comerciominho_23061877_654.xml
- conteúdo
-
5.°
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
654
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para onde
deve
«sr
dirigida
toda a correspondência
franca de
porle.=
As
assi-
guaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular. Folha avulso 10 rs.
■PKJBIJCiMCJ.iSL-Si
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
.
------- —
h
,
n
——
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—Semestre
850
rs.
—Provi
*
-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
Í&050
rs.=~Branl,
anno 3&600 rs.—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&O0O
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
’
/
0 d
’
abatimento.
BíiAGA-S1IIB
tDO
93 i»E
JUNHO
O progresso
moral
nos tempos
presentes.
Denominam
ufanosamente
século
do
progresso
ao
século
que
atravessamos;
me
lhor elle
deveria
chamar
se,
e sem
a
menor
irreverencia, o
século
dos
«pala
vrões».
Não
negamos—
o
que
seria
loucura—
as
descobertas
da
sciencia
em
todas
as
suas
manifestações;
-
que
isso
equivaleria
a
desconhecer
o
espirito
humano.
A eleclricidade
e
o
vapor,
e
d
’
ahi
re
cuando
até
mil
inventos,
podem
ser
a coroa
do
século
XIX
no
campo
da
labutação
intelleclual.
Mas
isto
não
é
tudo.
O
homem
é
um
composto
de
duas
sub
stancias
de
natureza
inteiramenle
opposta.
Ora
para
que se
lhe
assigne
um
tal
ou
qual
grau
de
perfectibilidade,
é
neces
sário
que essas
duas
substancias
coexistam
quanto
possível
em
estado
harmonico de
perfeição.
—
salvante
a
differança essencial
da
naluresa
das
mesmas.
E
porventura
a
evolução
scientifica
dos
nossos
dias,
de
todos
os
tempos,
forceja
para
essa
perfectibilidade
relativa?
Innegavel,
quando
guiada
pela
razão
sã
e
recta.
Mas
passando
aos factos,
o
que
vemos
nós?
Restrinjamos-nos á
inscripção
mais
so-
bresalienle,
que
decora
o seculo-maravi-
Iha.
N
’
uma
alluvião
de
livros,
livrorios,
panfletos
e
jornaes,
que
a
toda
a
hora
saem
dos
prelos do mundo
inteiro,
nós
encontramos
apenas,
em toda
a
gamma
laudatoria,
himnos
ao
«progresso»
como
monopolio
exclusivo
do
século
presente.
Mas
que
significado
tem
essa
rumorosa
palavra,
atirada
como
insulto
ás
eras
pas
sadas,
e
como
cartel
de
desalio aos
tempos
por
vir?
Significa
ella
essa
acçumula.ção
succes-
siva,
cuidada
tão
jifanosamenle, das
com-
modidades
malériaes
com que,
retraída
à
vista
ao
horisonte
terreno,
se
procura
rodear
a
vida de
dois
dias
que
temos
de
arrastar
n
’este
mundo
1
Mas
se
essas
commodidades
apenas
aproveitam, e
relalivamente,
a
uma
das
substancias
componentes do
homem.
Ora
como
é
ponto incontrastado
e
in-
conlrastavel
pela
lógica
dos
factos,
—
que
o
progresso
material
ascende
á
medida
que
o
progresso
moral desce;
bem
triste
glo
ria fica
reservada
aos
nossos
tempos
I
Com
effeito;
em
epoca
nenhuma
o
des
vario,
o
desmando,
o
crime,
attingiram
tão
assustadoras
proporções.
A
devassidão
lo
cou o
seu
perihelio.
O
vicio
tem
fóros
de
cidade,
e
quasi que
adorações,
desde
que
se
torna
uma
neccessidade
como
ura
titulo para
o
respeito
e
consideração
so-
ciaes.
Não
nos
venham
dizer
que
exageramos:
as
cores
do
quadro
são
carregadas;
mas
são
d
’
uma
verdade
inatacavel.
De
pouco
ficam
valendo
as
lantejoulas
de
que
se
adorna
um
século,
quando
nelle
o
oiro
da
moralidade não
tem
curso
no
mercado.
Esta
é
a
feição
real
porque
se
deve
encarar
o
século
XIX;
porque
o
seu pro
gresso
é
o
progresso
do
mal,
o
progresso
do
erro,
o
progresso
da
desmorabsação.
Chamamos
a attenção
para a seguinte
correspondência
de
Victoria
para
a
Union:
A
actitude
do
governo,
e
a
concentra
ção
de
tropas
que.se
faz
nas
nossas
pro
víncias
preoccupavam
vivamenle
os
.espí
ritos.
A
questão
foral
serve
de
pretexto
a
eStas
demonstrações
militares;
mas
circu
lara
boatos
muito
sérios,
entre
outros, o
de
um proximo
conllicto
entre
a
França
e
a
Allemanha.
Não
podeis
imaginar
o
que
a
este res
peito
por
aqui se
ouve, até
a
ofliciaes
que
pela
sua patente
deviam
ser
mais
circumspeclos.
Os
carlistas
que
leem
a
maioria
neste
paiz,
são
os
únicos que
faliam
a
favor
da
França;
só
elles se
lembram
de
que
Luiz
XIV
dizia
já
não
ha
Pyreneo:
/
só
elles
se
declaram
anti-allemães.
E
leem
boas rasões
para
isso.
Poderiam
ler-se
já
esquecido
do
«Nau-
tilus»
e
do
«Albatros»,
que
bombardea
ram
as
suas
costas
e
aos
quaes
respon
deu
a
arlilheria
de
Carlos
VII?
E’
verdade
que
elles
(ambem-se
lem
bram
da
passagem
dos
canhões
affonsinos,
com
munições
e
viveres,
atravez
do ter
ritório
francez;
mas
não
tornam
respon
sável
d
’
este
facto
a
verdadeira
França,
a
França
decente
e
cavalheiresca.
Os
liberaes
viram-se
reduzidos
a
este
vergonhoso
expediente,
para
com
o
seu
numero
suffocarem o valoroso
exercito
do
descendente
de
Filippe
V,
que
nenhum
golpe
da
fortuna
póde
abater.
O
sentimento
carlista está
muito
exci
tado
no
paiz
vasco
navarro;
foi
necessária
uma
circular
energica
de
D.
Carlos
para
o
conter:
r
«^ão
é
ainda
tempo
de
recorrer
á
força,
repetiam
seus
agentes;
a
principal
garantia
da victoria
é
a disciplina.
«Por
eniaftto
Jimitae-vos
a protestar,
e
a
fazer
uma
resistência
passiva
aos
actos
attentatorios
do
governo
de
D.
Af-
funso».
Os
vossos
leitores
sabem
que
isto
tem
sido
escrupulosamente
seguido.
Uma
irritação
similhante
se
manifesta
na
Catalunha,
segundo
dalli
dizem.
Os
radicaes aproveitam-se
d
’
ella.
Em
Barcelona
considera-se
proximo
um
mo
vimento socialista.
Todos
acreditam
que D.
Affonso
cae
muito
breve.
Mas
voltemos
á
questão
foral. O
de
creto
do
governo
de
Madrid,
supprimindo
as
leis
tradicionaes
da
Biscava,
trouxe
a
consternação a
todos
os
habitantes
sem
distmcção
de partido.
A
desillusão
tem
sido
cruel.
Entre
a
Biscaya
e
o
governo
de D.
Affonso
abriu-se
um abismo
insondável.
Canovas não temeu
feril-a
no
senti
mento
da sua
dignidade,
e
nas
mais
caras
recordações
da
sua
historia.
A
indignação^
do paiz
é
indiscrinlivel,
e baldadas
serão todas
as
tentativas
à
que
recorrer
o
dictador
para
acalmar
a
indignação
que esta
medida
lirannica
in
spirou
nos
vascos.
10
FOLHETIM
E
escreveu
um
pequeno
bilhete
a meus
confrades,
para
lhe agradecer
suas
buas
orações,
assim
como
o
grande
interesse
0S
ÚLTIMOS MOMENTOS
que
de boa
vontade,
tinham
tomado
por
sua
desgraçada
sorte.
«Mas
meu
caro,
lhe
disse
eu,
já
que
DUM
COHDEMNADO
PELO
R. P.e Marchai
Missionário
aposioliro
TRADUZIDO
DA
19L
a
EDIÇÃO
poU
J.
B.
da.&
eslaes
tão
bem disposto,
talvez fosse con
veniente
que
fizesseis
uma
retractação,
que
muito
servil
ia
d
’
edificação
publica.
—
De
boa
vontade,
meu
Padre,
e
a
fa
reis
apparecer
em
um
jornal,
se
assim
o
quizerdes.
N’
e$la retractaçãr)
declarada
tet
oasíL-
.
Õ9
o
a
Ivemia;
depois
exprhnia $
alegria
í.gne çeatía
por
ter
entrado
úo
gmaio
jlf&ató,
EgrejA
Htmo,
e
de
t
*
er
em
eçus
'
últimos
tnomeQiosr
peftebido os
■
tos
do
Baptismo.
da
Penitencia
.
e
da
Eu
charistia.
'
XI
Soaram
tres
horas
no
idogio
da
calhe-
dral.
«Uma...
duas...
tres... Já
tres
horas!...
diz o
prezo; não
tenho
mais
que
duas
horas
de
vida!... A’s
tres
canta
o galo;
em
seguida
virá
o
algoz...»
Depois abriu a janella,
e
vendo
quão
puro
eslava
o
ceo,
me
disse
sorrindo:
«O
bom
Deus
dá-me
um
bello
dia
pa
ra
subir
ao
ceo,
e
eu
lh’o
agradeço.»
Tomando
depois
a
garrafa
que estava
sobie
a
meza:
«Muito bem, diz
elle,
restam
ainda
dous
copos;
poderemos
offerecer
um
ao
fraler
(1),
quando
me
vier
acear.»
Entra
de novo
a
passear
a
passos
len
tos;
depois,
levando
a
mão
ao
pescoço,
disse
:
«Oh!
eu
desejava
bem
ser
a
ultima
victima ..
Se o
meu
sangue
sómente
po-
desse
inulilisar
para
sempre
a
guilhoti
nai...»
Depois,
tomando
um
ar
triste
e pensa
tivo,
continuou
:
«França!...
pobre
França!...
pobre
mãe
patria!...
se
soubesses
os perigos
que
te
(1)
Barbeiro.
[Conlin<i«çãoj
Depois
fez-me
escrever,
dictando elle,
uma segunda
carta
para
o
snr.
Barão
de
Rochemond,
ao
qual
recommendava
com
a
mais
viva
solicitude,
sua
muito
amada
mãe,
que
deixava
sem
apoio.
«Dignae-vos
consolar
minha
pobre
mãe,
lhe
dizia,
e
que
a
nova
da minha
con
versão
vos
não
estorve
d
’
exercer
para
com
ella
a
costumada
benevolencia.
Em
nome
do
ceo, não
lhe
retireis
a
vossa
protecção,
e
sobre
tudo
não
a
deixeis
morrer
no
hos
pital.»
A
terceira
carta
que
me
diclou,
foi
para
o
snr.
Esmoler das
prisões
de
Roan-
ne.
—
Rogava-lhe
a
lêsse
aos condemnados.
Como
em
todas
as
precedentes
cartas,
an-
nunciava
francamente
que
morria
no
seio
da
Egreja
Calholica, Apostólica,
Romana...
Encarregou-me
ainda
d
’escrever
a
seus
amigos
de Génova,
e
sobretudo
aos
que
tinham
escapado
ao
drama
de
Anglefort,
para
os
exhortar
a
fugir o
mais
breve
pos
sível
para as livres
praias
dos
Estados-Uni-
dos,
com
receio
de
que
o
governo
fran
cez
obtivesse
da
Suissa
a exlradicção
d’
el-
les.
Sua
solicitude
estendia-se
a
tudo.
«Dae-me
a penna,
me diz
repentina
mente.»
ameaçam!
as
conjurações
que
se
tramam!
Sim,
elles‘
tem
sêde
de
sangue!...
—
Que entendeis
meu
amigo,
lhe
dis-
se
eu
inteirompendo-o,
por
estas
palavras
que pronunciasteis:
«Elles
tem
sêde
de
sangue ?»
—Entendo,
meu Padre,
que acabarão
por
o
matar.
—
Quem?
—
O
Presidente.
Sim,
elles
juraram
so
bre
um punhal
de
passar abi
todos
até
o
ultimo,
se
necessário
fôr;
«fite»
é preciso
giw
iporta»
■
;
ao
PratNtetasí
;
.
-
*
-Ea
!
da
toilo
moa
«wação
;
s®
%sso
elle
eu
irão
àrôa
catiiodiop.
Mas
is
to não
tiia
de olhar por
si
;
?porqut
elles
uão
gracejam
’
—
A
proposilo,
lembram-me
as
pala
vras
que
tínheis
intenção
de pronunciar
sobre
o cadafalso
; ainda
preservaes
n’essa
ideia
?
—E que
tem
isso
de
mau?
—
Seria
um
escandalo
..
—
Um
escandalo
detestar
os
tyrannos
e
amar
do coração
a
republica?
-—
Uma
nação
qualquer
póde
detestar
os verdadeiros
tyrannos,
como
qualquer
in
divíduo
póde
detestar
o
mal
; lambem
se
póde
amar
do
fundo
d’
alma
a
verdadeira
republica,
quando
se
possue bastante
desin
teresse
para
a
supportar;
mas,
repilo-o,
essas
palavras
pronunciadas
nos
últimos
momentos
de vossa vida,
seriam
um es
candalo.
—
Meu
Padre,
como
quizerdes.
Sc
as
dissesse,
meus
amigos
de
Londres
e
de
Génova,
me
inscreveriam
no seu
marty-
rologio
;
agora
dirão
que
sou
um
cobar
de,
mas
o
bom
Deus
sabe
que
islo
é
fal
so.
Se
o
meu
Salvador
<ne
olhar
com
agra
do
pouco
me
importam os
juisos
dos
ho
mens.
—
Muito
bem,
lhe
disse
eu.
E
continuei
a entretel-o
com
piedosos
pensamentos.
Elle
interrompeu-me
de
re
pente,
exclamando
:
—
Oh!
meu
Padre,
não
é
preciso
acre
ditar
que
eu temo
a
morte!...
E
’
comico
que
eu
esteja
tão
tranquillo
!...
Não ha
que
admirar,
meu caro,
por
que
está em
vós
o
vencedor
da morte.
—
Querem
uma victima,
querem
a, qne...
possa
ella
ser
agradavel
á
justiça
de Deus!
mas
deixemos
isso.
XII
Continuando
o presioneiro a
dirigir-me
a
palavra,
me
disse
depois:
«Tende
-a
btudado
d»
cfc^nqr
a
O
«Ate
dCBinada
Mt;
pw
sa,
’
9
de.
apu Calado.
«AUetidei,
vem dou»;
pons
’
aram
qiie
estamos
para
nos
bater...»
Effeclivamente
chegou
o
guarda e
o
gendarme.
«Bem vol
o
tenho
dito!,..
Muito
bem!
guarda,
como passasteis
a
noite?
—
Não
mal,
e
vós?
—
Eu,
maravilhosamente
!
não
tive
maus
sonhos.
Ah
agora!
trazei-me
uma
pouca
d
’
agua.
—Agua!
não
é
melhor
bom
vinho
do
engarrafado,
que
vos
animará
para
l<
go
?
Guarda,
deveis
saber
que
desejo
ap
parecer
fresco
diante
do
bom
Deus.
De
mais, quando se
não teme
a
morte,
não
ha
necessidade
de se
pôr
em
estado
de a
affrontar
; assim
pois,
agua,
e
nada
mais
que
agua
..
A
proposito,
o
Padre
disse-
me
que
o
íinheis
increpado
porque
ao
sair
lhe
tinha
esquecido um canivete
sobre
a
meza ;
fosteis
injusto.
Se
quizesse
suici
dar-me,
bastavam-me
estes
dous
punhos,
para me
fazer
saltar as
fontes
:
ora
vêde.»
E deitando-se
de
barriga
debaixo
da
cama,
vae
procurar
dous
enormes
pontei
ros
que
tinha
encontrado
na
muralha.
«Levaeislo,
diz
elle,
aquelle
que
se
sui
cida
é
um
fraco;
penso
assim.
Além
d'is-
so a
vida
não
nos
pertence
;
mais vai
es
perar
o
momento..
»
(Continua)
Durante
todo
este
acto
dous
meninos
ves
tidos d
’anjos
espargiam
flores.
Depois
de
tantas
demonstrações
de
respeito
e
veneração,
chegou
a esta
cidade
o
illustre
Prelado
pelas 11
horas
da
noite
do
dia
20.
Auetorisação. —
Foi
auctorisada
a
abertura
do
caminho
de
ferro
americano
das
ruas
d
’
esta
cidade
á
circulação pu
blica.
Egreja
a coneui-so.—
Acha-SC
aber
to
concurso
por
espaço
de
30
dias,
a
con
tar
de
11
do
corrente
mez,
por
provas
publicas,
para
o
provimento
da egreja
parochial
de
S.
Martinho
do
Valle,
do
concelho
de
Villa
Nova
de Famalicão,
dio
cese
de
Braga.
Conílicto
em
Iiisbon.
—
Em
conse
quência
d
’
um
grave conflicto
que
no
dia
17
se
deu
no
passeio publico
de Lisboa,
de que
resultou
ficarem
feridos
pela
força
armada
vários
particulares;
a
camara
mu
nicipal
de Lisboa
foi, por
decreto
de
20,
dissolvida;
deraittido
o
governador
civil
da
mesma
cidade,
Guilhermino
de
Barros;
e
suspenso
o
commissario
geral.
Transfereneia.
—
Foi
transferida
de
Guimarães
para
Vianna
do
Castello
a
ala
direita
dhnfanteria
3.
Em
Vianna
preparavam
se
grandes
fes
tejos
para
a
sua
recepção.
Diz-se
que
para
Guimarães
irá a
ala
es
querda
do
6,
estacionado
em
Penafiel.
Chegada.—
Chega
hoje
no
comboio
das
11
30 o
exm.°
marquez
de
Vallada,
digno
governador
civil
d
’
esle
dislricto.
A
’s
niietoriiEades competentes,
e
nos iiohboh
e»llegi>s na impren
sa.
—
Pedimos
ás
auctoridades
competen
tes
toda
a
attenção
para
o
assumpto
de
que
vamos
fallar
brevissimamente,
e
do
qual
não
largaremos
mão
emquanlo
se
não
dêem
peremptórias
providencias.
Ha
n’
esta
cidade
umas
certas
mulhe
res,
cujo
mister se
dá
a
conhecer
por
meio
d
’
onze
letlras,
e
que,
sem
que
seja
ignorado
pela
policia,
traficam
vilissima-
menle,
horrorosamente,
com
a
innocen
cia,
atirando
para
o
caminho
da
prostitui
ção
as donzellas
incautas,
ou
ingénuas
que
conseguem
illudir
pelo
modo mais
infame.
Este
escandalo
sem
nome,
esta
mon-
struoisidade
sem
igual,
está
reclamando
castigo
o
mais
severo,
punição
a
mais
im-
misericordiosa.
Ainda
na
tarde
de
terça-feira,
os
mo
radores
da
Viellinha,
que
do largo
da
Por
ta
Nova
dá
para
o
campo
das
Carvalhei
ras,
foram
surprehendidos
pelos
gritos
d
’
u-
ma
creança
a
quem
uma
das
laes
mu
lheres-monstros,
que
alli
habita,
queria, se
gundo
é
voz publica,
e
acreditável pelos
precedentes
da
infame, vilentar
á
prosti
tuição.
Isto
é
quasi
inconcebível!
Pois
factos
idênticos
estão-se
dando
lo
dos
os
dias
1!!
Para
este
assumpto
gravíssimo,
de que
nos
occuparemos
d
’
espaço
c
minuciosamen-
te, chamamos
mais
uma
vez
a attenção
das
auctoridades
competentes.
Aos
nossos
presados
collegas
na
im
prensa
pedimos
l<da a
cooperação
n
’esta
cruzada,
na qual
jámais
sentiremos fa
diga.
Movo
jaiiz.
—
E
’ esperado
por
estes
dias
o
novo
juiz
de
direito,
o
snr.
dr.
Adriano
Carneiro
Sampaio.
Jnntar.—
No
dia
de
S.
João
será
dis-"
tribuido um jantar aos
prezos
das
cadeias
d
’esta
cidade,
dado
por
uma
commissão
de
cavalheiros
todos
do
nome
João.
infanteria
8.
—
Na ultima ordem
do
exercito
vem
transferido
para
commandan-
te
dhnfanteria
8
o
snr.
coronel
Henrique
José
Alves,
e
para
commissões
o
snr. co
ronel
Isidoro
Marques
da
Costa.
O
h
ninho»
.»e passaros.
—
Encon
tramos
n’
um
periodico
o
seguinte
curioso
calculo sobre
o
prejuiso
que
causa
ás co-
heitas
a
destruição dos
ninhos,
diz
o
«Jor
nal
da
Manhã».
«Um
rapaz
apodera-se
d
’
um
ninho que
contenha
quatro
ou cinco
passarinhos. Ca
da
um
d’esles come diariamente
50
mos
cas
ou
outros
insectos;
este
consumo"cíu-
ra
quatro
ou cinco
semanas;
tomando
um
tenno
medio
de
30
dias,
leremos 50
mais
5
mais
30 igual
7:500
insectos
por cada
ninho
Cada
inseclo
come
diariamente
em
flores, folhas, etc.,
uma
quantidade
igual
ao
seu
pezo,
até
que
tenha
chegado
ao
seu
maximum
de crescimento
;
em
trinta
dias
lerá
comido
uma flôr por dia, flôr
que
teria
sido
um
fructo.
Assim,
se
em
trinta
dias
cada
inseclo
come
30
fructos,
comerão
225
000.
Se aquelle
rapaz tives
se
deixado o
ninho
onde
estava,
teria
fei
to
que não se perdessem
22:000
maçãs,
peras,
etc.»
ítnilos curiosos. —O
numero
de es
EHes jamais
perdoarão
a
quem
os
despojou das
sabias
liberdades,
que
lhes
asseguravam
o
seu
bem
estar.
Não foram humilhados
e
provocados
impunemente.
E
não
se passará
talvez
muito tempo
sem
que
façam ver a que
se
expõe
quem
se
atreve
a
ferir
a
sua
tão
legitima
alti
vez,
a
calcar
aos
pés
os
seus
antigos
e
sagrados
direitos.
A
dôr
que
neste
momento concentram
rebentará
um
dia
com
o
furor
da
tem
pestade.
Já
elles
teriam
recorrido
aos
meios
extremos
que
aconselha
o
desespero,
se
as
ordens
de
D.
Carlos não
lhes
tivessem
imposto
o
socego
e a
prudência
por em-
quanto.
Mas
Carlos
VII
não
lhes
tira
as espe
ranças;
elles
sabem,
pelo
contrario,
que
no
exilio
o
neto de
Fílippe
prepara
os
e'ementos
da
regeneração
da
Hespanha.
GAZETILHA
Vicente,
de
Nossa
Senhora
Branca
e a
de
Nossa
Senhora
da
Ajuda,
confraria
do
Baptista
S.
João,
conduzindo
o
andor
do
mesmo
Santo,
ao
lado
do
qual
irá
outro
côro
de
pastoras,
entoando
como
o
primeiro
hymnos
de alegria.
No
centro
das
mencionadas
confrarias
e
irmandades
irão
40 anjinhos
conduzindo
emblemas
allusivos
á
solemnidade
do
dia.
Formando
duas
extensas
alas,
segui
rão
depois
com
tochas,
os
collegiaes
de
S.
Caetano,
fechando
o
préstito
alguns
ecclesiasticos
com
capas
de
asperges,
e
o
pálio,
debaixo
do
qual
será
conduzido
o
Santo
Lenho,
pelo
reverendo
parocho
da
freguesia.
Atraz
do
pálio
irá a
banda de
infanteria
n.°
8,
com
a
respectiva
guarda
d
’
honra.
Visita do snr.
areebispo. —
Em
continuação
do
que
sobre
a
visita
de
s.
exc.a
revd.
ma
já
noticiamos,
accrescenta-
mos
os seguintes promenores:
No
domingo
houve
Pontifical
na
Egreja
Matriz,
acolytando
os
Rev,
os
Abbades
de
Ancora,
Perre,
Mujães
e
Cardieilos,
e
ser
vindo
de
ministros assistentes
e
do
báculo
os Rev.
os
Arcyprestes
de Vianna e
Ponte
do
Lima.
A
funcção
foi
magnifica
e
assistiram
todas
as
auctoridades
e
pe-soas
nobres
d
’aquellas
localidades,
além
do
immenso
povo
que
enchia
o
granle
templo.
No
fim do
Pontifical
subiu ao
púlpito o
Rev.°
P.e João Rebello
C.
de
Menezes,
o
qual
fez
ver
como
devíamos
dar
graças
a
Deus
pelos dous
motivos
que enchiam
de
prazer
a
lodos
aquelles
povos
n
’aquelle
dia
;=a
visita
do
Prelado, eo
31.
° anni
versario
da elevação
ao
Pontificado
do SS.
Padre
Pio
IX.
No fim
do
sermão
entoou
S.
Ex.
a
Rev.™a
um
solemne
Te-Deum.
Na
segunda
feira
chrismou
o
Snr.
Ar
cebispo
na
Egreja
Matriz
cerca
de
duas
mil
pessoas,
e
depois
visitou
o tumulo
do
Snr.
D.
Fr.
Bartholomeu
dos
Martyres
na
Egre
ja
de S.
Domingos,
e d
’
ahi
foi
cumprimen
tar
e
agradecer
ás
auctoridades.
Na
terça
feira
foi
o
Ex.'
“®
Prelado
para
Caminha
e
pela
estrada
teve
as
mesmas
ovações
que
nas viagens
antecedentes
e
sendo
esperado
por
todas
as
auctoridades
e
pessoas nobres
de
Caminha,
ahi fez
sua
entrada
solemne
pelas
II
horas
da
manhã
dirigindo-se
logo
ao templo
magestoso
da
Matriz,
gue
estava repleto
de
povo para
se
chrismar.
Ahi o
Chrisma
prolongou-se
até
ás
5 horas
da
tarde,
chrismando-se
para
cima
de Ires
mil
pessoas, e
entre
estas
o
Exm.° Governador
Civil
de
Vian
na,
que
acompanhava
a
S.
Ex.
a
Depois
de
jantar em casa
do
Rev.°
Reitor
de Ca
minha
com
as
auctoridades e
alguns
cava
lheiros
sahiu
ás
7
horas
para
Vianna.
Na
manhã de
quarta
feira
foi
segunda
vez
ao
templo
de
S. Domingos,
e
na
sua
presença e
das
auctoridades
se
abriu
o
tumulo
do
Venerável
D.
Fr.
Bartholomeu
dos
Martyres,
sobre
o
qual
S. Ex.
a
rezou
um responso,
e
depois
em
presença
dos
mesmos
foi
novamente
fechado
e
sellado
e
de
tudo
isto se
lavrou
o
competente
auto.
Depois das
9
horas
da
manhã
sahiu
de
Vianna,
acompanhado
das
auctoridades
e
pessoas
nobres
em
direcção
a
Ponte do
Lima
e
de
volta
para
esta
cidade;
ao
chegar
ao palacio
de
Bertiandos
a Exm.
a
Condessa
estava
com
algumas
Snr
as
e
tOr
dos os seus
creados
no
largo
do
seu
pa
lacio
junto
da
estrada
á
espera
do
Exm.°
Snr.
Arcebispo, o
qual apeando
do
carro
e
depois
de
cumprimentar
a nobre
fidalga
com
as
maiores demonstrações
de
reconhe
cimento
e
respeito
subiu
com toda
a
sua
comitiva,
e
ahi
lhe
foi
offerecido
um
ma
gnifico lunch,
que
constou
de
mais
de
quarenta
talheres;
tocando,
durante
este
uma
banda
de
musica.
A
Exm.a
Condessa
brindou
ao
Exm.°
Snr.
Arcebispo,
o
qual
correspondeu
brindando
tatnbem
a
nobre
fidalga
e
á
illustre,
distincta
e
piedosa
família
de
Bertiandos,
a qual
nunca
des
mentiu
as
tradições
dos
seus
maiores
no
respeito
devido
á
Religião
e
á
Egreja
nas
pessoas
dos
Prelados
Bracarenses.
A’
1
hora
seguiu
para
Ponte
do
Lima,
onde
entrou
com
as
mesmas
demonstrações
de
regosijo
com que
tinha
sido recebido
no primeiro
dia.
Depois
de
jantar
marchou
para
Braga,
sendo acompanhado
pelas
auctoridades
e
cavalheiros
até
o
extremo
do
concelho
;
continuando
os
povos
na
sua
passagem
a
dar
as
demonstrações
de
respeito para
com
o
illustre Prelado;
e
ao
passar
na
freguezia
d
’Annaes
o
Parocho
o
esperava
com
to
dos
os
seus
freguezes,
fazendo-lhe
uma
fe
licitação
em
seu
nome
e
de
todos,
á
qual
o
illustre
Prelado
respondeu
agradecendo,
e
no
fim
beijaram
o
annel
de S.
Ex.
a
Anniveraario
dn
Coroação de
Fio
BX.
—
Celebrou-se
anle-hontem,
no
templo
do
Populo,
a
expensas
da Asso
ciação
Catholica
d
’
esla
cidade,
o 31.0 an
niversario
de
S.
Santidade
Pio
IX.
Cantou
se,
cèrca
de
10
horas,
missa
solemnea
grande
instrumental pela
capella
da
Sé,
e
finda
ella,
exposto
o
SS.
Sacra
mento,
entoou-se
o
Te-Deum,
lambem
a
instrumental.
A
esta
solemnidade
assistiu
a
direcção
da
Associação,
bem
como
o
seu
digno
presidente,
o
ex.
m°
dr.
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna,
e
muito
povo.
Ao
Te-Deum
assistiram
também,
com
tochas,
vários
irmãos
da
Irmandade da
SS.
Trindade,
e alguns
membros
da
Meza
da mesma,
os
quaes
se
tornam
dignos
de
louvor'por
terem
prestado,
da
melhor
vontade,
as
alfaias
precisas
para
aquelles
actos.
Na
capella-mór,
do lado
do
Evange
lho,
estava
debaixo d
’
um doce!
o
retraio
de
Pio
IX.
De
manlã,
ao
meio dia
e
á
noite
percorreu
as
ruas
da
cidade
uma
banda
de
musica
locando
o
hymno
do Pontífice.
A’
noite
reuniu
se
na
casa
da
Asso
ciação,
a
qual
se
achava
embandeirada
e
illuminada,
uma
assembleia numerosa
e
qualificada.
Alli
o
revd.
raj
Director
espiritual,
o
snr.
padre
João
Velloso, que fôra
em
peregrinação
a
Roma
como representante
da
Associação,
expoz
minuciosamente o
modo por
que
se
deserapenhára
d
’aquella
missão
honrosissima.
Por
proposta
d’
um
socio
foi significa
do
um
voto
de louvor
ao
snr.
Manoel
J.
de
Castro, Loureiro
como um
dos
poucos
que
po leram tirar
forças
das
fadigas
da
via
gem,
consoante
os
termos
da
proposta,
para
nos
communicar
as
suas impressões
e
fa
ctos
da
peregrinação.
Terminou a
sessão
por
um
—VIVA
PIO
IX!
levantado
pelo
exc.n
?°
presidente.
í*
riK|rnins:ii<
—
O
programma
dos
festejos
com
que
a
confraria
de
S.
João
Baptista
celebra
o nascimento
de
íaarto
'Precursor
é
o
seguinte:
A
’
s
5
horas
da
manhã,
depois
da
cele
bração
de
uma
missa solemne
na
parochial
egreja
de
S.
João
do
Souto,
uma
girandola
de
foguetes
annunciará
a
sahida
do carro,
representando
o
nascimento
do
Santo
Ba
ptista,
com
bailados
de pastores
entoando
cânticos
allusivos áquella
festividade
e
percorrerá
as
ruas
e
praças
seguintes:
Largo
de
S.
João,
Campo
dos
Remé
dios,
rua
de S.
Marcos, praça
do
Barão
de
S. Martinho,
roa
do
Souto,
Galleria,
rua
Nova,
praça
da
Alegria,
largo de
S.
Miguel-o-Anjo,
rua
da
Sé,
Traz da
Sé,
rua
de
S.
João.
Outra
girandola
de
foguetes,
pelas
6
horas
da manhã,
annunciará
a
sahida
do
rei
David
com toda a
su?
côrte,
que
pre-
correrá o mesmo
transito,
dançando
n
’
a-
quelles
mesmos
pontos
onde
tiverem
dan
çado
os
pastores.
A
’s
6
horas
da
tarde,
novas
girandolas
de foguetes
e
repiques
de
sinos,
annun-
ciarão
a
procissão,
que
percorrerá
as
ruas
e praças
indicadas,
e que
se
acharão
pro-
fusamente
embandeiradas e
guarnecidas
de
colchas
de
damasco.
O
programma
da
procissão
é
o se
guinte:
Um
piquete
de
cavallaria
abrirá
o
prés
tito,
seguindo-se-lhe
uma phylarmonica,
com
um
côro
de
pastores,
entoando
can
ções
em
honra
do
Santo
Precursor.
De
pois
seguem
as
confrarias
do
Sacramento
c
Apresentação
e
as
irmandades
de
S.
tações
telegráficas
em
Londres
ascende
a
150. Passam
diariamente
pelo
cruzeiro
de
Claphman
700
trens.
Julgava-se
que
a
con-
slrucção
do caminho
de
ferro
metropoli
tano
que
conduz
43
milhões
de
passagei
ros,
diminuiria
o
numero
de
carruagens;
estas,
porém,
augmentaram,
pelo
contra
rio,
apesar
de
pagar
1
por
100
mais
de
contribuição.
Além
dos
caminhos
de
ferro
ha
sobre
14
ou
15:000
carros
urbanos,
563
carruagens
que
conduzem
annualmen-
te
50
milhões
de
passageiros.
O anno
pas
sado
morreram
em
consequência d
’
acci-
dentes
occasionados
pelas carruagens
125
pessoas,
e
foram
feridas
mais
ou
menos
gravemente
umas
2:513.
Diariamente
en
tram
e
saem
em
Londres
750.000
pessoas,
occupdas
em
negocios,
que
vivem
nos
su
búrbios
da
cidade.
Ha
25:000
policias,
10:000
cocheiros
e
empregados, 10:000
da
casa
de
correios.
O
custo
do
gaz
para
a
illuminacão
da
cidade
é
de
2.500:000
libras
annuaes;
o
abastecimento
diário
de
aguas
é
de
100
milhões
de galões.
(ísiftía
«lo
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os
que seguem:
Londres
18.
—Bourk
disse
na camara
dos
cotnmuns
que não
.se
fizera
ainda
o
pedido
para
a
neutralisação
do
canal
de
Suez
e
por
consequência
a
Porta
não res
pondera
á
intimação
da
Inglaterra
relativa
ao
canal.
Ragusa
19.
—
São 70
000
turcos
e
não
7:000
que
vão
entrar
no
Montenegro.
Nostar
19.
—
Os
turcos
bateram
os mon-
tenegrinos
nos
desfiladeiros
de
Osiroy,
to
mando-lhes
armas
e
munições.
Crè-se
que
Suleyman-Pachá
fará
hoje
a
sua
junção
com
o
exercito
turco
vindo
do
lado
da
albania.
Ragusa,
20.—
Os
montenegrinos
foram
atacados
em
Ostroy
por
Suleyman-Pachá.
cuja
junção
com
Ali-Saib-Pachá
no
Mon
tenegro
está
imminente.
A
Servia
mobolisoua
1.a
classe
de
mi
lícias
e
chamou
as reservas.
Koma.-
Reina
no
Quirinal
e
no
Va
ticano
viva
commoção
por causa
de
uma
caixa,
dirigida
ao
Papa,
contendo
um
cá
lix
de
ouro
macisso
cinzelado
e
enrique
cido
com
pedrarias,
de
um
valor
superior
a 3:600$0Ò0
reis.
Esta
caixa
trazia
gravada
na tampa
a
seguinte
dedicatória:
A
S.
S.
Pio
IX,
o
príncipe
Amadeu,
duque de Ao
la.
No
mesmo
dia recebeu
o
Papa
uma
carta
autografa
do
filho
de
Victor
Ma
nuel,
em
que
lhe
pedia
a
graça
de
accei-
tar
aquella
oflerta,
que
elle
lhe
enviava
em
testimunho
de
gratidão
pelas
orações
de
Sua Santidade
em
beneficio da
alma
de
sua
querida
esposa,
a princeza
de
Aosta.
Morte
d’u«n
prineipe.—
Morreu
no
dia
12
o
gran-duque
Luiz
Hl
de
Hesse
Darmstadt.
A
corôa
gran-ducal
passa
a
seu sobrinho,
Luiz
Frederico-Guilherme-
Carlos,
nascido
em
12
de
setembro
de
1837,
tenente
general
prussiano,
casado
desde
o
l.°
de
Julho
de 1862
com
a
princeza
Alice,
segunda
filha
da rainha de
Inglaterra A
população
do
gran-ducado
é
de
823
000
habitantes.
Crime horrível.—
Em
Alcater
(Illi
nois),
commelteu-se um
crime horrível.
Sessenta
mineiros
que
convieram
na
re-
ducção
de salario que
lhe
fora
imposta
pelos
patrões
durante
a
ultima
gréve da
Vermilion
Company,
foram
envenenados
com
arsénico
pelos
grevistas.
Quando
este
espantoso
crime se
divul
gou,
a
população
levantou-se
em
massa
contra
os
criminosos,
que
deveram
a
sal
vação
a
terem
sido
capturados
pelas
auclo-
ridades.
Explosão.
—
Dizem
de
Coimbra ao
«Diário
de
Noticias»,
em
18:
Houve
hoje
de
tarde
uma
fone
explo
são
de
polvora
na
oflicina
d
’um
fogueteiro,
no
sitio
do
Pio,
motivada
pelo descuido
de
deixar cair
dentro
de
uma
barrica
d
’
a-
quella
substancia
um
morrão
de
cigarro.
Ha
dois
operários
gravemenle
feridos,
es
tando
um
em
perigo
de
vida.
Da
casa
só
restam
as
paredes
late-
raes.
Peregrinação Italiana.
—
Os
pe
regrinos
Italianos
levaram
a Pio
IX,
além
de
valiosas
prendas,
302$000 francos
em
dinheiro.
Quasi todas,
senão
todas, as
cidades
dTtalia se
fizeram
representar
na
peregri
nação.
Nos «escaparales»
e
«montras»
dos
esta
belecimentos
de
Roma
não
se
vê
um retrato
de
Victor
Manuel
em
quanto
o
de
Pio LX
alli
se
encontra
tirado
sob
todas
as fôrmas
—
em pé,
sentado,
fazendo
oração
etc,
etc.
Catanl
de Amaterdam n Tmui‘
í!en.
—
O
novo canal de
Amsterdam
a
se vêem
abertas
pias
circulares,
e
por
cima
d
’ellas
rasgada
se
acha
a
pedra em
dous
sitios
como
que
á
feição
do
corpo
de
ovelha
ou carneiro
e
de novilho, ou
rezes
de
egual
corpulência; as
pedras
em
pregadas
na
construcção são
pequenas,
e
em
geral
quadrangulares
ou
triangulares,
em
fiadas
alternadas
de
umas
a
outras;
descoberta
uma
das
casas
çzctilares,
me
diu
de
diâmetro
no
vasio
4,^55,
d
’altura
de
parede
desde
o
lastro
soalha.to
exterior
mente
a
pedra
(talvez
rua)
aié^a
super
fície
do
solo 0,8o,
e
de
espessura
da
mes
ma
parede
0,33
as
maiores
pedras
n
’
essa
ca
sa
empregada
não
iam
a
mais de 0,30
por
0,25;
appareceram
nas
excavações d’aquel-
ia
casa
e
em outras
na
chamada
«Eira
dos
Mouros»,
muitos
fragmentos
de
tijolo
e
objectos
de
barro
sendo
o
tijolo
cosido
ao
sol,
e
de
diversas
qualidades
de
barro,
mais ou
menos
grosseiro,
e
formando
como
em
bicas ou
calles,
mas
chatas e
um
d
’elles
tinha
uma
roseta
como
que
marca
d
’
olaria;
lambem appareceu
uma
pedra
de
amolar,
fragmentos
e
escorias
de ferro,
pequenos pe
laços
de
lousa;
na parte
in
terior
da
chamada
«Eira
dos
mouros»
in
formam
os
visinhos
do
monte,
que
havia,
outr
’ora
uma
pia
de pedra,
aonde
vinham
ter
umas
calles
também de
pedra'
o
que
faz
suppor,
visto
apparecerem
no sitio
fragmentos
de carvão
e como
que
pregos
de ferro,
ter
sido
ahi
alguma
olaria,
sen
do
aquella
eira
destinada
á
secca
e
cosi-
mento ao
sol
dos
seus
productos.
Appareceram,
ha annos,
na
base do
monte,
duas pequenas hachas
de
bronze,
de
que
é
actual
possuidor
o
snr.
Domin
gos
José
dos
Santos
Ferreira,
-negociante
em
Barcellos.
Refere
a
mesma
folha
que o
que fica
escripto,
foi
colhido
em
investigação
de
um
dia,
observando
que são
para largos
estudos
as
ruinas
de
«Sanoana»
e
procedendo-se
bem
dirigas
excavações,
obter-se-ha
d’
el-
as
farta
colheita
archeologica».
A
quesiãu africana.—
Segundo
di
zem
os
jornaes
do
Cabo,
os habitantes
do
Transvaal
estão
satisfeitíssimos
com a
an-
nexação
á
Inglaterra,
e
o
governo
com-
prehende
essa
satisfação,
esse
prazer
su-
aremo
dos
habitantes,
que
acaba
de to
mar
uma
resolução
indicativa da
perfeita
harmonia
que
reina
entre
governo
e
go
vernos
e
essa
resolução
foi
prohibir
a
im
portação
de
armas
de
fogo
para
o
Tran
svaal.
Assim
o
diz
o
«Natal Mercury».
iThe
Government
has
prohibitet
lhe
imporlalion
of
fiere
arms
inlo
lhe
Thran
svaalí.
Sabem
porque
é?
E
’
porque
o
governo
receia
que
os
habitantes
do
Transvaal,
enthusiasmados
com a
annexação,
queiram
saudar
a
bandeira íngleza
com
salvas
de
uzilaria,
e
se
firam por
desastre.
Com
armas
de
fogo
tola a
cautella
é pouca.
—
«D.,
da
M.»
O mntrinianio.
—
Urn
velho mora
lista
faz a
seguinte
observação
a
respeito
d
’
esle
sacramento:
«Singular
paiz
que
é
o
matrimonio
!
Os
extrangeiros
estão
an
ciosos
por lá
entrar,
e
os
indígenas
por
sahir».
Morte
<l’
um jeztasta.—
Os
jornaes
d’
Orleães
annunciara
a
morie
do
padre
Gofiinet,
missionário
da Companhia
de
Je
sus,
qjie
ficara
cova
as
pernas
e
o^br-aço
direito
esmagados
por
urna locomotiva,
na
gare
dos Aubrays
*
,
na
noite de
3
para
4.
Diploma.
—
Lê-se
na
«Revolução
de
Setembro»:
Por
portaria
de
15
de
junho corrente
foi
determinado
ao
governador
civil
da
Guarda
que
dê
as
necessárias
instrucções
ao
administrador
do
concelho
de
Sabugal
para
que
solicite
da
respecliva camara
municipal
uma
sessão
extraordinária
para
n’
esse
acto
serem
entregues
o
diploma
e
insígnia
de cavalleiro
da
ordem
de
torre
espada,
ao cidadão José
Fernandes
Fari
nha.
da
povoação
do
Souto,
concelho
do
Sabugal,
pelo acto
de
devoção
civica,
que
praticou e
a
que
já
tivemos occasião
de
nos
referir,
para
o
salvamento
das vidas
de
dez
guardas
da
tiscalisação
das alfan-
degas,
perseguidos
por
grande numero
de
habitantes
de
Quadrazaes,
ficando
assim
consignado do
modo
o
mais
aulhentico
o
apreço
em
que
foi
tido
um
acto
de tão
ex
tremado
valor,
abnegação
e
coragem.
Antiguidade.—
-Na
demolição
da
ve
lha
ponte
de
Castro
Daire,
appareceu
uma
lapide com
um
caslello
aberto
em
alto
relevo,
bem
como
algumas
moedas
de co
bre,
cujos
cunhos e
era
não foi
possível
decifrar,
pelo
estado
de
oxidação
em
que
se
achavam.
Comludo,
pela sua
configuração,
não
se
errará,
considerando-as
de
Julio
Gesir.
Este
apparecimento
confirma
ainda
uma
vez
que
Castro
Daire
foi
edificada
pelos
Ymuiden.
para
navegação
de grandes
na
vios,
acaba
de
ser
aberto,
tendo
por
elle
passado
o vapor
a
helice,
«Taca»,
de 1:49)
tonelladas
em
3
horas
e
tneia.
Está proje-
c
ta<!o
um
caminho
de ferro
ao
longo do
canal-
O
estabelecimento
d
’este
canal
porá
e
m
breve
o
porto
de
Amsterdam
na
al
tura
de
todas
as exigências
modernas.
Cidade
d<»
Porto. —
A
cidade
do
p
or
to
tem 235
ruas, 93
travessas,
40
calçadas,
10
becos,
65
largos,
9
campos,
4
passeios públicos,
3
alamedas,
4
caes,
o;
escadas,
7
montes,
14
praças
e 41
viellas.
Discurso
de
Sun
Jianíiilnde
ao«
jornalistas eathulieos. —
Respondendo
Sua
Santidade,
escreve
a
«Palavra»,
ao
discurso
lido em
nome
toda
a
imprensa
catholica
pelo
snr.
Arcebispo
de
Bolonha,
lembrou
que
faz
vinte
e
nove
annos que
em
Gaeta
pensou
oppôr
ao
veneno
da cor
rupção,
espalhado
por
uma
imprensa
li
bertina
e impia,
um
poderoso
antídoto
por
meio
da imprensa
sã
e instrucliva,
a
cujo
pensamento responderam
homens
illustres,
por
Elle animados,
e
depois
d
’
estes,
outros
calholicos em
Italia
que merecem
louvor
por
se
haverem
consagrado
á
defeza
dos
conculcados
direitos
da
Egreja,
e
dos
eternos
princípios
da
verdade
e
da
jus
tiça.
Porém,
como
succeJe
que
ainda
as
melhores
cousas
que
sáern
de
humano
puívere
sordescunl,
é de
deplorar
que
no
periodismo catholico
se
tenha
introduzido
alguma
cousa
que
deve
ser
eliminada.
E
’
este defeito
a
pouca
concordia
e
a
pouca
caridide.
Repetiu
que
a
força
vem
da
união,
e
que
o
soldado
que
falta á disci
plina
diante
do
inimigo
costuma
ser
cansa
da
derrota. Portanto aconselha,
primeiro
que
tudo,
a
união
e
depois
a
caridade.
Devem
atacar-se
e
anathematisar-se,
ainda
á
custa
da vida,
os
erros
e
os
vicios;
mas
devem
tratar-se
as
pesssoas
segundo
a
ca
ridade
christã.
Depois
tornou
Sua
Santidade
a
recom-
mendar
a
união,
pouco
mais
ou
menos,
pelas
seguintes
palavras:
«A
este
respeito
recordar-vos-hei
o
que
disse
o
anno
pas
sado
aos
peregrinos bespanhoes.
Fallei-lhes
das
corridas
de
touros,
e
fiz-lhe
ver
que
o
exito
d
’esta
lucta depende,
sobretudo,
da
uuião
e
da
concordia
entre
os
comba
tentes. Aquelles
que
luctarn
com os
tou
ros,
auxiliam-se
mutuamenle,
unem-se
uns
com os
outros,
e
esperam a
pé
firme o
animal, o qual,
á
vista
d’
um
inimigo
tão
poderoso,
foge
espantado.
Meus queridos
filhos:
deveis obrar da mesma
fórrna
para
combater o
touro da
revolução,
unica
ma
neira
pela
qual
podeis
triunfar.
E,
finalmente,
para
que
este
espirito
de
união
chegue
aos
ânimos
dos
escri-
ptores
calholicos,
invoco
mais
especial
mente
sobre
elles
a
bênção
de
Deus;
in
voco
uma
parte
da
força
do Pai, uma
parte
da
sciencia
do
Filho,
uma
parle
do
amor
do
Espirito
Santo.
ESviinas.—
Extrahimos
o seguinte da
«Aurora do
Cavado»,
de
Barcellos:
«Existem
no
monte
da
freguesia
de
Roriz,
a
7
kilometros
de Barcellos,
no
ponto
em
que
os povos
visinhos
o
appe-
lidam
«Monte
do
facho ou
da
Eira
moura»,
umas
vastas
ruinas
da
antiga
povoação
que
os
visinhos dizem ter
sido
a
cidade
‘
de
‘
«Sanoana»
talvqz
vocábulo
corrompido
de
«Cidania
ou
Citania»,
n^m>,
ao
que
pare
ce,
commum
a
todas
as
povoações
prehis-
toricas
d
’
esta
parte
da
península.
«Sanoana»
é evidente da
mesma
épo
ca
que
a
«Citania»
do
monte
de
Brilei-
ros.
As
casas
eram
alli
circulares,
ovaes,
semi
circulares
e
quadrangulares,
como
em
Citania:
tres ou
quatro
muralhas
de
circumvallação,
completas
ou
interrompi
das
circuitavam
com
diversos
inlervallos
a
povoação;
calçadas,
de
que
as
princi
paes
pelo lado
do
sul,
davam
ingresso
para esta; em
diversos
penedos
existem
pias
quadrangulares
abertas
por
mão
de
homem, e
em
algumas
buracos
como
que
destinados
ao
eixo
de
mós,
e
por este
polidos;
ha
um
penedo
levantado
e
a
pru
mo
que
os
visinhos
chamam da
«Pata do
cavallo»,
junto
do
qual
se tem
feito
gran
des
excavações
em
busca
de
thesouros
que
o
povo
alli
crê
existentes;
próxima
fica
a
eira
dos
Mouros,
largo
espaço,
cujo
pavi
mento
era
todo
forrado
de pedra
de es
quadria,
em
grande
porção
já
levada
d'al'
para diversas
obras
pelos
moradores
das
freguezias
em
volta.
No
cimo
e
ponto
mais
elevado
da
po
voação existem
grandes
penedos,
e
um
como
que
dolmen
ou
anla
informe,
cujo
appoio
de
um
lado já
tombado;
ao lado
norte
d
’
esses
penedos,
em
plano
um
pou
co
inferior,
ha
outros
penedos, em
que
i
romanos:
não
só
o
nome
em si,
no
latim
—
Castra
oeris
—
acampamento
em
sitio
ele
vado,
como
effeclivamente
é
áquelle em
que
está
edificada
a
villa,
mas
as
moedas
e
a
lapide, que
os
romanos
costumavam
deixar
em
todas
as suas
obras
de
arte,
levam
a
crér
que
esta
povoação
é
de
ori
gem
romana.
O
distincto
engenheiro
o
snr.
Cid,
que
preside
á construcção
da
nova
ponte,
mandou
condusir
a
lapide
para
Vizeu, bem
como
algumas
moedas,
para
vêr
se
é
pos
sível
descubrir
sua
procedência,
tencionan
do,
porem,
entregar
a
pedra
á
camara
muni-
pal
de
Castro
Daire,
que
mostrou
desejos
de possuir
áquelle
monumento
da antigui
dade.
Será
isto verdade!
—
Do
interior
da
província
de
Pernambuco
communicam
o
seguinte
ao
«Jornal
do
Commercio»
do
Rio
de
Janeiro:
«Alguns
homens
que
vinham
do
ser
tão,
fugindo
da
fome
e
da sêde, cançados
pela horrorosa
sêcca que
tem
havido,
che-
g^ram
ao
anoulecer
a
uma^grande fazen
da,
onde
julgaram
encontrar
a
salvação.
Dirigiram-se
ao
dono
d
’ella,
e
referindo
o
seu
desespero,
pediram
licença
para
apanharem
espigas
de
milho;
mas o
pro
prietário
negou-lhes
o
menor
auxilio,
e,
temendo
que
os
desgraçados
que
morriam
á
fome
e
á
sêde
lhe furtassem alguma
cousa
da
roça,
chamou
tres escravos
e
ordenou-lhes
que
fossem,
armados,
etnbos-
car-se
na
roça, e
que
fizessem fogo
em
qualquer
vulto
que
lhes
apparecesse. De
pois
que
os
escravos
sahiram,
temendo
que
elles
se deixassem
levar
por dinheiro,
mandou
um
de
seus filhos
para obri-
gal-os a executar a
sua
ordem.
Apenas,
porém,
os
eslavos
avistaram
o vulto
do
infeliz
moço,
julgaram-o
um
dos
sertanejos,
e
o
estenderam
morto
com
um
tiro!
Ou
vido
de
casa
o
estampido,
a
mulher
do
fazendeiro,
pediu-lhe
fosse
também
á roça
suspender
a
ordem
barbara,
que
havia
da
do,
por
isso
que acreditava
que
toda
a
sua
familia
cahiria
em
degraça
se
moresse
algum
d’
aquelles
famintos
por
causa
de
um
pouco
de
milho.
Depois
de
muito
re-
luctar,
o
desventurado
egoista
attendeu
ás
supplicas
da mulher e
dirigiu-se
á
ro
ça,
onde
teve
a
mesma
sorte
do
filho!
A
mulher,
que
ouviu
lambem
o
segundo
ti
ro,
desconfiou
que o
marido
não
quizesse
cumprir
a
promessa
feita,
e
sahiu
com
o
resto
da
familia
gritando,
de
muito
longe,
que
bastava
e que
não
nadassem a
mais
ninguém;
porém,
qual
não
foi
o
seu
de
sespero,
quando
chegando
ao
lugar
fatal,
encontrou,
não
dous
famintos
sertanejos
mortos,
mas sim
os
cadavares
de
seu
ma
rido
e
de
seu
filho
!!»
gama t® d® junho.—A
peregri
nação
hespanhola
foi apresentada
pelos
cardeaes
Paya
e Benevides
e
por
sete
bispos.
Depois
da
leitura
d
’
uma
mensagem
pelo
cardeal
Paya,
os
delegados
das
dioceses
hespanholas,
que
levavam
as
oflerlas
foram
chamados.
O
Papa
na
sua
resposta,
disse que
o
objecto
amado
conduz
as
multidões
para
o
Papa.
Os
revolucionários
não
gostam
d
’
islo;
e
d
’abi
veem
as
prisões
e
os
desterros.
Combatei 'a
revolução
pela
mesma
estratégia
que
empregou
Jacob
contra
£sau;
assim
vencereis
os Esaus
revolu
cionários.
Organisai
por
toda a
parte
campos
in-
trincheirados
segundo
a
justiça
e
a con
sciência.
Procurai
a
salvação
das
almas,
unico
fim
da
creação,
mesmo
a
salvação
das
almas
dos inimigos.
Sede
lieis
ás tradições
da
vossa
nação,
que tem
produzido
tantos
santos.
Tende
um
só chefe,
uma
só
bandeira,
e
uma
só
fé.
Tres E5oo»as. —
Lêmos
na
«Pala
vra»:
A
«Unità
Callolica»
n
’
um
bellissimo
artigo
em
que
trata
das
tres
Romas
em
que
se
divide a
unica
Roma
que
lodos
conhecem,
depois
de
lembrar
que
Mazini
e Gioberti
fallaram
largamenle
das tres
Romas,
isto
é,
da dos Cezares, ou
do
antigo
império
Romano,
da
Roma dos
Pa
pas,
ou
do seu
poder
temporal,
e
final
mente
da
Roma
do
povo
ou
do
futuro,
accrescenta:
«As
tres
Romas
actuaes
podem-se
por
tanto
definir:
Relativamenle
ás
pessoas:
—
Roma
de
Lanza
(ou
de
Victor
Manuel,
chefe
dos
mo
derados),
a
Roma
de
Parboni (chefe
dos
vermelhos),
a
Roma
de
Pio
IX.
Relativamenle
á
geographia:
—
Roma
dos
piemontezes
forasteiros,
Roma
dos
rebeldes
indignos,
Roma
dos
crentes
do
universo
Relativamente
á
política:
—
Roma
do
Es
tatuto
subalpino, Roma
da
republica inter
nacional,
Roma
da
Religião Catholica.
Relativamente
aos
effeitos:
—
Roma
dos
impostos
de
Sella,
Roma
do communismo
de
Castellani,
Roma
da
justiça
do Vigaria
de Christo.
Relativamenle ao
tempo:—
Roma
do
dia
d
’hoje,
Roma
do
dia
d
’amanhã,
Roma
do
dia d’
honlem,
d
’
hoje
e
d
’
amanhã.
Relativamente
á
duração:
—Roma
que
vae,
Roma
que vem,
Roma
que
está.
Relativamenle
ás
obras:
—
Roma
do
exactor
que
suga,
Roma
do
conspirador
que
ameaça,
Roma
do
catholico que
ora
e
espera.
Relativamenle
á
historia:
—
Roma
de
Cezar,
Roma
de
Cola
de
Rienzo,
Roma
de
S.
Pedro.
Diplomaticamente:
—
Roma
lollerada,
Ro
ma
combatida, Roma
suspirada.
Relativamenle
ás
classes:
—
Roma
dos
médicos
e
advogados, Roma
dos
grémios
e
pertubadores,
Roma
de
todos.
Relativamenle
aos
títulos:
—Roma
dos
ministros,
Roma
dos
tributos,
Roma
de
Santo
Padre.
Quanto
ás origens:
—
Roma
da
brecha
e
da
gazua,
Roma
dos
comícios
e
das
praças,
Roma
da
mais
veneranda
legiti
midade.
Juridicamente:—Roma
do
plebiscito
pas
sado,
do
plebiscito
futuro,
Roma
do
di
reito
christão.
Relativamente
aos
francezes:
—
Roma
de
Bonaparte, Roma
de
Gambetta,
Roma
de
Carlos
Magno.
Constitucionalmente:
—
Roma
dos
da
át-
reita
e
dos
consortes,
Roma
dos
da es~
querda
e
dos
demagogos,
Roma da
Divina
Providencia.
E por
ultimo,
quanto
ás
datas:
—
Roma
de
20
de
novembro,—
isto
é
d
’
um
dia,
Roma
de
24
—
«isto
é
d
’u
na
hora,
e
Ro
ma
Papal,
que
«dura
desde
ha 12
sécu
los»,
como
disse
n
’
um
relatorio
o
minis
tro
João
Lanza».
Portuguezes
falleeidos.
—
Desde
27
a
30
de
maio
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os seguintes
súbditos
portuguezes:
Carlos
Vieira,
40
a.,
s.;
Custodio
dos.
Santos Garcia,
é5
a.,
s
;
Joaquim
Pereira,
20
a.,
s.;
Silvestre
Correia
de
Carvalho,
60 a.,
s
; Antonio
José
d
’
Oliveira,
42 a.,
s.;
Francisco
José
Soares,
43
a.,
s.;
Ma
noel
da
Rocha
Moreira,
35
a.,
s.; Secun-
dino
Loureiro
dos
Santos, 40 a.
c.; Ma
noel
Francisco
de
Mello,
44
a.;
João
Al
ves
de
Mello.
35
a., s.;
José
Alves da
Motta,
36
a.,
s.;
Manoel
da
Silva
Dutro,
viuvo;
Manoel
Gonçalves Garcia,
80
a.,
s.;
Antonio Joaquim
Gomes,
23
a
,
s.
I
imiihMBi
um
III
iniirnijiin-jw-iimniiiinm
—
■
Junto do
monumento á lininocu-
lada
Conceiçdo de Maria S#nt-
tissima,
no
monte Sauieir».
Prostrado
a
vossos pés,
Immaculada,
Eis
o
mais
peccador
dos peccadores;
Mas
vosso
filho sou,
ó
Mãe
de amores:
Ouvi
pois
minha
prece
afervorada.
Pela
Egreja
de
Christo
angustiada;
,
Por
seu
Chefe,
entre
as
mãos dos
oppre
*
sso-
‘
‘
ies„
Soffrendo
ultrages
mil,
atrozes
dores;
Por
toda
a
christandade
atribulada:
Rogae,
ó
Mãe,
ao Desis
Omnipotente,
Que
em
vós
pomos
inteira
confiança
N
’este
trance
cruel,
perigo
ingente
!
Nem
vos
esqueça
emfim,
nossa
esperança,
Que
tentam
Portugal
tornar
descrente.
Pois
se
o
quereis,
a
fé
salvar
alcança!
Ao
partir do Bom
Jeaus do
Monte.
Com
que
dôr,
bom
Jesus,
desço
este
monte»
A
’
lua
obra
sublime
dedicado,
De
tantas
maravilhas rodeado,
De
pios
pensamentos
rica
fonte
1
Pende-me
sobre
o
peito
a
triste
fronte;
De
magoa
o
coração
vae
traspassado;
E o
pranto
de
affiicção,
na alma gerado»
Nada
obsta a
que
nas
palpebras
despontei
O’
sitio
delicioso,
ó
sancturio
Em
que
se
haurem
perfumes de piedade^
O
’
de
ventura
plácido sacrario:
Amanhã,
no hulicio
da
cidade,
Ao
lembrar-me
d’
este
Eden
solitário.
Será
meu alimento a
saúdade
!
Junho
4
de
1877.
A.
Moreira
Bello^
ANNWCIOS
CAIXEIRO
Oíferece-se
um
com
4
annos
de pra-
tica
de
mercearia
n
’
esta
cidade;
achan
do-se
desarrumado
pertende
achar
arru
mação, e dá
garantia
pela
sua
conducta.
No
escriptorio
da administração
d
’
este
jornal
se
dão
informações.
(334)
Rapé
Rosa
Ribeiro
Braga,
praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
recebeu
ultimamente
d
’este
ra
pé
que
vende
por
250 rs. cada
pacote
de
250
grammas.
Torna-se recommendavel
não
só
pelo
seu
excellenle
aroma
como
também
por
não
causar damno
algum
ás
pessoas
que
façam uso
d
’
elle
Também
recebeu
cigarros sarucabanos,
de
rolo
(superior
fumo
de
Daniel) e
mor
talha
de
milho.
(33")
Rua
dos Capellislas, n.°
22
e
22
A
Grande
saldo
de chitas
largas francezas,
a
90
e
100
reis
o
covado,
,e
em
precal
120
rs.
Um
saldo
de
fazendas
de
lã
e
seda
a
200
rs.
o covado.
Riscados
de
linho
e
algodão
e
fazendas
de
lã para
vestidos,
de
130
a
260
rs. o
covado.
Um
variado
sortimento
de
lençaria
de
seda
admascados
modernos,
de
750
a 1$200,
€
outras
fazendas,
que
vende
pelo
preço
mais
barato,
sem
competidor.
(336)
ÉDITOS »E IO DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
de
Pessa,
correm
éditos
de
10
dias
a
citar
e
chamar
todos
os
cre
dores,
herdeiros,
ou
representantes da
executada Maria
das
Angustias, da rua do
Farto
d
’
esta
mesma,
para
que
no
praso de
10
dias,
a
contar
do findamento
dos
édi
tos
e
annuncios,
venham deduzir
seu
di
reito
á
quantia
de
58$155
rs.,
resto
do
produclo
de
dividendos
de
quatro
acções
do
Banco
do
Minho,
pertencentes
á
exe
cutada,
dividendos
que se.
acham
penho
rados,
na
execução
que
lhe
move
o
exe-
quente
Plácido
José
dos
Santos,
da
rua
dos
Capellislas
d
’
esta
cidade, sob
pena
de
se
passar
mandado
de levantamento
a
fa
vor
do
exequente,
quando
não
compare
çam
dentro
do
dito
praso.
Braga
21
de
junho
de
1877.
O
Escrivão,
José
Luiz
d'Oliveira
Pessa.
Verifiquei
a
exactidão,
(337)
Correia
Leal.
A
Junta
de Parochia
de
S.
Cláudio
de
Curvos,
concelho
d’Espozende,
tendo
de
collocar
dous altares
novos
na
sua Egre-
ja,
vende
os
velhos.
Quem
os
pertender
póde dirigir
se
á
mesma.
(338)
Loja
de Barbeiro
Passjt
se-
uma
com
todas
as
»perWnças
e
comniodidades,
£
quern
a
pretender
di-,
rija-se
á
iuado
Carvalhal,
n.°
51.
(339)
loções de eiviliilade
Ou
regras
e
preceitos
indispensáveis
aos
me
ninos
e
adultos
que
desejarem
ser
educa
dos
moral,
civil
erehgiosamente
e
bemquis-
tos
na
sociedade—por
A.
A.
L.
1.
volume,
preço
200
rs.
Vende-se
no
Porto,
na
livraria
de
João
E. da
Cruz
Cou-
tinho,
editor,
rua
do
Almada,
15
e
17.
A
SCIF.XCIA
DA
CIV1L1SAÇÃO
POR
D.
João
Maria
Pereira d'Amaral
e
Pimentel
cispo
d
’
angra
.
Um
grosso
volume
—1
$000
rs.
A
’
venda
na
Livraria
Chardron, Porto
e
Braga.
ÍLBÀ
l)í iiiilti
Vende-se
uma
porção de
traves,
que
se
acham
depositadas junto
ao
passal
de
S.
Pedro
de Maximinos.
Trala-se
com
José
A.
Soares
d’
Araujo,
jua da
Boa-Vista, n.°
24.
(331)
de
um
gosto agradavel, adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores
médicos de Paris: curâo os deílussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 «
810
reis. Pasta 260 reis,
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
MUíi
mi
iwiEzà
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também passageiros
de
3.a
classe,
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do litoral
e interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
pelo
.vir.svst» preço
que
pira
o
rio
»
e
jímiro
PAQUETES
A
GUADIANA
. . .
2D
de
Junho
NEVA
.........................
13
de Julho
MONDEGO. ...
28
de
Julho
PREÇOS
fada
paquete
<l
’ewta
companhia
leva
a
bordo
criados
e cosinheiros
portugiiezea
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducçào para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
hordo os pasaageiros
teem grátis cama, roupa de eama, eo-
■nida
feita por
cosinheiros portuguez.es,
vinho duas vezes por dia,
assistência medica,
serviço de
criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
n
ais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que teem de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo
Governo
Inglez para a
conducçào das
suas
malas do
correio,
e
por
esse serviço recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem S.
A.
o
infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes, 23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
rua do Souto.
FLU1DE
IAT1F
«
JONES
i Por
<has
«wte
««e
ducip
de alta e meaeçMa
reputaçfb. Stitenxa
e amar
cia
a
pelle, otíivia
aí
causadíS pelas m-
dançat
de clima, petos banhos to-mar, Impceesãos
Ubsavradaveis
do vento ou do
calor,
etc, etc.
Uma simples applicaçao faz
desapparecer as
ra
chaduras
das maos e dos beiços. Preço
650 reit.
PARA
OS
CUIDADOS
00
TOUCADOR
É
multo
digno
de ser recommandado ó
Sabão
latir,
que
possue
todas as propriedades suavizan-
tes do
Fluido,
e um aroma delicadissimo.PreçoSOOr'.
23, Boulevart
des Capucines, Paris,
De
Fronte
da entrada do Graud-Hotel.
fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel. Objetos
de Fantasia, Estojos diversos.
Cutelaria,
Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr. Barreto, Lorêto
n.
28
—30
(26
*)
O
LIVRO
LE
S.
CYrRlANO
Com
uma
gravura
representando
um
grande
milagre
feito
pelo mesmo
Santo.
Remette-se
pelo
correio
a quem
enviar
600 rs.
em estampilhas;
carta
a
A.
M.
Fonseca.
—Bomjardim,
585,
Porto.
(321)
Pr«ei»«-ge
<Ie «»»»
caseiro
para
uma
quinta, 5
kilomelros
distante
d
’
esta
cidade, que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para cima; ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas cada
um.
para
então
divi
dir a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumstancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
Hygleaie
*
infalllv
*
]
ypre»«rvatlv
*
;absolatament«
Zj
a unica qaa cura aem lhe jan lar mais nada. Vende- 70
se
nu principaes pharmacias do mundo. Exigir a |
insiruoçio
do usa.
(3« aOos de exito.)Píril, casa do
.i.
inv"
jgri Magenia, its. Uíboa, $'Barreto Lorêto 28 e 30.
S
a
IR DE LISBOA
ELBE...................13
de
Agosto
MINHO
...
.
28
de
Agosto
TAGUS..................
13
de
Setembro
COMMODOS
ASTLO
DE D PEDRO V
c.
A
Dfre?çãb
.,í?b
de
D.V
faz
publice
que
hó-
1.
de
jfflKio
proximq,
pelas
12
horas
da
fnsmbã,
se
ha
de
pro
ceder
n
’
utna
das
salas
do
mesmo
asyío,
ao
arrendamento
a
quem
mais
der,
da
cerca
do
extincto
convento
da Penha,
devendo
os
pretendentes
apresentar
no
acto fiador
idoneo,
que
se
responsabilise
pela
pontua
lidade
dos
pagamentos.
Braga, Secretaria
do
Asylo
dTnfancia
Desvalida
de
D.
Pedro
V,
20
de junho de
1877.
O
Secretario,
(333)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
DINHEIRO
A
JURO
No
Deposito
Geral,
no
campo de Sant
’
An-
na,
ha
para
mutuar
a
juro,
mediante
hy-
potheca,
quantia
próxima
a
400$
00
reis,
'e
mais 100$000
reis
em
separado.
Dirigir-se
a
Bernardino
d’
Araujo Car
valho Reis,
rua
de
S.
Victor.
(332)
Prelende-se comprar
um
orgão
para
uma
egreja
rural.
Falla-se
n
’
esta
adminis
tração.
(262)
DELLARAÇÃO
Luiz Máximo
d
’
Araujo
Tinoco,
Reitor
da
freguezia
de
S.
Paio
de
Pousada,
d
a
comarca
de
Braga,
em
resposta ao
ail
.
núncio
do «Commercio
do
Minho»,
n»
650,
de
Bernardina
Lopes
de
Faria,
au-
ctorisada
por
seu
marido
Manuel
José
Gon
çalves,
da
freguezia
de
Nogueira,
da
di>.
d
comarca,
declara
que todos
os
bens
(|(le
possue
de
Francisco
Lopes
de
Faria, pae
da
annonciante,
os
arrematou
em
hasta
publica,
em
execução
promovida
contra
o
mesmo
Francisco
Lopes
de
Faria
Porisso
faz
publico que.
lodos
os con
tractos que
íizer a
respeito
de
taes
bens
são
valiosos,
e
mesmo
porque,
tendo
o
executado
feito uma
doação,
com
anteda
ta,
de
lodos
os
seus bens
a
seu
filho
An
tonio
Lopes
de
Faria,
então
no
Brasil,
nas
notas
do
labellião
Ramalho,
do
julgado
de
Vieira,
foi
essa
escriplura
julgada
falsa
por
sentença
do
Juiz
de
Direito
da co
marca
da Povoa de
Lanhoso,
lendo por
essa
occasião,
para
se
evadir
á
punição
da
justiça
de
fugir
para o
dito
Império
do
Bra
sil,
o
dito
pae
da
annunciante.
S.
Paio
de
Pousada, 17
de
junho de
I877.
O
Reitor,
(325)
Luiz
Máximo
d'Araújo
Tinoco.
A
commissão
da distribuição
de
subsi-
dios,
alfaias
e
paramentos
concedidos
pela
Exm.a
Junta
Geral
da
Bulia
da
Cruzada,
e
creada
pela
Portaria
de S. Exm.
a
Revm?
com data
de 11
do
corrente,
deliberou
se
tizesse
publico
que
lodos
os
vestimentei-
ros,
livreiros,
entalhadores,
ourives
e
pi-
cheleiros,
que
desejarem fornecer
os
obje-
clos
da
sua
arte,
façam
constar por
carta
fechada ao
secretario
da
commissão
o
pre
ço
de
cada
um.
Estes
objectos são:
Capa
de Asperges de damasco
liso
com
galões
e
franja
de
retroz
amarello, casula
de
de-
masco
liso com
galões
de
retroz,
dalma-
tica
idem
idem,
véo de
hombros
idem
idem,
eslola
parochial,
manipulo,
frontal
de
tamanho
regular
de
damasco
liso
com
galões
de
retroz,
pallio
de
damasco
com
galões
e
franja
de retroz, umbella,
para
mento
de
seda
a
fingir
ouro, dito
de
se
da
matizada,
dito
de
velludilho preto,
alba,
cordão,
amido,
sacras
com
caixilho
liso,
missal
romano,
ritual
de
Paulo
V,
pyxide
de tamanho
regular
de
pau
dourado,
ban-
queta
lisa
de
seis
castiçaes
e
crucifixo,
estante
para
o
missal,
calix
liso com
pé
de
latão
e
copa
de
prata
dourada,
patena,
douradura
de
um
calix, custodia
de
ta
manho
regular
de
latão
prateado
e
luneta
dourada,
pyxide
de
latão
dourado,
cruz
procissional
de
latão
lisa,
caldeira
de
ta
manho
regular
para
agua
benta,
um
par
de galhetas
com
pratinho,
thuribulo,
na
veta.
Nos
paramentos
deve-se
expressar
o
preço
em
cada
uma
das
côres—
branca,
ver
melha,
verde,
rôxa
e
preta.
Braga,
14
de
junho
de
1877.
O
secretario,
(326)
P.
e
Fr.
Francisco
da
Visitagão.
A quem
convier
Vende-se
ua
rua
de
S.
Bernabé,
n.9
JH,
uma
Cíiuijueda
dé
piuko eotn
quatro
e
ouatro
gavetas
*
b
tamUoi» se
vende
ínna
..Jaletiça deeintal
âé
força
de
200
kilos,
e outra rómaóã de
torça
de
15;
uma
cama
de
castanho ainda
nova
que
ser
ve
para
casados.
(328)
Aluga se
desde
já,
a
uma
familia
de
cente,
com
commodos para
8
pessoas,
o
2.
°
andar
da
casa reconstruída
de
novo
na
rua
de
D.
Pedro V,
n.°
27.
Do
dito
andar
gosa-se
o
que
ha
de
mais
hello
e
pittoresco
em
volta
de
Braga.
Tem entra
da independente
do resto
do
edilicio,
e
agoa de
bica.
A
tratar
a
toda
a
hora
na
dita
casa.
(306)
CIKIJK6JIAÍ9
DESTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
braga
.
Faz tudo
qusnto diz
respeito
á
soa
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
BRAGA,
TYP0GRAPH1A
LUSITAKA—
í877.
Parte de Comércio do Minho (O)
