comerciominho_24041877_630.xml
- conteúdo
-
5.’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
630
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio do
kditor
k
proprietário
J
mí
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E, para
onde
deve
sw
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
PUBI
j
ICA-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850 rs.-=-Pro«»-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
1S050
?$.--=
Braztl,
anno 3^600 rs.=Semestre 1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
&$>500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linhá
20 rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
°/
0
d
’
abatimento.
BBA®A-TERÇA-FEIHA
84 DE
ABRIL
Brainiito»
«S
í
» nuiçonarhi
e caltiin-
iiia
infame contra Pio
IX.
A
«Gazette
de
Louvain»
publicou
ha
coisa
de
um
mez uma
circular
da
loja
maçónica
Conslance,
da
qual
resulta
que
a
franc-maçonaria
italiana
está
em
activa
correspondência
com
a
da
Bélgica,
e
que
uma e
outra
bramem
de
riva
por
verem
o
movimento
e
o
enthusiasmo
catholico
das
populações
em
favor
.do
Successor
de
S.
Pedro;
e
por
nada
tanto
suspiram
como
pela morte
do
Papa,
do
mesmo
modo
que ha
já
19
séculos
os
judeus,
quando
viam
que todo o mundo
corria
atraz
de
Jesus
Christo:
—
Ecce
mundus
ló
tus
posl
eum
abiil
(Joan.
12. 19.)
Ó
documento
da
loja
Conslance
é um
convite aos mações
para
se
reunirem
a
20
de
março;
e
a
ordem
do
dia
é a
se
guinte:
<A
commissão
da
grande
loja
do
Orien
te
de
itaiia,
relativamenle
á reunião even
tual
de
um
conclave
na
Bélgica
no
caso
de
morte
de Mastai
Ferretti».
A
franc-maçonaria
belga
aproveila-se
d
’
esta occasião
para
repetir contra
o
Santo
Padre
uma
infame
calumnia
que
cem
ve
zes
tem
sido
já
repetida
pelos
jornaes
maçonicos
portuguezes,
e
que
nos
dizem
havel-o
sido
também
ha
poucas
semanas
pelo
sapientíssimo
Grão-Mestre
da maço
naria
lusitana
unida,
—
homem
que
entre
os
profanos
quer
passar
por
catholico!
—
;
isto
é,
que
o
actual Summo
Pontífice,
o
immorlal
Pio
IX
foi mação!!
Não basta
que
Carlos
Gasola,
o
pri
meiro
a publicar
esta
infamia
no «Positi
vo»
de Roma,
a
23
de
março
de
1849,
a
retractasse
publicamente
a
18
de
junho
de
1857;
não
basta
que
o
Grão-Mestre
do
Grande
Oriente
de Philadelphia
a
des
mentisse;
que
a
desmentisse
o
Venerável
da
loja de
Cuba;
que
a
desmentisse
o
proprio
«Monde
Massonique»
de
Paris
ha
verá ires
annos!
Não
basta
que
o
«Fron-
dem»
de
Lyon,
por
causa
d’
esta
torpís
sima
e
vilíssima
calumnia
ainda
em
18
de
novembro
de
1875
(ha
16
mezes
ape-
nas !) fosse
condemnado no
tribunal
por!
convicto
calumniador,
a
requisitório
do
snr.
Lourens advogado
e delegado
da
insuspeita
republica
franceza
!
Não
basta
finalmente
que o
proprio
Santo
Padre
des
de fins
de
1849,
em publico
consistorio,
tenha
desmentido
a infame
accusação
ne
gando
redondamente
o
facto
que
lhe
foi
altribuido
por seus
figadaes
inimigos,
se
gundo
o documento
que
ha
bem
pouco
publicamos
em
portuguez
e
no
texto la
tino!
Os
franc-mações
da
Bélgica,
com
o
cabeça
ou
lesta
de ferro
dos
mações
d
’
aqui,
tudo
esquecem...
tudo,
tudo!
e
praticam
a
maxima
de
Voltaire:
«E* pre
ciso
mentir
como
um
diabo,
não
uma
só
vez,
mas
sempre».
Pois nós, com
a mesma constância,
não uma
só
vez
mas
sempre
desmascara
remos
os
desavergonhados
calumniadores.
A
toda
a
imprensa
catholica
pedimos
que
transcreva
estas
linhas.
GAZETILHA
Subscripção para a oíTerta ao SS.
Padre, Pio
IX.
Transporte
860000
III.
mos
e
ex.
mo*
snrs.
Antonio
Teixeira
Lobo
20500
Revd.
0
capellão
do
convento
do
Salvador
30500
Desembargador
Abbade
de
Ma-
ximinos
20250
Revd.0
Joaquim
José
de
Figuei
redo
20250
Revd.0
Luiz
Gomes
da
Silva
20250
Anonymo
20000
José
Lopes
de
Carvalho
10500
D.
Thereza
de Jesus
Ferreira
10500
Anonymos
10500
Revd.
0
João
Caetano
Portella
500
D.
Margarida
de
Lima
Lobo.
10000
Anonymo
10000
Somma
1070750
Declaração.
—
Na
local,
que
debaixo
da
epígrafe
Pateada
publicamos
em
o
n.°
anterior
saiu
no
paragrafo
4.°,
—
pessoas
condecoradas, em
logar
de—
pessoas
gra
duadas.
Esta
allusão não
se
entende
com
o
ex.
ino
snr.
José
Borges
de Faria,
que
n
’aquella
incidência
se
conservou
neutral.
-A
R. R.
Fabriea
de
Knães.
—
A
’
manhã
lerá
logar
a
inauguração
da
fabrica
de
papel
de Ruães,
uma
das
nossas
principaes
neste
genero, e o primeiro
estabelecimento
fa
bril
da
província do
Minho.
Honra
seja
feita
ao
directores
d
’
esta
empreza,
que
á
força
de
preserverança,
boa
vontade e tino conseguiram
superar
grandes diíliculdades
originadas
pela
crise
bancaria
que
soífremos
o
anno
passado.
Diremos
d
’espaço
ácerca
d
’
este
acto.
Tlieatro de S.
Geraldo.—
Foi
no
sabbado
á
scena, em
segunda
representa
ção,
o
apparatoso
drama
Os
incendiarias.
Houve
enchente
real nas duas
plateias,
sendo
os
camarotes
occupados
pelos
con
correntes
que
n’
aquellas
já
não encontra
ram
logar.
No
fim
de
lodos
os
actos
houve
sem
pre
grandes ovações
aos
actores
encarre
gados
dos
papeis
principaes.
No
domingo
repetiu-se
a
magica
A
filha
do ar.
Correu
tudo
com boa
ordem.
AHMoeiação Catliulica.—
Effeduou-
se
anle-hontem
na
casa
da
Associação
Catholica
a
reunião
extraordinária
para
esse
dia
convocada.
Na
mesma
decidiu-se
por
unanimidade que
se
mandasse
a
Roma
um
socio, para, na
próxima
festividade
do
quinquagésimo
anniversario episcopal
de
8.
bantidade
Pio
IX,
representar
alli
a
mesma
associação; assim
como
que
o
representante
seja
portador
d
’
uma
men
sagem,
assiguada
por
todos
os
associado-;,
—
não
só
felicitando
o
Santo
Padre por
Deus
lhe
haver
milagrosamente
conser
vado
a
vida,
permittindo-lhe
elfectuar
este
soiemne
anniversario,
justificando,
pelas
vicissitudes
porque
tem
passado,
a
profes-
sia
de
S.
Malachias
Crux
de
cruce;
co
mo
lambem
expressa
e
terminantemente
significando
a
grandissim
parte
que
todos
os
membros
da
Associação
tomam
nas
tribulações
do
magnanimo
Pontífice, no
bremente
significadas
na
admiravel
allocu-
ção
de
12 de março
findo.
Resolveu-se
que
a
presidência
enviasse
já o
exlracto
da acla,
em
que
se
tomou
esta
resolução,
á
Nunciatura
em
Lisboa,
para
que
por
esta
via
chegue
ao
conhe
cimento
de
S.
Santidade,
assim
como
d
elia
se
faça o
que
julgar
conveniente.
Circo
equestre.—
No
domingo
de
butou
no
circo
equestre da
Cêrca
dos
Gongregados
o joven
artista
brasileiro,
o
snr.
Porto,
pertencente
ao
circo
de
Pena
&
Bastos, no
Rio
grande
do
Sul.
O
de-
butante
desempenhou
muito
bem
vários
trabalhos no
trapesio.
A
concorrência
foi
regular.
A.
proposito do
jubileu episco
pal de
Pio
ix.—
Lêmos
na
«Unitá
Ca-
tholica
»
de
8
d
’
abril
:
«Também
as universidades
calholicas
tem
deliberado
tomar
parte nas
festas
do
jubileu
episcopal de
Pio
IX.
A
universida
de
catholica
de
Lille
tenciona
offerecer
ao
Santo
Padre
um
annel
pastoral
de
gran
díssimo
valor.
As
senhoras
da diocese
de
Cambrai
offerecerão
pela
mesma
occasião a Pio IX
va-
sjs
sagrados
e
um
bom
numero de
ma
las
de
viagem
que
o
Santo
Padre
pode
rá
dar aos
missionários,
com
tudo
quan
to
é necessário
para
o Santo
Sacrifício
da
Missa.
Os
fieis
de
Tours
mandaram
fundir
em
bronze
uma
bella
estatua
de
S. Maninho,
para
a offerecerem
ao
Santo
Padre
Pio
IX,
no
qual
revive
a
caridade d
’
aquelle
grande
Santo.
A
commissão
do
Dinheiro
de
S
Pedro,
de
Paris,
levará
como
dom
ao
Grande
Pon
tífice
um
trofeu,
todo
formado
de
vasos
sagrados.
Em
Turim
abriu-se
um
concurso,
por
iniciativa
do
sabio
jornalista
padre
Margotti,
para
se
compor
em
boa musica
um bym-
no
ao
jubileu
episcopal, que será
cantado
pela
vez
primeira
a
3
de junho.
Fructo
inás leitura»
—
Acaba
de
se
suicidar
um
desgraçado
mancebo
na
Itaiia,
grande
ledor
de romances,
deixan
do
provas
evidentes
de que o seu
crime
foi
fructo
das
más
leituras.
De
uma
don-
FOLHETIM
DIL
J.
M.
DE
MACEDO.
GS B0K
MGOS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
XX
O coração de
Jacob.
Jacob
e
Helena,
extremamente
espiri
tualizados,
teimavam
um
com
o
outro
com
desespero
e
furor
:
João
em
vez
de
apa-
sigual-os,
os
desaliava cada
vez
mais
com
suas
gargalhadas.
—
Ferve-me
o
sangue
quando
esta
mu
lher
do
diabo
teima
comigo!...
—
Este
homem,
snr.
João, não abre
a
bocca
que
não
minta
! é
um inimigo
das
mulheres...
—Pois
se
a
carta
é
da mulher!...
—
E’ do
marido
!
—
Oh!
senhora...
não
teime...
—
Tenho
dito:
é
do
marido!
—A
senhora não
sabe
que
eu
tenho
a
carta
no
meu
_
coração?...
João
fez
um
movimento.
—Pois,
se
lhe
parece...
eu
não
tenho
medo.
caixa
de jacarandá,
que
se
mostrava
sob
a
fórma de
ura
coração.
Era
de
facto
aquillo
que
ardentemente
desejava
vêr
o
antigo
agente
de
Salustia-
no:
era
o
coração
de
Jacob.
—
Até
que,
etntim
!
murmurou
João
por
entre
os
dentes.
E
ergueu-se
para
ir
ajudar
a
Jacob
que
vinha
cambaleando.
O
ex-escrivão
chegou
finalmenle á
me
za,
e
indo
depositar
ahi
a caixa
que
tra
zia,
debruçou
se
sobre
ella olhando ineio-
risonho
e
ainda meio
desconfiado
para
João.
—
Vamos
decidir
a
questão,
disse
este.
—
E
’
do
ma.
..ri...do,
balbuciou
He
lena.
Com
um
movimento de
desespero,
o
ex-escrivão
desabotoou
o
seu
infaliivel
fra
que
roxo,
abriu
a
camisa,
e
deixando vêr
um
peito
vermelho
e
cabelltido
foi
com
mão
mal
segura
tirar
um
cordão prelo,
a
que
estava
preza
uma
pequena
chave.
—
Vejamos...
vejamos...
disse João
to
do
desejos e
esperanças.
Jacob
trabalhou
por
muito
tempo
para
introduzir
a
chavinha
na
fechadura
;
porém,
conhecendo
que
o
não
podia fazer, sen-
tou-se
de
novo
risonho,
e
disse
gague
jando
:
—
Que...
dia...a...bo...
não
pos...so...
pa...re...ce...me
que
es...tou
be,..bado.
—
Dá-me
a
chave,
que
eu abro...
O ex-escrivão
soltou
uma
gargalhada,
sacudiu
a
cabeça
e
tornou a
enfiar
o
cor
dão
no pescoço.
—
Também
não
vai
a
pena
perder
tanto
Jacob
olhou
para
.João
com
ar ainda
meio
temeroso.
—
Deixemo-nos
d
’
isto,
disse
este;
aca-
jemos
com
esta
contenda
;
vá
á
saude
dos
ions
esposos!
Os
copos
esvasiaram-se
de
novo: d’
ahi
a
um tempo
João
tornou
:
—
Mas
vamos:
a
carta
era
da
mulher
ou
do
marido?
A
embriaguez
de
Jacob
e
Helena
já
era
completa;
gaguejavam
ambos,
faltan
do
ao
mesmo
tempo.
—
E
’
da mu...
Iher...
—
E
’
do
ma...ri,.do...
—
Quem
falia
verdade?
decidamos.
—
Eu...
—Eu...
Os
dois
disputantes
ficaram
desespera
dos
outra
vez
—
Eu... vou... bus...car o
co...ra...-
ção
!...
exclamou
Jacob.
Helena
respondeu-lhe
com
um
insulto,
e
o
ex-escrivão,
cambaleando
e segurando-
se
pelas
paredes,
dirigiu-se
ao
seu
quarto.
No
entretanto,
e
para
que Jacob
não
se
deixasse
íicar
no quarto,
pois que
tu
do
se
podia
esperar do
estado
de
embria
guez
em
que
se
achava,
João,
instigando
Helena,
fazia
com
que a
mulher
injurias
se
em
alta
voz
a
seu marido.
Jacob
appareceu
de
novo á porta
da
pequena
saleta.
João
lançou
um olhar
cheio de
curio
sidade,
de
duvida
e
de
esperança
sobre
aquelle
homem.
O
ex-escrivão vinha
abraçado
com
uma
tempo
por
isso,
tornou
João:
acabemos
o
prazer
d’
esta
noite
com
um
ultimo
copo
de
vinho.
E
encheu
os
copos.
Jacob bebeu
me
tade,
e
entornou
sobre
a
meza
e sobre si
mesmo
a
outra
metade.
Helena
não
bebeu,
porque
já
dormia
a
somno
solto.
O
antigo
agente
de
Salustiano
deixou
cair
a
cabeça
e
pareceu adormecido.
D
’
ahi
a
pouco
Jacob
roncava
como
utn
indemoninhado.
No
fim de
um
quarto
de
hora
João
e-gueu-se
;
observou
cuidadoso
os
dois
es
posos
;
abriu
a
camisa
do ex-escrivão,
ti
rou-lhe
o
cordão
do
pescoço
e
introduzin
do
a
chavinha
na
misteriosa
caixa,
deu
uma
volta,
e
o
coração
de
Jacob
ficou
por
dentro
patente
a
seus
olhos.
A
caixa
estava
cheia
de papeis
de
to
dos
os
tamanhos
e
de
toda
a
natureza.
Cartas
de
familia,
escriptos
de
amor,
originaes
de
antigos
impressos,
tiras
de
papel
com
algumas
linhas
escriptas,
mas
cnjo
sentido
era
quasi
impossível
decifrar;
antigos
processos...
papeis judiciaes...
e
uma
multidão
immensa
de
outros
obje-
ctos
enchiam
o
coração
de
Jacob.
O
ex-escrivão
linha
realmente
dado
um
nome
muito
significativo
áquella
caixa :
era
o
seu
coração.
Era
o
coração
do
homem
mao, intri
gante,
maledicente.
Dentro d’elle estavam
Ius
maleriaes,
com
que
elle podia
accender
a
guerra
entre
famílias.
pelas
leis
a
introducção
da
droga
na China
—
que
é
o
mercado
d
’
onde
vem a
impor
tância
ao
infame
trafico.
As
ditas
leis
prohibitivas
porém,
dei
xaram
de
executar-se,
pela
corrupção
das
auctoridades,
e
empregados
íiscaes
chine
zes;
a
quem
os
traficantes
inglezes
unia
vam
as
mãos:
e
assim
havia
em Cantão
immensos
depositos
da
droga
prohibida,
e
o
seu
uso
augmentou
de
maneira,
e
pro
duziu
taes
calamidades,
que
o
governo
chi-
nez,
para
pôr
cobro
ao abuso
e
aos
gran
des
males
que
produzia,
mandou
a
Can
tão
como
governador
e
alto
commissario,
um
mandarim
de
confiança,
com
ordem
estricta
de fazer
executar
as
leis
prohibiti
vas
do
veneno.
O
dito
mandarim
(Ly,
ou
cousa
assim,
me
parece
era o
nome)
veiu
á
província,
e
apprehendeu,
confiscou,
e queimou
os
immensos
depositos
do pernicioso
ve
neno.
Queixaram-se
os contrabandistas
ao
go
verno
inglez
(o
dos
Whigs);
e este,
sem
vergonha
ou
consciência,
mandou
a
cele
bre
expedição
primeira
contra
a
China;
destruiu
piraticalicamente
uma
quantidade
de
juncos,
(as
embarcações
chinezas);
ma
tou
muita
gente,
e
não
só
fez pagar
á
China
pelo
opio de
contrabando
que
ella
tinha
apprehendido
e
destruído
(uns
tres
milhões
esterlinos,
se
bem
me
lembro),
mas
lhe
impoz
outra
enorme
somma
a
pagar,
pelas
despezas
da
guerra
!—
Doze
grandes
carretas
vieram
de
Southampton
para
Londres,
carregadas
de
prata;
que
n'esse metal
foi pago o
tal tributo
chi-
nez,
imposto
por
não
querer
o
governo
da
Chma
que
se
envenenasse
a
sua
gente
!
E
é
para um
trafico
assim
pernicioso
e immoralissimo,
(ainda
hoje
vergonha
e
iniquidade
da
Inglaterra),
que
se
auclorisa
e
lórma
uma
companhia
em
nossa África
Oriental
!... A
que
mais
infamas
e
ver
gonhas quererá
condemnar-se
ainda
uma
palria
que
foi
nobre,
honrada, moral
e
christã,
e
por
isso
se
elevou
á
gloria
e
á
fama
!
A
vergonha
porém
não
ha de
perten
cer
a
Portugal
por
muito
tempo; pois aquel
la
nossa África,
e
mais
tarde
tudo
o que
temos
ainda
de nossas
descobertas e
con
quistas,
ha
•
de
a
Inglaterra
alliviar-nos
d
’isso—ajudada por
esse
liberalismo (isto
é,
liberalismo)
de
que
o
snr.
Joaquim
Mar
tins
de
Carvalho,
continua
a
ser
devoto
!
—não
passando
quasi
numero
do
seu
hon
rado
papel,
em
que
não
descubra
a
men
tira
e
a
podridão
de
tal
systema
de
par
tido
!
No
que
hontem
escrevi
bem
á
pressa
(porque
tive muito mais
que escrever; a
respeito
de
Montezuma,
chamei-lhe
barão,
devendo
ser
visconde-
tanto
vale
uma
cousa
como
a
outra,
=0.
A.
R. SARAIVA.
Exj»®8ição
de
PI»iltudelpltin. — O
«Diário do
Governo»
de
17
do
corrente
putilica
a
lista
dos
expositores portuguezes,
que
foram premiados
na secção
industrial
da
exposição de Philadelphia,
enviada
pela
zella
porlugueza
também
nós
sabemos
a
quem
aconteceu
o
mesmo.
Paes
e
mães
de
familia,
se amaes
deveras vossos
filhos,
attendei,
abri
os olhos!
Quando
não
virá
tarde
o
«se
eu
soubera!..»
Pedido.
—
O
nosso collega
do
«Jor
nal
do
Minho»
no
seu
n.°
231
publicou
o
seguinte
:
«
O Manquitó,
historia
d’um anãosinho.
—
Com
este
titulo
temos
em
nosso
poder
um
engraçado
e substancioso escripto,
que
tencionamos publicar
brevemente. E’
uma
historia
contemporânea que
ha
de
inspirar
interesse
e
prender a
attenção
dos
nos
sos
leitores.
O
pouco
espaço
de
que
dis
pomos
não
nos
permitte
começar
já
a
sua
publicação,
mas
como
em
breve
o
nosso
jornal
augmentará
de
formato,
reservamos
para
então
a
interessante
narrativa que
contém os
seguintes
capítulos
:
Viagens
ao Brazil
—
Gentilezas
—
A
ra
toeira—O
regresso—
Scenas intimas.
—
A calúga
do
pae—
O negocio—
A
ar
roba
negra
—
Historia
d’
um prego
—A
ga-
veta-=-As
mascambilhas
do
caixa d’
oculos
—
Dois
brancos—Mais um
—
Um
administra
dor
e
uma
encommenda
d
’assassinato
—
His
toria
moderna
—Novas
mascambilhas.
Publicação
da
ultima
moda
—A
carta
ao
visconde
—
Projectos
—
Sciencia
e
consciên
cia
—Dois
papalvos
e
tres
basbaques
—
Re-
cuerdos
do
Porto—
A
nova
empreza
—
O
puxão
d
’
orelhas—Tres
dúzias
de
bôios
—
O
grau
—
Exposição
d’Aprés
nalure
—
Scenas
ti-
naes.»
Pedimos
ao
collega
que
não
faça
de
morar
muito
tempo
a
publicação
que
pro
metteu, porque
ha
curiosos
que
desejam
vêr
o
tal enredo.
<>3>so.
—
Snr.
Joaquim
Martins
de
Carvalho.
—
Londres,
9
de
Abril
de
1877.
—
Chegou-me
esta
noite
o seu «Conimbri-
cense»
de
3
do corrente,
e
sinto
não
o
ter
lido
mais
cedo
—
é
meia
noite
agora.-
Porém
tendo-me
posto a
ler
o 'Times»
de
hoje, cheio de
cousas
e
noticias
do
maior
interesse,
só ás
11
horas
abri
e
co
mecei
a
ler
o
seu
papel,
que
muito
me
interessou,
pelo
que
adverte
sobre
os
pe
rigos
de
corrupção
da
mocidade
em
Coim
bra,
etc.
Muito me
agrada o prospecto da
nova
Revista
Theologica,
etc. —
ainda
bem
!
E
porém,
sobretudo,
por
causa
da
no
ticia
que
dá,
da
companhia
para o
culti
vo
do
opio
na
Zambezia, que
desejo
ad
vertir
uma
cousa,
que
talvez
v. não
sai
ba;
porque
a
vergonhosa
(para
a
Inglater
ra)
e
iníqua
questão
de
que fallo,-
teve
logar
ha
40
annos;
e
depois não se
tem
fallado
mais
n
’isso,
porque
a
cousa
só
faz
deshonra,
e
devia
fazer
(e
faz)
vergonha á
Inglaterra
—
fallo
da celebre
e
immoral
questão
do
opio.
O
uso
do ç.pio,
ou
antes
o
vicio d’
el-
le, como
chamamos
vicio
o
do
fumo,
é
dos
efleilos
mais
perniciosos
na China.
E
’
a
ruma
physica e
moral
dos
homens
e
das
famalias;
pois
estraga
o
phisico
e
o mo
ral
das
pessoas,
e
reduz
milhares
e
mi
lhares
de famílias
á
miséria
e
á
ruina
total.
Por
isso,
é
severamente
prohibida
commissão
especial
da
respectiva
secção.
A lista
relativa
aos
expositores
da
secção
de
agricultura
ainda
não
foi
recebida
pelo
governo.
Como
interessa
a
muitos
dos
nossos
industriaes o
conhecimento d
’
essa
lista
of-
íicial
em seguida
a
transcrevemos:
Antonio
da
Costa
Guimarães,
Guimarães
—
Linhos.
Antonio
Correia
da
Fonseca,
Porto
—
Photographias.
Augusto
Frederico
Etur,
Lisboa
—
Algo
dões.
Anjos,
Cunha
Ferreira
&
C.
a,
Lisboa
—
Algodões.
Antonio
Alves
Bibiano,
Pedrogão
Gran
de
(Leiria)
—
Pannos
pretos.
Almeida
& Silva,
Porto
—
Esteiras.
Associação
promotora
da
industria
fa
bril,
Lisboa
—Publicações.
Associação
(real)
dos
architectos
e
ar-
cheologos
portuguezes, Lisboa—
Jornal
da
Associação.
A.
Prudencio
dos
Santos
Chaves,
Lis
boa
—
Moveis
de
ferro.
Anjos
&
C.
a
,
Lisboa
—Algodões.
A.
Pereira
Rego,
Lisboa
—
Uniforme
mi
litar.
Antonio
Moreira
Rato,
Lisboa —
Colltc-
ção
de
mármores.
Agostinho
Ferreira
da
Silva &
C.
a
,
Lis
boa
—
Sabão.
Antonio
Martins
Henriques
&
C.a
,
Porto
—
Anlimonio.
Antonio
José
Teixeira
Mello,
Lisboa
—
Véllas
de
cera.
Anna
Delíina
Branco,
Alcácer
do
Sal —
Sal
marinho.
Associação
civil
dos
engenheiros
por
tuguezes, Lisboa
—Collecção
da
revista
de
obras
publicas
e
minas.
Associação
Commercial
do
Porto,
Porto
—
Obra
de
lalha.
Antonio
Raymundo
de
Carvalho,
Lisboa
—
Escovas.
Bahia
&
Genro,
Porto
—
Tecidos
de
algo
dão
e
de
linho.
Bernardinó
Antunes
da
Silva, Lisboa
—
Luvas.
Brito
Limpo,
Lisboa
—
Nivel de
preci
são.
Bruno
da
Silva,
Lisboa—
Esteiras.
Bernardo Daupias &
C.
a,
Lisboa—Casi
miras
e
chãiles.
Baroneza
de
Samora
Correia,
Lisboa
—
Sal
marinho
Carlos
Relvas,
Gollegã
—
Photographias.
Carlos
Ribeiro,
Lisboa
—
Investigações
geológicas
em
Portugal.
Carlota
Matliilde
Teixeira,
ilha
da Ma
deira
—Bordados.
Carlos
Ferederico
Blanck,
Evora
—
An-
timonio.
Carlos
Ribeiro
e
Nery
Delgado, Lisboa
—
Mappa geologico.
Companhia
da
fabrica
de
papel
do
Prado,
Thomar—Papel.
Companhia
nacional
de
fiação
e tecidos
de
Torres
Novas,
Torres
Novas
—Productos
de
linho.
Companhia
da
fabrica
de
algodão
de
Xabregas,
Lisboa
—
Productos
de
algodão.
Companhia
lisbonense
de
estamparia*
tinturaria
de
Algodões,
Lisboa
—
Algoj^
estampados.
Companhia
da
real
fabrica
de
fiação
de
Thomar,
Thomar
—Algodões.
Companhia
fiação
de
Crestuma,
p
ort(
—
Algodões.
Companhia
de
fiação
e
tecidos
lisbonen.
se,
Lisboa—Productos
de
algodão.
Companhia
sericola
egyptaniense,
Po
rt}
—
Seda
em
tio.
Companhia
de
lanifícios
de
Padronel|
0
Amarante
—
Casimiras
e
chailes.
Companhia
luvaria
portuense,
Porto-
Luvas.
Companhia
da
fabrica
nacional de
|
a,
nificios
de
Portalegre.
Portalegre—Casimi,
ras.
Companhia
mineira
e
industrial
do
Cs
,
bo
Mondego, Lisboa—
Vidros.
Companhia
de
Mineração
de
S.
Pedn
do
Sul,
Vizeu
—Estanho.
Companhia das
leziria do
Tejo
e
Sado,
Lisboa
—Sal
marinho.
Companhia
de
mineração
transtagana
Lisboa
—
Pyriles
de
cobre.
Companhia
Aurificia,
Porto
—Serviço
d
(
chá, de prata.
Companhia
das
Aguas
das
Pedias
Salga,
das,
Porto
—Aguas
mineraes.
Costa
Basto
&
C.
a
,
Porto—Panellas
de
ferro.
Costa
Braga
& Filho,
Porto
—
Chi.
péus.
Custodio
José
Rodrigues
Bahia
Braga-
Chapéus.
Conslant
Burnay,
Lisboa
—
Casimiras
i
flanellas.
Custodio
Cardoso
Pereira,
Porto—
li»
trumentos
músicos
de metal.
Creswell
&
C.
d
,
Lisboa
—
Sal
inari.
nho.
Custodio Lopes
da
Silva
Guimarães,
Porto
—
Galões
e
franjas
de
ouro
e
prata,
Casa
da
moeda
e
papel
sellado,
Lisboi
—
Cunhos
e
medalhas.
Campos
Mello
&
Irmãos,
Covilhã—
Ci.
simiras.
Direcção
geral
dos
trabalhos
geodési
cos,
topográficos, hydrograficos
e
geolo-
gicos,
Lisboa
—
Mappas
topográficos
e
geo-
logicos.
Direcção
dos
trabalhos do
Mondego
t
barra
da
Figueira,
Coimbra—
Mappas
eco!
lecções
de
materiaes
de
construcção.
Direcção
dos
trabalhos
do
Mondego
(
barra
da
Figueira,
Coimbra
—Sal
Direcção
dos
trabalhos
do
porto
artifi
cial
de
Ponta
Delgada, ilha
dos
Açores-
Planos
e
collecções
de
materiaes
de
ctn-
strucção.
Direcção
das
obras
publicas
de
Vianiii
do
Caslello,
Vianna
do Castello—
Materiaes
de construcção,
madeiras.
Diogo
Jorge
Scheehan,
Lisboa
—
Luvas,
David
José
da Silva &
Filho,
Porto-
Damascos
de
ouro
e
prata.
Diederich
Malhias
Feueerheerd
&
C.1,
Sever
de
Vouga
—
Mineraes.
Deligny
Fréres,
Lisboa
—
Producto
clii-
micos.
Emilio
Biel
&
F. Bruelt,
—
Fotografias.
anwi«*
«THrjr,'
Jacob
era
um malvado,
ou
para
me
lhor
dizer,
um
miserável
malvado.
João
não
se demorou em
fazer
ob
servações
sobre
o
que
tinha
diante
dos
olhos;
foi
passando
um
por
um
todos
aquel
les
papeis, até
que
chegou
a
um
processo.
—
Ah!
eil-o
aqui!...
eil-o
aqui!...
ex
clamou
sem
poder
suster-se.
E
folheando
o processo
chegou
a
um
logar,
em
que
havia
mn
documento
:
-
A
letra
falsa
!...
disse.
E
como
se
mais
nada
lhe
importasse
do
resto;
como
se
houvera
completado
a
sua
missão
n
’
aqueila
casa,
guardou
o pro
cesso
no
largo
bolso
da
sua
sobre-casaca.,
feçhou
o
coração
do
mao,
poz
de novo
o
cordão
no pescoço
de
Jacob,
e
indo
ao
corredor da
casa
despertou
a
escrava,
man
dou
que
lhe abrisse
a
porta
da
rua,
e
tomando
o
chapeo
saiu.
Era
mais
de
meia
noite.
XXí
Marianna.
Uma
verdadeira
guerra
de
emboscadas
era
a
que
estava
declarada
:
cada um
dos
combatentes
tinha
seu
segredo,
e
por
elle
velava
:
alguns
tinham
dois
segredos
tam
bém
:
um
que
fazia
alentar, e
outro
que
fazia
córar:
outros
viviam
suspensos
e
te
merosos,
viclimas innocentes
da
intriga,
que
fumegava.
João
e
Rodrigues, senhores
das
pontas
d'aquella
meada
embaraçada,
veiavam,
ten
do
os
olhos
fitos
em
Salustiano;
mas
pa
reciam guardar
ainda
para si
o
—
seu
se
gredo
querido
—
era
talvez
a
historia
de
Cândido.
Salustiano
e
Marianna
esperavam
e tre
miam
: tinham ambos
que
esperar;
ambos
porém
tinham
ao
mesmo
tempo
de
que
córar.
A
velha
Irias
ignorava
porventura
tu
do?
parece ao
menos
que
sim.
Anaclelo,
Cândido
e
Celina
eram
aquel-
les
que
viviam
suspensos
e
temerosos
:
eram
elles
as
viclimas
innocentes
que
se
preparavam,
porque
o
primeiro
deveria
chorar
por sua
iilha,
e
os
dois
últimos
por
seu
amor.
Henrique
nada
temia
e
tudo
esperava:
estava
quasi
a
brilhar
o dia
de
seu
casa
mento.
Os
acontecimentos se
iam
precipitan
do
e
deixavam
adivinhar
que
o drama
cor
ria
para
um
proximo
desfecho. O
dia
que
succedeu
á
noite
da
embriaguez
de.
Jacob
e
de
Helena, embriaguez
que
havia
deixa
do
cair
o
coração
do
ex-escrivão
nas
mãos
do
antigo
atente
da casa
de
Salustiano.
foi
de
terríveis
surprezas
para
o
primeiro
e
para
Marianna.
Salustiano
soube
na
manhã
d
’
esse
dia
que
um
documento
importante,
que
o
tor
nava
criminoso
publico,
havia caído
nas
mãos
do
homem,
que
dois
dias
antes
se
declarara
seu
inimigo.
Concebe-se
qual
deveria
ser
o
eífeito
d
’
essa
horrível
noticia
: era
um
raio
que
’
ãcabava
de
levantar-se sobre a
cabeça
do
misero
mancebo.
A
Providencia
castiga
o
crime
por
to
das
as
maneiras;
castiga-o
mil
vezes
por
seus
descuidos
e
imprevidências: aquelles
que
tinham
comprado
Jacob,
poderiam
e
deveriam
tel
o
visto
queimar
o
processo
e
a
letra
falsa
;
a
falta d’esse
cuidado
era
agora
um
castigo
que
vinha
sobre
o
cri
me,
que
não
deveria
ficar
impune.
Salustiano
mandou
deitar fóra
de
sua
casa
o ex-escrivão, que
acabava
de
lhe
tra
zer
a
fatal
nova,
e
ficou só...
perdido
em
um
mar
de
reflexões
torturadoras...
at-
terrado
e
furioso.
Depois
lançou-se
sobre
sua
secretaria
e
escreveu
uma
carta
com
rapidez
e de
sesperação.
Por sua
parte
Marianna
tinha
appare-
cido
n’
aquelle
dia
mais abatida
que
de
ordinário.
Um
sonho
terrível
a
atormen
tara
toda
a
noite;
acordára
tres
vezes
aos
gritos
de
uma
creancinha
recem-nascida
que
lhe
bradava:
—
minha
mãe!
Depois
do
almoço
relirou-se
para
o
seu
quarto
e
ficou
dolorosamente
pensando...
no
futuro
que
a
esperava.
Era
um
futuro
portanto
bem
duvido
so!...
de
um
lado eslava Celina,
que
não
daria nunca
sua
mão
a
Salustiano;
do
en
tro
lado eslava
esse
mancebo abominável
prompto
para
falhr,
e
com
uma
folha
de
papel
na
mão:
e
sua
primeira.palavra
era
a
deshonra,
e
esse
papel
era
o
corpo
de
delicio da
desgraçada
viuva!...
e
para
com
pletar
o
quadro
via-se
no
fundo
ura
mi
sero
velho
curvado
pelos annos
e
pelos pe-
zares,
chorando
com
os
olhos
em
sua
li-
lha,
e
descendo
para
dentro
de
uma
covi
funda
como
um
abismo!...
E
depois
de
tudo
isso
a
imagem
de
um
mancebo
pallido
e
melancólico...
a
ima
gem de
Henrique
tão
bello,
tão
cheio
do
mais
puro
amor,
tão
capaz
de
fazer
a
ven
tura
de
Marianna!...
Pensava 11
’
isso, via
tudo
isso
a
infe
liz
mulher,
continuava
sempre
a
pensar
e
a
vêr,
até
que
ás
onze
horas
da
manhã
uma
escrava
entrou em
seu
quarto e
en
tregou-lhe
uma carta
que
acabava
de
che
gar.
Marianna
abriu
a carta
e
estremeceu
ao
lèr
a
assignatura.
Era
a
carta
de
Salustiano.
Relirou-se a
escrava
a
um aceno da
viuva,
que
apenas
se
achou
só
leu
a
car
ia
:
—
«Senhora,
um
acontecimento,
que
oouco
lhe
importará
saber
qual
seja,
por
que
somente
a
mim
diz respeito, acaba
de
obrigar-me
a modificar minhas
disposições:
a escriptura
de meu casamento
com
a
se
‘
nhora
sua
sobrinha deverá
impreterivel
mente
ser
hoje
assignada.
A’
s
o
horas
da
tarde
terei
o
prazer
de
ir
ao
Ceo-còr-de-
rosa,
levando comigo
a
escriptura
de
q
[ie
alio
e
a
carta,
que
com
toda
a
probabi-
idade
espero deixar
hoje
em
suas
mãos-
Tenho a
honra
de
assignar-me,
etc.
—
lusliano.»
(Continú<9.
Ministério
das
obras
publicas,
(1)
Lis
boa—
Collecção
de
materiaes
de
conslruc-
ção.
D.
Maria
Magdalena de
Souza, Ponta
Delgada
—
Flores
arliliciaes.
D. Martinho
da
França
Pereira
Couti-
nho,
Lisboa—
Instrumentos
mathemalicos.
Observatório
do
Infante
D. Luiz, Lis
boa—
Mappas
e
fotografias.
Observatório
do
Infante
D.
Luiz,
Lis
boa
—
Cartas
meleorologicas.
Rodrigo Antonio
Ferreira Dias,
Porto
—
Tecidos
de
algodão
e
linho
Repartição
de
minas,
Lisboa
—
Mappas.
Repartição
de
minas,
Lisboa
—
Mármo
res.
Rodrigo
Alves
Martins
do
Santo,
Porto
—
Sapatos;
R.
L.
Dabney,
Fayal
—
Esteiras:
Ramires
&
Ramires,
Lisboa
—
Sedas
e
damascos.
Silva
&
Santos,
Porto
— Figuras
de
barro.
Serzedello
&
C.
a,
Lisboa
—
Productos
chi
micos.
Santos
&
Irmão,
Ovar
—Chapéus.
S.
W.
Dabney,
Açores
—
Trabalhos
com
medula
de
Figueira.
Sociedade
da
'fabrica
de
lanifícios do
Campo
Grande,
Lisboa
—
Pannos
e
chai-
les.
Silverio
A.
Pinto
da
Sdva,
Aveiro
—
Modêlo de
uma
ponte
de ferro e
ma
deira.
Souza
Fernandes, Porto
—
Fotografias.
Vallongo
Siate
and
Marble
Qarries
C°.
Vallongo
—
Ardozias.
Visconde
de
Alcácer
do
Sal,
Alcácer do
Sal—
Sal
marinho
Visconde
de
Mason de S.
Domingos,
S.
Domingos,
Mertola
—Pyrites
de
ferro
e
cobre.
Viuva
de
A.
Roxo,
Lisboa
—
Chapéus.
Viuva Ferreira
Campos
&
C.
a, Porto
—Galões
de
ouro
e
enfeites
militares.
Viuva
Burnay,
Cisboa
—
Oleos.
Está
conforme
—
Separtição
do
commer-
cio
e
industria,
16
de
Abril
de
1877.
—
Pelo
chefe,
Francisco
Antonio
de
Vascon-
cellos.
Onestúc* «lo Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
a
questão do
Orien
te, são os
que
seguem:
Kagoot 19.—
As
forças
roumanas es
tão-se
concentrando
na
pequena
Valachia.
São
dirigidas
sobre
Kalafat,
onde
diaria
mente
chegam
tropas.
Serão
commandadas
pelo general
Fadalieff.
Buckarest
19.—A Rússia
está
compran
do
á
Routnauia
grandes
quantidades
de
cereaes,
sendo
a
maior
parte
paga
a
di
nheiro
de
contado,
com
o
sentido
de
fa
cilitar
á
Roumania
a
mobilisação
do
seu
exercito.
As
camaras
do
principado
devem
reunir-se
a
27
do
corrente.
Assegura-se
que
os
russos não
entrarão
na
Roumania
antes
d
’
esta
data.
Racusa
19.—
Todas as
tribus
albanezas,
exceptuando
Grada,
levantaram
armas con
tra
os
turcos.
São avaliados
em
12:000
combatentes.
S. Petersburgo 19
—
Os
navios
mercan
tes
existentes
nos
portos
da
Rússia
pro
cedem
activamente
aos
seus
completos
carregamentos.
O
czar
chegará
no
domin
go
ao
quartel
general
do
exercito
do
sul
em
Kichenef.
Crê-se
que logo
depois
da
sua
chegada
declarará
a
guerra
á
Turquia,
dirigindo
ao mesmo
tempo a
nota-circular
ás
potências. O
general
Ignatieff
e
adidos
militares
nas
embaixadas
estrangeiras
par
tiram
de Kicheneff.
Eslá-se
procedendo
á
organisação
das
reservas.
Os
cônsules
da
Turquia
preparam-se
para
partirem
da
Rússia.
Constantinopla
19
—
Os
turcos
cercam
o
território
da
tribu
Mirdila
que
está
pres
tes
a
submelter-se.
Peslh
19
Não é
verdade
que
se
pen
se
actualmente
na
occnpação
da Bosnia
e
Herzegovina
pela
Áustria.
Bucharest
29
—
Foi
publicado
um de
creto,
ordenando
a
completa
mobilisação
do
exercito roumano. As
camaras
serão
convocadas
em
sessão
extraordinária
para
2o
do
corrente.
S.
Petersburgo
20
—
0
czar
partiu
ho
je
de manlfã para
Kichenef.
Assegura se
que
a Rússia
addiou
as
manifestações
das
suas
resoluções
até
29
do
corrente.
Berlim
20
—
0
jornal
«Nordeautsche
Empreza
exploradora
das
aguas
de
Vi
dago,
Lisboa
—
'Aguas
mineraes.
Fabrica
de
porcellana
da
Vista
Alegre,
Aveiro
—Porcellana.
Fabrica
nacional
da
Cordoaria,
Lisboa—
Cordas
e lonas. .
_
Fabrica
de estamparia
do
Bolhao,
Porto
_
Algodões
estampados.
Fabrica
nacional
de
fiação
e
tecidos
de
seda,
Lisboa
—
Seda
em
casulo
e
manufa
cturada.
Fabrica
(real)
dp
vidros
da Marinha
Grande,
Marinha
Grande—
Vidros.
Fabrica
de
fiação
da
Balsa, Vallongo
—
Algodõos.
Francisco
Bochini,
Lisboa
—Fotogra
fias.
Filippe
José
Serra,
Lisboa—
Calçado.
Francisco
Pinto
Sequeira,
Porto—
Cal
çado.
Francisco
Augusto
Vaz,
Cerquinho
Por-
io
—Obras
de
íilagrana
de
ouro
e
prata.
Ferreira &
Souza,
Porto
—
Galões
de
ouro
e
prata.
Germano
José
de Salles, Lisboa
—Mar-
mores.
Gomes
&
Filho,
Lisboa
—
Botas
e
sa
patos.
Guilhermina de
Oliveira
Pinho,
Ponta
Delgada—
Flores
de
pennas.
Gerardo
A.
Pery,
Lisboa
—
Geografia
e
estatística
de
Portugal.
G
rmano de Almeida,
Lisboa
—
Botas
e
sapatos.
Gouçalves
Ribas
& C.a
, Porto—Botões.
Gregorio
J.
de Queiroz, Lisboa—Esta
tísticas cotnmerciaes
de
Portugal.
II. Shalck,
Lisboa—
Botões e
colche
tes.
'
Imprensa
Nacional
de
Lisboa,
Lisboa
—
Specimens
de
typo
e
lypografia.
Instituto
Industrial
de
Lisboa,
Lisboa
—
Livros.
Instituto
Industrial de
Lisboa,
Lisboa
—
I
ns
t
’
umentos.
Instituto
Industrial
do
Porto,
Porto
—
Livros.
Joaquim Antunes
dos
Santos,
Lisboa —
Mármores.
José
Júlio
Rodrigues,
Lisboa—
Carlas
geograíicas.
José
Baptista, Porto
—Torno.
José
de
Azevedo
David,
Porto—Bahús
de
madeira
e
couro.
José
Nogueira
Soares,
Penafiel
—
Cal-
çaldo.
José
Carneiro
de
Mello, Porto
—
Produ-
ctos
de
algodão e
linho.
Joaquim
de
Oliveira
Melindre,
Porto
—
Esteiras.
J.
F.
Nery
Delgado,
Lisboa—
Publica
ções
scientificas.
Joaquim
Possidonio Narciso
da
Silva,
Lisboa
—
Publicações.
Joanna
E. Ferreira,
Fayal
—
Esteiras.
Joáo
Thomé
Alcobia,
Lisboa
—
Artigos
de
folha
branca.
J.
Arnaldo
Nogueira
Molarinho,
Porto
—
Medalhas.
José
Pereira
Cardoso
Júnior,
Porto
—
Ouro,
prata
e
estanho
em
folha.
João
do
Rio
Júnior,
Porto
—
Estatuetas
de
barro.
João
da
Rosa
Marques,
Extremoz
—
Louça.
João
Ferrão
da
Silva Castello
Branco,
Santa
Ira—
Sal.
José
Alves
da
Cunha,
Cal
ias
da
Rainha
—
Louça
de
barro.
Lalletnant
Fréres, Lisboa
—
Specimen
de
typograíia.
Lima
Carvalho
Fayal
—
Chapéus
de
pa
lha.
Lobão
&
Ferreira,
Porto
—
Obras
de
íi-
lagrana
de
ouro
e
prata.
Luiz
Pinto
Moutinho,
Lisboa
—
Castiçaes
e
tinteiros
de prata.
Manoel
Mendes
Ribeiro
Guimarães,’
Gui
marães
—
Damascos
de
linho.
Maia
e
silva,
Filho
&
Gonçalves,
Porto
—Chapéus.
Manoel
Antonio
da
Si
va
&
Filhos,
Lis
boa—
Chumbo
de
caça.
Manoel
Antonio
Diogo,
Porto
Chapéus
de
chuva.
Manoel
Machado,
Fayal
—
Esteiras
e
es
covas.
Manoel
Dias
da
Silva,
Porto
—
Estei
ras.
Manoel
de
Oliveira
Margarido,
Porto
—
Productos
de
materiaes
vegetaes.
Manoel
Alvares
Montes,
Porto
—
Algo
dões.
'
»
Manoel
Cypriano
’Gomes
Mafra,
Caídas
da
Rainha—
Louça.
Miguel Campolini,
Porto
—
Figuras
de
barro.
Ministério
da
fazenda,
Lisboa
—
Estatís
ticas
financeiras.
Zeitung»
desmente
os
boatos
dos
prepa
rativos
militares
na
Allemanha.
Bucharest
21
—
0
jornal
«Roumanul»
protesta
contra
a
violação
do
território
roumano
seja
qual
fòr
o
author
d’essa
vio
lação.
Constantinopla
21
—
Layard
acaba
de
chegar
a
esta
cidade.
Téem
abandonado
Constantinopla
muitíssimas
pessoas.
Constantinopla 2)
—
Layard
teve
uma
longa entrevista com
o
gran-vizir.
0
cotr-
sulado
russo
em
Kars,
na
Arménia,
foi
atacado.
S.
Petersburgo
21—
A
circular
do
prín
cipe
de
Gortschakoff
foi
expedida
hontem
0 manif
sto
da
Rússia
será
distribuí
do
ulteriormente
apoz
a
chegada
do
czar
a Kichenef.
Não é verdade
que
o
archi-
duque
Alberto
vá a Kichenef.
Londres
21—
0
«Standart»
diz
que
a
Inglaterra
deverá
tomar
as
armas para
se
oppor
a quem
quer
que
seja
que
se
di
rija
sobre
Constantinopla.
Justo
pedido.—
Rogamos
aos
snrs
assignantes
a
quem
temos dirigi
lo
cartas
particulares,
a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço de
tempo,
a
fim
de
sabermos
a
resolução
que a
tal
respeito
devamos
tomar.
Sabendo
que
um
meu
collega
propala,
em
menoscabo
dos
meus
créditos,
que
eu
exigira
um
conto
de
reis
por
um
dos en
terros de
que
encarregaram
os
herdeiros
do
finado
exm.°
snr.
Antonio
Ignacio
Mar
ques, peço
a
estes
a
fizeza
de
declararem
se
na
verdade
os
lezei,
ou
se
a
minha
conta
foi
exorbitante.
José
Pereira
da
Cunha.
ÉDITOS
ͻE 19
DIAS
Pelo
juizo
de direito d
’
esta
comarca,
e
cartorio do
1°
oflicio
(escrivão
Freitas),
na execução
que
a
gerencia
do Banco
do
Minho,
move
contra
D.
Emilia
Crivas
de
Magalhães,
viuva
que
ficou
de
João
Malhei-
ro
Magalhães
Villas
Boas, da
Villa
de
Bar
cellos,
correm
éditos
de
10
dias
a
contar
de
19
do
corrente, e
por
elles
são
ciladas
e
chamadas
todas
as
pessoas
incertas
que
tenham
algum
direito, ou
acção
á
quantia
de 1:787-^291 reis, penhorada no
cofre
pu
blico
da
commarca
de
Barcellos,
produclo
dos
únicos
bens
immobiliarios,
que
fica
ram
do
finado
marido
da
executada,
pa
ra
que
o
venha
deduzir
e
allegar
em
suas
preferencias,
e
dentro
do
dito
prazo,
sob
pena,
de
se
passar
mandado
de
levanta
mento
a
favor
da execuente
gerencia
do
Banco
do
Minho, pelo seu
credito.
Braga,
20
d
’
abril
de
1877.
O solicitador,
(221)
João
Ferreira
Torres.
A
segunda
edição
da
Corographia
Por-
lugueza
do
padre
Carvalho,
ampliada com
um
index
alphabetico
das
freguezias
com
a
designação
dos nomes
e
Oragos
que
actualmente
tem,
numero
de fogos,
dio
ceses
e concelhos
a
que
pertencem,
e cor
reios
respedivos,
coordenado
pelo fallecido
padre
Martinho
Antonio
Pereira
da
Silva.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova,
n
0
4
e
5
—
no
Porto, rua
dos
Caldeireiros,
n„°
39
—em
Vianna
em
casa
de
Baganha
&
Vieira, rua
8
de
Maio.
Preço
(3
volumes)
1^500
rs.
Venda de
propriedades
Vende-sô
variàs
propriedades
situadas
e
todas
reunidas
na
freguezia
de
S. Paio
de
Pouzada,
d
’esla
comarca
de
Braga,
as
qnaes se
compõem
de
prados
de
erva,
matlos,
lenha,
azeite
e
vinho,
com
casas
de
lavouras
e
outras
próprias
para
nego
cio,
tudo
proximo
á
estrada
real,
e
situa
das
á
margem
do
ris
Cavida.
Quem pretender
tratal-as
póde
fazel-o
em carta
fechada
a
esta administração
com
as
iniciaes
L.
M.
Araújo
Tmoco.
(220)
VEXDA DE
CASAS
Vende-se
2.
na
rua
das
Palhotas,
; í n.l
’
s
90
e 91.
Trala-se
com José
Luiz de
Freitas,
rua
de
S. Vicen
te
n.°
85.
(222)
(I)
Este
prémio
é
dado
collectivainen-
te,
debaixo
de
designação
department
ef
public
works
(ministério das
obras
publi
cas),
á
exposição
da
collecção
de
mate-
ripes
de
construcção
feita
pelas
direcções
de obras
publicas
dos
seguintes
dislrictos:
Coimbia,
Leiria,
Aveiro,
Porto,
Vizeu,
Bra
ga e Vianna
do
Castello.
MGR-
DE
SEGUR
Conac 1 Itois
Pratico» nobre a
l*RI-
MEISSA
COJIMU1SHÍO
A
’
venda
na
Livraria
Catholica, por
50
rs.
VE.VBE-SK
â
A
propriedade
de
casas
n.°
52,
na
rua
de
S.
Marcos; é
alodial
isenta
de
compromissos.
Para
tra
tar
na mesma.
(223)
OTWW
■
i
VenancioJosé
da Silva
Rego,
faz
publico
aos
seus
amigos
e
freguezes
qne
abriu
o
seu estabelecimento
d
’
ourivesana
no
largo
do
Paço
n.°
4,
e
possue um lindo e
va
riado
sortido
de objectos d
’ouro
e
prata
nos
gostos
mais
modernos,
que vende
por
preços os
mais
commodos.
Outro
sim
se
encarrega
de
quaesquer
obras
que digam respeito
á sua
arte,
e
troca
objectos
d
ouro,
praia,
ou
pedras
preciosas.
(224)
O
gerente
do
Deposito
de
Tabacos
da
Casa
Havaneza
de
Lisboa,
declara,
para
os
devidos
éffeitos,
que
desde
hoje em
dian
te
deixa
de
ser
caixeiro
do
mesmo
esta
belecimento
Antonio
Maria
da
Silva Ra
mos,
e
previne
que
nada
tratem
com
o
mesmo,
pois
por
nada
se
responsabilisa.
(218)
Xarope
peitoral de Hei
Empregado
com
os
melhores
resultados
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
antigas
e
modernas, bronchites
agudas
e
chroni-
cas,
broncorrhea,
catarrho pulmonar, seja
qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
risia,
tisica,
catarrho
suífocante. angina
nervosa
’
, tosse aslhmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.,
etc.
Os
efleilos
d
’
este
verda
deiro especifico
são
seguros
e
rápidos,
e
é
considerado
na
opinião
publica
o
melhor
medicamento
para
taes
padecimentos.
A
’
venda
em
todas
as
pharmacias
e
drogarias.
Deposito
principal
em
Braga,
na
pharma
cia
dos
snrs.
Pipa
&
lamão,
assim
como,
Xarope d
’
ostras e
flôr da mocidade
pelo
mesmo
auctor;
e
deposito
geral
na phar
macia
Lisbonense,
largo
do
Corpo
Santo,
29
e
30,
Lisboa.
(215)
Los
Higos
del
Monte
25
reis
La
Flôr del
Chiado
»
»
La
Barcarola
»
»
La
Flôr
de
Creta
Legitima
30
»
La
Sophia
40
»
La
Romana
>
»
Cigarros
de
8,
Fidelidade.
Chegaram
á
Tnbacaria
Draearense.
(219)
Muita
attenção
Joaquim
Jtasé
de
33arr«»g,
mora
dor
no largo dos
Penedos,
d
’
esta
cidade,
aununeia
aos
seus
amigos
conhecidos
e
freguezes
que,
além
dos
carros
que
já
tinha
mandou
fazer
mais
um
bonito
caleche
que
arma
em
diversas
fôrmas
assim
como
também
uma
bonita
parelha
que
alluga
por
preços
muito
commodos, tanto
para
a ci
dade
como
para
fóra
d
’ella.
Braga
15
d
’abril de
1877.
(210)
Joaquim
José
de
Barros.
PREVENÇÃO
Ha
dias
que
se
extraviou
uma
letra
em
branco,
de sello
de
200
reis,
com
as
assignatures
de
Gaspar
Pereira
Pinto de
Mello
e
Miguel
Alpoim
da
Silva
Mene
zes.
Quem
a
achasse
e
a
queira
entregar
tos
mesmos
se
lhe
ficará
agradecido, do
contrario
se
previne
o
publico
que
se
pro
testa
desde já
de
qualquer
mau
uso
que
da
mesma se
queira
fazer.
Braga,
19
d
’abril
de
1877.
(21 í)
I
METHODO
DE
DE
JOÂO
DE DEUS
Por
este
methodo,
o
mais
excellente
de
todos
os
methodos
conhecidos,
basta
di
zer
que
ensina
a
lèr
ern
3
mezes,
vae-se
abrir
ura
curso
de
leitura
no
primeiro
de
maio,
na
esquina
da
Conega,
em
fren
te
ao
largo
de
Santo- Agostinho.
Os
iniciadores
pedem
a
coadjuvação das
famílias
e
esperam
merecer-lhe
a
confian
ça
sua
;
pois
promettem
empregar
todos
os
esforços
para
que
o
adiantamento
dos
meninos
corresponda
aos desejos
de seus
paes,
e
este
bem,
o
seu
adiantamento
no
mais
curto
espaço
de
tempo,
esperam
con-
segui!-o
com
o
uso d
’
aquelle
methodo,
que,
como a
imprensa
o aflirma,
tem produ
zido
os
mais
brilhantes
resultados,
de
que
é
teslimunha
a
cidade
do
Porto,
onde
a
larga
experiencia,
e
foi
alli
qoe
elle pri
meiro
se
ensaiou,
tem
demonstrado
os
invejáveis
effeitos
que
elle
promelte.
Para
justificar
a
excellencia
d
’
este
me
thodo,
basta
declarar
que
a camara
da
Covilhã
resolveu
abrir
um
curso
normal,
onde
os
professores
primários aprendam
aquelle
methodo,
e
por iniciativa
do
pre
sidente
da
camara de
Grandola,
foi
man
dado
para
Lisboa
um
adulto
analphabeto
para ser
leccionado por este
mesmo
me
thodo.
Isto
parece
que
prova
que
os
iniciado
res
não
promettem
de
mais.
Escrever
e
contar
ensina-se
ao
mes
mo
tempo.
A
’
s
8 horas
da tarde
ensinam-se
adul
tos.
Os
preços
são
rasoaveis
e
menores
que
os
dos
collegios
de
melhor
nome.
Os
professores
que
regem
a
cadeira
são
—
Francisco
X.
A.
de Oliveira,
profes
sor
da
aula
da
Associação
Catholica,
e An
tonio J.
G.
Costa,
que
tem
o
curso
do
Lyceu.
(213)
17-SUA
DE
S.
f
?
i
'■
4
í
•
4
.
"?!
$
%
7?
f
*
Kf
yj
M
V
77
n
■
ç
!
n
n
t
;t
fft
n
£iti
-'2
590
jsreiss.
W.-U.'Eíí
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e as
que
obtiveram
maiores prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
!
1 GRANDES FACILIDADES DE PAGAMENTOS I !
Para adquirir as
melhores machinas conhecidas
UM
ANNO
DE PRASO
Sena
niigmeutn
algum nas prrfoc, on
dez jsor eento «8e abiatintento
por
prosaipto pagamento
eívsivo
«mvjras
em
cas
»
do
cotiprabok
1
'EÇAM
CATALOGUS
ILLUSTRA
í i
OS
D.om
listas
de preços e as condição s de
vendas a prasos
8A
DA
COMPANHIA
FABRIL
S1NGER
17,
RUA DE S.
VICENTE, 17
BRAGA
ou
.U
Sl
:
A
SITCURXÂL
F0H-TO
<212)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que
contém
todos
os
princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Not
fortes
calores e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nioa
e
preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo dragua
accrescentada
a bebida
ordinaria. —
Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de caL
Consumpçâo,
moléstias do peito, tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das mulheres e
das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com chlorhydrophosphato de ferro. — Recon
stituo o sangue senrcausar o estomago. Muito agradavel,
digestivo e tonloo.—Preço: 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA.
OS ÇAVÃLLOS.
Substitue
o ferro candente ■MB
destruir
o
pello.
Exito infaliivel
e
facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depósitos
:
BARBERON
& C1», en Châtillon-sur-Loire
(Loiret), França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto, rua
do
Lorêto,
n.°
28
—
30.
(23
-^-j
«-
de
SARRAZIM-M1CIIEL,
de
AIX
en
Provcnce (Francia).
Cura
segura e prompta dos rheumastismos agudos e
chronicos, como
egualmento
da
gôta,
lombago, sciatica, etc., etc. — Preço : .
■
reis.—
Geralmente
basta
un frasco.
Depósitos :
em Pariz, casas
dos S" D
orvault
et C’,
e P
hilippb
L
bfebvre
e Ca;
em
Lisboa,
Sr B
arreto
,
rua
do
Loreto, 28 e 30.
(24 *)
FLUIDE
IATIF
DE
JONES
Por
suas propriedade) beneficae, goza este pro-
ducto
de alta e merecida reputação. Suacisa
e
ama
cia
a pelle,
allivia
as irritaçBe» causadas pelas mu
danças de clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou
do
calor,
etc, etc.
Uma
simples applicaçao faz desapparecer as ra
chaduras
das maos
e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS CUIDADOS DO TOUCADOR
É
muito
digno de
ser recommandado
ó
Sabão
latir,
que possue todas as propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma deIicadissimo.Preço500r‘.
23, Boulevart
des Capucines,
Paris,
De Fronte da entrada do Grand-Hotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de papel,
Objetos de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa, snr".
Barreto,
Lorèto
n.°
28
—
30
(26
*)
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
mendado pelos
melhores médicos;tendo um eabor esceUente, agradavel ao paladarTparis, BLAYN.
7,
r.
du Marché-SuHonoré. Preços 640 e 810 reis. Em
L,»bua
,’ JLem,
Loreto xa »<,TZX.ek»
Innào,
Banharia, 77.
(38,)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BlI,!$.4niC0PK0PHlT.mC0
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito principal no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crvslal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4449)
V1ÍNDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
SOslig
rua
de
D.
Pedro V, sendo
n.®
76,
77,
83
e
86.
.Tracta-fe
no
largo
dos
Penedos,
n.®
1.
'(65)
CASA
RARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao proximo
S.
Mi-
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
-
'
1
rua
do
Anjo
n.®
24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa, e
no
escriptorio d’esta
redacção.
MUITA
ATTEEÇÁO
Deposito
de
biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos são
muito
recommenda.
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per.
feição
porque
são
feitas,
como pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque são vendidos
:
Biscoito valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
D
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
D
190
(211)
DEPOSíT©
DE
MACHINAS
DE
COSTURA
Xo
campo
de D. Luiz I,
n.° 2
A. R.
RIBEIRO
BRAGA
!!
Grande
facilidade
de
pagamentos!!
Vendas
em
prestações
de
4G0 rs.
UM
ANiNO
DE
PR
ASO
Sem augmento
algum
nos
preços,
ou
10
por
cento de
abatimento
de prompto
pagamento
Ensino grátis
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esta
cidade
6
léguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para
famílias cos
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros.
Do seu
estabelecimento não
sae
machina nenhu
ma
sem que
seja
examinada
; podendo
as
sim
afiançar
ao
respeitável
publico
o
ex
cellente
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
acima
hca
dito
basta
dizer-se
que
ha
8
annos
tem
depo
sito,
e
ainda
não
lhe
veio
nenhuma
ma
china
regeitada,
devido
isto
á
boa
esco
lha
como
póde
confirmar
grande
numero
de
famílias
e
induslriaes.
No
mesmo
deposito se
vendem
algo
dões,
retroz,
agulhas e
oleo,
etc.
Filial
no
Largo
da
Sé
n.° 13,
em
casa
de
Paulo
Dias
da
Moita Braga.
Machinas
silenciosas.
CIKIJKQIÃD
DENTISTA
A.PPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGb
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
Parte de Comércio do Minho (O)
