comerciominho_22091877_691.xml
- conteúdo
-
aroiLMTik
commerciai
,
9
ss
totticiíjsa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
^sasessEassESEESSí
BRAGA-S1B»£»O
SS
EBE
SETK.tlBKO
E»E
1S»«
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição.................................... 10
Se
por
em
quanto
conservam
ainda
as
pontinhas
algum
tanto
recolhidas, é
por
que
também
os
governos,
que
parecem
dirigir-lhes
os
trabalhos
de
sópa,
lhes
dizem por
meio
das
suas
auctoridades—
é
cedo por ora.
A
’vante,
pois, e
nada
de
desanimar,
que
os
tempos
correm
propícios.
.
A
’
vanle,
mas
não
se
esqueçam,
que
Deus com quem
não
contam,
costuma
fa
zer-se
lembrar,
quando
lhe
apraz.
M.
MARINHO.
---------
—------------------------------ -----
Os bons
homens.
Ha
uma
qualidade
de
indivíduos
a
quem
geralmente se
dá
o
nome
de
bons
homens,
mas
que
bem
avaliados
os
seus
actos
são
homens
péssimos.
Um membro
de
qualquer
camara mu
nicipal,
que
se
presta
a
tudo
quanto
quer
o
seu
presidente;
que indaga,
não
inves
tiga
aquillo que
mais
convém
ao
muni
cípio;
que
em
fim
vota
cegamente
em
tudo
o
que
lhe
é
indicado;
falta
com
esse
seu
procedimento
á
missão
de
que
o
en
carregaram
os
seus
eleitores;—
mas
cóm-
tudo,
para
certa
gente
—
é
um bom
ho
mem
!
Um
rnesario de
qualquer
misericórdia,
que
na
escolha
de
uma
donzella
para
ser
dotada;
uma
entrevada
para
ser
incluída
na
lista
das
beneficiadas
pela santa
casa;
um
orphão para entrar no respectivo
col-
legio;
ou
em
todos
os
mais
actos
a
que
o chamam
a
decidir
o compromisso
e
o
regulamento,
não
se
guia
pelos
dictames
do
justo
e
do
honesto, mas
segue
ex-
clusivamenle
o
parecer
do
provedor,
ou
se
deixa
levar
por
empenhos; calca,
é
certo,
com
isso aos
pés
os
deveres do
seu
cargo;
commette
com
essas condes-
cen
iencias
gravíssimas
injustiças;
—
mas
não
deixa por
isso
de
passar
—
por
um
bom
homem !
Um
vogal
do
jury, que
tem
de
dar
o
seu verediclum
sobre
um
acto
altamente
criminoso;
que
é responsável
para
com
Deus,
a
sua consciência e a sociedade
pela
decisão
que
dér; que
póde
com
a sua
mentirosa
resposta
aos quesitos
dar
em
resultado
o
animarem-se
os
malfeitores,
vista
aquella
impunidade,
a
praticar ou
tros
crimes;
e
que
foi
levado
a
essa
de
liberação
por
influencias
que
n
’elle
aclua-
ram;
—falta,
é
inegável,
ao
solemne
ju
ramento
que
prestou;
—
mas
porque
cedeu
aos
empenhos
e concorreu
para
absol
ver
um
seu
protegido
—
é
um
bom
ho
mem
!
Um
parocho
que se presta
a
passar
um atleslado faiso ou
caviloso,
a
favor
de
um
mancebo,
em
objecto de
recruta
mento,
para
satisfazer ao
empenho
dal
gum
mandão,
ou
influente
eleitoral;
pra
tica
com
isso
um
acto
reprehensivel
e
cri
minoso;
vae
prejudicar
um
outro
mance
bo,
que
não licaria
sujeito ao
recrutamen
to,
se
aquelle
altestado
tivesse
sido pas
sado
conforme
a
verdade
dos
factos;
—
mas
como
beneficiou
um
protegido,
embora
á
custa
de
um infeliz
desamparado
—é um
bom
homem
!
Um
membro da
commissão
districlal,
ou
da
junta
de
revisão,
que
contra
a ma
nifesta
verdade
livra
do
serviço
do
exer
cito
um
mancebo,
para
satisfazer
ás
exi
gências
dos
corrilhos
e
dos
potentados
eleitoraes;
commette,
é
certo,
uma
fla
grante
injustiça,
porque
vae
sacrificar
ou
tro
mancebo,
que
sem
essa
iniquidade
não
seria
chamado
ao
serciço
do
exercito;
—
mas
como
fez
um
favor
que
se
lhe
pediu
—
é
um
bom
homem
!
Um
vogal
de
qualquer
mesa
de
exames
A
lógica
e
ajustiça»
doe
italianis-
8imo8.
Dois
jornaes principiaram
a
ver
a
luz
publica
na bella
Italia,
o
actual
Mallakoff
da
revolução.
Um
publica-se
em Livorno
e
tem
por
titulo—«O
Atheu»;
outro
sae
a
lume
em
Nápoles
e
intitula-se
—
«A
Anarchia».
Não
sabemos
a
qual
dos
dois assiste
o
direito
de
primogenitura;
mas
o
que
não
soíFre
duvida,
é
que
visando
ambos
ao
mesmo
lim,
e
sendo
o
segundo
uma
derivação
apenas
do
primeiro,
não
ha
mo
tivos
para que
um
seja
mais privilegiado
que
o
outro.
Pois
não
succede
assim.
O
«Atheu»
que
nega
Deus,
corre
li-
vremente,
sem
que
se
lhe
levantem
tro
peços.
A
«Anarchia»,
que
baseando-se
nos
princípios.
d
’
aquelle,
nega
toda
a
auctori-
dade,
e
portanto
combate
directamente
toda
a
fórma
de
governo,
encontra
diífi-
culdades
na
prefeitura.
De
modo
que
na
Italia
é
permitlido
estabelecer
os
princípios,
mas
será
casti
gado como um
criminoso
o
que
preten
der
tirar
as
consequências.
E
’ assim a justiça
revolucionaria.
Deus
é a
base
de
todo
o
poder,
o
fundamento
de
toda
a
auctondade.
Negal-o
é
minar
portanto toda
a
base
de governo,
e destruir
toda a
razão
de
superioridade:
mas
isso
é
permitlido: po
rém
só
isso
e
precisamente
n
’
estes
ler
mos,
porque
se
alguém,
invocando
em
bora
uma
razão
d
’ordem,
ainda
que
a
mais
lógica e
legitima,
quizer aclarar
me
lhor
as
consequências, lá
está
a
prefei
tura
para
lhe
dizer
—
tenha
paciência,
mas
não
póde
ser.
O
«Atheu»
é
o
ladrão
que
arromba
as
portas
de
uma
casa
para
u
’
ella
com-
inetter o
roubo,
e
como
tal,
tem
livre
passe.
A
«Anarchia»
é
apenas
o
larapio,
que
apruveitando-se
dos
trabalhos
de
arromba
mento
já
feito,
quer
ver
se
deita
a
unha
a
alguma
coisa;
e
porisso,
no
seu
tenta-
men,
tropeça
com a
prefeitura
que
lhe
brada
—
faça
alto,
que
aqui
não
passa.
São realmenle
logicos
estes
ilalianis-
simos,
mas
são
coherentes,
diga-se
a
ver
dade.
Pois
não
é
certo, que
elles se
apos
saram de
Roma
por meio
do
arromba
mento
que
fizeram
na
Porta Pia?
E
como justificarão
hoje
o
velo
com
que
ameaçam
embargar
o
passo
a
quem
pelo
mesmo
ariombamento
pretender
lá
entrar,
senão
invocando
a
justiça
com
que
se
administram
?
E'
a
lógica
do
liberalismo
e
da
re
volução,
não
ha
que
estranhar.
Desde que
na
sociedade
foi
destruído
o
reinado
social
de
Jesus
Christo,
os
prin
cípios
nao
tem
valor,
e
o mundo
lluclua
á
mercê
dos
caprichos,
que,
no
dominio
revolucionário,
constituem
a
unica
norma
de
governo.
Continue
pois
o
«Atheu»
a
semear
ventos,
e não
desespere
a
«Anarchia»,
por agora
llie
não
permittirem
colher
tem
pestades.
E
’
que
a
estação
própria
não
chegou
ainda,
mas
ella
hade
vir,
e
verá
então,
que
não
foi
inútil
esperar.
Aqui,
entre
nós,
lambem
se
dá
algu
ma
coisa
similhanle,
e
todavia
ninguém
desespera.
Aposlolos
como
o
«Atheu»,
temol-os
por
cá
em
abundancia e
correm
sem
risco
de
que
alguém
os
moleste.
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QllXTAS E SAGRADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.............
2^000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso...................
10
N.°
691
no
Lyceu,
ou
dos actos
na
Universidade,
que approva
um
examinando
que quasi
nada
sabe;
que
pratica
ainda
maior
es
cândalo,
quan lo
decide
com
desigualdade
as
suas
classificações;
que
atraiçoa
com
isso
os seus
deveres;
mas
que
satisfaz
aos
empenhos
que de
toda
a
parle
se
lhe
dirigem,
é
havido por
—
um bom
ho
mem
!
Um
indivíduo
que
na
sua
vida
parti
cular
é
um traficante;
que
contrata de
má
fé
e
falta
indignamente á
sua
palavra;
ao
mesmo
tempo
que
em
publico
se
apre
senta
sendo
um grande
hypocrita
e
san-
tanano —
é
com
.efleito
um
mau
cidadão;
mas
como
aquellas apparencias
de
falso
religioso
encobrem
a
podridão
que
lhe
vae
por
dentro,
fica
sendo—
um
bom ho
mem
!
Um
professor
do
Lyceu,
ou
lente
da
Universidade,
que
pela
sua
relaxação
dá
com
a maior
facilidade
todos
os
feriados
que
lhe
pedem
os
seus
discípulos,
e
que
tolera
todos
os
desatinos
que
elles
pra
ticam;
causs
com
isso,
é
certo,
um
grave
prejuízo
ao
ensino,
e
dá
motivo
a
que
os
alumnos
sejam
uns
ignorantes
e
des
ordeiros;
mas
como
é
condescendente
e
faz todos
os
favores
—
é
um
bom
ho
mem
!
Um bedel
de
qualquer
faculdade, que
se
presta a
occuliar
as
faltas
dos
respe-
ctivos
alumnos,
mediante uma gratificação
pecuniária
—
é
inegavelmente
um
indigno
empregado,
merecedor
de
severo
castigo;
mas
porque
protege
os
cabulas
e
os
dís
colos,
é
por
estes apregoado,
ainda
que
pensem
o
contrario,
por —
um
bom
ho
mem !
Uma
auctoridade
administrativa
ou
ju
dicial,
que
concorre
para
que
os
crimi
nosos não
sejam
punidos,
deixando
de
obter
as
provas
necessárias; que
torce
as
disposições legaes
em
favor
dos
mal
feitores;
que
abafa
quanto
póde
os
pro
cessos,
e
prepara
tudo
para a
impunidade
dos
mesmos
criminosos,
só
porque
deseja
satisfazer
a
um alto empenho;
commette,
não
ha
duvida,
com
isso um
gravíssimo
abuso
no
exercício
do
seu
cargo;
mas
como
serviu
a
quem
interveio
n
’
este
negocio—
é
um
bom homem!
Um
jornalista
que
está
sempre
protn-
pto
a
defender
toda
a
qualidade
de
des
aforo,
e
que se promptifica a
auxiliar
to
das
as
tranquibernias;
—
falseia,
cerlamente,
a
sua
nobre
missão; mas para
com
os
cynicos
e
devassos
que
elle
coadjuva,
em
natural
e
sympalica
camaradagem
—é
um
bom
homem
!
Um
chefe
de
familia,
duro
e
deshu-
mano
para
com
sua
mulher e
filhos,
in
tolerante
e
cruel
para
com os
seus
fa
miliares;
mas
que
no
publico
alardeia de
muito
liberal,
e
clama
sempre
contra
o
despotismo —
é
com
efleito
um
mau
ci
dadão;
mas
como
a
sociedade
só
em re
gra
tem
conhecimento da
linguagem
que
ede
emprega,
e
ignora o
que
pratica
para
com a
sua
familia
—
tem-o
na
conta
de
-um
bom
homem
!
Um
avarento
usurário,
que
sem
dó
nem
compaixão
nada
perdoa aos seus
caseiros
nos
annos
em
que
a
agricultura
é des
graçada,
e
que
exige um
jmo
exorbitante
do
dinheiro
que
empresta;
mas
que
uma
ou
outra
vez
manda
distribuir
meia duzia
de libras
pelos
asylos
de
infancia
e
men
dicidade, ou
outro
qualquer
estabelecimen
to
de
beneíicencia;
e
ao
mesmo
tempo
pede
nas
diversas
redacções
dos jornaes
para espalharem a
todos
os
ventos
da
pu
blicidade a
noticia
d’
aquelle
seu
donativo
—
é,
por
certo,
um
homem
de mau
cora
ção;
porém,
como
o
publico
só
sabe
das
libras
por elle
osteulosamente
offerecidas,
fica
acreditando
que
é
—
um
bom
homem!
Um
cidadão
de
qualquer
classe
daj
so
ciedade,
que
sendo
chamado
a exercer
os
direitos eleitoraes
estabelecidos
na
lei,
se
deixa
levar
por
i-nfloencias
poderosas,
e se
promptifica
a
sustentar
os
mandões,
que
querem
conservar
o
seu
dominio
á
custa
dos
povos
—
atraiçoa
sem
duvida
a
sua
con
sciência;
desce
da posição
de
homem
livre
á
do
submisso
escravo;
mas
porque
não
creou
atlritos
a
esses mandões,
antes
lhes
aplanou
o
caminho
para
conseguirem
os
seus
fins—
é um bom
homem
1
Um
membro
de
qualquer
tribunal
su
perior,
que
se
presta,
para
satisfazer
altos
empenhos,
ás
vezes
até
d
’
um
ministro
de
estado,
a
dominar
indefinidamenle
a
de
cisão
de
um
recurso
—
commette
com isso
uma
desaforada
e
revoltante
denegação de
justiça;
mas
comtudo
não
deixa
de ser,
na
opinião
de
quem
ignora
as
molas
oc-
cultas
que
produzem
estes
resulsados
—
um
bom
homem!
De
modo que,
sendo estes
os
bons
ho
mens,
vt-m
a
ser
os
maus
homens
áquelles
que
sem
contemplações, nem
olharem
a
contrariedades e
a
prejuízos, cumprem
ri
gorosamente
os
seus deveres;
áquelles
que
se
oppõem
aos
abusos e
arbitrariedades,
e
não se
prestam
a
praticar
actos
injustos
e
indecorosos.
E
’
este o
resultado
de
uma certa
escola
immoral
que
se tem
desenvol
vido.
Segundo
as
theorias
d
’
essa
escola,
é
bom homem
o
que pratica todos
os
escân
dalos,
ou
condescende
com
elleá;
e
mau
homem
o
que
segue
um
caminho
diame-
tralmente
opposto.
Pois
apezar
d
’
isso
diremos,
que
os
taes
bons
homens
(entidade
muito
diver
sa
dos
homens
de
bem),
são
a
praga
da
sociedade,
os
fomentadores
da
corrupção,
e
os
prolecloies
de
todos
os
devassos.
Joaquim
Martins de
Carvalho.
(«Conimbricense»),
Turnu
Magurele
2
de setembro,
de 1877.
Snr.
Director da
«Nação».
Estimadíssimo
amigo:
O
Príncipe
Car
los
da
Roumania
voltou
de Corabia.
Con
ferenciou
aqui
com Carlos
VII
e
com
o
Gran-Duque
Alexis,
e
hoje
pela manhã
marchou
para a Bulgaria. Acompanhava-o
o
seu
novo estado
maior,
de
que
neces
sita
como
general em
chefe
do
exercito
russo
e
loumano,
cujo
cominando
toma
nas
immediaçôes
de
Plewna.
Esta
medida
do
Imperador
Alexandre,
fructo
sem
duvida
da
entrevista
de
Gor-
nu
Studen,
será
indubitavelmente
provei
tosíssima,
por
isso que
dá
unidade
mili
tar
aos
exercitos
alliados, e permitte
uma
concentração,
que
EI
Rei
D
Carlos,
ape
zar
de
mero
espectador
d
’eslas
opera
ções,
ha
muito
tempo
julgado
indispen
sável.
Com
este
acto fica
muito
lisongeado
o
amor proprio
da
pequena
nação
rou-
mana,
e
os
russos
não
pódem
queixar-se,
por
isso
que
a sua
immensa
superiori
dade
numérica
deve
fazer
que
o
seu
amor
proprio
se
não
possa
reputar
humi
lhado.
Além
d
’
isto,
o
príncipe
Carlos
terá
dois chefes
de
estado
maior,
um
russo,
e
outro roumano,
com
os
auxiliares
ne
cessários
d'ambos
os
exercitos.
Isto, não obstante,
não
se
deve
des
conhecer
que
a
emprcza
que se
encarrega
hoje
ao
príncipe
reinante
da
Maldo-Vala-
quia é
ardua,
e
póde
ser
tão
espinhosa
[como
brilhante.
Já
sabe
v.
que
os
turcos,
apezar
da
sua
apathia
inacta,
se
reanimaram, to
mando
a
offensiva
em
alguns pontos,
e
até
leem
empregado,
com
certos
limites,
o
systema
de
guerrilhas
que penetra nas
linhas
inimigas;
uzando
da phrase
de
um
chefe
roumano,
meu
amigo,
direi:
teern-
se
tornado
demasiadamente insolentes.
Dizem
por
aqui
que
mais
de
30:1’00
russos
passaram
já
pela
ponte
de
Corabia
á
margem
direita
do
Danúbio.
Também
se
diz
que,
depois
da
passagem,
aquella
ponte
será
mudada
para
Nicopoli,
e
se
isto
é verdade,
como
parece,
felicito
o
príncipe
Carlos,
pois
vejo que
comprehende
a
necessidade de
se
concentrar.
Esta
pequena cidade
roumana, onde
se
reuniram Carlos
I,
vários-príncipes
russos
e
o joven
Rei,
que,
em quatro
annos
de
campanha
deve
ler
adquirido
alguma
ex
periência
da guerra,
tem
sido
n’
estes
dias
centro
de
conferencias
ácerca
de
ulteriores
operações.
Se
chegam
depressa
reforços,
se
se aproveitam,
se
se
marcha
para
o
hm
princi
pal
d
’
esta
campanha,
que
é
a cupula
de
Santa
Sotia em Constantinopla,
não
ha
que
duvidar:
os
turcos, apezar
do
seu
valor,
apezar
da
vitalidade
de
que
estão
dando
prova,
terão
que
capitular
ante o
numero
e
a
força da
sciencia
militar
contra
elies
congregada.
Porém,
senão
se
faz
o
que
se
deveria
fazer,
apezar
d
’altas
influencias,
apezar
dos
recursos
de
que
se deveria
lançar
mão
em
um
momento
dado,
todos
os
esforços,
todo
o
heroísmo
empregado
pelos
soldados
do
Czar
serão
estereis.
Dizemos
isto,
apezar
da
confiança
que
nos
inspiram
o
Gran-Duque
Nicolao e
príncipe
Carlos.
Os
fortes
reconhecimentos
eflectuados
pelos
turcos
em
Plewna
e
Ruslchuk,
dos
quaes
v.
já
terá
noticia
provam
o
que
acima
indiquei,
isto
é,
que
os
turcos
estão
reanimados.
Porém
isto
não
significa
muito,
por
isso que
a
facil
passagem
do
Danú
bio
pelos
russos,
e
a
sua
chegada
alé
aos
Baikans,
ainda
ha
pouco
provaram
quanto
elies
estavam
desanimados.
Alter
nativas
de urna
guerra encarniçada,
como
a
presente.
O
correspondente.
WHim
COXVKTE.
A
redacção
do «Jornal
do
Minho»
convida
os
seus
dignos
collegas
e
todos
os
amigos
e
admiradores
do
eminente
his
toriador
Alexandre
Herculano,
ha
pouco
fallecido,
para
assistirem
a
uma
missa de
requiem
que
por
sua
alma se
resará
no
dia
25,
pelas
9 horas
da manhã,
no
ma-
gestoso
templo
dos
Congregados.
Atri-ainl.
—
0
arraial
de
N.
Senhora
de
Nazarelh,
erecta
no
arco
da
Porta
Nova, lem
logar
hoje á
noite,
havendo
illuminação
e
fogo
prezo.
A
banda
que
locará
durante
o
arraial
é
a
do
regimento
d
’
infanteria
8.
Seitíaur
do
Alc-cs-isa».
—
Festeja-se
ámanhã a
Imagem
do
Senhor do Alecrim,
no
logar
do
Areal,
havendo
hoje
á
noite
illuminação,
fogo
artificial
e
bazar
de pren
das,
tocando
durante
o
arraial
uma
banda
de musica.
O
bazar
continua
ámanhã.
Doença.
—
Acha-se
gravemente
enfer
ma
a
ex.
‘
“
a
esposa
do
snr
dr.
Manoel
de
BrHo
Fmtado
de
Mendonça.
—
Também
está
doente
um
dos
filhos
do
snr.
Antonio
Pinto
de
Mendanha.
Consorcio.—
Casaram
ha
dias,
na
capella
do
palacete do
finado
visconde
de
S.
Lazaro,
a
ex.
ma snr.
a D.
Angélica
Rosa
Raio,
com
o snr.
Eduardo
Maga
lhães,
do
Porto.
SSece»nnaneido.—
Na
noite
de
quar
ta-feira
appareceu
abandonado
á
porta
da
casa
do
snr.
Henrique
Freire
uma
crean-
ça
recemnascida.
Vais».
—
Recebemos
um
exemplar
da
mimosíssima
valsa
A
Roma!...
A Roma,
a
qual muito
recommendamos
aos
nossos
leitores.
Ao
seu
ex.
rno
auctor
agradecemos
cor-
dealmente
este
formoso
brinde,
e a
deli
cadeza
do
seu offerecimenlo.
O
annuncio
vae
no
logar
proprio.
SêlSo
dos
testamentos
de pen-
soas
fullecisla»
fút-a
do
reino.
—
O
«Diário»
publica
o seguinte:
Tendo-se
levantado
duvidas
na
execu
ção
da verba
l.a
da
classe 16.
a
da
tabella
n.e
1,
annexa
ao regulamento de
18
de
setembro
de
1873,
na
parte
que
respeita
ao
sêllo
dos
testamentos
de pessoas
fal-
lecidas
fóra
do
reino,
pois que
devendo
o
mencionado
imposto
ser
pago
desde
a
aber
tura
da successão,
ou
desde
que
por qual
quer
outro
motivo
produzirem
effeitos
ju
rídicos,
póde
acontecer
que
decorra
aquelle
praso
antes
de
chegar
ao
reino
a
noticia
do
fallecimento,
tornando-se
d
’
este
modo
illusoria
a
disposição
da
lei,
e
ficando
os
apresentantes
dos
testamentos
sugeitos
a
multa,
sem
que
lhes
fosse
dado
evital-a
por
estarem
legitimameme
impedidos;
e
Considerando que
nos
termos
da
ci
tada
verba
o
praso estabelecido para
o
sêllo
dos
testamentos
se
ha de
contar desde
a morte
dos testadores,
porque
é
então
que se
verifica
a
abertura
da herança
em
conformidade
com
a
disposição
dos
arti
gos 2:009.°
e
2:011.°
do codigo
civil, ou
desde
que
os
mesmos
testamentos
ainda
antes
de aberta
a
herança
houverem
de
produzir
effeitos
fjuridicos
por disposição
da
lei,
como acontece
no
caso
do
artigo
66."
do
codigo civil;
Considerando
que
a
mencionada
verba
manda
sellar
os
testamentos,
não
desde
que
estes
forem
abertos ou
apresentados
para
serem
sellados,
mas
desde
a
morte
dos
testadores;
Considerando que
fallecendo estes
fóra
do
reino,
póde
o
referido
praso
correr
antes
de
haver
noticia
do
tal
successo;
Considerando
que
esta
eventualidade
não está
prevenida
na
supracitada
dispo
sição;
Considerando
finalmente
que não
podia
ser
intenção
do
legislador
que
o
mencio
nado
praso
corresse
contra
os que,
por
ignorarem a
morte
dos
testadores,
se
achavam
impedidos
de
'
fazer
sellar os
testomantos;
e
Conformando-se
com o parecer
do
con
selheiro
director
geral
dos
proprios
na-
cionaes:
Ha
por
bem
sua
magestade
ei-rei de
terminar
que o
praso
de
trinta
dias
es
tabelecido
na
citada
verba,
quando
os tes
tadores
failecerem
fóra do reino,
se
conte
desde
que,
pelos
meios
competentes,
hou
ver
noticia
de
se
ler
verificado
o
obito.
O
que
sua magestade
el-rei
manda
communicar,
pela
direcção
geral
dos
pro
prios
nacionaes,
aos
delegados
do thesouro
do reino
e
ilhas,
para
seu conhecimento
e
devidos effeitos.
Paço,
31
de
agosto
de
1877.
—
Carlos
Bento da
Silva.
Mt.
oviuií-nto
do
BHospital
de
S.
nareos.
—
Doentes
existentes
em
9
de
setembro:
93
homens
e
92
mulheres.
Entraram
durante
a semana
finda:
18
homens
e
21
mulheres.
Sahiram:
22 homens
e
22
mulheres.
Falleceram:
7 homens
e
7
mulheres.
Ficaram
em tratamento
em
15
de
setem
bro:
82
homns
e
87
mulheres.
dos
sereaea.—
Na
terça-feira
ultima, n’
esla
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................ 809
Milho alvo
.......................................
520
Centeio
........................................
440
Milho
branco
................................
420
»
amarello...............................
400
Painço
..............................................
360
Cevada
.............................................
480
Batata..............................................
500
Feijão
vermelho.
....
960
»
amarello............................... 680
»
branco
................................
760
»
rajado................................
600
» fradinho
...............................
440
Azeite
.......................................................
5$400
Guerra
d®
«friente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra do Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
18
—
Segundo
aflirmam
despachos
inglezes
parece
que
os
russos
enviam
em
soccorro
do
Czarowitch,
cuja
situação
cor
re
grande
risco,
todos
os
reforços
que
chegam
da
Sussia
e
as
tropas
disponíveis
diante
de
Plevna,
que
os
russos
se
limi
tam
agora
a
bombardear.
Vienna
18
-Causa
geraes preoccupa-
ções
a
próxima
entrevista
do
conde
An
drassy
com o
príncipe
de
Bismark. Corre
o
boato
que
Bismark
proporá
a
Andrassy
que se inicie
a
mediação
favoravel
á
Rús
sia.
Pera
19—
Um telegramma
de
Suleyman
Pachá
datado
de
18
annuncia
que
os
rus
sos
tendo
recebido reforços
retomaram
as
posições
de
S. Nicolau, obrigando
os tur
cos
a
retirarem
para
os
seus
anteriores
enlrincheiramenlos.
Vienna
49
-Andrassy
a
Bismark che
garam hontem
a
Salzbourg.
Andrassy
par
tirá
hoje,
Bismark
relira-se
ámanhã.
Não
é provável
a
mediação.
Constantinopla
19—
A
guarda avançada
de
Mehemet-A
li-Pachá
chegou
a
Burumli.
Os
russos
fortificam
a
estrada
que
de
Biela
conduz
a Plevna.
A artilheria
turca
impede
aos russos
os
trabalhos
da
reparação
das
fortificações
de
Tehipka.
Jubileu Episeopnl
do
Santii
Padre.
—
Em
Munster,
Sdesia
Baviera,
Baden, etc., apesar
das
prohibições do
governo
allemão,
o
Jubileu
Episcopal
do
Santo
Pade
foi
celebrado
admiravelmente
por
muitas
obras
de
caridade
e domon-
strações
de
regosijo.
As
reuniões
populares
foram
nume
rosíssimas,
diz
a
«Gazeta
da Germania».
Em
Dusseldorf
juntaram
se
mais
de
14:000 homens!
etc.
Bismark
havia
de
dar
pulos,
de
raiva.
Portngiiezes falleeidos.—
No
dia
29
d
’agosto
findo
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes
portuguezes:
Joaquim
de
Sá
Coutinho,
50
annos,
solteiro;
Manoel da
Silva
Almeida,
44
a.,
casado;
José
Custodio Vianna, 30
a.,
s.
ConveraSo.—
O
correspondente do
«Pall
Mall»,
de
Dublin,
annuncia
a
con
versão
ao
catholieismo
de
M.
Edemundo
Dvvyer
Gray,
deputado
de
Tlpperay
ao
parlamento
inglez.
M.
Gray
é também
o
director
político
e
o
proprietário
do
«Freeman
’s
Journal»,
de que elle
tinha
feito
o
porta-voz
dos
interesses
eatholieos
da
Irlanda.
Elle
ca
sou-se
ultimamente
com
uma
calholica,
filha
de
Carolina
Chishohn,
<le
caridosa
e
veneranda
memória
na Irlanda
e
na
In
glaterra.
Óptimo
preisente
!!
—X
«Nazione»,
jornal itahanissimo
de
Florença,
orgão
do
partido
chamado
moderado,
depois de fal-
lar
dos
innumeraveis
presentes
feitos
ul
timamente
ao Ramo
Padre
pelos
catholi-
cos
de todos os
paizes, dá
conta
de
um
presente
de
genero
mui
diverso
feito
ha
pouco
a Victor Manuel,
presente
que
con
sistiu nas
armas
e
n
’alguns
outros
objectos
do
celebre ladrão
e
assassino Leone.
Será
epigramma?..
Se o
não
é,
parece-o;
e
por
isso,
com
razão
a «Unitá
Calholica»
tomou
nota.
Também
nó
a
tomamos.
Porque
não
mandam
ao
rei
de ítalia
o
punhal
de
Gallenga,
subministrado
por
Mazini,
para
o
alto
feito
que
todos
sabem
?
Tribiinnes
superiores.
—
Lê-se
no
«Conimbricense»:
Vão
successivamente apparecendo
pro
vas
da
actividade
em
alguns
dos
nossos
tribunaes
superiores.
No
«Diário
do
Governo»
de
8
do
cor
rente vem
publicado
o
accordão
do tri
bunal
de
contas,
decidindo
o
processo
do
julgamento de
Fernando
Antonio
de
Oli
veira
Brandão,
na
qualidade
de
recebedor
da
comarca
de
Rio Maior,
no
periodo
decorrido
desde
3
de outubro
de
1845
alé
18
ue
setembro
de
1852!!!
Por
esse
accordão
é o referido
recebe
dor julgado
devedor
á.fazenda
da
quantia
de
20$355 reis, e
condemnado
no
paga
mento
d’essa
verba,
assim
como
no
dos
respectivos
juros, a
contar
do
ultimo
dia
da
sua
gerencia.
Deve-se concordar,
que
não
é
dema
siado
o
tempo
que
levou
o
tribunal
de
contas
a
dar
esta
decisão.
Foram
apenas
25
annos
!
Seeea.
—
No
Ceará
a
secca
continua
devastando
as
povoações,
acossando
o
povo
para
as
capitaes,
sem
esperanças
de
alguns
recursos.
As
subscripções
continuam
por
toda
a
parle,
e
é
raro
o vapor
que
não
leva
soccorros, lanto
monetários
como
alimentícios.
JSetgiea.
—
O
elemento
liberal
mais
activo
já
declarou
formalmente
que
era
necessário
proscrever
a
religião calholica
para salvar
o
que
chamam
a
liberdade,
por
serem
as
duas
cousas
incompatíveis;
os
doutrinários,
porém,
como
mais
hy-
pocritas,
negam
essa
incompatibilidade,
ao
mesmo
tempo
que
preparam
com
as
suas
leis a
destruição
da
religião.
Mas
felizmente
os
eleitores
conhecem
a
perfí
dia
d
’
estes
e aproveitam-se
das
cynicas
declarações
d
’
aquelles.
Pessoa!
ds»
exploração
doa ea-
minlios
<le
ferro
«lo
iVBinEio
e
Mou
ro.
—
O
quadro
do
pessoal
da
exploração
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
compõe-se
do
seguinte:
movimento,
chefes
de
1.
“
classe,
1, de 2.
a
5;
de
3.
a 8
e
de
4.
a
7;
fieis,
de
l.a classe,
1
e
de 2.a
12;
bilheteiro,
1; lelegraphistas
6;
feito
res, 13;
escripturarios
de
l.a
classe,
1;
de
2.
3
1;
encarregado
do
relogio
e
tele-
graphos,
1; trens,
conductores,
de
l.
a
classe,
4;
de
2.
a
4;
guarda-freios,
de
l.
a
classe,
4
e
de
2.
a
4;
ftscalisação, capata
zes,
6;
carregadores,
62; agulheiros,
28;
pharoleiros,
1; guardas, de dia
7;
de
noite,
4;
e
limpadores
2.
A
despesa
do
pessoal
do
serviço
ex
terno
está calculada
em
2:627$800 reis.
As
cabeças
eoroaílas.—
Sob
esta
epigraphe
dá
um
jornal
a seguinte
esta
tística:
Dos
1:540 imperadores
que
téem
exis
tido
em
64
nações,
téem
sido deslhro-
nados
299,
abdicaram
64,
suicidaram-se
24
enlouqueceram
11,
morreram
em
ba
talha
100,
foram
declarados
marlyres
e
canonisados
23,
foram
assassinados
151.
envenenados
62
e
condemnados
á
pena
de
morte
108.
Triste
quadro.
—
Horrorisa
lêr
os
jornaes da
índia
ingleza,
que
tratam
da
fome
que
ha
n’
essas
longiquas
paragens.
Em
Madrasta,
principalmente,
é
ella
hor
rível.
U
governo sustenta
cerca
de
865:722
indivíduos,
e
a
caridade publica
581:633.
Muitos
desesperados
lançam-se
aos
poços
e
aos
rios.
Em
Mysore foi
encontrado
um
indivíduo
que
estava
a
comer
a carne
de
uma
creança
que
linha
morto
!
Em Hydra-
bad
uma mulher commetten
egual
barbarida
de
! Em
um
meeling,
presidido
pelo
proprio
governador
de
Madrasta, o
duque
de
Bu-
kingham,
resolveu
telegraphar
logo
para
as
pnncipaes
cidades
de Inglaterra pedindo
o seu philantropico
concurso.
Offleiaes
«Io
Celeste
fimperio.—
Participam
os
jornaes allemães
que
entre
os
officiaes
estrangeiros
que recentemente
assistiram
á
revista
da
guarda
berlinense, se
notaram
pela
primeira vez
quatro
chine-
zes,
trajando
o
uniforme
europeu,
que
foi
ha
pouco
introduzido
no
exercito
do
Celeste
império.
O vestuário é
azul
escuro,
tendo
uma
golla azul clara
com agulhetas
de
ouro;
o bonnet
parece-se
muito
com
o dos
ca
çadores
militares
prussianos,
á excepção
da
frente,
que
tem um
dragão
chinez
de
bronze, encimado
por
um
laço
de
purpura
e
franjado
a
ouro.
Os
homens
analysaram
altentamente
a
revista,
e
fallavam
entretanto
com
uma
grande
vivacidade
na
sua
lingua
nacio
nal.
Expedição
ao
poio norte. —
M.
Weyprecht,
bem
conhecido
explorador
au
stríaco
pela
viagem
que
já
fez
ao
polo
norte,
vae
emprehender
uma
nova
expe
dição,
acompanhado
do
conde
Wilczek,
que
generosamenie
fez
uma
parte
das
despezas
da
primeira
expedição.
A actual
viagem
deve
durar
simples
mente
um
anno,
e
é
feita
unicamente
com
o fim
de
estabelecer
um posto
de
observações
meteorológicas
no
norte
da
Nova-Zembla,
e
ainda outros
em
diversos
pontos,
que
serão
postos
ein
communicação
com a
terra
firme
por
meio
de
uma
estação
estabelecida
em
Finmark.
Pensa-se
também
em
estabelecer
es
tações
do
mesmo
genero
no
poio
aus
tral.
Ha probabilidade
de
uma
nova
expe
dição ingleza
ao
polo
norte.
A
este
res
peito
tem
sido feito
ultimamente
uma
serie
de
conferencias
pelo commandante Cheyne,
cuja
competência
é incontestável.
A
des-
peza
é
avaliada
em
25:000
libras,
empre
gando
unicamente
um navio de
vapor,
com
provisões
para tres
annos.
A
cidade de
Glasgow
na Escossia,
pro
põe-se
concorrer
com
um
terço
da verba
calculada,
e
espera-se
que
Londres,
Liver-
pool
e outras
cidades
concorrerão
com
o
resto.
A
pedido
da
sociedade de geographia
de
Bruxellas,
o
commandante
Cheyne
fez
na
Bélgica
uma
conferencia ácerca da
ex
ploração
do
polo
norte
e
da
viagem
pro-
jectada.
U
discurso
foi
traduzido
em
fran-
cez
e
espalhado
por
toda
a
Bélgica.
O
presidente
da
socidade
prometleu
que
um
oílicial
belga
acompanharia
a
expedição,
e
que
seis
outros
belgas
iriam
também
com
o
fim
de
entrarem
na
guarnição
dos
trenós
D
’esta
maneira
pretende
a
Bélgica
que
a
sua
bandeira iluctue
nos
mares
polares
ao lado
da
bandeira
ingleza.
Pensa-se
em
que
a
crostação
poderá
desempanhar
um
proveitoso papel
n
’esta
expedição.
Promenores.
—
Eis
alguns
promeno-
res
sobre
o terrivel naufragio
que
se
deu
no
dia
11
do
corrente, ás 9
1/2
da
noite
e
a
15
milhas
de Portland,
ao
S.
E..
por
motivo
de
haverem
abalroado
os
na
vios
«Avalanche» e
«Forest»,
o
primeiro
de
ferro e
mil toneladas,
pertencente
á.
linha
dos
paquetes
entre
Londres
e
a
Nova
Zelandria,
e
o
segundo
que
era
de
Windsor
(Nova
Escossia),
de
pau simples
mente.
A
noite
era
escura
como
um
prego.
O
«Foresl»,
que
navegava
sobre
estibor
do,
avistou
súbito
o
«Avalanche»
que
vi
nha
em
sentido
inverso,
isto
é,
correndo
n
a
direcção
de
bombordo.
O capitão
or-l
denou
immediatamente que
virassem
tudo l
a
bombordo...
Mas
era
tarde.
Nesse
in-h
stante
o
«Forest»
arremessou-se
de
en-
I
contro
áquelle,
recuou,
volveu
a
arremes- <
sar-se,
e
d
’
ahi
a
uns
dois
minutos,
o
(
«Avalanche», com
toda
a sua
equipagem
e
l
passageiros,
menos
tres
homens
que
po-
deram
saltar
para
o
«Forest»,
ia
de
re
pente
a
pique.
Porém,
decorrido
um
quarto
de
hora,
tornou-se
urgente
abandonar
a embarcação
que
sobrevivera,
á qual
em
breve
succe-
deria
o
mesmo. O coinmandanle
foi
o
der
radeiro
que
desamparou
o
«Forest».
ima
ginando
que
ninguém
ficava
a
bordo.
Equiparam-se
todas
as
lanchas
e
boles,
e
já
curavam
de
fazer-se
ao
largo,
no
momento
em
que
sahiram angustiosissi-
mos appellos
do
meio
das
fluctuantes
ruinas
do «Forest»...
Infelizmente
fazia
um
mar
cavado
e
horroroso,
e
nenhuma
embarcação
logrou
apropincuar-se.
Eram
tres,
mas
só
a
equipaquem de
uma
conseguiu
e salvamento,
e
essa
agra
dece-o
hoje
á
coragem
dos marinheiros
de
Porlland,
que
foram
soccorel-a
em
.pleno
mar
com
2
cahiques, para
onde
poderam
trensbordal-a.
Eram
doze
infeli
zes,
horrorisados
e
lividos,
com
o
ves
tuário
lodo
esfarrapado
e
urr
indescri-
plivel
assombro
impresso
no
semblante!
Nove
pertenciam
á
tripulação
do
«Forest»:
o
resto
perfaziam-n
’o
os
tres
naufragos
do
«Avalanche».
Os
commandantes
suc-
cumbiram,
e
dos
passageiros,
que
eram
em numero
considerável,
pois
só
no
«Avalanche»
iam
38 homens,
17
mulhe
res
e 8
crianças, quasi
todos
colonos
e
de
regresso
á
Nova
Zelandta,
nem
ura
só
foi
salvo.
Em
summa, o
total
dos
cadaveres,
como
já
sommamos
na
epigraphe,
eleva-se
ao
nu
mero
103
!
Estatística.
—
Ha
nas
costas
do
Me
diterrâneo
e
nas
dos
mares
interiores
que
com
elle
communicam
733
pharoes, 660
dos
quaes
são
fixos,
68
de
rotação
e 5
intermittentes,
distribuídos
pela maneira
seguinte:
Na
costa
de
Hispanha
65,
sendo
59
fixos
e
6
de
rotação; Ilhas
Baleares
24,
17
fixos,
6
de
rotação
e
1
intermittente;
costa
oeste
de
Ilalia
91,
87
fixos
e
4
de
rotação;
Córsega,
Sardenha
e
Sicilia
58,
54
fixos
e
4
de
rotação;
Ilhas
Aegades.
Lipári
e
Malta
15. 12
fixos
e 3
de
rota
ção;
Mar
Jonio
e Adriático
143.
130 fixos,
9
de
rotação
e
4
intermittentes;
Archi-
pelago 61,
53
fixos
e
8
de
rotação;
Dar-
danellos,
31,
29
fixos e
2
de
rotação;
Bosphoro 26
fixos;
Mar Negro
60,
52
fixos
e 8
de
rotação;
Mar d’A^of
13,
11
fi
xos e
2 de
rotação;
costa
d
’
Africa
58, 48
fixos
e
10
de rotação;
costa
da
Syria
e
Karamania
21,
19
fixos
e
2
de
rotação;
Ilha
de
Chypre
3
fixos.
D
’
estes
733
pharoes,
202 estão
collo-
cados
a
uma
altura
de
10
a
50
pés
aci
ma
do
nivel do
mar;
287
á
altura
de
50
a
100
pés;
132
á
de 100
a
200
pés;
48
á
de
200
a
300;
29
á
de
300
a
400
e
16
á
de 400
a
500
pés.
Ha
ainda
uns
19
cuja
altura
é
supe
rior
a
500
pés
e
que
porisso
merecem
es
pecial
menção.
O
da
Ponta
de
Codolar,
na
ilha
de
For-I
mentera,
que
tem
518
pés
de
elevação
acima
do
nivel
do
mar;
o
de
Cabo
Ta-
volara,
na
Sardenha,
com
540
pés
d
’altu-
ra;
o
do
Cabo
Bella
Vista, na
Sardenha,
com 541;
o
do
Cabo
S.
Sebastião,
na
costa
de
Hispanha,
com
548;
o
do
cabo
Bougaroni, na
costa
d
’Africa, com 564;
o
do
Cabo
de
Santo
Antonio,
na
costa
de
Hispanha,
com
571;
o
de
Ceuta,
na
costa
d
’
Africa,
com
590;
o
do
Cabo
Formen-
ton,
na
ilha
Maiorca, com 592; o
do
Ca
bo
Caceia
em
Porto
.Conte,
na
Sardenha,
cora
510;
o
de
Sebaslopol,
perto
do
mon
te
Mekenzieff, na Crimeia,
com 630;
o de
Bender
Erekli,’
na
Turquia
d
’
Azia,
cora
656;
o
do
Cabo
Palinuro,
na
Italia,
com
675;
o de
Cabo
Fassa,
na
ilha
Antros,
com
708;
o
de
Cabo
Carbon.
na
costa
de
África,
com,
com
722;
o
de
Mesa
de
Roldan,
na
costa
de
Hispanha,
cçun
725;
o
do
Monte
Guardia, na
ilha
PÒnza,
na
Ilalia,
com
738;
o
do
Cabo Bearn,
na
costa
de França,
com
751;
o
do
Monte
Vacchereccie,
na ilha
Giglio,
na
Ilalia,
com
1:017;
e
finalmente
o
mais
importante
de
todos, o
de
Dragonera,
na
ilha
Maiorca,
1:191 pés
de
elevação
acima
do
nivel do
mar,
e
que
em
tempo
claro
é
visivel á
distancia
de
36
milhas.
A
população da
Turquia.
—
Na
5.
a edição
do
seu
livro
sobre
a
política
da
Inglaterra
no
Oriente,
o
barão Henri
que
de
Worms
fornece
alguns
dados
in
teressantes.
Um
d
’
elles,
por exemplo, é
a esta
tística
da
população do
império
ottomano
que,
meltendo
em
linha
de
conta
os
es
tados
tributários, se
eleva a
13
milhões
de
turcos,
milhão
e
meio
de
600:000
turcomanos,
zíngaros
e
5
milhões
e
123:000
romanios,
Ihões
de
servios
e 4
milhões
e
búlgaros.
700:000
servios
e
800:000
professam
a religião mahometana.
Exis
tem
na
servia
430:000
catholicos
roma
nos;
além
d’
elles,
são
lambem
catholicos
100:000
albanezes.
Com
os
estados
tributários,
o
total
da
população
altinge
52.092:068 almas; to
davia
é
preciso
notarmos
que n’
esse
nu
mero
se contam
quasi
II
milhões
de
nubianos,
5
milhões
de
egypcios, e
mais
de
8
milhões
de servios e
romanios.
Frota»
europeus.
—
A
França
está
na
primeira
plana
emquanto
ao
numero
de
embarcações
blindadas,
pois
que
possue
63,
ao
passo
que
na
própria
Inglaterra
não
ha
mais
de
71;
porém,
como
esta
nação conta
á
parte
419
navios,
e
tanto
que
n
’
aquella
se
não
contam
mais de 366,
j
segue-se que é
da
Gran
Bretanha
a supre
macia
marítima.
Na
Rússia
ha
31
navios
couraçados
e
124
sem
o serem;
o
império ottomano
possue
21
embarcações blindadas,
a Pa
lia
17,
a
Áustria
12,
a
Allemanha
8
Grécia uma.
arabes,
tartaros,
dois
tni-
800:000
búlgaros
e
a
Aviso
aos
paes
de
famiEia
e
foons
estudantes
ao»
Sendo
os
quartéis,
em
que
ás
vezes
habitavam
em
Braga
alguns
estudantes,
a
maior occasião
da
sua
mina
e
preversão,
algumas
pessoas honestas
entenderam fa
ziam
um bom serviço
á
sociedade
se
ar
ranjassem um
quartel
para estudantes,
que
sendo
ao
mesmo
tempo
economico
ahi
se
vigiasse
pelo
estudo
e
moralidade
dos
mesmos
estudantes; e
com
este
fim
exis
te
uma
casa
em Braga,
que
poderá
dar
quartel
a
bastantes
para
o
futuro
anno
lectivo
de 1877 a
1878.
Quem
pertender
póde
dirigir-se
ao snr. Manuel
José
An
tunes
Barbosa, presidente
da
devoção
de
S.
Luiz
de Gonzaga,
óu
ao Diredor
da
mesmo
devoção
—
ao
rev.°
padre
João
Re
bello
Cardoso
de Menezes.
TH
COLLEGIO
ACADÉMICO
BRAGARENSE
(ASTTIGO
COIiEEGIt» TIIVEIH
l)
Rua de
S. Faustino
Director
Geral
■==
Manuel
Alves
de
Castro
Proprietário
e
Director Gerente =
João
José
Alves d
’
Aroujo
Relação
nominal
dos
alumnos
approvados
no
anno
lectivo
de
7876
a 1877:
Inatrucção
primaria
Pliylosophia
Arthur
Lopes
da
Silveira
Pinto
Albino
Cezar
Martins
Manuel
Alves
Gonçalves
Pereira
José Antonio
Ferreira
Machado
Antonio
José
Esteves
Manoel
Joaquim
Baplista
Vieira
da
Cruz
Augusto Cezar
de
Carvalho
Gaspar
Leite
Fernandes
Antonio Julio
d
’Almeida
José
Gonçalves
d
’
Oliveira
Júnior
Antonio
Gonçalves d’
Oliveira
lento Faria
Moreira
Lima
Antonio
Gonçalves
Vianna
João
Duarte
de
Macedo
José
Rodrigues
Carvalho
João
Venancio
da
Costa
João
Jeronymo
Bravo
Pereira
do Lago
Manoel
Pires
Dias
José
Ribeiro
Fortunato
Luiz
Ferreira
Francisco
Manoel
d
’
Oliveira
Carvalho
Antonio
José
Mendes
Alves
de
Moura
Albano
Manuel Rodrigues
Eduardo
Martins
Ribeiro
de
Carvalho
Secundino Matheus
da Silva
José
Augusto
Rodrigues Leite
José
Lopes
Gomes
Rego
Antonio
José
Correia
Ramalho
Antonio
Fernandes
d
’Azevedo
Rodrigo
Machado Paes
Bernardo
de
Freitas
Fernandes
José
Joaquim
da
Rocha.
Miguel Gomes d
’
Araujo
Alves
Manoel
Maria
de
Sousa Cruz Vieira
Antonio
Luiz
de
Castro
Luiz
Antonio
Vieira
Manoel
Pereira
Baceilar
Lima
Sotto-maior
Abilio
Guerreiro
Antonio
Rodrigues
Braga
Augusto
d’Avila
Fonseca.
Geogrnphia
Adolfo
Gustavo
da
Cunha
Gomes
Antonio
Joaquim
Alves
Crespo
de
Moura
Manoel
José d’
Araujo
Faria
Domingos Lopes
da
Cunha
José
Pereira
Rodrigues
da
Silva
José
Ribeiro
Pinto.
Laíinitlade
Augusto
Cezar
de
Carvalho
José
Joaquim
Vieira
José
Gonçalves
d
’
Oliveira
Antonio
Gonçalves d
’
Oliveira
Manoel
José
de
Gabriel
Antonio
Luiz
da
Costa
Machado
Villela
João
Rodrigues
Marques
Manoel Alves Gonçalves Pereira
Antonio
Gonçalves Pereira
Custodio
Fernandes Pereira
Antonio
José
Fernandes.
Francez
Dezenho
No
dia
7
ou
8
do
corrente,
foi
acha
da
proximo
da
egreja
de
Maximinos,
em
Braga,
uma
capa
de
senhora.
Acha-se
na
rua
do
Souto
n.°
46.
A’
pessoa
a
quem
pertencer,
dando
os signaes
certos,
e
pa
gando
o
importe d’este
annuncio,
lhe
será
entregue.
(503)
Joaquim
Augusto
Ferreira
Machado
Antonio
Ribeiro
de
Queiroz
Antonio
Gonçalves
Pereira
Manoel
Alves
Gonçalves
Pereira
José
Joaquim
Correia
José
Maria
d
’Araujo
Ribeiro
Manoel
Rodrigues
Porluguez
Agostinho
Evangelista
Rodrigues
José
Rodrigues
Marinho
da
Cruz
Antonio
Antunes
da
Rocha
Antonio
Sepulveda
Machado
José
Pires
José
Augusto
Rodrigues
Leite
Manoel
Augusto
Esteves
Vaz
Augusto
Mattos
Lopes
d
’
Almeida
Julio
José
da
Silva
Mattos
Manoel
Pereira
Lima
Baceilar
Sotto-maior
Antonio
Gomes
Soares
A.
do
Nascimento.
Alberto
Freitas
de
Castro
José
Antonio
de
Sousa
Antonio
José
da Silva
Correia
Simões.
Matlaeínalâca (fi.a parte)
IngBez
Arrematação
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’
infanleria
8,
faz
publico,
que
para
cumprimento
das
ordens
do
ministério
da
guerra
de
19
do
corrente
mez,
tem
de
proceder
novamente
á
arrematação do
for
necimento
das
rações
de
pão
e
forragens,
para
a tropa
que
existe,
vier
a
existir
n
’
esla
cidade
ou
por
ella
transitar,
no
periodo
que
decorrer,
desde
o
contracto
approvado
a
30
de
setembro
de
1878;
cuja
arrematação terá
logar
no
dia
6
do
proximo
futuro
mez
de
outubro, pelas 11
horas
da
manhã,
na
sala
das
sessões do
mesmo
conselho.
I
Os proponentes
á
dita
arrematação,
de
verão
apresentar
em
dinheiro
ou
sentamenlo
nelo
para
pão
alvo,
3000000
reis,
e
por
serem
estas
pondem
aos
importes
prováveis nos pra-
sos
marcados no
artigo
133
do
regula
mento
para
a
administração
da
fazenda
militar
de
16
de
setembro
de. 1864.
As
condições
para
a
referida
arrema
tação são
as
exaradas
no
já
citado
regula
mento e ordem
do
exercito
n.°
28 de
3
d
’
agosto
ultimo,
que
estarão
patentes
n
’
es-
te
conselho
lodos
os
dos
desde
as
9
horas
tarde.
Antonio Faria
Peixoto
Adolfo Barros
Pereira
Salasar.
Alfredro
Arthur
da
Silva
Pereira.
Luiz
da
Cunha
Joaquim
de
Sá
Carneiro
Manoel
José
Alves
Pinheiro
José
Maria
Lartins
José
de
Faria
Figueiredo e Mattos
Francisco
Joaquim
d’
Araujo
Magalhães
Delphim
José
Pinto
de
Carvalho
Rodrigo
José
Leite
Dias
Luiz
Dias
de
Castro
José
Augusto
Soares
Antonio
José
Gonçalves
Francisco
Antonio
Gonçalves
Manoel
Joaquim
Leite
Pereira
Manoel
d
’Araujo
Manoel
Joaquim
Cunha
Ribas
Adolfo
de
Sousa
Abilio Guerreiro
João
Augusto
Ferreira
Braga.
EEísetorica
JKnthecnatica
(S.a
parte)
os
seguintes
depositos,
em
inscripções
de
as-
seu
valor
no
mercado:
1000000 reis,
mistura
forragens
300?j000
reis,
as quantias
que corres-
Quartel
em
Braga
1877.
(507)
dias
não
santifica
da
manhã
ás
2
21
de
setembro
0
Secretario
do
conselho
José
Teixeira
Pinto,
alferes
d
’
infanteria
8.
da
Manoel
P.
a
Pit.a
de
Barros
e Castro
(distin.)
Manoel
da
Silva
Poulos
Manoel
José
d
’
Araujo
Faria
João
José
Brito
Furtado
Mendonça
Manoel
Rodrigues
Porluguez
Agostinho
Evangelista
Rodrigues
Antonio
José
Fernandes
João
Manoel
Alves.
Eduardo
Augusto
P.
a
da
Silva
(distincto)..
Fntrodueção
Antonio
Augusto
Vieira
Soares
Leite
José
Antonio
de
Sousa
José
Maria
Rodrigues
(distincto)
Alexandre
de
Barbosa
Mendonça.
Para
o
anno
lectivo
d®
ÇS-ÇS
serão
ensinadas
no m«ssno
ColBegiu
aa
disciplinas
que
seguem
pelos
seguintes
professores
:
DISCIPLINAS
PROFESSADAS NO COLLEGIO MENSAL.
PROFESSORES
de
Inlrucção
primaria
....
Porluguez,
l.°
e
2.°
anno
.
Rlietorica
...................................
Francez
..................................
Conversação
franceza
.
.
.
Latim
.
.
’.............................
Latinidade.
.............................
Inglez
........................................
Allemão
..................................
Grego
........................................
Desenho
(curso
completo)
.
.
Mathematica
(l.
a
parte)
. .
Idem
(2.
a
parle).......................
Introducção
.............................
Philosophia.............................
Gegroaphia,
Chronologia
e Histor
10000
10200
10200
10200
10200
10200
10200
10300
10300
10300
10300
10300
10300
10300
10200
10200
Padre
José
Maria
Rodrigues.
Dr.
Manoel José
Dias
Martins
Paredes.
Doutor
Constantino
F. d
’
Almeida.
João
José
Alves
d
’
Arauio.
Idem.
João
Manoel
Moreira.
Doutor
João
Manoel
Corrêa.
Idem.
Idem.
Idem.
Alferes
Zeferino
Moraes
e
Moita.
Idem.
Doutor
Joaquim Malheiro
da
Silva.
Doutor
Antonio
C.
da
Cruz
Teixeira.
Doutor
Manoel
Messias
M.
Fragoso.
Idem.
As
aulas
abrir-se
hão
no
l.°
d
’
outubro.
(505>
A
BOMAI... A fiOUA!...
Valsa
para
piano
Alta percentagem
do
produclo
da
ven-
■da
reverterá
em
beneficencia.
Vende-se
no
Porto,
livraria
Chardron;
em Coimbra,
Mesquita; em
Braga,
Catholica;
em
Lis
boa, escriplorio
d
’
este
jornal; Lavado, rua
Augusta;
Catholica
e
de Mattos
Moreira <Sc
C.
a
, Praça
de
D.
Pedro;
e
em
Vizeu,
Aca
démica
de
José
Maria
d
’
Almeida e
redac
ção
da
«Atalaya».
Preço
300
reis.
Quem
comprar
55
exemplares
tem
o
abatimento
de
1/3
sobre
a
importância,
saindo
cada
um a
200
rs.
Grande
obra
de
pedreiro
Quem
quizer
fazer,
em
Rossas,
co-
'marca
de
Vieira,
duas
torres,
orçadas
em
12:800^000
reis,
póde
dirigir-se,
em
Bra
ga,
rua
Nova
n.°
3,
ao
escriptorio
d
’
este
periodico,
onde
está
exposta
á
concorrên
cia
a
planta,
com
todas
as
condições,
que
se
hão
de
estipular
na
escriptura
do
con
tracto;
e,
querendo
vêr
a
pedreira
etc.,
dirigir-se-ha,
em
Rossas,
ao
revm.0
ab
bade,
que
lhe
mandará
mostrar indo,
e lhe
dará
as
explicações
precisas.
Cada
um
dos
concorrentes
ha
de fa
zer
com
toda
a
clareza
uma
proposta
por
escripto
e
assignada,
declarando
o menos
tempo
possível,
em
que
faz
a
mencionada
obra,
porque
se
faz
questão
da
maior
brevidade,
e o
preço
porque
a
faz
se
gundo
a planta,
sujeitando-se
ás
condi
ções
appresentadas,
que
ha de
assignar,
quando
entregar
a
proposta,
que será
ac-
ceita
no dia
10
d
’
oulubro
desde
as
9
ho
ras da
manhã
até
ás 12,
para
logo
serem
todas
remettidas
ao
exm.
0
snr.
Commen-
dador
F.
J.
G.
Agra,
afim
de
escolher
a
que
mais
lhe
convier.
O
mestre,
cuja
proposta
fôr
por
elle
escolhida,
é
o que faz a
obra,
depois
de
feita
a
escriptura.
(504)
NOXTE-PIO
BE
8. SOSÉ
Por
ordem
do
snr.
Presidente
d
’Assem-
bleia
Geral,
são
convidados
todos
os
socios
que
estiverem
em pleno
goso
de
seus
di
reitos
a
reunirem-se
no
Theatro
de
S.
Geraldo,
domingo,
23
do
corrente
pelas
2
horas
da
tarde, afim
de se
tratarem
ne
gocies
de
interesse
para
a
associação..
Braga,
20
de
setembro
de
1877.
O
2.°
secretario
(506)
Francisco
José da
Silva
Júnior.
Venda
de
quinta
Vende-se
uma
toda
murada,
com
boas
bouças
de
matlo
adjuntas,
quasi
toda
al-
lodial,
a
5
kilomelros
de Braga
e
a
2
l|2
da
estação
do
caminho
de
ferro
de
8.
Bento,
com
boa
casa
para
senhorio,
e
ora-
torio
de
dizer
Missa, com
casa
de
ca
ei-
to
,
cortes
de
gado,
casa
de
eira,
lagar,
e
adega
:
tem
uma
mina
de
bastante
agoa,
um
lago
d
’
onde
se
lira
agoa
com
engenho
de
ferro,
poço
com
bomba
do
mesmo
me
tal
para
uso
domestico,
uma
bica
d
’
agua
encanada,
coin
grande
tanque
proximo
das
casas,
frnetas
de diversas
qualidades
e
o
vinho
é
rico;
tem
maltos
para
dobrado
terreno
e
bons
pinhaes,
com
proporções
para
na
mesma
se
montar
qualquer es
tabelecimento,
e
podendo o
comprador
ti-
car com
parte
do dinheiro
em
seu
poder.
A quem
convier, póde
dirigir-se
ao
dr.
Manuel
José
d
’
Oliveira
Guimarães, abba
de
de
S.
Pedro
de Maximinos, Braga,
que
dará
as explicações precisas.
(499)
YENDA
DE QDINTA
«
Vende-se
a
quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Semelhe,
a
limitar com
a
de
S.
Jerony-
mo
de
Real,
junto a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
cu
separadas,
e
os
bens
das
Pegas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronyrno,
a
limitar
com
aquelles.
(Js
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os
da
quinta
de
Ideal.
Para
tractar, rua
dos
Opellislas ^0
C-
Braga.
(495)
ARRENDA-SE
Uma morada de casas
de
dous
andares,
com
quinta!
e
poço
e
construída
de novo,
na
rua
de
S, Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
ALUGA-SE
a
casa apalaçada
con
slruida
de
novo,
com
quintal e
poço,
na
rua
da
Ponte
n.°
58 C.
Para
tracta
r
no
n.°
acima.
(418)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém
todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores
e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nica
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo d agua
accrescentada a
bebida
ordinaria. —
Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
c«m
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias
do peito,
tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias aos
ossos,
das
mulheres e das crianças. —
Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO BARBERON
,
Com
chlorhydrophosphato de
ferro. — Recon-
stitue o sangue sem causar o eslomago. Muito agradavel,
digestivo • tonloo.—Preço : 800 r«.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
ÇAVÂLLOS.
Substitue
o
ferro candente tsm destruir
o pello.
Êxito infallivel e facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depositas
:
BARBERON
& C1», en Châtillon-sur-Loire (Loiret),
França. Em Lisboa, or.
Barreto, rua
doLorèto, n.°
28—
30.
(:|:
—
28)
(43
-H-)
GRANDE ÊXITO
EM
PAHIZ
!!!
VELOI O'\ LHLES
fay
PÓ
ESPECIAL
DE
ARROZ
PREPARADO
COM
BISMUTO
Smpi«Ipnve
?,
invisível
e
ndherente
Dá
á
pelle
frescura
e
transparenc
a.-—
Caixa
com
borla
1$200
reis,
sem
borla
890
rs.
Inventor
©BíAIBB.KS
FAY,
prrfumisla,
rua
d»» P
hí
ss
.°
SParíc
veloutine
—
Cada
caixa
contém
uma
receita
que
indica
a
maneira
de
se
usar
—
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
71 r dn°M!ͰLmfiÂn
reB
?enC08;t^n°
esceUente,
agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S«-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
B„
lrel.,,
Lu.et.7
ta;
no. P.,rú>
Ferreira
8ç
Irmão, Banharia,
77.
i
z
38j
MIM Wl INOZA
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
,3.a
classe,
com
trasbordo
no
Cio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO GRANDE
DO SUL.
PORTO
ALEGRE,
CAMPI
vAS,
S.
PAULO,
CANPOS.
VICTORIA.
MACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO
MESMO
PKEÇO QUE
P
’
.
82
A
<53>
St
IO
»©
JAXEIStO
PAQUETES
A
GUADIANA
.
.
.
2S
de
Setembro
NEVA
.........................
13 de
Outubro
MONDEGO. .
-. .
28
de
Outubro
PREÇOS
S
*
iR
1)E
LISBOA
ELBE...................13
de
Novembro
MINHO
...
.
28
de
Novembro
TAGUS..................
13
de Dezembro
GOMMODOS
Cada
paquete
d’esta companhia
leva
a
bordo
criadoa
e
eosinheiros
portnguezeu
pura
commodidade
dos
passageiros
de
todas as
eínasea.
Sendo
as
passagens
pagas
na Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
protincial,
a
conducção
para
Lisboa e
por
conta
da
C
'mpanh.ia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento e hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
os
teem
grátis
eama,
roupa
de cama, eo-
naida feita
por
co8inbeia*<»a
portuguezea,
vinho
dua«
vezes
por
dia,
aaaiateneia
mediea,
serviço
de
crisudoa
e outras
despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
de um quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’
isso
pela
limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accoraodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos mais
modernos
tanlo
para a hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que ha
arehivados
em varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A..o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
rua do Souto.
VE.VEÍA
EJE
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
Í.-LX
an(
i
ar
e
quintal,
n.°
4.
&&&?&
Duas
terreas,
n.
os
7
e 8,
com
quintal,
na dita rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe, com
quintal,
n.os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com a
Ge
rência
do Banco
do
Minho.
(263)
VENDA
DE
QUINTA.
Na
freguezia
de
S. Mamede
d
’
Este
vende-se
uma
quinta
no
valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem
a
quizer
comprar,
[óde
tractar
do
seu
ajuste
com o
snr.
Manoel
da
Silva
Rocha,
morador
na
antiga
casa
do
Hos-
picio
Municipal,
d
’
esla
cidade.
(497)
Os
Rebiaçadoa
niytilieoa,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
HTOJWÇa
José
Joaquim Coelho
dos
Santos,
ne
gociante
de
pannos,
na
rua Nova
n.°
40,
muda
para
o
largo
do
Paço
n.°
9,
d
’
esla
cidade.
(502)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
pra
ça
d
’
Álegria,
construída
de
novo
e
com elegancia,
esta
casa tem
uma
boa loja para
qualquer
negocio,
e
pode-se
alugar
junta
ou
em
separado,
quem
a
pretender
falle
com
sen
dono
na
rua
Nova
de
Sousa n.°
56.
(474)
PADRE
SENNA
FREITAS
HilIPTGÍ
CHIKILItOS
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D. Pedro,
131.
Preç<..............................
500
reia
©1KUHGSIÃO
DEMTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
FILIAL
D
a
CAIXA
ECOMítlICA PENHOHISTA
Sociedade
anónima
de responsabilidada li
mitada
©apitai...................
SOOsOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rna
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis de
credito, cereaes, roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objeclo
do
valor
não inferior a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa está
aberta
todos
os dias des
de
as
9
hora
da manhã
até
ás
7 da
noite,
e
nos
dias
santificados estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—A.
G.
Ferreirinni-
DISCURSO
do
deputado
francez
catltolieo
O
CONDE ALBERTO DE MUN
ProuKsneiado
no
eneerrramento
do
osffbmbleia
geral
dos mentoras
da
obra
doa eireuios
calbolic°
B
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PADIIE SUJtGVA FEEEITAS
Dedicado ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se n
’
esta
redacção
por
60
rs.
-----
'
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LUSITAHA
—-18
í
7.
Parte de Comércio do Minho (O)
