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-
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,
W3C1míJk
BSEt,I(IiIOS..V 18E
^'OTf?«:ae5S.%..
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.°
3 E.
5.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
.
1&600
850
40
20
10
Braga,
12 mezes.
»
6
»
.
Correspondências
parlic.
cada
linha
Ànnuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
is
TERÇÃS,
QUINTAS
E SÂBBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Provincias,
12
mezes
.....................
»
6
».....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
Folha avulso
...............................
N.
J 665
BBACíA—
SABBABO «1 I»£
JULHO
DE 1S99
A
*
JRedaefiAo do
nloiaiiiereio do
ninho»,
Londres,
13
de
Julho, 1.811.
Eis
ahi mais
uma
copia
das
cartas
ao Aposlulo, onde o
que se
diz
dos
mo
vimentos
do
Imperador
e
Imperatriz
do
Brazil,
bem
que
tenha
para
Portugal
me
nos
interesse
que
para
os
habitantes do
Império
transatlântico,
não
deixará,
toda
via,
creio,
de
ler
se
entre
nós
com
algu
ma
curiosidade.
Nunca
se
viu
um
Impe
rador
ou
Rei
com
tal
paixão e
actividade
viajadora.
Depois
da
data
da
carta
pre
cedente,
tem
Suas Magestades
Brazileiras
corrido
por
cima
da
Escossia,
da
Irlan
da,
de
boa
parte d
’
lugialeri
a
, coin
a
mais
infatigável
pressa.
Hontem,
12.
escreve
o
Times
a
respeito
de
SS. MM.:
—
«O
Imperador
e
a
impera
triz
do
Brazil
chegaram
hontem,
antes
do
meio
dia,
a
Holyhead, vindo
da
Irlanda,
e
foram
recebidos
pelo
cavalheiro
Silva
Paranbos,
cônsul
do
Brazil
em Liverpool.
A Imperatriz
continuou
para
Londres,
acompanhada
pela
condessa
de
Barrai.
O
Imperador
partiu
para
Liverpool,
onde
foi
recebido
pelo
Mayor
e
outros
cavalhei
ros.
Visitou
S.
M.
a
Exposição
Agrícola,
a
Galeria
d
’
Artes,
de
Waiker,
os
Parkes
do
Príncipe
e
de
Sefton,
e outros
lega
res
de
interesse,
e
partiu
para
Londres
ás
10
e
meia
da
noite.
Hoje vae
a
Ox
ford,
e
ámanhã
embarca
em
Dover
para
Calais».
Isto
é,
na verdade,
viajar
ás
carreiras.
A.
R. SARAIVA.
SUMMARIO.
L
—SS.
MM. II.
Brazileiras
em
Lon
dres.
II
—
A
Prtissia
continuando
sua per
seguição
ao
Episcopado
Catholico.
III.
—
Varias
noticias
|de
Roma,
que
mostram
como
a
Allocução
de
S.
Santi
dade
tem
ido
successivamente
produzindo
seus eíTeitos
no
Mundo
Catholico.
IV.
—
Suas
Magestades Imperiaes Bra
zileiras.
I.
—
Chegaram
aqui
SS.
MM.
Imperiaes
Brazileiras,
e
foram,
já
se
entende,
para
o
que
podemos
chamar,
o
«Hotel
dos
Soberano.'», o
de
Claridge
hoje,
e
Mivarl
antigamente;
onde
se
alojou também
quan
do
aqui
veio,
ha
bastantes
annos,
o
Im
perador
Nicolau
da Rússia,
e
onde
veem
Parar assim
os
grandes
visitantes
desta
Babylonia
Ingleza.
O
Times
de
hontem,
dá
de
Suas Ma
gestades
Imperiaes
estas
noticias:
—
«O
Imperador e
Imperatriz
do
Brazil.
—
Hontem
de
manhã
o
imperador
do
Bra-
lil
sahiu
do
Hotel
de
Claridge
de
madru
gada
—isto
é, antes
das
6
da
manhã
—
e
partiu
em
sua
carruagem
para
o
Jardim
Botânico
de
Keu,
e depois
de
ter
visitado
3s
districlos
mais
escolhidos d’
aquelle
bo-
lanico
deposito
nacional,
voltou
para
o
>eu
hotel
a
almoçar
com
a
Imperatriz,
e
Membros
da
côrte que
acompanham
Suas
Magestades.
Foi
então
o
Imperador
ao
Museu
Bri
tânico,
onde passou
varias
horas, e
de-
\°'S que
sahiu,
fez uma visita
ao
Deão
Stanley,
na
sua
residência
em
Weslmins-
Mr.
—
Este
Leão
Stanley
é
aquelle
que
a
honra de
ver
o
seu
iminenso
dis-
itirso
—de
omnibus
rebus,
et quibuSdam
iliis
—
posto
pelo grande
Times
em
justa
tosição
com
a
magra
e
insignificante Al
locução
do
Papa
(isto
em
o
numero do
jornal
de
19
de
Maarço
ultimo).
Bem
se
descobre,
que
o
iminenso
aranzel
do
Deão
Protestante,
íicou
muito
acima (como
o
Times
bem
nos
deixou ver) das
breves
e
modestas
frazes
do
Pontifice
Catholico:
equeRe
attrabiu
a
si
logo
a
primeira
vi
sita
(hontem)
em
Londres de
Sua
Mages-
tade
Imperial Brazileira;
em quanto
a
arenga
do
Papa apenas
fez vir do Brazil
a
Roma
o
Bispo
do
Rio
de
Janeiro, acom
panhado
de
meia
duzia
de
fanalicos
como
elle
á
imitação
de
outros
que
taes
de
di
versas
partes
do
Mundo.
Bem
se
vê
que
o
Times
tem
dedo
para
apalpar e
medir
o
alcance
de
documentos
importantes—
e
o
do
Deão
era
dez vezes
mais
longo
que
o
do
Papa;
S.
M.
Imperial
é
que,
sahindo
do
Museu, onde
ha
tanta
raridade
e
mon
struosidade,
manifestou
seu fino
gosto
em
dirigir-se
logo a
observar
o
celebre
Deão
(que
eu
não
conheço
de
vista),
pois me
dizem
que
até
no
seu
physico
é como
no
moral,
uma
raridade
de
Museu.
Mas peço
desculpa
da digressão;
voltemos
á
noticia
no
Times
dos
movimentos
de SS.
MM.
II:
—
«Depois
fez
S. M.
uma
visita
incognito
ao
Real
Aquário (um
estabelecimento
on
de
se
conservam
peixes
raros
e
creaturas
marítimas
(monstra natantia
),
ultimamen-
te
aqui
estabelecido
—
que
me dizem notá
vel
e
digno
de
ver-se,
mas
que
eu
ainda
não
vi
(sinto
dizei
o) O
Museu,
o
Deão
e o
Aquário,
sam
com
effeito
raridades
notáveis
que
se
não
encontrariam
juntas
facilmente
em
outra
parle).
Conlimía
o
Times:
—
«Depois de
uma
excursão
em carrua
gem
pelo
Alerro
do
Tamisa
(Thames Em-
bankment],
vollou
o
Imperador
a
Claridge
para
jantar.
A
Imperatriz
acompanhada
por
sua
Dama
Camarista,
e
por
Sua
Ex.
a
o
Barão
do
Penedo,
o
Ministro
do
Brazil,
sahiu
a
fazer
visitas
durante
o
dia
«Depois
do
jantar
em familia
no
ho
tel,
o
Imperador
e
a
Imperatriz,
com
a
Dama
sómente,
foram
á
Opera
Real.
«Durante
o dia
de
hontem,
vieram ao
hotel
de
Claridge,
a
apresentar
seus
res
peitos
ao
Imperador
e
á
Imperatriz,
es
crevendo
os
nomes
no
livro
das
visitas,
o
Conde
de
Beaconsfield, o
Embaixador
de
França
e
a
Marqueza
dTIarcourt,
o
Embaixador
Italiano
e
a
Marqueza
Mena-
brea,
e
o
Conde
A.
de
Menabrea,
o
Mi
nistro
Dinamarquez
e
Madame Bulou,
o
Ministro
d’
Hollanda
e
Madame
de
Bylandt,
o
Ministro
da
Bélgica
e
a
Baroneza
de
Soleyns,
o
Ministro
Portuguez
e
Madame
d
’
Antas, M.
O Gavard,
o
Encarregado
de
Negocios
da
Grécia,
o
Conde
e
Condessa
Sydney,
a
Condessa
de
Caledon e
Lady
Jane
Alexander,
o
Visconde
Barrington,
o
Visconde
e
Viscondessa
Bridport,
Lord
Lindsay,
Lord
Houghlon,
e
as
Misses
Milnes.
A.
R.
SARAIVA.
(Continua)
lianion
Cahrera.
Cabrera
morreu.
Elle
foi
um
dos
sol
dados
mais
felizes
e
mais populares
do
seu
século,
um
dos
homens
mais
juslamenle
manchado
e
censurado
pela
opinião
ho
nesta,
tanto
pelo
mal
feito
ultimamente á
causa que
tão
heroicamente tinha
servido,
como
pelo
bem
que
estorvou
de
fazer
a
outros
mais
fieis,
e
menos
orgulhosos
que
elle.
A
historia
da
sua
vida
é
uma
das
mais
românticas,
e
das
mais
inverosimis
que
se
possa
sonhar.
O
humilde
estudante
de
Torlosa
que,
em
1833,
recompensava o barqueiro que
o
linha ajudado
a
passar o rio
Ebro,
para
ir
para
o exercito
de
D.
Carlos
V,
com
um
abraço
e
um
escudo,
e
que
chorava
de
medo
na
primeira
batalha,
chegou
a
or
ganisar
exercilos
numerosos,
a
ganhar
bri
Itiantes
victorias,
a
fazer
tremer
o
governo
hespanhol,
a
ameaçar
Madrid:
cahindo
por
muitas
vezes
nas
mãos
do
inimigo,
muitas
vezes ferido,
escapou
sempre.
Em
fim
che
gou
ao
fastígio
da
fortuna
e
feito
capitão
general,
conde
de iMoreila,
marquez
det
Tér,
gran-cruzdo
Tosão
d
’ouro.
millionario,
etc.,
etc.
Não
nos
propomos
resumir
a sua
his
toria.
Só
d
’
ella
destacaremos
uma
pagina
interessante
da
sua
biographia.
No
dia
8
de
fevereiro
de
1836,
o
ge
neral
Nogueras,
commandante
general do
baixo
Aragão, mandou
ao
brigadeiro
Blanco,
governador
de
Tortosa,
a
communicação se
guinte:
«O
sanguinário
Cabrera
fuzilou
antes
dTiontem
n>
Fresnedi
os
alcaides
de
Tor-
recilla
e
Valdealgorfa,
por
ler
cumprido
o
seu
dever.
.
.
.
Por
consequência, peço-
vos
para
bem
do
serviço
da
rainha,
nossa
augusta
senhora,
que
ordeneis
que
a
mãe
do
rebelde
Cabrera
seja
fuzilada,
«e
de
fazer publicar
esta
ordem
no
districto
do
vosso
cominando,
mandando
prender
seus
irmãos
e
irmãs
para
que
tenham
a
mesma
sorte,
no
caso
de
que
elle
continue
a
as-
sassinor
innocentes».
O
capitão general
da
Catalunha,
Espoz
e
Mina,
confirmava
pouco
depois
a
mesma ordem, e
ordena
va
ao governador
de
Torlosa
de
a
fazer
executar.
Havia
perto
de dous
annos que Maria
Grino
estava
presa,
sem
ler
outro
crime
que
ser
mãe
de Cabrera,
este
general auda
cioso,
energico
e
intelligente,
cujo nome
ec
coava
por
toda
a
parte
e
fazia
tremer
o
governo
de Izabel
II,
Esta
pobre,
mulher
ca
sada
com um
marinheiro, passava
por
uma
santa.
Proximo a
ser
fuzilada,
dizia
muitas
vezes:
—
Eu
morrerei,
meu
Deus,
por
meu
fi
lho,
pois
que
vós
morrestes
por
nós.
Ella
pediu
por
ultimo favor
vêr
suas
fi
lhas,
fazer
o
seu
testamento,
de
receber a
sagrada
communhão,
de ir para
o
supplicio
com
a
sua
mantilha
sobre
a
cabeça
como
as
mulheres
que
vão
para
a
egreja
em
:
Hespanha.
Tulo
isto
lhe
foi
cruelmenle
recusado.
Com
um
lenço
branco
na
cabeça,
Maria
sahiu
da
prisão
abraçando
o
cruci
fixo,
acompanhada
por
uma
escolta
do
re
gimento
de
Bailen.
Ao
passar
pela
beira
de
sua casa
disse:
«Adeus,
minhas
(ilhas
!
adeus,
para
sem
pre
I
»
Alguns
minutos
depois,
esta
infeliz
ca
bia
fulminada pelas
baias
dos
soldados
li
beraes.
Cabrera
estava
então
em
Valderrobres.
D.
João
Perlegaz,
commandante do
pri
meiro
batalhão
de
Torlosa
no
exercito
car-
lista,
era
seu amigo
dedicado.
Foi desi
gnado
por
todos
os
officiaes
para
com-
municar
ao
general
a
terrível
noticia,
que
uma
imprudência
lhe
podia
fazer
sa
ber. Cabrera
estava
só no
seu
quarto,
em
altitude
de
escrever
cartas,
a
2Ô
de
feve
reiro
de 1836.
—
D.
Ramon, diz Pertegaz, recebestes
alguma
noticia
do lado
de
Tortosa
?
—
Nenhuma,
respondeu
Cabrera.
—
Então, não
será
verdade,
o
que
se
diz.
—
E
que
é
o
que
dizem
?
—Alguns
affirmam
que vossa
mãe
foi
desterrada
de
Tortosa,
outros
dizem
que
a
mandam
para
o
presidio;
e outros,
finalmen
te,
que
a
querem
malar.
Matal-a I Só
faltaria
isso!
—
Quem
seria
capaz
de o impedir
!
Não
podem os
inimigos
fazer
o
que
muito
bem
lhes
parecer?
Não está
isso
no
seu
poder ?
—
E
entendeis
que
elles
não
serão
deti
dos
pela
consideração
de
que
eu poderia
fazer
outro
tanto
para
com
a
mulher
do
coronel
Fontiberos e
outras mulheres;
que
me
não
contentaria
com
estas
victimas,
mas
que
mandaria
degollar
as mulheres
dos
christinos
que
cahissem em
meu
poder
*
Não
o
creio,
Pertegaz.
Que
é
o
que
faz
a
minha
pobre
mãe
’
Nada,
mas
elles
estão
com a
ideia
de
a
fuzilar,
e o
larão.
Desenganai-vos,
D.
Ramon,
não
é
bastante
o
terdes
em
vosso
poder
a
mulher
de
Fontiberos
e
outras.
Vamos,
vamos,
não
digaes
loucuras.
Sonhaes
!
Piouvera
a
Deus
que eu sonhasse!
Podesse
eu
enganar-me
!
Mas
quantas
vi
ctimas
teem
já
precedido
vossa mãe
!
—
De
modo
que
a
julgaes morta?
Nas
mãos
dos
inimigos
a
creio
ma
;s
depressa
morta
do
que
viva.
—Não
me
falíeis
mais n’isso,
porque
me
irrito.
Diria-se
que
*
os
comprazeis
em
me
vér
encoleri-ado.
Ide
jogar
ó tresillo
e
deixae-me
em
paz.
—
Pelo
amor
de
Deus, D.
Ram
n,
escu
tai-me
sem
vos
encolerisar
!
Que ha
?
exclamou
então
Cabrera,
com
uma
voz terrível
parando
no
meio
do
quarto,
onde
andava
passeando
desde o
principio
desta
conversação.
Não me
atormenteis
com
mistérios
e
reticências.
Que
motivos
ten
des
para crêr
um
attentado
contra
minha
mãe
?
—
Permilti
que
vos recorde alguns
fa
ctos
do
inimigo,
e então
convireis
na
probabilidade
da
minha
supposição.
—
Não
conheço
nada
de
mais
atroz
que
os
assassinatos
dos
religiosos no
templo;
o
incêndio
e pilhagem
dos
conventos;
as’
crueldades executadas
contra
alguns
pri
sioneiros,
fuzilados
á
porta
de suas
casas,
fazendo
vir
alli
como
testemunhas
destes
crimes
seus
paes,
seus
filhos,
suas espo-
zas
e
seus parentes;
a
ferocidade
inespe
rada
de
que
se
acaba
de
dar
exemplo
era
Barcelona,
onde
tendo
sido
assaltada
a
ci-
dadella,
se
massacraram
todos
os
prisio
neiros, entre
os
quaes
o
coronel
O' Don-
nel.
cujo
cadaver
foi
arrastado
e queimado
na
Rambla;
e
íinalmente
os
doentes
car-
listas
do hospital
das
Junqueras,
que
foram
arrancados
de
suas
camas
e
immediatamente
fuzilados.
—
Ora
pois,
replicou
Pertegaz,
se
tudo
isto
aconteceu,
que
é para
admirar,
que
sendo
vós
o
primeiro
chefe
ca.-lista
d
’
estes
paizes,
e
tão
grandes
o
adio
e
a
aversão
que
elles
vos
leem.
. .
—
D’acordo, d’
acordo,
respondeu
Cabre
ra,
mui
comrnovido e fitando
os
olhos
sobre
o soalho
Ah
I
D.
Ramon
!
deveríeis
quasi
estar
convencido
que
não
tendes
mae,
porque
se
a
não
fuziliram
hoje, fuzilarão-na
amanhã.
A
Religião,
a humanidade
e
o dever me
obrigam
a
pedir-vos,
vos
resigne
s a
soffrer
uma
tão grande
desgraça.
Que
dizeis?
Gritou
Cabrera
dando
uma
grande
pancada
com
o
punho
sobre
a
ineza,
que
é
o que
sabeis
de
minha
mãe?
Fallai,
depressa, depressa
!
—
Eu
não
queria
saber tanto,
respondeu
Perlegaz
inteiramenle
comrnovido,
peg<n-
do
na
mão
de
Cabrera.
.Sinto
na
minha
alma
ser
o
mensageiro
d
’uma tão
fatal
noticia
—
Ousariam
elles
assassinal-a?
—
Sim,
D. Ramon,
elles
fuzilaram-na
!
Que
a vontade
de
Deus seja
feita?
Os
olhos
de
Cabrera
chammejavsm,
e
sa
biam de
suas orbitas.
—
Isso
é
verdade? Perguntou
ei
e.
—
Vtrdade!
respondeu
Perlegaz solu
çando.
«♦
iinraipi
«0
—
—
Cabrera
ergueu
os
olhos
para
0 ceu e
exclamou:
—
O
’
minha
innocente
mãe !
0’ cruel
dade
inesperada!
Era
a
mim
que
devieis
procurar,
cobardes!
Se
quisésseis
a
minha
cabeça,
eu vol-a teria
dado
em
troca
da
de
minha
mãe
!
Deixai-me
Pertegaz,
quero
morrer.
. .
Não,
eu
quero
viver,
viver
para
vingar
minha
mãe.
Eu
suffoco,
dai-me
agua...
Não
quero
agua!
Quero
sangue!
O
mundo vai tremer
!
Desgraçado d
’a-
quelle
que
me
fallar
em
piedade
e
de
compaixão
!
Mas.
.
•
quem
vos
deu
a
no
ticia
?
—
Senhor, foram
os
almocreves
e
ou
tros.
Conduzi
aqui
os
almocreves,
immedia-
tamenle;
já,
já.
—
Não
sabemos
onde
elles estão agora,
e
como
elles
se
chamam;
é
mui
dilíicil
encon-
tral-os.
—
Não
importa.
Mando,
que
elles appare-
ça;n
diante
de
mim.
Também
lenho
communicações.
—
Entregai
as
communicações.
Pertegaz
lhe
entrou
dois
oífieios.
e
Ca
brera,
agitdo
e
tremendo,
leu-os
Ficou immovel
por
alguns momentos,
chegou-se
para
a
meza,
e
sem
que
Pertegaz
lhe
largasse
a
mão,
assentou-se
inclinando
ã
cabeça.
—
Deixai-me:
quero
estar
só.
Pertegaz
não
0
perdia
de
vista,
atten-
dendo
a
que
elle
tinha
sobre
a meza uma
espada
e
duas
pistolas.
Com
tudo
levan
tou-se
por um momento
para
procurar
uma
bebida
anti-pasmodica
preparada
d
’
an-
temão,
e
que
aproximou
da
bocca
de
seu
infeliz
general.
Depois
d'um
gemido pe
netrante,
este
poz
a
mão
direita
sobre
0
punho de sua espada, e
brandm
lo-a
ex
clamou: Tu
farás
tremer
a
terra.
De
repente
levantou
se
e
correu
para
a
janella. Pertegaz pensou
que elle se
ia
precipitar
d
’
ella abaixo
e
deteve-o.
—
Vède,
lhe
diz
Cabrera,
olhando-o,
contemplai
estas
montanhas
elevadas
e
este
rio
cujas
aguas
correm
lá
em
baixo.
Ouvis
Pertegaz?
—
Sim,
meu
general.
—
Ora bem,
continuou
elle
apoiando
a
mão
direita
sobre
0 hombro
de
seu
ami
go dedicado,
farei
subir
0
sangue
até
ao
cume
d
’
estas
montanhas.
0
tumulo
de
mi
nha
mãe
boiará
sobre
0
sangue;
eu,
olha
rei
impassível
para
a
universal
dissolu
ção,
e
0 mundo tornara-se
n’
um
lago
de
sangue,
ainda
mesmo
que
me
afogue
11
’
elle.
Deixou a
janella
e
poz-se
a
passear
com
velocidade
no quarto
Arrancava
os
cabellos,
seus
olhos chammejavam
e
lançavam
vistas
te
r
riveis.
Disse
com uma
voz
lirme
a Per
tegaz:
—
Pegai
na
penna
e
escrevei:
«Ordem
geral.—
Toda
a divisão se for
mará
immediatamente.
Companhias
serão
destacadas
para
todas
as
villas
dos
arredo
res;
ellas
degollarão todas as
familias
dos
crislinvs
até
á
quarta
geração.
Quarenta
dias
de
masstcre.
Pena
de
morte
contra
todos
aquelles
que
não
cumprirem
esta
ordem».
Pertegaz,
que notava
0
estado de
Cabrera
e conhecia
0
seu caracter,
longe
de
0 con
trariar,
porque
desgraçado
d
’aquelle
que,
então
se
tivesse
atrevido
a
fazei-
0,
apoiava
suas
palavras
dizendo:
—
Bem
D.
Bamon,
muito bem
!
Cem
dias
de
massacre,
em lugar de
quarenta.
—Sim,
tendes
razão:
cem
dias
mil,
sem
limite,
morte
para
sempre!
Assassinaram
vossa
mãe,
só
porque
ella
era
vossa
mãe?
Tiveste
vós
já
eccasiâo
de
vingar
a
sua
morte
?
—
Não
meu
general.
—Então
não
sabieis 0 que
é
a
dôr,
0
que
é a
vingança. Só
eu
0
sei,
desde
que 0
mundo
existe
!
Pertegaz
comprehendeu
que
era
occa
sião
de
fazer uma
divisão a
seus
senti
mentos
de
crueldade.
Contou-lhe
algumas
particularidades
respeito
aos
últimos
mo
mentos
de
sua
mãe. Antes de
ter
acabado
esta
narração, Cabrera,
encoslou-se sobre
o
leito
e
derramou
abundantes
lagrimas.
Pediu
para
estar
só,
e
Pertegaz
0
deixou,
levando
a
espada
e
as
pistolas.
Uma
hora
e
meia
depois
a
ordem
se
guinte,
onde
a
desesperação
e
a
colera
se
manifestavam
ainda,
estava
impressa:
«0
barbaro e
sanguinário D.
Agostinho
Noguera,
que se
diz
commandante
general
do
baixo
Aragão,
acaba
de
fazer
publico,
como
se
tratasse
d
’
om
facto
heroico,
0
assasiuato
de
minha
innocente
e
infeliz
mãe,
executada
por
sua
ordem
em
Tor-
tosa.
Foi
fuzilada cruelmente
na manhã
de
16
do
corrente no
sitio
chamado
Bar-
bacana;
as
minhas
tres
irmãs
foram
mal-
tradas
e
prezas,
sem
respeito
a
duas
d
’
ellas
cujos
maridos são
guardas
nacionaes
da
cidade.
Horrorisado,
ainda
que
cheio
de
calma
e
animo,
por causa
d
’
um
acto
tão
cobarde
e
vil
que
só
podem
praticar
’
aquelles
que
querem
fazer
triunfar
a
causa
que
defendem
pela infamia
e
pelo
terror
mer
gulhando
a
patria
e
as
familias
nas
lagri
mas
e
no
luto,
e
acariciando
que
elles
assegurarão
a
usurpação
criminosa
que
tem
causado
tantas
victimas
por
uma
simi-
Ihante
conducta;
«Usando
dos
poderes
que
0
direito
e
a
justiça
me
concedem
como
commandante
general
d
’
esla
provincia.
nomeado
por
nosso
rei
e
legitimo
soberano
D.
Carlos
V, ordeno,
em
conformidade
com
as instrucções
reaes,
0
seguinte
«i.°
São
declarados
traidores 0
briga
deiro
Noguera,
e
todos
os
indivíduos
que
continuam
a
estar
ao seu
serviço
no
exer
cito
da
rainha
chamada
Governadora.
«2.°
Serão
fuzilados.
em
consequência
do
artigo
precedente,
todos
os
indivíduos
que
forem
presos.
«3.°
A
senhora
Fontiberos.
mulher
do
coronel
D.
Manoel
Fontiberos,
comman
dante
de
Chelva,
(Valência),
qne foi
presa
para
conter
a
colora
dos
revohicionarios,
será
immediatamente
fuzilada,
como
justa
reparação
do
assassinato
de
minha
mãe.
Serão-o
igualmente
Cinta Jos,
Marianna
Guardia,
Francisca
Urquezu
e
outros,
até
ao
numero
de trinta
que
eu
designo
em
expiação
do
infame
attentado
perpetrado
contra
a
mais
digna
e
melhor
das mães.
4.°
com
0 coração
despedaçado,
e
os
olhos
cheios
de
lagrimas,
declaro,
com
dôr
em
dictando
esta
terrível
disposição,
que
não
sómente
não
estou
intimidado com
es
tas
terriveis
atrocidades
que
espalham o
luto
e
a
desolação
mas
que
ellas
serão
vingadas
irremediavelmente,
em
razão
de
vinte
pessoas
tiradas
das
familias
dos
as
sassinos,
por
cada
viclima que
os
nossos
inimigos
fizerem cahir».
Valderrobres,
20
de fevereiro
de 1836.
«Bamon
Cabrera».
Alguns
momentos depois
que esta
ter-
rivel
ordem
foi
diclada,
os
gritos
desola
dores
dos
prisioneiros
soavam
nas
ruas
de
Valderrobres.
Elles
pediam
para
ver
D.
Bamon.
—Impossível
!
Lhes
foi
respondido.
A
mãe de
D.
Bamon
acaba
de
ser
fuzi
lada.
Deram
lhes
um
confessor.
Uma
hora
depois,
elles
tinham
deixado
de
viver.
Censurou-se
muito
Cabrera
em
tempo
por ter
negado
a
sua religião casando-se
com
uma
protestante.
Era
pelo
menos
uma
grave
inconsequência
como
christão, n
’um
valente
campeão
da
causa
catholica
de
Hespanha.
Mais
recentemente,
foi
severamente
jul
gado
por seus
amigos
de
toda
a
vida por
ter
elle
soldado
e
fidalgo,
atraiçoado
0
seu
rei, que
em
outro
tempo
tinha
servido
tão
nobremente.
E
com
tudo,
aquelles
que
sabem
os
cas
tigos
qne
Deus
em
todo
0
tempo
tem
in
fligido
aos
orgulhosos
e
aos rebeldes,
po
dem
explicar
a.é
certo
ponto
estas
fra-
quesas,
estes
desvarios
da
pobre
natureza
humana
abandonada a
si
mesma.
Mas
0
que se
não
pode
comprehender,
é
que
este
filho, a quem
foi
fuzilada
a
mãe,
que
jurou
de
ver
0 tumulo
nadar
sobre
0
sangue
de
seus
algozes,
tenha
acabado
seus
dias
abraçando
os
e fazendo
causa
commum
com
elles.
_
----------------------------- ------
Copia da
manifestação
que entreguei
ao
exm.
0
snr.
Cardeal
Patriarcha,
para
depositar nas
mãos
de
S. Santidade, pelo
seu
anniversario
de 3
de junho.
Senhor:
A
manifestação
dos
meus
sentimentos
religiosos,
e
congratular-me
pela
exalta
ção
de
V.
Santidade,
cujo
anniversario
hoje
celebramos,
são
os
únicos
motores
das
minhas
singelas
palavras.
Não
venho
encarregado
de
missão
es
pecial,
nem
venho
representar
corporação
alguma;
mas
ouvi
a
muitos
compatriotas
meus,
a muitos
portuguezes.
no
momen
to
da
minha
partida,
estas espontâneas
palavras
:
=Se
tiveres
a
felicidade
de chegar
aos
pés
de
S.
Santidade,
não
te
olvides
de
Lhe
pedires
as
suas
bênçãos
e
orações
para
este nosso
Portugal, onde
a
maioria
de
seus filhos
0
veneram e acatam
como
0
Bei
da
Egreja
Catholica,
que é
a
unica
que
existe
!
Por
estas
palavras,
repito,
que
escu
tei
de
centenares
de
boccas.
considero-me,
Senhor,
apesar
da
minha
humilde
posi
ção,
auctorisado
a
manifestar
a
V. San
tidade
os
sentimentos
religiosos,
que
a
despeito
da impiedade
que
a
todos
os
can
tos se
aninha,
ainda
predominam
no
co
ração
dos
portuguezes
que
tem
fé.
N
’
este
instante,
prostrado
aos
pés de
V.
Santidade,
parece-me ainda
estar
es
cutando
as
supplicas,
as
preces
dos
meus
compatriotas para
que
V.
Santidade
as
abençoe
—e
porisso,
Senhor,
em nome
d
’
el-
les,
em meu
nome,
e
em
nome
do
meu
paiz,
vos
peço
que
nos
abençoeis,
e
im
ploreis
ao
Allissimo
a
conservação,
e
au-
gmento
das crenças
d
’
esla
Santa
Religião,
que
formam
a
verdadeira
felicidade
d’
um
povo
que
crê
!
Lisboa,
16
de maio
de
1877.
Domingos
Pedro
d
’Alcantara.
Pede
se
aos
jornaes
catholicos para
tran
screver
esta
manifestação
em
suas
colum
nas.
GAZETILHA
Prntjriuiinia. —
0
programma
da
fes
tividade
de
Nossa
Senhora
do Carmo
é o
seguinte
:
Pelas
5
horas
da
tarde
d
’hoje, can-
tar-se-hão,
a
musica
vocal
e
instrumen
tal,
vesperas
solemnes.
Amanhã,
ás
10
horas
e
meia
da
manhã,
celebrar-se-ha
missa
solemne
com
exposição
do
SS.
e
sermão.
Pelas
4
horas
da
tarde,
será
dada
a
bênção
papal,
e
far-se-ha
encenação do
SS.
depois de cantado o
Te Deum
A’
s
o
horas
sairá
a
procissão. Bomperá
o
prés
tito
o
estandarte
da
irmandade,
seguido
d
’
um
grupo
de tres
anjos,
conduzindo
o
do
centro
as
insígnias
da ordem
carme-
litana.
Irão,
após
estes,
outros
anjos
sós
e
em
grupos,
com
emblemas
allusivos
á
Virgem
do
Carmo.
No
meio
dos
anjos
e
grupos
irão
dous
coros,
um
de
virgens,
outro
de
carmelitas,
cantando
alternada
mente ao
som
dos
instrumentos.
Irá
em
seguida
o
andor,
circumdado
de
brilhantes
molduras
de prata,
cujo
saial
é
bordado
a
ouro
fino,
lendo
no
centro,
em
escudo
branco,
as
armas
dos
carme
litas
: bellamente
esculpturada
no
tempo
dos
religiosos
por
um habil
artista de
Braga,
levanta
se
sobre
nuvens
a
imagem
da Virgem circumdada
de
anjos,
e
tendo
aos
pés
a
imagem
de
S.
Simão
Stock,
recebendo
o escapulário.
Seguirá
a
cruz
patriarchal,
e
no meio
das alas do
clero
vários
anjos,
com em
blemas
allusivos
á
Eucharistia.
Em
seguida
irá
o
palio,
debaixo
do
qual
será
conduzido
o
Santisssimo
Sacra
mento,
fechando
todo
o
cortejo
a
banda
do
regimento
acompanhada
de
uma
guar
da de
honra.
Conimíssão
—
A commissão
nomeada
para
substituir
a
Meza
dissolvida do Bom
Jesus
do
Monte,
é
composta
dos snrs:
Dr.
José
Maria
Bodrigues
de
Carvalho,
dr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres,
dr.
Manoel
da
Conceição
da Costa e Silva,
conego
Joaquim
Alves
Matlieus,
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
visconde
de
Ne-
grellos.
Bento
Miguel
Leite
Pereira,
An
tonio
Esteves
Cerqueira d
’
Amorim,
dr.
Antonio
Brandão
Pereira,
dr.
Nicolau
Ba
rata,
commendador
Fulgencio
José
da Costa
Guimarães,
João
Antonio
da
Silva
Pereira
e
João
Augusto
da
Cunha.
Como
não
vimos
a
portaria
que
os
no
meia,
ignoramos
se
estes
cavalheiros
são
os
encarregados
para
presidirem
a
uma
nova
eleição;
se
para
administrarem
aquella
corporação.
Sentimos
diser
que,
não
obstante
to
dos estes
snrs.
serem
mui
dignos
de
a
administrar,
na
confecção
d
esta
lista
só
se
olhou a
nomes
e
não
se allendeu
aos
di
versos
cargos
que
teem a
desempenhar
os
mesarios,—na
fórma
como
era
organisada
a
Meza pelos
estatutos;
pois
que
por estes
ha
nada
menos
de quatro
thesourados
e
encargos,
que,
para
serem
bem
desempe
nhados,
são neccessarias pessoas
que te
nham
estabelecimentos e
escriptorios
aber
tos
e
accessiveis,
sem
incommodo,
aos
bemfeitores
e
devedores. N
’eslas
circum-
stancias
achamos uma
minoria
enormíssima
na
referida
lista.
Eleições.
—
\
’erificou-se
hontem
a elei
ção
dos
deputados da
B.
Irmandade
da
Misericórdia.
Hoje
deve
eílectuar-se
a
da
Meza.
Chegada,
—
Chegaram ha
dias
á
sua
quinta
e
solar
de
Pindella
o ex.
mo
snr.
Bernardo
Machado e
sua
ex.
nia
es>osa,
de
cujo
auspicioso
casamento
dêmos
no
ticia.
8.
exc.
35
tencionam
vir
por
estes
dias
a
esia
cidade,
afim de
assistirem
á
pro
cissão
de
N.
Senhora
do
Carmo,
regres
sando
em
seguida
áquelle
solar
antis de
partirem
para
Lisboa.
Jleza
da
Seniaor da Sé.—
Verifi-
cou-se
no
domingo
a
eleição da Me.a
do
Senhor
da Sé,
e
foram
eleitos
os
scjuíq
.
tes snrs
:
Domingos
José
Ferreira
Braga, juiz
secular;
abbade
de
S.
Pedro
de
Matimi-
nos,
jmz
ecclesiastic»;
secretario,
José
Fir-
mino
da
Costa
Freitas; vedor,
Francisco
Joaquim
Garcia;
mordomos,
Francsco Al
ves
Veiga e
Manoel
da
Silva e
Suiza.
Sentimos
que
nas
tres
freguezas
que
dão
contingente
para esta
e
eiçãi,
e
na
meza
capitular,
não
houvesse
um
clérigo
que
acceitasse
o
logar
de
juiz
ecdesias-
tico,
tendo
de se
ir
procurar
um
ce fóra
do
circulo,—
sendo muito
para
loivar
o
sur.
desembargador
abbade
de
S.
fedro,
que
do
melhor
grado
acceitou
aquelle
cargo.
IVova
Meia
dre Irmandade
de
Santa
Cruz.—
Como
o
novo
provedor
eleito
o
não
póde
sçr,
porque
espera a
sua
conlirmação
de
administrador
do
con
celho,
cargo
que
é
incompatível
com
aquel
le
logar,
e
tendo-se alguns
irmãos recu
sado
a
acceital-o,
ainda
não
está
organi
sada
a nova
Meza
de
Santa
Cruz
Frisão.
—
Foi
hontem
recolhida á
ca
deia,
aquella
sanlin/ia das
onze
lettras,
que
na
viella
que
do
Largo
da Porta
Nova
diz
para
o Campo
das
Carvalheiras
exercia o
mister
de
traficar
com
a
honra
das
donzellas,
como
aqui
publicamos.
Aysaa»
publicas.
—
Segundo
nos
consta,
a
conducção
e
distribuição
dal
gumas
aguas
publicas é
feita
em
canos
de
chumbo
n
’
esta
cidade.
Os
inconvenientes
d’estes
canos
de
metal
em
relação
á
salubridade pub
’ica,
não
ha
quem
os
não
conheça
na actuali-
dade.
Em
toda
a
parle,
onde
a
salubridade
publica
é
objecto
de
vigilância,
tem
sido
prosctiplos
e
abandonados estes canos
de
chumbo
na
conducção
e distribuição
las
aguas
publicas.
Em B'aga,
não
deve
permiltir-se eto
lerar-se,
o
que
nas
outras
cidades
d’
igtal
civilisação
não
é
tolerado
nem
permiltid).
Chamamos
para este
assumpto
a attei-
ção
e a solicitude das
auctoridades
con-
petentes.
Thentro.
—
0
drama
o Paralylici
que na
quarta-feira subiu
á
scena,
tee
um
desempenho
inexcedivel
por
parte
d<j
actores
Antonio
Pedro,
e
Gil.
Isto
não
quer
diser
que os restante
actores
andassem
menos
regularmentt
porque
na
verdade
poucas
vezes
temo
visto
peças
lheatraes tão
irreprehensivel
mente
interpretadas.
Na
quinta-feira representaram-se
as
co
medias
0
laço
de
fila,
Francez
e
Inglez,
e
Dlspa-se,
e
hontem o drama
do
snr.
Ennes
0
Saltimbanco.
Óptimo
desempenho.
Exames
jiara ordena.—
Nos
dias
16,
17
e
18
do
corrente
mez
de
julho
ti
veram
logar
os
exames
para
a ordenação
geral, que
deve
effectuar-se
nas primeiras
Têmporas
de
setembro.
Foram examinadosj para:—
Tonsura
2;
—Menores 14,
ficando
1
reprovado
e
fal-
laudo
2:
—
Subdiacono
49,
ficando
7
repro
vados
e
faltando 3
Diácono 2,
ficando
1
reprovado:
—Presbytero
31,
ficando 2
re
provados.
Total
dos
aprovados
82,
reprovados
11»
faltaram
5.
1’reço
i!«s cereaes.—
Na terça-feira
ultima, n’esla
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo.
Milho
alvo.
Centeio
Milho
branco
•
»
amarello.
Painço.
.
Cevada.
.
Batata.
Feijão
vermelho.
»
amarello.
»
branco
.
»
rajado
.
» fradinho.
Azeite
...
movimento d® SSospital
Hareos.
—
Doentes existentes
em
8
e
julho:
93
homens e
115
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
homens
e
27
mulheres.
840
600
420
440
420
480
480
600
980
880
980
740
540
4$8a0
naact
Cyelones
na Indic».—
Do
volumoso
relatorio
feito
e
publicado
pelo governo
de
Bengala
(India)
resulta
que
os
dois
cyclo-
nes,
no
mez
de
outubro
ultimo,
mataram
215:000
pessoas.
Kejjrax para viver em j»aa.—
Ma-
ximas
de
D.
João
Manuel,
alcaide-mór
de
Santarém,
exlrahidas
do
Cancioneiro de
Rezende
(Século
XIII):
Sahiram:
33 homens
e
31 mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
3
mulheres.
Ficaram
em tratamento
em
11
de ju
lho:
88
homens
e
108
mulheres.
sMqunttra
ituiíans
*
.
—
Esta
esqua
dra.
que
presentemente
é
uma
das
pri
meiras
da Europa,
compõe-se
dos navios
seguintes:
Fragatas
couraçadas:
Ancona,
Caslel-
íidardo.
Conte
Verde,
Dandolo,
Dullio,
Italia,
Maria
Pia,
Messina, Palestro,
Prín
cipe
Amadeu,
Roma,
San
Martins,
Varese,
Venezia.
Corvetas
couraçadas:
Formidabile,
Ter-
ribile.
Monitor:
Affondatore.
Fragatas
de madeira: Garibalii,
Maria
Adelaide,
Vittorio
Emmantiele.
Corvetas
de
helice: Caracciolo,
Vettor,
Pisani.
Corvetas
de
velas:
Archimede,
Ettore
Fieramosca,
Governolo,
Guiscardo.
Canhoneiras:
Ardita, Coníienza,
Guar-
diano, Sentinella, Veloce.
Transportes
de helice:
Città
di
Géno
va,
Ciltà
di
ÍNapoli,
Conte
Cavour, Dora,
Europa,
Washington
Avisos
de
helice:
Crisloforo
Colombo,
Rápido,
Statlella,
Vedetta.
Avisos
de
velas:
Authion,
Esploratore,
Garigliano,
Messagiero.
Sesia,
Sirene.
Rebocadores
de
helice:
Calatafimi,
Ca-
riddi,
Laguna,
Mestre, Murano,
Scilla.
Rebocadores de
velas:
Baleno,
Giglio,
Luui, Rondine.
Cisternas:
n.°
1,
n.°
2.
Barco-torpedo:
Pietro
Micca.
Lanchas
aduaneiras
de helice:
Gorgo-
na,
Iscliia,
Maritlimo,
Tino,
Terfniti;
de
velas; San Paolo.
Movimento
na engenheria
ci
vil.—
Pelo
ministério
das
obras publicas
foi
no
dia
18
determinado
que
o
snr.
engenheiro
João Joaquim
de
Mattos,
pas
se
da
direcção
do
caminho
de
ferro
do
Minho
para
vogal
da
junta
consultiva
das
obras
publicas.
O
snr.
Lourenço
de
Carvalho
foi man
dado
dirigir
a
conslrucção
do
caminho
de
ferro
do
Algarve.
Para
a
direcção
da
con
strucção
das
linhas
ferreas
do
Douro
e
Minho,
foi
nomeado
o
snr.
Boaventura
José
Vieira.
O
engenheiro
o
snr. Justino
Teixeira
foi
nomeado
director
da exploração
des
tas
duas
linhas
ferreas.
Peoea rendoso.—
Em
Calaias ha
du
rante
a
estação
própria
oito
navios
que
se
entregam
á
pesca
das
ostras,
recolhen
do
termo
medio
600:000
a
620:000,
que
logo
são
vendidas
ao
preço
de 35
a
40
francos
o
milhar
grande
(1
:40
exemplares).
Na
ilha
de Re (immediala
ao
departamento
do Cbarente
inferior)
mais
de
1:000
ope
rários
se
entregam
a esta
industria
exis
tindo
3:000
piscinas
que
produzem
30
e
35
milhões
de
ostras,
dando
as
de
Ma-
rennes
uns
80
milhões.
Em Inglaterra,
para
explorar
este
ra
mo,
existem
varias
sociedades
que
obteem
grandes
productos
em
proveito
dos
crea-
dores;
mas na
America
é
onde
se faz
em
grande
escala
este
trafico.
Os centros
principaes
são:
New-York,
onde se vendem
ao
anno
1:200
milhões;
Boston
e
Providencia,
80
milhões;
Bal-
timore,
700; Philadelphia,
500;
Tairhaben,
400;
e
Richmond,
200;
termo
medio
ao
anno
4:000
milhões.
Em
New-York
sómente,
o
consumo
diário
ascende
a
quatro milhões
de
ostras.
Newhaven,
é
o
centro
da
principal
producção,
preparando-se
alli
latas
de
carne
de
ostras,
para
cuja
exlracção das
conchas
emprega
uma
casa
das
muitas
que
se
entregam a
esta
industria,
cem
mulhe
res,
e tem fretados
para
o
trafico
vinte
navios.
A
França
consome
as
ostras
produzidas
em suas
costas,
sobretudo nas
da
Occi
dental,
sendo
preferidas
as
canrales
e
mo-
renrs.
A
Bélgica
possue
as
de
Ostende.
A
Inglaterra, as
da
ilha
de
Kayling
e
de Milton
sendo
as
carlinfods
da
Escócia
reputadas
como
as
melhores
do
mundo.
A
Allemanha
consome
as
das ilhas
Lils
e Taer.
Em
Hespanha
ha
também
boas
classes
occupando-se
em
estudar
a
exploração
das
costas
da
Galiza o
naturalista
Graells.
Novn
uniehlnn
de «íeatrwição.—
Acaba de
ser
inventada uma
nova machi-
na
de
guerra:
é
uma metralhadora,
cujo
principal
mérito
consiste
em
que
o
seu
auctor
fez
d
’
ella
quasi
um
brinquedo.
A
machina
toda
não
pesa
mais
de
45
kilos,
e é
composta
de
cinco
peças
de
bronze
unidas.
O
mechanismo
é
tão
rápido,
que
se
pódem
disparar
300
tiros
por
minuto.
—
Ouve,
vê,
e
cala.
Viverás
vida folgada
;
Tua
porta
cerrarás;
Teu
visinho
louvarás;
Quanto
pódes
não
farás
;
Quanto sabes não
dirás
;
Quanto
ouves
não
crerás.
Se
queres
viver
em paz.
Seis cousas
sempre
vê,
Quando fallares,
te
mando;
De
quem
falias, onde,
e que,
E
a
quem,
e
como,
e
quando.
temperança,
horror
ao
vicio
em
todas
as
suas
manifestações,
tudo,
tudo isto
se
acha
tratado
com
mão
de
mestre
n
’
este
livro
precioso,
cuja
aequisição é
supérfluo
recommendar,
porque
elle
proprio
por
si
se
recommenda.
—[Palavra).
A
T
«isaiiBsnntiet
*
.
—
Lê-se
no
«Jornal
da Noite»:
«D’uma
carta
que
recebemos
de
Lagos,
extractamos
os
seguintes
paragraphos,
sem
duvida
curiosos
para
numismáticos.
Tive
nas
minhas
mãos
hontem
differentes moe
das
de
oiro
magniíicamente conservadas;
4
d
’
ellas
com
a
elligie
do
imperador
Ves-
pasianus,
4
de diflerentes
cunhos
e
ta
manhos,
de
Nero,
e
Cesar
Auguslus
;
de
Trajano
I
;
3
de
Adrianus
;
2
de
Domi-
lianus
;
1
de
Marciana
;
2
de
Diva Augus
ta
;
e
1 de
Tdus
Divus.
Pelo
seu
oplimo
estado,
mais
parecem
cunhos
de
reinados
dos
nossos
dias
do
que
dos
annos de 68,
79,
81,
96,
113, 117,
138
e 423
da
era
chrislã.
Estas
moedas diz-se
que
foram
encontradas
nas
proximidades
de
Alcou-
lim,
depois
das ultimas
inundações;
o
caso
é
que
o
seu
actual
possuidor
as com
prou
já a
uma
terceira pessoa, por pre
ço
excessivamente
baixo,
(ouvi
que 8$000
reis)
e
que
hoje
as
tem,
quasi
todas,
debaixo
de
palavra
de venda,
a
45$000
reis
cada
uma.»
Peça
citrioaa. —
O
«Sadá»
publica
uma
peça
curiosa.
E
’
o
texto
da
oração
que se
faz
lodos
os
domingos nas
egre-
jas
do
império
ottomano
por
ordem
do
patriarcha
ecumenico
orthodoxo:
(■Senhor
nosso
Deus,
Rei
dos
reis,
Se
nhor
dos
poderosos.
Por
lua
providencia
indizível
e
tua
extrema
bondade,
dese
jando
em
tuas
vontades
impenetráveis
a
salvação
dos
homens,
tu
estabeleces
na
terra
auctoridades e poderes para
prati
car
o bera,
e
envias
reis
e
príncipes
para
punir
os
maus
e
recompensar
os
bons.
Eis
porque
teu
filho unico,
nosso
Senhor
Je
sus
Christo
que se
fez
homem
para a sal
vação
do
mundo
e
ensinou
aos homens
o
amor
de
Deus
e
do proximo,
nos
or
denou
ao
mesmo
tempo
que a
obediên
cia ao Rei dos
Céos,
a
submissão aos
reis
da
terra,
dizendo:
«Dae
a
Cezar o
que
é de
Cezar e
a
Deus
o
que
é
de
Deus»
e
pela
bocca de
seus
santos apostolos
nos
prescreve
igualmente submelter-nos
aos
poderes
estabelecidos
e
fazer
orações
pe
los
reis
e
todos
os que
exercem
uma
au-
cloridade.
Obedecendo,
pois,
á
divina
pala
vra,
nós oramos
presentemente
por
nos
so
mui
respeitável imperador
o
sultão
Ab»-
dul-Hamid-Khan,
nosso
senhor.
Concede-
lhe
uma
saude
perfeita
e
uma
vida
lon
ga.
Torna
o
seu
reinado
poderoso
e
for
tifica
o
seu
exercito
fazendo-lhe
obter
vi-
ctorias
contra
seus
inimigos.
Fala
no
seu
coração
do
bem
em
favor
de
todos
os
povos
confiados
á
sua solicitude
paternal
e
iliumina
estes
últimos
afim
de
que
el
les
vivam
em
paz
e concórdia
fraternal
uns
com
os
outros,
ficando fieis
e
de
dicados
á
realeza
que
está estabelecida
sobre
elles
por
tua
divina
vontade.»
Crime inaudito.—
Lêinos
no
«Cam
peão
das
Províncias»:
Ha
tempos
aconteceu
nas
minas
do
Braçal
um
crime
de
duas
mortes,
frus
tradas.
Eram
10
e
meia horas
da
noite,
es
tando
o director
e administrador
das
mi
nas
o
snr.
Carlos
Valdomer
Sang
no
seu
quarto
de dormir
e
o seu creado
particu
lar
para
lhe lavar os
pés,
foram
sobre-
saliados
pela
detonação
de
tiros
de
dina
mite
que
lhe
applicaram
á
janalla. A
fe
licidade
de
não
termos
de
contar
duas
viclimas
no
importante
estabelecimento
do
Braçal foi
a
direcção
que
o
assassino
deu
aos
tiros
de poente
a
nascente,
porque
se
lhe dá
de
norte
a
sol,
aquelle
zeloso
e
digno director e
administrador
de
todos
os
estabelecimentos
do
Btaçal,
Malhada
e
Cubai
da
Mó
e
o
seu
creado
de
26
an
nos,
eram
viclimas.
Tomou
auto
o
juiz ordinário d
’
este jul
gado de
Sever;
mas
o exm.°
snr.
dr.
juiz
de
direito da
comarca
e
digno
delegado,
visitando
aquelles
estabelecimentos,
foram
examinar
os
prejuízos
dos
tiros,
que
fo
ram
as vidraças
de
duas
janellas,
e
uma
porta,
e
janellas
partidas,
fasquiados
ar
rancados,
e
tanto
os dignos
empregados
tomaram
este
crime
á
sua
conta,
que
lá
tem
ido
por
diflerentes
vezes
testimunhas
á
sua
presença.
A
aucloridade administrativa
d
’esle
con
celho
também
abriu
investigação
que
tem
continuado,
e
ainda
continúa.
«aers-a <3o
$Ja»àe»ate.—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são os
que seguem:
Londres
17.
—
Segundo
um
despacho
recebido
em
Londres, os russos teriam
si
Pontes sobre
o
rio EAenttacky
em
Ciaseinoitti
(Amerien).—
A pon
te
fixa
construída pelo engenheiro Shaler
Smith
sobre
o
rio
Kentucky
fica
a
81
me
tros
de
altura
acima
do
leito,
n
’
um
sitio
onde
o
nivel da agua
varia
de
17
me
tros,
chegando
algumas
vezes a subir
re-
pentinamenle
n
’
uma
noite
12
metros.
A
ponte
compõe-se
de
3
vãos
de
114,4
so
bre
dois
pilares
de ferro
de
13
m
de
com
primento.
O systema
é
do
chamado
Whip-
ple-type. A
altura
das
vigas
é
de
11,44
e
a
ponte
tem
5,5
de
largora.
A
construc-
ção
principiou
em
16
de
outubro
de
1876
e
terminou
em
fevereiro do
corrente
an
no.
O
pezo
do ferro
é
de 2.855:000 ar
raieis
para
as
vigas
e
798.000
arraieis
para
os
pilares; alvenaria
foi
de
12:915
jardas
cubicas.-
ProeesMo
monstro.
—
Os
jornaes
francezes
dizem
que
acaba de terminar
na
Luisiana,
Estados-Unidos,
ura
processo
que
durou
mais
de
meio
secuio.
Em
1803
um
irlandez
M.
Daniel
Clark,
casou,
na
Philadelphia,
com
uma
franceza,
Julia
Corrieras.
D
’
esle
casamento nasceu
uma
filha,
que
foi
conservada
em
segredo
até
á
morte
de
Clark
em
1823.
N
’
esta
época
os
testamenteiros
oppo-
zeram-se
a
que
mademoiselle
Clark
her
dasse,
allegando que
ella
não
era
filha
legitima.
Depois
de
50
annos
de
audiências,
de
mandas,
discursos
de
advogados,
Mira,
a
filha
de
Daniel
foi
declarada legitima her-
deira
e
entregaram-lhe
a
bagatella
de 10
milhões
de dollars
('36.000:000^000
rs.)
Tunnel do monte S. Ctotltard.—
A
quantia
necessária
para acabar
as
obras
do
tunnel
do
monte
S.
Gothard
foi
ava
liada
ultimamente
em 7:200
contos
de
reis.
A
Allemanha
contribuirá
com 1:800
contos,
a
Italia
com
igual
quantia,
a
Suis-
ta
com
1:440
contos
e
a
companhia
com
2:160
contos.
A
Sciencit
*
da
civHigação. — A
«Sciencia da
civilisação»
é
a
obra mais
notável
da
sua
especie
que
tem
appare-
cido
entre
nós,
lendo
demais
o
mérito
de
ter
sido
escripla
por
om
dos
nossos
mais
notáveis
Prelados.
A
«Sciencia da
civilisação»
é
o
manual
do
christão,
do cidadão
e
do
homem,
considerado
ainda
em tudo
segundo
as
no
ções
anthropoiogicas:
contém
inslrucções
dos
nossos deveres
para
com
Deus,
para
com
o
proximo
e
para
coinsigo
mesmo,
descendo
aos
mais minuciosos expedien
tes
da
vida
physica.
E’
preciso
estudar
e
lêr
muitos
livros,
para
se
obterem
os conhecimentos
e
no
ções
que
o
illustre
prelado d’
Angra
com
pendiou
n
’
um
volume
que
não
chega
a
ter 300
paginas.
E
’
manual
do
homem
religioso;
E
’
manual
do
homem
bem
educado;
E’
manual
de
hygiene,
de
medicina
e
de
cirurgia.
Em
summa,
quem
tiver
na
sua
estan
te
a
«Sciencia
da
civilisação»
deve
fazer
de
conta
que
letn
uma
bibliolheca com
pleta
sobre
os
actos
humanos,
sobre
os
actos
do
homem
e
sobre
os actos
nalu-
raes
do
mesmo
homem,
em
todas
as
ma
nifestações, em
todas
as
relações,
tanto
religiosas,
coino
civis,
tanto
inoraes,
co
mo
physicas,
tanto
sociaes,
como
indivi-
duaes
;
religião,
caridade,
moral,
civili
dade,
ordem,
melhodo
no
estudo
e
nos
actos
mais
ordinários
da
vida,
direcção
e
applicação
das
aptidões
e
faculdades,
tratamento
das
moléstias
por
meios hygie-
nicos
e
até
por
medicamentos
de
natural
e
facil
applicação, tratado
de
medicina
e
cirurgia
domestica,
econotuia domestica,
do
completamente
batidos
em
Tornova,
perdendo
12:600
homens.
O
gran-duque
Nicolau
estava
cercado.
Estas
noticias
necessitam
de
confirma
ção.
Bucharest
17.
—
A guarnição
de Nico-
polis
rendeu-se
com
40
canhões, 6
00(>
homens
e
2
monitores
turcos.
A
batalha
durou
16
horas.
Londres
17.
—
Faltam
promenores
ácer-
ca
da
vantagem
alcançada
por
Reouf-Pa-
chá
sobre
os
russos.
Chegou
a
Thracia
parte do
corpo
do
exercito
de
Suleyman-Pachá.
Parece
que
os
turcos
resistem á
mar
cha
dos
russos na
Dubrondg.
«O
«Daily
Telegraph»
diz
ser
de
ne
cessidade
imperiosa
que
a
Inglaterra e
outras
potências
actuem
immediatamente
para
deterem
os
progressos
dos
russos
na
Turquia.
Constantinopla,
18.
—
22
vapores
tur
cos
receberam
a
seu
bordo
em
Antiva-
ri
48
batalhões sob
o
cominando de
Su
leyman-Pachá
a
fim
de
conduzil
os
a
Sa-
lonica
d
’
onde
em
seguida
marcharão
para
Andrinopla
Savfel-Pachá
foi
destituído
pelo
gran-
visir
e
Aarif-Pachá
nomeado
para
o sub
stituir.
Bucharest
18.
—
Desde a
madrugada
se-
travou
grande
batalha
na
planície entie
Sislowa
e
Tirnova.
Os
turcos
procuram
cortar
a
retirada
aos
russos.
Londres
18.—
Despachos
de
origem
rus
sa
asseguram
que
os
russos
ficaram
se
nhores
da
passagem
do
Tschipk
nos
Bal-
kans.
Outros
despachos
porém
parecem
in
dicar
que
a
lucta continúa
e
é
questiona
da a
posse
da
referida
passagem.
O
«Daily
Telegraph»
diz
que
é
neces
sário
impedir
que
os
russos
occupem
Constantinopla
mesmo
que
seja
tempora
riamente
pois
que
seria
um
golpe
mortal
para
o
império
britânico.
Roma 18.—E’
formalmente
desmenti
da a
noticia
de
que
a
Italia
occuparia
Antivari
Thacia
se
a Inglaterra
occopasse
Galipoli nos
Dardaneilos.
A
Italia
não
se
separará
das
potên
cias
neutraes.
Londres
18.—
Os
jornaes
inglezes
insis
tem
com
a
Inglaterra
para
que
intreve-
nha
na
guerra.
O
exercito
turco
do
Danúbio
tomou
a
offensiva
aos
russos que
se
acham
em
Dubronsdsch
e dirigem-se para
Wirna.
O
general
russo Terguskoff tomou
a
offensiva
e
cerca Bayasid.
Diz
o «Times» que
foram
48
bata
lhões
e
não
18 que
passaram
os
montes
Balkans.
Constantinopla
19.
—
Abdul-Kerin-Pa-
chá
e
Youb-Pachá
foram
destituídos.
Osman-Pachá
loi
nomeado
commandan
te
em
chefe
do
exercito
do
Danúbio.
Arif-Pachá
foi
nomeado
ministro
dos
estrangeiros
e
não
gran-visir.
Já
passaram
os
Balkans
10:00)
rus
sos.
SECÇÃO
D£
COMMUWICADOS
Ao
aVeritasB «lo Isiipareinl.
Estou
cansado
de
esperar
que
o
Vert
ias
do «Imparcial»
se
resolva
a pôr
de
lado
o
capuz protector
das
suas
babosei
ras
e
das
suas
infamias.
Como
é
dotado
d
’
uma
covaidia
pyra-
midal,
só
está
bem na
encruzilhada.
E
”
commodo,
mas
é
canalhissimo.
Vae,
pois,
ainda
uma
vez
o
empraza
mento:
Estampe
o
Veritas
o
seu verdadeiro
nome,
e incontinenti saberá
quem
é
que
tem
escripto
estas
linhas.
Deixe
o
snr
Barros
em
paz.
Este
ca
valheiro
despresa-o,
como
todo
o
homem
de
bem
despresa
os
biltres.
O
Veritas
perde
o
tempo
com
as
suas
burundangas
nojentas, immundas.
O
snr.
Barros
está
muito alto,
para
que
possa
chegar-lhe
a
peçonha
que
esvurmam aquei-
les que
são
entendidos
em
balística.
..
dos
charcos.
Penteie
macacos,
snr.
Veritas,
e
deixe-set
de
parvoiçadas.
Porora
sou
Visella,
16 de julho.
Vm,
visellense.
1GBADECIMEKT0S
Hygtenlea
infain^el
ypretervativu; xbsolutamenta
a unicaqoe cura twxn nie jwniar mais nada. Vende-CN
xa nas
príncipao»
pharmacias do mundo. Exigir a |
iiisirucçào do
uml
.
(3V aiios de
exilo.) Paril,
casa do .
iav*' B* Àíagcfita, 4&. Liibea, Sr Barreto Loreto 28 e 30»
Joaquim
Gomes
Duarle
e
Antonia
Pei
xoto
de
Macedo,
servem-se
d
’
este
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade e
relações que
lhe
prestaram
seus
serviços
e
os
cumprimentaram por
occasião
do
passamento
de
sua
irmã
e
cu
nhada
Maria Rosa Peixoto
de
Macedo;
oulrosim agradecem
a
todos
os
que
se
dignaram
acompanhar
á
ultima
morada o
cadaver
da
finada;
a
lodos
protestam
seu
reconhecimento.
(385)
ANWNOIOS
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida nygie-
nioa e
preservadora
de
moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo magoa
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias do peito,
tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e das criancas. — Preço : 500 reis.
ELIXIR FERRUGINOSO
BARBERON
,
Gom
chlorhydrophosphato
de
ferro. — Recon-
stitue
o sangue sem causar o
estomago. Muito
agradável, digestivo e tonioo.—Preço : 800 r.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
ÇAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente asm
destruir
o
pello. Exito infallivel e facil applicação. —
Preço : 950 reis.
Depositas
:
BARBERON &
G1», en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em Lisboa, o snr.
Barreio,
rua
do
Lorètb,
n.° 28
—
30.
(23
^-)
collocado o
respectivo
distico
ou
signal
de
barreira
; bem
como
que
são obrigados
a
uma
taxa
diaria
de
30
rs.,
todos
os
car
ros
que
pernoitarem
na
cidade
para
con
tinuarem
a
trabalhar
no
dia,
ou
dias
se
guintes;
e
finalmente
que
se
acha
illitni.
nada a excepção
de
que
trata
o
paragra-
pho unico
do
artigo
8i do
Codigo
de
pos
turas.
E
para
que
ninguém
possa
allegar
ignorância,
e
para
evitar
abusos, do
de
vedor
do
imposto,
se
mandou
assim
pu
blicar
por
bando
e
pregão
e
pela
im
prensa.
Braga 1
I
de julho de
1877.
Eu
A. M.
Alves
Costa,
Escrivão
da
Ca
mara
o
subscrevi,
O
Vereador
servindo
de Presidente,
(380)
Fernando
Castiço.
Companhia
Viação do Minho
Serviço
de
diligencias.
A
Companhia
Viação
do Minho
faz pu
blico
que
a
contar
da
presente
data
ficam
estabelecidos
para
as carreiras
para
Vian
na
por
Braga
os
preços
abaixo
mencio
nados.
A
partida
dos
carros
de
Vianna
é
ás
8
1/2
horas
da
noule
e
de
Braga
para
Vi-
sella
ás
6
da
manhã.
Preços
•
De
Vianna
a
Braga,
dentro,
1^000
rs.,
fóra
800
rs.
De
Vianna
a
Visella,
geral,
láuOO
rs.
E
’
concedido
ao
passageiro
—12
kilos
de bagagem
e
o
excedente
pagará
20
rs.
por
kilo
para
Braga
e
30
reis
para Vi
sella.
Vianna
12
de
julho
de
1877.
(384)
Jcão da
Silva
Neves.
Banco
IVacional
Ultramarino.
No
Banco
do
Minho,
está
aberto
o
pa
gamento
do
dividendo do
1.°
semestre
de
1877
a razão
de
2
1/2
por
cento
ou
reis
2^250
por
acção.
Braga
19 de
julho
de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho,
Os
Gerentes,
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
(386)
PDMEIHA
PERDIDA
Quem
perdesse
uma
pulseira
na noite
do
dia
8
do corrente,
póde
procurai
a
na
Tua
do
Carvalhal,
n.°
35,
e
dando
os si-
gnaes
certos
será
entregue.
(387)
A
íÍRÃ’
Com
este
titulo
sairá
uma vez
por
mez
um
jornal
muzical
e
de
dansa,
para
piano,
«m
estilo
facil
e
elegante,
extrahidas
das
melhores operas
e
operetas.
Preço
d
’
assignatura
por
cada
numero
300
rs.
Proprietário
e
editor, Antonio Canedo.
Assigna
se
em
Braga,
onde
é
corres
pondente
José
Maria
da
Costa,
Largo
da
Porta
Nova,
n.°
13
(Hotel
Particular).
(382)
São
convidados
os
socios da
Associa
ndo Commereial de Beneíicencia
em Hrag»,
a
comparecerem
na
casa
da
mesma
associação
no dia
21
do
corrente,
pelas
a horas
da
tarde,
para
os
fins
desig
nadas
no
artigo
39
e
§
unico
dos
esta
tutos
Braga
17
de
julho
de
1877.
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho.
l.
°
Secretario
da
Assembleia
Geral.
(383)
-------------
—----------—------------ <------------------
A
Junta
de
Parochia
de
S. Cláudio de
Curvos,
concelho d
’Espozende,
tendo
de
collocar
dous
altares
novos
na
sua
Egre
ja,
vende
os
velhos.
Quem
os
pertender
póde. dirigir-se
á
mesma.
(338;
gottae
rheuwtismo
Licor
e pílulas
du dr. Laville
Esta
medicina anti-goltosa
e
anti-rheumalica
é
de
justo
titulo
o
reputada infalli
vel
desde
30 annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para curar
as
dores
mais
agudas.
E
a
unica scienlifica
e
o/Jicialmenle
reconhecida
e que <
ílerece
Iodas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$Ò00
rs.
Para
evilar-se
os
graves perigos
da
falsificação,
deve-se exigir a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris: pliarmacia
central
de
França, 7.
Rua
deJony.
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.a
classe,
com.
trasbordo
no
flio
de
Janeiro vara
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO GRANDE
DO
SUI
PORTO
ALEGRE,
CAMPPAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIt,
MACEIÓ,
outros
pontos
do litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
fH.i)
MKS.T1W PilEÇG
P Uí l d» K S j> a>p,
JiXíJIUS
MONDEGO.
.
ELBE
.
.
.
MINHO
.
.
.
PAQUKTKS
A
.
28
de
Julho
.
13
de
Agosto
.
28 de
Agosto
PREÇOS
Ca.in
paquete
(Testa eosApnnhin
leva
a
bordo
criados e eosinlieiros
portuguezes
puni
commodidade
dos
passageiros
de
tott»g ao eiasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porb>
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
C
>mpunhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem sustento
e hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo os
poneogeiroo teem
gentis eamo, roupa de cama, co-
uiido
feita
por eoeinheiros
pcrtsigiiezes, vinho diino vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e ontras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto de século tem
feito
com que os paquetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança excepcional;
além d’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodacões
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
higiene
como para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo Inglez
para a
conducção das
suas
malas
do
correio,
e
por
esie
serviço
recebe
a
companhia um
importante
subsidio.
1I\
ERAM
ESI
ES PAQUEIES
a honra de conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do Brazil, como também S. A.
o
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO na
AGENCIA CENTRAL, rua dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
B3
Ao
pé
do
arco
das
capelias
do Bom
Jesus,
onde
param
os
amerhanos,
ven
de-se:
cerveja,
gasoza
e
magnifico
vinho
verde.
(378)
Côrographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua
Nova
n.°
o.
Preço,
3
volumes.
....
l$a00.
S.uH
í
E
LISBOA
FAGUS
..................
13
de
Setembro
GUADIANA
.
.
.
2S de
Setembro
NEV
a
...................
13
de
Outubro
COMMODOS
BAWDO
A
Camara
Municipal
d’esta
ci
dade e
concelho
Faz
saber,
que
é
devido o imposto de
30
rs.
por cada
carro
puxado
por
qual
quer motor
conduzindo
generos
e
mer
cadorias
que
entrar
a
cidade,
sendo
o
li
mite
da
mesma
aquelle
em
que
se
achar
Banco
do Aíeirílçjo
Sociedade anoiiy-.sn de
reiipoBsn-
bilidade
limitade
CAPITAL Rs. 1.200:0^000
A
direcção
annuncia
que do
dia
20
do
corrente
em diante,
e
nas localidades abai
xo
designadas,
se
acha
aberto
o
paga
mento
de
1$250
rs.
por
acção,
por
con
ta
do
dividendo
do
corrente
anno.
Previuenem-se
os
snrs.
accionislas
que
ainda
não
satisfizeram
todas
as
entradas
d
’
acções, que não
podem
receber a
refe
rida
quota
de
divivendo
emquanto
as
não
liberarem.
Evora,
sede
do
Banco.
Lisboa,
agencia, rua
Augusta,
n.°27.
Coimbra,
Banco
Comrnercial
de
Coim
bra.
Porto,
agencia, Largo
de
S.
Domingos
n.°
39.
Braga,
Banco
do
Minho.
Evora
I3
de
julho
de
1877.
Pelo Banco
do
Alemlejo,
Os Directores.
João
Lopes
Marçal
(381)
Eduardo
d’
Oliveira Soares.
pr
iviTçio
0
abaixo
assignado
previne,
para
não
haver
ignorância,
que
ninguém
compre
nem
arrende
ao snr.
Ignacio
José Fernandes
Braga,
e
mulher, da cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na rua
de
D. Pedro V.
n.°
19,
d
’esla
cidade
;
porque
se
acha
esta
mes
ma
em questão perante
o
tribum>l
judi
cial
; e
para
melhor satisfação
do
publico
se
declara
que a
questão
corre
pelo
car
tório
do
escrivão
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ter
escriptos, nada
será
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
ou annuncio
que
appareça
con
tra
a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da
mesmo
snr.
Ignacio.
Braga
6
de
julho de
1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva Braga.
(3(if)
FLUIDE
IATIF DE
JONES
Por suas
propriedade»
beneficae,
goza este pro-
ducto de
alta e merecida reputaç5o. Suaeisa e ama
cia
a
pelle, allivia as irritaçõee causadas pelas mu-
dançae
clima,
pelos
banhos do mar, imprassSes
desagradareis
do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples appllcaçSo faz desapparecer as ra
chaduras das maos
e
dos beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno
de
ser
recommandado ó
Sabão
■atif,
que
possue
todas as propriedades suavizan-
tes doFluide,eumaroma
delicadissimo.PreçoSOOr'.
23,
Boulevart
des Gapucines, Paris,
De Fronte da entrada do Grsad-Hotel.
Deposito em Lisboa,
snr.
Barreto, Lorêto
n.R
28
—30
(26
*)
Fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
|
Cutelaria, Artigos de Luxo, Luvas, etc.
VEKE5A
BE
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de I
J:j;W
andar
e
quintal,
n.°
4.
sàJaâtóÈ,
p
uag
terreaSt
n>OS
7
e g,
com
quintal,
na
dita
roa.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
BRAGA, ÍYPCGAAPHIA LUSITAKA— 48'7.
Parte de Comércio do Minho (O)
