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- conteúdo
-
CO.lfOaiEMSlBA.0L,
MKIAS-IOSA
®Z ^OTICBOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
SESSS^
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Ânnuncios
cada linha
....................
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBÀDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes.
»
))
_
___
__ o-----
-
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha avulso
...............................
6
».....................
sendo
duas
assignaturas
2&000
1&050
3$600
10
N.°
692
ja
Catholica,
e
a
filiar-se
na
seita
excom-
mungada conhecida
lá
fora
pela
denomi
nação
que tomou
de
velho»
catholicos,
ajun
lando
á
rebellião
audaz
a
mentira
cobarde.
E, achando-se
n’
esta
desgraçada
situação,
morreu
sem
se
reconciliar
com
Deus
e
a
Egreja
I
Os
seus
panegyristas
parece
terem
ti
do
medo
de
que
estas
cousas
podessem
esquecer,
e
os catholicos
continuassem a
incluir
o
seu
nome
entre
os
que
o
con
servam
inscripto
nos
livros
da
Ègreja.
pe
la
graça do
baptismo.
Assim
o
«Diário
de
noticias»,
fazendo
a
enumeração
dos seus
escriptos,
quando
já
se
achava a
braços
cora
a
morte, não
esqueceu
o Enrico.
chamando-lhe
protesto
solemne
contra o
celibato
clerical
»
;
sem
se
lembrar,
l.°
de
que
o
romance
era
lambem
ntn
protesto
contra
a mentira
liberal
de
que
o
celiba
to
clerical
fôra
inventado e
decretado
por
S.
Gregorio
VII,
no
XI
século,
quando
o
godo
Eurico
protestava
contra
o
celibato
no
IV
(bagateila de 700
annos);
2.° que
um
protesto
contra
o
celibato
por
um
celibalario,
não
podia
ter
mais
forca
do
que
um
jogador
de
profissão
contra as
leis
prohibitivas
do
jogo.
E
como
se
isto
não
bastasse,
veio
o
mesmo
<D*ario
de
noticias»
dizer
o
bas-
jante
para
se
reconher
que
tiveram
muita
rasão
os
calholicos
em
se
aífaslarem
de
concorrer
a
uma
pura manifestação
do
es
pirito
anli-catholico
a
pretexto
do
enterro
d
’este
snr.
No
dia
16,
dando
conta da
manifesta
ção,
e
uma
’
sucvinta
analyse
de
discursos
que
recitaram
á
beira
do
sepulchro,
al
guns
dos seus
admiradores,
disse:
...«E
o
snr.
dr. Pedro,
medito
(sic)
do
finado
que
insistiu
[sic)
muito
n
’
uma
ideia
que
é
pro
fundamente verdadeira na
critica
do gran
de
homem,
e
é
que
elle
era
sinceramente
religioso,
qualquer
fosse
o
seu
odio ao
fa
natismo
e
aos
erros
dos
que se
dizem
sus
tentáculos
da
mesma
(sic)
religião
(qual?)
Se
lá estivessem
calholicos
teriam
sido
gratuita
e
grosseiramente
injuriados
na
in
tenção
do snr. dr.
Pedroso,
que
por
se
melter
aonde
não
podia,
nem
devia
en
trar
por
incompetência,
só
conseguiu
inju
riar
o
delunto
e
a
si
mesmo.
Se
nos
não
enganamos,
este
snr.
dr.
assistiu
como
medico
aos
últimos
dias
da
doença
do
seu
amigo, e deveu
conhecer
que ella
era
mortal,
ao
menos
pelo
estado
anémico
do
mesmo
;
como
pôde
pois, elle
medico
e
amigo,
deixar
de
lhe
observar
que
devia
munir-se
dos
últimos
sacramen
tos
para
sé
reconciliar
com
Deus,
e
apre-
sentar-se
diante
do
seu
tribunal
em
estado
de
apparecer-lhe
?
Comtudo
não
o
fez!
Da
parte do
doente
não
tinha
a
temer
nenhuma
resistência,
visto
que
o
diz
sin
ceramente
religioso
,
e
não
podia o
snr.
dr.
sentir
nenhuma
repugnância
em
si
mes
mo
a
fazel-o,
elle
que
se
quiz
fazer
pas
sar
a
si
mesmo
como
catholico
;
e
de
tal
quilate,
que
sabia
distinguir a
sinceridade
do
fingimento.
Seria
possivei
que
o
snr.
dr.
não
fosse-
religioso?
Se
tivermos
de
suppol-o
assim,
o
seu
attestado
é
sem
va
lor.
E
este
snr.
injuriou
graioitamenle
aquel
le
mesmo
de
quem
cuidava fazer
o
pané-
gyrico,
pois
o
qualificou
de
fanalico.
Só
assim
póde
entender-se
o
odio
que
lhe
sup-
poz
mais
ou menos
arbitrariamente,
ao
fanatismo
e
aos
erros.
Era
fanatismo
con
tra
fanatismo.
O
odio
é
a
condição
essen
cial
do
fanatismo,
e
tanto
que
não
se
con
cebe
sem
este
sentimento.
O
snr.
Alexandre
Herculano
era
lam
bem
fanalico.
Quem o
assevera
é
o
snr
dr.
Pedroso,
seu
amigo.
A
respeito
dos
erros
contra
os
quaes
era
fanalico
o finado,
e
contra
a
Egreja
BHAGA-TE»ÇA-FEIB€
1
33
Í9
JE
SETES1BÍW
S5E
flSÍÍ
©8
amigos
ito
snr.
A.
llereiiiano.
Chamou
Deus
no
dia
13 a
contas
a
alma
do
snr.
Alexandre
Herculano.
cujo
cadaver
foi
no
dia 14
entregue
á
terra
d
’
onde
sabira.
Desde
aquelle
dia
que
encheu de
luto
e
lagrimas,
quaes
por
um
motivo quaes
por outro,
a muitos
dos
que
conheciam
o
íinado,
ou com
elle
tinham
praticado;
desde
aquelle
dia,
repelimos,
não
tem
cessado
até
hoje os
jornaes
missionários
da
degradação
da
intelligencia
e
da
es
cravidão
da
razão,
em
nome
da
soberania
d
’
aquella
e
da liberdade
d
’esta, de
entoar
lôas ao
«grande
homem»,
e
de
expor
ás
publicas
adorações
este
cadaver
de
que
fizeram um
fetiche.
Nós
deixamol-os
fazer.
Cotfi
quanto
nos
pareça
incontestável
que
o
justo
juizo
da
historia
hade
corrigir
muitas
das
apre
ciações
dos
aduladores,
que
se
antepuze-
ram
ao
que
a
consciência
publica,
e
a
sabedoria
dos
tempos
vindouros
hão
dp
proferir,
não quizemos perturbar
os
sa
cerdotes
do jornalismo
do
gosto
de
se
pros
trarem
de
bruços
diante do
tumulo
de
quem
tanto
os
ílagellou
na
vida.
E
também
estamos
tão
costumados
ás
exagerações
japonezas, com
o
fim
d
’
iHa-
quearem
os simples,
oífuscar
os ambicio
sos,
e
recrutar
pervertidos,
que
nos pa
receu
melhor
esperar
que
Deus
provesse
n
’
isso.
O que
nos
fez
estranheza,
foi
o
silencio
daquelles
que
deveriam
estar
des
pertos,
e
dar
a voz
d’
álerta,
por
isso que
estão
sendo
sentinellas
da
verdade
e
da
justiça no
campo da imprensa.
Não esperamos
debalde Mal teriam
passado
quarenta
horas
depois
do
enterro,
que
o
«Diário
de
Noticias»,
um
dos mais
incansáveis
pregoeiros
das
virtudes
do
de
funto,
e
da
popularidade
que
as
mesmas
lhe
conquistaram,
dava
a
ler
o
seguinte
aos
seus vinte
mil
assignantes:
«A
imprensa viu
com
magoa
o
pouco
fervor
(lêde
indifferença)
que se
notou
nas
homenagens
derradeiras
prestadas
an-
le-hontem
a
um
homem
eminente
(o
snr.
Alexandre Herculano],
que
servira
com
abnegação
a
civilisação
do
seu
paiz, e
que
era
uma
das
mais
solidas
glorias d
’elle.
Parle d
’
ella
mostrou
a
sua
tristeza
p
r
esse
facto
que
não
abona
a
nossa
illus-
traçãoo.
Esta
indiíferença,
ou
«pouco
fervor»,
foi
ião
evidente
que não
pareceu
facil
empieza inventar
o
enthusiasmo,
que
em
bastantes
occãsiões
se
tem audazmente
substituído
á gélida realidade.
Como facto
incontestável
crêmos
ser-nos
licito
discor
rer
sobre
elle.
Não
queremos
escrutinar
agora
se
ha
diversas
civilisações,
e
quantas;
basta-nos
conhecer
que
sejam
quantas
forem,
aquella
que
o
snr. A.
Herculano serviu
«com
abnegação»,
não
era
a
que inculcam,
nos
impuzeram,
e
procuram
generalisar
os
jornalistas.
Este
notável
escriptor
quiz a
civilisação
pela
Cruz,
e
com
a
Cruz,
e a
dos
jornalistas
é
tão
inimiga
da
mesma,
que
a
despedaçava
e
ainda
quebra
sempre
que
pode fazel-o.
Por isso
muitas
vezes
elle
verberou
essa
mentida
civilisação
a
seus
adherentes;
pois
não
conhecia
como
civilisação
o proceder
vandalico
dos
al-
leciadores
dos
mais gloriosos monumen
tos
da
piedade
dos
nossos
antepassados;
e
os
jornalistas não reconhecem
oulra
(c»mo
o
mostram
os
aclos
de
toda
a
turba
por
elles
capitaneada
com
desprezo
das
severíssimas
objurgações
com
que fre-
quenlemente
os
expunha
á
animadversão
publica.
Estas duas
civilisações
tão
incompatí
veis
entre si,
como
poderam
combinar-se
por
tal
modo,
que
os
ardentes
e
incor
rigíveis
sectários
da
segunda
podessem
venerar
o
apologista
da primeira?
Esse
facto
desnaturai
figurou-se
comtudo
reali-
sado,
e
por
modo
igualmente
repugnante
aos
seguidores
convictos
da
primeira,
e
aos
interesseiros
sectários
da
segunda.
Não
seria
isso uma
das
causas,
e
bem
pode
rosa d
’
esta
indifferença?
Ainda
outras
houve,
a
nosso
parecer,
com
quanto
alguma
d’
ellas
fosse
unica
mente
conhecida,
ou
realmenle
só
se
en
contrasse
nas
manifestações
exteriores.
Mas
d
’
essas
(aliaremos
mais tarde;
agora
discorreremos exclusivamente
a
proposito
do
que
o
«Diário lllustrado»
allegou,
e
serviu
de fundamento
ao de
«Noticias»
para
carpir
essa indiílerença
glacial.
O
panno
funerário que
cobria
o
caixão
era
velho
e
roto; a tarimba era
pobre
e
mesquinha;
os
rapazes que
serviam
na
egreja
estavam
descalços
e
mal
vestidos;
e
não
houve
quem
velasse
o
cadaver.
Não
podêmos
negar
estes
factos,
nem
também
aflirmal-os,
porque
não
fomos a
Vai
de
Lobos;
mas
dado
que verdadeiros
fossem
os
factos
allegados,
apenas
podem
provar
a
pobreza
da
egreja
parochial,
e
por
nenhum
modo
o
«pouco
fervor»
da
população.
A
indiíferença
que
notamos
é
a
do Estado
padroeiro,
que
tal
se
fez
a
si mesmo,
desatendendo
as
leis
da
Egreja.
e
os
direitos
de
terceiro
que
deveria
res
peitar.
E
para
que
o
fez
?
para
não
cum
prir
os
deveres
rigorosos
do titulo
e func-
ções
que
tomou
iudevidamenle,
deixando
as
parochias
pobres
sem
as
alfaias
neces
sárias
para
a
decencia
do
culto.
E
’
verdade
que
a
ultima
allegação
pro
va
indifferença,
e
muita;
mas
sómente
a
vemos
nos
que
se
diziam
amigos
do
«gran
de
historiador»,
que
não
só
durante
qua
tro
dias
em
que
esteve
suspenso entre
a
vida
e
a
morte,
inclinando-se
sempre
mais
para
o
tumulo, não
se
lembraram
de
lhe
aconselhar
que
cumprisse
os últimos
de
veres do
chrislão,
ou
não
quizeram
fa
zel-o,
o
que
seria
muito
peior;
mas
até
depois
do
seu passamento,
não
souberam
revespr-se
para
velar
sobre
o
cadaver do
homem de
quem
se
diziam
amigos,
e
tingiam
prantear.
Seria
porque
não
tinham
mais claridade
a
esperar
do
sol
que
se
apagára
?
Como
não
lêmos
o
«Diário
[Ilustrado
»
ignoramos
se elle realmente
disse
o
que
nos
contaram, e
deixamos
exposto.
Se
não
é
isso
verdade,
tenha se
por não
dito
o
que fica
escripto.
E
agora vamos
ás
outras
causas
da
indiílerença.
Não é
quasi
certo
que
seria,
e
de
grande
vulto,
o
conhecimento
que
muitos
da
população
tinham,
de que
não eram
sinceros
amigos
do
finado
esses
que
mais
procuraram
fazer-se
passar
por
amigos
seus,
assim
que
o
viram
morto,
não obstan
te
mostrarem-se
rancorosos
inimigos
seus,
muitos
dos carpideiras? Cremos
que
sim,
e
que
esla
bypocrisia
aflastaria de
junto
do
seu
atbaude
bastantes
pessoas
que
ahi
concorreriam
se
ella
os
não
aílaslasse
d
’
e!
-
le
?
De
mais
de
um sabemos nós
que
póde
com
aífouleza
aflirmar-se.
Ha
oulra cousa
ainda,
a
respeito
da
qual
abrimos
um
capitulo
especial, poris
so que
se
refere
só
aos
catholicos.
Temos
a
inteira
convicção
de.que
nem
um
só
se
acercou
do
alhaude
do
snr.
Herculo,
com
quanto
não
faltasse
a
offerecer
suffragios
pela
sua
alma.
Ha
muitos
annos
que
os
seus
escriptos
denunciavam
o homem
que
se
affasiava
a passos
de
gigante
do
redil
catholico.
Da
simples
racionalista
chegou
a
icollocar-se
á
testa
dos
inimigos
da
Egre
que
os
ensinava
e
os
catholicos
que
os
professavam,
devemos
dizer
que,
assim
qualificava
a
Conceição
Immaculada
de
Maria
Santíssima,
e a
Infallibilidade do
Papa,
ambos os
quaes
allribuia
aos je
suítas,
ordem
religiosa
do
XVI
século;
não
obstante
existirem
monumentos des
de os
primeiros séculos
da
Epreja,
que
mostraram
esla crença
muitos centos
d
’
an-
nos
antes
de
haver
jesuítas.
Os
erros
eratn
pois
unicamente do
lado do
odiento ini
migo
d'elles,
e
lambem
do seu
incompe
tente
e
posthumo
apologista
Outro
orador,
o
snr.
Elias
Garcia,
querendo
cantar-lhe
as
glorias,
segundo
a
auclorisada
versão
do mesmo
«
Diário
de
noticias*-,
disse
á beira
do
tumulo
do
escriptor
:
<N
’
este
repouso,
apoz
lidar
constante,
veiu
a
morte
surprehendel-o,
e
lançal-o
no
capliveiro
eterno
d
.
Este
amigo
só
se
contentou
com
pegar
na
alma
do
seu
amigo,
e
atirar
com
el
la
ao inferno
!
E
’
este
o
verdadeiro,
e
unico,
capliveiro
eterno,
na
linguagem
catholica.
Será
pagão
o
snr.
Elias
Garcia
?
Só
as
sim
póde explicar-se
esla
amabilidade
do
republico
vereador
da
caceara
municipal
de
Lisboa
Quid
dicarn
amplius
?
Só
que
tal
foi
o
premro
que
os
amigos
lhe deram
pe
las
suas
lides.
Amerecie-se Deus d
’esta
pobre
alma.
Lisboa. 20
de
setembro
de
1877.
Sousa
Monteiro.
A
peregrinação
portugueza
a
S&omt».
XI
OS
MILAGRES
DE LOURDES
Como
que
divisamos
já o
zombeteiro
sorriso
da
incredulidade.
Pouco
importa.
E’
este
um
argumento
muito
em
voga
hoje em dia;
mas
que,
acostumado
como
estou
a
defrontar
com
elle
a
cada
instan
te, já
não
basta
a
fazer-me
cair
a penna
da
mão.
Ha
muita
gente
que
protesta
pelo
seu
calholicismo,
e
que
não
obstante
julga-se
com
direito
a mofar de quem
crê
em
milagres.
Para
estes
a
critica
é
uma senhora
muito
esquiva.
Riem-se,
porque
veem
rir
os
outros.
E
como
leram em
tal
ou
qual jornal
um commento
sarcástico
a
um
outro
fa
cto,
que
se
diz
miraculoso, tanto
basta,
a
opinião
está
assente,
o juiso
formado,
e
nada
mais
é
preciso;
—basta rir.
Não
importe
saber,
se
quem
escreveu
o
diclinho
jocoso,
,tinha
aucloridade
bas
tante
para
assim impor
o
seu
ipse
dixit.
Pessoas
ha
para
as
quaes
o
jornal
que
leem,
é
o evangelho
unico
em
que acre
ditam.
Tragam-no,
devoram-no, e, regou-
gando
depois
em
publico
as palavras que
n
’
elle
decoraram,
arrogam
a
si
certos
ares
de
importância,
não
consentindo
a
mais
delicada
advertência,
como
se
todos
houvessem
d
’estar
como
elles
pela
infalli
bilidade
do
prelo.
Pois não
é por
tal
modo
que
se apura
a
verdade;
nem a
existência
d
’
urn
facto
se
destroe
por similhanle
fórma.
Estamos
no
século
da
discussão.
Um
sorriso
de
desdem
não
supre
um
argumento.
Discutam
pois,
se
é
verdade
que
tem
consciência
do
que
asseveram,
cu
se
ha
sinceridade
em
suas
aííirmações.
Depois, riam-se
embora,
se,
vencidos
e
enfermidades,
também
quererão
especular
com
a
ignorância?
Pois
não
faltam
illustrações
que
lá
se
tenham
rendido
á
evidencia
dos
factos.
M.
MARINHO.
Hydropliobia.
Depois
do excellente
artigo,
publicado
pelo
doutor
Ozanaur, ao
numero
de
setem
bro
du
«Bulletin
de
la
Societé
Medicale
Homoepalhique
de
France», ácerca dos
medicamentos
empregados
na
China
e
na
Cochinchina
contra
a
hydrophobia,
o
ar
tigo
seguinte,
extrahido
do
jornal «le Scal-
pel»
de
6
de
agosto
de
1876, parece-nos
muito
digno
da
attenção
dos médicos:
O
xanthium
spinosum,
designado vul
garmente
em
França
sob
o nome
de Lam-
pourde,
pertence
á
famiiia
das
Urli-
ceas.
(I)
Esta
planta
que
cresce
em
muitos
pai
zes,
que
se
encontra
no
meio-dia da
Fran
ça,
que abunda
na
Podolia,
(2)
neulralisa
infallivelmente
os
eíleitos
do
vírus hydro-
phobo,
com
a condição
porém
que seja
administrado
a
tempo,
isto é,
antes
que
os
accessos
d
’
esta
temivel
doença
se
tenham
declarado.
O
auclor
emprega-a,
ha
bastantes
an
nos com
o
melhor successo;
ainda
não
fa
lhou
uma
unica
vez. E
’
um
sudorífico,
um sialogogo
(3j
e um
fraco diurético, cu
ja
acção
é
muito menos
pronunciada
qne
a
do jaborandí.
Raras
vezes
todos
estes
ef-
feitos
se
manifestam
ao
mesmo
tempo;
ha
doentes que
transpiram,
outros
qué
sali
vam,
e
ha-os
que
urinam
mais
que
no
seu
estado
normal.
A temperatura
eleva-se
li-
geiramenle
e
a
circulação
é
ordinariamen
te
ura
pouco
accelerada.
Alguns
doentes
queixam-se
de
cephalagia,
(4)
outros
de
nauseas,
e
ha-os
que
leem mesmo
vo
mitado
a
primeira
dose
do
seu
medica
mento.
Além
de
uma
continuada
transpiração
durante
todo
o tempo
do
tratamento,
pó
de
dar-se
tonteiras
de cabeça
súbitas
qne
sobreveem
de
tempos
a
tempos
durante
o
dia.
No
geral
augmenta o
appetite,
e
as
digestões
Lzein-se sem
a
menor
dilficul-
dade.
A
dose
para
um
adulto
é
de
60
centi-
gratnmas
de
pó
secco
de
folhas
de
xan
thium,
repeiido
tres
vezes por
dia
e
mi
nistrado
durante
tres
semanas.
Para
os
menores
de
12
annos
applica-se
a
meta
de.
A
cauterisação
da
chaga
é
inútil.
A
dose
para
os
animaes
deve
ser
mais
forte;
para
os
quadrúpedes
é preciso
ministrar
06
grammnas
por dia
Eis
aqui
alguns
factos
citados
pelo au
clor
em abono
das
propriedades
do
me
dicamento:
«Ha
12
annos,
pouco
mais
ou
menos,
que
um
dos
meus
cães,
accornmettido
de
hydropliobia
mo<deu
uma
vacca,
um
por
co,
um
cão.
um gato e
um
grou domes
ticado.
A
vacca,
o
porco
e o
cão
foram
submetlidos
ao
tratamento
durante
tres
semanas.
Todos
os
tres
nunca
foram
ata
cados
do
mal.
O
grou
e
o
gato,
que
dei
xei
sem
tratamento,
morreram, da
hydro
phobia,
um ao
cabo
de
tres
e
o
outro
de
onze
dias
depois da
mordedura.
«Durante
a guerra
da
Crimea,
uma
fa
mília
composta
de
12
pessoas
foi
mor
dida por
um
lobo
hydrophobo.
Seis
des
tas
pessoas
foram
confiadas
ao
meu
cuida
do
no
ho-pital
d
’
Olschanka
(governo
de
Pedolia,
districto
de.Balta).
Todas
ellas
sa
raram,
emquarr.o
que
as
outras
seis,
tra
tadas
pelo
cauteris
em uso,
e
o emprego
quotidiano
da
cantharida,
da
faba
louco
e
da
genisla
tinctoria,
morreram
hydropho-
bos
no
decurso
de
12
a
69
dias
«Ha
dois
annos,
seis
cães de
caça,
que
eu
linha,
foram
mordidos
por
um
cão
damnado
(animal
que
eu
pude
con
seguir
prender
e
que vi succumbir no
fim
de
dois
dias
com
todos
os
sympto-
mas
da raiva). Us
meus cães
mordidos
foram divididos
em
duas calhegorias:
tres
ficaram
isolados
e
sem
tratamento,
mor
reram
ao
fim de
quinze
dias com os
si-
gnaes
infallivéis
da
raiva;
tres
outros,
postos
em
liberdade,
mas
submetlidos
ao
tratamento
(30
grammas
por
dia
em
ires
vezes
n
’
uma
taça
durante
tres
semanas).
pela
lógica,
continuarmos
a
insistir
em
nossos
erros.
Fomos
a
Lourdes,
porque
lá
se
venera
uma
imagem,
objecto
querido
das nossas
devoções.
Guiava-nos
a piedade;
mas
este
senti
mento
não
destruiu
em
nada o
justo
desejo
de
ver,
o
que
a
fama
havia
despertado
em
meu
espirito.
Quiz eu
mesmo
observar;
e a
curiosi
dade
foi
o
segundo
incentivo da minha
romaria
áquelles
piedosos
logares.
Seria
carolice
ou
fanatismo
esta
resolu
ção
da
minha
parle?
não
sei;
O
que
sei
é
que
se para
aífirmar
uma
verdade, não
pó
le presciudir-se
de
um
certo
grau
de
certeza,
para
negar
um
facto
não
basta
um
mero
capricho
da
vontade.
Vi
Lourdes
não
menos
com
os
olhos
da razão
do
que
da
piedade.
E
se,
como
catholico,
as
minhas
cren
ças
foram
alli
mais
robustecidas,
como
observador
pude
tocar
a evidencia
dos
fa
ctos,
que
me
attraiiiam.
Quisera
eu,
que qualquer
dos
nossos
pretendidos
philosophos,
que
por
ahi
tanto
avultam
com
o
seu
ar
de
desdetn,
para
tudo
quanto
ha
de
sobrehutrano,
fosse
a
Lour
des,
e
alli
nos
explicasse
a
razão
de
ser
de
tudo
quanto
lá
se
admira.
Quizera
sim,
porque
só
d
’
este
modo
nos
poderiam
convencer
da
superioridade
que
.gratuitamente
se
arrogam
sobre
a
sin
ceridade
com
que
acreditamos.
Lourdes
maravilhou-nos.
E
não
será
coisa
fácil
o
explicar
pelo
simples
esforço
humano
todo
aquelle
arrojo
de
pensamento
e
vontade,
traduzido
na
expressão
mais
elevada
e
generosa
da
fé
christã,
A
acção
de
Deus manifesta-se
clara
mente
em
toda
a
parte.
No
gigante roble das
florestas,
como
no
humilde
escobracho
das
colinas,
a
sua
mão
creadora deixou
bem
visíveis
os
traços
da
sua
omnipotência.
Mas
nem
porisso
o
homem é
mais
crente,
nem
a
intervenção
da
Providencia
menos
viva,
quando
o
cinzel
do
artista,
superando
difficuldades
extremas,
consegue
arrebatar-nos
com
seus
delicados
lavores,
animando
o mármore,
ou
dando
vida
ao
bronze.
E’
assim
Lourdes
Como
explicar-se,
que
em
menos
de
dezoito
annos
uma
arida
montanha
se
tran
sformasse
n
um
delicioso
jardim,
e
que
os
cardos
de
que
era
eriçada
ou
as
arêas
qtie
a
cobriam,
se
convei
lessem
tão
de
repente
no
finíssimo
ouro,
ou
nas
brilhan
tes
pérolas
de que
hoje
se
acha
revestida?
E
donde
veio
lanta
riquesa,
qual
a
origem
d
’
aquelle
milagre permanente?
Quem
levou
o homem
a
semear
o
seu
dinheiro,
as
suas
joias,
o
seu
trabalho ern
terreno,
por
sua
natureza,
tão
ingrato
?
A
’s
grandes
emprezas ante-poem-se
sempre
avultados
capitaes.
U
dinheiro
é
a
matéria
prima
com
que
o
indivíduo
ou
as
collectividades
se
preparam
tolas
as
vezes
que
intentam
reaiisar
uma
obra
que
projeeiaram.
Em
Lourdes
nada
disso houve.
Lm pobre
ecclesiastico
tomou
a
ini
ciativa
do
grande
emprehemlimento
e
sem
recursos
proprios,
mas
confiando-o
unica
mente ao
cuidado
divino,
leve
a
satisfação
de
ver
dentro
em
pouco
os
trabalhos
con
cluídos, e
excedendo
em
muito
a
sua
esperança.
Será
isto muito
natural?
talvez
que
alguém
assim o
julgue
;
mas
o
que
pode
mos
aífirmar
é
que
nenhum
dos
qne
opi
nam
d
’esta
fórma se
atreve
a
demonstrar-
nos
experimentalmenle
a
naturalidade
dos
facto.
O
catholico
é
mais
simples,
mas
em;
compensação
mais
logico
no
seu
modo
dei
'er
as
coisas
;
e
quando
a
existência
d
’
estas
excede
a sua
comprehensão.
sabe
a
quem
atrihnil-as
e,
no
rigor
de
seus
raciocínios,
vae
até
abranger
o
incompre-
bensivel
Carolice,
superstição,
fanatismo,
bellas
palavras
para
occuilarem
a
ignorância
de
quem
as
emprega.
Como
se
a
intelligencia e
a
razão
fosse
palrimonio
exclusivo
de
alguns
in
divíduos
que
imaginando-nos
envoltos
em
densas
trevas,
querem
por
força esclarecer-
nos com
a
sua
luz
de
perilampo
I
Como
se
os
milhões
de
devotos que
Lourdes
conta
em
toda a
parte,
fossem
todos
dominados
de
loucura,
ou
os
milha
res
e
milhares
de
peregrinos,
que
alli
constantemente
atluem,
náo tivessem
olhos
para
ver,
ou
fossem
dotados
de
consciência
tão
depravada
qne
não
duvidassem
mentir
para
enganar.
E
os
doentes
que
para
lá
caminham
diariamente
a
buscar
allivio
a
suas
dores
(1)
Planta
a
que
os
botânicos
chamam
urtigaes.
(2)
Podolia
é
uma
província
da
antiga
Polonia,
hoje
pertencente
á
Rússia.
(3)
Sialagogo
é
um termo
medico,
que
quer
dizer
salivante.
(4)
Cephalagia
é um
termo medico
qne
quer
dizer
fortes
dôres
de
cabeça.
pertencem-me
ainda
e
nunca
estiveram
doentes.
Tive
receio
por
algum
tempo
que um d’
elles
não
ficasse curado; desap
pareceu
ao
decimo
segundo
ou decimo
terceiro
dia
de
tratamento.
Sabe-se
que
os
cães,
quando
principiam
a
damnar-se,
deixam
a
casa
de
seu
amo.
Ignorava
eu
o
que
tinha
sido
feito
d’
elle
quando no
fim
de
tres
mezes
tornei
a
encontrai
o
de boa
saude.
em
casa
d’
um
caçador
furtivo
de
quem
o tornei a receber.
Este
cão
está
ainda
em
minha
casa,
de
boa
saude.
Es
te
facto
prova
que
doze dias de
tratamen
to pódem
bastar.
«Em
1875,
o
conde
Malachosky,
pro
prietário
nas comarcas
d
’
Odessa,
veio
con
sultar-me
com
seu filho,
da
edade
de
8
annos,
mordido
havia
tres
dias
por
um
cão
damnado.
Tres
semanas
de
tratamen
to
poseram-no
fóra
de perigo.
Vi
o
ha
quatro
mezes,
e
passa excellentemente.
«O
filho
de
M.
Sadosky
(
Vallynia),
ra
paz
de
7
annos,
mordido por
um
cão
damnado, no
mez
d
’
agosto
de 1874, e
submettido
por
mim
ao tratamento por
meio
do
xanthium,
nunca
se
lhe
mani
festou
o
mais
pequeno
signal
d
’
hydropho-
bia.
«Ainda
um
facto
que
eu
escolhi,
para
abreviar,
d’enlre
cem.
Foi durante
a
guer
ra
da
Crimea.
MM. Tarevaski pae
e
fi
lho,
de
Savrau,
districto
de
Balta
(Podo
lia),
vieram
a
minha
casa;
acabavam
de
ser
mordidos
por um
cão
que
suppunham
damnado;
o
pae
linha
a
face
quasi
arran
cada;
o
filho
tinha
mais de
dez mordedu
ras
nos
braços
e
nas
pernas.
Este
ulti
mo
facto
de
mordeduras
múltiplas,
que
não
é
habitual,
fizeram
me
suppor
que
o
animal não
estava
damnado.
Tínhamos
com-
ludo
um
meio
de
nos
certificar.
O
cão
d
’
es-
tes
senhores
tinha
sido mordido
pelo
mes
mo
animal.
Prendi
este
cão
em
minha
casa
e vi-o,
ao
cabo
de tres
dias,
dam
nar-se
e
morrer.
Foi então
sómenle
que
eu
submetli
os
meus
dois
doentes
ao
tra
tamento
do
xaulhium;
um
e
outro,
cu
rados
de
suas
feridas,
(tratamento
sim
ples),
passam optimamenle.
O
«Monvement
mèdical»
dos
dias 23
e
30
de
setembro
de
1876
o
que
achou
mais
acertado
dizer
acerca
d
’
esta indicação do
doutor
Grymala,
foi
o
seguinte:
«Finalménle
estamos
de
posse
d’
este
remedio
heroico, assim o
lêmos
no
ex-
cellente
jornal da
«Societe
medico-chirur-
gicale
de
Liège»,
este
novo
diacarcino,
(o)
que
nos
dispensa
de
não
mais applicar
ao nosso
mais
fiel amigo
a
tortura
do
açaimo
e
a
receber
suas
mordeduras
do
mesmo
modo
que
a
pica
lella
d
’
uma
pul
ga.
Os
bons
tempos da
pequena cidade
de
Santo
Huberto
estão
contados, graça
á des
coberta
feita
pelo
doutor
Grymala,
de
Kzivoo-Osero,
na Podolia. Com effeito,
n
’uma
carta dirigida a M.
Gubler
(Jour
nal
de
lherapeutique».
1876,
n.° 7),
este
apreciável
collega, declarando-se
inteira
mente
inimigo
da
especialidade, annnn-
cia
urbi
el
orbi,
ter
descoberto no
xan
thium
spinosum,
o remedio
infallivel
con
tra
a
raiva.
«Emquanto
aos
effeitos
physiologicos
do
xanthium,
pois que
endereçando-se
a
M.
Gubler,
é
necessária
uma
exclicação
physiologica,
esta
planta
é
um
sudorífico,
um
sialogogo
e
um fraco
diurético,
cuja
acção
é
inuito
menos
pronunciada
que
a
do
jaborandí. I<to
nada
nos explica
quan
to
aos
seus
pretendidos
efleitos
contra a
raiva,
mas
para
certa
escola,
isto
é
mais
scientifico
do que
admittir
uma
acção
es
pecifica.
D
-mais
M. Gubler
não
se
demo
rará
sem
duvida
em
amontoar
Pélion
so
bre
Ossa,
(6)
para
nos
demonstrar
o
mo
do
d
’
operar
d
’
um medicamento
tão
mara
vilhoso.
Oh
Moliere,
não
poderes
tu
sair
do
teu
tumulo
!»
Evocar
Moliere
I
e
não
querer
que
os
hydrophobos
se
curem
sem
a
permissão
de
M.
Gubler
ou
da
Faculdade!
Mas
os
personagens
de
Moliere
são immorlaes
como
as suas
obras.
Desfonaudrés.
Mo-
crotou.
Diapirus,
Purgou,
faliam
hoje
co
mo
no
seu
tempo; fizeram-se
jornalistas.
E
preferem
mais
que
nunca
que
seus
doentes morram
antes
segundo
as regras
do
que
vêl-os
curar
fóra d
’
ellas.
A
im
potência
é
sempre
de
si
mesma
infatua-
da.
E
’
o marido
minotaurisado
(7)
que
chasquea
do
modo
mais
agradavel
e
o
mais
alegre
os
seus
collegas.
Dr.
A.
Crelin.
(o)
Diacarcino,
antídoto, contra
morde
dura
de
cães
damnados.
(6)
Pellion
e Ossa:
duas montanhas
na
Thessalia.
(7)
Minotanro:
monstro
fabuloso,
me
tade
homem
metade
touro.
Conto
moral
Um
pae,
que
possuia
abundancia
de
bens,
tinha
tres
filhos.
Em
certo
dia
fal-
lou-lhes
do
modo
seguinte:
«Meus
filhos, tudo
quanto
possuo
ha
de
ser
para
um de
vós,
e
será
unicamente
para
aquelle
que praticar
a
acção
mais
nobre
e
generosa.
Procurae,
pois,
obrar
de
modo
a
satisfazer
esta
condição
da
qual
depende
a
vossa
felicidade.
Ide
via
jar,
cada
um
para
o
seu
lado,
e
no
fim
d
’
um
anno
voltae
a esta
casa.
Aquelle
que
melhor
desempenhar
o
que
vos
proponho,
gosará
dos
bens
de
que
sou
senhor.
Quero
em
minha
vida
fazer
esta disposição,
de
signando
o meu
unico
herdeiro,
afim
de
prevenir
pleitos
no
futuro.
Ide,
portanto,
com
a
bênção
de
Deus
e
com
a
minha.
O
meu
coração
me
diz que
de
hoje
a
um
anno
terei
o
prazer
de
vos
abraçar
a
to
dos».
Depois
de
escutarem
o
pae
com
pro
fundo
respeito
e
attenção,
os
filhos
par
tiram
da
casa
paterna,
dirigindo-se
cada
um
para
o
seu
lado
No
fim
d
’
um anno voltaram
a
casa de
seu
pae.
Este,
vendo-os
cheios
de
vida
e
de
saude,
depois
de
os
abraçar,
congra
tulou-se
pela
sua
feliz
vinda, e passou
a
inqueril-os
sobre
o
seu
procedimento
no
paiz
onde
cada
um
(felles
se
tinha
de
morado.
Chamou
primeiramente
o
mais
velho
que
disse:
«Meu
pae,
eu
estive
em
uma
cidade
onde
em
pouco
tempo
adquiri
a
estima
de
todas
as
pessoas
pela
minha
probidade.
Constituíram-me
depositário
ifuma grande
somma
de
dinheiro,
sem
documento
que
provasse a
divida.
No
fim
do
praso
marcado
entreguei
fielmente
o
deposito
ao
seu
dono.
Não fiz,
portanto,
uma
acção
generosa»
?
Respondeu
o
pae:
«Se
obrasses
o
contrario,
serias um
ladrão.
Fizeste
o leu
dever,
e
por
isso,
não
mereces
prémio,
A
tua
acção
não
excede
os
limites
da
honradez:
qualquer
pessoa
de bem
faria
o
mesmo».
Chamou
depois o
segundo
filho
que
disse:
«Proximo
da
casa
que
eu
habitava,
ateou-se um
grande
incêndio por
alta
noite.
Accordei
aos
gritos
dos
meus
vi-
sinhos
que
quasi
estavam
a
ser
devorados
das chammas.
A
custo se
salvaram, fi
cando
uma
creancinha
no
berço,
e já
o
fogo
ia
ganhando
terreno
para
junto
d’
eile.
Immenso
povo acudiu
ao
sinistro;
mas
só
eu
tive
coragem
para
romper
entre
as
chammas:
peguei
do
berço
que
trouxe
para
fóra
em
meus
braços, e assim
livrei
da
morte
a
creancinha.
Por
este
acto
he
roico
fui
applaudido
por
toda
a
gente
qne
o
presenciou,
e
os
paes
do
menino, que
eram
meus
amigos,
me
deram grandes
recompensas».
Respondeu
o
pae:
«Na
verdade
a
tua
acção
foi
sublime;
mas
ainda
assim
cumpriste
o
dever
de
bom
cidadão,
de bom visinho
e
de
bom
atnigo.
Dando-te
Deus
a
coragem
e
os
meios
de
valer
a
um leu
similhante,
se
despresasses
pol-os
em practica
para
o sal
var,
commetterias
uma
falta
de
que
te
accusaria
a
consciência.
A
tua
acção foi
boa,
mas
muito
natural;
e
parece
que o
principal
motivo
foi
a
amisade
aos
visi-
nhos.
No
entanto
é muito
digna
de
louvor,
e
vejamos
agora
o
que
fez
o
leu
uítimo
irmão».
Chamou,
finalniente,
o
terceiro
filho
que era
o mais
novo,
e
que esteve
cala
do,
retirado
um
pouco,
emquanto
o
pae
inquiriu
os
seus
irmãos.
Approximou-se
e
disse:
«Meu
pae,
eu
estive
em
uma terra
onde
abri
um
esta
belecimento
de
negocio;
a
minha
loja
co
meçou
logo
a ser
muito
concorrida,
tal
era
a
inteireza
com que
a dirigia, e a
excellencia
da fazenda
que
n
’
ella
vendia.
Havia,
porém,
alli
um
homem
que
tinha
o
mesmo
negocio,
e,
vendo
que
eu
me
avantajava
a
elle,
votou-me
um
odio
ir
reconciliável,
procurando
desacreditar-me
por
todos
os
meios,
e
até
tirar-uie
a
vida.
Não só me
esperou
muitas
vezes
para
me
assassinar,
mas
também
assalariou
homens
para
esse
fim.
Tractei sempre
de evitar
maus
encontros, proseguindo pacilicamente
no
meu negocio;
e
felizmente
escapei
ás
ciladas
daquelle
perverso.
Ora elle
costu
mava
emhriagar-se,
e
um
dia que estava
muito
bêbado, caiu
junto
d
’
um
grande
abysmo
onde
ficou
dormindo.
Por
acaso
aiii
o
encontrei.
Eu podia
facilmente
ma-
tal-o
livrando-me
dos
perigos em
que
vivia.
Podia
seguir o
meu
caminho,
abando
nando-o, e
o
resultado
era
elle
cair
na
profundidade.
No
entanto desviei-o
do
precipício;
o
homem
accordou,
e
conhe-
cendo
o
perigo
imminente
e
certo
de
que
eu
o
livrara,
abraçou-me,
e
desde
então
ticarnos
amigos».
Acabou
de
fallar,
e
o
pae,
abrindo os
braços
a
seu
filho,
com
lagrimas
de
alegria,
respondeu:
«Vem cá,
meu
filho,
foste
tu
o
que
íizeste a acção
mais
sublime
e
generosa.
Amaste
sempre
o
teu
inimigo,
e
por
fim
o
livraste
da
morte
em
que
nenhuma
cul
pa linhas.
Podias,
não
digo matal-o,
mas
continuar
a tua
jornada,
desviando
te do
teu
figadal
inimigo.
Todavia livrastel-o
da
morte. Eis
o
maior heroísmo
que
pra-
cticaste.
Es
tu
o
herdeiro
dos
meus
bens».
Padre
João
Vieira
Neves
de
Castro da
Cruz.
ftAZETIlHi
Bisp» <!’
Angra.
—
S.
exc.
a
revd.raa
o
snr.
I).
João
Maria,
bispo d
’
Angra,
que
veio
da
sua
diocese,
ha
mezes,
por
motivo
de
doença,
para
ares
pátrios,
depois
de
conferir
no
sabbado
ordens
a
varias
ordi-
nandos
no
collegio
das
Missões ultrama
rinas
em
Sernache
do
Bomjardim,
n
’essa
mesma
tarde
e
noite
dirigiu-se
ao
comboio
do
caminho
de
ferro
do
norte,
chegando
a esta
cidade
no
comboio-correio
da
manhã
de domingo.
S.
exc.
a
,
antes
de
seguir
para
a
sua
diocese,
o que
tenciona
lazer
no
l.°
d
’
ou-
tubro
proximo, quiz
ver
uma
imagem
de
N.
Senhora
da
Conceição
que
o
distincto
artista
Vieira,
d
’esta
cidade,
está
fazendo,
de
encommenda
do
nobre prelado,
para
a
cidade
d
’Angra. Depois de
examinar
a
referida
Imagem,
e
visitar
o Santíssimo
que
se
achava
exposto no templo
dos
Remé
dios,
foi
visitar o
sumptuoso sanctuario
do
Bom Jesus
do
Monte, onde
pouco
tempo
se
demorou,
e
na
volta apenas
poude
en
trar
nos templos
de
S.
Vicente
e
Carmo,
não
fazendo
algumas
visitas
que
tenciona
va,
em
rasão
de ter
de
partir
no
comboio
das
6
da
tarde.
Sentimos
haver
gosado
da sua
honra-
dora
companhia,
por-tão
pouco
tempo;
e
d
’aqui
reiteramos as saudades que
lega
ao
editor
d
’este
jornal
a
quems
exc.a
rev.
ina
distingue
com
particular
amisade
ha
trinta
e
tantos annos.
«Brdenaçili».
—No
sabbado
dia
22
s.
exc.
a revd“
'a
o ex.
‘“
u
snr.
arcebispo
Pri
maz
conferiu
ordens
sacras
a
73
ordinan-
dos,
sendo
37
subdiaçonos,
4
diáconos,
sendo
dois
d
’
Aveiro,
e
32
presbyteros,
sendo
lambem
2
d’
Aveiro.
Antes
de
conferir
a
ordem
de subdiaco-
no
o
ex.'
“°
prelado,
segundo
o seu
cos
tume,
fez
a
todos
os
ordinandos
uma elo
quentíssima
pratica,
em
que
lhes
fez
ver
a
altura do
estado
eeclesiastico;
e
que
o
padre,
sendo
o
cooperador
com Jesus
Chrislo
na
salvação
das almas, era ao
mesmo
tempo
o
homem
a
quem
a
so-
cied.ide
mais
devia;
no
entanto
que
hoje
tudo
eslava
de
mão
armada
contra
elle,
e
que
nada
actualmente se
lhe
desculpa
va,
ainda
mesmo aqudlo que
nos
secula
res
tinha
toda
a
desculpa;
que
hoje
por
tanto
o padre
nada
tinha
a
esperar
neste
mundo
senão a perseguição
e
o insulto,
porém
no
outro
que
o
esperava
uma
corôa
d
’
immorialidade;
pois
associando-se
a
Chris
lo
nos trabalhos, também
a
Chrislo
se
associariam
na
gloria.
Que
pensassm
bem
os
que
iam a
subiiacono
se
se
achavam
com
forças
para
este
encargo;
pois
este
passo
abria
um
abysmo
entre
elles
e
o
mundo.
Este
bello
discurso
fez
derramar
la
grimas
a
todos
os
circumstantes,
e
os
mesmos
ordinandos
de joelhos
aos pés
do
seu
prelado
choravam
também.
S.
Marcos.
—
Depois
de
ámanhã
tem
logar,
na
fórma
costumada,
no
templo
do
Hospital
a
festividade
de
S.
Marcos.
Conferencie». —
Realisou-se
anle-
hontem,
na
casa
da
Associação
Calholica,
d
’
esla
cidade,
a
conferencia,
que
annun-
ciamos,
feita
pelo
snr.
padre
João
Antonio
Velioso,
muito
digno
Director
espirilua
d’aquella
associação.
O
illustrado
conferente
escolheu
para
assumpto
da
mesma
o
dogma
da
Infalli-
bilidade
do
Pontífice,
ácérca
da
qual
dis
correu
iargamenle,
e
com
a
proficiência
que
lodos
reconhecemos
no
snr.
padre
Vel
ioso.
Seria rnuito
para
desejar
que
estas
palestras
fossem
mais
frequentes,
pois
não
é
licito
pór
em
em
duvida
a
sua muita
utilidade, e
não
menor
necessidade,
mór-
mente
nas circumstancias
actuaes.
«Uiario
do
MtnliO».
—
E
’
este
0
titulo
d’um diário
que
em
substituição
do
trador,
que
felizmente não
o
acertou,
pas
sando
a
bala ao lado. Aquella
auctoridade,
seguida
do
regedor,
e
d
’
um
seu
amigo,
avançou
sobre
o
criminoso,
que
leve de
fugir,
perdendo-se
na escuridão
da
noite.
O
criminoso
é
um dos
cinco
sicários
implicados
na
tentativa
de
assassinato
na
pessoa do
snr.
Bingre.
Este
crime
é
grave
e
demasiadamente
grave,
e
por
isso
pre
venimos
as
aulhoridades
judiciaes da
co
marca
de
Cantanhede
para
que cumpram
o
seu
dever.
A
moiiea
branca.
—
Ha
tempo
que
corre
noticia de
existirem
umas
moscas
brancas
tão
damninhas,
que
mordedella
dada
porellas
era
certa
a
morte
de
quem
quer
que
fosse
que
apanhasse
a
dentada
do mortífero bicho.
Isto
se
dizia,
isto
se
escreveu,
e
isio
ía
aterrorisando
os
mais
timidos.
A
final
de
contas
é
tudo
histo
ria
e
ainda
bem
que
o
é,
diz
a
«Revolução
de
Setembro».
A
proposito
da tal
mosca
lè-se
o
seguinte
n’
um jornal
d
’
Aveiro.
E
’
cu
rioso
!
«A
idéa
fatal
propagada por toda
a
imprensa
de
que
tem
apparecido
um
ver
me
(mosca
branca) cuja mordedura
pro
duz
a
morte
quasi
instanianea,
tem
oc-
casionado
effeilos
fataes,
principalmente
em
espíritos
impressionáveis.
Ha
poucos
dias
no
logar de Espinhei, appareceu
um
sujeito
de
Albergaria
a
Velha,
trazendo
cotnsigo
o
jornal
«Primeiro
de
Janeiro»
o
qual
leu
repetidas
vezes
uma
local,
que
dizia
respeito
aos terríveis eíleilos
pro
duzidos
pela
mordedura
da
mosca
branca:
á
noite
imaginou
que
sentia
uma
pequena
dôr
na
costa
da
mão esquerda
e
de
re
pente
imaginou
estar
affeclado
da
mor
dedura d
’
esse insecto venenoso:
acusou
logo
ás
pessoas
da casa
ura
adormecimento
em
todo
o
braço;
ateinorisado
principiou
a
accusar
o mesmo
adormecimento
em
toda
a
perna
do
mesmo
lado,
depois
o
peito,
em
seguida
a
cabeça;
emfim
a
fa
milia
da
casa
viu
o
bom
do
homem
com-
pletamenie
perdido,
apesar
dos
esforços
que
empregou
para
afastar
d’
elle
aquella
idéa
fatal, que
talvez
o faria succumbir,
se
n
’aquella
occasião
se
achasse
só.
De
pois
de
ceia
continuaram
os
esforços
da
familia
para
afastar
d
’elle
a
idéa
que
o
dominava, e
o
nosso
homem,
deilando-se
na
cama
pôde
conciliar
o
somno!
Quando
acordou
estava
bom,
e
chegoti
a
confessar
com
ingenuidade,
que
a
imaginação
afle-
ctada
era
capaz
de
o matar».
(.'Briosa
anedoeta.
—
Uma
curiosa
anedocla,
que
demonstra
quanto
é
fér
til a
veia
americana
com
relação
ao an-
nuncio:
Representava-se ultimamente
no
theatro
de Boston,
o
Fausto
de
Gounod
No
quidro
da
apparição,
em
que
Me-
phistoíles
mostra
ao dr.
Fausto.
Margari
da;
esta
em
vez
de
estar
fiando
na
tra-
diccional
roca,
estava
cosendo
á
ma-
china.
No
mesmo
instante,
espalhou-se
nas
platéas e
camarotes
grande
numero
de
programmas
annunciando
umas
machinas
de
novo
systema.
Bivertimento
eam
uou
urg»,—
Com
esta
epigraphe
transcreve
uma folha,
de
Vizeu,
de
ura
jornal
americano, o
se
guinte:
Ha
dias
dois mexicanos
tiveram ura
urso
pardo
no
sitio chamado
da
Solidade.
Parece
que
haviam
descoberto o
rasto
iftun
urso
e
o
seguiam, quando
repenti-
namenle
o
encontraram
entre
as
matlas
e
o
atacaram D
’um
salto
a
fera
arrancou
a
arma das
mãos
d
’um
dos
homens,
dan
do-lhe
uma
terrível
dentada
n
’
um
braço;
mas
o
caçador
felizmente
escapou
d’
entre
as
garras
do
animal.
O
urso
atacou
em
seguida
o
outro,
arrancando-lhe lambem
a
carabina;
além
d
’isso
tombou-o
no
chão,
onde
lhe
esmagou
a
cabeça
d’uma
maneira
horrível
Entretanto
que
o
urso
se occu-
pava
em
sua sangrenta
faina,
a
homem
que
havia
perdido
o
braço continuou
o
seu
ataque
e
depois
de
lhe
disparar
vá
rios
tiros
de
rewolver
conseguiu
metter-
Ihe
uma
bala no coração. O
urso
era
dos
maiores
que se
tem
visto
no
condado.
Depois
de
tão
terrível
encontro,
os dois
homens
andam
coisa
de
cinco
milhas,
até
uma estação
do
caminho
de
ferro,
con
duzindo o
menos
ferido
o
outro
quasi
moribundo
que
morreu
no
hospital
dos
Anjos.
Guerra
«lo
®riente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
21
—
Us
ir.ontenegrinos estão
in
teiramente
senhores
dos
desfiladeiros
de
Douga.
Noticias
de
Vienna dizem que
Andrassy
não
tomou compromisso
algum
na
entre
«Jornal
do
Minho»,
que
suspendeu
a
sua
publicação,
começou
a
ver
a
luz
n
’esla
cidade.
No seu
programma
diz
que
não segue
nenhuma
bandeira
política,
e
que
será
respeclivamente imparcial.
E
’
proprietário
do
«Diário
do Minho»,
o snr.
Silva
Pereira.
Desejamos-lhe prospera e
longa
vida.
Collegio
de
s.
iLwiz.
—
Annuncia
hoje
a
Direcção
d’
este
acreditado
collegio
a
mudança do
mesmo,
—da
quinta
da
Ar
mada
para
a
rua
de
Santa
Cruz,
n.°
9.
Os
créditos
que
este
estabelecimo
uti
líssimo tem adquirido,
augtnentam
dia
a
dia;
purisso
muito
o recommendamos
aos
taes
de
familia.
Caminho
de
ferro
do
Minho.
—
No dia
17
começou
o
lançamento
da
parte
construída da
ponte
d
’
esle
caminho
de
erro, em
frente
da
cidade de
Vianna e
tem
continuado
a
operação.
Nos
dons
primeiros
dias,
a
ponte
cor
reu
cerca
de
20™ sobre
Os
pilares,
e
mais
espaço
percorreria
se
não
fossem alguns
desarranjos
inevitáveis.
No
dia
19
a
ponte
passou
sobre
o
pri
meiro
pilar
(de
encontro)
e
ha
de seguir
sobre
os
seguintes.
Atphabeto
da
mulher.
—A.
O
ver
dadeiro
assassino
é
a
«coqueite»
porque
mata o
razão
do
homem.
B.
Uma
loira
bella
é
o
ideal
do
lin-
do;
uma
morena
bella é
a
belleza
mes
ma.
C.
O
coração
d’uma
mulher
não
escolhe,
entrega-se.
D.
As
mulheres
tem
ura
meio seguro
para
desacreditar
um
homem
que
n
’estes
casos são
mulheres:
basta
louvar
por
de-
traz
as
qualidades
que
não
tem
aquelle
de
quem
se
fala,
e
calar
o
resto.
E.
A
mulher
sahe
quasi
sempre
incó
lume
d’
uma
escaramuça
d’
amor.
F.
A
firmeza
na
mulher
é
uma
carga
tão
pesada
para
ella,
que
por
isso
ia
poucas que
possam
supportar-lhe
o
peso.
G. O
dever
d
’uma
mulher
honrada,
não
é
precisamente
o
de saber
gover
nar.
II.
A mulher
que
verdadeiramente
ama,
humilha-se
sem
retroceder
ante
as
preoc-
cupações do
mundo.
I.
A
innocencia
d
’
uma
mulher
é
como
um
raio
de
sol
que
treme
na
gota
de
or
valho.
J.
A
mulher que
se
jacta
de
ser
ze
losa,
mente
expressamente.
K.
Na conversação
do
amor
ha
um
kirie
de
coisas
tão
ditas
e
reditas,
que
se
lhes
poderia
chamar uma loucura
su
blime.
L.
Quando
a mulher
perdoa
a
um
ho
mem
que
não lhe
falle
laudaloriamente,
é
porque
já
lhe
professa alguma
coisa
mais
do
que
estima.
M.
A
imaginação
dos
jovens
toma
mil
sendas
laboriosas
antes
de
chegar
á es
trada
real
por
onde
passeia a
imaginação
das
jovens,
que
é
a estrada
do
matrimo
nio.
N. A
palavra
mais
doce
que
uma mu
lher
pode
dizer
a
um
homem,
não
é
tu,
mas
sim nós.
O.
Entre
a mulher
que
baixa os
olhos
e
a
que
os
levanta,
existe
a que
não
se
perturbaria
ao
saber
que
seu
olhar
é
toda
a
sua alma.
P.
O
supremo
prazer
da
mulher
con-
siáte
em
perdoar,
ainda
quando
no
fundo
de
sua
alma
guarde rancor.
Q.
Querer
não
é
amor.
R.
Uma
mulher
rica
ama
bem
porque
tem
tempo
de
sobra;
por desgraça,
tam
bém
o
tem
para
sustentar
a
analyze
d’um
sentimento
que não
vive
de
syntheze.
S.
A
mulher
tem
duas
ciasses
de
sor
riso:
o
sorriso
dos
lábios
e
o
dos
olhos.
O
primeiro
para
todos os homens,
o
se
gundo
para um
só.
T.
O gosto
do
toucador procede
do
pudor, geralmenie,
e
não
destroe
senão
peia
pureza. Testemunha
Penélope,
que
punha
os
seus
mais
beilos enfeites
para
falar
aos
perseguidoras
a quem aborre
cia.
U.
As
mulheres
que não tem
nada
que
reprehender
se
não
sacrificam
o
uso.
V.
A
medida que
uma mulher
avança
na
vida, volve
os
olhos ao
passado
para
verter
uma
lagrima.
Violência
eoutra
a
«ueíoridad»
publica
e
houaicidio
voluntário
frustrado.
—
Lêmos
no
«Campeão
das
Províncias»,
d
’
Aveiro:
Na
noite
de
13
para
14
do
corrente,
e
na
occasião
em
que
o
snr.
administra
dor
pretendia capturar
Antonio
da
Silva
Gomes,
o
velho, disparou
este
um
tiro
de
revolwer
contra
o referido
adminis
vista
em
Salzbourg.
Em
cousa
alguma
será
alterada
a
política
Oriental,
da Áu
stria.
Bucharest
20
—
Plewna
tem
sido
for
temente
bombardeada;
os turcos
respondem
pouco,
por
falta
de munições.
Os
rou-
manios
da
ala
direita
avançaram
até
250
metros
das posições
turcas.
Os
russos da
ala
esquerda,
enfraquecidos
pelos
comba
les
de
11
e
13,
elevam
reduclos.
O nu
mero
dos
russos
com
os
últimos
reforços
é
de
50:000
e
o dos
turcos
de
60:00)
homens.
Pesth
21
—
Assegura-.se
que
Andrassy
e
Bismark
não
tomaram
outra
resolução
em
Salzbourg
se
não
que
operariam
de
accor-
do
para
um
armistício
logo
que
fosse
possí
vel.
Constantinopla
22
—
Mehemet-Alli-Pacliá
bateu
hontem
os russos que
entre
mortos
e
feridos
tiveram
4:000
baixas.
Partuguezes
failecidoo no
Pa
rá.
—
Por
informação
do
consulado
de
Por
tugal
no
Pará,
datada
de
7
julho de 1877,
dirigida
á
direcção
dos
consulados
e
dos
negocios
commerciaes
em
Lisboa,
consta
haverem
fallecido
na
capitai
d
’
aquella
pro
víncia
durante
o
mez
de junho
lindo,
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Alfredo
Fernandes
da
Silva,
22
annos,
solteiro,
filho
de José
Francisco
da
Silva,
de
Mattosinhos;
Antonio
Rodrigues
de
Al
meida, 30
a.,
s.;
filho
de
Manoel de
Al
meida
e
Maria
Rodrigues
Teixeira,
da
fre
guesia
de
Tendães;
Jacinto
Leite
Pereira,
26
a.,
s.;
filho
de
Manoel
Leite
Pereira;
João
Manuel
Vaz,
55
a.,
v,;
da
freguesia
de
Cambezes;
José
Joaquim
Guedes, s.;
filho
de
Manoel
Joaquim
Guedes
Porlv.guezes
fallecidos
no
BSio
«?© .0anejr«>.
—
Desde
30
de
agosto
a
1
de
setembro falleceram
no Rio de
Ja
neiro
os
seguintes
súbditos
porluguezes:
Joaquim
Antonio
Baplista, 34
annos;
Maria
José
Xavier,
50;
José
Teixeira
Pei
xoto, 39;
José
Monteiro,
40
a.,
v.;
An
tonio
Pereira
de
Carvalho Pinto,
31
s.;
José
Domingues
Dias,
30
s.;
Joaquim José
dos
Santos,
43
a.,
v.; Maria
Amélia
Mon
teiro,
64
a.,
v.;
José
Pereira
da
Motta,
20
a.,
s.;
Antonio
Bernardino
Cardoso,
26
a.,
c.;
Valeniino
José
de Almeida,
66
a.,
s.;
Albino
Gonçalves
Ramalho.
SALVAE
AS CREANÇAS
Pela
doce
Revalescière
du
Barry
de
Londres
—
Por
toda
a
parte
se
deplora
que
a cieança
—
a
alegria
da
familia
e
a
esperança
da
na
ção
—
é
muito
mal
tratada.
Sómente eevi-
do
á
ignorância
das
mães
e das
amas,
mor
rem
ellas
oo
ptimeiro
an
io,
.60:000
-
em
França
e
40:000
em
Iagl.»terra
I
Esia,mi
séria
é
devida
ou
a
uma
alimeniação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes ao
uso
do
leite
de vacca
ou
de Cabra, ou
á
açorda
—
alimentos inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente.
trazem,
uma
irritação
da
mucosa,
e,
couro consequência
inevitável,
a
e.-can-
descencia
ou a
diarréa,
os
vomitos
contí
nuos,
a
alrophia,
as
caimbras,
os
espas
mos,
a morte.
Reconheceu se
que
a
di
gestão
de
uma
creança,
uma
vez
com-
promettida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
não
teem
poder
de
reparar
o
mal
!
E
’
um
flagello
para
a
familia
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha
cointudo
um
meu»
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
tem
sido provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito
e
as
creanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edadecom
a
tSarry,
ires
vezes
ao
dia,
simple-mente
cosida
com
agua
e
sal.
E
’,
Í1
<aatiiirnte,
o
Huatento
p»s-
excellenciw
qu«,
eile
h
«»
eitnaegtie
evitar
todos
os
aeeidente^
via
in
fância.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes
da sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados.
Cura n.°
80:416.-0
snr. doutor
F.
W.
Beneke,
professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de
Marbotrg,
refere-se
da
se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em
8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
filhos
á
Etevalesclére
E>tt
Í5«rry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro
an
nos,
solíria
sem
causa apparenle,
uma
alrophia
completa,
com contínuos
vomitos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
todos
os
tratamentos
da
sciencia
medica.
A
Hevalescíére
fez
parar
immediatamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a
saude
em
seis
semanas.
De
todas
as
minhas
expe-
tiencias
feitas
posteriormente
com a
B«-
valeisciére
obtive os
mesmos
resultados»
E
’ quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
catne».
Cura
n.°
70:410.
—
Fabrica
de Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12 de
julho
de
1868.
Senhor.—
Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
an
no
pela
sua
Revalesetére,
e
que
a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são
uma
maravilha
para
todo
o
mundo. Não ha na
aldeia
cteança
tão
forte
como
o
meu
fi
lho'
em
relação
á
sua
edade.—
M
ercier
.
Cura
n.°
87:421.
—
Bruxellas, 23
de
junho
de
1874.
—
Ò
meu
filho
mais
novo,
abandonado
ua
edade
de
quatro para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria
to
mar
oem
digeria
alimento
algum,
e
acha-
va-se,
por
consequência,
n
’
um estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo
a
sua exi
stência;
foi então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Bevalesciére
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e de que
continuou
a ali
mentar-se
exclusivamenle
durante
alguns
mezes.
H'
je,
que
tem
onze
annos de
eda
de,
forte
e
gosa
saude.
—
D
eswert
.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por miudo em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
*/*
kilo.
500
; de
*/,
kilo
800
rs
; de ura
kilo,
18400
reis;
de
2
J
/
s
kilos,
3^200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos da
Bevalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em caixas
a
800
e 18400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Beval®seãère
ePsoeola«a<Sa
y
ella
res-
titue
o
appettile.
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis; de
24
chave
nas,
800
reis
;
de
48
chavenas,
1^400
;
da
120
chavenas, 3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
Rll
RAHKV
«ffe C.a
MJilTE».--
PEce
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
teer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisliuu,
(por
grosso
e miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea, 12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveiro,
F.
E. da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
KrarcelSos,
Anlonio
João
de
Sousa Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
íBrags*,
Domingos
J. V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 — Antonio
A. Pereira
Maia, Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão, rua
do
Souto.—
Vianna
d®
Caa-
teiSw,
Afionso drog.,
rua
da
Picot»;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande, 140.
—
Ctuimarães
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Anlonio
d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
Roa
da
Rainha,
29 e
33.—
E*en»ficl,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Lmão,
Rua da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vcmelha;
E. J. Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofcila,
160;
Fontes
&
C.a
, drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedrò,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
d®
14-
ma
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Porá»
<3®
Varziztt,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valeitçt»
«5® tâínho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Viãl»
Corad»,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm,
Venda
de
prédios
Quem
perlender
comprar,
duas
mora
das
de
casas
e
dois
terrenos,
na
[traia
de
banhos
d
’Apulia,
falle
com Antonio dos
Santos
d’
Azevedo
Magalhães.
O
producto
da
venda,
convido,
póde
licar
na
mão
do
comprador
a
juro
de 5 O
jq
ao
anno
me
diante
a
respectiva
hypolbeca.
(509)
COLLEGIO
DE S.
LUIZ
Rua
<1e
Santa
Cruz
n.°
S
A
Direcção
rio
Collegio
de S.
Luiz
annuncia que
e
c
te
estabelecimento littera
rio
e.
de educação,
o
qual
tem
funcciona
do
na
quinta
da
Armada,
mudou
para
a
rua
de
Santa
Cruz, n.°
9.
N
’
este
collegio
admiite-se
alumnos
se-
mi-internos
e
externos,
sendo
a
[tensão
mensal
d
’
aquelles, 5$000
reis,
e
a
dos
ex
ternos,
1^000
reis por
cada
disciplina.
No
anno
lectivo de
1877-1878 leccio-
nam-se
alli
as
aulas
seguintes:
Instrucção
Primaria.
Curso
completo
de
Porluguez.
Francez.
Inglez.
Latim
e
Lalinidade.
Geographia,
chronologia
e historia.
Malkemaiica
ebmenlar.
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração
<le
Miaria,
Virgem
linmaeulada
RUA
DE
S.
MÍGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no
dia 1
do
pro
ximo
outubro.
Este
collegio
continúa
a
funccionar,
segundo
as
condições do
respectivo
pro-
gramma,
que
se
enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d
’
esta
casa
de
educa
ção para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Thereza
Hennessy.
AOS
BID»
Na
rua
da
Boa-Vista.
n.°
24,
ha
quar
tel para
estudantes,
o
qual
ofíerece ópti
mas
commodidades,
como
o
podem
infor
mar
os
que
d’
elle
se
teem
utilisado.
Dirigir-se
á
casa
referida.
A
BOIHAl...
A
ROntl...
Valsa
para
piano
Alta percentagem
do
producto
da
ven
da reverterá em
beneíicencia.
Vende-se
no
Porto,
livraria
Chardron;
em Coimbra,
Mesquita;
em
Braga,
Catholica;
em Lis
boa,
escriptorio
d
’este
jornal;
Lavado,
rua
Augusta;
Catholica
e
de
Mattos
Moreira &
C.
a
,
Praça
de
D.
Pedro;
e
em
Vizeu,
Aca
démica
de
José
Maria
d
’
Almeida
e
redac
ção
da
«Atalaya».
Preço
300
reis.
Quem
comprar
55
exemplares
tem
o
abatimento
de
1/3
sobre
a
importância,
saindo
cada
um a
200
rs.
Grande
obra de
pedreiro
Quem
quizer
fazer,
em Bossas, co
marca
de
Vieira,
duas
torres,
orçadas
em
12:800^000
reis,
póde
dirigir-se.
em
Bra
ga,
rua Nova
n.° 3,
ao
escriptorio
d
’
este
periodico,
onde
está
exposta
á
concorrên
cia a
planta,
com
todas as
condições,
que
se
hão
de
estipular na
escriptura
do
con
tracto;
e,
querendo
'êr
a
pedreira
etc.,
dirigir-se-ha,
em
Rossas,
ao
revm.
0 ab-
bade, que
lhe
mandará
mostrar
tudo,
e lhe
dará
as
explicações
precisas
Cada
um
dos
concorrentes
ha
de fa
zer
com
toda
a
clareza uma
proposta
por
escripto
e
assignada,
declarando
o
menos
tempo
possível,
em
que
faz
a
mencionada
obra,
porque
se
faz questão
da
maior
brevidade,
e
o
preço porque a
faz
se
gundo
a
planta,
sujeitando-se ás
condi
ções
appresentadas,
que
ha
de
’
assignar,
quando
entregar
a
proposta, que
será
ac-
ceita
no
dia
10
d
’
oulubro
desde
as 9
ho
ras
da
manhã
até
ás
12,
para
logo
serem
todas
remettidas
ao
exm.°
snr.
Commen
dador
F.
J.
G.
Agra,
afim
de escolher
a
que
mais
lhe
convier.
O
mestre,
cuja proposta
fôr
por
elle
escolhida,
é
o
que
faz a
obra,
depois
de
feita
a
escriptura.
(504)
No
dia
7
ou
8 do
corrente,
foi
acha
da
proximo
da
egreja
de
Maximinos, em
Braga,
uma
capa
de
senhora.
Acha-se
na
rua
do
Souto
n.°
46.
A
’
pessoa
a
quem
pertencer,
dando
os
signaes
certos,
e
pa
gando
o
importe
d
’
este
annuncio,
lhe
será
entregue.
*
(503)
Venda
de
quinta
Vende-se
uma toda
murada,
com boas
bouças
de
rnatto adjunias,
quasi toda
al-
lodial,
a
5
kiloinelros
de
Braga
e
a
2 1|2
da
estação
do
caminho
dc ferro
de 8,
Bento,
com
boa
casa
para
senhorio,
e
ora-
torio
de dizer
Missa,
com
casa
de
ca>ei-
ro,
Kcortes
de
gado,
casa
de eira,
lagar,
e
adega
:
tem
uma
mina
de
bastante
agoa,
um
lago
d
’
onde
se
tira
agoa
com
engenho
de
ferro,
poço
com
bomba
do
mesmo
me
tal
para
uso
domestico,
uma
bica
d
’agua
encanada,
com
grande
tanque proximo
das
casas,
fructas
de
dbersas qualidades
e
o
vinho
é
rico;
tem
maltos
para
dobrado
terreno
e
bons
pinhaes,
com
proporções
para
na
mesma
se
montar
qualquer
es
tabelecimento,
e
podendo
o
comprador
fi
car
com
parte
do dinheiro
em
seu
poder.
A
quem
convier,
póde
dirigir-se
ao dr.
Manuel
José
d
’
Oliveira
Guimarães,
abba-
de
de
S.
Pedro
de Maximinos,
Braga,
que
dará
as
explicações
precisas.
(499)
HMÕÍI
bí
ÍTÃ
Vende-se
a
quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Se.nelhe,
a
limitar
com
a
de
S.
Jerony
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pe/
tenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je
ronymo,
a
limitar
com
aquelles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os
(ia
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Cape!listas
-0.
C-
Braga.
(495)
wsiii.
Os
ESebstçasíos
anytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con
slruida
de
novo,
com quintal e
poço,
na rua da Ponte
n.°
58
C.
Para
tractar
no
n.°
acima.
(448)
Duas
moradas de
casas
quasi
concluidas
na
sua
construcção.
sendo
:
uma
na
rua
da
Sé entre
os
ti.*
’
8
15
a
18
—
outra
na
rua
de
Santo
Anlonio
das
Travessas en
tre
os
n.os
16
a
18,
e
com
frente
para
a
nova
rua
(antigo
Couto
do
Arvoredo).
Acçõest
e
promissórias
tla
baneos
e
companhias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
Podem
ser
vistas
a
qualquer
hora, pa
ra
tratar
de seu
ajuste,
com
seu
proprie
tário
João
da
Costa
Palmeira.
(434)
companhia
carris
de
FERRO
DE BRAGA
Soeiedade
nnonyma
de
re»|>on«abi-
lidade
limitada
São
convidados
os snrs accionistas
d
’
esta
companhia
a
reunirem-se
no dia
6
do
proximo
mez
de Outubro
pelas
12
horas
da
manhã
na
casa
do
campo
de
Santa
Anna,
n,°
7
em Braga, atim
de
se
darcumprimentoao
indicado
nas
cartas
con
vocatórias
de
1
do
corrente
mez
de
Se
tembro.
Braga
2
de
Setembro
de
1877.
O
presidente da
Assembleia
Geral
(471)
Antonio
Lopes
de
Figueiredo.
Vendem-se
doas
moradas
do
casas
sitas
uma
na
r,,a
de
D.
Pedro
V
desi-
gnada
c
m
o n.°
1
e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com o
n.°
He
11
A.
Para
tratar procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
VENHA
WK
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
'EfL
an(
lar
e
quintal,
n.° 4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e 8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem as
perlender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
VENDA
DE
QUINTA.
Na freguezia
de
S.
Mamede
d
’
Éste,
vende-se
uma
quinta
no
valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem
a
quizer
comprar,
póde
tractar
do seu
ajuste
com o
snr.
Manoel
da
Silva
Rocha,
morador
na
antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal,
d’
esla cidade.
(497)
ARRENDA-SE
Uma
morada de
casas
de
dous
andares,
com
quintal
e poço
e
.construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
BSOTABÇa
José
Joaquim
Coelho
dos
Santos,
ne
gociante
de
pannos,
na
rua Nova
n.°
40,
muda para
o
largo
do
Paço
n.°
9,
d
’
esta
cidade.
(502)
â
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
pra
ça
d
’
Alegria,
construída
de novo
e
com elegancia,
esta
casa tem
uma boa
loja
para
qualquer
negocio,- e
pode-se
alugar junta ou
em separado,
quem
a
pretender
falle
com
j
seu
dono
na
tua
Nova de
Sousa
n.°
56.
(474)
ÁPPROVADO
PELA
ESCOLA MED1CO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Bua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres e
soldados.
(580)
PADRE
SENNA
FREITAS
stiiiipw fâiiiOLhos
nwffl
Preço
....
54MÍ
reis
A
’
venda
na
Livraria Catholica
Purtuen*
se,
praça de D.
Pedro,
131.
Parte de Comércio do Minho (O)
