comerciominho_21061877_653.xml
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-
5?
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
653
Asaigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde deve
ígr
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
■=
As assi
naturas são
pagas
adiantadas
;
assim
como as
corresponden-
íi?.3
de Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
S®
8LJE3
LICA-S
33
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.~~Provtn-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.—
Semestre
1&050
rs.
—
Brami,
anno
3&600
rs.—Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8j>000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—kn núncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
’
/
0
d
’
abalimento.
a
21
DE JUNHO.
E
’
hoje
o
31.°
anniversario
da
Coroação
do
N. SS. Padre o
Papa
Pio
IX.
E
’
,
portanto,
um
dia
memorável
para a
Christandade,
á
qual
não
póde
ser
indifferente
tudo
quanto
se
relaciona com
este
Pontificado,
qje
tantas
e
tão
maravilhosas
cir-
cumstancias
perpetuarão
nos
annaes
da
Egreja.
Porisso
de todas
as
partes
do
orbe
sobem
ao
céo
fervorosas pre
ces,
e
hymnos
de graças
á
Provi
dencia; aquellas
pela
conservação
de
Pio
IX,
estes
pela
continuação
do
milagre
que se
realisa
visivel
mente
na
augusta
Pessoa
do
mais
amado
dos
Pontífices.
Que
bello
espectaculo
não
estão
dando
hoje
os
fieis de
todos
os
pai-
zes!
Em
quanto
os
potentados da
terra
estremecem
de
receio
nos
seus
thronos
e
com
mão
insegura
pro
curam
mostrar
inocillante
o
sceptro,
que
surdas
e
continuas
revoluções
ameaçam;
um
pobre
Ancião,
que
só
vive
da
esmolla
bemdicta,
é
ro
deado
das
homenagens
mais
since
ras,
mais
cordeaes,
dos
catholicos
de
todo
o
mundo.
Viva Pio
IX!
E
’
este o
grito
que
sae espontâneo de
todos
os
lábios
ao
celebrarmos
este anniversario
gloriosíssimo.
E
este
grito
jubiloso
irá
eccoar
na
alma
do
immortal
Pontífice,
ado
çando-lhe
as
tantissimas
amarguras
de
que
a
tem
cumulado
a
irreli
gião, a
impiedade
cega
dos
nossos
tempos.
Viva
Pio
IX!
ttSiACtA
—QUINTA-FEIRA
81
BE
junho
A’ RedaeçAo do irComiiiereio do
RSinhoD.
Londres,
5
de
Junho, 1817.
SUMMARIO.
[Conclusão]
IV.
—
Deputação
de operários
Francezes
recebida
pelo
Papa.
—
Outra
da
Nobreza
Romana,
de
congratulação
pelo
quinqua
gésimo
anniversario
do
seu
episcopado.
—
(>s
Peregrinos
Belgas
em Roma,
a
23
de
Maio
—
Deputação
Belga.—Dia
determinado
iara
a recepção
da
de
Irlanda.
—
Valiosos
iresentes
de
cidadãos
dos
Estados-Uni-
dos.
V. —D.
Carlos
mandado sahir de
Fran
ça,
a
requisição
do
Governo
de
Madrid.
—
Laço
talvez
armado
de
combinação
en
tre
a
Prussia,
a
Italia
ladroa,
e
a
Hispanha
liberanga.
IV.
—
«As
juntas
dos
Clubs
dos
Operá
rios
Catholicos
de
França
oflereceram
tam
bém
uma
estatua
de
sólida
prata
repre
sentando
a
Jesus
trabalhando
na loja
de
carpinteiro
de
S.
José.
<Os
Peregrinos
Belgas,
em
numero
de
uns
mil,
incluindo
muitas
pessôas
distin-
ctas
foram
recebidos
hoje, 23
de
manhã,
pelo
Papa
presididos
pelo
Bispo
de
Liége,
que
leu
um
adresse.
a
que
Sua
Santi
dade respondeu,
tomando
por
thema
Qutd
esl
Papa
(o
que
é
o
Papa?»), e
di
zendo,
que
estas
peregrinações
mostravam
o
que
o
Papa era.
«Varias
Deputações
separadas,
de
dif-
ferentes
parles
da
Bélgica,
e
de
suas
in
stituições
Catholicas,
incluídas
na
Peregri-
nagem, apresentaram
também
suas adres-
ses,
e
presentes,
com um
obolo,
montan
do
tudo
a
uma
larga
somma
pecuniária.
«Está
lixado o
dia
7
de
Junho
para
a
recepção
dos
Peregrinos
Irlandezes,
com
o
Cardeal
Cullen
á lesta,
e segundo
se
espera,
accompanhado
por
dez
Bispos.
<0
Cavalheiro Bevelin,
de
Nova
York,
vai
ter
amanhã
uma
audiência
de Sua
San
tidade,
para
lhe
apresentar,
varias
dadivas
suas
e
de
outras
pessoas».
V.
—
No dia
23, o Correspondente
do
Times
em
Paris
(que
evilentemenle
é
mais
liberanga
que
o
de
Roma),
escreve
ao
jornal
que
o
Governo
Francez,
a
re
quisição
da
Embaixada
Hispanhola
(e
não
duvido
fosse
o
pedido
apoiado
tainbem
pela
do
Portugal
Quadruplo-allianceiro)
mandara
sahir
de França
a
D.
Carlos;
e
que
este,
á
noite,
havia
com
effeito
sabi
do,
acompanhado
pelo
General
Charette,
com
a Princeza
sua
Esposa,
etc.
A
noticia,
com
as
varias
circunstan
cias
e
razões
mencionadas
pelo
Correspon
dente,
merece
de
ser
analisada;
mas
deve
sel-o,
segundo
eu
entendo,
em um
espi
rito
imparcial
e
sensato,
pondo
de
parte
paixões
políticas.
Dá
o
Corrsspondente
como
razão
da
requisição do Governo
Hispanhol
pa'a
a
expulsão
do
Príncipe,
a sua ultima
carta
aggressiva
(lhe
chama
o
Correspondente)
defendendo
os
Fueros
das
Províncias
Vas-
congadas; e
a sua
entrevista
com
D.
Mi
guel.
Ambas
as
razões
manifestam
evidente
mente
o
mais vergonhoso receio
e
co
bardia
do
Governo
Aflonsino
em
Madrid
—
e
não
tenho
duvida
que
também
do
Co-
burguino
em
Portugal.
Muito
fracos
devem
estar
os
taes
chamados Governos,
que
tém
medo
quasi
da
própria sombra
!
Pois
Go
vernos
tão
illustrados,
tão
amados
do
povo,
das
nações
que
felicitam,
tremem
ao
ler
uma
carta
particular
que
um
Príncipe
des
terrado
dirige
a
um
seu
amigo!
—
E
(mais
miserável
exhibição
ainda),
porque
elle
se
avistou
com
um
parente
que
nem
mesmo
viu
jamais
o
reino
a
que
tem
direito
nem
tentativa
alguma
tem
feito, ou
sabe
fazer,
para
recobrar
o
exercício
desse
direito!....
Isto
chamava-se
tremerem
Governos
de
sua
própria
sombra !
Vem
depois
o
molho
de
pasteleiro, das
«tendências
clericaes»
que
se
suppunham,
isto
é
imputavam,
ao
novo
Gabinete
Fran
cez.
Aponta
outra
cousa que
elle
crê
influe
no
Governo
Francez
para
contentar
e
con
servar
o
Affonsito
em
Hispanha;
e
vem
a
ser,
a
esperança
de
que
elle
case
com
a
filha
do
Duque
de Monpensier,
sua
pri
ma;
e
com
isso
se
tornem
a
demolir
os
Pyrineos,
que
Luiz
XIV
tinha
arrazado, e
volveram
a
crecer
depois;
temendo
que
a
presença
de
D.
Carlos
em
Paris podesse
minorar
as
probalidades deste
vantajosissi-
mo
arranjo.
—
Esta
razão, cá
no
meu
limi
tado
bestunto.
parece-me
simplesmente
to
lice.
Pois
a
França,
tão apaixonadamente
republicana,
e
anti-Bourbonica,
segundo
o
Times
e
seu
Correspondente
de Paris
(sal
vo
sómeote
o
aristocrático Faubourg
Saint-
Germain)
havia
de
estimar
de
fomentar
um
viveiro
de
rebentões
da tal
raça
no
reino
visinho!
Mas
é
que
houve
cousa
mais
ominosa;
9 FOLHETIM
OS
ÚLTIMOS MOMENTOS
DUÃfl CONDEMNAOO
PELO
R.
P.e
Marchai
3£iHBionc
*
rio
apostolico
TRADUZIDO DA
19.
a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da
S.
B.
IX
[Continuação]
Em
seguida
tomou
a
Bíblia
de novo,
e
poz-se
a
lêr
outra vez
a
Paixão.
Era
meia
noute.
Eu
puz
diante
d
’
e'le
o
Cru
cifixo,
e
recitei
o
meu
ollicio.
No
fim
de
uma
meia
hora,
elle
exclamou
:
«Que
I
não
terei
pois
a felicidade
de
receber
em
meu
coração
este bom
Jesus
que
tanto
soífreu,
e que
me ajudará
a
sup-
portar
a
tempestade!
—
Se
o
credes
com
to
las
as
potências
de
vossa
alma,
se
o
desejaes
com
toda
a
força
de vosso
coração,
oh!
entáo,
não
posso
recusar-vos ;
c
nosso
bom
Salvador
não vos
recusará
também
este
ultimo
si
gna!
de
seu
amor
:
assim
o
espero.
—
Se o
desejo!...
se
o
amo!...
se
o
creio!...
Oh!
meu
Padre,
se
podesseis
lêr
o
que
se
passa
em
meu
coração!...
—
Muito
bem
!
recolhei-vos
;
pensae
na
grande
acção que
ides
praticar;
e
lem-
Írae-vos
que
não
é
um
symbolo
que ides
receber,
mas
Nosso
Senhor
Jesus-Christo
em
pessoa,
isto
é,
seu
Corpo,
seu
Sangue,
sua
Alma
e
sua
Divindade!...
Mas
a
que
hora
quereis
receber
este
doce
Salvador
que
tudo
vos
perdoou?
—
Meu Padre,
se
é
possível, á
primei
ra
hora
do
dia
do
qual
não
verei
o
fim.»
Chamei o
guarda;
e,
como
o
prezo
ou
via
barulho
no
corredor,
me
disse
:
«Fazei entrar
esses
senhores,
para
qne
eu
os
abrace.»
Fiz
pois
entrar
um
de
meus
confrades,
assim
como
o
gendarme
que
eslava
de
guarda.
Elle
os
abraça
com
effesão
e tor
na
a
collocar-se
de
j
oelhos.
Entrei
á
meia
hora.
O
gendarme
e
o
guarda
tomou cada
um
seu cirio
para
acompanhar
Nosso
Senhor
á
prisão.
O
infeliz
estava
sempre de
joelhos
jun
to
do
leito.
Eu
informei-o
da
presença
da
adoravel
Eucharistia
por
estas
palavras
:
«Muito
bem
!
meu
irmão,
eis
aqui
que
Nosso
Senhor
Jesus
Christo
se
digna
visi
tar-vos. Elle
entra
na
vossa
prisão
com
a
mesma
complacência
como
se
enltasse
no
mais
bello
palacio dos
reis!
não
é
Elle
o
Deus
do pobre,
o
Deus
do
prezo?
Elle
não
pede
mais
que
um
coração
bem
preparado.
Pagae-lhe a fineza:
já
que
se
quiz
mostrar amigo
caritativo,
mostrai-vos
amigo
reconhecido
!.. »
A
estas
palavras,
o
converso
voltou-
se
com amor
para
a
pequena
meza aonde
eu
tinha
deposto
o
sagrado
vaso.
Fiz-lhe
uma
curta
instrucção
prelimi
nar
afim
de
fortalecer
e
inílammar-lhe o
coração.
Quando lhe
vi
os
olhos
banhados
de lagrimas,
aproximei-me
d’
elle,
e
disse-
lhe
com alegria
e confiança:
«Accipe,
frater,
Viaticum
Corporis
Do-
mini.
Recebei
meu
irmão,
o
Vialico
do
Corpo
de
Nosso
Senhor.»
E lhe administrei este Pão
dos
fortes
que
devia
sustcntal-o
em
face
da
morte.
Seu
rosto
me
pareceu
transfigurado.
Seria
difiicíl
exprimir
as
palavras
que
exha-
lou
seu
coração
durante
a
longa
acção
de
graças.
Apenas a
acabou,
voltou
logo
a
lêr
a
crucificação
do
Salvador,
com
voz
anhe-
lante
e
entrecortada
de
soluços...
A
’
vista
dos
soffrimentos
do
Redem-
ptor,
eu
ouvio
exclamar:
«Não comprehendo
!...
os
miseráveis !...
os
miseráveis!...
Elle que
era
innocenle!
Elle
que
não
Unha
fito nada!
Deixaram-o
desfaliecer
Ires
horas
no patíbulo!...
os
infames!...
Insultaram-o
!... cobardes!...
E eu
que
tanto
mal
lenho
feito...
lanto...
que!
eu
que
sou
apenas
um miserável,
não soffrerei
um
instante!...
Em
um mi
nuto
eslará
tudo
acabado!»
E
tornou
a
lêr.
X
Quando
terminou
a leitura
—duas
ho
ras
—
levanlou-se,
e,
tocando-me
na
espa-
dua,
me
disse:
«Meu
Padre,
prometlestes
escrever-me
algumas
cartas
;
agora
que tive
a felicida
de arranjar os
meus
negocios
para
o
outro
mundo,
ordenemos,
se é vossa
vontade,
as
bagalellas
da
terra.
—
Estou
prompto,
não
tendes
mais
que
dictar.
—
Comecemos
pelo
meu
testamento.
—
Primeiramenle,
eis
aqui
o
meu
cachimbo;
douvol-o. Não
é lindo;
mas está
bem
quei
mado.
Se
algum
dia
atravessardes
o
Ocea
no,
fumareis
uma
cachimbada
em
minha
memória
:
isio
vos
preservará
da
melan
colia.
—
Este
paletot,
deixal-o-hei
para
aquel-
le
desgraçado
que
me vier
substituir
n
’
es-
la
prisão.—
Esta
camisa,
dal-a-heis
ao pri
meiro
pobre
em
desconto
de meus
pec-
cados.
—
Se
existir
ainda
alguma
cousa
na
minha
bolsa
em Lyon,
rogo
ao snr.
Casa-
nova
se
digne
dar
10
francos
ao snr.
CaignH,
para
os
entregar
aos
mais
neces
sitados do
numero
16.
Elles
fumarão
um
cachimbo
em
memória
de
mim.—Este
par
de
meias,
deixo-o
ao
guarda
;
mas
tem
as
pernas
tão
altas que
fará
bem
pas
sal-as
á
mulher.
—Tomareis
uma
madeixa
de
meus
cabellos,
que
mandareis
a
minha
mãe.
com
minha
bolsa
de
malha, que
estas
pobres
mãos
fizeram.
—Está
acabado.
Quan
do
se é pobre,
depressa
se
conclue
o
tes
tamento...
Ah!
o
meu retrato!
se o
po
desse
mandar
a
minha mãe!
Mas,
não
sois
retratista,
meu
Padre?
Mediu
depois
com
os
dedos
o
seu an
gulo
facial,
e
poz-se a traçar no papel
um contorno
grosseiro
da
sua
cabeça.
—
Olhae!
eis
aqui
a
minha
cabeça;
es
ta
pelo
menos
não
cahirá
no
cesto
!...
—Não
a
desenhasteis
bem
;
guardo
ou
tra
muito
melhor
em
minha lembrança.
—
Sois
muito
bom, meu Padre;
é
a ca
beça
d
’
um
miserável.
—
D
’
um
miserável
que,
talvez em
pou
cas
horas,
gosará
da
companhia
dos
An
jos
!...»
Depois
locou
a
vez
ao
seu
caro
Au
gusto, para
o
qual
continuou
a
carta
co
meçada
no
primeiro
dia.
Qual
não
foi
mi
nha
alegria
quando lhe
ouvi
dictar as
se
guintes
linhas,
que
provam
até
que
ponto
se haviam
mudado as soas
ideias !
«Muito
caro
Augusto,
fugi,
fugi
das
so
ciedades
secretas.
Deixae
correr
o
movi
mento
político;
elle
vos
arrastará,
e
tal
vez
compartilhareis
a
minha
desgraça.»
(Carilinúa)
assais
ouçam
o
que
ainda
nos
diz
o
mesmo
Cor
respondente
na
mesma carta:
—
«Ha
pouco
tempo,
escreve
elle, em
uma Exposição
de
Cavallos,
achando-se
D.
Carlos
n
’
um
camarote
occupado
também
pelo
Duque
de
Nemours,
fez se
introduzir
ao
conhecimento deste
e
então
apresentou,
elle o
Duque
de
Nemours
á
Duqueza
de
Madrid,
e
se
fez
apresentar
também
a
si
e
sua
Esposa
ao
Conde
e
Condessa de
Paris, e
ao Imperador
e
Imperatriz
do
Bra-
zil.
Deixáram
depois
bilhetes
estas
perso
nagens
umas
ás
outras.
Todos
estes
factos
combinados
não
po
diam
deixar
de
fazer
com
que
o
Governo
Hispanhol
pedisse
a
expulsão
do
Preten
dente
da
Biscaya
e
Gmpuscoa,
a
um
Ga
binete
cujo
advento
deve
indevidamente
excitar
esperanças
Monarchistas
na
Eu
ropa».
Eu
por
minha
parle,
digo
que
o
Go
verno
Francez
só
se
abateu
a
dar
tal
pas
so,
por
causa
das
circunstancias
actuaes;
para
não dar pretexto
aos Affonsistas
de
Madrid de
entrarem
com
o
Governo
F
ran
cei
n
’
uma
questão,
em
que
o
primeiro
se
ria
apoiado
peia
Prussia,
e
pela
Italia,
que
delia
é
satelite;
questões
que
podia
vir
a
se
envenenar,
e
dar
á
Allemanha
Prus-
sianizada
pretexto
que
ella
quizera
para
de
novo atacar a
França,
tomar-lhe mais
algum
pedaço,
e
outra
bagatela
de
mais
uns
duzentos milhões
esterlinos.
O
Governo Francez
viu
o
laço e
fingiu
de
cahir nelle.
—
A.
II.
SARAIVA.
C-AZETILSA
Cotieltirito
da
.Mez
«le Maria.—
bispo de
Bragança,
na
qual
se
lêem
as
seguintes
apreciações:
«E
’ tão
elevada a
opinião,
que
o
es
tudo d
’
esta
obra
Nos
lem
feito confessar
quanto
julgamos digna
de
ter
a
preferen
cia
a
todas as outras,
de que
temos
co
nhecimento,
que
sobre
esta
matéria
hajam
em
iguaes
dimensões
sahido
á
imprensa».
E
mais
abixo:
«A
imparcialidade,
e
o
melhodo
de
apreciação
fria,
são
n
’
esta
obra
garantia
dos
conceitos.
«A
orthodoxia
é
illibada;
a
critica
segura,
fidelidade
indefeclivel;
a
abundancia
é
selecta
e
copiosa.—
Em
o
nosso
limitado
entender,
não
hesitamos
asseverar,
que se
alguém
desejar
adquirir
a
sciencia
da re
ligião,
e
da
historia
da
Egreja
calholica,
por fórma
que
o
satisfaça,
nas
condições
correlativas
ás
necessidades
e
leudencias
estudiosas
da
epoca
actual,
leia
e
estude
a
Historia
Universal
da
Egreja,
pelo
snr.
dr. João
Alzog
«A
traducção
portugueza,
que
está
sendo
editada
é, por
tiel
e
acurada,
digna
da
empreza.
que
lhe
coube.
«Em
conformidade
com
o
juízo,
que
temos
exposto ácerca da
relerida
obra,
re-
commendamos
a
sua
reílectida
leitura
a
todos
os Nossos
Diocesanos;
e
mui
espe-
cialmente
ao
Reverendo Clero,
e
dignos
professores
das
escolas: e
aos
alumnos
do
Nosso
Seminário
a
Propomos,
como
resu
mido
commenlario
para o
estudo
ecclesias
tico,
e
delerminadamenle
para
o
da
historia».
—
Revista
de
T/ieologia.
—Jornal Religioso
moral
e
scientilico.
Saiu
o
n.°
3
d
esta
revista,
uma
das
publicações
periódicas
mais
importantes
do
nosso
tempo.
—
A
Biblia
e
a
Naluresa,
por
H.
Reusch,
—
Versão
do
allemào
pelo
dr.
João
Manoel
Correia.—Livraria Chardron,
Porto
e
Braga.
Recebemos
a
caderneta
n.°
1
d’esia
obra
notável
a
iodos
os
respeitos,
e
até
hoje insbstiluida
ainda
na
sua
especialida
de,
segundo
a opinião
dos
competentes.
A
traducção
é esmeradissima.
— O
Universo
Illuslrado
—
Publicou-se
o
n
0
23. Contém: Turquia,
Santa
Sophia
em
Constantinopla
(gravura)
— Sobre
os
objectos
d
’arte achados
na
Cilania
de Bri-
leiros,
de
Gabriel
Pereira
—
O
ramo
de
ca
mélias,
romance
original de
Ricardo
da
Motla—
Melhodo
de
prolongar
a
vida,
por
Branco
Rodrigues—
-Rússia:
o
Kremlin,
em
Moscou (gravura)
—A
Regina,
romance
—
A
guerra
—
Hal-el-uiah!
(poesia de
Santos
Costa)—A corôa,
por
Silva
Pereira
—
■
As
folhas do
aipo
—
Torre
do
Tombo—etc.
Sova
tabelh» de
fraraquin para
o Brazil.—
Desde o
dia
1.°
de julho
proximo
fica
vigorando
a
tabella
constante
da
seguinte
circular,
a
respeito
do
porte
das correspondências
para
o
Brazil:
O
império
do
Brazd
foi
admittido
a
jfazer
parte da
União
Geral
dos
Correios
desde
o l.
u
de
julho
do
corrente
anno
de
1877.
Na
fórma
do
programma,
que
opportuna-
mente
publicamos,
fez-se
no
domingo
no
templo
da
N.
Senhora
Branca
a solemne
conclusão
dos exercícios
do
Mez
de
Maria.
O
templo achava-se
decorado
com
o
aceio
possível,
e
o
altar da Virgem
pro-
fusamenle
illtiminado,
e
adornado
com
todo
0
esplendor.
Ó
sermão
que
de
tarde
prégou
o
nosso
antigo
collega
e
amigo,
o
revd.
mo
padre
Marnôco,
foi
brilhantíssimo:
nem
ai
era
d
’
esperar
do
peregrino
talento
e
illuslração
d’
aqutlle
joven
e
distincto
ecclesiastico.
Louvando
os
dedicados devotos
que
promoveram
estes esplendidos
cultos,
in-
dividualisamos
o revd.
0
capellão
que
a
nenhuns exforços
e trabalhos se
poupou
afim
de que
elles
fossem
quanto
possível
dignos
da
Rainha
das
Virgens.
Comhoiog
eiji.-es^os.
—
Nas próxi
mas
festas
de
S.
João
h’
esla cidade
ha
comboios
expressos
e
a
preços
redusidos
em
todas
as
estações
da linha
do
Minho,
e
a
preços
redusidos
na
linha
do
Douro
«Eces»
.to
?ovo».
—
Com
este
titulo
co
meçou
a
publicar-se
em
Vianna
um
novo
jornal,
cujo
primeiro
n.°
recebemos.
Seja
bem
vindo
o
collega.
Theatro.
—
Segundo
se
deprehende
dos prospectos
distribuídos
deve
ser
hoje
a
primeira
das
recitas
d
’
assignatura
dadas
pela
companhia
do Baquet,
no
lheatro
de
S.
Geraldo.
Festividatle
em
Tibdes.—
No
do
mingo,
10
do
corrente,
realisou-se
no
ma
gnifico
templo
de Tibães
uma festa
esplen
dida
aos
SS.
Corações
de
Jesus
e
de
Ma
ria,
feita
pelas
duas
associaçõoes
respe-
ctivas
instituídas
n
’aquella
freguesia.
Na
sexta-feira,
no
sabbado
e
no do
mingo
houve
praticas
feitas
pelos
revd.
os
padres
Domingos
Albuquerque
e
Melli,
ás
quaes
concorreu
sempre
um auditorio
nu
merosíssimo.
Quasi iodos
os
associados
e
associa
das dos
SS.
Corações
de Jesus e de
Maria
concorreram
ás
confissões,
para as
quaes
havia
uns
dose
confessores.
No
domingo
houve
communhão
geral,
distribuindo
o
revd.0
abbade da
freguesia
o
Pão
dos
Anjos
a
umas
400
pessoas.
Este
acto
foi
cominoventissirao,
especialmente
realçado
pelas
creancmhas da
escola
que
aquella
associação
educa,
e
as
quaes
faziam
a
sua
primeira
communhão,
para
a
qual
se
apresentaram
vestidas
de
branco
e
co
roadas
de
rosas. As
exhortações
feitas en
tão
pelo
revd.
0
Albuquerque, já
ás
crean
ças,
já
aos
adultos
foram
d
’uma
palheti-
cidaie
intradusivel.
Seguin-se
a
missa
celebrada
pelo revd.
m
°
abbade.
De tarde,
depois d
’um
eloquente dis
curso
pronunciado
pelo
mesmo
orador
de
manhã,
saiu
uma procissão
ao
cruseiro,
a
qual
ia
com
lodo o
aceio
e
boa
ordem
para
o que sempre
se
esmera
o
zeloso
e
respeitável
parocho
d
’aquella
freguesia.
Findou
aqdella
festa
com
a
distribui
ção
dos
prémios
ás
meninas
da
escola.
Os
trabalhos
das
mesmas estavam
expostos
ao
publico.
E’
para
admirar
o
aproveita
mento
que
por
elles
se
nota
em
creanças
de
4
a
5
annos.
Vimos
bordados,
crochets,
rendas,
franjas,
meias, costuras
etc,
muito
bem
trabalhadas.
O
secretario
da
associação,
Silva Gra
ça.
pronunciou
n
’
esse
acto um breve dis
curso
ailusivo
á
neccessidade
da
instruc-
ção
e
educação
nas
creanças.
Distribuiu
os
prémios o
revd.
m°
abba-
de,
mediante
a decisão d
’
um jury
exa
minador
composto
de
tres illustres
se
nhoras.
Não
podemos
deixar
de
dar
os
mere
cidos
louvores
aos
promotores
d
’aquella
festividade
pomposa,
espeçialisando
o
revd.1110
abbade, presidente
da associação,
o
qual
é
incansável
na sustentação
do
culto
a
cujo
brilhantismo
tem
sempre
posto
a
sua
inexcedivel
dedicação
e
os
seus
haveres.
Também
merecem
especial
menção
os
trabalhos
e
exforços
do
revd.
0
padre
Joa
quim
José
Gomes
d
’
Oliveira,
vice-presi
len
te
da
associação.
Movimento
il« Hospital <le S.
Marcos.—
Doenies
existentes
em
10
de
junho:
83
homens
e
126
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
27
homens
e
24
mulheres.
Sahiram:
18
homens
e
18
mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
16
de
ju
nho:
92
homens
e
130
mulheres.
Publicardes. —
«Historia
Universal
da
Egreja»,
peio
dr.
J.
Alzog.
Recebemos
o
fascículo
7.°
Anteriormente,
recebera-
mos
o
fascículo
6
°,
no
qual
começa
o
2.°
volume.
Abre
por
uma provisão
do
snr.
As
correspondências
de
Portugal
para
o
dito
império
continuarão
a
ser
rernet-
tidas
pelos
paquetes
subsidiados
perten
centes
ás
Companhias
Real
Ingleza,
Men
sagerias
Marítimas
francezas,
e
á
de
na
vegação
do
Pacifico,
bem
como pelos
va
pores
mercantes,
e
por
navios
de
véla.
Os
portes
das
correspondências
são
os
seguintes:
PELOS PAQUETES SUBSIDIADOS
CARTAS
Franquia
facultativa
por
meio de
sellos
do
correio portuguez:
Até
15
grammas
109
reis
Até
30
grammas
200
reis
Até
45
grammas
300 reis
e
assim
successivamente
subindo 100
reis
em
cada
15
grammas
ou
fracção
d
’
este
peso.
Jornaes
políticos,
lilterarios,
scientificos
e
industriaes,
cintados
Franquia
obrigatória
por
meio
de
sellos
do
correio
portuguez:
Até
50
grammas 20
reis
Até
100
grammas
40
reis
Até
150
grammas 60
reis
e
assim successivamente
subindo
20
reis
em
cada
50 grammas
ou
fracção
d’
este
peso.
Impressos
de
qualquer
outra
natureza,
li
vros,
amostras
de
fazendas
sem
valor
e
papeis
de
commercio,
cintados
Franquia
obrigatória
por
meio
de
sellos
do
correio
portuguez:
Até
50
grammas
30
reis
Até
100
grammas 60
reis
Até
150
grammas 90 reis
e
assim
successivamente
subindo
30
reis
em
cada
50
grammas
ou
fracção
d
’este
peso.
PELOS VAPORES
MERCANTES
E
NA
VIOS DE
VELA
CARTAS
Franquia
facultativa
por
meio
de
sellos
do
correio
portuguez:
Até
15
grammas
50
reis
Até
30
grammas
100
reis
Até
45 grammas
150
reis
e
assim
successivamente
subindo
50
reis
em
cada
15
grammas
ou
fracção
d
’
esle
peso.
Jornaes
políticos,
lilterarios,
scientificos
e
industriaes,
cintados
Até
50
grammas
10
reis
Até
100
grammas
20
reis
Até
150
grammas 30
reis
e
assim por
diante
subindo
10
reis
em
cada
50
grammas
ou
fracção
d
’
este
peso.
Impressos
de
qualquer outra natureza,
li
vros,
amostras
de
fazendas sem valor
e
papeis de
commercio, cintados
Franquia
obrigatória
por
meio
de
sellos
do
correio
portuguez:
Até
50
grammas 15
reis
Até
100
grammas 30 reis
Até
150
grammas 45 reis
e
assim
por
diante
subindo
15
reis
em
cada
50
grammas
ou
fracção
d
’
este
peso.
São
admittidaè
a
registo as
correspon
dências
de
qualquer
natureza, e
por
ellas
se
cobrará
em
sellos
postaes,
além
do
porte
competente,
o
prémio
fixo
de 100
reis,
quer
tenham
de
ser
expedidas
pelos
laqueies
subsidiados,
quer
pelos
vapores
mercantes ou
navios
de
véla.
Se
os
remettentes
pretenderem
aviso
de
recepção,
pagarão
por
este,
também
em
sellos
postaes,
o
porte
de
40
reis.
Pelas
cartas
procedentes
do
império
do
Jrazil
sem
franquia,
ou
com
franquia
in-
suíficiente,
cobrar-se-hão
no
acto da
en
trega
os
seguintes portes:
150
reis
cada
15
grammas
se
vierem
pelos
paquetes
subsidiados.
100
reis
cada
15
grammas
se
vierem
pelos
vapores
mercantes
ou
navios de
véla.
Terremoto.
—
Eis
algumas
informa
ções
sobre
o
terremoto
do
dia
9
na
costa
do
Pacifico.
Foi
o
Chile
que
mais
soflreu,
não se
sentindo
nada
em Calháu e
Lima.
Era Pisagua
subiu
o
mar,
destruindo
a
estação
da
estrada
de
ferro
e
todas
as
propriedades
no mesmo
nivel.
Houve
gran
des
perdas
em
salitre.
Em Iquique
calcu-
lam-se
em
70
as
victimas,
e
quasi
toda
a
povoação
ficou
destruída. Na
bahia
tom
bou
uma
barca
allemã
e
desappareceu
ou
tra
ingleza.
Em
Pabellon
de Pica
houve
50
victimas, ficando
40
soterradas
sob
o
desabamento
de
um
outeiro, donde
tira
vam
guano.
Dez navios
foram
a
pique,
quatro
ficáram
abandos e
doze
desmante
lados
e
destruídos
por
abaloramentos.
Em
Punta
de
Lobos
houve
algumas
perdas
de
vida
e
a cidade
foi
totalmenle
levada
pelo
mar. Houve
sete
navios
desmantelados
e
a
pique.
Em
Huanillos
toda a
cidade
foi
levada
pelas
ondas,
excepto
20
casas
da
parte
mais
alta.
Perderam-se
algumas
vi
das;
cinco
navios
a
pique;
tres
inutilisa-
dos
e
quatro
com avarias. A
cidade de
Tocopilla
ficou
completamente
destruída
e obstruíram
se
algumas
minas. Em Punta
Blanca
lambem
se
obstruíram
algumas
mi
nas
com
pedras
roladas
do
serro,
ficando
enterrados
nellas
mineiros
e
administrado
res.
Em
Cobija
mais
de
metade da
cidade
foi
destruída,
havendo
muitos
navios
com
avarias.
Mejiilones,
na
Bolívia,
também
fi
cou
quasi
totalmente arrazada.
O
vapor
«Colombo» levou alli
259
mulheres
e
crian
ças
recolhidas
em Pabellon
de
Pica.
Nos
portos
do
norte
havia
mais
de
9:000
pes
soas
sem
agua,
sem
roupa,
sem
comida.
Apromplavam-se
um
vapor
para
levar
mantimento
ás
victimas,
e
em
Valparaizo
abrira-se
uma
subscripção
para soccorros.
Em
Arica
a
cidade
ficou
destruída
desde
a
estação
da
estrada
de
ferso
até
á
ca-
thedral.
As povoações de
Calania,
Triuchiu
e
S.
Pedro
haviam
desapparecido
inteira
mente.
Em
Arias
as
perdas
calculavam-se
em
quatro
milhões
de
pesos
fortes.
fr
statistíea.—
E
’
curiosa
a
seguinte
estatística
que demonstra
quanto a guerra
custa
em sangue e dinheiro.
A
seguinte
estatística
obteve-a uma
folha
periódica
estrangeira
dos relatórios
officiaes
de
diversas
nações,
no
periodo
decorrido
de
1832
a
1857.
Morreram
nos campos
de
batalha,
em
resultado
de
ferimentos
ou
doenças
ad
quiridas
em
campanha
1.918:000
ho
mens.
Na
guerra
da
Criméa
750:000
que cus
taram 349
milhões
de
libras
sterlinas.
Na
expedição
d
’llalia
43:000
que
custa
ram
60
milhões
de libras.
No
exercito
dos americanos
do
norte
280:000,
que
cu-taram
940
milhões de
libras.
No dos
do
sul
520.000,
que
custaram
460
milhões
de
libras.
Na
guerra
de
1866.
245:000,
que
cus
taram
66
milhões
de
libras.
No
México,
Paraguay
e Cochmchina
65:000,
que
custaram 40
milhões
de
li
bras.
Na
guerra
franco-prussiana,
morreram
155:u00
francezes
e
60:000
allemães,
e
gastaram-se
500
milhões
de
libras
sterli
nas,
incluindo-se
n
’esla
quantia
o
que
custaram
os massacres
na Bulgaria,
Ar
ménia,
etc
, em
que houve
25:000
vi
ctimas.
E’
horrível!
Gaierira
«lo
Sriente.
—Os
últimos
telegrammas relativos
á guerra
do
Oriente,
são
os
que seguem:
S.
Petersburgo
16.
—
Os
foi
tes
avan
çados
de
Kars
fizeram
fogo
sobre
o
acam
pamento
russo,
mas
a
artilheria
russa
obrigou-os
a
cessar
a
aggressão.
Constantinopla
17.
—
As
tropas
turcas
de
Erzeroum
estão
dispostas
para
tomar
a offensiva.
Os
‘russos
teem
soffrido
gran
des perdas em frente
de
Kars.
Não
é
verdade
que os
russos
fizessem
tentativa
de
passar
o
Danúbio.
Buchafest
17
—
O príncipe
Millan
da
da
Servia
visitou
hontem
o czar em
Ploiesli, passando
alli
todo
o
dia.
O
im
perador
fez
lhe
acolhimento
amigavel.
Os
russos
publicaram
o
manifesto
convidando
os
búlgaros
a
sublevar-se
para
vingarem
as
atrocidades
commellidas
pelos
turcos.
Ragusa
17.
—Os
turcos
conseguiram
restabelecer
Nikesich, mas
Mahmet-Ali-
Pachá,
tendo
penetrado
no
território
mon-
tencgrino
foi
completamente
desbaratado
e
perseguido
até
Sponsoh,
deixando no
campo
2:000 mortos.
Os
monlenegrinos
incendiaram
varias
aldeias turcas. O Mon-
tenegro
ficou
livre
dos
turco-.
Londres
18.
—
Diz
um
telegrarama
ofii-
ciai
russo
que
houve
na
Azia
vários
ata
ques
de
turcos
contra
os
russos,
nos
dias
Que
grandioso
espectaculo
contemplo
!
Que
multidão
de
naluraes
bellezas!
Té
onde
o
raio
visual
alcança,
Té
do
extenso
horisonte
á
raia
extrema,
Tudo
prodígios
são,
tudo
revela
O
teu
amor
e
a
omnipotência
tua.
Outeiros,
montes,
serras
se
alevantam,
De
caprichosas
formas,
recortando
se
No
fundo
azul
do ceo,
—
degraus
ingentes
Que ao
teu
'splendido
solio
vão
subindo;
Magestosas
columnas
que
sustentam
D
’esse augusto
palacio
diamantino
O
aereo
pavimento
!
—
Amenos
valles,
De
ampla
e
gentil
vegetação
vestidos,
A
espaços
abaixando,
a
vista
encantam,
Do
Eden
risonho
a
biblica
pintura
A
’
mente
extasiada
recordando.
Desde
o profundo
prado
ao
cume
excelso
Da
mais
alta montanha,
a
côr
da
esp’
rança
Seu
variado
matiz
com
graça
ostenta,
Da
escura
coma
do cerrado
abeto
A
’
clara
fronte
do
ramoso
roble;
E
as
delicadas
tintas
do
arco-iris
Se
refleclem dos
campos
no
tapete,
Onde do universal
pintor
os
raios
Vêm
cada dia a
côr
dar
ás
ílorinhas.
Quaes filas
de
cryslal,
cintos
de
prata,
A
intervallos
serpêam
mansos
rios,
A
ridente
paisagem
decorando.
O'
Deus, n’esta
eminencia,
consagrada
Do
teu
Verbo
á
missão
reparadora
Dos
redimidos
seus
pela
piedade;
N
’esta
formosa
estancia,
que
circumdam
Magnificências
taes, tantas
bellezas.
Não
sei
que
estranho
ambiente se
respira,
Que
o coração
sacia,
a
mente
enleva;
A
alma
que
aspira
a
li,
sente
mais
perto
Estar
da
habitação
dos
teus
eleitos;
Ergue-se
a oração
mais
fervorosa,
E
só
sabem
os
lábios
bemdizerte!
Mas...
do
lopo
dos
montes
vem
descendo
Espessa
nevoa,
qual
sombrio
manto
Por
invisível
mão
desenrolado:
Sob
elle
desparece
a
verde
encosta,
O prado
luxuriante,
denso
bosque;
Das
mais
próximas
arvores
apenas
As
frondiferas
cupulas
se
avistam.
Que,
do
austro
pelo
assopro
balouçadas,
Porções
enormes da
neblina
agitam,
Quaes
pardacentos vellos
pendurados.
Nem
do
astro-rei o
disco
resplendente
No
plúmbeo,
triste
ceo
já
se
divisa;
Mas,
dos
raios
privado,
só
derrama
Tenue
clarão
como
de
torvo
eclipsei
Como,
Senhor,
assim
so
esvaeceram
Tuas
deslumbradoras
maravilhas?
Ah!
n
’essa
cerração
a
imagem
vejo
Da
que
o
espirito humano
entenebrece,
Do erro
nas
sombras
negras
abysmando-o
!
Então o entendimento
não
descobre
Na
creação
teu
santo
nome
escriplo
!
Ai
1
pobre
viajante
desgarrado
Nos
páramos
sem
fim
da
fria
duvida!
A
verdade
que
busca,
ou
buscar
pensa,
A
verdade,
que
és
tu, nas
obras
tuas
Ante os
olhos
do
corpo
se
lhe
ostenta:
Mas
os
da
alma
estão
cegos!...
Homens
loucos
Negam
do
Filho
teu
a
divindade,
Negam
da
sua
Egreja
o
puro
ensino,
Negam do
seu Vigário
a
missão
alta,
Negam
até.
Senhor,
tua
existencial
Oh
negação
fatal,
fatal
cegueira!
Perdoa-lhes,
Senhor,
perdoa
aos
tristes!
Illumina-os co
’
o
sol da
tua
graça,
Insuffla-lhes
a
luz
da fé
nas almas,
Os
corações inunda-lhes
de esp’rança,
Enche-os
do
terno
ardor
da
caridade
!
Salva-os!
Salva-nos!
Salva o inundo
inteiro
Das
voragens
do
erro
em
que
naufraga
!
E
ante
a
arvore
do
Golgotha
prostradas
Todas
as
gerações
caiam,
bradando:
«Ave, Cruz redemplora,
unica esp
’
rança!>
Maio
31
de 1877.
A.
Moreira
Bello.
13,
e
15,
sendo
repellidos
os
turcos.
A
esquadra
allemã
dirigiu-se
para
as
costas da
Syria,
por
causa
de
desordens
que
alli
se
receiam.
Bucharest
18.
—Estão
entaboladas
as
negociações
para
tornar
effectiva
a
alliança
russo-roumana.
Ragusa
18.—A situação
é
critica.
Di
zem
do
Monlenegro que
7:000 turcos
vão
invadil-o
por
dois
lados.
Os
montenegrinos abandonaram os
des
filadeiros de Duge.
Mehemet-Ali-Pachá re
novou
o ataque.
5
’
<iio advestjiado en» Elarcellos.—
Acaba
de
abrir
escriplorio
de
advogado
em
Barcellos,
na
rua
das Flôres,
e nosso
amigo
o snr. dr.
Luiz
de
Novaes,
cava
lheiro
distincto
pelas
suas
nobilíssimas
qua
lidades,
talento modesto
mas robusto.
Honramo-nos
com
a amisade
do
joven
advogado,
que
de
perto
conhecemos;
e,
sem
receio
de desmentido,
podemos
va
ticinar-lhe
um
futuro
feliz
em
a
nobre,
mas escabrosa
carreira
que
encetou.
Possue
s.
ex.a
,
apar
d'uma
boa
inlel-
ligencia,
esclarecida
por
um
excellente
senso-critico,
uma
vastissima
e
copiosa
eru
dição
sobre
os
variados
ramos
de
litlera-
tura,
a
qual
de
per
si
só
basta
a
gran-
gear-lhe
uma
apresentação
distincta
entre
os
homens
de
lettras.
Receba,
pois,
o
nosso
amigo,
n
’
estas
desprelenciosas
palavras,
a
expressão
hu-
millima,
mas
verdadeira
da
nossa admira
ção
pelas
suas
extremadas qualidades, com
o
voto
sincero
de
muitas
prosperidades.
E»i8M4»luçã<» da
Camara
Frnnce-
aa.—
Paris,
17.
—
Foi
lida
por Broglie a
mensagem
de
Mac-Mahon
ao
senado.
Na
camara
dos deputados
procedeu
a
essa
lei
tura
o
ministro
do
interior,
Fourtou.
A
mensagem recorda
que
o
presiden
te
da
republica está investido
de
dissolver
a
camara
dos
deputados.
Mac-mahon
vê-se
obrigado
a recorrer
a esse direito
em consequência do
seu
desaccordo
com
a
camara.
Nenhum
minis
tério
póde
manter-se
sem
fazer
concessões
aos
radicaes ou
soflrer as
suas
communi
cações.
Para
não
se
prestar
a
isso,
resolveu
pedir
ao
senado
a
dissolução,
que
queria
demorar
até
depois
de
votado o orçamen
to
;
mas
a agitação
promovida
no
paiz
pelos
deputados
sigatarios
de
mensagens
não
póde
prolongar-se.
A
commissão
do senado,
cuja
maioria
se
julga
favoravel, examinam amanhã
o
pedido
de dissolução
da
camara.
Crê-se
que
será
votado
quarta-feira.
lãção bem merecida.
—
Lê-se
no
«Bem
Publico»:
O «Diário
de Noticias»,
com
uma
pi-
coinha
que
procura
parecer
voltaireana,
e
o
«Diário
do
Commercio»
e
o
«Jornal
do
Commercio»,
com
o
atlicismo
tão
vulgar
nos
chafarizes,
lembraram-se
de escarne
cer
dos
peregrinos, porque
choravam
em
diversas occasiões
durante
a
sua
peregri
nação.
Ordinariamente
os
felizes
do
século,
os
que passam
os
dias
em
recordar
os
prazeres
da
noite
antecedente,
e regando
com
o
champagne
e
outros
vinhos
precio
sos
as
iguanas que
tem
diante
de
si,
e
as
combinações
dos
prazeres
da
noite
se
guinte,
despresam,
chacoteam,
e
aborre
cem
os
que
choram
—
são
os
pobres
ou
os
catholicos,
viclimas
suas
:
e
é
porisso,
que
no
sermão
da
Montanha
disse o
Salva
dor
:
Bemavenlui ados os
que
choram,
porque
serão
consolados.
D
’
aqui
vem
os
sarcasmos
e
os
dixotes
d
’
estes
Lucullns
de
hoje
aos
desvalidos,
seus
contemporâneos.
E
como
não
dão nenhuma importân
cia
ao
futuro
aquelles
que
só vivem
no
pre
sente
e
paia
o presente,
dir-lhes-hemos
que
as
lagrimas
provenientes
do
sentimen
to
interior,
e
das
magoas
do
coração,
são
um
dote,
uma
qualidade
exclusiva
dos
ho
mens
;
as
bestas não
choram.»
Apoiado
I Muito
bem
!
A’ vtata «lo
may»iíieo
panorama,
<l«ae
eircmnita
o íiun» Jeauii do
Monte.
Deus
creador,
como
és grande
!
As
obras
luas
Quam
magnificas
são!
Com
mão
profusa
Formosuras
esparzes
portentosas;
E
o
glorioso
sol,
lampada
tua,
Pendente
com
fulgor
da immensa
abobada,
Torrentes
de
aurea
luz
sobre
ellas
verte
Como
para
aos
humanos
amostrai
as,
E
os
olhos
e
os
espíritos
guindar-lhes
—
Inda
maisalto
que
elle—
ao
throno
eterno,
D
’
onde
tu,
Deus
supremo,
tudo
reges.
DÁ
ADMINISTRAÇÃO.
Vão
abaixo
publicados os
nomes
d’a-
queltes
nossos
assignantes
que
tão
cava-
Iheirosamente
nos
teem
coadjuvado,
dignan-
do-se
enviar-nos
o
importe
das
suas
as
signaturas.
A
iodos
os
nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos que
ainda
se
acham
em
debito
o
favor
de
saldarem
contas
com
a
administração
d’
este
jornal;
e
aos que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer modo
aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a assignalura:
Celoríco
de
Basto.
—
Revd.
0
fr.
Fernan
do
Pinto,
até
3
de
maio
de
1878.
—
Albino
Marques
d
’
01iveira,
até
30
d’
abril de
1877.
Fafe.
—
Revd.
0
parocho
de
Gontim,
até
31
de
maio
de
1878.
Famalicão.
—
Revd.
0
Joaquim
José
de
Azevedo,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Moncorvo.
—
Revd.
0 Manoel
Antonio
Carneiro
de
Magalhães,
até
30
de
junho
de
1877.
—
Revd.0
Manoel
dos
Santos
Cabral,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Pico.—
João
Antonio
Viilela,
até
30
de
junho
de 1877.
S.
Miguel.—
Antonio
Maria
de Moura
Coulinho,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Barcá.—
José
Antonio d
’
Amorim
e
Sá,
até
30
de
junho
de
1877.
Pombal.—Revd.0
João
Julio
da
Silva,
até
19
de
setembro
de
1877.
Lanhozo.
—Revd.
0
abbade
de
S.
João
de
Rei, até
31
de dezembro
de
1877.
Penella.—
Revd.
0 Manoel
José
de Sou
za,
até 31
de
dezembro
de
1877.
Terras
de
Bouro.
—Revd.
0
Sebastião
Pires
de
Freitas,
até
1 d
’
abril de 1878.
Barca.—Revd.
0
parocho
de
Ermida,
até
31
de
dezembro
de 1876.
Barcellos. —
Revd.
0
Antonio
d
’
Arantes,
até
19
de
março
de
1877.
Estarreja.
—
Manoel
Soares da
Silva,
até
19
de
outubro
de 1877.
Souzel.
—
Antonio
de
Calça
e
Pina,
até
30
de
dezembro
de
1877.
Barcellos.
—
Luiz
da
Conceição
Velloso
Ferreira
Pereira
de
Mattos,
até
31
de
de
zembro
de
1877.
Barca.—
Revd.
0
abbade
de
Britello,
até
30
de
outubro
de
1877.
Coura.—Revd.0 abbade
de
Insalde,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Espozende.—Revd.
0
Antonio
Carlos
Pi
res
dos
Santos, até
31
d’
agosto
de
1877.
Povoa
do
Varzim.
—Revd.
0 Arcypreste,
até
31
de
dezembro
de 1877.
Mossamedes.
—Antonio
Joaquim
Guer
ra,
até
31
de dezembro
de
1877.
Torres
Vedras.
—Revd.0
Antonio
de
Souza,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Famalicão.—
Revd.
0
abbade
de
S.
Cos-
me
do Vale,
até
30
de junho
de
1877.
Lanhozo.
—
Manoel
Antonio
Vieira
Mar
tins,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Arcos.
—
Revd.
0
capellão
da
Peneda,
até
21
d
’outubro
de
1877.
Barcellos.—Revd.0
abbade
de
Areias,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Arcos.
—
Revd.
0
abbade
de
Santa
Ma
ria
Magdalena
de
Jolda,
até
30
de
junho
de
1878.
Vianna.
—Revd.0
abbade
de Merufe,
até
31
de julho
de
1877.
Funchal.—
.Manoel
Pinto
de
Abreu, até
19
de
novembro
de
1877.
Famalicão.
—
Manoel
da
Costa
Araújo,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Melgaço.
—
Luiz
Vicente
Gomes
Pinhei
ro,
até
30
de
junho
de
1877.
Monsão.
—
Revd.
0
Francisco
A. Barros
Pereira,
até
30
de junho
de 1877.
Os
nossos
assignantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar suás
assignaturas ao
nosso
correspondente
em
S.
Miguel,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o
snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã,
o snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho.
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José d’Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
A
CASTIBAME
Ao
meu
amigo
o e
revd.™
snr.
padre
Guerra.
Nos
jardins,
a
branca rosa,
Das
flôres
a
mais
mimosa
Tem
tal
magia
e
condão,
Que não
póde
contemplar-se
Sem
desejo
de
roubar-se
E
unil-a
ao
coração.
Porque
tens
pois,
linda
ílôr
A
preferencia ao
amor,
Ao
suspiro,
á
saudade?
E
’
que
em
aroma
a
candura,
Das
virtudes a
mais pura
E
’
s
o
typo:
—
a CASTIDADE.
.
Collegio
de
S.
Luiz.
8
de
junho
de
1877,
dia
do
Coração
de
Jesus.
Padre
M.
J.
Martins.
ANNUNCIOS
iw
bií
nw
Vende-se
uma
porção
de
traves,
que
se
acham depositadas
junto ao
passal
de
S.
Pedro
de
Maxitninos.
Trala-se
com
José
A.
Soares
d’
Araujo,
rua
da
Boa-Vista,
n.°
24.
(331)
—
dinheiro
a
juro
No
Deposito
Geral,
no
campo de
Sant
’
An-
na,
ha
para
mutuar
a
juro,
mediante
hy-
polheca,
quantia
próxima
a
400$!GO
reis»
e
mais
100$000
reis
em separado.
Dirigir-se
a
Bernardino
d
’
Araujo
Car
valho
Reis, rua
de
S. Victor.
(312)
A8YLO
ME
M
V
A
Direcção
do
Asylo de
D.
Pedro
V
faz publico
<jue
no l.° de
julho
proximo,
pelas
12
horas
da
manhã,
se
ha de
pro
ceder
n
’uma das
salas
do
mesmo
asylo,
ao
arrendamento
a
quem
mais
der,
da cerca
do
extincto
convento
da
Penha,
devendo
os
pretendentes
apresentar
no
acto
fiador
idoneo,
que
se
responsabilise
pela
pontua
lidade
dos
pagamentos.
Braga,
Secretaria
do
Asylo
dlnfancía
Desvalida
de
D.
Pedro V, 20
de
junho
de
1877.
O
Secretario,
(333)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
ARTE
DAGHADAR
Estudo»
de hygiene,
de
gosto
e
toucadort
dedicados
ás
mulheres
bonitas
de
todos
os
paizes
do
mundo,
por
Ernesto Fey-
denu—
Vertida
do
francez
e
acrescen
tada
com
um
appendice,
por
A.
A.
Eeal,
1
volume
—
Preço
250.
Vende-se
no
Por
to,
na
livraria
de João
E.
da
Cruz
Coulinho»
editor,
rua
do
Almada,
15
e 17.
O
THESOIJRO
ARTISTA
Ou
collecção
de
Receitas
para
preparar
tintas
a
oleo,
verniz
e
tempera,
etc.
Compilado
de
vários
authores,
por
José
Alves Corrêa
Teixeira
Sant
’
Anna.
1
volume
—Preço
300
rs.
Vende-se
na
livraria
de
João
E. da
Cruz
Coulinho,
editor,
rua
do
Almada,
15 e
17,
Porto.
A
commissão
da distribuição
de subsí
dios,
alfaias
e
paramentos
concedidos
pela
Exm.
a
Junta
Geral da
Bulia
da
Cruzada,
e
creada
pelá
*
Porlaria
de
S.
Exm.
a
Revm.
a
com data
de
1
1
do corrente,
deliberou
se
fizesse
publico
que
lodos
os
vestimenlei-
ros,
livreiros,
entalhadores,
ourives
e
pi-
cheleiros,
que
desejarem
fornecer
os obje
ctos
da
sua
arte,
façam
constar
por
carta
fechada
ao
secretario
da commissão
o
pre
ço
de
cada um.
Estes
objectos
são:
Capa
de
Asperges
de
damasco
liso
com
galões
e
franja
de
relroz
amarello,
casula
de
de-
masco
liso
com
galões
de
retroz,
dalma-
tica idem idem,
véo
de
hombros
idem
idem,
estola
parochial,
manipulo,
frontal
de
tamanho
regular
de damasco
liso
comt
galões
de
retroz,
pailio
de
damasco
com
galões e
franja
de
retroz,
umbella,
para
mento
de
seda
a
fingir
ouro,
dito
de
se
da
matizada,
dito
de
velludilho
preto,
alba,
cordão,
amicto,
sacras
com
caixilho
liso,
missal
romano,
ritual
de
Paulo V,
pyxide
de
tamanho
regular
de
pau
dourado,
ban-
quela lisa
de
seis casliçaes e
crucifixo,
estante
para'
o
missal,
caltx
liso
com
pé
de
latão
e copa
de
prata
dourada,
patena,
douradura
de
um
calix,
custodia
de
ta
manho regular
de
latão
prateado
e
luneta
dourada,
pyxide
de
latão dourado,
cruz,
procissional
de
latão
lisa,
caldeira
de ta
manho
regular para
agua benta,
um
par
de
galhetas
com
pratinho,
thuribulo,
na
veta.
Nos
paramentos
deve-se
expressar
o
preço
em cada uma
das
côres—
branca,
ver
melha,
verde,
rôxa
e
preta.
Braga,
14
de
junho
de
1877.
O
secretario,
(326)
P.e
Fr.
Francisco
da Visilação.
Ao
Pretende-se
comprar um
orgão
para
uma
egreja
rural.
Falla-se
n
’
esta
adminis
tração.
(262)
DECLARAÇÃO
Luiz
Máximo
d
’Araujo
Tinoco,
Reitor
xla
freguezia
de
S.
Paio
de Pousada,
da
comarca
de
Braga,
em
resposta
ao
an-
nuocio
do «Commercio
do
Minho»,
n.°
650,
de
Bernardina Lopes
de
Faria,
au-
ctorisada
por
seu
marido
Manuel
José
Gon
çalves,
da
freguezia
de
Nogueira,
da
dita
comarca,
declara
que
todos
os
bens
que
possue
de
Francisco
Lopes
de
Faria,
pae
<la
annunciante, os arrematou
em hasta
publica,
em
execução promovida
contra
o
mesmo
Francisco Lopes
de
Faria
Porisso
faz
publico
que,
todos
os
con
tractos
que
fizer
a
respeito
de
taes bens
são
valiosos, e
mesmo
porque,
tendo
o
executado
feito
uma
doação,
com
anteda
ta,
de lodos
os
seus
bens
a
seu
filho
An
tonio
Lopes
de
Faria,
então
no
Brasil,
nas
notas
do
tabellião
Ramalho,
do
julgado
de
Vieira,
foi
essa
escriptura julgada
falsa,
por
sentença
do
Juiz
de
Direito
da
co
marca
da
Povoa
de
Lanhoso,
lendo por
essa
occasião,
para
se
evadir á
punição
da
justiça
de
fugir
para o dito
Império
do
Bra
sil, o
dito
pae
da
annunciante.
S.
Paio de
Pousada,
17
de
junho
de
1877.
O
Reitor,
(325)
Luiz Máximo
d’
Araújo
Tinoco.
Banco
Commercial de
Braga
Soeiedade anonyma de
responsa
bilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
Commercial de
Braga para se
reu
nirem
em
assem!
leia geral
no
dia
11
de
julho proximo,
pelas
11
horas
da
manhã,
afim
de
procederem
á eleição
do
Vice-pre-
sidente
da
meza,
por
ter
resignado
este
cargo
o
que
ultimamente
foi
eleito
em
as
sembleia
geral
de
10 de janeiro
d
’
este
an
no;
e
para
deliberarem
ao
mesmo
tempo
se
convém
que
a
Direcção
do
banco
en
tre
em
concordata
com
aquelles
de
seus
devedores,
cujas circnmstaticias lhes
não
permittem
solver
integralmente
os
seus
dé
bitos.
Braga
II de
junho
de
1877.
O
Presidente
da
meza
de
assembleia
geral,
Francisco
de
Campos d’Azevedo
Soares.
A Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’
esla
cidade,
administradora
do
Hospital
de
S.
Marcos,
faz
sciente,
que
no
dia
26
do
corrente celehrar-se-hão
solemnes
exé
quias
na
egreja do
dito
Haspilal,
por
al
ma do Bemfeitor do
mesmo,
.Antonio
Ma
nuel da
Costa
Rocha,
falleciao
na
fregue
zia
de
S.
João
de
Rei,
do
concelho
da
Po
■voa
de
Lanhoso;
convida
portanto
todos
«s
anrgos
e parentes
do
finado
a
assisti
rem
a
este
religioso
acto.
Braga
19
de junho
de
1877.
O
Escrivão
da
Meza,
(330 Conego
Manuel Antonio da
Coda.
A
quem
convier
Vende-se
na
roa
de
S.
Berrrabé,
n.°
18,
uma
ccmmoda de
pinho
com
quatro
gavetões
e
qoatro gavetas,
e
também
se
•vende
uma
balança
decimal
de
força
de
200
kilos.
e
outra
romana
de
força de
15;
uma
cama
de
castanho
ainda
nova
que
ser
ve
para casados.
(328/
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval
los. fazendo as vezes de’fogo e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ighbl
, pharmi-
ceutico em Aix
(na
Provença) Franca. —
Preço
1,000 reis. — Em
Lúliua
o snr Barreio, Lorelo,
n
0 28 — 30/25)
O
LIVRO
DE
S.
CYPRIANO
Com
uma
gravura
representando
um
grande
milagre feito
pelo
mesmo
Santo.
Remetle-se
pelo
correio
a
quem
enviar
600
rs.
em
estampilhas;
carta
a
A.
M.
JFonseca.
—
Bomjardim,
585,
Porto.
(321)
VENDA DE CASAS
Um
a
na
rua
d°
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas nas escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
perlender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
de
um caseiro
para
uma
quinta,
5
kilome.lros
distante
d
’
esta
cidade, que tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dons caseiros
dç
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a quinta,
ao
meio.
Quem
estiver n’
es-
tas circumstancias
falle
com Antonio Joa
quim
Loureiro,
Rua Nova,
n.°
2.
(300)
Aluga-se
desde
já, a
uma
familia
de
cente, com
coramodos
para
8
pessoas,
o
2
o
andar
da casa
reconstruída
de
novo
na
rua
de
D.
Pedro-
V,
n.° 27.
Do
dito
andar
gosa-se
o
que
ha
de
mais bello
e
pittoresco
em
volta
de
Braga.
Tem entra
da
independente
do
resto
do
edifício,
e
agoa
de
bica.
A
tratar
a
toda
a
hora
na
dita
casa.
(306)
GH.ANiWE
DEPOSITO
DE
MACHIN
\S
DE.
COSTURA
No
campa
de 2». Luiz I,
n.° 1
A. R. RIBEIRO
BRAGA
!!
Grande
facilidade
de pagamentos
1!
Vendas
em
prestações
de
400
rs.
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
augmenlo
algum nos
preços,
ou
Í0
por
cento
de
abatimento
de
promplo
pagamento
Ensino
grátis
(ainda
que
seja
desviado
d
’esta
cidade
6
léguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para famílias
cos
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros.
Do
seu
estabelecimento
não
sae
machina
nenhu
ma
sem que
seja
examinada;
podendo
as
sim afiançar ao respeitável
publico
o
ex-
cellenle trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
acima
fica
dito
basta
dizer-se
que
ha
3
annos
tem
depo
sito, e
ainda
não
lhe
veio
nenhuma ma
china
regeitada, devido
isto
á
boa
esco
lha como
póde
confirmar grande
numero
de famílias
e
industriaes.
No
mesmo
deposito
se
vendem
algo
dões,
retroz,
agulhas
e
oleo,
etc.
Maehinaa silenciosas.
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de Maria Virgem
Immacnlada
D.
Margarida
Heuoessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para
levantar
o seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo, onde
morou o
ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito,
o qual
já funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Rev.°João
Pe
dro
Ferreira Airoza,
e
a José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
CIRlIltJlAO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(186,
LECC1ONAÇÃO
Nas
Palhotas.
n.°
1,
lecciona-se
In-
strucção
Primaria
e
Francez,
por preços
rasoaveis.
MGB.
DE
SEGUR
Conselhos Praticas sobre a PRI
MEIRA
COMMCNMÃO
A
’
venda
na
Livraria
Catholica,
por
50
rs.
FILIAL Dã CAIXA
ECONÓMICA
PENHORISTA
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................ 500:000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis de
credito,
cereaes, roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual-
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora da manhã
até ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará aberta
só
até
ao
meio dia.
0
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
Vende
papeis
pinta-
g
dos para
guarnecer saltas,
gj
lindíssimos
gostos,
a
prin-
jg
cipiar
em
80
reis
a
peça.
f
—
Vende
olio,
tintas
e
vernizes para
pinturas
de
||
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito resu-
£
midos.
B --------
||
Vende
cimento
roma-
no’
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
1;
sas,
tudo
de
primeira qua-
W
lidade.
Xarope
peitoral
de
Hei
Empregado
com os
melhores
resultados
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
antigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
cjironi-
cas,
broncorrhea,
catarrho
pulmonar,
seja
qual
fôr
o
seu estado,
pneumonia,
pleu-
risia,
tisica,
catarrho
suffocante.
angina
nervosa,
tosse
aslhmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.,
etc.
Os
eífeitos
d
’
este
verda
deiro
especifico
são
seguros
e
rápidos,
e
é
considerado
na
opinião
publica
o
melhor
medicamento
para
taes
padecimentos.
A
’
venda
em
todas
as pharmacias
e drogarias.
Deposito
principal
em
Braga,
na
pharma
cia
dos
snrs.
Pipa
A
lamão,
assim como,
Xarope
d
’
ostras
e
flor
da
mocidade
pelo
mesmo
auctor;
e
deposito
geral
na
phar
macia
Lisbonense,
largo
do
Corpo
Santo,
29
e 30,
Lisboa.
(215)
MUITA
ATTEXÇÂO
Deposito
de
biscoitos
de Valongo
1
— LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recomtnenda-
veis
tanto
pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços porque são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
*
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Bolaclfa doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
-
»
330
Bolachinha
de
afhruttr"
»
»
340
Tosta
azeda
»
190
(211)
v
Corographia 'de Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua
Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes.
....
l$500.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
