Roque,
em
Paris, foi
recebida
a abjuração
do
revd.0
snr.
Rogerson,
do
snr. Van-
Rensseiaar,
e
do
snr.
Makall,
o
primeiro
dos
quaes
foi
reitor
de uma egreja evan
gélica
em
New-York.
Ao
mesmo tempo
abjurou seus
erros,
e
com
os
precedentes
entrou
no
grémio
da
Egreja
Catholica,
a
snr.
a
Van-Rensselaar,
ainda
ha
pouco re
ligiosa
em
um
convento
anglicano
de
Lon
dres.
Morte
do
mais
vetho
jesuíta.—
O
revd.0
Padre
Jonn M.
Eroy
acaba
de
fallecer
na
casa
de
noviciado
da
cidade
de
Frederick
(no
Maryland)
a
12
de
se
tembro,
tendo
de idade
92
annos.
Era
o
mais antigo
padre
dos
Estados-Unidos
e
o
mais
velho
dos
jesuitas
de
todo
o
mun
do.
Fez grandes
serviços
durante
sua longa
vida á
Egreja
e á
sua
Ordem nos
Estados-
Unidos.
©
caslellla
As-gyll.
—
Um
dos
mais
esplendidos
entellos
da
Escossia,
a
magnifica
residência
do
duque
de
Argyll,
em
Invernay,
nas
margens
do I
p
v:ie,
foi
ha
pouco
meio
devorado
pelas
cliam-
mas.
A
13
de
outubro,
pelas
5
horas
da
manhã,
velejava
um
pobre
pescador
no
seu
barco,
no
momento
em que
viu
uma
ouvem
de
fumo
e
fogo
a
borbotoar
das
janellas
situadas
no
ultimo andar
da
torre
central
do
castello
de Argyll.
Abordando
o
mais
depressa
que
poude,
bateu
rijo
no
portal
da
residência
e
gritou
por
soc-
corro.
Nos
primeiros dois
andares
estava
a
familia
ducal,
a
princesa
I
uiza,
filha da
rainha
de
Inglaterra
e
o marq,uez
de
Lor-
ne.
Tiveram
tempo
de
refugiar-se
em
In-
venary.
As
bombas
da
cidade,
enviadas
rapidamente
ao
logar
do
sinistro,
salvaram
as
torres
e
pavilhões
vísinhos da
parte
central,
que
ficou
exiincta.
Foram
redusidos
a
cinza
diversas
an
tiguidades,
riquíssimas
tapeçarias,
um bello
orgão
e
dusentas
espingardas
de
pederneira
que
tinham
servido
aos
milicianos
do
con
dado
de
Argylla
na batalha
de
Culloden
e
numerosas
bandeiras.
Quasi
toda
a
biblio-
theca
do
castello,
a
qual
se
compunha
de
manuscriptos
e
obras
raras,
foi
ati
rada
pelas janellas
fóra.
A
galeria
de
quadros
salvou-se,
felizmente.
A
causa
do
incêndio
altribue-se
ao gaz
de
illumi-
nação.
Aota
eSe
Sjeirin.
—
Possue
o
districto
de
Leiria:
O
mosteiro
da
batalha,
que
é
um pri
mor
do
eslylo gothico
florido,
uma epopèa
de
pedia;
que
é
um
dos
mais notáveis
monumentos
da
Europa,
commemorando
uma
das
mais celebres
batalhas
pelejadas
na
Península.
E’
o
gigantesco
padrão
de
Aljubarrota.
—
A
fabrica de
vidros
da Marinha
Gran
de,
que
é
um
vasto
estabelecimento
indus
trial,
o
primeiro
e
o
mais
antigo
d
’
esle
genero
que
ha
no
paiz. Os
seus
productos
teem
sido
premiados
em
differenles
expo
sições
universaes
—O
sumptuoso
hospital
e
estabeleci
mento
de
aguas
thermaes
das
Caídas
da
Rainha, que
é
o
mais
notável
do
paiz
e
porventura
um
dos
mais distinctos
da Eu
ropa.
—
A
fabrica
de
re-inagem da
Marinha
Grande.
E’
um estabelecimento
do
estado
e
os
seus productos foram
premiados
na
exposição
de
‘
Paris,
e
são
conside
rados
superiores
aos
da
industria
fran-
ceza.
—O
velho mosteiro
de
Alcobaça.
Está
arruinado
em
parte,
mas
foi
um
dos
con
ventos
mais vastos
e
mais
grandiosos
de
toda a
Europa.
Tem
um
templo
veneran
do,
onde
estão
os
tumulos
de
D.
Pedro
I
e
da
desditosa
Ignez
de
Castro.
Che
gou
a
ser habitado
por
mais
de
400
reli
giosos.
—
As
ruinas
do
castello
de
Leiria.
São
restos
venerandos
d’
uma fortaleza illustrada
por
gloriosos
combates,
e
um
curioso
spe-
cimen
da architectura
militar
do
tempo
de
D.
Aílonso
Henriques,
o
seu glorioso
fun
dador.
—
As ruinas dos
castellos
de
Pombam,
Porto
de
Moz
e
Alcobaça.
São
notáveis
specimens
da
architectura
militar
antiga
e
principalmenle
dos
arabes.
A
labrica
de
tecidos
de Alcobaça.
Está
ainda
em
consti
ucção,
mas
pro
melte
ser
uma
das mais
importantes
do
paiz.
—
A
egreja
e
palacio de
Nazareth.
E’
n
’
este sitio
que
se
realisa
uma
das
roma
rias
mais celebres
e
mais
concorridas
do
paiz.
—O
pinhal
real
de
Leiria,
foi
mandado
plantar
por
D. Diuiz
e
é
o
mais
vasto
do
reino
e
talvez
o
maior
da
Europa. D
’este
pinhal
sahm
a
madeira
para
a
fusta
em
que
Bartholomeu
Dias
dobrou
o
Cabo
das
Tor-
mentas
e
para
muitos
navios
das nossas
audaciosas
armadas.
E
’
d’
elle
que
se
ali
mentam
as importantes
fabricas
da Marinha.
E’
uma
riqueza
nacional.
—
A
praça
de
Peniche.
E
’
considerada
praça
de l.
a
classe
e
tem
uma certa impor
tância
estratégica
cora
relação
á
í.* linha
de defesa
de
Lisboa.
—
A
lagôa
de Óbidos.
E
’ a
maior
de
Portugal.
—
Os
estabelecimentos de industria
ce-
rainica nas
Caídas
da
Rainha.
Os
seus
productos
são
muito
bem
apreciados,
téem
sido
premiados
em differenles exposições,
e,
ainda
ultimamente,
na
de
Philadelphia
foram
vendidos
com
extraordinária rapidez
todos
os
que
appareceram
n
’aquelle
grande
certa
men.
— A
antiga
villa
de
Aljubarrota.
E
’
hoje
uma
povoação
decadente,
mas
que
tem
a
gloria
de
haver dado
o
seu
nome a
essa
homérica
batalha
em
que
se revelou
tão
brilhantemente
o
patriotismo
e
o
extraor
dinário
valor
dos portuguezes.
O
tecto
da
egreja
da
Misericórdia
de
Peniche,
que
tem notáveis
pinturas
attri-
buidas
á
celebre
Josepha
dAyala,
chamada
vulgarmente
Josepha
d’
Obidos.
—
A velha
capella
de S.
Jorge,
comme-
moraliva
da
gloriosa
batalha
de Aljubarrota.
E
’
fundação
do
condestavel
D.
Nuno
Alvares
Pereira.
Cluerrti dl'.»
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Pera
20
—
Um
telegramma
de Osman-
Pachá
datado
de
Plewna
annuncia
que,
havendo
hontem
os
russos
atacado
as po
sições
turcas
da
direita,
foram
repellidos
depois
de
terem
soífiido
perdas
conside
ráveis.
Constantinopla
21
—
0
exercito
de
Su-
leyman-Pachá
retirou
no
dia 19 para
as
pro
ximidades
de
Rasgrad,
onde
actualmenle
occuya
favoráveis
posições
para
o
inverno
e
de íacd
aprovisionamento.
Londres 22
—
0
«Daily
News»
publica
um
despacho
de
Erzeroum
21,
annunciando
que
o
general
russo
Heimann
avança
sobre
Erzeroum
Os
russos
cercam
Kars
estando
encetadas
negociaes
para
a
rendição.
Os
turcos
preparam-se
para a
campanha
do inverno
na
Bulgaria.
Paris
22
—
0
embaixador
turco em
Paris
recebeu
do
seu
governo
instrucções
referentes
ás
condições
com
que
a
Turquia
aceeitaria
a
paz.
São
em
sentido
conci
liador.
Constantinopla
22
—
Em
consequência
do
desastre
de Moukhtar-Pachá foram en
viadas
para
Irebizonda
todas
as
tropas
disponíveis
que
havia
em
Constantinopla.
Suleyman-Pachá
enviou
um
telegramma
annunciando que foram
encorporados
no
exercito
russo
18:000
búlgaros
e
que ha
viam
atravessado o
Danúbio
em
Nikopolis
30:000
românicos.
No
assalto
ao
2.°
reducto
de
Griwilz
os
românicos
perderam
900
homens.
Assegura-
se
que
os
turcos
haviam
minado
o
reducto
eo
tizeram
ir
pelos
ares
quando
foi occupado
pelos
românicos.
.
Karayal
21
—Nos
combates
de 15
con
tra
Moukhlar as
perdas
dos
russos foram
230 mortos
incluindo
7
ofliciaes
e
1:211
feridos,
dos
quaes
49
officiaes.
Londres
23
—
0
«Times»
publica
um
telegramma
de
Sislowa
em
22
annunciando
estarem
concluídos
na
Bulgaria
os
con
tractos
para
a
construcção
dos
caminhos
de
ferro na Bulgaria.
Os
trabalhos
começam
etn
27
do
cor
rente
e
a
principal linha
é
entre
Sistowa
e
Gorny
Sluden
com ramaes para
Plewna
e
Tirnowa.
Os turcos
construem
em
Plewna
novas
e
formidáveis
defesas
interiores.
Não
lhes
faltam provisões
mas
escaceiam
forragens
para
milhares
de
cavallos
e
outros
animaes.
a
’
h
almas
eaB*iilosas.—
Recommen-
damos
ás
almas caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S. Bernabé,
n.°
13,
[solão], Tendo
80
annos d
’edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a qualquer
trabalho,
lucta
com a
miséria
extrema.
Appelo
á
caridade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginlios,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na rua
do
Alçãide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á porta
da
rua.
SÁtól A
MOS sem
medicina,
puí-
ganles,
nem despezas, com o
uso da
delicio
sa farinha
de
saúde,
KWAÊESCÍÈáE
DU
BARftY
de
Londres.
35>
ninou
d
’
lnvaríavel
suecesa®
6
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gaslrica,
gastralgia,
flegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vo-
mitos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
bexigas,
falta
de
respiração,
oppressão,
congesiões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as desordens
no
peito,
na
gargan
ta,
do aiito, dos
bronchios,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rios,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:00
curas,
cotnprebendendo
n
’
ellas
as
da
duqueza
de
Gastlestuart,
do
duque
de
Pluskow,
da
marqneza
de
Brehan,
de
Lord
Stuart,
par
d
Inglaterra,
do
dootor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.
—
-Mr.
A.
Bruoeliére,
cura,
de
uma
dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos
médicos
lhe
darem
só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.°
62:476.
—
Saiote-Romaine-des-
lles
(Saône
et-Loire. —
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A Revalescière
du
Barry
poz
fim
aos
meus
18
annos
de
soífrimentos
do
estomago
e
dos nervos,
de
fraquezas
e
de
suores
nocturnos.
—J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
—
H
ydropsia
,
retenção
.
—
Tres d
’
éstes
casos
foram
ra
dicalmenle
curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
resfriamento,
produz a
sus
pensão
repentinamente;
para as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
estomago,
pro
duz
o
melhor
efleilo
e
dissipa
a
melan
colia.
—
L
angevin
,
cura.
Cura
n.
u
48
816.
—
Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de janeiro
de
1855. — A
HSevaiese.
èi*e
substituiu
admiravelmente
toda
a
naeuici-
na
em muitas
doenças,
sobretudo
nas
dia
bethes,
constipações
obstinadas
e habituaes,
assim
como
nasrdiarréas
nas
afl
cçõ-s
dos
rins
e
da bexiga,
nas
contracções
e
nas
hemorrhoidas,
assim
como
nas
doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tosses
e
na
tisic».
—
Doutor
R
ed
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades"
scientificas.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne, sem
esquentar,
economisa
cincoen.a
vezes
o
seu
preço
em
remedios.-
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
□00
; de
*/2
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
i$400
res;
de
2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
e&oeolatada
;
ella
res-
titue
o appettile,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás’
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
maú
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em pó e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis
;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas, 3$200 reis,
ou
25
reis
cadf
chavena.
BÍJ B.iHHY
Ot
®.
’
ILÍ.TSETESJ. -
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regení-
Street,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
:
snr. Serzedello &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ffjísfeoa,
(por
grosso
e
miúdo):
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Fos-
t®,
J.
de
Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveiro, F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Bareeltea,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Poote.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
do
Cas-
tello,
Afionso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
Gubsiurâra.
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
t*ena.fiei,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Iruaão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes &
G.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.—
Ponte
d®
lã-
ma.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povo» d®
Vsirzií»,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença do
MinBao,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
ViSJa
de
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
-
—
-
---------------------------------
ÀmBKcuasTos
Bento
Gonçalves
Santos,
negociante
d’
,?3ta
cidade,
profundamente
reconhecido
pelas muitas
provas
de
consideração
que
recebeu
de
todas
as
pessoas,
que
o
cum
primentaram
por
occ
da grave
mo
léstia
que
sodreu
ullimárnénte,
vem agra
decer
lhes
por este
modo,
pedindo
des
culpa
de
o
não
fazer
pessoalmente,
por
o
não
perm
itir
ainda
o seu
estado
de
saude.
(578)
Joaquina
Rosa
e
seus
filhos
agradecem
por
esta
fórma
a todas
as
pessoas
que
se
dignaram
prestar-lhes
serviços,
e
os
cumprimentaram por occasião
do
falleci-
mento
e
enterro
de
seu
chorado
marido
e
pae
Anlonio
José
Pereira,
musico
refor
mado d
’infanteria
8.
A
todas
protestam seu reconhecimento
e
gratidão
(561)
ÃRMAZEi
DE SODAS
DE
h
»
.a
se
sa
s
e
a
«
a
ss
Campo
de
D.
Luiz I
BRAGA.
Participam
ás
suas
elegantes
freguezas
que acabam
de
receber
directamenle
de
Paris
e
Londres
o
sortido
para
a
estação
de inverno.
Em
fazendas
de novidade
apresentam
o
—
«Meilcoff».
Era
casacos
de
mantalassé,
modellos
chies
e inleiramente
novos.
Estes artigos
e outros
muitos
de
alta
novidade,
requerem
a visita
das
suas
ex.mas
freguezas
ao
seu
estabelecimento.
(567)
ASÍL9
SSE
I>
PEDRO V.
Por
se
não
ter
verificado
a
reunião
d
’
assembleia geral
dos
snrs.
associados
e
bemfeitores
annunciada
para
o
dia
21
d
’esle
mez,
por
falta
de
numero
legal,
são
por
isso
de
novamente
convocados
a
reunirem-se
no
dia 28
do
corrente,
para
os
fins
que
determina o artigo lô/
dos
estatutos.
Braga,
Secretaria
do
Asylo
24
de
Ou
tubro
de 1877.
O
Secretario
(568)
Lsé
Maria
Gomes fíello.
NOVO
ESTABELECIMENTO
DE
CARVALHO
&
SILVA
56
—
Rua do
Souto
— 56
Acabam
de
receber um
va
riado
soitimento
de
fazendas
próprias
para
a
presente
esta
ção,
taes
como
cazemiras
pretas
edecô
es,
panos
sedãos, ditos
Diaeronaes,
montanhaks,
rotinas,
õiiarda-chuvas e
outros
muitos
artigos,
tudo
da
ultima
novida
de,
que
vendem
por
pieços
os
mais
rasoàveis, sem competi
dor.
(565)
DINHEIHO
A
JURO.
Sobre
boa
hypotheca dão-se
a
juro
de
5
p.
c.
373^980
reis,
na
irmandade
de
S.
João
da
Ponte,
d
’esta
cidade.
Trata-se
com
o
vedor
da
irmandade,
Luiz
Boaventura
Esteves,
rua
de
S.
Mar
cos.
(564;
Aluga-se
uma
boa casa
de
um
::
andar,
construída
de
novo,
com
bastantes
commodos,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da Ponte
n.°
58.
Para
vêr
se
e
tratar,
no
n.°
58
C.
(542)
NOVO
ESTABELECIMETO
DE
FATO
FEITO
E
P
O
K
M
E
»
S
i» A
gandarella
&
c*
Campo
de
Saut’
Anna
Ha
n
’este
estabelecimento
um
lindíssi
mo
e variado
sortimento
de fazendas
da
ultima
moda,
chegadas
directamenle
do
estrangeiro,
bem
como
das nossas mais
acreditadas
fabricas.
Apromptam-se
fatos
completos
ou
qual
quer
peça
d
’obra com a
maior
brevidade
e
perfeição,
por
preços
os
mais
modi-
cos.
Também
se
recebem
fazendas
aos fre-
guezes
que desejarem
mandar
fazer qual
quer
fato.
amàRiÃ
do
Grande
sortimento
de
camisas
de
bre
tanha
de linho, perca!, chita,
etc.,
perfei
tamente
acabadas,
e
de
apuradissimo
gos
to;
variedade de
punhos
e colarinhos,
ce
roulas,
camisollas
e
coturnos.
(562;
DECLARAÇAO
Manual
Joaquim
da Cunha
Vieira de
Carvalho, proprietá
rio,
e
morador
n’esta cidade, de
clara perante o
publico desta
cidade
e fóra d’ella,
que a di
vida
posta em juiso pela direc
ção do
Banco Commercial d’es-
ta cidade, é o
seu total a quan
tia de
50$000
cincoenta mil reis,
de
cuja
quantia ficou como fia
dor
de Antonio
Moria Gomes
da
Silva
Ramos, d’esta cidade, cuja
quantia vae
satisfazer.
Faz
apresente declaração por
dous
motivos
—
1.° pela incúria
da direcção
do Banco
Gommer-
cial, n’esse annuncio
que man
dou
publicar
n’
este mesmo jor
nal,
o
não
declarar a
quantia
por quanto ia ser executadò e
de que
era
proveniente tal divi
da—
2.° e o principal, é para que
o publico suspenda maus
juizos
por
quanto a
divida não foi con
traída
por elle; e mesmo para
quem esta declaração interessar
fique inteiramente
sciente que
tal
divida não é de contos de
reis.
Depois de
concluida
esta fian
ça e
satisfeita a supradita quan
tia,
tratará
muito de perto este
negocio, dizendo mais detida-
mente
alguma
cousa com rela
ção a esta questão desde o prin
cipio
d
’ella,
até fim. (553),
ÕWA
BB OUíSl
Vende-se a quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar
do mesmo
nome,
na
freguezia
de
Se
neihe,
a
limilar
com
a
de
S. Jerony-
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas, e os bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronyrno,
a
limitar
com
áquelles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os
da
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capei
listas
^0
C
— Braga.
(495)
J. M. Mt itii
C1BVHC1IÃO
DEAiTISTA
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga.
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
COLLEGIO INGLEZ
DO
Sagrado
Coração
de
Maria,
Virgem
lin
maeulada
RUA
DE
S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no dia
1
do
pro
ximo
outubro.
Este
collegio
continúa
a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respeclivo
pro-
gramma,
que
se
enviará
a
quem deseje
ter
esclarecimentos
d’
esta
casa de educa
ção
para meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Miss
Thereza
Hennessy.
(508)
CIRIRGIÃO
«EVT1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580
FILIAL
DA CAIXA
ECOXOWflA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capitai
...................
SOOiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,.
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
braga
.
Empresta
dinheiro sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito, ceieaes, roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
ledo
e
qual
quer
objecto
do valor
não inferior
*a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra-
so
ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirináa.
SECCIONAMENTO.
No
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
7,
lec-
ciona-se
Francez,
Rhetorica,
e
Philoso-
phia,
—
habilitando-se
para exame
em
to
das
estas
disciplinas.
XAROPE
de
BLAYN
de
um
gosto agradavel,
adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores médicos de
Paris;
curão os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho pulmonar, irritações
do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 *
810
reis. Pasta 260 reis,
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
GOTTAE
RHEUMAT1SMO
Licor e pílulas do dr. Laville
Esta
medicina
anti-gotlosa
e
anti-rheumatica
é de justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eíficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
Ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais agudas.
E
’
a
unica
scientifica
e
officialmente
reconhecida
e que
oflerece
todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves perigos
da
falsificação,
deve-se exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jouy.
00
IN
JECTION
B ROU
COMPANHIA
LLOYD
DE
BREMEN
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Paquetes
a
fmhir
de
Lisboa
SALIER
em
5
de
Outubro
V\/|
k
TRASSBURG
em 5 de
Outubro
KRON
PRINZ
em
15
»
Para
Bahia,
Kio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Huenos-Ayres
levando
passageiros
de
3.
a
classe
para
Santos,
Rio
Grande,
Paranaguá, Santa
Calharina, Porto
Alegre,
com
transbordo
no
Rio
de Janeiro
e
acceitando
passageiros para
as
principaes
cidades
do
interior
como
S.
Paulo,
Campinos,
Campos,
etc.
pelo
preço
das
passagens
para
o
Rio
de
Janeiro
Esta
companhia
de
paquetes,
uma das
primeiras
na
carreira
do
Brazil,
ainda
que
pouco
conhecida
pelo
pouco
tempo
que
tem
de
existência,
fez
grande
redução nos
preços
das suas
passagens,
sendo
a
de
3.a
classe
para o
Rio
de
Ja
neiro
com
transporte
do caminho de
ferro
até
Lisboa
36$000
reis.
Todos
os mais
esclarecimentos, dão-se
na
rua
do
Souto
n.°
56
no
agente
da companhia.
(584)
Carvalho
!Ç
S.
a
m®
k
x
s.
m
mui
®
RUA
DA ESPERANÇA, N.°
224
X-
SI
S o A.
director GERAL=/.
L.
Carreira
de
Mello
DiREcroR
gerente
==J
Baplista
Ferreira.
Com
o
conserve
na
lessor d
’
esta
collegios
de
O
novo
fessando
algumas
cadeiras
nas
linguas "ou
bom
regímen
das
aulas. *
to,
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—13
t
Participa
aos
seus
amigos
e fre-
guezes, tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to, casimiras
para fato muito
baratas,
cortes
de
calça a l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas de 600
reis
para cima, ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e meoles,
bonets
de
gcrrgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios;
Encarrega.se
de
fazer
qualquer obra
qae
lhe
seja
et.commend.;da,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
"não
fique
á
vontade
do
fregue?.
(583;
desejo
de
melhorar
sempre
o
ensino
no
nosso
collegio,
e
que
elle se
?
a
,.?er, a
'
a
a
l
t,1
y.a
-
acabamos
de
mandar
vir
d
’Allemanha,
um
pro-
pratica
nos
naçao,
muito
acreditado
por
suas
qualidades,
instrucção
e
sua
nação,
de
França
e
Inglaterra.
professor
vem
estar
interno
no
collegio
e dirigir os
estudos
nas
sciencias,
como
melhor
z
Esta noticia
lhos,
pupilos,
ou
mandal-os.
deve
ser
agradavel
ás
famílias
que
tem
n
’este collegio
recommendados,
e
bem
assim
áquelles
que
tenham
Lisboa
26 de Agosto
de
1877.
O
Director
proprietário,
(44-H-)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
JOSE
’
DA SILVA
FUNDÃO
Com
lísjs»
de
fatu
feita
Hygienlga
mrafflvel ypreservativa; absolutamento
a
unieaqae cura wm lhe jaatar
mais nada. Venda-
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
instruoçio do use.
(34
afio» de «rito.)
Pari», casa do
inv"
B*Magtntu,
4St. Usbta,
S' Barreto Loreto 2813&
n’
elle
pro-
convier
ao
os
seus
fi-
tencionado
Rl
i
SOVA,
N.°
5
lia
para
vender
um
tranqueiro
e
Uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata
se
na
mesma
rua
e
n.°
(543)
MUITA
ATTENÇÃO
Bepoaiio
de
biseoitns
de
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das. farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo preço em relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valopguense,
kilogramma
280
fosla
doce
»
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
]>
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito imperial
330
Bolichinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
a
190
(581)
I
mouba
I
|RUA
DKS.
MARCOS,
N.5.J
1|
Vende
papeis
pinta-
|
g
dos
para
guarnecer
sallas.
$
lindíssimos
gostos,
a prin-
â
cipiar
em
80
reis
a
peça
Á
$
s
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas de
casas,
tudo
de
boa
qu
tli-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
^5.
Vende
cimento
rorna-
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
sas,
tudo
de
primeira
qua-
lidade.
B
DO
ALTO
DOU
RO
DA
CASA
1®E
VILLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a retalho
as seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
>
Lagrima
..............................
.
200
Branco
de
meza.
.
,
.
210-
tinto
de
meza fino.
.
270
de
prova
secca.
.
. .
.
300
d
Malvasia
de
2.
a
.
.
360
>
»
velho.........................
•
400
D
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a 500
Roncão
........................
.
700
Alvaralhão..............................
.
560
>
Velho
de
1854
.
600
>
a retalho
pare meza
50
e
80,
0
quartilho
liuto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
«
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(44-41)
Aluga-se
a
casa
n.°
7.
na
praça
d
’
Alegria,
construída
de
novo e
com elegância.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
?>ó'lc-
se
alugar
junta
ou em
separado.
Quemi
pretender
falle
com
seu
dono na rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(471)
--------------------- ---------------------------------- --------------
...
---------- ---- ■- . ,
■ —
Acçõea
e
pranaissortasa
nie bauenm
e
eona
panhinti
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
P
ILULAS
de
Proto
carbonato
de
ferro inalterável
DOD'BLAUD
Empregadas
com o mais grão
successo,
depois
mais de 40 annos por a
maior parte
dos
médicos
por
curar
a chlorosis (fluxo
branco)
doança das mancebas
filhas e to
das
as
moléstias
chloróticas. Eis aqui
a
opinião
dos
mais eminentes mcdicos que as
tem
experimentado
:
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho
reconhecido a este medicamento
«
(Pilulas de
Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis
sobre todos os outros ferreos e eu
«
0 miro como 0 melhor
anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de
Medicina.
«
De todas
as preparações ferreas que
<
nos
hão dado bons resultados no trata-
« mento
das affeições
chloróticas, as pilu-
«
las
de
Blaud
parece-nos
devem
estar na
«
primeira
fila. »
— Diccionario univ. de
Medicina,
1.11, page 99.
Como
prova da authenticidade, o
nome do inventor está
gravado
sobre
cada
pilula como aqui junto
Deposites:
Paris,
8, r.Payenne.
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorélo
Em
&.MJD
BRAGA,
TYPvGRADiliA LUbíTA-MÀ- ° ‘
Parte de Comércio do Minho (O)
