comerciominho_22121877_729.xml
- conteúdo
-
&rOCO3HSIE®
A.S
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes.................................. 1^600
»
6
»
.............................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.......................
20
Repetição.........................................
10
PREÇO
[DA
ASSIGNATURA
5? ANNO
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes..................
2&000
»
6
»
.................
1&050
» sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...........................
10
N.°
729
vender
a
terceiro
a
edição
do
seu
tra
balho,
dando
de mão
a
quem
tantos
ser
viços
lhe preslára,
que
por lodos
os
molivos
devia
ser
preferido,
ou
ouvido,
e sem
ao
menos
lhe
dar
a minima
sa
tisfação,
procedeu
levianamente, e até
pouco
dignamente.
Decerto
—
a
não
ser
por ignorância,
o
que
não
lhe
admitio
—
não
calculou
s. s.a
as consequências
que
isso
acarretaria
sobre
o
seu
parente
a
quem
chamava
amigo
e
se
dizia agrade
cido
!
I
Se esta
questão
fosse
meramente
po
lítica,
eu
dal-a-hia
ao
desprêzo:
mas
não;
ella
imporia
á
minha
pessoa e
ao
credito
do
meu
estabelecimento,
de
que
vivo.
O
modo como
n’
ella
andou
o
snr.
calenda
rista
Briteiros.
como
certamente
não
pro
cederia
o
mais
reles
burguez
de
Tuy,=-
quanto
mais
um
ecclesiastico que
quer
ser respeitado,
um
parente
que
se
diz
grato,
um cavalheiro
que
o
deve
ser(l);
e
certos
remoques
do
tal
novo editor; fa
zem-me
crer
que
esta
meada
(facillima
de desenvencelhar)
não
póde
ser
senão
questão
de cifras. Mas
não:
os
motivos
talvez
fossem
outros.
E
não
os
diremos
porora,
nem
referiremos
varias coisas fa
miliares
pelas
quaes
o
snr.
calendarista
Briteifos
deve
ser-nos
agradecido,
—
o
que
faremos
quando
a
isso
s.
revd.
a nos
pro
voque.
Vejo
me
no
entretanto na
obrigação
de
dar,
com
a
linguagem
das
cifras,
uma
satisfação
publica
áquelles
a
quem devo,
e
tributo
todo
o
respeito
por
dever e
obrigação;
áquelles que
nesta
questão
de
folhinhas
comigo tiveram e
leem
tido
correspondência
e
contas,
e
ainda
mesmo
a
uns
despresiveis
invejosos
que
em
nada
me
inconimodam.
Como
é
provável
que
esta
questão
não
tique
por
aqui,
pois espero a
publicação
das duas
restantes
folhinhas;
limitar
tne-
hei
por
agora
a
apresentar
as
cifras,
pe
las
quaes
permanecerá
um
tanto
eviden
ciado
o
procedimento do
snr.
calendarista
Briteiros,
esclarecendo
lambem
sobre
o
mesmo
as pessoas
que se
me
leem
di
rigido,
especialmente
aquellas
que
sobre
este
incidente
tiveram
a franqueza
de
me
dizer:
«este
negocio
uão
é
admissível,
excepto
se
houve
desavença
na partilha»,
e
ainda
aquellas que
suspeitassem
que o
dinheiro
e
contas
das
folhinhas não
fóra
entregue quando
elle snr.
calendarista
o
queria,
como
s.
revd.
a
leve
a...
bondade
de
dizer
a alguém.
Prestes
a
terminar,
declaro,
sob mi
nha
palavra
d
’
houra,
e
até
com
juramento,
se
preciso
fôr;
Que
nunca
recebi
favor
algum
do
snr.
calendarista
Briteiros,
mas sim ingratidões,
desgostos
e
talvez
cruéis
alUicções,
e
que
se
não
fóra
o muito
amor
que
tenho
á
familia já
d
’
ha
muito
o
teria
abandonado,
como
elle agora me
fez;
Que,
quanto
ao
negocio
das
folhinhas,
não
tive
partilha
alguma,
não
recebendo
nem
ao
menos
5
reis
de
gratificação;
—
e
d
’isto
são
mais
os queixosos.
A
cifra
que
apresento
prova
o
que
deixo
dicto,
e
faz
ver
claramente,
a quem
tiver
olhos
para
isso,
que
nem
cheguei
a
lucrar
reis
10$0iJ0
da
impressão!
Respeclivamenle
ás
contas
podem
ellas
ser
conferidas
peias
dos
antecedentes
caiendarislas
no
decurso
de
25
annos.
Com
relação
á entrega
do
dinheiro
quando
elle
queria,
direi:
Tendo
o
snr.
calendarisia recebido
em
janeiro
do
corrente
anno
11O$77O
reis,
por
conta
da
venda dos
almanaks,
pois
em
22
de
junho
de
1876
recebera
o
sal
do
respeclivo
áquelle
anno
—
o
qual
pouco
inferior
foi ao
do
corrente
—
;
por exigên
cia
de carta
de
15
do
mesmo
mez, em
qualquer,
supprimem-se
essas
notas,
e
accrescenla
se
10
reis
ao
custo
da
mesma
quando
o
papel
se
acha
pela
quarta parte
do
custo d’
outr
’ora,
e impinge-se
nas
ca
pas
um
papel-cebola
em
vez
de
cartão,
como se
usava
!
!
!
Por
outro
lado; Vendendo o
snr.
ca-
lendarista
Briteiros
a
edicção
a
um
leigo,
que
sabe
tanto
de
latim
como
eu de
chi-
nez,
e
absolutamente
ignorante
d
’
estes
assumptos;
quem
é o
responsável
pelos
érros
que
nas folhinhas
apparecem
?
O
snr.
calendarista,
ou
o editor?
Se
osnr.
calendarista
queria
eximir-se
ao
insano
trabalho
da
revisão
das
provas;
porque
não
confiou essa
revisão
a
algum
dos
membros
das
commissões revisora»
do
ori
ginal,
fazendo
saber
ao
seu
editor
que
leria
de pagar
esse
trabalho?
A
proposilo:
Parece-me
que
recebendo
o
snr.
calendarista
Briteiros
mais
de 60
LIBR
a
S
por
anno,
não
faria
muito
em
dar
a algum
dos quatro
membros
das
com-
missões,
que
por
ordem
do
Prelado
reviram
os
manuscriplos,
alguma
libra;
pois
segundo
me
consta,
ainda
até
hoje
nenhum
d
’
elles recebeu
5
reis. Um
ou
outro
d
’
esses
quatro
é
provável
que
estejam
em
circumslancias
de
não
a
en-
geilar;
mormente
quando
seja
retribuição
de
trabalho
feito,
e
não
simples
esmola.
Sempre
foram
estes
os
meus
conselhos
ao
snr. calendarista
Briteiros.
Antes
de continuar
com
esta
exposi
ção,
eu
peço
aos
meus
leitores
que
me
desculpem
de
lhes
tomar
tempo
com
uma
questão
que
me
diz
respeito
pessoalmen-
le;
porém
como
ella
não
só
affecta o
meu
credito
e
pondonor,
mas
em certo
modo
lambem
áquelles
snrs.
que
estavam
encarregados
da
venda
das folhinhas,
os
quaes
igualmente
leem
ouvido
o—porque
seria?
;
vejo-me
na necessidade
de
fazer
públicos
estes
promenores.
Que
o
snr.
calendarisia
Briteiros,
achando
uma
bagatela o
ter
recebido,
só
no
presente anno de 1877,
a
quantia
de
295$500
reis
—limpinha
esêcca,
sem
ha
ver adiantado
um
real
sequer
nem
para
a impressão,
nem
para
a
bruxura.
que
eu
paguei;
e
fosse
para maior
garantia,
d
’
elle, vender
a
edição
ao
snr.
Germano,
estava,
como todos
sabem,
no
seu
direito.
E
o snr.
Germano,
não
contente
de
ler auferido
de
lucro
nas
commissões
dos
annos
anteriores
sempre cêrca
de
12$000
reis,
andou
mudo
bem
querendo
só
para
si
esta
encommenda;
e
andou
muito
bem,
mesmo
afóra
as
centenas
de sat
sfações
que
os seus
visinhos
já
teem
dado
e
tenham
de
dar
ao—
porque
seria?
Para
um
e
para
outro
a
questão
resutne-se
n
’
uma
só
palavra=AMB!ÇÃO.
O
que
é
para lamentar,
é
que,
para
satisfazer
essa
ambição,
o
pobre
do
clero
tenha
sido obrigado
a
pagar mais 10 reis
em
cada
folhinha,
e
isto
sem
a minima
razão
plausível.
O
procedimento
do
snr.
calendarisia
Briteiros
é
já
do
dominio
do publico;
—
e
tem
sido
tanto
mais
estranhavel
e
estra
nhado
quanto
é
também
publico que
eu
prestara
a
s.
s.*
valiosos
serviços
por
oceasião
da
sua
nomeação,
e
não
menos
na
confeccionação
e
revisão das
folhinhas;
pois
se
s.
s.a
é
um portento
na
respe
ctiva
theoria,
não
tem,
como
eu,
a
pra
tica
de
25
annos,
a
qual
foi
sempre
do
máximo
proveito
para
o snr.
calendaris
ta,
como
ninguém
póde
pôr
em
duvida.
Além
d’
islo, o
snr.
calendarisia
Bri
teiros,
na qualidade
de meu proximo
pa
rente,
pois
sou
seu primo co-irmão,
o
unico
existente
neste
grau,
a
não
ser
que
haja outro
que
se
ignore,
devia
proceder
d
’
oulro
modo
menos
odioso.
O
revd.*
Briteiros
indo
ofíerecer
e
BtUfíA-
SAB8.4BO
»»
»K
«EZEnBKO
í
»
j
:
Declaração
e
sistisfaçAo
ao
publico
e
noa
ceeleaiustieos
<lo
arcebis
pado.
Tendo,
sómente
no
dia
15
e
EM UMA
SÓ
CASA,
na
rua
do Souto,
apparecido
á
venda
a folhinha
de
resa,
ou
kalendario
do
rito
Romano,
deixaram
de
salisfazer-se
ás
encommendas
d’
ellas
a
grande
parte
dos
almocreves,
feirantes
e
caminheiros,
al
guns
dos
(|uaes,
só
vindo
a esta
cidade
uma
ou
duas
vezes por
mez,
me
mo
lestaram
repelidamente
com
reclamações,
e
a quem tive
não poucas vezes de
responder
a
altas
horas
da
noite.
Procuravam-me, porque
■==
durante
o
largo
espaço
de
25
annos
tenho
eu
sido
o
encarregado
da
impressão
e
distribui
ção
das
folhinhas
de
resa
Bracarenses
e
almanaks
civis,
e
ha
7
annos
das
do
rito
Romano,—
isto
desde
o
tempo
dos
calen-
danstas
padres
Custodio,
Madureira e
Mar
tinho,
de
saudosa
recordação,
a
quem
recommendára
o
faltecido
Prelado D.
José
que,
para
commodidade
do
clero,
espe-
cialmente
do de terras
afastadas,
as
fo
lhinhas
fossem
postas
á
venda
além
dos
logares onde
era já
coslurne
procural-as,
tanto
na cidade como
n
’
outras
localida
des;
recommendação
que
foi
satisfeita
nos
últimos
annos
mais amplamente,
pois
além
dos
4
pontos
já
usuaes,
na
cidade,
ac-
cresceram
mais 9
fóra
d
’ella,
—
medida
de
grande
utilidade
para
o
clero.
Como
porém
até
agora ainda
não
ti
vessem
sido expostas
á
venda
em
nenhum
d
’estes
pontos,
procuravam-me
por aquelle
motivo:
ainda
hoje
recebi
cartas
de
re
clamações
de
clérigos
de longe,
aos
quaes
respondi
que
já
não
era
eu
o
encarregado
das
remessas.
Tenho
á
vista o
Almanak Romano,
de
que
é calendarista
A.
D.
G.
Britei-
ros,
e
no frontespicio
do
mesmo,
em
logar
do
signal
que a lei
obriga
a
lerem
todos
os
impressos
postos
á
venda,
vejo=
Venit
Brachara
Aug. apud Germanum
Joa-
quimum
Barreio,
via
vulgo
do
Souto. Preço
150
reis.
Creio,
pois,
que
elle
foi imnresso
na
oíTi-
cina clandestina
do editor,
e
correu
sem
re
visor
competente;
pois
se
o
tivera,
decerto
não
se
encontrariam
n
’elle
os
muitos
érros
de
que
está
colmeado,—não
fallando
nos
que
veem
notados
dos
seis
primeiros
mezes
de revisão.
Muito
bem.
Agora
pergunta a
minha
ingenuidade:
Com
que
auctorisação,
e
porque
mo
tivo
e consciência
se
obriga
o
clero
a
pagar
este anno
mais
10
reis
em
cada
folhinha?
Foi
porque
o
revd.
0
caleuda-
risla
quiz
obsequiar
o
snr.
Germano,
que
lhe
comprára
a edição; ou
porque
achou
pouco
os
DUZENTOS
E
NOVENTA
E
TANTOS
MIL
REIS
que
recebeu
no
an
no
corrente?
Queria apostar
em
como
respondem
que
foi
pelo accrescentamenlo
d’
uma
taboa
synoplica
que
angmentou
duas
paginas...
Mas
não
se
lembram, meus
snrs.,
que
em logar
d
’
essas
duas
paginas
supprimiram
MAIS DE
DOZE
contendo
25
notas
interessantíssimas
organisadas
pelo fallecido
padre
Martinho,
e
muito
necessárias ao
clero
de
novo
ordenado;
e
não
sabem que,
estando
então
o
papel
muito
caro,
—
mais
1$200
a
1$500
em
resma—
o
finado calendarista consultára o
Prelado,
não
só
ácerca
da inserção
del
ias
na
folhinha,
como
lambem
lhe
pedira
o
consentimento
para
elevar
o
preço
de
120
a
140
reis,
e
que
para
isso
fóra au-
clorisado
?
Hoje
vende-se a
obra
a
um
editor..
que
s.
s.
a
pedia
mais
150$0í)0
reis,
remet-
ti
ao
snr.
calendarista
75500'* reis,
unico
dinheiro
de
que
n
’
essa
oceasião
podia
dis
por.
Deverá
notar-se,
que
a
quantia
de
t27$820
reis,
que
eu começára
a
desen-
bolsar
a
14
d’
agosto
de 1876,
para
im
pressão,
papel
e
broxura das folhinhas,
só
vim
a
reeinbolsal-a
em fevereiro
de
1877
!
porque
só
recebi
em julho
d
’este
anno
o
resto
das
folhinhas
e
o dinheiro das
vendidas
em
alguns
pontos
afastados.
Foi
en
tão que
prestei
contas,
remettendo
ao
snr
calendarista
as
sobras não
vendidas,
que
foram:
90
almanaks
civis,
26
dos
braca
renses,
e
30
dos
do
rito
romano.
Segue
a
Conta das
folhinhas
e
almanak
de
1S77
Impressão
do
kalendario
romano
28$800
Idem
do
bracarense
I2$400
Idem
do
porluguez
1
f$200
Custo
do
papei
branco
para
todos 37^800
Dito
de
cór,
acartonado,
para
as
capas
—de
preço
de
500 reis
a
mão, e
não
como
o
do
pre
sente
anno.
que
d
’
igual
tama
nho
é a
140
—e
impressão
d
’
estas
13$2'Jt)
Brochura
de
toda
a
obra, e
dois
exempiaraes
encadernados,
que
paguei
24$420
Somma
tudo
o
que
paguei 127$820
Dinheiro
liquido
que
o
calendarisia
recebeu,
depois
de
deduzida
a
despeza
supra:
1877—Janeiro,
recebeu
pela
pri
meira
vez
H0$770
Idem
—
em
25
em
duas
parcellas
75$0l)0
Abril,
mais
45$OOO
Agosto,
13,
saldo
de
contas
60$200
Somma
o
que
recebeu até
esta
data
290$970
Devia
receber
mais
o
importe
de
36
folhinhas do
rito
romano,
que
lhe
entreguei
e
que nas
têmporas
de
setembro
já
não
havia á
venda
que
chegassem
para
os
novos
ordinandos
4$53O
Total
liquido
que
recebeu
295$500
Parece
me
que
o
snr.
calendarista,
confrontando
com
estas
as
contas
que
lhe
mandei,
não dirá
que
ellas
não
estão
con
formes.
Mas
quando
assim
não
as
creia,
eu
duvida
nenhuma
tenho
em
as
repro
duzir
muito
circumslanciadamente
com
as cartas,
documentos
e
recibos
em meu
poder.
A’
quelles
dos
meus
amigos que
por
ventura
quizerem
verilical-as,
peço-lhes
que
se
dirijam
ao
meu escriptorio
onde
h
’
as
patentearei.
Braga,
21
dezembro
de
1877.
José
Maria
Dias
da
Costa
A
eriae
aggravtt-ae.
Continúa
a
crise,
c
os
bancos
a
au-
gmental-a,
não
descontando,
e
o
de
Por
tugal
a
descontar
para
poucos,
para
os
de
casa
e
intimos,
e
fazendo
no
resto
das
operações
circular notas de
cobre era
grande
quantidade,
no
que
se
perde
100
reis
por
cada
nota
de
10$0(;0
reis.
Não
sabemos
a
que
os
bancos
chamam
letras
commerciaes,
porque
nos
consta que
algumas
tem
sido apresentadas,
de
nego
ciantes
reconhecidos
taes,
e
regeiladas.
|Será
preciso
declarar
no
corpo
da
letra
a natureza
da
operação
feita,
e
não
dizer
simplesmente
valor
recebido?
Talvez;
mas
n
’
esse
caso
será
bom
que
se faça
publico
para
governo
de
lodos,
Apresenlam-se
evasivas
ridículas,
quan
do
o
apresenlante
não
lhe
é
sympathico,
muito embora tenha
toda
a
probidade
e
dê garantia á
responsabilidade
que
toma.
Não se lembram
os
illustres
gerentes
ou
directores
que
o
publico
conhece muitos
dos
escândalos
que
se
praticam.
Aioda
um
d’estes
dias
um
siigeito
que
tem
um
pequeno
negocio,
e
que
se
gaba
de
protecção
em
certo
banco,
que
breve
diremos
qual é,
nos disse
que
n
’
elle
se
lhe
offereceu
um
dos
seus
empregados
de
mais
influencia
para
ser
seu
socio,
que
elle
prestou
o
dinheiro
preciso,
mas
esta
sociedade
não
seria
publica.
Sim,
os
bancos são
para
estes
nego
cios
simulados
por
jogo
de
fundos,
para
proteger
os
argentarios
e
seus caixeiros,
indo
lodos
feitos,
e
para tapar
a
bocca a
outros,
finalmente
para
muitas
outras
cou
sas
sabidas
de
toda
a
gente.
Fazem
o
mal
traiçoeiramente, protegem
descaradamenle
as
suas
fabricas,
as
suas
companhias,
as
suas casas
commerciaes,
aquellas
em
que
são
occultamente
inte
ressados,
e
depois
vein para
a
imprensa
aconselhar
muita
cousa
que
na
pratica
despresam,
principiando
pela das econo
mias,
a
primeira
necessidade, não
ha
du
vida.
de
qualquer
administração.
Economisae,
assim
nos
diz
um finan
ceiro
<le agoa
doce, que
na
sua
vida-pra-
tica
não
sabe
o que
seja
economia;
é
um
esbanjador
reconhecido
tal por toda
a
gente.
Quereis empregar
bem
o
vosso
dinhei
ro,
o
íructo
das
vossas economias?
corr-
prae obrigações
do
caminho
de
ferro do
Douro
e
Minho,
5.a
emissão. E’ onde
melhor
podeis
collocar
o
vosso
capital.
E
sabeis
onde
melhor
podereis
fazer
essa
operação?
é
na
rua
dos
Capellistas.
Banco
de
Lisboa
&
Açores,
onde
ha
far
tura, porque
os directores
d’
este
banco,
como
bons
patriotas
com
o dinheiro
alheio,
compraram
ou
entraram
por
este
mar
de
agiotagem
em grande
força,
para
assim
agradarem
ao
governo
e alcançarem
as
commendas,
e
os titulos
que
esperam.
Pois
não devia
ser
assim,
quem
tão
bem
se
porta
com
este
governo,
como
outros
se
portaram
com
aquelle
que
fez
tanto
visconde,
pois
nós
generosos
como
qualquer
judeu,
havíamos
de
ficar
assim,
toda
a
vida
Manoel
José
ou João
Francis
co,
na escola
de qualquer
belfronheiro,
toucinheiro
ou
tendeiro?
Nada,
isso
náo,
senhor;
os
fidalgos
fazem
se
d
’
esta
massa;
hoje
não
ha
índias
para
conquistar,
mas
ha
tolos
para explorar.
Assim
raciocinam
estes
ricassos, que,
alguns
d
’
elles,
lendo
tido
casa
de negros,
ot;
pouco
lavada,
querem
agora apresen
tar-se
de
casinha
branca,
sérios
e
no
bres
como
qualquer
dos
que
nasceram
brancos,
lavados,
e
tomaram
chá
em
pe
quenos.
Mas
voltando
ás
obrigações,
nós
con
cordamos
que
as
obrigações
são
muito
boas,
mesmo óptimas
se
quizerem,
por
que
a
nação
não
quebra,
mas os go
vernos
lem feito
ponto
ou banca-rola
mais
d
’
unia
vez,
desde
que
nós
comemos
pão
com
codèa,
e
tem
ficado
muita
gente
em
tristes
circumstancias.
Os
bons
prédios
urbanos,
as
boas
terras
com
suas
diver
sas
culturas
é
que
são
o
bom
emprego
ao
dinheiro
das
economias,
que
é
muito
differenle
d’
aquelle que tem
largos ren
dimentos,
que
lhe
póde
dar
mais
esta
applicação,
sem comprometter os
seus
meios
de
suslenção.
Ora, um
banco
que
tem
na
sua
direc
ção
um
sabio
assim,
póde
julgar-se
fe
liz,
e
não
receiar
as
oscillações
do cre
dito, porque,
quando
as
acçôes,
por
exem
plo,
são
de
lOO^OOO
reis,
e
não
ha
quem
as
compre,
muito
embora
tenham
uma
cotação
armada
de 80$000 reis,
póde
jul
gar-se
a
navegar
em
mar de
rosas,
e
mandar
á
fava
os
ignorantes
que
não
sa
bem
como
o
credito
se
emfeila
para
cha
mar
a
attenção dos
innocenles.
Parece
a
estes
meninos de
bico
ama
rello
que
nós
todos somos
tolos,
e
que
nos
pódem
impunemente
passar
carta, po
rém
estão
enganados,
e
quanta
mais
le-
nha
lizerem
e
juntarem maior será
a
fo
gueira
para
os
aquecer,
agora
no
inverno,
que
é
bom
tempo
para
os
fazer
chegar
ao
lume.
Quando
o
cynismo
chega
a
tanto,
co
mo
o
que se
está
vendo
praticar
por
esses
argentarios.
que
nos
seus
clubs
proge-
ctarn
a
destruição
de
muitos
para
que
elles
possam
ser
os
únicos
senhores
da
situação
commercial
do
paiz,
colonias,
e
irehendendo
a
elevação
e
caracter da
sua
augusta missão,
ede
que
Portugal caminha,
ao
menos
por
este
lado,
com
as nações
catholicas
do
mundo.
Cuerra
do Oriente.
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que seguem:
Paris
18. —
Confirma-se a
noticia
da
morte
de
Osman-Pachá
que
um
despacho
de
Paradim,
datado
de
17,
dava
como
em perigo,
sendo
tratado
com
todos os
cuidados
da
medicina.
A
Rússia
activa
novos
preparativos
de
guerra.
Assegura-se
que
as potências
con
tinuam
a
insistir
com
a
Porta a
tratar a
paz
prompla
e
directamente
com
a
Rús
sia,
a
fim
de
obter
melhores
condições.
Londres
19.
—
Está
oflicialmenle
annun-
ciada para
17
de
janeiro
a
reunião
do par
lamento
inglez.
O
«Standard»
diz
que
a
convenção
foi
motivada
pela
situação
dos
negocios.
Tra
ta-se
de
proteger
os
interesses
nacionaes
e
o
gabinete
está
decidido
a
pedir o»
creditos
necessários
para
augmentar
o
exercito;
a
Inglaterra
não
poderá
aceei-
tar
um
tratado
directo
entre
a
Turquia
e
a
Rússia
e
pretende
ler
a
palavra
nas
negociações.
Constantinopla
17.
—
Os
embaixadores
leem
frequentes
conferencias
com
os mi-
Brazil
mesmo,
é
preciso
que
a reacção
dos
bons princípios
da
liberdade
do com
mercio
se
estabeleça
contra
essa
acção
maligna
do
exclusivismo
disfarçado,
que
ataca
o
bem
geral,
em
proveito
dos
ti-
liados.
E
parece
incrível que
o
Banco
de
Por
tugal
dê
a
mão
a
tamanha maldade,
e
que
não
haja
n’
esta
terra
um governo
liberal
que
cumpra
os
seus
deveres,
e fa
ça
entrar
n
’elles
os
que se
arredam
dos
bons
princípios
economicos.
que
tendem
a
proteger,
e
não
a
arruinar
muitos
es
tabelecimentos
e fottunas.
Mas,
se
é
isso
mesmo
o que
se quer,
e
o
governo
parece
conivente
no
atten-
tado. porque
crusa
os
braças
e
deixa
ca
minhar
o barco
á
discrição
das
ondas?
•
»
*
GAZETILHA
Partida.—
O
snr.
marquez
de Valla
da.
governador
civil
deste
districto,
parle
amanhã
para
Lisboa,
onde
tenciona
demo-
nistros
relalivamente
á
mediação.
Por
em-
quanto
não
existe
nenhum
accordo.
Athenas
17.
—
Corre
o
boato
de
que
o
sultão
concede
a
autonomia
á
ilha
de
Cre
ta,
sob
o. governo
de
um
príncipe
chris-
lão
tributário da Turquia.
Os
cretenses,
que desejam
a
união
da
Grécia,
recusa
ram
a
autonomia.
S.
Franeheo
Xavier.
—
A
festivi
dade
a
este
Santo,
como
Padroeiro
da
Associação da
Propagação
da
Fé,
terá
lo
gar
no
templo
do
Salvador,
no
dia
30,
ultimo
domingo
d
’
este
mez,—
e não
no
4.°,
como
por
engano
se
disse
Haverá
missa
solemne,
Exposição do
SS.
e
sermão
de
tarde.
Os
associados
ganham
indulgência
plenaria
Ho
vi
mentn
do
SSompital
de
S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em 9 de
dezembro:
81
homens
e
99
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
15
homens
e
12
mulheres.
Sahiram:
20
homens e
13
mulheres.
Falleceram:
2
mulheres.
Ficaram
em tratamento
em
la
de
dezem
bro:
76
homens
e
86
mulheres.
Prefo
dos
eereaes
—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
eereaes
rar-se.
Obíto.
—
Falleceu
em
Barcellos
o
snr.
Alberto
Malheiro, auctor
d
’
um
volume
de
versos
intitulado
Sombras
do
Valle.
Administrador
de
Vieira
=ȇn-
te-honlem
prestou,
no
governo civil,
ju
ramento
como
administrador
do concelho
de
Vieira,
o snr.
dr
Augusto Joaquim
d
’
Oliveira
Coelho.
Soldo Americano.
—
Continuamos
a
recommenlir
a
exposição
de vistas
siereoscopicas
expostas
neste
salão,
junto
á
padaria
Hespanhola,
no
campo
de
Santa
Anna.
A
’manhã
serão
as
vistas mudadas,
e
os
prémios
a que
cada
um
dos
concor
rentes
sarirá.
são
bons
e
valiosos.
E
’
ir
lá,
emquanto
é tempo.
Collegio
de
s.
iLuiz.—
Publicamos
hoje na secção
respectiva
um
annuncio
so
bre
este
collegio catholico,
fundado,
ha
pou
co
mais
de
um
anno
n
’
esta
cidade
por
um
virtuoso
e
illuslradissimo sacerdote,
secun
dado
pelos
esforços
sinceros
e
desinteres
sados
d
’
outros
ecclesiaslicos
egualmente
respeitáveis
por
sua
virtude
e
saber.
Muito
folgamos
de
ver
que o
Collegio
de
S.
Luiz,
longe
de
permanecer
na apa-
thia
em
que
muitos
jazem,
pelo
contrario
progride
a
passos
Lrgos
debaixo
de
todos
os
pontos
de
vista.
Pelo
lado
material,
a
escolha
do
edifício
não
podia
ser
melhor
em
lodos
os senti
dos
;
pelo
scientifico,
os
exames
que ha
pouco alli tiveram logar
deram
um resul
tado
muito
satisfactorio.
No
concernente á
educeção
religiosa
dos
jovens alumnos,
sabemos
que
foi
um
dos
principaes
intuitos dos
seus
fundado
res
como
também
conhecemos
quanto
to
mam
a
peito
este
pondo
táo
essencial.
Avante
pois
n
’
essa
senda.
Não
vale
desanimar
em
face
de
embaraços
e
difíi-
culdades
que
por
ventura
lhes
saiam ao
caminho.
Dizemos isto porque a
contradição
é
sempre
o apanagio
das
mais beneíicas e
generosas emprezas.
A
Koma
Portugueza tem mais um
ba-
uarle
que
servirá
de
refugio
á
mocidade
contra as
seducções
do
vicio
e
do
erro.
Ez
com
satisfação
que
registamos
no
ticias
destas,
porque
são
para nós
uma
trova
cabal
de
que
o nosso
clero
vae
com-
foi
:
Trigo
...............................................
869
Milho
alvo.......................................
580
Centeio
.......................................
500
Milho
branco............................... 420
»
amarello
...............................
400
Painço
.............................................
440
Cevada
.............................................
600
Balata
..............................................
560
Feijão
vermelho.............................
900
»
amarello
...............................
640
»
branco
.....
800
»
rajado
.................................
560
»
fradinho................................ 500
Azeite.
’
.............................
.
6$l(J0
A
’
a
peníimn
caritativaH.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’s
alíisas
caridosas.
—
Recominen-
damos
ás
almas
caridosas
uma infeliz
viuva, moradora
na
rua
de
S. Bernabé,
n.°
13,
(sotão). Tendo
80
annos
d
’
edade,
e porisso
sem
poder
applicar-se a
qualquer
trabalho,
lucta
com a miséria
extrema.
5AU8E
À TODOS
sem
medicina,
pur-
gaulês,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
30
annoa
d’invariavel
Hueeceeo
1
Combatendo
as indegesiões
(dispepsias)
gaslnca,
gaslralg.a,
flegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas,
nauseas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea,
disenteria,
collicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes, debilidade,
todas
as
des
ordens
no peito,
na
garganta,
do
ahlo,
dos
bronchites,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
85:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do duque
de
Pluskow
das
ex.
mas
snr.
as marqueza
de
Biéhan,
duqueza
de
Casllestuatt,
dos
exm.
os
snrs.
Lord
Stuart
de
Decies,
par d’
IngLterra
o doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N
0 49.842:
M.me
Mane
Jurie
Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insomnias, asthma, tosse,
flatos, espasmos
e
nauseas.
—
N.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’
uma
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomitos,
consiipaçào
e
suraez
de
25
annos.
—
N.fl
46:210:
O
doutor
em
medicina
Martin,
d
’
utna
gastralgia
e
irrita
ção
de
estomago,
;ue
o
faziam
vomitar
15
a
18
vezes por
dia,
durante
oito
annos.
-N.°
46.218:
o
coronel
Watson,
de
got-
ta,
nevralgia
e
constipação
obstinada.
—
N.°
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
d
uma
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522: M.
Baldwin,
completa
prostação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E’se.is
vezes
mais
nutritiva
dt^qae
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
t
kile,
500
; de
1/,
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
l$40u
res;
de
2
*/, kilos,
3$200
reis;
de 6
ki.
los,
6$400; e
de
12
kilos
12^000
rs.
Os
biscoitos da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1-5400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Hevaleaeière
eh«e>>tuísí3a
i
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
sotnoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas de
folha
de
lata
de
12
chavenas. 500
reis; de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48 chavenas,
1^400 ; de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25 reis
cada
chavenj.
»u
barsst
í'.
s
MflSATE».
—
Place
Vondòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Streel,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILishoa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D
Pedro.
31,
32,
Barra!
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por.
•o,
J
de
Sousa
Ferreira
à
irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcellot»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Poete.
—
iln-.ipt.
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa ôc
irmão,
rua
do
Souto.
—
Viasina
d»
í)»a-
Aftonso
drog
,
rua
da
Picota;
J.
A.
dê
Barros,
drog.,
Rua
graude
140.
—CnimarSe»
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J. da
Siiva,
drog.,
Rua da Rainha,
29 e
33.
—
S»es*»S®l,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J
de Sou
sa Ferreira
<3c
luuão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R. de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Ralur,
Rua
de
Cedoíeita,
160;
Fontes
&
C.a,
droga.,
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Anlonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225
a
227
—
Pont« tio
i,i-
m®
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—P»v®« <2o
Verzisn,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vuienç»
do
ninho,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.
—
Vêlla
dc
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
AGBAteCISIITOS
Os
abaixo assignados,
immensarnente
penhorados
para
com
lodos
os
exm
os
srs.
e
senhoras
e
reverendos
ecclesiaslicos
que
se
dignaram
visital-os,
cumprimentar
e as
sistiram
á
missa
de
gloria
que
se
mandou
celebrar
na
Ordem
Terceira d’
esta
cidade,
por
occasião
do
passamento
de
sua sem
pre
saudosa
e
innocente
filhinha
e
neta
Ca
rolina,
protestam
a
todos
seu
eterno
re
conhecimento,
pedindo desculpa de
o não
manifestar
pessoalmente.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira
R>sa
da
Conceição
Guimarães
Nogueira
José
Fernandes
Guimarães.
(659)
D.
Olivia
da
Costa
Soares, D.
Caro
lina
Soares
Lacoeva.
José
Maciel
Soares
e
João
Luiz
Thomaz
Lacueva,
em
extremo
penhorados
para com
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
dispensaram
to
das
as
atlenções
por
occasião
do
falleci-
menlo
de
seu
presado
marido,
irmão
e
cu
nhado
Daniel
da
Costa Soares, e bem
assim
ás
pessoas
de
diíferenles
irmandades
que
o
acompanharam
até
ao
cemiterio;
a todos
protestam
a
sua eterna gratidão. (670)
Pelo
juizo
de direito
d
’esta comarca
de
Braga e
cartorio
do
escrivão
Antonio
José
Gonçalves,
no
dia vinte
e
sete
do
mez
de
janeiro
proximo
seguinte, por
dez
horas
da
manhã,
á porta
do
tribunal
da
justiça, d’
esta
comarca,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esta
cidade,
tem
de
pro
ceder-se
á
venda em
hasta
publica
os bens
immobiliarios descriptos
no inventario por
fallecimentode
Estevão
Ferreira
Felix,
viu
vo,
morador
que foi
na
freguezia
de
Santa
Anna
de
Vemieiro,
d'esta
mesma cornar-
ca.
pertencentes ao
co-herdeiro
Antonio
Joaquim
Ferreira
Felix,
solteiro,
negocian
te,
ausente
no
império do
Brazil,
e que
taes são:
Uma
morada
de
casas
sobra
dadas
com
lojas,
cortes,
baranda.
lagar,
coberto,
espigueiro
e
quintal
junto,
no
va
lor
de
trezentos
e
dez
mil reis.
Campo
denominado
campo
da Vinha,
no
valor
de
quatro
centos
e
sessenta mil
reis.
Leira
denominada
da
Herva,
no
valor
de
cento
e
quatro
mil
e
oito
centos
réis.
Campo
denominado
do
Prado,
sendo
parte
de
pra
so
e
parte
alludial,
no
valor
de
trezep-
tos
oitenta
e ires
md
e
duzentos
reis.
Um
pequeno bocado
de
terreno
qne
mede
a
superíicie
de trezentos
e
sessenta
me
tros
quadrados,
de
natureza
de
praso,
1o-
reiro
a
José
da
Costa,
da
dita fregue
zia, com
a
pensão
annual
dos
litros
cor
respondentes
a
meia
rasa
de
centeio,
no
valor
de nove
mil
quatro centos
trinta
e
um reis.
Tres
leiras
denominadas leiras
dos
Corlelhos, no
valor
de duzentos
trin
ta
e
seis
mil
reis.
Campo
e
leiras deno
minado
campo
da
Lage,
tem
uma
eira
de
pedra no
meio,
e
na
ponla do
norte
uma
casa sem
cobertura, no
valor
de
trezentos
e
trinta
mil
reis.
Um
pequeno
bocado
de
terra
com
tres
carvalhos,
no
valor
de tres
mil
e
quinhentos
reis.
Bouça
de
nominada
Deveza
do
Maio,
no
valor
de
noventa
e
quatro mil
reis
Bouça deuo
minada
da
Tomada,
de
praso
foreira
á
cainara
municipal d
’
este
concelho,
com
o foro
annual
de
oitenta
reis
e
laudemio
da
quarentena
parte,
no
valor
de
sessen
ta
e
seis
mil
seiscentos
e
noventa
reis,
e
todas
as
sobreditas
propriedades
são
no
valor
de
um
couto
nove
centos
noventa
e
sele
mil seiscentos
e
vinte
e
um
reis,
e
situadas
na referida
freguezia
de
Santa
Anna
de
Vimieiro.
E
por este
mesmo
an-
nuncio são
citados
os credores
incertos
para
os
fins
designados
na Lei.
Braga
18
de
dezembro de
1877.
O
escrivão
do
5.°
oflicio,
Anlonio
José
Gonçalves.
Verifiquei.
(666) Adriano Carneiro
Sampaio.
A Camara
Municipal
d
’este
Concelho
de
Braga,
tendo
noticia
de
que
a
com
panhia
do caminho
de
ferro
do
Porto
á
Povoa
do
Varzim,
pediu ao
Governo
de
Sua
Mageslade
concessão
para
seguir
com
aquelle
caminho
de
ferro
de
Villa Nova
de
Famalicão
a
Guimarães,
Fafe,
Arco,
Vidago,
e
d
’ahi
a
Chaves,
e sabendo
quan
to
seria
prejudicial
para
esta florescen
te
cidade
a
concessão
de
tal
estrada,
visto
como
lodos
os
interesses do
muni
cípio
seriam fatalmente sacrificados sem
esperança
algu na, n-
n
meio
algum
de
-compensação,
resolveu
representar
a
Sua
Mugestade,
pedindo
p
•
a
sobreestar
na
re
ferida
prélenção;
e
desejando que
a
sua
representação seja a o.upanhada da
mani
festação
da
vontade
te
seus
munícipes
sobre
tão
importante
assumpto,
convida
lodos
os
habitantes
d
’
esta
cidade
e conce
lho a reunirem
se
nos
Paços
do
Município,
no
proximo
domingo 23
do
corrente,
pe
las
11
horas da
manha.
(671)
A
Camara
Municipal.
COLLEGIO DE
S. LUIZ
EM
BRAGA.
As
simpalhias
que
este
Instituto
re
ligioso e scienlitico
fia
merecido
a
mui
tas
famílias
do
nosso
paiz
leem
sido
su
periores
á
espectaliva
que
seu
director
abrigava
ao
ançar
hombros
a tão
bene-
fica,
quanlo
espinhosa
empreza.
A
prova
está
em
que,
sendo
decorri
do
pouco
mais
d’u
n
anno
da
soa
funda
ção.
a
casa
em
que
actualmente
se
en
contra, não
póde comportar
os
trinta
e
tantos
alumnos
internos
que
já
possue
com
aquella
harmonia
e
regulari
fade
qne
deve
existir
debaixo
de
todos
os
pontos
de
vista.
Mas lendo
presislido
á
fundação
d
’
es-
te
estabelecimento
o
ardente
desejo
de
promover,
nos
tempos
actuaes,
os
sagra
dos
e
ponderosos
interesses
da
Egreja
e
da
sociedade,
e
desejando
portanto
o
seu
director corresponder
á
benevolencia e con
fiança
que
tem
recebido
dos
chefes
de
familia,
julgou dever
proporcionar
aos
jo
vens
educandos
uma
casa
que
reunisse
todas
as
condições
e
elementos
necessá
rios
debaixo
do
ponto
de
vista
material,
disciplinar,
religioso,
e
lillerario.
E
na
verdade,
depois
de
dados não
poucos
passos
e
vencidas
algumas
difli-
culdades
nada deixa
a
desejar
por
qual
quer
lado
que
se
considere.
Ao
passo
que
é
situado
na
cidade,
é
como
se
o
íora
em
plena
aldeia
da
luxuriante
e
saudavel
pro
vi
moa
do Minho.
Além
de
grandes
e
apra-
siveis
recreios
no
campo
e mteriormente
para
dias
chuvosos, possue
vastos
salões
para
dormitórios,
aulas,
e
quartos
de
pre
feitos
e
professores, de tórma
a
poder
comportar
para
cirna de
100
alumnos.
Por
dentro
e
por
fóra
é construída,
com
mais
que
aceio,
com
luxo,
pois
é,
quando
não
mais,
uin
des
melhores
palacios
da
Roma
Portugueza.
N’este
Collegii
se
ensinam,
(como con
sta
do
seu
programma,
que será enviado
a
quem
o
requisitar),
pelo que
respeita á
parte
lilteraria,
lodo
o
curso
dos
prepa
ratórios; e
pelo
que
diz
respeito
á
parle
religiosa,
além
do
máximo
escrupulo
na
escolha
dos
compêndios
adoplados
e
nas
pessoas
que
fazem
parte
do professorado
e
corpo
disciplinar, ha
também uma
aula
de
curso
elementar
de
Religião
(calechese)
nos
dias
feriados;
e
em
breve
haverá
uma
outra
aula
de
curso
superior
de
Religião,
na
qual serão
matriculados
todos
os
alum
nos
de
instrucção secundaria:
isto,
além
do
Director
Espiritual,
que
assistirá
aos
alumnos
com
paternal
solicitude.
A mudança
da
casa
estará
effectuada
nos
princípios
do
proximo
mez
de
janei
ro,
precisamente no
fim
das
ferias
do
Na
tal.
(667)
Grande
deposito
de
bolacha
e
biaeoutoe
<ta
Fabrica
Nacional
a
vapor,
em
Knaboa
DE
Eduardo
Conceição
Silva 8c Irmão
Deposito
no
Porto,
rua
dos
Inglezes,
38
—42
N
’esle
grande
deposito se
vendem
as
bem
conhecidas
qualidades
de
bolacha
e
biscoutos,
qualidades
estas
que
rivalisam
com
as inglezas, e
teem
a vantagem
de
serem
sempre
frescas
e
muito
mais
bara
tas,
tanto
em
caixas
como
avulso;
porisso
chamamos
a
attenção
dos
snrs.
consum-
midores.
N
’
csle
mesmo
deposito
se
vendem
fa
rinhas
das
principaes
fabricas
de
Lisboa;
de Bento Antonio,
João de Brito
Caramujo,
Manoel
José
Gomes,
&
Filhos,
e
da
NACIONAL,
EM
SANTO
AMARO.
(664)
Arrematação
O
conselho
administrativo
d’
infanteria
8,
faz
publico,
que
para
cumprimento
das
ordens
do
ministério
da guerra
de
11
do
corrente
mez, e
por
se
acharem
já
prom-
pta.«
as
respectivas
condições
que
estarão
patentes
no
mesmo conselho
todos
os
dias
não santificados
des
le
as
10
horas
da
ma
nhã
até
ás
2
da
tarde,
tem
de
proceder
á
arr< lalação
em
hasta
publica
das
obras
de
madeiramentos,
telhados
e
outros
res
guardos
da
parle
já
construída
no
quartel
do Populo,
cuja
arremalação
terá
logar
nq_
dia
7
de
janeiro
de 1878, por
11
horas
da
manhã,
e
na
salla
das
sessões do
dito
conselho.
Quartel
em
Braga,
21
de dezembro
de
1877.
O
Secretario
do
Conselho
Bernardo
Osorio,
(672)
Alferes
djnfanleria
8.
0
Escrivão
de
Fazenda
do
Concelho
de
Bra
ga,
etc.
Faz
saber,
em
cumprimento
do
regu
lamento
da
contribuição
industrial,
que
desde o
dia
2
a
31
de
janeiro
futuro
se
receberão
na
repartição
de Fazenda
d
’
es-
te concelho
as
declarações
mencionadas
nos artigos
41
a
52
do
mesmo
regulamen
to,
bem
como
as
declarações
ordenadas
nos
artigos
23
do
regulamento
da
con
tribuição de renda
de
casas
e
sumptuaria.
Porisso,
são
xonvidados
pelo
presente
os
snrs.
negociantes,
directores,
socios,
ge
rentes
de sociedades
com
firma,
direclo-
res
e
gerentes
de
bancos,
companhias ou
sociedades,
logistas,
chefes
e
thesoureiros
de
repartições
publicas,
empresários, ou
donos
de
fabricas, e
os
capatazes ou
chefes
de
companhias de trabalhos
bra-
çãs;
assim
como
os pioprielarios
usufru-
ctoarios
ou
possuidores
de
prédios,
a
apre
sentarem
no
referido
praso
as
declarações
de
que tractam áquelles
artigos,
pena
de
incorrerem nas
multas
estabelecidas
no
ar
tigo
68
d
’
esle
ultimo
regulamento. Para
constar
se
passou
este
e
outros
para
se
aílixarem
nos
logares
do
costume.
Braga
20
de
dezembro
de
1877.
O
Escrivão
de Fazenda
(668)
Antonio
da
Costa
Moraes.
H1VCO DO
.tLEflTKJO
Não
tendo
sido
encontrados
os,
snrs
accionislas
d
’
este
baneo
possuidores
das
acçõçs
numeros
15
33(1, (5:357,
21:038
e
23:375
a
23:384
são por
este
meio
pre
venidos
de
que
se
até ao
dia
28
do
cor
rente
mez
de
dezembro
não
liberqrem
as
suas
acções
perderão
irrevogavehnente
o
direito
a efias
e
aos respectivo*
interesses
na
conformidade
do
artigo
5.°
dos
esta
los.
Evora,
17
de
dezembro
de
1877.
Pelo
Ranço
do
Alentejo
Os
Directores
Joaquim
Manoel
de
Mattos
Peres
i669)
Eduardo
d
’
Qíiveira
Soares.
VINHOS
no oouro
n.°
Al-
Do Dr
Sampaio
No
armazém
do
largo
dos
Penedos
33
acham-se
á
venda
vinhos
finos
do
to Douro
a
retalho
e
por
grosso, excel-
lentes
geropigas —
branca
de
Malvasia,
e
tinta
de
Mourisco, assim
como
vinhos
en
garrafados
desde
120
a
800
reis
a
garra
fa, para
o
que
existe
um bom sortido
deposito
no
armazém
da
rua
de
Santo
André
n.°
1
C, havendo
por
isso
muito
onde
escolher-se
tanto
em
gosto como
em
preço.
Todos
estes
vinhos
vieram
das
acredi
tadas adegas
da
Fonte
Nova, pertencen
tes
ao dr.
Sampaio,
bem
conhecido
la
vrador
de
vinhos
finos do
Alto
Douro.
O
mesmo
garante
a
genuidade
de to
dos
estes
vinhos
produzidos
nas
suas
pro
priedades.
Braga
16
de
dezembro
de
1877.
O
gerente,
Francisco
Alves da
Fonseca
Coulinho
e Fi
gueiredo.
(662)
BECI,
«RAÇÃO
José
Antonio
Alves,
com
estabeleci
mento
d’
ourivesaria
na
amiga
casa
do
contraste
do
ouro, junto ao
Paço
Archie-
piscopal,
participa
aos
seus
amigos
e
fre-
guezes,
que,
desde
o proximo
domingo
em
diante,
continúa
a
ter
aberto
o
seu
estabe
lecimento
em
todos
os
dias
santificados;
pois
não
tendo
o
annunciante assignado
a
escriptura
que
entre
si
haviam
outorgado
todos os
seus
collegas,
para
se
não
ven
der ao
domingo
e mais
dias
sanctiíicados,
foi
tal
escriptura
proscripta
por
a
maior
parte
d’
aquelles
que
a
assignaram,
em
vista
do
que,
e
pira
retirar
de
si
qualquer
censura,
faz
o
presente
annuncio
e
decla
ração.
Braga
19
de dezembro
de
1877
("665)
(O«BJUTOH
Quein
quizer
ser coadjutor
em
S.
La-
zaro,
falle com
o
parocho.
ur
.
..
—
-.
iitíwmw
i r-nr-—iywrc-wnrw*.
PROFESSOR DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar a
esta
cidade
um
professor
com
muitos
annos
de
pratica
de
ensino
do
curso
completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das
dis
ciplinas,
como:
escripturação
mercantil ge
ral
ou
especial,
contabilidade
commercial.
systema monetário
e
cambial,
metrologia
universal;
geographia,
historia
e
direito
commercial;
algebra,
economia política,
dezenho,
callygraphia,
línguas,
etc.
Está aberta a
matricula até
ao
l.° de
dezembro,
dia
em
qne
se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe
—2^500(Curso
diurno
Parlicularmenle
—
l$500|
e
noclurno.
Rua
do
Conselheiro
Januario, 31.
(622)
Attenção
Por
esta
fórma
são
prevenidos
todos
os
indivíduos,
que
á
Commissão
Districtal
Bracarense
requereram
pedindo
soccorros
por
causa
das
ultimas inundações,
a
que vão
procurar
seus
requerimentos
aos
presidentes
d
is commissões
dos concelhos
a
qne
per
tencem,
para,
munidos
com elles,
virem
receber
do
thesoureiro
da
commissão
dis
trictal. o
exm.
0
snr.
D.
Manuel Martins
Alves
Novaes,
as quantias com
que
foram
deferidos.
Braga 12
de
dezembro
de 1877.
O
secretario
(651)
Domingos
Moreira
Guimarães.
Sociedade
D.emocjahça Recrea
tiva
Por
alma
do
fajjefiido
e
prestimoso ex-
socio.
o
snr.
Ignacio
de
Barros
Lima, esta
sociedade manda
celebrar
uma tnissa
ás
9
e
meia
horas
do
dia
22
do
corrente,
na
egreja
dos
Terceiros, sétimo
dia do seu
passamento.
A
Direcção
pede
a
todos
os
associados,
Irem assim
ás
pessoas
de
ami
sade
d’
aqirelle
finadp,
o
caridoso
obséquio
d
’assistir
a
este
acto
religioso, e
pelo
que
se
confessa
eternameote
grata.
Braga
19
de
dezembro
de
1877.
(663)
AO
PUBLICO
Joaquim
Leal,
com
estabelecimento de
fazendas
de
lã,
seda
e algodão,
na
rua
do
Souto
n.°
39,
declara
que
tendo
veri
ficado
que
para a
prosperidade,
n
’esla
ci
dade,
d um
estabelecimento
do
genero
do
seu
é
condição
essencial
a
postergação do-
divino
preceito
da
guarda do
domingo,
lem
deliberada
liquidar
o
seu
estabeleci
mento.
Em harmonia
com
esta
delibera
ção,
fará
nolavil
reducção
de
preços
nas
suas
fazendas.
(632)
No
Deposito
«1«
Vinhoa
do
Dou
ro—
rua
de
S.
Marcos
n.°
15
—
ha
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
:
Palhete.
—
Meza
n.°
1.
Estes vinhos
teem.
augmento
de
10 reis
e
garrafa.
Ment
niigmenlo
de
gireço
:
—
F.
n.°
I ;
F.
n.®
2
;
F.
n.°
3;
F.
n.°
5.
=>
V.
n.®
I
;
V.
n."
2
;
V.
n.»
3 ;
V.
n.°
4
=
Bastardo
de
1863 =
Vinho
branco
n.*
I; —
V:nho
branco
n.°
2.
Vinho
branco
de 1863.
=>
Moscatel n.°
I
;
Moscatel
n.**
2
;
Moscatel
secco
=
Malvasia
adamada
n.**
2
=
Malvasia
secca.
=
Geropiga
loira
;
Ge-
ropiga
branca.
=
Ligrima
branca
n.°
1
;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES
Vinho
de
1840==
Alvaralhãode
1810
—
-
Boncão
de
1820
= Lacrima-christi.
Vlnlioa
«le
diíTerentes
proeeden-
eía»
s Collares
;
Madeira
de
diversos
pre
ços
e
muito
baratos
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
;
vinho
de
Valdepena
;
Bordéus
;
Cbampagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO HA;
Doce
de
toda
a
qualidade
de
fructa,
•s
nto
em
sêcco
como <
m
calda
;
licores
'rancezes
;
massas
para
sopa
; farinha
de
diversos
legumes
;
conservas
;
mostarda
;
peixe
d
’
escabeche
;
sardinhas
de
Nantes;
ostras
frescas
era
latas
; amêndoas
de
di
versas
qualidades,
com caixas
de
cartão
muito
bonitas
para as
mesmas;
chocolate
hispanhol
;
chá
Hysson
e
preto
; bolacha
ingleza de diversas qualidades;
biscoito
vallongense,
o
melhor
que
se
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel,
flamengo
e
suíço
.
E
muitas
outras
coisas
próprias para
o
FiataL
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
Ha
um
excellente
restaurante,
e
se
apromptam
consoadas
de
qualquer
comi
da,
tanto
em
carne,
como
em
doce.
=
Teia
sempre
fiambre
e
aos
domingos
fazem-se
alli
pastelinhos de
massa
á
franceza, tanto
de
carne
como
de
diversos
doces
=
Mor-
cellasde
lombo
de
porco
e
de
doce:
aprom-
(ando-se
também
caixas
enfeitadas.
15
—
RUA DE
S. MARCOS -
15
I
OLEO
.■>**<«»
amklz
-t*r
•
'<->-)
-
-
^-
*'
-
~
<^*•5'
••**>»'
.
t
'2r«x>-'^-«.-'Ji^.
■
WG2a.vju.v-^:^^^
HOGG
armaoia
de HOGG, 2, rue
de Gastiglione, Paris ,Unicu proprietário}.
------- ------------------------------
Dg
HIGADOS
FRESCOS
D«
BACALAO de
Prescripto por
todos os médicos e
empregado com
o mayor succeso
contra
:
a*.
eiifernaidadcH
do
peite»,
aíTelcâez
eserofu-
1
o
»
um
,
tosses
clironicas,
rkeuinatismos,
magrezn
crianças, das
fmpigeines,
fluxosba-ancos,debilidade$(erai,etc..cie.
3 IlOCTCI
Agradavel e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
a
•
,J’J-
Exigir-se-ha
a marca da
Fabrica juntó que encobro
a
capsulo
de cada frasco de feitio
triangular, e
a firma
HOGG e Cia,
que devera
achar-se sobre o rolulo.
Depositos nas
principaes Pharmacias e em
l.isboa,
nas casas
de B
abueto
.
rua
do
Loreto,
«8
e
SO.
A
zevedo
e Filhos, B
arrai
,
e I
bmao
;
em
Porto.
nas*casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
bmao
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
co
ALCATRÃO
BARBERON
Quico
que
contém todos os princípios balsâmicos e aromáticos de
Alcatrão
de
Noruega. K
m
fortes
calores e nas mudanças
de estação, impede que
a agua se corrompa: é uma bebida
hygie-
nioa e preservadora
de
moléstias
epidemicas. —
Dóse
: uma
colherzinha n*um copo
tragua
accrescentada a bebida
ordinaria. — Preço 400
reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE BARBERON.
com chlorhydrophosphato
de
cal.
Consumpção, moléstias do peito, tísica, anemia, ayspepsla, rachltlsmo,
moléstias dos
ossos,
das mulheres e
das crianças. —
Preço
:
500
reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato
de
ferro.
— Recon
stituo o sangue
sem
causar o
estomago. Muito agradavel,
digestivo o tonloo.—Preço : 800
r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
CAVALLOS.
Substitue
o ferro candente
wn
destruir
O
pello.
Exito
ínfallivel e facil applicação. —
Preço :
950
reis.
Depositos
:
BARBERON
&
G1*,
en
Châtillon-sur-Loire
(Loiret),
França.
Em
List)
>.i
Barreio,
rua
do Lorêto, n.°
28
—30.
(;|;
—
28)
17
-
RUA
DE
S.
VICENTE
-
17
BHAGA.
WfflàS
A PiSSTigllS
>8 00 I6H. SEMA1WAES
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
ftMk
í
IIII
MXGI.li
Os
únicos
fabricantes
de machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer directamente
ao
publico
e
as
quaes
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
!
I GRANDES FACILIDADES
DE
PAGAMENTOS !!
Para
adquirir as
melhores
machinas conhecidas
UM
ANNO
DE
PRAZO
Sem
augmento algum
nn«
preços,
ou
dez
por
cento
de
abatimento
por
prompto pagamento
ENSINO
GRATIN EM
CASA DO
COMPRADOR
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com
listas
de preços e as condiçõos de
vendas a prasos
vi
DA
COxMPANHIA
FABRIL S1NGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
‘
BRAGA
ou
H
SI.A
SLCCUHSÁL
L
35S»—WL<J
z
1L FORIHOSA-SST
PORTO
CKRIJROIÂO
i>E.tiT
1
STA
APPROVADO PELA
ESCOLA MED1CO-C1RURG1-
CA
DO PORTO
Bua
tle
S.
Marcos
n.°
19.
braga
.
Faz lodo quanto
diz
respeito
á
sua
«rte
e conlinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
NOVO RETÁBULO
Tendo
de
se
mandar
fazer
de
madeira
o
retábulo
do
altar da
capella-mór
da
Sé
Primacial de
Braga, convidam-se
todas
as
pessoas
habilitadas
para
executar
esta
obra
e
que
queiram encarregar-se d
’
ella,
a man
dar
suas
propostas
ao
fabriqueiro
da
mes
ma Sé
até ao
dia 31
do
corrente
mez.
A
planta
e
condições
da
obra estarão
pa
tentes
na
casa
da
fabrica
da
dita
Sé
no
dia
10
do corrente
e seguintes
desde
as
9
horas
até
ao
meio
dia.
Braga
4
de
dezembro
de
1877.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
ÍSuenos-Ayres
Acceilando
lambem
passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Bio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO SUL,
PORTO
ALEGRE.
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORlA,
MACEIÓ,
e
oulros
pontos
d"
litoral
e interior
do Brazil, ao
sul
de
Pernambuco
P£L«
MESMO PíiEÇO P.tKA O BID DE J4NEIHO
PAQUHTES
A
SAIR
IlE
LISBOA
GUADIANA
...
28
de
Dezembro
MINHO
...
.
28
de
Janeiro
ELBE
.........................
13
de
Janeiro TÁGUS
....................
13
de
Fevereiro
PREÇOS
GOMMODOS
Cada
paquete
dUents»
eoinpnnlUa
leva
a
bordo
criados
e
eoainheiros
portuguezes
para
commodidade dos
passageiros
de
toda**
as claiaaet».- —
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou em
qualquer
Agencia
protincial, a
conducçào
para
Lisboa
é
por
conta
da
Ctmpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento e hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
om
pagitageiroo
teem
grátis
cama,
roupa
de cama,
eo-
uilda
feita por
cosiiskeiros
portuguezes,
vinho
duas vezes
por
dia,
assistência
medica, serviço
de
criados
e
outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom tratamento
e
accomodações
a
bordo, e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das suas
ma‘as do
correio,
e por
esie
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra de
conduzir
Suas Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
lnglez.es
, 23,
do
agente
GUILHERME C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do Souto.
FILIAL
Câ
CAIXA
ECO.VUnif
l PENHORISTA
Sociedade anónima
de responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
&OO«»OO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela
rua
do Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
eereaes, roupas,
moveis,
lerramentis,
e
sobie
iodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
10b
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra
so ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santiticados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente—
A.
G.
Ferreirino
i.
íillfflU
OK «
DO
ALTO DOIiaO
DA
CASA
DE
VIEEA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
s
>
»
.
190
f
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de
meza fino.
270
i>
de
prova
secca.
....
300
<,
Malvasia
de 2.
a.........................
360
»
»
velho...............................
400
p
Malvasia, Bastardo e Moscatel
a
500
»
Roncão ...................................
700
»
Alvaraihão...................................
560
»
Velho
de 1854
....
600
»
a
n-talho
pars.
meza
50
e
80
h
o
juariiiho
tinto,
e
branco 120.
FLU1DE
IATIF
de
JONES
Por
«ua* propriedades beneficas, goza e>te
pro-
ducto de alta
e merecida reputaçto.
Suaviza e ama
da
a
pelle, alliria
ai irritações causada* pelas mu-
dança» d*
clima, pelo*
banho* do mar, Impressde*
desagradarei* do
vento ou
do
calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçdo faz desapparecer a* ra- |
chadura* da* mto* e dos beiço*. Preço 650
rei*.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É multo digno de ser
recommandado ó Sabão
latir,
que possue
todas as
propriedades suavizan-
te» doFluide.e um
a
roma delicadíssimo.PreçoSOOr».
23,
Boulevart
des
Gapucines,
Paris,
De Fronte d* entrad* do Grand-. otel.
Fabricante
de
Escovai Inglesa» Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de
Fantasia, Estojos diversos,
'
Cutelaria, Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreio,
Lorêto
n.
“
28
—30
(26
•)
Solicitador
—
\.
Lopa^da
Rama
Eiscriptsir
ii»—
Tt»yp»t*
*».°
ã —
Porto
(613)
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
ehymico.
(4v4i)
Quem
pertender comprar
duas
moradas
de
casas,
alludiaes,
com
■
os
n.os
21
22, e
22
A,
no
largo
de
S,
Miguel
O-Anjo,
pode
tratar
com
o
procurador
José Joaquim
da Costa
Ribeiro,
uo
largo
da
Senhora
Branca,
d
’
esla
ci
dade.
(650)
Vende-se
uma
morada
de
casas,
t
construída de
novo, na
rua
de San-
l0 Antonio
das Travessas
n.°
13;
tem
frente
e
sahida
para a nova rua
que
vae
da
rua
da
Sé
ás
Carvalheiras.
Quem pertender
falle
na mesma. (638)
BRAGA,
1YP0GRAPHIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
