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-
ETOHL.HSÍA. OOSMIES&CIAI., RE21LIOIOSA ®2 ^'OTfiCBíJS.V
EDITOR E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
.
1&600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
»
6
»
.
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes................
2$000
»
6
»............... 1&050
»
sendo
duas
assignaluras
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3§600
Folha
avulso........................
10
N.° 666
BHAOA-—TEKÇ4-FEBRA «< »E
JULHO
»E
1S97
O
Provedor «to hospital
de S.
IKareoM.
Na
confecção da
nova
Meza da .Mise
ricórdia,
foi
o
ex.
mo
snr.
Lourenço
de
Magalhães
d’
Aranjo
Pimentel
o
umco
que
íicou reconduzido,
no
cargo
de
Provedor
do
hospital.
N’
esla
recondução,
unanimemenle
com
binada entre os
dignos
dez
deputados,
que
n
’
ella
foram
os
fieis
interpretes
dos
desejos
e
votos
de
nove
décimos
dos
Ir
mãos
da Misericórdia,
não
se
sacrificou
a
caprichos
ou a
facciosismo;
attendeu-se
unicamente
ás circumslancias
especiaes
do
reeleito.
A eleição a
que
utlimamente
se
pro
cedeu
foi
feita
na exacta
conformidade
do
Compromisso,
sendo
os
Irmãos
que a
ella
concorreram
em
numero
superior
aos que
ha
mais
de
vinte
annos
leem
comparecido
áquelle
acto.
Tanto
os
deputados,
como os
membros
da
Meza
eleitos,
são cavalheiros
de
toda
a probidade, e,
o
que
é singular,
de
to
dos
os
partidos.
Se
o snr.
rnarquez
de
Vallada,
visto
que na
nova
Meza
não
ha
a preponde
rância
d
’um
partido,
fôr instigado
para
a
dissolução d’
eba
e
a
leve
a
effeito,
irá
de
encontro
á
vontade
e
opinião
de
nove
décimos
de
Irmãos
da
Misericórdia;
o
mesmo
acontecerá
se
s.
exc.
a
mandar
proceder a
nova
eleição
para
o
logar
de
Provedor;
além
do que no
Compromisso
respeclivo
nenhum
artigo especial
impede
a
sua
reeleição.
E
’ sobre
este
ultimo
assumpto
que
nos
propomos
fallar.
O
snr.
Lourenço
do
Magalhães,
com
90
annos
de idade
e
cèrca
de
50
de
Pro
vedor
do
hospital,
é
um
cavalheiro
d
’
um
zelo
inexcedivel,
assim
como na
aíFeição
que
elle
consagra
áquella
casa,
S.
exc.
a
d
’a!guma
sorte
póde
conside
rar-se
só
no
mundo,
e
é
na
familia do
hospital, que
elle
chama
sua,
que encontra
allivio
e
refrigério.
Alli
passa
os
dias
inteiros;
e
se
a
sua
cançada
imaginação
não
póde igualar
a
dos
predileclos
das
novas luzes
do
século,
a
sua
proverbial
dedicação
e
desinteresse a
supre
vantajo
samente.
Estamos
convencidos
de que o
expul-
sal-o
d
’
aquella
casa
equivale
a
assassinal-o.
Dentro
d
’ella
recebeu
já
quatro
soberanos,
que o
trataram
com
a
maior
affabilidade,
e
alli tem
passado
quasi
toda a
vida
en
tregue
a
fazer
o
bem.
As commendas
que
lhe
foram
offerecidas
pelos
serviços
pres
tados
regeitou-as,
dizendo
—
que
não
podia
pôr
sobre o
coração,
onde
só
se
abraza
a
a caridade,
ura
signal
de recompensa
dos
reis
da
terra,
quanlo
só
espera
essa re
compensa
do
Rei
dos
reis
que
está
nos
céos.
Em
dados
casos,
nenhumas
vantagens
garante
a
mudança
de
administradores,
em
estabelecimentos
d
’
esta
ordem. Por
ex:
que lucrou
o
hospital
de
S.
José
de
Lis
boa
com
a
mudança
de administradores?
Uns
44
contos
de
reis
de
menos,
que
é
quanto ha
quarenta
e
quatro
annos
teem
recebido
os
empregados
nos
logares
ren
dosos então
creados.
Com
a
administração
gratuita
e
desvelada
do
snr.
Lourenço
de
Magalhães
tem
o
hospital
economisado
20
a
2b
contos;
pois
não
cremos
que
nenhum
mdividuo a
isso
se
prestaria
sem
um
or
denado
de
400
a
500
mil
reis.
Podem
dizer-nos
que
a
actividade
do
snr.
Lourenço
de Magalhães
está
gasta,
e
9
ue
n
’
aquelia
casa
se
não
fazem
os me
lhoramentos
necessários. Quanto
á
primeira
diremos—
que
acima
do
logar
do
snr.
Lourenço
de
Magalhães
ha
ainda
dois
lo
gares,
o
do escrivão e o do
Provedor
da
Casa,
—
um
com muita
pralica,
e
outro
com a necessária
preponderância
para
o
saber
dominar;
em quanto
á
segunda
no
taremos
que
sem
meios
nada
se
póde
fa
zer;
que
os
gastos
d’
aquella casa
são
hoje
maiores
pela
ca>eza
das
subsistências;
que
o
seu
rendimento
certo
pouco
passa de
metade,
e
não
chega
a
dois
terços
da
sua
despeza.
■
Em
nosso
nome,
pois, e
em nome
dos
nossos
Irmãos
da
Misericórdia
decla
ramos
que
votamos
pela
reeleição do
snr.
Lourenço
de
Magalhães.
Volt
iremos
ao
assumpto,
se tanto
fôr
necessário, para
pedir
aos
Irmãos
da
Mi
sericórdia,
—
quando
estas reflexões
sejam
desattendidas
—
,
que
a
expensas
de nós
lodos
se
orgatuse
no
hospital um
aposento
decente
para
ifelle
acabar
a
vida
esse
res
peitável ancião
que
durante
50
annos
ahi
tem
prestado serviços
os
mais
inestimá
veis,
e
que
em
um
quadro
com o
seu
retrato
se
narre
este
facto,
para
significar
aos
vindouros
a
gratidão
e
reconhecimento
d
’uns,
e
a
ingratidão e
cruel
despotismo
d
’
oulros.
-.. ------------------------------------
A
’ ítedaeçfta do
«Coiuniereio do
iVIiiilio».
Londres, 13
de
Julho, 1877.
[Conclusão]
SUMMAR1O.
II.
—
A
Prussia
continuando
sua
per
seguição
ao
Episcopado Calholico.
III.
—
Varias
noticias
de
Roma,
que
mostram
como
a
Allocução
de
S.
Santi
dade
tem ido
successivameule
produzindo
seus
eíleitos
no
Mundo
Calholico.
IV. —
suas
Mageslades
Imperiaes
Bra-
zileiras.
II.
—
Londres,
17
de
Junho:
—
A
Senho
ra
Prussia
Bismaikma
conliuúa
suas
ama
bilidades
contra
a
Igreja
Catholica,
e
não
vê
que
os
golpes
que
lhe dá,
mais
tarde
ou
mais
cedo
liaiu
de recaliir
sobre
o
perse
guidor.
Eis
o
que de Berlim
se
noticia
no
dia
14
do
corrente:
—
«O
Bispo
de
Limburgo, na
Província
Piussiana
de
Nassau,
foi
honlem
deposto
por sentença
do
Tribunal
Ecclesiaslico
de
Berlim.
Provou-se-lhe
haver
persistente
mente
resistido
ás
leis
ecclesiasticas
Prus-
sianas,
ainda
que
voluntariamente
se
sub-
melleu
á
supervisão mais
exlracia
das
au
toridades
de
Nas>au
e
de
Fraukfori
nos
dias
da
independencia
de
Nassau
e
1'rauk-
forl.
Sendo no
lodo
multado
em
45,001)
marcos,
por suas
muiias
ofleusas
contra
as
leis
ecclesiaslicas
Prussianas;
é
accu-
sado
de
ler
evadido
o
pagamento
por meio
de pretendida
transferencia
de
seus
bens
ás
varias
instituições
caritativas,
que
lhe
consentiam
o
uso
deiles
durante
sua
vida.
O
Bispo
não
appareceu
no
tribu
nal».
A
Prussia
tève
a
imprudência,
como
é
sabido,
de
submetter
á jurisdicção
de
tribunaes
inteiramenle
Protestantes,
toiLs
as
questões
religiosas
Lalholicas
ou
Pro
testantes.
Quiz,
em
tudo
e
por
tudo, fa
zer
o
senhor
«Estado»
(palavra
elastica
por
onde
se
pretende
significar
omnipo
tência)
Senhor
absoluto
até
das
consciên
cias
da
gente.
Sabe
que
um verdadeiro
Bispo
Calholico não pode
em
consciência
submelter-se
á
sua
tyrannia
herectica,
de
cretada
com
o
fim
de
abater
o
perseguir
o
Catholicismo.
E
por
tanto,
suas
leis
iní
rador) foi
ás
celebres
corridas
de
cavallos
em
Ascot,
acompanhada
pelo
Ministro
do
Brazil,
o
Barão
do
Penedo.
No
dia
15
foram
Suas
Mageslades vi
sitadas
pelos
Embaixadores
Turco,
Au-
slriaco,-
Allemão, Russo,
e
pelos
Ministros
do
Japão,
e
da
China;
pelos
Duques
e
Duquezas
de
Mallorough
e
de
Boxburghe;
Conde
e
Condessa
Derby,
Conde
e
Con
dessa
Dundonald
e Sadies
Cochrane,
e
por
mais
umas
20
e
tantas
personagens
faxio-
náveis.
de quem
não
tenho
tempo
de
dar
os
nomes.
quas
não
sam
mais
que
uma
rede,
para
a
um
tempo
impedir
o clero
Calholico
no
exercício
do
seu
ministério,
impobrecel-o,
tirar-lhe
os
tnei<s de
viver
e
de
fazer
bem,
e por
ahi diminuir
a
sua
influencia.
Lá
eslam
esperando
por
elle
Estado
em
seu devido
tempo,
aquellas
palavras da
Verdade
Iníallivel:
—
Menlila
esl
iniquilas
sibi;
>1
in
insidiis
suis capiuelur
iuiqui.
Esta
sentença
hade
cumprir-se.
III.
—
Londres,
18
de
Junho
—
As seguiu-
:es
communicações ao
Times
pelo
cordato
e
prudente
Correspondente
da
folha
em
Roma,
tem
no
meu
entender,
e
na con-
junctura
actual,
interesse,
e
mesmo
cer
ta
importância
Diz
elle,
em data
de
10:
—
«Tenho
razão
para
acreditar,
que
o
ler
a
Vuce
delia
Verita
retirado
o
annun-
cio
de
que
o Papa
tinha
conferido
a
Grã-
Cruz
da
Ordem de
Pio
IX
ao
Marechal
Mac
Mahon, foi devido
ao
receio
de
que
se
desse
interpretação
sinistra ao
facto,
de
ser
aquella
distincção conferida, ao
Marechal
Presidente
em França
ao
mesmo
tempo
que ao
Conde
Laresch
Menich
Grão
Marechal da
Corte
d
’Auslria».
Com
as
oflertas
dos Bispos
Irlandezes
a
Sua
Santidade,
fôram
também
apresen
tadas
lib.
257
da
diocese
de
Ballart,
e
lib.
8
)
da
de
Per
th,
ambas
na Australia.
Assim
vemos,
que
não
só nos
Mundos
Ve
lho
e
Novo,
mas
até
no
Novíssimo,
se
faz
efficazemente sentir
a
influencia
do
Recluso
do
Vaticano.
Acrecenta
o
Correspondente
esta
ob
servação:
—
«Deve
reflectir-se
que
este obu-
lo»
(de
lib.
14,000,
apresentadas
agora
a
Sua
Santidade
pelos
Bispos
Irlandezes)
«foi
colligido
expressamente
para
a
occa
sião
do
jubileu,
e
independente da
oílerta
annual
de
lib.
40,000
a
hb.
50,000
que
a
Irlanda
remelte ao
Papa».
—
j
Quanlo
este
annuncio
do
Correspondente
me
iaz lem
brar
o
que,
em
certa
occasiao,
me
escre
via
a
mim
mesmo
o
Cardeal
Cáelion
Ar
cebispo
de
Dublim
dizendo:
—
«Nós
aqui
colligimos
grandes
sommas,
mas
é
por
oflertas
de
xelim
e
de
seis
pences
>
—
Diz
mais
o
Correspondente
de
Roma:
—
«A
Diocese
de Santiago do
Chili,
onde
Pio
IX
trabalhou
como
missionário,
man
dou-lhe
uma
otferla
de
lib.
1,125
ester
linas.
«Falando
das
muitas
deputações
e
va
riado
numero
de
presente
e adresses
dia
riamente
recebidos
pelo
Papa,
declara
a
Voce
de
la
Verilá,
que se vê
na
necessi
dade
de
renunciar
á
tentativa
de
dar
uma
lista
exacta
e
circunstanciada
disso
tudo.
Em
data de
11,
o
mesmo
Correspon
dente
escreve:-
—«Dizem-me
que
uma
per
sonagem
de
alta
posição
procurou
saber
do
Vaticano
por
uma
pergunta
directa,
co
mo
é
que
a
Santa
Sé
olharia
um
movi
mento
Bonaparlista
em
França.
Da
res
posta
a
esta
pergunta
tinha de
depeuder
um
systema
de
agitação
mais
ou
men
os
energico
em
França.
Em
consequência
de
representações confidenciaes
que
o
governo
Belgico fez
á
Santa
Sé,
crê-se
que
para
o
futuro
Monsignor
Vanulelli
terá
de
abster-
se
de tomar
parle
em
quaesquer
largas
assembleas
ou
ajuntamentos».
—
Monsignor
Vanulelli
é
o
Núncio
em
França.
IV.
—
S. S.
M.
M.
Brazileiras
acompa
nhadas
pelo
Visconde do
Bom Retiro,
foram
no
dia
15,
ás
7 da
manhã,
visitar o
Jar
dim
Zoologico
em
Regent
Parrk,
onde se
demoráram
duas horas.
Dali
foi
S.
M.
o
Imperador ao
Palacio
Chrystal,
e
de
volta
foi
visitar
a
Galeria
de
pinturas
do
Colle-
gio
de
Dulvvich.
Depois do jantar no Ho
tel,
foram
S.
M.
á
Opera
acompanhadas
pelo Visconde
do
Bom
Retiro, Baroneza
de
Barrai,
etc.
No
dia
14,
a
Imperatriz
(não
o Impe
A.
R.
SARAIVA.
A
pereyriuitçito
poa-tugueza ««
ISuittu.
III
bE
BRAGA A BADAJOZ
Nada
ha
tão
grato
ao
coração,
como
o
viajar
com
a
cons
iencia
segura
de que
se
vae
cumprir
um
grande
dever.
Então tudo
nos
sorri,
nos
en'eva
e
encanta.
O
espirito
sente-se
mais
desafogado
para
receber
as
impressões
que
o
ferem
*
E
o
variado
especlaculo
que
a
natu
reza
nos
desenrola
á
vista, retrata-se
mais
íielmente
em
nossa alma,
limpida
e
serem
como
nas
aguas
de
um
manso
arroio
à
imagem
dos
objectos
que
o
cercam.
Tínhamos
apenas
deixado
Braga,
quan
do
o
meu
bom
amigo
e
ecclesiastico
mo
delo,
Martins
Capella,
tirando
do
breviá
rio, nos
chamou
ao
cumprimento
de
um
dos
deveres,
que
mais
incumbem
ao
viajor
calholico.
O
ilineranum
clericorum
foi por todos
resado
em
voz
aba
;
e
apenas
acentoava-
mos
o
ultimo
d
’
aquelles versículos, tão
cheios
de
piedade
e
verdadeira
philosophia
que
uma
nova
manifestação
nos
veio
sur-
prehender
alegremente.
Logo
em
Avelleda,
sobre
a
ponte,
que
atravessa
a linha
ferrea,
e
a
qual
se acha
va
embandeirada,
dous benemeritos
eccle-
siasticos
com
muito
povo
nos
preparavam
esta
surpreza,
saudando na
pessoa dos
peregrinos,
com
foguetes,
aclamações
e
flores a grande
idéa
que
representávamos.
Destas
demonstrações
nào nos faltaram
em
iodo
o
trajeclo
de
Braga
ao
Porto.
Era
realmente
commovedor
vêr
o
en-
thusiasmo,
com
que
os
nossos
bons
cam-
ponezes,
ao perceberem
o
ruido
monotono
do
comboyo,
deixavam
seus
trabalhos,
e
corriam
para junto
da
linha,
victoriando-
nos com
seus
rusiicos
chapéos.
E
nós, supposlo
bem
saibamos, quanto
aquellas
aclamações
visavam
mais
alio,
faltaríamos
ainda
assim
a
um
dever
de
gratidão,
se
aqui
lhes
não
deixássemos
bem
patente
o
nosso
reconhecimento.
Não esperávamos de certo
tantas
pro
vas
d
affecto
e
sympalhia,
ainda
que
bem
sabenu
s
quanlo
o
catholicismo
torna
enthu-
siasla
e
generoso
o
povo
desta bella
pro
víncia
do
Minho.
Mas
nem
tudo
podiam
ser
doçuras.
A
Deus
approuve
gravar-nos
mais
pro
fundamente
nos
corações
a
lembrança
do
acolhimento
por
parle
dos
calho
i
os,
com
os
insultos
que nos
permiltiti
sofirer
no
Porto.
No
Porto,
sim,
onde
ha
gente
que
invoca
a
liberdade
e
a
civilisação,
quando
acera
o
punhal
da
calumnia
ou
prepara
o
fel
da
aflronta,
para
atirar
ás
faces
dos
catholicos
!
No
Porto,
onde
a
má
edi-cação
usa
gravata,
e
emerga
casaco
para d
r
ao
insulto
grosseiro
e
soez
os foros
de
ci-
.
dade
!
No
Porlo,
onde
a
impiedade
parece
ser
o
unico
titulo
de
inviolabilidade
para
o
indivíduo,
e
passaporte
de
segurança
para
o
viajante
!
Custoso
nos
é
o ter
que
exprimir
estes
queixumes;
mas
elles
nas
cem
da
magoa,
que
experimentamos
ao
vêr,
que
a
se
gunda
cidade
do
nosso
paiz,
foi
a
unica
de
tantas
que
percorremos,
onde
a
liber
dade
de
nossas
crenças
foi por
momentos
preza
das
vaias
e
insultos,
que,
sem
res
peito,
nem
a
sexo,
nem
a
condição, nos
tôram impunemente
arremessados.
Saímos
da
estação
de Campanhã
e
en
tramos
n’
um carro,
verdadeiro
trenó,
que
nos
recebeu, para
a
alguns
passos
de dis
tancia
nos vomitar
no meio
da
rua,
graça
ao
mau
estado
da
mesma,
que
lhe
fez
quebrar
as
rodas.
D
’
ahi
tivemos
que
seguir
a
pé
ale
á
Praça
Nova,
onde
em
quanto esperávamos
um outro
carro, que
nos
levasse
ás
De-
vezas,
podemos
conhecer
pela
torrente
de
impropérios,
vindos
de
certo
grupo,
que
0
Porto
ha
de
ser
uma
cidade
civilisada,
quando
meíhor
educada
fôr
uma
parte
da
sua
população
Nas
Devezas
apenas
tivemos
tempo
de
tirar bilhete
e
entrar
no
comboyo, em
seguida
ao
que
nos
fizemos de
marcha
com
os
peregrinos
do
Porto,
que
se
nos
agre
garam
e
que
tanto
realce
davam
á
nossa
romaria,
não só pelo numero,
como
lam
bem pela
qualidade
das
pessoas.
Logo
aos
primeiros
movimentos
da
lo
comotiva
íômos
despertados
por
uma
vo-
zeria
immensa.
Eram
as
acclamações
de
centenares
de
calholicos,
que
além
das
famílias
e
amigos
que
estavam
na
gare,
outros
postados
em
differentes
pontos
junto
á
linha,
nos
vi-
ctoriavam
freneticamente,
fazendo contraste
com
a
algazarra
de
um
numero
diminuto
de
indivíduos,
para
os
quaes
as
luvas
que
calçavam,
não
eram
motivo
de
impedimento
a
que
nos
escarnecessem.
Assim
fomos
continuando
a
nossa
via
gem,
sempre
no
meio
das
felicitações
dos
calholicos,
que
em
differentes
sitios
aguar
davam
a
nossa
passagem.
A
noite
veio
mais tarde envolver-nos
em
seu manto
de
trevas.
A’s doces
emoções
que
o
dia
nos
linha
proporcionado,
succederam
outras,
nem
menos
bellas,
nem
menos
vivas
para
o
coração.
O
snr.
dr.
Silva
Vianna,
que
por com-
missão
de S.
Exc.
a
Rev.
nia
o
Snr.
Arce
bispo
Primaz,
presidia
á
peregrinação
bra-
carense, deu
signa!
de
que
ía
rezar
se
o
terço.
Então
era
encantador
o
psalmodiar
compassado
e
grave
do rozario,
no
meio
d
’aquelle silencio,
tão
suave
da
noite,
apenas
interrompido
de
espaço
a
espaço
pelo silvo
da
machina
!
E
assim,
ora
rezando,
ora
entoando
formosas
melopêas
á
Virgem,
tendo
rece
bido
era varias
estações
o reforço de
mais
alguns
peregrinos, chegamos
ao
entronca
mento,
onde
já
nos
esperava,
com
os pe
regrinos
deLisboa,
o
em."
10
snr.
Cardeal
Palriarcha,
que
alli
assumiu
a
presidência
•de
toda
a
peregrin
ição.
Estavamos
pois
em caminho
dHespa-
nba.
Cerca
de
trezentos
portuguezes
íam
deixar a
patria,
para
voltarem
a
ella,
não
abundantes
d
’
ouro
e riquezas,
mas
cober
tos de
louros
e
gloria.
A
Badajoz
chegamos
por
fim
na
ma
nhã
do
dia
seguinte,
sem
incidente
que
mereça
descrever-se.
M. MARINHO.
Por
occasião
do
quinquagésimo
anni-
versario
da
Sagração
Episcopal
do
SS.
Pa
dre
Pio
IX,
recebemos
peio
correio
um
exemplar d’
uma
caução
popular,
sendo
a
musica
do
maesiro
Faá
di
Bruno,
e
a
let-
tra
de
Pietro
Mereghi, e pedimos
ao
nosso
amigo
o
snr. Dias Freitas
que
traduzisse
era
nossa
linguagem
os
versos
italianos,
cuja
bella
e
fiel
traducção
passamos
a
transcrever.
P.
e
J'ão
Rebello
Cardoso de
Menezes.
I
Italia, exulta!—Um
cântico
ergue ao
Omnipotente,
que
os annos ao
Pontífice
dilata,
providenle.
A
PIO,
—
a
quem
se
humilha
noss
’
alma
toda
amor
—
dos
céos
a
maravilha,
dos
impios
o terror.
li
Revista
a
côr
do jubilo
a
lua
fronte
mesta,
hoje,
que
d
’
Elle
canta-se,
hoje,
que
é
tudo
festa.
Dia
mais
grato
e
ledo
qual
hoje
te
raiou,
d
’
aurora
o
roseo
dedo
jámais
entremostrou.
111
Dos
pontos
mais
longiquos
accorre
o
povo
crente.
—
Falia
diversas linguas,
traja
diyersamente
:
Mas
um
só
voto
ancioso,
mas
uma
mesma fé,
o
trazem
pressuroso
do
gran
Gerarcha
ao
pé.
IV
Custosas,
bellas
dadivas
ofierta-Lhe,
rendido,
a
Elle,
ao
Pae
magnanimo
de
todo
o
desvalido.
E
ahi
do
labio
augusto
de
1
’
10,
com
fervor
escuta
a
voz
do justo,
que
é balsamo
na
dôr.
V
Italia,
exulta
—
E
férvida
pede,
sejam tornados
de Pedro
á
Barca
mystica
teus
filhos
tresmalhados.
E terminada
a
guerra
que
vara
o
seio teu,
que
seja
a
paz na
terra
penhor
de paz
no céo.
Chegada.
—
Chegaram
no sabbado o
snr.
conde
de
Berliandos
e
s.
exc.
ma es
posa.
Vieram
assistir á
festividade
do
Car
mo,
de
que
o
snr.
conde
é
juiz.
Festividade.
—
Festeja-se
ámanliã
a
imagem
de
S.
Thiago, que
se
venera
no
seu nicho
na
rua
da
Boa
Vista.
Hoje
á
noite ha
alli illtiminação
e
fogo.
Pergunta.
—
Um
Irmão
da
R.
con
fraria
do
Senhor
do Monte
pergunta:
—
Se
podem
fazer
parle d
’uma
commissão
para
administrar
aquella
casa
indivíduos
que
não
são Irmãos
d
’ella,
e que
á
mesma
são
devedores ?
*
»
•
Arvore
da liberdade com
as
raizes
ao
sol.—
O
prefeito
da Gironda,
mandou arrancar
em
Bordéus
a
arvore
da
liberdade.
Outro
tanto
foi
ordenado
con
tra emblemas
republicanos
oa
mesma
na
tureza.
que existem
em
outras
parles.
Conversão. —
Em
Lisieux
(França)
te
ve
logar
a
abjuração
d’
uma
escoceza
que
pertencia
á
seita presbyleriana,
chamava-
se
Jessia
Dins.
A
funeção
esteve
brilhan-
Ihanle,
á
qual
assistiram
muitos
irlandezes
e
muitas
pessoas
de
distincção.
Faeto inexplieavel. —
Escrevem
de
Lourdes
ao <Observateur»
de
Tarbes:
«Devo
dar-lhe
parte
d’
tnn acontecimen
to
que
é
objecto
das conversações
de
to
da
a
cidade
de
Lourdes.
Ha
10 dias,
um
menino
de
II
para
12 annos alogou-se
no
Gave.
Sua
morte
foi
o
resultado
d
’
tim
accidente
ou
d’utn
suicídio?
Ignora-se.
O
que
é
certo, é
que
o
cadaver
apparece
á
superfície da
agua.
A
cabeça
e
as
costas
emergem,
e
comtudo
fica
immovel no
mesmo
logar
A
corrente é
tão
rapida
neste
sitio,
que ainda
se
não
pôde
reti
rar o
corpo,
por
não
se
poder
lá chegar
Suppõe-se
que,
para
que este cadaver
se
mantenha
nesta
posição,
é
mister
que
te
nha
as
pernas
prezas
entre
pedaços
de
rochedos.
Um
grande
numero
de curiosos
dirigem-se todos
os
dias
ao
local
do
acci
dente,
a
alguns kilometros
de Lourdes».
Monsenhor
Moreno, bispo «íe
Fumenia.—
O
«Direito»
traduz
do
«Uni
versa
uma
carta de
Roma
em
que
se dão
pormenores
sobre
Mgr.
Moreno
Bispo
de
Eumenia
in
p.,
que sendo
da
terra
do
ouro
é
o
mais
pobre
dos
Bispos.
IS.
Exc.
a
apresentou
a
sua
felicitação
a
Sua
Santi
dade.
Conta
ainda
a seu respeito
os
episó
dios
seguintes.
«O
Arcebispo
d
’Adana,
Mgr.
Darauni,
dos
Maronitas.
homem
de
coração
d
’
ouro,
tinha
oílerecido ao
Bispo
d’
Eumenia o
que
oflerece
geralmente
aos pobres
que
encon
tra,
a
hospitalidade
Mas, no fim d
’
alguns
dias,
o
Papa
deu
ordem
ao Cardeal
Si-
meoni
de
prover
iargamente
á
sorte
de
Mgr.
Moreno.
Ainda
mais:
como
o
Santo Padre
im-
posesse
o
barreie
aos
novos
Cardeaes,
Michalowilz,
Kutschker e
Parochi,
avis
tou, mettido
a
um
canto
da
sala
do
Tro
no,
o
Bispo
d
’
Eumenia,
vestido
com
uma
sotaina
muito
usada
e
uma
capa
de
lã
branca,
com
a
sua
cruz
de
prata
ao
pei
to.
Ao
retirar-se,
Pio
IX
disse
a
Mgr.
Moreno:
—
«Esperae
aqui,
meu
filho,
eu
volto
e
vos entregarei
alguma
cousa».
Immovel e
rezando,
o
doce Bispo
es
perou,
e o
Papa
voltou
depressa,
trazen
do
dois
cofresinhos.
Um
com
uma
cruz
d
’
ouro
enriquecida
de
rubins,
ifoulro
um
annei
de
Bispo
ornado
com
um
lopasio
maravilhoso.
Tenho
tenção
de
mal dizer
a
fotogra
fia,
arada
que o
artista
operador
deste
processo,
seja
digno
de
todo
o
respeito.
O
sol
dá-nos
maus
retratos
de Pio
IX,
sobre
tudo
o
ultimo,
que se
vende
mui
to
caro; tudo
alli
é
brulalmente
exagerado.
Se
elle
contém traços
exactos
do
rosto,
não
contém
o
ar
d
’
esta
nobre
fisinomia,
que não
está
nem
póde
estar
alli. Porque
não
está
alli
Raphael
para
pintar
o encon
tro
do augusto
velho com o
mais
pobre dos
Bispos
?
O
Papa
mandou
entregar
também
a
Mgr.
Moreno duas
capellas
completas,
os
quatro
volumes
do
pontifical e
o
missal
impressos
na
Propaganda
e
ricamente
encardernados,
e
na
audiência
de
despedida
entregou-lhe
em
sua
própria
mão
um sobscripto
contendo
notas
do
banco.
«Tu
partes,
meu
filho,
e
não
tens
nada.
Aqui
tens
com
que
pagar as
despezas
das
tuas
viagens.
Tu
encontrarás
no
teu
caminho
bons
christãos
que
te
soccorre-
rão,
e
espero que
Deus
te reconduzirá á
tua
patria
para
ahi
exerceres
o
teu
ministério
aposlolico».
E’
modo
italiano
de
tratar
por
tu
aquelles
que
se amam,
e
Pio
IX
emprega-o
muitas
vezes.
GAZETILHA
Fallecituento.
—
Lêmos
nos
jornaes
de
Lisboa
a
noticia
de
ter
fallecido,
na
sua
casa
d
’Evora,
a
exc.,,,a
snr.
a
D.
Anna
Fausta
de
Moura,
irmã
do
fallecido
arce
bispo D. José
Joaquim
d
’
Azevedo
e
Morna.
Pedimos
pela
alma
da
nobre
finada
as
orações
dos
leitores.
Procissão.
—
Saiu
anle-hontem a
pro
cissão
de
N.
Senhora
do
Carmo,
a
qual
foi
feita com
brilhantismo
como
em
anno
nenhum.
0
préstito era
formado pela
irmandade,
com
grande
numero
de
irmãos, e
a commu-
nidade
dos
orfãos.
Alem
d’uns
80
angi-
nhos,
ricamenle
vestidos,
levava dois
co
ros,
um de virgens
e
outro de
fieiras
pre
cedendo
o
andor.
Um
grupo
de anginhos
simbolisando
a
Caridade
era
d
’
um
effeito
excellenle.
Em
seguida
ao pallio
ia
o snr.
conde
de Berliandos,
juiz,
levando
á
sua
direita
o
snr. marquez
de Vallada.
A
procissão
era
aberta
pela
banda
da
«Plnlarmonica»,
e
fechada
por
uma
nume
rosa
guarda d
honra.
Beneílcio.
—
Com
a
comedia
em
4
actos
A
torre
de
Babel
fazem amanhã
o
seu
be-
nelicio
as
distinctas
actrise
Maria
das
Do
res
e
Emilia
dos
Anjos.
Meza da
Misericórdia.—
No
sab-
bado,
21,
reuniram-se
na
S.
Casa
da
Mi
sericórdia
os
dez
deputados
eleitos
na
ves-
pera,
afim de
confeccionarem
a lista
da
nova
Meza
que
tem
de
servir
no
anno
se
guinte,
obtendo
maior
numero
de
votos
os
snrs:
Provedor da
Casa,
Henrique
Freire de
Andrade
Coutinho
Bandeira.
Escuvão,
Lou-
renço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Bernar-
des.
Provedor
do
Hospital, Lourenço
de
Magalhães
d
’
Araujo Pimentel.
Vedor,
dr.
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves;
e
mais
do
l.°
foro:
Revd.
*
110 Desembargador
Vi
gário Geral,
dr.
Leite
Braga
e
Correia
de
Araújo.
Mordomo,
João
Luiz
Pipa.
The-
soureiro
da
Casa
Bernardino
José
da
Cruz
Thesoureiro
do
Hospital
João Fernandes
Valença;
e
mais
do
segundo
foro,
Bento
Gonçalves
dos
Santos,
Antonio
Joaquim
Loureiro
e
Antonio
José
da Silva
Mello.
Ao
snr. ndminiãtraiior do con
celho.—
Pedimos
ao
snr.
admitrador
do
concelho
que
se
digne
mandar
policiar
a
rua
dos
Sapateiros
e
largo
da
Praça, onde
as,
altercações
mais
obscenas
se
ouvem
até
altas
horas
da noite,
e
isto
quasi
dia-
rimenle.
Na
sua audiência
particular
Mgr.
Mo
reno achou
Pio
IX ao
facto
de
todos
oa
negocios
lamentáveis
dos governos
da Ame
rica
do
sul, mas
nada desanimado,
por
que
tanto alli, como em
outra qualquer
parte,
a
perseguição
é
a aurora
rnuis
ou
menos
distante
das
viclorias
da
lé.
Sua
Santidade
(aliou,
algumas
vezes
com
unia
ternura
ineffavel, outras
com
unia
energia
segura,
do
futuro.
Deu
ao joven
apostolo
exortações
as
mais
praticas
e acabou
po
r
dizer-lhe:
Va,
figlio,
ti benelico
e Iddio
sia
con
le.
Com
o
coração
cheio
d
’amor,
os
olhos
cheios
de
lagrimas,
o
bispo sahiu, mas
a
penas
tinha
dado
alguns
passos,
tornou
a
entrar
precipitadamente
no
gabinete
do
Papa.
—
Santíssimo
Padre,
os
bispos
e
os fieis
rivalisam
de
zelo
e
de
generosidade para
vos
trazer
dadivas
magnificas.
Em
quanto
a
mim aurum
et
argentam
non
habeo,
mas
guardei
esta
pedra
preciosa para
a
offere-
cer
a
Vossa
Santidade.
E Mgr. Moreno
apresentava
uma ma
gnifica
opala cortada
em
forma
de
cora
ção.
—Não,
diz o
Papa,
esta
pedra
tem
valor.
Depois
guardal-a.
—
Supplico
a
Vossa
Santidade
de
não
considerar
o
valor,
mas
sim
o
emblema:
é
o
meu
coração
que
vos
offereço,
e não
podeis
recusal-o.
Pio
IX
sorriu:
a
opala
estava
acceite.
Mgr.
Moreno
deixa
Roma
esta
tarde;
elle
está
doente,
cançado;
vae
para
o
con
vento
dos Carmelitas
de
Bagneres
de
Bi-
gorre onde, depois da
dispersão dos
reli
giosos
do
México
em
1862,
elle
acabou
seus
estudos
de
tbeologia
comçados
no
con
vento
de
S.
Joaquim,
perto
do
México
e
no
de
Toluca.
De
Bagneres
de
Bigorre
irá
á
Hes
panha
para
procurar
padres
que
queiram
acompanhal-o
para
a
America e
partilhar
seus
perigos.
De
volta dTIespanha,
cor
rerá
a
França,
a
Bélgica,
a
Hollanda,
a
Inglaterra,
antes
de
se
embarcar.
Vós
o
vereis no
«Univers»;
elle
irá
bater
á vos
sa
porta
e
pedir-vos,
em
nome de Jesus
Christo,
uma
esmola que
lhe
não
recu
sareis,
porque
como
disse
Pio
IX.
na
ter
ra
do
ouro,
elle é
o
mais
pobre
dos
iiis-
pos».
Serviço
«So
exercito.
—
Por
despa
chos
do
Supremo Tribunal Administrativo,
publicados
no
«Diário
do
Governo»
de
17
de
julho, foram
declarados
sujeitos
ao
ser
viço
do
exercito,
entre
outros,
os
seguintes
mancebos:
Dislricto
de
Braga
—
Concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão:
Antonio,
filho
de
Joa
quim
José
do
Rego,
da
freguezia
da Cruz
(S.
í
hiagoj.
Dislricto
de
Vianna do
Castello—
Con
celho
de
Arcos
de Valle
de
Vez: Luiz,
tilho de Luiza
Pires,
da
freguezia
de
Cuajo.
Concelho
de
Ponte
do
Lima
—Manoel,
filho
de
Maria
Alves,
viuva,
da
freguezia
de
Cabaços;
Joaquim
filho
de
Francisco
Correia,
da
freguezia
de
Arcozello;
João,
lilho
de
Luiz
Rodrigues,
da
freguezia da
Correlhã,
Joaquim,
filho
de José Bento
Pereira
de
Mello;
José,
filho
de
José
An
tonio Fernandes, ambos
da
freguezia
de
Moreira.
Concelho
de Ponte
da Barca—
Francis
co,
filho
de
Antonio
Bento
Cardoso, da
freguezia
de
Magalhães;
Manoel, tilho
de
Custodia
Maria, da
freguezia
de
Ruivos;
Anlonio,
filho
de
Antonio
Sequeira,
da
fre
guezia
de Villa Verde.
Por
deliberação
do
mesmo
supremo
tri
bunal-, publicada
no
mesmo
«Diário»,
foram
declarados isentos
do
serviço
militar
os
se
guintes
mancebos:
Dislricto
de
Vianna
do
Castello—
Con
celho
dos
Arcos
de
Valle
de
Vez:
João,
filho
de
José
Maria
Caravellos,
da
freguezia
de
S.
Jorge.
Concelho
de
Valença: José,
filho de
Ro-
mão
Pereira, da freguezia
de
Gandra.
Concelho
de
Vianna
do
Castello:
Anto
nio,
filho
de
Manoel
Rodrigues
de
Oliveira,
da
freguezia
de
Affife.
Carregamento
singular. —
Em
Douarney
é
esperado brevemente
um
na
vio
procedente da Argélia
e carregado
de
cem
mil
kilogrammas
de
gafanhotos.
Estes
insectos,
seccos ao
sol,
são des
tinados
a
servir
de
isca
para
a
pesca
da
sardinha.
Vem
substituir
a
nova
isca
a
rogue,
isca
antiga,
composta
de
peixe
de
prove
niência
norueguense,
e
muito
caro.
(■t-antle eonenrtio. —
O concurso
agrícola
mais
importante
que
tenha
sido
celebrado
em
Inglaterra acaba de
se
abrir
em
Liverpool,
no
parque
de
Newsham»
onde
occupa
38
hectares.
Nota-se
entre
os
expositores
muitos
constructores
de
machinas
francezas.
O
numero
d
’
inslrumen-
tos
admittidos a
este
concurso
agrícola
ele
va
se
a
7:000;
os
toldes
que
os
abrigam
cobrem
uma
superfície
de
32:000
melros
quadrados.
Theatro
aluído. —
Em
Palanza
aluiu
o
theatro
ficando
sepultadas
varias
pessoas
entre
os
escombros.
iíeyedoren.—
Foram
nomeados
rege
dores
effectivos
das
parochias deste con
celho,
abaixo
designadas,
os
seguintes
ci
dadãos:
Da
freguezia
de
S. João
do
Souto,
d
’
esta
cidade,
o snr.
João
de
Oliveira
e
Silva;
da
Sé
primaz,
o snr.
Manoel
João
de
Paiva;
de Santa
Maria
de
Palmeira,
o
snr.
Manoel
Antonio
Fernandes
Granja;
de
S.
Martinho
de
Durae,
o
snr.
Manoel
Mar
ques
de
Macedo;
de
Tibães,
o
snr.
José
Joaquim
de
Brito;
de
S.
Victor,
o
snr.
José
Rodrigues
Braga;
de
Panoias,
o
snr.
João
Xavier
Couto;
de
Parada,
o
snr.
José
Maria Duarte;
de
Adaufe,
o
snr.
João
Fernandes
de
Sepulveda;
de
S.
Pedro
de
Merelim,
o
snr.
Custodio
da
Silva;
de
S.
Payo
de
Merelim,
o
snr.
Amaro
José
Fer
reira;
de
S.
Jeronymo
de Real, o
snr.
Antonio
da
Silva Júnior; de
Frossos,
o
snr. José
Velloso;
de
Semelhe,
o
snr.
José
Ferreira;
de
S.
Pedro
de
Este,
o
snr
Antonio
Ferreira;
de
Padim
da
Graça,
o
snr.
Francisco
José
Coelho
Moreira;
e de
Sobreposta,
o
snr.
Domingos
José
Alves
de
Araújo.
Cathedral
<le
Salisbury. —
Foi
mandzda
construir
com
régia
magnificên
cia
pelo
bispo
de
Durham, no
século XIII.
Tem
tantas
janellas
quantos dias
ha
no
anno;
tantas
columnas
quantas
horas;
tan
tas
portas
quantos
mezes;
e
levou
40
annos
a
construir.
Vendo
de
TEieatro.—
O
theatro
da
Opera
cómica
de
Vienna
acaba
de
ser
vendido
em
hasla
publica
por
6(10:000 flo
rins.
tínei-ea do Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Bucharest
20
—
Marcha
sobre
Widdin
um
corpo
do
exercito
russo
da
força
de
50:000
homens.
Constantinopla
19—
Mehemet-Alli-Pachá
vae
tomar
o commando
do exercito turco
da Bulgaria
em
substituição
de Abdul-Kerim-
Pachá
Pcris
20
—0
«Figaro»
publica
um
te-
legramma
do
seu
correspondente
particular
junto do general
russo,
dizendo
que
o
czar
manifestou
bruscamente,
no
dia 17
do
corrente,
a intenção
de
suspender
a
guerra
e chamar
a
Europa,
para lixar
as
condi
ções
da
paz.
Paris
21
—
Reouf-Pachá
foi
nomeado
mi
nistro
da
guerra
da
Turquia.
O
exercito
russo
da
Asia está
em
Kurkde-
ra,
na
linha de
Kars
a
Alexandropol.
Con
firmou-se
a
marcha
de
50:000
homens
rus
sos
sobre
Widdin.
Corre
o
boato
de
que
a
Inglaterra
oc-
cupará
Galipoli.
Devem
partir
quinta-feira
de
Porlsmouth
tres
vapores
transportes
com tropas, ignorando-se o
seu
destino.
Partiu
para
o
Danúbio
uma
fragata
russa,
afim
de
armar dous
monitores,
apresados
em
Nicopolis.
Boi» resoluçilo.
—
Os
catholicos
de
Paris
e
dos
departamentos
reuniram-se
em
vista
da
acção
que
importa
exercer
nas
próximas
eleições.
Adoptaram
o
seguinte
programma
e
decidiram
que
uma
commissão
geral
e
commissões
locaes
se
formassem
para
o
iustentar
:
«As
próximas
eleições
pódem
ter
uma
importância
capital
para
o
restabelecimen
to
ou
destruição
dos
princípios
chrislãos,
para
ji
regeneração
do
nosso
paiz.
Os
ca
tholicos
não
leem o
direito
de
se
não
in
teressar
n
’esta
lucta
decisiva
e
é
princi
palmente
da escolha
dos
candidatos que
a commissão
deve
preoccupar-se.
Apresentaram-se
duas
sortes
de
can
didatos,
francainente
catholicos e
candida
tos
puramente
conservadores.
«Os
candidatos
catholicos
são
aquelles
que
arvoram
afoulamente
a
bandeira
ca
tholica;
convencidos
que
nos
nossos
dias
de
perturbação
a
Egreja,
com
suas
dou
trinas
infalliveis,
é para
a
França
o
cen
tro
necessário
de
união
e
de
resistência,
a
via
de
salvação,
elles
não temem que
lhes chamem
clericaes
e
não
se
enver
gonham
do
Syllabus assim
como
de
seu
crédo.
«Estes
candidatos
são
os nossos
;
a
commissão
tem
o
dever
de os apoiar
on
de
elles
se
apresentem,
de
os
procurar
e
de
os
preferir
em
toda
a
parte
onde
fõr
possível.
«N'aquella
parte
em
que
o
candidato
catholico
não
poder
vingar,
a
commissão
uzará
da
sua influencia
em
favor
do
candidato
conservador
que
se
obrigar
a
defender
os
pontos
directamente
ameaça
dos pelo
programma
revolucionário.
«As
garantias
a
obter
são:
«A
liberdade
da
Egreja
no
seu
ensi
no,
no
seu
ministério,
nas
suas
institui
ções
e
no
seu culto;
«A
conservação
das
leis
sobre
a
capel-
lania
militar,
sobre
o
ensino
e
em
parti
cular
sobre
o
ensino
superior
;
«O
respeito
da
lei
do
domingo;
«A
deléza das
corporações
religiosas
;
<0
voto integral
do orçamento
dos
cultos
;
«Um
candidato
verdadeiramente
con
servador
não
póde
recusar
a
sua
solici
tude
a
estas
questões,
que
interessam
as
nossas
consciências, e
contra
as
quaes
se
empregam
todos
os esforços
dos
ini
migos da
sociedade.
«Para
conseguir
este
fim,
appc!a-se
pa
ra
todos
os
catholicos
de
França.
Pede-
se-lhes
se
organisem não
sómente
em
cada
departamento,
mas lambem
em
cada
uma
das
circumscripções
eleitoraes.
Esta
orga-
nisação
é
absolutamente
indispensável
a
todos.
«Temos
a
defender
nossos
direitos
e
nossa
fé,
violentamente
atacados.
0,
es
forços
e
os
sacrifícios
são-nos
ordenados
;
nós
os
faremos,
s
Bem
hajam os
calholicos
francezés,
e
nós
os
calholicos
portuguezes,
devemos
preparar-nos para
seguir
em
tudo
e
por
tudo
o
seu nobre
e
mui
digno
exemplo.
O
nosso
dever
é
mostrar
que somos
catholicos
apostolicos
romanos,
não
só por
palavras
mas
lambem
por
obras.
E’
tem
po
de
nos
desenganarmos
e
de
cada
um
cumprir
o
seu dever.
Portos limpos.—
Foram
declarados
limpos
de
peste
bovina,
desde 2
do cor
rente
mez,
os
portos
de Gran-Brelanha;
limpos
de
febre
amarella,
desde
10
de
dezembro
ultimo
lodos
os
portos
dos
Es-
lados-Unidos
da
America,
que até
ao
pre
sente
haviam
sido
declarados
sujos
ou
suspeitos
da
mesma moléstia.
S.
Franeinco «le Sales.—
Vae
sair,
se
ainda
não
saiu,
em
Roma,
o
decreto
que
proclama
S.
Francisco
de Sales
dou
tor
da
Egreja.
Honra
á
Saboia.
Cnininho de
ferro. —
Progridem
com
grande
actividade
as
obras
do
cami
nho
de
ferro
do Minho,
entre
Caminha
e
Villa
Nova
de
Cerveira.
No
dia
5
do
corrente
inauguraram-se
os
trabalhos
da
ponte
sobre
o
rio
Coura,
achando-se
já
a
funccionar
a
machina para
a
communica-
ção
do
ar
nos
trabalhos
do
primeiro
pi
lar que
deve
sustentar
o
taboleiro
do la
do
de Caminha.
A
estação
de
Valença
encontra-se
na altura
do
primeiro andar
e
no
tunel
progridem
os
trabalhos
com
notável
rapidez,
estando
já
uma
grande
parte
da
abobada
revestida
de cantaria
collocada
com
solidez
e
perfeição. O
es
clarecido
engenheiro
o
snr.
Diogo
de
Bar-
ros, director
da
linha,
desde
Caminha
a
Valença,
é
iucansavel
em
fiscalisar os tra
balhos,
e
promover
o
seu
desenvolvimen
to,
pelo
que
se torna
credor
de
merecidos
louvores,
diz o
«Noticioso».
fVaufragio.
—
Naufragou,
no
cabo
Guardafui,
á
entrada
do
mar
Arábico,
o
paquete
«Cachemire»,
da British-lndia-
Companv.
Perda
total.
Houve
oito
victi-
mas,
sendo
sete
passageiros,
e
entre
es
tes
a
familia
Beveridge,
composta
de
qua
tro
pessoas.
O paquete
vinha
de Zanzi-
bar
para
Aden,
com
destino
a Ingla
terra.
Viva
o
petroleo.—A
«Ideia
Nova»,
commemorando
o
dia
22
de
junho
de
1828
em
que
raiou
a
liberdade para
os
intrépidos filhos da
Terceira,
entre
mui
tas
coisas
bonitas,
mas
innocentes,
disse
o
seguinte:
«O
povo
é
sempre grande,
mas
quando nas ruas
e
nas
praças
ondêa
revolto,
pugnando
por
uma
ideia,
não
é
só
grande
é—
gigante!
Viva
pois,
o
povo
revolto
pelas
ruas e
pelas
praças
!
Viva
a
revolução!
Viva
a
communa!
Viva
a
ideia
nova
! Viva
a
anarchia
!
Abaixo
toda a
au
ctoridade,
religiosa
ou civil,
porque
aci
ma «.relia,
e
esmagando-a
aos
pés, está
a
victoria
da liberdade!
A
grande
victoria
da
fraternidade
e
da
igualdade
!
Viva,
em-
lim,
o
povo
gigante,
e
vivam,
vivam
os
seus
gigantes
chefes
!»
Isto, que
transcrevemos
da
«Civilisa-
ção»,
não carece
de
commentarios.
Já
por cá
sabemos
o que
vai
a
tal
ideia
nova.
A.
nova egreja «le Ulontmartre.
—O
«Bullelin
de
foevre
du
Vaeu
National»
affirma
que
o
Cardeal
Arcebispo
de
Pariz
concedeu
aos
jesuítas,
a rogo de
suas
quatro
províncias
na
França,
terem
uma
capella
que será dedicada
a
Santo
Igna-
cio
de Loyola,
na
egreja
que se
está
edi
ficando.
E
’
isto
muito
apropriado;
pois
lê-se
no
breviário,
na
lição
corresponden
te
á
festa
do
Santo
em
31
de
julho, que
foi
sobre
Montmartre,
em
Pariz,
que
elle
fundou
a
ordem.
«Luletioe
Parisiorum...
in
monte
martyrum
prima
ordinis
funda
menta
jecit.D
Este
facto
foi
com
memora
do
em
uma
inscripção na
antiga
egreja
de
Montmartre
que
a
Revolução
destruiu:
e
existe
ainda
uma
carta
escripta
por
Luiz
XII
ao
Papa
Gregorio
XV,
em
que
o
rei diz
:
«meu
reino
teve
esta
bên
ção, que o servo
de
Deus começou a
sua
sociedade na
egreja
dos
martyres
de Mont-
martre.»
A
pesca dn
galmtSo em Ingla
terra.—
Segundo
uma
estatística
feita pe
lo
snr.
Walpole,
no
seu recente
relatorio
ao
ministro do
interior,
ha
na
Inglaterra
e
no
paiz
de
Galles,
vinte
e tres
rios,
onde se
pesca
a
truta
e o
salmão
n’
uma
extensão
de 9:562
milhas quadradas.
Es
tes
vinte
e
tres
rios
produziram em
1876,
144
520
salmões
e
27:720
trutas.
Os
que
mais
forneceram
são:
o
Eden,
10:000
salmões,
pesando
ao
todo
150.000
libras
inglezas; o
Savern,
21:525
salmJes,
pesando
um
total
de
302:650
libras;
o
Ouse, 1
786
salmões, pesando 21:836;
o
Tyne,
28:000
salmões,
pesando
280^000
libras;
o
Tr«nto, 1:000 salmões,
pesando
14:000
libras; o
bibbles,
5:676
salmões,
pesando
68:
112
libras
;
o
U.
k,
7:500
sal
mões,
pesando
67:500
libras.
Estes
75:487
salmões
ao
preço
de
1
shilling
a libra,
representam
um
valor de
1.130:122
fr.
50
c.
ou
180:819^600
rs.
Juntando
áquefle
numero a
totalidade
de
salmões
pescados
em
outros
rios,
che-
ga-sea
uma quantidade
de
cerca
de
121:721.
peixes
e
a
um
valor
de
81
000
libras
es
terlinas
ou
364:500^000
rs.
Não
se
incluem
ifesles
algarismos
os
productos
de
uma quantidade
de
riachos
onde
se
pesca
este
peixe,
ainda que em
menor
escala.
A
eiiligraçSo alEestaA.—
A
«Frank
furter
Zeilung»,
publica
alguns
dados
in
teressantes
acerca
da emigração
allemã
em
1876. Nos
tres
portos
d
’
Hamburgo,
Breme
e
Sletlin
a
emigração
elevou-se
a
50:687 indivíduos.
Os emigrados
saidos
de
Hamburgo
em
numero
de
28:733,
foram
transportados
:
20:615
directamente
por
73
vapores
e
10
navios
de
vela,
7:554
indirectamente
pela
Inglaterra,
e
564
por
7
1
navios
não
conhe
cidos
como
d’
emigração.
Eram
17:100
do
sexo masculino
e
11:577
do
feminino.
21:869
eram
adul
tos.
De Brême
sairam
12:611.
A
maior
par
le
dos
emigrados
foram para
a America
do
Norte.
A
murallta da
China.—
Do
«Jor
nal
da
Nuite»
transcrevemos
o
seguinte
curioso
artigo
:
Wan
li-Tchaug-Tching, ou
o
muro
de
dez
mil
lis,
é
o
nome da famosa
mura
lha da China,
que
parece ser,
no
seu ge-
nero
a
mais
grandiosa conslrucção
das
edades
antigas.
O li
(medida agraria
do
Celeste
Im
pério)
corresponde,
pouco
mais ou
menos
a
quinhentos
menos,
d
’
onde
se
póde
cal
cular.
aproximadainente,
que
o
compri
mento
da muralha,
andará
por
mil léguas,
a
começar
na
parte
mais
ao
Occidental
da
província
de Kan-Son,
até
ao
mar
Oriental,
lambem
chamado
do
Caia.
Esta grande
obra
parece
haver
sido
reabsada
no
anno
214 de
Christo
durante
o
império
de
Tsin-Chi-Hoang-Ti.
Como
é
sabido
o
motivo
que
deter
minou
a
colossal
conslrucção,
lui
o
oppór
uma barreira
ás
invasões
dos
tartaros.
Assim,
parece
que
a
grande
muralha da
China,
só
merece
este
nome
nos
sítios
em
que
havia
probabilidades
das hordas
tartaras
effecluarem
os
seus
ataques,
pois
que n
’outros
logares, em vez
de
dupla
muralha
encimada d’
ameias
que
existe
ao
norte
de
Pekin,
nada
mais
se
vê
do
que
um
simples
muro,
n
’
alguns
pontos
con
struído
unicamente
de terra.
E
’
esta
a
opinião d’
um
missionário
francez
que
durante
muitos
annos percor
reu
o
Império
da
China,
sobre
a qoal
publicou
varias
obras,
algumas
das
quaes
mereceram ser
coroadas pela
academia
franceza.
Quem
conhecer
os
chinas,
e
sobretudo
os
tiiandarins,
convencer-se-ha facilmente,
de
que,
nos
pontos
em
que
eram
menos
de
temer não
só
os
invasores
das
tribus sel
vagens
da
Tartaria,
mas
os
exames
do
imperador
á
sua
obra,
os
mandarins en
carregados
da
conslrucção
faziam
mais
cui
dado
em
reforçar
os
seus
cabedaes
á cus
ta
da muralha,
do
que
eni
fortalecer
esta
á
custa
do
orçamento
chinez.
Assim,
as
marchas
que,
outr
’ora,
os
difTerentes
filhos do Céo
faziam,
quer
pa
ra
visitar
as províncias do
seu
vasto
im
pério.
quer
para
cumprirem
peregrinações
á
lameserias
(conventos
do
culto
de
Bud-
dha)
estão
assignalados
com
a conslrucção
de
magníficos
canaes,
ou
de
vias
de
com-
municação
ainda hoje
chamadas
estradas
imperiaes.
Fóra d’
isto
o
viajante
só
encontra
na
China
miseráveis
tribus
atravez
dos
pân
tanos,
ou
perigosos
carreiros
cortando
as
escabrosidades das
serras. E
quasi
sem
pre,
estes
mesmos
caminhos
foram
aber
tos
pela
população
para occorrer
ás
ne
cessidades
da
sua
vida
e
commercio,
em
quanto
as
verbas
dos
pezados
impostos
e
contribuições
são absorvidas
pelas
aves
de
rapina
tão
abundantes
no
império,
e
que
se
chamam:
mandarins.
AGRADECIMENTOS
Os
abaixo
assignados
agradecem
a
to
dos
os
illm.
0
’
e
exm.0
’
snrs.
e snr.
as
que
os visitaram por
occasião
do
fallecimento
de
seu
muito
presado e
querido
marido,
filho,
sobrinho,
genro e
cunhado, Pedro
Victor
Arantes
d
’
Azevedo,
e
bem
assim
aos
illin.
os
e
exm.
08
snrs. que lhes
fize
ram
a honra
e
obséquio
d
’
assistirem
ao
oflicio
de
corpo
presente
que
se
fez
na
egreja
dos
Congregados,
no
dia
16
do
corrente
mez
de
julho,
e
aos
que
igual
mente
assistiram
ao
responso
de
sepultura
no
Cemilerio
e
no
mesmo
dia;
e
e.n
par
ticular
ao
exm.
0
snr. Commendador,
Luiz
Antonio
da Costa
Braga,
que
se
dignou
fechar
o
caixão
do
fallecido.
Não
lhes
sendo
possível
agradecer pes
soalmente
tão
distincto
obséquio,
o
fazem
por
este
meio,
e a
todos
protestam pro
fundíssima
e
eterna
gratidão.
Braga
21
de
julho
de
1877.
Maria José
Moreira
d’
Azevedo
Josefa
Maria
Arantes
d
’
Azevedo
José
Joaquim
de
Sousa
Azevedo
Engracia
Luisa
Arantes
Maria
da
Graça
Arantes
Braga
Rosa
Candida
Arantes
de
Mello
José da Rocha
Veiga
Miguel Gomes
da
Cunha
Braga
José Maria
Gomes
Bello.
(392)
Joaquim
Gomes Duarte
e
Antonia
Pei
xoto
de
Macedo, servem-se
d’este
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações
que
lhe prestaram
seus
serviços
e
os
cumprimentaram
por
occasião
do
passamento
de
sua
irmã
e
cu
nhada
Maria
Rosa
Peixoto
de
Macedo;
outrosim
agradecem
a
todos
os
que
se
dignaram
acompanhar
á
ultima
morada
o
cadaver
da
finada;
a
todos
protestam
seu
reconhecimento.
(385)
ANNUNOIOS
PROGRESSO
BRAGA
Achando-se
estabelecidas
na
cadeia
ci
vil
d
’esla
cidade
oflicinas
de
pregoeiro,
carpinteiro
e
vassotireiro,
roga-se
aos
ne
gociantes
e
particulares
que,
a
beneficio
dos
encarcerados,
vão
surtir
se,
naquel-
le
estabelecimento
publico,
dos
artefactos
d
’
aquella
especie
alli
manufacturados,
e
que
dentro
de
pouco poderão
competir
com os
mais perfeitos.
Se o
publico
auxiliar
esta
tentativa,
cujos
beneficos
resultados,
quer-me
pare
cer,
são
de
primeira
intuição,
continuarão
a
estabelecer-se
dentro
da
cadeia
outras
oflicinas.
Braga 20
de
julho de
1877.
O
delegado.
(388)
Rodrigo
Lobo
d
’
Avila.
Deseja-se n’
esta
cidade
ou nas
imme-
diações
uma
sala
e
dous
quartos
mobila
dos
em
casa
de
familia.
que
se
encarre
gue
lambem
de cozinhar
e
mais
serviço.
Quem
quizer dar
de
aluguel
deixe
carta
fechada
na redacção
d
’
esta
folha
com sob-
scripto
para
F.
A
indicando
a
moradia,
para se ir vêr
e tratar.
(39•')
A
Direcção
da
Companhia
Edificadora
e
Industrial Bracarense,
participa
aos
snrs.
accionistas,
que
o
acto
da
bênção
e
inau
guração
da
sua
fabrica
de
moagem
a
va
por,
sita
na
rua
da Cruz
de Pedra, lerá
legar
no
dia
25
do
corrente
mez,
pelas
11
horas da
manhã.
Braga,
e
Esciiptorio
da
Companhia,
em
23
de
julho
de
1877.
Os
Directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de Moura
(389)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
1WHH
José
Rodrigues
Gomes
da
freguezia
de
Padroso
do
ctncelho
dos Arcos de
Valle-
de-Vez,
havendo-lho
furtado
uma
egoa
no
dia
17 do
corrente
com
os
signaes
se
guintes:
altura regular,
côr
preta
clara,
calçada
dos
pés
ao
pé
do
casco,
cheios
os
cascos
das mãos
por
dentro,
compri
da
do mcnladouro,
com
uma
silva
da
tes
ta
ao
focinho;
quem
a aprisionar terá
umas ahiçaras, e sendo
com
o
proprio
ladrão
ainda
serão
maiores.
(391)
Companhia
Viação
do Minho
Serviço
de
diligeneias.
A
Companhia
Viação
do
Minho
faz
pu
blico
que
a
contar
da
presente
data
ficam
estabelecidos
para
as carreiras
para
Vian
na
por
Braga
os
preços
abaixo mencio
nados.
A partida
dos
carros
de
Vianna
é
ás
8 1/2
horas
da
noute e
de
Braga
para
Vi-
sella
ás
6 da
manhã.
Preços
t
De
Vianna
a
Braga,
dentro,
l$000
rs.,
fóra
800
rs.
Oe
Vianna
a
Viseila,
geral, 1$300
rs.
E
’
concedido ao
passageiro
—
12
kilos
de
bagagem
e
o
excedente
pagará 20
rs.
por
kilo
para
Braga
e
30
reis
para Vi-
sella.
Vianna
12
de
julho
de
1877.
(384)
Jcão
da
Silva
Neves.
PREVENÇÃO
O
abaixo
assignado
previne,
para
não
haver
ignorância,
que
ninguém
compre
nem
arrende
ao snr.
Ignacio
José
Fernandes
Braga, e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
19,
d’esta
cidade;
porque
se
acha
esta
mes-
nta
em
questão
perante
o
tribunal
judi
cial
;
e
para
melhor
satisfação
do
publico
se
declara
que a
questão
corre
pelo car
torio
do
escrivão
João
Marcos
d
’
Aranjo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ter
escriptos,
nada
será
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
on
annuncio
que
appareça
con
tra a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da
mesmo-snr.
Ignacio.
Braga
6
de
julho
de
1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
Banco
IVneioiinl Ultramarino.
No
Banco
do
Minho,
está
aberto o
pa
gamento
do
dividendo
do 1.°
semestre
de
1877
a
razão
de
2
1/2
por cento
ou
reis
2$250
por
acção.
Braga
19
de
julho
de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho,
Os
Gerentes,
Manuel
Luiz
íerreira
Braga
Francisco
Casimiro
da
Cruz Teixeira.
(38(5)
VENít-A
DE
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e quintal,
n.°
4.
v&ífejá»
*
D
U
as
lerreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe, com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita de novo.
Quem as
pertender
traiase
com
a
Ge-
rencta
do Bauco
do
Alinho. (263)
MUITA
ATTUbÇAO
Deposito
de
bi&eoitoa de
VaZongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis
tanto
pela qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito valonguense, kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
190
(211)
Precisa-se de um
caseiro
[.ara
uma
quinta,
5
kilometros
distante
d
’
esta
cidade,
que
tenha
de seis
pessoas gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
n
’
es-
tas
circumslancias
falle
com Antonio
Joa
quim
Loureiro, Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
I
ÓTJ
A?
t
'
--
f
|
r
UA
D
í
<
S.
MARCOS,
N.
õ
|
Vernie
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sttllas,
jg
lintlissiiiios
gostus.a
prin-
$
cipiar
em 80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas
de
casas,
tu
Io
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
‘
fâ
niidos.
Acende
cimento
roina-
$
no
p
ira
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
ia
sas,
tudo
de primeira qna-
lidade.
cxnuR&
aÃo
dentist
a
APTROVADC
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
»O PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRlGA.
Faz tudo quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186
OS
ÚLTIMOS
MOMENTOS
D’0i CONDEWINADO
PELO
R.
P.c
MARCHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Traduzido
da
19.a ediçào
POR
João
Baptista
da
Silva
Ramos.
Vende-se
em
Braga nas
livrarias
Ca
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
FILIAL Oit CAIXA
ECONDMICA PLAílOIUSTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
UapitaS
................ 500t000$000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito, cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sob<e
lodo
e
qual
quer
objecto do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
íó
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
EIÇDES
DA E1NCJUA FKANUEZA
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
ofiferece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar grammaticalmente
em
sua
casa
e
ca
sas
particulares, elementos
da
lingua
fran
ceza
comprehendendo
lêr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D. Gualdim, casa
n.°
8.
(278)
Casa para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua da Boa
Vista,
tem
comodidades
para duas
famí
lias,
pura
tractar
na
casa
n.° 85,
da
mes
ma
rua.
(352)
LIVRARIA
bTCGEMi)
CIIA»N
B
RAGA
UltiaMíSB pwbJicações
(OERAS
COMPLETAS)
PADRE
R1VAUX
Historia
Ecclesiaslica, desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de Sea-
bra, 3
vol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
chrislão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol................................................. I$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol. 2$i00
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cart
.
.
... ........................................
$600
Ancora
de
Salvação,
I
vol.
br.
5<>0
cart...............................................
$600
D.
MARIA DQ PILAR
A
Lei
de Deus,
collecção
de lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go, 1
vol
....................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
,
Vendem-se
duas
moradas
de
casas
Jqgt
s
'
las
uma
na
rua
d
e
D
Pedro
V
desi-
g
nac
|
a
C(
,
m
0
1
e
1
A,
e ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.°
He
11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
PUESEIíSA
PEHBIDA
Quem perdesse
uma
pulseira
na noite
do
dia
8
do
corrente,
póde procurai
a
na
rua
do
Carvalhal,
n.°
35,
e
dando os si
gnaes
certos
será
entregue.
(387)
A Junta
de Parochia
de
S.
Cláudio
de
Curvos, concelho d
’
Espozende,
tendo
de
collocar
dous altares novos na
sua
Egre
ja,
vende os velhos.
Quem
os
pertender
póde
dirigir
se
á
mesma.
(338)
Corographia
de Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes
..............
1$500.
ÃãWlTUTO
DO
ALTO
DOURO
D.1 CASA DE VIILA POIC1
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho,
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
o
Malvasia
de
2.a
.............................
360
»
»
velho
....................................
400
9
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
9
Roncão
.........................................
700
9
Alvaralhão.........................................
560
9
Velho
de
1854
....
600
9
a
retalho
par
*
meza 50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(4l-~-)-
ÃVISO
IMPORTANTE
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos.
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem
obter o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
-
glaterra.)
(31
tt
)
—
—
'*■
■
■■
■
ii
i
■
—
■
,
,
■
■
....
w.r
i
nr
■■ i.
1
—
—
—
BRAGA,
TYPOGRAPBIA
LUSITANA —18
7
7.
Parte de Comércio do Minho (O)
