comerciominho_25011877_595.xml
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-
5?
ANNO 1877
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
595
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
wr
dirigida
toda a
correspondência franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ffâwSíi^sàuMãiiiMãiBcãiiiiirarâÕM^
PUBLICA-S
3S
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ÁS
===S
^;S==!!=!=S=H=2
==!=S=
í====5HS™^eaESE»^SHSl)
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=>Semestre
850
rs.-^Provsn-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.—
Semestre
íâOdO
rs.^Braztl,
anno
3<S600
rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4$>500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
29
%
d
’abatimento.
Bít
lGl-yU VT t-FilIt
t 35
BE
JiVilKO
A
proposta
do snr.
ministro da
fazenda relativa no Hancu de
Portugal.
III
Sendo
indecoroso
e
inteiramenle
inac-
ceilavel
conceder
tamanhos privilégios
sem
nenhuma
compensação,
impoz
o
snr.
An
tonio
de
Serpa
ao Banco de
Portugal
o
preceito
de
descontar
a
5
O|
q
,
acrescen
tando porém,
que
esta
laxa
poderia
ser
elevada
com
auctorisação
do
governo,
sen
do
o lucro resultante do
augmento
divi
dido
entre
o Banco
e
o Thesouro.
Ahi
temos,
pois,
a taxa
do
juro
á
mercê
das
influencias
politic
s
e
dos
ca
prichos
ministeriaes.
O supremo
dispen-
sador do
credito,
sobranceiro
a todos os
bancos,
decretando
a
seu
bel-prazer
o
favor para
este,
e a
morte
para
aquelle,
encontra
na
importante
questão
da laxa
do juro,
quem
seja
ainda
mais
supremo
dispensador
do
que
elle.
Pachá
de tres
caudas
para
com
os
ou
tros
bancos,
terá
de
fazer-se
aulico,
e
rojar-se
pelas
alcatifas
orientaes
dos
gran-
visires
desla
Occidental
praia
lusitana.
Quando
fôr lei
do
paiz
a
proposta
do
snr.
Serpa
o
trafico
bancario
tomará
o
as
pecto
dos
negocios
da
sublime
Porta,
on
de o
arbítrio
é a
suprema
lei.
Depen
dentes
os
bancos
do
grande
dispensador,
d
*
elle
esperarão
resignados
as
honras
ou
a
forca
consoante
a
sua
despótica
vonta
de.
Mas
quando
as
necessidades
do
mer
cado
assim
o
exigirem,
o Banco
de
Por
tugal,
despidas
as galas, com
que
deslum
bra
o
mundo
bancario,
irá
humilde sup-
ilicar
ao governo
o
augmento
da
taxa,
e
muilas
vezes
terá
de
comprar
<o que
é
lerfeitamente ottomano)
o
deferimento
da
sua petição
por
preço
secreto,
mas
que
mais
tarde
se
tornará
conhecido
na
conta
de
leltras
em
liquidação.
Não
pareça
juizo temerário o rigor
das
nossas
frazes.
Foi
por
este
sistema
de
dependencia
dos homens
políticos,
que
o
Banco
de
Portugal
em
tempos,
que
não
vão
longe,
encheu
a
sua
carteira
de
pa
pelada
com
firmas
sem
cotação.
E
sempre assim
acontecerá,
porque
quando
um
banco
está
dependente
a
cada
passo
dos
governos,
é
natural,
que
não
possa
negar
favores
do
seu
cofre,
àquel
es,
que
se
tornam,
graças
ás
fortuitas
influencias
da
política,
os
poderosos
pa
drinhos
das
suas
pretenções.
São
estas as
consequências
fataes
de
todos
os
privilégios,
de todos
os
mono-
polios,
de todas
as
dependencias
dos
go
vernos.
Desde o
momento
em
que
o
arbilrio
é
possivel
segue-se-lhe
de
perto
o
favo
ritismo,
e
mais
tarde
a
corruptéla,
da
qual
muitas
vezes
são victimas também
os
proprios
apaniguados.
Mas
porventura
póde decretar-se sé
riamente
a
taxa
do
juro? Pois
não
sabe
toda
a gente,
que
o
dinheiro
é
uma
mercadoria,
como
outra
qualquer,
cujo
preço
depende
unicamente
das
leis econó
micas?
Póde alguém
fantasiar,
que
o
Ban
co de
Portugal
tenha
dinheiro
barato
para
toda
a
gente,
que
Ibe
offereça
garantias,
quando
por
escassez de
numerário,
em
outras
partes
se
não
encontre,
dadas as
mesmas
garantias,
senão
por
juro
elevado?
Imaginemos
por
um
momento,
já
es
tabelecida
nesta
cidade,
a
caixa filial
do
Banco
de
Portugal,
e
dotada
por
exem
plo
com
cem mil
libras
destinadas
ao
desconto
a
uO|Q.
Agora supponbamos,
que
os
outros
bancos
e
capitalistas só
o
po
dem
emprestar
a
7
O
jq
porque
em
vir
tude
do
estado
do
mercado
é
em
grande
escala
a procura
da moeda.
Perguntare
mos:
não
é
visível,
que
esse
dinheiro
da
do
pela
caixa
a preço
inferior
ao
corren
te,
será
immedialamente
tomado
logo nos
primeiros
dias,
pelos
amigos
e
compa
dres,
que depois
virão
negocial-o
com
lucro
exclusivo
para
si,
e
sem
vantagem
nenhuma
para
o
commercio
e
industria?
O
mesmo aconteceria, se
a
um
nego
ciante
de
trigo
fosse
imposta
a obrigação
de
vender
na
feira
o
alqueire
a
800
reis,
quando
o
preço
corrente
fosse
de
900
ou
de
1$OOO
reis.
Desfarçadainente
elle proprio
ou
os
seus
associados
açambarcariam
nos
pri
meiros
momentos
pelo
preço estipulado
toda
a
porção
de
trigo
sugeila
á taxa
marcada,
e
em
seguida
passariam
a
re-
vtnder
pelo
preço
commum,
lucrando
a
diíTerença.
E
assim
como
no
nosso
exemplo
fica
ria
iiludida
a
esperança
dos
simplórios,
que
acreditassem
na reducção
do
preço
do
trigo,
assim
lambem
a
proposta
do
mi
nistro
da
fazenda
traria
um
formidável
des
engano
para
os
seduzidos
pela
promessa
do
desconto
barato.
Mas
diz
o
snr.
ministro,
que
uma
vez estabelecida a
unidade
de
emissão,
a
nota
desempenhará
em
grande
papel
eco-
nomico.
Girando sem
desconfiança
por
todas
as
mãos,
tornar-se-ha
verdadeira
moeda, acceiie por
todos.
E
como d
’
esse
grande
movimento fiduciário,
quem
tira
o
lucro
correspondente
é
o
Banco
emissor,
segue-se,
que
poderá
baratear
o
des
conto
sem
sacrifício
seu até
á
taxa
esti
pulada.
Mas
quem
vos
assegura,
que
pelo
facto
de
ser
o
Banco
de
Portugal
o unico
emis
sor
de
notas,
o nosso
povo
vae, mudan
do
de
costumes
e de modo
de pensar,
apaixonar
se
repeminamente
pelo
papeli
nho
de
novo
padrão
?
Indagai
as
causas,
porque
no
nosso
paiz
ainda
se
não
conseguiu,
que
o
mo
vimento
fiduciário
assumisse
as
devidas
pro
porções,
e
vereis,
que
o
retrahimenlo
da
nota
não
é
o
resultado
da
multiplicidade
do
padrão.
São diversas
as
suas
causas,
e
entre ellas
apontaremos:
l.a
a
indole
na-
turalmenle
discontiada
do
nosso
povo:
2.’
as
tristes recordações
do
papel
moeda
:
e
3.
a
o termos
ainda
ha
pouco
tempo
rela-
livamente,
contrahido hábitos
de
paz,
e
adoptado
costumes
commerciaes.
Dae tempo
ao fructo, que
amadureça,
e
por
ser
serôdia
a
sua
colheita,
não
mu
deis
de cultura
impensadamente
e
antes
de
tempo.
Tendes
por
accaso motivo
de
queixa
da
multiplicidade
das
notas
?
De
ram
ellas
logar a
alguma
crise
?
Não
de
certo
;
e
apenas
lhe censuraes
a
falta
de
largo
desenvolvimento
Pois bem, ninguém
nasce
adulto,
e com
a
paz,
a viação,
a
instrucção
e
também
com
a
moralidade
publica
conseguireis
alargar
a
circulação
fiduciaria
pelos
únicos
meios
eílicazes.
Contae,
para
vos
ajudar
n
’essa
tare
fa
civilisadora
com
a poderosa
inicia
tiva
do
norte
do
Paiz,
e
não
lhe
creeis
FOLHETIM
UK.
.!.
II.
I)E
MACEDO.
es
seis
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
I
Henrique.
Henrique
era um
exemplo
que
se
podia
dar
dos
dous
sentimentos
que
acabam
de
ser
discutidos.
Laços
de
uma
pura
e
virginal
amisade
a
ligaram
a
Carlos:
grilhões
de
um
amor
tirannico e
invencível o
prindiam
aos
pés
de
Marianna.
A
amisade
porém
dos
dous
mancebos
era
mais
velha
que
o
amor
de
um
d
’
el-
les
;
e
Carlos,
com
o
zêlo
de
um
amigo
fiel,
linha
acompanhado
todo
o
correr d
’
es-
se amor,
que
durante
muito
tempo
se
lhe
figurou
um
abismo.
Com
franqueza
e
lealdade
combatêra
esse
sentimento
de
Henrique
durante
seus
primeiros
tempos:
apoiára
sua
viagem
á
Europa,
e,
apesar
de
lêr o
nome
de
Ma
rianna
em
todas
as
cartas
de
seu
amigo,
só
começára
a fallar
d’
e|la
nas suas,
quan
do
começára
também
a
viuvez da
filha
de
Anacleto.
Depois
da
volta
de
Henrique
á
patria,
acompanhava-o
ao
Ceo-côr-de-rosa,
e
ob
servava...
Os
dous
amigos
estavam
juntos
na
ma
nhã
que
se seguiu
depois da
noite
do
an
nos
de Celina
Henrique
achava-se
pensativae
profun
damente
melancólico.
—Previ
que
estimarias
vêr-me
hoje
ce
do
:
disse
Carlos.
—
Estimo
vêr-te
sempre;
que quer
po
rém
dizer
a
tua
previsão?
—
Adivinhei que
estarias pensativo
e
triste.
—
Então
adivinhaste
também o moti
vo ?...
—Também.
Henrique
córou
sem
querer:
ensaiou
um
sorriso,
e
perguntou
:
—
E
qual
é?...
—
Sou teu
medico,
Henrique;
e
vi
que
a
noite
de
hontem
deveria
fazer-te
mal.
—
E fez-me.
—Portanto,
fiz
bem
em
vir
conversar
comtigo;
necessariamente
tens
muito
que
dizer-me.
—
Nào
;
lenho
ao
contrario alguma
cou
sa
que
perguntar.
—
Vamos pois.
--
Que
observaste
hontem
á
noite,
Car
los
’
...
— Provavelmente
menos do
que
tu,
Henrique.
—
Menos
do
que
eu
?
..
—
Sim;
porque
eu
examinei
tudo
com
o
olhar
frio
do
observador,
e
tu
viste
tu
do
com
os
olhos
enganadores
da
paixão.
—
E então?
..
—
Então
tu
deixaste
hontem
o
Ceo-
côr
de-rosa
com
a convicção
terrível
de
que
tinhas um rival
poderoso
no
joven
Salus
tiano.
—
E
tu?...
—
E
eu
vim
com
a
certeza
de
que
a
bella viuva detesta
esse
homem
mais
do
que
tu
mesmo.
—
E
’ possivel?!!
—Mas
eu
trouxe
também
a
certeza
de
que
entre
ella
e Salustiano
existe
um
se
gredo,
que
é
uma
barreira
que
se
levanta
contra
o leu
amor.
—
Oh!...
mas esse
fatal
segredo...
—
E
’
um
segredo...
são
o
saberás...
não
o
saberemos.
—Mas
eu daria
meu
sangue...
metade
de
minha
vida
para
poder
arrasal-o...
—
E
nunca
o
saberás.
Henrique
torceu
as mãos
com
violên
cia,
e depois exclamou com accento de
dòr
profunda:
—
Que
eu
não
possa
esquecer
essa
mulher!!!
E
começou
a
passeiarpor
toda
a
extensão
da
sala
visivelmente
alterado.
Carlos acompanhava-o
em
silencio
e com
os
braços
cruzados,
até
que
ernfim
Hen
rique
principiou
a
desabafar
seus
soíTri-
mentos
fallando.
—
E
’ incrível
!
exclamou
elle.
Como
se
póde
explicar
este
sentimento
de
que
tem
feito
o
constante
padecer
de
minha
vi
da?...
como1
é
que póde
em
mim
tanto
es
sa
mulher, que
nem a
razão, nem
a
au-
zencia,
nem
a amisade
poderam
conseguir
fazer-me esquecel-a
?...
como
é
que
eu
me
prendo assim a
uma
rosa
que
me
es
pinha;
que
me
oflereço
a
um raio
que me
abraza?!!
Oh!
Carlos! Carlos! este
amor
é fatal
como
a maldição de
um
pael...
—
Eu t
’o
predice:
no
seu
começo
fô-
ra
possivel
vencel-o: agora
é
tarde.
—
Possivel
vencel-o?!
se
não fòras
meu
amigo,
eu
te
dezejaria
um
amor
como
este,
para
sentires
como
foi
elle
no
seu
começo:
sabes o
que
é
estar
um
homem
devorado
pela
sede,
e
prezo
a
uma co-
lumna
de
ferro
a
dous passos
de
um
rio
de
agoas límpidas?...
pois
foi
assim
que
eu
vivi emquanto
Marianna
esteve
cazada;
a
minha
sede
era
de
amor,
minha
co-
lumna
de
ferro
era
a
honra,
e
essa
mu
lher
era
para
mim
uma
fonte
de angéli
ca
purezu...
oh!...
foi
muito
horrível
a
minha
vida!...
foi muito
horrível!!!
Carlos
guardou
silencio.
—
E
agora?
proseguiu
o
apaixonado
mancebo;—
agora
que
nenhuma
conside
ração digna
de
respeitar-se
se
oppõe
ao
meu
amor
;
agora
que
eu
não
me
enver
gonho
declarando-o
á
mulher,
que
tanto
póde
sobre
mim
;
agora que
eu
a
ouço
todos
os
dias
dizer
que
me
ama,
ha
de
vir
um
homem,
que
até
hoje
desprezei,
ostentar
a
meus
olhos
o
poder
que
exer
ce
sobre
ella?...
isto
não
é
uma
tentação
abominável?
dize,
Carlos
dize,
isto
não
é
uma
tentação
capaz
de
perder-me
para
sem
pre
?...
Os
olhos
de
Henrique flammejavam.
—
O
que
queres dizer?...
exclamou
Car
los.
—Quero
dizer,
respondeu
Henrique
tre
mendo,
que
hontem
á
n
ite
eu
vi a
mu
lher
que
adoro, levada
pelo
braço
d
’
esse
homem,
pallida abatida,
trémula
como
uma
criminosa
;
e
elle,
arrogante,
soberbo,
ter
rível
e
feroz
como um algoz; quero
di
zer,
que
de
então
até
agora
eu
tenho
so
ndado
com
um
punhal...
e
com
a
des-
honra...
—
Insensato!
bradou
Carlos.
—
Mais
do
que
isso!!'
—
Comprehendes
bem
todo
o
sentido
das
palavras que pronunciaste?...
—
Períeitamente.
—Serás
capaz
de
repetil-as?...
—
Sem
duvida.
—Henrique,
disse
Carlos
com
voz
tris
te
e
grave;
falias
com
o teu amigo, res
ponde
pois
seriamente:
pensaste
já
uma
só
vez em
realisar
esse
pensamento
abo
minável
?...
Henrique
hesitou.
—
Esse
pensamento
é
um
crime,
tor
nou
Carlos;
mas
eu
sou
teu
amigo
para
t
’
o
perdoar;
responde
pois,
pensaste
já
uma
só
vez em
realisal-o
?..,
Henrique
empai
ideceu
como
um
mo
ribundo,
e
disse
:
—
Já...
esta
noute.
—Estás
quasi
perdido!!
exclamou
do-
lorosamenle
o
amigo.
Henrique,
escutando
esse grito
da
ami
zade, alirou-se
no
sofá
chorando
desabrida
mente.
Carlos
sentou-se,
e
reflectiu
durante
muito tempo
:
o
medico
procurava
um re-
medio
para
o seu
doente;
e
o
doente
ti
nha
jnedo
d’
aquelle medico, que
sempre
se
havia opposlo
ao
seu
amor.
(Continua)
nossas
cidades,
capellas
e
escolas
protes
tantes,
as quaes, ao
mesmo
tempo
que
são
centro
d
’
heresia
e
perversão,
come
çam
a
ser
reconhecidas, até pelos
mais
alucinados,
que
não
são
menos focos
de
rebelliào
e
anli-hespanholismo,
ao
passo
que
partnanecem
fechados,
e
em
sua
maior
parte
destruídos,
tantos
e
tantos
institutos
e
casas
religiosas,
em
cujo
sa
grado
recinthu
se
alojaram
sempre
as
let-
tras
e
as artes
e
se
formaram
tantos
e
lã
>
esclarecidos
varões,
que
com
o
seu
profundo
saber
e
heroica
santidade
tem
edificado
o
mundo,
enchendo
de brilho
e
gloria
a nossa
mui
querida
Hespanha;
onde...
mas
não;
não queremos
fallar
mais
sobre
isto,
Beatíssimo
Padre,
porque
não
é tempo
de
fallar,
este
em
que
nos
encontramos,
mas
de
gemer
e chorar,
como o
profeta
Jeremias
sobre
as
ruinas
ensanguentadas
e
fumeganles
de Jerusa
lém,
e
do
templo,
e
de
orar
e
pedir
ao
Senhor,
noite
e
dia,
que
salve
a
nossâ
Hespanha,
e
com
ella
e
por
ella
a todas
as
nações catholicas:
virá
ainda
tempo
de
fallar
e então
faltaremos;
e
se
nós
não
faltarmos,
faltarão
depressa,
e
com terrí
vel
eloquência,
os
pavorosos
acontecimen
tos
que
se
preparam
e
presentem
no
mundo.
Vossa
Santidade
conhece
muito
bem
toda
a
extensão
e
profundidade
de
nossos
mates,
e
não
temos
necessidade
de
refe-
ril-os,
ainda
que a
temos,
e
mirto
grau-'
de de
consolação e esperança;
e
precisa
mente
uma
das
coisas
que
mais
nos
im
pediram
a
emprehender
esta
longa
e
pe
nosa
peregrinação,
é a
necessidade que
sentimos
lodos de
ser
confirmados
e
con
fortados
por
Vós, ouvindo
dos
lábios
de
Vossa
Santidade
a expressão
da
fé,
que
vence
o
mundo,
da
esperança
que
eleva
o
homem para
o céo
e
da caridade
que
depois
de
inflamado
e
transformado
o
une
a
Deus.
Loquere
Domine
quia
audit
servus
luus.
Fallae
pois,
ó
Santíssimo
Padre,
porque
o
povo
calliolico
tiespanhol,
vosso
filho
predilecto,
representado
nesta
devota
peregrinação,
vos
escuta
com
ancia. Fjl-
lae,
Beatíssimo
Padre,
pois
sabemos
e
cremos,
que
ouvindo-Vos
a
Vós ouvimos
0
Apostolo
S.
Pedro,
do
qual
sois
legi
timo
successor, e
0
proprio
Jesus
Christo,
de
quem
sois
verdadeiro
Vigário.
Fadae,
nosso
amantíssimo
pae
e
se
nhor,
a
verdade
ao
vosso
povo,
porque
estamos
lodos
sedentos
de
verdade,
pois
tem-se
diminuído tanto
as
verdades
entre
os
filhos
dos
homens, que
uma
grandís
sima
parle
d
’
elles
morrendo
está
de inna-
nição
nas
horríveis trevas
da duvida
e
do
sceplicismo.
E
depois que nos tiverdes
faltado
e
ensinado
com
amor
de
pae
e
auctoridade
de mestre
infallivel,
os
hespa
nhoes
que
aqui nos
achamos
e
quantos
se
uniram
em
espirito
á
nossa
peregri
nação,
Vos
pedimos
e
supplicamos.
pros
trados
a
Vossos
pés,
que
Vos
digneis
abendiçoar
com
bênção
apostólica,
não
só
a
nós
e
ás
pessoas
e
coisas
que
nos
per
tencem, senão lambem
a
todos
e
a cada
um
dos
filhos
da
fidalga
nação
hespanhola,
de
qualquer
classe
e
condição
que sejam,
desde
0
mais
elevado
até
ao mais
humilde,
e
de qualquer
partido
e
opinião que
se
jam,
pois
são
nossos
irmãos
e
compa
triotas,
e
queremos
que
os
abençoeis a
todos;
aos
bons
para que
cresçam
na
virtude e
preserverem
no
bem
até
á
mor
te;
e
os maus
para
que
se
convertam
e
sejam
illuminados
pela
fé
e
graça
de
Nosso
Senhor
Jesus Christo.
Nós,
em
troca,
Beatíssimo
Padre,
pro-
mettemos
solemnemente
a
Vossa Santida
de
estarmos
sempre
adictos
a esta
cadeira
sagrada,
columna
e íirmam
nto
da verda
de,
crer
e
confessar quanto
ella
nos
en
sine,
praticar
quanto
nos
mande,
repro
var
e
condemnar
quanto
ella
reprove,
con-
demne
e
anattiematise;
e
p<omeltemos
igualmenle
pedir
a
Deus
sem
cessar,
que
cubra
Vossa
Santidado
de todas
as
graças,
dons
e
bens
celestes, e
que
se digne
pro
longar
Vossa preciosa
e
já
larga
e pro
digiosa
vida,
até
que
vejaes
o novo
e
e
resplendente
triunfo
da
Egreja,
e pos-
saes
dizer
antes
de
fechar
os
olhos
á
luz
d
‘esla
vida
com
0
velho
Simeão:
Nunc
dimiltis
seruum
luum,
Domine,
secundutn
verbum luum
in
pace;
quia
viderunt
oculi
mei,
salulare luum.
Ainen.
Assim
seja.
Tenho
dito.
embaraços,
nem
lhe
quebranteis
o
animo
com
os
vossos
monopolios
do
Sul.
Resumindo
pois
a
apreciação
da pro-
.
posta
do
snr.
Antonio
de
Serpa
diremos,
1.®
que ella
vem difiicultar os
negocios
dos
Bancos
existentes, principalmenle
na
occasião
actual,
em
que
procuram
desem
baraçar-se
d
’
uma grande quantidade
de
pa
pel
em caução ;
2.°
que
o
movimento
fi
duciário,
pelo
facto
de
ficar
monopolisado,
não
augmenlará
consideravelmente
mais,
do
que
pelo
systema
actual
modificado,
e
peia
simples
acção
do
tempo
; 3.°
que
ao
proprio
Banco
de
Portugal
será
muitas ve
zes
prejudicial
a
dependencia,
em
que fica
dos
influentes políticos
;
e
4.°
finalmente,
que
ainda
auferindo
lucros
o
mesmo
banco
dos
novos
previlegios,
poucos
serão
os
seus
accionistas,
que
apidaudirão
a
proposta,
porque
raro
será
aquelle,
que
não
tiver
acções d’
outros
bancos,
e portanto
que
não
venha
a ser
por
esse
lado
prejudicado
nos
seus
rendimentos.
Ficará
ainda
para
o
numero
seguinte
a
apresentação
do systema,
que
preferimos
acerca d
’este assumpto.
-----------------------------------------
Ditieurua pronunciado pelo vene
rando
arcebispo <le tòratiail»,
por
oeeaoião de «presesator «o
Vsnnto
Padre
a peregrinação
hes
panbola
no dia í® de outubro,
proximo
pausado.
(Conclusão)
Já
em
a nação
christianissima
ha
co
meçado
a
sentir-se,
como
que instincti-
vamente,
tanto
no povo,
como
no
exer
cito,
esta
necessidade,
cada
vez
mais
urgente,
e
a
prover-se
ao seu
remedio
com
a
instituição
das
universidades
catholicas,
onde
a
juventude
é
preserverada
do
con
tagio
da
depravação inlellectual
e
moral,
e
apascentada
com
doutrinas
smdaveis;
e é
d
’
esperar
que
este
movimento
rege
nerador,
favorecido
pela devoção
ao Sa
grado
Coração
de Jesus, em
honra
do
qual
está
erigindo
uma
Basílica,
e
á
Ln-
maculada
Virgem Maria,
apparecida
em
Lourdes,
onde
a
visitamos
e veneramos,
vá
crescendo
de
dia
para
dia
até
que
essa
nação
generosa,
lembrando-se
deClodoven,
Pepino,
Carlos Magno e S.
Luiz,
corres
ponda
fielmente
á
ráissão
providencial,
que
parece
haver
recebido
do
céo
em
fa
vor
do
Pontífice
e
da
Egreja
universal.
A
Áustria e
a
Hungria
guardam
ain
da,
como
seu
mais
precioso
thesouro,
a
fé
catholica
que
as civilisou e
as
fez gran
des
e
gloriosas
entre
as
nações
da terra,
e
a
piedade
resplandece
entre
seus
augus
tos
príncipes, como
um
raio
d
’esperança.
Até
nos
mesmos
estados
proiestantes
parece vislumbrar-se
os
primeiros
alvores
de
ura
dia
feliz
e
venturoso
de
novos
triunfos
para o calholicismo.
Na
Grã
Bretanha,
a
Egreja
Catholica,
nossa
mãe, recebe
diariamente
em
seu
seio
a
flor
e
a
nata
dos que nasceram
nas
trevas
da heresia e
do
èrro;
e quiçá
não
esteja
longe o dia
em
que
a
antiga
Ilha
dos Santos
sustente
uma
só
grei,
regida
por
um
só pastor.
A
Allemanha
começa
a gostar,
e
tal
vez
que
para seu
maior
bem,
os
amargos
e
malditos
fruclos
do
racionalismo
e pan-
theismo,
que
lera
ensinado
ao
resto
da
Europa
e
diífundido
no
mundo;
e
ainds
que
nestes
dias
está
dando
a
beber á
Egreja
Catholica
o
amarguissimo
calix
da
paixão,
terminado
que
seja
este periodo
terrível
de
dolorosas
provações
e
comba
tes
gloriosos
para
a
religião
e
para
aquel
les
nossos irmãos, que
como
vigorosos
atletas
a
defendem,
e
o
Senhor
coroará,
por
sem
duvida, seus
grandes
esforços,
não
só
com
as
palmas
e
corôas
que lhes
pre
para
lá
no
céo,
mas
também
tornando
em
copiosas
bênçãos
e
graças
espirituaes,
a
tavor
da
patria
allemã,
as
muitas
oppres-
sões e
trabalhos,
que
agora
soílrem
com
heroica
paciência e
invencível
fortaleza
tantos
iliustres
defensores
da
fé
de
Christo
e
dos
direitos
de
sua
religião
e
de
sua
Egreja.
Bem
quizeramos.
Beatíssimo
Padre,
seguir
consolando
a
Vossa
Santidade
com
novas
e mais
doces
palavras;
o
nosso
animo
porém
senle-se
muito
desfallecido,
vendo
o
que
se
passa aqui
em
redor desta
cadeira
sagrada,
e
recordando-nos
de
nossa
mui
amada
patria,
onde
tantas
e
tão
gran
des
ruinas
moraes
e
materiaes
tem
con
seguido acumular
a
revolução
no espaço
de
quarenta
annos,
e
especialmente
nes
tes
últimos,
em
que
se
rompeu
e des
truiu
a unidade
social
de
nossa santa
fé
catholica,
franqueadas
ao
èrro
nossas
cos
tas
e
fronteiras,
e
abertas em
varias
de
e
Ligne,
filho do
ex.
ra0
snr.
D.
Pedro
de
Portugal
e Castro,
e
cunhado
do
ex.1110
snr.
conde
de
Bertiandos.
Era
da
primeira
nobreza
da
antiga
monarchia,
por
ser
neto dos
duques
de
Lafões e
dos
marquezes
de
Vaíença.
Falleceu
victima d
’um typho, depois
de
ter
recebido os Sacramentos,
que
arden
temente
pedira
ao
ser atacado
por aquella
terrível
enfermidade. Expirou
abraçando
uma Imagem
da
Virgem
Santíssima.
Pedimos
por sua
alma as
orações
dos
leitores,
e
enviamos
ás
nobres
famílias
anojadas cumprimentos
de
pesames.
s&eereío
Bnfaniis.
—
Recebemos
0
n.°
1
do
volume
3.°
do
Recreio
Infantil,
bello
periodico
editado
pelo
snr.
J.
M.
Verde.
Baiieo Mercantil de SSi-ngtt. —
Teve
hontem
logar
a
reuni.
0
da
assem
bleia
geral
d’
este
Banco,
que
foi
presi
dida
peio exm.°
snr.
Jeronymo
da
Cunha
Pimenlel.
Foi
tilo
pelos directores
0
respectivo
relaiorio,
pelo
qual
se
mostra
que
0
saldo
existente de
ganhos
e
perdas
é
de
reis
19:871^411.
Foi
proposto:
Para dividendo
a
quantia
de
15:000^000
reis,
que
é
a 2
1[2
p
c.
ou 1$250
reis
por
acção
;
Para
fundo
de
reserva,
1:590^000
reis;
Para
amorlisaçâo da
conta
de
installa-
ção,
484^689
reis
;
E
0 saldo
de
2:797,3322 reis
para
de
cima
e para
lucros
e
perdas
do
anno
se
guinte.
A
direcção
pediu
um
voto
de
louvor
ao
conselho
nscal;
e
lembrou
que
os
ac
cionistas
deviam
ter
em
vista
0
quanto
se
tornava
prejudicial
para
este
e
para
os ou
tros
Bancos
a proposta
apresentada
pelo
ministro
da
fazenda,
com
relação
ao
Ban
co
de Portugal.
Seguiu-se
a
leitura do
parecer
do con
selho
fiscal,
que
se
conformou
com
0
re
latório da direcção,
e
para
a
mesma
pe
diu
um
voto de louvor.
Postos
á
votação
foram
unanimemen-
te
approvados
0
relatorio, e
0
parecer
do
conselho
íiscal.
Suscitou-se
depois
uma
pequena
dis
cussão,
sobre
se
a
assembleia
geral ordi
nária
podia,
ou
não,
traclar
da
questão
da representação
ás
camaras ácerca
da
proposta
do
snr.
ministro
da fazenda,
a
que
acima
nos
referimos;
sobre
0
que foi
apresentada
a seguinte
proposta
:
O
conselho
íiscal
proprõe
que
seja
sub-
meltido
á
approvação
d
’
asseinbleia
geral
representar
a
direcção
d’este
Banco
só,
ou
com
mais
alguns
accionistas,
contra
a
pro
posta
do snr.
ministro
da
fazenda
a
res
peito
do
projecto
da
reorganisação
do
Ban
co
de
Portugal.
Antonio
Lopes
de
Figuueiredo.
Fernando
Castiço.
Manuel
Jo>è
Rodrigues
de
Macedo.
—
Foi
depois apresentado
0
seguinte
additamento
:
Quando
a assembleia
delibere
que
se
deve
representar
contra
0
projecto do
snr.
ministro
da
fazenda, tendente á reor
ganisação
Jo
Bioco
de
Portugal apresen
tado
utlimamente
á
assembleia
legislativa,
fi
que
auctorisada
a
direcção
a
representar
de
per si
ou
collectivamente
com
outros
Bancos.
Francisco
Xavier
de
S.
Torres e Almeida.
Postos
á
votação
foi
unanimemenle ap-
provadas,
tanto
a
proposta,
como
o
addi-
tamenlo.
Preces em .Marroe«»s.—
O
Echo
de
Oran
de
6
conta
que
verdadeiras
tem
pestades
e
trombas
foram
assignaladas
em
Marrocor
e
no
estreito
de
Gibraltar
no
mez de dezembro.
A
população,
em
consequência
d
’este
mau tempo, está consternada. Viu-se
pela
primeira
vez
em
Tanger
uma
procissão
musulmana,
afira
de
pedir
a
Deus
a
ces-
sassão
do
mau
tempo.
Os
que
a
compu
nham,
pela
maior
parte
pessoas
importan
tes
da
cidade, iam
descalços, apesar
da
chuva
que cahia
a
torrentes.
Um
dos
indivíduos
do
cortejo
levava
uma
lanterna
na qual se
achavam
duas
velas
accesas.
Esta
lanterna
devia
ser
de
positada
no
tumulo
d
’
um
santo
que,
se
gundo
a
legenda,
tem
um
poder
extraor
dinário
para
obter d
’
Allah tudo
0
que
de
seje.
Canal de Suez. —■
D
’um
magnifico
quadro
do
trafico
do
canal
traçado
pela
Companhia
resulta
que essa
estrada
a
to
mam
hoje em
dia
24
linhas
ragulares
de
barcos
a
vapor,
que
empregam 234
bar
cos
com
uma
parte
bruta
de
509,447
to
GAZETILHA
Obito,
—
Falleceu
em
Lisboa
0
ex.
mo
snr.
D.
João
Carlos
de Bragança de
Sousa
neladas.
Classificados por
ordem
de
nacio
nalidades, correspondera
d
’
este
total:
á
In
glaterra,
152
barcos
com
350,273
tonela
das;
á
França,
18 com
112,724;
á
Hollan-
da,
15
com 36.585; á
Áustria,
18
com
29,227;
á
italia,
10 15,218;
á
Rússia.
8
com
13,433;
a
Allemanha,
8
com
11,386,
e
á
Hespanha
5
com
10,751
toneladas.
Eatatistien
eurioga.
—Sob
este
ti
tulo
dá o
«C.
de
Penafiel»
a
seguinte no
ticia.
As
seitas
e
religiões
que 0
imperador
autocrata
de todas
as
Russias,
tem
debai
xo
do
seu immediato
poder constam
de
dez milhões
de
adoradores
de
animaes
im-
mundos;
oito
milhões
de
mahometanos;
tres
milhões
de
selvagens
do
pólo
glacial;
um
milhão
de
sectários
da
religião
cosmo
polita;
trinta
milhões
de scisinaticos;
e
apenas
quatro a
cinco milhões
de
chris-
tãos
de
raça
pura,
que
seguem
a
religião
de
Jesus
Christo.
Ora
não
fallando n
’estes
últimos,
se
p>r
fatalidade
toda
aquella
magna
caterva
invadisse
a Europa
Occiden
tal, estavamos
arranjados;
teríamos
por
divertimento
continuo
0
fazer-lhes
monta
rias
como
aos
lobos.
W
conde JLuigi IVIivNtai.—
Morreu
no dia 8
de janeiro
em
Roma
0
conde
Luigi
Mastai,
sobrinho
do
Papa
Pio
IX.
ssrinde.
—
Recebemos
0
Brinde
aos
snrs.
assignantes
do <
Diário
de Noticias»,
em
1876.
Contem: «A
lenda do Peru,
por Fran
cisco
d’
Aimeida»;
«Só»,
por
Brito
Ara
nha;
«A Mãe», por Jayme
Victor;
«Abne
gação
de
Mae»,
por
Leite
Bastos,
e a
«Lenda
do
romantismo»,
por
Gervasio
Lo
bato.
Agradecemos
a
mimosa
offerta
do
es
timável collega.
a>
*
cci«»naric»
tie Ceograjihia I ni-
versn!. —
Recebemos
os
fascículos
n.
os
15
e
16 d
’
este
diccionario,
da
empreza
Horas
Românticas.
Continua
a
ser regularíssima
a
sua
pu
blicação.
Agradecemos.
Uiu
verdadeiro
tliesoure, —
Ha
dias,
á
altura
da
ponte
Royal,
em
Pariz,
alguns
marinheiros,
lançando
0
harpeu,
trouxeram
do fundo
do
Sena
uma
massa
informe
revestida
d
’
areia
e
de
conchas
que
venderam por
alguns
francos
a
um
mer
cador
d
’
antiguidaies
do
caes
Voltaire.
O nosso
homem,
diz
0 «Bullelin
tran
çais»,
tirou com
uma
religiosa
solicitude
a
camada calcaria
que
recobria
0 objeclo
em
questão
e
descobriu,
com
grande
estupe-
facção
sua,
uma
taça
antiga
do
estylo
mais
puro.
O
vaso,
de forma
ovoide,
é
ornado
d
’
adoraveis
cinzeladuras
representando
uma
roda
de
saiyros e de
bachantes
que
em
punham
thyrsos
e
estão
toucadas de
pâm
panos
e
d
’
uvas.
O
deus
Pan
dirige
a dan
ça
ao
som da
ílaula.
O
colo
do
vaso
é
ornado
de
typos
com
mascaras
de satyros;
as
azas
são
formadas
de
duas
bachantes
cujo
corpo
está fortemente inclinado e
cu
jas
cabeças
se
juntam
O
vaso
é
marcado
pela
lellra
grega
phi.
O
metal
é
iriado
e
não se
assemelha
a
nenhum
metal
conhecido.
O
antiquá
rio,
numismata erudito, está
presuadido
que
tem
entre
mãos
um verdadeiro
thesou-
ro,
0
vaso
murrbino
que
os sábios
desi
gnam
ainda
sob
0
nome
de
bronze
de
Co-
rynlho,
e
que
segundo
Seneca,
0
maior
amador
do
seu
ternpo,
vendia-se
já
n’
esta
epocha
por
um
preço
fabuloso.
Seis
especies
de
metaes,
0
ouro,
a
prata,
0 cobre, 0
chumbo,
0
estanho,
0
ferro,
entram
n
’elle
em
proporções
que
foi
sempre impossível determinar.
Este
the
souro,
segundo
as
conjeduras
mais
pro
váveis,
remonta
naturalmenle
á
occupação
de
Lutecia
pelas legiões de
Cesar e
de
Labienus.
Kstlimo
«le
Larnen.—
O
ultimo cor
reio
da
America
trouxe
noticias interres-
santes
com a
data
de
26
de
dezembro,
ácerca
da
abertura
do
isthmo
de
Dar-
len.
Ha
alguns
mezes,
0
presidente
Grant
encarregou
uma
commissão
de
examinar
os
relatórios
das
diversas
expedições,
en
viadas
á
custa
do
governo
americano,
para
estudar
a
possibilidade
da
abertura
do
is-
tbmo
de
Darlen.
Este relatório
acaba
de ser
apresentado
ao
presidente. Eis
as
conclusões:
1.
®
O traço
recommendado
é 0
de
Ni-
caragua,
partindo
de
Greytown
sobre 0
Atlântico,
prolongado
por
um
canal
até
á
ribeira
de
S.
João, seguindo
esta
rabeira
até
ao
lago
de
Nicaragua,
atravessando
0 lago para ligar
0 rio
Medio
e
seguir
por
um
canal
pelo
rio
Brito
por
este
ter
minar
no
Oceano
Pacifico.
Esta
via
recom-
menda-se
por oíferecer
mais
vantagens,
me-
dentro em
pouco urdiu a
sua
teia
deanle
da
estreita
abertura
d
’
este
asylo.
—
Se
elle
tivesse
aqui
entrado,
esta
teia
d’
aranha
não
estaria
inteira,
respondeu
Saul
aos
que
diziam
que
se
entrasse den
tro;
e
continuou
seu
caminho.
David
se
prostou
sobre
o
pó, e
excla
mou:
—
«Bem
de
pressa,
Senhor,
me
haveis
illuminado:
perdoa-me
Jehova,
e
asseguro-
te,
que
nunca
mais
a
menor
duvida
en
trará em
minha
alma.
Sim, as
aranhas
e
as
moscas tem
utilidade
sobre
a
terra;
o
que
tu
dizes
é
sabio
e
prudente:
o
que
tu
fazes
é
justo
e
santo».
Estragos <1<» temporal.—
Em
Al-
coutim,
sobe
a
mais de
60:00)4900 reis,
o
valor
dos
estragos
causados
pelo
tempo
ral
á
agricultura,
e são
mais
de
mil os
oroprielarios
feridos
por
esta
calamidade.
O
valor dos
predias urbanos arruinados
e
destru
los
atida
por
42:000^0'10
réis.
8>esaotres marítimos.—
Não foi
SÓ
em
Portugal
que
se
fizeram
semir
os
pre
juízos
causados
pelos
teinporaes.
Todos
os
dias
chegam
de
diversos
portos
novas
in
formações
ácerca de
desastres
succedidos
a
diversos
navios.
A companhia
geral
transatlanlica
per
deu
um
vapor
magnifico,
o
«America»,
que
encalhou
á
entrada
de
Nova-York,
salvan
do-se
comtudo
os
passageiros,
as
bagagens
e as
malas.
A
companhia
hainburgneza
americana
perdeu
nos
mares
do sul
o
«Goe-
the» e
teve
encalhados
o
«Franconia
e
Saxonia». O «City
of
Bristol»
da
linha
«Inman»
entrou
em Quenslown
tendo per
dido um
dos.
pilotos
e
quatro
marinhei
ros.
O
«Dominion»,
da
carreira
do
Ca
nadá,
encalhou
á
saida
de Liverpool.
O
«Othello»
da
linha
«Wilson»
e
o «Cali
fórnia»
da
linha
«Anchor»
encalharam
ao
sair
de
Nova-York.
O
«Santiago»
entrou
em
Liverpool
com
grandes
avarias. O
«Ma-
rianna»,
de
Liverpool,
entrou
em
Boston
com
grandes
avarias.
O
«Istrian»
esteve
quasi
perdido
e
arribou
a
Queenstown
com
o
helice partido.
O
«Thames»
que
ia
de
Monreol
para
Londres
teve
de
se
refu
giar
em
Porlsmouth
com
grandes avarias.
O
«Suilzerland»
encalhou
á
entrada
de
New-York.
X)
«S.
Jorge»
que ia
de
Mon-
tevideu para
Londres
teve
de
arribar
ao
Rio
com
avaria.
O
«Mendes
Nunes»,
que
ia
de
Gadiz
para
a
Havana
teve
de
voltar
ao
porto
de
partida
com a
machina
es
cangalhada.
O
«Equateur»
da
companhia
das
«Messageries»
entrou
em
Bordeaux
com
as
machmas
em
misero estado.
Todos
estes
navios
são vapores
de
pri
meira
classe
empregados nas
melhores
li
nhas e construídos
com
todas
as
condi
ções
de
confortos,
luxo e
segurança.
Imagine-se
por
estas
indicações o
que
não
softreu
com
os últimos temporaes a
nave
gação
a
vella.
Bnveação
«l«»s ladrilhos.
—
A
in
venção
dos
ladrilhos
data
do
anno
2611,
aules
de
Chrislo,
entre
os
chinezes.
Empregaram-se
primeiramente
na
con
strucção
de
um observatorio
levantado
por
Hoang-Ti, para
recliíicar
o
kalenda-
rio.
Os
babylonios
escrevem
em
ladrilhos
as suas
primeiras
observações
astronómi
cas.
Os
romanos
serviam-se
ao
principio
dos
ladrilhos
crús
que
deixavam
seccar
ao
ar
durante
4
ou
6
annos.
Plinio
cita
estas
duas
cidades
de
Hes-
panha,
Masalina e
Calenda,
onde
se
fabri
cavam
ladrilhos que tinham
a
proprieda
de
de flucluar na
agua.
Fabroni
encontrou
este segredo
nos
fins
do
século
passado.
OeHgrisça no
Tejo.—
Caiu
ao
Tejo,
em
frente
da
Estação
dos
caminhos
de
ferro
do
norte
e
leste,
um
menor
que
fa
zia
parle
da
tripulação
de
um
varino
que
alli
passava,
não
podendo
saber-se
o
nu
mero
do
varino.
O
pae
do
infeliz
deitou
ainda
o
bote ao mar
chamando
pelo
lilho
e
gritando que
acudissem, mas o
infeliz
não
voltou
mais
ao
cimo
de
agua
e
o
bar
co
seguiu
o
seu
destino.
Erupção «lo
Vesuvio.-0
profes
sor
Palmieri
enviou
de
Nápoles ao
«Di
reito»
a
seguinte
communicaçào
attinente
á
nova crise
do
Vesuvio:
A
pequena
fase
eruptiva
começada
em
15
de
desembro pe
1865,
como
não
at-
lingisse grande
vigor,
foi
em
parte
abafa
da
pelo abatimento
da
crosta correspon
dente
á
cratera
de
1872.
Nos
primeiros
dias
do corrente
mez
notou-se
grande
agitação
nos
apparelhos
sísmicos
do
observatorio
do
Vesuvio,
e
d
’ahi
a
pouco
tempo
a
cratera
de
1865,
abrindo-se
de novo,
vomitou
primeiramen
te
grande
porção
de
arêa, e
a
d
’
isso
um
fumo
abundante
em
ácidos
e
chloruretos,
nos
difliculdades
praticas e ser
de
todas
as
indicadas
a
mais
economica.
2.
°
O
lago Nicaragua, ponto
culminan
te
do
canal, será
conservado
a
uma
altura
permanente
de
108
pés
acima
do
nivel
do
mar.
Como
consequência
d
’esla
differença
de
nivel
haverá
sobre
a
vertente
do
Atlânti
co
quadrado
diques
no rio
de S.
João
e
dez
comportas;
sobre
a
vertente
do
Paci
fico terá
outros
dez.
Nas duas
extremida
des
do
canal
formar-se-hão
portos
arlili-
ciaes.
3.
°
As
despezas
de
construcção
elevar-
se-hão
a
cem
milhões
de
dollars,
o
que
é
menos
do
que
as
despesas
resultantes
de
qualquer
ouiro projecto.
4.
°
Terminadas
as
negociações
preli
minares,
a
abertura
poderá
estar
concluída
no
periodo
de
dez
annos.
5.
°
O
canal
inter-oceanico
deverá
fi
car
de
baixo
da protecção
de todas
as
na
ções interessadas, que deverão
garantir,
não
sómente
a
neutralidade
do
canal e das
obras
d
’arte,
mas
ainda
a d
’
um
território
de
50
milhas
de largura, de
cada
lado
do
canal,
e
a neutralidade
do
mar
nas
entradas,
n
’uma
extensão
de
130
milhas
marítimas,
tanto
com relação
ás costas
como
ao
alto
mar.
O
presidente
Grant
encetou
as
com
municações
sobre este
assumpto,
com
os
governos
europeus,
e
logo
que
receba
respostas
favoráveis,
submetlerá
toda
a
correspondência
ao
congresso,
com
uma
mensagem
especial,
convidando
os
Esta-
dos-Unidos
a
entabolar
as
negociações
ne
cessárias
para
a
execução
d
’esta
grande
empreza.
Hei o
«!e
fazer fortuna.—
Em
Pa
ris,
Londres
e
New-York,
vendem-se
sem
difliculdade
por
100,
2oÓ
e
300^000
réis
canarios
que
cantam
as admiráveis
melo
dias
de
Weber,
Schubert, etc.
Nada
mais
facil
que
conseguir
este
resultado,
portentoso
á
primeira
vista-
Colloca-se
um canario
n
’tima
gaiola
situada
n
’
um
quarto
com
boa
luz,
onde
não
possa
chegar o
canto
de
nenhum
ou
tro
passaro.
Em
frente
da
gaiola
e
com
boa luz,
collaca-se
um
espelho
dispõe-se
uma
cai
xa
de
musica que só
executa
a sonata
ou
o
motivo
melodico
que
se
deseja
apren
da o
canario.
Quando
a
caixa
de
musica,
toca,
o
ca
nario
escuta
e
dirige
a
sua
vista
para o
lado
d
’
onde
veem
os
snrs.
Vê sua
ima
gem
reproduzida
pelo
espelho;
crê
que
o
passaro
que
vê
é
o que
canta,
e
graças
ao
grande
instincto de
imitação
que
pos-
sae
o
canario,
procura
imitar os
trinados
do
canario
do
espelho,
conseguindo-o
em
geral
antes
de
dois
mezes.
Quem
tiver
pacienciencia,
que experi
mente.
Portugiiezea
fallceidos.
—
Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro
desde
24
a 27
de
dezembro
ultimo
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Alexandre
dos
Reis
Pestana,
45
annos,
casado;
José
de Almeida
Lima,
51a.,
c;
Thomaz
Xavier de
Amorim,
45
a.,
viuvo;
José
Francisco
da
Rosa
Guimarães;
An
gelo
Pereira
Duarte,
58
a.,
c.;
Ltiiza
Con-
stança, 30
a.,
solteira;
João
Saraiva
de
Amorim, 46
a.,
s.;
Maria
Theodora.
36
a.,
v,; Manoel
Francisco
da
Cósla,
55
a.,
s.;
Antonio
Moreira
de
Oliveira.
55
a.,
s.;
Joaquim
Marques
da
Silva,
36
a.,
s.;
João
Francisco
do
Rio,
44
a.,
c.
Xada
foi ereado nem motivo.—
[Legenda
allemãj^
—Lm
poeta
allemão
sup-
põe
que
o
santo
rei
David,
dirigindo-se
um
dia
ao
Senhor,
lhe
perguntou
a
rasão
porque
havia
ereado as
moscas
e
as
ara
nhas,
que
não
tem
préstimo
algum
n
’
este
mundo.
—
Um dia l
’
o
farei
reconhecer,
res
pondeu
uma
voz
sabida
do
centro
das
nu
vens.
David
desceu
certa
occasião
do
monte
Hachila
e
se
internou
no
campo
de
Saul,
para
lhe
lornar
as
suas
armas
e
sua
ta
ça.
Havendo
conseguido
o
seu
proposiio,
quiz
retirar-se:
mas
embaraçou
os
pés
en
tre
as
pernas
de
Abner,
que
descançava
junto
de
Saul;
por
muito
tempo
ficou
im
movei
e
aíllicto,
porque
o
menor
movi
mento
que
acordasse
Abner
o
perderia
in-
fallivelmenle.
Mas Deus
permiltiu
que
uma
mosca
mordesse
levemente
Abner
e
o
obrigasse
a
voltar
a
perna sem
acordar.
David
sahiu
logo do
campo,
dando
graças
ao
Senhor
por
ler
ereado
as
mos
cas.
Comtudo
Saul
perseguiu
o
seu inimigo
até
ao
deserto.
David,
para
lhe
escapar,
escondeu-se
em
uma
caverna; Deus
im-
mediatamenle
mandou uma
aranha
que
que
durante
as
noites
seguintes
se
en
tremeava
de
um
reflexo
acobreado
que
permanece
ainda.
Os
apparelhos
do
observatorio
conti
nuam
movendo-se com
a
mesma
agita
ção.
SECÇÃO
DE COMMMICÃDOS
Muitos
teem
sido
por
certo
os estragos,
causados
pelo
grande
inverno,
que
ha
me
zes
temos
soílrido.
Além dos grandes destroços,
que
por
toda
a
parte
teem
havido,
e das
grandes
innundações
que
tantos
males
teem
cau
sado, accresce
que se torna
quasi impos
sível
o
transitar,
ou
viajar;
por
que
os
caminhos estão
de
tal modo
obstruídos,
que são
um
verdadeiro
precipicio
para
os
transeuntes,
e
o que
é
notável
é
que
as
mesmas
estradas
a
maedam
não
estão
em
muito
melhor
estado.
Ha
tempos,
passando
na
estrada
de
Vil-
la
Nova
de
Famalicão
a
Guimarães, obser
vamos
que,
se
não
fora
a vigilância
do
respectivo
cantoneiro,
poderiam
suceder
gravissimas
desgraças,
pois
que
se
linha
arruinado
um
cano,
formado
debaixo
do
leito
da
dita
estrada,
deixando
assim um
pedaço
em
vão,
em
cujo
precipicio
po
diam
os
carros
sofírer
muito,
e
haver
tal
vez
bastantes
victimas
a
lamentar.
Ha
dias,
tornando
a
passar
pela
dita
estrada,
vimos
que
quasi
toda
ella
esta
va
n
’
um
estado
deplorável:
porém
muito
folgamos
vêr
o
zelo e
cuidado
com que
o
cantoneiro
n.“
6,
incançavel
no
cum
primento
do
seus
deveres,
procurava
re
parar
os
estragos,
que as
ultimas
chuvas
causaram
no
seu
cantão,
fazendo
conduzir
de
grande
distancia,
talvez
uns
quatro
ki-
lometros,
doze
carros
de
cascalho,
sendo
tudo
isto
feito
a
pedido
do
dito
cantonei
ro,
e
sendo
todo
este
cascalho
mettido
no
leito
da estrada,
e
coberto
pelo
pro-
prio
cantoneiro,
sem
auxilio
d
’alguem,
e
todo
este serviço,
isto
é
o
convite
aos
carreiros,
a
condução,
e
encascalhar
feito
em
um
só
dia
1
Ja
o
dissemos,
e
repeli
mos,
folgamos
de
vêr
tão
grande
zelo em
um
empregado,
que por
isso mesmo
se
torna
digno
do
lugar
que
occupa,
e
faz
honra
a
quem
o
nomeou.
E
’
muito
para lamentar
que
esta
es
trada,
que
era
sem
duvida
a
melhor
das
d
’
esta
bella província,
chegasse
ao
esta
do
em que
se
acha,
e isto
talvez
por
descuido
de
não
ter
sido
empedrada des
de
a
sua
contrucção,
a
não
ser
em
al
guns
pontos.
Por
este
motivo
bom
seria
que
o
governo
traclasse
de
a
mandar
empedrar
e
celindrar
toda,
e
que houvesse
depois
todo o
cuidado
na
sua
conservação,
para
se
não
repelirem
tantos damnos.
Fazemos
estas
breves
reflexões,
escri
tas
ao
correr da
penna,
para
que
aquel-
les,
a
quem
compele,
as tomem
na
devida
consideração.
Algures,
21
de
Janeiro
1877.
♦ *
*
LLTIIIOS
TELESRAfflWAS
da
agi
.
vcu
S. PETERSBURGO
20
—0
periodico
«Nouveaux
Tetnps»
insere
um
lelegratn-
ma
de
Constantinopla,
disendo
que
os de
legados
europeus
declararão hoje
á
Porta
que
a
conferencia
está terminada,
e
que
Elliot,
Chandordy,
Bourgoing,
Werthar
e
ignatiefl
partirão
segunda-feira.
CONSTANTINOPLA
20
—
Assegura-se
que
os
turcos
apresentarão
hoje contra
propostas
na
conferencia.
Se
merecerem
exame,
é
possível
que
a
conferencia
seja
addiada
para
a
semana
a
tim
de
dar
a
sua
decisão
LONDRES 20.
—
Os
periódicos
inglezes
aconselham
a
Rússia
a conleniar-se
com
os
resultados
moraes
da
conferencia.
ROMA
20.—
O
imperador
e
a impera
triz
do
Brazil
chegaram
hontem
a
Messina.
LONDRES
22.
—
Diz
o «Dayli
News»
que
é
possível
que
a
Porta
faça
volunta
riamente
grandes
concessões
CONSTANTINOPLA,
21.
—Havendo
se
a
Turquia
recusado
definilivamente
a ac-
ceitar
as propostas
das
potências,
a con
ferencia
encerrou
os
seus
trabalhos
de
pois
de
terem
os
delegados
europeus as-
signado
o
protocollo
final.
Os
plenipoten
ciários
partirão
successivamente
esta se
mana.
Corre o
boato
de que
os
turcos
tractaram
secretamente
a
paz
com
a
Ser
via
e
Montenegro, O
Gran-Vizir
felicitou
os
arménios
pela
sua
fidelidade
constan
te,
e
pela
igualdade
de
todos
os
oltoma-
nos.
Hobbart-Pachá,
almirante turco,
rece
beu
ordem
de
convidar
os
officiaes
de
marinha
ingleza para
servirem
na esquadra
ottomana.
Chegou
a
Constantinopla
D. Carlos
de
Bourhou.
VIENNA,
21.
—
'Tem-se aggravado
o
estado
do
gran-duque
Nicolau,
commandante
em
chefe
do
exercito
russo.
PARIS,
22.
—
Apesar
dos
ataques
dos
periódicos
allemães
são
excellentes
as
relações
entre
os
governos
da
Allemanha.
Foi enviada
uma
corveta
allemã
para
as
costas
da
Syria.
ROMA,
22.—
0
imperador
e
a
impera
triz
do
Brazil
visitaram juntos
a
Scilia;
o
imperador
subiu
ao
Etna.
CONSTANTINOPLA,
22.—
Os
embai
xadores
visitaram
o
Gran-Vizir Midlnt-Pa-
chá.
O
marquez
Salisbury
partiu
de
Con
stantinopla
lioje.
O general
IgnatieíT
reti
ra-se
ámanliã.
ATHENAS,
22.
—
Chegou
a
Pireu
a
esquadra
ingleza
sob
o
cominando
de
sir
Drumond.
BAHIA
22
-Os
vapores
para o
Rio
de
Janeiro
e
que devem
condusir
os
despachos
durante
a
interrupção
do
c«bo
submarino
estão
annunciados
para
os
dias 22,
25,
27
e
30
do
corrente.
LONDRES
23.
—
Gladstone
disse
que
a
Inglaterra
tem
mui
seria
responsabilidade
em
consequência
do
mallogro
da
conferen
cia.
E
’
de
parecer
que
a Turquia
deve
melhorar
mais
os tratados.
AGaiDECIMESTOS
Joaquim
José
da
Silva
Pipa,
Emilia
Candida
Pereira,
Thios
e
Thias
surama-
mente
penhorados
para
com
todas as
pes
soas
de
sua
amisade
e
relações
que
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre
chorada
íilhinha
e
sobrinha
Christina
Au
gusta
Pipa
os
cumprimentaram,
e
asistiram
no
cemiterio
ao
responso
de sepultura em
21
do
corrente,
por
este
meio
lhes
agra
decem
tantos obséquios e
dedicação.
(55)
Hf?
ffffff
ff
ff
:i
ff ff ff ff «ff ff
ANNUNCIOS
RELOGIOS
A
14500
R.EIS!
será o .estabelecimento qiií
não linde ter um
relogio por
B$5OO
reis?
Vendem-se
na
Praça
d
’Alegria
em
ca-ai
de
Manoel
Ignacio
da
Sdva
Braga, regu
lando
PEKFEIT.llIEJíTE.
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Freitas,
no
dia 4 do
proximo seguinte mez
de
fe
vereiro,
pelas
10
horas
da manhã,
n:«
praça
publica
e
tribunal
judicial, colloca-
do
no
largo
de
Santo
Agostinho,
se
tent
d
’airematar
uma
morada
de
casas
sobra
dadas
e
telhadas
dum
andar,
com
seu
eido
junto,
que produz
pão,
vinho,
horta
e
frucla,
de
natureza
de
praso
phiteuzim,
foreira
a
Joaquina
Lopes,
e
José
Gomes
d
’
Araujo,
ambos da
freguezia
de
Noguei
ra,
a
qual
propriedade
é
situada
no
lo
gar
do
Agrello,
da
referida
freguezia
de
Nogueira,
e
confronta
do
nascente
com a
estrada
publica,
do
norte
com
casa
de.
Maria
Luisa,
viuva,
do
poente
com
terras
do
Fartura
da
cidade
do
Porto,
e
do
sul
com
casa e quintal de
Joaquina
Lopes,
viuva,
da
qual
propriedade
se
paga
o
lau-
demio
da
4.
a
,
e
acha-se
tudo
avaliado,
livre
de
lodos
os
encargos
na
quantia
de
3094315
rs.
Toda
a
pessoa
que
perten-
der
a
mencionada
propriedade
póde
com
parecer
no
indicado
dia,
hora
e
local
aci
ma
dito.
(57)
BANCO DE
GUIMARÃES
Paga-se
n
’esta
cidade
na
agencia
do
Banco
de Guimarães
aos
accionistas
do
mesmo
Banco
o
dividendo do
2.°
semes
tre
de
1876,
na
razão
de
4
0|
q
ou
3$2(1
í
>
por
acção,
em
todas as
segundas,
quartas,
e
sextas-feiras
não
sanctificados, desde
as
10
horas
da
manhã até
á
1
da
tarde.
Braga
25
de
janeiro
de
1876.
(61)
ffi® ■
Vendem-se
dois, um
de
pau
selim,
de
auctor
inglez,
de
seis
oitavas,
e
outro
ver
tical,
também
de
seis
oitavas,
em
muito
bom
estado, e
afinado.
As
pessoas
que
desejarem
compral-os,
podem
vêr-se
o l.°
em
casa
do
snr.
Plácido
José
dos
Santos
Braga,
rua
dos
Capellistas,
a
qualquer
hora,
e
o
2.°
em
casa
do
snr.
Filippede
Araújo
e
Silva
Figueiredo,
rua
da
Ponte
desde
as
9
horas
da
manhã.
Trata-se
para
a
venda
com
o
snr.
José
Rodrigues,
rua
da
Ponte,
98.
(60)
GBANDE NOVIDADE
Acaba
de chegar
a esta
cidade
e
se
acha
com grande
exposição
de
fructas
na
rua
de
S.
Marcos
n.®
14.
IBRAYCO,
natural
de
Tanjo
;
convida
pois o publico
a
visitar
esta
exposição,
onde encon
trará
um
grande
sortimento
de
Tamaras
de
varias
qualidades,
Fructas
da
terra
de
Nossa
Senhora,
que
as
pessoas
que
de
sejem
comprar
poderão
provar,
para exami
nar
o
que
compram.
Também tem
um
grande
sortido
de
Passas
de
Malaga,
de
1.a
qualidade,
é
que
tudo
vende
por
pre
ços os
mais baratos
possíveis.
Lenda
:
Quando
a
Virgem andava
a
passeiar
pe
las
palmeiras exclamou
:
O
’
que
bella
fiu-
cta
!
E
para
logo
ficou
a
letra
O
no
inte
rior
da
Tamara, o
que
os concorrentes
pódem
verificar
no
caroço
da
mesma.
Demorar
se-ha
a
exposição até
á
pró
xima
segunda-feira.
(59)
ASYLO DE D.
PEDRO
V.
ntelatorio
ilos donativos
reeebidus
n’este «igylo durante o mez de
dezembro
de Í816.
De
Antonio
José
Pereira,
por
or
dem
do
exm.°
snr.
Manuel
Marques
Dias,
do
Rio
de Ja
neiro,
em
metal.......................... 200000
Total
...........................
200000
EM
GENERO
Dos
Illm
os
e Exm.
os
Snrs.
Joaquim
Augusto
de
Carvalho Bra
ga,
por
sua
exm.a
esposa
58,752
de
bacalhao
no
valor
de
...
.
120000
Bacharel
Bernardo
Cruz,
44,64
de
bacalhao
no
valor
de..........
90000
Antonio
Ignacio
Braga,
82,8 de
feijão
no
valor
de.................
40200
D.
Adelaide
Sophia
Marques
Bra
ga,
16.8
de
azeite
no
valor
de
50000
O
proprietário da
padaria
hispanho-
la,
pão
trigo
no
valor
de.
.
.
.
10300
O
director
do
respectivo
mez,
so-
bre-meza de
doce
no valor de.
.
20500
Total
......................
340000
Braga,
Secretaria
do
asylo, 15
de janei
ro
de
1876.
O
secretario,
(56)
P.e
Luiz
Gomes da
Silva.
MUITA ATTENÇÃO
Deposito
de
biHeoitoa de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
Tosta
doce
t
Biscoito
macarrão
,
Bolacha
doce
»
Biscoito
Brazileiro
>
Dito
imperial
»
Bolachinha
de
araruta
>
Tosta
azeda
»
(63)
280
280
280
280
300
330
340
190
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e
saudaveis
d
’
esta
cidade,
acha-se
p
ara
a|
U
gar
uma
casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a mobilia
e
piano
existente
na
mesma
e
completamente nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
«asa
Almeida
&
Pereira.
(24)
ELMMREUMATISMAE
de
SARRAZIN-MICHEL,
de AIX en Provence (Francia).
Cura
segura e prompta dos rheumastismos
agudos e
chronicos, como
egualmento da
gôta,
lombago, sciatica, etc.,
etc.— Preço:
í
reis.—
Geralmente basta
un
frasco.
Depósitos
: em
Pariz,
casas dos S"
D
orvault
et C% e
P
hiuppb
L
epebvre
e
C
*
;
em Lisboa,
Sr B
arreto
, rua do Loreto,
28 e 30.
(24
*
)
A Camara Municipal do
Concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão.
Faz
publico
que,
por
espaço
de
20
dias,
a
contar
desde'
3
de
fevereiro
proximo
até
22
do
mesmo,
andarão
em
pregão
publico,
no
Paço do
Concelho,
os
foros arbitrados aos
cinco
terrenos
abaixo
mencionados,
e
que
no
dito
dia
22,
pelas
11
horas
da
manhã
nos
referidos
Paços
do
Concelho
e em
sessão
publica
serão
arrematados
os mesmos
foros
arbitra
dos
áquelles
terrenos,
cujas
medições
e
confrontações,
são as
seguintes
:
I.®
Um
terreno
baldo
municipal,
no
logar
de Fonte-Cova,
da
freguezia
de
Nine, requerido
de aforamento
á
Camara,
para
tapar
e
cultivar,
por
Antonio
Baptista, da
mesma,
o
qual
medido
pe
lo
Norte
97
1U
.8O,
e
confronta
com
o
caminho,
pelo
Nascente
IO5
m
,6O, e
confronta
com o
caminho,
pelo
Sul
76
ni
,40,
e
confronta
com
o
caminho
e propriedade
do
re
querente, pelo
Poente
tem
59
,n
,30
e confronta
com
o
caminho
publico,
avaliado,
co
mo
livre
em
70200, e
semeadura
de
centeio
8
foro
annual
360
reis.
2.°
Um
ter
reno
baldio
municipal,
no
mesmo
logar
acima, da
referida
freguezia,
requerido
de
aforamento
á
mesma
Camara,
para
tapar,
por
Bento
Guieira
da mesma
freguezia,
o
qual
medido
pelo
Norte
tem
79,30
e
confronta
com
o monte
e
caminho,
pelo
Nas
cente
tem 119,60,
confronta
com
terras
de Bento
Goteira,
requerente,
e
monte,
pe
lo
Poente’
tem
28
in,
e confronta
com
o caminho
e monte,
pelo
Sul
tem
35,20
e
con
fronta
com
o
caminho;
avaliado
como
livre,
em
40'>OO
reis,
semeadura
de
centeio
18,0,
foro
annual
200 rs.
3.° Um
terreno
baldio
municipal,
no
logar
das
Corgas
da
mesma
freguezia
de
Nine,
requerido
de
aforamento
por
Pedro
José
de
Azevedo,
da
freguezia
do
Mosteiro
de
Arnoso,
para tapar,
o
qual
medido
pelo
Poente
tem
118,0,
confronta
com
o
monte.
Norte
51,0,
confronta
o
monte,
Nascente
99,0,
confronta
com
terra
solta
de
Antonio da
Costa,
e Sul
tem
28,0,
e
confronta
com terra
solta
digo
com
o
monte,
avaliado
como
livre,
em
60000,
semeadura
de
centeio
51,0,
foro
annual
300
rs.
4.°
Um terreno
baldio
municipal,
no
logar
de
Fonte
Cova
da
dita
freguezia
de
Nine,
requerido
de'aforamento,
para
tapar,
por
Joaquim
Pinto
da
Costa
Moreira,
também
da
mesma
freguezia,
o
qual
medido
pelo
Nascente
tem
83,10,
confronta
com
o
monte
e
caminho
da
Fonte,
Poente
75
”
,
conlronta
com a
bouça
do
requerente.
Norte
28'n
, confronta
com
um
caminho
e
monte,
e
Sul
tem
31,0,
e
confronta
com
o
monte
e
regueirão;
avaliado,
como
livre,
em
60000
reis,
semea
dura
de
centeio
45,0,
foro
annual
300
rs.
5.°
Um
terreno
baldio municipal
no
lo
gar
do
rio
d'Agra
da freguezia
de
Goridifellos,
requerido
de
aforamento
por
Antonio
Domingues,
da
freguezia
de
Balasar,
para
tapar,
o
qual
medido
pelo
Sul
tem
191
in,
e
confronta
com
o
Padre
Bernardo,
pelo
Poente
tem
141,20, confronta
com
Joaquim
da
Silva Pereira,
pelo
Norte
tem
96
,n
,
confronta
com
a
bouça
de
matto,
de
Bala
sar,
pelo
Nascente
tem
182,40,
e
confronta
com
José
Joaquim
da
Silva
e
João
Do
mingues
Catharino, avaliado,
como
livre,
em
220000
reis,
semeadura
de
centeio
119',
foro
annual
10100
rs.
Estes
terrenos
serão
entregues
a
quem
maior
foro offerecer.
As
condições
acham-se
desde já patentes,
na
secretaria
da
Camara,
para
quem
as
quizer
examinar.
E para constar
mandou
affixar
o
presente
nos
logares
competen
tes
e
publicar
pela
imprensa.
Famalicão
23
de janeiro
de
1877.
Eu Silverio
Ferrei-
ra de
Macedo, escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O
Vice-presidenle=Aníonio
José
Cor-
reia
de
Sousa.
•
(58)
INJECTION BROU
|
Hygienlsa
InfalHvel y preaei-ratira; absolutamenta
a
unicaqae cura sem lhe
jantar mais nada.Vend». 74
se
nas principaes pharmaeias do mundo. Exigir a I
instrucódo
do
uso. (30
afio» de extto.) Parti, casa do ...
inrr&4jRo0«nta,/M.
Uifca.S'Barreto Loreto 28 «30. -b
O SACROSANTO
E ECUMENICO
EBI
X
a
ATIRI
E PORTUGUEZ
NOVA
EDIGÇÃO REVISTA
Será
publicada
em
fascículos
de
96 paginas,
formato
e
papel
do
Thesouro
po
Sacerdote,
Apologia,
Historia
ecclesiaslica.
Preço
de
cada
um...............................................
200 réis
»
pelo correio
....................................................
215
»
A
obra completa terá
6
fascículos,
0
1.®
sahirá
no
dia
15 de Fevereiro.
A
B1HUÃ B
1
VVrUKiSZA
T'RA.13. OO
A
O
PELO DR. JOÃO MANOEL CORRÊA
digníssimo
professor do seminário de S. Pedro e do
lyceu
nacional de Braga
Começará
a
publicação
regular
d
’
esta
obra
no
fim
de
Março em
fasciculos
de
200
réis.
Recebem-se
desde
já assighaturas para estas duas publi
cações.
zonf
Por
sentença
do
Juiso
de Direito
d’es-
ta
comarca
de
Braga, e
nos
atlclos
d
’in-
terdicção,
que,
com
audiência do
doutor
Delegado
do
Procurador
Regio junto d
es
te
juiso,
D.
Rosa
Margaridrf
de
Faria
Vil
laça.
solteira, maior, da freguezia
de
Se
queira,
d’
esta
comarca,
promove
contra
seu
irmão
Germano
Francisco
José
de
Fa
ria
Villaça,
solteiro,
sui
juris, da
mesma
freguezia.
foi
este
julgado
interdiclo
do
exercício
de
seus
direitos
em
razão
do
estado
anormal
de
suas
faculdades
men-
taes e como
tal
incapaz
de
governar
sua
pessoa e bens.
E
para os
fins
e
effeitos
determina
dos
no
artigo 319
e
§
unico
do
Codigo
Civil,
se
faz
0
presente
annuncio.
O
escrivão
do
processo,
(62)
Simão
d
’
Araújo
Esmeriz.
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas, professores
e outras
pessoas que
desejarem
obter
0
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31 -H-)
Companhia
Geral Bracarense.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’es-
ta
companhia
a reunirem-se
em
assembleia
geral,
no
escriptorio
da
mesma,
no
dia
26
do
corrente, pelas
11
horas
da
manhã,
para
os
efleitos
dos
artigos
12
e
14
dos
estatutos.
Braga
15
de
janeiro
de
1877.
O
Presidente,
(46)
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo Soares.
BANCO
00 MINHO
Dividendo
do
2°
semestre
de
1876.
A
gerencia
d
’
este
Banco
annuncia
que
0
dividendo
do
2.°
semestre
de
1876
ap-
provado
em
assembleia
geral
de
hoje é
de
3
0(0
ou
30000
reis
por
acção,
e
que
será
pago
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas-feiras
desde
as
10
horas
da
ma
nhã
até
á
1
hora
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
do
Porto
podem
recebel-o
na sua
Caixa
Filial,
e os
de
Lis
boa
e
Guimarães
nas
respectivas
agencias.
Braga 20
de
Janeiro de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho
Os
GERENTES.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Simões
Braga.
(54)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
-1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
