comerciominho_23011877_594.xml
- conteúdo
-
5."
ANNO 1877
I;-
í
NUMERO
594
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
FOLHA
CONIMERCIAL
*
$1 'ay;/
Assigna-see
vende-se no escriptono
do
editor
it
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência franca
de
porte.-As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
PUBL1CAL-S
SÍS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
3»
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«-Semestre
850
rs.-Protn»-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—Semestre
1&050
rs.=»/?raíi/,
anno
3&.600
rs.—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou
8&000
reis
e
Í&500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’
abatimento
BKAGA
—TEKÇA-FEÍKA «3 »5C
J AiVElHO
A
pro|in«‘
i»
d<» snr.
ministro «la
fazei»«la relativa
ao S5t»nc«> de
Portugal.
II
Prometlemos
no artigo,
que
publica
mos sobre
este
assumpto,
demonstrar,
que
todo
o
monopolio,
insinuando-se
a
prin
cipio
por
meio
de promessas
enganosas,
deslumbra
os
incautos,
que
confiam
nas
suas
vantagens,
traz
no
proprio sei"
o
germen
<le grandes
prejuízos,
e
patrocina
as
ganancias
de
poucos
á
custa
dos
inte
resses
do
maior
numero.
Sem
recorrer
ao
muito,
que
se
tem
escripto
sobre
a
matéria,
liinitar-nos-hem<>s
a
lembrar
rapidamente
ao
nossos
leitores,
como
sempre
nós
os
portuguez.es
tirámos
proveito,
quando
decepamos
a
cabeça
do
monstro,
que
todavia
a
cada
passo
pre
tende
resurgir
sob
nova
fórma.
E
o
que
mais
notável
se
torna,
é
que
homens,
como
o
snr.
Antonio
de
Serpa,
que
batalharam
contra
elle, se
deixem
se
duzir
pelos
encantos
d‘esta
sereia,
falsean
do
os
seus
antigos
princípios.
Quem
se
não
recorda
dos
tempos
omi
nosos
do
contracto
do
tabaco?
0
publico
fumava,
pouco
mais ou
menos podridão,
o
Estado
perdia
algumas
centenas
de
con
tos
annualmenle,
mas
os
afortunados
Cai
xas
e
seus
apaniguados
passavam
de sim
ples
mortaes
á
caihegoria
de titulares
tnillionarios.
E o
monopolio
do
sabão,
que
era
a
bem
dizer
a
immundicie
publica,
decretada
officialmente
?
E
a
legislação
anachronica
ácerca
dos
vinhos
do
Douro,
engenhoso
machinismo.
.
encarregado
de
proteger todas as
fraudes
bancos
mais
ou
menos
se
voltaram
para
e
desacreditar
completamente
o
admirável
o
de
Portugal,
como
para
o
único
salva-
producto
d
’
aquella
região?
Todos
esses
monopobos
cairam
com
o
seu
cortejo
de
vex«mes
e
prejuisos.
não
deixando
saudades
senão
aos
privilegiados,
os
quaes
todavia
encheram
o mundo de
clamores,
protestando
que
o
seu
rendoso
monopolio
era
o
sustento
da
sociedade.
Pela
proposta
do
snr.
ministro da
fa
zenda
defronta-se çomnosco
novamente o
monopolio
em
lucta
com
os
interesses
ligilimos
do
maior
numero.
Não
se
tracta
já.
como
nos
casos
aci
ma
apontados,
do
monopolio
agonisante,
defendendo-se
dos
golpes,
que
lhe
vibram
os
poderes pnblicos,
mas
pelo
contrario
são
estes,
que
o
trazem
bafejado
o sob
sua prolecção
com
o
fim
de lhe
despren
derem mais
os
braços,
de
o
estenderem
a todo
o
paiz
O
Banco
de
Portugal
com
o
exclusivo
das notas
limitado
ao
districto
de
Lis
boa,
corno
alé
agora
tem
ti
lo,
era
apenas
o
monopolio
meio envergonhado, e
como
que
receioso de
alternar
contra
a
forte
iniciativa
bancaria
do
Porto
e
do
norte
do
paiz. Mas
pela
proposta
do
snr.
Ser
pa,
o
monopolio,
aproveitando
a
confusão,
que
reina
nos
espíritos
impressionados
pela
ultima
crise,
alastra-se com
a
semeere-
monia
de
uma
inundação,
a
pretexto
de
ser
remedio,
ou
antes
verdadeiro
elixir,
contra
novas
tormentas
commerciaes.
No
taremos
comtudo,
que
na
opinião
de mui
tos economistas são
exactamente
os ban
cos
privilegiados,
que
na
maior
parte
dos
casos
aggravam
a
situação
critica
das
praças.
,
Diz o
snr.
ministro,
para
justificar
o
exclusivo,
que na
passada
crise
lodos
osI prestar
valiosos
serviços,
já
direclamente
'fornecendo
dinheiro
a alguns
bancos, já
indirectamente a
lodos,
pela rapida
im
portação
de moeda,
que
soube
conseguir.
Por
isso
e
pelo
decreto
da
moraloria
bem
mereceu
do
paiz, e
nós
imparcialmente
o
confessamos.
Entregue o
monopolio
da
emissão
de
notas
na
mão do
Estado,
e
pelo
sistema,
que
indicaremos,
converter-se-ia
em lu
cro
para
todos
os
portuguezes. favorecen
do-se
igualmente
os
estabelecimentos
ban
cários
sem
excepções
que
sempre
são
odiosas.
Antes
porém
de
mostrarmos,
qual
seja
o
sistema
da
emissão,
que
mais
convenha
nas
circumst-incias
acluaes,
analisaremos
a
preconisada
vantagem
do
desconto
a
5
por
cento
promeltido
na proposta,
e
que
lé
a
visualidade,
que
melhor póde
illudir
os
incautos
e
superticiaes.
Mas
como
não
podemos
dispor
neste
n.°
de
espaço
suíficiente,
ficarão
para
o
d
’
esta
vez
auxilio ao
de
seguinte
as
explanações,
que
o
assumpto
dor
possível, e que se
este
estabeleci
mento
n’
essa
occasião
gosasse
já
dos
pri
vilégios
propostos,
poderia
prestar
mais
valiosos
auxílios,
allenuando
assim
os
ef-
feit"S
da
desconfiança.
Responderemos
a
s.
ex.
a
simplesmen
te,
que
preferimos
confiar
nos
exforços
de
lodos,
a
sugeitar-nos
á
dependencia
do
supremo
dtspensador
do
credito,
com"
in
genuamente
o
snr
ministro
chama
ao
seu
flanco
predilecto.
Sabemos
que
é
excellen
te lerem os
miseráveis
nas
occasiões de
aperto,
um alto
e
poderoso
senhor,
que
lhes
estenda
a
mãoj
generosa;
mas
muito
melhor
será
viver
a
gente
em
terra,
onde
a
riqueza
dislribuida
com
mais
equidade
possa
por
meio
de exforços
collectivos
auxiliar
áquelles, que
o bom
sen<o
pu
blico
julgar
dignos
de
protecçáo.
E
não
devemos
esquecer, que
se
os
bancos
do
norte
pediram <'
Portugal
foi,
porque
a
crise,
originada
no
I
está
requerendo,
nosso
entender
pelo
jogo
de fun
los
hes-
panhoes
e pela creação
tumultuaria
de
D
mojri
1=1
—
muitos
estabelecimentos
bancarios,
accen-
Dliag
palavra» «obre o teMtament»
tuou-se
mais
implacavelmente
no
norte
do
do
duque
de
Saldanha,
paiz,
do
que
na
praça
de
Lisboa.
Se
pelo
contrario
a
crise
tivesse
o
seu Acabamos
de
lêr
este
documento
em
foco
principal n
’
esta
cidade,
seria
muito
um
jornal ;
do
Porto,
e
n
’
elle
o
periodo,
natural, que
se
in
*
ertes-em
os
papeis,
e
que se
segue:
o
dadivoso
se
tornasse
em
pedinte.
«Pela
fórma
mais
solemne
e
inequivo-
E
se
querem
que
o
exclusivo
das
no-
ca me
declaro
fidelíssimo
e
amantíssimo
las seja,
por
assim
dizer,
o prémio
dos
filho
da
mesma
Egreja, havendo
sempre
em
serviços
prestados
durante
a
crise,
deveria
seu serviço, e
jamais
contra
ella,
para
de-
então
ser
concedido,
não
**
"
J
"
'
'
j
Portugal,
mas
ao
proprio
que
foi
elle, que, auxiliado
pelas
boas
dis
posições
do
mercado
de Londres,
ponde
ao
Banco
de
governo,
por-
feza
da
verdade,
da
justiça
e
da
patria em
pregado
a minha
espada...... »
Pasmamos
ao
lêr
as
palavras,
que
ahi
ficam
trauscriptas
!
1
FOLHETIM
DB.
J.
Jl.
DE
MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
I
Henrique.
amor
é
a
paixão
das
inconsequências
absurdos.
impossibilidade
de
bem
definil-o
pro-
E
o
amor?...
amae,
e
vède:
aquillo
mesmo
que
destruiria para
logo
a
mais
antiga
e
enraivada
amisade
é
quasi
sem
pre
um incentivo que
dá
mais
vigor
e mais
fogo
ao
filho
do
momento.
Amae,
e
vêde
;
a
mulher que
vos
plan
tou
no
coração
esse
sentimento,
vos
desafia
com
seus
rigores
;
vos taz
escravo
de
seus
caprichos,
com um desdem arranca
lagri
mas
de
vossos
olhos,
e
com
uma
lagrima
nos
faz
dobrar
os joelhos.
Na
amisade,
a traição
faz
esquecer;
no
amor,
a
traição
faz enlouquecer.
As
diflerenças
que
existem
entre
os
dous
sentimentos
continuam
ainda,
e, co-
i
mo
devia
acontecer,
compensam
íinalmen-
le
os
triunfos
que
sobre
a
amisade dão
no pnncipio
ao
amor.
O orgulhoso
que
de
si mesmo
tirava
I
ginação.
suas
forças,
que
vivia
de
seus
caprichos,
O desejo
suspira
ás
vezes
como
um
de
desdeus
e de
lagrimas,
devia
por
for-
favonio que brinca com
as
flores
de
ma-
___
—
-
___
ça
causar mais depressa
do
que
a
virgem
nhã
cedo; e
logo
depois
brame
como
a
vontade
•'
a
s7"und7
senúmentV
reflec
____________
fl
ue
caminhava
cuidadosamente
tempestade,
como
o
vento
enraivado
var-
do
criado
nela
dedicação,
amamentado
pe-
á
sombra
de
mil
cuidados,
e
guiada
pela
rendo
a
floresta
virgem.
la
virtude
educado
cuidadosamente
duran-
vti
tydc
e
pela
dedicação.
Se
ha
um
abismo,
o
homem
lança-se
.
•,
0
tempo
e
portanto
a
vida
da
amisa-
dentro
d
elle.
se
lá
dentro., se lá
em
te
mmtos annos.
...
|
jlo
........
|
eHe
yiu o
da
ha
um
muro
de
bronze,
o
homem
é
a
um
dos
gumae
a
todos
os
esposos
: interrogae prin-
moças,
a
interrogae
cazadas.
muito
tem-
medida
do
0
e
dos
A
.
vêm
da
mesma
natureza
d’
esse
sentimen
to:
lem-se
escripto
milhões
de
volumes
sobre
o
amor,
e
a
mtelligencia
humana
1
ainda
o
não retratou
com
todas
as
suas
cores,
porque
sempre
elle
se mostra com
uma
nova
nuança.
Fizeram-no
parente
da
amizade,
deram-
lhe
até
o
grau
de
seu
irmão
;
mas
se
real
mente
tanto
n
ella
como
n
’
elle
ha
sempre
um pendor
para
o
objecto
que
nos
é
gra
to,
differem
ambos
em
tudo
que
resta,
tan
to e
tanto,
que
parecem
mais
inimigos
do
que deviam
ser
dons
parentes
tão
che
gados.
Differem
muito,
differem
nos
princípios
e
nos
resultados.
0
bello
titulo
de amigo adquire-se
á
custa
de
uma
longa
provação,
que
dura
annos
:
agglomeram-se
obséquios
sobre
ab-
sequios
;
é
preciso
que.o
tempo
e
o tracto
mutuo
de
dous
homens
tenha
feito
conhe
cer
a
ambos
sua
também
mutua
dedicação,
e
o
desinteresse
e
a paciência,
e
até
cer
to
ponto
conformidade
de
sentimentos
e
de
sentimentos
que
sejam
nobres,
para
que
ao
fim de tudo
isso
saia o
nome
de—
ami-
go
—
não da
ílôr
dos
lábios,
mas
do ama-
go
do
coração.
O
amor
não é
assim
:
ás
vezes
obra
de
um
instante
tão
breve
como
suspiro.
A
’s
vezes
não se
estuda
a
nobreza
sentimentos
da
pessoa
a quem
se
vae,
I
sempre
involuntariamente,
amar;
e
nun
ca
se
espera
por nenhuma
prova
de
dedi
cação
e
paciência,
e
não se
póde
esperar
por
alguma
de
desinteresse
;
porque
o
amor
é
terrivelmente
interesseiro
no
seu ge
nero.
A’
s
vezes
dous
olhos
pretos,
dous
lá
bios de
coral,
e
um
instante
para vêl-os,
resumem
toda
a
historia
de
um
grande
amor.
Pois
bem,
ahi tendes
um
amor e
uma
amisade
:
o
primeiro,
filho
do
temperamen
to,
ou da
simpalhia,
ou
do
que
quizerdes;
o
filho,
em
summa,
de
um curto
momen
to,
èm
que
não houve
nem
reflexão
nem
vontade
:
a
f
cipalmente
a
todas
essas
bellas
quem
se
jurou
paixão
eterna;
a essas....
um
anno
depois
de
Ellas
vos
dirão
o
que
desde
po
já
foi
dito
: <o
desejo
é
a
prazer.»
Ou,
o que
pouco
mais
ou
prime
a
mesma
cousa
«a
morte do
amor
está
no
goso.»
Mas
emquanto
se
não
gosa,
ílammeja
um
desejo
immenso
que
accende
a
ima
ginação,
e
os
menores
encantos
são
per
feições
angélicas,
e
tudo é
engrandecido
ie
divinisado
no
objecto
que
se
ama:
da
mulher se faz
um
anjo.
Não
ha
mais
nada
de
terrestre
n
’ella :
|
houve uma metamorfose
operada
pela ima-
menos
ex-
Ahi
tendes
a
amisade,
virgem encan-l
Je> ®
a n|orle
do
amor.
I
baixo
tadora
cheia
de
pureza, de formozura,
de
ass
“
"
C
O“
'<>
v»nos
ha
pouco,
que
ama...
eraca
e
de
castidade;
e
o
amor,
menino
a<
l
U1110
»
,esin°
que
podia
instantaneamen-
Se
imoertinente
audacioso,
exigente,
impor-
le
iualar
a
amisade,
era
para
o
amor um
trabalha
uma
vida inteira
para lançai
o
por
tuno,
teimoso...
para
dizer
tudo,
menino1
meenuvo
mm
lhe
dava
mak
vmor.
e
lhel
terra,
malcreado.
O
que é
que
acontece
no
correr
da
vi
da
de
ambos?,..
Acontece
que
o filho
do
momento, que
devia
ser
o
mais
fraco,
é
o
mais
furte
;
que
o menino
malcreado,
que
devia
ser
menos
tolerado,
(
‘
muito mais.
incentivo que
lhe
dava
mais
vigor,
e
lhe
terra.
tornava
mais
intenso
o fogo;
veremos
ago-
E
nem
os
annos,
nem
a auzencia
pó-
ra,
em
compensação
lambem,
que o
prin-ldem
fazer
esquecer
a mulher
que
se
ama.
Porque
não houve
goso.
E
póde a
mulher ser
caprichosa
e
li
geira
:
póde
zombar,
póde parecer
incon
stante.
póde
desdenhar,
pódem
mesmo
as
severar
que
ella
é falsa;
o
homem
estará
prezo
a
seus
pés
como
um mizero
escravo.
Porque
não
houve
goso.
E
’
com
isto,
é
mercê
d
’
estas
considera
ções
mil
vezes já
enunciadas
de
modo
mil
vezes
melhor, que
se
explicava
o amor
extremoso
e
irresistível
de
que
o
joven
Henrique
se
achava
possuído
pela
filha
de
Anacleto.
cipio
que
anima
a
primeira
é
causa
do
resfriamento e
morte
do
segundo.
Queremos
fallar
do
goso,
porque,
em
bora
de natureza
distincta,
tanto o
amor
é
de quem
se
soffrelcomo
o
amisade
tem
o
seu.
Dous
amigos
gosam-se
com
a
troca
de
.....
A
amisade
para
viver
precisa
que
a
aju-
seus sentimentos
e
de
seus
cuidados,
go-
dem-
é
a
alampada
do
templo,
cuja
luz
sam-se
partilhando
mutuamente
os
pezares
se
extingue
se
lhe
falta
o
oleo
:
é
neces-
e
os
prazeres
um
do
outro,
ajudando-se
sario que
a dedicação,
o
desinteresse,
a
na
prosperidade
e
nos
trabalhos
da
vida
;
naciencia
que
já
tanto
se
provaram,
vão
e
esse
goso
anima
o
fogo do
sentimento
sempre
de
seu
existir
dando
novas
provas,
|
que
o
dá,jmraiza
ainda
mais
a
amisade
Agora
o
que
acontece
com
o
amor, per-
para
que
a
amizade
subsista;
para
que
a
que
o
promoveu,
virgem
uâo
fuja
envergonhada.
|
A"
í'
ra
n
«•
’
«
a
(Ctnlmia)
Não cuidávamos
que,
á
beirada
sepul
tura,
na
occasião
em
que
mais
cumpria
soltar
o
poenilet
me
sobre
os
aclos
da
sua
vida
militar,
que
tantos
damnos,
affronlas
e
escândalos
acarretaram
sobre
a
Egreja
em
Portugal,
o
marechal
Saldanha
viesse,
pelo
contrario,
aílirmar-nos
solemnemente
que
a
sua espada se
empregara
sempre
em
serviço
da mesma Egreja!...
Chama-se a
isto
......
Mas
o
respeito
peias
cinzas
ainda
qoen-
tes
de
um
morto veda-nos
de
dar
a esta
declaração
o nome,
que
em
verdade
me
recia.
Pois
não
sabem
ahi
todos
que
a espa
da
de
Saldanha
contribuirá
efficazmente
pa
ra
enlhronisar
em
Portugal
o
regimen
li
beral.
ou
por
outra,
o
governo
da ma
çonaria
?
Pois
não
foi
em
consequência
das
vi
ctorias
por
elle
alcançadas,
que
n
’
este
paiz
furam
abolidas
as
ordens religiosas,
expul
sos
os
legítimos
pastores,
e
substituídos
por inlruzos,
conculcadas
as
leis canóni
cas,
rolas
as relações
dos
(íeis
portugue-
zes
com
o
Chefe
visivel
da
Egreja,
me
noscabados
os
dogmas
da
nossa santa
fé
e
transtornada
toda a
economia
da
sociedade
catholica
?
Não
chegariam
até
aos
ouvidos
do ven
cedor
de
Pcrnese
d
’Almoster
os
dolorosos
gemidos,
com
que
o Pae
Cominuin
dos
Heis
lamentava
a situação
da Egreja
Lu
sitana
no
consislorio
secreto
de
I
de agos
to
de
1831?
«Apenas
é
disivel
(são
palavras
de
S.
Santidade
Gregorio
XVI) a
vehemencia
com
que
nos
angustianos
vendo em
espirito
aquella
Egreja chorando
as
suas
cousas
sagradas,
dignas
da
maior
veneração,
e
seus
bens,
ou
adjudicados ao
erário,
ou
vendidos
publicamenle
;'
os
templos
cele
bres
pela
concorrência
dos
lieis
occupados
hostilmente,
ou
fechados;
alguns precla-
rissimos
ministros
d
’
ell
<
tratados
o
mais
injuriosamente
possível, uns
expulsos,
ou
tros
deportados
para
iogares
aspérrimos
;
tiradas
as
santíssimas
e
mui
saudaveis
in
stituições,
e
outras
cousas
d
’esle
genero
apenas
criveis
e
ua verdade horrendas;
as
quaes
ao
mesmo
tempo
que
ella
soífre,
carece
até
do allivio
de
ter
um
que
em
Nos
so
Nome
lhe
assista em
tantas
tribulações
com
seus
conselhos
e auctoridade,
ao
qual
o
nosso Pro-Nuocio,
havendo
elle
mesmo
de sahir
d
’
alli
por
e/feito
da
força,
tinha
dado
suas
vezes».
Eis
uma pequena
parte
do lastimoso
quadro,
esboçado
pelo
proprio
Pontilice
Romano,
do
estado
a
que
se
viu
reduzi
da a
Egreja
Lusitana
em
consequência
dos
serviços do
marechal
Saldanha!
Dirá
alguém
que
este
não
esperava
das
suas
victorias similhanles resultados?
Mas
o
governo
do
imperador
D. Pe
dro,
ainda
assediado
pelas
armas
realistas,
decretou
a
abolição
dos dízimos
e
dos
fo-
raes,
e a
exiincção
da
palriarchai
e
das
ordens
religiosas
para
um
paiz
em
que
ajnda
não
dominava
;
e
a
espada
de
Sal
danha
encarregava-se
de
lhe
conquistar
esse
paiz.
afim
de
serem
ahi
levadas
a
elTeito
essas
medidas
tão
justas
e
de
tama
nha
utilidade
paia
a
Egreja.
Mas
em
29
de
julho
de 1833
era
o
cardeal
Justiniano,
o representante
de
S.
Santidade,
violentamenle
expulso
de
Lis
boa
pelo
snr.
D. Pedro, e
n
’
essa
mesma
conjuntura,
e
depois
d
’
isso, a
espada
de
Saldanha
continuava
a
lidar
em
prol
de
um
governo,
que
assim desacatava
o
Sum
mo
Pontilice
na
pessoa
do seu
represen
tante.
E
posteriormente
a
esses
e
a
todos
os
outros
actos de
manifesta
hostilida
de
do
governo
liberal
contra
a
Egreja,
quando
foi que
o marechal
Saldanha
prp
testou
publica
e
solemnemente
contra
el-
les
?
quando
foi
que,
desapprovando
os
e
stigmatisando-os
como
mereciam, declinou
de
si
toda
cumplicidade
n
’
elles?
Pelo
contrario
A
sua
espada
presti
giosa,
que tantas
vezes
se
desembainhou
ahi
a
favor
de mesquinhas
ambições
de
corrilhos,
que
tantas
vezes
provocou
o
exercito
portuguez
á rebellião
e
á
indis
ciplina,
nem por
um só momento
se
atra
vessou
no
caminho,
que
teem
trilhado
to
dos
os governos liberaes d
’
esta
terra, pa
ra
os
deter
na
sua
marcha
hostil
contra
os
direitos
contra
as
leis
e
contra
a
con
sciência
da
Egreja.
Compreliendia-se
bem que o
marechal
Saldanha,
desenganado
do
mal
inconscien
temente feito
á
Egreja,
repelisse
arrepen
dido:
errei;
estou
arrependido.
Mas
esta
allirmaliva
solemne
de
que
sempre
em serviço
da
Egreja,
e
jámcis
con
tra
ella,
arranquei
a
minha
espada—quan
do
um
partido sempre
infesto
á
mesma
Egreja,
sempre empenhado
em
guerreal-a,
sima
delicadeza
que o
caracterisa,
nos
vae
dando
uma
roda
de
néscios.
Somos néscios,
collega, somos;
não
podêmos
compelir
com
os
sábios da
«Pa
lavra»;
mas
fique certo
que
nos
não
zan
gamos com a
nossa mediocridade.
Agora
vamos
dizer-lhe
muito á
puri
dade que,
durante
bons 30
annos
que
lidamos
com
tipos,
conhecemos
ser
praxe
seguida
por
todos
os
escnplores
a
recti-
ficação
dos
êrros
—
mórmente
quando
gra
ves
—
que
passim escapam
á
revsão.
Sen
do,
porém,
o
êrro
da
natureza
da
tal
troca
do
pronome
nós
peio
adverbio
ndo,
que
no
caso presente
inverteu
lotalmente
o
sentido
do adversário;
é
certo
que
a
não
rectiíicação
neste
caso,
póde,
—
sem
motivo
para
admirações
—
ser
accusada
de
falta
de
lealdade.
Podia
ser, e
não
temos
repugnância
em
acredital-o,
que
não
houvesse
mais
do
que
um
lapso
tipográfico;
póde
ser
que
aquella
conjuncção
mas,
seguida
de
reti
cências,
queira
visar
a
coisas
muito
agra-
dáveis
para
lodos:
no
entanto,
qual
será
a
rasão
que obsia
á
satisfação
que
a
«Palavra»
deve
ainda
ao
«Direito»
e
aos
seus
leitores?
Será
apenas
o
demonio
do
orgulho
que
impeça
esta
prova
de
lealdade
c
boa-
fé?
Parece
nos que
a persistência
da
«Pa-
avra»
nesta
questão
inútil,
é imprópria
d
’um
jornal
sério
e
illustrado,
—
qualida
des
que
ninguém
póde
negar
ao
collega.
Theatro. —■
Eflec.luaram-se
mais
as
duas
recitas
annunciadas.
O
drama
Gaspar,
o
serralheiro,
que
subiu
á
scena no sab
bado,
atraiu
lambem
ao
theatro
grande
concurso
d
’especladores,
que
por
certo
se
não arrependeram
de
lá
irem.
O
drama,
quando
expungido
d
’
alguns
pequenos
senões,
é
uma
composção
de
mérito.
Tem
situações
excedentes, está
bem
escriplo,
e
o
enredo
é
condusido ha
bilmente.
-Não
permitte
a
iadole
d
’esle
jornal,
nem
o
espaço
destinado
a
estas aprecia
ções,
o
alargar-nos
muito
na exposição
das
impressões
que
qualquer peça
nos
pro-
dusa,
ou
da
opinião
que a
seu
respeito
formemos;
porisso
temos
de
limitar-nos
a
uma
apreciação
geral.
Quanto
ao
desempenho
deste
drama
pareceu-nos
qti^si
sempre
regular.
Manda a
verdade
que
especialisemos
os
actores
Samuel,
prologonista,
Abel
/Pedro
de Andrade],
e Silva
[D.
José
de
Mello].
No intervallo
do
3
“ acto.'a
joven
actriz
Thomasia
Velloso
cantou
brilhantemente
a
walsa Devaneios,
original
do
maestro
Al
ves Rente,
incontestavelmente
um
dos
nossos
mais
distinctos
compositores
mu-
sicaes.
—
No
domingo
foi
a
ultima
represen
tação
da
Filha
do Ar.
Tanto
ácerca
do
mérito
da
peça
como
ácerca
do
desempe
nho,
remettemos
o
leitor
para
o
que
respe-
ctivamente
escrevemos em
o
n.°
passado.
Enchente
real.
Consta-nos
que
a
companhia,
que
h>n-
tem
partiu
para
o
Porto,
volta
brevemen-
le
dar
mais
algumas
recitas, as
primei
ras
das
quaes
se
eílectuarão
no
sabbado
e
domingo.
Jírriiti»
importnsite. — Em
0
nosso
artigo
de fundo
do
n.°
passado,
na
col.
3.
a
,
linha
23,
onde
se
lê:
soffiem
maio
res
prejuízos,
de»e
ler-se=-soffrem
meno
res
prejuízos.
AKttriubkio
gemes
—
Estão
mar
cados
os
dias 24
(amanhã)
para
a
reu
nião
da
assembleia
geral
dos
accionistas
do Banco Mercantil
è
o dia
25
para
a
do
Banco
Commercial.
«saiaco
«lo
.vlíuho.
—
Reuniu-se
no
dia
20
a assembleia geral dos
accionistas
do
Banco
do
Minho,
pelas
11 horas
da
manhã,
no
novo
edifício
do
banco
afim
de
discutirem
e
approvarem
o
parecer
do
conselho
fiscal,
sob
a
presidência
do
exm.°
snr.
dr.
José
Maria
Rodrigues
’
de
Carva
lho.
occupando
os
Iogares
de
secretários
os
snrs.
João
Gonçalves
Pereira
Bastos
e
João
Augusto
d
’
Oliveira
Braga.
Usaram
da
palavra
os
accionistas
os
snrs.
dr.
Manuel
Vieira
d’
Araujo,
Fran
cisco
Baptista
da
Silva,
Grègorio
José
Al
vares
da
Silva,
Manuel Joaquim
Gomes
e
Domingos
José
Soares,
e
por parte da ge
rência
do
banco,
os snrs.
Manuel
Luiz
Fer-
reira Braga
e
Manuel
Simões
Braga—
Pelos
accionistas
dr.
Manuel
Vieira
d
’Araujo
e
Francisco
Baptista da
Silva, foram
man
dadas
para
a
meza
e
admitlidas
á
discus
são
as
seguintes
propostas:
1.
a
Para
que
fosse
eliminada
do
balan
cete
mensal
a
verba
de
7:541:878
reis,
im
portância
de
antigas
letras
em
liquidação,
e
conservada
em
conta
especial
a
quan
opprimil-a
e roubal-a,
colloca
essa espa
da no pantheon
das
suas
glorias, como
a que
lhe
assegurou
o
final
e
definitivo
triunfo sobre
os
que
defendiam
o
Altar
—
essa
allirmaliva
solemne,
repetimos,
de
pois do
que
ahi
temos
visto ha mais
de
40
annos,
não
podia vir
do
fundo
da
consciência,
não
podia ser
sincera, não
nos convence nem nos
çommove,
e...
cau
sar
nos
ia
até
indignação
se
não
se
tratas
se
de
um
homem
sobre
cuja
campa
a
Re
ligião
já
tem
gravado
o
misericordioso
par-
ce
sepullis!
I).
M.
S.
oniiLO
«Palavra».—
A
«Palavra»
de
sab-
bado,
20,
insere
varia
coisa
que
nos
diz
respeito,
e
á
questão sobre
que
leem ver
sado alguns
dos
nossos escripios.
Só
por
favor d’
um
amigo
é
que
viemos
a
saber
o
contheudo
da folha
portuense;
porque
até
hoje ainda
não
recebemos
o
respe-
ctivo
n.
u,
—
falta
que não
comprehendemos
bem.
Dirige-se
a
«Palavra»
a
nós
e
á
«Na
ção»,
e
desta
transcreie
as
seguintes
li
nhas.
a
que
subscrevemos
inteiramente:
«Devemos
uma explicação á
«Pala
vra»
.
«Pede-nos
no
seu
numero
1:330
que
transcrevamos
as
respostas
por
ella
dadas
ao
«Direito».
«Nós
não
publicámos todos
os
artigos
do
«Direito»,
publicamos
apenas
alguns
trechos
de
um
ou
ouiro
artigo
d’
aquelle
nosso
excellente
collega.
«Tem
elle
sustentado
muito
bem a ques
tão,
nem
para o fazer
necessita
do
nosso
auxilio,
se
necessitara
não
lh
o recusaria-
mos.
ainda
que
Iraco.
«Reproduzir
os
ariigos
da «Palavra»,
sem
lhes
responder,
seria
impossível,
por
isso
que
ella
não
ataca
só
o
«Direito»
in
sulta
todo
o
partido
legitimista.
«E
nós,
uma
vez
que
a
questão
foi
encetada
com
o
«Direito»,
e
que este
a
tem
ião
briosamente
sustentado,
julgamos
que
não
devíamos
intrometter
n
’
el|a.
Sem
todavia
nos
dispensarmos
de
dizer
ao
nos
so
illustre collega
o
«Direito»:
Estamos
ao
vosso lado,
como
não
podiamos
deixar
de estar,
porque
são
os
mesmos
artigos
assim
do
nosso
credo
religioso,
como
do
nosso
credo
político,
e
cordealmente
vos
abraçamos
pelo
bem
que
tendes
defendi
do uma
causa,
que
é
tanto
vossa
como
nossa».
Finda
esta
transcripção,
encherga-se
apenas
o
seguinte
appendiculo:
«Vá-nos
dizendo
no
entanto
se
o
ma
rechal
Saldanha
foi
ou
não
bom
catho-
ico»!
Quanto
a
nós
é
a
«Palavra»
um
pou
co
mais
extensa.
Reproduz
parte
do
nosso
artigo
do
pe
núltimo
n.°, e
entre
outras
coisas,
com
vista
á
«Nação»
e
ao
«Commercio
do Mi
nho»,
diz-nos
lambem;
«A
questão
é
esta:
0
marechal
Saldanha
deve
ou
não
considerar-se
bom catholico
?
ou por outra:
o marechal
Saldanha
pres
tou
ou
não
serviços
importantes
á
Egre-
a
•
*
Se
a
memória
nos
é
fiel,
parece-nos
que
nunca
dissemos
que
o
duque
de
Sal
danha
não
era catholico,
nem pozemos em
duvida
que
e
!le
morresse no
grémio da
religião
catholica.
Ora que
elle
era o
f.°,
ou
o 2.°
catholico
de Portugal,
e
que
com
a
sua
espada
prestara
serviços
impor
tantes
á
Egreja,
é o
que
contestamos.
Aqui
vem
a
proposito
convidar a
«Pala
vra»
para
que
leia o
artigo
intitulado
O
testamento
do
duque
de
Saldanha,
que
vae
n’
outro
logar
da
nossa
folha
d
’hoje,
es-
criplo
por
um dos
mais
notáveis
escriplo-
res
catholicos
do
paiz.
Já
vê
a
«Palavra»
que
não
são
só
os
humildes
articulistas
a
que
se
tem
referido,
os
que
entendem
que
o
collega
não
é
muito
feliz
na ques
tão
sujeita,
que
se
vae
prolongando
esle-
rilmenle,
só
porque
a
«Palavra»
assim
o
quer.
Referindo-se ainda
a
nós,
escreve
a
«Palavra»:
«Depois
vem
notar
um
erro
typogra-
fico
de facil
rectiíicação.
Se
o
«Direito»
tivesse
escriplo:
iNáo
pomos
os
princípios
catholicos
acima
dos
políticos»
etc.
não
diríamos
em
seguida: «Isso é
realmente
muito
louvável-
etc».
Francamenle, isto
não
é resposta
ao
que
nós
escrevemos.
E
se
não ligássemos
tão
alta
importância,
como realmente
li
gamos,
ao
collega,
deixal-o-hiamos
em
santo convívio
com
o
seu
orgulho.
Também
o
collega,
com
aquella
finís
tia
de,
1:850s8000
reis,
importância
de
duas letras
falsas,
até
que
se
decida
a
respectiva
acção
criminal.
2.
a Auctorisando
a
gerencia
e
o
conse
lho fiscal
a
applicar
a
importância
do
fun
do
de
reserva,
quando
julguem
opportu-
na
a
occasião
;
a compra
de titulos
se
guros
e
de
facil
venda.
3.
a
Auctorisando
o
conselho
fiscal
a
gratificar,
como
o entender,
a gerencia
e
empregados
do
banco.
4.
a
Para
que
se
dê
um
voto
de
louvor
ao
conselho
fiscal,
presidente
da
assem
bleia
e do
mesmo conselho,
e
gerente
Manuel
Simões
Braga,
pelos
relevantes
serviços
prestados
ao
banco.
5.
a
Auctorisando
a gerencia
e o con
selho
fiscal
para
conservar
on
supprimir
a
caixa
filial,
como
o julgar mais
convenien
te
aos interesses
do
banco.
6. a Auctorisando
a
gerencia
e
o
con
selho
fiscal
a representarem
á
camara
dos
deputados contra
a
proposta
de
lei
apre
sentada
pelo
snr.
ministro da
fazenda
so
bre
a
reorganisação
do
Banco
de
Portu
gal.
I
anto
as
conclusões
do parecer
do
con
selho
fiscal,
como
as
propostas
acima
men
cionadas
foram
approvadas
pela
assembleia,
e
u-ando
o
presidente da
palavra
para
agradecer
em
seu
nome
e
no
do
conselho
fiscal
a que
presidiu,
o
voto de
louvor
com
que
foram honrados
pela
assembleia,
declarou
encerrada
a
sessão.
—
O
concelho
fiscal que
foi
nomeado
na
reunião
anterior compõe-se
dos snrs:
Antonio
José
Gonçalves
Braga.
Joâo
Antonio
d
’
0hveira Braga.
Lourenço Soares
Rodrigues.
José
Luiz
Vieira
da
Silva.
Substitutos
:
Manuel
Joaquim
de
Faria.
Antonio
Moura Monteiro.
Dr.
Manuel
Vieira
d
’
Araujo.
O dividendo,
que
é
de
3
0|Q,
on
reis
3$000
por
acção,
continua
a
ser
pago to
das as
segundas,
quartas
e sextas-feiras.
AM«neis«çi»o
4’atl»oJiei
*
.
—
Os
alum-
nos
da
eschola
mantida por
esta
associa
ção festejaram
S
Sebastião,
com
as
of-
fertas
de
dinheiro
que
os paes
lhes
de
ram
para este
fim.
Houve
quarltelo
de
musica
á noite
pago
por
elles,
e o
dire-
cior espiritual
dirigiu-lhes
um
breve
dis
curso
em
que
louvou
e
estimulou
a
pie
dade das
creanças,
prometendo
em
nome
da
junta
directora
fazer-se
lodos
os
an
nos
uma festa escolar
em
honra
do
pa
trono
da escola,
que
serí
S.
Luiz
Gonza
ga,
distribuindo-se
n
’
esse
dia
alguns
pré
mios
aos mais
avantajados
no
estudo
das
primeiras
letlras.
O
enthusiastno
das
creanças
é facil
de
comprehender,
bem
como
a
satisfação
dos
paes.
€!i«tecS«ege
«ía erentifni».—
C
meça
no
domingo
proximo
na
egreja
do
Popu-
lo
para
continuar
todos
os
domingo<
e
dias
(estivos
até
á
festa
da
SS.
Trindade,
em
cuja
occasião
se
fará
a
primeira
com-
munháo das
habilitadas
e
o
exame das
premiandas.
Durante
a
camchese
também
se
des-
tribuem
alguns
prémios
menos
valiosos
que
os
íinaes
ás
que
forem
assíduas
á
doutrina.
E
’
esta
uma
das
obras
que
muito
hon
ra
a
Associação
Catholica
d
’
esta
cidade
pelos
fructos
copiosos
que d
’ella
provém
á
sociedade
em
geral
e
á
íamilia
em
par
ticular.
Também
tem
sido
muito
concorrida
a
catechese
popular
que
todos
os
domingos
se
faz
na
egreja
do
Collegio
Ursulino.
Não
só
mulheres
mas grande
numero
de
h<
-
mens
enchem o templo,
mostrando
uma
certa
avidez
de
instrucção
religiosa.
A
Associação
Catholica
por
taes obras
hem
merece
o
louvor
e
coadjuvaçào
de
todos
os
que
se
presam
de
religiosos.
Vê
se
a
sua
utilidade
porque
susten
ta
uma
escola
e
duas
catecheses:
uma
para
todo
o
povo e outra privativa para
as
creanças;
além
das
praticas
e
confe
rencias inslructivas
dadas na
própria
casa
da
Associação.
Sabemos
que a
administração
d
’
esta
Associação tem
em
vista
outras
utilíssi
mas
obras
que
promptamente realisaria
se
o
numero
dos
seus associados
atigmen-
lasse mais um
pouco.
Cuniansgsão do recengemnento.
—
Realisou-se
no
dia
14
a
eleição
da com
-
missão
recenseadora,
comparecendo 28
eleitores,
dos
quaes
18
votaram
na
lista
governamental
e
1(1
na
da
opposição:
O
resultado
d’essa eleição
foi
o
se
guinte
:
Presidente,
dr.
Jeronymo
da
Cunha
Pi-
mentel.
Vogaes,
dr.
Manoel
Joaquim
Corrêa
Velloso
; Jacintho
de
Magalhães
d
’
Araujo
Queiroz
;
Alfredo
Alves
Passos
;
conselhei
ro
Francisco
de
Campos
d Azevedo
Soa
res
;
dr.
José
Joaquim
Gomes
d
’Araujo
Alvares;
e
Antonio
Esteves
de
Amorim
Barboza.
Substitutos:
—
Vice-presidenle,
dr.
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria.
Vogaes, Joaquim
Firmino
da
Cunha
Reis;
Manoel
Joaquim
Gomes;
José
Pei
xoto
de
Magalhães
;
dr.
José
Borges
Pa
checo Pereira; dr.
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior;
e
João
Antonio
da
Sil
va
Pereira.
Capelia de S.
Vle
*
or.-Nota
das
quantias
recebidas,
bem
como
dos
mate-
riaes
de
construcção
oílerecidos,
(com
os
valores
aproximados)
por
os
senhores
abai
xo
descriptos.
Transporte
..................... ...
•
•
1:0784840
Dr. Medico
Gonçalves,
(d
Ama
res)
um
pinheiro
manso
.
.
44500
José
Maria
Dias
d
’Oli
veira,
(dois
paus
de
castanho)................
104500
Constantino
Vieira
de
Castro,
(um
dito)
............
94000
Manoel
Gomes
da
Silva
Mattos,
(um dito)........................ .
8$000
Antonio
d
’Araujo Vasccncellos
Feio,
(dois
ditos)
.
114000
Simão
Pereira
(um
dito)
.
.
.
74500
D.
Margarida Fortunato
de
Sil
veira,
(dois
ditos)
............
124500
Bernardino
d
’
01iveira Leite,
(um
dito)......................................
84000
Domingos Manoel de
Mello Frei
re
Barata, (nm
dito). .
.
.
44500
José
Bernardo
(dois
ditos)
.
.
64OOO
Sornma
reis.
.
. .
1:1604340
==
C3M =3
=3
A
commissão encarregada
da recon-
slrucção d
’
esla
obra,
pede
a
todas
as
pes
soas
que
se dignarem
subscrever
para
tão
importante
melhoramento
publico
que
sa
tisfaçam
as
quantias
offerecidas
quando
lhes
forem solicitadas pelos
cobradores
Domingos
e
Carvalho
afim
de
saber
a
quantia
de
que
realmente
póde
dispor,
e
para
poder
publicar
todas
as
verbas
infe
riores
a 44500
reis
até
hoje
recebidas,
para
se
não dar
algum
engano
na
extração
das
mesmas
do
respectivo
livro
de re
ceita.
iVs
*
expoiiçã« di»
t
’SiíladeSpfsia.
—Apresenta-se
á
porta
um
indivíduo
cego
de
um olho.
—Senhor,
diz-lhe o
porteiro, 0
preço
da
entrada na
exposição
é
de
um
fran
co.
—
Pagarei
meio
franco
porque
não
te
nho
senão
um
olho.
5
*
ii-eeioMi«!i»de.
—
Poz-se
ha
pouco
em
venda
em
Amiens
uma
peça
muito
preciosa
que
pertencera
a
M.
Bertin,
cu
ra
Pertit-Saint-Jean-les-Amiens,
recente
mente
fallecido.
E’
uma
caixa
de
rapé,
d’
escama
0 ou
ro.
tendo
em
medalha
0
retrato de Luiz
XVI
e contendo
dentro
cabellos
‘
la
infeliz
Maria
Anlomelta.
Esta
caixa
de
rapé
foi
adjudicada,
ao
preço
de
1,255
francos,
a
M.
Francisco
de
Bruyckere,
de
Amiens.
Affirma-se
que
é
uma
peça
d’
uma
au-
thenticida
le
indiscutível.
A proclniiiiifãn
da
imperatriz
Victaria.
—
Vários
maharadjahs
da
ín
dia,
como
0
de
Cachemira,
0
da
Trava-
more
etc.
foram
nomeados
conselheiros
da
imperatriz
Vicloria,
titulo puramenle
honorifico.
No
dia
26
de dezembro á
tarde
0
vice-rei,
lord
Lytton,
oflereceu
ao
gover
nador
de
Madrasta,
ao
das
provincias
do
Noroeste,
de
Bengala,
do
Pendjab,
e
ao
commandante em
chefe
do
exercito, ban
deiras
com
que
os
presenteava
sua
mages-
tade a
rainha.
No
dia
1
de
janeiro
celebrou-se
effe-
ctivamente
a solemne
ceremonia.
O
logar escolhido
para
a
proclamação
foi
uma
extensa
planície,
a
tres
milhas
do
acampamento de
Delhi.
Alli
se
erigiu
um
throno
e
um amfi-
theatro.
O
throno
ficava collocado
debaixo de
um
docel branco,
vermelho e
oiro,
en
cimado
com
uma
grande
coroa
impe
rial.
Defronte
do
throno
estava
um
grande
simicirculo
de
cadeiras,
para
os
chefes
indígenas
e para
os
oíficiaes
superiores:
por
traz
do
throno
estavam
dois
grupos
de
cadeiras,
reservadas para os
hospedes,
que eram
0 Khan de
Khelat,
0
governador
geral
dá
índia
portugueza,
0
snr.
João
Tavares
de
Almeida,
as
deputações
de
Sião.
de
Mascate
e
de
Napaul,
e
os
cônsules
estrangeiros.
As
cadeiras
ficavam
de
um
lado
e
de
outro
da entrada
pmcipal,
(Ponde
corria
um
tapeie
vermelho
até
aos pés
do
thro
no.
O
espeçtaculo
era
verdadeiramente
ma
gnifico.
visto
das
cadeiras
dos
visitam-
tes.
Os
chefes
com
os
seus magníficos
ves
tuários,
apinhavam-se
nos
seus
togares,
defronte
do
throno,
e
por
traz
d
’el!es
cen
tenares
de elefantes davam um aspecto
maravilhosamente
oriental
áquella
scena.
Ao
meio
dia
entrou
lord Lytton, ves
tido
com
0
unif
rme
de
grão-mestre da
Eslrella
da Índia,
seguido
por
um
brilhan
te
estado
maior.
O
arauto,
0
gigantesco
major
Barnes,
leu
a
proclamação,
em
inglez,
depois
mr.
Thornlou
leu-a
traduzida
em
indu.
Então seguiu-se
a
salva-de
101 tiros,
a
sal
a
imperial,
depois
descargas
de
in-
fanteria.
Lord Lytton
leu
um
discurso,
e
a
as
sembléa
dispersou-se.
No
mesmo dia
a
imperatriz era
pro
clamada
lambem
solemnemente
em
Bom
baim,
em
Calcullá
e
em
Madrasta.
Fnvenenamento pelo
chumbo.
—Um
chimico
francez
enumera
assim
va
rias
causas
de envenenamento
pelo
chum
be.
O
lithargyrio
serve
para
falsificar
vi-
n
hos
Clarifica-se
a
cerveja
com
saes
de
chum
bo.
Faz-se
pão
coin
farinha
que
contém
alvaiade.
O
cliá
é
conservado
em
caixas
forradas
de
chumbo.
As
amêndoas
são
coloridas
de
ver
melho
pelo
zarcão,
de
branco
com
alvaia
de
e
de
amarello
com chromato de
chum
bo.
O
chromato
de
chumbo
serve
lambem
para
reforçar
a
côr
amarella
da
mantei
ga-
Os
papeis
metálicos,
que envolvem
0
chocolate
e
varias
conservas,
contém
chumbo.
Ha
chumbo
nos
cartões
de
visita,
nas
obreias
de
cór,
no
arrebique,
nos
cos
méticos,
tinturas
para 0 cabello
e
barba,
pó
de
arroz,
aguas
de
Colonia
de
qualida
de inferior.
Ha
chumbo
na athmosfera
de
aposen
tos
pintados
de
novo.
E
a experiencia
tem
provado
que
é
elle
a
causa
de
envenenamentos
agudos
ou
chronicos.
Ineemlio
m
'
ibíu
convento.
—
Ha
dias
um
despacho
annunciava
que
um
in
cêndio
rebentara
no
convento
Sainte-Eti-
sabelh,
perto
de
Joliesse,
no
Canadá,
e
íizerá
treze
victimas.
O
«New-York
Times»
recebeu
alguns promenores
sobre esta
ca
tástrofe:
Antes
das
nove
horas,
e
irmã
superiora,
tendo
satisfeito
a
sua
visita ha
bitual
a
cada
andar,
achava
tudo
em
or
dem.
Entretanto,
ás
nove
e
vinte
minu
tos,
0
convento
estava
em
fogo,
e
as
chammas propagavam-se
com
uma
tal
ra
pidez
pue se
não
poude
pensar
em
combater
0
flagello.
Os
meninos,
que
estavam
deitados,
pre-
cipilaram-se
por
todas
as sahidas,
as
ir
mãs
ajudaram-nos
a
salvar.
Havia
alli 47
raparigas;
13,
que se
achavam
no
ultimo
andar, foram
queimadas
vivas. A
procura
dos
cadaveres pelos
parentes,
no
dia
se
guinte
do
sinistro
deu lugar
a
scenas
des-
pedaçadoras.
Ignoram-se
ain-la
as
causas
d
’
esle
ter
rível
incêndio.
Furacão
nus Cauaria». —
Um
fu
racão
dos
tropicos
d
’
uma
violência inau
dita
desencadeiou-se
sobre
0
archipelâgo
das
Canarias
nos
dias
10,
11
e
12
de no
vembro
ultimo.
Das
sete
ilba^,
Gomero,
Hierro,
Grande-Canaria,
Lanzorote,
Palma
e
Tenerifle,
que formam
0
grupo das
Ca
narias,
nenhuma
foi
poupada; desde
a
trom
ba
de
1825.
não
ha
memória
de
ter
ha
vido
n
’
esta
parte
do
oceano
Atlântico
uma
tempestade
tão
furiosa.
Em
Tenerifle,
as
plantações de
canna
de
assucar.
de
tabaco,
um
grande
nume
ro
de
palmeiras
e
muitas
construcções
foram
arrasadas
pelo
vento
do
sul.
Perto
de
Guimar,
cidade
de
3:600
habitantes,
a
que
brada
de
Guaza, transformada em
torren
te,
arrastou
para
0
mar
terrenos
cultiva
dos
que se
contavam entre os
mais fer
ieis
da ilha. Só
os
castanheiros
seculares
do
valle d
’
Orolava resistiram
á
tempesta
de,
mas
soffreram
muito.
Em
Palma, as
amendoeiras
ficaram
despidas. Na
Gran
de-Canaria,
principalmente
nos
districtos
de
Gula
e
d
’
Arucas,
as
perdas
são im-
mensas.
Sabe-se
que
a pro lucção
da
cochonil-
la
é
uma
das
principaós
riquezas
do ar-
chipelago
canariense.
Este
pequeno
inse-
cto
alado,
que
fornece uma
substancia
tinturaria
tão
preciosa.,
vive
sobre
os
no
pals,
especie
de caclus,
cuja
haste
car
nosa
é
guarnecida
de
aguilhões.
Sob
o
nome
de
grão
escarlate
*
expor
tam-se
todos
os
annos
de Santa-Cruz
a
Tenerifle
mais
de
4
milhões
de
francos,
sobre
os
quaes
0
governo
hespanhol
re
cebe
um
imposto
muito
importante.
Os
nopals
foram
etn
parte
desenraiza
dos
e
despojados
de
suas
cochonillas.
E
’
um
verdadeiro
desastre
para
os
cultivado
res
das
principaes
ilhas
onde
se
plantava.
Desde muitos annos havia uma grande
quantidade de
nopals
nos
terrenos
impró
prios
á
cultura da
vinha.
No
mar,
assignalam-se
accidentes
nu
merosos
durante
esta
espantosa
tormenta.
Entre
Palma
e
Tenerifle,
houve
abordagem
entre
dois
steamers
iuglezes
que
soffreram
grandes
avarias.
Cliuv»
vermelha
—
Acaba
de
se
produzir
um
fenomeno
extranho
em
Sain-
Jaent-de-la-Mer.
D
’
um dia
para
0
outro,
choveu
bas
tante.
No
dia
seguinte
de
manhã,
viu-se
que
este
aguadeiro
era
vermelho;
tinha
absolutarnenle
a
cór
da
agua
misturada
com
uma grande
quantidade
de
vinho.
A
primeira
pessoa
que
fez
esta
des
coberta
pensou
que
isto podia provir do
vaso
que
lhe
servisse
de
reservatório,
no
qual
tivesse
cahido
alguma substancia
da
mesma
côr;
mas,
dirigindo
se
a
casa
dos
visinhos,
pô-le
em
breve
verificar,
nas
famílias
Guilhard,
Malié,
Dagorne.
Quéma,
etc.,
que
a
agua
escorria
das
goteiras
era
vermelha.
Um outro
indivíduo
encheu
uma
garrafa
d
’
esta
agua e transportou
a
a
Di
nan
para
se
lhe
fazer analyse.
Efleitos depositados
.
. .
12:090400®
Caixa........................................ 23:678446
*
Agencias
no
paiz. . . .
29:551421^
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
11:823418^
Empréstimos
s.
penhores.
157:744466®
Ditos
em
c.
c.
com
caução
256:113418^
Devedores
geraes.
.
.
.
13:3294133
Papeis de
credito.
.
.
.
7:600431®
Mobília
e
utensílios.
.
.
2:03941
|4
Despezas d
’installação
.
.
2:798475
2
Contas interinas.
. .
.
3:8914228
900:0444821
Puasivo
Capital
...................................
750:0004000
Fundo
de reserva.
.
.
.
2:37046
>1
Devidendos
a
pagar.
.
.
5:4694600
Depositos
á
ordem
.
.
.
1‘
.
:2<>94802
Ditos
a
praso
.......................
90:08^47
40
Letras
a
pagar
....
1504000
Credores
d
’
effeitos
deposi
tados
.........................................
12:0004000
Devedores
e
credores.
. .
1:3544164
Ganhos
e
perdas
.
.
.
.
27:4
94914
900:0414821
CovHhã
31
de
dezembro
de
1876.
Os
Direçtores
I.
T.
Megre
Ryester.
A BapUsta
A.
Leilão.
ílurte doa
trea
maiorea rieaa-
soa <i’Americ».—
Morreram
os tres
mais
ricos
americanos.
Esta trilogia
compunha-se
de
MM.
As-
tor,
Slewarl
e
Vanderbilt.
Os
dois
primei
ros
falleceram
0
anno
passado,
0
terceiro
acaba
de
sucumbir
na
idade
de 80
annos.
Deixa
uma
fortuna
avaliada
em
400
mi
lhões
de
francos
0
que é
quasi
a
somma
legada por
cada
um
dos dois
primei
ros.
Estes
tres
tinham,
pois,
chegado a
ajuntar um
milhar
e 200
milhões
de
fran
cos
1
Conaulea
portuguezea.—
Segundo
a
nota
que
publicou
a
folha
oííicial, ve
mos
que
ha
25
cônsules
na Allemanha,
2
na
Áustria,
9
na
Bélgica,
13
na
Di
namarca.
44
na
França
e
nas
suas
colo
nias,
103
na
Inglaterra
e
colomas,
3
na
Grécia;
63
na
Hespanha
e
colonias,
39
na
Ilalia,
8
na Holanda
e
colonias,
8
na
Rús
sia,
32
na
Suécia e
Noruega,
3
na
Suis-
sa,
9
na
Turquia
da
Europa,
e
9
na
da
tsia,
6
na
China,
1
no
Japão,
1 em Sião.
6
no
Egypto,
1
na
republica de
Orange,
9
em
Marrocos, 2
na republica
de
Áfri
ca
Meridional,
1 em Zamzimbar,
1
em
Tunis, 17
nos
Estados-Unidos,
2
no
Mé
xico,
1
no
Haiti,
1
em
S.
Domingos,
2'
em
Honduras,
1
em
Panamá,
98
no
Brazil,
5
no
Peru
e
Chili,
16
nas
republicas
ar
gentinas,
I
em
Vonezuela,
e
1
nas
ilhas
Sandwich.
Total
563
cônsules.
Lição <i« oriogralii»
—
Um
sargen
to lanzudo
é
encarrega
lo
pelo
coronel
de
lhe mandar uma
ordenança
com uma
pa
lavra
de
recommendação
sua.
O
sargen
to vè-se
em
embaraços,
porque
0
estylo
espitolar
não
é
0
seu
forte.
Laboriosamente,
com
toda
a
paciência,
suando sangue
e
agua
por
todos
os
po
ros,
0 sargento
quer
escrever
a
terrível
carta
de
recommendação,
procurando
as
palavras,
retorcendo
os
bigodes
e
batendo
na
testa
para
encontrar
uma
frase
elegan
te
e
correcla.
Uma
linha,
duas
linhas,
até
aqui
tudo
vae
bem.
De repente
pára,
ergue-se diante
delle
uma
barreira
Orde
nança"?
escreve-se
com
dois
nx
ou
será
apenas
com
um?
Passa
um
camarada,
tao
lanzudo
como
0 nosso sarjenio.
Em
qua
tro
palavras explica-se o
caso:
—
Ordenança
? ou ordenança
?
O
outro
scisma
um instante.
-O
indivíduo
é
bom
sujeito?
—
Se
é!
—
Então
chimpa-lhe dois
nn.
Dividendo
do
2."
semestre
de 1876.
A
gerencia
(Peste
Banco
annuncia
que
0
dividendo
do 2.°
semestre
de
1876
ap-
provado
em
assembleia
geral de
hoje é
de
3
()|Q
ou
3490o
reis
por
acçào,
e
que
será
pago
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas-feiras
desde
as 10
horas
da
ma
nhã
até
á
1
hora
da
tarde.
Os
snrs.
accicnistas
do
Porto
podem
recebel-o
na sua
Caixa
Filial,
e
os
de
Lis
boa
e
Guimarães
nas
respectivas
agencias.
Braga
20
de Janeiro
de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho
Os
GERENTES.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Francisco
Casimiro
da Cruz
Tixeira.
Manoel
Simões
Braga.
(54)
K
íli
VCO
SHH
VI I.8JIÃ
Sociedade
anónima
de responsabiledade
limitada.
São
convidados
todos
os
snrs.
accio-
nistas
d
’este
Banco,
a reunirem-se
no
dia
28
do
corrente
por 4
horas
da
tarde,
n
r
edifício
onde
está
instalLdo
0
mesmo
Ban
co
n’
esta
cidade,
a
fim
de
se
cumprirem
as disposições
do
§ I?
do artigo 18
dos
estatutos,
e
para
a
eleição
dos
cargos
de
Presidente da
assembleia
geral
e
de
diis.
vogaes
substitutos
do
conselho
fiscal,
que
falleceram.
Covilhã,
5
de janeiro
de
1877.
O
secretario
da
assembleia
geral,
Francisco
Rodrigues
Antunes
Caslanhinha.
(51)
____________
A1TENÇÀO
Vende-se
a
grande
e
mimosa
quinta
do
convento
em
Pombeiro,
que
foi
do
falle
cido
Antonio
Pereira
Leite Guimarães;
é
de
natureza
alludial,
toda
fechada
pela cir
culação
de
um
muro;
é
de grande
rendi
mento
em
pão.
vinho,
fruclas etc ,
aguas
em grande quantidade.
Fica distante
da
cidade
de
Guimarães
uma
legoa.
Para
tra
tar,
na referida
cidade, rua
das Oliveiras
n
0
52,
com
o
snr.
João
Marinho da
Cu
nha
mi em Santo
Estevão
de
Regados
com.
0
herdeiro
José Joaquim
Lobo,
e
procu
rador
0
snr.
Manuel
Pinto
Durães.
(53)
Balanço
em
31
de eDezmbro de
1876.
Activo
Accionistas.............................
1:800$000
Leltras
descontadas
e
a
receber
..............................
377:5734987
PRADO DTRJÃSS
Quem
pretender
tomar
d’
arrendamen-
to
o
prado
d
’
Urjães,
pertencente
á
casa
de Sinde,
e
que
-consta
de
lavradio,
vi-
donho,
e
arvores
de fructo,
póde
dirigir-
se
11’esla
cidade
á
rua
de
S.
Geraldo»
n.°
17.
I4
*
)
Companhia Geral Bracarense
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’es-
ta
companhia
a reunirem-se
em assembleia
geral,
no
escriptorio
da
mesma,
no
dia
26
do
corrente,
peias
li
horas
da manhã,
para
os
effeitos
dos
artigos
12 e
14
dos
«statutos.
Braga 15
de
janeiro
de 1877.
O
Presidente,
de
um
gosto
agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos
de
Paris;
curào
os
dellussos,
gripe, tosse,
dores
de
garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias e da
bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré. Preços
540
•
810
reis.
Pasta
260
reis.
Em
Lisboa
;
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias.
etc.
(46)
Francisco
de
Campos
d
’Azeredo
Soares.
LOTARIA
PE
W1(l
(II10RIIN
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e
saudaveis
d’
esta
cidade,
acha-se
para
alugar
uma
casa
até
ao
pro-
Miguel
;
e
hem
assim,
se
vende
O SACBOSANTO E ECUMENICO
BRAGA.
gRUA
de
s
.
marcos
,
N.
5.^
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
íá
ig
ximo
S.
por
preço
mni
commodo
a mobília e
piano
existente
na mesma
e
completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
qoeiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
■casa
Almeida <Jc Pereira.
(24)
EDI
LATIM E PORTUGUEZ
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
<!e
casas,
tudo
de
boa
quali-
S
*-
•X
dade.e
preços
muito
resu-
§
midos.
FLUIDE
IATIF
DE
JONES
Por suas propriedades
beneficas, goza este
pro-
ducto de alta
e merecida reputaçxo. Suarixa e ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas
pelas mu
danças de
clima, pelos banhos do mar, imprassSes
desagradareis
do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçao faz desapparecer
as
ra
chaduras das
mSos e dos
beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É muito digno de ser recommandado ô
Sabão
latif,
que possue
todas as
propriedades suavlzan-
tes
doFluide,
e um
aroma
delicadissimo.Preço 500
r*.
23,
Boulevart des Capucines, Parts,
De
Fronte da entrada do
Grand-Uotel.
i
Fabricante de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
)
de papel, Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos de Lusco, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêlo
n.°
28—
30
(26
•)
NOVA
EDICÇAO
REVISTA
Será
publicada
em
fascículos
de
96
paginas,
formato
e
papel
do Thesouro
po
Sacerdote,
Apologia,
Historia
ecclesiastica.
■>
Preço
de
cada
um
..............................................
200
réis
»
pelo
correio...................................................
215
»
<3
Vende
cimento
roma-
$
$
no
para
vedar
aguas,
ges- &
so
para
estuques
de
ca-
í
sas,
tudo
de
primeira qua-
1
ík
lidade.
(Z
*
)
1
A
obra completa terá
6
fascículos,
o 1.®
sahirá
no
dia
15
de
Fevereiro.
A
BÍBLIA E A
NATUREZA
TH2A.D.
OO
PELO
DR.
JOÃO
MANOEL CORRÊA
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO PROPH1XAT1CO
digníssimo
professor do
seminário de S. Pedro e do
lyceu
nacional de Braga
Começará
a
publicação
regular
d
’esta obra
no
fim de Março
em fascículos
de 200 réis.
Recebem-se desde
já assignaturas para estas duas publi
cações.
(3U)
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda a qualida
de
de
purgações
tanto antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na phar
macia Madureira, rua
do
Triunfo
n
0
142,
proxmio
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco—
400
rs.
(4149)
CQ
GRANDE
REDUCÇÃO
NOS
PREÇOS
DAS
Rua
de S.
Vicente, n.° >3.
ESCOLA
AMERICANA.
LUMlEliíO
A JUH(J
Consultorio a
toda
a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo (antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(43)
CIRURGIÃO
DEMISTA
approvado
pela
escola
medico
-
cirurgi
-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
indo
qu«nto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
( 36
tt
)
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de Braga,
faz
constar que tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro de 5
por °|
livres,
sobre
hypolhcca.
(4481)
°
No
estabelecimento
de
Adelino José
Viei
ra
venderam-se
os
n.
os
seguintes,
premia
dos
na
loteria
de
10
do
corrente
:
14608
e
19483,
com
540$000
reis
ca
da um;
7401,
7410,
9637 e
2658,
com
72$000
reis
cada
um.
(52)
POLVO
BOM E GRAÚDO
Vende-se
aos costaes
no
largo
do
Ba
rão
de
S.
Martinho
b
.°
27.
(15)
Continúa
por
mais
15
dias,
a
contar
da
data,
a
venda
de
machinas
de
cozer
com
abatimento
de
50
por
cento.
Francisco
Xavier Peixoto,
proprietário
do
deposito de
machinas
de
cozer
na
rua
de
8.
Vicente
n.°
17,
convida
por
este
meio
lodos
os
devedores
a
liquidar
suas
contas
com
a
maior
urgência
;
bem
como
as
prestamistas a
pagar
suas
prestações
atrazadas,
tudo
a
fim
de
evitar
expedien
tes
pouco
airosos
para
os
remissos.
—
Braga
5
de
janeiro
de 1877.
(6)
CULLEGK
>
1NGLEZ
DO
Sagrado
Cornçãu de
Maria Virgem
linmaeiilada
D.
Margarida
Heuuessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que as famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma verdadei
ra
e completa
educação,
tanto
de Braga
como das
localidades
adjacentes,
ha cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas, semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy. lendo
obtido
para
levantar
o
seu estabelecimento,
a
belia
casa
da rua
de S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex.mo
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
principiará
a
funcciunar
no dia
2
de
Fevereiro.
Para esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.”
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Rev.° João
Pe
dro
Ferreira Airoza, e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
Lecciona-se
o curso
da
lingua france-
za
na
rua
do
Anjo
n.°
II,
desde
as
6
ho
ras
da
tarde
até
ás
7,
pela
quantia
de
800
reis
mensaes,
pagos
adiantados.
(4412)
FILIAL DA CAIXA
IXOVOMICA PEVHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................ SROiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramenl-s,
e
sob^e
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor não
inferior
a 100
réis.
Recebe pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando juros aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7 da
noiie,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
AII.HAZK1I
llii IIMIIIS
D0
ALTO DOURO
DA
CASA
RE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa) 150
»
»
»
» .
19o
»
Lagrima
...............................
200
»
Branco
de
meza..................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
....
300
•
Malvasia
de
2.
a
..............................
360
»
»
velho
....................................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.................................... ......
»
Alvaralhão.........................................
g60
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho para meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N«)
Parte de Comércio do Minho (O)
