comerciominho_21081877_677.xml
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-
COMMEM.CSAJL,
~V&
r«OT»C>OSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2$000
»
6
»............
1$050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
..................
10
N.° 677
Braga,
12 mezes
.................
1&600
»
6
».............
850
Correspondências
partic. cada
linha
10
Annuncios
cada
linha.
....
20
Repetição............................... .
10
BttAíJA-TEHÇA-FEBHIA
B1E
AGO8T»
E>E
IS»?
Carta
Pnstmrul
an
clero
e
oo
povo
dt»
dioee&e
de Spoleto.
[Conclusão]
Estas
palavras
dirigidas
aos Conegos
da
egreja
calhedral,
as
communico
igual
mente aos
Conegos das
egrejas collegiaes,
para
que
cada
um,
segundo
o
cargo
que
recebeu,
se applique
a
desempenhal-o
di
gnamente
e
proceda
em
unidade
de sen
timento
na
casa
de Deus.
Agora
me dirijo á
vós,
pastores
das
almas,
á
vós
que
sois
outro
eu
no
mi
nistério
de
salvação e
no
cuidado de
apas
centar
o
rebanho
confiado
á
minha
guarda.
De
que
serviriam minhas
vigílias,
meus
cuidados,
meus
trabalhos,
se
me
recusás
seis
o
auxilio
de
vossas mãos
para apas
centar
o
rebanho
de
Deus que está junto
á
vós,
e
providenciar
tudo
não
pela
força,
mas
iivremente,
de
conformidade
com
Deus,
não por
um vil
salario,
mas
por
vossa
espontânea
vontade?
Apascentae-o,
eu
vos peço,
pela
prédica
assidua
do
Veibo de
Deus;
apascentae-o por
meio
dos
sacramentos,
para
que
o
opprimido
pelo
peso
de
seus
peccados
se
desem-
barasse
e
levante,
e
para
que
aquelle
que
está
nos
caminhos
do
Senhor
os percorra
com o
passo
mais
íirme
e
rápido.
Mas
como
é
tão
importante
á
socie
dade
civil,
como
a republica
christã
que
os
meninos, desde
a
mais
tenra
infancia
sejam
instruídos
nos
rudimentos
da
fé
e
nos
preceitos
da
nossa
religião,
não
dei
xeis
nunca
de
os
formar
com cuidado
e
paciência
na
virtude
e
na
piedade. Vós
mesmos
não
podeis
ignorar
em
que
mãos
tempos
vivemos,
por
isso
deveis
cada
vez
mais
velar
e procurar que
o
homem
inimigo
não
venha
por
assalto
semear
o
joio entre
o
trigo,
que
o
javaly
da flo
resta
acomeltendo
de
improviso
a
vinha,
a
destrua
completameule.
Em
verdade,
não
ignoro
que
sois
vós
quem
supporlais
o
rigor
da noite
e
do
calor;
sustentai
porém
um
pouco mais
o
peso
de vosso
ministério,
e
o
vosso
coração
se
fortifi
cará,
para que
quando
apparecer
o
Prín
cipe
dos
pastores,
recebais
a
corôa
de
gloria
que
nunca
murcha.
Agora
a
vós,
padres
e levitas,
e
a
to
dos
que
servis
na
milicia
da Egreja:
Vós
combatereis
seguramente
um
bom
combate
se,
perfeitamente
instruídos
nas
leis,
pre-
scripções
e
disciplina
d
’
esta
milicia,
cui
dardes
era
desempenhaj-as religiosamente.
Convém
que
adquirais
este
conhecimento,
tanto
na
doutrina
de
Jesus
Christo,
como
nos
ensinos
dos
Apostolos,
ou
finalmente
nos escriptos
dos
Santos
Padres
e
nos
sagrados
Cânones,
afim
de
bem
saberdes
o
que deveis
fazer
e
o
que
deveis
evitar.
Se
dispuzerdes
vossa
vida
e
vossos
actos
segundo
estes
ensinos,
brilhará com
cer
teza
em
vós
esta
pureza
<l
’
alma,
esta in
teireza
de
vida, esta
modéstia
de
sustento
e
vestuário,
este
amor
á
oração,
este
zelo
pelas
cousas
divinas, este
affastamento
das
cousas humanas que exigem rigorosa
mente
o cumprimento
dos
mysterios
sa
cro-santos
e
os
deveres
do santo minis
tério.
Deveis
applicar-vos
assiduamente
ao
estudo
e
ao
conhecimento
de
todas es
tas
cousas,
não
só
para
evitar
a
ociosi
dade,
porque
ella
é
causa
do
mal,
mas
também
para
exhortar
na
sã
doutrina,
e
convencer
aquelles
que
estão
no
erro..
Porquanto
sois
como
os
operários
manda
dos
pelo
Pai
de
familia
á
sua vinha para
a
cultivar,
e
fazel-a
produzir
fruclos na
paciência.
Esforçai-vos,
pois,
com
todo
o
vosso
poder
pira
vos
instruirdes
nas
letras
e
conhecimentos
sérios
e
sobretudo
nas
sciencias
sagradas, afim
de
que possais
responder
convenientemente
áquelles
que vos
pedirem
a
lei,
promovendo
por esie
modo
a
vossa
e
a
salvação
d
’elles.
Poderia
eu calar-me
perante
vós,
jo
vens
clérigos, que
estais
no
nosso semi
nario
para
vos
formardes
na
piedade
e
nas
melhores
de
todas
as
sciencias,
para
sêrdes, quando
fôr
occasião,
o
ornamento
e
utilidade
do
povo
chrislão?
Ainda
mais,
vos
abraço
com
a
minha
caridade
pater
nal
como
a
filhos
muito
amados,
vos
ex-
horto
muito affectuosamente
e
vos
peço
que
conserveis
sempre
inctata
e
sem
man
cha
a
eslola
da innocencia
que
recebestes
no
baptismo
e
que
vos
appliqueis
de
todo
o
vosso
coração
e
espiriío
ao
estudo
das
sagradas
letras.
E isto, vós
cumprireis
facilmente,
eu
o
espero,
se
vos
lembrar
des
sempre
ou
se
gravardes
em
vossas
almas
esta
advertência
do
Espirito
Santo:
O
joven
seguirá
o
caminho
que
tiver
es
colhido, e
ainda
quando
tiver
envelhecido,
não se affastará
d’elle;
e
esta outra:
A
sabedoria não entrará na
alma
que
tiver
má
vontade,
e
não
habitará
no
corpo
sujeito
ao
pecccado
Veneráveis
rebentões
das
famílias
reli
giosas
(I),
como
sou
feliz de
vos
possuir
na
minha
diocese,
e principalmente
de
vos
vêr,
pela
admiravel
e
proverbial
benevo
lência
do Soberano
Pontífice
Leão
XII,
por
tal
modo
augmentados
em
numero,
que
tudo
posso
esperar
de
vós
em
obras,
em
palavras,
e
em
exemplo,
para
utili
dade
do
povo
que
me está
confiado.
Effe-
clivamente
só
assim
respondereis fielmente
aos
exemplos
e
aos
preceitos
de vossos
pais
e
também
aos
sábios
conselhos
e á
sollicitude
do
Soberano
Pontífice
Leão
XII.
Virgens
consagradas
a
Deus,
parle
es
colhida
do
rebanho,
delicioso perfume
de
Chrisio,
que
vos
direi
eu
senão
palavras
de
louvor
por
terdes
desprezado
as
vai
dades,
os
falsos
bens,
as
loucuras
do sé
culo,
voando
do
Egyplo
para
a
solidão,
para
respirardes
o
perfume
d
’
Aquelle
que
vos
esposou
na
fé, indulgência
e
miseri-
corcia
? Nunca olheis para
traz,
não
vol
teis
vossos olhares
para as
tendas
da
Ethiopia,
nem
para
para
os tabernáculos
de
Cham, mas,
caminando
era
harmonia
na casa
de
Deus,
esforçai-vos
cada
vez
por
alcançardes
o
fim
a que
primeiro
vos
propuzestes.
afim
de
serdes
um dia
jul
gadas
dignas
de
receber
a corôa
das
virgens.
Peço-vos que vos lembreis
de
mim
em
vossas orações
dia
e
noite
e
que rogueis
a Deus
para que
eu
possa
velar
fielmente
sobre
mim
e sobre o
povo,
que
a von
tade
divina, como
eu
acredito,
me
confiou
para
apascentar
e guardar.
Grandes
e
nobres
e
vós
que estais
col-
locados
acima
dos
outros
pela
abundancia
das
riquezas
ou
pela
distincção
das
hon
ras,
vos dirigirei apenas
algumas
palavras.
Basta-me
lembrar-vos
os
conselhos
que
espero
haveis
de
cumprir,
segundo
a
vossa
piedade
e
prudência:
—dai a
todos bom
exemplo,
regulai
todas
as
cousas
com
equidade
e
estendei
facilmente
vossas
mãos
aos pobres.
Obrando
d
’
este
modo, vos
parecereis,
não
com
estes
thesouros
da
terra
que
a
ferrugem
póde gastar,
que
os
ladrões podem
roubar,
porém
como
um thesouro imperecível
no céo.
Só
me resta agora
voltar
meu
rosto
para
vós,
caríssimos
filhos
em
Jesus
Chris
to,
de
todas
as condições,
classes, idade,
riquezas
e sexo.
Tenho que
vos
lazer
antes
de
tudo
uma
recommendação,
ou
(1) Ordens
de
homens.
antes
um
pedido, uma supplica
pelas
en
tranhas
de
Nosso
Senhor Jesus
Christo,
e
é
que
eviteis
com
cuidado
a
sociedade
e
relações
com
esses
homens
que.
em
nossos
tempos
tão
desgraçados,
levantaram
a
voz contra
o
céo
e
cuja lingua
percor
reu
a terra;
homens
que,
occupados
com
fabulas
e
genealogias
intermináveis,
andam
ao
impulso
de
seus
caprichos, blaspheinam
o
que
ignoram,
fazem
uma
deplorável
con
fusa
>
dos
direitos
divinos
e
humanos
e
quere
riam
até,
se
o
pudessem,
abolil-os
abso
lutamente.
Quauto
a
vós,
recordando-vos
que
o
fim
da
lei
é a
caridade
na
pureza
do
co
ração,
na
rectidão
da
consciência
e
na
fé
sincera,
conservai,
vos peço, os
rins
cingidos
na
verdade, e, revestidos da
cou
raça
da
justiça,
lomaio
escudo
da
fé,
para
poderdes
extinguir
os
dardos
de
fogo
do
máo
inimigo
e
para,
pelas
boas
obras,
as
segurardes
vossa
escolha
e
vossa
vocação.
Além
d
’
isto
procurai
cumprir
com
senti
mento
de
religião
e
de
piedade
convenien
tes
tudo
quanto
tiver
relação
com Deus
e
com
a
salvação
de vossas
almas;
fre
quentai principalmente
com
grande mo
déstia
as
egrejas,
que
são
a casa
de
Deus
e
a
côrté
do céo;
nos
dias
de
festas,
abstende-vos
das
obras
servis
e
passai-os
em
oração,
recepção
dos
Sacramentos
e
em
outras
boas
obras.
Convém
que
observeis
uma
mutua
ca
ridade; porque
a
caridade
é
o laço
da
perfeição, e
é
por
ella
que
sereis uni
dos,
indulgentes,
dispostos
a
uma
afifei-
ção
paternal, misericordiosos,
modestos,
humildes,
não
pagando
o
mal
com
mal,
nem
a
maldição
com
maldição,
mas
pelo
contrario
beneficiando-vos
reciprocamente,
porque fostes chamados
para
terdes
em
herança
a bênção.
Acreditais
por
ventura que
vos
será
possível
cumprir todas
estas
cousas
fiel
e
exactamente,
se
vos
não
approximardes
supplicantes
do throno da
graça
e
da
misericórdia,
e
se
não
pedirdes
a
Deus
por
todas
as
sortes
de
orações,
que vos
conceda
opportunamente
o seu
auxilio
?
insisti
pois,
vos
peço,
e
velai
na
oração;
e
não
duvideis
que
Deus
não
ouça vossos
votos,
se
o
que
lhe
pedis,
não
lhe
pedis
mal.
E
para
que
vossas
orações
cheguem
mais facilmente
até
Deus,
implorai
ar-
denleinenle
os suffragios d
’aquelles
qoe
se
tornaram
amigos
de
Deus
e
que rei
nam
com
Elle
no
céo.
dirigi-vos
primeiro
á Virgem
Mãi
de
Deus,
a quem é
dedica
da
a
egreja
calhedral
e
cuja
antiquíssima
imagem vós
tão
religiosameine
honraes;
porque
ella tornou-se
lambem
nossa
Mãi,
de
sorte
que
nada
nada
ha que
não
possa
alcançar
de
seu
Filho
e
que não
permitia
que
lhe
peçamos.
Recorrei
lambem
aos
suffragios
de
S.
Ponciaoo,
marlyr,
que escolhestes
para
patrono; a
S. Sabino, a
S.
Marcial
e
aos
outros
que
já foram vossos pastores
e
são agora
vossos intercessores;
á
Santa
Clara
de
Monlefalco,
cujo
corpo existe
ainda,
depois
de
tantos séculos,
inteiro
e
incorrupto
espalhando
até
um
suave
cheiro;
invocai
a
todos
os
habitantes
do
céo,
cujos
despojos
mortaes
conservais,
e a
cujo
patrocínio
vos
confiastes.
Mas
ao
offerecerdes
vossas
orações
a
Deus,
nunca
deixeis
de lhe
pedir
que
conserve
por muitos
annos
o
Soberano
Pontífice Leão
XII
e
que
dè
força
á
seus
desígnios;
porque
elle
não
governa
só
soberanamente
a republica
christã,
é lambem
vosso
muito
illuslre
bemfeilor.
E
não
vos esqueçais
de
mim
em
vossas
orações,
de
mim
que
não
me
esqueço
de
vós
nas
minhas:
pedi a
Deus
que
me
dè
o espirito
de
prudência
e
de
inlelligencia,
para
que
eu
desempenhe
fielmente
o
meu
ministério
para
consummação
dos
Santos
e
para
edificação
do
Corpo
de
Christo
e
que
consiga
a
recompensa
promettida,
a
recompensa
da
vocação
de
Deus
em
Jesus
Christo.
Espero
estar
brevemente
entre
vós,
fallar-vos
face
a
face,
e
levar-vos
alguma
cousa
das
graças
espirituaes;
entretanto
abraçando-vos
a
todos
em
Nosso
Senhor,
dou-vos
uma
bênção
paternal e
peço
ar
dentemente
a
paz de
Deus,
que excede
a
todo
sentimento,
guarde
vossos
corações
e
vossas
inlelligencias
em
Chrisio
Jesus,
‘
Nosso
Senhor.
Amen.
Dada
em
Roma,
fóra
da
Porta
Flaminea,
a
3
de
Junho,
dia
de
1’6111600810
e
de
nossa
sagração,
1827.
Como
se
entende
a liberdade ?
(Conclusão^
Se
a
liberdade
consiste
na
observân
cia
das
leis,
como é que
se
jactam
de
liberaes
os
que
as
conculcam
e despresam,
locando
até o cúmulo
da
barbaria,
qual
é
o
faltar
ao
respeito
que se
devem
entre
si
os
cidadãos d
’um
povo
livre,
culto
e
civilisado
?
Se
desgraçadamente
vemos
alguns
sa
cerdotes
que
apparentam
o
que não
são,
pela
batina,
que
os
elevou
ao
grau
sociai
que
occupam,
valendo-se
d’
ella
para
faze
rem
o
mal,
pode
chamar-nos
a
attenção
quando
o
mesmo
se
dá
na
política,
na
milicia,
na
emprego-mania,
em todas
as
posições
e
corpos
sociaes.
E
se
porventura
a
Egreja
tem
alguns
membros
que
a
deslionram,
poderá
di
zer-se
o
mesmo
de
todos
os
outros?
Não
certamente.
Confundiremos
a
nossos irmãos, paren
tes
e
amigos, a
nossos
compatriotas
e
companheiros
d
’infancia com
alguns
des
venturados
?
Confundiremos
aos
cavalheiros
leaes
e
honrados
com
uma
camarilha
de
aventu
reiros,
elevados
por
meio
de
baixesas,
in
trigas
e
adulações?
Confundiremos
aos
homens
dignos
e
honestos,
como
são
quasi
todos
os
nossos
sacerdotes
e
os
estrangeiros,
com
aquelles
que
não
conheceram
nunca
sequer
as
fôr
mas
sociaes,
e
que
devem
o
que
são,
ou
parecem
ser,
á suasotaiua?
Se
vós,
liberaes
moderno,
não
diseis
que
debaixo da
batina
não se
encontram
corações
depravados
e
tão
negros
como
aquella
mesma,
dir-vos-hemos
que vos
enganaes;
poderá
haver
alguns,
—
quem
o
duvida?—mas
são
em
numero
diminu-
tissimo.
Aqui mesmo poderíamos
indigetar-vos
os
nobres
vultos
d’um
clero
digno,
cava
lheiro,
decente,
prudente
em
extremo,
sof-
fredor sem
limites,
modesto,
instruído
e
virtuoso;
e
logo
que
visseis
caracteres
tão
nobres,
amigos
tão
sinceros,
cidadãos
tão
respeitáveis,
rectos no
cumprimento
dos
seus deveres,
e
cujo
coração
arde
lambem
no
amor
da
patria
e no fogo
sagrado
da liberdade; então
estenderíeis a
mão
a
esse
clero
a
quem
odiaes,
abaixa
ríeis
os
olhos,
envergonhados,
e
sentir-
vos-hieis
com
desejo
de
ser
mais
impar-
ciaes
e
menos
precipitados
em
julgar
o
sacerdócio
catholico
de qualquer
classe
e
nacionalidade
que
seja;
pois
em
todas
as
partes
ha
bom
e
mau.
Se
a
liberdade
exige de
nós
a
justiça,
a
verdade
e
a
rectidão,
não
abusem do
nome
e
mesnos
da
sociedade.
O
que insulta em
sacerdote,
não
é
li
beral,
mas
sim
um
libertino
e
um
mise
rável.
0
sacerdote
é
um
homem
como
nós,
tem
coração,
tem
amor
proprio,
tem
sen
timentos;
o
seu
caracter
e
a
sua
posição
não
lhe
permittem
fazer o
que
elle
muitas
vezes
faria,
se
não
vestisse
uma
batina;
não
é
pois a
maior das
covardias insul
tar
um
sacerdote, sabendo
que
elle não
pode
defender-se
l
Porem,
ea
liberdade?
Como?
entende-se
por
liberalismo
abusar
assim
dos que
vivem
em
socie
dade
?
Quem
vos
ensinou
uma
liberdade
tão
ridícula,
que
não
é outra
coisa
senão
o
desaforo,
que
revela
pouca
educação,
pouca
decencia,
e
pouca
cultura?
E
sois
vós
os
livres?
Que
inaudito
sarcasmo!
A
tirania
não
é
senão a
oppressão
e
a
injustiça;
porisso
os
que
abusam
da
fôrça,
da
authoridade
e
do
poder
para
offender
ou
damniticar
o
indefeso,
são
ver
dadeiros
tiranos
Grilam
liberdade, e
tiranisam
ao
fraco,
ao
oppritnido,
ao
indefezo,
dando
um
grande
escandalo
ao publico, fasendo
crer
aos
que
nos
contemplam
de longe
que
a
nossa
sociedade
está
corrompida
e
des-
moralisada até
ao
extremo,
de modo
que,
chamando-se
liberaes
não
são
nos
seus
feitos outra
cousa
que
os
verdugos
que
deshonram
a
patria.
Todo
o
homem
é
livre,
porque
está
debaixo
da
protecção
da lei,
e a
lei
manda
respeitar a
liberdade
de
cada
um;
como
pois,
se
respeita-se
esta
liberdade,
se
in
vadem
nossos
templos
e outros
logares
públicos,
sem
guardar
as
considerações
devidas
á
mesma
sociedade representada
nos
seus
membros?
Entende-se por
liberdade
faltar
ao
pudor
das
castas
e tímidas
virgens
e de
toda
a
gente
honrada,
em naenospreso
da
moral
publica
?
A
liberdade
é accaso
um
privilegio
exclusivo
dos
libertinos que querem
faser
tudo quanto
lhes
approuver,
com
prejuiso
da coilectividade ?
Não poderão
gosar
d
’
esta liberdade
os
outros?
Se
o
homem
é livre
sem
freio,
sem
limite,
sem
regra,
e
sem
justiça,
não
é
homem
honrado,
nem
ainda civilisado
e
honesto;
e
d
’
um
homem
desenfreado,
irrespeitoso,
leviano,
soberbo,
caprichoso,
altivo,
tirano,
cruel, barbaro e
selvagem,
devemos
fugir
como
d’
um
inimigo
da
civilisação
e
da
liberdade,
como
d'um
verdadeiro
mon
stro.
Não:
assim não
póde
entender-se
a li
berdade.
que
é
justamente
o
contrario:
os homens
verdadeiramente
livres
são
so-
ciaés,
prudentes,
tolerantes, paciíicos,
amaveis,
judiciosos,
rectos e
justos;
por
isso
não
ha
maior felicidade
do
que
viver
n
’
uma
sociedade
culta
de
homens livres;
muiuamente
se
guardam,
se defendem,
se
protegem,
se
ajudam,
se
amam
e soccor-
rem,
como
se
fossem outros
tantos
irmãos
da
grande
familia
social.
Neste
mundo
todos
lemos
defeitos
e
imperfeições; porisso
os
homens
livres
se
solfrem
e
se
compadecera
suas
faltas,
dão-se
os
meios
para
as evitar e
resar-
cir,
buscando
o
bem geral
em
vez
do
bem
proprio.
O homem
verdadeiramente
livre,
é
aquelle
que sabe respeitar
os
outros
e
guardar íielmente
o
cumprimento
da
lei
que
dá
os direitos,
a
cada
um
dos
cida
dãos, recordando-lhe
que
não
deve
querer
para
os
outros aquillo
que
elle
não
que
reria
para
si
mesmo.
Por liberdade
não se
entende
a
falta
de
respeito
ás
auctoridades
constituídas
e
o
atropellamento
das
leis
sociaes,
políti
cas
e
religiosas;
mas
sim
o uso
do
legi
timo
direito,
sem
prejuízo
de terceiro.
Por
liberdade não se
entende
a
com
pleta
desmoralisação
nos
especlaculos pú
blicos,
nos
bailes
lascivos
e
asquerosos
que
corrompem
a
mocidade
e
excitam
as
paixões;
mas
sim
o
decoro
em
lodos
os
actos,
a
circumspecção
nas
palavras,
as
considerações
para
todos
os
indivíduos,
e
a
tolerância
em
tudo
aquillo
que
não
seja
prejudicial aos interesses geraes, e
parti
culares
de
cada
um
dos
concidadãos.
Vê-se
pois
a
notável
differença
que
existe
entre
os
verdadeiros
liberaes
que
conhecemos
bem
a
definição
da
liberdade,
e
os
libertinos
que
não
sabem
tomal-a
no
seu
sentido
proprio
e
a desfigurara con
vertendo-a
era
libertinagem
odiosa,
dam-
nosa e desenfreada.
Qual
o
homem
recto
que
não ama
a
verdadeira
liberdade?
Que
feliz
não
seria
a sociedade,
se
realinenle
estivesse composta
de homens
verdadeiramente
livres!
Outra
seria
a
nossa
sorte:
progredi
ríamos
d
’
uma maneira
maravilhosa,
e
todos
seriamos
verdadeiramente
felizes.
E
é
assim
que
nos
achamos?
Bem
vêdes
o
resultado
da
falsa liberdade,
que
com
sobrada
razão
a
Egreja
Gatholica
condemna
e
anathematisa.
Todos
os
homens
honestos,
todas as
famílias
judiciosas,
todos
os
jovens
mo
destos,
todos
os
magistrados
prudentes,
todos
os
commeiciantes
leaes,
todos
os
proprietários
generosos,
fogem d’essa li
berdade
damnosa
e prejudicial á
sociedade,
e
a
condemnara
e
reprovam
por
suas
ter
ríveis
consequências,
como
o temos
visto
em
todos
os
paizes
em
que,
afagando
as
paixões
das
massas inconscientes
com a
magnifica
palavra
de
liberdade as
impul
sara a
atropeliar
tudo,
e
a
converter
em
chammas,
cinzas
e
escombros todas
as
instituições
sociaes.
Começa-se
por
Deus,
e
segue
pelo
sacerdócio;
d’
ahi
passa-se
contra
a
Egreja
inteira,
depois
contra
os
proprietários,
e
assim
insensivelmente
se
transforma
tudo,
e a sociedade desmorona
ao
grito de=
viva
a
liberdade
!
Keconheçainos
bem a
razão,
e
porisso
que
somos
defensores
verdadeiros
da
li
berdade
rasoavel
e justa
que
é a
fonte
de
toda
a
liberdade
social,
combatamos
também
a
libertinagem
cruel
e
sanguina-
ria,
que
é a causa
de
todas
as
amarguras
e
transtornos
dos
povos,
que se
deixam
arrastar
pela
torrente
das
paixões
vis
en
cobertas
sob
os
andrajosos
farrapos
d
’
uma
liberdade
vã.
A.
peregrinação
portwgueza
»
fóomn.
VI
DE
HENDAYA
A LOURDES
Entramos
em
França
pelas
9
horas
da
tarde,
do
dia
17
de
maio.
Outro
paiz,
outro povo,
outros costu
mes
se
oflereciam
agora
á
nossa
contem
plação.
E,
digamol-o
francamente,
não
foi sem
certa
emoção,
que pizamos
a
fronteira
de uma nação,
que,
por
suas
maravilhas, nos
estava
atlrahindo.
França,
terra
generosa
e
bella,
é
com
uma
recordação
saudosa,
que eu
vou
oe-
cupar-me
de
tuas
grandezas
!
Ainda
se me
não varreram
da
memó
ria
esses
dias
venturosos
que
nos
propor
cionaste.
Ainda sinto
fallarem-me ao
coração,
a
par
com
a
christã
amabilidade
de
teus
filhos,
as fôrmas
encantadoras
de teus
ri
sonhos
valles
e
teus
montes
inaccessiveis.
Ainda se
me
affigura
estar
vendo
o
serpentear
gracioso
de teus
rios,
por
en
tre
a vegetação luxuriante de
tuas
for-
mosissimas campinas.
E
’
s
feliz,
nação
generosa,
por
que
a
mão de Deus
te
procura.
Foste
grande
no
meio
de
teus
infortú
nios,
mas
por
certo
que maior
has
de
ser
ainda
no
desempenho
da missão,
que
o
porvir
le
reserva,
pois
bem
vae
ao
povo
que
Deus
purifica
no
cadinho
da
provação.
Perdoa-ine
por
tanto,
se
ao
descrever
as
tuas
maravilhas,
eu
não
posso
elevar-
me
até.
ao grau de
aperfeiçoamento
em
que
me
foi
dado
admirar-te.
Logo
em
Hendaya
deu-se
comnosco
um
incidente,
bem
simples
com
certeza,
e
que
eu
não
mencionaria,
se
elle
não
demon
strasse
até
certo
ponto,
mais
que
a
de
licadeza
e generosidade,
o
sentimento
re
ligioso
que
impera
no animo
francez.
Entravamos
na
estação
com
o fim de
tirar
bilhetes,
pois
havíamos
combinado
pernoitar em Bayonne.
Um
gendarme
e
um
empregado
adua
neiro
estavam
alli
postados, e
dirigindo-
se
a
mim que
ía
na
frente,
perguntaram-
me,
se
levava
tabaco,
ou
alguma
coisa,
que
fosse
necessário
manifestar;
respon
di-lhes,
que
não,
e
accrescentei,
dizendo-
lhes
muito
naturalmente,
—
que éramos
peregrinos.
Não
imaginei
de certo,
ao
fazer
esta
revelação,
que
ella
nos
altrahiria
as
sym-
pathias,
que
em
seguida
nos
manifesta
ram.
< Oh !
vous
étes
pelerins
?
allez,
mes-
sieurs,
allez».
exclamou
o
gendarme,
abrin
do-nos
passagem.
Parece-se
com
a
nossa
policia
do
Por
to,
conclui
eu
para
um
dos
meus
com
panheiros,
passados
que
fôram
os
primeiros
momentos
de surpreza.
Em
seguida
tomamos
logares
no
wa-
gon,
que
pouco
depois
das
10
horas
da
noite
nos
deixou
em
Bayonne.
Alli
resolvemos
esperar
o
resto
da
peregrinação, que
devia
chegar
no
dia
seguinte.
E o
tempo
que
mediava,
tirando
o
indispensável
para o
repouso
do
corpo,
foi
destinado
a
vêr
a
cidade
e
á
visita
d’
alguns
dos
seus
monumentos,
principal
mente religiosos.
Bayonne
é
já
uma
cidade
importante,
de
vinte
e
cinco
mil
habitantes, bella,
apra
zível,
de
bom
commercio,
graças
aos
dois
rios,
Adul
e
Neve,
que a
banham,
divi-
dmdo-a
ao meio,
e
a tornam
accessivel
a
barcos
de soífrivel
lotação.
E
’ fortificada,
tem
uma
grande
guar
nição,
que
na
manhã
seguinte
ao
dia
em
que
chegamos,
vimos
em
continuo
mo
vimento,
e
possue
magnificas pontes
que
a
unem.
A
cathedral
é
soberba ;
d
’
estylo
gothi-
co,
com
suas
frestas
ogivaes,
sobre-postas
umas
ás
outras
e
construída
em
tres
na
ves,
tem
espaçosas
dimensões
e
está
com
aceio,
ainda
que
o
tempo ha
feito
sentir
sua
acção
destruidora, em
algumas
esta
tuas e
imagens
de
granito,
que
a
ador
nam.
Os francezes porém
não são
gente
que
olhe
com
indifferença
para
as necessidades
dos
seus
templos
;
e
o que
o
tempo
alli
tem deteriorado,
eslá-se
reparando
á custa
de
avultadas
despezas.
Visitamos
por
duas
vezes
este magni
fico
monumento
da
religião,
e
fazendo-o
a
horas
e
em dias que
entre
nós
são
de
menor
concorrência
ás
egrejas,
tivemos
a
consolação
de
encontrar
ahi
sempre gran
de numero de
fieis,
de
ambos
os
sexos,
e
de
todas
as
condições,
orando
com
fer
vor.
D
’
entre
os
altares
sobresahia um
pelo
seu
ornato
;
era
o
do Immaculado
Cora
ção
de
Maria,
cujos
exercícios
se
faziam
n’
aquelle
mez.
O
grande numero
de
cadeiras
e
bancos,
postado
em
frente
déram-nos
a
conhecer
•que
esta
devoção
era
alli
muito
concor
rida.
Um
dos
claustros
está destinado
para
as
reuniões
das
Filhas
de
Maria,
cuja
associação também
nos
pareceu,
seria
nu
merosa,
pelas muitas bancadas, alli
postas
em
ordem.
N’
outro
claustro celebra-se
a
missa
conventual,
que
é
ouvida
por
fórma, que
os
dois
sexos,
á similhança
da
primitliva
Egreja,
não
só
ficam separados,
mas
nem
ao
menos
são
vistos
um
do
outro.
Para
isto
o
altar
acha-se
collocado
no
ponto,
onde
os dois
lados
do claustro
se
bifurcam, formando
um angulo
recto, po
dendo ser
visto
pelos
fieis
que
se
esten
dem pelos
dois
ramos
do
mesmo.
Alem
d’
esles,
já
reconstruídos, traba
lhava-se
com
actividade
na reediíicação
d
’
oulro
claustro, que,
se
a
memória
me
não
engana,
pois
o
não
encontro
nos
meus
apontamentos,
servirá
para
as
reuniões
dos
associados
do
Coração
de
Jesus.
O
ter
chegado
com
atraso
o
comboio
em que
vinha
toda
a
peregrinação, e
o
não
darem bilhetes,
por
esse
motivo,
obri
gou-nos
a
permanecermos
alli
até
á
manhã
do
dia
seguinte.
Esta
circumstancia
proporcionou-nos
ensejo
de visitarmos
algumas
egrejas
mais.
A
de
Saint
André
foi a
primeira
onde
entramos,
e
onde
vimos
um
ecclesiastico
ao
lado
de uma centena de
creanças
do
sexo
masculino,
preparando-se
para
a
pri
meira
communhão,
com
um
respeito
e uma
tranquillidade
que
nos
maravilharam.
Um
altar,
também
ricamente
ornado,
indicava,
que
alli,
como
na
cathedral,
era
celebrado
o
mez
de Maria.
A
egreja
é
mageslosa
e
grande,
de
tres
naves, mas
com
algumas
fendas
nas
pare
des,
o'
que
nos
pareceu effeito
da
sua
grande
jaltura
n
’
um
terreno
pouco
firme.
A
’
noite
fomos
assistir
aos exercícios
do
mez de
maio,
na
egreja
parochial
do
Saint
Esprit,
e
que
apesar
de
ser
igual
mente
vasta,
era
literalmente
cheia
de
de
votos,
entre
os
quaes
contamos
bastantes
militares.
Depois
da pratica, um coro de
jovens,
acompanhado
por
um
harmonium,
cantou
o
Regina
Cceli,
cuja
musica
era
de
um
eíTeito
admiravel.
Uma
circumstancia,
nos
costumes,
nos
chamou
principalmente
a allenção. Em
Bayonne
o
sexo
delicado
veste
geralmente
de
preto.
Esta
modéstia
e
gravidade
no
traje
fo
ram
para
nós
um
indicio
da simplicidade
que
se
nos
afigurou
existir
alli
nos
diíle-
rentes
tratos
da vida.
Um
outro
facto
veio
ainda
comprovar
a
honestidade
d
’aquella
gente.
Quando liravamos
bilhete
para
Lourdes,
um dos
meus
companheiros
esqueceu-se
de
receber
o
troco
de
uma
libra que
deu,
e
da
qual
deviam
voltar-lhe
uns
15
francos.
Passado
que
foi
algum
tempo,
um
gen
darme
veio
chamal-o,
para
ir
receber
o
que
lhe
era
devido,
e
que elle
nem
ao
menos
se
lembrava,
lhe
pertencia.
A
hora
de
seguir
viagem
chegou
por
fim.
E
nós,
já
com
saudades
por
um povo,
que
se
nos
mostrou
tão
afíavel,
tivemos
que
partir
na
madrugada
do dia
19.
Lourdes
estava
chamando-nos.
E
a
anciedade,
com
que
correspondia-
mos
a
este
chamamento,
era
tal,
que
nem
devidamente
podémos
apreciar
a
bella
cam
pina, que
se
prolonga
por
todo
o
trajecto
da
linha
ferrea,
nem
os bellos cannaes
que
a
fecundam,
nem
os
mil
encantos
com
que
parecia
attrahir-nos
a
lindíssima
vilia
de
Pau, com seus
elegantes
campanarios,
sumptuosos
hotéis,
palacios
magníficos,
e
mageslosos castellos,
que
se
escondiam
por
entre
as
copadas
alamedas,
e
pittorescos
jardins,
para
súbito
nos
deslumbrarem
com
seu
aspecto
surpreliendente.
M.
MARINHO.
Lisboa,
16
de
agosto de
1899.
(Do
nosso correspondenteI.
Folgam
em
ferias
os
politicões,
—
andam
a ares,—uns
no
campo,
outros
nas
praias,
e
assim
Lisboa
está
semsaborona
sem
aquelle
cariz
panlomimico
que
se
lhe
de-
visa
quando
os
altos
histriões
a
povoam.
Os
orgãos
é que
por cá
ticaram,
e
tão
afinadinhos
a
tocarem
que
é
uma
mara
vilha.
A
nomenclatura
pulitico-liberdadeira
também
não
sollre
com
a
ausência
dos
magnates
iiberorios,
antes
se
enriquece
coin
os
apropriados
e
muito significativos
substantivos
de
baldomeria,
candongueria
e
quejandos
que
a
lógica
espontânea
faz
brotar
das
fantasias
das
comadres
ao
gra-
sinar,
revelando
assim as
verdadeiras
ma
nhas
das
sobreditas.
E
ha
quem
encare tudo
isto
a
sério
!
E
muito
sério
é
reaimente, se
se
altender
a
que
este
pandemónio
é o reflexo
lugu-
bre
de
um
estado
de
cousas
mais
que
nefasto,
—
o
noli
me
langere,—
a
gangrena
que
lavra
nessa
sociedade
a
que
por
es-
carneo
e
irrisão
se
chama
liberal.
Os
degladios
na
imprensa,
as
tergiver
sações
na
polemica,
o reverbero
das
mais
vis
paixões
que
nella se
está
patentean
do
—
o
diz
tu
direi
eu
de regateira des
bragada,
que
expande
em alta
voseria
cada
ura
dos taes
orgãos
—
é
a
hyperbole do
egoismo
medindo
forças
com
a preversão;
e
do
coojunclo
de
tanto
ruido
não
haverá
quem
conclua que
isso
que
ahi
está
de
vera
exterminar-se
ou
fazer-se sumir
para
os
antros
d
’onde
saiu?
Ha
sim,
mas
ainda
não
é
tempo,
ou
lemos
tocado
as
raias
do
indiflerentismo
político,
por
o
não
termos
abreviado.
—
Li
com
summo pesar a
noticia
que
em
o n.°
675
do
«Commercio»
vem
da
morte
do
venerando
bispo
de
Moguncia.
Curioso
em
saber
da
vida
e
historia
dos
athletas
do
Catholicismo conhecia
pelos
seus
escriptos
e
pelas
chronicas
dos
jor-
naes
calholicos,
a
vida
virtuosa
e
austera
daquelle
confessor
da
fé,
e
por
isso
não
posso
deixar de,
com
os
verdadeiros
ca-
thoiicos, lamentar
a
perda
por
que
a
Egre
ja
acaba
de
passar.
A
resenha
das
manifestações
de
res
peito
e
saudade
que
acompanharam
o
fu
neral
do
venerando
bispo,
consola ver-se,
por
que
aquelias
manifestações,
aliás
mui
to
espontâneas
e
exlra-oíficiaes,
se
são
um
tributo
á virtude, grandeza
e
subli
midade
de espirito do
que
falleceu.
são
também o protesto solemne
contra
a
bis-
m.arkina
cohorte
que
na
Allemanha
tem
cuidado
espesinhar
os ministros
da
verda
deira
religião.
—
Terminou,
felizmente,
sem
mais
la
mentáveis
consequências,
uma
pendencia
de
honra
que
se
deu
entre
um
escriptor
legitimisla
e
o
poeta
Gonçalves
Crespo.
Foi
o
caso
que
a
esposa
d
’
esle
ultimo
cavalheiro,
com
o
pseudónimo
de
Valen-
tina
de Lucena,
escrevera
um
folhetim,
que
a
«Nação»
esligmatisou
em
lermos
a
pro
vocar pedidos
de explicações
por
parte
do
snr.
Crespo.
Tomando
a
responsabilidade do escri*
pto da
«Nação» o
snr.
Estanislau
More
no,
levaram
a pendencia
para
o campo
das armas,
e pela
acta
do
duello
que
os
padrinhos
ou
lestimunhas
fizeram
publicar
nos
jornaes,
vê-se
que
a
lucta
terminou
por
um
ferimento
no
snr.
Crespo,
ficando,
no
dizer
das
testimunhas,
salva
a
icspon-
sabilidade
dos
contendores.
Foram padrinhos
do
snr.
Gonçalv
Crespo
os
snrs.
Antonio
Vasco
de
Mello
e Christovão
Ayres
de
Magalhães
Sepulve-
da,
e por
parte
do
snr.
Moreno os
snrs.
Elisario
Dias
e
Jorge
de
Cabedo
e
Vas-
concellos.
(*)
M.
(*)
A’
cêrca
d
’
esta
pendencia
a
que
se
refere o
nosso
illustradissimo
e
presado
correspondente,
era
nossa
intenção
escre
ver
algumas
palavras. No
entanto
as
decla
rações
da
«Nação»,
e
do
snr.
Moreno,
que
esperávamos,
desarmaram-nos.
A
RH.
SUBSCBIPÇÃO.
Na redacção do iCommercio
do
Minhov
fica
aberta
uma
subscripção
para soccorrer
os
infelizes
habitardes do Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
flagello
da
fome.
Estamos
certos
que
as almas
caridosas
não desattenderão
o
nosso
appello;
porisso
lhes
pedimos
que
nos enviem
quaesquer
esmollas
em auxilio
d
’aquelles
nossos
des
venturados
irmãos,
as
quaes
serão
remetli-
das
á
commissão
organisada
para
esse
fim
na
cidade
da
Fortaleza.
promover
obras
de
grande
aformoseamen-
to
n
’
aquelle dito
local,
as
quaes
muito
de
vem
concorrer
para
afervorar
a
devoção
dos
povos,
vendo
tão
bem applicadas as
esmolas
offerecidas
á
milagrosa
imagem
de
Nossa
Senhora
do
Porto.
De
anno
para
anno
tem
sido
sempre
notável
o
augmento,
desde
o
principio
da
administração
do
zeloso
capellão;
e
agora,
na
próxima
romaria,
tem
os
romeiros que
vêr
e
admirar
o
grande
terreiro
novo
qua
si
acabado,
d
’onde se desfrucla
um
ex
tenso
horisonte
e
um
panorama
o
mais
encantador
sobre
as
amenas
margens do
Ave;
—
o
figurado
de todas
as capellas
renovado,
com
primor,
pelo
insigne
ar
tista,
da
cidade
de
Braga,
o
snr.
Vicente
José
da Sdva;
-
a
sacristia
do magestoso
edifício
restaurada
também
pelo
dito
ar
tista,
a
expensas
do ill.mo
snr. Bernardino
José
da
Cruz,
negociante da
cidade
de
Braga,
este
um dos
bemfeitores
mais
ze
losos,
e
que
sobre
modo
se
interessa
no
augmento
das
obras
d
’
aquelle
real
san-
ctuario;
—
a
nova estalagem,
levada
a
effeito com
donativos,
promovidos
por
uma
commissão,
de
longe estabelecida,
para
dar
impulso
ás
obras
do
real San-
ctuario,
ultimada
com perfeição no
que
loca
a
interior
A
tudo
isto
acresce
a
appíicação que
já
se
vae dando ao dinheiro,
producto
de
um
basar
que teve
logar
nos
dias 6
e
7
da
romaria
passada,
para
se
tirar
e
con
duzir
a agoa
para
o
terreiro
novo acima
indicado
:
obra
na
verdade, dispendiosa,
mas
da maior
utilidade
e
aformoseamen-
to para
o
sitio.
Ultimamente
a
continuação
da
estrada
municipal
até
o
terreiro
do
meio, para
depois
proseguir até
o
rio;
no
que
é
mui
digno
de louvor
o
exc.
mo
presidente
e
mais membros
da
camara
de Lanhoso,
pot
não descurarem
levar
ávante,
o
mais
cedo possivel, a
ligação
d
’esla
com
a
es
trada
de
Fafe,
que
para cá cammha,
e
que
d
’aquelle
lado
não deixará
de
adian
tar,
porque,
emfim,
Fafe
é
uma
villa
de
progresso.
Do
que fica
dito
muito
á pressa,
vê-se
que
os
romeiros
que
vierem
á
próxima
ro
maria
não devem
ficar
descontentes
ao
examinar
as
obras
de
que
acima
dou
con
ta.
Pelo
que
não
posso
dispensar-me de
endereçar os bem
merecidos
elogios
a
lodos aquelles
cavalheiros
que,
com
os
seus
valiosos
serviços,
tanto
tem
ajudado
o
revd.
0
capellão
em
seus
diíliceis
empre-
hendimentos;
não
esquecendo
entre
estes
os
serviços
prestados
pelo
revd.
0
padre
Manoel
Luiz Ferreira
Monteiro,
digno
en-
commendado
da
freguezia
de
Santa
Eu-
phemia
de
Prasins, que dotado
d
’
um
tino
particular
para a
direcção
de
obras
de
gosto,
fazendo
do
longe
perto,
tem sido
incansável
em
trabalhar
para
o
alindamen-
to
do
sitio;
no que. pela
sua
parte,
mui
to
se
ha
também
empenhado
o
revd.
0
padre
Bento
José
da
Cruz
Barros,
primo
do
dito
capellão.
Se estas
linhas,
snr.
redactor,
pode
rem
ler cabimento
n
’um canto do
seu
mui
lido
jornal,
com
dar-lhes
publicidade
muito
obsequiará
ao
de
v.
=
Um
constante
leitor.
Obito.
—
Falleceu
em Pernambuco
o
snr.
Francisco
Radich,
tio
do
nosso
col-
lega
do
Jornal do
Commercio,
o
snr.
Bal-
thasar Radich,
a quem cumprimentamos.
Chegada
da
Bmagena
de
N.
Se
nhora
da
Conceição,
destinada
á
eapella
do
Sameiro.
—
Tendo-se
pu
blicado
um programma
dos
festejos que
hão
de
ter
logar
quando ao
Porto
e
a
Braga
chegar
de
Roma
a
Imagem
de
Nos
sa
Senhora
da
Conceição,
que
tem
de
ser
collocada
na
Capella
que
se
anda
cons
truindo
no
monte
Sameiro,
bem
como
da
procissão
que
se
ha
de
fazer
por
occa-
sião da
sua
entrada
solemne
em
Braga,
a
actual commissão desejando
satisfazer
aos
votos
de
todos
os
bons
catholicos que
mais
sé
empenharam
e empenham
nos
cultos
da SS. Virgem,
annuncia
que bre
vemente
terão
lodos
a
consolação
de
vêr
realisados
seus
piedosos
desejos,
havendo
no alludido
programma
as
alterações
con
venientes.
Despachos.
—
O
«Diário
do
Governo»
publica
os
seguintes
despachos
effecluados
por
decretos
de
9
do
corrente:
O
presbytero
Joaquim
da
Costa
Ne-
graes
—
apresentado
na
egreja
parochial
de Santa
Eulalia
de
Eirol,
diocese
de
Aveiro.
O
presbytero
Augusto
da
Silva
S.
Thiago
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Paio
de Frossos, diocese
de Aveiro.
O
presbytero
José
Caetano
Fontes,
parocho
collado na
egreja
de Santa
Ma
GAZETILHA
Festia
«la
Iincnaeuiaila
Conceição
no
monte Nanieiro,
siihurliinH
<le
Braga.
A
commissão
da
obra
do
Monumento
da
Virgem
Immaculada
na
sua
Conceição,
cujo
Mysterio
foi
definido
como
Dogma
de
Fé
em
8
de
Dezembro
de
1854;
de
sejando
despertar
no
coração
de
todos
os
fieis
os
mais vivos sentimentos
de
devo
ção
e
piedade
para com
a
Sanctissirna
Virgem,
tem
a
honra
de
annunciar
que
no
dia
26,
ultimo domingo
do
corrente
Agosto
tem
de celebrar-se
solemnemente
a
festa
da Immaculada Conceição
do
monte
Sameiro.
O
nosso
SS.
Padre
Pio
IX,
o
Grande,
dignou-se
abrir
em
favor
da obra
do
Mo
numento
o
Thesouro da
Egreja;
e,
além
d
’
outras
graças,
concedeu
Indulgência ple
nária
a
todos
os
fieis
que
bem
confessa
dos
e
commungados,
visitarem
devota
mente,
desde
as
primeiras
vesperas
de
sabbado
até
o
pôr do
sol
do
ultimo
do
mingo
d
’
Agosto,
o
Templo
do
Real
San-
cluario
do
Bom Jesus
do
Monte
e
a
Sa-
gra.da
Imagem
de
Maria
SS.
no
Monte
Sa
meiro,
orando
segundo
as
intenções
de
signadas
por Sua
Santidade.
Para
facilitar aos
fiei
a
consecução
d’esta
preciosa
graça
se
fará
no
mesmo
Templo
pelas
7
horas
e
meia
da
manhã
do
domingo
uma
visita
publica
e
solem
ne,
e
logo seguirá
uma procissão
de
pre
ces,
ou clamor,
para
o
Monumento,
onde
se
fará
a
visita e se
cantarão
as
Ladai
nhas
Lauretanas,
terminando
com
o
ser
mão. Depois
das
10
horas
e
meia
se
cantará
na
Egreja
do
Bom
Jesus
uma
missa solemne
com
exposição
do
Sandís
simo
Sacramento.
Aiitu
de
fé
ao bticalhoti
em
pu-
trefucção.—
Não foi
debalde
que
nos
dirigimos
ás
auctoridades, para
que
pro
videnciassem
convenientemente
ácêrca
da
venda
que
em algumas
lojas
se
faz
de
bacalhau
todo,
ou
quasi
todo,
podre.
Hontem
de manhã
o exc.
m°
adminis
trador
do
concelho,
acompanhado
do
sr.
dr.
Alfredo
Passos,
do
escrivão
e
oflicial
da
administração,
dirigiram-se
a
uma
loja
que
fica
na
extrema
da
rua
Direita,
perto
da
egreja
de
Maximinos,
e
alli
aprehen-
deram
uns
840
kilos
de
bacalhau
putre
facto, o
qual
foi
immediataménte
queima
do
e
enterrado.
Boas
entradas
teve
pois
esta
inspec-
ção.
Não
podemos
deixar
de
agradecer,
em
nome
dos
bracarenses, as
providencias,
que
em
beneficio
de
nós
todos,
e
para
honra
das
referidas
auctoridades,
acabam
de
ser
tomadas.
Cnnonientos.
—
Está
aberto
concur
so,
por
30
dias,
a
contar
de II
do
cor
rente,
para
provimento
de
4
canonicatos
vagos na
calhedral
de
Lamego,
e
3,
a
contar
de
7
do
corrente,
na
calhedral
do
Porto.
Quando
serão providas
as
vagas
da
nossa
calhedral?
Obras
no
loeal
do
real
San-
etuario
de
W
osbs
»
Senhora
do
Porto d’Ave.
—
Escrevem-nos
d
’aquelle
bello local
:
Não
cansa
o
digno
capellão,
o revd.
0
padre
Caetano José
da
Cruz
Barros,
de
ria
da
villa
de
Murça,
diocese
primaz
de
Braga—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa Maria
de
Saníins
do Douro,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Alexandre
Cândido
da
Soledade
e
Silva,
parocho
collado
na
egreja
de Santa Comba de
Chacim,
diocese
de
Bragança
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora da
Assumpção
de
Valle
Bemfeito,
da
mesma
diocese.
Declarado
sem
efleito,
a
requerimento
do
interessado,
o
decreto
de
18
de
março
pelo qual
se
fizera
mercê ao
presbytero
Paulo
Lopes Martins
Ferreira
da apresenta
ção
na
egreja
de. Santa
Maria de Eslella,
diocese
primaz
de
Braga.
Cwiierrt»
<lo Oriente.—
Os
ullimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna
17—Houve um
combate
perlo
de
Kaibova,
na
estrada de
Tirnova.
Os
russos
foram
batidos,
perdendo
290
ho
mens.
Foram
derrotados
em
vários
pontos
os
insurgentes
de
Herzegovina.
Um
despacho
de
Batoum
noticia
que
Dervisch-
Pachá.se
apoderou
de
um
reducto
russo.
Londres
17
—
O
«Standart»
publica
um lelegramma
de Pest,
dizendo
que
os
montenegrinos
levantaram
o cêrco
de
Nickzick.
Constantinopla
16
—
Por
uma
ordem
im
perial
foi
ordenada
a formação
de
guardas
nacionaes,
movei
e
sedentária,
compostas
de todos os homens validos
até á
idade
de
40
annos.
Londres
18 —
Suleyman-Pachá
está
a
duas
horas
de
Tirnova.
A
séde
do
go
verno
russo
da
Bulgaria
foi
transferida
para
Sistova.
Diz
o
«Times»
que
Hassan,
tilho
do
Kediva,
avança
rapidamente,
afim
de
cortar
as communicações
dos
russos
com
a
Bessarabia.
O
«Standart»
insere
um telegramma de Belgrado,
dizendo
que
Ristilch
informou
os
diplomatas
estran
geiros.
A Servia guardará
a
neutrali
dade.
Appelo á
earidado.—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois, a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma
esmola.
A
sua residência
é
na rua
do
Alcaide,
n.°
17,
u
’
um
quarto
á
porta
da
rua.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa farinha
de
saúde,
ME
VALES
CIE
^E
DD
BARRY
de
Londres.
30
annoa
«TinvariaveE
«iaeeewsio
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gastiica,
gasiralgia,
flegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas,
uauseas,
vomilos,
irrita
ções
iniestinaes, bexigas,
dizenteria,
cólicas,
tosse, athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes, debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito, na
gar
ganta,
do
aiito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
íigado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e
do
sangue, 83:000
curas
en
tre
as
quaes
conlam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
nia
snr?
marqueza
de
Brehan,
Lord
Stuart
de
Dicies,
par
d
’
Io-
glaterra, o
doutor
e
piofessor
Wurzer,
etc. etc.
Cura
n.°
65:311.
—
Vervant,
28
de
mar
ço,
1866.
—
Senhor.
—
Bemdito seja
Deus!
A
sua
Kevaleseière
salvou-me
a
vida.
O
meu temperamento,
naturalmeote
fraco,
eslava
arruinado
em
consequência
de
uma
horrível
dispepsia
que
durava
ha oito
an
nos,
tratado
sem
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
que
declaravam
que
al
guns
mezes
de
vida
me
restariam,
quan
do
a
eminente virtude
da
sua
Bevales-
eière
me
restituiu a saude.
—A.
B
uune
-
lière
, cura.
Cura
n.° 78:364.
—
Mr.
e
m.me
Leger,
de
doença
do
fígado,
diarrhea,
tumor
e
vo
milos.
Cura
n.° 68:471.—
Mr.
Pierre
Castel-
li,
abbade,
de
prostração
completa
na
edade
de
83
annos
;
a
Kevaleweière
re
moçou-o. «Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou
grandes
passeios
a pé,
e
sinto
o
espirilo lúcido
e
a
memória
fresca.»
E’seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de
*/s
kilo 800
rs
;
de tua
kilo,
i$400
reis;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúdeé
a
Bevttleseière
ehoeolatada;
ella res-
titue
o
appetiite,
digestão, somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24 cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
BU
BAKBT
é»
C.
1 M
VIBTE».
—
Píace
Vendòme,
26,
Paris. 77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
lEisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Fer
io,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveiro,
F. E.
da Luz
e Costa,
pharm. —
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
Viasana do
Caa-
telío,
Afionso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A. de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
€luimarães,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J. da
bilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29 e 33.
—
FenaSel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J. de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J. Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita, 160;
Fontes
&
C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.
—
Fonte
do
Ed-
mo.
A.
J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povos
do
Warzím,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de Sousa,
pharm.
—
Villa»
d» Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
CDXVITE
Uma
commissão
de mestres alfaiates
d
’
esta
cidade,
profundamente consternados
pelo
fallecimenlo
do
seu dislinclo
e
hon
rado
collega,
o
snr.
Manoel
José d
’Oli-
veira,
e
como
sincero
preito
ás suas
no
bres
qualidades,
convida
todos os
amigos
do
finado a
assistirem
ámanhã, a
uma
missa
que,
por
cerca
das
10
horas
da
manhã,
deve
celebrar-se
no
templo
de
Santa
Cruz.
A
commissão
espera que
comparece
rão
a
este
acto
religioso
todos
os ami
gos
do
honrado
artista,
pelo
que
se
con
fessa
desde
já summamente penhorada.
(453)
AGRADECIMENTOS
Antonio
dos
Santos d
’Azevedo Magalhães
em extremo
penhorado
para
com
os
snrs.
bombeiros
voluntários,
municipaes
e
mais
pessoas,
que
tomaram
parte
activa
na
ex-
tincção
do
incêndio,
que
devorou
lodo
o
convento
de
Rendufe,
soílrendo
privações
e
arriscando
a
própria
vida,
bem
como
para
com
todas
as
pessoas, que o cum
primentaram por
occasião
do
sinistro,
vem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
agradecer tão
grandes
finezas,
que
lhe
ficam
gravadas
u
’alma
como
dividas
insolúveis
e
que o
forçam
aos protestos de
sua
extrema
e
eterna,
gratidão.
(436)
ANNUNOIOS
GRANDE
DEPOSITO
DE
FARINHAS
E
BOLACHAS
38,
RUA
DOS INGLEZES,
42
IMIICTO
FILIAL
DA
FABRICA
NACIONAL
A
VAPOR
EM
LISBOA
DE
EDUARDO
CONCEIÇÃO E SIUVA
N
’
este
deposito
vendem-se
as
bem co
nhecidas
especiaes
qualidades
de
bolachas,
biscoulos,
e
biscoutaria
«de
fantasia,
qua
lidades estas
eguaes
ás
inglezas,
lazendo
grande
diflerença
os
preços,
tendo
noventa
variados
feitios
e
gostos,
desde
o
preço
de
100
a
300
reis
equivalente
ao
arratel.
Para revender
tem
abatimento,
e
se
for
necem
preços
correntes
quando
sejam
pe
didos.
No
mesmo deposito vendem-se
farinhas
das
principaes
fabricas
de
Lisboa,
Beato
Antonio,
Caramujo,
Unifto
e
Na-
ciouaS,
pelos
mesmos
preços
das
fabri
cas,
SEM
COMPETÊNCIA.
(452)
CADELLA
PERDIDA
Perdeuse
uma
cadellasinha
pequena,
«s
signaes são
:
branca
com
as
orelhas
escuras
e com uma pinta
preta no
lombo.
Quem
a
achar
e
a
queira
restituir
pode
a
entregar
no
Café
Águia
d
’
Ouro,
pelo
que
receberá alviçaras.
A
cadellasinha
perdeu-se
sexta-feira.
(454)
Nasciso
José
Marques,
d
’
esla
cidade,
faz
publico
aos
seus
amigos
e
freguezes,
que
no
dia
22
do
corrente, dá
principio
a
sua
carreira
diaria
com
magníficos
car
ros
e
bom gado
para
a
Povoa
de
Var-
zim
e
vice-versa
:
sae
de Braga
para a
Povoa
ás 10
horas da
noite
e
da Povoa
para
Braga
ao
meio
dia,
tendo
em Bar-
cellos
meia hora
de
demora tanto
na
ida
como na
volta.
Os
bilhetes
vendem-se
na
sua
casa, rua
de
S. Marcos
n.°
8,
e
na
Povoa
em
casa
da
Barcellas, no
largo
da
Ariosa.
Preço
dentro
600 reis
Idcm
fóra
500
»
A
cada passageiro
é-lhe
concedido
10 kilogrammas
de
bagagem
gratuita
e
os
excedentes
a
20 reis.
Braga
20
de Agosto de 1877.
f35õ)
Narciso
José
Marques.
NOVO
H0RARI0
Joaquim
José
de
Barros,
do
largo
dos
Penedos,
em
Braga,
faz
publico
que
o
carro
que
tem em
carreira
entre
esta
ci
dade
e
o
logar
de
Carrazedo,
da
comarca
de
Amares,
fica
saindo
de
hoje
em
diante
de
Braga
ás
3 horas
da
tarde,
e
de
Car
razedo ás
5
da
manhã.
(442)
DÍCLARAÇÃO
Manoel
Gotres
Pinto
Marinho,
casado,
proprietário,
do
logar de
Santo
Antonio,
freguezia
de Lamas,
comarca
de
Braga,
previne
o publico,
para que
seja
havido
cemo
falso
qualquer
recibo
passado
em
nome
Oo
declarante
e
a
favor
de
Fran
cisco
José
Ribeiro,
da
freguezia
de
S.
Pedro
d
’
Escudeiros,
de quem nunca
rece
beu
quantia
alguma
por
conta
do
que
este
lhe
deve;
e
declara que
usa
d’
esta
cautella
sem
animo d’
injuriar
ou offender
o
dito
Francisco
José
Ribeiro,
mas
tão
sómente
para prevenir o
abuso
que
se
póde
fazer
d
’
uma
assignatura
em
branco
que
elle
em
tempo
confiara
a
terceira
pessoa
para
se
fazer
um
requerimento.
(449)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que
contém todos os princípios balsâmicos e
aromáticos de Alcatrão de Noruega. Noi
fortes
calores
e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa: é uma bebida higié
nica
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo d agua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpçâo, moléstias
do peito,
tisica,
anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstia»
dos
ossos,
das mulheres e das
crianças. —
Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de
ferro. — R®?on-
stitue o sangue sem causar o
estomago. Muito agradavel, digestivo
e tonioo.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
ÇAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente sem destruir
o
pello. Exito infallivel e facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depositas
:
BARBERON
&
C1», en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa,
nsor.
Barreio,
rua
do
Lorêto.
n.°
2<S
—
30
(23
44-)
XAROPEDEBLAYN
de um
gosto
agradavel, adoptados com grande exito ha mais
de 20 annos pelos
melhores
médicos de Paris; curào os deflussos, gripe,
tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar, irritações do peito, vias urinarias
e
da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien à
Paris, 7,
rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 *
810
reis.
Pasta 260 reis.
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
G2-)
G0TU E fiHEUMÃTISMO
Licor
e
pílulas
do
dr.
Lavilde
Esta
medicina anti-goitosa
e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli
vel
desde
30
annos,
coutra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar as
dores
mais
agudas.
E
’ a
unica
scientifica
e vflicialmenie
reconhecida
e
que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho, que se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$Ò00
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
deve-se exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposiio
geral
<m
Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jony.
Hygienica itifwllivel y
peMerrativa; absolutamerrto
a
unicaqae cura
«em Lbe jwntar
mais nada. Veride-
na*
principaea
pharmacias do mundo. Exigir
instruoçÃo
do
uso.
(30
anos de extío.JParil,
casa do I
Afugenta,
/M.
Uibea, Sr Barreto Loreto 28 a 30.
Z|Z
FLUIDE IATIF JONES
Por
suas propriedade/
beneficae, goza este
pro-
ducto de
alta e merecida reputação. Suaviza
e ama
cia
a pelle, allivia as irrilaçõet causadas
pelas mu-
dançae
de clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc, etc.
;
Uma
simples applicação faz desapparecer
as ra
chaduras
das mãos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA OS
CUIDADOS
00
TOUCADOR
É muito digno
de
ser recommandado ó Snbao
latif, que
possue todas
as propriedades
suavizan-
tes
doFluide,
e um aroma delicadissimo.Preço500 r'.
23,
Boulevart
des Capucines, Paris,
De Fronte da entrada do Grand-uotel.
Fabricante de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel, Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
g
** Cutelaria, Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr. Barreto,
Lorêto
n.'
28—
30
(2<i
«)
sjgP.IliViAS
de
Proto carbonato
de
ferro inalterável
DOITBLAUD
Empregadas com o
mais
grão successo,
depois
mais
de 40 annos por
a maior parte
dos
médicos
por curar a chlorosis (fluxo
branco)
doança das
mancebas filhas e to
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado
:
«
Depois 35
annos que exerço a medicina,
« tenho
reconhocido a este
medicamento
«
(Pilulas de Biand) vantagems
incontesta-
«
veis
sobre todos os outros
ferreos e eu
«
o miro como
o melhor anti-chlorótico. »
Dr
double
,
ex-présidente
da Academia
de
Medicina.
«
De todas
as preparações ferreas que
« nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das
affeições
chloróticas, as
pilu-
«
las
de
Blaud parece-nos devem estar na
«primeira
fila. » — Diccionario unw. de
Medicina,
t. n, page 99.
Como
prova da authenticidade, o,
nome
do
inventor está gravado
sobre
cada
pílula como
aqui junto
‘
Deposites: Paris,
8, r.Payenne.
Em
Lisboa, snr.
Barreto,
-Lorêto n.“ zo—30
(27 *)
Linimento
BOYER-MICHEL
para
cavai-
los.
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichbl
,
pharmt-
ceulico
ein Aix (na
Provença) França. —
Preço 1.000
reis. — Em
Lisb-.-a
o snr B.rrelo. L> reto, ti
°
28
—3O.fz5)
1SA
PAZ
a’AE2A
»
EROCI
«
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica
em
negocio
de
leiragens. e
que
não
tenha
menos
de
14
a
15 ammsi
Carta ao
escriptoiio
d
’
este
joi
mu
com
as
ineciaes R. F. S,
(433)
Carreira
para
a
?«voa
do
Varzini.
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
& Ir
mão,
fazem
publico, que
além
da
carreira
que
d
’esta
cidade
teem
para
a
Povoa
do
Varzim
ás
5
horas
da
manhã,
abrem no
dia
22
do
correnie
uma
nova carreira,
saindo
os
carros
d
’
esta
cidade
ás
10
horas
da
noite,
e
da
Povoa
ás
2
da
tarde
Tanto na
ida
como
na
volta
leem
meia
hora
de
demora
em
Bracellos.
Escriptorio
em Braga,
em
casa
do
snr.
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
2,
e
na
Povoa em
casa
do snr
Joaquim
Peixoto,
rua
do
Rego.
Preços,
dentro
600,
fóra
500
reis
NOVO
HORÁRIO.
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão,
fazem
publico,
que
desde
o dia
21
do
corrente
inclusive
mudam
a carreira
diaria
que teem
d
’
esta
cidade
para
a
Po
voa
do
Varzim
das 4
horas
para
as
5
da
manhã.
Preços,
dentro
600,
íóra
500
reis.
Braga
18
d
’
agosto
de
1877.
O gerente
(450)
Antonio
Joaquim
Loureiro.
Os
Rebuçado»
mytílieo»,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA CEN
TRAL,
rua
de Santo Antonio,
227, no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA DOS
OR-
PHÃOS, praça
Municipal.
(451)
arrematação
.
Pelo juizo
de
direito da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
do
2.°
cili
cio,
João
Marcos d
’
Araujo
Ribeiro,
no
dia
26
do
mez
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
rua
de
Jano
e
moradas
que
foram
dos
fallecidos
Rita
Telles e
marido
Antonio José Leite
Pinheiro,
tem
de
andar
em praça
publica
para
ser
ar
rematados
pelo
maior
lanço
que
fôr
oíle-
recido,
vários
moveis
e
roupas,
e todos
os
utencilios
pertencentes
á
typographia
de
nominada
«Lealdade»,
descriptos
no in.
verrtario
orphanologico,
a
que
por
fallo-
cimento
dos
mesmos,
por
este
juizo
e
cartorio
do predicto
escrivão
se
procedeu,
o
que
tudo
coube
em
partilha
no
dito
inventario
aos
menores
impúberes
Rosa
e
Anna,
tilhos
d
aquelles
fallecidos,
e
vão
á
praça
por
deliberação
do conselho
de
familia,
para
pagamento
de
varias
dividas,
a
que
os
ditos
menores
ficaram
obrigados.
Quem
nos
mesmos
quizer
lançar
póde
comparecer
no
dito
dia,
hora
e
local
de
signado.
Braga
16 de
agosto
de
1877.
O escrivão
do
2.°
oíficio
João
Marcos
d'Araújo Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(447)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
Luiz
Máximo
d
’
Araujo
Tinoco,
reitor
da
freguezia
de
S.
Paio
de Pousada,
faz
publico
que
tem
contractado
a
venda
da
seguinte propriedade—
a
quinta
da
Porta,
com
suas
pertenças,
que
são:
metade
da
bouça
de
Santa
Marinha, a
bouça
da
Por
ta
com
casas
e
eido
a
ella
reunidas,
as
casas
e carvalhas no
souto
fóra
da
bouça,
capella,
a quinta
de
fóra
que se compõe
de
casas
e
eido, situaxla
no
logar
de
Além,
o
campo
de Cabanas,
casa
e
eido da
Vei-
guinha,
tudo
reunido, campo
e
olival
de
Ramil,
bouça
da
Veiguinba
e
terra
de
cultura,
tudo
reunido,
olival da
Rechã,
Caxadinha
da
Cultura
de
fóra,
Caxadinha
de
dentro,
Pombos,
Roucinhas,
Suas
Ri
bas, Enxubellas,
Moinhos,
Soulinhos,
Ter
ra
Nova, tudo
reunido,
e
todo
situado
na
freguezia
de
S.
Paio
de Pousada
—ven
da
que
faz
a
Bernardino
da
Costa
Rocha,
da freguezia
de
S.
João
de Rei,
comarca
de
Lanhoso,
por preço
de
vinte
e tres
contos
e
quinhentos
mil
reis;
e se
alguém
se
considerar
com
algum
direito
e
acção
a
esta propriedade,
que
o
não
tenha
re
gistrado
na
respectiva
Conservatória,
quei
ra
reclamal-o
no
praso
de
dez
dias,
quer
seja
pela
imprensa,
quer
por
qualquer
outro modo
judicial.
Braga
16
de
agosto
de
1877.
(446)
Na
confraria
de
Nossa
Senhora d’
A-
presentação
da parochial
egreja
deS.
João
do
Souto,
ha
1:162^120
rs.
para dar a
juro
sobre hypotheca
e
fiadores.
O
secretario,
(439)
Padre
Luiz Gomes
da
Silva.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA-—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
