comerciominho_24111877_717.xml
- conteúdo
-
ÍOM
j
SL
S-G ZWT1CBOSA.
»
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
H
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
850
40
20
.
JO
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QEIATAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes..........................2^000
»
6
»
..........................
ISOoO
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso
N.° 717
Ifew.-
10
BsiAftA
—
S.4S3ÈI8AISO
31
Í>E
ItfOVEAWKO
£98£
A
’
EKetSneção
<5<>
aComiuereio
ilo
tUinli<CB.
Londres,
12
de
Novembro,
1877. (*)
«
Ao
ler,
hontem
á
noite,
depois
das
11,
no
Times
de
ante-honiern,
se
bem
me
recordo,
alguma
cousa
sobre
África,
e
ouvindo
ler
uma
carta
de
u
mari
nheiro,
chegada
ante-lmulem,
dizendo, que
ia,
uo
seu
navio,
levar,
do
Cabo de
Boa
Esperança,
d
’
pnde
escrevia,
tropas
para
Natal,
etc.,
para
uma nova
guerra
.com
os
Cafres,
adiante
já
do
Traiiswall,
que
Sheeptone
annexou
o
outro
dia com tão
pouca
ceremonia;
avivou me a
gana,
e
a
zanga,
de
ver
como,
por
obra
d’
esse in
fame
Liberanguisino
do
Inferno, que
a
Inglaterra,
o
Diabo,
e
as
incapacidades
do
Governo d
’
EI
Rei
lá
nos
metleram,
caminhamos
a
ser
Província
ILspanhola.
Peguei
nesta
penna,
e
em vez
de
ir-
me
á cama
(como
faria
melhor,
pois
não
vejo
remedio
já
a tanta
maldade
e
lou
cura),
peguei,
digo,
nesta
penna
de
ferro
até
—
que uão
é
,a
com
que
de
ordinário
escrevo,
ao
menos
physicamenle,—
e ra
bisquei
a
vapor
esse
artigo
que
incluo;
e
que
só
agora
(lambem
depois
de meia
noite)
pude
rever,
e
escrever-lhe
esta
íb
-
troducçâo.
Isto,
porque
só agora
á
noite
pude
ler
a
mui
longa e
importante
carta
(publicada
hoje
pelo Daily
Telegraph)
de
Mr.
Stanley,
dando
couta
de
ler
explorado
e
verificado
lodo
o
curso
do
grande
rio
Africano,
até
aqui
chamado Cango,
e
que
elle
Stanley
chrisma
agora
«
Livingslone»
-—
augurando
até
com
isso,
como os In-
glezes
iam,
sem duvida
alguma,
tomar
£osse
de
suas
entradas
(que
eram
e
de.-
viam
ser
nossas),
por
agora;
e ma
s
tar
de
(não
muito)
de
toda
nossa
África.
—
Viva
a Carta
!
Venha
o
Hymno
!
A.
R. SARAIVA.
------
—
Amigo
e snr.
redactor.
Só
hoje
me
veio
á
mão um
jornal
do
Porto
contendo
a
descripção
das
solemues
exequias
mandadas
celebrar
pelo
corpo
commercial
d
’
aquella
cidade
em honra
do
finado
escriptor
A.
Herculano.
Confesso-lhe,
meu
amigo,
que
longe
de
considerar
aquellas
exequias
como
um
acto
de
piedade
e
de
religião,
eu
só
posso
ver
n’t
llas
uma
manifestação
ostentosa
de
sentimentos
nada
piedosos,
transformando
assim
aquelle
apparato
fúnebre
em
um
monumental
escandalo,
ou
antes
em
um
acervo
d
’escandalos,
diante
dos
quaes.
mal
posso
resignar-me
a
ticar
silencioso.
E
antes
de
mais
nada
f
rei
notar a
circumslancia
de
ser
o
corpo
commercial
o
que
tomasse
a
iniciativa em
um
tal
acto,
com
que
se
procurou
honrar
a
me
mória
de
um
grande
vulto
lilterano,
n
’uma
cidade
onde
abundam
os
estabelecimentos
scientilicos
e
lilterarios,
onde
ha acade
mias
e
um
lyceu,
com
centenares
de
alumnos
e
ciescido
numero
de
professo
res!
Parece
que a
estes,
assim
como aos
muitos
escriptores
portuenses,
jornalistas,
advogados;
a
U
dos
aquelles,
etnlim,
que
(»
Este
escripto
deveria
ter
sido
pu
blicado
como
introdução
ao que
do
mes
mo
sabio
auclor
publicamos
em
o
n.°
an
tecedente.
Por
-descuido
não
saiu
no
logar
pro
prio;
posloque
já
estivesse
composto.
A
Kedacção.
exercem
a
nobre
profissão
das
letlras,
compelia,
de
preferencia,
essa
iniciativa,
quando
se
tratqva
de
prestar
estrepitosa
homenagem
a
um
homem
que,
havendo
sido
muita
cousa,
só
não
consta
que
fosse
algum
dia
marçano,
caixeiro
ou
guarda-
livros
de nenhuma
casa
commercial!
Mas
o
Porto
tem
d’eslas
exquisitices;
e.eu
heide
lembrar-me
sempre
de
que
também
foram
em
tempo
os chapelleiros
da
rua
de
Santo
Anlonio
os
que*
se
en
carregaram
de
guindar
ás
nuvens
uma
certa
opera
intitulada
o Elirico
(olhem
a
coincidência!),
chegando
até
a
empregar
o
murro
e
a bengâlada
para
fazerem
ca
pacitar
o
publico
do
mérito
mais
que du
vidoso
da
tál
produeçáo musical
!
Voltando
porém
ás
exequias, estende
se
o
jornal, que
temos
á
vista,
na
des
;
cripção
da ornamentação
do
templo,
em
que
ellas
se
celebraram,
e
diz
que pelas
columnas,
qúe sustentavam
as
armações,
se
viam
os lilulos
das
obras
de A.
Her
culano,
laes
como a
Historia
de
Portu
gal,
o
Eurico,
o
Mmge
de
Cistei
e os
Opusculos.
Os
Opusculos.
amigo
redactor!
-
Os
Opusculos,
entre
os quaes
apparece
o
cor
po
de
delicio
de heresia,
de
que
nem
toda a agua
lustral,
e-pargida
pela
briosa
corporação
commercial
do Porto
póde
hoje
lavar
a
memória
de
A.
Herculane?
Foi
n'esses
opusculos
que
se
publicou,
creio
que
pela
segunda
vez, a
celebre
carta
sobre as
conferencias
do
Casino Lis-
bouense,
na
qual
o
tinado
escriptor,
além
de outras
proposições
mal
soantes
e
he
réticas,
e
de atrevidos
insultos
arrojados
ao
Summo
Pontífice
e
a
todos
os
bispos
do
orbe
catholico,
nega mudo
positiva
meate,
e
não
só
nega
mas
lambem
ridi-
culisa
os
dous dogmas
da
Immaculada
Conceição
e
da
Infallibilidade Pontifícia.
E
esta
producção
alçou-se
como um
Iropheu dentio
do
lémplo
catholico!
E
este
livro,
que poz
o
seu
auclor
fóra
do
grémio
da
Egreja,
que
elle
declara
ex-
tincta,
serviu
alli,
na
real
capella
da
Lapa,
de
litulo
de
gloria
ao
homem,
por
quem
se
celebram
preces
fúnebres,
que
a
Egreja
ordenára
só
em
pró
dos
que
morrem
dentro
do
seu
seio
I
!
O
corpo commercial
sei
eu
que
não
entende nada
d
isto,
porque
se não
trata
aqui
de
caixas de
assucar
nem
de
costaes
de
bacalhau.
Aquella
gente,
pouco
menos
que
analphabela,
te
n por
únicos
mestres,
em ni
ilerias
religiosas
e
disciplinares,
os
escrevinhadores
do
«Joinal
do
Commer
cio»,
de
Lisboa e
da
«Lucta»,
do
Perto.
Porisso
não
havia
outra
cousa
.a
esperar
delles.
’
,
‘
Mas
os
padres,
que
otíiciaram
na
egrja
da
Lapa
?
Mas o
pregador,
que
se
encarregou
da
oração
fúnebre?
Nao
saberiam
estes
senhores
quem
loi,
e
como
morreu
A. Herculano?
Não
lhes
chegaram,
sequer,
aos
ouvidos
uns
eccos
longínquos
d’
esses
uivos
de um
odio
sa
tânico
contra
a
Egreja e
contra
o clero,
resfolgando
quasi que
em
quantas
paginas
Herculano escrevera
durante os .ullunos
trinta
anuos
da
sua
existência?
*Não
lhes
constou
como
o
orgulho
iinpio
d
’
esse
ho
mem
o
levára
um
dia
a
collocar-se
em
atrevida
anlilhese
cóm o
clero,
em
um
folheto
que
por
ahi
andou
nas
mãos- de
todos;
e
como
o
mesmo orgulho,
a
mes
ma
sède
de uma
vingança
atroz
ihe
inct-
tera
entre
os
dedos
a
penna,
com
que
escreveu
a
—
Historia
da
Inquisição
—cujos
intuitos
atrabilarios
e cleriei-phobos
elle
proprio
leve
a
franqueza
de
declarar?
Oh!
que
nem
os proprios
commer-
ciantes,
honradores
posthumos
do
auclor
do Eu
e
o
Clero
e
da
Historia
da
In
quisição,
se
atreveram
a. insculpir
os
tí
tulos
d’
estas
duas
obras
entre
os
brazões
lilterarios
do seu
heroe
!
Edes
tinham ouvido
fallar a alguém,
entendido
na
matéria,
do
alcance
de
taes
esc<iplos,
e
tiveram
a
prudência
de
os
sumir
entre
as
dobras
dos
crepes
funerá
rios.
Mas
os
padres
deviam
decifrai
os
atravez
d
’esses
uiesmos
crepes
como
aquel
las palavras
de
fogo do
festim
de
Bal-
thasar;
e
diante
u
’
esses
caracteres
bri
lhantes
de
uma
luz sinistra
deviam
fugir
do
templo
horrivelmente
profanado,
e
ne
gar
o
seu
concurso
a
um acto,
que
não
era
já a
prece
humilde
a
plangente
peia
a
ma
do
liei, que
adormecè.ra
no
Senhor,
mas
sim
a
apolheose mundana
e
sacrile
gamente
calculada
do implacável
inimigo
da
Egreja
e
dos
seus
ministros,
do
homem,
que
quiz
iinar.se
sem
os
soccorros da
religião
catholica,
cujas
crenças
parecia
haver
de
lodo
abandonado
!....
Porém
no
tim
de
coutas,
snr.
redactor,
eu
não criminarei a maioria
d’
esses sacer
dotes,
que
alli foram
contribuir
com
a
sua assistência
para o tributo
de
honra
prestado
ao
auclor
do
Eu
e
o
Clero.
D
’
aquelle
acto,
que
a
gente
sensata
re
puta
um
grande
escandalo,
aquelles
padres
boçaes
ou
desmemoriados
compreheude-
ram
apenas
a
parte
sonante.
Se
átnanliãl
os
convidassem
para
umas
exequias
ao
gran-turco,
iam lá
do mesmo
modo,
com-
tanto que
lhes
pagassem
Ainda bem que
entre
os.
figurantes
tonsurados na funeção
comtnercieira
ape
nas meia duzia,
quando,
muito, poderá
dei
xar
de
dimitte
ciunl.
cobrir-se
com o
misericordioso
—
illis,
non
enim
sciunt
quid
fa-
Z.
Aos
Macaqueiros
portuguezes
A
todos elles
sem
uma
unica
excepção^
oflerecemos
o
seguinte Irecho:
No
ultimo
congresso
naturalista,
reu
nido
em
Munich
ha
poucas semanas, os
tres
mais
famosos homens de
sciencia
da
Allemanha
—
os
snrs.
Duboys
Reymd,
Nae-
geli,
e
Virchou.
combatteram
vigorosa
mente
as
doutrinas
materialisticas.
O
snr.
Virchou sobretudo,
em
seu
discurso
de
21
de
setembro
combatteu
com
admiravel
energia
as
theorias
de
Darwin
e
de
Haeckel
io
qual
ratão
ha
via proposto
que
se
ensinasse
ás
creanças
nas escholas
de
primeiras
letlras
a
dou
trina
‘
do
macaqueirismo
!
j
. e
em nome
da
liberdade
do
pensamento
(phrase
vesga,
que
ainda
não
chegamos
a
perceber
—
valha
a
verdade.
—
Vej
no Liberalismo
Desmascarado a
nota
2.
11
do
Appendice
do
l.
°
vol.,
'-a
proposito
do
que
ê liberalismo
e
liberal»)
repelliu
a
exigencia
deste
ul
timo.
de
impór
ao
publico
o
ensino
da
sua
amada
theoria
da
descendencia simiana.
E’
certo
que
nem todas
as
proposi
ções
de Virchou
são
açeilaveis
para
um
catholico.
Ouçam
porém os
snrs.
Maca
queiros
os
que
lhes
locam:
—
Nas
cabeças
dos
ignorantes
ou
in
experientes,
certas
theorias, disse
elle,
to
mam
uma direcção
mui
diíferente
do
que
tomam
nas
dos
homens
de
sciencia:
em
pontos
nos
quaes
o
homem
de
sciencia
ainda
duvida,
quem
não
tem
aprofundado
a
questão
presume
grandemente
,
de
si
e
dá
tudo
por
certo. <E’
preciso
destinguir
o
que
se
pode
propôr
como
problema,
ifaquillo
que
se
ensina;
não
se
devem
ensinar
senão
verdades objectivas.
A
na
ção
pode
tomar
parle
na
discussão
dos
problemas,
mas
não se
devem
estes
tra
tar
jámais
dogmaticamente.
Nenhuma
prova
veio
até
qui
apoiar
a
theona
do
snr.
Haeckel
sobre a
alrna-
e
o
snr.
Virchou
duvida
que
na
associação
dos
átomos
exista
uma
alma..
Nada
de
mais
insensato do
que
querer
substituir
a
Egreja
com
a
theoria
da
descendeucia
(sirmana).
A
fé
não
é,
só um
negocio da
Egreja,
mas
pertence
também
á
sciencia
emquanto
se
coihpcem
de-
factos
objecli-
vos
de
convicções subjectivas e
de
saber.
O
desenvolvimento
ascencional dos
sèrés
e,
em
verdade
(?;.
uma
conclusão
da
sciencia
pura;
mas
ninguém
, tem
até
hoje
ptovúdo
que
a
ascensão
do
macaco
ao
ho
mem,
atravez
de
vários
intermédios,
seja
um
!.
a
?
-?i
’
verda,,e
o
hometn
-
Mas
os
errneos
dos
habi-
cavernas da
epocha
terciária
uão
mo-
.
.
se
encontrou
cm
craneo
de
macaco
que
se
pudesse
por
um
“
i
o
de um
110-
ou
mais
a
distan-
..-.a que
ou
por
escri-
resignação
e
na
r
•
----- --- 'j «V
V ilUIXlCLll
tossil
existe.
Mas
os
errneos
dos
habi
tantes
das c~
encontrados
nas
entranhas
da
terra
diíferera
em
nada
das
dos
liornens’
demos.
Até
qui
não
í
só
mo
nento
■confundir
com
t,
mem.
Entre o
homem
da intima
degenerada
classe e
o
macaco,
a
ui
cia
é
rmmensa.
Todo
o
naturalista
tenha
de
ensinar,
de
voz
pto,
deve
exercitar-se
na
modéstia:
este-éo
unico
meio
de garaá-
lir
a
liberdade
da
sciencia:
d
’
outio
modo
sao
inevitáveis
tristes
desenganos;
e
crescenta
Virchou
que
quasi
se dá
i
ás
antigas
inquisições;
p
0
;
s
dades
humanas
tem
direito
certo
numero
de
verda
les
de
que'd^pendè
o
seu,
bem
estar;-verdades
que
são
ás
vezes
ameaçadas
e
postas
em perigo
por
uma
falsa
e
atrevida
sciencia,
que
pede
levar,
mais
directa
ou
indirectamente
ao
sangue,
ás rumas
e
a
catastrophes
es
pantosas.
(
‘
éj.
a
«Civiltà»
de
3
de
novembro).
i,
ac-
razão
pois
que
as
socie-
-----
>
a
conservar
Por
noticias
de Haid
de
5
de
novem
bro, sabemos que
o Senhor
D.
Miguel
e
toda
a
Sua
Augusta
Familia,
gosain
per
feita
saude.
Em Haid
reuniu
o
Senhor
D.
Miguel
toda a
Sua
Familia,
sendo
por essa
oc-
casiã.o
cumprimentado
por
nrdfas
pes
soas.
No
«
ia
5
saiu
d’
alli
para
Vienna
com
Sua Esposa
a
Augustá
Senhora
D.
Isabel
Marta
de
Br
gança.
No mesmo
dia
sairam
para
Gratz
o
Senhor
D.
Afibnso
e
a
Se
nhora
1). Maria
das
Neves,
e
para
França
os
Senhores
Condes
de Bardi;
já tinham
no
dia
2 saido
para
Vienna os
Archidu-
ques.
E
tencionava
sair
para
Bronnbach,
no
dia
6,
a Senhora
D.
Adelaide
de
Bra
gança.—
(«Nação»)
As-c<s»
de
Val-de-Vez,
'il
de »t
>
veiubro de %8
’
9'J.
I Do
nosso correspondente).
•
Realisou-se
a
minha
profecia
de
qne
teem
conhecimento
pelo que
llies
escrevi
na
minha
ultima correspondência.
A
divisão
das
assembleias
p
ra
as
elei
ções
camararias,
apesar
de
absurda, des
pótica
e
auti-racional, foi
mantida
pelo
conselho
de
dlstticto..
que
apoiou
a
sua
decisão-
na
conveniência
que
havia em evi
tar
desordens!!!!!
Em
vista
d
’isto mais
de
quinhentos
eleitores
partiram
de
suas
casas no
sab-
ba
'o
de tarde,
para
chegarem
a
Soajo
no
domingo
ãs
hdras
dá
eleição.
O
presidente u’
aquella
assembleia
era
o
ex-adminislrador,
snr.
Caídas,
contra
o
qual
iam
compactos
lodos
aquelles
eleito
res.
No domingo
de
madrugada o
abbade
da
freguezia,
que
é sobrinho
do
snr. Ro
cha
Peixoto
e
corno
tal
partidário
decidi
do
do
snr; Caídas, disse
a
missa
a
por
tas
fechadas;
e quando
eram
horas
de
dar
principio
aos
trabalhos
da
eleição,
mandou
tocar
o
sino
e
um
outro
ecclesiastico
pa
ramentou-se
na
sachrislia
fingindo
ir
dizer
a missa.
Este
plano, que
não
sei
como
qualifi-
cal-o,
tinha por
fim
illodir
os
eleitores,
que
enchiam
a
egreja,
e
que
por
já
terem
ouvido
missa,
se
supponha
não
teriam a
devoção
de
ouvir
segunda,
e
sairiam
para
fóra,
deixando
assim
ao snr.
Caídas
a
pos
sibilidade
de
constituir
a meza
eleitoral,
como
elle
quizesse.
Como
porém
lhes
fosse
descoberto
o
plano
e
os
eleitores
não
saissem,
o
padre
desparamenlou-se,
o
snr.
Caídas
encostou-
se
ao
altar-tnór
com
o
parocho,
que
o
acompanhava
de
botas
de montar
p
cace
te
nas
mãos,
tendo
ao
lado
uma
duzia
de
caceteiros.
Assim
permaneceram
n
’esla
atitude
até
á 1 hora
depois
do
meio
dia, negando-se
o
snr.
Caídas
a todas
as
transacções que
lhe
foram
propostas,
e
não
querendo
re
conhecer
o
delegado da
auctoridade
que
alli
se
encontrava.
A
esta hora
como
vissem,
que
os
elei
tores
estavam dispostos
a
permanecer
alli
até
ao pôr
do
sol.«soltou
o snr.
abbade
a
voz
de
—é
agora
—, que foi
correspondida
pelo
snr.
Caídas
com
a de—
carrega.
Os
caceteiros
que
se
crê
não
serem
d
’
alli
cumpriram
então
o que
lhes
haviam
determinado
fazendo chover
uma saraivada
de
bordoadas
sobre
os
eleitores,
disparan
do
o
snr.
Caídas
alguns
tiros
de
revól
ver.
A
confusão
chegou
então
ao seu
cu
mulo.
z
A
gente
queria
fugir,
mas apinhada
coma
estava,
e
com
uma
só
porta
aberta
não
podia
Do
cô'O
saltaram
outros caceteiros
so
bre
a multidão
inerme,
e,
no
meio da
desordem,
nem
altares,
nem
santos
esca
param.
Houve
bastantes
feridos,
um
dos
quaes
gravemente,
e
que
se
acha n
’
esta
villa,
on
de
hoje
foi
sacramentado.
Na
egreja
foi
derramado
bastante
san
gue,
o
que
não
obstou
a
que
o
parocho,
depois
de o
lavar,
e
chamar
lestimunhas,
para
que vissem que
nada
houve,
can
tasse
oo dia
seguinte
uma
missa.
Os
eleitores
fugiram
todos,
e
diz-se
que
o
snr.
Caídas
fizera
depois
a
eleição.
Pela
administração do
concelho
e
poder
judiciário
procede
se
contra
os
desordei
ros
e cabeças
de
motim.
Nas
restantes
assembleiâs
triunfou
a
lista
do
governo
por
uma
maioria
de
cento
e
setenta
e tantos
votos.
Direi
o
mais que
occorrer.
GAZETILHA
Kxrquias
e
aimiversarin.
—
Na
terça-feira,
27,
é
o
primeiro anniversario
da morte
do
exm.°
e
revm.
0
snr.
D.
José
Joaquim
d
’
Azevedo e
Moura,
arcebispo
que
foi
d
’esta
Archidiocese;
e
como
ainda
aqui
se lhe
não
fizeram exéquias,
os
collegiaes
do
Seminário
Conciliar,
juntamente
com
os
estudantes
do
curso
superior
de
Theo-
logia
do
dito
Seminário,
e
os
orfãos
do
Collegio
de
S. Caetano
cantarão na
tarde
do
dia
26
solemnes
Matinas
na
capella
do
Paço
Archiepiscopal, e
na
manhã
do
dia
27,
depois
de cantadas
as
Laudes, cele
brará
a
missa
o
revm.0
Deão
da
Sé
Pri
maz
e
reitor
do
dito
Seminário
Conciliar,
linda
a
qual,
recitará
a
oração
fúnebre,
por
serem
as
primeiras
exequias,
o
revm.0
vice
reitor
do
Seminário,
padre
João
Re-
bello;
e depois,
na
fórma
prescripta
no
ritual
se
cantará
«o
Libera
me
Assistirá
a
todos
estes
aclos
o
exm
0
e
revm.*
snr.
D.
João, arcebispo
Pri
maz.
íjnptMiIio
i»açonieo.
—
Tem
sido
grande
estes
últimos
dias
o
empenho
da
Maçonaria
em
espalhar
a
noticia
de
pe
rigo
de
vida
do
SS.
Padre
Pio
IX,
e
até
alguns
já
queriam,
e pediam
preces
publi
caslí!
Aqui
na
cidade,
alguém,
desconhecendo
os
manejos
maçonicos.
e
em
boa
fé,
tam
bém
as
requereu,
o
que
deu
logar
ao
snr.
arcebispo
perguntar
pelo
telegrafo
ao
exm.°
snr.
Núncio
Aposlolico
se
era
verdade
o
perigo
de
S.
Santidade,
ao
que
elle
respondeu, logo
no
dia
21, como
já
dissemos,
=que
tudo era
complelamenle
fal-
iO=.
A
prova
de
tudo
isto-
é
manejo
saido
do
mesmo
centro,
conhece-se
porque
al
guns
diplomatas que
estão
juntos
no
Qui-
rinal
inquietam-se
e seguem
com
attenção
triste
a
duração
do
pontificado;
o
que
fez
dizer
a
um
prelado
interrogado
por
um
d
’
estes
pataratas:
<
—
Que
quereis,
senhor?
0
reinado
de
Pio
IX
tem o
seu
verão
de
S
Martinho:
não
ha
remedio
senão resignar-vos.»
Em
Madrid
e
em Lisboa
fizeram
cor
rer
a
mesma
galga.
Temos
sob
a
vista
uma
carta enviada d
’esla
ultima
cidade,
onde
pessoa
competente
nos
assevera
ser
tudo
isto
tramoia
dos..,..
0
que
nos
surprehendeu
foi
o zêlo
«fa
risaicos
d
’
alguns
catholicões,
que se lem
bravam
de
fazer... espalhafato,
com
preces,
afim
de mostrarem
a
sua grande religio
sidade,
e
para...
se
anlxiparem
ao
orde-
nal-as
quem
compete.
Mas a
mascara
que
os
cobre,
é
transparente
demais.
Já
ha
muito
tempo
que
em
todas
as
quintas-feiras,—
nas egrejas da
Misericór
dia e Carmo,
e
aos
domingos
na do
Sal
vador
—
ha
Ladainhas
de
preces,
com
ex
posição
do
SS.
Sacramento, pela
saude e
vida
do
N.
S.
Padre
Pio
IX.
0
que
se
torna
curioso,
por
não
ser
já
eslranhavel,
é
que
aquelles
que
tanto
barulho
espalharam
na
quarta-feira,
quan
do
na
tarde
d
’
esse
dia
as
queriam
fazer
nos
Congregados,
não
apparecessem
na
quinta-feira na Misericórdia^
—
um
dia
só
depois!
Lá só
estavam
pessoas
que
real
mente
são
affectas
e
dedicadas
ao
Santo
Padre.
—
0
insuspeito
-Jornal
da
Noite»,
de
22,
traz
o
seguinte:
«Pio
IX
continua
em
um
estado
de.
saude
relativamente satisfactorio.
Desva
neceram-se
as
dôres
rheumaticas
e
o
pon
titice
readquiriu
a
sua vivacidade e
bom
humor.
Se.us
irmãos
viveram
um
93
outro
96 annos,
soflrendo
nos
últimos
vinte
estas
alternativas
de
bem e mal estar,
que
tornam
melindroso
o est
do
de
saude
do
venerando
ancião,
mas
que
podem
pro
longar-se
ainda
visto
ter
elle
menos
10
annos
do
que
viveram aquelles
seus
ir
mãos.
Ainda
hontem
recebeu
Pio
IX
em au
diência
solemne
os
peregrinos
da
diocese
da
Carcasone
em
numero
de
150
e
di
rigidos
pelo
snr.
bispo;
outros
grupos
se
esperam
».
Grmtde
incêndio,—
Os
jornaes
da
America
trazem os
promenores
de
um
terrível
incêndio
que
destruiu
parle
da
cidade
de
S.
João,
na
nova
Brunswick.
Todo
o
bairro
comprehendido
entre
o
for
te
do
Howe
e
o
caes
foi presa
das
cham-
mas,
ficando
sem
abrigo
3:000
pessoas.
Não
ha
ainda
tres
mezes
que
S.
João
da
Luz
fóra
damnificada
por
um
incêndio
ainda mais
desastroso.
Como
todas as
ci
dades
d
’
esta região,
S.
João
da
Luz
é
quasi
toda
construída
de
madeira.
N
isto
está
a
explicação
da
facilidade
com
que
o
fogo
a
li
se
propaga.
Suppõe-se
que
d
’esla
vez
foi
ateado
por
um incendiario.
Toda
a
parte
com-
prehendida
entre
Main
Chapei,
Arcadia
e
Porlland-slreets
foi
reduzida
a
cinzas,
pro-
pagando-se
depois
o
fogo
a
mais
longe
ainda.
A confusão era
horrível
nas
ruas
visi-
nhas.
Evacuaram-se
a
toda
a
pressa
as ca
sas
ameaçadas,
e
os bombeiros
limitaram
os
seus
soccorros
apenas
aos
logares
ain
da
não
alcançados,
por
não
poderem
apro
ximar-se
da immensa
fogueira.
AHsaBHínato.
—
Ha
tempo
deu
entra
da
no
hospital
de
Coimbra
uma
pobre
mu
lher.
de
60 annos,
que
falleceu
pouco
de-
)ois.
Disse-se
que
a
sua
morte
fóra
motiva
da
por
espancamento,
indigitando-se
co
mo
authores
d
’esse
crime
um homem
e
uma
mulher
da mesma
freguezia
onde
ha-!
bilava
a
desgraçada.
A
aulhoridade,
conhecedora d isto, man
dou ultimainente
fazer
autopsia
ao
cadá
ver,
e
procede-se
agora
ao
exame
de
cor
vo
de
delicio.
Fabi
ieii
Kriipp.
—
A grande
fabrica
írupp,
d
’
onde
saíram
aquellas
famosas
machinas
de guerra
que
se
tornaram o
assombro
da
Eurona
e
o
regosijo
dos
prussianos, dispõe
para
os
seus
trabalhos
de
432
caldeiras
e
413
machinas
de
vapor
de
uma
torça total
de
1:700
cavallos.
Possue
além
d
’
isso,
1:648
tornos,
77
mar-
tellos
a
vapor,
um
dos
quaes
denominado
«Friíze
pesa
50:000
kiios; 50
kilometros
de
caminho
de
ferro,
25
locomotivas,
747
wagons,
45
estações
telegraphicas
e
60
kilometros
de
fio.
Transferencia.
—
O
concerto
que
dissemos deveria
ler
logar
na
quarta-feira,
ficou
transferido
para
hoje.
Não
ha
alteração
no
programma
que
publicamos
já.
Concurso
—
Abriu-se
concurso
para
um logar
de
escripturario
do
escrivão de
fazenda,
do
concelho
de
Braga.
Fallecimento.—
Falleceu
ha
dias
na
Foz, o
exc.mj
snr.
Jacome
Borges
Pacheco
Pereira,
da
antiga
e illuslre
casa
de
Inflas,
desta
cidade.
A
’
nobre
familia do
finado
enviamos
cumprimentos
de
pezames.
Ao
gnr.
administrador.—
Tendo
ha
dias
a
«Nação»
noticiado que
vae
ser
entregue
ao snr.
administrador
deste
con
celho
uma
representação
assigoada
por
uns
200
proprietários
para
que
se
empre
guem os
meios tendentes
a
descobrir
as
casas,
onde
se
fabricam
vinhos
arliíiciaes,
nocivos
á
saude
publica,
e em
prejuízo
dos
interesses dos
lavradores;
accrescenlava
que
se
tracta
de formar, nesta
cidade,
sociedades
para
combater
o
alto
preço
porque
se
está
vendendo
o vinho
verde,
vendendo
aqui
os
vinhos
do
Douro
pelo
preço
de
36$000
reis
I
A ser
esta
ultima
parte
verdade,
pe
dimos
ás
aulhoridades
as
providencias
neccessarias
Sobre
este
assumpto
dizem áquelle
nosso
collega
lisbonense
que
o
unico
remedio
para
evitar
grandes
males
que
teem
pro-
ddzido
e
possam produzir os
vinhos
fal
sificados que
por hi
se
vendem;
—seria
proceder o
snr.
administrador
a
um
exame
por peritos,
e
achando
que
elles
são
no
civos
ao
publico
mandar
inutilisal-os,
como
outr
’
ora
se
fazia,
e
ainda
se fez
ha
pouco
em
Vianna.
O
reino
«te
Coehim.
—
De
lima
carta
que
um amigo nosso
recebeu
da
índia
de
um
nosso
compatriota
que
foi
em
viagem
a
Madrasta,
extraímos,
com
a
auctorisação
indispensável,
os
seguintes
trechos.
«
.
.
Imagina
como me
bateu
o cora
ção, quando
entrei
no
território
do pe
queno
reino
de Cochim.
Pisava
um
terreno
sagrado
para
nós
outros
portuguezes.
Atra
vessava
os
sitios
que
tinham
sido
teste
munhas das
façanhas
sobrehumanas de
Duarte Pacheco.
O
actual
maharadjah
de
Cochim,
descendente
d
’aquelles
reis
que
oram
sempre nossos
fidelíssimos
alliados.
é
um
homem
sensato
e illustrado,
que
tem
um primeiro
ministro
instruído e
com
grande
capacidade
administrativa.
Fui
embarcado
de
Travancor
até
Cochim;
o
que me
impressionou
muito,
e
ainda
mais
os
meus
companheiros
de viagem
ingle
zes,
foi
a
successão
continuada
de
aldeias,
no
meio de
bosques
formosíssimos,
e
to
das
ostentando
as
solidas
fachadas
de
egrejas
calholicás
romanas
admiravelmente
construídas.
Dizia
um
illustrado
inglez
que
isto
bastava
para
atteslar,
palavras
textuaes,
a quasi
sobrehumana
energia
e
devoção
de
S.
Francisco
Xavier,
o/
lhe
greal
missionary Xavier,
como
elle
dizia.
Visitei algumas
d
’essas
egrejas.
Pare
cem
templos
índios.
Em todás
se
vê
a
imagem
de
Nossa
Senhora,
mas
enfeitada
de
fórma
tal
que
lembra
a densa
indiana
Bhavani.
Dizem
me
que
nos
dias
da
festa
dos
santos
os
templos
iiluminam-se
bri
lhantemente,
e
nos
adros
queimam-se
lo
gos
de vista,
fogos
de
Bengala
e deitam-
se
bombas
e
morteiros
em
grande
pro
fusão.
Referindo-me
ainda
ás
informações
do
inglez
que
me
acompanhou,
direi
que
a
influencia
que
os
missionários
exercem
nos
indígenas
é
devida
em
parte a elles
vive
rem
como uma
especie
de
gurus
indios.
e
a
atlenderam
a
um
tempo
ás
suas
ne
cessidades corporaes
e
espirituaes.
«Em
lodo
o
caso,
dizía-me
o
inglez,
os
seus
missionários excedem
os
nossos
protestan
tes
pelo menos
em
duas
coisas:
conten
tam-se
com
salarios
insigniticantes,
e
não
estão
sempre
a
pensar
em
regressar
á
Europa».
«Em
Cochim
ha
duas
columnas de
judeus
muito curiosas,
porque
uma
é com
posta
de
indivíduos
inteiramente
brancos,
e
a
outra
de
indivíduos
completamente
pretos.
Assisti
ao
serviço n
’
uma
synagoga
branca,
e
vi
os
livros
de
Moysés
levados
processionalmenle
á roda
da
assembléa,
para
que todos
os beijassem....»
—
(«Na
ção»}>
Sinistro
marítimo.
—
Escrevem
de
Nazareth
em
16:
«Um
grande
sinistro
se
deu
hoje
pelas
duas
horas da
tarde
n’
esta
costa.
Estavam
no
mar
alguns
barcos
para
lançar
redes,-
quando
um d
’
elles,
pertencente
a
João
Caneco,
que
vinha
para
encalhar
e
era tripulado
por
5
pescadores
foi virado
por
uma onda,
em consequência
do
mar
estar
muito
agitado.
Os
5
pescadores,
eram:
Joaquim
Petisca,
João
Chucha, José
Táxa,
filho
de
João
Car.éco,
e
outro
cujo
nome
nos
não
lembra.
Logo
que
o
barco se
virou,
tres
dos
tripulantes
nadaram
para
os barcos,
que
se
achavam
no
mar.
João
Cbucha,
que
pouco
sabia
nadar,
ficou
agarrado
ao
sen
barco e
Joaquim Petisca
que
não
sabia
nada
desappareceu
logo.
Os
barcos
achavam-se
seguramente
á
distancia
de
5')
metros
do sitio
do
acon
tecimento,'
e
o
barco
virado
em
parte
perigosissima
para se
lhe
poder
acudir.
Eis
que do
barco
de
Antonio
Carlinhos
se
deita
á
agua
o
pescador
Antonio
de
Azeitona
Rato, trazendo
segura
na
bocca
a
ponta
de
uma
corda,
e
nadando
para
se
aproximar
e
salvar
João
Chucha,
que
ainda
se
achava
agarrado
ao
barco.
A
distancia
era
ainda
muita,
como
disse
uns
50
melros
Poule
depois o
re
ferido
Antonio
de
Azeitona
Rato,
lançar-
se
a João
Chucha,
e
trazel-o
agarrado
comsigo,
indo
ambos
puchados
pela
corda
para
o
barco
!
E'
para
notar se, que
durante
o
tempo
que
o
pescador
nadava para
salvar João
Chucha,
se
viu
lambem,
em grande
|>e-
rigo,
porque
o cinto
que
lhe
apertava
a
cintura,
foi
lhe
cahindo
para
as
pernas
e
embaraçava-lhe
os
movimentos;
mas
o
in
trépido
barqueiro
com grande
coragem
pôde
parar
e
desenrolal-a
das
pernas.
Ha
a lastimar uma
viclima:
o
referido
Joaquim
Petisca,
filho de
Bento
Petisca.
Era
rapaz
de boas qualidades
e
eslava
para
casar.
Até
agora
ainda
não
fui
visto
o
seu
cadaver.
O
pescador
Antonio
de
Azeitona
Rato
é
rapaz
de
24
annos,
pouco
mais
ou
me
nos
de
pequena
estatura,
è que
pouco
inculca, mas
já
não
é
o
primeiro serviço
d’
esta
natureza,
que
presta,
porque já
em
1876,
estando
um
banheiro
no
mar,
e
sendo
colhido
pelas
ondas,
elle
foi
sal-
val-o
quando
estava
quasi
perdido.
Antonio
Rato
é
merecedor
de
uma
recompensa
condigna,
e
por
isso
regista
mos este
acontecimento
para
que
chegue
ao
conhecimento
da
auctoridade
superior
do
districto.
Da
terra
não
pôde
prestar-se
serviço
algum.
Era
a muita
distancia e
o
mar
eslava
muito
agitado».
A
ponte
de Viannn.
—
E’
de
dois
taboleiros,
um
inferior
para
o
caminho
de
ferro
e
outro
superior
para
a
viação
or
dinária.
Terá
de
extensão
miais
de
560™,
não
incluindo
n
’
este numero
as
duas
ram
pas
de
serviço
para
o
taboleiro
superior,
nas
duas
margens,
que
terá
cada
uma
cêcca
de
90
m.
Estas
rampas
serão
muito suaves,
e
egualmente
de
ferro,
sustentadas
por
co
lumnas,
do
mesmo
metal
de IO111 uma
da
outra.
O
pavimento
superior da
ponte
ficará
á
altura
de
16
m,
acima
do
zero
hydro-
graphico,
e
por
baixo
do
taboleiro
supe
rior,
destinado
ao
caminho de ferro,
po
derão
passar
barcos
á
vella,
senão
naá
marés
vivas,
pelo
menos
com
quasi
todas
as
marés.
A
vista do
interior
da
ponte é
so
berba,
assimilhando-se
a
uma
extensa
ga
lena,
nas
extremidades
da
qual
se
pro-
jecla
um
excellenle
panorama
das
duas
margens
do
rio.
O
taboleiro
superior
lerá
de
largura
5[
“
para
a
rodagem,
e
de
cada
lado,
sobre
consolos
salientes, uns
passeios
0m
,80
de largo
cada
um.
Calcula-se para
transito
dos pedestres
que
esta
impor
tante
obra,
que
só em
ferro
pesará
1:606
toneladas,
estará
terminada
nos
primeiros
mezes
do
anno
de
1878,
e
tudo o
in
dica,
porque os
trabalhos
soccedem-se
com
bastante
celeridade.
Em
maio
d
’
a-
quelle
anno
de
certo
já
a
locomotiva
se
guirá
de
Vianna para
o
Porto
e
para
Ca
minha.
Colera-morbus.—
Lémos
na
«Cruz»,
de
Nova
Goa:
Em
Goa Velha
e
em
Balim
aonde
este
terrível
flagello
fez
muitas
victimas,
devi
das
especialmente
ao
abandono
a
que
eram
votados
os
aceomettidos
desta
moléstia
pelos
seus
proprios
parentes
e visinhos,
os
respectivos
parochos
longe
de
aban
donai
os
fizeram
tudo
ao
seu
alcance
para
salval-os.
Asseguraram-nos testemunhas
occulares,
que o
revd.
0
parocho
de
Goa
Velha,
não
só
fez
para
esse
íim
alguns
sacrifícios
pecuniários
mas
até
fez-se
con-
duclor
dos
inlerros.
ttesastre
e
morte
lamentável.
—
Escreve
o
«Campeão
das
Províncias»:
Uma
pobre
mulher
d
’Arada,
por
nome
Joanna
Ganha,
que vivia
só,
foi
no
dia
18
viclima
da
sua
imprevidência.
Reco
lhendo
a
casa
recoslou-se
na
lareira,
onde
havia
lume
acceso.
Adormeceu
e
as
cham-
mas
communiearam-se-lhe
aos
vestidos
de
modo,
que
em
poucos momentos ficou
car-
bonisada
e
assim
foi encontrada
pelas
pes-
SKflEXCC
soas
que
lhe
acudiram;
mas
quando o
soc-
corro
era
já
tardio e
improfícuo,
por
isso
que
o
desastre
foram
presentido
pelos
vi-
sinhos,
quando
a
infeliz
já
se
achava
sem
vida.
Novo
ministério
francez.
—
Ver-
sailles
20
—
Os
boatos
dos corredores
da
camara dão
o
novo ministério
assim
com
posto:
Rochebouet
guerra
e
presidência
do
conselho;
Webbe
interior;
Balbie
instrucção
publica;
Ponyer-Quertier
finanças;
Depeyre
justiça; Banneville
estrangeiros;
Dupuy De
lome
commercio;
Montgoltier
obras
publicas;
Gicquel
marinha.
Guerra
do
Di-iente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á guerra
do Oriente,
são
os
que
seguem:
liílis 21
—A
guarnição
turca
de
Kars
era
de
2:000
homens.
As
forças russas
que
pozeram cerco
andaram
por
18:000.
A
cidade
está
cheia
de
doentes
e
fe
ridos,
que
se
acham
desprovidos
de
soc-
corro.
Bucharest
21
—
Os
coinmandantes
de
Sistova,
Simlza, Bucharest
e
Jassi
rece
beram ordem
de preparar
transporte
para
feridos,
na
provisão
de
proximos
combates
em
Plewna.
Constantinopla
20—Um lelegramma
de
Moukhlar-Pachá
diz
que
nenhum
novo
ataque
foi
dado
contra
Erzeroum.
Os
tnonlenegrinos
foram
obrigados
a
retirar
das
proximidades
de
Antivari,
.tendo
300
mortos.
S.
Petersburgo
20—
A
Bussia
prohibiu
a
exporfação
de
iodos
os
generos pelos
mares
Negro
e de
Azoíf.
Movimento
d»
Hospital de
S.
Jínreos.
—
Doentes existentes
em
11
de
novembro:
01
homens
e
81
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
15
homens
e
19 mulheres.
Sahiram:
19 homens
e
19
mulheres.
Falleceratn:
3
homens
e
1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
17
de
novem
bro:
84
homens
e
83
mulheres.
•Preço
do»
eereaeg.
—
Na terça-feira
ultima,
n
’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Tngo.
.
.
.
.
.
900
Milho
alvo.
.
.
.
.
650
Centeio
.
.
.
.
.
510
Milho
branco
.
.
.
.
.
420
j>
amarello.
400
Painço.
.
.
.
.
.
450
Cevada.
.
.
.
.
.
600
Batata.
.
.
.
.
.
560
Feijão
vermelho.
.
.
.
.
900
» amarello.
.
.
.
.
660
»
branco
.
.
.
.
.
900
»
rajado .
.
.
.
.
540
»
fradinho.
Azeite.
.
.
.
.
.
..
520
.
.
.
55600
A’
o
pestons
caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de Ma-
ximinos,
n.°
18, existe
uma
enlrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de paes
exlremamente
pobres,
que
continuamente
soífre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo-a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’
g
almas
caridosas.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
Appeío
á
caridade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha tempos saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravãdos,
achando-se
sem meios
de
subsistência
pa
ra poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas piedosas,
para
que
se
lembrem da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da rua.
SAÚDE A
TOIJOS
sem
medicina
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde.,
DU BARRY
de Londres.
30
anno»
d
’
invariavel
suece»«®
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psjas)
gastrica,
gastralgia,
flegma, ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomilos, irritações
intes-
tinaes,
bexiga*, diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse, athsma,
falta
de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade, todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow,
da exm.a
snr.
a
marque-
za
de
Brehau.
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par
cfinglaterra
, do
doutor
e
professor
VVurzer,
etc.
etc.
Cura
n."
65:311.
—
Vervant,
28
de mar
ço
de
1806.—Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
Etevalèoeière
salvou-me
a
vida*
O
meu
temperamento,
naluraltnete
fraco,
estava arruinado em
consequência
de uma
horrível dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
declaravam que
alguns
mezes
de
vida
me
restariam,
quaodo
a
eminente
virtude
da
sua
Revaleseière
me restituiu
a
saude.
—
A. B
runeliére
,
cura.
Cura
n.°
45:270. — Tisica.—
M.
Ro-
berts,
d
’uma
constipação
pulmonar
com
to--e,
votnotos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.
—Courmes,
por
Ven
ce
(Alpe>-Maritimos),
julho
de
1871.
—
«De
pois
que fiz
uso
da
sua
benefica
Reva-
ieseière,
sinto novo vigor;
a
laryngite
de
que
sofTro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
parrcer
as-im
como
os
incommodos
que
sentia
em todos
os
membros.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
;
de
*/2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo, 1$400
res;
de
2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$i00;
e
de
12
kilos,
12$00Ô
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a 800
e 15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Slevaleseière
ehoeoiatada;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
maif
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
dc
lata
de 12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
15400; de
120
chavenas, 3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chaveni.
DU BARRI
C.a
LI.UITED.
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1, Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia, 77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
ML
NH0.=Aveíro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
phartn.
—
-
Barcelloo,
Antonio
João de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Zíraga,
Domingos
J.
V. Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna
do
Cas-
teile,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—
GuimarAes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Actonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da Bainha,
29
e
33.—
PenaRef,
Miranda,
pharm.
—
Fort»,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua da Banha
ria, 77; J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Veimelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
LoyoS,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
& C.a,
dregs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Phaunacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.
—
Ponte do
14-
ma. A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
PovoK
d»
Varzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.—
Valença
do
Fiancisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
d-»
(fonde,
A.
L.
Maia
Torres pharm.
AêiiDECIMEITOS
Penhoradissimos
pelos immensos
obsé
quios
que receberam
durante
a
prolonga
da
moléstia
e
por
occasião do
fallecimen-
to
de
seu filho,
irmão
e
^inhado
Antonio
Maria
de
Magalhães
Cruz,
no
dia
6
de
outubro
do
corrente
anno
de
1877
—
veem
os
abaixo
assignados
lestimunhar
por
este
meio
os
seus
agradecimentos
e
a
sua
in-
delevel
gratidão.
Antonio
Polycarpo
Cardoso Cruz
Francisca
Amalia
de
Magalhães
Cruz
Virgínia
Amélia Cruz
Braga
Dulcidio
Polycarpo
Cardoso
Cruz
Francisco
Cazimiro
de
Magalhães
Cruz
Augusto
Cezar
de
Magalhães
Cruz
Leonardo
Antonio
Ferreira
Braga.
Pretende ge
alugar
uma
casa
n
’
es-
ta
cidade
ou arrabaldes
(preferindo-se
na
freguezia
de S.
Pedro),
com
alguns
com-
modos
decentes,
e
com
quintal ou
quin-
lalejo.
Fallar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
5.
(624)
Eixroí DE 30 DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga, e cartorio
do
escrivão
do
primei
ro
oflicio,
José
Firmino
da
Costa
Frei
tas,
correm
éditos
de
30
dias
citando
e
chamando
a
todas
as
pessoas
incertas que
se
considerem
com direito
e
acção
a
uma
propriedade
chamada- Campo
das
Portas
Novas,
e
matta
junto
—
sita
no
logar
de
Mouquim,
freguezia
de
S.
Pedro
d
’Es(e,
d
’
esta
comarca,
a
qual
havia
sido
enca
beçada
no
,
inventario
de
menores
a
que
se
procedeu
por
fallecitnento
de
José
da
Silva,
morador que
foi
no
dito
logar
de
Mouquim,
freguezia
de S.
Pedro
d’
Esle,
no
co-herdeiro
José
de Barros
do
mesmo
logar
e
freguezia,
a
qual
propriedade foi
arrematada
em
hasta
publica
por
José
Francisco
da
Costa
Oliveira,
d
’esta
mesma
cidade
pela quantia
de
5235500
reis,
nos
referidos
autos
d
’inventario,
para
na
2.a
audiência
d
’
este
juiso
posterior
ao
praso
dos
éditos que
começará a
correr depois
do 2.°
annuncio
na folha
oíTicial,
verem
accusar as citações,
e ahi
marcar-se-lhes
mais
tres
audiências
para dentro
d
’
ellas
opporem
o
que tiverem
sobre
o producto
em
deposito,
sob
pena
da mesma
se
olgar
livre
e
expurgada
de todo e
qual
quer onus
ou
hypotheca,
para
o
arrema
tante
Declarando
que
as referidas
audiên
cias
se
fazem
ás
segundas
e
quintas-fei
ras
de cada
semana,
excepto
nos
dias
santificados
ou
feriados em
que
se
trans
ferem
para
os
seguintes,
que
ainda
o
não
sejam
também.
Braga
16
de
novembro
da
1877.
O
escrivão
José
Firmino
da
Costa Freitas.
Verifiquei.
<
619)
Adriano
Carneiro
Sampaio.
SOLICITADOR
ANTONIO
LOPES
DA
GAMA
Escriptorio
Taipas,
n.°
5—Porto.
•
Encarrega-se
de
cobrança
de
fóros
e
outros
direitos
dominicaes,
rendas
de ca
sas, juros,
dividendos,
e
de liquidações
de
heranças
no
império
do
Brazd,
de
solicitar
quaesquer
pendências
nos
tribunaes
civis,
commerciaes,
militares,
e
nas repartições
ecclesiasticas
e
administrativas.
(613)
O Rheumatismo
Cora-se radicalmente
com
a
«Pomada
Durnonl»
que se
vende
no
Deposito
de
Drogas
e
Productos
Chimicos
de
J.
J.
R
dos
Santos,
na
rua
do
Amparo,
22,
Lis
boa.
N
B.
Só
se
garante
a
vendida alli,
pois
todas
as
caixas
devem
levar
a
marca
da
casa,
para
as
pessoas
que
não
obtenham
resultado,
ser-lhes
entregue o
seu
im
porte.
(617)
Precisa-se
de
um
homem
para
assen
tar praça
por
um recruta.
Para
tractar na
rua
do
Alcaide
n.°
II
(608)
O
bacharel
Constantino
Ferreira
de
Al
meida
abriu
o
seu escriptorio
de
advocacia
no Campo
de
Santa
Anna
n.°
28,
lado
de
cima.
TERRAS
VENDEM-SE
EM
ADAUFE
um
campo
denominado
Tapado,
sito
no
logar
do
Ou-
leiral,
e
uma leira
denominada
de
Sapos.
Um
campo
denominado
Charnecas,
sito
em
Fontellas.
Um
prado
denominado
de
Fontella,
junto
do Ribeiro.
Todas
estas
propriedades
pagam
fôro
de
quarenta reis.
Um
campo
denominado
Maceiras,
sito
no
mesmo
logar e
junto
ao
Prado e
Char
necas;
è
propriedade
livre
de
todos
os
encargos,
e
que
fórma
uma
quinta.
Uma
quinta
denominada
Bouças
de
S.
João,
com boa
casa
de
moradia
e
para
caseiro, e
acommodáções
para gado.
Duas
ferras,
sendo
uma
dentro
da
mes
ma quinta,
com fôro de trinta
reis
á
Fa
zenda
Nacional,
e cincoenta
reis
cada
uma
das
leiras
ao
cabido
de
Guimarães.
Para tractar-se
ou
para quaesquer
in
formações,
com
seu
dono
na
mesma
quinta.
(612}
Companhia Edificadora e indus
trial
Bracarense
Sociedade
anónima,
responsabili
dade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d’
esta
companhia
a
fazer
a
16.a
e
17.
a
entradas
de
suas
acções
desde
o
dia 22
a
27
do
corrente
das 9
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
no
escriptorio
da
Compa
nhia, rua
da
Cruz
de
Pedra
n.os
6
a
12.
Braga
12
de
Novembro
de
1877.
Os
Direclores
Francisco da
Silva
Araújo.
(611)
Francisco
Baplista
da
Silva.
PROFESSOR
DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar
a
esta
cidade um
professor
com
muitos
annos
de
pratica
de
ensino
do
curso
completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das
dis
ciplinas,
como:
escripturação
mercantil ge
ral
ou
especial, contabilidade
commercial,
systema
monetário
e
cambial,
metrologia
universal;
geographia, historia
e
direito
commercial;
algebra, economia política,
dezenho,
callygraphia,
linguas,
etc.
Está
aberta
a
matricula
até ao
1.° de
dezembro,
dia
em
que
se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe
—
25500 (
Curso
diurno
Particularmenle
—
í$500|
e
noclurno.
Rua
do
Conselheiro
Januario, 31.
(622)
©
COUPON PRIMA
|
A
IMMACULADA
CONCEIÇÃO
S
Exemplares.
<x>
União
Parisiense
de
Delias
-o
Artes
BOULEVARD
DELA
MADELEINE,
17,
w
PARIZ
o
(2
Representante
em
Madrid
C3
Dlivar,
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
pela
escola
medico
-
cirurgi
-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
BRAGA.
*
’
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
CIRURGIÃO
DENTISTA
DA
Escola Americana
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
■”•ru.v.—.■
• ■ arç-v ,-■ -“r^?~
maw.
-nw»agro*..
■■ mjwframs.-.-s.)
(42-)
GOTTAE
RHEUVAinm
Licor
e pilulas
do
dr. Lfii'il'e
Esta
medicina
anti-gottosa
e
anti-rheumatíca
é
de justo
titulo
o
reputada
infalli-
'vél
desde
30
annós,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eíltaaeiá
é
tão
grande,
que duas ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar as
dores mais
agudas.
E’
a
unica
scienlifica
e
ofílcialmente
reconhecida
e
que
oBerece
bulas
asgarantias.
Veja-se
o
livrinho,
que se
dá grátis
em
todas
as
pharmacias. Preço
2$Ò()il
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação, deve-se
exigir
a
tuGgnalura do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
deJouy.
17
-BUA DE
8.
VICENTE-17
n
j®.
a
vssaâi
1
I>1E
-41*90
KS-
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
Os
únicos
fabricantes de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamenle
ao
publico
e
as quaes obtiveram
maiores prémios
na exposição
universal
de Philadelphia
I
!
GRANDES
FACILIDADES DE
PAGAMENTOS I I
Para
adquirir as
melhores machinas conhecidas
UM
A^O
DE
P/VZO
Sem
augnieiito
algum
nna
preço»,
ou
«Sez
potr
eento
de
abatimento
por
prompto
pagamento
E.VMÍSO
6RÀTIS
EM
CAS
tt
HO
C©MPKA
PEÇAM
CATÁLOGOS
ULUSTHAbOS
'
Com
listai
de preços e
as condições de vendas a prcçsod'
Bi
DA
COMPANHIA
FABIUL
SiNGEH
17,
RUA DE S. VICENTE, 17
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Sabia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceilando
tombem
passageiros
de
3.*
classe,
com
trasbordo
no
Pio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORlA.
MACEIÓ, e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO
MKSMU
WMKÇO
QUE
S*t«A
<»
P.St)
WE
JITKIIIÍO
r\\QUí<rr:s~^T?7ir”
DE
ljsbo
.
x
.
MINHO
...
28
de
Novembro
GUADIANA ...
28
de
Dezembro
TAGUS.........................
li
de
Dezembro
ELBE
..........................
13 de
Janeiro
PREÇOS
COMMODOS
Cada
paquete
d
’esta
companhia
leva
a
bordo
criado*
e
ensinheiro»
pnrtugueze» pwra
conimodidade
dos
passageiros
de
todas
aa
elasmes.
Sendo
as
passagens
pagas
na Agencia
Central
no
Porta
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com,
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa para
obter trasbordo.
A
horcSo
o»
passftfjeirws
teem
graít»
eama,
roxspt»
de
eama,
eo-
mide» feita
por.coainheiro»
portngnezeg,
vinlao
duaii
vezes por
dia,
asHisteineia
medica,
serviço
de
erindog
e
Outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomòdações
a bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
•
1STÒ
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
arehivados em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
matas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES PAQUETES a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe-
ratriz*do
Brazil,
como
também
S.
A.
0
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Ingleses,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr. João
Manoel
da
Silva Guimarães,
rua
do Souto.
BRAGA
ou
,U SbÀ
OUiG.Ç
a»»—Bfwsí.MíJK
Wl®.
■
Rua
do»
CapelSistus,
Ê3
Defronte da
Alfandegd.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível,
a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno.
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len
çaria
de
seda
e
setirn,
tanto
para
senho
ra,
como outros proprios
para
assoar;
guardasoes
de seda,
para
homem
e
se
nhora;
casliçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinbos
e
punhos
para
homem; madopolões; me
rinos
brancos;
pannos
crús; lenços
de
cambraela
de
linho
para bolso;
jarras
pra
teadas,
em
diflerentes tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgoião.
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoçào,
cassa,
sarja,
melim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
berlanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pôs
dtarroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo de
tudo
e barato.
(606)
e
promissórias
«Se
bunetts
e
eontpanhias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sotisa n.°
9.
(510)
(586)
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedades
beneficat, goza este pro-
ducto de
alta e merecida
reputaçSo. Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas pelas mu
dança»
da
clima, pelos banhos do mar, ImprassSes
desagradareis do
vento ou
do calor, etc, etc.
•
Uma
simples applicaçSo faz desapparocer as ra
chaduras das mios e
dos
beiços. Preço
650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó Sabão
latir, que possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
doFIuide,eumaroma deIicadissimo.Preço500r,-
23,
Boulevart des Capucines, Paris,
De
Fronte da
entrada
do
Grand-líotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas
Perfumeria, Loja
de
papel, Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Deposita
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
ji
.°
28-
—
30
'
.
^26
*)
LIÇESW
IJA
LI1U1UA
FR
•» 1'tTZ.l
Um
professor
com
longa
pratica de
en
sino,
cílerece
o
seu
préstimo
para leccio-
nar
grammaticalrnenle
em
sua
casa
e ca
sas
p:i'
ti
'
ill:l;
•
s
(
lementos
*!a
Ihigua
fran
ceza
vou:?"
lu
nd<-u
Jo
:èr,
escrever, ira-
iiuzir
e
•
faltar
a
cila
liugi.a.
A
ip
em
eoiívier.
póde
<iirigir-se
á rua
de
D. Gualdiin,
casa n."
8.
"
(278)
Aluga-se
a
casa
n.°
7, na
praça
d
’Alegria,
'
construída
de
novo e
com
degancia.
Esta
casa
lem
uma
boa
loja
para qualquer negocio,
e
póde-
se
alugar-junta ou
em
reparado.
Quem
a
préunder
falle
com
seu
dono
na
rua
No
va de
Sousa n.°
56.
(474)
FILIAL
DA CAIXA
KCOX
Íí-
*41©
.4
a»
E
SÍ
HO
R
S
S
T
A
Sociedade
anónima
de responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
5«®til®O^Ml«
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela
ma
do
Campo
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
lerrament
is,
e
sob
e
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferier
a
iOíi
íeis.
Recebe-se
dinheiro
em
denosito
a
pra
so
ou á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está aberta
lodos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
,ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
e-lará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirino
i.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA EDIÇÃO
Novamentc
correcla e
muito
augmentada
com novas
orações
e
devoções
indul-
gencisdas, e concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccôlta.
Com
approvaçao
de
S.
Exc.* Ecv.ma
o
Snr.
D. João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
(^.nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholiea,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense de
Manuel
Ma.lhéiio,
rua
do
Almada.
Preço
em
b^chura.
.
. .
169 reis
»
encadOTnado ....
240
»
CREAHA
Para casa
de
pouca
familia precisa se
de
uma
creáda,
já
de
edade
adiantada,
e
de
bom
comportamento.
Falle
á
rua
do
Alcaide
n.°
4,
das
3
ás
5
da
tarde.
■
IVKAíUA LTELWIi)
CHAmON
BRAGA
UltUnas
publicações
(ÓPRAS
COMPLETAS)
PADRE
RI
VA
UX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço até
1876,
traduzida
da
6
a
edição’
,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.
vol...................................
3^000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel
leza
da
religião christão,
traduc-
ção do
padre Mesquita
Pimentel
I
'O*
......................................
1^200
BALMES
0
Protestantismo
comparado com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com a
civilisação
europèa,
4
vol.
2$R)0
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
590
cart
..................................................
.^
gqí
)
Ancora
de’ Salvaçao,
I
vol.
br.
560
cart
.
t
..........................................
$600
. D.
MARIA
DO
PILAR
A
I
ei
de
Deus,
colleCção
de
len
ias
'
baseadas
nos
preceitos
do Decálo
go-
1
vol
...
... ..........................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Semnão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Je»us
Christò,
rZcilado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.’ •
Preço..................
200
rs.
BRAGA, 1YPOGRAPHIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
