comerciominho_22031877_617.xml
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-
5.° ANNO 1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
617
igcrag!
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Jotí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
íer
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas'
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
corresponden-
tias-
de interesse
particular.
,
Folha
avulso
10
rs.
A.-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre
850
rs.=-Pro®m-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
Ú050
rs.=Braitl,
anno 3&600
rs.
—
Semestre 1&900 rs. moeda
forte,
ou
8$000
reis
e 4&500
reis
moeda
fraca.
—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os assignantes
20
d
’
abatimento.
BKAGi- QSlVft-FKlS
*
8«
MARÇO
O
homem.
(ConclusSoJ
Refiro-me
á
queda
do
homem
pelo
peccado
original;
facto este,
que
vem
nar
rado
na
historia
dos
índios,
Persas,
Chins,
Tarlaros,
Thibetanos,
Scandinavos,
Mexi
canos
e
Salivas
(Jesus
Christo
perante
o
século
na
palavra o
homem,
sua
queda).
O
homem
transgredindo o
preceito
do
Senhor,
comendo
do
fructo
da
arvore
pro-
hibida
e
calcou
aos
pés
a
lei,
e
desobe
deceu
ao Senhor.
E
o seu crime
mede-
se
pela
qualidade
da
pessoa
offendida.
Devia
pois
o
homem
não- só
ser
expulso
para
sempre
do
Paraizo,
e
ficar
sdgeito
ás
dôres,
ao trabalho,
á
morte
etc.,
mas
nem
mesmo
ler
esperança
alguma
em
seu
coração
!
Mas
não
!
O
Senhor
não
o
quiz
assim;
pois usou
para
com elle de mise
ricórdia,
e
prometteu-lhe
um
dia
a
sua
redempção
!
E
como
a esperança
anima
o coração
do
homem,
por isso
a
sorte
do
homem
tornou-se-lhe
algum
tauto
melhor. Eis
aqui
mais
benefícios
e
graças
concedidas
por
Deus
aos
homens1
Porém
os
homens
em
vista
de
um peccado tão
enorme
commettido
por
elles
não
tornaram
jámais
a ser
quem
eram
!
E
nqo
obstante os
nossos
protoparentes
viverem
vida
peni
tente,
comtudo a
natureza
estava
corrom
pida.
E
’
por
isso
que
vimos
logo
Caim
levado
de
inveja
matou seu
irmão Abel.
Deus
como
justo
e
bom
irrita-se
com
este
acto
e
contenta-se
só
que
Caim
viva
des
terrado
1
Os
filhos
de
Deus
ligam-se
com
os
filhos
dos
homens,
e
deste
enlace
e
com-
municação
nasce
uma
corrupção
geral
a
ponto
de
Deus
se
arrepender
de
ler crea-
do
o
homem
!
Eis
pois
a
razão
porque
Deus
depois
de
ter
avisado
Noé
para
que
construa
uma
arca
capaz
de conter
um
casal
de
cada
casta
*
de
animaes,
elle,
seus
filhos
e
noras,
resolve
castigar
o
mundo
com
um
grande
cataclismo!
Referimos-nps
ao diluvio
universal
de
que
Moisés
nos
falia,
e
de
que
dão
ideia
os
Caldeos
índios,
Egypcios,
Persas,
Thi
betanos,
Chinezes.
Tartaros,
Mexicanos
e
Peruvianos.
(Chrisio
perante
o
século
na
palavra
—
Diluvio
).
Passados
dias
a
barca, onde
Moisés
e
sua
familia
se
salvou,
pára
no
monte
Ararat
na
Arménia!
Moisés
e sua
familia
saem
para
fóra
e
juntamente os
mais
ani
maes.
O
Senhor
os
abençoa
dizendo=»
crescile
et
mulliplicamini:
faz
com os
ho
mens
uma
nova
alliança,
prometle-lhes
não tornar
a
castigar
mais o
mundo
de
similhante modo,
collocando-lhe
no
céo,
para
signal
da
sua
alliança
o
arco
íris.
Mas
os
homens
não
tardaram
muito
que
não
offendessem
a Deus.
Caim
es
carnece
de
seu
pae!
e
mais
tarde
os ho
mens
enchem-se
de
orgulho, resolvendo
edificar
uma
torre,
que chegue
até
ao
céo,
para,
diziam
elles,
escapar
ás
iras
de
Deus,
se
por
acaso
um
outro
diluvio
viesse
sobre
elles!
Cousa irrisória!
não
sabiam
que
Deus
os
podia
castigar
para
onde
quer
que
elles
fossem
!
Quem
é
que se
póde
esconder
aos olhos
de
Deus?!
Por
isso
Deus
os
castigou
com
a
confusão
das linguas
!
e
os'
homens ven
do
que
se
não
entendiam,
desistiram
da
obra,
e
espalhando-se
para
differentes
par
tos
começaram
a multiplicar-se
e a
cres
cer.
E então
elles
se
entregaram
ás
ar
tes,
esqueceram
o
Creador
e
adoraram
as
crealuras
!
Datam
d’
aqui
as
suas
ideias
exlrâva-
gantes
e
crenças
diílerenles,
não
obstante
Deus
lhes
fallar
pela
bocca
de
Abrahão,
Izac,
Jacob,
Joé,
Moysés,
Josué,
David,
profetas
e
mais
outros
até
á
vinda
do
Messias promellido
lá
no Paraizo
aos
nos
sos
protoparentes!
E
’
este
(o
Messias)
o
filho
do
"Altíssi
mo,
o
reparador
do
genero humano,
o
tilho
de Deus
e
elle
mesmo Deus!
E
’
elle
o
que
veio
dar
uma
nova
fór
ma ao
mundo,
força
e
vigor,
brilhando
como
luz
claríssima
!
Foi elle
o
que
tirou
o
homem
da
es
curidão
em
que
vivia,
desfazendo
as
tre-
vas
do
demonio,
quebrando
os
grilhões
de
Satanaz,
trazendo-nos
para
o mundo
da
liberdade,
esmagando
a
cabeça
da
serpente
maldita,
que tantos
estragos
tinha
feito
na
pobre
e
infeliz humanidade!
Foi elle
o
que
veio
acabar
com o
sa
crílego
culto
das
creaturas,
dizer
qnel
o
verdadeiro
Deus,
dar
uma
ideia
clara
da
Trindade
Santíssima,
e
dizer
que
ein
toda
a
parte
deve
ser
adorada
em
espirito
e
verdade!
Finalmente
é
este
o
homem
Deus,
que
veio
regenerar
o
mundo,
valendo-se
de
12
homens,
humildes
pescadores,
pobres,
acanhados,
limidos,
medrosos,
sem
scien
cia,
saber, engenho,
talento
e
prestigio
algum;
sem
bens,
riquezas
e proprieda
des,
sem
armas
e
sem
forças,
empregan
do
apenas
para
a
persuasão
a
palavra
e
o exemplo
!
Foi
elle
o
auctor
da
grande revolução
social;
mas
revolução
pacifica,
de
paz
e
d
’
amor,
grande
exemplo
para
os reis, para
os
povos
e
para
as
nações!
ALBINO
S.
D.
C.
A’ ReiIfteçSo do alpogtolo».
Londres,
28
de
fevereiro,
1877.
SUMMARIO.
I.
—
(28
de
Fevereiro]
Meu
modo
de
ver
sobre
a
farça
constitucional
Turco-In-
gleza,
ou
Anglo-Turca, e
sobre
a
política
íussa
a
'tal
respeito.
—
II.
—
(t.°
de
Março)
Noticia
(que
parece
de Entrudo)
de falar
simplesmente,
curar,
etc.
pelo
telegra-
pho.—III.—
A
imprensa
Russa caracteri-
zando
sufficientemente bem
a
Inglaterra,
e
a
política
Ingleza.—
Factos
e
circunstan
cias,
mostrando,
como
o
Liberangoismo
Portuguez
fez
instrumento
dos
Inglezes,
qara
preparar
a
destruição
do
império
Calonial
e Catholico
Portuguez.
—
IV.
—
A
Turquia
objeclo, d
’
ora
em
diante,
de
ze
os
e
rivalidades,
políticas
e
coinmerciaes,
mas
que
será
sobre
tudo
viclima
da po
lítica
e
dos
interesses
Inglezes.
[Continuação]
Eis
aqui
os
contingentes
de
noticias
a
que
me
referi
ao
começar
esta
disserta
ção:
—
Diz
o
Correspondente de Berlim,
ao
Times
(e
este
Correspondente
é
um
dos
mais
bem"
informados
e
judiciosos
_
1
a&im
elle
não
fôra tão
Bismarkino
e
anti-
Cathólico
!), datando
de anle-hontem,
na
Capital
Prussiana:—
«O
Governo
Russo
está
dando
as
se
guranças
as
mais Pacificas, e parece
que
em
toda
a
parte
o
acreditam,
salvo em
Vienna.
A
Rússia
diz
francamente,
que
não
tem
desejo
de
fazer
a
guerra,
e
que
muito
estimará
desistir
das
hostilidades,
logo
que
se
tenha
alguma
consideração
pelos
seus
sentimentos,
e
pela
posição
em
que
ella
se
encontra.
Existe
aclual-
mente
toda
prespectiva
de
evitar-se
um
conflicto, se
for
possível
induzir a
Tur
quia
a nomear
alguns
Governadores
Chris-
tãos,
e
fazer
de
boa
fé uma
tentativa
de
reformo
s»
.
Depois,
quer
o mesmo
Correspondente
altribuir
o
tom
de
maior
moderação
na
Rússia,
aos
termos
do
discurso
do
Rei
de
Prussia
na
abertura
do
seu
Palratorio.
Eu,
pela
minha
parte,
attribuo
essa
mo
deração
Russa
a
causa
muito
differente;
assim
como
muitíssimo
habil,
e
de accor-
do
com os
conhecidos
systema
e
longa
nimidade
da
política
Moscovita,
cuja divi
sa
é
o-sensato Feslina
lente.-
—
«Devagar
se
vai
ao
longe,
«Bem tolo
é
quem
se
matai,.
—
iQue
necessidade
tem
a
Rússia
de
gastar
dinheiro,
desperdiçar sangue, le
vantar
contra
si
as
iras
de
John
Buli,
e
os
ciúmes
da Europa, quando
conse
guiu
e
vê,
que
a
Turquia
resolveu
de
moto
proprio,
trajar
espontaneamente,
até
sem
fazer
carecias,
o
récipe-conshtucional;
que
consiste,
lá,
como
n’
outros
paizes,
em
destruir a
verdadeira
e
natural
con
stituição das
nações,
e
de.bilital-as,
enfra
quecei-as,
desmoralizai
as, e
roubal-as
?
i
Não
viu
ella
como
a
sua
visinha
Áus
tria.
assim
que
engoliu
a
da
pilula
«con
stitucional»
(e
que
daqui
lhe
foi
receita
da e prescrita),
cessou
de
ser
o
que
era
—
nação
preponderante;
separou-se
delia
a
Hungria;
começáram
os
charlatães
a
gras
nar
no
palratorio;
e
o Imperador tornou-
FOLHETIM
emfim,
córando
de
si
mesma,
erguia
a ca
beça
e
lançava
os olhos
para
o
lado
es
querdo...
Ao
lado-esquerdo,
e
dominando
o
cara
manchão,
estava
uma
pequena janella
do
sotão
do
Purgalorio-trigueiro.
Celina
era
uma
d
’essas
jovens
de
ima
ginação
viva
e
ardente, que
a
natureza
cria
como
para
serem
estrellas
do
ceo
dos
poetas.
Essa
viveza,
esse
ardor
de
ima
ginação
transpirava
de
tudo...
Aquelle
sonho
do
botão
de
rosa...
aquel
le
coração
que se
escondia
em
um
invol-
torio
tão
innocenle
e
tão
puro...
aquelle
amor
começado
por
uma oração;
aquelles
laços,
que se
tinham apertado aos
olhos
de
Deus
e
á
face
de
um
tumulo
;
aquella
historia
que
ella
mesma
escrevêra
em
uma
hora
de
feliz
melancolia,
tudo emfim
de
monstrava,
que
na
alma d
’
essa
moça ha
via o
quer
que
seja
de
poesia,
de
amor
do
bello,
de
modo
de vêr
de
artista.
Mas
se
essa
viveza,
se esse
ardor
de
imaginação
era
ainda
um encanto de
mais
na
Belia
Orfã
;
encanto
que
a
tornava
dobradamenle
encantadora, era
ao
mes
mo
tempo
uma
lente
magica, que
agigan
tava
seus
infortúnios
e
seus
pezares.
A imaginação
faz
do
poel»
o
mais
fe
liz,
e
ao mesmo
tempo
o
mais
desgra
çado
dos
homens;
porque
na
fruição
de
prazeres,
e no soffrimento dos
desgostos
o
poeta
gosa
mais do
que
ha,
e
soffre
o
dobro
do
que
em
realidade
existe.
Celina
achava-se
n
’
esle
caso.
E
ella
n’
essa
tarde,
como em
todas
as
VII.
I.
Jl.
Dl!
MCEB0.
0S
»
«OMS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
XII
No
jardim.
N
’
essa
mesma
tarde,
em
que .Marian
na
fóra
perturbada
e
arrancada
do seu
bel
lo
sonhar de
alegres fantazias,
pelo rodar
de
uma
carruagem,
e
ao
mesmo
tempo
que
na
sala
tinha
logar
uma
scena
dolo
rosa e terrível,
no
jardim
do
Ceo-côr-de-
rosa
outra
se
apresentava
mais
doce,
mais
terna,
mais
cheia
de
esperanças.
Celina,
fiel
aos innocentes
amores
de
sua
infancia,
pois que,
como
ella
dizia,
ti
nha
amado
n
’
essa edade
feliz
o
primei
ro
raio
do
sol
e
as
flôres,
estava
sentada
no
banco
de
relva
do
camamanchão
me
lancólica.e
pensativa.
Tinha
na
mão direita
um
botão
de
rosa,
que acabava
de
colher
;
ás
vezes,
olhava
para
elle
e suspirava;
ás vezes dei
xava
cair
a
cabeça
e meditava
; ás
vezes
dos últimos
dias,
estava
sentada
no
ban
co
de
relva
do
caramanchão
meditando
tristemenle,
quando
a passos
vagarosos
e
com
semblante
prazenteiro
se
aproximou
do
logar.
onde
se
achava
a
moça,
o
ve
lho guarda-portão.
Celina
olhou
para
elle
com
doçura,
e
quasi
com
esperança:
aquelle
homem
de
ordinário
acertava
de
lhe
fallar
sobre
o
joven
do Purgalorio-trigueiro.
—
Sempre
triste!...
disse
o
velho.
—
Pois
então...
murmurou
a
moça
;
de
vo
acaso
estar
alegre?...
—
Digo
que
não ha
razão,
para
tão
longas
melancolias.
—
Quando
talvez
julgam
mal de
mim...
disse
córando
a
Belia
Orfã.
—Elle
já
conhece
toda
a
verdade.
—Quem
lh
’a
expoz?...
—
Não
fui
eu.
,
—
Mas
quem
foi?.
..
—Senhora,
abusaram
de
um
segredo...
roubaram-lhe
uns
papeis...
uma
historia
de
amor...
—
Meu
Deus!...
—
N
’
essa
historia
do
seu
amor
a
sua
justificação
estava
completa...
—
E
então...
—Aquelle
que
lh
’
a
roubou
levou-a
ao
Purgatorio-trigueiro,
e entregou-a
ao
snr.
Cândido...
—
Oh
!..
—Elle
portanto não póde
julgal-a in
grata
e
má
:
a sua
historia contou-lhe
tudo.
A
Belia Orfã
levantou
a
cabeça, e
com
o
rosto
todo
rubor
de
vergonha
exclamou
ajuntando
as
mãos
:
—
Porém
de
hoje
em
diante
jiilgar-me-
ha
leviana...
sem
nobresa
de
sentimen
tos...
sem
modéstia...
talvez mesmo
sem
este
pudor, que
agora
me
está queiman
do
o
rosto
!!!
—
Não; não,
respondeu
o
velho:
o
snr.
Cândido
também
sabe,
que se
póde
furtar
papeis.
—
Como?...
—
Depois
que
elle
acabou
de lêr
a
sua
historia
escreveu
quasi
toda
a noite,
e
adormeceu
sobre
a
meza
onde
escrevia:
a
tempestade
d
’
esla
manhã
o despertou,
e
quando
o
pobre
moço
foi
pôr em
or
dem
os
seus- papeis
achou
de menos
um...
-Qual?
—
O que
elle
tinha
escripto
depois
de
lêr
a
sua
historia.
—
E
quem
o furtou
’
...
—
A
velha
Irias, senhora.
—
Oh!
mas
com
que
fim?...
—
Para pagar-me
o trabalho
de
lhe
ha
ver
furtado
a
sua
historia.
—Ah!
snr.
Rodrigues...
—
Nada
de reprehensões
!
disse
o
ve
lho
interrompendo
Celina;
a
senhora
e
aquelle
mancebo
são
meus
filhos...
eu
amo
a
ambos, e
quero
que
ambos se
amem.
A
voz
do
velho
Rodrigues
leve
n
’
aquel-
le
momento
um
não
sei
que de
tão
doce
e
tão
solemne,
que
a
Belia
Orfã
abaixou
a
cabeça,
e
ficou
em
silencio
por
algum
tempo.
taria
manteem
a
duvida
no
espirito,
perturbação
e
o
desanimo
na
alma.
O
desanimo,
senhores,
é
o
grande
mal
que
vos denuncio
e
que mais
é
necessário
combater.
A
Revolução
esiá
no
seu
campo
quan
do
procura
abusar
da
credulidade publi
ca;
porém
eu
permaneço
firme no
meu
direito
e
perfeitamente
resolvido
a
cumprir
com
o
meu
dever,
logo
que
a
hora
seja
propicia
para
essa
acção
directa
e
pes
soal.
Que preparem
essa
hora
e
que tenham
confiança, é
o
que
presentemente
peço
aos
meus
amigos
e
a
todos
os
homens
de
boa
vontade.
Com
a
Misericórdia
Divina,
e
com a
sua
cooperação,
a
monarchia
não
deixará
livre
o
passo
nem
ás
aventuras
do
im
pério,
nem
ás
violências
do
radicalismo,
que
preludia o
triunfo,
com
o
qual
conta
já,
insultando
tudo
o
que
uma
nação
é
obrigada
a
respeitar, se
quizer
que
a
res
peitem:
o
clero
e a
magistratura,
isto
é,
a
religião
e a justiça;
o
exercito,
essa
imagem
viva
do
povo
e
da
sua
honra.
Dizei,
pois,
senhores,
quando
voltar
des,
quaes
são
as firmes
resoluções
que
me
inspiram
o
meu
amor
pela
França
e
os
perigos
que
a
ameaçam».
----- ------------------------------
Equívocos desfeitos.
A
«Palavra»,
em
seu
numero
de
7
de
março, n
’um
artigo
dirigido
ao «Bem
Pu
blico»,
affirma
que
«logo
que
o Syllabus
condemnou
o
liberalismo
catholico, co
meçaram
(os
'catholicos
legilimislas
(1)J
a
bater
palmas
e clamar aos
quatro
ven
tos
da
terra:
«Bem
feito»!
Agora
já
se
desengaram
de
que
os
hberaes
não
são
catholicos;
que
é
todo
uma
sucia
de
im
pios,
malvados», etc.
etc.
(2)
«E
continuam
sempre
neste
tom,
man
tendo
este
equivoco,
aliás
prejudicial
issi
-
mo
á unidade
catholica,
por
que,
como
é
sabido,
entre os
liberaes,’
ow
partidários
desta
dynastia
e
respecliva
forma
política,
(3)
ha
felizmente muita
gente,
que
não
desmereceu
ainda
do
seu
calholicismo;
(4;
e
estes lem protestado
contra
a
ex-
communhão,
que
os seus
adversários
lhes
lançam
graluitamente; (5)
por
que
apezar
de
serem partidários
do
systema consti
tucional,
dito
liberal,
aceitam
completa
mente
as
doutrinas
da
Egreja,
e
condem-
nam
com
ella os
erros
que
se
lião
in
filtrado
na
sua
forma politica,
(6)
erros
de
que
são
complelamenle
irresponsáveis,
(7)
por
isso
que
a
maior
parle
desses
erros
já
forai»
herdados
da
antiga
mo
narchia,
e
por
tanto não
foram
inventados
por
esta.»
(8)
(I)
A
«Palavra»
admitte,
no
sentido
theorico
ou
absoluto,
que
possa haver
ca-
lholicos
sem
serem legilimislas,
isto
é,
sendo revolucionários?
Considere
bem
o
que
responde:
essa
opinião
seria
nova.
Se tal
erro
não
admitte,
distinga,
se de
comédia,
como
a
nossa
boa Victo-
ria.
e
como
o
Luiz
Filippe
d
’
Ajuda,
e
o
Affonsito
de
Madrid
?
A
não
ser
que
os
Turcos
estejam
mais
verdadeira
e
sensatamente
civilizados
que
a
França,
a
Italia,
a
Hispanlia
e
Portu
gal
— sèm
falar
da
pleyada
absurda
das
Américas
Hispanholas, —
quem pode
es
perar
que
o
postiço
constituicionalismo
(oriundo
da
Inglaterra
—
e
só
a ella
bem
adoptavel),
produza em
Constantinopla
frutos
differenles
dos
que
tem produzido
em
Paris,
em
Roma,
em
Madrid,
ou
na
nossa
absurdíssima
Lisboa?
O
Doutor
Fr.
José
da
Sacra
Famí
lia,
ou por
outra
Dr.
Tavares
(que,
se
ja
dito
em
parenthesis,
militou
como
Vo
luntário
Académico,
no
principio
da guer
ra
contra os
Francezes,
sob
o
cominan-
• do de um
dos
Pais
da
Patria
Brazilei-
ros,
o
Doutor
José
Bonifácio
de Andfa-
da),
costumava
dizer,
aqui
ha
30
e
tan
tos
annos,
quando
se
falava
de
aigum
paiz
que
a
Maçonaria e
o
Protestantismo
In-
glez
se
esforçavam
de
constitucionalizar
(isto
é,
desorganizar
e
anarchizar)
á
mo
derna:
—
«Deixem-nos
la
metter
uma
tdivinal
que
está o
paiz
aviado».
Esta
«di
vinal»
alludia
ao hymno
toleirão attribuido
ao
Imperador do
Brazil
D.
Pedro
I,
para
uso
dos seos papalvos em
Portugal,
que
começava,
se
bem
me
recordo:
—
«O
’
Patria
ó
Rei,
ó
tolos»
......
(Enganei-me)
—
«O
’
Patria,
ó
Rei,
ó
Povo,
«Viva
a
Santa Religião;
«E
respeita,
e
guarda
sempre
<
Divinal
constituição.»
Este
magestoso
caracter
iDivinah,
que
tanto
dera
no
gôto
a
Sac>a
Família,
ti
nha
sido
imprimido á
Carla
ou
Consti
tuição
(que
tanto
faz
florecer
Portugal
ainda
.agora),
pelo
Senhor
D.
Pedro
1
do
Brazil,
e
pelo
seu
Chalaça,
que
referen
dou
o
famoso
documento.
Se,
pois,
o
distinclo Doutor
que
ali
dorme,
ha
cousa
de
20
atinos,
no
cemi
tério
de
lirentwood,
vivesse
ainda,
não
dei
xaria
de
augurar
á Turquia, com
a
sua
Divinal,
um
diluvio
de
felicidades,
se
melhante
ao que
lem
innudado
Hispanha
e
Portugal,
etn
virtude da
tal
divinali-
dade.
Quem,
todavia,
hade
ganhar
com
isso,
como
tem
ganhado
em
Hispanha e
Por
tugal,
e
na
Italia,
é
o Protestantismo
In-
glez; que
para
isso
fui
que, casado
com
a
sua cara
Esposa,
a
Maçonaria
Nossa
Senhora,
tem
sido
o
principal
motor
e
padrinho,
das
taes
constituições
expost
fa
cto.
que
têm
a
virtude
de
tudo
transtor
nar,
corremper,
e
destruir, onde
se
met-
tem.
Quem
houver
lido
os olhos
abertos,
parece-me poderá
ler observado,
como
o
General
IgnatUf,
o
representante
da
Rús
sia,
em
Constantinopla
e
na
celebre
Con
ferencia,
se
foi
tornando
cada
dia
mais
dondo,
mais
amavel,
menos
exigente,
des
de
que
o
agora
celebre
Doutor Midhat
re
ceitara
o
seu
recipe
de
uma
divinal para
a
Turquia.
«^Que
necessidade
temos
nós
Mosco-
vitas
agora
de
applicar
sangrias
á la
Gil
lilas
ao
tal
enfermo
do
barreie
escarlate?
Deixal-o
engulir
a
pílula
constitucional, que
a
disenteria não
tardará
em
pòr
o
enfer
mo
na
espinha;
e
então
faremos
por
aju-
dal-o
a
bem-morrer,
e
recolher
o que
melhor
conta
nos
faça,
e
melhor
podérmos
■
assegurar-nos,
da herança».
Eis
ahi
como
eu
interpreto
o
-pacifico
humor
actual
da
Rússia;
antes que
como
consequência
do
discurso
do
Imperador
Prussiano;
pois
a
Prussia
tem
muito
mais
interesse
em
conservar
as
boas-graças
da
Rússia,
do
que
esta
as
d
’aquella.
A
’
vista
dos
effeitos
que
a «receita
constitucional
Ingleza»
tem
produzido
por
toda
a
parte
onde a
tomaram,
a
Rússia
não
tem
senão
que
pôr-sc
a
capa,
á-es
pera, descançando,- economizando, orga-
nisando-se
mais
e
mais;
consolidando
suas
conquistas,
dominio
e
influencia
na
Asia
Central;
cultivando
relações
de amisade,
benevolencia,
e
mutuo
interesse
com
a
Pérsia;
e
sobre
tudo
guardando-se das
pi-
lulas
tDivinaeso
do
Sacra
Família.
Uma
cousa
porem
mais que tudo
lhe
daria
brevemente
no
inundo
uma
influen
cia
e
autoridade
preponderante
e
irresis
tível;
que
seria
o
abandonar
o scisma
Oriental,
entrar
no seio da
Igreja
Ca-
tholica
Apostólica Romana,
e
tornar-se
sua
Protectora
substituindo
assim,
de alguma
sorte, a França
antiga;
ou
dando
a
esta
a mão,
ajudamlo-a
a sahir do atoleiro
revolucionário,
e
ambas enlão
dando
lei
justa
ao
Mundo.
(Cont.
làa)
A.
R.
SARAIVA.
As
palavras
a
que
allude
o artigo
da
«Union»,
que
ha
dias
reprodusimos,
pro
feridas
pelo
conde
de
Chambord,
na
au
diência
concedida
á
deputação
marselhesi
em
Gorilz,
são as seguintes:
«Agradeço-vos,
senhores,
terdes
com-
prehendido,
que
em
mim
encontrarias
apoio
e
conselhos
em
meio
das
difliculda-
des
acluaes.
Fallasteis
me
das
perturbações,
que
paralysam
em França
o
desenvolvimento
da
prosperidade
publica.
Com
uma
franqueza,
que
immensamen-
te
vos
agradeço,
não
quizestes
oc
cullar-ine
lambem
as
persistentes
calum-
nias,
que
ao
mesmo
tempo
se
dirigem
contra
a
verdade
e
contra
a
minha
honra.
Já
sabia,
senhores,
que
a audacia
chegava
a ponto
de
dizerem
que.
para
gozar
do
repouso,
ãbandonára.
a
França,
e
renunciava
á
esperança
de salval-a.
E
’
por
nreio
d
’
esta
odiosa calumnia,
contra
a
qual protesto, que
os
inimigos
do
principio
tutelar
da
monarchia heredi-
a!
que
custa
pouco,
e
não
«manterá
este
equivoco».
(2) Isto
é
verdade
e
não
é
verdade;
ou
antes,
é
um
engenhoso
«equivoco»
dà
«Palavra».
A
«Palavra»
bem nos, entende...
A
contradiçção
apparenle
será
explica-
da,
e
por
isso
desapparecerá,
nas
segoin.
tes
notas.
(3)
Alto!
Paremos
aqui,
pois temos que
con
versar.
Se a
«Palavra»
afíirma
que
os
«ca-
lholicos legilimislas»
chamam
«uma
sucia
de
impios,
etc.
(«malvados», é
liberdade
poética
da
«Palavra»)
aos
«liberaes»
no
mero sentido
de
conslilucionaes
e
«de
par
tidários
desta
dynastia»,
ou
só
por
isso
que
o
são,
falta
redondameote
á
ver
dade.
Todos
os
orgãos
auílorisados
do
par
tido
legitimisla
leem
declarado
mil
vezes,
sem
o
minimo
rodeio
ou
constrangimen
to,
que
a legitimidade
desta
ou
d
’
aquella
dynasiia não
é
dogma
de
fé,
embora
o
seja
ou
possa
ser
de
direito
pátrio,
e que
a
Egreja não
condemna
nenhuma
forma
propriamente
dita
de
governo,
embora
possa
desejar
que
esta
ou
aquella
preva
leça
neste
ou
n
’aquelle
determinado paiz,
por
varias
rasões
que
para
isso
possa
ter
—
rasões
de
justiça,
de
direito,
de
legi
timidade,
de
moral,
e
sobre
tudo
de re
ligião.
Mil
vezes
tem
declarado
que
se
pode
ser
bom
catholico
e
ao mesmo
tempo
constitucional,
absolutista
ou
republi
cano.
Quantas
vezes
não
lem
elles elogiado,
com
frases
não
menos
enlhusiasticas
que as
da
«Palavra»,
duas
pequenas
republicas
do
Novo Mundo—a
de
Anlheochia
e
a
do
Equador
—d
’
onde
porém
o
liberalismo
es
tava
banido?!
A
«Palavra» que nos
tem lido
e
que
tem
lido
os
nossos
collegas
legitimistas,
pode
dar
teslimunho
do que
dizemos.
Logo...
não
podia
ser
nesse
sentido
a
aífimação
da
«Palavra».
No
outro,—
no
sentido
em
que
o Pa
pa,
em
que
o
«Syllabus»
condemna os
liberaes
e o
liberalismo,—neste
estamos
completamente
de
accordo
com
a
«Pala
vra»,
por
que
ella lambem
condemna
co
mo
nós
os
taes
liberaes
e
o
tal
libera
lismo: não
é
assim?
Por tanto...
houve
um
equivoco.
E
’-uos
impossível
admitlir
outra
coi
sa.
E
’
verdade
que
nós
os
catholicos
le-
gitimistas lamentamos
muitas
vezes,
que
certos
conslitucionaes
(e
constitueionaes
lambem
o
somos
até
certo
ponto,
e
por
conseguinte
não
«absolplislas»
no
sentido
rigoroso
da
palavra),
ou
antes
certos
amigos da
presente
dynastia,
estejam dan
do
a
mão ou
cooperando
politicamente com
os
inimigos
da
Egreja,
e
ás
vezes
n’a-
quillo
exactamenle
que
é
oflensivo á
mes
ma
Egreja,
como
nas
eleições
de
homens
impios,
na
venda
de
bens ecclesiasticos
usurpados,
etc.;
e
declaramos
não
corn-
Finalmente
não
se
achando
com
animo
de
reprehender
o
guarda-portão,
Celina
contentou
se
com
dizer
em
voz muito
baixa
:
—
Mas
agora...
a
minha
historia...
eu
a
quero.
—
Eis
o
que
pude obter...
disse
ove-
lho tirando uma folha
de
papel
do
bolso e
entregando-a
a
Celina.
A
moça recebeu
automaticamente
o
que
lhe
dava
Rodrigues’,
e
viu
que
logo depois
o
bom velho
se retirava
como
chegara,
com
passos vagarosos,
mas
com
semblan
te
socegado
e
prazenteiro.
*
—
Os
meus
papeis!...
a
minha
histo
ria
!...
exclamou
Cehna logo
que
se
viu
só.
E
abrindo
o
que
lhe
deixara
o
vellrn
Rodrigues,
de
repente
soltou
um
peque
no
e
abafado
grito
de
admiração.
Ficou
muito
tempo
hesitando
:
córou
e
empallideceu,
e
hesitou
de
novo
muito
tempo
;
mas
íinalmente,
leu.
A
imaginação
ardente
de
Cândido,
tinha
produzido
um
canto
arrebatado
e
cheio
de
fogo:
a
historia
do
amor'
da
Bel
la
Orfã
havia
arrancado
o
coração
do man
cebo
do abismo
de
profunda
tristeza,
on
de
arquejava,
e
feito
raiar
em
sua
alma
o
bello
sol
da
esperança
com
esses
raios
puros
e
brilhantes,
mercê
dos
quaes
a
vida
do
homem
parece
nadar
em
um
mar
de
luz,
de
magia,
e
de
supremos
gosos.
Os
emes
privilegiados
em
quem
a
na
tureza
accendeu
essa
chamtna
sagrada,
a
que
se
dá
o
nome
de
poesia,
amam,
cul-
livatn
o
objecto
de
seus'
amores, aborre
cem,
e
demonstram
o seu
aborrecimento
de
um
modo
especial,
de
um
modo que
é
só
d
’eiles,
e
de
seus irmãos
no
enge
nho.
Os
artistas
e
os
poetas
amam,
e
vingam-se
como
nenhuns
outros
no
mun
do :
amam
e
vingam-se
com
a penna,
com
o
pincel,
no
papel
e
no
mármore...
im-
mortalisam
seu
amor, e
sua
vingança.
A
’s
vezes uma
hora
de
fogo
para
es
ses
homens
é
mais
profícua
do
que
um
século
para
os
outros.
Cândido
linha
lido uma
d’
essas
ho
ras
felizes;
der>ainava
enchentes de
poe
sia
no
cântico da
esperança,
e
convertèra
em
hymnos
de
amor
seu coração
agrade
cido.
Celina
havia
começado a lêr receiosa e
trémula
;
pouco
depois
o fogo
que
animá-
ra
o
poeta
foi
ardendo
também
na
alma
da
virgem,
que
íinalmente
cedendo
aos
impulsos
da
natureza acabou
por lèr
com
paixão,
e
enlhusiasmo,
os
juramentos
de
amor
d
’
aquelle.
que
ella
amava
tanto.
Quando
a
Bella Orfã
chegou
ao
fim
da ultima
pagina,
era
já
a
hora
do cre
púsculo,
hora voluptuosa e fantastica,
em
que
não
é
dia
nem
noite,
hora
de
so
nhos
e
de
chimeras
cerlamente;
sonhos
e
chimeras porem
que
todas
as
realidades
d’
esta
vida
não
pódem
pagar nunca.
Celina
docemente
recostada
no
banco
de
relva
do
caramanchão
;
ficou
meditando
muito
tempo;
não
via
mais
os
arbustos
cobertos
de
flôres,
que tinha
diante
de
si
;
não
ouvia
mais
o
ruido
que
fazia
o
favonio
brincando
com
as
flôres...
estava
vivendo
no
mundo
encantado
da
imagina
ção;
estava
vendo a
figura
graciosa de
Cândido
vibrando
as
cordas
de
sua
har
pa,
e
ouvindo
a
sua
voz
harmoniosa
e
terna
entoar
o canto
do
poeta
amoroso,
como
na
noite de seus
annos:
«Iguaes
são no fado que tem
a
cumprir,
«Iguaes
n’
um
mistério
a
bella
e
a
flôr
:
«Se a flôr tem
perfumes
que
o
prado
embal
sama,
«E
’
dellio perfume
da
bella
o
amor,
Os
olhos
da
bella
moça
ora
se
fita
vam
sobre
um
objeclo,
que
ella enlão
nem
via,
ora
vagavam
indifferentes
e
in
certos...
até que
uma
vez...
Celina
fez
um
movimento
e
lançou
os
olhos
sobre
a
janelleta
do
Purgatorio-
trigueiro
...
a janella
estava
aberta,
e
jun
to d’ella
um
joven
bello
e
gracioso
embe
bia
suas
vistas
na
encantadora
figura
da
moça...
Era
elle...
era
Cândido.
O
filho
adoptivo
de
Irias
havia
chega
do
á
fresta
da
janella,
vira
a Bella Orfã
lendo,
conhecera
os seus
papeis,
e
arre
batado
de
prazer e
de
enthusiasmo
abrira
a
janella,
e
tinha
ficado
em
terno
extase,
devorando
com
olhares
ardentes
os
encan
tos
d
’aquella que
adorava.
Celina
ergueu-se
um
pouco...
não
mos
trou
nem
peio
nem
espanto
: Cândido
lhe
apparecia
em
um
momento
de
fogo
immenso
de
imaginação:
nem
ella
nem
elle
estavam
em
si
:
o
poeta,
e
a
bella
acima
do
mundo...
acima
dos
homens,
vi
viam
n
’essa
hora
no
espaço
encantado,
que
as
almas
habitam
em
completa
inde
pendencia
da
matéria.
Com
os
olhos
fitos um
no
outro,
co
mo dous magnetisados,
com
os
lábios
di
latados
por
doce
e
terno
sorriso,
elles
ficaram
olhando-se
muito tempo...
muito
tempo...
vivendo,
amando-se,
gozando-se
pelos
olhos
!
Nem
uma
palavra
de seus
lábios...
nem
um
movimedto
de
seus
braços...
para
que?...
o
que
poderiam
dizer
e
significar
elles?...
As
almas
de
ambos
palenteavam-se,
conversavam,
juravam
de
mil modos
um
amor
puro
e
celeste n
’aquelle
olhar
fixo
e
ardente
com
que
os
dous
amantes
se
es
tavam
devorando.
O
magnetismo
de
amor
os
dominava.
A
’
face
do
ceo
e
á
luz
do crepúsculo
celebrava-se
alli
utn
hymeneo
encantado.
O
templo
era o
jardim
:
amor
era
o
sacerdote,
as
teslimunhas
eram
os favo-
nios
e
as flôres.
Os
noivos
eram
aquelles
dous
cora
ções!
Desde esse
momento
Cândido
e
Ce
lina
ficavam
sendo
esposos
na
alma
:
não
se
haviam
dado
as
mãos;
mas tinham-se
enlaçado
pelos
olhos.
(Continua;)
prehender
como elies
combinam
a
sua
pie
dade e
o
seu
catholicismo (não
negamos
que
sejam
catholicos
—note-se)
com
este
inqualificável
proceder.
Mas
isso
é
outra
questão
e
mui
di
versa.
Não
são
herejes,
nem
schismaticos,
sao
1
ncoherentes.
Catholicos
fervorosos
—quem, o duvida?
—
mas contradictorios
e
pasmosamente in-
comprehensiveís
!
Não
é
esta
uma
questão
de
fé,
é
uma
questão
de
coherencia
pratica,
de
bom
senso
e
de recta
rasão.
Que
tem
a
dizer-nos
o
illustrado
col-
laborador
ou
redactor da «Palavra»?
Por
ventura
nos quer
prohibir
que
exprimamos
a
nossa admiração
em
pre
sença
de
um
facto
pasmoso?
(4)
Mas
podem
ter
desmerecido
do
bom
senso pratico,
ou
da
lógica,
segundo
o
que
acabamos de expôr
na
antecedente
nota.
(3)
Apage!
«Excommunhao»
!
Já
vemos
que
a
«Palavra»
está
hoje
com
veia,
mostrando
gostar
de
certas
li
berdades
poéticas, que
em
boa
e
corrente
prosa
se
chamam
exagerações,
quando se
não
chamam outra
coisa.
(6)
A este
trecho
havemos
respondido
suflicientemente,
nos
parece,
na
nota
3
a
—
Só
accrescentaremos
que
se
a
própria
«Palavra»
confessa
que
os
taes
péssimos
«erros
se
hão infiltrado»
na
tal
«fôrma
política»;
em
quanto
que
d
’
ella
se
não
desinfiltrarem...
Bem
comprehende
o
resto.
A
bom
en
tendedor...
etc.
(7)
Conforme!...
—
Veja-se
a ultima
*
parle
da
nota
3.
a
,
e
fiquemos
entendidos,
se
é
que
os
homens
se
entendem
por
palavras.
(8)
Esta
rasão
final,
perdoe-nos
o
col
lega,
mas
parece-nos
estar
muito
abaixo
da
sua,
ordinariamente
mui
judiciosa,
cri
tica.
Pois
só
é
responsável
quem
inventa
erros;
e
é
«completamente
irresponsável»
quem
os
adopta,
quem
os
aggrava,
quem
os
leva quiçá
até
á
descarada,
á
cynica
apostasia,
como
hoje
estão
praticando ou
deixando
praticar
alguns
senhores
gover
nantes
liberaes,
—
digna
progenie
d
’
esses
velhos
regalistas,
cezaristas
e joseíistas,
de
cuja ascendência
tanto
se
gloriam;
mas
que
nós
havemos
sempre
condemnado
com
a merecida
indignação,
como
bem
sabe
o
illustrado collega,
se nos
lê,
embora
ti
vessem
esses
homens
suas
desculpas
nas
circumstancias
attenuantes
do
tempo,
na
falta
de
certas
experiencias
e
desenganos,
na
menor
clareza
ou
desenvolvimento
de
alguns
pontos doutrinaes.
e
nunca
hou
vessem
chegado
a
taes
extremos?!
Por
ultimo, quasi
estamos
arrependidos
de
havermos
fallado
tantas
vezes
na
«Pa
lavra»,
e
de
a
ella
nos
havermos
dirigi
do,
quando
nos
devíamos
talvez
dirigir
sómente
a
um
seu
illustrado
collaborador
ou
redactor.
Muitos
dos
que
n
’ella
es-
cçevem,
e
muitíssimos
dos
que
a assi-
gn.am
e
lêem
—
d
’
isso
estamos
seguros
—
estão
pei
feitamenle
de
accordo
com
as
idéas
que
aqui
expomos,
e
lamentam
que
algum
ou
alguns
(poucos) collaboradores
dêem
de
vez
em
quando
a
sua «escorre-
gadella»
para o
liberalismo,
no
dizer
do
«Bem
Publico».
Mas
o
artigo
não
vinha
assignado
!
De
resto,
escorregadellas,
qual
o
pe
riódico que
as
não
dá?
Uma folha diaria
sobre
tudo,
em
que
muitos
escrevem,
e
em
que
nem
sempre
é
possível
a
conve
niente revisão,
para
se mamer
a
pureza
de
doutrina,
não só,
mas
a unidade mo
ral
e
a
coherencia
lógica,
necessariamen
te ha
de
cair
em
faltas,
que é
mister
desculpar.
Quem
estiver
sem peccado
que
atire
a
primeira
pedra;
não
seremos
nós.
Mas,
conhecida a
falta,
a
insistência
é
que
seria
peccaminosa.
—E
’
escusado
dizer,
que
se
alguma
nossa
expressão
se
julgasse
poder
oífen-
der
o
prezado
collega, ainda no
mais
mi-
nirao,
a
retiraríamos
com
toda
a
boa
von
tade.
Com
prebendemos
o
programma
de um
jornal
catholico,
que
abstraindo
de
polí
tica
parúdaria
e
da
questão
dynastica,
ins
truam,
como
fazem,
por
exemplo,
o
Echo
de
Roma,
as
Leituras
Populares, etc.,
de
que
nunca
tivemos
rasão
de
queixa;
mas
é
mister
que
o
mantenha
com
fir
meza, que
não
menospreze
o
principio
de
legitimidade, que
é
um
principio
religioso
e
catholico,
absolutamente
fallando,
op-
posto ao
principio
revolucionário, anti-ça-
tholico
por
essencia;
e que
jamais
nos
venha
dizer
que
seria
pedrisla
ou
migue-
lista,
segundo fosse
de
D.
Pedro
ou D.
elle
tem
levado
ao
estado
curioso
em
que
se
acham.
•
E
’
maravilhoso quanto
se
observa
n
’
a-
quelle
monte
das
ruinas.
—
As
construc-
ções, os
arruamentos, as
inscripções,
os
fragmentos
de
barro
e de vidro,
os
restos
de
cobre
e
de ferro,
os
fructos torrados,
as
mós
de
moinho,
as
esculpturas
—
e
as
questões a
que
dão
logar
est.es
objectos
d
’
ancianidade
—todo
é
surprehendente pa
ra
o
amador das antiguidades, e
para
o
estudioso
das
epochas sumidas
d
’ha
muito
na
voragem
dos
tempos.
Diplomacia...
—
Diz
um
correspon
dente
de
Lisboa
para
um
jornal
do
Porto
que
ainda
não ha
decreto
algum
assigna
do de
nomeações
de
governadores
civis,
nem
mesmo
o
do
snr.
marquez
de
Valla-
da
para
Braga.
Pois,
senhores,,
foi
o
mesmo alludido
correspondente
quem ha
dias nos
deu
co
mo
positiva
a
assignatura
do decreto
no
meando
o
snr.
marquez
governador
civil
d’
este
districto.
Porora,
pois,
ainda
nada
se
sabe
a
este
respeito.
Festa
de S. José,
no Collegio
do
Espirito
Santo.—
Os
revd.°
s
padres
d
’
este
acreditadissimo
collegio
promoveram
uma
festa
escholastica
para
commemora-
ção
do
dia
do
glorioso
S.
José,
não
só
como
Padroeiro
da
Egreja,
mas
lambem
por
ser
o
Santo
do
nome
do
Padre
Su
perior
d
’
aquelle
estabelecimento.
Improvisado
um
lindo
lheatrinho,
de
sempenharam
os
alumnos
um
dramasinho
apropriado,
e
cinco
d
’entre
elies
recitaram
mimosas
canções,
em
fórma
de
dialogo,
em
louvor deS.
José.
Nos intervallos recitaram-
se
varias
poesias,
sendo
bisada
a que reci-
tára
o
joven
Carlos
Torres
da
Cesta Braga.
A
orchestra
era
composta
de pianno
e rebecas
tocadas
por
meninos,
e
com
canto,
a
lettra
do
qual
eram
canções
a
S.
José,
respondidas
em
côro
por
todos
os
alumnos.
O
drama,
as
poesias
e
a
musica
acom
panhando
o
canto,
bem
como
a
pintura
do
scenario,
foi
tudo
obra
d’
alguns
pro
fessores
do
collegio.
Miserere
e sermão em Santo
Cruz.
—
Sexta-feira, antes
do Miserere,
que
se costuma
cantar
deante
do
Senhor
dos
Passos,
no
templo
de
Santa
Cruz,
haverá sermão.
A
sagrada
Imagem
estará
patente
no
andor.
Escandalo.
—
Em
a
noite
de
sabbado
para
domingo
alguns
díscolos, pertencen
tes
indignamente
á
classe
académica,
que
desacreditam,
quizeram praticar
nesta
ci
dade
um inqualificável
desacato,
como
o
que
ha pouco
se
deu
em
Coimbra,
mas
revestido
de
circumstancias
ainda
mais
aggravantes;
—pois foram de
pensado
in
terromper
infamemenle
um
aclo
do
nosso
culto
provocando
com
palavradas
grossei
ras
e
brutaes
as pessoas
que andavam fa
zendo
as
via-sacras.
Não
queremos
usar
dos
termos
con
venientes
para
sjigmatisar
este
facto
odio-
sissimo,
que
traz
indignada
toda
a
cidade.
Eis
como
nol-o
relatam:
Na madrugada
de
domingo,
quando
grande
multidão
de
fieis
sé
achava
reunida
á
porta
do
Collegio,
a
rezar,
appareceram
alguns
estudantes,
entre
os quaes nos
di
zem
que
vinha
um
tocando
e
cantando
o
fado,
e
começaram
a
dirigir
ás
pessoas
presentes
as
chufas
e
insultos
mais
gros
seiros,
só
proprios
da ralé
mais
intima
Ao
barulho
e
algazarra
dos
desordeiros
acudiu
uma
patrulha
que
por
alli
girava.
Logo
que
ella interveio, os
da claque
in
vestiram
com
um
soldado,
a
quem rasga
ram
a farda.
Recebido
aviso
na casa
da
guarda
das
Travessas,
acudiu
esta,
e
con
seguiu
prender
dois
dos
desordeiros,
que
foram
conduzidos
para
a
cadeia.
Alguns
estudante^
tentaram
ainda
soltar
os
prezos
o
que
não
conseguiram em
ra
zão
da
altitude
tomada
pela
força.
Este
procedimento
dos
discolos
tem
sido,
como
não
podia
deixar
de ser,
al-
’
lamente reprovado por
toda
a gente sen
sata.
Não concluiremos
sem
lembrar
a
s.
exc.
a revd.
“
la
o
snr. arcebispo
a
conve
niência
de
prohibir as
via-sacras
de
noite,
a
horas
impróprias,
atim
de
se
obviar
á
repetição
de
escândalos
como
o
que
aca
bamos
de
referir.
Jutstar
-O
snr.
conde
de
Margaride
deu
ante-hontem
um
opiparo
jantar
de
despedida
a
grande
numero
dos
seus
ami
gos
Durante
o
jantar, que
começou
ás
6
horas
da
tarde
e
acabou ás
10, tocou
d
’
entro
do
portal
da
habitação
d’
aquelle
distincto
cavalheiro
a
banda
regimental.
Miguel,
que
nos
desse
a
liberdade
de que
gozamos...
Ora
isto
foi
escripto
ha bem poucas
semanas
com
estas
ou
similhantes
pala
vras,
e
por
quem
menos
era
de
esperar.
E
se
isto
não
é
calcar
aos pés
o
prin
cipio
de
legitimidade
(que
não
tem
só
mente
por
origem,
e
em
todos
os
casos
a
vontade
do
povo),
se
isto
não
é
mos
trar-se
revolucionário,
ou
liberal,
no peor
sentido
da palavra,
—no condemnado,
—
não
sabemos
o
que
o
seja.
Não
haveria,
não
houve
por certo,
a
má
intenção
de
sus
tentar
um
erro,
mas
o
erro lá
está
e
a
apparencia
illude.
A
proposição
do
que
<os
povos
tem
direito
de
se
organisarem
politicamente»
(sempre,
e
até
mesmo
de
pois
de
já
estarem
organisados?
como
entenderem
e
quizerem»,
attribuindo
es
sa
«doutrina»
á
«Egreja»,
também
é
grandemente
equivoca,
e
cheira
não
pou
co
a
revolucionaria
ou
liberal.
A
«Palavra»
ha-de
concordar.
—
(«Correio
da
Tarde»)
gazetilha
Expediente.—
Guardando-se,
por
an
tigo
costume,
nesta
typografia
o
dia
de
S.
José,
como
Padroeiro
da
Egreja
e
por
ser
o
Santo
do
nome do
proprietário
d
’
esle
jornal,
não
demos
a folha
correspondente
ao
dia
20.
Em
compensação
oflerecemos
aos
nossos
assignantes
a
descripção
mais
circtiíiistanciada
e
correcta
da
entrada
solemne
e posse
corporal
do
ex.
m
°
e
revd."
10
snr.
D.
João,
arcebispo Primaz,
que
vae
em appenso.
JLnneperenne.
—
Expõe-se hoje
no
templo
dos
exlinctos
Cbngregados,
e
sab-
bado
na
egreja
de
S.
Vicente.
Proeistão de
Passou,—
Teve
lo
gar
no
domingo
a
magestosa
procissão
de
Passos,
a
qual,
como
noticiáramos,
foi
feita
com
explendor
excedente
ao dos
an
nos
anteriores.
Abria
o
préstito
o
guião
e
Senalus,
seguindo-se
a
irmandade de
Santa
Cruz,
que
levava grande
numero
de
irmãos,
e
a communidade
do
Seminário
de
S.
Pe
dro,
era
numero
de
90
seminaristas.
Antes
e
depois
do
andor
do
Senhor
dos
Passos iam
muitos
anginhos
condu
zindo
emblemas
allusivos
á
Paixão.
A’
s
borlas
da
bandeira
pegavam
os
eX
.
m
os
snrs>
Deão,
conegos
Vieira
de
Sá,
Costa,
e
Martins.
O andor
era
guiado
pelo
snr.
com-
mendador
José
Joaquim
Gomes
d
’Araujo
Alvares.
Em
seguida
ao
pallio,
sob
o
qual
o
revd.
1
"
0
capellão
de
Santa
Cruz conduzia
o
Santo
Lenho,
ia
s.
exc.a
revd.'"
a
o
snr.
arcebispo
Primaz,
e
depois
o
snr.
prove
dor,
Barata.
Conduziam as
lanternas,
aos
lados
do
pallio,
os
ex.
m
s
snrs.
conde
de Margari-
de,
visconde
de
Pindella,
Francisco
Jaco-
me
de
S.
P.
Vasconcellos,
dr.
Marlinho
Barata,
dr.
João
de
Paiva,
dr.
Felix
Ma
ria
Gomes, Henrique
Freire
e
Augusto
Lobato.
Fechava
o
préstito
todo
o
regimento
d’infanteria
8,
precedido
da
banda
mar
cial.
Innumero
povo,
tanto das aldeias
vi
sinhas
como
da
cidade do
Porto, obstruía
as
ruas
do
itinerário.
Cario
virado.
—
Na
segunda
feira,
um
carro
que conduzia
passageiros
para
a procissão de
Passos,
em
Rendufe.
vi-
rou-se, ao
embocar
da
rua
de Santo
André,
em
razão
de
se
lhe
ter
partido
uma
das
rodas.
immedialamente
a
esta
occorrencia,
da
qual
sairam
illezos
todos
os
passagei
ros,
acudiram
em
soccorro
algumas
pes
soas,
entre
as
quaes
o
snr. Joaquim
José
de Barros,
do
largo
dos
Penedos,
e
sua
esposa,
que
do
modo mais cavalheiroso
pozeraem
á
disposição
d
’aquelles
um
ou
tro
carro,
—
acção
que
sobremodo
o
honra.
Sermão.
—
Na
solemnis.sima
festa das
Dores,
que
ámanhã
se
faz
no
templo
dos
Congregados,
prega
o
snr.
conego
Alves
Malheus,
orador
dos
mais
notáveis
que
Portugal
tem
produzido.
Excursão
si
Cítania.—
Na.semana
passada
leve
logar
uma
excursão
á
Cita-
nia,
com o'
fim
de
verificação
d
’
alguns
topicos
d
’exame
d
’
aquellas
ruinas
veneran
das.
Foram
alli
os
snrs.
dr.
Martins Sar
mento,
de Guimarães,
e
Pereira-Caldas,
de
Braga,
com
alguns
amigos d
’
um
e
outro.
O
snr.
dr.
Sarmento,
incansável
nos
tra
balhos
preparatórios
da
conferencia
archeo-
logica
da
Citania,
que
deve
ler
logar
nos
dias
8
e
9
do proximo
abril,
olfereceu
nas Caídas
das
Taipas
um
explendido
jan
tar
aos
visitantes
das
excavações,
que
Jubileu como o da Porciuneir
la.
—
No
sabbado,
24
do corrente, é
di&
de
jubileu,
que
os
fieis
pedem
alcança^
e
applicar
pelas almas
do
Purgatório.
A
este
respeito traz
a
«Semana
Religiosa
Bracarense»
o
seguinte:
.
‘
Pergunta.
—
Haverá
alguma
jndulgep-
cia
concedida
aos
fieis
para
otdia
24
de
Março,
em
que se
resa
em
Portugal
da
instituição
do
SS.
Sacramento?
Resposta
—
A
instancias
da rainha
a
snr.â D.
Maria
l.a
,
foi
concedido
por
S.
Sanctidadé,
faculdade
para em
Portugal
se
rezar
da
instituição
do
SS Sacramen
to
;
pois
é
uma
piedosa
tradicçâo
que
n
’
este
dia
celebrára Christo
á
ceia
com
os
seus
discípulos,
em
que
instituirá
este
au-
gustissimo
Sacramento; e
além
d
’
isso
con
cedeu
S.
Sanctidadé
indulgência
plenaria
ad
instar
Porliunculce
a
todas
as pessoas
que,
confessadas
e
commungadas
visita
rem qualquer
egreja
onde estiver
o
SS.
Sacramento,
ou
tiver sua
invocação.
Por
consequência,
tantas
quantas
vezes
se
vi
sitarem as
egrejas
acima ditas
n
’esle
dia
24
de Março, tanfas indulgências
plenarias
applicareis
ás
almas
do
Purgalorio
se
pó-
dem
ganhar.
(Veja-se
o
que
se disse ácerca
da
indulgência
da
Porciuncula
no
n.°
62
d’
este
jornal.)
Associação
Catholica.
—
Houve
no
domingo
conferencia
feita
pelo direclor
espiritual
da
Associação.
Versou
sobre
a liberdade,
assumpta
que
foi
tractado
com a
proficencia
que
seria
loucura
negar
ao
sor.
padre
João
Velloso.
Houve
também
quartetto
musical,
de
sempenhado
excellentemente
No
domingo
de
Paschoa
haverá
allo-
cuções
do
exc.mo
presidente
e
do
direclor
espiritual
da
Associação,
e
sexttclo
musi
cal.
Uma
publicação importante.—
O
snr.
Teixeira
de
Freitas,
conhecido
edi
tor
religioso
de
Guimarães, emprehendeu
a
publicação
da Hcstoria
Popular
dos
Pa
pas,
por
J.
Chantrel,
vertida
por
Anto
nio José de
Carvalho,
e
da
qual
acaba
mos
de
receber
o
fascículo
n.°
1.
E’
uma
obra
da
mais
subida
impor
tância,
a
qual
é
insinuada
pelo
proprio
titulo
e
pelo
nome
do
auctor.
Emquanto
á
traducção,
é esmeradissi-
ma como
esmeradissimos
são
os
trabalhos
do
snr.
Antonio
José
de
Carvalho,
au-
clor d
’algumas obras de
muito
mereci
mento.
Morte
repentino.
—No
domingo
fal-
leceu
repentinamenle
na
egreja
da
Sé,
Rodrigo Pinto,
morador
nas
Carvalhei
ras.
O
finado tinha
sido
empregado no
Commissariado
no
tempo do
Senhor
D.
Miguel,
e
era
um
dos
convencionados
de
Evora-Monte.
Contava
já
avançada
edade,
e
vivia
em
extrema
pobresa,
que era
ado
çada
pelos
soccorros
d
’algumas
pessoas
ca
ritativas
desta
cidade
Fulleeimeni».
—
No
sabbado
falle-
ceu,
depois
de
dolorosos
soífrimenlos, o
snr.
Francisco
Angelo
de
Lima,
honrado
artista
desta
cidade,
e
capitão
da
compa
nhia
de
bombeiros.
Deus tenha
a
sua
alma na
Gloria.
O enterro
foi
feito
a
expensas
da
companhia,
e
do
exc.m°
presidente
da
ca
mara,
que também
acompanhou
o
cadaver
ao
cemitério.
aBorboletao.
—
Recebemos
o
,n.®
1
do
volume
3.° deste
bonito
semanario
de
litleratura.
Vem
muito
melhorado.
Universo ailustrado.
—
Recebemos
os
n.
os
9
e
10
do
Universo
Illustrado,
bella
publicação
lisbonense,
que
vae
tendo o
melhor
acolhimento,
do
que
é mui di
gna.
Ordenação.
—
No
sabbado
passado
tomou
ordens
de
presbytero
o
nosso
ami
go o revd.
m0
snr.
Manoel
José
da
Silva
Bacellar,
que
foi
um dos
estudantes
mai&
dislinctos
do
seu
curso,
e
é
moço
mo
destíssimo,
quanto talentoso.
Felicitamos
a
virtuosa
familia
dos
Ba-
cellares,
de
Cervães,
á
qual
pertence
o
novo levita.
• Estada.
—
Veio
no
passado
domingo
visita
cidade
o
snr.
Joaquim
d
’
Araujo,
moço
de
formosíssimo
talento,
e
redactor
da
«Harpa»,
periodico
litterario
do Porto.
O
notável
escriptor
passou
toda a.
tarde
d
’
aqueí!e
dia em
convívio
litterario
com
o
snr.
dr.
Pereira
Caídas.
(
ntliequese.-
No
proximo
domingo
haverá
nos
templos
do
Collegio
e
Popu-
lo
calhequese
aos
adultos
e
ás
creanças,
feitas
por
iniciativa
da
Associação
Calho-
lica.
Galardão
académico.—
Por
diplo
ma
do
1.°
do
corrente
foi
inscripto o
exc.m°
dr.
Pereira
Caídas como
socio
cor-
respondente
da
Sociedade
Anthropologica
de
Madrid,
que
é
uma
das
corporações scien-
tificas de
primeira
ordem
da
Europa.
Os
diplomas
são
lithographados
com
elegancia
e
simplicidade,
contendo
na
orla
as
sciencias'auxiliares
da
anthropologia,
e
os
(ypos
das
differentes
raças
da
especie
humana.
Estas
sciencias
são:
Historia
Geral,
Psychologia, Physiologia,
Historia Natural,
Etimologia, Physica,
Chimica,
Philologia,
Geologia,
e
Archeologia.
Para
o» inundados,—
A
commis
são
composta
dos exc.
mos
snrs.
visconde
de
Pindella,
vigário geral,
arcipreste,
An
tonio
José
Gonçalves
Braga, Francisco
Baptista
da
Silva,
José
da
Rocha
Veiga
e
José Joaquim
d’
Araujo Correia,
dirigiu
aos
revd
os
parochos
a
carta que
segue:
A
Commissão,
creada
no
conselho
de
Braga,
para
auxiliar
a
Commissão Central
do
Districto,
na
subscripção
para
soccorro
das victimas
das
ultimas
inundações,
com
que
aprouve
á Divina
Providencia
expe
rimentar
a
paciência
dos
homens—
toma
a
liberdade
de
pedir
a V.
Exc.
a
se
sirva,
de
accordo
com
o Regedor
da
sua
fre
guezia
e
aggregando
a
si
todas
as
pes
soas
principaes
d
’ella, e
aquellas
que
jul
gar
convenientes
—
formar
uma
commissão
de que V,
Exc.a
é
Presidente nato
—
e
promover
um
peditorio
com
aquella
appli-
cação.
A
Commissão
dirigindo-se
aos
Snrs.
Revd.
cs
Parochos,
cujo
officio
é
a
prati
ca
das
virtudes
Chrislãs
—nenhumas ins-
trucções
se
atreve
a
dar
a
V.
Exc.a
e
só
pede
licença
para
lembrar
—
que
a
maior
de
todas
ellas
é
—
a
Caridade.
Asyló
d®
s.
José.
—
Celebrou-se
nesta
casa
de
caridade
a festa
do
Pa
droeiro,
a
qual
correu
na
forma dos
annos
anteriores.
A
missa
foi
celebrada
pelo
digno
pre-
sidenie
da
commissão,
o revd.
mo
snr.
co-
nego
José
Gomes
Martins,
que
administrou
a
Sagrada
Communhão
aos
asylados.
A
este
acto
assistiram
a
commissão
administradora, algumas
authoridades,
e
bemfeitores
do
asylo.
A
orchestra
era
a
da capella do snr.
Manoel
João
de
Paiva,
que graluitamente
a
prestou,
como
já
dissemos.
A
casa achava-se
com
lodo
o
aceio,
no
que
muito
se
esmeraram
as
Irmãs
Hospi
taleiras
que
sei
vem
n
’
aquel!e
estabeleci
mento
pio.
O
jantar
aos
asylados
foi
dado
pelo
exc.
,nu
snr.
conde
de
Margarida.
O que
a
Commissão
tencionava
dar
fica
para
o
dia
de
Paschoa.
O
exc.
rao
e
revd.m0
snr.
arcebispo,
que
se
dignou
visitar
o
asylo,
deixou
para
o
mesmo
20$000
reis
d
’
esmola.
A
casa
esteve
de
tarde
exposta
ao
pu
blico,
sendo extraordinária
a
afiluencia'
de
pessoas
que
a
visitaram,
a
qual
em
certo
modo
não
podia
deixar
de
tornar-se
in-
commodativa
para
os
asylados
pelas
in-
prudencias
que
sempre se
commettem
onde
fia
agglomeração
de
povo.
A
banda
do
regimento
8
tocou
quasi
toda
a
tarde
no
jardim
do
asylo.
«Jornal
Académico». —
Recebemos
o
n
0
1
deste
jornal,
que
começou
a pu
blicar-se
nesta
cidade
e
é
orgão
da
classe
académica.
Este
n.°
está
bem
redigido,
e
traz
ex-
cellentes
artigos
em
prosa
e
verso.
Longa
vida
ao
novo
collega.
Casamento.—
Uniram-se no
dia
14,
na
egreja
matriz
da
villa
da
Povoa
do
Varzim,
pelos
laços
do
matrimono
o
ex.
m
°
snr.
dr.
Joaquim
Simões
Cantante,
dele
gado
do
procurador
regio
d
’
aquella
co
marca,
com
a
ex.
ma
snr.a D.
Rita
Amé
lia
das
Neves Duarte,
irmã
do
nosso
amigo
o
snr.
Thomaz Duarte.
A
ss
exc.
as
desejamos
um
porvir
de
venturas
e
felicidades
de
que
são dignos.
Pagamento.
—
No
dia
2
d
’
abril
pro
ximo
ha
de
veiificar-se
nos
cofres
cen-
traes
dos districlos
do
continente
do
reino
e
nas
caixas centraes
do
ministério
da
fazenda
o
pagamento
dos
juros
das
obri
gações
do
empréstimo
para
acquisição
dos
navios
de
guerra,
relativo
ao
semestre
que
finda
em
31
de
março
corrente.
A
apresentação
das
relações
ser$
feita
desde
as
11
horas
da
manhã até
á
1
hora
da tade,
da maneira
.seguinte:
Obrigações.
1
a
4:909
no
dia
24 de
março,
4:910
a 9:818
no
dia
26
de março,
9:819
a
14 927
no
dia
27
de março,
14:928
a
19:638
no
dia 27 de
março.
decido
a
todas
as
exm.
as
senhoras
e
cava
lheiros,
que
se
dignaram
cumprimentai-a
por
occasião
do
fallecimenlo
de
seu
ma
rido
o
Conde
d
’
Az.éve
‘dm; Sendo
porém
pos
sivel
que
commettesse
alguma falta
invo
luntária,
agradece
por
este
meio a
lodos
em
geral,
e
a todos se
confessa
smnina-
mente
grata.
Porto
12
de
março
de
1877.
(161)
Condessa
d
’Azevedo.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos,
Vasco
Jacome
de
Sonsa
Pe
reira
de
Vasconcellos,
e Visconde
de
Ruães,
julgam
ter
agradecido
pes^oalmente
a
to
das
as
pessoas
da
sua
amisade
e
relações
que
lhes
dispensaram
dislinctos
obséquios
durante
a
grave
e
prolongada
enfermida
de
de
sua
muito querida
e
setnpre
chora
da irmã
e
cunhada
Maria
da
Conceição
Jacome
de
Sousa Pereira
de
Vasconcel
los,
assim como
ás
que
se
dignaram
acom
panhar o
cadaver
da
finada
até
a
real ca
pella
de
Santa
Cruz
e
ahi
honraram
com
a
sua
presença os
officicios
fúnebres
que
tiveram
logar
no
dia
2o
do
mez
passado;
mas
sendo
possivel
que
para
com
algu
mas
deixassem
de
cumprir tão
imperioso
dever,
pedem desculpa
da
ommissão,
e
significam
assim
a
sua
mais
intima
e cor-
deal
gratidão.
Igualmente
agradecem
a
todos
os
se
nhores
reverendos
ecclesiasticos,
que
obse
quiosamente
se
dignaram celebrar
e
as
sistir
aos referidos
olficios
por
alma da
finada.
(169)
1GÍABECMHH6S
todos
se
passou
o
presente
e
outros
pa
ra
serem atlixados
nos
logàres
do cos
tume.
,
.
■
,
Repartição
de
Fazenda
do
Concelho
de
Braga,
19 de
março
de
1877.
0
Escrivão
de
Fazenda,
(173)
Antonio
da
Costa Moraes.
£
*
Affoo
Francisco
Xavier
Peixoto,
roga
a
to
das
as
pessoas
que
com
elle
tem
contas,
o
favor
de as
saldarem.
E
aos
prestamistas
qne
tem
machinas
a
praso
o
obséquio
de
entrarem
com
suas
prestações
atrazadas.
Especialmente
se dirige
a
alguns
de
Braga,
aos
do
Pico,
de
Villa
Verde,
e de
Villa
Nova
de.
Famalicão;
protestando desde
já
fazer judicialmente
valer
seus
direitos,
e
antes
publicar
seus
nomes pela imprensa,
a
fim
de
precaver
as
pessoas
de
boa
fé
contra aquelles
que
não se
envergonham
de faltar
ao
cumprimento
dos
contractos,
e
á
sua
palavra
d
’
r<onra.
F.
X.
P
ei
xoto.
Arrematação
simultânea na Be-
partição
de Fazenda do
distri
cto
de Braga e na Administra
ção
do
Concelho de Braga, no
dia
13
de abril
de
1877,
de
propriedades pertencentes á
Santa Casa da Misericórdia do
Porto.
Districto
e concelho «Ce Brajja
Freguezia
de
Vimieiro
Um
campo
de
terra
lavradia
com ar
vores
de
vinho
e
agua
de
rega e
lima,
chamado
o Campo da
Fontella,
situado
ao
poente
da
estrada
do
Porto
a Braga,
no
logar
de
Maçada,
confrontando
do
nascen-
cente
com
a referida estrada, do
poente
com Estevão
da
Costa
Ribeiro,
norte
com
prédio
do
padre
Ignacio Ribeiro
da
Cruz,
sul
com
propriedade
de
José
Antonio
Go
mes.
Louvação
130$000
rs.
Ties
leiras
de
mallo
covn
carvalhos
e
finheiros, sitas
no
monte
chamado
da
An
dorinha,
no
logar
da
Maçada,
e
se
deno
minam
leira
da
Esperança,
Bouça
e
leira
dos
Castanheiros.
Formam
todas
uma
pro-
vriedade
que
desce
do
nascente
para
o
poente, apresentando
11
linhas que
con-
rontam
da fórma
seguinte:
tres
que
fi
cam do
lado
do
noite
confrontam
com
João
Ferreira e
José
Cerqueira;
tres
que
licam
do
lado
do
poente
confrontam
com
o
mesmo
Cerqueira
e
Estevão da
Costa
Ribeiro
Cruz;
duas
do
lado
do
sul
con-
rontam
com
o
dr.
Daniel
José
Fernandes
e
Manuel
José
Ferreira
Hilário
;
tres
do
lado
do nascente
confrontam
com
José
Joa
quim
de
Carvalho
e João
Ferreira.
Estas
eiras
com
a
que
se
segue
constituem um
prazo
foreiro á Carnara
Municipal
de
Bra
ga
em
400 reis annuaes
e
landemio
de
quarentena,
pagando
estas
leiras
ao
cabe
ça
de
praso
50
reis
annuaes,
a
que
o ar
rematante
fica
obrigado. Uma
leira
de
ter
ra
de
monte,
chamada
a
leira
da
«Fonte
de
Ouro», sita
na
logar
do
Marco,
no
monte
da
«Andorinha»,
confronta
do
nor
te
e
nascente
com
terra
dos
herdeiros
de
Manuel Ferreira,
sul
com
José
Gonçalves
e
do
poente
com
o
padre
Ignacio
Ribeiro
da Cruz.
E
’
sujeita
ao
praso
acima
refe
rido,
.
pagando
ao
cabeça
de praso
10
reis
annuaes.
Louvação
69^038
rs.
Porto
e
Santa
Casa da
Misericórdia,
17
de
março
de
1877.
O
Ofiicial-Maior,
Manuel Gonçalves da
Costa
Lima.
A
Condessa
d
’
Azevedo
julga
ter
agra
0
escrivão
de fazenda do conce
lho
de
Braga, etc.
Faz
saber,
em
cumprimento
do
artigo
133
do
regulamento
da contribuição
in
dustrial,
que,
pelo presente edital
são
convidados
os
indivíduos
sujeitos
á
dita
contribuição
que
não podem
formar
gré
mios
por
serem
menos
de
sete,
a
com
parecerem
perantí
elle
no
dia
24
do
cor
rente
mez,
nos
paços
da
Carnara
d’este
concelho,
a
fim
d
’ahi
resolverem
por
mao-
ria
o que
se
lhes
olferecer
na
repartição
s
colíectas
a
saber:
A’s
S
horas
da
manhã:
Adelos,
8.a
classe;
Albard-iros,
7.
a
classe;
Alugadores
<l
’
objectos
funerários
e
armações
d
’
egreja,
6.
a
classe;
Botequins
com
sorvetes,
4.
a
classe;
Carvão,
merca-
(or
por
miudo,
7.
a classe;
Casas
de
pas
to,
o
a
classe; Cereaes,
mercador,
7
a
clas
se;
Cerieiros;
5.
a classe;
Colchoeiros,
6.
a
classe;
Correeiros
com
estabelecimento,
6.
a
classe;
Cal,
areia, e
tijolo,
6.a
classe;
Cera
em
bruto,
mercador,
6
a
classe.
9
horas
da
manhã:
Encadernadores,
7.
a
classe;
Esculpto-
res,
6.
“
classe;
Estalagens
de
guardar
ani
maes,
1.
a
classe;
Esteiras
finas,
7.
a
clas
se;
Estancia
de
madeira,
4.a
classe;
Ferra
dores,
7.
a
classe;
Ferragens
novas,
mer
cador,
5.a
classe;
Fundição
de ferro,
mes
tres
e direclores de
fabrica;
Funileiros
fabricantes,
7.
a
classe;
Guarda livros,
5.
a
classe;
Hospedarias,
4.
a
classe.
A
’s 10
horas da
manhã:
Instrumentos
de
cordas,
8.a
classe;
La-
toeiros,
fabricantes, 7.
a classe;
Leite,
ven
dedor,
8
a
classe; Livros,
vendedores,
6
a
classe;
Louça
de
barro ordinaria, 7.
a
clas
se;
Marceneiros,
5.a
classe;
Mestres
de
oíficinas;
Músicos,
.7.
a
classe;
Ourives,
mercador,
5.a classe;
Parteiras,
8.
a
clas
se;
Photograíias,
6
*
classe.
A
’
s
11
horas
da
manhã:
Pintores
mestres,
6.
a
classe;
Salga
de
carne,
estabelecimento; Surradores com
estabelecimento,
7.a
classe;
Penteeiros,
7.
a
classe;
Typographias,
emprazarios
7.
“clas
se;
Vidraceiros
6.
a
classe;
Tintureiros,
7.a
classe;
Vinhos
finos,
5,
a
classe.
2
horas
da
tarde:
Ofiiciaes
de
correeiro, 8.a
cllasse;
En
cadernador, 8.a classe;
Fogueteiro, 8.
a
classe;
Cebeiro,
8.
a
classe;
cortidor,
8.a
classe;
Tecelão,
8.
a
classe.
Para
que
chegue
ao
conhecimento
de
Oliva,
e
espingardeiro
Lurberton,
rua
Au.
rea,
n.°
76,
Lisboa.
(50)
VENDA.
DE
QUINTA
(Praça
voluntário)
Quinta-feira
5
«Fabril
do
corrente
anno,
vender-se-ha em
praça
particular,
ao
meio
dia,
na
Villa
de
Felgueiras,
a
grande e
mimosa
quinta
do
convento
de
Pombeiro,
proximo
á estrada de Rodagem
que
segue
da
referida villla
para
a
cidade
de
Guj.
marães,
a
qual
pertenceu
ao fallecido
An.
tonio
Pereira Leite
Guimarães.
E
’
toda
fe.
chada
pela
circulação
d
’
um
muro,
e
é
de
natureza
allodial.
.
Compõe-se
de
diversos
campos,
gran.
de
sorte
de
mato,
e tapada
de
Santa
Cruz,
contendo
bravios
com
abundancij
para
a
mesma
quinta,
casas
de
vivenda,
grande
parte das casas
do
convento e
outras
diversas
para
commodidade
dos
ca.
seiros,
grande
encanamento
d
’
aguas
das
quaes
é
muito
abundante,
grande
e
ma.
gnifico
chafariz,
alpendre,
espigueiro
e
ei.
ra
ladrilhada
;
—estes
quatro
objectos
riva-
sam pela
sua
elegante
e
segura
conslruc.
ção
com
os da
mais
famosa
quinta
que
haja
na
redondeza
d’
esta
villa,—
moinho,
madeiras
serradas
e
por
serrar,
produj
grande
quantidade
de vinhos
e frucias,
lí)
carros
de
pão
annuaes,
grandes
tu.
has,
pipas
e
outras
vazilhas
para guardar
os
líquidos.
Pensa
tres
a
quatro
juntas
de
bois.
A
venda
lerá
logar na
dita
villa,
em
rente
da
casa
da
carnara.
Esta
quinta
é toda
livre
e
desemba.
raçada
;
não'paga
foros
nem
tem
compro,
missos
de
especie
alguma.
No
acto
da
araça
estarão
patentes
lodos
os
doeu
meu-
tos
necessários
para
segurança
do
com.
arador.
(172)
—-
f
u»
-------- ----------
o
—
T|
Vinho do Alto Douro
No
Campo
de
D.
Luiz
l.°,
casa
n.° 9,
e
morada
do Bacharel
Antonio
Joaquim dl
Silva
Cerqueira,
vende-se
vinho superior
do
Douro,
da
melhor
localidade
(Faquelli
região,
e
de
sua
própria
casa
(174)
Éditos
de
39
dias
Peio juiso
de
direito
d
’
esta
comam
e
cartorio
de
Moita,
correm
éditos
dt
30
dias
a
contar
de
10
do
corrente,
i
requerimento
de
Francisco
José
d’Arau-
jo,
d
’
esta
cidade—
pelos
quaes
são
citada»
todas
as
pessoas
incertas,
que
tenha»
direito,
jus e
acção
sobre
o
producto
eu
deposito
das
propriedades
seguintes:
Uma
morada
de
casas
sobradada
com
quintal
e mais
pertenças
situada
na
rui
de Guadelupe,
designada
pelo n.°
2,
com
sua
respectiva
cocheira
junta
designada
pelo
h.°
2 a 2
B
—
e
outra
morada
de
es
sas
de
dous
andares
e
rocio,
situada
u
rua
do
Forno
designada
pelo
n.°
8, (Fes
ta
cidade—
arrematadas
pelo
requerente
ui
execução
que Antonio
José Pereira movii
contra
Jeronymo
José Pereira
da
Cunbi
solteiro,
d
’esta mesma cidade,
pelo qot
são
citadas,
chamadas
e
requeridas todis
as
pessoas
incertas
para
que
venham
de
duzir
e
allegar
todo
o
seu
direito
m
praso
de
duas
audiências
que
se
lhes
teu
de
assignar findos
os
éditos,
que
vem
i
ser
na audiência
de 16
de
(Fabril
proxi
mo
futuro
pelas
9
horas
da
manhã
dí
tribunal
judicial
sito
no largo
de
Sante
Agostinho,
sob pena de
revelia
e
lança
mento
e
de
se
julgarem as
ditas
propri
edades
livres
e
expurgadas
de
todo
i
qualquer onus
ou
hipothecas.
Braga
19
de
março de
1977.
(176)
O
solicitador=
Torres.
CIRUK€>IÃO
liEYHST
i
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRUR®
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
(175)
A
Sociedade
do
tiro
dos
Pombos dé
Lisboa,
compra
pombos,
em
partidas não
inferiores
a
50,
pelo
preço
de
140
reis
cada um,
pagos
no
acto
da entrega,
em
qualquer
estação
dos
caminhos
de
ferro
de
Norte
a
Leste
e
de Sueste.
Os
ven
dedores
pódem,
para
mais
esclarecimentos,
dirigir-se
aos
chefes
de
estação
ou
ao
se
cretario
da
Sociedade,
Luiz
de
Sequeira
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
arte
e
continúa
operando
grátis, pobrçs
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—-180-
Parte de Comércio do Minho (O)
