comerciominho_24021877_607.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
607
tai-apa
U\aal«aC8EWM
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
kmtor
b
proprietário
J
oíí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
* 3
E,
?ara
onde
deve
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte,=As
assi-
jtnaturas
são
pagas
Adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-^Semestre
850
rs.^Procm-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—
Semestre
1Ã050
xs.^Braml,
anno '3^600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.
—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para os
assignantes
20
»/, d
’
abâtimento.
9í»iA€íA
_
SAB3VDO 84 »E
fEVERHli®
A
’
Sieiineçíí» « » poatole».
Londres,
8
de
fevereiro,
de
1877.
convinha,
depois
de ter
feito
indagar
os
factos,
denunciar
á
Porta
os
excessos
que
se
verificara
terem
sido
commetlidos
na
Bulgaria,
e
exprimir
minha reprovação
e
aborrecimento
dos
pei petradores.
«Tendo-se
arranjado ura
armisticio,
juntou-se
urna
Conferencia
em
Constan
tinopla,
para
considerar
o
desenvolvimento
dos
lermos,
de
accordo
com
as
bases
originaes,
Conferencia
em
que
fui repre
sentada
por
um
Enviado
especial,
assim
como
pelo
meu
Embaixador.
«O
meu
objeclo
em
dar
estes
passos
foi
manter
a
paz
da
Europa,
e
contribuir
para
que
se
estabelecesse melhor
governo
nas
províncias perturbadas,
sem
infringir
a
independencia
e
integridade
do
Império
Ottomano.
«As
propostas por
mim
recommenda-
das
e
pelos
meus
alliados
não
foram,
smto
dizel-o,
acceiladas
pela
Porta;
mas
o
re
sultado
da
Conferencia
foi,
o
mostrar
a
existência
de
um
accordo
geral
enlre
as
Potências
da
Europa,
que
não
pode
dei
xar
de
ter
importante effeilo
na
condic-
ção
do Governo
da Turquia.
«No
entanto,
o
armistício
entre
a
Tur
quia
e
os
Principados
prolongou-se,
e
não
acabou
ainda,
e
poderá,
contio,
ainda
con
duzir
á
conclusão
de
uma
paz honrosa.
«Procedi
nestes
negocios
em coopera
ção
cordial
com
os
mees
alliados,
com
quem,
assim
como
com
as
outras
Potên
cias
Estrangeiras, continuam amigaveis
minhas
relações.
«Ser-vos-ham logo
apresentados
os
pa
péis
sobre
estes
assumptos.
«O
assumir
eu
o
titulo
Imperial
em
Delhi,
foi
bem acolhido
pelos
chefes
e
povo
da
índia,
com
profissões
de
affecto
e lealdade
muito
agradaveis
a meus
sen
timentos.
<E
’
com
grande
pena
que
tenho
de
annunciar
uma
calamidade
naquella
parte
dos
meus
domínios,
a
qual exigirá
a
mais
séria
vigilância
da
parte
do
meu
Gover
no
ali.
Uma
fome
não
menos
grave
que
a
de
1873
se
espalhou
por
uma
longa
porção
das
Presidências
de
Madras
e
Bom
SUMMARIO
111.
O
Discurso
da
Rainha
hoje
mesmo
na
abertura
do Parlamento.—IV
Importan
te
e significativa
proposta
Maçónica
;
mostrando como
a
Irmandade
vae, cada
dia
mais,
largando
a
máscara.
(Conclusão
do n.° anlecedentej
III.—
Abriu-se
hoje o Parlamento; o
Discurso
da Rainha
nada
tern
de
extraor
dinário,
no
sentido,
que
podia quasi
advi-
nhar
o
qne havia
de
conter. Du.:
—
«As
hostilidades
que
tinham
rebentado
entre
a
Servia
e
Montenegro
com
a
Tur
quia,
tinham
altrahilo
sua
mui
séria
ai-
tenção,
e
que
ancio
arnente
esperava
a
opportunidade
para
interporem-se
os
bons
officios
de
S.
M.
e
dos
seus
alliados.
Que
essa
opportunidade
se
apresentara
com
solicitar
a
Servia
a
mediação
Ingleza,
e
que
a
Porta
também
depois n’
ella
consen
tira.
«Que
durante
as
negociações
julgou
conveniente
propor,
de
concerto
cora
as
outras
Potências,
á
Turquia,
certas
bases,
pelas
quaes
entendia
que
não
só
podia
restabelecer-se
a paz
com
os
Principados,
mas
effeituar-se
a
paciticação
permanente
das
Províncias
dislurbadas,
inclusivamente
da
Bulgária,
e
o
melhoramento
de
sua
condição.
«Que
tendo
as
Potências
concordado
nas
mesmas
bases,
precisaram estas
de
estender-se e
desenvolver-se
por
negocia
ção,
acompanhada
de
um
armistício.
A
Porta,
ainda que
não acceitasse
as
bases,
e
propozesse
outros termos,
consentia em
submettel-os
á
equitativa
consideração
das
Potências.
«No
processo
desta
mediação,
entendi
baim.
Confio
se
empregaram
todos
os
recursos
não
só
para
sustar
a
presente
fome,
mas
para
obter
nova experiencia
era
prevenir
ou
mitigar
calamidades
taes
no
fuluio.
«A
prosperidade
e
progresso
do
meu
Iiopeno
colonial
continuárn sem
interru
pção,
ainda
que
os
procedimentos
do
Governo
da
Republica
de
Transvaal,
e
as
hostilidades
era
que
ella
se
involveu
com
as
tribus
visinhas,
causaram
alguns
receios pela
segurança
de
meus
vassallos
na
África
do
Sul.
Confio
todavia
que
as
medidas
por
mira
tomadas
bastaram
a
impedir
qualquer
sério
prejuizo».
Eis
ahi
a
traducção
integral e exacla
da
primeira
parte
(a
que imporia
aos
es
irangeiros)
do
discurso
da
Rainha
Viclo-
ria.
Quiz
hoje
envial-o
assim
porque
os
assumptos
de
que
trata
sam
lodos
de
muito
grande
importância,
não
só
para
este
paiz,
mas
para
o
Mundo
em geral;
abraçando
os
maiores
e
mais
favoritos
in
teresses
desta
nação, em
um sentido
po
sitivo,
e
os
do
resto
do
Mundo
em
sen
tido
negativo=quero
dizer,
prejudicial.
Denunciam
mais
e
mais
a
pertenção
des
tas
Ilhas,
de
dominarem
cada
anno,
cada
dia,
mais,
e
desfruclarem,
o melhor
de
lodo
o
Globo,
em
suas
cinco
Partes.
Não
uae
importaria
a
mim
muito
isso,
se
d
’
es-
se
domínio
se
não
seguisse uni>
immenso
prejuízo para
o
Calholicismo;
que
o Pro
testantismo Inglez
aspira
a
supplantar
e
abater.
Agora
principalmente,
quando
mais
que
nunca
faz a
Prapaganda
Protestante
para isso
esforços
os
mais
vastos,
os
mais
inergicos;
ajudando-se
no
objecto
com
a
camaradagem
da
nossa
amiga
a
Maçona
ria.
Eis
aqui
uma
amostra, que
copio
tielraente
do
mesmo
papél
donde
acabo
de traduzir
o
discurso
da
Rainha,
o
Eve-
ning
Standard
de
hoje:—
IVi
Maçonaria».—
Na Loja
de
Joppa
N.°
188,
na
segunda-feira
ultima,
o
Ir
mão
Spiegel
chamou
a
attençào
a
uma
lei
existente
numa das
Grandes
Lojas
Allemàs,
em
que
distinclamenle
se diz:
—
«Que
só
os que
eram
do Christianismo
podem
ser
admittidos
á
Irmandade».
Se
melhante
Lei,
disse
elle.
não
só
era
uma
deshonra
para
a
Irmandade,
mas
para to
da
a
população da Europa. Propoz
que
se
nomeasse
uma
commissão para
conhe
cer
do
caso,
e convidar
a
cooperação
dê
todas
as
Lojas
na Gran-Bretanha,
a
con
siderar
que
meios poderam
adoptar-se
para
fazer-se
rescindir
esta
perniciosa
lei.
Unanimemente
se
approvou
a
resolução,
e
se
nomearam
os
membros
N.
N.
N.
(vem
os
nomes
dos
homens
que
é
escu
sado
copiar) para o dito proposilo ! Se o
querem
mais
claro
deitem-lhe agoa!
A.
R.
SARAIVA.
------
-•
S>.
Juãn iVKaria Pereira ii’Amaral
e
Pimentel, EStspo
«TAetyi-a «lo
ISeroÍHino, etc.
V
Admoestação.
(.ConclualoJ
Se
estas
ponderosas
reflexões
não
fo
rem
sufficientes
para
desvendar
seus
olhos
da
illusão
que
os
cega,
lembrem-se
que
uma
religião
nova
não
se
forja
com
essa
facilidade.
A
verdadeira
Rebgão
é obra
Divina,
e
Deus
nosso
Senhor dispensa
as
emendas
que
os
homens pretendam
fazer
ás
suas
obras.
Pretender
corrigir
as
obras
de
Deus
é
querer
destruiFas.
E
tal
pre-
tenção é
uma
loucura.
Deus nosso
Se
nhor
está
muito
acima
do
poder
do
ho
mem.
Pretender
roubar a
um
Povo
a
sua
Religião,
quando
esta
é
a
verdadeira,
e
faz a
sua felicidade,
é
cousa
que
se
a
não
observássemos!
Arvorar-se
para
isso
em
procurador
e
advogado
do mesmo
Povo
com
poderes discricionários,
quando
fe
lizmente
esse
Povo
é
o
mais
amante
pos
sivel
da
Santa
Religião
que
professa,
'co
mo
mosira
em
toda
a
occasião,
eslava
re-
FOLHETIM
llli.
i.
11.
112
S1ACH10.
0S
DOU
A®»
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
VI
Duas
amigas.
—
E
depois
qual
é
a
vida
que
vive
d
’ahi
por
diante a
esposa?... uma
vida
de
mentiras,
e
de
fingimento
nas assem
bleias,
e
de
frieza
ou
de
indifferença
em
casa
:
em
casa
toma
a
posição
de
creada
grave
de
seu
marido,
por
suas mãos a
toma
:
lera
por
prazer
a
costura,
e
por
oflicio
determinar
o
almoço,
o
jantar
e
a
ceia:
quando
o
marido
chega
da
rua
ra
lha
com
elle...
quando
o
marido
sae
ra
lha
com
os
escravos
:
d
’
onde
lhe
veio
esse
mao
humor?...
do
ciúme?.,
acre
dita
que
já
não
é
amada?...
quem
leve
culpa
d
’isso?...
ella
mesma,
que
se
fez
ou
tra.
—
Conlinúa,
D.
Mariquinhas.
—
Ora
agora,
proseguiu
a
moça;
eu
acho
tão
fácil,
tão
beilo,
ião
nobre
se-
guir-se
uma vida
absolutamenle
opposta
a
essa!...
uma
vida que
faria
ao
mesmo
tempo
o encanto
do marido,
e
a
felici
dade
da
mulher.
—
Dize...
dize.
—
Mesmo
depois
de
casada
a
moça
não
se
enfeita
com esmero
para
ir a
uma
as
sembleia?...
quaes
são
os pensamentos,
que
a
occupam,
quando
ella
está
defron
te
do
toucador?.,
dois,
principalmente
:
primeiro,
não
ser
sobrepujada,
não
pare
cer
inenos
bella
que
as
outras
senhoras
este
sentimento
nasceu
comnosco,
e
nos
acompanhará
em
todas
as
épocas
de
nos
sa
vida
;
o
segundo, é
o
desejo
de
agradar;
porque
sem
offender
nem
levemenle
sua
pureza
de
esposa
uma
senhora
póde
que
rer,
e quer
agradar; pois
não
é,
D.
Ce
lina,
uma
conlradicção
indisculpavel,
um
êrro
que
custa
a
defender,
o
esmerar-se
uma
senhora
casada em
agradar,
em
pa
recer
bella
aos
outros,
e esquecer-se,
e
não
fazer
um só
esforço para
mostrar-se
bonita
aos
olhos
de
seu
marido? ..
—
Seiy
duvida;
sem
duvida.
—
A
moça
que acaba
de casar
se
não
lem
necessidade
de mudar
muito
era
suas
relações
com
o
homem,
que
recebe
por
marido
:
seu melhor
empenho,
seu
maior
triunfo
estaria
em
continuar
a
ser
a
na
morada
de
seu esposo.
Póde parecer
que
seja
isso
muito diílicil;
mas
eu
não
o
creio.
—
Então
como? Falia.
—
Porque
não
ha
de
a
moça
empe
nhar
para
prender
seu
marido
bs
mesmos
meios
de
que
ella se
serviu
para
euca-
deal-o,
quando
se
amavam
solteiros?...
quando
de
manhã
lhe
apparecer
appare-
ça-lhe
penteada,
vestida
com
simplicida
de,
mas
sem
negligencia,
com seu vestido
apertado, fresca, louçã
e
bella,
que.
ou
eu
me
engano muito, ou ganhará
um
abra
ço
de seu
esposo:
gostava
elle
de
ouvil-a
cantar?,.,
pois
caule
ainda,
e
cada
vez
mais
aprimore
sua
voz:
dava-lhe
prazer
o
piano?...
a
harpa?...
pois
estude
novas
musicas,
e
em
relação
com o
gosto do
homem
que
ama;
e
converse
com
elle
como
dantes
meiga,
pudibunda,
e
ao
mes
mo tempo
amorosa,
e
finalmente
sem
dei
xar-se
cair
no
ridículo
(que
seria
enlão
muito
peior);
obrigue
seu
marido
a
ser
ainda
seu
namorado
á
força de
namo
rai
o
;
seria
isto
um
impossível?...
—
Eu
não
sei
; mas
falia
ainda.
—
E
sobretudo
o
pudor,
D
Celina!..
o
pudor
da
senhora
casada
não
deve dif-
fenr
muito
do
pudor
de
uma virgem
;
de
cada vez
que uma
esposa se
veste
dian
te
de seu marido
perde
um
anno
do
fogo
de
amor.
—
Oh!
deve
ser
assim!
—
O
amor
vive
de
mistérios,
de
ima
ginação,
de
segredos,
de
véos,
de difli-
culdades,
de
opposiçào
e
de fogo; a
rea
lidade
é
fria
como
o
gelo, a
realidade
o
mala ;
a
esposa deve
apparecer
aos
olhos
do
esposo
sempre
pudibunda
e
recatada
;
esse pudor,
esse
recaio,
esse
rosto
que
córa
é
uma
espada,
cujo gume
não
se
dobra
nunca;
assim
ella
será
sempre
bella,
sempre
nova
para
seu
marido,
cuja
ima
ginação
lhe
dirá
que
elle
a
não compre-
hendeu
toda
ainda,
que
o seu
tiiesouro
de
innocencia
é
inexgotavel...
e
o
amor
não
se
ha
de
acabar
nunca
se
na
mu
lher houver
sempre
esse
pudor,
que
ar
remeda
o da
virgem,
e
no
esposo
houver
sempre
esse
respeito
que
jámais
falta
a
um
homem
delicado.
O
rubor
da
face
de
uma
moça
é
tudo;
uma
senhora
que
córa ouvindo
votos
de
amor
de
seu
ma
rido
não
póde
receiar nem
frieza,
nem
indiflerença.
—Oh
!
D.
Mariquinhas
exclamou
Celi
na muito
sériamente;
D.
Mariquinhas,
tu
és
sabia.
Escutando
a
ingénua
exclamação
de
Ce
lina,
Mariquinhas
desatou
a
rir.
—
Enlão
eu te
faço
rir?..
—
Pois
então?...
Não
me
chamaste
sa
bia?
—
Mas
é
que
tu
dizes
cousas
que
de
vem
ser
bem
verdadeiras.
—
Estimo
que
le
aproveitem.
—
-A
mim?
—
Sim
;
algum
dia
poderão
aprovei-
tar-te.
A
Bella
Orfã
sacudiu
tristemente
a
ca
beça,
e
respondeu
:
—
A
mim,
não.
—
E
porque?.,.
— Porque eu
não
heide
casar.
—
Ah!
queres
ser
freira?... tens
vo
cação
para
o
claustro?...
Celina
abaixou
a cabeça.
—
Dizem
os
homens
que
as
moças
tem
duas
maneiras
muito
notáveis
de
respon
der
aflirmativamente
;
que
quando
abaixam
a
cabeça e
guardam
silencio,
ou
quando
respondem
simplesmente
—
não
sei
—
que
rem
dizer
que
sim;
mas
eu
sou
capaz
de
jurar
que
d
’esta
vez
tu abaixando
os olhos,
D.
Celina,
quizeste
dizer que
—
não
—
.
—
•Começas
a
gracejar?
—
Não,
Deus
me
livre
;
a
tarde
deve
acabar
como
principiou,
séria
e
filosolica
;
servado
para
estes
tempos,
em
que
se
mu
daram
Os
nomes ás
cousas.
O
pretender
pois
impor
uma
religião
nova
é uma
loucura;
o
propagal-a
em
no
me
da liberdade é
um
crime revoltante;
o
inculcar-se
como
representante
d
’um
Povo,
sem
mandato,
é
um
insulto
a esse
Povo,
é
suppol-o
escravo;
o
pretender
alguém
arrogar a
si
authorida
le
que
não
tem
seria
motivo
de
riso,
se
em
nego
cio
tão
iupo'tante
se
podesse
sair
da
mais
profunda
seriedade.
E
tudo
isto
in
dica
um
estado
anormal
do
espirito.
Portanto
novamente
tornamos
a
ins
tar
no
Senhor—que
se
concentrem
os
es
pirites
exaltados,
que pesem
bem
a
res
ponsabilidade
que
contrahem
perante
Deus
e
os
homens;
querendo
introduzir
n
’
esta
Diocese
uma seita perniciosa.
Que
se
ar-
rependão
do
escandalo
que causão
e
das
gravíssimas
falias
que
teem
commetido;
qne
voltem
humildes
ao
grémio
da
Egreja,
contra
a
qual
se
revollão.
Comparem
o
procedimento
d
’e’ta
com
o
seu:
Gravemente
oflendida por
seus
es
cândalos,
injurias,
e
rebellião,
correspon
de
a
tão
graves
offensas
com
a
tranqudli-
dade
da
paz
que
vem
do
Céo;
aos
seus
gritos
de
guerra
com
a
reacção
da
cari
dade;
aos
seus
insultos
com
piedade;
ás
suas
calumnias
com
paciência;
•
ás
suas
ameaças
com
protestos
de
interesse
pelo
seu
bem
temporal
e espiritual;
ao seu
odio
entranhado
com
amor
fraternal
!....
Voltem
pois pela
verdadeira
penitencia
ao
grémio
d
’
esta
Religião
Santa,
unica
que
dá
a
paz
verdadeira,
e
a
felicidade
que
é
possivel
gozar-se
n’
esle
Mundo.
Compare-se
o
estado
de
paz,
tranquilli-
dade,
e
caridade
que
inspira
a
nossa
San
ta
Religião,
com
o
de
perturbação, od'O,
rancor,
e
guerra
que
revelão
os
escriptos
dos
apostolo
*
da religião,
chamada
nova
que
se
pretende
propalar
ao modo
de
Mahomet;
e
conhecer-se
há,
só
por
esta
prova,
claramente
—
qual
é a
verdadeira
religião
que
pode
fazer
a
felicidade
do
ho
mem.
olha, D.
Celina,
ha
pouco
me
chamaste
—sabia—
;
agora
eu
digo
qne
somos
duas
filosofas
; quem
nos
ouvisse leria
de
achar-
nos
bem modestas.
—
D.
Mariquinhas!
—
Vamos
ao que
importa;
eu
le
fiz
uma
pergunta
e
não quizesle
responder-
me; hei
de
arrancar-te
a
resposta
á
for
ça.
Fizeste
ha
poucos
dias dezeseis
ân
uos,
D.
Celina,
eu
sou
mais
velha
tres
annos
!...
De
repente
começou
Mariquinhas
a
rir-se
muito.
—De que
le
estás
rindo assim?
—
Ora...
de
uma
incidência.
—
Qual?...
—
Tu
has
de
ser
toda
a lua
vida uma
pobre
innocenlinha,
e
em
toda
a lua
vi
da
precisarás
de
uma
mestra
bem
cotn-
plascente.
—
Começas
outra
vez?
—
Não,
é
verdade
:
lembra-te que
na
noite
em
que
lizeste
treze
annos,
aqui
n
’este
mesmo
quarto,
uma
boa
amiga
foi
tua mestra,
e
te
explicou
com
bastante
habilidade
o
que
era certo
sentimento,
que
ignoravas,
o
que
era
amar.
—
Oh!
que
bom
tempo!
disse
Celina
suspirando
—
E
hoje,
n
’este
mesmo
quarlo,
uma
outra
boa
amiga
lua
le
eslá' dando
lições
de
filosofia
amorosa.
—
Acabaste
já?...
__
De
fallar
sobre
a
coincidência aca
bei;
mas
-agora
vou
tratar
do
que
muito
nos imporia.
•
—
Pois
falia
;
mas
não
gracejes.
—Tens
dezeseis
annos, D.
Celina,
con
tinuou
Mariquinhas
;
és
bonita,
mesmo
bem
E
quando
todos
estes
conselhos
forem
despresados,
lembramos
—
que não
vivemos
em
paiz
de
selvagens;
que
pela
misericor-
cordia
Divina
nascemos
em um reino ci-
vilisado
pelo
Calholicismo;
onde
as
inju
rias
e
grosseiros
insultos
não
são
tidos
como
razões; onde
se
faz disliocção
en
tre
bem
e
mal,
não
se
lendo
trocado
ainda
estes
nomes; onde existe
uma
socie
dade
organisada
com
as suas
respectivas
Authoridades,
ás
quaes
é
devido
respeito;
onde
se
administra
justiça
com
reclidão;
e
fiualmente
composta
de
pessoas
bem
edu
cadas,
segundo
os
princípios
da
Religião
antiga;
os
quaes
muito
recommendamos
a
esses espíritos
exaltados
porque
lhes
hão
de
ficar
muito
bem.
Por
ultimo
rogamos-lhe
que
orem,
que
não
entrem
nos
templos
só
pelo
espirito
de
curiosidade,
que
humilhem
o
seu
cor
po
perante
a
Divindade,
em
signal
da
Lnuspepesine.
—
Expõe-se
segunda-
feira
no convento
dos
Remediçs.
Obras casnararins. —
Procedeu-se
anle-hootem
á
verificação
do contracto
para
a
expropriação
das
casas
da
rua
da
Misericórdia, as quaes hão
de
em
breve
ficar dernolida>. E
’
esta
uma
das
obras
que
honrarão
a
carnara actual.
Já
se
procedeu
também
á
expropriação
para
demolição
das
casas
das
ruas
Verde,
Chagas,
o
Couto
do
Arvoredo,
necessárias
para
a alteração
no
traçado
da
nova
rua
que
ligará
o
campo
de
S
Sebastião
ao
Largo
de
Santo
Agostinho,
—
ficando
uma
das
melhores
ruas
de
Braga,
com
12
me
tros
de
largura.
Para
conveniência
publi
ca,
seria
muito
louvável
que
a
carnara
mandasse
paia
já
construir
o
rigol
cen
tral
da
mesma
rua.
Não sabíamos o
motivo porque
a
ve
reação
não
tem
dado
andamento
ã
varias
obras
projectadas;
agora,
porém, auctori-
sando-uos
com
o
iliuslre
correspondente
desta
cidade
para
o
«Commercio
Portu-
guez»,
diremos
que
a
perda
do
tempo
foi
devida
á
muita
espera
pela
auctorisação
para
poder
fazer
essas obras.
Diz
o
referido
correspondente
que
a
carnara
está disposta
a
aproveitar
todos
humilhação
do
espirito,
que
peção
com
em
penho e
sinceridade
as
luzes
do
Divino
Espirito,
que são
as
únicas
verdadeiras
luzes,
para
que
Elle
lhes
mostre
como
a
Saulo,
o
quanto
é
errado
o
caminho
que
seguem.
Em quanto
a
Nós
não
cessamos
de
pe
dir
a
Deus nosso Senhor
que se
compa
deça
de
suas
almas,
e
que
como
ao
filho
prodigo os
torne a
conduzir
á
casa
do
Pai
celestial,
de
que
sem
motivo
se
re
tiraram;
dignando-se
abraçal-os
com
o
mesmo
carinho que
o
Evangelho nos
re
lata,
accumulando-os
dos
dons
da
sua
Di
vina Graça.
Amen.
Esta
Carta
pastoral
será
lida
e
expli
cada
pelos
Muito
Rvd.
os
Parochos
e
Curas
Capeilães
a
seus respectivos fregnezes
á
estação da
missa conventual.
E
por
essa
occasião
pedirão
a
todos
fervorosas
orações
pela
conversão
dos
inimigos
da
Santa
Egre
ja,
para
que
reconheção
a
sem
razão
com
que
a
perseguem,
e
a
ella
voltem
contri-
ctos
e
arrependidos.
Dada em
esta
Nossa
Quinta
do
Imma-
culado
Coração
de
Maria, sob
Nosso
Si
gnal
e
Sello, aos
27
de
Setembro
de
1876.
Logar
gg
do sello.
João
Maria, Bispo d
’
Angra.
O
Presbytero
Manuel
Maria
da
Costa,
Secretario do
Sua Ex.a
Rvm.a
éiZBTIJIl
estes
mezes
em
trabalhos
de
aformosea-
raento
e
utilidade
publica.
Oxalá
que
assim
seja.
I
*
rocigsSo
d»
Passos,
em SJar-
eelios.
—
Faz-se ámanhã
a
procissão
de
Passos,
na
formosa
villa
de
Barcellos,
na
qual
será
conduzida a magestosa
Imagem
do
Senhor
dos
Passos,
utlimamente
vinda
de
Roma.
Se o tempo
continuar
bom,
espera-se
uma
grande
concorrência
de
pessoas
desta
cidade.
Faiiecímento.—
Falleceu
hontem
a
ex.
,na snr.
a
D.
Maria
da Conceição
Jacome
de Souza
Pereira de
Vasconcellos,
da
nobre
casa
dos
Avelares,
dos
Pellames.
A
illustre
finada recebeu no
dia
21
ás
10
horas
da
noite
a
bênção
de
S.
San
tidade,
que
linha
sido sollicitada
por
te-
legrarnma.
Damos
sentidos
pezames
á familia
da
fallecida.
Pedimos
as
orações
dos
leitores
para
isufíragar
a alma
d
’aquella
virtuosa se
nhora.
—
Falleceu
ante-honlem
a
ex.
ina
D.
Maria
das
Neves Mo
reira,
mãe
do
snr. dr. Moreira Guima
rães,
professor
do
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro
e
reitor
do
Lyceu
desta
cidade.
A
finada
teve
hontem
olficios
no
tem
plo de
N
Senhora
Branca,
antes
de
ser
conduzida
para
o
cemilerio.
Tanto
nos
olficios,
como
no
acompa
nhamento,
compareceram,
além
de
cresci
do
numero
de
amigos
do
snr.
Moreira
Guimarães,
os
corpos
docentes
do
Lyceu
e
do
Seminário, quasi
toda
a
classe
aca
démica.
alguns
seminaristas
e
asylados
do
Asylo
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
de
cuja
commis-ão
aqudle
cavalheiro
faz
parte.
Damos
ao
snr.
dr.
Moreira
Guimarães
os nossos
pezames,
e
aos
leitores
pedi
mos
um
P.
N.
por
alma
da
finada.
Outro.
—
Falleceu
também
no
dia
21
o
snr.
Simão
d
’
Araujo
Esmeriz,
escrivão
de
direito
nesta
comarca,
e
foi
sepultado
no
dia
22
á
noite.
Era
moço
ainda,
e
gosava
de
geraes
simpalhias.
Os nossos
pezames
á
familia
annojada.
Entrado solemne de s. ex.a
rev.™
o
snr.
arcebispo Primaz.—
No
dia
11,
domingo
4
°
da
Quaresma, do
proximo
mez
de
março,
terá
logar
a
en
trada
e
posse
solemne
do
snr.
arcebispo
Primaz.
O
préstito
ecclesiaslico
sairá
do
templo
do
Populo,
por
11
horas da
manhã,
e
seguirá
pela
rua
dos Biscainhos,
á
Porta
Nova,
onde
o
ex.'
11' presidente
da carnara
lerá
o
discurso
de
felicitação,
continuará
pelas
ruas
Nova
e
do
Cabido
e
entrará
na
calhedral,
onde
será
cantado
ura
solemne
Te-Deum.
Ainda não
foi
publicado
o
pragramma
d’
este
acto imponente;
mas
sabemos
que
será
feito
na
fórma
indicada
pelo
Ritual
e
pragmatica
respectiva.
A" hora
a
que
será
effectuado,
é
pro-
priissima
e favoravel
ás
pessoas
que
de
fora
da
cidade
vierem
assistir
a
esta
ce-
rimonia;
porque
ainda
mesmo
dia
podem
voltar
para
suas
casas.
Estimamog.
—O
snr.
Francisco
José
Vieira
da
Silva
Carvalho,
proprietário e
negociante
d
’
ourivesaria
no
largo
do
Paço,
acha-se
livre
de
perigo
da
grave
doença
que
lhe
sobreveio
em consequência
d
’
uma
desastrosa
queda,
quo
no
dia
13
do
cor
rente
soffreu
junto
do
Pico,
ao
dirigir se
para
a
feira dos
Arcos.
Desejamos
lhe
prompto
restabelecimento,
Contra
ob
reis.—
-O
assassinato re-
cenle
do príncipe
Miguel
da
Servia
deu
logar
a
que
se
formasse
a
seguinte
lista
das
tentativas
de
assassinato, que,
nos
últimos
trinta
annos,
se
tem
realisado
contra
testas
coroadas.
Cita-se
em
primeiro
logar
a
tentativa
feita
contra
Francisco
V.,
duque
de
Mo.
dena,
em
26
de
novembro
de 1818.
Em
22
de
maio
de
1850,
um artis-
ta,
chamado
Sefeloge,
disparou
um
tiro
contra
Frederico
Guilherme
IV,
rei
da
Prussia,
deixando-o
ferido
no braço
di
reilo.
Em
28
de
junho
do
mesmo
anno, o
tenente
Robert
Pale
accommetleu
a
rainha
Victoria
com
unia
bengala.
Em
21
de
setembro
de
1852,
desco
briu
se
em Marselha
uma
maehina
infer
nal
contra
a
vida
de
Napoleão III.
Em 18 de
fevereiro
de
1853,
João
Lavenvi
feriu
o
imperador
Francisco
José
dando-lhe
uma
punhalada
no
pescoço.
Em
16
de
abril
do mesmo anno,
an-
nunciou
o
conde Cavour
no
parlamento
italiano,
que tinham
tentado
assassinar
o
rei
Victor
Manuel.
Em
5
de
julho
de
1834. tentaram
as
sassinar
o
Napoleão.
quando
se
dirigia para
a
Opera
cumiia.
Em
20
de
março
de
1854,
um
assas
sino
desconhecido
feriu
com
urn
punhal
Fernando
Carlos
III,
duque
de
Parma,
o
qual
morreu
no dia
seguinte
em
consequên
cia
do ferimento.
.
'
Em
28
d
’
abril
de
1855,
João
Livera-
ri,
disparou
dois
tiros
de pistola
sobre
Napoleão
III.
Em
28
de
maio
de
1855,
o
padrt
Raymnudo
Fuentes
apontou
uma pistoli
contra
a
rainha
Izabel
de
Hespanha;
rnai
foi
desarmado por
um
agente
de
policia
antes
de
ter
tido
tempo
para disparar.
Em
8
de
dezembro
do
mesmo
anne
um
soldado
chamado
Milano, accomme-
leu
n
’
uma
revista
militar,
Fernando
II,
rei
de
Nápoles,
com
a ponta
da
bayo-
neta.
Em
7
d
’
agosto
de
1857,
foram condem-
nados
Bartoíeti,
Tibaldi
e
Grillo,
por
terem
alentado
contra
a
vida
do
imperador
Napo-
ieao III, e
o
allentado
de Orsini
realisou-
bonita,
deram-te muitas prendas,
deves
ser
sensível,
e
por
consequência
não
te
achas
com
vocação para o
claustro.
—Porque
?...
—
Porque
já
sabes
o
qne é amar
um
homem:
porque muitos cavalheiros
sem
du
vida
já
se
prostraram
diante
de
li,
já
te
juraram
um
amor
immenso...
desespera
do... eterno...
que
ha
de
passar
além
da
mo
te;
já
te
declararam
muito
positiva
mente
que
tua
indifferença é capaz
de
matal-o...
—Oh!
basta...
que
quer dizer
isso?...
—
Quero
dar-te
um
conselho
de
amiga.
—
Qual?...
—
Que não
tenhas
mêdo
de
que
esses
senhores
se
deixem
morrer
por
tua
cau
sa...
—
Ora,
D
.Mariquinhas...
—Que
não
acredites
n
’elles
..
—
Certamente,
que
não.
—
Escuta
:
quando
um
homem
se
che
gar
a
ti
e começar
a
fazer
o
elogio
de
tua
belleza,
como
se
fosse
um poeta que
recitasse
um cântico,
e
depois
a
jurar
amor,
constância,
paixão
e
ardor
por to
da
a
eternidade,
desconfia
d
’
elle;
os
ho
mens
que
mais
faliam
são os
que
mais
mentem.
—E
os
que não
faliam?.,
perguntou
Colina.
—
Esses
não
dizem
nada
:
respondeu
Mariquinhas
com
ingenuidade.
—
Ora,
tornou
a
Bella
Orfã
com
um
movimento
de desagrado,
d
’
isso
já
eu
sabia.
—
Então
o que
é?...
—
Dizes
que
não
devemos
acreditar
n
’
aquelies
que
faliam
muito
e
juram
sem
pre;
bem:
e
n
’
aquelles
que
de longe
nos
olham
medrosos...
tristes... modestos...
mas
que nos
olham
com
fogo,
e
que
abaixam
a cabeça
quando
suas
vistas
se
encontram
com
as
nossas9...
—Esses,
respondeu
Mariquinhas ; das
duas
uma, ou
amam
devéras
e
pela
pri
meira
vez na vida, ou
são
peiores
que
todos,
são
hipócritas.
Fez
a
Bella
Orfã
ura
movimento
de
impaciência.
—
E
como
distinguir?...
perguntou
ella.
—
Estudando-os
em
seu
proceder.
Celina
calou-se.
—
Tu tens
uma historia
para
me
con
tar,
disse
Mariquinhas
abraçando-a.
—
Historia
?..
—
Sim
:
a
historia
d
’
nm moço
triste
e
modesto
que
te
ama,
que
nunca
te
fallou
de
amor, mas
que
te
olha
com
olhos
de
fogo.
A
Bella
Orfã
córon.
—
Somos
duas
amigas...
quasi
da
mes
ma
edade,
qne
pejo
é
esse?..
—
Eu
não
sei.
-Falia.
—
Não ouviste
outra
vez rumor
á por
ta
?..
—
Qual!
é
a
tua
imaginação.
—
Vou
vêr
sempre.
Celina
foi de
novo
á
porta
do
quarlo,
olhou
para
um
e
outro
lado
e
não viu
ninguém.
—
Falia
agora.
—
Ah!
D
Mariquinhas
! exclamou
Ce
lina
caindo
nos
braços
da
amiga
: eu
sou
bera
infeliz
!...
VII
Confissão de amor.
Celina
estava
muito
commovida.
—
xnima-te!
disse
Mariquinhas.
—Tu
já
amaste
?
perguntou
aquella.
—
Agradecida
pelo
cumprimento
;
res
pondeu-lhe
a
amiga;
com
que,
lendo
eu
apenas
dezenove
annos,
entendeis
que
não
posso
responder
senão
pelo
passado'?
—
Pois
bem,
D.
Mariquinhas, tn
amas?..
—
Vamos mal
:
eu
vim
para
perguntar
e
não
para
responder.
—
Mas
tu
amas
já
?
—
Desconfio que
sim.
—
Pois
sóraente
desconfias?...
—
E
’
s
muito simples,
D.
Celina.
— Porque
?
—Porque
ainda
não sabes
que
entre
nós,
as
moças,
desconfiar
neste assumpto
é saber
de
certo.
—
Ah
!..
—
E
tu?
—
Eu?...
então
se
tu
amas
deves
ter
soífrido
muito.
—
Sim...
sim...
sempre
se
soffe
mais
ou
menos
:
e
tu
?...
—
Eu lambem.
—
Conta-me isso.
—
Não
se
póde contar
o que
eu
soffro.
—
Mas
porque?
—
Parece
que
não
é
nada,
e
é
muito:
é
uma
dôr,
ura
desassocego...
ura
abalo
interno que
se
não
póde
explicar.
—
Pois basta
que
me
contes
a
bistori»
do
teu
amor:
farei
ideia de
tuas
penas
pf
las
minhas.
ÇContiaá»)
se
em
24
de
janeiro
do
anno
seguinte.
Em
14
de julho
de
1861, Oscar Be-
ckcr,
disparou
dois
tiros
de
pistola sobre
o
rei
da
Prussia,
Guilherme
I, em
Ba-
den.
Em
18
de dezembro
de
1862,
Aristi-
des
Drusios
atirou
um
tiro
á
rainha
Amélia, da
Grécia.
Em
21
de
dezembro
de
1863,
Greco,
Trabucci,
Imperatore
e
Scaglione,
foram
presos
em
Pariz
por
terem
conspirado
contra
a
vida
do
imperador
Napoleão.
Em
14
de
abril
de
1865,
Wilkes
Books assassinou
o
presidente
dos
Estados-
Unidos, Abrahão
Lincoln.
Em
6
de
abril
de
1866,
Kavakozoff
disparou
um
tiro
contra
o
imperador
Ale
xandre.
em
S.
Pelersburgo.
Por
occasião
de
uma
revista
militar
passada
em
Pariz,
a
6
de
julho
de
1867,
praticou
Berezowski
nova
tentativa
de
as
sassinato
contra
o
mesmo
soberano.
Bnrbaridnde"
««
* !egri»íic;»H
—
Um
indivíduo
mandou
a
um
amigo
o seguin
te
telegramma:
«Manda-me
a
conta
de
Infantes».
Este
telegramma,
ao
chegar a
Londres
converleu-se
em
«.Mande
cinco
elefantes»
s
Estados-Unidos
um
respeitável
pae
de
familia
de
regresso
á
Europa,
pediu
a
um
amigo
que
mandasse
á
mulher
um
telegramma
dizendo:
«Mr.
Smith
voltou;
vem
muito
contente».
A parte
chegou ás
mãos
da
senhora
na
seguinte
forma:
«Mr.
Smith
morreu,
venha,
o
testamento.»
A
desolada
familia marchou
immediatamente
para
Nèw-York,
onde
teve
a
grata
sur
presa
de
encontrar
o
defunclo
íMr.
Smith
almoçando
com
grande
apetite.
A
uma
pobre
mãe
succedeu
o
se
guinte:
Cedendo
ás reiteradas
instancias
de
sua
filha,
deu
a
esta
licença
para ir pas
sar
um
mez
com
uns
parentes
que
viviam
a
4
ou
5
léguas
de
distancia,
exigindo-
lhe que
quando
lá
chagasse
lhe
mandasse
noticias
pelo
talegrafo.
Com
effeito.
a
ra
pariga
assim
o
fez
e mandou
telegrafar:
«Helena
appareceu
com
muito
frio»,
e
o
telegrafista
inverteu
o
despacho
deste
mo
do:
«Helena
pariu
um
robusto
menino».
A
infeliz mãe julgou
então
coinprehender
a
rasão
da
imislencia da
filha ir pas
sar
algum
tempo
a
casa
dos
parentes.
Eiavlos
emlatÍRicoa
»»bre «
popu-
hção <í®
muniloi-
Uma obra escripta
por
dois
sábios,
na
sua edição
publicada
no
anno
passado,
traz
os seguintes
dad
s,
que merecem
registrar-se:
População
da
terra.—
Europa,
habitan
tes
382.972:600;
Asia,
798.997:000;
ha
bitantes;
África,
206.0(57
500
habitantes;
America,
84
390:P;0
habitantes;
Ocean
a
4..
;
>63:ã0d
habitantes.
Total
1
.396:843:0»<0
habitantes.
Superfície
em
kilometros
quadrados.
—
Europa,
9
901:910
habitantes;
Asia,
44.806:340
habitantes;
África,
29.938:666
habitante
-
;
Oceania,
8.870:655
habitantes.
Total,
134.836:212
habitantes.
Numero
de
habitantes
por
kilometro
quadrado.
—
Europa,
30,6;
Asia,
17.8;
África.
6.9;
America,
2,0;
Oceania,
0,5.
Termo
medio
na terra,
10,4.
t»a
In«ísa
fruneeza.—
jDo
«J.
do
Commercio»)
—A
populção
dos
estabelecimentos
de
Pondichery
e
Kari-
ckal
tem
sido
horrivelmente
torturada
pela
fome,
mas
a
avaliar
pelo
que se tem
passado
em Madrasta,
é
felicíssima.
Diz
o
«Jornal
doHavre»:
«Em
quanto
Mídrasla
se
acha
coberta
de
cadaveies,
consolamo-nos
com
saber
que
os
mortos
de
fome
em
Pondichery
não
chegam
a
100
por
2
)0:000
habitan
tes».
Triste
consolação!
Apesar
das enérgi
cas
providencias
do
conselho
colonial
de
Pondichery,
que,
prevendo
a secca,
fez
immensas
provisões,
o arroz
vende-se
pe
lo
triplo
do
preço, e
o
pão
por
vinte
ve
zes
o
custo
ordinário.
Os
animaes
morrem de sêde,
e
n
’
al-
gun^
pontos
do
interior
do
Dekam
e
do
Nizam
nem uma
gota
d
’agua
appareceu
ainda.
Cá
gritamos
que
ella
é
de
mais,
lá
choram
por ella.
A
ílsvn
<le S.
Jorge. —
D
’
uma
des-
cripção
desta
ilha,
publicada
agora
por
um
periodico
da
localidade—
<0
Jorgense»,
ex-
trae
um
colltga
os
seguintes
dados:
Está
dividida
em
10
freguezias
com
uma
população
de 18:700
habitantes
e
4:700
fogos.
O
mais
antigo
povoador
de
S.
Jorge
foi
um
fidalgo
flamengo,
muito
rico,
na
tural
da cidade
de
Bruges,
chamado Gui
lherme
Vandarag,
ou
Vam
der
Vagem,
tronco das
familias
Silveiras,
nos
Aço
res.
Em
1580
rebentou
um
vulcão
na
Fa-
já
de Estevam Silveira, que
abriu
respira
douros na
Ribeira
dos
Nabos,
o
qual
por
muitos
dias
vomitou
torrentes
de
lava,
e
converteu
em pedras grandes
campos
de
ferieis
lavouras.
Em 1808
rebentou
outro
nas
Lagoi-
nhas,
que
abriu
respiradouros
no
logar
de
Entre
Ribeiras
e
outra
vez
no
das
Areias,
expellindo
grande
quantidade
de
lavas que
correram
em
torrente
para
o
mar,
deixando
o
solo
coberto d’
ellas
em
altura
de
nove melros
em
algumas
par
tes
.
A
villa
das
Vellas
foi
elevada
a
esta
cathegoria
em 1:500
por
el-rei
D.
Ma
nuel.
E
’
sede
de
comarca
judicial
desde 7
de
janeiro
de
1811.
A
eg.eja
matriz
dedicada
ao Padroeiro
da
ilha
íoi
sagrada
em 1673
pelo
bispo
D.
Frei
Lourenço
de
Castro.
No
extincto
convento
de
S.
Francisco,
fundado
em
1680,
acha-se
erecla
a
irman
dade
da
Misecordia.
creada em
1545,
sen
do
o
seu
capital
de
23:808^980
rs.
No
anno
economico
de
1871
a
1872
teve
de
receita
este estabelecimento
réis
1748$444
e
de
despeza
1:026$6(to
rs.
A
importação da
ilha
em
1873
elevou-
se
a
165:352^000
réis,
e
a exoortação
a
93:204^000
réis.
Os principaes estabelecimentos
indus-
triaes
são:
fabrica
de
moagens
a
vapor;
propriedade do
snr.
José
Pereira
da
Cu
nha:
fabrica
de
dcslillação
d'aguardente,
estabelecida
em
18)9,
pertencente
ao
snr.
Amaro
Soares
d
’
Albergaria;
um
forno
de
loiça,
na
Urzelina
e
dois
fornos
de
cal;
e
dois
estaleiros,
um
na
Calheta
onde
se
tem construído
um
grande
numero
de
na
vios
e
outro
nas
Velas.
IVotieia
iutportaate.
—
Escreve
a
«Religião
e
Patria»,
de Guimarães:
A
noticia
de
estarem resolvidas
as
dif-
ficuldades
que
tem
obsta
lo
aos
trabalhos
da
construcçào
do
caminho
de
ferro
de
Bougado
a
esta
cidade,
foi
aqui
recebi
da
com
muita
satisfação.
A
construcçào
da
via
foi
contractada
definili
vamente
com
M. Dixon,
obrigando-
se
este
a
começar
já
os
trabalhos
e
a
construir
a
secção
de
Bougado
a
Santo
Thyrso sem
novo
sacrifício
dos
accionis
tas.
M. Galecy,
socio
do empreiteiro,
par
tiu
immediatamente para Portugal,
e já
esteve
domingo
n
’
esta cidade,
acompanha
do
por
mais
dois
engenheiros
e
pelo
snr.
director das
Obrras
Publicas
do Dislricto,
Thornaz
Branco,
seguindo
d
’
aqui
para
Vi-
zella.
onde,
como
aqui,
deviam
informar-
se
do
melhor
local
para
as
respectivas
es
tações.
E
’
para
parabéns
esta
noticia,
e
oxa
lá
que
não
venham
novas
difficuldades
impedir,
como
até
agora,
a
breve
reali-
sação
de
tão
importante
melhoramento.
Foi eleito
director
da
companhia
o
snr.
visconde
da
Ermida.
.< adaga
de ensninent» <I<» rei
aienríque
IV. —
Esia
arma
histórica
acaba
de ser
vendida
no
hotel
Drouot, em
Pariz.
O
punho
e
a lamina offerecem
um
rico
adorno incrustado
de pequenas me
dalhas
ovaes
de
nacar
esculpido
e
grava
do.
Todas
as
parles da
peça
tem
a
cifra
coroada do
rei,
as
armas
de
França,
as
flores
de
lis
e
numerosas
inseripções
em
velho
francez.
A
bainha
apresenta
duas medalhas de
nacar.
N
’uma
vê-se
uma
mão,
cujo
fundo
é
occupado
por
um
olho,
á
roda
do
qual
se
lê:
Prudência mede o
fim
de
toda
a
coi
sa.
Na
outra,
vê-se
uma
mão
segurando
uma
penua e
a
divisa: Eu
resisto
a
for
ça.
No
annel
da
guarda,
lè-se
as
inscri-
pções
seguintes,
dispostas
assim:
A
cel
Henri
vainqueur.
Deparlenl
le
bonheur
Ordinarir
aux
merveilles.
Ces
aslres
plus
fideles.
Esta
arma
histórica
foi
adjudicada
por
12:500
francos.
O
vizir. —
A
significação
da
palavra
vizir
parece
ser
fardo,
porque
o
prínci
pe
desonera-se
do
fardo
dos
negocios
so
brecarregando
com
eiles o
seu ministro.
Applica-se-lhe
lambem a
significação
de
refugio
(wezer) porque
o
soberano
recorre
a
elle
nas
circuinslancias
diílicis.
O
titulo
de
vizir
é
honorifico.
Todos
os
pachás
de
trez
caudas
leem
direito
a
elle,
mas
é
sobre
tudo
dado
aos
seis
con-
selheios
que
tomam
assento
no
Divan
com
voto
consultivo,
quando
o
gran-vizir
se
dignar
consultal-os.
Escolhe-se
neces
sariamente
homens
versados
no
conheci
mento
do
direito
e que
já
tenham
desem
penhado
algum
emprego
importante.
O
gran-vizir
gosava
até
estes
últimos
tempos
do
direito
de
vida
e
de
morte so
bre
lodos
os
súbditos
turcos,
sem
distinc-
ção
de
raça,
de
sexo
nem
de
posição
so
cial.
Em toda a epocha,
a destituição
dos
gran-vizires
era
acompanhada
do
exilio,
do envenenamento ou
da
morte.
Vê
se
que hoje
é
o
mesmo
processo,
porque
Mi
dhat
Pacha
foi
exilado.
O
cargo
de
gran-vizir foi
instituído
em
1370 por
Mourad
ou
Amurath
1.°
E
’
a
primeira
dignidade,
ainda
hoje,
depois
do
sultão.
Agraikciíiientn
e despedida.
Manoel Joaquim
Alves
Passos,
ainda
mal
convalescido
da
grave
enfermidade,
que
por
tanto
tempo
o
atormentou,
e
não
podendo
por
isso
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas,
que
se
interessaram
pela
sua saude,
o
faz
por
este
meio.
E
tendo
de
retirar-se
para
Lisboa of-
ferece
o
seu limitado préstimo
a
todos
os
seus
amigos,
pedindo-lhes
desculpa
de
não
ir pessoalmente
receber
as
suas
ordens.
Fevereiro
—
20
—
1877.
CONVITE.
Tendo
fallecido
a
snr.a D.
Maria
da
Conceição
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcebos,
os
seus
irmãos
e
cunhado
pedem
o
comparecimento
dos
seus
paren
tes
e
pessoas
das suas
relações
ás
Ave
Marias
do
dia
de
hoje,
afim
de
acompa
nharem
os
restos
mortaes
até
a
Real
ca
pella
de
Santa Cruz
e
ahi
assistirem
aos
oíficios fúnebres
que
se
hão
de
celebrar
no
dia
25
do
corrente,
pelas 11
horas
da
manhã.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vas-
concellos.
Vasco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vas-
concellos.
Visconde
de
Ruães.
SECÇÃO
D£
COMMUJÍISÃDOS
Caídas de Viaella, S® de
fevereiro.
Snr.
redaclor.
Ainda
que
as
boas
noticias
se
espa
lham
coin difficoldade,
emquanto
que
as
más
vôam
mais
rapidas
que
o
relampago,
todavia
jr
v.
deve
saber
que
se
acha
aqui
estabelecido
o
exm.°
snr.
dr.
Abilio
da
Costa
Torres,
medico
pela
Universidade
de
Coimbra.
O
que
v.
talvez
ignore,
é
que
s.
exc
a,
existindo
aqui
ha
tão
pouco
tem
po,
tenha
sabido
captar
as
simpaihias
de
todos
os
visellenses
por
um
modo
tal,
que
chamaria
admiravel, se
eu não
conheces
se
as
brilhantes
qualidades,
que
sobrema
neira
distinguem
a
s.
exc.a
E
’
na
verdade,
para
vêr,
snr.
redaclor,
como
os
visellenses
se
dão
os
parabéns
e
deixam
transluzir
a satisfação, que
os
en
che,
por
tão
feliz
e
inesperada
aequisi-
çao;
porque
nunca
se
persuadiram,
nem
ião
pouco
imaginaram
que
dos
invejáveis
e
dislinclos
lilhos,
que
a
—
Lusa
Albenas
—
tem
produzido,
ou
houvesse
de
produzir,
havia
de
vir
alguém,
um dia, honral-os
e
benefici
d-os
com
a
sua
assistência
;
po
rém
o
seu
enlhusiasino
e
regosijo
lorna-se
tanto
maior,
quanto
vêem
em
s.
exc a
um
medico
distinclo
e
um
cavalheiro
a
todos
os
respeitos
apreciável.
Caritativo
e amoravel,
meigo
e
indulgen
te
para
com
os
enfermos,
attencioso
e
de
licado
para
com
as
familias,
s.
exc.
a
é
por todos
considerado
como
o
—
anjo
con
solador
—
enviado por
Deus
para
esta
boa
terra.
Oxalá,
snr.
redaclor,
que
os
visellen
ses
continuem
a
mostrar-se
dignos
de tão
grande
ventura,
e
que
s.
exc.
a
não
suc-
cumba
a
algumas
difficuldades,
com
que,
infallivelmente,
tem
de
luctar.
Espero,
snr.
redaclor,
que
v.,
lembra
do
de
que
nada
mais
presidiu
a
este
meu
communicado,
do
que
o
amor da
minha
patria e
a
ideia
de
tornar
s.
exc.
a
conhe
cido
para
bem
da
humanidade,
não
dei
xará
de
lhe
dar
publicidade
no
seu
muito
lido
e
acreditado
jornal,
na certeza
de
qne,
por
tal
obséquio,
lhe
ficará
summa-
mente
grato
o
De
v.
etc.
»
«
•
José
Francisco
da
Silva,
faltaria
a
um
dos
mais
sagrados
deveres,
se não
vies
se
pnblicamente
consignar
um
protesto de
sua
mais viva
gratidão
ás
benemeritas
Irmãs
Hospitaleiras
que
tão
inestimáveis
servi
ços
lhes prestaram
durante a enfermidade
de sua saudosa
esposa,
Francisca
Rosa
de
Mello.
Realmente
são
inexcediveis
no
carinho,
no
zêlo
e
na
állissima caridade
com
qne
traclam
os
enfprmos,
essas senhoras, que,
com
os
olhos
fitos
no ceo, passam
fa
zendo
o
bem.
Só
do ceo
esperam
a
recompensa
dos
benefícios
que
prodigalisam
;
—
o
ceo
as cu
bra
de
bênçãos
durante
a
sua existência
n’
este
mundo.
Braga,
22
de
fevereiro
de
1877.
(128)
José
Francisco
da
Silva.
ÂGaABCIWTOS
João
José
Barbosa
d
’
Araujo
Rei,
seus
irmãos
e
mais
familia,
na impossibilidade
de
o
fazerem d
’
outra
fórma,
servem-se
d
’
este
meio,
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
suas
relações
e
atnisade,
tan
to
seculares
como
ecclesiasticos, os
re
levantes
serviços
e
mais
obséquios,
que
hes
prestaram por
occasião da
infeusta
morte
de
seu
sempre
chorado
pae,
An-
lonio
José Barbosa
d
’
Araujo
Rei,
cujo
passamedto
teve
logar
no
dia
16
d<a
cor
rente;
e
agralecen
lo muito
especialmente
ao digno
abbade
da
freguezia,
não
esque
cem
igualmente
de
agradecerem
a
todas
as
corporações
de
que
o fallecido
era ir
mão,
por
se
terem
dignado prestar-lhe
a
ultima homenagem,
acompanhando-o
da
me
lhor
vontade
á
sua
ultima
morada
no
cemiterio
publico;
a
todos
protestam
soa
gratidão
indelevel.
(116)
D.
Anna
Candida
Dias
Peixoto,
D.
Ma
ria
Augusta
Dias Peixoto,
D.
Joanna
Ra
chel
d
’
Araujo e
Castro Neves,
padre
Fran
cisco Carlos
Dias
Peixoio,
padre
José
Ma
nuel
Alves Salgado
de Castro
e
seu
amigo
João
Ferro
de
Lima, summamente
penho-
dos
para
com
todas
as exm.
as
senhoras
e
snrs.,
que.
por
occasiao
do
fundo
gol
pe
que
acaba
de
feril-os,
se
dignaram cum
primentai
os
e
assistir
aos
oílicios que
ti
veram
logar na egreja
dos extinetos
Con
gregados d
’
esta
cidade,
no
dia
16
do cor
rente
anno,
por
alma de
seu
presado
e
sempre chorado
irmão,
primo
e
amigo,
na
impossibilidade
de
agradecerem parli-
cularmente
a todos,
o
fazem
por
este
meio
protestando eterna
gratidão
e
profundo
reconhecimento.
Igualmente,
e
com
o
mesmo
reconhe
cimento
agradecem
a
todos
os
snrs.
revd.
is
ecclesiasticos
que,
obsequiosamente
se
di
gnaram
celebrar
e
assistir
aos
referidos
oílicios
por
alma
do
tmado.
(119)
Antonio
José
da
Silva
Mello,
Anna
Benedicta
da
Conceição,
servem-se
d
’
est«
meio
para agradecerem
a
todas
as pes
soas
de sua
amisade
e
relações,
tanto
se
culares
como
ecclesiasticos,
que
lhe
pres
taram
serviços
e
os
obsequiaram,
cumpri
mentando-os,
por
occasião
da
infausta
morte
dè
sua sempre
chorada
mae
e so
gra
Francisca Rosa
de
Mello,
cujo
falie-
cimento
teve logar
no dia
15
do
corren
te
; a
todos
protestam
sua
gratidão
inde
level.
•
(123)
José
Francisco
da Silva,
e sua
familia,
agradece ás pessoas
que
o
cumprimenta
ram
e
prestaram serviços por
occasião
do
fallecimenlo
e
enterro
de
sua chorada es
posa
Francisca
Rosa
de
Mello.
A
todas
protesta
gratidão
immorre-
doira.
(129)
ANNUNOIOS
Éditos
de
30
dias
Pelo
juiso
de
direito
d’esta
comarca
e
cariorio
do
2.°
oílicio,
de
que é
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo Ribeiro,
correm
edi-
CTnaragBrofiJimoiiiiiiiwHiBaaMg
sw^^
tos
de
30
dias,
a
citar todas
os credores
e legatários incertos,
ou
residentes
fóra
da
comarca,
da
fallecida
Custodia Martins,
casada
que
foi
com
Antonio
de
Barros,
do
logar
do
Monte,
freguezia
de
Cunha,
d
’es-
ta
comarca,
para que
venham
requerer
o
que lhes
convier
dentro d
’
aquelle
praso,
e
assistir,
querendo,
aos
termos
do
inventa
rio
orphanologico
a
que,
por seu
falleci
mento,
se
procede
pelo
dito
cariorio
(130)
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
ancnymade
responsabilidade
limitada'
Os
snrs.
accionistas
que
estão
em atra
so
de
prestações
chamadas
até
a 11
a
in
clusive,
são
convidados
pela
ultima
vez,
a
reaiisal-as,
com
o
juro
de 6
O
jq
ao
an
no,
até
ao
dia
10
de
março
p.
f.
ficando
en
tendido
que
aquelles
que
se
não
aprovei
tarem
d
’esla
dilação
perdem
em
beneficio
da
Companhia
as
entradas
realisadas
e
os
direitos
d
’
accionisla,
conforme
o
artigo
17
dos
Estatutos.
Braga
22 de fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
OLE
O
HOGG
Farmaoia
de HOGG, 2, rue de
Gastiglione,
Paris (Unico proprietário).
HIGADOS
FRESCOS
|
D«
g
BAGALAO de
B
Prescripto por todos
os médicos e empregado com o mayor succeso
contra :
»is
enfermidades do
peito,
aifeiçâes escrofu
losas,
tosses chronlcas, rheumatismos,
magreza
crianças, das impigemes,
fluxos
brancos, debilidade geral, etc.,etc. ir *
10CJ(J
Agradavel
e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
ÍJ
sJa
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que encobro
a capsulo
de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG e
Cia,
que devera achar-se
sobre o rotulo.
Deposilos nas principaes Pharmacias
e em
B.isboa,
nas
casas de B
abreto
,
rua
do Coreto. 88
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em
Porto,
nas
*
casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e I
rmão
, J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
BOLW
MS àlOEliM
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regímen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo, desarranjo
dos
orgãos,
causas frequentes
e
ás vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis—
Os
meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples e
infalliveis,
sáo o
resultado
de assíduos estudos e
observações
pra
ticas.
Cônsul
ações das
3
ás
5—Rue
Monthebor,
27,
peito
Tolherias,
Paris.
(40:|:)
(125)
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves de
Moura
João
Carlos
Pereira
Lobato.
CASA PABA ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
rua
(
]
0 Anjo
n.°
24.
Trata-se na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d
’
esta redacção.
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
AVISO
IMPORTANTE
Para
os
engenheiros,
pharmacenticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma unrierr
la-
de
estrangeira.
Dirigir
carta
regi-
ia.
L-.
j
Medicus,
13,
praça
do
Re:,
Jersey. rj
a
-
glaterra.)
;31
>
VENDE-SE
O
espaçoso
e
elegante
palacete
do cam
po
de
S
Tliiago,
com seus
jardins,
—
quin-
taes,
pomares,
e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças;
para
inforn
ações
em casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
(98;
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedades beneficai, goza este pro-
ducto de
alta e
merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia
as irritações causadas pelas mu
dança»
de clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradáveis
do vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples applieaçõo faz desapparecer as ra
chaduras das
mtsos e dos
beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado
õ
Sabão
latif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,
e um aroma
delicadissimo.PreçoSOOrç
23, Boulevart
des
Gapucines, Paris,
De
Fronte
da entrada
do Grand-notel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel, Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreio,
Lorêto
n.°
28—30
(2G
*)
OBELISCOS.
K£Um
IIÊVSAL 8UUW1S8
BANCO
COMMERGIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limilada.
Por
ordem
do
exm.°
snr.
Presidente
da Assembleia
Geral
é convocada
a
mes
ma
para a sua
reunião
ordinaria
no
dia
28
do
corrente,
pelas
7
horas
da
noite
em
conformidade
com os
artigos 38
e
39
dos
Estatutos
d'este Banco.
Coimbra,
13
de
fevereiro
de
1877.
0
secretario,
(127)
Arlhur
Eugênio
d
’Almeida
e
Silva.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
POR
DIAS FREITAS.
COMPANHI
A
GERAL BRA
CARENSE
0
dividendo
de
1$230
reis
por
acção,
relativo
ao
anno
findo,
começa
a
pagar-
se
no
dia 26
do
corrente, e
continúa
em
todos
os
dias
não sanclificados,
no
escri
ptorio
da
Companhia,
campo
de
D.
Luiz
l.°,
desde
as
10
horas
da
manhã
á
1 da
tarde.
Fóra d
’estas
horas
não se
fazem pa
gamentos.
Braga,
15
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
José
Ferreira
de
Magalhães
(122)
Antonio
José
Pereira
Veiga.
DE
S.
GERALDO
Fm
observância
do
doterminado
pelo
art.°
6.®
§ unico,
do
estatuto d
’este
thea-
tro,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em assembleia
geral
no
dia
25
do
corrente,
pelas
12
horas
da manhã
a
fim
de se
proceder ao
determinado no
mesmo
art.“
Braga
17
de
fevereiro
de
1877.
O
secretario,
Antonio
J.
Pereira
de Magalhães
Júnior.
(124)
Venda
de
casa
horas
da
tarde.
Acceitando
também
passageiros
de
3.3
classe
para
SANTOS
e RIO
GRANDE DO SUL
com trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQLI
.T
es
a SxiR
ck
LIS
BOA
MINHO
.
.
.
.
. 28
de.
Fevereiro
|
NEV
a
.
.
.
.
13
de
Abril
TAGUS
. . .
.
.
13
de
Ma
rço
MONDEGO...
.
.
28
de
Abril
GUADIANA
.
.
.
28
de
Ma
rço
j
ELBE
.
.
.
.
.
13
de
Maio
PREÇOS
C0MM0D0S
Caía puqwete 4 e«t»
*
leva
a
bordo
eria^M
e eosinheiros
portngnezei»
para
commodidadi-
dos
passageiros
de
a»
elasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
n<>
Perl
-
ou
em
qualquer
Agencia
provincial, a
conducçào
para
Lisboa
é per
conta
da
C
miponhia.
A
bordo
<
ib
pflísawjjieiroci aeejs» gratiti ciun»,
roupa t?e «nma, co-
mtítaMtn «ogitihrirnM
virtbo duax
vezes
|9or dia,
aasiwtrneia aaedsea,
tnerváço
«Sr eriados
e ®eií dettpezag.
A EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a iiygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros e
pelos agrade-
(
cimentos
de
mais
de
mil e
cem
passageiros
dentre
elies
feitos
por
escripta
como
consta
de
docu
mentos
archivados
em varias
agem ias.
SÃO
ESTES OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducçào
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil, como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as principaes
cidades
e vdlas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
Kanco
Nucional
Uitrarnarbio
O
diõdendo
complementai
de
3
°|
0
ou
Rs.
2$700
por
acção,
relativo
ao segundo
semestre
de
1876,
começa
a
ser
pago
na
Thesouraria
do
Banco,
e
nas
suas
agen
cias
do
Porto.
Braga
e Vianna.
segunda
feira
19
do
corrente
das ll
horas
da
rna
nhã
ás
2
da
tarde
e
continúa
lodos
os
dias
não
sanclifiados.
Lisboa,
16
de
Fevereiro
de
1877.
0
vice-governador
do
Banco
Nacional
Ultramarino.
(117)
A. T.
Pacheco.
Vende-se
a
casa da
rua
do
An
jo
n.°
li;
para
tractar
na mes-
rna, desde
o
meio
dia
até
ás
2
(64)
Antonio
Manoel
Ayres
de
Oliveira,
rua
dos Chãos, emprestou
ha
mezes
uma opa
de
seda
vermelha, ignorando
a
quem.
Pede
á
pessoa
que
a tiver,
o
favor
de lh
’
a
man
dar
entregar.
(114)
4í : OMo
í
6» .Ui & ©a
,.3
.
, W.
j*
CHAPELARIA BRACARENSE
DE
A.
E- .W
'BE
3
O XB
l
»
/■&.
1
/6L
f.ua
th»
Souto ii.°
44.
Acaba
de
receber um
variado
sortimen
to
de
chapeos
de
seda
e feltro,
dos
mais
modernos
directamente
da
casa
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
Filho
&
Gonçalves,
assim
co
mo
de
todas
as
melhores
fabricas
do
paiz.
Participa
que
tem
em
sua
casa
um
grande
sortimento
de
chapeos
da
nova
Lbrica
de Henrique8c
Felgueiras,
os
quaes
vende
pelo
preço
da
fabrica,
por
ser
o
unico
c
nsummidor
Os preços
são
mais
baratos
do que
em
qualquer
outro estabelecimento,
tanto por
junto
como
a retalho.
(112)
Sairá
no
primeiro
de
cada
mez
um
volume
no
formato
das
publicações
d
’
este
genero,
contendo
64
paginas.
Como
unico
reclamo,
diremos
que
es
tas
revistas
serão
escriplas
em
porlu-
guez, —
idioma,
quasi
tão
conhecido de
mui
tos
dos
nossos
lilleratos...
d’
aldeia,
como
as
linguas
polynesicas.
O
importe
da
assignatura—
120
reis —
será
pago
no
'
Cto da
entrega.
Correspondência
di-igida
a
Dias
Frei
tas,
Braga.
3FS.
Z
S
E
S
a
EI
O
CIRUKGBÃO
UEAtTBSTrA
APPR0VAD0
PELA
ESCOLA MED1CO-C1RURCI
*
CA DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
re-peito
á
sua
arte
e
continúa
operando grátis,
pobres
e
soldados.
(
36
tt
)
BRAGA,
IYPOGRAPHIA LUSITANA— 18'6.
Parte de Comércio do Minho (O)
