comerciominho_23101877_704.xml
- conteúdo
-
FOSLSI-A
COMMEUCIAI»,
332
raOlTXTBOfSAL.
BRAGA
—
TEHÇAFEÍHl
«8
BE
OUTUBRO £>E
18H
5.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
10
D.
João
(lAfjisrír
e
o
sJorsiat
do
Com
aaercio».
Raríssimas
vezes
lemos
o «Jornal
do
Commercio»,
por
ser
uma
folha
que
não
converte,
nem
inslrue,
nem
diverte;
mas
ás vezes
chega-nos
ás
mãos
algum
n.°.
e
quasi
sempre
somos
forçado
a
corrigir
os
seus
desacertos,
—quando
não
é ainda
peior.
Assim
é
que succedeu
com
a
folha
de
6
do
corrente,
na
qual
discursa
ácerca
do
bispo
de
Bragança,
D. João
d
’Aguiar,
por
modo
que
não
sabemos
qual
seja
mais
para
lamentar,
—se
a
verdade,
o
bom
sen
so
e
a
decencia;
se
o
pobre
bispo, e
o
idolo
do
dia, auctor
do posthumo
e
ainda
inédito
romance—O
ultimo
Marlyr
do
Chrislianismo.
Serviram
para
isso
de
pretexto
ao
dia-
rio
da rua
de
Belver uns
apontamentos
biographicos,
publicados
pelo
«Jornal
da
Noite»,
completando
os
que
tínhamos
of-
ferecido n’
um
artigo
estampado
no
«Com-
inercio
do
Minho»,
de
Braga,
e
no
«Di
reito», do Porto,
e corrigindo
varias
inexactidões
do futuro
romance
do
sabio
de
Val-de-Lobos.
O
proprio
«Jornal do
Commercio»
re
pelle
algumas
d
’
essas
falsidades,
com
quan
to
emborque
também
um
cesto
d
’mjurias
por
sobre
o
fallecido
prelado,
íingindo-se
muito conhecedor da sua vida:
mas
é-o
tão
pouco,
que
nem
pôde
corrigir
uma
data
errada
no
«Jornal
da 'Noite»,
e
que
talvez
%sse
êrro
de
caixa.
«Em
18575,
diz-se
alli,
abandonou
(o
bispo)
inespera
damente
a
sua
diocese
em
sexta-feira
san
ta,
sem
motivo
algum
até
hoje
conheci
do»:
o
que não
poderia
ter
sido
nesse
anno,
pois
que
só
no
Consistorio
de 3
d
’agoslo
de 1857
é
que
íoi preconisado
p«ra
bispo de Bragança.
Talvez
porém
que
a
farragem
sciemiíica do
jornalista
achasse
o
meio de
fazer sahir
o
prelado
de
Bragança
antes
de
ter
alli
entrado.
Para
mais
é
elle!
Não
obstante
deixaríamos
passar
sem
reparo
esta
inépcia,
se
não
fosse o
seu
enlono comico
ao
começar
a
sua
longa
serie
de
dislates
e
falsidades:
t
Agora nóst,
o
que
tem
realmente
pilhas
de graça.,..
1.
*
dislate.
Chama
«costume
tolerado»
ao
processo
ide
vila
et
nwribus»,
que
se
faz
para
haver
conhecimento
da doutrina,
sciencia
e
costumes
do
sugeito
apresen
tado
pelo
poder
civil
ao
Papa alim de
o
confirmar
na
regencia
da
diocese
Tolera
do,
por
quem?
E
como
deixar
de tolerar?
2.
°
dislate
«Vejam
lá
que
escolhia
o
rei
de
Portugal
para
reger
a
diocese de
Bragança»! E-dizendo
isto
é
todo o seu
empenho
mostrar
que
effectivamente
era
herege,
não só
porque
linha
fallado
como
professor
(do
Seminário)
contra
a
Concei
ção
Immaculada
de
Nossa
Senhora;
mas
porque
linha
‘declarado
que
se
então
já
fosse
bispo
prégaria,
e
escreveria
contra
ella.
Ainda
que
esta
segunda
parte
seja
falsa, não escapa
o
dr.
Aguiar,
no
sup
posto
do
jornalista,
á pecha
de
perjuro
ao
juramento
prestado
sobre
os
Santos
Evan
gelhos,
em
Coimbra,
ao
receber os
graus
académicos;
e
também
á
de
escandaioso
e
temerário
nas
suas
lições,
e
por isso
incapaz
de
ser
bispo
da Egreja
Catholica.
Ignoramos
se
é
cynismo
isto
que
diz
o
jornalista,
se
mera tonlice,
como
a
de
certa
mulher
que,
para
exaltar
o
desem
baraço
de
uma
amiga
sua,
gabava-a
de
ler
dado
uma
bofetada em sua
mãe.
Era
calumnia,
mas
a
boa
da
mulher cuidava
que
era
aclo
mui
digno
de
louvor.
Acode
alguém a
dizer-nos
que
o
jor
nalista
quiz
sómente
repellir
as
calumnias
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA, RUA
NOVA
N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SARBÃDOS.
Províncias,
12
mezes............
2$000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$>600
Folha
avulso..................
10
N.°
704
das
cartas
anonymas,
imputando ao rei
uma nomeação
que
elle
não
faria
em taes
condições.
Mas
a
isso
oppõe-se
toda
a
narração
|d
’
elle,
d
’
accordo
com
as cartas,
e
a
nomeação
de
certo
prior
d
’Odivellas
para
bispo,
sendo
apóstata
dos
Trinitarios,
immoral
e
ignorante
chapado.
Além
d’
is-
so,
todo
o
periodo
quer
evidenlemenle
voltar
em elogio o
que
merece
severa
ani-
madversão
de
todos
os
homens
de
bem.
3.
°
dislate.
«O
núncio,
a
quem
a
igno
rância
e
o desleixo
dos
governos
(sic)
permitte
intromelter-se
em
coisas
que
não
estão
nas suas
altribuições, fez obra
pe
los
anonymos».
Este
é
duplo.
Se
não
es
tá
nas
altribuições
dos
núncios,
em
que
lhe
diz a
sciencia
que
está?
deve
prescin
dir-se
dos
exames?
pertence
aos gover
nos
fazel-os
? A
sciencia
fica
muda
nas
estantes
do
jornalista,
e
a
catholica
res
ponde
contrariamente
ao
seu dito.
Accresce que
tanto
o
«Jornal
do Com
mercio»
como
o snr.
Herculano ainda
bem
recentemente
bradavam
que
os
governos
são
ignorantes
em
doutrina,
logo
incom-
pelentissimos.
Mais,
o
núncio
tanto
não
fez
obra
pelos
anonymos,
que
o
jornalista
confessa
ler-se
limitado
a
«communicar
ao
dr.
Aguiar as duvidas
de
consciência
que,
quando
a
accusaçáo
fosse
verdadeira,
o
inhibiam
de
concluir
favoravelmente
g
processo
começado».
Os anonymos servi
ram-lhe
de
prevenção
para
investigar
a
vardade,
como
fazem
todas
as
auclorida-
des cônscias
do
seu
dever.
Diz-se que
D.
João
leccionára
contra
a
Conceição, na
cadeira
de professor,
o
que mostra
em
que mãos
estava
o
go
verno
da
diocese
de
Evora;
mas
que
nun
ca
mais
dissera coisa
alguma
logo
que
se
publicou
a
definição
dogmatica. Sendo
assim, não era
herege,
mas
lambem
não
era
digno
de
subir
ao
episcopado,
ainda
quando
só
tivesse
fallado
por
desarranjo
de
cabeça,
como
alguns
diziam.
Comludo
íoi
confirmado
Seria
por
se
ter
supposto
benevolamente
que
eslava
curado,
o
que
muita
gente
se exforçava em
fazer
acre
ditar
?
Não
sabemos
dizel-o;
mas
mais
de
um
facto
veio provar posteriormente
que
se
tinha
melhorado
foi
para se
tornar
mais tarde
muito
mais
grave
a
doença.
Segundo
nos
informam,
a
resposta que
deu
ao
núncio
foi
que
nunca
mais
fallara
conira
a
Conceição Irnmaculada
de
Maria
Santíssima,
depois da
definição
dogmatica
(nem
outra
cousa
constou),
e
se o fazia,
era
entre
amigos
íntimos
que
tinham
grande
interesse
em
que não
transpirasse
o caso,
fosse
qual
fosse
o
motivo. Õffeh-
de
portanto
abertamente
a
verdade,
e
ciiega
a
ser
calumuiosa a seguinte
nar
ração
do
jornalista:
«....
Accresceutando
que
se
tinha
li
mitado
então
a
fallar
porque
só
era
pro
fessor
—
pois que,
se
já
fosse bispo,
em
vez de
fallar
teria
pregado
ou escriplo
E
como
visse
intenções
de
se
lhe
negar
a
confirmação
pontifícia,
observou
que,
quan
do a
Santa
Sé
por esse
facto
não
rati
ficasse
a
nomeacáo
regia,
faria
o
que
já
deveria
ler
feito (1)-
.
Por
qualquer
lado
que
se encare
esta
resposta
arranjada
a
dedo,
vê-se
que é
obra
muito
estulta.
Pois
o
núncio
que
não
podia
era consciência
concluir
favo
ravelmente
o
processo
do
dr.
Aguiar, se
fossem
verdadeiras as
informações
que
recebera
com relação
a
pabvras
anterio
res
á
definição,
mudaria
inieiramente
de
opinião
prestando-se
a
concluir favoravel
mente
o
processo
começado,
assim
que
este
lhe
declarou
que
eram
verdadeiras
as
palavras
anteriores
á
definição,
quando
só
havia
desobediencia,
temeridade
e
es-
(1)
Estes
itálicos
são
meus.
candalo;
mas
que
também
o
eram
depois
d
’
ella,
quando
accrcscia
a heresia,
que o
separava
do
grémio
da Egreja
—
e
aggra-
vado
ainda
pela
pertinácia!
Só
quem
não
tiver
miollos poderá
crer
um
disparate
d
’
esta
marca
!
E
que
papel tão miserável
e
ignóbil
faz
o
jornalista
representar
ao
infeliz
bis
po!
Não
só
o
accusa
de
ler
faltado
por
ires
annos
ao
que
dizia
já
devera ler
feito,
mas
até
o
ainda
mais
vil
de
ir
fa-
zel-o
por
vingança,
se não
fosse
confir
mada
pela
Santa Sé
a
sua
nomeação !
E
’
bem
verdade
que
mais
vale
um inimigo
intelligente
do
que
um
amigo
insensato.
E
este
bispo,
depois
d
’
estar
desfigurado,
e
convertido n
’
um
miserável,
seria
o
pa
dre
virtuoso
que
o
snr.
Alexandre
Her-
culano
honrou
com a sua
amisade,
e
se
propunha
a
proclamar
como tendo sido
o
ultimo marlyr
do
christianismo.
Enxo
valhou-os
o
«Jornal do Commercio»
a
ambos,
querendo
fazer-lhes
o
panegírico
!
E
’
dislate
de
marca
maior,
mas
é
ao
mesmo
tempo
outra
cousa,
e
por isso não
o
pozemos
na
relação d
elles.
4.
°
dislate.
«Sendo.... homem
de gran
de
instrucção
e
de
elevadas
faculdades,
era-lhe
facil
fsicj
demonstrar
as
falsifica
ções
de
textos,
a
futilidade
dos
argumen
tos,
os
absurdos lheologicos
ein
que
se
fundamentava
a
grande
obra
dogmatica
do
concilio
do
Vaticano.
Sabiam
isso,
e
confirmaram-no
(por
medo
já
se
sabe)?
Ora
vejam
lá
!
Era
facil
a
este
uispo
realisar
tudo
isso
que
ahi
fica
explanado,
teve
Ires
annos
para
isso,
e
não
o
fez!
podia
mostrar
os
textos
airhetiticos
na
língua
original
em
que
tinham
sido
es-
criplos,
em
arménio,
grego, cophta,
sy-
riaco,
etc.
e
Roma
faisiticára,
inas
rete
ve-os
fechados na mão.
Estaria
comprado
pela
esperança
da nomeação
em Lisboa,
e
confirmação
em Roma?
mas
porque
j
não
o
faz
agora
o
«Jornal
do
Commercio»,
desbancando
os
scismaticos,
e
os
protes
tantes
occidentaes,
e
vingando
Peyrat
e
os
outros racionalistas
que
quizeram
mor
der
na
definição,
e
tiveram
só
o gostinho
de
sentir
cs
dentes
limados
por
ella,
e
metendo
n
’um
chinello
«o
maior
homem
de
letras
do
Universo», o
snr
A.
Hercu
lano,
que
só
achou,
quasi
15
annos
depois
duas ou
ires
razões ineptas
para contra
riar
a
mesma delinição?!
Estavamos
quasi
para
dizer
que
o jor
nalista
faz'a
do
snr.
D
João
d’Aguiár
rm
pedante
ridículo,
á
força
de
querer
le-
vantal-o
a unico sabio
do mundo,
visto
que
só
elle
era
capaz
de
fazer
o
que
niij
guem
se atreveu
a
tentar
já
pela
patrís
tica, e
a
filosofia, já
pela
theologia;
mas
desistimos
d
’isso
assim
que
adquirimos
a
convicção
de
que
o
«Jornal
do
Commer
cio»,
não
sabe
o
que
diz.
A
prova
deú-n
l-a
elle
proprio,
dizendo
que
o
prelado
podia,
se
qnizésse,
destruir
em 1857 «a
giande
obra
dogmatica
do
Concilio do
Vaticano»
em
1870.
Obra
de
bruxedo, se
não
fosse
de
ignorância
alvar.
5.
°
dislate.
«Tbeologo.e
cauonista
da
velha
escola,
conhecendo
a
fundo a
disci
plina
da
egreja
lusitana,
o
dr. Aguiar
cão
consentiu
nunca
que a
jurisdicção
episco
pal
fosse na
sua diocese
exercida
por
um
embaixador
do
Papa,
como
succede
aos
pabres
bispos
do
resto
do
reino.»
O nun
cio
nunca
pertendeti
exercer,
nem aqui
nem
n
’oulro
algum
paiz,
a jurisdicção
or
dinária
de cada
bispo
na
sua
diocese;
aqui
ha
pois
também
duas
falsidade.
E
que escola
velha
é
essa
em
que
nos
falia?
O
proprio
«Jornal
do
Commercio»
muitas
vezes
se
tem
queixado,
com
pou
ca
verdade
e
muita
ignorância,
de
que
a
1
velha
escola
subordinava
tudo
ao
Papa.
Es
ta
velha
escola
d
’agora
é
portanto
moder
na,
e
provavelmente
a
que
o
marquez
de
Pombal
quiz
estabelecer
á
força
de
vio
lências
e
despotismos,
que
pelos seus
succes-
sores,
continuados
poslerio»mente,
serviram
de
pretexto
á
invasão
revolucionaria
e
ím
pia
n’
este
pobre
paiz.
Elle
quiz
fazer uma
«disciplina
da
egreja
lusitana»;
mas
como
lhe
faltava a
auctoridade,
nenhum
valor
tem.
6.
®
dislate.
AÍIirma
que nunca
D.
João
d
’
Aguiar
tecorreu
a
Roma
para
a
dispen
sa
dos
impedimentos
matrimoniaes
na
sua
diocese,
e
que
elle
mesmo
as
concedia
de
auctoridade
própria.
A
isto observaremos
que
na
secretaria
dos negocios
ecclesiasti-
cos não se daria
o
beneplácito
regio
ás
suas
dispensas—
-que
sem
elle
se
não
po
diam
contrahir
os
casamentos
que
care
cessem
de
dispensa; e
se
se conlrahissem,
eram
nullos, e
podiam
ser
atacados
em
jtiiso
pelos
herdeiros,
a
quem
esses
casa
mentos
prejudicassem.
E’
portanto
falsi
dade também,
a
que e
induziu
a
sua
igno
rância.
7.
°
dislate,
e
outra falsidade.
«Chegou
até
a substituir
a
sua
auctoridade
á
da
Bulia
da
Santa
Cruzada,
negando-se
a
re-
cebel-a,
prohibindo
que alguém
fosse
obri
gado
a
compral-a (ao
que
ninguém ej,
e
dispensando
elle proprio,
de
graça,
por
meio
d
’
uma
pastoral, na occasião
oppor-
tuna,
no
que
a
bulia
até
então dispensava
a
troco
de
dinheiro».
Desejaríamos
vèr
uma
d’
essas
pasloraes,
e indicamos-lhe
a
do
anno
de
1838.
que
seria
a
primeira
(se
tivesse
feito
alguma
n
’esse
sentido)
e
lambem
a
ultima,
porque
desde
1859
até
a
sua
evasão
foram
publicadas
com
refe
rencia
e
pela
auctoridade
do
indulto
após-
toiico.
como
a
de
todos
os
outros
prelados.
Mais
observaremos
que
as
absolvições
dos
casos
reservados
á
Santa
Sé,
qne
só
por
virtude
da
-Bulia
podiam
ser
dadas
pelos
confessores,
ficaram
nullas
por
falta
de
jurisdicção
dos
mesmos.
Grande
pec-
cado
teria commetlido
portanto
este
bis
po
se
o
jornalista
não
faltasse
á
verdade,
como
crêmos
firmemente
pelo
que acima
deixamos diio
8.
°
dislate.
«Ousava defraudar
as
finan
ças
da
Santa
Sé,
evitando
a
veniaga
pia
das
indulgências,
das
dispensas
e
da
per
missão
de comer
carne*..
por
dinheiro
»
Esta
veniaga
é
de
40
reis
o
mínimo,
e
300
reis
o
máximo, que auxiliam
os
cofres
públicos,
satisfazendo
a
despezas
que
de
veriam
aliás
fazer;
servindo
para
dar
sub
sídios
aos
seminários
em
beneficio
dos
seminaristas
pobres que
alli
se
educam,
paia
reparos
das
egrejas
necessitaras
e
para
as fabricas
das mesmas;
e
mandou-
se
tirar
d
’
alli
também
ordenados
para
os
lentes
dos
seminários.
Na Inglaterra
pro
testante
contam
estas
dispensas
algumas
dezenas
de
libras,
e
até
centenas
que
en
tram
no
thesouro
publico.
9.
°
dislate.
Attribue
a
Roma
o
ler
es
palhado
que
este
bispo endoudecefa.
Não
sabemos
como
não
accrescentou
que
Roma
-he
niandára
pedir
ao
bispo que
fugisse
de
Bragança
para
dar
mais
corpo
á
sua
invenção;
no
que
este
conviera
por
docilidade.
Se
qqizessemos
fhzer
a
biógráphia
d
’
el-
le,
leríamos
aindr.
que
d
zer;
más
não
te
mos
coragem
para
isso
lendo
as
falsida
des
com
que
o
flagella
no
sepulcro
o
«Jor
nal
do
Com
<
ercio».
Conchie
dizendo
que deixára
aos
polires
«os
avultados bens que
possuía.»
E
coin-
tndo
ainda
não
ha
um
mez
que
todos
os
jornaes
accusavam
a
Roma
em
uonie
do
snr
Herculano,
de
ter
Feito
morrer
em ex
trema
pobreza
o
dr.
Aguiar, cujas
irmãs
tiveram
de
repartir
com
elle das
magras
sopas
que comiam!
Sousa
Monteiro,
Coimbra,
íS
de
outobro,
(Do
nosso correspondente).
Chegaram
emfim
as
andorinhas...
as
andorinhas da
sciencia!
E já
começam do
desferir
o
vôo
rasteiro
(permitla-se-me
a
c
.
‘
meação
da figura...)
por
essas
ruas
d
’
esla
alegre
Coimbra,
que
lhes
sorri,
que
doudeja por ellas,
porque
ellas
lhe
tra
zem
o
movimento,
a
alegria,
e
a
rique
za
dos
seus
atavios...
Ai!
que
seria de
ti,
formosa
do
Mondego,
sem
elles,
sem
os teus
filhos,
os
teus
adoradores,
os
teus
amantes! Como
te havias de remirar
tris
te,
desenfeitada, anémica,
macilenta,
fa
minta,
se
elles não
viessem
em
cada
ou
tono
lançar-te
no
seio
a
colheita
do
seu
ouro,
a
graca
da
sua
mocidade!
—
Antes
d
’
hontem houve a
distribuição
dos
prémios
na
Universidade.
A
sala
gran
de
dos
aclos
eslava
cheia
d
’
academrcos
e
de
cidadãos.
Nas
tribunas
havia
grande
nu
mero
de damas,
que
folgam
em
assistir
a
todas
estas
festas
dos
rapazes.
Leu
um
extenso
e
massador
discurso
um
lente
de
Malhematica.
Seguiu-se depois
o prelado
da
Universidade,
excitando
a mocidade
ao
estudo
(que bem
carece
d
’
estes
incita
mentos).
—No
dia
seguinte
á
notite
é
que
as
andorinhas
soltaram
o
tal
vôo
rasteiro,
per
correndo
as ruas
com
musicas
e
com
um
continuo
foguetorio,
que
incommodava
os
ouvidos.
Toda
a gente perguntava o
que
isto
significava,
e
ninguém
atinava
com
a
significação
da
festa.
Por
fim,
depois
de
muitas
versões,
soube-se
que
era
uma
de
monstração,
que
os
rapazes
faziam,
por
terem
os
republicanos
venci
lo
as
eleições
em
França!!!
Bravo,
rapaziada!
A
’manhã
todos
os
orgãos
da
imprensa
radical da
patria
dos
ftocfieforls
publicarão
aos
quatro
ventos
do
mundo
as
vossas
ideias
avançadas,
e
o
façanhudo
republicanismo
da
modesta
Universidade
de
Coimbra,
que
ficará
sen
do
por
isto
conhecida nos
quatro
cantos
do
Universo!
Sim,
está
salva
a
liberdade,
a
republica
com...
musicas
e
foguetes.
Gostamos,
mas
achamos
pouco...
—
Também
já
começaram
as
troças
no-
cturnas,
ou
a
caça
aos
caloiros.
Logo
no
dia da
abertura
das
aulas
se viam
pe
las
ruas
grupos
d
’
estudantes
com
as
capas
pela
cabeça,
similhando
negros
e
sinis
tros
fantasmas,
caminhando
a
passos
len
tos
por
essas
ruas
além,
como
um
ter
ror
de caloiros Começam
cedo;
porque
nos
annos
anteriores estes
ridículos
ad
juntas
só
se
formavam
ás
vesperas
dal
guns
feriados.
Não comprehenderá a briosa
a
triste
figura
que
faz
transformada
assim de
an
dorinhas
da
sciencia,
em
corujas
repellen-
les?
Era
já
tempo
de acabar com essas
ve
lharias
académicas
—Está
funccionando
no
theatro
de
D.
Luiz,
a
companhia
de zdrzuella,
dirigida
pelo
snr.
Molina,
que
tem
lido poucas
enchentes.
Espera-se
em
breve
por outra
do
Por
to,
dirigida
por
A.
Portugal, filho
d
’
esta
terra.
—Vão muito
adiantadas
as
obras
do
theatro
académico.
Fica
com
boa
apparen-
cia,
e
credor
das honras de
primeiro
thea
tro
de
Coimbra,
e
um
dos
melhores
da
Província.
Bacharel
—
José.
gazetilha
Duaa
linfans
eom
vista
ti
«i
’
a-
lavrai. —
Ao
snr. Manoel
Augusto
de
Mendonça,
a
quem
conhecemos
de perto,
não
respondemos;
porque
toda
esta
cidade
sabe
que
s.
s.
a tem,
infelizmenle,
mo
mentos
pouco
lúcidos
que
o
poderiam
ter
levado,
e
o
podem
levar,
a
Rilhafolles
.
Isto,
que
por
desgraça
é verdade,
pode
provar-se
documentalmente.
O
nosso
cavaco, pois, vae
consignado
directamente,
e
exclusivamente. á
redacção
da
«Palavra»,
que
se
présa
de jornal
se
rio.
Antes,
porém,
queremos
dizer a
uns
nossos
amigos,
que teem
instado
comnosco
para
que
não
sustentemos
certas
'
polemi
cas,
que
não
devem
extranhar...
cá
umas
coisas
que
elles
e
nós
sabemos.
Agora
duas
linhas,
porque
não
estamos
dispostos
a
malbaratar
tempo
e
espaço.
Referindo-se a nós,
o
jornal
portuense
descobre,
pelo
oráculo
do snr.
Mendonça,
coisas
pasmosas,
como
se
vae
ver.
Só
transcreveremos
o
primeiro paragrafo—
uma
joia
!—
d
’
um
artigorio
que
nos
é
dirigido,
ao
qual
já
alludimos
em
o
n.°
antecedente;
e
não
transcrevemos
este
na
intrega
porque
O
seu
preço
é
modicissimo. Por 200
reis
adquire o
leitor
um
volume,
cuja
lei
tura
lhe
proporcionará
momentos
de
de
leite
e
de
instruclivo
recrem.
Conselho
de
districto.
—
O
conse
lho
de
districto,
em
sessão
de
19,
appro-
vou
as
contas seguintes:
Concelho
de
Fafe.
Da
Santa
casa
da
Misericórdia
e
hospital
de
S.
José
respei
tantes
aos annos de 1869-1870,
1871-
1872.
Concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão.
Do
Santíssimo Sacramento,
da
freguesia
do
Ribeirão,
respeitantes
aos
annos
de
1864-1865
até
1868-1869.
—
Não
sendo pre
sente
o
processo
d
’
aforameiilo
a
que
se
refere
a
escriptura
feita
pela
camara
de
Cabeceiras
de Basto
a
Manoel
José
Antu
nes
Pereira
e mulher
da
freguesia
de
Pe-
draça,
e
não
podendo
por
tanto
apreciar
se
n
’
elle
se
cumpriram
as
formalidades
essenciaes,
o
conselho não
tomou
conheci
mento d
’
este
aforamento.
—
Mandou
infor
mar
a
camara
municipal
de
Braga,
sobre
o
objeclo
do recurso interposto
pelos
pro
prietários
e lavradores
das
freguezias
de
Santo
Estevão
de Petiço,
Figueiredo, Fraiãò
e
outras.
Eleições
eamararias.—
Está
desi
gnado
o
dia
25
do
proximo novembro
para
as
eleições
camararias
n
’
esta
cidade,
e
districto.
Doença.
—
Tem
passado
incommodado
o
stir.
dr.
Gonçalo
A
mão.
IVovo
estabelecimento
«le
fato
feito,
e
por
naetiida.
—O snr.
Ganda-
rella,
&
C.
a acabam
de
montar,
no
campo
de Sant
’Anna,
um
novo
estabelecimento
de
fato
feito,
no
qual
tem
variado
sorti
mento
das ultimas
inodàs.
Enferma.—
Está
gravemente
enferma
a
snr.a
D.
Maria
Pulcheria
da
Costa Re-
bel'o,
prima
(lo
nosso
amigo, o
snr.
com-
mendador
Rebello
da
Silva.
Estimamos
as
melhoras
da enferma.
«Jas-ssaí
Aettdemieo».—
Já
reappa-
receu
este
nosso
collega,
que
sae
n
’
esta
cidade.
Vida
próspera
e
longa
é
o
que
lhe
de
sejamos.
Abertura de
linfa;*,
—
A
SCCÇão
da
inha
do
Minho,
entre
a
estação
de
S.
Bento
e
Barcellos, foi entregue
á
circu-
ação
publica
no
dia
21.
O
horário
para
os
quatro
comboios
ascendentes
e
descen
Jentes,
que
farão
ser
viço
diário
entre
Nine
e
Barcellos,
de
fôr
ma
que
os
passageiros
possam
aproveitar
na
ida
e
na
volta os
comboios
de
Braga
e
Penafiel,
é
o
seguinte:
Partida
de Nine
ás 8.8
e 11,6
h.
da
manhã,
2,20
e 7,35
da
tarde;
de
S.
Bento
ás
8,25
e
11,23
da manhã, 2,37
e
7,52
da
tarde;
chegado
a
Barcellos
ás
8,35
e
11,33
da
manhã,
2,47
e
8,2.
Partida
de
Barcellos ás
5,48
e 10,20
h.
da
manhã,
1,28
e
6,0
da tarde;
S.
Bento
ás
6,0 e
10,32
da
manhã,
1,40
e
6,12
da tarde;
chegada
a
Nine
ás
6,15
e
10,47
da
manhã,
1,55
e
6,27
da
tarde.
Tabella
dos
preços
entre
todas as
esta
ções
da
linha
e
a
de
Barcellos:
Porto: I
a
classe,
950
reis;
2.»,
740;
3
a,
530;
Rio
Tinto:
870,
490;
Ermesin-
de:
800,
620,
450; Vallongo:
950,
740,
530;
Recarei:
1$I2O,
870,
620; Cette:
1^210,
950,
680;
Paredes:
1$31O, 1^020,
730; Penafiel:
1^380,
1$080,
770; Ca-
hide:
1,0320,
1^180,
810;
S.
Romão:
670.
520,
370;
Trofa:
520,
400,
290;
Fama
licão:
350, 270,
190,
Nine:
230.
180,
130; S.
Bento:
120,
90,
70;
Arenlim:
320,
250, 180; Tadim:
380,
300, 210;
Braga
500,
390,
280.
Conenriiog.
—
O
«Diário»
de
18
pu
blica:
Aviso
de
que
estão
a
concurso
as
seguin
tes
egrejas
parochiaes:
Ardão
(Santo
André),
concelho
de
Bo
ticas. diocese
de
Braga.
Barrio
(S.
Miguel)
concelho
de
Ponte
de
Lima,
diocese
de
Braga.
Bragado
(S. Pedro),
concelho
de
Villa
Pouca
de
Aguiar,
diocese
de
Braga.
Campo
Maior (S. João
Baptista),
con
celho
de
Campo
Maior,
diocese
de
EI
vas.
Cezures
(N S.
da
Graça),
concelho
de
Penalva
do
Castello,
diocese
de
Vi-
zeu.
Duas Egrejas
(Santa
Maria),
concelho
de
Villa
Verde,
diocese
de Braga.
Espozende
(Santa
Maria
dos
Anjos),
concelho
de
Espozende,
diocese
de Braga.
Friões (S.
Pedro),
concelho
de
Valle
Passos,
diocese
de
Braga.
Peso
(Santa
Maria
Migdalena), concelho
da
Covilhã,
diocese
da
Guarda.
Turquel
(N. S.
da
Conceição),
concelho
de Alcobaça,
diocese
de
Lisboa.
não
somos
amoladores
da
humana
paciên
cia.
Eil-o:
«A
respeito d
’um
artigo
por
mim
es-
«cripto
e
elaborado,
com
o
titulo
indicado
<(A
verdade
e a
caridade) e
inserlo
em
«o n.°
1545
da
nossa
excellente
«Palavra»,
«caros
leitores,
occuparam-se
com
a
minha
«personalidade
evidentemente insigniíican-
«tissima,
alguns escriplores,
cuja
maioria
«compoem
e
fórma a redacção d’
um
jor-
«nal,
que
nos
patenteia
a
sua
inépcia,
«mostrando
que
elles
escriplores
e
reda-
«ctores
não sabem o
que
fazem,
e
que
«os
seus
juizos
e
escriptos nenhum
va-
«lor
devem ter na opinião
publica».
E
’
copiado
fielmente.
Depois,
pela
tirada
fóra, em
meia
co-
lumna:
—
A
inépcia unicamente os
domina
(aos
redactores
do
tCommercio
do
Mi-
nhos
);
—Commeiteram
a
maior
das
inépcias
(cá
os
da
casa);
—
Não
sabem
o
que
fazem
(idem)
—
'-ão
absoluta e
radicalmente
ineptos
(
idem
)
—
São
absolutamento ineptos
(idem)
—
Os
caros
leitores
não
devem
dar
em
tempo
algum
importância ás inépcias
que
escreverem (idem)
—
Não
responde
aos
taes
ineptos
(idem
j
— 1’
rata
de
remediar
o
mal
que
po
dem
causar
e^ses
ineptos
(idem)
E
isto
em 41
linhas
apenas!!!
E
vae
depois=ó
vida
minha.
Por
cá, nem
se
escrevem,
nem
se
pu
blicam,'
d
’aquellas
coisas.
Mas
afinal
de
contas
é
puríssima
ver
dade
tudo
quanto
alli
espalma
a
«Pala
vra»,
—
queremos
dizer
—
o
snr.
Mendonça.
A
redacção
e
collaboração
da nossa folha
é
um
cónjuncto
d
’ineptos
E
quem
não
quererá
ser
inepto
na
companhia
de
tan
tos
ineptos,
entre
os
quaes
figura
o
snr.
D.
M.
S?
E
sómente
fazemos
referencia
a
este
ca
valheiro,
pois
é
a
s.
exc.
a
a
quem
a
«Pa
lavra»,—queremos
dizer—
o snr. Mendon
ça,
se
dirige
especialmente.
Aproposito:
—
nós
julgávamos que
a «Palavra»
(sem
mendonças)
respeitaria
no
snr.
D. M. S.
um dos
escriplores
mais
sábios e
indefessos
do
paiz.
E
não
o teria
nessa
conta
quando
s.
exc.
3
collaborava
no
jornal
religioso,
litterario,
de
noticias
e
de
assumptos de
interesse
publico
?
Valha a
Deus,
irmãsinha
!
Pelo
que
nos
diz
respeito
particular
mente.
diremos
bem alto
que
pouco nos
importam
as
censuras
(?)
da
«Palavra»,
—
queremos
dizer
do
snr.
Mendonça.
Para
terminar.
Parece-nos
que
seria
mais
digno
e
mais
curial,
se
a
«Palavra»,
em
vez
de
se
pres
tar
ao mister
de
recoveira
de
pataralices
alheias,
tivesse
a
facil
coragem
de
se
nos
dirigir
abertamente
e sem rebuço.
Náda
mais.
Biiinn-í
aj
o
Seminariu
Con-
eiliur
de
S.
Pedro.
—
Pela
Portaria
de
19
do
corrente
foram
permiltidos
os
exames
áquelles
alumnos,
a
quem
para
se
matricularem
no
L°
anno do
curso
de
sciencias
ecclesiasticas
no
Seminário
de
Braga, faltassem
um
ou
dois
exames,
os
quaes
deverão
fazer-se
nos
dias
26,
27
e
30
d
’
outubro,
e
os
requerimentos
feitos
ao
muito*
revd.°
Reitor
do
Seminário
até
ao
dia
24,
segundo
o
Edital,
que
honlem
foi
aflfixado.
Participação.—
O
administrador
do
concelho de Terras
de
Bouro
participou
ao
snr.
governador civil
d’
este
districto
que alguns hespanhoes
roubaram
os
gados
que pastavam
em
terras
d
’
aquelle
conce
lho confinantes
com
a
raia
da
Gallisa,
e
as
quaes
foram
sempre
lidas
como
portu-
gnezas.
.Uiusu
obituária.
—
A’
missa
obituá
ria
que
o
corpo
docente
do
nosso lyceu
mandou celebrar
pela
alma
do fallecido
historiador
concorreram
muitas
pessoas
das
mais
qualificadas
d
’
esta
cidade.
Almaniirh «le clero.—
Recebemos
um exemplar d
’este
livrinho,
coordenado
pelo revd.
mo
snr.
Pereira
de
Sampaio.
O
produclo
d
’este
livrinho é
applicado
á
reediticação
da
capella
de
N.
Senhora
da
Guia,
na
Castanheira,
província
de
Traz-os-montes.
Bastaria
só
este
generoso
intuito
para
o
recommendar;
mas
ha
outros
motivos
ainda
0
Almanach
do Clero,
recommenda-se
pe
’
a
secção
litleraria,
que
é curiosissima
e
bem escolhida; e
alem
d
’
isso
por
um
appendice,
que
é
do
maior
interesse
para
o
clero,
e
para
os
que
destinam á
classe
ecclesiastica.
Valladarea
(S.
Thiago),
concelho
de
Baião,
diocese
do
Porto.
Villa
Fernando
(N.
S.
da
Concei
ção),
concelho
da
Guarda, diocese
da
Guarda.
WotSeiraa
dc
JJosssa.
—
Lêmos
no
«Diário
llluslrado>:
A
folha
parisiens
n
Estafelte»
asse
gura
que
os
governos
portuguez e hespa-
nhol
empregam
esforços
janto
do
de
Lon
dres,
para
que
este
obtenha
garantias
fa
voráveis
á
independencia
do
futuro
con
clave.
O
governo
belga
insta também
no
mesmo
sentido.
—
As peregrinações
projecladas
para
o
proximo
inverno
foram
addiadas
para
a
pritqavera,
com
o
fim
de
se
celebrar o
facto
de
o
pontificado de
Pio
IX
ter
ul
trapassado
em
annos
e
de
S.
Pedro
em
Roma
e
na
Antiochia.
Continua
sendo
boa
a
saude
do
Papa.
JS
ovob
cobss
-
íjos
.
—
Foram
apresenta
dos
por
decreto
de
11
do
corrente
nos
canonicatos
vagos
da
Sé
da cidade
do
Porto
os
revd.0
’ bacharéis
em
theologia
José
Correia
Cardoso
Monteiro,
Torquato
Pereira
Soares
da
Moita,
José
Antonio
Correia
da
Silva
e
Manoel
Ignacio da
Sil
veira
Borges.
A
esta
evsjBBía a
sunde
pia-
SsJica.
—Do
«Campeão das
Províncias»,
de
Aveiro:
As
moléstias
reinantes
durante
o
estio
téem
sido
as
febres
intermittenles
e
as
dysenterias.
Estes
padecimentos
são
sim-
ptomaticos,
e
a
medicina
tem-nos
classi
ficado
devidamente.
A
’
influencia
climato-
logica
não
devem
attribuir
se
as
moléstias
que
leem
grassado.
Devemos
antes
fazer
sentir
que
a
qualidade
da
alimentação
muito
tem
couiiibuido
para
o
desenvolvi
mento
d
’
esta
especie
de
endemia,
que
se
nota
principalmente
em
Aveiro.
Por
um
lado
provém
das
carnes
mal
sangradas,-
que
se
vendem
nos
talhos
da
cidaie,
e
que
augmentam
o
peso do
ge-
nero,
obrigando
o
povo
a
pagar
o
sangue
do
bot
pelo
preço
da
carne;
pelo
outro
provém
de rezes
doentes compradas
ao
desbarato
aos
donos
que
não
as
pódein
aproveitar
de
outra
maneira.
Paia
confir
mar
quanto
dizemos vamos
expor
um
novo
facto.
Um
lavrador
linha
uma
vacca
doente.
Agravou-se
o
mal,
c
offereceu-a
a
um
dos
marchantes
da cidade,
aos
que
maior
ganancia
tiram
de
lodos
os
alborqnes
em
que
entram.
Escusamos
de nomeal-os,
poique
o
publico
sabe
quem
é
que nego
ceia
em
carne
podre,
em
troca
dos
votos
que
arranja
ao
presidente
da camara.
O
ajuste
fez-se
por
tres
UbrA. A
rez
ia
peorando,
e
ajustou
se
trazel-a
embar
cada
para
não
dar
na
vista, abalel-a
no
matadouro,
e
vir
depois
para
o
ta'ho.
D
’
esla
vez
não
pretendia
roubar
a
fa
zenda,
como
se
fez
ahi
o
mez
passado.
Os
magarefes,
passados
dias
foram di
zer
ao
dono
da
vacca,
que
já
a
não
que
riam
senão
por
duas
libras!
O
lavrador
zangou-se,
lançou
lhes
em r.slo
a
falta
de
palavra
e
por
fim
declarou
que
já
a
não
queria
vender,
e
que
estava
desfeito
o
negocio
!
Foi
o
que
valeu
ao
povo,
aliás
teria
de
metter
mais
aquelle
veneno
no
estomago.
E
ahi
está
em grande
parte
porque
em
Aveiro
imperam
as
mtermittentes
e
as
dysenterias.
O
uso
da
carne
das
rezes
doentes deteriora
a
saude
do
homem,
mas
a
veieação
ri
e manda
chasquer
pelos seus
amoucos
os
que
protestam contra
o
en
venenamento
lento
do
povo.
í
B
h
{jairSe»
Eaespanhoeis.—
O
«Cor
reio
do
Meio-Dia»,
periodico
de
Porti
mão
diz
o seguinte,
com
data
de
14
do
corrente:
Consta-nos
á
ultima
hopa
que
os
ga
leões
hespanhoes
continuam
a
pescar,
nas
costas
de
Portugal,
com
redes
de malha
miúda,
inutilizando
por
tal
modo
todas
as
eriações.
Os
nossos
pescadores
bramam
e
é
para
receiar
sério conílicto
se
as
pro
videncias
não
forem
immediatas
e
por
modo
a
evitar
todo
o
mal
que
fazem taes
appa-
relhos
tanto
nas
nossas
como
nas
aguas
hespanholas.
(7
m
novo
«
í
U
hvío
.—
Os
leitores
es
tão
lembrados
que
um
cyclone
d
’
urna
vio
lência
sem
exemplo
assollou
no
mez de
novembro
de
1876
as
costas
de
Bengala.
Um grupo
d’
ilhas
situadas
na
embocadura
do
Megna,
no
fundo
do
golfo,
ficou
com-
plelamente
submerso. A
onda,
da
altura
de
15 a
20 pés,
cahiu
sobre as
margens
no
meio
da
noite,
e
milhares
de
habi
tantes
foram
afogados.
A
«Calcutta
Ga-
zelle»
traz
a
cifra exacta
das victimas
d
’
esle
espantoso
diluvio. Eleva-se
a 165,000,
e
o
relatorio
do
secretario
do
Estado
comprehende
n
’
esse
total
muitos
milhares
d
’
indigenas
que
succumbiram
ao
cólera
depois
da
inundação.
O
terrilorio que
foi
assim
despovoado contava 1,002,000
almas
e
era
extremamente
fértil.
Exjsuwiçãí»
euriaai»
—
Em
Boston
vae
celebrar-se
uma
exposição
de
meni
nos.
Estão-se
já
preparando
para
apre
sentar
trez
collecções
de
gemeos.
Deve
ser
interessante.
Exploro.
—
Escrevem
de
Londres que
no
dia
12
occorreu
uma
terrível
explosão
n
’uma
mina de Pemberlon,
perto
de
Wigan.
Pareceram
33
mineiros.
Sinistro
siinritimo.
—
Sob
esta
epí
grafe
dá
o
-Jorgense» a noticia
de
que
foi
encontrada n’
aquella
bahia,
ha
dias por uma lancha
da
villa
uma
garrafa
rolhada
e
lacrada,
que
continha
uma
folha
de carteira,
na
qual
se
acha
va
escripla,
parte
em
inglez,
a
seguinte
nota:
6
de
fevereiro
de
1877
—
vapor
Gellert,
capitão
Bahrende,
no
mar
de...
(não
se
percebe).
Tudo
perdido.
Guerra
ds
Oriente.—
Os últimos
telegrammas relativos
á guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
18
—
O
«Morning
Posl»
em
um
despacho
de
Berlim
annuncia
que
a
Rússia
dirigiu
ás
potências
ura
novo pro
testo
contra
as
repetidas
violações
do
di
reito
das
gentes,
praticadas
pelos tur
cos.
O
«Slandart»
publica
um
tclegramma
de
Vienna,
dizendo
que
foi
preso
Akas-
hoff, chefe
dos
Panslanislas
de Moskou,
por
causa
da
violência
da
sua
linguagem
contra
o
governo e
a dynastia
dos
ro
mã
aios.
Paris
18
—Melhorou
o
tempo
na Bul
gária.
A
grande
aclividade
desenvolvida
pelos
belligerantes
presagia
próxima
batalha
entre
os
rios
Lom
e Jaulra
Expediram-se-lhe
a
toda
a
pressa
refor
ços
para
recomeçar
o
ataque.
A
’a
almas
caritativas.—
Indicamos
ás
almas
caritativas
uma
pobre mulher
que
se
acha
a
braços
com
a
miséria
ex
trema.
Habita
na
congosta
de
Portas,
n
0
5.
Appeto
á
caridade.—
A
entrevada
Maria
Anlonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem meios
de
subsistência
pa
ra
poder tiatar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de vida.
Imploramos,
pois, a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz com
uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17, n’
ura
quarto á
porta
da
rua.
sem medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o uso da
delicio
sa farinha
de.
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
Sí?
«nno*
«Fiaivariaveí
taetegEO
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gaslrica,
gastralgia,
flegmi, atroiu-,
(latos,
amargor
na
bocca, pituitas,
nauseas,
vomitós,
irritações
ioteslinaes,
bexigas,
diar-
téa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
rual
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das
as
desordens no
peito,
na
garganta,
do alito,
dos
bronchios.
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos rins, dos intestinos,
da
muco
sa,
do cerebro
e
do
sangue.
83
000
cuias
entre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskovv,
da exm.a snr.a
marqueza
de
tíre-
han,
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’ln-
glaterra,
do
doutor
e
professor
VVurzer,
etc., etc.
Cura n.°
63:476.
—
Mr. Comparet,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia,
de
sof-
frimentos
d
’
estornago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
noclurnos.
Cura
n.°
74.422.
—
Prostração.—
Bald-
win,
da
mais
completa
decadeneia de sau
de,
de
paralysia
dos
membros
por
efieito
e excessos
da
n?ocida’
de.
Cura
n.°
76:448.
—
Verdum, 16
de
ja
neiro
de
1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soflria
graves
iucommodos
no
lado direito
e na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não hesito
em
certificar
que
a
sua
Revaleseière
me
salvou
a^
vida.
—
E
knesto
Ç
atté
,
musico do
63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'
e
Martin,
de
amenorrhea.
Supprescão
de
menstruação
e
dança de
São
Guido,
declarada incurá
vel.
perfeitaraente
curada
pela
Revaka-
eière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
t
kilo.
590
; de
l
li
kilo
890
rs
;
de
uw
kilo,
l$40Ó
res;
de 2
*/,
kilos,
30200
reis;
de
6
ki-
los,
60400;
e
de
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem comer a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
RevaSoseière
choewlaíasi»
;
ella
res-
tilue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanç.as
as mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500 reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis cada
chavenj.
»U
BARRY
á!
C?
UMITKB.
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.,
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
:
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Cisboa,
(por grosso
e
miudo)
:
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Áurea,
12
—
Per
4®,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
ML
NH0.=»
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Bareellou,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm., Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—Pipa
éc
Um
telegramma
de Mouktar-Pachá
con
firma
a
sua
derrota,
attribuida
á
superiori
dade
numérica
dos russos.
Declara
que
vae
de retirada para
Kars
afim
de
preparar
a
desforra.
Londres
19
—
0
«Times»
publica
um
telegramma
de
Belgrado
noticiando
que
de
pois
da
ultima
victoria
dos
russos
na
Asia
o
sentimento
geral
da
Servia, tornou-se
mais
beilicoso.
Diz
o
«Standart»
que
as
recentes
per-
das
dos
turcos
na
Asia
são
calculadas
em
16:000
homens.
Foi
morto
o
filho
de
Schamyl.
O
quartel
general
do
Czarewitch
foi
transferido
para Breslivec
entre
o
Leva e
o
Janlra.
Paris
19
—
Recomeçou
o
bombardeamen
to
contra
Plewna.
O
assalto
será
dado
hoje
ou
ámanhã.
Gouiko
manobra
activamente
com
a
cavallaria
impedindo
o reabastecimento
dos
turcos.
O
«Daily
Telegraph»
insere
um
despa
cho
de
Vienna
dizendo que
Andrassy
julga
que
a
victoria
dos
russos
na
Asia
pode
trazer
esforços
felizes
em
sentido
pacifico
mas
declina
a
iniciativa.
Paris
19
—
0 boato
de
que
os
russos
tomaram
Plewna
é
implicitamente
desmen
tido
pelos
despachos
de
Constantinopla,
datados
de
19,
que
annunciam
que
o
mau
tempo
na
Bulgaria
e
nos
Balkans
impede
as
operações
militares tendo
apenas
havido
escaramuças insignificantes
nas
margens
do
Lom.
O
sultão
recebeu
Layard
e
o
almirante
inglez llornby.
Um
despacho
publicado
pelo
«Standard»
annuncia
que
lhe
parece
ler
a
Inglaterra
aprehendido,
como
contrabando
de
guerra,
o
material
encommen
lado
para
a construc-
ção
das
cabanas
destinadas
aos
soldados
russos.
Tiflis
19
—
Os
russos
avançam
em
toda
a
linha de Terjoukahoff
e
obrigam
Ismail-
Poradim
19
—0
czar
declarou
que
os
membros
da
familia
imperial
permanecerão
com
o
exercito
afim
de
partilharem
das
suas
fadigas;
accrescenlou
que
se fôr
necessário,
toda
a Rússia pagará
em
armas,
como
ou-
tr’
ora.
Um
conselho
de
guerra
reunido em
Gor-
ny Sluden,
resolveu
que
o
exercito
inver-
nará
na
Bulgaria.
Erzeroum
19
—
Parece
que
os russos
investiram
parcialmente
e
bombardearam
Kars.
As communicações
telegraphicas
com
aquella
praça
estão
interrompidas.
Julga-se
que
Moukhtar-Pachá
occnpará
a posição de
Khizardera entre
Kars
e So-
lianlidoch.
Irmão,
rua do
Souto.—
Viasana
<1®
t«a-
4e3ío,
Auonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
*drog.,
Rua
grande,
140.
—
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’
Araujo
Carvalho, Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
Rua
da Rainha,
29
e
33.—
PenaSel,
Mira:
da,
,
,
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Bauha-
r
ia,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J,
Pinto,
pbartn.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua de
C.edofcita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro, 105
a 108; Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
223
a
227.—
d<t»
K4-
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
2
a
®rsa
eSo Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pltarma.—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de Sousa, pharm.—
Villa
«i®
©omíe,
A.
L.
Maia
Torres
piraria
ÀllâBlCIlSIfÔS
Bento
Gonçalves
Santos,
negociante
d
’esta
cidade,
profundamente
reconhecido
pelas
muitas
provas
de
consideração
que
recebeu
de
todas
as
pessoas,
que
o
cum
primentaram
por
occasião
da
grave
mo
léstia
que
sotlreu
ultimamente,
vem
agra
decer
lhes
por
este
modo,
pedindo des
culpa de
o
não
fazer
pessoalmente,
por
o
não perra
tlir
ainda o
seu
estado
de
saude.
(578)
Joaquina
Rosa
e
seus
filhos
agradecem
por
esta
fórraa
a todas
as
pessoas
que
se
dignaram
prestar-lhes
serviços,
e
os
cumprimentaram
por
occasião do
falleci-
mento
e
enterro
de
seu
chorado
marido
e
pae Antonio
José
Pereira,
musico
refor
mado
dhnfanteria
8.
A todas
protestam
seu
reconhecimento
e gratidão.
(561)
Antonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado,
e
sua
esposa Maria
José
da
Natividade
Falcão
Velho
da
Foireca
Bourbon,
agra
decem
penhoradissimos
e por este
meio
na impossibilidade
de
o
fazerera pessoal
mente,
a
todas
as
pessoas
que
os
cumpri
mentaram
pelo
fallecimento
de sua
extre
mosa
mãe
e
sogra
I).
Anna
Ricardina
de
Mendanha
Arriscado.
(554)
Não
nos
sendo
possível
agradecer
pes
soalmente,
como
desejáramos,
a
todos
que
nos
penhoraram
com
os seus
serviços
e
obséquios
por
occasião da
fatal
morte
de
Joaquim
Bernardino
Pereira
d
’Almeida
Cou
tinho,
nosso
saudoso
marido,
irmão,
cu
nhado,
e
primo;
especialisando
os
exc.
mos
José
Freire
’ d
’Andrade
e
Miguel
Freire
d
’
Andrade,
que
tão
humanamente
se
hou
veram
por
occasião
do
insulto
apoplético
que
levou
o
finado
á
mansão
dos
justos,
—
por este
meio
lhes
tributamos
nossos
agradecimentos,
e
consignamos
nossa
gra
tidão
indelevel.
Anna
Joaquina
de
Jesus
Almeida.
Umbelina
Erminda
Candida
Pereira d’
Al
meida
Coutinho.
Maria
do Livramento
Pereira d’
Almeida
Coutinho
Gircia.
Rita de
Jesus Gomes
d
’Almeida.
Maria
da
Purificaç-ao.
U conego
Antonio
Francisco
Pereira
d'Al
meida
Coutinho.
Francisco
Joaquim
Garcia.
Padre
Manoel
Joaquim
de
Miranda.
DINHEIRO
A
JURO.
Sobre
boa
hypotheca
dão-se
a
juro
de
5
p. c. 3730980
reis,
na
irmandade
de
S.
João
da
Ponte,
d
’
esta
cidade.
Trata-se
com
o
vedor da
irmandade,
Luiz
Boaventura Esleves,
rua
de
S.
Mar
cos.
(564;
O
gerente
da
succursal
da
Companhia
União Popular
Penhorista do Porto,
sita
na rua
dos
Biscainhos
n.°
9,
faz
publico
a
todos
os
senhores
que
tiverem
no
seu
estabelecimento
penhores
que
ha
mais
de
ires
mezes
não tenham
pago
juros
dos
mesmos,
queiram comparecer
no
referido
estabelecimento
a
pagar
ou
retirar até
o
dia
24
do
corrente,
e
passado este
dia
ficam
os
mesmos considerados
em
aban
dono,
e
no
dia
seguinte
serão
remetiidos
á
séde
da
companhia
para
serem
arrema
tados
em
bazar.
Declara
igualmente
que
o
seu
esta
belecimento
se
acha
aberto
desde
as
9
horas da
manhã
até
ás
Ave
Marias,
para
fazer qualquer
transaeção.
Braga,
22
de
Outubro
de 1877.
O
gerente
—Fauslino
José
de
Soma.
(566)
NOVO
estabelegimeto
de
FATO
FEITO
E
E*0 S
TiliniD A
GANDAKELLA
&
C.-
Campo
de
Sant’
Anno
Ha
n
’este estabelecimento
um
lindíssi
mo
e
variado
sortimento
de
fazendas
da
ultima
moda,
chegadas
directamente do
estrangeiro,
bem
como
das
nossas
mais
acreditadas
fabricas
Apromptam-se
fatos
completos
ou
qual
quer
peça
d
’
obra
com
a
maior
brevidade
e
perfeição,
por
preços
os
m»is
rnodi-
cos
Também
se
recebem
fazendas
aos
fre-
guezes
que desejarem mandar
fazer
qual
quer
falo.
CDHSARai
DO
NIAHO
Grande
sortimento
de camisas
de
bre
tanha
de
linho, percal, chita,
etc.,
perfei
tamente
acabadas,
e
de
apuradissitno gos
to;
variedade
de
punhos
e
colarinhos,
ce
roulas,
camisollas
e
coturnos.
(562;
DECLARAÇÃO
Manuel
Joaquim da Cunha
Vieira
de
Carvalho, proprietá
rio,
e morador mesta cidade,
de
clara
perante o
publico desta
cidade
e fóra d’ella, que a di
vida
posta em juiso pela
direc-
ção do Banco
Commercial des
ta
cidade, é o seu total a quan
tia
de 500000
cincoenta
mil reis,
de
cuja
quantia ficou como fia
dor
de Antonio Moria Gomes da
Silva Ramos, d esta cidade, cuja
quantia
vae satisfazer.
Faz apresente
declaração por
dous motivos—
1.°
pela incúria
da direcção
do Banco Commer
cial,
n’esse annuncio que man
dou
publicar n’
este mesmo jor
nal, o não declarar a
quantia
cor
quanto ia
ser executado e
de
que era proveniente tal divi
da
—
2.° e o principal, é para
que
o
publico suspenda maus juizos
jor quanto
a divida não
foi con
traída
por elle;
e mesmo para
quem
esta
declaração interessar
fique
inteiramante sciente que
tal
divida
não
é de contos de
reis.
Depois de
concluida esta
fian
ça
e satisfeita a supradita quan
tia, tratará
muito de perto este
negocio, dizendo mais detida-
mente
alguma cousa com rela
ção a
esta questão desde o prin
cipio d’ella, até fim. (563)
CERTIDÃO
Casitniro
Juslino
Amado,
escrivão
aju
dante
do
tribunal
do
comraercio
de
pri
meira
instancia
n
’
esta
cidade
de
Braga,
e
seu
dislricto,
no
impedimento
do
respe-
clivo,
José Firmino
da
Costa
Freitas,
por
Sua Magestade
Fidelíssima
que
Deus
guarde
etc.
Certifico
que no
processo
de
fallencia,
de
Joaquim José
Gonçalves
Loureiro, ne
gociante
que
foi n’
esta
cidade,
proferiu
o
tribunal
a
seguinte
sentença.
O
tribunal
commercial
d
’este
dislri
cto,
visto
o
requerimento
de
Antonio José
Antunes
Reis
e
José
Luiz
d’
Almeida,
ne
gociante
d
’
esta
cidade,
e visto os
docu
mentos
por
elles
juntos,
pelos
quaes
se
prova
que
Joaquim José
Gonçalves
Lou
reiro,
negociante d’
esta
praça,
cessara
seus
pagamentos,
declara
o mesmo
arguido
em
estado
de
quebra
desde
o
primeiro
da
mala
real
lngle
za
S.
Vic
ente,
Pernam
buco,
Bahia,
Rio
de
Janei
ro,
Montevi
deo
e
Buenos-Ayr
es
Aceitando
também
pass
agei
ros
de
3.
a
clas
se
pelo
mesmo
preço
que
para
o
Rio
de
Janeiro
para
SAN
TOS,
PARANAGUA
’,
SANTA
CATHARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
POR
TO
ALEGR
E,
CAM
PINAS,
S.
PAULO,
CAMPOS,
V1CTOR1A,
MACEIÓ
’
e
outros
pontos
do
lit
toral
e
inte
rior
do
Braz
il,
ao
sul
de
Pernambuco,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeir
o
e
inclui
ndo
hospedaria
e
sudenlo
gratuito
durant
e
a
demora
prec
isa
para
obter
trasbor
do.
Este
paque
te
da
Companhia
Mal
a
Real
lagle
za
sa
hirá
de
Lisbo
a
Ifívi
-iwUV
em
«8
de
Out
ub
ro.
Para
mais
esc
larec
imentos
diri
jam-s
e
á
Agenci
a
Centr
al
no
Port
o,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agen
te
Guilhe
rme
C.
Tait,
e
nas
provi
ndas
ás
agencias
e
cor
res
pondê
ncias
nas
principaes
cidades
e
villas
.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoe
l
da
Silva
Guima
rães
,
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
