comerciominho_22021877_606.xml
- conteúdo
-
tí:.»
O
«J
5.
”
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E íiOTICIOSA
NUMERO
606
Âssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
eihtou
e
proprietário
/o.ré
Alaria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
por.e.=
As
assi
gnaturas sao
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
fiísu
de
Interesse
particular.
rolha
avulso
10
rs.
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
beços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=-Semestre
850
rs.^Provtr-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.
—
Semestre
I&OIW
rs.
—&raííí,
anno
3$600
rs.=-Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
I
ou
8&000
reis
e 4&500
reis moeda fraca.
—
ànnuncios
por
linha
i
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
2
)
d
’abatimento.
rvxtrrwa;
BUA&A —
ÇITSXTA-FEIK S. ®«
E
í
VHIIÍIKO
A’
<•<»
«Comtaaercão ito
M
seí
lixe».
Londres,
13
de
Fevereiro,
de
1877.
Envio
ao
Cornmercio
do
Minho
a
copia
da minha ultima
carta para
o
Apostolo,
principalmente
por
levar
a traducção
exacta
e
integral
da parte
do
discurso
da
Rainha
que
mais póde interessar
a
eslrangei
ros.
E’
ao
mesmo
tempo
um
documento
bem
significativo
do
ridículo
d’
eslas
far-
ças
que
chamam
«governos
constilucio-
naes»
modernos ou
macaqueados
da
In
glaterra.
4
Quem se não
ha
de
rir
d
’
aquel-
le
«meu
governo»,
«meu Império»,
«meu
isto»,
«meu
aquillo»,
quando
toda
a
gen
te
sabe,
como
estas
«realezas
constitucio-
naes»
modernas,
sam
realezas
de
comedia,
fruges
consuminere
nalce;
simples
mascaras
de
republica,»
essencialmente
hypocritas
<
mentirosas?
—
e fóra
d
’
aqui, ridiculissi
mas
I
e
A.
R.
SARAIVA.
A
’
R
edacção
do
«
apostolo
».
Londres, 8
de
fevereiro,
de 1877.
SUMMARIO
inesperada
de
do
Sultão.
—
I.
—
Demissão
improvisada e
Midhat
Baxá.
Grào-
Vizir
II.
Nota importante
do
Príncipe Gorl-
schakoff sobre o falhar
da
Conferencia
em
Constantinopla
pela indocilidade
do
Governo
Turco.—
111.
O
Discurso
da
Rai
nha
hoje
mesmo
na
abertura
do
Par
lamento.
—
IV
Importante
e
significativa
proposta
Maçónica
;
mostrando
como
a
lr-
mandade vae,
cada
dia
mais, largando
a
máscara.
I.—Entrou
a
Turquia na
gloriosa
sen
da
constitucional
—
isto é,
de
revolução as
sim
ou
assado—e
eil-a ahi já
apresentando
todos
os symptomas
do
«progresso»
mo
demo,
que
breve
e
brilhantemente
dá
com
as
nações......
em Panlana, ou
em
vasa-barris
—
vista
á
Hispanha,
a
Portugal,
ás
Américas
Hispanholas,
e em
certo
sen
tido
á
França.
Aquelle
Midhat
Baxá,
que
por
apre
sentar
propensões
«constitucionaes»
(ou
desorgánisadoras),
era já
um
favorito
In-
glez
e
liberanga,
lá
foi
de
caravelas,
as
sim
que
a
celebre conferencia
deu
as cos
tas
;
e
lá
está
de
novo a
Turquia
para
fazer......
ninguém
sabe o
quê
!
O
Sultão,
no
dia
5
do
corrente, man
dou
um
seu
ajudante
d
’ordens
que
fosse
chamar
ao Paço a
Midhat
Baxá, o
met-
tesse
immediatamente
a
bordo
do
hyate
Imperial
Azzedin,
e
o
fizesse
partir,
sem
demora
alguma,
para
o Archipelago
da
Grécia,
e
para
fóra do
Império
Otto-
mano.
O
primeiro
despacho
telegraphico
ao
Times
de
hontem, diz,
em
6
do corren
te:
—«Midhat
Baxá
foi
banido
do Império
Turco,
em
conformidade
do artigo
113
da
Constituição,
que dá
ao
Sultão
o
direito
de
banir
os
que,
segundo
informações cri
veis
da policia,
façam
perigar
a
seguran
ça
do
Estado.»
4
Como é
que este perigo
se
entende?
Quanto
a
mim,
«fesde que,
por
occasião
do
«.suicídio»
de
Abdul
Aziz.
li
os en
cómios
liberangas
feitos
a
Midhat,
como
um Turco
«illuslrado»,
isto
é,
liberanga-
do,
não
duvidei,
que
se
o
pozessem
em
circumstancias
disso,
havia
de
voltar
a
Porta
com
o
debaixo
para
cima,
e
bre
ve havíamos de
vêl-a
na
mais
interessan
te
e
ridícula confusão.
’
Apenas
a «constituição»
surgiu
d
’
es-
louro,
vi
logo que
me
não
engãnei
no
meu
jtiizo ;
e
os
factos
vam.
ca
ia
dia
mais
e
mais.
confirmando-me
n
’
elle.
Quem
quizer uma
mção
em
diarrhea,
não
tem
mais
que
receitar-lhe e
embutir-lhe
a pí
lula
de uma
d
’
eslas
constituições
expost-
faclo,
que
immediatamente
resolvem
e
tran
stornam
todo
o sistema
do
corpo
social
;
remexem-lhe
todas as
fezes,
trazem-n
’
as
á
superfície,
e
não
tardam
a
produzir
abundante
disenteria
de
homens-de-tístado
de
todas
as
capacidades.
4
O
que
sahirá
de
tudo
aquillo? Nin
guém
o sabe porora
;
mas
ninguém
pode
rá
negar, que,
«depois
de
tantos
traba
lhos
4
quem
mereça
dois
pães
alvos?
«De
pois
de
toda
a
solemnidade
de
uma
Con
ferencia
Europea
das
Grandes
Potências
—
de
um
partnriunt
montes
Semelhante
—
â
despedida
tão
peremptória
de
Midhat,
com
quem
toda
a
Europa
diplomática ha
via
estado
tratando
e
combinando,
é
um
epis
dio
que
de
sério
toca
no
ridículo.
Para
o
logar
de
Grão
Vizir,
pela
de
missão
de
Midhat,
foi
nomeado
Edem
Ba
xá,
um,
e
o principal,
dos
dois
func-
cmnarios Turcos
que
assistiram
ás
deli
berações
da
dissolvida
Conferencia,
por
parte
do
Governo
do
Sultão.
No
meu
mo
do
de
ver,
este
Edem
não
terá,
prova
velmente,
também
longa
duração
d
’
esta
sua
dignidade;
mas
na
verdade
não ha
que
prognosticar
ou
calcular
cousa
pro
vável em relação
ao
que poderá
succeder
em
Constantinopla
;
pois
até
já
linha
fal-
lado-se
alli
devolver a
elevar
o
Sultão que
abdicou
por
doença,
ao
logar
que o
actual
occupa,
ou
ao
llirono.
Os
papéis
aqui
dam
os nomes
dos
funcionários
que
substituíram
os
que
ser
viam sob
Midhat;
mas
não
vejo utilidade
alguma
em
assoalhar-se
isso
nas
columnas
do
Apostolo.
II.
—
Hontem
appareceu
finalmente nos
papéis
a
Circular
de
Gortschakoff, sobre
esta
questão
Turca; é
datada
de 31
de
janeiro.
Começa
por
uma
asserção qne
desmente
de
modo
positivo
a imputação
que
aqui se
insinua constante á
Rússia,
de
que
ella
não
desejava
a
pacificação
das
Províncias
Turcas
em
levantamento
e guer
ra
;
mas
sim
buscava
pretexto
para
fa
zer
a
guerra,
e
apoderar-se,
em
conse
quência,
de alguma porção
do
território
Turco, e
podendo
ser
de
Constantinopla
mesmo.
Gortschakoff
declara
que
o
Governo
Russo
«não
considerou
desde
o
principio
o
negocio
senão
como
uma
questão
Eu-
ropea, que"
não
podia
e
não
devia
re
solver-se
senão
pelo
accôrdo
unanime
das
Grandes Potências.
Que
a
recusa
da
Por
ta
em
aeced.er
aos
desejos
da
Europa,
fez
entrar
a
questão
em
nova
phase.
Que
nenhum Gabinete
nutria
segunda
tenção
no
negocio,
e
a
difficuldade
se
reduzia
a
trazer-se
o
Governo
Turco
a
governar
os
vassallos
Christàos
do
Sultão
de
maneira
justa
e
honrosa
;
para não expor a
Europa
a
crises
permanentes, que
lhe
revoltam
a
consciência,
e
perturbam
seu
socego.
Que
era,
por tanto, uma
questão
de
humani
dade
e
de
interesse
geral.»
Allude
á
Nola
d
’Andrasy,
approvada
como
foi
por
todos os
Gabinetes,
e
em
cujas
clausulas
a
Turquia
tinha
substan-
cialmenle
concordada.
Mas,
como
atinai
isso
tinha
ficado
sem
effeito,
a -
potências
se
tinham
concertado
a
proseguir
o
obje-
cto
pela
Conferencia,
etc.; não
tendo
an
tes
o
concerto
sido unanime
—
«quer
dizer,
tendo-se
a
Inglaterra
recusado
a
adherir,
com
as
outras
Potências
ao concerto
«le
13
FOLHETIM
DSL
.1. M. DE MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
VI
Duas
amigas.
Conheceu
que
a
Bella
Orfã se
achava
perturbada
e
vergonhosa;
e,
querendo
an
tes
leval-a
sem
sentir
ao
principal
obje-
clo
que
as
reunia
do
que
começar
logo
a
tratar
d
’elle,
dirigiu-lfie
a
palavra
em
pri
meiro
logar
:
—
Estamos
aqui
mais
á
vontade, D.
Celina
;
creio
que
ninguém
nos virá
per
turbar...
—
Ninguém...
—E'
que
as
moças
tem
mais necessi
dade
de conversar
em segredo do
que
os
homens
;
creio
mesmo
que
de
cada
vez
que
uma
moça solteira
falia á
vista
de
muita
gente
não
deixa
de
correr
seu
pe
rigo.
—
Mas
porque?...
—
Ora...
porque
vivemos
em
um
mun
do
notável,
principalmenle
por
suas
con
tradições
a
respeito
de nós outras; dizem
que
somos
fracas
e
frágeis;
por
conse
quência não
é verdade
que
deveria ha
ver
muita
desculpa para nossos
êrros?...
—
Sim.
—
Pois
a
nós
é
que se
não
perdoam
lenues faltas:
uma
leviandade
é quasi
um
crime;
e
ás
vezes
uma
simp'es
palavra
dita
com a
maior innocencia d’
este mun
do
desafia
escareeis
laes
que
é
melhor
não
fallar,
D.
Celina.
—
Oh
!
parece
que
é
assim.
—
Ah!
os
homens e
as
mulheres!...
olha;
as
apparencias
são
em
verdade
to
das
em
nosso
favor:
somos
flores
que
se
cultivam,
bellas
estatuas
que
se
admiram,
lindas
santmhas
que
se
adoram......
nas
ap
parencias,
D.
Celina
—
E
a
realidade?
—Oh!...
isso
lá
é
outra
coisa:
os
snrs.
homens
entenderam
lá
a
seu
modo
a
theo-
,ria
das compensações.;
bem
vês
que
nos
não
podiam
dar tudo...
guardaram
o
bom
para
si:
ninguém
os
chamará
tolos
por
isso.
—
E
nós
somos
então...
—
Ora... nós?...
nós
somos
o
que
el-
les
querem
que
uós
sejamos
;
lambem
!.
.
olha,
D. Celina;
durmo
todas
as
noites
com
um
socego que
não
ha
igual.
—
E
todavia
ninguém
dirá
que
isso
se
—
E
todavia
ninguém
dirá
passa
assim.
—
Em
parle
nós temos a
—
Como
?
—
Com
sistema,
com
arte,
esta
nossa
fraqueza,
nós
poderíamos
sar
de-
tudo
valer
muito,
e conservar
um
poder
que
fazemos
por
abandonar.
Eu
sou
moça,
mas
observo
;
ás
vezes
quan
do
me rio estou
pensando
bem
seria-
mente
—
E
o
que
observas?.,
no
que pen
sas?...
—
Observo
o
sistema
de
vida
que se
guem
minhas
camaradas logo
que
se ca
sam,
e
penso
que
eu havia,
que
eu
hei
de
seguir
um
outro
bem
diverso.
—E
’
um segredo
que
guardas
para li
só?...
—
Não,
eu
o
quizera
dizer
a todas
as
do
meu
sexo;
ou
me
engano
muito,
ou
faríamos
uma
revolução;
D.
Celina,
eu
culpa.
mesmo com
ape-
sou
reformista...
quero
a
refórma do
sis
tema
domestico.
—
Como é isso
?...
—
Eu
te
vou
dizer.
Espera...
disse
a
Bella Orfã erguendo-
se;
nao
sentiste
chegar
alguém
á
porta
do
quarto?...
—Não...
mas
vae
vêr
sempre.
Celina
chegou
á porta,
olhou
para um
e
outro
lado, e
não
viu
ninguém.
—
Enganei-me, disse
ella
sentando-se
de
novo:
falia
agora,
eu
te escuto.
Mariquinhas começou
a
discorrer:
—
D.
Celina,
eu
não
quero
fallar
de
uma
moça
que
vive
pobremenle
em
sol
teira,
e
vae
pobremenle
viver depois
de
casada,
cercada
de
privações
e
de filhos:
para
essa,
a
misericórdia
de
Deus
e
a
vir
tude
e
gratidão
de seu
marido;
essa,
coi-
ladinhas,
já
está
por
si
mesmo
na
posi
ção
em
que
mais
se
soffre
física
e mo
ralmente,
por
si
e por
seus filhos:
eu
quero
somente
fallar
d’
aquelias
que,
po
dendo
conservar-se
de
cima
no
seio
da
felicidade,
lançam
se
por
terra
aos
pés do
infortúnio.
—
Pois
bem,
disse
Celina.
—
Uma
joven senhora
bonita,
moça
co
mo
tu,
ou
como
eu;
que
não
é
rica,
mas
que
também
nao
é
pobre,
que
leve
edu
cação,
que
se
estima,
que
é
delicada,
e que deseja
fazer-se
amar:
o
que
faz
ella?...
—
O
que
faz
ella?...
perguntou Celina
repetindo a
fraze
de
Mariquinhas.
—
Encontrou
um
ma<
cebo
ardente,
ex
tremoso
e bello:
simpatisam
ambos;
fal-
lemos agora
a verdade.
D.
Celina,
como
procede
a
moço?
defronte
de seu
touca
dor
empenha
lodos
os
esforços
para
se
tornar
mais bella, seus
cabellos
estão
sem
pre
atados
primorosamente... ha
perfumes
nos
seus
vestidos,
fbgo em
seus
olhos,
graça
em
seus sorrisos,
espirito
em
suas
palavras,
amor
em
toda
ella,
diante
d’
el-
le
canta
apaixonadamente;
para
agradar-
lhe estuda
com
fervbr
a musica,
o
dese
nho,
a
lilteratura,
a
dansa,
tudo
:
conse
gue
o
bello
triunfo,
faz
de
um namorado
um
escravo:
seus
paes
applaudem
a
es
colha
de
seu
coração... esse
homem
é
emlim
seu
tnarido.
—
E
depois
?...
—
Depois?...
essa
moça
não se
lembra
mais
que
a
paixão
esfria...
oh
I
é
incrí
vel!...
ella mesmo
trabalha
involuntaria
mente
por
esfnal-a.
De
manhã
seu
mari
do
a vê
com
os
cabellos
desgrenhados
diante
d
’
elle, ergue-se do
leito com
os
pés
nós...
o
piano
passa
fechado
mezes
inteiros...
o canto
lhe
desagrada...
o de
senho
a
aborrece,
ella
não
lê
mais,
não
se
sorri,
nem
olha nem
falia,
como
se
sorria,
olhava
e
fallava
d
’
antes.
E,
se
alguém lhe lança
em
rosto
essa meta
morfose,
ella
responde «consegui
o
que
queria, o
passaro
já
está
prezo.»
E^a
louca
não
pensa
que
o
passaro
que
pren-“
z
deu
foi
o
amor
d
’
esse
homem, passaro
que
vae
fugir
bem
depressa.
—
E
’
assim
;
disse
a
Bella
Orfã.
—
Entretanto,
continuou
Mariquinhas;
acontece
o
que
devia
acontecer
;
o
cora
ção
do
marido
espanta-se
d’
aquella
re
pentina
mudança; procura vèr
de
novo
a
bella
moça
de
lindos
cabellos,
de
esco
lhidas
vestes,
de
olhar
de
fogo,
de
es
pirituosas
palavras,
de
gracioso
sorriso,
e
achando
pelo
contrario
uma
menina
des-
cabeliada,
sem
graça,
sem
espirito,
sem
arte
mesmo,
recua ..
esfria,
e
ás
vezes
desanima
:
e
então
grila
a
mulher
contra
a
inconstância
do
homem
;
(aliemos
outra
vez
a
verdade, D.
Celina,
o
homem
não
tem
culpa...
a
mulher
que
elle
amava não
é
certamente
essa,
qbe então assim
se
lhe
mostra.
—
Oh
!
tens
razão
;
é
assim
mesmo
:
exclamou
Celina.
ÇCoalinú»)
Berlim.
Mas
que
os
Gabinetes
se
concer
taram
de
novo,
em
razão
de
se
ter
ag
gravado
a
crise,
pela
occurrencia
dos
mas
sacres
na
Bulgaria,
da
revolução
em
Con
stantinopla,
e
da
guerra
com
a
Servia
e
Mootenegro.
Que
a
Conferencia,
deliberou,
trabalhou,
propoz
á
Turquia
o
que
julgou
conveniente;
mas
como
a
mesma
Tur
quia
a
tudo se
negou,
a
Conferencia
se
dissolveu.
Porém
como
a
Turquia
tudo
recusou,
e as
circumstancias
continuam,
pois,
as
mesmas
quanto
á
necssidade
d
’
obter
uma
posição
justa
para
as
populações
Chris-
tãs
sob
o
domínio Turco;
e
continuando
assim
o
perigo
de
novos
distúrbios
e
pe
rigos;
—
sendo
um
tal
estado
de
cousas
uma
permanente
ameaça
ao
socego
da
Europa,
e
aos
sentimentos
de
humanida
de
dos
povos
Chrisiãos,
precisa-se
provi
denciar
a
isso
remedio.
Que
á
vista
disso
S.
M. o
Imperador
deseja
saber,
antes
de
determinar
a mar
cha que
hade
seguir
qual
é
a
que
as
ou
tras
Potências
intentam
aloptar; para
as
sim
poder
mirchar,
tanto
quanto
seja
pos
sivel,
de
accordo
com ellas.
E
conclue
a
Nota
por
estas
palavras:
—
«O
fim
que as
Grandes
Potências
ti
veram
em
vista,
foi
claramente
definido
pelos
actos
da Conferencia.
A
recusa
do
Governo
Turco
toca
e
offende
a
Europa
em
sua dignidade
e em
seu
socego.
Im-
poYta-nos
de
saber o
que
os
Gabinetes
com
quem
até
aqui
temos
ido de
con
certo, intentam
fazer,
para
corresponder
a
tal
recusa,
e
assegurar a
execução
de
suas
vontades».—
Termina
dizendo
aos
di
versos
representantes
da
Rússia
nas
3
Grandes
Capitaes,
de
ler
a dita
Nota,
e
dar
uma
copia
d
’eila,
aos
Ministros
dos
Negodos
Estrangeiros
dos
paizes
onde
se
acham âcredilados.
Veremos,
pois,
o
que
d
’
aqui
resulta
;
quanto
a
mim, hade
isso
muito
depender
da
maneira
porque a Turquia,
e
seu
Go
verno
se conduzem.
A.
R. SARAIVA.
(C0Ht.
IUHJ
-------
í?.
João .TIaríi» £
*
ereirt»
d’
Ainaral
e Pjineísíell, SSispt» d’Aatgra» «lo
SKeroiHnto,
ete.
IV
Condemnação
da
doutrina,
e
providen
cias.
[Continiiução!
3.
”
Todo
o
escripto
que
diffamar
ca-
lumniosamente
o.-
Ministros
da
Religião,
mostrar
odio
e
má
vontade
aos
mesmos
Ministros,
e
sobretudo
ao
seu
Augusto
Chefe,
—
meter
a
ridículo
o
Culto
Catho
lico,
ou
declamar
contra
a
disciplina
ec-
clesiaslica.
é
igualmente
immoral
e
impio,
e
deve evitar-se.
6.
”
0
nosso
adora
vel
Relemptor
nos
apon
ta um
signal
certo,
pelo
qual
poderemos
conhecer
os bons
dos
má-s
escriplos;
é
pelo
seu auctor:
«Tende
cuidado,
nos
diz
«Elle,
com os
falsos
profetas, que
a
vós
«se dirigem vestidos
com
peies
d
’ovelhas,
«sendo
interiormente
lobos
devoradores.
«Pelas
suas obras
os
conhecereis»
(1).
E
com
efleilo,
se
o
auctor
è
immoral
nos
seus
costumes,
e
impio
em
sua
doutrina,
iinmoraes
e
Ímpios
hão
de
necessariamen
te
sèr
as
suas
producções;
porque a
boc-
ca
folia
segundo
os
sentimentos
do
coração
(2).
Evitai
pois como
peste
os
escriotos de
taes
auctores.
7,
a
Todos os
impressos
vendidos
por
preço
muito
baixo,
emprestados
ou
dados
gratuitamente
c»m
grande
empenho,
como
as
Bíblias
mutiladas
e,
outros,
são
sus
peitos,
e
devem
igualmente
sêr
regeilados;
não
sendo
distribuídos
por pessoa
de
re
conhecida
piedade.
8.
a
Finalmente os que se
se
achão
já
condemnados
pela Santa
Egreja,
que,
co
mo
mãe
solicita,
mostra
a
seus
queridos
filhos os perigos
que
devem evitar,
as
aguas
envenenadas
que
lhes
não
é
licito
beber,
não podem sêr lidos,
nem
retidos,
sob
pena
d
’
excomsnunhão.
São
chegados
os
tempos,
caros
Irmãos
e
Filhos
no Senhor,
das
grandes
batalhas
entre
o
bem
e
o
mal.
Os nossos
inimi
gos
arvorão
já bandeira
de
guerra,
e
guer
ra
d
’
exlerminio.
E
’
pois indispensável
es-
treóiar
os
campos:
Quem
não
é
por
nós
é
contra
nós
(3),
porque
se
não
pode
(1) Math.
VII.
13
e
16.
(2) Math.
XII
34.
(3;
Math. XI.
30.
servir
a
dois
senhores
—
■
a
Deus,
e
ao
Mundo
(4).
Por
tanto,
que
os Catholicos,
que
pela
misericórdia
Divina
são a
quasi
totalida
de dos habitantes
d
’esta
Diocese,
tomem,
todos
a
posição
que
lhes
compele. E’
por
isso
que dizia
S.
Paulo
(3)
—
que
as
he
resias
teem
a
conveniência
de
por
ellas se
declararem
os
que são
fieis, e
de
se
co
nhecerem
os
inimigos
e
a
sua
força.
Que
ninguém
se
envergonhe
de
se
guir
a
doutrina
da
Egreja
Catholica,
que
é
a
doutrina de
nosso
Senhor
Jesus
Chris
to:
porque
o
mesmo
Senhor
promelte
de
apresentar
a
seu
Eterno
Pai aquelles
que
se não
envergonharem
de
se
declarar n’
es-
te
Mundo
seus
discípulos,
e
pelo
contra
rio
ameaça
—de não
apresentar
a seu Eter
no
Pai
os
que
o
não
confessarem
(6).
E
não queira
pessoa alguma
por
cobardia
ou
respeitos
humanos
deixar
de
dar
tes
temunho
da
sua
fé,
arriscando
a
sua
sal
vação
eterna
pelo
vão
receio
d
’uma
chu
fa
estulta, ou d
um aclo
de
má educa
ção,
que reflete
lodo
sobre
quem
o
pra
tica.
Não vos excitamos
á
revolta,
nem
a
empregardes
meios
alguns
de
coacção
con
tra
os
nossos
inimigos, como
elies
fazem
contra
nós;
mas
unicamente
vos
aconse
lhamos
uma
reacção
passiva
ás suas
pre-
tenções.
Guardai-vos
de
tomar
parte
al
guma
directa
ou
indirecla
em seus
es
forços
contra
a
Egreja,
não os ailendais,
não
compreis,
nem
acceileis
seus
escri
plos,
não permiltaes
que entrem
em
vos
sas
casas,
avisai
d
’isso
os
vossos fami
liares
e
súbditos;
protestai,
sempre
que
se oflerecer
occasião,.
contra
doutrinas
Ímpias
e
subversivas
da
ordem
social;
mos
Irai
igualmeute
que as
reprovais
por
actos
de
religião
e
piedade.
Eis-aqui
o
que
de
vós
exigimos. E
alem
d
’islo
que
oreis
por
esses
espíritos,
que
se
dizem
iliumi-
nados,
e
que
pretendem
devar
luz, mui
ta
luz ao
espirito
do povo»,
quando,
des
graçados,
se
achão
cercados
das
mais
den
sas
trevas.
Oremos
todos
como
a
Santa
Egreja
n’
um dos
dias
mais
solemnes
do
anno:
«0
’ Deus
eterno
e
omnipotente,
que
«a
todos quereis salvar,
e
que
ninguém
«se
perca,
auxiliai
as
almas
extraviadas
«pela
fraude
diabólica,
para
que
os co-
«rações
dos
que
andão
errados, abjurada
«toda
a
herelica
maldade,
se arrepenxlão,
«e
voltem
para
a unidade
da
vossa
ver-
«Jade.
Amen».
V
Admoestação.
Resta Nos
ainda
dirigir
algumas
pala
vras
a esses
espíritos
desvairados,
que,
levados
pelas
ideias
do
século,
e
por
vaus
lheorias,
entendem
fazer
uma brilhante
íignra declarando
guerra
á
Egreja
Calho-
lica;
palavras
de
caridade e
amor,
porque
são
nossos
filhos
espirituaés
pelo
baptis-
mo,
ainda
que
ingratos
e
extraviados;
e
temos
obrigação
de os
avisarmos do
gfan-
de
perigo
em
que
suas
almas
se
achão,
e
do
errado
caminho
que levão.
«Se
amea-
«çando
eu
o
impio
com
a
morte,
diz
o
«Senhor,
lh
’
o
não
annunciãres,
nem
lhe
«disseres
que
deixe
o
caminho
da
impie-
«de
e
viva;
o
impio
morrerá
na
sua
ini-
«quidade,
e
eu
tornar-te
hei responsável
•
pelo
seu
sangue»
(7).
Lembrem-se
pois
todos
os
que
andão
engolfados
nos
miseráveis
prazeres
d
’
esle
Mundo,
lodos
os
que
pretendem
construir
aqui a
sua
morada, exallando-a
por
lo
dos
os
meios licitos
e
illiciios,
lodos
os
que
se
atrevem
a
revoltar-se
contra
Deus,
contra
a
sua Santa
Egreja
e
seus
Minis
tros,
—
que
bem
próxima,
desapercebida,
inopinada,
como
o
ladrão
(8),
está
a
mor
te.......
Que
depois
d
’
ella,
seguir-se-há
um
juizo
recto,
e
sem
recurso,
sobre
todos
os
actos
da
sua
vida.
Que
este
juizo
será
conforme
com
a
seguinte
regra,
ennunciada
pelo
Profeta
Je
remias
(9):
«Tódos
aquelles
que
deixão
«o
Senhor
serão
confundidos;
dos
que
«d
’
Elle
fogem
serão
seus
nomes
escriptos
«no
pó
da
Terra;
porque
despresaram
o
«Senhor,
que
é
a
fonte
das
aguas
vivas».
E a
epistola
2.a
do
Príncipe
dos Apos-
lolos
(10)
os
descreve
com
toda
a
exa-
ctidão,
dizendo que
«serão
mestres
men
tirosos,
que
introduzirão
seitas
de per-
«dição
(11),
seguindo
os
desejos
impuros
(4)
Math.
VI.
24.
(3;
1,
a
Cor.
XI
19.
(6)
Math.
X.
32.
(7)
Exeq
III.
18.
(8)
Apoc.
III.
(9) XVII
13.
(10)
e
2.°
(11)
Jer.
XVII
1.
«da carne; que
desprezão
as
aulhoridades,
«atrevidos,
que
não
temem
introduzr
sei-
«tas,
blasfemando
(12).
semelhantes
a
«animaes
irracionaes,
que blasfemão
do
«que
ignoram
(13),
proferindo
palavras
«arrogantes
de
vaidade.
(14);
e
promel-
«
tendo
liberdade,
quando
elies mesmos
são
«escravos
da
perdição
&».
E
vejamos
o
resultado
que
de
taes
feitos
se
hade
seguir,
segundo
o
mesmo
Apostolo:
A
sua
condemnação,
diz elle
(13),
«não
larda,
nem
o
seu
julgamento,
nem
«a
sua
perdição
é
duvidosa. Por que
se
«o
Senhor
não
perdoou
aos
Anjos
que
«peccaram
mas, carregados
de
cadeias, os
«precipitou
nos
abismos
do Inferno
(16);
«se
não
perdoou
ao
antigo
Mundo, nem
«a
Sodoma
e
Gomorrha
(17),
não
pode-
«rá
deixar
de
reservar,
para
serem
con-
«demnados
no
dia
de
juizo,
os
que
vivem
«segundo
a concupiscência
da
carne
(18),
«e que
acabámos
de
ennumerar;
os
quaes
«espera
a
escuridão
das
trevas
(19). Me-
«Ihor
lhes
fora
não
lerem
conhecido
o
«caminho
da
justiça,
do
que
renegarem
«depois
dos
santos
mandamentos
que
lhes
«forão
dados
(20)».
Não persistão
pois
em
se
revoltarem
contra
Deus nosso
Senhor,
revoltando-se
contra
a
sua
Egreja, porque
necessaria
mente
lhes
acontecerá
como
aos
Anjos
rebeldes.
Não
creião
que
a Egreja
Catho
lica
esteja
próxima
da
sua
dissolução.
Lembrem-se
do
fim
que
teem
li
lo
os
seus
inimigos, e das
palavras,
que já
citámos,
do
Prophela
Isaias (21):
«Pobresinha,
com-
«
balida
da
tempestade,
sem
consolação
ai-
«gutna: Eis-me
aqui
para
collocar
por
or
dem
as
luas
pedras,
e
para
le
edificar
«sobre
safiras».
Lembrem-se
que
a
Egreja
Catholica é
figurada
na
barca
de
Pedro,
ao
parecer
próxima
de
naufragar,
dor
mindo
Jesus,
mas
que
no
momenlo
de
maior
perigo
o
Senhor,
acordado
por
seus
Discípulos,
lhes
respondeo:
Que
temeis,
ó
homens
de
pouca
fé?
E
que
iinmediata-
mente,
ordenando aos
ventos
e
aos ma
res
que
socegassem,
se
seguio
grande
cal
raaria
(22).
Lembrem-se
finalmente
das
solemnes
palavras
de
nosso
Senhor
Jesus
Christo,
com
relação
á
sua
Egreja (23):
«Todo
aquelle
que
cair
sobre
esta
pedra
«será
despedaçado;
e
aquelle
sobre
quem
«ella cair
ficará
esmagado».
E
n
’
oulra
parle
(24):
«Sereis
vexados
pelo
mundo;
«mas tende
confiança,
porque
EU
VENCI
«0
MUNDO».
(Continua)
(12)
Ibid.
10.
(13)
Ibid. 12.
(14)
Ibid.
18.
(13)
Pelr.
II.
3.
(16)
lbid.
4.
(17)
Ibid.
6.
(18)
Ibid.
9
e
10.
(19;
Ibid
17.
(20)
Ibid.
21.
(21)
ls-
LIV.
(22)
Math.
V.
III
23
e
26.
(23)
Ibid.
XXL
44.
(24)
Joa.
XVI.
23.
--- ---------------------- ----
Carlos
VIS, rei Ileapanlia.
Recebemos
de
boa
origem,
diz
o
«Univers».
as
informações
seguintes
a
res
peito
da
viagem
de
D.
Carlos:
B
u
CHAREST,
2
DE
FEVEREIRO.
.
Um
baile que
se
prolongou
até
ás
7
horas
da
manhã
teve lugar
homem
em
honra
do
príncipe.
Ficamos
maravilhados,
tanto
pela
magnificência
da
festa
como
pelo
natural
elegancia
e
bom
lom"d
’
esta
encantadora
sociedade.
Decidiu-se íjtte partamos
ámanhã
para
a
Rússia.
O
rei
despediu-se
dos
príncipes
soberanos
com
os
quaes
almoçou.
Cousa
nenhuma
poderia
pintar
a
amizade,
a
af-
feição
cordeal,
direi
mesmo
a
intimidade
que
reinou
desde
o
primeiro
momenlo
entre
Carlos
I
da
Romania
e
rei
legitimo
de Hespanha.
Sua
Mageslade recebeu outros
teste
munhos
de
sympathia
da
parle
de
um
'grande
numero
de
pesssoas
que
lhe
ex
pressaram
os
seus
sentimentos
de
adhesão
por
prendas,
consistindo
em
objectos
d
’ar-
le,
por
mensagens
assignadas,
versos,
ele.,
etc.
H
c
HENEW,
3
DE FEVEREIRO.
Hontem
á
tarde
deixamos
Bucharesl
no
trem
real,
com
o
cônsul
da
Rússia
que
tinha
ordem
de
acompanhar
o príncipe
até
á
fronteira. Quando
alli
chegamos
esta
___________
,
..... .
„
________
manhã,
Sua
Mageslade
foi
recebido
pelaiauctor venceu,
e
ém
20
de
fevereiro
de
guarnição
que
lhe
apresentou
as
armas
e
fez.
as
honras
militares.
Uma
multidão at-
trahida
pela
curiosidade
e
cheia
de
bene
volência,
se
apinhava
ao
redor
de
nós.
Emfim
uma
commissão,
composta
de dous
generaes
e
um
coronel,
ajudantés
de
cam
po de
S.
A.
I.
o gran-duque Nicolau,
veio apresentar
as
suas
homenagens
ao
rei
Carlos
VIL
Um
almoço
lhe
foi
imme-
diatamente
oflerecido.
As
mesmas honras
á
partida
que
á
chegada.
Partimos
n’um
trem
especial.
O
rei viaja
no
wagon
imperial
na
companhia
da
commissão.
Só
esta
tarde
pela
7
ho
ras
é
que
chegamos
a
esta cidade
que
é
a
capital
da
Bessarabia
russa,
e
o
centro
do distncto
militar
onde
está acantonado
o
exercito do
gran-duque
Nicolau.
Este
está
doente,
como
se
sabe,
mas seu
fi
lho.
o
gran-duque,
que
eslava
na
gare
cercado
d
’
um
brilhante
estado-maior
de
generaes,
acclamou
Sua
Mageslade
diante
d
’uma
multidão
numerosa.
Depois
fez
a
apresentação
ao
rei
de
todos
os generaes,
e
subimos
para
carruagens
puxadas
a
quatro
cavallos,
que
nos
conduziram
pa
ra
um
soberbo
alojamento
preparado
de
proposito
para
Sua
Mageslade Todas
as
casas
das
ruas
que
o
príncipe
atravessou,
assim
como aquella
para
on
ie
entramos,
estavam
iilummadas.
Um
batalhão,
com
bandeira
e
musica
na
frente,
apresentou
as
armas
e
fez as
honras
militares
Um
outro
destacamento
fazia
a
guarda
no alo
jamento
do príncipe.
Logo
que
o
rei se in
tallon
teve lu
gar
uma
recepção
e
um
banquete,
no
qual Sua
Mageslade fez
uma
saude
era
honra
de
Sua
Migestade
Imperial.
O gran-duque
Nicolau
que,
segundo
os
conselhos
da faculdade,
não recebe nun
ca
á
noite,
mandou
dizer
ao rei
que
não
querendo
privar-se
de o
vêr
esta
mesma
noite,
tinha
sahido á
sua janella
quando
elle
passou,
apesar
do
conselho
dos
mé
dicos.
Sabemos,
além
d
’islo, 'que tinham
sido
ciadas
ordens
para
que
a
recepção
fosse
digna
d
’
um
príncipe
que
gosa
de
uma
verdadeira
estima
entre
os membros
da
familia
imperial.
A
’
manhã,
depois
da missa, o
rei
visi
tará
o
gran-duque,
em
casa
do
qual
Sua
Mageslade
está
convidado
a almoçar.
E
’
certo
que
Sua
Alteza
Imperial
não
pode
rá
fazer
as
honras
d.«
casa
a
Sua
Mages-
lade,
mas
será
substituído
por
seu
filho
o
gran-duque.
Eslá
annunciada
uma
revis
ta
para
depois
de
almoço.
Uma grande
parada
deve
ler
lugar
segunda-feira
á
qual
assistirão
os
Cosacos
do
Don.
O
estado
do gran-duque é um
pouco
melhor.
Dá
um passeio
todos
os
dias,
e
conserva-se
completamente
retirado
á
noi
te.
Os
seus
soffrimentos
são
a
consequên
cia
d’
uma
constipação.
O
rei
Carlos
VII
está
bom
e
muito sa
tisfeito.
Rass-K-asla
—
8
3»
«ie feve-
reírt»
«íe
8 891,
(Correspondência
particular.)
No
«Commercio
Porteguez»
n.°
21
de
27
de janeiro
ultimo
vem
um
artigo
—
Vinhos
da
Hairruda—
no
qual
se falia
da
Companhia
Vinícola
com
muita
vantagem;
mas
com
algumas
inexaclidões
quanto aos
seus
fundadores e
homens
importantes.
E’ de
todos
sabido
que antes
do
snr.
Carreira
de
Mello
nenhum
outro
faliou
em
crear
tal
Companhia,
e
foi
em
1867
que
appareceu impresso
o
primeiro
pro-
jeclo,
que
por
parecer
uma cousa
im
possível
de
realisar,
quasi
passou
desaper
cebido.
Em
1870
voltou
o
seu
auctor
a
tratar
do
assumpto
publicando
um
folheto
de
propaganda;
e em
1873
deu
novo
impulso
a
sua
ideia,
já
por
publicações na impren
sa
periódica,
já
fazendo
algumas
reuniões
em
Lisboa,
convidando
a
ellas pessoas
de
alta
importância, e
na
Mealhada,
e para
estas
convidou
todos
os proprietários mais
importantes
da Bairrada.
Foi
por osta
occasião
que
o snr.
Al-
bano
Cominho
se
apresentou approvando
a
ideia,
ipas
não
crendo
na
possibilidade
da
realisação
da
empreza,
e
parecia
com
bater o auctor d’
ella.
O
que
elle
escreveu
a este
respeito
é do dominio do
publico.
Elle
queria
uma
cousa
que
não
podia
al
cançar
por
si
só,
nem
pelos
seus
amigos,
e
por
esse
facto
sómente
lhe
fazia
oppo-
siçao.
Em
1874
se
publicou
o
segundo
pro-
jecio
de
Esiatulos
e
se
abriu
a
subscri-
pção.
Renovaram-se
as
intrigas,
as
fúrias
se
desenca
leiaram,
mas
a
tenacidade
do
0gn«
DKaum<
*
187a
se
apresentaram
os
Estatutos
defi
nitivos,
assignados
em
escriptura
publica
e
social
nesse dia;
no dia
4
de
abril
se
installon
a
Companhia,
começando
as
operações
logo
depois. O
que se
tem
feito,
apesar
da
guerra
e
da
crise,
está
á
vista
de
todos
e
escusa
de
ser
encarecido.
A
Companhia
caminha
de vagar para
ir
segura,
os
seus
vinhos
começam
a ser
conhecidos
nos
mercados
estrangeiros,
e
a
ser
pedidos
á
Companhia.
E
a
quem
se
deve
este
melhoramento
?
Ao
snr.
Albano
Coulinlio
que o
guer
reou,
e
a
outros
snrs.
da
Bairrada
que
o instigaram á
guena,
e
ainda
hoje
a
promovem
?
Não
por certo;
se
bem
que
o
snr,
Albano
Coutinho morreu
arrependido
deste
peccado,
visitando
a
Companhia
e
já
bem
doente,
ainda
teve
tempo
de
dizer
no
«Commercio
do
Porto»;
«A
Companhia
é
um
facto,
honra
quem
teve
a
coragem
para
vencer
tantos
obstáculos,
e
dotar
a
Bairrada
de
tão
grande
melhoramento».
Este
facto
honra
a
memória
do
snr.
Albano Coutinho,
sem
duvida;
mas
honra
cabe
ao ex."‘° snr.
Antonio
de
Noronha
Castello
Branco
e
Avila,
o
illuslre
(idalgo
de
Ois
de Bairro,
que
comprehendendo
a
grande
missão
do homem
verdadeira
mente
fidalgo
e
rico
apoiou
desde
logo
a
creação
da
Companhia,
sub
crevendo
com
dezenas
de
contos
de
reis,
que
tem
feito
entrar
ponclualmente
nos
cofres
da
Companhia.
Ninguém
podia
contestar
a
este
n
bre
portuguez
a
presidência da Companhia,
como
não
se
podia
negar
ao
snr.
Carreira
de
Mello
a
presidência
da
Direcção,
que
todavia
foram
constrangidos
a
acceilar.
Depois
d'estes
snrs.
os
mais
cavalheiros
bairradenses
que
merecem
aqui
menção
especial,
são
o»
snrs.
dr.
Adriano Baptista
Ferreira,
genro
do
snr.
Carreira
da
Mello,
e
toda
a
sua
familia,
dr.
Antonio
de
Me
nezes,
cunhado
do
snr.
Noronha,
Adriano
Sereno,
Joaquim Maria
do
Amaral
Car
doso,
Antonio
Francisco
da
Rocha,
e
poucos
outros.
Mas
se
a
Bairrada
não
soube
compre-
hender
as
suas
conveniências,
os
poucos
patriotas que
se
abalançaram
á
empreza
acharam
apoio
desde
a
margem
do
Lima,
no
snr.
commendador
Sebastião das Ne
ves,
que
é
um
dos
grandes
accionistas,
á
margem
do
Douro,
onde
en
ontraram
a
nobre
iniciativa
do
snr.
Agostinho
Ve
lho,
nas
margens
do
Vouga,
do
Mondego,
no
Brazil, já saltou
ao
Senna,
não
tar
dará
a
chegar
ao Tamisa.
Muito
póde
o
genio
emprehendedor
do
snr.
Carreira
de
Mello,
que
nem
a
idade
lhe
faz
quebrantar
a
sua
aclividade,
que
faz
inveja
aos homens
-de edade
viril.
Um
accionista
cia
Companhia
da
Bairrada.
GiZETIIrlâ
Lutiiperenne. —
Expõe-se
sabbado
no
convento
das
Thercz.as
laus]>!!reniie
faç»,
—
Foi
feito
o
Sagrado
Lausperenne
na
capella
do
Paço
archiepiscopal, na fórma por
nós
já
annunciada.
A
’
s
missas, que
foram
celebradas
pelo
ex.'
“°
snr
padre
João
Rebelio,
assim
co
mo
ás
Matinas,
assistiram
as
duas
com-
inunidades
do
Seminário
de
S.
Pedro
e
collegio
de
S.
Caetano,
e alguns estudan
tes
do
curso
triennal.
As
missas
foram
camadas
a
canto
chão
figurado
pelos
collegiaes
e estudantes,
formando
dois córos,
o que
produza
bel-
lissimo
eíleilo.
A
’
Terlia,
e
missa
da
re
posição,
assistiram
além
das
duas
com-
muuidades
lodos
os
aluirmos
do
curso
superior,
perfazendo
um
numero
de du
zentos.
O
templo
achava-se
decorado
com
toda
a
decencia
e
riqueza.
.
Vem
aproposilo
dizer
aqui,
que
o
efleito
magesloso
produzido
pelo
canto-chão fazia
desejar
que fosse
bmida
dos templos
a
musica
profana,
impropriissima
das au
gustas
solemnidades da
nossa
Religião,
e
que
mais
faz
I
nnbrar
que
estamos
n’um
theatro,
ou n
’um
salão-concei
to, do
que
na
casa
do
Senhor.
Como
se
praticou
no
Lausperenne do
Paço,
assim deveriam ser
feitas
todas as
festas
d
’egreja.
CoiniuiHiao de
soceorros pat
*
n
os
inHiuMtlados.
—
Como annunciamos,
verificou-se
no
dia
20, nas
salas
do
Paço
arcliiepiscopal,
uma
reunião
para
se
ele
ger
uma commissão
auxiliar
da
commissão
de soccorros
para
as
victimas
da
ultima
innun
fação,
a
qual
é
presidida
por
s.
m.
a Rainha.
Ficaram
eleitos:
Vice-presideutes
—-
S.
exc.a
revd.raa
o
snr.
arcebispo
Primaz,
e
os
snrs.
viscon
des
de Margaride e
de
Pindella.
Secretários
—
Os
revd.
os
snrs.
Antonio
Francisco
Pereira
d
’Almeida Coutinho,
e
Domingos
Moreira
Guimarães.
Vogaes
—
Os
snrs.
José
Gomes
Martins,
conego,
e
Fernando Castiço.
Thesoureiro— 0 snr.
deào
da
Sé
Pri
maz.
Consta-nos
que
se
vae
ofliciar
aos
snrs
arciprestes,
e
administradores
de
conce
lho para
uns
e outros
d
’accordo
procurarem
organisar
commissões
parochiaes.
Serviço do exercito.
—
Em
sessão
do supremo tribunal
administrativo
foi
lido
o
decreto
que
isempla do
serviço
militar
o
seguinte
mancebo,
deste
dislricto,
e
cujo recurso
obteve
provimento:
Francisco,
filho
de
Margarida
Rosa,
da
freguezia de Campo
Foi
denegado
provimento
a
outros
re
cursos
interpostos
contra
o
recrutamento
para
o
serviço
militar
do
exercito
e
ar
mada,
ficando
por
isso
a elle
sugeitos
os
seguintes
mancebos
desie
districto:
Anl
nio
José
Alves
do
Valle,
filho
de
Manoel
José
Alves
do
Valle,
da
fregue
zia
de
Villa
Cova (Barcellos);
José
Ribei
ro,
filho
de
Serafim
Ribeiro
Pinto
e
Rosa
de
Oliveira,
da
freguezia de
Canedo
(Ce-
lorico
de Basto);
João,
filho
de
Antonio
de
Oliveira,
da
freguezia
de
S.
João
de
Ai-
rào
(Guimarães;.
SsversB
m
PaSIUim.
—
Reproduzimos
esta
noticia, por
ler saido
um pouco
inexacta:
Na
terça-feira
6
do
corrente,
vefificou-
se
na
egreja
parochial do
Sacramento, em
Lisboa,
a
imposição
do
Sacruin
Pallium.
como
mefoiolila,
ao Ex.
llliJ
e
Revd.
111
’
Snr. D. João
Chrysoslomo
de
Amorim
Pessoa,
nosso
Arcebispo
e
Senhor
de
Braga,
Primaz
das
Hespanhas.
A
ceremonia,
que
foi
muito
concorrida,
mesmo
porque
era
rara,
e
só
consta
que
se
tivesse
feito,
publicamente, n’aquella
cidade,
nos
modernos
tempos
tres
vezes,
correu
sob
a
direcção
do
digno
prior
d
’
aquella freguezia,
o
snr.
Costa
Pereira,
com
toda
a gravidade
e etiqueta
própria
de
taes
actos,
e
que se
acha
determinada
no
poniilical
romano
Na
capella-mór,
achava-se
levantado
do
lado do
Evange
lho,
e
a
curta
distancia
do
altar,
um
es
trado
com
cadeira
de
espalda
e
genufle
xório,
onde
o
Prelado
recipiente
assistiu
de
joelhos
á
missa.
que,
depois
de
para
mentado
no faldi-lorio,
que
se
achava
do
lado
da
epistola,
celebrou
pontificalmente
o snr.
Bispo
de
Bragança
e Miranda,
assistido
pelos reverendos
thesoureiro
da
freguezia,
e
Polycarpo,
segundo
mestre
de
ceremonias
da
sé
patriarchal.
Termi
nada a
missa,
o
prelado
cvleb<ante
desceu
de novo ao
faldistorio,
onde
despidas
a
planeta,
dalrnalica
e
lunicella,
com
que
celebrara,
tomou
um
riquíssimo
pluvial,
mitra
preciosa,
e
báculo
pastoral,
em
quanto que
no
outro
lado
se
paramentava,
como
se
íòra
para
celebrar
missa
o
pre
lado
seu
metropoiila,
que havia
receber
de
suas
mãos,
por
commissão
apostólica,
a
sagrada
insígnia
d
’
essa altíssima
digni-
da
le.
Assim
revestidos,
subiu
de
novo
ao
centro
do
altar
o
snr.
bispo
de
Bragança,
e
sentado
no
faldistorio,
ouviu
lêr
a
bulia
pontifícia,
que
conferia
o
Pallio
ao
novo
Prelado bracarense,
e
o
breve
de commis-
são
apostobca,
que
o
auclorisava
a
im-
pôr-lh
’
o.
Terminada
a
leitura,
o vene
rando
Arcebispo
recipiente
desceu
da
ca
deira,
e ajoelhando
aos
pés
do
seu
suffra-
ganeo,
em suas
mãos
repetiu
em
voz
alta
a
formula
do
juramento,
que
em
taes
ca
sos
é es
ylo
prestar,
e
depois
d
’
elle
rece
beu
a
sagrada
insígnia, que
confere
a
plenitude
da
jurisdicçào
metropoiila
na
província
ecclesiastica
bracarense,
que
se
compõe
d
’
aquella
archidiocese,
e
dos
bis
pados,
seus
suffraganeos,
de
Bragança
e
Miranda,
Porlo,
Lamego,
Vizeu,
Aveiro,
Coimbra
e
Pinhel.
Esta
insígnia
é
uma
facha
de
lã
de
cordeiro,
branca
e
espessa,
com seis
cru
zes
paièas
pretas,
como
já
dissemos.
De
pois o
prelado
conferente
foi
collocar-se,
em
pé,
na
extremidade
do
Suppedaneo
do
lado
do
Evangelho,
voltado
para
o
da
epis
tola, para dar
logar
a
que
o
recipiente
subisse,
como
subiu,
alé
junto
da
Ara
Santa,
para
d
’
alli
depois
de
invocada
a
graça
de Deus
Omnipotente,
lançar
solem-
nemente
a bênção
aos
circumstanles.
Feito
isto,
cada
um
dos
prelados
foi
lomar o
seu priínittivo logar,
onde
se
desparamenlaram
com
o
ceremonia!
do
es
tylo;
e
depois,
indo
ambos
fazer
adoração
ante
o Santíssimo,
se
retiraram acompa
nhados
até
á
porta
do
templo por
todo
o
clero
que
lhes
assistira, e
por
muitas
outras
pessoas
de
suas
relações.
A
ceremonia que
começára
pouco
de
pois
das
10 horas,
terminou
ao
meio dia.
Durante
ella
tocaram
constantemente
os
magníficos
orgáos
d
’
aquella
egreja,
e
os
sinos
repicaram
alegre
e
festivalmente
em
todas
as
occasiões
próprias.
Entre
os
concorrentes
estavam os
snrs.
duques
e
duqtieza
de
Saldanha
e
suas
in
teressantes
filhas;
diversos
membros
do
corpo
de
commercio
e
da
imprensa
perió
dica,
etc.
etc.
0
snr. D.
João
Chrysoslomo
é o
122;°
prelado
bracarense,
e
9.°
de
nome
João.
—
No
comboio
da
1
hora
e
M
minutos
da
tarde
d
’honlem,
partiram
para Lisboa
os
snrs.
Alves
Passos,
depu
tado
por
Villa
Verde,
e
Jeronymo
Pimen-
tel,
deputado
por
Barcellos.
KstreHra Povaense
—Com
este
ti
tulo
começou
a
publicar se
um
novo
jor
nal
na
Povoa
do
Varzim.
Cireo eqsiieiatre.
—
Deu
na
segunda-
feira
espetáculo
a
companhia
equestre
dos
snrs.
Leandro
e
Arsens
que
leem
traba
lhado
na
cêrca
dos
Congregados.
Já
dissemos que
muitos
dos
trabalhos
d
’
esles
artistas
tão dignos de
serem
vis
tos.
Hoje
ha
lambem
funcção
que
começa
rá
ás
7
horas
e
meia
da
noite.
ISevísti»
«1©
Com
este
titulo
vae
publicar-se
em
Ciimbra
um
jornal religioso,
scientifico,
moral
e
litle-
rario.
Será
redigido
pelos
snrs.
drs.
Anto
nio
Bernardino
de
Menezes, Manuel
Eduar
do
da
Multa
Veiga,
Antonio
João
de Fran
ça Bettencourt
e
Manoel
de Jesus
Lino.
A
Revista
de
T/teologiu
não
só
exa
minará
e
contrariará
as
causas
geraes
da
degeneração
e
perversão da
sociedade
actual,
indicando,
ao
mesmo
tempo
fun
damentalmente
a
justa
e
conveniente
di
recção,
sobre
tudo
debaixo
do
ponto
de
vista
religioso
e
moral,
que os
paes
de
vem
dar
a
seus
filhos,
os
educadores
aos
educandos: -
mas
especialmente
defen
derá
e
demonstrará
as
verdades
da
Re
ligião
sacrosanta
que
professamos,
refu
tando
os
erros,
e
temerários
preconcei
tos,
venham
d
’
onde
vierem,
que
a
impie
dade
dos
nossos dias
propala ineptamente
contra o
Chiistianismo.
Além d'essas
duas
secções:
uma
scien
tifica,
em
que
se
demonstrem
as
verdades
christãs,
e
se
refutem
os
erros
da
im
piedade:
e
outra
calechelica,
em
que
se
traclará
da
educação
riligiosa
e
moral,
que
os
paes
devem
dar
a
seus
filhos,
e,
em
geral,
os
educadores aos
educandos:
—
conterá
lambem
uma
terceira
—
Pastoral,
—na
qual
não
só
se
tractern
as
mate-
rins
relativas
a
esta
parte
da
sciencia lheo
lógica,
sob
os
pontos
de
visia
moral,
sa
cramentaria,
liturgico.
e
canonico.
mas
em
que se responderá
aos
Casos Pe
con
sciência.
ou
ás
Consultas.
sobre
que
al
gum
collega
se
dignar
ou
quizer
cônsul
iar
a
redacçã». Terminará
cada
Numero
com
a
notcía
d
’alguns factos,
ou
da
pu
blicação
d'algumas
obras, julgadas impor
tantes
relativas
á
sciencia
theologica,
acom-
pauhando-as de
jiiizo
critico,
quando
isso
possa
ter logar.
Esta
revista
sairá
no
dia
1.°
de
cada
mez.
contendo
cada
n.°
48
paginas.
Feitas
estas
indicações
summarias,
cre
mos
ter
recomtnendado
snllicientemente
esta
nova
e
importante
publicação,
cujo
apparecimento
esperamos
anciosamente.
EmtiHÊstiei
*
curin^n.
—
0
numero
dos
objectos
achados
na via
publica,
em
Pariz
e
depositados
na
prefeitura
de po
licia
augmenta
todos
os
annos
n
’
um;i
pro
porção
considerável.
Do
I o
de
janeiro
até
31
de
dezem
bro
de
1876,
ellectuaram-se
4.222
depó
sitos
compostos
de
porje-monaie,
joias
d’
ou-
ro
e
de
prata,
e
bilhetes
de
bancos.
Apesar
dos
avisos
reiterados
ao
publico
peia via
de
imprensa,
e
apesar
da
boa vontade
da
administração,
a
cifra
aos oojeclos
resti
tuídos não
attinge
a
13 °/
0
do
numero
total.
Explosã».
—
Es
revem
de
Monlpellier.
em
15
do
corrente, que
houve
na
véspe
ra
uma
explosão
nas
minas de
Graissessac,
fazendo
quarenta
e
seis
victimas,
quasi
todas
pessoas
casadas.
Só
se
puderam
salvar
8
mineiros.
Já
foram
extrahidos
do
poço
qualorze
cadaveres.
completamente
carbonisados
e
desconhecidos.
Continuam
ainda
os
trabalhos
de
de
sentulho.
0
perfeito
do
Herault,
o bispo
de
Monlpellier, o
director
e
o engenheiro
das
minas
partiram
para
o
local do
sinistro
n
’
um
trem
especial.
PraeMue
de
eanonígação. —
No
dia
9
de
janeiro o processo
de
canoni-
sação
do
Bemaventurado
Lourenzo de
Brin-
disi,
da
Ordem menor
dos
Capmhinhos
Franciscanos,
foi
submeltido
a
uma
con
gregação
preliminar
de
Ritos,
pelo
novo
Prefeito
o
cardeal
Bdio
na
sua
residên
cia.
Por
esta
occasião
foi
dirigida a
S.
Eminência
urna congratulação,
por
parte
dos
ofiiciaes
da
Sagrada
Congregação dos
Ritos.
ESas-co
gigante.
—
Gomo
ninguém
ignora,
as
aguas
do
rio
Mississipi
são
sul
cadas
por
numerosos
steaoiers
ou vapores
de
ferro,
cujas
dimensões são
verdadeira
mente
extraordmarias.
A
maior e mais
bonita
de
todas
es
sas
eftibarcações,
que
são
principalmente
destinadas
ao
transporte
de
passageiros,
é
a «Great
Republic», que acaba
de
ser
lançada
á
agua
0
seu
comprimento
é
de
106
melros
e
70
centímetros,
a sua
largura
<ie
30
metros
e
tantos
centímetros,
e
o seu
cal-
lado 1
melro
e
27
centímetros.
As
rodas
teem 1
f
metros
e
38
cen
tímetros
de
diâmetro
e
as
22
pás
43
cen
tímetros.
Os
dois
tubos
erguem-se
a
32
me
tros
e
43
centímetros
a
cima
da
linha de
lldctuação.
Este
barco
gigantesco
pó
ie
transpor
tar
um
carregamento
de
5:000
toneladas,
accommodar
15:000
fardos
de
algodão,
receber
400
passageiros
de
I
a
classe
e
500
de
2.
a
O
salão
principal,
e-plendidamente
ornado
de espelhos,
esculpiuras
e
pintu
ras,
lem
82
metros de
co
iiprimento,
9
metros
e
5
centímetros de
largura
e 4
melros
de altura.
Apt-eseiitaçõea.
—
Foram
apresenta
dos
os
seguintes
presbyteros:
Antonio
Leite
de
Rezende,
na egreja
parochial
de Milherós
de
Poyares,
diocese
do
Porto.
José Marques
de Figueiredo,
na
egreja
parochial
de
S.
'Pedro
de
Oliveira
do
Con
de,
da
mesma
diocese.
Antonio
Ribeiro
da
Silva,
na
egreja
parochial
de
S.
José
de Godim,
diocese
do
Porto.
Francisco
Eduardo
Cardoso, na egreja
parochial
de
S.
Domingos
de
Analoura,
diocese
de
Evora.
Damião
Ferreira
de
Sousa,
na
egreja
parochial
do
Salvador
de Fanzeres,
dioce
se
do
Porto.
Manuel
dos
Santos Loureiro,
que
era
parodio
collado
na
egreja
de
S.
João
de
Vez, na
egreja
parochial
de
Santa
Cruz
de
Jovim, da
mesma diocese
do
Porlo.
Manoel
José
de
Sousa,
na
egreja
pa-
rochial
de
S. Jeão
de
Nespereira,
diocese
do Porto.
Miguel
Antonio
da
Fonseca
e
Sousa,
que era
parocho
collado na
egreji
de
S.
Bento
de
Aldeia
Nova,
bispa
fo
de
Beja,
na
egreja parochial
de
S.
Pedro
do
Sul,
diocese
de
Vizeu.
Serafim Pereira
Gomes
de
Pina
Na-
zarelh, que
era
parocho collado
na
egreja
de
S.
Pedro
de Arcozello das Maias, dio
cese
de
Vizeu,
na
egreja
parochial <le
Santa
Maria
do
Pinheiro
de
LafÕcs, da
mesma
diocese
João
Ivo
Mendes,
na egreja
parochial
de Santa
Calharina
de
Cabo
da
Praia,
diocese
de Angra.
Antonio
Nunes
de Moraes, que era
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Matheus
de Urzelina,
diocese
de
Angra,
na
egre-
,a
parochial
de
Nossa
Senhora
dos
Mila
gres,
da
mesma
diocese.
Agraileeitnento e
despedida.
Manoel
Joaquim
Alves
Passos,
ainda
mal
convalescido
da grave enfermidade,
que
por tanto
tempo
o atormentou, e não
podendo
por
isso
agradecer
pessoalmente
a
todas as
pessoas,
que
se
interessaram
tela
sua
saude, o
faz
por
este
meio.
E
tendo
de
retirar-se
para
Lisboa
of-
ferece
o seu limitado
préstimo
a
todos
o&
seus
amigos,
pedindo-lhes
desculpa
de
não
ir
pessoalmente
receber
as
suas
ordens.
Fevereiro
—
20 — 1877.
João José
Barbosa d
’
Araujo Rei,
seus
irmãos
e mais
familia,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
d’oulra
fórma,
servem-se
d
’
esle
meio,
para agradecerem a
todas
as
pessoas
de
suas
relações
e
amisade,
tan
to
seculares como
ecclesiasticos,
os re
levantes
serviços
e
mais
obséquios,
que
lies
prestaram
por
occasião
da
infeusta
morte
de seu
sempre chorado
pae,
An
tonio
José Barbosa
d
’Araujo
Rei,
cujo
passamedto
teve
logar
no dia
16
do
cor
rente; e agradecendo
muito
especialmente
ao
digno
abbade
da
freguezia,
não
esque
cem
igualmente
de agradecerem a
todas
as
corporações
de
que
o fallecido
era
ir
mão,
por
se
terem
dignado
prestar-lhe
a
ultima
homenagem,
acompanhando-o
da
me
lhor
vontade
á
sua
ultima
morada
no
cemiterio
publico;
a lodos
protestam
sua
gratidão
indelevel.
(116)
D.
Anna
Candida
Dias Peixoto,
D.
Ma
ria
Augusta
Dias
Peixoto, D.
Joanna
Ra
chel
(1
’Àraojo
e
Castro Neves,
padre
Fran
cisco
Carlos
Dias Peixoto,
padre
José
Ma
nuel
Alves
Salgado
de
Castro
e
seu
amigo
João
Ferro de
Lima, summamente penho-
dos
para
com
todas
as
exm.
as
senhoras
e
snrs.,
que,
por
occasião
do
fundo
gol
pe
que
acaba
de
feril-os,
se
dignaram
cum
primentai
-os
e
assistir
aos
oílicios
que
ti
veram
logar
na
egreja
dos
extinctos
Con
gregados
d
’
esta
cidade,
no
dia
16
do
cor
rente
anno,
por
alma
de
seu
presado
e
sempre
chorado
irmão,
primo
e
amigo,
na impossibilidade de
agradecerem
parti
—
cularmenle
a
todos,
o
fazem
por
este meio
protestando
eterna
gratidão
e
profundo
reconhecimento.
Igualmente,
e
com o
mesmo
teconlie-
cimento
agradecem
a
todos
os
snrs.
revd.cS
ecclesiasticos
que,
obsequiosamente
se
di
gnaram
celebrar
e
assistir
aos
referidos
oílicios
por
alma
do linado.
(119)
Antonio
José
da
Silva
Mello,
Anna
Bentdicla
da
Conceição,
servem-se
deste
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pes
soas
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
se
culares
como
ecclesiasticos,
que
lhe
pres
taram
serviços
e
os
obsequiaram,
cumpri-
menl.ndo-os,
por
occasião
da
infausta
mo;te
de
sua
sempre
chorada
mãe
e
so
gra
Francisca
Rosa
de Mello,
cujo
falle-
cimento
teve
logar
no
dia
15
do corren
te
;
a
.lodos piotest
m
sua
gratidão
inde
level.
(123)
it.-dfej
.*«}-*»
O
T
COMPANHIA GERAL BRA-
CARENSE
O
dividendo
de
l$250
reis
por
acção,
relativo
ao anno
findo,
começa
a
pagar-
se
no
dia
26
do
corrente,
e
continúa
em
todos
os
dias
não
sanctificados, no
escri-
plmio
da
Companhia,
campo
de
D.
I
l.°,
desde
as
10
horas
da
manhã
á
1
tarde.
Fóra
(1
’estas
horas
não
se
fazem
gamenlos.
Braga,
15
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores,
José
Ferreira
de
Magalhães
(122)
Antonio
José
Pereira
Veiga.
Luiz
I da
pa-
THEATRO
DE
pel
>
Em
observância
do doterminado
art.°
6.°
§
unico,
do estatuto
d
’este
thea-
tro,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
no
dia
25
do
corrente,
pelas 12
horas
da
manhã
a
fim
de
se
proceder
ao determinado
no
mesmo
arl.°
Braga
17 de fevereiro
de
1877.
O
secretario,
Antonio
J.
Pereira de
Magalhães
Júnior.
(124)
DI1\HE1HO A
JURO
A
Meza dh
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por
°|
0
livres, sobre
hypotheca.
(4481)
Venda
de casa
Vende-se
a
casa da
rua
do
An
jo n.°
11
; para
tractar
na
mes
ma,
desde
o
meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
INJECTION
BROU
Hygieniea Infallivel y
preserrxtivx; absolutament»
a
unicaque
cura sem Ine jantar
mais nada.Vendo- M
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
|
I
instruccâo do uso.
(30 afiol de
exíto.JPaiis, casa do
.
I
inv“ Magenia, 158. Lhbot,
S1 Barreto Loreto 28 e 30.
■
i
•
Já
proveniente
de
algum defeito
de
constituição,
já de
accidente,
curada
com-
pletameute
pelo
tratamento
de
Mad. Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue Mou-
thabor, perto
Tolherias, 1
‘
aiis.
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
=1=
mendado pelos melhores médicos; tendo
um
sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris
BLAYN
7,
r.duMarché-S'-Honoré. Preços 540
e 810 reis. Em í.uuua, n.uteu-,
Lu.eu,
z.>-,
11O p„lt’o t-erl en,
(38)
77.
Quem
achasse
um
relogio
e
cadeia
de
senhora,
que se
perdeu
no
domingo
de
tarde,
1
*
de
fevereiro,
desde
a
rua
de S.
Gonçalo
até
Inflas, e
querendo
entregal-o
o
póde
fazer
na
casa
de
Iníias, onde
re
ceberá
alviçaras.
(106)
O
IC5
.£
c
©
O
um
©
■i#4
A
*?
u
s
5
A
s
o
CA
e
Cd
©
©
o
o
o
8»
s
o
©
•3
s
©
«
B
©
K
a
s
p
w*twrl
©
Ps
©
“
C
©
O
>
s
s
©
85
a
©
0 44.
o
o
5
<S
2
2
&£
—
ÍM
cs
E
9
•S
h
S
s
s
h
'©
o?
h
cu
2
a
°'í
«
£
KEVLSTA
mSAL BRACAmSi
POR
DIAS FREITAS.
Sairá no
primeiro
de
cada
mez
volume
no
formato
das
publicações
d
’este
genero,
contendo
64 paginas.
Como
unico
reclamo, diremos
que es
tas
revistas
serão
escriptas
em
porlu-
guez,
—idioma,
quasi
tão
conhecido
de
mui
tos
dos
nossos litleratos...
d’
aldeia,
como
as
iinguas
polynesicas.
O
importe
da
assignatura
—
120
reis
—
será
pago no
cto
da
entrega.
Correspondência
dirigida
a
Dias
Frei
tas,
Braga.
<
■%
CHAPELARIA BRACARENSE
DE
E
b
T6>& 1K gf » A2.V
Ml.A
Acaba
de
receber um
variado
sortimen
to
de
cliapeos
de
seda
e
feltro,
‘
los
mais
modernos,
dircctamente
da
casa
dos
snrs.
Maia
e Silva, Filho
&
Gmiça
ves,
assim
co
mo
de todas
as
melhores
fabricas
do
paiz.
Participa
<pie
tem
em
sua
casa um
grande
sortimento
de
chapeos
da nova
fabrica
de
Henrique
&' Felgueiras,
osquaes
vende
pelo
preço
da
fabrica,
por
ser
o
unico
consiimmidor.
Os
preços são
mais
baratos
do
que
em
qualquer outro
estabelecimento,
tanto
por
junto
como
a
retalho.
(112)
iJanco
J\neh>nal Uitianiarino.
O
dividendo
complementar
de
3
°|
0
ou
Rs.
25700
por
acção,
relativo
ao
segundo
semestre
de
1876,
começa
a
ser
pago
na
Thesouraria
do
Banco,
e
nas
suas
agen
cias
do
Porto.
Braga
e
Vianna.
segunda
feira
19
do
corrente
das
I
I
horas
da
ma
nhã
ás
2
da
taide
e
continúa
todos
os
dias
não
sancfitiados.
Lisboa,
16 de
Fevereiro
de
1877.
O 'ice-governador
do
Banco
Nacional
Ultramarino.
A.
T.
Pacheco.
£
AVISO IMPORTANTE
ICra os
engenheiros,
pliarmaceulicos,
médicos,
dentistas,
prob-st-uies e outras
pessoas
que desejarem <
bter o diploma de
dutitòr
ou
tle bacharel de uma universida
de
estrangeira. Ditigir caita tegislada a
Medicns,
13, praça
do
Rei, Jersey. (In
glateira.)
(31 -j^)
O
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S.
Thiago,
com
seus
jardins,—
quin-
taes,
pomares,
e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças;
para
informações
em
casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
(98)
17!
’’
’
V.!
RKn
DO ALTO DOUjS.0
CASA
DE WKSJUA POm
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga.
130
9
9
9
»
as
rrafados
:
Vinho tinto de
meza.
(sem
garrafa)
»
»
»
.
Lagrima
....................................
Branco
de
meza
........................
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
de
prova secca. ...
Malvasia
de
2.
d.........................
s
velho.
.....
Malvasia, Bastardo
e
Moscatel a
Roncão
.............................
.
Alvaralhão.
.
.
.
.
.
.
Velho
de
1854
....
a retalho
pars
meza
50
e
80,
o
tn
©
S-.
<1
s
3 «
efl
200
2
IO
270
300
360
400
500
700
560
600
»
»
s
»
s
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
«
boa
qualidade
de lodos
estes
vinhos,
po.
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man«
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N»)
ESCOLA.
ÀfcSÃlCAKA
Consnllorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(13)
Anlonio
Manoel
Ayres
de
Oliveira,
rua
dos
Chãos,
emprestou
ha
mezes
uma
epa|
de
seda
vermelha,
ignorando
a
quem.
Ped»
á
pessoa
que
a
tiver,
o
lavor
de
lh
’
a
mani
dar
entregar.
(114)
JOSU DA blL VAUU\
Com loja
ite fato
festo
68,
Campo
de SanCAnna
[lado
de
baixoj,
Gí)
baratas,
e
2-5500
Participa aos
seus amigos
e fre-
goezes,
lantod esta cidade
come
das
proviocias que
tem
um
bonilo
e
vaiiado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras para
fato
muito
cortes
de
calça
a
l$500.
2$00!)
reis;
tudo
fazendas
modernas.
|
Guarda
pós
de casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
cotuo
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroula»
de
400
reis
até
800,
de
panoo
faitiiliar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
fl
de casimira
de
todas
as
qualidades,
dr
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando não
fique
á
vontade do freguez.
(1
*
)
FILIAL DÁ CAIXA
tCOVOUIlÂ
PENHORISTA
Sociedade anónima de
responsabilidada
li
mitada
INJECÇÃO
HYGIENICA
B1LS4HKD
TKOPHÍTAT1CO
Esta
injecção
é
a
unica
e
ellicaz que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a qualida
de
de purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4449)
Capital
................5001000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela rua
do
Campo;
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei»,
ferramentas,
e sobie
todo
e
q«al
*
quer
objecto
do
valor
não inferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando juros
aos
depositames.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite-
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente-—
A.
G.
Ferreirinha.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
